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CETESB

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SQ PR/LB-126

PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRONIZADO - POP

Assunto

DETERMINAÇÃO DE ESCHERICHIA COLI PELA TÉCNICA DE MEMBRANA FILTRANTE EM ÁGUAS SUPERFICIAIS BRUTAS - SQ PR/LB-126

1 - OBJETIVO

Este Procedimento Operacional visa descrever o método de determinação de Escherichia coli (E. coli) pela técnica de membrana filtrante com aplicação na avaliação da qualidade microbiológica de águas superficiais brutas.

2 - DEFINIÇÕES

E. coli: principal bactéria do subgrupo dos coliformes termotolerantes, sendo de origem exclusivamente

fecal. Dentre os coliformes, E. coli é a única bactéria que possui a enzima β-D glicuronidase, requerida para a hidrólise do 5-bromo-6-cloro-3-indolil-β-D-glicuronídeo.

para

5-bromo-6-cloro-3-indolil-β-D-glicuronídeo:

substrato

utilizado

no

meio

Ágar

mTEC

modificado

diferenciação de E. coli dos outros coliformes termotolerantes.

3 - PROCEDIMENTOS

3.1 - PRINCÍPIO DO MÉTODO

Esta técnica baseia-se na filtração de volumes adequados de água, através de membrana filtrante com porosidade adequada. As bactérias ficarão retidas na superfície da membrana, a qual é então transferida para uma placa de Petri, contendo o meio de cultura seletivo e diferencial (Ágar mTEC modificado), com posterior incubação a 35 ± 0,5°C durante 2 horas, seguida de um período de 22-24 horas a 44,5 ± 0,2ºC. Após esse período, efetua-se a contagem das colônias típicas de E. coli que crescem neste meio com coloração vermelha ou magenta.

3.2 - INTERFERÊNCIAS

3.2.1 - A contaminação microbiológica ou química de frascos de coleta, vidraria, água de diluição, meios de cultura e quaisquer outros materiais utilizados na análise, poderá interferir nos resultados. Para a lavagem, preparo e esterilização dos materiais utilizados devem ser seguidos os procedimentos específicos descritos na Norma CETESB M1.001. Para o preparo e esterilização dos meios de cultura e soluções devem ser observados os procedimentos que constam da SQ IOT/LB 295 e da SQIOT/LB 296. O desempenho operacional correto por parte dos técnicos, durante as várias etapas da análise, deve ser observado para garantir as condições adequadas de assepsia e evitar possíveis problemas de contaminação microbiológica.

3.3 - MATERIAIS

3.3.1 - Aparelhagem

3.3.1.1 - Suporte múltiplo para porta-filtros (Manifold) Millipore (IOT/LB- 040).

3.3.1.2 - Porta-filtro de vidro, plástico autoclavável ou aço inoxidável, para membranas de 47 mm de

diâmetro.

3.3.1.3 - Incubadora microbiológica a 35 ± 0,5°C (SQ IOT/LB- 046 e SQ IOT/LB-231) .

3.3.1.4 – Incubadora jaqueta d' água a 44,5°C ± 0,2°C (SQ IOT/LB-395) ou banho-maria (SQ IOT/LB-

043) a 44,5°C ± 0,2°C.

3.3.1.5 - Microscópio estereoscópico binocular - ampliação de 10-15 diâmetros (SQ IOT/LB- 041 ou

SQ IOT/LB-392).

3.4 - VIDRARIA

3.4.1 - Frascos Kitasatos com capacidade mínima de 4 L.

3.4.2 - Provetas graduadas de 100 mL, verificadas quanto ao erro volumétrico

acordo com a SQ IOT/LB- 065.

através de pesagem de

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3.5

- OUTROS MATERIAIS

 

3.5.1

- Pipetas de poliestireno estéreis descartáveis de 10 mL e 5 mL com graduação de 1/10 mL e de 2mL

e

1 mL com graduação de 1/100 mL, verificadas quanto ao erro volumétrico através de pesagem de

acordo com a IOT/LB-065.

3.5.2

- Membranas filtrantes de acetato de celulose ou mistura de acetato de celulose e nitrato de celulose

com 47 mm de diâmetro e 0,45 µm de porosidade, brancas, quadriculadas e estéreis.

3.5.3 - Pinças de aço inoxidável, com as extremidades arredondadas e lisas.

3.5.4 - Alças de inoculação de fio de níquel-cromo, platina-irídio ou platina ou palitos de madeira (cerca de

25 cm) estéreis descartáveis.

3.5.5 - Bicos de Bunsen ou similar.

3.5.6 - Estantes para tubos de ensaio.

3.5.7 – Garrafão de polipropileno reforçado para vácuo com capacidade de cerca de 10L.

3.6 - MEIOS DE CULTURA E SOLUÇÕES

A preparação dos meios de cultura e soluções descritos a seguir, consta da IOT/LB-295 e da IOT/LB-296.

 

3.6.1

– Ágar mTEC modificado.

3.6.2

– Ágar nutriente.

3.6.3

– Caldo triptona e soja – concentração simples.

3.6.4

– Ágar citrato Simmons .

3.6.5

Caldo triptona 1% .

3.6.6

Caldo EC.

3.6.7.

- Ágar m-Endo LES.

3.6.8

- Água de diluição.

3.6.9

Reativo de oxidase.

3.6.10 Reativo de Kovacs.

3.7

- PROCEDIMENTO

3.7.1 - Identificar a amostra a ser analisada, de acordo com a SQ IOT/LB- 056 (Recebimento, armazenagem

e manuseio de amostras destinadas ao setor de microbiologia e parasitologia) e definir os volumes e

diluições da mesma a serem filtrados, em função de sua procedência, o que pode implicar em um maior ou

menor nível de contaminação.

3.7.2

- Antes de iniciar o exame, desinfetar a bancada de trabalho, usando como desinfetante álcool etílico a

70%.

3.7.3.

- Dispor sobre a mesma o seguinte material:

3.7.3.1 - porta-filtro(s) previamente esterilizado(s), adaptado(s) ao suporte de filtração (Manifold), que

é conectado a um frasco Kitasato, que por sua vez é conectado a um frasco Kitasato de proteção e e este à fonte de vácuo;

NOTA: Como alternativa aos frascos Kitasato, pode-se utilizar um garrafão de polipropileno reforçado para vácuo provido de tampa com sistema de enchimento.

3.7.3.2 - placas de Petri, contendo o meio "ágar mTEC modificado", identificadas com o número da

amostra e o volume a ser filtrado;

3.7.3.3 - pinça com as extremidades mergulhadas em álcool etílico contido em um béquer;

3.7.3.4 - bicos de Bunsen, para manter o ambiente asséptico e efetuar a flambagem das pinças

utilizadas;

3.7.3.5 - provetas graduadas estéreis, com a abertura recoberta com papel alumínio, identificadas

com o número da amostra;

3.7.3.6 - água de diluição contida em balões, erlenmeyers ou frascos de polipropileno de 1000mL e

em frascos para diluição.

3.7.3.7 - membranas filtrantes de éster e nitrato de celulose (ou éster de celulose somente) com 47

mm de diâmetro e 0,45 µm de porosidade, brancas, quadriculadas e estéreis.

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3.8 - PREPARAÇÃO DO PORTA-FILTROS

3.8.1 - retirar a parte superior do porta-filtro e, com as extremidades de uma pinça previamente flambadas e

resfriadas, colocar uma membrana filtrante estéril, sobre a parte inferior do porta-filtro. 3.8.2 - acoplar a parte superior do porta-filtro à parte inferior, tomando cuidado para não danificar a

membrana.

3.9 - CONTROLE DE CONTAMINAÇÃO DOS PORTA-FILTROS

3.9.1 - para o controle de contaminação de cada porta-filtro usado, efetuar a filtração de um volume de 100

mL de água de diluição estéril antes da filtração das amostras e após a filtração de 10 amostras.

3.9.2 - proceder conforme o item 3.11, descrito adiante.

3.9.3 - o registro dos resultados obtidos em relação a presença de crescimento bacteriano (número de

colônias) é efetuado utilizando-se o formulário específico do controle de contaminação de porta-filtros.

3.10 - PREPARAÇÃO DA AMOSTRA PARA FILTRAÇÃO:

3.10.1

-

Para volumes iguais ou superiores a 10 mL:

3.10.1.1

- homogeneizar a amostra por agitação manual, inclinando o frasco (formando um ângulo de

aproximadamente 45º entre o braço e antebraço) agitando vigorosamente; repetir a operação no

mínimo 25 vezes; e

3.10.1.2

- distribuir os volumes requeridos da amostra em provetas graduadas estéreis, previamente

identificadas e proceder à filtração conforme descrito no item 3.11.

3.10.2

-

Para volumes inferiores a 10 mL:

3.10.2.1

- homogeneizar a amostra conforme já descrito e, com o auxílio de uma pipeta estéril, retirar

o

volume desejado e adicionar a um frasco contendo 90 mL de água de diluição (este volume servirá

apenas

de suporte para que as possíveis bactérias existentes na amostra se distribuam

uniformemente na superfície da membrana ao ser efetuada a filtração).

3.10.2.2

- homogeneizar e proceder à filtração conforme descrito no item 3.11.

3.10.3

- Para volumes (diluições) decimais:

3.10.3.1 - Preparação das diluições da amostra:

3.10.3.1.1 - identificar cada frasco de água de diluição estéril com o número da amostra e a

diluição que deverá conter;

3.10.3.1.2 - homogeneizar a amostra conforme já descrito, e com o auxílio de uma pipeta

estéril de 10 mL, retirar o volume de 10 mL e adicionar a um frasco contendo 90 mL de água de diluição e homogeneizar. Esta será a primeira diluição (10 -1 ), sendo que 1 mL da mesma corresponde ao volume de 0,1 mL da amostra;

3.10.3.1.3 - preparar a diluição 10 -2 , repetindo o procedimento do item anterior, com a transferência de um volume de 10 mL da diluição 10 -1 para um frasco contendo 90 mL de água de diluição com posterior homogeneização, sendo que 1 mL dessa diluição corresponde ao volume de 0,01 mL da amostra;

3.10.3.1.4 - preparar as diluições seguintes da mesma forma, até a maior diluição definida

em função do nível de contaminação da amostra.

3.10.3.2 - Preparação dos volumes das diluições para filtração

3.10.3.2.1 - Com o auxílio de uma pipeta estéril, retirar o volume de 1 mL de cada diluição e

adicionar a um frasco contendo 90 mL de água de diluição (este volume servirá apenas de suporte para que as possíveis bactérias existentes na amostra se distribuam uniformemente

na superfície da membrana ao ser efetuada a filtração);

3.10.3.2.2 - homogeneizar e proceder à filtração conforme descrito no item 3.11.

3.11 - FILTRAÇÃO DA AMOSTRA

3.11.1 - verter cuidadosamente o volume da amostra a ser examinado no porta-filtro, evitando que a água

respingue sobre as bordas superiores do mesmo.

3.11.2

- ligar o sistema ou bomba de vácuo e proceder à filtração.

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3.11.3 - após a filtração, enxaguar o porta-filtro duas vezes, com porções de 20-30 mL de água de diluição,

para evitar a retenção de alguma bactéria nas paredes internas do mesmo.

3.11.4 - desligar a válvula de controle de vácuo do porta-filtro, ao finalizar a operação. Evitar a secagem

excessiva da membrana filtrante, desligando o vácuo imediatamente após o término do processo de filtração.

3.11.5 - separar a parte superior do porta-filtro e, com uma pinça, cujas extremidades foram flambadas e

resfriadas, retirar com cuidado a membrana. Acoplar novamente a parte superior do porta-filtro à inferior.

3.11.6 - obedecendo aos cuidados de assepsia, colocar cuidadosamente a membrana, com a superfície

quadriculada voltada para cima, na superfície do meio de cultura contido na placa de Petri, devidamente identificada com o número da amostra e o volume filtrado.

NOTA: Ao transferir a membrana para a superfície do meio de cultura, observar que toda a área da membrana deve ficar completamente aderida ao meio. Para isso, segurando a membrana pelas bordas (fora da área de filtração) com as extremidades da pinça previamente flambadas e resfriadas, colocá-la sobre o meio de cultura e efetuar um movimento giratório da mesma, para permitir uma boa adesão. Se ocorrer a formação de bolhas entre a membrana e meio de cultura, sempre com a extremidade da pinça flambada e resfriada, levantar a borda da membrana mais próxima à bolha para eliminá-la, pois as bolhas impedem o contato das bactérias com o meio de cultura, dificultando, ou mesmo impedindo seu crescimento (Figura 1).

dificultando, ou mesmo impedindo seu crescimento (Figura 1). Figura 1 - Colocação da membrana filtrante na

Figura 1 - Colocação da membrana filtrante na superfície do meio de cultura

3.11.7 - tampar a placa de Petri.

3.11.8 - lavar novamente o porta-filtro com água de diluição como já descrito e proceder a filtração do

próximo volume da amostra ou da próxima amostra .1 .

3.11.9 - após as filtrações, incubar as placas de Petri contendo as membranas, em posição invertida a 35 ±

0,5 o C durante 2 horas, e em seguida a 44,5 ± 0,2ºC em banho-maria na incubadora jaqueta d'água durante 22 a 24 horas. Se for utilizado o banho-maria, acondicionar as placas de Petri em sacos plásticos bem fechados. 3.11.10 - após o período de incubação e com auxílio de um microscópio estereoscópico (com iluminação fluorescente, colocada em direção a mais próxima possível da perpendicular em relação ao plano da

1 Os porta-filtros devem estar estéreis no início de cada série de filtrações e, se houver um intervalo de 30 minutos entre uma filtração e outra, os mesmos devem ser esterilizados novamente, ou substituídos por outros estéreis, para evitar uma contaminação acidental.

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membrana), efetuar a contagem das colônias típicas de E.coli que apresentam coloração vermelha ou magenta (rosa escuro).

3.12 - LEITURA

3.12.1 - os limites ideais para a contagem de colônias típicas de E.coli em Ágar mTEC modificado situam-

se entre 20 a 80, sendo que a contagem total (colônias típicas e atípicas) deve ser inferior a 200. Para essa

contagem, observar a Figura 2.

ser inferior a 200. Para essa contagem, observar a Figura 2. Figura 2 - Modelo para

Figura 2 - Modelo para contagem das colônias: o círculo interior indica a área de filtração e as linhas pontilhadas indicam a seqüência a ser seguida na contagem

3.12.2 - selecionar para leitura apenas aquele(s) volumes que tiver(em) fornecido contagem de colônias

típicas dentro dos limites de 20 a 80.

3.12.3 - se a contagem em todos os volumes filtrados for inferior a 20 colônias típicas, não considerar o

limite mínimo e efetuar a leitura em todas as placas correspondentes aos volumes filtrados da amostra.

3.12.4 - quando todos os volumes filtrados (soma dos volumes maior ou igual a 100 mL) não apresentarem

crescimento bacteriano, isto é, contagens iguais a zero, expressar o resultado segundo o item 3.13.4 .

3.12.5 - quando a estimativa visual do total de colônias típicas no menor volume filtrado for superior a 200,

ou quando houver crescimento em toda a área de filtração da membrana, sem colônias bem definidas (crescimento confluente), a contagem não é efetuada (ver item 3.13.5 para expressão dos resultados).

NOTA: Nesses casos será avaliada a possibilidade de recoleta da amostra e seleção de volumes mais adequados para filtração.

3.13 - CÁLCULO E EXPRESSÃO DOS RESULTADOS

3.13.1 - A densidade de E. coli determinada através da técnica de membrana filtrante é expressa como:

Unidades formadoras de colônias de E. coli por 100 mL ou UFC de E. coli/100 mL

3.13.2 - A partir da contagem das colônias típicas vermelhas ou magentas, selecionar a placa que apresentar contagens dentro da faixa ideal (20 - 80) e calcular a densidade de E. coli através da aplicação da seguinte fórmula:

E. coli /100 mL

=

N° de colônias típicas

x 100

Volume filtrado da amostra (mL)

NOTAS:

a) Quando mais de uma placa apresentar contagem dentro da faixa ideal (20 - 80), será selecionada a placa referente ao maior volume filtrado ou a placa que apresentar melhor distribuição de colônias com características típicas.

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b) Quando nenhuma placa referente aos volumes filtrados apresentar contagem dentro da faixa ideal (20 - 80), será

selecionada a placa com contagem mais próxima desses limites ou a placa que apresentar melhor distribuição de colônias com características típicas.

c) Amostras com maior nível de turbidez podem apresentar interferências ou inibição de crescimento no(s) maior(es)

volume(s) filtrado(s). Nesses casos, serão consideradas as placas referentes aos menores volumes que não apresentarem esse problema.

3.13.3 - Quando as contagens forem inferiores a 20 colônias típicas em todos os volumes filtrados, efetuar

a contagem nas placas correspondentes aos volumes filtrados (total de 100 mL) e calcular a densidade em 100 mL através da seguinte fórmula:

E. coli/100 mL

=

soma dos totais de colônias típicas

x 100

soma dos volumes correspondentes às contagens (mL)

3.13.4 - Quando os volumes filtrados fornecerem contagens iguais a zero, expressar o resultado como:

Unidades formadoras de colônias de E. coli/100 mL: < 1.

3.13.5 - Quando a contagem não for efetuada devido ao grande número de colônias (> 200) ou a crescimento confluente no menor volume filtrado, estimar a densidade em 100 mL através da seguinte fórmula:

E. coli/100 mL

=

> 200

menor volume filtrado (mL)

Expressar o resultado como:

Unidades formadoras de colônias de E. coli/100 mL: > valor obtido.

x 100

NOTA: Esse resultado somente será relatado quando não for possível a recoleta da amostra para filtração de volumes menores.

3.14 - REGISTRO DOS RESULTADOS

3.14.1 - O registro dos resultados é efetuado no caderno de “Registro de Resultados Analíticos – Água

Bruta / Técnica de Membrana Filtrante”.

3.14.2 - Os resultados das leituras são registrados na coluna “N° de colônias / volume filtrado”.

3.14.3 - O resultado de nº de colônias por volume selecionado é inserido no sistema Winlims, de acordo

com o procedimento SQ PR/LB-119, obtendo-se o resultado final por 100 mL de amostra.

3.14.4 - Os resultados finais são registrados na coluna “UFC (Unidade formadora de colônia) /100mL”

3.14.5 - Os resultados são validados no sistema Winlims, de acordo com o procedimento SQ PR/LB-119,

sendo que o técnico responsável por essa ação deverá registrá-la no campo “Observações” do caderno de registro de resultados, colocando a sua rubrica e a data.

3.14.6 - Com a finalidade de verificar a correção dos cálculos efetuados pelo sistema Winlims, uma amostra

será anualmente verificada através de cálculo manual.

3.15 - PROCEDIMENTO DE VERIFICAÇÃO PARA CONTROLE DE QUALIDADE

A verificação para E. coli das colônias de coloração vermelha ou magenta é recomendada como controle de qualidade e fornecimento de dados para uma avaliação do desempenho do método em relação às amostras ambientais analisadas.

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Esta verificação deve ser realizada em amostras positivas a cada dois meses.

3.15.1 - Selecionar um número mínimo de 20 colônias típicas (10 colônias de duas amostras diferentes)

bem isoladas no ágar mTEC modificado, para serem submetidas ao procedimento de verificação.

3.15.2

- Reisolar cada colônia selecionada em placa de ágar m-Endo LES através de espalhamento em

estrias.

3.15.3

- Identificar tubos de ágar nutriente e caldo triptona e soja (TSB) de tal modo que cada colônia

reisolada corresponda a um tubo de cada meio.

3.15.4 - Com auxílio de uma agulha de inoculação, devidamente flambada e resfriada, transferir um inóculo

de cada colônia típica para um tubo de ágar nutriente e para um tubo de caldo triptona e soja simples (TSB)

e incubá-los a 35 ± 0,5ºC por 24 h.

3.15.5 - Após incubação, transferir um inóculo do crescimento de cada tubo de ágar nutriente com uma

agulha de inoculação de platina e depositar na superfície de um pedaço de papel de filtro, previamente colocado no fundo de uma placa de Petri e umedecido com uma solução recém preparada do reativo de oxidase. Se ocorrer uma reação, que é evidenciada pelo desenvolvimento de coloração azul intensa no local onde foi depositada a cultura em aproximadamente 15 segundos, o teste é positivo e se nenhuma ou discreta reação se desenvolver, o teste é negativo.

NOTA: Controle positivo com cultura de Pseudomonas aeruginosa e controle negativo com cultura de E. coli são previamente testados para avaliação do reativo de oxidase.

3.15.6 - Transferir um inóculo do crescimento de cada tubo de caldo de soja e triptona simples (TSB) para

tubos de Ágar citrato Simmons, caldo triptona 1% e caldo EC. 3.15.6.1- Incubar o ágar citrato Simmons e o caldo triptona 1% a 35 ± 0,5ºC por 48 h. 3.15.6.2 - Incubar o caldo EC a 44,5 ± 0,2ºC em banho-maria ou incubadora jaqueta de água por

24h.

NOTA: O nível da água do banho-maria deve estar acima do nível superior do meio EC no tubo.

3.15.6.3. Adicionar 1 a 2 gotas do reativo de Kovacs na cultura de 48 h do caldo triptona 1% e agitá-lo suavemente. O teste de indol é considerado positivo se houver o desenvolvimento de uma coloração vermelha intensa na camada alcoólica na superfície do caldo.

3.15.6.4. As colônias que produzirem gás no meio EC, forem indol positivas, oxidase negativas e não utilizarem o citrato (isto é, o meio continua com a coloração verde) são confirmadas como E. coli.

3.15.7 - De forma alternativa ou como complementação da verificação, pode-se utilizar sistemas de

identificação para Enterobacteriaceae (ex: API20E).

3.15.8 - O registro dos resultados obtidos, referentes à verificação das colônias é efetuado utilizando-se o

formulário específico (E. coli - verificação de colônias - Ágar mTEC modificado).

3.16 - GARANTIA DA QUALIDADE

3.16.1 - Os meios de cultura utilizados são submetidos a testes de controle de qualidade para avaliação de esterilidade e especificidade. Esses procedimentos estão descritos na IOT/LB- 052 e no PR/LB-017, respectivamente.

NOTA 1: Os números de lotes são registrados juntamente com os resultados analíticos para permitir o rastreamento de qualquer possível problema. NOTA 2: Quando mais de um lote de meio de cultura for utilizado em uma sequência de amostras registradas na mesma folha do caderno de resultados, é necessário que seja registrado em quais amostras foram utilizados os respectivos lotes.

3.16.2 - O procedimento de verificação de colônias típicas (item 3.15) é realizado como controle de

qualidade do método e seus resultados devem ser avaliados sistematicamente .

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3.16.3 - Os técnicos que executam a análise são submetidos a testes de avaliação de contagem de colônias

típicas. Uma mesma placa é contada por vários técnicos, sendo que a diferença entre as contagens deve

estar dentro do limite de 10%. Este teste deve ser realizado com uma frequência mínima mensal.

3.16.4 - Caso os resultados dos testes de controle de contaminação dos porta filtros (item 3.9), revelarem a

presença de crescimento bacteriano, será feita uma avaliação quanto à possibilidade de cancelamento da

série de filtrações realizadas com esses porta-filtros e da recoleta dessas amostras para novas análises.

3.16.5 - Controle de precisão do método:

3.16.5.1 - Quinze amostras são analisadas em duplicata, em dias diferentes.

NOTA: A avaliação da precisão será feita a partir das duplicatas que apresentarem contagens dentro da faixa de 20 a 80 colônias por placa.

3.16.5.2 - Calcular as diferenças em logaritmo base 10 de cada duplicata de resultado (R).

3.16.5.3 - Calcular a média desses valores (R médio ) e o critério de precisão (3,27. R médio ).

3.16.5.4 - Construir uma carta controle com os valores de R obtidos e indicar o critério de precisão

3,27.R médio como valor limite.

3.16.5.5 - Mensalmente, no mínimo, analisar uma amostra em duplicata e se forem obtidas contagens dentro da faixa de 20 a 80 colônias, calcular o R e indicar o resultado na carta controle construída.

3.16.5.6 - Se o resultado obtido estiver acima do limite (3,27.R médio ), a variabilidade é considerada

excessiva (resultado insatisfatório). Nesse caso, a causa deve ser identificada e tomada a devida

ação corretiva.

3.16.5.7 - A cada nova série de 15 amostras analisadas em duplicata com resultados satisfatórios,

recalcular o critério de precisão e construir uma nova carta controle.

3.16.6 – A estimativa de incerteza é realizada de acordo com o procedimento SQ PR/LB-117.

3.16.7 – Ensaios de proficiência por comparação interlaboratorial são realizados de acordo com o planejamento anual estabelecido pela gerência do laboratório e registrado no formulário “Plano anual de participação em ensaios de proficiência” e os resultados são submetidos a uma análise crítica de acordo com procedimento SQ PR/LB-142.

4 - REGISTROS

Controle de contaminação de porta-filtros (A4-00449). Resultados analíticos – água bruta/técnica de membrana filtrante.(A4-00462) Avaliação de contagem de colônias.(S712) E. coli - verificação de colônias - Ágar mTEC modificado.(S755) Plano anual de participação em ensaios de proficiência (S1167)

5 - HISTÓRICO DE REVISÃO

É constituído pelo conjunto das alterações processadas sobre o documento normativo de referência. Essas alterações serão identificadas por um traço vertical na margem esquerda do documento, ao lado do item alterado. As versões conterão apenas as alterações correspondentes.

6 - ANEXOS

Não aplicável

7 - REFERÊNCIAS

American Public Health Association. Standard Methods for the Examination of Water and Wastewater. Standard Methods on line (acessado em outubro de 2014). Section 9213.3b, 2007. Washington. APHA, AWWA, WEF.

8 - DOCUMENTOS COMPLEMENTARES

Elaborado por

Aprovado por:

Versão

Vigência

 

Folha

 

ELP

EL/PDPQ

8

18/11/2014

Cópia Impressa não controlada

8/9

Cod.: SO023V09

30/01/2009

S

CETESB

Código

SQ PR/LB-126

PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRONIZADO - POP

Assunto

DETERMINAÇÃO DE ESCHERICHIA COLI PELA TÉCNICA DE MEMBRANA FILTRANTE EM ÁGUAS SUPERFICIAIS BRUTAS - SQ PR/LB-126

UNITED STATES ENVIRONMENTAL PROTECTION AGENCY. Method 1603: Escherichia coli (E. coli) in water by membrane filtration using modified membrane-thermotolerant Escherichia coli Agar (Modified m-TEC), EPA 821-R-02-023, setembro 2002. Bordner R., J. A. Winter, P. V. Scarpino (eds.). 1978. Microbiological Methods for Monitoring the Envrionment:

Water and Wastes, EPA-600/8-78-017. Office of Research and Development, USEPA. CETESB. Lavagem, preparo e esterilização de materiais em Laboratório de Microbiologia. São Paulo, Norma Técnica M1.001, 1986. 23p.13.3. Incubadora microbiológica Heraeus SQ IOT/LB-046. Incubadora microbiológica Revco BOD 50a 14 SQ IOT/LB-231. Suporte múltiplo (Manifold) para porta-filtros SQ IOT/LB-040. Banho maria Precision Scientific SQ IOT/LB-043. Incubadora jaqueta d' água SQ IOT/LB-395. Microscópio estereoscópico binocular SQ IOT/LB-041. Microscópio estereoscópico Marte SQ IOT/LB-392 Recebimento, armazenamento e manuseio de amostras destinadas ao Setor de Microbiologia e Parasitologia SQ IOT/LB-056. Teste de esterilidade para materiais e meios de cultura SQ IOT/LB-052. Verificação do erro volumétrico de provetas e pipetas graduadas Mohr para utilização em análises microbiológicas SQ IOT/LB-065. Estimativa de incerteza em análises microbiológicas SQ PR/LB-117 Teste de especificidade dos meios de cultura para as análises de indicadores microbiológicos SQ PR/LB-017. Meios de cultura e soluções – uso geral nos laboratórios de Microbiologia e Parasitologia SQ IOT/LB 295. Meios de cultura e soluções – uso no laboratório de indicadores microbiológicos SQ IOT/LB-296 Análise crítica de certificados e relatórios do Setor de Microbiologia e Parasitologia SQ PR/LB-142

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Aprovado por:

Versão

Vigência

 

Folha

 

ELP

EL/PDPQ

8

18/11/2014

Cópia Impressa não controlada

9/9

Cod.: SO023V09

30/01/2009