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Filomena Séndal Perera ferret) SUMARIO [APRESENTAGAO. ‘Profaciar um ivo como este que o ete tam em mos no € uma tare que se cumpra facilmente. Por duas rane, pinipaent. Em princi lug, {io obra de autor, ow ea, send uma colxdnea, ao se tata de wm iro que poss ser atibuidoa wna psa, cas0em que os reficiosdedicam parte des apg para celeb o autor no necssariamente para comentaro liveo, Ext Segundo, porque se tata de uma obra coatendo txts sobre Ling, dest ada de certa forma sua divlgagso ou, dito de outa mancira, destnada & ropiciar una intedusiondo-ivial a um campo de saber eterano, mas para nitos completamente dsconhecio. 1 liveo trata de temas bastante conbecids nos mes mas ow menos ‘specilizados, mis nada — cu disse “nada, ao dss “peo” — conbevios os meios que no se dedicam especiiament a ssa quests, por mas gue ths hes jam eas, Ese podera bem se aso doscrtoslitesros, anto- pilogo,socislogs, ciemstas politics, pielogos mesmo psicanaliss. ‘0s estudantes que chegam 8 yivesidade repetem ¢ confirma a situa ‘lo: cles menor famifaridade com as questes mais bans squaiss= odica Linguistic, a despeito de Tonga exprnci escolar com manifest ‘bee variadas erelevantes de linguagem. e também de alguna experici, Freqbentemente dalrors equase sempre inl com pamitics (sempre 563s ormativas), Exe um fat curios, sabre o qual se deveria muita. Todos conhe com, mesmo os que se devotam apenas 20 campo das humanidades, © mes~ ‘mo is letras, alguna coisa sobre relatividade, big bang e universo em texpansio, DNA e clonagem, No minim. As vezes,equivocadamente € et~ dade, a ponto de confundirem a relatvidade de Einstein com o relativismo EEE EE 4 suas convicgdes..De qualquer forma, nos campos da Fisica eda Bolo ia faz tempo que a escola e a imprensa dria ultapassaram Newton © Mendel. Mas nunea — se houver pelo menos un aso, me avisem ult passaram, nom escola, nem imprens, nem mesino oensasmo dos Finas de Semana, muito menos as clunas que agora asolam a id, os Himiares das sramiticas normativas (ania excogao slo as mengdes cansitivas @ wm {texto de Jakobson sobre as fungées da linguagem) quando a questio sto as Tinguas. Ouvr o comentrio de um intelectual ou de um jogador de futebol sobre a queso € exatamente a mesma cos, (On. ts gramdticas esto par a Lingstiea mais ou menos como Galle esti pura Fisica Moderna, isto se considrarinos de maneir tims e gener apenas os tpicos nos gua discutem a oepanizago interna da ing © eventual relagdo com o mundo, qe 6c caso da eran ilosfia das pramit as. Quanto ao mss attude émeramente noatv, pr baconiana nos m= Tore casos, manual de tiqueta —ruim —nos pote O melhor estemtnho dese atraso 6 o sucesso de pseudoprofessres nos mei de comanicagao be ‘nada mais fem do que reptr mateiis do nivel das apostilas doe cusinhos, «com ists de “problemas” de uso do potugssfladojulgado az da igus sera. Fao letra suposigio de que os programas as colunas sobre ms «3, teatro economia sejam do mesmo calire, eo atric sataraao olhos nds mas clarament Em resumo: Lingistica¢ ma cosa de que ninguém ov falar, Dafa elevincia de um lvo como ete, Mas bh is az. ‘Outraobservagio sabre um certo tas, out josfctva pa publica- ‘so dest liv: quem ji ouvin falar de Lingsica (so se 8 naimpensa cs ‘ezesem departamentos avancades) supe que ela se resume 8 ariraredade do signo as relaies paradigmiticas esntagmicas (quando coisa €sfiei= cada, menciona-se outa dupla sustiriaa,snconia ¢dicroia), Freiene mente, as introduées& Linguistica — discptnaobvigatra nos cursos de Le- ‘eas — ado ulrapasam esa Feitura mais ou menos fetva de Saussre, fia em lgum manual ou em apotl,que ningun é de fro Assim, este lvo se justia plenamets, e por uma s 8280, embora eta ‘ena sentios diferentes em diversos dominios socas, Ou justin este liv 6 sua eapacidade de produzit uma eet rptira, No caso do insects Vitinhos,o feito podera sero da atualizasio minima, Seria importants, por {sso mesmo, noentanto, que no buscassem no lvoTerramenta pra seu taba lho, Para isto, as inrodugdes aqui apresentadas no servisiam. pois se ata de imodugdes. Mas ninguém espera que fam as eatoriss da Lingstica aqui ‘feresidas em embrito render em seus trabalho, Poderiam instuirse, apenas acco 8 esos separ conveasem ees sto onda ee Bir tafecnst ones ere coon de petegety svar desi Shelscre apna dean ov dul ogo, cnctor els — se btm sonnet excludes aap ga ngage core ar tao ds poplar ut dongs done prep, epee Tega se eves pounce eis (tno t gy ai, perc qs nts ndotm nue: porqssunss no seguir Fe cadefess) ss yrqeocoms ranges ams sapatanente eign fauna ceo, epsom tomas obs ignoincad uen se 0 {Gm pou defeicia don pods dao Iingsior comets ‘Undue nel deupunom que ee iv pd nar emg 0 estar de Lt ema pa. De st, hala € mas ocx do Gps liminaro spoto aber do leno de cola cm logo at ce Agottco Em mci gar. aropur pc ears aé meso em Ino oq sj cy ngs Eaton mons ioqu orn pr ofaecem pusorsmonle soon, cade id cer fms Sse fate cler= quan Como slo, qui cr mabe cr mene crane ‘Neste dominio, dns ques si een que octane se ome taped ves com ot sts de vara, gino lp, persia chi porque poselentingia ov nator qu tar posses ops thee ngas nao ules colar gama © Scns par ier Que eles conta eo que no conta mes Ear lo apenas pine ras. Talez as mss wera Mat shim dna vere minima o gunn ose nt eno cada tet nis cirpchornoves campos Por skp: ples ie com ees sum tno noua oa de fave; qu popcde ome coms & cos ‘Secstem dines ast bev por um a, masons cot Aomihce qu se pcan dr inerlcprs por owe, Asin eae tem peste din ure ange oat “tiated pote de com ence ques carpva dds J lo €o (bom ma Fata der Oued a otexo ve pots unos camps relative seme pve eons gcse posts plo cdo J ican Fol Pratt, pos Nang, pos wos problemas © roa ops de sid gue a Lingsna pops vo rofrer lacaor sh su heme dale (re dear claro se tor o guia Ingugen & um apo de expen ausins que tated ster or pees aon a ON se pseiachamar de seus problemas esrtuas(Fonoogi, Morflopa, Sia eh quer se tte de tematiar ros regen com outros campos de saber. Ov om omundo, ques eonbecemos de ato, ou que emtamos conhece, por meio Ga Tinguager —-dealguma linguagem. Siri Possentt IntRoDUgaO [A Lingstica, nos dias de hoje, conta com uma vasa bibiografia de cestudos no campo, desde textos mais introduris até textos de grande ‘specifcidade © aprofundamento. Os textos inroduros ji exisenes so, Sem dvia alguma, bastante eslarezodores. O que justiaria, ent, a org izagio de uma obra comocst, ques propde a inroduziro tor nos estos da Linguistica? Noso propsto na organiza desta obra ode prepara terreno conee: tual pura contatos posterior com materias que analisem ofesimeno da lin [Euagem com urn maior gaude dale eapeofundamento,além de toma aces Sivel para leitoresincanes ou nio-especalizads em Lingstica a8 relevan tes abordagens sobre o fenimeno da nguagem. No intuite de realizarmos tal ropésito,conesbemos os dis volumes de nrodago a Linge: dominios fromtiras, buscando lat 0 seauites aspect 8) uma apesentgio gral e gradual das principals Seas da Linge no Basi, 1) uma amosra de como savers eas abordum os fates de linge: ‘© uma linguagem acessve (Com ase nesses és aspects, rocuramos oganizar os capitulo de fo rma conferie wna certs uidade& cba. Assim, de un modo gral, 0 captulos festlo contituidos da seguinte mancira: (i) histéico da ire; (I) bases epistemoldgias da rea i diferentes vertents da rea; (iv) anslise de dads. Noentnt, em fungi da expecifcdade de cada eae do priprio estilo e visio de eas ator com relagio so campo apresentada os capitulo confetem um so diferencia aos aspects acima citados. “ cook nie Com relago orem dos capitulo, ndooptamos pela apresenagso das Aiscplinassepuindo a perspectvaelssica, que prscratafendmeno da lit {guagem patndo dos alvels misimos de anise em diego aos nivel superior Fes, Optamos por ofeecer ao eto a posbildade de incalnenteenacrgr fendmeno lingisico como um enero sociocultural, fundamentalmente he terogéneo eem constant process de madanga,Enendetnos ue, asim. pode ‘mos Ihe promover uma entrada mais sigifietva no terreno dat necessiias © ‘slareedoraseviemagdes leis formas sabe a lingvagem humana Iniciamoso volume I desta obra com a captul de Socalingstia (par- tes 12) porque essa rea, na emaiva de compresnder a questa da relaclo entre linguagem e socedade,postulao prinipi da diversi lingistic. Alem, disso, a Sociligiiticainceve-ea corrente das orenagestedrcas ‘onfexuss sobre o fenimene linglstco, orentagdes eis estas que cons eram as comunidades lingsticas ao somente sob o Angulo das weras de linguagem, mas tami soo ingle das eases de podsr que se manifesta ra pela linguagem, capitulo de Lingdsiea istérica éapresenad a sejncia,enfocando 0s proessos de mudanga das inguas no tempo, Essa seni se jsifia por. ‘que madang ¢ variago linguistics encontram-estrcarente relacionadas ‘© i madang lingstica€ porque, em alum momento uneror,ceoreu 9 fenmenoda varago. Sendo assim, esperamon qe estes primero exo ps sameselarece pars oer dois dos mas importantes pressupostos da Lingus ‘ea madera: que todas as lingua varia equ dasa lingua muda, Em seguida, omeyamos aexploarasdeas que fazem pat dauilo que ttadcionalmente concebido come a descrigo gramaial das lingua natrais Os capitulo de Fondica, Fonologia, Morfolosiae Simasepossuema trea de inoduzirasperspetivsseGricase metedogieas que consituram Lins ica como uma cignciaanténoma e com um objeto de estado prio, ao longo do sSulo XX. Em cotato com eres captlos,o eto tra oportunidad de «scratnar ofendmeno lingtistco em seus diferentes nvese,tambsmn, de tt {a:c80 a um olhr predominantementefoemalista em rela Bs ings natu ‘his Em outaspaavras, nesses eaptlos,olitor estar entando et conto 0m abordagens que propsem um nimero resi de principics Times e seg 0s que sto llizados n eonstugdo positva do conhesimento das lingua da faculdade de linguagem, Finalizamos 0 primeito volume com o capitulo de Lingitioa Teva Essa rea, que tem como principal interes o esto dos pocesss de prod ‘lo, ecepgoe interpreta dos textos, renegra 0 sujet sags deco eco ” unicago em Seu escopo tcc. Esse movimento fiz pate de um esfrgo mais amplo de consirugode wma LingUistica pars além dos limites da frase Iniciamos 0 volume 2 apreseatando a drea da Semdntica, que tem como bjeto de extudo x questi do significado clos dos process de sgnfcagzo, Ese fl um tema sempre present cm outros lugares de eonstusio do ean: meni, tis como a Lapa, 1 Retrca, a Flsofa e mais reentemente. ‘emia, a Histvia, a Antropolopia eas Cigncas Cogitivas 0 que nos sna Fiza para ofato de que este abot ransborda as prprasfonsiras da Ling. ties” enoscoloca na psig de terdeenentar as discuss sobre as elas er iguagem e mundo, linguagem econhoviments, (Or cptsos de Preemie, Anise da Conversopdoe Anise do Dis crs, qe io aprender na seqnca podem ser Jefnids, de manage fal como agcles qo, partir d resspostos enc difrecidos,eable ‘em lags com exer da inguagem,polematzando separagio rea materiatidade da gus e ous contexts de pod. Para tant cas {cas taisém moblzam sabres advndos de outro capo como il fofiads Linguagem a Anropolgia Hira a Sciologis Pian, eas (incis Cognitivs. proporcionan a ltr diferentes lhe mls is oma de eonsria dor endo, de nos subjvidaaridade ede nse nord, Com o cata de Nearing, continues o oso ere pels reas qu, pela atuteza ds ingnges qi ze sh constitu fundamen talmente por eos lingua «por eras advnds Je otros campos do saber. Em ours palais, as otis qe dlimitam os bjs de std desta eas sfo mstives, movedigas. Os capialos de Newolingisia Paicoingsticae Aqua de Lingtagem 3 disingm dos otros ee are ‘imam ents por necessiarem ds aiculago de eres produidos, pc Falmente, na Lingistia, na Psicologia em tea de Newcienis, pa Sejamrespondida as quests lborads sm ses respstivs campos sees lags entre nguagemecopngo linguageme cre, coi, ste os die Fenesmodos polos guises ues adguirem orginizm relbor 0c thecimen eh eo alae os Otimocaptuo deste volume, Lingua eensno: polices de fchamento, fematza x conibuigSes qu alguns importantes pressuposios rics cons dos pela cin da linguagem ao longa do sEcula XX poem dar pra sensino. © captuio apresenta a diferentes coneepges de gramics que norteiam as Driticaspedagogicas lem de prblematizar as atuaspitcas de leurs © de Produgio de textos na escola, proporeionando ao let um olhar eco em ” eso nine relagho aos processos de “homogeneizago silensiamento dos sujcitos" 50 ‘emeurso nas instiugoes escolar, Ess explicaso sobre a disposigi ds captulos na obra no tem obei> ‘ode impor ums letra linear. Dependendo do ous intreses ede sas gues ‘es, letor poder elaborar sua prpiaondem de Ietura Introdusdo & Lingtsten: dominios ¢fromeiras&frto de ut trabalho coletv,resullante de uma verddeiracoopeagso etre ns, oranizadorss ene 5 organizadora eos autres, entre os autores e seus diverse nterocutore, fee nds © a pessoas que acompantaram mais de pertoo projto ao longo dessstats anos, cenre ns os eitores Esta expariéneia de constant dllogo ‘nos fo extemamente valiosae prazerona Eseramos que nosso tres at tm se benefiiem da estimulante“stmoefera” de rellnao sobre linguapen ropciada pelo trabalho de eda um dos autores desta obra. ‘Acs autores ¢ autos, agadecemos o entusasio com que se engajaram neste projto intelectual, orci longs conversas tees por telefon ‘as propostas de intervensio em seus estos pessoas de escritae pelos exos em Si que se consitvem em bilantes contibuigSes para oentendimento da cin in da inguagem ede seus ta divereo fasinates obcos. Agradecemosa Sitio Possent pla genilez em pefaciar esta obra, cole ‘borando, com eu conhecimento sobre a linguugem es experénca como pes quisadore professor. para que exe projet alcangaseeo bom nivel qu aca ou. Apradecemos umbm a Ingedore Koch qe, com sua recancida auor- ade e competénca, ns presenteou com um texto de spresenagio pa apa esa obra Gostarfamos de dear piblico o nosso reconhecimento os profesores Angel Mori, Aryon Rodrigues, Eawiges Moat, Erle Peat, Ester Sear, Helena Brando, Ingedore Koch, Jiro M. Nunes, Joio Wanderley Geral ‘Kanavilil Rajagopalan, Luiz AntnioT. Marcusch, Sito Possent¢&pesqu sadora Helena Brito, por suas letras stencosas, que sontibuiram deforma ecsiva para a concepeoe opanizagio de alguns capitals desta ora Temos também o prazer de reconhecer ue, nests tempos ifcis para 'universidade brasileira, ainda existem espagosinsitaconas que propercionam as consis para que um projet dessa natreza sj passvel de er execu, Assim, gradecemos ao Instituto de Estudos da Linguagem da Universidade Estadual de Campinas pr ser uma espe de confortivel “lr” academic, ‘onde tivemos oportunidad de aprender que uns formagao sida pode e deve {ex alada a compromissospoces mas amps. reco ” ‘A evoluso dest io tem um dbito especial para com Edwiges Maria Morst, nossa companhcra nesta jomada inlestusl, por tr participa das Inder discusses sobre a rsanizagio dos eaptls. pela leurs perpice es econsirutivas de alguns dels e pornos tr sempre incetivado, com sua “mizade sida, com se rilantism e som seu compromisso com nivels ee ‘ados de instigagio, a acreiar qu vali pena. Gostarameos anda de grad cera Tvana Lima Regs, por sua amizadee porter sido una interlocutor capes ‘lalem todos os estipios deste taba, ea Marcclo Lemos Silvia, pelo apo ‘companheiismo Esperamos que et lvro possbiit ao eto vslambrar acini da _gagem. Evidentemente lo tivemes a pretenso de esgotras discusses que ‘So feta atualmente mas diferetes ea apresemtadas Ao corti, Ir oa Lingitstica: dominios efromteiaspropte-e ase una porta de entrada para o campo da Linguistica, um campo vast, eterogéneo, mulidiscipint, ‘ue consolda Seus dominios e const seus objets de estado panied inf 2ocas ntraiseplnares ede uma complesa, mas mito proutvs tee de ela ‘hes com outros gaes de consruio do conhecimenta, Femanda Mussalin Anna Christina Benes Oxganizadoras 1 SOCIOLINGUISTICA Pagre I ini Maria Atkin ‘consiuancbes mics Linguagem sociedad esto liga ene sce modo inguestionivel Mais do qu isso, poeos afirmar que ess relag30 a base da consti do set hhumano, A histria da humanidade é hisria de seresorganiados em soci {dese detntoes de um sistema de comunicago orl ou sea de um ing, ‘Betvamene rela ene lnguagem esocedade rio posta em divide po Alnguém, endo deers estar ausente, portant, das rellendes sobre ofeimen0 lingtstico, Poe que se ala, ento, em Socolingisica? Ou melhor por que xb uma rea, dentro da Lingistica, para tata, especiicament, das rela Se entre inguageme sociedade —a Soioingistica? A linguagem no sera, {ssencalmente, um fendmeno denature socal? Asrespstsaquesoes com> ‘8s so ho Svs Para respond as, procieo considera razes de nat ‘Reahisica, mais precisament,o context sca mals amploem que stam ‘agveles que se dedicam a pensar ofenden ingistco. Asin, nkialmente,€ Rectsiriolevar em conta que os estuosos do fenémeno lingustico, como homens dese tempo, assuiram postu eicasemeonsoniniacomo fart RE : Tnografia da Comunicagio™. De caster intedscplna, buscando a cont busta de icas como a tnologa, Psicologia ea Lingistia, o novo dominio retende desctevercinespetarocomporament lingistico no context cult deslocando oenfee adicional sobre o igo ngbistie.procuradef- ‘irasfangdes da Tinguagem a pari da observa d fala das eps soiais prpris cada comunidad, Quesides como Qual ocomportamentotngitico Preguado para homens, malheresecriangar me comunidade X? 04 Que mo- ‘mottos 0 aequados para o eserei da fala na comrade Y? poem st {onmdas com pontodepatda para psquisasem Etnopafa da Comunicaso. Mais tarde iymes (1972) publicas um artigo de grande impacto — "Mode of the interaction of language and soil life" — no qual estabelece os princpios tedrcose metadolgieos da Etmografa da Comanicaio, ‘Em 1963, Labov publica seu célebre alo sobre comunidad da itha de Manha's Vineyard, no ioral de Massachusetts, em que sublnha 0 papel ‘ecaivo dos fatoes soca na explicagso da varia lingstica, sto & dt ‘ivernidadelingufticaobsevada, Ness text, o autor relacona fatores como dade, sexo, ocupagd. crigem éica eatade 9 comportamentolingistico tmanicro dos vineyandenses, mas cnetetameate 4 proninca de determina dda fones do ingles. Logo em 1964, Labow finaliza sua pesquisa sobre a ‘aatificago sovial do ings em Now York, em que fxa um modelo de deseri- {Give interpretagao dofendmeno lings no cotexto socal de comunidades Trbenas— conheci come Socilinghistica Varicioisa ou Teoria d Va (Giesde grande impacto na Lingsticaconemporinea. A segunda parte esse Expt tataré especiicament dessa verente da SociolingUistica ‘Assim, 0 rtuo "sociolinghistica, como fi possvel observa, run € sgregou, no st inicio, pesqlsadores marcads pla formacio aeadéica em Aerts campos do saber emarcados também pela preccupago com simpli ages tedricase priticas do fendmeno lings na seciedade norte-ameriea- 2b yen Testgyy sping bn. Sera Wg) nan "tev, W The feat me Yok Wage DC Cer i fen » ‘Sagem, assim, pessuisasvolaas para as moras lingstcas migrants os poloneses italiano lc para questo do insucess eco Miresangas oundas de grupos socials desfavorecios (neposeimigrats, sarc). Em sums a realidad diversificada, tanto linghstica como dor Estados Unido, tomase um pont de reflex bisico para um tc ignifcativo de estuions. A props, vale mbar que tabi amigos houve um congesso cm Bloomington Indiana, em que linguists ¢ soins debateram quests elativass elagdesinterdscplinares, 20 ‘Simo da dialecologia soci excolarizato de crangas provenientes de meio “Gxt pobee cde origemertrangeira. Tes obras referencias foram organizadas fipartfdoswabalhos aresentdos nese congreseo Ferguson (1965) Directions “nSociolingistics:reporton a iterascplinay seminar Lieberson (1966) (ed) Explorations in Sociolinguistics, e Schuy (1964) (ed) Social dialeets and Tanguage learning -A.ASogoUNGbIsToMsTo,coNctTOs, EssUPOSTOS odode mancrsinplse diet pales die que ajo a Scilin: ses 6 eto ling saa, chscvaa, desea c anaes em 00 ontexio soil it cm tage resis duro. Se onto de para com lade ligca uy conju de pss qe erage vere ¢qbe Compara um onjunto de oman com espousing. Em ‘ors plas, ua comenidade de fla se caacterina no pla fade se cons tii por pessoas que lado mesmo mo mas por indviduequ ela tam, orci dere comes diversas, que rela se comport emi el or mmo nj eg, Toon in a0 odomadoimperativo em poragus Paros alates do poss, per tivo denota ordem, exortacac tho, ao tags, comet, slide segundo o spine do etbo oom de vr utlizado como en "atez embrasure este conse Iho! "Vem cdl": "Desce da” Considremos, gor, as or ene agora seins observages ‘Atego, Por deve sci ml semen er ssa imeem ede ode. Ems ts md rt 18 gayi eh Mae at, Mingo. Washing Bey teh Elcom and Were 0 » sree acorn servos pra enfaquece aang de comand, deems ess am dot ‘SQUEIL petsun cei, oempeep de formulas de pole ou de ivi SE como: por favors por gotlnn digs de eta bondad A Fale ms alo, or favor FBoteto,X 7. —fnrom porfvor que nko ccupr ugar etclamou Seu Pio. (A..Schmil a, 165) (Seaman atone deena esperar moment. [= Senta eespstem Tm momento | Bragn,CCE272) {Eine gor também ao tom de vor € de una sua import Qualaser “fea ne ten ebutant asFrmuls de consi empegnis, foarse ‘Set tan os mam ncn com a simples mutans de emoy3o" [Adepender do aleanceedos objetos de um truth de naturezs socio isin, podemosselecionar e descrover comunidades de fla como aciade de Row York ou uedade do Rio de Janeiro, de Sio Paul, de Belém. Ou o povo Tanoindn, que vive no Estado do Amaps. Ou, ainda, as comunidades dos pes aera fo teal do Estado do Rio de anc, da ia de Marj dos estan tes de Dist, dos oper "Ao estar guages comunidadelnglticaaconsatagso mais imediats éacxmténcia de diversidade ou da varia. st toda comunidad scarcte- fs pelo cmprego de diferentes mados de falar. A essa diferentes manciras d= {alata Socntnghsia reserva o nome de vricdadeslingisricas. © count {evades fingistca tilizado por ua comunidae échamadorepertrio seobul, Assim & que, a propésita da cidade de Bruxlts, na Belgica — pas “arcternado pelo hilingusmo frneés-lamengo (vaiedade do holandés) — Fishman apts 0s fncontioeadministratvos do Gover, em Bruel qe sto de oie Pamenga nem seme fam bland ere nesta quan eos saber Ho Tene su hoe elmer em No 6h ccs em qe flam rns Mines em vcr de ln, como tabi Ki lgus ose em qe fe ‘ies tans tandrd enquamo em outs usa esto agua varied ‘plo datas De fase desta forma sar frees vances ‘Soiancs uma varednde patient carepa deters adminisratvos “cla ota covespondenda a fants no tniofalado mo creas de ‘hotouperiore refi da Belgica, da ot, qu no 6 apemas um tan ‘Siimas colo” mao ano csequl oe qu to among. Em som, Tee Ce nui pm prin Re ess veriae vatidade de lands ede acts costivem oer nis: ie de cror ompesoe soci amengos em Bras" caso consderemos uma comunidad como a de Salvador, observaremos seu rpentriolingstico se constitu de varedadesinghisticas distin, qe oshabtantes a cidade flam de modo diferent em angio, porexem- te sua erigem regional, de sua classe social, de suas oeupagées. de sua dee também da situa em que se encontrar. Assim que um alan pronincia a alas “oido” como dojdsu]revela su provenincia da nterioraa, assim corn. proninla da alata “coin como kt) alm ds orgem socal, a sua pouca esolridade. Um mesmo habiante fader, segudos stag em que se encontrar poder ota nie ust 36 ses “Fuel rtada” ou “Fight sboreido", assim como ene “Joao elo oo 0 convidou” using, fds por gual comida, exe sme vari Podee far meso ue neue ng se apres coe ua et ometoc, luo igi dr que quieting epee por um asd vais, Conertaent ue chara dengan enlbs os dileretes mado dolar liza so conju xs aa dora, om Poel cm Ang, Moxumiqs Cato Vers, Fmt te 5 Lina ait io ineprives a Sociol ener adverse sian como un robles macro na qualidade constitu do gn Nee gn na de cw sen rofnvarde.o sera uhjaceie te ale opoies como ng competi prformanee significa ua eden ma compre 5 fendmeno lings, 0 sspeco formal e esr do fen apa at do fend A varogéo lingiistic: um recente Toles ingus do mando sto sm comin spe ominous sgn ea eis Kg oe 9 on ing prcxl As aang epost da tra slings. Dis cxemplon de dang toc pues havo oa _, « eos eC. 4 no portugutsaesico (entre os séelos XI XVD, ocrram consi ‘oebimgesoais em que a indeterminagto do sujet era indica elo $Cehnutohomen como mesmo semido que, atalments, wsamos 0 Jroncme se" Por exemplo “ poe home yr de Santarem a Beia [Bejal em quatro dias”, que comespondc, moderamente, a“E pode fe ir de Sentara sj em quatro dias" by a forma de tatamento "Voss Sonora” éatestadn nos meados dos alo XV como expresso reservada a eH no final do séeulo XVI Sst pede eu xt de reaeasendoepregada no ato coma tapos Bspos. dugues, mrgueses, cones, lém de uma gaa dealt Tueondrios (como, por exempl, cei ou goverador da Inia) No plano servic s vara observa mas lings so reicionteis a fans Sven dno de un es comunidad fala pesons de gem ane ate de cx dee am dtinamente bo argue no ema lst de aula ene oft de mascer emma dete Sarena un cases Stina ee far ua cera ani ‘Oe aun agen a5vasedades Iingssticas pris a eo, un cota uoilee De ua psp perl, pdkinosdesrever as vane Tia ard dls arco ss a varigSo posi (08 laces vatago social on Gastritis) Tvs peugeic ou dpi cat eaionada sdferengas ing sca unit to epg io oberon le eng 0 fas istina.Aluns emp > avian pogueses se itingoem em vros aspects fala. SRS opens unexerp combo" em Porta "wet XBR Nolan foc: ronini aber da vga air t= Taemncn-pecno premolem cna con pone echala a Syd pre No plano gramatcal: Jessie ver Sse ua icon como em feb prgem PS, 9 Bl responder fica, para cba clas de. Beminscsvem “Lino ro (Rag "No vous “i era nin eam er on es nde entre falas brasiliosorgindrios das regidesnordeste (includ 3 Bats) csudese, pecebemoedierenasfondiss, como, por exem- loa proninca de vogis médias pctnicas — como corre m pl Pie sincado" —- promunciadas como vogdis abertas no nordese field fechadss no sudeste[me'ado,Pereebemos também dit eng gramaticals, como, por exempo, a peeferencia pla posposigio terbal da negago, como em sel no” (aordests) "nose" (0, "M40 © Ssisndo no sidese) 0 uso do artigo definido antes de nomes ps | prios como em “Falei com Joana” (nordeste) “Fale com a Joana” Godse): |g) no Estado da Bahia, por exemplo, vigem urhana ou ru pode ser © xidenciaa plo uso da expressio “de primeito” [i primer] em le garde sntigament”,“amteviemente" “omando-e a comunidad de fla de nga pores como um to, cs fers varias brani, pues, his cba, + fap (ou aii) et | Avago social ou dastica, por su ez relacionase a um conunto de foes otis vercom a Sete do alates também cm or eso sococalral da comunidad de a, Nese send, psemos apt x ‘ates ee eros ais vl ol dade; <) sen) shag ov context soil. Em lags as ts pimeitos uo, nos lmitarems 2 frnser exemple, rncteado para um tame Yan sem un aparece, Noa Se {eset ofa. sitagio oy context soi remo uma capi um pos ‘ls spotandas oa 2) Case soca: buervenos alguns xemposndatvs de penencnte Auld propos studs abn na xl si so de dupa spas, come cm ninguém novi Pesenga de [1], em lugar de [I], em grupos consonants, como em Pa (a) "pb (hbo na fndia, existe as casts brimane supevin).ndobrimane (midia)e Intocével inferion), que cortespondem i birarqia social - ue cortespondem a biraria social vignte Na rea de Bangalore, a lingua Kannada peesentadados relatives esta Aliterencigio socal: a palara “nome” tem as formas Mest "hes a varedadecolouial dos brimanes, eyes, "yest" na varedade ‘io brimane; a expresso “com licen” eliada como ASamis, ‘Sams, a vaiedae colaquil dos brdmanes ems 1 varia cologual dos nso brimanes (Bri. 1960). ate — ous de éxico particular como presente em certs gis "marci" “espe como sentido de avalago positiva sobre coisas, peseous © situagbes), dents fia etiris over: = wso de pronome mem stages de intra entre iguais no Rio de Janeiro, como em "Tu iu 98, tb sugere que os flats so jovens 1 pronincia fechada da vopa nies posterior da pala “senhora™ [se;pore), em lugar de senor]. caatristica de alguns alates mais velhos. 6) Sexo: — a duago de vosais como recurso expesiv, como em nara" ‘ostuma ocorer na fala de mulheres (Camacho, 1978), asim como & ‘so reqiente de diminutive, como "boii", "gostosino","erme- Ihinho": = na Kngua Zui flada por um grupo indigena da Amica do None, os fones [ty] fel falas por pessoas do sexo feminino conespondem & [hy] na ala mascuia — no aponts,paraoproaome de primeira pessoa eu ém de uma form ttliedvel por tao o alates, existe as formas ath, asad ex ‘lusivamene por meres ¢ "bok", propria aos homens. 4) Situagio ou comet social 6 um fato muito conbeci que qualquer essou muda sua fal, de acord com os) seus) inelocutees) — se te € mais velho ou hieargucamente superior, por exemplo — ¢- undo o lugar em que se enconra — em um bar. em uma conferéocia eaté mesmo segundo o tema da conversa — fora, ssuno cin fico. Ou sea todo alan varia sua fal segundo a itnapo‘em qe x Fishman (1972) assim se pronunci: “uma stagSo & defini pola co- eoréncia de dois (ov mis) itrocutores mutuamene relacionados de wa ‘manera determinada,comunicando sobre um deterinado pico, num conte 5jnado™. Uma defnigio dese tipo posibiitadssrver os pads de eterminadasociedade com respi a0 aso das varedads lings. qual 0 comportamenolingtistice adequado as situages em que se on (os falants. Consderemos, por exempla a situago de a deesa de fa comemoragio ques seu aprovagao desta tse que envolve ts met ‘As difeengasexstentes ene as duas stages — tema ds con local etc. — podem fazer com que uma Sociedade consierealequado vaiedadeslngisias diferentes va mesms, Segve-s coo. qu ala social estabclece um continu de sages jos pos extemos¢ ops. representados pela fommlidadeeinformalidade. Em nossa sociedad, as entrevista para obtengo de emprego, slicitagao de informagS esconhecido, conto ene vendedores ciel so, em gra, vstos slages formas. 14 sinagbes como passeaas, mest rdondas sobre bte-papo em bar festa de Natal nas empresas so defindas coma is. As variedades linguistics wblizadas pelos patcpants das sia sm corresponder as expectatvassciisconvencionais:o falane que rs comvenges pode recober lgum ipa de “punigic" representa, No, por un fanrr de sbeanclhas, i ur tpo de teragdo soca particular em que um flat decide maar lingstca sem que tenha ocomido mada de situagior 0 que (1972) chama de mudanca meifirca. Um bom exerpo uma con em gue o pu intrroga a fila ns seguines terme: “Aone a senhora oe vai?" — em que o uso da forma de tratamenta “senhora et obvi. carga de irons ‘Aprende-se a falar na convivncia. Mas, mais do gu ss, aprendemos devemos falar de um ceno modo e quand devernos fala de our. Os qo integram una comunidade precizam saber quando devem muda atiedae para ours. Segundo Fishman (1972), os membros de quale {omnidade“adguirem lense nconsientemente a competent come © sociolingtcn, com respeito a uso apropriado da lingua” Em oncreos,¢ possvel afinmar que os flats aprendem qusndo podem quando devem permanecer em silnco, se podem ulizara forma imp radar ura ordem ou se devem se valer de wma expresso modal, “iam daqui, ja” ou “por favor, dnjam-se sida sc €oportuno Fes, § A vty taguze, sc M8. 2 Nek ML.) ies ato haf) sega ize fora” ou “io al ser pose” ou ainda, "a gente no sabia” 08 "x80 Sabiamos” ou snda"Uesconeciamos" ‘As varlagbeslingicas relacionadas ao context chara de varia ves eutlitice ou epstos. Nesse sentido os alates diversificam safala— {fog uiam ests ou reisros distintos — em fungio das eicunstincias em fue ocorem suas interagbes verbs. Segundo Camacho, os fants adequsm ‘Rs ormar de expesio as fnlidadesespecficas de seu ato enuncitvo, ‘do que tl adequaio “Score de um selegdo dentro canjunt de formas que enn o saber Ingen indivi, den modo mais ou menos consien {eA slegdo de formas envolse, naluralmente, um gr maior ou menor de Tefledo, por parte do flac: uso do estilo formal em ego o informa ever urn afuagio mas content. Assim é que abseratosesilosdisintos {jando um alate conversa com um amigo ou com vizihos eeém- A presega de mareasio,represenada por (s) como {mat erty ca Ra "ap me eh, oma ‘ag cng dee os} austncia de marcas, representada por [2]. comoem on J-consttuem as variates. porque ds variants ao exercem fang informativa no ie comuniagio, ov sj, nao alter 0 YalorSeminico da Senengs Sonném, qu 4 Lingsticaexrturalita no evouseriaments em cons Mr andlise do processo de variagSo. Concebeu a linguagem como um avo de comunicasio, idenicando-acom uma espicie deeig, simi ems de sini eletnios, coisa que absotamente linguagem ho Jo €Ofnterese pela funcio cogitiva nformativa ou referencia! da eve como consequénciaterico-metedolipics a exlusso de qual de anslise que no contvesse @ minimo deforma roquerda funcional. A abordagem gerativista, quando surgi o final dos 1950, wambém nao inclu o enfogue da variago, dando preferénca ea por um modelo desertivobaseado numa eommunidadelingistica at 6 como se odo falanes mantvestem um comportamento Puniforme, A allerncia ene ds formas com 0 meso significa, ts, acabou confinada, para um estrtraista, 3 vala comm da va vee, quando no sujita a resrgbes estrturas, © na da varagso (ou contextual ou ainds posiciona, quando sujet a ere tipo de : para um grail, dass variates fram, de ni, iif ostladas como regrafaultativa ov opeiona A despit de dferengas de enfogu, todo ings ndiscriminadamente com principio de que nenhuna lingua natural humana & um sistema homogénea invarivel. Em todos os niveis de anslis,depara-e feimeno da varagdo. Observes, iniialmente, 0 nivel fonogice: a cinenre qualquer prondnciade| sua ausnca em formas iniiivas como “als, “come”, & um exemplo de variagio sonora. 1 no nivel 0. € possivl observaraalerdnca de sfios devivacionais, como 2 "salamita, que identifica umadiferenga ete o falar pause 0 No nivel intl, observe os véros ips de constr relativ, nos exemplos:“A maga de quem voc falouestda no colégio"x"A mega SE falow esta no colégio" x “A moga que voc flou dla esta no Jo" Observe, agora, que a ltericia encal ene “jerimm ‘abbas, Papin mandioen”frneceWenifiagio da origem regional do 34 do ponto de vista da relago com fatores de naturezaextraingisica 1988), toda lingua comport variants: (em fungao da idetiade social do emison (i) em fun da identidae seal do respi) em fan {io dascondigtessocinis de produo discurniva. Em Tung do piel ater, Pertencem as variants que se podem denominar dallas em sentido ample Tariantes geogrdficas esocioculturas, Em fangio do segundo e do tereviro Tatores ertencem as varlanes de registro ou enilicae. Releremse 30 38 de formalde da situago cao ajustamento do emissr&idemiade socal do receptor 28 Como 6 verdadeira que o dominio de uma gua derivado grau de comtato dofalante com outtos menos comunidad também évedadto que qua tomaior intermbio crite os falanes de uma lingua, tanto maior semelhan- ‘vente sous ats verbs. Dessatendéneia para a maior serethang ene 08 Sos verbs dos membros de uma mesma comunidae result varia geo _rfca, Out raz reside no fata de que os ndivduosnaivs de determinado Setor optic rientam-e para um entra clrl politica eeconomicamen- tepolarzadr. Conse, assim, uma comunidad ings eograficamente resis, iserida no interior de una mis exensaeabrangcnt. Median a ats (io googrific eu comtgtdade isi 6 qu se desenvolve wm comportamento ultra espesifico que identifica os membros de uma comunidadee os distin- fue dos meios de outs. cil perceber a varago msivada por diferengas na origem geogrtia, ‘Basta perorer pale pars pereher, or exempo, que toda a regio nordestna ‘se idemifca com base na abertura stemtica da vopa pretnica de “deze to ecolna,sstematicamenteFechada na rego sudeste Em certs egies “ cous ces © de marginas. Hs, todavia, outras motivagdes que aionam o surgiment da Bira, Alem da necessdade de ragao de nelogismos por orga de neces ‘es expresivas, hi uma demanda especial, em ertos grupos por fot ees Social, uj conseqiéncia€ a excluso, va inguagems do ue nf fazem pare 4o grupo Ese tipo de motivagdo para a eragso de iia caracerica especial. mente linguagem do adolescent A diversidade lingstica nose restringe a determinages motivads por ‘origem sociocultural e geogritica. Um mesmo indviduo pode alter entre Aliferentes formas linguistica de acolo com a variagio ds cireunstness gue ‘cetcama interago verbal, incluindo-s o contest social propriate dito assuiotratado, a identidade sei do interlocutor te, Un professor univers trio, por exemplo, pode pes is volta com pelo menos ts diferentes situ es linguisias: no restaurant univers, conversando banalidades com Sus alunos na sala de aul, exercendo sua profisso: eno auto, dando uma palesr.E dbvio qu esas diferentes cscunstincasexigem progresivament ‘maior freqincia de escolha de variants padrio. Assim, ma situagdo de conf ‘encist, no soaria adequadoo emprego de “eé, por "voce" por exemplo, de “Up “est, perfetamente pausives na conversa infer do restaurant sniverstro 1D Avariagdo esilitiea ou de restr é resultado da adequago da expes- sos fnalidaesespesficas do process de nteragio verbal om bse no gra de reflex do fant sobre as formas que sleciona ara compor seu enunci do. O gran de reflexio & proporcioal ao grau de formaidade da situaglo iteracona: quanto menos coloquiaisas cicunstncas, tanto maior prescups formal Se a competéaca do flannel ds format de expresso, como “Por favor, pseria me passaro gear, em contrasts com "O meu chap, va Scar alugano o agueareiro até quando? Di pra passar cu no?" 0 dbvio € que © primeiro enunciado sea seleionado, po exemplo, num jane com pessoas ‘sans epouco familiares, enquanto 0 sagundo ej selecionado, por exen- lo, numa mesa de bar. que se compari com pessous do ireulo itm. possvel considera dis limites extrmos na transgdoente os fren tes estilos possves:o estilo informal, em que & minimo o grade reflexio sobre as formas empresas 0 eto forma, em que & mniximo o pau de seflexdo qu se projet sobre as formas lingisticas. A difeengaesencal ent (dois grausextremos reside nos diferentes graus de adesio a0 wo deforms ‘adro ou varanes de prestigc: no estilo informal a adesio is formas pres Nipadas ou cuts € menor do gu n estilo formal, Rs aspecto a destacaré a forte vinelagSo ene a varagéo social ea ‘ invidvo necessitate. intririzaas em sua competéncaingie> aleraivas prio e nio-padio sobre as quai le pode operar conform variam 3 crcunstincas de nteragio. Em ger indvcs fescolarzagio e que exercem aivdadesproduivas que nfo exigem idee mani, io desenvolvem a capaci de operat com re Neste cao, com Ihe sf vedadas ss posiiidades de adaptor is icunstncas de inter, a lingua que usam acaba representando area odo tipo de ascensio social que depend de spac ko renonae a varngio uNctisTcs por areitarem que a varagoconsiste numa espe de aos cus princpios menecem ser esrtinados. que os sciolingtistas steno para seu exare. A varvel como objeto de esto epresen- Jnovaczo na cori da linguagem como surgimento da Socilinglistica to a5 unde ingstias — ones, fonems, mores, snags ‘— cram uidades de natrera invariant, dscetae qualitative, A de andisecriada pla Sociolinguistics em natures, por defini, vo continua equantativa (ef. Labov, 1966). Tem natuezs varie! porque uss ou mas diferentes manera de exyressio, conform adivesiade asd so tem natreza continua porguccerss altenativas como ia retroflexa de i, assumem valores soiasnepativos com base ma a forma prio, vibvant alveolar, pomunciads na repo metropo So Palo; tem nturczaquamitatva porque relevania metdolegica 8 que consttvem uma varive € dterminada pela freqenca de ead uma em rlagio as diferentes fatres qu a eondicionam, esto de uma unidade com as craters da variivel lings no interior de um arcabougotseco que abandon opostulao anda te categoria, o que de prom sede com a Soilingtstea 0 entanto, seria interesante verifcar por que se volo steno ating somente nos ikimos win anos, pncialmente sivarse de lidar com 0 caos€ una Faguera hamana nad desprezvel Sapo isso, endo exatamcnte poe iznoraracisencia da varia, que 8520 linpusia se conduziu de modo a excl de seus ericrios de 'Nfo € por ignorr a variaco,porge, desde 0 sulo passa, 0s ————— « rea Ae Tingdistas manifesta reconbosimento de sua exists. Em 188, Schuchardk {apna Chambers, 1995) 6 notava que a ponineia do individuo nto est tvre de ‘fags, Algumnas dSeadas mais tarde, Sapir (1921) alegava qu todos rec thoes que a inguagem &vardveL Mesmo assim, porque azo a dversidade to fol sstematicamenteanalsids até inauguagio da Socolingisica no Inicio des anos 1960? (0 desenvolvimento na tora lingua de um senimento de aersio 20 cao, 3 ving, ej conseqUénca fi gerar uma concepgio monoltca de in [Tuagem, base se na soposigio metodoligica de que aestrtura ingaistica & fecesaramente homogenes, Esse postulido, que emegiu rignalmente do recor metodolgico sobre ofensimeno lingUistco que Saussure (1916-1977) (row ao cunhar famosa dicotomia agua fla, radian fatode gue ingua, ‘nts gramatical, Gextrada da turbuléncavetginosaemque emerge fal ‘om or sos socias da inguagem, Fis excuia, nmin, apart ilezalida- fe dos fendmenns soca (Sapir, 1929, apad Chambers, 195), “Atradgio ingistica em favor da catezoriidade dos fendimenos observ ‘is nicida nadsting saussureanafvecontinuidade natura ma eovia 2 {iva come pode ser abservado com meridia claezanasepuinte tao: ‘quand diz gue dass pesos fama mes agua, estamos nsessti ‘Pome fared aba de toda especies eens nau ala) Pare Trplidde de ova expoio, admuiermos que lingua qe deserevems Unibrme ~~ entendendo por ufone que ela €indferencads dll “silsicamente ou loplamerse, ua “ieliza80" do aos — qu ‘sos aan ation ea de cod Se um cranial aeivel oan Deduz-se, assim, que & posivel desenvolvereabalmente uma toi i uistica adequada com base num comportamento verbal uniforme e homes eo, sem espago para a variagio ‘Com o sucesso da anilseabtrata dos fendmenoslingsios, opera. iniialmente, pelo puragmsesrturalistae, em sepia, pelo geativisa’, no parecia River nenurna zo par opesquisador se preocupar com a busca de tatos. A exclsio da relago ene a linguagem e ocontexio social, mesivada pol postulado de ategoiidad, fo, de ceria maneita, convenient para olin ge, portend. sempre prefer tabuthar com eu prio conheci he regres de fucionamento da inguage -idealzago da comunidad de fl no significa, obviamen Mrexinéncia da variaglo, Que tatamento dar ela no content de abstata de ingeagen As expicagesicaram sul a duas fan (as variants pertzcem a diferentes sistemas lings co- fu esma comunidade de flaca alerdncia entre elas no pasa de de mitra distal ov de uma madanga de ego: (i) a Variants uma act ivremente(vrianes lives) constiundo,partante secundiio de pou relvincia pra o esto da gramatica de ua ara lustra evs das posigdes, poderiamos considera a aplicaio da oncordncia verbal naingua portugues. A primeira explicago afit- fala fata ene dois diferentes sistemas, ou fz uma misra dale que altema um enunciad, em que o verbo concorda em nimero sje, como "Ai chegaram uns ars" com um enuaciado como “Ai [ot carat”,em qo o verbo no eslabelece concorde. A segunda ex Safina que a concordénca ests cm vriagi live na gramtica dof 6 tratase de um uso submetido a selec facultativa aoliveeatbitio de sistemas co-xistents suse aia de que os falantes man os sistemas fnolégicoc gramatcal.oque hes permitia maar dem para cur. Essa naj dif de sustemtar-s em vrtode sequoia que dela se infer de que os flats seriam eapares de entemente um sistema fonoigico até que alguma mudanga as as de uso acionasse o segundo sistema disponivel. Elementos mis ois sistemas no deveriam em principio oconer, enguano 38 eo evento de fala permanccessem inaltradas. nego de variants ive, que se assena na iia de que forms aera de mers ftuagessubmetidas ao livrearbitrio do flane, amb consid Se dua aan ine fogosument que elas ndo podem Ser condiionadas por =~ fembora a observasio mais dsiteresada possvel do uxo de fla te be asians em ws aha seme fret vine fares soca, o que tons seucomporamentoempiicamente easel dsfrmlsgioeicn " 3580 ca agilidade dss tipo de considerago se tomar ainda vllarmes stngdo para procesion varies que estan interscodo entre a gramiica ea fonoogi, como os fenmenos de simples ‘odo grupos consonantas no ings negro note-amercano, como "old (ae- ido), pronuneiads “bo” role” (olouloava), promunciaa roll’. A ques {Wo central aul dizrespeitodiretamente prea estrtura nga: propos consonants da forma CVC+C° que envolem ua marca de pret com “yalled”, [3+ devem reeeber o mesmo tratamento ge os grupos form CCVCC, como [bli que no psrdem nentuma inormagio gramatical com o ancelamento do { final? Teovias linguisticas de base formal nlo possuem tii nem meiosadequados para expresar a configuagio dsse fo, um ‘ee que tanto “told” quanto “rolled” se nciriam na mesma rear opsional 8 facultaiva 6 um watamento quaitatve de dos da lingua em uo no co texto socal permite observar que as formas que envolvem valor de preterit, como “rolled, apresentam menor freqincia de cancelamento de [d].que as ormas, como “bold”, qe no eenvolvem comesss ipo de cone Ecomo S605 falantes se sentisem bloqueados dane do spagamento de wma forma que express um valor somdatco de pretéris ‘porque stionorou A vamgio unodisnen Bakluin frneceu uma hips interesante para a expicag da tend ia da teora da linguagem para 0 tatamento categérico dos fendmenos lingisicos como um marxistaconvicoleaizo todas as causa na histvia diversas modalidades de mudangas de som, os processes de anaogia a3 gtamaticaise seminicas. Na sep30 4 apresentaremos como sore a istic ilizado para ese fim, o mitodo comparativo que teve inicio no séeu- fo XIX eque coninun a er tlizado até hoje como um poderoxo mecanisrno de ‘ecantrogaohistéica de igus 2.01Niao DA UNUisTA STONER Semetangas apres ent ings ints seme chamaram eo 4 esos ae oo mind. Fano enn apes el o ‘Et Vl ae Sr iam ws sn, a eas Fone popisqn olin pene onto cramliagusapreno ee Sins lo pu emo com os matads de corespndca Seca gu sfimario espouses esr comprvala, como anh Spat go ss gus ede Juma cue ngs possi fen jeans que tat do ramindouepen) Eo come de ‘Aistshematinscm Linge Histone Compuratta u,pge t ‘Silas derepaesstoe concentra sings indore is eS Willa Jes cp ons pata ost € cotinine 2 gins fora ts ple hts Rasmes Ra Kal Vere © plo smo Jo Grime. A> een, poe snes cm igus germans lero, as Seas tods ee) Rask cob poo mas ne in eetagdassaieamone os eguermdanascomeatoa lingua. 0 Froo-ndo-iepe PIE? Ta cosas elias suds (4) PE uae avs sara creo 8h) a igus peas 3 ak cooanes chive sears (28) do PIE muda elses ann cosy. AW) a igus Redes 3)aseomscanes span sonora (dp, Jo PIE moa cetsvs nurs sonore sorespndctes (hy ef 9) 98 TRESS termine Eno Grimmer chamado ana de moans dso” ls cara ences mat ane com "Ls de rnc etal cece eva Com tus pr aon penal essere © omptsate mada dsc xa igs mundo 7 pms menor compat cnr tn dt ee oi cng meme (Osestudos com lngus indo-curopisscontinuram, ¢descobri-se, mais gue wm grupo de palavras da familia germinica pareia dvs es Je ‘quando comparadas 0 gregoo aim, Fo constatado que, em algumas yrs da faa germnica, 8 consoantessoncas hl fe eeespondia, onscanes suds ps Wk do prgo, em vez de comesponde sre de 2 riatvas i, /0/e fx, como previa “Laide Grin Ags exem= elo apresenados a seguir, on = ce gli Ang toe a Gree atl = Alem oe a _Exempls como esos omaram eum problem para 8 por Grimm eintigaram estadosos por algum tempo te que Karl propos uma solu satsatria, Segundo Verner, una mudanga ca tera ocrrido posteriomiente 38 madangas de som proposts por fem que as consoantesFcaivas ef das lingua germina asad savas sonar 6 aeons em node PretGnicas. Verner resolve, asi, o past , como Grim, eves atizada com o nome de “Lei de Vernet” ask Grimm e Verner foram, n tat, pens os mals cninats adores ds lingua nd-uropea cli par estos de eer stadt scala XIX ers conan tendo vrs o estado fue or egiram, ou que deenvolvram svar eton comparator nr pit tee ni, cnn te uo desenvolvimento essemldade de css Je eco linguistica. en Dente osegund grupo de exons deste um grupo ou escola 4 Unersidade de elu n Aleman, Ox mas este ro enominadoneogramstios, etn ont oe mde ign com ” eraico A ete parago linghstic, Eles questionavam hasicamente 0 fato de of estado scarem-se em dados de lng esritae 0 de lingua fal 05 neogramdticos apregoavam o reconhecimento ea wiliagdo de dos peinetpos: (10 prin. pio dando excepcionaidade das regras de modanga de som’ (i) 0 principio ‘a analog’ (Os métods preconizados pelos nogramiios nrearam os rabalhos em lingiisteacompartiva a meadosdosSelo XX, quando asses se op5s Wang (1969), em sua propsia posteriormenteconhecida como “teora da dif lexical Tarallo (1990) deserve assim esta controérsia entre ncogramiticos © Aifesonists conto entre ongramiticos os defenses dfs exc in em term de ds paret de trmo ume plar, dum a, pall elu. de ‘tr, Asim, pros nero radu fool ¢ foneticamente fa na lenzalnnt aap prs sifu" msn ono to conti fonstcamente apa as exelent radial!” ‘Sabemos, hoe em da, gragas a essa controvrsa (resolv por Labow, ‘erm 1981), que as leis de mudanga de som no so to podeross quanta preco- nizadas pelos neogramticas,e que hi inmeros casos em que elas occ Jena gradualmentc,obedecndo 3 hisiria de cada palara, de acordo com os receios da tora da dius lesa CConsierando aide ieica com qu fram postuadose efetuados,¢ possivelpereeber que o estos comparativos com 35 Iinguasindo-europsss, os séelos XVIIL © XIX, contribuiram de manera fundamental para ons mento progress da Lingistca Hise e para oppo extabelecimento da Lingisica come ein ‘ung ce. es TlPfenpor gion Si Pal Aa, 90. SEE SGM a nee {ta gn hPa ia, 9p “wan Fe Fn ngs Sao as ac o90 mae Mos engin oes Nes 1S “Toda ing flada no mundo ext em constante proceso de mudanga mudangas que ccorrem, 20 entato, no so imeditumente sentidas pelos em estes falanes esto necesariamente consieles de ais mada sso se deve, via de regra, ats fators: a) as mudangas sao lntas elas so paciis,envolvendo apenas partes do sistema lingistico 0 stor) elas sofrem influéncia de uma forgaoposta. a foxga de oda intercompreensio. Em pinepioedadotim context propria, .aualgur parte de uma lingua ode maar, desde o nivel fontco-fonolopico son) a6 o nivel semntco (do significado). Nab subsegee que so se- 1. tataemos de descrever em detthe cada um dos possvei tipos de 5 ngistica, isto, as mudangas de som (so 3.1), as mada por de analopa ego 3.2), as mudancas na ramitica(o940 3.3) ena se ea (0530 3,4). -Mudonca de som ‘Um dos princpais mecanismos de mudanga lingtitica& ode mudanga som. Para que uma mudanca de som ocor, deve exis em pimein una varia" lingisticameatenio-dsintva etre dos ov mais sons, tum certo perfodo de tempo. O temo lingastcomente,ueado ag eserevervariago nio-distiva, importante, jé que 0 ueo de un ou Som nfo implica diferengas de significado, mas pode implica diferen- de stars social ee. Vist que €aniecondmico para os flat de un lingua trem dus vati- eum mesma palavra, a tendéncia 6 que apenas uma delassobreviva, E fc no entanto, predizze quando ou meso se una determinada forma supaniara our, equal delas sera vencedoc, Iss se deve princpalmente fto de que & impessivel prevero que ums comunidad lings ir 00 de adotar como forma paid que no ¢incamum observa casos em fortes tendéocis a determinadas madangasnio se conctetizam. Quanto 4 ture, as mudangas de som sS0 clasefcadas de acordo com 0 tipo de 4,2: rs ds mo 0 admin cc a tamer nme umpc me uo Mc vr ple ® cco A et processo envosido. Estes podem ser bsicamente, de perda ou adigio de Fonemas,assimilasio issimilago, dura (ou prolongamento)e meties Deserevemos seguir. cada um dls, £3.11. Par ou ego de foremos (0 processosde peda ou aig soos tps mais eqentes de modanga de som. Neles, um fonema 6 perdido ou ganho como resultado da modanga. Veja, ‘porexemplo, a madang dep do indo-europeu para Oras ingas ces (p> 0) tanto em inicio quanto em mio de palara “ee ae =a ee me Taba oo ee “ae Como exemplo de mudanga de ag, temos a inser da vale! nas palavras do ports, espanholefanesprovinda ds palavras do Latim que Iniiavam em + consoante: ‘ame 23 Tain ee ee = oo oe cI al ete or cm 1, oan ul cite pu dma some i | suindp asec one ns Pots pacte sgn Peeples oe Pawee penne toca Rees Sage pn Ne nasa tna nn a "3st 1~1 an dese og mink pi Assiogso (0s processos de assimilasio sio os process pelos quais um som 2 ocorrncia de outro som, tanto no pont ou ode arcu, no vozeamento Existem basicamcnt ts tipos de assim. eats. pogressivae de eaaguocimento, Nos presto de ssimilagao tess progrssiva podem participar tanto sons consonanais quato voclicos. © tas comum de asimilaso, ano pars consontsquato para voi. 20 ‘em que um sm se assimila a ouo que o segue. Com exermplo de regressiva envolvendoconsoantes, vemos o caso do desenvolvi- do ltim para o alan em que os gaupos de consantes ct €-pt- do patsaram 21+ em talian: Tame 24 ‘soem | wt Tee on to = ‘Como excmplo de assmilagio repressva envelvendo vogas, james & oa sui, em que, no desenvolvimento da ltim pars o portugues una central maou em vogal posterior por assimilag a vogsl posterior gue ‘Tama 25 Fs um trend is ema ec, nl eR ete “ neo kunci, ‘Menos comuns soos processos de assimilago progresv som se assim outo que o precede. Vejamos, no exemplo ase {ude-In- J ingles antigo para -I-em inglés mdi. fm que um muda TAMELA 26 mole valle nt ‘ejamas agora um exemplo de assimilagio progressiva envalvendo vo ‘xinemtuco. Emturo antigo, as vogis areondadas (como o (0) exemplified ‘a Tabela 27) madaram para nio-arredondadas, aps vogais o-aredondads, fem tuo moderne: ‘ramen 27 Toc Anis [Treo Madero ir ae ile lp Sa Finalmente, hi os processos de enfraqueciment, qué envolvem consoun- tes em ambient intrveclico, Hi dos Giposprinipis de enfaguecimento. 0 ‘uefa na consoaneclusva tome continue ¢ 0 que faz uma cansoa {sur trnar-se sonora, Como exemplo clissco do primero vejamos 0350 «8 Seguit do desenvolvimento do poetgués, em que consontesoclusvas son ‘Ts bilablais se tomaram rcatvassonoas bilan ene vopas “TAMA 28 a mbar aa ‘Como exemplode enfraguecimentoem vue da mudanga de sonovidade «daconscans, vejamos o eps exemplo também do desenvolvimento do por ‘gods emguc uma conscanesurdaomou-se sonora mambint nerve res a Te Pepe Disimiosso os process de disimilago seam Bem menos comuns do que os eles so importantes o bastante para Seem mencionados a . = sc 08 ° I pete ob» denoinaso de mop. De scordo com Aik es meimeiameianataitesneanesmn fond alga mans soca" inci efcios do rocersosalgco de eer om que um totals on egulr ste elt. Um xem cova ee eee gee tet coparado ao ngs amigo Em inl antigo, os noms ) prteaciam a uma de gua classes dinar cca um ecbia dz plural expetcs,dependndo de sua clase. Representaos 1 a fora deca ua esas le, prs ho singular esube 0 pla ‘TAMELA 21 Tages Aigo | ats Moser ieglr | sate Toh Tan =i 2 ear ye na See ee “aba ry ia ei Teg azo | tls Moder rl pea basi =v Bear a ay Eo os =a ‘Seana [wer ia exemplos das Tablas 2 14€2.15 so iustrativos de qué os nomes em que penenciam 3 mesma classe de “hand” mareavamo plural por gen ttn te ii nao Yen iy meio da ago de (a 08 nomes da mesma clase de “get” marcavam o plural ‘eemeiode um morema os names da classe de"age” marcavamo pl pela Fudanga do (2) final pra (-} aicionando o moefema [-n}:e, Halts, ‘osmomes da clase de “stan” marcavam o plural por meio do wo do morte, {Eas}. Ao compararmos as mudancas do inglés amigo para inglés madera, ‘bservamos que a marcao do plural se regularzou,passando de quato for. ras stints para apenas uma, 2 que tlza 0 moter (-a},reimerpretadg ‘mas tarde apenas como {-s}. Tal eglarizago ocoreu por meio de uma ear resultado uma mudanga no sistema gramatical de uma daa nga, sj no i= ‘ito morflégico, sea no snico™- Os processos de mudangagramatical s> Aistinguem, assim, dos process de madanga de som e deanalgia deserios tercementejstamente pelo fat de, nos ttimos, enna alteragio gramat- ‘al er produzida como resultado da mudansa. ‘Um exemplo (clissico) de mudangapramatical & a perda da flexio nom ral coma consents rigs na ordem de palaveas pa expessr relages ramaticasem ras linguas. Ess foi precsumenteo caso do desenvol¥ie {das linguasrominicas(prugués, francés, espanhal, italian, romeno et) ftir do lat. Em lati, a ordem das palavras nas sentengas era live, © 8 Aeterminago das relagdes gramatiais como seit objeto es feta poe meio de um sistema de mareago de aso nos nomes que compunham as rages ‘Com sso, era possvel para alate de aim alterar a ordem dos coasttiies sem prejudice identieagio dessus clagdesgramaticals. Com a perda JO ‘Sstera de mareagi de caso, crdem dos consiuines passoua ser funda sn Et tm nin tn gm em pn me at esc * relagics de sit objeto pasaram a ser dterminadas apenas pola a ora, o sujet occrendo primero, sepuido dover, e depois Notemos no exerplo dolatim, que a orm ds consitunts lea Prjuio para o seu significado, graas As teminagbes dos noms (ut ominativoc -am para o acusative) que mani marcas, respective eves elas gramaticas de sujeitoe abet, amet tout am ama-3ogms — Claudi-ace ama Clin" amt Marcellus ama-3sgreesMarcelo-nont ama Cui’ se que, nocxemplo do portugus a sept como nso hi marcagso de se orem dos nomes&alteada, srelaoes gramatiai amb 9 so, obtemos signiticads radcalmente diferentes se alterarmos posigiode ye "eachora em © menino maton o cachoro, vs. O cachorro maou o min, seméntico semantics sio as madangas do significado das palavras (ow ) de uma lingua, Atéo presente momento da histria da Linguistica, foi possivlformularnenhum modelo abstrato de moda serint fol eto para as mudangasfondticofonogicasegramaials Iso se grand prt, 3 incapacidade de qalquer mods de conseguir ata, i sstemiica, todos os 350s (ou tips) de madangaenvolvend sig ‘lo stance, intresantes observes envolvendo muda sem Possibiltadoo reconhecimenio de alguns mecanismos ue podem a romover madangas de significado. Ere este ecanismosencotram= de apurecimento (ou neologismo),obrolescéncia, conto se ipl de format ¢dslocmen sence, Veemos ene desses mecanismos. “ « soos enc, _— : inguin, locate"), elavina (earabin”), monaguini (mais esa") repostara (“depeadtncia dos paliciose cases noes") © (Catia grande" 5.4.1. Apreinento ou reologino Quando um novo item é inserido no léxica de uina lingua, seja por ‘mecanismos interns ou externos, correo fendmena de aparecmsnto. Esa insergio pode se dar por diversos fatores como, por exemplo, pela neces dade dese nomearnovas descobertas ou invengdes (ex. ed-player) novas atitdes ou tendénciasligadas a um nome peri (ex arisiemo, gtulisno} Contato sendnco A mudanga semnica por comtatosemntico sd quando um tem lexical sdquir um outro significado a pantie de un context especifico, Um lssico dese tipo de modanga pode ser abservado na pla be, 5 que atuslment significa "cons dem cola” Bead provém dongles gebed, sigifcava "rez, cragio".Aexplcagio da mudnga de sign de “rez” para “conta vem do fto do costume, entre os meibeos da Cale, de contar suas recat ot orag.exem rors fomados por com ‘0 novo sentido de bea. como "com, no entana, x fl possvel de se plenamente quando a alavra prayer fol empresa do francés pars iro sentido antigo de “reza, ago” Dente a5 clases de paras passives de erem actescido um nov9 item lexical a mais comum & classe dos nome, pelo processo de empréstina Tinguistico. Como exemplos de empréstime lingstico pdimos cit, em po {gus brasileiro, a oeorrncia de nomes de exgem indigena,principalments {upinambs, gragas 3 histéria do conao ene portugues fndios desde 0 Inco da colonzagio”, Assim, temas nomes de ergem indigena para desig- ‘ato: mas variados reerentes, como animas:acar, por ji ee; pla tas jacarané, mandioca etc objets: maracé,arapuca et; comi pi- «3: eit praca ete: gare Copanensa (ata vim, imprest), Jagr (Gio prto das ongas ete. Ousos nomes estrangsirosnio-ndigenas tabi, fazem pate do portuguts aus, as como software, mouse et, provenenics do inglés: dia vw, chiqu, menu, corbeha ee, do francés; haragur sel te, do japonds; haar ete, do pers qube ec, do drabe; igurte et, do turco: pa aca et, do sins Iolomero de formas A rudanga serintca por isolamento de formas se dé quando um item lar de um grupo relaconado de formas (paradigms) se distancia do resto tum significado dstino. Ur exemplo disso paavrado lati ve et", Originalmene esa palavra era uma dervageo dete "cob = lum sufixo usado produtivamente para formar names de vesbos. Com @ rolvmento do atm aeaico para 0 lati clissco tum passou a no Produtivo,e ecrum pe assum o significa espevialzado de “et 342, Obsaestncia Obsotescéncia 0 proessoexatamente apoio ao de apareciment, em ‘que um item lexical cess de existr em uma dada comunkade linguistics _Eras, prinipalmente sua baixa feghéncia de us. Em fungao da exis ‘sia de mecanismos de ecuperagio, como os regisos esr (es textos ant 0s, dicionéros et.) ou a propria memsiia (0 aso dss lingua Serafas)- 10 «possvel estabelecer com preciso quando um tem lexical no fz mai pa {do vocabulitio de uma dada lingua. Algumsspalavas do portuguis gv provavelment ji soferam o process de obsoleseéncia so, por exemplo. Dedocamensseméntico Emborapratcamenteiimitado 0 fenenode deslocamento semntico SF clssiicado em pelo menos gusto tipo distnos, de acoro com so 8) extend; b estretamenco ) wx figurative; a desi. Desteve. sada um desesfendmencn a seguir. 2) Estensdo: por extensio de significado entendemes 0 fendmeno pelo 124) senid(s) de um dado item lexical aumenuin) em mimeo com © o tempo, Observamos isso por exemple, nu palavra sali, sue em ° eco A ec portuguts modero signifies “pagamento em dinhsiro pelo wabalb regula de {hualqer pessoa". A playa ancestral de sald salirumdo atime tinha 0 Slznficadoliitado de “pagamento em qualquer espe pelo vabalho regular dum soldado”. Salrium, por ua vez fi primeiramenteusad para signiiar “pagamenta em sal pelo trabalho regular eum sola”. House ent, a e- {guintesextensdes de significado de slo, a partir do seu sigifcado orginal: “pagamento em sal polo trabalho regular de um soldado" > “pagamento em ‘qualquer espcle pelo trabalho repular de um soldado” > “pagamento em di- theta peo tabalho rola de qualquer pessca ')Esretamento:eteitamento (retro) & 0 process inverse daex- tenalo, Porm dele mite lexical tm seu significado esta ou resi tio, Um exemplo do porugués€ playa pula que, em seu sentido orginal Sgn "medicagdo em forms combprimida pata sr tomada olen", as ‘qe, por um process deexreitamanto de send, esti pasando a signfiar "contraceptive oa «Uso figura: m dos process mais reqdntes de deslocamento se mini aconteve pelo ws figurative da inguagem. Uso igrativo oeome quando hum deslocamento (na maria das vez intencional do sentido original de ‘umn para por meio dos process aicionalmenteconeidos como fora, metonimia, sinédogue ete. Como exemplo lusrative de uso figurative. ‘eos um caso de desecament de significado envalvendo a playa "bone- a" Quando dizemos que tal mulher ov ering & wa bone, pra ns rele ‘os sua beleza iia estamos desleando, do signifiadocignal de “bone, ‘ts propredade dete invaravelmente formas bemfetase de ser bonis, © ‘aratterizando também a referida mulher ou eianga como possuindo as mes nas caaterities, Depois de ser acct difundido pela comunidad de flan tes de portugus, tal uso fez com que a palvra “bones” ivesse signifiesdo ‘uplo( das entradas no dcionrin), eequivalesse alm do seu sentido orig ‘al, ambi 0 significado de “mulher ou evianga bonita.” {&) Desvi:desvio€o process plo qual um tem lexical continua a exist pera de seu significado mudar (se dervinr) sem grandes mudangas no si ‘campo semaatco orginal, Um exemple de desvio pale ingles arin: “haria, do inalés métio arillere, que se referia 4s uenstios earmas d= ‘vera do cho wtlizadosnaquela ca, como cataplas, Neha te. © ‘re mnt em ta i mm 2 FM wt. ° se refers aos utenslos modernos como tanguss, canes, me morta te rmecinizmos de modanga linguistics, tals como os aqui descrtos de som, analogia, mudanga gramaticale semdntca), 80 vil bse para 0 estabelecimento de classtiayies gentics entre i Tinguat para a reconstragio de protolinguas.Passemos agora & io de como Se dio os process de classifica gentlica ede re- Tinglstie” 0 genética e reconsrosdo ‘Um dos propésitos da Lingisics Mistrca€ casieago genie en su econstrugi. Nesta segdotratremos de descrvereexemplicar a elasifiasio genic de linguase como se ara rconstrago da fase cade ua lingua. Teataemos responder a quests come: () © que exatament, classifica uma lingua geneticamente? i) aque sods ngs penetamet econ i) coma determi or genético ‘Casitiasdo genie 60 processo peo qual inguss dstints so aarp uma dada class, segundo erties que podem ser tnoigics(referen- comparilhamento de rags fonéio-fnoldgioseeramaticls) ou t6r- 88 ocorrncia de corespondéncias recorentes entre elements lo-universais), ZS brimeirasclassitcagbes genius sistomstica del : as de linguassegucam e6ricos, baseados em comespondéncas de som, © eomegaram apenas os estudos de Grimm e Verner. Com base nos postladesenvolvendo| de som. foi posivelveifiar até que poo semelangas ene dass nguas eram devidss.aempréstimo linge, ao mera ac48, opi Pesaran io evn gs sn rn ee « ooo kuncinen ipalmene, a recorentes correspondéncias de som. o que apntava pars uma siete asceadénciagentca, Neste timo caso, ahiptese ea de que 3 tn- nr em queso eran. no pasado, uma nia lingua, chamad eu comum ou lingua ‘ara exressarorelaconamento endticoente ings aparenads0 mo rmasilizadoats hoje (ainda que nao 0 metho) € diagrama em vor, tad [eloalrno August Schleicher, oséulo XIX. Como exemplode um diagram Em vere, consideremos as linguss A.B. Ce Da seguir 6 c¢ > ‘Neste diagrama, A & consideradaVingus-nie,e a linguas B, Ce D so seus descendents drcos eeonsiderads Hoguasimis entre possve, it~ tater ramiieages mais profundas, como, por exerplo: A conde (Ee FG. Hee [ KI formam us subgraposdtnos de Finguas {ems entre si, cjaslingua-mes so, respetivamenteB, Ce D, que também So. por sua vez, linguas-irmas ene sie que tfm A come Kinguasme ‘Quanto os aves de elasfiagdo em que se agrupam as linguas,exs- tem os sroncoslingiicos eas fanfias lingusricas Um romeo lingo & ormad por una ov mais familiar lngiticas, cad failiapossuindo ut ‘ou mas aguas emis, como usta o diagrama acim. E importante ress {Que €prticamenteimpocetse! para linguistadeterminar de mancira presi- tem qu ponto da historia deurn ing esta se dividiw em das (ou mais) {assim por diane, aléchepar ao presente, Estudos most, no emanto 2 etre once . fo grade profundidade temporal de um tronco linguistic vara de 5.000 8 {6.000 anos, co de una faa inguistica varia de 2000 a 4.000 anos. Embo> taba linguists que se lancem a propor relacionamentos genticos de ln- gots por periodosalém do nivel de tron linguistic, acreditamnos que este bjs onivel mais alto de parentesco genético aque se possachegar com segu rior impliearaacrigdo de hiptses pouco fustentiveis ede alta improbabiiade. Com odservasdo fina. é importante Jembrar que. emboraocorénca de gros de lingua aparentads seja ua regrs ene as linguas do mundo, exstem Knguas que nio so geneticamente tlasificadas como pertencendo a um grupo lingustico ou outro. Tas ings inadaslinguas eoladas. O exempla clissico de lingua ‘ras ings indigens 0 tlasificadas como isoladu, por exerplo, 0 koa ou kw) e akand, no Tstado de Rondonia:o rinse o trum, no Estado do Mato Gross: © 0 ‘kina, no Estado do Amazonas. 42, Reconsrucé lingdistica ‘Uma vex determina oparentsco genic entre das ou mas Uinguas.0| asso seguinte 0 dt reconstrpi d ingame, com a dserigdo mais com lta possivel das mudangas que se sacedeam,e que resullaram nos seus des- endentes, Para rconsrur wna lingua «partir de seus descendents, 0 Indio vilizad ¢ 0 métdo comparaivo, que envolve 0 estabelecimento de -eomespondnca elementos fnsicose fonalgios ene palisrasenata “has linguasenvolvdas ea projegdodesss elementos no passado, propondo lum ancestral cyjo desenvolvimento pode ser demonstado como fonte do que existe no presente. Como um exemplo de reconstrugao no nivel fenolgio, ‘ejamos a Tabola 2.16, conendo plays de algunas Lingus de diferentes Familias do wonco tpi (Tu = Tupinambs familia Tupi-Guarani; Aw = Avet fais Awe, Mu = Mundurok. familia Munduruki; Ka = Karo fia bance ic Coyne ema 7 moose sien, ‘Ramarama; Kt = Kart, fama Arikém; Tp = Typat familia Topas © finalmente Ga = Gavi, faaia Monde)" ‘TAWELA 246 LISTA DE PALAVRAS EM DIFERENTES iNGUAS DO THONCO TUPI Te foe mfr fm [ote EC (0 primsiro parson trabalho de reconstrugdo ode estabelecer as core pondéncias de som, pela comparagio dos itens lexis. Trataremos primeira Iente das vogas «depois das consoanes, Como corespendéncas vocslics ere as lingua cima, emoso Seguin: “TABPL,A 217 CORRESPONDENCIAS VOCALICAS ENTE AS PALAVIRASDA TABELA ae [eRe (0 pass sguine é ode compara as coxrespondncias otidas ete si. com «into de hiptetiar qual one estava presente na protoingy, ou Ings ‘cai tne sees Sa eR hase eK 1 0 ° do qu cada um dos sous descendents se dsenvolveu. AS hipieses 2 aaa dever seguir rera plausiveis que de pefrénia, enum agua fanica,e gus consderem opudofonagico da prot-inga a et somo un todo, Por uma questo pia, nalisaremosprimsrumeate as ay expresas nas inhas 2S. Temos, ent: ‘TAMELA 218 CORRESPONDENCIAS VOCALICAS DAS, INAS SDA TABELA 217 ee Je z Ascorespondncas da linha 2 apontamestaisticamente para posiii- ete havido um fonoma no prototupi. Assumiremos esta hipétese amas plausvel, recoastuiremos fnema vesico i come pimeiro do conjuto de vopas da pret-ngua. 0 proto-upi Com relagdo& 3,4 igualment plausvel que tena exsido um fonema /e/ qu tenha se adem Karina. Alinha 4 ¢aparentemente um pouco mas problemi, pois temos pos de econstruir ts vosasapatir ds relexos encontrado: i, i 1 Bniretanta, se considerarms oat de que as vogas "eel jforam partir dos reflxos encontados na inhas 23 respecivamen- sno possibilidae de econstruir um proto /*¥, que teria mdadoem !Munduruki e Gato, em fem Karna. [Nata linha vernos uc ¢ nit provive extn de um "4/0 proto sue se manteve como lem toa a ngs os nososexempos, ecko em nde rena andou para i. Volemos agora oss princi ina sind no analsada, que repoducimos a sepuit. ‘TABELA 219 CORRESPONDENCIAS VOCALICAS DDALINIIA1DA TADELA 317 . sevcaia A core (0 problema qu se oloca em elasdos correspondécias cima 60 ms mo encontrado com rela linha 4 sto, aexistneia de um lequerazouvel mente grande de posiblidades de reconsrug para a voz egal: como ‘propor una prot-vogal baseados em ts diferentes reflexos, fl ea? Em Primero lugar devemos deixar clara que oieal seria possuit ms dados para Nerifiear se as conespondénciae oservadas so consistentes em odas a lin ous ou no. Considraremos, eet, gue, para ins didticos, os dados an Terores slo representatives. O modo, enti, a ser usado, deve seguir una ‘vgumenagio clara, como a aplicada na determinao da proto-vogal /%.AS- Si, pari dos rflexosencontados a ina I, no podriamos postla = txistneia de uma poto-vgal oa al ois ano 4 quanto a foram ‘ecostuidos aprtir de outros reflxos, os encontrads, respctivament, mas Tinhas 45, conforme descrevemos. A solugso mais adequada, eno, seria, pour aexisténcla de um protofonems al que teria se mando como em ‘Fupinambi, wet e Tupart mudado em fi em Manduruki e Kaiina, em Jem Karo Gavido.O sistema voce do protoupi, de acordo com os dos ‘isponives, seria, etd, composto das seguines voz: Passemos agora a analisaras comrespondéncias das consoantes em n0s08 cexemplor de lingua up, apresentadas na Tabela 2.2. “TABrE.A 220 CORRESPONDENCIAS ENTE CONSOANTES, IDASPALAVRAS DN TABELA 216 Ke Sobre linha 1 da Tels 229, pemos hipttzar a ocoméncia de Un consort ecusva bibl sda "pho prXo-up, i que a comespondéniss as ngus so uss ninimes, ar dar contac ica ccotéci det como sd pf em Mirus, ¢ osivel dizer que tens md er, em fmambient de nod pala (ser oekemplo I da Tabla 2), Sobre a linha 2, épossvel hipotetizara existécia de um proto-fonema j que provavelmente teria se nasalizado (mudado em fi), em inicio de ‘em Tupar ‘As correspondéncaslevatadas na linha 3 apontam diretarente para 0 de um prot-foncma "my, équeoreflexo i € 0 tinicoencon- as linguas descendents [Na lnks 4, pudemos econsuir um prto-fonema/*n/, que se realiara talem toda as lingua de nossosexemplos excetem Gavi, onde teria salizado¢ mda par [Nalin 3, reconstruimoso proto-fnema */, ques eliza como al em as lings. ‘Com ego linha 6, deinaremas a determinagdo do proo-fonema sem solu defiitiva, urna ver que & possivelhipotetizar tanto a existéncia (quanto der como fonems oiginal (aote-s que oeorre come refle- fe8s das lingua de nosiosexerplos, Munduruk, Karitsnae Tupa ‘rl ocomre em utr rs: Tupinamhs, Aweti © Gaviso)”. Apenss| coetae anise de mais dos é que poderems decidir pela ocoréncla ff coma proto-fonem do proto. Vale esaltar que 820 /*/ confirmado coms 0 fonems original, ofa de terms deinido a ocor- de outro, a partir das correspondénias enconttadas na linha 2 50 iia um problema pare nossa anilisc, uma ver que, ese segundo /* fem ambiente de inicio de pala, enguantoo primeira "(econ a partir das cortespondéacas da linha 6) ocomt em ambiente de fim Finalmente, as corespondéncas apresenadas na linha 7 apotam para de umprotoTonema que €unnime a ocoerncia dese fonema as plavas nas lingua em questi tect sinc om i im np oprah evoia Aten Com tase nat reconstruesefeuadas, 0 quar fonogico pail das consoantes da poto-linguafcaria assim repesentado: Sooo ‘m2 ‘Apis a reconsiagio dos elementos tanto voedicos quanto consonants do proto-tpi o pass final da reconstusiofanolgica éproceder 3 recons ‘lo de cada un das palavras doe nossosexemplo usando tas elementos. esulado 6 o seas! 1 tp mo” 2 Mi(out)——“envergonharse” 3 men 4 sBt(ou 5% Finalmente, devemosressaltar que o abe dereconsrugao de uma lin: pu soment estar trminado quando, lem da reconstug fonétiaonoic, forem também cumpeids as etapas de recostrugio morfogic © siti, paras quas so uilizados procedimentos gras de anise elevantamento Fipseses como os abservaos aa recoastrugio fonolgics. ais etapas de e- ‘consrogso no sero, no eatant, objeto de ailise deste capil, (O apéndice que se segue 6 uma representaeo do troncolingisic up or uma questi rite, nso incfinas a descrigio das lingua da fami i- ‘para, maior fia do tonco twp. Ela écompesta de aproximadamsn 30 Tings fads no Brasil ens paises vzinhos. ede vriaslinguas qu js des paeceram, ent elas o Tupinambs, Relacionamos, oentant,a sei, slit use dese fai, em que difetos de uma mesma lingua So mareados por letras minGscuas (ex. a, lc) ee lingua falas em mais de um pais 30 smareadas com um asterisco(*) Lingus tpi guaran do Beal (segundo Rodigues, 1986) 1. Akwéwa: a) Asurnf do Tocantins; b) Surf do Tocantins; ) Parakant 2 amanayé 3. Anambs 4 Apia 5. Arweté nc atm eg, 8, 4, 8 son, 6. Asurin do Xingu 7. av6 (Cowie) 8.Gui¢ 9, Guarani: 2) Kaivs 10. Kamayur A. Kayabs 12.Kokimat © 13. Lingua Geral Amuz6oica(Nhsengas) 14.migua* 15, Paitin: ) Diab mas Panini: Tenn 16. Topiné 17. Tenethira: a) Gusjara: b)Tembé 18, Urewauase ) Mb) Nhandiva 20, Wayampi* 21. Xe “Lingeastup- guaran do Ewrioe Denny Moore, comunicao pessoal Lchirigaino = Paragusi 2 Emerton Guiana Francesa 3.Guarani* Paraguaie Bolivia Guarasigwe Bolivia Guasiyo Bolivia 6 Kokima* Per 1 Omigus* Peru 8 Sirons Bolivia Tapete = Bolivia Guiana Francesa ‘UYukue Bia-Ye) - Bolivia eda Marla. Netogomo, Sto Palo, es, 1994 s moo kuna ANTILLA, Ramo. Hisorca and comparative lingusies Care ssn Linguistic "Tay 6, AmstedsmiPhiadlpia Joh Bejomins Company, 1989. |ARLOTTO, Antony Ircton otic igure: LasaraNew Yorkonon, ‘Univesity res of Ames, 1972 BYNON. Theodora Mistral linguscs. Cambridge Textbooks in Linguistic. ‘Cantidee Cambridge University Press. 177 ‘CAMARA Jr, Joauim Maou. Hin da ings Peuspols, ores, 1975. ‘COUPINH, amas de Lia, Pontr de grandes hatvica. Rode ane, Liver ‘acai, 1970, [CUNIA, Anni Geraldo Diconri hati das palavas pores deo getup Sto Pal, Mehorrente,ITS, FARACO, Carlos Alert. Linen htren, Una inode dl hi i da inguas. 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No fesse mesmo objeto € tomada de pontos de vita diferentes, em cada “A pip peocup;io da Fonsi deer osonsda ala Poke epsom (b) éariclado com das cons vocals, com ua do faxo dear scguida de uma explosio; oa dscrever a vor i) aquela que tom os dois primcires formants’ mas afistados wm do out; ‘que, embora do onto de vista actsticoe aiculatri os ts as da tata possam ser consderudos com relizagSes um poico distin, es de portuzuésreconhecem esses sons como perencendo 3 mesma (voz Verdin wheres dane ele As airmagies anteriores iustamo ato de a Fontica poder sr fia de tas pontos de vst) da manera can eles sho precios (ou sea, masta doque movimentos do apareth onal esta envolvidas ma produ do sons {a fas) — Fonctica Articultiria da maneita como cls slo trannies (sto pani das propriodadesfisias — acdsticus — dos rons ques props {gam através do ar) Fandtiea Acta; ) da mancira come ees So pret dds pelo cuvine — Fondtica Audit Por sua vez, a Forologia pro imerpretar os resultados obs por msi da dscrgio (oni) dos soma alam fang dos sistemas de sons dss linguas dos mocosiGricos digoniveis Fu parte do atl Tonoico| cexplicar o porgs de os alanis de slgnsdialetor do portugus do Brasil on Siderarem como sendo "mesma Soa” a consountes nica das plavas tape 1a] ¢ [tf] — "Yeh, respectivanete), muito embora clas jam bastante ieremes,atieultéia,acistcaepaveptalmente essa forma, enquanto a Foti ébasicamente desritva, a Fonologi & uma cincia explicativa interpretative; enquantoa anise fonsica se taseia na produgi, percep e tansmissSo de sons i fala anise onolipca busca ‘valor dos sous em uma lingua — em cute lavas, su angio lingustica ‘Como seconsituemem duas abrdagens em diferentes do mesmo cbto (ossons da fala). amaneira como umleneiit 6 analisa etransreve oo ‘a inguadifer domodo como ofazem fenSlogo Poe ess rao, una transi- 650 fontica dos scmentesérepresada dentro de colehtes quadrads | }e ‘uma transrigdofonolégica(fonémi), den de bras simples ncinaas//* Neste apo, oeitor pode enna pinipios bcos de Foca. Ur Inoduio &Fonolopa Ser vista no prim capita deste veo. Porsera Aniculatria a tea deinvestgugo mais amiga e, press razio mais solidamenteestaelecda dent da radio da Fondtica linguistic (- ‘montando suas orgens aes estudoscsios),dedizaremeos ea a maior pate dese antigo, Um pequenovslumbreds propos da Fontica Aes, ‘a que tem se hepeficado muito dorecentesavangostenolipicos (mas qv. or ete motivo, inflizment, tem fiado cada ver mals prima da Fisica eda [Engenharia do que da Linguistica. ym o final do aig. (Os estos de Fontica soto atigos quanto as gramsticas esto, ai a, por tris da formas dos sistemas de exeria rai atigs. Ao longo des ca 9, lem da prooeupago em desreverafango de erase sons, comesaram Jr explicagessobrofuncionamsnta do apareio fonadore dos mecani ie produsio da fala, No sSculo XVII, tveram grande desenvolvimento 05 fos prosicos,dertssociados, eno, do estuds de metrticag30 peetica final do sculo XIX, srgiram os primeios laboratrios de fondtica expe A pair di os estos de Foadtica Acstica fram crescendo e sobre- fo em importinea e em interese os etudor de natreza acura © iva, qe ji contavam corn excelente rerltados, Am de dat supate 20s ‘de Fonologa e de outras dress da Ling,» pesquisa foetica tom ido enonmement pa o desenvolvimento de tesnoogias que seul dos elementos sonors da fala, como a engenkia de telecomuniagSes, telefonia, a cineias da computa, com especial referencia 3 de programs de prolugio ede recohecimento da fala Para falar, uma pessoa si mais da metade do compo: do abdémen até a ‘0s lingtistas nao saber ao cert onde fia 0 onto processador da mas, tradiionalmentesebul-se ao e&zebo ou alma. A verdade & ames de air a boca para fat uma pessoa necesita planer © que Yi enviar comandos aeuromuscultes pra que sua fala se realze, Como 3 m6 um composto de ida ede sons, ¢ preciso organiza as das 08 que ido carea ess das. 0 primeiro processo de produsdo de fala ¢ 0 newolingiisicoesignitica 6 preciso junta as dias wos sons correspondents dagilo gue se qu flar uma determinada order, sepuindo as eras da ingus. Fito isso, oeérebro ‘enviar para os misculos mensagens para diferenes putes do corpo, es Fr oa gst a sn a ee Berger unio nen Ssar oe oe cuen owas preparando-o para dizer o qu foi planeado. Ess 0 rocesso neuromuscular, [AS primeiras mensagensagem direlamente sobre oprocsso da respira. © diafragma eos misculosinerostais madam o mecanism comm de respira «Ho, que ocore em forma de uma nds stave e regular, para uma Onda oc present, em um momento curo, una ntensidade muito grandee, em ms ‘mento relativamente longo. ua queda durante a qual sparecem varias Se uragoe de itensidade,deinindo, assim, os its e as bases de cada slabs do enunciado que se qu fla Fgura Represents xu d ard eno dace ‘ad prn esp mal a pt fla (0 process da respira também tv diferentes mecanistns aeradind- Imios: Na quase talidade do tempo d fala, wsa-s um mecanisio pulmonar ‘gresivo,ousejaa fla eaprovlta de um medificagdo causa sobre cor rente dear qu usamos pra respira expires), Em alguns casos muito partculaes, um som pode ser produzido com ou tr tipo de corente de a. Com a pote fechada so 6, com a cowdss vocsis juss, pode-se mera laringe ara halo ou pa cin e, Se hover una bs ‘rugdo em outa parte do aparethofonador,haverd uma diminuigzo da press30 do arent as dua obtrgies pelo aumento d cavidad a0 solar a ost es, formur-se-t uma corrente de ar para dent, preduzindo um mecanismo {seroinimicoimposivo. Se, 0 contri, houver una dminugio da cava, ‘oar aumentar de presto frmas-se- uma corente de crt, mas de pra velocidad e presto, peduzindo, asin, um mecanismo seroinsmico eco {Ati pub rn pu cpt mci re hs de i {Sewn ato moms ppp pen tts Say ee a implosivos ¢ejectvos no so enconrads nas inguas rominicas, mas fo raflosem linguas aficaaseindigenas — como nos exemplos a seguir, a lingua Zibiao Gute Implosivor [hie] (macaco) ectivos: ['juma aversio) [du] (fumaga) ~Umsom com crrente de ar ingressva chamado clique, pode ser produ quando odors da lingua contra opto mole fecha apasagem posterior da oa uma ota choy ormada nes ios eu coma pena da ing mente produc um bsijnho ot 9 som pio para coloca os cavalos em ot nds uma negtiva— que, ene, epresentada nas hist fem quadrnhos como 1). Com 0 abuixamento da ing, aumena © da cavidade entre as ctruges, oa fea com presSo menor ee era reve e intensa corete dear ingressva que prod o“estlo”tipco dos onetios. Esse mecanismo aerodinmico & chamado de velar (ou de 2). Cliques s50 rato as lingua eso encontados de manera pie em inguas africans, como 0 Xhosa, da Aca do Sul liques: {ukuZGlaba 1 (aplcar) Lutgize 1 (métio) [Biek'e] ser dif, obsruga0)" ‘A corrnte de ar & modificads a0 pastr plas eavidades supraglotis boca eLibio) ssa moificago ocr em determina pontos des Onde hi uma consrgio capaz de alear as caracterstcasacistias da dea. Essasctrugbs so chamadas de ariculaesfonéicase suas cas formam o processoartiealatsro Dass as conigurages do aparciho fnsdor, quando a coment de ar che- pate superior da fringe, encontrado emits: passagem orl pla {4 passagem nasal, pla cavidade nasofaringeae peas cavidades nasi ode seguir uindevses caminhos ou ambos. Trat-se do process o7o- ‘gura.42Eguema cd spr fons com a sas 5 Cuidaenuatains 6 Opal Pa uo case ata 9: eae oa 1, Separate aca onl fain 1S eno 1. tng | epigoe © as vbeas depos ck posse dee i ‘Quando corene dea font si pola boca lou pss marinas, as vibe es spr dar ae expla em ondas circulars. As caractersicas e- av dess tipo de sm forma o proceso arco da fala Ao receber ess cn ‘Souvine relia o proceso audiiv ou perceptual da fala, som gue € eer cist) transforms em movimento do tinpano. Este movimeta rs pequenos ‘sss dentro do ouvid que aticulandos como npno transite as iba este para cele, aql por sua er ansfcema as ibragdes em varies Tea do igi qe ela cont. ransforma a variagaode peso em impulsos eur, queso vasa cco. Quando a ere oda fala hig 20 ce to atvarsenovamenteo proceso nourlingistco, que i nee 08 sons stds aoe espostivosSgiieados de aco como sisters a ingu 21 Fosso A larings tem uma estratiraanatmic um process isiolgico comple xo que usado nao somone fal, mana espiagao. A corente de arora putmtesémifiads acusticamente, recebendocascterisieas de wm som Htc, no caso do vozamento ou de um som aperi6ico it eg, so efit de turbulenca causa pla abso no tubo larngeoe, sobre pelos exreitmento das cords Yeas ‘A passagem que se forma ene s eordas vocals &chamada de glote. Ao pet laringe, a coment de ar passa a constiuro a fonatdrio.o qual ser ado acusticamente 40 passa polas eavidadessupragltas (fring, nasal. orale labial). Quando a glte ests muito aber, a corente ar pode no sofrerlterago, formando uma corente dea fonatro somente pass por na bsrugso nas cavidades supragltas. sso acon, por exer com sons fiatvos sudo. gor 3 Freq ds ning rene agente KRK RR Reise 3 eta ie Fouagho oh tect © processo de fomagio compreende a8 possibidadesanculatvas das fs da laringe e,sobretudo, das cordas voeais. Os seguinestpos de Boe de segmentas pcm ser produzidos(Laefoped, 1971/1983) 1 outs wee 8) Oclusiva Glo & uma olasiva prods plo fechamento da glee rane daragio ecessra para se ober uma coaoante. Em Pogue presses de surpresa como (32), (7 [a] (AN?! Eh! Aah!) costuman er ‘oma olusva glo ') Fricatva Glotal: & um segment asprad (“sudo”) ou murmured (Csonora”) artical com a duragao equivalent de una consounte (x. Aamiconstticional Intlervel ©) fern ‘Slimane Froxmene — ctalmente 4) Fotem uma discussie que ele pean Fol cm una discuss que cle pseu! ©) Eraum jaca emo so nada, ra um car lento ao nada 232 Rime 0 senso comum, pssido pela nossa trai escolar, ransmite a fa Hsia de que apenas pores muito rgios de repetiio de quantidades de sil bas ede acentos (a exemplo do que cco em poems metiicados) podem ser ‘onsierados“rimios". Por exemple, os versos desu waicional antiga de ‘ds podem ser considerados "rimicos” porque possum todos ete slabas po: tieaseada um e porque os acentosptios recaem sempre aespagos epulares o verso, natexcira,naquinta en stim slabs psticas. (4 Calraniguefo no pe TASC Go Cafranfgueo peice 1234567 Caraniguljo 6 6 ipeise 1234567 [Na evened ale 1234567 ates potas do wer A ie eae " vemos ese ‘No ntanoym ermosfonticos,qualgyer tx flado possi ritmo, uma ‘vex que esta nogio édefinida coma a maneira coma as lings organiza no tempo os elementos salientes da fala (em especial. s drapes silbiess os azenos)." Por causa dessa concepeo temporal desmo, esta nogio tem sido, ‘waicinalmente dentro da Fnstica, wabalhuda combase nadia de isocronia.” ‘Apart da proposta de Pike (1948), as lingua mundo foram assis as em dos grande gros: as linguas de ritmo acetal ea inguas de itm silbico. As liguas que endem a er sles ncasséronas, sto ocortendo em intervals de tempo de durodo similar, slo chanadas de linguas de ritmo acenual. © portusés 0 ings abe slo desse ipo. As lings cus ura (ee silbictsrelativas ndo costumam varar confoene oconteno 0 el fade de fla, mantendo fixas as duagbesrelativas das slabs, em qualquer ‘lrcunstncia,constituem linguas de ritmo sib. O italian, o francés, © espanhol 0 alemdo,o japonés eo chinés slo exempos de linguas de ritmo silabico [No aso das lingua de imo acenus, a soemna das slbas ties (ou os pés — intervalo ene uma tea e our, includ a primera eexcluingo 4 segunda) aumena ov diminui a dura individ das sab, dependendo do nimero de slabs sonas que ocore ene unatnicae oa. Se howver ‘dss, tr, quatro o cinco, velocidad de airmen na mesma proper ‘Ho, Uma mancira fil de identifier ese fenimen reside na enunciago de lists de nimero (exemplo 5a), Como cada um temam acento, mas um ndmero ‘ariel desflabas dona, as btidasriicascaemsempre em intervals pro imadamonte iguas ea velocidade de fala aumento diminui& medida gue houver mais ou menos slabasStonas entre as taias. Experimente dizer os ‘enunciadosabsino, observando o comportament de imo Ecomum no en lado (Sb) alguns alates dizerem apenas uma veea slab "de que aparece repetda, Em (Se), como ocorrem dois cents primo em “abacax "man f°, para manera tendénciaiscrinica das iss nica, hi wm polone ‘mento da primeira nica, ou uma pasa ente arabes (9) 8) 20,2, 22, 23,24, 25 26,27, 28,29, 9.31 ») Pedro esta na Universidade de Campinas. lana. cala beau, mang, psp. mslanci roe, w ssa tipologia das linguas quanto ao rt fo posta em dvi ou refeita por alguns autores — entre eles, Dauer (1983) Jassem, ill & Witen (1988, 233. Velocidad de floc ep Em primeiro lugar, & preciso no confundir “ritmo” cam “veosidade de "ou tempo. O rimo & x manta como a Kings opaniaam a Substincia ano empe com base na lacie de proeminéaca ee sflabase aents enn, um mesmo palo rimico pode ser dite com maior oa meno elo de fla — assim como uma sttutura musieal no perde orimo se exec ‘mais pia ou mais lntamente(variagio de anamento uma vals, por fo, pode er exectada hem lntaente ou comm andament mis as continua sendo una vals) ‘Variagies de velocidad de fala tendem a causa modifica fonts uo mais loz To fla, aver una tenncia maior para cenralizag30 ica, pra a queda de Segmenos, pura a co-atiulao, para porda de aniculatrase conseqlenc peda de ineligibiidade da fala. Ao fia velocidae normal de fala o falane tami pss ater problemas articlagsoe 0 avin, de percep. A inser de sgmentose perdi de 2 aticulatrias so os tags mais notives. Toda, dent de eos a variagio de velocidad pode ser usada para eafatizaro que se diz rao), para evil intromissio do nteracitor(acleago) ot pa lizar final de argumenasio ede tumo dscusivo nos ddlogos(esace- ). Enoogo ‘Todas as slabs fala so pronuncladas com cena altura melédica. Nas toais, como o chins cada sab das palavrastem uma altura melodica Nas linguasentacionais, como o portuguts, diferentes ips de enuneia- catciam padres meléicos redetenminads plo sstma, Ness ca0, a8 declarativas” se dstinguer das “Tass inteopaiva” porque a5 pe apresentam um par enoacional descendeme eas segundss. um pa ascendene. Esses padres eneacionais pam sr melhor defiidos em de fons entoacionas™, Dentro desea abordagem 0 sister enoasionl vemos ese, do pomtugudsapresena ses tons primis, cada qual posendo tr variants, ‘hamadas de ons secundiris™ oes ‘cerec,escdrnio, zombara et. Mostam-se, a segui, algunsexemples como ilustragz0, “Tans pins do pougus: “| Fano [Seana eon Tr] Pere [Sn oe 5 . ects mn aoa L deta mento entre ma ——_ ty [1 [seni imnctnse | daemon mae —2 te | ‘epegi.impcitocia somo € werd 2 mn sane capeqicn Se wT coment en fon wneabc ee a —™ = ny atc tin 5 sence Marcu outa? ‘Um patito ctoasinal forma um go tonal To grpo tonal tr sem- [re uma sab onic salente(o acento fal que cide ones pore 6 [a | omrmcentin | Ren er Aue acura maa mua de deta, Coesponde, many acim a As wariagdes que formam os tons secundrios podem ccorer na primes parte do tom entoaconsl oa na segunda. Hs miss mancras de fazer sss "afages, trazendo sempre pequenasmeiiagSes de significado ao enunca do, Ostons secundirios (ours fenémenosprosiios) costumam raze ae ‘mos a significado lneral de um enunclado,chamado de aide do fant. [Ness sentido, um enuniado poe revelar oleria,trisece, ra, dda. "9 Ado yates naomi gages ten pe Cain 18 ED que Yem logo aps a bras plas verti. Todo grupo tonal & formado és rtmicos® —como masta exerplo a seguir em que esti0 represents * toneidade, os pés(elmitads por hacas simples inlindas), 08 tons preentados per nlmeres no inicio do grupo tonal 08 gropas ona (cos tes enconram-se epresenados por hares duplasnclinadas) (©) 19, Beatriz endo. erguntoy 2 voleé no qut lr a0 cue. 13 Bu repel Vzendo 5 qu i tna assis Uaguele tel! 2 Pn et pen 232 — Re 2. Neccempn ss yuct en a, Py woo A metne 235. Testo (© cspagocompreenddo entre o som mais grave eo msi agudo na fala de ‘uma pessoa, chumadade esstura, Como aconsce na msc, uma melodia da fala pode continuar com a mesma curva, porém loclizando-se em um esala ‘superior ov inferie. A fala costuma abranger 0 inceralo (esstura de uma ‘tava e mela. O ato de maar ox valores de requncia dessa scala para cima (fala aga) ou para baixo (or grave) em um individuoacareta aerseimo de signfieagio ao dscurso- Oso mis comm da test & econtadoem pl ‘ras ou expresses intercladss, as oss slo promunciads om uma situa tuixa. Em um texto, podem ocorser ches com essitra aia, quando fala tequcr significa que aque trecho& menos importante, ¢sezundiocom re ‘30 0 restante do que eat dizendo sto & mito comum quando a pessoas Contam histrias.Varandostexsitura no discus, ofan coneepue car “onda” que coloca em condiges de igual valor iscrsvo wehoslecalzados em diferentes partes do texto. E por essa razio que, apds uma dvagagio em final de pariraf, ao retomar ao aesuno,em novo parderao expresses COM ‘entd, dat. porano etc, s dias cor uma tessitra ais aa. Em textos ‘srgumenttvos, no é ro, 2 modi que os agumentos vo se colocsndo, a tessitara aba progressivaments. Esse procediment ema inidade de n30 ‘ermitr que o interlocutor intrromp o que ests sendo dio, uma vez gue 2 tesitura € wm dos fendmenos que sinaizam os tures Lingistcns, nas sts bes dialgcas 236, Quolade de Vor (s segment a fla(conscantesevogais) apresetamesracterstcas pu pias, ou Sa, um som pode ser sonro,aspirade dental, velar, nasal iso {62 Na fala comum dos indviduos © até de lnguas ov datos, entetant, ‘ostumahaver uma predomininciadecenas qualdaes fonda, com as Me conadas aneriorment. Iso faz com que por exemplo, uma lingua como © inglés americano soe aos ouvids de falantes de ous varedades do ings o8 dz outras inguse como endo "excessivaments”naalizadoertrfexo. O por ‘gus soa com uma lingua bastante fricativa enaslizada. Essus craters cas gerais da produgio da fala So chamadas de qualdades de vox” ostcs Amaneia maiscomum de eidenifia a qualidade de vor est na prod so individual Quando uma pessoa tende atu 0 ons com qualidade {SSuntias a moira dos sepmetios, orsado € una quae de voz ar dagule indo (oa rap, ov dio). rexel lgumasPssas ESsumam produiros sons anteriores oma pont ingua muito avangada. 0 Gur goa una quabade dntlda de sa fla, wn ceeco. Em aguas Aarne do orgs do ram ada oma cinta Jamon qos flan com uma qualidade ds vox paltalizada, No € ar encom Far pessoas com qudae de vr velrizada tho do grado decrtos pol ‘orto incrsarem. Locutres de propaganda com vor milo gave apresen- famurna qualidade de vr crea vce. O gues cota, geal chamar de tims quads de vor “normal de ao, um fla com qualidade volar {Quando um home faa com un om fundamental mit gud, sua qualidade SEvord deat Esse tipo de qualidade de vor Senco, por exemple. na deers pessoas quando eto muito valida. er caus dessa obcposgo de quads fonicas das modifcages ria que as produrem, estado ial dos son da fla pode ter eas para tanaier fon interpreta nga dos fats iso ¢ importante gus o lng descreva as qulidades de vax como um i independent Pr exenpo, ao bere fla de uma pessoa com ade de vor platalzads on dota too Segments apresentario ualidade, alguns de mancira mus evident, eestesfrem privilei- escrigio dos sons desis pessoa acbar intaduin consoanes plc ‘cu dents one ocoeapcns um clio secundio de palataliago ede ago, causado por futoes de qualidade de vou endo de processes iogcos 1. Conszates Asconscantes so sons gu apresentam conta ou constiges no pare- fenador fcilmenteanlistveis, scbretito pels repetgio da atcusss0 © pro ine a aac sr ain sntnn 0 1 oon sete ‘omparasio com gests semelhante primes. Por et 30, 8 consbtes ‘Ho lssficadastadicionalment em ermos de mado ede lugar ariculsay ‘© quanto & vibragdo (ou no) das eordasvoeais, am dat earctrisicas tmecanismo aerodindmico envalvido, De acordo com 0 mecanismo aeroginimico, uma consoante pode ser cegressiva ou ingresive,dependendo da diego da coment dear. As olsias om conte de ar palmar epresivo io chamads arm de plosiar es com omen de ar pulmonar ingressvo 880 hamadas de implorsar seo mesons. 'mo atrodinimico for sol epressvo, a olusiva reeee 0 nome especial de jective, se for velar, é chamada de clique. Figur. Esras do means 6 ado da saa. mo com a os =o pian neo ma, Ee oan levantarse soso Cal (97791. 1. Onoesfenide 5: isd tpi & Msc ear ae 5 Mel paseo scl plans 9 tina 24.1.1. Modos de eres Em fungo dos modo de arcu, os Segments consonants podem se 3) oclsivos: si sons produidoe com um blogucio completo 3 core de ar em algum porto do apaetho fonador, desde a lot até 0 ibis (ex: 38 yaveapresentam na oedenada a varagio de inensiade dos sons, por meio fmanchsescurss, numa escala de freqléniae,na abscissa, a varingo do ntensidadeefreqitacia) em fngdo do tempo decorido, Peo est os formants, obtémse uma descrigio dos sons priéicos da fla (sn ),Porexempio, at vogas alts presentam 0 formante dois (2) mais fa do Formante um Fas vag sins apresentar F2 menos afastado de JAS vogtieantrioes apresenta feqaéncaslocalizada em uma pate alts do expocro, an paseo qua: vogas posterior, na parte mas baa oclsivassurdas apresentam umespagoem branco, correspondente 30 mo to de total obstrugio&corente de a. A oclusivas sonora apresentam de baixafrequéncia. No momento da soltura das oclsses,ocore breve momento de fig arpiraglo ov murmri) eum dreionamen teansigio em diego 3 localiza do segment imediatamenteseguint, ieativasapresentam fricglo que por sero resultado de trbulénciae de ‘no define esiruturas de formants. Cad tipo de consoanteficativa & hecidopelposigio que acupa no spect: spallasapresentam Sons lis froqléncae, a alveoares prerenam sons em requéncas mais a ‘ear laiais nas freqlencine mais baa do expect. Essa diferenga & mente pereptvel ao ouvido, quand se pronunciam eses sons deforma ne prolongada. Sons do po das lati, das retroflxas, das nasais€ vibrant presenta um forte damping, ou sj, a redusio significa a intensidade geal do especto Durante mito temp, palatoarafa presiou grandes sersigos& Fon: untarente com a pesquitsaerodindmics obids pr mci dos quimogrs ‘A palatograti pode ser fit de virias maneiras © serve pars mosirar os io linguo-palatas, como mastraa Figura 3.10 | poe tara a pe peareyroh oar os coo A nce, studs quimopdfcos mosiram o comportamento da corrente de orale nasal, as vibragbes das cordas vocals e, 48 vez, até a forma da onda este como se pode ver na Fgura 313. ae i : Na aura 312 Anon dum uiograma moro — Copa, 1981 AeA ARR A TPT EE ys Ls Figura 3.13.08 seguintesparimetros fram registrados: mare do en (onda de $0 ep), segmentagdorepresenada por bars verticals eas pelo fonetic 230 aalisaros dado pistrados),acorente dear nasal rads NO Aamesma correte dear Sem passat por ites (NAL). mostra os momentos d= ‘ozzamento a cocrente dear oa iltada(IpM®), a mesma coment dea rst capads rada (MAD, a configura das vibvagtes das cordas voais(L8) or um lavingdpafo, com microfene de comiato, onde se VE a cu jonal tom 3 tom 1) 6 por dino forma de onda acistia (dui). A a fontica do enunado & apeesnta logo abaixo da ina Ip