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1.

Existe diferença entre preclusão, coisa julgada formal e coisa julgada


material?

Sim.

Preclusão é, no direito processual, a perda do direito de agir nos autos em face da


perda da oportunidade, conferida por certo prazo. Assim, se a parte não recorre da
sentença a ela desfavorável no prazo legal, seu direito sofre o fenômeno da preclusão.
A preclusão pode ser: Temporal, referente ao tempo; Consumativa, quando o ato já se
consumou, não podendo fazê-lo novamente; Lógica, quando se pratica determinado
ato que o impeça de fazê-lo de outra forma.

Preclusão

É a perda do direito de manifestar-se no processo, isto é, a perda da capacidade de


praticar os atos processuais por não tê-los feito na oportunidade devida ou na forma
prevista. É a perda de uma faculdade processual, isto é, no tocante à prática de
determinado ato processual.

A preclusão refere-se também aos atos judiciais, e não só aos das partes. Para as
partes, a preclusão pode ser dar quando o ato não for praticado dentro do prazo
estipulado (preclusão temporal); quando houver incompatibilidade com um ato
anteriormente praticado (preclusão lógica); ou quando o direito à prática daquele ato já
houver sido exercido anteriormente (preclusão consumativa).

2. Está correta a afirmação de que “a coisa julgada material é uma qualidade


dos efeitos da sentença”? Justifique em sua resposta.

Sim, a coisa julgada é a qualidade da sentença que torna os efeitos imutáveis


e indiscutíveis,

3. Disserte sobre a coisa julgada na ação de mandado de segurança.

4. O que você entende por coisa julgada inconstitucional ou relativização da


coisa julgada? Exemplifique em sua resposta.

5. Qual a finalidade, o prazo e a competência da ação rescisória?

Com efeito, há situações em que tornar indiscutível uma decisão judicial, por
meio da coisa julgada, representa injustiça tão grave, e solução tão ofensiva
aos princípios que pautam o ordenamento jurídico, que é necessário prever
mecanismos de revisão da decisão transitada em julgado. De fato, embora
normalmente a coisa julgada sane todo e qualquer vicio do processo em que
operou, este defeito é tão grave que, fazer vistas grossas seria altamente
prejudicial à legitimidade do ordenamento jurídico e da prestação
jurisdicional. Por isso, para casos excepcionais, o ordenamento jurídico prevê
instrumentos destinados a superar a coisa julgada, autorizando a
reapreciação da sentença que, em principio seria indiscutível. Uma dessas
figuras é a ação rescisória, que é ação destinada precipuamente a obter
anulação (e não declaração de nulidade) da coisa julgada formada sobre
decisão judicial, permitindo, então, por conseguinte, a revisão do julgamento.
Note-se que o objetivo da ação rescisória é desconstituir a força da coisa
julgada, já que a sentença transitada em julgado presume-se, até prova em
contrário, válida e eficaz.

Pregão 04/2006 – 1
7 .É cabível ação rescisória de decisão interlocutória?

8. Existe diferença entre a ação rescisória e a ação anulatória de ato judicial


ou das partes?

Pregão 04/2006 – 2