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Informações Trimestrais - ITR

Multiplan Empreendimentos
Imobiliários S.A.
30 de junho de 2010
com Relatório de Revisão dos Auditores Independentes
MULTIPLAN EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS S.A.

Informações trimestrais
30 de junho de 2010

Índice

Relatório de revisão dos auditores independentes..............................................................1

Informações trimestrais revisadas

Balanços patrimoniais da controladora e consolidados .......................................................3


Demonstrações dos resultados da controladora e consolidados .........................................5
Demonstrações das mutações do patrimônio líquido da controladora ................................6
Demonstrações dos fluxos de caixa da controladora e consolidados..................................7
Notas explicativas às informações trimestrais .....................................................................8
Relatório de revisão dos auditores independentes
Aos
Acionistas, Conselheiros e Diretores da
Multiplan Empreendimentos Imobiliários S.A.
Rio de Janeiro - RJ

1. Revisamos as informações contábeis contidas nas Informações Trimestrais - ITR,


individuais e consolidadas, da Multiplan Empreendimentos Imobiliários S.A., referentes
ao trimestre findo em 30 de junho de 2010, compreendendo o balanço patrimonial e as
demonstrações do resultado, dos fluxos de caixa, das mutações do patrimônio líquido,
o relatório de desempenho e as notas explicativas, elaborados sob a responsabilidade
de sua administração.

2. Nossa revisão foi efetuada de acordo com as normas específicas estabelecidas pelo
Ibracon - Instituto dos Auditores Independentes do Brasil, em conjunto com o Conselho
Federal de Contabilidade - CFC, e consistiu, principalmente, em: (a) indagação e
discussão com os administradores responsáveis pelas áreas contábil, financeira e
operacional da Companhia quanto aos principais critérios adotados na elaboração das
Informações Trimestrais; e (b) revisão das informações e dos eventos subsequentes
que tenham, ou possam vir a ter, efeitos relevantes sobre a posição financeira e as
operações da Companhia.

3. Com base em nossa revisão, não temos conhecimento de qualquer modificação


relevante que deva ser feita nas informações contábeis contidas nas Informações
Trimestrais referidas no parágrafo 1, para que estejam de acordo com as normas
contábeis adotadas no Brasil e com as normas expedidas pela Comissão de Valores
Mobiliários (CVM), aplicáveis à elaboração das Informações Trimestrais.

1
4. Conforme mencionado na nota explicativa nº 2, durante o ano de 2009, foram
aprovados pela CVM diversos Pronunciamentos, Interpretações e Orientações
Técnicas emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) com vigência
para 2010, que alteraram as práticas contábeis adotadas no Brasil. Conforme
facultado pela Deliberação CVM nº 603/09, a Administração da Companhia optou por
apresentar suas Informações Trimestrais (ITR) utilizando as normas contábeis
adotadas no Brasil até 31 de dezembro de 2009, ou seja, não aplicou esses
normativos com vigência para 2010. Conforme requerido pela citada Deliberação
CVM nº 603/09, a Companhia divulgou esse fato na nota explicativa nº 2 às ITR e a
descrição das principais alterações que poderão ter impacto sobre as suas
demonstrações financeiras do encerramento do exercício e os esclarecimentos das
razões que impedem a apresentação da estimativa dos seus possíveis efeitos no
patrimônio líquido e no resultado, como requerido pela Deliberação.

Rio de Janeiro, 06 de agosto de 2010

ERNST & YOUNG


Auditores Independentes S.S.
CRC - 2SP 015.199/O - 6 - F - RJ

Mauro Moreira Roberto Martorelli


Contador CRC - 1RJ 072.056/O-2 Contador CRC - 1RJ 106.103/O-0

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MULTIPLAN EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS S.A.
Balanços patrimoniais
30 de junho de 2010 e 31 de março de 2010
(Em milhares de reais)

Junho de 2010 Março de 2010


Controladora Consolidado Controladora Consolidado
Ativo
Circulante
Disponibilidades e valores equivalentes (Nota 4) 915.707 933.011 958.087 980.467
Contas a receber (Nota 5) 103.292 116.307 84.867 98.589
Empréstimos e adiantamentos diversos (Nota 6) 15.024 21.300 14.581 21.471
Impostos e contribuições sociais a compensar
(Nota 7) 27.742 29.864 35.578 38.702
Imposto de renda e contribuição social diferidos
(Nota 9) 61.751 61.751 60.981 60.981
Outros 10.084 10.092 8.422 8.442
Total do ativo circulante 1.133.600 1.172.325 1.162.516 1.208.652

Não circulante
Realizável a longo prazo
Contas a receber (Nota 5) 23.145 27.362 16.155 20.793
Terrenos e imóveis a comercializar (Nota 8) 136.479 136.479 142.074 142.074
Empréstimos e adiantamentos diversos (Nota 6) 87.158 8.494 86.970 9.001
Créditos a receber de empresas relacionadas
(Nota 19) 149 74 150 74
Imposto de renda e contribuição social diferidos
(Nota 9) - - 11.343 11.343
Outros 6.342 7.340 6.242 7.208
253.273 179.749 262.934 190.493

Investimentos (Nota 10) 75.781 14.891 73.044 14.418


Ágio (Nota 11) 49.951 - 50.227 -
Imobilizado (Nota 11) 1.825.146 2.138.738 1.762.341 2.073.242
Intangível (Nota 12) 312.770 313.867 309.102 310.206
Diferido (Nota 13) 21.699 26.360 22.595 27.495
Total do ativo não circulante 2.538.620 2.673.605 2.480.243 2.615.854

Total do ativo 3.672.220 3.845.930 3.642.759 3.824.506

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Junho de 2010 Março de 2010
Controladora Consolidado Controladora Consolidado
Passivo
Circulante
Empréstimos e financiamentos (Nota 14) 72.413 72.413 50.784 50.784
Contas a pagar 53.789 64.947 42.333 59.843
Obrigações por aquisição de bens (Nota 16) 54.207 54.207 62.130 62.130
Impostos e contribuições a recolher 7.972 12.543 17.923 23.754
Dividendos propostos (Nota 21) 1 1 40.521 40.521
Receitas diferidas (Nota 20) 22.396 33.154 58.262 68.878
Valores a pagar a partes relacionadas (Nota 19) 16 94.290 16 94.290
Parcelamento de impostos (Nota 17) - 284 - 281
Adiantamento de clientes - - 4.533 4.533
Debêntures (Nota 15) 100.541 100.541 2.764 2.764
Outros 3.877 3.930 1.753 1.850
Total do passivo circulante 315.212 436.310 281.019 409.628

Não circulante
Empréstimos e financiamentos (Nota 14) 221.154 221.154 223.566 223.566
Debêntures (Nota 15) - - 100.000 100.000
Obrigações por aquisição de bens (Nota 16) 110.302 110.302 115.454 115.454
Parcelamento de impostos (Nota 17) - 1.244 - 1.302
Provisão para contingências (Nota 18) 4.667 5.791 4.501 5.736
Receitas diferidas (Nota 20) 83.173 116.821 31.932 67.863
Imposto de renda e contribuição social diferidos (Nota
9) 14.231 14.231 - -
Total do passivo não circulante 433.527 469.543 475.453 513.921

Participação dos acionistas minoritários - 16.596 - 14.670

Patrimônio líquido (Nota 21)


Capital social 1.761.662 1.761.662 1.761.662 1.761.662
Gastos com emissão de ações (31.842) (31.842) (31.842) (31.842)
Ações em tesouraria (1.840) (1.840) (4.624) (4.624)
Reservas de capital 966.153 966.153 962.854 962.854
Reservas de lucros 131.921 131.174 152.290 151.497
Lucros acumulados 97.427 98.174 45.947 46.740
Total do patrimônio líquido 2.923.481 2.923.481 2.886.287 2.886.287

Total do passivo e do patrimônio líquido 3.672.220 3.845.930 3.642.759 3.824.506

As notas explicativas são parte integrante das Informações Trimestrais - ITR.

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MULTIPLAN EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS S.A.
Demonstração dos resultados
30 de junho de 2010 e 2009
(Em milhares de reais, exceto o lucro por ação, em reais)

Controladora
01/04/2010 a 01/01/2010 a 01/04/2009 a 01/01/2009 a
30/06/2010 30/06/2010 30/06/2009 30/06/2009
Receita operacional bruta das vendas e serviços (Reclassificado)
prestados
Locação de lojas 95.938 189.974 77.261 152.637
Estacionamento 7.374 14.988 6.259 11.519
Serviços 20.906 35.509 17.987 33.187
Cessão de direitos 3.702 12.326 5.886 10.883
Venda de imóveis 12.240 21.256 882 1.309
Outras 1.493 1.493 24 24
141.653 275.546 108.299 209.559
Impostos e contribuições sobre vendas e serviços
prestados (12.282) (23.941) (9.829) (19.164)

Receita operacional líquida 129.371 251.605 98.470 190.395

Receitas (despesas) operacionais


Despesas administrativas - Sede (24.225) (34.732) (17.348) (33.897)
Despesas administrativas - Shoppings (10.099) (20.018) (9.551) (22.613)
Despesas com shoppings e empreendimentos em
desenvolvimento (11.169) (17.772) (2.302) (2.525)
Honorários da administração (Nota 25) (1.052) (10.279) (6.908) (8.385)
Despesas de remuneração baseada em opções de
ações (1.380) (2.544) (807) (1.317)
Custo dos imóveis vendidos (7.283) (12.377) (481) (714)
Resultado de equivalência patrimonial (Nota 10) 1.589 380 (745) (4.058)
Resultado financeiro líquido (Nota 22) 10.215 18.422 (6.175) (11.331)
Depreciações e amortizações (9.965) (20.022) (8.885) (17.414)
Amortização do ágio (Notas 11 e 12) - - (255) (531)
Outras receitas (despesas) operacionais, líquidas
(Nota 7) 283 1.398 200 1.402
Lucro antes do imposto de renda e da contribuição social 76.285 154.061 45.213 89.012

Imposto de renda e contribuição social correntes (Nota 9) - - (662) (662)


Imposto de renda e contribuição social diferidos (Nota 9) (24.805) (56.634) 284 1.068

Lucro antes das participações dos acionistas minoritários 51.480 97.427 44.835 89.418

Participação dos acionistas minoritários - - - -

Lucro líquido do período 51.480 97.427 44.835 89.418

Lucro por ação - R$ 0,54 0,61

Quantidade de ações em circulação no final do trimestre 179.197.214 147.459.441

5
MULTIPLAN EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS S.A.
Demonstração dos resultados--Continuação
30 de junho de 2010 e 2009
(Em milhares de reais, exceto o lucro por ação, em reais)

Consolidado
01/04/2010 a 01/01/2010 a 01/04/2009 a 01/01/2009 a
30/06/2010 30/06/2010 30/06/2009 30/06/2009
Receita operacional bruta das vendas e serviços (Reclassificado)
prestados
Locação de lojas 100.666 199.717 81.499 160.888
Estacionamento 15.505 31.500 12.807 23.347
Serviços 21.077 35.786 18.108 33.497
Cessão de direitos 6.350 17.529 6.034 11.202
Venda de imóveis 12.240 21.256 882 1.309
Outras 1.534 1.549 87 87
157.372 307.337 119.417 230.330
Impostos e contribuições sobre vendas e serviços
prestados (14.277) (27.862) (12.348) (22.320)

Receita operacional líquida 143.095 279.475 107.069 208.010

Receitas (despesas) operacionais


Despesas administrativas - Sede (24.272) (35.113) (17.749) (35.157)
Despesas administrativas - Shoppings (16.263) (31.581) (13.000) (29.209)
Despesas com shoppings e empreendimentos em
desenvolvimento (11.192) (17.818) (2.420) (2.643)
Honorários da administração (Nota 25) (1.052) (10.279) (6.908) (8.385)
Despesas de remuneração baseada em opções de
ações (1.380) (2.544) (807) (1.317)
Custo dos imóveis vendidos (7.283) (12.377) (481) (714)
Resultado de equivalência patrimonial (Nota 10) (997) (4.951) (3.354) (9.552)
Resultado financeiro líquido (Nota 22) 10.432 19.570 (5.644) (11.027)
Depreciações e amortizações (11.593) (23.277) (9.719) (19.100)
Amortização do ágio (Notas 11 e 12) - - (255) (531)
Outras receitas (despesas) operacionais, líquidas
(Nota 7) 266 1.402 1.094 2.358
Lucro antes do imposto de renda e da contribuição social 79.761 162.507 47.826 92.733

Imposto de renda e contribuição social correntes (Nota 9) (1.500) (2.914) (2.254) (3.540)
Imposto de renda e contribuição social diferidos (Nota 9) (24.804) (56.633) 284 1.068

Lucro antes das participações dos acionistas minoritários 53.457 102.960 45.856 90.261

Participação dos acionistas minoritários (2.022) (4.786) (228) (455)

Lucro líquido do período 51.435 98.174 45.628 89.806

As notas explicativas são parte integrante das Informações Trimestrais - ITR.

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MULTIPLAN EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS S.A.
Demonstrações das mutações do patrimônio líquido
Trimestres findos em 30 de junho de 2010 e 31 de março de 2010
(Em milhares de reais)

Reservas de capital Reservas de lucros


Reserva de
Reserva Reserva de ágio no
Gastos com Opções de especial de ágio na exercício de Reserva
Capital emissão de Ações em ações ágio na emissão de opções de Reserva para Lucros
social ações tesouraria outorgadas incorporação ações ações legal expansão acumulados Total

Saldos em 31 de dezembro de 2009 1.745.097 (31.663) (4.624) 29.266 186.548 745.877 - 10.645 141.644 - 2.822.790

Aumento de capital social (Nota 21.a) 16.565 - - - - - - - - - 16.565


Gastos com emissão de ações - (179) - - - - - - - - (179)
Opções de ações outorgadas - - - 1.164 - - - - - - 1.164
Lucro líquido do trimestre - - - - - - - - - 45.947 45.947

Saldos em 31 de março de 2010 1.761.662 (31.842) (4.624) 30.430 186.548 745.877 - 10.645 141.644 45.947 2.886.287

Exercício de opções de ações - - 2.784 - - - 1.918 - - - 4.702


Opções de ações outorgadas - - - 1.380 - - - - - - 1.380
Pagamento de dividendos
complementares (20.368) - (20.368)
Lucro líquido do trimestre - - - - - - - - - 51.480 51.480

Saldos em 30 de junho de 2010 1.761.662 (31.842) (1.840) 31.810 186.548 745.877 1.918 10.645 121.276 97.427 2.923.481

As notas explicativas são parte integrante das Informações Trimestrais - ITR.

7
MULTIPLAN EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS S.A.
Demonstrações dos fluxos de caixa
Trimestres findos em 30 de junho de 2010 e 2009
(Em milhares de reais)

2010 2009
Controladora Consolidado Controladora Consolidado
Fluxo de caixa operacional
Lucro líquido do trimestre 51.480 51.435 44.835 45.628
Ajustes
Depreciações e amortizações 9.965 11.593 8.885 9.719
Amortização do ágio - - 255 255
Equivalência patrimonial 1.589 997 745 3.354
Remuneração baseada em opções de ações 1.380 1.380 807 807
Participação de acionistas não controladores - 2.022 - 228
Apropriação da receita diferida (3.702) (6.350) (5.813) (5.961)
Atualização de debêntures 2.649 2.649 - -
Atualização de empréstimos e financiamentos 2.095 2.095 3.130 3.145
Atualizações de obrigações por aquisição de bens 2.096 2.096 1.390 1.390
Atualizações de empréstimos e adiantamentos diversos (602) (602) (356) (364)
Atualizações de créditos a receber de partes relacionadas - - (2) -
Imposto de renda e contribuição social diferidos 12.448 12.448 - -
Resultado positivo de controladas não reconhecido anteriormente, e
patrimônio líquido negativo de controladas - (747) - (799)
Lucro líquido ajustado 79.398 79.016 53.876 57.402
Variação dos ativos e passivos operacionais
Estoques 5.595 5.595 (1.010) (1.010)
Contas a receber (25.415) (24.287) 3.048 3.241
Impostos a recuperar 7.836 8.838 (486) (1.089)
Impostos diferidos 12.356 12.356 (283) (283)
Outros ativos (1.762) (1.783) (3.822) (4.089)
Contas a pagar 11.456 5.104 (4.410) 1.018
Amortizações de obrigações por aquisição de bens (15.171) (15.171) (9.621) (9.621)
Impostos e contribuições a recolher (9.951) (11.211) 5.676 7.217
Parcelamento de impostos - (55) - (56)
Provisão para contingências 166 55 64 (80)
Receitas diferidas 19.077 19.584 5.983 8.397
Dividendos Pagos (40.520) (40.520) - -
Dividendos propostos - - (20.084) (20.084)
Adiantamento de clientes (4.533) (4.533) 1.265 1.265
Outras obrigações 2.124 2.080 (137) (130)
Fluxo de caixa gerado pelas operações 40.656 35.068 30.059 42.098
Fluxo de caixa de investimentos
Aumento nos empréstimos e adiantamentos diversos (70) 1.239 7.411 5.661
(Aumento) redução de créditos a receber com partes relacionadas 1 - (2) (24)
Recebimento dos juros sobre os empréstimos e adiantamentos
concedidos 41 42 88 126
(Aumento) redução em investimentos (4.326) (1.470) (2.424) (1.804)
Adições em Imobilizado (70.949) (75.307) (57.264) (90.457)
Adições em diferido - - 901 1.060
Adições em ágio - - 255 -
Adições em intangível (4.317) (4.309) 232 239
Pagamento de encargos sobre debêntures (4.872) (4.872) - -
Fluxo de caixa usado nas atividades de investimento (84.492) (84.677) (50.803) (85.199)
Fluxo de caixa de financiamentos
Emissão de debêntures - - 100.321 100.321
Aumento (Redução) de empréstimos e financiamentos 23.579 23.579 (43.508) (44.013)
Pagamento de juros dos empréstimos e financiamentos obtidos (6.457) (6.457) (13.558) (13.575)
Aumento do valor a pagar a partes relacionadas - - - 778
Alienação de ações em tesouraria 2.784 2.784 - -
Aumento de capital social - - - -
Constituição de reserva de ágio no exercício de opção de ações 1.918 1.918 - -
Redução de reserva de lucros (20.368) (19.575) - -
Participação de minoritários - (96) - (286)
Fluxo de caixa gerado pelas atividades de financiamento 1.456 2.153 43.255 43.225
Fluxo de caixa (42.380) (47.456) 22.511 124
Disponibilidades e valores equivalentes no início do trimestre 958.087 980.467 134.983 187.213
Disponibilidades e valores equivalentes no final do trimestre 915.707 933.011 157.494 187.337
Variação no caixa (42.380) (47.456) 22.511 124

As notas explicativas são parte integrante das Informações Trimestrais - ITR.

8
MULTIPLAN EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS S.A.
Notas explicativas às informações trimestrais
30 de junho de 2010
(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)

1. Contexto operacional
A Multiplan Empreendimentos Imobiliários S.A. (“Companhia”, “Multiplan” ou “Grupo
Multiplan” quando referido em conjunto com suas controladas) foi constituída em
30 de dezembro de 2005 e tem como objeto social a realização e participação em
empreendimentos imobiliários, a compra e venda de imóveis, a aquisição e alienação
de direitos a eles relativos; a construção civil, execução de obras, serviços de
engenharia e correlatos, consultoria e assistência em projetos imobiliários, a
incorporação, promoção, administração, planejamento e intermediação de
empreendimentos imobiliários; e a participação em outras empresas.

Após diversas aquisições e reorganizações societárias envolvendo empresas


controladas, a Companhia passou a deter participação direta e indireta, em 30 de
junho de 2010 e 31 de março de 2010, nos seguintes empreendimentos:

% de participação em
Início das
Empreendimento Localização operações Junho 2010 Março 2010

Shopping Centers
BHShopping Belo Horizonte 1979 80,0 80,0
BarraShopping Rio de Janeiro 1981 51,1 51,1
RibeirãoShopping Ribeirão Preto 1981 76,2 76,2
MorumbiShopping São Paulo 1982 65,8 65,8
ParkShopping Brasília 1983 60,0 60,0
DiamondMall Belo Horizonte 1996 90,0 90,0
Shopping Anália Franco São Paulo 1999 30,0 30,0
ParkShopping Barigui Curitiba 2003 84,0 84,0
Shopping Pátio Savassi Belo Horizonte 2004 80,9 80,9
BarraShopping Sul Porto Alegre 2008 100,0 100,0
Vila Olímpia São Paulo 2009 30,0 30,0
New York City Center Rio de Janeiro 1999 50,0 50,0
Santa Úrsula São Paulo 1999 37,5 37,5
Outros
Centro Empresarial Barrashopping Rio de Janeiro 2000 16,67 16,67

A maioria dos shopping centers são regidos através de uma estrutura especial,
denominada Condomínio "Pro Indiviso" - CPI. Os shoppings não são pessoas jurídicas,
mas unidades operadas sob uma convenção, onde os proprietários (empreendedores)
dividem todas as receitas, custos e despesas. A convenção de CPI é uma opção
permitida pela legislação brasileira por um período de cinco anos, podendo ser
renovada. Através da convenção de CPI, cada co-empreendedor possui uma
participação sobre toda a propriedade, a qual é indivisível. Em 30 de junho de 2010, a
Companhia detém a representação legal e a administração de todos os shopping
centers mencionados acima.

9
MULTIPLAN EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS S.A.
Notas explicativas às informações trimestrais--Continuação
30 de junho de 2010
(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)

1. Contexto operacional--Continuação
Apresentamos a seguir um resumo das atividades das principais investidas:

a) Multiplan Administradora de Shopping Centers Ltda. - Atua na gestão,


administração, promoção, instalação e desenvolvimento de shopping centers de
terceiros, além da gestão dos estacionamentos dos shoppings próprios.

b) Sociedade em conta de participação (SCP) - Em 15 de fevereiro de 2006 foi


constituída uma SCP entre a Companhia e sua controladora, Multiplan
Planejamento, Participações e Administração S.A., com o objetivo de explorar o
empreendimento imobiliário residencial “Royal Green Península”. A Companhia
participa com 98%.

c) MPH Empreendimentos Imobiliários Ltda. - A Companhia possui participação de


41,96% na MPH Empreendimentos Imobiliários a qual foi constituída em 1º de
setembro de 2006, tendo como objetivo social específico o desenvolvimento, a
participação e a posterior exploração de um Shopping Center em São Paulo, o Vila
Olímpia, no qual possui 71,50% de participação.

d) Manati Empreendimentos e Participações S.A. (“Manati”) - Atua na exploração


comercial e administração, direta ou indireta, de estacionamento e do Shopping
Center Santa Úrsula, localizado na cidade de Ribeirão Preto, no estado de São
Paulo. O controle da Manati é compartilhado entre Multiplan Empreendimentos
Imobiliários S.A. e Aliansce Shopping Centers S.A., conforme definido pelo Acordo
de Acionistas, datado de 25 de abril de 2008.

e) Haleiwa Empreendimentos Imobiliários S.A. (“Haleiwa”) - Atua na construção e no


desenvolvimento de empreendimentos imobiliários, incluindo shopping centers,
com parques de estacionamento em terrenos localizados na Av. Gustavo Paiva
s/n, Cruz das Almas, Maceió. O controle da Haleiwa é compartilhado entre
Multiplan Empreendimentos Imobiliários S.A. e Aliansce Shopping Centers S.A.,
conforme definido pelo Acordo de Acionistas, datado de 20 de maio de 2008.

Em setembro de 2006, a Companhia firmou Instrumento Particular de Cessão de


Contrato de Prestação de Serviços com as suas controladas Renasce-Rede Nacional
de Shopping Centers Ltda., Multiplan Administradora de Shopping Centers Ltda.,
CAA - Corretagem e Consultoria Publicitária S/C Ltda., CAA - Corretagem Imobiliária
Ltda., o qual determina que a partir de 01 de outubro de 2006 as controladas cedem e
transferem à Companhia todos os direitos e obrigações decorrentes do contrato de
prestação de serviços firmado entre estas empresas e os shopping centers.

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MULTIPLAN EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS S.A.
Notas explicativas às informações trimestrais--Continuação
30 de junho de 2010
(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)

1. Contexto operacional--Continuação
Sendo assim, a Companhia passou a exercer inclusive as seguintes atividades:
(i) prestação de serviços especializados de corretagem, assessoria de natureza
promocional e publicitária, para locação e/ou comercialização de espaços de uso
comercial (“merchandising”); (ii) prestação de serviços especializados de corretagem
e assessoria de negócios imobiliários em geral; e (iii) administração de shopping
centers.

• Oferta de Distribuição Pública Primária

Em 28 de setembro de 2009 a Companhia completou a Oferta de Distribuição


Pública Primária, na qual foram emitidas 26.000.000 novas ações. O valor de
venda da oferta primária de ações, sem considerar o lote suplementar, foi de
R$ 689.000, que resultou no ingresso de R$ 665.735 ao caixa da Companhia,
depois de descontado os valores estimados de comissões e despesas. Em 09 de
outubro de 2009 foram emitidas 3.900.000 ações do lote suplementar pelo valor de
R$ 103.350, resultando no ingresso de R$99.938 ao caixa da Companhia.

De acordo com o Prospecto de Oferta Pública estes recursos serão destinados


principalmente a financiar (i) a construção e o desenvolvimento de novos shopping
centers, (ii) a expansão dos shopping centers já existentes em nosso portfólio, e
(iii) o desenvolvimento da incorporação de novos empreendimentos imobiliários
comerciais e residenciais em áreas adjacentes aos shopping centers já existentes.

Adicionalmente, tendo em vista que a estratégia da Companhia está baseada em


parte na identificação e aproveitamento de oportunidades de desenvolvimento e
aquisições no setor de shopping centers e imobiliário, tais recursos poderão vir a
ser utilizados na implementação desta estratégia.

• Reestruturação societária

Como parte de programa para a simplificação da estrutura societária da


Companhia e suas subsidiárias, em 10 de dezembro de 2009 foi assinado pela
Companhia e suas controladas integrais Indústrias Luna S.A., Cilpar - CIL
Participações Ltda., JPL Empreendimentos Ltda., Solução Imobiliária
Participações e Empreendimentos Ltda. o Protocolo e Justificação de Incorporação
destas subsidiárias pela controladora.

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Notas explicativas às informações trimestrais--Continuação
30 de junho de 2010
(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)

1. Contexto operacional--Continuação

• Reestruturação societária--Continuação

A incorporação foi procedida de forma que a Companhia recebeu os patrimônios


das subsidiárias avaliados pelo seu valor contábil, na data-base de 30 de
novembro de 2009, de acordo com o laudo de avaliação do patrimônio líquido
elaborado pela empresa de avaliação independente Apsis Consultoria Empresarial
Ltda. datado de 10 de dezembro de 2009, assumindo todos os direitos e
obrigações subsistentes. O capital social da Companhia não sofreu qualquer
alteração.

Os saldos do balanço patrimonial sintético das controladas integrais na data-base


para a incorporação, são como segue:

Indústrias Luna S.A.

Ativo Passivo
Circulante 13.009 Circulante 3.286

Não circulante
Realizável a longo prazo 1.173 Não circulante 1.865

Patrimônio líquido
Imobilizado 46.657 Capital social 37.000
Reserva legal 487
Reserva para novos
Total do ativo não circulante 47.830 investimentos 10.585
Lucros acumulados 7.616
55.688

Total 60.839 Total 60.839

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Notas explicativas às informações trimestrais--Continuação
30 de junho de 2010
(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)

1. Contexto operacional--Continuação
• Reestruturação societária--Continuação

Cilpar - CIL Participações Ltda.


Ativo Passivo
Circulante 3.961 Circulante 102

Não circulante
Realizável a longo prazo 133 Não circulante 413

Patrimônio líquido
Imobilizado 13.173 Capital social 7.991
Lucros acumulados 8.761
Total do ativo não circulante 13.306
16.752

Total 17.267 Total 17.267

JPL Empreendimentos Ltda.


Ativo Passivo

Não circulante
Patrimônio líquido
Investimentos 16.752 Capital social 9.309
Lucros acumulados 7.443

16.752

Total 16.752 Total 16.752

Solução Imobiliária, Participações e Empreendimentos Ltda.


Ativo Passivo
Circulante 1.282 Circulante 192

Não circulante 35

Não circulante
Patrimônio líquido
Imobilizado 857 Capital social 1.715
Lucros acumulados 197

1.912

Total 2.139 Total 2.139

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Notas explicativas às informações trimestrais--Continuação
30 de junho de 2010
(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)

2. Base de preparação e apresentação das informações trimestrais


A autorização para conclusão da preparação destas informações trimestrais foi
concedida pela Administração da Companhia em 06 de agosto de 2010.

O Comitê de Pronunciamentos Contábeis (“CPC”) emitiu e a Comissão de Valores


Mobiliários (“CVM”) aprovou ao longo do exercício de 2009 diversos pronunciamentos
contábeis alinhados com as Normas Internacionais de Contabilidade (“IFRS”)
emitidas pelo IASB - International Accounting Standards Board, com vigência para os
exercícios sociais iniciados a partir de 1º de janeiro de 2010 com aplicação retroativa
a 2009 para fins de comparabilidade.

Entretanto, conforme facultado pela Deliberação CVM nº 603, de 10 de novembro de


2009, a Companhia optou por apresentar as Informações Trimestrais - ITR de 2010
de acordo com as normas contábeis vigentes até 31 de dezembro de 2009. Sendo
assim, as informações trimestrais estão sendo apresentadas de acordo com as
práticas contábeis adotadas no Brasil, observando as disposições contábeis
emanadas da legislação societária (Lei nº 6.404/76) que incluem os novos dispositivos
introduzidos, alterados e revogados pela Lei nº 11.638, de 28 de dezembro de 2007 e
pela Lei n° 11.941, de 27 de maio de 2009, bem como as normas e procedimentos
contábeis emitidos pela CVM e pelo CPC, vigentes até 31 de dezembro de 2009.

Estimativa dos possíveis efeitos relevantes da adoção de novas práticas


contábeis emitidas pelo CPC

A Administração da Companhia, no seu melhor julgamento, apresenta abaixo um


breve descritivo das possíveis alterações relevantes nas práticas contábeis
anteriormente adotadas, para as informações trimestrais de 31 de março de 2010:

a) Efeitos no patrimônio líquido e/ou no resultado

► CPC 28 Propriedade para Investimento, aprovado pela Deliberação CVM


nº 584, de 31 de julho de 2009: O CPC 28 aborda, dentre outros aspectos, os
procedimentos a serem aplicados no reconhecimento, mensuração e
divulgação de propriedades para investimentos.

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Notas explicativas às informações trimestrais--Continuação
30 de junho de 2010
(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)

2. Base de preparação e apresentação das informações trimestrais


--Continuação
Estimativa dos possíveis efeitos relevantes da adoção de novas práticas
contábeis emitidas pelo CPC--Continuação

a) Efeitos no patrimônio líquido e/ou no resultado--Continuação

A Companhia espera que o referido Pronunciamento Técnico produza


impactos relevantes sobre suas demonstrações financeiras, uma vez que os
shopping centers de propriedade da Companhia possuem a natureza de
Propriedades para Investimento, havendo a necessidade de mensuração e
registro das respectivas propriedades através de valor justo dos ativos, ou,
alternativamente, a manutenção dos ativos ao seu valor de custo com a
divulgação dos respectivos valores justos.

A Companhia está em processo de desenvolvimento de metodologia


específica para apuração do valor justo de nossas propriedades de
investimento, considerando as premissas e demais requerimentos do CPC 28.
Adicionalmente, estamos avaliando a opção do CPC 28 entre o registro pelo
valor justo, ou a manutenção ao custo, com a divulgação apenas do valor justo
das Propriedades de Investimento. Dessa forma não nos foi possível estimar
os efeitos da adoção desse pronunciamento em 30 de junho de 2010.

► CPC 27 Ativo Imobilizado, aprovado pela Deliberação CVM nº 583, de 31 de


julho de 2009: O objetivo é estabelecer o reconhecimento inicial e os principais
pontos a serem considerados na contabilização de um ativo imobilizado,
incluindo a composição dos custos e métodos permitidos para o cálculo da
depreciação. Este pronunciamento deve ser analisado em conjunto com a
Interpretação ICPC 10 “Entendimento sobre os Pronunciamentos Técnicos
CPC 27 e CPC 28”.

A Companhia entende que este pronunciamento contábil terá impacto apenas


sobre os bens imobilizados que não serão classificados como Propriedades
para Investimento, ou seja, aqueles que geralmente são utilizados na
consecução de atividades suporte e/ou administrativas, caso a opção seja
pelo registro das Propriedades de Investimento pelos seus valores justos.

Caso a opção seja a de manutenção das Propriedades de Investimento a


valores de custo, o CPC 27 seria aplicável a todo o ativo imobilizado da
Companhia.

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Notas explicativas às informações trimestrais--Continuação
30 de junho de 2010
(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)

2. Base de preparação e apresentação das informações trimestrais


--Continuação
Estimativa dos possíveis efeitos relevantes da adoção de novas práticas
contábeis emitidas pelo CPC--Continuação

a) Efeitos no patrimônio líquido e/ou no resultado--Continuação

As principais mudanças em relação à prática atual são:

(i) Adoção do custo atribuído (“deemed cost”) com, provavelmente, aumento do


valor do custo do imobilizado em 31/12/2008 (saldos de abertura das primeiras
demonstrações apresentadas após a adoção do CPC), com contrapartida no
patrimônio líquido;

(ii) Requerimento de revisão das vidas úteis do ativo imobilizado como base para
depreciação a partir de 1/01/2009; e

(iii) Requerimento de dedução do valor residual estimado dos ativos imobilizados


para cômputo da depreciação, a partir de 1/1/2009;

Considerando que a Companhia ainda está avaliando a opção de registro das


Propriedades de Investimento pelo valor justo, conforme mencionado
anteriormente, bem como a necessidade de preparação de laudos específicos
para determinação do custo atribuído, vidas úteis remanescentes e valores
residuais dos bens, não nos foi possível estimar os efeitos da adoção do CPC 27
em 30 de junho de 2010.
► CPC 20 Custos de empréstimos, aprovado pela Deliberação CVM nº 577, de
05 de junho de 2009: A Companhia já adota a prática de capitalizar custos de
empréstimos diretamente atribuíveis a ativos qualificáveis, porém está
avaliando a possibilidade de adotar o critério de capitalização de encargos
financeiros captados genericamente, porém utilizados na obtenção de ativos
qualificáveis. Dessa forma, referido Pronunciamento Técnico poderá produzir
impactos sobre suas demonstrações financeiras, dependendo da opção a ser
avaliada pela Administração da Companhia ao longo de 2010. A quantificação
desses efeitos depende da implementação de controles internos
computadorizados para identificar, mensurar e registrar tais custos como parte
do imobilizado e/ou propriedades de investimento. Tais controles ainda estão
sendo desenvolvidos pela Companhia. Adicionalmente, os efeitos da adoção
desse CPC são dependentes da opção da Companhia pelo registro ou não a
valor justo, de suas propriedades para investimento, conforme mencionado
anteriormente.

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Notas explicativas às informações trimestrais--Continuação
30 de junho de 2010
(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)

2. Base de preparação e apresentação das informações trimestrais


--Continuação
Estimativa dos possíveis efeitos relevantes da adoção de novas práticas
contábeis emitidas pelo CPC--Continuação

a) Efeitos no patrimônio líquido e/ou no resultado--Continuação

► ICPC 02 Contrato de Construção do Setor Imobiliário, aprovado pela


Deliberação CVM nº 612, de 22 de dezembro de 2009: O ICPC 02 aborda,
dentre outros aspectos, à contabilização das receitas e dos correspondentes
custos das entidades que realizam a incorporação e/ou construção de imóveis
diretamente ou por meio de subempreiteiras. A Companhia adota como prática
contábil o reconhecimento das receitas e correspondentes custos das
operações de incorporação imobiliária com base no OCPC 01, ou seja, com
base no percentual de evolução das obras. De acordo com o disposto no
ICPC 02, os procedimentos para reconhecimento das respectivas receitas e
custos deveriam ser alterados e passariam a ser reconhecidos no momento da
entrega das chaves ao comprador.

No entanto, a adoção da referida interpretação ainda está gerando discussões


entre as empresas do setor imobiliário no Brasil e os órgãos reguladores, uma
vez que existem diferenças em aspectos importantes no setor
comparativamente com as atividades de incorporação imobiliária em outros
países, como por exemplo, o ciclo de tempo da operação, a forma de
comercialização, aspectos de financiamento e jurídico.

Caso a ICPC02 estivesse sendo aplicada, o patrimônio líquido e o resultado


da companhia teriam o seguinte impacto em 30 de junho de 2010 e 30 de
junho de 2009, sem considerar o efeito dos impostos diferidos:

30 de junho 30 de junho
de 2010 de 2009

Patrimônio Líquido (11.889) (568)


Lucro Líquido (8.714) (568)

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Notas explicativas às informações trimestrais--Continuação
30 de junho de 2010
(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)

2. Base de preparação e apresentação das informações trimestrais


--Continuação
Estimativa dos possíveis efeitos relevantes da adoção de novas práticas
contábeis emitidas pelo CPC--Continuação
b) Efeitos nas divulgações das informações trimestrais
► CPC 21 Demonstração Intermediária, aprovado pela Deliberação CVM nº 581,
de 31 de Julho de 2009: A Administração da Companhia espera que essa
norma produza alterações relevantes sobre o volume de informações a serem
divulgados em suas Informações Trimestrais - ITRs, dado que tais ITRs serão
preparadas em bases sintetizadas e contemplarão todas as informações
materiais, necessárias e suficientes para prover um adequado e completo rol
de indicadores contábeis e financeiros aos usuários de suas ITRs.
► CPC 22 Informações por Segmento, aprovado pela Deliberação CVM nº 582,
de 31 de Julho de 2009: A Administração da Companhia prevê divulgação
adicional em suas demonstrações financeiras decorrente dos dados e
indicadores dos ativos, passivos e resultados identificáveis para cada um de
seus segmentos operacionais. Contudo, antecipa que deverá apresentar essa
segregação entre os segmentos de shopping centers e outros segmentos,
pelo grau de concentração das receitas de cada um deles, conforme facultado
pelo CPC 22.
► CPC 26 Apresentação das Demonstrações financeiras, aprovado pela
Deliberação CVM nº 595, de 15 de setembro de 2009: A Companhia entende
que o referido Pronunciamento Técnico produzirá impactos sobre a
apresentação de suas demonstrações financeiras, uma vez que define
extensivos requerimentos de divulgação sobre políticas contábeis e a
introdução da demonstração do resultado abrangente, prática essa que deverá
ser aplicada pela Companhia nas demonstrações financeiras a serem
preparadas em 2010 (incluindo as demonstrações financeiras do período
comparativo).
► CPC 37 - Adoção Inicial das Normas Internacionais de Contabilidade,
aprovado pela Deliberação CVM nº 609 em 22 de dezembro de 2009: A
Companhia prevê um maior volume de informações a serem divulgadas no
balanço de abertura na data de transição para o IFRS, de forma que as
conciliações incluam detalhes suficientes para o pleno entendimento dos
ajustes efetuados em decorrência da mudança de política contábil (adoção do
IFRS) e de que forma eles afetaram a posição patrimonial (balanço
patrimonial), o desempenho econômico (demonstração do resultado) e o
desempenho financeiro (demonstração dos fluxos de caixa), em relação às
práticas que vinha adotando.

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Notas explicativas às informações trimestrais--Continuação
30 de junho de 2010
(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)

2. Base de preparação e apresentação das informações trimestrais


--Continuação
Estimativa dos possíveis efeitos relevantes da adoção de novas práticas
contábeis emitidas pelo CPC--Continuação
b) Efeitos nas divulgações das informações trimestrais--Continuação

► CPC 43 - Adoção Inicial dos Pronunciamentos Técnicos CPC 15 a 40,


aprovado pela Deliberação CVM n˚ 610 em 22 de dezembro de 2009: A
Companhia entende que o referido pronunciamento está diretamente
relacionado com o Pronunciamento CPC 37 - Adoção Inicial das Normas
Internacionais de Contabilidade, de forma que as opções adotadas para fins
do Pronunciamento CPC 37 serão também adotadas para fins do
Pronunciamento CPC 43, como forma de minimizar eventuais diferenças entre
as demonstrações financeiras individuais e consolidadas da Companhia.

Reclassificações

As práticas contábeis aplicadas pela Companhia na preparação das informações


trimestrais são consistentes com as utilizadas nas demonstrações financeiras anuais.

As informações trimestrais de 30 de junho de 2009 foram reclassificadas com o objetivo


de melhorar a apresentação e comparabilidade das informações trimestrais, como
segue: (i) reclassificação na demonstração de resultado da controladora e consolidado
das despesas administrativas - sede e despesas administrativas - shoppings para
despesas com shoppings e empreendimentos em desenvolvimento; (ii) apresentação
das receitas com estacionamento líquidas dos repasses aos empreendedores na
demonstração de resultado do consolidado, por se tratar de prática contábil mais
adequada, uma vez que a companhia possui papel de agente nas transações. As
reclassificações efetuadas encontram-se demonstradas no quadro abaixo:

Controladora
Saldos em Saldos em
30 de junho 30 de junho
de 2009 Reclassificações de 2009
Original Reclassificado

Despesas administrativas - sede (i) (34.759) 862 (33.897)


Despesas administrativas - shopping (i) (24.276) 1.663 (22.613)
Despesas com shoppings e empreendimentos em
desenvolvimento (i) - (2.525) (2.525)

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30 de junho de 2010
(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)

2. Base de preparação e apresentação das informações trimestrais


--Continuação
Reclassificações--Continuação

Consolidado
Saldos em Saldos em
30 de junho 30 de junho
de 2009 Reclassificações de 2009
Original Reclassificado

Receitas com estacionamento (ii) 40.807 (17.460) 23.347


Despesas administrativas - sede (i) (36.078) 921 (35.157)
Despesas administrativas - shopping (i) (ii) (48.391) 19.182 (29.209)
Despesas com shoppings e empreendimentos em
desenvolvimento (i) (2.643) (2.643)

O lucro antes do imposto e renda e da contribuição social e o lucro líquido não foram
impactados pelos efeitos acima demonstrados.

Demonstrações financeiras consolidadas

As demonstrações financeiras consolidadas incluem as operações da Companhia e


das seguintes empresas controladas, cuja participação percentual na data do balanço
ou na data da incorporação é assim resumida:

% de participação
30 de junho de 2010 31 de março 2010
Direta Indireta Direta Indireta

RENASCE - Rede Nacional de Shopping Centers Ltda. (b) 99,00 - 99,00 -


County Estates Limited (a) - 99,00 - 99,00
Embassy Row Inc. (a) - 99,00 - 99,00
EMBRAPLAN - Empresa Brasileira de Planejamento Ltda. (c) 100,00 - 100,00 -
CAA Corretagem e Consultoria Publicitária S/C Ltda. (b) 99,00 - 99,00 -
Multiplan Administradora de Shopping Centers Ltda. 99,00 - 99,00 -
CAA Corretagem Imobiliária Ltda. (b) 99,61 - 99,61 -
MPH Empreendimentos Imobiliários Ltda. 41,96 - 41,96 -
Manati Empreendimentos e Participações S.A. 50,00 - 50,00 -
Haleiwa Participações S.A. 50,00 - 50,00 -

(a) Empresas localizadas no exterior.


(b) Durante o exercício de 2007, as operações dessas empresas foram gradativamente transferidas para a
Companhia.
(c) Empresa paralisada operacionalmente.

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Notas explicativas às informações trimestrais--Continuação
30 de junho de 2010
(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)

2. Base de preparação e apresentação das informações trimestrais


--Continuação
Demonstrações financeiras consolidadas--Continuação

Os exercícios sociais das controladas incluídas na consolidação são coincidentes


com os da controladora e as políticas contábeis foram aplicadas de forma uniforme
nas empresas consolidadas e são consistentes com aquelas utilizadas no exercício
anterior.

Os principais procedimentos de consolidação são:

• Eliminação dos saldos das contas de ativos e passivos entre as empresas


consolidadas;
• Eliminação das participações no capital, reservas e resultados acumulados das
empresas consolidadas;
• Eliminação dos saldos de receitas e despesas decorrentes de negócios entre as
empresas.

Para as controladas Manati Empreendimentos e Participações S.A. e Haleiwa


Participações S.A., cujos acordos de acionistas prevêem o controle compartilhado, a
consolidação incorpora as contas de ativo, passivo e resultado, proporcionalmente à
participação total detida no capital social da respectiva controlada em conjunto, com
base nas demonstrações financeiras de 30 de junho de 2010 dessas empresas
demonstradas abaixo:

Manati Empreendimentos Participações S.A.

Ativo Passivo
Circulante 6.327 Circulante 1.222

Não circulante 22.062

Não circulante Patrimônio líquido


Contas a receber 465
Imobilizado 57.305 Capital social 51.336
Intangível 2.194 Prejuízos acumulados (8.329)
59.964 43.007

Total 66.291 Total 66.291

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30 de junho de 2010
(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)

2. Base de preparação e apresentação das informações trimestrais


--Continuação
Demonstrações financeiras consolidadas--Continuação
Manati Empreendimentos Participações S.A.--Continuação
Demonstração do resultado

Receita operacional bruta de vendas


Receita de locação 1.659
Receita de cessão de direitos 87
Outras receitas 38
1.784
Impostos e contribuições sobre vendas (159)
Receita líquida 1.625

Despesas administrativas - shoppings (2.590)


Depreciações e amortizações (745)
Resultado financeiro 217
(3.118)

Prejuízo do trimestre (1.493)

Haleiwa Empreendimentos Imobiliários S.A.

Ativo Passivo
Circulante 77 Circulante 11

Não circulante
Imobilizado 27.365 Patrimônio líquido
Diferido 1.021 Capital social 28.705
28.386 Prejuízos acumulados (253)
28.452
Total 28.463 Total 28.463

A conciliação entre o patrimônio líquido e o lucro líquido dos trimestres findos em 30


de junho de 2010 e 2009 entre a controladora e consolidado é como segue:
2010 2009
Lucro Lucro
Patrimônio líquido do Patrimônio líquido do
líquido trimestre líquido trimestre

Controladora 2.925.663 53.662 2.019.332 44.835


Passivo a descoberto de controlada - - (137) (7)
Equivalência patrimonial sobre o resultado da County no
trimestre (a) - (45) - 800
Consolidado 2.925.663 53.617 2.019.195 45.628

(a) Ajuste referente a participação da Companhia sobre o resultado da County não espelhado na equivalência
patrimonial da Renasce.

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(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)

3. Sumário das principais práticas contábeis


a) Apuração do resultado

a.1) Reconhecimento de receitas

Locação de lojas

Os locatários das unidades comerciais geralmente pagam um aluguel que


corresponde ao maior entre um valor mínimo mensal, reajustado anualmente
com base na variação do Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna -
IGP-DI, e um montante obtido através da aplicação de um percentual sobre a
receita bruta de vendas de cada locatário.

A Companhia registra suas operações com locação de lojas como


arrendamentos mercantis operacionais. O valor mínimo do aluguel
estabelecido, incluindo os aumentos fixos periódicos previstos nos contratos e
excluindo os reajustes inflacionários, são reconhecidos na proporção da
participação da Companhia em cada empreendimento, em bases lineares
durante os prazos dos respectivos contratos, independentemente da forma de
recebimento.

A diferença entre o valor mínimo e o montante obtido através da aplicação de


percentuais sobre a receita bruta de vendas, são considerados pagamentos
contingentes e reconhecidos no resultado quando efetivamente incorridos.
Os efeitos dos reajustes inflacionários também são reconhecidos quando
incorridos.

Cessão de direitos

A receita de cessão de direitos é proveniente da proporção da participação da


Companhia nos contratos de cessão de direitos (luvas ou cessão de estrutura
técnica dos shoppings) dos shoppings e são contabilizados como receitas
diferidas. O resultado com cessão de direitos, incluindo as receitas de cessão
de direitos, as recompras de ponto e as luvas invertidas é reconhecido de
forma linear, com base no prazo de aluguel das respectivas lojas a que se
referem.

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Notas explicativas às informações trimestrais--Continuação
30 de junho de 2010
(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)

3. Sumário das principais práticas contábeis--Continuação


a) Apuração do resultado--Continuação

a.1) Reconhecimento de receitas--Continuação

Venda de imóveis

Nas vendas a prazo de unidade concluída, o resultado é apropriado no


momento em que a venda é efetivada, independentemente do prazo de
recebimento do valor contratual.

Os juros pré-fixados são apropriados ao resultado observando-se o regime de


competência, independentemente de seu recebimento.
Nas vendas de unidades em construção, o resultado é apropriado observados
os procedimentos e normas estabelecidos pela Resolução CFC nº 963 do
Conselho Federal de Contabilidade e Orientação OCPC 01 - Entidades de
Incorporação Imobiliária, aprovado pela Deliberação CVM nº 561, quais sejam:

• Os custos incorridos são acumulados na rubrica de estoques (imóveis em


construção) e apropriados integralmente ao resultado quando as unidades
são vendidas. Após a venda, os custos a incorrer para a conclusão da
unidade em construção serão apropriados ao resultado na medida em que
ocorrem.

• É apurado o percentual do custo incorrido das unidades vendidas,


incluindo o terreno, em relação ao seu custo total orçado e previsto até a
conclusão da obra. Este percentual encontrado é aplicado sobre o preço
de venda das unidades vendidas, ajustado pelas despesas comerciais e
demais condições dos contratos. O resultado encontrado é registrado
como receita em contrapartida de contas a receber ou de eventuais
adiantamentos que tenham sido recebidos.
A partir deste momento e até que a obra esteja concluída, o preço de
venda da unidade, que não foi alocado a receita, será reconhecida no
resultado, como receita, proporcionalmente à evolução dos custos que
serão incorridos para a conclusão da unidade em construção, em relação
ao custo total orçado.

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Notas explicativas às informações trimestrais--Continuação
30 de junho de 2010
(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)

3. Sumário das principais práticas contábeis--Continuação


a) Apuração do resultado--Continuação

a.1) Reconhecimento de receitas--Continuação

Venda de imóveis--Continuação

As alterações na execução e nas condições do projeto, bem como na


lucratividade estimada, incluindo as mudanças resultantes de cláusulas
contratuais de multa e de quitações contratuais, que poderão resultar em
revisões de custos e de receitas, são reconhecidas no período em que
tais revisões são efetuadas.

• Os montantes da receita de venda apurada, incluindo a atualização


monetária, líquido das parcelas já recebidas, são contabilizados como
contas a receber, ou como adiantamentos de clientes, conforme aplicável.

Estacionamento

Refere-se a receita com a exploração de estacionamentos dos


shoppings. Essas receitas são apropriadas ao resultado de acordo com
o regime de competência. Conforme descrito na nota 2, a companhia
passou a demonstrar as receitas com estacionamento líquidas dos
repasses aos empreendedores.

Serviços

Refere-se a receita com prestação de serviços de corretagem,


assessoria de natureza promocional e publicitária, para locação e/ou
comercialização de espaços de uso comercial (“merchandising”),
receita com prestação de serviços especializados de corretagem e
assessoria de negócios imobiliários em geral; e receita com
administração de shopping centers. Essas receitas são apropriadas ao
resultado de acordo com o regime de competência.

a.2) Reconhecimento de despesas

As despesas são reconhecidas no resultado pelo regime de


competência.

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(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)

3. Sumário das principais práticas contábeis--Continuação


b) Moeda funcional e de apresentação das demonstrações financeiras
A moeda funcional da Companhia e de suas controladas no Brasil é o Real,
mesma moeda de preparação e apresentação das demonstrações financeiras da
Companhia e consolidadas.
c) Instrumentos financeiros
Os instrumentos financeiros somente são reconhecidos a partir da data em que a
Companhia se torna parte das disposições contratuais dos instrumentos
financeiros. Quando reconhecidos, são inicialmente registrados ao seu valor justo
acrescido dos custos de transação que sejam diretamente atribuíveis à sua
aquisição ou emissão, exceto no caso de ativos e passivos financeiros
classificados na categoria ao valor justo por meio do resultado, onde tais custos
são diretamente lançados no resultado do exercício. Sua mensuração
subseqüente ocorre a cada data de balanço de acordo com as regras
estabelecidas para cada tipo de classificação de ativos e passivos financeiros.
c.1) Ativos financeiros: São classificados entre as categorias abaixo de acordo
com o propósito para os quais foram adquiridos ou emitidos:

i) Ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado:


incluem ativos financeiros mantidos para negociação e ativos designados
no reconhecimento inicial ao valor justo por meio do resultado. São
classificados como mantidos para negociação se originados com o
propósito de venda ou recompra no curto prazo. A cada data de balanço
são mensurados pelo seu valor justo. Os juros, correção monetária,
variação cambial e as variações decorrentes da avaliação ao valor justo
são reconhecidos no resultado quando incorridos na linha de receitas ou
despesas financeiras.

ii) Ativos financeiros mantidos até o vencimento: ativos financeiros não


derivativos com pagamentos fixos ou determináveis com vencimentos
definidos para os quais a Companhia tem intenção positiva e a
capacidade de manter até o vencimento. Após reconhecimento inicial são
mensurados pelo custo amortizado pelo método da taxa efetiva de juros.
Esse método utiliza uma taxa de desconto que quando aplicada sobre os
recebimentos futuros estimados, ao longo da expectativa de vigência do
instrumento financeiro, resulta no valor contábil líquido. Os juros,
atualização monetária, variação cambial, menos perdas do valor
recuperável, quando aplicável, são reconhecidos no resultado quando
incorridos na linha de receitas ou despesas financeiras.

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(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)

3. Sumário das principais práticas contábeis--Continuação


c) Instrumentos financeiros--Continuação

c.1) Ativos financeiros: São classificados entre as categorias abaixo de acordo


com o propósito para os quais foram adquiridos ou emitidos:--Continuação

iii) Empréstimos concedidos e recebíveis: ativos financeiros não derivativos


com pagamentos fixos ou determináveis porém não cotados em mercado
ativo. Após reconhecimento inicial são mensurados pelo custo amortizado
pelo método da taxa efetiva de juros. Os juros, atualização monetária,
variação cambial, menos perdas do valor recuperável, quando aplicável,
são reconhecidos no resultado quando incorridos na linha de receitas ou
despesas financeiras.

Os principais ativos financeiros reconhecidos pela Companhia são:


disponibilidades e valores equivalentes, contas a receber de clientes e
empréstimos e adiantamentos diversos.

c.2) Passivos financeiros: São classificados entre as categorias abaixo de acordo


com o propósito para os quais foram adquiridos ou emitidos:

i) Passivos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado:


incluem passivos financeiros usualmente negociados antes do
vencimento, passivos designados no reconhecimento inicial ao valor justo
por meio do resultado. A cada data de balanço são mensurados pelo seu
valor justo. Os juros, atualização monetária, variação cambial e as
variações decorrentes da avaliação ao valor justo, quando aplicáveis, são
reconhecidos no resultado quando incorridos.

ii) Passivos financeiros não mensurados ao valor justo: passivos financeiros


não derivativos que não são usualmente negociados antes do
vencimento. Após reconhecimento inicial são mensurados pelo custo
amortizado pelo método da taxa efetiva de juros. Os juros, atualização
monetária e variação cambial, quando aplicáveis, são reconhecidos no
resultado quando incorridos.

Os principais passivos financeiros reconhecidos pela Companhia são:


empréstimos e financiamentos, debêntures e obrigações por aquisição de
bens.

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(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)

3. Sumário das principais práticas contábeis--Continuação


d) Disponibilidades e valores equivalentes

Incluem caixa, saldos positivos em conta movimento, aplicações financeiras


resgatáveis a qualquer prazo e com risco insignificante de mudança de seu valor
de mercado. As aplicações financeiras incluídas nos equivalentes de caixa são
classificadas na categoria “ativos financeiros ao valor justo por meio do resultado”.

e) Contas a receber

Estão apresentadas a valores de realização. Foi constituída provisão em montante


considerado suficiente pela Administração para os créditos cuja recuperação é
considerada duvidosa.

f) Terrenos e imóveis a comercializar

Avaliados ao custo de aquisição ou construção, que não excede seu valor de


mercado.

g) Investimentos
Os investimentos em empresas controladas são avaliados pelo método de
equivalência patrimonial, com base no balanço das controladas levantados na
mesma data.
h) Imobilizado
O imobilizado é registrado pelo custo de aquisição, formação ou construção,
deduzido das respectivas depreciações acumuladas, calculadas pelo método
linear à taxas que levam em consideração o tempo de vida útil estimado dos bens.
Os gastos incorridos com reparos e manutenção são contabilizados somente se os
benefícios econômicos associados a esses itens forem prováveis e os valores
mensurados de forma confiável, enquanto que os demais gastos são registrados
diretamente no resultado quando incorridas. A recuperação dos ativos imobilizados
por meio das operações futuras bem como as vidas úteis dos mesmos são
acompanhadas periodicamente.

Os juros e encargos financeiros, referentes aos financiamentos obtidos para a


aplicação nas obras em andamento, são capitalizados até o momento da entrada
em operação dos bens e são depreciados considerando os mesmos critérios e
vida útil determinados para o item do imobilizado aos quais foram incorporados.

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3. Sumário das principais práticas contábeis--Continuação


i) Arrendamento mercantil
Os contratos de arrendamento mercantil financeiro são reconhecidos no ativo
imobilizado e no passivo de empréstimos e financiamentos, pelo menor entre o
valor presente das parcelas mínimas obrigatórias do contrato ou valor justo do
ativo, dos dois o menor. Os montantes registrados no ativo imobilizado são
depreciados pelo menor prazo entre a vida útil-econômica estimada dos bens e a
duração prevista do contrato de arrendamento. Os juros implícitos no passivo
reconhecido de empréstimos e financiamentos são apropriados ao resultado de
acordo com a duração do contrato pelo método da taxa efetiva de juros. Os
contratos de arrendamento mercantil operacional são reconhecidos como despesa
numa base sistemática que represente o período em que o benefício sobre o ativo
arrendado é obtido, mesmo que tais pagamentos não sejam feitos nessa base.

j) Intangível

Ativos intangíveis adquiridos separadamente são mensurados no reconhecimento


inicial ao custo de aquisição e, posteriormente, deduzidos da amortização
acumulada e perdas do valor recuperável, quando aplicável. Os ágios apurados nas
aquisições de investimentos e investimentos que já foram totalmente incorporados,
até 31 de dezembro de 2008, que têm como fundamento econômico a rentabilidade
futura, foram amortizados até 31 de dezembro de 2008 de forma linear pelo prazo
previsto para recuperação, projetada para no máximo 5 anos. A partir de 1° de
janeiro de 2009 não são mais amortizados e continuam a ser submetidos a teste
anual para análise de perda do seu valor recuperável.

Intangíveis gerados internamente são reconhecidos no resultado do exercício em


que surgiram. Os ativos intangíveis com vida útil definida são amortizados de
acordo com sua vida útil econômica estimada e, quando são identificadas
indicações de perda de seu valor recuperável, submetidos a teste para análise de
perda no seu valor recuperável. Os ativos intangíveis com vida útil indefinida não
são amortizados, porém são submetidos a teste anual para análise de perda no seu
valor recuperável.

k) Diferido

O diferido é composto por custos incorridos com desenvolvimento de projetos até


31 de dezembro de 2008, amortizáveis no prazo de 5 anos a partir do início da
operação de cada projeto.

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3. Sumário das principais práticas contábeis--Continuação


l) Provisão para recuperação de ativos

A Administração revisa anualmente o valor contábil líquido dos ativos com o objetivo de
avaliar eventos ou mudanças nas circunstâncias econômicas, operacionais ou
tecnológicas, que possam indicar deterioração ou perda de seu valor recuperável. Até o
momento, nenhuma evidência que indicasse que o valor contábil líquido excede o valor
recuperável foi identificada. Sendo assim, não se fez necessária a constituição de
provisão.

m) Outros ativos e passivos

Um passivo é reconhecido no balanço quando a Companhia possui uma obrigação


legal ou constituída como resultado de um evento passado, sendo provável que
um recurso econômico seja requerido para liquidá-la. Alguns passivos envolvem
incertezas quanto ao prazo e valor, sendo estimados na medida em que são
incorridos e registrados através de provisão. As provisões são registradas tendo
como base as melhores estimativas do risco envolvido.

Um ativo é reconhecido no balanço quando for provável que seus benefícios


econômicos futuros serão gerados em favor da Companhia e seu custo ou valor
puder ser mensurado com segurança.

Os ativos e passivos são classificados como circulantes quando sua realização ou


liquidação é provável que ocorra nos próximos doze meses. Caso contrário, são
demonstrados como não circulantes.

n) Tributação

As receitas de vendas e serviços estão sujeitas aos seguintes impostos e


contribuições, pelas seguintes alíquotas básicas:

Alíquota
Nome do tributo Sigla Controladora Controladas

Contribuição para o Programa de Integração Social PIS 1,65 0,65


Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social COFINS 7,6 3,0
Imposto Sobre Serviço de Qualquer Natureza ISS 2% a 5% 2% a 5%

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3. Sumário das principais práticas contábeis--Continuação


n) Tributação--Continuação

Esses encargos são apresentados como deduções de vendas na demonstração


do resultado. Os créditos decorrentes da não cumulatividade do PIS/COFINS são
apresentados dedutivamente das despesas e receitas operacionais na
demonstração do resultado. Os débitos decorrentes das receitas financeiras e os
créditos decorrentes das despesas financeiras estão apresentados dedutivamente
nessas próprias linhas na demonstração do resultado.

A tributação sobre o lucro compreende o imposto de renda e a contribuição social.


O imposto de renda é computado sobre o lucro tributável pela alíquota de 25%
enquanto que a contribuição social é computada pela alíquota de 9% sobre o lucro
tributável, reconhecidos pelo regime de competência, portanto as adições ao lucro
contábil de despesas, temporariamente não dedutíveis, ou exclusões de receitas,
temporariamente não tributáveis, para apuração do lucro tributável corrente geram
créditos ou débitos tributários diferidos.
Conforme facultado pela legislação tributária, todas as empresas integrantes do
Grupo Multiplan que tiveram receita bruta anual do exercício imediatamente
anterior inferior a R$ 48.000 optaram pelo regime de lucro presumido. A provisão
para imposto de renda é constituída trimestralmente, à alíquota de 15%, acrescido
de adicional de 10% (sobre a parcela que exceder R$ 60 do lucro presumido por
trimestre), aplicada sobre a base de 8% das receitas de vendas. A CSLL é
calculada à alíquota de 9% sobre a base de 12% das receitas de vendas. As
receitas financeiras e demais receitas são tributadas integralmente de acordo com
as alíquotas normais de IRPJ e CSLL.
As antecipações ou valores passíveis de compensação são demonstrados no ativo
circulante ou não circulante, de acordo com a previsão de sua realização.
Conforme disposto na Lei 9.065 de 20 de junho de 1995, a Companhia compensa
os seus prejuízos fiscais e bases negativas com o lucro líquido ajustado pelas
adições e exclusões previstas na legislação do imposto de renda e da contribuição
social, observado o limite máximo, para a compensação, de 30% (trinta por cento)
do referido lucro líquido ajustado.
Os créditos tributários diferidos decorrentes de prejuízo fiscal, base negativa da
contribuição social e diferenças temporárias são calculados à alíquota de 34% e
reconhecidos na extensão em que seja provável que existirá base tributável
positiva para que possam ser utilizadas.

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o) Pagamento baseado em ações

A Companhia outorgou aos administradores, empregados e prestadores de


serviços da Companhia ou outras sociedades sob seu controle, eleitos como
participantes do programa, opções de compras de ações liquidável em ações, às
quais somente poderão ser exercidas após prazos específicos de carência. Essas
opções são mensuradas ao valor justo, determinados pelo método de avaliação
Black-Scholes nas datas em que os programas de remuneração são concedidos, e
são reconhecidas no resultado operacional, na rubrica “despesa de remuneração
baseada em opção de ações”, linearmente durante os respectivos períodos de
carência, em contrapartida à conta de “opções de ações outorgadas” em reservas
de capital no patrimônio líquido. Vide maiores detalhes descritos na nota
explicativa n° 21g.

p) Provisão para contingências

A provisão para contingências é constituída com amparo em pareceres de


consultores jurídicos por montantes suficientes para cobrir perdas e riscos
considerados prováveis. As contingências cujos riscos foram avaliados como
possíveis estão divulgadas nas notas explicativas.

q) Ajuste a valor presente de ativos e passivos

Os ativos e passivos monetários de longo prazo são ajustados pelo seu valor
presente, e os de curto prazo, quando o efeito é considerado relevante em relação
às demonstrações financeiras tomadas em conjunto. O ajuste a valor presente é
calculado levando em consideração os fluxos de caixa contratuais e a taxa de
juros explícita, e em certos casos implícita, dos respectivos ativos e passivos.
Dessa forma, os juros embutidos nas receitas, despesas e custos associados a
esses ativos e passivos são descontados com o intuito de reconhecê-los em
conformidade com o regime de competência.

Posteriormente, esses juros são realocados nas linhas de despesas e receitas


financeiras no resultado por meio da utilização do método da taxa efetiva de juros
em relação aos fluxos de caixa contratuais. As taxas de juros implícitas aplicadas
foram determinadas com base em premissas e são consideradas estimativas
contábeis.

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r) Estimativas contábeis

São utilizadas para a mensuração e reconhecimento de certos ativos e passivos


das demonstrações financeiras da Companhia e de suas controladas. A
determinação dessas estimativas levou em consideração experiências de eventos
passados e correntes, pressupostos relativos a eventos futuros, e outros fatores
objetivos e subjetivos. Itens significativos sujeitos a estimativas incluem: a seleção
de vidas úteis do ativo imobilizado e ativos intangíveis; a provisão para créditos de
liquidação duvidosa; a provisão para perdas no estoque; a provisão para perdas
nos investimentos; a análise de recuperação dos valores dos ativos imobilizados e
intangíveis; a análise de realização do imposto de renda e contribuição social
diferidos; as taxas e prazos aplicados na determinação do ajuste a valor presente
de certos ativos e passivos; a provisão para contingências; a mensuração do valor
justo de remunerações baseadas em ações e de instrumentos financeiros; e as
estimativas para divulgação do quadro de análise de sensibilidade dos
instrumentos financeiros derivativos conforme Instrução CVM n° 475/08. A
liquidação das transações envolvendo essas estimativas poderá resultar em
valores significativamente divergentes dos registrados nas demonstrações
financeiras devido às imprecisões inerentes ao processo de sua determinação. A
Companhia revisa suas estimativas e premissas pelo menos trimestralmente.

s) Demonstrações dos fluxos de caixa

As demonstrações dos fluxos de caixa foram preparadas e estão apresentadas de


acordo com a Deliberação CVM 547, de 13 de agosto de 2008 que aprovou o
pronunciamento técnico CPC 03 - Demonstração dos Fluxos de Caixa, emitido
pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC).

4. Disponibilidades e valores equivalentes


30 de junho de 2010 31 de março de 2010
Controladora Consolidado Controladora Consolidado
Caixa e bancos 20.376 31.888 29.796 42.495
Aplicação financeira - Certificados de Depósito
Bancário 895.331 901.123 928.291 937.972
915.707 933.011 958.087 980.467

As aplicações financeiras apresentam remuneração média, líquida de impostos, de


aproximadamente 100% da variação do CDI e podem ser resgatadas a qualquer
tempo sem prejuízo da receita reconhecida.

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30 de junho de 2010
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5. Contas a receber
30 de junho de 2010 31 de março de 2010
Controladora Consolidado Controladora Consolidado
Locação de lojas 62.945 66.405 54.825 58.210
Cessão de direitos 60.536 74.593 48.537 64.187
Confissões de dívida (a) 2.251 2.253 2.318 2.319
Estacionamentos 2.180 1.916 2.537 1.807
Taxas de administração (b) 7.059 7.059 4.462 4.462
Comercialização 1.614 1.614 1.538 1.538
Publicidade 1.981 1.981 3.009 3.009
Vendas de imóveis 4.045 4.045 - -
Outros 2.699 4.054 378 1.866
145.310 163.920 117.604 137.398
Provisão para créditos de liquidação duvidosa ( 18.873) ( 20.251) (16.582) (18.016)
126.437 143.669 101.022 119.382
Não circulante ( 23.145) ( 27.362) (16.155) (20.793)
Circulante 103.292 116.307 84.867 98.589

(a) Refere-se a saldos de cessão de direitos, aluguéis e outros, que se encontravam em atraso e foram
renegociados.

(b) Refere-se às taxas de administração a receber pela Companhia e controlada Multiplan Administradora,
cobradas dos empreendedores ou lojistas dos shopping centers por elas administrados, os quais correspondem
a um percentual sobre o aluguel das lojas (7% sobre o resultado líquido do shopping, ou 6% do aluguel mínimo,
mais 15% sobre o excedente ao mínimo, ou ainda um valor fixo), sobre os encargos comuns dos lojistas (5%
sobre os gastos incorridos), sobre a gestão financeira (percentual variável sobre os gastos incorridos na
expansão dos shopping centers) e sobre o fundo de promoção (5% sobre a arrecadação para o fundo de
promoção).

Como informação complementar, já que não está registrado contabilmente em razão


das práticas contábeis conforme mencionado na Nota 3a.1, o saldo que a Companhia
espera receber em 30 de junho de 2010 e 31 de março de 2010, referentes às
vendas de unidades imobiliárias em construção dos empreendimentos “Centro
Profissional MorumbiShopping” e “Cristal Tower”, têm a seguinte composição por ano
de vencimento:
30 de junho 31 de março
de 2010 de 2010

2010 8.347 8.347


2011 9.392 7.537
2012 4.204 3.659
2013 em diante 17.041 14.579
38.984 34.122

Esses créditos referem-se principalmente a incorporações em construção, cuja


concessão das correspondentes escrituras ocorre apenas após a liquidação e/ou
negociação dos créditos dos clientes e são atualizados pela variação do Índice
Nacional da Construção Civil - INCC até a entrega das chaves; e posteriormente pela
variação do Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna - IGP-DI.

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6. Empréstimos e adiantamentos diversos


30 de junho de 2010 31 de março de 2010
Controladora Consolidado Controladora Consolidado
Circulante
Lojistas 581 581 626 631
Condomínio dos shopping centers (a) 9.226 9.987 8.756 9.512
Associação Barra Shopping Sul (b) 3.696 3.696 3.223 3.223
Associação Parkshopping Barigui (j) 242 242 235 235
Associação Parkshopping 505 505 - -
Condomínio Parkshopping (c) 2.878 2.878 2.466 2.466
Condomínio Ribeirão Shopping (d) 1.328 1.328 1.328 1.328
Condomínio New York City Center (e) 511 511 500 500
Condomínio Anália Franco 121 121 - -
Condomínio Morumbishopping 57 57 - -
Condomínio Barra Shopping Sul (f) 168 168 168 168
Condomínio Shopping Vila Olímpia (g) - 750 - 1.000
Associação Shopping Vila Olímpia (h) - 2.084 - 2.014
Adiantamento a fornecedores 3.727 3.794 1.862 2.583
Adiantamento a empreendedores (i) 816 1.337 3.456 3.978
Outros 394 3.243 717 3.345
24.250 31.282 23.337 30.983
Provisão para perdas (a) (9.226) (9.982) (8.756) (9.512)
15.024 21.300 14.581 21.471
Não circulante
Lojistas 633 633 653 653
Condomínio Parkshopping (c) 1.873 1.873 2.030 2.030
Associação Barra Shopping Sul (b) 3.707 3.707 4.008 4.008
Manati Empreendimentos e Participações S.A. (Nota 19) 10.425 - 9.729 -
MPH Empreendimentos Imobiliários Ltda. (Nota 19) 68.240 - 68.240 -
Associação Parkshopping Barigui (j) 1.280 1.280 1.248 1.248
Adiantamento a fornecedores 1.000 1.001 1.062 1.062
87.158 8.494 86.970 9.001

(a) Adiantamentos de encargos concedidos aos condomínios dos shoppings centers de propriedade do Grupo Multiplan, para os quais foi constituída
provisão para perdas sobre o saldo integral, tendo em vista o risco provável de não realização do mesmo.
(b) Refere-se aos adiantamentos concedidos a Associação dos Lojistas do Barra Shopping Sul para atender às suas necessidades de capital de giro. Em
2008 foram concedidos adiantamentos no montante total de R$ 4.800 os quais são atualizados mensalmente pela variação de 135% do CDI, sendo o
montante de R$ 2.800 restituído em 48 parcelas mensais a partir de janeiro de 2010 e o saldo remanescente de R$ 2.000 em 12 parcelas mensais a
partir de janeiro de 2009. Durante 2009 foram concedidos três adiantamentos nos montantes de R$ 1.000, R$ 1.100 e R$ 1.500, os quais são
atualizados mensalmente pela variação de 135% do CDI, 117% do CDI e 117% do CDI, respectivamente, e serão restituídos em 24, 12 e 48 parcelas
mensais a partir de janeiro de 2010, sendo o último a partir de janeiro de 2011.
(c) Refere-se aos adiantamentos concedidos ao condomínio Parkshopping, para atender às suas necessidades de capital de giro. O saldo devedor é
atualizado mensalmente pela variação de 110% do CDI e estará sendo restituído em 48 parcelas mensais a partir de janeiro de 2009, com exceção do
adiantamento concedido em no montante de R$ 805 o qual não está sendo atualizado.
(d) Refere-se aos adiantamentos concedidos ao condomínio Ribeirão Shopping, para atender às suas necessidades de capital de giro. O saldo devedor em
31 de dezembro de 2008 foi atualizado mensalmente pela variação de 110% do CDI e foi liquidado em 29 de janeiro de 2009. Os novos adiantamentos
concedidos durante o exercício de 2009 não estão sendo atualizados.
(e) Refere-se aos adiantamentos concedidos ao condomínio New York City Center, para atender às suas necessidades de capital de giro. O saldo devedor
é atualizado mensalmente pela variação de 110% do CDI.
(f) Refere-se aos adiantamentos concedidos ao condomínio Barra Shopping Sul, para atender às suas necessidades de capital de giro. O saldo devedor
não está sendo atualizado e vem sendo restituído em 24 parcelas mensais a partir de janeiro de 2009.
(g) Refere-se aos adiantamentos concedidos ao condomínio do Shopping Vila Olímpia, através da MPH Empreendimentos Imobiliários Ltda., para atender
às suas necessidades de capital de giro, os quais não vem sendo atualizados.
(h) Refere-se aos adiantamentos concedidos à Associação do Shopping Vila Olímpia, através da MPH Empreendimentos Imobiliários Ltda., para atender
às suas necessidades de capital de giro. O saldo devedor é atualizado mensalmente pela variação do IPCA mais 8% a.a. e será restituído da seguinte
forma: R$ 1.800 até 15 de agosto de 2010, e mais 24 parcelas mensais iguais e sucessivas a partir de 15 de janeiro de 2011.
(i) Refere-se a investimentos realizados pela Companhia nas expansões realizadasno Parkshopping e no Shopping Ribeirão Preto até julho de 2008.
Nessa data, os demais empreendedores decidiram participar dos gastos dessas obras e, consequentemente, ressarcir a Companhia pelos gastos até
então incorridos.
(j) Refere-se aos adiantamentos concedidos ao condomínio Parkshopping Barigui, para atender às suas necessidades de capital de giro. O saldo devedor
é atualizado mensalmente pela variação de 117% do CDI e vem sendo restituído em 40 parcelas mensais a partir de julho de 2011.

35
MULTIPLAN EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS S.A.
Notas explicativas às informações trimestrais--Continuação
30 de junho de 2010
(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)

7. Impostos e contribuições sociais a compensar


30 de junho de 2010 31 de março de 2010
Controladora Consolidado Controladora Consolidado

Créditos tributários PIS/COFINS (a) 18.718 18.718 18.718 18.718


IR a compensar 3.784 4.608 8.231 9.748
CSLL a compensar 1.057 1.371 2.749 3.303
IOF a recuperar 1.274 1.274 1.274 1.274
IRRF sobre aplicações financeiras 2.072 2.570 3.156 3.719
IRRF sobre serviços prestados 314 316 906 908
PIS a compensar 1 293 1 298
COFINS a compensar - 89 - 89
Outros 522 625 543 645
27.742 29.864 35.578 38.702

(a) Durante o exercício de 2005 a Bozano Simonsen Centros Comerciais S.A., empresa adquirida pela
Multiplan Empreendimentos em 24 de fevereiro de 2006, impetrou um mandado de segurança
contra a União Federal. Através desse mandado, a Bozano solicitava (i) a declaração da
inexigibilidade do crédito tributário referente à diferença entre o montante que seria devido a título de
COFINS e de contribuição para o PIS, segundo a apuração pela sistemática trazida pela Lei
nº 9.718/98 e o que seria devido sem as modificações da referida norma, no que toca aos
recolhimentos futuros; e (ii) a declaração do direito de realizar a compensação dos valores
indevidamente recolhidos a título de COFINS e contribuição para o PIS desde a implementação da
sistemática da Lei nº 9.718/98, atualizados pela taxa SELIC, na forma da Lei nº 9.430/96, com
débitos próprios relativos a quaisquer tributos e contribuições administrados pela Secretaria da
Receita Federal, de acordo com o mandamento dos art. 66, da Lei nº 8.383/91 c/c o art. 74, da Lei nº
9.430/96. Em setembro de 2009, esse mandado foi transitado em julgado. Sendo assim, a
Companhia registrou um crédito tributário no valor de R$ 18.718, sendo esta a sua melhor estimativa
no momento, tendo como base pareceres jurídicos de seus advogados externos. Este processo
encontra-se em habilitação junto à Receita Federal.

8. Terrenos e imóveis a comercializar


30 de junho 31 de março
de 2010 de 2010
Controladora Controladora
e consolidado e consolidado

Terrenos 129.133 134.741


Imóveis concluídos 1.419 1.419
Imóveis em construção 5.927 5.914
136.479 142.074

36
MULTIPLAN EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS S.A.
Notas explicativas às informações trimestrais--Continuação
30 de junho de 2010
(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)

9. Imposto de renda e contribuição social


O imposto de renda e a contribuição social diferidos têm a seguinte origem:

30 de junho de 31 de março
2010 de 2010
Controladora Controladora
e consolidado e consolidado

Provisão para contingências 17.912 17.745


Provisão para créditos de liquidação duvidosa (a) 14.161 12.532
Provisão para perdas sobre adiantamentos de
encargos (a) 9.226 8.756
Resultado de projetos imobiliários (b) (4.961) (1.760)
Provisão de bônus anual 9.493 4.301
Ágio em empresa incorporada (c) 260.691 300.063
Ágio de rentabilidade futura não amortizado (d) (176.559) (145.134)
Linearidade da receita (e) (21.443) (15.031)
Prejuízo fiscal e base negativa 31.245 31.245

Base do crédito fiscal diferido 139.765 212.717


Imposto de renda diferido (25%) 34.941 53.179
Contribuição social diferida (9%) 12.579 19.145
47.520 72.324
Circulante 61.751 60.981
Não circulante (14.231) 11.343

O imposto de renda e contribuição social diferidos serão realizados de acordo com as


expectativas da Administração, conforme abaixo:

30 de junho 31 de março
de 2010 de 2010
Controladora Controladora
e consolidado e consolidado

2011 32.750 47.638


2012 8.495 8.495
2013 em diante 4.553 4.555
45.798 60.688

37
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Notas explicativas às informações trimestrais--Continuação
30 de junho de 2010
(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)

9. Imposto de renda e contribuição social--Continuação


(a) O saldo de provisão para créditos de liquidação duvidosa considerado para o cálculo do crédito
fiscal consolidado encontra-se líquido do montante de R$ 4.711, registrado em contrapartida das
receitas diferidas.

(b) De acordo com o critério fiscal, o resultado na venda de unidades imobiliárias é apurado com base
na realização financeira da receita (base de caixa) e os valores de custo são apurados mediante
aplicação de percentual sobre as receitas até então contabilizadas, sendo este percentual
correspondente ao do custo total orçado em relação às receitas totais estimadas.

(c) O ágio registrado no balanço da Bertolino, empresa incorporada em 2007, decorrente da aquisição
de participação no capital da Multiplan, no valor de R$ 550.330, que teve como fundamento
econômico a expectativa de rentabilidade futura e será amortizado pela Multiplan de acordo com as
mesmas perspectivas de rentabilidade futura que lhe deu origem no período de 4 anos e 8 meses.
Em atendimento à Instrução CVM n° 349, a Bertolino constituiu anteriormente a sua incorporação
uma provisão para manutenção da integridade do patrimônio líquido, no montante de R$ 363.218,
correspondente à diferença entre o valor do ágio e do benefício fiscal decorrente da sua
amortização, de forma que a Multiplan incorporou somente o ativo correspondente ao benefício
fiscal decorrente da amortização do ágio a ser dedutível para fins fiscais, no montante de
R$ 186.548. A referida provisão será revertida na mesma proporção em que o ágio seja amortizado
fiscalmente pela Multiplan.

(d) Ágios decorrentes da aquisição da Multishopping Empreendimentos Imobiliários S.A., Bozano


Simonsen Centros Comerciais S.A. e Realejo Participações S.A. fundamentados em rentabilidade
futura, sendo estas empresas incorporadas posteriormente e os respectivos ágios reclassificados
para o intangível. De acordo com as novas normas contábeis, a partir de 1 de janeiro de 2009 esses
ágios deixaram de ser amortizados contabilmente sendo reconhecido o imposto de renda diferido
passivo sobre a diferença entre a base fiscal e o valor contábil dos respectivos ágios.

(e) O critério de reconhecimento contábil da receita de locação é baseado na linearização da receita


durante o prazo do contrato independente do prazo de recebimento.

38
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Notas explicativas às informações trimestrais--Continuação
30 de junho de 2010
(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)

9. Imposto de renda e contribuição social--Continuação


Conciliação da despesa de imposto de renda e contribuição social

A conciliação da despesa calculada pela aplicação das alíquotas fiscais nominais


combinadas e da despesa de imposto de renda e contribuição social registrada no
resultado está demonstrada abaixo:

Controladora Consolidado
30 de junho 30 de junho 30 de junho 30 de junho
de 2010 de 2009 de 2010 de 2009
Critério de apuração pelo lucro real
Lucro antes do imposto de renda e da contribuição
social 154.061 89.012 162.507 92.733

Adições
Amortização de ágio 551 531 551 531
Provisões diversas - - - 1.831
Despesas não dedutíveis 31.835 14.786 31.835 6.818
Efeito da base do lucro real das controladas eliminado
no consolidado - - 2.809 660
Efeito da base do lucro real das controladas referente
a participação de minoritários - - 4.785 455
Resultado de projetos imobiliários (4.444) 2.154 (4.444) 2.154
Resultado de equivalência patrimonial (380) 4.058 4.951 4.058
Prejuízo fiscal da controladora sobre o qual não foi
constituído imposto diferido - - 11.783 1.659
Outros - 1.018 231 1.123
27.562 22.547 52.501 19.289
Exclusões
Equivalência patrimonial sobre o resultado da County
no período - - (747) (414)
Reversão de provisões (12.662) (6.093) (12.662) -
Despesas com emissão de ações (179) - (179) -
Realização do ágio em empresa incorporada (119.901) (101.666) (119.901) (101.666)
Amortização de ágio (56.633) - (78.745) -
(189.375) (107.759) (212.234) (102.080)
Lucro fiscal (7.752) 3.800 2.774 9.942
Compensação de prejuízo fiscal e base negativa de
contribuição social - (1.155) - (1.169)
Base para cálculo dos impostos - 2.645 2.774 8.773

Imposto de renda - (662) (694) (2.193)


Contribuição social - - (250) (790)

Critério de apuração pelo lucro presumido - - (1.971) (557)


Efeito do imposto de renda corrente no resultado - (662) (2.914) (3.540)
Efeito do imposto de renda diferido no resultado (56.634) 1.068 (56.633) 1.068
Imposto de renda e contribuição social nas
demonstrações do resultado (56.634) 406 (59.547) (2.472)

39
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Notas explicativas às informações trimestrais--Continuação
30 de junho de 2010
(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)

10. Investimentos
Informações relevantes sobre as investidas:
30 de junho de 2010 31 de março de 2010
Quantidade Lucro líquido Lucro líquido
de % de Capital Patrimônio (prejuízo) Patrimônio (prejuízo)
Investidas quotas/ações participação social líquido do trimestre líquido do trimestre

CAA Corretagem e Consultoria Publicitária S/C


Ltda. 5.000 99,00 50 243 (42) 285 (3)
RENASCE - Rede Nacional de Shopping Centers
Ltda. 45.000 99,99 950 4.653 33 4.620 (67)
CAA Corretagem Imobiliária Ltda. 154.477 99,61 1.544 57 (3) 60 (5)
MPH Empreendimentos Imobiliários Ltda. 839 41,96 22.000 28.329 3.304 25.025 4.553
Multiplan Admin. Shopping Center 20.000 99,00 20 8.103 966 7.138 900
Pátio Savassi Administração de Shopping Center
Ltda. 1.000.000 83,81 10 431 584 542 642
SCP - Royal Green Península - 98,00 51.582 15.031 (1.017) 14.551 (4.037)
Manati Empreendimentos e Participações S.A.
(a) 21.442.694 50,00 25.668 43.007 (424) 43.431 (1.069)
Haleiwa Participações S.A. (a) 29.893.268 50,00 13.922 28.452 (45) 27.636 (47)

(a) O resultado de equivalência patrimonial contempla o período a partir da data de aquisição destes investimentos pela Companhia, ocorrida no decorrer
do segundo semestre de 2008.

A Companhia mantêm acordos de acionistas relativos as controladas em conjunto


Manati Empreendimentos e Participações S.A. e Haleiwa Participações S.A. No que
se refere a deliberações sobre a administração das controladas em conjunto, a
Companhia tem assento no Conselho de Administração e/ou na diretoria,
participando ativamente de todas as decisões estratégicas do negócio.

Movimentação dos investimentos da controladora


Saldo em Saldo em
31 de março Resultado de 30 de junho
Investidas de 2010 Adições Baixas equivalência de 2010

CAA Corretagem e Consultoria Publicitária


S/C Ltda. 283 - - (41) 242
CAA Corretagem e Consultoria Imobiliária S/C
Ltda. 60 - - (3) 57
RENASCE - Rede Nacional de Shopping
Centers Ltda. 4.621 - - 34 4.655
SCP - Royal Green Península 14.257 1.470 - (997) 14.730
Multiplan Admin. Shopping Center 7.066 - - 956 8.022
MPH Empreendimentos Imobiliários Ltda. 10.501 - - 1.387 11.888
Manati Empreendimentos e Participações (a)
S.A. 21.717 - - (212) 21.505
Haleiwa Participações S.A. (b) 14.079 170 - (23) 14.226
Pátio Savassi Administração de Shopping
Center Ltda. 362 - (492) 488 358
Outros 98 - - - 98
73.044 1.640 (492) 1.589 75.781

40
MULTIPLAN EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS S.A.
Notas explicativas às informações trimestrais--Continuação
30 de junho de 2010
(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)

10. Investimentos--Continuação
Movimentação dos investimentos da controladora--Continuação
Saldo em
31 de Saldo em
dezembro Resultado de 31 de março
Investidas de 2009 Adições Baixas equivalência de 2010

CAA Corretagem e Consultoria Publicitária


S/C Ltda. 286 - - (3) 283
CAA Corretagem e Consultoria Imobiliária S/C
Ltda. - 65 - (5) 60
RENASCE - Rede Nacional de Shopping
Centers Ltda. 4.688 - - (67) 4.621
SCP - Royal Green Península 15.175 3.038 - (3.956) 14.257
Multiplan Admin. Shopping Center 6.174 - - 892 7.066
MPH Empreendimentos Imobiliários Ltda. 8.590 - - 1.911 10.501
Manati Empreendimentos e Participações (a)
S.A. 22.251 - - (534) 21.717
Haleiwa Participações S.A. (b) 13.982 120 - (23) 14.079
Pátio Savassi Administração de Shopping
Center Ltda. 410 - (624) 576 362
Outros 98 - - - 98
71.654 3.223 (624) (1.209) 73.044

Movimentação dos investimentos do consolidado


Saldo em Saldo em
31 de março Resultado de 30 de junho
Investidas de 2010 Adições Baixas equivalência de 2010

SCP - Royal Green Península 14.257 1.470 - (997) 14.730


Outros 161 - - - 161
14.418 1.470 - (997) 14.891

Saldo em
31 de Saldo em
dezembro de Resultado de 31 de março
Investidas 2009 Adições Baixas equivalência de 2010

SCP - Royal Green Península 15.175 3.038 - (3.956) 14.257


Outros 207 - (48) 2 161
15.382 3.038 (48) (3.954) 14.418

41
MULTIPLAN EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS S.A.
Notas explicativas às informações trimestrais--Continuação
30 de junho de 2010
(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)

10. Investimentos--Continuação
Movimentação dos investimentos do consolidado--Continuação

(a) A Companhia firmou em 07 de fevereiro de 2008 um contrato de mútuo concedendo à Manati o montante de
R$ 23.806. Em 13 de fevereiro de 2008, foi firmado entre as partes um termo aditivo desse contrato mediante o qual
o mútuo foi aumentado em R$ 500. Através da Ata de Assembléia Geral Extraordinária, realizada em 25 de abril de
2008, a Manati restituiu à Multiplan o valor total mutuado mediante conversão do valor total do mútuo em aporte de
capital na Manati com subscrição, pela Multiplan, de 21.442.694 novas ações ordinárias nominativas da Manati,
passando a Companhia a deter 50% do capital social da Manati que, por sua vez, possui 75% de participação no
Shopping Santa Úrsula. O valor pago dessa aquisição foi de R$ 28.668 e o ágio apurado nessa transação no
montante de R$ 3.218, o qual está fundamentado pelo valor de mercado dos bens (Nota 11).

(b) Em 20 de maio de 2008, a Companhia adquiriu 50% da totalidade do capital social da Haleiwa, pelo montante de
R$ 50 (valor em Reais). Em 23 de junho de 2008, através da Assembléia Geral Extraordinária, foi definido o aumento
de capital da Haleiwa, de R$ 1 para R$ 29.893, mediante a emissão de 26.892.266 ações ordinárias nominativas,
sendo: (a) 13.446.134 ações subscritas e integralizadas pela Multiplan no montante de R$ 13.446, através da
capitalização de créditos detidos contra a Companhia decorrentes de mútuo e adiantamentos para futuro aumento de
capital (AFACs) realizados nos dias 28 de maio de 2008 e 02 de junho de 2008, para aquisição dos terrenos
descritos no objeto social da Haleiwa; (b) 1.500.000 ações subscritas mas ainda não integralizadas pela Multiplan.

11. Imobilizado
Taxas Controladora
anuais de
depreciação 31 de março 30 de junho
(%) de 2010 Adições Baixas Depreciação Transferências de 2010
Custo
Terrenos - 479.740 18.674 - - - 498.414
Edificações e benfeitorias 2a4 1.139.054 511 (13.347) - - 1.126.218
Depreciação acumulada (174.415) - 304 (6.226) - (180.337)
Valor líquido 964.639 511 (13.043) (6.226) - 945.881
Instalações 2 a 10 105.388 191 (1.888) - - 103.691
Depreciação acumulada (42.571) - 122 (1.766) - (44.215)
Valor líquido 62.817 191 (1.766) (1.766) - 59.476
Máquinas, equipamentos, 10
móveis e utensílios 10.877 957 (2) - (488) 11.344
Depreciação acumulada (3.942) - - (348) 5 (4.285)
Valor líquido 6.935 957 (2) (348) (483) 7.059
Outros 10 a 20 3.989 976 - - 488 5.453
Depreciação acumulada (1.295) - - (109) (5) (1.409)
Valor líquido 2.694 976 - (109) 483 4.044
Imobilizado em andamento - 245.516 66.864 (2.108) - - 310.272
1.762.341 88.173 (16.919) (8.449) - 1.825.146

42
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Notas explicativas às informações trimestrais--Continuação
30 de junho de 2010
(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)

11. Imobilizado--Continuação
Taxas Consolidado
anuais de
depreciação 31 de março 30 de junho
(%) de 2010 Adições Baixas Depreciação Transferências de 2010
Custo
Terrenos - 580.713 19.759 - - 7.436 607.908
Edificações e benfeitorias 2a4 1.306.254 564 (13.347) - - 1.293.471
Depreciação acumulada (184.717) - 304 (6.877) - (191.290)
Valor líquido 1.121.537 564 (13.043) (6.877) - 1.102.181
Instalações 2 a 10 134.860 191 (1.888) - - 133.163
Depreciação acumulada (46.333) - 122 (2.403) - (48.614)
Valor líquido 88.527 191 (1.766) (2.403) - 84.549
Máquinas, equipamentos,
móveis e utensílios 10 15.594 1.023 (2) - (488) 16.127
Depreciação acumulada (5.998) - - (439) 5 (6.432)
Valor líquido 9.596 1.023 (2) (439) (483) 9.695
Outros 10 a 20 4.820 976 - - 488 6.284
Depreciação acumulada (1.715) - - (114) (5) (1.834)
Valor líquido 3.105 976 - (114) 483 4.450
Imobilizado em andamento - 219.536 70.012 (2.108) - (7.436) 280.004
2.023.014 92.525 (16.919) (9.833) - 2.088.787
Ágio por mais valia de
ativos
Brazilian Realty LLC.
Terreno 10.107 - - - - 10.107
Benfeitorias 27.324 - - - - 27.324
Amortização acumulada (2.081) - - (190) - (2.271)
Valor líquido 25.243 - - (190) - 25.053
Indústrias Luna S.A.
Terreno 1 - - - - 1
Benfeitorias 3 - - - - 3
Amortização acumulada - - - - - -
Valor líquido 3 - - - - 3
JPL Empreendimentos
Ltda.
Terreno 2.915 - - - - 2.915
Benfeitorias 7.881 - - - - 7.881
Amortização acumulada (592) - - (55) - (647)
Valor líquido 7.289 - - (55) - 7.234
Solução Imobiliária Ltda.
Terreno 398 - - - - 398
Benfeitorias 1.262 - - - - 1.262
Amortização acumulada (93) - - (10) - (103)
Valor líquido 1.169 - - (10) - 1.159
Manati
Terreno 837 - - - - 837
Benfeitorias 2.381 - - - - 2.381
Amortização acumulada (115) - - (21) - (136)
Valor líquido 2.266 - - (21) - 2.245

(a) 50.227 - - (276) - 49.951

2.073.242 92.525 (16.919) (10.109) 2.138.738

(a) Conforme explicado nas Notas 10 (b), (c) e (d), os ágios decorrentes da diferença entre o valor de mercado dos bens do ativo das controladas
adquiridas e o respectivo valor contábil, está sendo amortizado na proporção da realização destes mesmos ativos nas controladas, por depreciação ou
baixa em decorrência de alienação desses bens. Para fins de apresentação das demonstrações financeiras consolidadas, e de acordo com o art. 26 da
Instrução CVM nº 247/96, o ágio decorrente da diferença entre o valor de mercado e o valor contábil de ativos está sendo classificado na conta utilizada
pela controlada para registro do respectivo ativo, no imobilizado.

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Notas explicativas às informações trimestrais--Continuação
30 de junho de 2010
(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)

12. Intangível
O saldo de intangível é composto por direitos por uso de estacionamento e ágios
apurados pela Companhia através de aquisições d
e novos investimentos durante os exercícios de 2007 e 2008, sendo parte desses
investimentos incorporados posteriormente.
Controladora
Taxas anuais de 31 de março 30 de junho
amortização (*) de 2010 Adições Baixas Amortização de 2010
Ágio de empresas incorporadas (a)
Bozano 307.067 - - - 307.067
Amortização acumulada 20 (188.457) - - - (188.457)
Realejo 86.611 - - - 86.611
Amortização acumulada 20 (34.645) - - - (34.645)
Multishopping 169.849 - - - 169.849
Amortização acumulada 20 (85.754) - - - (85.754)
254.671 - - - 254.671
Ágio em aquisição de novas
participações (b)
Brazilian Realty LLC. 46.434 - - - 46.434
Amortização acumulada 20 (13.232) - - - (13.232)
Indústrias Luna S.A. 4 - - - 4
Amortização acumulada 20 - - - - -
JPL Empreendimentos Ltda. 15.912 - - - 15.912
Amortização acumulada 20 (3.329) - - - (3.329)
Solução Imobiliária Ltda. 3.524 - - - 3.524
Amortização acumulada 14 (554) - - - (554)
48.759 48.759
Direito de uso de sistemas
Licença de uso de software (c) 20 7.289 4.040 - - 11.329
Amortização acumulada (1.617) - - (372) (1.989)
5.672 4.040 - (372) 9.340
309.102 4.040 - (372) 312.770

Consolidado
Taxas anuais de 31 de março de 30 de junho
amortização (*) 2010 Adições Baixas Amortização de 2010
Ágio de empresas incorporadas (a)
Bozano 307.067 - - - 307.067
Amortização acumulada 20 (188.457) - - - (188.457)
Realejo 86.611 - - - 86.611
Amortização acumulada 20 (34.645) - - - (34.645)
Multishopping 169.849 - - - 169.849
Amortização acumulada 20 (85.754) - - - (85.754)
254.671 - - - 254.671
Ágio em aquisição de novas
participações (b)
Brazilian Realty LLC. 46.434 - - - 46.434
Amortização acumulada 20 (13.232) - - - (13.232)
Indústrias Luna S.A. 4 - - - 4
Amortização acumulada 20 - - - - -
JPL Empreendimentos Ltda. 15.912 - - - 15.912
Amortização acumulada 20 (3.329) - - - (3.329)
Solução Imobiliária Ltda. 3.524 - - - 3.524
Amortização acumulada 14 (554) - - - (554)
48.759 - - - 48.759
Direito de uso de sistemas
Licença de uso de software (c) 20 7.289 4.040 - - 11.329
Amortização acumulada (1.617) - - (372) (1.989)
5.672 4.040 - (372) 9.340
Outros 1.141 9 - - 1.150
Amortização acumulada (37) - - (16) (53)
1.104 9 (16) 1.097
310.206 4.049 (388) 313.867

(*) até 31 de dezembro de 2008 para amortização de ágios.

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Notas explicativas às informações trimestrais--Continuação
30 de junho de 2010
(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)

12. Intangível--Continuação
(a) Os ágios registrados em função de controladas incorporadas foram decorrentes das seguintes
operações: (i) Em 24 de fevereiro de 2006, a Companhia adquiriu a totalidade das ações do capital
da Bozano Simonsen Centros Comerciais S.A. e da Realejo Participações S.A. Esses investimentos
foram adquiridos pelos valores de R$ 447.756 e R$ 114.086, respectivamente, tendo sido apurados
ágios nos montantes de R$ 307.067 e R$ 86.611, também respectivamente, em relação ao valor
contábil patrimonial das referidas empresas, naquela data; (ii) Em 22 de junho de 2006, a Companhia
adquiriu a totalidade das ações da Multishopping Empreendimentos Imobiliários S.A. que se
encontrava em poder da GSEMREF Emerging Market Real Estate Fund L.P. pelo valor de
R$ 247.514 e as ações em poder dos acionistas Joaquim Olímpio Sodré e Manoel Joaquim
Rodrigues Mendes pelo valor de R$ 16.587, tendo sido apurados ágios nos montantes de
R$ 158.931 e R$ 10.478, respectivamente, em relação ao valor patrimonial da Multishopping naquela
data. Adicionalmente, em 08 de julho de 2006 a Companhia adquiriu as ações da Multishopping
Empreendimentos Imobiliários S.A. que se encontravam em poder das acionistas Ana Paula Peres e
Daniela Peres, pelo valor de R$ 900, tendo sido apurado um ágio no montante de R$ 448. Os
referidos ágios tiveram como fundamento a expectativa de rentabilidade futura desses investimentos.

(b) Conforme mencionado na Nota 10 (a) e (b), em virtude de novas aquisições realizadas no exercício
de 2007 a Companhia registrou ágios por expectativa de rentabilidade futura no montante total de
R$ 65.874, os quais vêm sendo amortizados no prazo, extensão e proporção dos resultados
projetados no laudo elaborado pelos peritos independentes, não excedendo o limite de dez anos.

(c) Com o objetivo de fortalecer o seu sistema de controle interno, e manter uma estratégia de
crescimento bem estruturada, a Companhia iniciou o processo de implantação do Sistema SAP R/3.
Para viabilizar essa implantação, a Companhia assinou com a empresa IBM Brasil - Indústria,
Máquinas e Serviços Ltda., em 30 de junho de 2008, um contrato de prestação de serviço no valor de
R$ 3.300. Adicionalmente, a Companhia celebrou junto a SAP Brasil Ltda., dois contratos de
licenciamento e manutenção de software, datados de 24 de junho de 2008, mediante os quais a SAP
concedeu à Companhia uma licença não exclusiva, por tempo indeterminado, de uso do software. O
valor estabelecido para a aquisição da licença foi de R$ 1.795.

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Notas explicativas às informações trimestrais--Continuação
30 de junho de 2010
(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)

13. Diferido
Taxas anuais
de amortizaçao 30 de junho de 2010 31 de março de 2010
(%) Controladora Consolidado Controladora Consolidado

Parkshopping Barigui 20 3.965 3.965 3.965 3.965


Amortização acumulada (3.965) (3.965) (3.965) (3.965)
Valor líquido - - - -
Expansão - Morumbishopping 20 186 186 186 186
Amortização acumulada (104) (104) (96) (96)
Valor líquido 82 82 90 90
Expansão - Ribeirão Shopping 20 639 639 639 639
Amortização acumulada (225) (225) (192) (192)
Valor líquido 414 414 447 447
Outras despesas pré-operacionais com
Shoppings 10 11.198 11.284 11.198 11.284
Amortização acumulada (4.075) (4.162) (4.058) (4.143)
Valor líquido 7.123 7.122 7.140 7.141
Outras despesas pré-operacionais 338 1.056 338 1.056
Amortização acumulada (280) (485) (277) (479)
Valor líquido 58 571 61 577
Barrashopping Sul - 16.695 16.695 16.695 16.695
Amortização acumulada (5.008) (5.003) (4.173) (4.168)
Valor líquido 11.687 11.692 12.522 12.527
Vila Olímpia - 4.691 - 4.691
Amortização acumulada - (547) - (313)
Valor líquido 4.144 4.378
Projetos imobiliários 2.335 2.335 2.335 2.335
21.699 26.360 22.595 27.495

14. Empréstimos e financiamentos


Taxa média 30 de junho de 2010 31 de março de 2010
Indexador anual de juros Controladora Consolidado Controladora Consolidado
Circulante
BNDES (a) TJLP e
UMBNDES 5,2% 3.234 3.234 3.550 3.550
Bradesco (d) CDI 129,2% CDI 30.838 30.838 16.579 16.579
Real (b) TR 10% 18.423 18.423 18.200 18.200
Banco Itaú (c) TR 10% 2.308 2.308 2.304 2.304
Banco IBM (e) CDI 0,79% 1.379 1.379 1.370 1.370
Banco IBM (i) CDI 1,48% 1.044 1.044 255 255
BNDES PKS Expansão (g) TJLP 3,53% 9.271 9.271 6.894 6.894
Real BHS Expansão V (h) TR 10% 5.890 5.890 1.606 1.606
Companhia Real de - -
Distribuição (f) 26 26 26 26
72.413 72.413 50.784 50.784
Não circulante
BNDES (a) TJLP e 5,2%
UMBNDES - - 574 574
Bradesco (d) CDI 129,2% CDI - - 15.000 15.000
Real (b) TR 10% 91.281 91.281 95.549 95.549
Itaú (c) TR 10% 10.192 10.192 10.750 10.750
Banco IBM (e) CDI 0,79% 2.298 2.298 2.626 2.626
Banco IBM (i) CDI 1,48% 3.133 3.133 768 768
BNDES PKS Expansão (g) TJLP 3,53% 28.771 28.771 31.103 31.103
Real BHS Expansão V (h) TR 10% 84.701 84.701 66.404 66.404
Companhia Real de - -
Distribuição (f) 778 778 792 792
221.154 221.154 223.566 223.566

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MULTIPLAN EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS S.A.
Notas explicativas às informações trimestrais--Continuação
30 de junho de 2010
(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)

14. Empréstimos e financiamentos--Continuação


Os empréstimos e financiamentos a longo prazo vencem como segue:

30 de junho de 2010 31 de março de 2010


Controladora Consolidado Controladora Consolidado

2011 22.585 22.585 45.081 45.081


2012 45.404 45.404 39.656 39.656
2013 43.804 43.804 38.058 38.058
2014 em diante 109.361 109.361 100.771 100.771
221.154 221.154 223.566 223.566

(a) Os empréstimos e financiamentos junto ao BNDES, obtidos para utilização nas obras dos shoppings centers MorumbiShopping
em maio de 2005, ParkShopping Barigui em dezembro de 2002, estão garantidos por hipoteca dos correspondentes imóveis, pelo
valor de R$ 75.271 (R$ 75.498 em 31 de março de 2010), por aval dos diretores ou fiança da controladora Multiplan
Planejamento, Participações e Administração S.A.

(b) Em 30 de setembro de 2008 a Companhia firmou com o Banco ABN AMRO Real S.A. um instrumento particular de concessão de
financiamento para construção do shopping center localizado em Porto Alegre área, no montante de R$ 122.000, dos quais
R$ 119.000 foram liberados até o momento. Os encargos incidentes sobre este financiamento são de 10% a.a. mais TR, e a sua
amortização será em 84 parcelas mensais e consecutivas, vencendo a primeira prestação em 10 de julho de 2009. Essa taxa de
juros efetiva prevista, deverá ser repactuada a partir do 13º mês contado da primeira liberação ou última atualização e
anualmente, se for o caso, pela ocorrência das seguintes hipóteses: (a) se a composição de preço (taxa de juros mais TR) ficar
abaixo de 95% do CDI médio para os últimos 12 meses; ou (b) se a composição de preço (taxa de juros mais TR) ficar acima de
105% do CDI médio para os últimos 12 meses. Como garantia do empréstimo a Companhja alienou em caráter fiduciário, o imóvel
objeto do financiamento incluindo todas as acessões e benfeitorias de que venham a ser acrescidos, e constituiu cessão fiduciária
dos créditos referentes aos recebíveis oriundos dos contratos de locação e cessão de direitos do imóvel objeto do financiamento
de direito da Companhia, os quais devem representar no mínimo 150% do valor de uma prestação mensal até a liquidação total
da dívida.

Esse contrato de financiamento possui cláusulas determinando que a Companhia deve manter o índice de alavancagem igual ou
inferior a uma vez e a dívida bancária total deve ser menor ou igual a quatro vezes o valor do EBITDA, a serem apurados
anualmente com base nas demonstrações financeiras da Companhia. Em 30 de junho de 2010 a Companhia encontrava-se
adimplente com todas as condições contratuais.

(c) Em 28 de maio de 2008 a Companhia e os demais empreendedores do Shopping Anália Franco firmaram com o Banco Itaú S.A.
um instrumento particular de abertura de crédito com o objetivo de reformar e ampliar o respectivo imóvel no montante total de
R$ 45.000, dos quais 30% é de responsabilidade da Companhia. Os encargos incidentes sobre este financiamento são de 10%
a.a. mais TR, e a sua amortização será em 71 parcelas mensais e consecutivas, vencendo a primeira prestação em 15 de janeiro
de 2010. Em garantia do pagamento da dívida, a Companhia alienou ao Banco Itaú, em caráter fiduciário, o Shopping Center
Jardim Anália Franco. Adicionalmente, a Companhia forneceu ao Banco Itaú, em cessão fiduciária, os direitos creditórios
decorrentes ao contrato de aluguel do shopping Jardim Anália Franco correspondentes a 120 % da prestação mensal, vincendos a
partir da data do contrato.

(d) No mês de outubro de 2008 a Companhia firmou com o Banco Bradesco uma cédula de crédito bancário, no valor total de R$
30.000, visando reforçar seu gerenciamento de caixa, a qual não possui nenhum tipo de garantia, conforme demonstrado abaixo:

Data da
Data inicial Repactuação Montante Taxa de juros

09/10/2008 07/04/2009 30.000 135,5% CDI

Em 7 de abril de 2009 a Companhia firmou um Instrumento Particular de Aditamento à cédula de crédito bancário, no qual foi
definida a prorrogação do prazo de vencimento da cédula com vencimento original em 7 de abril de 2009 para os seguintes
vencimentos: R$ 15.000 em 29 de setembro de 2010 e R$ 15.000 em 28 de março de 2011, assim como alterou a taxa de juros
de 135% do CDI para 129,2% do CDI. Adicionalmente, durante o quarto trimestre a Companhia liquidou antecipadamente as
cédulas cujos vencimentos eram 9 de outubro de 2009 e 30 de novembro de 2009.

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Notas explicativas às informações trimestrais--Continuação
30 de junho de 2010
(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)

14. Empréstimos e financiamentos--Continuação


(e) Conforme mencionado na Nota 12.c, a Companhia assinou com a empresa IBM Brasil - Indústria, Máquinas e Serviços Ltda., em
30 de junho de 2008, um contrato de prestação de serviço e celebrou junto a SAP Brasil Ltda., dois contratos de licenciamento e
manutenção de software, datados de 24 de junho de 2008. De acordo com o 1º Termo Aditivo dos respectivos contratos, assinado
em julho de 2008, o valor dos serviços relacionados a esses contratos foi objeto de arredamento mercantil pela Companhia com o
Banco IBM S.A. Através do arrendamento, a Companhia cedeu ao Banco IBM S.A. a obrigação de efetuar o pagamento dos
serviços nas mesmas condições previstas nos contratos. Em contrapartida, a Companhia restituirá ao Banco IBM todo o montante
gasto na implantação em 48 parcelas mensais e sucessivas de aproximadamente 2,1% do custo total, acrescidas da variação
diária da taxa DI-Over acumulada, vencendo a primeira em março de 2009. Até a presente data, o montante total contratado foi de
R$ 5.095.

(f) O saldo a pagar a Companhia Real de Distribuição é decorrente do empréstimo de mútuo com a controlada incorporada Multishopping
para viabilizar o início das obras do BarraShopping Sul, a ser quitado em 516 parcelas mensais no valor de R$ 2 a partir da data de
inauguração do hipermercado em novembro de 1998, sem incidência de juros ou atualização monetária.

(g) Em 21 de dezembro de 2009 a Companhia firmou Contrato de Financiamento mediante abertura de crédito nº 09.2.1096.1 com o
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES com o objetivo de financiar a expansão frontal do ParkShopping. O
referido crédito foi sub-dividido em R$ 36.624 para o sub-crédito “A” e R$ 1.755 para o sub-crédito “B”. Sobre o sub-crédito “A”
incidirão TJLP acrescida de 3,53% a.a., e, sobre o sub-crédito “B” que se destina a aquisição de máquinas e equipamentos, incidirão
juros fixos de 4,5% ao ano. Em 18 de janeiro de 2010, a Companhia recebeu R$ 36.624 referentes ao sub-crédito “A”. A amortização
será em 48 parcelas mensais e consecutivas, vencendo a primeira prestação em 15 de agosto de 2010.

(h) Em 19 de novembro de 2009 a Companhia firmou com o Banco ABN AMRO Real S.A. um Instrumento particular de concessão de
financiamento para reforma com ampliação de área do BH Shopping, no montante de R$ 102.400. Os encargos incidentes sobre este
financiamento são de TR mais10% a.a., e a sua amortização será em 105 parcelas mensais e consecutivas, vencendo a primeira
prestação em 15 de dezembro de 2010. Como garantia do empréstimo a Companhia alienou em caráter fiduciário 35,31% do imóvel
objeto do financiamento e constituiu cessão fiduciária dos créditos referentes aos recebíveis oriundos dos contratos de locação e
cessão de direitos do imóvel objeto do financiamento de direito da Companhia, os quais devem representar no mínimo 120% do valor
de uma prestação mensal até a liquidação total da dívida. Até 30 de junho de 2010, foi liberado R$ 90.652. O contrato prevê cláusula
de vencimento antecipado caso o total da dívida seja superior a quatro vezes o valor do LAJIDA (lucro antes dos juros, impostos,
depreciação e amortização). Em 30 de junho de 2010 a Companhia encontrava-se adimplente com todas as condições contratuais.

(i) Em 28 de Janeiro de 2010 a companhia firmou com o Banco IBM S.A. um contrato de abertura de linha de crédito no valor limite de
R$ 15.000 para aquisição de equipamentos de tecnologia da informação e/ou aquisição de programas de software relacionados a
produtos de tecnologia da informação e/ou aquisição de serviços relativos a produtos de tecnologia da informação. Os encargos
incidentes sobre este financiamento são de CDI + 1,48% a.a, a partir da data do desembolso de cada uma das parcelas. A
amortização será em 8 parcelas semestrais totalizando 48 meses. Até 30 de junho de 2010, o Banco IBM S.A liberou R$ 4.039 do
referido contrato.

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30 de junho de 2010
(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)

15. Debêntures
Em 19 de junho de 2009 a Companhia completou a 1ª Emissão para Distribuição
Pública Primária de debêntures, na qual foram emitidas 100 debêntures simples não
conversíveis em ações, do tipo escritural e da forma nominativa, da espécie
quirografária, em série única, para distribuição pública com esforços restritos, em
regime de garantia firme, com valor nominal unitário de R$ 1.000.000,00 (um milhão
de reais). Os lotes adicionais e suplementares de até 35% não foram exercidos. A
operação tem vencimento em 721 (setecentos e vinte e um) dias e os papéis serão
remunerados a taxa equivalente a 117% (cento e dezessete por cento) da variação
acumulada das taxas médias diárias dos Depósitos Financeiros de um dia, “over
extra grupo”, calculadas e divulgadas diariamente pela CETIP, no informativo diário
disponível em sua página na Internet (“Taxa DI-Over”) ao ano, base 252 dias úteis. A
amortização do principal das debêntures será integralmente realizada na data de
vencimento e o pagamento da remuneração será realizado de acordo com a tabela a
seguir a serem contados a partir da data da emissão.

1ª Data de pagamento de Remuneração - 17 de dezembro de 2009 (181 dias


contados da Data de Emissão)
2ª Data de pagamento de Remuneração - 15 de junho de 2010 (361 dias contados
da Data de Emissão)
3ª Data de pagamento de Remuneração - 12 de dezembro de 2010 (541 dias
contados da Data de Emissão)
4ª Data de pagamento de Remuneração 10 de junho de 2011 (721 dias contados da
Data de Emissão)

Através da Escritura das debêntures a Companhia obrigou-se a manutenção dos


seguintes índices financeiros a serem verificados trimestralmente com base nas
informações trimestrais consolidadas da Companhia, Divida Líquida/EBITDA igual ou
inferior a 2,75 vezes e, EBITDA/Despesa Financeira Líquida, relativas aos quatro
trimestres imediatamente anteriores, igual ou superior a 2,75 vezes. Em 30 de junho
de 2010 a Companhia encontrava-se adimplente com todas as condições contratuais.

49
MULTIPLAN EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS S.A.
Notas explicativas às informações trimestrais--Continuação
30 de junho de 2010
(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)

16. Obrigações por aquisição de bens


30 de junho de 31 de março
2010 de 2010
Controladora Controladora
e consolidado e consolidado
Circulante
Terreno Barra (a) 17.065 22.445
PSS - Seguridade Social (b) 21.748 21.237
Terreno Morumbi (c) 2.550 2.550
Terreno São Caetano (d) 6.291 6.092
Terreno Jundiaí (e) 6.284 9.537
Outros 269 269
54.207 62.130
Não circulante
PSS - Seguridade Social (b) 39.832 44.226
Terreno São Caetano (d) 57.901 57.463
Terreno Jundiaí (e) 12.569 13.765
110.302 115.454
(a) Através de escritura pública datada de 11 de março de 2008, a Companhia adquiriu um terreno situado
na Barra da Tijuca - Rio de Janeiro, destinado à construção de um shopping center e edificações a ele
integradas. O valor de aquisição foi de R$ 100.000, e será liquidado da seguinte forma: (a) R$ 40.000
no ato da assinatura da escritura pública de compra e venda; (b) R$ 60.000, em 36 parcelas mensais,
iguais, acrescidas de juros de 12% a.a., vencendo a primeira parcela 30 dias após a data da assinatura
da escritura.
(b) Em dezembro de 2006, a Companhia adquiriu da PSS a integralidade das quotas de emissão do SC
Fundo de Investimento Imobiliário, por R$ 40.000, sendo R$ 16.000 pagos à vista e o saldo em 60
parcelas mensais e consecutivas de R$ 494, já incluídas juros anuais de 9% pela tabela price,
acrescidas da variação do IPCA, vencendo-se a primeira em 20 de janeiro de 2007 e as demais no
mesmo dia dos meses subseqüentes. Adicionalmente, a Companhia adquiriu da PSS 10,1% de
participação no MorumbiShopping, por um montante de R$ 120.000. Na data da escritura foi pago o
valor de R$ 48.000, e o saldo remanescente será liquidado em setenta e duas parcelas mensais, iguais
e consecutivas, acrescidas de juros de 7% a.a. pela tabela price, e atualizadas pela variação do IPCA.

(c) Em dezembro de 2006, a Companhia firmou, com diversas pessoas físicas e jurídicas, um instrumento
particular de compromisso irrevogável e irretratável de venda e compra de dois terrenos em SP pelo
valor de R$ 19.800, dos quais R$ 4.000 pagos na assinatura do contrato e R$ 13.250 em 20 de
fevereiro de 2007. O valor de R$ 2.550 será pago através de dação em pagamento de imóveis
referentes às unidades em construção do “Centro Empresarial MorumbiShopping”. A Companhia
adquiriu também quatro lotes de terrenos contíguos ao empreendimento por R$ 2.694, integralmente
liquidados.

50
MULTIPLAN EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS S.A.
Notas explicativas às informações trimestrais--Continuação
30 de junho de 2010
(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)

16. Obrigações por aquisição de bens--Continuação


(d) Através do compromisso de compra e venda, datado de 9 de julho de 2008, a Companhia adquiriu um
terreno situado na cidade de São Caetano do Sul. A conclusão do negócio e aquisição efetiva do
imóvel está sujeita a determinadas obrigações contratuais pelo vendedor. O valor de aquisição foi de
R$81.000, sendo que R$10.000 já foram pagos quando da assinatura do contrato. Em 8 de setembro
de 2009, através do instrumento particular de repactuamento parcial de contrato de compromisso de
venda e compra e outras avenças, as partes reconheceram que o saldo pendente era de R$71.495,
parcialmente reajustável, a ser liquidado da seguinte forma: (i) R$4.000 no dia 11 de setembro de
2009; (ii) R$4.000 no dia 10 de dezembro de 2009; (iii) R$ 247 no dia 10 de outubro de 2012
reajustado de acordo com a variação do IGP-M acrescido de juros de 3% ao ano, a contar da data de
assinatura do instrumento; (iv) R$31.748 em 64 parcelas mensais, reajustáveis de acordo com a
variação do IGP-M, no valor de R$ 540, vencendo a primeira em 10 de janeiro de 2010; e (v) R$31.500
reajustáveis (caso o valor seja pago em pecúnia), que deverá ser pago mediante dação em pagamento
de uma área construída de 6.600 m² de área útil integrante de um único edifício, conforme especificado
no instrumento. Caso a Companhia não efetue o lançamento de um Shopping Center no prazo de 36
meses contados da assinatura do instrumento, estará obrigada, a partir do 37º mês, a iniciar o
pagamento da parcela de R$31.500 em pecúnia, em 36 parcelas mensais reajustáveis de acordo com
a variação do IGP-M, a serem acrescidas de 3% ao ano, a contar da data de assinatura do
instrumento.

(e) Através da escritura pública, datada de 16 de dezembro de 2009, a Companhia adquiriu um terreno
situado em Jundiaí. O valor de aquisição foi de R$46.533, sendo que R$700 foram pagos em 2008, e
R$ 20.000 foram pagos na data da escritura. O saldo remanescente de R$ 25.833 será liquidado da
seguinte forma: R$ 1.665 em 11 de fevereiro de 2010, R$ 1.665 em abril de 2010, R$ 1.670 em junho
de 2010, e 42 parcelas mensais de R$ 496, vencendo a primeira em 11 de janeiro de 2010 e as
demais nos mesmos dias dos meses subseqüentes. Todos os pagamentos serão atualizados pela
variação do IPCA e acrescidos de juros moratórios de 7,2% a.a., contados a partir da data da escritura.

As obrigações e aquisições de bens de longo prazo vencem como segue:

30 de junho 31 de março
de 2010 de 2010
Controladora Controladora
e consolidado e consolidado

2011 16.713 24.758


2012 28.913 28.587
2013 36.067 34.481
2014 17.728 17.124
2015 10.881 10.504
110.302 115.454

51
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Notas explicativas às informações trimestrais--Continuação
30 de junho de 2010
(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)

17. Parcelamento de impostos


Consolidado
30 de junho 31 de março
de 2010 de 2010
Circulante
Autos de infração (a) 284 281
284 281
Não circulante
Autos de infração (a) 1.244 1.302
1.244 1.302

(a) Refere-se a autos de infração recebidos em julho de 2003 decorrentes do recolhimento a menor de
imposto de renda e contribuição social sobre o lucro durante o exercício de 1999. As controladas
Multishopping e Renasce optaram pelo termo de adesão ao parcelamento da Lei nº 10.684/03, sendo
o valor da dívida parcelado em 180 meses a contar de julho de 2003. Adicionalmente, a controlada
Renasce optou pelo parcelamento da dívida referente a execução fiscal movida pelo Instituto
Nacional do Seguro Social - INSS, por conta do não recolhimento de contribuição devida sobre
trabalho de terceiros, a qual estava garantida pelo contrato de prestação de fiança com o Banco ABC
Brasil S.A. até 2004. O valor do parcelamento é atualizado com base na variação da Taxa de Juros a
Longo Prazo - TJLP.

18. Contingências
Controladora
31 de março 30 de junho
Contingências de 2010 Adições Baixas de 2010

Pis e Cofins (a) 12.199 - - 12.199


(depositos judiciais) (12.199) - - (12.199)
Contingências cíveis (c) 5.224 18 - 5.242
(depositos judiciais) (3.683) - - (3.683)
Contingências trabalhistas 1.770 155 - 1.925
(depositos judiciais) (42) - - (42)
Provisão Pis e Cofins (b) 1.064 - - 1.064
Provisão IOF (b) 154 - (7) 147
Contingências fiscais 14 - - 14
4.501 173 (7) 4.667

52
MULTIPLAN EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS S.A.
Notas explicativas às informações trimestrais--Continuação
30 de junho de 2010
(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)

18. Contingências--Continuação
Consolidado
31 de março 30 de junho
Contingências de 2010 Adições Baixas de 2010

Pis e Cofins (a) 12.920 - - 12.920


(depositos judiciais) (12.920) - - (12.920)
INSS 31 - - 31
(depositos judiciais) (31) - - (31)
Contingências cíveis (c) 5.289 18 - 5.307
(depositos judiciais) (3.683) - - (3.683)
Contingências trabalhistas 1.862 186 - 2.048
(depositos judiciais) (42) - - (42)
Provisão Pis e Cofins (b) 1.064 - - 1.064
Provisão IOF (b) 814 - (155) 659
Contingências fiscais 432 6 - 438
5.736 210 (155) 5.791

As provisões para contingências foram constituídas para fazer face às perdas consideradas prováveis em processos
administrativos e judiciais relacionados às questões fiscais e trabalhistas, com expectativa de perda provável, em
valor julgado suficiente pela Administração, consubstanciada na avaliação de advogados e assessores jurídicos,
como segue:

(a) Em 1999, a Companhia passou a questionar judicialmente a incidência do Pis e da COFINS nos termos da Lei
nº 9.718 de 1998. Os recolhimentos inerentes à COFINS têm sido calculados de acordo com a legislação atual e
depositados judicialmente. Em setembro de 2009 esta causa transitou em julgado, e o Supremo Tribunal Federal
julgou parcialmente procedente o questionamento da Companhia, julgando inconstitucional a incidência da COFINS
sobre outras receitas que não aquelas decorrentes da venda de mercadorias e serviços, e constitucional a
incidência da COFINS sobre as receitas decorrentes da venda e locação de imóveis. Sendo assim, a Companhia
registrou uma reversão de provisão no montante de R$ 1.594.

(b) As provisões de Pis e COFINS e de IOF decorrem de transações financeiras realizadas entre partes relacionadas
até dezembro de 2006. A partir de 2007 a Companhia vem recolhendo o IOF normalmente.

(c) Em março de 2008, baseada na opinião de seus consultores jurídicos, a Companhia constituiu provisão para
contingências, no montante de R$ 3.228, e efetuou depósito judicial no mesmo montante. Essa provisão refere-se a
duas ações de indenização movidas por parentes de vítimas de um homicídio ocorrido nas dependências do
Cinema V do Morumbi Shopping. O saldo remanescente das provisões cíveis refere-se a diversas causas de
pequeno valor, movidas contra os shoppings nos quais a Companhia possui participação.

Além dos casos acima descritos, a Companhia é ré em diversos processos de


natureza cível, os quais seus consultores jurídicos entendem como possíveis as
probabilidades de perda, estimadas em R$ 31.403 em 30 de junho de 2010
(R$ 32.534 em 31 de março de 2010).
Os impostos e as contribuições sociais apurados e recolhidos pela Companhia e suas
controladas estão sujeitos a revisão por parte das autoridades fiscais por prazos
prescricionais variáveis.

53
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Notas explicativas às informações trimestrais--Continuação
30 de junho de 2010
(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)

18. Contingências--Continuação
Em 26 de junho de 1995 o consórcio formado pela companhia (sucessora da
Multishopping Empreendimentos Imobiliários S.A.) e pelas empresas Bozano,
Simonsen Centros Comerciais S.A., Pinto de Almeida Engenharia S.A., In Mont
Planejamento Imobiliário e Participações Ltda, antecipou para o Clube de Regatas do
Flamengo a importância de R$ 6.000. Tal importância deveria ser descontada da
renda obtida pelo Clube após a inauguração do shopping center situado no bairro da
Gávea, o qual era o objeto do consórcio. Contudo, o projeto foi cancelado, e o Clube
de Regatas do Flamengo não efetuou a devolução da importância adiantada. Os
membros do consórcio decidiram então iniciar um processo judicial requerendo o
devido ressarcimento. A decisão judicial, já transitada em julgado, determinou a
execução da importância mencionada, devidamente corrigida. Na medida em que a
Companhia está aguardando a exata determinação do montante, bem como
avaliando a sua realização, decidiu por não contabilizar este ativo contingente.

19. Transações e saldos com partes relacionadas


30 de junho de 2010
Empréstimos e
adiantamentos
Créditos a receber diversos Valores a pagar
Controladora Não circulante Não circulante circulante

MPH Empreend. Imob. Ltda. - 68.240 -


Multiplan Admin. Shopping Center - - 16
Manati Empreendimentos e
Participações S.A. 149 10.425 -
Total em 30 de junho de 2010 149 78.665 16

30 de junho de 2010
Créditos a Valores a
receber pagar
Consolidado Não circulante Circulante

Helfer Comércio e Participações Ltda. - 26.034


Plaza Shopping Trust SPCO Ltda. - 68.240
JPL Empreendimentos Ltda. - 16
Manati Empreendimentos e Participações S.A. 74 -
Total em 30 de junho de 2010 74 94.290

54
MULTIPLAN EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS S.A.
Notas explicativas às informações trimestrais--Continuação
30 de junho de 2010
(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)

19. Transações e saldos com partes relacionadas--Continuação

31 de março de 2010
Empréstimos e
adiantamentos
Créditos a receber diversos Valores a pagar
Controladora Não circulante Não circulante circulante

RENASCE - Rede Nacional de


Shopping Centers Ltda. 1 - -
MPH Empreend. Imob. Ltda. - 68.240 -
Multiplan Admin. Shopping Center 1 - -
JPL Empreendimentos Ltda. - - 16
Manati Empreendimentos e
Participações S.A. 148 9.729 -
Total em 31 de março de 2010 150 77.969 16

31 de março de 2010
Créditos a Valores a
receber pagar
Consolidado Não circulante Circulante

Helfer Comércio e Participações Ltda. - 26.034


Plaza Shopping Trust SPCO Ltda. - 68.240
JPL Empreendimentos Ltda. - 16
Manati Empreendimentos e Participações S.A. 74 -
Total em 31 de março de 2010 74 94.290

Até 30 de junho de 2010 a Companhia efetuou diversos adiantamentos à controlada


MPH Empreendimentos Imobiliários no montante total de R$ 68.240, com o objetivo de
financiar os custos da obra do empreendimento Vila Olímpia, no qual a MPH possui
participação de 71,5%. Estes montantes não estão sendo atualizados e a Companhia
tem intenção de futura capitalização do respectivo saldo. A Companhia possui 41,96%
de participação na MPH Empreendimentos Imobiliários Ltda.

Até 30 de junho de 2010 a Companhia efetuou adiantamentos a Manati no montante


total de R$ 10.425, a qual possui 75% de participação no Shopping Santa Úrsula, com
objetivo de suprir o pagamento de dívidas do condomínio. A Companhia tem intenção
de capitalização do respectivo saldo.
Os saldos a pagar a Helfer Comércio e Participações Ltda. e Plaza Shopping Trust
SPCO Ltda. no consolidado referem-se aos adiantamentos realizados pelas mesmas à
controlada MPH Empreendimentos Imobiliários com objetivo de futura capitalização,
para financiar os custos da obra do empreendimento Vila Olímpia, no qual a MPH
possui participação de 71,5%.

55
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Notas explicativas às informações trimestrais--Continuação
30 de junho de 2010
(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)

20. Receitas diferidas


30 de junho de 2010 31 de março de 2010
Controladora Consolidado Controladora Consolidado

Receita de cessão de direitos (luvas) 122.406 168.693 105.294 153.723


Custo de venda a apropriar (18.508) (20.389) (16.786) (18.668)
Demais receitas 1.671 1.671 1.686 1.686
105.569 149.975 90.194 136.741
Circulante 22.396 33.154 58.262 68.878
Não circulante 83.173 116.821 31.932 67.863

21. Patrimônio líquido


a) Capital social
Em reunião do Conselho de Administração realizada no dia 18 de janeiro de 2010, foi
aprovada a emissão privada de 1.497.773 ações ordinárias nominativas, sem valor
nominal, ao preço de emissão de R$ 11,06 por ação, perfazendo um aumento de
capital da Companhia no montante de R$ 16.565. Esta emissão foi decorrente do
exercício da opção de compra de ações outorgada ao Presidente da Companhia,
Sr. José Isaac Peres, dentro do Plano de Outorga de Opção de Compra de Ações da
Companhia, aprovado na Assembléia Geral Ordinária de 06 de julho de 2007,
conforme descrito na nota 21(g). As ações foram emitidas dentro do limite do capital
autorizado previsto no artigo 8º, parágrafo 1º, do Estatuto Social da Companhia.

Em 30 de junho de 2010 e 31 de março de 2010, o capital social da controladora está


representado por 179.197.214 ações ordinárias e preferenciais, nominativas,
escriturais e sem valor nominal, assim distribuídas:
Quantidade de Ações
30 de junho de 2010 31 de março de 2010
Acionista Ordinárias Preferenciais Total Ordinárias Preferenciais Total

Multiplan Planejamento. Participações e


Administração S.A. 57.587.470 - 57.587.470 57.587.470 - 57.587.470
1700480 Ontário Inc. 40.285.133 11.858.345 52.143.478 40.285.133 11.858.345 52.143.478
José Isaac Peres 1.947.782 - 1.947.782 2.247.782 - 2.247.782
Maria Helena Kaminitz Peres 650.878 - 650.878 650.878 - 650.878
Ações em circulação 66.658.024 - 66.658.024 66.163.744 - 66.163.744
Conselho de Administração e Diretoria 74.294 2 74.296 63.860 2 63.862
Total de ações em circulação 167.203.581 11.858.347 179.061.928 166.998.867 11.858.347 178.857.214
Ações em tesouraria 135.286 - 135.286 340.000 - 340.000
167.338.867 11.858.347 179.197.214 167.338.867 11.858.347 179.197.214

b) Reserva legal

A reserva legal é calculada com base em 5% de seu lucro líquido conforme previsto na
legislação em vigor, e no Estatuto Social da Companhia, limitada a 20% do capital
social.

56
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Notas explicativas às informações trimestrais--Continuação
30 de junho de 2010
(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)

21. Patrimônio líquido--Continuação


c) Reserva para expansão

Em atendimento ao disposto no Estatuto Social da Companhia, a parcela


remanescente do lucro líquido, após a absorção dos prejuízos acumulados, à
constituição da reserva legal, e à distribuição de dividendos, é destinada à reserva
de expansão. Essa reserva possui a finalidade de assegurar recursos que
permitam a realização de novos investimentos em capital fixo e circulante e a
expansão das atividades sociais.

d) Reserva especial de ágio na incorporação

Conforme explicado na Nota 9, com a incorporação pela Companhia da sua


controladora Bertolino, o ágio registrado no balanço da Bertolino decorrente da
aquisição de participação no capital da Multiplan, líquido da provisão para
manutenção da integridade do patrimônio líquido, foi registrado na Companhia,
após a referida incorporação, em conta específica de imposto de renda e
contribuição social diferido, no ativo, em contrapartida de reserva especial de ágio
na incorporação, de acordo com o §1º do artigo 6º da Instrução CVM nº 319/99.
Este ágio será amortizado de acordo com as mesmas perspectivas de
rentabilidade futura que lhe deu origem no período de 5 anos.

e) Ações em tesouraria

No dia 13 de outubro de 2008, a BM&FBOVESPA autorizou a Companhia a


recompra de ações de sua emissão, nos termos do Comunicado Externo
n° 051/2008-DP e da Instrução CVM 10.
A Companhia decidiu então aplicar os seus recursos disponíveis na recompra de
ações, com o objetivo de maximizar a geração de valor para o acionista. Dessa
forma, a Companhia adquiriu até a presente data 340.000 ações ordinárias
(340.000 em 31 de março de 2010). Durante o segundo trimestre de 2010,
204.714 ações foram utilizadas para liquidação do exercício de opções. O saldo de
ações em tesouraria em 30 de junho de 2010 é de 135.286 ações. Vide Nota
21 (g) para maiores detalhes.
Na data de 30 de junho de 2010, o percentual de ações em circulação é de
37,20% (36,92% em 31 de março de 2010). As ações foram adquiridas a um custo
médio ponderado de R$ 13,60, a um custo mínimo de R$ 9,80, e a um custo
máximo de R$ 14,71 (valores em Reais). O preço de fechamento das ações
calculado com base na última cotação anterior ao encerramento do trimestre foi de
R$ 33,01 (valor em Reais).

57
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Notas explicativas às informações trimestrais--Continuação
30 de junho de 2010
(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)

21. Patrimônio líquido--Continuação


f) Dividendos

De acordo com o previsto no Estatuto Social da Companhia, o dividendo mínimo


obrigatório é de 25% do lucro líquido, ajustado nos termos da legislação societária.
Em 30 de abri l de 2010, foi aprovada pela Assembléia Geral Ordinária a proposta
de distribuição de dividendos no montante de R$ 60.876 mil, correspondente a
R$ 0,34 por ação.

2009

Lucro líquido do exercício 170.612


Apropriação à reserva legal (8.531)
Lucro líquido ajustado 162.081

Dividendos mínimos obrigatórios 40.521


Dividendos complementares (debitados da reserva de expansão) 20.355
Total de dividendos propostos 60.876
Percentual de destinação 38%

O valor efetivamente pago foi superior em R$ 13 para adequar o valor por ação de
R$ 0,3404, aprovado na Assembléia Geral Ordinária realizada em 30 de abril de
2010, à quantidade de ações em circulação na referida data.

g) Plano de opção de compra de ações

Em Assembléia Geral Extraordinária realizada em 06 de julho de 2007, os


acionistas da Companhia aprovaram um plano de opção de ações liquidável em
ações, a vigorar a partir dessa data, para administradores, empregados e
prestadores de serviços da Companhia. O Plano é administrado pelo Conselho de
Administração da Companhia.

O Plano de Opção de Compra de Ações está limitado a um máximo de opções que


resulte em uma diluição de 7% do capital social da Companhia. A diluição
corresponde ao percentual representado pela quantidade de ações que lastreiam
as opções pela quantidade total de ações de emissão da Companhia.

Os beneficiários do Plano de Opção de Ações poderão exercer suas opções


dentro de até 4 anos contados da respectiva outorga. O período de carência
(vesting) será de até 2 anos, com liberações de 33,4% a partir do segundo
aniversário, 33,3% a partir do terceiro aniversário e 33,3% a partir do quarto
aniversário.

58
MULTIPLAN EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS S.A.
Notas explicativas às informações trimestrais--Continuação
30 de junho de 2010
(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)

21. Patrimônio líquido--Continuação

g) Plano de opção de compra de ações--Continuação

O preço das ações deverá ser baseado na média da cotação das ações da
Companhia da mesma classe e tipo nos últimos 20 (vinte) pregões na Bolsa de
Valores de São Paulo (BOVESPA) imediatamente anteriores à data da outorga da
opção, ponderada pelo volume de negociação, corrigido monetariamente de
acordo com o Índice Nacional de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado
pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ou por outro índice que
venha a ser determinado pelo Conselho de Administração, até a data do efetivo
exercício da Opção.

Foram efetuadas cinco distribuições de opções, distribuídas ao longo dos anos


2007, 2008, 2009 e 2010, que se enquadram dentro do limite máximo de 7%
previsto no Plano, sendo estas resumidas a seguir:

a. Programa 1 - Na data de 06 de julho de 2007 o Conselho de Administração da


Companhia aprovou o 1º Programa de Opção de Compra de Ações e a
outorga de opções de 1.497.773 ações, exercíveis após 180 dias contados da
realização da Primeira Oferta Pública das Ações pela Companhia. Não
obstante a previsão geral ao Plano, conforme descrito anteriormente, o preço
de exercício dessas opções é de R$ 9,80, atualizado pela inflação de acordo
com o IPCA, publicado pelo IBGE, ou por outro índice que venha a ser
escolhido pelo Conselho de Administração.

b. Programa 2 - Na data de 21 de novembro de 2007, o Conselho de


Administração da Companhia aprovou o 2º Programa de Opção de Compra de
Ações e a outorga de opções de 114.000 ações. Desse total, 16.000 ações
foram outorgadas a um funcionário que saiu da Companhia antes do prazo
mínimo para exercer a opção.

c. Programa 3 - Na data de 04 de junho de 2008, o Conselho de Administração


da Companhia aprovou o 3º Programa de Opção de Compra de Ações de
emissão da Companhia, havendo sido aprovada a outorga de opções de
1.003.400 ações. Desse total, 68.600 ações foram outorgadas a um
funcionário que saiu da Companhia antes do prazo mínimo para exercer a
opção.

59
MULTIPLAN EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS S.A.
Notas explicativas às informações trimestrais--Continuação
30 de junho de 2010
(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)

21. Patrimônio líquido--Continuação


g) Plano de opção de compra de ações--Continuação

d. Programa 4 - Na data de 13 de abril de 2009, o Conselho de Administração da


Companhia aprovou o 4º Programa de Opção de Compra de Ações de
emissão da Companhia, havendo sido aprovada a outorga de opções de
1.300.100 ações. Desse total, 44.100 ações foram outorgadas a um
funcionário que saiu da Companhia antes do prazo mínimo para exercer a
opção.

e. Programa 5 - Na data de 04 de março de 2010, o Conselho de Administração


da Companhia aprovou o 5º Programa de Opção de Compra de Ações de
emissão da Companhia, havendo sido aprovada a outorga de opções de
966.752 ações.

As distribuições descritas em (b), (c), (d) e (e) seguem os parâmetros definidos


pelo Plano de Opção de Compra de Ações descritos anteriormente.

Em 07 de janeiro de 2010 foram exercidas 1.497.773 opções de compra de ações


pelo Diretor Presidente Sr. José Isaac Peres. Ao longo do segundo trimestre de
2010 foram exercidas 204.714 opções de compra de ações relativas aos
programas 2 e 3 por alguns beneficiários. Sendo assim, em 30 de junho de 2010, o
montante total de ações que compõem o saldo das opções outorgadas pela
Companhia passou a ser de 3.050.838 ações, as quais representam 1,70% do
total de ações. O percentual de diluição não considerou a emissão de novas
ações.

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MULTIPLAN EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS S.A.
Notas explicativas às informações trimestrais--Continuação
30 de junho de 2010
(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)

21. Patrimônio líquido--Continuação


g) Plano de opção de compra de ações--Continuação

Os prazos de carência para o exercício das opções estão assim definidos:


% de opções Quantidade
liberadas para o máxima de
Prazos de carência a partir da outorga exercício ações

Programa 1
180 dias após a primeira oferta pública de ações -
26/01/08 100% 1.497.773
Programa 2
A partir do segundo aniversário - 21/11/09 33,4% 32.732
A partir do terceiro aniversário - 21/11/10 33,3% 32.634
A partir do quarto aniversário - 21/11/11 33,3% 32.634
Programa 3
A partir do segundo aniversário - 04/06/10 33,4% 312.224
A partir do terceiro aniversário - 04/06/11 33,3% 311.288
A partir do quarto aniversário - 04/06/12 33,3% 311.288
Programa 4
A partir do segundo aniversário - 13/04/11 33,4% 419.504
A partir do terceiro aniversário - 13/04/12 33,3% 418.248
A partir do quarto aniversário - 13/04/13 33,3% 418.248
Programa 5
A partir do segundo aniversário - 04/03/12 33,4% 322.986
A partir do terceiro aniversário - 04/03/13 33,3% 321.883
A partir do quarto aniversário - 04/03/14 33,3% 321.883

O valor justo médio ponderado das opções de compra nas datas das outorgas,
descrito abaixo, foi estimado usando-se o modelo de precificação de opções
Black-Sholes, assumindo as premissas listadas abaixo:

Taxa livre de Maturidade


Volatilidade risco média Valor justo

Programa 1 48,88% 12,10% 3,25 anos R$ 16,40


Programa 2 48,88% 12,50% 4,50 anos R$ 7,95
Programa 3 48,88% 12,50% 4,50 anos R$ 7,57
Programa 4 48,79% 11,71% 4,50 anos R$ 7,15
Programa 5 30,90% 6,60% 3,00 anos R$ 7,28

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Notas explicativas às informações trimestrais--Continuação
30 de junho de 2010
(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)

21. Patrimônio líquido--Continuação


g) Plano de opção de compra de ações--Continuação

Em atendimento ao disposto no pronunciamento técnico CPC 10, os pagamentos


baseados em ações que estavam em aberto em 31 de dezembro de 2008, foram
mensurados e reconhecidos pela Companhia, sendo seus efeitos registrados de
forma retroativa ao início do exercício que foram outorgados até o limite da data de
transição. Com base no valor justo das opções na data de concessão das
mesmas, o efeito no patrimônio líquido e no resultado são os seguintes:

Patrimônio
Resultado líquido

Ajuste de adoção inicial da Lei 11638/07 24.579 24.579


2008 1.272 25.851
2009 3.415 29.266
2010 5.528 34.794
2011 5.952 40.746
2012 4.741 45.487
2013 2.508 47.995
2014 440 48.435

O efeito no primeiro semestre de 2010 do reconhecimento do pagamento baseado


em ações no patrimônio líquido e no resultado foi de R$ 2.544 (R$ 1.317 em 30 de
junho de 2009).

22. Resultado financeiro líquido


30 de junho de 2010 30 de junho de 2009
Controladora Consolidado Controladora Consolidado

Rendimentos sobre aplicações financeiras 38.392 38.740 6.207 6.638


Juros sobre empréstimos e financiamentos (13.476) (13.476) (8.647) (8.679)
Juros sobre empreendimentos imobiliários 23 23 11 11
Tarifas bancárias e outros encargos (239) (309) - (3)
Variação cambial (24) 724 3 3
Variações monetárias (2.196) (2.074) (7.367) (7.386)
Multa e juros sobre aluguel e cessões de
direito - shopping 1.186 1.240 1.057 1.102
Multa e juros sobre infrações fiscais (8) (8) (187) (218)
Despesas com fianças (299) (333) - -
Juros sobre mútuos 879 968 815 815
Juros sobre obrigações para aquisições de
bens (2.322) (2.322) (2.290) (2.290)
Outros (3.494) (3.603) (933) (1.020)
Total 18.422 19.570 (11.331) (11.027)

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Notas explicativas às informações trimestrais--Continuação
30 de junho de 2010
(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)

23. Instrumentos financeiros e gestão de riscos


Em conformidade com o disposto pela Deliberação CVM nº 566, de 17 de dezembro
de 2008, que aprovou o Pronunciamento Técnico CPC 14, a Companhia efetuou uma
avaliação de seus instrumentos financeiros.

Os valores constantes nas contas do ativo e passivo, como instrumentos financeiros,


encontram-se atualizados na forma contratada até 30 de junho de 2010 e
correspondem, aproximadamente, ao seu valor de mercado. Esses valores estão
representados substancialmente por disponibilidades e valores equivalentes, contas a
receber de clientes, empréstimos e adiantamentos diversos, empréstimos e
financiamentos, e obrigações por aquisição de bens. Os valores registrados se
equivalem aos valores de mercado.

Os principais instrumentos financeiros da Companhia estão representados por:

i) Disponibilidades e valores equivalentes - está representado ao valor de mercado,


que equivale ao seu valor contábil;
ii) Contas a receber de clientes, e empréstimos e adiantamentos diversos - são
classificados como ativos financeiros mantidos até o vencimento, e estão
contabilizados pelos seus valores contratuais, os quais equivalem ao valor de
mercado.
iii) Obrigação por aquisição de bens, empréstimos e financiamentos e debêntures -
são classificados como passivos financeiros mantidos até o vencimento, e estão
contabilizados pelos seus valores contratuais.

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Notas explicativas às informações trimestrais--Continuação
30 de junho de 2010
(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)

23. Instrumentos financeiros e gestão de riscos--Continuação


Fatores de risco

Os principais fatores de risco a que a Companhia e suas controladas estão expostas


são os seguintes:

(i) Riscos de taxa de juros

Os riscos de taxa de juros relacionam-se com:

• Possibilidade de variações no valor justo de seus financiamentos indexados a


taxas de juros pré-fixadas, no caso de tais taxas não refletirem as condições
correntes de mercado. Apesar da Companhia efetuar o monitoramento
constante desses índices, até o momento não identificou a necessidade de
contratar instrumentos financeiros de proteção contra o risco de taxa de juros.
• Possibilidade de um movimento desfavorável nas taxas de juros, o que
causaria um aumento nas despesas financeiras, em decorrência da parcela da
dívida contratada a taxas de juros flutuantes. Em 30 de junho de 2010, a
Companhia e suas controladas aplicam seus recursos financeiros
principalmente em Certificados de Depósitos Interbancários (CDI), o que reduz
significativamente esse risco.
• inviabilidade de obtenção de empréstimos caros no caso de o mercado
imobiliário estar desfavorável e não conseguir absorver os custos.

(ii) Risco de crédito inerente à prestação de serviços

O risco está relacionado à possibilidade da Companhia e suas controladas


computarem prejuízos derivados de dificuldades em cobrar os valores de
aluguéis, venda de imóveis, cessão de direitos, taxas de administração e
comissões de corretagens. Esse tipo de risco é substancialmente reduzido tendo
em vista a possibilidade de retomada tanto das lojas alugadas como dos imóveis
vendidos, os quais historicamente têm sido renegociados com terceiros de forma
lucrativa.

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Notas explicativas às informações trimestrais--Continuação
30 de junho de 2010
(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)

23. Instrumentos financeiros e gestão de riscos--Continuação


Fatores de risco--Continuação

(iii) Risco de crédito financeiro


O risco está relacionado à possibilidade da Companhia e suas controladas
computarem perdas derivadas da dificuldade de realização das aplicações
financeiras de curto prazo. O risco associado a esses instrumentos financeiros é
minimizado através da seleção de instituições financeiras bem conceituadas.
De acordo com a deliberação CVM nº 550 de 17 de outubro de 2008, que dispõe
sobre a apresentação de informações sobre instrumentos financeiros derivativos
em nota explicativa, a Companhia informa que não possui política de utilização
de instrumentos financeiros derivativos, desta forma não identificou nenhum risco
decorrente de uma eventual exposição associada a estes instrumentos.
Análise de sensibilidade
Com a finalidade de verificar a sensibilidade dos indexadores dos ativos e passivos
financeiros que a Companhia possuía exposição na data base de 30 de junho de
2010, foram definidos 05 cenários diferentes, e preparada uma análise de
sensibilidade às oscilações dos indicadores desses instrumentos. Com base no
relatório FOCUS de 25 de junho de 2010 foi extraída a projeção dos indexadores
CDI, IGP-DI, e IPCA para o ano de 2010 e este definido como o cenário provável,
sendo que a partir deste foram calculadas variações decrescentes e crescentes de
25% e 50%, respectivamente.

Indexadores dos ativos e passivos financeiros:

Cenário Aumento Aumento


Indexador Queda de 50% Queda de 25% provável de 25% de 50%

CDI 6,00% 3,00% 12,00% 15,00% 18,00%


IGP-DI 4,53% 2,26% 9,05% 11,31% 13,58%
IGP - M 4.54% 6,81% 9,08% 11,35% 13,62%
IPCA 2,78% 1,39% 5,55% 6,94% 8,33%
UMBNDES 0,90% 1,35% 1,80% 2,25% 2,70%
TJLP 3,00% 4,50% 6,00% 7,50% 9,00%

Ativos financeiros
Para cada cenário foi calculada a receita financeira bruta não levando em
consideração incidência de tributos sobre os rendimentos, sendo a data base
utilizada a existente em 30 de junho de 2010, projetando-se para um ano e
verificando a sensibilidade do CDI com cada cenário.

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Notas explicativas às informações trimestrais--Continuação
30 de junho de 2010
(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)

23. Instrumentos financeiros e gestão de riscos--Continuação


Projeção das receitas financeiras - 2010:

Controladora
Taxa de Saldo em Queda de Queda de Cenário Aumento Aumento
remuneração 30/06/10 50% 25% provável de 25% de 50%
Disponibilidades e aplicações
financeiras
Caixa e bancos N/A 20.376 N/A N/A N/A N/A N/A
Aplicações financeiras 100% CDI 895.331 53.720 26.860 107.440 134.300 161.160
915.707 53.720 26.860 107.440 134.300 161.160

Contas a receber
Contas a receber de clientes -
locação de lojas IGP-DI 52.643 2.382 1.191 4.764 5.955 7.146
Contas a receber de clientes -
cessão de direitos IGP-DI 54.000 2.444 1.222 4.887 6.109 7.331
Contas a receber de clientes -
venda de imóveis IGP-DI 4.045 183 92 366 458 549
Outros contas a receber de
clientes N/A 15.749 N/A N/A N/A N/A N/A
126.437 5.009 2.505 10.017 12.522 15.026

Empréstimos e adiantamentos
diversos
Associação Barra Shopping Sul 135% CDI 7.403 600 300 1.199 1.499 1.799
Associação Parkshopping Barigui 117% CDI 1.522 107 53 214 267 321
Associação Parkshopping 110% CDI 505 33 17 67 83 100
Condomínio Parkshopping 110% CDI 4.751 314 157 627 784 941
Condomínio Ribeirão Shopping 110% CDI 1.328 88 44 175 219 263
Condomínio New York City Center 110% CDI 511 34 17 67 84 101
Condomínio Barra Shopping Sul N/A 168 N/A N/A N/A N/A N/A
Manati Empreendimentos
Imobiliários Ltda. N/A 10.425 N/A N/A N/A N/A N/A
MPH Empreendimentos
Imobiliários Ltda. N/A 68.240 N/A N/A N/A N/A N/A
Adiantamento a fornecedores N/A 4.728 N/A N/A N/A N/A N/A
Adiantamento a empreendedores N/A 816 N/A N/A N/A N/A N/A
Outros empréstimos e
adiantamentos diversos N/A 1.785 N/A N/A N/A N/A N/A
102.182 1.176 588 2.349 2.936 3.525

Total 1.144.326 59.905 29.953 119.806 149.758 179.711

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MULTIPLAN EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS S.A.
Notas explicativas às informações trimestrais--Continuação
30 de junho de 2010
(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)

23. Instrumentos financeiros e gestão de riscos--Continuação


Projeção das receitas financeiras - 2010:--Continuação

Consolidado
Taxa de Saldo em Queda de Queda de Cenário Aumento Aumento
remuneração 30/06/10 50% 25% provável de 25% de 50%
Disponibilidades e aplicações
financeiras
Caixa e bancos N/A 31.888 N/A N/A N/A N/A N/A
Aplicações financeiras 100% CDI 901.123 54.067 81.101 108.135 135.168 162.202
933.011 54.067 81.101 108.135 135.168 162.202

Contas a receber
Contas a receber de clientes –
locação de lojas IGP-DI 56.005 2.534 3.801 5.068 6.336 7.603
Contas a receber de clientes –
cessão de direitos IGP-DI 66.777 3.022 4.532 6.043 7.554 9.065
Contas a receber de clientes –
venda de imóveis IGP-DI 4.045 183 275 366 458 549
Outros contas a receber de
clientes N/A 16.842 N/A N/A N/A N/A N/A
143.669 5.739 8.608 11.477 14.348 17.217

Empréstimos e adiantamentos
diversos
Associação Barra Shopping Sul 135% CDI 7.403 600 899 1.199 1.499 1.799
Associação Parkshopping Barigui 117% CDI 1.522 107 160 214 267 321
Associação Parkshopping 110% CDI 505 33 50 67 83 100
Associação Shopping Vila Olímpia 8% IPCA 2.084 5 7 9 12 14
Condomínio Parkshopping 110% CDI 4.751 314 470 627 784 941
Condomínio Ribeirão Shopping 110% CDI 1.328 88 131 175 219 263
Condomínio New York City Center 110% CDI 511 34 51 67 84 101
Condomínio Barra Shopping Sul N/A 168 N/A N/A N/A N/A N/A
Adiantamento a fornecedores N/A 4.795 N/A N/A N/A N/A N/A
Adiantamento a empreendedores N/A 1.337 N/A N/A N/A N/A N/A
Outros empréstimos e
adiantamentos diversos N/A 5.390 N/A N/A N/A N/A N/A
29.794 1.181 1.768 2.358 2.948 3.539

Total 1.106.474 60.987 91.477 121.970 152.464 182.958

67
MULTIPLAN EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS S.A.
Notas explicativas às informações trimestrais--Continuação
30 de junho de 2010
(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)

23. Instrumentos financeiros e gestão de riscos--Continuação


Passivos financeiros

Para cada cenário foi calculada a despesa financeira bruta não levando em
consideração incidência de tributos e o fluxo de vencimentos de cada contrato
programado para 2010. A data base utilizada foi 30 de junho de 2010 projetando os
índices para um ano e verificando a sensibilidade dos mesmos em cada cenário.

Projeção das despesas financeiras - 2010:

Controladora e Consolidado:
Taxa de Saldo em Queda de Queda de Cenário Aumento Aumento
remuneração 30/06/10 50% 25% provável de 25% de 50%

Empréstimos e financiamentos
Bradesco 129,5%CDI 30.838 2.396 3.594 4.792 5.990 7.188
TJLP e
BNDES - Parkshopping Barigui UMBNDES 62 1 1 1 1 2
BNDES - Morumbi Shopping TJLP 3.172 95 143 190 238 285
BNDES - PKS Exp TJLP 38.042 1.141 1.712 2.283 2.853 3.424
Real N/A 110.538 N/A N/A N/A N/A N/A
Real BHS Exp V N/A 89.757 N/A N/A N/A N/A N/A
Itaú N/A 12.500 N/A N/A N/A N/A N/A
CDI + 0,79%
Banco IBM a.a. 3.677 221 331 441 552 662
CDI + 1,48%
Banco IBM a.a. 4.177 251 376 501 627 752
Cia Real de Distribuição N/A 804 N/A N/A N/A N/A N/A
293.567 4.105 6.157 8.208 10.261 12.313

Obrigação por aquisição de bens


Terreno Morumbi N/A 2.550 N/A N/A N/A N/A N/A
PSS - Seguridade Social IPCA + 9% 61.580 7.251 8.105 8.960 9.814 10.669
Terreno Barra N/A 17.065 N/A N/A N/A N/A N/A
IGPM + 3%
Terreno São Caetano a.a. 64.192 4.840 6.297 7.754 9.212 10.669
Terreno Jundiaí IPCA + 7,2% 18.853 1.881 2.142 2.404 2.665 2.927
Outros N/A 269 N/A N/A N/A N/A N/A
164.509 13.972 16.544 19.118 21.691 24.265

Total 458.076 18.077 22.701 27.326 31.952 36.578

68
MULTIPLAN EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS S.A.
Notas explicativas às informações trimestrais--Continuação
30 de junho de 2010
(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)

24. Fundos administrativos


A Companhia é responsável pela administração e gestão financeira dos recursos dos
empreendedores para os seguintes shopping centers: BarraShopping,
MorumbiShopping, BHShopping, DiamondMall, ParkShopping, RibeirãoShopping,
New York City Center, Shopping Anália Franco, BarraShopping Sul, ParkShopping
Barigui, Shopping Pátio Savassi, Shopping Santa Úrsula e Shopping Vila Olímpia. A
Companhia administra fundos compostos por adiantamentos de recursos dos
referidos empreendedores e pelo recebimento de aluguéis dos lojistas dos shopping
centers, depositados em contas bancárias em nome do empreendimento e por conta
da Companhia, para financiar as obras de expansão e as despesas operacionais dos
próprios shopping centers.

Em 30 de junho de 2010, os saldos dos fundos administrativos montavam a


R$ 13.747 (R$ 13.917 em 31 de março de 2010), não apresentados nas
demonstrações financeiras consolidadas por não constituírem direitos nem
obrigações da controlada.

25. Remuneração dos administradores


A Companhia é administrada por um Conselho de Administração e uma Diretoria
Executiva. No período findo em 30 de junho de 2010, a remuneração total desses
administradores, registrada na rubrica de despesas com honorários de administração,
totalizaram R$ 10.279 (R$ 8.385 em 30 de junho de 2009), a qual é considerada
benefício de curto prazo.

Conforme descrito na Nota 21.g, os acionistas da Companhia aprovaram um plano de


opção de ações para administradores e empregados da Companhia.

Adicionalmente, os administradores e empregados da Companhia possuem direito a


plano de saúde e seguro de vida.

69
MULTIPLAN EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS S.A.
Notas explicativas às informações trimestrais--Continuação
30 de junho de 2010
(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)

26. Seguros
A Companhia mantém vigente um programa de seguros para os Shopping Centers
nos quais possui participação com a seguradora CHUBB do Brasil Cia. de Seguros,
com vigência de 30 de novembro de 2009 a 30 de novembro de 2010 (“Programa de
Seguros”). O referido Programa de Seguros prevê três apólices de seguro para cada
empreendimento, sendo: (i) uma que assegura riscos patrimoniais, na carteira de
riscos diversos modalidade compreensivo de imóveis, (ii) uma que assegura riscos de
responsabilidade civil geral na modalidade estabelecimentos comerciais e (iii) uma
que assegura riscos de responsabilidade civil geral na modalidade guarda de
veículos. A cobertura de riscos está sujeita às condições e exclusões previstas nas
respectivas apólices, dentre as quais destacamos a exclusão para danos decorrentes
de atos terroristas. Adicionalmente, a Companhia contratou para as obras de
expansão, revitalização, readequação ou construção, apólices de risco de engenharia
para assegurar a execução dos respectivos empreendimentos.

Além das apólices já mencionadas no Programa de Seguros, a Companhia contratou


uma apólice de seguro responsabilidade civil geral em nome da Companhia com
limites maiores do que os contratados para cada Shopping Center. Esta apólice tem
como objetivo proteger o patrimônio dos nossos empreendedores contra reclamações
de terceiros até o limite de R$50.000. (cinqüenta milhões de reais)

Além das apólices acima mencionadas a Companhia possui apólice de seguro D&O
com limite máximo de indenização de R$ 97.305 (noventa e sete milhões trezentos e
cinco mil reais) contratada em regime de co-seguro com as Companhias Seguradoras
Chubb do Brasil, Itaú Seguros e Liberty Paulista Seguros. Para a oferta de ações
realizada em 2009 foi realizado endosso na apólice para cobrir eventuais
reclamações sobre a emissão.

70
MULTIPLAN EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS S.A.
Notas explicativas às informações trimestrais--Continuação
30 de junho de 2010
(Em milhares de reais, exceto quando indicado de outra forma)

27. Eventos subsequentes


Em 22 de julho de 2010 a Companhia adquiriu 15,6% de participação no Shopping
Pátio Savassi, através do exercício da opção de compra assinada com a MK
Empreendimentos e Participações Ltda. A Multiplan investiu R$51.777 para aumentar
sua participação de 80,9% para 96,5%. A empresa também adquiriu nesta data, ao
valor de R$4.223, ativos e participação em terrenos localizados no entorno do
shopping center, voltados para futuras expansões.

Em 28 de julho de 2010 a Companhia anunciou o desenvolvimento do ParkShopping


Corporate, duas torres comerciais padrão classe A para locação, integradas ao
ParkShopping em Brasília. As torres terão seis pavimentos de escritórios cada, com
13.190m2 de área bruta locável (ABL) e 391 vagas de estacionamento exclusivas. A
área total de construção é de 37.572 m2, e o investimento estimado total é de
R$77.600, sendo 50% a participação da Multiplan. As obras devem ter início no
primeiro trimestre de 2011 e a inauguração está prevista para o quarto trimestre de
2012.

71
MULTIPLAN ANUNCIA RESULTADO OPERACIONAL LÍQUIDO
(NOI) DE R$100 MILHÕES E EBITDA DE R$81 MILHÕES NO 2T10
Rio de Janeiro, 11 de Agosto de 2010 – A Multiplan Empreendimentos Imobiliários S.A. (Bovespa: MULT3),
anuncia seus resultados do segundo trimestre de 2010. As informações financeiras e operacionais, exceto
quando indicado em contrário, são apresentadas em Reais (R$), e baseadas em números consolidados, em
conformidade com as práticas contábeis adotadas no Brasil (BR GAAP).

Variação 2T10/2T09 Variação 1S10/1S09


Vendas nos Lucro Vendas nos Lucro
Lucro Lucro
Shopping NOI EBITDA Líquido Shopping NOI EBITDA Líquido
Líquido Líquido
Centers Ajustado Centers Ajustado
▲21,8% ▲22,9% ▲27,5% ▲12,7% ▲68,1% ▲23,7% ▲28,8% ▲34,7% ▲9,3% ▲74,5%

DESTAQUES
As Vendas nos shopping centers da Multiplan shopping centers e expansões recém inauguradas
null
subiram 21,8% no trimestre, e 23,7% no primeiro também foram responsáveis por este desempenho.
semestre nulldo ano, com todos os shoppings A Receita diferida atingiu um novo recorde de
apresentando aumentos de dois dígitos em ambos os R$150,0 milhões, beneficiado por R$19,6 milhões de
null
períodos. direitos de cessão assinados no trimestre. A Multiplan
null
As Vendas nas Mesmas Lojas (SSS) subiram investiu R$17,2 milhões em campanhas de marketing
11,9% (2T10/2T09)
null e 13,2% (1S10/1S09), para a Empresa e para projetos neste trimestre,
impulsionadas por vendas fortes nos segmentos de beneficiando a locação e a venda dos dez projetos em
null
alimentação & área gourmet e artigos do lar & escritório. andamento e lançamentos futuros.
Nas Vendas
null na Mesma Área (SAS), as alterações A Multiplan continua a beneficiar-se de economias
recentes efetuadas no mix de lojas se refletiram no de escala. Enquanto o NOI cresceu 22,9% sobre o
DESTAQ
crescimento deste indicador, em 13,3% (2T10/2T09) e 2T09, atingindo R$99,9 milhões, a alavancagem
UES
14,8% (1S10/1S09), acima do SSS para cada período. resultante desta economia levou o EBITDA, o AFFO e
FINANCEIROS
A Receita Líquida cresceu 33,6% no trimestre o Lucro Líquido ajustado a crescerem 27,5%, 58,7%
atingindo R$143,1 milhões, reforçando a eficiência da e 68,1% respectivamente. O AFFO acumulou R$178,1
2
Empresa ao entregar elevados retornos por m . Esta milhões no primeiro semestre, com margem de
conta foi incrementada por R$12,2 milhões, resultado 63,7%, provendo uma geração de caixa sustentável,
do ritmo acelerado da obra na torre comercial no suficiente para financiar o pipeline de projetos.
BarraShoppingSul, que deve ser entregue em menos A Empresa planeja investir mais de R$1,0 bilhão
de um ano. apenas nos projetos recentemente anunciados até
A Receita de Locação teve um aumento de 23,5% 2012, e que deverão aumentar a ABL própria em
2.
chegando a R$100,7 milhões no 2T10, apesar do efeito 44,0% elevando-a para mais de meio milhão de m
negativo da indexação dos contratos de locação ao A Multiplan tem dez projetos em
IGP-DI. O valor para o primeiro semestre foi de R$199,7 desenvolvimento: quatro shopping centers; três
milhões, um ganho de 24,1% sobre o 1S09. O aluguel expansões e três torres comerciais.
complementar superou o do 2T09 em 59,2%, indicando Os seis projetos greenfield e de expansões em fase
um bom momento para lojistas. Além do sucesso das de locação têm 58,4% das 772 lojas já locadas.
operações atuais, o crescimento acelerado dos novos

Eventos recentes e projetos em desenvolvimento:


Em 1 de julho, a agência Standard&Poor´s elevou a classificação do crédito corporativo da Multiplan de brAA
para brAA+ na Escala Nacional Brasil, e reafirmou a classificação BB+ na Escala Global, com perspectiva estável.
Em 22 de julho, a Companhia aumentou sua participação no Pátio Savassi através da aquisição adicional
de 15,6% elevando a participação total para 96,5% do shopping center.
Na mesma data, a Companhia adquiriu ativos e participações em lotes de terrenos localizados nos
arredores do shopping center para futuras expansões. Em novembro deste ano a Companhia deverá inaugurar uma
expansão no Pátio Savassi com 1.109 m² de ABL, adicionando 5 novas lojas.
Em 28 de julho, a Multiplan anunciou o desenvolvimento do ParkShopping Corporate, projeto padrão classe
A, integrado ao ParkShopping, com duas torres comerciais para locação, e participação da Multiplan de 50%. As
torres terão uma ABL total de 13.360 m², com 391 vagas exclusivas de estacionamento. A construção deverá ter
início no 1T11 e as torres tem previsão de entrega para o 4T12.

72
INDICADORES
Financeiros (MTE %) (R$’000) 2T10 2T09 Var% 1S10 1S09 Var%
Receita Bruta null 157.373 119.417 ▲31,8% 307.337 230.331 ▲33,4%
Receita Líquida 143.096 107.069 ▲33,6% 279.476 208.011 ▲34,4%
null
Despesas de Sede 25.325 24.657 ▲2,7% 45.393 43.542 ▲4,3%
Receita de Locação
null 100.666 81.498 ▲23,5% 199.717 160.888 ▲24,1%
Receita de Locação/m² 303 R$/m² 258 R$/m² ▲17,5% 576 R$/m² 486 R$/m² ▲18,4%
DESTAQU
Receita de Locação US$/pé² 15,6 12,3 ▲27,0% 29,6 23,2 ▲27,9%
EBITDA 80.922 63.445 ▲27,5% 166.214 123.392 ▲34,7%
ES
Margem de EBITDA 56,6% 59,3% ▼271 b.p 59,5% 59,3% ▲15 b.p
FINANCEIROS
Receita Líquida Operacional (NOI) 99.907 81.305 ▲22,9% 199.635 154.998 ▲28,8%
Receita Líquida Operacional/m² 300 R$/m² 257 R$/m² ▲16,9% 575 R$/m² 469 R$/m² ▲22,8%
Receita Líquida Operacional US$/pé² 15,5 12,2 US$/sqf ▲26,3% 29,6 22,3 ▲32,7%
Margem Receita Líquida Operacional 86,0% 86,2% ▼21 b.p 86,3% 84,1% ▲221 b.p
Lucro Líquido Ajustado 76.238 45.344 ▲68,1% 154.808 88.738 ▲74,5%
FFO Ajustado 87.831 55.318 ▲58,8% 178.085 108.370 ▲64,3%
FFO Ajustado/m² 264 R$/m² 175 R$/m² ▲51,1% 513 R$/m² 328 R$/m² ▲56,7%
FFO Ajustado US$ 48.668 28.368 ▲71,6% 98.679 55.574 ▲77,6%
FFO Ajustado US$/pé² 13,6 8,3 ▲63,2% 26,4 15,6 ▲69,3%
Market Performance 2T10 2T09 Var% 1S10 1S09 Var%
Número de Ações 179.197.214 147.799.441 ▲21,2% 179.197.214 147.799.441 ▲21,2%
Ações Ordinárias 167.338.867 135.941.094 ▲23,1% 167.338.867 135.941.094 ▲23,1%
Ações Preferenciais 11.858.347 11.858.347 - 11.858.347 11.858.347 -
Preço Médio da Ação R$ 31,00 R$ 18,24 ▲69,9% R$ 30,73 R$ 16,26 ▲89,0%
Preço Final da Ação R$ 33,01 R$ 19,80 ▲66,7% R$ 33,01 R$ 19,80 ▲66,7%
Volume Médio Diário Negociado 9.100 1.725 ▲427,6% 9.868 1.543 ▲539,7%
Dólar (US$) Final do Trimestre R$ 1,80 R$ 1,95 ▼7,5% R$ 1,80 R$ 1,95 ▼7,5%
Valor de Mercado (R$ '000) 5.915.300 2.926.429 ▲102,1% 5.915.300 2.926.429 ▲102,1%
Dívida Bruta (R$ '000) 558.617 401.983 ▲39,0% 558.617 401.983 ▲39,0%
Caixa (R$ '000) 933.011 187.213 ▲398,4% 933.011 187.213 ▲398,4%
Dívida Líquida (R$ '000) (374.393) 214.646 ▼274,4% (374.393) 214.646 ▼274,4%
Lucro/Ação R$ 0,29 R$ 0,31 ▼7,0% R$ 0,55 R$ 0,61 ▼9,8%
NOI/Ação R$ 0,56 R$ 0,55 ▲1,4% R$ 1,11 R$ 1,05 ▲6,2%
P/FFO Ajustado (últimos 12 meses) 16,76 x 13,09 x ▲28,1% 16,76 x 13,09 x ▲28,1%
EV/EBITDA (últimos 12 meses) 16,31 x 12,05 x ▲35,3% 16,31 x 12,05 x ▲35,3%
Dívida Líquida /EBITDA (últimos 12 meses) (1,10) x 0,82 x ▼233,8% (1,10) x 0,82 x ▼233,8%
Operacional (100%) 2T10 2T09 Var% 1S10 1S09 Var%
ABL Total Final 532.902 m² 484.873 m² ▲9,9% 532.902 m² 484.873 m² ▲9,9%
ABL Própria Final 347.757 m² 330.833 m² ▲5,1% 347.757 m² 330.833 m² ▲5,1%
Participação média Multiplan % 65,3% 68,2% ▼297 b.p 65,3% 68,2% ▼297 b.p
ABL Total Ajustada (média) ¹ 515.953 m² 470.525 m² ▲9,7% 530.286 m² 484.906 m² ▲9,4%
ABL Própria Ajustada (média) ¹ 332.574 m² 316.458 m² ▲5,1% 346.908 m² 330.819 m² ▲4,9%
Vendas Totais 1.714.591 1.407.614 ▲21,8% 3.300.184 2.668.827 ▲23,7%
Vendas Totais/m² 3.323 R$/m² 2.992 R$/m² ▲11,1% 6.223 R$/m² 5.504 R$/m² ▲13,1%
Vendas Totais US$/pé² 171,1 142,5 ▲20,0% 320,4 262,2 ▲22,2%
Vendas nas Mesmas Lojas/m² 1.182 R$/m² 1.056 R$/m² ▲11,9% 1.134 R$/m² 1.002 R$/m² ▲13,2%
Vendas na Mesma Área/m² 1.154 R$/m² 1.019 R$/m² ▲13,3% 1.113 R$/m² 969 R$/m² ▲14,8%
Aluguel nas Mesmas Lojas/m² 82 R$/m² 78 R$/m² ▲4,4% 80 R$/m² 77 R$/m² ▲4,2%
Aluguel na Mesma Área/m² 83 R$/m² 80 R$/m² ▲3,7% 82 R$/m² 79 R$/m² ▲3,7%
Custos de Ocupação ² 12,9% 13,5% ▼59 b.p 13,2% 14,1% ▼85 b.p
Aluguel como % das Vendas 7,3% 7,9% ▼54 b.p 7,5% 8,2% ▼71 b.p
Outros como % das Vendas 5,6% 5,7% ▼05 b.p 5,7% 5,9% ▼14 b.p
Turnover ² 1,3% 1,1% ▲24 b.p 2,3% 2,3% ▲01 b.p
Taxa de Ocupação ² 98,1% 96,5% ▲159 b.p 98,1% 96,5% ▲159 b.p
Inadimplência (Atraso 25 dias) ² 1,5% 4,7% ▼322 b.p 1,4% 5,2% ▼380 b.p
Perda de Aluguel ² 0,8% 0,4% ▲36 b.p 0,7% 0,4% ▲29 b.p

¹ ABL ajustada é a média da ABL do período excluindo 14 mil m² do supermercado BIG, no BarraShopping Sul.

² Não inclui o Shopping VilaOlímpia.

73
CARTA DO PRESIDENTE
null
Prezados investidores,
null

É comnull
satisfação que apresentamos os resultados da Multiplan relativos ao segundo trimestre e ao primeiro
semestre de 2010. Os números demonstram a solidez da nossa empresa e espelham a fase de crescimento pela
DESTAQUES
qual vem passando o varejo nacional. As vendas dos nossos shoppings no segundo trimestre chegaram a R$
1,7 FINANCEIROS
bilhão, um crescimento de 21,8%. Nos primeiros seis meses, as vendas alcançaram R$ 3,3 bilhões,
representando um crescimento de 23,7% em relação ao mesmo período de 2009. Esses resultados
impulsionaram a receita de locação, que no trimestre foi de R$ 100,7 milhões, um incremento de 23,5%, e no
semestre chegou a R$ 199,7 milhões, um aumento de 24,1%.

O lucro líquido ajustado aumentou 68%, passando de R$ 45,3 milhões para R$ 76,2 milhões no segundo
trimestre. Somando os primeiros seis meses do ano, o lucro líquido ajustado foi de R$ 154,8 milhões, um
crescimento de 74,5% sobre o primeiro semestre de 2009. O EBITDA cresceu 27,5% no trimestre, atingindo R$
81 milhões. No semestre, o aumento foi de 34,7%, alcançando 166,2 milhões, com margem de 60%.

O Resultado Líquido Operacional (NOI) atingiu o patamar de R$ 100 milhões no trimestre e de R$ 200 milhões
no semestre, ambos com margem de 86%. O fluxo de caixa operacional ajustado (AFFO) cresceu 59%, atingido
o valor total de R$ 87,8 milhões no trimestre, fechando os primeiros seis meses do ano com R$ 178 milhões, um
crescimento de 64,3%. Além disso, a Empresa dispõe de cerca de R$ 1 bilhão em caixa, o que significa uma
posição confortável para levar adiante os seus planos de crescimento.

A Multiplan conta, atualmente, com 10 projetos em desenvolvimento, sendo quatro novos shopping centers, três
expansões e três edifícios comerciais – incluindo as duas torres de escritório do ParkShopping Corporate, em
Brasilia, anunciadas em julho - que deverão aumentar a ABL própria da Companhia em 43,8%, passando dos
atuais 347 mil metros quadrados para mais de 500 mil metros quadrados de ABL. Até 2012 o investimento
previsto nesses projetos é de R$ 1 bilhão. A Empresa também anunciou em julho a compra de uma participação
minoritária no shopping Pátio Savassi, de 16,5%, o que elevou a nossa participação neste empreendimento para
96,5%. A compra de participações em nossos shopping centers constitui investimento de alto retorno para a
empresa.

O processo de comercialização dos shoppings em desenvolvimento também apresenta bons resultados.


JundiaíShopping e ParkShoppingSãoCaetano, no estado de São Paulo, e VillageMall, na capital do Rio de
Janeiro já estão com 45% de suas lojas alugadas. Considerando esses três shoppings e as três expansões que
estão em obras – no BH Shopping e no Pátio Savassi, em Belo Horizonte; e no ParkShoppingBarigui, em
Curitiba – serão 772 novas lojas. Somadas às 3.415 em operação, alcançaremos o total de 4.187 lojas.

Nossa empresa dispõe, ainda, de um banco de terrenos de 801 mil metros quadrados, o que nos permite dar
continuidade ao nosso plano de expansão por meio do desenvolvimento de novos empreendimentos. Temos
especial interesse por complexos multiuso, que reúnem diferentes edificações no entorno dos nossos shopping
centers, promovendo a sinergia entre compras, trabalho, lazer e serviços. Podemos afirmar que, cada vez mais,
se confirma a nossa convicção de que as pessoas querem resolver seus problemas em um só lugar, buscando
mais conforto e conveniência em seu dia a dia.

Para o segundo semestre de 2010, temos previstas as inaugurações de três novas expansões – do BH
Shopping, do Pátio Savassi e do ParkShoppingBarigui - que acrescentarão à empresa mais 20 mil metros
quadrados de ABL. Também iniciaremos a construção de dois novos shoppings: o JundiaíShopping, no interior
de São Paulo, e o VillageMall, no Rio de Janeiro.

Continuamos confiantes no futuro da economia brasileira e principalmente no potencial do varejo, contribuindo


cada vez mais para a expansão do consumo. Mantemos nosso compromisso de continuar crescendo com
segurança, oferecendo projetos diferenciados e da mais alta qualidade aos nossos clientes e lojistas.

Obrigado a todos pelo apoio e pela confiança,

José Isaac Peres


Presidente

74
DESTAQUES FINANCEIROS
Visão Geral

A Multiplan Empreendimentos Imobiliários S.A lidera o setor de shopping centers do Brasil em receita. Criada
como uma companhia full service, a Multiplan planeja, desenvolve e administra um dos maiores e mais bem
qualificados portfólios de shoppings do país. A Companhia também possui operações estratégicas nos setores
de incorporação imobiliária residencial e comercial, gerando sinergias em operações relacionadas a shopping
centers, por meio do desenvolvimento de projetos multiuso em áreas adjacentes. No final deste trimestre, a
Multiplan administrava 13 shopping centers próprios, com uma participação média de 65,7%, totalizando uma
ABL de 532.902 m², 3.415 lojas e tráfego anual estimado em 147 milhões de consumidores.
Demonstrações Financeiras Consolidadas

(R$ 000) 2T10 2T09 Var. % 1S10 1S09 Var. %


Locação de lojas 100.666 81.498 ▲23,5% 199.717 160.888 ▲24,1%
Serviços 21.077 18.107 ▲16,4% 35.786 33.497 ▲6,8%
Cessão de direitos 6.350 6.034 ▲5,2% 17.529 11.202 ▲56,5%
Receita de estacionamento 15.505 12.807 ▲21,1% 31.500 23.347 ▲34,9%
Venda de imóveis 12.240 882 ▲1.288,2% 21.256 1.309 ▲1.524,4%
Outras 1.534 89 ▲1.618,9% 1.549 89 ▲1.635,2%
Receita Bruta 157.373 119.417 ▲31,8% 307.337 230.331 ▲33,4%
Impostos e contribuições sobre vendas e serviços
(14.276) (12.348) ▲15,6% (27.861) (22.320) ▲24,8%
prestados
Receita Líquida 143.096 107.069 ▲33,6% 279.476 208.011 ▲34,4%
Despesas de sede (25.325) (24.657) ▲2,7% (45.393) (43.542) ▲4,3%
Despesas remuneradas baseadas em opções de
(1.380) (807) ▲71,0% (2.544) (1.317) ▲93,1%
ações
Despesas de shopping centers (16.263) (13.000) ▲25,1% (31.581) (29.209) ▲8,1%
Despesas pré-operacionais (11.191) (2.420) ▲362,4% (17.818) (2.643) ▲574,1%
Custo de imóveis vendidos (7.283) (481) ▲1.414,7% (12.377) (714) ▲1.634,2%
Resultado de equivalência patrimonial (997) (3.354) ▼70,3% (4.951) (9.552) ▼48,2%
Receitas financeiras 21.995 5.063 ▲334,4% 42.341 9.425 ▲349,2%
Despesas financeiras (11.564) (10.707) ▲8,0% (22.771) (20.452) ▲11,3%
Depreciações e amortizações (11.593) (9.974) ▲16,2% (23.277) (19.631) ▲18,6%
Outras receitas (despesas) operacionais 266 1.094 ▼75,7% 1.402 2.357 ▼40,5%
Lucro antes do imposto de renda, da
contribuição social e da participação de 79.760 47.827 ▲66,8% 162.506 92.734 ▲75,2%
minoritários
Imposto de renda e contribuição social (1.500) (2.254) ▼33,5% (2.914) (3.540) ▼17,7%
Imposto de renda e contribuição social diferidos (24.804) 284 n.d. (56.633) 1.068 n.d.
Participação dos acionistas minoritários (2.022) (228) ▲784,8% (4.785) (455) ▲950,8%
Lucro Líquido 51.434 45.628 ▲12,7% 98.175 89.806 ▲9,3%

EBITDA 80.922 63.445 ▲27,5% 166.214 123.392 ▲34,7%


NOI 99.907 81.305 ▲22,9% 199.635 154.998 ▲28,8%
FFO Ajustado 87.831 55.318 ▲58,8% 178.085 108.370 ▲64,3%
Lucro Líquido Ajustado 76.238 45.344 ▲68,1% 154.808 88.738 ▲74,5%

75
Estudo de caso I: Demanda por espaço nos shopping centers da Multiplan

A Empresa continua a verificar uma forte demanda por espaço em seus shopping centers. Ao analisar os
dados operacionais da última década, a Empresa identificou inúmeras variáveis indicando uma tendência
clara: as áreas para locação nos shopping centers da Multiplan tornaram-se mais valiosas.

Multiplan: O poder da marca

A Multiplan é conhecida no Brasil por desenvolver, administrar e ser proprietária de shopping centers líderes
em importantes cidades brasileiras. A presença de um trevo de quatro folhas na logomarca de um shopping
center o associa a uma administração de qualidade e serviços focados no cliente. Em seus 35 anos de
existência a Companhia construiu um forte relacionamento com mais de mil lojistas. De pequenas operações
regionais às principais companhias locais e internacionais, a Multiplan viu lojas iniciantes transformarem-se
em operações regionais, nacionais, e até mesmo globais, com uma abordagem local para clientes brasileiros.

Vendas aumentam 8 vezes em 8 anos

Esse aumento só seria possível com um forte desempenho das vendas aliada a novas oportunidades de
crescimento. A Empresa acredita ter contribuído para ambos os fatores ao triplicar a área bruta locável própria
desde 2001, e utilizando-se de todo o 786
Vendas Ponderadas (% MTE)
sua experiência para ampliar vendas. As Receita de Locação 626
vendas consolidadas e as novas áreas ABL Própria Média
Vendas do Varejo
excedem em muito as vendas do varejo IGP-DI
nacional, que cresceu 47%, e a inflação 358
(medida pelo IGP-DI), que cresceu 86%.
As vendas dos lojistas (ponderadas pela 186
147
participação da ABL da Multiplan) se
multiplicaram por oito desde 2001, com
2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009
um crescimento médio ponderado anual
Análise do crescimento das Vendas, Locação, Área e Inflação (Base 100 = 2001)
de 29% no período.

Esse crescimento é também, em parte, resultado das renovações e controle de mix de lojistas e com o intuito
de atualizar os interiores de acordo com novas tendências e exigências dos consumidores e controle do mix
de lojistas e serviços. O forte desempenho nas vendas foi o agente catalisador para o crescimento das
receitas de aluguel. Mesmo considerando-se que os aluguéis dos primeiros anos de operação de um novo
empreendimento são mais baixos, a receita de aluguéis aumentou mais de seis vezes nos últimos oito anos,
com um crescimento maior que a ABL, mas ainda abaixo do crescimento das vendas dos lojistas gerando um
crescimento sustentável.

Focando em crescimento sustentável


Como resultado das vendas crescendo acima dos 18,0%
aluguéis, o custo de ocupação foi caindo ao longo 17,0%
PKB

da última década. Em 2000, a Empresa registrou um 16,0%


custo de ocupação de 17,4%, enquanto que na
15,0%
primeira metade de 2010, esse percentual havia
14,0%
caído para 13,2%. Deve-se enfatizar que esta BSS
13,0%
redução deveu-se a um forte crescimento das
SVO
12,0%
vendas que elevam ainda mais os retornos dos
lojistas em razão da alavancagem operacional – um 11,0%

aumento de 10% nas vendas normalmente leva a 10,0%

um aumento ainda maior no lucro líquido do lojista. 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2T10

Evolução do custo de ocupação

76
A Empresa entende que esta situação serve de estímulo para que o lojista participe de novos
empreendimentos da Multiplan, conclusão sustentada pelo sucesso de locação e de elevados índices de
ocupação.

Altas taxas de ocupação – sinônimo de qualidade

Desde 1999, os shopping centers da Multiplan têm registrado uma taxa de ocupação média superior a 90%.
Conforme o gráfico da próxima página é importante ressaltar que a abertura de novas áreas, como em 1999,
2003, 2008 e 2009, e a decisão estratégica de reestruturação do mix de lojas, para adaptar o shopping ao seu
consumidor-alvo, ocasionam uma queda temporária na taxa de ocupação.

A despeito das pequenas quedas causadas pela adição de novas áreas ao portfólio, o gráfico abaixo indica
uma recuperação do nível de ocupação no ano seguinte à abertura de expansões e greenfields.

Em junho de 2010, dos 13 shopping centers em operação, três estavam completamente ocupados (100%) e
outros cinco possuíam uma taxa de vacância inferior a 0,5%. Com exceção do Shopping SantaÚrsula, que
está no meio de um forte processo de mudança de mix, e do Shopping Vila Olímpia que está ainda no seu
primeiro ano de operação, nenhum outro shopping center encerrou o 2T10 com nível de ocupação inferior a
97%.

99,0% 98,8%
97,7%
97,0%
BSS
SVO
95,0%
SAF
NYC
93,0% PKB

91,0%
90,0%
89,0%
1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010

Portfolio Atual Portfolio s/ SSU 90%


Evolução da taxa média de ocupação

Consolidação como fator de atração

Os shopping centers consolidados com mais de 25 anos de operação estão entre os que têm maiores vendas
por metro quadrado no portfólio da Multiplan. Estes shoppings consolidados são referências em suas regiões,
possuindo a menor taxa de vacância, e demonstrando a contínua demanda por espaço.

Com índices de ocupação acima de 90%, os shopping centers mais recentes (há menos de 15 anos em
operação), são também muito cobiçados. Neste grupo, o destaque fica com o DiamondMall, que passou pela
substituição de 26 operações, e alcançou o segundo lugar de toda a rede em maiores vendas por metro
quadrado, ficando atrás apenas de um dos shopping centers mais rentáveis do país, o MorumbiShopping.

77
40º

idade

Consolidados
35º BHS

Shoppings
eixo x - idade do shopping RBS
30º eixo y - taxa média de ocupação (junho 2010) BRS
tamanho da esfera - vendas/m² MBS
25º PKS
20º

Shopping Novos
15º DMM
Turnaround NYC
10º SAF
Recém- PKB
SSU Inaugurado
5º PSS
BSS
SVO

82,0% 84,0% 86,0% 88,0% 90,0% 92,0% 94,0% 96,0% 98,0% 100,0% 102,0%
-5º
taxa média de ocupação

Análise do portfólio: Idade do shopping center vs. taxa média de ocupação

Meio cheio, meio vazio

O Shopping SantaÚrsula, por outro lado, adquirido pela Companhia em 2008, e que concluiu recentemente a
primeira fase de um programa de reestruturação com investimentos totais de R$15 milhões, ainda possui uma
taxa de vacância superior em relação aos outros shoppings. O shopping center possui um aluguel médio por
metro quadrado 71,2% inferior ao RibeirãoShopping, shopping da Multiplan e na mesma cidade, e sugerindo
um potencial significativo de valorização, dada a semelhança na qualidade dos lojistas, da arquitetura e da
localização. Esta diferença tende a desaparecer com as ações realizadas pela equipe comercial da Multiplan.
Das lojas vagas no início da reestruturação (a taxa de vacância alcançou uma alta recorde de 34,4%), a
Empresa já assinou 34 novos contratos de locação, com um aluguel por metro quadrado 51,5% mais elevado
que o aluguel médio do 2T10 aferido center.

Estudo de Caso II: shopping Pátio Savassi

Donos de 96,5% do shopping…

Em 22 de julho de 2010, a Multiplan exerceu uma opção de compra para aquisição de uma participação
adicional de 16,5% no Pátio Savassi, resultando em uma participação de 96,5% no empreendimento. A opção
foi assinada com a MK Empreendimentos e Participações Ltda. A Companhia pagou R$51,8 milhões por esta
participação, e outros R$4,2 milhões por ativos e terrenos para futuras expansões nas áreas adjacentes. A
compra desta participação aumentará ainda mais o controle da Multiplan sobre o shopping center e os
benefícios sobre o crescimento futuro esperado.

..com três expansões previstas

A Multiplan planeja desenvolver três expansões no shopping. A primeira deverá ser inaugurada em novembro
de 2010, representando uma adição de 1.109 m² à ABL total, ao terceiro andar do shopping center, e já está
em construção. Além disso, a Companhia deverá desenvolver duas outras expansões nos terrenos
adquiridos, representando um acréscimo de 3.000 m² de ABL, e elevando em 25% a ABL atual do shopping
Center.

78
Aumentando o bolo

Conforme divulgado no passado, a operação não tinha


apenas um propósito financeiro, mas também estratégico +44,9%
para a Multiplan. Após a aquisição do shopping original, a CAGR: 13,2%

Companhia passou a ter três shopping centers na parte sul de 679,0 M +87,4%
Belo Horizonte, em Minas Gerais, e três dos melhores +72,1% CAGR: 23,3%
CAGR: 19,8%
shoppings da cidade. Cada shopping center possui um 468,5 M
387,8 M
consumidor-alvo na região, e as vendas dos lojistas
268,5 M
combinadas aumentaram 60,6% nos últimos três anos. Isto 206,9 M
156,0 M
também teve um impacto nos resultados do Pátio Savassi,
que levaram à superação do cap rate de 1º ano prevista pela
Companhia. BHS PSS DMM

Vendas jun/07 (12M) Vendas jun/10 (12M)


Superando expectativas, ano após ano Aumento nas vendas dos shopping centers no estado de
Minas Gerais nos últimos três anos
Ao adquirir suas duas primeiras participações no shopping,
em 2007, a Empresa esperava um cap rate taxa de
capitalização de 1º ano de 6,9%. No entanto, devido aos +52,3%
esforços da Companhia na revisão de seu mix de lojistas e
CAGR: +15,1%
contratos, o shopping center superou este número com cap 10,5%
9,8%
rate de 7,6% para o 1º ano.
7,6%
6,9%
Em 2010, utilizando-se o mesmo preço para o desempenho
dos últimos 12 meses, o cap rate do Pátio Savassi teria sido
10,5%, em razão do forte aumento de 66,5% do resultado
operacional líquido (NOI), resultado da bem-sucedida
estratégia de segmentação aplicada nos últimos três anos. 'Cap Rate' jun/08 (12M) jun/09 (12M) jun/10 (12M)
esperado no
Vale mencionar que a ABL do shopping não sofreu nenhuma 1o ano
mudança significativa durante este período. Evolução da taxa de capitalização nas duas primeiras
aquisições em relação à expectativa inicial

+358b.p.

16,8% 17,6%
TIR alavancada pela expansão
14,0% +79b.p.

A TIR atual esperada é quase 300 pontos-base superior à +280b.p.

inicialmente planejada, e chegou a 16,8%. Se consideradas


as futuras expansões, o retorno poderia atingir 17,6%.

TIR esperada TIR após ambas Considerando


inicialmente aquisições expansões
(2007) futuras
TIR real e desalavancada para as aquisições no Pátio
Savassi.

79
18, 0% 8, 0%

Boas perspectivas de crescimento contínuo 7,2%


16, 0%

6,3% 7, 0%

14, 0% 5,6% 6, 0%

Mesmo com todo esse crescimento, os dois shopping centers 12, 0%

5, 0%

da Multiplan na região, BHShopping e DiamondMall, ainda 10, 0%

4, 0%

possuem um aluguel mínimo/m² 43,8% e 23,5% 8, 0%

17,0% 3, 0%

respectivamente, maiores que o do Pátio Savassi nos últimos


6, 0%

2, 0%

4, 0%

12 meses, dado que a Companhia ainda não concluiu, neste 2, 0%


8,7% 1, 0%

shopping center, sua estratégia de alinhamento dos contratos 0, 0%


3,4% 0, 0%

de locação. Dois índices que mostram o potencial de futuro BHS PSS DMM
crescimento do Pátio Savassi são: Aluguel Complementar
Aluguel Mínimo/Vendas
1. Aluguel Mínimo/Vendas; inferior ao BH Shopping e
Porcentagem de aluguel complementar em relação ao
DiamondMall. aluguel mínimo e aluguel mínimo/vendas nos últimos 12
meses, desde junho de junho/10
2. Aluguel Complementar/Aluguel Mínimo; superior aos
outros dois shoppings Multiplan de Belo Horizonte, o que +43,8% +23,5%
1.322 R$/m²
indica que uma porcentagem do aluguel complementar
1.136 R$/m²
poderá ser transferida para o aluguel mínimo em futuros
contratos. 920 R$/m²

A região também mostra potencial de valorização devido a


possíveis investimentos em infra-estrutura no entorno do
shopping. Isto poderia aumentar ainda mais o poder de
atração do shopping center, dando suporte a seu forte
crescimento, e superando as expectativas atuais da Multiplan.
BHS PSS DMM

Aluguel mínimo/m² nos últimos 12 meses desde


junho de 2010.

80
VENDAS NOS SHOPPING CENTERS
null
Vendas nos shopping centers da Multiplan alcançam R$3,3 bilhões no 1S10
null
As vendas
null dos lojistas dos shopping centers da Multiplan aumentaram 23,7% no primeiro semestre de 2010,
alcançando R$3,3 bilhões, ou R$1,7 bilhão no 2T10, representando uma elevação de 21,8% na comparação
null
com o mesmo período do ano anterior. Todos os shopping centers registraram aumentos de dois dígitos nas
DESTAQUES
vendas do trimestre FINANCEIROS
e do primeiro semestre do ano.

Shopping centers consolidados, como o BH Shopping, BarraShopping e MorumbiShopping (três dos quatro
shoppings do portfólio da Multiplan com as maiores vendas por metro quadrado), apresentaram crescimento
orgânico superior a 15% nas vendas do
primeiro semestre de 2010.
3.300
+23,7%
O Shopping AnáliaFranco e o CAGR: +17,7% 2.669
ParkShopping cresceram 41,6% e 20,4%
respectivamente, beneficiados pela 2.217
1.914
abertura de novas expansões no 2S09 e
1.563
por aumentos nas vendas dos lojistas, no 1.378
1.183
1S10. 922
762 814
O DiamondMall, com o segundo maior
valor de vendas por metro quadrado do
portfólio da Multiplan, e o New York City
1S01 1S02 1S03 1S04 1S05 1S06 1S07 1S08 1S09 1S10
Center, tiveram nos últimos anos seu mix
de lojistas alterado com sucesso, e o Crescimento histórico das vendas no primeiro semestre (R$ milhões)
impacto positivo revelou-se nos aumentos
de 39,6% e 34,3%, registrados nas vendas do 1S10.

As vendas do Shopping SantaÚrsula aumentaram 28,0% no trimestre, e o shopping continua a apresentar


avanços após ter sido profundamente transformado, tanto em termos arquitetônicos quanto em seu mix de
lojas. Como consequência, a taxa de ocupação continua crescendo após a baixa histórica de 65,6%
registrada no 3T09, tendo alcançado 85,2% em 30 de junho de 2010.

O gráfico comparativo do primeiro semestre dos últimos nove anos, acima, mostra o sólido crescimento das
vendas no período, com um crescimento médio ponderado anual de 17,7%.

Vendas Totais (R$’000)


Shopping Center 2T10 2T09 Var. % 1S10 1S09 Var. %
BH Shopping 166.844 146.076 ▲14,2% 323.720 279.917 ▲15,6%
RibeirãoShopping 110.145 95.818 ▲15,0% 213.525 184.809 ▲15,5%
BarraShopping 308.648 259.564 ▲18,9% 596.777 494.967 ▲20,6%
MorumbiShopping 275.052 241.384 ▲13,9% 514.271 445.918 ▲15,3%
ParkShopping 172.797 151.657 ▲13,9% 345.820 287.333 ▲20,4%
DiamondMall 103.431 76.245 ▲35,7% 196.786 140.915 ▲39,6%
New York City Center 40.481 31.288 ▲29,4% 86.700 64.533 ▲34,3%
Shopping AnáliaFranco 158.804 114.810 ▲38,3% 301.321 212.738 ▲41,6%
ParkShoppingBarigüi 122.748 111.459 ▲10,1% 236.304 212.687 ▲11,1%
Pátio Savassi 66.582 59.241 ▲12,4% 126.838 111.877 ▲13,4%
Shopping SantaÚrsula 24.991 19.526 ▲28,0% 45.569 40.577 ▲12,3%
BarraShopping Sul 117.185 100.549 ▲16,5% 224.494 192.554 ▲16,6%
Shopping Vila Olímpia¹ 46.884 - - 88.058 - -
Vendas Totais 1.714.591 1.407.614 ▲21,8% 3.300.184 2.668.827 ▲23,7%

81
Vendas nas Mesmas Lojas crescem 11,9% no 2T10

No segundo trimestre de 2010, as vendas nos shopping centers da Multiplan continuaram a crescer acima da
inflação e do índice nacional de vendas do varejo, conforme divulgado pelo IBGE. Esses resultados decorrem
de uma saudável combinação de crescimento orgânico e aumento de área bruta locável ao portfólio. O
aumento nas vendas totais confirma que as novas áreas foram entregues com sucesso e que os esforços da
Empresa para crescer resultaram em uma importante
contribuição para o aumento nas vendas. +21,8%

Além disso, o gráfico abaixo mostra o quão resiliente as vendas


nas mesmas lojas foram, tendo crescido consistentemente e +11,9%
+13,3%
+10,2%
acima do já forte índice histórico. Apesar da crise econômica de
2008, as Vendas nas Mesmas Lojas continuaram a se expandir. +5,1%

O spread entre Vendas nas Mesmas Lojas e Vendas na Mesma


Área confirma que a Empresa foi bem-sucedida na sua
estratégia de melhoria no mix. IPCA Vendas do Vendas na Vendas nas Vendas na
Varejo Multiplan Mesmas Mesma
Lojas Area

Análise da Receita de Locação – 2T10 vs 2T09

13,8% 14,4% 14,0% 14,9%


12,2% 11,9%
11,4% 11,4%
9,9% 10,6%
9,8%
7,9%
5,1% 5,6%

1T07 2T07 3T07 4T07 1T08 2T08 3T08 4T08 1T09 2T09 3T09 4T09 1T10 2T10
Crescimento histórico das Vendas nas Mesmas Lojas

Praça de Alimentação & Área Gourmet e Artigos do Lar & Escritório impulsionam Vendas nas Mesmas Lojas

As lojas satélites e âncora registraram crescimento de dois dígitos nas Vendas nas Mesmas Lojas no trimestre
e no primeiro semestre do ano. Os segmentos de alimentação e área gourmet foram os que mais
contribuíram, percentualmente, junto com o segmento de artigos do lar e escritório, este último impulsionado
pelas vendas de televisores para a Copa do Mundo de Futebol. O segmento de vestuário teve aumento nas
vendas em termos absolutos, sendo responsável por 2/5 das vendas dos shopping centers (2T10). Serviços
representaram uma parcela menor dos aumentos no 2T10 e 1S10, de 3,3% e 4,8% respectivamente.
Vendas nas mesmas lojas (R$ '000)/m² 2T10/2T09 1S10/1S09
Segmentos Satélites Âncoras Total Satélites Âncoras Total
Alimentação e Área Gourmet ▲22,4% n.d. ▲22,4% ▲26,6% n.d. ▲26,6%
Artigos Diversos ▲11,0% ▲4,0% ▲9,4% ▲11,2% ▲10,3% ▲11,0%
Artigos do Lar e escritório ▲14,5% ▲19,2% ▲16,7% ▲14,7% ▲20,2% ▲17,3%
Serviços ▲1,7% ▲4,3% ▲3,3% ▲5,2% ▲4,5% ▲4,8%
Vestuário ▲9,2% ▲8,1% ▲8,9% ▲8,9% ▲10,0% ▲9,2%
Portfólio ▲12,3% ▲11,1% ▲11,9% ▲13,1% ▲13,3% ▲13,2%

82
Crescimento histórico confirma o desempenho consistente da Multiplan

O aumento nas vendas mensais dos shopping centers da Multiplan, apresentado no gráfico abaixo, indica que
o crescimento de dois dígitos não se trata de um evento isolado, mas sim de uma conquista recorrente no
histórico de desempenho da Companhia. Em junho de 2010, vendas apresentaram um crescimento forte de
16,5% comparado com as vendas no mesmo mês em 2009, mesmo sendo fortemente impactado pela Copa
do Mundo que começou dia 11 de junho de 2010.

Crescimento mensal do total de vendas (Ano a Ano)

RECEITAS
Receita Bruta
null
Crescimento de 31,8% em todas as linhas de receita
null
A receita bruta do 2T10 alcançou R$157,4 milhões, Outras
null Venda de
registrando uma taxa de crescimento próxima do 1T10, 1,0%
imóveis
aumentando null31,8%. No primeiro semestre de 2010, a 7.8%
receita bruta cresceu 33,4%, alcançando R$307,3 Mínimo
DESTA Estacionamento 84,5%
milhões. 9.9% Locação
QUES
Os principais vetores de crescimento do trimestre foram o 64,0%
Cessão de Complementar
aumentoFINANCEIR
da receita de locação e das vendas de imóveis Direitos 4,5%
OSadicionaram R$30,5 milhões às receitas da
que, juntas, 4.0%
Merchand.
Multiplan. A receita bruta da Multiplan continua composta Serviços
13,4% 11,0%
predominantemente por receitas de locação (64,0%)
geradas por lojas nos shopping centers da Companhia. Composição da receita bruta % - 2T10
Mais detalhes sobre cada linha de receita podem ser
encontrados nas próximas páginas.

+23.5% +16,4% +5,2% +21,1% +1288,2% +1618,9%


€1, 00 170. 000

157.373
€( 199. 999
. 99,00)
11.359 1.445 160. 000

150. 000

2.970 317 2.698


€( 399. 999
. 99,00)

19.167 140. 000 Sazonalidade


Linearidade (aluguel
130. 000

€( 599. 999
. 99,00)

119.417 7,5% dobrado)


Aluguel
79,2%
mínimio
120. 000

€( 799. 999
. 99,00)

+31.8% 110. 000 92,5%


€( 999. 999
. 99,00) 100. 000

Reajustes
Receita Locação Serviços Cessão Estac. Venda Outras Receita contratuais
Bruta de lojas de de Bruta 20,8%
2T09 direitos imóveis 2T10
Evolução da receita bruta – (R$’000) Composição do aluguel mínimo – 2T10
Números em negrito referem-se à variação percentual no comparativo 2T09 com 2T10

83
1. Receita de Locação
Crescimento estável em todo o portfólio

A receita de locação da Multiplan aumentou 23,5% no 2T10 em relação ao mesmo período do ano anterior, e
24,1% considerando-se o 1S10 sobre o 1S09. A receita de locação do primeiro semestre atingiu R$199,7
milhões. O crescimento foi especialmente forte se considerarmos que o impacto do IGP-DI foi negativo em
0,3%. O MorumbiShopping, BarraShopping e BH Shopping seguem sendo os maiores contribuidores de
receita de locação, e também os shoppings com os maiores aluguéis por metro quadrado. No entanto, devido
a novos empreendimentos e ao sucesso de outros shoppings do portfólio, a porcentagem de receita com que
contribuem foi diluída de 50,3% no 2T09 para 44,1% no 2T10.
Receita de locação/Shopping center (R$ '000) 2T10 2T09 Var. % 1S10 1S09 Var.%
BH Shopping 11.113 10.086 ▲10,2% 21.248 20.324 ▲4,5%
RibeirãoShopping 6.677 6.342 ▲5,3% 13.246 12.558 ▲5,5%
BarraShopping 15.193 13.930 ▲9,1% 29.919 28.057 ▲6,6%
MorumbiShopping 17.999 16.946 ▲6,2% 35.128 33.103 ▲6,1%
ParkShopping 7.848 5.864 ▲33,8% 15.441 11.379 ▲35,7%
DiamondMall 7.167 6.331 ▲13,2% 13.941 11.951 ▲16,7%
New York City Center 1.332 1.206 ▲10,5% 2.754 2.532 ▲8,8%
Shopping AnáliaFranco 4.139 3.262 ▲26,9% 8.124 6.390 ▲27,1%
ParkShoppingBarigüi 6.421 6.200 ▲3,6% 12.165 12.010 ▲1,3%
Pátio Savassi 4.090 3.640 ▲12,4% 7.639 7.038 ▲8,5%
Shopping Santa Úrsula 453 405 ▲11,9% 830 851 ▼2,5%
BarraShopping Sul 7.581 7.287 ▲4,0% 14.996 14.695 ▲2,1%
Shopping Vila Olímpia¹ 4.240 0 n.d. 8.844 0 n.d.
Sub-Total Portfólio 94.254 81.498 ▲15,7% 184.274 160.888 ▲14,5%
Apropriação efeito da linearidade 6.412 0 n.d. 15.443 0 n.d.
Total 100.666 81.498 ▲23,5% 199.717 160.888 ▲24,1%

¹ Inaugurado em novembro de 2009


Quanto ao crescimento percentual, o ParkShopping apresentou o maior crescimento do portfólio (2T10/2T09:
33,8% e 1S10/1S09: 35,7%), em razão do impacto positivo da expansão frontal, inaugurada no 4T09. Com
este aumento no trimestre, o ParkShopping se consolida como o quarto maior gerador de aluguéis do
portfólio. O Shopping AnáliaFranco também registrou um excelente crescimento (2T10/2T09: 26,9% e
1S10/1S09: 27,1%), beneficiado pela importante contribuição de sua primeira expansão, inaugurada no 3T09.

O Shopping SantaÚrsula passou por uma profunda transformação, iniciando seu processo de recuperação no
2T10, com um crescimento de 11,9% nas receitas de locação após uma queda 14,3% registrada no primeiro
trimestre de 2010. O desempenho dos aluguéis no 1S10 foi relativamente estável (-2,5%) em relação ao
mesmo período de 2009.

O BarraShoppingSul contribuiu com R$7,6 milhões neste trimestre, um aumento de 4,0% comparado com o
2T09, apesar de sofrer o impacto do IGP-DI de -1,8% nos contratos reajustados em seu primeiro aniversário,
em novembro de 2009.
Outro shopping recém-inaugurado, o Shopping Vila Olímpia, contribuiu com R$4,2 milhões para as receitas de
locação do 2T10, devendo apurar resultados maiores à medida em que se consolida.
Finalmente, o New York City Center registrou um aumento de 10,5% em aluguéis no 2T10 contra o 2T09,
também avançando 8,8% no primeiro semestre de 2010. O shopping center, focado em entretenimento e
restaurantes gourmet, teve parte de seu mix de lojas alterado no ano passado, e agora colhe os resultados de
sua transformação positiva.

84
Crescimento do aluguel complementar indica potencial de expansão do aluguel mínimo

O aluguel mínimo da Multiplan representa 4/5 da receita total de locação, tendo aumentado em 12,5% no
2T10, enquanto o aluguel complementar e os + 12,5% + 59,2% + 26,7% n.d.
resultados de merchandising expandiram muito 6.412 100.666
acima desse número, conforme detalhado abaixo: 2.331
8.744 1.680
I – O aluguel complementar pode ser visto como 81.498
um indicador de como a Companhia é capaz de
capturar o crescimento contínuo de vendas. Com
crescimento de 59,2%, para R$4,5 milhões no + 23,5%
2T10, o aluguel complementar mostra que o
aluguel mínimo pode aumentar naturalmente no
Locação 2T09 Mínimo Complementar Merchand. Linearidade Locação 2T10
futuro. Crescimento da receita de locação – 2T10 (R$’000)
II – Merchandising também registrou ganhos substanciais de 26,7% no segundo trimestre, totalizando R$11,0
milhões, e revela a demanda por mídia alternativa nos shopping centers da Multiplan.

Receita de Locação/Shopping 2T10 2T09


(R$ '000) Mínimo Comple-mentar Merchand. Mínimo Comple-mentar Merchand.
BH Shopping 9.490 369 1.254 9.011 196 878
RibeirãoShopping 5.596 206 875 5.404 194 744
BarraShopping 13.121 508 1.565 12.355 319 1.255
MorumbiShopping 14.548 757 2.694 14.353 511 2.082
ParkShopping 6.519 490 839 4.732 325 807
DiamondMall 5.879 642 646 5.415 398 518
New York City Center 1.161 27 145 1.049 16 141
Shopping AnáliaFranco 3.534 187 417 2.761 141 360
ParkShoppingBarigüi 5.259 273 889 5.133 198 870
Pátio Savassi 2.832 740 518 2.861 397 382
Shopping Santa Úrsula 378 13 62 264 2 139
BarraShopping Sul 6.420 235 925 6.577 140 570
Shopping Vila Olímpia¹ 3.923 70 248 - - -
Total do Portfolio 78.660 4.517 11.077 69.916 2.837 8.746
Apropriação de receita de aluguel linear 6.412 - - - - -
Total 85.072 4.517 11.077 69.916 2.837 8.746

¹ Inaugurado em novembro de 2009

85
+23,5%
4,7%

4,0%
3,7%
3,5%
3,3%
3,0%
2,1%
2,3%
2,2%
+3,7% +4,4%

0,8%
-0,3%
Efeito do Aluguel nas Aluguel nas Receita de
Ajuste do Mesmas Áreas Mesmas Lojas Locação 1T08 2T08 3T08 4T08 1T09 2T09 3T09 4T09 1T10 2T10
IGP-DI ¹

Análise da Locação 2T10 x 2T09 Crescimento real histórico do Aluguel nas Mesmas Lojas
¹ Média trimestral da variação acumulado de 12 meses do IGP-DI

Aluguéis nas Mesmas Lojas: forte crescimento real

Os Aluguéis de Mesmas Lojas (SSR) avançaram 4,4% no 2T10, em comparação com o 2T09, ou 4,2% no 1S10
contra o 1S09. Quanto ao Aluguel na Mesma Área (SAR), o índice subiu 3,7% no trimestre e no primeiro
semestre de 2010. Ambos registraram aumentos superiores ao efeito do reajuste do IGP-DI sobre os contratos de
locação no período, de 0,3% negativo, decomposto no gráfico abaixo à esquerda.

No último relatório de resultados (1T10), o SSR já havia aumentado 3,7% em termos reais, a maior taxa de
crescimento dos últimos dois anos, conforme se verifica no gráfico inferior à direita. Agora, no 2T10, como reflexo
do ambiente saudável decorrente do elevado crescimento das vendas, o número se fortaleceu ainda mais para
robustos 4,7%.

O efeito do reajuste do IGP-DI é a média ponderada do aumento mensal do IGP-DI com um mês de atraso,
multiplicado pela ABL percentual reajustada para o respectivo mês. O gráfico abaixo à direita indica que o efeito
do reajuste deverá crescer nos próximos trimestres, considerando-se a atual trajetória do IGP-DI.

5,07%
4,38%

0,4%
2,95%
0,2% 2,26%

0,77%
-0,4%
-0,5% -0,54%-0,65% -0,45%
-1,01%
-1,44%
-1,76%-1,76%

jul/09 ago/09 set/09 out/09 nov/09 dez/09 jan/10 fev/10 mar/10 abr/10 mai/10 jun/10
3T09 4T09 1T10 2T10

Contribuição trimestral do efeito do ajuste do IGP-DI Índice acumulado de 12 meses do IGP-DI


A soma de 12 meses resultou em -0,3% no 2T10 (Source: FGV)

86
2. Receita de Serviços

Receita de serviços tem crescimento superior ao da ABL

As receitas de serviços, compostas basicamente por taxas de administração, taxas de corretagem de


contratos assinados e taxas de transferência, subiram 16,4% no 2T10, atingindo R$21,1 milhões, enquanto a
ABL total aumentou 9,9% no mesmo período. No semestre, a receita de serviços aumentou 6,8% em relação
ao mesmo período de 2009.

Em termos gerais, a maior parte da receita de serviços é composta pela taxa de administração, que, no 1S10,
representou cerca de 3/5 do total. Vale mencionar que à medida em que a Companhia lance projetos 100% de
sua propriedade, as receitas de serviços deverão passar a registrar níveis de crescimento menores que na
receita de locação.

3. Receita de Cessão de Direitos

Mantendo o ritmo de locação! Receita diferida soma R$150 milhões

No 2T10 R$6,4 milhões foram apropriados como receita de cessão de direitos, número este 5,2% maior que
no segundo trimestre de 2009. Em relação
ao primeiro semestre, alcançou R$17,5 149.975
milhões, equivalente a um crescimento de 138.788 141.224 137.099
126.298 136.741
56,5% na comparação com o 1S09. 121.479
110.183 110.506 131.976
A conta de receita diferida, que inclui as
receitas de cessão de direitos ainda não
apropriadas contabilmente no resultado da 96.381

Companhia, somou R$150,0 milhões, em 81.194


30 de junho de 2010. O gráfico ao lado
mostra que a receita diferida continuou a
crescer, apesar dos valores apropriados Evolução da receita diferida (R$’000)
terem aumentado.

Quanto à composição da receita de cessão de direitos, os novos projetos apropriam receitas 61,5% maiores
no 2T10, ou 113,5% no 1S10, em decorrência da inauguração de um shopping center (Shopping Vila Olímpia)
e três expansões (ParkShopping, ShoppingAnáliaFranco e RibeirãoShopping), desde junho de 2009.
Receita de CD/Tipo (R$ '000) 2T10 2T09 Var. % 1S10 1S09 Var. %
Operacionais (Recorrentes) 1.174 2.829 ▼58,5% 4.564 5.129 ▼11,0%
Novos projetos abertos nos últimos 5 anos 5.176 3.205 ▲61,5% 12.965 6.072 ▲113,5%
Total do Portfólio 6.350 6.034 ▲5,2% 17.529 11.202 ▲56,5%

87
4. Receita de Estacionamento

Novas operações e maior tempo de permanência resultam em maior receita

A receita de estacionamento aumentou 21,1% no 2T10 em relação ao mesmo período do ano anterior,
enquanto no primeiro semestre de 2010, cresceu 34,9% quando comparada ao 1S09, alcançando R$31,5
milhões. Desde o 1T10, a Multiplan apresenta a receita de estacionamento líquida dos repasses aos sócios
dos shoppings, dado que ela é apenas um agente, coletando e repassado o resultado da operação. As
despesas de estacionamento continuam a ser contabilizadas na linha de despesas de shopping centers, e a
tributação da receita de estacionamento não sofreu qualquer alteração.

No acumulado do ano, o crescimento do resultado de estacionamento tem duas principais razões:

I. Novas operações: a Multiplan iniciou a cobrança de estacionamento no Ribeirão Shopping,


BarraShoppingSul (ambos em maio de 2009), ParkShopping (em outubro de 2009) e
Shopping Vila Olímpia (em novembro de 2009). Todos os shopping centers de propriedade
da Companhia estão cobrando pelo estacionamento.
II. Maior tempo de permanência: o aumento do tempo médio de permanência dos clientes
nos shopping centers teve um impacto sobre o valor do ticket médio de estacionamento,
aumentando a receita de estacionamento.
A tabela abaixo mostra a receita bruta das operações de estacionamento antes do repasse aos sócios da
Multiplan e shopping centers. As receitas aumentaram 15,9%, para R$26,8 milhões no trimestre, enquanto
nos primeiros seis meses do ano, subiram 31,8%, para R$53,8 milhões.

Receita de Estacionamento/Shopping (R$ '000) Vagas 2T10 2T09 Var. % 1S10 1S09 Var. %
BH Shopping 3.500 2.227 2.155 ▲3,3% 4.490 4.160 ▲7,9%
RibeirãoShopping 3.102 1.655 761 ▲117,4% 3.244 761 ▲326,2%
BarraShopping 5.097 5.525 5.897 ▼6,3% 11.012 10.005 ▲10,1%
MorumbiShopping 3.108 5.977 5.903 ▲1,3% 11.751 10.532 ▲11,6%
ParkShopping 4.005 1.423 - n,d, 3.097 - n,d,
DiamondMall 1.289 1.275 1.071 ▲19,0% 2.544 2.173 ▲17,0%
New York City Center 1.192 1.168 1.244 ▼6,1% 2.525 2.296 ▲10,0%
Shopping AnáliaFranco 4.314 2.458 2.346 ▲4,8% 4.786 3.825 ▲25,1%
ParkShoppingBarigüi 2.338 1.884 1.714 ▲9,9% 3.759 3.667 ▲2,5%
Pátio Savassi 1.294 1.352 1.196 ▲13,0% 2.718 2.522 ▲7,8%
Shopping Santa Úrsula 824 275 185 ▲48,9% 496 230 ▲115,9%
BarraShopping Sul 4.630 1.481 635 ▲133,2% 2.952 635 ▲365,0%
Shopping Vila Olímpia¹ 1.578 89 - n.d. 394 - n.d.
Receita Bruta de Estacionamento 36.271 26.789 23.106 ▲15,9% 53.766 40.807 ▲31,8%
Repasse do Estacionamento - (11.284) (10.299) ▲9,6% (22.266) (17.460) ▲27,5%
Receita Líquida de Estacionamento - 15.505 12.807 ▲21,1% 31.500 23.347 ▲34,9%

¹ Inaugurado em novembro de 2009

88
4. Venda de Imóveis

A menos de um ano da entrega, 91% das unidades vendidas

A construção do Cristal Tower avançou no trimestre, resultando em um reconhecimento de receita no valor de


R$12,2 milhões no 2T10, de acordo com o andamento físico-financeiro da Obra (PoC),. No primeiro semestre
do ano, o total de receitas apropriadas alcançou R$21,3 milhões.

Conforme se verifica na foto, a fachada do edifício está sendo montada a partir de baixo, subindo à medida
em que a estrutura é erguida até os últimos andares.

O Cristal Tower, que será conectado ao BarraShoppingSul por meio de uma passarela suspensa, tem entrega
prevista para maio de 2011 e já possui 91% de suas unidades vendidas.

Can teiro 100%


Escavações 100%
Fun d ações 100%
Estrutura 80%
Ved açõ es 60%
Fach ad a 20%
Acabamen to s 0%
Pin tura 0%
En treg a 0%

Progresso dos trabalhos no Cristal Tower

89
DESPESAS
1. Despesas Gerais e Administrativas (Sede)

Despesas gerais e administrativas aumentaram 2,7% no 2T10


+2,7%
30.000 40,0%
Em termos absolutos, as despesas gerais e administrativas aumentaram 24.657 25.325
25.000 35,0%
2,7%, de R$24,6 milhões no 2T09 para R$25,3 milhões no 2T10. A
Multiplan encerrou o segundo trimestre com despesas gerais 20.000 e 30,0%
23,0%
administrativas equivalentes a 17,7% da receita líquida do período,15.000 25,0%
ficando 530 pontos-base abaixo dos 23,0% registrados no 2T09. 10.000 A 17,7%
20,0%
melhora neste indicador de desempenho resultou no aumento de dois
5.000 15,0%
dígitos verificado na receita líquida em relação a menor variação nas
DEST
despesas gerais e administrativas, o que demonstra os ganhos de escala - 10,0%
AQUES
que a Companhia tem obtido com a abertura de novos projetos. 2T09 2T10
FINANCEIR Evolução das despesas de sede (R$´000)
e Sede/Lucro Líquido no 2T10
As despesas gerais e administrativas do 2T10 foram impactadas
OS
principalmente devido a dois fatores, (i) despesas de marketing e (ii)
doações para as vítimas das enchentes no Rio de Janeiro em abril.
Em 2T10 a Multiplan celebrou 35 anos e investiu em campanhas para
Despesas
reforçar sua marca em um momento de novos projetos. não
recorrentes
Apenas para efeito de análise, excluindo-se estes dois eventos não 26%
recorrentes, as despesas gerais e administrativas teriam reduzido
Despesas
23,7%. Na mesma métrica, a relação despesas gerais e
recorrentes
administrativas/receita líquida teria caído para 13,2%. 74%
No 1S10, as despesas gerais e administrativas aumentaram 4,3%, de
R$43,6 milhões no 1S09 para R$45,4 milhões no 1S10. O maior
Composição da Despesa de Sede no 2T10
crescimento da receita líquida, que subiu 34,4% no 1S10, resultou em (Despesas recorrentes e não-recorrentes)
um decréscimo da relação despesas gerais e administrativas/receita
líquida para 16,2% no 1S10, em relação aos 20,9% apurados no 1S09.

90
2. Despesas de Shopping Centers

Crescimento em linha com as receitas


+1.349 +292
16.263
+1.622
As despesas de shopping center aumentaram R$3,3 13.000
milhões no 2T10, ou 24,8%, de R$13,0 milhões no
2T09 para R$16,3 milhões. Este aumento ficou
pouco acima das receitas obtidas no trimestre +24,8%
(22,4%, sem incluir as vendas de imóveis),
principalmente devido à inauguração de novas áreas
Despesas de Despesas Despesas de Outras Despesas de
e novas operações de estacionamento que, juntas, Shopping 2T09 Shopping Vila Estacionamento Despesas Shopping 2T10
foram responsáveis por 91,8% dos R$3,3 milhões de Olímpia
aumento.
Evolução das despesas de shopping centers no 2T10 (R$’000)
As expansões no Shopping AnáliaFranco,
RibeirãoShopping e ParkShopping, e a inauguração do Shopping Vila Olímpia, adicionaram 17.562 m² à ABL
própria da Companhia. Tal aumento contribuiu significativamente para o aumento das despesas de shopping
centers, dado que novas áreas têm menores margens que as mais consolidadas, por necessitarem de
maiores investimentos para promover sua marca e adaptar seu mix de lojas. Desta forma, o crescimento com
novas áreas normalmente é inferior ao crescimento de despesas. Estes investimentos, no entanto, devem ser
reduzidos no longo prazo.

O aumento das despesas de shopping Center, decorrentes da abertura do Shopping Vila Olímpia em 2T10,
foram de R$1,6 milhão. Por outro lado, no mesmo período, ele contribuiu com receitas de R$6,8 milhões,
quatro vezes superiores à sua despesa.

Deve ser ressaltado que para os resultados decorrentes do Shopping Vila Olímpia, no qual a empresa detém
uma participação de 30%, são considerados o desempenho da MPH Empreendimentos Imobiliários Ltda, um
veículo que detém 71,5% do shopping e do qual a Multiplan detêm 42,0%. O valor pertencente aos outros
parceiros da MPH é reduzido na linha de „participações minoritárias‟ na demonstração de resultado, mas inflou
a despesas de shopping center em R$0,9 milhão no 2T10.

As despesas de estacionamento aumentaram em R$1,3 milhão principalmente devido às novas operações de


estacionamento do BarraShoppingSul, responsáveis por 48,8% do aumento nas despesas de
estacionamento, com R$0,7 milhão no 2T10, sendo outros R$0,6 milhão decorrente de duas novas operações
iniciadas em 2009. As operações de estacionamento novas e existentes, por sua vez, contribuíram com R$2,7
milhões para o aumento dos resultados de estacionamento.

Nos seis meses encerrados em 30 de junho de 2010, as despesas de shopping centers aumentaram 8,1%,
passando de R$29,2 milhões no 1S09 para R$31,6 milhões no 1S10. A alteração sofrida no semestre foi
inferior àquela sofrida no trimestre, devido à redução de 5,5% nas despesas de shopping centers do 1T10, em
relação ao 1T09.

91
3. Despesas Pré-Operacionais

O custo do crescimento
19.584

No segundo trimestre, foi feito um investimento de R$11,2 milhões nas


fases pré-operacionais de novos shopping centers. A maior parte dos 11.191
investimentos foi focado em promover os projetos existentes, gerando em
contrapartida R$19,6 milhões de contratos de cessão de direto
assinados. Com investimentos destinados a marketing e publicidade,
estas despesas com projetos contribuíram para um forte desempenho Despesas pré- Cessão de
dos esforços de locação, que alcançaram a marca de mais de 100 lojas operacionais direitos assinada
locadas, apenas no 2T10.
Despesas pré-operacionais e Cessão de
direitos assinada no 2T10 (R$´000)
O investimento está em sua maior parte relacionado a despesas com
marketing e publicidade para o VillageMall e o JundiaíShopping que, juntos, foram responsáveis por 2/3 das
despesas pré-operacionais, ou R$8,8 milhões. As despesas relacionadas às expansões do BH Shopping e
ParkShoppingBarigüi (ambas programadas para inauguração no 4T10), e outros projetos em
desenvolvimento, incluindo o ParkShoppingSãoCaetano, também contribuíram para as despesas com
projetos no 2T10.

Conforme recomendação contida no Pronunciamento CPC 04, despesas pré-operacionais com publicidade,
estudos de viabilidade e outros custos de construção não podem ser contabilizados no ativo permanente do
balanço patrimonial da Companhia, sendo incluídas como despesas pré-operacionais

4. Custo de Imóveis Vendidos

Cristal Tower com 91% das unidades vendidas

O avanço na construção do Cristal Tower permitiu a apropriação de custos no valor de R$7,3 milhões no
2T10. Com apenas 9% de suas unidades disponíveis, a torre de escritórios no BarraShoppingSul, em Porto
Alegre, está programada para ser entregue no segundo trimestre de 2011.

Resultado de Equivalência Patrimonial

Investimentos no Royal Green Península caem para R$1,0 milhão

Os investimentos em melhorias no Royal Green Península caíram de R$3,9 milhões no 1T10 para R$1,0
milhão no 2T10. No final do 2T10, havia apenas oito unidades à venda, com um VGV (Valor Geral de Vendas)
potencial de aproximadamente R$13,5 milhões, a ser reconhecido na linha de equivalência patrimonial
quando as unidades forem vendidas.

92
RESULTS
Resultado Financeiro, Dívida e Disponibilidades

Resultado financeiro

A Multiplan encerrou o 2T10 com uma dívida líquida negativa (ou uma posição líquida de caixa positiva) de
R$374,4 milhões. Os investimentos decorrentes da sólida posição de caixa foram responsáveis por um lucro
financeiro de R$10,4 milhões, comparados ao prejuízo financeiro de R$5,6 milhões apurado no 2T09.

Dívida bruta inalterada


DEST
A dívidaAQUES
bruta permaneceu praticamente no mesmo nível de 31 de março de 2010, com a amortização da
dívida existente sendo contrabalanceada através de novos recursos desembolsados pelo Banco Real. Uma
FINANCEI
nova parcela de R$30,0 milhões foi recebida como parte do empréstimo de R$102,4 milhões obtido junto ao
ROS
Banco Real para a construção da expansão do BH Shopping, em Minas Gerais, dos quais R$90,7 milhões já
foram desembolsados pelo Banco Real para a Multiplan até 30 de junho de 2010.

Debêntures contabilizadas como dívida de curto prazo

No 2T10, a dívida de curto prazo apresentou um aumento acima de R$100,0 milhões, principalmente devido
ao novo perfil de vencimentos das debêntures emitidas pela Companhia. A debênture, com prazo de dois
anos e emitida em junho de 2009, tornou-se dívida de curto prazo (expirando em julho de 2011).

Caixa de R$933,0 milhões assegura flexibilidade estratégica à Companhia

As recentes elevações na taxa básica de juros local melhoraram os resultados financeiros da Companhia
devido à sua posição líquida de caixa. No final do 2T10, caixa e disponibilidades eram 67% superiores à
dívida bruta. A Multiplan continua mantendo uma sólida posição de caixa para a realização de seu atual plano
de expansão e para o aproveitamento de potenciais oportunidades de crescimento. No final do 2T10, a
posição de caixa estava 4,8% abaixo do valor apurado no 1T10 devido a investimentos em novos projetos e
pagamento de dividendos em Maio.
Abertura de Situação Financeira 30/6/2010 31/3/2010 Variação %
Dívidas de Curto Prazo 227.161 115.677 ▲96,4%
Empréstimos e financiamentos 72.413 50.784 ▲42,6%
Obrigações por aquisição de bens 54.207 62.130 ▼12,8%
Debêntures 100.541 2.764 ▲3.537,8%

Dívida de longo prazo 331.456 439.020 ▼24,5%


Empréstimos e financiamentos 221.154 223.566 ▼1,1%
Obrigações por aquisição de bens 110.302 115.454 ▼4,5%
Debêntures - 100.000 ▼100,0%
Dívida Bruta 558.617 554.697 ▲0,7%
Caixa 933.011 980.467 ▼4,8%
Dívida Líquida (Caixa Líquido) (374.393) (425.770) ▼12,1%

93
100,0
Empréstimos e financiamentos (bancos)
Obrigações por aquisição de bens (terrenos e participações)
Debêntures
60,1
45,6 43,9
39,6 38,9
35,0 31,4 28,9 36,1 33,2
21,9
17,7 15,0
10,9
0,5

2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 >=2017

Perfil de amortização da dívida em 30 de junho de 2010 (R$ milhões)

Os índices financeiros foram afetados por mudanças nas posições de dívida bruta e caixa. A relação dívida
líquida/EBITDA permanece negativa (-1,1x), e a relação dívida bruta/EBITDA ficou em 1,6x no 2T10.

Indicadores Financeiros* 30/6/2010 31/3/2010


Dívida Líquida (Caixa Líquido)/EBITDA -1,1x -1,3x Não-
Bancos
(12M)
Dívida Bruta/EBITDA (12M) 1,6x 1,7x 30%
Dívida Líquida (Caixa Líquido)/FFO (12M) -1,1x -1,3x
Dívida Bruta/FFO (12M) 1,6x 1,7x Bancos
Dívida Líquida (Caixa Líquido)/Patrimônio -12,8% -14,8% 70%
Líquido
Passivo/Ativo 23,3% 24,1%
Dívida Bruta/Passivo 62,7% 60,1%
* EBITDA e AFFO equivalem à soma dos 12 meses precedentes.
Endividamento em 30 de junho de 2010

Diversificação de índices CDI


25%
O endividamento da Multiplan apresenta uma base diversificada de IGP-M
Pré-
índices, conforme mostra o gráfico da direita. A partir do último trimestre, 12%
Fixado
aproximadamente 38% da dívida estava atrelada à TR. TR 3%
TJLP
38% 7%
No 2T10, os indicadores da dívida foram positivamente impactados pelo IPCA
aumento de participação da TR, de 35% para 38%, e pela redução da 14%
parcela do IPCA, de 16% para 14% do total, comparado a 31 de março de
2010. Considerando a taxa anual, composta pelo índice e juros, o Índices de endividamento em 30 de
endividamento atrelado à TR apresentou uma taxa de 10,4%, 204 pontos- junho de 2010
base abaixo do IPCA.

94
Indicadores de endividamento em 30 de junho de 2010
Curto Prazo Longo Prazo Total
Taxa de Juros Taxa de Juros Taxa de Juros
(R$ ‘000) (R$ ‘000) (R$ ‘000)
Média¹ Média¹ Média¹
TJLP 3,79% 12.333 3,53% 28.226 3,61% 40.559
IPCA 7,47% 28.032 7,13% 52.401 7,25% 80.433
TR 10,00% 26.621 10,00% 186.174 10,00% 212.795
CDI + 1,08% 2.423 1,18% 5.430 1,15% 7.853
% do CDI ² 12,29% 131.379 - - 12,29% 131.379
IGP-M 2,99% 6.318 2,96% 58.680 2,96% 64.998
Pré-Fixado 11,93% 17.227 4,50% 545 11,70% 17.771
Outros n.d. 2.828 n.d. - n.d. 2.828
Dívida Líquida 227.161 331.456 558.617
¹ Média ponderada da taxa de juros anual.
² A taxa representa o indexador como um percentual do CDI.

Desempenho do Indice
Taxa de Juros Média Custo da Dívida Dívida (R$ ‘000)
(últimos 12 meses)
TJLP 6,00% 3,61% 9,82% 40.559
IPCA 4,84% 7,25% 12,44% 80.433
TR 0,37% 10,00% 10,40% 212.795
CDI + 10,25% 1,15% 11,52% 7.853
% do CDI ² 10,25% 119,86% 12,29% 131.379
IGP-M 5,17% 2,96% 8,28% 64.998
Pré-Fixado 0,00% 11,70% 11,70% 17.771
Outros -0,02% - -0,02% 2.828
Total 4,43% 6,43% 10,86% 558.617
¹ Média ponderada da taxa de juros anual.
² A taxa representa o indexador como um percentual do CDI.

NOI

NOI cresce 28,8% no 1S10, alcançando margem de 86,3%, 220 pontos-


base superior ao 1S09

O Resultado Operacional Líquido (NOI) aumentou 28,8% no 1S10 250.000 +28.8% 300%
comparado ao mesmo período do ano passado, alcançando R$199,6 199.635
200.000 250%
milhões. O resultado operacional foi impulsionado pelos ganhos nas 155.026
receitas de locação e estacionamento, que subiram significativamente 200%
150.000
acima das despesas de shopping centers, contribuindo para elevar a 150%
margem NOI de 84,1% no 1S09 para 86,3% no 1S10. 100.000 84,1% 86,3%
100%
50.000
A receita de locação no primeiro semestre aumentou R$38,8 milhões, 50%
ficando em R$199,7 milhões. Em termos absolutos, as receitas do
- 0%
Shopping Vila Olímpia, inaugurado em novembro de 2009, e do
1S09 1S10
ParkShopping, beneficiado pela expansão entregue no 2S09, juntas,
contribuíram com 55% do aumento das receitas de locação no 1S10. NOI (R$´000) e Margem NOI
(1S09 vs. 1S10)

95
A receita de estacionamento, depois de deduzidos os repasses, ficou 34,9% maior no 1S10 comparada ao
mesmo período de 2009. A receita de estacionamento é diretamente afetada pelo número de vagas em
operação, que aumentaram 9,9% no 1S10, 480 pontos-base acima do aumento de 5,1% na ABL própria.

As despesas de shopping centers subiram 8,1% no 1S10, principalmente devido a dois fatores: (i) aumentos
das despesas de estacionamento devido a novas operações de estacionamento no RibeirãoShopping,
ParkShopping e BarraShoppingSul, e (ii) despesas de shopping centers do Shopping VilaOlímpia.

Comparado ao mesmo trimestre do ano anterior, o NOI aumentou 22,9% no 2T10, alcançando R$99,9
milhões. O crescimento de 23,2% na receita operacional (comporto por receitas de locação e estacionamento
líquido) e aumento de 24,8% de despesas de shopping centers resultaram numa margen NOI de 86,0% no
2T10, mantendo-se no mesmo nível do 2T09.

A inauguração de dois shopping centers e seis expansões nos últimos dois anos, contribuiu para o aumento
de 56,5% nas receitas de Cessão de Direitos apropriadas no 1S10, resultando em uma margem NOI +
Cessão de Direitos 100 pontos-base superior à margem NOI.

Conforme já mencionado no relatório de resultados do trimestre anterior, a metodologia de cálculo do NOI +


Cessão de Direitos nos trimestres anteriores ao 1T10 considerava a adição ao NOI de contratos de Cessão de
Direitos assinados no período. A partir do 1T10, em linha com os novos princípios contábeis, a Companhia
começou a considerar no cálculo do NOI + Cessão de Direitos, apenas a Cessão de Direitos apropriada como
receita no período.
Cálculo do NOI 2T10 2T09 Var. % 1S10 1S09 Var. %
Locação de Lojas 100.666 81.498 ▲23,5% 199.717 160.888 ▲24,1%
Resultado de Estacionamento 15.505 12.807 ▲21,1% 31.500 23.347 ▲34,9%
Resultado Operacional 116.170 94.305 ▲23,2% 231.217 184.235 ▲25,5%
Despesa de Shopping (16.263) (13.000) ▲25,1% (31.581) (29.209) ▲8,1%
NOI 99.907 81.305 ▲22,9% 199.635 155.026 ▲28,8%
Margem NOI 86,0% 86,2% ▼21 p.b. 86,3% 84,1% ▲220 p.b.
Cessão de Direitos 6.350 6.034 ▲5,2% 17.529 11.202 ▲56,5%
NOI + CD 106.257 87.339 ▲21,7% 217.165 166.228 ▲30,6%
Margem NOI + CD 86,7% 87,0% ▼32 p.b. 87,3% 85,1% ▲225 p.b.

96
EBITDA

EBITDA do 1S10 aumentou 34,7%, para R$166,2 milhões

A Multiplan registrou um aumento de 34,7% no EBITDA do 1S10. As receitas brutas apresentaram um forte
aumento de 33,4%, ou R$77,1 milhões, sendo que as receitas da Multiplan do negócio principal, aluguéis e
estacionamento, participaram com 72,2% desse aumento.

As despesas administrativas e operacionais compostas por sede, remunerações com base em opções de
ação e despesas de shopping centers apresentaram um aumento combinado de 7,4% no 1S10, comparado
ao mesmo período do ano anterior, e substancialmente inferior ao aumento de 24,3% apurado pelo mesmo
grupo de receitas, de aluguéis, serviços, cessão de direitos e estacionamento.

A Multiplan continuou a aumentar seu desempenho operacional das despesas de sede como porcentagem da
receita líquida, reduzindo-as de 20,9% no 1S09 para 16,2% no 1S10.

A margem EBITDA alcançou 59,5% no 1S10, 15 pontos-base acima dos 59,3% registrados no 1S09.
Cálculo do EBITDA (R$'000) 2T10 2T09 Var. % 1S10 1S09 Var. %
Receita Líquida 143.096 107.069 ▲33,6% 279.476 208.011 ▲34,4%
Despesas de sede (25.325) (24.657) ▲2,7% (45.393) (43.542) ▲4,3%
Despesas remuneradas baseadas em opções de
(1.380) (807) ▲71,0% (2.544) (1.317) ▲93,1%
ações
Despesas de shopping centers (16.263) (13.000) ▲25,1% (31.581) (29.209) ▲8,1%
Despesas pré-operacionais (11.191) (2.420) ▲362,4% (17.818) (2.643) ▲574,1%
Custo de imóveis vendidos (7.283) (481) ▲1.414,7% (12.377) (714) ▲1.634,2%
Resultado de equivalência patrimonial (997) (3.354) ▼70,3% (4.951) (9.552) ▼48,2%
Outras receitas (despesas) operacionais 266 1.094 ▼75,7% 1.402 2.357 ▼40,5%
EBITDA 80.922 63.444 ▲27,5% 166.214 123.391 ▲34,7%
Margem EBITDA 56,6% 59,3% ▼271 b.p 59,5% 59,3% ▲15 b.p

Análise do EBITDA

A estratégia da Companhia, que inclui o desenvolvimento


+1050 b.p.
de projetos imobiliários para venda, pode ter um impacto 70,0%
negativo em suas margens. +685 b.p.
Excluindo do cálculo do EBITDA receitas, impostos e 63,1%
despesas relacionadas a empreendimentos imobiliários, +365 b.p.

isto é, considerando apenas o desempenho do principal 59,5%


negócio da Multiplan - desenvolvimento e administração de
shopping centers - a margem EBITDA seria de 63,1% em
1S10, 360 pontos-base acima da margem EBITDA não
ajustada. EBITDA EBITDA - EBITDA -
Resultado Resultado
Imobiliário (+ imobiliário e
Em 1S10 a empresa contabilizou R$17,8 milhões como impostos) Despesas pré-
despesas pré-operacionais de seus novos projetos de operacionais
shoppings e expansões. Tais investimentos foram Margens EBITDA excluindo resultados de vendas imobiliários
compostos principalmente por despesas de marketing com e despesas pré-operacionais no 1S10
o intuito de reforçar a locação de suas lojas e assim seus
futuros resultados. Para fins de análise, caso estas despesas pré-operacionais e resultados das torres
comercias fossem excluído do EBITDA a sua margem no 1S10 subiria de 59,5% para 70,0%.

97
Lucro Líquido e FFO Ajustado

Criando valor para o acionista

A Multiplan apresentou no 1S10 um lucro líquido ajustado de


R$154,8 milhões, representando um aumento significativo de 74,5%
+80,0% +74,5% €4,00
comparado ao 1S09. Em bases trimestrais, o lucro líquido ajustado
+70,0% €3,50
saltou 68,1% em relação aos R$45,3 milhões apresentados no ano +60,0% €3,00
+50,0% €2,50
passado. +34,7%
+40,0% €2,00
+28,8%
O lucro liquido ajustado desconsidera os impostos de renda +30,0%
e +24,1% €1,50
86,3%
+20,0% 59,5% 55,4% €1,00
contribuição social diferidos, dado que são despesas sem efeito
+10,0% €0,50
caixa. +0,0% €-
Locação de NOI EBITDA Lucro
Como já mencionado, o desempenho do EBITDA seguiu o aumento lojas Líquido
da receita líquida do 1S10, em comparação com o 1S09. Ajustado

Após voltar a adicionar ao lucro líquido ajustado do 1S10, a Impacto do ganho de escala no 1S10
(Crescimento 1S09 vs. 1S10 e Margens 1S10)
depreciação e amortização sem efeito caixa, o Fluxo de Caixa
Operacional Ajustado (do acrônimo em inglês, AFFO) alcançou R$178,1 milhões, representando um aumento
de 64,3% em comparação ao 1S09.

Cálculo do FFO & Lucro Líquido 2T10 2T09 Var. % 1S10 1S09 Var. %
Lucro Líquido 51.434 45.628 ▲12,7% 98.175 89.806 ▲9,3%
Imposto de renda e contribuição social diferidos ¹ 24.804 (284) n.d. 56.633 (1.068) n.d.
Lucro Líquido Ajustado 76.238 45.344 ▲68,1% 154.808 88.738 ▲74,5%
Depreciações e amortizações 11.593 9.974 ▲16,2% 23.277 19.631 ▲18,6%
FFO Ajustado 87.831 55.318 ▲58,8% 178.085 108.370 ▲64,3%

Na comparação entre o lucro líquido divulgado no primeiro semestre de 2009 e 1S10, a variação é de 9,3%.
No entanto, é importante notar que o imposto de renda e contribuição social diferidos passaram por duas
importantes mudanças no terceiro e quarto trimestres de 2009. Estas mudanças não se refletiram nos
resultados financeiros do 1S09. Caso estas mudanças fossem incorporadas aos dados do primeiro semestre
de 2009, o aumento no lucro líquido do 1S10 seria de 77,7%, conforme mostrado no quadro abaixo.

Lucro Líquido com Rateio do Imposto Diferido


2T10 2T09 Var. % 1S10 1S09 Var. %
em 2009
Lucro Líquido 51.434 45.628 ▲12,7% 98.175 89.806 ▲9,3%

Imposto de renda e contribuição social diferidos


- (7.704) n.d. - (15.408) n.d.
contabilizados no 3T09 (efeito pro-rata)

Imposto de renda e contribuição social diferidos


- (9.572) n.d. - (19.144) n.d.
contabilizados no 4T09 (efeito pro-rata)

Lucro Líquido pós rateio 51.434 28.352 ▲81,4% 98.175 55.254 ▲77,7%

98
MERCADO DE CAPITAIS

A ação da Multiplan (MULT3, na BM&F Bovespa; MULT3 BZ, no Bloomberg) encerrou o primeiro semestre de
2010 cotada a R$33,01/ação, representando uma valorização de 66,7% em relação ao preço de fechamento
em 30 de junho de 2009. O IBovespa, principal índice da Bolsa de Valores Brasileira, teve uma valorização de
18,4% no mesmo período.

R$ Milhões
200 Volume Médio Negociado (15 dias) Multiplan Ibovespa $35

180 $30

160 DESTAQUES $25


$20
140 FINANCEIROS $15
120
$10
100 $5
80 $0
jun-09 jul-09 ago-09 ago-09 set-09 out-09 out-09 nov-09 dez-09 jan-10 jan-10 fev-10 mar-10mar-10 abr-10 mai-10 mai-10 jun-10

Primeiro semestre de 2010 confirma o aumento da liquidez da ação

Após a oferta subseqüente concluída em setembro de 2009, a ação da Companhia obteve um aumento
significativo de liquidez, saltando de um volume médio diário negociado de R$1,5 milhão no 1S09 para R$9,9
milhões no 1S10, mais de seis vezes o seu valor inicial.
Apesar da Companhia ter atingido uma meta importante, o objetivo é continuar a trabalhar para a obtenção de
maior liquidez para proporcionar aos investidores maior negociabilidade das ações.
O valor de mercado da Multiplan também cresceu, ficando em R$5,9 bilhões, em 30 de junho de 2010,
dobrando seu valor em relação ao ano anterior, conforme detalhado no quadro abaixo.
MULT3 1S10 1S09 Var.%
Preço de fechamento R$ 33,01 R$ 19,80 66,7%
Volume diário médio negociado R$ 9.867.530,20 R$ 1.542.537,24 539,7%
Valor de mercado no fim do período R$ 5.915.300.034,14 R$ 2,926.434.871,80 102,1%

MULT3 supera índices em 12 meses de valorização

A Multiplan está listada em cinco índices de Bolsa de Valores Brasileira: Índice Brasil (IBRX), Índice de
Construção Civil e Imobiliário (IMOB), Índice Small Cap (SMLL), Índice Tag Along (ITAG) e Índice de
Governança Corporativa (IGC). Como indicado no gráfico abaixo (Base 100 = 30 de junho de 2009), nos
últimos 12 meses, a ação da Companhia teve valorização superior aos índices mencionados, incluindo o
IMOB, composto por companhias brasileiras do setor imobiliário.

99
MULT3 IBRX IMOB SMLL ITAG IGC
180

160

140

120

100

80
jun-09 jul-09 ago-09 set-09 out-09 out-09 nov-09 dez-09 jan-10 fev-10 mar-10 abr-10 abr-10 mai-10 jun-10

Estrutura Acionária
Adm+Tesouraria
O número total de ações emitidas permanece em 179.197.214, e o 0,1%
número de ações em negociação (free-float) representa 37,2% da
Free Float Ordinárias
estrutura patrimonial. A composição do capital social, em 30 de 37,2% 22,5%
OTPP
junho de 2010 é explicada no gráfico da direita. As ações em 29,1% Pref erenciais
negociação tiveram sua participação no total do capital da MTP+Peres 6,6%
Empresa aumentado de 36,9% para 37,2% em virtude do exercício 33,6%

de opções de compra de ações da Multiplan ao longo do trimestre


Estrutura acionária em 30/06/2010

100
ESTRATÉGIA DE CRESCIMENTO
No total, a Multiplan possui dez projetos em desenvolvimento:
Quatro shopping centers: ParkShoppingSãoCaetano, VillageMall, JundiaíShopping e ShoppingMaceió.
Três expansões: no BH Shopping, ParkShoppingBarigüi e Pátio Savassi.
Três torres comerciais: MorumbiBusinessCenter e ParkShopping Corporate (para locação); e Cristal
Tower (para venda).

Crescimento de ABL própria esperado entre 2T10 – 2012: 44,0%


Projetos anunciados em desenvolvimento (por tipo):

ABL Própria ABL de Terceiros

532.902 m² 553.731 m² 689.278 m² 712.788 m² 712.788 m²

17.735 m² 6.680 m²
211.996 m²

2.436 m²
185.145 m² 117.812 m² 16.830 m²

18.393 m²
500.792 m²
347.757 m²
+ 44,0%

Shoppings em Expansões em Shoppings em Imobiliário para Total anunciado


operação (2T10) desenvolvimento desenvolvimento locação (2012P)

Por data de abertura:

ABL Própria ABL de Terceiros

532.902 m² 553.731 m² 602.886 m² 712.788 m² 712.788 m²

24.415 m²
211.996 m²
0 m²
2.436 m²
185.145 m² 85.486 m²
49.155 m²
18.393 m²
500.792 m²
347.757 m²
+ 44,0%

1S10 2S10 2011 2012 Total anunciado


(2012P)

101
+327 4.187
+243
+202
3.415

+772 Lojas

2T10 2S10 2011 2012 Total

Número de lojas no portfólio da Multiplan


Desconsiderando o Shopping Maceió,
que não se encontra em fase de locação.

Investimento

Mais de R$1 bilhão a ser investido até 2012;


R$79.6 milhões no 2T10

No 2T10, foram investidos R$79,6 milhões Capex Econômico (R$'000) 2T10 Descrição
em renovações, três expansões (BH Renovação & Outros 22.935 Todos Shopping Centers
Shopping, ParkShoppingBarigüi e Pátio
Desenvolvimento de Shopping 23.229 PSC, JDS, VLG & Outros
Savassi), dois imóveis para locação
(Morumbi Business Center e ParkShopping Expansão de Shopping 24.239 BHS, PKB, PSS & Outros
Corporate) e três shopping centers em fase Imobiliário para Locação 9.243 MBC, PKC & Outros
de locação (ParkShoppingSãoCaetano, Total 79.646
JundiaíShopping e VillageMall).

O gráfico abaixo mostra o plano de investimentos da Companhia (CAPEX) para os próximos anos. De um
total de 772 lojas em três shopping centers e três expansões em fase de locação, 58,4% já foram locadas.

Investimento 2010 - 2012: R$1,2 bilhões


Tempo* Lojas Locadas
58,4%
518,2 M
453,4 M 43,7%
24,6 M
6,2 M
351,6 M
207,9 M
447,2 M
207,9 M
142,1 M SC's e Exp. em desenvolvimento

2010 2011 2012 % das Lojas locadas vs. Tempo transcorrido


* Tempo se refere ao período transcorrido entre
Investido durante 1S10 Projetos para locação e revitalizações Imobiliário para venda o pré-lançamento e a data de inauguração

102
1. Shopping Centers (Greenfields)

Os três projetos de shopping centers em


fase de locação repetiram o bom ParkShopping 58,4%
SãoCaetano 36,5%
desempenho do trimestre anterior. Desde
o início do processo de locação, todos os % das Lojas32,3%locadas vs. Tempo transcorrido
três projetos locaram em média 18,2% do VillageMall *Tempo se refere ao período transcorrido entre
21,5%
o pré-lançamento e a data de inauguração
total de lojas no 2T10, alcançando 45,1% (data de referência: 2 de agosto de 2010)
no total de lojas locadas. 37,1%
Shopping Jundiaí
Este resultado confirma a força e o 20,1%
reconhecimento da marca da Multiplan no
mercado. Outros motivos para o sucesso SC's em 45,1% Lojas Locadas
desenvolvimento 27,4%
são a localização dos shoppings, o Tempo*
conceito inovador dos projetos e a % das Lojas locadas vs. Tempo transcorrido
% das Lojas locadas vs. Tempo transcorrido
abordagem multiuso. A Multiplan dá aos *Tempo se refere
* Tempo ao período
se refere transcorrido
ao período transcorridoentre
entre oopré-lançamento
pré-lançamento e a de
e a data data de inauguração
inauguração
(data de referência: 2 de agosto de 2010)
lojistas a oportunidade de expandir seus
negócios.
O quadro abaixo fornece dados sobre os projetos recém-anunciados e em desenvolvimento.
Shoppings em Desenvolvimento/Aprovação Participação da Multiplan (R$ ‘000)
Cessão
CAPEX NOI 1º NOI 3º
Projeto Inaug. ABL % Mult. CAPEX¹ de
Realizado³ ano ano
Direito
ParkShoppingSãoCaetano nov/11 39.005 m² 100,0% 249.352 13% 30.876 34.225 45.162
Village Mall mai/12 25.653 m² 100,0% 350.000 31% 37.500 36.900 41.300
Shopping Jundiaí set/12 35.418 m² 100,0% 240.000 15% 21.600 24.500 31.700
Shopping Maceió² 2012 35.470 m² 50,0% 82.100 17% 5.500 7.800 9.800
Total 135.546 m² 86,9% 921.452 21% 95.476 103.425 127.962
¹ Considera somente a primeira fase do projeto
² Sujeito a aprovação
³ Considera o custo com aquisição de terreno de acordo com seu fluxo financeiro.
ParkShoppingSãoCaetano

Status: em construção

A construção do shopping Center teve início no mês de março. Ao fim de junho, 350 das 402 estacas de
fundação haviam sido implantadas e 710 metros do muro de contenção subterrâneo foram instalados. A
montagem dos pilares pré-moldados, como visto na foto, iniciou em Agosto.

A fase de locação avança e atingiu uma locação de quase 60% da ABL total. Este desempenho revela a forte
confiança dos lojistas no projeto e o potencial da vizinhança, representada pelo “Espaço Cerâmica”, um bairro
planejado para conter torres comerciais, um polo residencial e companhias do setores de tecnologia, varejo e
serviços.

O projeto prevê 39.005m² de ABL na primeira fase e inclui uma expansão futura que poderá adicionar
13.411m², aumentando a capacidade do projeto para atender o desenvolvimento futuro da região.

103
VillageMall

Status: pré-lançamento

O Village Mall Shopping Center ficará localizado em uma área privilegiada, no coração da Barra da Tijuca,
região com um dos maiores índices de crescimento visto em anos recentes no Rio de Janeiro. O projeto terá
25.653m² de ABL, 134 lojas e 1.462 vagas de estacionamento. O shopping será diferenciado devido à
presença de lojas de moda e sofisticadas opções de restaurantes, em um ambiente moderno, valorizado pela
paisagem vizinha. Em agosto, será realizada uma forte campanha de marketing destinada a valorizar a
exclusividade do projeto, contribuindo para a fase de locação. Sua inauguração é esperada para 2012, e a
construção está planejada para iniciar em breve.

O projeto será adicionado ao complexo composto pelo BarraShopping, o New York City Center e pelo Centro
Empresarial Barrashopping.

JundiaíShopping
JundiaíShopping

Status: lançado

O JundiaíShopping está localizado na cidade de Jundiaí, no interior do estado de São Paulo, a 60 quilômetros
da capital do estado, sendo a oitava maior economia do estado.

O shopping center terá uma ABL de 35.418 m², 197 lojas e 2.079 vagas de estacionamento. O projeto está em
linha com a estratégia da Companhia de desenvolver complexos multiuso, combinando vários
empreendimentos em um mesmo local. O projeto inclui duas torres comerciais de dez andares cada e 13.260
m² de ABL para futura expansão.

Foi divulgada neste trimestre uma campanha com o propósito de mostrar o projeto e seus benefícios para a
cidade de Jundiaí, resultando em maior demanda por lojas no JundiaíShopping e aumento do número de lojas
locadas. Atualmente 37.1% das lojas se encontram locadas. A construção será iniciada em breve.

Shopping Maceió

Status: em desenvolvimento

O Shopping Maceió é o primeiro projeto da Multiplan na região nordeste do país. O shopping será construído
na região de maior crescimento da cidade e se beneficiará da significativa expansão das classes A e B locais.
O projeto está em fase de aprovação.

O terreno de 210.000 m² possibilita, além do desenvolvimento do shopping center, a construção de um hotel,


torres comerciais e edifícios residenciais. O projeto é uma parceria com a Aliansce Shopping Centers S.A.,
que estará liderando o processo em nome da Multiplan.

104
2. Expansões de Shopping Center (Brownfields)

Ajustes finais: três expansões serão entregues no 2S10

As chaves das expansões do BH Shopping, ParkShoppingBarigüi e Pátio Savassi foram entregues aos lojistas
neste trimestre. Essas expansões adicionarão um total de 20.829m² de nova ABL no segundo semestre de
2010. Os projetos já alcançaram 96% de área locada e os lojistas já trabalham na arrumação das lojas, se
preparando para o dia da inauguração. Restam apenas oito lojas para locação de um total de mais de 200
novas lojas.

Expansões em Construção % Multiplan (R$ ‘000)


CAPEX Cessão de NOI 1º NOI 3º
Projeto Inaug. ABL % Mult. CAPEX
Realizado¹ Direito ano ano
BH Shopping Exp. Out-10 11.121 m² 80,0% 143.506 82% 11.875 11.463 13.054
Pátio Savassi ² Out-10 1.109 m² 80,9% 3.303 40% 256 617 679
ParkShoppingBarigüi Exp ³ Nov-10 8.600 m² 100,0% 55.102 56% 13.079 7.084 8.591
Total 20.829 m² 88,3% 201.910 74% 25.210 19.165 22.324
¹ Participação da Multiplan
² Não considerando a aquisição de participação adicional de 15.6% em Julho de 2010
³ A Multiplan terá 84% da participação no NOI após a inauguração

105
3. Torres Comerciais
Estratégia Multiuso
A estratégia da empresa compreende a incorporação de edifícios comerciais e residenciais, em sua maioria
localizados próximos aos shopping centers, tornando-os complexos “multi-uso”, que são beneficiados pela
sinergia e pelo fluxo de pessoas gerado pelos empreendimentos e pelo conseqüente desenvolvimento da
região. Desde 1975, ano que marcou o início de sua trajetória, até 2009, a Multiplan desenvolveu 11
shoppings centers e entregou mais de 45 empreendimentos imobiliários no Brasil e no exterior.
3.1 Torres Comerciais para Locação

ParkShopping Corporate

Tipo Imóvel comercial para locação


Área para Locação 13.360 m²
Inauguração Quarto trimestre de 2012
Participação 50%
CAPEX Estimado (% MTE) R$39,8 milhões

Status: em desenvolvimento

Em linha com sua estratégia de crescimento, a Multiplan anunciou o desenvolvimento do ParkShopping


Corporate, um projeto classe A, com duas torres comerciais para locação, integradas ao ParkShopping, em
2
Brasília. As torres terão seis andares de espaço para escritórios, ABL de 13.360m e 391 vagas exclusivas de
2
estacionamento. A área total construída será de 37.572 m , e o investimento total estimado de R$79,6
milhões. A participação da Multiplan neste projeto é de 50%.

A construção deverá ter início no primeiro trimestre de 2011 e as torres deverão ser entregues no quarto
trimestre de 2012.

Em consequência da crescente demanda por espaços de escritório, o ParkShopping Corporate é o segundo


projeto multiuso da Multiplan anunciado este ano.

Morumbi Business Center

Tipo Imóvel comercial para locação


Área para Locação 10.150 m²
Inauguração Segundo semestre de 2011
Participação 100%
CAPEX Estimado (% MTE) R$74 milhões

Status: em construção

O Morumbi Business Center é um edifício comercial classe A, localizado na cidade de São Paulo, destinado à
locação, podendo ter um locatário ou múltiplos ocupantes. Com uma ABL prevista de 10.150 m², a construção
teve início em abril deste ano e a entrega está planejada para o segundo semestre de 2011. O Morumbi
Business Center complementa o complexo construído em frente ao MorumbiShopping, contendo o Morumbi
Office Tower e o Centro Profissional Morumbi Shopping, integrados à expansão do shopping. Todo muro de
contenção subterrâneo da construção foi finalizado no fim do 2T10.

106
3.2 Torres comerciais para venda

Cristal Tower

Tipo Imóvel comercial para venda


Área para venda 11.915 m²
Inauguração Maio de 2011
Participação 100%
VGV estimado (% MTE) R$70 milhões
Total de Unidades 290
% de Unidades Vendidas 91%

Status: em construção

O Cristal Tower é uma para torre de escritórios destinados à venda, na cidade de Porto Alegre, com entrega
programada para o segundo semestre de 2011, e 11.915 m² de área privativa de venda conectada ao
BarraShopping Sul por meio de uma passarela suspensa. A torre comercial possui 290 unidades, equipadas
com moderna infraestrutura e a conveniência de estar conectada a um dos maiores shopping centers da
região sul, sem mencionar a vista exclusiva do Rio Guaíba. Com mais de 91% de suas unidades já vendidas,
a proximidade ao BarraShoppingSul irá gerar um fluxo de consumidores qualificados para o shopping center
durante a semana, e sinergias naturais; um modelo multiuso que a Companhia utiliza para integrar shopping
centers, edifícios comerciais, residenciais e hotéis, todos na mesma área.

Banco de Terrenos

Mais de 800.000 m² para crescimento futuro

A Multiplan observou um pequeno aumento em seu banco de terrenos em relação ao 1T10, com a aquisição
de dois terrenos nos arredores do Pátio Savassi que, juntos, representaram um adição de 1.459 m² e serão
destinados à futura expansão do Pátio Savassi.
Local % Tipo Área do Terreno
BarraShoppingSul 100% Residencial, Hotel 12.099 m²
Campo Grande 90%¹ Residencial, Comercial 338.913 m²
Maceió 50% Residencial, Comercial, Hotel 140.000 m²
Jundiaí 100% Comercial 4.500 m²
MorumbiShopping 100% Comercial 19.069 m²
ParkShoppingBarigüi 84% Apart-Hotel 843 m²
ParkShoppingBarigüi 94% Comercial 27.370 m²
Pátio Savassi² 97% Comercial 2.541 m²
RibeirãoShopping 100% Residencial, Comercial, Centro Médico 200.970 m²
São Caetano 100% Comercial 24.948 m²
Shopping AnáliaFranco 36% Residencial 29.800 m²
Total 84% 801.053 m²

¹ 90% para o shopping center e 50% para projetos imobiliários.


² Inclui a participação adquirida em Julho de 2010.

107
% Locação Vendas Taxa Média de
Portfólio Estado ABL Total
Multiplan 2T10¹ 2T10 Ocupação
Portfólio em Operação (100%) (R$’000)
BH Shopping MG 80,0% 36.840 m² 377 R$/m² 166.844 99,1%
RibeirãoShopping SP 76,2% 46.784 m² 187 R$/m² 110.145 98,8%
BarraShopping RJ 51,1% 69.319 m² 429 R$/m² 308.648 99,3%
MorumbiShopping SP 65,8% 55.085 m² 497 R$/m² 275.052 99,9%
ParkShopping DF 59,6% 51.532 m² 255 R$/m² 172.797 99,8%
DiamondMall MG 90,0% 21.388 m² 372 R$/m² 103.431 99,3%
New York City Center RJ 50,0% 22.269 m² 120 R$/m² 40.481 99,7%
Shopping AnáliaFranco SP 30,0% 50.974 m² 271 R$/m² 158.804 99,2%
ParkShoppingBarigüi PR 84,0% 42.985 m² 178 R$/m² 122.748 98,2%
Pátio Savassi ² MG 80,9% 16.319 m² 310 R$/m² 66.582 100,0%
Shopping SantaÚrsula SP 37,5% 23.088 m² 52 R$/m² 24.991 76,2%
BarraShoppingSul RS 100,0% 68.229 m² 141 R$/m² 117.185 98,6%
Shopping VilaOlímpia SP 30,0% 28.091 m² 232 R$/m² 46.884 91,4%
Sub-Total Portfólio em Operação 65,3% 532.902 m² 303 R$/m² 1.714.591 97,8%
Shopping Centers em Desenvolvimento
ParkShoppingSãoCaetano SP 100,0% 39.005 m² - - -
Shopping Maceió AL 50,0% 35.470 m² - - -
Shopping Jundiaí SP 100,0% 35.418 m² - - -
Village Mall RJ 100,0% 25.653 m² - - -
Expansões em Desenvolvimento
BH Shopping Exp. MG 80,0% 11.121 m² - - -
ParkShoppingBarigüi Exp. II PR 100,0% 8.600 m² - - -
Pátio Savassi MG 80,9% 1.109 m²
Sub-Total SC’s e Exp. Desenvolvimento 87.1% 87,10% 156.376 m²
Imobiliário para Locação em Desenvolvimento
Morumbi Business Center SP 100,0% 10.150 m² - - -
ParkShopping Corporate DF 50,0% 13.360 m² - - -
Portfólio Total 70,3% 712.788 m² 303 R$/m² 1.714.591 97,8%
¹ Receita de locação dividida pela ABL própria ajustada (média)
² Não considerando a aquisição de participação adicional de 15.6% em Julho de 2010

108
A Multiplan manteve inalterada sua estrutura acionária desde o primeiro trimestre do ano. Em 30 de junho de
2010, a Companhia tinha 179.197.214 ações emitidas, das quais 167.338.867 ordinárias e 11.858.347
preferenciais.

Free Float
Tesouraria
22,25% Maria Helena 39,54% ON
Kaminitz Peres 36,92% Total 0,08% ON
0,39% ON 0,08% Total Ontario Teachers’
Multiplan Planejamento, 0,36% Total Pension Plan
Participações e
34.41% ON
Administração S.A.
32.14%Total 100,00%
24,07% ON 1700480
77,75% 100,00% PN Ontario Inc.
1,16% ON 29,10% Total
1,09% Total
Jose Isaac Peres

1,00%

Multiplan
99,00% CAA -
Administradora de 99,00%
Corretagem e Consultoria
Shopping Centers Ltda. Shopping Centers % Publicitária Ltda.

Embraplan BarraShopping 51,07%


100,00% BarraShoppingSul 100,0% 99,61% CAA -
Empresa Brasileira
BH Shopping 80,00% Corretagem Imobiliária Ltda.
de Planejamento Ltda.
DiamondMall 90,00%
MorumbiShopping 65,78%
New York City Center 50,00% 83,81% Pátio Savassi Administração
2,00% ParkShopping 59,63% de Shopping Center Ltda.
SCP Royal Green 98,00%
Península ParkShoppingBarigüi 84,00%
Pátio Savassi 80,87%
RibeirãoShopping 76,17% 41,96% MPH
Empreend. Imobiliário Ltda. 1
ShoppingAnáliaFranco 30,00%
Shopping Vila Olímpia 30,00%
Renasce - 99,99%
Shopping Maceió¹ 50,00% 50,00% Manati Empreendimentos e
Rede Nacional de 2
Shopping Santa Úrsula 37,50%
Shopping Centers Ltda. Participações S.A.
ParkShopping SãoCaetano ² 100,0%
Shopping Jundiaí ² 100,0%
50,00%
VillageMall ² 100,0% Haleiwa Empreendimentos 3
Imobiliários S.A.
¹ Em aprovação
² Em desenvolvimento

1. MPH Empreendimento Imobiliário: Sociedade de Propósito Específico (SPE) do Shopping Vila Olímpia.
2. Manati Empreendimentos e Participações S.A.: Sociedade de Propósito Específico (SPE) do Shopping Santa Úrsula.
3. Haleiwa Empreendimentos Imobiliários S.A.: Sociedade de Propósito Específico (SPE) do Shopping Maceió.

Programa de recompra de ações

Em fevereiro de 2010, o Conselho de Administração da Multiplan aprovou o segundo Programa de Recompra


de Ações da Companhia. O propósito do programa é utilizar fundos disponíveis da Companhia para maximizar
valor para o acionista, podendo também ser utilizado para atender a futuros exercícios de opção de ações
dentro do escopo do Plano de Opção de Compra de Ações de emissão da Multiplan. Dentro do programa
atual, nenhuma ação foi adquirida até o momento. O prazo para recompra das ações é de 365 dias, a partir da
data inicial do programa, com encerramento no dia 3 de fevereiro de 2011.

Durante o primeiro programa, encerrado em novembro de 2009, a Companhia adquiriu 340.000 ações
ordinárias, a um custo médio ponderado de R$13,59 por ação. O saldo de ações em tesouraria em 30 de
junho de 2010 era de 135.286.

109
GLOSSÁRIO E ACRÔNIMOS
ABL: Área Bruta Locável, que corresponde ao somatório de todas as áreas disponíveis para a locação nos shopping
centers, exceto merchandising.
ABL Própria: ou ABL da companhia ou ABL Multiplan, refere-se à ABL total ponderada pela participação da Multiplan em
cada shopping.
Aluguel Complementar: É a diferença (quando positiva) entre o aluguel mínimo e o aluguel com base em porcentagem de
vendas paga como aluguel, conforme definida em contrato.
Aluguel na Mesma Área/m² (na sigla em inglês SAR): É a relação entre o aluguel faturado em uma mesma área no ano
anterior com o ano atual menos a taxa de vacância.
Aluguel nas Mesmas Lojas/m² (na sigla em inglês SSR): Aluguel faturado de lojas em Acrônimos:
DESTAQUES
operação há mais de um ano.
BHS BH Shopping
FINANCEIROS
Aluguel Mínimo (ou Aluguel-Base): É o aluguel mínimo do contrato de locação de um BRS BarraShopping
lojista. Caso um lojista não tenha contratado um aluguel-base, o aluguel mínimo será BSS BarraShoppingSul
uma porcentagem de suas vendas. DMM DiamondMall
CAGR: Compounded Annual Growth Rate. Taxa Composta de Crescimento Anual. MAC Shopping Maceió
Corresponde à taxa média de crescimento em bases anuais. MBC Morumbi Business Center
MBS MorumbiShopping
CAPEX: Capital Expenditure. É a estimativa do montante de recursos a ser MTE Multiplan
desembolsado para o desenvolvimento, expansão ou melhoria de um ativo. NYCC New York City Center
CDI: Certificado de Depósito Interbancário. Certificados emitidos pelos bancos para JDS Shopping Jundiaí
geração de liquidez. Sua taxa média de 1 (um) dia, anualizada, é utilizada como PKB ParkShoppingBarigui
PKS ParkShopping
referência para as taxas de juros da economia brasileira.
PKC ParkShopping Corporate
Cessão de Direitos (CD): Cessão de Direitos é o valor pago pelo lojista para abrir uma PSC ParkShoppingSãoCaetano
loja no shopping center. O contrato de cessão de direitos, quando assinado, é PSS Pátio Savassi
reconhecido na conta de receita diferida e na conta de recebíveis, mas sua receita é RBS RibeirãoShopping
reconhecida na conta de receita de cessão de direitos em parcelas lineares, somente no SAF ShoppingAnáliaFranco
momento de uma abertura, pelo período do contrato de locação. Cessão de Direitos não SSU Shopping Santa Úrsula
SVO Shopping
recorrentes refere-se a contratos de lojas novas em novos empreendimentos ou expansões (inaugurados nosVila Olímpia
últimos 5
VLG Village Mall
anos). Cessão de Direitos “Operacional” refere-se a lojas que estão mudando para um shopping já em funcionamento.
Custo de Ocupação: É o custo de locação de uma loja como porcentagem das vendas. Inclui o aluguel e outras despesas
(despesas de condomínio e fundo promocional).
Debênture: instrumento de dívida emitido pelas companhias para captar dinheiro. As debêntures da Multiplan são do tipo
não conversíveis, significando que não podem ser convertidas em ações. Além disso, o titular da debênture não tem direito
a voto.
EBITDA: Earnings Before Interest, Tax, Depreciation and Amortization. Lucro (prejuízo) líquido adicionado das despesas
com IRPJ e CSLL, resultado financeiro, depreciação e amortização, e despesas não recorrentes. O EBITDA não possui
uma definição única, e sua definição pode não ser comparável ao EBITDA utilizado por outras companhias.
Efeito do reajuste no IGP-DI: É a média ponderada do aumento mensal do IGP-DI com um mês de atraso, dividida pela
porcentagem da ABL ajustada no respectivo mês.
EPS: Earnings per Share. Ganhos por Ação; constitui-se do Lucro Líquido dividido pelo número total de ações da
companhia.
FFO Ajustado (Fluxo de Caixa Operacional Ajustado): É a soma do Lucro Líquido Ajustado, depreciação e amortização.
IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna): Índice de inflação apurado pela Fundação Getúlio Vargas,
com período de coleta do primeiro ao último dia do mês de referência e divulgação próxima ao dia 20 do mês posterior.
Possui a mesma composição do IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado), diferenciando-se apenas o período de coleta.

110
IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo): Calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, é o
indicador nacional de inflação controlado pelo Banco Central do Brasil.
Lojas Âncora: Grandes lojas conhecidas pelo público, com características estruturais e mercadológicas especiais, que
funcionam como força de atração de consumidores, assegurando permanente afluência e trânsito uniforme destes em todas
as áreas do shopping center. As lojas devem ter mais de 1.000 m² para serem consideradas âncoras.
Lojas Satélite: Pequenas lojas, sem características estruturais e mercadológicas especiais, localizadas no entorno das
Lojas Âncora e destinadas ao comércio em geral.
Lucro Líquido Ajustado: Lucro Líquido Ajustado pelas despesas não recorrentes com o IPO, custos de reestruturação e
amortizações de ágio provenientes de aquisições e fusões (incluindo impostos diferidos).
Margem EBITDA: EBITDA dividido pela Receita Líquida.
Margem NOI: NOI dividido pela receita de locação e receita líquida de estacionamento.
Merchandising: É todo tipo de locação em um shopping não vinculada a uma área da ABL do shopping. Merchandising
inclui receitas de quiosques, stands, cartazes, locação de espaços em pilares, portas e escadas rolantes, entre outros
pontos de exposição em um shopping.
Receitas Diferidas: Cessão de Direitos diferida e despesas com recompra de lojas.
Resultado Operacional Líquido: Net Operating Income, ou NOI. Refere-se à soma do resultado operacional (receita de
locação e despesas do shopping) e o resultado das operações de estacionamento (receitas e despesas). Impostos sobre
receita não são considerados. O NOI+CD também inclui a receita de cessão de direitos.
Taxa de Ocupação: ABL locada dividida pela ABL total
TJLP: Taxa de Juros de Longo Prazo – custo usual de financiamento apurado pelo BNDES
TR: Taxa Referencial – Taxa média de juros utilizada pelo mercado.
Turnover (giro): Consiste na ABL locada no período dividida pela ABL total
Vendas: Vendas declaradas pelas lojas em cada um dos shoppings.
Vendas na Mesma Área/m² (na sigla em inglês SAS): É a relação entre as vendas em uma mesma área no ano anterior e
o ABL da área menos a taxa de vacância.
Vendas nas Mesmas Lojas/m² (na sigla em inglês SSS): Vendas de lojas em operação há mais de um ano.
VGV (Valor Geral de Vendas): Refere-se ao total de unidades à venda em um empreendimento imobiliário multiplicado
pelo valor de tabela de cada uma.

Segmentos de Shopping Centers:


Praça de Alimentação & Área Gourmet – Inclui operações de fast food e restaurantes
Diversos – Cosméticos, livrarias, cabeleireiros, lojas para animais, etc.
Artigos para o lar e escritório – Lojas de aparelhos eletrônicos, decoração, arte, materiais para escritório, etc.
Serviços – Centros esportivos, centros de lazer, teatros, salas de cinema, centros médicos, bancos, etc.
Vestuário – Lojas de roupas, calçados e acessórios femininos e masculinos

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As projeções referem-se a eventos futuros que podem ou não vir a ocorrer. Nossa futura situação financeira, resultados operacionais,
participação de mercado e posicionamento competitivo podem diferir substancialmente daqueles expressos ou sugeridos em tais projeções.
Muitos dos fatores e valores que estabelecem esses resultados estão fora do controle ou expectativa da companhia. O leitor/investidor é
encorajado a não se basear totalmente nas informações acima.

Este documento contém informações sobre projetos futuros que poderão se tornar diversas devido a alterações nas condições de mercado,
alterações de lei ou políticas governamentais, alterações das condições de operação do projeto e dos respectivos custos, alteração de
cronogramas, desempenho operacional, demanda de lojistas e consumidores, negociações comerciais ou de outros fatores técnicos e
econômicos.

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