Você está na página 1de 16
Liberdade – Igualdade – Fraternidade O Rito Francês ou Moderno – Fundação, Usos e Costumes.

Liberdade Igualdade Fraternidade

Liberdade – Igualdade – Fraternidade O Rito Francês ou Moderno – Fundação, Usos e Costumes. Seu

O Rito Francês ou Moderno Fundação, Usos e Costumes.

Seu nome origina-se da adoção do Ritual da "primeira" Grande Loja de Londres, conhecida como a dos “Modernos”. Tendo por Grão-Mestre, Luís Felipe d'Orléans, Duque de Chartres, O Rito Moderno ou Francês foi criado em Paris no ano de 1761, instituído em 24 de dezembro de 1772 e proclamado em 09 de marco de l773, pelo Grande Oriente de França, sendo instalado solenemente em 22 de outubro de 1773. Estabelece sua Câmara de Altos Graus em 1782, visando dar ordem às centenas de Graus e de rituais então existentes no seio da Maçonaria universal. Através da Circular de 1784 cria o Grande Capítulo Geral de França. Este Grande Capítulo redige um Ritual próprio agrupando os diversos graus em 5 Ordens filosóficas, com a administração dos Capítulos que trabalham nos graus acima do terceiro ficando confiada a esta Câmara a partir de 1786.

Nascido do desejo de se criar uma unidade racional na diversidade de correntes de pensamento vigentes à época, o Rito Moderno é filho e herdeiro direto do pensamento iluminista. Embora criado sob moldes racionais, pautou inicialmente suas regras na primitiva Constituição de Anderson, deísta e tolerante no aspecto religioso. Após a Revolução Francesa, em 21 de maio de 1799, GOF e GLUI redigem um tratado de união. Entretanto, em 1815, a GLUI, altera a Constituição de Anderson, tornando-a dogmática e impositiva, como se pode perceber nas conhecidas citações aos “ateus estúpidos” e aos “libertinos irreligiosos”, características que bem poderiam designar muitos dos maiores filósofos e pensadores da humanidade.

Em 1877 vem a ruptura definitiva entre as duas potências, quando o GOF extingue a obrigatoriedade da crença em Deus e na imortalidade da alma como reconhecimento de um homem como maçom. Coerente com esta linha de pensamento, e, talvez por causa disso, considerado o condutor da Maçonaria do 3º Milênio, o Rito Moderno dá ao maçom o direito de pensar com irrestrita liberdade, o dever de trabalhar para o bem-estar social e econômico do cidadão, e a capacidade de defender os direitos naturais e sociais do homem, seja de qualquer cultura ou nacionalidade. Este humanismo explícito, muitas vezes atrita-se com o status quo social, do qual a religião é um de seus pináculos básicos. O Rito Moderno não considera a Maçonaria como uma ordem mística, embora seus três primeiros graus o sejam, baseados que estão no pensamento judaico-cristão. Ainda assim, o maçom do Rito Moderno é naturalmente cientificista e, portanto, pedagogicamente mais afeito à forma do aprendizado do que ao seu conteúdo. Entende que a busca da verdade se realiza no Grau de Aprendiz pela intuição, no Grau de Companheiro através da análise e culmina no Grau de Mestre pelo desenvolvimento da capacidade de síntese, num processo evolutivo lógico- racional baseado no pensamento científico contemporâneo.

Os padrões de conduta do Rito Moderno são racionais e cartesianos, enriquecidos na contemporaneidade, por um Humanismo essencialmente democrático e plural. Características essenciais para um mundo globalizado. Em 1822, o Grande Oriente do Brasil é fundado sob a égide do Rito Moderno, visto que, em 1802, Hipólito José da Costa trouxe de Londres e de Paris a Carta-Patente regularizadora do funcionamento do Grande Oriente Lusitano na então colônia brasileira. Sendo este, como todo Oriente, praticante do Rito Francês, o GOB herda o Rito Moderno da metrópole lusa, conduzindo e irradiando sua chama iluminista, emancipadora e libertária até os dias atuais.

Para uma melhor compreensão sobre isto, é importante voltar às origens da Maçonaria em Portugal.

Remonta até cerca de 1730 a fundação, em Portugal, das primeiras Lojas sob a influência da França e Inglaterra (Clavel, 1843). Em 1738 o Papa Clemente XII proíbe aos católicos exercerem atividades nas Lojas Maçônicas e o rei de Portugal D. João V ameaçava com penalidades os maçons. (Thory – “Histoire de La Fondation du Grand Orient de France”). Na verdade, nem a Bula do Papa, nem o Decreto do Rei, impediram as atividades maçônicas em Portugal.

Posteriormente, durante governo do Del-Rei D. José I (1750-1777) as Lojas Portuguesas funcionavam sigilosamente. Daí em diante, até a Revolução Francesa, Portugal recebia grande influência das Lojas de Paris, de nada valendo as proibições de D. João VI e de D. Maria I. Ao redor de 1793, existiam em Coimbra e em Porto e delas fizeram parte vários estudantes das províncias ultramarinas inclusive do Estado do Brasil (Lívio e Ferreira, 1968).

O Grande Oriente Lusitano foi construído em 1800, tendo como Grão-Mestres o desembargador Sebastião de São Paio e em seguida, em 1803, o general Gomes Freire de Andrade (O Regresso da Maçonaria, Angel Maria de Lera; prefácio de Armando Adão e Silva, 1986).

Em 1807, Junot conquista Portugal obrigando a Corte portuguesa procurar abrigo no Brasil. “Assim a Maçonaria do Brasil desde o século XVIII esteve ligada a Portugal. Enquanto a sede da Monarquia Portuguesa foi em Lisboa, a Maçonaria sentia ser mais fácil os movimentos revolucionários no Brasil, daí as Inconfidências Mineira (1789) e baiana (1799). Com a transferência da sede da Monarquia Portuguesa para o Rio de Janeiro, já surgiu em 1817 uma revolução simultaneamente no Brasil (em Pernambuco) e em Portugal (chefiada por Gomes Freire de Andrade) ”, (Lívio e Ferreira, 1968).

Nos primeiros anos do século XIX, as Lojas Maçônicas espalharam-se consideravelmente nas províncias de Pernambuco, Bahia e Rio de Janeiro. Umas, sob os auspícios do Grande Oriente Lusitano, outras sob o de França. A Loja “Virtude e Razão”, por exemplo, foi instalada em Salvador, em 1802, atuando no Rito Moderno.

“De lembrar que a Independência do Brasil, longe de consistir apenas no Grito do Ipiranga em 7 de setembro de 1822, antes teve o seu início com a Revolução Constitucional em 1820, no Porto, Portugal, por via de protesto contra as medidas recolonizadoras”. (Armando Adão e Silva, prefácio; O Regresso da Maçonaria, 1984).

O Grande Oriente do Brasil foi fundado em 17 de junho de 1822. Joaquim Gonçalves Ledo e José Clemente Pereira

foram líderes destacados nesse movimento, ambos da Loja Comércio e Artes, fundada em 15 de novembro de 1815. Assim, as Lojas “Comércio e Artes”, que se subdividiu em “União e Tranquilidade” e “Esperança de Nictheroy”,

formaram a base do Grande Oriente do Brasil, que recebeu a Carta Constitutiva do Grande Oriente Lusitano de Portugal. Seu primeiro Grão-Mestre Geral foi José Bonifácio de Andrada e Silva.

“Da ata da sessão do 22º dia do 4º mês maçônico do Ano da Verdadeira Luz 5822 (12 de julho de 1822), do Grande Oriente, consta a discussão de proposta de elevação ao grau de Eleito Secreto (o quarto grau do Rito Moderno), dos Irmãos Zimmerman, Sertório, Ícaro, Castor e Vasco da Gama (nomes simbólicos, costume da época, hoje só mantido pelo Rito Adonhiramita). Mais adiante, na mesma ata, em resposta ao pedido de elevação ao mestrado, de outros obreiros, consta que ficaram na espera os Irmãos Curius, Procion, Celso, Lycurgo e Baudeloque, mandando recomendar, a Grande Loja (órgão executivo do Grande Oriente), a esses obreiros, que se lembrassem de que, adotada a Maçonaria dos sete graus, o grau de Mestre tornava-se muito respeitável e que, se eles tinham verdadeiro amor pela Ordem, deveriam querer que fosse mais lenta essa concessão de graus, para torná-los mais valiosos (uma verdadeira lição para os afoitos, que querem subir a jato, sem conhecimentos suficientes).”

De acordo com Lima (Nos Bastidores do Mistério): “A Maçonaria Brasileira é filha espiritual da Maçonaria Francesa. Da França, veio o Rito Moderno com que o Grande Oriente atingiu a maioridade e, dez anos mais tarde, o R E A A.

O Grande Oriente do Brasil foi fechado por D. Pedro I, Príncipe Regente, sendo restaurado em 1832 por José

Bonifácio.de.Andrada.e.Silva.

O Grande Oriente do Brasil, restaurado em 1832, adotou o Rito Moderno e a Constituição do Grande Oriente de

França de 1826, adaptada por Gonçalves Ledo e promulgada em 24 de outubro de 1836 (Viegas, 1986). O Rito Moderno, portanto, passou a ser o Rito Oficial do Grande Oriente do Brasil, nos trabalhos de seus Corpos Legislativo e Administrativo,ou.seja,.para.o.funcionamento.de.seus.Altos.Corpos.

A Loja Comércio e Artes nº 1, a partir daí, adota o Rito Moderno (posteriormente, através do Decreto 2405, de 13 de

agosto de 1974, esta Loja mudou do Rito Moderno para o Rito Escocês Antigo e Aceito). A Loja “Seis de Março de 1817”, de Pernambuco, se regularizou em 7 de outubro de 1832 junto ao GOB, também trabalhando.no.Rito.Francês.(Albuquerque,.A.Maçonaria.e.a.Grandeza.do.Brasil). Datam de 1834 os manuais do Rito Francês publicados pelo GOB e de 1835 o estabelecimento de Capítulo neste Rito.

Em 1º de setembro de 1839 foi redigida outra Constituição, sendo logo substituída por outra de 1842. Em 1841, o

Grande.Oriente.do.Brasil.foi.de.novo.reconhecido.pelo.da.França(Viegas,1986).

Já na República, entre 1891-1901, o Grão-Mestre Antônio Joaquim de Macedo Soares, tendo como Secretário-Geral Henrique Valadares, deram à Maçonaria grande influência francesa e, “julgando-se dentro do espírito da lei da separação entre a Igreja e o Estado, conseguindo dar ênfase ao Rito Francês, o qual eliminava a Bíblia do Altar dos Juramentos e suprimia as referências ao Grande Arquiteto do Universo” (Viegas, 1986). A reforma constitucional de 1877 só alcançava a jurisprudência do Grande Oriente de França, mas o Grande Oriente do Brasil, onde se praticava o

Rito.Francês,.acompanhou.aquela.Potência. Em 1927 houve uma grande cisão no GOB com a formação das Grandes Lojas,.sendo.que.estas.últimas.mantiveram.o.Rito.Escocês.

“A Grande Loja da Inglaterra que considera condições indispensáveis para a vida maçônica a crença em Deus e em uma vida futura, e que rompeu com os Grandes Orientes da França e da Bélgica em defesa desses princípios, fez com o Grande Oriente do Brasil, em 1935, um tratado de aliança indissolúvel, firmando-se as relações cordiais entre os dois corpos”. (Viegas, 1986).

O

Rito Moderno, por saber que a atitude filosófica da Maçonaria é a pesquisa constante da verdade, e por outro lado,

ao

ver que a verdade, para que seja considerada em todo o seu sentido, deve ser absoluta e infinita, abraça a corrente de

pensamento que reconhece a impossibilidade do conhecimento do Absoluto pelo homem em sua finitude e relatividade,

ou seja, o AGNOSTICISMO, afirmando assim uma posição de humildade perante o Absoluto, o que deveria ser característica de todo Maçom.

Acrescente-se mais que o Gnosticismo, como teoria da possibilidade de conhecimento (não confundir com os chamados "Gnósticos" do início da Era Cristã), afirma que é possível conhecer o absoluto. O Ateísmo, ao afirmar categoricamente a inexistência de Deus, pertence à corrente gnóstica, posto que, nessa assertiva, mostra ser possível conhecer o Absoluto, donde podemos concluir que o ateu jamais será agnóstico e o agnóstico não pode ser ateu, pois suas teorias da possibilidade do conhecimento se chocam frontalmente.

Por outro lado, há religiões, como o Budismo, que, em sua origem, tomam uma posição agnóstica, não se preocupando em explicar o Absoluto, reconhecendo a impossibilidade de defini-lo. Desta forma, o Rito Moderno acolhe em seu seio, sem nenhum constrangimento, irmãos das mais diversas profissões religiosas e filosóficas, posto que, mesmo sendo ele agnóstico, não impõe aos seus membros o agnosticismo, mas exige deles uma posição relativa quanto à possibilidade de que outros Irmãos, que abraçam outra filosofia, estejam certos, ora quem é dono da verdade não tem necessidade de pesquisá-la ou procurá-la.

Outra afirmativa que se faz sobre o Rito Moderno é sua antirreligiosidade, o que não passa de outra confusão, que os dicionários, se consultados, ajudariam a esclarecer. O prefixo "anti" quer dizer "contra". O que melhor caberia para o Rito é o prefixo "a", que significa "inexistência", "privação"; e é empregado no sentido de equidistância entre o "a favor" e “o contra". A maçonaria é eqüidistante das religiões, não é uma seita religiosa, e os Irmãos que assim a tornam são, evidentemente, ou aqueles que procuram desvirtuá-la, ou aqueles que insatisfeitos com suas religiões procuram na Maçonaria uma nova religião ou a compensação para as suas frustrações místicas.

E, é baseado na equidistância perante as religiões que o Rito Moderno não adota a existência da Bíblia no Triângulo de

Compromissos (Altar de Juramentos para outros Ritos). Os defensores da colocação da Bíblia alegam que deve haver um "livro da lei revelada". A Bíblia só passou a ser adotada em algumas Lojas a partir de 1740, antes disso Anderson e os demais Maçons aceitavam a obrigação do "Livro da Lei", Lei Maçônica, Lei Moral. Acrescente-se, ainda, que existem religiões, tais como a Umbanda, o Candomblé, a Pajelança e outras, com diversos adeptos entre nós, que possuem um livro da lei revelada, cuja tradição é oral. Perguntamos: que livro religioso se colocaria na presença de tais Irmãos?

Nosso "Livro da Lei" são os princípios da Sublime Ordem, quando muito as Constituições das Potências às quais pertença a Loja, onde constam tais princípios, ou, ainda, as Constituições de Anderson, em sua redação original, que deu origem à institucionalização da moderna Maçonaria. Aproveitamos para transcrever o artigo primeiro da Constituição de Anderson, que é bastante claro a respeito do assunto: "O Maçom está obrigado, por sua vocação, a obedecer a Lei Moral, e se compreender seus deveres, nunca se converterá em um estúpido ateu nem em um irreligioso libertino”.

O Rito Moderno, na sua fundação, compunha-se apenas dos três primeiros graus e adotava as primeiras Constituições de

Anderson de 1723. Por conta da influência da Cavalaria, da nobreza e de misticismos, houve um clamor por parte dos irmãos em se incluir no Rito Moderno os Altos Graus, o que fez a cúpula do Grande Oriente de França nomear uma comissão de maçons de elevada cultura para estudar todos os sistemas existentes e elaborar um rito composto do menor número possível de graus que atendesse ao apelo destes.

A Comissão, após 03 anos de estudos, desistindo da missão recomendou que apenas se mantivesse os 03 graus

simbólicos. Acatando a decisão da Comissão, o Grande Oriente de França comunicou em 03 de agosto de 1777, a todos os seus jurisdicionados o entendimento da Comissão, que culminou numa reação adversa dos irmãos, uma vez que o Rito de Perfeição ou de Heredon já tinha 25 graus. Em face disto, se criou em 1782 uma Câmara dos Ritos, que ao final da empreita, teve suas conclusões acolhidas, nascendo assim, em 1786, o Rito Francês ou Moderno, com seus 7 graus.

Graus Simbólicos: 1º Grau Aprendiz; 2º Grau Companheiro; 3º Grau Mestre.

Graus Filosóficos: 1ª Ordem - 4º Grau Eleito; 2 ª Ordem - 5º Grau - Eleito Escocês; 3 ª Ordem - 6º Grau - Cavaleiro do Oriente ou da Espada; 4 ª Ordem - 7º Grau - Cavaleiro Rosa-Cruz.

Só em 1785, foram editados rituais oficiais para os três graus simbólicos, resultado da uniformização e da codificação das práticas das Lojas Francesas nos anos anteriores. Com o Regulateur de 1801, todos os graus do Rito Moderno passaram a ter o seu ritual. Houve um período, em Portugal, no qual o Rito Moderno chegou a funcionar com um grau 8 (Kadosh Perfeito Iniciado). Atualmente, no Brasil, reorganizou-se o Rito Moderno, principalmente por motivos administrativos, nos 9 graus, os dois últimos na 5ª Ordem, acrescentando-se: 5 ª Ordem - 8º Grau - Cavaleiro da Águia Branca e Preta, Cavaleiro Kadosh Filosófico, Inspetor do Rito e 5 ª Ordem - 9º Grau - Cavaleiro da Sapiência - Grande Inspetor do Rito.

Os três primeiros graus se reúnem nas chamadas Lojas Simbólicas, filiadas às chamadas Obediências Simbólicas. Os Graus 4 a 7 se reúnem nos chamados Sublimes Capítulos. O Grau 8 se reúne no Grande Conselho Estadual e o Grau 9 se reúne no Supremo Conselho, que tem jurisdição nacional sobre todos os Graus Filosóficos.

A Constituição do Grande Oriente do Brasil instituía o Grande Colégio de Ritos, para abrigar os Altos Graus dos Ritos então praticados: Moderno, Adonhiramita e Escocês Antigo e Aceito. Em 12 de janeiro de 1842, com a promulgação de uma nova Carta Magna do Grande Oriente do Brasil, foi reorganizado o Grande Colégio dos Ritos, com os três ritos então praticados, por Manoel Joaquim de Menezes. Com a Constituição de 1855, foi criado, o Sublime Grande Capítulo dos Ritos Azuis.

Com a extinção do Grande Colégio, foi formado o Sublime Grande Capítulo dos Ritos Azuis, com a participação dos Ritos Moderno e Adonhiramita, cujo Regulamento Geral seria aprovado em 7 de maio de 1858, ressalta nos textos abaixo, discordando da data de 1842 de Fundação do Rito Moderno, apoiando o ano de 1874:

“Em 1839 (1 DE SETEMBRO), ano em que a Constituição do Grande Oriente do Brasil instituía o Grande Colégio de Ritos, para abrigar os Altos Graus dos ritos então praticados: Moderno, Adonhiramita e Escocês Antigo e Aceito. Este último havia sido introduzido em 1829 e seu Supremo Conselho, fundado em 1832, sendo Obediência independente, começava a criar suas próprias Lojas. Em 1842 (12 DE JANEIRO), com a promulgação de uma nova Carta Magna do Grande Oriente do Brasil, foi reorganizado o Grande Colégio dos Ritos, com os três ritos então praticados, o que mostra como foi extemporânea a comemoração, em 1992, no Rio de Janeiro, do “sesquicentenário” da Oficina Chefe do Rito Moderno.”

“O Grande Capítulo do Rito Moderno, na realidade, só surgiria em novembro de 1874, depois da criação do Grande Capítulo Noachita e a consequente saída deste do Capítulo dos Ritos Azuis. O atual título da Oficina Chefe, Supremo Conselho do Rito Moderno para o Brasil, é bem mais recente, de 1976.” Ou seja, aqui aparece pela primeira vez o título “Grande Capítulo do Rito Moderno ou Francês” dado pela Obediência GOB. O Grande Colégio de Ritos do GOB praticava os ritos simbólicos e filosóficos. O Grande Oriente do Brasil era uma Obediência mista (simbólico-filosófica), numa situação que iria perdurar até 1951. A separação das Obediências Simbólicas e Filosóficas só ocorreria em 1951, pelo GOB, conforme será visto adiante.

Em 1839, a Constituição do Grande Oriente do Brasil instituía o Grande Colégio de Ritos, para abrigar os Altos Graus dos Ritos então praticados: Moderno, Adonhiramita e Escocês Antigo e Aceito. Em 1842, com a promulgação de uma nova Carta Magna do Grande Oriente do Brasil, foi reorganizado o Grande Colégio dos Ritos, com os três ritos então praticados. Ocorrem divergências entre os vários Irmãos no tocante às datas e ao histórico relativo ao Rito Moderno:

a) A Obediência Filosófica no Brasil foi fundada pelo Irmão Manoel Joaquim de Menezes, como Grande

Capítulo.dos.Ritos.Azuis,.em.1842.”

A Constituição do GOB de 1855 criou o Capítulo dos Ritos Azuis. Os chamados Ritos Azuis referem-se aos Ritos Moderno e Adonhiramita, cujas cores são azuis, cujo Regulamento Geral seria somente aprovado

somente.a.7.de.maio.de.1858.

Prossegue Álcio de Alencar Antunes: “Com a separação dos Ritos Azuis, passou a funcionar sob a denominação de Grande Capítulo do Rito Moderno ou Francês, a partir de 25 de novembro de 1874 (Sessão No. 227).”

Esta separação ocorreu depois da criação do Grande Capítulo Noachita (nome alusivo a Noah, ou Noé), e a consequente saída do Rito Adonhiramita, do Capítulo dos Ritos Azuis.

b) De acordo com o DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO, Página 63, Seção 1, Constituição de 12/06/1954, do

GRANDE CAPITULO DO RITO MODERNO PARA O BRASIL, este foi fundado por Manoel Joaquim de Menezes em 1842, com o Titulo de Grande Capitulo Geral dos Ritos Azuis. Aceito e Reconhecido pelo Grande Oriente do Brasil como Grande Oficina Chefe do Rito Moderno ou Francês no Brasil pela Constituição e Estatutos Gerais da Maçonaria, promulgado pelo Decreto Lei de 20. De abril de 1855 da E.V. passou, a funcionar com o Titulo de Grande, Capítulo do Rito Moderno ou Francês em 25 de novembro de 1874 E.V. (sessão 227).

Nota: De acordo deste Diário Oficial da União estava como Soberano Grande Inspetor do RM o IrPorfírio Augusto Ferreira Lima (período 1953-1956).

Nota: A 23 de maio, pelo Decreto nº 1641, o Grão-Mestre do GOB, Joaquim Rodrigues Neves, promulgava

a nova Constituição, a qual passava a reger apenas a Maçonaria Simbólica, fazendo com que o Grande

Oriente voltasse a ser uma Obediência estritamente simbólica, separando-se das Oficinas Chefes de Rito.

c) Abordando a data da separação dos Graus Simbólicos e Filosóficos, pelo GOB, em 1951:

“O Grande Oriente do Brasil criou, pelo Decreto nº 21, de 2 de abril de 1873, o Grande Capítulo dos Cavaleiros Noachitas, ligado, como Supremo Conselho Escocês, ao Grande Oriente. Este (GOB) era uma Obediência mista (simbólico-filosófica), numa situação que iria perdurar até 1951. Nesse ano, a 23 de maio, pelo Decreto nº 1641, o Grão-Mestre do GOB, Joaquim Rodrigues Neves, promulgava a nova Constituição, a qual passava a reger apenas a Maçonaria Simbólica, fazendo com que o Grande Oriente voltasse a ser uma Obediência estritamente simbólica, separando-se das Oficinas Chefes de Rito. A Constituição esclarecia que o Grande Oriente “com elas mantém relações da mais estreita amizade e tratados de reconhecimento, mas não divide com elas o governo dos três primeiros graus, baseados na lenda de Hiram, que exerce na mais completa independência em toda a sua vasta jurisdição”.

d) De acordo com o Irmão José Coelho da Silva (A Missão do Rito Moderno, SCRM, p. 22, 1994), que foi

Soberano Grande Inspetor Geral do Rito Moderno por 14 anos, a partir de 1974:

“Cada uma dessas Grandes Oficinas Litúrgicas mantém um “TRATADO DE MÚTUO RECONHECIMENTO” com a Potência Simbólica, no caso do Rito Moderno, com o GRANDE ORIENTE

DO BRASIL, pelo qual estão reguladas as atribuições de cada Corpo Maçônico, estando definida, inclusive,

a igualdade de direitos, nos atos solenes, entre o Grão-Mestre Geral e o Soberano Grande Inspetor Geral do Rito Moderno. Isto porque, desde 1842, quando de sua fundação, foi considerada a nossa Grande Oficina como o MANDATÁRIO EXCLUSIVO DO RITO MODERNO OU FRANCÊS NO BRASIL, ratificado pela Constituição e Estatutos Gerais da Maçonaria, de 25 de novembro de 1863, promulgada em 25 de novembro de 1865 como a Lei Fundamental da Ordem Maçônica no Império do Brasil. Passou a funcionar com o título de GRANDE CAPÍTULO DO RITO MODERNO OU FRANCÊS a partir de 25 de novembro de 1874 e MUITO PODEROSO E SUBLIME CAPÍTULO DO RITO MODERNO PARA O BRASIL a partir de 9 de março de 1953. Já em 1976 teve a Constituição atualizada, passando a denominar-se SUPREMO CONSELHO DO RITO MODERNO PARA O BRASIL, resguardando as finalidades e a competência, mas ampliando as suas conquistas em relação à demais potências filosóficas.”

e) Segundo o Soberano Grande Inspetor Geral do Rito Moderno de Honra José Maria Bonachi Batalla (A

Brief History of the Modern Rite in Brazil ):

“The Very Mighty and Sublime Grand Chapter of the Modern Rite for Brazil (O Muito Poderoso e Sublime Grande Capítulo do Rito Moderno para o Brasil ) was founded by Manoel Joaquim Menezes, in 1842 under the title of The Grand Chapter of Blue Rites (O Grande Capítulo dos Ritos Azuis). It was accepted and

recognized as Grand Head of the Modern Rite in Brazil by the Grand Orient of Brazil. On November 25. 1874, it chose to operate under the name of Grand Chapter of the Modern or French Rite (Grande Capítulo do Rito Moderno ou Francês).”

O Grande Colégio dos Ritos do GOB praticava os ritos simbólicos e filosóficos. O Grande Oriente do Brasil

era uma Obediência mista (simbólico-filosófica), numa situação que iria perdurar até 1951. A separação das

Obediências Simbólicas e Filosóficas só ocorreria em 1951, pelo GOB. A Constituição esclarecia que o Grande Oriente “com elas mantém relações da mais estreita amizade e tratados de reconhecimento, mas não divide com elas o governo dos três primeiros graus.”

Em 23 de maio de 1951, pelo Decreto nº 1641, o Grão-Mestre do GOB, Joaquim Rodrigues Neves, promulgava a nova Constituição, a qual passava a reger apenas a Maçonaria Simbólica, fazendo com que o Grande Oriente voltasse a ser uma Obediência estritamente simbólica, separando-se das Oficinas Chefes de Rito.

O Grande Oriente do Brasil inicialmente Grande Oriente Brasílico criado em 1822, adotou o Rito

Moderno. E isso é comprovado, pela História do GOB, através de suas atas em 1822. Foi o Rito adotado

pelos seus Altos Corpos.

Observa-se que o ano de Fundação do Supremo Conselho do Rito Moderno adotado pelos vários Soberanos de Honra, José Coelho da Silva, Álcio de Alencar Antunes e José Maria Bonachi Batalla é o de 1842, quando.da.fase.do.Grande.Colégio.dos.Ritos,,do.GOB. Da mesma maneira, a reorganização em 1842 pelo Irmão Manoel Joaquim Menezes, Membro do GOB, do Grande Colégio dos Ritos, então praticados no GOB, é, também, considerado pelos mesmos Soberanos de Honra.do.SCRM,.como.fundador.da.Oficina.Chefe.deste.Rito.

O registro no Diário Oficial da União, da Constituição do então Grande Capítulo do Rito Moderno ou

Francês, em 12/06/1954, confirma tanto o ano de Fundação 1842, assim como o seu fundador José Joaquim de Menezes. A promulgação de uma nova Carta Magna do Grande Oriente do Brasil, de 12 de janeiro de 1842, ajudou a reorganizar o Grande Colégio dos Ritos, então praticados. Não foi encontrada uma data abrangendo dia e mês para a criação do Grande Colégio dos Ritos, incluindo o Rito Moderno; o ano é de 1842. De acordo com a Constituição de 1855, foi criado, apenas para atender aos Ritos Moderno e Adonhiramita, o Sublime Grande Capítulo dos Ritos Azuis. O Regulamento Geral do Grande Capítulo dos Ritos Azuis só foi aprovado em 7 de maio de 1858. Só a 25 de novembro de 1874 é que desapareceria o Grande Capítulo dos Ritos Azuis, com o surgimento do Grande Capítulo do Rito Moderno ou Francês. Esta data é considerada pelo IrJosé Castellani como a data da Fundação da Oficina Chefe.

Tudo indica com a separação das Potências GOB e Oficina Chefe do GRANDE CAPITULO DO RITO MODERNO PARA O BRASIL, através da primeira Constituição de 12/06/1954, que o primeiro SGIGRM foi o IrPorfírio Augusto Ferreira Lima.

O Rito Moderno, no que diz respeito aos graus simbólicos, é o mesmo rito que a Grande Loja da Inglaterra, a dos “Modernos”, praticava antes de sua fusão com a dos “Antigos”. As inversões das colunas, os modos de reconhecimento nos 1º e 2º graus, o início da marcha com o pé direito, a Palavra Sagrada do Aprendiz eram

práticas dos “Modernos Ingleses”. ***{

descrever todos os três graus, a Maçonaria Dissecada, publicada por Samuel Prichard em outubro de 1730,

o que gerou a mudança de sinais, toques e palavras, etc.… pelos “Antigos” }

Mas, não são essas divergências que distinguem o Rito Moderno dos outros ritos. No Grande Oriente do Brasil, Potência mãe da Maçonaria Brasileira, são atualmente aceitos 7 (Sete) ritos: 1.- Adonhiramita; 2.- Brasileiro; 3.- Escocês Antigo e Aceito; 4.- Francês ou Moderno; 5.- Schröder; 6.- York e, 7.- RER (Rito Escocês Retificado). Tal diversidade não constitui fator de dissensão, porque todos, além de serem unidos pelos fortes laços de Fraternidade e de um Ideal comum, obedecem a normas legais, tais como as Constituições do Grande Oriente do Brasil e dos Grandes Orientes Estaduais, ao Regulamento Geral da Federação, leis e decretos. O Rito Moderno, que é fruto da Maçonaria Francesa, entende que o maçom deve ter a faculdade de pensar livremente, de trabalhar para o bem-estar social e econômico do cidadão, de defender os direitos do homem e uma melhor distribuição de rendas. Essa tendência filosófica humanista é que parece contrapor-se aos aspectos de religião cultual.

1730, temos a mais antiga exposição impressa que alegava

em

RITO DE PERFEIÇÃO - HEREDON

RITO ESCOCÊS ANTIGO E ACEITO

RITO MODERNO

 

1 Aprendiz

 

1 Aprendiz

 

1 Aprendiz

 

2 Companheiro

 

2 Companheiro

 

2 Companheiro

 

3

Mestre

3 Mestre

 

3 Mestre

 

4

Mestre Secreto

4 Mestre Secreto

     

5

Mestre Perfeito

5 Mestre Perfeito

     

6

Secretário Íntimo

6 Secretário Íntimo

     

7

Intendente dos Edifícios

 

7 Preboste e Juiz

     

8

Preboste e Juiz

8 Intendente dos Edifícios

     

9

Eleito dos Nove

9 Eleito dos Nove

 

4 Eleito ou Eleito Secreto

 

10 Eleito dos Quinze

 

10 Ilustre Eleito dos Quinze

     

11 Ilustre

Eleito

Chefe

das

Doze

     

Tribos

 

11 Sublime Cavaleiro Eleito

 

12 Grande Mestre Arquiteto

 

12 Grande Mestre Arquiteto

     

13 Real Arco de Salomão

 

13 Cavaleiro do Real Arco

     

14 Grande Eleito, Antigo e Perfeito

14 Grande Eleito, Perfeito e Sublime

   

Mestre

 

Maçom

 

5 Eleito Escocês

15 Cavaleiro da Espada

 

15 Cavaleiro do Oriente ou da Espada

6 Cavaleiro do Oriente

 

16 Príncipe de Jerusalém

 

16 Príncipe de Jerusalém

     

17 Cavaleiro do Oriente e do Ocidente

17 Cavaleiro do Oriente e do Ocidente

   

18 Cavaleiro Rosa-Cruz

 

18 Cavaleiro Rosa-Cruz

     
 

19

Grande

Pontífice

ou

Sublime

   

19 Grande Pontífice

 

Escocês

 
 

20

Soberano Príncipe da Maçonaria

   

20 Noaquita ou Cavaleiro Prussiano

ou Mestre

 

21 Grande Patriarca

 

21 Noaquita ou Cavaleiro Prussiano

   
 

22 Cavaleiro

do Real Machado ou

   

22 Príncipe do Líbano

 

Príncipe do Líbano

 
 

23 Chefe do Tabernáculo

     
 

24 Príncipe do Tabernáculo

     
 

25 Cavaleiro da Serpente de Bronze

   
 

26 Príncipe

da

Mercê

ou

Escocês

   

Trinitário

 
 

27 Grande Comandante do Templo

   

23 Cavaleiro

do

Sol

ou

Soberano

28 Cavaleiro

do

Sol

ou

Príncipe

   

Príncipe Adepto

 

Adepto

 
 

29

Grande

Cavaleiro

Escocês

de

   

Santo André

 
 

24

Ilustre Cavaleiro Comandante da

30

Cavaleiro Kadosh Cavaleiro da

8 Cavaleiro da Águia Branca Preta

e

Águia Branca e Negra

 

Águia Branca e Negra

 
 

31 Grande Inspetor Inquisidor

   
 

25

Ilustre e Soberano Príncipe da

     

Maçonaria, Grande Cavaleiro

Comandante do Real Segredo

 

32 Sublime Príncipe do Real Segredo

 

33 Grande Inspetor Geral da Ordem

9 Cavaleiro da Sapiência Grande Inspetor do Rito

 

CORRESPONDÊNCIA ENTRE OS GRAUS DOS DIVERSOS RITOS MAÇÔNICOS

 

MODERNO

ADONHIRAMITA

BRASILEIRO

REAA

YORK

ESCOCÊS RETIFICADO

GRAU 4

GRAU 7

GRAU 9

GRAU 9

Mestre de Marca

 

GRAU 5

GRAU 14

GRAU 14

GRAU 14

Past Master

 

GRAU 6

GRAU 15

GRAU 15

GRAU 15

Mui Excelente Mestre

 

GRAU 7

GRAU 18

GRAU 18

GRAU 18

Maçom do Real Arco

Mestre Escocês de Santo André

GRAU 8

GRAU 30

GRAU 30

GRAU 30

Cavaleiro de Malta

Escudeiro Noviço

GRAU 9

GRAU 33

GRAU 33

GRAU 33

Cavaleiro Templário

Cavaleiro Benfeitor da Cidade Santa

Os interstícios e a idade civil exigidos para a concessão dos diversos graus são os seguintes:

1º ao 2º Grau, 12 meses; 21 anos de idade e mais; 2º ao 3º Grau, 06 meses; 21 anos de idade e mais; 3º ao 4º Grau, 12 meses no Grau 3; 4º ao 5º Grau, 12 meses no Grau 4; 29 anos completos; 5º ao 6º Grau, 06 meses no Grau 5; 31 anos completos; 6º ao 7º Grau, 18 meses no Grau 6; 33 anos completos; 7º ao 8º Grau, 18 meses no Grau 7 e sem limite de idade; 8º ao 9º Grau, 36 meses no grau 8 e sem limite de idade;

Candidato a Membro Efetivo do SCRM, 24 meses no grau 9 e sem limite de idade.

*Os interstícios dos graus só poderão ser dispensados pelo SGIG mediante proposta fundamentada do Presidente do Corpo Filosófico subordinado.

O Rito Moderno não considera a Maçonaria como uma Ordem Mística, embora seus três primeiros graus

estejam impregnados da mística das civilizações antigas. A busca da verdade, transitória e inefável, realiza-se pelo aprendiz na intuição, pelo companheiro na análise e pelo mestre na síntese, num processo evolutivo e

racional. Os padrões do pensamento da Maçonaria Francesa são racionais e científicos, e se prendem à época moderna, ao Humanismo.

A síntese dos debates da Assembleia em 1876, que levaram à resolução de 1877, mostra bem, que: - ”A franco- maçonaria não é deísta, nem é ateísta, nem sequer positivista. A instituição que afirma e pratica a solidariedade humana, é estranha a todo dogma e a todo credo religioso. Tem por princípio único o respeito absoluto da liberdade de pensamento e consciência. Nenhum homem inteligente e honesto poderá dizer, seriamente, que o Grande Oriente de França quis banir de suas lojas a crença em Deus e na imortalidade da alma quando, ao contrário, em nome da liberdade absoluta de consciência, declara, solenemente, respeitar as convicções, as doutrinas e as crenças de seus membros”.

“O Rito Moderno mantém-se tolerantemente imparcial, ou melhor, respeitosamente neutro, quanto à exigência, para os seus adeptos, da crença específica em um Deus revelado, ou Ente Supremo, bem como da categórica aceitação existencial de uma vida futura; nunca por contestante ateísmo materialístico, mas unicamente, pelo respeito incondicional ao modo de pensar de cada irmão, ou postulante. Demonstra apenas, a evolução das crenças estimulando os seus seguidores ao uso da razão, para formar a sua própria opinião. Procura ensinar que a ideia de Deus resulta da consciência e que as exteriorizações do seu culto não passam de um sentimento íntimo, que se pode traduzir das mais diversas maneiras. ”

O Rito Moderno não admite a limitação do alcance da razão, pelo que desaprova o dogmatismo e imposições

ideológicas e, por ser racionalista e, portanto, adogmático, propugna pela busca da Verdade, ainda que provisória e em constante mutação. A filosofia do Rito se opõe a qualquer espécie de discriminação. A não admissão de mulheres dá-se em decorrência de tratados e não da natureza do Rito.

O Rito emprega SS, TTe PPpara cada grau; desenvolve as cerimônias por meio de fórmulas

misteriosas e emblemáticas dentro dos Templos, com símbolos da construção universal; usa no primeiro

Grau a Câmara das Reflexões para o neófito, desenvolve na iniciação o cultivo da Moral, da Frate da Tolerância e explica as viagens simbólicas; no 2º Grau glorifica, na cerimônia iniciática, o trabalho e o emprego das respectivas ferramentas e o aprimoramento das ciências e das artes; no 3º Grau adota a lenda

de Hiram e a sua analogia com o princípio científico que a vida nasce da morte.

Tudo isso se contém nos três Graus simbólicos do Rito Francês ou Moderno, com exceção da afirmação

dogmática. Evidentemente assim é porque o Rito é agnóstico, o que, aliás, não contraria a cânone citado no – “Livro das Constituições” de Anderson, solenemente aprovado como codificação da Lei Maçônica em 17

de janeiro de 1723 pelos Maçons ingleses e ainda hoje obedecido em todo o mundo maçônico regular.

Antes de prosseguirmos, se faz necessário que se fale um pouco sobre Dogma e Adogmatismo.

“DOGMA”: Ponto fundamental e indiscutível de uma doutrina religiosa; “DOGMATISMO”: Doutrina que afirma a existência de verdades certas e que se podem provar;

“ADOGMATISMO”: Orientação filosófica que se opõe as doutrinas formalmente estabelecidas.

Adogmático, “O Rito Moderno mantém-se tolerantemente imparcial, ou melhor, respeitosamente neutro, quanto à exigência para seus adeptos, da crença específica em um Deus revelado, ou Ente-Supremo, bem como da categórica aceitação existencial de uma vida futura; nunca por constante ateísmo materialístico, mas, unicamente, pelo respeito incondicional ao modo de pensar de cada Irmão, ou Postulante. Demonstra, apenas, a evolução das crenças, estimulando seus seguidores ao uso da Razão, para formar sua própria opinião. Procura ensinar que a ideia de Deus resulta da consciência e que a exteriorização do seu culto não passa de um sentimento íntimo, que se pode traduzir de várias maneiras. Indica como dever aos maçons: o aperfeiçoamento pela análise de todas as ideias liberais, igualitárias e generosas; a elevação do espírito à concepção de uma incessante orientação progressista; e a plena conscientização do papel coletivo, que deve desempenhar na Terra, o Homem Permanente e Impessoal, de que a Ordem Maçônica é a personificação. ”

Em 1877, a Assembleia Geral do Grande Oriente de França decidiu suprimir o preceito até então proclamado como o princípio fundamental da Maçonaria: a crença em Deus e a imortalidade da alma. Essa supressão, vitoriosa, obrigou o Grande Colégio dos Ritos a reformular os Rituais, o que só ocorreu em 1886, porque foram muitas as resistências a vencer. A supressão daquele princípio fundamental produziu o abandono da fórmula: “A Glória do Grande Arquiteto do Universo”, bem como à retirada da Bíblia do Altar dos.Juramentos.

A Constituição do Grande Oriente de França, após a reforma de 1877, estabelece em seu art. 1.º, depoi s de

definir os objetivos e princípios da Instituição: “A Franco-Maçonaria, considerando que as concepções

metafísicas são do domínio exclusivo da apreciação individual de seus membros, recusa-se a qualquer afirmação.dogmática”. Em homenagem ao Grande Oriente de França, convém deixar bem claro os motivos por que ele operou essa reforma. Sua atitude não traduziu, como poderia parecer, reação ao Sillabus, o código de intolerância do

Papa.Pio.IX,.decretado.em.dezembro.de.1864.

O Grande Oriente não passou da posição deísta para a posição ateia. Absolutamente. Não se impunha

ateísmo a ninguém. O voto nº 9, em virtude do qual a Assembleia suprimiu aquela afirmação dogmática de

crença em Deus e na imortalidade da alma, tem a sua genuína interpretação nos Boletins do Grande Oriente de França, dos anos de 1876 e 1877. No Boletim de 1876, à pág. 373, se lê:

Só a má fé pode assimilar a supressão, que se pretende, a uma negação da existência de Deus e da imortalidade da alma. Pleiteamos, sim como bases exclusivas da Franco-Maçonaria a solidariedade humana e a liberdade de consciência, mas essas bases comportam a crença em Deus e em uma alma imortal, tanto quanto autorizam o materialismo, o positivismo ou qualquer outra doutrina filosófica”. No mesmo Boletim de 1876, a pág. 378, se diz: “A Franco-Maçonaria não é deísta, nem ateia, nem mesmo

positivista. Como instituição, afirmando e praticando a solidariedade humana, ela é estranha a todo dogma

e a todo e qualquer credo religioso. Ela tem por princípio único o respeito absoluto à liberdade de

consciência. Em matéria de fé, ela não afirma nem nega. Ela respeita de modo igual, todas as convicções, doutrinas e crenças sinceras. Assim, as portas de nossos Templos se abrem diante do protestante, como diante do católico, diante do muçulmano como diante do cristão, diante do ateu como diante do deísta, desde que sejam.homens.de.bem”.

À.página.380.do.mesmo.Boletim.de.1876.se.acentua:

“Nenhum homem inteligente e honesto poderá dizer seriamente que o Grande Oriente de França quis banir de suas Lojas a crença em Deus e na imortalidade da alma, quando, ao contrário, em nome da

liberdade absoluta de consciência, ele declara solenemente respeitar as convicções, as doutrinas e as crenças de seus membros. Nós não afirmamos nem negamos nenhum dogma, para nos mantermos fiéis aos nossos princípios e à prática da solidariedade humana. Se convém aos Grandes Orientes estrangeiros nos caluniar, deturpando nossos pensamentos e desnaturando nossos sentimentos, que o façam: São livres”. Em 1877, quando a Assembleia ainda debatia o assunto, proclamava-se (Boletim, pág. 243):

“Deixemos aos teólogos o cuidado de discutir os dogmas. Deixemos às igrejas totalitárias o cuidado de formular os Syllabus. Mas que a Maçonaria se torne o que deve ser: uma instituição aberta ao progresso, a todas as ideias morais e elevadas, a todas as aspirações largas e liberais. Que ela não desça jamais à arena ardente das discussões teológicas, que não têm trazido senão dissensões e perseguições. Que ela se guarde de querer ser uma Igreja, um Concílio, um Sínodo! Porque todas as Igrejas, Concílios e Sínodos têm sido violentos e perseguidores, porque o dogma é, por sua natureza, inquisidor e intolerante. Que a Maçonaria paire, pois, majestosamente, acima de todas as questões de igrejas ou de seitas; que ela sobreleve do alto, todas essas discussões; que ela se torne o vasto abrigo, sempre aberto a todos os espíritos generosos e bravos, a todos os perquiridores conscienciosos e desinteressados da verdade, a todas as vítimas, enfim, do despotismo.e.da.intolerância”.

A Moção, que adotou o voto n.º 9, supressivo, consta, finalmente, à fls. 248 do Boletim de 1877: “A

Assembleia, considerando que a Franco-Maçonaria não é uma religião, não pode, por consequência, afirmar.em.sua.Constituição.doutrinas.ou.dogmas”. O texto aprovado estabelecia: “A Franco-Maçonaria, instituição inteiramente filantrópica e progressista,

tem por objetivo a procura da verdade, o estudo da moral universal, das ciências e das artes e o exercício da beneficência. Tem por princípios a liberdade absoluta de consciência e a solidariedade humana. Não exclui ninguém por suas crenças. Tem por divisa: Liberdade, Igualdade e Fraternidade”, (“Les Francs-Maçons”, de Serge Hutin, ed. 1960, pág. 109, coleção “Le Temps qui court”). É curioso assinalar-se que a aprovação

se deu, após um discurso muito aplaudido do IrDesmons, que não era livre pensador, mas um pastor

protestante.

Os Landmarks tradicionais continuam observados pelo Rito Francês ou Moderno. A própria Grande Loja Unida da Inglaterra nunca relacionou ou citou uma determinada classificação de Landmark. El a aceita como Landmarks os Antigos Deveres citados na Constituição de Anderson. O que ela fez foi citar os oito pontos que exige para reconhecimento de uma Potência Maçônica, que nós aceitamos, pois, o Grande Oriente do Brasil tem Tratado de Amizade e Reconhecimento com ela.

O Rito Moderno, coerente com seus princípios aceita como mais concernente à compilação de Findel, que é

a seguinte:

1.- A obrigação de cada Maçom de professar a religião universal em que todos os homens de bem concordam. (Praticamente transcrevendo as Constituições de Anderson, primeiro documento oficial da moderna Maçonaria); 2. Não existem na Ordem diferenças de nascimento, raça, cor, nacionalidade, credo religioso ou político; 3. Cada iniciado torna-se membro da Fraternidade Universal, com pleno direito de visitar outras Lojas; 4. Para ser iniciado é necessário ser homem livre e de bons costumes, ter liberdade espiritual, cultura geral e ser maior de idade; 5. A igualdade dos Maçons em Loja; 6. A obrigatoriedade de solucionar todas as divergências entre os Maçons dentro da Fraternidade; 7. Os mandamentos da concórdia, amor fraternal e tolerância; proibição de levar para a Ordem discussões sobre assuntos de religião e política; 8. O sigilo sobre os assuntos ritualísticos e os conhecimentos havidos na Iniciação; 9. O direito de cada Maçom de colaborar na legislação maçônica, o direito de voto e o de ser representado no Alto Corpo.

Na opinião do Irmão Onias Neto, praticamente não cabem ressalvas na relação de Findel, o que a torna aceitável em virtude de se coadunar com o que eles entendem por Landmark. Temos a preocupação de garantir essa liberdade e permitir, a cada um dos membros, acreditar no principio criador que lhe convier, sempre respeitando a crença de qualquer outro.

No grau 1. O Compromisso (Não há juramento no RM) é sobre a Constituição; o candidato não ajoelha. Define-se a Maçonaria como uma instituição, cujos princípios são: a Tolerância, o Respeito Mútuo e a Liberdade de Consciência. Sua divisa: Liberdade, Igualdade e Fraternidade. Não há Bíblia, nem outro L∴ S ∴ , nem preces, nem se invoca o.G ∴ A ∴ D ∴ S, nem preces, nem se invoca o.GADU;
No grau 2. Faz-se a glorificação do trabalho, mas a letra G é gravitação, gênio, geometria, e a Estrela Flamejante simboliza a estrela polar ou o astro do livre pensamento; ∴ , nem preces, nem se invoca o.G ∴ A ∴ D ∴ U ∴ ;
No grau 3. A acácia não é a imortalidade. Ela significa que a vida tira seus elementos da morte e lembra a renovação social pela liberdade, que sucede à opressão; No grau 7. Não há referência a Jesus. A Palavra Perdida é a trilogia da Revolução Francesa; simboliza a estrela polar ou o astro do livre pensamento; No grau 8. Zela-se pela Ritualística
No grau 8. Zela-se pela Ritualística e Filosofia do Rito; No grau 9. Faz-se parte da administração do Rito em todo o território nacional com mandato sobre os Grandes Conselhos Estaduais; Nos Rituais especiais, o mesmo sentido agnóstico; A Palavra Perdida é a trilogia da Revolução Francesa; Na inauguração do Templo, se invoca a
Na inauguração do Templo, se invoca a Verdade, a Razão e a Justiça; Na confirmação do casamento, considera-se a cerimônia como um contrato, visando a perpetuação da espécie; território nacional com mandato sobre os Grandes Conselhos Estaduais; Nos Rituais especiais, o mesmo sentido agnóstico;
Justiça; Na confirmação do casamento, considera-se a cerimônia como um contrato, visando a perpetuação da espécie;

Na pompa fúnebre: não há afirmação da imortalidade do espírito, nem a invocação do GADUe se diz que: “O corpo morto, vai contribuir ao desenvolvimento da vida vegetal”.

Nos Rituais vigentes do Rito Francês ou Moderno não há liturgia, porque não há cerimônia religiosa. Os Ritos podem compreender cerimônias religiosas e não religiosas. Segundo Jules Boucher, em seu

conhecido livro “La Symbolique Maçonnique”, Rito é, em Maçonaria, “a codificação de certas cerimônias. É

o cerimonial”.

Nos seus Rituais vigentes, O Rito Francês ou Moderno é um Rito, sem as práticas religiosas de um culto. Seus Rituais contêm as regras ou preceitos, com os quais se realizam as cerimônias e se comunicam os SS , TT, PPe demais instruções secretas dos graus.

No Rito Moderno, estudamos que o maçom, fiel ao espírito da própria Instituição, tem uma tríplice caminhada a percorrer, passando por três estados: o Místico, o Metafísico e o Científico, uma vez que nós, maçons, estamos ligados ao próprio destino da Humanidade.

Dependendo do grau em que a Loja esteja trabalhando, varia a posição do esquadro e do compasso sobre o Livro da Lei:

No grau de Aprendiz Maçom, o esquadro é colocado sobre o compasso, com suas hastes ocultando as hastes deste; No de Companheiro, eles, os instrumentos, estão entrecruzados, com uma das hastes do esquadro ocultando uma haste do compasso, enquanto a outra haste deste cobre a outra haste daquele; No de Mestre, o compasso é colocado sobre o esquadro, com suas hastes ocultando as hastes deste. Nos ritos místicos, esotericamente, o compasso representa o espírito e o esquadro simboliza a matéria.

Assim, no Aprendiz, ainda imperfeito, a materialidade suplanta a espiritualidade; no Companheiro, há um

equilíbrio entre a espiritualidade e a materialidade; e, finalmente, no Mestre, há o triunfo do espírito sobre

a matéria.

No racional Rito Moderno, todavia, a interpretação é outra: no grau de Aprendiz, as hastes do compasso, presas sob o esquadro, representam a mente, ainda subjugada pelos preconceitos e pelas convenções sociais, sem a necessária liberdade para pesquisar e procurar a Verdade; no grau de Companheiro, onde é libertada uma das hastes, há a demonstração de que o maçom já tem certa liberdade de raciocínio e está no caminho da Verdade; no grau de Mestre, as hastes do compasso, que é o símbolo do conhecimento, livres,

mostram que o Mestre é aquele que tem a mente totalmente livre, para se dedicar ao trabalho de construção do edifício moral e intelectual da humanidade.

Para os ritos teístas, a verdade, simbolizada pelas hastes livres do compasso, é a Verdade Divina, o atributo da mais alta espiritualidade, só reconhecido na divindade, enquanto a verdade simbolizada pelas hastes presas do compasso é a Verdade humana, demonstrada como imperfeita, rústica, instável e subjugada pelos preconceitos. Para o Rito Moderno, a verdade contida nas hastes do compasso é a Verdade sempre renovada da evolução científica, do raciocínio livre e do espírito crítico, que dá, ao Homem, a liberdade de escolher os seus padrões morais e espirituais, sem o paternalismo que lhe mostre uma verdade estática e imutável, transformada em transcendental e, por isso mesmo, enigmática e inacessível.

Afinal, o que é a Verdade? Ninguém, até hoje, respondeu a essa pergunta. Se a verdade do homem é, ainda, uma incógnita, como se pode estabelecer o teor da verdade divina, se Deu s, segundo todas as teologias, é o Infinito Incognoscível? Mostra ainda, o Rito Moderno, que ele não elimina o conceito de divindade, mas também não o impõe.

Ele apenas respeita a liberdade de consciência do Homem e o seu raciocínio crítico, rejeitando os paradigmas impostos por homens falíveis, que, em nome de suas crenças místicas, pretendem se arvorar em arautos e intérpretes da Vontade e da Verdade de Deus.

De maneira Global, o Supremo Conselho do Rito Moderno, reconhecido legalmente pelo Grande Oriente do Brasil através de Tratado de Reconhecimento, que trabalha no Grau 9-Cavaleiro da Sapiência, tem o âmbito de atuação Nacional e Internacional. Nos Estados há os Grandes Conselhos Estaduais, que funcionam com o grau 8-Cavaleiro da Águia Branca e Preta e dentro de cada um deles há os Sublimes Capítulos Regionais que trabalham nos graus 4 ao 7-Eleito, Escocês, Cavaleiro do Oriente e da Espada e Cavaleiro Rosa-Cruz.

Fontes: Material compilado da Internet e reeditado, reservando-se o direito aos seus criadores; SCRM; Ritual Aprendiz Rito Moderno/GOB- 2009; Paulo César Gaglianone; SCRM; Antonio Onías (In-Memorian); Helio P. Leite; Álvaro Palmeira; José Coelho da Silva; A Trolha; kennyo Ismail; Loja Universitária Professor José de Souza Herdy; Pedra Oculta; Diego Denardi; José Ronaldo Viega Alves; Constituição do Grande Oriente do Brasil, 1975. Rio de Janeiro, 22-05-1975; Constituição do Grande Oriente do Brasil, 2001. Distrito Federal, 30-11-1990; Constituição do Grande Oriente do Brasil, 2007 última revisão em 10-09-2012; PIRES, Joaquim da silva - O Roteiro da Iniciação de Acordo com o Rito Escocês Antigo e Aceito, 1ª ed. Londrina: Ed. Maçônica “A Trolha”, 2011; ir.’. Valney (RB); ANTUNES, Álcio de Alencar. O Rito Moderno no Contexto da Maçonaria Universal. In: Supremo Conselho do Rito Moderno. O Rito Francês ou Moderno: A Maçonaria do

Terceiro Milênio. Londrina,.PR,.Ed

Supremo Conselho do Rito Moderno. O Rito Francês ou Moderno: A Maçonaria do Terceiro Milênio. Londrina, PR, Ed. Maçônica A

O.Rito.Moderno

Trolha

.ou.Francês (Acesso.em.26/02/2013);.WIKIPÉDIA:.Rito.Moderno: http://pt.

Maçônica.A.Trolha,

1994.BAPTISTA, Antonio Samuel. Rito Moderno: Uma Interpretação. In:

1994;.CASTELLANI,.José;.Manual.do.Rito.Moderno.Editora.A.Gazeta.Maçônica,.1991;.NETO,.Antonio.Onias

wikipedia.org/wiki/Rito_Moderno (Acesso em 26/02/2012) e colaboração especial do querido irmão José Maria Bonachi Batalla, EX-SGIG do

RM. Fatos e nomes omissos? Favor contatar-nos para a devida observação.

.

irmão José Maria Bonachi Batalla, EX-SGIG do RM. Fatos e nomes omissos? Favor contatar-nos para a

Cleber Tomás Vianna

Graus 9°RM - 33°ECMA/REAA.
Graus 9°RM - 33°ECMA/REAA.

Grande Benemérito da Ordem Secretário Orientação Ritualística do GOEB ADJ Rito Moderno

Liberdade Igualdade Fraternidade.

Diploma de Reconhecimento Maçônico do Supremo Conselho do Brasil para o Rito Escocês Antigo e Aceito, Sede em São Cristovão, RJ, Ato 14.341 de 25/11/2016 Promulgado pelo Soberano irmão Enyr de Jesus Costa e Silva.

Diploma de Mérito de Membro Contribuinte para a nova Sede do

Supremo Conselho do Grau 33 do R E A A, em Jacarepaguá - nº 10.321

16/07/1986.

Diploma de Fundador Honorário - 23/09/2002- Loja Solidariedade, 3348 GOEB/GOB SSA/BA.

Diploma de Venerável Mestre de Honra 23/09/2002 Loja Solidariedade, 3348 GOEB/GOB SSA/BA.

Certificado de Palestrante emitido pelas Lojas Constâncio Vieira, 3300 AJÚ/SE, Solidariedade, 3348-SSA/BA, Verdade Libertária, 3497-SSA/BA, Sublimes Capítulos Regionais Dílson Luiz Santa Bárbara Gusmão-AJÚ/SE e Os Amigos da Liberdade, SSA/BA pela participação do Primeiro Seminário Bahia e Sergipe do Rito Moderno 29/11/2003 – Tema “Landmarks”.

Diploma de Participação 1º Seminário do Rito Adonhiramita na Bahia em Feira de Santana dias 08 e

09/04/2016.

Diploma de Participação do Seminário Regional do Rito Brasileiro na Bahia em Riachão do Jacuípe De 22 a 24/04/2016.

Certificado de Reconhecimento à causa Maçônica 20/08/2007 Loja José do Patrocínio, 148 Subordinada à Grande Loja do Estado de Goiás.

Diploma de Maçom Benemérito da Ordem - GOEB/BA. Ato 159/2009-05/09/2009, Promulgado pelo Grão-Mestre Humberto Cedraz.

Maçom Benemérito da Ordem Grande Oriente do Brasil, Ato 23.468 de 13/10/2016, Promulgado pelo

Grão-Mestre em exercício irmão Eurípedes Barbosa Nunes.

Maçom Grande Benemérito da Ordem Grande Oriente do Brasil, Ato 024.623 de 19/05/2017, Registro

88049.

Maçom Grande Benemérito da Ordem Grande Oriente Estadual da Bahia, Ato 675 de 17/07/2017.

Diploma de Participação na Poderosa Congregação de Veneráveis Mestres do GOEB 11/07/2015.

Diploma de membro honorário da A R L S Fênix Cavaleiros do Pórtico, nº 4423, Rito Escocês Retificado, Oriente de Inhambupe/BA 28/05/2016.

Diploma de Membro Fundador do Sublime Capítulo Regional do Rito Moderno Aurora do Oriente, nº 29,

ao Vale de Natal, Rio Grande do Norte 23/07/2016.

Diploma de Honoris Laborpelos relevantes trabalhos prestados ao Sublime Capítulo Regional do Rito Moderno Aurora do Oriente, nº 29, ao Vale de Natal, Rio Grande do Norte 23/07/2016.

Presidente da Comissão de Instalação e Posse dos Veneráveis Mestres nas Lojas;

a) Antônio Carlos Bagio - Ato 0131/1997 O Grito do Ipiranga, 240-GLESP.

b) Ivaney Cabral Luz Ato 031/2007 Solidariedade, 3348 - GOEB/GOB SSA/BA.

c) Pedro Pinto de Almeida - Ato 031/2007 Progresso e Justiça, 1207 - GOEB/GOB Castro Alves/BA.

d) João Evangelista Bertoli Ato 054/2011 Verdade Libertária, 3497 GOEB/GOB SSA/BA.

e) Clóvis Andrade de Almeida Ato 055/2011 Solidariedade, 3348 - GOEB/GOB SSA/BA.

f) Anselmo Santos Dias Ato 035/2013 - Solidariedade, 3348 - GOEB/GOB SSA/BA.

g) Clóvis Andrade de Almeida - Ato 036/2013 Verdade Libertária, 3497 GOEB/GOB SSA/BA.

Presidente da Comissão de Instalação e Posse do Sapientíssimo e demais Oficiais do Sublime Capítulo

Regional do Rito Moderno Os Amigos da Liberdade, nº 12 SSA/BA:

a) Anselmo Santos Pereira Ato 101/2016-17/08/2016 do SCRM.

Demais Atos de Concessão de Poderes do SCRM ao Delegado do Supremo Conselho do Rito Moderno BA/SE;

a) Ato 15/08/2011 Outorga do Diploma e Credencial do Grau 8 Cavaleiro Kadosh - Rito Moderno Guglielmo Dias Mascarenhas.

b) Ato 68-16/11/2015 Outorga do Diploma e Credencial do Grau 9 Cavaleiro da Sapiência Grande Inspetor do Rito Moderno Guglielmo Dias Mascarenhas.

c) Ato 071-15/10/2015 Outorga dos Diplomas e Credenciais do Grau 9 Cavaleiro da Sapiência Grande Inspetor do Rito Moderno;

1-

Silvio Souza Cardim Grão-Mestre Estadual da Bahia;

2-

Alexandre da Silva Monteiro Deputado Federal SAFL;

3-

Luciano Pinto Sepulveda Deputado estadual PAEL.

d) Ato 075-28/10/2015 Outorga dos Diplomas e Credenciais do Grau 9 Cavaleiro da Sapiência

Grande Inspetor do Rito Moderno;

1-

Edward dos Santos Delegado Litúrgico do ECMA;

2-

Pedro Cardoso Neto Secretário da Previdência e Assistência Social do GOEB.

e) Ato 099-29/07/2016 - Outorga dos Diplomas e Credenciais do Grau 9 Cavaleiro da Sapiência Grande Inspetor do Rito Moderno;

1- Glauber Santos Soares.

f) Ato 104-29/08/2016 - Outorga dos Diplomas e Credenciais do Grau 9 Cavaleiro da Sapiência

Grande Inspetor do Rito Moderno; 1- Carlos Edno Silva Santana.

Breve histórico Maçônico em ordem cronológica:

Iniciado em 22/06/1979 ARLSO Grito do Ipiranga, 240 GLESP.

Elevado em 17/04/1980 - ARLSO Grito do Ipiranga, 240 GLESP.

Exaltado em 10/10/1980 ARLSOs Templários, 232 GLESP - Cadastro 11602.

Instalado em 17/06/1985 - ARLSO Grito do Ipiranga, 240 GLESP - Registro nº 14.263, livro 05, ritual nº 1952.

Placet em 17/04/1995 Quite-Placet registrado sob o nº 25338 e publicado no Boletim Nº 854 29/04/1995 Grande Loja do Estado de São Paulo.

Regularizado em 20/11/1996- ARLSLivres Pensadores, 2304 GOSP/GOB SP/SP.

Placet em 25/09/1997 Registro nº 239/97 - ARLSLivres Pensadores, 2304 GOSP/GOB SP/SP.

Regularizado em 31/08/2002 CIM 190.176 - ARLSSolidariedade, 3348 GOEB/GOB SSA/BA.

Filiado em 08/08/2009 - Sublime Capítulo Regional Dílson Luiz Santa Bárbara Gusmão - Aracajú/SE.

Fundador da Loja Verdade Libertária, 3497 GOEB/GOB SSA/BA 05/05/2003.

Grau 4 Mestre Secreto/REAA - Cadastro 18476 07/02/1983 Loja de Perfeição Barão do Rio Branco/SP.

Grau 9 Eleito dos 9/REAA - Cadastro 18476 20/09/1983 - Loja de Perfeição Barão do Rio Branco/SP.

Grau 14 Grande Eleito-Perfeito e Sublime Maçom/REAA - Cadastro 18476 03/04/1985 - Loja de Perfeição Barão do Rio Branco/SP.

Grau 15 Cavaleiro do Oriente ou da Espada/REAA - Cadastro 18476 17/06/1986 Capítulo Rosa Cruz Duque de Caxias III/SP.

Grau 18 Cavaleiro Rosa-Cruz/REAA - Cadastro 18476 16/12/1986 - Capítulo Rosa Cruz Duque de Caxias III/SP.

Grau 19 Grande Pontífice ou Sublime Escocês/REAA - Cadastro 18476 14/11/1987 Conselho Kadosh Ipiranga/SP.

Grau 7 Cavaleiro Rosa-Cruz/Rito Moderno Cadastro 20.802 08/09/2002.

Grau 8 Cavaleiro Kadosh Filosófico Cavaleiro da Águia Branca e Preta 22/02/2003.

Grau 9 Cavaleiro da Sapiência - Grande Inspetor Geral do Rito Moderno-03/04/2004. Cadastro 20.802.

Grau 33 Grande Inspetor Geral do Rito Escocês Antigo e Aceito, Reconhecido em 13/05/2016 IME 090115 Patente nº 255.514-4 Ato nº 13.885 do SCB - Supremo Conselho do Brasil do Grau 33 do REAA.

Grau 33 - Patriarca Grande Inspetor do Rito Adonhiramita (ECMA-Excelso Conselho da Maçonaria Adonhiramita), Nome histórico “MOZART”. Reconhecido em 12/12/2015 – Cadastro 8376.

Lojas e Capítulos que participou da Fundação:

1) Altos Corpos Filosóficos:

a) Sublime Capítulo Regional Os Amigos da Liberdade, nº 12 SSA/BA - RITO MODERNO.

b) Sublime Capítulo Regional Dílson Luiz Santa Bárbara de Gusmão - AJU/SE - RITO MODERNO.

c) Sublime Capítulo Regional Aurora do Oriente, nº 29 - Natal/RN - RITO MODERNO.

2) Lojas Simbólicas:

a) Os Templários, 232 GLESP SP/SP RITO ESCOCÊS ANTIGO E ACEITO.

b) O Grito do Ipiranga, 240 GLESP SP/SP - RITO ESCOCÊS ANTIGO E ACEITO.

c) Verdade Libertária, 3497 GOEB/GOB SSA/BA RITO MODERNO.

d) Fênix Cavaleiros do Pórtico, 4423 - GOEB/GOB - INHAMBUPE/BA RITO ESCOCÊS RETIFICADO

e) Cavaleiros da Acácia, 4517 GOEB/GOB PAULO AFONSO/BA RITO ESCOCÊS RETIFICADO.

f) Sapiência Iluminista - GOEB/GOB SSA/BA RITO FRANCÊS OU MODERNO.

Cargos em Lojas Simbólicas:

1º Vig1983/1984 - O Grito do Ipiranga, 240 GLESP.

VenM1985/1986 - O Grito do Ipiranga, 240 GLESP.

1º Vig1987/1988 - O Grito do Ipiranga, 240 GLESP.

VenM2007 a 2009 - Verdade Libertária, 3497 GOEB/GOB RM SSA/BA.

VenM2009 a 2011 - Verdade Libertária, 3497 GOEB/GOB RM SSA/BA.

VenM2015 a 2017 - Verdade Libertária, 3497 GOEB/GOB RM SSA/BA.

Deputado Estadual 2011/2015 PAELBA.

Grande Secretário de Orientação Ritualística do Grande Oriente Estadual da Bahia Adjunto para o Rito Moderno. Ato do GME - GOEB nº 525-1 de 10/06/2016.

Cargos nos Altos Graus do Rito Moderno:

Sapientíssimo do Sublime Capítulo Regional Os Amigos da Liberdade RM: 2002/2007.

Zelador do Sublime Capítulo Regional Os Amigos da Liberdade RM: 2014/2016 e 2016/2018.

Delegado em exercício do Supremo Conselho do Rito Moderno para Bahia e Sergipe. Ato nº

048/2007.

Cantor, Músico, Compositor, Pesquisador, Divulgador e Professor de Viola Caipira.

Celular Vivo (71) 9.9986.0772

Site Francês: http://mvmm.org/m/docs/vianna.html ▲ Site: www.casadosvioleiros.com ▲ Celular Vivo (71) 9.9986.0772