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2010

Caderno de Resumos

Mostra Científica e Cultural


do Centro de Estudos e
Formação Sócioambiental de
Paranapiacaba
Organização: 2

Mayara Pastore
Victor Dimitrov
Michel Anderson Breve
Renata Vieira da Silva
Fábio Roberto Ribeiro
João Paulo Alves Craveiro

Apoio e Realização:

Escola Livre de Ciências Humanas e Artes


Diretório Acadêmico Honestino Guimarães

Agradecimentos:

Universidade Federal do ABC


Prefeitura Municipal de Santo André
Centro Universitário Fundação Santo André

MOSTRA CIENTÍFICA E CULTURAL DO CENTRO DE ESTUDOS E FORMAÇÃO SOCIOAMBIENTAL DE PARANAPIACABA


“Em busca da conservação do patrimônio natural e cultural da Serra do Mar”
Julho de 2010, Santo André, SP, Brasil
Sumario
1.Exposições:

MOSTRA DA PRODUÇÃO NEBLINA SOBRE TRILHOS 06


PAINÉIS “GRANDES DESCOBERTAS” 07
3
TRÁFICO DE ANIMAIS 08
ARQUITETURA: TESTEMUNHA DA HISTÓRIA 09

2.Palestras e Oficinas

BIOLOGIA DAS SERPENTES 11


ASPECTOS ECOLÓGICOS DAS POPULAÇÕES DE ANFÍBIOS ANUROS DO ALTO DA SERRA 12
DE E CONTRIBUIÇÕES PARA MEDIDAS DE CONSERVAÇÃO DA NATUREZA

UTILIZAÇÃO DE ANFÍBIOS ANUROS COMO BIOINDICADORES DA DEGRADAÇÃO 13


AMBIENTAL

ORQUÍDEAS DA MATA ATLÂTICA 14


A CRISE INTERNACIONAL E A LUTA DOS TRABALHADORES NA EUROPA E NA ÁSIA 15
PLANTAS EXÓTICAS INVASORAS NA RESERVA BIÓLOGICA DO ALTO DA SERRA DE 16
PARANAPIACABA

MÉTODO DE AMOSTRAGEM DE, AMPHIBIA, ANURA, ALTO DA SERRA DE 17


PARANAPIACABA, SANTO ANDRÉ, SP, BRASIL

USO E OCUPAÇÃO DO SOLO EM MANANCIAIS 18


“BOLAS DE SEMENTES” COMO E POR QUE FAZER? 19
O CORPO, A CIDADE E A QUALIDADE DE VIDA – UM NOVO OLHAR 20
CAMINHADA FILOSÓFICA 21
DOCUMENTÁRIO “ALÉM DE GRAMACHO” E BATE-PAPO SOBRE AS PERSPECTIVAS DE 22
IMPLANTAÇÃO DA COLETA SELETIVA COM INCLUSÃO DOS CATADORES

RE-CONHECENDO A RAIZ NAGÔ 23


COMPOSTAGEM EM HORTAS COMUNITÁRIAS, SOLUÇÃO PARA O DESTINO DOS 24
RESÍDUOS ORGÂNICOS EM DIADEMA

A EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO NA ÚLTIMA DÉCADA 25


PRODUÇÃO DE ADUBO ORGÂNICO 26
EXTERIORIZAÇÃO DA POESIA A PARTIR DA ATIVIDADE PRÁTICA 27

MOSTRA CIENTÍFICA E CULTURAL DO CENTRO DE ESTUDOS E FORMAÇÃO SOCIOAMBIENTAL DE PARANAPIACABA


“Em busca da conservação do patrimônio natural e cultural da Serra do Mar”
Julho de 2010, Santo André, SP, Brasil
3.Painéis

MANEJO DE VEGETAÇÃO PARA IMPLANTAÇÃO DE LOTEAMENTO SOCIAL EM ÁREA 29


URBANA

FLORA ARBÓREA DE UM TRECHO DE FLORESTA OMBRÓFILA DENSA MONTANA DO 30


PARQUE NATURAL MUNICIPAL NASCENTES DE PARANAPIACABA (PNMNP), SANTO
ANDRÉ – SÃO PAULO
4
REDES DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL: A21 LOCAL E A21 ESCOLAR, NA VILA FERROVIÁRIA 31
DE PARANAPIACABA, SANTO ANDRÉ/SP

A SITUAÇÃO DAS NASCENTES DO CÓRREGO JUNDIAÍ (SANTO ANDRÉ – SP) 32


VIVA “SÃO LUIZ DE PARAITINGA” 33
COMPARAÇÃO DA FAUNA DE ANFÍBIOS ANUROS ENTRE DUAS ÁREAS NA REGIÃO DO 35
ALTO DA SERRA DE PARANAPIACABA, SANTO ANDRÉ, SP.

MOSTRA CIENTÍFICA E CULTURAL DO CENTRO DE ESTUDOS E FORMAÇÃO SOCIOAMBIENTAL DE PARANAPIACABA


“Em busca da conservação do patrimônio natural e cultural da Serra do Mar”
Julho de 2010, Santo André, SP, Brasil
Resumos dos trabalhos apresentados

Exposições
Exposições

MOSTRA CIENTÍFICA E CULTURAL DO CENTRO DE ESTUDOS E FORMAÇÃO SOCIOAMBIENTAL DE PARANAPIACABA


“Em busca da conservação do patrimônio natural e cultural da Serra do Mar”
Julho de 2010, Santo André, SP, Brasil
MOSTRA DA PRODUÇÃO NEBLINA SOBRE TRILHOS

André Manzoni de Lima¹, Demócrito Mangueira Nitão Jr.²,Diego Hernandes Moraes³,


Leonardo Palermo Gentile³, Marina Rosmaninho4, Paulo Akio Duarte Arashiro³, Soraia
Oliveira Costa5
1
Universidade Federal ABC, graduando em Física;
2
Centro Universitário Fundação Santo André, graduando em História; 6
3
Universidade Federal ABC, graduando em Engenharia Ambiental e Urbana;
4
Centro Universitário Fundação Santo André, bacharel e licenciada em Ciências Sociais;
5
Centro Universitário Fundação Santo André, bacharel em Ciências Sociais.

O Grupo de Pesquisa Transformação sensível, Neblina sobre Trilhos, vinculado ao Núcleo de


pesquisa e extensão CITTEC da CUFSA, em parceria com alunos e professores da UFABC, estão juntos na
produção do video-documentário “Transformação Sensível; História sobre Trilhos”. Este projeto foi aprovado
pelo edital PROEXT-06 em 2009 e começou as atividades em janeiro de 2010. O Filme mostrará a Vila de
Paranapiacaba, construída pela São Paulo Railway Company para abrigar os trabalhadores do sistema
funicular, pela perspectiva dos moradores, ex-moradores - ferroviários ou ex-ferroviários – pessoas ligadas
ao turismo, à preservação da Vila, estudantes, turistas e amantes do tema proposto. A produção do
Documentário está em andamento e a pretensão é de ser concluída até o final deste ano. As exibições
estão previstas para 2011 em escolas públicas e privadas do Ensino Médio e do Ensino Superior nas
unidades que estão localizadas nas proximidades da via férrea de Santos à Jundiaí. Servirá também como
ferramenta didática pedagógica com um debate posterior a exibição da importância histórica da ferrovia, da
preservação do patrimônio histórico edificado, da atual situação dos moradores, e da presença/ausência
dos Trens que passam pelos trilhos dessa ferrovia desde a década de 1860. Esta exposição contará com
fotografias, referênciais visuais e vídeoprojeções de alguns dos depoimentos filmados, bem como o material
de arquivo e de contexto da paisagem. A produção será formada por uma pequena mostra do trabalho de
produção e pré-produção do Filme. São fotografias e vídeos produzidos entre 2008 à 2010 no contexto da
idéia original à produção do documentário. Estamos na fase das entrevistas, mas muito trabalho já foi e está
sendo realizado: reuniões semanais, levantamento bibliográfico, visitas à campo, busca de contatos e
possíveis personagens, filmagens etc. Buscamos por meio do documentário estimular questões e debates
sobre as representações de Paranapiacaba presentes nos discursos da mídia e do poder público, além das
mitificações que foram fabricadas e operadas em favor do turismo que surge como produto único e
perspectiva para os moradores e visitantes da Vila. Para além de mera expressão artística, esta produção
busca estabelecer um diálogo entre passado e presente, narrados a partir da viagem de trem para contar a
História da São Paulo Railway Co. e de seus trabalhadores na Vila de Paranapiacaba. A nossa equipe de
pesquisadores buscam fazer o levantamento das motivações e dos movimentos históricos que levaram ao
descontentamento, desemprego e desencanto dos antigos e atuais moradores da Vila de Paranapiacaba,
pois mesmo pelo fato de ser considerada um patrimônio Histórico pelo Governo Federal, Estadual e
Municipal, pouco se é difundido os ensinamentos sobre a história da Vila, já que o baixo e mal direcionado
incentivo ao turismo não se manifesta como suficiente aos atuais moradores, muito menos pedagógico à
história da Vila, que um dia foi um marco da pujança e da tecnologia em solo do Estado de São Paulo e do
Brasil, por meio da sua repercussão no mundo foi amplamente reconhecida. Além da exposição teremos a
pretensão de coletar mais imagens, como por exemplo, a realização de entrevistas.

Palavras-chave: documentário; região do ABC; ferrovia; saber-fazer; patrimônio; memória.

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“Em busca da conservação do patrimônio natural e cultural da Serra do Mar”
Julho de 2010, Santo André, SP, Brasil
PAINÉIS “GRANDES DESCOBERTAS”
Valdir de Siqueira Santos Junior¹ & Leonardo Coria¹

¹Centro Universitário Fundação Santo André, graduando em Ciências Sociais.

Exposição das telas produzidas a partir da semana de Ciências Sociais de 2009, em formato
de rota educativa,ou seja, das telas serão distribuídas ao longo do evento acompanhadas de roteiro
(mapa) e material complementar, potencializando a compreensão das obras e convidando os 7
expectadores a caminhar ao porão da casa em busca das telas. Para isso foi necessário alguns
ajustes: reformulação das placas explicativas agora com maior tempo de pesquisa, término e
reforma das telas que estavam prontas e visitação do espaço para formulação negociação e
planejamento da ocupação do espaço. Os principais objetivos foram de trazer a tona e de forma
lúdica a necessidade de novos enfoques para a prática educacional; criar um ambiente interativo
demonstrando praticamente que a compreensão dos desdobramentos empreendidos pela
humanidade através da prática laboral, pode e deve ser dada de forma dinâmica, deve tomar os
mais diversos meios e linguagens na busca do constante diálogo entre as partes envolvidas no
processo pedagógico; buscar a interação entre os diversos atores que transitam pela vila históricos,
tanto externos, quanto internos, moradores e visitantes trazendo luz as possibilidades de
contribuição real que oferecem os centros de estudos situados na mesma, e em nosso caso
fomentar a utilização produtiva do Centro de Estudos e Formação Socioambiental de Paranapiacaba
que funciona como centro de pesquisa e extensão do Centro Universitário Fundação Santo André.
Foram coletados materiais em vídeo, fotografia e outros meios para possíveis continuidades futuras.

Palavras-chave: painéis artísticos; pratica educacional; meios de linguagem.

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“Em busca da conservação do patrimônio natural e cultural da Serra do Mar”
Julho de 2010, Santo André, SP, Brasil
TRÁFICO DE ANIMAIS
Márcia Teixeira Garcia1, José Luis Laporta2, Natalia Rios Andrade3, Natalia Novaes
Zanetti3, Jéssica Armas Ramos dos Santos3, Cássio Sousa Sato3, Darcio José Souza
Pereira3
¹ Centro Universitário Fundação Santo André, Bioterista;
² Centro Universitário Fundação Santo André, Professor do colegiado de Biologia; 8
³ Centro Universitário Fundação Santo André, graduandos em Ciências Biológicas - bioterio@fsa.br

O comércio ilegal de animais, ao lado das práticas da agropecuária, extrativismo e urbanização, da


introdução de espécies exóticas, da poluição, da pesca e caça excessiva é uma das principais causas de
extermínio de espécimes e espécies da fauna silvestre. Além de causar angústia, sofrimento e dor aos
animais, esse comércio é ilegal, movimenta uma quantia inferior apenas ao comércio de armas e drogas,
tem ampla distribuição nacional e internacional e ocorre, em grande parte, pelo desconhecimento das leis
que regulamentam o manejo de animais. Deve-se, ainda, levar em consideração a criminalidade que
envolve essa atividade.Para contribuir com esse tema, o Biotério do Centro Universitário Fundação Santo
André elaborou a exposição “A TRISTE FAUNA DA ESTRADA JACU-PESSEGO”. A referida exposição tem
por objetivo conscientizar a população em geral sobre as questões referentes ao tráfico de animais. Para a
formulação dessa exposição foram efetuadas visitas de campo a pontos de comercio ilegal de animais na
estrada Jacu-Pessego. Foram realizadas reuniões entre os monitores e a equipe técnica do Biotério para
análise de questões concernentes a maus tratos, enfocando o tráfico de animais silvestres. Por meio de
pesquisas bibliográficas, verificou-se, também, a atual legislação e atuação de repressão ao tráfico de
animais e o significado legal que o conceito fauna e biopirataria possuem, assim como a abrangência
constitucional desses conceitos. O resultado dessa pesquisa poderá ser observado por meio de banners
informativos, cartazes de ONGs e de instituições governamentais (IBAMA) e alguns animais conservados
que são alvos do tráfico.

Palavras-chave: fauna, tráfico, maus tratos, biopirataria.

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“Em busca da conservação do patrimônio natural e cultural da Serra do Mar”
Julho de 2010, Santo André, SP, Brasil
ARQUITETURA: TESTEMUNHA DA HISTÓRIA
Denise Scótolo de Oliveira1
1
Fundação Santo André - denise.scotolo@uol.com.br

De importância fundamental para o desenvolvimento de um povo, o patrimônio cultural registra e


reflete as condições culturais e sociais de um determinado grupo em uma determinada época. São bens
materiais e imateriais, portadores da história, exemplos das crenças e dos costumes de um grupo formador 9
de nossa sociedade. São, enfim, demonstrativos da identidade de tal grupo ou de tal lugar. A preservação
de um patrimônio, seja ele cultural ou natural, equivale à conservação de uma herança, de uma cultura que
se quer transmitida para outras gerações. Essa cultura é a manifestação do conhecimento, dos hábitos, das
artes, das obras arquitetônicas etc, cujo dever de todo cidadão e função do Estado é proteger. Ao
agrupamento desses elementos dá-se o nome de fenômeno cultural, indicativo da singularidade e
diversidade de um povo. Entende-se o fenômeno cultural como possuidor de três dimensões: criação,
difusão, conservação. Essas três dimensões são de responsabilidade do poder público, em constante
colaboração da sociedade. A criação manifesta-se por meio das diferentes expressões artísticas, tais como
a música, a dança, a pintura, a mais variadas formas de literatura, a escultura e a fotografia. A difusão diz
respeito às formas de acesso à essa produção cultural pelo sujeito social. Quanto à conservação, esta se
dá pela manutenção e proteção desses bens culturais. Assim, cabe ao maior interessado – o sujeito – lutar
pela preservação de sua própria cultura. Trata-se, pois, de sua participação como elemento fundamental
para o exercício da valorização da singularidade e da identidade de seu grupo. Assim, o objetivo deste
trabalho é o de demonstrar a história de Paranapiacaba através de um ensaio fotográfico, mostrando o
patrimônio cultural em harmonia com o patrimônio natural. Pretende-se dotar os sujeitos sociais de
conhecimento, de bagagem histórica, partindo de um estudo fotográfico referente a obras realizadas no
âmbito da arquitetura. O foco concentra-se na sensibilização da sociedade quanto ao seu valor histórico e
artístico, o que está diretamente ligado à necessidade de reconhecimento da necessidade de se criar
medidas para evitar sua deteriorização. A preservação de aspectos tais como valor e integridade históricos
de elementos arquitetônicos tem sido uma preocupação constante entre aqueles que se preocupam com a
conservação da propriedade cultural. A ideia é que pela difusão do conhecimento imbricado nessas obras,
pelo alerta à sociedade no sentido de manter e preservar – o que será feito por meio de exposição de fotos -
os riscos de deteriorização sejam limitados e, assim, os valores históricos sejam assegurados. Entende-se
que o respeito pela arte é necessário, assim como são necessárias outras medidas preventivas e de
conservação que possam ser aplicadas de forma inteligente com vistas a assegurar a integridade física,
simbólica, estética e histórica dos elementos culturais pertencentes à comunidade moradora da Serra do
Mar.

Palavras-chave: arquitetura, histórica, fotografia, preservação

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“Em busca da conservação do patrimônio natural e cultural da Serra do Mar”
Julho de 2010, Santo André, SP, Brasil
Resumos dos trabalhos apresentados

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Palestras &
Oficinas

MOSTRA CIENTÍFICA E CULTURAL DO CENTRO DE ESTUDOS E FORMAÇÃO SOCIOAMBIENTAL DE PARANAPIACABA


“Em busca da conservação do patrimônio natural e cultural da Serra do Mar”
Julho de 2010, Santo André, SP, Brasil
BIOLOGIA DAS SERPENTES
Anderson Aparecido Lemos¹

¹Centro Universitário Fundação Santo André, graduando em Ciências Biológicas; Grupo de Estudos
Herpetológicos, Laboratório de Zoologia da Fundação Santo André.

As serpentes estão entre os animais mais perseguidos pelo homem. No entanto, a grande maioria
das espécies encontradas na Mata Atlântica é inofensiva aos seres humanos. Apesar de serem mortas 11
indiscriminadamente, a maior ameaça aos ofídios está ligada a diminuição de seu hábitat natural já que
muitas espécies são endêmicas de alguns ambientes. As serpentes são répteis que apresentam como
características um corpo alongado, sem apêndices locomotores e pálpebras móveis, são animais carnívoros
e ingerem suas presas inteiras, pois seus dentes não servem para cortar ou mastigar; está presente em
quase todos os ambientes do globo, com exceção das calotas polares, isso porque esses animais
dependem do calor do ambiente para regular sua temperatura corpórea (ectotérmicos). A alimentação das
serpentes pode ser muito diferenciada de uma espécie para outra, podendo ter em sua dieta pequenos
roedores, anfíbios, lagartos, aves, pequenos invertebrados e até mesmo outras serpentes. Quanto ao
habitat desses animais, eles podem ser classificados como: terrícolas, arborícolas, aquáticas, criptozóicas e
subterrâneas. A atividade predominante desses animais ocorre tanto diurna como noturna, sendo que
algumas espécies podem apresentar atividade nos dois períodos. As serpentes podem atacar quando
provocadas, mas preferem sempre escapar e não manter contato direto, esse contato somente ocorre
quando o animal se sente ameaçado ou quando não tem acesso a fuga. Os acidentes com esses animais
podem ser graves e fatais para os seres humanos sendo necessária uma conscientização da população
local e também aos visitantes que freqüentam a Vila de Paranapiacaba.

Palavras-chave: serpentes; paranapiacaba; ofídios; Mata Atlântica; acidentes ofídios.

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“Em busca da conservação do patrimônio natural e cultural da Serra do Mar”
Julho de 2010, Santo André, SP, Brasil
ASPECTOS ECOLÓGICOS DAS POPULAÇÕES DE ANFÍBIOS ANUROS
DO ALTO DA SERRA DE E CONTRIBUIÇÕES PARA MEDIDAS DE
CONSERVAÇÃO DA NATUREZA

Victor Dimitrov1

¹Centro Universitário Fundação Santo André, Laboratório de Zoologia, Grupo de Estudos Herpetológicos - 12
victordimitrov@yahoo.com.br

Em mais de cem anos de estudos são conhecidas 70 espécies de anfíbios anuros no Alto da Serra
de Paranapiacaba. Abordagens biogeográficas contribuem para o entendimento das dinâmicas temporais e
espaciais pelas quais passam essas populações naturais, tanto das atuais quanto das já extintas, visando a
compreensão da evolução e contribuição para medidas de conservação da natureza. A região em questão
se encontra em um complexo de escarpas na Serra do Mar a uma altitude de 800 a 1200 metros e sofre
influência direta de brisas marinhas provindas do Oceano Atlântico apresentando um padrão climático
superúmido o que favorece a ocorrência de anfíbios anuros com riqueza de espécies e densidades
populacionais altas. Estudos sobre a situação atual da diversidade de Paranapiacaba apontam para a
ocorrência de 49 espécies de anuros sendo quatro novas ocorrências e outras que ainda precisam de
descrição científica. Mesmo não havendo na região mudança de estação pronunciada é possível verificar a
ocorrência e atividade reprodutiva de diferentes populações durante o ano devido a correlações entre
fatores abióticos e bióticos, como espécies em atividade de vocalização e temperatura ou espécies em
exposição no hábitat e umidade relativa do ar. Em relação a variações intra e interespecíficas nas
populações, foi constatado grande variedade de tipos morfológicos para indivíduos de uma mesma espécie,
principalmente do gênero Ischnocnema e ocorrência de polimorfismos similares entre indivíduos
pertencentes a famílias diferentes, principalmente Leptodactylidae, Leiuperidae e Brachycephalidae. A
expansão urbana e o crescimento da industrialização trouxeram impactos ambientais através do
desmatamento a partir do fim do século 19, turismo predatório e aumento da descarga de poluentes
industriais em rios e na atmosfera a partir da metade do século 20. Esses eventos causaram uma drástica
queda da densidade populacional de anuros. Mesmo a região estando protegida por leis ambientais existem
fatores abióticos, como o ar e a água, que transportam poluentes, tornando as vezes os limites
estabelecidos por políticas públicas insuficientes para proteção de áreas com expressiva complexidade
biológica. O estudo das variações morfológicas intra e interespecíficas podem trazer indicadores sobre o
estado das populações de anuros de Paranapiacaba e conseqüentemente a obtenção de informações sobre
variabilidade genética. Através de monitoramentos de longa duração é possível utilizar os resultados desses
estudos em correlações com fatores abióticos tornando possível a realização de inferências sobre a
qualidade ambiental e mudanças climáticas. Esta apresentação pretende mostrar resultados de quase dois
anos de estudos na região do Alto da Serra de Paranapiacaba sobre as espécies e suas respectivas
populações e discutir a respeito de medidas para a conservação da diversidade biológica, que há muito
tempo passa por constantes ameaças.

Palavras-chave: Anura; Conservação; Mata Atlântica; Paranapiacaba; Ecologia.

MOSTRA CIENTÍFICA E CULTURAL DO CENTRO DE ESTUDOS E FORMAÇÃO SOCIOAMBIENTAL DE PARANAPIACABA


“Em busca da conservação do patrimônio natural e cultural da Serra do Mar”
Julho de 2010, Santo André, SP, Brasil
UTILIZAÇÃO DE ANFÍBIOS ANUROS COMO BIOINDICADORES DA
DEGRADAÇÃO AMBIENTAL
Renata Vieira da Silva¹

¹Centro Universitário Fundação Santo André, Laboratório de Zoologia, Grupo de Estudos Herpetológicos –
vieira_renata@yahoo.com.br 13

Atualmente a crescente destruição e fragmentação de habitats, as mudanças nas condições


ecológicas e a perda da biodiversidade tem se tornado uma rotina nas Florestas Tropicais. Infelizmente a
solução não é tão simples, no entanto, tem se analisado a magnitude do grau de perturbação nesses
ambientes usando espécies mais sensíveis e primeiramente afetadas, denominadas como bioindicadoras.
Os bioindicadores podem ser usados para muitos propósitos, como verificar a condição e monitoramento do
ambiente providenciando em alguns casos a causa do problema. Nem todas as espécies têm os requisitos
necessários para serem utilizadas como bioindicadoras, pois precisam ser facilmente amostradas, fornecer
informações sobre as alterações ao sistema biológico como um todo ao invés de um ou alguns habitats
locais e ter uma resposta evidente as pressões antrópicas e aos distúrbios naturais. Diversas características
biológicas e ecológicas dos anfíbios anuros fazem deles mais vulneráveis aos efeitos da degradação do
ambiente do que a maioria dos outros grupos de vertebrados e são justificativas freqüentemente utilizadas
por diversos autores para o uso de anuros como bioindicadores e como explicação de seu crescente
declínio. Anfíbios anuros são sensíveis as perturbações nos ambientes terrestre e aquático pelo seu ciclo de
vida ser bifásico; sua adaptação fisiológica altamente especializada; pele semipermeável a gases e líquidos,
podendo absorver contaminantes inclusive no estágio de ovos e girinos; migração ao ponto de reprodução;
microhabitat especifico; malformação devido a poluição; sensibilidade nas mudanças de temperatura e
precipitação. Além da destruição de habitats, outros fatores como as mudanças climáticas, doenças
infecciosas emergentes, infecções parasitárias, radiação UV, poluição química e introdução de predadores
também tem sido as causas para o declínio da população de anuros. Recentemente, as comunidades das
espécies de anfíbios anuros têm sido adequadas como indicadores em muitas situações. Alguns estudos
apontam os anuros como indicadores da contaminação ou poluição do ambiente, outros utilizam a
assembléia de espécie ou a abundância da população para avaliar a qualidade ambiental. Esta
apresentação tem como objetivo demonstrar a alta sensibilidade dos anfíbios anuros às mudanças em seu
habitat e a sua utilização como bioindicadores na degradação das Florestas Tropicais.

Palavras-chave: anfíbios anuros; bioindicadores; declínio populacional.

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“Em busca da conservação do patrimônio natural e cultural da Serra do Mar”
Julho de 2010, Santo André, SP, Brasil
ORQUÍDEAS DA MATA ATLÂTICA

Rafael Rui Rampinelli¹

¹Centro Universitário Fundação Santo André, graduando em Ciências Biológicas; Instituto de Botânica de
São Paulo, seção do Orquidário do Estado de São Paulo - rafaelrui1@hotmail.com

A Família Orchidaceae é uma das maiores famílias do reino vegetal, com 799 gêneros e entre 14
18.000 e 25.000 espécies. No Brasil estima-se que ocorram 195 gêneros e 2.400 espécies, sendo o terceiro
país mais rico em espécies, depois da Colômbia e do Equador. Ocorrem em todos Biomas Brasileiros, a
Mata Atlântica abriga o maior número delas. Na Mata Atlântica encontramos espécies como, por exemplo:
Cattleya guttata, Brasilaelia purpurata, Bifrenaria aureofulva, Encyclia patens, Coppensia flexuosa, entre
outras centenas de espécies de Orchidaceas, bioma este, um dos maiores do Brasil, abrangendo 17
estados Brasileiros, rico em biodiversidade, com uma grande diversidade de espécies de animais e vegetais
endêmicos, ou seja, só encontrados na Mata Atlântica. O objetivo dessa palestra é mostrar uma breve
introdução da Família Orchidaceae da Mata Atlântica, as características principais da família e de toda a
Mata Atlântica, principais espécies encontradas nas diferentes formações de mata e tipos de habitat.

Palavras-chave: orquídeas; família Orchidaceae; Mata Atlântica; biomas brasileiros.

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“Em busca da conservação do patrimônio natural e cultural da Serra do Mar”
Julho de 2010, Santo André, SP, Brasil
A CRISE INTERNACIONAL E A LUTA DOS
TRABALHADORES NA EUROPA E NA ÁSIA
Hugo Ariel¹ & Miguel Tavares²

¹Fracción Lenista Trotskistas Internacional (FLTi)


²Professor de História do COGEAE (PUC – SP)
15
A crise internacional detonada a partir da quebra generalizada dos bancos e demais instituições
financeiras envolvidas na chamada "bolha imobiliária". Foi apenas o início de mais uma crise geral do
capitalismo que abarcou desde os países imperialistas como EUA, Japão, países da União Européia
(Alemanha, França, Itália, Espanha, Portugal, Grécia, Irlanda), os antigos Estados Operários onde o
capitalismo foi recentemente restaurado (China, Rússia, Ucrânia, Polônia, Hungria, Romênia), como
também a América Latina (Brasil, Argentina). A resposta da burguesia a crise foi o aumento dos ataques
generalizados as condições de vida da classe operária com demissões em massa, fechamento de
empresas, privatizações, redução e congelamento de salários, ataques aos aposentados com o aumento da
idade mínima para a aposentadoria, aumentos de impostos. Tudo com o aumento da repressão policial para
garantir a implementação dessas medidas que certamente tem o repúdio generalizado dos trabalhadores.
Frente a este brutal ataque, a classe operária mundial tem respondido com uma onda de lutas
generalizadas, com greves gerais, ocupações de fábricas, seqüestro e até a execução de chefes de
empresas, bem como, com insurreições generalizadas que colocaram vários governos em xeque como na
Grécia, Madagascar, Quirguistão e Tailândia. Na América Latina este processo envolve lutas operárias
generalizadas no Peru, Bolívia e Argentina. A resposta da burguesia tem sido a repressão, como no golpe
de estado em Honduras, e a ampliação da intervenção norte-americana, como no caso do Haiti. Apesar dos
enormes esforços da classe operária para por em pé organismos independentes de luta, as direções
traidoras (social-democratas, estalinistas, reformistas de todas as cores e também os renegados do
trotskismo, que ousam falar em seu nome), redobraram os seus esforços para sabotar e bloquear a luta dos
trabalhadores em todo o mundo. Assim foi nos EUA onde ataram a classe operária a Obama. Na Europa,
são os guardiões dos governos social-democratas que implementar as mais duras medidas de ajuste, como
na Grécia, Espanha e Portugal. Na América Latina o sustentáculo dos governos nacionalistas e de frente
popular como Chávez, Morales, Lula. Bem como deram sustentação aos governos bolivarianos no golpe
militar em Honduras e apoiaram a política humanitária na invasão do Haiti após o terremoto. Esta situação
de crise mundial com ampliação dos ataques da burguesia combinado com o apoio das direções reformistas
e contra-revolucionárias, coloca na ordem do dia a necessidade da re-fundação da Quarta Internacional.
Como direção mundial do proletariado, que apoiada no programa revolucionário aponte para a revolução
proletária mundial e a expropriação da burguesia em todo o planeta, única possibilidade de salvar a classe
operária da ruína e da miséria.

Palavras-chave: crise internacional; trabalhadores; Europra; Ásia.

MOSTRA CIENTÍFICA E CULTURAL DO CENTRO DE ESTUDOS E FORMAÇÃO SOCIOAMBIENTAL DE PARANAPIACABA


“Em busca da conservação do patrimônio natural e cultural da Serra do Mar”
Julho de 2010, Santo André, SP, Brasil
PLANTAS EXÓTICAS INVASORAS NA RESERVA BIÓLOGICA
DO ALTO DA SERRA DE PARANAPIACABA
Mayara Pastore¹ & Rodrigo Sampaio Rodrigues²

¹Centro Universitário Fundação Santo André, graduanda em Ciências Biológicas; Instituto de Botânica de
São Paulo, seção da curadoria do Herbário - maybio2007@yahoo.com.br
²Instituto de Botânica de São Paulo, seção da curadoria do Herbário; professor na rede pública estadual.
16
As plantas exóticas invasoras são aquelas que vivem em ambientes diferentes dos quais são
originárias, crescem rapidamente, se estabelecem e se proliferam ao encontrar fatores favoráveis no local
em que foram introduzidas. São espécies que não passaram pelo processo de evolução local alterando o
processo natural do ecossistema e causando a perda da biodiversidade, geralmente possuem
características adaptativas que facilitam a dominação, com isso, interferem nos ambientes naturais e
competem em desequilíbrio com as espécies nativas. As espécies invasoras são consideradas a segunda
maior ameaça à biodiversidade, perdendo apenas para a destruição direta de habitat pela exploração
capitalista. Muitas das espécies invasoras foram introduzidas pelo homem, devido os seus valores úteis na
alimentação, medicina, apicultura, ornamentação e até mesmo por valores ecológicos como a proteção do
solo contra a erosão. Mesmo com o grande potencial que a biodiversidade do Brasil apresenta pouco é
aproveitado da flora nativa, devido aos costumes que foram introduzidos pela exploração da colônia
européia e pela grande diversidade de imigrantes. O trabalho de levantamento florístico das espécies
exóticas invasoras da Reserva Biológica do Alto da Serra de Paranapiacaba (RBASP) foi iniciado em agosto
de 2009 com coletas quinzenais de material botânico e estudos morfológicos e taxonômicos realizados no
Instituto de Botânica de São Paulo, objetivando a geração de conhecimento e preservação da flora nativa. A
RBASP está localizada no subdistrito de Paranapiacaba, Santo André, inserida na Costeira na Borda do
Planalto Atlântico, com formação de Floresta Ombrófila Densa Montana. As espécies exóticas invasoras
estão representadas por 21 espécies, distribuídas em oito famílias. Em paralelo a este levantamento, estão
sendo iniciados também estudos com as espécies ruderais de Asteraceae Bercht, Fabaceae Lindl. e
Poaceae Barnhard., uma vez que ambientes alterados são portas para a chegada e o estabelecimento de
espécies exóticas invasoras. Espécies ainda não referidas para a RBASP foram coletadas, o que comprova
a riqueza biológica da região e ressalta a necessidade de enriquecer o conhecimento da Flora local. Os
resultados obtidos contribuirão com o conhecimento científico de espécies que ameaçam e impedem a
regeneração natural em Unidades de Conservação, fornecendo embasamento para o plano de manejo. O
principal objetivo da palestra é interagir com os participantes com informações sobre a importância da
vegetação nativa e reconhecimento das principais plantas invasoras. Serão apresentadas as diferentes
definições das plantas invasoras, danos causados à biodiversidade e a listagem das espécies invasoras e
ruderais na Reserva Biológica do alto da Serra de Paranapiacaba.

Palavras-chave: plantas invasoras; ruderais; taxonomia; Paranapiacaba; unidades de conservação.

MOSTRA CIENTÍFICA E CULTURAL DO CENTRO DE ESTUDOS E FORMAÇÃO SOCIOAMBIENTAL DE PARANAPIACABA


“Em busca da conservação do patrimônio natural e cultural da Serra do Mar”
Julho de 2010, Santo André, SP, Brasil
MÉTODO DE AMOSTRAGEM DE, AMPHIBIA, ANURA, ALTO DA SERRA
DE PARANAPIACABA, SANTO ANDRÉ, SP, BRASIL

Daniel Din Betin Negri1


1
Centro Universitário Fundação Santo André, Laboratório de Zoologia, Grupo de Estudos Herpetológicos,
Av. Príncipe de Gales, 821, Santo André, SP Telefone +55 (11)4979-3300 - danieldin@hotmail.com
17
A Mata Atlântica é um ecossistema considerado como um hotspot, devido a sua importância em
relação a sua biodiversidade e às constantes ameaças que vem sofrendo. A extensão original da floresta é
2 2
de 1.227.800 km , mas sobraram apenas 91.930 km , ou seja, 7,5% de mata, espalhada em ilhas do
Nordeste Brasileiro até o Sul. Atualmente, estão associados a Mata Atlântica 400 espécies de anfíbios
anuros. A anurofauna da Mata Atlântica pode ser considerada pouco conhecida, o que demonstra a
importância e a urgência de levantamento de espécies e estudos ecológicos nesta formação. Estudos esses
que possuem diversas metodologias para sua realização, nesta apresentação serão abordados os
seguintes métodos: Armadilha de queda; Trajeto linear; Bioacústico e amostragem de girinos. A armadilha
de queda representa uma metodologia complementar no estudo dos anfíbios anuros que captura
principalmente espécies de hábito terrícola. Este tipo de armadilha é composto por uma linha de baldes
enterrada, ficando rente ao nível do solo interligados por uma lona fixada em estacas a fim de manter a
cerca estabilizada em posição vertical em toda sua extensão. A metodologia de armadilha de queda tem
como objetivo em complementar o método de busca ativa, conseguindo assim amostrar os anfíbios de
serrapilheira que normalmente são de difícil amostragem. O método do Trajeto linear é um método que visa
estabelecer regiões nas quais seram percorridas a partir de um ponto inicial ate o ponto final. Onde
utilizamos a técnica de busca ativa, aural e visual, na procura dos anfíbios anuros sobre a superfície de
folhas, entre os arbustos e árvores e nas rochas dos corpos d’água com auxilio de lanterna de cabeça de
luz branca. Este método consiste em uma busca sistematizada de maneira efetiva a busca se conduz em
velocidade lenta pelo trajeto e cada ocorrência é registrada em caderneta de campo, com a hora,
temperatura do ambiente, altura de empoleramento e o dia da observação. A bioacústica dos anfíbios
anuros esta relacionado com a época reprodutivas do mesmo, assim se demonstra de grande importância o
monitoramento das vocalizações. O acompanhamento das vocalizações normalmente é efetuado durante
os turnos de vocalização que pode variar conforme os objetivos dos estudos, assim as vocalizações são
registradas conjuntas com a busca ativa. A vocalização pode fornecer dados que auxilia na identificação
dos anfíbios ao nível de espécie, desta forma espécies que são gravadas em campo pode ser identificados
através de comparações com banco de dados de vocalização. Na gravação ficará registrado o responsável
pela gravação, horário, e a possível identificação da espécie e condições climáticas (temperatura da água,
do ar e a umidade relativa), a gravação normalmente é realizada a uma distancia de 0,5 a 1,5 m do animal.
Os registros de campo podem ser bem simplificados se utilizarmos planilhas temporárias de dados. Os
girinos são de fácil visualização nos seus microhabitats, porem existem diversas metodologias que variam
conforme o ambiente no qual ira trabalhar (amostra com rede de arrasto, amostra com redes de fundo,
amostra por clausura e amostra por trampas), assim será apresentado o método de coleta manual por meio
de puçá com tela de nylon com alça longa. Onde deve ser passado por toda a área do microhabitat
procurando abranger toda área do corpo d’água em questão, os materiais irão depender da técnica
utilizada.

Palavras-chave: Anfíbios anuros; metodologia de amostragem; eficiência das armadilhas.

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“Em busca da conservação do patrimônio natural e cultural da Serra do Mar”
Julho de 2010, Santo André, SP, Brasil
USO E OCUPAÇÃO DO SOLO EM MANANCIAIS

Camila Tobara Testi¹

¹Graduanda em Ciências Biológicas pelo Centro Universitário Fundação Santo André e estagiária da
Prefeitura de Mauá.

As fontes de água para o abastecimento da vida humana são conhecidas como mananciais. Sua 18
preservação e conservação são extremamente necessárias para o bem estar humano e dos demais seres
vivos assegurando a qualidade ambiental. Infelizmente, os mananciais vêm sendo comprometidos pelo
desmatamento, exploração e ocupação incorreta do solo e subsolo. Essa gestão inadequada dos recursos
naturais é uma das principais causas da escassez de água para quase 1/3 da população mundial, além do
consumo de águas não potável para cerca de 1 bilhão de pessoas que podem ocasionar doenças de
veiculação hídrica vitimando de 10 mil a 20 mil crianças todos os dias. A palestra visa informar sobre os
mananciais dando enfoque a cidade de Santo André que possui uma área de cerca de 50 % de APRM
(Área de Proteção e Recuperação de Mananciais) incluindo PARANABIACABA. Bem como levar
conhecimento aos cidadãos das legislações e órgãos ambientais específicos antes de fazer qualquer
intervenção no meio ambiente. Com isso podem ser evitadas as infrações e conseqüentes penalizações.
Além de adquirirem o conhecimento básico e prévio para serem críticos e contribuir para novas discussões
visando a melhoria das leis e gestão dessas áreas.

Palavras-Chave: mananciais; ocupação do solo; população.

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“Em busca da conservação do patrimônio natural e cultural da Serra do Mar”
Julho de 2010, Santo André, SP, Brasil
“BOLAS DE SEMENTES” COMO E POR QUE FAZER?
Ana Luiza Frari¹, Carlos Rogerio Amorim2, Fabiana Menassi3

¹Centro Universitário Fundação Santo André, pós-graduando em Educação Ambiental; Mestre em


Sociologia, coordenação projeto Quintal Orgânico – São Caetano do Sul/SP. afrari9@gmail.com
²Universidade Metodista, graduando em Pedagogia. Afroarteeducador e ativista de coletivos que fomentam
a arte popular. Coordenação projeto Quintal Orgânico – São Caetano do Sul/SP; e do projeto Oficinativa em
Santo André/SP. 19
³Arte educadora, formada em Artes Plásticas. Atua em escolas da rede pública estadual de São Paulo, no
Projeto Oficinativa (Santo André), no Quintal Orgânico (São Caetano do Sul), e, no “Amor Experimental”
(arte performática).

Nossas cidades apresentam espaços de terra que podem ficar “vazios” por anos! As “bolas de
sementes” são pequenas bolas com camada de argila que envolvem uma mistura de adubo e sementes.
Feitas para espalhar, plantar flores, frutas e outras plantas, em terrenos baldios, praças, beira de estradas,
áreas desmatadas, entre outras. Deitadas ao solo e somadas a ação das chuvas são uma alternativa de dar
vida a estes locais revitalizando solos mortos, embelezando áreas degradadas e recriando um habitat para
os animais. Masanobu Fukuoka, agricultor e filósofo, revolucionou a agricultura, não lavra seus campos, não
tira as ervas daninhas, não poda as árvores, recusa herbicidas e adubos. Não semeia ordenamente em
filas, mas lança as sementes ao largo. É o criador das “nendo dango” para nós as bolas de sementes. Essa
forma de plantio trás mais do eficiência ou técnica, resgata o respeito e propõe uma interação livre com a
natureza. O objetivo principal da oficina é aprender a fazer as nendo dango e escolher as sementes,
combiná-las em usos ecológicos nos diferentes espaços. Acomodados à sombra de uma árvore, em uma
roda de conversa os participantes aprenderão a fazer as bolas de sementes e desenvolverão um diálogo
livre sobre seus supostos usos, a identificação e escolha das sementes, o manusear da argila e substrato
orgânico, enfim, as possibilidades de aprender/fazendo e fazendo aprender. A proposta de sensibilização
com alguns elementos e processos da natureza em uma atividade lúdica pretende ser nossa contribuição á
esse encontro de educação ambiental e expressão cultural.

Palavras-chave: Nendo dango; plantio sementes; educação ambiental.

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“Em busca da conservação do patrimônio natural e cultural da Serra do Mar”
Julho de 2010, Santo André, SP, Brasil
O CORPO, A CIDADE E A QUALIDADE DE VIDA – UM NOVO OLHAR
Diego Ulacco Moreno¹

¹Faculdade de Educação Física de Santo André – FEFISA, licenciatura plena em Educação Física; Centro
Universitário Fundação Santo André, pós-graduando em Educação Ambiental e Sustentabilidade.
diego_professor@yahoo.com.br

Observando nosso modelo de vida urbana atual, o descaso pelo meio ambiente e pela saúde do 20
corpo de forma preventiva, percebemos a necessidade de mudanças nas atitudes pessoais para a obtenção
de uma vida saudável e menos impactante no que diz respeito ao meio em que vivemos. Precisamos
despertar para que haja então a conscientização, seguida de ações efetivas para melhoria na qualidade de
vida urbana através de uma análise das nossas ações diárias com relação à manutenção de nossa saúde
física e como elas podem afetar diretamente o meio ambiente e a qualidade de vida de todos os seres do
planeta. Nossos conceitos de saúde e qualidade de vida mudam constantemente, sempre influenciados
pelas mídias de comunicação em massa, onde somos bombardeados por imagens e sons que valorizam o
consumo, independentemente dos processos degradativos que ele ocasiona, seja para o planeta ou para o
ser humano diretamente. Paralelamente nossa cultura é modificada, tornando assim, o consumo
desenfreado uma prática comum, onde valoriza-se o “ter” e não o “ser”. Devemos redesenhar nossos
conceitos, buscando as soluções para modificarmos nossos hábitos, sem que sejamos radicais a ponto de
abandonarmos tudo o que evoluímos e conquistamos referente a nossa evolução como espécie, mas
devemos avaliar o que pode e deve ser modificado para continuarmos evoluindo sem depredarmos nosso
planeta e nosso corpo, para então, após uma conscientização e educação em massa, possamos reavaliar
novamente nossas posturas, buscando sempre um resgate da nossa ligação com um meio saudável e um
corpo físico e mental sadio, para interagirmos e evoluirmos com eficiência e saúde no meio em que
vivemos.

Palavras-chave: Saúde; educação ambiental; educação física; consumo consciente.

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“Em busca da conservação do patrimônio natural e cultural da Serra do Mar”
Julho de 2010, Santo André, SP, Brasil
CAMINHADA FILOSÓFICA

Leandro Gaffo¹

¹Universidade Camilo Castelo Branco – Unicastelo-SP; Pontifícia Universidade Católica de São Paulo -
PUC-SP - lgaffo@ig.com.br

Os Filósofos Peripatéticos eram assim chamados, pois ficavam perambulando pelas ruas e jardins
21
buscando pensar nas coisas do mundo. Aristóteles, o líder deles, costumava ficar horas parado a observar
determinado fenômeno. O que propomos com esta Caminhada Filosófica é ter a oportunidade de refletir
sobre o espaço que estaremos vivenciando em Paranapiacaba, a partir do olhar múltiplo das pessoas que
vierem a se juntar a nós. Não há olhares certos e outros errados e nem alguém que sempre ensina e outro
que sempre aprende. A idéia é aceitar as contribuições que vierem e realmente ouvi-las e discuti-las. Valem
os poemas, as intervenções teatrais, as indagações, as revoltas, os abraços e qualquer outra manifestação
pública de pura reflexão. Trajeto consistirá da saída da sede do CUFSA em Paranapiacaba, dando uma
volta por toda a vila (parte baixa) e retornando ao mesmo lugar. No trajeto ocorrerão alguns pontos de
parada para estimular a reflexão de cada um. Passado e presente, memória (Mnemosi) e esquecimento
(Lethós), mito (Mythos) e razão (Logos), natureza (Physis) e homem (Antropos), vida (Eros) e morte
(Thanatos), constroem um jogo delicioso, porém doloroso, de ser jogado. Quando nos damos conta do
jogo, já vivemos boa parte de nossas vidas e olhar para ela é o mesmo que perceber que dança fizemos
enquanto a música era tocada. Sentir a música e aceitar a dança é o intuito dessa caminhada. Espera-se
que, ao final dela tenhamos perdido algo além de algumas calorias, a saber, nosso desejo de domínio
sobre o outro. Quando realmente ouvimos o outro ele não se torna mais tão estranho para nós. Nosso
medo dele diminui, assim como o desejo de extinguí-lo ou de reduzi-lo à dimensão de nós mesmos.

Palavras-chave: Caminhada Filosófica; passado; presente; Mnemosi.

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“Em busca da conservação do patrimônio natural e cultural da Serra do Mar”
Julho de 2010, Santo André, SP, Brasil
DOCUMENTÁRIO “ALÉM DE GRAMACHO” E BATE-PAPO SOBRE AS
PERSPECTIVAS DE IMPLANTAÇÃO DA COLETA SELETIVA COM
INCLUSÃO DOS CATADORES
Fabio Luiz Cardozo¹ & Angela Baeder²

¹Universidade de São Paulo, aluno, pesquisador e membro da coordenação do Projeto Coleta Seletiva
Brasil-Canadá; Centro Universitário Fundação Santo André, graduado em História; Unisol Brasil - 22
flcardozo@yahoo.com.br
²Centro Universitário Fundação Santo André, Professora do Colegiado de Biologia; Projeto Coleta seletiva
Brasil Canadá (PSWM).

Este video, co-produzido pelo Community-based Research Laboratory (CBRL) da Universidade de


Victoria e pelo EKOS Communication, Victoria é parte de um projeto maior que enfoca a vida dos catadores
informais e organizados no Brasil. Além de Gramacho revela as condições sócio-econômicas e ambientais,
e as dificuldades e oportunidades presentes na recuperação de materiais recicláveis. Mais de 1800
catadores trabalham dia e noite no aterro e nas cooperatives de reciclagem, recuperando materias
provenientes do lixo. Quase já em sua capacidade total, o aterro Gramacho recebe em média 7.000
toneladas de lixo por dia, não apenas do Rio de Janeiro e de Duque de Caxias, más também de todos os
outros municípios vizinhos. O documentário levará o espectador a visitar uma área residencial, um
assentamento, ao lado do aterro, onde muitos dos catadores habitam com suas familias. Tal visita, ilustra a
triste realidade de extrema pobreza e exclusão social que esta comunidade enfrenta. Mesmo limitada, esta
é a única realidade que eles conhecem, e a proposta de fechamento do aterro representa uma grande
ameaça para suas sobrevivências. O vídeo também ilustra o crescimento do movimento social dos
catadores, e mostra algumas experiências de êxito que estäo ocorrendo na Região Metropolitana de São
Paulo. Em Diadema, por exemplo, a prefeitura reconhece o serviço prestado pelos catadores, os quais são
pagos de acordo com a quantidade de material coletado e redirecionado para as centrais de reciclagem.
Esta foi uma solução encontrada onde todos ganham, pois o governo local consegue reduzir seus custos
com o manejo do lixo. Contudo, ainda há muitos obstáculos a serem vencidos para alcançar uma verdadeira
justiça social e ambiental, e para que o trabalho ambiental prestado pelos catadores seja completamente
remunerado. Adicionalmente, os efeitos da atual crise econômica deixam clara a importância de suporte do
governo e também da formação de parcerias pública-privadas para a coleta seletiva organizada,
melhorando assim a qualidade de vida dessas pessoas. O principal objetivo deste vídeo é o da
conscientização sobre as condições de vida e de trabalho dos catadores, e sobre o importância do serviço
que eles prestam através da recuperação de recursos, mesmo vivendo sob extrema pobreza. A reciclagem
informal não é apenas uma realidade de países em desenvolvimento, mas pode-se encontrar também,
catadores informais coletando e vendendo materiais recicláveis em países desenvolvidos. Este vídeo
documentário contesta a severa face da miséria nos aterros, e também aponta para exemplos concretos de
como transformar a vida desses catadores em cidadãos.

Palavras-chave: Aterro sanitário; Gramacho; Coleta Seletiva; Catadores.

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“Em busca da conservação do patrimônio natural e cultural da Serra do Mar”
Julho de 2010, Santo André, SP, Brasil
RE-CONHECENDO A RAIZ NAGÔ

Mucambos de Raiz Nagô¹

¹Grupo percussivo que trabalha com cultura brasileira, sobretudo, cultura brasileira afro-descendente.
mucambosderaiznago@yahoo.com.br

A constituição do povo brasileiro tem, em suas origens, referências ibéricas, indígenas, africanas 23
etc. Com a vinda desses povos para o Brasil, vieram também, seus ritmos, ritos, religiosidade e cultura no
geral. Várias manifestações culturais permanecem vivas até hoje, a partir da cultura popular e do
conhecimento que é transmitido de uma pessoa à outra entre as gerações. Dentre as manifestações
culturais afro-descendentes, o projeto “Re-conhecendo a Raiz Nagô”, terá seu foco na reprodução do
Maracatu de Baque Virado. O Maracatu de Baque Virado é de origem africana, existente a mais de 200
anos, ele é uma manifestação de cunho afro-religioso. Constitui-se de música tendo como base a forte
percussão, o canto e a dança. Acompanham uma corte real, que, tradicionalmente era a corte formada para
apresentar à sociedade os novos reis negros. As Nações do Maracatu estão localizadas em Pernambuco,
porém, atualmente há grupos em todo o mundo. Além da música, da dança e da sofisticação que o cortejo
de Maracatu envolve, há sempre nas Nações a relação direta com religiões afro-descendentes, fortemente
presente em suas loas (canções) e ritos preparatórios e até mesmo durante o desfile. O Mucambos de Raiz
Nagô é um grupo de amigos que acredita na herança que recebemos de nossos antepassados como uma
forma de transformação do ser humano. Trabalha com a cultura como meio para a socialização, o respeito
às diferenças e o reconhecimento da nossa identidade mais profunda. Com a idéia de “plantar sementes e
enraizar”, desenvolve oficinas e apresentações em comunidades, sempre buscando a integração e a
vivência da cultura brasileira como uma grande celebração. A apresentação tem como objetivos estimular o
re-conhecimento do espaço público e fomentar a troca de experiências e a disseminação da cultura
brasileira. Será realizada uma apresentação do trabalho desenvolvido pelo grupo a partir dos estudos da
cultura brasileira com um cortejo musical, partindo do Centro de Formação Socioambiental (CEFS), que
passará pelas ruas da cidade baixa da Vila de Paranapiacaba e retornará ao CEFS. Após a apresentação, o
grupo ficará à disposição para um bate-papo sobre a história e características das manifestações que
estuda e também sobre o processo vivenciado pelo grupo.

Palavras-chave: Maracatu; Raiz Nagô; Cultura afro-descendente.

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“Em busca da conservação do patrimônio natural e cultural da Serra do Mar”
Julho de 2010, Santo André, SP, Brasil
COMPOSTAGEM EM HORTAS COMUNITÁRIAS, SOLUÇÃO PARA O
DESTINO DOS RESÍDUOS ORGÂNICOS EM DIADEMA
Fabiola Bonaldo Frank¹

¹Centro Universitário Fundação Santo André, graduada em Ciências Biológicas; Pós-graduanda em


Educação Ambiental e Sustentabilidade; Parque Escola de Santo André. biolefas@yahoo.com.br
24
Foi realizado um teste piloto de três semanas para a coleta do resíduo orgânico a cada dois dias
nos bairros de Diadema, localizados próximo ao Posto de Coleta Seletiva do Centro, com a participação dos
Catadores do Programa Vida Limpa. Como destino destes resíduos orgânicos, para uma composteira na
produção de adubo orgânico em uma das Hortas Comunitárias, outro Programa encontrado no Município de
Diadema. Foram aplicados 45 questionários voltados para os moradores, para avaliar o conhecimento sobre
resíduo orgânico e Hortas Comunitárias e 12 questionários voltados para os catadores de material reciclado
para saberem o que pode coletar e o que não podem coletar de resíduo orgânico. Dinâmicas de imagens
foram aplicadas com os catadores e garis que fazem a manutenção da Horta Comunitária, para avaliação
sobre o que são resíduos orgânicos. Durante a coleta foi feito uma pesagem do material orgânico obtendo
os seguintes resultados, 1º Dia- Coletado 37, 054 Kg / Rejeito 3, 563 Kg, 2º Dia- Coletado 28, 503 Kg /
Rejeito 3, 563 Kg, 3º Dia- Coletado 68, 069 kg / Rejeito 7, 250 Kg, 4º Dia- Coletado 87, 261 Kg / Rejeito 6,
148 Kg, 5º Dia- Coletado 86, 446 Kg / Rejeito 10, 260 Kg e 6º Dia- Coletado 34, 067 kg / Rejeito 6, 310 Kg.
Considerando que com a parceira existente entre catadores, moradores, garis e Prefeitura de Diadema, foi
realizado com sucesso a inovadora coleta de material orgânico, levantando uma nova renda para a
população carente e fazendo com que estes materiais orgânicos deixem de ir para o aterro sanitário
aumentando assim o tempo de vida útil.
.
Palavras-chave: Resíduo orgânico; compostagem; Programa Vida Limpa; Programa Hortas Comunitárias;
Prefeitura de Diadema.

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“Em busca da conservação do patrimônio natural e cultural da Serra do Mar”
Julho de 2010, Santo André, SP, Brasil
A EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO NA ÚLTIMA DÉCADA
Manoel Boni¹

¹Centro Universitário Fundação Santo André, Pós-Graduando em Geografia e Gestão Territorial –


assomornucloeste@uol.com.br

As mudanças introduzidas na Educação pública oficial do Estado de São Paulo em vistas das 25
deliberações da Conferência Mundial de Educação Para Todos, realizada em Jomtien, na Tailândia, em
1990, pela Unesco, Unicef, PNUD e Banco Mundial e com o ajustamento a “realidade” brasileira das
deliberações de tal Conferência, como exigências dos organismos mundiais de: erradicar o analfabetismo;
universalizar a educação fundamental; centralidade do aprender a aprender em contraposição ao ensino
tradicional, eliminar a evasão e a repetência escolar; descentralização administrativa e financeira (aumentar
a porcentagem PIB educação e a eficiência dos gastos, serviços e programas de educação básica de forma
a otimizar recursos.); priorizar a educação fundamental; dividir responsabilidades entre Estado e a
sociedade, através de parcerias com empresas, comunidade, municipalização do ensino fundamental,
introdução do ensino a distância e da aprendizagem voltada para as novas tecnologias entre muitos outros
indicativos que faz parte de nosso sistema educacional atual. Com toda a pomposidade da participação
democrática se elaborou o Plano Decenal brasileiro de 1993. Em seguida se deram a aprovação da EC. 14
e da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Ao
analisarmos a aplicação dos princípios da Conferencia da Educação para todos notamos que o governo
paulista fez uma escolha entre dois dos requisitos financeiros apontado em 1990: a referida Conferencia em
termos financeiros afirmava à necessidade de se aumentar a porcentagem PIB educação e a eficiência dos
gastos, serviços e programas de educação básica de forma a otimizar recursos. Os governantes paulistas
dos últimos anos seguiram a risca todos os princípios neoliberais exigidos pelo grande capital imperialista e
seus técnicos, e, entre estes dois indicativos se compenetrou somente na contenção dos gastos.
Vivenciamos mudanças na educação oficial atendendo os pressupostos teóricos irradiados pelo estagio do
desenvolvimento das forças produtivas e o contraditório advindo do modo de produção vigente entrelaçados
com as ambigüidades entre o tecnicismo produtivo, os meios de comunicação e entretenimento modernos e
a relação professor/aluno. Um nortear da Educação voltada para busca por melhores taxas de lucro, na
concorrência desenfreada utilizando-se da modernidade tecnológica que se moderniza e envelhece em
questão de semanas e dias. O professor da modernidade, da educação norteada nas mudanças paulistas,
de fato, se proletarizará, não no sentido do proletário moderno em Marx, mas sim, do proletário que se
guiará pelas cartilhas do Estado, da gestão, apertará os botões, tirará as rebarbas, mediara o dialogo em si,
quando possível, em uma educação da meia escrita, da leitura visualizada no sentido da volta para a
própria sociedade globalizada “do conhecimento” no sentido do continuo aprender, na verdade, no salve-se
quem puder. A precarização educativa e as relações trabalhistas comparecem com sinônimo de toyotismo e
de sociedade guiada pelo Estado pré-fascista.

Palavras-chave: mudanças na educação de São Paulo; melhoria da qualidade da educação de São Paulo;
educação de São Paulo, as mudanças no mundo do trabalho e a educação.

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“Em busca da conservação do patrimônio natural e cultural da Serra do Mar”
Julho de 2010, Santo André, SP, Brasil
PRODUÇÃO DE ADUBO ORGÂNICO

Ana Luiza Frari¹, Carlos Rogerio Amorim2, Fabiana Menassi3

¹Centro Universitário Fundação Santo André, pós-graduanda em Educação Ambiental; Mestre em


Sociologia, coordenação projeto Quintal Orgânico – São Caetano do Sul/SP. afrari9@gmail.com
²Universidade Metodista, graduando em Pedagogia. Afroarteeducador e ativista de coletivos que fomentam
a arte popular. Coordenação projeto Quintal Orgânico – São Caetano do Sul/SP; e do projeto Oficinativa em
Santo André/SP.
26
³Arte educadora, formada em Artes Plásticas. Atua em escolas da rede pública estadual de São Paulo, no
Projeto Oficinativa (Santo André), no Quintal Orgânico (São Caetano do Sul), e, no “Amor Experimental”
(arte performática).

Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (circular de 2007) o Brasil produz


241.614 toneladas de lixo por dia, onde 76% são depositados a céu aberto, em lixões, 13% são depositados
em aterros controlados, 10% em usinas de reciclagem e 0,1% são incinerados. Do total do lixo urbano, 60%
são formados por resíduos orgânicos que podem se transformar em excelentes fontes de nutrientes para as
plantas. Solução eficaz para reciclagem do lixo orgânico, a compostagem doméstica é uma prática de
múltiplos benefícios. Primeiro, pelo impacto positivo ao meio ambiente, ao reduzir em até 75% o volume de
resíduos orgânicos depositado nos aterros sanitários. Segundo, porque possibilita a fabricação de
fertilizantes nutritivos para uso em hortas, vasos e jardins a custo zero. Considerando os dados e
argumentos apresentados a justificativa e necessidade desse tema e oficina já estariam comprovados. No
entanto, é importante salientar a escolha desse instrumento pedagógico-prático que parte dos saberes e
práticas dos participantes e proporciona a troca de experiências e investigação do ambiente local para a
prática da compostagem do lixo orgânico, O objetivo central da oficina, portanto, é a construção de uma
composteira pelo conjunto dos participantes. Vale salientar um dos desdobramentos desse debate: ao
interrogar-se sobre a produção do lixo orgânico, interroga-se também sobre a qualidade da alimentação da
população local. Portanto, estima-se que o desenrolar das atividades estimulem conversar sobre o modo de
vida, a relação com o ambiente, as possibilidades de incorporação de outras atitudes, e, indique a
separação e compostagem do lixo orgânico como uma ação ecológica e recomendável.

Palavras-chave: Adubo orgânico; compostagem; educação ambiental.

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“Em busca da conservação do patrimônio natural e cultural da Serra do Mar”
Julho de 2010, Santo André, SP, Brasil
EXTERIORIZAÇÃO DA POESIA A PARTIR DA ATIVIDADE PRÁTICA

Raul Florindo¹ , Lívia Xavier¹

¹Centro Universitário Fundação Santo André, FAFIL- Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, graduandos
em Ciências Sociais. - rauzito_sbc@hotmail.com; liviaxavier.mdi@hotmail.com

Catalise a realidade e a transponha de maneira lírica, terás então poesia. Na atividade tomamos 27
como proposta tendenciar-se em esclarecer o caminho direto da produção poética, rompendo, portanto com
as barreiras de uma poesia padronizada, aproximando o contato da folha de papel, da caneta e do ser, para
a livre criação artística. Ficará claro que não há algo ou alguém que esclareça melhor a poesia que a
própria realidade e será, portanto ela o ponto de partida primordial para o fomento da existência poética.
Nos pautamos em esclarecer a magnitude que se estabelece sob um poema com suas temáticas, seu ritmo
e expressão fonética além da dinâmica de escrever através do exercício da prática. És então poeta
ensimesmado o que não escreve, e não terá este uma existência. Exteriorize todo o conteúdo, pois não
existem escrúpulos em poetizar as coisas, mas sim premissas para produzir poesia, tal como a elaboração
coerente da idéia a ser passada ao papel. Em suma a atividade será a elaboração de poesia através de
exercícios dinâmicos mostrando-te poeta pelo caminho mais objetivo, clareando a idéia de que a poesia é
sim possível a qualquer individuo que se proponha a escrever. Estará, então, apresentado o convite a um
contato artístico sob a efetivação de um sarau com os poemas criados por nós, materializando a idéia em
letras bem colocadas, emergindo do íntimo o fulgor e construindo de fato a expressão. Colocaremos em
cheque as posturas de exclusão pelo simples fato de estar em contato formulando arte comum a todos.

Plavras-chave: Poesia; exercícios dinâmicos; criação artística.

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“Em busca da conservação do patrimônio natural e cultural da Serra do Mar”
Julho de 2010, Santo André, SP, Brasil
Resumos dos trabalhos apresentados

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Painéis

MOSTRA CIENTÍFICA E CULTURAL DO CENTRO DE ESTUDOS E FORMAÇÃO SOCIOAMBIENTAL DE PARANAPIACABA


“Em busca da conservação do patrimônio natural e cultural da Serra do Mar”
Julho de 2010, Santo André, SP, Brasil
MANEJO DE VEGETAÇÃO PARA IMPLANTAÇÃO DE LOTEAMENTO
SOCIAL EM ÁREA URBANA
Victor Dimitrov1
1
Centro Universitário Fundação Santo André – Departamento de Ciências Naturais – Av. Príncipe de Gales,
821, Santo André, SP. victordimitrov@yahoo.com.br
29
Os humanos são os únicos seres vivos que ao longo da sua evolução desenvolveram a cultura,
estabelecendo assim seu selo sobre a Natureza. O dominio do homem sobre a natureza o levou,
gradativamente, ao desenvolvimento das suas forças produtivas, primeiramente com uma produção
artesanal, depois a produção de manufaturas e o terceiro período da propriedade privada e a indústria que
se utiliza das forças da natureza para fins de produção maciça, com maquinaria e divisão mais desenvolvida
do trabalho. A questão da habitação se intensifica nessa fase mais moderna, pois passa a concentrar e
acumular ainda mais os excedentes da exploração do trabalho através da ampliação das cidades, povoando
assim os arredores das indústrias. Este trabalho tenta mostrar uma experiência realizada em manejo
vegetal para ocupação de um loteamento social de forma planejada e organizada, tentando resgatar o
máximo possível da vegetação que agora dará lugar a moradias para os trabalhadores da cidade de
Diadema. O trabalho foi executado no município de Diadema, SP (23º38'8.91"S 46º34'30.77"W) em uma
área de aproximadamente 1 hectare. A implantação foi planejada como medida compensatória, sendo as
mudas do local removidas, acondicionadas e tratadas até atingirem tamanho para plantio em áreas de
floresta. A técnica utilizada para a remoção das mudas foi o de transplante. Posteriormente elas foram
destinadas ao viveiro da associação de moradores onde foram enriquecidas com adubo químico NPK 10-
10-10 até atingirem o tamanho ideal. A identificação das mudas foi feita com ajuda de bibliografia
especializada e a realização do inventário foi feita através de técnicas bioestatísticas de distribuição de
freqüência conjunta. Foram removidas 2.481 indivíduos pertencentes a 22 espécies diferentes, sendo 8
espécies exóticas e 14 espécies nativas. Este caso de ocupação humana de área que conserva uma
vegetação em meio urbano é compreensível diante do histórico da lógica econômica estabelecida pela
sociedade capitalista moderna, que é industrial, concentradora de capital e que força os seres humanos,
como natureza, a quebrarem seus laços com a própria primeira natureza. Hoje acredita-se que seja
impossível evitar o crescimento populacional nos centros urbanos, pois serve como fonte de subsistência e
trabalho direto e indireto para a população. Assim, a mecanização e as péssimas condições de
sobrevivência no campo continua a expulsar os campesinos para os grandes centros urbanos. É possivel
notar que duas espécies nativas Eugenia brasiliensis e Cedrela fissilis se encontram ameaçadas de
extinção e foram encontradas em grandes quantidades na área, podendo essas plantas serem destinadas a
plantios de enriquecimento florestal em outras áreas e assim contribuir para uma possivel reversão do
quadro ambiental, sendo isso possível realmente se as contradições entre o campo e cidade forem
eliminadas e se as indústrias estiverem nas mãos da classe que foi forçada a romper com a primeira
natureza.

Palavras-Chave: manejo; habitação; Mata Atlântica; conservação; meio urbano

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“Em busca da conservação do patrimônio natural e cultural da Serra do Mar”
Julho de 2010, Santo André, SP, Brasil
FLORA ARBÓREA DE UM TRECHO DE FLORESTA OMBRÓFILA DENSA
MONTANA DO PARQUE NATURAL MUNICIPAL NASCENTES DE
PARANAPIACABA (PNMNP), SANTO ANDRÉ – SÃO PAULO
Marcos Enoque Leite Lima1 & Inês Cordeiro1
1
Instituto de Botânica, Seção Herbário, São Paulo, SP, Brasil. marcosenoque@gmail.com
30
O Parque Natural Municipal Nascentes de Paranapiacaba (PNMNP), localizado no município de
Santo André, SP é uma Unidade de Conservação (UC) limítrofe de outras importantes Unidades de
Conservação como a Reserva Biológica de Paranapiacaba e o Parque Estadual da Serra do Mar – Núcleo
Cubatão. A área de estudo apresenta histórico de desmatamento devido à construção da estrada de ferro
Santos-Jundiaí, e a necessidade da madeira para sua manutenção. Mais recentemente entre as décadas de
60-80, a poluição gerada pelo Pólo Petroquímico de Cubatão trouxe impactos drásticos sobre a vegetação,
além disso, também existiram em alguns locais uma pequena pecuária que provinham leite e carne para a
Vila de Paranapiacaba. Assim, visando avaliar a situação da flora de um trecho do PNMNP, foi realizada a
análise floristica do componente arbóreo de 1 ha de Floresta Ombrófila Densa Montana do PNMNP, em
duas subparcelas de 0,5 ha (P1 e P2) alocadas entre a cachoeira da água fria e a trilha da comunidade,
com situações distintas de regeneração. Foram amostrados todos os indivíduos com diâmetro à altura do
peito (DAP) ≥ 4,8 cm, resultando num total de 1992 indivíduos, distribuídos em 183 espécies, 103 gêneros e
49 famílias. A família Myrtaceae é a mais rica em espécies, seguida das famílias Rubiaceae, Lauraceae e
Melastomataceae. As espécies que possuem as maiores abundâncias na parcela P1 são Guapira opposita
(Vell.) Reitz, Psychotria suterella Müll. Arg., Miconia cabucu Hoehne, Myrcia pubipetala Miq., Tibouchina
pulchra (Cham.) Cogn., Baccharis oreophila Malme, Ocotea paranapiacabensis Coe-Teixeira, Hedyosmum
brasiliense Mart. ex Miq., Myrcia fallax (Rich.) DC., Clethra scabra Pers., correspondendo a 53% dos
indivíduos amostrados na parcela P1. Em P2 as espécies com maiores abundâncias são Bathysa stipulata
(Vell.) C. Presl, Cyathea delgadii Sternb., Guapira opposita (Vell.) Reitz, Alchornea triplinervia (Spreng.)
Müll. Arg., Cyathea phalerata Mart.), Eriotheca pentaphylla (Vell.) A. Robyns, Cryptocarya saligna Mez,
Psychotria nuda (Cham. & Schltdl.) Wawra e Guarea macrophylla Vahl, representando 42,9% dos indivíduos
amostrados em P2. A diversidade específica das parcelas foi obtida através do Índice de Shannon (H’),
sendo de 3,779 em P1 e 4,049 em P2 e a equitabilidade através do Índice de Pielou (J), sendo 0,770 em P1
e 0,836 em P2. Os índices de diversidade relativamente altos obtidos no PNMNP, e semelhantes aos de
outras áreas de Floresta Ombrófila Densa Montana de outras regiões do Estado de São Paulo, indicam que
a degradação dessa floresta, observada no presente estudo, parece ter sido causada mais pelo corte
seletivo de madeira, do que pela poluição do Pólo Petroquímico de Cubatão. Além disso, a presença de
indivíduos de grande porte pertencentes a espécies não pioneiras em P2 indica que o PNMNP guarda
fragmentos remanescentes da floresta original que recobria a região no passado. (Apoio: CNPq e FAPESP)

Palavras chave: diversidade, Floresta Ombrófila Densa Montana, florística

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“Em busca da conservação do patrimônio natural e cultural da Serra do Mar”
Julho de 2010, Santo André, SP, Brasil
REDES DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL: A21 LOCAL E A21 ESCOLAR, NA
VILA FERROVIÁRIA DE PARANAPIACABA, SANTO ANDRÉ/SP
Carolina Estéfano1, Alba Maria dos Anjos Corrêa2, Allan de Jesus Teixeira3
1
Coletivo Jovem de Meio Ambiente do Grande ABC (http://cjabcflechadeluz.org/) e Agenda 21 de
2
Paranapiacaba: carolinaestefano@hotmail.com; Agenda 21 de Paranapiacaba: albacorrea@ig.com.br
3
Coletivo Jovem de Meio Ambiente do Grande ABC e Cia Quartum Crescente 31
(www.ciaquartumcrescente.com.br): allanjteixeira@gmail.com

O Grande ABC tem um histórico de interlocução em processos de Educação Ambiental (EA)


brasileiros: em 1994, Encontro Regional de EA, em 1996 formou-se a Rede Regional de EA (posterior
Núcleo de EA do Grande ABC) e em 1999, sediou o I Encontro Estadual de EA. Houve um retorno da
Agenda 21 Local (2006), por meio de parcerias, com nova interrupção. É natural que redes se desarticulem,
porém atores regionais resolveram rearticular a região (2007), integrando as cidades no Consórcio
Intermunicipal, pois há necessidade de ações conjuntas para um melhor desenvolvimento; iniciou-se então
a integração entre Poder Público, empresas e sociedade. As 7 cidades estão desenvolvendo suas Agendas:
iniciando ou retomando. Formou-se também, o grupo Coletivo Jovem de Meio Ambiente do Grande ABC,
atuante nas escolas. Por suas particularidades, optou-se realizar Agenda na Vila Ferroviária de
Paranapiacaba, distrito pertencente a Santo André, decidindo-se fazer uma integração entre Agenda 21
Local – A21L - e Escolar - A21E (nosso projeto-piloto), pois apresenta patrimônios cultural, natural e
humano riquíssimos, entre eles: Parque Natural Municipal Nascentes de Paranapiacaba, Museu do
Funicular, Reserva Biológica do Alto da Serra de Paranapiacaba, Parque Estadual da Serra do Mar e zona-
núcleo da Reserva da Biosfera-Unesco, sob instrumentos legais de proteção. Sofre um desgaste
condicionado ao tempo e à ações antrópicas e perde sua identidade original, daí a importância da A21, na
promoção da relação topofílica e valorização da memória histórica. Atuações relativas à A21 começaram
em 2008, de forma esparsa, porém em janeiro de 2009, realizaram-se reuniões pedagógicas, divulgação,
aplicação de questionário sócio-econômico e entrevistas com lideranças locais, para um maior
conhecimento das problemáticas a serem abordadas nos encontros e discutidas com a comunidade,
resultando em um diagnóstico preliminar. Na A21E, há, até o momento, coleta preliminar de dados, sobre o
sonhos das crianças, jovens e funcionários. Na A21L, algumas reuniões extras foram realizadas durante o
processo, para maiores esclarecimentos junto à população, sobre a importância do envolvimento coletivo no
desenvolvimento sustentável local e participação na discussão de temas pertinentes: Saúde, Segurança,
Educação, Eventos, Turismo, Moradias, Resgate da identidade, Meio Ambiente, Cultura, Transporte,
Prestação de serviços, Gestão da Vila e Unidade de Conservação, Crianças-jovens-idosos, Lazer,
Interferência externa. Utilizamos uma interface entre os 6 passos A21L, do Ministério do Meio Ambiente e a
Oficina do Futuro, do Instituto Ecoar para a Cidadania, deixando dessa forma o processo mais próximo dos
moradores, pois cada participante contribui de forma escrita, fazendo um paralelo com objetivos pessoais e
coletivos, bem como se enquadrando na realidade/necessidade/dinâmica local percebidas durante o
processo. A falta de condições dos moradores participarem aos finais de semana das reuniões coletivas, o
grupo refletiu e decidiu agir do seguinte modo: de maneira individual, com papéis em formatos de pedras e
folhas, as pessoas escreveram suas opiniões, sem registro de nomes e acabaram por ficar mais à vontade
para desabafarem sobre os problemas e seus sonhos para a Vila. Pretende-se concluir (dezembro/2010),
com versões impressas das A21 para oficializar os trabalhos junto ao Poder Público e comunidade.
Constata-se que a A21 é um direcionamento para Políticas Públicas/Governo na gestão local, além de visar
o resgate do patrimônio cultural, incluindo uma Cultura de Paz e ambiental. Palavras-chave: Agenda 21 Local;
Agenda 21 Escolar; Vila F. de Paranapiacaba

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“Em busca da conservação do patrimônio natural e cultural da Serra do Mar”
Julho de 2010, Santo André, SP, Brasil
A SITUAÇÃO DAS NASCENTES DO CÓRREGO JUNDIAÍ (SANTO
ANDRÉ – SP)
Letícia Natsue Fuzihara¹ & Daniel Vicente Batista¹

¹Cento Universitário Fundação Santo André, aluno de Geografia. Av. Príncipe de Gales, 821 - Bairro
Príncipe de Gales - Santo André - SP - CEP 09060-650 - Telefone: 11 4979-3300 e-mail:
letyvety@hotmail.com 32
Nascentes são manifestações superficiais de água armazenada em reservatórios subterrâneos,
conhecidos como aquíferos ou lençóis, e que dão origem a pequenos cursos d’água. Estes pequenos
cursos d’água constituem os córregos que se unem a outros para haver a formação de rios. O córrego
analisado é afluente do Rio Tamanduateí e este desemboca no Rio Tietê. O rio Tamanduateí é muito
importante para a logística de transportes da região, pois nas suas margens encontram-se a Avenida do
Estado e também a linha ferroviária, e ambas ligam os municípios de Mauá, Santo André, São Caetano e
São Paulo. Nas margens do córrego Jundiaí localizamos pequenos comércios, indústrias e várias
construções residenciais. Na altura da desembocadura do córrego, na margem direita, encontram-se o
CEASA que tem sua entrada na Avenida do Estado. Por serem constantes as enchentes nas áreas ao redor
do córrego e pelo crescimento desordenado da região foi construído o Piscinão do Córrego Jundiaí. Neste
trabalho verificamos as condições das nascentes localizadas na área metropolitana da cidade de Santo
André, as que formam o Córrego do Jundiaí. Verificamos que todas se encontram fora das normas de
preservação da legislação brasileira e que esta trata somente das nascentes fora do perímetro urbano.
Localizamos todas as nascentes conhecidas, do córrego Jundiaí e seus afluentes, através de uma carta
cartográfica fornecida pelo SEMASA que trata deste assunto. Após localizarmos as seis nascentes
assinaladas no mapa, verificamos que todas se encontram ativas, mas fora do padrão exigido na legislação.
Todas têm casas construídas em cima delas e somente conseguimos localizar após verificar todo
encanamento em sua volta, mas o destino das suas águas é o mesmo, vão parar na sarjeta e depois caem
direto no bueiro. No total de quatro a localização da nascente se dá através de um cano que dá direto na
sarjeta. A quinta nascente encontra-se debaixo do muro da casa e fica minando constantemente dando a
impressão de um vazamento. A sexta encontra-se na garagem da casa, causando uma grande infiltração e
com isso da uma impressão desmazelo do proprietário. A legislação brasileira ao tratar dos assuntos das
condições de preservação das áreas de mananciais e por conseqüência das suas nascentes, não trata das
condições das que são encontradas nas regiões metropolitanas. A falta de legislação adequada e com isso
de uma fiscalização mais presente faz com que a maioria destas se encontre fora das normas de
conservação. Após verificar as condições das nascentes verificamos que apesar delas minarem
constantemente e um grande fluxo de água, nenhuma foi aproveitada causando com isto um grande
desperdício. Fora que muitas formam os afluentes do Ribeirão Jundiaí, que são o córrego da Avenida
Alemanha, da Rua água Grande e da Avenida Dom Bosco, mas todos encontram-se canalizados. Quando
acontecem tempestades na região é normal que ocorram enchentes principalmente na parte em que se
encontram as águas destes três córregos com o principal que é o Córrego do Jundiaí. Medidas de
prevenção foram tomadas como a construção do Piscinão do Córrego do Jundiaí, conhecido popularmente
como o Piscinão de Santa Terezinha. Este piscinão tornou-se uma área de lazer para os moradores pois
formou-se um microclima no local, com isto propiciando um “Pesque e largue”, também temos a presença
de uma família de Garças. Em ambas as margens, temos bastante presença de árvores como
conseqüência um maior sombreamento. Mas nos outros córregos relatados no trabalho a situação é
inversa, muitas construções não seguem a distância recomendada na legislação e temos até garagens
construídas abaixo do leito normal do rio, sendo constantemente vítimas de inundações. Palavras chave:
Nascentes, Rio Tamanduateí, Córrego do Jundiaí, degradação

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“Em busca da conservação do patrimônio natural e cultural da Serra do Mar”
Julho de 2010, Santo André, SP, Brasil
VIVA “SÃO LUIZ DE PARAITINGA”
Letícia Natsue Fuzihara¹, José Miguel Vieira Moreira²

¹Centro Universitário Fundação Santo André. Av. Príncipe de Gales, 821 - Bairro Príncipe de Gales - Santo
André - SP - CEP 09060-650 - Telefone: 11 4979-3300 e-mail de contato: letyvety@hotmail.com
²SENAC –Guarulhos – Professor de Curso de Técnico de Segurança do Trabalho Rua Padre Celestino, 108
- Centro Guarulhos – SP - CEP: 07013-100 - Telefone: (11) 2187-3350 Fax: (11) 2187-3355. Graduado em
33
Gestão Ambiental – FMU

Os eventos ocorridos no dia 31 de dezembro de 2009 na cidade de São Luiz do Paraitinga, que tem
como localização a região serrana do Vale do Paraíba, não deixam de servir como um alerta para todas as
demais cidades localizadas em áreas de mananciais. A cidade foi vítima de uma enchente no Rio Paraitinga
e suas águas atingiram 12 metros acima do seu índice normal e com isto uma parte do centro turístico foi
destruído. Temos como imagens marcantes e amplamente veiculadas a queda da Igreja Matriz datada do
início do século XIX e os moradores sendo resgatados pelos praticantes de rafting da região.Neste trabalho
queremos expor os danos causados na cidade pela enchente ocorrida no dia 31 de dezembro de 2009 e as
obras que estão sendo feitas para a reconstrução deste importante pólo turístico da região. E também
relatar o ERGTAU II (Encontro regional de geógrafos) promovido pela Universidade de Taubaté, nos dias
28, 29 e 30 de maio de 2010, que foi realizado na cidade de São Luiz do Paraitinga. Visita realizada no dia
11 de junho de 2010, na Vila de Paranapiacaba, para participar do 10° Festival de Inverno promovido pe la
cidade de Santo André. Na abertura do evento na Praça Central da cidade, que ocorreu na noite do dia 28,
tivemos a palestra do mais importante geógrafo da área de Geomorfologia o Prof° Dr. Aziz Ab’ Saber. Fi lho
ilustre da cidade, narrou com emoção sobre a geomorfologia da região mesclada com a história local e o
mais importante de sua narrativa foi que a natureza seguiu seu ciclo normal, mas atingiu dimensões de
catástrofe porque ela foi somatizada com as ações antropomórficas realizadas em todo o vale. Ele fez um
alerta, todos tem ignorado a hidrogeografia na hora do planejamento das cidades e que as cheias dos rios
seguem um ritmo que não pode ser modificado. E se especialistas fossem consultados talvez enchentes
seriam evitadas. No segundo dia tivemos trabalhos de campos e os principais foram à descida do rio
Paraitinga por rafting e as obras de reconstrução feitas na cidade. Ambos geraram relatórios de trabalho de
campo que foram apresentados no último dia do evento. Essas experiências geraram debates posteriores
em sala de aula e de como esse conhecimento adquirido poderá ser aplicada nas comunidades em torno do
Centro Universitário Fundação Santo André. Sendo que uma destas discussões engloba a Vila de
Paranapiacaba, Santo André, que esta em um processo de revitalização para tornar-se um pólo turístico da
região. Foi realizada uma visita exploratória no dia 11 de junho para obtermos dados para uma futura
comparação entre as duas comunidades tratadas neste trabalho. Podem-se fazer inúmeras comparações
entre a cidade de São Luiz do Paraitinga e a Vila de Paranapiacaba, localizada no município de Santo
André. Ambas estão localizadas na serra do mar, são cidades históricas e importantes pólos turísticos da
região. A primeira foi construída em um ponto importante para escoação de mercadorias produzidas na
região que utilizavam os rios para isto e a segunda foi construída em torno da linha ferroviária que a ligava
até as cidades litorâneas. Nas duas temos um processo constante para a obtenção de meios para gerarem
a subsistência para a população que mora no local. Ambas por se localizarem na Serra do Mar exploram o
turismo ecológico, sendo que na primeira isto é patrocinado pelos proprietários de terra da região que viram
como um meio eficaz de explorar essa riqueza natural, na segunda temos guias especializados contratados
pela prefeitura da cidade. Nas duas temos a promoção de eventos para atrair turistas, sendo que na
primeira temos o Carnaval que é nacionalmente conhecido e na segunda o Festival de Inverno que esta
tentando virar uma atração turística na região. Mas as diferenças mais significativas que foram notadas em
visitas exploratória em ambas as cidades foram no entorno destas e nos seus habitantes. A cidade de São
Luiz de Paraitinga está sofrendo com a ocupação desordenada, grandes áreas desmatadas e a utilização
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“Em busca da conservação do patrimônio natural e cultural da Serra do Mar”
Julho de 2010, Santo André, SP, Brasil
das terras para pecuária e a plantação de eucaliptos. Também temos um mercado imobiliário bastante
rentável com a venda constante dos casarões históricos da cidade e isto foi objeto de debates de como a
cidade ao ser reconstruída não deve perder sua identidade cultural. Nesta primeira viagem exploratória
podemos conhecer o interior de vários casarões e não podemos deixar de reparar que a fachada continua
sendo antiga, mas o seu interior foi totalmente modificado e modernizado. Enquanto a vila de
Paranapiacaba encontra-se na região considerada o cinturão verde da cidade, a vegetação no entorno dela
está preservada e as vias de acesso são bastante rústicas. Na vila temos uma sensação de abandono das
casas sendo que é necessário um processo de restauração e revitalização destas. Também temos essa
34
mesma impressão quando conhecemos os moradores deste local e muitos destes estão confiantes neste
Festival como um meio de obterem uma renda extra. Os fatos ocorridos em São Luiz do Paraitinga servem
de alarme importante para todas as cidades que crescem em áreas de mananciais. Se estudos mais
eficazes sobre as cheias dos rios forem realizados e depois forem aplicados, catástrofes como a do dia 31
de dezembro de 2009, poderão ser evitadas. E a ocupação e o crescimento desordenado das cidades e as
conseqüências geradas com isto poderão ser amenizadas se forem adotadas as medidas adequadas para
isto.

Palavras-chave: patrimônio histórico, Aziz Ab’ Saber, São Luiz do Paraitinga

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“Em busca da conservação do patrimônio natural e cultural da Serra do Mar”
Julho de 2010, Santo André, SP, Brasil
COMPARAÇÃO DA FAUNA DE ANFÍBIOS ANUROS ENTRE DUAS
ÁREAS NA REGIÃO DO ALTO DA SERRA DE PARANAPIACABA,
SANTO ANDRÉ, SP.
Renata Vieira da Silva¹, Victor Dimitrov¹, Daniel Din Betin Negri¹, José Luís Laporta¹,
Clóvis Ferreira do Carmo1,2
1
Centro Universitário Fundação Santo André, Departamento de Ciências Naturais, Avenida Príncipe de 35
Gales, 821- Santo Andre, SP – e-mail: vieira_renata@yahoo.com.br
2
Instituto de Pesca, Av. Francisco Matarazzo, 455, São Paulo

Os trabalhos sobre a diversidades de anfíbios anuros apresentados no Parque Natural Municipal


Nascentes de Paranapiacaba são fragmentados, com pouca descrição metodológica e do esforço amostral
aplicado, esse fato dificulta a comparação dos resultados. As faltas de parâmetros comparativos e
sistemáticos nos estudos realizados na região resultaram em falhas na compreensão dos problemas
ambientais causados pela industrialização do seu entorno. O objetivo do presente estudo foi de realizar um
levantamento dos anfíbios anuros na área que compreende o Parque Natural Municipal Nascentes de
Paranapiacaba, fazendo uma comparação com a diversidade da Reserva Biológica do Alto da Serra de
Paranapiacaba. O presente estudo foi realizado no Parque Natural Municipal Nascentes de Paranapiacaba.
Foram utilizadas quatro estações de amostragem dentro do parque, identificadas como: Agua fria, Vacaria,
Tanque do Gustavo e Comunidade, com as respectivas coordenadas geográficas 23º45'57.4"S e
46º17'24.3"W; 23º46'52.9"S e 46º18'15.9"W; 23º46'01.3"S e 46º17'47.2"W; 23º46'02.9"S e 46º17'13.5"W.
Para a realização do levantamento das espécies foi utilizada a técnica de monitorar o ambiente através da
atividade de vocalização e da busca ativa pelas espécies. Foram realizadas cinco campanhas entre outubro
de 2008 e fevereiro de 2009. O esforço para cada amostragem foi de cinco horas no campo, com início às
19h e término às 24h através do trajeto linear. Para avaliação da riqueza foi elaborada uma curva de
acumulação de espécies através da técnica de rarefação e posteriormente foi determinada uma curva
média, baseada na riqueza para cada número de amostras utilizando o software EstimateS versão 8.00.
Para a comparação da ocorrência das espécies de anfíbios anuros na área de estudo com a pesquisa
realizada na Reserva Biológica do Alto da Serra de Paranapiacaba baseou-se no esforço amostral em
horas/pesquisador. Para fundamentar a comparação, foram calculados o índice de diversidade de Shannon
(H), o índice de uniformidade de Pielou (e) e para estimar a similaridade entre as duas áreas em termos de
composição da assembléia de anuros foi usado o índice de similaridade de Jaccard (CJ).Os cálculos foram
realizados utilizando o software ECOSOFT versão 1.1.05. O esforço amostral no Parque Natural Municipal
Nascentes de Paranapiacaba, neste trabalho, baseado na busca ativa, totalizou um esforço de 100
horas/pesquisador, em contrapartida, o trabalho da Reserva Biológica de Paranapiacaba envolveu a busca
ativa e armadilhas de queda, totalizando 72 horas/ pesquisador e 360 armadilhas/dia. A curva de
acumulação de espécies para o Parque Natural Municipal Nascentes de Paranapiacaba não estabilizou
durante o período de estudo, indicando a necessidade de mais estudos na área. A diversidade e a
uniformidade observadas no Parque Natural Municipal Nascentes de Paranapiacaba (H = 10,992; e = 0,916)
foram maiores que as obtidas na Reserva Biológica do Alto da Serra de Paranapiacaba (H = 9,194; e =
0,901), com isso, a Reserva Biológica do Alto da Serra de Paranapiacaba pode estar mais vulnerável as
poluições provindas de Cubatão, pois as áreas que apresentam menor índice de diversidade estão mais
suscetíveis a serem influenciadas por fatores químicos e físicos, podendo afetar o tamanho da população
de anfíbios anuros. O índice de similaridade entre as duas áreas apresentou - se abaixo da média (CJ =
0,407).

Palavras-chaves: Anfíbios Anuros, Paranapiacaba, Comparação, Diversidade

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Julho de 2010, Santo André, SP, Brasil
Apoio e Realização

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