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Deduo da equao da acelerao centrpeta

O tratamento vetorial mais bsico do texto abaixo foi baseado no tratamento encontrado
no primeiro volume da coleo de livros de fsica para ensino mdio Universo da
Fsica, de Sampaio e Calada. Na sequncia segue um segundo texto com uma
abordagem um pouco diferente, usando clculo diferencial e integral.

A figura (1) representa uma partcula se deslocando de A B em uma trajetria circular.


Sabe-se que:

Observando a figura (2) percebe-se que o angulo formado pelos vetores velocidade de
A e B igual ao ngulo formado entre os seguimentos de reta CA e CB. A partir disso
pode-se inferir que os tringulos destacados em ambas as figuras so semelhantes.
Usando o princpio da semelhana de tringulos, temos:

Voltando figura (1), quando , em outras palavras, quando a variao de tempo


tende a 0, ou seja, quando assume valores cada vez menores, o segmento de reta AB
tende a ser igual o valor do segmento de arco AB. Como ambos so medidas de
comprimento, pode-se escrev-los como um produto da velocidade pela variao do
tempo. Sabe-se ainda que, ao tender a variao de tempo a 0, o vetor velocidade de A
tende velocidade instantnea v
A partir destas relaes
Comparando a equao de acelerao vetorial mdia com esta ltima

Quando a variao do tempo tende a zero, a acelerao vetorial mdia assume carter
instantneo. Uma vez que essa acelerao um vetor, possui direo e sentido e (como
pode ser visto na deduo que segue logo abaixo) o vetor acelerao centrpeta sempre
aponta para o centro da trajetria e da vem o centrpeta do nome.
De modo geral, toda trajetria curvilnea possui acelerao com uma componente
centrpeta, mas o objetivo desse texto no tratar disso. Caso voc queira saber um
pouco mais sobre esse fato pesquise por heredograma.
Agora uma outra abordagem: considere a situao da figura abaixo

A partcula acima se move a velocidade constante . Seu


vetor posio


Se =

ento lim =
0

aplicando na relao acima segue que

O resultado da segunda derivada um vetor com direo radial e sentido oposto ao


vetor posio , logo esse vetor aponta para o centro do crculo.

O comprimento do arco percorrido pela partcula proporcional ao ngulo varrido e o


fator de proporcionalidade o raio da circunferncia, ou seja, .
A equao de velocidade mdia da partcula passa a ser . Mas
. Ento . Quando vale que e finalmente, sendo o vetor
unitrio que conserva a mesma direo e sentido do vetor