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05/09/2017

05/09/2017 AROMATERAPIA Mitos e Verdades 2º CONGRESSO ONLINE DE AROMATERAPIA – SET16 com Mayra Corrêa e

AROMATERAPIA Mitos e Verdades

2º CONGRESSO ONLINE DE AROMATERAPIA SET16

com Mayra Corrêa e Castro

DE AROMATERAPIA – SET16 com Mayra Corrêa e Castro CLASSIFICAÇÃO DOS MITOS das mentiras deslavadas às

CLASSIFICAÇÃO DOS MITOS

das mentiras deslavadas às verdades absolutas

DOS MITOS das mentiras deslavadas às verdades absolutas VERDADE • Não é mito: é uma verdade

VERDADE

Não é mito: é uma verdade verdadeira.

• Não é mito: é uma verdade verdadeira.
VERDADE • Não é mito: é uma verdade verdadeira. MITOS E VERDADES 1. Gattefossé 9. Aversões

MITOS E VERDADES

1. Gattefossé 9. Aversões olfativas 2. Bálsamo de copaíba 10. Pau-rosa 3. Grau terapêutico 11.
1. Gattefossé
9. Aversões olfativas
2. Bálsamo de copaíba
10. Pau-rosa
3. Grau terapêutico
11. Lavanda francesa
4. Cromatografia
12. Hidrolatos
5. Uso puro
13. Fototoxidade
6. Uso milenar dos OEs
14. Olfato humano
7. Quimiotipo
15. Ingestão
8. Desintoxicação
humano 7. Quimiotipo 15. Ingestão 8. Desintoxicação MITO • Realmente, a história não procede. Lorota da

MITO

Realmente, a história não procede. Lorota da brava.

• Realmente, a história não procede. Lorota da brava.
• Realmente, a história não procede. Lorota da brava. QUESTÃO DE SEMÂNTICA • O mito esconde

QUESTÃO DE SEMÂNTICA

O mito esconde uma questão de semântica. Não chega a ser um mito, é mais uma questão de como dizer as coisas.

• O mito esconde uma questão de semântica. Não chega a ser um mito, é mais
• O mito esconde uma questão de semântica. Não chega a ser um mito, é mais

05/09/2017

ARMADILHA DE MARKETING

Nem mito, nem verdade: um pouco dos dois, mas sobretudo uma armadilha de marketing que tem a intenção de confundir o consumidor e fazê-lo preferir uma marca à outra.

uma armadilha de marketing que tem a intenção de confundir o consumidor e fazê-lo preferir uma
o consumidor e fazê-lo preferir uma marca à outra. GATTEFOSSÉ # 1 – mergulhou o braço

GATTEFOSSÉ

# 1 mergulhou o braço numa bacia com lavanda após explosão em laboratório

numa bacia com lavanda após explosão em laboratório #1 - GATTEFOSSÉ • Verdade: em 1910, após

#1 - GATTEFOSSÉ

com lavanda após explosão em laboratório #1 - GATTEFOSSÉ • Verdade: em 1910, após explosão, Gattefossé

Verdade: em 1910, após explosão, Gattefossé rolou na grama para extinguir

o fogo em seu corpo, mas as mãos ficaram

gravemente feridas. Ele as tratou com a aplicação de óleo essencial de lavanda.

as tratou com a aplicação de óleo essencial de lavanda. OUVIU O GALO CANTAR E NÃO

OUVIU O GALO CANTAR E NÃO SABE EM QUE TERREIRO

Nem mito, nem verdade, mas apenas falta de checar duas vezes a informação.

• Nem mito, nem verdade, mas apenas falta de checar duas vezes a informação.
mas apenas falta de checar duas vezes a informação. #1 - GATTEFOSSÉ • Mito: após explosão

#1 - GATTEFOSSÉ

Mito: após explosão em laboratório, René- Maurice Gattefossé teria tido o instinto de colocar seu braço ferido numa bacia que lhe pareceu conter água. Na verdade, a bacia continha óleo essencial de lavanda e quando ele retirou o braço, a queimadura estava tratada.

e quando ele retirou o braço, a queimadura estava tratada. #1 - GATTEFOSSÉ • Referências: •

#1 - GATTEFOSSÉ

Referências:

Livro Aromatherapy´s Gattefossé (foto esq): http://amzn.to/2aGseee

Postagem de Robert Tisserand “Gattefossé´s burn” (foto dir):

Postagem de Robert Tisserand “Gattefossé ´ s burn” (foto dir): http://roberttisserand.com/2011/04/gattefosses-burn/
Postagem de Robert Tisserand “Gattefossé ´ s burn” (foto dir): http://roberttisserand.com/2011/04/gattefosses-burn/
de Robert Tisserand “Gattefossé ´ s burn” (foto dir): http://roberttisserand.com/2011/04/gattefosses-burn/ 2

05/09/2017

#1 - GATTEFOSSÉ

Referências:

Video de Mayra “Como nasceu a aromaterapia a lenda do Gattefossé”:

“R.-M.G. l´invention de l´Aromathérapie” – documentário da empresa Pellicula.fr (foto):

“R. -M.G. l´invention de l´ Aromathérapie” – documentário da empresa Pellicula.fr (foto): http://dai.ly/x5upwp
da empresa Pellicula.fr (foto): http://dai.ly/x5upwp #2 – BÁLSAMO DE COPAÍBA • Mito: você pode usar o

#2 BÁLSAMO DE COPAÍBA

Mito: você pode usar o óleo de copaíba (chamado de bálsamo ou resina de copaíba) para diluir outros óleos essenciais e aplicar na pele.

para diluir outros óleos essenciais e aplicar na pele. #2 – BÁLSAMO DE COPAÍBA • 1

#2 BÁLSAMO DE COPAÍBA

1 nome, 3 produtos diferentes:

Bálsamo ou resina: extraído com trado da copaibeira (Copaifera ssp.), contém uma mistura de ácidos diterpênicos (ácido copálico, por exemplo), parte não-volátil da resina, com óleo essencial, parte volátil, composta sobretudo por hidrocarbonetos sesquiterpenos (b-cariofileno, por exemplo).

hidrocarbonetos sesquiterpenos (b-cariofileno, por exemplo). BÁLSAMO DE COPAÍBA # 2 – o óleo de copaíba pode

BÁLSAMO DE COPAÍBA

# 2 o óleo de copaíba pode ser usado como carreador

# 2 – o óleo de copaíba pode ser usado como carreador #2 – BÁLSAMO DE

#2 BÁLSAMO DE COPAÍBA

pode ser usado como carreador #2 – BÁLSAMO DE COPAÍBA • Verdade: o chamado bálsamo de

Verdade: o chamado bálsamo de copaíba não é um óleo gorduroso como os demais óleos vegetais usados como carreadores na aromaterapia (oliva, semente de uva, jojoba, por exemplo), e, portanto, não deveria ser usado como carreador para outros óleos essenciais.

ser usado como carreador para outros óleos essenciais. #2 – BÁLSAMO DE COPAÍBA Adulteração: comum, com

#2 BÁLSAMO DE COPAÍBA

Adulteração: comum, com óleo graxo ou terenbitina.

PARTE NÃO-VOLÁTIL 50 a 60% Na copaíba, a parte volátil, óleo essencial, está em solução
PARTE NÃO-VOLÁTIL
50 a 60%
Na copaíba, a parte volátil,
óleo essencial, está em
solução com a parte não-
volátil.
ácidos
diterpênicos
PARTE VOLÁTIL álcoois e hidrocarbonetos sesquiterpênicos
PARTE VOLÁTIL
álcoois e
hidrocarbonetos
sesquiterpênicos
com a parte não- volátil. ácidos diterpênicos PARTE VOLÁTIL álcoois e hidrocarbonetos sesquiterpênicos 3

05/09/2017

#2 BÁLSAMO DE COPAÍBA

1 nome, 3 produtos diferentes:

Óleo essencial: destilação da resina de copaíba. Contém apenas a parte volátil da resina.

Óleo de copaíba: normalmente, uma mistura de resina de copaíba com algum óleo gorduroso, como soja.

de resina de copaíba com algum óleo gorduroso, como soja. #2 – BÁLSAMO DE COPAÍBA •

#2 BÁLSAMO DE COPAÍBA

Referências:

Lima Neto, Gramosa e Silveira: Constituintes químicos dos frutos de Copaifera langsdorffii Des, 2008:

Veiga Júnior e Pinto: O gênero Copaifera L., 2002:

L., 2002: http://www.scielo.br/pdf/%0D/qn/v25n2/10455.pdf #3 – GRAU TERAPÊUTICO • Mito: apenas óleos

#3 GRAU TERAPÊUTICO

Mito: apenas óleos essenciais com grau terapêutico possuem função terapêutica.

com grau terapêutico possuem função terapêutica. #2 – BÁLSAMO DE COPAÍBA • Óleo de semente: pode

#2 BÁLSAMO DE COPAÍBA

possuem função terapêutica. #2 – BÁLSAMO DE COPAÍBA • Óleo de semente: pode ser obtido por

Óleo de semente: pode ser obtido por prensagem da semente, mas não é produzido em escala

comercial, apenas com finalidade de pesquisa. É no

óleo vegetal da semente da copaibeira que se

encontram ácidos graxos, tais como ácidos palmítico, oleico, linoleico, araquídico e beênico. Os livros que sugerem o uso do óleo vegetal de copaíba como carreador não fazem esta distinção de que parte da planta ele seria obtido.

esta distinção de que parte da planta ele seria obtido. GRAU TERAPÊUTICO # 3 – existem

GRAU TERAPÊUTICO

# 3 existem óleos essenciais que têm grau terapêutico e outros que não têm

essenciais que têm grau terapêutico e outros que não têm #3 – GRAU TERAPÊUTICO • Verdade:

#3 GRAU TERAPÊUTICO

e outros que não têm #3 – GRAU TERAPÊUTICO • Verdade: não existe algo como grau

Verdade: não existe algo como grau terapêutico, a menos que se admita que existem diversos tipos de graus terapêuticos, o que os tornaria irrevelantes do mesmo jeito.

a menos que se admita que existem diversos tipos de graus terapêuticos, o que os tornaria

05/09/2017

#3 GRAU TERAPÊUTICO

OE adulterado: se grau terapêutico for termo usado para diferenciar um OE puro de um OE adulterado, ainda assim seria preciso explicar que o fato de um OE ser puro não quer dizer que ele seja inerentemente terapêutico, embora quase sempre isso seja verdade.

terapêutico, embora quase sempre isso seja verdade. #3 – GRAU TERAPÊUTICO • Quem certifica?: empresas

#3 GRAU TERAPÊUTICO

quase sempre isso seja verdade. #3 – GRAU TERAPÊUTICO • Quem certifica?: empresas que auto- certificam

Quem certifica?: empresas que auto- certificam seus OEs como tendo grau terapêutico usam a estratégia de colocar dúvida no consumidor de que outras empresas possam não vender OEs terapêuticos.

de que outras empresas possam não vender OEs terapêuticos. CROMATOGRAFIA # 4 - o laudo cromatográfico

CROMATOGRAFIA

# 4 - o laudo cromatográfico de um óleo comprova sua pureza

4 - o laudo cromatográfico de um óleo comprova sua pureza #3 – GRAU TERAPÊUTICO •

#3 GRAU TERAPÊUTICO

Como avaliar estas diferenças?

Lavanda 40/42, eucalipto 80/85, cítricos

deterpenizados, frações do ylang-ylang, menta dementolada, extração por CO 2 ou por HD, etc.

menta dementolada, extração por CO 2 ou por HD, etc. #3 – GRAU TERAPÊUTICO • Referências:

#3 GRAU TERAPÊUTICO

oils-read-all-about-it/ #4 - CROMATOGRAFIA • Mito: se a empresa apresenta um

#4 - CROMATOGRAFIA

Mito: se a empresa apresenta um laudo cromatográfico, isso significa que o óleo

essencial é puro.

• Mito: se a empresa apresenta um laudo cromatográfico, isso significa que o óleo essencial é

05/09/2017

#4 - CROMATOGRAFIA

05/09/2017 #4 - CROMATOGRAFIA • Verdade: uma cromatografia não indica per se que um OE é

Verdade: uma cromatografia não indica per se que um OE é puro, ela apenas

discrimina quais componentes foram

identificados no OE e em que quantidades. É a interpretação da cromatografia que indicará se o OE é puro ou adulterado.

cromatografia que indicará se o OE é puro ou adulterado. #4 - CROMATOGRAFIA • Outras verdades:

#4 - CROMATOGRAFIA

Outras verdades:

Laudos podem ser fraudados.

Laudos podem ser mal interpretados.

Laudos podem não discriminar tudo por deficiência do equipamento e/ou biblioteca.

Laudos legítimos podem ser usados para lotes novos que não correspondem à qualidade do que foi analisado.

Lotes legítimos podem não ter laudos.

analisado. • Lotes legítimos podem não ter laudos. USO PURO # 5 – óleos essenciais são

USO PURO

# 5 óleos essenciais são substâncias muito concentradas e por isso não devem ser usados puros.

muito concentradas e por isso não devem ser usados puros. #4 - CROMATOGRAFIA Cromatografia de hortelã-verde

#4 - CROMATOGRAFIA

Cromatografia de hortelã-verde adulterada com carvona que foi sintetizada de limoneno natural

Cromatografia de

hortelã-verde

adulterada com

carvona que foi sintetizada de limoneno natural

com carvona que foi sintetizada de limoneno natural #4 - CROMATOGRAFIA • Referências: • Castro,

#4 - CROMATOGRAFIA

nk/479807322215659/ #5 – USO PURO • Mito: os óleos essenciais são

#5 USO PURO

Mito: os óleos essenciais são substâncias muito concentradas e por isso não devem ser usados puros.

USO PURO • Mito: os óleos essenciais são substâncias muito concentradas e por isso não devem

05/09/2017

#5 USO PURO

05/09/2017 #5 – USO PURO • Verdade: os óleos essenciais são substâncias muito concentradas e por

Verdade: os óleos essenciais são substâncias muito concentradas e

por isso não deveriam ser usados

puros em aplicação tópica.

não deveriam ser usados puros em aplicação tópica. #5 – USO PURO Considerando 1,06% = 1

#5 USO PURO

Considerando 1,06% = 1 xíc. chá conteria 0,0127 g de OE ou 12,7 mg de OE

Teor de (-)-mentol no OE Mentha arvensis dementolada = 28,8% a 34,7%

1 xícara de chá = 4,40 mg de mentol

1 gota OE = 40 mg aprox.

1 gota OE = 13,88 mg de mentol

1 gota de OE conteria aprox. 3x mais mentol que o chá

1 gota de OE conteria aprox. 3x mais mentol que o chá #5 – USO PURO

#5 USO PURO

Comparando o uso tópico do vick com um óleo de massagem com OE de M. arvensis:

Uso tópico: considerando 1 dedada de vick o equivalente a 0,3 g do unguento, teríamos que:

Uso tópico: considerando 10% em 0,5 ml de óleo carreador:

10% de 0,5 ml = 0,05 ml de OE

0,3 g de vick-vaporub contém:

densidade do OE M. arvensis = 904,1 mg/ml

8,46 mg de mentol 15,78 mg de cânfora 3,99 mg de óleo de eucalipto

0,05 ml de OE = 45,20 mg = 1 gota aprox.

1 gota de OE contém 1,64x mais mentol que 1 dedada de vick.

0,5 ml de óleo de massagem a 10% de OE menta tem 1,64x mais mentol que 1 dedada de vick e em teores de mentol seria como usar 1 gota pura.

de vick e em teores de mentol seria como usar 1 gota pura. #5 – USO

#5 USO PURO

Mas vamos relativizar:

Comparação entre OE Mentha arvensis e chá de hortelã-do-campo

Para 200 ml de água (aprox. 1 xíc. chá), usam-se 2 col. chá da erva seca.

1 col. chá erva seca = 1,2 g aprox.

Rendimento de OE nas folhas = varia de 0,62% a 1,06%

Considerando 1,06% = 1 xíc. chá conteria 0,0127 g de OE ou 12,7 mg de OE

= 1 xíc. chá conteria 0,0127 g de OE ou 12,7 mg de OE #5 –

#5 USO PURO

Continuando o raciocínio:

O unguento vick-vaporub contém:

28,2 mg/g de mentol 52,6 mg/g de cânfora 13,3 mg de óleo de eucalipto

Excipientes: óleo de noz-moscada, óleo de foilha de cedro, terebintina, timol e petrolato.

13,3 mg de óleo de eucalipto Excipientes: óleo de noz-moscada, óleo de foilha de cedro, terebintina,
óleo de foilha de cedro, terebintina, timol e petrolato. #5 – USO PURO • Paracelso: toda

#5 USO PURO

Paracelso: toda substância é tóxica

• Paracelso: toda substância é tóxica
óleo de foilha de cedro, terebintina, timol e petrolato. #5 – USO PURO • Paracelso: toda

05/09/2017

#5 USO PURO

Reescrevendo a verdade: óleos essenciais são substâncias muito concentradas, mas muitos medicamentos alopáticos também o

são. A fim de reduzir a toxidade inerente

(hazard) de seus componentes químicos, diluem-se essas substâncias ao mínimo em que ainda expressem sua atividade

terapêutica, reduzindo, assim, o risco (risk)

de que venham a causar prejuízo

(cont.)

risco ( risk ) de que venham a causar prejuízo (cont.) #5 – USO PURO Zahalka

#5 USO PURO

Zahalka F e s t y

Zahalka

Zahalka F e s t y

Festy

(cont.) #5 – USO PURO Zahalka F e s t y USO MILENAR DOS OES #

USO MILENAR DOS OES

# 6 óleos essenciais são conhecidos desde os antigos egípcios.

essenciais são conhecidos desde os antigos egípcios. #5 – USO PURO • Reescrevendo a verdade: (cont.)

#5 USO PURO

Reescrevendo a verdade:

(cont.) No entanto, a

diluição não é garantia de segurança absoluta, pois substâncias podem vir a apresentar toxidade causada pela aplicação repetida da mesma.Além disso, a toxidade varia de substância para substância e de indivíduo para indivíduo, sendo possível usar determinados OEs puros na pele sem que os

mesmos causem, pelo menos naquela aplicação ou no curto prazo, algum prejuízo toxicológico.

ou no curto prazo, algum prejuízo toxicológico. #5 – USO PURO • Referências: • Valtcho D.

#5 USO PURO

Referências:

Valtcho D. Zheljazkov1, “Effect of Distillation Time on

Mentha canadensis Essential Oil Yield and Composition”:

Tisserand & Young, “Essential Oil Safety”, 2014.

Zahalka,“Les huiles essentielles”, 2010 (foto anterior).

Faucon, “Traité d´aromathérapie scientifique et médicale”,

2012.

Festy, “Ma bible des huiles essentielles”, 2011 (foto

anterior).

bible des huiles essentielles”, 2011 (foto anterior). #6 - USO MILENAR DOS OES • Mito: os

#6 - USO MILENAR DOS OES

Mito: os óleos essenciais são conhecidos e usados há milênios pela humanidade,

desde o Egito Antigo, passando pela

Antiguidade Greco-Romana até chegar em nossos dias.

milênios pela humanidade, desde o Egito Antigo, passando pela Antiguidade Greco-Romana até chegar em nossos dias.

05/09/2017

#6 - USO MILENAR DOS OES

05/09/2017 #6 - USO MILENAR DOS OES • Verdade: as plantas que produzem OEs são conhecidas

Verdade: as plantas que produzem OEs são conhecidas desde milênios pela

humanidade. O que chamamos hoje de

óleo essencial só veio a ser usado, strictu sensu, depois da descoberta do processo de destilação.

sensu , depois da descoberta do processo de destilação. #6 - USO MILENAR DOS OES •

#6 - USO MILENAR DOS OES

Como categorizar?:

Resinas, seivas, absolutos, concretos, CO 2 , HD, tinturas, macerados.

absolutos, concretos, CO 2 , HD, tinturas, macerados. #6 - USO MILENAR DOS OES • Um

#6 - USO MILENAR DOS OES

Um pouco de hístória:

SUBLIMAÇÃO:

Vaporização de sólidos (resinas de incenso, mirra e benjoim) perfumam óleos gorudurosos (séc. XIII a.C.).

DESTILAÇÃO:

Sabe-se que técnicas de destilação e sublimação foram empregadas desde o IV Milênio a.C. na Mesopotâmia (ruínas de Tepe Gawa, em Mossul, Iraque).

Primeira menção conhecida: séc. I d.C. no De Materia Medica, de Dioscórides.

Primeiros aperfeiçoamentos da técnica foram feitos pelos alquimistas de Alexandria entre os séc. III d.C. e VI d.C.

alquimistas de Alexandria entre os séc. III d.C. e VI d.C. #6 - USO MILENAR DOS

#6 - USO MILENAR DOS OES

Algumas definições legais:

ISO: OE é a substância isolada de plantas aromáticas pelo processo de destilação com água ou, no caso de frutas do gênero Citrus, pela prensagem das cascas.

aromáticas pelo processo de destilação com água ou, no caso de frutas do gênero Citrus ,
de frutas do gênero Citrus , pela prensagem das cascas. #6 - USO MILENAR DOS OES

#6 - USO MILENAR DOS OES

Um pouco de hístória:

Farmacopeia da Mesopotâmia (III milênio a.C.): cerveja e gordura servem como excipientes.

Farmacopeia do Antigo Egito (III milênio a.C.): vinho e gorduras servem como excipientes, mas também substâncias minerais e orgânicas.

excipientes, mas também substâncias minerais e orgânicas. #6 - USO MILENAR DOS OES • Um pouco

#6 - USO MILENAR DOS OES

Um pouco de história (cont.):

DESTILAÇÃO:

Geber, sábio persa, em 800 d.C. usa alambiques e retortas.

Rhazes, sábio persa, em 900 d.C. destila pela primeira vez petróleo para obter querosene.

Avicena, 1.100 d.C. inventa a destilação por arraste a vapor.

pela primeira vez petróleo para obter querosene. • Avicena, 1.100 d.C. inventa a destilação por arraste

05/09/2017

#6 - USO MILENAR DOS OES

Ilha de Afrodite, circa 4.000 a.C.

Ilha de Afrodite, circa 4.000 a.C.

- USO MILENAR DOS OES Ilha de Afrodite, circa 4.000 a.C. QUIMIOTIPO # 7 - o

QUIMIOTIPO

# 7 - o quimiotipo representa a principal molécula do óleo essencial

representa a principal molécula do óleo essencial #7 - QUIMIOTIPO • Verdade: o quimiotipo de uma

#7 - QUIMIOTIPO

a principal molécula do óleo essencial #7 - QUIMIOTIPO • Verdade: o quimiotipo de uma espécie

Verdade: o quimiotipo de uma espécie vegetal representa uma diferenciação na composição química dos metabólitos secundários da planta, quase sempre uma diferenciação entre compostos majoritários mas que não são, necessariamente, aqueles que aparecem em maior quantidade absoluta.

aqueles que aparecem em maior quantidade absoluta. #6 - USO MILENAR DOS OES • Referências: •

#6 - USO MILENAR DOS OES

Referências:

Charles E.Thomas,“Introduction to Process Technology”, 2010:

Rival,“As grandes invenções da humanidade, vol. 1”,

2009.

grandes invenções da humanidade, vol. 1”, 2009. #7 - QUIMIOTIPO • Mito: o quimiotipo de uma

#7 - QUIMIOTIPO

Mito: o quimiotipo de uma espécie vegetal representa o principal componente químico que ela possui, entendendo por principal aquele que aparece em maior quantidade.

por principal aquele que aparece em maior quantidade. #7 - QUIMIOTIPO • Qt do Rosmarinus officinalis:

#7 - QUIMIOTIPO

por principal aquele que aparece em maior quantidade. #7 - QUIMIOTIPO • Qt do Rosmarinus officinalis:

Qt do Rosmarinus officinalis:

• Qt do Rosmarinus officinalis: Laszlo, 2007

Laszlo, 2007

por principal aquele que aparece em maior quantidade. #7 - QUIMIOTIPO • Qt do Rosmarinus officinalis:

05/09/2017

#7 - QUIMIOTIPO

05/09/2017 #7 - QUIMIOTIPO • Referência: • Laszlo,“Apostila do Curso Aromatologia, mód. 1”, 2007. #8 -

Referência:

Laszlo,“Apostila do Curso Aromatologia, mód. 1”,

2007.

do Curso Aromatologia, mód. 1”, 2007. #8 - DESINTOXAÇÃO • Mito: quando você tem uma

#8 - DESINTOXAÇÃO

Mito: quando você tem uma reação ruim a determinado óleo essencial é porque ele está causando um processo de desintoxicação em seu organismo.

causando um processo de desintoxicação em seu organismo. #8 - DESINTOXAÇÃO • Toxidade: pode se manifestar

#8 - DESINTOXAÇÃO

Toxidade: pode se manifestar local ou sistematicamente.

Toxidade de OEs: pode ser causada pela

toxidade inerente de um ou mais compostos, pela sensibilidade da pessoa, ou pela concentração e tempo de exposição ao OE.

pessoa, ou pela concentração e tempo de exposição ao OE. DESINTOXICAÇÃO # 8 – quando você

DESINTOXICAÇÃO

# 8 quando você usa óleos essenciais, pode ter reações

de desintoxicação, como alergias.

pode ter reações de desintoxicação, como alergias. #8 - DESINTOXAÇÃO • Verdade: quando você tem uma

#8 - DESINTOXAÇÃO

de desintoxicação, como alergias. #8 - DESINTOXAÇÃO • Verdade: quando você tem uma reação ruim a

Verdade: quando você tem uma reação ruim a determinado óleo essencial o mais provável é que você esteja tendo uma reação de intoxicação a um de seus componentes químicos ou talvez alguma

reação decorrente de interação com

outros medicamentos.

decorrente de interação com outros medicamentos. #8 - DESINTOXAÇÃO • Tipos de toxidade dermal: •

#8 - DESINTOXAÇÃO

Tipos de toxidade dermal:

Irritação

Sensibilização

Fototoxidade

Sintomas de toxidade oral com OEs:

irritação de mucosas, dor abdominal, vômito e diarreia.

Fototoxidade • Sintomas de toxidade oral com OEs: irritação de mucosas, dor abdominal, vômito e diarreia.

05/09/2017

#8 - DESINTOXAÇÃO

Sintomas comuns em processos de

desintoxicação: dor de cabeça, dores no corpo, fadiga e problemas gastro-intestinais.

Programas de desintoxicação: com drogas, podendo incluir fármacos quelantes; com técnicas de eliminação, como jejum, sauna, lavagens estomacais e intestinais, sauna e drenagem linfática.

estomacais e intestinais, sauna e drenagem linfática. #8 - DESINTOXAÇÃO • Referências: •

#8 - DESINTOXAÇÃO

Referências:

Laszlo,“Curso Aromatologia, módulo 2”, 2008 (foto anterior).

Tisserand & Young,“Essential Oil Safety”, 2014.

Bauer, postagem “Essential Oils and the “Detox” Theory”:

#9 – AVERSÕES OLFATIVAS • Mito: quando você cheira

#9 AVERSÕES OLFATIVAS

Mito: quando você cheira um óleo essencial e não gosta dele, isso pode

indicar que é justamente este óleo

essencial que você precisa usar pois ele ajudará a trabalhar aspectos inconscientes que estão lhe trazendo problemas.

aspectos inconscientes que estão lhe trazendo problemas. #8 - DESINTOXAÇÃO Laszlo, 2008 • Componentes dos OEs

#8 - DESINTOXAÇÃO

Laszlo, 2008 • Componentes dos OEs tendem a ter o ápice de seu efeito em

Laszlo, 2008

Componentes dos OEs tendem a ter o ápice de seu efeito em 2 horas após absorção e seus metabólitos são eliminados em até 72 h.

absorção e seus metabólitos são eliminados em até 72 h. AVERSÕES OLFATIVAS # 9 - o

AVERSÕES OLFATIVAS

# 9 - o óleo essencial de que você não gosta é o óleo essencial de que você precisa

você não gosta é o óleo essencial de que você precisa #9 – AVERSÕES OLFATIVAS •

#9 AVERSÕES OLFATIVAS

essencial de que você precisa #9 – AVERSÕES OLFATIVAS • Verdade: quando você cheira um óleo

Verdade: quando você cheira um óleo

essencial e não gosta dele, de duas uma:

ou seus receptores decodificam este

cheiro em algo desagrável, ou talvez (e isso é uma enorme TALVEZ) haja alguma ancoragem negativa com este cheiro em sua memória.

desagrável, ou talvez (e isso é uma enorme TALVEZ) haja alguma ancoragem negativa com este cheiro

05/09/2017

#9 AVERSÕES OLFATIVAS

Anosmia para androstenona: pesquisa realizada em 1986 no Monell Chemical Senses Center (Filadéldia, EUA) mostrou que 30% dos panelistas foram incapazes de sentir o cheiro de suor (odorante androstenona, um tipo de esteroide encontrado em grandes quantidades na urina e suor do homem).

encontrado em grandes quantidades na urina e suor do homem). #9 – AVERSÕES OLFATIVAS The Smell

#9 AVERSÕES OLFATIVAS

The Smell of Fear, de Sissel Toolas, Beijing, foto mediamatic.net

The Smell of Fear, de Sissel Toolas, Beijing, foto mediamatic.net

of Fear, de Sissel Toolas, Beijing, foto mediamatic.net PAU-ROSA #10 - o Chanel nº 5 extinguiu

PAU-ROSA

#10 - o Chanel nº 5 extinguiu o pau-rosa no Brasil

#10 - o Chanel nº 5 extinguiu o pau-rosa no Brasil #9 – AVERSÕES OLFATIVAS •

#9 AVERSÕES OLFATIVAS

Percepção da androstenona: grupo de pesquisadores liderados por Hiroaki Matsunami identificou que a percepção do odorante androstenona varia conforme mutação genética no receptor OR7D4.A mutação em questão é bastante comum e se pode supor que ela aconteça para outros receptores olfativos.

supor que ela aconteça para outros receptores olfativos. #9 – AVERSÕES OLFATIVAS • Referências: •

#9 AVERSÕES OLFATIVAS

Referências:

Malnic,“O cheiro das coisas”, 2008:

Matsunami,“Genetic variation in a human odorant receptor alters odour perception”, 2007:

Toolas, instalação The Smell of Fear, 2006 (foto

http://www.mediamatic.net/212279/en/the- smell-of-fear #10 – PAU-ROSA • Mito: o Chanel nº 5 extinguiu o

#10 PAU-ROSA

Mito: o Chanel nº 5 extinguiu o pau- rosa no Brasil.

smell-of-fear #10 – PAU-ROSA • Mito: o Chanel nº 5 extinguiu o pau- rosa no Brasil.

05/09/2017

#10 PAU-ROSA

05/09/2017 #10 – PAU-ROSA • Verdade: se for verdade que o Chanel nº 5 extinguiu o

Verdade: se for verdade que o Chanel nº 5 extinguiu o pau-rosa, não fez isso sozinho, mas toda a indústria de perfumaria,

cosméticos, domissinatários, e também de

bebidas e comidas que encontram no linalol um dos odorantes mais utilizados e um precursor da síntese de vitamina E e A.

utilizados e um precursor da síntese de vitamina E e A. #10 – PAU-ROSA • Pau-rosa:

#10 PAU-ROSA

Pau-rosa: a distribuição do pau-rosa é Brasil (AP, AM e PA),

Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Guiana, Peru, Suriname,Venezuela e Bolívia. O único país onde ainda é produzido o OE é no Brasil, no AM e PA.A produção oficial é estimada em 00 ton/ano.

Linalol: estima-se que seja usado em 90% dos perfumes e foi sintetizado em 1920, mas até 1950 a maior pare do linalol usado era isolado de óleos essenciais, sobretudo o do pau-rosa. O consumo de linalol no mundo em 1988 foi estimado em 8,8 milhões de libras.

no mundo em 1988 foi estimado em 8,8 milhões de libras. LAVANDA FRANCESA #11 – a

LAVANDA FRANCESA

#11 a França é o maior produtor de lavanda no mundo

#11 – a França é o maior produtor de lavanda no mundo #10 – PAU-ROSA •

#10 PAU-ROSA

Pau-rosa: Aniba rosaeodora Ducke

está, desde 1998, citada com o grau

“endangered” na IUCN Red List.

• Pau-rosa: Aniba rosaeodora Ducke está, desde 1998, citada com o grau “endangered” na IUCN Red
1998, citada com o grau “endangered” na IUCN Red List. #10 – PAU-ROSA • Referências: •

#10 PAU-ROSA

Referências:

Burr, postagem:

Linallol, US Department of Health and Human Services, National Toxicoly Program:

und/exsumpdf/linalool_508.pdf #11 – LAVANDA FRANCESA • Mito: o OE de lavanda

#11 LAVANDA FRANCESA

Mito: o OE de lavanda francesa vem da França, seu maior produtor.

#11 – LAVANDA FRANCESA • Mito: o OE de lavanda francesa vem da França, seu maior

05/09/2017

#11 LAVANDA FRANCESA

05/09/2017 #11 – LAVANDA FRANCESA • Verdade: a Bulgária é, desde 2011, o principal produtor do

Verdade: a Bulgária é, desde 2011, o principal produtor do OE de Lavandula

angustifolia do mundo.A França é o maior

produtor de lavandim, frequentemente

confundido com a lavanda em si, produzindo 1 mil ton/ano, o que representa 90% da produção mundial.

1 mil ton/ano, o que representa 90% da produção mundial. #11 – LAVANDA FRANCESA • Referências:

#11 LAVANDA FRANCESA

Referências:

Castro, “Grupos de Estudo sobre Óleos Essenciais, Encontro 7 – Lavandas”, 2016.

sobre Óleos Essenciais, Encontro 7 – Lavandas”, 2016. #12 - HIDROLATOS • Mito: hidrolatos contêm apenas

#12 - HIDROLATOS

Mito: hidrolatos contêm apenas uma fração muito ínfima de óleo essencial e,

por isso, você pode “fabricar” seu próprio

hidrolato adicionando 1 gota de óleo essencial a 1 l de água.

adicionando 1 gota de óleo essencial a 1 l de água. #11 – LAVANDA FRANCESA Colheita

#11 LAVANDA FRANCESA

Colheita de lavanda francesa na Bulgária

Colheita de lavanda francesa na Bulgária

LAVANDA FRANCESA Colheita de lavanda francesa na Bulgária HIDROLATOS #12 - você pode fazer um hidrolato

HIDROLATOS

#12 - você pode fazer um hidrolato simplesmente adicionando 1 gota de óleo essencial em 1 l de água

adicionando 1 gota de óleo essencial em 1 l de água #12 - HIDROLATOS • Verdade:

#12 - HIDROLATOS

1 gota de óleo essencial em 1 l de água #12 - HIDROLATOS • Verdade: hidrolatos

Verdade: hidrolatos contêm moléculas aromáticas hidrossolúveis da planta e contém uma quantidade muito pequena (< 1%) de OE

em emulsão. Devido à própria natureza

hidrofóbica dos OEs, não é possível obter a mesma composição química de um hidrolato

simplesmente adicionando-se 1 gota de OE em água.

é possível obter a mesma composição química de um hidrolato simplesmente adicionando-se 1 gota de OE

05/09/2017

#12 - HIDROLATOS

Hidrosol: embora seja um sinônimo de hidrolato (outro sinônimo é água destilada ou água floral), hidrosol pode se referir à maceração da planta em água, que rende um produto final quimicamente diferente da água que é oriunda do vapor condensado da destilação.

da água que é oriunda do vapor condensado da destilação. #12 - HIDROLATOS Comparativo entre principais

#12 - HIDROLATOS

Comparativo entre principais constituintes nos produtos da R. damascena.

 

álcool

   

R. damascena

feniletílico

geraniol

citronelol

hidrolato

66,2-79%

3,3-6,6%

1,8-5,5%

OE (Bulgária)

1-1,9%

15,7-25,7%

16-35,9%

Abs

0,3-2%

sem fonte p/ ref.

sem fonte p/ ref.

OE no hidrolato comum: entre 0,04-0,05%. OE no hidrolato dito concentrado: 0,08%

entre 0,04-0,05%. OE no hidrolato dito concentrado: 0,08% FOTOTOXIDADE #13 - todo cítrico é fototóxico #12

FOTOTOXIDADE

#13 - todo cítrico é fototóxico

0,08% FOTOTOXIDADE #13 - todo cítrico é fototóxico #12 - HIDROLATOS • Hidrolato de rosa: contém

#12 - HIDROLATOS

Hidrolato de rosa: contém álcool feniletílico, substância hidrossolúvel, que

não aparece no OE de rosa, mas aparece

no absoluto de rosa.

aparece no OE de rosa, mas aparece no absoluto de rosa. #12 - HIDROLATOS • Referências:

#12 - HIDROLATOS

Referências:

Castro,“Grupos de Estudo sobre Óleos Essenciais, Encontro 7 – Lavandas”, 2016.

Tisserand & Young,“Essential Oil Safety”, 2014.

Verma,“Volatile constituents of essential oil and rose water of damask rose (Rosa damascena Mill.) cultivars from North Indian hills.”, 2011:

2011: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21711177 #13 - FOTOTOXIDADE • Mito: todo óleo essencial cítrico

#13 - FOTOTOXIDADE

Mito: todo óleo essencial cítrico pode causar queimadura na pele e por isso deve ser evitado em formulações cosméticas.

todo óleo essencial cítrico pode causar queimadura na pele e por isso deve ser evitado em

05/09/2017

#13 - FOTOTOXIDADE

05/09/2017 #13 - FOTOTOXIDADE • Mito: OEs prensados da casca de determinadas frutas cítricas podem causar

Mito: OEs prensados da casca de determinadas frutas cítricas podem

causar fototoxidade quando sua

aplicação tópica é seguida de exposição ao sol.

sua aplicação tópica é seguida de exposição ao sol. #13 - FOTOTOXIDADE Tisserand e Young, 2014

#13 - FOTOTOXIDADE

Tisserand e Young, 2014

Cítrico

Componente

Dose Dermal Máxima IFRA

Bergamota

bergapteno

0,4%

Grapefruit

bergapteno

4,0%

Limão siciliano prensado

bergapteno

2,0%

Limão tahiti prensado

bergapteno

0,7%

Laranja-amarga prensada

bergapteno

1,25%

Petitgrain de madarina

antranilato dimetila

0,17%

IFRA recomenda não-exposição ao sol por 12-18 horas

IFRA recomenda não-exposição ao sol por 12-18 horas #13 - FOTOTOXIDADE • Referências: •

#13 - FOTOTOXIDADE

Referências:

Castro,“Grupos de Estudo sobre Óleos Essenciais – Cítricos”, 2016.

Tisserand & Young,“Essential Oil Safety”, 2014.

• Tisserand & Young,“Essential Oil Safety”, 2014. #13 - FOTOTOXIDADE Tisserand e Young, 2014 • Causada

#13 - FOTOTOXIDADE

Tisserand e Young, 2014

Causada por furanocumarinas (FC) e lactonas (LAC) quando aplicadas na pele que é exposta a raios UVA.

Presente em alguns cítricos de casca, não está presente em quantidade suficiente quando destilados, uma vez que são moléculas pesadas.

Lista de FCs fototóxicas encontradas em cítricos (ordem decrescente):

FC

psoraleno +++

metoxsaleno +++

bergapteno +++

citropteno ++

bergamoteno ++

+++ bergapteno +++ citropteno ++ bergamoteno ++ #13 - FOTOTOXIDADE OEs não-fototóxicos • Bergamota LFC

#13 - FOTOTOXIDADE

OEs não-fototóxicos • Bergamota LFC • Tangelo • Limão siciliano • Tangerina destilado • Yuzu
OEs não-fototóxicos
• Bergamota LFC
• Tangelo
• Limão siciliano
• Tangerina
destilado
• Yuzu
• Limão tahiti
• Petitgrain de
destilado
limão
• Mandarina
• Petitgrain de
• Laranja-doce
laranja
• Mandarina • Petitgrain de • Laranja-doce laranja OLFATO HUMANO #14 – o olfato humano é

OLFATO HUMANO

#14 o olfato humano é capaz de distinguir 10.000 cheiros diferentes

• Laranja-doce laranja OLFATO HUMANO #14 – o olfato humano é capaz de distinguir 10.000 cheiros

05/09/2017

#14 OLFATO HUMANO

Mito: existem 10.000 cheiros diferentes.

OLFATO HUMANO • Mito: existem 10.000 cheiros diferentes. #14 – OLFATO HUMANO #14 – OLFATO HUMANO

#14 OLFATO HUMANO

existem 10.000 cheiros diferentes. #14 – OLFATO HUMANO #14 – OLFATO HUMANO • Sensação e percepção:
existem 10.000 cheiros diferentes. #14 – OLFATO HUMANO #14 – OLFATO HUMANO • Sensação e percepção:

#14 OLFATO HUMANO

Sensação e percepção: são duas coisas distintas: a sensação é aquilo que é; a percepção é como o cérebro acha que é.

aquilo que é; a percepção é como o cérebro acha que é. #14 – OLFATO HUMANO

#14 OLFATO HUMANO

Verdade: ninguém sabe quantos cheiros existem e nem quantos cheiros o olfato humano seria capaz de distinguir.Além disso, quando se estabelecem números, quase nunca existe uma distinção clara entre odorantes diferentes e percepção dos odorantes.

entre odorantes diferentes e percepção dos odorantes. #14 – OLFATO HUMANO • Avery Gilbert: em seu

#14 OLFATO HUMANO

Avery Gilbert: em seu livro What the nose knows traça uma caçada em busca da fonte de referência original da alegada existência de 10 mil cheiros diferentes, repetida até mesmo pela dupla Buck e Axel quando do Nobel de Medicina.A conclusão é que a referência foi um número generosamente arredondado e que, de verdade, esta é uma informação irrelevante. O mais sensato seria perguntar “quantas categorias naturais

de cheiros existem e como nossa percepção simplifica

a sensação olfativa?”

nossa percepção simplifica a sensação olfativa?” #14 – OLFATO HUMANO • 1 trilhão de cheiros: em

#14 OLFATO HUMANO

1 trilhão de cheiros: em 2014, uma nova aposta matemática foi feita para determinar quantos cheiros o olfato humano seria capaz de discriminar.Analisando 128 odorantes em compostos com 10, 20 e 30 constituintes únicos, chegou-se à conclusão de que o olfato seria capaz de distinguir 1 trilhão de cheiros.

20 e 30 constituintes únicos, chegou-se à conclusão de que o olfato seria capaz de distinguir

05/09/2017

#14 OLFATO HUMANO

Referências:

Gilbert,“What the nose knows”, 2014:

Bushdid,” Humans Can Discriminate More

than 1 Trillion Olfactory Stimuli”, Sciene 21, 2014:

http://science.sciencemag.org/content/343/ 6177/1370.full #15 - INGESTÃO • Mito: óleos essenciais são

#15 - INGESTÃO

Mito: óleos essenciais são substâncias muito concentradas e por isso é proibido ingeri-los, sob pena de você arder no fogo do inferno (primeiro você morre, depois você arde no fogo no inferno).

você morre, depois você arde no fogo no inferno). #15 - INGESTÃO Zahalka, parasitoses em adultos

#15 - INGESTÃO

Zahalka, parasitoses em adultos Grosjean, uso interno de OE camomila

Zahalka, parasitoses em adultos

Zahalka, parasitoses em adultos Grosjean, uso interno de OE camomila

Grosjean, uso interno de OE camomila

em adultos Grosjean, uso interno de OE camomila INGESTÃO #15 – é proibido ingerir óleos essenciais

INGESTÃO

#15 é proibido ingerir óleos essenciais

INGESTÃO #15 – é proibido ingerir óleos essenciais #15 - INGESTÃO • Verdade: óleos essenciais são

#15 - INGESTÃO

– é proibido ingerir óleos essenciais #15 - INGESTÃO • Verdade: óleos essenciais são substâncias

Verdade: óleos essenciais são substâncias concentradas e por isso, se for ingeri-los, atente para as dosagens seguras, conheça quais OEs podem ser ingeridos e em que circunstância e posologia, e faça uso interno apenas se tiver tido treinamento para isso ou se está sob a supervisão de um aromaterapeuta com treinamento para isso.

supervisão de um aromaterapeuta com treinamento para isso. #15 - INGESTÃO Festy, ingestão gestantes Festy,

#15 - INGESTÃO

Festy, ingestão gestantes Festy, ingestão crianças

Festy, ingestão gestantes

Festy, ingestão gestantes Festy, ingestão crianças

Festy, ingestão crianças

de um aromaterapeuta com treinamento para isso. #15 - INGESTÃO Festy, ingestão gestantes Festy, ingestão crianças

05/09/2017

#15 - INGESTÃO

doTerra, fórmula pronta oral

doTerra, fórmula pronta oral

05/09/2017 #15 - INGESTÃO doTerra, fórmula pronta oral #15 - INGESTÃO Fitomedicamentos com OE de lavanda

#15 - INGESTÃO

Fitomedicamentos com OE de lavanda francesa.

Fitomedicamentos com OE de lavanda francesa.

Fitomedicamentos com OE de lavanda francesa.
#15 - INGESTÃO Fitomedicamentos com OE de lavanda francesa. #15 - INGESTÃO • Referências: • Festy,

#15 - INGESTÃO

Referências:

Festy, “Soigner ses enfants avec les huiles essentielles”,

2011.

Festy, “Se soigner avec les huiles essentielles pendant la

grossesse”, 2011.

Zahalka,“Les huiles essentielles”, 2010.

Grosjean, “L´aromathérapie”, 1993.

Young Living:

doTerra: http://doterra.com/US/en/p/on-guard-oil-beadlet #15 - INGESTÃO Young Living, fórmula pronta também para

#15 - INGESTÃO

Young Living, fórmula pronta também para uso oral

Young Living, fórmula pronta também para uso oral

Young Living, fórmula pronta também para uso oral #15 - INGESTÃO • Preocupações legítimas: • Será

#15 - INGESTÃO

Preocupações legítimas:

Será que as pessoas vão ingerir corretamente?

Será que a pessoa não terá alguma reação alérgica ao OE?

Será que o OE é puro?

Será que um médico é que não deveria receitar a

ingestão de OEs?

o OE é puro? • Será que um médico é que não deveria receitar a ingestão

OUTROS MITOS E VERDADES

o OE é puro? • Será que um médico é que não deveria receitar a ingestão

05/09/2017

OUTROS MITOS E VERDADES

OEs são substâncias ecológicas.

OEs concentram a energia da luz.

Alecrim, hortelã-pimenta, cânfora e gengibre como hipertensivos.

Absolutos não podem ser usados em aromaterapia por causa do teor de hexano residual.

Resíduo de pesticidas em OEs.

e a lista vai embora

Resíduo de pesticidas em OEs. • e a lista vai embora AGRADEÇO! www.casamay.com.br mayra2@casamay.com.br CURSOS,
Resíduo de pesticidas em OEs. • e a lista vai embora AGRADEÇO! www.casamay.com.br mayra2@casamay.com.br CURSOS,

AGRADEÇO!

CURSOS, FORMAÇÃO E CONSULTORIA NAS ÁREAS DE AROMATERAPIA, PERFUMARIA, CULTURA E ARTESANATO DO AROMA
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E CONSULTORIA NAS
ÁREAS DE
AROMATERAPIA,
PERFUMARIA,
CULTURA E
ARTESANATO DO
AROMA