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A Moreninha: Resumo Por Capítulo

Paráfrase da obra A Moreninhade Joaquim Manuel de Macedo, por Bruno Alves

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, por Bruno Alves Todos os direitos reservados. © 2012-2017 ResumoPorCapítulo.com.br contato@resumoporcapitulo.com.br

PARA ENTENDER A OBRA

ÍNDICE

2

1 Aposta Imprudente

2

2 Fabrício em Apuros

3

3 Manhã de Sábado

3

4 Falta de Condescendência

4

5 - Jantar Conversado

5

6 Augusto com seus Amores

6

7 Os Dois Breves, Branco e Verde

Erro! Indicador não definido.

8 Augusto Prosseguindo

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9 A Sra. D. Ana com suas Histórias

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10 A Balada no Rochedo

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11 Travessuras de D. Carolina

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12 Meia Hora Embaixo da Cama

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13 Os Quatro em Conferência

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14 Pedilúvio Sentimental

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15 Um Dia em Quatro Palavras

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16 O Sarau

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17 Foram Buscar Lã e Saíram Tosquiadas

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18 - Achou Quem o Tosquiasse

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19 Entremos nos Corações

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20 Primeiro Domingo: Ele Marca

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21 Segundo Domingo: Brincando com Bonecas

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22 Mau Tempo

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23 A Esmeralda e o Camafeu

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Epílogo

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QUESTÕES DE VESTIBULAR

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A MORENINHA: RESUMO POR CAPÍTULO

PARA ENTENDER A OBRA

Considerado o primeiro “romance romântico” brasileiro, A Moreninha foi escrito por Joaquim Manuel de Macedo em 1844 e retrata a classe média daquela época. Misturando ideais românticos (realização do amor da infância) a traços culturais locais (lenda da gruta), a obra tornou-se um clássico dos mais lidos em sua época.

Este resumo destina-se a contar o livro em uma linguagem mais acessível e concisa, sem deixar de lado os episódios que sustentam a obra como um todo e explicando alguns pontos que podem não ficar claros apenas com a leitura do texto original. Em alguns casos, para explanações mais completas sobre fatos históricos e expressões da época, há links que podem ser acessados diretamente no texto.

Caso restem dúvidas quanto à obra ou ao próprio resumo, entre em contato pelo site

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1 Aposta Imprudente

Quatro jovens estudantes de medicina reúnem-se após um jantar. Filipe convida seus companheiros a passarem o feriado de Sant'Ana na casa de sua avó, Ana, em uma ilha, onde ocorrerá uma patuscada (uma reunião, festividade). Leopoldo e Fabrício aceitam o convite prontamente, mas Augusto demonstra desinteresse pela programação, até que Filipe destaca a presença de suas primas e de sua irmã no evento.

A prima mais velha, Joana, com dezessete anos, tem olhos e cabelos negros e uma pele pálida - um perfil romântico, segundo Augusto. Um ano mais nova, Joaquina é loira de olhos azuis e pele rosada - clássica e bela. A irmã de Filipe é descrita como uma moreninha de quatorze anos, o que leva Augusto a considerá-la possivelmente "interessante, travessa e engraçada". Com a expectativa de conhecer tais moças, ele concorda em participar do passeio à ilha.

Discutindo sobre as preferências dos jovens entre as parentes de Filipe, é ressaltada a característica romântica de Augusto, que se diz capaz de se encantar por todas as garotas e, por outro lado, inapto a limitar seu pensamento a uma só moça por mais que quinze dias. Filipe duvida dessa possibilidade, afirmando que seu colega iria se apaixonar longamente por uma de suas primas, e propõe uma aposta, escrita em papel, acerca destes fatos.

Após certa discussão, conclui-se que o perdedor da aposta deveria escrever um romance no qual fosse relatada a sua derrota - um amor que durasse mais de quinze dias, no caso de Augusto, ou o triunfo da inconstância dos desejos de Augusto, no caso de Filipe. Fabrício e Leopoldo serviram de testemunhas em tal acordo.

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2 Fabrício em Apuros

Na véspera do final de semana em que iriam à ilha, os estudantes reuniram-se na casa de Augusto. Fabrício não desejava ir embora, mas foi levado embora por Filipe e Leopoldo. Solicitou o acompanhamento, portanto, de Rafael, criado de Augusto, para que ele entrega-se ao seu patrão uma carta.

Na correspondência Fabrício se descreve como um clássico que havia experimentado, por sugestão de Augusto, um amor romântico, o qual agora lhe dava dores de cabeça. Tudo havia começado em um teatro, onde Fabrício decidiu enamorar-se por uma jovem que observava à distância, sem mesmo saber se era feia ou bonita - como um bom romântico. Para entrar em contato com a garota serviu-se do crioulo Tobias, jovem servo da família, em troca de alguns cobres.

Apesar da inicial indiferença da garota, o romance avançou e, com ele, surgiram diversos compromissos: Fabrício precisava passar em frente à casa da moça quatro vezes por dia, escrever para ela quatro vezes por semana, acompanhá-la a bailes e teatros, além de atender a diversas outras exigências de sua amante. O jovem Tobias também passou a persegui-lo, sempre esperando algum pagamento por seus serviços de cupido. Tudo isso custava-lhe muito dinheiro e o aborrecia profundamente. Além de tudo, a moça era feia e amarela - não "pálida", como os românticos gostavam de fantasiar.

A tal garota era Joana, prima de Filipe, com quem passariam o dia de Sant'Anna.

Considerando a situação, Fabrício pede a Augusto que o ajude: ele deveria galantear a moça durante o feriado, mesmo diante de si; Fabrício demonstraria irritação, ciúmes, e acabaria por encerrar seu relacionamento com ela, alegando não suportar sua inconstância e volubilidade; por fim os dois amigos voltariam a unir-se.

Augusto ri como um doido ao terminar de ler a carta.

3 Manhã de Sábado

Eram onze da manha quando Augusto chegou à ilha onde vivia a avó de Filipe.

Leopoldo o recebeu e o levou à casa, que era cercada por um jardim e um pomar. Além

de uma sala espaçosa, o ambiente era formado por dois gabinetes, um para os homens,

outro para as mulheres.

Já estavam lá reunidas diversas moças e senhoras. D. Ana, a avó de Filipe, com sessenta

anos, demonstrava ser uma senhora bondosa e muito apaixonada por sua neta, irmã de

Filipe, a qual criou desde os oito anos, quando seus pais faleceram. Ao seu lado estavam a pálida e a loira, primas de Filipe, sendo que os cabelos claros de Joaquina chamaram mais atenção de Augusto, ainda que os traços românticos de Joana também o agradassem. A irmã de Filipe era garota travessa, que não parava quieta, demonstrando-

se muito curiosa e até mesmo impertinente, fazendo com que Augusto tivesse algumas

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reservas para com ela. Havia ainda duas velhas, uma que só se interessava em falar sobre a beleza de suas duas filhas, que também lá estavam, e outra que tinha o costume de manter um homem junto de si por horas, prendendo-o em enfadonhas conversações.

Após os tradicionais cumprimentos, Augusto sofreu o infortúnio de ser fisgado justamente por esta última velha, a Sra. D. Violante. Com a intenção de não parecer grosseiro, o jovem ouviu a mulher por horas, tentando por vezes levantar-se com uma desculpa qualquer, porém sem sucesso. Augusto já imaginava que a velha estava enamorada por ele, quando ela confessou um outro interesse: sendo o jovem um estudante de medicina, gostaria que ele desse um diagnóstico de alguns males pelos quais passava. Após ouvir a descrição de inúmeros sintomas, Augusto resolveu vingar- se de D. Violante pelo cansativo diálogo e, assim, afastá-la de uma vez: afirmou que ela sofria de hemorroidas. A velha enfureceu-se com a resposta e afirmou que o rapaz não seria um bom médico.

Procurando uma nova companhia, Augusto recebeu de D. Ana o convite para que se sentasse ao lado de sua neta, com quem poderia “se divertir” por instantes. Ouvindo essas palavras, a garota afirmou que não era uma “boneca” para “divertir” alguém, e ainda ironizou que gostaria de proporcionar ao estudante momentos tão agradáveis quanto os que passara com a Sra. D. Violante. Augusto apreciou a espirituosidade da menina e interessou-se em conversar com ela, porém foi interrompido por Fabrício, que disse ter um assunto importante a tratar com ele, a sós.

4 Falta de Condescendência

No gabinete dos rapazes Fabrício reforçou seu pedido de ajuda, conforma havia escrito em sua carta (Capítulo 2), mas não recebeu uma resposta positiva de Augusto: além de estar irritado pela exaustiva conversa com a velha, o estudante encantou-se pelo ambiente formado pelas belas jovens e não achava uma boa ideia importuna-las com a armação proposta pelo amigo.

Fabrício tentou convencê-lo de que o procedimento era necessário, além de não ser custoso, mas Augusto lembrou que, após feita a cena, ele precisaria entender-se com Joana, podendo ficar em maus lençóis.

Infeliz em seus planos, Fabrício ameaçou uma retaliação contra Augusto: iria revelar a todas as moças presentes as atitudes de seu amigo, que vivia de iludir jovens como ela, bem como seu controverso ponto de vista em relação ao amor. Augusto aceitou a provocação, afirmando que essa atitude só faria com que as garotas se interessassem ainda mais por ele.

Filipe surgiu, chamando-os para o jantar.

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5 Jantar Conversado

Damas e cavalheiros dirigiram-se à sala de jantar, em pares. Augusto acompanhou Joaquina, chamada de Quinquina pelos amigos, e que conversava de forma sofrível e sentimental, podendo ser considerada uma sonsa.

Outra jovem, D. Clementina, demonstrou muito mais vivacidade e malícia em seus comentários acerca das outras moças, ridicularizando-as perante os homens com quem conversava. Augusto, admirando esta habilidade da moça, resolveu questionar sua visão sobre a irmã de Filipe, a Moreninha, que estava sentada à sua frente. A menina, chamada Carolina, ouviu esta proposição e interrompeu o discurso de Clementina, como se desafiasse a colega a continuá-lo. Os comentários foram feitos, portanto, de maneira mais sutil, e a Moreninha ainda reforçou, de forma irônica, a preocupação que todas as moças tinham de serem ofuscadas pelo brilho da espirituosa conversa de Clementina, que já devia estar encantando Augusto, mas finalizou o diálogo ressaltando que isso não a impedia de manter um bom relacionamento com a colega. Augusto percebeu, naquele momento, que Carolina não era somente uma menina tola, conforme supunha.

Joaquina puxou conversa com Augusto, que aproveitou o momento para lançar galanteios a todas as moças presentes, ressaltando, com um discurso romântico, o prazer de estar em tão boas companhias. A Moreninha, percebendo o palavreado inflado do rapaz, lançou novas ironias sobre essa postura, além de insinuar que Quinquina já teria sido conquistada por ele, afirmando que por baixo da mesa os seus pés poderiam estar se tocando. D. Ana repreendeu a neta por seus gracejos, mas Augusto fez questão de afirmar que apreciava o espírito da garota. Carolina novamente arrematou a conversa, dizendo entender as pretensões do jovem estudante com suas palavras, e recebeu aplausos de todos à mesa afinal, era a neta da dona da casa e também muito rica.

Fabrício aproveitou o momento para iniciar o prometido ataque ao seu colega: afirmou ser uma lástima que Quinquina conquistasse alguém como Augusto. O rapaz atacado reagiu com ironia, dizendo que seu adversário seria, sem dúvida, uma melhor conquista a Moreninha identificou-se com essa postura irônica do jovem. Fabrício retrucou afirmando, diretamente, que para Augusto não havia qualquer amor que durasse mais de três dias. Observando a confirmação de tal fato por Leopoldo e Filipe, todas moças e senhoras da mesa espantaram-se com a inconstância de Augusto.

Após mais alguns golpes sofridos, em um discurso romântico e inflamado de Fabrício, Augusto resolveu defender-se: primeiramente assumiu que as tantas belezas e encantos de tantas mulheres realmente o faziam vacilar entre umas e outras, mas concluiu que descobriu-se um amante constante de uma só figura: aquela que unia tudo de bom que encontrava nas jovens que se encantava, afinal, os belos olhos de uma moça não anulavam as lindas madeixas de outra, nem o elegante talhe de uma terceira jovem. A lógica desse argumento conquistou as mulheres presentes, que também se sentiram lisonjeadas pelos elogios indiretos que Augusto professava.

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Leopoldo estourou o champanhe naquele momento, propondo o cumprimento de uma tradição: que os homens da mesa declarassem, no brinde, a primeira letra do nome da jovem a quem amassem. Filipe observou que, dada a última discussão, Augusto deveria ficar de fora do ritual, já que era necessário pronunciar uma só letra. Carolina, entretanto, defendeu o rapaz, sugerindo que ele dedicasse o brinde ao alfabeto inteiro e tal ideia foi prontamente aceta pelo jovem.

Após saírem da mesa, Leopoldo dirigiu-se a Augusto, perguntando quem ganharia a aposta acertada anteriormente e qual seria a jovem escolhida pelo rapaz. Augusto confessou estar interessado em três moças, sendo que sua opinião sobre a irmã de Filipe havia se transformado durante o dia: de travessa, importuna e feia, ela havia passado a considerá-la engraçada e bonitinha.

6 Augusto com seus Amores

Após o jantar todos saíram para um passeio pelo jardim, aos pares, de braços dados.

Augusto procurava a companhia de Carolina, mas a moça queria andar livre e sozinha, correndo entre os casais.

Após ser desprezado por outras damas, por conta de seu discurso sobre o amor durante o jantar, Augusto passou a acompanhar D. Ana em sua caminhada. A senhora se disse espantada com as opiniões do moço, pois punham em xeque a organização da sociedade, já que a constância nos relacionamentos é um fator essencial para a estrutura das famílias.

Augusto revelou que sua inconstância com diversas moças não impedia que ele desejasse ser constante com uma só jovem, a quem ele amava. D. Ana interessou-se em saber quem seria tal menina e Augusto a convidou para conversarem em uma gruta, onde ninguém os ouviria.

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