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SISTEMA DE EDUCAÇÃO MÉDICA CONTINUADA A DISTÂNCIA

PROURGEN
PROGRAMA DE ATUALIZAÇÃO
EM MEDICINA DE URGÊNCIA

ORGANIZADO PELA SOCIEDADE BRASILEIRA DE CLÍNICA MÉDICA

Diretor científico
Antonio Carlos Lopes

Diretores acadêmicos
Hélio Penna Guimarães
Renato Delascio Lopes

Artmed/Panamericana Editora Ltda.

PROURGEN | PORTO ALEGRE | CICLO 1 | MÓDULO 1 | 2007

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A medicina é uma ciência em permanente informação. Aconselha-se aos leitores confirmá-la
atualização científica. À medida que as novas com outras fontes. Por exemplo, e em particular,
pesquisas e a experiência clínica ampliam nosso recomenda-se aos leitores revisar o prospecto de
conhecimento, modificações são necessárias nas cada fármaco que planejam administrar para
modalidades terapêuticas e nos tratamentos certificar-se de que a informação contida neste
farmacológicos. Os autores desta obra verificaram livro seja correta e não tenha produzido
toda a informação com fontes confiáveis para mudanças nas doses sugeridas ou nas contra-
assegurar-se de que esta é completa e de acordo indicações da sua administração. Esta
com os padrões aceitos no momento da recomendação tem especial importância em
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SISTEMA DE EDUCAÇÃO MÉDICA CONTINUADA A DISTÂNCIA (SEMCAD®)


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PROURGEN SEMCAD
ATENDIMENTO À PARADA
CARDIORRESPIRATÓRIA

HÉLIO PENNA GUIMARÃES


RENATO DELASCIO LOPES
Hélio Penna Guimarães – Médico Assistente da Disciplina de Clínica Médica – Universidade
Federal de São Paulo (UNIFESP-EPM). Coordenador do Núcleo de Estudos em Emergências
Clínicas da Disciplina de Clínica Médica – Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP-EPM).
Especialista em Clínica Médica com certificação de área de Atuação em Medicina de Urgência
pela Sociedade Brasileira de Clínica Médica (SBCM) e Associação Médica Brasileira (AMB).
Especialista em Terapia Intensiva pela Associação Brasileira de Medicina Intensiva (AMIB) e
Associação Médica Brasileira (AMB). Médico da Divisão de Pesquisa do Instituto Dante Pazzanese
de Cardiologia. Coordenador do Centro de Treinamento em Emergência do Instituto Dante
Pazzanese de Cardiologia. Diretor acadêmico do PROURGEN

Renato Delascio Lopes – Médico Assistente da Disciplina de Clínica Médica – Universi-


dade Federal de São Paulo (UNIFESP-EPM). Coordenador do Núcleo de Estudos em Emer-
gências Clínicas da Disciplina de Clínica Médica – Universidade Federal de São Paulo
(UNIFESP-EPM). Especialista em Clínica Médica com certificação de área de Atuação em
Medicina de Urgência pela Sociedade Brasileira de Clínica Médica (SBCM) e Associação
Médica Brasileira (AMB). Doutor em Medicina pela Universidade Federal de São Paulo –
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP-EPM). Fellow da Duke University – EUA.
Diretor acadêmico do PROURGEN

INTRODUÇÃO

A parada cardíaca (PC) é a cessação súbita da circulação sistêmica em indivíduo com expectativa de
restauração da função cardiopulmonar e cerebral, não portador de doença intratável ou em fase terminal.
Em conjunto a esse evento, interrompe-se a atividade respiratória, definindo-se então parada
cardiorrespiratória (PCR).1,2,3

A ressuscitação cardiopulmonar (RCP) consiste no conjunto de procedimentos realizados após uma PCR,
com o objetivo de restabelecer temporariamente a circulação de sangue arterial ao cérebro e a outros
órgãos vitais, até a recuperação da circulação espontânea.1,2,3

O atendimento da PCR é conhecimento prioritário de todo profissional de saúde, independentemente de


sua especialidade. Particularmente no pronto-socorro (PS) ou unidade de pronto-atendimento (PA), a
necessidade de atitudes rápidas e precisas determina a contínua atualização do médico e equipe nas
diretrizes mais recentes de atendimento à PCR.

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OBJETIVOS
ATENDIMENTO À PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA

Neste capítulo serão descritos e detalhados os principais procedimentos relacionados às manobras de suporte
básico e avançado de vida aplicadas à ressuscitação cardiopulmonar e cerebral, de acordo com as mais
recentes recomendações das diretrizes mundiais sobre o tema. Espera-se que o texto contribua para a:

■ sistematização de conhecimentos sobre o tema;


■ instrumentalização do médico quanto a procedimentos e fármacos aplicados no atendimento à parada
cardiorrespiratória;
■ estabelecimento de rotinas adequadas de tratamento.

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ESQUEMA CONCEITUAL

PROURGEN SEMCAD
O rápido diagnóstico
Principais procedimentos aplicados Estabelecendo o suporte básico de vida
à ressucitação cardiopulmonar
Suporte avançado de vida

Fibrilação ventricular/taquicardia
ventricular sem pulso
Modalidades de PCR Assistolia
Atividade elétrica sem pulso

Amiodarona
Adrenalina/epinefrina

Fármacos mais utilizados Atropina


durante a RCP Bicarbonato de sódio
Lidocaína
Sulfato de magnésio
Vasopressina
Tratamento após a recuperação
da circulação espontânea

Disfunção miocárdica pós-ressuscitação


cardiopulmonar e cerebral

Aplicação terapêutica da hipotermia


após parada cardiorrespiratória

Quando parar esforços


de ressuscitação?

Conclusão

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PRINCIPAIS PROCEDIMENTOS APLICADOS
ATENDIMENTO À PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA

À RESSUSCITAÇÃO CARDIOPULMONAR

O RÁPIDO DIAGNÓSTICO

O reconhecimento da PCR baseia-se na tríade: inconsciência, ausência de respiração e ausência de


pulso central (carotídeo ou femoral).

LEMBRAR
A avaliação do pulso não deve consumir mais do que 5 a 10 segundos.4 Imediatamente
depois de constatada a perda de consciência, deve-se solicitar a presença de equipe de
emergência capacitada no atendimento à PCR, acompanhada sempre de desfibrilador externo,
automático ou convencional. Em alguns serviços hospitalares, essa equipe de emergência
pode ser denominada como “código azul”.

ESTABELECENDO O SUPORTE BÁSICO DE VIDA

O suporte básico de vida (SBV) consiste em oxigenação e perfusão de órgãos vitais através de manobras
simples (habitualmente sem necessidade de equipamentos ou recursos técnicos mais sofisticados)1, 2, 3 e
que devem ser mantidas continuamente (vide Figura 12, algoritmo 1). 5,6

O suporte básico de vida é procedimento de fundamental relevância ao sucesso da RCP, particularmente as


compressões torácicas. O SBV pode ser sistematizado em etapas, a saber:

[1] Avaliar a responsividade: avaliar o nível de consciência, tocando a vítima pelo ombro e chamando em
voz alta (Figura 1).

[2] Chamar por ajuda: solicitar ou acionar serviço médico de emergência e desfibrilador ou “código azul”.

[3] Abrir as vias aéreas: realiza-se essa abertura pela extensão do pescoço com mão na fronte e dois
dedos sob a mandíbula (Figura 2). Em casos de trauma, elevam-se os ângulos da mandíbula na manobra
de tração da mandíbula (Figura 3).

[4] Detectar a respiração: uma vez abertas as vias aéreas, tenta detectar-se a respiração através da
avaliação da expansão torácica, audição de som da respiração e sensação de ar exalado (manobra de
“ver, ouvir e sentir”) (Figura 4).1,2,6,7

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PROURGEN SEMCAD
Figura 1 – Avaliando o nivel de consciência Figura 2 – Abertura de via área

Figura 3 – Tração da mandíbula

Figura 4 – Ver, ouvir e sentir

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[5] Ventilação: procede-se a duas ventilações de resgate que podem ser do tipo boca-a-boca, boca-máscara
ATENDIMENTO À PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA

(Figura 5) ou bolsa-valva-máscara (Figura 6). Cada uma dessas duas ventilações deve durar 1 segundo,
com volume suficiente para permitir expansão torácica.1,2,6,7 Os socorristas devem realizar duas tentativas
de ventilação. Em caso de ineficiência de duas tentativas seqüenciais, segue-se com a avaliação de
pulso e compressões torácicas. 2,6,7

[6] Avaliação do pulso: realiza-se essa avaliação em 5 a 10 segundos, através da palpação da artéria
central carótida ou femoral (Figura 7).

[7] Compressões torácicas: devem ser realizadas na velocidade de 100 vezes por minuto.1,2,6,7 Enquanto o
paciente não estiver sob intubação traqueal, a relação compressões/ventilações deve ser mantida de
forma sincronizada,2,3,6,7,8 na relação de 30:2. Cada compressão deve promover a presença de pulso palpável,
permitindo-se o retorno completo do tórax.7,8,9,10,11 Deve haver sempre o revezamento do responsável pela
compressão torácica a cada 5 ciclos (2 minutos), visando manter a eficácia (Figura 8).1,6,7,11,12,13


Conexão com
reservatório
de oxigênio

Figura 5 – Ventilação boca-máscara Figura 6 – Ventilação com bolsa-valva-máscara

Figura 7 – Avaliação do pulso central Figura 8 – Compressão torácica

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[8] Desfibrilação: executada prontamente sempre que se detectar fibrilação ou taquicardia ventricular

PROURGEN SEMCAD
sem pulso (FV/TV) (Figura 9), particularmente quando do uso de Desfibrilador Externo Automático
(DEA) (Figura 10). Nos casos em que o paciente permaneceu em PCR por mais de 5 minutos sem
compressão torácica externa,6,7,11,12,13 pode proceder-se a 5 ciclos de compressão e ventilação
antecedendo a desfibrilação, na tentativa de retorno à fase elétrica da PCR .

Figura 9 – Taquicardia ventricular e FV

Figura 10 – Desfibriladores externos automáticos

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A corrente usada na desfibrilação pode ser do tipo bifásica ou monofásica. A quantidade de joules é de 150
ATENDIMENTO À PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA

a 200J para ondas bifásicas truncadas exponenciais, 120J para onda bifásica retilínea e 360J para corrente
monofásica.1,2,6,7 Após a administração do choque, deve-se imediatamente retomar as compressões torácicas
e as ventilações, sem avaliar a presença do pulso.

É essencial conhecer alguns aspectos técnicos da desfibrilação:

■ As pás (eletrodos) são colocadas na região infraclavicular direita, ao lado do esterno, e


no ápex do coração, à esquerda do mamilo, na linha axilar média (Figura 11). Nos casos
em que existe marcapasso definitivo ou desfibrilador automático implantável, é efetivo aplicá-
las no ápex e região interescapulo-vertebral esquerda.
■ A resistência à passagem da corrente elétrica é atenuada com a aplicação de gel con-
dutor de baixa impedância (gel para eletrocardiografia ou desfibrilador), disposto de manei-
ra a cobrir toda a superfície metálica de contato com o paciente. Não se recomenda o uso de
outros tipos de gel condutor (gel para ultra-som, lidocaína), pois tais substâncias não permi-
tem condução adequada de corrente elétrica.

Figura 11 – Posição das pás do desfibrilador

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A Figura 12 apresenta o algoritmo 1, referente ao fluxo de decisões no SBV.

PROURGEN SEMCAD
Verificar responsividade

Chamar por ajuda com desfibrilador

Abrir a via aérea e verificar a ventilação

Senão estiver ventilando, tente ventilar 2 vezes

Verificar o pulso em 5-10 segundos

Realizar ciclos de 30 compressões e 2 ventilações – trocar socorrista que comprime a cada 2 minutos.
Só interromper quando o desfibrilador chegar e estiver preparado ou a vítima se movimentar

Após chegada do desfibrilador, avaliar o ritmo

Ritmo chocável: Ritmo não-chocável:


– Aplicar 1 choque – Reiniciar RCP imediatamente
– Reiniciar RCP imediatamente – Avaliar novamente o ritmo após 5 ciclos
– Avaliar novamente o ritmo após 5 ciclos

Figura 12 – Algoritmo 1: Suporte Básico de Vida


Fonte: Adaptado de Feitosa Filho e colaboradores (2006); ECC Committee, Subcommittees and Task Forces of the American Heart Association
(2005). 1,6

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ATENDIMENTO À PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA

1. Assinale os termos incorretos de cada afirmação e, nas linhas abaixo, escreva o(s)
termo(s) constante(s) no banco para torná-la correta.

ausência de respiração - a avaliação de pulso e compressões torácicas -


presença de equipe de emergência capacitada no atendimento à PCR

A) Visando a um rápido diagnóstico, o reconhecimento da PCR baseia-se na tríade:


inconsciência, assistolia e ausência de pulso central (carotídeo ou femoral)
................................................................................................................................................

B) A avaliação do pulso não deve consumir mais do que 5 a 10 segundos. Imediatamente


depois de constatada a perda de consciência, deve-se solicitar fármacos para o
tratamento da disfunção miocárdica
................................................................................................................................................

C) Em qualquer uma das modalidades de ventilação de resgate — a boca-a-boca/boca-


máscara ou a bolsa-valva-máscara — o tempo de duração de cada ventilação é de 1
segundo. Devem-se fazer 4 tentativas de ventilação. Em caso de ineficiência, deve-
se realizar contato com a “equipe azul”
................................................................................................................................................

2. Compressões torácicas externas em pacientes adultos devem ser feitas, no suporte


básico de vida, quando em paciente intubado, na freqüência de:

A) 30:2 de forma sincronizada.


B) 100 compressões/minuto de forma sincronizada.
C) 15:2 de forma sincronizada.
D) 100 compressões/minuto de forma não sincronizada.

Respostas no final do capítulo

3. Em que circunstâncias a desfibrilação deve ser prontamente executada?

............................................................................................................................................................
.......................................................................................................................................................
......................................................................................................................................................
...........................................................................................................................................................

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PROURGEN SEMCAD
4. A corrente liberada pelos desfibriladores bifásicos durante o primeiro choque administrado
na FV/TV deve ser:

A) 200J monofásica.
B) 300J monofásica.
C) 200J bifásica exponencial.
D) 360 bifásica retilínea.
E) 360J para qualquer tipo de onda.

5. Ordene os procedimentos no estabelecimento do suporte básico de vida no atendimento


à PCR.

( ) Avaliação do pulso.
( ) Abrir as vias aéreas.
( ) Avaliar a responsividade.
( ) Desfibrilação.
( ) Chamar por ajuda.
( ) Proceder à ventilação.
( ) Compressões torácicas.
( ) Detectar a respiração.

Respostas no final do capítulo

SUPORTE AVANÇADO DE VIDA

O Suporte Avançado de Vida (SAV) consiste nos seguintes passos:

[1] Intubação traqueal: deve ser realizada pelo indivíduo mais experiente nesse procedimento (não exceder
mais do que 30 segundos) e sem interrupção das compressões torácicas. Se necessário, outros equipamentos
podem ser utilizados com menor necessidade de treinamento, tais como a máscara laríngea (Figura 13) e o
combitubo® (Figura 14). 2,14,15

Figura 13 – Máscara laríngea

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ATENDIMENTO À PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA

Figura 14 – Combitubo

[2] Avaliação e fixação da cânula: após a intubação, insufla-se o balonete (cuff) e ausculta-se o epigástrio,
bases pulmonares esquerda e direita, ápices pulmonares esquerdo e direito. Recomenda-se também a
avaliação com dispositivos especiais, que pode ser feita com o detector de CO2 ou com o detector
esofágico.1,6,7,15 Após a intubação, as ventilações passam a ser feitas durante a RCP em freqüência de
8 a 10 incursões por minuto.6,7

[3] Acesso venoso e monitoração: a monitoração eletrocardiográfica (habitualmente em DII) e obtenção


de acesso venoso antecubital devem ser executadas em simultâneo à intubação. O acesso intra-
ósseo,5,6,7,16,17 mesmo em adultos, é recomendável.

[4] Administração de drogas (Quadro 1): todas as drogas a serem administradas na PCR devem
obrigatoriamente ser seguidas de 20mL de bolus de fluido e elevação do membro por 10 a 20 segundos,
para rápida chegada da droga ao coração.17 A primeira droga a ser administrada é a adrenalina/
epinefrina,17 na dose de 1mg, IV. Ela deverá ser repetida a cada 3 a 5 minutos, sendo opcional substituir
a primeira ou segunda dose por vasopressina 40UI.17,18 A administração das drogas deve respeitar
intervalos preestabelecidos, independentemente do momento em que se encontra a RCP ou os
procedimentos de desfibrilação.6

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Quadro 1

PROURGEN SEMCAD
POSOLOGIA DAS DROGAS UTILIZADAS DURANTE A RCP
Droga Dose
Adrenalina 1mg IV/IO a cada 3-5 minutos.
Vasopressina 40UI IV/IO em dose única substituindo a primeira ou segunda dose de adrenalina.
Atropina 1mg IV/IO a cada 3-5 minutos até dose máxima de 3mg (apenas em caso de assistolia
e AESP com bradicardia).
Amiodarona 300mg IV/IO com dose complementar de 150mg IV/IO após 3-5 minutos.
Lidocaína 1-1,5mg/kg IV/IO com doses adicionais de 0,5-0,75mg/kg com intervalos de 5-10
minutos até dose máxima de 3mg/kg.
Sulfato de magnésio 1-2g em 10mL de SG5% IV/IO lento em 5-20 minutos.
Bicarbonato de sódio 1mEq/kg IV/IO.
Fonte: Adaptado de Feitosa Filho e colaboradores (2006); ECC Committee, Subcommittees and Task Forces of the American Heart Association (2005). 1,6

[5] Avaliação de ritmo: Após cada 2 minutos de RCP a partir da desfibrilação, uma pausa muito rápida
deve ser feita para nova avaliação do ritmo ao monitor. 1,5,6,7 O pulso só deve ser palpado se um ritmo
organizado estiver presente ao monitor. Em qualquer um dos ritmos deve-se estar atento a causas
reversíveis de PCR (os 6Hs e 5Ts), conforme Quadro 4.

6. Ordene os procedimentos no estabelecimento do Suporte Avançado de Vida (SAV) no


atendimento à PCR.

( ) Avaliação do ritmo.
( ) Intubação traqueal.
( ) Administração de drogas.
( ) Acesso venoso e monitoração.
( ) Avaliação e fixação da cânula.

7. São antiarrítmicos utilizados durante a ressuscitação cardiopulmonar em fibrilação


ventricular:

A) amiodarona, lidocaína e sotalol.


B) amiodarona, lidocaína e bretílio.
C) amiodarona, lidocaína e sulfato de magnésio.
D) amiodarona, lidocaína e propafenona.
E) amiodarona, lidocaína e epinefrina.

Respostas no final do capítulo

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ATENDIMENTO À PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA

8. Correlacione os seguintes fármacos às suas respectivas posologias na RCP.

( 1 ) Adrenalina ( ) 1-1,5mg/kg IV/IO com doses adicionais


( 2 ) Vasopressina de 0,5-0,75mg/kg com intervalos de 5-10
( 3 ) Atropina minutos até dose máxima de 3mg/kg.
( 4 ) Amiodarona ( ) 1 mg IV/IO a cada 3-5 minutos.
( 5 ) Lidocaína ( ) 1-2g em 10mL de SG5% IV/IO lento em
( 6 ) Sulfato de magnésio 5-20 minutos.
( 7 ) Bicarbonato de sódio ( ) 1mEq/kg IV/IO.
( ) 1mg IV/IO a cada 3-5 minutos até dose
máxima de 3mg (apenas assistolia e
AESP com bradicardia).
( ) 40UI IV/IO em dose única substituindo a
primeira ou segunda dose de adrenalina.
( ) 300mg IV/IO com dose complementar de
150mg IV/IO após 3-5 minutos.

Respostas no final do capítulo

9. Quais são as principais orientações acerca das seguintes etapas no SAV:

A) Intubação traqueal

............................................................................................................................................................
.......................................................................................................................................................

B) Avaliação e fixação da cânula

............................................................................................................................................................
........................................................................................................................................................

C) Acesso venoso e monitoração

........................................................................................................................................................
.......................................................................................................................................................

D) Administração de drogas

......................................................................................................................................................
.........................................................................................................................................................

E) Avaliação de ritmo

............................................................................................................................................................
.........................................................................................................................................................

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MODALIDADES DE PARADA

PROURGEN SEMCAD
CARDIORRESPIRATÓRIA

FIBRILAÇÃO VENTRICULAR/TAQUICARDIA VENTRICULAR SEM PULSO

A fibrilação ventricular/taquicardia ventricular (FV/TV) sem pulso são os mecanismos mais comuns de parada
cardíaca extra-hospitalar, pronto-socorro ou hospitais de cardiologia,19 sendo prioridade máxima a
desfibrilação.1,5,6,7

Após a intubação, o primeiro antiarrítmico a ser tentado deverá ser a amiodarona 300mg, IV, em bolus.
Uma segunda dose de amiodarona, de 150mg, pode ser tentada após 3 a 5 minutos da primeira dose.

O próximo antiarrítmico a ser utilizado é a lidocaína, na dose de 1 a 1,5mg/kg, podendo ser repetida a cada
5 a 10 minutos, na dose de 0,5 a 0,75m/kg, até sua dose máxima de 3mg/kg. Sulfato de magnésio, na dose
de 1 a 2g diluído em 10mL de solução glicosada a 5%, numa velocidade de 5 a 20 minutos, é o antiarrítmico
de escolha apenas nos casos de torsade de pointes e de hipomagnesemia.1,5,6,7

LEMBRAR
Sempre após a recuperação da circulação espontânea, o último antiarrítmico administrado
deve ser mantido em dose de manutenção (veja Quadro 2). Caso nenhum tenha sido utilizado
ainda, a amiodarona deve ser administrada com um ataque de 150mg em 10 minutos após a
parada cardiorrespiratória em FV/TV sem pulso, seguida de dose de manutenção que é a
mesma descrita para outras situações.

Quadro 2

DOSE DE MANUTENÇÃO DOS ANTIARRÍTMICOS


Droga Dose de manutenção
Amiodarona 1mg/min nas primeiras 6 horas seguido de 0,5mg/min nas próximas 18 horas.
Lidocaína 1-4mg/min.
Fonte: Adaptado de Feitosa Filho e colaboradores (2006); ECC Committee, Subcommittees and Task Forces of the American
Heart Association (2005). 1,6.

Em PCR por qualquer um dos ritmos, bicarbonato de sódio pode ser utilizado na dose de 1mEq/kg conforme
descrito no Quadro 3.

O bicarbonato de sódio é absolutamente contra-indicado apenas na acidose lática hipóxica.

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Quadro 3
ATENDIMENTO À PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA

CLASSES DE RECOMENDAÇÕES DO BICARBONATO DE SÓDIO


Situação clínica Classe de recomendação
Hipercalemia preexistente conhecida Classe I
Acidose responsiva a bicarbonato preexistente Classe IIa
Overdose de antidepressivos tricíclicos Classe IIa
Alcalinização de urina em overdose de drogas Classe IIa
Intubado com longo período de parada Classe IIb
Recuperação da circulação espontânea após uma Classe IIb
longa parada
Acidose lática hipóxica Classe III
Fonte: Adaptado de Feitosa Filho e colaboradores (2006); ECC Committee, Subcommittees and Task Forces
of the American Heart Association (2005).1,6.

O Quadro 4 apresenta os tratamentos dos 6Hs e 5Ts, possíveis causas, reversíveis ou não, da PCR.

Quadro 4

OS 6Hs E 5Ts E SEUS TRATAMENTOS


6Hs e seus tratamentos 5Ts e seus tratamentos
■ Hipovolemia – SF 0,9% IV ■ Tromboembolismo pulmonar/coronário – fibrinolítico/
■ Hipoxia – ofertar oxigênio angioplastia primária
■ Hipocalemia – ofertar KCl IV ■ Tamponamento cardíaco – drenagem
Hipercalemia – Ca++ IV e bicarbonato e/ou ■ Tóxicos – antídotos específicos
solução polarizante ■ Tensão no tórax (pneumotórax) – drenagem
■ Hipotermia – reaquecimento ■ Trauma – ATLS adequado
■ H+ (acidose) – bicarbonato IV
■ Hipoglicemia – glicose IV, reposição de
solução de glicose 50% 2 ampolas,
caso acesso venoso central, ou intra-osseo
e solução de glicose 25% 4 ampolas,
caso em uso de acesso venoso periférico
Fonte: Adaptado de Feitosa Filho e colaboradores (2006); ECC Committee, Subcommittees and Task Forces of the American Heart Association (2005).1,6.

Na Figura 15, apresenta-se o algoritmo 2, referente ao tratamento da FV/TV sem pulso.

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PROURGEN SEMCAD
Realizar passos do Suporte Básico de Vida

Após chegada do desfibrilador, avaliar o ritmo:


– Se FV/TV sem pulso: aplicar 1 choque
manual bifásico: 120/200J ou monofásico: 360J
– Reiniciar RCP imediatamente, trocar pessoa que comprime durante cada verificação de ritmo

– Obter via aérea definitiva, acesso IV ou IO e monitorização


– Administrar vasopressor assim que possível
– Adrenalina 1mg IV/IO a cada 3-5 minutos ou vasopressina
40UI IV/IO em substituição a 1a ou 2a dose de adrenalina

Checar ritmo 2 minutos após cada desfibrilação:


Se assistolia – mudar de algoritmo
– Se FV/TV sem pulso: aplicar 1 choque
Se atividade elétrica – checar pulso:
manual bifásico: 120-200J ou monofásico: 360J
– Sem pulso – Algoritmo AESP
– Reiniciar RCP imediatamente, trocar pessoa
– Com pulso – Cuidados pós-RCP
que comprime durante cada verificação de ritmo

Administrar antiarrítmico
– Amiodarona 300mg IV/IO seguido de 150mg IV/IO após 3-5 min
– Lidocaína 1-1,5mg/kg IV/IO seguido de 0,5-0,75mg/kg a cada 5-10 min até dose máxima
– Sulfato de magnésio 1-2g IV/IO se torsades de pointes

Checar ritmo 2 minutos após cada desfibrilação:


– Se FV/TV sem pulso: aplicar 1 choque
manual bifásico: 120-200J ou monofásico: 360J
– Reiniciar RCP imediatamente, trocar pessoa que
comprime durante cada verificação de ritmo

Figura 15 – Algoritmo 2: Tratamento da FV/TV sem pulso


Fonte: Adaptado de Feitosa Filho e colaboradores (2006); ECC Committee, Subcommittees and Task Forces of the American Heart Association (2005);
American Heart Association (2005). 1,6,7

10. Descreva a posologia dos fármacos envolvidos no tratamento da fibrilação ventricular/


taquicardia ventricular sem pulso nos seguintes momentos:

A) dose de ataque –

............................................................................................................................................................
.......................................................................................................................................................

B) dose de manutenção –

........................................................................................................................................................
......................................................................................................................................................

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28
ATENDIMENTO À PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA

11. É indicação de classe IIa no uso de bicarbonato de sódio:

A) paciente intubado com longo período de parada.


B) acidose lática hipóxica.
C) hipercalemia preexistente conhecida.
D) overdose de antidepressivos tricíclicos.

12. Havendo uma PCR em cada uma das situações clínicas dadas, complete as lacunas
a partir dos termos do banco (cada termo pode ser usado mais de uma vez).

Causas Tratamentos
6Hs – 5Ts Ofertar SF 0,9% IV – ofertar O2 – proceder drenagem – proceder ATLS
adequado – ofertar bicarbonato IV – proceder reaquecimento ¯ ofertar
KCl IV

A) Na hipotermia, a PCR é causada pelo ritmo de parada cardíaca: ...........; e o tratamento


consiste em ............................................. .

B) No pneumotórax, a PCR é causada pelo ritmo de parada cardíaca: ...........; e o tratamento


consiste em ........................................ .

C) Na hipocalemia, a PCR é causada pelo ritmo de parada cardíaca: ...........; e o tratamento


consiste em ........................................ .

D) Na hipovolemia, a PCR é causada pelo ritmo de parada cardíaca: ...........; e o tratamento


consiste em ........................................ .

Respostas no final do capítulo

13. Sintetize as orientações do algoritmo sobre o tratamento da FV/TV sem pulso.

............................................................................................................................................................
........................................................................................................................................................
........................................................................................................................................................
...........................................................................................................................................................

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29
ASSISTOLIA

PROURGEN SEMCAD
A assistolia é a forma associada ao pior prognóstico e infelizmente trata-se do ritmo de PCR mais freqüente
em hospitais.20

A assistolia deve ser confirmada em duas derivações perpendiculares. Na primeira verificação do ritmo,
feita através de desfibrilador, se a linha isoelétrica estiver presente, basta mudar o posicionamento das pás.
Esse cuidado deve ser tomado devido ao fato de existirem FV finas que podem ser confundidas com assistolia
em algumas derivações.1,3,6,7

A Figura 16 apresenta o algoritmo 3, referente ao tratamento das assistolias.

Realizar passos do Suporte Básico de Vida

Após chegada do desfibrilador, avaliar o ritmo:


– Se linha isoelétrica presente, avaliar cabos, ganho e derivações para confirmar assistolia
– Reiniciar RCP imediatamente, trocar pessoa que comprime durante cada verificação de ritmo

– Obter via aérea definitiva, acesso IV ou IO e monitorização


– Administrar vasopressor assim que possível:
adrenalina 1mg IV/IO a cada 3-5 minutos
ou vasopressina 40UI IV/IO, em substituição a 1a ou 2a dose de adrenalina

Considerar atropina 1mg IV/IO a cada 3-5 minutos até dose máxima de 3mg

Checar o ritmo após cada 2 minutos de RCP

Se FV/TV sem pulso – mudar de algoritmo


Se atividade elétrica – checar pulso:
– Sem pulso – Algoritmo AESP
– Com pulso – Cuidados pós-RCP

Figura 16 – Algoritmo 3: Tratamento da assistolia


Fonte: Adaptado de Feitosa Filho e colaboradores (2006); ECC Committee,
Subcommittees and Task Forces of the American Heart Association (2005); American Heart Association (2005).1,6,7

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30
ATIVIDADE ELÉTRICA SEM PULSO
ATENDIMENTO À PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA

A atividade elétrica sem pulso (AESP) designa qualquer ritmo que não assistolia, FV ou TV, desprovido de
pulso palpável nas carótidas.

Na AESP, é importante identificar qual dos 6Hs e 5Ts é o responsável pela PCR. Como hipovolemia
é a principal causa de AESP, pode-se administrar prova de volume logo após a administração de
adrenalina em bolus. A atropina pode ser também utilizada, caso a freqüência do ritmo observado
seja inferior a 60 vezes/min. A Figura 17 apresenta o algoritmo 4, referente ao tratamento da
atividade elétrica sem pulso.

Realizar passos do
Suporte Básico de Vida

Após chegada do desfibrilador, avaliar o ritmo:


– Se a atividade elétrica organizada, checar pulso em 5-10 segundos
– Sem pulso: iniciar RCP imediatamente
– Trocar pessoa que comprime durante cada verificação de ritmo

– Obter via aérea definitiva, acesso IV ou IO e monitorização


– Administrar vasopressor assim que possível
– Adrenalina 1mg IV/IO a cada 3-5 minutos
ou vasopressina 40UI IV/IO em substituição a 1a ou 2a dose da adrenalina

Considere atropina 1mg IV/IO a cada 3-5 min


até dose máxima de 3mg caso FC<60

Checar o ritmo após cada 2 minutos de RCP

FV/TV sem pulso: Linha isolétrica: Atividade elétrica organizada,


Mudar de algoritmo Confirmar assistolia e checar pulso em 5-10 segundos:
seguir algoritmo apropriado – Com pulso: Cuidados pós-RCP
– Sem pulso: Reiniciar RCP
imediatamente

Figura 17 – Algoritmo 4: Tratamento da atividade elétrica sem pulso


Fonte: Adaptado de Feitosa Filho e colaboradores (2006); ECC Committee, Subcommittees and Task Forces of the American Heart
Association (2005); American Association (2005). 1,6,7

14. Como proceder para confirmar um quadro de assistolia?

............................................................................................................................................................
.......................................................................................................................................................
............................................................................................................................................................
........................................................................................................................................................

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31
15. Sintetize as orientações para o tratamento de caso de AESP, apresentado na Figura 17.

PROURGEN SEMCAD
...........................................................................................................................................................
............................................................................................................................................................
...................................................................................................................................................
.......................................................................................................................................................

FÁRMACOS MAIS UTILIZADOS DURANTE


A RESSUSCITAÇÃO CARDIOPULMONAR
A seguir, são apresentados os fármacos mais utilizados1, 3, 21 durante a ressuscitação cardiopulmonar.

AMIODARONA

A amiodarona bloqueia os canais de Na+ inativados e possui uma taxa relativamente rápida de recuperação
do bloqueio. Além disso, esse agente reduz a corrente de Ca2+ e as correntes retificadora aferente e retificadora
retardada aferente transitória de K+ e exerce um efeito bloqueador adrenérgico não-competitivo.

Os prolongamentos PR, QRS e QT e a bradicardia sinusal são freqüentes durante a terapia crônica. A
amiodarona prolonga a refratariedade em todos os tecidos cardíacos. O bloqueio do canal de Na+, a
repolarização retardada devido ao bloqueio do canal de K+ e a inibição do acoplamento intercelular contribuem
para esse efeito.

Amiodarona

Indicações na PCR
■ Parada cardiorrespiratória em FV/TV sem pulso.

Efeitos adversos
Hipotensão devida à vasodilatação e à depressão do desempenho miocárdico é freqüente com a forma IV/IO. O
mais grave efeito adverso durante a terapia crônica com amiodarona, é a fibrose pulmonar, que pode ter progressão
rápida e fatal.

Outros efeitos adversos durante a terapia prolongada incluem microdepósitos na córnea (assintomáticos),
disfunção hepática, hipo/hipertireoidismo, sinais e sintomas neuromusculares (neuropatia periférica e fraqueza
muscular proximal) e fotossensibilidade.

Dose e administração
Na parada cardiorrespiratória:
■ 300mg IV/IO em bolus lento (30 segundos a 2 minutos), diluídos em 20mL de solução glicosada (SG) 5% ou
NaCl 0,9%, podendo ser repetida uma dose de 150mg após 5 a 10 minutos, caso manutenção da FV/TV sem
pulso.
■ Durante infusão da dose de manutenção em SG 5%, em frasco de vidro ou ecoflac®, para evitar aderência da
droga ao frasco.

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32
ADRENALINA/EPINEFRINA
ATENDIMENTO À PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA

A adrenalina/epinefrina é a droga mais utilizada na PCR. Existe a possibilidade da epinefrina transformar a


fibrilação ventricular fina em FV grossa, que é mais sensível à desfibrilação. As ações do fármaco sobre o
coração, o músculo liso vascular e outros músculos lisos são particularmente notáveis.

O mecanismo da elevação da pressão arterial causada pela adrenalina é triplo:

■ estimulação direta do miocárdio, que aumenta a força de contração ventricular (ação inotrópica positiva);
■ aumento da freqüência cardíaca (ação cronotrópica positiva); e
■ vasoconstrição em muitos leitos vasculares, sobretudo nos vasos de resistência pré-capilar da pele,
mucosa e rim, juntamente com acentuada constrição venosa.

O efeito depressor de pequenas doses (0,1μg/kg) e a resposta bifásica a doses mais elevadas são
decorrentes da maior sensibilidade dos receptores β2 vasodilatadores à adrenalina do que dos receptores
α constritores. A adrenalina é um poderoso estimulante cardíaco, atuando diretamente sobre os receptores
β1 predominantes do miocárdio e das células do marcapasso e do tecido condutor.

Adrenalina/epinefrina

Indicações na PCR
■ Parada cardiorrespiratória (VF/TV sem pulso, assistolia e AESP).

Efeitos adversos
A adrenalina pode causar reações como temor, ansiedade, tensão, agitação, cefaléia pulsátil, tremor, fraqueza,
vertigem, palidez, dificuldade respiratória e palpitação. Os efeitos desaparecem rapidamente com repouso, calma,
posição supina, tranqüilidade. As reações mais graves consistem em hemorragia cerebral e arritmias cardíacas.

Dose e administração
■ 1mg IV/IO a cada 3 a 5 minutos seguido de bolus de 20mL de água destilada ou SF 0,9%.

ATROPINA

A atropina é um antagonista competitivo das ações da acetilcolina e outros agonistas muscarínicos; eles
competem com esses agonistas por um local de ligação comum no receptor muscarínico.

O efeito principal da atropina no coração é alterar a freqüência. Embora a resposta predominante seja taquicardia,
a freqüência cardíaca muitas vezes diminui transitoriamente com as doses clínicas médias (0,4 a 0,6mg). Essa
lentificação raramente é acentuada e geralmente não ocorre depois da injeção intravenosa rápida.

Doses maiores de atropina causam taquicardia progressivamente maior devido ao bloqueio dos efeitos
vagais nos receptores M2 do marcapasso do nodo sinusal.

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33

PROURGEN SEMCAD
Atropina

Indicações na PCR
■ Parada cardiorrespiratória (apenas assistolia e AESP).

Efeitos adversos
Agitação, alucinação, angina, ataxia, coma, confusão mental, constipação, delírio, desorientação, cefaléia, excitação,
insônia, náusea, palpitação, fotossensibilidade, vômito, entre outros.

Dose e administração·
■ 1,0mg IV/IO a cada 3 a 5 minutos, seguido de bolus de 20mL de água destilada ou SF 0,9%. Não exceder a
dose total de 3,0mg.

BICARBONATO DE SÓDIO

Na parada cardiorrespiratória, a hipoperfusão tissular e pulmonar juntamente à hipoventilação resulta em


acúmulo de gás carbônico que, associado à água, forma ácido carbônico, que se dissocia em H+ + HCO3-,
levando à acidose respiratória. A conseqüente acidemia diminui o limiar da fibrilação, reduz a contratilidade
miocárdica, diminui a taxa de despolarização espontânea do sistema de condução, diminui a possibilidade
de sucesso da desfibrilação e atenua a resposta agonista α-adrenérgica.

A administração de bicarbonato de sódio está relacionada à alcalemia, acidose “paradoxal” do sistema


nervoso central, aumento da resistência vascular cerebral, diminuição do limiar das arritmias, hipocalemia,
hipoxia tecidual, com desvio da curva de saturação da hemoglobina para a esquerda, hipernatremia,
hiperosmolaridade, com elevação plasmática de 6mOsm/L para cada 50mEq de bicarbonato administrado.

Bicarbonato de sódio

Indicações na PCR
■ Hipercalemia pré-existente.
■ Intoxicação por antidepressivos tricíclicos.
■ Acidemia metabólica preexistente.

Dose e administração
■ 1mEq/kg: reposição empírica até a chegada da gasometria.
■ Peso x 0,3 x excesso de base = repor 1/3 a 1/2 do total.

LIDOCAÍNA

A lidocaína bloqueia os canais de Na+ cardíacos abertos e os inativados. A recuperação do bloqueio é muito
rápida, de forma que a lidocaína exerce maiores efeitos nos tecidos despolarizantes (p. ex. isquêmicos) e/
ou nos tecidos de impulso rápido. A droga não costuma exercer efeito significativo na duração de PR ou de
QRS; QT permanece inalterado ou sofre discreta redução.

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34
ATENDIMENTO À PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA
Lidocaína

Indicações
■ Parada cardiorrespiratória (FV/TV sem pulso).

Efeitos adversos
Quando uma grande dose IV de lidocaína é administrada rapidamente, podem ocorrer convulsões. Quando as
concentrações plasmáticas da substância sobem de forma lenta acima da faixa terapêutica, é comum a ocorrência
de tremores, disartria e níveis alterados de consciência. Nistagmo é um sinal precoce de intoxicação provocada
por lidocaína.

Dose e administração
Na parada cardiorrespiratória (FV/TV sem pulso):
■ Dose inicial: 1 a 1,5mg/kg IV seguida de bolus de 20mL de água destilada ou SF 0,9%.
■ Após reversão da arritmia, a dose de manutenção é de 2-4mg/min (30-50μg/kg/min), na seguinte diluição:
SG 5% 200mL adicionando 50mL de lidocaína 2% (sem vasoconstritor); nessa diluição teremos:

■ 15mL = 1mg/min
■ 30mL = 2mg/min
■ 45mL = 3mg/min
■ 60mL = 4mg/min

SULFATO DE MAGNÉSIO

Sulfato de magnésio

Indicações
■ Parada cardiorrespiratória relacionada a estados de hipomagnesemia ou torsade de pointes.

Dose e administração
Na parada cardiorrespiratória:·
■ 1 a 2g IV/IO em bolus diluídos em 10mL SG 5%.

VASOPRESSINA

A vasopressina é um potente regulador hemodinâmico, sendo um vasoconstritor potente (mediado por


receptor V1) afetando a resistência dos vasos em toda circulação. Uma dose de vasopressina (40U IV/IO)
pode substituir a primeira ou a segunda dose de epinefrina durante a RCP.1, 3, 21

Vassopressina

Indicações
■ Parada cardiorrespiratória em FV/TV sem pulso.

Dose e administração
■ 40U IV/IO pode substituir a primeira ou a segunda dose de epinefrina durante a RCP.

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35
TRATAMENTO APÓS A RECUPERAÇÃO

PROURGEN SEMCAD
DA CIRCULAÇÃO ESPONTÂNEA
A maioria das mortes após uma ressuscitação ocorre nas primeiras horas após a recuperação da circulação
espontânea (RCE).22 - 25 Por isso, toda a atenção deve ser dada na monitoração e tratamento desses pacientes.

Primeiramente, atenção deve ser dada à administração de droga antiarrítmica adequada,


caso a PCR tenha sido em FV/TV sem pulso. A oferta inicial de oxigênio deve ser de 100%.
Todo o perfil de exames laboratoriais, incluindo eletrólitos e marcadores de lesão miocárdica,
deve ser solicitado.22-25 Embora não exista nenhuma grande evidência de benefício do rígido
controle glicêmico no período pós-PCR, evidências extrapoladas de outras situações
clínicas26 sugerem benefícios desse controle em se mantendo os valores glicêmicos em
níveis inferiores a 150mg/dL.

Diferentes formas de proteção neurológica têm sido estudadas para melhorar o prognóstico do paciente.
Até o momento, é recomendada indução de hipotermia terapêutica (32 a 34°C), por 12 a 24 horas, em
todas as vítimas de PCR em FV/TV sem pulso, extra-hospitalar, que se mantêm comatosas até 4 horas
após recuperação da circulação espontânea.22, 23, 24, 27, 28, 29 A hipotermia terapêutica em outros ritmos e em
eventos intra-hospitalares ainda é, por enquanto, considerada opcional.27-30

DISFUNÇÃO MIOCÁRDICA PÓS-RESSUSCITAÇÃO


CARDIOPULMONAR E CEREBRAL

A disfunção miocárdica pós-ressuscitação apresenta-se com freqüência tanto em estudos laboratoriais como
em sobreviventes humanos de parada cardiorrespiratória. A avaliação com cateter de pressão venosa central
e cateter de artéria pulmonar imediatamente após a ressuscitação cardíaca demonstra aumento temporário
das pressões de enchimento cardíaco e redução do índice cardíaco.2,22 Essa disfunção tem importância na
determinação da sobrevida do paciente ressuscitado em curto e médio prazos.
A disfunção ventricular pós-ressuscitação é descrita como um atordoamento do coração globalmente
isquêmico e que, presumivelmente, apresenta os mesmos mecanismos fisiopatológicos da disfunção contrátil
pós-reperfusão descrita em modelos de isquemia miocárdica. Seus principais determinantes são a intensa
isquemia miocárdica que ocorre durante a PCR e a lesão adicional que resulta da reperfusão do miocárdio
isquêmico. Portanto, é o tempo durante o qual a vítima da parada cardiorrespiratória ficou sem o suporte
básico de vida o principal determinante da disfunção. 2, 22
Para o tratamento da disfunção ventricular pós-ressuscitação, considerando ainda a insuficiência de dados
clínicos relevantes, cumpre-nos recomendar a utilização de protocolos validados para o tratamento de
disfunções ventriculares agudas em outras situações clínicas.

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36
O paciente que foi recuperado de uma PCR de qualquer etiologia deve ser tratado, nos
ATENDIMENTO À PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA

primeiros minutos, de acordo com o protocolo estabelecido pelas diretrizes da American


Heart Association (AHA).

Também devem ser observados os princípios do Suporte Avançado de Vida em Cardiologia (SAVC)
descritos sumariamente neste capítulo. Deve-se usar cristalóide IV ou drogas vasoativas para
aumento da pressão arterial média, adicionando-se inotrópicos IV, como a dobutamina, se
necessário. Nesse ponto, a transferência para uma unidade de terapia intensiva, visando a
instalação precoce de monitorização hemodinâmica invasiva é fundamental.

APLICAÇÃO TERAPÊUTICA DA HIPOTERMIA


APÓS PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA
A hipotermia terapêutica pode ser definida como uma redução controlada da temperatura central do paciente com
objetivos terapêuticos predefinidos. O Quadro 5 destaca os possíveis efeitos fisiológicos da hipotermia.2, 3

Quadro 5

EFEITOS FISIOLÓGICOS ESPERADOS QUANDO


UTILIZADA HIPOTERMIA TERAPÊUTICA (32 A 34°C)
Âmbito dos efeitos Descrição
Neurológico ■ Aumento relativo da perfusão cerebral
Cardiovascular ■ Bradicardia
■ Discreto aumento na pressão arterial
■ Alterações eletrocardiográficas, como alargamento dos intervalos PR, QRS e QT,
surgimento das ondas de Osborne
■ Aumento da pressão venosa central
■ Aumento da resistência vascular sistêmica
■ Discreta redução do débito cardíaco
Respiratório ■ Tendência à alcalose respiratória
Renal ■ Aumento da diurese
■ Distúrbios hidroeletrolíticos
Digestivo ■ Redução da motilidade gastrintestinal
■ Leve pancreatite
■ Aumento das enzimas hepáticas
Hematológico ■ Redução do número e função das plaquetas
■ Alteração da cascata de coagulação
■ Redução em número e função dos leucócitos
■ Maior risco de sangramento e infecção
Metabólico ■ Redução do consumo de oxigênio
■ Redução da secreção e sensibilidade à insulina
■ Aumento da adrenalina e noradrenalina
■ Aumento do cortisol sérico
■ Tendência à acidose metabólica
■ Redução no clearance de várias medicações, como sedativos, analgésicos e relaxantes
musculares
Fonte: Feitosa Filho e Lopes (2005). 30

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37
Os pacientes admitidos no hospital pós-RCP pré-hospitalar geralmente demonstram importante lesão neurológica

PROURGEN SEMCAD
anóxica, o que leva à alta mortalidade. Nos últimos 10 anos, surgiram vários estudos em modelos experimentais
demonstrando que a lesão neurológica após anoxia global severa é reduzida quando aplicada hipotermia. 2, 3

As técnicas testadas para resfriamento são diversas: bolsas de gelo, infusões geladas na artéria carótida,
circulação extracorpórea, capa contendo soluções bastante geladas (-30°C), lavagem nasal, lavagem
gástrica, lavagem vesical, lavagem peritoneal, lavagem pleural, cateteres resfriadores, infusão de líquido
gelado, manta com circulação de ar gelado, entre outros. 2, 3

LEMBRAR
O princípio que deve nortear a escolha da forma de resfriamento ideal deve ser o que resfrie
de modo mais rápido e prático, e é absolutamente fundamental que o controle da temperatura
seja sempre executado de forma central (termômetro esofágico, timpânico ou retal).
Recomenda-se a manutenção da hipotermia terapêutica por 12 a 24 horas. O reaquecimento
pode ser passivo (aproximadamente 0,5°C por hora) ou ativo (usando cobertor térmico –
aproximadamente 1°C por hora). 2, 3

Em resumo, os critérios de inclusão utilizados para protocolo de hipotermia terapêutica foram


predominantemente de pacientes com fibrilação ventricular ressuscitados fora do ambiente
hospitalar e que são admitidos no hospital em Glasgow 9 ou abaixo disso. 2, 3

QUANDO PARAR ESFORÇOS DE RESSUSCITAÇÃO?


Um dos maiores dilemas do médico consiste na decisão do momento de parar, ou mesmo não iniciar, a
RCP. Por princípio, se aplica RCP para vítimas de PCR nas quais os procedimentos não são fúteis. Idealmente,
cada caso internado no hospital deveria ser previamente discutido quanto a possível RCP, caso eventualidade
ocorresse e uma recomendação do próprio paciente deveria estar exposta no prontuário.

No entanto, questões éticas e legais em nosso país ainda suscitam discussão sobre esse ato. A decisão de
terminar o suporte avançado de vida é individualizada e muito influenciada pelas condições pré-PCR, pela
qualidade do atendimento da atual PCR e até mesmo por desejos manifestados pelo paciente antes da
perda de consciência.25, 31, 32

CONCLUSÃO
O conhecimento e atualização quanto às recomendações de diretrizes do International Liaison Committee
on Resuscitation (ILCOR) são fundamentais para que se tente otimizar o atendimento às PCRs dos pacientes
críticos. A grande ênfase atual consiste em manter compressões de alta qualidade, praticamente sem
interrupções, uma vez que somente o suporte básico de vida, até o momento, foi capaz de mostrar melhora
de sobrevida hospitalar. 25, 31, 32

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38
16. Complete o quadro com os seguintes aspectos dos seguintes fármacos no seu emprego na
ATENDIMENTO À PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA

RCP, a partir de elementos do texto e de sua prática clínica.

Mecanismo Indicações Efeitos Dose e


de ação adversos administração
Amiodarona
Adrenalina/epinefrina
Atropina
Bicarbonato de sódio
Lidocaína
Sulfato de magnésio
Vassopressina

17. Que procedimentos devem ser observados no monitoramento e tratamento de pacientes


após o recuperação da circulação espontânea?

........................................................................................................................................................
..........................................................................................................................................................
......................................................................................................................................................
............................................................................................................................................................

18. Qual o principal determinante na disfunção miocárdica pós-ressuscitação e quais as


orientações para o tratamento?

..........................................................................................................................................................
.......................................................................................................................................................
......................................................................................................................................................
..........................................................................................................................................................

19. Quais os princípios de escolha do método de resfriamento e manutenção da hipotermia


induzida e para que pacientes ela está indicada?

........................................................................................................................................................
..........................................................................................................................................................
.........................................................................................................................................................
.........................................................................................................................................................

20. Quando se devem cessar os esforços de ressuscitação?

A) Sempre após 20 minutos de atendimento sem sucesso.


B) Sempre após 30 minutos de atendimento sem sucesso.
C) A decisão deve ser sempre individualizada.
D) Apenas após tentativa de resolução dos “6Hs e 5Ts”.

Resposta no final do capítulo

PROURGEN- 11-42.pmd 38 13/8/2008, 11:11


39
RESPOSTAS ÀS ATIVIDADES E COMENTÁRIOS

PROURGEN SEMCAD
Atividade 1
Respostas: A) Visando a um rápido diagnóstico, o reconhecimento da PCR baseia-se na tríade: inconsciência,
assistolia e ausência de pulso central (carotídeo ou femoral). Correção: ausência de respiração. B) A avaliação
do pulso não deve consumir mais do que 5 a 10s. Imediatamente depois de constatada a perda de consciência,
deve-se solicitar fármacos para o tratamento da disfunção miocárdica. Correção: a presença de equipe de
emergência capacitada ao atendimento à PCR. C) Em qualquer uma das modalidades de ventilação de
resgate – tanto a boca-a-boca/boca-máscara, quanto a bolsa-valva-máscara –, o tempo de duração de
cada ventilação é de 1 segundo. Deve-se fazer 4 tentativas de ventilação. Em caso de ineficiência, deve-se
realizar contato com a “equipe azul”. Correção: 2; seguir com a avaliação de pulso e compressões torácicas.

Atividade 2
Resposta: D
Comentário: De acordo com as últimas diretrizes de RCP preconizadas, a necessidade de mínima interrupção
das compressões e a via área pérvia e definitiva definem a não sincronização para CTE.

Atividade 4
Resposta: C
Comentário: A corrente usada na desfibrilação pode do tipo ser bifásica ou monofásica. A quantidade de
joules é de 150 a 200J para ondas bifásicas truncadas exponenciais, 120J para onda bifásica retilínea e
360J para corrente monofásica.

Atividade 5
Grade de respostas: (De cima para baixo) 6; 3; 1; 8; 2; 5; 7; 4.

Atividade 6
Grade de respostas: (De cima para baixo) 5; 1; 4; 3; 2.

Atividade 7
Resposta: C
Comentário: No atendimento da FV, o primeiro antiarrítmico a ser tentado deverá ser a amiodarona . O
próximo antiarrítmico a ser utilizado é a lidocaína, na dose de 1 a 1,5mg/kg, podendo ser repetido a cada 5
a 10 minutos, na dose de 0,5 a 0,75mg/kg, até sua dose máxima de 3mg/kg. Sulfato de magnésio, na dose
de 1 a 2g diluído em 10mL de solução glicosada a 5%, numa velocidade de 5 a 20 minutos, é o antiarrítmico
de escolha apenas nos casos de torsade de pointes e de hipomagnesemia.

Atividade 8
Grade de respostas: (De cima para baixo) 5; 1; 6; 7; 3; 2; 4.

Atividade 11
Resposta: D
Comentário: A acidose responsiva a bicarbonato preexistente, a overdose de antidepressivos tricíclicos e a
alcalinização de urina em overdose de drogas são as indicações de classe IIa para emprego de bicarbonato
de sódio na FV/TV sem pulso. Hipercalemia preexistente conhecida é indicação de classe I; acidose lática
hipóxica é de classe III e paciente intubado com longo período de parada, de classe IIb.

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40
Atividade 12
ATENDIMENTO À PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA

Respostas: A) 6H; proceder reaquecimento. B) 5T; proceder drenagem; C) 6H; ofertar KCl IV; D) 6H; ofertar
SF 0,9% IV.

Atividade 20
Resposta: C
Comentário: A decisão de terminar o suporte avançado de vida é individualizada e muito influenciada pelas
condições pré-PCR, pela qualidade do atendimento da atual PCR e até mesmo por desejos manifestados
pelo paciente antes da perda de consciência.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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Sociedade Brasileira de Clínica Médica

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Professor Titular da Disciplina de Clínica Médica da Universidade Federal
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Presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica. Fellow do American College of Physicians.

Diretores acadêmicos:
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Médico Assistente da Disciplina de Clínica Médica – Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP-EPM).
Coordenador do Núcleo de Estudos em Emergências Clínicas da Disciplina de Clínica Médica – Universidade Federal de
São Paulo (UNIFESP-EPM). Especialista em Clínica Médica com certificação de área de Atuação em Medicina de
Urgência pela Sociedade Brasileira de Clínica Médica (SBCM) e Associação Médica Brasileira (AMB). Especialista em
Terapia Intensiva pela Associação Brasileira de Medicina Intensiva (AMIB) e Associação Médica Brasileira (AMB).
Médico da Divisão de Pesquisa do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia. Coordenador do Centro de Treinamento
em Emergência do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia.

Renato Delascio Lopes


Médico Assistente da Disciplina de Clínica Médica – Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP-EPM). Coordenador
do Núcleo de Estudos em Emergências Clínicas da Disciplina de Clínica Médica – Universidade Federal de São Paulo
(UNIFESP-EPM). Especialista em Clínica Médica com certificação de área de Atuação em Medicina de Urgência pela
Sociedade Brasileira de Clínica Médica (SBCM) e Associação Médica Brasileira (AMB). Doutor em Medicina pela
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P964 Programa de Atualização em Medicina de Urgência (PROURGEN) /


organizado pela Sociedade Brasileira de Clínica Médica;
diretor científico: Antonio Carlos Lopes; diretores acadêmicos:
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ISSN: 1982-047X

1. Medicina de urgência – Educação a Distância. I. Sociedade


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