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Key to the adults of the most common forensic species of Diptera in South America.


“Chave para os adultos mais comuns de espécies forenses de Diptera no Sul da América”
Carvalho & Mello-Patiu, 2008
Por: Thayana Monteiro
UEFS

09

Chave para as famílias de dípteros caliptrados

1. Meron (Fig. 9), sem uma fileira de cerdas; raramente com fracas cerdas espalhados........... 2
- Meron com uma fileira de cerdas (Fig. 10)........................................................................ 4

2. Escutelo geralmente com cerdas no ápice ventral (Fig. 11). Asa veia A1 + CuA2 atingindo a
margem da asa. Perna posterior com cerda forte na base inferior do primeiro
tarsômero..................................................................................................... Anthomyiidae
- Escutelo sem cerdas no ápice ventral. Asa com veia A1 + CuA2 não atingindo a margem da
asa (Fig. 12). Perna posterior sem cerda forte na base inferior do primeiro tarsômero
......................................................................................................................................... 3

3. Asa com a veia subcostal lisa (Fig. 13). Veia A1 + CuA2 curtas e fortes; veia A2 longa e em
forma de curva sigmóide (Fig. 13) ........................................................................ Fanniidae

- Asa com a veia subcostal atingindo geralmente costal quase em ângulo reto (Fig. 12). Veia
A1+ CuA2 e A2 não como a forma acima (Figs. 12, 14) ...........................................Muscidae

4. Abdome e tórax geralmente com brilho metálico azul, verde ou bronze. Mesonoto as vezes
com três listras escuras. Notopleura geralmente com duas cerdas...................... Calliphoridae
- Abdome e tórax inteiramente escuro - cinza ou marrom. Mesonoto com três listras escuras
visível em um fundo cinza. Notopleura geralmente com duas cerdas fortes e duas
pequenas.................................................................................................... Sarcophagidae
FANNIIDAE

1. Macho: 12-17 cerdas frontais (geralmente até 13). Asa acastanhada na margem
superior. Veias rm e dm-cu acastanhada e maculada (mais leve no sexo fêmea)
............................................................................................Fannia obscurinervis (Stein)

- Macho: menos de 13 cerdas frontais (geralmente menos de 12). Asa hialina. Veias rm e dm-cu
geralmente sem maculas (exceto punctipennis F. Albuquerque) ........................................... 2

2. Moscas geralmente com 2,5 - 3,5 mm de comprimento do corpo. Macho: 1-2 e terceiro
tergitos abdominais trimaculate dorsal (pretas na fêmea) [grupo Fannia pusio] .................... 3

- Moscas mais longas do que 4 mm do comprimento do corpo. Macho: 1-2 e terceiro tergitos
abdominais amarelo translúcido (geralmente ligeira no fêmea).............................................. 5

3. Macho: fêmur posterior com 7-8 cerdas filiformes no terço médio da superfície anterior.
Fêmea: parafacialia pollinosa ao nível da ponta do pedicelo. Parafrontália brilhando com uma
linha pollinose estreito em torno da margem do olho....................Fannia trimaculata (Stein)
- Macho: fêmur posterior sem cerdas filiformes no terço médio da superfície anterior. Fêmea:
parafacialia polinosa e parafrontália com outro padrão ........................................................ 4
4. Macho: tíbia posterior com cerdas Longas na superfície ventral. Fêmea: parafrontália
com forte polinosidade na margem ao redor do olho...................Fannia pusio (Wiedemann)
- Macho: tíbia posterior sem cerdas na face ventral. Fêmea: parafrontalia com pollinosidade em
padrão uniforme............................................................................Fannia femoralis (Stein)
5. Fêmur posterior com cerdas pré-apicais longas na superfície ventral e posterior
....................................................................................Fannia punctipennis Albuquerque
- Fêmur posterior sem cerdas pré-apicais longas na superfície ventral e posterior
..........................................................................................Fannia canicularis (Linnaeus)

MUSCIDAE

1. Cabeça angular em perfil. Antena longa alcançando o epistoma. Inserção da antena


acima do nível médio do olho. Cerdas dorsocentral pré-sutural muito curtas e finas, quase
indistinta das cerdas de revestimento....................................Atherigona orientalis Schiner
- Cabeça não como acima. Antena normal, não chegando ao epistoma. Inserção das antenas
abaixo de nível médio do olho. Cerdas dorsocentral pré-sutural desenvolvida ou pelo menos
diferenciadas das cerdas revestimento ................................................................................ 2
2. Caliptra inferior alargada, posteriormente sub truncada e com o ângulo antero-mediano
alcançando a base do escutelo............................................................................................ 3
- Caliptra inferior glossiforme, no máximo, um pouco alargada, não se estendendo abaixo da
base do escutelo ............................................................................................................... 6
3. Ápice da supra-squamal setulosa. 01:03 cerdas catepisternais. Ápice do tergito
abdominal 5 de tom ouro amarelo.............. Sarcopromusca pruna (Shannon & Del Ponte)
- Ápice da supra-squamal nua. Catepisterno com um número diferente de cerdas. Ápice do
tergito abdominal 5 não ouro amarelo.................................................................................. 4
4. 4. Cerdas catepisternais 00:01 ou 00:02 (o anterior fraco). Macho: Ommatídios
anterointernal muito alargados, com cerca do mesmo diâmetro do ocelo anterior
................................................................................. Biopyrellia bipuncta (Wiedemann)
- Cerdas catepisternais 1:1 ou 1:2. Macho: ommatidia anterointernal não ampliada, conforme
descrito acima ................................................................................................................... 5
5. Corpo metálico azul ou verde. 00:01 cerdas acrosticais. Metepimeron acima coxa traseira
setuloso. Calos umerais com 3-4 cerdas.............................................................Morellia spp.
- Corpo não azul ou verde metálico. Cerdas acrosticais com um padrão diferente. Metepimeron
nú acima coxa traseira. Úmero calos com 2-3 cerdas.......
............................................................................................... Musca domestica Linnaeus
6. Anepimeron ciliado (poucos cerdas)...........................................................................7
- Anepimeron nú ...............................................................................................................9
7. Veia M fortemente curvada apicalmente. R4+5 terminando antes do ápice da asa. Porção
apical da veia stem com cerda na superfície ventral. Veia R1 nua em ambas as superfícies
................................................................................. Neomuscina spp.
- Porção apical da veia M levemente curvada para a frente. Porção apical da veia stem nua na
superfície ventral. Veia R1 geralmente setulosa ................................................................... 8
8. Asa com a veia R1 setulose na superfície ventral...............................
........................................................................Cyrtoneuropsis maculipennis (Macquart)
- Asa com a veia R1 nua na superfície ventral...........................................Cyrtoneurina spp.
6. Asa com a veia subcostal encontrando a veia costal ao longo de seu terço basal. Fêmea:
cerda orbital proclinate presente....................................................................................... 10
- Asa com veia subcostal encontrando a costal ao longo de seu terço distal ou além. Fêmea:
cerda orbital proclinate ausente........................................................................................ 16
7. Gena com um distinta cerda curvada para cima. Coloração geral não preto metálico.
Fêmea: cerda fronto-orbital forte, mais longa que a cerda frontal. Triângulo ocelar curto
............................................................................................Hydrotaea nicholsoni Curran
- Gena sem cerdas diferenciadas. Corpo geralmente preto metálico. Fêmea: cerda fronto-orbital
fraca, mais curta que a cerda frontal. Triângulo ocelar geralmente longo, quase atingindo a
lúnula [Ophyra spp.]......................................................................................................... 11
8. Macho .................................................................................................................. 12
- Fêmea .......................................................................................................................... 14
9. Palpo amarelo. Trocanter posterior, na superfície ventral, com tufo de cerdas finas em
gancho...........................................................................Ophyra aenescens (Wiedemann)
- Palpo marrom escuro ou preto. Trocânter posterior, na superfície ventral, sem tufo de cerdas
finas ............................................................................................................................... 13
10. Tarsômeros posteriores não amarelos na superfície ventral. Fêmur médio, na metade
basal da superfície ventral, com uma fileira de 10-12 cerdas fortes. Caliptras escurecidas com
margens marrom escuro ........................................................ Ophyra albuquerquei Lopes
- Tarsômeros posteriores amarelo na superfície ventral. Fêmur posterior, na metade basal da
superfície ventral, com uma fileira de 4-6 cílios finos. Caliptras hialinas ...
............................................................................Chalcogaster aenescens (Wiedemann)
11. Triângulo ocelar curto, não atingindo a lúnula ou não terminando próximo a ela.
Tarsomeros posteriores geralmente amarelados na superfície ventral (não tão evidentes como
no macho) ......................................................... Chalcogaster aenescens (Wiedemann)
- Triângulo ocelar alcançando longo, atingindo a lúnula ou terminando muito perto dela.
Tarsomeros posteriores não amarelados na superfície ventral
....................................................................................................................................... 15
12. Palpo amarelo......................................................Ophyra aenescens (Wiedemann)
- Palpo castanho-escuro a preto ............................................. Ophyra albuquerquei Lopes
13. Asa com Rs (sector radial) nó ou base da veia R4+5 geralmente com um cílio na
superfície dorsal. Apenas duas cerdas catepisternais posterior, a anterior ausente
................................................................................................................ Graphomya spp.
- Asa Rs com nó ou base da veia R4+5 sem cílios na superfície dorsal. Três cerdas
catepisternais, a cerda anterior presente ............................................................................17
14. Labella reduzida. Dentes prestomais desenvolvidos. Cerdas pós-sutural dorso-central 2
......................................................................................Bithoracochaeta calopus (Bigot)
- Labella não reduzido. Dentes prestomais não desenvolvidos. Cerda dorsocentral Postsutural 4
- 3 .................................................................................................................................. 18
15. Corpo azul metálico. Secção apical da veia M levemente curvada para frente ................
.............................................................. Psilochaeta pampiana (Shannon & Del Ponte)
- Corpo azul não metálico. seção Apical da veia M fortemente curvada para a
frente........................................................................... Synthesiomyia nudicerda (Wulp)

CALLIPHORIDAE

1. Asa com veia M fortemente curvada (Fig. 19). Espiráculo posterior com um opérculo
(Fig. 30) (Mesembrinellinae) ......................................Mesembrinella bellardiana (Aldrich)

- Asa com veia M distintamente curvada (angulosa). Espiráculo posterior com dois opérculos
......................................................................................................................................... 2

2. Asa com a porção basal da veia R em vista dorsal com fileira de cerda (Fig. 31). Ampola
maior reniforme (Fig. 32) (Chrysomyinae) ........................................................................... 3

- Asa com a seção basal da veia R em vista dorsal sem cerdas. Ampola maior ovalada (Fig. 8)
(Calliphorinae) ................................................................................................................ 13

3. Arista nua na extremidade distal (Fig. 33). Seção basal da veia R em vista ventral com
cerdas (Fig. 34). Tórax não metálico (Toxotarsini)..................................................................
.......................................................................... Sarconesia chlorogaster (Wiedemann)
- Arista pilosa na extremidade distal (Fig. 35). Seção basal da veia R em vista ventral nua.
Tórax metálicos (Chrysomyini) ............................................................................................ 4

4. Mesonoto sem listras conspícuas. Caliptra superior em vista dorsal totalmente com pêlos
(Fig. 36). Ampola maior com longos pêlos (Fig. 32) (Chrysomya)
......................................................................................................................................... 5

- Mesonoto com listras conspícuas (Fig. 37). Caliptra superior nua ou, no máximo, com pêlos
apenas na base para metade. Ampola maior só pilosa ................................................. 7
5. Espiráculo anterior acastanhado. Macho: olho com omatídeos grandes apenas na porção
superior ... ...............................................................Chrysomya megacephala (Fabricius)
- Espiráculo anterior esbranquiçada. Macho: olho com omatídeos normais............................. 6
6. Cerda proepimeral (estigmática) presente (abaixo do espiráculo anterior) (Fig. 38)
.....................................................................................Chrysomya putoria (Wiedemann)

- Cerda proepimeral (estigmática) ausente......................Chrysomya albiceps (Wiedemann)


7. Caliptra inferior com cerdas no terço ou na metade basal interno da superfície dorsal
......................................................................................................................................... 8
- Caliptra Inferior totalmente nua na superfície dorsal ....................................................... 11
8. Palpo curto, filiforme (Fig. 39)............................Cochliomyia macellaria (Fabricius)

- Palpo normal, clavado....................................................................................................... 9


9. Pernas principalmente avermelhadas. Cerdas pré-sutural dorso-central ausentes. Caliptra
inferior com cerda no terço basal da superfície dorsal....................................................
..............................................................Compsomyiops fulvicrura (Robineau-Desvoidy)
- Pernas principalmente pretas. Cerdas pré-sutural dorso-central presentes. Caliptra inferior com
cerda na metade interna da superfície dorsal...................................................................... 10
10. Macho: 7-8 cerdas frontais fracas. Fêmea: 11-9 cerdas frontais
............................................................................................. Paralucilia fulvinota (Bigot)
- Macho: 10-12 cerdas frontais, as superiores fracas. Fêmea: 10-12 cerdas frontais e um forte
par de cerdas ocelar ................................................. Paralucilia xanthogeneiates (Dear)
11. Pernas pretas. Asa com máculas restrita a margem costal
................................................................... Chloroprocta idioidea (Robineau-Desvoidy)
- Pernas amareladas. Asa com manchas fracas no terço distal, mais forte perto da veia costal
....................................................................................................................................... 12
12. Tórax com escleritos pleurais totalmente verde ou azul. Espiráculo posterior preto ou
marrom escuro. Caliptra superior com cerda na superfície dorsal...............................
............................................................................... Hemilucilia semidiaphana (Rondani)
- Tórax com escleritos pleurais amarelados. Espiráculo posterior amarelado. Caliptra superior
nua no macho, e com cerda na superfície dorsal na fêmea.......................................................
................................................................................ Hemilucilia segmentaria (Fabricius)
13. Caliptra inferior nua na superfície dorsal. Parafacialia inteiramente nua..................... 14
- Caliptra Inferior com cerda na superfície dorsal. Parafacialia parcialmente com cerdas
....................................................................................................................................... 16
14. Duas cerdas acrosticais pós-suturais .............................Lucilia eximia (Wiedemann)
- Três cerdas acrosticais pós-suturais ................................................................................ 15
15. Corpo com coloração cobre. Tórax com 2-4 cerdas umerais
.......................................................................................... Lucilia cuprina (Wiedemann)
- Corpo com coloração verde ou azul metálico. Tórax com 6-8 cerdas umerais
.................................................................................................. Lucilia sericata (Meigen)
16. Gena avermelhada. Espiráculo anterior amarelo. Basicosta amarelo
..............................................................................Calliphora vicina Robineau-Desvoidy
- Gena totalmente preta. Anterior espiráculo castanho escuro. Basicosta
preto..................................... ......................................................Calliphora lopesi (Mello)