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Secretaria do Planejamento e Coordenação Geral
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e Coordenação Geral

GGestão Financeira

Prezado(a) Empreendedor(a)

Pedro Salanek Filho *

Estamos na metade do curso e chegamos agora ao módulo de Gestão Financeira. Esse é o momento em que você aprenderá a elaborar controles e definir estratégias ligadas ao lado econômico do negócio.

Por que este módulo é importante para você?

Quem tem negócio próprio sabe muito bem como é preciso, por vezes, fazer muitas contas, tirar daqui, pôr ali, tudo para fechar o mês com saldo positivo.

Algumas ferramentas financeiras são necessárias para o bom desempenho do negócio. As empresas precisam: elaborar planejamento orçamentário, definir investimentos,

fazer controle do fluxo de caixa, conhecer os seus custos, formar o preço de venda e avaliar

todos os seus riscos e retornos saúde financeira da sua empresa.

São temas que compõem um leque fundamental para a

Procuramos apresentar aqui tudo de forma simples e objetiva, com uma linguagem prática e, ao mesmo tempo, envolvente.

Você pode e deve transformar seu empreendimento em um negócio cada vez mais rentável e de muito SUCE$$O.

* Mestre em Organizações e Desenvolvimento, MBA em Gestão Empresarial. Pós-graduado em Finanças. Graduado em Administração. Diretor Executivo da Revista Geração Sustentável, publicação direcionada ao público empresarial. Tem uma longa experiência em Finanças no segmento de Cooperativas. É professor da Estação Business School.

Tem uma longa experiência em Finanças no segmento de Cooperativas. É professor da Estação Business School.
Tem uma longa experiência em Finanças no segmento de Cooperativas. É professor da Estação Business School.

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IIntrodução

"Há mais pessoas que desistem do que pessoas que fracassam". (Henry Ford)
"Há mais pessoas que desistem
do que pessoas que
fracassam". (Henry Ford)

A sua empresa já tem controles financeiros? Se a resposta for “sim”, parabéns! Mas, se você ainda não controla as finanças da sua empresa de forma adequada, chegou o momento de organizar os seus controles financeiros. Eles serão úteis para as decisões empresariais. Será que podemos tomar decisões acertadas sem informações confiáveis?

Apesar de essa afirmação ser

simples e óbvia, o que observamos no mundo dos negócios é que muitas empresas têm as suas estratégias pensadas e estruturadas na limitação do seu espaço físico. Deve-se gerenciar empreendimentos e negócios de forma sistêmica e entender que o todo não é a mera soma das partes que os compõem, mas sim um resultado expressivo do conjunto funcionando de forma holística.

As empresas nunca estão sozinhas no mercado

A experiência do Bom Negócio junto às micro e pequenas empresas permite afirmar que, na maioria das vezes, os problemas de natureza financeira são decorrentes de decisões empresariais tomadas sem planejamento como, por exemplo, investimentos na expansão do negócio sem um estudo minucioso, definição do preço de venda sem cálculos corretos, substituição de equipamentos antigos, compras excessivas ou retiradas (pró-labore) dos sócios.

Neste contexto, o processo de gestão financeira do negócio possui uma tendência de ser gerenciado apenas pelas variáveis internas. Um dos principais problemas é calcular adequadamente o preço de venda. Esse modelo ainda nos influencia desde os períodos de inflação, quando a definição do preço de venda era realizada “pela parte que vende” o produto/serviço. Atualmente o processo de formação de preço vem sofrendo as influências de vários aspectos mercadológicos. Preço é apenas um dos componentes do “mix de marketing” – isso conflita, em um primeiro momento, com o tradicional paradigma segundo o qual o preço é igual à soma das partes (custos, impostos, despesas e lucro). É óbvio que o preço de um produto/serviços deve ser suficiente para contemplar os itens acima mencionados, mas deve considerar também os fatores externos e os desejos de toda a rede em que a organização está inserida. Aspectos intangíveis observados pela rede passam a influenciar a composição de valor da empresa, bem como a formação de preços.

Em outras situações, a falta de controles gerenciais e informações para a gestão de

capital de giro (compras, estoques, contas a receber e contas a pagar), gestão de preços

e margens de lucro, provoca um permanente aperto financeiro, aumentando a tensão do dia a

, gestão de preços e margens de lucro , provoca um permanente aperto financ eiro, aumentando
, gestão de preços e margens de lucro , provoca um permanente aperto financ eiro, aumentando

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dia e, nessas situações, o empresário passa a administrar sob forte pressão dos credores; consequentemente, grande parte de seu tempo e esforços são dedicados para apagar incêndios. À medida que as decisões empresariais são tomadas com base em planejamento e informações confiáveis, o próprio empresário pode solucionar ou minimizar seus problemas, evitando outros futuros problemas.

Na administração financeira, uma das ferramentas para ajudar a atingir esses pontos é o famoso orçamento. O processo orçamentário deve estar alinhado à visão estratégica da empresa e, antes de atribuir os números financeiros, a empresa deve estudar o ambiente onde atua e entender se a estrutura está adequada ao mercado, seja por meio do produto ou serviço requerido pelo cliente, novas tecnologias, concorrentes ou produtos substitutivos, tudo para atingir a visão estratégica da empresa.

O sucesso de um planejamento orçamentário de uma empresa está baseado na flexibilidade e na capacidade para responder às mudanças e na competência de gerenciar cenários futuros de forma dinâmica, rápida e eficaz.

Agora é hora de planejar todos os detalhes financeiros do negócio e, depois, ver se tudo deu realmente certo.

. Agora é hora de planejar todos os detalhes financeiros do negóci o e, depois, ver
. Agora é hora de planejar todos os detalhes financeiros do negóci o e, depois, ver

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FFinanças Pessoais

Começaremos a nossa conversa pelas finanças pessoais. Inicialmente você deverá questionar a seguinte situação: Como você irá controlar as finanças da sua empresa (Pessoa Jurídica) se, muitas vezes, você não consegue nem controlar as suas próprias finanças (Pessoa Física)?

Para responder a essa e outras perguntas que dificultam também o nosso dia a dia sob a ótica financeira, trabalharemos aqui aspectos relevantes de Finanças Pessoais.

Muitas vezes o desequilíbrio financeiro não está ligado “necessariamente” a aspectos financeiros, mas sim a aspectos psicológicos, ou seja, você até elabora seus controles, anota suas despesas, realiza planos de contenção, mas não consegue se controlar podemos simplesmente dizer que você gasta porque é descontrolado. Por analogia, é como se você tivesse uma espécie de “dupla personalidade financeira”: uma que necessita controlar e outra que deseja gastar. Geralmente você fica muito vulnerável às opções de consumo e acaba criando gastos que não estavam previstos simplesmente devido ao aparecimento de supostas “oportunidades” que se classificam como “indispensáveis” no momento da compra.

Para demonstrar melhor essa relação dos descontroles, abaixo destacaremos os fatores importantes de que trataremos nesta etapa de finanças pessoais:

11. Inteligência Financeira: ganhar, gastar, economizar e investir.

12. Desequilíbrio financeiro (gastar mais do que ganha).

13. Quais os motivos para seus gastos (necessidades x desejos).

14. Impulso (inimigo n.º 1 do orçamento equilibrado).

15. Registro das despesas (planilha de controle e ordem de prioridades).

16. Gastos sazonais (despesas existentes apenas em alguns períodos).

17. Planejamento de investimentos (crescimento do patrimônio).

18. Disciplina financeira familiar.

19. Cuidados com as armadilhas dos empréstimos (parcelamentos e taxas de juros).

18. Disciplina financeira familiar. 19. Cuidados com as armadilhas dos empréstimos (parcelamentos e taxas de juros).
18. Disciplina financeira familiar. 19. Cuidados com as armadilhas dos empréstimos (parcelamentos e taxas de juros).

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>> > > IInteligência financeira

Você consegue equilibrar as suas receitas com as suas despesas? Geralmente você gasta mais do que ganha? Você vive equilibrado com as quatro leis do dinheiro ganhar; gastar; economizar e investir?

Para gastar você precisa GANHAR.

Para ECONOMIZAR precisa gastar MENOS.

Além de economizar, você precisa saber INVESTIR, só assim conquistará a tão sonhada independência financeira.

Vamos fazer uma breve simulação no quadro abaixo:

Coloque aqui o valor das suas receitas mensais: R$

Coloque aqui o valor das suas despesas mensais: R$

E aí? Está com saldo positivo ou negativo? R$

Financeiramente falando, temos basicamente três tipos de pessoas:

Aquelas que vivem bem financeiramente;

São aquelas que gastam MENOS do que GANHAM.

Aquelas que vivem estressadas financeiramente;

São aquelas que gastam MAIS do que GANHAM.

Aquelas que vivem em estado de alerta constante.

São aquelas que GASTAM na mesma proporção que GANHAM.

Vamos avaliar agora a dosagem dos seus gastos entre os desembolsos necessários e os supérfluos.

Desejo x Necessidade Como lidar com essas variáveis

gastos entre os desembolsos necessários e os supérfluos. Desejo x Necessidade – Como lidar com essas
gastos entre os desembolsos necessários e os supérfluos. Desejo x Necessidade – Como lidar com essas

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Relacione aqui as cinco principais despesas que você considera necessárias para sua sobrevivência.

Despesa Valor (R$)
Despesa
Valor (R$)

Relacione abaixo as cinco principais despesas que você considera não necessárias para sua sobrevivência, isto é, de que você abriria mão para alcançar seus objetivos pessoais.

Despesa Valor (R$)
Despesa
Valor (R$)

>> > > EE sua saúde financeira

Como está?

“Divirta-se agora e pague depois, ou pague agora e divirta-se depois”. (Autor desconhecido)
“Divirta-se agora e pague
depois, ou pague agora e
divirta-se depois”.
(Autor desconhecido)

Você

20. Está organizando suas finanças?

21. Está endividado no cheque especial, cartão de crédito, empréstimos, etc.?

22. Perdeu o controle das suas finanças e precisa de ajuda?

23. Consegue realizar o que quer? Sabe determinar o que quer?

24. Acha que sempre lhe falta tempo? E seu ânimo, como está?

Consegue realizar o que quer? Sabe determinar o que quer? 24. Acha que sempre lhe falta
Consegue realizar o que quer? Sabe determinar o que quer? 24. Acha que sempre lhe falta

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Afinal de contas, aonde, como e quando você quer chegar? Você tem a sensação de nunca ter dinheiro suficiente para tudo o que quer? Você adoraria poder gastar mais? Em geral, você é muito cauteloso, mas às vezes se vê em apuros?

Caso o seu carro tenha algum problema, o que vai fazer? Se você se sente descontrolado com o dinheiro que ganha; o dinheiro em suas mãos evapora; está endividado e

gostaria de quitar as suas dívidas e ficar com o nome limpo na praça; gostaria de poupar para

conseguir o que deseja, como uma casa nova ou a viagem dos seus sonhos

Você deve

enfrentar a sua situação e perceber que a solução não é ganhar mais dinheiro, mas sim

aprender a administrar o dinheiro que possui.

Veja algumas dicas para você aprender a administrar melhor seu dinheiro. Sempre é possível economizar algum dinheiro, seja qual for a quantia. O importante é você começar a poupar.

Liste suas metas e objetivos de vida e coloque no topo da lista de prioridades. Mesmo que você esteja endividado, sua prioridade deve ser alcançar suas metas e sonhos. A liquidação de uma dívida e o início de uma poupança deve ser o caminho a ser seguido. A grande armadilha da vida é quando você fica esperando sua situação financeira melhorar para que comece a realizar seus sonhos e vontades.

Está na hora de ver as coisas de outra forma. A pergunta que devemos fazer é: O que me dá alegria? Em que ocasiões tenho aquela maravilhosa sensação de satisfação? O que realmente quero na vida? Não se esqueça de incluir como meta de vida uma aposentadoria tranquila e de qualidade. Liste todas as suas despesas do mês (o ideal é dos três últimos meses) e a sua renda.

>> VVocê possui um planejamento financeiro pessoal?

Para começar a se organizar, você deve definir um plano. Vamos destacar mais

algumas dicas:

a) Monte uma estratégia para alcançar as suas metas e sonhos:

Poupança para adquirir algum bem ou viagem a ser realizada.

Programação para a minha aposentadoria.

Reserva financeira para emergências.

Poupança para pagar os estudos do meu filho.

Troca do meu apartamento.

b) Corte todos os gastos que são considerados supérfluos e que não acrescentem nada para alcançar as suas metas. Reúna todos da casa e mostre a nova situação,

supérfluos e que não acrescentem nada para alcançar as suas metas. Reúna todos da casa e
supérfluos e que não acrescentem nada para alcançar as suas metas. Reúna todos da casa e

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a necessidade de um controle emergencial para alcançar uma saúde financeira

equilibrada e com perspectivas futuras boas para todos.

c) Se você está endividado, monte um plano para pagamento e liquidação das dívidas.

d) Se você possui uma boa saúde financeira, com um orçamento equilibrado, é hora

de preparar um bom planejamento financeiro para não ser pego de surpresa. Veja

em Planejamento Financeiro a importância de você programar e administrar seus

recursos para alcançar seus objetivos e metas financeiras.

>> > > CComo elaborar um planejamento familiar

Você já colocou no papel as suas despesas gerais? Você sabe elaborar um orçamento

em sua casa?

O plano familiar não é apenas anotar as despesas realizadas. O plano envolve

planejar os gastos, definir as necessidades, eleger as prioridades, dentro da renda disponível.

Ele o ajudará a entender seus hábitos de consumo e identificar como atingir suas metas. A

elaboração do orçamento doméstico não é uma tarefa fácil, porém, é necessária para quem

tem planos para o seu futuro e o de sua família. Estabelecer objetivos comuns e conversar

francamente sobre as finanças com a família é o caminho para que cada um esteja

comprometido e faça sua parte.

É a forma de garantir a estabilidade das finanças, no presente e no futuro. O primeiro

passo do orçamento é identificar para onde está indo o dinheiro. Discrimine as despesas fixas

como luz, gás, água, telefone, aluguel, condomínio, transporte, educação, assistência médica,

alimentação e outras. Considere, também, despesas eventuais, como remédios, consertos em

geral, cabeleireiro, oficina mecânica, lazer, vícios, prestações, taxas, impostos, cheques pré-

datados e outras.

IMPORTANTE

 

Distribua essas despesas em grupos (alimentação, transporte, saúde, etc.).

Exemplo:

 

Grupo Transporte: combustível, IPVA, consertos do veículo, seguro e despesas com ônibus.

Com esse levantamento feito, você deve projetar o orçamento para os próximos meses, considerando as despesas sazonais como volta às aulas, IPVA, licenciamento, datas

orçamento para os próximos meses, considerando as despesas sazonais como volta às aulas, IPVA, licenciamento, datas
orçamento para os próximos meses, considerando as despesas sazonais como volta às aulas, IPVA, licenciamento, datas

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comemorativas (Dia dos Pais, das Mães, dos Namorados, da Criança, Natal, Páscoa etc.), férias para a família. Elas podem representar um gasto substancial em seu orçamento.

Discrimine as receitas: salário, rendas, etc. Utilize o valor líquido recebido. Faça o balanceamento das receitas e despesas mensais: receitas (-) despesas.

Reserve uma parcela de suas receitas para investimentos. Não se esqueça da despesa de juros e saldo devedor em cartão de crédito, empréstimo pessoal, cheque especial

e pré-datado. Não se esqueça, também, dos pequenos gastos na padaria, uma revista, um

lanche, etc. Você pode simular, no nosso planejador de despesas, quanto iria acumular, em um período de cinco anos, caso cortasse alguns gastos. Agora você já sabe aonde quer chegar e

qual a sua atual situação. É hora de fazer uma boa análise dos seus gastos.

>> > > AA hora dos ajustes

Identifique gastos que podem ser eliminados ou reduzidos. Não é fácil mudar hábitos

da noite para o dia. Dialogue com a família: o aprendizado da austeridade no trato das finanças

e o atendimento das metas compensarão os eventuais sacrifícios presentes e os desconten-

tamentos passageiros.

> > > GGerenciando os Investimentos

Os investimentos devem ter objetivos definidos: fundo de emergência, férias, previdência,

compra de automóvel, etc. Veja as questões importantes que o investidor deve observar:

Qual o objetivo ao fazer esse investimento?

Qual é a expectativa de rentabilidade?

Quanto tenho disponível para investir?

Quando vou precisar desse dinheiro?

Tenho todas as informações sobre esse tipo de investimento?

A diversificação da minha carteira é consistente com meu perfil de risco?

Procure orientação e acompanhe a performance do seu investimento.

carteira é consistente com meu perfil de risco? Procure orientação e acompanhe a performance do seu
carteira é consistente com meu perfil de risco? Procure orientação e acompanhe a performance do seu

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>> > > GGerenciando os gastos

Ao fazer suas compras, é importante lembrar que o comércio disponibiliza diferentes formas de pagamento. Evite qualquer comprometimento do seu orçamento, analise a necessidade da compra.

A vista opte por essa forma de pagamento. Isso possibilitará bons descontos.

A prazo fique atento às taxas de juros cobradas para o financiamento, compare o preço à vista com o total das parcelas: mesmo no parcelamento "sem acréscimo" geralmente estão embutidos altos juros.

Atrasos no pagamento da prestação de financiamento implicam multa de até 2%. É assegurada ao consumidor a liquidação antecipada dos débitos, total ou parcialmente, mediante a redução proporcional dos juros e demais acréscimos.

Veja as formas de pagamentos mais usuais:

Cheque/cartão de débito é uma ordem de pagamento à vista. Ao emiti-lo, lembre-se de que ele será descontado imediatamente.

Cheque pré-datado é um acordo informal entre fornecedor e consumidor. Se você for utilizá-lo como forma de pagamento, faça constar do pedido, da nota fiscal ou do orçamento os números dos cheques e as datas previstas para os descontos. Essa é a sua única garantia, caso o fornecedor venha a depositá-lo antes do combinado.

Cheque especial evite entrar no limite do cheque especial, já que as taxas de juros costumam ser muito elevadas; não faça desse limite um segundo salário.

Cartão de crédito/parcelado no cartão o controle das despesas realizadas com cartão exige cuidados. Verifique a conveniência de ter mais de um cartão, não se esquecendo de incluir, em suas despesas, as anuidades. Pague a fatura integralmente na data do vencimento. Além da multa de até 2% por atraso no pagamento, os juros cobrados no parcelamento do saldo devedor são muito altos. Em situação de inadimplência, seu cartão poderá ser cancelado.

de inadimplência, se u cartão poderá ser cancelado. "Economizar em pequenas coisas faz uma grande
"Economizar em pequenas coisas faz uma grande diferença em seu orçamento no final do mês".
"Economizar em pequenas
coisas faz uma grande
diferença em seu orçamento
no final do mês".
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ser cancelado. "Economizar em pequenas coisas faz uma grande diferença em seu orçamento no final do

>> > > PPrazo e investtimentos

Para programar os seus gastos e seus investimentos, você precisa, necessariamente, definir seus objetivos financeiros. Esses objetivos dividem-se em prazos. Você deverá se programar para ter sempre recursos disponíveis para investimentos. Abaixo sugerimos que você reflita e anote os seus investimentos:

a) Objetivos de curto prazo (até um ano). (exemplo: aquisição de eletrodomésticos)

b) Objetivos de médio prazo (até cinco anos). (exemplo: aquisição de veículo)

c) Objetivos de longo prazo (acima de cinco anos) (exemplo: aquisição da casa)

(exemplo: aquisição de veículo) c) Objetivos de longo prazo (acima de cinco anos) (exemplo: aquisição da
(exemplo: aquisição de veículo) c) Objetivos de longo prazo (acima de cinco anos) (exemplo: aquisição da

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>> > > OOs riscos do crédito fácil

O crédito fácil tem como principal público-alvo as pessoas descontroladas. Essa é a

“máxima” de mercado que as empresas que atuam nessa área vislumbram na hora de fazer seus negócios. Basta ver qualquer contracapa de uma revista, ver um pouco de televisão, escutar um pouco de rádio ou ligar-se na internet para compreender que as empresas de crédito fácil estão por todo o lado. Estamos diariamente vulneráveis a campanhas de marketing que apelam ao consumo exagerado e que esperam por um momento de fraqueza para conseguir nos convencer que precisamos ampliar ou refinanciar nossas dívidas. Não é fácil resistir constantemente a esses ataques diários a que somos sujeitos. Todos nós temos momentos de fraqueza e essas empresas de crédito pessoal sabem disso, por isso mantêm campanhas incessantes seguindo o velho provérbio " Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura".

Mas por que estas taxas de juro tão altas no Brasil? As taxas de juro do crédito fácil são muito elevadas devido às suas características. É um crédito de alto risco, as empresas de crédito fácil têm noção de que muitos dos créditos que concedem nunca lhes serão devolvidos, ou pelo menos terão muitas contrariedades e despesas para conseguir reaver o dinheiro. São créditos que são concedidos com muito poucas garantias, ao contrário dos que são concedidos pelos bancos. Muitas das vezes as pessoas que recorrem a esses créditos fáceis, já tentaram fazer os créditos junto dos bancos mas viram as suas pretensões deitadas por terra, devido à sua situação atual ou ao seu histórico de mau crédito. Claro que emprestar dinheiro a alguém com essas características tem um risco elevado, por isso taxas de juros também são altas. (Fonte: www.artigonal.com.br)

Armadilha do crédito fácil eleva riscos de endividamento

A partir de 2009, o brasileiro de fato começou a ver oferta de crédito. É certo que

houve uma explosão de financiamentos quando o volume de operações de crédito para a pessoa física saltou de R$ 141 bilhões, no final de 2004, para R$ 237 bilhões, em dezembro de 2006 (dado mais recente disponível no site do Banco Central). No entanto, analistas acreditam que o que está por vir deixará essa cifra parecendo trocados.

Tudo porque o banqueiro brasileiro terá, depois de muitos anos, de começar a emprestar dinheiro ao setor privado para poder rentabilizar seu negócio. Embora esta seja uma atividade tradicional de qualquer banco, no Brasil das últimas décadas era necessário emprestar apenas para o governo. Era o risco mais baixo pagando a taxa mais alta, por isso, não havia motivos para buscar uma nova clientela.

Era o risco ma is baixo pagando a taxa mais alta, por isso, não havia motivos
Era o risco ma is baixo pagando a taxa mais alta, por isso, não havia motivos

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Com as taxas de juro básicas da economia em queda, o cenário muda. O governo está pagando bem menos do que pagou no passado e a tendência é de cada vez mais reduzir essa taxa. Assim, os bancos agora colocaram o produto crédito na meta de seus gerentes, assim como já faziam com os títulos de capitalização, seguros e planos de previdência. E é o que os bancos estão começando a fazer, com a mesma agressividade com que vendem títulos de capitalização, seguros e planos de previdência contraindicados. Quando vendem a rodo esses títulos de capitalização e seguros, eles estão, na prática, minando a capacidade do cliente de construir um patrimônio. Mas, quando fazem o mesmo com o crédito, as consequências são ainda mais danosas.

A psicóloga Tatiana Silomensky, do Hospital das Clínicas de São Paulo, faz um

trabalho de atendimento a consumidores compulsivos. Ela relata casos realmente dramáticos. Uma de suas pacientes chegou a ter dívidas com 15 financeiras diferentes e ainda três agiotas. Não é um caso isolado. Ao contrário, situações como essa, diz Tatiana, são recorrentes e corroem o bem-estar de muitas famílias. O mais preocupante, contudo, é que o trabalho de Tatiana deve aumentar bastante daqui para frente. (Fonte: Mara Luquet Editora da revista ValorInveste - http://www.andima.com.br/clipping/260207/index.html)

Aprenda a fazer cálculos de juros compostos e escapar das armadilhas

O ideal sempre seria comprar à vista, pois teríamos condição de negociar e não pagar

juros. Quando não dispomos dessa condição, entramos em armadilhas financeiras que podem

custar muito caro. No momento das compras ou dos financiamentos, muitas vezes não

sabemos de fato se o parcelamento está sendo vantajoso. Perdemos a noção se aquela

parcela mensal atrativa é de fato justa.

Com a intenção de ajudarmos você, empreendedor, nessa hora de negociação, foi

desenvolvida uma planilha eletrônica que vai facilitar muito a sua vida. Como que ela funciona

Sempre que você vai buscar um financiamento, você precisar saber necessariamente quatro

coisas três delas serão apresentadas e uma terá que ser sempre calculada.

Para compreender melhor, veja o exemplo abaixo.

Você quer financiar um bem. Você dispõe das seguintes informações:

Valor nominal do financiamento

Valor das parcelas

Número de meses

Falta??? Isso mesmo! O percentual de juros que você vai pagar!

Valor das parcelas Número de mese s Falta??? Isso mesmo! O percentual de juros que você
Valor das parcelas Número de mese s Falta??? Isso mesmo! O percentual de juros que você

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Por outro lado, se você tivesse o percentual de juros, teria que saber o valor do

financiamento, a quantidade de meses e faltaria o quê? Isso mesmo! O valor da parcela. Ou

seja, sempre das quatro informações uma delas irá faltar! Veja agora o exemplo abaixo:

Valor do financiamento: R$ 15.000,00

Valor das parcelas: R$ 1.400,00

Número de meses: 12 meses

Os juros serão de: ???

Utilizando a planilha sugerida (juros_BOMNEGOCIO_2010.xls), você terá

juros de 1,7881%

Se você precisar saber o valor da parcela, faça o seguinte cálculo usando a mesma

planilha (tabela valor das parcelas)

Valor do financiamento: R$ 15.000,00

Juros: 1,7881%

Número de meses: 12 meses

O valor da parcela: ???

Utilizando a planilha sugerida (juros_BOMNEGOCIO_2010.xls), você terá o

valor de R$ 1.400,00

Ou seja, você sempre terá de calcular uma das variáveis. Você deverá tomar o seguinte cuidado quando estiver ampliando o número de parcelas, mantendo os mesmos juros e o mesmo valor nominal.

Veja na tabela abaixo quanto você estaria pagando se o tempo do financiamento fosse ampliado:

mesmo valor nominal. Veja na tabela abaixo quanto você estaria pagando se o tempo do financiamento
mesmo valor nominal. Veja na tabela abaixo quanto você estaria pagando se o tempo do financiamento

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(Em R$)

       

DIFERENÇA ENTRE AS PARCELAS PELO FINANCIAMENTO ANTERIOR

VALOR TOTAL DO PRODUTO ADQUIRIDO PELO FINANCIAMENTO

 

TAXA DE

   

VALOR DO

QUANTIDADE

VALOR DAS

JUROS

FINANCIAMENTO

(%)

DE MESES

PARCELAS

     
 

15.000,00

1,7881

12 meses

1.400,00

-

16.800,00

15.000,00

1,7881

24 meses

774,61

625,39

18.590,64

15.000,00

1,7881

36 meses

568,65

205,96

20.471,40

15.000,00

1,7881

48 meses

468,18

100,47

22.472,64

15.000,00

1,7881

60 meses

409,67

58,51

24.580,20

15.000,00

1,7881

72 meses

372,07

37,60

26.789,04

15.000,00

1,7881

84 meses

346,38

25,69

29.095,92

FONTE: Elaborado pelo Autor

Neste exemplo fica bem claro que à medida que você amplie o número de parcelas, a diferença entre elas vai reduzindo. Por exemplo, para 72 meses você vai pagar R$ 372,07 ou seja, é melhor você apertar um pouco mais o seu orçamento e fazer o financiamento em 60 meses, pois a parcela é apenas R$ 37,60 maior! É melhor você pagar 60 parcelas de R$ 409,67 ou 72 parcelas de R$ 372,07?

Tome muito cuidado quando você estiver contratando seus financiamentos. Calcule muito bem quando os investimentos tiverem um prazo muito longo. É normal que se observe apenas o valor da parcela, para verificar se ela “cabe” no orçamento e não o valor total. Somos levados apenas a enxergar a nossa capacidade de pagamento mensal e não quanto estamos pagando de fato para adquirir um determinado bem. No exemplo acima, em 84 meses, pagaremos praticamente o dobro do valor nominal, ou seja, para adquirir um bem de R$ 15.000,00 pagaremos, em 7 anos, R$ 29.095,92. (ver cálculos no arquivo Excel:

juros_BOMNEGOCIO_2010.xls)

Material Complementar

(ver arquivo Excel: orcamentopessoal_BOMNEGOCIO_2010.xls)

Excel: juros_BOMNEGOCIO_2010.xls) Material Complementar (ver arquivo Excel: orcamentopessoal_BOMNEGOCIO_2010.xls) 1 5
Excel: juros_BOMNEGOCIO_2010.xls) Material Complementar (ver arquivo Excel: orcamentopessoal_BOMNEGOCIO_2010.xls) 1 5

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TABELA DE CONTROLE DO ORÇAMENTO FAMILIAR

Mês

Previsto

Realizado

Receitas Gerais

-

-

   

Salários

   
   

Aluguel

   
   

Receitas extraordinárias

   
   

Outros

   

Despesas Gerais

-

-

 

2.1 Moradia

-

-

   

Aluguel

   
   

Condomínio

   
   

Prestação da casa

   
   

Conta de luz

   
   

Conta de água

   
   

Gás

   
   

Impostos

   
   

Telefone

   
   

Consertos/manutenção

   
   

Outros

   
 

2.2 Alimentação

-

-

   

Supermercado

   
   

Feiras/panificadora

   
   

Outros

   
 

2.3 Transporte

-

-

   

Prestação do carro

   
   

Seguro

   
   

Combustível

   
   

Estacionamentos

   
   

Impostos

   
   

Ônibus/metrô

   
   

Outros

   
 

2.4 Saúde

-

-

   

Plano de saúde

   
   

Médicos/dentistas

   
   

Farmácia

   
   

Outros

   
Médicos/dentistas         Farmácia         Outros     1 6
Médicos/dentistas         Farmácia         Outros     1 6

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2.5 Educação

-

-

 

Mensalidades escolares

   
 

Cursos extras

   
 

Idiomas/computação

   
 

Vestuário

   
 

Outros

   

2.6 Lazer/informação

-

-

 

Academia

   
 

Jornais/revistas

   
 

TV por assinatura

   
 

Internet

   
 

Programas culturais

   
 

Outros

   

2.7 Outros gastos

-

-

 

Impostos

   
 

Escola

   
 

Viagem

   
 

Outros

   

SALDO GERAL (receitas - despesas)

-

-

    Viagem       Outros     SALDO GERAL (receitas - despesas) - -
    Viagem       Outros     SALDO GERAL (receitas - despesas) - -

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FFinanças Empresariais

> > > OOs controles do negócio

A área de Finanças tem por responsabilidade principal administrar os recursos

financeiros (numerários) que circulam pelo caixa ou pelas contas bancárias de uma empresa.

Essa administração ocorre, basicamente, mediante os controles das receitas e outros ingressos financeiros, bem como das despesas, custos e outros desembolsos financeiros.

A definição acima apresentada, de forma bastante simples e prática, descreve a

principal atribuição da área de finanças, ou seja, gerir recursos financeiros. Para que essa gestão seja eficaz, a pessoa responsável (gestor financeiro) deverá controlar esses recursos, buscando as melhores opções e tomando as decisões mais oportunas para remunerar, da melhor forma possível, o capital aplicado. Para atingir essa “melhor remuneração”, é imprescindível elaborar alguns controles e ferramentas, como, por exemplo, orçamento, fluxo de caixa, previsões financeiras, administração de caixa, administração do crédito, administração dos custos, análise

de investimentos e captação de recursos.

A dimensão e a importância da área de finanças dependem do tamanho da empresa. Em pequenas empresas, essa função é geralmente exercida pelo proprietário. À medida que a empresa cresce, a importância aumenta e conduz, em geral, à criação de um departamento próprio, com funções diversificadas como: tesouraria, contas a pagar, contas a receber, cobrança, etc.

Além dos controles acima mencionados, nos quais se incluem aspectos operacionais e internos de uma empresa, o gestor financeiro deverá preocupar-se, também, com o ambiente externo, basicamente com alguns fatores econômicos que interferem no ambiente em que a empresa atua, influenciando, assim, diretamente a área de finanças. Dessa forma, podemos considerar que existe uma afinidade considerável entre a área de finanças e as variáveis econômicas. Entre essas variáveis, podemos citar: a lei da oferta e da procura, a taxa básica de juros do governo (taxa Selic), a inflação, os juros bancários (limite de conta corrente, cartão de crédito, contratos de financiamento, juros sobre atraso), a taxa do dólar, etc. O acompanhamento das variáveis econômicas e a boa compreensão da influência sobre o negócio irão contribuir para a tomada das decisões financeiras. O gestor financeiro deverá, inicialmente, realizar a análise marginal, que é um princípio econômico segundo o qual devem ser tomadas decisões financeiras e realizadas ações somente quando os benefícios adicionais superarem os custos adicionais.

decisões financeiras e realizadas aç ões somente quando os benefícios adicionais superarem os custos adicionais. 1
decisões financeiras e realizadas aç ões somente quando os benefícios adicionais superarem os custos adicionais. 1

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>> > > EEnfoque operacional e estratégico

A área de finanças pode ser observada sob dois enfoques: o operacional e o estratégico. Fazem parte do operacional todas aquelas atividades rotineiras, bem como as decisões tomadas no dia a dia da empresa, ou seja, tudo o que envolve o curto prazo. Já no estratégico estão as análises e avaliações que farão parte do futuro da empresa, bem como as decisões de médio e longo prazo.

Podemos dizer também que o estratégico é uma forma de antecipar o futuro, direcionando da melhor forma possível as finanças da empresa.

Na ilustração a seguir, podemos, por analogia, comparar o operacional e o estratégico como se dirigíssemos um carro à noite. Na primeira situação, quando dirigimos de farol baixo, apenas vemos alguns metros a nossa frente, tendo pouca noção de espaço como na visão operacional. Na segunda situação, com farol alto, temos uma visão bem mais ampla do espaço, enxergando mais longe e tendo assim uma maior noção de espaço comparável ao estratégico.

maior noção de espaço – comparável ao estratégico. 1 Enfoque Operacional Abaixo são citadas algumas das

1 Enfoque Operacional

Abaixo são citadas algumas das atividades operacionais que normalmente encontramos na gestão financeira das empresas. É oportuno destacar que as atividades financeiras da empresa devem ser separadas das atividades da pessoa física dos proprietários da empresa.

atividades financeiras da empresa devem ser separadas das atividades da pessoa física dos proprietários da empresa.
atividades financeiras da empresa devem ser separadas das atividades da pessoa física dos proprietários da empresa.

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Contas a Receber

É

um processo que controla os valores em cobrança das entradas de recursos no caixa ou

na conta bancária da empresa.

É

um relatório gerencial que informa todos os valores que serão recebidos. Abaixo são

mencionados alguns pontos que devem ser observados.

 

Cadastro atualizado dos clientes;

Ficha de controle dos cheques pré-datados;

Controle de outros recebíveis (cartão de crédito, nota promissória, bloqueto bancário);

Política de concessão de crédito;

Controle da inadimplência;

Juros e multas;

Tempo de atraso;

Arquivo com os comprovantes de recebimento;

Controle das vendas parceladas.

Contas a Pagar

É

um processo que controla os valores que serão desembolsados, ou seja, as saídas de

caixa ou na conta bancária da empresa. É controlado por meio da elaboração de um relatório gerencial que informa todos os valores que serão pagos. Abaixo são mencionados alguns pontos que devem ser observados.

 

Cadastro atualizado dos fornecedores;

Controle das formas de pagamento;

Sintonia com compras;

Sintonia com estoques;

Acompanhamento dos prazos e vencimentos;

Acompanhamento da disponibilidade de recursos;

Arquivo dos comprovantes de pagamento;

Juros e multas.

Processo de Compras

As compras de materiais e suprimentos são etapas fundamentais na boa gestão financeira do negócio. Essas atividades têm a finalidade de iniciar ou dar continuidade ao trabalho de produção. O termo compras simplesmente descreve o processo de comprar e adquirir, entretanto, em sentido mais amplo, o termo envolve a definição das necessidades, a

processo de comprar e adquirir, entretanto, em sentido mais amplo, o term o envolve a definição
processo de comprar e adquirir, entretanto, em sentido mais amplo, o term o envolve a definição

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seleção dos fornecedores, a chegada da mercadoria ao preço combinado, nos termos e nas condições explicitas no contrato, e o respectivo acompanhamento de forma a assegurar a entrega. Muitas vezes o lucro não é gerado na venda, mas sim em uma boa compra.

É importante o empreendedor perceber que nesse trabalho de compras preocupa-se muito com o estoque de matéria-prima, essa responsabilidade de compras assegurar que as matérias-primas exigidas pela produção estejam disponíveis nas quantidades certas, nos períodos desejados. É interessante saber, que compras não é somente responsável pela quantidade e pelo prazo, mas precisa também realizar a compra em preço mais favorável possível, já que o custo da matéria-prima é um componente importante no custo do produto.

Considerando a totalidade do valor de seu produto, as compras devem ser devidamente focadas dentro de sua estratégia de competitividade, considerando o real peso do que está a montante dela. Toda direção de compras deve ter um ponto de vista realista em relação às possibilidades de se obter uma ou mais vantagens. As compras fluem grande parte do capital de giro de uma organização, desta forma quanto melhor transcorrer o processo de compras maiores serão os lucros. Assim sendo a atividade de compras é tão importante para a empresa, como as atividades de produção e vendas. A Função compras é uma função básica nos negócios e com um grande potencial de criação de valor para as empresas. Nos próximos capítulos será abordada a questão de custos e a importância de uma boa estratégia de compras influenciará, de forma positiva, na formação de preço.

Controles Bancários (conciliação bancária)

É um processo que controla a conta corrente da empresa, a emissão de cheques para pagamento à vista e pré-datado. A conciliação bancária é outro aspecto importante que também deve ser controlado. Trata-se de um relatório gerencial que informa toda a movimentação bancária. Abaixo são mencionados alguns pontos que devem ser observados.

Acompanhamento do extrato bancário;

Confiança nos próprios controles;

Controle da emissão de cheques;

Controle dos depósitos;

Controle de todos os lançamentos (créditos e débitos)

da emissão de cheques; Controle dos depósitos; Controle de todos os lançamentos (créditos e débitos) 2
da emissão de cheques; Controle dos depósitos; Controle de todos os lançamentos (créditos e débitos) 2

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Controle Geral de Documentos

Nessa etapa são mencionados todos os demais documentos que são recebidos ou emitidos

pela empresa, como, por exemplo: duplicatas, nota promissória, nota fiscal, contratos de

empréstimos, etc.

Produção e Comercialização

O ponto principal do aspecto operacional, sem dúvida nenhuma, é a produção e a

comercialização dos produtos e/ou serviços. De nada adianta elaborar todos os controles

operacionais ou projetar as melhores estratégias futuras se a empresa não tiver capacidade

produtiva e logística eficaz para atender o seu público consumidor.

2

Enfoque Estratégico

Abaixo são citadas algumas das ferramentas estratégicas que devem ser elaboradas

pela gestão financeira das empresas.

O Fluxo de Caixa

O fluxo de caixa é uma ótima ferramenta para auxiliar o empreendedor na tomada de

decisões da sua empresa. O termo fluxo de caixa (do inglês cash flow) refere-se ao montante

de caixa recebido e gasto por uma empresa durante um período de tempo definido.

Uma projeção de fluxo de caixa demonstra todos os pagamentos e recebimentos esperados em um determinado período de tempo. O gestor do fluxo de caixa necessita de uma visão geral sobre todas as funções da empresa, como: pagamentos, recebimentos, compras de matéria-prima, compras de materiais secundários, salários e outros, porque é necessário prever o que se poderá gastar no futuro dependendo do que se consome hoje. Por meio desse controle, é possível observar que os custos fixos e variáveis ficam evidentes, permitindo-se, dessa forma, um controle efetivo sobre determinadas questões empresariais.

Conforme definido acima, o fuxo de caixa retrata o movimento do caixa no mês (por exemplo), e é um elemento indispensável em qualquer empresa, porque controla o movimento financeiro. O fluxo de caixa deve ser planejado para no mínimo seis meses antecipando necessidades de adequação de caixa. Isso evita contratempos no decorrer da gestão empresarial. Ressalta-se que, se a empresa é pequena ou média, o empresário não deve repassar a ninguém o prazer de desenvolver essa atividade, deve fazê-la ele mesmo. Uma simples planilha de Excel assegura o domínio das finanças e do ciclo operacional. O fluxo de caixa revela muitas verdades da empresa na questão financeira.

das finanças e do ciclo operacional. O fluxo de caixa revela muitas verdades da empresa na
das finanças e do ciclo operacional. O fluxo de caixa revela muitas verdades da empresa na

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Com relação à estrutura, um fluxo de caixa deve possuir duas colunas, “previsto” e “realizado”. Dessa forma, é possivel fazer uma avaliação sistêmica da qualidade de previsão das entradas e saídas.

É um instrumento de controle, que tem por objetivo auxiliar o empresário na tomada das decisões financeiras da empresa. É um relatório gerencial que informa toda a movimentação de dinheiro (entradas e saídas). Indica os recebimentos e os pagamentos a serem realizados e apura o saldo disponível de caixa, pelo regime de caixa (no dia de seu recebimento ou pagamento). Por meio do fluxo de caixa o gestor financeiro poderá:

visualizar um planejamento financeiro de médio prazo;

 

antecipar a previsão das entradas e saídas de caixa;

verificar se a empresa terá “folga ou aperto” de caixa;

verificar se o negócio terá recursos suficientes em um determinado período capital de giro;

planejar as melhores políticas de prazos (receber e pagar);

 

avaliar a capacidade de pagamento antes de assumir novos compromissos;

avaliar se os recebimentos de vendas são suficientes para cobrir os gastos previstos;

avaliar

os

melhores

momentos

para

realizar

investimentos

(imobilizados,

estoques);

 

avaliar os melhores momentos para realizar promoções de vendas.

 

Modelo de Fluxo de Caixa

  avaliar os melhores momentos para realizar promoções de vendas.   Modelo de Fluxo de Caixa
  avaliar os melhores momentos para realizar promoções de vendas.   Modelo de Fluxo de Caixa
  avaliar os melhores momentos para realizar promoções de vendas.   Modelo de Fluxo de Caixa

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Modelo de Fluxo de Caixa (componentes)

Composição do Relatório:

SALDO INICIAL é o valor constante no caixa no início do período do fluxo de caixa. (dinheiro em caixa + bancos);

ENTRADAS DE CAIXA corresponde as vendas realizadas a vista, bem como outros valores recebidos a vista;

SAÍDAS DE CAIXA - corresponde a todos os pagamentos efetuados;

SALDO OPERACIONAL é o resultado das entradas menos as saídas de caixa;

SALDO FINAL DE CAIXA representa o valor obtido considerando o saldo inicial e o saldo operacional.

A Formação do Preço de Venda

O preço de venda nada mais é do que o valor pelo qual o produto deve ser vendido

considerando os custos variáveis (matéria-prima, embalagens, comissões, etc.) os custos fixos proporcionais (aluguel, água, luz, telefone, salários, pró-labore, etc), e ainda o lucro líquido estimado. Para definir o preço de venda de um produto ou serviço, o empresário deve considerar dois aspectos: o financeiro (interno) e o mercadológico (externo). Pelo aspecto mercadológico, o preço de venda deverá estar próximo do praticado pelos concorrentes diretos da mesma categoria de produto e qualidade. Além disso, outros fatores influenciam diretamente: conhecimento de marca, tempo de mercado, volume de vendas já conquistado e agressividade da concorrência. Pelo aspecto financeiro, o preço de venda deverá cobrir tanto os custos (variável e fixo) da merca- doria/produto/serviço vendidos, bem como o lucro líquido. Se o preço determinado pelo mercado for menor que o encontrado a partir dos custos da empresa, o gestor financeiro deve rever os

cálculos financeiros para avaliar a viabilidade de continuar atuando no segmento daquele produto.

O aumento da concorrência que vem acontecendo em quase todos os tipos de

negócio está levando o empresário a trabalhar, a cada dia, com uma menor margem de lucro.

O aumento de importações, a maior liberdade nos preços e a crescente diversificação de produtos e serviços têm sido fatores que contribuíram para esse novo cenário.

Antigamente o empreendedor calculava todos os custos e acrescentava uma margem de lucro para formar o preço de venda, dessa forma quem determinava o preço “era quem vendia”, e a equação para formar o preço era simples (CUSTO + LUCRO = PREÇO). Atualmente o processo se inverteu e o preço passou a ser determinado pelo mercado. Hoje o empresário que não perceber que é o cliente que influencia no preço terá grandes riscos de insucesso no seu negócio. Dessa forma o lucro, que antes era calculado pelo empreendedor

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terá grandes riscos de insucesso no seu negócio. Dessa forma o lucro , que antes era
terá grandes riscos de insucesso no seu negócio. Dessa forma o lucro , que antes era

(que podia colocar a margem que quisesse), passou a ser a diferença entre o preço “aceito pelo mercado” e o total dos custos e despesas. A mudança é significativa, pois, enquanto no modelo anterior o preço era função de uma planificação interna, propiciando meros repasses, no modelo atual o preço é arbitrado pelo mercado. Nesse novo modelo, leva-se em conta o poder aquisitivo, valor do dinheiro, a qualidade, as alternativas de escolha e a utilidade do produto e/ou serviço. Na empresa, isso significa repensar métodos de trabalho e gestão, planejando com base na variável externa, ou seja, de fora para dentro, buscando seu retorno via produtividade, redução de custos, eficiência, qualidade, o que significa repensar a empresa estrategicamente quanto aos métodos de gestão financeira.

QUADRO 1 - FORMAÇÃO DO PREÇO DE VENDA NO BRASIL

INÍCIO DA DÉCADA DE 90

PERÍODO DO PLANO REAL

FINAL DA DÉCADA DE 90

Período Inflacionário

Período Intermediário

Período de Estabilização

Custo

PREÇO

PREÇO

+

-

-

Impostos

Custos

Impostos

+

-

-

Despesas

Impostos

Lucro

+

-

=

Lucro

Despesas

Custos

=

=

+

PREÇO

Lucro

Despesas

FONTE: Elaborado pelo Autor

Se o preço é dado pelo mercado, por que então se preocupar com a política e formação de preços? Dentro desse novo cenário e dessa nova forma de calcular os preços, passa a ser fundamental um bom gerenciamento de custos. Podemos comparar que antigamente (período inflacionário) era o período de formação dos preços enquanto que atualmente é o período de formação dos custos. Todos nós sabemos que o lucro provém dos preços e dos volumes de vendas; portanto, muito mais do que qualquer outra situação, é de importância vital que a empresa conheça seus custos e despesas de forma minuciosa, que examine cuidadosamente sua política e formação de preços e administre de forma harmônica todas as variáveis envolvidas na questão, de forma a conhecer exatamente seus limites de atuação, no que diz respeito ao mercado, volumes e retornos possíveis.

A formação do preço de venda deve respeitar duas perspectivas (interna e externa) e ambas são importantes de serem consideradas.

Na financeira (interna) é considerado o paradigma tradicional, onde o preço é formado de dentro para fora. Assim, permite cobrir os custos e despesas e gerar a rentabilidade desejada. Considera-se como o produto e/ou serviço ideal ao cliente e neste modelo respeita- se a RENTABILIDADE.

desejada. Considera-se como o produto e/ou serv iço ideal ao cliente e neste modelo respeita- se
desejada. Considera-se como o produto e/ou serv iço ideal ao cliente e neste modelo respeita- se

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Na mercadológica (externa) é observado o comportamento dos preços no mercado. O preço é formado de fora para dentro. Nesta perspectiva existe interação com a liberdade de preços e com a necessidade de mercado e respeita-se a COMPETITIVIDADE.

Nessa relação interna e externa, a empresa define “preço” e o mercado define “valor”. Para a empresa, o preço é uma referência definida para um produto (perspectiva interna), portanto um piso ou “preço sugerido”. Para o mercado o valor é uma referência que se está disposto a pagar pelo benefício recebido.

FIGURA 1 - PERSPECTIVAS INTERNAS E EXTERNAS DA FORMAÇÃO DO PREÇO DE VENDA

INTERNAS E EXTERNAS DA FORMAÇÃO DO PREÇO DE VENDA FONTE: Elaborado pelo Autor No momento da

FONTE: Elaborado pelo Autor

No momento da relação comercial, o cliente recebe o pacote de valor, com todos os

seus benefícios associados, e o vendedor recebe o preço, que é a quantidade de dinheiro ou

algo mais de valor que a empresa entregue em troca de um produto.

Nesta parte do módulo vamos aprender as etapas necessárias para formar o preço

sugerido de venda. O empreendedor deverá seguir estes passos:

Definir a capacidade de produção.

Definir os percentuais de rentabilidade, comissões sobre venda, investimentos e

impostos.

Determinar o custo fixo e o custo variável por unidade.

Calcular o mark-up.

Calcular o preço de venda.

Determinar o custo fixo e o custo variável por unidade. Calcular o mark-up. Calcular o preço
Determinar o custo fixo e o custo variável por unidade. Calcular o mark-up. Calcular o preço

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Cálculo da Capacidade de Produção

É importante que o empreendedor tenha claramente definida qual é a sua capacidade de produção, considerando as variáveis de estoques, matéria-prima, mão de obra, variáveis logísticas. A capacidade de produção pode ser dada em diversas referências. A mais interessante de ser adotada, normalmente, é aquela que define o preço. Abaixo citamos alguns exemplos de empresas e suas referências de capacidade de produção.

Serviços

Locação de trajes: quantidade de trajes locados;

Transportadora: transportes realizados ou quilômetros rodados;

Oficina mecânica: atividades realizadas ou horas trabalhadas;

Pedreiro: empreitada ou horas trabalhadas.

Comércio

Distribuidora de bebidas: dúzias ou caixas de bebidas vendidas;

Loja de roupas: quantidade unitária de roupas vendidas;

Material elétrico: quantidade de rolos de fios vendidos.

Produção

Olaria: milheiro de tijolos produzidos;

Construtora: metros quadrados construídos;

Panificadora: quantidade unitária de pães;

Confeitaria: quantidade de quilos de bolos.

Cálculo dos Percentuais

O empreendedor deverá calcular (%) diretamente sobre as receitas os valores que deseja lucrar com aquele produto, bem como os impostos, as comissões e os investimentos futuros. Deverá definir quanto quer ganhar de lucro e investimentos e quanto terá que pagar em impostos e comissões sobre a venda.

definir quanto quer ganhar de lucro e investimentos e quanto terá que pagar em impostos e
definir quanto quer ganhar de lucro e investimentos e quanto terá que pagar em impostos e

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Cálculo do Custo Unitário Total (CUT)

Custos Variáveis

São os custos que se alteram com as quantidades produzidas, ou seja, são os custos

de produção. O custo variável é o valor gasto diretamente com as mercadorias/produtos/

serviços que a empresa vende. Nas atividades comerciais, é o valor de aquisição das

mercadorias a serem revendidas. Nas atividades industriais, são os valores gastos na

fabricação dos produtos a serem vendidos, envolvendo matérias-primas e mão de obra

diretamente utilizada no processo de fabricação. Nas atividades de prestação de serviços, são

os gastos com a mão de obra diretamente envolvida e materiais utilizados na realização do

serviço vendido.

O custo variável é fixo por unidade

.

Custos Fixos

São os custos que não se alteram com as quantidades produzidas, ou seja, são os custos de estrutura. São realizados para adequado funcionamento da empresa, independentemente do valor das vendas. Exemplos de despesas fixas: aluguel, condomínio, IPTU, água, luz, telefone, salários administrativos, pró-labore (retirada dos sócios), encargos sociais sobre salários e pró-labore, honorários profissionais (contador, outros), despesas com veículos, despesas com alimentação, despesas financeiras, despesas de manutenção,

depreciação sobre ativo fixo.

O custo fixo é variável por unidade

.

O cálculo do custo unitário total consiste na soma dos custos variáveis mais os custos fixos por produto.

Custos variáveis são os custos que se alteram com as quantidades produzidas, ou seja, são os custos de produção. Já os custos fixos não se alteram com as quantidades, pois são os custos de estrutura.

os custos de produção. Já os custos fixos não se alteram com as quantidades, pois são
os custos de produção. Já os custos fixos não se alteram com as quantidades, pois são

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Cálculo da Taxa de Marcação (mark-up)

A taxa de marcação é uma etapa importantíssima para definição do preço de venda.

Neste cálculo, o gestor financeiro definirá um coeficiente que será utilizado para o cálculo do

preço de venda. Nesse coeficiente estão embutidos os percentuais que foram definidos no “cálculo dos percentuais”.

Após ter elaborado os cálculos já descritos e obtido os valores do custo unitário total mais a taxa de marcação, multiplicando-se um pelo outro terá diretamente o preço de venda final.

No anexo 1, você encontrará exercícios do cálculo do preço de venda para aprimorar os seus conhecimentos.

Exemplo:

- Definir dentro de um determinado período (dia) qual a minha capacidade de produção. Horas trabalhadas x atendimentos realizados por hora = atendimentos realizados por dia.

- Exemplo de uma empresa prestadora de serviços:

- 10 horas X 5 atendimentos = 50 atendimentos/dia

- 50 atendimentos por dia x 20 dias = 1.000 atendimentos por mês

Cálculo do Preço de Venda Unitário

O gestor financeiro deverá calcular (%) diretamente sobre as receitas os valores que

deseja lucrar com aquele serviço, bem como os impostos, as comissões e os investimentos futuros.

Cálculo dos percentuais

Exemplo:

- Rentabilidade (lucro) = 28%

- Impostos (s/venda) = 15%

- Comissões sobre venda = 5%

- Investimentos = 2%

Cálculo do Custo Unitário Total (CUT)

O cálculo do custo unitário total consiste na soma dos custos variáveis mais os custos

fixos por serviço prestado.

Exemplo:

- CUT = Custo variável unitário + (custos fixos/capacidade de produção)

- CUT = 20,00 + (10.000/1.000) = 20,00 + 10,00 = 30,00

variável unitário + (custos fixos/capacidade de produção) - CUT = 20,00 + (10.000/1.000) = 20,00 +
variável unitário + (custos fixos/capacidade de produção) - CUT = 20,00 + (10.000/1.000) = 20,00 +

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A taxa de marcação é uma etapa importantíssima para definição do preço de venda.

Nesse cálculo, o gestor financeiro definirá um coeficiente que será utilizado para o cálculo do preço

de venda. Nesse coeficiente estão embutidos os percentuais que foram definidos

Cálculo da Taxa de Marcação (mark-up)

Exemplo:

- Taxa de Marcação Multiplicadora:

- TM = 100 / (100 (% lucro + % impostos + % comissões +% investimentos))

- TM = 100/(100 (28 +15 + 5 + 2)) = 2,00

- Taxa de Marcação Divisora

- TM = Custo total / (100 (% lucro + % impostos + % comissões + % investimentos))

Cálculo do Preço de Venda Unitário

O cálculo do custo unitário total consiste na soma dos custos variáveis mais os custos

fixos por serviço. Lembrando que os custos variáveis são os custos que se alteram com as quantidades produzidas, ou seja, são os custos de produção. O custo variável é o valor gasto diretamente com os serviços que a empresa vende. Nas atividades comerciais, é o valor de aquisição das mercadorias a serem revendidas. Nas atividades industriais, são os valores gastos na fabricação dos produtos a serem vendidos, envolvendo matérias-primas e mão de obra diretamente utilizada no processo de fabricação. Nas atividades de prestação de serviços, são os gastos com a mão de obra diretamente envolvida e materiais utilizados na realização do serviço vendido. Já os custos fixos são os custos que não se alteram com as quantidades produzidas, ou seja, são os custos de estrutura. São realizados para adequado funcionamento da empresa, independentemente do valor das vendas. Exemplos de custos fixos: aluguel, condomínio, IPTU, água, luz, telefone, salários administrativos, pró-labore (retirada dos sócios), encargos sociais sobre salários e pró-labore, honorários profissionais (contador, outros), despesas com veículos, despesas com alimentação, despesas financeiras, despesas de manutenção, depreciação sobre ativo fixo

.

-

PVF (unitário) = 30,00 x 2,00 = R$ 60,00

-

FATURAMENTO = R$ 60,00 x 1.000 = R$ 60.000,00 ou

-

PVF (unitário) = 30,00 / (100-50) = R$ 60,00

60,00 - FATURAMENTO = R$ 60,00 x 1.000 = R$ 60.000,00 ou - PVF (unitário) =
60,00 - FATURAMENTO = R$ 60,00 x 1.000 = R$ 60.000,00 ou - PVF (unitário) =

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Cálculo da Margem de Contribuição

A margem de contribuição (MC) é o valor que sobra do faturamento total menos o custo variável. A margem de contribuição representa quanto a empresa tem para pagar os custos fixos e gerar o lucro estimado e os recursos para os futuros investimentos.

MC

= faturamento (custos variáveis totais + (faturamento x (comissão de vendas + impostos))

MC

= 60.000,00 (20.000,00 + (60.000,00 x 20%)

MC

= 60.000,00 32.000,00

MC

= 28.000,00

Cálculo do Ponto de Equilíbrio (Break-even)

Ponto de equilíbrio é calculado em valor e quantidade para saber quanto que a

empresa precisa vender para cobrir apenas o custo (fixo e variável). No ponto de equilíbrio, a

empresa não terá lucro nem prejuízo, muito menos recursos para futuros investimentos.

PE valor = (custo fixo / margem de contribuição) x faturamento

PE valor = (10.000,00 / 28.000,00) x 60.000,00

PE valor = R$ 21.428,57

PE qtde. = PE / PVF

PE qtde = 21.428,57 / 60,00 PE qtde. = 358 unidades

Cálculo do Lucro e dos Investimentos

Neste cálculo o gestor financeiro projetará diretamente quais serão os valores finais que a empresa terá de lucro e de recursos para futuros investimentos.

Lucro = Faturamento x % lucro

Lucro = 60.000,00 x 28% = 16.800,00

Investimentos = faturamento x % investimentos

Investimentos = 60.000,00 x 2% = 1.200,00

= 60.000,00 x 28% = 16.800,00 Investimentos = faturamento x % investimentos Investimentos = 60.000,00 x
= 60.000,00 x 28% = 16.800,00 Investimentos = faturamento x % investimentos Investimentos = 60.000,00 x

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Linhas de Crédito

O crescimento do negócio é um dos maiores desejos do empreendedores. Porém, as

estatísticas demonstram que a taxa de mortalidade das empresas é alta nos primeiros 3 anos

de vida, e um dos principais fatores é a falta de planejamento na expansão dos negócios. Muitas vezes o empreendedor compromete o capital de giro da empresa no projeto de expansão e isso pode ser evitado quando ele busca financiamentos para expandir seus negócios.

Mas para isso é essencial elaborar um planejamento, no qual deve constar quanto dinheiro o empreendedor vai precisar para fazer as melhorias que pretende, em quanto tempo, e que impacto essas melhorias terão diretamente no seu faturamento. Essas informações são essenciais para que ele verifique a real necessidade de um financiamento e qual a linha de crédito mais adequada.

No planejamento, você deve considerar o quanto vai precisar de dinheiro para reformar ou ampliar suas instalações, para comprar produtos ou matérias-primas ou equipamentos para produzir ou prestar os serviços (investimento).

Outra possibilidade é a necessidade de dinheiro imediato para comprar matéria-prima ou mercadorias com a finalidade de ampliar a capacidade da empresa, dinheiro este que se for retirado das entradas e saídas normais da empresa podem colocá-la em uma situação financeira difícil, ou seja, a necessidade de capital de giro.

Um planejamento bem elaborado é fundamental para que uma instituição financeira (banco, cooperativa, financeiras) possa financiar o crescimento da sua empresa.

Em geral, você terá que apresentar garantias reais de acordo com o valor que está solicitando, e também comprovar que está investindo uma quantia de dinheiro (capital) próprio. A instituição irá analisar a capacidade de pagamento das parcelas de acordo com o que for demonstrado no seu planejamento e também a situação jurídica da empresa e dos sócios.

Basicamente, as necessidades das empresas passam por algumas modalidades de financiamentos:

A pequisa

anual do

SEBRAE mostra que 46% dos pequenos negócios fecham as portas até o 3º

ano de vida.

Capital de Giro

É o dinheiro necessário para a empresa funcionar, comprando mercadorias, repondo

estoques, pagando as despesas para manter-se aberta. É fundamental em um processo de ampliação, para não comprometer (imobilizar) o dinheiro necessário para o funcionamento

normal da empresa.

Investimento Fixo

É o dinheiro que é destinado à compra de máquinas, equipamentos e algumas obras

civis para o funcionamento do negócio, seja para atualização tecnológica seja para ampliação da capacidade produtiva de cada negócio.

do negócio, seja pa ra atualização tecnológica seja para ampliação da capacidade produtiva de cada negócio.
do negócio, seja pa ra atualização tecnológica seja para ampliação da capacidade produtiva de cada negócio.

3

Investimento Misto

É a soma dos dois, ou seja, por exemplo, o financiamento de uma máquina (investimento fixo) e também o financiamento da matéria-prima necessária para a máquina produzir (capital de giro).

Qualquer decisão de melhoria ou ampliação do seu negócio deve ser pautada e, números, ou seja, uma gestão financeira bem controlada é decisiva para que você possa tomar a decisão de buscar um financiamento seja para que motivo for.

Cada instituição tem suas regras, taxas de juros e tarifas. É muito importante estar atento a esses detalhes antes de fechar qualquer empréstimo ou financiamento. Em especial, dentro do âmbito do programa de capacitação empresarial Bom Negócio a Fomento Paraná disponibiliza linhas de crédito em condições especiais para os alunos que completarem a o programa de capacitação.

Linhas de Crédito Fomento Paraná - Banco do Empreendedor

A Fomento Paraná, dentro do âmbito do programa de capacitação Bom Negócio criou uma linha de crédito específica aos seus participantes. Todos os alunos empreendedores que realizarem a capacitação do programa Bom Negócio podem ter acesso as linhas de crédito do produto Banco do Empreendedor com taxas diferenciadas. As linhas de crédito do Banco do Empreededor podem financiar investimentos fixos, capital de giro e investimentos mistos e estão divididas em duas faixas como apontado abaixo:

Empresas com faturamento bruto anual

Valores de financiamento

Prazo de pagamento

Até R$ 360.000,00

De R$ 1.000,00 a R$ 15.000,00

Investimento Fixo: até 36 meses

Investimento misto: até 24 meses

Capital de giro: até 12 meses

De R$ 360.000,01 a R$ 3.600.000,00

De R$ 15.000,00 a R$ 300.000,00

Investimento fixo: até 60 meses

Investimento misto: até 60 meses

As taxas podem variar de 0,55% a 1,10% ao mês, dependendo do enquadramento do projeto de cada cliente 1 . A solicitação do crédito pode ser realizada através da internet em http:www.fomento.pr.gov.br ou diretamente com o Agente de Crédito do município do solicitante.

1 sujeito a avaliação de crédito, cadastro e regras do produto, sendo que as taxas de juros podem ser alteradas sem prévio aviso

avaliação de crédito, cadastro e regras do produto, sendo que as taxas de juros podem ser
avaliação de crédito, cadastro e regras do produto, sendo que as taxas de juros podem ser

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Características das Linhas de financiamento de R$ 15.000,00 a R$ 300.000,00

Objetivo de apoiar financeiramente a modernização e expansão das micro e pequenas empresas do Estado do Paraná.

Clientes

Microempresas e empresas de pequeno porte, com faturamento entre R$ 360.000,00 a R$ 3.600.000,00 e que comprovem estar em atividade há, no mínimo, 12 (doze) meses da data do protocolo do pedido de financiamento.

Investimentos financiáveis

Investimento fixo:

Máquinas e equipamentos novos de fabricação nacional (*), inclusive despesas de montagem. Móveis e utensílios. Informatização. Treinamento vinculado a um projeto de investimento.

Desenvolvimento de produtos e processos, incluindo gastos com compra, absorção e adaptação de tecnologia e assistência técnica.

Obras civis (construção e reforma) e instalações.

* Para microempresas, é possível financiar máquinas e equipamentos usados com até 5 anos de fabricação.

Capital de giro: pode ser financiado, não isoladamente - deve sempre ser associado a investimento fixo, caracterizado no item anterior.

Pode-se associar, para capital de giro, até 70% do valor do investimento fixo. Isto é, para cada R$ 1,00 em investimento fixo, poderá ser agregado um capital de giro de até R$ 0,70, totalizando R$1,70 para investir na empresa e para o qual o financiamento pode ser solicitado. Importante: caso já tenha realizado e pago, com recursos próprios da empresa ou dos sócios, algum investimento fixo em período anterior ao financiamento que não supere 12 (doze) meses, a empresa poderá solicitar à FOMENTO PARANÁ capital de giro puro, equivalente a até 70% dos valores efetivamente gastos e comprovados. Se no exemplo anterior o R$ 1,00 já tivesse sido realizado e pago, a empresa poderia pleitear financiamento de R$ 0,70.

Valor do financiamento

Pode-se associar, para capital de giro, até 70% do valor do investimento fixo. Isto é, para cada R$ 1,00 em investimento fixo, poderá ser agregado um capital de giro de até R$ 0,70, totalizando R$1,70 para investir. Minímo de R$ 15 mil e máximo de R$ 300 mil (operações inferiores a R$ 15 mil poderão ser atendidos na linha de microcrédito, essas informações estão disponíveis com outro produto em

nosso site www.fomento.pr.gov.br.

A FOMENTO PARANÁ pagamento do cliente.

financia até 90% dos investimentos, observada a capacidade de

. A FOMENTO PARANÁ pagamento do cliente. financia até 90% dos in vestimentos, observada a capacidade
. A FOMENTO PARANÁ pagamento do cliente. financia até 90% dos in vestimentos, observada a capacidade

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Prazo de pagamento

Até 60 meses, podendo ser incluído um prazo de carência de até 12 meses, conforme análise desta necessidade.

Forma de pagamento

O sistema de pagamento é o Sistema de Amortização Constante SAC, com prestações

decrescentes em termos reais. Os juros serão cobrados trimestralmente durante a carência, e

mensalmente, junto com a amortização do principal, após o período de carência.

Juros

Juros de 6,90% ao ano + TJLP*, podendo ser reduzido(**) para 1,9% ao ano + TJLP.* (*) Taxa de Juros de Longo Prazo, fixada pelo Governo Federal a cada 3 meses.

(**) Esta redução dos juros, de 5 pontos percentuais ao ano, poderá ser concedida em forma de subsídio do Governo do Estado do Paraná em forma de desconto no boleto, caso a empresa pague em dia as prestações e mantenha a quantidade de empregados que possuía no momento da emissão do contrato do financiamento.

Outras despesas

Despesas com avaliação das garantias reais, caso necessário, a serem pagas pelo interessado.

IOF de 0,88% para financiamentos até R$ 30 mil ou de 1,88% para financiamentos acima de R$ 30 mil, conforme Decreto Federal nº 6.306 de 14/12/2007 e Instrução Normativa RFB nº 907 de 09/01/2009.

Garantias

O aval dos sócios principais será exigido em todas as operações.

Operações até R$ 30 mil: aval de terceiros (pessoa física não ligada à empresa, com patrimônio de 1,5 vezes o valor do financiamento, não considerando o imóvel residencial único ou de maior valor declarado no I.R; e/ou pessoa que tenha renda líquida compatível com o valor a ser garantido).

Operações de R$ 30 mil até R$ 300 mil: garantias reais (hipoteca de bens imóveis) no valor mínimo equivalente a 1,3 vezes o valor do financiamento. Outros tipos de bens propostos podem ser analisados caso a caso.

equivalente a 1,3 vezes o valor do financiamento. Outros tipos de bens propostos podem ser analisados
equivalente a 1,3 vezes o valor do financiamento. Outros tipos de bens propostos podem ser analisados

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Relação do preço de venda com os aspectos econômicos conceitos de oferta e demanda

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Para apresentar essa relação, destacaremos a Lei da Oferta e Procura, também chamada de Lei da Oferta e da Demanda. É a lei que estabelece a relação entre a demanda de um produto - isto é, a procura - e a quantidade que é oferecida, a oferta. A partir dela, é possível descrever o comportamento preponderante dos consumidores na aquisição de bens e serviços em determinados períodos, em função de quantidades e preços. A demanda é a quantidade de um bem ou serviço que pode ser adquirido por um preço definido em um dado mercado, durante uma unidade de tempo, conforme apresentado na Figura 2. Já a oferta pode ser entendida como sendo

a quantidade de um bem ou serviço produzido e oferecido no mercado, por um determinado preço

em um dado período, conforme demonstrado na Figura 3. Já a relação entre a oferta e a demanda em um mesmo plano gráfico demonstraremos na Figura 4.

As pessoas procuram bens e serviços para satisfazerem suas necessidades. A demanda de mercado de um bem ou serviço nos informa a quantidade que os consumidores participantes desejam comprar. Na oferta temos a relação com a produção, ou seja, quanto as empresas estão dispostas a produzir e disponibilizar ao mercado; na oferta, incluem-se questões relativas à escala, custo de produção e tecnologia.

Quando a oferta de um determinado produto excede muito a procura, seu preço tende

a cair. Já em períodos nos quais a demanda passa a superar a oferta, a tendência é o aumento

do preço. A estabilização da relação entre a oferta e a procura leva, em primeira análise, a uma estabilização do preço. Uma possível concorrência, por exemplo, pode desequilibrar essas

relações, provocando alterações de preço. Ao contrário do que pode parecer a princípio, o comportamento da sociedade não é influenciado apenas pelos preços. O valor de um produto pode ser um estímulo positivo ou negativo para que os consumidores adquiram os serviços de que necessitam, mas não é o único. Existem outros elementos a serem considerados nessa equação, entre eles:

Os desejos e necessidades das pessoas e o poder de compra;

A disponibilidade dos serviços - concorrência;

A capacidade das empresas de produzirem determinadas mercadorias com o nível tecnológico desejado.

Da mesma forma que a oferta exerce uma influência sobre a procura dos consumidores, a frequência com que as pessoas buscam determinados produtos também pode aumentar e diminuir os preços dos bens e serviços.De forma geral, a lei da oferta e da demanda sugere que quem determina o preço são os consumidores. Eles decidem quanto querem comprar e a que preço, e os fornecedores só podem concordar com as exigências e decidir quanto vale a pena produzir para vender ao preço dado pelo consumidor. Nos gráficos a seguir são demonstradas as linhas da demanda e da oferta.

vender ao preço dado pelo consumidor. Nos gráficos a seguir são demonstradas as li nhas da
vender ao preço dado pelo consumidor. Nos gráficos a seguir são demonstradas as li nhas da

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FIGURA 2 - GRÁFICO DA DEMANDA

FIGURA 2 - GRÁFICO DA DEMANDA FONTE: Elaborado pelo Autor FIGURA 3 - GRÁFICO DA OFERTA

FONTE: Elaborado pelo Autor

FIGURA 3 - GRÁFICO DA OFERTA

FONTE: Elaborado pelo Autor FIGURA 3 - GRÁFICO DA OFERTA FONTE: Elaborado pelo Autor FIGURA 4

FONTE: Elaborado pelo Autor

FIGURA 4 - RELAÇÃO GRÁFICA ENTRE A OFERTA E A DEMANDA

OFERTA FONTE: Elaborado pelo Autor FIGURA 4 - RELAÇÃO GRÁFICA ENTRE A OFERTA E A DEMANDA

FONTE: Elaborado pelo Autor

OFERTA FONTE: Elaborado pelo Autor FIGURA 4 - RELAÇÃO GRÁFICA ENTRE A OFERTA E A DEMANDA
OFERTA FONTE: Elaborado pelo Autor FIGURA 4 - RELAÇÃO GRÁFICA ENTRE A OFERTA E A DEMANDA

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4 Orçamento

Em sua definição clássica, orçamento é a previsão das quantias monetárias que, num período determinado, devem entrar e sair do caixa.

Orçamento é um instrumento de natureza econômica elaborada com objetivo de prever determinadas quantias que serão utilizadas para determinados fins. Ele consiste em um resumo sistemático, ordenado e classificado das despesas previstas e das receitas projetadas para cobrir essas despesas. Nas organizações, é comum tomar orçamento por planejamento financeiro e vice-versa. Aqui se fará uma breve distinção entre os dois.

No orçamento você supõe que aplicará um determinado recurso numa certa atividade. Já no planejamento financeiro, você dispõe desses recursos para investir numa determinada atividade. A expressão planejamento financeiro remete à ideia da necessidade de controle de um projeto. Tentar controlar esse projeto sugere uma visita antecipada às ações desejadas (que se dá por meio do orçamento) e uma análise posterior das ocorrências financeiras.

Nessa perspectiva pode-se afirmar que, para efetuar um orçamento, é necessário ter:

A noção do que realizar, e

O quanto custará realizar.

Ao contrário, para elaborar um planejamento financeiro você necessita ter seu orçamento aprovado, e nele ter definido claramente as épocas em que serão necessárias entradas de recursos para que se possa autorizar a realização de atividades.

Para que se faz e para que serve o orçamento

Elabora-se um orçamento para saber quais serão os recursos necessários para a realização de um determinado projeto. O orçamento informa, de um modo transparente, a maneira como se pretende aplicar os recursos que se visa obter. Esse instrumento serve como norteador da execução financeira institucional.

O êxito de um projeto está diretamente ligado à formulação cuidadosa e à adminis- tração rigorosa de um orçamento. Esse instrumento deve ser elaborado para ser o norteador financeiro para a execução das atividades que ocorram no âmbito do projeto. Ao elaborá-lo da forma mais próxima possível daquilo que se deseja realizar, o orçamento torna-se transparente, simples de entender e um instrumento bastante eficaz para realizar o acompanhamento das ocorrências financeiras.

Por exemplo: Se no seu projeto serão necessárias algumas viagens, você deve tornar evidente o trajeto, o número de passagens necessárias, as despesas com hospedagem, locomoção, refeições e outras despesas que poderão ocorrer, tendo sempre o cuidado de quanti- ficar essas ocorrências de tal forma que elas possam ser comparadas em qualquer época. O

sempre o cuidado de quanti- ficar essas ocorrências de tal forma que elas possam ser comparadas
sempre o cuidado de quanti- ficar essas ocorrências de tal forma que elas possam ser comparadas

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detalhamento da natureza, da quantidade de ocorrências e do valor de uma determinada despesa facilita tanto a análise para aprovação do orçamento quanto o acompanhamento, por parte do gestor financeiro, das despesas ocorridas.

Como se faz um orçamento

Aspectos que devem ser observados:

a) Que a organização, em seu projeto global, tenha definidas as metas e as

estratégias das ações a serem realizadas para atingir seu objetivo;

b) Que a organização tenha claro que orçamento é produto de intensos debates entre

o sonho e a realidade, ou seja, ajuste entre o desejável e o possível;

c) Que a organização tenha clareza dos recursos necessários;

d) Que o orçamento do projeto nem sempre é o orçamento da organização;

e) Que o orçamento será o espelho das atividades relacionadas na sua estratégia de

ação;

f) Que o orçamento é um instrumento útil quando:

- é elaborado com a mesma intensidade do desejo;

- é aceito como um instrumento de orientação;

- é respeitado em seus limites;

- é revisto periodicamente.

Os mandamentos ideais de um orçamento:

Ser transparente.

Definir metas.

Discutir estratégias.

Ter clareza das necessidades.

Ter equilíbrio entre o desejado e o possível.

Aceitar os limites na utilização dos recursos.

Aceitar o orçamento como instrumento de orientação.

Aceitar os limites na utilização dos recursos. Aceitar o orçamento como instrumento de orientação. 3
Aceitar os limites na utilização dos recursos. Aceitar o orçamento como instrumento de orientação. 3

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Como fazer as previsões

Entendidas as premissas acima, devem-se dar os seguintes passos:

1.

Em primeiro lugar, promover uma reunião entre todos os envolvidos na execução da atividade e definir as prioridades.

2.

Listar todas as variáveis que estarão contidas no seu orçamento.

3.

Fazer uma descrição sucinta das atividades, procurando identificar, com o maior grau de acerto possível, os diversos recursos que serão utilizados nelas.

4.

Separar os recursos financeiros dos não financeiros e relacioná-los em colunas separadas.

5.

Procurar informar-se dos preços unitários de cada item, assim como o custo/hora dos trabalhos de consultoria e assessoria, eventualmente necessários.

6.

Fazer pesquisa de preços para os produtos, tomando o cuidado de consultar, no mínimo, três fornecedores diferentes.

O

orçamento deve ir além dos aspectos financeiros, é um retrato fiel e antecipado do

ambiente em que a empresa atua, é a bússola do gestor, é o mapa das ações operacionais

em busca da tradução da estratégia.

A capacidade de previsão de uma empresa está na competência de gerenciar cenários futuros de forma dinâmica, rápida e eficaz. Uma das ferramentas para atingir esse objetivo é o orçamento. O processo orçamentário deve estar alinhado à visão estratégica da empresa e, antes de atribuir os números financeiros, a empresa deve estudar o ambiente onde atua e entender se a estrutura está adequada ao mercado, seja por meio do produto ou serviço requerido pelo cliente, novas tecnologias, concorrentes, produtos substitutivos, parceiros, seja pelos processos internos e seus requerimentos para atingir a visão estratégica. O orçamento deve ser iniciado de forma única e tudo o que se faça na empresa deve estar focado na tradução do intento estratégico e privilegiar os valores que norteiam as ações da empresa para cumprir as metas e objetivos traçados.

O sucesso de um planejamento orçamentário eficiente está baseado na flexibilidade e

na rápida capacidade para responder às mudanças.

orçamentário eficiente está baseado na flexibilidade e na rápida capacidade para responder às mudanças.
orçamentário eficiente está baseado na flexibilidade e na rápida capacidade para responder às mudanças.

5 Contabilidade

A importância da contabilidade para a micro e pequena empresa.

Essa área é de grande importância para todas as empresas, independente do seu tamanho e da sua estrutura. Uma empresa sem contabilidade é uma empresa sem histórico, sem identidade e sem as mínimas condições de sobreviver ou de planejar seu crescimento. Uma empresa sem contabilidade passa a ter algumas dificuldades, como, por exemplo, conseguir empréstimos bancários. Então é necessário contratar um bom contador.

O

que devemos observar quando contratarmos esse profissional?

O

contador é o profissional responsável pelo cálculo, pagamento e controle das suas

obrigações tributárias, fiscais, previdenciárias e trabalhistas. O empresário deverá contratar um bom profissional dessa área e acompanhar e conhecer as suas obrigações, pois são informações importantes e necessárias para o seu gerenciamento.

Além das obrigações fiscais e tributárias, o contador deve estruturar toda a contabilidade. As funções de um contador ou escritório de contabilidade não se limitam a apurar os impostos e manter a contabilidade em dia, o contador deve contribuir com todas as áreas da empresa com o objetivo de oferecer ao empresário as ferramentas necessárias para a preservação do seu patrimônio e a gestão dos negócios. Ele deve ter informações que lhe ofereçam condições para avaliar o desempenho e os resultados da empresa, não só da apuração dos resultados mensais, mas de que maneira eles foram alcançados.

Um bom contador está preparado para auxiliá-lo na definição de seu negócio como também nas decisões diárias, mas não deixe a decisão que é sua para o contador, saiba o que é necessário solicitar ao seu contador para a correta tomada de decisão. Devido à falta de valorização dos trabalhos de contabilidade (as empresas, muitas vezes, também não querem pagar o devido trabalho), os escritórios se acomodaram e fornecem o estritamente necessário para cumprir as obrigações fiscais e legais, deixando de orientar com relação à contabilidade gerencial, que são as informações analisadas para tomada de decisões; daí o alto índice de mortalidade das micro e pequenas empresas.

O que poderia fazer o escritório de contabilidade para as pequenas empresas, sem onerar muito seus custos, ou talvez com pequeno reajuste na mensalidade?

Vamos citar os principais:

Confrontar as compras mensais, por meio da comparação entre os livros de entradas com as vendas e os livros de saídas; e verificar se não há excesso de estoque, o que poderá criar problemas no seu caixa.

vendas e os livros de saídas; e verificar se não há excesso de estoque, o que
vendas e os livros de saídas; e verificar se não há excesso de estoque, o que

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Orientar o empresário na formação do preço de venda, pois é fundamental embutir no preço todos os impostos, as despesas e o lucro desejado.

Montar uma planilha simples de fluxo de caixa (entradas e saídas de dinheiro), na qual será registrado o saldo atual de caixa (bancos), a previsão das entradas pelas duplicatas ou vendas a receber, e/ou previsão de vendas futuras; e as saídas, que são os pagamentos já compromissados e a previsão de gastos, tais como:

matérias-primas ou mercadorias, folha de pagamento, encargos, impostos, empréstimos e outras despesas.

Certifique-se mensalmente se os livros fiscais foram escriturados e os impostos calculados e recolhidos dentro dos prazos especificados pelos órgãos governamentais federal, estadual e municipal, se for o caso. Guarde as originais desses impostos em arquivo em separado e de fácil acesso na empresa, pois quando da fiscalização você deverá tê-los em mãos.

Solicite mensalmente um balancete contábil, ou uma previsão mais perto da realidade (vendas, menos impostos, menos custo das mercadorias vendidas, menos despesas) para saber o lucro do mês.Isso lhe dará um parâmetro para verificar se o seu preço de venda foi calculado corretamente ou se suas despesas não estão além do planejado.

Com estas informações em mãos, reúna-se com seu contador uma vez por mês para avaliação do desempenho, comparando sempre com meses anteriores. O que você vai analisar?

Comece pelas vendas, se foram suficientes para cobrir os gastos do mês ou se há necessidade de incrementá-las; verifique também se você não está vendendo somente produtos de baixa lucratividade, talvez necessite forçar a venda de produtos mais rentáveis; o contador poderá lhe ajudar a identificar esses produtos. Depois passe a analisar o custo dos produtos vendidos, se as matérias-primas, as mercadorias ou os serviços não subiram, se a folha de pagamento da fábrica continua a mesma, ou se os gastos gerais de fabricação não se alteraram. Também aqui a ajuda do contador é fundamental.

a mesma, ou se os gastos gerais de fabricação não se alteraram. Também aqui a ajud
a mesma, ou se os gastos gerais de fabricação não se alteraram. Também aqui a ajud

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RReferências

BERNARDI, Luiz Antonio. Manual de formação de preços: políticas, estratégias e fundamentos. São Paulo: Atlas, 2004.

BRASIL, Haroldo Vinagre; BRASIL, Haroldo Guimarães. Gestão financeira das empresas: um modelo dinâmico. Rio de Janeiro: Qualitymark, 1991.

GITMAN, Lawrence J. Princípios de administração financeira. 7.ed. São Paulo: Harbra, 1997.

RAZA, Cláudio. O papel dos escritórios de contabilidade na sobrevivência das micro e pequenas empresas. Disponível em: <www.administradores.com.br/membros>. Acesso em: 12 jan. 2007.

ROSS, A. Stephen; WESTERFIED, Randolph W.; JAFFE Jeffrey F. Administração financeira:

corporate finance. 2.ed. São Paulo: Atlas, 2002.

SARTORI, Eloi. Gestão de preços: estratégia e flexibilização de preços, fidelização de clientes e aumento de rentabilidade. São Paulo: Atlas, 2004.

e flexibilização de preços, fidelização de clientes e aumento de rentabilidade. São Paulo: Atlas, 2004. 4
e flexibilização de preços, fidelização de clientes e aumento de rentabilidade. São Paulo: Atlas, 2004. 4

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EXERCÍCIOS 1 (PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS)

Exercícios de Capacidade de Produção

1. Uma empresa de call center recebe 4.000 ligações por semana. Deste total 60% se concentram na sexta-feira, no sábado e no domingo. Quantas ligações são recebidas nos outros dias?

Resposta: 1.600 ligações

2. Um auto center tem seu expediente de segunda a sexta, das 07h às 17h, consertando uma média de 30 carros por dia. Pergunta-se: Quantos carros são consertados semanalmente? Em média, quantos carros são consertados por hora?

Resposta: 150 carros Resposta: 3 carros

3. Uma imobiliária atende semanalmente 500 pessoas interessadas na locação de imóveis. Deste total, 80% ocorrem entre segunda e sexta-feira quando o atendimento ocorre entre 8h e 18h. No sábado a empresa trabalha das 8h às 12h. Quantas pessoas são atendidas (em média) na quarta-feira por hora? Quantas pessoas são atendidas no sábado?

Exercícios de Custos: Fixo e Variável

Resposta: 8 pessoas Resposta: 100 pessoas

4. Um departamento de contratos de uma instituição financeira elabora 500 contratos mensalmente com um custo variável total no valor de R$ 7.500,00. Sabe-se que, desse total, 75% são comissões dos funcionários e R$ 1.500,00 como adicional por meta atingida. Além desses dois custos, a instituição ainda tem um terceiro custo variável. Qual o custo total e unitário desse terceiro custo?

Resposta: R$ 375,00 (total) e R$ 0,75 (por contrato)

5. Uma empresa prestadora de serviços realiza mensalmente uma média de 50 visitas. A média do custo variável total é de R$ 4.200,00 sabendo que, desse total, 40% correspondem ao custo com o técnico; 30% correspondem ao custo com o deslocamento. Qual o custo dos demais itens variáveis totais e por visitas?

o deslocamento. Qual o custo dos demais itens variáveis totais e por visitas? Resposta: R$ 1.260,00

Resposta: R$ 1.260,00 Resposta: R$ 25,20

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o deslocamento. Qual o custo dos demais itens variáveis totais e por visitas? Resposta: R$ 1.260,00

6. Uma empresa que realiza serviços com polimento de veículos tem os seguintes custos variáveis por grupo de 10 carros: item “A” R$ 200,00; item “B” R$ 50,00; item “C” R$ 15,00; e item “D” R$ 35,00. Qual o custo variável de cada carro? Qual o custo variável total para 5 grupos de 10 carros? Qual o custo variável unitário para 30 lotes de 15 carros?

Resposta: R$ 30,00 Resposta: R$ 1.500,00 Resposta: R$ 30,00

7. Uma empresa de serviços de saneamento prestou um serviço de 615 metros lineares de instalação em uma semana. Analisando os custos fixos desse período: folha de pagamento dos funcionários R$ 621,75; aluguel de equipamentos R$ 90,00; outros custos R$180,00. Qual o custo fixo de cada metro instalado?

Resposta: R$ 1,45

8. Uma pequena empresa prestadora de serviços realizou 95 atendimentos no último mês. Analisando os custos fixos: folha de pagamento R$ 2.500,00; aluguel R$ 835,00; água, luz e telefone R$ 350,00; outros custos fixos R$ 1.350,00. Qual o custo fixo de cada atendimento?

Resposta: R$ 53,00

9. Uma clínica de fisioterapia realiza 250 sessões a cada semana. Analisando os custos fixos mensais, observa-se: folha de pagamento R$ 3.500,00; aluguel R$ 700,00; água, luz e telefone R$ 250,00; outros custos fixos R$ 1.550,00. Qual o custo fixo de cada sessão? Considerando que a produção aumentasse 10% e o custo aumentasse 15%, qual seria o custo fixo por sessão? Considerando que a produção aumentasse 20% e o custo aumentasse 10%, qual seria o custo fixo por sessão?

Resposta: R$ 6,00 Resposta: R$ 6,27 Resposta: R$ 5,50

10. Um centro de estética recebe 800 clientes por mês. Analisando a planilha de controle dos custos, observa-se que 60% dos custos fixos são alocados para serviços de estética corporal. Os custos fixos totais são: folha de pagamento do administrativo R$ 6.000,00; seguro da estrutura R$ 80,00; água, luz e telefone R$ 520,00; outros custos fixos R$ 1.000,00. Com relação ao custo variável unitário por serviço, verificou-se o seguinte: custo técnico R$ 23,00; custo produtos R$ 7,00; materiais descartáveis R$ 4,00. Qual o custo total de cada atendimento? Diminuindo a produção para 600, qual seria o custo total de cada atendimento?

Resposta: R$ 43,50 Resposta: R$ 46,67

Diminuindo a produção para 600, qual seria o custo total de cada atendimento? Resposta: R$ 43,50
Diminuindo a produção para 600, qual seria o custo total de cada atendimento? Resposta: R$ 43,50

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Exercícios de Mark-up e Formação do Preço de Venda (Serviços)

11. Qual a taxa de marcação para a seguinte situação:

Lucro: 10% Impostos sobre vendas: 17% Comissão sobre vendas: 12% Investimentos: 5%

12. Qual a taxa de marcação para a seguinte situação:

Lucro: 15% Impostos sobre vendas: 25% Comissão sobre vendas: 5% Investimentos: 5%

Resposta: 1,79

Resposta: 2,00

13. Calcule o preço de venda à vista para um serviço que tem:

Custo fixo unitário: R$ 230,00 Custo variável unitário: R$ 70,00 Taxa de marcação: 1,25

Resposta: R$ 375,00

14. Calcule o preço de venda à vista para um serviço que tem:

Custo fixo unitário: R$ 3,00 Custo variável unitário: R$ 12,00 Taxa de marcação: 1,75

Resposta: R$ 26,25

15. Calcule o preço de venda à vista para um serviço que tem:

Custo fixo unitário: R$ 12,79 Custo variável unitário: R$ 49,53 Taxa de marcação: 1,41

Resposta: R$ 87,87

16. Uma empresa especializada em instalação elétrica residencial, que fornece garantia por 20 anos nos seus serviços, realizou no último mês a instalação de 4.500 pontos elétricos. Na planilha de custos fixos, observa-se: folha de pagamento R$ 17.500,00; seguro da frota R$ 1.200,00; aluguel de equipamentos R$ 7.000,00; água, luz e telefone R$ 1.800,00; outros custos fixos R$ 13.000,00. Com relação ao custo variável unitário, tem apenas o custo com o eletricista R$ 4,50. A empresa terá também de pagar 7,5% de impostos e pretende investir 3%, além de um lucro de 22%. Pergunta-se: Qual o custo unitário total? Qual o taxa de marcação? Qual o preço de venda? Qual o faturamento total?

Resposta: R$ 13,50 Resposta: 1,4815 Resposta: 20,00 Resposta: R$ 90.000,00

de venda? Qual o faturamento total? Resposta: R$ 13,50 Resposta: 1,4815 Resposta: 20,00 Resposta: R$ 90.000,00
de venda? Qual o faturamento total? Resposta: R$ 13,50 Resposta: 1,4815 Resposta: 20,00 Resposta: R$ 90.000,00

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EXERCÍCIOS 2 (COMÉRCIO E INDÚSTRIA)

Exercícios de Custos: Fixo e Variável

17. Uma loja revende quinzenalmente 800 unidades de um produto plástico de utilidade doméstica e

tem como custo variável mensal total o valor de R$ 45.500,00. Sabe-se que, desse total, 90% são

custos de compras e R$ 2.630,00 é custo de frete. Além desses dois custos, a empresa ainda tem

um custo de estocagem. Qual o custo total e unitário do custo de estocagem?

Resposta: R$ 1.920,00 (total) e R$ 1,20 (por unidade)

18. Uma indústria alimentícia que fabrica massas pré-elaboradas tem os seguintes custos variáveis por

lote de 2.000 unidades: sêmola de trigo R$ 800,00; gordura vegetal R$ 80,00; sal e corante R$

12,00; embalagem R$ 45,00 e outros custos variáveis R$ 263,00. Qual o custo variável de cada

unidade? Qual o custo total para 50 lotes de 2.000 unidades? Qual o custo variável unitário para

300 lotes de 2.000 unidades?

Resposta: R$ 0,60

Resposta: R$ 60.000,00

Resposta: R$ 0,60

19. Uma fábrica de calçados produz 25.000 pares a cada semana. Analisando os custos fixos mensais

observa-se: folha de pagamento R$ 650.000,00; aluguel R$ 70.000,00; água, luz e telefone R$

6.250,00; outros custos fixos R$ 91.550,00. Qual o custo fixo de cada par de calçado produzido?

Considerando que a produção aumentasse 10% e o custo aumentasse 15%, qual seria o custo fixo

por par? Considerando que a produção aumentasse 20% e o custo aumentasse 10%, qual seria o

custo fixo para cada par?

Resposta: R$ 8,18

Resposta: R$ 8,55

Resposta: R$ 7,50

20. Uma indústria de móveis produz 4.000 cadeiras por mês. Analisando a planilha de controle dos

custos, observa-se que os custos fixos são alocados para a produção de cadeiras, são: folha de

pagamento do administrativo R$ 75.100,00; seguro da estrutura industrial R$ 2.900,00; água, luz e

telefone R$ 3.000,00; outros custos fixos R$ 39.000,00. Com relação ao custo variável unitário,

verificou-se o seguinte: custo do metal R$ 23,00; material para estofamento R$ 10,00; outros

componentes (parafuso/cola/tinta/folha de pagamento - fábrica) R$ 27,00. Qual o custo total de cada

unidade? Diminuindo a produção para 3.500, qual seria o custo total de cada cadeira produzida com

a mesma estrutura fixa?

Resposta: R$ 90,00 por cadeira

Resposta: R$ 94,29 por cadeira

21. Uma indústria química produz mensalmente 20.000 litros de um determinado produto químico.

de pagamento do

Interpretando a planilha

de

controle

dos

custos

fixos, observa-se:

folha

determinado produto químico. de pagamento do Interpretando a planilha de controle dos cust os fixos, observa-se:
determinado produto químico. de pagamento do Interpretando a planilha de controle dos cust os fixos, observa-se:

4

administrativo R$ 62.000,00; seguro da estrutura industrial R$ 1.500,00; aluguel de equipamentos R$ 15.000,00; água, luz e telefone R$ 1.000,00; outros custos fixos R$ 10.500,00. Com relação ao custo variável unitário, verificou-se o seguinte: custo com matéria-prima R$ 22,00; embalagem R$ 3,00; folha de pagamento da indústria R$ 12,00; outros custos variáveis R$ 8,00. Pergunta-se: Qual o custo total? Qual o custo total de cada unidade produzida? Aumentando a produção para 25.000 litros, qual seria o custo variável total da empresa?

Resposta: R$ 990.000,00 Resposta: R$ 49,50 por unidade Resposta: R$ 1.125.000,00 por unidade

Exercícios de Mark-up e Preço de Venda (Indústria e Comércio)

22. Qual a taxa de marcação para a seguinte situação:

Lucro: 30%

Impostos sobre vendas: 12%

Comissão sobre vendas: 10%

Investimentos: 8%

23. Qual a taxa de marcação para a seguinte situação:

Lucro: 3%

Impostos sobre vendas: 15%

Comissão sobre vendas: 0%

Investimentos: 2%

Resposta: 2,50

Resposta: 1,25

24. Calcule o preço de venda à vista de uma mercadoria que tem:

Custo fixo unitário: R$ 45,20

Custo variável unitário: R$ 39,53

Taxa de marcação: 1,41

Resposta: R$ 119,47

25. A indústria de alumínio produz 4.500 peças todo mês. Na planilha de custos fixos, observa-se: folha de pagamento do administrativo R$ 22.000,00; seguro da estrutura industrial R$ 1.200,00; aluguel de equipamentos R$ 12.000,00; água, luz e telefone R$ 1.800,00; outros custos fixos R$ 12.000,00. Com relação ao custo variável unitário, verificou-se o seguinte: custo com matéria-prima R$ 1,75; embalagem R$ 2,35; folha de pagamento da indústria R$ 14,00; outros custos variáveis R$ 8,90. A indústria terá também de pagar: 17% de ICMS, 4% de IPI, comissão do representante de 8%, pretende investir 7% e objetiva um lucro de 5%. Pergunta-se: Qual o custo unitário total? Qual a taxa de marcação? Qual o preço de venda? Qual o faturamento total?

Pergunta-se: Qual o custo unitário total? Qual a taxa de marcação? Qual o preço de venda?
Pergunta-se: Qual o custo unitário total? Qual a taxa de marcação? Qual o preço de venda?

4

Resposta: R$ 37,89 Resposta: 1,694915 (com seis casas) Resposta: 64,22 Resposta: R$ 288.991,53

26. A indústria alimentícia produz 23.500 unidades de enlatados todo mês. Na planilha de custos fixos gerais, observa-se: folha de pagamento do administrativo R$ 92.000,00; aluguel da estrutura R$ 25.100,00; outros custos fixos R$ 43.900,00. Com relação ao custo variável unitário, verificou-se o seguinte: custo com matéria-prima R$ 0,92; embalagem R$ 1,15; folha de pagamento da indústria R$ 4,50; outros custos variáveis R$ 7,00. A indústria terá também de pagar: 17% de ICMS, 4% de IPI, comissão do representante de 3%, pretende investir 7% e objetiva um lucro de 11,5%. Pergunta-se:

Qual o custo unitário total? Qual a taxa de marcação? Qual o preço de venda? Qual o faturamento total?

Resposta: R$ 20,42 Resposta: 1,74 (com duas casas) Resposta: 35,51 Resposta: R$ 834.600,00

27. Qual a margem de contribuição para a seguinte situação:

Faturamento: R$ 32.000,00

Custos variáveis totais: R$ 12.500,00

Impostos e comissões: 12,50%

Resposta: R$ 15.500,00

28. Calcule o preço de venda à vista de uma mercadoria que tem:

Custo fixo unitário: R$ 230,00

Custo variável unitário: R$ 30,00

Taxa de marcação: 1,50

Resposta: R$ 390,00

29. Calcule o preço de venda à vista de uma mercadoria que tem:

Custo fixo unitário: R$ 9,00

Custo variável unitário: R$ 12,00

Taxa de marcação: 2,75

que tem: Custo fixo unitário: R$ 9,00 Custo variável unitário: R$ 12,00 Taxa de marcação: 2,75

Resposta: R$ 57,75

4

que tem: Custo fixo unitário: R$ 9,00 Custo variável unitário: R$ 12,00 Taxa de marcação: 2,75

Exercícios de Margem de Contribuição e Ponto de Equilíbrio (Indústria, Comércio e Serviços)

30. Qual a margem de contribuição para a seguinte situação:

Faturamento: R$ 35.000,00

Custos variáveis totais: R$ 25.000,00

Impostos e comissões: 10,00%

Resposta: R$ 6.500,00

31. Qual a margem de contribuição para a seguinte situação:

Faturamento: R$ 770.000,00

Custos variáveis totais: R$ 250.000,00

Impostos e comissões: 10,00%

Resposta: R$ 443.000,00

32. Qual o ponto de equilíbrio (valor e quantidades) para a seguinte situação:

Faturamento: R$ 86.400,00

Custo fixo total: R$ 20.900,00

Margem de contribuição: R$ 24.000,00

Preço de venda: R$ 20,00

Resposta: R$ 75.240,00 Resposta: 3.762 unidades

33. Qual o ponto de equilíbrio (valor e quantidades) para a seguinte situação:

Faturamento: R$ 100.000,00

Custo fixo total: R$ 20.750,00

Margem de contribuição: R$ 31.200,00

Preço de venda: R$ 66,50

de contribuição: R$ 31.200,00 Preço de venda: R$ 66,50 Resposta: R$ 66.506,41 Resposta: 1.001 unidades

Resposta: R$ 66.506,41 Resposta: 1.001 unidades (arredondado)

de contribuição: R$ 31.200,00 Preço de venda: R$ 66,50 Resposta: R$ 66.506,41 Resposta: 1.001 unidades (arredondado)

34.

Qual o ponto de equilíbrio (valor e quantidades) para a seguinte situação:

Faturamento: R$ 250.000,00

Custo fixo total: R$ 90.000,00

Margem de contribuição: R$ 50.000,00

Preço de venda: R$ 15,00

Resposta: R$ 450.000,00 Resposta: 30.000 unidades

35. Qual o ponto de equilíbrio (valor e quantidades) para a seguinte situação:

Faturamento: R$ 850.500,00

Custo fixo total: R$ 437.920,00

Margem de contribuição: R$ 250.820,00

Preço de venda: R$ 330,90

de contribuição: R$ 250.820,00 Preço de venda: R$ 330,90 Resposta: R$ 1.484.933,26 Resposta: 4.488 unidades

Resposta: R$ 1.484.933,26 Resposta: 4.488 unidades (arredondado)

5

R$ 250.820,00 Preço de venda: R$ 330,90 Resposta: R$ 1.484.933,26 Resposta: 4.488 unidades (arredondado) 5

EXERCÍCIO 3

3.1 Fluxo de Caixa (Exercício)

   

SEMANAS

 

ENTRADAS PREVISTAS

1

2

3

4

 

Dinheiro

50,00

50,00

150,00

500,00

Duplicatas a receber

300,00

300,00

1.000,00

1.000,00

Cheques a receber

200,00

550,00

70,00

250,00

Outros recebimentos

450,00

250,00

150,00

200,00

 

1.000,00

1.150,00

1.370,00

1.950,00

NOTAS: Após a primeira semana, uma duplicata de R$ 250,00 não é paga pelo cliente e é programada para a semana seguinte - com R$ 5,00 de juros.

O

cheque de R$ 200,00 da primeira semana é postergado para a segunda semana - com

R$

10,00 de juros.

O cheque de R$ 70,00 da terceira semana é postergado para a última semana - com R$ 5,00 de juros.

   

SEMANAS

 

SAÍDAS PREVISTAS

1

2

3

4

 

Impostos s/ venda

-

-

150,00

-

Pagamentos fornecedores

350,00

-

-

-

Pró-labore

600,00

-

-

-

Salários

250,00

-

-

-