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ATERRAMENTO DE SEGURANÇA Autor: Roberto Ferreira Coelho Filho Co-Autor: Helio Kanji Suzuki

ATERRAMENTO DE SEGURANÇA

Autor: Roberto Ferreira Coelho Filho Co-Autor: Helio Kanji Suzuki

ATERRAMENTO DE SEGURANÇA Autor: Roberto Ferreira Coelho Filho Co-Autor: Helio Kanji Suzuki
ATERRAMENTO DE SEGURANÇA Autor: Roberto Ferreira Coelho Filho Co-Autor: Helio Kanji Suzuki
ATERRAMENTO DE SEGURANÇA Autor: Roberto Ferreira Coelho Filho Co-Autor: Helio Kanji Suzuki
ATERRAMENTO DE SEGURANÇA Autor: Roberto Ferreira Coelho Filho Co-Autor: Helio Kanji Suzuki
ATERRAMENTO DE SEGURANÇA Autor: Roberto Ferreira Coelho Filho Co-Autor: Helio Kanji Suzuki
ATERRAMENTO DE SEGURANÇA Autor: Roberto Ferreira Coelho Filho Co-Autor: Helio Kanji Suzuki
ATERRAMENTO DE SEGURANÇA Autor: Roberto Ferreira Coelho Filho Co-Autor: Helio Kanji Suzuki
ATERRAMENTO DE SEGURANÇA

ATERRAMENTO DE SEGURANÇA

ATERRAMENTO DE SEGURANÇA
ATERRAMENTO DE SEGURANÇA
ATERRAMENTO DE SEGURANÇA
ATERRAMENTO DE SEGURANÇA
ATERRAMENTO DE SEGURANÇA
ATERRAMENTO DE SEGURANÇA
ATERRAMENTO DE SEGURANÇA
ATERRAMENTO DE SEGURANÇA
Este é um material de uso restrito aos empregados da PETROBRAS que atuam no E&P.
Este é um material de uso restrito aos empregados da PETROBRAS que atuam no E&P.

Este é um material de uso restrito aos empregados da PETROBRAS que atuam no E&P. É terminantemente proibida a utilização do mesmo por prestadores de serviço ou fora do ambiente PETROBRAS.

Este material foi classificado como INFORMAÇÃO RESERVADA e deve possuir o tratamento especial descrito na norma corporativa PB-PO-0V4-00005“TRATAMENTO DE INFORMAÇÕES RESERVADAS".

Órgão gestor: E&P-CORP/RH

na norma corporativa PB-PO-0V4-00005“TRATAMENTO DE INFORMAÇÕES RESERVADAS". Órgão gestor: E&P-CORP/RH
na norma corporativa PB-PO-0V4-00005“TRATAMENTO DE INFORMAÇÕES RESERVADAS". Órgão gestor: E&P-CORP/RH
na norma corporativa PB-PO-0V4-00005“TRATAMENTO DE INFORMAÇÕES RESERVADAS". Órgão gestor: E&P-CORP/RH
na norma corporativa PB-PO-0V4-00005“TRATAMENTO DE INFORMAÇÕES RESERVADAS". Órgão gestor: E&P-CORP/RH
ATERRAMENTO DE SEGURANÇA Autor: Roberto Ferreira Coelho Filho Co-Autor: Helio Kanji Suzuki Ao final desse

ATERRAMENTO DE SEGURANÇA

Autor: Roberto Ferreira Coelho Filho Co-Autor: Helio Kanji Suzuki

Ao final desse estudo, o treinando poderá:

• Identificar procedimentos adequados ao aterramento

e à manutenção da segurança nas instalações elétricas;

• Reconhecer os riscos de acidentes relacionados ao aterramento de segurança;

• Relacionar os principais tipos de sistemas de

aterramento de segurança e sua aplicabilidade nas instalações elétricas.

Programa Alta Competência Este material é o resultado do trabalho conjunto de muitos técnicos da
Programa Alta Competência
Programa Alta Competência

Este material é o resultado do trabalho conjunto de muitos técnicos

da área de Exploração & Produção da Petrobras. Ele se estende para

além dessas páginas, uma vez que traduz, de forma estruturada, a experiência de anos de dedicação e aprendizado no exercício das atividades profissionais na Companhia.

É com tal experiência, refletida nas competências do seu corpo de empregados, que a Petrobras conta para enfrentar os crescentes desafios com os quais ela se depara no Brasil e no mundo.

Nesse contexto, a E&P criou o Programa Alta Competência, visando

prover os meios para adequar quantitativa e qualitativamente a força

de trabalho às estratégias do negócio E&P.

Realizado em diferentes fases, o Alta Competência tem como premissa

a participação ativa dos técnicos na estruturação e detalhamento das competências necessárias para explorar e produzir energia.

O objetivo deste material é contribuir para a disseminação das

competências, de modo a facilitar a formação de novos empregados

e a reciclagem de antigos.

Trabalhar com o bem mais precioso que temos – as pessoas – é algo que exige sabedoria e dedicação. Este material é um suporte para esse rico processo, que se concretiza no envolvimento de todos os que têm contribuído para tornar a Petrobras a empresa mundial de sucesso que ela é.

Programa Alta Competência

Como utilizar esta apostila Esta seção tem o objetivo de apresentar como esta apostila está
Como utilizar esta apostila
Como utilizar esta apostila

Esta seção tem o objetivo de apresentar como esta apostila está organizada e assim facilitar seu uso.

No início deste material é apresentado o objetivo geral, o qual representa as metas de aprendizagem a serem atingidas.

ATERRAMENTO DE SEGURANÇA Autor Ao final desse estudo, o treinando poderá: • Identificar procedimentos adequados
ATERRAMENTO
DE SEGURANÇA
Autor
Ao final desse estudo, o treinando poderá:
Identificar procedimentos adequados ao aterramento
e à manutenção da segurança nas instalações elétricas;
Reconhecer os riscos de acidentes relacionados ao
aterramento de segurança;
Relacionar os principais tipos de sistemas de
aterramento de segurança e sua aplicabilidade nas
instalações elétricas.

Objetivo Geral

O material está dividido em capítulos. No início de cada capítulo são apresentados os objetivos

O material está dividido em capítulos.

No início de cada capítulo são apresentados os objetivos específicos de aprendizagem, que devem ser utilizados como orientadores ao longo do estudo.

Riscos elétricos e o aterramento de segurança Ao final desse capítulo, o treinando poderá: •
Riscos elétricos
e o aterramento
de segurança
Ao final desse capítulo, o treinando poderá:
Estabelecer a relação entre aterramento de segurança e
riscos elétricos;
Reconhecer os tipos de riscos elétricos decorrentes do uso de
equipamentos e sistemas elétricos;
Relacionar os principais tipos de sistemas de aterramento de
segurança e sua aplicabilidade nas instalações elétricas.
Capítulo 1

Objetivo Específico

No final de cada capítulo encontram-se os exercícios, que visam avaliar o alcance dos objetivos de aprendizagem.

Os gabaritos dos exercícios estão nas últimas páginas do capítulo em questão.

Capítulo 1. Riscos elétricos e o aterramento de segurança Capítulo 1. Riscos elétricos e o
Capítulo 1. Riscos elétricos e o aterramento de segurança
Capítulo 1. Riscos elétricos e o aterramento de segurança
1.7. Gabarito
1.4. Exercícios
1)
Que relação podemos estabelecer entre riscos elétricos e aterramento de segurança?
1) Que relação podemos estabelecer entre riscos elétricos e
aterramento de segurança?
O
aterramento de segurança é uma das formas de minimizar os riscos decorrentes
do
uso de equipamentos e sistemas elétricos.
2)
Apresentamos, a seguir, trechos de Normas Técnicas que abordam os cuidados
e critérios relacionados a riscos elétricos. Correlacione-os aos tipos de riscos,
marcando A ou B, conforme, o caso:
2) Apresentamos, a seguir, trechos de Normas Técnicas que
abordam os cuidados e critérios relacionados a riscos elétricos.
Correlacione-os aos tipos de riscos, marcando A ou B, conforme,
o caso:
A)
Risco de incêndio e explosão
B) Risco de contato
( B )
“Todas as partes das instalações elétricas devem ser projetadas e
executadas de modo que seja possível prevenir, por meios seguros, os
perigos de choque elétrico e todos os outros tipos de acidentes.”

Para a clara compreensão dos termos técnicos, as suas

Para a clara compreensão dos termos técnicos, as suas definições estão disponíveis no glossário .

Para a clara compreensão dos termos técnicos, as suas definições estão disponíveis no glossário. Ao longo dos textos do capítulo, esses termos podem ser facilmente identificados, pois estão em destaque.

Nesse processo, o operador tem importante papel, pois, ao interagir 49 diariamente com os equipamentos
Nesse processo, o operador tem importante papel, pois, ao interagir
49
diariamente com os equipamentos elétricos, pode detectar
imediatamente alguns tipos de anormalidades, antecipando
problemas e, principalmente, diminuindo os riscos de
por contato indireto e de incêndio e explosão.
choque elétrico
3.1. Problemas operacionais
Os principais problemas operacionais verificados em qualquer tipo
de aterramento são:
• Falta de continuidade; e
• Elevada resistência elétrica de contato.
É importante lembrar que Norma Petrobras N-2222 define o valor
de 1
Ohm
, medido com multímetro DC (
ohmímetro
), como o máximo
admissível para resistência de contato.
Alta Competência 3.4. Glossário Choque elétrico – conjunto de perturbações de natureza e efeitos diversos,
Alta Competência
3.4. Glossário
Choque elétrico – conjunto de perturbações de natureza e efeitos diversos, que se
manifesta no organismo humano ou animal, quando este é percorrido por uma
corrente elétrica.
Ohm – unidade de medida padronizada pelo SI para medir a resistência elétrica.
Ohmímetro – instrumento que mede a resistência elétrica em Ohm.
Caso sinta necessidade de saber de onde foram retirados os insumos para o desenvolvimento do

Caso sinta necessidade de saber de onde foram retirados os insumos para o desenvolvimento do conteúdo desta apostila, ou tenha interesse em se aprofundar em determinados temas, basta consultar a Bibliografia ao final de cada capítulo.

Alta Competência 1.6. Bibliografia CARDOSO ALVES, Paulo Alberto e VIANA, Ronaldo Sá. Aterramento de sistemas
Alta Competência
1.6. Bibliografia
CARDOSO ALVES, Paulo Alberto e VIANA, Ronaldo Sá. Aterramento de sistemas
elétricos - inspeção e medição da resistência de aterramento. UN-BC/ST/EMI –
Elétrica, 2007.
COELHO FILHO, Roberto Ferreira. Riscos em instalações e serviços com eletricidade.
Curso técnico de segurança do trabalho, 2005.
Norma Petrobras N-2222. Projeto de aterramento de segurança em unidades
marítimas. Comissão de Normas Técnicas - CONTEC, 2005.
Norma Brasileira ABNT NBR-5410. Instalações elétricas de baixa tensão. Associação
Brasileira de Normas Técnicas, 2005.
Norma Brasileira ABNT NBR-5419. Proteção de estruturas contra descargas
atmosféricas. Associação Brasileira de Normas Técnicas, 2005.

Ao longo de todo o material, caixas de destaque estão presentes. Cada uma delas tem objetivos distintos.

A caixa “Você Sabia” traz curiosidades a respeito do conteúdo abordado de um determinado item do capítulo.

É atribuído a Tales de Mileto (624 - 556 a.C.) a primeira observação de um
É atribuído a Tales de Mileto (624 - 556 a.C.) a primeira observação de um

É atribuído a Tales de Mileto (624 - 556 a.C.) a primeira observação de um fenômeno relacionado com a eletricidade estática. Ele teria esfregado um fragmento de âmbar com um tecido seco e obtido um comportamento inusitado – o âmbar era capaz de atrair pequenos pedaços de palha. O âmbar é o nome dado à resina produzida por pinheiros que protege a árvore de agressões externas. Após sofrer um processo semelhante à fossilização, ela se torna um material duro e resistente.

“Importante” é um lembrete das questões essenciais do conteúdo tratado no capítulo.

das questões essenciais do conteúdo tratado no capítulo. IMPORTANTE! É muito importante que você conheça os

IMPORTANTE!

É muito importante que você conheça os tipos de pig de limpeza e de pig instrumentado mais utilizados na sua Unidade. Informe-se junto a ela!

Já a caixa de destaque “Resumindo” é uma versão compacta dos principais pontos abordados no

Já a caixa de destaque “Resumindo” é uma versão compacta dos principais pontos abordados no capítulo.

compacta dos principais pontos abordados no capítulo. RESUMINDO Recomendações gerais • Antes do carregamento

RESUMINDO

Recomendações gerais

• Antes do carregamento do pig, inspecione o interior do lançador;

• Após a retirada de um pig, inspecione internamente o recebedor de pigs;

• Lançadores e recebedores deverão ter suas

Em “Atenção” estão destacadas as informações que não devem ser esquecidas.

destacadas as informações que não devem ser esquecidas. ATENÇÃO É muito importante que você conheça os

ATENÇÃO

É muito importante que você conheça os procedimentos específicos para passagem de pig em poços na sua Unidade. Informe-se e saiba quais são eles.

Todos os recursos didáticos presentes nesta apostila têm como objetivo facilitar o aprendizado de seu conteúdo.

Aproveite este material para o seu desenvolvimento profissional!

Introdução Sumário Sumário 15 Capítulo 1 - Riscos elétricos em instalações Objetivos   17 1.

Introdução

SumárioSumário

15

Capítulo 1 - Riscos elétricos em instalações

Objetivos

 

17

1.

Riscos elétricos em instalações

19

1.1. Riscos de incêndio e explosão

20

1.2. Risco de contato

2 2

1.3. Efeitos da corrente elétrica sobre o corpo humano

25

1.4. Exercícios

27

1.5. Glossário

29

1.6. Bibliografia

30

1.7. Gabarito

3 1

Capítulo 2 - Aterramento de segurança

Objetivos

 

33

2.

Aterramento de segurança

35

2.1.

Tipos de aterramento e seus princípios de funcionamento

35

2.1.1. Aterramento de segurança

35

2.1.2. Aterramento funcional do sistema elétrico

38

2.1.3. Aterramento para sistema de proteção contra

descargas atmosféricos

47

2.2. Exercícios

50

2.3. Glossário

5

2

2.4. Bibliografia

5

3

2.5. Gabarito

54

Capítulo 3 - Problemas operacionais, riscos e cuidados com aterramento de segurança

Objetivos

 

55

3.

Problemas operacionais, riscos e cuidados com aterramento

de segurança

57

 

3.1.

Problemas operacionais

57

3.1.1. Inspeção visual

58

3.1.2. Inspeção física

59

3.2. Riscos e cuidados

59

3.3. Exercícios

6

1

3.4. Glossário

6

3

3.5. Bibliografia

64

15 Introdução O s sistemas de aterramento cumprem o papel fundamental de aumentar a segurança

15

Introdução
Introdução

O s sistemas de aterramento cumprem o papel fundamental de

aumentar a segurança das pessoas e garantir a continuidade

operacional de instalações e serviços com eletricidade.

O aterramento de segurança, apesar de ser um importante

componente do sistema elétrico, nem sempre recebe a devida atenção nas instalações residenciais, comerciais e industriais. Em geral, a adequação do sistema de aterramento só é providenciada quando algum distúrbio elétrico danifica aparelhos eletroeletrônicos ou causa algum acidente.

Qualquer equipamento ou parte da instalação com possibilidade de contato com partes energizadas deve ter aterramento de segurança. Falhas que comprometam seu isolamento poderão

ocasionar a energização de suas carcaças metálicas, causando risco

de choques elétricos.

Independente do tipo de instalação ou sistema, os riscos elétricos estão sempre presentes durante toda a vida útil de um equipamento, sendo fundamental mantê-los sob controle.

Como veremos a seguir, o aterramento é um procedimento fundamental para controlar uma boa parte desses riscos.

Nesse estudo, faremos uma revisão dos conceitos de riscos elétricos, as respectivas medidas de controle e os tipos de aterramentos utilizados em instalações elétricas.

Finalizaremos o conteúdo com a apresentação dos problemas operacionais provocados por falhas no aterramento de segurança, tratando dos riscos e cuidados necessários para a identificação segura dessas falhas.

RESERVADO

RESERVADO
RESERVADO
RESERVADO
RESERVADO
RESERVADO
RESERVADO
RESERVADO
RESERVADO
RESERVADO
RESERVADO
RESERVADO
RESERVADO
RESERVADO
RESERVADO

RESERVADO

Riscos elétricos em instalações

Riscos elétricos em instalações Ao final desse capítulo, o treinando poderá: • Estabelecer a relação entre
Riscos elétricos em instalações Ao final desse capítulo, o treinando poderá: • Estabelecer a relação entre
Riscos elétricos em instalações Ao final desse capítulo, o treinando poderá: • Estabelecer a relação entre
Riscos elétricos em instalações Ao final desse capítulo, o treinando poderá: • Estabelecer a relação entre
Riscos elétricos em instalações Ao final desse capítulo, o treinando poderá: • Estabelecer a relação entre

Ao final desse capítulo, o treinando poderá:

• Estabelecer a relação entre aterramento de segurança e riscos elétricos;

• Reconhecer os tipos de riscos elétricos decorrentes do uso de equipamentos e sistemas elétricos.

RESERVADO

Alta Competência 18 RESERVADO

Alta Competência

18

Alta Competência 18 RESERVADO

RESERVADO

Capítulo 1. Riscos elétricos em instalações 1. Riscos elétricos em instalações O homem conhece os

Capítulo 1. Riscos elétricos em instalações

1. Riscos elétricos em instalações

O homem conhece os fenômenos elétricos desde a Grécia antiga. O termo “Eléktron” foi usado para designar comportamentos, aparentemente estranhos, de atração entre materiais como

âmbar e palha. Somente muitos séculos mais tarde sua natureza começou a ser desvendada. E apenas no final do século XIX a eletricidade começa a deixar de ser meramente uma curiosidade para despontar como uma fonte viável de energia. Desde então, em ambientes urbanos de todo o mundo, a eletricidade nos acompanha em quase todas as ações diárias. Grande parte de nossos equipamentos, máquinas e ferramentas são movidos à energia elétrica.

A eletricidade promoveu uma revolução, ao longo do século XX, em quase todos os ramos da nossa vida cotidiana. Mas, além dos benefícios óbvios advindos do seu uso, também surgiram muitos riscos significativos.

Periodicamente,

conhecemos

situações envolvendo equipamentos energizados. O uso da eletricidade por parte das pessoas deve ser acompanhado de cuidados, critérios e regras. Essas medidas são fundamentais para que a energia elétrica seja uma aliada e não traga prejuízos à saúde e aos nossos bens materiais.

envolvendo

apontam situações

os

jornais

e

e

noticiários

incêndios

choques

elétricos

.

Todos

19

Como forma de minimizar os riscos decorrentes do uso de equipamentos e sistemas elétricos, podemos citar o Aterramento de Segurança, que consiste na promoção de uma ligação intencional permanente ou temporária à terra, através da qual correntes elétricas podem fluir.

Nesse capítulo, vamos conhecer aspectos relacionados aos riscos e cuidados que devemos ter para usar, com segurança, os equipamentos elétricos. Os riscos elétricos existem durante toda a vida útil de um equipamento. Por isso é fundamental considerar que a manutenção desses componentes é absolutamente importante para manter esse risco sob controle.

RESERVADO

Alta Competência É atribuído a Tales de Mileto (624 - 556 a.C.) a primeira observação

Alta Competência

É atribuído a Tales de Mileto (624 - 556 a.C.) a primeira observação de um
É atribuído a Tales de Mileto (624 - 556 a.C.) a primeira observação de um

É atribuído a Tales de Mileto (624 - 556 a.C.) a primeira observação de um fenômeno relacionado à eletricidade estática. Ele teria esfregado um fragmento de âmbar com um tecido seco e obtido um comportamento inusitado – o âmbar era capaz de atrair pequenos pedaços de palha. O âmbar é o nome dado à resina produzida por pinheiros que protege a árvore de agressões externas. Após sofrer um processo semelhante à fossilização, ela se torna um material duro e resistente.

Os riscos elétricos de uma instalação são divididos em dois grupos principais:

20

instalação são divididos em dois grupos principais: 20 1.1. Riscos de incêndio e explosão Podemos definir
instalação são divididos em dois grupos principais: 20 1.1. Riscos de incêndio e explosão Podemos definir
instalação são divididos em dois grupos principais: 20 1.1. Riscos de incêndio e explosão Podemos definir
instalação são divididos em dois grupos principais: 20 1.1. Riscos de incêndio e explosão Podemos definir
instalação são divididos em dois grupos principais: 20 1.1. Riscos de incêndio e explosão Podemos definir

1.1. Riscos de incêndio e explosão

Podemos definir os riscos de incêndio e explosão da seguinte forma:

os riscos de incêndio e explosão da seguinte forma: Situações associadas à presença de sobretensões,
os riscos de incêndio e explosão da seguinte forma: Situações associadas à presença de sobretensões,

Situações associadas à presença de sobretensões, sobrecorrentes,

atmosfera

de

fogo no ambiente elétrico e possibilidade de ignição de

potencialmente

explosiva

por

descarga

descontrolada

eletricidade estática.

Os riscos de incêndio e explosão estão presentes em qualquer instalação e seu descontrole se traduz principalmente em danos pessoais, materiais e de continuidade operacional.

e seu descontrole se traduz principalmente em danos pessoais, materiais e de continuidade operacional. RESERVADO
e seu descontrole se traduz principalmente em danos pessoais, materiais e de continuidade operacional. RESERVADO

RESERVADO

Capítulo 1. Riscos elétricos em instalações Trazendo este conhecimento para a realidade do E&P, podemos

Capítulo 1. Riscos elétricos em instalações

Trazendo este conhecimento para a realidade do E&P, podemos observar alguns pontos que garantirão o controle dos riscos de incêndio e explosão nos níveis definidos pelas normas de segurança durante o projeto da instalação, como por exemplo:

• A escolha do tipo de ao ambiente;

aterramento funcional

mais adequado

• A seleção dos dispositivos de proteção e controle;

• A correta manutenção do sistema elétrico.

do sistema elétrico tem

como função permitir o funcionamento confiável e eficiente dos dispositivos de proteção, através da sensibilização dos relés de proteção, quando existe uma circulação de corrente para a terra, provocada por anormalidades no sistema elétrico.

O

aterramento funcional

21

Observe no diagrama a seguir os principais riscos elétricos associados à ocorrência de incêndio e explosão:

21 Observe no diagrama a seguir os principais riscos elétricos associados à ocorrência de incêndio e
21 Observe no diagrama a seguir os principais riscos elétricos associados à ocorrência de incêndio e
21 Observe no diagrama a seguir os principais riscos elétricos associados à ocorrência de incêndio e
21 Observe no diagrama a seguir os principais riscos elétricos associados à ocorrência de incêndio e
21 Observe no diagrama a seguir os principais riscos elétricos associados à ocorrência de incêndio e
21 Observe no diagrama a seguir os principais riscos elétricos associados à ocorrência de incêndio e

RESERVADO

Alta Competência 22 As Unidades de Exploração e Produção de petróleo invariavelmente terão instalações

Alta Competência

22

22 As Unidades de Exploração e Produção de petróleo invariavelmente terão instalações elétricas em locais
22 As Unidades de Exploração e Produção de petróleo invariavelmente terão instalações elétricas em locais

As Unidades de Exploração e Produção de petróleo invariavelmente terão instalações elétricas em

locais

(áreas classificadas), onde o controle da formação e, principalmente, o controle do alívio seguro da eletricidade estática são fundamentais para evitar a ignição de misturas explosivas.

com

atmosfera

potencialmente

explosiva

É importante conhecer a documentação referente ao plano de classificação de áreas de sua Unidade. Nela existem informações importantes quanto aos riscos de formação de atmosferas explosivas.

1.2. Risco de contato

A eletricidade é uma forma de energia não diretamente percebida

pelos sentidos humanos. Nossa audição, visão ou olfato são incapazes de identificá-la. Quando a eletricidade chega a ser percebida pelo tato, infelizmente é sinal de que houve uma exposição perigosa, um contato. Esse contato pode provocar acidentes, muitas vezes fatais.

A Norma Regulamentadora NR-10 que normatiza a “Segurança em

instalações e serviços em eletricidade” define, no item 10.2.1, uma série de medidas visando operacionalizar a “Proteção contra o risco de contato”. Em seu item 10.2.1.1 versa:

“Todas as partes das instalações elétricas devem ser projetadas e executadas de modo que seja possível prevenir, por meios seguros, os

choque elétrico
choque elétrico

perigos de

e todos os outros tipos de acidentes.”

prevenir, por meios seguros, os choque elétrico perigos de e todos os outros tipos de acidentes.”

RESERVADO

Capítulo 1. Riscos elétricos em instalações O risco de contato, segundo o item 10.10.1 dessa

Capítulo 1. Riscos elétricos em instalações

O risco de contato, segundo o item 10.10.1 dessa norma, deve ser

prevenido através do uso de sinalização de segurança, considerando

as seguintes medidas:

Identificação de circuitos elétricos;

Travamentos e bloqueios de dispositivos e sistemas de manobra

e

comandos;

Restrições e impedimentos de acesso;

Delimitações de áreas;

Sinalização de áreas de circulação, de vias públicas, de veículos

e

de movimentação de cargas;

Sinalização de impedimento de energização;

Identificação de equipamento ou circuito impedido.

A norma NR-10 oferece, em seu Anexo II, uma tabela de distância de raios de delimitação de zonas de risco, controlada e livre em áreas energizadas.

de zonas de risco, controlada e livre em áreas energizadas. Distâncias no ar que delimitam radialmente

Distâncias no ar que delimitam radialmente as zonas de risco, controlada e livre.

ZL = Zona livre

ZC

empregados autorizados

=

Zona

controlada,

restrita

a

Rc = Raio da área controlada

ZR = Zona de risco, restrita a pessoas autorizadas e com a adoção de técnicas, instrumentos e equipamentos apropriados ao trabalho

Rr = Raio da área de risco

PE = Ponto da instalação energizado

Observação: Para cada nível de tensão, a NR-10, em seu Anexo II, estabelece as

dimensões dos raios de área de risco e controlada. Por exemplo, para um ponto

energizado com a tensão inferior a 1.000V, o raio da área de risco corresponde a

0,20m e o raio da zona controlada vale 0,70m. Isso significa que, com essa tensão,

é necessário estabelecer um perímetro de segurança de 0,70m de raio, fora do

qual poderia haver livre circulação de transeuntes.

23

RESERVADO

Alta Competência Quando os critérios de segurança e isolamento dos equipamentos energizados não são atendidos,

Alta Competência

Quando os critérios de segurança e isolamento dos equipamentos energizados não são atendidos, o risco de contato pode se transformar em um contato efetivo. Esse contato, porém, pode ocorrer em duas situações distintas:

a) Contato direto: ocorre quando a pessoa toca – de forma intencional ou não - partes da instalação elétrica que estejam normalmente energizadas (partes vivas).

24

que estejam normalmente energizadas (partes vivas). 24 b) Contato indireto: ocorre quando a pessoa toca uma

b) Contato indireto: ocorre quando a pessoa toca uma parte condutora de um equipamento que não deveria estar energizada, mas que, por falha no seu isolamento, fica sob tensão elétrica.

deveria estar energizada, mas que, por falha no seu isolamento, fica sob tensão elétrica. Tomada está

Tomada está sem fio terra

estar energizada, mas que, por falha no seu isolamento, fica sob tensão elétrica. Tomada está sem

RESERVADO

Capítulo 1. Riscos elétricos em instalações Para manter os riscos de contato sob controle, são

Capítulo 1. Riscos elétricos em instalações

Para manter os riscos de contato sob controle, são utilizadas diversas técnicas de engenharia, conforme mostrado no esquema a seguir:

de engenharia, conforme mostrado no esquema a seguir: 25 1.3. Efeitos da corrente elétrica sobre o
de engenharia, conforme mostrado no esquema a seguir: 25 1.3. Efeitos da corrente elétrica sobre o
de engenharia, conforme mostrado no esquema a seguir: 25 1.3. Efeitos da corrente elétrica sobre o
de engenharia, conforme mostrado no esquema a seguir: 25 1.3. Efeitos da corrente elétrica sobre o
de engenharia, conforme mostrado no esquema a seguir: 25 1.3. Efeitos da corrente elétrica sobre o
de engenharia, conforme mostrado no esquema a seguir: 25 1.3. Efeitos da corrente elétrica sobre o
de engenharia, conforme mostrado no esquema a seguir: 25 1.3. Efeitos da corrente elétrica sobre o
de engenharia, conforme mostrado no esquema a seguir: 25 1.3. Efeitos da corrente elétrica sobre o
de engenharia, conforme mostrado no esquema a seguir: 25 1.3. Efeitos da corrente elétrica sobre o
de engenharia, conforme mostrado no esquema a seguir: 25 1.3. Efeitos da corrente elétrica sobre o
de engenharia, conforme mostrado no esquema a seguir: 25 1.3. Efeitos da corrente elétrica sobre o
de engenharia, conforme mostrado no esquema a seguir: 25 1.3. Efeitos da corrente elétrica sobre o

25

1.3. Efeitos da corrente elétrica sobre o corpo humano

O

um condutor elétrico, permitindo o fluxo da corrente elétrica. A energia elétrica escapa para o solo, através do corpo da pessoa, que oferece uma “fuga” para a energia. Essa passagem é denominada

de

sistema de “aterramento”.

“fase-terra”. Nela, o corpo funciona como um

acontece sempre que o corpo humano age como

choque elétrico

choque elétrico

A fuga dos elétrons pelo corpo gera calor e contrações musculares,

sendo

responsável

por

queimaduras,

parada

cardiorrespiratória

,

tetanização
tetanização

fibrilação ventricular,

,queimaduras externas e internas.

RESERVADO

Alta Competência A gravidade dos efeitos fisiológicos no organismo está relacionada a alguns fatores fundamentais:

Alta Competência

A gravidade dos efeitos fisiológicos no organismo está relacionada a alguns fatores fundamentais:

26

• Tensão;

• Resistência elétrica do corpo;

• Área de contato;

• Duração do choque;

• Trajeto da corrente elétrica.

• Duração do choque; • Trajeto da corrente elétrica. • Os riscos elétricos, independente do tipo
• Duração do choque; • Trajeto da corrente elétrica. • Os riscos elétricos, independente do tipo

• Os riscos elétricos, independente do tipo de

instalação ou sistema, estão presentes durante toda

a vida útil de um equipamento e na maioria das

instalações. Por isso é fundamental mantê-los sob

controle para evitar prejuízos pessoais, materiais ou de continuidade operacional.

representam a maior fonte

de lesões e fatalidades, sendo necessária, além das medidas de engenharia para seu controle, a obediência a padrões e procedimentos de segurança.

• Os

choques elétricos

para seu controle, a obediência a padrões e procedimentos de segurança. • Os choques elétricos RESERVADO

RESERVADO

Capítulo 1. Riscos elétricos em instalações 1.4. Exercícios 1) Apresentamos, a seguir, trechos de Normas

Capítulo 1. Riscos elétricos em instalações

1.4. Exercícios

1) Apresentamos, a seguir, trechos de Normas Técnicas que abordam os cuidados e critérios relacionados a riscos elétricos. Correlacione-os aos tipos de riscos, marcando A ou B, conforme, o caso:

A) Risco de incêndio e explosão

B) Risco de contato

(

)

“Todas as partes das instalações elétricas devem ser projetadas e executadas de modo que seja possível prevenir, por meios seguros, os perigos de choque elétrico e todos os outros tipos de acidentes.”

(

) “Nas instalações elétricas de áreas classificadas

 

(

)

devem ser adotados dispositivos de proteção,

como alarme e seccionamento automático para prevenir sobretensões, sobrecorrentes, falhas de isolamento, aquecimentos ou outras condições anormais de operação.”

(

)

“Nas partes das instalações elétricas sob tensão, ( ) durante os trabalhos de reparação, ou sempre que for julgado necessário à segurança, devem ser colocadas placas de aviso, inscrições de advertência, bandeirolas e demais meios de sinalização que chamem a atenção quanto ao risco.”

(

) “Os materiais, peças, dispositivos, equipamentos e

sistemas destinados à aplicação em instalações elétricas

devem ser avaliados quanto à sua conformidade, no âmbito do Sistema Brasileiro de Certificação.”

(

)

27

ser avaliados quanto à sua conformidade, no âmbito do Sistema Brasileiro de Certificação.” ( ) 27

RESERVADO

Alta Competência 2) Marque V para verdadeiro e F para falso nas alternativas abaixo: (

Alta Competência

2) Marque V para verdadeiro e F para falso nas alternativas abaixo:

( )

( )

( )

( )

( )

O contato direto ocorre quando a pessoa toca as partes normalmente energizadas da instalação elétrica.

Apenas as partes energizadas de um equipamento podem oferecer riscos de choques elétricos.

Se uma pessoa tocar a parte metálica, não energizada, de um equipamento não aterrado, poderá receber uma descarga elétrica se houver falha no isolamento desse equipamento.

Em um choque elétrico, o corpo da pessoa pode atuar como um “fio terra”.

A queimadura é o principal efeito fisiológico associado à passagem da corrente elétrica pelo corpo humano.

3) Relacione as medidas de proteção contra contatos diretos e indiretos com seus respectivos riscos elétricos:

28

(A) Medidas de proteção

contra contatos diretos

(B) Medidas de proteção

contra contatos indiretos

(

) Aterramento

(

) Isolamento

(

) Obstáculos

(

) Barreiras ou invólucros

(

) Isolação dupla ou reforçada

(

) Colocação fora de alcance

(

) Proteção por dispositivo DR

4) Indique as principais conseqüências para o corpo humano no caso de um choque elétrico:

DR 4) Indique as principais conseqüências para o corpo humano no caso de um choque elétrico:

RESERVADO

Capítulo 1. Riscos elétricos em instalações 1.5. Glossário Aterramento funcional - o aterramento funcional do

Capítulo 1. Riscos elétricos em instalações

1.5. Glossário

Aterramento funcional - o aterramento funcional do sistema elétrico tem como função permitir o funcionamento confiável e eficiente dos dispositivos de proteção, através da sensibilização dos relés de proteção, quando existe uma circulação de corrente para a terra, provocada por anormalidades no sistema elétrico.

Atmosfera potencialmente explosiva - mistura com ar, sob condições atmosféricas, de substâncias inflamáveis na forma de gás, vapor ou névoa, na qual, após a ignição inicial, a combustão se propaga através da mistura não consumida.

Choque elétrico - conjunto de perturbações de natureza e efeitos diversos, que se manifesta no organismo humano ou animal, quando este é percorrido por uma corrente elétrica.

Fibrilação ventricular - (associada a choque elétrico) - funcionamento desordenado das fibras que compõem o músculo cardíaco, onde estas tremulam desordenadamente, havendo por conseqüência uma completa ineficiência no bombeamento de sangue, com total queda na pressão arterial e ausência de circulação sanguínea.

Parada cardiorrespiratória - (associada a choque elétrico) - violenta contração das fibras do músculo cardíaco provocando sua parada, podendo ocorrer simultaneamente à contração violenta e a parada do diafragma que é o músculo responsável pela respiração. Normalmente a parada cardiorrespiratória é resultado da parada cardíaca que provoca a falta de oxigenação sanguínea para o cérebro e isto leva a parada respiratória. Nesse caso a vítima fica em estado de morte aparente (ausência de pulsação e respiração).

29

Sobrecorrente - é uma corrente cujo valor excede o valor nominal. A alteração da corrente pode estar ligada a uma sobrecarga ou curto-circuito.

Sobretensão - pode ser definida como tensão superior à capacidade do circuito.

Tetanização - é a paralisia muscular provocada pela circulação de corrente através dos nervos que controlam os músculos.

é a paralisia muscular provocada pela circulação de corrente através dos nervos que controlam os músculos.

RESERVADO

Alta Competência 1.6. Bibliografia ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS - ABNT. Instalações elétricas de
Alta Competência 1.6. Bibliografia ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS - ABNT. Instalações elétricas de

Alta Competência

1.6. Bibliografia

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS - ABNT. Instalações elétricas de baixa tensão, NBR-5410. 2005.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS - ABNT. Proteção de estruturas contra descargas atmosféricas, NBR-5419. 2005.

CARDOSO ALVES, Paulo Alberto e VIANA, Ronaldo Sá. Aterramento de sistemas elétricos: inspeção e medição da resistência de aterramento. UN-BC/ST/EMI – Elétrica, 2007.

COELHO FILHO, Roberto Ferreira. Riscos em instalações e serviços com eletricidade. Curso técnico de segurança do trabalho, 2005.

KINDERMANN, Geraldo. Choque Elétrico. 2ª Edição. Editora Sagra Luzzatto, 2000.

NFPA 780. Standard for the Installation of Lightining Protection Systems. National Fire Protection Association, 2004.

30 NORMA PETROBRAS N-2222. Projeto de aterramento de segurança em unidades marítimas. Comissão de Normas Técnicas - CONTEC, 2005.

NORMA REGULAMENTADORA NR-10. Segurança em instalações e serviços em eletricidade. Ministério do Trabalho e Emprego, 2004. Disponível em: <http:// www.mte.gov.br/legislacao/normas_regulamentadoras/nr_10.pdf>. Acesso em:

14 mar 2008.

em: <http:// www.mte.gov.br/legislacao/normas_regulamentadoras/nr_10.pdf>. Acesso em: 14 mar 2008. RESERVADO
em: <http:// www.mte.gov.br/legislacao/normas_regulamentadoras/nr_10.pdf>. Acesso em: 14 mar 2008. RESERVADO

RESERVADO

Capítulo 1. Riscos elétricos em instalações 1.7. Gabarito 1) Apresentamos, a seguir, trechos de Normas

Capítulo 1. Riscos elétricos em instalações

1.7. Gabarito

1) Apresentamos, a seguir, trechos de Normas Técnicas que abordam os cuidados e critérios relacionados a riscos elétricos. Correlacione-os aos tipos de riscos, marcando A ou B, conforme, o caso:

A)

Risco de incêndio e explosão

B) Risco de contato

(

B ) “Todas as partes das instalações elétricas devem ser projetadas e executadas de modo que seja possível prevenir, por meios seguros, os perigos de choque elétrico e todos os outros tipos de acidentes.”

(

A )

“Nas instalações elétricas de áreas classificadas (

)

devem ser adotados

 

dispositivos de proteção, como alarme e seccionamento automático para prevenir sobretensões, sobrecorrentes, falhas de isolamento, aquecimentos ou outras condições anormais de operação.”

(

B )

“Nas partes das instalações elétricas sob tensão, (

)

durante os trabalhos

 

de reparação, ou sempre que for julgado necessário à segurança, devem ser colocadas placas de aviso, inscrições de advertência, bandeirolas e demais meios de sinalização que chamem a atenção quanto ao risco.”

(

A )

“Os materiais, peças, dispositivos, equipamentos e sistemas destinados

 

à aplicação em instalações elétricas (

)

devem ser avaliados quanto à

sua conformidade, no âmbito do Sistema Brasileiro de Certificação.”

2)

Marque V para verdadeiro e F para falso nas alternativas a seguir:

(

V )

O contato direto ocorre quando a pessoa toca as partes normalmente energizadas da instalação elétrica.

(

F )

Apenas as partes energizadas de um equipamento podem oferecer riscos de choques elétricos.

(

V )

Se uma pessoa tocar a parte metálica, não energizada, de um equipamento não aterrado, poderá receber uma descarga elétrica, se houver falha no isolamento desse equipamento.

(

V )

Em um choque elétrico, o corpo da pessoa pode atuar como um “fio terra”.

(

F )

A queimadura é o principal efeito fisiológico associado à passagem da corrente elétrica pelo corpo humano.

31

é o principal efeito fisiológico associado à passagem da corrente elétrica pelo corpo humano. 31 RESERVADO

RESERVADO

Alta Competência 3) Relacione as medidas de proteção contra contatos diretos e indiretos com seus

Alta Competência

3) Relacione as medidas de proteção contra contatos diretos e indiretos com seus respectivos riscos elétricos:

32

( A ) Medidas de proteção contra contatos diretos

( B ) Medidas de proteção contra contatos indiretos

(

B )

Aterramento

(

A )

Isolamento

(

A )

Obstáculos

(

A )

Barreiras ou invólucros

(

B )

Isolação dupla ou reforçada

(

A )

Colocação fora de alcance

(

A )

Proteção por dispositivo DR

4) Indique as principais conseqüências para o corpo humano no caso de um choque elétrico:

A passagem de corrente elétrica pelo corpo pode gerar:

• Contrações musculares;

• Queimaduras;

• Parada cardiorrespiratória;

• Fibrilação; e

• Tetanização.

musculares; • Queimaduras; • Parada cardiorrespiratória; • Fibrilação; e • Tetanização. RESERVADO

RESERVADO

Aterramento de segurança

Aterramento de segurança Ao final desse capítulo, o treinando poderá: • Aprofundar seus conhecimentos sobre
Aterramento de segurança Ao final desse capítulo, o treinando poderá: • Aprofundar seus conhecimentos sobre
Aterramento de segurança Ao final desse capítulo, o treinando poderá: • Aprofundar seus conhecimentos sobre
Aterramento de segurança Ao final desse capítulo, o treinando poderá: • Aprofundar seus conhecimentos sobre
Aterramento de segurança Ao final desse capítulo, o treinando poderá: • Aprofundar seus conhecimentos sobre

Ao final desse capítulo, o treinando poderá:

• Aprofundar seus conhecimentos sobre aterramento de segurança;

• Identificar os principais tipos de aterramento utilizados nas instalações elétricas;

• Estabelecer a relação entre o tipo de aterramento e a função que desempenha nas instalações elétricas.

RESERVADO

Alta Competência 34 RESERVADO

Alta Competência

34

Alta Competência 34 RESERVADO

RESERVADO

Capítulo 2. Aterramento de segurança 2. Aterramento de segurança O aterramento de uma instalação ou

Capítulo 2. Aterramento de segurança

2. Aterramento de segurança

O aterramento de uma instalação ou equipamento elétrico consiste em promover uma ligação intencional, permanente

ou temporária, à terra, através da qual correntes elétricas

podem fluir com segurança.

Proteger as pessoas contra os efeitos provocados por contatos indiretos (choque elétrico). Oferecer um caminho
Proteger as pessoas contra os
efeitos provocados por contatos
indiretos (choque elétrico).
Oferecer um caminho seguro,
controlado e de baixa
impedância
em direção à terra para escoar
descargas atmosféricas e as
correntes induzidas por estas
(reduzir tensão de toque).
OBjETIVOS
dO
ATERRAmEnTO
Oferecer um caminho para a
circulação de corrente que irá
permitir a detecção de uma ligação
indesejada entre condutores vivos
e a terra, possibilitando a atuação
rápida de dispositivos de proteção.
a atuação rápida de dispositivos de proteção. Minimizar possíveis fontes de ignição em equipamentos e
a atuação rápida de dispositivos de proteção. Minimizar possíveis fontes de ignição em equipamentos e

Minimizar possíveis fontes de ignição em equipamentos e componentes da instalação localizados em atmosferas potencialmente explosivas.

Controlar tensões com relação à terra, protegendo equipamentos e instalações contra sobretensões.
Controlar tensões com
relação à terra, protegendo
equipamentos e instalações
contra
sobretensões.

35

2.1. Tipos de aterramento e seus princípios de funcionamento

Os aterramentos podem ser divididos em três tipos: aterramento de

segurança;

do sistema elétrico; aterramento

de proteção contra descargas atmosféricas.

aterramento funcional

2.1.1. Aterramento de segurança

O aterramento de segurança tem como propósito “descarregar” para a terra as cargas elétricas acumuladas pela energização acidental das carcaças metálicas das máquinas, equipamentos, painéis, leitos de cabo, tubulações e outros dispositivos sujeitos ao acúmulo indevido destas cargas elétricas.

RESERVADO

Alta Competência De forma mais ampla, entende-se por aterramento de segurança: A conexão física com

Alta Competência

De forma mais ampla, entende-se por aterramento de segurança:

A conexão física com o potencial de terra (através de material condutor metálico) das partes metálicas que não trabalham energizadas.

O aterramento das carcaças e das tubulações metálicas impede,

caso estas superfícies estejam energizadas, que o fluxo de corrente percorra o corpo de pessoas que possam tocá-las. Tal efeito pode ser visualizado na figura a seguir.

36

Tal efeito pode ser visualizado na figura a seguir. 36 Sem o aterramento de segurança: Com
Sem o aterramento de segurança: Com o aterramento de segurança: 1) O caminho de fuga
Sem o aterramento de segurança:
Com o aterramento de segurança:
1) O caminho de fuga da corrente para a terra é o
corpo do trabalhador.
1) O caminho de fuga da corrente para a terra é o
cabo de aterramento que apresenta baixíssima
resistência elétrica quando comparada à resistência

Fluxo de corrente com e sem aterramento

à resistência Fluxo de corrente com e sem aterramento O grande está diretamente ligado ao fato
à resistência Fluxo de corrente com e sem aterramento O grande está diretamente ligado ao fato

O grande

está

diretamente ligado ao fato de o aterramento de

segurança, apesar de obrigatório, ser pouco difundido

em instalações elétricas residenciais no Brasil.

muitas vezes fatais, envolvendo

acidentes,

número

de

ocorrências

de

choque elétrico

O aterramento de segurança de um gerador elétrico permitirá,

por exemplo, a drenagem segura para a terra, da energia residual naturalmente gerada naquele equipamento. Isso impedirá que a pessoa, ao tocar em sua carcaça durante uma leitura ou manobra,

sofra um

choque elétrico.

impedirá que a pessoa, ao tocar em sua carcaça durante uma leitura ou manobra, sofra um

RESERVADO

Capítulo 2. Aterramento de segurança A este exemplo podemos associar diversas situações rotineiras de

Capítulo 2. Aterramento de segurança

A

este exemplo podemos associar diversas situações rotineiras

de

trabalho dos operadores e equipe de manutenção em painéis

elétricos, motores, bombas, caixas de passagem metálicas, eletrocalhas metálicas, vasos (tratadores eletrostáticos de óleo), tubulações (óleo, água e outros fluidos) e uma série de outros equipamentos.

A abordagem de aterramento de segurança, neste estudo,

está limitada às situações com enfoque em operações elétricas.

O aterramento de tubulações e demais situações de aterramento, não

diretamente relacionadas à atividade elétrica, não serão contemplados.

Na

equipamento elétrico montado sobre skid metálico.

foto a seguir podemos visualizar o detalhe do aterramento de um

a seguir podemos visualizar o detalhe do aterramento de um Barra de aterramento instalada em skid
a seguir podemos visualizar o detalhe do aterramento de um Barra de aterramento instalada em skid
a seguir podemos visualizar o detalhe do aterramento de um Barra de aterramento instalada em skid

Barra de aterramento instalada em skid

37

A Norma Petrobras N-2222 - Projeto de Aterramento de Segurança

em Unidades marítimas tem como objetivo:

Fixar as condições mínimas para a elaboração de projeto de aterramento de segurança em unidades marítimas fixas ou móveis de perfuração e produção de petróleo e gás, construídas em estruturas ou cascos metálicos.

RESERVADO

Alta Competência Essa norma define o aterramento de segurança como: Interligação elétrica intencional de qualquer

Alta Competência

Essa norma define o aterramento de segurança como:

Interligação elétrica intencional de qualquer equipamento

Interligação elétrica intencional de qualquer equipamento ou skid à terra.

ou skid à terra.

Nas unidades marítimas, “a terra” é definida como a massa metálica da estrutura principal, casco da unidade marítima ou estrutura contínua de módulos que são montados e soldados, tendo uma conexão permanente com a estrutura principal (casco ou jaqueta).

38

permanente com a estrutura principal (casco ou jaqueta). 38 Existe ainda uma outra modalidade de aterramento:
permanente com a estrutura principal (casco ou jaqueta). 38 Existe ainda uma outra modalidade de aterramento:

Existe ainda uma outra modalidade de aterramento:

o aterramento temporário de segurança. Ele tem como objetivo proporcionar a garantia da

equipotencialização dos condutores de fase do sistema elétrico e a sua ligação intencional e temporária à terra, de modo a contribuir para a garantia do processo de desenergização de circuitos elétricos. Essa modalidade de aterramento será abordada em maiores detalhes no conteúdo intitulado “Métodos de medição e detecção de tensão”.

2.1.2. Aterramento funcional do sistema elétrico

do sistema elétrico tem como função

permitir o funcionamento confiável e eficiente dos dispositivos de proteção, através da sensibilização dos relés de proteção, quando existe uma circulação de corrente para a terra, provocada por anormalidades no sistema elétrico.

O

aterramento funcional

Entende-se por

aterramento funcional

do sistema elétrico:

As

com

transformadores, motores ou qualquer equipamento elétrico.

ligações

do

neutro

a

terra,

dos

geradores,

motores ou qualquer equipamento elétrico. ligações do neutro a terra, dos geradores, RESERVADO

RESERVADO

Capítulo 2. Aterramento de segurança do sistema elétrico é propiciar um caminho de circulação das

Capítulo 2. Aterramento de segurança

do sistema elétrico

é propiciar um caminho de circulação das correntes de desequilíbrio

ou falta – que aparecem quando existem anormalidades e/ou falhas

no sistema elétrico – com circulação de corrente para terra (por

exemplo: curtos-circuitos fase-neutro), garantindo que os sensores

de corrente (TCs – transformadores de corrente) identifiquem esta

circulação e sensibilizem os relés de proteção, que por sua vez atuarão nos disjuntores, desligando as partes do sistema elétrico envolvidas nesta ocorrência.

A principal finalidade do

aterramento funcional

O desligamento das partes do sistema elétrico envolvidas na

ocorrência, através da abertura do(s) disjuntor(es), retira as condições de perigo a que os equipamentos, instalações e pessoas estavam sujeitas.

A falta deste aterramento, ou um aterramento deficiente,

impossibilita ou limita a atuação dos dispositivos de proteção, podendo gerar sérias conseqüências ao sistema elétrico (descoordenação - perda de seletividade).

elétrico (descoordenação - perda de seletividade). A Norma Brasileira ABNT NBR-5410 - Instalações elétricas
elétrico (descoordenação - perda de seletividade). A Norma Brasileira ABNT NBR-5410 - Instalações elétricas

A Norma Brasileira ABNT NBR-5410 - Instalações elétricas de baixa tensão, apesar de não ser aplicável para unidades marítimas, é uma boa fonte de consulta e referência.

O

conexão entre o neutro da instalação e a terra. De maneira prática,

significa dizer se haverá ou não ligação intencional entre o neutro e

a terra.

do sistema elétrico determina a forma de

aterramento funcional

Existe um bom número de sistemas de

o de neutro aterrado por reatância, sistemas ressonantes, etc.), mas nos fixaremos nos tipos mais comumente utilizados.

aterramento funcional

(como

39

RESERVADO

Alta Competência O tipo de aterramento influencia diretamente o comportamento do sistema elétrico em uma

Alta Competência

O tipo de aterramento influencia diretamente o comportamento do sistema elétrico em uma situação de
O tipo de aterramento influencia diretamente o comportamento do sistema elétrico em uma situação de

O tipo de aterramento influencia diretamente o

comportamento do sistema elétrico em uma situação

de curto-circuito para a terra, em especial, o valor da

corrente de curto. A escolha correta dos dispositivos

de

proteção contra faltas envolvendo a terra depende

do

tipo de aterramento escolhido.

Esquemas de ligação de aterramento funcional em baixa tensão

Conforme a NBR-5410/2004 são considerados os esquemas de aterramento TN / TT / IT, cabendo as seguintes observações sobre as ilustrações e símbolos utilizados:

40

Condutor neutro (N)Condutor de proteção (PE) Condutor combinado (PEN)

Condutor de proteção (PE)Condutor neutro (N) Condutor combinado (PEN)

Condutor combinado (PEN)Condutor neutro (N) Condutor de proteção (PE)

Simbologia de classificação

Primeira letra - situação da alimentação em relação à terra:

T = 1 ponto diretamente aterrado.

I = isolação de todas as partes vivas em relação à terra ou aterramento através de impedância

Segunda letra – situação das massas da instalação em relação à terra:

T = massas diretamente aterradas, independentemente do aterramento eventual de um ponto da alimentação.

n = massas ligadas ao ponto da alimentação aterrado

do aterramento eventual de um ponto da alimentação. n = massas ligadas ao ponto da alimentação

RESERVADO

Capítulo 2. Aterramento de segurança Outras letras – disposição do neutro e do condutor de

Capítulo 2. Aterramento de segurança

Outras letras – disposição do neutro e do condutor de proteção:

S = funções de neutro e de proteção asseguradas por condutores distintos

C = funções de neutro e de proteção desempenhadas pelo mesmo condutor (PEN)

a) Sistema com neutro solidamente aterrado

o neutro da

instalação (gerador ou transformador) é diretamente conectado

à terra, sem nenhuma resistência intencional. A resistência de

aterramento deve-se apenas à resistência das conexões, do cabo de ligação com a terra e da própria resistência de terra.

Neste tipo de sistema de

aterramento funcional

,

de terra. Neste tipo de sistema de aterramento funcional , Sistema com neutro solidamente aterrado 41
de terra. Neste tipo de sistema de aterramento funcional , Sistema com neutro solidamente aterrado 41
de terra. Neste tipo de sistema de aterramento funcional , Sistema com neutro solidamente aterrado 41

Sistema com neutro solidamente aterrado

41

Se houver uma falta fase-terra, a corrente de falta dependerá da tensão fase-terra e da resistência de aterramento, que em geral é baixa. Em conseqüência, essa corrente de falta normalmente atinge valores elevados, devendo ser rapidamente interrompida pelos dispositivos de proteção do circuito (relés e disjuntores).

Embora seja o tipo de aterramento mais usado nas instalações elétricas em geral (industriais e residenciais), é o menos usado nas unidades marítimas.

A principal vantagem desse tipo de aterramento é que os valores

elevados da corrente de curto-circuito fase-terra, normalmente são suficientes para sensibilizar os dispositivos de proteção por

sobrecorrente

(relés e disjuntores). Por outro lado, essas correntes

os dispositivos de proteção por sobrecorrente (relés e disjuntores). Por outro lado, essas correntes RESERVADO

RESERVADO

Alta Competência arco elétrico provocam um de alta energia, trazendo riscos para os operadores e

Alta Competência

arco elétrico
arco elétrico

provocam um

de alta energia, trazendo riscos para os

operadores e para a instalação.

De acordo com a literatura técnica, cerca de 85% das faltas em sistemas elétricos são faltas fase-terra. Portanto, limitar o valor dessas correntes

de

falta reduz significativamente o risco de acidentes por

arco elétrico.

Apresentaremos abaixo alguns esquemas de com condutor neutro aterrado.

aterramento funcional

Esquema Tn-S

O condutor neutro e o condutor de proteção são separados ao

longo de toda a instalação.

L1 42 L2 L3 N PE ATERRAMENTO DA MASSAS ALIMENTAÇÃO
L1
42
L2
L3
N
PE
ATERRAMENTO DA
MASSAS
ALIMENTAÇÃO

Esquema Tn-C-S

As funções de neutro e de condutor de proteção são combinadas em um único condutor em uma parte da instalação.

PE

N

em um único condutor em uma parte da instalação. PE N L1 L2 L3 PEN ATERRAMENTO
L1 L2 L3 PEN ATERRAMENTO DA MASSAS
L1
L2
L3
PEN
ATERRAMENTO DA
MASSAS

ALIMENTAÇÃO

único condutor em uma parte da instalação. PE N L1 L2 L3 PEN ATERRAMENTO DA MASSAS

RESERVADO

Capítulo 2. Aterramento de segurança Esquema Tn-C As funções de neutro e de condutor de

Capítulo 2. Aterramento de segurança

Esquema Tn-C

As funções de neutro e de condutor de proteção são combinadas em um único condutor ao longo de toda a instalação.

L1 L2 L3 PEN MASSAS
L1
L2
L3
PEN
MASSAS

ATERRAMENTO DA

ALIMENTAÇÃO

b) Sistema com neutro aterrado por resistência

43

Nesse tipo de sistema o neutro da instalação é conectado à terra através de uma resistência, que pode ser de alto ou baixo valor. A finalidade dessa resistência é limitar o valor da corrente de curto-circuito envolvendo a terra

o valor da corrente de curto-circuito envolvendo a terra Sistema com neutro aterrado por resistência Nos
o valor da corrente de curto-circuito envolvendo a terra Sistema com neutro aterrado por resistência Nos
o valor da corrente de curto-circuito envolvendo a terra Sistema com neutro aterrado por resistência Nos
o valor da corrente de curto-circuito envolvendo a terra Sistema com neutro aterrado por resistência Nos
o valor da corrente de curto-circuito envolvendo a terra Sistema com neutro aterrado por resistência Nos

Sistema com neutro aterrado por resistência

Nos sistemas aterrados por baixa resistência, o valor da resistência é normalmente calculado para limitar a corrente de curto envolvendo a terra a valores entre 100A e 400A. Esses valores ainda

RESERVADO

Alta Competência são elevados, ou seja, o sistema não pode operar continuamente com uma fase

Alta Competência

são elevados, ou seja, o sistema não pode operar continuamente com uma fase para a terra, devendo ser rapidamente interrompido em caso de falta.

Nos sistemas aterrados por alta resistência, a corrente de curto é normalmente limitada a cerca de 2A. Isso permite que o sistema continue operando com uma falta à terra, mas é mandatório que essa falta seja prontamente identificada e eliminada pelos responsáveis, pois, se uma segunda fase for à terra, haverá um curto-circuito fase- fase, com elevada corrente de falta e danos ao sistema elétrico.

É comum encontrar na literatura técnica a indicação de que a principal vantagem do sistema aterrado por alta resistência é a continuidade operacional, já que o sistema pode continuar operando com uma falta à terra. Porém, o principal fator motivador para alteração dos sistemas elétricos, de solidamente aterrados para aterrados por alta

44 resistência, foi a redução significativa do nível de energia de arco no caso de uma falta envolvendo a terra. Isto proporciona maior segurança para as pessoas durante intervenções no sistema elétrico.

É importante lembrar que nos sistemas aterrados por resistência, tão

graves quanto a falta de aterramento, ou seja, falta de conexão com a terra, são os defeitos em que a resistência é acidentalmente curto-

by pass).
by pass).

circuitada (ficando sob

a resistência é acidentalmente curto- by pass). circuitada (ficando sob Cubículo de aterramento – Grupo de

Cubículo de aterramento – Grupo de resistores

acidentalmente curto- by pass). circuitada (ficando sob Cubículo de aterramento – Grupo de resistores RESERVADO

RESERVADO

Capítulo 2. Aterramento de segurança Esquema TT Possui um ponto de alimentação diretamente aterrado, estando

Capítulo 2. Aterramento de segurança

Esquema TT

Possui um ponto de alimentação diretamente aterrado, estando as massas da instalação ligadas a hastes de aterramento eletricamente distintos da haste de aterramento da alimentação.

L1 L2 L3 N PE MASSAS ATERRAMENTO DA
L1
L2
L3
N
PE
MASSAS
ATERRAMENTO DA

ALIMENTAÇÃO

c) Sistema isolado

Nesse tipo de sistema de

intencional entre as partes vivas do sistema e a terra, estando aterradas as massas da instalação.

, não existe conexão

aterramento funcional

45

L1 L2 L3 N IMPEDÂNCIA PE ATERRAMENTO DA MASSAS ALIMENTAÇÃO
L1
L2
L3
N
IMPEDÂNCIA
PE
ATERRAMENTO DA
MASSAS
ALIMENTAÇÃO

RESERVADO

Alta Competência 46 A princípio, pode-se ficar tentado a imaginar que se houver uma falta

Alta Competência

46 A princípio, pode-se ficar tentado a imaginar que se houver uma falta fase-terra não

46

A princípio, pode-se ficar tentado a imaginar que se houver uma falta fase-terra não haverá caminho de retorno para a corrente de

entre os cabos de

falta. Porém, existe um

fase e a terra, proporcionando tal caminho. Assim, no caso de uma

acoplamento capacitivo

capacitâncias
capacitâncias

das

falta fase-terra, a corrente retornará através das outras duas fases.

a corrente retornará através das outras duas fases. Retorno da corrente de falta em um sistema

Retorno da corrente de falta em um sistema isolado

capacitância
capacitância

A

principalmente da quantidade e características dos cabos de distribuição. Nos circuitos de baixa tensão de unidades marítimas, tal corrente é normalmente menor que 1A.

circuito,

corrente

de

retorno

depende

da

do

Esse tipo de aterramento é utilizado, por força de norma, nos navios-

FPSO
FPSO

tanque e

s (Floating, Production, Storage and Offloading Unit) para

evitar o retorno de correntes de fuga pelo casco.

( Floating, Production, Storage and Offloading Unit ) para evitar o retorno de correntes de fuga

RESERVADO

Capítulo 2. Aterramento de segurança Assim como no sistema aterrado por alta resistência, é possível

Capítulo 2. Aterramento de segurança

Assim como no sistema aterrado por alta resistência, é possível continuar operando com uma primeira falta à terra, mas é mandatório que essa falta seja prontamente localizada e eliminada.

que essa falta seja prontamente localizada e eliminada. é uma unidade de produção, composta por um
que essa falta seja prontamente localizada e eliminada. é uma unidade de produção, composta por um

é uma unidade de produção, composta por um

casco (normalmente assemelhado ao de um navio), onde é armazenado o óleo e o topside (ou convés).

A FPSO

assemelhado ao de um navio), onde é armazenado o óleo e o topside (ou convés). A
FPSO
FPSO

P-34 na Bacia de Campos

47

2.1.3. Aterramento para sistema de proteção contra descargas atmosféricas

Este tipo de aterramento busca proteger o sistema elétrico, equipamentos e pessoas dos surtos de tensão provocados pelas descargas atmosféricas. Esse sistema viabiliza um caminho seguro por onde a energia, proveniente dessas descargas, pode ser rapidamente direcionada para terra. Objetivamente, o aterramento

SPDA
SPDA

do Sistema de Proteção Contra Descargas Atmosféricas (

) cria

um caminho condutor para o escoamento da energia proveniente de descargas atmosféricas. Em nosso cotidiano esse sistema é conhecido vulgarmente como pára-raios.

Em 08/12/2004 foi publicada no Diário Oficial da União a revisão da Norma Regulamentadora NR-10 - Segurança em instalações e serviços em eletricidade. Dentre as diversas exigências apresentadas para que as empresas implantem um sistema de gerenciamento dos riscos do uso da eletricidade, está a obrigatoriedade de constituir o prontuário da instalação elétrica para estabelecimentos com carga instalada

RESERVADO

Alta Competência superior a 75kW e fazer constar nele a documentação das inspeções e medições

Alta Competência

superior a 75kW e fazer constar nele a documentação das inspeções

e medições do sistema de proteção contra descargas atmosféricas e de aterramentos elétricos.

Apesar de não aplicável a instalações elétricas marítimas, a Norma Brasileira ABNT NBR-5419 - Proteção de estruturas contra descargas atmosféricas - fixa as condições de projeto, instalação e manutenção de sistemas de proteção contra descargas atmosféricas para proteger estruturas comuns, utilizadas para fins comerciais, industriais, agrícolas, administrativos ou residenciais, contra a incidência direta dos raios.

48

Para unidades marítimas de exploração e produção de petróleo, a

SPDA
SPDA

referência técnica para a elaboração do projeto do

é a norma

internacional editada pela National Fire Protection Association, a

NFPA
NFPA

780 – 2004 (capítulos 4, 7 e 8).

Em unidades marítimas é raríssima a existência deste sistema específico de aterramento. Isto ocorre porque as torres de queimadores (flare) e demais estruturas de arquitetura, pelo seu formato, posicionamento e características construtivas (todo em material metálico e solidamente ligado à estrutura metálica da unidade), podem atuar como sistemas naturais de captação, descida

e

SPDA .
SPDA
.

aterramento do

naturais de captação, descida e SPDA . aterramento do Os acidentes envolvendo descargas elétricas atmosféricas
naturais de captação, descida e SPDA . aterramento do Os acidentes envolvendo descargas elétricas atmosféricas

Os acidentes envolvendo descargas elétricas atmosféricas em unidades marítimas não são eventos raros. E, apesar de medidas de proteção, as descargas atmosféricas podem causar:

• Danos a equipamentos eletroeletrônicos e perda de produção; • A ignição em sistemas de respiro e de tocha; • Danos a equipamentos de telecomunicação; • A atuação do sistema de detecção de fogo.

e de tocha; • Danos a equipamentos de telecomunicação; • A atuação do sistema de detecção

RESERVADO

Capítulo 2. Aterramento de segurança SPDA A eficiência do é garantida através de um bom

Capítulo 2. Aterramento de segurança

SPDA
SPDA

A eficiência do

é garantida através de um bom projeto, da

manutenção das condições de operação e do sistema de aterramento da unidade onde é instalado. Assim, é necessário manter uma sistemática de inspeções periódicas para que os riscos, advindos das descargas atmosféricas, estejam sempre sob controle.

das descargas atmosféricas, estejam sempre sob controle. • O aterramento de uma instalação ou equipamento
das descargas atmosféricas, estejam sempre sob controle. • O aterramento de uma instalação ou equipamento

• O aterramento de uma instalação ou equipamento consiste em uma maneira de promover ligação intencional, permanente ou temporária, à terra, através da qual correntes elétricas podem fluir com segurança;

• O aterramento de segurança visa descarregar para a terra as cargas elétricas acumuladas pela energização acidental das carcaças metálicas das máquinas, equipamentos, painéis, leitos de cabo, tubulações e outros dispositivos sujeitos ao acúmulo indevido destas cargas elétricas.

49

RESERVADO

Alta Competência 2.2. Exercícios 1) Defina aterramento elétrico: 2) Indique os três principais tipos de

Alta Competência

2.2. Exercícios

1) Defina aterramento elétrico:

2) Indique os três principais tipos de aterramento elétrico:

3) Assinale com X os sistemas nos quais existe uma conexão intencional entre as partes vivas do sistema e a terra:

50

(

)

Sistema isolado.

(

)

Sistema com neutro aterrado por resistência.

(

)

Sistema com neutro solidamente aterrado.

(

)

Sistema de proteção contra descargas atmosféricas.

Sistema com neutro solidamente aterrado. ( ) Sistema de proteção contra descargas atmosféricas. RESERVADO
Sistema com neutro solidamente aterrado. ( ) Sistema de proteção contra descargas atmosféricas. RESERVADO

RESERVADO

Capítulo 2. Aterramento de segurança 4) Relacione os tipos de aterramento da coluna da esquerda

Capítulo 2. Aterramento de segurança

4) Relacione os tipos de aterramento da coluna da esquerda com as funções mais específicas, na coluna da direita, numerando-as adequadamente:

1. Aterramento

(

) Utilizado nos navios-tanque e

de segurança

FPSOs, por força de norma, para evitar o retorno de correntes de fuga pelo casco.

2. Aterramento funcional do sistema elétrico

(

) Redução significativa do nível de energia de arco elétrico no caso de uma falta envolvendo a terra.

3. Aterramento

(

) Conexão física com o potencial de

para SPDA

terra (através de material condutor metálico) das partes metálicas que não trabalham energizadas.

4. Aterramento por

(

)

Caminho

seguro

para

direcio-

resistência

namento

e

dissipação

de

des-

cargas atmosféricas.

 

5. Sistema isolado

(

)

Ligações do neutro com a terra, dos geradores, transformadores, motores ou qualquer outro equipamento do sistema elétrico.

51

RESERVADO

Alta Competência 2.3. Glossário Acoplamento capacitivo - é o acoplamento entre dois circuitos por meio

Alta Competência

2.3. Glossário

Acoplamento capacitivo - é o acoplamento entre dois circuitos por meio de uma capacitância que é comum a ambos.

Arco elétrico - fluxo de corrente elétrica através do ar entre dois condutores ou um condutor e a terra, liberando uma grande quantidade de energia em um tempo pequeno, resultando em altas temperaturas.

Aterramento funcional - o aterramento funcional do sistema elétrico tem como função permitir o funcionamento confiável e eficiente dos dispositivos de proteção, através da sensibilização dos relés de proteção, quando existe uma circulação de corrente para a terra, provocada por anormalidades no sistema elétrico.

By Pass - utilização de meio alternativo para suprimir ou sobrepor a função desempenhada por dispositivo.

Capacitância - capacidade de armazenamento de carga elétrica.

Choque elétrico - conjunto de perturbações de natureza e efeitos diversos, que se

52 manifesta no organismo humano ou animal, quando este é percorrido por uma corrente elétrica.

FPSO - Floating, Production, Storage and Offloading Unit - unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência de petróleo.

Impedância - quociente entre a amplitude de uma tensão alternada e a amplitude da corrente que ela provoca em um circuito.

nFPA - National Fire Protection Association - Associação Nacional de Proteção contra Incêndio (estadunidense).

Sobrecorrente - é uma corrente cujo valor excede o valor nominal. As correntes podem ser devido a uma sobrecarga ou curto-circuito.

Sobretensão - pode ser definida como tensão superior à capacidade do circuito.

Skid - estrutura de apoio, geralmente metálica, usadas para fixar equipamentos.

SPdA - Sistema de Proteção Contra Descargas Atmosféricas.

metálica, usadas para fixar equipamentos. SPdA - Sistema de Proteção Contra Descargas Atmosféricas. RESERVADO
metálica, usadas para fixar equipamentos. SPdA - Sistema de Proteção Contra Descargas Atmosféricas. RESERVADO

RESERVADO

Capítulo 2. Aterramento de segurança 2.4. Bibliografia ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS - ABNT.

Capítulo 2. Aterramento de segurança

2.4. Bibliografia

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS - ABNT. Instalações elétricas de baixa tensão, NBR-5410. 2005.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS - ABNT. Proteção de estruturas contra descargas atmosféricas, NBR-5419. 2005.

CARDOSO ALVES, Paulo Alberto e VIANA, Ronaldo Sá. Aterramento de sistemas elétricos: inspeção e medição da resistência de aterramento. UN-BC/ST/EMI - Elétrica, 2007.

COELHO FILHO, Roberto Ferreira. Riscos em instalações e serviços com eletricidade. Curso técnico de segurança do trabalho, 2005.

NFPA 780. Standard for the Installation of Lightining Protection Systems. National Fire Protection Association, 2004.

NORMA PETROBRAS N-2222. Projeto de aterramento de segurança em unidades marítimas. Comissão de Normas Técnicas - CONTEC, 2005.

53

NORMA REGULAMENTADORA NR-10. Segurança em instalações e serviços em eletricidade. Ministério do Trabalho e Emprego, 2004. Disponível em: <http:// www.mte.gov.br/legislacao/normas_regulamentadoras/nr_10.pdf>. Acesso em:

14 mar 2008.

em: <http:// www.mte.gov.br/legislacao/normas_regulamentadoras/nr_10.pdf>. Acesso em: 14 mar 2008. RESERVADO

RESERVADO

Alta Competência 2.5. Gabarito 1) Defina aterramento elétrico: O aterramento de uma instalação ou equipamento

Alta Competência

2.5. Gabarito

1) Defina aterramento elétrico:

O aterramento de uma instalação ou equipamento consiste numa maneira de promover uma ligação intencional, permanente ou temporária, à terra, através da qual correntes elétricas podem fluir com segurança.

2) Indique os três principais tipos de aterramento elétrico:

• Aterramento de segurança;

• Aterramento funcional do sistema elétrico;

• Aterramento de proteção contra descargas atmosféricas.

3) Assinale com X o sistema no qual não existe uma conexão intencional entre as partes vivas do sistema e a terra:

54

( X )

Sistema isolado

(

)

Sistema com neutro aterrado por resistência

(

)

Sistema com neutro solidamente aterrado

(

)

Sistema de proteção contra descargas atmosféricas

4) Relacione os tipos de aterramento da coluna da esquerda com as funções mais específicas, na coluna da direita, numerando-as adequadamente:

1. Aterramento

( 5 )

Utilizado nos navios-tanque e FPSOs, por força

de segurança

de norma, para evitar o retorno de correntes de fuga pelo casco.

2. Aterramento

( 4 )

Redução significativa do nível de energia de

funcional do

arco elétrico no caso de uma falta envolvendo

sistema elétrico

a terra.

3. Aterramento

( 1 )

Conexão física com o potencial de terra (através de

para SPDA

material condutor metálico) das partes metálicas que não trabalham energizadas.

4. Aterramento

( 3 )

Caminho seguro para direcionamento e dissipação

por resistência

de descargas atmosféricas.

5. Sistema isolado

( 2 )

Ligações do neutro com a terra, dos geradores, transformadores, motores ou qualquer equipamento elétrico.

Ligações do neutro com a terra, dos geradores, transformadores, motores ou qualquer equipamento elétrico. RESERVADO
Ligações do neutro com a terra, dos geradores, transformadores, motores ou qualquer equipamento elétrico. RESERVADO

RESERVADO

Problemas operacionais, riscos e cuidados com aterramento de segurança

riscos e cuidados com aterramento de segurança Ao final desse capítulo, o treinando poderá: •
riscos e cuidados com aterramento de segurança Ao final desse capítulo, o treinando poderá: •
riscos e cuidados com aterramento de segurança Ao final desse capítulo, o treinando poderá: •
riscos e cuidados com aterramento de segurança Ao final desse capítulo, o treinando poderá: •
riscos e cuidados com aterramento de segurança Ao final desse capítulo, o treinando poderá: •

Ao final desse capítulo, o treinando poderá:

• Identificar os principais problemas relacionados ao aterramento de segurança;

• Listar as possíveis situações de risco durante a inspeção de aterramento em equipamentos elétricos;

• Citar os cuidados necessários quando se trata de aterramento de segurança.

RESERVADO

Alta Competência 56 RESERVADO

Alta Competência

56

Alta Competência 56 RESERVADO

RESERVADO

Capítulo 3. Problemas operacionais, riscos e cuidados com aterramento de segurança 3. Problemas operacionais, riscos

Capítulo 3. Problemas operacionais, riscos e cuidados com aterramento de segurança

3. Problemas operacionais, riscos e cuidados com aterramento de segurança

T odas as Unidades de Exploração e Produção possuem um plano

de manutenção preventiva de equipamentos elétricos (motores,

geradores, painéis elétricos, transformadores e outros).

A cada intervenção nestes equipamentos e dispositivos, os mantenedores avaliam a necessidade ou não da realização de intervenção nos sistemas de aterramento envolvidos nestes equipamentos.

Para que o aterramento de segurança possa cumprir corretamente o seu papel, precisa ser bem projetado e construído. Além disso, deve ser mantido em perfeitas condições de funcionamento.

Nesse processo, o operador tem importante papel, pois, ao interagir diariamente com os equipamentos elétricos, pode detectar imediatamente alguns tipos de anormalidades, antecipando

problemas e, principalmente, diminuindo os riscos de por contato indireto e de incêndio e explosão.

choque elétrico

3.1. Problemas operacionais

57

Os principais problemas operacionais verificados em qualquer tipo de aterramento são:

• Falta de continuidade; e

• Elevada resistência elétrica de contato.

É importante lembrar que Norma Petrobras N-2222 define o valor

Ohm
Ohm
ohmímetro
ohmímetro

de 1

, medido com multímetro DC (

), como o máximo

admissível para resistência de contato.

RESERVADO

Alta Competência Muitos dos problemas com aterramento de segurança são identificados a partir de uma

Alta Competência

Muitos dos problemas com aterramento de segurança são identificados a partir de uma simples inspeção. Dessa forma, devemos inspecionar as partes metálicas não energizadas quanto ao aterramento de segurança dos seguintes equipamentos:

a) Carcaças de motores, transformadores e geradores tratadores

eletrostáticos de óleo;

b) Estruturas metálicas dos painéis elétricos;

c) Leitos de cabos;

d) Caixas metálicas de ligação de cabos.

Existem dois tipos de inspeção que devem ser feitas nos equipamentos:

inspeção visual e inspeção física.

58

3.1.1. Inspeção visual

 
 
  Itens que devem ser verificados durante a inspeção visual  
  Itens que devem ser verificados durante a inspeção visual  
  Itens que devem ser verificados durante a inspeção visual  

Itens que devem ser verificados durante a inspeção visual

  Itens que devem ser verificados durante a inspeção visual  
 
 
  Itens que devem ser verificados durante a inspeção visual  
  Itens que devem ser verificados durante a inspeção visual  
  Itens que devem ser verificados durante a inspeção visual  

Nível de corrosão dos pontos de contato.

Indicação de aquecimento

(pontos chamuscados ou derretidos).

Rachaduras (fissuras).

Ressecamento (isolamento dos cabos).

Estado e qualidade da identificação dos cabos e dispositivos do sistema de aterramento elétrico.

Condição de limpeza dos sistemas de aterramento.

Descontinuidade de pontos elétricos.

Disposição física e arrumação dos condutores.

Inspeção do cordão de solda nos equipamentos

física e arrumação dos condutores. Inspeção do cordão de solda nos equipamentos ligados diretamente ao skid

ligados diretamente ao skid,

para verificar se existem fissuras e/ou elevado grau de corrosão, o que pode gerar descontinuidade no aterramento.

verificar se existem fissuras e/ou elevado grau de corrosão, o que pode gerar descontinuidade no aterramento.

RESERVADO

Capítulo 3. Problemas operacionais, riscos e cuidados com aterramento de segurança 3.1.2. Inspeção física A

Capítulo 3. Problemas operacionais, riscos e cuidados com aterramento de segurança

3.1.2. Inspeção física

A inspeção física deve ser realizada através da verificação da condição

de fixação do cabo de aterramento de segurança. Em caso de necessidade de reaperto, deve-se garantir que o equipamento esteja desenergizado para proceder ao ajuste.

3.2. Riscos e cuidados

A inspeção visual das condições de aterramento de segurança é uma

prática segura, que não expõe o operador ou mantenedor a nenhum risco adicional ao do local onde o equipamento está instalado. Já a inspeção física deve ser precedida de alguns cuidados.

Durante o manuseio do cabo de aterramento e da carcaça, caso não sejam tomadas as medidas de seguranças adequadas, poderemos estar em contato com duas situações de risco:

• Sofrer um

choque elétrico

por contato indireto;

59

• Provocar a ignição de uma mistura de gás, através do centelhamento devido à modificação da condição de contato entre a carcaça do equipamento e o cabo de aterramento.

Para que essas situações não ocorram, devemos garantir que o equipamento sob inspeção física esteja devidamente desenergizado, conforme determinado no item 10.5.1 da Norma Regulamentadora NR-10 do Ministério do Trabalho e Emprego.

Regulamentadora NR-10 do Ministério do Trabalho e Emprego. Para garantir essa condição de desenergização, ao
Regulamentadora NR-10 do Ministério do Trabalho e Emprego. Para garantir essa condição de desenergização, ao

Para garantir essa condição de desenergização,

ao

procedimento específico da sua Unidade.

a inspeção

deve

ser

executada

atendendo

Ao

observar qualquer anormalidade no aterramento

de

segurança, você deverá informar imediatamente

ao seu supervisor imediato para que sejam tomadas as medidas necessárias à sua regularização.

RESERVADO

Alta Competência 60 • Os principais problemas operacionais verificados em qualquer tipo de aterramento são

Alta Competência

60

60 • Os principais problemas operacionais verificados em qualquer tipo de aterramento são a falta de
60 • Os principais problemas operacionais verificados em qualquer tipo de aterramento são a falta de

• Os principais problemas operacionais verificados

em qualquer tipo de aterramento são a falta de continuidade e a elevada resistência elétrica de contato;

• Grandepartedos problemasenvolvendo aterramento

de segurança pode ser identificada a partir de uma

inspeção visual e física;

• Durante o manuseio do cabo de aterramento e da carcaça, quando não forem tomadas as medidas de segurança adequadas, o profissional poderá estar em contato com duas condições de risco: sofrer um

por contato indireto ou provocar

a ignição de uma mistura explosiva, através do centelhamento provocado pela modificação da

condição de contato entre a carcaça do equipamento

e o cabo de aterramento.

choque elétrico

da condição de contato entre a carcaça do equipamento e o cabo de aterramento. choque elétrico

RESERVADO

Capítulo 3. Problemas operacionais, riscos e cuidados com aterramento de segurança 3.3. Exercícios 1) Cite

Capítulo 3. Problemas operacionais, riscos e cuidados com aterramento de segurança

3.3. Exercícios

1) Cite os principais problemas relacionados ao aterramento de segurança:

2) Descreva as possíveis situações de risco durante a inspeção de aterramento em equipamentos elétricos:

3) Quais os cuidados necessários quando tratamos de aterramento de segurança?

61

4) Assinale com X a(s) alternativa(s) que apresenta(m) relação direta com a proteção quanto ao choque elétrico:

(

)

Proteger contra os efeitos provocados por contatos indiretos.

(

)

Oferecer um caminho seguro, controlado e de baixa impedância em direção à terra para escoar descargas atmosféricas e as correntes induzidas por estas.

(

)

Controlar tensões com relação à terra, protegendo equipamentos e instalações contra sobretensões.

(

)

Oferecer um caminho para a circulação de corrente que irá permitir a detecção de uma ligação indesejada entre condutores vivos e a terra, possibilitando a atuação rápida de dispositivos de proteção.

(

)

Minimizar possíveis fontes de ignição em equipamentos e componentes da instalação localizados em atmosferas potencialmente explosivas.

de ignição em equipamentos e componentes da instalação localizados em atmosferas potencialmente explosivas. RESERVADO

RESERVADO

Alta Competência 5) Esta afirmativa é verdadeira ou falsa? Justifique sua resposta. A verificação da

Alta Competência

5) Esta afirmativa é verdadeira ou falsa? Justifique sua resposta.

A verificação da condição de fixação do cabo jamais poderá ser executada sem a garantia de desenergização do equipamento inspecionado.

62

do cabo jamais poderá ser executada sem a garantia de desenergização do equipamento inspecionado. 62 RESERVADO

RESERVADO

Capítulo 3. Problemas operacionais, riscos e cuidados com aterramento de segurança 3.4. Glossário Choque elétrico

Capítulo 3. Problemas operacionais, riscos e cuidados com aterramento de segurança

3.4. Glossário

Choque elétrico - conjunto de perturbações de natureza e efeitos diversos, que se manifesta no organismo humano ou animal, quando este é percorrido por uma corrente elétrica.

Ohm - unidade de medida padronizada pelo SI para medir a resistência elétrica.

Ohmímetro - instrumento que mede a resistência elétrica em Ohm.

SI - Sistema Internacional.

63

Ohmímetro - instrumento que mede a resistência elétrica em Ohm. SI - Sistema Internacional. 63 RESERVADO

RESERVADO

Alta Competência 3.5. Bibliografia ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS - ABNT. Instalações elétricas de

Alta Competência

3.5. Bibliografia

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS - ABNT. Instalações elétricas de baixa tensão, NBR-5410. 2005.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS - ABNT. Proteção de estruturas contra descargas atmosféricas, NBR-5419. 2005.

CARDOSO ALVES, Paulo Alberto e VIANA, Ronaldo Sá. Aterramento de sistemas elétricos: inspeção e medição da resistência de aterramento. UN-BC/ST/EMI - Elétrica, 2007.

COELHO FILHO, Roberto Ferreira. Riscos em instalações e serviços com eletricidade. Curso técnico de segurança do trabalho, 2005.

NFPA 780. Standard for the Installation of Lightining Protection Systems. National Fire Protection Association, 2004.

NORMA PETROBRAS N-2222. Projeto de aterramento de segurança em unidades marítimas. Comissão de Normas Técnicas - CONTEC, 2005.
64

NORMA REGULAMENTADORA NR-10. Segurança em instalações e serviços em eletricidade. Ministério do Trabalho e Emprego, 2004. Disponível em: <http:// www.mte.gov.br/legislacao/normas_regulamentadoras/nr_10.pdf>. Acesso em:

14 mar 2008.

em: <http:// www.mte.gov.br/legislacao/normas_regulamentadoras/nr_10.pdf>. Acesso em: 14 mar 2008. RESERVADO
em: <http:// www.mte.gov.br/legislacao/normas_regulamentadoras/nr_10.pdf>. Acesso em: 14 mar 2008. RESERVADO

RESERVADO

Capítulo 3. Problemas operacionais, riscos e cuidados com aterramento de segurança 3.6. Gabarito 1) Cite

Capítulo 3. Problemas operacionais, riscos e cuidados com aterramento de segurança

3.6. Gabarito

1) Cite os principais problemas relacionados ao aterramento de segurança:

• Falta de continuidade; e

• Elevada resistência elétrica de contato.

2) Descreva as possíveis situações de risco durante a inspeção de aterramento em equipamentos elétricos:

O operador ou mantenedor pode:

• Sofrer um choque elétrico por contato indireto;

Provocar a ignição de uma mistura de gás, através do centelhamento devido

à modificação da condição de contato entre a carcaça do equipamento e o cabo de aterramento.

3) Quais os cuidados necessários quando tratamos de aterramento de segurança?

Garantir que o equipamento sob inspeção física esteja devidamente desenergizado, conforme determinado no item 10.5.1 da norma Regulamentadora nR-10 do ministério do Trabalho e Emprego.

65

4) Assinale com X a(s) alternativa(s) que apresenta(m) relação direta com a proteção quanto ao choque elétrico:

( X )

Proteger contra os efeitos provocados por contatos indiretos.

( X )

Oferecer um caminho seguro, controlado e de baixa impedância em direção à terra para escoar descargas atmosféricas e as correntes induzidas por estas.

(

)

Controlar tensões com relação à terra, protegendo equipamentos e instalações contra sobretensões.

( X )

Oferecer um caminho para a circulação de corrente que irá permitir a detecção de uma ligação indesejada entre condutores vivos e a terra, possibilitando a atuação rápida de dispositivos de proteção.

( X )

minimizar

possíveis

fontes

de

ignição

em

equipamentos

e

potencialmente explosivas.

componentes

da

instalação

localizados

em

atmosferas

5) Esta afirmativa é verdadeira ou falsa? Justifique sua resposta.

A verificação da condição de fixação do cabo jamais poderá ser executada sem a garantia de desenergização do equipamento inspecionado.

A afirmativa é falsa. Se o equipamento estiver energizado e apresentar uma

falha de isolamento para a terra, ao manusearmos seu cabo de aterramento, poderemos nos expor a um choque elétrico e também gerar um arco elétrico com energia suficiente para colocar em ignição uma atmosfera potencialmente explosiva, caso ela esteja presente.

energia suficiente para colocar em ignição uma atmosfera potencialmente explosiva, caso ela esteja presente. RESERVADO

RESERVADO

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