Você está na página 1de 98

www.ebd-escola.com.br

Lições Bíblicas 4º trimestre 2017
Lições
Bíblicas
4º trimestre 2017
Professor Professor cpad.com.br cpad.com.br
Professor
Professor
cpad.com.br
cpad.com.br
Seguidores de Cristo Testemunhando numa Sociedade em Ruínas
Seguidores
de Cristo
Testemunhando numa Sociedade em Ruínas

www.ebd-escola.com.br

Professor

cpad.com.br

4º trimestre 2017
4º trimestre 2017

SEGUIDORES DE CRISTO Testemunhando numa Sociedade em Ruínas

Comentarista: Valmir Nascimento

4º trimestre 2017

Lição 1 Relevantes como o sal, resplandecentes como a luz

3

 

Lição 2

A

cosmovisão cristã em um mundo de vãs ideologias

10

 

Lição 3

O

problema da fome no mundo contemporâneo

17

 

Lição 4

O

cristão diante da pobreza e da desigualdade social

23

Lição 5 Refugiados: um problema da atualidade?

30

Lição 6 Lidando com o preconceito e a discriminação

37

Lição 7 Política e corrupção na perspectiva cristã

44

 

Lição 8

A

resposta cristã para a violência urbana

51

Lição 9 Em tempos de violência cibernética

58

Lição 10 Os perigos e as oportunidades das redes sociais

64

Lição 11 Sabedoria divina para interagir com os meios de comunicação

72

 

Lição 12

A

educação secular em tempos trabalhosos

80

 

Lição 13

E

agora, como viveremos na sociedade de consumo?

87

 

Lição 14

A

importância do ensino cristão no mundo atual

92

CASA PUBLICADORA DAS ASSEMBLEIAS DE DEUS Presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus no

CASA PUBLICADORA DAS ASSEMBLEIAS DE DEUS

Presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil José Wellington Costa Júnior Conselho Administrativo José Wellington Bezerra da Costa Diretor Executivo Ronaldo Rodrigues de Souza Gerente de Publicações Alexandre Claudino Coelho Consultoria Doutrinária e Teológica Antonio Gilberto e Claudionor de Andrade Gerente Financeiro Josafá Franklin Santos Bomim Gerente de Produção Jarbas Ramires Silva Gerente Comercial Cícero da Silva Gerente da Rede de Lojas João Batista Guilherme da Silva Chefe de Arte & Design Wagner de Almeida Chefe do Setor de Educação Cristã César Moisés Carvalho Comentarista Valmir Nascimento Redatora Telma Bueno Designer, Diagramação e Capa Suzane Barboza Fotos Shutterstock

RIO DE JANEIRO CPAD Matriz Av. Brasil, 34.401 - Bangu - CEP21852-002 Rio de Janeiro - RJ Tel.: (21) 2406-7373 - Fax: (21) 2406-7326 E-mail: comercial@cpad.com.br

DA REDAÇÃO
DA REDAÇÃO

SEGUIDORES DE CRISTO Testemunhando numa Sociedade em Ruínas

Neste trimestre, estudaremos a relevância de sermos “sal” e “luz” nesse tempo. Fomos salvos por Cristo para fazer a diferença na vida das pessoas que estão precisando do socorro e da ajuda da Igreja: são os refugiados, os desvalidos que sofrem com a fome

e

a miséria, vítimas de preconceito

e

violência, etc. Como discípulos de

Cristo, precisamos revelar a nossa fé a estes, fazer a diferença em suas vidas

e ser “sal fora do saleiro”.

Jesus, no célebre Sermão do Mon- te, enfatizou que nós, seus discípulos

somos sal e luz nesta Terra (Mt 5.13-16). Esta responsabilidade não é somente para a liderança da igreja, mas é nossa. Ela tem ecoado em sua vida? Estamos vivendo dias difíceis, um tempo de caos político, econômico, ético e social sem precedentes em nossa nação e no mundo. Um tempo de alição e desigualdades. Mas, não podemos nos intimidar, precisamos continuar levantando a bandeira de Cristo, trazendo equilíbrio e luz para

a nossa nação e o mundo. Fomos

chamados, como Igreja, para fazer a diferença. Que Deus o abençoe. Até o próximo trimestre.

Telemarketing 0800-021-7373 Ligação gratuita Segunda a sexta: 8h às 18h - Sábado de 8h às
Telemarketing
0800-021-7373 Ligação gratuita
Segunda a sexta: 8h às 18h - Sábado de 8h às 14h.
Livraria Virtual
http://www.cpad.com.br

Comunique-se com a editora da revista de Jovens Por carta: Av. Brasil, 34.401 - Bangu CEP: 21852-002 - Rio de Janeiro/RJ Por e-mail: telma.bueno@cpad.com.br

LIÇÃO 1 01/10/2017 RELEVANTES COMO O SAL, RESPLANDECENTES COMO A LUZ TEXTO DO DIA “Assim

LIÇÃO

1

01/10/2017

LIÇÃO 1 01/10/2017 RELEVANTES COMO O SAL, RESPLANDECENTES COMO A LUZ TEXTO DO DIA “Assim resplandeça

RELEVANTES COMO O SAL, RESPLANDECENTES COMO A LUZ

TEXTO DO DIA “Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as
TEXTO DO DIA
“Assim resplandeça a vossa
luz diante dos homens, para
que vejam as vossas boas
obras e gloriiquem o vosso
Pai, que está nos céus.”
(Mt 5.16)
SÍNTESE O viver cristão autêntico é capaz de fazer uma diferença substancial na sociedade, não
SÍNTESE
O viver cristão autêntico é
capaz de fazer uma diferença
substancial na sociedade, não
por meio de palavras, mas
através de ações verdadeiras.
AGENDA DE LEITURA SEGUNDA – Mc 9.49 Salgados com fogo TERÇA – Pv 4.18 A
AGENDA DE LEITURA
SEGUNDA – Mc 9.49
Salgados com fogo
TERÇA – Pv 4.18
A vereda dos justos brilha
QUARTA – Jo 1.7
Dando testemunho da luz
QUINTA – Jo 1.9
A luz que ilumina todos os
homens
SEXTA – Jo 8.12
A luz dissipa as trevas
SÁBADO – Tg 1.17
Deus, o Pai das Luzes
• • •
OBJETIVOS
OBJETIVOS

RECONHECER o poder do Evangelho para transformar a realidade social;

EXPLICAR o que signiica o cristão ser o “sal da terra”;

SABER o sentido de ser “luz do mundo”.

INTERAÇÃO

Estamos iniciando uma nova lição da Escola Bíblica Domi- nical sob o título “Seguidores de Cristo: Testemunhando numa Sociedade em Ruínas”. As aulas deste trimestre serão desaiadoras, pois teremos a oportunidade de aprender e discutir a respeito dos diversos temas que emergem na sociedade contemporânea. Falaremos sobre questões nacio- nais, internacionais, políticas, econômicas e muitos outros assuntos que fazem parte do nosso cotidiano, a respeito dos quais somos chamados a dar respostas contundentes à luz das Escrituras e das convicções cristãs.

Aproveite estas lições para instigar os alunos a serem relevan- tes e resplandecentes nesses tempos trabalhosos (2 Tm 3.1). “Fazer a diferença” não pode ser um mero bordão religioso,

e

sim o resultado do efetivo testemunho cristão.

O

comentarista das lições, Valmir Nascimento, é ministro do

evangelho, jurista, mestre em Teologia, professor universitário, colunista do portal CPAD News e escritor. Ele é membro da Assembleia de Deus em Cuiabá/MT.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Prezado(a) professor(a), enquanto educadores, temos a nobre tarefa de preparar a juventude cristã para viver como sal e luz em um mundo caído, onde impera o engano, a violência,

a injustiça e muitos outros tipos de maldades que brotam

do coração humano. Nesta aula introdutória, apresente aos alunos a síntese do conteúdo da revista, enfatizando – com base no sumário – os temas que trabalharemos ao longo do trimestre. Explore nesta aula inaugural o conceito de rele- vância e integridade da fé cristã. Ao inal da lição, os jovens

devem estar cônscios de que a espiritualidade cristã, inclusive da vertente pentecostal, pode ser útil para a sociedade, caso

o povo de Deus viva integralmente o Evangelho e aplique os princípios bíblicos a todas as esferas da sociedade. Tenha um trimestre proveitoso e abençoador!

4 JOVENS

TEXTO BÍBLICO
TEXTO BÍBLICO

Mateus 5.13-16

13 Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta, senão para se lançar fora e ser pisado pelos homens.

14 Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade ediicada sobre um monte;

15 nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas, no velador, e dá luz a todos que estão na casa.

16 Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e gloriiquem o vosso Pai, que está nos céus.

COMENTÁRIO
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO Jesus foi contundente ao dizer que os seus discípulos eram o sal da terra
INTRODUÇÃO
Jesus foi contundente ao dizer que os seus discípulos eram o sal da terra
e a luz do mundo (Mt 5.13-16). Passados mais de dois mil anos após o
Mestre proferir essa majestosa declaração, a responsabilidade que dela
se extrai continua a ecoar sobre a vida dos seus seguidores. No decorrer
deste trimestre, estudaremos a respeito de vários temas que evocam a
aplicação dessa alegoria. Vivendo em tempos de caos, em meio a injusti-
ças, desigualdades e conlitos, a Igreja é chamada a fazer a diferença e a
testemunhar, diante dos homens, a relevância da fé cristã.
Nesta primeira lição, aprenderemos acerca do comissionamento que re-
cebemos do Senhor para fazermos a diferença no mundo, mesmo dentro
de uma cultura decadente.

I – COMISSIONADOS PARA TRANSFORMAR O MUNDO

1. A riqueza da metáfora. No contexto do Sermão da Montanha, logo após falar sobre as beatitudes, Jesus declarou que

os seus discípulos são o “sal da terra” e

a “luz do mundo” (Mt 5.13-16). Ensinador

por excelência, o Mestre valeu-se de metáfora, extraída das práticas comuns à

vida, para transmitir um rico ensinamento

a respeito do testemunho cristão no

ambiente social. A alegoria empregada nos fala sobre um aspecto essencial da missão da Igreja na Terra: a sua presença ativa e transformadora na sociedade.

2. Comissão cultural. Depreendemos da declaração de Jesus que ser sal e luz não é mera faculdade conferida à sua Igreja, é imperativo. Além da Grande Comissão (Mc 16.15), pela qual a comu- nidade cristã recebeu a incumbência de proclamar o evangelho e fazer discípulos, foi-nos outorgada também a comissão cultural – a chamada para salgar e ilu- minar a cultura do mundo. Isso signiica tanto confrontar as culturas que se opõem ao evangelho, quanto produzir cultura de qualidade, para exaltação do nome do Senhor. Tal determinação está em sintonia com o mandamento que o

Criador deu ao primeiro casal para su- jeitar a terra e dominar sobre as demais

criaturas (Gn 1.28). Surge daí a responsa- bilidade ética e espiritual de cuidarmos da criação de Deus de maneira zelosa,

o que compreende aplicar os valores e

princípios bíblicos em todos os setores da sociedade. 3. O poder impactante do Evange- lho em tempos sombrios. Apesar de vivermos em uma cultura decadente, caótica e sombria, o povo de Deus é capaz de testemunhar a graça divina e transformar a realidade social, política

e econômica da presente era. Tal trans-

formação se dá primeiramente com a correta compreensão de que o mundo jaz no maligno (1 Jo 5.19), mas não lhe

pertence. O deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos (2 Co 4.4). O Inimigo de Deus, depois da Queda, intrometeu-se na Criação e agora tenta

subjulgá-la. Entretanto, com a morte e a ressurreição de Jesus Cristo, o Criador contra-atacou mostrando que intervém

e que tem o controle da História. Além

disso, Ele nos comissionou para fazer

a sua obra. Assim vivendo a dimensão

presente do Reino, o povo de Deus pode influenciar o mundo com o poder do evangelho (Rm 1.16).

Pense!pode influenciar o mundo com o poder do evangelho (Rm 1.16). A verdade do Evangelho não

A verdade do Evangelho não está coninada ao ambiente da Igreja. Ela abrange cada centímetro do universo.

Ponto Importanteda Igreja. Ela abrange cada centímetro do universo. Apesar de vivermos em uma cultura decadente, caótica

Apesar de vivermos em uma cultura decadente, caótica e sombria, o povo de Deus é capaz de testemunhar a graça divina e transformar a reali- dade social, política e econômica da presente era.

6 JOVENS

II – RELEVANTES COMO O SAL

1. “Vocês são o sal da terra”. O sal é

um elemento útil na culinária. Podemos usá-lo tanto para dar sabor quanto para conservar os alimentos. Ao dizer que os discípulos são o sal da terra, Jesus

destaca o papel relevante que podemos exercer em seu nome na sociedade. Quando o evangelho é pregado e vivido

em toda a sua pureza, a Igreja torna-se

o tempero gracioso para um mundo

decadente (Ef 3.10,11; 1 Pe 2.9). Imagine como seria a história da humanidade sem o tempero dos cren- tes sobre a face da terra? Através dos séculos, encontramos vários exemplos da inluência transformadora da Igreja no mundo: a Reforma Protestante foi um marco divisor da história mundial; o Avivamento Wesleyano do Século XVIII afetou poderosamente a história e a cultura britânica; o Avivamento Pente- costal moderno iniciado na Rua Azusa tem promovido, até hoje, resultados

extraordinários para a civilização. Todos esses eventos demonstram que Deus se importa com a história e nela intervém com a sua soberana vontade.

2. Cadê o sabor do sal que estava

aqui? “E se o sal for insípido, com que

se há de salgar? Para nada mais presta

senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens” (v. 13). Aqui o Mestre adverte do perigo de se perder a es- sência do sal. Quando possui sabor,

o cristianismo é realmente útil para

atender às diversas necessidades do homem. Porém, insípido, se resume à mera religiosidade formal, inútil para pro- mover qualquer mudança. Guarda-nos, Deus, de perdemos o sabor de Cristo em nossas vidas, tornando-nos servos inúteis (Mt 25.30) ou árvores infrutíferas

(Jo 15.1). Devemos estar temperados com a graça! 3. Não confunda! Não é correto associar relevância social da Igreja com o seu crescimento numérico, pois nem sempre quantidade representa qualidade espiritual. Se o aumento da população evangélica não for fruto de genuíno avivamento pela Palavra, não haverá testemunho público impactante. Por outro lado, mesmo em pequena quantidade, cristãos comprometidos com o Reino fazem a diferença onde estiverem, assim como ocorreu com a Igreja Primitiva. Apesar de ser minoria, cheios do Espírito Santo, os crentes do primeiro século davam grande testemu- nho da fé em Cristo (At 4.33). Relevância também não significa ativismo social e político dos crentes. A utilidade cristã na esfera pública ocorre de maneira natural, como consequência da vivência contínua e duradoura dos discípulos sob o senhorio de Cristo. Ainal, a Igreja não é uma organização, é um organismo vivo (1 Co 12.12)! Cabe realçar, por im, que a busca por relevância social jamais pode nos fazer esquecer da vocação evangelística da Igreja (Lc 9.2; 1 Co 9.16). A transformação social somente ocorre após a redenção das pessoas a Cristo!

Pense!somente ocorre após a redenção das pessoas a Cristo! Na perspectiva cristã, não existe transformação social

Na perspectiva cristã, não existe transformação social sem trans- formação individual.

Ponto Importantetransformação social sem trans- formação individual. Não é adequado associar rele- vância social da igreja com

Não é adequado associar rele- vância social da igreja com o seu crescimento numérico, pois nem sempre quantidade representa qualidade espiritual.

III – RESPLANDECENTES COMO

A LUZ

1. Devemos ser como “astros” no

mundo. Na Física, luz é uma onda ele- tromagnética. Mas, ique tranquilo. Certa- mente não era sobre isso que Jesus estava se referindo quando disse que os seus discípulos são a luz do mundo. O Mestre tinha em mente a função iluminadora, resplandecente da luz. O princípio aqui

aduzido é de que a comunidade cristã é

o luzeiro moral e espiritual de Deus neste

mundo tenebroso. Em meio às trevas morais que empalidecem e ofuscam a vida contemporânea, a Igreja faz raiar o brilho da esperança. Com efeito, nosso

compromisso com Cristo deve nos levar

a viver de uma maneira tal que sirva

de modelo para as demais pessoas. O apóstolo Paulo expressou essa verdade ao dizer que devemos ser “irrepreensíveis e sinceros, ilhos de Deus inculpáveis, no meio de uma geração corrompida e perversa, entre a qual resplandecemos como astros no mundo” (Fp 2.15).

2. Não esconda a sua luz! Para cum-

prir a sua finalidade, a lâmpada não pode ficar escondida. Ela precisa ser posta em local propício para que suas ondas se propaguem em todas as di- reções. Igualmente, os ilhos de Deus são chamados a reluzir amplamente, fazendo-se notar em todos os seg- mentos. Ao restringirmos a dimensão da nossa espiritualidade somente aos

limites da Igreja e do lar, escondemos

a luminosidade que resplandeceu em

nossos corações (2 Co 4.6) e sobre a qual é-nos exigido testiicar. Se a nossa vida

é completamente iluminada pelo Se-

nhor, não tendo trevas em parte alguma (Lc 11.36), então o brilho da nossa fé é igualmente integral e abrangente, capaz

de alumiar o mundo além da religião, o

que inclui as grandes áreas de inluência do mundo: economia, comércio, direito, meios de comunicação, artes, educação, governo e política.

3. Luz Pentecostal. É significativo

observar que o símbolo do batismo com

o Espírito Santo e do pentecostalismo

é o fogo, em alusão a Atos 2.3. Além de

aquecer, a chama irradia luz. Consequen- temente, a espiritualidade pentecostal

não se restringe a um gueto religioso; ela

é capaz de impactar o mundo no poder

do Espírito Santo e fornecer uma visão distinta sobre a sociedade, iluminando-a. Podemos airmar que a fé pentecostal tem sempre algo a dizer, seja nos de-

graus do templo de Jerusalém (At 2) ou no Areópago de Atenas (At 17).

4. Resplandecentes para a glória de

Deus. Jesus concluiu o ensino a respeito do sal e da luz enfatizando o propósito inal do testemunho relevante dos discí-

) para que

pulos diante dos homens: “ (

vejam as vossas boas obras e gloriiquem

o vosso Pai, que está no céu”. Fica claro

que a iluminação cristã no mundo não

é algo para a autogloriicação da Igreja.

Esta não existe para atrair os holofotes da fama, mas para ser como o farol, que irradia luz e serve como norte para as pessoas, para a glória de Deus!

Pense!e serve como norte para as pessoas, para a glória de Deus! A chama pentecostal, ao

A chama pentecostal, ao tempo em que aquece a vida espiritual das pessoas, irradia o brilho de Cristo diante dos homens.

Ponto Importantedas pessoas, irradia o brilho de Cristo diante dos homens. A Igreja não existe para atrair

A Igreja não existe para atrair os holofotes da fama, mas para ser como o farol, que irradia luz e serve como norte para as pesso- as, para a glória de Deus!

8 JOVENS

SUBSÍDIO
SUBSÍDIO

“A Inluência Deles (5.13-16) Jesus usou dois símbolos para

descrever a inluência que os cristãos têm sobre uma sociedade não cristã.

O primeiro foi o sal, e o segundo, a luz.

a) Como o Sal (5.13). O sal possui

dois usos - dar gosto e conservar. 1) Alimentos como mingau de aveia ou molhos são muito desagradáveis ao paladar sem sal. Durante a Idade Média, na Europa, quando as pessoas preparavam a maior parte de seu pró- prio alimento, elas ainda tinham que viajar para os mercados anuais para comprar sal. O sal era considerado um ingrediente absolutamente essencial. Dessa mesma forma, a vida sem Cristo e sem o cristianismo é insuportavelmente

insípida. Assim como Cristo revitalizou

e deu gosto à vida do crente, cada

discípulo, por sua vez, deve fazer o

mesmo pela vida de outros.

2) O sal conserva. Antes do advento

das caixas de gelo e dos modernos refrigeradores, o sal era um dos princi- pais meios de conservar os alimentos. Quando peixes eram transportados no lombo de burros por cento e sessenta quilômetros de Cafarnaum até Jeru- salém, eles tinham que ser abundan- temente salgados. Assim, o seguidor de Cristo deve agir como um conser- vante no mundo. Não se pode deixar de imaginar o que aconteceria com a sociedade moderna, com toda a sua

podridão moral, se não fosse a presença da igreja cristã” (Comentário Bíblico Beacon. Vol. 6: Mateus a Lucas. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, pp.56,57).

ESTANTE DO PROFESSOR Comentário Bíblico Beacon . Vol. 6: Mateus a Lucas. 1.ed. Rio de
ESTANTE DO PROFESSOR
ESTANTE DO PROFESSOR

Comentário Bíblico Beacon. Vol. 6: Mateus a Lucas. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.

CONCLUSÃO
CONCLUSÃO

O intuito desta lição introdutória foi explicitar o signiicado da metáfora de Jesus

sobre o sal e a luz. A alegoria enfatiza a presença ativa e transformadora da Igreja na sociedade. O sal preserva e dá paladar; representando a relevância cristã no mundo.

A luz resplandece nas trevas, em alusão ao testemunho moral e espiritual dos crentes

diante dos homens. Com base nessas premissas, nas lições seguintes veremos como a

fé cristã encara e responde aos vários problemas sociais, éticos e políticos que lores-

cem nestes tempos de crise e calamidade moral. Embora o cenário seja sombrio, não há motivos para desespero. Ainal de contas, além de encontrarmos nas Escrituras as respostas para as questões da atualidade, nossa esperança está em Cristo!

HORA DA REVISÃO
HORA DA REVISÃO

1. A metáfora empregada por Jesus a respeito do sal e da luz fala sobre qual aspecto da missão da Igreja na Terra? Sobre a sua presença ativa e transformadora na sociedade.

2. De acordo com a lição, o que é a comissão cultural da Igreja?

A chamada para salgar e iluminar a cultura do mundo.

3. Cite três exemplos da inluência transformadora da Igreja na sociedade.

A Reforma Protestante, o Avivamento Wesleyano do Século XVIII e o Avivamento

Pentecostal moderno iniciado na Rua Azusa.

4. Por que não é correto associar relevância social da Igreja com o seu crescimento numérico? Porque nem sempre quantidade representa qualidade espiritual. Se o aumento da população evangélica não for fruto de genuíno avivamento pela Palavra (Hb 3.2), não haverá testemunho público impactante.

5. Qual o propósito inal do testemunho relevante dos discípulos diante dos homens?

A glória de Deus.

Anotações

LIÇÃO

2

08/10/2017

LIÇÃO 2 08/10/2017 A COSMOVISÃO CRISTÃ EM UM MUNDO DE VÃS IDEOLOGIAS TEXTO DO DIA “E
LIÇÃO 2 08/10/2017 A COSMOVISÃO CRISTÃ EM UM MUNDO DE VÃS IDEOLOGIAS TEXTO DO DIA “E

A COSMOVISÃO CRISTÃ EM UM MUNDO DE VÃS IDEOLOGIAS

TEXTO DO DIA “E não vos conformeis com este mundo, mas transformai- vos pela renovação
TEXTO DO DIA
“E não vos conformeis com
este mundo, mas transformai-
vos pela renovação do vosso
entendimento, para que
experimenteis qual seja a boa,
agradável e perfeita vontade
de Deus.” (Rm 12.2)
SÍNTESE Desenvolver uma visão de mundo essencialmente cristã é crucial para discernir a von- tade
SÍNTESE
Desenvolver uma visão de
mundo essencialmente cristã
é crucial para discernir a von-
tade de Deus em uma época
cheia de ideologias vãs.
AGENDA DE LEITURA SEGUNDA – Gn 1—2 A Criação TERÇA – Gn 3 A Queda
AGENDA DE LEITURA
SEGUNDA – Gn 1—2
A Criação
TERÇA – Gn 3
A Queda
QUARTA – Gn 3.15
A Redenção
QUINTA – At 17.18
Paulo enfrenta as ideologias
da sua época
SEXTA – Ef 4.23
Renovação da mente
SÁBADO – At 17.28
O sentido da cosmovisão
cristã

10 JOVENS

OBJETIVOS • EXPLICAR o conceito de ideologia; • REFLETIR a respeito das características das ideologias
OBJETIVOS
OBJETIVOS

• EXPLICAR o conceito de ideologia;

• REFLETIR a respeito das características das ideologias contrárias ao Evangelho;

• SABER como formar uma mentalidade essencialmente cristã.

INTERAÇÃO

A juventude é a fase dos sonhos e dos grandes ideais de

vida. Nesse período existencial, é comum se interessar e até mesmo aderir a alguma causa social ou sistema político. Até certo ponto, não há nenhum problema nisso, contanto que

a ideia central de tal sistema não seja incompatível com as

doutrinas da fé cristã. O fato é que vivemos em um momento

de pluralismo e diversidade, em que se multiplicam pontos de vistas, teorias, doutrinas e religiões de todos os tipos e origens. Em meio a isso, como separar o joio do trigo? Este

é o tema desta lição.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Prezado professor, no decorrer do trimestre utilizaremos em várias oportunidades – implícita ou explicitamente – a palavra cosmovisão. Por isso, é importante que os seus alunos sejam familiarizados com este termo (Tópico 3). Cosmovisão é uma visão de mundo; a forma como enxergamos intelectualmente as coisas e os acontecimentos à nossa volta. Sendo assim, cosmovisão cristã é a compreensão de todas as coisas a par- tir da perspectiva bíblica; a leitura da realidade através das lentes das Escrituras Sagradas e da vontade de Deus. A visão de mundo cristã se direciona por três pressupostos bíblicos básicos, que respondem às grandes questões da humanidade, conforme sintetizados no quadro a seguir:

COMO TUDO COMEÇOU? DE ONDE VIEMOS?

O QUE DEU ERRADO? QUAL É A FONTE DO MAL E DO SOFRIMENTO?

O QUE FAZER A RESPEI- TO? COMO CONSERTAR O MUNDO?

O QUE FAZER A RESPEI - TO? COMO CONSERTAR O MUNDO? Deus criou todas as coisas
O QUE FAZER A RESPEI - TO? COMO CONSERTAR O MUNDO? Deus criou todas as coisas

Deus criou todas as coisas em perfeição, inclusive o ser humano (Gn 1.26). Ele é a fonte exclusiva de toda a ordem criada, tanto das leis da natureza quanto da natureza humana.

Em virtude da desobediência, do pecado

original, o homem afastou-

se de Deus. O ser humano e

a natureza foram afetados

pela Queda, provocando o mal e a desordem.

Quando Deus nos redime, Ele nos liberta da culpa e do poder do pecado, e restaura

nossa plena humanidade.

Além do aspecto salvíico, a redenção atinge a vida humana como um todo.

TEXTO BÍBLICO
TEXTO BÍBLICO

Romanos 12

1

Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis o vosso corpo em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.

2

E

não vos conformeis com este mundo,

mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que ex-

perimenteis qual seja a boa, agradável

e

perfeita vontade de Deus.

Colossenses 2

4

E

digo isto para que ninguém vos

engane com palavras persuasivas.

5

Porque, ainda que esteja ausente quanto ao corpo, contudo, em espírito,

estou convosco, regozijando-me e vendo a vossa ordem e a irmeza da vossa fé em Cristo.

6

Como, pois, recebestes o Senhor Jesus Cristo, assim também andai nele,

7

arraigados e ediicados nele e con- firmados na fé, assim como fostes ensinados, crescendo em ação de graças.

8

Tende cuidado para que ninguém vos faça presa sua, por meio de ilosoias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo e não segundo Cristo;

COMENTÁRIO INTRODUÇÃO Sabemos que a sociedade atual é dominada por ideologias incompatíveis com o evangelho.
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
Sabemos que a sociedade atual é dominada por ideologias incompatíveis
com o evangelho. Tais formas de pensamento negam a soberania de Cristo
e tentam substituir os valores cristãos por concepções secularizadas do
mundo. Saber, portanto, como elas funcionam e quais são os seus funda-
mentos é crucial para o crente não ser enredado por engodos e vãs sutilezas.
Nesta lição, além do conceito de ideologia e as características que contradizem
a fé cristã, veremos como formar uma mentalidade essencialmente cristã,
uma visão de mundo abrangente, pela qual possamos discernir as vozes do
nosso tempo e refutar os sistemas de ideias incompatíveis com as Escrituras.

I – UM MUNDO MOVIDO POR IDEIAS E IDEAIS

1. Ideologia e seu sentido. Diariamente,

as pessoas são compelidas a decidir sobre uma série de coisas ou a se pronunciar

a respeito dos mais variados temas que

emergem na sociedade. Tais ações não

são adotadas em completa neutralidade. Um dos aspectos que moldam a conduta

e a opinião de alguém, especialmente nos

temas mais complexos, é a sua ideologia.

12 JOVENS

Em linhas gerais, os dicionários deinem “ideologia” como o conjunto de ideias, convicções e princípios ilosóicos, sociais, políticos que caracterizam o pensamento de um indivíduo ou grupo social. A ideo- logia é um elemento crucial em qualquer visão de mundo, pois fornece as crenças básicas e estabelece os ideais de vida de uma pessoa. 2. Ideias e consequências. “Ideias têm consequências” é a frase que me-

lhor explica o caráter orientador das ideologias, seja de forma individual ou coletiva. Jesus airmou que uma árvore é

conhecida pelos seus frutos (Mt. 7.15-20). Assim como árvores ruins não podem dar bons frutos, ideologias maléicas, portadoras de visões distorcidas acer- ca da humanidade e da moralidade, não podem dar bons resultados para

a sociedade; ao contrário, elas trazem

prejuízos e levam ao caos social. Por esse motivo, devemos ter cautela e discernimento para não nos tornarmos presas de ideologias desvirtuadas, por meio de ilosoias e vãs sutilezas, segun- do a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo (Cl 2.8).

Pense!dos homens, segundo os rudimentos do mundo (Cl 2.8). Ideologia não é algo puramente teórico. Tem

Ideologia não é algo puramente teórico. Tem consequência prática na vida das pessoas.

Ponto Importanteteórico. Tem consequência prática na vida das pessoas. A ideologia é um elemento crucial em qualquer

A ideologia é um elemento crucial em qualquer cosmovisão, pois fornece as crenças básicas e estabelece os ideais de vida.

II – CARACTERÍSTICAS DAS IDEOLOGIAS CONTRÁRIAS AO EVANGELHO

1. Idolatram algo dentro da criação.

O ponto comum a todas as ideologias

contrárias ao Evangelho é a ênfase excessiva a algum aspecto da criação,

o que faz surgir um tipo de idolatria

(Êx 20.3; Rm 1.25; 1 Co 10.7). Tal ocorre quando se valoriza mais a liberdade

(individualismo), a nação (nacionalismo),

o dinheiro (capitalismo), a propriedade

comum (socialismo) ou o meio ambiente

(ambientalismo), por exemplo, acima de Deus, crendo que tais elementos,

por si sós, possam proporcionar pros- peridade, segurança e salvação para

o homem.

Ainda que possam expressar dese- jos legítimos, a devoção demasiada a

cada um desses aspectos equipara-se à idolatria. Ainal, compreendemos que

o pecado de idolatria se expressa não

somente pela adoração aos deuses fei-

tos de pedra ou madeira, mas também

pela veneração a ideias e doutrinas humanas, que possam levar a um estilo de vida correspondente (Sl 115.8). Nesse aspecto, cabe o alerta paulino para fugir da idolatria (1 Co 10.14). Não se deixe enganar por ideias que têm aparência de piedade (2 Tm 3.5) e dizem defender

o bem, mas no fundo estão cheias de

mentiras (Jo 8.44). 2. Negam a realidade do pecado. As ideologias mundanas negam os efeitos do pecado, ao dizer que a natureza hu- mana é essencialmente boa. O ilósofo francês do Século XVIII Jean-Jacques Rousseau dizia que o homem nasce bom, mas a sociedade o corrompe. Tal concepção, além de defender a comple- ta liberdade e autonomia do indivíduo, como forma de libertação das instituições da sociedade, especialmente família e igreja, leva a uma visão utópica da reali- dade, na qual acredita ser possível criar uma sociedade perfeita nesse mundo, bastando estabelecer as estruturas eco- nômicas e sociais adequadas. O utopismo não se coaduna com as bases cristãs, pois sabemos que os problemas deste mundo, embora possam ser remediados pela lei e pelos bons costumes, nunca serão solucionados completamente, diante da falibilidade humana. Depois da Queda, nos tornamos falhos e pre-

cisamos de regeneração, por isso o

teólogo holandês Jacó Armínio airmou

ser necessário uma renovação do nosso intelecto, afeições ou vontade. 3. Descreem no mundo espiritual.

A ideologia materialista não concebe

a existência de algo além da matéria,

assim como rejeita a concepção bíblica sobre os eventos escatológicos, tais como a volta de Jesus (1 Ts 4.16,17), o julgamento dos pecadores (Ap 20.11) e

a eternidade (Êx 15.18). Pense no perigo

que essa ideia representa. Se não existe

nada além do que podemos enxergar, a vida não tem propósito e o ser humano não deve prestar contas de seus atos a ninguém. Fiódor Dostoiévski escreveu:

“Se Deus não existe, tudo é permitido”. Nessa mentira diabólica está a justii- cação para o hedonismo, o liberalismo moral, o antropocentrismo e todo tipo de “ismo” iníquo, destruidor da moral e dos bons costumes.

Contradizendo a natureza e a narrativa bíblica (Gn 1.27), a mundana “ideologia de gênero”, por exemplo, apregoa que os dois sexos – masculino e feminino – são construções culturais e sociais, razão pela qual cada pessoa tem o direito de fazer a sua opção sexual (gênero). É uma prova do poder devastador das ideologias de- fendidas pelos ímpios. Paulo vaticinou que

o

“im deles é a perdição, o deus deles é

o

ventre, e a glória deles é para confusão

deles mesmos, que só pensam nas coisas terrenas” (Fp 3.19). Mas nós pensamos nas coisas que são de cima! (Cl 3.2).

Mas nós pensamos nas coisas que são de cima! (Cl 3.2). Pense! Enquanto as ideologias são

Pense!

Enquanto as ideologias são concebidas pelos homens, as verdades da fé cristã são reveladas por Deus. O cristianismo, por isso, não é uma ideologia.

14 JOVENS

O cristianismo, por isso, não é uma ideologia. 14 JOVENS Ponto Importante Se não existe nada

Ponto Importante

Se não existe nada além do que podemos enxergar, a vida não tem propósito e o ser humano não deve prestar contas de seus atos a ninguém.

III – MENTES RENOVADAS PARA UM MUNDO CHEIO DE IDEOLO- GIAS VÃS

1. Inconformados com o mundo.

Diante de um contexto repleto de iloso-

ias e ideologias nocivas à fé cristã, é pre- ciso vivenciar na íntegra a recomendação paulina para não nos conformarmos (gr. syschematizesthe) com este mundo (Rm 12.2a). O sentido deste aconselhamento

é que não nos amoldemos à forma, ao

modelo, ao esquema do mundo. Nesta passagem, a palavra “mundo” não se

refere às pessoas ou ao universo físico, e sim ao sistema ilosóico, ideológico

e espiritual fomentado pelo deus deste

século e pela carne, em oposição à von- tade de Deus. Nesse aspecto, expressou A. W Tozer: “A cruz ergue-se em ousada oposição ao homem natural. Sua ilosoia

é contrária aos processos da mente não regenerada”. Não permita que o mundo à sua

volta e as tendências da presente época deinam o seu modo de viver. Mantenha

a sua identidade, ainda que a maioria o

ridicularize por suas convicções cristãs!

2. Transformação permanente. O

aconselhamento bíblico não se encerra no inconformismo. Além de rejeitar o costume do mundo, o salvo em Cristo deve ser transformado (gr. metamor-

phos). Isto ocorre primeiramente com a nova vida (Rm 6.4), mas deve prosseguir como uma prática constante (2 Co 3.18).

É

um processo contínuo, como explica

o

Comentário Beacon: “Transformai-vos

tem a força de ‘continuem sendo trans- formados’. Ao invés de nos entregarmos às inluências que tendem a nos moldar à semelhança das coisas que estão ao nosso redor, devemos, dia após dia, empreender uma mudança na direção oposta”. 3. Em direção a uma cosmovisão cristã. A transformação a que Paulo alude se dá pela renovação da mente. Enquanto cristãos, somos conclama- dos a desenvolver uma mentalidade eminentemente cristã, uma visão de mundo direcionada pelo pensamento de Deus, aplicável a todos os setores da sociedade. Em uma sociedade cada vez mais secularizada, renovar a mente, moldando-a aos valores do Reino, é algo crucial. O apóstolo Paulo expressou isso da seguinte forma: “Porque quem conheceu a mente do Senhor, para que possa instruí-lo? Mas nós temos a mente de Cristo” (1 Co 2.16). No original grego, a palavra mente (gr. nous) signiica o lugar da consciência relexiva, compreendendo as faculdades de percepção e entendi- mento, e do sentimento, julgamento e determinação.

Pense!mento, e do sentimento, julgamento e determinação. “No âmago do sistema cristão está a cruz de

“No âmago do sistema cristão está a cruz de Cristo com o seu divino paradoxo. O poder do cristianismo aparece em sua antipatia pelos caminhos do ho- mem decaído, jamais em seu acordo com ele” ( A. W. Tozer).

Ponto Importantedecaído, jamais em seu acordo com ele” ( A. W. Tozer). A vida de Jesus é

A vida de Jesus é o paradigma de todo cristão, por isso raciocinar como Ele não é uma questão de escolha, mas de obediência.

SUBSÍDIO
SUBSÍDIO

“Em anos recentes, todas as gran- des proposições avançadas durante o século XIX caíram, uma por uma, como soldadinhos de brinquedo. O século XX foi a era da ideologia, dos grandes “is- mos”: comunismo, socialismo, nazismo, liberalismo etc. Em todos os lugares, os ideólogos alimentaram visões de criar uma sociedade ideal com um esquema utópico. Mas hoje todas as grandes cons- truções ideológicas estão jogadas nos montes de cinzas da história. Tudo o que resta é o cinismo do pós-modernismo, com suas airmações falidas de que não existe verdade objetiva ou signiicado, que somos livres para criar a nossa própria verdade, enquanto entendemos que tal teoria nada mais é do que um

sonho subjetivo, uma ilusão confortante. Enquanto as ideologias reinantes esmi- galham-se, as pessoas são pegas diante de um impasse: tendo acreditado que a autonomia individual era o santo graal que as levaria à libertação, elas agora veem que foram levadas apenas para

o caos moral e a coerção do Estado. O

tempo está maduro para a mensagem em que a paz social e a satisfação pessoal que as pessoas realmente almejam estão disponíveis somente no Cristianismo. A igreja se manteve inabalável através do fluxo e refluxo de dois milênios. Ela tem sobrevivido

à perseguição dos primeiros séculos, à

invasão dos bárbaros e da idolatria da Idade Média e aos assaltos intelectuais da era moderna. Suas paredes sólidas soerguem-se acima das ruínas espa- lhadas através da paisagem intelectual. Deus nos livre que nós, herdeiros de santos e mártires, venhamos a falhar neste momento primordial”(COLSON, C.; PEARCEY. E Agora, Como Viveremos? 2.ed., Rio de Janeiro: CPAD, 2000, p.360).

ESTANTE DO PROFESSOR AYRES, Antônio Tadeu. 1.ed. Relexos da Globalização So - bre a Igreja
ESTANTE DO PROFESSOR
ESTANTE DO PROFESSOR

AYRES, Antônio Tadeu. 1.ed. Relexos da Globalização So- bre a Igreja: Até que ponto as últimas tendências mundiais afetam o Corpo de Cristo. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2001.

CONCLUSÃO
CONCLUSÃO

Além de formar a própria lente do cristianismo, a tríade bíblica: Criação, Queda e Re- denção nos ajuda a compreender e a refutar as ideologias não cristãs, pois toda visão de mundo pode ser analisada pela maneira como responde a três perguntas básicas: De onde viemos e quem somos nós (criação)? O que deu errado com o mundo (Queda)? E

o que podemos fazer para consertar isso (redenção)? A Bíblia responde plausivelmente

a todos esses questionamentos.

HORA DA REVISÃO
HORA DA REVISÃO

1. Como se deine a palavra “ideologia”? Conjunto de ideias, convicções e princípios ilosóicos, sociais, políticos que ca- racterizam o pensamento de um indivíduo ou grupo social.

2. Além da adoração aos falsos deuses, como a idolatria pode se expressar? Pela veneração a falsas ideias.

3. Por que o utopismo não se coaduna com as bases cristãs? Pois sabemos que os problemas deste mundo, embora possam ser remediados pela lei e pelos bons costumes, nunca será perfeito diante da falibilidade humana.

4. Qual o sentido do aconselhamento de Paulo em Romanos 12.1 ao dizer para não nos conformarmos com este mundo? Não nos amoldemos à forma, ao modelo, ao esquema do mundo.

5. Na sua opinião, como podemos desenvolver a mente cristã? Resposta pessoal.

Anotações

LIÇÃO 3 15/10/2017 O PROBLEMA DA FOME NO MUNDO CONTEMPORÂNEO TEXTO DO DIA “E, perseverando

LIÇÃO

3

15/10/2017

LIÇÃO 3 15/10/2017 O PROBLEMA DA FOME NO MUNDO CONTEMPORÂNEO TEXTO DO DIA “E, perseverando unânimes

O PROBLEMA DA FOME NO MUNDO CONTEMPORÂNEO

TEXTO DO DIA “E, perseverando unânimes todos os dias no templo e partindo o pão
TEXTO DO DIA
“E, perseverando unânimes
todos os dias no templo
e partindo o pão em casa,
comiam juntos com alegria e
singeleza de coração.” (At 2.46)
SÍNTESE Os crentes expressam a graça e o amor divino na sociedade quando partilham o
SÍNTESE
Os crentes expressam a graça
e o amor divino na sociedade
quando partilham o alimento
com os famintos.
AGENDA DE LEITURA SEGUNDA – Gn 43.1 Fome na terra TERÇA – Am 8.11 Fome,
AGENDA DE LEITURA
SEGUNDA – Gn 43.1
Fome na terra
TERÇA – Am 8.11
Fome, mas não de pão
QUARTA – Mt 4.2
Jesus teve fome
QUINTA – Rm 12.20
Comida para o inimigo
SEXTA – Mc 8.1,2
Compaixão de Jesus para com
os famintos
SÁBADO – Lc 9.13
“Dai-lhes vós de comer”
• • •
OBJETIVOS
OBJETIVOS

CONHECER, à luz das Escrituras, a origem da fome;

IDENTIFICAR a fome como um sinal dos últimos dias;

COMPREENDER a importância do testemunho da Igreja por meio do partir do pão.

INTERAÇÃO

A falta de acesso à alimentação básica ainda é um grave

problema social na sociedade contemporânea. As estatísticas são tristes: 30 mil crianças morrem de fome a cada dia, e um terço das crianças dos países em desenvolvimento apresentam atraso no crescimento físico e intelectual. Uma pessoa, a cada sete, padece fome no mundo. Nesta lição, analisaremos esse tema à luz das Escrituras e realçaremos aos nossos alunos, primordialmente, que a escassez e a má divisão de comida são decorrentes da Queda do primeiro casal. Assim o peca-

do – em suas várias faces – é o responsável por essa mazela. Não obstante, tendo como exemplo a vida do jovem José e da Igreja Primitiva, os cristãos da atualidade podem contribuir para minimizar esse problema social, com sabedoria divina, no poder do Espírito Santo.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor(a), para enriquecer o conteúdo de sua aula, utilize os recursos pedagógicos que a CPAD dispõe no site www. licoesbiblicas.com.br. Este é um espaço voltado exclusiva- mente para a área de Educação Cristã, criado não só para divulgar as revistas Lições Bíblicas, mas para dar suporte às necessidades dos educadores e alunos da Escola Dominical.

A página contém rico material de apoio ao professor, englo-

bando subsídio da lição, ilustrações, slides para apresentação

e vídeo-aula com o comentarista. Lembre-se que o educador

dedicado complementa seu ensino com material de qualidade!

18 JOVENS

TEXTO BÍBLICO
TEXTO BÍBLICO

Lucas 9.12-17

12 E já o dia começava a declinar; então, chegando-se a ele os doze, disse- ram-lhe: Despede a multidão, para que, indo aos campos e aldeias ao redor, se agasalhem e achem o que comer, porque aqui estamos em lugar deserto.

13 Mas ele lhes disse: Dai-lhes vós de comer. E eles disseram: Não temos senão cinco pães e dois peixes, salvo se nós próprios formos comprar comida para todo este povo.

14

Porquanto estavam ali quase cinco mil homens. Disse, então, aos seus discípulos: Fazei-os assentar, em grupos de cinquenta em cinquenta.

15

assim o izeram, fazendo-os assentar a todos.

E

16

E,

tomando os cinco pães e os dois peixes

e

olhando para o céu, abençoou-os, e

partiu-os, e deu-os aos seus discípulos para os porem diante da multidão.

17

E

comeram todos e saciaram-se; e

levantaram, do que lhes sobejou, doze cestos de pedaços.

COMENTÁRIO
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO Todos nós sentimos fome, aquele desejo normal por alimento e certamen- te, esta não
INTRODUÇÃO
Todos nós sentimos fome, aquele desejo normal por alimento e certamen-
te, esta não é uma sensação agradável, não acha? Agora imagine aquelas
pessoas que passam fome por não terem condições de adquirir o sustento
básico. No mundo atual, milhares de pessoas encontram-se nessa situação.
Nesta lição, veremos que no Gênesis está a origem da fome e da escassez
de alimentos. A Queda do homem afetou toda a ordem do universo, e
provocou esse problema que persiste até hoje, e que será um dos sinais
dos últimos dias. Mas a Igreja de Cristo tem exemplos bíblicos suicientes
para saber como enfrentar a crise de alimentos.

I – A FOME NAS ESCRITURAS SAGRADAS

1. Origem da fome. Deus criou a Terra com fartura, produzindo mantimento su- iciente para a sobrevivência do homem (Gn 1.11,12,28,29). Antes da Queda havia abundância, pois até então o pecado não tinha sido introduzido no mundo. Além de afastar o homem de Deus, a desobediência

do primeiro casal afetou toda a criação, provocando desordem no Universo. Disse

Deus: [

“maldita é a terra por causa de ti;

]

com dor comerás dela todos os dias da tua vida” (Gn 3.17). Desse momento em diante

o trabalho passou a ser realizado com

mais diiculdade, em virtude dos “cardos”

e “espinhos” que vieram a existir (Gn 3.18). 2. A fome e o pecado. Os efeitos da

Queda sobrepujam a escassez e as di- iculdades naturais. O pecado acarretou ainda consequências danosas na natureza humana, gerando condições sociais e comportamentos responsáveis pelo au-

mento da fome, guerras, governos injustos, egoísmo, ociosidade (Pv 19.15), corrupção

e consumo descontrolado (Lc 15.14). As

Escrituras relatam vários casos de fome durante os dias de Abraão (Gn 12.10), Isaque

(Gn 26.1), José (Gn 41.56,57), Elimeleque

e Noemi (Rt 1.1), Davi (2 Sm 21.1), Elias (1

Rs 18.2), Eliseu (2 Rs 6.25) e do cerco inal de Jerusalém (2 Rs 25.3). Isso nos leva a compreender que os problemas sociais, incluindo a falta de comida, começam quando os homens desobedecem a Deus!

Pense!de comida, começam quando os homens desobedecem a Deus! O propósito original de Deus é fartu-

O propósito original de Deus é fartu- ra e abundância para a humanidade.

Ponto Importantede Deus é fartu- ra e abundância para a humanidade. A Queda ocasionou condições sociais e

A Queda ocasionou condições sociais e comportamentos respon- sáveis pelo aumento da fome, guer- ras, governos injustos, egoísmo, ociosidade, corrupção e consumo descontrolado.

II – A FOME COMO SINAL DA VINDA DE JESUS

1. Profecia escatológica. No sermão

proferido no Monte das Oliveiras, Jesus predisse que a fome seria um dos sinais do tempo da sua volta (Mt 24.7). Isso por- que os últimos dias serão caracterizados pelo aumento da iniquidade (Mt 24.12), o colapso dos padrões morais (2 Tm 3.1-5) e

a operação da injustiça (2 Ts 2.7), formando assim, juntamente com as guerras e os terremotos, um contexto propício para a proliferação da miséria em todo o mundo.

2. O esfriamento do amor. O esfriamento

do amor (Mt 24.12) será, igualmente, um

dos principais fatores responsáveis pela pobreza extrema que assolará a Terra nos tempos do im. Não havendo compaixão e sentimento de solidariedade, o contingente de pessoas sem acesso à alimentação bá- sica, em situação de miséria, será enorme.

3. A fome e o amor de Deus. A Bíblia

também preconiza que haverá um tempo de fome; não fome de pão, nem sede de água, mas de ouvir as palavras do Senhor.

20 JOVENS

As pessoas irão errantes de um lado para outro, e do norte até ao oriente; correrão por toda a parte, buscando a Palavra do Senhor, mas não a acharão (Am 8.11,12). Você tem aproveitado o seu tempo para se alimentar espiritualmente da Palavra de Deus?

Pense!tempo para se alimentar espiritualmente da Palavra de Deus? O principal motivo da fome dos últimos

O principal motivo da fome dos últimos dias não será a falta de comida, mas a ausência de amor.

Ponto Importantedias não será a falta de comida, mas a ausência de amor. No sermão proferido no

No sermão proferido no Monte das Oliveiras Jesus predisse que a fome seria um dos sinais do tempo da sua volta.

III – A FOME NO MUNDO CON- TEMPORÂNEO

1. Má distribuição e desperdício. Exis- tem hoje cerca de 800 milhões de pessoas

que passam fome no mundo, e pelo menos 2 milhões sofrem de deiciências nutritivas graves. Outro levantamento indica que cerca de 3,5 milhões de crianças morrem anualmente pela falta de refeição básica e doenças relacionadas com a desnutrição. Apesar dos avanços cientíicos da civilização e do aumento da produção de alimentos, as altas cifras de pessoas famintas com- provam a má distribuição e o desperdício de alimentos no mundo todo. O Brasil está

entre os dez países mais impactados pela fome. Mais de 7 milhões de brasileiros convivem com esse problema e 15 milhões de crianças são consideradas desnutridas. Não sejamos indiferentes a essa situação, ouçamos o clamor dos famintos! 2. Dando de comer aos famintos. Diante desse cenário, aos servos de Deus

cabe testemunhar do amor cristão para com aqueles que passam fome, pois a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma (Tg 2.17). Dar pão ao faminto é,

também, uma forma de fazer a vontade de Deus (Mt 25.40). Lembremo-nos dos milagres de multiplicação dos pães e peixes operados por Jesus que se com- padeceu da multidão faminta (Mc 6.30-44; 8.1-10; Lc 9.12-17). A ordem do Mestre aos discípulos em relação ao povo é signii- cativa e continua a reverberar: “Dai-lhes vós de comer” (Lc 9.13). 3. Pentecostalismo solidário. A Igreja Primitiva, como vemos em Atos dos Apóstolos, expandiu-se de uma forma extraordinária. Após o recebimento da virtude do Espírito, os discípulos saíram

a inluenciar a sociedade, pois em todos

eles havia “abundante graça” (At 4.33). Ao anunciarem com ousadia a Palavra de Deus, não olvidaram de ajudar os necessitados (At 4.34). A Bíblia retrata isso com fidelidade ao dizer que eles

“perseveravam na doutrina dos apóstolos,

e na comunhão, e no partir do pão, e nas

orações” (At 2.42). A partilha do alimento,

portanto, não foi algo ignorado pelo pen- tecostalismo primitivo, especialmente com os domésticos da fé. Os primeiros crentes viviam um pentecostalismo so- lidário. Será que é isso que temos visto em nossas igrejas? Estamos igualmente preocupados com a fome das pessoas necessitadas? Clamemos a Deus por um despertamento integral, que envolva tanto

o mover do Espírito quanto o partir do pão.

Pense!envolva tanto o mover do Espírito quanto o partir do pão. Antes de desperdiçar alimentos, lem-

Antes de desperdiçar alimentos, lem- bre-se daqueles que passam fome.

Ponto Importantealimentos, lem- bre-se daqueles que passam fome. A partilha do alimento, portanto, não foi algo ignorado

A partilha do alimento, portanto, não foi algo ignorado pelo pen- tecostalismo primitivo, especial- mente com os domésticos da fé. Os primeiros crentes viviam um pentecostalismo solidário.

SUBSÍDIO
SUBSÍDIO

“Fome Uma condição de extrema escas- sez de comida. Durante uma extrema fome em terra distante, o ilho pródigo foi trazido de volta à razão (Lc 15.14). Uma grande fome ocorreu nos dias do imperador romano Cláudio (At 11.28). Em seu sermão no monte das Oliveiras, o Senhor Jesus predisse que haverá fome durante o período da tribulação no inal dos tempos (Mt 24.7), e o Apocalipse faz alusão à fome que virá sobre a Grande Babilônia (Ap 18.8). Uma das bênçãos para o Israel restaurado é que não haverá mais fome (Ez 36.29,30). Há uma referência

a pessoas, durante períodos de fome,

pagando altos preços por alimentos intragáveis como cabeças de jumento

e esterco de pombas (2 Rs 6.25), e até

mesmo praticando o tipo mais hor- rendo de canibalismo (Dt 28.53-57; 2 Rs 6.28,29). Evidentemente, nos dias bíblicos as causas naturais responsá- veis pela fome eram principalmente

a seca (1 Rs 18.1,2) e a guerra em seus

vários aspectos (Ez 6.11; 2 Rs 25.2,3). No entanto, ela é muitas vezes retratada como um juízo divino pelo pecado (2

Sm 21.1; 24.13; 1 Rs 8.37; 2 Rs 8.1; ls 51.19; Jr 14.12-18; Ez 5,12). Neste sentido, ela

é citada como os ‘quatro maus juízos’

de Deus (Ez 14.21)” (Dicionário Bíblico Wyclife. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2009, p. 815).

ESTANTE DO PROFESSOR Dicionário Bíblico Wyclife . 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006. CONCLUSÃO A
ESTANTE DO PROFESSOR
ESTANTE DO PROFESSOR

Dicionário Bíblico Wyclife. 1.ed. Rio de Janeiro:

CPAD, 2006.

CONCLUSÃO
CONCLUSÃO

A fome continua a ser um grave problema social dos tempos atuais. Em virtude da

Queda, a escassez de alimentos e a sua má distribuição são resultado direto do pecado do homem. Não obstante, o cristão não pode viver indiferente diante da existência de milhares de famintos pelo mundo, pois, ao olharmos para o livro de Atos encontramos

o exemplo de solidariedade daqueles cristãos que, no poder do Espírito, impactaram o mundo pela
o
exemplo de solidariedade daqueles cristãos que, no poder do Espírito, impactaram
o
mundo pela pregação da Palavra e serviço. Sigamos esse modelo!
HORA DA REVISÃO

1. Em relação aos alimentos, como era o mundo quando Deus o criou? Deus criou a Terra com fartura, produzindo mantimento suiciente para a sobre- vivência do homem (Gn 1.11,12; 28,29).

2. O que provocou a fome? A Queda do homem no pecado.

3. Por que a fome será um dos sinais dos últimos dias? Porque os últimos dias serão caracterizados pelo aumento da iniquidade, o colapso dos padrões morais e a operação da injustiça, formando assim, juntamente com as guerras e os terremotos, um contexto propício para a proliferação da miséria em todo o mundo.

4. Por que podemos dizer que o pentecostalismo primitivo era solidário? Porque, além de anunciarem com ousadia a Palavra de Deus, eles não se esque- ceram de ajudar os necessitados.

5. Em sua opinião, quais estratégias a Igreja pode adotar para diminuir o problema da fome? Resposta pessoal.

Anotações

LIÇÃO 4 22/10/2017 O CRISTÃO DIANTE DA POBREZA E DA DESIGUALDADE SOCIAL TEXTO DO DIA

LIÇÃO

4

22/10/2017

LIÇÃO 4 22/10/2017 O CRISTÃO DIANTE DA POBREZA E DA DESIGUALDADE SOCIAL TEXTO DO DIA “O
LIÇÃO 4 22/10/2017 O CRISTÃO DIANTE DA POBREZA E DA DESIGUALDADE SOCIAL TEXTO DO DIA “O
LIÇÃO 4 22/10/2017 O CRISTÃO DIANTE DA POBREZA E DA DESIGUALDADE SOCIAL TEXTO DO DIA “O

O CRISTÃO DIANTE DA POBREZA E DA DESIGUALDADE SOCIAL

TEXTO DO DIA “O que oprime ao pobre insulta àquele que o criou, mas o
TEXTO DO DIA
“O que oprime ao pobre
insulta àquele que o criou,
mas o que se compadece
do necessitado honra-o.”
(Pv 14.31)
SÍNTESE Diante da desigualdade e da marginalização social, a ação solidária da Igreja testiica a
SÍNTESE
Diante da desigualdade e da
marginalização social, a ação
solidária da Igreja testiica a
relevância da fé cristã diante
dos homens e dá credibilidade
à pregação do evangelho.
AGENDA DE LEITURA SEGUNDA – 1 Jo 3.7 O justo pratica a justiça TERÇA –
AGENDA DE LEITURA
SEGUNDA – 1 Jo 3.7
O justo pratica a justiça
TERÇA – Pv 31.20
Abre a mão ao pobre
QUARTA – Pv 22.22
Não roube ao pobre
QUINTA – 2 Co 8.9
Cristo se fez pobre por amor
de nós
SEXTA – Sl 128.2
Comerás do teu trabalho
SÁBADO – Am 5.11
Denúncia profética
• • •
OBJETIVOS
OBJETIVOS

CONSCIENTIZAR da importância de cuidar do pobre;

ENTENDER a relação entre justiça social e profetismo bíblico;

CONHECER os princípios bíblicos sobre economia e desi- gualdade social.

INTERAÇÃO

A ação solidária e caridosa é uma das maneiras mais eicazes

de demonstração da autenticidade e relevância da fé cristã. Apesar disso, há quem entenda que não é papel dos discípulos de Jesus combater a pobreza e as desigualdades sociais, por acreditar que somos salvos pela graça. Realmente, as obras não servem para a salvação (pois pela graça somos salvos),

porém elas testiicam a nova vida em Cristo. As obras de justiça

e misericórdia exteriorizam a graça divina e revelam o amor

depositado em nossos corações. Ainal, quem foi agraciado com as Boas-Novas, passa a ser um agente de boas obras. Por esse motivo, Tiago escreveu que a fé, sem as obras, é morta em si mesma (Tg 2.17).

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Prezado(a) professor(a), esperamos que você esteja motiva- do(a) para ensinar aos jovens alunos a respeito da pobreza e desigualdade social. Não deixe que o desânimo prejudique o ministério do ensino que Deus lhe coniou! Tenha em mente

a advertência do apóstolo Paulo para a dedicação ao ensino

(Rm 12.7). Nesta aula, utilize o método do debate para proporcionar uma relexão sadia entre os seus educandos. Divida a turma em grupos. Em seguida, peça para discutirem, dentro dos respec-

tivos grupos, sobre os pontos a seguir. Abra, na sequência, o debate geral, com os demais grupos. Ouça as respostas e veja se os demais grupos concordam com as opiniões emitidas.

• Há desigualdade social no Brasil?

• Como a desigualdade social se expressa?

• Você percebe alguma desigualdade na igreja local?

• O que a Igreja deveria fazer diante da pobreza?

• Em sua opinião, o que signiica ajudar o necessitado?

24 JOVENS

TEXTO BÍBLICO
TEXTO BÍBLICO

Tiago 5.1-6

1 Eia, pois, agora vós, ricos, chorai e pranteai por vossas misérias, que sobre vós hão de vir.

2 As vossas riquezas estão apodrecidas, e as vossas vestes estão comidas da traça.

3 O vosso ouro e a vossa prata se en- ferrujaram; e a sua ferrugem dará testemunho contra vós e comerá como fogo a vossa carne. Entesourastes para os últimos dias.

4 Eis que o salário dos trabalhadores que ceifaram as vossas terras e que por vós foi diminuído clama; e os clamores dos que ceifaram entraram nos ouvidos do Senhor dos Exércitos.

5 Deliciosamente, vivestes sobre a terra, e vos deleitastes, e cevastes o vosso coração, como num dia de matança.

6 Condenastes e matastes o justo; ele não vos resistiu.

COMENTÁRIO
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO A desigualdade social e a pobreza são problemas sociais presentes em praticamente todos os
INTRODUÇÃO
A desigualdade social e a pobreza são problemas sociais presentes em
praticamente todos os países do mundo, mas principalmente nas nações
em desenvolvimento do Sul Global, incluindo o Brasil. Aqui, milhares de
famílias vivem em condição de miséria, cuja renda é insuiciente para
suprir as necessidades básicas. Não há como viver indiferente a esta
realidade calamitosa!
Diante disso, a presente lição demonstrará a importância da participação
cristã nas obras sociais, como expressão de amor e misericórdia, e como
os princípios bíblicos podem contribuir para a formação de uma sociedade
livre, justa e produtiva.

I – A ASCENÇÃO ECONÔMICA E O CUIDADO COM O POBRE

1. A pobreza nas Escrituras. Nas Escrituras, o pobre é retratado como a pessoa necessitada, desamparada ou que se encontra em situação de mi- séria (Sl 37.25; 72.13; Lc 16.20; 1 Tm 5.5). A pobreza é um fenômeno complexo e vários fatores econômicos e sociais podem contribuir para que alguém chegue a esta condição, tais como:

desastres naturais, dívidas, falta de em-

prego, política econômica inadequada

e até mesmo a preguiça (Pv 19.15). Em

todos os casos não é suiciente olhar para o pobre simplesmente a partir da

situação social ou econômica imediata. Biblicamente, devemos compreender que vivemos em um mundo caído, e

a pobreza, assim como a doença e a

morte, resulta da rebelião do homem contra o Criador. 2. O pobre e o amor ao próximo. Enfaticamente, a Palavra destaca a im-

portância do cuidado ao pobre, assim como denuncia a discriminação e a desonra contra as pessoas carentes (Tg 2.1-6). Tal se deve ao mandamento de

amar o próximo como a nós mesmos (Mt 22.39) e do imperativo de demonstrarmos

o resplendor das virtudes cristãs para a

glória de Deus (Mt 5.16). Contudo, não encontramos nas Escrituras respaldo para

a Teologia da Libertação, que centraliza

na pobreza a ênfase do evangelho, e interpreta as Escrituras com base no sofrimento do oprimido. A teologia bíblica irradia graça para todos, sem distinção de classe social (Tt 2.11). Igualmente, ainda que sejamos advertidos para não ajuntarmos te- souros na terra (Mt 6.19), e acerca dos perigos do amor ao dinheiro (1 Tm

6.7-10), não se pressupõe que os ricos tenham conquistado sua riqueza por meio desonesto. Tanto o rico quanto

o pobre carecem da graça de Deus, e

devem igualmente ser tratados com equidade (Êx 23.3,6). 3. Ascensão econômica e desigual- dade social. Mesmo quando há ascensão econômica e melhores condições de vida, a desigualdade social e os grupos em situação abaixo da linha da pobreza persistem em existir. Isso porque, em razão dos efeitos do pecado, a Bíblia declara que “sempre haverá pobres na terra” (Mc 14.7). Todavia, longe de indicar uma postura de conformismo e indife- rença, e servir como desculpa contra a ação social, tal airmação deveria nos conduzir ao cuidado permanente dos necessitados, enquanto eles existirem (Rm 15.25, 26; Gl 2.10; 1 Jo 3.17). Somos apenas mordomos de Deus nesta ter- ra; aquilo que possuímos, na verdade, pertence a Ele!

26 JOVENS

Pense!que possuímos, na verdade, pertence a Ele! 26 JOVENS “A evidência da graça divina é vista

“A evidência da graça divina é vista na pregação e no alívio das necessidades materiais dos pobres” (Comentário Bíblico Pentecostal).

Ponto Importantemateriais dos pobres” (Comentário Bíblico Pentecostal). Biblicamente, devemos com- preender que vivemos em um mundo

Biblicamente, devemos com- preender que vivemos em um mundo caído, e a pobreza, assim como a doença e a morte, resulta da rebelião do homem contra o Criador.

II – JUSTIÇA SOCIAL E PROFE- TISMO

1. Justiça social e igualdade. Fazer justiça é um aspecto vital do nosso viver diário. Justiça, no sentido ora empregado, não tem qualquer acepção ideológica ou político-partidária. Em termos bíblicos, a justiça social parte do pressuposto de que todas as pessoas devem ser tratadas com igual respeito e dignidade, possuindo os mesmos direitos e deveres na sociedade. Considerando que o homem foi criado à imagem de Deus (Gn 1.26), a injustiça (Sl 92.15) e a acepção de pessoas (Rm 2.11) são rejeitadas por Ele. Desde o An- tigo Testamento, aliás, vemos o Senhor instruindo a nação de Israel para cuidar dos pobres e vulneráveis (Mq 6.8; Zc 7.9); por isso a Lei estabelecia uma série de disposições contra a opressão aos menos favorecidos (Êx 22.25; 23.6; 30.15; Lv 19.10). A prática da justiça na sociedade é uma prova da justiicação que recebe- mos em Cristo. É certo que as obras são incapazes de salvar o homem caído e que as obras de misericórdia e justiça testificam a salvação alcançada pela graça. Tiago retratou fielmente essa verdade ao dizer que a fé, sem as obras,

é morta em si mesma (Tg 2.17). Do crente,

portanto, se espera a prática da justiça! O espírito cristão de amor mútuo e

caridade comum é uma marca do cris- tianismo ao longo da história.

2. Profetizando contra as injustiças.

A função profética sobrepuja a tarefa

de transmitir mensagens de bênçãos

da parte de Deus. Ela envolve também

a denúncia do erro e a exortação con-

tra as injustiças. Em outras palavras, o

profetismo bíblico é abrangente, pois compreende, além do aspecto eminente- mente religioso, as esferas econômicas e políticas. Profetas como Isaías, Jeremias, Miqueias e Zacarias falaram ousadamen- te contra a corrupção, exploração e as injustiças do seu tempo. Em um contexto difícil, Amós condenou o desprezo e a opressão dos poderosos em relação aos pobres, que eram pisados (Am 5.11) e vendidos ao preço de sandálias. Contra essa situação desumana e degradante,

o profeta alçou a sua voz em defesa das pessoas carentes (Am 4.1,2).

3. Voz profética da Igreja. A dimensão

política do ministério profético permanece

válida ainda hoje. Os cristãos são chamados

a testemunhar publicamente acerca da

justiça divina, ao tempo em que denunciam todo tipo de injustiça. A voz profética dos cristãos deve consolar e ediicar, mas tam- bém precisa exortar (1 Co 14.3), apontando tanto os desvios morais quanto sociais, a

partir das verdades bíblicas.

morais quanto sociais, a partir das verdades bíblicas. Pense! A Palavra de Deus condena aqueles que

Pense!

A Palavra de Deus condena

aqueles que manipulam a econo- mia para satisfazer os próprios

interesses egoístas.Ela também condena qualquer forma de mal- dade, como a cobiça, a indolência

e o engano.

de mal- dade, como a cobiça, a indolência e o engano. Ponto Importante Profetas como Miqueias,

Ponto Importante

Profetas como Miqueias, Isaías e Jeremias falaram ousadamente contra a corrupção, exploração e as injustiças do seu tempo.

III – A POLÍTICA ECONÔMICA E

A DESIGUALDADE SOCIAL NO

BRASIL

1. Desigualdade social no Brasil.

O país em que vivemos é marcado

pela desigualdade social. Enquanto existe enorme concentração de renda entre as pessoas mais ricas, milhões de pessoas vivem abaixo da linha da pobreza, em condições de miséria. É papel da política econômica de uma

nação avaliar os fatores que provo- cam as distorções sociais, e criar leis

e mecanismos que possibilitem uma

sociedade mais produtiva e justa. A economia, portanto, é um elemento

importante para a vida das pessoas

e das instituições públicas. Por essa

razão, considerando que os princípios

que norteiam a economia são vitais para o desenvolvimento sustentável da comunidade, adotar uma visão econômica coerente e que considere adequadamente a natureza humana (especialmente o seu estado decaído)

é essencial para a redução da pobreza.

2. Economia na perspectiva cristã.

Embora a Bíblia não seja um livro de

economia, ela contém relatos e princípios que nos fazem compreender a relação entre pobreza, riqueza, trabalho, desi-

gualdade social e muitos outros temas da área econômica. Enquanto visão de mundo, o cristianismo considera todos

os aspectos da vida humana, inclusive

a dimensão econômica. Nesse sentido,

encontramos nas Escrituras e na história

da tradição cristã orientações suicientes para que a sociedade possa ser livre, próspera e justa. Vejamos algumas dessas diretrizes:

incentivo ao trabalho e repreensão à preguiça (Pv. 6.6-11), limitação da função do governo (1 Pe 2.13,14); condenação àqueles que manipulam a economia (Tg 5.1-6); proteção da propriedade privada (Êx 20.15); ênfase na liberdade responsável (1 Co 6.12; 8.9) e valorização do espírito comunitário de ajuda ao próximo, dentre outros. 3. Assistência e desenvolvimento. Mesmo no ambiente coletivo, a assistên- cia às pessoas carentes é uma atitude vital de solidariedade. Embora o governo civil deva promover o bem, o que inclui programas de assistência social para atender às necessidades básicas dos cidadãos, não é recomendável criar uma cultura de assistencialismo que perpetue a condição da pobreza. É necessário focar no desenvolvimento, para que pessoas e famílias adquiram independência econômica e ganhem o pão do suor do próprio rosto (Gn 3.19).

Pense!e ganhem o pão do suor do próprio rosto (Gn 3.19). “A fé deve nos mover

“A fé deve nos mover em prol de boas ações, não para sermos salvos, mas para demonstrarmos que somos salvos, que nossa fé não é estática, e que Deus pode usar nossas ações para apresentar a fé pura e imaculada” (Silas Daniel).

Ponto Importantepara apresentar a fé pura e imaculada” (Silas Daniel). Embora a Bíblia não seja um livro

Embora a Bíblia não seja um livro de economia, ela contém relatos e princípios que nos fazem compreender a relação entre pobreza, riqueza, trabalho, desigualdade social.

28 JOVENS

SUBSÍDIO
SUBSÍDIO

“As Escrituras condenam aqueles que manipulam a economia para sa- tisfazer os próprios propósitos peca- minosos, tanto acumulando somente para si, como por outras formas de maldade, como cobiça, indolência e engano (Pv 3.27-28; 11.26; Tg 5.1-6). A justiça econômica condena aqueles que aumentam seus créditos, tirando vantagem dos que lhes devem; por outro lado, os que contraem dívida devem reembolsá-la (Êx 22.14; 2 Rs

4,1-7; Sl 37.21; Pv 22.7). O princípio sub- jacente é que a propriedade privada é um dom de Deus para ser usado com o propósito de estabelecer a justiça social

e cuidar do pobre e do necessitado. O

ladrão arrependido é orientado a não mais roubar, mas sim trabalhar com as mãos e assim ganhar o sustento e ‘para que tenha o que repartir com o que tiver necessidade’ (Ef 4.28, ênfase acrescentada). Poucos temas nas Escri-

turas se evidenciam de forma tão direta

e clara do que as ordens de Deus para

que nos preocupemos com os menos afortunados. ‘Aprendei a fazer o bem’,

Deus brada, ‘praticai o que é reto; ajudai

o oprimido; fazei justiça ao órfão; tratai

da causa das viúvas’ (Is 1.17). Através do mesmo profeta, Deus anuncia que

o verdadeiro jejum não é um ritual re-

ligioso vazio (Is 58.7). Jesus aprofunda nosso sentimento de responsabilidade, falando que ao ajudarmos o faminto,

o desnudo, o doente e o encarcerado,

estamos, na verdade, servindo-o (Mt 25.31-46)”(COLSON, C.; PEARCEY. E Agora, Como Viveremos? 2.ed., Rio de Janeiro: CPAD, 2000, pp. 454,455).

ESTANTE DO PROFESSOR COELHO, Alexandre; DANIEL, Silas. Fé e Obras: Ensinos de Tiago para uma
ESTANTE DO PROFESSOR
COELHO, Alexandre; DANIEL, Silas. Fé e Obras: Ensinos
de Tiago para uma vida cristã autêntica. 1.ed. Rio de
Janeiro: CPAD, 2014.
CONCLUSÃO
CONCLUSÃO

Como percebemos nesta lição, o trabalho solidário da Igreja testiica a relevância da fé cristã diante dos homens, ao mesmo tempo em que dá credibilidade à pregação do Evangelho. Não podemos nos esquecer, porém de que Igreja, no sentido aqui empregado, não se resume à congregação local. Individual ou coletivamente, cristãos regenerados são capazes de desenvolver obras sociais que expressem o amor e a misericórdia divina, a partir da igreja local.

HORA DA REVISÃO
HORA DA REVISÃO

1. Cite alguns fatores e sociais que podem levar alguém a essa condição:

Desastres naturais, dívidas, falta de emprego, política econômica inadequada e até mesmo preguiça.

2. Por que a Teologia da Libertação é equivocada? Porque centraliza na pobreza a ênfase do evangelho, e interpreta as Escrituras com base no sofrimento do oprimido.

3. Quais profetas falaram ousadamente contra corrupção, exploração e injustiças? Isaías, Jeremias, Miqueias e Zacarias.

4. Qual o papel da política econômica de uma nação? Avaliar os fatores que provocam as distorções sociais, e criar leis e mecanismos que possibilitem uma sociedade mais produtiva e justa.

5. Quais orientações econômicas a Bíblia oferece? Incentivo ao trabalho e repreensão à preguiça, limitação da função do governo; condenação àqueles que manipulam a economia; proteção da propriedade pri- vada; ênfase na liberdade responsável e valorização do espírito comunitário de ajuda ao próximo, dentre outros.

Anotações

LIÇÃO

5

29/10/2017

LIÇÃO 5 29/10/2017 REFUGIADOS: UM PROBLEMA DA ATUALIDADE? TEXTO DO DIA “Também não oprimirás o estrangeiro;
REFUGIADOS: UM PROBLEMA DA ATUALIDADE?
REFUGIADOS: UM
PROBLEMA DA
ATUALIDADE?
TEXTO DO DIA “Também não oprimirás o estrangeiro; porque vós conheceis o coração do estrangeiro,
TEXTO DO DIA
“Também não oprimirás
o estrangeiro; porque vós
conheceis o coração do
estrangeiro, pois fostes
estrangeiros na terra do
Egito.” (Êx 23.9)
SÍNTESE Numa época em que refugiados são perseguidos e marginalizados, a Igreja deve servir como
SÍNTESE
Numa época em que
refugiados são perseguidos
e marginalizados, a Igreja
deve servir como exemplo de
acolhimento e hospitalidade.

30 JOVENS

AGENDA DE LEITURA SEGUNDA – Sl 9.9 Refúgio para o oprimido TERÇA – Hb 11.38
AGENDA DE LEITURA
SEGUNDA – Sl 9.9
Refúgio para o oprimido
TERÇA – Hb 11.38
Caminhando como refugiados
QUARTA – Mt 2.13
O menino Jesus, um refugiado
QUINTA – Lv 23.22
A lei da respiga para os estran-
geiros
SEXTA – Rm 12.13
Seguindo a hospitalidade
SÁBADO – Hb 13.2
Não esqueça a hospitalidade
OBJETIVOS • EXPLICAR o conceito de refugiado; • CONSCIENTIZAR-SE da crise dos refugiados no Brasil
OBJETIVOS
OBJETIVOS

• EXPLICAR o conceito de refugiado;

• CONSCIENTIZAR-SE da crise dos refugiados no Brasil e no mundo;

• REFLETIR a respeito da postura da Igreja em relação aos refugiados.

INTERAÇÃO

A atual crise de refugiados ganhou repercussão internacio-

nal em 2015, quando a imagem do corpo do menino sírio

AylanKurdi, de apenas três anos, morto à beira da praia, rodou

o mundo. Aylam viajava com a família na tentativa de fugir

do conlito de seu país. O episódio expôs uma das maiores tragédias do nosso tempo. Todavia, o problema não é novo. Ao longo da história, por motivos religiosos, sociais, políticos e/ou sociais, milhares de famílias tiveram de abandonar seus países em busca de proteção em outras nações. O povo isra- elita e até mesmo cristãos perseguidos por causa da fé em Cristo viveram refugiados, estrangeiros pelo mundo. Logo, reletir a respeito da aludida temática é algo premente. É crucial que a juventude cristã esteja sintonizada com o que

ocorre no mundo à sua volta, e saiba responder cristãmente sobre tal tema.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor(a), o assunto da lição desta semana envolve um tema atual. Lembre-se que o jovem aprecia aulas contex- tualizadas, que façam sentido para a vida dele. Desse modo, no desenvolvimento desta aula leve para discussão em sala algumas notícias e dados estatísticos atualizados sobre a crise de refugiados no mundo todo, destacando a relevância do problema e a importância do posicionamento cristão.

TEXTO BÍBLICO
TEXTO BÍBLICO

Mateus 25.31-46

31

E,

quando o Filho do Homem vier em

sua glória, e todos os santos anjos, com ele, então, se assentará no trono da sua glória;

32

e

todas as nações serão reunidas diante

dele, e apartará uns dos outros, como

o

pastor aparta dos bodes as ovelhas.

33

porá as ovelhas à sua direita, mas os bodes à esquerda.

E

34

Então, dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o Reino que vos está preparado desde a fundação do mundo;

35

porque tive fome, e destes-me de co- mer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me;

36

estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitas- tes-me; estive na prisão, e fostes ver-me.

37

Então, os justos lhe responderão, di- zendo: Senhor, quando te vimos com fome e te demos de comer? Ou com sede e te demos de beber?

38

E, quando te vimos estrangeiro e te hospedamos? Ou nu e te vestimos?

39

E, quando te vimos enfermo ou na prisão e fomos ver-te?

40 E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que, quando o i- zestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o izestes.

41 Então, dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos;

42 porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber;

43 sendo estrangeiro, não me recolhes- tes; estando nu, não me vestistes; e estando enfermo e na prisão, não me visitastes.

44 Então, eles também lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, ou com sede, ou estrangeiro, ou nu, ou enfermo, ou na prisão e não te servimos?

45 Então, lhes responderá, dizendo: Em verdade vos digo que, quando a um destes pequeninos o não izestes, não o izestes a mim.

46 E irão estes para o tormento eterno, mas os justos, para a vida eterna.

COMENTÁRIO
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO Você já parou para reletir sobre as diiculdades enfrentadas pelas pes- soas refugiadas, que
INTRODUÇÃO
Você já parou para reletir sobre as diiculdades enfrentadas pelas pes-
soas refugiadas, que deixam seus países de origem por causa de algum
tipo de perseguição e saem pelo mundo à procura de um local seguro
para viverem? Pense por um momento acerca das barreiras geográicas,
físicas, culturais, sociais e linguísticas que lhes são impostas pela força
irresistível das circunstâncias, assim como a discriminação e preconceito
que geralmente sofrem em terras estranhas. É exatamente sobre esse
tema que trataremos nesta lição: os refugiados. Embora o assunto tenha
ressurgido em anos recentes, em decorrência da crise migratória que
eclodiu na Europa, o problema é tão antigo quanto a humanidade.

32 JOVENS

I – O CONCEITO DE REFUGIADOS

1. Um breve conceito. De acordo

com a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), são refugiadas as pessoas que se “encontram fora do seu país por causa de fundado temor de perseguição por

motivos de raça, religião, nacionalida-

de, opinião política ou participação em grupos sociais, e que não possa (ou não queira) voltar para casa”.

2. Quem é o refugiado. Também são

assim considerados aqueles que foram obrigados a deixar seu país devido a

conflitos armados, violência genera-

lizada e violação massiva dos direitos humanos. Em outras palavras, refugiado signiica muito mais que um estrangeiro,

é aquele que está em busca de proteção

e segurança, tentando escapar de um perigo de sua terra natal.

II - O POVO DE ISRAEL COMO PEREGRINO EM TERRA ESTRAN- GEIRA

1. Israel como peregrino no Egito.

Embora a crise dos refugiados seja um tema recente, o problema é antigo. Nas Escrituras, encontramos o exemplo se- melhante dos israelitas como peregrinos em terra estrangeira. Escravos no Egito eles trabalharam na ediicação de cida- des, na agricultura e em outros serviços forçados (Êx 1.11-14). Evidentemente, o Egito não era local de refúgio, mas de opressão e trabalho penoso. Segundo o Manual do Pentateu- co (CPAD), a submissão dos hebreus a esse tipo de trabalho tinha a intenção de “desmoralizá-los, convencê-los de sua posição de escravos e reduzir ao máximo qualquer possibilidade de insurreição”. Porém, quanto mais os egípcios casti- gavam-nos, mais eles cresciam. Ainal,

a graça de Deus, mesmo no sofrimento,

pairava sobre o seu povo!

2. Refugiados pelo mundo. A experi-

ência dos israelitas como forasteiros não se ateve à terra de Faraó. A descendência de Abraão viveu como estrangeira em várias outras oportunidades ao longo de

sua história (assírios – 2 Rs 17.6, babilô- nios – 2 Rs 25.21, gregos – Alexandria no século III a.C). Após a diáspora de 70 d.C,

quando os romanos invadiram Jerusa- lém e destruíram o Templo, milhares de israelitas foram dispersos pelo mundo, vivendo exilados de sua pátria como refugiados (Lc 21.24).

3. Deus manda proteger o estran-

geiro. Não é de admirar, portanto, que

Deus tenha ordenado ao povo de Israel

a proteção e o cuidado do estrangeiro.

As exortações bíblicas para não oprimir (Êx 23.9), permitir a colheita remanes-

cente (lei da respiga, Dt 24.19-22) e amar

o estrangeiro (Lv 19.33,34) levam em

consideração a experiência vivenciada

pelos israelitas como peregrinos. Em

um tempo em que os estrangeiros eram considerados inimigos, Deus instrui seu povo ao acolhimento, agindo com compaixão. Isso porque, assim como o pobre, o órfão e a viúva, o estrangeiro, nos termos aqui mencionados, en- contra-se igualmente em condição de vulnerabilidade, a depender de proteção

e amparo. Viver longe do lar e tendo de

enfrentar barreiras geográicas, cultu- rais, sociais, linguísticas, ao tempo em que sofre discriminação e preconceito étnico, inegavelmente é uma situação que evoca cuidados especiais.

é uma situação que evoca cuidados especiais. Pense! Colocar-se no lugar do refugiado é a melhor

Pense!

Colocar-se no lugar do refugiado é a melhor maneira de compre- ender a sua dor e sofrimento.

Ponto Importante Ref ugiado signiica muito mais que um imigrante; é o estrangei- ro que

Ponto Importante

Refugiado signiica muito mais que um imigrante; é o estrangei- ro que está em busca de proteção e segurança, tentando escapar de um perigo de sua terra natal.

III – OS REFUGIADOS NA EURO- PA E NO BRASIL

1. A atual crise de refugiados. De-

vido a conflitos internos, terrorismo, guerras civis, perseguição religiosa e outras formas de perseguição, a última década tem testemunhado a maior crise de refugiados desde a Segunda Guerra Mundial. Em várias partes do mundo, milhares de pessoas fogem de seus países em busca de abrigo em outras nações, com famílias inteiras deixando seus lares e arriscando suas vidas em viagens e travessias perigosas, a pé ou pelos mares. Estudo realizado pela AC- NUR/ONU, em 2015, apontou um total de 65,3 milhões de pessoas deslocadas por guerras e conlitos até o inal daquele ano. É um verdadeiro caos humanitário! 2. Refugiados na Europa. O con- tinente europeu é uma das regiões mais afetadas pela crise de refugiados. Isso se deve ao crescente número de migrantes que chegam às suas fron- teiras em busca de abrigo, oriundas, em sua maioria, do Oriente Médio e da África, especialmente em decorrência

do terrorismo do Estado Islâmico. Na tentativa de atravessar o Mediterrâneo e chegar à Europa, famílias inteiras arris- cam suas vidas em viagens a bordo de embarcações clandestinas. Muitos não completam o percurso. Outros tantos desaparecem.

3. Refugiados no Brasil. O Brasil tam-

bém recebe refugiados do mundo todo.

34 JOVENS

Segundo estatísticas, o número total de solicitações de refúgio aumentou mais de 2.868% entre 2010 e 2015. Entre as principais causas dos pedidos de refúgio estão a violação de direitos humanos, perseguições políticas, reencontro de famílias e perseguição religiosa. A grande maioria dessas pessoas advém

da África, Ásia (inclusive Oriente Médio)

e

do Caribe. Jovem, você conhece ou

viu alguma pessoa refugiada em sua

cidade? Qual foi a sua reação?

Pense!pessoa refugiada em sua cidade? Qual foi a sua reação? Mais da metade dos refugiados no

Mais da metade dos refugiados no mundo é criança.

Ponto ImportantePense! Mais da metade dos refugiados no mundo é criança. A última década tem testemu- nhado

A última década tem testemu- nhado a maior crise de refu- giados desde a Segunda Guerra Mundial.

IV – OS REFUGIADOS E A IGREJA

1. Um problema dos últimos tempos. As guerras e os rumores de guerras serão sinais dos últimos dias (Mc 13.7), ocasionando em grande medida a crise dos refugiados. Mas isso não pode nos anestesiar em face desse problema humanitário. Os eventos escatológicos não afastam a responsabilidade do povo de Deus de dar mostras do seu amor e justiça para com o próximo e necessitado (Sl 72.13; Pv 31.20), enquanto aqui estiver. 2. Amor e compaixão pelo estran- geiro. Em o Novo Testamento, temos

o exemplo do próprio Jesus que, ainda

criança, foge com seus pais para o Egito em razão da perseguição de Herodes (Mt 2.13). O Filho de Deus encarnado, portan-

to, foi um refugiado nessa terra. Cristo se importa e se compadece daqueles

que se encontram nessa condição, pois conhece o seu sofrimento e infortúnio (Hb 2.17,18). Por esse motivo, aqueles que acolhem o estrangeiro necessitado são dignos de honra.

3. Oração e hospitalidade. Além da

oração, é possível promover o acolhimen- to e amparo aos refugiados, colocando em prática a recomendação bíblica da hospitalidade (Rm 12.13; Hb 13.2; 1 Tm 3.2; 1 Pe 4.9). Tal hospitalidade faz parte do serviço cristão, e se estende aos crentes e àqueles que estão no mundo. Sem adentrar aos aspectos que envolvem a

segurança nacional e a política migratória, que competem ao Estado, o povo do Senhor serve como uma comunidade de refúgio e apoio às pessoas e famílias fragilizadas que sofrem perseguição.

4. A igreja e os refugiados. Devemos

lembrar de que muitos refugiados são cristãos que se encontram afastados de seus países por diversos motivos, alguns por causa da perseguição religiosa, por professarem a fé em Cristo. Enquanto arauto da justiça, a igreja também pode agir estrategicamente no enfretamento desse problema social, alçando sua voz profética para que o assunto seja devi- damente tratado pelo poder público,

apoiando organizações sérias que traba- lham nessa causa, inclusive levantando recursos para a ajuda humanitária.

Pense!inclusive levantando recursos para a ajuda humanitária. Seja um instrumento de refúgio para aqueles que buscam

Seja um instrumento de refúgio para aqueles que buscam socorro.

Ponto Importanteum instrumento de refúgio para aqueles que buscam socorro. A comunidade cristã pode pro- mover o

A comunidade cristã pode pro- mover o acolhimento e o amparo aos refugiados, colocando em prática a recomendação bíblica da hospitalidade.

SUBSÍDIO
SUBSÍDIO

“Serviço e Comunhão Hebreus também apresenta um testemunho poderoso sobre a neces-

sidade de o cristão alcançar os outros em serviço amoroso e abnegado e responder a Deus em adoração sincera.

O fato de estar sob pressão pessoal não

é desculpa para viver uma existência

autocentrada e de ingratidão. O principal ensinamento a respeito do serviço cristão é apresentado em uma série de exortações do capítulo inal de Hebreus. Algumas são instru- ções padrões a respeito da vida cristã, necessárias em qualquer tempo e lugar, mas a maioria relete a situação espe- cíica dos leitores. Essas são exortações ao amor fraternal, à hospitalidade, ao cuidado dos prisioneiros e dos perse- guidos, ao contentamento inanceiro e à estabilidade e irmeza espiritual em face de opiniões distintas e de oposi- ção (13.1-14). Tudo isso é necessário, em especial, para uma comunidade que passa por uma situação difícil.

No entanto, elas revelam a orientação particularmente cristã de cuidar das necessidades dos outros e buscar de forma ativa o bem deles, em vez de se absorver nos interesses pessoais ou na autocomiseração” (ZUCK, Roy B (ed.). Teologia do Novo Testamento. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2008, pp. 459,460).

ESTANTE DO PROFESSOR HAMILTON, Victor P. Manual do Pentateuco . 2.ed. Rio de Janeiro: CPAD,
ESTANTE DO PROFESSOR
ESTANTE DO PROFESSOR

HAMILTON, Victor P. Manual do Pentateuco. 2.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2007.

CONCLUSÃO A questão dos refugiados é um tema atual e complexo. Não obstante, considerando que
CONCLUSÃO
A
questão dos refugiados é um tema atual e complexo. Não obstante, considerando que
o
Senhor é um alto refúgio para o oprimido (Sl 9.9), a comunidade cristã deve também

ser uma comunidade de refúgio para os estrangeiros perseguidos. Sem desconsiderar os aspectos que envolvem a segurança nacional e a política migratória, aos cristãos cabe, do ponto de vista prático, dar acolhimento àqueles que precisam de proteção.

HORA DA REVISÃO
HORA DA REVISÃO

1. De acordo com a lição, qual o conceito de refugiado? Refugiadas são as pessoas que se encontram fora do seu país por causa de fun- dado temor de perseguição por motivos de raça, religião, nacionalidade, opinião política ou participação em grupos sociais, e que não possa (ou não queira) voltar para casa.

2. Quais as principais causas da crise de refugiados no mundo? Conlitos internos, terrorismo, guerras civis, perseguição religiosa e outras formas de perseguição.

3. De onde é oriunda a grande maioria dos refugiados na Europa? Do Oriente Médio e da África.

4. Cite três exortações de Deus no Antigo Testamento sobre o tratamento aos es- trangeiros? Não oprimir, permitir a colheita remanescente e amar o estrangeiro.

5. O que a comunidade cristã pode fazer em relação aos refugiados? Promover o acolhimento e amparo aos refugiados, colocando em prática a reco- mendação bíblica da hospitalidade.

Anotações

LIÇÃO 6 05/11/2017 LIDANDO COM O PRECONCEITO E A DISCRIMINAÇÃO TEXTO DO DIA “E disse

LIÇÃO

6

05/11/2017

LIÇÃO 6 05/11/2017 LIDANDO COM O PRECONCEITO E A DISCRIMINAÇÃO TEXTO DO DIA “E disse Deus:
LIÇÃO 6 05/11/2017 LIDANDO COM O PRECONCEITO E A DISCRIMINAÇÃO TEXTO DO DIA “E disse Deus:

LIDANDO COM O PRECONCEITO E A DISCRIMINAÇÃO

TEXTO DO DIA “E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa
TEXTO DO DIA
“E disse Deus: Façamos o
homem à nossa imagem,
conforme a nossa semelhança;
e domine [
terra [
]
].”
sobre toda a
(Gn 1.26)
SÍNTESE A imagem de Deus no homem e o exemplo de vida do Senhor Jesus
SÍNTESE
A imagem de Deus no homem
e o exemplo de vida do Senhor
Jesus jogam por terra o pre-
conceito e a discriminação.
AGENDA DE LEITURA SEGUNDA – Rm 2.11 Para Deus não há acepção de pessoas TERÇA
AGENDA DE LEITURA
SEGUNDA – Rm 2.11
Para Deus não há acepção
de pessoas
TERÇA – Tg 2.1
O pecado da acepção de
pessoas
QUARTA – Lc 20.21
Conduta que não leva em
consideração a aparência
QUINTA – Dt 1.17
Não discriminarás
SEXTA – Mt 7.1
Não julgueis
SÁBADO – Ap 7.9
A salvação abrange todas as
raças e línguas
• • •
OBJETIVOS
OBJETIVOS

APRESENTAR o conceito de preconceito;

SABER o signiicado de discriminação e os seus vários tipos;

RECONHECER a importância da lei no combate à discriminação.

INTERAÇÃO
INTERAÇÃO

Diariamente, feridas são abertas nos corações de milhares de

pessoas por causa do preconceito, seja o preconceito manifesto ou aquele velado. E outras tantas sofrem com o desprezo decorrente da discriminação racial, social e religiosa. Este é

o tema da lição de hoje.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Para a aula de hoje propomos a aplicação da “dinâmica dos rótulos”. Prepare várias etiquetas autocolantes com as frases abaixo sugeridas. As etiquetas devem ser coladas na testa de cada aluno. O aluno não pode saber o que está escrito na pró- pria etiqueta, e os demais participantes também não devem contar. Depois que todos estiverem devidamente “rotulados”, peça para que andem pela sala e interajam por 5 minutos, considerando o que está escrito na testa de cada um. Enquanto isso, anote as reações dos alunos. Ao inal do tempo, peça para todos se sentarem, sem retirar as etiquetas. Depois, comece a indagar os participantes: O que acha que está escrito em sua testa? Assim que ver a frase na etiqueta, indague: Era isso que esperava que estivesse escrito? A atitude que tiveram com você foi justa? Agora que sabe o que estava escrito, seu sentimento em relação a como lhe trataram mudou? Ao término, pergunte ao grupo o que podem extrair dessa experiência? Será que é isso o que ocorre no caso de precon- ceito e discriminação? Ao rotular alguém por sua condição social, etnia ou religião acabamos agindo de acordo com este rótulo que nós mesmos colocamos?

RÓTULOS

SOU INFERIOR: IGNORE-ME!/ SOU PREPOTENTE: TENHA MEDO! / SOU SURDO(A): GRITE! / SOU IGNORANTE: FALE COMO UM BOBO/

38 JOVENS

TEXTO BÍBLICO
TEXTO BÍBLICO
 

Gênesis 1.26,27; Colossenses 3.9-11;

10

e

vos vestistes do novo, que se reno-

Tiago 2.8-10 Gênesis 1

va para o conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou;

26

E

disse Deus: Façamos o homem à nossa

11

onde não há grego nem judeu, circuncisão

imagem, conforme a nossa semelhança;

nem incircuncisão, bárbaro, cita, servo

e

domine sobre os peixes do mar, e

ou livre; mas Cristo é tudo em todos.

sobre as aves dos céus, e sobre o gado,

 

Tiago 2

e

sobre toda a terra, e sobre todo réptil

8

Todavia, se cumprirdes, conforme

que se move sobre a terra.

a

Escritura, a lei real: Amarás a teu

27

E

criou Deus o homem à sua imagem;

próximo como a ti mesmo, bem fazeis.

imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou. Colossenses 3

à

9

Mas, se fazeis acepção de pessoas, cometeis pecado e sois redarguidos pela lei como transgressores.

9

Não mintais uns aos outros, pois que

10

Porque qualquer que guardar toda a lei

já vos despistes do velho homem com

os seus feitos

e tropeçar em um só ponto tornou-se

culpado de todos.

COMENTÁRIO
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO Uma das maiores contribuições sociais do cristianismo ao longo da história tem sido a
INTRODUÇÃO
Uma das maiores contribuições sociais do cristianismo ao longo da história
tem sido a doutrina bíblica da imagem de Deus no homem (Gn 1.26). Sem ela,
é impensável falar de igualdade, liberdade e direitos humanos. O valor indi-
vidual de cada ser humano, fundado no amor indistinto de Deus por todas
as pessoas, faz parte do legado da fé cristã em sua trajetória na face da Terra.
Com apoio nessa bela doutrina bíblica, ensinada e vivenciada exemplar-
mente por Jesus Cristo, o Filho Unigênito de Deus, é que a Igreja encontra
respaldo suiciente para lidar e combater o preconceito e a discriminação
em todas as formas que se apresentam. Esse é o tema da presente lição.

I – PRECONCEITO: CONCEITO GERAL E BÍBLICO

1. Deinição geral. Os dicionários dei- nem o vocábulo preconceito como a ideia ou opinião formada antecipadamente sobre determinado assunto. Em certo sentido, todos nós temos algum tipo de convicção prévia; conceitos anteriores que nos levam a decidir as questões da vida. Não há nada de errado nisso, pois trata-se de um “preconceito natural”.

Por outro lado, o preconceito negativo é aquele em que alguém faz um juízo de condenação acerca de outrem ou de um grupo de pessoas, sem conhecimento, relexão ou com imparcialidade. Esse tipo de preconceito é prejudicial e perigoso, pois leva à intolerância, à discriminação, e até mesmo, à violência. 2. Juízes de maus pensamentos. Apesar de não acharmos nas Escrituras a palavra preconceito, há várias advertências contra

esse comportamento que pode ser ex- presso por meio do desprezo (Rm 10.12)

e pelo julgamento condenatório dirigido

pelas aparências (Jo 7.24) e sem critérios

justos (Jo 8.15, 16). Tiago chama de “juízes de maus pensamentos” aqueles que me- nosprezavam os menos afortunados (Tg 2.4).

3. O preconceito de Pedro. Antes de

receber a revelação de Deus, Pedro agia com preconceito em relação aos gentios (At 10). No entanto ao ser confrontado pela verdade divina, entendeu que Deus não

faz acepção de pessoas (At 10.34). Quantos agem como juízes de maus pensamentos em relação aos outros, fazendo julgamentos morais baseados em rótulos, estereótipos e inverdades? Devemos fazer uma profunda avaliação de nossos corações para ver se não estamos agindo da mesma forma. O

Espírito de Deus amplia a visão estreita do ser humano e derruba todo tipo de preconceito.

4. Julgando com sabedoria. A advertên-

cia do Mestre em Mateus 7.1, “não julgueis, para que não sejais julgados,” é importante para combater o julgamento prematuro.

É

necessário observar, no entanto, que

o

Senhor Jesus não estabeleceu, com

estas palavras, um mandamento contra qualquer tipo de julgamento, pelo qual não possamos denunciar o erro e exortar os pecadores. O objetivo maior da decla- ração é que devemos tratar os outros da

maneira como queremos ser tratados, com base na regra de ouro (Mt 7.12). Devemos procurar avaliar a nós mesmos, e aos outros, utilizando os mesmos padrões. Somos convidados, como servos de Deus, a julgar com discernimento e sabedoria.

como servos de Deus, a julgar com discernimento e sabedoria. Pense! O preconceito, seja ele étnico,

Pense!

O preconceito, seja ele étnico, social ou cultural, nos impede de testemunhar o amor e a graça de Deus na sociedade.

40 JOVENS

o amor e a graça de Deus na sociedade. 40 JOVENS Ponto Importante Apesar de não

Ponto Importante

Apesar de não acharmos nas Escrituras a palavra preconceito, há várias advertências contra esse comportamento que pode ser expresso por meio do desprezo e pelo julgamento condenatório dirigido pelas aparências e sem critérios justos.

II – DISCRIMINAÇÃO RACIAL, SO- CIAL E RELIGIOSA

Discriminação signiica o tratamento desigual e injusto de uma pessoa ou um grupo de pessoas em razão de classe

social, cor da pele, nacionalidade, convic- ções religiosas, etc. É uma conduta que desonra a Deus e desmerece o valor do próximo. Conheça os principais tipos de

discriminação:

1. Discriminação étnica. Consiste em qualquer distinção, exclusão, restrição

ou preferência, baseadas em raça, cor, descendência ou origem nacional ou étnica. É uma das mais terríveis e cruéis formas de acepção de pessoas, pois aquele que é discriminado é tratado como um ser de segunda categoria. Tal discriminação é errônea já que nega o princípio extraído de Gênesis 1.26, segundo o qual todos os seres humanos são criados à imagem de Deus. A Bíblia profere um duro golpe

no racismo ao enfatizar que, segundo a imagem daquEle que nos criou, não há grego, nem judeu, nem bárbaro ou cita;

mas Cristo é tudo, e em todos (Cl 3.11).

O pensamento de segregação étnica

também não consegue se sustentar diante da irrefutável verdade bíblica de que a graça salvadora se estende a toda humanidade (Jo 3.16), às pessoas

de todas as nações, e tribos, e povos,

e línguas (Ap 7.9).

É signiicativo observar que o derra- mamento do Espírito Santo registrado em Atos 2 ocorreu quando pessoas de várias nacionalidades (v.5) estavam reu- nidas, demonstrando que a graça divina promove conciliação que ultrapassa as barreiras raciais. 2. Discriminação social. Esse tipo de discriminação provoca o afastamento dos indivíduos em virtude da classe social a que pertencem, gerando marginalização

e segregação social. Tiago repreendeu

aqueles que em reuniões solenes da- vam tratamento privilegiado aos ricos, e desonroso aos pobres, numa verdadeira acepção de pessoas (Tg 2.6). Jesus é o exemplo por excelência de conduta não discriminatória. Ele confrontou as barreiras sociais, religiosas e culturais da sua época, tratando todos com igual dignidade e respeito, Ele via cada pessoa

dotada de valor especial para Deus, por isso aproximou-se dos marginalizados e excluídos na cultura judaica de seu tempo.

A graça do evangelho abrange aqueles

que estão em um nível social inferior, o que signiica que todos têm esperança por causa da encarnação do Verbo; por causa da descida de Deus. Quer seja rico ou pobre, todos são iguais aos olhos de Deus! Se olharmos para o ser humano a partir da perspectiva de Jesus, evitaremos

a discriminação e exclusão social! 3. Discriminação religiosa. Refere-se ao tratamento diferenciado em virtude da crença, religião ou culto praticado por determinada pessoa. Geralmente, esse tipo de discriminação provoca intolerân- cia, perseguição, violência e morte, como podem atestar vários episódios da história da humanidade. Ainda hoje, cerca de 73% da população do mundo vive em países onde as restrições à liberdade religiosa

são consideradas altas ou muito altas, em decorrência da discriminação por motivo de crença religiosa, de acordo com pesquisa do Christian Solidarity Worldwide. O fato de o cristão crer que Jesus é o único mediador entre Deus e o homem (1 Tm 2.5), não serve como pretexto para agir com intolerância e menosprezo em relação à religião alheia. O testemunho cristão no meio social deve ser feito com cordialidade, mansidão e respeito à liber- dade religiosa daqueles que professam crenças diferentes da nossa.

Pense!daqueles que professam crenças diferentes da nossa. A graça de Cristo cura as feridas do racismo

A graça de Cristo cura as feridas do racismo e da discriminação.

Ponto Importantede Cristo cura as feridas do racismo e da discriminação. Discr iminação signiica o tratamen- to

Discriminação signiica o tratamen- to desigual e injusto de uma pessoa ou um grupo de pessoas em razão de classe social, cor da pele, nacio- nalidade, convicções religiosas, etc.

III – A LEI E O COMBATE À DISCRI- MINAÇÃO

1. Conheça seus direitos e deveres.

Enquanto cidadão, o cristão é possuidor de direitos e deveres. Esse é o sentido básico da cidadania. Logo, conhecer as noções

jurídicas básicas é importante para contribuir com a defesa de nossos direitos e garantias legais, assim como para nos conscientizar de nossas responsabilidades, especialmente em relação ao preconceito e à discriminação.

2. Direito à igualdade e o combate à

discriminação. Um dos principais direitos fundamentais expressos na Constituição Federal do Brasil é o direito à isonomia; ou seja, “todos são iguais perante a lei, sem ”

(art. 5º,

distinção de qualquer natureza

caput, CF/88). Tal direito possui uma clara herança cristã, na medida em que parte da

compreensão de que todas as pessoas são dotadas de igual valor, em clara referência ao princípio bíblico da imagem de Deus (Gn 1.26). Por esse motivo, além do fato da discriminação, o racismo e a injuria racial constituírem crime, conforme estabelece

a legislação do país (Código Penal Brasi-

leiro e Lei número 7.716/89), combater a discriminação é uma maneira de honrar essa doutrina bíblica basilar. 3. Direito à liberdade religiosa. A li-

berdade religiosa é igualmente um direito fundamental de valor inestimável, previsto em nossa Constituição Federal: “É inviolável

a liberdade de consciência e de crença,

sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias” (art, 5º, VI, CF/88). Compreende, primeiramente, o direito de crença, isto é, o direito de acreditar, não acreditar ou deixar de acreditar em alguma coisa, assim como aderir a qualquer religião de sua escolha, seja ela organizada ou não; assim como o direito de não professar qualquer religião. Engloba também a liberdade de culto, consistente na possibilidade de realizar cerimônias, liturgias, cânticos e outros atos próprios da fé.

Pense!liturgias, cânticos e outros atos próprios da fé. A liberdade religiosa é uma das principais garantias

A liberdade religiosa é uma das principais garantias do ser huma- no. É um direito antes dos demais direitos.

Ponto Importantedo ser huma- no. É um direito antes dos demais direitos. Conhecer as noções jurídicas bá-

Conhecer as noções jurídicas bá- sicas é importante para contribuir com a defesa de nossos direitos e garantias legais, assim como para nos conscientizar de nossas responsabilidades, especialmente em relação ao preconceito e à discriminação.

42 JOVENS

SUBSÍDIO
SUBSÍDIO

“Tiago 2.4 Este tipo de distinção mostra que os crentes estão sendo dirigidos por motivos errados. Tiago condenou o seu comportamento, porque Cristo os

tinha tornado um só (Gl 3.28). Por que

é errado julgar uma pessoa com base

na sua situação econômica? A riqueza pode ser um sinal de inteligência, de decisões sábias, e de trabalho árduo. Por outro lado, ela pode querer dizer simplesmente que a pessoa teve a boa sorte de nascer em uma família rica. Ela também pode até ser um sinal de avareza, desonestidade e egoísmo. Quando honramos uma pessoa apenas porque ela se veste bem, estamos considerando a aparência como algo mais importante do que o caráter. Outra suposição falsa que às vezes

inluencia o nosso tratamento dos ricos

é a interpretação equivocada do rela-

cionamento de Deus com a riqueza. É fácil, porém enganoso, acreditar que as riquezas são um sinal da bênção e da aprovação de Deus. Mas Deus não nos promete recompensas ou riquezas terrenas; na verdade, Cristo nos con- voca para que estejamos dispostos a sofrer por Ele e desistir de tudo para nos agarrarmos à vida eterna (Mt 6.19- 21; 19.28-30; Lc 12.14-34; 1 Tm 6.17-19). Teremos riquezas incalculáveis na eternidade se formos fiéis na nossa vida atual (Lc6.35; Jo 12.23-25; Gl 6.7-10; Tt 3.4-8)” (Comentário do Novo Testa- mento: Aplicação Pessoal. 1.ed. Vol. 2. Rio de Janeiro: CPAD, p. 671).

ESTANTE DO PROFESSOR Comentário do Novo Testamento: Aplicação Pessoal. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2009.
ESTANTE DO PROFESSOR
ESTANTE DO PROFESSOR

Comentário do Novo Testamento: Aplicação Pessoal. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2009.

CONCLUSÃO
CONCLUSÃO

A doutrina da imagem de Deus (Gn 1.26) é essencial para conscientizar a sociedade de que todas as pessoas são portadoras de igual valor e dignidade, independentemente da raça, condição social ou religião. Nenhuma teoria secular fornece tão belo ensinamento. Tal ver- dade é princípio elementar para a convivência pacíica e harmoniosa, e, uma vez aplicada, produz relacionamentos comunitários sadios. Portadores dessa verdade e imbuídos da graça de Deus, os crentes são vitais para combater o preconceito e todo tipo de discriminação.

HORA DA REVISÃO
HORA DA REVISÃO

1. Qual a deinição do vocábulo “preconceito” segundo os dicionários? A ideia ou opinião formada antecipadamente sobre determinado assunto.

2. Na Bíblia, como o preconceito pode ser expresso? Por meio do desprezo (Rm 10.12) e pelo julgamento condenatório dirigido pelas aparências (Jo 7.24) e sem critérios justos (Jo 8.15, 16).

3. O que é discriminação? Tratamento desigual e injusto de uma pessoa ou um grupo de pessoas em razão de classe social, cor da pele, nacionalidade, convicções religiosas, etc.

4. Quais os principais tipos de discriminação? Discriminação racial (étnica), social e religiosa.

5. Por que a discriminação é algo errado? Porque nega o princípio extraído de Gênesis 1.26, segundo o qual todos os seres humanos são criados à imagem de Deus.

Anotações

LIÇÃO

7

12/11/2017

LIÇÃO 7 12/11/2017 POLÍTICA E CORRUPÇÃO NA PERSPECTIVA CRISTÃ TEXTO DO DIA “Toda alma esteja sujeita
LIÇÃO 7 12/11/2017 POLÍTICA E CORRUPÇÃO NA PERSPECTIVA CRISTÃ TEXTO DO DIA “Toda alma esteja sujeita

POLÍTICA E CORRUPÇÃO NA PERSPECTIVA CRISTÃ

TEXTO DO DIA “Toda alma esteja sujeita às autoridades superiores; porque não há autoridade que
TEXTO DO DIA
“Toda alma esteja sujeita
às autoridades superiores;
porque não há autoridade
que não venha de Deus; e as
autoridades que há foram
ordenadas por Deus.” (Rm 13.1)
SÍNTESE Em tempos de crise moral e política, a Igreja deve ser exemplo íntegro de
SÍNTESE
Em tempos de crise moral
e política, a Igreja deve
ser exemplo íntegro de
participação cívica e de
combate à corrupção.
AGENDA DE LEITURA SEGUNDA – Is 51.4 A justiça de Deus é luz para as
AGENDA DE LEITURA
SEGUNDA – Is 51.4
A justiça de Deus é luz para as
nações
TERÇA – Pv 29.2
O povo se alegra com a admi-
nistração sábia e justa
QUARTA – Pv 29.4
A diferença entre o governan-
te justo e o corrupto
QUINTA – At 5.29
Melhor obedecer a Deus que
aos homens
SEXTA – Ef 4.28
Aquele que furtava, não furte mais
SÁBADO – Jo 10.10
O ladrão mata, rouba e destrói

44 JOVENS

OBJETIVOS
OBJETIVOS
OBJETIVOS • CONSCIENTIZAR-SE do papel da política governamental e dos efeitos da corrupção; • CONHECER a

• CONSCIENTIZAR-SE do papel da política governamental

e

dos efeitos da corrupção;

• CONHECER a base bíblica da separação entre Estado e Igreja;

• SABER como o cristão deve lidar com a política e a corrupção.

INTERAÇÃO
INTERAÇÃO

A história de nosso país é assinalada por má governança e escândalos de corrupção. Sem dúvida alguma, a desonestidade

e

brasileiro” – a artimanha utilizada por muitos para resolver problemas ou levar vantagem em alguma coisa. Em tempos recentes, porém, a crise política que se instalou na nação parece ter atingido níveis alarmantes. A estrutura política

a trapaça não são novidades para o país que criou o “jeitinho

encontra-se transtornada. Diante desse contexto, o que pode fazer o justo? Na aula de hoje, veremos que o justo muito

pode fazer pela nação. A participação política dos crentes de maneira íntegra, alinhada às recomendações das Escrituras,

é vital para a boa governança e combate à corrupção.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor(a), no tópico III, utilize o esquema abaixo para reletir com os seus alunos acerca de algumas medidas importantes para evitar a prática da corrupção, tanto no setor público quanto no privado. Lembre aos jovens que todas essas medidas decorrem de princípios bíblicos, e partem do pressuposto de que o homem possui a tendência natural para a prática da corrupção. Na segunda coluna, peça para os alunos opinarem

a respeito do objetivo da medida anticorrupção constante da primeira coluna.

MEDIDAS ANTICORRUPÇÃO

OBJETIVO

Divisão de poder.

 

Fiscalização constante.

 

Transparência.

 

Punição, inclusive dos pequenos delitos.

 

Aixação de regras claras.

 

Recordação da importância do agir ético.

 
TEXTO BÍBLICO
TEXTO BÍBLICO

Romanos 13.1-7

1

Toda alma esteja sujeita às autoridades superiores; porque não há autoridade que não venha de Deus; e as autori- dades que há foram ordenadas por Deus.

2

Por isso, quem resiste à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos

a

condenação.

3

Porque os magistrados não são

terror para as boas obras, mas para as más. Queres tu, pois, não temer

a autoridade? Faze o bem e terás louvor dela.

4

Porque ela é ministro de Deus para teu bem. Mas, se izeres o mal, teme, pois não traz debalde a espada; porque é ministro de Deus e vingador para castigar o que faz o mal.

5

Portanto, é necessário que lhe estejais sujeitos, não somente pelo castigo, mas também pela consciência.

6

Por esta razão também pagais tribu- tos, porque são ministros de Deus, atendendo sempre a isto mesmo.

7

Portanto, dai a cada um o que deveis: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem temor, temor; a quem honra, honra.

COMENTÁRIO
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO Na lição de hoje falaremos a respeito de política e corrupção. A palavra “polí-
INTRODUÇÃO
Na lição de hoje falaremos a respeito de política e corrupção. A palavra “polí-
tica” deriva do grego politikos, e em geral refere-se à ciência de governar ou
bem administrar. O homem é um ser político, pois foi criado por Deus para se
relacionar com o próximo e viver em comunidade (Gn 2.18). Embora, na maioria
das vezes, o termo seja aplicado à esfera pública, a política envolve todas as
áreas da vida em que haja interação humana, seja em casa, nas empresas, nas
escolas ou nas demais instituições. Por outro lado, a corrupção é a prática
desonesta que visa à obtenção de vantagem ilícita, incluindo suborno, propina,
fraude ou qualquer outra forma de desvio de dinheiro. Como a fé cristã lida
com estes dois temas? É o que veremos na presente lição.

I – POLÍTICA GOVERNAMENTAL E CORRUPÇÃO

1. Política governamental. Na esfera pública, a política refere-se à forma como os governantes administram e tomam as melhores decisões para a nação, estado ou município. As Escrituras ensinam que Deus delega certa autoridade ao homem para governar (Tt 3.1). Utilizada de forma correta, portanto, a política deve servir para aprovar leis justas, refrear o mal e

46 JOVENS

praticar o bem, a im de proporcionar aos cidadãos uma sociedade onde haja liberdade, acesso à saúde, segurança e educação de qualidade. 2. O mal da corrupção. Infelizmente, nem todos aqueles que ocupam cargos públicos estão preocupados com a so- ciedade e o interesse coletivo. Conforme a história e os noticiários podem atestar, com frequência pessoas se utilizam da função política para proveito próprio e

aumento do patrimônio pessoal, através do desvio de dinheiro dos cofres públicos e outros esquemas, falcatruas e “jeitinhos” para obtenção de vantagens ilícitas. A corrupção é um mal moral que decorre da natureza decaída e pecaminosa do homem, provocando enormes prejuízos sociais (2 Pe 2.19). Ela contribui para a desigualdade e o aumento da miséria, reduz o crescimento econômico e pre- judica, por consequência, a oferta dos serviços públicos básicos aos cidadãos. De acordo com Provérbios 29.2, o povo se alegra com a administração sábia e justa, mas geme quando os impiedosos dominam. Igualmente, o governante justo administra corretamente a sua terra, mas

o corrupto a destrói (Pv 29.4).

Pense!a sua terra, mas o corrupto a destrói (Pv 29.4). “Jeitinho” é um eufemismo para a

“Jeitinho” é um eufemismo para a trapaça.

Ponto ImportantePense! “Jeitinho” é um eufemismo para a trapaça. A corrupção é um mal moral que decorre

A corrupção é um mal moral que decorre da natureza decaída e pecaminosa do homem, provo- cando enormes prejuízos sociais.

de sua época sobre o tributo romano, Jesus ensina sobre a necessidade de separação entre Estado e Igreja, haja vista possuírem papéis distintos. Isso não significa dizer, entretanto, que a Igreja não possa colaborar com o Es- tado em assuntos de interesse social e inluenciar positivamente a vida política da nação, a fim de conformar com a vontade de Deus. Francis Beckwith observa que, em- bora a imagem da moeda seja de César, há outra pergunta implícita na narrativa bíblica que também deve ser respondida:

Quem tem em si a imagem de Deus? Beckwith conclui: “Se a moeda repre- senta a autoridade de César, porque tem nela sua imagem, então nós, seres humanos, estamos sob a autoridade de Deus, porque temos em nós a sua imagem”. Portanto, “o governo e a Igreja, apesar de terem jurisdições distintas, partilham da obrigação de promover o bem daqueles que são feitos à imagem de Deus” (Razões para Crer, CPAD). 2. Soberania divina sobre o Estado. Na perspectiva cristã, a autoridade dos governantes provém de Deus (Rm 13.1-

 

II

– A SEPARAÇÃO ENTRE ESTADO

4). Ele é a fonte do poder de onde os

E

IGREJA

governantes retiram a sua legitimidade

A relexão a respeito da participação adequada do crente na esfera política inicia com o correto entendimento sobre

para governar, por isso a recomendação bíblica para nos sujeitarmos à autoridade humana por amor ao Senhor (1 Pe 2.13). A

relação entre Estado e Igreja. 1. Entre César e Deus. Há uma passagem bíblica em particular que serve como diretriz hermenêutica do pensamento cristão acerca do rela- cionamento entre cristão e estado: “[ ] Dai, pois, a César o que é de César e a Deus, o que é de Deus” (Lc 20.25). Ao responder uma pergunta carregada de falsidade e perversidade dos religiosos

a

partir dessa verdade, compreendemos que o Estado ou qualquer outra insti- tuição pública está abaixo do Criador. Quando a vontade do poder público e do povo entram em conlito com a vontade divina, não há outra opção senão obe- decer a Deus (At 5.29). Assim, tão errado quanto adorar a César nos tempos de Jesus, é a lealdade absoluta ao Estado nos dias atuais.

3. Estado laico, não ateu. Em nosso

país, o modelo atualmente adotado de relação entre Estado e organizações religiosas é o da laicidade. O poder público não pode adotar ou patrocinar uma determinada igreja ou religião. Estado laico (ou leigo), todavia, não signiica estado ateu ou laicista, que busca o desaparecimento das religiões ou a defesa da sua inluência somente ao ambiente privado. O modelo histo- ricamente adotado no Brasil valoriza o fenômeno religioso como tal, per- mitindo, inclusive, a colaboração de interesse público. Assim, a igreja cristã deve respeitar o princípio da laicidade, mantendo-se separada institucional- mente do governo, ao mesmo tempo em que pode colaborar com temas de interesse da sociedade, com programas de educação, ilantropia e recuperação de usuários de drogas, por exemplo.

Pense!e recuperação de usuários de drogas, por exemplo. “A lealdade ao reino de César é condicional,

“A lealdade ao reino de César é condicional, mas a lealdade ao Reino de Deus é absoluta” (Co- mentário Bíblico Pentecostal).

Ponto Importantede Deus é absoluta” (Co- mentário Bíblico Pentecostal). Deus é a fonte que emana o poder

Deus é a fonte que emana o poder de onde os governantes retiram a sua legitimidade para governar, por isso a recomenda- ção bíblica para nos sujeitarmos à autoridade humana por amor ao Senhor.

III – COMO O CRISTÃO DEVE LIDAR COM A POLÍTICA E A COR- RUPÇÃO

1. Adotando uma postura adequada

sobre a política. Não há nada de errado com a participação política dos cristãos.

Enquanto cidadãos, os crentes também

48 JOVENS

têm direitos e responsabilidades na cidade dos homens. O apóstolo Paulo valeu-se da cidadania romana para exercer seus direitos e garantias legais (At 16.37-39). Uma vez que os crentes são portadores de cidadania política, nos é possível par- ticipar da escolha dos governantes, assim como contribuir com as discussões e o rumo político da nação. Mas, se por um lado a aversão à política é uma conduta equivocada, por outro, o engajamento inadequado prejudica a vida espiritual da Igreja, especialmente quando esta atua em busca de benefícios próprios e por meio de envolvimento com a politicagem mundana. 2. Inluenciando o mundo político. O caminho para iluminar o mundo político com a luz de Cristo é o engajamento político socialmente adequado e teolo- gicamente consistente da comunidade cristã. Isso, sem se perder nos jogos de poder e nas disputas partidárias e ideológicas. A Igreja pode exercer uma inluência expressiva sobre a política e

o governo, por meio da conscientização

dos seus membros sobre a importância do voto. Deve atuar como voz profética de transformação, combate ao mal e defesa dos princípios e valores morais expressos nas Escrituras. Daniel é exemplo de um jovem iel

a Deus que inluenciou positivamente o

governo de seu tempo. Ele era gover- nador de toda a província da Babilônia e chefe de todos os sábios (Dn 2.48). Além de aplicar a sabedoria na administração do governo, Daniel confrontou corajosa- mente os erros do rei Nabucodonosor

(Dn 4.27). Jovem, aja como Daniel, com coragem para denunciar os erros obser- vados na política, e com sabedoria para sobressair-se na esfera pública!

3. A corrupção e o sétimo manda-

mento. Por contrariar o sétimo man- damento (Êx 20.15), a corrupção é severamente condenada aos olhos de Deus (Lv 19.35,36). Ao longo da narrativa bíblica, encontramos várias advertências contra diversos tipos de corrupção, no funcionalismo público (Lc 3.12-14), no Judiciário (Dt 16.19,20; Êx 23.8) e no Legislativo: “Ai dos que decretam leis injustas e dos escrivães que escrevem perversidade, para prejudicarem os pobres em juízo, e para arrebatarem o direito dos alitos do meu povo, e para despojarem as viúvas, e para roubarem os órfãos!” (Is 10.1,2).

4. Combatendo a corrupção. A fé

verdadeira tem um sério compromisso com o combate à corrupção em todos os níveis. Aquele que teve um encontro com o Senhor é aconselhado a não roubar mais e é também compungido a devolver o que defraudou (Lc 19.8). Não coaduna, portanto, com a prática de atos desonestos, fraudadores e corruptos, e nem com aqueles que assim agem (Rm 1.32). Se nova vida não combina com a vigarice, é inconcebível que a bênção de Deus esteja em negócios escusos e deletérios.

Pense!bênção de Deus esteja em negócios escusos e deletérios. Se nova vida não combina com a

Se nova vida não combina com a vigarice, é inconcebível que a bênção de Deus esteja em negó- cios escusos e deletérios.

Ponto Importantede Deus esteja em negó- cios escusos e deletérios. O caminho para iluminar o mun- do

O caminho para iluminar o mun-

do político com a luz de Cristo

é o engajamento político social-

mente adequado e teologicamen-

te consistente da comunidade

cristã.

SUBSÍDIO
SUBSÍDIO

“A Questão de Pagar Impostos a César (20.20-26) Jesus lhes pede que lhe mostrem uma moeda de prata (denarion, o pa- gamento médio de um dia de trabalho). Quando Ele pergunta de quem é a ins- crição na moeda, eles respondem: ‘De César’, dando a entender que os judeus aceitam o governo do imperador como uma realidade prática. Naquela época, era ponto comum que o governo de um

soberano se estendia tanto quanto iam suas moedas (Geldenhuys, 1951, p. 504). Sem interromper, Jesus lhes responde

a pergunta — não com um ‘Sim’ ou um

‘Não’, como esperavam, mas com estas palavras: ‘Dai, pois, a César o que é de César e a Deus, o que é de Deus’. Esta resposta vai além do pagamento de im-

postos (cf. Rm 13-1-7; 1 Pe 2.13-17). As coisas que pertencem a César devem ser pagas

a ele; as coisas que pertencem a Deus devem ser pagas a Deus. Obviamente

a moeda pertence a César; os impostos

devem ser pagos ao imperador. Os assuntos que giram em tomo dos deveres a Deus e dos deveres a César podem icar complexos. Quando os as-

suntos de estado entram em conlito com

a vontade de Deus, o povo de Deus tem

de obedecer a Deus (cf. At 5.29). Como

Jesus ensina, há dois reinos: um terreno e um divino. O povo de Deus deve lealdade

a ambos — a lealdade ao reino de César

é condicional, mas a lealdade ao Reino

de Deus é absoluta. Os inimigos de Je-

sus lhe izeram uma pergunta teológica

difícil. Sua resposta signiica que o povo de Deus tem de permanecer iel a Deus

e obediente à autoridade civil, contanto

que suas ações não entrem em conlito

com a lei do Senhor” (Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. 2. ed. Rio

de Janeiro: CPAD, 2004, p. 449).

ESTANTE DO PROFESSOR GEISLER, Norman; MEISTER, Chad V. (Orgs). Razões para Crer: Apresentando argumentos a
ESTANTE DO PROFESSOR
ESTANTE DO PROFESSOR

GEISLER, Norman; MEISTER, Chad V. (Orgs). Razões

para Crer: Apresentando argumentos a favor da fé cristã.

1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2013.

CONCLUSÃO
CONCLUSÃO

Como foi possível perceber, política e combate à corrupção também são “coisas de crente”. Em tempos de crise moral na política do nosso país, a Igreja de Cristo pode instruir, conscientizar, denunciar e mobilizar-se para propósitos cívicos legítimos.

HORA DA REVISÃO
HORA DA REVISÃO

1. De acordo com a lição, o que é corrupção? É a prática desonesta que visa a obtenção de vantagem ilícita, incluindo suborno, propina, fraude ou qualquer outra forma de desvio de dinheiro.

2. Cite algumas consequências da corrupção. Ela contribui para a desigualdade e o aumento da miséria, reduz o crescimento econômico e prejudica, por consequência, a oferta dos serviços públicos básicos aos cidadãos.

3. Qual o sentido da airmação de Jesus ao dizer: “Daí a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus” (Lc 20.25). A necessidade de separação entre Estado e Igreja, haja vista possuírem papéis distintos.

4. Qual o modelo adotado no Brasil de relação entre Estado e organizações religiosas? Modelo da laicidade.

5. Qual o caminho para a comunidade cristã iluminar o mundo político com a luz de Cristo? Por meio do engajamento político socialmente adequado e teologicamente consistente.

Anotações

LIÇÃO 8 19/11/2017 A RESPOSTA CRISTÃ PARA A VIOLÊNCIA URBANA TEXTO DO DIA “A terra,

LIÇÃO

8

19/11/2017

LIÇÃO 8 19/11/2017 A RESPOSTA CRISTÃ PARA A VIOLÊNCIA URBANA TEXTO DO DIA “A terra, porém,

A RESPOSTA CRISTÃ PARA A VIOLÊNCIA URBANA

8 19/11/2017 A RESPOSTA CRISTÃ PARA A VIOLÊNCIA URBANA TEXTO DO DIA “A terra, porém, estava
8 19/11/2017 A RESPOSTA CRISTÃ PARA A VIOLÊNCIA URBANA TEXTO DO DIA “A terra, porém, estava
TEXTO DO DIA “A terra, porém, estava corrompida diante da face de Deus; e encheu-se
TEXTO DO DIA
“A terra, porém, estava
corrompida diante da face de
Deus; e encheu-se a terra de
violência.” (Gn 6.11)
SÍNTESE O enfrentamento da violência urbana e a compaixão pelas vítimas são faces da responsabilidade
SÍNTESE
O enfrentamento da violência
urbana e a compaixão
pelas vítimas são faces da
responsabilidade cristã
na sociedade.
AGENDA DE LEITURA SEGUNDA – Ez 7.23 Cidade cheia de violência TERÇA – Pv 16.29
AGENDA DE LEITURA
SEGUNDA – Ez 7.23
Cidade cheia de violência
TERÇA – Pv 16.29
A ação do homem violento
QUARTA – Pv 24.1,2
Não tenha inveja de homens
violentos
QUINTA – Sl 11.5
Deus odeia quem ama a vio-
lência
SEXTA – Na 3.1
Ai da cidade de derramamento
de sangue
SÁBADO – Is 60.18
Nunca mais haverá violência
OBJETIVOS
OBJETIVOS
OBJETIVOS • EXPLICAR a perspectiva bíblica sobre a violência; • ENTENDER o papel do poder público

• EXPLICAR a perspectiva bíblica sobre a violência;

• ENTENDER o papel do poder público no combate à violência urbana;

• SABER como a Igreja pode agir diante de uma sociedade violenta.

INTERAÇÃO

Caro(a) professor(a), como tem sido o nível de assimilação dos seus alunos em relação as lições até aqui estudadas? Não deixe de recapitular, em suas aulas, conceitos e deinições importantes que foram objeto de estudos em lições anteriores, pois ajuda na assimilação do conteúdo. E como tem sido a sua vida devocional? Tens orado pela vida de seus alunos? Aproveite a semana que antecede a lição para colocar cada um dos seus aprendizes diante do Senhor, para que Deus os guarde e os livre diante dessa sociedade tão violenta.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Nesta lição, utilize o esquema abaixo para ensinar a impor- tância do Decálogo para o estabelecimento da ordem social. Dos Dez Mandamentos, os quatro primeiros referem-se ao relacionamento entre Deus e o homem, e os outros seis, do homem com o próximo. O intuito dos mandamentos era organizar a vida em comunidade, para proteger os israelitas contra o arbítrio e a ofensa alheia.

RESUMO DO DECÁLOGODivisão de poder.

1º Mandamento

— Não terás outros deuses diante de mim.

2º Mandamento

— Não farás imagens de escultura.

3º Mandamento

— Não tomarás o nome de Deus em vão.

4º Mandamento

— Lembra-te do sábado, para o santiicar.

5º Mandamento

— Honra o teu pai e a tua mãe.

6º Mandamento

— Não matarás.

7º Mandamento

— Não adulterarás.

8º Mandamento

— Não furtarás.

9º Mandamento

— Não dirás falso testemunho.

10º Mandamento

— Não cobiçarás.

52 JOVENS

TEXTO BÍBLICO
TEXTO BÍBLICO

Lucas 10.30-37

30

E, respondendo Jesus, disse: Descia um homem de Jerusalém para Jericó,

e

caiu nas mãos dos salteadores, os

quais o despojaram e, espancando-o, se retiraram, deixando-o meio morto.

31

E,

ocasionalmente, descia pelo mesmo

caminho certo sacerdote; e, vendo-o, passou de largo.

32

E,

de igual modo, também um levita,

chegando àquele lugar e vendo-o, passou de largo.

33

Mas um samaritano que ia de viagem chegou ao pé dele e, vendo-o, moveu-se de íntima compaixão.

34 E, aproximando-se, atou-lhe as feridas, aplicando-lhes azeite e vinho; e, pon- do-o sobre a sua cavalgadura, levou-o para uma estalagem e cuidou dele;

35 E, partindo ao outro dia, tirou dois dinheiros, e deu-os ao hospedeiro, e disse-lhe: Cuida dele, e tudo o que de mais gastares eu to pagarei, quando voltar.

36 Qual, pois, destes três te parece que foi o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores?

37 E ele disse: O que usou de misericórdia para com ele. Disse, pois, Jesus: Vai e faze da mesma maneira.

COMENTÁRIO INTRODUÇÃO Na lição deste domingo, violência urbana é o tema a ser estudado. No
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
Na lição deste domingo, violência urbana é o tema a ser estudado. No
sentido aqui compreendido, o termo violência urbana alude a toda con-
duta humana que ofenda a lei e a ordem pública.

I – PERSPECTIVA BÍBLICA SOBRE A VIOLÊNCIA

1. A violência na Bíblia. O primeiro episódio violento registrado nas Escrituras após a rebelião humana foi protagonizado por Caim. Este entrou para os anais da história como o homem que inaugurou a violência na face da terra, ao assassinar friamente seu irmão Abel (Gn 4.1-16). Depois deste fatídico evento, e com a crescente degeneração humana, não pararia mais a escalada da violência social, a ponto de homens sanguinários se vangloriarem de seus feitos cruéis (Gn 4.23) e assassinos serem cultuados como verdadeiro heróis (Gn 6.4).

2. A geração do dilúvio. Violência e

depravação vieram a atingir níveis alar- mantes nos tempos de Noé (Gn 6.5). De acordo com Gênesis 6.11, a terra estava corrompida diante da face de Deus; e encheu-se a terra de violência. O Guia do Leitor da Bíblia explica que maldade

e violência são as duas palavras usadas

para caracterizar os pecados que cau- saram o dilúvio do Gênesis: “Maldade

é rasah, atos criminosos que violam os

direitos dos outros e tiram proveito do sofrimento deles. Violência é hamas, atos deliberadamente destrutivos que visam prejudicar outras pessoas”. Eis aí as características da violência urbana.

3. Violência ao longo da Bíblia. As

Escrituras relatam muitos outros episó- dios de violência, crueldade e agressão, física e emocional, a im de evidenciar

a condição pecaminosa do homem (Êx

2.11,12; 2 Sm 13; 1 Rs 21). Ao lermos tais passagens, devemos ter em mente que se trata de relatos descritivos, e não

prescritivos. Ou seja, descrevem fatos, mas não prescrevem condutas!

Pense!

Pense!

Por amor à humanidade, Jesus submeteu-se à maior de todas as violências: a morte.

Ponto Importante

Ponto Importante

A Bíblia faz questão de registrar

a violência humana. Ainal, não

é objetivo de Deus esconder a

verdade ou falsear a história da humanidade.

II – O PODER PÚBLICO E A VIO- LÊNCIA URBANA

1. “Nínives” da atualidade. O Brasil

é um dos países com maior índice de

criminalidade do mundo, com elevada

taxa de homicídios, roubos, sequestros

e outros atos criminosos. Algumas

cidades se assemelham a Nínive: há derramamento de sangue, são repletas de roubo e nunca ficam sem presas

(Na 3.1). Nesse quadro avassalador, a população vive em estado de pânico, insegura e traumatizada com a de- linquência dominante. Oremos pelo nosso país!

2. O Estado e a sua função de punir

o mal. Conforme estudamos na lição anterior, Deus delegou ao governo civil

a autoridade para castigar os malfeitores

(1 Pe 2.14). Paulo diz que os magistrados

são ministros de Deus, e vingador para

54 JOVENS

castigar o que faz o mal (Rm 13.4). Fica claro, à luz do texto bíblico, que somente

o Estado, sob a autoridade divina, pode

punir os malvados, o que contraria qual-

quer ideia de revanchismo, vingança privada e o “justiçamento” feito com as próprias mãos. 3. O papel do Poder Público. É responsabilidade do poder público a promoção da segurança e o combate

a todo tipo de criminalidade, mediante

a atuação conjunta e eiciente dos três poderes governamentais. Espera-se do Legislativo a criação de leis e normas que coíbam todo e qualquer ato de violência a im de garantir a ordem e a paz social. O poder Executivo, além de criar políticas públicas que busquem

garantir a segurança da população, deve manter um corpo policial preparado, próximo da comunidade, que saiba atuar de forma preventiva e repressi- va. Enquanto isso, o Judiciário tem o

importante papel de julgar de maneira

célere e punir com justiça os homens violentos e sanguinários, evitando, com isso, a impunidade.

Pense!violentos e sanguinários, evitando, com isso, a impunidade. “Não vos vingueis a vós mesmos [ ].”

“Não vos vingueis a vós mesmos

[

].”

(Rm 12.19)

Ponto ImportantePense! “Não vos vingueis a vós mesmos [ ].” (Rm 12.19) É responsabilidade do poder público

É responsabilidade do poder

público a promoção da segurança

e o combate a todo tipo de crimi- nalidade.

III – A IGREJA EM UMA SOCIE- DADE VIOLENTA

1. Utilizando as ferramentas de Deus. Os ilhos de Deus têm condições suicien- tes de contribuir com o enfrentamento da violência urbana, valendo-se das

ferramentas que Deus nos disponibilizou

em sua Palavra. Vejamos como fazer isso:

a) Fornecendo uma lei moral abso-

luta: Para criarmos uma boa sociedade do ponto de vista cristão, é necessário, em primeiro lugar, um irme sentimento do que é certo e errado e uma deter- minação para colocar adequadamente

em ordem a vida de alguém. A violência urbana da presente época deve-se em grande parte à desconstrução dos va- lores judaico-cristãos que serviram de base para a história da humanidade. O cristianismo rejeita o relativismo pós-

-moderno e fornece ao homem uma lei moral absoluta que permite julgar entre

o certo e o errado.

b) Envolvendo-se com a comunidade

local: Na fé cristã, palavras e ações de- vem caminhar juntas. Logo, o agir cristão impactante no contexto das cidades inicia-se com o envolvimento da igreja com a comunidade, famílias e escolas locais. A congregação de crentes não pode viver alienada do cotidiano e dos problemas que afetam o bairro onde está instalada.

c) Desenvolvendo projetos contra

a violência: Você já pensou como os grupos de jovens crentes podem ajudar

a desenvolver projetos contra a violência

Anotações

urbana? Colocando em prática a força

espiritual a que João alude (1 Jo 2.14),

é possível promover ações sociais que incentivem o comportamento virtuoso

e confrontem os vícios sociais que

conduzem à destruição e à delinqu- ência juvenil.

d) Apoiando as vítimas da violência:

Por fim, e não menos importante, é a ajuda às vítimas da violência. No exemplo de Jesus (Lc 10.37), a atuação do Bom Samaritano não se resumiu às palavras de apoio ao homem que fora espancado

a caminho de Jericó. A Bíblia diz que

ele “atou-lhe as feridas, deitando-lhes azeite e vinho; e, pondo-o sobre o seu animal, levou-o para uma estalagem, e

cuidou dele” (v. 34). Há muitos feridos e moribundos ainda hoje. Cuidar dessas

pessoas revela a nobreza do amor de Deus derramado em nossos corações.

Pense!a nobreza do amor de Deus derramado em nossos corações. Além de pôr em prática a

Além de pôr em prática a dimen- são do cuidado, o Bom Samari- tano garantiu inanceiramente a continuidade do tratamento da vítima.

Ponto Importanteinanceiramente a continuidade do tratamento da vítima. Na fé cristã, palavras e ações devem caminhar juntas.

Na fé cristã, palavras e ações devem caminhar juntas.

SUBSÍDIO 1
SUBSÍDIO 1

“Os servos de Deus devem ma- nifestar-se contra a violência (Jr 20.8; Hc 1.2). Eles oram pela libertação dos homens violentos (Sl 140.1,4) sabendo que somente Deus poderá libertá-los (2 Sm 22.3,49; Sl 72.14; 86,14). Os gover- nantes devem eliminar a violência (Jr 22.2ss.; Ez 45.9). As cidades devem se arrepender dela (Jn 3.8). Entretanto, sua presença na sociedade humana ainda cria problemas em relação à doutrina da justiça divina (Ec 5,8; Hc 1.2-4). Somente Cristo estava livre dela (Is 53.9) e ela não existirá na nova terra (Is 60.18ss.). Deve-se observar que a violência na época de Noé (Gn 6.11,13) repetir-se-á nos últimos dias antes do segundo ad- vento de Cristo (Mt 24.12,37)” (Dicionário Bíblico Wyclife. 1.ed. Rio de Janeiro:

CPAD, 2009. p.2022).

“É certo que somente os cristãos têm a cosmovisão capaz de prover so- luções exequíveis para os problemas da vida comunitária. Assim, devemos estar na vanguarda, ajudando comunidades a cuidarem de seus próprios bairros. Seja mobilizando esforços para acabar com as pichações e limpar terrenos desocupados, ou ativismo político para fazer votar leis que obriguem padrões de comportamento público, deveríamos estar ajudando a restabe- lecer a ordem nessas áreas menores como primeiro passo em direção aos principais problemas sociais” (COLSON, Charles; PEARCEY, Nancy. E Agora, como Viveremos. 1.ed. Rio de Janeiro:

CPAD, 2000, pp. 434,435).

56 JOVENS

SUBSÍDIO 2
SUBSÍDIO 2

“Todas as vezes que os líderes das grandes potências, ignorando a soberania de Deus, proclamam uma política de globalização, o mundo é mergulhado numa guerra. Haja vista

a euforia do primeiro-ministro inglês

Neville de Chamberlain às vésperas da Segunda Guerra Mundial. Terminado o conlito, constataram os estadistas que o mundo estava mais dividido do que nunca. Assim acontece a esta geração

de estadistas. Apesar de sua retórica,

o mundo nunca teve tão dividido em

aldeias e tribos. O ser humano continua

o mesmo: bairrista, selvagem, violento.

Se o romano Petrônio estivesse aqui, vendo as cenas que neste momento

comovem o mundo, repetiria mais en- faticamente sua sentença: “O homem

é

o lobo do homem’. A globalização jamais melhorará

o

homem, nem o arrancará de suas

estreitas fronteiras de violência e terror. Somente o Senhor Jesus Cristo poderá transformar radicalmente o ser humano numa nova criatura (Jo 3.3). O que estamos fazendo enquanto o mundo arde em nosso redor? Não nos

Que ninguém pense

que seremos poupados de semelhan- tes provações por sermos o país do futebol e do carnaval. Deus exige que sejamos conhecidos também como a pátria do Evangelho e da responsabi- lidade moral” (ANDRADE, Claudionor Corrêa de. Quando os Símbolos e Mitos Caem: Ícones de riqueza, globalização e segurança desabam em Nova Iorque. Mensageiro da Paz, CPAD: Rio de Ja- neiro. Set. 2001, p. 11).

enganemos! [

]

ESTANTE DO PROFESSOR RICHARDS, L. O. O guia do Leitor da Bíblia . 1.ed. Rio
ESTANTE DO PROFESSOR
ESTANTE DO PROFESSOR

RICHARDS, L. O. O guia do Leitor da Bíblia. 1.ed. Rio de

Janeiro: CPAD, 2005.