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Relatório de Estágio
Revisão e Organização do Inventário de Design de Produto e Design Gráfico do MUDE
Maria Madalena Dornellas Galvão, nº48366
História da Arte Técnicas de Inventário do Património Artístico Professora Clara Moura Soares 2014/2015, 2º semestre
Lisboa, Junho de 2015
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Índice
1. Introdução ------------------------------------------------------------------------------------------ P.3
2. MUDE – A Apresentação da Entidade Acolhedora ----------------------------------------- P.4
2.1. A História do Edifício ----------------------------------------------------------------- P.4
2.2. A Construção do Museu – Plano de Acção, Espaço e Objectivos ------------ P.5
2.3. A Colecção--------------------------------------------------------------------------------P.6
3. O Estágio -------------------------------------------------------------------------------------------- P.9
3.1. Problemática ---------------------------------------------------------------------------- P.9
3.2. Actividades Desenvolvidas ---------------------------------------------------------- P.11
4. Considerações Finais ----------------------------------------------------------------------------- P.15
Bibliografia ------------------------------------------------------------------------------------------- P.16
Anexos ------------------------------------------------------------------------------------------------ P.16
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1. Introdução
No âmbito da Licenciatura de História da Arte na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, existe a possibilidade do aluno que frequenta o 3ºano ser avaliado numa das duas seguintes cadeiras, Técnicas de Inventário do Património Artístico ou Gestão Integrada do Património Artístico, por meio de um estágio numa instituição ou entidade que exerça actividade de algum modo relacionada com a disciplina de História da Arte.
A minha escolha recaiu sob a cadeira de Técnicas de Inventário do Património
Artístico, leccionada pela professora Clara Moura Soares durante o 2º semestre do ano lectivo 2014/2015, e decorreu de um desejo de explorar a dimensão prática que não deve ser descurada em
qualquer curso.
Assim, o presente relatório destina-se a apresentar o trabalho efectuado em regime de estágio no MUDE – Museu do Design e da Moda Colecção Francisco Capelo, entre o dia 18 de Março e o dia 5 de Junho de 2015, num total de 120 horas.
A procura de uma instituição que se disponibilizasse a receber-me nestes termos como
estagiária revelou-se mais difícil do que inicialmente aparentava ser. Se a maioria das entidades nem acusou a minha comunicação, todas as outras se mostraram recorrentemente reticentes perante a proposta. A excepção reside, claro, no MUDE. A possibilidade de estagiar nesse museu acabou por surgir e eu tive a feliz oportunidade de experimentar, em pessoa, a realidade que se vive nos bastidores de uma instituição museológica.
A minha experiência não só permitiu a concretização do ponto anterior, como, sobretudo na participação da tarefa de inventário, me levou a desenvolver uma maior aproximação e gosto pelo design.
Por ter podido simultaneamente testemunhar e ser parte da actividade incessante que ocorre neste museu de forte carácter, não posso senão agradecer a hospitalidade, atenção e cuidado prestados por toda a equipa e staff que trabalha no MUDE, e em especial, pelo Dr. Carlos Moreira pela Dra. Bárbara Coutinho.
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2. MUDE – A Apresentação da Entidade Acolhedora
2.1. A História do Edifício
Espaço em crescente mutação desde que em 1866 o Banco Nacional Ultramarino passa a
residir naquela secção da Baixa Pombalina, o edifício que hoje ocupa todo o quarteirão
pela Rua Augusta, Rua da Prata, Rua de S. Julião e Rua do Comércio,
é a casa do MUDE e conta a
história do Património vivo.
Com tendências expansionistas desde a origem, é a partir de 1920 que a sede do BNU, então ainda prédio de esquina, é alvo de ampliações que se traduzem numa renovada estrutura. O projecto do arquitecto Tertuliano Marques (1883-1942) esquece a construção Pombalina, estendendo o edifício por cinco pisos (sendo um deles subterrâneo) sob um sistema de viga e lage que propicia uma nova ambiência espacial – banhado pela iluminação zenital oferecida pela clarabóia, o átrio central de forma octogonal, rodeia-se dos vários serviços e dependências bancárias.
Rapidamente, no entanto, entre 1951 e 1972, a propósito das comemorações do centenário do banco, e na fileira dos projectos de remodelação espraiados ao continente e às colónias, uma segunda grande intervenção pensada por Cristino da Silva (1896-1976) tem lugar. Se até então o edifício ocupava apenas dois terços da área do quarteirão, alastra-se agora à área total: embora a estrutura e a métrica adoptadas por Tertuliano Marques se vejam respeitadas, o edifício cresce para atingir a altura de oito pisos e adopta a modernidade em vigor, dada pela amplitude do espaço, pelo ritmo, movimento e fluidez dos interiores, pelo cromatismo dos revestimentos, pela cuidada atenção ao valor plástico das artes decorativas e pela integração de obras de arte na sua linguagem arquitectónica.
A terceira grande remodelação é movida por um desejo de modernização num projecto de Dante e Conceição Macedo (2001). Por essa altura já o BNU se havia fundido com a Caixa Geral de Depósitos, que recebe a totalidade do seu património material. As obras avançam até 2004 com
forte destruição dos interiores do edifício, quando um parecer do Instituto Português do Património Arquitectónico impede a sua continuação, ao considerar o importante valor patrimonial dos poucos elementos ainda não demolidos, entre os quais o balcão do piso térreo. Assim, é só em
2006 que, após mudanças ditadas pela Câmara Municipal, os projectos são aprovados e a Caixa
Geral de Depósitos pondera finalmente a venda do imóvel. Este, até 2009 permanecerá ermo, embora os cofres se mantenham activos e em funcionamento até final de 2010. Só em Setembro de
2008 surgem as raízes que anunciam o projecto do MUDE. 1
1 Todos os parágrafos se baseiam na informação proveniente de Cf. http://www.mude.pt/mude/historia_1 (Visitado dia 08.06.2015). Ver – Anexos Imagens – Figuras 1-9.
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2.2. A Construção do Museu – Plano de Acção, Espaço e Objectivos
O projecto do MUDE – Museu do Design e da Moda, Colecção Francisco Capelo –
inaugura a 21 de Maio de 2009 e tem origem naquele que é o fundo mais significativo da sua
colecção, o mesmo que dá o nome ao museu.
A colecção iniciada na década de 1990 é alvo de destaque tanto no panorama português
quanto no panorama internacional. No entanto, por desejo do coleccionador, é mantida em Lisboa
e adquirida pela CML em 2002, que a passa a expor de modo público no MUDE, entidade criada
para a sua salvaguarda, “conservação, investigação, apresentação, divulgação e internacionalização” 2 .
A colecção reúne um rico e coerente património de design de produto e design de moda
em peças de autoria, qualidade, e importância distinta. Foi pensada com lógica e harmonia, e por isso resulta num espólio que beneficia de unicidade porque alia o “mobiliário e pequenos objectos [que] reflectem os principais designers e movimentos desde 1937 até ao final do século XX [com o] vestuário, calçado e acessórios [que] tecem a história da moda durante o mesmo período, dando a conhecer os principais autores e alterações da silhueta” 3 .
O MUDE, no entanto, não se dedica exclusivamente à colecção Francisco Capelo mas
antes abrange e intende “todas as expressões do design” actuando sobre uma base de diálogo “multigeracional e transversal” a outras entidades e instituições académicas, culturais e criativas, a partir do qual nasce “o debate sobre a criação experimental e a produção industrial, a relação design/arte/artesanato [e o papel dos] desafios urbanos, socioeconómicos, ambientais e tecnológicos [na] actualidade”.
Assim, o museu pretende ser um espaço em aberto, um lugar que explora o conhecimento,
o pensamento, a investigação e o esclarecimento, e que insiste na procura, na partilha, e no contacto entre as diferentes artes e áreas do saber, incentivando o acto criador e a experiência em redor do conceito de design. Todo o trabalho de pesquisa e de extensão a outras entidades propícia, naturalmente, o reforço e ampliação do acervo e dos seus mais importantes núcleos, por meio de um olhar mais atento e receptivo às “propostas contemporâneas [e ao] design português”. 4
O acrónimo que o museu recebeu – MUDE – não é, por isso, resultado do acaso, uma vez
que “traduz ao carácter transformador do design” 5 . Decorre do modo imperativo do verbo mudar, e espelha uma das missões que o museu, enquanto centro cultural instalado no coração da cidade, se propõe a concretizar – “contribuir para a formação de utilizadores mais informados, conscientes, críticos e criativos de modo a provocar a mudança de atitude perante a cultura material e a própria vida”.
2 Retirado directamente in http://www.mude.pt/mude/missao-estregia_5. (Visitado dia 08.06.2015)
3 Retirado directamente in http://www.mude.pt/colecoes/colecao-francisco-capelo_1.html. (Visitado dia 08.06.2015)
4 Esta e as citações anteriores são directamente retiradas in http://www.mude.pt/mude/missao-estregia_5.
5 AAVV, MUDE – Museu do Design e da Moda. Colecção Francisco Capelo, Cofina Media, Lisboa, 2009, p.13.
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A mudança espelha-se ainda no desejo de inovar a maneira como se comunica com o
público, e na procura de novas linguagens e configurações a dar à colecção na sua exibição.
A aparência actual do MUDE foi projectada pelos arquitectos Ricardo Carvalho e Joana
Vilhena. Em 2008, quando a antiga sede do BNU é comprada pela CML, a dupla avançou com a “instalação inicial e temporária no piso térreo e primeiro piso, de modo a apresentar uma exposição permanente da Colecção Francisco Capelo e ter uma área para exposições temporárias” 6 . Daí resultou a construção de um espaço museográfico de grande expressão onde a informalidade do ambiente e o modo com as peças se dispõem, perante um espírito do efémero e da transitoriedade, convidam o observador à proximidade. 7
Assim, num edifício de tão declarado ecletismo, “o objectivo tem sido procurar renovadas geometrias, modelações e temperaturas do espaço expositivo, fazendo do próprio edifício um corpo de experimentação e pesquisa onde se testam distintas estratégias de apresentação, recepção e percepção do design, respeitando a identidade do lugar” 8 .
Hoje já o segundo e terceiro piso estão abertos ao público, com exposições temporárias em espaços polivalentes, profundamente flexíveis e multifuncionais. No entanto, um novo projecto estabelecido por Bárbara Coutinho e Luís Miguel Saraiva foi anunciado. A promessa é de manter o estado ‘em bruto’ que se tornou já parte do edifício, bem como o essencial das linguagens emprestadas pelos projectos de Tertuliano Marques e Cristino da Silva. A acção irá ter sobretudo lugar nos planos de circulação e de acesso, que se querem mais fáceis, derrubando as barreiras existentes aos portadores de deficiências físicas.
Com isto, a organização do museu irá, naturalmente, sofrer alterações, não só a nível da troca de funções de alguns espaços, mas também na integração de novos como uma loja consagrada ao design, um centro de documentação, uma cafetaria aberta ao público, mais salas de eventos, reservas parcialmente visitáveis, e mesmo um restaurante/esplanada. 9
2.3. A Colecção
Porque o MUDE é primordialmente um museu dedicado ao design, atente-se ao seguinte
excerto:
“O design, (…) factor estratégico cada vez mais importante para a cultura e a economia, (…) [afirma-se] como a disciplina do século XXI. (…) [Ele é] uma realidade inserida no seu contexto histórico, em relação com o desenvolvimento tecnológico, a evolução política, o progresso económico e a realidade socicultural.” 10
6 Esta e as citações anteriores são directamente retiradas in http://www.mude.pt/mude/missao-estregia_5.
(Visitado dia 10.06.2015)
8 Retirado directamente in http://www.mude.pt/mude/missao-estregia_5.
9 Cf in http://www.mude.pt/mude/in-progress_2 (Visitado dia 10.06.2015). 10 AAVV, op.cit., p.13.
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Partindo desta ideia, e tendo em conta que a Colecção Francisco Capelo não é o todo, mas sim uma grande e importante parte do acervo do MUDE 11 , como aqui já foi referido, deve entender-se que outras doações e aquisições vieram enriquecer o museu, ajudando a completar o espólio na representação do design relativo aos séculos XX e XXI.
Entre as manifestações de design gráfico, urbano, de moda, e de produto, exemplares de produções em série ou peças únicas, de autor, surgem alguns dos “objectos mais marcantes da história do design, [verdadeiros] ícones do seu tempo” 12 . O MUDE prima sobretudo pela diversidade, relegando para um segundo plano a rigidez das categorias formatadas dentro do conceito de design, e tentando então construir o mais fielmente possível a história dessa tão moderna disciplina.
Assim, consciente de não saber nomear a proveniência de cada peça que existe no museu, importa distinguir os grandes grupos que constituem o rico acervo do MUDE. São eles: a Colecção Francisco Capelo, a Colecção Eduardo Afonso Dias, a Colecção Daciano da Costa, a Colecção António Garcia, e as doações e aquisições do Núcleo Alves & Gonçalves, do Núcleo José António Tenente, do Conjunto Pedro Silva Dias, da Colecção Lisboa - Tema Home, do Núcleo Fábrica Gaivota e do Núcleo de Banda Desenhada em Portugal. 13
É a totalidade deste conjunto que compõe o espólio do MUDE. Este mostra-se sempre receptivo “[à] política de incorporações (…) [que] procura constituir um núcleo significativo do design em Portugal, ampliar o núcleo representativo de design industrial e actualizar o acervo, tentando recuar temporalmente, reforçando núcleos já existentes e apostando nas propostas contemporâneas”. 14
Enfim, relativamente à Colecção Francisco Capelo, é de notar que tanto o fundo de design de produto – representado por “mobiliário e pequenos objetos [que] reflectem os principais designers e movimentos” – como o de moda – constituído por “vestuário, calçado e acessórios [que] tecem a história da moda (…) dando a conhecer os principais autores e alterações da silhueta” 15 –, compõem o período que vai de 1937 até ao final do século XX.
Esta colecção apresenta 672 peças de design de produto e 690 de moda, e assinala marcadamente cada uma das épocas existentes entre a decoração luxuosa e a haute couture dos anos 30 e 40, e as reverentes propostas do nosso século, conciliadoras de tradições fronteiriças e patentes em ambos os campos.
Entre 1999 e 2006, esta colecção teve o seu núcleo de design de produto em exposição no Museu do Design que funcionava no Centro
Cultural de Belém. Em 2002, apesar de ter sido adquirida pela CML ali permaneceu até Agosto de 2006. Em 2009, porém, ambos os fundos da colecção – moda e produto – se mudaram para as reservas da CML, e só voltaram a ser vistas meses mais tarde aquando da abertura do MUDE. Cf in http://www.mude.pt/colecoes/colecao-francisco-capelo_1.html. (Visitado dia 11.06.2015).
12 AAVV, op.cit., p.13. 13 Cf. In http://www.mude.pt/mude/missao-estregia_5 + http://www.mude.pt/colecoes + http://www.mude.pt/pages/espolio_1.
14 In http://www.mude.pt/pages/espolio_1. (Visitado dia 11.06.2015).
15 Esta e a citação anterior provém directamente de http://www.mude.pt/colecoes/colecao-francisco-capelo_1.html.
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Na colecção de Eduardo Afonso Dias 16 , “autor de uma vasta e diversificada obra” 17 , é sobretudo o design de produto relativo a utilidades e equipamento de casa aquele que tem maior peso. Só neste campo apresenta mais de 50 colecções e cerca de 400 peças perfeitamente icónicas que se distribuem pelas categorias de cutelaria, recipientes, faianças e outros utensílios. Estes objectos de produção em série forjaram mentalidades e tiveram repercussão no mercado português e internacional.
Embora façam parte desta precisa colecção cinco peças de mobiliário concebidas para o aparthotel de Tróia, não são uma doação do designer em questão. Quatro delas foram doadas pela Ikea Portugal e a última pela Galeria Bessa Pereira.
A doação de Eduardo Afonso Dias ao MUDE completa e recheia a colecção com o seu nome, e reporta-se exactamente ao conjunto mais significativo relatado no parágrafo anterior, reunindo um acervo de 353 grupos de peças. Esta doação deu-se no primeiro dia da exposição Eduardo Afonso Dias, 50 anos de profissão – O design Possível que esteve patente no MUDE entre 17 de Abril e 6 de Julho de 2014. 18
A Colecção Daciano da Costa 19 celebra o personagem que militou pela defesa e consolidação do design. Exemplarmente aliada à indústria, e acompanhando a cultura do seu tempo, a obra de Daciano da Costa nesta colecção totaliza 38 conjuntos de peças, incluindo modelos, protótipos e maquetas, entregues enquanto depósitos a 16 de Junho de 2010. Estas representam verdadeiros clássicos do design, de que as cadeiras das linhas Cortez e Prestígio e os protótipos de alguns dos principais espaços idealizados pelo designer são exemplo. 20
Por fim, a Colecção António Garcia, que adquire o nome de outra importante figura na primeira geração de designers portugueses, “dá a conhecer o homem com uma transversalidade de interesses [que se opôs à] ideia de uma especialização disciplinar (…). As peças que integram o acervo do MUDE permitem verificar a qualidade de cada detalhe e pormenor, o rigor dos vários materiais trabalhados, a simplicidade, força e originalidade das soluções gráficas, e o olhar atento, cuidadoso e, por vezes, irónico, que atravessa todas as suas propostas” 21 .
16 Eduardo Afonso Dias trabalha em “design de interiores, design gráfico, design expositivo, desenho de equipamentos e utensílios, passando pelo ensino e pela acção empresarial. Tendo trabalhado com Frederico George, Sena da Silva, Daciano da Costa e Conceição Silva, Eduardo Afonso Dias faz a ponte entre estes pioneiros do design moderno em Portugal e as gerações seguintes.” In http://www.mude.pt/colecoes/colecao-eduardo-afonso-dias_4.html. (Visitado dia 11.06.2015).
18 Este e os parágrafos anteriores reportam-se a Ibidem.
19 “ Arquitecto, designer, empresário e pedagogo, Daciano da Costa (1930—2005) é uma figura cimeira do design em Portugal, assinando uma obra que integra a arquitectura de interiores, o design de mobiliário, expositivo e gráfico, para além de cenografia e figurinos.” In http://www.mude.pt/colecoes/colecao-
20 Cf in http://www.mude.pt/colecoes/colecao-daciano-da-costa_3.html. (Visitado dia 11.06.2015).
21 In http://www.mude.pt/colecoes/colecao-antonio-garcia_2.html. (Visitado dia 11.06.2015).
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A Colecção compõe um núcleo significativo onde se insere: uma colecção de livros doada por Jorge Silva e Sofia da Costa Pessoa nomeada Autores Modernos, da editora Ulisseia; e 138 peças doadas pelo próprio autor, a “18 de Junho de 2010, por ocasião da exposição ‘António Garcia – Zoom In/ Zoom Out’, (…) entre as quais os desenhos para os comunicativos selos e cartazes, as notáveis embalagens de tabaco SG Gigante, Kayak, SG Filtro e Ritz, a importante galeria de capas de Autores Modernos da Ulisseia e outras publicações, os inúmeros exemplos de identidade gráfica, as famosas cadeiras Osaka, Gazela e Relax, as mesas Cubox4 e algumas maquetas dos pioneiros stands expositivos” 22 .
Assim, no último catálogo do MUDE 23 , o acervo diverso, rico e íntegro, conta a história do design ao longo dos séculos XX e XXI. Cada um dos cinco capítulos se refere a uma época diferente da “evolução” do design: Luxo e Encomenda, Optimismo e Bom Design, Consumo e Contracultura, Depois das Ideologias e por último, Agora o Design é Global. Atente-se ao seguinte texto:
“Através das peças de design e de moda ficamos a conhecer melhor o mundo do ‘Luxo e da Encomenda’n [anos 30 e 40], influenciado pelas Artes Decorativas e constituído por peças únicas, de materiais raros, preciosos e sofisticados. (…) ‘Optimismo e Bom Design’ [anos 50] espelha já o contexto do Pós-Segunda Guerra, onde se assiste ao milagre económico da Alemanha, Itália e Japão, à consolidação da sociedade de consumo norte-americana e à afirmação de Bom Design como conceito essencial. Na moda, Christian Dior apresenta, em 1947, a colecção New Look que ganha uma popularidade imediata pela sua feminilidade, sofisticação, optimismo e juventude, tornando-se um símbolo da reconstrução, prosperidade e optimismo. (…) [Em ‘Consumo e Contracultura’], o desenvolvimento económico e tecnológico dos anos 60 originou (…) profundas alterações socioculturais [que] se espelham no catálogo em inúmeros objectos lúdicos, [acessórios e roupas coloridas] e irreverentes, adequados às novas atitudes e comportamentos dos jovens consumidores [e da] nova mulher, social e sexualmente emancipada. (…) Contracultura é a expressão que sintetiza já a segunda metade dos anos 60. (…) As peças que integram o núcleo ‘Depois das Ideologias’ evidenciam o contexto pós-modernista e a pluralidade de linguagens e tendências que o caracteriza, bem como o modo como o design se converte num símbolo de status social, ganhando um valor de obra de arte. (…) o catálogo termina com um núcleo representativo de algumas das novas propostas onde se esbatem as tradicionais definições e fronteiras entre o design, a arte e o artesanato, articulando-se linguagens e materiais anteriormente considerados inconciliáveis.” 24
3. O Estágio
3.1. Problemática
Inventário é um termo precedente do latim inventarium (lista) que por sua vez procede de Invenire que se pode traduzir por “achar, encontrar”. 25
23 Vide AAVV, MUDE – Museu do Design e da Moda. Colecção Francisco Capelo, Cofina Media, Lisboa, 2009.
24 In Ibidem, p.14.
25 In Aula de 23 de Fevereiro de Técnicas de Inventário do Património Artístico.
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Associada às tarefas de identificar, catalogar, enumerar e descrever detalhadamente, inventariar é a acção de listar com dedicação, por meio de um processo por vezes incansável, a definição declarada de todos os elementos que compõem um determinado conjunto de bens.
Mais sucintamente, e segundo Ignacio González-Varas, o inventário “é o instrumento de tutela para a identificação, registo, conhecimento e protecção do património histórico.” 26 Ele é o primeiro e mais importante de todos os passos na construção de determinado património porque de modo muito claro e gradual age no sentido do registo, identificação, classificação e localização de tudo aquilo que existe. Porque declara a existência, relevância e conhecimento de cada peça num determinado conjunto, o inventário reduz o risco de uma eventual perda, roubo, eliminação ou esquecimento.
Por isso no MUDE, um museu essencialmente prático (porque pretende mostrar, ensinar e explorar o que é o design) o inventário é, como não poderia deixar de o ser, uma tarefa essencial e inevitável para uma correcta e cautelosa gestão de cada um dos objectos, a título individual, e do acervo na sua globalidade.
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O primeiro contacto directo que tive com o MUDE no percurso deste estágio aconteceu no dia 19 de Fevereiro de 2015. Na reunião com a Dra. Bárbara Coutinho, directora do museu, e com o Dr. Carlos Moreira, responsável na área de conservação e inventário, fiquei a saber da importância que tinha o meu estágio. Juntamente com o Dr. Carlos Moreira, e a partir do programa Inarte 27 iria rever, completar e criar registos de peças de design de produto e de design gráfico.
Embora a base de dados In arte seja muito mais complexa e permita uma organização fácil mas muito completa e funcional de cada peça, interessava aqui trabalhar a um nível base. Apesar do leque de funções – multi-utilizador, multi-posto, multi-idioma, configuração de fichas e acesso público – e de módulos – tabelas auxiliares, inventário, património móvel, entidades, eventos, documentação, multimédia, pesquisas e relatórios – que o In arte oferece, a minha tarefa era simplificar o seu uso, tirando daí o melhor partido possível e assim garantir a produção, rectificação e verificação de fichas de inventário com adequada eficácia. 28
Assim, de todas as funções, apenas as de multi-utilizador, multi-posto e configuração de fichas foram activadas. A necessidade de garantir a eficiência do inventário, simples e capaz de operar de
26 GONZÁLEZ-VARAS, Ignacio, Conservación de Bienes Culturales: Teoría, Historia, Principios y Normas, Madrid, Cátedra, 1999. In Aula de 23 de Fevereiro de Técnicas de Inventário do Património Artístico.
27 “ Destinado à gestão do património cultural móvel, o ‘in arte’ foi o primeiro produto a ser desenvolvido pela Sistemas do Futuro e encontra-se em utilização por um vasto número de instituições (…) com responsabilidades nesta área de salvaguarda do património. [Como parte da ‘Sistemas do Futuro’, apresenta] total respeito pelas normas internacionais de inventário, gestão e documentação de património, com especial atenção para as normas elaboradas pelo ‘The International Committee for Documentation of the International Council of Museums (ICOM-CIDOC)’. Outras normas que seguimos por imperativos de internacionalização da empresa são: - Normalizacion documental de museos (Ministério da Cultura Espanhol) - Spectrum: The UK Museum Documentation Standard (Museums Documentation Association) - Normas de classificação de património da UNESCO.” In http://www.sistemasfuturo.pt/produtos_gp_inarte.aspx (Visitado dia 11.06.2015).
28 Cf., in http://www.sistemasfuturo.pt/pdf/flyer_inarte_pt_2014.pdf. (Visitado dia 11.06.2015).
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modo pleno e coordenado para a segurança do espólio do MUDE, era maior e portanto a possibilidade do público a ele aceder foi, e assim continua, indesejada.
Quanto aos módulos, fiz uso apenas dos dois primeiros, respectivamente tabelas auxiliares e inventário. A partir da secção inventário, e escolhendo a opção primeira opção, objectos, pude inserir inúmeros campos e sub-campos de informação como designação, título, descrição, autoria(s) (autor e tipo de autoria), categorias (por exemplo, área: design de produto), classificações (classificação e justificação), condições, cronologia (data textual), incorporações (tipo de incorporação – doação, aquisição, depósito, empréstimo –, proveniência – por exemplo, Colecção Francisco Capelo – , intermediário e data textual), medidas (tipo de medida, valor e unidade de medida [cm]), numerações (número e tipo de numeração). 29
As tabelas auxiliares foram surgindo como opção de uma introdução estruturada (em
formato de árvore) em vários dos campos e sub-campos permitindo reduzir significativamente a
margem de erro.
Estes módulos foram a base do registo e gestão da informação relativa a cada peça, permitindo-me a introdução controlada de dados, mais genérica ou detalhada, e a adição de uma ou duas imagens de cada peça, sempre que possível. O domínio destas e de outras ferramentas localizadas, nomeadamente aquelas que se encontram na secção Registo (como o filtro, e a duplicação de fichas, eliminação, alteração, validação e visualização geral da ficha), concorreu para a minha adaptação no controlo básico mas eficaz do programa e, consequentemente, do inventário. 30
Resta apenas dizer que, às normas adoptadas pelo sistema operativo do programa In arte, sobrepõem-se, naturalmente, as normas precisas de cada instituição. O MUDE não é excepção, e esse é um tópico que irei desenvolver no próximo capítulo.
3.2. Actividades Desenvolvidas
O primeiro dia de estágio ocorreu a 18 de Março de 2015, e a tarefa consistiu
primeiramente na contagem e organização de inúmeras imagens de peças, em formato de fotografia e/ou slide, que precisavam de ser enviadas para uma gráfica, onde seriam digitalizadas, copiadas e
devolvidas para posterior ingresso na base do inventário.
Num segundo momento foi-me explicado em linhas gerais como funcionava e em que consistia o inventário, e qual seria, daí em diante, o meu trabalho. A minha função durante o estágio seria rever, organizar e produzir inventário exclusivamente relativo a design de produto e design gráfico. Este serviço foi prestado no cumprimento de duas tarefas distintas.
29 Ver – Anexos – Imagens – Figuras 10-14. 30 Este e os parágrafos anteriores baseiam-se em informação retirada de Cf.http://www.sistemasfuturo.pt/pdf/flyer_inarte_pt_2014.pdf. Ver – Anexos – Imagens – Figura 15.
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Uma primeira, onde a partir do dossiêr de inventário de produto 31 , recheado de registos de peças 32 listados por ordem numérica 33 , verifiquei e rectifiquei a existência de todas as fichas no In arte, desenvolvendo muitas delas com a inserção de dados complementares (materiais, medidas, produção, datação, técnicas) e desdobrando fichas de conjunto em fichas individuais (por exemplo no caso de faqueiros).
Durante este processo, que se prolongou por semanas, e para uma correcta inserção dos dados, tive oportunidade, por duas ou três ocasiões, de acompanhar e assistir à medição de peças em exposição ou em reserva.
Grande parte das peças que compõem este dossiêr apresentam a cota MUDE.P., relativos ao design de produto ou equipamento que inclui objectos funcionais, utensílios e mobiliário. Embora uma parte fossem aquisições, a grande maioria eram doações das colecções Francisco Capelo e Eduardo Afonso Dias, e de outras tantas, muito diversas, em número menos significativo mas não menos importantes como as de Luís Chimeno Garrido, e da marca Ikea Portugal, por exemplo. Uma parte menos significativa das peças era relativa a peças em depósito da Colecção Daciano da Costa doadas pela CGD, mas ficou por tratar. 34
No Manual de Procedimentos está resumido o sistema de registo e documentação do MUDE na atribuição do número de Inventário. É importante notar a distinção feita para cada categoria de peças, respectivamente composta por quatro fundos: Design de Moda (MUDE.M.), Design de Produto (MUDE.P.), Design Gráfico (MUDE.G.) e Design Urbano (MUDE.U.). No caso das peças serem um depósito, o número sequencial na colecção é precedido pela letra “D”. 35
Perante a necessidade de simplificar e agir de modo eficiente na produção e verificação do inventário, o Manual de Procedimentos foi adaptado para uma fórmula menos complexa, não no que diz respeito à atribuição do número de inventário, cuja correcta aplicação é fundamental, mas na descrição do inventário que assistiu à redução do número de campos considerados primordiais. Esta situação prende-se com o facto de existir no MUDE uma política de incorporações muito activa o que exige, naturalmente, uma constante necessidade de actualização do inventário.
31 Este dossiêr contém o registo de praticamente todas peças em reserva, e em exposição permanente ou temporária que fazem parte do espólio do MUDE.
32 O registo é o primeiro acto de identificação do objecto, ao qual se atribui um número que constitui a base do inventário e dos catálogos. É o mais básico meio de controlo de entrada e saída dos objectos do local onde estão custodiados. O acrescento de dados complementares – descrição mais ampla do objecto que inclui composição material, técnicas utilizadas, dimensões, peso, estado de conservação e referência a catálogos ou exposições onde tenha sido integrado – permite que o registo se desenvolva e passe a formar um inventário. Cf. in aula de 23 de Fevereiro de Técnicas de Inventário do Património Artístico.
33 Elemento fundamental e definitivo para a identificação unívoca de cada objecto, geralmente atribuído sequencialmente, consoante a ordem cronológica de entrada no museu. Cf. In Ibidem.
34 Ver – Anexos – Imagens – Figuras 16-19.
35 Ver – Anexos – Imagens – Figuras 20-21.
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A segunda tarefa era similar, na medida em que partia da mesma comparação entre o
dossiêr e as fichas existentes ou não no programa. Desta vez, no entanto, o dossiêr continha apenas doações feitas por variados doadores, autores ou não das peças doadas, que integravam já o espólio
do MUDE e cuja inventariação era absolutamente necessária.
A informação relativa a cada peça, ou grupo de peças, não estava sistematizada e linear
como no dossiêr anterior, e não havia propriamente uma ordem cronológica. Em vez disso, apresentavam-se as várias propostas, minutas, fichas e acordos de doação; enfim, parte ou toda a documentação necessária e relativa a cada um dos processos. A leitura e absorção da informação tornava-se com frequência algo complexa, situação que não ocorrera na tarefa anterior.
O trabalho era verificar a existência de ficha no In arte, criá-la sempre que necessário, e
preencher todos os dados oferecidos pela documentação sem esquecer o nome do doador e a data de doação. Muitas das vezes as fichas acabaram por ficar mais completas que todas as outras pertencentes ao primeiro dossiêr, uma vez que havia mais informação disponível e detalhada,
incluindo imagens de praticamente todas as peças.
Esta situação é facilmente explicada pela natureza de cada uma das doações e do respectivo processo de integração no acervo adoptado. Não só, regra geral, estas doações são mais recentes que grande parte da Colecção em conjunto, como são significativamente menos volumosas no que diz respeito à quantidade. Assim, o processo não só é mais recente, como foi menos trabalhoso, e
por isso talvez apresente uma maior atenção aos detalhes. A isto, acrescente o facto de o meu local
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de |
trabalho ter sido durante a realização desta tarefa, mudado temporariamente para o computador |
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do |
Dr. Carlos Moreira que, como utilizador administrador, tem acesso a mais documentação. |
Durante este processo, que se prolongou por toda a primeira semana de Junho mas que não chegou ao fim, tive oportunidade, por duas ou três ocasiões, de acompanhar e assistir o fotografar de peças em exposição.
Importa dizer que foi durante esta segunda tarefa que tratei finalmente obras de design gráfico, já que todas as outras até então haviam sido, sem excepção, sempre de design de produto.
A este conjunto da autoria de António Garcia correspondiam livros da Colecção de Autores
Modernos da editora Ulisseia, selos, logótipos e cartazes e notáveis embalagens de tabaco. 36 Como já foi referido, neste segundo dossiêr cabiam praticamente todas as doações mais “leves”, entre elas contavam-se as do Conjunto Pedro Silva Dias, da Colecção Lisboa - Tema Home, ou as de Luís
Chimeno Garrido, só para nomear alguns casos.
36 Ver – Anexos – Imagens – Figuras 22-23.
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O estágio acabou a 5 de Junho, e a segunda tarefa não foi terminada.
Feitas as contas com a ajuda do programa In arte, calculamos que tenha trabalhado com cerca de 500 fichas, por mim criadas ou alteradas. É importante lembrar que muitas delas são fichas de conjunto, o que explica o elevado número.
No total, as entradas do MUDE no programa são pouco mais de 6150. Quando acabei o primeiro dossiêr, tínhamos acabado de introduzir 1101 peças de design de produto; no design de moda (com que não trabalhei), contavam-se 1064, e no design gráfico, 1741. Aos depósitos diziam respeito 160 peças. Naturalmente, com o segundo dossiêr todos estes fundos, com excepção do design de moda, sofreram alterações.
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4. Considerações Finais
A possibilidade de ir além dos conhecimentos teóricos e testemunhar realmente o trabalho prático, em campo, é da maior importância e o seu efeito em termos de aprendizagem não deve, de modo algum, ser descurado. O cumprimento de tarefas no seio de um ambiente profissional onde a interacção e o encarar de problemas promove, a um nível mais profundo, activo e desafiante o empenho, e onde, de igual modo, os resultados consequentes são imediatos e talvez mais reveladores, faz da prática um método de aprendizagem essencial para o aluno. Apercebi-me de modo muito claro da absoluta emergência, sobretudo em qualquer entidade museológica, na constituição de um inventário. Não registar ou inventariar um objecto é não apontar a sua existência; é ainda, de certo modo, lançá-lo à indiferença, propiciar a sua perda, eliminação, roubo ou esquecimento bem como, renunciar à sua salvaguarda e protecção. Dito isto, a minha experiência de estágio no MUDE foi muito gratificante. Não há dúvida que inventariar, rectificar inventário, e todas as tarefas associadas a essa dedicada acção é, e foi muito trabalhoso. Mas foi igualmente muito produtivo, na medida em que me ofereceu uma grande bagagem que eu sentia estar em falta. Além disso, sentir que o nosso trabalho é necessário e bem recebido é sempre um incentivo para o fazer mais afincadamente e melhor.
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Bibliografia
AAVV, MUDE – Museu do Design e da Moda. Colecção Francisco Capelo, Cofina Media, Lisboa,
2009
AAVV, M & M. Artes e Design (MUDE no MNAA / MNAA no MUDE), Imprensa Nacional – Casa da Moeda, Lisboa, 2011
COUTINHO, Bárbara, Único e Múltiplo – 2 Séculos de Design. Exposição Permanente, Cofina Media, CML/MUDE, Lisboa, 2011
GONZÁLEZ-VARAS, Ignacio, Conservación de Bienes Culturales: Teoría, Historia, Principios y Normas, Madrid, Cátedra, 1999
Anexos – Lista de Imagens
Fig.1. – Sede do BNU vista do exterior. Fachadas Principal e Lateral. Fotografia: Estúdio Horácio Novais, posterior a 1937. In https://www.flickr.com/photos/biblarte/17067570315/in/photostream/.
Fig.2. – Sede do BNU vista do interior. Entrada de acesso ao vestíbulo e escadaria. Fotografia: Estúdio Horácio Novais, posterior a 1937. In
Fig.3. – Sede do BNU vista do interior. Piso -1. Painel na escadaria de acesso aos cofres, Epopeia dos Descobrimentos Marítimos da autoria de Guilherme Camarinha. Fotografia: Estúdio Horácio Novais, posterior a 1937. In https://www.flickr.com/photos/biblarte/17066107292/in/photostream/.
Fig.4. – Sede do BNU vista do interior. Piso -1. Zona de acesso aos cofres de aluguer. Fotografia:
Estúdio Horácio Novais, posterior a 1937. In
Fig.5. – Sede do BNU vista do interior. Balcão da secção de créditos no piso térreo. Fotografia: Estúdio Horácio Novais, posterior a 1937. In
Fig.6. – Sede do BNU vista do interior. Piso -1. Cofres de aluguer situados na cave. Fotografia: Estúdio Horácio Novais, posterior a 1937. In
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Fig.7. – Sede do BNU vista do interior. Piso 1. Vestíbulo e escadaria. Fotografia: Estúdio Horácio Novais, posterior a 1937. In https://www.flickr.com/photos/biblarte/16860172007/in/photostream/.
Fig.8. – MUDE visto do interior. Projecto de Ricardo Carvalho + Joana Vilhena. Entrada. Fotografia: © Fernando Guerra, 2009. In http://www.rcjv.com/proj_rcjv_17.html.
Fig.9. – MUDE visto do interior. Projecto de Ricardo Carvalho + Joana Vilhena. Piso Térreo. Vista da exposição permanente com famoso antigo balcão da secção de créditos. Fotografia: © Fernando Guerra, 2009. In http://www.rcjv.com/proj_rcjv_17.html.
Fig.10. – Print-Screen do In arte. Pormenor. Filtragem da ficha de inventário MUDE.P.0774. Edição no Paint.
Fig.11. – Print-Screen do In arte. Vista geral do preenchimento básico da ficha de inventário MUDE.P.0774. Edição no Paint.
Fig.12. – Print-Screen do In arte. Vista geral da ficha de inventário MUDE.P.0774. Edição no Paint.
Fig.13. – Ibidem.
Fig.14. – Print-Screen do In arte. Pormenor da ficha de inventário MUDE.P.0774. Edição no Paint. Esta imagem revela a importância da correcta localização da imagem relativa à peça.
Fig.15. – Print-Screen do In arte. Pormenor da barra de registo onde estão as seguintes ferramentas
marcadas a vermelho, por ordem: Filtros, visualização geral da ficha, duplicação de ficha, eliminação, alteração, e validação/save.
Fig.16. – Visualização geral da ficha de inventário número MUDE.P.1040.01.a
Fig.17. – Visualização geral da ficha de inventário número MUDE.P.1040.01.b
Fig.18. – Visualização geral da página 1 da ficha de inventário número MUDE.P.1040.02.
Fig.18.a – Visualização geral da página 2 ficha de inventário número MUDE.P.1040.02
Fig.19. – Visualização geral da página 1 da ficha de inventário número MUDE.P.1040.03
Fig.20. – Página 1 do Manual de Procedimentos do MUDE.
Fig.21. – Página 1 do documento do MUDE – Preenchimento da Ficha de Inventário.
Fig.22. – Visualização geral da ficha de inventário número MUDE.G.1725.
Fig.23. – Visualização geral da ficha de inventário número MUDE.G.1738.
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Fig.1.
Fig.2.
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Fig.3.
Fig.4.
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Fig.5.
Fig.6.
21
Fig.7.
Fig.8.
22
Fig.9.
Fig.10.
Fig.11.
23
Fig.12.
Fig.13.
24
Fig.14.
Fig.15.
Fig.16.
25
Fig.17.
26
Fig.18.
Fig.18.a
27
Fig.19.
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Fig.20.
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Fig.21.
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Fig.22.
31
Fig.23.
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