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A INLCUSÃO DE CRIANÇAS COM

SÍNDROME DE DOWN NA ESCOLA

Professora Dra. Alexandra Ayach Anache

Divisão de Acessibilidade e Ações Afirmativas da UFMS

PROCESSOS EDUCATIVOS:

ROMPENDO COM A CLAUSURA

DA SÍNDROME DE DOWN

OBJETIVO

Apresentar estudos que informam sobre os

com

Síndrome de Down, enfatizando o papel da

família

desenvolvimento delas.

e

educativos

de

processos

pessoas

escola

aprendizagem

e

na

ORGANIZAÇÃO DA APRESENTAÇÃO

1. Considerações

2. Fundamentos teóricos

3. Processos Educativos

4. Conclusões

1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS

Rompendo a clausura:

No Brasil, estima-se que de 1 para cada 700 nascimentos nascem com a SD, perfazendo o total de 270 mil pessoas.

Em 2010, 23,9% dos entrevistados disseram possuir alguma

deficiência, sendo que 2.617.025 declararam ter deficiência

intelectual. A contagem, contudo, foi feita por amostragem, ou seja,

em apenas algumas casas aplicou-se o formulário completo, em que o cidadão declara se possui alguma deficiência.

Nos Estados Unidos, por exemplo, a organização nacional National

Down Syndrome Society (NDSS) informa que a taxa de nascimentos de 1 para cada 691 bebês, o que equivale a uma população de cerca de 400 mil pessoas.

1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS

Conceito

Segundo Brunoni (2003), a SD é uma cromossopatia, ou seja, uma síndrome "cujo

quadro clínico global deve ser explicado por um desequilíbrio na constituição cromossômica", no caso, a presença de um cromossomo extra no par 21, caracterizando a trissomia do 21.

Há três tipos de trissomia do 21(SD):

a trissomia simples, resultado da não-disjunção cromossômica do par 21 que ocorre no momento de divisão celular, representando 95% dos casos;

o mosaicismo (2% dos casos), que compromete apenas parte das células, ou seja, algumas células possuem 46 cromossomos e outras, 47;

a translocação, também pouco expressiva, ocorrendo em cerca de 2% dos casos, em que o cromossomo extra do par 21 fica "grudado" em outro cromossomo e, embora o indivíduo tenha 46 cromossomos, ele é portador da Síndrome de Down.

Este é o único caso em que a SD pode ser hereditária (Shwartzman, 2003, p.16).

1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS

Esses três tipos de trissomia do 21 não implicam diferenças no grau de desenvolvimento das pessoas com SD, com exceção do mosaicismo

que, por não afetar todas as células, tem um

menor comprometimento no desenvolvimento global do indivíduo - mas, como já mencionado, trata-se de um caso pouco expressivo.

Nota-se, dessa forma que as diferenças que se

observam entre as pessoas com SD dependem mais de suas determinações sociais, do que das genéticas (WUO, 2007)

1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS

A pessoas com síndrome de Down podem ter

algumas características semelhantes e estar

sujeitos a uma maior incidência de doenças, mas

apresentam personalidades e características diferentes e únicas.

INTERAÇÃO

ENTRE

SECUNDÁRIOS:

diferentes e únicas. • INTERAÇÃO ENTRE SECUNDÁRIOS: OS FATORES PRIMÁRIOS E Características físicas

OS

FATORES

PRIMÁRIOS

E

Características físicas (congênitas/genéticas)

- Primárias e Características psicológicas - Secundárias.

2 FUNDAMENTOS

Dimensão social e histórica do psiquismo o seu funcionamento psicológico vai se

constituindo nas relações sociais.

Nascemos num mundo humano e não natural.

Começamos a vida em meio a fenômenos e

objetos criados pelas gerações que a

precederam e vamos nos apropriando deles

conforme nos relacionamos socialmente e

participamos das atividades e práticas culturais.

2 FUNDAMENTOS

Desde

o

nascimento

as

crianças

estão

em

constante interação com os adultos.

As atividades que elas realizam, quando

interpretadas pelos adultos, adquirem significado no sistema de comportamento

social do grupo a que pertence.

2 FUNDAMENTOS

A reações naturais ( herdadas biologicamente)

de resposta aos estímulos do meio tais como memória, ações reflexas, as reações

automáticas e as associações simples

entrelaçam-se aos processos culturalmente organizados e vão se transformando em modo

de ação, de relação e de representação

caracteristicamente humanos.

2 FUNDAMENTOS

Esse processo permite a internalização

dos mediadores simbólicos e da própria relação social.

Processo carregado de emoções e

produção de

sentimentos!

sentidos.

Fontes

de

2 FUNDAMENTOS

Plasticidade Cerebral (biológico e o cultural)

A plasticidade cerebral é a capacidade que o cérebro tem em

se remodelar em função das experiências do sujeito, reformulando as suas conexões em função das necessidades e dos factores do meio ambiente.

Destaca-se o papel da Aprendizagem!

2 FUNDAMENTOS

A originalidade do desenvolvimento da criança reside no fato

de que as funções naturais, regidas por mecanismos

biológicos, e as funções culturais, regidas por leis históricas, fundem-se entre si, constituindo um sistema mais complexo.

De um lado, as funções biológicas transformam-se sob a ação das funções culturais e, de outro lado, as funções de natureza culturais têm nas funções biológicas o suporte de que

precisam para constituir-se. (Pino, 2005).

A educação exerce um papel fundamental

2 FUNDAMENTOS

Na relação desenvolvimento/aprendizagem, o

autor destaca o papel da linguagem, pois é por meio da apreensão e internalização dos signos lingüísticos que a criança se

desenvolve.

Toda

aprendizagem

tem

uma

história

precedente, e, ao mesmo tempo produz alterações no desenvolvimento do sujeito.

2 FUNDAMENTOS

a dimensão social da aprendizagem ganha

destaque. O reconhecimento do caráter histórico

e cultural da constituição da psique humana e, especialmente, o papel essencial que é conferido ao Outro nos processos de aprendizagem e

desenvolvimento na ontogênese remetem à

compreensão da aprendizagem escolar não apenas como um processo do sujeito individual,

mas como um processo de natureza social.

MITJÁNS MARTÍNEZ, 2006,

(TUNES,

p.117)

[ ]

TACCA;

2 FUNDAMENTOS

O

caráter

intencional

da

aprendizagem

é

uma

característica particular do ser humano.

 

Este

caracteriza-se,

simultaneamente,

pelo

seu

 

dinamismo, ao estar sempre em mutação e procurar

novas informações para a aprendizagem.

 

Para desenvolver o processo de aprendizagem, o ser

 

humano necessita de estímulos externos e internos, como a motivação e a necessidade.

Este processo provoca transformação qualitativa na

estrutura mental daquele que aprende, sendo, por isso,

um processo pessoal que envolve a totalidade do ser humano.

2 FUNDAMENTOS

A aprendizagem é concebida como um processo de

construção compartilhada, uma construção social, na

qual o papel do professor é o de sempre atuar no desenvolvimento potencial do aluno para levá-lo por meio da aprendizagem a um desenvolvimento real.

O bom ensino é o que relaciona os conceitos científicos (conceitos construídos em situação formal de aprendizagem) aos conceitos espontâneos (conceitos

construídos em situações cotidianas, não-

sistematizadas) e auxilia o educando a internalizar os conceitos científicos.

2 FUNDAMENTOS

A escola tem um papel fundamental, tanto no desenvolvimento das funções psíquicas superiores quanto na articulação de novos e velhos conhecimentos, isto é, na articulação

entre conceitos cotidianos e conceitos científicos,

por meio da mediação do professor.

A função social da escola reside na socialização do saber sistematizado.

PROCESSOS EDUCATIVOS

Experiências de Inclusão escolar

O que dizem as famílias?

“O processo de inclusão da criança com SD na rede regular de ensino ainda é um evento novo em nosso contexto, o qual pode gerar tensão e ansiedade nas famílias.

A facilidade ou a dificuldade com que essas famílias enfrentarão esse

processo tem relação direta com sua trajetória de vida e, dentre outros, com o apoio social e rede social da família, habilidades de comunicação e

recursos disponíveis.

Cabe aos profissionais envolvidos estarem alertas para a necessidade de constante coleta e atualização de dados nas famílias, durante todo o processo de inclusão, para que possam auxiliá-las, planejando e realizando intervenções criativas e adequadas às suas necessidades” (LUIZ & NASCIMENTO, 2012).

Experiências de Inclusão escolar

Sobre a Educação formal

• “No que se referem às atividades, elas estão voltadas para o que é melhor

para todos os alunos, não havendo adaptações e planejamento para o aluno com deficiência.

Quando diferenciadas, as atividades estão voltadas para o aluno com deficiência e para um grupo que apresenta dificuldades de aprendizagem, o que mostra que as dificuldades em sala de aula não são direcionadas ao ensino de um aluno com deficiência.

Quando se fala em criar estratégias na escola é porque aparentemente a inclusão parece um "problema" do professor que tem o aluno com

deficiência em sala, e não responsabilidade de todos.

A inclusão foi vista desempenhando somente o papel social; a escola não está conseguindo desenvolver-se além dessa função, para transformar-se em transmissora da cultura e em promotora da autonomia e da criticidade

em seus alunos” (ARAÚJO & FERRAZ, 2010).

Experiências de Inclusão escolar

1. Todo o ensino deve ser organizado os diferentes estilos de aprender, implicando a variabilidade da metodologia e das estratégias de ensino; 2. Proporcionar vivências nos diferentes setores da sociedade;

3. Estimular as

os

processos de ensino-aprendizam relacionados à linguagem, leitura e

escrita;

associação,

generalização, comparação, imaginação, criadora, análise, síntese,

de

visando

percepções,

os

processos

cognitivos, à

memória

e

4. Proporcionar os

processos

mentais

de

observação,

alcançar

resultados

mais

positivos

nos

aprendizados

linguagem, leitura e escrita.

5. Estimular a oralização e a pronuncia correta das palavras;

6. Intermediar através de situações o julgamento sobre o mundo.

Fonte: (BÄUML, 2007)

Sistema educacional aberto e auto- organizado;
Sistema educacional aberto e auto- organizado;
Sistema educacional aberto e auto- organizado;

Sistema educacional aberto e auto- organizado;

Sistema educacional aberto e auto- organizado;
Sistema educacional aberto e auto- organizado;
Sistema educacional aberto e auto- organizado;
Sistema educacional aberto e auto- organizado;
Sistema educacional aberto e auto- organizado;
O Conhecimento deve ser construído em rede;
O Conhecimento deve ser construído em rede;
O Conhecimento deve ser construído em rede;

O Conhecimento deve ser construído em rede;

O Conhecimento deve ser construído em rede;
O Conhecimento deve ser construído em rede;
O Conhecimento deve ser construído em rede;
O Conhecimento deve ser construído em rede;
O Conhecimento deve ser construído em rede;
Planejamento não linear das ações pedagógicas;
Planejamento não linear das ações pedagógicas;
Planejamento não linear das ações pedagógicas;
Planejamento não linear das ações pedagógicas;

Planejamento não linear das ações

pedagógicas;

Planejamento não linear das ações pedagógicas;
Planejamento não linear das ações pedagógicas;
Planejamento não linear das ações pedagógicas;
Planejamento não linear das ações pedagógicas;
Planejamento não linear das ações pedagógicas;
Planejamento não linear das ações pedagógicas;
Foco na relação entre os sujeitos da ação educativa e, portanto, entre os processos de
Foco na relação entre os sujeitos da ação educativa e, portanto, entre os processos de
Foco na relação entre os sujeitos da ação educativa e, portanto, entre os processos de

Foco na relação entre os sujeitos da ação

educativa e, portanto, entre os processos de ensino e aprendizagem.

Foco na relação entre os sujeitos da ação educativa e, portanto, entre os processos de ensino
Foco na relação entre os sujeitos da ação educativa e, portanto, entre os processos de ensino
Foco na relação entre os sujeitos da ação educativa e, portanto, entre os processos de ensino
Foco na relação entre os sujeitos da ação educativa e, portanto, entre os processos de ensino

MOTIVAÇÃO, INTERESSE E ESTADO EMOCIONAL

COOPERAÇÃO

CONHECIMENTOS ANTERIORES

APRENDIZAGEM

PLANIFICAÇÃO E ORGANIZAÇÃO

DIVERSIFICAÇÃO DAS

ATIVIDADES

QUANTIDADE DE INFORMAÇÃO

FINALIZANDO

PARTICIPAÇÃO Trabalho em equipe Parcerias ACESSO AOS BENS CULTURAIS

PARTICIPAÇÃO

Trabalho em

equipe

Parcerias

ACESSO AOS

BENS CULTURAIS

PARTICIPAÇÃO Trabalho em equipe Parcerias ACESSO AOS BENS CULTURAIS
PARTICIPAÇÃO Trabalho em equipe Parcerias ACESSO AOS BENS CULTURAIS
DESAFIOS APOIOS

DESAFIOS

DESAFIOS APOIOS

APOIOS

DESAFIOS APOIOS

REFERÊNCIAS

FERRAZ,

e

Vinícius

CARREIRO, Luiz Renato Rodrigues.Inclusão de crianças com

I:

Clara

Regina

e

Abdalla;

ARAUJO,

no

Marcos

de

Síndrome de

Down

paralisia

cerebral

ensino

fundamental

comparação dos

relatos

de

mães

e

professores.Rev.

bras.

educ.

espec.

[online].

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vol.16,

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em: <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1676- 10492007000100002&lng=pt&nrm=iso>. ISSN 1676-1049.

OBRIGADA! Email: alexandra.anache@gmail.com