Você está na página 1de 16

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DESEMBARGADOR MEMBRO DO TRIBUNAL PLENO DO EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO,

Sindicância nº 04/2009 Id. 211.368

WANDINELMA SANTOS, magistrada já qualificada nos autos em epígrafe, vem mui respeitosamente à presença de Vossa Excelência, por suas advogadas in fine assinadas, para apresentar MEMORIAIS, cujas razões seguem anexas, em relação ao requerimento de abertura de Procedimento Administrativo Disciplinar, formulado pelo Exmo. Corregedor Geral de Justiça, Des. Manoel Ornellas, nos termos do artigo 7º, § 1º, da Resolução nº 30 do Conselho Nacional de Justiça, que será apreciado pelo E. Tribunal Pleno na sessão que será realizada no dia 15/07/10, às 14:00 horas.

Nestes termos, pede deferimento.

Cuiabá, 12 de julho de 2010.

DANIELLE BARROS GARCIA OAB/MT 9.599

LAILA E. DE OLIVEIRA ALLEMAND OAB/MT 12.272

EGRÉGIO TRIBUNAL PLENO

EXMO. SR. DESEMBARGADOR

MEMORIAIS

SINDICADA: WANDINELMA SANTOS

I - DA SÍNTESE DOS AUTOS E DA VERDADE DOS FATOS

I.1 – DA IMPUTAÇÃO

A presente sindicância foi instaurada pela Portaria nº 04/2009 - CGJ “a fim de apurar indícios de desvio de conduta funcional da Excelentíssima Senhora Doutora Wandinelma Santos, Juíza de Direito da comarca de Tangará da Serra/MT, relacionado aos fatos noticiados em matéria publicada no Jornal “A Gazeta”, edição de 26.02.2009, envolvendo o nome da magistrada sindicada.” (fl. 02).

No artigo 2º da referida portaria, o Exmo. Corregedor Geral de Justiça argumentou que “os fatos descritos no art. 1º, uma vez comprovados, caracterizam infração aos deveres funcionais estabelecidos no art. 35, inciso VIII, da LOMAN e no seu correspondente, art. 251, inciso VIII do COJE, sujeitando a sindicada às penas previstas no art. 42, da LOMAN e no seu correspondente, art. 257 do COJE.” (fl. 02)

A suposta infração seria o alegado “descumprimento de dever funcional”, qual seja, “manter conduta irrepreensível na vida pública e particular” e com base nesse argumento o Exmo. Corregedor requereu “perda do cargo” de Magistrada da Dra. Wandinelma Santos.

Compulsando os autos verifica-se, à fl. 04, que a origem da apuração decorre de uma DENÚNCIA ANÔNIMA, encaminhando nota publicada em coluna social no jornal “A Gazeta”, no dia 26/02/09, nos seguintes termos:

“A juíza Wandinelma Santos é uma verdadeira apaixonada pela Bahia. Curtiu o carnaval com pique total todas as noites no circuito Barra-Ondina no seu camarote privativo, cercada pelos seus vizinhos e convidados que eram bem festeiros.”

Importante observar que a nota publicada no jornal A Gazeta desacompanhada de fotografia(s), em 26/02/09 refere-se ao Carnaval, período que é feriado nacional.

I.2 – DA PUBLICAÇÃO DA NOTA RELATIVA AO PERÍODO DE FERIADO NACIONAL E DURANTE GOZO DE LICENÇA DE SAÚDE

Data vênia, este procedimento é descabido, desnecessário, inconsistente, pelas seguintes e simples razões:

Informa

a Coordenador de Magistrados, que:

certidão

45/2009/C.MAG,

subscrita

pelo

“Certifico, revendo dados, documentos e informações existentes no acervo desta Coordenadoria, atendendo a determinação do Des. MANOEL ORNELLAS DE ALMEIDA, Corregedor Geral de Justiça, que a Dra. Wandinelma Santos encontra-se afastada de suas atividades laborais desde 31 de dezembro de 2005, possuindo licença de saúde deferida até 11 de abril de 2009, perfazendo afastamento total de 839 dias, conforma detalhamento em anexo. Por ser expressão da verdade, DOU FÉ. Cuiabá, 03 de março de 2009. Maurício Sogno Pereira. Coordenador de Magistrados.”

Atesta a certidão que a Sindicada possuía licença médica deferida até o dia 11/04/09, abrangendo, portanto, o período do carnaval (feriado nacional).

É de se esclarecer que tal licença médica fora deferida pela E.Presidência deste Tribunal, em razão de grave patologia em suas cordas vocais, adquirida por excesso de uso da voz no trabalho, moléstia diagnosticada por médicos especialistas nomeados como Peritos pela Junta Médica do Estado e do próprio Tribunal de Justiça, o que a impedia de exercer suas funções, sob pena prognóstico evolutivo negativo.

Assim, com o Laudo Pericial conclusivo pelo afastamento da magistrada por seis meses para tratamento fonoterápico e repouso de voz, esta só tinha dois deveres a cumprir, perante o E.Tribunal e E.Corregedoria:

1) submeter-se ao tratamento recomendado – o que vinha sendo feito, e; 2) comparecer à Junta Médica, quando convocada – o que foi sempre cumprido pela Sindicada.

Ora, as clínicas particulares de tratamento regular não dão expediente nos feriados nacionais.

Junta

convoca Magistrados nos feriados nacionais.

Tampouco

a

I.3 – DOS DEPOIMENTOS E PROVAS

médica

do

Tribunal

se

reúne

ou

No dia 23/03/09, foi realizada audiência para oitiva da Sindicada, que esclareceu os fatos da seguinte forma:

“ que tomou conhecimento da notícia após ter recebido a

notificação da Corregedoria; que logo em seguida tomou as providências procurando o jornalista, pessoa totalmente desconhecida; que nunca teve contato com o jornalista, a não ser esporadicamente em um dos seus aniversários em

épocas passadas; que o próprio jornalista se retratou por escrito, cuja manifestação faz juntada ao termo de declaração; que realmente foi até o estado da Bahia acompanhada de seu esposo e filhos, porque estava necessitando de descanso e por recomendação médica; que, no entanto, não saiu na avenida conforme relatou a notícia e nem é possível que isso acontecesse em razão de seu estado de saúde; que o relatório de seu afastamento de licenças para tratamento de saúde ocorreu em razão de doença contraída na comarca de Peixoto de Azevedo; que no ano de 2003 quando foi para aquela comarca, em razão do fluxo de poeira e a fumaça no local, passou a sofrer inflamação e deformidade nas cordas vocais, de forma permanente; que somente a partir de 2006 é que começou a gozar das licenças concedidas pelo Tribunal de Justiça; que faz fonoterapia a cada três meses e não tem condições de exercer a função; que inclusive no final de 2003 para 2004, o Tribunal só a dispensou de fazer a audiência, mas manteve na função judicante.”

Às fls. 19, a Sindicada prestou informações detalhadas sobre a sua viagem que fora realizada em comemoração ao seu aniversário; fez a juntada de relatório médico informando a situação da sua saúde (fls. 20/23), bem como, da declaração do colunista social FERNANDO BARACAT, nos seguintes termos:

“Declaro, para os fins de direito, que no dia 19 de fevereiro, encontrei casualmente, no trânsito em Salvador-BA, a Dra. Wandinelma Santos, Juíza de Direito e esta me disse que estava naquela Capital, com seu marido e seus filhos para comemorar seu aniversário, aproveitando o ensejo dos feriados de Carnaval. Retornando a Cuiabá, publiquei nota na minha coluna, no jornal “A Gazeta”, do dia 26/02/2009, falando sobre o encontro, no seguinte teor: ‘A juíza Wandinelma Santos é uma verdadeira apaixonada pela Bahia. Curtiu o carnaval com pique total todas as noites no circuito Barra-Ondina no seu camarote privativo, cercada pelos seus vizinhos e convidados que eram bem festeiros.’ No entanto, é necessário que se esclareça que em nenhum momento fui informado pela Dra. Wandinelma e também em nenhum momento presenciei, ou tive conhecimento de que ela estivesse participando do Carnaval ou que tivesse camarote particular ou recebendo convidados em Salvador. Na referida nota, os comentários foram feitos de forma genérica, normalmente utilizados no dia-a-dia do colunismo social. Declaro, por fim, que publiquei a nota apenas pela simpatia e admiração que tenho pela referida Juíza, sem nenhum

intuito

constrangimento.”

de

causar-lhe

qualquer

tipo

de

problema

ou

No dia 16/06/09, foi realizada audiência para oitiva do médico CARLOS AUGUSTO CARRETONI VAZ, que declarou:

“ Que o depoente emitiu o relatório de fls. 20, após

consultar a sindicada; que ela estava com problemas de saúde, como angina e hipertensão arterial; que o depoente não concedeu licença médica à sindicada relacionada ao doc. de fls. 06; que a primeira consulta da sindicada com o depoente, foi no dia 20 de janeiro de 2009; que a sindicada já possuía um histórico de hipertensão arterial anterior e história familiar de infarto e diabetes; que o depoente foi quem iniciou o tratamento e as averiguações, solicitando os exames complementares.” (Carlos Augusto Carretoni

Vaz, fl. 36).

Note-se que além de estar de licença médica em razão de séria deficiência nas cordas vocais, a Magistrada ainda apresentou problemas cardíacos (angina e hipertensão arterial), o que reforçou ainda mais a necessidade de repouso naquele momento.

No mesmo dia o colunista social FERNANDO BARACAT, prestou seu depoimento:

“ Que o depoente, no período do carnaval, encontrou-se

com a Dra. Wandinelma em Salvador, no período do almoço; que comentando acerca daquela festividade, a Dra. Wandinelma disse ao depoente que gostava do carnaval da Bahia e que estava naquele local juntamente

com seus filhos; que o depoente não viu a Dra.

Wandinelma em camarote do carnaval mencionado no doc. de fls. 04; que o depoente, na verdade, exagerou a sua verbalização ao dar a notícia estampada no jornal de

fls. 04; que o depoente reafirma que não viu

a Dra.

Wandinelma

em

nenhum

camarote

daquela

cidade

brincando o carnaval.” (Fernando Baracat, fl. 37)

Diante dessas informações, percebe-se que:

1) Não há CONDUTA TÍPICA praticada pela Sindicada, capaz de configurar infração penal, civil ou administrativa. 2) Não HÁ MATERIALIDADE que possa sustentar a abertura de procedimento administrativo disciplinar.

I.4 - DA INEXISTÊNCIA DE TIPICIDADE E MATERIALIDADE INFRACIONAIS HÁBEIS A ENSEJAR A ABERTURA DE PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR

O relatório apresentado pelo Exmo.Des. Corregedor Geral de Justiça postulando a “perda do cargo” de Magistrada é INEPTO, visto que deixou

de especificar e individualizar qual seria o ato praticado pela Sindicada que daria ensejo à propositura de procedimento disciplinar administrativo.

O que se sabe é que a presente Sindicância foi instaurada em razão de uma DENÚNCIA ANÔNIMA,encaminhando nota publicada no dia 26.02.2009 na coluna social do Jornal A Gazeta, intitulada “Em evidência”, de autoria e responsabilidade do colunista Fernando Baracat.

No

decorrer

da

instrução

realizada,

não

restou

demonstrado nos autos qualquer indício hábil a comprovar que a Sindicada, de fato, estaria “curtindo o carnaval com pique total todas as noites no Estado da Bahia”, como tenta fazer crer o Exmo. Corregedor, tendo em vista, que o colunista social Fernando Baracat, única pessoa que em tese teria presenciado a Sindicada naquele evento carnavalesco e responsável pelo texto e informações contidas na nota jornalística que originou a propositura da presente sindicância, esclareceu, SOB COMPROMISSO,que:

“(

momento fui informado pela Dra. Wandinelma e também em nenhum momento presenciei, ou tive conhecimento de que ela estivesse participando do Carnaval ou que tivesse camarote particular ou recebendo convidados em Salvador.

nenhum

)

é

necessário

que

se

esclareça

que

em

Na referida nota, os comentários foram feitos de forma

genérica,

do

normalmente

utilizados

no

dia-a-dia

colunismo social.

Declaro, por fim, que publiquei a nota apenas pela simpatia

e admiração que tenho pela referida Juíza, sem nenhum

intuito de causar-lhe qualquer tipo de problema ou

constrangimento.” (fls. 24)

“( não viu a Dra. Wandinelma em camarote do carnaval

na

mencionado

)

no

doc.

de

fls.

04;

que

o

depoente,

verdade, exagerou a sua verbalização ao dar a notícia

estampada no jornal de fls. 04; que o depoente reafirma

que não viu a Dra. Wandinelma em nenhum camarote

daquela cidade brincando o carnaval.” (Fernando Baracat,

fl. 37).

É oportuno lembrar que as colunas sociais são utilizadas

pelos meios de comunicação, especialmente jornais e sítios da internet, como forma

de integração destes com o leitor, sendo público e notório que tais colunas são

mantidas por jornalistas que trabalham diuturnamente com eventos e

acontecimentos que colocam as pessoas da sociedade em evidência.

Assim, a publicação de pequenas notas busca o

estabelecimento de uma conexão intimista entre os jornalistas, as personalidades

sociais mencionadas nas colunas e o leitor, que ao ler referidas notas supõe que o

veículo de comunicação, neste caso, o jornal, possui determinada importância ou

notoriedade social, tendo em vista que veicula notas e fotografias de personalidades sociais.

Entretanto, ocorre que muitas notas jornalísticas, especialmente as de cunho social, conhecidas como “colunas sociais”, nem sempre coadunam com a realidade fática, uma vez que é corriqueiro que personalidades sociais sejam mencionadas sem estarem presentes nos eventos, como no caso da Sindicada, que se encontrava no Estado da Bahia exclusivamente para descanso e recuperação médica.

Conforme se apurou, em especial pelo depoimento de Fernando Baracat, que em tese seria inclusive, testemunha de acusação, que

o mesmo veiculou fatos totalmente diversos da realidade, os quais pensou que fossem lisonjeiros à Sindicada e que por certo, colocaria, como inclusive

magistrada

colocou,

o

jornal

em

evidência,

considerando

o

cargo

de

ocupado, bem como, o conhecimento popular acerca da atividade pública exercida pela Sindicada.

A síntese desse procedimento é que a Sindicada está pagando o preço de ver-se notícia numa nota de coluna social, em que o jornalista, de boa fé, por simpatia e despido de qualquer propósito de prejudicar, cometeu o equívoco apenas de exagerar nas palavras.

NINGUÉM ESTA IMUNE A ESSE RISCO.

Tanto é verdade, que o próprio acusador – Exmo.Des. Corregedor Geral da Justiça, Manoel Ornellas de Almeida - e o Juiz Auxiliar Exmo.Dr. Alexandre Elias, que presidiu a instrução e elaborou o relatório final, concluindo pela PENA MÁXIMA (perda de cargo) à Sindicada, recentemente figuraram em manchetes sensacionalistas em todos os meios de comunicação do Estado: televisão, jornais impressos, jornais digitais, blogs, etc.:

1) o primeiro, porque, mesmo sendo casado, teria engravidado uma mulher fora do casamento e se negado a reconhecer o filho que seria adulterino nascido; 2) o segundo, porque teria, num plantão judiciário, decidido matéria que não se incluía nas que a lei permite fazer em plantões, e pôs fim a processo em que a criança mencionada acima reivindicava seus mais fundamentais direitos da pessoa humana: a de ser cidadão.

Os dois magistrados mencionados sentiram na pele, que mesmo de consciência e alma limpas, até que se prove o contrário, o que resta aos prejudicados por equívocos, excessos e exageros da imprensa, é dor, desgosto, preocupação e humilhação. E essa sensação perdura até que

se prove sua INOCÊNCIA, que é o que a Sindicada afirma e reitera desde que teve ciência deste procedimento.

Voltando ao caso dos autos, o que ocorreu, dito pelo jornalista e pela própria Sindicada, é que esta se encontrou com a testemunha Fernando Baracat, por acaso, quando estava na Bahia com sua família (esposo e 04 filhos), para descansar - por orientação médica e em gozo de licença para tratamento - e já aproveitando para comemorar seu aniversário no dia 19/02/2009, tudo o que se extrai da instrução realizada na presente sindicância.

Por outro lado, É EVIDENTE que o simples fato de estar em gozo de licença deferida por este E.Tribunal não impedia a Sindicada de se deslocar de um ente federativo para outro, tendo em vista que a enfermidade que a acometia – e ainda a acomete - não a impedia de se locomover, mas tão somente de fazer uso da voz por período de tempo estendido, como, por exemplo, no caso de realizações de audiências e júris, atividade inerentes ao exercício da magistratura.

Além disso, não era só em Salvador que era Carnaval.

Em Cuiabá, também era.

Em Tangará da Serra, também era.

No Brasil inteiro, também era.

Conclui-se, portanto, repetindo, que:

A portaria que deu início a esse procedimento é NULA, porque não aponta em que consiste a infração que pretende punir com a PERDA DE CARGO:

a) não há CONDUTA TÍPICA por parte da sindicada, capaz

de configurar infração penal, civil ou administrativa.

b) não há MATERIALIDADE que possa sustentar a abertura

de procedimento administrativo disciplinar.

Portanto, o “dever do magistrado” estabelecido no inciso VIII do artigo 35 da LOMAN e no inciso VIII do artigo 251 do COJE não foi infringido

pela

ficha

Sindicada,

que

não

tem

nenhum

apontamento

negativo

em

sua

funcional e que sempre cuidou de “manter conduta irrepreensível na vida pública e particular”, tanto é que sempre respeitou e cumpriu seus DEVERES CONJUGAIS, MATERNAIS, SOCIAIS E FUNCIONAIS.

Assim, diante da inexistência de conduta repreensível praticada pela Magistrada, não há falar-se em aplicação de qualquer punição administrativa prevista no artigo 42, da LOMAN ou no artigo 257 do COJE, e muito menos da possibilidade de instauração de procedimento disciplinar administrativo para a apuração de qualquer conduta que possa ser considerada infração, sob pena deste Egrégio Tribunal Pleno incorrer na mais absurda e desproporcional injustiça.

II – DO PEDIDO

Diante de todo o exposto:

I - em consonância com as provas testemunhais e documentais carreadas aos autos; II – considerando-se que o período mencionado na nota era feriado nacional (carnaval);

III – diante do fato comprovado pelo Diretor do Departamento de Cadastro de

Magistrados, que no mesmo período a Sindicada estava em pleno gozo de licença médica, e, portanto, não estava impedida de deslocar-se para outro ente da federação;

IV – por fim, levando-se em conta o argumento mais importante: a falta de

TIPICIDADE E DE MATERIALIDADE,

requer a Vossa Excelência o arquivamento da presente Sindicância nº 04/2009, por ser medida que se impõe.

Nestes termos, pede deferimento.

Cuiabá, 09 de julho de 2010.

DANIELLE BARROS GARCIA OAB/MT 9.599

LAILA E. DE OLIVEIRA ALLEMAND OAB/MT 12.272