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MATERIAL DE APOIO Disciplina: Direito Administrativo Professor: Celso Spitzcovsky Aulas: 03 e 04 | Data:
MATERIAL DE APOIO
Disciplina: Direito Administrativo
Professor: Celso Spitzcovsky
Aulas: 03 e 04 | Data: 26/02/2016
Celso Spitzcovsky Aulas: 03 e 04 | Data: 26/02/2016 ANOTAÇÃO DE AULA SUMÁRIO ESTRUTURA E ORGANIZAÇÃO

ANOTAÇÃO DE AULA

SUMÁRIO

ESTRUTURA E ORGANIZAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO 1) AGÊNCIAS REGULADORAS

RESPONSABILIDADE DO ESTADO 1) DEFINIÇÃO 2) REQUISITOS 3) PERFIL

ESTRUTURA E ORGANIZAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO:

A administração é composta poder uma estrutura direta e outra indireta.

a) direta: órgãos. Não são pessoas jurídicas e sim como centros de competências e por isso não tem

personalidade jurídica nem capacidade processual. Quem responde pelos danos que os órgãos causarem a terceiro será a esfera de governo em que ele se encontra. (ex de órgãos: Ministérios (federal), secretarias de Estados (estadual ou municipal), Subprefeituras ou administrações regionais (municipal)). É a chamada teoria do órgão, que é aquela que atribui responsabilidade pelos danos causados por um órgão a terceiro não a ele, mas a esfera de governo onde ele se encontra. Excepcionalmente, alguns órgãos, mesmo não tendo personalidade

jurídica, mas são dotados de capacidade processual, como o ministério público e defensoria pública.

b) indireta: pessoas jurídicas. Possuem personalidade jurídica e capacidade processual, por isso elas

respondem pelos dados causados a terceiros. (ex: autarquias, fundações, empresas públicas, sociedade de

economia mista).

empresas públicas, sociedade de economia mista). DELEGADO CIVIL DIURNO CARREIRAS JURÍDICAS Damásio

DELEGADO CIVIL DIURNO

CARREIRAS JURÍDICAS

Damásio Educacional

  DEFINIÇÃO   CRIAÇÃO FINALIDADE   CARACT. RESP. AUTAQ. PJ de direito Lei
 

DEFINIÇÃO

 

CRIAÇÃO

FINALIDADE

 

CARACT.

RESP.

AUTAQ.

PJ

de

direito

Lei de iniciativa do poder executivo (a lei cria)

Prestar

serviços

Autonomia

Ela

público

de

base

públicos

associativa

 

(pessoas)

 

FUND.

PJ

de

direito

Lei de iniciativa do poder executivo (a lei cria)

Prestar

serviços

Autonomia

Ela

público

de

base

públicos

fundacional

 

(patrimônio)

 

EMP. PUB.

PJ

de

direito

Lei de iniciativa do poder executivo (a lei apenas autoriza sua criação, precisa ainda da aprovação

Prestar

serviços

Autonomia

Ela

privado

(capital

públicos (explorar

inteiramente

atividade econômica

público)

 

e

passa

a

existir

 

competição

com

a

e

registro)

iniciativa privada)

SOC.

DE

PJ de

 

direito

Lei de iniciativa do poder executivo (a lei apenas autoriza sua criação, precisa ainda da aprovação

Prestar

serviços

Autonomia

Ela

ECON.

privado (capital é misto particular

públicos (explorar

MISTA

atividade econômica

e público)

 

e

passa

a

existir

 

competição

com

a

e

registro)

iniciativa privada)

 

Art. 37, XIX, CF

 

Art. 37, XIX somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de empresa pública, de sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à lei complementar, neste último caso, definir as áreas de sua atuação; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

1) AGÊNCIAS REGULADORAS:

São chamadas de autarquias de regime especial.

a) poder normativo: As outras autarquias não têm. Tem competência para editar normas para regular a

execução de serviços públicos em especial quando transferida para particulares. Tem competência para fiscalizar

o cumprimento dessas normas e podem aplicar sanções para o seu descumprimento.

b) autonomia ampliada em relação às outras autarquias: os seus dirigentes são dotados de estabilidade

durante a vigência dos seus mandatos (lembrar que os dirigentes não são concursados), e é uma estabilidade por prazo determinado, ou seja, só durante a vigência do mandato. Durante a vigência do mandato os dirigentes só poderem ser demitidos ou exonerados se configurada uma falta grave, dentro ou no curso de um processo administrativo em que se assegure a ampla defesa. (ex: ANAC, ANATEL, ANEEL, ANS). (Lembrar que o prazo do

mandato de dirigente não é o mesmo de quem o nomeou).

ANAC, ANATEL, ANEEL, ANS). (Lembrar que o prazo do mandato de dirigente não é o mesmo

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Agências executivas: não são pessoas jurídicas, é um rotulo conferido pelo poder executivo, para autarquias

Agências executivas: não são pessoas jurídicas, é um rotulo conferido pelo poder executivo, para autarquias e fundações que tenham cumprido com eficiência as metas para as quais foram criadas.

RESPONSABILIDADE DO ESTADO:

1) DEFINIÇÃO:

Obrigação atribuída ao poder publico de indenizar os danos causados a terceiros pelos seus agentes agindo nesta qualidade.

2) REQUISITOS:

Precisa estar configurado um dano real, concreto, já configurado, ou seja, não pode ser por danos presumidos. Pode ser dano material ou moral. É necessário também que o dano seja causado por um agente público (todas as pessoas que estão na administração) (art. 37, §6º, CF), agindo nesta qualidade.

Art. 37, § 6º, CF: As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa.

Agentes públicos:

a)

agentes políticos.

b)

servidores públicos (funcionários públicos, empregados públicos e temporários).

c)

particulares em colaboração com o Estado.

3) PERFIL:

a)

critério: natureza da atividade que causou o dano:

a.1) natureza de serviço público: a vítima irá propor ação contra o Estado (Art. 37, §6º). Em face da pessoa jurídica de direito publico ou privado prestadora de serviço público. Responsabilidade objetiva, ou seja, só prova o nexo de causalidade ou causal, não precisando demostrar dolo ou culpa. Ou seja, o dano causado teve consequência de um serviço público. Acionado em juízo pela vítima, o Estado só responde pelos danos que efetivamente tenha causado, podendo assim, usar em sua defesa, caso fortuito (danos causados por terceiros), força maior (danos causados pela natureza), ou culpa da vítima, para excluir ou atenuar a sua responsabilidade. Variante do risco administrativo. A vítima tem 5 anos para propor a ação (Decreto 20910/32). Se o Estado for condenado, pode haver o regresso, mas neste caso a responsabilidade do agente é subjetiva, precisando demostrar dolo ou culpa, e não há prazo, ou seja, é imprescritível (art. 37, §5º, CF).

Art. 37, § 5º, CF: A lei estabelecerá os prazos de prescrição para ilícitos praticados por qualquer agente, servidor ou não, que causem prejuízos ao erário, ressalvadas as respectivas ações de ressarcimento.

b) omissão do estado: art. 5º, inciso XLIX, CF: o Estado é obrigado a manter a integridade física e moral do

preso. A responsabilidade do Estado é objetiva.

é obrigado a manter a integridade física e moral do preso. A responsabilidade do Estado é

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Art. 5ª, XLIX, CF: é assegurado aos presos o respeito à integridade física e moral.

Art. 5ª, XLIX, CF: é assegurado aos presos o respeito à integridade física e moral.

c) exploração de atividade econômica do estado: O Estado normalmente não pode explorar atividade econômica, só em duas situações (art. 173, “caput”, CF): segurança nacional e relevante interesse coletivo. O art. 173, §1º, II, CF, determina que o Estado deva submeter ao mesmo regime jurídico das empresas privadas. Como regra geral, no art. 186, CC a iniciativa privada responde com base em culpa e dolo. Excepcionalmente, pode ocorrer que a iniciativa privada responda sem culpa, ou seja, responsabilidade objetiva (art. 927, parágrafo único, CC), isso ocorre nas hipóteses previstas em lei ou quando a natureza da atividade implicar por sua natureza em risco para os direitos de terceiros. Existe uma situação no Brasil em que a responsabilidade do Estado se dá na variante do risco integral, ou seja, acionado em juízo, o Estado responde ainda não tenha sido o causador do dano, não podendo usar caso fortuito, força maior ou culpa da vítima (danos: atentados terroristas em aeronaves brasileiras lei 10744/03). Na jurisprudência do STJ existem duas situações em que a variante será do risco integra: danos ambientais e por atos praticados durante a ditadura.

Art. 173, CF. Ressalvados os casos previstos nesta Constituição, a exploração direta de atividade econômica pelo Estado só será permitida quando necessária aos imperativos da segurança nacional ou a relevante interesse coletivo, conforme definidos em lei.

§ 1º A lei estabelecerá o estatuto jurídico da empresa pública, da sociedade de economia mista e de suas subsidiárias que explorem atividade econômica de produção ou comercialização de bens ou de prestação de serviços, dispondo sobre: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) ( )

II - a sujeição ao regime jurídico próprio das empresas privadas,

inclusive quanto aos direitos e obrigações civis, comerciais, trabalhistas e tributários; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) Art. 186, CC: Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito. Art. 927, CC: Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo. Parágrafo único. Haverá obrigação de reparar o dano, independentemente de culpa, nos casos especificados em lei, ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem.

normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem.

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