05/09/2017

MITOS E VERDADES

AROMATERAPIA 1.

2.
Gattefossé

Bálsamo de copaíba
9.

10.
Aversões olfativas

Pau-rosa

Mitos e Verdades 3. Grau terapêutico 11. Lavanda francesa

4. Cromatografia 12. Hidrolatos
2º CONGRESSO ONLINE DE AROMATERAPIA – SET16
5. Uso puro 13. Fototoxidade

com Mayra Corrêa e Castro 6. Uso milenar dos OEs 14. Olfato humano

7. Quimiotipo 15. Ingestão

8. Desintoxicação

MITO
• Realmente, a história não procede. Lorota da brava.

CLASSIFICAÇÃO DOS MITOS
das mentiras deslavadas às verdades absolutas

VERDADE QUESTÃO DE SEMÂNTICA
• Não é mito: é uma verdade verdadeira. • O mito esconde uma questão de semântica. Não chega a
ser um mito, é mais uma questão de como dizer as coisas.

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OUVIU O GALO CANTAR E NÃO
ARMADILHA DE MARKETING SABE EM QUE TERREIRO
• Nem mito, nem verdade: um pouco dos dois, mas sobretudo • Nem mito, nem verdade, mas apenas falta de checar duas
uma armadilha de marketing que tem a intenção de confundir vezes a informação.
o consumidor e fazê-lo preferir uma marca à outra.

#1 - GATTEFOSSÉ
• Mito: após explosão em laboratório, René-
Maurice Gattefossé teria tido o instinto de
colocar seu braço ferido numa bacia que lhe
GATTEFOSSÉ
pareceu conter água. Na verdade, a bacia continha
# 1 – mergulhou o braço numa bacia com lavanda após óleo essencial de lavanda e quando ele retirou o
explosão em laboratório braço, a queimadura estava tratada.

#1 - GATTEFOSSÉ #1 - GATTEFOSSÉ
• Verdade: em 1910, após explosão, • Referências:
• Livro Aromatherapy´s Gattefossé (foto esq): http://amzn.to/2aGseee
Gattefossé rolou na grama para extinguir • Postagem de Robert Tisserand “Gattefossé´s burn” (foto dir):

o fogo em seu corpo, mas as mãos ficaram http://roberttisserand.com/2011/04/gattefosses-burn/

gravemente feridas. Ele as tratou com a
aplicação de óleo essencial de lavanda.

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#1 - GATTEFOSSÉ
• Referências:
• Video de Mayra “Como nasceu a
aromaterapia – a lenda do
Gattefossé”:
https://www.youtube.com/watch BÁLSAMO DE COPAÍBA
?v=QM-GTovSDvM
• “R.-M.G. l´invention de # 2 – o óleo de copaíba pode ser usado como carreador
l´Aromathérapie” –
documentário da empresa
Pellicula.fr (foto):
http://dai.ly/x5upwp

#2 – BÁLSAMO DE COPAÍBA #2 – BÁLSAMO DE COPAÍBA
• Mito: você pode usar o óleo de copaíba • Verdade: o chamado bálsamo de copaíba
(chamado de bálsamo ou resina de não é um óleo gorduroso como os demais
copaíba) para diluir outros óleos óleos vegetais usados como carreadores
essenciais e aplicar na pele. na aromaterapia (oliva, semente de uva,
jojoba, por exemplo), e, portanto, não
deveria ser usado como carreador para
outros óleos essenciais.

#2 – BÁLSAMO DE COPAÍBA #2 – BÁLSAMO DE COPAÍBA
Adulteração: comum, com
• 1 nome, 3 produtos diferentes: óleo graxo ou terenbitina.

• Bálsamo ou resina: extraído com trado da
PARTE NÃO-VOLÁTIL PARTE VOLÁTIL
copaibeira (Copaifera ssp.), contém uma
mistura de ácidos diterpênicos (ácido Na copaíba, a parte volátil,
50 a 60% óleo essencial, está em
copálico, por exemplo), parte não-volátil da solução com a parte não-
volátil.
resina, com óleo essencial, parte volátil,
composta sobretudo por hidrocarbonetos ácidos álcoois e
hidrocarbonetos
diterpênicos
sesquiterpenos (b-cariofileno, por exemplo). sesquiterpênicos

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#2 – BÁLSAMO DE COPAÍBA #2 – BÁLSAMO DE COPAÍBA
• 1 nome, 3 produtos diferentes: • Óleo de semente: pode ser obtido por prensagem
da semente, mas não é produzido em escala
• Óleo essencial: destilação da resina de
comercial, apenas com finalidade de pesquisa. É no
copaíba. Contém apenas a parte volátil da
óleo vegetal da semente da copaibeira que se
resina.
encontram ácidos graxos, tais como ácidos
• Óleo de copaíba: normalmente, uma palmítico, oleico, linoleico, araquídico e beênico. Os
mistura de resina de copaíba com algum óleo livros que sugerem o uso do óleo vegetal de
gorduroso, como soja. copaíba como carreador não fazem esta distinção
de que parte da planta ele seria obtido.

#2 – BÁLSAMO DE COPAÍBA
• Referências:
• Lima Neto, Gramosa e Silveira: Constituintes químicos
dos frutos de Copaifera langsdorffii Des, 2008:
http://submission.quimicanova.sbq.org.br/qn/qnol/2008/
GRAU TERAPÊUTICO
vol31n5/24-AR07192.pdf
# 3 – existem óleos essenciais que têm grau terapêutico e
• Veiga Júnior e Pinto: O gênero Copaifera L., 2002: outros que não têm
http://www.scielo.br/pdf/%0D/qn/v25n2/10455.pdf

#3 – GRAU TERAPÊUTICO #3 – GRAU TERAPÊUTICO
• Mito: apenas óleos essenciais com • Verdade: não existe algo como grau
grau terapêutico possuem função terapêutico, a menos que se admita
terapêutica. que existem diversos tipos de graus
terapêuticos, o que os tornaria
irrevelantes do mesmo jeito.

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#3 – GRAU TERAPÊUTICO #3 – GRAU TERAPÊUTICO
• OE adulterado: se grau terapêutico for • Como avaliar estas diferenças?
termo usado para diferenciar um OE
• Lavanda 40/42, eucalipto 80/85, cítricos
puro de um OE adulterado, ainda assim
deterpenizados, frações do ylang-ylang,
seria preciso explicar que o fato de um
OE ser puro não quer dizer que ele menta dementolada, extração por CO2
seja inerentemente terapêutico, embora ou por HD, etc.
quase sempre isso seja verdade.

#3 – GRAU TERAPÊUTICO #3 – GRAU TERAPÊUTICO
• Quem certifica?: empresas que auto- • Referências:
• Pappas, postagem:
certificam seus OEs como tendo https://www.facebook.com/notes/essential-oil-
grau terapêutico usam a estratégia university/essential-oil-myth-1/10152759991813083
de colocar dúvida no consumidor de • Tisserand, postagem:
http://roberttisserand.com/2010/04/therapeutic-grade-
que outras empresas possam não oils-read-all-about-it/
vender OEs terapêuticos.

#4 - CROMATOGRAFIA
• Mito: se a empresa apresenta um laudo
cromatográfico, isso significa que o óleo
CROMATOGRAFIA essencial é puro.
# 4 - o laudo cromatográfico de um óleo comprova sua
pureza

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#4 - CROMATOGRAFIA #4 - CROMATOGRAFIA
• Verdade: uma cromatografia não indica per
se que um OE é puro, ela apenas
discrimina quais componentes foram
identificados no OE e em que quantidades.
É a interpretação da cromatografia que
Cromatografia de
indicará se o OE é puro ou adulterado. hortelã-verde
adulterada com
carvona que foi
sintetizada de
limoneno natural

#4 - CROMATOGRAFIA #4 - CROMATOGRAFIA
• Outras verdades: • Referências:
• Castro, palestra “Adulteração de Óleos Essenciais, 1º Conaroma,
• Laudos podem ser fraudados. 2015”: http://casamay.com.br/materiais/adulteracao-de-oleos-
essenciais/
• Laudos podem ser mal interpretados.
• Pappas, postagem: https://www.facebook.com/notes/essential-oil-
• Laudos podem não discriminar tudo por university/trace-marker-analysis-and-the-adulteration-of-
deficiência do equipamento e/ou biblioteca. spearmint-oil-with-l-carvone-synth/10154310169663083
• Postagem no grupo Essential Oils Consumer Reports (foto a
• Laudos legítimos podem ser usados para lotes seguir):
novos que não correspondem à qualidade do que https://www.facebook.com/groups/EOConsumerReports/permali
nk/479807322215659/
foi analisado.
• Lotes legítimos podem não ter laudos.

#5 – USO PURO
• Mito: os óleos essenciais são
substâncias muito concentradas e
USO PURO por isso não devem ser usados
# 5 – óleos essenciais são substâncias muito concentradas puros.
e por isso não devem ser usados puros.

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#5 – USO PURO #5 – USO PURO
• Verdade: os óleos essenciais são • Mas vamos relativizar:
substâncias muito concentradas e Comparação entre OE Mentha arvensis e chá de hortelã-do-campo

Para 200 ml de água (aprox. 1 xíc. chá), usam-se 2 col. chá da erva seca.
por isso não deveriam ser usados
1 col. chá erva seca = 1,2 g aprox.
puros em aplicação tópica.
Rendimento de OE nas folhas = varia de 0,62% a 1,06%

Considerando 1,06% = 1 xíc. chá conteria 0,0127 g de OE ou 12,7 mg de OE

#5 – USO PURO #5 – USO PURO

Considerando 1,06% = 1 xíc. chá conteria 0,0127 g de OE ou 12,7 mg de OE
• Continuando o raciocínio:
O unguento vick-vaporub contém:
Teor de (-)-mentol no OE Mentha arvensis dementolada = 28,8% a 34,7%
28,2 mg/g de mentol
1 xícara de chá = 4,40 mg de mentol 52,6 mg/g de cânfora
13,3 mg de óleo de eucalipto
1 gota OE = 40 mg aprox.
Excipientes: óleo de noz-moscada,
1 gota OE = 13,88 mg de mentol óleo de foilha de cedro, terebintina,
timol e petrolato.
1 gota de OE conteria aprox. 3x mais mentol que o chá

#5 – USO PURO #5 – USO PURO
Comparando o uso tópico do vick com um óleo de massagem com OE de M. arvensis: • Paracelso: toda substância é tóxica

Uso tópico: considerando 1 dedada de vick Uso tópico: considerando 10% em 0,5 ml de
o equivalente a 0,3 g do unguento, teríamos óleo carreador:
que:
10% de 0,5 ml = 0,05 ml de OE
0,3 g de vick-vaporub contém:
densidade do OE M. arvensis = 904,1 mg/ml
8,46 mg de mentol
15,78 mg de cânfora 0,05 ml de OE = 45,20 mg = 1 gota aprox.
3,99 mg de óleo de eucalipto
0,5 ml de óleo de massagem a 10% de OE
1 gota de OE contém 1,64x mais mentol menta tem 1,64x mais mentol que 1 dedada
que 1 dedada de vick. de vick e em teores de mentol seria como
usar 1 gota pura.

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#5 – USO PURO #5 – USO PURO
• Reescrevendo a verdade: óleos essenciais • Reescrevendo a verdade: ... (cont.) No entanto, a
são substâncias muito concentradas, mas diluição não é garantia de segurança absoluta, pois
muitos medicamentos alopáticos também o substâncias podem vir a apresentar toxidade
são. A fim de reduzir a toxidade inerente causada pela aplicação repetida da mesma. Além
(hazard) de seus componentes químicos, disso, a toxidade varia de substância para substância
diluem-se essas substâncias ao mínimo em e de indivíduo para indivíduo, sendo possível usar
que ainda expressem sua atividade determinados OEs puros na pele sem que os
terapêutica, reduzindo, assim, o risco (risk) mesmos causem, pelo menos naquela aplicação ou
de que venham a causar prejuízo... (cont.) no curto prazo, algum prejuízo toxicológico.

#5 – USO PURO #5 – USO PURO
• Referências:
• Valtcho D. Zheljazkov1, “Effect of Distillation Time on
Mentha canadensis Essential Oil Yield and Composition”:
http://hortsci.ashspublications.org/content/47/5/643.full
• Tisserand & Young, “Essential Oil Safety”, 2014.
• Zahalka, “Les huiles essentielles”, 2010 (foto anterior).
• Faucon, “Traité d´aromathérapie scientifique et médicale”,
2012.
• Festy, “Ma bible des huiles essentielles”, 2011 (foto
anterior).
Zahalka
Festy

#6 - USO MILENAR DOS OES
• Mito: os óleos essenciais são conhecidos e
usados há milênios pela humanidade,
USO MILENAR DOS OES desde o Egito Antigo, passando pela
# 6 – óleos essenciais são conhecidos desde os antigos
Antiguidade Greco-Romana até chegar em
egípcios. nossos dias.

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#6 - USO MILENAR DOS OES #6 - USO MILENAR DOS OES
• Verdade: as plantas que produzem OEs • Algumas definições legais:
são conhecidas desde milênios pela • ISO: OE é a substância isolada de plantas
humanidade. O que chamamos hoje de aromáticas pelo processo de destilação com
óleo essencial só veio a ser usado, strictu água ou, no caso de frutas do gênero Citrus,
pela prensagem das cascas.
sensu, depois da descoberta do processo
de destilação.

#6 - USO MILENAR DOS OES #6 - USO MILENAR DOS OES
• Como categorizar?: • Um pouco de hístória:
• Resinas, seivas, absolutos, concretos, CO2, HD, • Farmacopeia da Mesopotâmia (III milênio a.C.): cerveja
e gordura servem como excipientes.
tinturas, macerados.
• Farmacopeia do Antigo Egito (III milênio a.C.): vinho e
gorduras servem como excipientes, mas também
substâncias minerais e orgânicas.

#6 - USO MILENAR DOS OES #6 - USO MILENAR DOS OES
• Um pouco de hístória: • Um pouco de história (cont.):
• SUBLIMAÇÃO:
• DESTILAÇÃO:
• Vaporização de sólidos (resinas de incenso, mirra e
benjoim) perfumam óleos gorudurosos (séc. XIII a.C.). • Geber, sábio persa, em 800 d.C. usa alambiques e
• DESTILAÇÃO: retortas.
• Sabe-se que técnicas de destilação e sublimação foram • Rhazes, sábio persa, em 900 d.C. destila pela primeira
empregadas desde o IV Milênio a.C. na Mesopotâmia vez petróleo para obter querosene.
(ruínas de Tepe Gawa, em Mossul, Iraque).
• Avicena, 1.100 d.C. inventa a destilação por arraste a
• Primeira menção conhecida: séc. I d.C. no De Materia
Medica, de Dioscórides. vapor.
• Primeiros aperfeiçoamentos da técnica foram feitos pelos
alquimistas de Alexandria entre os séc. III d.C. e VI d.C.

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#6 - USO MILENAR DOS OES #6 - USO MILENAR DOS OES
• Referências:
• Charles E. Thomas, “Introduction to Process
Technology”, 2010:
https://books.google.com.br/books?id=iJAEsTxSalYC&lp
g=PA230&dq=Avicena%20and%20distillation%20process
&hl=pt-
BR&pg=PA234#v=onepage&q=Avicena%20and%20distill
ation%20process&f=false
• Rival, “As grandes invenções da humanidade, vol. 1”,
Ilha de Afrodite, circa 4.000 a.C.
2009.

#7 - QUIMIOTIPO
• Mito: o quimiotipo de uma espécie vegetal
representa o principal componente
QUIMIOTIPO químico que ela possui, entendendo por
# 7 - o quimiotipo representa a principal molécula do óleo
principal aquele que aparece em maior
essencial quantidade.

#7 - QUIMIOTIPO #7 - QUIMIOTIPO
• Verdade: o quimiotipo de uma espécie vegetal • Qt do Rosmarinus officinalis:
representa uma diferenciação na composição
química dos metabólitos secundários da
planta, quase sempre uma diferenciação entre
compostos majoritários mas que não são,
necessariamente, aqueles que aparecem em
Laszlo, 2007
maior quantidade absoluta.

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#7 - QUIMIOTIPO
• Referência:
• Laszlo, “Apostila do Curso Aromatologia, mód. 1”,
2007.
DESINTOXICAÇÃO
# 8 – quando você usa óleos essenciais, pode ter reações
de desintoxicação, como alergias.

#8 - DESINTOXAÇÃO #8 - DESINTOXAÇÃO
• Mito: quando você tem uma reação ruim a • Verdade: quando você tem uma reação
determinado óleo essencial é porque ele ruim a determinado óleo essencial o mais
está causando um processo de provável é que você esteja tendo uma
desintoxicação em seu organismo. reação de intoxicação a um de seus
componentes químicos ou talvez alguma
reação decorrente de interação com
outros medicamentos.

#8 - DESINTOXAÇÃO #8 - DESINTOXAÇÃO
• Toxidade: pode se manifestar local ou • Tipos de toxidade dermal:
sistematicamente. • Irritação

• Toxidade de OEs: pode ser causada pela • Sensibilização

toxidade inerente de um ou mais • Fototoxidade

compostos, pela sensibilidade da pessoa, • Sintomas de toxidade oral com OEs:
ou pela concentração e tempo de irritação de mucosas, dor abdominal,
exposição ao OE. vômito e diarreia.

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#8 - DESINTOXAÇÃO #8 - DESINTOXAÇÃO
• Sintomas comuns em processos de
desintoxicação: dor de cabeça, dores no corpo, • Componentes dos
OEs tendem a ter o
fadiga e problemas gastro-intestinais. ápice de seu efeito
em 2 horas após
• Programas de desintoxicação: com drogas, absorção e seus
podendo incluir fármacos quelantes; com técnicas metabólitos são
eliminados em até
de eliminação, como jejum, sauna, lavagens 72 h.
estomacais e intestinais, sauna e drenagem
linfática. Laszlo, 2008

#8 - DESINTOXAÇÃO
• Referências:
• Laszlo, “Curso Aromatologia, módulo 2”, 2008 (foto anterior).
• Tisserand & Young,“Essential Oil Safety”, 2014.
• Bauer, postagem “Essential Oils and the “Detox” Theory”: AVERSÕES OLFATIVAS
http://tisserandinstitute.org/essential-oils-and-the-detox-theory/
• Pappas, postagem https://www.facebook.com/notes/essential-oil- # 9 - o óleo essencial de que você não gosta é o óleo
university/essential-oil-myth-6/10152670686183083/ essencial de que você precisa
• Tisserand, postagem: http://roberttisserand.com/2015/08/robert-
tisserand-interviewed-on-ingestion-dilution-and-other-safety-issues/

#9 – AVERSÕES OLFATIVAS #9 – AVERSÕES OLFATIVAS
• Mito: quando você cheira um óleo • Verdade: quando você cheira um óleo
essencial e não gosta dele, isso pode essencial e não gosta dele, de duas uma:
indicar que é justamente este óleo ou seus receptores decodificam este
essencial que você precisa usar pois ele cheiro em algo desagrável, ou talvez (e
isso é uma enorme TALVEZ) haja alguma
ajudará a trabalhar aspectos inconscientes
ancoragem negativa com este cheiro em
que estão lhe trazendo problemas.
sua memória.

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#9 – AVERSÕES OLFATIVAS #9 – AVERSÕES OLFATIVAS
• Anosmia para androstenona: pesquisa • Percepção da androstenona: grupo de
realizada em 1986 no Monell Chemical pesquisadores liderados por Hiroaki
Matsunami identificou que a percepção do
Senses Center (Filadéldia, EUA) mostrou que
odorante androstenona varia conforme
30% dos panelistas foram incapazes de sentir mutação genética no receptor OR7D4. A
o cheiro de suor (odorante androstenona, um mutação em questão é bastante comum e se
tipo de esteroide encontrado em grandes pode supor que ela aconteça para outros
quantidades na urina e suor do homem). receptores olfativos.

#9 – AVERSÕES OLFATIVAS #9 – AVERSÕES OLFATIVAS
• Referências:
• Malnic, “O cheiro das coisas”, 2008:
http://amzn.to/29vpvmj
• Matsunami,“Genetic variation in a human odorant
receptor alters odour perception”, 2007:
http://www.nature.com/nature/journal/v449/n7161/abs/
nature06162.html
• Toolas, instalação The Smell of Fear, 2006 (foto
anterior): http://www.mediamatic.net/212279/en/the-
smell-of-fear

The Smell of Fear, de Sissel Toolas, Beijing, foto mediamatic.net

#10 – PAU-ROSA
• Mito: o Chanel nº 5 extinguiu o pau-
rosa no Brasil.
PAU-ROSA
#10 - o Chanel nº 5 extinguiu o pau-rosa no Brasil

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#10 – PAU-ROSA #10 – PAU-ROSA
• Verdade: se for verdade que o Chanel nº 5 • Pau-rosa: Aniba rosaeodora Ducke
extinguiu o pau-rosa, não fez isso sozinho, está, desde 1998, citada com o grau
mas toda a indústria de perfumaria,
“endangered” na IUCN Red List.
cosméticos, domissinatários, e também de
bebidas e comidas que encontram no linalol
um dos odorantes mais utilizados e um
precursor da síntese de vitamina E e A.

#10 – PAU-ROSA #10 – PAU-ROSA
• Pau-rosa: a distribuição do pau-rosa é Brasil (AP, AM e PA), • Referências:
Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Guiana, Peru,
Suriname,Venezuela e Bolívia. O único país onde ainda é • RedList: http://www.iucnredlist.org/details/33958/0
produzido o OE é no Brasil, no AM e PA. A produção oficial • Burr, postagem:
é estimada em 00 ton/ano. http://www.chandlerburr.com/articles/GreenPerfu
• Linalol: estima-se que seja usado em 90% dos perfumes e me_Plenty_print.html
foi sintetizado em 1920, mas até 1950 a maior pare do
linalol usado era isolado de óleos essenciais, sobretudo o • Linallol, US Department of Health and Human
do pau-rosa. O consumo de linalol no mundo em 1988 foi Services, National Toxicoly Program:
estimado em 8,8 milhões de libras. http://ntp.niehs.nih.gov/ntp/htdocs/chem_backgro
und/exsumpdf/linalool_508.pdf

#11 – LAVANDA FRANCESA
• Mito: o OE de lavanda francesa vem
da França, seu maior produtor.
LAVANDA FRANCESA
#11 – a França é o maior produtor de lavanda no mundo

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#11 – LAVANDA FRANCESA #11 – LAVANDA FRANCESA
• Verdade: a Bulgária é, desde 2011, o
principal produtor do OE de Lavandula
angustifolia do mundo. A França é o maior
produtor de lavandim, frequentemente
confundido com a lavanda em si, produzindo
1 mil ton/ano, o que representa 90% da
produção mundial.

Colheita de lavanda francesa na Bulgária

#11 – LAVANDA FRANCESA
• Referências:
• Castro, “Grupos de Estudo sobre
Óleos Essenciais, Encontro 7 – HIDROLATOS
Lavandas”, 2016. #12 - você pode fazer um hidrolato simplesmente
adicionando 1 gota de óleo essencial em 1 l de água

#12 - HIDROLATOS #12 - HIDROLATOS
• Mito: hidrolatos contêm apenas uma • Verdade: hidrolatos contêm moléculas
aromáticas hidrossolúveis da planta e contém
fração muito ínfima de óleo essencial e,
uma quantidade muito pequena (< 1%) de OE
por isso, você pode “fabricar” seu próprio em emulsão. Devido à própria natureza
hidrolato adicionando 1 gota de óleo hidrofóbica dos OEs, não é possível obter a
essencial a 1 l de água. mesma composição química de um hidrolato
simplesmente adicionando-se 1 gota de OE
em água.

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#12 - HIDROLATOS #12 - HIDROLATOS
• Hidrosol: embora seja um sinônimo de • Hidrolato de rosa: contém álcool
hidrolato (outro sinônimo é água destilada feniletílico, substância hidrossolúvel, que
ou água floral), hidrosol pode se referir à não aparece no OE de rosa, mas aparece
maceração da planta em água, que rende no absoluto de rosa.
um produto final quimicamente diferente
da água que é oriunda do vapor
condensado da destilação.

#12 - HIDROLATOS #12 - HIDROLATOS
Comparativo entre principais constituintes nos produtos da R. damascena.
• Referências:
• Castro, “Grupos de Estudo sobre Óleos Essenciais,
Encontro 7 – Lavandas”, 2016.
álcool
R. damascena geraniol citronelol
feniletílico • Tisserand & Young, “Essential Oil Safety”, 2014.
hidrolato 66,2-79% 3,3-6,6% 1,8-5,5%
• Verma, “Volatile constituents of essential oil and rose
OE (Bulgária) 1-1,9% 15,7-25,7% 16-35,9%
water of damask rose (Rosa damascena Mill.) cultivars
sem fonte p/ sem fonte p/
Abs 0,3-2%
ref. ref. from North Indian hills.”, 2011:
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21711177
OE no hidrolato comum: entre 0,04-0,05%.
OE no hidrolato dito concentrado: 0,08%

#13 - FOTOTOXIDADE
• Mito: todo óleo essencial cítrico
pode causar queimadura na pele e
FOTOTOXIDADE por isso deve ser evitado em
#13 - todo cítrico é fototóxico formulações cosméticas.

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#13 - FOTOTOXIDADE #13 - FOTOTOXIDADE
• Causada por furanocumarinas (FC) e lactonas (LAC) quando aplicadas na pele que é
• Mito: OEs prensados da casca de exposta a raios UVA.
• Presente em alguns cítricos de casca, não está presente em quantidade suficiente quando
determinadas frutas cítricas podem destilados, uma vez que são moléculas pesadas.

Lista de FCs fototóxicas encontradas em cítricos (ordem decrescente):
causar fototoxidade quando sua
FC
aplicação tópica é seguida de psoraleno +++

exposição ao sol. metoxsaleno +++

Tisserand e Young, 2014
bergapteno +++
citropteno ++
bergamoteno ++

#13 - FOTOTOXIDADE #13 - FOTOTOXIDADE
OEs não-fototóxicos

Cítrico Componente Dose Dermal Máxima IFRA
• Bergamota LFC • Tangelo
Bergamota bergapteno 0,4%
• Limão siciliano • Tangerina
Grapefruit bergapteno 4,0%
destilado • Yuzu
Limão siciliano prensado bergapteno 2,0%
Tisserand e Young, 2014

Limão tahiti prensado bergapteno 0,7% • Limão tahiti • Petitgrain de
Laranja-amarga prensada bergapteno 1,25% destilado
limão
Petitgrain de madarina antranilato dimetila 0,17% • Mandarina
• Petitgrain de
IFRA recomenda não-exposição ao sol por 12-18 horas • Laranja-doce laranja

#13 - FOTOTOXIDADE
• Referências:
• Castro, “Grupos de Estudo sobre Óleos Essenciais –
Cítricos”, 2016.
OLFATO HUMANO
• Tisserand & Young, “Essential Oil Safety”, 2014.
#14 – o olfato humano é capaz de distinguir 10.000
cheiros diferentes

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#14 – OLFATO HUMANO #14 – OLFATO HUMANO

• Mito: existem 10.000 cheiros • Verdade: ninguém sabe quantos cheiros
existem e nem quantos cheiros o olfato
diferentes.
humano seria capaz de distinguir. Além
disso, quando se estabelecem números,
quase nunca existe uma distinção clara
entre odorantes diferentes e percepção
dos odorantes.

#14 – OLFATO HUMANO #14 – OLFATO HUMANO
• Avery Gilbert: em seu livro What the nose knows traça
uma caçada em busca da fonte de referência original
da alegada existência de 10 mil cheiros diferentes,
repetida até mesmo pela dupla Buck e Axel quando
do Nobel de Medicina. A conclusão é que a referência
foi um número generosamente arredondado e que, de
verdade, esta é uma informação irrelevante. O mais
sensato seria perguntar “quantas categorias naturais
de cheiros existem e como nossa percepção simplifica
a sensação olfativa?”

#14 – OLFATO HUMANO #14 – OLFATO HUMANO

• Sensação e percepção: são duas • 1 trilhão de cheiros: em 2014, uma nova
aposta matemática foi feita para determinar
coisas distintas: a sensação é aquilo
quantos cheiros o olfato humano seria
que é; a percepção é como o capaz de discriminar. Analisando 128
cérebro acha que é. odorantes em compostos com 10, 20 e 30
constituintes únicos, chegou-se à conclusão
de que o olfato seria capaz de distinguir 1
trilhão de cheiros.

18
05/09/2017

#14 – OLFATO HUMANO
• Referências:
• Gilbert, “What the nose knows”, 2014:
http://amzn.to/2a8568n
INGESTÃO
• Bushdid,” Humans Can Discriminate More
than 1 Trillion Olfactory Stimuli”, Sciene #15 – é proibido ingerir óleos essenciais
21, 2014:
http://science.sciencemag.org/content/343/
6177/1370.full

#15 - INGESTÃO #15 - INGESTÃO
• Mito: óleos essenciais são substâncias • Verdade: óleos essenciais são substâncias
concentradas e por isso, se for ingeri-los,
muito concentradas e por isso é proibido
atente para as dosagens seguras, conheça
ingeri-los, sob pena de você arder no fogo quais OEs podem ser ingeridos e em que
do inferno (primeiro você morre, depois circunstância e posologia, e faça uso interno
você arde no fogo no inferno). apenas se tiver tido treinamento para isso ou
se está sob a supervisão de um
aromaterapeuta com treinamento para isso.

#15 - INGESTÃO #15 - INGESTÃO

Zahalka, parasitoses em adultos Grosjean, uso interno de OE
camomila Festy, ingestão gestantes Festy, ingestão crianças

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05/09/2017

#15 - INGESTÃO #15 - INGESTÃO

Young Living, fórmula pronta
também para uso oral

doTerra, fórmula pronta oral

#15 - INGESTÃO #15 - INGESTÃO
• Preocupações legítimas:
• Será que as pessoas vão ingerir corretamente?
• Será que a pessoa não terá alguma reação alérgica
ao OE?
• Será que o OE é puro?
• Será que um médico é que não deveria receitar a
ingestão de OEs?
Fitomedicamentos com OE de
lavanda francesa.

#15 - INGESTÃO
• Referências:
• Festy, “Soigner ses enfants avec les huiles essentielles”,
2011.
• Festy, “Se soigner avec les huiles essentielles pendant la
grossesse”, 2011.
OUTROS MITOS E VERDADES
• Zahalka, “Les huiles essentielles”, 2010.
• Grosjean, “L´aromathérapie”, 1993.
• Young Living:
https://www.youngliving.com/en_US/products/slique-
essence
• doTerra: http://doterra.com/US/en/p/on-guard-oil-beadlet

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AGRADEÇO! www.casamay.com.br
mayra2@casamay.com.br
OUTROS MITOS E VERDADES
• OEs são substâncias ecológicas.
CURSOS, FORMAÇÃO
• OEs concentram a energia da luz. E CONSULTORIA NAS
ÁREAS DE
• Alecrim, hortelã-pimenta, cânfora e gengibre como AROMATERAPIA,
PERFUMARIA,
hipertensivos. CULTURA E
ARTESANATO DO
• Absolutos não podem ser usados em aromaterapia por AROMA

causa do teor de hexano residual.
• Resíduo de pesticidas em OEs.
• e a lista vai embora...

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