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Aula 12 Curso: Direito Comercial p/ ICMS RJ Professor: Wangney Ilco

Curso: Direito Comercial p/ ICMS RJ Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula

Curso: Direito Comercial p/ ICMS RJ Teoria e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco Aula 12

RESUMO-ESQUEMATIZAÇÕES (Parte I)

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Meu caros, tendo em vista a complexidade de nossa disciplina, bem como algumas solicitações de alunos, resolvi disponibilizar duas aulas extras contendo todas as nossas esquematizações utilizadas no decorrer deste curso.

Acredito que seja um material muito adequado para uma revisão e, ainda, poderá ser utilizado para fazer suas próprias anotações. Entendo que quando o aluno faz as suas próprias anotações melhora o seu processo de aprendizagem. Então, de posse destas esquematizações, vocês poderão acompanhar a teoria com mais eficiência, ok? E após terminar o estudo da teoria, esta aula servirá de revisão de tempos em tempos, certo?

Esta primeira parte engloba a nossa aula 00 até a aula 04 (ou seja, toda a parte de direito de empresa e direito societário). A segunda parte começa a partir de títulos de crédito.

Então, é isso!!!

Bons estudos a todos!!!

Wangney Ilco

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Aula 00 A atividade empresarial. Empresário e Empresa. Prepostos

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1- Introdução

FONTES DO DIREITO COMERCIAL

Fonte Primária ou direta

FONTES DO DIREITO COMERCIAL  Fonte Primária ou direta - Código Civil 2002: principal - Lei

- Código Civil 2002: principal

- Lei de Falências

- Legislação dos títulos de crédito

- Legislação dos contratos mercantis

- etc.

Secundária ou indiretadoutrina, jurisprudência, dos tratados e convenções internacionais, dos usos e costumes (Art. 4º da Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro).

2- A atividade empresarial

2.1 Teoria dos atos de comércio

CÓDIGO COMERCIAL DE 1850

1ª PARTE

Atos

de

Revogada pelo Código Civil de 2002

Comércio

2ª PARTE

Direito Marítimo

Ainda em vigor

3ª PARTE

Direito

Não estava mais em vigor desde a antiga lei de falências (DL 7.661/45). Em vigor a nova Lei de Falências (Lei 11.101/05)

Falimentar

Código Comercial de 1850regia as sociedades comerciais.

Código Civil 1916regia as sociedades civis.

TEORIA DOS ATOS DE COMÉRCIOforma objetiva de enquadrar as atividades no regime jurídico comercial. O que importava era o objeto da atividade em si.

A teoria dos atos de comércio era caracterizada por três ATRIBUTOS:

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Habitualidade: com que a atividade é exercida; : com que a atividade é exercida;

Lucro: como objetivo da atividade; : como objetivo da atividade;

Intermediação: comprar para vender. : comprar para vender.

2.2 Teoria da Empresa

passou-se a priorizar o desenvolvimento da atividade em

detrimento do ato de comércio, do objeto em si. Portanto, a teoria da empresa

e o Novo Código Civil priorizam a FORMA como é exercida e/ou desenvolvida

a atividade empresarial.

2.2.1 Atributos da Teoria da Empresa

PROFISSIONALISMO: atividade exercida de forma habitual e profissional. atividade exercida de forma habitual e profissional.

ATIVIDADE ECONÔMICA: objetiva o lucro. Esta é característica intrínseca daquele que assume os riscos da atividade econômica. objetiva o lucro. Esta é característica intrínseca daquele que assume os riscos da atividade econômica.

ORGANIZAÇÃO: este é o principal atributo que uma atividade econômica exercida de forma profissional deve : este é o principal atributo que uma atividade econômica exercida de forma profissional deve possuir para se enquadrar como uma atividade empresarial. Diz respeito à organização dos FATORES DE PRODUÇÃO: capital, mão de obra, matéria-prima e tecnologia. Portanto, além de objetivar o lucro e agir com profissionalismo, a atividade empresarial deve ser organizada.

Teoria da Empresa Profissionalismo Atividade econômica Organização (fatores de produção) da atividade é
Teoria da Empresa
Profissionalismo
Atividade
econômica
Organização
(fatores de
produção)
da atividade é
Teoria dos atos de comércio Habitualidade Lucro Intermediação O que importa é o objeto da
Teoria dos atos de comércio
Habitualidade
Lucro
Intermediação
O que importa é o
objeto da atividade
em si
O que importa é o objeto da atividade em si O que importa é a forma

O que importa é a forma como o objeto

exercido

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2.3 A empresa

dos Perfis de Empresa (Prof. Asquini) para o entendimento do

instituto EMPRESA. Esta é a teoria mais aceita e aborda a empresa como

fenômeno poliédrico a partir de quatro perfis:

teoria

Perfil Subjetivo

A empresa está relacionada ao indivíduo que

exerce de forma organizada e profissional uma atividade econômica objetivando a produção ou circulação de bens ou de serviços. O EMPRESÁRIO é o sujeito de direito, pois é ele

quem exerce a atividade empresarial.

Perfil Funcional

A empresa está relacionada à atividade empresarial em si, direcionada a um determinado fim produtivo, que é gerar riquezas.

a um determinado fim produtivo, que é gerar riquezas. Perfil patrimonial Objetivo ou A empresa
a um determinado fim produtivo, que é gerar riquezas. Perfil patrimonial Objetivo ou A empresa

Perfil

patrimonial

Objetivo

ou

A empresa

ESTABELECIMENTO, considerando os bens patrimoniais da empresa como resultado do fator econômico.

ao

está

relacionada

Perfil

institucional

Corporativo

ou

A empresa relacionada ao grupo organizacional

formado pelo empresário e seus colaboradores.

Este perfil está superado, pois não tem correspondência na realidade atual.

Deste modo, podemos definir EMPRESA como sendo:

A ATIVIDADE econômica ORGANIZADA para a produção ou a circulação de bens ou serviços, exercida de forma PROFISSIONAL pelo EMPRESÁRIO.

2.4 O empresário

não há uma definição jurídica de empresa. Com a positivação da teoria da empresa pelo Código Civil de 2002, temos a definição de EMPRESÁRIO, conforme a perfil subjetivo de Asquini. Vejamos:

DEFINIÇÃO DE EMPRESÁRIO

Art. 966 do CC. Considera-se empresário quem exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou a circulação de bens ou de serviços.

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Profissionalismo

habitualidade

E s t a b i l i d a d e e Estabilidade e

habitualidade E s t a b i l i d a d e e Atividade econômica

Atividade

econômica

LUCRO - atividades

sem fins lucrativos não são empresáriasi d a d e e Atividade econômica LUCRO - atividades Empresário O r g a

- atividades sem fins lucrativos não são empresárias Empresário O r g a n i z

Empresário

Organização

Produção ou

circulação de

bens ou serviços

Dos fatores de produçãoProdução ou circulação de bens ou serviços Qualquer atividade pode ser empresária EMPRESÁRIO

de bens ou serviços Dos fatores de produção Qualquer atividade pode ser empresária EMPRESÁRIO

Qualquer atividade pode ser empresáriade bens ou serviços Dos fatores de produção EMPRESÁRIO ESTABELECIMENTO EMPRESA EMPRESARIAL

EMPRESÁRIO ESTABELECIMENTO EMPRESA EMPRESARIAL Atividade Sujeito que exerce a atividade Complexo de Empresarial
EMPRESÁRIO
ESTABELECIMENTO
EMPRESA
EMPRESARIAL
Atividade
Sujeito que
exerce a atividade
Complexo de
Empresarial
bens
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2.5 Exceções à Teoria da Empresa

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EXCETO SE a organização dos fatores de produção for mais importante que a atividade pessoal
EXCETO SE a organização dos
fatores de produção for mais
importante que a atividade
pessoal desenvolvida (Aí
constitui Elemento de empresa)
Considera-se

empresário

ATIVIDADE RURAL

O indivíduo (ou sociedade) tem a OPÇÃO de ser empresário

Independente da forma com que a atividade é exercida
Independente
da forma com
que a atividade é
exercida
Independente da forma com que a atividade é exercida  PROFISSIONAL INTELECTUAL Natureza científica,

PROFISSIONAL INTELECTUAL

Natureza científica, artística ou literária não é empresário.

§único, art. 966, CC Art. 971 e 984, CC Exceções à Teoria da Empresa §único,
§único, art. 966, CC
Art. 971 e 984, CC
Exceções à
Teoria da
Empresa
§único, art. 982, CC

SOCIEDADES COOPERATIVAS

São sempre sociedades simples.

2.6 Empresário Individual

ATIVIDADE EMPRESARIAL
ATIVIDADE EMPRESARIAL
. 2.6 – Empresário Individual ATIVIDADE EMPRESARIAL Empresário Individual Pessoa Física Sociedade Empresária
. 2.6 – Empresário Individual ATIVIDADE EMPRESARIAL Empresário Individual Pessoa Física Sociedade Empresária
Empresário Individual Pessoa Física
Empresário Individual
Pessoa Física
Sociedade Empresária Pessoa Jurídica
Sociedade Empresária
Pessoa Jurídica

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Porém, o ponto mais importante acerca do EMPRESÁRIO INDIVIDUAL é com relação a sua responsabilidade pelas obrigações e dívidas decorrentes da sua atividade. Deste modo, a RESPONSABILIDADE do empresário individual é ILIMITADA e DIRETA, pois ele NÃO possui personalidade jurídica e, por consequência, os BENS da pessoa física e do empresário individual são os MESMOS, se confundem.

2.7 Requisitos e impedimentos para o exercício da atividade empresarial

Relembremos: Tendo em vista a teoria da empresa, considera-se empresário aquele que:

COM

atividade

Profissionalismo

habitualidade

no

exercício

da

econômica;

EXERCE A Atividade econômica objetivo de auferir lucros;

DE FORMA Organizada principal requisito. Organização dos fatores de produção;

PARA A Produção ou a circulação de bens ou de serviços objetivo de satisfazer as necessidades do mercado exercendo qualquer tipo de atividade econômica.

Art. 972 do CC. Podem exercer a atividade de empresário os que estiverem em pleno gozo da capacidade civil e não forem legalmente impedidos..

2.7.1 - Capacidade Civil do Empresário Individual

Absolutamente Incapaz x Relativamente Incapaz

Idade Absolutamente Incapaz Menor de 16 anos

Idade

Absolutamente Incapaz

Menor de 16 anos

Idade Absolutamente Incapaz Menor de 16 anos Pessoas Relativamente Incapaz 16 a 18 anos Ébrios habituais,

Pessoas

Relativamente Incapaz 16 a 18 anos Ébrios habituais, viciados em tóxicos, pródigos , aquele que
Relativamente Incapaz 16 a 18 anos Ébrios habituais, viciados em tóxicos, pródigos , aquele que

Relativamente Incapaz

16 a 18 anos

Ébrios habituais, viciados em tóxicos, pródigos, aquele que não puder exprimir sua vontade (por causa transitória ou permanente).

viciados em tóxicos, pródigos , aquele que não puder exprimir sua vontade (por causa transitória ou

No entanto, a esta necessidade de plenitude na capacidade civil para o exercício da atividade empresarial, temos duas situações de exceções, conforme esquema abaixo:

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Empresário

comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 12 Empresário Regra 1ª -Em favor do incapaz no caso

Regra

-Em favor do incapaz no caso de sucessão da empresa por causa mortis.

INCAPAZ representado ou assistido

-Pela incapacidade superveniente do empresário.

Mediante Autorização Judicial após análise das circunstâncias e riscos

Judicial após análise das circunstâncias e riscos Deve ter capacidade civil EXCEÇÕES 2.7.2 - Capacidade

Deve ter

capacidade

civil

das circunstâncias e riscos Deve ter capacidade civil EXCEÇÕES 2.7.2 - Capacidade Civil da Sociedade Empresária
das circunstâncias e riscos Deve ter capacidade civil EXCEÇÕES 2.7.2 - Capacidade Civil da Sociedade Empresária

EXCEÇÕES

2.7.2 - Capacidade Civil da Sociedade Empresária - sócio

atendidos

CUMULATIVAMENTE para que o incapaz possa ser sócio da sociedade empresária: sociedade empresária:

Vejamos

os

pressupostos

que

devem

ser

 O sócio incapaz não pode exercer a administração da sociedade;  O capital social
 O sócio incapaz não pode exercer a administração da
sociedade;
 O capital social deve estar totalmente integralizado;
 O sócio relativamente incapaz deve ser assistido e o
absolutamente incapaz deve ser representado por
seus representantes legais.
Atendidos os
pressupostos
REGISTRAR o contrato e suas
alterações na JUNTA COMERCIAL
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2.7.3Impedimento: Empresário Individual

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precisa não estar legalmente impedido para exercer a atividade empresarial, ou seja, embora o indivíduo seja civilmente capaz, a lei poderá impedi-lo.

o indivíduo não poderá se valer do impedimento para se livrar

de obrigações assumidas na condição de empresário, respondendo por

elas (art. 973 do CC).

2.7.4Empresário casado

Os conjugês (juntos) PODEM fazer parte de sociedade

entre si

Exceção (regime de comunhão): - Universal -Separação total de bens
Exceção
(regime de comunhão):
- Universal
-Separação total de bens
de comunhão): - Universal -Separação total de bens com terceiros Obs .: Os cônjuges , separadamente

com terceiros

Obs.: Os cônjuges, separadamente, podem contratar sociedade com terceiros, independente do regime de casamento.

3- Prepostos

os prepostos são as pessoas que auxiliam o empresário no exercício da atividade empresária

Portanto, o empresário é chamado de preponente e é RESPONSÁVEL pelos atos de quaisquer prepostos, praticados nos seus estabelecimentos e relativos à atividade da empresa, ainda que não autorizados por escrito.(art. 1.178).

Responsabilidade do PREPOSTO Perante Perante Preponente Terceiros PESSOALMENTE responsáveis pelos atos culposos
Responsabilidade do
PREPOSTO
Perante
Perante
Preponente
Terceiros
PESSOALMENTE
responsáveis pelos
atos culposos
SOLIDARIAMENTE
com o preponente
pelos atos dolosos

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Logo, a responsabilidade do preposto é SUBJETIVA, visto a necessidade de se demonstrar culpa ou dolo.

Pode fazer-se substituir
Pode fazer-se substituir
de se demonstrar culpa ou dolo. Pode fazer-se substituir Autorização escrita Sem autorização -

Autorização

escrita

ou dolo. Pode fazer-se substituir Autorização escrita Sem autorização - responsabilidade pessoal pelos atos
Sem autorização - responsabilidade pessoal pelos atos praticados
Sem autorização -
responsabilidade pessoal
pelos atos praticados

Preposto

Para negociar por conta própria ou de terceiro e fazer concorrência (operação do mesmo gênero)
Para negociar por conta
própria ou de terceiro e fazer
concorrência (operação do
mesmo gênero)
Autorização
expressa
Sem autorização - responde
p/ perdas/danos e os lucros
são retidos

3.1 O Gerente

PODE praticar todos os ATOS necessários

Para o exercício dos poderes outorgados SE a lei não exigir poderes especiais
Para o exercício
dos poderes
outorgados
SE a lei não
exigir poderes
especiais
pelos ATOS praticados em seu nome, mas a conta do preponente
pelos ATOS praticados em
seu nome, mas a conta do
preponente
GERENTE
GERENTE

RESPONDE junto com o PREPONENTE

PODE estar em JUÍZO em nome do preponente

pelas Obrigações no exercício de suas funções
pelas Obrigações no
exercício de suas funções

*Na falta de disposição diversa:

DOIS ou MAIS Gerentesseus PODERES são SOLIDÁRIOS

3.2 O Contabilista

o empresário e a sociedade empresária estão obrigados por lei a manter e a seguir um sistema de contabilidade, ou seja, devem escriturar em livros suas atividades comerciais. Portanto, é necessário ter um profissional responsável por escriturar os livros do empresário e da sociedade empresária:

Contador ou Contabilista.

contabilista

legalmente habilitado, SALVO se nenhum houver na localidade.

a escrituração

ficará

sob

a

responsabilidade

de

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Aula 01 - Registro da empresa. Livros comerciais. Nome empresarial. Estabelecimento empresarial.

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1- Registro da empresa

O registro da empresa, independentemente do seu objeto, ocorre no chamado Registro Público de Empresas Mercantis (sigla RPEM),

Registro Público das Empresas Mercantis (RPEM) Departamento Nacional de Registro de Comércio - DNRC* Juntas
Registro Público
das Empresas
Mercantis (RPEM)
Departamento Nacional
de Registro de Comércio -
DNRC*
Juntas Comerciais
Função SUPERVISORA,
orientadora, normativa
e técnica.
Função EXECUTORA E
ADMINISTRADORA do serviço
de registro. Órgão estadual com
função de natureza federal.

*NOTA: A estrutura acima é dada pela Lei nº 8.934/94. Acontece que o Decreto nº 8.001/13 extinguiu o DNRC, que havia sido criado pela lei nº 4.048/61, ou seja, um decreto extinguiu um órgão criado por lei (?????? ver o art. 84, VI, “a”, da CF). As funções do DNRC agora são da competência do Departamento de Registro Empresarial e Integração DREI. Ainda, o DREI é órgão que pertence à estrutura da recém-criada Secretaria da Micro e Pequena Empresa SMPE. Então, as instruções normativas que veremos acerca dos atos de registro foram emitidas pela DREI as instruções do DNRC foram revogadas.

1.3 Registro do Empresário

É Declaratório

Regularidade perante a lei
Regularidade
perante a lei

Necessário ter

as qualidades

de empresário

a lei Necessário ter as qualidades de empresário Inscrição do empresário Obrigatório Mas NÃO é

Inscrição

do

empresário

Obrigatório

de empresário Inscrição do empresário Obrigatório Mas NÃO é constitutivo Prof.º Wangney Ilco 12 de 81

Mas NÃO é constitutivo

do empresário Obrigatório Mas NÃO é constitutivo Prof.º Wangney Ilco 12 de 81

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Enunciado 198 Art. 967: A inscrição do empresário na Junta Comercial não é requisito para
Enunciado 198
Art. 967: A inscrição do empresário na Junta Comercial não é requisito para
a sua caracterização, admitindo-se o exercício da empresa sem tal
providência. O empresário irregular reúne os requisitos do art. 966,
sujeitando-se às normas do Código Civil e da legislação comercial, salvo
naquilo em que forem incompatíveis com a sua condição ou diante de expressa
disposição em contrário.
Enunciado 199 Art. 967: A inscrição do empresário ou sociedade empresária é requisito delineador de
Enunciado 199
Art. 967: A inscrição do empresário ou sociedade empresária é requisito
delineador de sua regularidade, e não de sua caracterização.

a inscrição se dá através de requerimento contendo (art. 968):

1) O seu NOME, nacionalidade, domicílio, estado civil e, se casado, o regime de bens;

2) A FIRMA, com a respectiva assinatura autografa (pode ser substituída por assinatura autenticada com certificação digital ou equivalente);

3) O CAPITAL;

4) O OBJETO e a SEDE da empresa.

3) O CAPITAL ; 4) O OBJETO e a SEDE da empresa. Obs. : Atenção ao

Obs.: Atenção ao item 2 acima, pois é mudança recente no CC (Lei Complementar nº 147/14), bem suscetível de ser cobrado. Ressalto, ainda, que a microempresa (ME) e empresa de pequeno porte (EPP) estão dispensadas do uso da firma, como forma de facilitar o início de seu funcionamento (art. 4º,§1º, I, LC 123/06 abaixo transcrito).

1.4 Registro da Sociedade Empresária

transcrito). 1.4 – Registro da Sociedade Empresária SOCIEDADES Sociedade Empresária RPEM (Junta Comercial)
SOCIEDADES
SOCIEDADES
1.4 – Registro da Sociedade Empresária SOCIEDADES Sociedade Empresária RPEM (Junta Comercial) Sociedade
1.4 – Registro da Sociedade Empresária SOCIEDADES Sociedade Empresária RPEM (Junta Comercial) Sociedade
Sociedade Empresária RPEM (Junta Comercial)
Sociedade
Empresária
RPEM
(Junta Comercial)
Sociedade Simples Registro Civil das Pessoas Jurídicas - RCPJ
Sociedade
Simples
Registro Civil
das Pessoas
Jurídicas - RCPJ

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um

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rito formal que deve ser observado pelas sociedades, bem como

pelo empresário (art. 1.151) é o seguinte: Regularidade 30 dias Lavratura (assinatura) dos atos constitutivos
pelo empresário (art. 1.151) é o seguinte:
Regularidade
30 dias
Lavratura (assinatura)
dos atos constitutivos
Averbação pelo
registro
Registro dos atos
constitutivos
Prazo final para levar
os atos ao registro

1.5 Registro da atividade rural

Registro Civil das Pessoas Jurídicas

Atividade rural - principal profissão

Pessoas Jurídicas Atividade rural - principal profissão Opção - RPEM de sua sede Equipara-se ao empresário

Opção - RPEM de sua sede

Equipara-se ao empresário

Opção - RPEM de sua sede Equipara-se ao empresário 1.7 – Empresário Irregular Consequências Fundamento

1.7 Empresário Irregular

Consequências

Fundamento legal

Não tem legitimidade ativa para pedir a falência do seu devedor, pois somente o empresário regularmente inscrito na Junta Comercial pode requerer.

Art. 97, § 1º da LF (Lei nº 11.101 /2005 - Lei de Falências)

Não tem legitimidade ativa para se beneficiar de recuperação judicial e extrajudicial, pois somente o empresário regularmente inscrito na Junta Comercial pode se valer de tais benefícios legais.

Arts. 48, 51, V e 161 da da LF (Lei nº 11.101 /2005 - Lei de Falências)

A escrituração da empresa não poderá ser autenticada no RPEM, pois é necessário estar registrado.
A escrituração da empresa não poderá ser autenticada no RPEM, pois é necessário estar registrado.

A escrituração da empresa não poderá ser autenticada no RPEM, pois é necessário estar registrado. Assim, os livros não possuirão a eficácia probatória em caso de litígio.

Art. 32, III; art. 39, I da Lei 8.934/94 (Lei do RPEM) e art. 379 do CPC.

Crime falimentar - Deixar de elaborar, escriturar ou autenticar os documentos de escrituração contábil obrigatórios

Art. 178 da LF (Lei nº 11.101 /2005 - Lei de Falências)

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2 Livros Comerciais

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Manter sistema de contabilidade

Mecanizado ou não

Pequeno empresário - DISPENSADO
Pequeno
empresário -
DISPENSADO
Empresário e sociedade DEVEM
Empresário e
sociedade
DEVEM
empresário - DISPENSADO Empresário e sociedade DEVEM Realizar Escrituração uniforme dos livros Apresentar
empresário - DISPENSADO Empresário e sociedade DEVEM Realizar Escrituração uniforme dos livros Apresentar
empresário - DISPENSADO Empresário e sociedade DEVEM Realizar Escrituração uniforme dos livros Apresentar

Realizar Escrituração uniforme dos livros

Apresentar Balanço patrimonial e resultado econômico

Autenticar livros e fichas previamente no RPEM

Conservar em boa guarda escrituração e documentos

Pelo prazo decadencial ou prescricional dos atos

documentos Pelo prazo decadencial ou prescricional dos atos Quando Escrituração LIVRO DIÁRIO Pode ser substituído
Quando Escrituração LIVRO DIÁRIO Pode ser substituído por fichas mecanizada ou eletrônica É indispensável
Quando Escrituração
LIVRO DIÁRIO
Pode ser substituído
por fichas
mecanizada ou
eletrônica
É indispensável
Pode ser substituído
pelo livro
Balancetes Diários
e Balanços
Quando sistema de
fichas de lançamento
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2.1 Sigilo dos livros comerciais

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QUEBRA DO SIGILO DOS LIVROS COMERCIAIS:

 QUEBRA DO SIGILO DOS LIVROS COMERCIAIS : Garantido o sigilo total Autoridade, juiz ou tribunal
Garantido o sigilo total Autoridade, juiz ou tribunal NÃO podem verificar as formalidades legais.
Garantido o sigilo total
Autoridade, juiz ou tribunal
NÃO podem verificar as
formalidades legais.
Exame total ou parcial da escrituração para verificar o pagamento do imposto. STF: limita o
Exame total ou parcial da
escrituração para verificar o
pagamento do imposto.
STF: limita o exame aos
pontos objeto da investigação.
Sucessão, comunhão ou sociedade, falência e administração ou gestão à conta de outrem Liquidação da
Sucessão, comunhão ou
sociedade, falência e
administração ou gestão à
conta de outrem
Liquidação da sociedade ou
sucessão por morte do sócio
(art. 420, CPC)

Regra geral

(art. 1.190, CC)

Autoridades

Fazendárias

(art. 1.193, CC e 195, CTN)

Sigilo dos livros

EXIBIÇÃO TOTAL:

JUDICIAL requerimento da parte (art.

1.191,CC)

EXIBIÇÃO PARCIAL (art.1.191,§1º, CC)

Juiz ou tribunal, de ofício ou a requerimento - somente os pontos que interessar ao
Juiz ou tribunal, de ofício ou
a requerimento - somente os
pontos que interessar ao
litígio. (art. 421, CPC)

sumulas do STF:

Súmula 439: Estão sujeitos à fiscalização tributária ou previdenciária quaisquer livros comerciais, limitado o exame aos pontos objeto da investigação.

Súmula 260: O exame de livros comerciais, em ação judicial, fica limitado às transações entre os litigantes.

Súmula 390: A exibição judicial de livros comerciais pode ser requerida como medida preventiva.

3 Nome empresarial

o nome empresarial pode ser dividido nas seguintes espécies: FIRMA e DENOMINAÇÃO. A firma ainda pode se dividir em: individual e social. Quando tratar-se de EMPRESÁRIO INDIVIDUAL, usaremos a FIRMA INDIVIDUAL. Quando tratar-se de SOCIEDADE usaremos a expressão FIRMA SOCIAL(ou “firma coletiva” ou “razão social).

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FIRMA INDIVIDUAL formada pelo nome civil, de forma completa ou abreviada, seguida opcionalmente de designação mais precisa da sua pessoa ou do gênero de sua atividade. Exemplos: Carlos Eduardo / Carlos Eduardo Automóveis / C E Automóveis.

FIRMA OU RAZÃO SOCIAL usada para sociedades. Semelhante à firma individual. Formada pelo nome civil de um ou mais sócios. Exemplos: André Neves, Antônio Jorge e Vinícius Milagre Bar e Restaurante / Antônio Jorge e companhia / Vinícius Milagre & Cia.

DENOMINAÇÃO formada por expressão ou nome fantasia e, obrigatoriamente, por expressão indicativa do objeto social (ramo de atividade). É permitido o uso do nome de um ou mais sócios. Lembrando que a denominação é somente usada em caso de sociedade. Exemplos:

Nery e Cohen Tecidos Ltda.; Flamengo Carros S/A / Companhia Flamengo de Carros.



Tipo Societário

Espécie

Exemplo

Empresário

Individual

Firma individual

Sociedade Simples

André Neves

Razão social ou Denominação

Paulo e José Flores ou

PJ Floricultura LTDA

Sociedade em nome coletivo Sociedade Limitada Micro Empresa e Empresa de Pequeno Porte Cooperativas Razão
Sociedade em nome coletivo Sociedade Limitada Micro Empresa e Empresa de Pequeno Porte Cooperativas Razão

Sociedade em nome coletivo

Sociedade Limitada

Micro Empresa e Empresa de Pequeno Porte

Cooperativas

Razão social

Razão social ou Denominação

Razão social ou Denominação

Denominação

Ana, João e José Flores ou Ana & Cia

João & Cia. LTDA ou Transportes FLA LTDA

PJ Floricultura LTDA EPP

Cooperativa dos Concurseiros do Brasil

Sociedade Comandita Simples

Razão social (apenas o

comandidato aparece no nome)

Antônio & Companhia

Comandita por ação

Razão social ou Denominação

Bar do Buí comandita por ações

Sociedade Anônima

Denominação (vedado o uso de companhia” ou “Cia.” no final da denominação)

Companhia do Rio de Janeiro ou Cia do Rio de Janeiro ou Rio de Janeiro S/A ou Rio de Janeiro Sociedade Anônima

Obs1: a Sociedade em conta de participação não possui nome empresarial (art. 1.162).

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Obs2: Micro empresa e Empresa de pequeno porte usa firma ou denominação + “ME” ou “EPP” + objeto da sociedade (facultativo) art. 72 da LC 123;

Obs3: Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (EIRELI): firma ou denominação + expressão “EIRELI”. Também, pode se enquadrar como ME ou EPP, neste caso o nome empresarial fica desta forma: firma ou denominação + “EIRELI” + “ME” ou “EPP”.

 PROTEÇÃO  Âmbito ESTADUAL – Junta Comercial (JC)  PRINCÍPIO DA VERACIDADE  NÃO
 PROTEÇÃO
 Âmbito ESTADUAL – Junta Comercial (JC)
 PRINCÍPIO DA VERACIDADE
 NÃO pode conter informações falsas.
 NÃO pode conter sócio falecido ou excluído ou
se retirado.
 PRINCÍPIO DA NOVIDADE
 Deve ser único no registro (JC)
 EXTINÇÃO DO NOME
 Requerimento de qualquer interessado
 Encerramento da atividade
 Liquidação
 OMISSÃO da expressão
“LTDA”
 Responsabilidade solidária e ilimitada dos
administradores pelo ato de omitir.
SOMENTE o nome do sócio c/ resp. ILIMITADA na firma
SOMENTE o nome do
sócio c/ resp.
ILIMITADA na firma
SOMENTE o nome do sócio c/ resp. ILIMITADA na firma Sociedade - sócio c/ responsabilidade ILIMITADA

Sociedade - sócio c/ responsabilidade ILIMITADA

Firma social

Obrigatório
Obrigatório
Se outro figurar no nome > responde SOLIDÁRIA e ILIMITADAMENTE
Se outro figurar no
nome > responde
SOLIDÁRIA e
ILIMITADAMENTE

REGRA: o nome empresarial não pode ser objeto de ALIENAÇÃO, EXCETO se por ato entre vivos o contrato de trespasse (contrato de alienação do estabelecimento empresarial) permitir. Neste caso, o adquirente do estabelecimento PODE utilizar o nome do alienante precedido de seu próprio nome, com a qualificação de sucessor.

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4 Estabelecimento Empresarial

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“Estabelecimento empresarial é o CONJUNTO DE BENS reunidos pelo empresário para a exploração de sua atividade econômica.” (Fabio Ulhoa Coelho).

Assim, podemos entender o Estabelecimento Empresarial como sendo o COMPLEXO DE BENS ORGANIZADO para o exercício da empresa (art. 1.142, CC), sendo elemento essencial para o exercício da atividade. É formado, ainda, por bens corpóreos (tangível) e incorpóreos (intangível).

natureza jurídica caracterizada por uma UNIVERSALIDADE DE FATO - pluralidade de bens singulares que, pertinentes à mesma pessoa, tenha destinação unitária (art. 90, CC), sendo, deste modo, OBJETO UNITÁRIO de direitos e negócios jurídicos, translativos ou constitutivos.

4.1 - Trespasse

TRESPASSE: É o contrato comercial inter-vivos pelo qual a titularidade do estabelecimento empresarial é transferida
TRESPASSE: É o contrato comercial inter-vivos pelo
qual a titularidade do estabelecimento empresarial é
transferida de forma definitiva.
Só produz efeitos perante TERCEIROS após averbado no RPEM e publicação oficial. Tem validade mesmo
Só produz efeitos perante
TERCEIROS após averbado
no RPEM e publicação
oficial.
Tem validade mesmo antes
de averbado e publicado

Do pagamento de todos os credores

Ou do consentimento dos credores em 30 dias após notificados

Ou do silêncio dos credores após 30 dias da notificação

Alienação,

usufruto ou

arrendamento TRANSFERÊNCIA do estabelecimento empresarial Eficácia da alienação depende: Se não restarem ao
arrendamento
TRANSFERÊNCIA
do estabelecimento
empresarial
Eficácia da
alienação
depende:
Se não restarem
ao alienante
bens suficientes.

a SOLIDARIEDADE entre o alienante e o adquirente, pelos débitos do estabelecimento, possui o duração de 1 (um) ano, nesses termos:

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Quanto aos débitos já vencidos 1 ano Contado da data da publicação do trespasse.
Quanto aos débitos
já vencidos
1
ano
Contado da data da
publicação do
trespasse.
Quanto aos outros débitos (vincendos) 1 ano Contado da data de seu vencimento.
Quanto aos outros
débitos
(vincendos)
1
ano
Contado da data de
seu vencimento.

Como regra, é proibido ao alienante ou cedente do estabelecimento empresarial fazer concorrência ao adquirente. Somente no caso de alienação é permitida a CONCORRÊNCIA, nos seguintes termos:

ALIENAÇÃO

Adquirente precisa autorizar expressamente; Ou o alienante pode fazer concorrência após 5 anos da transferência

Resumindo:

Usufruto ou arrendamento

Proibida enquanto durar o contrato de usufruto ou arrendamento, obviamente.

CONTRATOS Alienante e adquirente acertam entre si;

Contrato de caráter pessoal adquirente NÃO ASSUME;

RESCISÃO de contratos até 90 dias de publicado a transferência em caso de justa causa.

Obs.: CONTRATO DE LOCAÇÃO do ponto comercial não se transmite automaticamente ao adquirente por conta do trespasse do estabelecimento empresarial.

4.2 Aviamento

sobrevalor, agregado aos bens do estabelecimento empresarial em razão da sua racional organização pelo empresário(Ulhoa)

é a aptidão da empresa de produzir lucros, decorrente da

qualidade e da melhor perfeição de sua organização(Requião)

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Obs. (1): Fundo de comércio (ou fundo de empresa): ora é empregado como sinônimo de estabelecimento empresarial, ora é empregado como aviamento. Azienda (do italiano) também pode vir empregado como sinônimo de fundo de comércio e estabelecimento empresarial.

Obs. (2): Goodwill of a trade (ou somente goodwill): expressão econômica que também podemos encontrar como sinônimo de aviamento. Inclusive, esta

mais valia

expressão já foi tema da seguinte prova: (CESPE/Juiz-PI/2007) “

do conjunto de bens do empresário em relação à soma dos valores individuais,

relacionado à expectativa de lucros futuros”. Portanto, atenção a essas expressões conforme o contexto da questão, pois não é pacífica a distinção precisa entre elas, ok?

4.3 Clientela

é um atributo do estabelecimento empresarial e representa as pessoas que mantém certa relação com a empresa na busca por bens e serviços NÃO pode ser considerada como ELEMENTO DO ESTABELECIMENTO EMPRESARIAL

Considera-se, por isso, que a clientela seria uma manifestação externa do aviamento.

4.4 - O ponto empresarial (ou comercial)

local onde a atividade empresarial é exercida de maneira contínua e

a clientela relaciona-se com o empresário estabelecimento empresarial

Direito de Inerência. No entanto, alguns requisitos legais devem ser observados no caso de renovação obrigatória do contrato de locação (art. 51 da LL).

É um bem incorpóreo do

Locatário: Empresário ou seu sucessor ou sócio sobrevivente (no caso de sociedade)

seu sucessor ou sócio sobrevivente (no caso de sociedade) Contrato escrito a renovar c/ prazo mínimo

Contrato escrito a renovar c/ prazo mínimo ou

soma dos prazos de 5 anos

Requisitos

para renovação do contrato de locação

Mesma atividade exercida no local pelo prazo mín. e ininterrupto de 3 anos.

O pedido de renovação deve ser promovido no intervalo entre um ano e seis meses do final do contrato a ser renovado

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AULA 02 - Classificação das sociedades empresárias. Sociedades contratuais. Tipos sociais.

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1- Introdução

A atividade econômica é considerada típica de empresa quando exercida profissionalmente, de forma organizada para a produção ou circulação de bens ou de serviços.

2- Conceito de sociedade

Pessoas Jurídicas de Direito Privado

AssociaçõesPessoas Jurídicas de Direito Privado Fundações Organizações Religiosas Partidos Políticos SOCIEDADES EMPRESAS

FundaçõesPessoas Jurídicas de Direito Privado Associações Organizações Religiosas Partidos Políticos SOCIEDADES EMPRESAS

Organizações ReligiosasJurídicas de Direito Privado Associações Fundações Partidos Políticos SOCIEDADES EMPRESAS INDIVIDUAIS DE

Partidos PolíticosPrivado Associações Fundações Organizações Religiosas SOCIEDADES EMPRESAS INDIVIDUAIS DE RESPONSABILIDADE LIMITADA

SOCIEDADESFundações Organizações Religiosas Partidos Políticos EMPRESAS INDIVIDUAIS DE RESPONSABILIDADE LIMITADA (EIRELI)

EMPRESAS INDIVIDUAIS DE RESPONSABILIDADE LIMITADA (EIRELI)Pessoas Jurídicas de Direito Privado Associações Fundações Organizações Religiosas Partidos Políticos SOCIEDADES

*As pessoas jurídicas em destaque são o nosso objeto de estudo.

SOCIEDADE Partilha dos Fins Pluralidade Affectio resultados econômicos de sócios Societatis (lucros)
SOCIEDADE
Partilha dos
Fins
Pluralidade
Affectio
resultados
econômicos
de sócios
Societatis
(lucros)
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2.1Sociedade empresária X Sociedade simples

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SOCIEDADE Sociedade Sociedade empresária simples Atividade própria de empresário Aquela que não é empresária
SOCIEDADE
Sociedade
Sociedade
empresária
simples
Atividade própria
de empresário
Aquela que não é
empresária
Independente do objeto social
Independente do objeto social
que não é empresária Independente do objeto social Sociedade Anônima e Sociedade em Comandita por ações
que não é empresária Independente do objeto social Sociedade Anônima e Sociedade em Comandita por ações
Sociedade Anônima e Sociedade em Comandita por ações SEMPRE Sociedade empresária
Sociedade Anônima e
Sociedade em
Comandita por ações
SEMPRE Sociedade
empresária
Sociedade Cooperativa SEMPRE Sociedade Simples
Sociedade Cooperativa
SEMPRE Sociedade
Simples
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2.2Empresário Individual x Sociedade empresária

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EMPRESÁRIO INDIVIDUAL
EMPRESÁRIO
INDIVIDUAL

Não possui personalidade jurídica - sem autonomia patrimonial

Confusão entre os bens particulares do empresário e da empresa;

Pelas obrigações da empresa, o empresário responde

com seus próprios bens

(exceto os de família).

SOCIEDADE EMPRESÁRIA Possui personalidade jurídica - proteção do Princípio da Autonomia Patrimonial; Os bens
SOCIEDADE
EMPRESÁRIA
Possui personalidade
jurídica - proteção do
Princípio da Autonomia
Patrimonial;
Os bens particulares dos
sócios não se confundem
com os bens da sociedade;
A princípio, a sociedade
responde com seus
próprios bens por suas
dívidas (art. 1024, CC).

3- Classificação das sociedades

Quanto à personificação/personalização: regularidade de constituição da sociedade.

Personificadas

-Possui personalidade jurídica

-Atos constitutivos inscritos no registro próprio.

Não personificadas

-Não possui personalidade jurídica

-Atos constitutivos não inscritos

-Sociedade em comum

-Sociedade em conta de participação.

jurídica -Atos constitutivos não inscritos -Sociedade em comum -Sociedade em conta de participação.

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Quanto à estrutura econômica ou composição ou natureza: refere-se à alienação da participação societária e entrada de novos sócios na sociedade.

Sociedades de pessoa

Sociedades de capital

-As qualidades do sócio são mais importantes que a sua participação em capital.

-A participação em capital do sócio

é mais importante que suas

características.

-Novos sócios - consentimento dos demais.

- Novos sócios - depende só da sua contribuição em capital.

-Ex: Sociedade simples pura.

- Ex: Sociedade Anônima.

Quanto à responsabilidade dos sócios

ILIMITADA

LIMITADA

-Responde pessoalmente pelas obrigações sociais

-Responsabilidade limitada a sua contribuição

-Ex: sociedade limitada

-Subsidiária

-Ex: sociedade em nome coletivo

 

MISTA

-Combinação de sócios com responsabilidade limitada e ilimitada

-Ex: Sociedades em comandita simples e em comandita por ações.

Quanto à forma de constituição

Contratualista

Institucionalista

-Constituída por Contrato Social

-Constituída por Estatuto Social

Por fim, as sociedades podem ser PLURIPESSOAIS ou UNIPESSOAIS, conforme o número de sócios. Porém, como regra, a sociedade deve possuir mais de um sócio conforme a sua própria definição.

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4- Tipos societários

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SOCIEDADE SIMPLES

Sociedade Simples Pura

Sociedade Cooperativa

SOCIEDADE EMPRESÁRIA

Sociedade Anônima (SA)

Sociedade em Comandita por Ações

Sociedade em Nome Coletivo

Sociedade em Nome Coletivo

Sociedade em Comandita Simples

Sociedade em Comandita Simples

Sociedade Limitada

Sociedade Limitada

4.1- Sociedades dependentes de autorização

Sociedade NACIONAL Constituída conforme leis brasileiras Sede no Brasil Sociedade dependente de AUTORIZAÇÃO
Sociedade
NACIONAL
Constituída conforme leis
brasileiras
Sede no Brasil
Sociedade
dependente de
AUTORIZAÇÃO
Sociedade
do Executivo
ESTRANGEIRA
Pode ser acionista de SA
federal
Se sujeita às leis
brasileiras
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5- Sociedades NÃO personificadas

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Sociedades não personificadas

(CPF: 351.458.448-67) Sociedades não personificadas Sociedade em comum Possui instrumento constitutivo ,

Sociedade em comum

Sociedades não personificadas Sociedade em comum Possui instrumento constitutivo , porém não foi

Possui instrumento constitutivo, porém não foi registrado

Sociedade em conta de participação

foi registrado Sociedade em conta de participação Mero contrato . Caso registrado, não confere personalidade

Mero contrato. Caso registrado, não confere personalidade jurídica

*LEGISLAÇÃO APLICÁVEL ÀS SOCIEDADES NÃO PERSONIFICADAS

- Regras próprias de cada uma delas

2º - Regras das sociedades simples (subsidiariamente) *LIQUIDAÇÃO - sujeita-se a prestação de contas da
2º - Regras das sociedades
simples (subsidiariamente)
*LIQUIDAÇÃO - sujeita-se a
prestação de contas da lei
processual .

5.1- Sociedade em comum (art. 986 a 990, CC)

Enquanto NÃO registrar seus atos constitutivos

a 990, CC) Enquanto NÃO registrar seus atos constitutivos Regras da Sociedade em comum Subsidiariamente, regras

Regras da

Sociedade em

comum

seus atos constitutivos Regras da Sociedade em comum Subsidiariamente, regras da Sociedade Simples 

Subsidiariamente, regras da Sociedade Simples

Sociedade de fatosem qualquer documento escrito.

Sociedade irregulartem documento escrito, mas não registrado.

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Sociedade em comum

BENS + DÍVIDAS = PATRIMÔNIO ESPECIAL

Os sócios são os titulares

5.1.1- Responsabilidade dos sócios da Sociedade em comum

Pode responder qualquer sócio
Pode responder
qualquer sócio
Todos os sócios - SOLIDÁRIA e ILIMITADAMENTE Sócio que contratou - Excluído do benefício de
Todos os sócios -
SOLIDÁRIA e
ILIMITADAMENTE
Sócio que contratou
- Excluído do
benefício de ordem

No caso de atos de gestão praticados, esgota-se os bens.

Subsidiária - Bens sóciais respondem
Subsidiária - Bens
sóciais respondem

pelos DÉBITOS sociais

- Bens sóciais respondem pelos DÉBITOS sociais Pode responder diretamente 5.2- Sociedade em conta de

Pode responder

diretamente

5.2- Sociedade em conta de participação

SEM personalidade jurídica

em conta de participação SEM personalidade jurídica Mesmo levando o contrato a registro Sociedade em conta

Mesmo levando o contrato a registroem conta de participação SEM personalidade jurídica Sociedade em conta de participação SEM : capital,

personalidade jurídica Mesmo levando o contrato a registro Sociedade em conta de participação SEM : capital,

Sociedade em conta de participação

SEM: capital, patrimônio, nome empresarial e estabelecimento

Contribuição dos

sócios - patrimônio especial patrimônio especial

e produz efeito somente entre os sócios

Não depende de qualquer formalidade especial e produz efeito somente entre os sócios Trata-se de mero contrato Com relação aos sócios,

Trata-se de mero contrato

Com relação aos sócios, temos duas espécies na sociedade em conta de participação: SÓCIO OSTENSIVO e SÓCIO OCULTO (ou participante).

Sócio ostensivo: EMPRESÁRIO INDIVIDUAL ou SOCIEDADE EMPRESÁRIA. Aparece nos negócios com os terceiros. Utiliza os fundos de todos os sócios como se seus fossem, respondendo de forma ilimitada e

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pessoal. NÃO há subsidiariedade ou limitação. Não pode admitir a entrada de novo sócio sem o consentimento dos demais sócios, exceto se o contrato disser o contrário.

Oculto ou participante: NÃO aparece externamente nas relações da sociedade. Responde somente perante o sócio ostensivo, e de acordo com o contrato entre eles. Seus fundos são entregues fiduciariamante ao sócio ostensivo. O sócio oculto ao aparecer nas relações comerciais com terceiros, responderá solidariamente com o ostensivo e ilimitadamente com os seus bens pelas obrigações que assumiu (art. 993, §único).

Dissolução da

sociedade

Sócio ostensivo

Sócio oculto

Dissolução da sociedade Sócio ostensivo Sócio oculto LIquidação de sua conta e o saldo constitui crédito
Dissolução da sociedade Sócio ostensivo Sócio oculto LIquidação de sua conta e o saldo constitui crédito
Dissolução da sociedade Sócio ostensivo Sócio oculto LIquidação de sua conta e o saldo constitui crédito

LIquidação de sua conta e o saldo constitui crédito quirografário

A sociedade pode continuar e será

regida pelas normas de contrato bilateral da falencia.

Falência do

pelas normas de contrato bilateral da falencia. Falência do   Sociedade em comum Sociedade em conta
 

Sociedade em comum

Sociedade em conta de participação

Formas de provar a existência da sociedade

Entre sócios só por escrito

Formas de provar a existência da sociedade Entre sócios – só por escrito

Terceiros por qualquer meio admitido em direito

Por qualquer meio admitido em direito.

 

Regra: bens sociais patrimônio especial atos de gestão.

Somente o sócio ostensivo se responsabiliza perante terceiros (o sócio participante responde ao ostensivo, conforme contrato).

Responsabilidade perante terceiros

Sócios: solidária e ilimitadamente, após esgotados os bens sociais.

Obs.: sócio que contratou pode responder diretamente, excluído do benefício de ordem.

SE o participante se relacionar com terceiros, responderá solidariamente com o ostensivo.

Inscrição dos atos constitutivos

Tem um contrato social que ainda não foi levado ao registro competente.

É um mero contrato que se levado ao registro, não confere personalidade jurídica à sociedade.

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6- Sociedades personificadas

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Sociedade simples pura

Art. 997 a 1.038

Sociedade simples pura Art. 997 a 1.038 Sociedade em nome coletivo Art. 1.039 a 1.044 (SNC)
Sociedade simples pura Art. 997 a 1.038 Sociedade em nome coletivo Art. 1.039 a 1.044 (SNC)

Sociedade

em

nome

coletivo

Art. 1.039 a 1.044

(SNC)

Sociedade em comandita simples (SCS)

Art. 1.045 a 1.051

Sociedade cooperativa

ME e EPP

Sociedade anônima (SA)

Art. 1.093 a 1.096

LC 123/2006

Art. 1.088 e 1.089, Lei nº 6.404/76

EIRELI

Art. 980-A

Sociedade limitada (Ltda)

Art. 1.052 a 1.087

Sociedade

em

comandita

por

Art. 1.090 a 1.092 e Lei nº 6.404/76

ações (SCA)

Sociedade simples PODE adotar qualquer tipo social, mas ao adotar o tipo SA ou SCA será considerada sociedade empresária;

SA e SCA sempre sociedade empresária

Sociedade cooperativa sempre sociedade simples;

6.1- Sociedade simples pura (Art. 997 a 1.038, CC)

6.1.1 - O contrato social e sua natureza

A sociedade simples possui natureza contratual, ou seja, o seu ato constitutivo é o CONTRATO SOCIAL.

Assim, o nosso Código Civil de 2002 consagra a teoria do contrato PLURILATERAL para reger as sociedades contratuais.

(

)

6.1.2 Requisitos de validade do contrato social

Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

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Requisitos

do

Contrato Social

Wangney Ilco – Aula 12 Requisitos do Contrato Social Comuns ou Genéricos - Agente capaz; -
Wangney Ilco – Aula 12 Requisitos do Contrato Social Comuns ou Genéricos - Agente capaz; -

Comuns ou

Genéricos

- Agente capaz;

- Objeto lícito e possível;

- Forma prescrita ou não defesa em lei (art. 104, CC)

Específricos

- Affectio Societatis;

- Pluralidade dos sócios;

- Capital Social;

- Participação lucros e perdas

6.1.3 Cláusulas do contrato social

Dados dos sócios (PF ou PJ): nome, nacionalidade, estado civil, profissão, residência ou sede.

Nome empresarial, sede, objeto social e prazo da sociedade

Capital social: moeda corrente, qualquer espécie de bens suscetíveis de avaliação pecuniária

Participação dos sócios (quotas) e a forma de integralização

Cláusulas

OBRIGATÓRIAS

As prestações do sócio que contribua com serviços (na LTDA é vedado sócio de serviços)

Participação nos lucros e perdas (na LTDA quando o capital está todo integralizado é ela própria que suporta as perdas)

Responsabilidade subsidiária, ou não, dos sócios pelas obrigações sociais (Não se aplica às LTDA -ver tóp. 6.1.11 desta aula)

Administradores -poderes e atribuições (na LTDA não há vedação para administrador pessoa jurídica)

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6.1.4 Forma do contrato social

Conforme o caput do art. 997 do CC, o contrato social deve ser escrito, por meio de ato particular ou público, é solene.

6.1.5 Alteração do contrato social

Contrato Social ALTERAÇÃO Cláusulas Demais Obrigatórias cláusulas (art.997) UNANIMIDADE dos sócios Maioria
Contrato Social
ALTERAÇÃO
Cláusulas
Demais
Obrigatórias
cláusulas
(art.997)
UNANIMIDADE dos
sócios
Maioria Absoluta
(SE o contrato se omitir)

Por fim, a sucursal, filial ou agência constituída pela sociedade simples deve ser inscrita nos RCPJs de sua sede (matriz) e de sua circunscrição.

6.1.6- Direitos e obrigações dos sócios

SÓCIO REMISSO

Notificação da sociedade: 30 dias para cumprir a obrigação de integralizar o capital
Notificação da sociedade: 30 dias para cumprir a
obrigação de integralizar o capital

Ou Indenização:

quota + danos emergentes da mora

Não cumpriu => MORA

quota + danos emergentes da mora Não cumpriu => MORA MAIORIA DOS DEMAIS SÓCIOS decidem pela

MAIORIA DOS DEMAIS SÓCIOS decidem pela

=> MORA MAIORIA DOS DEMAIS SÓCIOS decidem pela Ou Exclusão do sócio remisso Ou Redução da

Ou Exclusão do sócio remisso

SÓCIOS decidem pela Ou Exclusão do sócio remisso Ou Redução da quota dele ao montante realizado
SÓCIOS decidem pela Ou Exclusão do sócio remisso Ou Redução da quota dele ao montante realizado

Ou Redução da quota dele ao montante realizado

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 Cessão total ou parcial de quota Consentimento dos demais sócios + DEPENDE Modificação do
 Cessão total ou parcial de quota
Consentimento dos
demais sócios
+
DEPENDE
Modificação do
contrato social
 A substituição do sócio
 Participação nos lucros:
o
Na proporção das quotas;
o
Aquele que contribui com serviços – na proporção da média do
valor das quotas.
o Lucros ilícito/fictício – responsabilidade solidária e ilimitada dos
administradores que distribuírem os lucros e dos sócios que
receberem.
 Exame de livros e documentos a qualquer tempo, salvo se
determinação de época própria para o exame.

Agora, vejamos outras OBRIGAÇÕES DOS SÓCIOS:

Cessão de quotas O sócio que ceder sua quota responde solidariamente com o cessionário por até 2 (dois) anos

contados da averbação da modificação do contrato pelas obrigações que tinha como sócio. Logo, o sócio admitido obriga-se por dívidas anteriores não pode eximir-se (art. 1.025).

Transferência a título de quota social:

o

De domínio, posse ou uso o sócio responde pela evicção;

o

De crédito o sócio responde pela solvência do devedor;

Contribuição em serviços salvo convenção em contrário, o sócio não pode empregar-se em atividade estranha à sociedade, sob pena de ser privado dos lucros e dela excluído.

Participação nas perdas na proporção das quotas.

Excluir qualquer

sócio de

participar

Disposição é NULA

é PERMITIDO!

r t i c i p a r Disposição é NULA é PERMITIDO ! Lucros e
r t i c i p a r Disposição é NULA é PERMITIDO ! Lucros e

Lucros e

perdas

Distrubição não igualitária, desde que razoável e justificável

não igualitária , desde que razoável e justificável Prof.º Wangney Ilco 33 de 81
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6.1.7- Deliberações dos sócios

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a regra geral para as deliberações sociais é a MAIORIA DE VOTOS,

segundo o valor das quotas de cada sócio (art. 1.010).

ATENÇÃO: Nota-se que o CC não menciona se é maioria simples ou maioria absoluta; fala apenas em “maioria de votos”. Porém, a corrente majoritária entende que se trata de MAIORIA ABSOLUTA como exigência. No mais, a

social.

maioria

absoluta

corresponde

a

mais

da

metade

do

capital

EMPATE A decisão do maior nº de sócios Se persistir, decisão do juiz
EMPATE
A decisão do
maior nº de
sócios
Se persistir,
decisão do juiz

6.1.8- Administração

Pessoas naturais

Pessoas naturais
Pessoa Jurídica NÃO pode ser
Pessoa Jurídica
NÃO pode ser
ADMINISTRADORES no contrato social
ADMINISTRADORES no
contrato social

Poderes e atribuições

Impedidos por lei especial (serv. público, militar, )

Não podem ser administrador
Não podem ser
administrador

Condenados (vedação a cargo

público, crime falimentar,

)

SILÊNCIO DO CONTRATOa administração da sociedade é de responsabilidade de cada sócio separadamente.

6.1.9- Nomeação dos administradores

ADMINISTRADOR DA SOCIEDADE SIMPLES
ADMINISTRADOR
DA SOCIEDADE
SIMPLES

Sócio

administradores ADMINISTRADOR DA SOCIEDADE SIMPLES Sócio Nomeado no contrato social PODERES IRREVOGÁVEIS Salvo,

Nomeado no

contrato social

PODERES

IRREVOGÁVEIS

Sócio Nomeado no contrato social PODERES IRREVOGÁVEIS Salvo, JUSTA CAUSA Prof.º Wangney Ilco 34 de 81
Sócio Nomeado no contrato social PODERES IRREVOGÁVEIS Salvo, JUSTA CAUSA Prof.º Wangney Ilco 34 de 81

Salvo, JUSTA CAUSA

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Cópia registrada para Rodrigo (CPF: 351.458.448-67) ADMINISTRADOR DA SOCIEDADE SIMPLES Sócio ou Não
ADMINISTRADOR DA SOCIEDADE SIMPLES
ADMINISTRADOR
DA SOCIEDADE
SIMPLES

Sócio

ou

Não

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e Questões comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 12 Ato separado PODERES REVOGÁVEIS 6.1.10-

Ato

separado

comentadas Prof. Wangney Ilco – Aula 12 Ato separado PODERES REVOGÁVEIS 6.1.10- Responsabilidade dos

PODERES

REVOGÁVEIS

6.1.10- Responsabilidade dos administradores

Pois bem, o indivíduo, estando apto à administração e sendo nomeado administrador da sociedade,

ter, no exercício de suas funções, o cuidado e a diligência

que todo homem ativo e probo costuma empregar na administração de seus próprios negócios(art. 1.011).

deverá “

NÃO PODE fazer-se substituir no exercício das suas funções

PODE fazer-se substituir no exercício das suas funções PRESTAR contas aos sócios de sua administração

PRESTAR contas aos sócios de sua administração

Administrador

PODE constituir mandatários nos limites de seus poderes atos específicos

APRESENTAR aos sócios, anualmente: o inventário, o balanço patrimonial e de resultado econômico.

Administração compete a diversos administradores

-Necessário o concurso de todos, exceto em casos urgentes que possam ocasionar dano irreparável.

-Cada administrador pode impugnar o ato do outro, cabendo a decisão final aos sócios por maioria de votos.

-Responde por perdas e danos o administrador que agir contrário a maioria.

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Limitação de poder averbada

Ilimitada e

pessoal

(excesso de

poder)

averbada Ilimitada e pessoal ( excesso de poder ) Prova de que o terceiro conhecia os

Prova de que o terceiro conhecia os poderes

de poder ) Prova de que o terceiro conhecia os poderes Ato ultra vires - evidentemente

Ato ultra vires - evidentemente estranho

Culpa no desempenho de suas funções

Responsabilidade

dos

administradores

Solidária e

ilimitadamente

dos administradores Solidária e ilimitadamente Distribuição de lucros ilícitos/fictícios Operações

Distribuição de lucros ilícitos/fictícios

Operações em desacordo com a maioria

Por perdas e danos

Operações em desacordo com a maioria Por perdas e danos Utiliza bens da sociedade sem consentimento

Utiliza bens da sociedade sem consentimento

6.1.11- Responsabilidade dos sócios

Sempre

Subsidiária

Os sócios serão chamados a responder pelas dívidas

sociais somente após atingidos os bens da sociedade - benefício de ordem (art. 1.023 e 1.024).

da sociedade - benefício de ordem ( art. 1.023 e 1.024). Art. 997, VII - Deve

Art. 997, VII - Deve prever o limite de responsabilidade dos sócios pelas dívidas da sociedade simples - participação nas perdas (Resp. LIMITADA a participação no capital).

Art. 1.023, parte final - Deve prever expressamente se os sócios são solidários entre si
Art. 1.023, parte final - Deve prever expressamente
se os sócios são solidários entre si pelo saldo da dívida
social.

A responsabilidade será ILIMITADA e

SUBSIDIÁRIA (art. 1.023 e 1.024).

Previsão

Contratual

Previsão Contratual Omissão contratual

Omissão

contratual

. Previsão Contratual Omissão contratual Resumindo, a responsabilidade dos sócios pelas obrigações

Resumindo, a responsabilidade dos sócios pelas obrigações da sociedade simples pura vai depender do que dispuser o contrato social. Em caso de omissão, a responsabilidade é ILIMITADA e SUBSIDIÁRIA. Logo, se “os bens da sociedade não lhe cobrirem as dívidas, respondem os sócios pelo saldo, na proporção em que participem das perdas sociais, salvo cláusula de responsabilidade solidária” (Art. 1023).

cláusula de responsabilidade solidária” (Art. 1023). Prof.º Wangney Ilco 36 de 81
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6.1.12- Resolução da sociedade em relação a um sócio

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Regra Geral - Liquidação da quota social
Regra Geral - Liquidação da
quota social

Apuração dos

haveres

Morte de sócio
Morte de
sócio

OU Proceder conforme estipulado no contrato social

OU Sócios decidem pela dissolução da sociedade

OU Substituição do falecido - acordo com herdeiros

OU Substituição do falecido - acordo com herdeiros Sociedade de prazo indeterminado Notificação aos demais

Sociedade de prazo indeterminado

Notificação aos demais sócios Notificação

Retirada do sócio da sociedade (vontade própria)

sócios Retirada do sócio da sociedade (vontade própria) 60 dias de antecedência Justa causa judicialmente

60 dias de antecedência

Justa causa

judicialmente

Sociedade de prazo determinado

provadacausa judicialmente Sociedade de prazo determinado Sócio Remisso (art. 1.004) Faculdade maioria dos demais

Sócio Remisso (art. 1.004)

de prazo determinado provada Sócio Remisso (art. 1.004) Faculdade maioria dos demais sócios Exclusão do sócio

Faculdade maioria dos demais sóciosde prazo determinado provada Sócio Remisso (art. 1.004) Exclusão do sócio No cumprimento de suas

Remisso (art. 1.004) Faculdade maioria dos demais sócios Exclusão do sócio No cumprimento de suas

Exclusão do

sócio

No cumprimento

de suas

obrigações por falta grave

Iniciativa da maioria dos sócios - JUDICIALMENTE
Iniciativa da maioria dos sócios - JUDICIALMENTE JUDICIALMENTE

grave Iniciativa da maioria dos sócios - JUDICIALMENTE Incapacidade superveniente Exclusão de pleno direito -

Incapacidade

superveniente

dos sócios - JUDICIALMENTE Incapacidade superveniente Exclusão de pleno direito - imediata Sócio declarado
dos sócios - JUDICIALMENTE Incapacidade superveniente Exclusão de pleno direito - imediata Sócio declarado

Exclusão de pleno direito - imediata

Sócio declarado falido falido

Sócio cuja quota foi liquidada quota foi liquidada

A requerimento do credor do sócio-devedor

foi liquidada A requerimento do credor do sócio-devedor Prof.º Wangney Ilco 37 de 81

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Quota = Montante efetivamente realizado. Regra geral: Quota será liquidada

C/ Base na situação patrimonial na data da resolução Em balanço patrimonial especial Paga em
C/ Base na situação
patrimonial na data
da resolução
Em balanço
patrimonial especial
Paga em dinheiro em
90 dias da liquidação
Apuração dos haveres
Apuração dos
haveres

SALVO estipulação

contratual em

contrário

6.2- Sociedade em nome coletivo

Pode ser Simples ou Empresária Duas ou mais PESSOAS FÍSICAS FIRMA ou RAZÃO SOCIAL Todos
Pode ser Simples ou Empresária
Duas ou mais PESSOAS FÍSICAS
FIRMA ou RAZÃO SOCIAL
Todos sócios - solidária e ilimitadamente responsáveis
SOCIEDADE
EM NOME
COLETIVO
No ato constitutivo ou por unanimidade posterior - limitar
responsabilidade entre sócios
Normas da sociedade simples - supletiva
Administrador - somente SÓCIO
A firma é privativa de quem tem os poderes
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6.3- Sociedade em comandita simples

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A sociedade em comandita simples é conhecida por possuir duas categorias de sócios: os comanditados e os comanditários.

de sócios: os comanditados e os comanditários . Sociedade em comandita simples administração Sócio

Sociedade em comandita simples

administração

. Sociedade em comandita simples administração Sócio Comanditado Sócio Comanditário Empreendedor,
. Sociedade em comandita simples administração Sócio Comanditado Sócio Comanditário Empreendedor,
. Sociedade em comandita simples administração Sócio Comanditado Sócio Comanditário Empreendedor,
Sócio Comanditado
Sócio
Comanditado
Sócio Comanditário
Sócio
Comanditário
administração Sócio Comanditado Sócio Comanditário Empreendedor, pessoa física Resp. Ilimitada, gerente

Empreendedor, pessoa física

Sócio Comanditário Empreendedor, pessoa física Resp. Ilimitada, gerente (regra) Investidor , Resp.

Resp.

Ilimitada,

gerente (regra)

pessoa física Resp. Ilimitada, gerente (regra) Investidor , Resp. Limitada ao valor da quota Pessoa

Investidor, Resp. Limitada ao valor da quota

(regra) Investidor , Resp. Limitada ao valor da quota Pessoa física ou jurídica Prof.º Wangney Ilco

Pessoa física

ou jurídica

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Aula 03Sociedade Cooperativa. Microempresa e Empresa de pequeno porte. EIRELI. Sociedade Limitada. Desconsideração da personalidade jurídica.

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1- Sociedade Cooperativa

as cooperativas são SEMPRE SIMPLES, independentemente de seu objeto social.

Sociedade cooperativasempre simples;

Sociedade por açõessempre empresária.

1.1 Legislação aplicável às cooperativas

Lei nº 5.764/71 - Lei das Cooperativas (LCoop) Arts. 1.093 - 1.096 do Código Civil
Lei nº 5.764/71 - Lei das Cooperativas (LCoop)
Arts. 1.093 - 1.096 do Código Civil
Regras das sociedades simples

1.2 Definição de sociedade cooperativa

Contribuição - bens ou serviços

de sociedade cooperativa Contribuição - bens ou serviços Atividade econômica - para proveito comum Prestação de

Atividade econômica - para proveito comum

Prestação de serviços aos associados

Sociedade

cooperativa

Não se sujeita à falência

Sociedade de pessoas

Natureza jurídica própria - civil

SEM objetivo de lucros

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1.3 Constituição e Características das cooperativas

CONSTITUIÇÃO DA COOPERTATIVA: por deliberação da Assembleia Geral dos fundadores, constantes da respectiva ata ou por instrumento público

Sede, prazo de duração, direitos e deveres, número mínimo de associados

Modo de administração e fiscalizaçãodireitos e deveres , número mínimo de associados Denominação - expressão "cooperativa" Não

de associados Modo de administração e fiscalização Denominação - expressão "cooperativa" Não
de associados Modo de administração e fiscalização Denominação - expressão "cooperativa" Não

Denominação - expressão "cooperativa" Denominação -

Não pode usar a expressão "Banco"

RCPJ - (art. 998 e 1.150, CC)

Estatuto Social

(art. 21, LCoop)

Nome

empresarial

Registro
Registro
Social (art. 21, LCoop) Nome empresarial Registro Cooperativa Junta Comercial (art. 18, §6º, LCoop) Obs .
Social (art. 21, LCoop) Nome empresarial Registro Cooperativa Junta Comercial (art. 18, §6º, LCoop) Obs .

Cooperativa

(art. 21, LCoop) Nome empresarial Registro Cooperativa Junta Comercial (art. 18, §6º, LCoop) Obs .

Junta Comercial (art. 18, §6º, LCoop)

Obs. (atualização): DIVERGÊNCIA Registro das cooperativas Pessoal, tenham atenção numa possível questão quanto ao local de registro das sociedades cooperativas: Junta Comercial ou RCPJ? Temos divergências. Pelo fato da cooperativa ter natureza de sociedade simples, há entendimento de que seja inscrita no RCPJ; a banca FGV, por exemplo, já adotou este entendimento em uma de suas provas, justificando que a cooperativa é sociedade simples. Porém, entendemos que a legislação específica das Juntas Comerciais, com fundamento na Lei nº 8.934/94, prevê que a inscrição das cooperativas deve ser realizada naqueles órgãos comerciais. Reforça esse entendimento, o Enunciado nº 69 da I Jornada de Direito Civil: “Art. 1.093. As sociedades cooperativas são sociedades simples sujeitas à inscrição nas juntas comerciais. Diversos doutrinadores e a própria prática adotam que a cooperativa se registra nas Juntas Comerciais.

Outras características das sociedades cooperativas podem ser vistas abaixo e estão no CC (art. 1.094) e na LCoop (art. 4º):

Número ilimitado de associados, SALVO impossibilidade técnica de prestar serviços

Deve ter o mínimo necessário de associados à administração. Adesão voluntária.

Variabilidade ou dispensa do capital social – quotas-partes Singularidade de votos – cada sócio tem

Variabilidade ou dispensa do capital social quotas-partes

Singularidade de votoscada sócio tem direito a um só voto

Intransferibilidade das quotas a terceiros, mesmo que por herança (pois é sociedade de pessoas).

Indivisibilidade do fundo de reserva

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Quórum para a assembleia funcionar é fundado no nº de sócios presentes à reunião e não no capital social.

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1.4 Responsabilidade dos sócios da cooperativa

Responsabilidade dos sócios - Cooperativas
Responsabilidade dos
sócios - Cooperativas
da cooperativa Responsabilidade dos sócios - Cooperativas LIMITADA ao Valor das suas quotas Pelo valor do
da cooperativa Responsabilidade dos sócios - Cooperativas LIMITADA ao Valor das suas quotas Pelo valor do
LIMITADA
LIMITADA
ao Valor das suas quotas
ao Valor das
suas quotas
Pelo valor do prejuízo social e sua participação nele
Pelo valor do prejuízo
social e sua
participação nele
ILIMITADA Pessoal, solidária e ilimitadamente pelas obrigações sociais
ILIMITADA
Pessoal, solidária e
ilimitadamente pelas
obrigações sociais

1.5 Órgãos e administração das sociedades cooperativas

Assembleia Geral (art. 38) é órgão supremo da cooperativa com poderes para decidir os negócios e vinculam a todos os associados.

Diretoria e Conselho de Administração responsável pela administração das sociedades cooperativas (art. 47). Porém o estatuto poderá criar outros órgãos de administração. Os membros do Conselho de Administração são eleitos pela AG e possuem mandato não superior a 4 anos.

Conselho Fiscal fiscaliza a administração da cooperativa.