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ISSN 1519-7182

Ano 6 - n° 24 - ensinador@cpad.com.br - R$ 5,90

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Como implementar e capacitar equipe

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esídios e é aprovada ?sldiários e diretores itituições carcerárias

Entrevista com o pastor Abraão de Almeida

Comentarista aborda questões da pós-modernidade

Dinâmicas de grupo para facilitar a fixação das lições

Subsídio semanal para E agora, como viveremos?

BRINDE

Resumo destacáveis dos principais fatos que marcaram a

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história

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128 páginas Formato: 14x21 cm

mais suas técnicas de ensino

Ensino Participativo na Escola Dominical

Marcos Tu/er

Um manual que traz uma nova perspectiva para o ensino bíblico. O livro tem como proposta, além de melhorar a comunicação em sala de aula, esclarecer e informar o ensinador cristão auxiliando na adaptação de meios e procedimentos que lhe permitam aplicar os conteúdos das matérias no dia-a-dia da vida dos educandos.

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O Ministério de Ensino na Igreja

Dary!E/dridge

O livro discorre sobre como o ministério de ensino da

igreja está fundamentado no próprio caráter de Deus. Ele é o professor por excelência. Também mostra de forma prática o planejamento e o preparo de estudos bíblicos

No final do livro uma discussão sobre como os

eficazes.

líderes cristãos podem desenvolver uma estrutura de professores eficientes e bem treinados, capazes de ajudar outros cristãos a se tornarem maduros na fé.

Nas livrarias evangélicas ou pelo

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O M inistério

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456 páginas Formato: 14 x 21 cm

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UMA VISÃO DIFERENTE

Ano 6 - n° 24

out-nov-dez/2005

ESTAMOS VIVENDO REALMENTE DIAS MUITO DIFÍCEIS. DIAS EM QUE 0 CERTO VIROU ERRADO E V, VERSA. ÀS VEIES ME PEGO PERPLEXA DIANTE DE ALGUNS DISCURSOS PÓS-MODERNÍSTAS.

A PALAVRA DE DEUS NOS ORIENTA A NÃO NOS CONFORMAMOS COM ESTE MUNDO. PORÉM, ELA NÃO PÁRA

POR Aí. O SENHOR NOS CONVOCA

À TRANSFORMAÇÃO PELA RENOVAÇÃO DO NOSSO ENTENDIMENTO.

MUITAS VEZES, ASSUMIMOS UMA POSIÇÃO DE PASSIVIDADE, EVITANDO NOS EXPOR E COLOCAR NOSSAS OPINIÕES NO COLÉGIO, NO TRABALHO E DEMAIS LOCAIS QUE FREQUENTAMOS, PARA NÃO CAUSAR

É CLARO QUE DEVEMOS TER SABEDORIA E CUIDADO Na Í

HORA DE FALAR, PORÉM. NESSA POLÍTICA DE "BOA-VIZINHANÇA", ACABAMOS POR PERDER EXCELEN-m TES OPORTUNIDADES DE PREGAR A PALA VRA. NÃO PODEMOS SIMPLESMENTE REJEITAR AS IMUNDÍCIESi QUE O MUNDO NOS OFERECE E SEGUIRMOS COMO SE NADA ESTIVESSE NOS A TINGINDO. DEUS NÃO NOS% CONVOCOU PARA FICARMOS SENTADOS, ASSISTINDO PASSIVAMENTE À DESTRUIÇÃO DA MORAL NA | SOCIEDADE. PRECISAMOS, MUNIDOS DE UM RESPALDO ESPIRITUAL, CONHECIMENTO BÍBLICO E INFORMAÇÕES GERAIS, NOS PRONUNCIAR E CONTESTAR AS "VERDADES" COLOCADAS DE FORMA TÃO 1 CONVICTA PELOS QUE NÃO TÊM A VISÃO E O DISCERNIMENTO ESPIRITUAL DADO A NÓS, FILHOS DO j SENHOR. NESTE TRIMESTRE, ASSUNTOS POLÊMICOS E ATUAIS ESTARÃO SENDO ESTUDADOS EM NOSSa  ESCOLAS DOMINICAIS. UMA EXCELENTE OPORTUNIDADE DE APROFUNDAR NOSSOS CONHECIMENTOS ACERCA DO PÓS-MODERNISMO PARA CONTESTÁ-LO COM MAIS RESPALDO. ORE, PEÇA AO SENHOR j

NENHUM CONSTRANGIMENTO OU MAL-ESTAR.

1

MAIS SABEDORIA, PESQUISE EM DICIONÁRIOS E LIVROS ESPECIALIZADOS.

USADO POR DEUS COMO UM CANAL DE BÊNÇÃOS E CONHECIMENTO

COM CERTEZA, VOCÊ SERÁ j

PARA SEUS ALUNOS.

TENHA UM TRIMESTREABENÇOADO!

ATÉ MAIS!

EVELINE ZENTUW

P S E NÃO ESQUEÇA DEANOTAR NA AGENDA: D/AS 12A 15 DENOVEMBROACONTECEA 9A CONFERÊNC/éBEESCOLA DOMINICAL EM PORTOALEGRE (RS). SE VOCÊPERDEUAS DE BELÉM E \ .lO È T A m , NÃO PODEFICAR DE FORA DESSA. FAÇA SUA CARAVANA E PARTICIPEI .

Presidente da Convenção Geral José Wellington Bezerra da Costa

Presidente do Conselho Adm inistrativo josé Wellington Costa Júnior

Diretor*executivo Ronaldo Rodrigues de Souza

Gerente Financeiro Walter Alves de Azevedo

Gerente de Produção Ruy Bergsten

Gerente de Publicações Claudionor Corrêa de Andrade

Gerente de Vendas Cícero da Silva

Editor-chefe Antônio Pereira de Mesquita

Editora

Eveline Ventura

Pauta

Gilda Júlio

P ro je to

G rá fic o

Rafael Paixão

Design & Editoração A lexander Diniz

Fotos

Solmar Garcia

Atendim ento a igrejas e livrarias

A lian Viana, A lexander Costa, Lei se Laina, Glauco Leonardo, Lucim ar Rangel, M arcela Fernandes,

Osm an Bernardo, Renata M eirelles e N élio Alves

Fones 21-24U6.7385 /2400-7439/2406-7445'

Televendas

0300-789.7172

Atendim ento para assinaturas Francis Reni Hurtado e Sebastião Peçanha de Souza

Fones 21-2406.7416 e 2406-7418

SAC - Serviço de atendimento ao consum idor Andréia Célia Dionísio Fone 0800-701.7373

Ouvidoria ou vidoria@cpad .com .br

Número avulso: R$ 5,90 Assinatura bianual: RS 43,00

Ensinador Cristão - revista evangélica trimestral, lançad.í em novembro de 1999, editada pela Casa Publicadora das Assem­ bléias de Deus.

Correspondência para publicação deve ser endereçada ao Departam ento de Jornalism o. As rem essas de valor (paga­ m ento de assinatura, publicidade etc.) exclusivam ente a CPAD. A direção é responsável perante a Lei por toda ma­ téria publicada. Perante a igreja, os artigos assinados são de responsabilidade de seus autores, não representando necessariam ente a opinião da revista. A ssegura-se a pu­ blicação, apenas, d as.colaborações solicitadas. O mesm o princípio vale para anúncios.

C a sa Publicadora das A ssem bléias de Deus Av. Brasil, 34.401 - Barigu - CEP 21852-000 Rio de Janeiro - RJ - Fone 21-2406.7403 - Fax 21-2406.7370 ensinador@cpad.com.br

06

Ensino participativo

 

14

Pós-m odernism o: o desafio da fé cristã

27

Secretaria de ED

 

30

Dinamize sua aula com criatividade

 

44

Fazendo discípulos

48

Exam inando as escrituras

 

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11

Conversa Franca

 

17

Exemplo de Mestre

 

18

Especial

 

22

Reportagem

 

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33

Boas Idéias

 

46

Em evidência

 

Lições Bíblicas

A L U N O

136 Subsídios para E agora, como viveremos? - A resposta cristã para os tempos de crise e calamidade moral

Assinatura

R e c la m a ç ã o , crítica e sugestão ligue

2 1 -2 4 0 6 .7 4 1 6 2 4 0 6 .7 4 1 8

S eto r

de

C irculação

Atendimento a todos os nossos periódicos

Mensageiro da Paz Obreiro •GeraçãoJC M ulher, Lar & Família Cristã •Resposta Fiel Ensinador Cristão

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- . s s ••«s seîtHrëSæ^au.*.

Divulgue as atividades do Departamento de Ensino de sua igreja

Entre em contato com Ensinador Cristão Avenida Brasil, 34.401, Bangu Rio de Janeiro (RJ) CEP 21852-000

Telefone 21-2406.7403 Fax 2406.7370

Leis do ensino

Parabenizo o irmão Ciro Sanches Zibordi pelo maravilhoso artigo Leis do Ensino, publicado na edição 21 (jan-fev-mar/05). Louvo a Deus pela preocupação de nossos obreiros em garantir um ensino bíblico de qualidade, mostrando que cada educador cristão deve seguir a risca essas leis, tornando assim o processo de aprendizagem um fator de segurança e crescimento espiritual, tanto do professor quanto do aluno.

C enilson tios Santos Barbosa,

Santo António de ]esus (BA), por em ail

Caráter cristão

Gostei muito do "artigo O fruto do Espirito, do pastor Antonio Gilberto, publicado na edição 21 (jan-fev-mar/05). Com muita clareza, ele aborda a diferença entre os dons e o fruto do Espírito para que se evite alguns lapsos teológicos que venham atrapalhar o crescimento espiritual dos nossos alunos de ED. Precisamos realmente cultivar o fruto do Espírito em nossas vidas para que possamos ser firmes e transparentes em nosso caráter cristão e verdadeiros comunicadores do amor divino.

Francisco de 1’aula A lves dos Santos, Teresina (Pt)

Exemplo de m estre

Amo toda a revista, mas gostaria de destacar a seção Exemplo de mestre, que sempre chama minha atenção. Vejo na vida dos homens e mulheres retratados o poder de Deus manisfesto. A seção nos incentiva a sermos um exemplo. Afinal de contas, bom exemplo é para ser copiado.

André Luiz A lvarez, por email

Leitura enriquecedora

Parabenizo esta conceituada revista pelo artigo Projeto pedagógico interdisciplinar, da irmã Valdenilda Lopes, publicado na edição 21 (jan-fev-mar/05). Sou leitora desta revista e sinto-me enriquecida espiritual e secularmente por ela. A Ensinador já me ajudou muito quando era professora da classe dos novos convertidos e também no meu curso de bacharel em Teologia. Louvo a Deus pela vida de cada um que trabalha nesta revista. Parabéns!

Llida M iriaii Z acarias Plínio, Vatença (BA)

Pj^olessor divulgador

Gostaria de parabenizá-los por esse precioso instrumento que veio nos ajudar em nossas escolas dominicais e em nossas vidas. Já sou professor de jovens há algum tempo e hoje faço parte da superintendência da ED em minha igreja. Após ter conhecido

a Ensinador Cristão, tenho

divulgado os seus maravilhosos

conselhos para nossos professores

e alunos e eles têm se interessado

em adquirir esta obra edificante.

Cleber de Lavor, Aciiraít (CE), por citiai!

Curso básico

E com muita satisfação que

parabenizo a Ensinador Cristão pois tem sido um verdadeiro guia para professores e oficiais da ED. Gostaria de sugerir que fosse criado um curso básico para

professores e superintendentes, dividido parcialmente nos próximos exemplares.

Lindoelsoii Santos Oliveira, Canavieiras (BA), por enwil

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CONTE

Rete

Com unique-se com

a Ensinador Cristão

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Av. Brasil,34.401, Bangu-21852-000,Riode Janeiro/RJ

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onsinadoriicpad.com.br

Sua (^Uucão- é cMfe&tfattfe fearia nfo!

D evido às lim itaçõ es d e ^espaço, as cartas serão selecionadas e transcritas na íntegra on em trechos considerados mais significativos. Serão publicadas as correspondências assinadas e que contenham nom e e

endereço com pletos e legíveis. No caso de uso de fax

ou e-m ail, só

rem tam bém a cidade e o Estado onde o leitor reside.

serão publicadas as cartas que inform a­

bnsino par

M arcos Tu lei

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Interaçao entre alunípS professor e um instrumento valioso no processo

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ensino participativo na Escola Dominical tem por objetivo principal fazer com que os alu­ nos sejam mais ativos no processo de aprender, deixando para trás as aulas essencialm ente expositivas, enraizadas na cultura da maioria dos professores. O professor não é o único detentor do conhecimento. Os alunos também são dotados de sa­ beres, idéias e experiências. Ensinar não é apenas transferir informações de uma cabeça a outra, como se a mente do aluno fosse um armazém ou depósito de conhecimentos alhei­ os. Ensinar não é somente comuni­ car algum conteúdo. Ensinar é fazer pensar, é estimular para a identifica­ ção e resolução de problemas, é aju­ dar a criar novos hábitos de pensa­ mento e ação.

ticioativo

Características do ensino participativo

Centrado no aluno e não no pro­ fessor ou conteúdo

O ensino centrado no aluno pre­

tende criar condições favoráveis à aprendizagem e liberar a capacida­ de de auto-aprendizagem do aluno, visando o seu desenvolvimento in­

telectual e emocional.

U tiliza-se da com unicação mul-

tilateral e não unilateral

teúdos de ensino devem despertar nos alunos motivação para mudança de comportamento. Nenhum educador cristão deverá limitar-se ao conteúdo de

uma matéria de ensino disposta em li­ vro ou revista didática. Antes, deve ele, em sua prática docente, considerar suas próprias experiências de vida como sin­ gular fonte de material útil ao bom êxi­

to do ensino. Os livros que o professor

lê, as pessoas com quem tem contato di­ ariamente e cada experiência pessoal poderão constituir excelentes materiais

O aluno participa ativamente do pro­ para auxiliá-lo na tarefa de ensinar a Pa­

cesso ensino-aprendizagem, em vez de comportar-se passivamente como recep­

táculo do conhecimento do professor.

O professor deve promover a inteli­

gência plena, ou seja, desenvolver o pen­ samento analítico, criativo e prático.

O bjetiva o contato do aluno di­

reto com a realidade

A maioria dos professores utiliza- se da preleção (exposição oral) para ministrar suas aulas: explanações, in­ formações, definições, enumerações, comentários, tudo transmitido oral­ mente. O professor precisa evitar o excesso de verbalismo em suas aulas. Precisa mostrar aos alunos os elemen­ tos relacionados às palavras a que se referem, tais como: ilustrações, carta­ zes, gráficos, fotos, desenhos, figuras, gravuras, mapas, objetos etc.

O conteúdo no ensino participativo

Deve ser contextualizado; aplica­ do à realidade dos alunos

Os ensinamentos bíblicos minis­ trados na ED têm de sair do campo teórico para o prático, ou seja, os con­

lavra de Deus a seus alunos.

As informações devem ser trans­ form adas em conhecimento

As inform ações contidas em um livro só têm valor quando são trans­ form adas em conhecim ento. Elas se tornam conhecimento à medida que são colocadas em prática. Com o advento da globalização,

a informação e o conhecimento es­ tão à disposição de todos. Hoje, uma pessoa pode ter acesso num só dia a um número equivalente de inform a­ ções que um sujeito teria a vida in­ teira na Idade Média. É quase impossível para o profes­ sor da classe de Escola Dominical competir com seus alunos, principal­ mente os adolescentes, em termos de quantidade de informação. Isso em função de a maior parte deles pas­ sar m u itas h oras co n ectad os à internet. O que fazer? Os professores deverão ajudá-los

a selecionar e priorizar as melhores informações para transform á-las em conhecimento útil às suas vidas em todas as áreas.

O conceito de aprender

no ensino participativo

O aluno aprende quando muda de

comportamento

Até o século 16, aprender era

m emorizar. A partir

Comenius considerou que aprender implica: compreender, memorizar e aplicar. A tualm ente, sabe-se que aprender é um processo lento, gra­ dual, complexo e envolve mudança

de comportamento.

do século

17,

O processo de ensinar tem como

conseqüência obrigatória o proces­ so de aprender. Se o professor ensi­ nou e o aluno não aprendeu, não

houve verdadeiro ensino.

O aluno aprende cooperando com o outro

O professor que solicita a participa­

ção de seus alunos em sala de aula tam­ bém promove a aprendizagem coope­ rativa. Isto é, seus alunos passam a aju­ dar-se mutuamente no processo de aprendizagem, atuando como parcei- * ros entre si e com o professor, visando adquirir conhecimento. São as trocas de experiências educativas. A prendizagem cooperativa ou colaborativa é um processo onde os membros do grupo ajudam e confi­ am uns nos outros para atingir um objetivo acordado. A sala de aula é um excelente lugar para desenvolver essas habilidades.

A metodologia

do ensino participativo

Utilize a m aior variedade p ossí­ vel de técnicas didáticas

Lance mão das principais técnicas didáticas disponíveis para facilitar a

a p r e n d iz a ­ gem e dinamizar suas aulas, tais como: debates, discussão em grupo, painéis, ísim pósios, dinâmicas de grupo, fdramatização, estudo de casos etc.

Mantenha o aluno em conta­ to com a realidade

A maioria dos professores da IED utiliza-se da preleção para j m inistrar suas aulas. Do início ; ao fim de cada trimestre, os alu- Inos ouvem explanações, infor­ mações, com entários etc, tudo Itransmitido oralmente por seus Im estres. Porém , é im portante estarm os atentos às seguintes Iquestões:

O aluno precisa ter conta-

|to direto com a realidade;

O professor precisa mos-

|trar aos alunos os elementos re- Ilacionados às palavras a que se ireferem;

' Os alunos precisam visualizar

Ios elementos essenciais dos con-

e

Iassimilá-los;

jce ito s

p ara

en ten d ê-lo s

• O que é imediatamente ex-

!perimentado não precisa ser en­

sinado nem repetido para ser memo­ rizado;

opinião, a colaboração, a iniciativa e

o trabalho do próprio aluno.

• O professor não deve apenas

narrar um fato para que se chegue ao

ouvidos, mas representá-lo grafica­ mente para que se imprima na ima­ ginação por intermédio dos olhos.

Conceda-lhes a palavra

Deixe seus alunos expressarem- se livremente: opiniões, problemas, necessidades, idéias, ideais, suges­ tões, lutas e vitórias, para que per­ cebam, por eles próprios, que são todos iguais e carecem da ajuda dos professores. Leve para a sala de aula todo tipo de assunto que estejam dispostos a dis­ cutir. Mas, não aqueles demasiadamen­ te complexos, complicados, confusos,

especulativos e que nada acrescentam à temática da lição em estudo.

Permita-lhes que participem ati­

vam ente

aprendizagem

Todo ensino deve ser dinâmico e toda aprendizagem não pode deixar de ser ativa, pois ela se realiza somente pelo esforço pessoal do aluno. O pro­

fessor deve solicitar, quer no início, quer no decurso de qualquer aula, a

do p rocesso

de ensino-

Proponha-lhes

extraclasses

atividades

Visitas a m useus, bibliotecas

e

outras instituições culturais; excur­ sões, aulas ao ar livre, projetos soci­ ais etc.

Trabalhe com projetos pedagógicos

No trabalho com projetos, o próprio aluno constrói o conhecimento. O pro­

fessor apenas propõe situações de en­ sino baseadas nas descobertas espon­ tâneas e significativas dos alunos. Com o trab alh o de p ro jeto s, aprender deixa de ser um simples

ato de m em orização e

significa m ais repassar conteúdos prontos. Aprende-se participando, vivendando sentimentos, tomando atitudes diante dos fatos, escolhendo procedimentos para atingir determinados objetivos. Ensina-se não só pelas respostas dadas, mas principalmente pelas experiênci­ as proporcionadas.

ensinar não

Planeje a utilização de recursos didáticos

Use e abuse dos auxílios didáti­ cos visuais e audiovisuais e das ilus­

trações, tais como: gravuras, pintu­ ras, recortes de revistas, jornais e li­ vros, infográficos, organogram as,

m

ateriais tridim ensionais (objetos,

m

aquetas,

sim ulacros,

dioram as,

m

odelos

),

film es bíblicos, slides,

transparências, quadro-de-giz etc.

a) Selecione e analise os recursos que

serão utilizados em cada aula. Tenha sempre em vista os objeti­ vos a serem atingidos, consideran­ do que nenhum recurso pode ser uti­ lizado sem o estudo cuidadoso do momento adequado de sua aplicação. Questione: O recurso que preten­ do usar é eficiente? Contribui para atingir o objetivo visado? O que fi­ cará na mente do meu aluno? O ob­ jeto? A imagem? A mensagem?

b) Estabeleça uma ordem de priori­

dade e relacionamento entre os recursos. Evite que eles se transformem em

um mero mostruário, desvinculados dos objetivos reais da aprendizagem.

c) Aproveite todas as possibilidades

didáticas dos recursos, apresentando-os de maneira clara, simples e acessível.

Propicie

ao

aluno, através

dos

recursos, condições para que desen­ volva sua capacidade de com preen­ são, interpretação e aplicação, evi­ tando, assim, símbolos confusos.

Avalie seus alunos e sua prática docente

"A eficiência de nosso ensino não se avalia com base naquilo que o professor faz, mas no que o aluno

faz, em decorrência de nossa práti­

ca didática" (Howard Hendricks)

Perfil do professor no ensino participativo

Professor entusiasta

Seja sim ples e ao direito ao ensi­ nar, porém entusiasmado. O profes­

sor entusiasm ado é aquele que pos­ sui exaltação criadora, dedicação ar­ dente em tudo que faz e sempre fala

com veem ência, vigor e

Entusiasm o verdadeiro contagia os alunos. Você costum a preparar

suas lições com alegria? Você se sen­

te feliz e radiante quando a classe

está reunida para o estudo da lição?

paixão.

Professor inovador

O professor deve criar um am bi­

ente de constante expectativa do

"novo", do atraente, da curiosidade.

O aluno quer livrar-se do tédio e da

monotonia. Ele deseja entrar em ati­ vidade e demonstrar que é habilido­

so e criativo.

O m estre que sim plesm ente re­

produz enfadonha e rotineiram en­

te o conteúdo da revista, sem em ­

preender o esforço da pesquisa, está irrem ediavelm ente fadado ao fracasso.

Professor socializador

A educação e o ensino são fenôme­ nos de interação psicológica e comu­ nicação social. Os alunos precisam sentir-se parte de um grupo. Às vezes, nos esquecemos que nossos alunos

têm carências sociais e afetivas, difi­ culdade de relacionamento e necessi­ dades de cultivar amizades sinceras.

O professor deve propiciar um clima

de amizade entre os alunos, precisa propiciar um ambiente favorável a um inter-relacionamento onde haja com­ preensão e possam compartilhar idéi­ as, aspirações e verdades aprendidas na Palavra de Deus.

Professor orientador

O ensino consiste na orientação

“Se o professor ensinou e o aluno não aprendeu, não houve verdadeiro ensino”

que se deve dar aos alunos em seu

aprendizado. A tarefa do professor não

se resume em simplesmente apresen­

tar os fatos à sua classe mas em con­

duzi-la até o ponto de encontrar as

devidas conclusões. Afinal, o que o professor faz é relevante em virtude do que ele leva seus alunos a fazerem. Em outras palavras, o educador não deve somente apontar aos alunos o caminho do conhecimento e da apren­ dizagem, mas antes conduzi-los dili­ gentemente ao longo desse caminho.

A missão do professor é estimular a

busca do conhecimento.

O ensino não consiste em que se

faça alguma coisa para o aluno, mas, sim, em que os alunos sejam orienta­ dos enquanto fazem, eles mesmos, al­ guma coisa. A postura do professor precisa m udar de uma atitude p rofessoral para uma atitude de facilitador da aprendizagem.

A educação cris­

tã não consiste em que coloquemos algo sobre nossos alunos, mas, sim, em que contri­ buam os para que algum a coisa

aconteça dentro deles.

Professor aprendiz

O autêntico educador, ao con­

trário de certos professores que se sentem "donos do saber", é hum il­

de e

para aprender. Ele não se esquece

que o hom em é um ser

nunca se cansa de aprender. Apren­ demos com os livros, com nossos

alu nos,

id osos, com os

aprendem os enquanto ensinam os.

N ão há m elh o r m a n eira de

aprender do que tentar ensinar ou­ tra pessoa. O professor-educador deve estar atento a qualquer opor­ tunidade de aprender. Quando não souber uma resposta, é melhor ser honesto e dizer que não sabe. A au­ sência do orgulho diante da realida­ de de "não saber" facilita e promo­ ve a aprendizagem.

crian ças, com os iletrad os, enfim ,

educável e

está sem pre com disposição

com

as

Antigamente, os professores da­ vam sua aula e eles mesmos levan­ tavam algum as questões a serem abordadas. Com isso os alunos não eram estim ulados a participar. E

fato, porém, que, quando estim ula­ dos, eles se m ostram m uito m ais participativos e o processo de ensi- no-aprendizagem se torna m uito mais eficaz.

O papel do professor no ensino

participativo ganha maior importân­ cia. Todo ensino deve ser dinâmico e toda aprendizagem tem de ser ati­ va, pois ela somente se realiza pelo esforço pessoal do aprendiz.-^-^4

Marcos Tu/erépedagogo, escritor, confe­ rencista e chefe do Setorde Educação Cristã da CPAD

escola públi

C erca de seis mil crianças de Catanduva (SP) já foram alcançadas pelo Projeto Vivência, coordenado pela

professora e membro da AD local, Geandréa Mesquita. Um dos objetivos do projeto é estruturar a base da crian­ ça no Evangelho, através do resgate da Palavra de Deus dentro das escolas. Com a explanação de histórias bíblicas e o uso de músicas evangélicas na alfa­ betização, Geandréa tem conseguido levar as Boas-Novas aos pequeninos. Segundo a professora, a idéia de cri­ ar o projeto surgiu ao perceber as carên­ cias de seus alunos em sala de aula. "Dar aula na igreja era muito fácil, porque as crianças não tinham os problemas dos alunos da escola. Estes passaram por experiências terríveis e a diferença en­ tre os da igreja é muito grande. Então, paralelamente à Escola Dominical, co­ mecei a aplicar o Evangelho dentro da sala da aula, sozinha, com poucos alu­ nos, e foi um sucesso" conta. A professora explica ainda que o resultado a estimulou a dar o segundo passo. "Escrevi um texto chamado Caos da Educação. Através dele, consegui convencer os professores e a direção da escola em que trabalho da importân­ cia do projeto", explica. A Escola Mu­ nicipal de Educação Infantil (Emei), onde a professora realiza o projeto, fica dentro do Centro de Integração à Cri­ ança (Caie). O trabalho de Geandréa tem despertado a atenção da direção do Caie, que já estuda a possibilidade de implantá-lo em toda a rede.

Frutos do trabalho

Nas aulas, que acontecem uma vez por semana, Geandréa usa vários re­ cursos como dramatizações, vídeos, músicas, desenhos, corte e colagem e elaboração de cartazes. A professora utiliza também coleções bíblicas infan­ tis e uma Bíblia infantil ilustrada. A utilização de fantoches acontece, mas, muitas vezes, é substituída pelas pró­ prias crianças que se tornam persona­ gens para diversificar o trabalho. "Cada aula é feita de uma maneira di­ ferente. Conto uma parte da história e nunca encerro naquela aula. Dessa for­ ma, aguço nas crianças a curiosidade. O efeito é brilhante", afirma. A idealizadora enfatiza ainda a ne­ cessidade de aplicar a educação bíbli­ ca como recurso nas escolas públicas. "Em muitas ocasiões, encontramos em nossas salas de aula alunos que não têm e nunca tiveram um encontro com Deus, sem qualquer noção dos perso­ nagens bíblicos. Eles vêm de famílias desestruturadas, são crianças sofridas,

Fotos: Arquivo pessoal

com uma história de vida muito difí­ cil", explica. Para o aperfeiçoamento do ensino, os professores se reúnem uma vez por semana para um treinamento. "Faze­ mos reuniões na sede da escola, com planejamento de aula e projetos. E des­ sa forma que estamos crescendo e nos expandindo. Apropria direção do Caie me deu total liberdade para orientar o professor, caso ele precise tirar alguma dúvida" declara. O projeto ainda está no início, mas Geandréa afirma que já é possível ver resultados. "Já vemos mudanças nas crianças. E uma bênção porque eles não sabiam o que era a Bíblia, nem o que era orar. Agora, eles oram e pe­ dem as histórias bíblicas", testifica, complementando que "alguns pro­ fessores também tiveram melhora na« auto-estima. Tenho uma colega católi­ ca romana que está estudando Teolo­ gia para se capacitar. Os professores também estão tendo um encontro com a Bíblia", concluL*cs3l

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lo t t e r

Por Eveline Ventura

elevancia

profecias bíblicas

Pastor Abraão de Almeida avalia a importância das mensagens proféticas da Bíblia na conjuntura atual e no contexto da ED

Q uando uma conversa entre evangélicos gira em torno de algum assunto na área da Escatologia bíblica, dificilm ente não há a citação direta ou indireta de algum com en­

tário já debulhado e publicado pelo pastor Abra Almeida, um dos mais profícuos escritores e teólogos já produzido pela A ssem bléia de Deus brasileira, muito embora resida há 21 anos nos Estados Unidos. Com m ais de 24 livros lançados, m uitos dos quais em outros idiomas, Israel, Gogue e o Anticristo é considerado seu best-seller. Esbanjando vitalida­ de e dinamismo, pastor Abraão de Almeida dedi­ ca boa parte do seu tempo ao estudo minucioso das Escrituras Sagradas, ao ensino teológico e às conferências internacionais. Em recente visita ao Brasil, ele concedeu en­ trevista à Ensinador Cristão onde asseverou que

há descuido no ensino da Escatologia dentro das

bí­

blicos em CD pela Patmos M usic e analisou a di­

igrejas, falou do lançam ento dos seus estudos

nâmica da Escola Dom inical nos contextos da igreja brasileira e norte-am ericana.

StuU teeidatsW lm ,

Õ

■ A CPAD está lançando uma sé­ rie de CDs contendo estudos bíbli­ cos do senhor. Como surgiu a idéia desse projeto? M eus livros na área das profecias bíblicas têm vendido muito bem, tanto em português quanto em espanhol. Is­ rael, Gogue e o Anticristo em espa­

nhol fo i best-seller nos Estados Unidos

e nos países de fala espanhola. No Bra­

uma tradução da História. Na verdade, Ele disse: "Olhem para figueira e para

todas as árvores". Então, quando a gen­

te olha para afigueira, que aqui é Israel,

vemos nela o cumprimento das profeci­

as. O deserto está sendo todo ocupado

pela lavoura, o país está progredindo,

A gente vê

tudo isso em Israel e diz: “A figu eira realm ente está brotando". Por outro lado, olhando para as nações da Terra, percebemos que elas também estão pre­ paradas para o tempo do fim . Toda essa crise no Afeganistão, Iraque e em vári­ as partes do mundo, e a China se tor-

estradas, vida, riquezas

sil, fo i reeditado recentemente porque tem tido uma aceitação muito boa. É o meu livro que mais vende. Além desse, tenho mais cinco livros na área das pro­ fecias. Um convite me fo i feito por uma produtora de São Paulo para que gra­ vasse CDs sobre o assunto. Foi um de­ safio reunir todo meu material. Nesses CDs, faço uma análise das profecias ao

longo da História e da política interna­ cional, de modo que os estudos cam i­ nham sobre o tripé Bíblia-História-Po- lítica. Isso tudo dá uma visão da situa­ ção do mundo e de como as coisas cami­ nham dentro do que a Bíblia previu.

“Ensinar Escatologia exige o conhecimento da História da Igreja, da História da humanidade, do passado”

“ Qual a importância da Escatologia

Bíblica? A importância é grande, mas acho que há um descuido nessa área de ensi­ no dentro das igrejas, por ser um assun­ to um pouco complexo, onde há também muitas fantasias, muitos aventureiros e especulações. Se um terço do conteúdo da Bíblia é de profecias, este é um as­ sunto extremamente sério. Jesus criti­ cou os estudiosos da Lei dos seus dias por não discernirem os sinais dos tem­ pos. As profecias estão se cumprindo e se tornam fatos históricos após o seu cumprimento. Ás vezes o crente com a Bíblia na mão não percebe isso. A im­ portância da profecia é que nos situa no tempo e nos fa z perceber a brevidade da Volta de Jesus.

nando uma superpotência

Alguém já

disse: "Por que a China tem um exérci­ to tão grande? Ela não tem inimigos". Aparentemente não há necessidade de ter um exército tão grande, mas a Bíblia diz que 200 milhões de pessoas vão cru­ zar o Eufrates (rio), vindo do O riente:

Então, a gente percebe que o mundo está sendo preparado para isso, as coisas es­ tão acontecendo: a União Européia, o euro substituindo as moedas tradicio­ nais de vários países, toda aquela fe r ­ mentação, toda essa crise moral que há na Europa, com três países europeus - Bélgica, Holanda e Espanha - já permi­ tindo o casamento gay. Há a facilidade para o aborto. E uma decadência moral

O principal sinal dos tempos é o re­ e espiritual muito grande, preparando o

mundo para o surgimento da Besta, que

Como um dos maiores estudio­

sos de Escatologia, quais os sinais mais aparentes da Volta de Jesus?

torno dos judeus para a sua terra. Este

é o mais evidente. Por isso Jesus disse

com clareza: "Olhem para Israel e para

as demais nações'’. Estou aqui fazendo

a Bíblia anuncia que vai governar esse

mundo até que Jesus venha e assuma as

rédeas.

II O senhor acha que a igreja atual

está inteirada sobre temas polêmi­ cos como aborto, homossexualismo e o uso de células-tronco? Pelo fato de estarfora do Brasil já há um bom tempo, não sei como a igreja em geral vê esses problemas hoje no Brasil. Na América do Norte, a igreja é muito ativa nessa área, e na política também. Eu mesmo já assinei diversos requerimentos contra uma série de desvios de leis con­ trárias à fé cristã. Na América do Norte, as igrejas evangélicas são muito atuantes, muito ativas. No Brasil, via sempre um descuido nessa área. Cabe aos evangélicos cuidar dessa área, impedir que projetos antievangélicos, antibíblicos e anticristãos sejam aprovados.

■ As pesquisas em torno do uso das células-tronco são um sinal da Vinda de Jesus? Todo avanço da Ciência é cumprimen­ to profético. A Ciência caminha na dire­ ção que o homem dá a ela. Ela pode ser uma bênção para a humanidade ou um meio de destruição. O que a Ciência des­ cobriu? Descobriu o poder do núcleo do átomo. Hoje, o poderio nuclear existente na Terra é capaz de destruir toda a popu­ lação do planeta 27 vezes. Mexeram no segredo do átomo, agora estão mexendo no segredo da vida. O uso das células-tronco tem um lado positivo, que é combater o câncer do sangue, a leucemia. Fora disso, há riscos de clonagem de seres humanos. Não sei até onde Deus vai permitir que o homem mexa nesses segredos todos, por­ que chegará um tempo em que Deus vai dizer "Basta!", e aí vai consertar tudo isso. Tenho em casa um livro de Charles Darwin, onde, nofinal, ele diz: “Se algum diafo r provado que uma célula não é sim­ ples, a minha teoria cai totalmente por ter­ ra". Pois a Ciência viu recentemente, pela primeira vez, a estrutura de uma célula através de microscópios construídos à base de metalografia e raios X, e descobriu algo tão complexo quanto uma enorme fábrica com um trilhão de máquinas produzindo um trilhão de outras novas máquinas. E algo impressionante. E como uma fábrica que fabrica automóveis, geladeiras, tele­ visores, rádios, máquinas de lavar, máqui-

nas de raios X, telefones etc, reduzida a um tamanho tão pequeno que só agora o homem conseguiu ver. Isso significa que

a Teoria da Evolução é só para quem é ig­

norante. Infelizmente, continuam ensinan­ do isso nas escolas, apesar de a célula ser

algo altamente complexo. Temos pelo me­ nos 30 trilhões de células no nosso corpo. Cada célula tem um trilhão de elementos. Como explicar isso? A vida fo i planejada por Deus, isso é inegável. A verdadeira ci­ ência é correta, positiva, está a favor da

vida. Ela nunca apóia idéias absurdas, como

a mentira de que o homem é apenas o pro­ duto de uma evolução.

Qual a melhor forma de m inis­ trar sobre Escatologia? Acho que adotei a melhorfórm ula de ensinar Escatologia, trazendo a bagagem histórica, o conhecimento da História e da

política mundial. Querer ensinar o que vai acontecer no futuro olhando apenas para

a Bíblia, sem o embasamento do passado,

não funciona. Ensinar Escatologia exige

o conhecimento da História da Igreja, da

História da Humanidade, do passado. É essa a m aneira correta de ensinar Escatologia. É mais do que simplesmente olhar para ofuturo. Vai acontecer o Arre­ batamento? Está bem, mas não é só isso. Temos também as cadeias proféticas que começaram há 2,6 mil anos e que não ter­ minaram ainda, estão em andamento. A cadeia profética está em cumprimento, em pleno andamento hoje. Por exemplo, aquela estátua proféti­ ca de Daniel. O que falta acontecer ali?

i Falta descer a pedra. Mas quando vem a pedra? Ela vem no fim da Grande Tribu­ lação. É preciso analisar o tempo decor­ rido desde a cabeça até os dedos. Isso sig­ nifica passar pelo período interbíblico, pelos períodos apostólico e pós-apostóli- co, pela Idade Média e Idade M oderna, até chegar aos nossos dias e ter uma vi­ são completa. E preciso saber como che­ gamos aqui, porque estamos dentro des­ se contexto hoje. Por exemplo: Por que a Grécia fo i o décimo país a entrar na Co­ munidade Européia? Porque, em Daniel 7.19, a Grécia são as unhas do animal e as unhas são a última coisa que completa essa figura histórica, essa figura proféti­

ca. Daniel teve um interesse em conhe­ cer aquele quarto animal que era terrí­ vel, cujos dentes eram d efen o e suas gar­ ras de bronze. Garras são as últimas coi­ sas', o bronze é símbolo da Grécia. São exemplos assim, coisas assim, que mos­ tram que é preciso ter uma visão do mun­ do, da História da Humanidade e da Igre­ ja para poder ensinar corretam ente Escatologia, senão vão sair os absurdos que a gente ouve por aí.

U Quais as principais semelhanças

e diferenças entre as escolas domi­ nicais no Brasil e nos EUA?

éhèK'

.

tf

Não há tanta diferença assim. A ED no Brasil segue um padrão, uma pro­ gressão e, em grande parte, influencia­ da pelo sistema usado nos EUA. A ED lá é muito bem estruturada, as igrejas em geral têm toda infra-estrutura para uma boa escola, coisa que não ocorre no Brasil. As vezes, não há salas adequa­ das, falta equipamento, e isso não ocor­ re lá. As diferenças estão mais nas nos­ sas dificuldades, em infraestrutura para fortalecer melhor o ensino. Por exemplo, já estive no Brasil em igrejas que têm 30 classes dentro do salão de culto. A cada três bancos, uma classe. M ais três bancos, outra classe. Isso significa um ensino prejudicado, não há estrutura.

Nos EUA, uma igreja com 700 membros tem 40 salas disponíveis e bem adequa­ das. Por causa disso, o ensino nos EUA tem uma melhor assim ilação pelo alu­ no, porque toda estrutura contribui para isso, coisa que falta no Brasil. Lembro que quando cheguei à Casa Publicadora, havia apenas duas Lições Bíblicas: uma de jovens e adultos e outra de crianças. Todo o currículo de ensino de Escola Dominical fo i planejado no meu tempo de CPAD, com o pastor Antonio Gilber­ to. Foi um investimento grande e difí­ cil. Isso custou a pegar, mas, de lá para cá, só tem melhorado.

■ Quando se estuda Escatologia Bíblica na ED, parece que as aulas ficam mais concorridas, para preo­

cupação de alguns professores, es­ pecialmente os menos experientes. Qual seria seu conselho aos profes­ sores quando tiverem de ministrar sobre temas difíceis da Bíblia? Minha sugestão é que esses professo­ res se preparem melhor, e se não estão à altura, que convidem alguém à altura para dar determinada aula. Isso tem aconteci­ do comigo na América do Norte. Creio que

o meu material em CD vai ser de grande

proveito para professores, não apenas na área de Escatologia, mas de cultura bíbli­

ca de um modo geral. Porque não é só Escatologia. Precisa ser analisado todo o contexto.

Em se tratando de recursos didá­ ticos, a igreja parece estar ainda um pouco aquém em relação aos recur­ sos das escolas seculares. O que é preciso ser feito?

O que precisa serfeito a CPAD já está» fazendo. A própria revista Ensinador Cristão é um curso para o professor. Há mapas, coisas interessantes, utilidades Há também a produção de livros de ex­ celente qualidade, boasfontes. Isso sófaz enriquecer a qualidade do ensino de ED.

A Igreja precisa estar sem pre prepara­

da para atender às necessidades de cada um. A nova geração está exigin­ do muito. E preciso colocar m aterial nas mãos dos líderes, para que façam

o trabalho.

ceitos oposto isino bíblico s ameça à igre is dias atuais

Pós-

odes

O s temas que serão estu­

dados em nossas escolas

dom inicais neste último

trimestre de 2005 tratam

da fé cristã no contexto da pós-m odernidade. Eles represen­ tam um grande desafio para os pro­ fessores que terão a responsabilida­ de de fazer a ponte entre o que este comentarista escreveu e os alunos de sua classe. Penso desta forma porque esta foi também a minha experiên­ cia enquanto com entava as lições. A tarefa teve o seu lado gratificante e de grande aprendizado pessoal, mas não foi fácil transpor para o papel conceitos com definições extrem a­ m ente form ais, usando-se lingua­ gem mais acessível e sem perder de vista a perspectiva bíblica, que erq,o foco do nosso interesse. Todavia, assim como pude con­ tar com a indispensável iluminação do Espírito Santo, enquanto em ora­ ção escrevia os comentários, os pro­ fessores terão a mesma valiosa aju­ da quando estiverem diante de suas classes m inistrando cada aula. Ele os usará para fixar no coração dos alu­ nos, através do emprego dos recur­ sos pedagógicos adequados, cada verdade bíblica extraída das lições em toda a sua relevância para a épo­ ca presente. Não obstante a comple­ xidade dos temas, os leitores obser­ varão em suas revistas tratar-se de uma necessidade inadiável, para que possamos conhecer a sociedade em

modernismo:

afio da fé cristã

que vivemos e compreender de que No primeiro caso, a pós-mc

form a podem os cum prir o nosso papel como sal da terra e luz do

mundo. xando para trás a modernic lade, para

dar lugar a um novo tempo com a predom inância de outras caracterís­ ticas que não eram amplamente co­ muns na era anterior. É óbvio que a ruptura entre a m odernidade e a pós-modernidade não foi repentina. Suas raízes remontam, do ponto de

nham desenvolvendo ao longo do tempo. No segundo caso, o pós-moder- nism o representa o conjunto de

idéias, filosofias, conceitos, tendên­ cias e com portam entos que carac­ terizam a pós-modernidade. Ape­ nas para ficar no campo dos valo­ res, até a m odernidade ainda pre­ dominava de modo geral a idéia da família nos moldes bíblicos, a con­ cepção de que havia princípios norm ativos válidos universalmen­ te e uma clareza bastante definida do que é certo e do que é errado. No pós-modernismo, ao contrário, predomina a negação de tudo isso e

a valorização do relativismo, que

' nada mais é do que a descrença na verdade absoluta para afirmar a éti­ ca situacional como resultado da in­ fluência do grupo e das mudanças impostas pelo tempo. Assim, já é possível observar no horizonte a enxurrada de países que estarão aprovando leis, como alguns já fi­

zeram, para regularizar o casamen­ to entre pessoas do mesmo sexo sob

a alegação de que este é um direito

social que não pode submeter-se à influência de uma visão religiosa.

No terceiro caso, pós-modernis- ta significa não só quem é adepto do pós-modernismo, mas é um ad­

jetivo para qualificar as correntes

compreende o período que, e ;m tese, te-

ria começado nos idos de

1950, dei-

Terminologias

Como são lições interdependentes, minha primeira sugestão é que cada professor faça uma leitura prévia de todos os comentários para que te­ nha uma visão panorâmica do as­ sunto. Isto é fundamental em vir­ tude da própria dinâmica dos co­ m entários. Não só uma lição com ­ pleta a outra, mas as definições de conceitos se repetem necessaria­ mente em várias delas para uma melhor compreensão de cada tema. Assim, a leitura da revista por in­ teiro ajudará o professor a ter o

* domínio do assunto. A m inha segunda sugestão é que o passo seguinte seja buscar entender o significado de cada con­ ceito, pois disso dependerá a apli­ cação do conteúdo em classe. Lem­ bre-se que o professor fará a m edi­ ação entre o que foi escrito e os alu­ nos que estarão diante de si. A fal­ ta de compreensão do sentido pre­ tendido de cada enunciado pode­ rá enfraquecer o ensino e tornar pouco prática a aplicação. A título de exemplo, impõe-se de início a definição de três terminolo­ gias básicas para o entendimento das lições: pós-modernidade, pós-mo- dernismo e pós-m odernista.

“A falta de compreensão do sentido de cada enunciado poderá enfraquecer o ensino”

vista sociológico, ao Iluminismo, no século 18, que preconizava a auto­ nom ia da razão hum ana. M as, à luz da Bíblia, tem as suas origens no Éden, onde os princípios estabele­ cidos por Deus para o homem fo­ ram pela prim eira vez questionados

e p o sto s sob a p e rsp e ctiv a do

form a, a pós-

relativism o. D esta

m

odernidade só fez dar eco de for­

de

pensam ento que predominam

ma predom inante às diversas cor­

na

pós-m odernidade. Quando se

rentes de pensam ento que se v i­

fala, portanto, que determ inadas

tendências têm características pós- modernistas, isso implica que elas se abrigam sob o pós-modernismo

e v icejam n esta era co n h ecid a como pós-m odernidade. Essas de­

fin içõ es estão aqui resu m id as, mas o professor que deseja esta­ belecer uma boa interação entre o seu aluno e as lições que estarão sendo estudadas encontrará farto

m aterial em outras fontes de pes­

quisas. Mas é crucial a com preen­

são desses três conceitos-chaves para captar o sentido do tema do trim estre.

Visão distorcida

Como o leitor pôde perceber, es­

sas três d efin ições ensejaram o surgimento em seus enunciados de outros termos que também preci­ sam ser definidos. Na primeira, o destaque é para o Iluminismo. Na segunda, aparecem com relevância

o relativismo e a ética situacional.

As três term inologias foram super­ ficialm ente pinceladas. Procurei dar estes exem plos para m ostrar que as lições não se esgotam em si mesmas e que no campo das idéias uma definição depende de outra para que o todo seja com preendi­ do. Assim, o leitor encontrará logo na prim eira lição, que trata do de­ safio dos tempos pós-m odernos, duas expressões-chaves que trarão luz sobre o tem a: cosm ovisão e multiculturalism o.

Cosmovisão

vida após a morte e combatem todo tipo de religiosidade. Isso significa construir uma cosmovisão que põe todo o peso da vida no humanismo, excluindo Deus de todas as realiza­ ções h u m an as, ao co n trário da cosm ovisão judaico-cristã, que afir­ ma a crença na existência de Deus e

o seu controle sobre a História.

“Nosso papel é resgatar os princípios da cosmovisão judaico-cristã como pertinentes ao mundo contemporâneo”

Multiculturalismo

O multiculturalismo, por sua vez, privilegia a interação entre as cultu­

ras com o um fenôm eno da globalização. E óbvio que há elemen­ tos culturais em cada sociedade que não entram conceitualmente em con­ flito com os princípios bíblicos. Mas também é verdade que, sob a capa do

 

É

a term inologia em pregada

multiculturalismo, a visão relativista

e

multiculturalismo, portanto, deter­

para determ inar a forma como as pessoas vêem o mundo. Os ateus e

se encorpa cada vez mais e estimula até mesmo a multiplicidade religiosa,

m

aterialistas, por exemplo, não ad­

que não leva a lugar algum e onde to­

m

item a crença na existência de

dos os gatos são pardos, para usar

Deus e que Ele tenha criado o Uni­ verso. Afirmam, por isso, que tudo

uma expressão popular. Cosmovisão

se reduz à m atéria. Nada há além

m

inam o padrão de vida da socie­

dela. Essa concepção os leva a ter uma visão de mundo diferente da visão cristã. Eles consideram a fé em Cristo um desserviço ao pro­ gresso do hom em , descrêem na

dade pós-m oderna. N osso papel, nesse contexto, é resgatar os princí­ pios da cosm ovisão judaico-cristã como pertinentes ao mundo contem­ porâneo.

m

Outras expressões-chaves apare­ cem nas demais lições. O leitor há de encontrar referências ao hedonismo, hum anism o, antropocentrism o, existencialismo, mito, teocentrismo, transcendência, imanência e eutaná­ sia, para citar apenas algumas ex­ pressões. Que tal pegar, agora, a sua revista e assinalar todas essas ter­

m inologias para cotejá-las com

bons livros e dicionários que tratem

de ética e apologia a fim de que

você mesmo amplie o significado contido em cada uma delas e possa dispor dos melhores recursos para

m inistrar em sua classe? Você perceberá, por fim, que as lições não ficam apenas no cam ­

po das con ceitu ações, m as têm

sentido

sam dar respostas bíblicas aos de­ safios pós-m odernos. O propósi­ to é honrar as Escrituras e m os­ trar que a fé cristã, baseada na suprem a rev elação de D eus ao hom em , tem respaldo na razão, se houver honestidade nos rigores da lógica do pensam ento. Vale lem brar que, conform e escreveu Finney no livro Teologia Sistem á­ tica (CPAD), acreditar numa cau­ sa para todas as coisas é uma ne­ cessidade prim eira da razão. Esta causa é o Deus revelado na Bíblia. Assim , as lições foram escritas ent oração, com objetivo apologético, visando oferecer ferram entas que nos ajudem , mercê de Deus, a res­ pon d er com m ansid ão àq u eles que nos inquirem acerca da nossa esperança. > « * Í l

bastante prático, pois v i­

Geremias do Couto é pastor da Assem­ bléia de Deus - Centro Missionário Cristão - em Teresópolis (RJ), secretário do Conse­ lho Político Nacional da CGADB, escritor, conferencista e comentarista das Lições Bíblicas deste trimestre para jovens e Adul­

tos, que traz o tema E agora, como vivere­ mos? A resposta cristã para os tempos de crise e calamidade moral.

Orlando Spencer Boyer

Missionário dedicado ao ensino e à literatura evangélica pentecostal brasileira

O rland Spencer Boyer nas­ ceu em Bedford, Iow a, Estados Unidos, em 5 de março de 1893. Em mar­

ço de 1914, casou com Ethel Beebe. Dedicados à obra missionária, o ca­ sal chegou ao Brasil em 1927, indi­ cado pelo Conselho M issionário da Igreja de Cristo, denominação a qual pertenciam. Em Pernambuco, os Boyer passa­ ram um ano estudando a língua por­ tuguesa, aprimorando-se na m anei­ ra de falar com os nordestinos. Em M ata G rande, sertão de A lagoas, passaram quatro anos abrindo traba­ lhos. De Alagoas, seguiu para o Ce­ ará, v isitan d o cid ad es h ostis ao Evangelho. Num esforço pioneiro, evangelizou ao longo da via férrea em 14 localidades cearenses, enfren­ tando sem relutância a fúria dos ini­ migos do Evangelho. Nesse tempo,

no entanto, Orlando Boyer ainda não era batizado no Espírito Santo. Um certo advogado, faminto pela revelação divina, leu a Bíblia seis vezes durante três meses. Na leitu­ ra, encontrou a promessa do derra­ mamento do Espírito Santo em Atos. Mesmo sem saber do que se tratava, pediu a Deus o batismo pentecostal. Pouco tempo depois, testificava da bênção recebida a qualquer pessoa que encontrasse. Nessa ocasião, os

missionários Virgil Smith e Bernhard Johnson, que tam bém estavam no B rasil e não eram ainda assem bleianos, ouviram o testem u­ nho daquele advogado e repartiram a nova com o casal Boyer. Smith e Johnson buscaram ardentemente o

no Espírito, alcançando a

promessa. Profundamente comovido, Boyer retornou aos EUA em maio de 1935. Lá, sua esposa foi batizada no Espí­ rito San to em um a reu n ião em Oklahoma. Pouco tempo depois, na igreja de Peoria, em Tulsa, ele teve a mesma experiência. Esses fatos trou­

xeram uma certa mudança na vida do casal m issionário. Os dois tive­ ram que se filiar à Assem bléia de Deus em Oklahoma. Foi o Departa­ mento de M issões da AD ali que os enviou novam ente ao Brasil. Boyer recomeçou seu trabalho no Ceará. Passou dez anos ali, depois rumou para Santa Catarina, onde permaneceu três anos trabalhando na obra e traduzindo textos para o português. Foi nesse período que Orlando Boyer foi convidado a m i­ nistrar seus ensinamentos através da CPAD, com artigos no jornal M en­ sageiro da Paz e depois livros. Ele desprezou regalias, sacrificou o con­ forto, mas permaneceu firme em seu ofício, até que a doença de sua espo­

batism o

sa o levou de volta aos EUA, onde af irmã Ethel faleceu em 14 de outubro de 1967. Após a m orte da esposa, voltou ao Brasil. De volta ao Brasil, Boyer renun­ ciou a toda espécie de regalias pes­ soais e custeou a publicação de no­ vos livros, econom izando dinheiro de obras já publicadas. Nas suas úl­ timas horas de vida, ainda pensou em novos livros evangélicos para o Brasil, mas não havia mais tempo. Mesmo assim, seus esforços não fo­ ram em vão. Ele publicou 131 obras, sendo 16 de sua autoria e as outras traduções. Em 21 de abril de 1978, nos Estados Unidos, partiu para o descanso eterno.

om aquele refinado hu­ mor que lhe é tão natu­ ral, Millôr Fernandes es­ tabeleceu, certa vez, a diferença entre o comu­

nismo e o capitalismo: "O capitalis­ mo é a exploração do homem pelo homem. O comunismo é o inverso". Creio estar aí uma das maiores defi­ nições acerca de ambos os sistemas que, desde a aurora da humanidade

e

ras e designações, vêm escravizan­ do os povos. No Ocidente, acostumou-se a es­ tabelecer uma antítese que não é ver­ dadeira: comunismo x capitalismo. Nada mais falso; ambos são igual­ mente exploradores. Por outro lado, vê-se o capitalism o como sinônimo

da democracia. Mas, aqui, não temos qualquer sinonímia e, sim, uma an­ títese perfeita, como perfeita é a an­ títese entre o comunismo e a demo­ cracia. Ingenuam ente, somos levados a pensar que a queda do M uro de Berlim sepultou de vez o comunis­ mo, fazendo com que ressurgisse, ainda mais forte e aguerrida, a de­

m ocracia. Quer na América Latina,

quer na Á frica, os postulados de Marx e Lênin jazem como que ador­

sob as mais diversas nom enclatu­

A pervers sistema e<

comu

mecidos. Se nada fizermos, hão de ressuscitar em nações mal resolvidas econôm ica, social e politicam ente. Aliás, em alguns países, o com unis­ mo acha-se bem desperto. Haja vis­ ta a com balida Cuba no Ocidente. E no Oriente Antigo, a pujante e assus­ tadora China. De que form a poderem os dar combate eficaz ao comunismo? Atra­ vés de uma educação orientada pe­ los princípios da Bíblia Sagrada. É justam ente nas escolas que iremos prevenir a nova geração quanto aos males de ideologias totalitárias como o comunismo e o nazismo.

O comunismo, uma

ideologia contrária

a Deus

Não é fácil compreender o comu­

n ism o , p orqu e o seu p rin cip a l

idealizador era

prios ideólogos que levaram a dou­ trina de Marx à ex-União Soviética

e, daqui, esforçaram-se por exportá-

la à Europa e aos demais países do

m undo. Eis o que Lênin disse do

Marxismo: "Sem Hegel, o capital de

Marx é ininteligível".

herm ético aos pró­

Os doisfundamentos ão marxismo

Os dois principais fundamentos do marxismo são o ateísmo e o ma­ terialism o . O filó so fo b rasileirò Dionísio Aranzadi discorre sobre o ateísmo comunista: "Deus não exis­ te para o marxismo. E não contentes com negar sua existência, os m arxis­ tas odeiam e perseguem esse Ser, que para eles não existe. Todo comunis­ ta é, por definição, ateu e anti-reli- gioso. A religião é, para Marx, o ópio que faz com que o povo permaneça em estado letárgico e esqueça as mi-

isidade do Jucacional

sérias da Terra. Elim inando Deus,

dentro da própria essência das coi­

desaparece a idéia de uma lei moral

sas". De forma bastante prim ária, os

e

de um prêmio ou castigo para os

agentes do comunismo consideram

cumpridores ou violadores dessa lei.

a

classe patronal como a tese; a antí­

único céu é o paraíso soviético, do

qual desfrutarão, em um futuro não distante, as gerações com unistas".

O

tese seria o proletariado. Insuflando este contra aquela, e sempre com a presumida vitória deste, o resultado

O mesmo autor explica porque o

é

a síntese revolucionária, desdo-

comunismo é também materialista:

brando-se num Estado ditatorial­

"A filosofia m arxista sustenta que tudo o que existe é matéria, que o

mente operário mas que, na verda­ de, é dirigido por uma oligarquia

m

undo é um ser necessariam ente

burocrática, hipócrita, discricioná­

m

aterial e que nada existe além do

ria, violenta, corrupta e sempre ávi­

lim ite alcançado por nossos senti­ dos. Não existem seres espirituais, tais como a alma, Deus, vida sobre­

da por saquear as riquezas nacio­ nais.

natural. A m atéria, isto é, aquilo que

pode

do, é toda e a única realidade exis­ tente".

ser pensado, apalpado e m edi­

A dialética marxista

Segundo Lênin, a dialética comu­ nista "é o estudo das contradições

A educação sob o regime com u­ nista

Insuflado por sua filosofia dita­ torial que, em nome dos operários, fermenta revoltas sempre sangren­

tas, crimes monstruosos e o ateísmo,

o com unism o suprim e a liberdade

in te le c tu a l e a liv re ed u ca çã o .

Todo o processo educativo, nos pa­ íses m arxistas, tem por objetivo prom over o Estado em detrim en­ to da nação. Os educadores soviéticos, anta­

gônicos à Palavra de Deus e às coi­ sas espirituais, m overam uma bem urdida cam panha contra a religião,

a fim de que

uma vez por todas, extinto não só da ex-União Soviética como do pró­ prio espírito humano. A Bíblia, po­ rém , resistiu a todos os ataques; m ostrou ser a bigorn a de D eus, onde são castig ad o s os regim es ateus e onde o orgulho dos ditado­ res é destruído.

este "ó p io " fosse, de

A influência do comunismo na educação brasileira

O Brasil deixou-se influenciar, em vários m om entos de sua história, pelo com u nism o. H aja v ista a Intentona Comunista de 1935. Este

motim, que levou diversos m ilitares

a assassinar covardemente seus com­

panheiros enquanto estes dormiam, não passou de um ato louco e irres-

Princípios bíblicos são a maneira eficaz de se combater seus ensinamentos

p on sável. E as m archas de Luis

Carlos Prestes pelo interior do Bra­ sil? Infelizm ente, este utópico revo­ lucionário é visto rom anticam ente por alguns historiadores, como ro­ manticamente é também delineado

o perfil de Ernesto Che Guevara.

Não fosse Deus, teríam os sido destruídos como destruídos foram os países que, incautam ente, se dei­ xaram induzir pela filosofia com u­ nista. Angola é um exemplo clássi­ co. Obtida a sua independência em relação a Portugal, este país africa­ no, apesar de suas form idáveis ri­ quezas naturais, foi lançado numa m iséria tão grande que, hoje, não passa de um povo mutilado e famin­ to, embora tenha sob os pés formi­

dáveis jazidas de diamante, ouro e outros minerais preciosos. Os ango­ lanos entregaram -se à Rússia e a Cuba, países estes que, até o presen­ te mom ento, ainda não se encontra­ ram consigo mesmos. M uitos foram os intelectuais bra­ sileiros que, após uma rápida visita à Cuba dos anos 60 e 70, voltavam de lá como se tivessem estado no paraíso. Diziam eles que não podia

sociedade

mais planificada e justa. O que não sabiam é que, para m anter aquela utopia, a União Soviética lá injetava dez bilhões de dólares por ano. Uma soma tão vultosa que, hoje, nenhum organism o internacional quer em ­ prestar à pobre e falida Rússia. O objetivo dos comunistas era manter aquela vitrine para assanhar os in­ gênuos revolucionários latino-ame- ricanos a derrubar os seus governos. Infelizmente, muitos destes, ao invés de adm inistrar os seus povos com justiça e honradez, preferiam bene­ ficiar uma elite a repartir as rique­ zas de forma mais equilibrada. De um lado a propaganda com unista, do outro, a tirania de nossos caudi­ lhos. Para conseguir seus intentos, os com u nistas b rasileiro s, entre os quais grandes educadores, passaram

haver país m elhor nem

“Deus não

existe para o

marxismo (

)

Todo comunista é, por definição, ateu e anti-religioso”

a elaborar uma pedagogia que, fos­

se bem conduzida, acabaria por for­ mar toda uma geração que, em vin­ te anos, estaria empunhando a foice

e o martelo em nosso país. Infeliz­

mente, não são poucos os educado­

res b rasileiro s que,

acrítica, ainda acham o regime co­ munista o mais justo dos regimes. E,

de quando em quando, mesmo sa­ bendo da miséria que reinam nesses "paraísos", fazem apologia dos mar­ xistas.

num a visão

O comunismo é contrário

à Palavra de Deus

Jam ais poderíamos aceitar o sis­ tema educacional com unista, pois

toda a filosofia que o rege é contrá­ ria a Deus e à sua Palavra. Se nos

conform arm os com

estaremos negando a fé em Cristo Jesus.

tal orientação,

&

O comunismo é ateu

A Bíblia, porém, afirma que só os

tolos e desorientados ousam descrer da existência do Deus Único e Ver­ dadeiro: "Disseram os néscios no seu

coração: Não há Deus. Têm-se cor­ rompido, fazem -se abomináveis em

suas obras, não há ninguém que faça

o bem ", SI 14.1.

O comunismo é materialista

A Bíblia, entretanto, garante que

a vida do ser humano não se resume

aos bens m ateriais: "O Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo", Rm 14.17.

O comunismo é contra a proprieda­

de privada, considerando-a uma ofensa

ao Estado

A Bíblia, todavia, é a favor da pro­

priedade particular, porque a terra foi dada em herança ao ser humano.

E todas as vezes que um potentado

intenta apoderar-se da possessão de seus súditos, é severamente repreen­ dido por Deus (lR s 21.1-19)

O comunismo idolatra o Estado em

detrimento do cidadão

A Bíblia, contudo, diz que não so­

mente o Estado, mas a própria Terra pertence a Deus (SI 24.1). Portanto, não é o Estado que deve ser adorado, mas o Senhor Deus (Dn 4.34-35).

Como poderíamos, pois, aceitar a orientação pedagógica comunista, se

esta é contra Deus? A orientação pe­ dagógica cristã é toda baseada na Bíblia Sagrada - nossa única regra de fé e prática. D efinitivam ente, não pode haver qualquer comunhão en­

tre o cristianism o e o

comunismo. E

nas Sagradas Escrituras, nada temos que lembre a ideologia m arxista que

tantas desgraças tem causado à hu­ manidade.-«

CiaudionorCorrêadeAndrade épastor, escritore conferencista

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nça presídios em vários e é aprovada com louvor or presidiários e diretorês de instituições carcerárias

om a missão de ensinar a Palavra, preparar obrei­ ros e fortalecer a vida es­ piritual dos alunos, a Es­ cola Dom inical vem mudando seu

perfil e ampliando território. Sua efi- , cácia, já comprovada ao longo dos

anos, se

entes para os quais, inicialm ente, nem se cogitava sua existência. As aulas não se limitam mais aos tem ­ plos e os professores, nem sempre esperam pelos alunos como é o cos­ tume. Em várias cidades, munidos de Bíblia, lições e harpas cristãs, pro­ fessores se dirigem voluntariam en­

te às instituições carcerárias com um único e nobre objetivo: ensinar a Pa­ lavra de Deus através do estudo sis­ temático oferecido pela Escola Do­ minical. De norte a sul do Brasil, o ensino bíblico vem dando frutos e sendo cada vez mais aceito pela sociedade e diretorias dos presídios nos quais é realizado. Estes resultados trans­ formadores têm sido vistos de perto no trabalho realizado há dez anos pela AD do bairro de Pedregal, em Cuiabá (MT), liderada pelo pastor Antônio Gregório. A cada semana,

manifesta agora em am bi­

uma equipe de aproximadamente 30 irmãos se divide em grupos para re­ alizar o trabalho de evangelismo nos presídios do Carumbé e Pascoal Ra­ mos (de regime fechado); Agrovidas das Palmeiras (semi-aberto) e no Al­ bergue Agrícola onde os detentos be­ neficiados pelo regime aberto pas­ sam as noites. Recentemente, o tra­ balho de evangelismo passou a al­ cançar também o presídio feminino Ana M aria, que comporta cerca de 140 m ulheres, das quais 30 já se ren­ deram a Cristo.

Separados por Deus

Fruto da evangelização atrás das grades, Nivaldo de Almeida é hoje um dos coordenadores do trabalho, que ganhou nova sustentação com a implan­ tação da ED há quatro anos. São cerca de 90 alunos no Carumbé e 160 no pre­ sídio Pascoal Ramos. Nos demais pre­ sídios, onde funciona o regime aberto ou semi-aberto, o número de alunos é m enor e varia. "N as instituições Carumbé e Pascoal Ramos, devido ao trabalho constante de evangelização, a diretoria mantém alas separadas para os detentos convertidos. Isso facilita o trabalho de discipulado e Escola Domi-

nical", relata Nivaldo. No Carumbé, para aqueles que se convertem e dese­ jam ocupar a ala destinada aos evangé­ licos, há uma regra clara: participar de todas as atividades promovidas pela igreja. Os detentos devem participar de ensaios, estudos bíblicos e cultos evangelísticos. Nivaldo explica que essa norma é recebida com satisfação pelos detentos. "Eles aproveitam o tempo que possuem para aprofundarem seus co­ nhecimentos na Palavra de Deus. São homens sedentos pela Palavra que, após terem um encontro com Cristo, desejam, acima de tudo, viver uma nova vida com o Senhor". Um exemplo de mudança é Daniel do Nascimento Gusmão, 24 anos. Ex- traficante, assaltante e viciado em drogas, Daniel cumpre pena há cin­ co anos e quatro meses. Foi alcan­ çado pelo Palavra de Deus quando estava no Carumbé. "Sirvo ao Se­ nhor há quatro anos e seis m eses e hoje não entendo que a prisão foi uma coisa ruim na m inha vida. A Bíblia diz que Deus transform a m al­ dição em bênção. E foi isso que

A li eu tive um

encontro com D eu s", testifica. A transform ação foi tão nítida que D aniel rapidam ente passou a ser um dos professores nas unidades pelas quais passou. H oje, benefici­ ado por boa conduta, ele cum pre pena em regime aberto e enfatiza a im portância do ensino da ED no presídio. "Sou fruto deste ensino e

aconteceu comigo.

do trabalho de homens que deixam seus afazeres para ir ao presídio. E de lá que Deus tem tirado hom ens que antes m atavam , assaltavam , traficavam e hoje são cham ados para pregar a Palavra com autori­ dade e unção", ressalta. Aos 27 anos, casado, pai de três

filh o s, cond enad o a 11 anos e oito

m eses de reclusão, Eydson Cam ­

pos da Silva, convertid o há três anos, tam bém destaca a im portân­

cia do ensino da Escola D om inical recebido no presídio. "A ED tem servido com o um alicerce para a

m in h a v id a e s p iritu a l. O que aprendi nos estudos tenho passa­ do para a m inha fam ília, parentes

e conhecidos. Esforço-m e para es­

tar em todas as aulas e uso esse conhecim ento para evangelizar e ensinar a outras pessoas sedentas de D eus", afirm a.

Ressociabilização

pela Palavra

j

,

Para o pastor Sebastião Rodrigues de Souza, líder do AD no campo de Mato Grosso, os frutos obtidos pela realização da ED nos presídios são satisfatórios e beneficiam a de. "A ED nos presídios transi carateres e ressociabiliza os i:

res da lei, pois está em basada no Santo Evangelho de Jesus Cristo, que é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê", ressalta. A mudança de caráter e a reinte­ gração dos detentos a uma vida nor­ mal, livre de vícios prejudiciais ^ so­ ciedade, constituem-se uma razão for­ te para permitir o livre acesso de cren­ tes às unidades prisionais dos Estados. É o que se constata em Recife (PE), onde há 25 anos a AD, liderada pelo pastor Ailton José Alves, mantém um trabalho de evangelização nos presí­

!

dios. A ED já alcançou o maior presí­ dio do Estado, o Aníbal Bruno, consi­ derado também o maior da América Latina. Nele, a escola funciona aos sá­ bados, com uma freqüência média de 100 alunos. O trabalho tem recebido total apoio

do diretor do presídio, o tenente-co­

ronel da Polícia Militar Evandro Car­ valho Moura e Silva. Para ele, a pre­ sença da igreja no presídio traz tran­ qüilidade e promove mudança de vida. "Sem dúvida, tenho observado que realm ente há m udança. Esses detentos que aqui chegaram com fama e a cabeça voltada totalmente para o lado da criminalidade, através desse trabalho de evangelização e da Esco­ la Dominical têm sido resgatados, le­ vando em consideração a Palavra de Deus. Este trabalho tem feito com que

os detentos voltem a ter uma vida dig­

na, correta", ressaltou. Afrânio de Vasconcelos, 44 anos, um dos detentos do presídio Aníbal Bruno alcançado pela Palavra de Deus, confirma a importância da ED

no presídio. "Deus tem feito um tra­

balho tremendo aqui dentro. A ED

alcançou não só os crentes aqui, mas

os não-crentes também, pois eles ou­

vem a Palavra de Deus. Meu desejo é que os irmãos atentem para os presí­ dios. Neles, existem pessoas oprimi­ das, endemoninhadas, que precisam realmente da salvação", reforça. Segundo o pastor Ailton José, es­ ses resultados são frutos de um esme­ rado preparo oferecido pela superin­ tendência da ED em Recife, órgão de­ signado para dar treinamento aos pro­ fessores. "O s professores participam de um sem inário de capacitação e após o curso estão aptos para ensi­ nar. Este grupo desenvolve dentro dos presídios um trabalho de orien­ tação para os detentos que se desta­ cam no conhecimento da Palavra, a fim de que possam tam bém ser

monitores bíblicos de outros detentos.

A igreja em R ecife tam bém tem

disponibilizado material de apoio aos trabalhos no presídio, como Lições Bíblicas, literaturas e Bíblias", desta-

m

“A ED te com que detentos voltem a ter uma vida

ca o pastor Ailton José Alves, presi­ dente da igreja e da Convenção no Estado de Pernambuco. Ao falar sobre os projetos da igreja para os presídios, pastor Ailton disse ainda que já foi estabelecida uma par­ ceria com o governo do Estado. "Estamos construindo um templo com recursos da igreja dentro do presídio Professor Barreto Campeio, com capa­ cidade para 300 pessoas sentadas, vi­ sando colaborar com a ressocialização dos penitenciários. A edificação terá es­ trutura para batismo e facilitará os tra­ balhos da igreja Assembléia de Deus e outras denominações históricas", afirma.

Ensino além das grades

No Rio de Janeiro, a AD em Duque de Caxias vem fazendo a diferença no complexo Frei Caneca, que abrange a unidade Lemos de Brito - para presos comuns - e o Pedro Olindo, mais co­ nhecido como PO, para ex-policiais; e na unidade Talavera Bruce, presídio fe­ minino de Bangu. "A ED acontece em dias diferentes da semana, pois, aos do­ mingos, os presos recebem visitas de familiares, o que dificulta o trabalho. São 35 alunos no PO, 75 no Lemos de Brito e 32 no Talavera Bruce", informa o pastor Vicente Paula do Nascimen­ to, Capelão Coordenador dos Presídi­ os no Estado do Rio de Janeiro e res­ ponsável pela implantação da ED nas unidades citadas. Além dos estudos da Escola Domi­ nical, a AD em Duque de Caxias ofe­ rece aos detentos o Ibaderj (Instituto Bíblico da AD no Rio de Janeiro), im­ plantado também no presídio. Além dos cinco professores voluntários, as aulas da ED podem ser ministradas também pelos detentos. M as, para

isso, eles precisam concluir o curso do Ibaderj, que dura cerca de dois anos, para estarem aptos a ensinar. Os resultados da atuação da igreja no esídio têm sido tão positivos que, mesmo no cárcere, novos obreiros têm sido separados para o diaconato. "Fazem os preparação para obreiros, oferecemos curso para aqueles que se­ rão separados para diáconos. Na uni­ dade Lemos de Brito, temos atualmen­

te temos seis diáconos", ressalta pastor

Vicente. Em Joinville (SC), na AD liderada pelo pastor Valmor Batista, o trabalho de evangelização e discipulado nos presídios recebe o nome de Projeto Cruzando as Grades. Dentro do pre­ sídio Joinville, a Assembléia de Deus construiu um templo há cerca de três anos, com o material fornecido pelo governo e a mão de obra de dois detentos voluntários. A ED funciona há dois anos, aos domingos pela ma­ nhã, para cerca de 20 alunos do regi­ me semi-aberto. Para o pastor Daniel

Pereira, m em bro do C onselho Carcerário de Joinville, o trabalho atinge principalmente os desviados. "Pelo menos 60% dos detentos já fo­ ram evangélicos. Hoje, como fruto da ED, temos ex-detentos que cumpriram pena e servem ao Senhor como obrei­ ros, presbíteros e diáconos", relata. Para o presbítero Alvacir Teixeira, que há 15 anos se dedica ao trabalho*

de evangelização no presídio, a Esco­ la Dominical é imprescindível. "A ED

é um trabalho que não podemos dei­

xar de fora do presídio. Os presos fi­ cam aguardando pelas aulas com an­

siedade. É um trabalho maravilhoso que tem dado bons resultados e trans­ formado vidas", ressalta. Convertido há nove meses, José Spielmann, 35, aluno da ED no presí­ dio de Joinville, fortalece as palavras de seu professor. "A ED para mim é tão importante quanto aprender a ler

e escrever. A diferença é que estou co­

nhecendo Jesus. Através dos ensinos da ED e dos cultos, sinto Jesus traba­ lhando em minha vida, mudando meu comportamento a cada dia", testifica.

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|Por Jorge Augusto M artins

Como implementar e capacitar equipe para as atividades

I magine uma Escola Domini­ cal que deseja crescer, em termos qualitativos e quan­ titativos, porém que não tem

registro de número de matriculados. Im agine um a E scola que deseja im plem entar um plano de visitação aos alunos ausentes, porém não tem registro das p resen ças dos m es­ m os. Ou en tão, um a E scola onde seu corpo docente dem onstra de­ dicação e com prom etim ento para com seus alu nos, porém que não tem o d evid o apoio no que diz resp eito à sua estru tu ra: salas fe­ ch ad as qu an d o d ev eriam estar ab ertas, cad ern etas de classe que não estão d isp on íveis nos d ev i­ dos m om en tos, além de diversos outros problemas. Sim, estamos falando do precio­ so e, muitas vezes anônimo, traba­ lho da secretaria da Escola Dom ini­ cal. A final de contas, adm inistrar significa planejar, organizar, dirigir e controlar. Essas são as etapas que devem ser seguidas para o bom an­ damento da Escola Dominical É através dos registros da secre­ taria da ED que o superintendente tem condições de verificar as suas reais condições: porcentagem de fre­ qüência, evolução de cada classe, avaliação indireta de professores, necessidades e possibilidades futu­ ras. O princípio dos registros tem base bíblica como podemos ver no Salm o 56.8.

Organização da ED

O que desejamos com a organiza­

ção da ED é providenciar um lugar apropriado para cada indivíduo, no qual as pessoas possam ser ensinadas com métodos e materiais de aprendiza­ do desenvolvidos apropriadamente, em um ambiente de apoio, encorajamento e exortação. Esta organização deve ser abrangente (ou seja, deve fornecer es­ paço para todos), balanceada e bem administrada. O princípio de direção atrás da implementação de uma ED é

organizar-se para atender melhor às ne­ cessidades das pessoas.

A organização geral da Escola Do­

minical tem três aspectos. Ela é pesso­

al, material e funcional.

Organização pêfsoal Diz respeito às pessoas que dela participam , tais como diretoria, pro­ fessores e alunos.

Organização material • O prédio - A Escola Dor nical crescerá enquanto hou\ espaço para as classes.

• O m obiliário - Deve s

apropriado aos fins e de confo midade com a idade dos aluno

O

m a terial

d id ático

Abrange as diferentes revista de alu no e p ro fesso r, ben como o respectivo m aterial d< apoio, de acordo com o agru pam ento de idade escolar dos alunos.

Organização funcional

A organização funcional cuida da espiritualidade, do ensino da Palavra, da eficiência e do planejamento. Como organizar uma nova Esco­ la Dominical São necessários alguns passos para obter sucesso na estruturação de uma nova ED. São eles:

a) Fixar a data que a nova ED es­

tará em funcionamento com bastan­

te antecedência para obter o maior ajuntam ento possível;

b) Ter à mão o m aterial indispen­

sável (fichá de matrícula, caderneta de classe, livro de relatórios dom i­ nicais, ficha de obreiros da Escola Dominical, pastas para os impressos utilizados pela secretaria, lápis, pa­ pel, revista da Escola Dominical etc); *

“É através dos registros da secretaria da ED que o superintendente tem condições de verificar as suas reais condições”

c) Escolher e aprovar a equipe

que irá trabalhar na Escola;

d)

M atricular os alunos e orga­

nizar as classes.

A diretoria da Escola Dominical

Uma Escola Dominical de gran­ de porte, plenamente desenvolvida, deverá ter uma diretoria assim cons­ tituída:

a) Superintendente.

b) Vice-superintendente

c) I o secretário.

d) 2o secretário

e) Tesoureiro

f) Bibliotecário

g) Porteiros e introdutores.

O número de membros da dire­ toria da Escola Dom inical depende

Exem plo de relatório

do tamanho da igreja. Numa Escola pequena, um obreiro pode acumu­ lar funções. Diz a Palavra: "N ão ha vendo sábia direção, o povo cai", Pv

11.14a.

O secretário e suas atribuições

Eis aqui nosso personagem -cha- ve. É ele o responsável, dentre vári as outras tarefas, por cuidar dos re­ gistros referentes às classes. São, ainda, funções do secretário:

• Orientar os demais secretários

da Escola quanto ao programa de m atrícula de novos alunos, como

também a organização dos relatóri­ os durante o ano;

• Manter em dia o fichário geral

de arrolamento da Escola Domini­

cal como os de outros programas de ensino promovidos pela mesma;

• Recolher os pedidos de litera­

tura e m ateriais necessários de cada departam ento, providenciando a com pra junto à pessoa designada pela igreja;

• Providenciar anúncios de di­

vulgação da Escola, visando o cres­ cimento da mesma;

• Chegar cedo, verificar a arru­

mação da Escola junto a seus auxili­

ares e distribuir o m aterial aos se­ cretários de classe;

• Recolher, no horário determ i­

nado, as cadernetas de classes e os relatórios de cada departamento;

• Preparar o resumo do relatório

dos departam entos, entregando-o ao superintendente da Escola Domi­ nical.

Existem tam bém no m ercado m odernos recursos de tecnologia, como softwares desenvolvidos es­ pecialm ente para os trabalhos de secretaria de ED, capazes de regis­ trar todo tipo de inform ação, além de fornecer os mais diversos relató­ rios estatísticos e variados gráficos, recursos estes de grande utilidade para o devido acompanhamento da evolução de nossa ED. Para tantas atribuições, devemos orar ao Senhor para que levante jo ­ vens, hom ens e m ulheres que te­ nham o perfil desejado para tão no­ bre m issão: que sejam dedicados, organizados e responsáveis. Dediquem os, pois, ao trabalho da secretaria, o seu devido valor, reconhecendo-o como fundamental para uma boa ED.

Jorge Augusto Martins é pedagogo, pós-graduado em Pedagogia Empresa­ rial e presbítero da AD São José dos Campos (SP)

Classes

Mat.

Aus.

Pres.

Vis.

Total

Bib.

Rev.

Ofertas

%

1

Cordeirinhos

6

1

5

2

7

4

3

2,00

83,33

2

Am igos de Jesus

8

0

8

1

9

3

4

1,00

100,00

3

Lírio dos Vales

10

2

8

0

8

5

7

3,50

80,00

4

M ensageiros da Fé

6

1

6

1

6

4

5

'

5,00

100,00

5

Sam uel

15

0

15

3

18

10

15

'7,00

100,00

6

Daniel

30

6

23

2

25

20

15

20,00

76,67

7

Barnabé

5

3

3

1

4

1

3

10,00

60,00

Colaboradores

16

6

10

0

10

7

10

0,00

62,50

Total Geral

96

19

78

10

87

54

62

48,50

81,25

Dom ingo anterior

94

10

84

08

92

55

60

40,00

89,36

m

S a á t

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GUIA DO LEITOR DA BÍBLIA

LAWRENCE O. RICHARDS

Ao encontrar uma versículo difícil da Bíblia, você quer ter um guia rápido para lhe ajudar? Então esta obra é exatamente o que procura. Com ela, você lerá a Bíblia sob uma nova perspectiva e será ricamente edificado. Cada capítulo das Sagradas Escrituras, de Gênesis a Apocalipse, é comentado em uma página. Com uma linguagem clara e em tamanho fá cil de manusear, este guia lhe ajudará a compreender rapidamente os temas da Bíblia e obter melhor proveito na leitura bíblica. Ótimo recurso para professores de Escola Dominical e alunos.

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GUIA DO LEITC DA BÍBLIA

ERROS QUE OS PREGADORES DEVEM EVITAR

CIRO SANCHES ZIBORDI

Trata-se de um livro prático para todos os que se dedicam à pregação e ao ensino da Palavra de Deus. De leitura fácil e prazerosa, a obra enfatiza, com fartura de exemplos, a importância da Hermenêutica e da Homilética para os comunicadores das Sagradas Escrituras. O autor utiliza uma abordagem franca, contundente e em alguns momentos divertida, para criticar e analisar doutrinas falsas e chavões sem base bíblica que os pregadores devem evitar. É um clamor pela pregação cristocêntrica, que a cada dia vem desaparecendo de alguns púlpitos. Indispensável.

OS PAIS DA IGR&JAi

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Esta obra reúne dois c ássicos do autor - Os Pais da

Igreja Grega e Os Pa

vida e doutrina dos pr\ inteiros teólogos cristãos,

descrevendo o perfil e ortodoxos da Igreja P pretações que nomes o Cesaréia, A tanásio e Jt Tertuliano, Ambrósio,

latinos, tinham em reh ção aos credos da Igreja, e que tiveram influência dei isiva sobre a Teologia posterior, É obra valiosa tanto pt ra estudiosos quanto para leigos.

da Igreja Latina. Ela trata da

pensamento dos escritores mitiva. O autor analisa as inter- o Justino, Orígenes, Eusébio de o Crisóstomo, entre os gregos, e Jerônim o e Agostinho, entre os

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crim e contra o Estado; um hom em poderia ser acusado de assassin ato, consp iração, ou

roubo, e ainda assim

escapar

com uma leve punição, ou ser condenado a lutar por sua vida

com os gladiadores do C oliseu; contra os cristãos, porém , dirigiam -se todos os horrores da crueldade pagã".

Trecho do liv ro M ártires tio C oliseu (CPAD), página 87.

"S e não colocarm os D eus em prim eiro lugar, se não procurar­

m os obedecer e con fiar na sua

direção para cada aspecto de nossa vida, as pessoas poderão até ter a im pressão de que

atingim os a perfeição em nossa vida dom éstica. No entanto, nossos esforços nessas áreas terão sido nossa única recom ­ pensa".

Trecho do livro D isciplinas da M ulher C ristã (CPAD), página 247.

"E o Verbo se fez carne, e

habitou entre nós, cheio de graça

e de verdade; e vim os a sua glória, como a glória do

unigénito

do P ai".

J o ã o

1.14

"A quem

D eus oferece a sua

dádiva? Ao m ais brilh ante? Ao

m ais bonito? Ao m ais atraente?

Não. A sua dádiva é para todos

nós: m endigos e banqu eiros, clérigos e caixeiros, ju izes e porteiros. Todos os filh os de D eu s".

Trecho do livro G raça p a ra o M om en to (CPAD), página 223

SMáCVttultVl''m

Dinamize

iativ

*

Trazer algo mais para a sala de aula é extrem am ente importante. O adolescente vive uma fase em que se concentra muito no "m undo dele".

E uma fase em que, durante a sua

aula, o tempo inteiro ele vai estar se perguntando: "Tá, mas o que isso tem a ver com igo?" E se você não trouxer os ensinamentos para a rea­

frenta uma das fases mais críticas lidade da dele, fatalm ente sua aula não

trará resultados eficazes. Obviamen­ te, é o Espírito Santo que os conven­ ce do pecado, da justiça e do juízo,

mas a responsabilidade de "adubar

a terra" para que o Espírito Santo

faça crescer a semente é sua. O adolescente não quer um pro­ fessor que leia a revista com ele. Ele quer um professor que - com o o

nome sugere - ensine; afinal, para ele, o mundo está repleto de ques­ tões que ele não entende, a vida pa­ rece ser m uito com plicada e suas cabecinhas, muitas vezes, parecem dar nó! É na figura do professor que

o adolescente vê a chance de ter os

esclarecim entos que ele necessita. Portanto, não podemos decepcioná- los! Não tem os as respostas para tudo, mas o Deus a quem servimos nos capacitará a ajudá-los se fizer­ mos a nossa parte.

trabalho com adolescen­ tes exige criatividade e muito tato para lidar com essa turm inha que en­

O

vida, quando os hormônios parecem estar em ebulição e o corpo passa por uma desenfreada e, para muitos, assus­ tadora mutação. Mas trata-se de um grupo extrem am ente dinâm ico e, quando bem aproveitado, pode desen­ volver muitas atividades na igreja.

TVabalhar com criatividade

Sempre quando iniciamos um tri­ m estre, tem os prim eiram ente que pensar: Qual o objetivo desta lição? Isto é m uito im portante porque, a p a rtir da com p reen são d o(s) objetivo(s) você terá como formular um plano de aula eficiente. Procure dar uma olhada, mesmo que super­ ficialm ente, nas 13 lições antes do início do trim estre. Identifique o tema de cada uma e comece a pen­ sar o que você poderia fazer para tornar o ensino mais dinâmico.

Podemos ser criativos com coisas simples. Na lição que fala sobre as cartas de Paulo, que tal incentivar seus alunos a escrever cartas para outros adolescentes de outros Esta­ dos, contando as boas-novas e incen- tivando-os a permanecer na fé, tal qual Paulo fazia? E naquela que dis­ corre a respeito de nossa identidade com Cristo, que tal fazer uma cartei­ ra de identidade de "cidadão do C éu" para cada aluno? Se você se preparar com antecedência, as idéi­ as fluirão.

O adolescente e a Bíblia

Neste trimestre, a classe dos ado­ lescentes (12 a 14 anos) estudará o tema: "O adolescente e a Bíblia", que tem por objetivo fazer com que o alu­ no entenda a origem e o porquê de a Bíblia ser nosso Livro Sagrado, e estimulá-lo a ler a Palavra de Deus. Além disso, como professor, cabe a você observar quantos alunos tra­ zem suas Bíblias para a igreja. M ui­ tos adolescentes têm vergonha de que os colegas da rua, ou da escola, os vejam carregando Bíblias e, para fugir das possíveis gozações, prefe­ rem deixá-las em casa ou guardá-las no bolso. Aí é que você deve agir.

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Recursos para tornar muito mais atrativas as aulas com os adolescentes

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sua aula com

idade

Você terá um trimestre inteiro para convencê-los a levar a Bíblia para a igreja e que isso não deve ser m oti­ vo de vergonha. Talvez fique mais fácil se começar a estimulá-los com premiações. Também é preciso ob­ servar quem não traz porque não tem condições financeiras para com­ prar uma Bíblia, e procurar meios de presenteá-los com Bíblias novas ou doadas. Uma coisa é certa: você não pode chegar ao final do trim estre sem que todos tragam suas Bíblias para a igreja. Outro motivo que faz com que o adolescente não queira ler o Livro Sagrado é que a linguagem das Bí­ blias que usamos em nossas igrejas ainda é um pouco difícil de ser assi­ milada por ele. Por isso, sempre es­ timulo meus alunos a adquirirem a Bíblia na Linguagem de Hoje, cujo tex­ to é fácil de ser entendido (veja a Lição 12).

Vejamos algumas dicas para você trabalhar com sua turma:

1)É im portante aproveitar esta li­ ção para ensiná-los a decorar os 66 livros da Bíblia. E a melhor forma de

fazê-los decorar é ensinando através da música. Há uma música que co­ nheço desde que era bem pequena e que recentemente foi adaptada pelo grupo Diante do Trono (CD Amigo de

Deus - faixa 13; título: A Bíblia). Tra­ ta-se de uma música infantil, mas se você esquecer o início e ensinar so­ mente o final, onde fala dos livros da Bíblia, não vai ficar mal com os adolescentes. Ensine um trecho em

cada aula e, quando term inar o

mestre, eles já terão decorado. 2) Você pod e org an izar um a gincana, oferecendo prêmios para quem trouxer: a Bíblia mais antiga,

tri­

a menor Bíblia, a maior Bíblia, Bíbli­ as em ou tras lín g u as etc. Essa gincana tam bém poderia angariar fundos para a com pra de Bíblias para os novos-convertidos da igreja ou conseguir doações de Bíblias, mesmo usadas, para aqueles alunos que ainda não tiveram condições de comprar uma. 3) No segundo domingo de dezem­ bro, comemoramos o Dia da Bíblia. Certamente sua igreja deve estar pre­ parando algo especial neste dia. Se houver alguma passeata pelas ruas do bairro, estimule seus alunos a partici­ parem com faixas e cartazes. Você tam­ bém pode levar para a sala de aula car­ tolina, tinta e materiais para que sua turma confeccione uma Bíblia gigan­ te para a passeata. 4) Aproveite a gincana e faça uma exposição de Bíblias para que toda a igreja possa conhecer os diversos exemplares. Tente conseguir as Bíbli­ as de pioneiros de sua igreja - certa­ mente estarão repletas de anotações que podem ser interessantes para os alunos. Peça a seus alunos que se or­ ganizem e façam cartazes contendo a história da Bíblia, como se produz um livro ou curiosidades bíblicas.

5) Com os adolescentes, não basta falar; você tem que mostrar também! Então, use e abuse de ilustrações e fotos, como as que apresento aqui:

6)A Bíblia foi escrita em grego e hebraico. Isso abre uma oportunida­ de para que você possa ensinar algu­ mas palavrinhas para seus alunos, proporcionando m om entos d iverti­ dos em sala de aula. São palavras bem fáceis, e você pode ensinar uma

a cada dom ingo, de form a d iverti­

da. Por exem plo: todos os domingos chego na classe e cum prim ento bem alto: "Boquertov, turm a!". E eles têm que me responder: "Boquertov, pro­ fessora!" Ou então, "Ei, pessoal, cren­ te não ingere bebid a alco ó lica, só portokalada!". A turminha se diver­ te e ao m esm o tem po aprende um pouquinho da língua original da Bí­ blia. Aqui vão algumas palavras ou expressões:

-

- Quanto custa? - com a zê olé é a pronúncia em hebraico;

Bom dia -

b o q u e rto v é

a pronúncia em hebraico;

k a lin ie ra é em grego

t i

o ra

in e é em grego

- A paz do Senhor - shalon adonai (heb.)

- Obrigado - todá rabá (heb.); efjaristo (gr.)

- Suco de laranja - portokalada (gr.)

7) A Bíblia é a espada do cristão.

E todos precisam os saber m anejá-la

bem (2Tm 2.15). Um dos princípios para se m anejar bem a Palavra é co­

nhecendo cada livro. Há uma brin­

divertida e "d esem bai­

nhar a espada". Ela colabora para que os alunos tragam a Bíblia para a ED e queiram aprender a ordem dos livros. Funciona da seguinte forma:

cadeira sim ples, mas construtiva, cham ada

os participantes devem ficar lado-a- lado, com a Bíblia em uma das mãos

e o braço esticado para o alto. O pro­ fessor escolhe uma referência, mas eles só podem abrir esta referência após a palavra de com ando, que é:

FP15 tt&útadonS

c

n

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a

-r

A

o

"Desembainhar a espada!" Ao ouvir esta ordem, os participantes devem procurar a referência e quem achar e 1er primeiro ganha ponto. Selecione várias referências e quem conseguir o maior número de pontos ganhará um brinde para si ou sua equipe. 8) A lição nove fala a respeito das parábolas. Aproveite para dividir a turma em grupos e peça para que es­ colham uma das tantas parábolas contadas por Jesus. Cada grupo deve tentar dramatizar sua parábola. Uma comissão, formada por convidados (que podem ser pastores, superinten­ dente de ED, outros professores etc), julgará qual 'a melhor apresentação.

9) Na última lição (13), há um tre­ cho referente a Cristo como sendo "a chave da Bíblia". Para fechar o tri­ mestre com "chave de ouro" - per- mita-me este trocadilho - você pode presentear um de seus alunos com uma Bíblia nova, fazendo o seguin­ te: compre um cadeado; procure um chaveiro em seu bairro e peça-lhe várias chaves, todas iguais às do seu cadeado (eu as consegui de graça). Form e um chaveiro com todas as chaves. Coloque a Bíblia dentro de uma caixa e tranque-a com o cadea­ do (use correntes ou faça dois furos na caixa, de forma que o cadeado prenda a tam pa); explique a seus alunos que, dentre todas aquelas chaves iguais, somente uma poderá abrir o cadeado. Quem abrir recebe­

rá uma grande surpresa. Vá passan­

do o molho de chaves até que al­ guém consiga a chave que abre o cadeado. Use esta brincadeira para ilustra^qpe^jCristo é a chave da Bí-

Bibliografia sugerida

Gostaria de deixar aqui a dica de alguns livros que poderão ajudar a desenvolver o tema desta lição:

1. A Bíblia através dos séculos - Antonio Gilberto - Ed. CPAD

2. D icio n ário T eológico -

Claudionor de Andrade - Ed. CPAÒ

3. Aprenda do Grego do Novo

Testamento - John H. Dobson - Ed.

CPAD

4. Dinâmicas criativas - Débora

Ferreira - Ed. CPAD

5. 13 lições fundam entais para

adolescentes - Tradução H erbert Coelho - Ed. Vida Nova

Ana Daysi Araújo é professora de ado­

lescentes, jornalista, membro da Assem­ b léia de D eus do Fonseca (Niterói/RJ)

do

Marketing da CPAD

e chefe

Setor

de

r)d ê ia &

Por Débora Ferreira

a contra-mão

da sociedade

Dinâmicas para facilitar a fixação dos temas

I

A vida é curta

e term ina aqui.

.Morreu, acabou!

0 eus é

criador de

t°das as

Todos os

!

caminhos levam J

a Deus

A verdade é a form a c o rre ta de Viver f

f

A m orte

é o fim de tudo

COSMOVISÃO

Segundo Michael D. Palmer, autor do livro Panorama do pensam ento cristão (CPAD), uma cosmovisão é "um conjun­ to de crenças e práticas que moldam a abordagem das pessoas aos assuntos mais importantes da vida. Por meio de nossa cosmovisão, determinamos prio­ ridades, explicamos nossa relação com Deus e com os seres humanos, valoriza­ mos o significado dos acontecimentos e justificamos nossas ações". Objetivo: Mostrar que as pessoas possuem uma visão de mundo diferente devido às suas crenças e filosofia de vida.

PARECE MAS NÃO É

c ° ÍS q s

A m orte

é o começo de um tempo de felicidade

.

k. e terna

Material: Um grande olho feito de cartolina, papéis de recado e canetas Procedimento: Distribua os papéis e canetas para os alunos e peça que escre­ vam frases sobre conceitos da vida cotidiana. Em seguida, peça para que colem os pa­ péis dentro do olho.

Material: Bandeja com mamonas e uvas. Procedimento: Divida a turma em dois grupos e dê os nomes: o primeiro será o da uva e o segundo, o da mamona. Depois distribua as uvas e as mamonas conforme o nome do grupo. O grupo que ficou com a mamona vai expressar o con­ ceito segundo a visão pós-modernista. Os

alunos que ficaram com a uva irão refutar com um texto bíblico.

Sugestões de temas: O que é a vida, quem é Deus, vida após a m orte, ecumenismo, verdade, o que você pen­

sa de si mesmo, a criação do mundo etc.

A seguir, estabeleça a segunda tare­

fa: os alunos deverão durante a semana entrevistar pessoas que não tenham re­ ligião ou professem outra crença. Peça

para que eles façam perguntas sobre os mesmos conceitos discutidos em sala. No domingo seguinte, todos trarão fra­ ses dos entrevistados e também colarão no olho. Assim os alunos poderão observar a cosm ovisão de nosso tempo.

* Deve ha­ ver uma lei que apro­ ve a clonagem humana. * As drogas devem ser lega­

lizadas. * Todo o homem tem direito a defesa, mesmo usando a mentira. * O jovem pode ter relações antes do casamento, basta se prevenir.

O segundo grupo (o da uva) entra errí

seguida, refutando a frase apresentada. Os alunos vão rebater os argumentos do gru­ po da mamona apresentando o pensamen­ to cristão acerca do assunto. Termine a dinâmica dizendo que tal como as duas frutas podem se parecer mas

são completamente diferentes, assim é o

O pensamento pós-modernista usa vá­ rias estratégias como instrumento de opo­ sição aos propósitos de Deus: usa forma­ dores de opinião para falar sobre assuntos polêmicos; trabalha em parceria com o poder político; usa a legislação do país para estabelecer leis injustas; valoriza o sincretismo religioso; leva as pessoas a romper com os valores morais através dos veículos de comunicação. Objetivo: Entender como funciona o sistema mundano por trás do pós-moder- nismo.

O primeiro grupo (da mamona) co­

meça a dinâmica. Com um fruto na mão,

um dos integrantes fala uma frase do pensamento pós-mordenista para toda a classe. Sugestões de frases:

* Todos os caminhos levam a Deus.

* A união entre pessoas do

mesmo sexo deve ser apoiada.

* A eutanásia deve ser pra­

ticada para aliviar o sofrimen­ to da pessoa.

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A BIBLIA DIZ

A vida cristã deve estar de acordo com a verdade e os ensinamentos de Deus, pois o conhecimento bíblico dá vigor à fé e é uma arma poderosa contra Satanás. Objetivo: Conhecer as profecias bíblicas que anunciam os tempos pós-modernistas. Material: Pequenos pedaços de cartolina colorida dobrados ao meio simbolizando Bíblias. Dentro delas, frases contendo algumas características dos tempos modernos. Procedimento: Forme duplas ou trios entre os alu­ nos e, em seguida, distribua as bíblias. Peça para que cada grupo cite textos bíblicos que falem de forma profética a res­ peito do assunto escrito na bíblia que receberam.

VIDA DE PRISIONEIRO

Uma das características dos tempos pós-modernos é a fal­ ta de conhecim ento dos princípios bíblicos. Essa prática tem levado m uitos cristãos para atrás das grades, pois vivem

S*tAúuid<ny’

Sugestões de características:

* Desestrutura espiritual (resposta: lT m 4.1;

* Desestruturação moral (r: Mt 24. 38 / 2Tm 3. 2-7);

* Desestruturação social (r: Mt 24. 37-38);

* Apostasia - cristão perdendo a fé (r: Mt 24.12);

* Falso cristianismo (r: Mt 24.5 e 11);

* Apego ao mundo (r: 2Pd 3.3- 4);

* Frieza espiritual (r: Jd 1. 18);

* Tempo de avivamento espiritual;

* Tempo de esperança;

* Tempo de perseverança.

2Tm 3.1);

O bjetivo:

Narrar fatos que aconteceram com os alu­

nos devido à falta de confiança na mensagem bíblica.

M aterial: Uma grade feita de cartolina.

Procedimento: Utilize a grade feita de tiras de car­ tolina e comece a passá-la de mão em mão. Cada alu­ no vai narrando um episódio de sua vida em que se sentiu um prisioneiro e conta como se liber­ tou.

AMOR À VIDA

Atualmente o mundo tem demonstrado falta de sensibilidade e respeito à vida humana. Se­ gundo os pós-modernistas, este é o momento de legalizar o aborto e a eutanásia. Esse desejo tem sido aquecido pelos países ri­ cos, conhecidos como países do Primeiro Mundo, que não somente inje­ tam recursos para a implementação de projetos anti-vida como procu­ ram incentivar e manipular conferências internacionais com a intenção de pressionar e impor seus objetivos aos demais países. Objetivo: Conhecer os principais argumentos que defendem o abor­ to e refutá-los à luz da Palavra de Deus. Material: Copinhos de café com a sementinha de feijão brotando em vários tamanhos e papéis dobrados com os temas a serem discutidos. Procedimento: Divida a turma em grupos e distribua entre eles os copinhos com as sementes brotando. A seguir, peça que escolham um dos papéis com o assunto a ser debatido entre o grupo. Depois de discutir o tema, o grupo deve relatar para a classe sua conclusão.

Alguns temas:

• "Eis que os filhos são herança do Senhor, e o fruto do ventre, o seu

galardão", SI 127.3. Pergunta: É correto interromper a vida daqueles que são heranças de Deus? • "Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe, e no teu livro todas estas coisas foram escritas, as quais iam sendo dia a dia formadas, quando nem ainda uma delas havia", SI 139.16. Pergunta: A vida humana começa no momento da concepção? Pode ser eliminada? • "Eis que todas as almas são minhas; como a alma do pai, também a alma do filho é minha; a alma que pecar, essa morrerá", Ez 18.4. Pergunta: Se todas as vidas são de Deus, o aborto e a eutanásia podem ser uma escolha pessoal? • Deus é o autor da vida. Portanto, só Ele deverá determinar o

momento da morte de alguém. Pergunta: Concorda ou discorda com a eutanásia?

SEGURANÇA

Em diferentes momentos da História, queren do valorizar-se, o ser humano repudiou a Deus. Por ou tro lado, ao rejeitar o Senhor e procurar a segurança nos bens materiais, o homem desafia a supremacia de Deus. Devido a essa visão de mundo, todo cristão deve estar atento. Muitas vezes, a preocupação excessiva com a vida terrena pode conduzir ao abandono da estrada da fé, fazendo com que o crente siga outra direção em busca da segurança no mundo material O bjetivo: Explicar que a segurança da vida cristã se fundamenta na fé e confiança no Deus Criador.

M aterial: Cartaz de cartolina e amendoins com

casca.

Procedimento: Comece a dinâmica escrevendo num cartaz os tipos de segurança na vida do homem. Em seguida, distribua um amendoim para cada aluno. Diga detalhes sobre o fruto, que é tão bem protegido pelo Criador: mesmo sendo uma plantação rasteira, sua proteção é per­

feita, além de ser muito apreciado pela sua utili­ dade na culinária de todo o mundo. Após o co­ mentário, cada aluno vai observar o cartaz e, de posse de um amendoim, vai dizer onde os aspec­ tos pessoais de sua segurança têm falhado e onde tèm sido firmes.

Exemplos de tipos de segurança:

* Segurança financeira;

* Segurança profissional;

* Segurança espiritual;

* Segurança pessoal;

* Segurança familiar;

* Segurança na moradia;

* Segurança púbiica;

* Segurança emocional;

* Segurança na área da saúde.

Termine a dinâmica dizendo que na confiança em Deus e em suas promessas é que se firma a se­ gurança do homem.

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E agora, como viveremos?

1 resposta cristã p a ra tempos

tie crise e calam idade morei!

Lição t

A igreja ante os desafios dos últimos dias

Nossos dias têm sido marcados por descobertas cien­ tíficas m aravilhosas no campo da medicina e do conhe­ cimento. Erradicamos diversas doenças antes tidas por incuráveis e m ortais, e podemos nos comunicar com pes­ soas no mundo todo através do computador. O homem tem aumentado sua longevidade, e os meios de com uni­ cação a cada dia socializam o conhecim ento. Mas estes

dias também vêm sendo marcados pela completa trans­ formação de valores sociais, morais e religiosos. Concei­ tos de certo e errado, antes tidos por altam ente defini­ dos, hoje têm sido relativizados, pois o pensam ento vi­ gente é de que "o que é certo para você pode não ser ne­

certo para m im ". Essas são algumas das

características de nossos dias, chamados também de tem­ pos pós-modernos, tempos em que Satanás tenta destruir os fundam entos bíblicos e depreciar os bons valores an­ tes reconhecidos pela sociedade. A idéia de uma sociedade centrada no relativismo indi­ ca que, dentro do pensamento pós-moderno, não existe um valor absoluto, um certo e um errado para todas as situa­ ções na vida. Se isso é verdadeiro, se não há realmente uma certeza absoluta quanto aos valores da vida, então pode­ mos dizer que "todos os caminhos levam a Deus", pois em nossos dias se ensina que uma pessoa pode achar Deus em si mesma (enquanto a Bíblia deixa claro que ninguém pode vir a Deus, senão por Jesus). A ausência de parâmetros ade­ quados e bíblicos tem gerado confusão na criação de filhos,

cessariam ente

relacionamentos interpessoais e na certeza quanto às con­ *

vicções religiosas.

Outra característica de nossos dias é o antropocentrismo, onde "o homem é a medida de todas as coisas". O homem pode fazer o que acha ser correto. A negação de Deus é ob­ servada mesmo na ciência, onde a Teoria da Evolução é tida como se fosse uma lei científica comprovada (uma teoria passa a ser lei, na ciência, quando pode ser comprovada e repetida em laboratórios, coisa que a Teoria da Evolução nunca conseguiu!), opondo-se frontalmente à realidade da criação de Deus, revelada por Deus nas Escrituras Sagra­ das. É possível, mesmo na igreja, encontrar pessoas que pregam um "evangelho" que vise satisfazer a audiência, desejosa de ter riquezas e uma vida sossegada. Títulos têm valido mais que o caráter dos obreiros, valorizando o "ter"

em detrimento do "ser". O cristão, neste mundo pós-moderno, é desafiado a man­ ter pura sua fé em Deus e suas convicções diante de um sis­ tema de pensamento mundano cético e degenerado. Como disse o apóstolo Pedro, devemos "responder, com mansidão e temor, a razão da esperança que há em vós", lP d 3.15.

Lição 2

Lição 3

0 mundosem Deus vai de mal a pior

Para que possamos definir a forma de vida pós-mo-

derna, definamos primeiro o modernismo, o pensam en­ to anteriormente vigente.

O mundo moderno

• No mundo moderno, a verdade é universal e absolu­

ta. O padrão de certo e errado é muito bem definido.

• O cristianismo atingiu praticamente todas as nações conhecidas do mundo.

•A sociedade foi caracterizada por ser industrial, onde os trabalhadores faziam suas carreiras nas indústrias.

• Havia uma certeza de que o mundo poderia se tornar

melhor à medida que a tecnologia e a indústria facilitas­ sem a vida das pessoas, e onde a razão ditasse as ordens.

•As regras de conduta, baseadas na cultura judaico-cris- tã, eram bem aceitas. Essa época é, de forma geral, compre­ endida como sendo do século 16 a meados do século 20.

O mundo pós-moderno

• Esta era caracteriza-se por delimitar que a verdade é

local e relativa, ou seja, o que é verdade em determinado país

não será necessariamente admitido como verdade em outro.

• As religiões oriundas do Oriente têm sido dissemina­

das em larga escala no Ocidente, considerado cristão. Há um franco crescimento de religiões como o islamismo e o budismo entre nações antes conhecidas como cristãs.

• A sociedade deixou de ter um foco industrial para ter

um foco nas informações. Não dizemos com isso que a in­ dústria perdeu o seu valor, e sim que os investimentos têm

sido maiores e voltados para o poder da informação, que vale mais hoje que a capacidade isolada da industrialização.

• O sonho do mundo perfeito foi destruído por duas

grandes guerras, que destruíram milhões de vidas e de­ monstraram até onde a maldade humana é capaz de ir, em prol da ganância, do egoísmo e do orgulho.

• Existe a consciência de que a tecnologia e a industria­

lização foram utilizadas para a destruição do homem e da natureza. Por causa disso, há campanhas de desarmamen­ to, programas de despoluição nos grandes centros e um crescente movimento de retorno à uma vida pautada pelo consumo de coisas naturais. Ainda nesse âmbito, a bruxa­ ria tem se inserido nos meios de comunicação com uma nova roupagem, como sendo uma ciência que visa a pre­

servação da natureza, como também o resgate por manter contato com as forças da natureza.

• Enquanto o símbolo da Era Moderna foi a indústria,

a Era Pós-moderna fez do computador o seu símbolo.

• Por fim , hoje existe o m ulticulturalism o, que vem

gradativam ente se im pondo à cultura judaico-cristã, como se esta fosse uma forma de viver atrasada e retró­

grada, utilizada por pessoas ignorantes e intolerantes.

Aatuação maligna

Aproveitando-se das conquistas e mudanças em nos­ sos dias, Satanás sutilmente impõe seus preceitos na cul­ tura, nas leis e na forma de vida, a fim de conform ar o pensamento humano ao seu futuro e breve reinado, após

o Arrebatam ento da Igreja. Mudanças nas legislações

O Direito é uma ciência que está em constante mudança,

tendo em vista que a própria sociedade impõe ao Direito tais mudanças. Uma das formas de forçar uma alteração de

pensamentos ou de comportamentos é a elaboração de no­ vas leis. Na Europa, há países que oficializaram, por lei, a união entre pessoas do mesmo sexo (entendemos, à luz da Bíblia, que o termo casamento sempre será entre um homem

e uma mulher, e nunca entre pessoas do mesmo sexo, o que

é uma abominação ao Senhor!). Há países que oficializaram

a livre comercialização e utilização de drogas, e outras na­

ções dão garantias trabalhistas a prostitutas. Entretanto, sa­ bemos que nem tudo o que é legal é também justo. Uma lei pode ter força estatal, sem contudo atender à real necessida­ de do meio social em que está inserida. Essas mudanças na legislação visam coibir o evangelismo e tornar os preceitos

bíblicos como ensinos fora da lei. O profeta Daniel orou quan­ do uma lei lhe foi desfavorável (pois visava atingir não ape­ nas a sua vida de oração, mas sua própria vida), e Deus moveu sua poderosa mão em prol do seu servo. O mesmo exemplo vale para os nossos dias. A questão da chamada "Tolerância Religiosa"

O mundo pós-moderno prega a tolerância religiosa,

onde todos podem conviver com as demais formas de pen­ samento religioso, e de uma forma bastante singular: qual­ quer pessoa que professe uma fé tem direito de expressá- * la, desde que não venha a colidir com a fé das demais pes­ soas. Para o homem de hoje, todos os caminhos levam a Deus, e você pode até achar Deus onde você buscar, até mesmo dentro de você. Dessa forma, o evangelismo é desaconselhado, e até mesmo mal visto. Não podemos nos

esquecer, porém, de que nos momentos de maior adversi­ dade, Deus age poderosamente em favor do seu povo, da­ queles que seguem o seu mandado. O próprio mundo, que prega a tolerância religiosa, não tolera o Evangelho de Je­ sus Cristo. Uma coisa deve estar clara no pensamento de todos os cristãos: se o mundo diz que o Evangelho é bom,

é porque está mentindo ou não entendeu realmente o Evan­

gelho, pois o mundo odeia tudo o que é de Deus. Essa tole­ rância religiosa apregoada pelopós-lhodernismo é uma via

única, e não uma via de mão dupla.

A resposta cristã sempre será m anter os princípios

bíblicos, independente da época em que se viva, pois a

Palavra de Deus sempre será aplicável a todos os ho­ mens e mulheres, de qualquer época.

Lição 4

Lição 5

A divininização do homem

Uma das características mais fortes destes tempos pós- modernos é o antropocentrismo, pensamento onde o ho­ mem ocupa o centro de todas as coisas.

O homem no eixo da atividade humana na História

Todos os homens almejam ser admirados, reconheci­ dos e recompensados por seus feitos. Estes sentimentos são saudáveis em si. Entretanto, quando essas coisas fo­ gem do padrão de normalidade, os homens passam a que­ rer estar no centro de todas as coisas, como se houvesse um sistema solar à sua volta, circulando em torno de si. Isso faz com que, dentro de sua própria ótica, a posição da humanidade seja sempre elevada e Deus seja diminuído, dispensável. Em uma sociedade onde o homem tenta ser independente e auto-suficiente, Deus se torna um mero acessório para fortalecer uns poucos fracos. Se o homem pode fazer todas as coisas, qual seria a utilidade de Deus? Isso nada mais representa que a forma de pensar con­

taminada pelo pecado, que leva o homem a tentar desti­ tuir Deus de sua glória e desprezar o seu plano, seus man­ damentos e desígnios. O Diabo tentou ser "semelhante ao Altíssim o", e por desejar parecer com Deus, foi julgado e condenado para sempre. Tendo em vista que é necessária a revelação de Deüs à humanidade caída, só o reconhecimento da necessidade de salvação e da dependência de Deus poderão transfor­ mar a vida e a forma de pensar dos homens. Mesmo dentro da igreja percebemos alguns traços do antropocentrismo. Novas idéias vêm sendo inseridas em nossa liturgia, e muitos pregadores ensinam que Jesus veio ao mundo para fazer o homem feliz, que devemos orde­ nar que Deus faça as coisas que desejamos e que a nossa satisfação é o objetivo divino para nossas vidas. Sabemos, porém, que Cristo veio ao mundo para salvar homens pe­ cadores e reconciliá-los com Deus, que devemos rogar ao Pai aquilo que necessitamos (nem sempre Deus dá o que desejamos, pois diversas vezes pedimos coisas que não são realmente necessárias) e viver uma vida santa é a vontade de Deus para nós, para que possamos vê-lo um dia.

O teocentrismo

Por mais que o homem arrogue independência, Deus sem­ pre será o centro de todas as coisas, e suas palavras são a medida do que é certo e errado para a humanidade, mos­

trando que o homem é um ser criado, e não o Criador. A Bí­

blia parte do princípio de que Deus não apenas existe, mas que foi Ele quem criou todas as coisas. Ele deve ser adorado

e sua vontade, cumprida. Mesmo sendo Altíssimo, atenta para

nós, seres pequenos, e lembra-se de que somos pó! Portanto,

o teocentrismo não apenas faz parte da Teologia, mas tam­

bém da forma de pensar e viver dos filhos de Deus.

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0 relativismo moral

Todos os homens precisam ter padrões de certo e erra­ do, que nortearão suas vidas. Na vida secular existem ab­ solutos que não podem ser negados. Se uma pessoa faz compromissos financeiros e não busca quitá-los, será in­ cluída nos cadastros de proteção ao crédito, como o SERASA ou SPC. Se uma pessoa não tratar de uma cárie, com certeza perderá o dente. Se uma pessoa cair de uma altura de 20 metros no chão, com certeza morrerá, ou se tiver sorte, quebrará diversos ossos. São questões chama­ das verdades absolutas, onde não se admite outra possibi­

lidade para o fim da história. Entretanto, há pessoas que não admitem essas mesmas verdades quando utilizadas no campo do pensamento particular, no âmbito das deci­ sões morais. Isso significa que, se não reconheço a existên­ cia de um padrão absoluto de moralidade, posso dizer que trair um cônjuge não me fará mal ou que posso furtar um objeto sem que isto prejudique meu caráter. Esse tipo de pensamento, o relativismo moral, onde o que é certo para uma pessoa não será necessariamente certo para outra, tem por objetivo diminuir ou alterar o valor de normas éticas bem definidas por Deus para a vida parti­ cular. Se não há absolutos, e todas as coisas são relativas, podemos dizer que não há normas a serem seguidas, nem retribuições a serem distribuídas, que cada um pode fazer o que for certo aos seus próprios olhos e que Deus não há de nos retribuir pelo que fazemos.

E certo afirmar que muitas pessoas que defendem o

relativismo moral aplicam-no de acordo com suas conve­ niências, pois, mesmo negando a existência de absolutos espirituais e morais, costumam seguir outros absolutos

quando se trata de valores e situações que lhe são caros. Até nesse aspecto tais pessoas precisam de normas fixas em suas vidas. Deus é Deus de absolutos

A relatividade moral é uma das formas de se desprezar

a Deus e a sua Palavra. Seus mandamentos são bastante específicos e Nele não há sombra de variação. Dessa forma, se Deus ordena que o homem ou a mulher não adulterem, tal ordenança existe tendo em vista o compromisso firma­ do entre os cônjuges no altar, a preservação da família, a valorização do amor e da fidelidade, principalmente a Deus. Para Deus, o matrimônio não é uma instituição que pode sofrer variações, de acordo com a vontade dos homens.

Se Deus diz que não devemos furtar, Ele o faz no senti­ do de que valorizemos o trabalho honesto e não aumente­ mos nossos patrimônios às custas do empobrecimento de outras pessoas. Toda norma que Deus nos deixa tem obje­ tivos bem delimitados, para nossa segurança e preserva­ ção de nossa comunhão com Ele, e seus padrões não se alteram com o passar dos anos, visto que Ele é perfeito.

Lição 6

ATeologia Liberal

A Teologia Liberal surgiu no século 19, como fruto de

um contexto neoliberal. Seus criadores desejavam ter uma Teologia mais "contextualizada" à nova realidade. Para a mente racionalista, milagres não poderiam fazer parte das narrativas bíblicas por serem tidos por exageros, e os tex­ tos bíblicos deveriam ser considerados fábulas com fundo moral para a humanidade, e não relatos dignos de confian­ ça e norteadores da fé. Negando o sobrenatural de Deus nas Escrituras, rejeitaram-lhe também a infalibilidade, co­ locando a Bíblia no mesmo nível de qualquer outro livro, escrito sob inspiração puramente humana. Passaram a in­ terpretar a Bíblia partindo do princípio de que o texto bí­ blico não dizia realmente o que estava escrito. E uma Teo­ logia destituída de fé e vazia de significados verdadeira­

mente cristãos. Pontos de diferenças entre a Teologia Ortodoxa e a Liberal No tocante à Revelação

A Bíblia é o registro infalível que Deus inspirou os ho­

mens a fazerem com exatidão e cujos relatos são reais, in­ cluindo os acontecimentos milagrosos. Para os liberais, a Bíblia não passa de um apanhado de registros puramente humanos, sem que se tenha certeza da exatidão dos rela­ tos. Os milagres são exageros dos autores. No tocante à Volta de Cristo Cremos que o Reino de Deus já existe na vida de cada um dos que receberam a Jesus como seu Salvador, e que o Senhor Jesus retornará em pessoa para derrotar Satanás e instaurar o Milênio. Os liberais crêem que o Senhor Jesus não virá em pessoa, que a humanidade há de progredir moralmente, ocasionando assim o Reino de Deus. No tocante à Salvação Cremos que o homem possui a natureza pecaminosa, e por ser pecador, necessita de salvação da parte de Deus, por meio de Jesus Cristo, que o poderá transformar. Os liberais crêem que a transformação do homem se dá pelo aperfeiço­ amento da sociedade. Não crêem na Queda e no pecado. No tocante ao Espírito Santo Cremos, de acordo com a Bíblia, ser o Espírito Santo a terceira pessoa da Trindade, e um com o Deus Pai e Deus Filho. Os liberais crêem que o Espírito Santo é uma ativida­ de de Deus, e não uma pessoa. Cremos que a Palavra de Deus é a revelação inerrante para uma humanidade caída e incapaz de conhecer a Deus por meio da revelação natural. Cremos que os milagres da Bíblia foram verdadeiros, e que Deus continua a fazê-los, visto que seu poder não mudou. Cremos também que o estudo sério e coerente da Pa­ lavra de Deus não nos leva a desconfiar das coisas que estão descritas em sua Palavra, mas nos leva a amá-lo por sua revelação.

Lição 7

A Doutrina da regeneração

Nossos dias têm sido marcados pela negação — ou reinterpretação — de verdades descritas na Bíblia, como a criação do homem, sua queda pelo pecado e a necessida­ de deste homem ser regenerado por Deus. Definindo o termo "regeneração", comenta o pastor Eurico Bergstén: "Regeneração ou o novo nascimento sig­ nifica o ato sobrenatural em que o homem é gerado por Deus para ser filho (Jo 1.12) e participante da natureza di­ vina (2Pd 1.4)" (Introdução à Teologia Sistemática, CPAD, pág. 205). Esse novo nascimento, acontecido de forma milagro­ sa, é essencial para que o homem entre no Reino de Deus. Não ocorre por ocasião do batismo em águas nem pela vontade humana, e sim pela vontade de Deus. O homem regenerado recebe de Deus coração e espírito novos (Ez 36.26), podendo assim ter comunhão com Deus e a garan­ tia de viver com Ele na eternidade.

De queforma a mente pós-modema encara a regeneração?

Considerando-a como algo sem validade e dispensável, pois acusa os cristãos de serem os inventores da idéia do pe­ cado. Se o pecado é uma invenção cristã, e não uma realida­ de revelada por Deus, pode ser descartável para o homem moderno, cujos princípios exigem independência de Deus. Se não há pecado, não há nada também que precise ser restaurado. Se não há pecado, não há necessidade de se reconhecer que Jesus veio salvar a humanidade perdida. Neste caso, Jesus não passaria de um homem bom, com princípios morais admiráveis e grande mestre religioso, mas sem uma mensagem que exija de seus ouvintes trans­ formação e dependência de Deus. Outro princípio do pós-modernismo é a idéia de que o homem é fruto do acaso, e não um ser concebido pela mente divina para uma existência de adoração e comunhão com Deus. Se o homem é fruto do acaso, não há um plano espe­ cífico para a humanidade, que pode viver da forma que bem entender. A casualidade tende a excluir a necessida­ de de algo planejado e definido. Cremos que o homem foi originalmente criado por Deus, sem pecado, mas que foi afetado por este, de forma que, caído, necessita não apenas do perdão de Deus, mas tam­ bém nascer de novo para Deus. O homem pode querer re­ jeitar esta verdade, mas não pode alterá-la. Pode não acei­ tar que "todos pecaram, e destituídos estão da glória de Deus", mas não pode mudar a realidade de que seus pensa­ mentos são maus, e que qualquer solução humanística para restaurar a vida humana tem vida curta. Negar a realidade e a necessidade da regeneração ou interpretá-la de outra forma, que não a bíblica, tem características não apenas humanísticas, mas sobretudo satânicas, pois o Diabo é o maior interessado em que o homem não veja a luz do Evangelho e não seja regenerado.

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Lição 8

Lição 9

0 aborto e a eutanásia

Nossos dias pós-modernos são marcados por um pro­ fundo desprezo à vida. O pensamento humanista vem de­ fendendo a liberdade das mulheres de utilizarem seus cor­ pos como bem entenderem, como também a liberdade de rejeitarem as vidas que seus ventres guardam. Permite-se a vida sexual ativa e uma existência cercada de prazeres, mas esquece-se da possibilidade de se gerar outros seres humanos resultantes dessa atividade sexual, dentro do matrimônio ou não. Deus não permite que o assassinato de um indefeso possa ser reconhecido como uma causa nobre ou de escolha pessoal. O aborto é um assassinato premeditado, reconhecido como crime em nosso Código Penal, nos artigos 124 a 127. Conta-se a história de um professor que trouxe aos seus

alunos o seguinte caso: uma mulher tuberculosa está grávida de seu quinto filho. Seu marido possui sífilis. O primeiro fi­ lho nasceu cego e o segundo morreu. O terceiro filho nasceu surdo e o quarto tem tuberculose. Nessas condições, a mu­ lher pensa em abortar. Você recomendaria que ela o fizesse? Se essa foi sua recomendação, você acabou de decretar a mor­ te de Ludwig van Bethoven, um compositor mundialmente conhecido, que revolucionou a história da música. Afirma Jérôme Lejeune, médico e professor de Medici­ na na Universidade René Descartes: "Com dois meses de idade, o ser humano tem menos de um polegar de compri­ mento, desde o ápice da cabeça até a ponta do traseiro. Ele estaria muito à vontade numa casca de nozes, mas tudo já se encontra nele: as mãos, os pés, a cabeça, os órgãos, o cérebro, tudo está no seu lugar certo. O coração já bate há

um mês. Olhando mais de perto

aumento, descobriríamos as marcas digitais nas palmas das mãos dessa minúscula pessoa. Tudo estaria aí para fazer a "

carteira de identidade desse ind ivíd uo

Renovato, Ética Cristã, CPAD, págs. 49-50). Em relação à eutanásia, cremos que o homem não tem o direito de retirar sua própria vida, seja qual for a circuns­ tância. Mesmo um grande sofrimento não deve ser motivo para a eutanásia, ou seja, a possibilidade de se eliminar o sofrimento eliminando a pessoa que sofre. Jó, após perder seus bens, filhos e a saúde, quando incitado por sua espo­ sa a dar cabo de sua vida, repreendeu-a, chamando-a de louca. Ele considerou tola a idéia de deixar de viver por causa das coisas que lhe sobrevieram. Tirar a vida de uma pessoa intencionalmente— mesmo que seja com o objetivo de aplacar-lhe um sofrimento — também não pode ser visto como um ato de caridade, como se fosse a única solução para o sofredor. Trata-se de um crime, tendo em vista que cabe a Deus o direito de tirar a vida de uma pessoa, independente da situação que esta esteja passando.

com uma boa lente de

(Elinaldo

mm----- s-a-Lj»—

Apermissividade pessoal e social

A idéia de permissividade está atrelada à capacidade de tolerância excessiva que alguém pode desenvolver ante determinadas situações da vida. Um pai, por exemplo, pode ser permissivo com seu filho drogado, exercendo de­ masiada indulgência para com as atitudes do mesmo, ain­ da que este venha até a roubar objetos dentro de casa para sustentar seu vício. Nossa sociedade tem sido bastante indulgente com si­ tuações e realidades que antes eram tidas por inaceitáveis. Isto ocorre porque a forma de pensar pós-moderna exige que o homem seja tolerante para com as pessoas à sua vol­ ta e rejeite princípios bíblicos absolutos de certo e errado. Diversos grupos têm apregoado representar determinadas minorias, que exigem um maior reconhecimento e respei­ to da sociedade. Curioso é o fato de que muitos desses grupos, que brigam pela tão falada tolerância, sejam eles mesmos os mais intolerantes e agressivos de nossos dias, principalmente no que tange a reconhecer os princípios norteadores da Palavra de Deus. Essa permissividade não surgiu repentinamente, mas foi sendo formada com o passar do tempo, e hoje tem esta forma. Um assunto que antes gerava polêmica e rejeição, por exemplo, é o homossexualismo. Antes os homossexu­ ais eram rejeitados e odiados. Depois foram envolvidos em p iad as, de form a que as pessoas vissem o homossexualismo como algo risível, e não tão abominável (o riso tem a capacidade de amortecer certos conceitos, pois se uma pessoa consegue rir de uma situação, é certo que aquele assunto não será algo tão desprezível para si). Logo? a TV e o meio artístico, como formadores de opinião tanto para o bem quanto para o mal, colocaram homossexuais em programas e novelas, que são vistos por milhões de pessoas, difundindo a idéia de que ser homossexual é per­ feitamente normal, e não uma inversão dos papéis sexuais que Deus dotou homem e mulher para exercerem. Dessa forma, com o afrouxamento moral e das convicções antes tidas por certas, alarga-se a permissividade social e moral. A volta aos padrões divinos só se dará quando houver um verdadeiro retomo à observância da Palavra de Deus, vista por nossa sociedade como um livro obsoleto a ser descartado. Este desprezo ocorre pelo fato de a Bíblia apresentar padrões absolutos de conduta sob a ótica de Deus, e não dos homens. Para nós, servos de Deus, estes princípios devem ser não ape­ nas norteadores, mas a base de nossa forma de vida. Os princípios bíblicos representam uma verdade absoluta para o homem pós-modemo, no sentido de ser a direção cor­ reta a tomar para se ter um perfeito relacionamento com Deus.

Lição 10

Lição 11

0 materialismo e o ateísmo

Nestes tempos pós-modernos, a igreja corre o risco de ser assaltada por doutrinas e objetivos materialistas, onde as coisas materiais tendem a se tornar mais importantes que as espirituais. O m aterialism o. Quando o materialismo toma conta da vida do crente, as vaidades, e não as necessidades, são o alvo principal a ser satisfeito. As doutrinas e objetivos ma­ terialistas muitas vezes são apresentados em pregações e ensinos onde o enfoque é o gozo dos bens materiais. Passa­ gens bíblicas fora de contexto são utilizadas para apoiar es­ sas idéias, tornando maior esse engano. E evidente que o cristão é motivado a trabalhar de forma honesta e ganhar a vida com o trabalho de suas mãos. Muitos servos de Deus nas Escrituras foram pessoas que tinham posses materiais bem distintas, como Abraão (que tinha 318 empregados que nasceram em sua casa — Gn 14.14)) e Jacó (que deu de pre­ sente, para Esaú, 550 animais — Gn 32.14-16), mas o que possuíam era inferior à sua comunhão e fé em Deus. Estes homens tinham posses, mas não eram materialistas, pois prezavam pela comunhão com Deus acima de tudo. O Se­ nhor permite que algumas pessoas sejam detentoras de mui­ tas posses, mas nem todos têm essa possibilidade. Jesus re­ comendou que buscássemos primeiro o Reino de Deus e a sua justiça, e garantiu que as demais coisas chegariam às nossas vidas depois disso (Mt 6.33). Há pessoas, crentes, que conseguiram riquezas às cus­ tas de diminuir injustamente o salário de seus emprega­ dos, não pagando o que era justo (Tg 5.4), sonegando im­ postos ou aumentando suas riquezas com negócios ilíci­ tos. Chegará o dia em que esses crentes chorarão, pois tais riquezas serão consumidas (Tg 5.1-3). O A teísm o. A Bíblia parte do princípio de que Deus criou todas as coisas, e isso implica crer que Deus existe. Esta é a posição da Igreja, em uma postura apologética contra o ateísmo e todas as suas formas. O ateísmo, ou a negação da existência de D eus, m esm o querendo transparecer como uma idéia puramente humana, tem suas bases na pessoa de Satanás, o ser que tenta, desde a sua queda, não apenas parecer com Deus, mas também fazer com que as pessoas deixem de crer na existência de um Deus santo, bom e amoroso. É uma forma de o homem tentar ser independente da pessoa de Deus. Se o homem pós-moderno pode pensar que Deus não existe, pode pen­ sar também que não há nenhum julgamento futuro por seus atos, nem normas éticas e morais a serem seguidas e muito menos precisa de perdão por seus pecados, pois se Deus não existe, também não existem pecados a serem per­ doados, salvação em Jesus para os arrependidos e uma vida eterna com Deus para os salvos. É isto mesmo que Satanás deseja que a humanidade pense.

A secularização da igreja

Um dos sinais dos tempos pós-modernos é a tendência à secularização da igreja. O D ic io n á rio A u ré lio define o ter­ mo secularização como "Fenômeno histórico dos últimos séculos, pelo qual as crenças e instituições religiosas se converteram em doutrinas filosóficas e instituições leigas". Em outras palavras, é fazer com que nossas doutrinas, cren­ ças e práticas sofram com o relativismo e deixem se ser tidas como coisas sagradas, passando a ter funções sim­ plesmente comuns. E o desprezo pelas coisas de Deus, desprezo este que, infelizmente, começa por pessoas que estão na Casa de Deus. Exemplo disso é a teologia liberal, que com a proposta de tornar as verdades das Sagradas Escrituras mais "contextualizadas", deu vazão a idéias mundanas de interpretação, tenta tirar da Bíblia o poder sobrenatural de Deus, reduz os milagres a exageros dos escritores e questiona até mesmo a inspiração divina.

O cuidado com falatórios profanos

O apóstolo Paulo cita, em 2Timóteo 2.14-18, dois tipos de pessoas que estariam em nossas igrejas: o obreiro apro­ vado e aqueles cujas palavras produziriam dano. Citamos sempre que o obreiro de Deus deve ser aprovado e mane­

jar bem a Palavra da Verdade, e este verso nunca foi tão necessário como tem sido para os nossos dias. Paulo ensi­ nou que uma igreja deveria não apenas ter obreiros hábeis na Palavra, mas também deveria evitar os falatórios pro­ fanos, para que não produzissem maior impiedade. Uma das formas com as quais a igreja pode se tornar seculari- zada é permitir que conversas profanas circulem em seu seio. A palavra de quem perdeu o temor de Deus e o senso do sagrado é comparada a uma gangrena, uma putrefação de um tecido outrora vivo. Tais pessoas se "desviaram da verdade" (2Tm 2.18), e estão presas pelos laços do Diabo (2Tm 2.26). Portanto, devemos evitar diálogos que produzem contendas. Quem maneja bem a Palavra da Verdade não deve perder seu tempo com conversas

O cuidado com a contextualização

Entendemos ser necessária a contextualização das Ver­ dades Sagradas para qualquer cultura, tendo em vista o fato de que a Bíblia foi escrita em um ambiente que não o nosso. As Verdades Sagradas, entretanto, não são passíveis de va­ riação em culturas diferentes, pois o que Deus considera pecado em sua Palavra é pecado em qualquer outra cultu­ ra, seja esta cristã ou não. A contextualização não deve ter por objetivo aproximar as práticas do mundo às práticas da Igreja, e sim ensinar aos cristãos, de forma didática e centrada em umâ hermenêutica adequada, de que forma tal verdade pode ser plenamente seguida em nossos dias, a fim de que estejam preparados para a Volta de Cristo.

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Lição 12

Lição 13

0 que a

diz

A Palavra de Deus deixa claro o que iria acontecer nos últimos dias, sinalizando o estado espiritual degradado da humanidade nos tempos pós-modernos. Portanto, o crente não pode estar despercebido destas indicações em relação aos sinais que indicam a brevidade do retorno do Senhor. Doutrinas de demônios Satanás estará bastante ativo, e suas idéias bastante di­ fundidas em todos os aspectos. No campo espiritual, o ini­ migo tem desenvolvido doutrinas que têm por objetivo desviar o homem da mensagem do Evangelho, de forma que pareça a este que a mensagem de Jesus seja algo retró­ grado e atrasado. Idéias m ísticas orientais tem sido inseridas em algumas pregações. A bruxaria vem ganhan­ do terreno como uma "ciência que lida com os poderes da natureza", e personagens literários que participam dela são admirados por adultos e crianças. Estes são exemplos de doutrinas de demônios em nossos dias. Homens hipócritas A falsidade entre os homens é destacada pelo apóstolo Paulo, pois cada um pensará naquilo que lhe cabe em nos­ sa sociedade. Pessoas que dizem uma coisa e vivem outra são incluídas neste grupo. A hipocrisia, no texto descrito por Paulo, está atrelada ao comportamento religioso. Isto mostra que a falta para com a verdade poderá ocorrer mes­ mo em nossas igrejas. Jesus disse que haveria também trai­ ções, e isto é muito sério, pois a traição vem sempre de pessoas em quem confiamos, e nunca de um inimigo, visto que deste podemos esperar qualquer ataque. Falsos profetas Diversas pessoas com orientações místicas vêm sendo tidas por profetas da Nova Era. Entretanto, se o Espírito Santo não habita nessas pessoas, não podem ser tidos por verdadeiros profetas, pois não estão falando em nome de Deus, nem têm autoridade para representá-lo. Mesmo em nossas igrejas há pessoas que se usam em nome de Deus, falando coisas que Deus nunca ordenou, trazendo mais divisão que edificação. Infelizmente, muitos seguem sinais e profetas (a premissa bíblica é que os sinais sigam os que crêem, e não que os que crêem sigam os sinais!), e por isso muitos também são e serão enganados. O derramar do Espírito Santo Apesar de todas as desgraças que hão de vir sobre a humanidade, Deus prometeu derramar do seu Espírito, para que contemos com sua ajuda ao passarmos por dias tão difíceis. Pelo seu poder Deus levantará verdadeiros profetas (At 2.17-18) que terão compromisso verdadeiro com o Senhor. Haverá pessoas que perseverarão na são doutrina, esperando o retorno do M estre em glória.

Como escapar

Por mais perigosos que possam ser estes tempos pós-mo- demos para a fé cristã, Deus sempre providencia seus escapes

para o seu povo. Há meios de prevenção contra o esfriamento espiritual, contra motivações egoístas, contra a relativização sobre as coisas de Deus e contra a Teologia Liberal. Aprofundando convicções cristãs Uma das áreas em que todas as pessoas são mais ataca­ das por Satanás é no campo mental. Mesmo para nós, salvos em Cristo, Paulo recomendou que utilizássemos o "capace­

te da salvação", de forma que estivéssemos com nossas men­

tes protegidas em Deus. Paulo recomendou ainda que pen­ sássemos nas coisas que são de cima (Cl 3.2). Isto demonstra

o quanto é importante ter convicções cristãs. Ser cristão é

estar certo de que Deus revelou sua vontade imutável para que nós a seguíssemos. A Palavra de Deus foi escrita para que a estudássemos e tivéssemos convicção do que é certo e errado diante de Deus e em nossa forma de vida. Tendo uma vida devocional E necessário que cada crente busque estudar as doutri­ nas bíblicas com afinco. O estudo bíblico não deve ser pri­ vativo apenas de nossos pastores, seminaristas e professo­ res de Escola Dominical, mas uma necessidade de todo cris­ tão. A medida que andamos com Deus e nos dedicamos a estudar sua Palavra, mais condições teremos de argumen­ tar. Quando andamos com Deus, temos mais chances de destruir fortalezas, anulando sofismas (argumentos aparen­ temente válidos, mas, na realidade, não conclusivos, e que supõe má fé por parte de quem o apresenta) e levando ca­ tivo todo pensamento à obediência de Cristo (2Col0.4-5). Utilizando o pensamento de forma correta Deus nos deu a capacidade de pensar para que a utilf- zássemos de forma coerente e que glorificasse a Ele. O cris­ tão não deixa de exercer seu intelecto porque agora confia em Deus. A base de Provérbios 1.7 prevalece até hoje: "O temor do Senhor é o princípio da sabedoria". Se tememos ao Senhor, não há motivos para não utilizar o pensamento de forma correta. Podemos utilizar a sabedoria que Deus nos proporciona para refutar os pensamentos contrários. Crer a argumentar O mundo facilmente identifica uma pessoa que não crê na­ quilo que está falando. Deus espera que creiamos verdadeira­ mente em suas palavras, e que argumentemos para defendê- las dos ataques do maligno. Teremos grande prazer em defen­ der opiniões as quais temos certeza da veracidade. É evidente que isso demanda um estudo sério e sistemático da Palavra de Deus, da Teologia e de quaisquer outros campos dos saber hu­ mano, mas lembremo-nos de que Deus também é glorificado na dedicação que demonstramos em entender e defender sua Palavra com todos os instrumentos disponíveis.

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Fazendo

discípulos

Exemplos e características para se obter sucesso no ensino aos novos convertidos

T em se tornado uma rarida­ de encontrar um professor da classe de discipulado. Em algumas igrejas sequer

há essa classe. M as, quando pergun­ tamos onde estão os professores de discipulado, surgem as questões:

Quem é o professor de discipulado? Ele precisa de um preparo especial? Como ele pode ser incentivado a tra­ balhar nessa área? Quais as qualida­ des que deve ter? Quais os cuidados a observar?

O perfil do professor

A ordem do Senhor aos seus dis­ cípulos foi a de fazer discípulos de

todas as nações. Além de entender o significado da Grande Comissão, o discípulo precisa, de igual modo, sentir-se participante dela. Portanto, em prim eiro lugar, esse professor deve entender bem o significado da Grande Comissão. A inda nos dias atuais, alguns pensam que a ordem de "fazer dis­ cíp u los" foi endereçada som ente para um grupo especial, como aque­ les que exercem alguma função no m inistério, como evangelistas, pas­ tores ou missionários. Em segundo lugar, deve ser aque­ le que aprendeu a ser discípulo. So­ mente depois do reencontro com Je­ sus após a ressurreição, Pedro con­

da

seguiu pregar o m aior

serm ão

H istória da Igreja. Até então, ele não havia experim entado uma renova­ ção autêntica. Podia ser considera­ do um bom crente, mas não um bom discípulo. Isso fica bem claro na con­ versa que teve com o Mestre às mar­ gens do Mar da Galiléia (Jo 21.15-17). Ele declara, por duas vezes seguidas, que considerava Jesus apenas como um bom companheiro. Quando res­ pondeu a Jesus "am o-te", no origi­ nal grego, ele utilizou o temo fileo e não ágape. Fileo é o amor fraternal. Veja o que Pedro disse alguns anos m ais tarde quando, de fato, aprendeu a ser um verdadeiro discí­ pulo: "Porque não vos fizemos saber a virtude e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, segundo fábulas artifi­ cialmente compostas: mas nós m es­ mos vimos a sua m ajestade", 2Pd

1.16. O apóstolo está afirm ando que

os seus ensinos não foram baseados em contos de fadas, mas os seus pró­ prios olhos viram a glória de Cristo. Há uma grande diferença, não há?

Exemplos de discipulado

deu um testem unho

prático do seu discipulado foi João,

o apóstolo do amor. Ele afirma que os seus ensinos foram baseados no que ele mesmo viu e ouviu. E ainda mais, as suas próprias mãos perce­ beram a presença do Filho de Deus. Observe o nível de conhecimento de

Outro que

João em relação ao seu Mestre em ljo ã o 1.1-3:

• O que vim os, com os nossos olhos,

• O que temos contemplado

• E as nossas mãos tocaram na

Palavra da vida

• O que vim os e ouvim os, isso

vos anunciamos

Permita-me mencionar outro per­ sonagem que merece nossa conside­ ração. Jó era o homem mais justo da Terra na sua época. O próprio Deus dava bom testemunho a seu respei­ to (Jó 1.8). Era o juiz da sua cidade; era um homem de bem e piedoso. Lendo o livro que leva seu nome observamos as palavras poéticas que ele menciona a respeito da criação e do Criador. Porém, tudo o que ele sabia a respeito de Deus era basea­ do em informações de terceiros. A sua experiência com o Criador era muito limitada. Suas próprias pala­ vras é que afirmam isto: "Falei do que não entendia; coisas que para mim eram m aravilhosíssim as, e que eu não com preendia", Jó 42.3. Mas depois daquela provação toda que você conhece, ele teve uma nova visão a respeito de Deus. A dimensão de sua vida devocional foi ampliada por completo. Veja o que ele diz: "Mas agora os meus olhos te vêem ", Jó 42.5.

por entrar na casa dele (Lc

• Adubagem;

19.7). Além disso, ao se con­

• Plantação;

verter, disse que restituiria

• Irrigação (trabalho diário -

às

quatro vezes mais se houves­ se defraudado alguém. Logo,

vezes tem que ser feito duas vezes ao dia);

fica entendido que alguns im­

Podadura (desbastar os galhos);

postos não foram creditados aos cofres públicos, mas, cer­

Colheita e seleção dos frutos etc.

tamente, foram parar em al­

percebeu porque são poucos os

gum paraíso fiscal.

professores de discipulado? Sem dedicação e perseverança, não há

Desses exemplos citados chega­ mos às seguintes conclusões:

• Só podemos testemunhar com

êxito o que temos certeza baseados na própria experiência e não na ex­ periência alheia. •Para ter sucesso no discipulado, é necessário conhecer bem o Mestre dos mestres. •Podemos ser até bons ensinadores, mas, sem uma experiência viva, é pro­ vável que o nosso ensino seja apenas uma comida sem sal.

Qualidades que o professor de discipulado não deve esquecer

Confiança no poder do Evangelho

Se o discipulador não acreditar completamente que o Evangelho é o poder de Deus para transformar o m ais m iserável pecador em uma nova criatura, ele terá pouco suces­ so no seu trabalho. Ele terá que pro­ curar som ente pessoas boas para discipular. Vale a pena lem brar al­ guns exemplos deixados pelo pró­ prio Senhor.

• Zaqueu Ele era um cobrador de im pos­ tos. Não era santo, porque as pesso­ as que o conheciam criticaram Jesus

• O filho pródigo

boa colheita.

As características desse pródigo, conforme contadas pelo próprio Jesus, sugerem

"Sem fé é im possível agradar a

que ele passou pelos seguin­

D

e u s", é o que está escrito em

tes estágios: mendicância, al­ coolismo e prostituição. E quais foram as atitudes

Hebreus 11.6. Então creia na atuação do Espírito Santo. Creia na transfor­ mação do pecador, no poder de Deus

de D eus-Pai (sim bolizadas

e

em seu próprio trabalho. Creia que

pelo pai do p ród igo)? Saud ad e,

D

eus irá u sá-lo pod erosam ente.

amor e urgência em receber o filho perdido (Lc 15.20). Observe que é a única vez na B íblia que D eus, o Todo-Poderoso, se apresenta corren­ do. Correndo para receber o pecador que retorna para sua Casa. Isso não é comovente?

• O endemoninhado

Outro bom exemplo que bem re­ trata o poder do Evangelho é a cura

e salv ação do en d em on in h ad o

gadareno (Lc 8.26-39). Quem era ele antes de conhecer Jesus? Como ficou após o encontro com Jesus? Observe as palavras "vestido e em são juízo, assentado aos pés de Jesus". Isto não é maravilhoso? So­ m ente o poder do Evangelho faz

isso! Leia Rom anos 1.16.

Dedicação e perseverança

O trabalho de discipulado pode

ser comparado com o trabalho de um agricultor.

O bom agricultor sabe que a se­

mente plantada pela manhã não vai dar frutos na tarde do m esm o dia.

Observe o trabalho que deve ser fei­

to para se obter uma boa colheita:

• Escolha e seleção das sementes;

• Escolha e preparação do terreno;

Creia que a semente lançada irá ger­ minar. A Palavra de Deus, uma vez

p ro ferid a, não v o ltará v azia

(Is

55.11). Não perm ita que a falta de resultados positivos traga desânimo

ao seu trabalho.

Total dependência do

Espírito Santo

Jesus dependeu do Espírito Santo. Os discípulos dependeram do Espíri­

to Santo. Todo bom discipulador deve

depender do Espírito Santo.

O discipulador precisa acreditar

que o Espírito Santo é quem irá con­

vencer o pecador e ajudá-lo no seu crescim ento espiritual, através do seu trabalho. O Espírito Santo é o maior interessado no sucesso desse trabalho.

Poderia acrescentar uma lista infindável de qualidades indispen­ sáveis ao professor, mas entendo que essas outras qualidades já estão im ­ plícitas dentro do próprio processo de ensino de uma classe bíblica.

Cyro M ello é diretor da Escola de

M issões ôm eg a e autor do livro M anu­

al do Discipulador Cristão

m

S

v

ic t ê t t c ò z

Por Sandra Freitas

Dedicação

Com a participação de aproximadamente 300 educa­ dores, a Assembléia de Deus do bairro Cidade Alta, em Cuiabá (MT), liderada pelo pastor Lázaro Benedito Alves, realizou no mês de março o I oSeminário da Escola Domi­ nical. "Se é ensinar, que haja dedicação ao ensino" foi o tema escolhido para o evento, baseado em Romanos 12.7b. O seminário, realizado em cinco dias, teve como objetivo melhorar a qualidade de ensino da Escola Dominical. No evento, estiveram ministrando o evangelista Victorio Galli Filho e as professoras Jocinete Maria de Amorim, Enedir de Brito Moraes e Joneide Maria de Souza. De acordo com pastor Lázaro, esse tipo de evento tem servido para aprimorar o conhecimento daqueles que têm interesse em cumprir a tarefa de ensinar a Palavra de Deus. "A Escola Dominical é um dos departamentos que mais tem se desenvolvido em nossa igreja. Achamos por bem incentivar os professores para que façam seu trabalho com mais perfeição, dedicação e am or", afirmou o pastor em sua palavra de boas-vindas aos participantes. Satisfeitos com o resultado positivo, a diretoria da ED tem outros projetos que serão colocados em prática ain­ da este ano. "Sabemos que o crente que freqüenta a ED é uma pessoa fiel, um obreiro dinâmico, diligente e pre­ parado no desenvolvimento das atividades da igreja", destaca o presbítero Jailson Barbosa, superintendente da ED. Segundo a coordenadora Quézia Reis, o objetivo é aumentar o número de alunos matriculados e investir no aperfeiçoamento dos professores de todas as faixas etárias. "Para isso, já estamos pensando na realização do próximo seminário, em 2006", antecipa Quézia.

m

Discipulado

Há dois anos, quando assumiu a direção da classe de Discipulado, o auxiliar de trabalho Ananias Rocha orga­ nizou um exposição de livros e revistas que havia colecio­ nado durante vários anos. O objetivo era levar conheci­ mento àquelas pessoas matriculadas na classe. A partir de então, o trabalho cresceu de tal forma que é hoje um dos destaques da Assembléia de Deus em Salinópolis (PA). De acordo com o professor, o discipulado foi trans­ formado num curso com duração de seis m eses e rece­ be crianças, adolescentes, jovens e adultos que quei­ ram aprender ou aperfeiçoar seus conhecimentos so­ bre as doutrinas bíblicas. "A o final dos seis meses, fa­ zemos uma avaliação e premiamos os três primeiros colocados com um exem plar da Bíblia de Aplicação Pes­ soal, um ano de assinatura da revista Ensinador Cris­ tão e de revistas da ED ", explica. Ananias Rocha conta ainda que a igreja fez uma parceria com a prefeitura que fornece carteiras para as salas de aula. O trabalho tem dado frutos. Passou a receber alu­ nos de outras denominações e já foi im plantado em outras cidades como Santarém e Itaituba. Segundo pastor Kléber Rodrigues, que assumiu a direção da igreja em maio deste ano, após o falecim ento do pas­ tor G erson R o d rig u es, o trab alh o tem sido en riq u eced o r. "A ig reja tem se v oltad o p ara o discipulado. Se queremos ganhar almas, precisamos trabalhar para m antê-las na igreja", diz o pastor reite­ rando que os irm ãos têm um desejo muito grande de aprender a Palavra de Deus. "E um trabalho pioneiro na igreja e creio que vai gerar outros frutos como cres­ cimento espiritual e intelectual", conclui o pastor.

Curso de Discipulado atrai crianças, adolescentes e adultos na AD Sanilópolis (PA)

12CAPED

entre os índios

O Curso de A perfeiçoam ento

para Professores de Escola Domi­ nical (Caped) chegou à AD na tri­ bo dos índios Sarterê Mawé, na re­ gião do M édio Amazonas, lidera­ da pelo pastor Rubens Aguilera. O curso aconteceu no período de 15 a 20 de maio com o objetivo de con­ solidar a Escola Dominical e alcan­ çar o povo indígena do Amazonas através dos próprios obreiros nati­

vos que estão sendo preparados. Segundo pastor Jônatas Câma­ ra, presidente da Convenção Esta­ dual da A ssem bléia de Deus no Amazonas (Ceadam), o objetivo foi alcançado. "A través desse traba­

lho, conseguirem os uma

qualidade de ensino nas escolas dominicais e teremos irmãos prepa­ rados para a conquista dessas tri­ bos", afirma. Pastor Rubens Aguilera explica que uma equipe da AD em Manaus

foi designada para m inistrar as pa­ lestras aos índios da tribo Saterê Mawé. De acordo com o pastor, a equipe se surpreendeu com a de­ terminação dos indígenas que en­ frentaram cerca de 15 horas de via­ gem para chegar ao local do curso. "M esm o com crianças, eles enfren­ taram fortes chuvas e temporais, andando um trecho a pé e um ou­ tro de canoa", diz pastor Rubens.

realizados