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DISCIPLINA - DIREITO PENAL ROTEIRO PARA AS AULAS

1- Noções fundamentais. Finalidade do direito. Valoração jurídica dos bens. Sanção ao descumprimento de regras sociais. 2 - Conceito - É o conjunto de normas jurídicas que regulam o poder punitivo do Estado, tendo em vista os fatos de natureza criminal e as medidas aplicáveis a quem os pratica. ou É o conjunto de normas que ligam ao crime, como fato, a pena como conseqüência, e disciplinam também as relações jurídicas daí derivadas, para estabelecer a aplicabilidade das medidas de segurança e a tutela do direito de liberdade em face do poder punitivo do Estado. A ciência do direito classifica-se entre as chamadas ciências culturais, conforme a classificação que provém da Filosófica dos Valores, segundo a qual cumpre distinguir entre realidade e valor, entre ser e dever ser, entre natureza e cultura. A CIÊNCIA DO DIREITO PENAL também chamada de Dogmática Jurídico-Penal, é a disciplina que estuda o conteúdo daquelas disposições que, na ordem jurídica, constituem o Direito Penal. A ciência do direito penal não se distingue das disciplinas jurídicas que estudam os outros ramos do direito, senão pelas naturezas das normas que lhe constituem o objeto, podendo afirmar-se que, realmente, existe uma só ciência do direito, bem como um único método de pesquisa e reconstrução lógica. A ciência do direito penal é ciência teórica, no sentido de visar a escopo cognoscitivo, mas é também ciência prática, no sentido de fornecer aos juristas os elementos necessários à aplicação da lei, atendendo-se aos fins da ordem jurídica. Política criminal: É a atividade que tem por fim a pesquisa dos meios mais adequados para o controle da criminalidade, valendo-se dos resultados que proporciona a Criminologia, inclusive através da análise e crítica do sistema punitivo vigente.

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A política criminal não é ciência, mas apenas técnica, aproximando-se das disciplinas políticas, que são disciplinas de meios e fins. É no campo da Política Criminal (e não no da Dogmática Jurídico – Penal) que o jurista discute e critica a oportunidade ou a conveniência de medidas ou soluções propostas ou existentes no direito vigente, sendo este o terreno em que se defrontam as diversas correntes de opinião. Política criminal é hoje a denominação empregada pela ONU para designar o critério orientador da legislação bem como os projetos e programas tendentes a mais ampla prevenção do crime e controle da criminalidade. A política criminal é parte da política social, devendo estar integrada nos planos nacionais de desenvolvimento. Uma política criminal moderna, em conseqüência, orienta-se no sentido da descriminalização e da desjudicialização, ou seja, no sentido de contrair ao máximo o sistema punitivo do Estado, dele retirando todas as condutas anti-sociais que podem ser reprimidas e controladas sem o emprego de sanções criminais. Trata-se de reduzir ao mínimo instrumento penal, procurando-se recorrer a outros meios de controle social. Criminologia: é a ciência que estuda o crime como fato social, o delinqüente e a delinqüência, bem como, em geral, o surgimento das normas de comportamento social e a conduta que as viola ou delas se desvia e o processo de reação social. A Criminologia, como se vê, não se limita ao estudo do crime como realidade fenomênica, cabendo-lhe, de forma mais ampla, o estudo da conduta desviante que constitui fato anti-social grave (p.ex., prostituição, homossexualismo, alcoolismo, etc). 3 - Caracteres – a) Direito público, b) Ciência cultural normativa, c) valorativa, d) finalista, e) sancionador. 4 - Conteúdo - envolve o estudo do crime, da pena e do delinqüente, que são os seus elementos fundamentais, precedidos de uma parte introdutiva. 5 - Direito penal objetivo e Direito penal subjetivo. Direito penal comum e Direito penal especial. Direito penal material e Direito penal formal. 6 - Relações com outros ramos do direito. Direito Penal e outros ramos do ordenamento jurídico: delimitação. Direito Constitucional: 1) O Direito Penal funda-se na Constituição; 2) A Constituição contém disposições de Direito penal que determinam, em parte, o conteúdo das normas a aplicação do

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penais; 3) O sistema de Direito penal deve se harmonizar com as liberdades, as garantias e os direitos estabelecidos pela lei fundamental; 4) O Direito Constitucional estabelece as condições sob as quais o Estado assume o papel sancionador. Essas limitações, segundo a doutrina, são de duas classes: a) formais: referentes aos aspectos exteriores; b) relativas ao seu conteúdo. Direito Processual Penal: é através do processo penal que o direito penal se realiza. (Nulla poena sine judicio). Direito de Execução Penal: é o conjunto de princípios e de regras que disciplinam a execução das penas e das medidas de segurança, bem como a situação jurídica dos presos e dos internados. Essa nova disciplina mantém uma relação de complementaridade com o Direito Penal na medida em que este fixa as linhas fundantes da execução e declara a existência de direitos do preso e do internado (arts. 38 e 99, CPB). Pode-se afirmar que, em várias formas de relação jurídica entre o presidiário e o Estado, as normas penais têm uma natureza fundamental, enquanto as normas de execução penal têm um caráter complementar. Direito Civil: Determinados conceitos relativos a bens, interesses e situações jurídicas como posse, propriedade, casamento, família, parentesco são comuns aos dois ramos jurídicos e o Direito Penal deles se utiliza para a elaboração de suas normas (exs. Art. 155; Art. 166, § 1º, II; Art. 235; Art. 236 e Art. 244). Direito Administrativo: Crimes contra a Administração Pública (arts. 312 a 359). Crimes de responsabilidade (Lei nº 1079/50; dec. Lei nº 201/67; Lei nº 7.106/83); nos crimes de improbidade (Lei nº 8.429/92); crimes de licitações (Lei nº 8.666/93). Direito Tributário: Art. 334, CPB. Lei 8.137/90. Direito do Trabalho: Crimes contra a organização do trabalho (arts. 197/207, CPB). Direito Internacional Público: A importância da matéria é demonstrada pela existência do Direito Penal Internacional e pelo Direito Internacional Penal. Direito Penal Internacional: conjunto de disposições penais de interesse de dois ou mais países em seus respectivos territórios. Ex. extraterritorialidade da lei penal, eficácia da sentença estrangeira, extradição. Direito Internacional Penal: complexo de normas penais visando à repressão das infrações que constituem violações do Direito Internacional. A luta contra a criminalidade organizada com ramificações transnacionais (narcotráfico, terrorismo, tráfico de mulheres, lavagem de dinheiro, etc..), é um dos objetivos do direito internacional penal, que também cria figuras típicas (genocídio, os crimes de guerra, crimes

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contra a paz, etc.), e cria tribunais internacionais, como ocorreu com o Tribunal Militar Internacional de Nuremberg.

7 – Síntese histórica do pensamento jurídico-penal. A história da pena é a história da humanidade: é possível reconhecer a existência da pena como um fato histórico primitivo. Origens místicas e religiosas: A visão mágica e contraditória do homem e do mundo era alimentada pelos totens e tabus que estavam presentes nas mais diversas formas da pena retributiva. Os totens podem assumir as mais diversas formas de animais, vegetais ou qualquer objeto considerado como ancestral ou símbolo de uma coletividade (clã, tribo), sendo, assim, protetor dela e objeto de tabus e deveres particulares. Nas sociedades primitivas, o tabu era a proibição aos profanos de se relacionar com pessoas, objetos ou lugares determinados, ou dele se aproximarem, em virtude do caráter sagrado dessas pessoas, objetos e lugares e cuja violação acarretava ao culpado ou a seu grupo o castigo da divindade. A perda da paz e a vingança de sangue: Nas sociedades de estrutura familiar que precederam a fundação do Estado (comunidades que têm o sangue como base) existiram duas espécies de pena – a) a punição do membro da tribo que na intimidade se fez culpado para com ela ou os seus membros individualmente considerados – a pena se caracteriza como perda da paz, sob as suas mais variadas formas, sendo o condenado exposto a forças hostis da natureza e dos animais; b) a punição do estranho que invadiu o círculo de poder e da vontade do grupo ou de algum dos seus integrantes. É a vingança de sangue, exercida de tribo contra tribo até a destruição de uma das partes envolvidas ou até que a luta cessasse pelo esgotamento das forças de ambas. Em um e outro caso a pena revela traços acentuadamente religiosos (caráter sacro) e como a paz está sob a proteção dos deuses, a vingança tem o seu fundamento no preceito divino. Um direito penal do terror e do martírio: os homens, piores que as feras, a pretexto de punir os malefícios, cometeram crimes mais repreensíveis, que os que pretenderam reprimir. Deram o exemplo de crueldade, da violação dos direitos individuais, e dos de propriedade.

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A evolução das penas primitivas: a idéia da pena como instituição de garantia foi obtendo disciplina através da evolução política da comunidade (clã, grupo, cidade, Estado) e o reconhecimento da autoridade de um chefe a quem era deferido o poder de punir em nome dos súditos. Busca-se a proporcionalidade da pena pelo talião e pela composição. A expulsão da comunidade é substituída pela morte, mutilação, banimento temporário ou a perda de bens. A privação e a restrição da liberdade não existiam nas práticas antigas como expressões autônomas de sanção, embora o encerro e outras modalidades de isolamento fossem impostas por diversas razões. A prisão se aplicava no interesse de assegurar a execução das penas corporais, especialmente a de morte, além de servir para a colheita de prova mediante tortura. O talião: A pena de talião consistia em impor ao delinqüente um sofrimento igual ao que produzira com sua ação. A composição: consistia em um meio de conciliação entre o ofensor e o ofendido ou seus familiares, pela prestação pecuniária como forma de reparar o dano (dinheiro da paz). A pena pública: constitui o último estágio no desenvolvimento da história das sanções criminais. A História registra que somente através de um demorado processo de evolução o Estado consegue acabar com as guerras entre as famílias e para tanto contribuiu o sistema da composição como força apaziguadora. Porém, o Estado que limita o poder individual ou familiar de castigar e que restringe a vingança para regular as composições em determinado período de seu desenvolvimento, acaba substituindo-as por um novo sistema repressivo. Surge então a pena de natureza aflitiva e com caráter de expiação visando à exemplaridade. É o tempo em que o Poder Público assume a titularidade exclusiva da reação contra o delito e passa a exercer o chamado ius puniendi, o direito subjetivo de punir, com as mais variadas formas de sanção. AS REFORMAS DO ILUMINISMO 1-Tendências humanitárias: o iluminismo abriu, pela primeira vez na história das ciências políticas e sociais, um grande e vigoroso debate sobre a pena de morte, largamente utilizada pelas legislações penais. O pensamento racionalista do Direito Natural fomentou grandes

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discussões a respeito da natureza e dos fins das penas que deveriam ser “estrita e evidentemente necessárias” (art. 8º Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão de 1789). Obra mais importante desse período histórico foi “Dei delitti e delle pene” (Dos delitos e das penas), escrito por Cesare Bonesana, o Marques de Beccaria, publicado em 1764. Beccaria desenvolveu as mais variadas frentes de crítica ao sistema criminal daquele tempo, como, por exemplo: a) b) c) injusta; d) analisa as origens das penas e do direito de punir, sustentando que a moral política não pode proporcionar nenhuma vantagem durável se não estiver baseada sobre sentimentos indeléveis do coração do homem; e) f) advoga a moderação das penas opondo-se vigorosamente à pena de morte e as demais condena a tortura como meio para obter confissões e sustenta a necessidade da lei formas de sanções cruéis; estabelecer, com precisão, quais seriam os indícios que poderiam justificar a prisão de uma pessoas acusada de um delito; g) h) reprova o costume de se pôr a cabeça a prêmio, i.e., de oferecer recompensa para a reivindica a necessidade de uma classificação de delitos e a descriminalização de captura do criminoso; vários deles. A obra de Jonh Howard. Visitou, pesquisou e analisou as prisões de diversos países, divulgando o resultado dessas suas pesquisas em livro que se tornou um dos clássicos do Direito Penitenciário Mundial: “The State of the Prisons in England na Walles”. As infectas prisões européias, sem luz, sem ar, com sua população enferma, mal-alimentada e despojada de seus direitos naturais, mereceram vigorosa denúncia do filantropo inglês. Após criticar o mundo condenado dos cárceres de seu tempo, o imortal humanista fixou essas bases para remediá-los: a) higiene e alimentação; b) disciplina diversificada para os presos provisórios e os condenados; c) educação moral e religiosa; d) trabalho; e) sistema celular mais humanizado. denuncia o uso da lei em favor de minorias autoritárias; sustenta a idéia da proporcionalidade entre os delitos e as penas; prega a necessidade de clareza das leis e rejeita o pretexto adotado por muitos

magistrados de que era preciso “consultar o espírito da lei”, visando aplicá-la de forma

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8 - História do Direito Penal Brasileiro. I – As Ordenações Afonsinas. Ao tempo da descoberta do Brasil, o regime jurídico dos portugueses era fundado nas Ordenações Afonsinas (de D. Afonso V), promulgadas em 1446, além de textos do Direito Romano, do Direito Canônico e do direito costumeiro. O livro V daquelas Ordenações tratava do Direito Penal e do Direito Processual Penal constituindo um vasto acervo de incongruências e maldades. Muitas praticas punitivas já eram incompatíveis com determinados progressos daquele tempo. II – As Ordenações Manuelinas. O Livro V tratava do Direito Penal e Direito Processual Penal. III – As leis extravagantes. Depois das ordenações manuelinas foram divulgadas várias leis, decretos, alvarás, cartasrégias, resoluções, provisões, assentos da Casa de Suplicação, regimentos, estatutos, instruções, avisos e portarias que foram compilados por determinação de D. Henrique. Não alteraram fundamentalmente o sistema penal anterior, que mantinha as suas características opressoras e violentas. A prisão continuava a ser prevista como um meio para obrigar ao pagamento de dívidas (natureza coercitiva) e também como expressão coercitiva, com fixação em tempo certo: dez, vinte, trinta dias ou dois meses. Evoluindo no quadro da execução, as leis extravagantes continham muitas regras sobre o cumprimento da pena privativa de liberdade. IV – As Ordenações Filipinas. Não se distinguiam das Manuelinas. Foi sob a inspiração e o comando desse direito penal do terror que se processaram e condenaram os mártires do inesquecível episódio da Inconfidência Mineira. O PERÍODO IMPERIAL O Código Criminal do Império. (1830) Penas: a) morte; b) galés; c) prisão com trabalho; d) prisão simples; e) banimento; f) degredo; g) desterro; h) multa; i) suspensão do emprego; j) perda do emprego; k) açoites (abolida em 1886). PERÍODOS REPUBLICANOS

Art. O Direito Penal somente poderá punir aquele que tenha praticado um fato típico e ilícito. O Código Penal de 1969. A reforma da parte geral As leis 7. A elaboração de normas incriminadoras é função exclusiva da lei. que assegurem a pessoa tanto contra todo e qualquer ato de cunho degradante e desumano. 22. b) reclusão. . A lei deve definir com precisão e de forma cristalina a conduta proibida. d) prisão disciplinar. como venham a lhe garantir as condições existenciais mínimas para uma vida saudável.213/32). CF. Espécies de penas privativas de liberdade: a) prisão celular. implicando. f) interdição. Art. II . um complexo de direitos e deveres fundamentais. CPB. Dignidade da pessoa humana é a qualidade intrínseca e distintiva reconhecida em cada ser humano que o faz merecedor do mesmo respeito e consideração por parte do Estado e da comunidade. 1º. h) multa. III. neste sentido. PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DO DIREITO PENAL I – Princípio da dignidade da pessoa humana. além de propiciar e promover sua participação ativa e co-responsável nos destinos da própria existência e da vida em comunhão com os demais seres humanos. III – Princípio da culpabilidade.714/98. A terceira república O Código Penal de 1940. 5º.8 A primeira república O Código Penal de 1890.Principio da legalidade (ou da reserva legal) e da anterioridade. A segunda república A consolidação das leis penais.209 e 7. CF. 5º. Art. c) prisão com trabalho obrigatório. com ou sem inabilitação para o exercício de outro.210/84. CF. LVII. e) banimento. (Dec. g) suspensão e perda do emprego público. Artigo 1º. A lei 9. XXXIX.

O Direito penal deve proteger apenas valores imprescindíveis para a sociedade. VI – Princípio da pessoalidade e da individualização da pena. mas tão-somente aquelas condutas mais graves e perigosas praticadas contra bens mais relevantes. . orienta e limita o poder incriminador do Estado. decorrendo daí o seu caráter fragmentário. a sua criminalização é inadequada e não recomendável. e somente quando tais meios se mostrarem insuficientes à tutela de determinado bem jurídico justificar-se-á a utilização daquele meio repressivo de controle social. são estas que devem ser empregadas e não as penais. O princípio da fragmentaridade: é conseqüência dos princípios da intervenção mínima e da reserva legal. Se outras formas de sanção ou outros meios de controle social revelarem-se suficientes para a tutela desse bem. também conhecido como ultima ratio. Se para o restabelecimento da ordem jurídica violada forem suficientes medidas civis ou administrativas.9 Culpabilidade como fundamento e limite da pena. O Direito Penal limita-se a castigar as ações mais graves praticadas contra os bens jurídicos mais importantes. A sanção penal não pode ser aplicada ou executada contra quem não seja o autor ou partícipe do fato punível. 5º. Não compete ao Direito Penal tutelar valores puramente morais. XLV. Antes de se recorrer ao Direito penal deve-se esgotar todos os meios extrapenais de controle social. de relações sociais conflitivas valoradas positivamente na sociedade democrática. uma vez que se ocupa somente de uma parte dos bens jurídicos protegidos pela ordem jurídica. Caráter fragmentário do Direito Penal significa que o Direito penal não deve sancionar todas as condutas lesivas dos bens jurídicos. V – Princípio da intervenção mínima e da fragmentaridade. preconizando que a criminalização de uma conduta só é legítima se constituir meio necessário para a proteção de determinado bem jurídico. Não se admite a responsabilidade penal objetiva. O princípio constitucional da pessoalidade da pena é um gênero de garantia do qual a individualização é uma espécie. O Direito penal pode e deve ser conceituado como um conjunto normativo destinado a tutela de bens jurídicos. éticos ou religiosos. IV – Princípio da exclusiva proteção de bens jurídicos. isto é. O princípio da intervenção mínima. CF. Princípio da pessoalidade (personalidade da pena): Art.

XI – Princípio do ne bis in idem. X – Princípio da insignificância (ou bagatela). LXV e LXVI). III). CF. a despeito de ser considerado criminoso pela lei. 5º. XLVII). 5º. XLVIII. XLIX e L) e ainda normas disciplinadoras da prisão processual (art. Quanto mais grave o crime. Todo comportamento que. sob pena de afronta ao princípio constitucional da separação dos poderes. LXII. VII – Princípio da proporcionalidade. o respeito e proteção à figura do preso (art. de clara atuação abusiva do legislador na criação do tipo. b) não pode o juiz substituir-se ao legislador e dar por revogada uma lei incriminadora em plena vigência. A vedação constitucional da tortura e de tratamento desumano ou degradante a qualquer pessoa (art. pois é inconcebível que o legislador tenha imaginado inserir em um tipo penal condutas totalmente inofensivas ou incapazes de lesar o interesse protegido. 59. XLVI. entre a gravidade do injusto penal e a pena aplicada. impõem ao legislador e ao intérprete mecanismos de controle de tipos legais. Na relação entre crime e pena deve existir um equilíbrio. não afrontar o sentimento social de justiça (aquilo que a sociedade tem por justo) não pode ser considerado criminoso. o Direito penal somente tipifica condutas que tenham certa relevância social. de trabalhos forçados. VIII – Princípio da humanidade.10 Princípio da individualização da pena (art. A tipicidade penal exige um mínimo de lesividade ao bem jurídico protegido. Art. Críticas: a) costume não revoga lei. 5º. mais severa deve ser a reprimenda. A pena deve ser proporcional ao crime. de banimento e das penas cruéis (art. É inconstitucional a criação de um tipo ou a cominação de alguma pena que atente desnecessariamente contra a incolumidade física ou moral de alguém. da prisão perpétua. em casos extremos. devendo a atividade fiscalizadora do juiz ser suplementar e. LXIII. O Direito Penal não deve preocupar-se com bagatelas. CPB). 5º. a proibição da pena de morte. Por esta teoria. do mesmo modo que não podem ser admitidos tipos incriminadores que descrevam condutas incapazes de lesar o bem jurídico. LXI. abstrato (legislador) e concreto (judicial). IX – Princípio da adequação social. . 5º. LXIV.

140 § 1º. Da lei ou norma penal: fonte formal imediata. Fonte formais mediatas. 171 CPB). 4º. II) Os princípios gerais do direito. completas e incompletas. XII – Princípio da segurança jurídica. 156 § 2º. b) finais. 20 a 27. Ainda podem ser gerais ou locais. 10 a 12. Binding e a norma penal.convencimento geral da necessidade jurídica da conduta repetida). Ex. Fontes de produção ou material e fontes de conhecimento ou formais. Classificação das normas penais – I) incriminadoras (arts. 129. A integração da norma penal. 9 . 184 do CPB e art. As lacunas da lei penal. Lei 8137/90 (crimes contra a ordem econômica). 128. Ninguém pode ser punido duas vezes pelo mesmo fato. A técnica legislativa do Direito Penal.conceito (conjunto de normas de comportamento a que pessoas obedecem de maneira uniforme e constante pela convicção de sua obrigatoriedade . Implica também a impossibilidade de valorar duas vezes o mesmo fato pra aumentar ou diminuir a pena. 33 da lei 11.343/06. 178. 237.). 269.constância e uniformidade do comportamento e subjetivo . II) não incriminadoras: a) permissivas (arts. Conceito. complementares ou explicativas (arts. Direito Penal e Direito de exceção. exclusividade. b) imperatividade. arts 268. Formas de procedimento interpretativo. 219 e 273 do CPB). 181 etc). Caracteres das normas penais – a) abstrata e impessoal. 5º. 139. 121. c) generalidade. d) . 33. Classificação. 150 § 3º. elementos (objetivo . comuns ou especiais. 142.Fontes do Direito Penal. Da norma penal em branco (cega ou aberta).11 Princípio da proibição da dupla valoração. espécies. I) O costume . 217.art. Integração da norma penal: critério de admissão. 7º. 28 § 1º. 140. 327 etc.

CPB e 26 CPB). I. § 2º. Natureza da interpretação (vontade da lei ou do legislador?). 272.12 I) A eqüidade (é a perfeita correspondência jurídica e ética das normas às circunstâncias do caso concreto a que estas se aplicam . 141. Na dúvida após todos os meios interpretativos o "in dubio pro reo". em que a própria lei determina que se estenda o seu conteúdo. 26 e 155 do CPB. II. Definição . (finalidade . literal ou sintática.Interpretação da lei penal. O estudo levará ao resultado extensivo ou restritivo. IV) Os tratados e Convenções. II CPB). 180 § 5º. 28. 249 §2º do CPB). Necessidade de interpretar as leis. 130 CPB. III) A jurisprudência (a repetição constante de decisões no mesmo sentido em casos idênticos). c) Extensiva (art. 61. 28. II) A doutrina.arts. 291. 140 § 1º. 257. 240 § 4º. . plus voluit). Interpretações progressiva e analógica . V. b) doutrinária ou judicial. 357 etc.arts.É permitida toda vez que uma cláusula genérica se segue a uma fórmula casuística.espécies de interpretação extensiva. b) Restritiva (art. Trata . 10 . 121. devendo entender-se que aquela só compreende os casos análogos aos mencionados por esta. Espécies de interpretação – I) II) III) Quanto ao sujeito: a) autêntica (contextual e posterior .se de hipótese de interpretação extensiva. Interpretação analógica . 235 CPB). 171. II considerada lei nova?). 176 § único. art.consiste na indagação da vontade ou intenção objetivada na lei). Conceito. Critérios de aplicação da interpretação restritiva (lex plus scripsit minus voluit) e extensiva (lex minus scripsit.a lei posterior é Quanto aos meios: a) gramatical. caput. b) lógica ou teleológica Quanto ao resultado: a) Declarativa (art. Interpretação progressiva (adaptativa ou evolutiva) arts. Intérprete: é o mediador entre o texto da lei e a realidade. II.

II .Exceção e reações ao princípio legalista. CPB e atentado violento ao pudor).Princípio da legalidade e a anterioridade da lei. LIV. III . A questão da terminologia. interpretação extensiva e interpretação analógica. LXVII. analogia jurídica. Analogia = integração analógica. ib idem legis dispositio. suplemento analógico. 198. Ubi eadem legis ratio. Reside na vontade da lei. § 1º CPB). IV .tipo e fato típico. Teoria da tipicidade . É forma de auto integração da lei penal.Fundamentos.Aspecto político. Na interpretação analógica a vontade da norma pretende abranger os casos semelhantes aos por ela regulados. II. DO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE I . analogia in malam partem (arts. Fundamento (ratio legis . Consiste em aplicar a uma hipótese não prevista em lei. 293 e 289. Artigo 5º.13 Diferença entre interpretação analógica e analogia. Não se estendem às normas penais não incriminadoras. Analogia. . mas o intérprete assim o faz suprindo a lacuna.onde existe a mesma razão de decidir o mesmo deve ser o direito). tanto que silencia a respeito. art. a disposição relativa a um caso semelhante. Na analogia ocorre o inverso: não é pretensão da lei aplicar o seu conceito aos casos análogos. Espécies de analogia: analogia legal. 11 . analogia in bonam partem (art.Analogia (art. Contém dois princípios: da legalidade e da anterioridade. 4º LICC). Requisitos e operação mental. Conceito e natureza jurídica. 155. DA APLICAÇÃO DA LEI PENAL. aplicação analógica. 128 II CPB). XXXV. CF. Artigo 1º CPB. (ex.Histórico. V . ÂMBITO DE EFICÁCIA DA LEI PENAL Noções introdutórias. 128. XXXIX.

total (ab . Regra geral. Princípio "tempus regit actum". Publicação .atividade da lei mais benigna. b) . 2º LICC).rogação) ou parcialmente (derrogação).(art. nulla poena sine praevia lege: irretroatividade da lei penal. a) .Nascimento e revogação da lei penal. Pode ser expressa ou tácita. IV . novatio legis ou lei supressiva de incriminação : a lei nova suprime normas incriminadoras. Leis temporárias e excepcionais .trazem no seu próprio texto o término de sua vigência .a lei nova modifica o regime anterior. XXXVI e XL. III . (Extra . .a lei nova incrimina fatos antes considerados lícitos (novatio legis incriminadora) c) . beneficiando o sujeito (novatio legis in mellius) Art.dá à lei integração formal e substancial. decorrente do princípio nullum crimen.dela deriva a obrigatoriedade (ou eficácia) da lei.extingue a lei. entrando em vigência. II . 1º LICC) Revogação . b) ao espaço e às c) funções exercidas por certas e determinadas pessoas. (Não extra .confere existência à lei e proclama a sua executoriedade. CF.a lei nova modifica o regime anterior.Hipóteses de conflitos de leis penais no tempo.Conflitos de leis penais no tempo : princípios que regem a matéria.14 Eficácia da lei penal em relação: a) ao tempo.auto revogação. art.Abolitio criminis. Retroatividade e ultra .atividade da lex mitior).atividade da lex gravior). Sanção . Promulgação . (art. 2º CPB. agravando a situação do sujeito (novatio legis in pejus) d) . 5º. Conflitos que regem os conflitos de direito intertemporal : Irretroatividade da lei mais severa. ÂMBITO DE EFICÁCIA TEMPORAL DA LEI PENAL Da eficácia da lei penal no tempo I .a lei nova suprime normas incriminadoras anteriormente existentes (abolitio criminis).

Natureza jurídica. art.Combinação de leis. I a VIII do CC) IX . 5º.exemplos. CPB). Há extinção do jus puniendi in concreto e do jus punitionis. (Persecutio criminis = persecução.fundamento. 2º. agravando a situação do sujeito. CF.Para efeito de retroatividade benéfica.Novatio legis incriminadora : a lei nova incrimina fatos anteriormente considerados lícitos. 107. VIII . quando elas alteram as características abstratas da norma penal. Regra geral : toda norma que amplie o âmbito da licitude penal. I. quer estendendo o do jus libertatis. 183. as disposições complementares da norma penal em branco. V . que modifiquem a figura típica. perseguição criminal) e) .Competência para aplicação da lei mais benéfica. (art. § 3º.Novatio legis in pejus : a lei nova modifica o regime anterior. A comparação deve ser realizada em concreto. Norma penal em branco . 237 CPB e art. VI .efeitos e forma de aplicação . § único do CPB).Novatio legis in mellius : a lei nova modifica o regime anterior.exclui todos os efeitos jurídicos penais do comportamento. b) . e não seus dados secundários. e 197 da LEP.Apuração da maior benignidade da lei (penal e extrapenal). LICC. XI . art. 2º. quer restringindo o campo do jus puniendi ou dos jus punitionis. podem ser consideradas leis penais. arts. d) . X . XL.Lei intermediária. antes considerado infração. pode ser considerado lex mitior. de qualquer forma. Fundamento . c ). 2º CPB e art. (art. 66. Vigora o princípio Tempus regit actum. (art. beneficiando o sujeito. . VII .15 a) .Nullum crimen sine praevia lege.conceito.

art. que irá regular a situação. Ex. anistia etc. o resultado acontece sob a vigência de outra. prescrição.É importante a fixação do momento em que o crime se considera praticado para a perfeita identificação da lei a ser aplicada ao caso. Ultra . ou qualquer outro meio fraudulento.tempo do crime é o do momento da prática da conduta.Ultra . Aplica . art. XIII . teoria do resultado e mista.atividade das leis temporárias e excepcionais.16 XII . 171. A questão deve ser resolvida sob o prisma da tipicidade e não do direito intertemporal. 3º CPB. .atividade.Fundamento. Relevante é a questão que se levanta quando praticada a conduta sob a vigência de uma lei. b . como também para fixar a imputabilidade do sujeito. na realidade.atividade. A referência temporal é elementar da norma ou condição de maior punibilidade.Conceito. art. deixa subsistente a norma. 269 CPB. Só tem influência a variação da norma complementar na lei penal em branco (carecedora de complemento) quando importe em real modificação da figura abstrata do Direito Penal. mediante artifício ou ardil.se a lei ao tempo da atividade ou a que em vigor por ocasião do resultado. Teoria da atividade .Eficácia das leis penais temporárias e excepcionais. Aplica .se a lei vigente quando o agente induz ou mantém alguém em erro. DO TEMPO DO CRIME Conceito . Razão da ultra . TEORIAS Principais : teoria da atividade. a .Normas penais em branco e direito intertemporal. e não quando importe a mera modificação de circunstância que. c .

Ex.A ordem jurídica é constituída de maneira ordenada e harmônica. CONFLITO APARENTE DE NORMAS. Aplicação da teoria da atividade a várias espécies de infrações. art. conflito aparente de disposições penais. Em algumas hipóteses surge dúvida no intérprete com respeito a qual norma deve ser aplicada ao caso. Em princípio há duas ou mais normas incriminadoras descrevendo o mesmo fato. Ex. Questões. concurso fictício de leis. 4º CPB). 121. São três : .tempo do crime é tanto o da ação quanto o do resultado. concurso ideal impróprio e concurso impróprio de normas. Crimes de estado. Crime permanente. Princípios para a solução dos conflitos aparentes de normas. concorrência imprópria. ficando excluída outra em que também se enquadra. art. Tempo do crime é tanto o dos atos de execução como o do resultado morte. Surge o que se denomina conflito aparente de normas penais. encontrando solução aparente em duas ou mais disposições.17 Teoria do resultado (do evento ou do efeito) . concurso aparente de normas coexistentes. II) Pluralidade de normas identificando o mesmo fato como delituoso. e não o da prática dos atos executórios. Concurso (formal e material) de crimes e concorrência de normas. Concurso de crimes.se aparente porque só seria real se a ordem jurídica não resolvesse a questão. Teoria mista (ou da ubiqüidade) . Medidas de segurança e direito intertemporal.tempo do crime é o do momento da produção do resultado. mas exclusividade de aplicação de uma norma. Diz . Conceito . Na verdade não há conflito ou concurso de disposições penais. Tempo do crime é o do resultado morte. 121. O código penal adotou a teoria da atividade. Pressupostos da concorrência (aparente) de normas: I) Unidade de fato. Crime continuado. concurso aparente de normas. (art.

Descreve um grau menor de violação do bem jurídico.há relação de primariedade e subsidiariedade entre normas quando descrevem graus de violação do mesmo bem jurídico. (Princípio da alternatividade. 21.) Princípio da especialidade . 147 e 146 CPB. § 4º CPB. Exs. as elementares de um tipo penal estão contidas em outro. A prevalência da norma especial sobre a geral se estabelece pela comparação das definições abstratas contidas nas normas. A norma subsidiária é de menor amplitude que a primária. . quando possui em sua definição legal todos os elementos típicos desta. Princípio da consunção. de maior gravidade punitiva. Arts. arts. § 4º CPB. art. No conflito é aplicada a norma especial. expressamente. de natureza objetiva ou subjetiva. arts. Implícita . a sua aplicação à não ocorrência da infração principal. em seu próprio texto. uma diminuição ou aumento de severidade. que é a que descreve um grau mais avançado dessa violação. de forma que a infração definida pela subsidiária. denominados especializantes. 163. latrocínio e homicídio. é absorvida por esta. apresentando. tácita ou implícita.quando uma figura típica funciona como elementar ou circunstância legal específica de outra.18 Princípio da especialidade. Arts. ficando absorvida pela lei primária. caput. Exs. geral. 158. Não sendo possível passa . como elementares mesmo ou circunstâncias qualificadoras. Furto simples e privilegiado. 132 com 129 e 121 do CPB. 147 e 146). por isso. Princípio da consunção : crime progressivo.diz . único. 150. Princípio da subsidiariedade .arts.quando a norma. arts. crime complexo e progressão criminosa. 126. 213. 146 e arts. 135 e 121.se que uma norma penal incriminadora é especial em relação a outra. I. Nesse caso. A subsidiariedade pode ser : expressa ou explícita. 29 e 46 da LCP. de forma que esta exclui a simultânea punição da primeira. § 1º. Ex. de menor gravidade que a da principal. Princípio da subsidiariedade. infanticídio e homicídio.se á subsidiária. Diz .se implícita porque a norma subsidiária não determina. Expressa . e mais alguns. § único. A figura típica subsidiária está contida na principal (ameaça e constrangimento ilegal . subordina a sua aplicação à não aplicação de outra. 163 e 155. par. de maior gravidade punitiva. 129 § 3º e 121 CPB. A adequação típica deve ser tentada primeiramente com respeito á norma primária. arts.

a normal fase de preparação ou execução de outro crime. A consunção pode produzir . por si mesmos. 101. de parte a todo (consunção de fatos anteriores e posteriores). Exs. O autor desenvolve fases sucessivas. cada uma constituindo um tipo de infração. ainda se concretiza através da prática sucessiva de outra figura típica em que se encontra implicada. para alcançar um resultado. Do fato antecedente não punível. .se. 129 e 121. Há progressão criminosa quando um tipo. aplicando . a norma incriminadora que descreve o meio necessário. O comportamento descrito pela norma consuntiva constitui a fase mais avançada na concretização da lesão ao bem jurídico. pela qual o sujeito passou até lesar o bem jurídico da figura típica de maior punibilidade.19 Princípio da consunção . 148 e 149. passa por uma conduta inicial que produz um evento menos grave que aquele. cometida com a mesma finalidade prática atinente àquele crime.se : a) b) c) d) de auxílio a conduta direta (partícipe . então. de parte a todo. CPB). o princípio de que o maior absorve o menor. podem ser classificadas em três grupos : Da progressão criminosa em sentido estrito. arts. que se distingue do crime progressivo. bem como quando constitui conduta anterior ou posterior do agente.ocorre a relação consuntiva ou de absorção. Progressão criminosa . constituem crimes (art. Crime progressivo . de fração a inteiro.existe quando o sujeito. Crime consuntivo é o que absorve o de menor gravidade (consunto). Nesses casos. de meio a fim. mas de minus a plus.autor). Essas são hipóteses de progressão criminosa. de meio a fim (crimes complexos). ou a conduta anterior ou posterior. quando um fato definido por uma norma incriminadora é meio necessário ou normal fase de preparação ou execução de outro crime. não é aplicada a norma que descreve o comportamento menos grave. de conteúdo a continente. Os fatos não se apresentam em relação de espécie e gênero.quando a lei considera como elemento ou circunstância do tipo legal fatos que.As condutas absorvíveis na relação consuntiva. de minus a plus (crimes progressivos). Nesses casos. Crime complexo . Do fato sucessivo não punível. já realizado. é excluída pela norma a este relativa.

e só depois é que.Princípio da territorialidade. 122 CPB e 12 da lei 6368/76.quando uma conduta menos grave precede a uma mais grave como meio necessário ou normal fase de realização. Princípio da alternatividade . Unidade de fato : simples e complexa. 65 LCP e 140 do CPB. a progressão criminosa uma pluralidade de fatos.Direito Penal Internacional. resolve ele cometer a infração mais grave. EFICÁCIA DA LEI PENAL NO ESPAÇO I . Questão da delimitação espacial do âmbito de eficácia da legislação penal. . Ex. A primeira é consumida pela segunda. Postfactum impunível . como modalidades de um mesmo crime. Ocorre a progressão criminosa em sentido estrito quando a hipótese que seria um crime progressivo se desvincula no tempo. subtração e venda do produto do crime. ainda que os ditos fatos forem praticados pelo mesmo sujeito. 25 LCP e 155 CPB. homicídio e lesão corporal. É de direito público interno. Ex. Direito Penal Internacional. territorial exclusivo ou absoluto. Art. e disso para deste tirar proveito. sucessivamente. Sob o aspecto subjetivo do sujeito. no mesmo iter criminis. Ex. Antefactum não punível . cometidos de forma continuada.se um indiferente penal. Princípios : I . existe no crime progressivo. Ocorre nos crimes de ação múltipla ou conteúdo variado.quando um fato posterior menos grave é praticado contra o mesmo bem jurídico e do mesmo sujeito. Ex. Os Princípios.Só é aplicável uma vez a norma penal que prevê vários fatos alternativamente. desde o início. para utilização de um fato antecedente e mais grave. mas sem causar outra ofensa. Diferença com o Direito Internacional Penal. a vontade de cometer a infração de maior gravidade. arts. O antefato torna . na progressão criminosa a intenção inicial é praticar o delito menor. Exige . art.se ofensa ao mesmo bem jurídico do mesmo sujeito.20 O crime progressivo pressupõe um só fato.

cumeada ou divisor das águas.compreende o espaço dentro do qual o Estado exerce a sua soberania.Princípio da defesa. IV. b. da universalidade da justiça cosmopolita.espaço delimitado por fronteiras. 5º .art.Princípio da nacionalidade ou da personalidade. 7º. ou sucessivos (interiores) .Princípio da representação.a lei brasileira aplica . I.se em : princípio da nacionalidade ou personalidade ativa e princípio da nacionalidade ou personalidade passiva. da repressão universal e da universalidade do direito de punir.Justiça universal .duas soluções : a) a divisa pode . II.21 II . c. Território material (natural ou geográfico) . Critérios para definir os limites de dois territórios : limites fixados por montanhas . II. III .art. ou não. universal. Regra geral .Princípio da justiça penal universal.são os que passam pelo território de dois ou mais países).art. É o espaço terrestre. sujeito á soberania do Estado. 3º . Princípio da territorialidade. Território jurídico . V . Conceito de território.há permissão.Nacionalidade ativa . Divide . 7º. marítimo ou aéreo. quer seja compreendido entre os limites que o separam dos Estados vizinhos ou do mar livre. limites fixados por rios. Se pertencer aos dois Estados . da jurisdição mundial. 4º . real ou de proteção.art. quer esteja destacado do corpo territorial principal. Rios nacionais e internacionais (simultâneos (contínuos) . Princípios adotados pelo Código Penal. 7º. e § 3º.se no espaço territorial brasileiro.são os que separam os territórios de dois ou mais países. Rio internacional como limite entre países. II. 5º .regra.Territorialidade . a. Exceção . Se pertence a um dos Estados a fronteira passará pela margem oposta.Real ou de proteção . em certos casos. da eficácia de normas de outros países. 2º . 7º. (inclusive navios e aeronaves públicos ou em serviço público). 1º .Representação .art.

O limite num lago ou numa lagoa. § 2º CPB) Quanto ao domínio aéreo . cada qual exercerá a soberania sobre ele. que separa dois ou mais Estados (Canadá e Estados Unidos). 70 CPP. (locus comimissi delicti). O nosso código adotou a teoria da ubiqüidade.o mar territorial brasileiro abrange uma faixa de 12 milhas marítimas de largura. O mar territorial. c-) Teoria da ubiqüidade. c-) da soberania até a altura dos prédios mais elevados do país subjacente. medidas a partir do baixa-mar do litoral continental e insular brasileiro. Três teorias principais : a-) Teoria da atividade ou da ação. Navios estrangeiros em águas territoriais brasileiras. também faz parte do território. art. por banharem as costas de um Estado.22 passar por uma linha determinada pela eqüidistância das margens. Lei 8617/93. que deve fazer parte do território dos Estados. em regra. b-) da absoluta soberania do país subjacente .art. Navios e aeronaves públicos e privados. Se for sucessivo cada Estado exercerá sua soberania sobre o trecho de seu território. Se o rio é comum aos dois países. CPB. Daí a necessidade de sua delimitação. 5º. do efeito ou do evento . 2º. mista ou da unidade. art. adotada como referência nas cartas náuticas brasileiras. 1º .há três teorias : a-) da absoluta liberdade do ar. 5º. linha mediana do leito do rio. b) a divisa pode passar por uma linha que acompanhe a de maior profundidade da corrente (talvegue). constituem fronteiras naturais. é determinado pela linha da meia distância entre as margens. b-) Teoria do resultado. art. . ou marginal. É o mar litoral. 6º CPB. os crimes praticados em águas territoriais de um Estado são considerados cometidos em seu território. Assim. Mar territorial . LUGAR DO CRIME. § 1º. (art.adotada pela legislação brasileira . lei 8617/93. TEORIAS.águas marítimas que. Art.

"a" a "d" do CPB). incidir todas ao mesmo tempo. EXTRATERRITORIALIDADE. A regra "non bis in idem". Crimes de espaço mínimo e de espaço máximo. Art. no art. afetando interesses relevantes do Estado. Tal rigor é atenuado pelo disposto no art. §§ 1º e 2º CPP. basta que uma de suas características se tenha realizado em território nacional para a solução do problema dos crimes à distância. Crime permanente. Mesmo que o fato seja punido no estrangeiro.quando a sua aplicação não se subordinar a qualquer requisito. 8º CPB.23 Crimes a distância. É a extraterritorialidade da lei penal brasileira. Condicionada . em virtude dos crimes ofenderem bens jurídicos de capital importância. Contravenções. 70. art. permitindo a aplicação da lei penal estrangeira a delitos total ou parcialmente praticados em nosso território. adotou o princípio da territorialidade temperada. 7º prevê hipóteses nas quais a lei brasileira tem aplicação a crimes praticados em território estrangeiro. 2º da LCP. "a".submetida a condições. 7º. tocando nosso território. I. "c" e § 3º. EFICÁCIA DA SENTENÇA PENAL ESTRANGEIRA. estabelecidas nos §§ 2º e 3º : art. 7º. quando assim determinarem tratados ou convenções celebrados entre o Brasil e outros Estados. O CP. Crime habitual. 8º CPB. Crime continuado. 9º CPB. Art. 5º. Crime conexo.art. incide a lei penal nacional. Crime complexo. Incondicionada . (art. Competência nos crimes à distância . A extraterritorialidade excepcional da lei penal brasileira pode ser : condicionada e incondicionada. Crime cometidos no estrangeiro sofrem a eficácia da lei nacional. As condições devem coexistir. Sendo o crime um todo indivisível. Diversidade qualitativa e quantitativa da pena. Concurso de pessoas. EFICÁCIA DA LEI PENAL EM RELAÇÃO A PESSOAS QUE EXERCEM . O art. II. "b".

. Chefes de governo. Art. não no sentido do princípio da extraterritorialidade. DISPOSIÇÕES FINAIS DO TÍTULO I DA PARTE GERAL Contagem de prazo. Os lugares em que se exercem os serviços da embaixada são invioláveis. Privilégios por força dos quais determinadas pessoas se subtraem à eficácia da jurisdição criminal do Estado.espaço de tempo. Os representantes diplomáticos ficam sujeitos á eficácia da lei penal do Estado a que pertencem. Formal . não pessoais. caput. Imunidades parlamentares. 5º CPB . 5º. A não aplicação da sanção decorre da exclusão da jurisdição penal. Presidente da república . Prazo . CF. 86 CF. art.24 DETERMINADAS FUNÇÕES PÚBLICAS Introdução. dependendo de preceito constitucional.constitui prerrogativa processual.ressalva a inaplicabilidade de nossa lei em virtudes de tratados. São privilégios funcionais. Originam . Os soberanos das monarquias constitucionais são invioláveis. Art. Imunidades diplomáticas. mas em função da imunidade dos representantes. entre dois termos: o inicial e o final.se do direito internacional. excluindo os Chefes de Estado e representantes dos governos estrangeiros da jurisdição criminal dos países onde se encontram acreditados. e outros que as sujeitam a regras particulares nas ações penais. Material . por isso não se constituem em exceções ao princípio da igualdade.constitui causa funcional de isenção de pena. Os componentes da família do representante e os funcionários do corpo diplomático também gozam dessa imunidade.se a regime criminal especial. fixo e determinado. convenções e regras de direito internacional.sujeita .

§ 1º CPPB. abrangendo crime. do ponto de vista da lei. positiva ou negativa (ação ou omissão). o conceito de crime visa aos bens protegidos pela lei penal.Crime é a violação de um bem penalmente protegido. também. Art. Frações não computáveis da pena. 12 CPB. dies a quo) e o termo final (termo ad quem. TEORIA GERAL DO CRIME CONCEITO DE CRIME I . Conduta humana. II . Legislação especial.Termos. Art. Materialmente. ANÁLISE E CARACTERES DO CRIME SOB O ASPECTO FORMAL. 798.25 Termo é o instante (momento) determinado no tempo : fixa o momento da prática de um ato.se o crime sob o aspecto da técnica jurídica. que é termo genérico.Conceito de crime. . 11 CPB. O prazo se desenvolve entre dois termos : o termo inicial (termo a quo. Formalmente conceitua . a ocasião de início do prazo. Crime é sinônimo de delito. Art. dies ad quem). I . Infração. designando. III .Caracteres do crime sob o aspecto formal. Formal .Crime e contravenção. Forma e material. delito e contravenção. 10 CPB. Art.Crime é fato típico e antijurídico. Material .

não basta a tipicidade e antijuridicidade. .é a reprovação da ordem jurídica em face de estar ligado o homem a um fato típico e antijurídico.é a relação de contrariedade entre o fato típico e o ordenamento jurídico. a antijuridicidade e a culpabilidade. II . Fato antijurídico (contrário ao direito) Para a aplicação da pena. exige . sob o aspecto formal : 1º) o fato típico. expressando assim uma contradição com a vontade da norma. são características. Culpabilidade . 2º) a antijuridicidade. Fato típico é o comportamento humano (positivo ou negativo) que provoca um resultado (em regra) e é previsto na lei como infração. Resultado (salvo nos crimes de mera conduta) Nexo de causalidade entre a conduta e o resultado (salvo nos crimes Enquadramento do fato material (conduta. em virtude da ocorrência de uma causa de exclusão de antijuridicidade.O fato típico.se ainda que o agente seja culpável (culpabilidade é o juízo de reprovação social) Portanto. portanto não há crime pela falta de um requisito genérico. A conduta descrita em norma penal incriminadora será ilícita ou antijurídica quando não for expressamente declarada lícita. A tipicidade e a antijuridicidade dizem respeito ao fato. requisitos do crime. Presente a causa de exclusão o fato é típico.26 Somente o fato típico (o fato que se amolda ao conjunto de elementos descritivos do crime contido na lei).tipicidade. mas não antijurídico. é penalmente relevante. Elementos do fato típico : Conduta humana dolosa ou culposa. A reprovação recai sobre aquele que poderia e deveria agir conforme a lei e não o fez. resultado e nexo) a uma de mera conduta e formais) norma penal incriminadora . Antijuridicidade .

Ex.são os atos jurídicos. Requisitos específicos : são as elementares ou elementos. Requisitos genéricos . os crimes. V . São requisitos porque faltando um deles não há a figura delituosa. (de natureza administrativa. Diferença entre circunstância e elementar. Ações humanas . As causas de extinção da punibilidade. IV . Efeitos da ausência de elementar : atipicidade absoluta e atipicidade relativa. Crime de homicídio. de efeitos jurídicos involuntários . os atos ilícitos. civil e penal) Portanto. não são atos jurídicos. É a possibilidade jurídica de ser imposta a sanção ao sujeito culpável que praticou um fato típico e antijurídico.Punibilidade. Não é requisito do crime. têm a função de aumentar ou diminuir as suas conseqüências jurídicas.O crime na teoria geral do direito. É uma conseqüência jurídica do crime.Requisitos.Crime e ilícito civil. funcionando como condição de imposição da pena. Fatos jurídicos . mas fatos jurídicos. Circunstâncias . Requisitos específicos : matar alguém.são determinados dados que agregados à figura típica fundamental. salvo a anistia e a abolitio criminis. a pena. elementares e circunstâncias do crime. As várias formas pelas quais os requisitos genéricos se manifestam nas diversas figuras delituosas. . São indispensáveis. em regra. III . Crime e ilícito administrativo. não afetam os requisitos do crime.fatos jurídicos naturais e ações humanas.de efeitos jurídicos voluntários .27 A culpabilidade ao sujeito que praticou o fato típico e antijurídico.são os atos ilícitos. VI . Requisitos genéricos do crime : fato típico e antijuridicidade.fato típico e a antijuridicidade. mas somente excluem a possibilidade de aplicação da sanção. Como está situado o crime no sistema geral do direito ? Fatos comuns.

Conceito. É o conjunto das condições exigidas para que um sujeito possa tornar .28 DO SUJEITO ATIVO DO CRIME I .Da capacidade especial do sujeito ativo. Teoria da ficção e da realidade ou organicista. DA CAPACIDADE PENAL. Homem e pessoa jurídica nos crimes ambientais. Entes inanimados e animais não possuem capacidade penal.Da capacidade penal das pessoas jurídicas. .se titular de direitos ou obrigações no campo do Direito Penal. indiciado.Terminologia na lei. preso.Conceito. condenado. arts. 173. detento ou recluso. II . . Crime de mão própria. Ocorre quando não há a qualidade de pessoa humana viva e quando a lei penal não se aplique a determinada classe de pessoas. § 3º CF e Lei de proteção ambiental nº 9605/98.Direitos e obrigações do sujeito ativo. réu. É quem pratica o fato na norma penal incriminadora. II . sentenciado. acusado. Crime comum. Arts. Conceituação de pessoa jurídica. § 5º e 225. Crime próprio. III . Capacidade e imputabilidade. IV . Agente. III . 3º e 21 a 24. Sob o ponto de vista biopsíquico . denunciado.Da incapacidade penal. I .obrigação de não impedir a imposição da pena e direito de não ser punido além dos limites estabelecidos na sanção.criminoso ou delinqüente.

29 Crime comum .titular do interesse penalmente tutelado. a coletividade e o Estado. constante. II .aqueles nos quais os sujeitos passivos materiais são coletividades destituídas de personalidade jurídica. DO SUJEITO PASSIVO DO CRIME I . formal. eventual. .(art. Concurso de agentes.Conceito. Crimes vagos . I e III. . . imediato . Exige uma especial capacidade penal do sujeito ativo. Para identifica . por isso chamado de sujeito ativo qualificado. a pessoa jurídica.Espécies. Sujeito passivo particular. material. mediato .Sujeito passivo genérico. que pode ser o homem. Sujeito passivo genérico. 128. formal. o público ou a sociedade.Estado. V . crime de resistência. É o titular do interesse cuja ofensa constitui a essência do crime.todo crime.Sujeito passivo material junto a outro sujeito passivo material.são os que somente podem ser praticados pelo autor em pessoa.Sujeito passivo junto a outro sujeito passivo que personifica a Autoridade ou a função do Estado.Estado como sujeito passivo. I. III. mediato . Ex. 181. como a família.quando há lesão de interesse exclusivo do Estado. III .lo incriminadora. 289) é preciso indagar qual o interesse protegido pela lei penal . Crime próprio . Arts. Crime de mão própria ou de atuação pessoal . ou pessoa qualificada (intranei). Ex.Sujeito passivo único . Ex. crime de moeda falsa.Da capacidade penal especial em face das normas permissivas.reclama determinada posição jurídica ou de fato do agente para a sua configuração. 142. motim de presos.pode ser praticado por qualquer pessoa imputável. .

quando a incriminação se refere a um gênero de fatos. É a denominação jurídica do crime.Conceito. I . Incapaz.é a pessoa ou a coisa sobre que recai a conduta do sujeito ativo. pessoa jurídica. difamação e injúria.é o bem ou interesse que a norma penal tutela. 163 do CPB e 64 da LCP).crime contra a vida. os animais e coisas inanimadas.crimes contra a honra.Espécies. que pressupõe todos os seus elementos. § 2º. Prejudicado é qualquer pessoa a quem o crime haja causado um prejuízo. VI . os quais recebem títulos particulares (título específico). DO OBJETO DO DELITO. Auto acusação falsa. Objeto material . patrimonial ou não. Animais e coisas inanimadas (arts.Importância do título do delito. É aquilo contra que se dirige a conduta humana que o constitui.30 IV . DO TÍTULO DO DELITO I . 212). Objeto jurídico . II .homicídio. 211. título genérico .Suicídio. tendo por conseqüência direito ao ressarcimento. o morto. Encontrado na indicação marginal da figura típica fundamental.Sujeito passivo e prejudicado pelo crime.Incapaz. Genérico . enquanto o sujeito passivo é o titular do interesse jurídico violado. Pessoa jurídica . V . . matar alguém. art. 155. Feto (arts. II . Auto lesão. Ex. o feto. Lei 5250/67.Espécies. título específico . 138.Conceito. 23. Danificação de coisa própria. III . I .prevê a pessoa jurídica como sujeito passivo de crime de calunia. 124 a 126). que também tem esse direito. Morto (arts. 30 CPB. Art.

Crimes comissivos e omissivos. Crimes comuns e próprios. Crimes unissubsistentes e plurissubsistentes.é o nome que recebe a modalidade a que pertence o fato : crime ou contravenção. I . Crimes de ação múltipla ou de conteúdo variado. lesão corporal.Qualificação criminal da infração e do fato. DA QUALIFICAÇÃO LEGAL E DOUTRINÁRIA DOS CRIMES I . Crime habitual e profissional. Qualificação do fato . Ex. Crime continuado. Crimes materiais. Crimes de dano e de perigo. Qualificação da infração .é o nome dado ao fato delituoso pela doutrina. privilegiados e qualificados. Crime falho. Diferença entre crime e contravenção. Crime progressivo. moeda falsa.crimes e contravenções.é o nome da infração. Crimes de mão própria ou de atuação pessoal. DO FATO TÍPICO . Crimes simples e complexos. Infrações . II . Crimes simples. Crimes de dupla subjetividade passiva. injúria. Crimes instantâneos. permanentes e instantâneos de efeitos permanentes.Qualificação doutrinária . Crimes de forma livre e de forma vinculada. formais e de mera conduta.A classificação bipartida. Crime exaurido. Crimes hediondos. Crimes de concurso necessário. Crimes principais e acessórios.31 CLASSIFICAÇÃO DAS INFRAÇÕES PENAIS.

conduta +resultado + nexo de causalidade. A conduta humana deve ser voluntária.Introdução.32 I . III .Elementos do fato típico. características e elementos. A conduta é manifestação da vontade e não se confunde com o ato. A conduta é comportamento humano. Crime sob o aspecto formal analítico.Teorias da conduta. DA CONDUTA I . A simples cogitação não interessa ao Direito Penal.Conceito. Sonambulismo. Fato atípico. Fato típico . Caso fortuito. Força maior. Social e Finalista.Ausência de conduta. Conduta é a ação ou omissão humana consciente e dirigida a determinada finalidade. Conduta = movimento (ação) ou abstenção de movimento corporal . A vontade (dolo) abrange : o objetivo pretendido pelo sujeito. Nexo de causalidade (crimes materiais). II . Elementos da conduta : um ato de vontade dirigido a uma finalidade e atuação positiva ou negativa dessa vontade por meio de um fazer ou não fazer. Atos instintivos. Tipicidade.definição. Hipnose. II . Resultado (crimes materiais). Naturalista. Atos reflexos. Coação irresistível (moral e física). Características : a) b) c) d) (omissão). os meios usados na execução e as conseqüências secundárias da prática. Fato material . Conduta (ação ou omissão).

A ação é uma atividade final humana. consciente dos efeitos causais do acontecimento. Omissão. Teoria finalista da ação.omissão é uma forma de comportamento que pode ser apreciada pelos sentidos.Formas de conduta : ação e omissão. (art. § 2º CP). Ação (comissão). desprovida de qualquer finalidade. Basta a relação natural de causa e efeito entre a conduta e o resultado para a existência do crime. mediante o emprego de forças físicas. Dolo e culpa importam apenas para o exame da culpabilidade. que impõe um determinado comportamento. O finalismo e o crime culposo. baseia . É conceituada como uma modificação no mundo exterior físico.33 Teoria naturalista ou causal da ação. Naturalística e normativa. O conceito de ação. uma simples produção do resultado. A omissão por si mesma não tem relevância jurídica. O que lhe dá esse atributo é a norma. propondo. Assim. mas não fazer alguma coisa. questionado pelos requisitos do Direito e não pelas leis da natureza. Essa só teria função de atribuir a ela relevância em face do direito. Normativa .se em que o homem. isto é. É um acontecimento finalista e não simplesmente causal. objetivos de distinta índole. dessa forma. IV . não importando qual. Teorias. tratando . ação é a realização de um resultado socialmente relevante. A finalidade (atividade finalista da ação). 13. É a que se manifesta por intermédio de um movimento corpóreo tendente a uma finalidade. Naturalística . A finalidade é elemento inseparável da conduta. Teoria social da ação.se de um comportamento praticado no meio social. ação nada mais é que a causação de um resultado. A ação é considerada um puro fator de causalidade. perceptível do ponto de vista material. Diante disso. . pode prever as conseqüências de sua conduta. deve ser valorado por padrões sociais.a omissão não é um simples não fazer. sem que seja preciso evocar a norma penal. sensorialmente.

sem atinência à ilicitude do fato ou à reprovação social que ele mereça (culpabilidade) II .Aplicação da teoria da equivalência dos antecedentes. DA RELAÇÃO DE CAUSALIDADE I .34 Formas. Causa . III . Naturalística. Psicológico. Art. Físico. A conduta omissiva dá lugar a duas formas de crimes: Crimes omissivos próprios ou puros Crimes omissivos impróprios ou comissivos por omissão.Há crime sem resultado ? IV .Conceito. Estão excluídos os crimes de forma vinculada. III . DO RESULTADO I . 13 CPB. Nexo de causalidade objetivo e Nexo de causalidade normativo (dolo ou culpa). É a condição que concorre para a produção do resultado com preponderância sobre a conduta do sujeito.é a concorrência de mais de uma causa na produção do resultado. IV .Teoria da equivalência dos antecedentes causais (Teoria da "conditio sine qua non").Teorias. II .Da causalidade na omissão.é o que determina a existência de uma coisa.Introdução ao tema. Concausa . .Em que consiste o resultado. Resultado é a modificação do mundo exterior provocada pelo comportamento humano voluntário. Fisiológico. Estabelece quando o resultado é imputável ao sujeito. Jurídica ou normativa. Nos crimes que exigem resultado.

é aquela que refoge ao desdobramento causal da conduta.não têm qualquer relação com a conduta e produzem o resultado independentemente desta.origina . Espécies: Preexistentes . A estrutura da conduta omissiva é essencialmente normativa.se como se por si só tivesse produzido o resultado. integra o como parte fundamental. nenhuma relação com a conduta. Pela teoria da equivalência dos antecedentes há manutenção do nexo causal. Espécies: Preexistentes. de maneira que com ou sem a ação o resultado ocorreria do mesmo jeito.se como se por si só tivesse produzido o resultado. Não tem. Espécies de causas. Não se situa dentro da linha de desdobramento causal da conduta. A causalidade não é formulada em face de uma relação entre a omissão e o resultado. Causa independente . Causa dependente . não naturalística.Da superveniência causal.se na linha normal de desdobramento causal da conduta.se da conduta e comporta . Ele responde pelo resultado não porque o causou com a omissão. por si só. mas é independente. Causa absolutamente independente . Art. como . insere . V . Concomitantes . atuam exatamente no instante em que a ação é realizada.é aquela que. mas entre este e a conduta que o sujeito estava juridicamente obrigado a realizar e se omitiu. portanto. Não exclui o nexo causal. contudo. o resultado.se da conduta. uma vez que atua como se por si só tivesse produzido o resultado. no entanto. Rompe totalmente o nexo causal e o agente só responde pelos atos até então praticados.não se origina da conduta e comporta . originando . Duas espécies : causa absolutamente independente e causa relativamente independente.atuam após a conduta. Concomitantes e Supervenientes.regulamenta a relação de causalidade normativa nos delitos comissivos por omissão (omissivos impróprios) .35 Não se fala em nexo causal objetivo nos crimes omissivos. ao contrário. Causa relativamente independente .existem antes de a conduta ser praticada e atuam independentemente de seu cometimento. produzindo. de modo que a conduta está indissoluvelmente ligada ao resultado naturalístico. por coincidência. Supervenientes . o legislador adotou outra teoria. 13 § 2º CP . não sendo uma decorrência normal e esperada. Na hipótese das causas supervenientes relativamente independentes. Tem relação com a conduta apenas porque dela se originou. não sendo uma decorrência normal e esperada. mas porque não o impediu realizando a conduta a que estava obrigado.teoria da omissão normativa.

independente da doutrina da causalidade objetiva e material.36 exceção. i. cuja regulação e construção é permitida pelo ordenamento jurídico. pois o art. Automóveis. Imputação objetiva significa atribuir a alguém a realização de uma conduta criadora de um risco relevante e juridicamente proibido e a produção de um resultado jurídico. e sim o resultado (ou evento) jurídico. a menos que não . Não se encontra no campo dos fatos. armas de fogo. realizando o que a doutrina denomina “infração do dever objetivo de cuidado”. É uma teoria autônoma. como uma ultrapassagem perigosa. ainda que o evento jurídico seja relevante. ainda que de forma normal. determina a ruptura do nexo causal. desobedecendo às regras. mas dos valores que o Direito Penal pretende proteger. TEORIA DA IMPUTAÇÃO OBJETVA É uma teoria limitadora e complemento do nexo de causalidade objetiva. envolve-se em acidente de trânsito com vitima. realizando uma conduta acobertada pelo risco permitido. Risco permitido e risco proibido. qual seja. aplicando . próprio da doutrina causal clássica e do fato típico. Falta a imputação objetiva da conduta. Risco permitido (pela ordem jurídica): é todo aquele decorrente da utilização de bens. Nos demais casos de independência relativa (causas anteriores e concomitantes) fica mantido o nexo causal. Quem dirige um automóvel de acordo com as normas legais oferece a si próprio e a terceiros um risco tolerado. o objeto jurídico. Com exceção das causas supervenientes tenha concorrido para ele com dolo ou culpa. § 2º.se a regra geral da equivalência dos antecedentes. navios. Se conduto. Nesse caso o comportamento deve ser considerado atípico. O perigo de um dano é inerente a toda atividade humana. (quando responderá o agente pela tentativa).. faz manobra irregular. venha objetivamente dar causa a objetivamente dar causa a um resultado naturalístico danoso que integre a descrição de um crime. Exs. Uma mulher. aviões. 13. que corresponde à afetação jurídica: lesão ou perigo de lesão do bem penalmente tutelado. Ex. pondo em destaque não o resultado naturalístico. É possível que o sujeito. dirigindo normalmente.e. a da condicionalidade adequada. o agente responderá pelo resultado. permitido. Conseqüência das causas relativamente independentes : não rompem o nexo causal. como existe nexo causal.

A imputação objetiva não se relaciona com presunção de dolo e culpa e sim com o nexo normativo entre a conduta e o resultado jurídico (lesão ou perigo de lesão jurídica). em que se incluem os conceitos e critérios do risco tolerado. c) O instituto procura resolver temas referentes à conduta e ao resultado. imputação objetiva da conduta e do resultado. em linha de princípio. A maioria da doutrina emprega a expressão nos dois sentidos.37 desrespeito a sinal vermelho de cruzamento. adotando a terceira corrente. . Âmbito de aplicação.. há: a) imputação objetiva da conduta. concernente a criação de um risco proibido tipicamente relevante. causa um acidente com morte de terceiro. no trânsito. b) Imputação objetiva significa atribuição de um resultado a quem realizou uma ação. Esse perigo desaprovado conduz. o princípio de confiança e a proibição de regresso. em tese. produz um risco proibido (desvalor da ação). Trata-se de atribuir juridicamente a alguém a realização de uma conduta criadora de um risco proibido ou de haver provocado um resultado jurídico. há imputação objetiva da conduta e do resultado jurídico. direção em estado de embriaguez. da criação do risco proibido. Duas teorias: a) restritiva.. diante da adoção da terceira posição. à tipicidade da conduta. Assim. b) extensiva (ou ampliativa). A imputação objetiva refere-se à “imputação objetiva da conduta” ou à “imputação objetiva do resultado” ? Três orientações: a) Cuida-se de imputação objetiva da conduta causadora do risco proibido. de crime doloso ou culposo. O perigo é o mesmo para todos os tipos de infrações penais. Significa que não há um risco proibido para os crimes dolosos e outro para os culposos.. Imputação objetiva da conduta e do resultado. realizando uma conduta produtora de um risco desaprovado. etc.e. seja a hipótese. se o autor. Assim. i.

podemos falar em: a) atipicidade da conduta (em face da ausência da imputação objetiva).e. . o resultado. Acatada a tese de que a ausência de imputação objetiva afasta a tipicidade. A imputação objetiva da conduta e do resultado jurídico deve ser apreciada depois do nexo de causalidade material. b) o perigo realizou-se no resultado jurídico. a imputação objetiva exige verificar se: a) a conduta criou ao bem (jurídico) um risco juridicamente desaprovado e relevante. nos delitos materiais não são suficientes para compor o fato típico. e b) atipicidade do resultado (diante da inexistência da imputação objetiva). d) imputação objetiva. c) o alcance (âmbito) do tipo incriminador abrange o gênero de resultado jurídico produzido. Assim. c) nexo de causalidade objetiva. Daí a importância da conceituação de risco permitido e proibido. A imputação objetiva constitui elemento normativo do tipo. a conduta dolosa ou culposa. A tipicidade constitui uma qualidade do fato material e não propriamente um elemento do fato típico. O primeiro conduz à atipicidade. Nos delitos sem resultado (formais e de mera conduta). como condição complementar. assim. Os tipos penais incriminadores passam a conter um elemento normativo. Requer-se. Em face disso. qual seja. que o autor tenha realizado uma conduta criadora de um risco penalmente relevante e juridicamente proibido a um objeto jurídico e. passa a conter: a) conduta voluntária ou culposa. à tipicidade. Natureza jurídica e posição sistemática.38 b) imputação objetiva do resultado jurídico (imputação objetiva em sentido estrito). produzido um resultado (também jurídico) que corresponda à sua realização. i. b) resultado material. concretização ou materialização. transformação do risco em resultado jurídico. a imputação objetiva: sem ela a conduta e o resultado são atípicos.. referente à realização do perigo típico. a existência do fato típico fica condicionada à imputação objetiva da conduta criadora de risco juridicamente reprovado e relevante a interesses jurídicos. o segundo. Presente a causalidade material. Requisitos de aplicação da imputação objetiva. o nexo causal e a tipicidade. como entende a doutrina tradicional. seja o crime doloso ou culposo. quando relevante. o fato típico. nos delitos materiais.

Introdução ao tema.O tipo legal e o fato concreto. IV . age para diminuir a intensidade do risco de dano. Ao contrário. c) há imputação objetiva quando a conduta do sujeito aumenta o risco já existente ou ultrapassa os limites do risco juridicamente tolerado. b) não há imputação objetiva do resultado quando o sujeito atua com o fim de diminuir o risco de maior dano ao bem jurídico: ele causa um dano menor ao objeto jurídico para evitar-lhe um mal maior.Análise e elementos do tipo.é o conjunto dos elementos descritivos do crime contidos na lei penal. Parte da doutrina considera : . TEORIA DA TIPICIDADE I . III . A imputação objetiva exige um relacionamento direto entre o dever infringido pelo autor e o resultado produzido. II . Tipo . III .Tipicidade e antijuridicidade. Não cria nem aumenta o perigo juridicamente reprovável à objetividade protegida. d) Não há imputação objetiva quando o resultado se encontra fora do âmbito de proteção da norma violada pelo sujeito.O caráter indiciário da antijuridicidade. Adequação típica de subordinação mediata (ampliada ou por extensão). II . TEORIA DO TIPO I .Conceito e importância do tipo.Noção introdutória.Da adequação típica : formas. Adequação típica de subordinação imediata.39 Princípios: a) a imputação objetiva fica excluída em face de ausência de risco juridicamente reprovável e relevante.

formando uma ordem normativa. arts. 154. (forma de execução. etc. Subjetivos . indevidamente. São também chamados descritivos. função pública.referentes ao aspecto material do fato. 177. Tipicidade conglobante O tipo legal é a manifestação de uma norma que é gerada para tutelar uma relação de um sujeito com um ente.concernentes ao estado anímico ou psicológico do agente. sem justa causa. de modo algum. 155. Podem apresentar . sob a forma de termos jurídicos (documento. Os elementos do tipo podem ser : Objetivos . fraudulentamente. 234. 173. tempo. 299. isto é. fazendo parte de um universo ordenado de normas. 297. mas permanece junto com outras normas também proibitivas. Normativos . 155. decoro . e sim de um amontoado caprichoso de normas arbitrariamente reunidas. chamado “bem jurídico”. 150. São componentes que exigem. 244. Pois bem: pode ocorrer o fenômeno da fórmula legal aparente abarcar hipóteses que são alcançadas pela norma proibitiva. 246. 153. A norma proibitiva que dá lugar ao tipo (e que permanece anteposta a ele: “não matarás”. podem incluir-se na sua proibição.quando a descrição legal só contém elementos objetivos. (tipicidade normal) Tipo anormal . moléstia).referentes em regra à antijuridicidade. 288 etc. Daí que a tipicidade penal não se reduz à tipicidade legal (isto é. saúde. não se poderia falar de “ordem normativa”. para o que é necessário que esteja proibida à luz da consideração conglobada da norma. etc. possui elementos atinentes à antijuridicidade e ao estado anímico do agente. para a sua ocorrência. e sim que deva evidenciar uma verdadeira proibição com relevância penal.quando a definição.noções que só podem ser compreendidas espiritualmente. funcionário) ou extrajurídico (mulher honesta. arts.se sob a forma de franca referência ao injusto (indevidamente. 174. 178.) Arts. Se isso fosse admitido. (tipicidade anormal). decoro. 248. documento. onde não se concebe que uma norma proíba o que outra ordena ou aquela que outra fomenta. 233. considerada isoladamente. sem as formalidades legais). Isto significa que a . 156.) não está isolada. (sem justa causa. 219. 134. quando considerada conglobadamente. mas que. § 1º. mulher honesta. dignidade. função pública. 202. ao contrário das objetivas que podem ser compreendidas materialmente). Os finalistas não concordam com essa classificação.40 Tipo normal . dignidade. um juízo de valor dentro do próprio campo da tipicidade. lugar. não furtarás”. § 1º. além de elementos objetivos. à adequação à formulação legal). 274.

porque o direito lhe ordena que aja desta forma. Por outro lado. mas também a tipicidade conglobante (isto é. b)quando uma norma parece proibir o que outra fomenta. corrigindo-o. embora um bom número de autores considere que se trata de uma causa de justificação. o crime de furto. a análise de todo o conjunto de normas que venha a tratar de determinado bem jurídico (tipicidade conglobante) pode reduzir a amplitude do tipo legal. para existir tipicidade penal é indispensável haver não só a tipicidade legal (ou seja. Em outras palavras.ex. II) que pressupõe fato típico. não furtrás) e o bem jurídico tutelado (vida. art. . a subsunção do fato à fórmula legal). enquanto no cumprimento de um dever jurídico há somente uma norma preceptiva (uma ordem). mas simplesmente lhe dá uma permissão. a atipicidade da conduta do médico nas intervenções cirúrgicas com fim terapêutico. apesar da tipicidade legal. e d)quando uma norma parece proibir condutas cuja realização garantem outras normas. porque as causas de justificação são geradas a partir de um preceito permissivo. quem deixa de cumprir com um dever jurídico é punido. realizadas dentro dos padrões de excelência médica que orientam o exercício da arte médica. na realidade não está proibida. III. etc. c) quando uma norma parece proibir o que outra norma exclui do âmbito de proibição. configura-se uma atipicidade conglobante. De modo que nos jogos oficialmente regulamentados há atipicidade das lesões culposas desportivas. que pode reduzir o âmbito de proibição aparente. patrimônio). Devem estar correlacionados o tipo legal (p. 23. porque o direito não lhe ordena que assim o faça. 129 do CP ao lado de todo o ordenamento desportivo fomentando o esporte). violação à norma proibitiva que não pode ser vista isoladamente. 23. O cumprimento do dever jurídico: o “estrito cumprimento de dever legal” é um caso em que “não há crime”. de acordo com o art. que surge da consideração isolada da tipicidade legal. e sempre a favor da liberdade em razão da garantia da reserva legal (CP. assim não é. por efeito da correção exercida pela consideração conglobada da norma sobre a tipicidade penal. primeira parte. A afirmação de que o cumprimento de um dever jurídico é uma causa de atipicidade penal. A consideração conglobante da norma anteposta ao tipo pode revelar que uma conduta abarcada pelo tipo legal.41 tipicidade penal implica a tipicidade legal corrigida pela tipicidade conglobante. ocorrem quando: a) uma norma ordena o que outra parece proibir (cumprimento de dever jurídico). o crime de lesão corporal. desde que respeitadas as regras do jogo (há o art. 1º). por estar fora da ingerência do Estado. igualmente. posto que inserida em todo um conjunto de normas dos diversos ramos do Direito). Nessa concepçãp. proibindo as condutas que a perturbam. do CP.). Os principais casos em que. Nesses exemplos as condutas são atípicas. a norma proibitiva que lhe dá fundamento (não matarás. não havendo que se cogitar da incidência da causa de exclusão da ilicitude do exercício regular de direito (CP art. Quem não quer agir justificadamente pode não fazelo.

que é a garantia jurídica para possibilitar uma coexistência que evite a guerra civil (a guerra de todos contra todos). A afetação do bem jurídico como requisito indispensável da tipicidade conglobante. O princípio da insignificância: As afetações de bens jurídicos exigidas pela tipicidade penal requerem sempre alguma gravidade. nem a subtração de um palito de fósforo da caixa que encontramos no escritório vizinho configura um furto. e. o bem jurídico não tenha sido atingido. não resulta numa afetação do bem jurídico típico de lesões. etc. arrancar um fio de cabelo. A insignificância da afetação exclui a tipicidade. por mais que possa ser considerado uma ofensa à integridade corporal (art. pode acontecer que o tipo legal tenha se configurado. caput. ainda que se trate de uma coisa móvel totalmente alheia.Introdução. .42 impede a afirmação absurda de concluir que o policial que detém um suspeito. ou que o médico que cumpre com o dever de denunciar uma doença infecciosa comete uma violação de segredo profissional justificada. A afetação do bem jurídico pode ocorrer de duas formas: de dano ou lesão e de perigo. comete um furto justificado. tem um sentido. apenas a limitando. comete uma privação ilegal de liberdade justificada. 129. se trate de casos excepcionais. portanto. Essas condutas são diretamente atípicas. mas não pertence à tipicidade legal. Conseqüentemente. CP). e. o que não pode ser estabelecido à simples luz de sua consideração isolada. Se a norma tem sua razão de ser na tutela de um bem jurídico. ainda que. no entanto. ou que o oficial de justiça que seqüestra uma coisa móvel. Dano e perigo: A afetação do bem jurídico é um requisito da tipicidade penal. à norma em particular. posto que nem toda afetação mínima do bem jurídico é capaz de configurar a afetação requerida pela tipicidade penal. é justo reconhecer. e que nos indica que essas hipóteses estão excluídas de seu âmbito de proibição. Isto só pode ser estabelecido na tipicidade conglobante. não pode incluir em seu âmbito de proibição as condutas que não afetam o bem jurídico. A insignificância só pode surgir à luz da finalidade geral que dá sentido à ordem normativa. mas só pode ser estabelecida através da consideração conglobada da norma: toda a ordem normativa persegue uma finalidade. para que uma conduta seja penalmente típica é necessário que tenha afetado o bem jurídico. DO TIPO DO CRIME DOLOSO I . Ex. Embora se trate de um conceito que nos proporciona um claro instrumento de interpretação do tipo legal.

O dolo abrange : o objetivo que o sujeito pretende alcançar.Elementos do dolo. Integra a conduta. 18. O CPB adotou a teoria da vontade. art. CPB.Espécies de dolo.é a vontade de concretizar as características objetivas do tipo. Consciência da relação causal objetiva entre a conduta e o resultado . III .subsiste o dolo quando o sujeito atua sem a consciência da ilicitude do fato.elemento subjetivo do tipo.requer a previsão ou representação do resultado como certo. IV . conforme a doutrina clássica.é elemento subjetivo (implícito) do tipo.la) . 21 CPB . I.dolo é a previsão do resultado. Teoria da representação .pela teoria finalista o dolo (natural) corresponde à simples vontade de concretizar os elementos objetivos do tipo.nos crimes de mera conduta é suficiente que o sujeito tenha a representação e a vontade de realizá . Teoria da vontade . II .momento volitivo. os meios que emprega para isso.43 Dolo .lo. Art. Natureza .Teorias do dolo. .integrante da culpabilidade. provável ou possível. Teoria do assentimento . Art.Dolo natural . 18. não portando a consciência da ilicitude (normativo) . V . o dolo possui os seguintes elementos : Consciência da conduta e do resultado típico. É suficiente que o resultado seja previsto pelo sujeito. Vontade de realizar a conduta e produzir o resultado (Nos crimes materiais e formais .Conceito . Presentes os requisitos da consciência e da vontade.momento intelectual.é preciso que o agente tenha a representação do fato (consciência do fato) e a vontade de causar o resultado. não exigindo que o sujeito queira produzi . I. as conseqüências secundárias que necessariamente estão vinculadas com o emprego dos meios. VI .

II . dolo genérico e específico. O cuidado necessário deve ser objetivamente previsível. 18. (art. Análise da culpabilidade : decorre da previsibilidade subjetiva.teoria positiva do consentimento.é a possibilidade de ser antevisto o resultado. pois que normativa e não psicológica. Inobservância do cuidado objetivo manifestada através da imprudência. Previsibilidade . Inobservância do dever de diligência . I. nas circunstâncias em que o sujeito realizou a conduta. Previsibilidade objetiva. ns condições em que o sujeito se encontrava.dolo alternativo e dolo eventual. Conduta humana voluntária de fazer ou não fazer. dolo de dano e dolo de perigo. Quando o resultado era previsível para o sujeito. ilicitude e culpabilidade. constitui elemento do tipo.Estrutura do tipo. negligência ou imperícia. A imprevisibilidade objetiva exclui a tipicidade. VII . dolo indireto ou indeterminado . dolo geral (erro sucessivo). Culpabilidade do crime doloso = crime culposo. A tipicidade constitui indício de antijuridicidade.Previsibilidade objetiva e subjetiva. insuficiente. Dolo eventual .é de se exigir a diligência necessária objetiva quando o resultado produzido era previsível para um homem comum. 121. A culpa.Dolo e pena. . É típica a conduta que deixou de observar o cuidado necessário objetivamente previsível.cuidado objetivo. dolo normativo e dolo natural. Previsibilidade objetiva . como elemento do tipo. III . a culpabilidade.Elementos do fato típico culposo. TEORIA DO CRIME CULPOSO I . na doutrina finalista da ação. Conceito de dolo indireto e eventual do art. § 3º.44 dolo direto ou determinado. temos a reprovabilidade da conduta. Ausência de previsão. CPB).

caminho do crime) O exaurimento é acontecimento posterior à consumação. O CRIME PRETERDOLOSO I .Crimes preterdolosos ou preterintencionais. Nexo de causalidade. II .é a ausência de precaução ou indiferença em relação ao ato realizado. Tipicidade. Negligência .Espécies de culpa. 14.Nexo subjetivo e normativo. Imperícia .Graus de culpa. A consumação encerra o processo executivo (iter criminis . § único do CPB. Ex. Art. leve e levíssima.Art.é a prática de um fato perigoso. VI . V . DO CRIME CONSUMADO I .é a falta de aptidão para o exercício de arte ou profissão. . I. 18. concussão. 19 CPB.Concorrência e compensação de culpas. VII . corrupção passiva. VIII .Imprudência .45 Resultado involuntário. grave.Crime exaurido. II . IV .Conceito. CPB. art. Culpa própria e imprópria. Culpa consciente e inconsciente .Excepcionalidade do crime culposo .

V . Crime formal.Atos preparatórios e executórios : distinção baseada em dois critérios : Critério material . 15. Crime de mera conduta. CPB) . Crime permanente. atos preparatórios. que não se consuma por circunstâncias alheias à vontade do agente. pela interferência de circunstâncias alheias à vontade do sujeito : tentativa perfeita ou crime falho e tentativa imperfeita. IV . São suas etapas : cogitação.46 III . A fase executiva pode ser interrompida : pela vontade do sujeito . 14. II.desistência voluntária e arrependimento eficaz (art. Art. É a execução iniciada de um crime.Teorias : Subjetiva ou voluntarista. CPB. III . Crime omissivo impróprio ou comissivo por omissão.se em norma de ampliação temporal da figura típica. DA TENTATIVA I .Conceito. Constitui .A consumação nas várias espécies de crimes. É um dos casos de adequação típica de subordinação mediata. II. consumação. Crime culposo.Natureza jurídica. Objetiva Não consumação do crime por circunstâncias alheias à vontade do agente. Crime material. Crime omissivo próprio.existe ato de execução quando o comportamento do agente dá início à realização do tipo. Teoria objetiva individual (Damásio) . Crime qualificado pelo resultado. Critério formal . CPB).Necessária a distinção entre começo de execução do crime e começo de execução da ação típica. Início (típico) de execução do crime. 14. Sintomática. É o conjunto de fases pelas quais passa o delito.Elementos.há ato executório quando a conduta do agente ataca o bem jurídico. execução. . (art."Iter criminis". II .

"Salvo disposição em contrário" (art. permanentes de forma exclusivamente omissiva. Crime culposo e tentativa. habituais. omissivos próprios. 14. Ex.causas de exclusão da adequação típica ampliada. crimes de atentado. É o dolo direto ou eventual (o mesmo do crime consumado). respondendo o sujeito pelos atos já praticados se penalmente relevantes . 15 CPB.tentativa qualificada.47 IV . Desistência voluntária : consiste numa abstenção de atividade. DESISTÊNCIA VOLUNTÁRIA E ARREPENDIMENTO EFICAZ. desenvolve nova atividade impedindo a produção do resultado. Exceção : crime omissivo impróprio. Teorias : subjetiva e objetiva. Retiram a tipicidade dos atos somente com referência ao crime cuja execução o sujeito iniciou. não se exigindo a espontaneidade. Tanto uma como outra devem ser voluntárias. unissubsistentes. 352 CPB. VI . . § único. que a lei pune somente quando ocorre o resultado. V . Natureza jurídica . preterdolosos ou preterintencionais. (TENTATIVA QUALIFICADA OU ABANDONADA) Art.Aplicação da pena.Elemento subjetivo.Infrações que não admitem tentativa. só ocorre antes do sujeito esgotar o processo executivo (tentativa imperfeita ou inacabada). só é possível nos crimes materiais e formais. Arrependimento eficaz : quando o sujeito tendo já ultimado o processo de execução do crime. pois é ela que especifica a figura típica a que se encontram ligados os atos executórios. CPB) = quando à tentativa é aplicada a mesma pena do crime consumado. Culpa imprópria. art. sem a diminuição legal. É a vontade do agente que fornece o elemento subjetivo final para a configuração da tentativa. Crimes : culposos.

Teoria objetiva temperada. 94. torna impossível a produção do resultado visado pelo agente. art. quando. II. 312.Exemplos. II.Conceito. 78. § 2º. art. ou quando pela sua situação ou condição. INADEQUADA) I . art. 65. Ambas precisam ser absolutas. III. 16 CPB. Ineficácia relativa do objeto .quando uma condição acidental do próprio objeto material neutraliza a eficiência do meio usado pelo agente. presente o objeto material na fase inicial da conduta. (QUASE CRIME . 83. DO CRIME IMPOSSÍVEL.quando inexiste o objeto material sobre o qual deveria recair a conduta. Delito impossível por ineficácia absoluta do meio . II .Não há tentativa por ausência de tipicidade. II .Requisitos.se no instante do ataque. Art. 91. vem a ausentar .48 DO ARREPENDIMENTO POSTERIOR I . III . . b. 17 CPB . INIDÔNEA-TENT. IV . este não ocorre por circunstâncias acidentais.Relevância da reparação do dano.quando. Causa obrigatória de diminuição da pena. não obstante eficaz à produção do resultado. Art.Conceito. I. pela sua própria natureza é absolutamente incapaz de produzir o resultado. ERRO DE TIPO I . art. Delito impossível por impropriedade absoluta do objeto . A ineficácia do meio e a impropriedade do objeto são desconhecidas do agente.TENT. IV.Natureza jurídica. Art.Conceito. Ineficácia relativa do meio . art. 81. § 3º.quando o meio empregado pelo agente. Sendo relativas haverá tentativa. art.

inculpável) Erro vencível (inescusável.plenamente justificáveis pela circunstâncias . Erro invencível (escusável. V . Posição do provocador e do provocado. VIII .Efeitos do erro de tipo essencial. ANTIJURIDICIDADE (ILICITUDE OU INJUSTO) I . Ordem não manifestamente ilegal.art.erro vencível ou invencível. Ordem ilegal e erro de tipo . Resultado diverso do pretendido (aberratio criminis) .Formas. Essencial e acidental.Diferenças entre erro de tipo e erro de proibição. 22. Erro na execução (aberractio ictus) . supondo. X . Obediência hierárquica putativa.Erro de tipo e delito putativo por erro de tipo. IV . Art.Erro de tipo e erro de proibição. 1ª parte do CPB). em face disso.Erro de tipo essencial. 20. a licitude do fato (erro de proibição). . Art. Relação com o erro de fato e o erro de direito. Ordem manifestamente ilegal.49 III .Erro acidental. Ordem ilegal.estrito cumprimento de dever legal putativo.causas excludentes da culpabilidade putativas. § 1º. Erro provocado. 20. IX . XI .art. Erro provocado . 74 CPB. Conceito. Coação moral irresistível putativa (art.Conceito. injustificável) VII . 24 e 25 CPB. 73 CPB. Erro sobre o objeto (error in objecto) Erro sobre a pessoa (error in persona) .Descriminantes putativas.Provocação dolosa e culposa. Erro espontâneo.Erro provocado por terceiro. Causas de inculpabilidade putativas . O erro do sujeito pode incidir sobre os pressupostos de fato da causa de justificação (erro de tipo) ou os limites da excludente da ilicitude. VI . § 2º CPB. 1ª parte CPB.art.art. Conceito . 20 § 3º CPB. justificável. 23. Descriminantes putativas derivadas de erro de tipo .

Um perigo atual. O Estado de necessidade pode ser desdobrado em: Situação de perigo (situação de necessidade) Conduta lesiva (fato necessário). Antijuridicidade.Terminologia.Requisitos. constituindo a lesão de um interesse protegido. V . II . III . injusto e ilicitude. 24 CPB. Excesso doloso ou consciente. Exemplos. . Art.Causas de exclusão da antijuridicidade.derivado de erro. Antijuridicidade subjetiva. com a ordem jurídica. exs. ESTADO DE NECESSIDADE I . IV . Antijuridicidade objetiva. Ameaça a direito próprio ou de terceiro. eventualmente adequado ao modelo legal. Arts. Excesso nas justificativas. 24 e 25 do CPB.50 É a contradição do fato. arts.Antijuridicidade formal (tipo penal) e antijuridicidade material (antijuridicidade). I e 142 CPB. Excludentes da antijuridicidade na Parte Especial. 23. 128. Causas supralegais de exclusão da antijuridicidade.Caráter objetivo da antijuridicidade. Inexistência do dever legal de arrostar o perigo. III . II . Requisitos da situação de perigo. Excesso não intencional ou inconsciente . Situação de perigo não provocada voluntariamente pelo sujeito.Considerações gerais.Conceito e natureza jurídica. Requisitos objetivos e subjetivos de justificação.

usando moderadamente dos meios necessários. a direito próprio ou alheio. Agressão: é a conduta humana que ataca um bem jurídico. a direito próprio ou de terceiro. a não ser quanto ao excesso por parte de quem foi provocado. art. O provocador não pode invocar a legítima defesa. Natureza jurídica: causa de exclusão da ilicitude. Requisitos: agressão injusta. Arts. LEGÍTIMA DEFESA Conceito: Causa de exclusão da ilicitude que consiste em repelir injusta agressão. atual ou iminente.real (art. Conhecimento da situação de fato justificante. IV . Inexigibilidade de sacrifício do interesse ameaçado.51 Requisitos do fato necessário. Injusta: é a contrária ao ordenamento jurídico. O aspecto subjetivo do agente . 20. Inevitabilidade do comportamento lesivo. independentemente da capacidade do agente. II e 25 do CPB. Imprescindível a moderação. O terceiro que sofre a ofensa necessária . Considerando: A titularidade do interesse protegido .agressivo e defensivo.Formas do Estado de necessidade. 24) e putativo (arts. Agressão de inimputáveis: a injustiça da agressão deve ser aferida de forma objetiva. conhecimento da situação justificante. 1º parte e 21 caput CPB). atual ou iminente. uso moderado de tais meios.próprio e de terceiro. . § 2º do CPB. VI . Provocação do agente: Segundo a intensidade e conforme as circunstâncias pode ou não ser uma agressão. 23. repulsa com os meios necessários.Excesso . 24.é a desnecessária intensificação da conduta inicialmente justificada. Excesso doloso e não intencional (erro). V . § 1º.Causa de diminuição de pena.

Não é permitido no Estado de Necessidade. culposo ou exculpante (sem dolo ou culpa).: uso de arma de fogo ao invés de pedaço de pau. legítima defesa real contra estado de necessidade real. Hipóteses de cabimento de legítima defesa real: Contra a agressão injusta de inimputável.52 "Commodus discessus”: O sacrifício do bem. Agressão futura. São os eficazes e suficientes para repelir a agressão. Legítima defesa putativa contra legítima defesa real (só é possível na legítima defesa putativa de terceiro). Deve haver a proporcionalidade entre a ofensa e a intensidade da repulsa. Na legítima defesa a solução é diversa por se tratar de agressão injusta. legítima defesa real contra exercício regular de direito. Hipóteses de não cabimento da legítima defesa. Meios necessários: são os menos lesivos colocados à disposição do agente no momento em que sofre a agressão. deve ser realizada somente quando inevitável. ex. Legítima defesa putativa contra legítima defesa putativa. O sujeito pode optar entre o comodismo da fuga ou permanecer e defender .legítima defesa própria e de terceiro. legítima defesa real contra estrito cumprimento do dever legal. Atual. Legítima defesa real contra legítima defesa culposa (legítima defesa putativa por erro de tipo evitável).se de acordo com as exigências legais. . Contra agressão acobertada por qualquer outra causa de exclusão da culpabilidade. pois que ausente a injustiça da agressão: legítima defesa real contra legítima defesa real. Agressão a direito próprio ou de terceiro . Agressão passada. Agressão atual ou iminente. Contra legítima defesa putativa. Iminente. embora seja a saída mais cômoda para a defesa. Desnecessidade do meio : caracteriza o excesso doloso. Desde que haja proporcionalidade entre a lesão e a repulsa qualquer bem tutelado pelo ordenamento jurídico admite a legítima defesa. Legítima defesa real contra legítima defesa subjetiva.

Presente o excesso. Alguns conceitos : Legítima defesa sucessiva : é a repulsa contra o excesso. seja no modo imoderado de utilizá . inescusável. Espécies de excesso : Doloso ou consciente : ocorre quando o agente. Conseqüência .53 Moderação : é o emprego dos meios necessários dentro do limite razoável para conter a agressão. Culposo ou inconsciente : por culpa estrito senso .responderá pelo resultado a título de dolo. mesmo tendo consciência de sua desproporcionalidade. naquela. Imoderação : afastada a moderação. Diferenças entre legítima defesa e estado de necessidade. o sujeito se desvia da inicial defesa legítima. o bem jurídico é exposto a perigo. há um conflito entre dois bens jurídicos expostos a perigo. o perigo pode ou não advir da conduta humana. devendo o agente responder pelas desnecessárias lesões causadas ao bem jurídico ofendido. que exclui dolo e culpa. Conhecimento da situação justificante : não caracteriza a legítima defesa se presentes os requisitos legais (objetivos) o agente desconhecia a situação. naquela. Exculpante : excesso derivado de erro de tipo inevitável-escusável (legítima defesa subjetiva). deve . emprega meio que sabe ser desnecessário ou. Neste. Conseqüência : o agente responderá pelo resultado produzido. Aberratio ictus e legítima defesa. ao se defender de uma injusta agressão. o direito sofre uma agressão atual ou iminente. .los. a agressão só pode ser praticada por pessoa humana. Neste. Neste. atua com imoderação. Legítima defesa subjetiva : é o excesso derivado de erro de tipo escusável. a título de culpa. Excesso : é a intensificação desnecessária de uma ação inicialmente justificada. os requisitos das descriminantes deixam de existir. O fato é objetivamente ilícito. uma repulsa a ataque. seja nas escolhas dos meios. Legítima defesa putativa : é a errônea suposição da existência da legítima defesa por erro de tipo ou de proibição.erro de tipo evitável.se indagar se houve excesso. naquela.

que agem por ordem da lei. Alcance . só existe se houver injusta agressão. Intervenções médicas e cirúrgicas e violência desportiva. a conduta pode ser dirigida contra terceiro inocente. O cumprimento deve ser estritamente dentro da lei. mesário da justiça eleitoral etc. art. 23.lei 4898/65 . 23. a agressão não precisa ser injusta. somente contra o agressor.54 Neste.ou crimes previstos no código penal. Neste. caracterizada como fato típico. 142. Art. Significado da expressão direito : empregada em sentido amplo. penal ou extrapenal. . por força do desempenho de uma obrigação imposta por lei. por outro lado.se aos funcionários ou agentes públicos. abrangendo todas as formas de direito subjetivo. Alcance da excludente : dirige . Os excessos cometidos poderão constituir crime de abuso de autoridade . ESTRITO CUMPRIMENTO DO DEVER LEGAL Conceito e natureza jurídica : Causa de exclusão da ilicitude que consiste na realização de um fato típico. Conhecimento da situação justificante. a legítima defesa.qualquer pessoa pode exercitar um direito subjetivo ou uma faculdade previstos em lei (penal ou extra penal). Dever legal : compreende toda e qualquer obrigação direta ou indiretamente derivada de lei. II e 146.causa de exclusão da ilicitude que consiste no exercício de uma prerrogativa conferida pelo ordenamento jurídico. 1ª parte CPB. perito. 5º II CF. naquela. III.) Conhecimento da situação justificante. O exercício de um direito nunca é antijurídico. Arts. Coexistência entre estado de necessidade e legítima defesa. art. § 3º CPB. EXERCÍCIO REGULAR DE DIREITO Conceito e Natureza jurídica . sem excluir o particular que exerce função pública (jurado. III. 2ª parte CPB.

Defesa mecânica predisposta : aparatos ocultos com a mesma finalidade que os ofendículos.Espécies de crimes quanto ao concurso de pessoas: crimes monossubjetivos (eventual): podem ser praticados por uma única pessoa. outro arromba a porta e outro se apodera do bem.objetivo / adotada pelo Código Penal) autor é aquele que realiza a conduta típica. 155. desnecessária a aplicação do artigo 29. Ex. Mas nada impede que várias se unam para essa prática. Os crimes plurissubjetivos podem ser: a-) de condutas paralelas: as condutas se auxiliam mutuamente. Consentimento do ofendido : irrelevante penal. no furto um pode ficar vigiando.ex. no todo ou em parte. . quadrilha. visando a produção de um resultado. etc. codelinqüência. co-participação. havendo a atuação de mais de uma pessoa. concurso de delinqüentes. 121.55 Ofendículos : são aparatos facilmente perceptíveis destinados à defesa da propriedade e de qualquer outro bem jurídico. Autor é quem realiza diretamente a ação típica. adultério. ofende. isto é. crimes plurissubjetivos (necessário): devem ser praticados por uma pluralidade de agentes. causa de exclusão da tipicidade. Ex. 29 Autoria: autor é o sujeito que executa a conduta descrita no tipo penal. não há necessidade da norma de extensão do art. denomina-se concurso de pessoas. rixa. quadrilha. Ex. etc... Concurso Necessário e Eventual . Ex. uma só pessoa pratica delitos. 129 etc.. encontrando-se no resultado. aquele que mata. pois todos praticam condutas típicas e por isso. b-) de condutas convergentes: as condutas tendem a se encontrar e desse encontro. subtrai. concurso de agentes. c-) de condutas contrapostas: as condutas são praticadas uma contra as outras. participação. DO CONCURSO DE AGENTES – PESSOAS – artigo 29 do Código Penal Introdução: em regra. Nessa hipótese. aplica-se a regra do artigo 29 do CP. . causa de exclusão da ilicitude. existem duas teorias: restritiva: (critério formal . Nos crimes plurissubjetivos. Nessa hipótese. P. crime de rixa. As condutas se manifestam na mesma direção e no mesmo plano. P. colaborando na execução. co-autoria. Sobre a autoria.. bigamia. surge o resultado. art. crime de adultério e bigamia. ex. etc.

autoria (direta e parcial ou funcional). a autoria abrange: a) autoria propriamente dita (autoria direta individual e imediata). ou de mera conduta. É uma teoria que se assenta em princípios relacionados à conduta e não ao resultado. autoria mediata. autor é quem tem o controle final do fato. co . formais. É quem dá causa ao evento. Na teoria do domínio do fato.56 extensiva: (critério material-objetivo)autor é também todo aquele que concorre de qualquer modo para o crime. . domínio do fato : (critério objetivo-subjetivo)autor é todo aquele que detém o controle final da produção do resultado. 62. apenas cooperando. mediante qualquer conduta. A teoria do domínio do fato só é aplicável aos crimes dolosos. que não tem o domínio do fato. Agindo no exercício desse controle. incitando. Pela teoria do domínio do fato (critério objetivo-subjetivo). I. Ele tem o domínio da conduta. etc. domina finalisticamente o decurso do crime e decide sobre a sua prática. constituindo 0 crime produto de sua criatividade. instigador ou auxiliar. deixando de observar o cuidado objetivo necessário. aplicando critério objetivo subjetivo. distingue-se do partícipe. Nos culposos. autoria intelectual. c) autoria mediata. age sozinho. não havendo indutor. possuindo assim. e não somente aquele que realiza uma conduta típica. o autor ou executor realiza materialmente a conduta típica (executor material individual). inexiste distinção entre autoria e participação: é autor todo aquele que. Formas de autoria por esta teoria : autoria propriamente dita. Formas de autoria e de concurso de pessoas em face da teoria do domínio do fato: co-autoria e participação. CPB). interrupção e circunstâncias. induzindo. (art. Na autoria intelectual o sujeito planeja a ação delituosa. Constitui tese restritiva. como na restritiva. o domínio completo de todas as ações até a eclosão do evento pretendido. produz um resultado típico. Na autoria propriamente dita (autoria direta individual e imediata). É aquele que causa modificação no mundo exterior. d) co-autoria (reunião de autorias). b) autoria intelectual. sejam materiais.

um pode ameaçar e segurar a vítima. de qualquer modo concorre para que o autor o realize. serve-se de outrem para praticar o fato. que constitui forma de autoria. a ação ou omissão que configura o delito. Na co-autoria direta todos os sujeitos realizam a conduta típica. Será co-autor aquele que executa. Cada um dos integrantes possui o domínio da realização do fato conjuntamente com outro ou outros autores. Trata-se do chamado “domínio funcional do fato”. conjugam esforços no sentido da produção do mesmo efeito.ex. realizem a conduta principal. uma pessoa. Não é necessário que todos realizem os atos executivos do crime. ainda que. Os cooperadores. pois no roubo. O sujeito que. no último caso. . não seja típica a conduta perante verbo. Não há necessidade que todos tenham o mesmo comportamento. chamado de “instrumento”. um ameaça e o outro subtrai. ou co-autores. assim denominado porque alude à repartição de atividades (funções) entre os sujeitos. Ambos praticaram os atos executórios descritos no tipo. Na co-autoria (reunião de autorias). o co-autor realiza o verbo típico ou concretiza parte da descrição do crime. desde que esteja abarcada pela vontade comum de cometimento do fato. iniciam ao menos a execução do crime. ou os co-autores. p. no estupro. Ele possui o domínio da vontade do executor. enquanto outro mantém com a mesma conjunção carnal.. conscientemente. não é penalmente relevante. e b) parcial ou funcional. Todos os agentes realizam a conduta principal. A co-autoria pode ser: a) direta. participação: os partícipes apenas concorrem para que o autor. o “sujeito de trás”. Formas de Concurso de Pessoas co-autoria: as várias pessoas praticam os atos executórios descritos no tipo. Na co-autoria parcial ou funcional há divisão de tarefas executórias do delito. de modo que o evento se apresenta como produto das várias atividades. Na participação a pessoa colabora para a conduta do autor com a prática de uma ação que. com os quais tem plano comum de distribuição de atividades. Assim. É a prática comunitária do crime. podendo a ele ser atribuída a “propriedade” do crime.57 Na autoria mediata. Esta ação (conduta) passa a ser penalmente relevante quando o autor. em si mesma. não praticando atos executórios do crime. juntamente com outras pessoas.

Não se distingue entre as várias categorias de pessoas (autor. ainda quando tenha sido praticado em concurso de várias pessoas permanece único e indivisível. Há um delito único entre os autores e outro delito único entre os partícipes. Se a participação for posterior à consumação pode caracterizar crime autônomo. instigador. Há um só crime para os autores e outro para os partícipes. teoria unitária ou monista (monística) adotada pelo CP: todos os que concorrem para um crime (co-autores ou partícipes). Assim.58 O partícipe não comete a conduta descrita pelo preceito primário da norma. O cúmplice contribui para o crime prestando auxílio ao autor ou partícipe. preparação. . um resultado próprio. material: é a cumplicidade. É preciso que o agente contribua para o resultado. A participação pode ocorrer em qualquer das fases do “iter criminis” (cogitação. em que a conduta do partícipe constitui outro crime. O partícipe age sobre a vontade do autor. mas pratica uma atividade que contribui para a realização do delito. cúmplice. praticando um crime próprio. sendo todos autores ou co-autores do crime.. sendo ambos descritos pelas normas como delitos autônomos. A cada um dos participantes corresponde uma conduta própria. Cada agente. com o apoio material (emprestar a arma. o próprio § 2º do artigo 29. Há então um crime do autor e outro do partícipe. teoria dualista: os autores respondem por um delito e os partícipes por outro. praticam o mesmo crime. do CP ressalva a divisão de responsabilidades. Há unidade de crimes e pluralidade de agentes. autônomo. segurar a vítima. de modo determinante na resolução do autor. como p. execução e consumação). Induzir é criar a idéia. um elemento psicológico próprio. ex.). de acordo com sua vontade. O crime. Exceções à teoria monista: apesar do Código ter adotado a teoria monista. revelar o segredo do cofre).. pratica uma ação distinta. fazendo nascer neste a idéia da prática do crime ou encorajando a idéia já existente. há casos em que o Código Penal adotou a teoria pluralística. concluindo-se que cada um responde por delito próprio. partícipe. os artigos 348 e 349 do Código Penal. de acordo com a intenção do sujeito. Natureza Jurídica do Concurso de Pessoas – Concurso de agentes Na co-autoria e participação há um ou vários crimes? Existem três teorias a respeito. instigar é reforçar a vontade do autor. Através do auxílio. As formas de participação podem ser: moral: é o induzimento ou a instigação. Ocorre uma pluralidade de pessoas e de crimes. teoria pluralística: cada um dos participantes pratica um delito. etc.

124/126 – caso não houvesse o art. é através da norma de extensão espacial e pessoal. participação é uma norma de extensão pessoal e espacial da figura típica. já que ele. tornando-se típicas por força da adequação. P. todos conseguem fugir. praticada pelo autor. Através do art. Dependem da realização da figura principal. Todos respondem indistintamente. Consumada a subtração. como ocorre na teoria acessória. caso não houvesse o 126. arts. isoladamente. Teoria da Acessoriedade (adotada pelo CP): a participação é uma atividade secundária em relação a uma atividade principal.59 Além disso. o Código abandonou a teoria monista. de fato. em qualquer momento concorrerm para a realização do crime. e de lá. o agente seria partícipe do 124. como conseqüência de uma atividade comum. A figura do primeiro existe em razão do tipo a que se amolda a usa conduta. subtraem para si mesmos diversos objetos de valor. . O outro fica do lado de fora cuidando para que ninguém se aproxime. Teoria Causal: não há diferença entre agentes principais e secundários. mas também aqueles que. não sendo puníveis por si mesmo. as condutas participativas são atípicas. Se inexistisse a norma de extensão. 317/333 e 342/343. A participação é acessória à um fato principal. Natureza Jurídica da Participação A participação constitui conduta acessória de outra principal? Temos duas teorias. abrangendo ela não somente os fatos definidos no preceito primário da norma. serão responsabilizados pelo resultado. É evidente que existe diferença entre autor e partícipe. praticando ou não fatos típicos. O segundo só enquadra o comportamento no tipo penal por força da regra de ampliação prevista no artigo 29. Todos. em que o crime. É que. CP. A única forma de se enquadrar a conduta deste indivíduo. Tem apoio na “teoria da equivalência dos antecedentes”. 124. 2ª parte. nada subtraiu. por isso. Ex. é um fato único e. Quatro ladrões pretendem praticar um furto. em alguns casos específicos. a gestante seria partícipe do 126. comum a todos e a cada um dos agentes.ex. Obs: Na participação há condutas típicas e condutas inicialmente atípicas que se tornam típicas por força da regra do artigo 29. 29 há ampliação espacial e pessoal da figura típica. Portanto. E. Não se cuida de uma relação pessoal. mas de uma relação real. Três entram na residência escolhida. Os atos de participação não integram elemento algum de realização da figura típica. a conduta do último que apenas vigiou seria atípica.

utiliza-o para a prática da conduta típica. antijurídico. conseqüentemente do fato. antijurídico e culpável . é preciso que este pratique um fato típico e antijurídico (ilícito). Isto porque. o que não se pode admitir. A autoria mediata exige a existência de uma pluralidade de pessoas. Assim. não havendo a necessidade de ser considerado culpável. não se pode exigir que o comportamento principal constitua um fato típico. Autoria Mediata (indireta – mediador): não se confunde com participação. Contudo.fato típico.60 A lei não proíbe apenas o homem de matar ou furtar. Ocorre a autoria mediata quando alguém. Acessoriedade Limitada: para que o partícipe responda com o autor. Isto porque. basta que o fato seja típico e antijurídico. O domínio do fato pertence exclusivamente ao autor (mediato) e não ao executor (autor imediato). E. não havendo a mesma quando o agente se utiliza de um animal ou de um instrumento para a prática do delito. o autor mediato seria o idealizador do crime. P. o partícipe não poderá ser responsabilizado. O médico entrega uma injeção com veneno ao invés de medicamento para que a enfermeira ministre. não basta que a conduta do partícipe aceda a um comportamento principal que constitua apenas “fato típico” . o partícipe também não responderia pelo delito. sendo o único responsável pela prática criminosa. somente quem possui o domínio do fato pode abusar de alguém para a sua realização. Hiperacessoriedade . O dono do armazém entrega veneno no lugar de açúcar para a empregada. Assim. Aquele detém o domínio da ação e. caso ou autor principal não seja culpável. mas também que se pratique fatos tendentes a matar ou a furtar. A norma proíbe todos os atos de cooperação na prática do ilícito penal. O traficante se utiliza de um menor inimputável para a consumação do delito.ex. mas não antijurídico (legítima defesa). Na autoria mediata ocorre o abuso do homem não-livre. Pode resultar de: . culpável. não se admite a autoria mediata nos crimes de mão própria (falso testemunho) e nos crimes culposos. Também. respondendo o partícipe também pelas agravantes e atenuantes do autor ou coa autores.acessoriedade extrema -. para a punibilidade da participação. por erro ou inimputabilidade de outrem. É a adotada pelo Código Penal. Também. caso o autor principal cometa um fato típico. sendo desnecessário que ele seja culpável.acessoriedade mínima -.

onde cada uma das condutas dos participantes deve contribuir para o delito. A conduta deve efetivamente contribuir para o resultado. sem que o ladrão saiba de sua conduta. objetiva (nexo causal) e subjetiva (nexo psicológico). quando o autor da ordem sabe que esta é ilegal. Somente em relação ao partícipe é necessário que haja o elemento subjetivo da participação. na qual o executor pratica o fato com a vontade submissa à do coato. Ex. cada pessoa contribui com seu tipo de conduta. b) coação moral irresistível. relevância causal das condutas: é o liame objetivo. liame subjetivo (psicológico) entre os agentes: é imprescindível a conjugação de vontades. induzir um doente mental a praticar um crime. cria o vínculo do concurso de pessoas e sujeita os agentes à responsabilidade pelas conseqüências da ação. pois o “autor imediato” não tem consciência da prática delitiva. Somente a adesão voluntária. da qual o autor mediato se serve. Incabível a autoria mediata nos crimes de mão própria e nos crimes culposos. empregada que para se vingar do patrão deixa a porta aberta. o agente não praticou crime algum. Entretanto: desnecessário o acordo prévio de vontades. Deve haver entre os participantes a consciência de que cooperam em uma ação comum. para que ocorra um furto. necessária a homogeneidade de elemento subjetivo-normativo. quando o agente induz alguém a matar um inocente. desnecessário que o autor saiba da ajuda do partícipe: no exemplo anterior. a consciência e querer que a sua conduta contribua para o resultado final. Este elemento pode faltar ao autor principal. Importante: na autoria mediata não há concurso de pessoas. bastando que um adira à vontade do outro. Ex. mas assim age para que o subordinado pratique os atos típicos. . d) erro de tipo invencível (escusável). Se a conduta não tem relevância para o resultado final. visando à realização do fim comum.61 a) ausência de capacidade penal da pessoa. Requisitos do Concurso de Pessoas pluralidade de condutas relevantes: é necessário que cada uma das pessoas pratiquem atos principais (típicos) ou acessórios (não típicos). autor e partícipe devem ter o mesmo elemento subjetivo (dolo) ou normativo (culpa). à atividade criminosa de outrem. o ladrão não sabia que estava sendo ajudado pela empregada. fazendoo crer que estava em legítima defesa. c) obediência hierárquica. ou seja. Assim. pois não se admite a participação dolosa em crime culposo e vice-versa.

pois o “poder” do juiz fica restrito ao “quantum” a ser reduzido. não havendo participação. o § 1º do citado artigo traz uma causa obrigatória (apesar da expressão “pode”) de redução de pena. fazendo-o supor que a mesma estava descarregada. Entretanto. a que todos visam. realizam atos convergentes à produção do resultado. 29. cada um deve ser castigado de acordo com sua culpa. isto é. do art. Ambos atiram contra C.ex. mas que ocorre em face do comportamento de um só deles. § 2º: se o partícipe quis praticar um crime menos grave daquele que o autor praticou. pela tentativa. Entretanto. 29 do CP. Por isso. ambos responderiam por tentativa de homicídio. mas a culpabilidade é individual. A.ex. ou seja. vindo este a falecer em virtude dos disparos de A. há a exceção do § 2º. desconhecendo cada um a conduta do outro. para B ausente era o vínculo subjetivo.ex.ocorre quando inexistente o vínculo subjetivo entre os participantes. O médico responde culposamente e a enfermeira dolosamente. por culpa. A e B se colocam de emboscada para matarem C. responde pelo crime menos grave. ambos responderiam pelo crime consumado. o qual responderá por homicídio consumado e B. Há na hipótese o denominado desvio subjetivo entre os sujeitos. Punibilidade no Concurso de Pessoas: a regra é que todos respondem pelo mesmo delito (teoria monista). por culpa. ex. Caso houvesse este vínculo. A responde por homicídio doloso e B por homicídio culposo. Obs: caso não ficasse apurado quem dera causa à morte de C. se o resultado mais grave . Havendo a desclassificação do delito para um. Isto porque. Autoria colateral . P. Participação de menor importância: a parte final do artigo 29 “caput”. Homogeneidade de infração para todos (identidade de fato): na verdade é conseqüência do concurso de pessoas. todos os agentes respondem pelo mesmo tipo de crime. P. B age com tal violência que produz a morte de C. Cooperação dolosamente distinta – art. diz “na medida de sua culpabilidade”. em face da co-autoria. Isso significa que o crime é único. e ausente o vínculo subjetivo. P. havendo distinção entre autor e partícipe. haverá para todos. Entrega arma para B. entrega veneno para a enfermeira que percebe o engano e mesmo assim ministra a substância. dispara a arma. apesar de todos terem praticado um único crime. as penas podem ser distintas.62 P. Esse dispositivo consagra o princípio constitucional da individualização da pena. Contudo. deseja matar C. O médico. B. o sujeito A determina B a espancar C. Os agentes.

Ex. § 2º). Obs: o concurso de pessoas pode ser uma qualificadora do delito em virtude da maior facilidade para a execução do crime e a conseqüente diminuição do risco do agente. Sem uma delas. tem a função de aumentar ou diminuir a pena. aumentada até a metade (artigo 29. Para distinguirmos as circunstâncias das elementares. o delito desaparece não surgindo outra infração penal. IV) e roubo (157. a figura de funcionário público traduz-se em uma elementar dos crimes. como por exemplo no caso do constrangimento ilegal (146. é previsto e aceito pelo partícipe. excluindo-se certo dado. sem que o crime seja excluído. pois o correto seria que o mesmo fosse processado –desde que o resultado fosse previsível. que agregado à figura típica. são elementares: subtrair. É um dado eventual que pode existir ou não. o crime continua sendo o mesmo. mas jamais influir na figura típica. 2º) quando. Assim. § 4º. Ex. para si ou para outrem. P. 30 Código Penal – Concurso e circunstância do crime.por lesão corporal seguida de morte e não por lesão corporal leve com a pena agravada até a metade. em determinados delitos. ex. sem o qual esta desaparece ou se transforma em outra figura típica. violação de domicílio (150. elementar : componente essencial da figura típica. Esta solução é estranha. coisa. circunstância: dado acessório. se retirarmos a qualidade de funcionário público do autor crime previsto no artigo 312 (peculato) estaremos diante da figura da apropriação indébita (artigo 168). não havendo a desclassificação para outro. Comunicabilidade e Incomunicabilidade de Condições. se retirarmos a qualidade de funcionário público do artigo 319 (prevaricação). não desaparece o crime considerado. estamos em face de uma elementar. a lei reforça a garantia penal quando. embora não querido. a ela se integram e funcionam para moderar a qualidade e quantidade da pena. excluindo-se determinado elemento. Elementares e Circunstâncias – art. móvel. excluí a responsabilidade do partícipe no ilícito que resultara exclusivamente da vontade do praticante da ação típica. § 1º) e retirarmos esta circunstância. o crime desaparece ou surge outro. A falta de previsibilidade quanto ao crime mais grave. não surgindo outro. § 2º. o crime de furto desaparece. Também. temos dois princípios: 1º) quando diante da figura típica. última parte). As circunstâncias podem ser: . acidental. responde por este ilícito a título de dolo eventual. o furto praticado durante o repouso noturno. De outra sorte se o homicídio é cometido por motivo de relevante valor social e moral (art. 121. no crime de furto. § 1º). terá a pena do crime menos grave. há associação de delinqüentes.63 era previsível ao partícipe. § 1º). Obs: quando o crime mais grave. São elementos que. estamos em face de uma circunstância. embora não essenciais à infração penal. furto (155.

são impuníveis. etc. profissão. determina que são comunicáveis as de caráter objetivo. P. estando este nas condições do artigo 26. não responde pela qualificadora da asfixia se o mandado praticar o crime através deste meio. A funcionário público comete o crime de peculato auxiliado por B. sem ser elementar). salvo se possuía conhecimento da mesma. Outro: A participa de um crime cometido por B. um dos participantes desista de continuar na conduta delituosa. puníveis. se o mandante determina que A seja morto. Para a prática B emprega asfixia. em alguns crimes essas condutas são típicas (art. 15 CP.concurso e execução do crime: se o ajuste (acordo). Ex. A (reincidente) induz B (primário) a cometer um furto. A elementar (funcionário público) comunica-se à B. Portanto. exceto se este as desconhecia. Não se comunicam entre os agentes. P. Esta causa de diminuição não se estende à A. a determinação ou induzimento (criar a idéia do crime). as circunstâncias objetivas (ligadas ao fato) comunicam-se ao partícipe. menoridade. O fato é impunível face a regra do art. Participação e Arrependimento: pode ocorrer que iniciado o “iter”. persistindo os outros. a instigação (reforço da idéia criminosa) ou o auxílio (ajuda material) não ingressarem na fase de execução. as circunstâncias subjetivas (ligadas ao agente.64 objetivas (reais ou materiais): que se relacionam com os meios e modos de se praticar o crime: tempo.ex. desde que do conhecimento do agente. a contrario sensu. § único. a) o arrependido é o autor principal ou é o partícipe que impede aquele de iniciar a execução do crime. . modo de execução. P. exceto se este as desconhecia. modo. subjetivas (pessoais): dizem respeito ao agente e não ao fato. Daí a ressalva do artigo 31 do CP.ex. I não se estende à B. 31 Código Penal. Participação Impunível – art. Cada sujeito responde de acordo com as suas condições. A agravante do 61. A manda B matar C. A não irá responder pela qualificadora. É imprescindível que o partícipe conheça a qualidade pessoal do autor. reincidência. Qualquer elemento que integre o fato típico fundamental comunica-se aos concorrentes.ex. lugar. Obs: como a lei determina que não se comunica as circunstâncias de caráter pessoal. parentesco. que não é funcionário público. etc. As circunstâncias objetivas só alcançam o partícipe se. P. 288 e 286 do Código Penal) e portanto. as elementares (objetivas ou pessoal) comunicam-se ao partícipe. houverem integrado o dolo ou a culpa. qualidade da vítima. dizem respeito ao fato e não ao agente. não se comunicam. sem haver praticado o fato que as constitui.ex. Entretanto. Regras do artigo 30 do CP.

responder por outro (art. se um médico e um particular não comunicam a doença. cada um responde pelo crime. Concurso de Pessoas nos Crimes Omissivos crimes omissivos próprios (puros): não é possível a participação por omissão: se alguém sabe que um terceiro não paga pensão e nada faz. como na hipótese de instigar a não pagar. como no caso da empregada que não fecha a porta para que ocorra o furto. Se o particular instigar o médico a não comunicar. isoladamente. Responde pelo delito. crimes omissivos impróprios: aqueles em que o agente busca um resultado pela omisssão. Participação da participação: é punível desde que possua eficiência causal. 15 CP). ex. o mesmo responderá pelo homicídio. Obs: a desistência voluntária e o arrependimento eficaz são circunstâncias comunicáveis. São os casos de induzimento de induzimento. não responde pelo delito de abandono material. Caso B. Após a conduta assessorando a principal ocorre outra. Participação sucessiva: ocorre quando presente o induzimento ocorrer outro induzimento para a prática do mesmo fato. Admite a participação por omissão. A induz B a induzir C a matar D. P. ex. O partícipe induz o autor a praticar um crime e depois o auxilia. o agente D. pelo induzimento de A. por ação pode ser partícipe. Após. sem conhecer o induzimento anterior. etc.. mas não consegue evitar a execução do crime pelo autor. . só o médico responde. também induz B a matar C. P. não responderá. Só seria beneficiado se o arrependimento fosse eficaz. Se o induzimento de D foi eficiente. não é possível a co-autoria: se duas ou mais pessoas não agem como era devido. é preciso: nexo entre a omissão do partícipe e o delito cometido pelo autor. Não respondem pelo delito. Para que ocorra a participação por omissão.ex. pois contribuiu voluntariamente para o crime. A será punível desde que seu induzimento possua eficiência. c) o partícipe se arrepende. A induz B a matar C. dever jurídico do partícipe em opor-se à prática do crime.65 b) ambos se arrependem e param no meio da execução do crime. já estivesse firmemente disposto a cometer o homicídio. Entretanto. P. D. podendo entretanto. vínculo subjetivo. também responderá pelo delito. já que haveria participação por ação. mandado de mandado.

O motorista que dirige em velocidade incompatível. Existente um vínculo psicológico entre duas pessoas na prática da conduta. Entretanto. como no caso do delito de omissão de socorro. “A” e “B” atiram na direção de “C” para matá-lo. dois empregados que atiram uma tábua de um andaime. Duas pessoas buscam um mesmo resultado. III. ainda que não em relação ao resultado. atingindo outra pessoa. etc. são condutas típicas dos crimes culposos. Autoria Colateral Incerta: ocorre quando inexiste o vínculo subjetivo entre as partes. sem que um saiba da ação do outro. que em regra não caracteriza qualquer crime.66 Inexistindo o dever de agir. Deve haver homogeneidade do elemento subjetivo. a conduta imprudente. Ex. c) ambos serão condenados por homicídio tentado? É a solução mais razoável.. qual é a solução? a) ambos respondem por homicídio consumado? Não. P. instigado por seu colega ao lado e. O ato de instigar a não tomar cuidado. Duas pessoas que preparam uma fogueira e causam um incêndio culposamente. Responderão todos os agentes por homicídio. b) ambos serão absolvidos? Não pois houve um evento morte querido. O Concurso de Pessoas nos Crimes Culposos: é admissível a co-autoria mas não a participação.. pois abstrai-se do fato o resultado morte e ambos são punidos pela tentativa. inciso I. roubo. tendo suas penas atenuadas de conformidade com o artigo 65. estará ocorrendo a conivência ou participação negativa. Descobrindo-se quem matou “C”. concorrem elas para o resultado lesivo se obrarem com culpa em sentido estrito. Contudo. a correr. Na hipótese.. Multidão delinqüente: Afastada a hipótese de quadrilha ou bando é possível o cometimento de um crime por uma multidão. temos a chamada autoria colateral certa. não se descobrindo quem matou “C”. salvo nas hipóteses em que o dever geral obriga a ação (socorro aos necessitados). temos a chamada autoria colateral incerta. depredação. sem conhecer a intenção do outro. como nos linchamentos. dano. para os líderes. saque. pois um estará sendo punido além de sua conduta. que ocorre quando o evento é produzido por culpa de duas pessoas. Não devemos confundir isto com concorrência de culpas. etc. a pena deverá ser agravada nos termos do artigo 62. Obs: Não existe participação culposa em crime doloso ou participação dolosa em crime culposo. ou seja. . “e”). desta conduta resulta um evento danoso. É que todos realizam a conduta típica.ex. sem que uma possuísse conhecimento da conduta da outra. ..

Teoria psicológica . único CPB) . a relação subjetiva entre o autor e o fato. é pressuposto da culpabilidade.2 . CPB).O CPB e os requisitos do crime.67 CULPABILIDADE A posição da culpabilidade em face da estrutura do crime.art. 28. isto é. ou sem que tenha ficado demonstrada sua culpabilidade. Culpabilidade é a responsabilidade do autor pelo ilícito que realizou. III . capacidade de ser culpável. par.normativa e teoria normativa pura.Introdução.infração do dever objetivo de cuidado. que apresenta duas facetas : fato típico e ilicitude. Críticas : 1 . II. É o vínculo psicológico que une o autor ao resultado produzido. Um conceito normativo e um conceito psíquico (dolo) não podem ser espécies de um denominador comum. com fundamento no simples nexo de causalidade material.ocorrência de causas que excluem ou diminuem a responsabilidade penal . Três sentidos ao conceito de culpabilidade : fundamento da pena.apesar do nexo psicológico entre o autor e o resultado. Casos na legislação penal brasileira : actio libera in causa na embriaguez (art. não há culpabilidade.sujeição de alguém á imposição de pena sem que tenha agido com dolo ou culpa. teoria psicológica . Ela funciona como condição da resposta penal.Gradualidade da culpabilidade . II . CONCEITO DE CULPABILIDADE I . Rixa qualificada (art.Teorias da culpabilidade : teoria psicológica. I . elemento da determinação ou medição da pena e conceito contrário à responsabilidade objetiva.dolo e culpa como espécies de culpabilidade.A culpabilidade como pressuposto (fundamento) da pena. Para Damásio a culpabilidade não é requisito do crime. Imputabilidade. II . é normativa . .Responsabilidade penal objetiva .culpa (inconsciente) não é psicológica. LVII CF. 137. representado pelo dolo. 5º.

se da anterior quanto às descriminantes putativas. Pode existir dolo sem que haja culpabilidade (causas de exculpação).se com a teoria finalista da ação. A culpabilidade é normativa. Punição do criminoso habitual ou por tendência. passando a constituir seus elementos. e nela se concentram somente aquelas circunstâncias que condicionam a reprovabilidade da conduta contrária ao Direito. Dolo e culpa deixam de ser espécies de culpabilidade. exigibilidade de obediência ao direito. sobre o agente autor de um fato típico e ilícito. Dolo psicológico (vontade e consciência) e normativo (consciência da ilicitude). mas como elemento).Relaciona . Circunstâncias anormais afastam a reprovabilidade. que se condiciona à existência de certos elementos : imputabilidade (não como pressuposto. uma relação psicológica e um juízo de reprovação. Culpabilidade é a reprovação pessoal que se faz contra o autor pela realização de um fato contrário ao Direito. que recai sobre o sujeito. Elementos da culpabilidade normativa pura : imputabilidade.Conceito. como culpabilidade. pois. ou seja. Culpabilidade é reprovabilidade da configuração da vontade.Características do finalismo. exigibilidade de outra conduta (o poder agir de outro modo). sem.68 Teoria psicologico-normativa . somente se pode reprovar ao agente.dolo (com consciência da ilicitude) e culpa. III . possibilidade de conhecimento da ilicitude do fato. A conduta também precisa ser censurável.difere . Teoria limitada da culpabilidade . afastar-lhe o dolo e a culpa.dolo normativo e reprovabilidade (exigibilidade de conduta diversa). reprovabilidade. Teoria normativa pura da culpabilidade (extrema ou estrita). É. elemento psicológico normativo . DA IMPUTABILIDADE I . aquilo a respeito do qual pode algo voluntariamente. Há uma reprovação. . Críticas : Real consciência da antijuridicidade. no entanto. Culpabilidade é reprovabilidade. ao mesmo tempo. embora houvesse podido atuar de modo diferente de como fez. uma censura. É um juízo de valoração a respeito do agente. Culpabilidade é tanto um determinado conteúdo quanto também um juízo de valor sobre esse conteúdo : é. . Toda culpabilidade é culpabilidade de vontade.

Para que uma ação contrária ao Direito possa ser reprovada ao autor. Arts. A capacidade de culpabilidade apresenta dois momentos específicos : um intelectual e outro de vontade. no momento da prática do fato o sujeito não possui capacidade de entender e de querer. portanto. DA EXIGIBILIDADE DE CONDUTA DIVERSA I . § 1º CPB. Arts. V . isto é.se de outro modo.69 Imputabilidade penal é o conjunto de condições pessoais que dão ao agente capacidade para lhe ser juridicamente imputada a prática de um fato punível.Introdução. 26 e 27 do CPB.Imputabilidade e responsabilidade.se que o sujeito carece de liberdade e de faculdade para comportar . Teorias. 103 e 112 do ECA. mas cometida no instante em que o sujeito se encontra em estado de inimputabilidade. com o que não é capaz de culpabilidade. Art. 26. Teoria extrema da culpabilidade. acrescentando que somente os dois momentos conjuntamente constituem.Introdução. Sem a imputabilidade entende . Teoria extrema do dolo. IV . 228 CF. Arts.Causas de exclusão da imputabilidade. POTENCIAL CONSCIÊNCIA DA ILICITUDE I . a capacidade de compreensão do injusto e a determinação da vontade conforme essa compreensão.Fundamento da imputabilidade. será necessário que conheça ou possa conhecer as circunstâncias que pertencem ao tipo e à ilicitude. Teoria limitada do dolo. inculpável. isto é. caput e 28. 101. Houve liberdade originária mas não liberdade atual (instante o cometimento do fato). II . III . sendo. pois. São casos de conduta livremente desejada. a capacidade de culpabilidade. Teoria da imputabilidade moral. .caso de erro de proibição invencível. A ausência de conhecimento da proibição exclui a culpabilidade . Teoria limitada da culpabilidade.Actio libera in causa.

5º. Na Constituição Federal. no sentido de certeza de sua aplicação. Finalidade . quando lhe era exigível uma conduta em tal sentido. ao autor de uma infração (penal). III .exceção ao princípio da personalidade). 5º. XLVI) : privação ou restrição de liberdade. 59 CP). mediante ação penal. pecuniárias e privativas e restritivas de direitos. multa. privativas de liberdade. A lei adotará as seguintes penas (art. . 5º. de poder adotar sua decisão de acordo com o conhecimento do injusto. II . capaz de culpabilidade. Prevenção : geral e especial. XLV CF . XLV. e cujo fim é evitar novos delitos. Coação moral irresistível.70 É a exigibilidade de obediência ao Direito. restritivas de liberdade. fins e caracteres. 5º. De acordo com o CPB as penas classificam . Conceito atual de culpabilidade : juízo de reprovação dirigido ao autor por não haver obrado de acordo com o Direito. como retribuição de seu ato ilícito.se da possibilidade concreta do autor. proporcionalidade. personalidade (art. Apresenta a característica de retribuição.se em : privativas de liberdade. na reforma penal de 1984 (lei 7209/84) passou a apresentar natureza mista : é retributiva e preventiva (art. Doutrinária. perda de bens (art. DAS PENAS I . II . Pena é a sanção aflitiva imposta pelo Estado. legalidade (art. CF). restritivas de direitos e pecuniárias.Conceito.Efeito da inexigibilidade de conduta diversa. A inexigibilidade afasta a culpabilidade. prestação social alternativa. CF). suspensão ou interdição de direitos. inderrogabilidade. XXXIX. XLV. As penas são : corporais.preventiva.Classificação. Trata .Teoria das circunstâncias concomitantes de Frank. A pena. de ameaça de um mal contra o autor de uma infração penal. Caracteres da pena : personalíssima (art. consistente na diminuição de um bem jurídico. CF). 5º.

33. caput).Sentença condenatória com trânsito em julgado . art. Penas proibidas pela CF . interdição temporária de direitos e limitação de fim de semana. 33. Prisão simples . 112. São penas restritivas de direitos : prestação pecuniária. prestação de serviço à comunidade ou a entidades públicas.art.LCP. 1º LEP. (Incluído pela Lei nº 10. § 4o O condenado por crime contra a administração pública terá a progressão de regime do cumprimento da pena condicionada à reparação do dano que causou. 5º. caput. O de Filadélfia. 83 CPB. 33. LEP. estabelecimento penal de execução.art. Arts. Estágios a serem cumpridos pelo condenado que inicia o cumprimento da pena no regime fechado : art. 69. 33 CPB . o de Alburn e o inglês ou progressivo. semi-aberto e aberto. As penas privativas de liberdade são duas (art. Art. de 12.763. XLIX e L. DAS PENAS PRIVATIVAS DE LIBERDADE I . à incapacidade para o exercício do pátrio . ou à devolução do produto do ilícito praticado. 5º. Reclusão e detenção.Regimes penitenciários. 82/86 LEP e art. § 2º CPB e art. CPB). perda de bens e valores. Reclusão e Detenção. Há três.três espécies de regimes penitenciários : Regimes fechado. 34. com os acréscimos legais. incs.Processo de execução.2003) Regras também aplicáveis ao regime semi aberto . § 2º e 40. §§ 1º a 4º CPB.11. 35 CPB. art.71 As penas privativas de liberdade são : reclusão e detenção. XLVII. XLVIII. Art. Sistemas penitenciários. à seqüência de execução no concurso material (art. arts. Ação Penal . Diferenças entre reclusão e detenção : Quanto à espécie de regime.

36. 34. § 2º da LEP. I e II CPP). art. Art. Lei 8072/90. 87 e 112 LEP. Prisão albergue domiciliar .ver Celso Delmanto . IV . Arts. 5º. § 2º e 112 LEP. 35. 117 LEP. É o cômputo na pena privativa de liberdade e na medida de segurança (prestação de serviço à comunidade e limitação de fim de semana) do tempo de prisão provisória ou administrativa e o de internação em hospital ou manicômio. CPB. V . 33. 41. Art. 37 CPB e art. § 1º. 91 e 92 da LEP. 2º. 93/95 e 113/115 LEP. caput.art. I. 33. 82. 34.Detração penal. Arts. 38 e 39 CPB.Regras do regime aberto. Lei 9034/95.Regras de regime fechado. 97. art. Art. § 1º e 83. Arts. à medida de segurança (art. Arts. VI . . II. Início do cumprimento da pena (forma progressiva de execução) .pg. CPP). Efeito da regressão e requisitos . § 1º. 59 do CPB e 110 LEP. CPB. 118 LEP. 99/101 e 183 LEP. III . CPB. 10. CP e 8º LEP. Arts. Art. Arts. Lei 9455/97. caput). (art. 72). 313.Regime especial.72 poder (art. 92. VIII .8º. caput.art. 1º. Art. VII . 28 a 37 e 40 a 43 da LEP. Arts. 50/52 LEP.arts. II . e à prisão preventiva (art.Regras do regime semi aberto. Arts. 323. arts. caput.Superveniência de doença mental. Art. art. CPB). 42 CPB. XLIX CF. § 7º.Direitos e trabalho do preso. CPB . à fiança (art.

função ou atividade pública. 408 CPP). 45. 43. constituída pela . 45. Pertencem ao gênero das alternativas penais.art. LEP. 43.Remição . 180 da LEP.73 Prisão provisória . penas alternativas. parte final. 11. prestação de serviço à comunidade e as interdições temporárias de direitos. as dos incs. I. Das penas previstas no art. Remissão . § 1º. 157 LEP). 43. abatimento. medidas alternativas. substitutivos penais.301/310 CPP). também é dessa natureza a conversão disciplinada no art. prisão decorrente de sentença condenatória recorrível (art.perdão.são sanções de natureza criminal diversas da prisão como a multa.são meios de que se vale o legislador visando impedir que ao autor de uma infração penal venha a ser aplicada medida de segurança ou pena privativa de liberdade.proibição de exercício de cargo. 311 a 316 CPP). substitutivos penais. I. algumas delas restritivas de direitos : prestação pecuniária (art. 43 CPB. prestação de serviços à comunidade ou a entidades públicas (arts. desconto. prisão determinada por sentença decorrente de pronúncia (art. Remição = resgate.prisão em flagrante (arts.Alternativas penais. 43. perdão judicial. 43. CPB). CPB). bem .arts. suspensão condicional do processo. O CP. medidas alternativas e medidas não privativas de liberdade. prisão temporária (Lei 7960/89). 126 a 130 LEP. § 3º. passou a prever que são penas alternativas. CPP). DAS PENAS RESTRITIVAS DE DIREITO I . Art. V. a interdição temporária de direitos (art. Alternativas penais. medidas não privativas de liberdade . perda de bens e valores (art. CPB. II. Também é possível a detração quando a pena em relação à qual se pretende seja ela observada advém de crime cometido antes do delito em decorrência do qual o réu ficou preso provisoriamente IX . 393. Penas restritivas de direitos (melhor seria "penas alternativas). sursis. prisão preventiva (arts. Exs. IV e 46 CPB). IV e V são restritivas da liberdade do condenado. fiança. Penas alternativas . com as alterações da lei 9714/98. Para aplicação do princípio da detração penal deve existir nexo de causalidade entre a prisão provisória e a pena privativa de liberdade.

§ 2º e 58. proibição de exercício e profissão.74 como de mandato eletivo (art. III . Só se dá a conversão após sentença condenatória irrecorrível. prestação inominada (art. caput.art. São autônomas.Natureza das penas restritivas de direitos. 47.art. 151. § 2º. CPB). § 5º (compatibilidade entre as duas penas) CPB. § 2º. que é pena pecuniária (art.Conversão da pena alternativa em privativa de liberdade. multa (art. § 3º. 47. Art. observado os requisitos do art. Arts. Não alcança a multa. II. CPB. LEP). Reincidência . 44. 58. 64. I. 44. art. CPB). §§ 4º e 5º (incompatibilidade entre as duas penas) CPB. 47.Multa substitutiva : condenação a pena igual ou inferior a um ano. obrigatórias e de execução condicional (art. proibição de freqüentar determinados lugares (art. Conversão facultativa . de licença ou autorização do Poder Público (art. CPB). 47. CPB).Condições. atividade ou ofício que dependam de habilitação especial. 44. IV . CPB).é o sistema das penas substitutivas. 43 a 48. limitação de fim de semana (arts. CPB). no qual as penas restritivas de direitos são autônomas e substituem as privativas de liberdade. . II . 44 ? V . IV. CPB). CPB).art. VI e 48. CPB. 60 foi tacitamente revogado pelo § 2º do art. Arts.. 45. 180/184 da LEP. Sistema vicariante . 44. CPB. Penas alternativas (restritivas) previstas nos arts. 43. 44. III. I a III do CPB. 44. substitutivas. (Transcrever quadro de requisitos). 51 CPB). suspensão de autorização ou de habilitação para dirigir veículo (art. Não constitui obstáculo à imposição das penas alternativas (art. Conversão obrigatória . Reincidência específica. § 2º. § único. O § 2º do art. I. 44.

calculado de modo a corresponder a um trigésimo do salário mínimo vigente à época do fato. XLVI.Interdições temporárias de direitos. 5º. 51 CPB. 92. CPB. Arts. Diferença entre prestação pecuniária e multa : A prestação pecuniária destina . 47 CPB.Prestação de serviço à comunidade. Art. . a seus dependentes. 46 CPB. Arts.75 VI . e se não paga. Prestação inominada . de um importância correspondente no mínimo de dez e no máximo de trezentos e sessenta dias-multa. a um fundo penitenciário. A pena de multa destina . 154 e 155 LEP. 44. 49 CPB. I e 45. § 3º CPB. A fixação dever ser feita pelo juiz. 149 e 150 da LEP. VII . Art. cominação abstrata da multa. a) b) c) d) Parte alíquota do patrimônio do agente. 56 e 57 CPB.Perda de bens e valores. não poderá ser convertida em pena privativa de liberdade. Art.Prestação pecuniária e prestação inominada. ou a entidades públicas ou privadas com fim social.se sempre ao Estado. Fixação da pena de multa. 45. IX .a pena de multa é uma modalidade de pena patrimonial que consiste no pagamento por parte do sentenciado.arts. Arts. se descumprida injustificadamente poderá ser convertida em pena privativa de liberdade (art. § 2º CPB. 45. renda. VIII . Prestação pecuniária . Art. dia-multa. I. CF.art. Art. DA PENA DE MULTA Natureza . 43. § 1º do CPB. Critérios de cominação. § 4º CPB). em face da atual redação do art. Art.se à vítima.

MÍNIMO . DO FATO. Revogação.Deve ser paga no prazo máximo de dez dias após o trânsito em julgado da decisão condenatória.5 XS O MAIOR SALÁRIO MÍNIMO VIGENTE AO TEMPO MENOR . O pagamento da pena de multa obedece a quatro critérios básicos : I .10 XS O VALOR DO MENOR DIA MULTA (ART. ART.situação econômica do réu.76 Art. a fixação da quantidade.1/30 DO MAIOR SALÁRIO MÍNIMO VIGENTE AO LIMITES DA PENA DE MULTA SEJA. que deve situar-se entre um mínimo de dez e um máximo de trezentos e sessenta dias-multa.MÁXIMO . já que a norma incriminadora não fixa a quantidade e o valor do dia-multa.É admissível o pagamento em parcelas.360 XS O VALOR DO MAIOR DIA-MULTA X 3. § 1º). etc. a avidez do infrator. nem ultrapassar a cinco vezes o mesmo salário (art. duas operações sucessivas. I . II . 60 CPB ("principalmente") . 58 CPB Pagamento. Em seguida. III . Depois. II .ESPECIAL . . VALOR DO TEMPO DIA MULTA ART 49 § 1º DO FATO. 49). MAIOR .49). 60 em seu § 1º. a pedido do condenado e atendida quando indicada pelas circunstâncias. a quantidade em questão pode ser aumentada até o triplo. OU A MULTA MÁXIMA X 3 (ART. dano sofrido pela vítima. É o que deixa claro o art. o valor. 60. Conversão. Por primeiro.360 XS O VALOR DO MAIOR DIA-MULTA (ART. que não pode ser inferior a um trigésimo do maior saláriomínimo mensal vigente. 49 § 1º CPB). As agravantes e atenuantes não têm aplicação na pena pecuniária. Quando a quantidade máxima possível revelar-se ineficaz diante da situação econômica do réu. o proveito obtido ou a ser obtido com o crime.

Art. Conceito de periculosidade . a capacidade.77 III . a proporcionalidade das medidas de segurança fundamenta .penas e medida de segurança. (Art. Sanção penal .as penas têm natureza retributiva-preventiva. § 1º CPB . V .se ao sujeito pelo juízo da culpabilidade (reprovação social).se na periculosidade do sujeito.é a potência. ao contrário da juízo da culpabilidade. A verificação da periculosidade se faz por intermédio de um juízo sobre o futuro. As medidas de segurança diferem das penas nos seguintes pontos : I . 168 LEP) IV . . IV . A execução não se procede mais nos termos dos arts. da LEP. III . 164 e segs.a prática de fato descrito como crime. 51 CPB. (art.Pode ser exigida mediante desconto no vencimento ou salário do condenado. 50. a aptidão ou a idoneidade que um homem tem para converter .as penas ligam .as penas são aplicáveis aos imputáveis e aos semi-responsáveis.as penas são fixas. que se projeta sobre o passado. as medidas de segurança são indeterminadas. A aplicação de medida de segurança pressupõe : I . as medidas de segurança são preventivas. desde que aplicada isoladamente ou então cumulativamente com a restritiva de direito ou ainda se houver suspensão condicional da pena. DAS MEDIDAS DE SEGURANÇA Introdução.as penas são proporcionais à gravidade da infração. cessando com o desaparecimento da periculosidade do sujeito. 50 § 2º CPB).art. as medidas de segurança.se em causa de ações danosas. II .O desconto não pode atingir o necessário ao sustento do próprio condenado ou de sua família. pelo juízo da periculosidade. e as medidas de segurança não podem ser aplicadas aos absolutamente imputáveis. Pressupostos de aplicação.

96. II.Circunstâncias e elementares do crime. Execução . Arts. art.se entre o crime e a pena. Colocam . independentemente da periculosidade real do sujeito. No caso dos semiresponsáveis (art. Extinção da punibilidade. Tratando .a lei a presume. DAS CIRCUNSTÂNCIAS I . 171 e segs. Presumida . 97 CPB). .aplicação cumulativa e sucessiva de pena e medida de segurança.se de agente semi responsável (art. 96. 26. Periculosidade real e presumida. 26.quando ela deve ser verificada pelo juiz. é necessário que o fato seja típico. art. Art. 99 CPB. Espécies.Posição das circunstâncias na teoria do crime e da sanção penal. Sistema vicariante. Sistema do duplo binário . Imposição de medida de segurança ao inimputável. CPB). 96. II . permitindo a graduação da pena. § único CPB. antijurídico e o sujeito culpado. 97. § único do CPB . §§ 1º ao 4º CPB. 26. Detentiva (art. art. Definição e diferença. I. 107 CPB. § único) cuida-se de periculosidade real.a periculosidade do sujeito.arts.pena reduzida ou medida de segurança (art. Direitos do internado. O CPB presume a periculosidade dos inimputáveis (art.78 II . § único CPB). da LEP. 97 caput e 26 caput do CPB. CPB) e restritiva (art. Real . Art. 98 CPB).

são as que só dizem respeito à pessoa do agente.art. 59 caput). que podem ser : qualificadoras. concomitantes e supervenientes. Art. IV . 2º) legais.se judiciais porque seu reconhecimento é deixado ao poder discricionário do juiz. Culpabilidade do agente. tempo. Conseqüências do crime.art. 26. Circunstâncias subjetivas ou pessoais . causas de aumento e de diminuição da pena . Circunstâncias objetivas ou reais .auxiliam o juiz na verificação da culpabilidade do sujeito. As circunstâncias ainda podem ser : antecedentes.Classificação.conjunto de qualidades morais do agente. são aplicáveis somente aos delitos dolosos. . Motivos determinantes do crime. CPP. IX. Personalidade do agente . lugar. Conduta social. Comportamento da vítima. V .arts. 65 CPB.art. Salvo a reincidência. que se subdividem em : gerais comuns ou genéricas. exceto quando a pena base for fixada no máximo. ocasião.Circunstâncias judiciais. São de aplicação obrigatória.Circunstâncias agravantes. Antecedentes do agente . § único e 60. 6º. Arts.são aquelas que escapam à especificação legal e que servem de meios diretivos para o juiz aplicar a sanção penal. CPP. como os motivos determinantes. especiais ou específicas. Circunstâncias do crime . causas de aumento e de diminuição da pena. Sob outro aspecto podem ser classificadas em : 1º) circunstâncias judiciais (art. objeto material e qualidades da vítima. 59 CPB . suas condições ou qualidades pessoais e relações com o ofendido (vítima). sem qualquer relação com a materialidade do crime. 6º.arts. 61 e 62 CPB. IX. § 1º CPB.79 III . Personalidade . que são : agravantes (circunstâncias qualificativas) . 61 e 62 CPB.são as que se relacionam com os modos e meios de realização da infração penal. Denominam . atenuantes .

(Redação dada pela Lei nº 10. . de 2006) f) com abuso de poder ou violação de dever inerente a cargo. Subjetivas as dos incisos I (reincidência) e II.80 Art. Relações de coabitação. maior de 60 (sessenta) anos. I e II do CPB). II. ou com violência contra a mulher na forma da lei específica. Motivo torpe. (j) ausência de solidariedade humana. e. curatela. caput. l e d (meio cruel). 61. (g) abuso de poder ou violação de dever. Mulher grávida. Dissimulação. Art. h. Traição : material ou moral. CPB - Quando as circunstâncias constituem ou qualificam o crime ou funcionam como escusa absolutória (art. 61. ofício. b.concurso formal. f. (l) embriaguez preordenada. Emboscada.340. Meio de que podia resultar perigo comum. (Incluído pela Lei nº 11. Para que incidam as circunstâncias agravantes do art. a. Relações domésticas. CPB. g) contra criança. d (salvo o meio cruel). enfermo ou mulher grávida. Teleológica. 181. e) com abuso de autoridade ou prevalecendo-se de relações domésticas. de ofício. é necessário que o agente conheça os fatos ou elementos que as constituem. Meio cruel. (f) abuso de autoridade . Interpretação analógica. (d) meio empregado pelo agente na prática do crime. Hospitalidade. Velho. e g. Conseqüêncial. 61. de 2003) (i) vítima sob a proteção da autoridade. c. (h) Criança. de coabitação ou de hospitalidade. (b) (c) O código permite o emprego de interpretação analógica. de hierarquia eclesiástica etc. Acontecendo o perigo comum . ministério ou profissão. São objetivas . Motivo fútil.741. i e j. (a) Conexão. Enfermo. II. (e) relações entre o agente e a vítima.II.indica o exercício ilegítimo da autoridade no campo privado. Ocasional. Meio insidioso. como relações de tutela.

Art. 83. 7º LCP. 77. extinção da pena. Multa. Autoridade pública ou privada. III . I.relação hierárquica. Art. caput. III. IV . Sursis.autoria intelectual . § 1º CPB.81 Circunstâncias agravantes no concurso de pessoas. início do período de prova do sursis ou do livramento condicional sem revogação.não caracteriza o simples conselho. Art. 67. I. § 2º.Efeitos : arts.Pressuposto. . Ajuste prévio e submissão de vontade. 155. Coação irresistível . A questão da prova. Formas : real e ficta. Induzir. I . REINCIDÊNCIA I . 117. CPB . física ou moral. 63 CPB. Conceito de criminoso primário e de criminoso tecnicamente primário. Induzimento. II . II .Instigação ou determinação a pessoa subordinada . Extinção da punibilidade. da temporariedade (reincidência infraqüinqüenal) e misto. VI. Sistemas : da perpetuidade. Perdão judicial.65. III . 120 CPB.o mandante responderá pelo crime praticado pelo coagido e por constrangimento ilegal. 170 e 171.Eficácia temporal da condenação anterior para efeito da reincidência. Art. 62 CPB. 64. c) ou irresistível (autoria mediata). II.cumprimento da pena. 61. Art.Conceito. IV .Coação resistível (art. 110. I. Prática de infração penal após sentença condenatória com trânsito em julgado por crime anterior.Paga ou promessa de recompensa.

Diferenças. V . Impelido (impulsionado.Menor de 21 anos e maior de 70 anos.Comunicável ou incomunicável. CPB. Art. II. .Confissão espontânea. Provocação injusta. Art. I . CIRCUNSTÂNCIAS ATENUANTES Artigos 65 e 66 do CPB. Para a atenuante basta que tenha praticado o fato inspirado por tal motivo. 121 § 1º CPB . II . Ordem de autoridade superior = legal . Domínio. 66 CPB. O impulso é irresistível.Desconhecimento da lei art. Violenta emoção.física (vis absoluta ) e moral (vis compulsiva ). art. arts. não manifestamente ilegal = exclui a culpabilidade. 8º LCP. Outra circunstância relevante. Influência. violência moral = grave ameaça . O valor social ou moral exerce papel preponderante na determinação da vontade do sujeito. VI .exclui a tipicidade . Logo após. VII . Qualquer ato injusto. violência física = força bruta . 21 CPB.autoria mediata. 64. Arrependimento atenuante. VI . se resistível é circunstância atenuante (desde que capaz de diminuir a capacidade de resistência).estrito cumprimento de dever legal.Evitar ou minorar eficientemente as conseqüências do crime. O grau de eficiência é menor.Crimes militares e puramente políticos.Multidão em tumulto. art. manifestamente ilegal = circunstância atenuante.homicídio privilegiado.Coação resistível e cumprimento de ordem.Motivo de relevante valor social ou moral. O impulso é resistível. IV . dominado). III . Art. 15 e 16 do CPB. 121 § 1º CPB.se irresistível exclui a culpabilidade. Circunstância atenuante inominada. Coação = violência .82 V .

70. arts. § 2º. 157. 342. Frações da pena privativa de liberdade . parte final. 163. V .§§ 1º e 4º. 122. 26. As causas de diminuição são obrigatórias ou facultativas. § 2º. de acordo com a determinação do código. I a III do CPB. Art. 59. Causas de aumento na parte geral = arts. 295. Diferença está na fixação da pena base. II . 29. § 2º. Exceção . As causas de aumento são obrigatórias. 157.Fixação da pena. Causas de aumento de pena na parte especial = arts.Juízo da culpabilidade como fundamento da imposição da pena. 53 a 58 do CPB.Fases da fixação da pena privativa de liberdade. Culpabilidade e periculosidade. 60. 121.83 Causas de aumento e de diminuição da pena. Princípio da individualização da pena e motivação obrigatória da individualização na sentença. 68 CPB. § 1º. § único. caput.art. § único. 11 do CPB. 2º parte e 74. § 1º CPB. DA COMINAÇÃO E APLICAÇÃO DA PENA I . 24. § 1º. § 2º.. § único. III . Circunstâncias qualificadoras. 28. 127. . Opiniões de Roberto Lyra e de Nelson Hungria. 121. 150. Arts. 155. 262. 14. 129. §§ 4º e 7º.. § 2º.Cominação das penas. Art. §§ 1º e 2º. 60. etc. § 1º.Mecanismo da imposição das penas. § 1º etc. IV .art. 73. § 3º. § único.

Lesão corporal leve por motivo fútil. de 19 anos. Pena igual ou inferior a um ano e não superior a quatro anos. se prevista a hipótese ou circunstância judicial. 2º .art. § único. Causas da parte especial. Causa da parte geral e causa da parte especial .as duas devem ser aplicadas. Causas da parte geral . reincidência.art. 59 CPB. CPB. 3º .menoridade (18 a 21 anos). Concurso de qualificadoras . Predominância . Ex. Ex. mediante paga.aplica uma e as outras funcionam como circunstância genérica. 4º . CONCURSO DE CAUSAS DE AUMENTO E DE DIMINUIÇÃO. Sursis .crimes dolosos. art. Fixação do regime inicial após a fixação da pena definitiva . I a III. Fixação da pena base. personalidade do agente. 67 CPB . circunstâncias subjetivas e circunstâncias objetivas. Qualquer pena pode ser substituída se presentes as condições . motivos determinantes.84 a . art. A da parte especial primeiro.Tentativa de furto simples. 44. prevalecendo . 68. pratica crime de calúnia. furto noturno continuado. CONCURSO DE CIRCUNSTÃNCIAS AGRAVANTES E ATENUANTES Art.art.Circunstâncias subjetivas. 1º . 250. Art.Tentativa de homicídio privilegiado contra a esposa. 44 CPB . b . .crimes culposos. 33 CPB. CONCURSO DE QUALIFICADORAS Art. 77 CPB e no caso de impossibilidade da substituição por prestação de serviço à comunidade e limitação de fim de semana.arts. Circunstâncias equivalentes se neutralizam.Substituição da pena. Crime de incêndio . 1ª parte CPB. Exemplos de fixação da pena privativa de liberdade.devem ser aplicadas.Agente. 68 CPB. § 1º e 258.se de relações domésticas.

Art. Art. Mínimo da pena de multa . .Limites da pena de multa. 6º .se em conta as circunstâncias judiciais e as causas de aumento e de diminuição e para o valor de cada dia multa verifica. 49. 58 CPB . 69 a 72. Frações de dia multa . Outros secundários : dano sofrido pela vítima.85 5º . (art.Tentativa de furto durante o período de repouso noturno.pena superior e pena inferior a um ano . Concurso de agentes. Multa principal e Multa substitutiva ou vicariante.crime doloso.1/3 do salário mínimo (10 dias multa X 1/30 do salário mínimo) Máximo da pena de multa . II . Art. 75 e 76. caput e 59 CPB) leva .5400 salários mínimos.Introdução. Fixação do valor do dia multa . ( 1800 salários mínimos X 3 ) Substituição da pena privativa de liberdade por multa .se a situação econômica do réu ao tempo da sentença. Na quantidade de dias multa (arts. DO CONCURSO DE CRIMES I . 60 caput). no título das penas e no capítulo que se refere à aplicação da pena. caput.principalmente a situação econômica. 60 .arts. § 1º CPB. Concurso aparente de normas. 11 CPB. Portanto correto seria dizer concurso de penas e não concurso de crimes. Concurso de crimes. 60.Posição da matéria. ganância do infrator. FIXAÇÃO DA PENA DE MULTA Não há mínimo e máximo de pena de multa cominada na parte especial. posteriormente confessando a autoria. No CPB a questão pertence à teoria geral da pena. § 1º. o proveito obtido ou a ser obtido com o crime. e 49.art. a avidez. Possibilidade da cumulação.1800 salários mínimos ( 360 dias multa X 5 salários mínimos ) Máximo especial . Em todos os crimes o mínimo é de 10 e o máximo de 360 (X3) dias multa. sendo tratada nos arts. 60 CPB.Crime de roubo próprio com emprego de arma em ocasião de incêndio.

homicídio contra A e contra B. 2ª parte CPB. CPB. 71). 2ª parte). Espécies . Ex. concurso formal imperfeito . culposos. Art. § 2º. Entre crimes .previstos em tipos diversos. 69. Sistema da absorção. § 1º. consumados ou tentados. culposos. Crimes homogêneos . Crimes heterogêneos .Espécies de concurso. caput. caput e 70. O concurso de crimes ou de penas pode ser : material (art.Concurso material ou real. estupro e homicídio para assegurar impunidade.86 III .Concurso formal ou ideal. VI . 75 CPB. caput. 70. caput. 70.as penas são cumuladas.crimes diversos. Art. 70 e 71). Art. Exs.art.Concurso material homogêneo . comissivos ou omissivos. dolosos e culposos. caput. Sistema do cúmulo material (arts. Espécies : concurso formal homogêneo. Conceito . Ex. Ex. Sistema da responsabilidade única e da pena progressiva única. Ação/omissão = conduta. 70. furto e estupro.dolosos. concurso formal heterogêneo. Sistema da acumulação jurídica. Aplicação da pena . formal (Art. 2ª parte. Conceito -art. 70) e crime continuado (art. Sistema da exasperação da pena (arts. 69). 1ª parte. concurso formal perfeito . furto e estupro. CPB. IV . 69. Requisitos. V .art. Art.art. acidente de trânsito com mortes e/ou lesões corporais. Concurso material heterogêneo . 69 CPB. a testemunha.crimes idênticos. com um tiro duas pessoas são atingidas.previstos no mesmo tipo penal. 69.Sistemas sobre a graduação da pena. . caput. 69.

uma ou outra aumentada de 1/6 até a metade. 04 . Aumento variável de acordo com o número de crimes : 02 . O agente deve ter em vista um só fim. Unidade e autonomia de desígnios.87 Teoria subjetiva : unidade de conduta. O CPB adotou a teoria objetiva. Ex. Art. A pena decorrente do concurso formal não pode ser superior a que resultaria do concurso material. pluralidade de crimes. Pode haver concurso formal entre crime doloso e outro culposo.1/2. 2ª parte.1/5. ( Cúmulo material benéfico). É concurso formal. 03 . Exs. 73. 70. 70. considerados isoladamente. 05 1/3. caput. embora o sejam externamente. pluralidade de crimes. mas a aplicação da pena segue a regra do cúmulo material : as penas são somadas. Contaminado de moléstia venérea o agente pratica um estupro. porque só o resultado relacionado com o querer criminoso vem integrar a sua conduta. prevê uma causa de diminuição e uma causa de aumento de pena. . Aplicação da pena. podem ser muitos os seus efeitos antijurídicos. tendo consciência e vontade em relação a cada um deles. Unidade de desígnio : as diversas ações ou omissões se apresentam à consciência do sujeito como um fato único. Ocorre autonomia de desígnios quando o sujeito pretende praticar não só um crime. a ação é única. 2ª parte). Desígnio autônomo : os vários eventos não são um só perante a consciência e a vontade. 06 ou mais . unidade de desígnio. o ato de vontade do agente. mesmo se fracionando na execução. O que resulta decisivo é realmente o elemento psíquico. 70. arts.Ex. Não deve haver para os vários crimes desígnios autônomos. contudo a questão subjetiva deve ser apreciada na aplicação da pena (art.1/6.1/4. Á unidade do comportamento externo deve corresponder a unidade interna da vontade. motorista que em um acidente causa a morte de duas pessoas ou morte e lesão corporal. 2ª parte. Exs. estupro para a satisfação sexual e transmitir doença venérea. caput. Há unidade de conduta e autonomia de desígnios ( dirigidos à morte das duas pessoas). Ex. e 74. homicídio e lesão leve. agente que mata dolosamente duas pessoas com um só tiro. caput. Se este impulso volitivo é um só. mas vários. O art. Uma só das penas idênticas ou a mais grave. Teoria objetiva : unidade de conduta.

se das mesmas relações e oportunidades ou com a utilização de ocasiões nascidas da primitiva situação. 71.unidade de desígnio. 71. 71.se uma só. Tipo qualificado .88 VII . Ex. Teoria objetivo-subjetiva : requisitos objetivos + requisito Teoria puramente objetiva : dispensa a unidade de ideação ( requisito subjetivo) e deduz o conceito de condutas continuadas dos elementos exteriores da homogeneidade.se a mais grave. Requisitos : Pluralidade de condutas. aplica . caput) e qualificado (§ único). § único) Bem jurídico pessoal. com o aumento de um sexto a dois terços. Conexão espacial . Pluralidade de crimes da mesma espécie. Circunstâncias objetivas homogêneas + necessidade dos delitos terem sido praticados pelo sujeito aproveitando . aumentada de um sexto a dois terços. Crimes da mesma espécie. Definição. subjetivo . Continuação. funcionário que em várias situações furta o patrão. Aplicação da pena. Numa noite furto de vários escritório de um mesmo edifício. Aumento de acordo com o número de crimes. penas diversas. É imprescindível que o infrator tenha agido num único contexto ou em situações que se repetem ao longo de uma relação que se prolongue no tempo. O CPB aceitou a teoria puramente objetiva. Tipo simples : penas idênticas. Conexão temporal .condição de tempo .crimes cometidos em período inferior a um mês. Prevê um causa de diminuição e uma de aumento da pena. considerando as circunstâncias objetivas. Conceito : art.Crime continuado. Unidade de desígnio. Duas teorias. (art. .crimes cometidos em cidades próximas. O crime continuado pode ser : simples (art. aplica . Para Damásio o que diferencia o concurso material do crime continuado é a existência do elemento subjetivo do agente. Homogeneidade das circunstâncias. caput.aumento de um sexto até o triplo.

75 CPB. 72 CPB. Art.vítimas diversas. Dificilmente o juiz decidirá pelo nexo de continuidade sem verificar o elemento subjetivo do agente.Concurso de crime e contravenção. CONCILIAÇÃO JUDICIAL : TRANSAÇÃO PENAL.se de interesses jurídicos pessoais. Lei 9099/95. com violência ou grave ameaça à pessoa. Aumento até o triplo. Objetiva a reparação dos danos e prejuízos sofridos pela vítima. II .Limite das penas.Competência dos Juizados Especiais Criminais. VIII . SUSPENSÃO DO PROCESSO.importante forma de despenalizar sem descriminalizar. cuidando . 71. CF. 62 Lei 9099/95.89 O CPB adotou a teoria objetiva a respeito do crime continuado. A circunstância de os delitos componentes atingirem bens jurídicos pessoais não impede a continuação. SUSPENSÃO CONDICIONAL DA EXECUÇÃO DA PENA. Art. LIVRAMENTO CONDICIONAL. 98. crimes dolosos. Persecutio criminis. Um dos requisitos é a identidade do ofendido. .Aplicação da multa. evita os efeitos criminógenos da prisão. é mis econômica. Art. Art. IX . Art. Conciliação judicial : transação penal. I. § único . Transação penal . art. desafoga o Poder Judiciário. 76 CPB. X . O tempo de cumprimento da pena não pode ultrapassar 30 anos.Generalidades. I . e não pode ser superior a que resultaria do concurso material.

Jurisdição Criminal. Na audiência preliminar : Esclarecimento judicial sobre a possibilidade de composição dos danos e de transação penal (arts. Competência funcional. inviabilizada a composição dos danos (art. § único e 69.arts.a decisão final é personalíssima e voluntária. Impossibilidade de transação "ex officio" . 63 Lei 9099/95). Lei 9099/95.proposição da aplicação imediata de pena alternativa restritiva de direito ou multa .90 Jurisdição. 75 Lei 9099/95). caput. 77. conseqüentemente. V . com a aplicação de pena restritiva ou multa. Competência em razão do local (art.se de ação pública o Ministério Público poderá transigir . nos termos desta lei.deve ser formalizada na presença de defensor. Lei 9099/95). 66. Personalíssima . Ministério Público e Juiz devem manifestar . 76.se de disponibilidade temperada ou regrada. relação dialética entre parte e mediador. Competência em razão da matéria (arts. Satisfeitas as três condições a transação penal é um direito público subjetivo do autor do fato. quando se tratar de infração de menor potencial ofensivo. exclusiva do acusado. não ter sido beneficiado. Para o Ministério Público trata . Causas modificadoras da competência : Procedimentos especiais.Requisitos de admissibilidade da transação. III .Princípio da presunção da inocência. VI . Tecnicamente assistida . Arts. 74 Lei 9099/95). Lei 9099/95 : Infração de menor potencial ofensivo. à pena de prisão. §§ 2º e 3º Lei 9099/95). prognose favorável da necessidade e suficiência da transação penal. por crime. ausência de citação pessoal . IV . Competência da Justiça Federal . composição somente dos danos civis . Voluntária.Lei 10259/01 (Período de vacatio legis). § 2º. .Características da transação penal.respeitado o princípio da reserva legal (art. ausência de condenação irrecorrível. nos últimos cinco anos. Competência. Formal .Procedimento da conciliação penal.conseqüências (art. tratando . 60 e 61 Lei 9099/95). 72 e 73 da Lei 9099/95).se fundamentadamente para deixar de concedê la.a autodisciplina e o senso de responsabilidade exigem o comprometimento moral e emocional do autor. complexidade ou circunstâncias do caso : avaliação compete ao Ministério Público (arts. 61 e 76.

Suspensão condicional do processo. São os estabelecidos para o sursis (art. Os dois institutos objetivam evitar o encarceramento. §§ 4º e 5º CPB e arts. 64. que o acusado não esteja sendo processado por crime.comuns ao sursis (art. 86 Lei 9099/95. que não tenha sido condenado irrecorrivelmente por outro crime (doloso ou culposo) . Exclusão dos crimes de ação de exclusiva iniciativa privada. (art. Pressupostos ou requisitos (levando em conta a pessoa do réu.criados pela Lei 9099/95.Conseqüências do descumprimento de penas alternativas. que poderá ser convertida em prisão. Requisitos especiais . Inaplicabilidade de penas restritivas de direitos. § 1º e 44 CPB). 44. VII .91 Na audiência de instrução e julgamento (art. I . 78. não há aplicação da sanção pena. 77 e 80 CPB). a sentença não constitui titulo executivo. II . irretocáveis . Requisitos gerais. Requisitos objetivos : natureza e quantidade da pena (arts. o fato e suas circunstâncias). 79 Lei 9099/95). sofre sanção penal. Requisitos especiais : pena mínima cominada igual ou inferior a um ano concessão baseada na necessidade e suficiência e rigor no exame das causas de revogação para a prevenção geral. 77 CPB). Art. VIII .art.Vantagens e desvantagens : transação penal e suspensão condicional do processo. 181 a 184 da LEP). I e 63. prognose de não voltar a delinqüir : benefício destinado àquele de mínima culpabilidade. não há conversão do benefício em pena de prisão. § 1º.Introdução. Transação penal : o acusado assume a culpa. é mais favorável na aplicação apenas de multa. A pena restritiva de direito imposta em decorrência da transação penal poderá ser convertida em privativa de liberdade (art. não há obrigação de reparar o dano. Requisitos subjetivos : não reincidência em crime doloso. 89 lei 9099/95). Suspensão do processo : não há culpa. a reparação do dano é requisito indispensável. Requisitos gerais . 89.Requisitos ou pressupostos necessários.

§ 2º lei 9099/95. Lei 9099/95 e art. V . Condições judiciais. 77 a 82 do CPB. 156 e segs. 89. Arts. IV . § 3º.Introdução.Extinção da punibilidade. 89. Arts.art. 89.Sistemas. 157 LEP. II .art. § 1º. DA SUSPENSÃO CONDICIONAL DA EXECUÇÃO DA PENA SURSIS I . entre dois a quatro anos. art.art. § 5º da Lei 9099/95. 107 CPB e 89.se em direito público subjetivo do acusado. Presentes os requisitos a suspensão condicional do processo constitui . Causa interruptiva da prescrição .§ 6º. de boa índole a personalidade. Cabimento do habeas corpus. de imposição obrigatória . Causas de revogação obrigatória . lei 9099/95.Condições necessárias para a suspensão do processo.art. VI . da LEP. 89.Causas de revogação da suspensão do processo.la. 89. Impossibilidade de suspensão do processo ex officio.lapso temporal. Toda vez que a pena cominada não for superior a um ano ou se tratar de contravenção penal o Ministério Público. bem como de relevantes motivos e favoráveis circunstâncias. § 4º. III . Condições legais. Lei 9099/95. Causas de revogação facultativa . I a IV. Condições legais e judiciais.Período de prova . Lei 9099/95. ao oferecer a denúncia. de imposição facultativa . Arts. . deverá fundamentar porque deixou de propô . § 7º.92 antecedentes. em que o beneficiário tem o processo suspenso e durante o qual deverá cumprir as condições que lhe forem impostas.

91 CPB. Sursis humanitário . CF. I do CPB e da multa antecedente.Sursis. Sursis etário .permanece para efeito de impedir o sursis. 78. caput. etário e humanitário. 1ª parte CPB. 64. 81. § 1º CPB. Extinção da punibilidade em relação ao crime anterior.Art.quantidade e qualidade da pena . 77. II e III. art. Antecedentes judiciais não ser reincidente em crime doloso.art. § 2ª parte CPB.art. 77. III. 77. anistia. .art. Depois da sentença condenatória transitada em julgado . 77. § 2º.93 Sistema anglo-americano . Art. III e 44 do CPB. Art.Requisitos.antecedentes pessoais e qualidades pessoais do réu . Qualidade da pena. § 2º CPB. do CPB. Sursis especial .Europeu Continental . São abrangidos pelo sursis ? Art. 80 do CPB.Probation system Sistema belga-francês .art.art. 120 CPB. Efeitos secundários da condenação. 64. do CPB. Subjetivos . e § 2º. I. I. 11 da LCP. CPB. IV . e art. Se o condenado cumpriu integralmente as condições do sursis ? Vindo a praticar outro crime poderá obter a medida penal ? Durante o sursis permanecem suspensos os direitos políticos . 15. III . 77. 77 CPB. Art. Art.Formas. A extinção da punibilidade pela prescrição retroativa em relação ao crime anterior impede o sursis ? Se foi concedido o perdão judicial ? art. Sursis simples . art. II. Objetivos . 77. CPB. Antes da sentença condenatória transitada em julgado. Exceções : abolitio criminis.Sursis simples. 77. Quantidade da pena . Anterior condenação à multa.art. II. art.

79 CPB). judiciais (art. 81. circunstância judiciais favoráveis (art.cumprimento de um terço da pena. ordinário ou qualificado . Espécies : especial ou simples .art.cumprimento de metade da pena. facultativas (art. 81. § 1º. 83. 128 da LEP. 78. Art. CPB. do CPB. Art. VI . I a III. da LEP. Subjetivos . Objetivos . §§ 1º e 2º. salvo justa causa. DO LIVRAMENTO CONDICIONAL I . CPB e art. humanitário e na LCP.inciso III. I e II CPB.Pressupostos. Na revogação facultativa o juiz tem a opção de revogá . 83.Prorrogação e extinção da pena . 83 a 90 do CPB.Introdução. Arts. denega ou revoga o sursis não faz coisa julgada. 81. CPB).la ou prorrogar até o máximo o período de prova. Efeito da revogação. 82. da LCP.Revogação. Requisitos objetivos : Art. § 2º CPB. Arts. reparação do dano.art. V . 81. 81 e 161 da LEP). CPB.art. VII . caput e incisos I. Sursis simples. . 83. 78. A sentença que concede.Período de prova e condições. art. § único. É o lapso temporal no qual o condenado deve cumprir determinadas condições sob pena de revogação da medida e cumprimento da pena privativa de liberdade. 131 e segs. (art. São condições legais (art. § 2º. 161 LEP). etário. § 3º CPB). IV e V. II. 11. CPB). As causas da revogação do sursis são : obrigatórias (art. Remição da pena . II .94 Requisitos do sursis especial : não reincidência em crime doloso.

b)durante a vigência do período de prova . CPB.o sentenciado tem de cumprir a pena que se encontrava com execução . Crime cometido antes do período de prova (art. Arts. 132. 86. Art. 87. Art. 86. CPB) e facultativas (art. 87 CPB). 86 e 87. 141 e 142 da LEP. I. 1ª parte. II. parte final e 88 do CPB e art. §§ 1º e 2º. do CPB) e legais (arts. CPB. 86. CPB). 83. II.Efeitos da revogação do livramento condicional. 141 da LEP. § 1º da lei 8072/90. Arts. parte final. V.art. do CPB. 142 da LEP. V . 87. 131. 88.requisitos : cumprimento de mais de dois terços da pena e não reincidência específica nos delitos previstos do dispositivo. Art. 2º. As causas de revogação do livramento condicional são : judiciais (art. Art. As causas de revogação ainda podem ser : obrigatórias (art. CPB). 137 e 139 da LEP. 91. CPB). I. Os fatos de revogação devem ocorrer durante o período de prova. CPB . 83. 86. ou c)em face de descumprimento das condições impostas na sentença . VI .Concessão do livramento condicional e período de prova. 86. 84 e 88 do CPB e art. III. CPB. Art. VII . I e II.arts. Art. 84 CPB. IV . III .Causas de revogação facultativa do livramento condicional.Revogação. 87.Causas de revogação obrigatória do livramento condicional.95 Art. IV e art. a)Efeitos da revogação do livramento condicional em face de condenação irrecorrível pela prática de infração penal anterior ao período de prova (crime ou contravenção) . 83. Crime cometido durante a vigência do livramento condicional (Art. do CPB. Requisitos subjetivos : art.

ao término do período de prova o juiz pode declarar a extinção da punibilidade ? EFEITOS DA CONDENAÇÃO I . IX . g) a inscrição do nome do condenado no rol dos culpados. 89 do CPB.Extinção da pena. d) o aumento do prazo da prescrição da pretensão executória quando caracteriza a reincidência. medida de segurança para os semi-imputáveis.96 suspensa. Entre as conseqüências de natureza extrapenal há efeitos civis.Efeitos penais. b) a revogação facultativa ou obrigatória do livramento condicional. eventualmente. administrativos. Produz a condenação como efeito principal a imposição de penas para os imputáveis. Art. Art. Condenação = ato através do qual o juiz impõe uma sanção penal ao sujeito ativo de uma infração. Arts. Respondendo o liberado por crime cometido antes da vigência da medida. c) a caracterização da reincidência pelo crime posterior.Efeitos penais secundários. II .Prorrogação do período de prova. não é computado na pena o tempo em que esteve solto. VIII . e) a interrupção da prescrição da pretensão executória quando caracterizar a reincidência. ou.Efeitos extrapenais. . 90 do CPB. f) impedimento do reconhecimento de crimes privilegiados. a) revogação facultativa ou obrigatória do sursis anteriormente concedido. Produz a condenação como efeitos secundários conseqüências de natureza penal ou extrapenal. quando tratar de reincidente. 145 e 146 da LEP. a revogação da reabilitação. políticos e trabalhistas. III . não pode mais ser favorecido por novo livramento condicional em relação a essa pena.

26. V. 160 CC. 68 CPP). 386. do CPP). 1525 CC e 66 CPP). 92. Art. (art. 92. Arts.Reparação ex delicto. CPP). Art. caput. II.Efeitos da sentença absolutória. III. 386. final do CPP. Art. IV. 67. Arts. CPB).1538). Art. III. CPP . Lesão corporal dolosa ou culposa (art. Art. Art. Art. I. Art.fato atípico.Absolvição por inexistir prova de ter o réu concorrido para a infração penal (arts. Art. 386. 386."in dubio pro reo". § único CPB . As indenizações por atos ilícitos estão reguladas no Código civil. II. I. Homicídio (art. Art. 1537). 91.para o STF é condenatória. "Actio civilis ex delicto" Art. do CPB). II. Sentença condenatória = sentença meramente declaratória no tocante à indenização civil. I e II. 26. CPB) é absolutória (art. Sentença concessiva do perdão judicial . Para o STJ (Súmula 18) é declaratória de extinção da punibilidade. 66 e 67 CPP. 5º. CPB. Administrativos ( art. 152 CC.Absolvição por estar provada a inexistência do fato . 159 CC. 63 do CPP.arts. Inexistindo sentença condenatória irrecorrível (arts. 584. Sendo pobre o titular à reparação do dano (art. CPP . A sentença que julga o agente inimputável (art. CPP .Absolvição por não constituir o fato infração penal .condenatória a sentença que substitui a pena por medida de segurança. 1525 CC e 66. IV . do CPB). Trabalhista (justa causa para a rescisão do contrato de trabalho). V e X da CF. 386. CPC). 386 do CPP. 65 CPP. Art. I. I e III. 1545/1548 CC.97 Espécies : Civis (art. Tem a natureza de título executório (art. 1525 CC. Político (art. . CPP . V . 92. 63 e 64 do CPP).Absolvição por não haver prova da existência do fato . As sentenças que reconhecem a prescrição da pretensão e as de homologação da composição e da transação penal (lei 9099/95) também não são condenatórias. Art. Art. 91.

Também sem caráter penal a perda de bens ou valores no caso de enriquecimento ilícito dos agentes públicos (lei 8429/92). 386. 43.98 Art. 65 CPP. 123 CPP) ou não reclamados os bens ou valores e não for aplicada a pena restritiva de direitos da perda de bens e valores do condenado.seqüestro dos bens imóveis adquiridos pelo indiciado com os proventos da infração. Só se efetivará o confisco previsto no art. II. art. CPB). VI . . Art. § 1º CPB. 5º. É requisito a condenação por crime. (lei 8257/92) .Incapacidade para o exercício do pátrio poder. Art. Não se constitui em pena. Art. É a perda de bens do particular em favor do Estado após o trânsito em julgado da sentença condenatória. 27 e 28. Sentença absolutória decorrente do reconhecimento de causa excludente de ilicitude que não exclui a actio civilis ex delicto : a) arts. 21. (art. 94. b. (Arts. É efeito da condenação. XLVI. É efeito específico e deve ser declarada motivadamente na sentença. A absolvição criminal com base em excludente da culpabilidade não impede a ação civil de reparação do dano. A CF. CPB). Deve ser reservada para os casos de maior gravidade. Confisco e apreensão (arts. 22. § 2º lei 6368/76. V. curatela ou abuso de autoridade de seu titular. no art. II e 45 do CPB) Art. I e II do CC. Previsto como pena restritiva de direito (arts. do CPB. CPB na hipótese de permanecer ignorado o dono (art. Não é necessário que conste expressamente da decisão. 92. (art. 1519 e 1520 do CC. 118 e 120 CPP). decorrendo do trânsito em julgado da sentença como efeito da condenação. § único. 40. § 2º. II. 1540 CC. 243 da CF. 92. o prevê como pena. lei 6368/76. 23 CPB e Arts. Arts.independe de ação penal. 6º. Não incide sobre bens particulares do sujeito. em que resulte do crime incompatibilidade com o exercício do pátrio poder. A perda dos instrumentos e do produto do crime é automática. Art. 160.Absolvição por existir circunstância que exclua o crime ou isente o réu de pena. Art. 91. tutela ou curatela. apenas de ação expropriatória. 122/124 CPP. mas sim sobre instrumentos (instrumenta sceleris) e produtos (producta sceleris) do crime e de qualquer bem ou valor (pretium sceleris) que constitua proveito auferido pelo agente com a prática do fato criminoso. CPP . VII . 125 CPP . tutela.Confisco. II. b) art. Pode ser excluída pela reabilitação. 34.

47. REABILITAÇÃO I . CPB. III. 92. 92. b. 55.Art. CPB. Tem a finalidade de conferir ao reabilitado um boletim de antecedentes criminais sem anotações. 94. I. lei 9455/97 . a.Art. caput.Efeitos administrativos e políticos. Art. a e b. Art. Não rescinde a condenação . Revogação da reabilitação . Arts. Efeitos específicos.§ único. diferença. 312 a 326 CPB. CPB. 92. CPB. art. Art. parte final). I. CPB.efeito automático da condenação. Art. § 2º. específicos. O juiz deve declará .art. III. CPB. 92. Art.Conceito e efeitos. 15. § 5º. CPB.99 VIII .se de causa suspensiva de alguns efeitos secundários. I. I. 64. Art. II .art. VI. 93. Art. 92). 202 LEP. 1º efeito administrativo . I. caput. IX . Art. do CPB. da condenação (art. 2º efeito administrativo . 327 CPB. IV. 92. DA PERSECUÇÃO PENAL DA AÇÃO PENAL . 95 CPB. 94. É a reintegração do condenado no exercício dos direitos atingidos pela sentença. CF. CPB diferença. do CPB.Art. I. Trata . (art. 92. Negado o requerido .lo motivadamente na sentença. Também deve ser motivada pelo juiz na sentença. 47. Art. Efeito político .Efeitos trabalhistas. IV. CPB = arts. § único. caput.Condições. Pode ser atingida pela reabilitação. 1º.

Ofendido doente mental ou com interesses colidentes com o representante legal : Art. Prazo para o exercício do direito de representação : art.Arts. CPP e art. Prazo para oferecimento : Art. Natureza jurídica da representação : É condição de procedibilidade da ação penal pública. CPB. Art. 129. Art. 2ª parte. O quê é representação ? Quem poderá exercer esse direito ? Arts. IV . CPB. 100. CPP. (Art.100 I . 29 e 46 do CPP. Ação penal pública incondicionada. 100. Art. 24. CPP. O quê a denúncia deve conter : art. 41 CPP. 10. 145. IV. Inexistência de representante legal. § 2º. 33 CPP. caput. 102 CPB.art. caput. b. § 3º. 119 CPB). Art. 24. § 1º CPP. 100. 2ª figura. 140. Art. III . Não exercício do direito de representação no prazo legal : Arts. caput. 100.Classificação. CPB. Art. caput e 39 CPP. 107. CPB e 24.Ação penal pública. § 1º. caput. I. Ação penal privada (arts.24. 154 CPB) e requisição do ministro da justiça (art. Como saber qual o tipo de ação penal ? Regra geral . Contagem do prazo : art. II . CF. 7º. Art.Conceito. Ofendido morre ou declarado ausente : Art. § 1º CPB. § 2º. 103 CPB e 38 CPP. caput. § 1º.Ação penal privada. 2ª parte. 1ª parte do CPP) Ação penal pública condicionada : representação (art. do CPP. § 3º CPB. 100. Ação penal privada subsidiária da pública (arts. 30 CPP). LIX CF). Promovida por denúncia do MP. 145 e 161.(arts. Prazo decadencial no concurso de crimes. § único CPB) . 1ª parte do CPB e 24. CPB e art. . 100. Prazo decadencial. 46. 100. § 3º CPB. 798. 5º. 103. Considerando o objeto jurídico do delito e o interesse do sujeito passivo em movimentar a máquina judiciária no sentido de aplicar o Direito Penal objetivo ao fato cometido pelo agente. caput. 30 CPP. Retratação da representação : art. 38 CPP). Ação penal privada personalíssima.

Diferença : art. § 5º CPP. parte final). A imunidade parlamentar formal ou relativa constitui prerrogativas processuais. § 2º do CPB. § único. 33 CPP. Deputados estaduais : art. 53. § 4º CPB. 27. 236. § 1º. 103 CPB.se através de queixa. final. § 1º. 24. CPB e art. Exceções : crimes de ação privada personalíssima : art. 236. . Ofendido menor de 18 anos. CPB. VI . art. Prazo para oferecimento : Art. 100. por medida de utilidade pública : Os deputados e senadores : quanto aos delitos aos quais não se aplica a causa funcional de exclusão de pena não podem ser presos. 101 CPB. final. V . Art.Ação penal no concurso de crimes. Art. 103. Sentido amplo. Formal ou processual.Ação penal no crime complexo. 103 do CP e 38 CPP. CF. 240. CPP. Art. Inicia . Art. Não exercício do direito de queixa ou de representação no prazo legal : Arts. CF). Denunciação caluniosa. (Novo Código Civil). 41 CPP. desde a expedição do diploma até a inauguração da legislatura seguinte (art. caput. § único e art. 103. Art. Obrigatório o litisconsórcio. 107. 240. CPP. Ofendido morre ou é declarado ausente por decisão judicial : Art. 2ª figura. VII . Ação penal privada subsidiária da pública : art.38.101 Ofendido maior de 18 anos e menor de 21. Conteúdo da queixa . CPB e art. Art. 2º e 3º. CPB. iniciada a ação penal mediante denúncia ou queixa. 38 CPP. A expressão "salvo disposição em contrário" dos arts. 100. material e crimes conexos. Crime complexo : Sentido estrito. § 2º CPB. a ação penal só pode prosseguir em face de licença da Câmara ou do Senado (§ 1º. 34 CPP. Art. IV. A licença constitui condição de prosseguibilidade e não procedibilidade. CPB. Quanto aos referidos crimes. 339 CPB. 5º. § 3º. 38 CPP.art. Exemplos. Arts. Concursos formal. A imunidade parlamentar pode ser : Material. Art.Imunidade parlamentar formal ou processual. salvo flagrante de crime inafiançável. caput. 101 e 100. §§ 1º.

Imunidade parlamentar material. Relevante para a reincidência e outros efeitos da sentença condenatória irrecorrível.Momento de ocorrência das causas extintivas da punibilidade. não obstante a culpabilidade do sujeito. 312. § 2º. 90 CPB. § 3º. não se associe pena alguma por razões de utilidade pública. 82 CPB. § 2º. III . 181.102 DA EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE I . § 2º. Art. Situam se na parte especial do CPB. . Exs. Exemplificativa. 107 do CPB. Art. Art. Regra geral : só alcançam o direito de punir do Estado.Condições objetivas de punibilidade. As causas extintivas da punibilidade têm efeito ex tunc ou ex nunc. 1ª parte. 240. b e c. 108 CPB.7º. VII . Art. CPB. 107 CPB.Efeitos da extinção da punibilidade. 348. Exceção : abolitio criminis e anistia : apagam o fato praticado pelo agente e rescindem a sentença condenatória irrecorrível. I e II. IV . Hipóteses do art. São causas que fazem com que a um fato típico e antijurídico. § 2º.Causas extintivas da punibilidade. É norma exaustiva ou enumerativa (exemplificativa) ?. Subsistem o crime com todos os seu requisitos e a sentença condenatória irrecorrível. art. VIII .Escusas absolutórias. VI . CPB. Art. Duas exceções : abolitio criminis e anistia. CPB. CPB. Art. CPB. Art. 7º. d.Conceito de punibilidade.Análise do art. Regra geral : ocorrendo após o trânsito em julgado da sentença penal condenatória haverá a reincidência. Art. II . CPB. V .

105/107. I . V . Art. 29.Natureza jurídica da sentença concessiva. § 5º CPB.Extensão. IX ..Abolitio Criminis. CPB. CF. III.Natureza jurídica. calúnia. III . Exs. 121. CPB. 180. etc. apologia de crime ou criminoso. § único. Súmula 18 do STJ : é declaratória da extinção da punibilidade. Vereadores : art. II . IX. 27. parte final CPB. Inviolabilidade quanto aos delitos de opinião : incitamento a crime. V. difamação e injúria. 53. IV . 107. Art. 176. § 1º. § 8º. É o instituto pelo qual o juiz não obstante comprovada a prática da infração penal pelo sujeito culpado. I. 129. Art. Art. Art. Arts. CPB. 59 CPB. Constitui causa funcional de exclusão ou isenção de pena. Art. 120 CPB. CPB.103 A imunidade parlamentar pode ser : material. CPB. III. DA MORTE DO AGENTE I . . 107. Art. caput. CF. Deputados estaduais : art. A sentença que concede o perdão judicial é condenatória ou absolutória ? É condenatória para Damásio. CPB. Imunidade material. § 3º. CF. Perdão do ofendido. Art. CPB. formal ou processual. 142. deixa de aplica a pena em face de justificadas circunstâncias. Art. PERDÃO JUDICIAL. art. VI.Introdução. vilipêndio oral a culto religioso. 107.Conceito e elenco.Distinções. Escusas absolutórias. Art.

graça e indulto. Na LEP é tratada como indulto individual. imprópria. Anistia comum. acalmar as paixões sociais. XVII e 48. CF. § único (delegação). CF. Art. Art. 62 CPP. XLII e Lei 8072/90. 84. Anistia condicionada e Indulto condicionado. CPB. para apaziguar os ânimos. II . Deve ser concedida em casos excepcionais. 21. 739 CPP. rescinde a condenação e extingue totalmente a punibilidade. XXXVI e XL. Crimes hediondos. XII. .se a pena de multa ? Diferenças entre anistia (exclui o crime. etc. III. Art. 107.Prova.Anistia. Art. Entre anistia e abolitio criminis. É o esquecimento jurídico de uma ou mais infrações penais. 89 CPP.104 A responsabilidade penal é personalíssima. III . Arts. geral ou plena. Quem concede a graça e o indulto : Art.Graça e indulto. incondicionada.Introdução. 187 e segs. Certidão de óbito falsa. A anistia é lei penal e depois de concedida não pode ser revogada. § único. condicionada. DA ANISTIA. CPB. Distinção entre graça e indulto. Pode ser recusada ? Estende . VIII. Quem pode conceder a anistia : arts. Art. parcial ou restrita. 5º. Art. Anistia especial. CF. LEP . Arts. GRAÇA E INDULTO I .se a fatos ou pessoas ? Quais os seus efeitos ? Rescinde a sentença penal condenatória ? Impede a execução da sentença condenatória para efeito de reparação do dano ? Formas de anistia : própria. A CF não menciona a graça. 188 e 189 LEP. 96. II . Refere . Entre anistia e indulto e graça. Art. 5º.execução da indulgência soberana.

RENÚNCIA E PERDÃO I . 48 e 49 CPP. 107. 104. 31 CPP ? Art. 104. V. § único.art.105 Exemplo de indulto : Dec. Art.Oportunidade da renúncia. Arts. 103 do CPB. A renúncia do cônjuge importa a renúncia das outras pessoas enumeradas no art. II e III.(Art. II . indulto e crimes hediondos. . Cabimento na ação penal privada subsidiária da pública. III . 29 CPP). Art. 1860 de 13/04/96 . Art. 34 do CPP e Art. 104.não beneficiou os autores do crime de roubo . Renúncia expressa (art. Dupla subjetividade passiva e renúncia de uma das vítimas. Indenização do dano causado pelo crime e renúncia tácita ? Art. 192 LEP. CPP. § único. 74. Exclusão de um dos autores indica renúncia tácita ? Art. 49 CPP. 50.Conceito de perdão aceito como causa de extinção da punibilidade. 157. 104 CPB. caput. A graça e o indulto pressupõem sentença condenatória irrecorrível ? Quais os efeitos da graça e do indulto ? Impedem a execução da sentença condenatória no juízo cível para efeito de reparação do dano ? O indulto se estende à pena de multa ? Art. parciais. Art. Art. CPB. A graça e o indulto podem ser : plenos.Formas de renúncia. CPB. Morte da vítima. caput. 50 CPP) e tácita (art. IV . § único. 1ª parte. 1ª parte. CPB. Lei 9099/95. É a abdicação do ofendido ou de seu representante legal do direito de promover a ação penal.Conceito de renúncia do direito de queixa. 104. CPB e art. Podem ser recusados ? Graça. Concurso de pessoas. CPB). § único. 2ª parte. § 2º.

106.106 Perdão é o ato pelo qual.Arts. 2ª figura. e § 1º. III. CPB. Art. art. Arts. 50 e 56 CPP. Art. 106. 59. do CPB : processual . Decadência na ação penal privada e na ação penal pública condicionada. 103. DECADÊNCIA E PEREMPÇÃO I . e tácito . § 2º. Art. o ofendido ou seu representante legal desiste de seu prosseguimento. CPB. II. CPB. VIII . 106.Titularidade da concessão do perdão. Art. caput. CPP). expressa (art. Art. iniciada a ação penal privada. 2ª figura. 52. CPB. 53 CPP. CPP. VII . CPB. 3ª figura.art. V .Decadência do direito de queixa e de representação. 2ª figura. CPP. Art. extraprocessual. expresso . Decadência . 58. do CPB. 107. Art. 106. Art.Efeitos do perdão aceito no concurso de pessoas.106. extraprocessual .Oportunidade do perdão. caput. VI .art.art. CPB. Art. Aceitação do perdão . IV. 52 e 54 CPP. Não cabe na ação penal privada subsidiária da pública. Motivo da exigência da aceitação do perdão. CPB. CPP) e tácita. caput. IX . caput. CPB. CPB. Art. 50. 51. Diferença : Perdão do ofendido e Perdão judicial. 105. e § único. A aceitação pode ser : processual (expressa ou tácita. 106. (Novo Código Civil). CPB. 106.querelado menor de 21 anos e maior de 18 anos .art. 107. 106. .Formas do perdão.arts. caput. Art. Ofendido menor de 18 anos. caput.Aceitação do perdão. 1ª figura. 106. I e III. CPB.é a perda do direito de ação do ofendido em face do decurso do tempo. 56 e 58 do CPP e art. V. § 1º.

34 e 38 CPP. II . Antes. 103 CPB. Novo Código Civil. Art. 26 da Lei 5250/67 . IV . Art.se em conta a data da publicação da sentença. Art. CPP. . VI. Arts. extinguir. Querelante e querelado. tem incidência a prescrição. Eles oferecem queixa. diante do que o Estado perde o direito de punir. 236 e 240 CPB. não se tratando de decisão irrecorrível. 107.Casos. 143 CPB . 3ª figura. Perempção deriva de perimir.Conceito.107 Não se aplica à requisição do Ministro da Justiça.Perempção da ação penal. que conta o crime aos pais quando completa 20 anos. Arts. pôr termo a alguma coisa. 60. a decadência ou a renúncia.possível em todos os crimes contra a honra. Só é possível na ação penal exclusivamente privada. Cabe após o início da ação penal privada. Precisa ser cabal. Art.antes do juiz proferir sentença. CPB. Súmula 594 do STF.somente possível na ação penal privada. Diferença entre decadência e prescrição. É a perda do direito de demandar o querelado pelo mesmo crime em face da inércia do querelante. Antes da sentença . Leva . Art. CPP. rapto consensual com restituição da vítima (15 anos). caput. CPB. Art. 107.Titularidade do direito de queixa ou de representação e decadência. IV.Casos de perempção da ação penal. Deve ser rejeitada pela prescrição. Ex. Exemplo inverso. RETRATAÇÃO DO AGENTE I . Ação penal privada subsidiária da pública. 60. Art. III . II .

Pretensão punitiva e pretensão executória. V . Pena abstrata (cominada) . Art. 1ª figura. Art.106. Prescrição penal é a perda da pretensão punitiva ou pretensão executória do Estado pelo decurso do tempo sem o seu exercício. Art. O decurso do tempo incide sobre as duas formas de pretensão. 110 CPB). Art. Exemplos.Prescrição da pretensão punitiva e prescrição da pretensão executória. do CPB. CASAMENTO SUBSEQÜENTE VII .Só é possível até a sentença final do procedimento em que foi praticado o falso testemunho.Imprescritibilidade. IV . 342. XLII CF e Lei 7716/89. Daí falar-se em : prescrição da pretensão punitiva (art. de 2005) DA PRESCRIÇÃO I . 107. 109 CPB) e prescrição da pretensão executória (art. Prescrição é a perda de um direito em face de seu não exercício dentro de certo prazo. causa de aumento ou diminuição de pena. 109 CPB. de 2005) VIII . IV.(Revogado pela Lei nº 11. XLIV CF.108 Art.106. Efeitos da incidência anterior ou posterior ao trânsito em julgado da condenação.(Revogado pela Lei nº 11.ficar sem efeito um direito por ter decorrido certo prazo legal. 5º. § 3º CPB . qualificadora. . II . Prescrever .Conceito e natureza jurídica. III . 5º.Prescrição da pretensão punitiva.simples.

CPB. Essa nova capitulação deve ser considerada para o fim de ser declarada extinta a punibilidade em face da pena abstrata (04 anos. CPB. 110. II. Condenado reincidente . I. CPP. Regra geral : antes do trânsito em julgado da sentença final o prazo prescricional deve ser considerado em face da pena máxima cominada. . 110. Reconhecida a prescrição da pretensão punitiva. I. § único. Não corre a prescrição da pretensão executória durante o período de prova do sursis e do livramento condicional. CPP. § 1º. 109.Prescrição da pretensão executória. Redução da pena pela graça e indulto. 67. caput. Exemplos. Art. §§ 1º e 2º do CPB. Art. Ex. 119 CPB. Art. Concurso de crimes : art. VI . mas a pena em concreto. CPB. contados a partir da data do recebimento da denúncia). caput. 110. VII . Art.art. CPB. Art. Art. A sentença condenatória deve reconhecer a reincidência. 91. Art. final. II.art. 112. 115 CPB. i. denúncia por tentativa de homicídio em 1973. caput. CPB. CPB. Em 1978 na fase da pronúncia o Juiz desclassifica o crime para lesão corporal leve. alcançando os termos iniciais. caput e art. 109.. A pena será mantida ou reduzida. Desclassificada a infração penal para outra de menor gravidade. CPB e arts. Quando a situação não mais pode ser alterada em prejuízo da defesa. Exceção : art.e.Prescrição superveniente à sentença condenatória. Primeira exceção : caso em que apesar de tratar . não é a pena em abstrato que regula o prazo. caput. 336 e § do CPP. Exemplos.109 As circunstâncias agravantes e atenuantes não influem no prazo prescricional. 119 CPB. 337 CPP. 110. deve ser decretada a extinção da punibilidade nos termos do art.se da prescrição da pretensão punitiva. Concurso de crimes . Art. a imposta pelo juiz na sentença. Art. 110. CPB e art. a decisão tem efeito retroativo. 110. Efeitos do reconhecimento da prescrição da pretensão executória nos termos do art. 63 e 67. 61 CPP. A partir da publicação da sentença condenatória começa a correr o prazo prescricional regulado pela pena concreta.

Art. 118 CPB. art. Sentença transita em julgado para a acusação. 110. formais. §§ 1º e 2º c. Multa e penas restritivas de direitos.art. 109 e 111 CPB.art. III . (pretensão punitiva ou executória) Art. . Ex. dois anos após o recebimento da denúncia. Princípios.Espécies de penas e prescrição. I . preterdolosos. 109. É inaplicável ao concurso de crimes. 148 CPB. 119 CPB. omissivos. Denúncia recebida em 04/04/80. Somente impede a prescrição superveniente ou intercorrente o recurso da acusação que visa à agravação da pena privativa de liberdade. CPB.Prescrição retroativa. Multa . Constitui forma de prescrição da pretensão punitiva.quando é a única cominada. IX . Natureza jurídica. X . Também não impede a aplicação se provido não altere o prazo prescricional. Sentença publicada em 10/05/82. VIII .a prescrição tem início na data da prática do último ato delituoso.c. 111 CPB. disciplinado pelo art. culposos. § único. 114 CPB. Na prescrição adota . 119 CPB. aplicada ou que resta a cumprir . de mera conduta.110 É forma de prescrição da pretensão punitiva que rescinde a própria sentença condenatória. Art. Crime habitual . Crime continuado . Ex.Tentativa. (2ª exceção) Art. II .se a teoria do resultado. Mesmo assim apenas quando provido.Termos iniciais da prescrição da pretensão punitiva. 336. art. Arts. Condenado por três meses de detenção. CPP. Tem por fundamento o princípio da pena justa. Consumação nos crimes materiais. Contagem do prazo prescricional. É contada da data da publicação da sentença até a data do acórdão do tribunal. 03 meses após a data do fato. A prescrição retroativa está discriminada no § 2º.Crime permanente.Exceção ao princípio do tempo do crime.

235. 112. § 2º. 116 CPB. § único e 117.mais dois casos : Art. Art. CPB.Cumprimento de pena no estrangeiro . Art. seis meses de pena para cumprir. Art. 110 e 113 CPB. Ex.Multa. CPB.Prescrição no caso de evasão do condenado ou de revogação do livramento condicional.Cumprimento de pena no Brasil. 110. Ex. II e 88.Questão prejudicial . 118 CPB. 113 CPB. 114 CPB : Cinco casos de prescrição da pretensão punitiva e executória da multa.Arts. 109. Art. Arts.Art. XIV . 41 e 42 CPB. Contagem do prazo . 92 a 94 CPP. .Termos iniciais da prescrição da prescrição da pretensão executória. Art. IV. Art. 109. I. XII . Art. I . art. 1ª parte e art. § 2º. 86. 112 CPB. § único). 241 e 242 CPB. Contagem do prazo : art. 235 e 299.Causas suspensivas ou impeditivas da prescrição.art. O aumento da reincidência não se aplica à multa. II. Art. V. § único .Crimes de bigamia e de falsificação ou de alteração de assentamento de registro civil (arts. Arts. diz respeito apenas ao art. 112. 109. CPB.Redução dos prazos de prescrição em face da idade do sujeito. preso foge. XV . II . 115 CPB. 10 CPB. Art. 144 CTN. XI . II . 110. XIII . CF . I . O art.111 IV . 10 CPB. 115 CPB. Revogação do livramento condicional por em virtude de sentença irrecorrível pela prática de crime anterior à sua vigência. última figura e art. VI CPB. 53. II . 109 CPB. Diferença entre causa suspensiva e interruptiva.porque não pode ser extraditado. faltando um ano para o término do período de prova. final.Arts. Aplicável aos prazos prescricionais dos arts. CPB Inexiste prescrição da pretensão executória penal da multa.arts. caput.

de 1º.209. de 11.209. de 2007).1984) III . (Redação dada pela Lei nº 7.1984) IV . Nos crimes conexos. Art. (Redação dada pela Lei nº 7.7. 117 CPB.1996) VI . estende-se aos demais a interrupção relativa a qualquer deles. que sejam objeto do mesmo processo.pela sentença condenatória recorrível. (Redação dada pela Lei nº 9.4. (Redação dada pela Lei nº 11.209. Art.7.O curso da prescrição interrompe-se: (Redação dada pela Lei nº 7. a interrupção da prescrição produz efeitos relativamente a todos os autores do crime.4.596. 368 CPP.209.7.112 Mais três causas suspensivas da prescrição : Art. § 6º. de 11.1984) IV . de 11.209. de 11. 366 CPP. de 1º. 89.1984) .Excetuados os casos dos incisos V e VI deste artigo.7. 117 .pela pronúncia. de 11.268.7.pelo recebimento da denúncia ou da queixa.1996) § 1º .1984) I .pela publicação da sentença ou acórdão condenatórios recorríveis. (Redação dada pela Lei nº 7. Causas interruptivas da prescrição Art.1984) II .pela reincidência. Art.pelo início ou continuação do cumprimento da pena. (Redação dada pela Lei nº 9. XVI . de 11.7. (Redação dada pela Lei nº 7.209. (Redação dada pela Lei nº 7. Lei 9099/95.Causas interruptivas da prescrição. V .268.pela decisão confirmatória da pronúncia.

Capítulos e Seções. IV . do dia da interrupção.Sentença que concede o perdão judicial. (Redação dada pela Lei nº 7.113 § 2º . Títulos (explicar a diferença entre título genérico.explicação.Interrompida a prescrição.Art. Normas penais em sentido amplo e em sentido estrito. Só interrompe o prazo prescricional a condenação recorrível. VI .prescrição interrompida pela prática de novo crime. Crimes contra a vida. Parte Especial . . salvo a hipótese do inciso V deste artigo. Normas penais incriminadoras e nâo incriminadoras (permissivas. novamente. de 11.explicação. todo o prazo começa a correr. Leva em conta a natureza e a importância do objeto jurídico. Acórdão condenatório : réu absolvido em 1º grau e condenado pelo tribunal. Requisitos. Interrupção condicionada a efetiva condenação do réu.209. os quais recebem títulos particulares e título específico .1984) II . Parte Geral e Parte Especial do Código Penal. Proteção penal da pessoa humana e jurídica .é a denominação jurídica do crime .início do cumprimento da pena e fuga do condenado. É inaplicável à prescrição da pretensão punitiva Súmula 120 do STJ. No caso de sentença condenatório e acórdão confirmatório.nomen juris .Reincidência . 5º. "d" da CF) . Consentimento do ofendido. caput. CPP. caput r inciso XXXVIII. V . Parte Geral . Classificação legal dos crimes em espécie. complementares ou explicativas). 408.art. Multa paga em prestações.7.que pressupõe todos os seus elementos).se refere a um gênero de fatos. Efeitos (causa excludente da tipicidade e causa excludente da ilicitude da conduta). em decisão não unânime e por isso sujeita a embargos infringentes.

Quanto ao elemento subjetivo . Causa de aumento da pena em face da idade da vítima. qualificadas e privilegiadas. material ou moralmente. direta ou indiretamente. da forma e da conexão com outro crime ).lei 9455/97. simples. Participação em suicídio. Conceito.dolosos e culposos. Lei 9434/97. norma penal permissiva . (diferença entre objeto jurídico e objeto material) Sujeitos (ativo e passivo-genocídio e crime contra a segurança nacional. Formas típicas (quanto ao aspecto objetivo .114 Classificação dos crimes contra a vida. 3 . Admite qualquer forma de execução. Elemento subjetivo e normativo do tipo (dolo e culpa). de dano. Duas ou mais qualificadoras. Homicídio. instantâneo e de forma livre) Elementos objetivos do tipo (são os que se referem á materialidade da infração penal. indireto ou indeterminado (alternativo e eventual). tentativa qualificada). Consumação e tentativa (perfeita-crime falho e imperfeita. quanto ao aspecto subjetivo/normativo .doloso e culposo. Homicídio qualificado pela idade da vítima) do delito e qualificação doutrinária (crime comum.§ 5º) e objetividade jurídica. Infanticídio. São também chamados descritivos. no que concerne á forma de execução.simples ou fundamentais. Art. Morte. Espécies de dolo no homicídio : direto ou determinado. O tipo do homicídio doloso : conceito e elementos. CPB. 65. Homicídio privilegiado. dos meios. "a" e "c". material. . III. Relevância causal da omissão. Homicídio e crime hediondo (lei 8072/90).Homicídio. Morte. lugar etc. Homicídio qualificado. tempo. Tortura . Aborto. Homicídio qualificado-privilegiado. Homicídio e nexo de causalidade. Pode ser cometido por omissão ou comissão. Crime de forma livre.( que resultam dos motivos determinantes.

não procura diminuir as conseqüências do seu ato. não gerando efeito condenatório (súmula 18 do STJ). Homicídio culposo qualificado( § 4º.115 Homicídio culposo (art. se o crime resulta de inobservância de regra técnica de profissão. § 5º CPB. O legislador leva em conta o ato da vítima que destrói a própria vida ou cause lesão corporal de natureza grave. 302 CTB).741. §3º. PARTICIPAÇÃO EM SUICÍDIO.art. que apenas exclui a aplicação de seus efeitos principais (aplicação das penas e medidas de segurança). Natureza jurídica da morte e das lesões corporais de natureza grave. Aumento de pena § 4o No homicídio culposo. entre as quais se incluem a responsabilidade pelas custas. Constituem elementares do tipo. Perdão judicial (art. 122 CPB) 2. 3. Introdução. 1ª parte). Sendo doloso o homicídio. . II. o lançamento do nome do réu no rol dos culpados etc. 4. IX. 107. Direito à vida. ou foge para evitar prisão em flagrante. de 2003) Homicídio culposo na direção de veículo automotor (art. subsistindo suas conseqüências reflexas ou secundárias. 1. . mas é ato que contraria o ordenamento jurídico. Tipos de culpa : própria e imprópria. Suicídio . 121. Prevalece hoje a orientação de que a sentença é declaratória da extinção da punibilidade. (art. a pena é aumentada de 1/3 (um terço) se o crime é praticado contra pessoa menor de 14 (quatorze) ou maior de 60 (sessenta) anos. a pena é aumentada de 1/3 (um terço). § 3º CPB). Pena e ação penal. Para Damásio e o STF é condenatória a sentença que concede o perdão judicial. Objetividade jurídica. ou se o agente deixa de prestar imediato socorro à vítima. (Redação dada pela Lei nº 10.Não constitui ilícito penal. do CPB) Criminosa é a conduta de participar em suicídio (art. consciente e inconsciente. 121. CPB). Conduta da própria vítima. Exige o tipo a morte ou lesão corporal de natureza grave.146. arte ou ofício.

Pacto de morte. principal. Qualificação doutrinária. Consumação . instantâneo. É necessário que seja determinada. Necessidade de a vítima ter capacidade de resistência. 10.qualquer pessoa. Ato material praticado pela própria vítima. 9. 6. É o dolo. 5. 7.induzimento e instigação. contido no cunho de seriedade que o sujeito imprime ao seu comportamento. INFANTICÍDIO I . de dano.homicídio (autoria mediata). a) b) c) 12. o elemento subjetivo do injusto. no sentido de que a vítima venha a destruir a própria vida. Delito material.qualquer pessoa.116 Vítima de resistência nula será homicídio (autoria mediata). Roleta russa. vontade livre e consciente de induzir. salvo a de resistência nula. Sujeito ativo . Menoridade da vítima. de conteúdo variado ou alternativo.com a morte ou lesão corporal de natureza grave. Motivo egoístico. Redução de capacidade de resistência da vítima. comum. . Exige . Pena e ação penal.auxílio.se ainda. Vítima forçada à conduta através de violência ou grave ameaça . Sujeitos do delito. simples e plurisubsistente.Introdução. de ação livre. Participação material . instigar ou auxiliar a vítima a suicidar . Crime de conduta múltipla e de conteúdo variado. Elemento subjetivo do tipo. Hipóteses várias. Resultado diverso do pretendido. Consumação e tentativa. Figuras típicas qualificadas. Elementos objetivos do tipo. comissivo. Sujeito passivo . 8.se. Não há tentativa. 11. Participação moral .

117 Artigo 123 do CPB.motivo de honra.Objetividade jurídica. Estado puerperal como simples influência psíquica fora dos casos do art.Infanticídio e aborto.honra e estado puerperal.dilatação. Sujeito passivo . expulsão do nascente. Estado puerperal que não causa perturbação psicológica alguma na mulher . O fato para ser qualificado como infanticídio deve ser praticado durante o parto ou logo após.art. Não constitui forma típica privilegiada de homicídio. VI . Direito à vida do neonato e do nascente.Elemento típico temporal. Estado puerperal como doença mental .art. IV . "Logo após" .Infanticídio com a pena atenuada. Sujeito ativo .neonato ou nascente. Psicológico . ( antes é aborto). .. . 26. Tempo como elementar ou circunstância. III . VII . caput. Fases do parto . 26 e seu parágrafo Infanticídio. V . Deve existir nexo causal entre o estado puerperal e a morte do nascente ou neonato. misto . expulsão da placenta. II .Exclusão da culpabilidade. 26.estado puerperal. Dolo.só a mãe.homicídio. conjunto das perturbações psicológicas e físicas sofridas pela mulher em face do fenômeno do parto.Sujeitos do crime. VIII .Elemento subjetivo do tipo. Estado puerperal e perturbação da saúde mental . § único do CPB.Influência do estado puerperal.enquanto perdura o estado puerperal. mas delito autônomo com denominação jurídica própria. CPB. Crime próprio. É perturbação da saúde mental. Fisiopsicológico .Critérios de conceituação legal do infanticídio.

de forma livre e plurisubsistente.Pena e ação penal. É a interrupção da gravidez com a conseqüente morte do feto (produto da concepção). h.a mãe e o terceiro matam. Formas de aborto . criminoso.Meios de execução. de dano.concurso de pessoas. artigos 61. Qualquer meio de execução . principal. e 30 do CPB. simples. b . Meios diretos e indiretos.Qualificação doutrinária. sendo possível a tentativa.Questões várias. II. XIV . O correto seria abortamento.o terceiro mata a criança. . portanto. . É crime material. XII . instantâneo. II. Consumação . Influência do estado puerperal e parentesco são elementares do tipo. caput. com a participação acessória da mãe.delito de forma livre. Podem ocorrer três hipóteses : a . 30 CPB). Natural . material. É possível o concurso de pessoas.Conceito. XI . (art. que indica a conduta de abortar e não aborto que significa o produto da concepção cuja gravidez foi interrompida. X .com a morte do nascente ou neonato. XIII . Delito próprio. A matéria deve ser analisada diante das determinações dos artigos 29. comissivo ou omissivo impróprio. ABORTO I . legal ou permitido.a mãe mata a criança com a participação acessória do terceiro.se entre os fatos dos participantes. e.Consumação e tentativa. comunicam .natural.118 IX . acidental.interrupção espontânea da gravidez. comissivos e omissivos. c . 61.

direito à vida. embrião ou feto). aborto legal (art.artigos 124 a 127. físico. vida e incolumidade física e psíquica da gestante. ação ou omissão. Exige . aborto social ou econômico. Os objetos materiais confundem .vida do feto.qualquer pessoa. O crime é de forma livre. II .Sujeitos do delito e objetos materiais. cujo titular é o feto. V . 126). Aborto provocado por terceiro .geralmente em conseqüência de traumatismo. de forma livre (qualquer meio.Figuras típicas. Auto aborto. IV . Auto aborto . 128). de dano.aborto terapêutico.produto da concepção. A sua morte como decorrência da interrupção da gravidez. Crime material. químico. (óvulo fecundado.Objetividade jurídica e qualificação doutrinária. aborto eugenésico ou eugênico. Legal ou consentido .dupla subjetividade passiva . Sujeito passivo .gestante. III . aborto provocado pela gestante ou com o seu consentimento (art. Objeto da tutela penal é a vida do feto. aborto provocado por terceiro sem o consentimento da gestante (art.119 Acidental .Elementos objetivos do tipo. 127).feto e gestante. Aborto provocado por terceiro. material ou moral) O auto aborto é delito próprio. Sujeito ativo . instantâneo. Sujeito passivo . aborto provocado por terceiro com o consentimento da gestante (art. mecânico. 125). CPB . deve ser resultado direto dos meios abortivos.124). Sujeito ativo .se com os sujeitos passivos. . aborto qualificado (art.se prova de vida do sujeito passivo imediato.duas formas de aborto legal : aborto necessário ou terapêutico e aborto sentimental ou humanitário (artigo 128) Criminoso .

Auto aborto terapêutico ou sentimental. Os mecânicos podem ser diretos e indiretos. Artigo 127 CPB. Qualquer meio idôneo. O consentimento deve perdurar durante toda a conduta. 26. Crime material.Aborto consensual. térmicos. Formas típica : simples e qualificada. que podem ser mecânicos. par. Artigo 124 do CPB. IX . único. obs.se para o tipo do art.Consumação e tentativa. Tentativa. Meios : químicos (fósforo. mercúrio). par. 125). VI .elemento subjetivo do tipo. VII . CPB).Aborto provocado sem o consentimento da gestante.caso em que o fato desloca .gestante e feto. 127 CP). único. elétricos.o terceiro (qualquer pessoa). Artigo 126 do CPB. físicos. Artigo 125 do CPB. em conseqüência da interrupção da gravidez. (art. Sujeitos passivos . É exigida a capacidade da gestante para consentir.se de bens jurídicos indisponíveis.trata . o aborto atinge o momento consumativo com a produção do resultado morte do feto. 24 CPB). 126. Sujeito ativo . Dissentimento real ou presumido. Consenso irrelevante .120 Núcleo dos tipos é o verbo provocar. 126. . (art. e psíquicos. Aborto qualificado pelo resultado (art. direto e eventual.exceção pluralísitca da teoria unitária ou monística. Concurso de pessoas.Auto . X . proveniente do aborto e dos meios empregados na provocação do aborto. artigos 124. de natureza preterdolosa ou preterintencional. caput . VIII .Aborto qualificado. Resultado qualificador. (art. 2ª parte e 126 . Dolo. XI . Participação 1ª e 2ª partes.aborto.

extorsão.mulher grávida. descrita no art. lesão corporal simples . Causas de exclusão da antijuridicidade. Art. lesão corporal privilegiada . § 7º .121 Formas qualificadas aplicadas apenas aos artigos 125 e 126. roubo.§§ 1º. 129. qualificada . instantâneo.crime progressivo) ou subsidiário. unisubjetivo. 2º e 3º.com a incriminação o estatuto penal visa proteger a integridade física e fisiopsíquica de pessoa humana.art. III . constitui delito consunto (lesão corporal e homicídio . XIII .Sujeitos do crime.Conceito . lesão corporal culposa : simples . atentado violento ao pudor) ou qualificadora (dano com violência à pessoa.§ 6º.§ 8 º. Artigo 128. caput. Perdão judicial . É crime material. V . Qualquer pessoa. I (aborto necessário) e II (aborto sentimental ou humanitário). Figuras típicas permissivas.É a ofensa à integridade corporal ou à saúde de outrem. 129. estupro. plurisubsistente.Figuras típicas. II . Art. favorecimento da prostituição com violência física contra a vítima etc.). de dano. IV e 2º. Com relação a certos crimes.Pena e ação penal.Qualificação doutrinária. §§ 1º. 129 e parágrafos do CPB.Aborto legal. lesão corporal qualificada . mediação para servir à lascívia de outrem com violência real. Crime de forma livre. Objetividade jurídica . .menor de 14 anos de idade. naqueles onde a violência física é meio de execução (constrangimento ilegal. LESÕES CORPORAIS I . Crime comum.§ 7º. IV . XII . 129.§§ 4º e 5º.

Consiste em constranger a integridade corporal ou a saúde física ou mental de outrem.detenção.122 Violência Doméstica (Incluído pela Lei nº 10. ou. ou com quem conviva ou tenha convivido. 132 CPB). de coabitação ou de hospitalidade: (Redação dada pela Lei nº 11. de 2006) V . Dolo (caput). aumenta-se a pena em 1/3 (um terço). de 2004) § 11. IX . ainda. Na hipótese do § 9o deste artigo.Questões várias. a pena será aumentada de um terço se o crime for cometido contra pessoa portadora de deficiência.Momento consumativo e tentativa.340. VI . . (Incluído pela Lei nº 11. Lesão corporal e estrito cumprimento do dever legal. II. de 2004) § 9o Se a lesão for praticada contra ascendente. cônjuge ou companheiro.Elemento subjetivo e normativo do tipo. LCP).886. Lesão corporal e vias de fato (art. Lesão corporal e omissão. Nos casos previstos nos §§ 1o a 3o deste artigo. X . V CPB. VII . Lesão corporal e exercício regular de direito. § 3º. (Incluído pela Lei nº 10. 146. 171. de 2006) Pena . CPB). de 2006) § 10. Tentativa de lesão corporal como crime autônomo . Art. (Redação dada pela Lei nº 11. Lesão corporal e dor. Lesão corporal e perigo para a vida ou a saúde de outrem (art. se as circunstâncias são as indicadas no § 9o deste artigo. 21.Auto lesão.arts. descendente. Impunível.340. irmão. § 1º e 131 CPB.886.340. 2º e 3º).Lesão corporal de natureza leve. § 2º. de 3 (três) meses a 3 (três) anos. culpa ( §§ 6º e 7º) e preterdolo(§§ 1º. 130. VIII . Lesão corporal e coação para impedir o suicídio (art. prevalecendo-se o agente das relações domésticas.Elementos objetivos do tipo.

Preterdolo e morte da vítima .art.Lesões corporais graves em sentido estrito. Inciso I . O êxito letal deve ser provável e não simplesmente possível. tato e audição.Lesões corporais de natureza grave.coxa. 129.debilidade permanente de membro. ( a perda de um órgão duplo). Art.visão. Inciso IV .Ocupações habituais por mais de trinta dias .aceleração (antecipação) de parto.art. Membros superiores . § 2º (gravíssima . Membros inferiores . Inciso III .braço. perna e pé. em virtude da lesão corporal produzida na vítima.qualquer ocupação lícita. sentido ou função.qualificação doutrinária). São circunstâncias de natureza subjetiva. antebraço e mão. §§ 1ºe 2º. Debilidade . 129. Se houver dolo quanto ao resultado .123 XI . perigo de vida. Circunstâncias qualificadoras. É perigo concreto. .Perigo de vida. paladar. Basta ser duradoura.não é perpetuidade. Inciso II . 129.é a diminuição da capacidade funcional. Ocorre quando o feto. O disposto nos incisos I.art. Em regra são crimes qualificados pelo resultado de natureza preterdolosa ou preterintencional. aceleração de parto.tentativa de homicídio. III e IV permitem também a punição a título de dolo. Função . § 3º CPB. vem a ser expulso antes do período determinado para o nascimento. Sentido lato . 129.é a atividade de um órgão. debilidade permanente de membro sentido ou função. olfato. Sentido estrito . Exame de corpo de delito. Necessita ser investigado e comprovado por perícia. Sentidos . Figuras típicas : incapacidade para as ocupações habituais por mais de trinta dias (31 dias ou mais). XII . § 1º CPB. Permanência .

Lesão leve e culposa . 130 a 136 do CP.Perda ou inutilização de membro.Perdão judicial. Inciso III .Aborto . qualquer espécie de trabalho. visível.Permanência = duradoura. XVI .Deformidade permanente . XVIII .Lesões corporais gravíssimas. § 2º. ( §§ 4º e 5º) Só aplicável aos §§ 1º.resultado preterdoloso.Incurabilidade absoluta e relativa. Inutilização é a inaptidão do órgão à sua função específica. 129.art.se a tudo que desfigure uma pessoa. XIV . 127 CPB.Lesão corporal culposa. Inciso V . Considera . 303 CTB. Inciso IV . Lei 9099/95. Princípio da especialidade .§ 5º. irreparável e capaz de causar impressão vexatória.Incapacidade permanente para o trabalho . Reciprocidade de lesões leves .se o trabalho genérico. de forma permanente e grave. Inciso II . Sempre que não se possa fixar o limite temporal da incapacidade.124 XIII . XVII .Pena e ação penal.Lesão corporal seguida de morte. São crimes subsidiários. Art. XIX .é o dano estético de certa monta.Causa de aumento de pena em face da idade da vítima. permanente. 88. § 1º e 131 CPB ( constituem tentativa de lesão corporal) .Enfermidade incurável . 130. Estão descritos nos arts. 2º e 3º . Refere .se o disposto no § 5º. I. V e art. II. Ao caput aplica . deve ser considerada permanente. Inciso I .art. É deformidade irreparável em si mesma ou incurável por meios comuns. XV .arts. CRIMES DE PERICLITAÇÃO DA VIDA Generalidades.Perda é a ablação do membro ou órgão. Diferença .Lesões corporais privilegiadas. sentido ou função .

130. Diferença entre dolo de perigo e dolo de dano. Saúde física da pessoa humana. Quanto a quantidade do perigo . PERIGO DE CONTÁGIO VENÉREO. § 1º e 131 CPB. "caput". três figuras típicas. § 1º . . direto ou eventual.deve haver probabilidade de dano e não simples possibilidade. 130. 130. Art.125 Elemento subjetivo dos crimes de periclitação da vida e da saúde . Pode ocorrer através de relações sexuais ou qualquer ato de libidinagem.lesão corporal seguida de perigo de vida.arts. Art. Figuras típicas. Contágio venéreo = lesão corporal. Há presunção do perigo. Perigo individual é o que atinge pessoa determinada. Perigo comum ou coletivo é o que atinge número indeterminado de pessoas. É delito de perigo. Há demonstração do perigo. Perigo concreto é o que deve ser provado caso por caso. Formas de perigo : abstrato. concreto. individual e comum (ou coletivo). Crimes formais com dolo de dano . Conceito e objetividade jurídica. Perigo abstrato é o presumido. Exposição ao contágio. advindo da simples prática da conduta positiva ou negativa. CPB. Doença venérea produzindo perigo de vida = sujeito sabia que estava contaminado e assumiu o risco da contaminação .dolo de perigo.crime formal com dolo de dano.

quiçá. comum. Sabe . Sujeitos do crime. § 1º .o agente tem plena consciência do seu estado (dolo direto e eventual) Deve saber .doenças venéreas definidas em portaria médica. 130. "Caput" . É possível a tentativa. simples. art. instantâneo. § 1º CPB. Elementos objetivos do tipo. Expor alguém = homens e mulheres. Figura típica qualificada. Consumação e tentativa.colocar em perigo.o agente percebe alguns sinais de doença venérea. Com a prática das relações sexuais ou dos atos de libidinagem. contaminação.126 Consentimento do ofendido. não deveria agir. mantém relação sexual sem tomar qualquer precaução. Qualificação doutrinária. O tipo penal exige o contato corpóreo entre o sujeito ativo e passivo. Expor . .dolo de perigo direto ou eventual.dolo direto de dano. Crime de perigo abstrato. Na dúvida. Elemento subjetivo do tipo. § 1º descreve um crime formal. Norma penal em branco . comissivo e de forma vinculada. mas não tem certeza de sua infecção e. Ato libidinoso é qualquer um que sirva para satisfazer o instinto da libido. A dúvida pode ser quanto a estar contaminado (deve saber) ou natureza a natureza contagiosa da doença (sabe que está contaminado). no entanto. expondo alguém a perigo. e . O dolo eventual pode configurar-se no sabe e no deve saber.

268 CPB). homicídio culposo. homicídio consumado ou tentado.127 Art. AIDS. .qualquer pessoa. Moléstia poliomielite.dolo e o fim especial de agir .. comum. 267. simples. 129. Conceito e objetividade jurídica.) É norma penal em branco. 131 CPB. Contágio venéreo . tuberculose. plurissubsistente. Elementos subjetivos do tipo. Dois elementos . Consuma . de que resulta epidemia (arts. grave e contagiosa. Sujeito ativo . PERIGO DE CONTÁGIO DE MOLÉSTIA GRAVE. só é admissível o dolo direto de dano. 131.lesão corporal leve e grave.com o fim de. O legislador protege a vida e a saúde da pessoa humana. difteria. §§ 1º. lesão corporal seguida de morte. Qualificação doutrinária. Consumação e tentativa. 2º e 3º CPB.. Os meios para o contágio podem ser diretos e indiretos. Sujeitos do crime.. É delito formal com dolo de dano (crime de consumação antecipada). varíola. Elementos objetivos do tipo. Sujeito passivo . de forma livre e instantâneo. Art.(febre amarela. comissivo..se com a prática do ato capaz de produzir o contágio.qualquer pessoa contaminada de moléstia grave. Crime formal. com dolo de dano.

Sujeitos do crime. Crime subsidiário (expresso) de outras infrações de perigo e de dano. Se.deve ser demonstrado. Perigo concreto . Expor = colocar a vítima em perigo de dano. É necessário que o perigo iminente atinja pessoa certa e determinada. Art. Consumação . Exposição .ação ou omissão. porém.qualquer pessoa. Homicídio culposo. são exigidos vários atos.com a produção do perigo concreto. embora de difícil ocorrência. Elemento subjetivo do tipo. PERIGO PARA A VIDA OU SAÚDE DE OUTREM Conceito e objetividade jurídica. . de forma livre e subsidiário. é admissível. Consumação e tentativa. O legislador protege o direito à vida e à saúde da pessoa humana. Dolo de perigo . simples. Elementos objetivos do tipo. Na forma comissiva é possível a tentativa. instantâneo. Qualificação doutrinária. Perigo direto é o que ocorre em relação a pessoa certa e determinada.128 Se o ato tendente ao contágio for único não é admissível a tentativa. Crime de perigo concreto. Pena e ação penal. imediato. Lesão corporal leve. Sujeitos ativo e passivo . 132 CPB. Perigo iminente é o presente.direto ou eventual. Tentativa de homicídio. comissivo ou omissivo.

durável ou temporária.se. de perigo. No conflito aparente de normas representa o tipo fundamental com relação ao art. 133 CPB. podendo ser de direito público ou de direito privado. 132. Autoridade é o poder de uma pessoa sobre outra. Como crime próprio. 135 CPB.129 Na modalidade omissiva é impossível. não pode por si mesma defender . Inexistindo a vinculação . Art. diante de determinadas circunstâncias. Pena e ação penal. Abandonar e expor (art. Vigilância é a assistência acauteladora. vigilância e autoridade. Exposição = a vítima é levada para lugar diferente em que lhe é prestada assistência. protegendo a sua incolumidade física. Incapacidade = corporal ou mental. que define o crime de exposição ou abandono de recém nascido. guarda.art. unisubjetivo. Objeto jurídico é o interesse do Estado tutelar a segurança da pessoa humana. Qualificação doutrinária e sujeitos do delito Crime próprio. contrato ou de certos fatos lícitos ou ilícitos. Art. que pode advir de lei ( de direito público ou privado). Especial relação de assistência. uniofensivo ou simples. 134) Abandonar = o sujeito deixa a vítima sem assistência no lugar de costume. Elementos objetivos do tipo. plurissubsistente. exige especial vinculação entre os sujeitos ativo e passivo. Cuidado é a assistência eventual. Guarda é a assistência duradoura. Causa de aumento de pena. O tipo penal prevê o vínculo sob a forma de cuidado. que. especial. ABANDONO DE INCAPAZ Conceito e objetividade jurídica. § único CPB. 134. .

que portanto deve ser provado) para o sujeito passivo. . É admissível a tentativa.130 Art. Sujeito passivo do delito é o recém nascido. Lugar ermo . Objetividade jurídica . Conceito. §§ 1º. . EXPOSIÇÃO OU ABANDONO DE RECÉM NASCIDO Introdução. Local absolutamente solitário = meio de execução de homicídio. desde que resulte o perigo concreto.vida e saúde da pessoa humana. Arts.se com o abandono. Consumação e tentativa. 133. É crime de perigo concreto. Art. Consuma . 133 .o abandono abrange a exposição. tipo privilegiado em relação ao crime do art. Dolo de perigo. objetividade jurídica e qualificação doutrinária. Figuras típicas qualificadas. 2º e 3º CPB. 133. de 2003) Pena e ação penal. assim considerado até o momento da queda do cordão umbilical. Imprescindível a separação física entre os sujeitos do crime e a ocorrência de perigo ( concreto. Sujeito ativo só pode ser a mãe que concebeu extra matrimonium e o pai adulterino ou incestuoso. Para a qualificadora o local precisa ser habitualmente e relativamente solitário. Sujeitos do delito. Elemento subjetivo do tipo.741. direto ou eventual. 19 CPB. III – se a vítima é maior de 60 (sessenta) anos (Incluído pela Lei nº 10.art. 134 CPB.local solitário.

Abandonar . 19 CPB. Art.de natureza psicológica e restritiva. conflito psíquico entre a honra objetiva (reputação . são dois : dolo de perigo e o fim ulterior. "para ocultar desonra própria". §§ 1º e 2º CPB. Art. Ocultação da desonra é elementar do tipo. concepção.é a de natureza sexual.art. . - Privilégio . Honra . 134. Consuma .possível na hipótese de exposição. . Expor . Elementos objetivos do tipo. Momento consumativo e tentativa. A elementar desonra se refere à situação sexual do sujeito ativo. reprovação social sofrida pela mulher que concebe foram do casamento. "Honoris causa". Concurso de pessoas.se o delito com a criação do perigo concreto causado pela exposição ou abandono. A concepção ilegítima pode representar desonra tanto para a mulher casada quanto para a viúva. A elementar ocultação à publicidade que o produto da concepção produziria. a boa fama e a reputação que goza o autor ou a autora pela sua conduta de decência e bons costumes. 30 CPB. Tentativa .quer dizer omitir à vítima a assistência devida.intolerância social) e honra Preservação da dignidade X pretensão de preservação da vida do produto da Aborto ou abandono do recém nascido (para a preservação da honra) subjetiva ( dignidade). Figuras típicas qualificadas.significa remover a vítima para local diverso daquele em que lhe é prestada assistência.131 Elementos objetivos do tipo.

criança abandonada.Figuras típicas qualificadas pelo resultado. V . em que ocorre o perigo concreto ou presumido. subsidiário (arts. Assistência genérica imediata . pessoa inválida.dever de pedir ajuda à autoridade.qualquer pessoa. § único CPB. Dever específico de solidariedade . e eventualmente permanente. 136 CPB.se no momento da omissão. pessoa ferida.Elemento subjetivo do tipo. Sem risco pessoal.Elementos objetivos do tipo. Art. conforme o caso. 302 e 303 do CTB.132 Pena e ação penal. MAUS . direto e eventual. Tentativa . VII . . Sujeito passivo . A norma penal protege a incolumidade pessoal. Por meio da imposição penal do dever de solidariedade (obrigação jurídica genérica) o legislador protege a vida e a incolumidade da pessoa.exige vinculação jurídica especial entre os sujeitos. VI . OMISSÃO DE SOCORRO I .Qualificação doutrinária. 135 CPB. É o dolo de perigo. Art. Art. Possibilidade de escolha entre uma e outra.TRATOS.Conceito e objetividade jurídica. IV . II . 121 § 4º e 129 § 7º).Sujeitos do delito.consumação e tentativa. Delito omissivo próprio. III . pessoa em grave e iminente perigo.Conceito e objetividade jurídica.Dever genérico de solidariedade. VIII . instantâneo. Sujeito ativo .Pena e ação penal.impossível.existente no dever de prestação imediata de socorro. Consuma . . 135. Assistência genérica mediata . Arts. criança extraviada. de perigo abstrato ou concreto. I .

em conseqüência das condutas descritas no tipo.admissível nas modalidades comissivas. permanente na privação de alimentos ou cuidados.Qualificação doutrinária. Privação de cuidados indispensáveis . Tentativa . Crime próprio. e de perigo concreto. III . Arts. art. 136 §§ 1º e 2º. Art. comissivo ou omissivo. Dolo de perigo. Sujeito ativo .os participantes sofrem pena que constitui a média entre a pena do autor e a sanção imposta ao partícipe. VII . para fins de educação. simples.Elementos objetivos do tipo. 232 e 233 do ECA.Conceito.somente as pessoas legalmente qualificadas. VIII . IV . Consumação . Formas de execução do crime. de ação múltipla ou de conteúdo variado. ensino. Três sistemas a respeito da punição da rixa quando resulta morte ou lesão corporal : da solidariedade absoluta .Pena e ação penal. IX .crime permanente Trabalho excessivo ou inadequado.com a exposição do sujeito passivo ao perigo de dano.crime permanente. 136 §§ 1º e 2º. instantâneo nas outras hipóteses. da cumplicidade correspectiva . . guarda ou vigilância de outra. DA RIXA I .Figuras típicas qualificadas. Sujeito passivo . Art. 137 CPB. tratamento ou custódia. plurissubsistente. Abuso de meios de correção e disciplina.somente aquelas pessoas que se encontram sob a autoridade.Sujeitos do delito. Privação relativa de alimentos . (Lei 8069/90) V .todos os participantes respondem pela morte ou lesão corporal. VI . Crime próprio.Consumação e tentativa.133 II .Figuras típicas.Elemento subjetivo do tipo.

Efeitos na hipótese de lesão grave ou morte.Elementos objetivos do tipo. . IV . de forma típica livre. comissivo e plurissubsistente.irrelevante. Vida e a saúde física e mental da pessoa humana.vias de fato. Situação de quem intervém para separar os contendores.material e moral. Crime de concurso necessário (plurissubjetivo ou coletivo) de condutas contrapostas. violências materiais (arremesso de objetos).Momento consumativo e tentativa. Participação na rixa e participação no crime de rixa. Meios . contribuir. instantâneo. colaborar.tomar parte.Sujeitos do delito. . Lesão leve e tentativa de homicídio não qualificam a rixa. que é o perigo abstrato de dano. Motivo . NO caso de morte com autoria definida o homicida responderá pelo crime de homicídio em concurso material com a rixa qualificada. Consuma .se com a prática de vias de fato ou violências recíprocas.Objetividade jurídica. Sujeitos ativo e passivo . simples. Rixa de improviso e proposital. de perigo abstrato.Qualificação doutrinária. enquanto os demais rixosos pelo crime de rixa qualificada. A participação pode iniciar durante a rixa e cessar antes do seu término.é o critério adotado pelo CPB. Participação . VI . Participar . independentemente da morte ou da lesão corporal produzida em algum dos participantes ou em terceiro. instante em que há a produção do resultado. No mínimo três. III .qualquer pessoa. II . V .134 da autonomia . Por via indireta a ordem pública.a rixa é punida por si mesma.

aquilo que os outros pensam a respeito do cidadão. intelectuais. físicos.conjunto de atributos morais do cidadão. intelectuais e demais dotes do cidadão. honra decoro . CRIMES CONTRA A HONRA I .é o conjunto de atributos físicos e intelectuais da pessoa.objetiva . Honra . Responsabilidade penal objetiva.interesse jurídico disponível. intelectuais. subjetiva . III .Elenco dos crimes contra a honra. Arts.Objetividade jurídica.honra . Dolo de perigo. VIII . Crimes formais. difamação e injúria.Figuras típicas qualificadas. II .Qualificação doutrinária.conjunto de atributos morais. honra dignidade .é o sentimento de cada um a respeito de seus atributos físicos. É possível. Só alcança os resultados produzidos durante a rixa. Art. 138 a 141 CPB . X . morais. IX . não impedindo que o sujeito responda por rixa qualificada.Elemento subjetivo do tipo.135 Tentativa .Pena e ação penal. VII . Semelhanças e diferenças. no tocante a seus atributos físicos. morais da pessoa humana. Calúnia.Rixa e legítima defesa.possível na rixa proposital. IV .é a reputação.Honra . que o fazem merecedor de apreço no convívio social. 137 § único. etc. .

Arts.Consentimento do ofendido. do Senado. defender. II . IX . Art.Núcleos do tipo. pessoa jurídica ( lei de imprensa . 23. A ofensa deve ser dirigida a pessoa certa e determinada. 27. VII . retorsão. propalar ( relato verbal) e divulgar (narrar algum fato por qualquer meio). III.Elemento subjetivo do tipo.falsamente.Conceito e objetividade jurídica. 53 § 1º. no cunho de seriedade que imprime à conduta. Sujeito ativo . 53. IV . CALÚNIA I .Sujeitos do delito. Crime de calúnia com imputação verdadeira .art. § 3º CP. 138.Imunidade parlamentar. honra objetiva (reputação). da Câmara dos Deputados. VI .5250/67. gracejar e corrigir. Imunidade diplomática e parlamentar. Narrar. menores de 18 anos. Imputar. Falsidade . criticar. . doentes mentais.dolo direto apenas.9605/98).Elemento subjetivo do tipo. § 2º CP). Presidentes da República.qualquer pessoa. No § 1º . que se expressa na direção. lei de proteção ambiental . III . art. 138 CP. § 1º e 29 VI CF. 138.Elemento normativo do tipo .palavras escrita. morto (art.Meios de execução .sobre o fato e autoria.desonrados. direto ou eventual e o elemento subjetivo do injusto. Dolo de dano. Dolo de dano e o cunho de seriedade que se imprime á conduta. VIII .136 V . gestos e símbolos. verbal. Sujeito passivo .

regra geral é admitida. Quando terceiro toma conhecimento da calúnia.art.reputação. § 2º CP. Difamação . 138. IX . simples. unissubsistente ou plurissubsistente. § único CP. equívoca ou explícita e reflexa. inequívoca ou explícita. DIFAMAÇÃO I .Momento consumativo e tentativa.não admite.Propalação e divulgação . 138. Calúnia . VIII . VI .Fato definido como crime.137 V . 139. Exceção .Formas de calúnia.139. comum. art.Pena. imputação de contravenção .art. Definição de exceção da verdade.Conceito e objetividade jurídica. § 1º CP. Admite a tentativa a calúnia por escrito. § 3º CP. instantâneo.art.art. Injúria .Liberdade de censura e exceção da verdade. . X . Exceção .difamação. Crime formal.não admite. XI . VII . comissivo. Honra objetiva .Qualificação doutrinária. 138.regra geral . Onde o CP admite a prova da verdade (exceção da verdade) permite a liberdade de censura. XII .

Qualificação doutrinária. III .Pena.ladrão. 331 e 141. instantâneo. § único CP.se do desacato (arts. estelionatário.estúpido. Crime formal. art. comum. Dignidade é o juízo que a pessoa tem da própria honra .138 II . cafajeste. Honra subjetiva . ignorante. V . VI . exceto na hipótese de funcionário público ofendido no exercício de suas funções.Conceito e objetividade jurídica. Sujeitos ativo e passivo . Decoro é decência. VII . Não é admitida a prova da verdade.elementos subjetivos do tipo. analfabeto.formas de ofensa . Diferencia . pederasta.qualquer pessoa.Exceção da verdade.imputar = atribuir. . O fato ofensivo à reputação pode ser falso ou verdadeiro. INJÚRIA I . VIII . Quando um terceiro toma conhecimento da imputação ofensiva á reputação da vítima. simples. IV . 140.Qualificação doutrinária. II CP) II .Momento consumativo e tentativa. 139.Sujeitos do delito. respeitabilidade e consideração que merecemos e que é lesado formas de ofensa . Art. morais e intelectuais de cada um. III . plurissubsistente ou unissubsistente.Conduta típica .dignidade e decoro . comissivo.sentimento próprio a respeito dos atributos físicos.Elementos subjetivos do tipo.

Injúria qualificada. Querelado . VII . IV – contra pessoa maior de 60 (sessenta) anos ou portadora de deficiência. plurissubsistente ou unissubsistente.Figuras típicas qualificadas. arts 143 e 107 VI CP. cor.Ação penal.se quando o ofendido toma conhecimento da imputação de qualidade negativa. 2º e 26 da Lei 7170/83 Lei de imprensa . V .5250/67.Momento consumativo e tentativa.139 Crime formal. Tentativa . III . Consuma . . Art.741.Injúria real.possível na forma escrita. 144 CP. art.apenas na ação penal privada. V .Retratação. Art. de 2003) VIII .Pedido de explicação em juízo. IV . religião. (Incluído pela Lei nº 10. simples. IV . VI . 145.741. instantâneo. arts. comum. etnia. art. 142 CP. exceto no caso de injúria.Causas especiais de exclusão de antijuridicidade.Perdão judicial. 1º. de forma livre. 140 § 1º CP.Pena. art. CPB. § 3o Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça. origem ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência: (Redação dada pela Lei nº 10. de 2003) II . comissivo. DISPOSIÇÕES COMUNS DOS CRIMES CONTRA A HONRA I . 141 CPB.

arts.033. no sentido de o cidadão fazer o que bem entenda. Lei 7170/83) atentar contra a liberdade individual dos Presidentes da República. no caso do inciso I do caput do art. XIII. XI.Conceito e objetividade jurídica. desde que não infrinja disposição legal.Princípio da legalidade " Ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei". 161. II e 219 CPB. 5º. XII. 159. do Senado Federal. 213. Objetividade jurídica dos crimes contra a liberdade individual . 146/154 Considerações sobre a expressão liberdade em seus diversos aspectos. 146 CPB. VI. 214 CPB. bem como no caso do § 3o do art. Crime subsidiário .140 Parágrafo único. 28. II .liberdade jurídica = faculdade de realizar condutas de acordo com a própria vontade do sujeito. 159. da Câmara dos Deputados. 140 deste Código. 141 deste Código. DOS CRIMES CONTRA A LIBERDADE PESSOAL Constrangimento ilegal. CF . de 2009) DOS CRIMES CONTRA A PESSOA CAPÍTULO VI . Sujeito ativo .IX. 214. Art. I . 158. XVI. Sujeito passivo . III . É crime contra a Segurança Nacional (art.Sujeitos do delito.liberdade física e psíquica. no caso do inciso II do mesmo artigo.qualquer pessoa. XV. 158. Liberdade de autodeterminação . 157. Procede-se mediante requisição do Ministro da Justiça. . II.DOS CRIMES CONTRA A LIBERDADE INDIVIDUAL ARTS. Art.arts. 213. 157.com capacidade de autodeterminação = liberdade de vontade. São crimes subsidiários . XVII. Incisos IV. (Redação dada pela Lei nº 12.Figuras típicas. e mediante representação do ofendido.

deixar de passar numa determinada rua.Norma penal explicativa.art. exigir que beba aguardente). ex.141 III .).Qualificação doutrinária. iminente e inevitável. VIII . Crime material. obrigar. Elemento subjetivo do tipo = conduta realizada pelo agente com o fim de que a vítima não faça o que a lei permite ou faça o que ela não determina.Figuras típicas qualificadas. V . Ilegitimidade = absoluta ( o sujeito não tem faculdade alguma de impor à vítima o comportamento ativo ou passivo. Violência . Abrange a ciência da ilegitimidade da pretensão e o nexo de causalidade entre o constrangimento e a conduta do sujeito passivo.art. física = força bruta.Elementos subjetivos do tipo. Interpretação analógica. lesão. art. subsidiário. VII . Não precisa ser injusta.Momento consumativo e tentativa. verossímil. Possibilidade de o comportamento ser exigido judicialmente .Causas especiais de exclusão da tipicidade. VI . 345 CPB.lo. 345 CPB. prejuízo financeiro etc. ex. Pretensão legítima . imprópria = emprego de qualquer outro meio. 66 LCP. coagir. X . Ameaça . direta ou imediata = contra a vítima. .prenunciação da prática de um mal dirigido a alguém. porém não tem o sujeito direito de empregar violência ou grave ameaça para consegui .própria = força física. instantâneo.Elementos objetivos do tipo. mas deve ser grave (morte. certo. Constranger = compelir. ex. moral = grave ameaça. IX . Ato imoral e ato ilegal. indireta ou mediata = empregada sobre ou terceira pessoa vinculada ao ofendido. relativa ( não é proibida a pretensão do comportamento ativo ou passivo da vítima. pagamento de dívida proveniente de jogo). Dolo. Pretensão (imposição) ilegítima do sujeito ativo = não tenha direito de exigir da vítima o comportamento almejado.

consistente num dano físico. IV .Elemento subjetivo do tipo.com capacidade de entendimento. econômico ou moral. Crime formal. Ameaçar .Crime contra a Segurança Nacional. Ameaçar Presidentes da República.Sujeitos do delito. explícita. Dolo. Ameaça em ato e ameaça de mal futuro. Meios de execução .não há crime.entendimento atual dos Tribunais. a tranqüilidade espiritual. III . Paz de espírito. 147 CPB.Momento consumativo e tentativa. Mal injusto e grave. Estado de embriaguez . . Exigência de prenúncio de mal a ser executado no futuro . VI . Ameaça : direta. Ameaça. condicional.Qualificação doutrinária. Câmara dos Deputados e do STF . Tribunais . Art. Senado Federal. implícita. Crime subsidiário. Sujeito ativo . subsidiário. Sujeito passivo . V .142 XI .Pena e ação penal.prenunciar.qualquer pessoa. II . escrito. indireta. gesto ou qualquer outro meio simbólico.exigência de ânimo calmo e refletido.Elementos objetivos do tipo.Conceito e objetividade jurídica. I . Mal justo (protestar título ou demitir empregado relapso) .não há delito.Tribunais .palavra.

I – se a vítima é ascendente. Seqüestro ou Cárcere privado.106. III . (Seqüestro e Cárcere privado) São crimes materiais e permanentes. Liberdade de ir e vir. I .106.Consumação e tentativa.qualquer pessoa.se a privação da liberdade dura mais de quinze dias. descendente. Crime contra a Segurança Nacional. Duas formas de execução : detenção e retenção. . omissão. (Incluído pela Lei nº 11. 149 e 159 CPB. Dolo . Crime subsidiário . Crime contra a Segurança Nacional. Art.qualquer pessoa.Elementos objetivos do tipo.arts. IV – se o crime é praticado contra menor de 18 (dezoito) anos. de 2005) V – se o crime é praticado com fins libidinosos.se o crime é praticado mediante internação da vítima em casa de saúde ou hospital. Sujeito ativo . de 2005) II .143 VII .Elemento subjetivo do tipo. Seqüestro ou Cárcere privado. VI . cônjuge ou companheiro do agente ou maior de 60 (sessenta) anos.Conceito e objetividade jurídica. 148 CPB. de 2005) II .Pena e ação penal.Sujeitos do delito. IV .vontade de privar a vítima de sua liberdade de locomoção. (Redação dada pela Lei nº 11. Consentimento do sujeito passivo. (Incluído pela Lei nº 11. Sujeito passivo . V . III .Qualificação doutrinária.106.

Art. Conceito e objetividade jurídica. quer sujeitando-o a condições degradantes de trabalho.12.qualquer pessoa. com o fim de retê-lo no local de trabalho.2003) Pena .803.2003) I – contra criança ou adolescente. e multa. de 11. de 11. (Redação dada pela Lei nº 10. religião ou origem.803. com o fim de retê-lo no local de trabalho. Ativo e passivo . além da pena correspondente à violência. de 11. (Incluído pela Lei nº 10.803. (Incluído pela Lei nº 10. se o crime é cometido: (Incluído pela Lei nº 10.2003) I – cerceia o uso de qualquer meio de transporte por parte do trabalhador. de 11.2003) § 1o Nas mesmas penas incorre quem: (Incluído pela Lei nº 10. de 11. de 11. Art.Pena e ação penal. de 11.12.12.2003) Sujeitos do delito.12. quer restringindo. sua locomoção em razão de dívida contraída com o empregador ou preposto: (Redação dada pela Lei nº 10. .803. Elemento subjetivo do tipo. Plágio é a sujeição de uma pessoa ao domínio de outra.144 VII . VIII . cor. Reduzir alguém a condição análoga à de escravo. quer submetendo-o a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva.Figuras típicas qualificadas.12. etnia.2003) § 2o A pena é aumentada de metade.803.803. (Incluído pela Lei nº 10.803.12. (Incluído pela Lei nº 10.803. de 11. por qualquer meio. 149 CPB. Redução a condição análoga a de escravo.12.2003) II – por motivo de preconceito de raça.reclusão. de dois a oito anos.2003) II – mantém vigilância ostensiva no local de trabalho ou se apodera de documentos ou objetos pessoais do trabalhador.12. 149.

Ativo e passivo . Entrada ou permanência astuciosa ou clandestina . Entrada ou permanência franca . o barraco. transitório ou eventual. Conceito de domicílio. simples. Tem maior amplitude que o conceito de direito civil. Sujeito passivo . Tutela . Podem ser . Conceito de casa. no local de habitação.145 Dolo. o lugar onde alguém mora. Sujeitos do delito. comissivo.dissentimento é presumido. Qualificação doutrinária.entrar e permanecer. Art. É a casa. Crime comum. que demonstram claramente a intenção de o titular não admitir a entrada do sujeito.qualquer pessoa. O dissentimento tácito resulta de fatos anteriores. Pena e ação penal. § 4º CPB. O objeto jurídico é a tranqüilidade doméstica. seja permanente. Elementos objetivos do tipo. Entrada e permanência com dissentimento do dono.se o direito ao sossego. Violação de domicílio.dissentimento pode ser expresso ou tácito. Conceito e objetividade jurídica. Consumação e tentativa.francas.regime de igualdade e de subordinação. 150 CPB. Art. Núcleos . material e de forma livre. . 150. permanente. astuciosas ou clandestinas.

Dolo. 150. 5º. Art. ao qual serve como meio de execução ou normal fase de realização. 40. de maior gravidade objetiva.º 6. da liberdade individual de manifestação do pensamento através da . I – Conceito e objetividade jurídica. Figuras típicas qualificadas. lei n. CF. Crime de mera conduta. Art.538/78.146 No dissentimento presumido. § 3º CPB. Elemento subjetivo do tipo. Pena e ação penal. Causas especiais de exclusão da antijuridicidade. que deve abranger o elemento normativo. caput. CRIMES CONTRA A INVIOLABILIDADE DE CORRESPONDÊNCIA I – Generalidades. de formulação típica alternativa (de ação múltipla ou de conteúdo variado). Arts. Art.no conflito aparente de normas fica absorvido por outro. Crime consunto . XII. Art. Garantia correspondência. §§ 1º e 2º. Momento consumativo e tentativa. 153 e 154 CPB: São figuras típicas anormais e subsidiárias. a falta de vontade anuente do titular é deduzida daquilo que normalmente acontece. 150. Está protegida a liberdade de comunicação do pensamento. Violação de correspondência. CPB. Qualificação doutrinária. enquanto o dissentimento tácito é demonstrado por intermédio de fatos concretos. pode ser permanente e instantâneo.

O marido pode ler a carta dirigida à mulher? Art. 47. II. VIII – Momento consumativo e tentativa. instantâneo. comissivo e de mera conduta. Sujeito ativo – qualquer pessoa com exceção do destinatário e do remetente. lei n. 10.538/78. É protegida a correspondência independentemente da violação do segredo. de dupla subjetividade passiva.170/83. Art. Indevidamente. simples. Dolo. Deve ser fechada.º 6. VII – Qualificação doutrinária.538/78. Deve ser atual e Ter destinatário específico. Crime comum. Sonegação ou destruição de correspondência. A devassa é devida nos casos de estado de necessidade e exercício regular de direito.º 6.538/78. Art. IX – Pena e ação penal. Erro de tipo. 231. II – Correspondência. Arts.Art. 43 e 48 da lei 6. VI – Elemento normativo do tipo. 13 e 14 da lei 7. III – Sujeitos do delito. Devassar.º 6. Sujeito passivo – dupla subjetividade passiva – destinatário e remetente. 40. IV – Elementos objetivos do tipo. lei n.147 Espionagem – arts. § 1º. lei n. CC. V – Elemento subjetivo do tipo. 40.538/78. . Conceito . I – Conceito e objetividade jurídica. Pode ser particular ou oficial.

Destruir.296/96 – autorização judicial como causa de exclusão da tipicidade. V – Momento consumativo e tentativa.º 9. Transmitir. O CP protege a manifestação de pensamento transmitida por intermédio de correspondência. IV – Elementos subjetivos do tipo. III – Conduta. Violação de comunicação telegráfica. II – Sujeitos do delito. Utilização abusiva de comunicação telegráfica ou telefônica. Crime material. Crime formal. Sonegar. Correspondência alheia aberta ou fechada.538/78. VI – Pena e ação penal. Dolo. Com a divulgação. II – Sujeitos do delito. V – Momento consumativo e tentativa. 151. lei n. VI – Interceptação de conversação telefônica. Arts. Utilizar. 40. Transmissão ou divulgação indevida do conteúdo da correspondência. Dolo + elemento subjetivo do tipo = para sonega – la ou destruí – la. III – Conduto típica. IV – Elementos subjetivo e normativo do tipo. 43 e 48 da lei 6.148 É crime autônomo. radioelétrica ou telefônica. 1º. . I – Conceito e objetividade jurídica. Divulgar. Apossar – se. Art. transmissão ou utilização abusiva. § 1º. CPB. Art. II.

Segunda parte – Juiz. XII. Revogou a parte final do art. Qualificação doutrinária. § 1º. Tratando – se de mensagem ou documento transmitidos via modem ou internet. subsiste o delito. Tentativa. Sujeitos passivos. II. Crime de dupla subjetividade passiva. Havendo exclui a tipicidade. Liberdade da comunicação telefônica. quando principia capta – los ou deles toma conhecimento. Objetividade jurídica. Complemento está no art. Havendo consentimento de um dos sujeitos passivos. 1º e segs. Não é necessária a divulgação. É um tipo aberto.296/96. Elementos subjetivos do tipo. Primeira parte do tipo – qualquer pessoa. No instante em que o sujeito está iniciando a gravação da conversação ou começa a ouvi – la. Crime de mera conduta. Ação penal – é pública incondicionada. 7º. 5º.º 9.296/96 – tipo legal com elementos normativos. Exceto interceptação de comunicação telefônica. lê – la. Promotor. O crime consuma – se com a simples interceptação. CPB. lei 9. É possível. Delegado e agente da concessionária de serviço público (art. lei n. 151. Momento consumativo. Condutas típicas. Ausência de autorização judicial. Dolo + fim diverso do estabelecido pela lei (investigação criminal ou prova em processo penal). vê – la ou captá – la.296/96). Elemento normativo do tipo. 10. VII – Pena e ação penal. Interlocutores. da CF e arts. .149 Art. Interceptar = ouvir a conversação ou gravá – la. Sujeito ativo. Mensagem transmitida via modem ou internet = tomar conhecimento. Da lei 9.

da lei n. § 2º. Suprimir. Correspondência comercial. II – Instalação ou utilização de estação de aparelho radioelétrico. Disposições comuns. A conduta deve ser indevida ou abusiva. Art. 151. Impedir – interromper por qualquer meio a comunicação. 43. ao emitente ou a um terceiro. Está protegida a liberdade de comunicação de pensamento transmitida por intermédio de correspondência comercial. § 1º. IV – Elemento subjetivo do tipo. Dano – econômico ou moral. Sonegar.º 6. Desviar. Pode ser causado ao destinatário. instalação ou utilização de estação de aparelho radioelétrico. 70. Art. Sujeito passivo – é a pessoa jurídica (estabelecimento comercial). I – Impedimento de comunicação. 151. lei n. 151. CPB. § 4º. Subtrair.538/78. Sujeito ativo – crime próprio. lei 6. I – Conceito e objetividade jurídica. 152. Art. Art.. II – Sujeitos do delito. Art.150 Impedimento de comunicação. § 3º. III – Disposições comuns. III. CPB. Revelar. Art. CPB (revogado) = art. CPB.538/78. Elemento normativo – sem observância do disposto nesta lei e nos regulamentos. III – Conduta. É necessário que o sujeito cometa o fato abusando da função específica que exerce. 40. Dolo + abusar. .117/62.º 4.

A objetividade jurídica é o resguardo de fatos da vida cujo conhecimento pode causar dano a terceiro. VI – Momento consumativo e tentativa. defesa de direito ou interesse legítimo. Dolo. Sujeito passivo – outrem – é quem pode sofrer dano em conseqüência da conduta do sujeito. . comunicação ao judiciário de crime de ação pública. III – Elementos objetivos e normativos do tipo. 325 CPB. Documento público – art. Proteção do segredo de forma secundária – arts. o destinatário ou terceiro qualquer. Correspondência confidencial. etc. VI – Pena e ação penal. Não é protegida a confidência oral e não necessária. Art. I – Conceito e objetividade jurídica. deve ficar coberto do conhecimento de terceiro). pela sua natureza. Pode ser o remetente. consistente no fato que. comprovação de crime ou sua autoria. dever de testemunhar em juízo. Crimes contra a inviolabilidade dos segredos. II – Sujeitos do delito. Documento particular. Divulgação de segredo. ( é a que contém um segredo. V – Qualificação doutrinária.151 V – Momento consumativo e tentativa. IV – Elemento subjetivo do tipo. Ativo – crime próprio (detentor ou destinatário do segredo). Divulgar. Exemplos de justa causa: consentimento do interessado. 325 e 326 CPB. 153 CPB. Crime formal. Conduzem à atipicidade da conduta. Sem justa causa.

III – Elementos objetivos do tipo. particularmente. IV – Qualificação doutrinária. Elemento subjetivo – dolo. Sujeitos ativos são os confidentes necessários. V – Elemento subjetivo do tipo. Sujeito passivo. 326. Sujeito ativo. Norma penal em branco. independentemente de produção de dano. . no tocante às informações sigilosas da Previdência Social. § 1º e § 1º A. Ofício.. § 2º. poderão ocorrer três hipóteses: arts. Tratando – se de atividade pública (crime cometido por funcionário público). Art. Momento consumativo – quando o sujeito narra o segredo a um número indeterminado de pessoas.A. I – Conceito e objetividade jurídica. Crime próprio. § 1º . Profissão. O crime de violação de segredo profissional diz respeito à atividade privada. Exige – se o nexo de causalidade entre a ciência do segredo e o exercício das atividades enumeradas. e. Visa a proteção do segredo em relação à Administração Pública.152 VII – Violação de sigilo funcional de sistemas de informações. Função. 154 CPB. formal. II – Sujeitos do delito. VIII – Pena e ação penal. CPB ou fato atípico. Revelar. Dolo. Ministério. Violação de segredo profissional. 325. Sujeito passivo – é quem pode sofrer prejuízo em razão da revelação. Elemento normativo – sem justa causa.

Objeto material. abrangendo a detenção. Art. Propriedade . Não há tipicidade: consentimento do ofendido. gozo e disposição dos bens.É a subtração de coisa alheia móvel com o fim de assenhoreamento definitivo. §§ 1º. . art. mínimo. 168 CPB. VIII – Momento consumativo e tentativa. 155 CPB . Quando o segredo é revelado a terceiro. de coisa de pequeno valor. Sem justa causa.é a exteriorização desses direitos. Proteção imediata da posse(legítima). II .furto privilegiado. CRIMES CONTRA O PATRIMÔNIO Furto. 4º e 5º . Art. Caput . e mediata da propriedade. Art. I . IX – Pena e ação penal. Deve ser injusto.Sujeitos do delito. estado de necessidade e exercício regular de direito. 346 CPB. § 2º . III . VII – Dano.153 VI – Elemento normativo do tipo. IV .furto simples.Figuras típicas.furto qualificado. Posse .conjunto dos direitos inerentes ao uso.Conceito e objetividade jurídica. 269 CPB.

Qualificação doutrinária. Res derelicta.Furto noturno. V . 345 CPB. Apossamento direto e indireto.154 É a coisa móvel com valor econômico. Subtrair . II. Coisa alheia. Art.Elemento normativo do tipo. O furto atinge a consumação no momento em que o objeto material é retirado da esfera de posse e disponibilidade do sujeito passivo. CPB). Crime material. Dolo . 211 e 249 CPB. Parte da jurisprudência exige dois requisitos : que o fato da subtração seja praticado em casa habitada.mais o especial fim de agir . VI .é o período em que. 148."para si ou para outrem" . que seus habitantes estejam repousando no momento da subtração. retirar. ainda que este não obtenha a posse tranqüila.Furto de uso. XI .consistente na vontade de subtrair coisa móvel alheia . Res nullius. É atípico em face do CP vigente. (valor de afeição) Arts. VII . § único. Art.Conduta. ingressando na livre disponibilidade do autor. Não é imprescindível o deslocamento do objeto material. 155 § 1º CPB.Elementos subjetivos do tipo. à noite. É possível a tentativa.Momento consumativo e tentativa. .tirar. É a subtração de coisa infungível para fim de uso momentâneo (elemento subjetivo) e pronta restituição (elemento objetivo). as pessoas se recolhem para descansar.que indica o fim de assenhoreamento definitivo. IX . VIII . X . 169. Res desperdita (art. Repouso noturno . instantâneo.

Arts. 181 e 182 CPB. Sujeito passivo . 155. CPB. coisa de pequeno valor. em casa habitada ou não. I . Só é aplicável ao furto simples. O bem jurídico é o patrimônio. § 4º. XVI . Herança . se obrigam a combinar seus esforços ou bens para a consecução de fim comum. Furto de coisa comum. Art.Furto qualificado. XII . CPB.Furto privilegiado ou mínimo. XIV .que detém legitimamente a coisa. Furto consumado ou tentado. § 5º. Art.art. § 3º CPB. A multa . Art.é a propriedade comum. Sociedade . Crime próprio. 155.Sujeitos do delito. Condomínio .inferior ao salário mínimo vigente ao tempo da prática do fato. 155.Furto qualificado de veículo automotor. 156 CPB. mediante contrato. § 2º CPB. .é a reunião de duas ou mais pessoas que. 155. Dois requisitos : criminoso primário. Pequeno valor . II . Art. exercida por dois ou mais indivíduos simultaneamente. XV . XIII .Furto de energia. durante o repouso dos moradores ou não.Conceito e objetividade jurídica. 60 CPB.155 Outra corrente : é suficiente que a subtração ocorra durante o período noturno.Pena e ação penal. Art.é a universalidade de bens como objeto de sucessão universal.

mediata. comissivo e instantâneo.diferença. V . saúde e liberdade individual.Momento consumativo e tentativa. III . Crime próprio. caput. plurissubsistente.Elementos subjetivos do tipo. imprópria. e § 1º .qualquer pessoa. integridade física. "Trombada". Sujeito passivo . . Art. Roubo. a propriedade. IV . física. VI . moral. Pessoa humana e coisa móvel.Qualificação doutrinária. VII . II . Dois requisitos : que a coisa comum seja fungível. A violência pode ser : própria. imediata. simples.Objetos materiais. 156.Sujeitos do delito. Sujeito ativo .O CP protege a posse. Art.Conceito e objetividade jurídica. de forma livre. I .diferença. Crime complexo = furto + ameaça + constrangimento ilegal + lesão corporal (leve e grave) . 157.Causa especial de exclusão da antijuridicidade. que seu valor não exceda a quota a que tem direito o sujeito.Meios de execução. Roubo e furto qualificado .156 III .pode ser mais de um. Roubo próprio e impróprio . § 2º CPB. IV .Pena e ação penal.roubo próprio e impróprio.

157 V ." VI . VII . complexo.meio especial capaz de causar temor que Art.arma de brinquedo não é arma. Vítima em serviço de transportes de valores conhecendo o sujeito tal circunstância. 157.Qualificação doutrinária.. A circunstância tem conteúdo subjetivo . 10. Restrição de liberdade do sujeito passivo . ainda que não haja posse tranqüila.uso efetivo e idoneidade ofensiva. de dano.Dolo + elemento subjetivo "para si ou para outrem" (=exigência de intenção de posse definitiva). II. plurissubsistente.quando o sujeito consegue retirar o objeto material da esfera de disponibilidade da vítima. impede a vítima de opor reação à conduta do sujeito (STF e STJ). Art. Arma de brinquedo para roubo e outro crime. . Princípio da tipicidade .Elementos subjetivos do tipo. Admite a tentativa Roubo impróprio .instante em que o sujeito emprega violência contra pessoa ou grave ameaça.Roubo circunstanciado (próprio e impróprio). instantâneo. Roubo próprio . VIII .logo depois de subtraída a coisa. Roubo de veículo automotor.violência ou grave ameaça . Arma de brinquedo .exige outro elemento subjetivo previsto na expressão "a fim de assegurar. Roubo impróprio . Roubo próprio .Consumação e tentativa. Roubo impróprio . Lei 9437/97.divergência jurisprudencial a respeito da tipicidade. funcionando as demais como circunstâncias agravantes genéricas ou judiciais. - Concurso de duas ou mais pessoas. Não admite a tentativa ..STF (há entendimento do TACrimSP no sentido contrário). de forma livre.seqüestro como meio de execução do roubo ou contra a ação policial. Concurso de causas de aumento de pena : o juiz aplica uma. § 1º. § 2º CPB Arma . Crime material.

latrocínio tentado (RTJ 61/321).Roubo. 71. no mesmo contexto. com multiplicidade de violações possessórias concurso formal . num só contexto.qualificado pelo resultado.latrocínio consumado (STF e TJSP). Extorsão.inviolabilidade do patrimônio. homicídio tentado e subtração consumada .latrocínio ( Crime hediondo .158 Privação da liberdade após a subtração .art. 181 e 182).homicídio consumado e subtração consumada . 158. X . IX . Subtração de bens de uma pessoa e violência ou grave ameaça contra várias . homicídio consumado e subtração tentada . homicídio tentado e subtração tentada . § único CPB.Pena e ação penal (arts. XI . contra várias pessoas. (art.latrocínio tentado (STF e TJSP). Latrocínio . CPB) Lesão corporal de natureza grave .latrocínio consumado(STF e TJSP). Continuação nos crimes de roubo . Violência ou grave ameaça. Hipóteses . 157. 70 CPB. Art. § 3º. CPB.um roubo Roubo de bens.um roubo. Súmula 610 do STF. Morte .Conceito e objetividade jurídica. § 2º não é aplicado ao § 3º.roubo doloso e lesão dolosa ou culposa (preterdolo).dois crimes .morte (dolosa ou culposa) para subtrair bens da vítima. .Concurso de crimes. de componentes de uma só família.concurso formal ou material.próprio e impróprio . I .art. Subtração de bens de várias pessoas e violência ou grave ameaça contra uma . 224 do CPB ).pena agravada de metade quando a vítima se encontra nas condições do art. Objetividade jurídica principal .

faz com que a vítima deixe certa importância em determinado local.Elemento normativo do tipo. Diferença com o constrangimento ilegal . tranqüilidade de espírito e liberdade pessoal. Violência física e moral. com o comportamento da vítima. Dolo + elemento subjetivo do tipo (finalidade de obtenção de vantagem econômica"com o intuito de").comportamento da vítima. mediante ameaça de morte. Diferença com o roubo . integridade física. VIII .vida. sem o qual o fato constitui o crime de constrangimento ilegal. Devida vantagem econômica .ex. VI .Art.Conduta. Tolerar que faça algo . o sujeito. É admissível a tentativa. IV .art. coagir. entregar ao agente certa quantia.159 Objetividade jurídica secundária (crime complexo) . Consuma .se com a conduta típica imediatamente anterior à produção do resultado visado pelo sujeito.Qualificação doutrinária. Verbo constranger .Sujeitos do delito. II . 345 CPB. . deixar de cobrar uma dívida.Elementos subjetivos do tipo.Figuras típicas qualificadas. forçar. V .ex. 345 CPB. Fazer algo . ou seja. Se devida o crime será art. permitir que o credor rasgue o título de crédito. Súmula 96 do STJ.Consumação e tentativa.Meios de execução. Vantagem moral .obtenção de indevida vantagem econômica.compelir. Deixar de fazer alguma coisa . Crime formal. IX .ex. 146 CPB. VII . Indevida. III .

III .160 Art. a pena é de reclusão. "Condição ou preço do resgate" .Resultado. 159.inviolabilidade do patrimônio.Consumação e tentativa. V .923.Elementos subjetivos do tipo.vantagem devida/indevida e econômica/não econômica. Art. 158 §§ 1º e 2º. além da multa. IV . Dolo + elemento subjetivo no tipo ( "com o fim de obter para si ou para outrem") art. EXTORSÃO MEDIANTE SEQÜESTRO I . Crime permanente. §§ 2o e 3o. de 6 (seis) a 12 (doze) anos. formal e hediondo. respectivamente. Seqüestro ou cárcere privado. Resultado morte . Objetividade jurídica imediata .Conceito e objetividade jurídica. 159 CPB. se resulta lesão corporal grave ou morte. VII . 148 CPB.Tipos circunstanciados.Sujeitos do delito. CPB. mediata . VI . complexo.crime hediondo. de 2009) X . aplicam-se as penas previstas no art. VIII . Condição : fato que o sujeito pretende que a vítima pratique a fim de libertar o sujeito passivo. . § 3o Se o crime é cometido mediante a restrição da liberdade da vítima. Preço : é o valor dado pelo autor a fim de que libere o ofendido. e essa condição é necessária para a obtenção da vantagem econômica. "Qualquer vantagem" .Conduta.liberdade de locomoção II .Pena e ação penal. (Incluído pela Lei nº 11.Qualificação doutrinária.

X . 9º da lei 8072/90.072. Requisito : efetiva IV . III .impor. se o seqüestrado é menor de 18 (dezoito) ou maior de 60 (sessenta) anos.Qualificação doutrinária. Formal e material. 288 CPB).a vítima entrega o documento.741.se do fato resulta lesão corporal de natureza grave .7. EXTORSÃO INDIRETA. e receber (aceitar) . II . “a”.521/51. seqüestrado menor de 18 anos (maior de 14 anos). Objetividade jurídica .Figuras típicas qualificadas pelo resultado. Exigir . bando ou quadrilha (art. Resultados dolosos ou culposos. ou se o crime é cometido por bando ou quadrilha. Vide Lei nº 8. 4º. 232 e segs.propriedade e a liberdade de autodeterminação. §§ 1º e 2º CPB. § 2º . lei 1. obrigar.se do fato resulta morte. 129.Pena e ação penal.Elementos objetivos do tipo. IX . de 2003) § 4º .Delação premiada . Documento (arts.art.Conceito e objetividade jurídica.161 § 1º . de 25. . (no seqüestrado).90 libertação da vítima.Sujeitos do delito.mais de 24 horas. § 1o Se o seqüestro dura mais de 24 (vinte e quatro) horas. art. Art.Consumação e tentativa. Art. I . (Redação dada pela Lei nº 10.art. 160 CPB – tipo especial de extorsão. 29 CPB : co-autores e partícipes. Situação angustiosa do ofendido da qual o sujeito ativo abusa. CPP) potencialmente capaz de dar causa a procedimento criminal. forçar. § 3º . V .

Alteração de limites. Inexistente o elemento subjetivo – dano. queimar. I – Generalidades. DA USURPAÇÃO. A supressão ou deslocamento deve causar confusão e dificuldade de monta para a restauração da linha de divisa. VII . Pratica o crime apenas o vizinho contíguo da vítima (proprietária ou possuidora).162 VI . IV – Elementos objetivos do tipo. V – Elemento subjetivo do tipo. transferir de lugar. vala. Proteção imediata à posse e indireta à propriedade. total ou parcialmente. Suprimir – destruir. Apor novo marco – fato atípico. madeira.Pena e ação penal. dolo + elemento subjetivo do tipo ( abusando da situação de alguém ). Limite – linha que separa os imóveis. . Tapume – cerca de arame. 161 CPB. furto. ferro. 347 CPB). II – Conceito e objetividade jurídica. exercício arbitrário das próprias razões. III – Sujeitos do delito. Sujeito passivo – proprietário ou legítimo possuidor. muro. cimento. Capítulo III – o legislador protege a posse e propriedade das coisas imóveis. Art. Deslocar – mudar. arrancar. Concurso – a denunciação caluniosa é post factum não punível. Dolo + vontade de assumir a posse do imóvel lindeiro. Sujeito ativo – é crime próprio. Marco – sinal de pedra. ou fraude processual (art.Elementos subjetivos do tipo.

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VI – Consumação e tentativa. Com a supressão ou deslocamento. Crime formal. É possível a tentativa. VII – Concurso. Havendo violência – concurso material. O esbulho possessório absorve este crime. VIII – Pena e ação penal. Art. 161, § 3º, CPB. Usurpação de águas. I – Conceito e objetividade jurídica. Art. 161, § 1º, I, CPB. Posse e propriedade sobre águas particulares ou comuns. São consideradas imóveis quando parte líquida do solo (art. 43, I, CC). II – Sujeitos do delito. III – Elementos objetivos do tipo. Desviar ( mudar o leito da água fluente ou estagnada); Represar (conter, acumular ou reter com obstáculos), as águas para que não sigam seu curso natural. O bem imóvel protegido é a massa líquida (águas em estado natural). Águas alheias – são as que não pertencem ao agente e também as águas comuns. IV – Elemento subjetivo do tipo. Dolo + o fim de obter benefício próprio ou alheio. Sem o elemento objetivo poderá ocorrer dano, alteração de limites ou exercício arbitrário das próprias razões. V – Consumação e tentativa. Com o desvio ou represamento. VI – Concurso e distinção.

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Havendo violência há concurso material – Art. 161, § 2º, CPB. VII – Penas e ação penal. Art. 161, § 3º, CPB. Esbulho possessório. I – Conceito e objetividade jurídica. Art. 502 CC – turbação e esbulho – autorizam a reação imediata. Art. 161, § 1º, II, CPB. II – Sujeitos do delito. III – Elementos objetivos do tipo. Invadir – entrar, penetrar, ingressar. Conduta com violência – vias de fato, lesão corporal ou homicídio. Conduta com grave ameaça. Conduta em concurso com mais três pessoas – o invasor e mais três no mínimo. Objeto material – terreno, edifício (particulares ou públicos, rurais ou urbanos). IV – Elemento subjetivo do tipo. Dolo + fim de esbulho possessório (vontade do agente de assumir a posse, ainda que parcial, com a exclusão do sujeito passivo). Inexistente o elemento subjetivo – violação de domicílio ou mero ilícito civil. Invasão considerada turbação não caracteriza crime de esbulho. V – Consumação e tentativa. Com a invasão com o fim de esbulho possessório. Crime formal. VI – Distinção. Esbulho possessório e exercício arbitrário das próprias razões. Imóvel objeto de financiamento do SFH – art. 1º, lei 5.741/71. VII – Concurso. Com violência – art. 161, § 2º, CPB.

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VIII – Ação penal. Art. 161, § 3º, CPB. Supressão ou alteração de marcas em animais. I – Conceito e objetividade jurídica. Art. 162 CPB – é espécie de usurpação. Protege –se a propriedade dos semoventes, considerados às vezes como imóveis por acepção intelectual no Direito Civil (art. 43, III, CC), e como móveis para o direito penal. II – Sujeitos do delito. III – Elementos objetivos do tipo. Suprimir. Alterar. Marcar animal desmarcado – fato atípico. Objeto material – marca (letras, desenhos); sinal (argolas na orelha, focinho). Gado – animal de grande porte. Rebanho – animal de pequeno porte. O animal deve estar em gado ou rebanho e não isolado. IV – Elemento normativo do tipo. Alheio. Indevidamente. V – Elemento subjetivo do tipo. Dolo + vontade de estabelecer dúvida a respeito da propriedade dos animais a fim de facilitar a apropriação. VI – Consumação e tentativa. VII – Concurso. Furto e apropriação indébita – absorvem o crime do art. 162 CPB. DANO I - Conceito e objetividade jurídica. art. 163 CPB. É delito subsidiário - art. 161; art. 155, § 4º, I, CPB.

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O CP tutela a propriedade de coisas móveis e imóveis. II - Sujeitos do delito. III - Elementos objetivos do tipo. Destruir - desfazer, demolir. O objeto material deixa de existir em sua individualidade. Inutilização - a coisa perde a finalidade a que se destinava. Deterioração - o objeto material perde parte de sua utilidade específica. Pode ser cometido por meio de ação ou omissão; por meios mediatos ou imediatos. Lei 9605/98 - arts. 50, 63 e 65. Art. 346 CPB. IV - Elemento subjetivo do tipo. Dolo. Dano culposo é atípico (art. 18, § único, CPB). É preciso a finalidade de causar prejuízo à vítima (animus nocendi)? V - Qualificação doutrinária. Crime material, simples, subsidiário, instantâneo, comissivo/omissivo e de forma livre. VI - Consumação e tentativa. VII - Figuras típicas qualificadas. Art. 163, § único, CPB. Pelo modo de execução - I e II. (arts. 129, 250 e 251 CPB) Pela qualidade da coisa - III. (art. 38, lei 9605/98). Pelos motivos - IV, 1ª parte. Pela gravidade objetiva do prejuízo da vítima - IV, 2ª parte. VIII - Pena e ação penal. Introdução ou abandono de animais em propriedade alheia. I – Conceito e objetividade jurídica. Art. 164 CPB.

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II – Sujeitos do delito. III – Elementos objetivos do tipo. Introduzir. Deixar. Animais – expressão empregada como gênero. Basta um animal. IV – Elemento normativo do tipo. Sem consentimento de quem de direito. V – Elemento subjetivo do tipo. Dolo. Com a finalidade de causar dano – art. 163 CPB. VI – Qualificação doutrinária. Crime material, de dano, simples, comum, instantâneo, comissivo ou omissivo. VII – Consumação e tentativa. Com a danificação total ou parcial da propriedade alheia, com prejuízo patrimonial. Não é possível a tentativa. VIII – Pena e ação penal. Art. 167 CPB.

Dano em coisa de valor artístico, arqueológico ou histórico. I – Conceito e objetividade jurídica. Art. 165 CPB. Art. 216 CF. Art. 62, lei 9.605/98. Competente para determinar o tombamento – Diretor do Serviço e do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Processo de registro – regulado pelo Dec. Lei 25/37. Objetividade jurídica – inviolabilidade do patrimônio histórico, arqueológico ou histórico nacional.

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II – Sujeitos do delito. Sujeito passivo – O Estado, titular do tombamento. Em segundo lugar o proprietário, se particular a coisa. III – Elementos objetivos do tipo. Destruir, Inutilizar. Deteriorar. Coisa tombada. Tombar – inventariar, arrolar. Art. 163, § único, III, CPB. IV – Elemento subjetivo do tipo. Dolo. V – Qualificação doutrinária. Crime comum, simples, de dano, material, comissivo ou omissivo, de forma livre e instantâneo. VI – Consumação e tentativa. VII – Pena e ação penal. Art. 167 CPB. Alteração de local especialmente protegido. I – Conceito e objetividade jurídica. Revogado pelo artigo 63 da lei 9.605/98. Há proteção dos sítios e paisagens que mereçam proteção legal. II – Sujeitos do delito. Sujeito ativo – qualquer pessoa, inclusive o proprietário. Sujeito passivo – O Estado e o proprietário tratando – se de coisa particular. III – Elementos objetivos do tipo. Alterar. IV – Elemento subjetivo do tipo.

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A proteção é dada por intermédio de tombamento pelo Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, ou por classificação feita pelo Ministério da Agricultura. V – Elemento normativo do tipo. Sem licença da autoridade competente. VI – Qualificação doutrinária. Crime simples, comum, comissivo e instantâneo. VII – Consumação e tentativa. VIII – Pena e ação penal. Art. 167 CPB. APROPRIAÇÃO INDÉBITA I - Conceito e objetividade jurídica. Art. 168, caput, CPB. Característica fundamental - abuso de confiança. O CP protege o direito patrimonial. II - Sujeitos do delito. Funcionário público - peculato (art. 312 CPB). Em todas as hipóteses de apropriação indébita existe relação obrigacional entre duas pessoas, de modo que sujeito ativo é quem tinha a posse ou detenção. Sujeito passivo é a outra pessoa da relação obrigacional que sofre o prejuízo. III - Elementos objetivos do tipo. Apropriar - se : fazer sua a coisa alheia. Classificação : apropriação indébita propriamente dita e negativa de restituição. É necessário que o sujeito ativo esteja na posse ou detenção da coisa alheia móvel. Arts. 1196, 1197 CC - posse direta e posse indireta. Art. 1198 CC - detenção. Posse direta - sempre desvigiada : interessada e não interessada.

simples. miserável (art. V .Momento consumativo e tentativa. II. § único.art. 85.depósito necessário . I . I. 627 CC. coisa móvel alheia. 368 CC . 649 CC). CPB. 644 e 664. 647.Qualificação doutrinária. 586. 647/650 CC. Portanto. (direito de retenção). instantâneo. Dolo ab initio .se de depósito necessário legal. Dolo .art.170 Detenção : vigiada e desvigiada.abrange exclusivamente o depósito necessário miserável. art. VI . Arts. 82 CC.estelionato. última figura (depósito judicial). não se aplica o inciso I. mas exercício regular de direito. VIII .Elemento normativo do tipo. Objeto material : coisa móvel . CC). IV . O depósito necessário classifica . Crime comum.se em : legal (art. 168. Posse ou detenção lícitas. duas hipóteses podem ocorrer : sujeito ativo funcionário público : art. Sujeito ativo particular : art. necessário .deve ser contemporâneo com a conduta da apropriação.Elemento subjetivo do tipo.se com o ato de disposição ou negativa de restituição. II CC). 681.arts. 312 CPB. VII . (a não ser que seja entregue ao sujeito para transferir a coisa a terceiro). e por equiparação (art. . § único.Figuras típicas qualificadas.direito de compensação. O depósito pode ser : voluntário .a negativa de restituição não constitui crime de apropriação indébita. Arts. 708 CC . 168. 592 e 645 CC : há transferência de domínio e por isso inexiste crime de apropriação indébita. material e comissivo. Consuma . 647. Art. Tratando .

APROPRIAÇÃO INDÉBITA PREVIDENCIÁRIA I .Figura típica privilegiada. 181 e 182 CPB.se o patrimônio do Poder Público (Fazenda Pública) que é o titular do crédito (contribuição ) ou do ato de reembolso (benefício).deixar de recolher.Crime comissivo de conduta mista. X .las (contribuições) nas despesas contábeis ou custos.se de depósito necessário por equiparação .Pena e ação penal.inciso III (coisa recebida em razão de profissão). 170. 4 . Comportamento omissivo : 1 .se de valores que devem ser transferidos para a Previdência Social ou para o segurado. IX . CPB. 3 . 2 . Finalidade da lei : proibir as atividades de apropriar .Constituição Federal de 1988 e Leis 7492/86.recolher as contribuições dos contribuintes. 3 . 8212/91.deixar de pagar. .inseri . 2 .Bem jurídico tutelado. O objeto jurídico tem natureza patrimonial. Comportamento ativo (comissivo) : 1 .receber o reembolso da previdência social.deixar de repassar. Tutela . arts. (tipo de conduta mista).descontar a contribuição do pagamento efetuado. II .171 Tratando . III . art. 9249/95 e 9983/00.

60. V . Estabelecimentos bancários.estatui prazos para arrecadação e recolhimento das contribuições ). 4 . caput : omitir repasse de contribuição já retida (contribuição recolhida de contribuinte). 2 . 168 . art.se em conta o acréscimo do preço (quando da venda de algum produto ou serviço ) de valor a título de contribuição previdenciária e o não recolhimento desse valor à Previdência Social. lei 8212/91 .A.Art. Sujeito ativo .172 O não repasse/recolhimento (contribuição) e o não pagamento (benefício) são meios de realização da conduta típica descrita na lei penal. Os valores devem ser repassados mensalmente pelo Tesouro Nacional.É crime próprio.A.se de coisa alheia móvel de que tem a posse ou a detenção. Secretaria da Receita Federal. O valor da contribuição é descontado de terceiro. I. lei 8212/91 . Não recolhimento + anterior arrecadação. arts. 19 e 33.A. I : Deixar de recolher no prazo legal (art. § 1º. Sujeito passivo . 30.pagar no banco (o banco arrecada e recolhe). 1 . tornar seu. Recolher . IV .A.Objeto material. b e III. II : Leva . 168 .diretamente à Previdência.Art.prazo legal. III : Benefício pago pela empresa com ressarcimento futuro do INSS.Art. § 1º. § 1º.Seguridade Social.prazo convencional. 168 . VI . Apropriar . Assenhorear .se . ."Animus rem sibi habendi". benefícios = salário família.se.tomar como próprio. apoderar .Sujeitos do delito. 3 .Art. salário maternidade. VII . 168 .Repassar . lei 8212/91 .

Perdão ou multa .A.ilícito civil.para a opção o juiz leva em conta as circunstâncias do art. 63 CPB). a . O valor da contribuição sempre permaneceu em poder da empresa. Art.02 posições : . CPB.A.não tem aplicação. § 1º.se a infração ao final do prazo no qual existia o dever de entregar ao Fisco o tributo contabilizado.Princípio da insignificância (conceito material de crime) .necessidade de ação penal . e portanto não foi objeto de apropriação.se ). Duas posições : a . proíbe a prisão por dívida. X . A confissão é do débito não do crime. Ação fiscal = procedimento administrativo fiscal. 337 . CPB .Inexiste a ato apropriatório. (art. 168 . 34. CPB. Declaração = art.se o crime quando se dá a apropriação daquilo que é devido à Previdência ou daquilo que a Previdência reembolsou e não foi pago a quem de direito. VIII . 59 do CPB. 337 .A.F.Elemento subjetivo. § 2º . Consuma . o exame da existência do dolo. Art.A.violação ínfima do bem tutelado.173 Ocorre a dedução da contribuição do salário sem o pagamento do respectivo benefício. Inexistência do dolo . Só pode haver reembolso do desembolsado. A C. Art. Direito subjetivo do réu primário e de bons antecedentes. lei 9249/95 . b . Consuma .não é necessário o pagamento. É crime omissivo puro. II . Contribuições = certa importância ou valor em dinheiro. Necessário. CPB. I e II. 168 . IX .Extinção da punibilidade.Perdão judicial ou multa. Art.dolo + animus rem sibi habendi (embutido no verbo apropriar . para a tipicidade. § 3º.

Conceito e objetividade jurídica : art. b . Tesouro : arts. 169 CPB. 169. e . I. valor insignificante reconhecido na sentença. TIPOS ASSEMELHADOS À APROPRIAÇÃO INDÉBITA I . Pena e ação penal. caso fortuito ou força da natureza. 1264 e 1265 CC. Elementos objetivos do tipo : Erro (sem qualquer participação dolosa do sujeito ativo) : sobre a pessoa . aforamento ou emprazamento. do antigo CC: “Dá-se a enfiteuse.rejeição da denúncia. 170 CPB. II . Sujeitos ativo e passivo. O CP protege o direito patrimonial. ou de última vontade. A conduta ilícita é a posterior apropriação. 1266 CC . Classificação : apropriação indébita propriamente dita e negativa de restituição. Conceito e objetividade jurídica : Art. quando por ato entre vivos.ocorre quando uma pessoa é tomada por outra.Enfiteuse/aforamento (Art.36/1998 e Portaria 289/97 do Ministério da Fazenda). caso contrário será furto) Art. CPB. O erro. (encontro casual. § único.Apropriação de coisa havida por erro. Caso fortuito e força da natureza : causas estranhas à vontade do proprietário. 678. (Memo/INSS/PG/N. Dolo ab initio = estelionato.Apropriação de tesouro. Forma privilegiada : art. que o adquire.174 atipicidade . Elemento subjetivo do tipo : dolo deve coexistir com a conduta de apropriação.não há lesão jurídico penal à Previdência Social. o proprietário atribui a outrem o domínio útil do imóvel. caso fortuito ou força da natureza por si só não constitui o crime. 00. Sobre a coisa. pagando a pessoa.valor = inferior a R$ 5. c .000.

170 CPB. Autoridade competente . ao senhorio direto uma pensão. ou foro. 170 CPB. Pena e ação penal. certo e invariável”). . Dolo. Pena e ação penal. Art.art. Art.Sujeitos do delito. 169. se alguém mostrar que lhe pertence”. Art. Não basta o encontro. no todo ou em parte.art. A conduta ilícita é a posterior apropriação. I . Se indeterminado será crime contra a economia popular. § único. Figura privilegiada. 610. II . ESTELIONATO Estelionato e outras fraudes. II.Apropriação de coisa achada. anual. Art. Conceito e objetividade jurídica. Sujeitos ativo e passivo. Coisa perdida (res derelicta) e coisa abandonada (res nullius). Sujeito passivo determinado. O CP protege a inviolabilidade do patrimônio. 1170 CPC. Estelionato. da quota pertencente ao dono do terreno. CPB. antigo CC: “Deixa de considerar-se tesoiro o depósito achado. Possibilidade de dupla subjetividade passiva e ativa.Conceito e objetividade jurídica. Figura privilegiada . III . Elemento subjetivo do tipo. caput. 171.175 assim se constitui enfiteuta.

b) depois do recebimento da denúncia e antes da sentença : (art. conto do bilhete premiado. Ex. mentira. Erro . V . pela criação de uma motivação ilusória. VI . . Encenação. reticência maliciosa. não causa prejuízo a ela ou a terceiro. dirigindo .Figura típica privilegiada. emoção ou convicção. com o fim de obter um indevido proveito patrimonial. III.é a fraude no sentido material.Momento consumativo e tentativa. Art. 16 CPB).é a falsa percepção da realidade. Com a obtenção da vontade ilícita em prejuízo alheio.art. CPB. Reparação do dano : a) antes do recebimento da denúncia : causa geral de diminuição de pena (art. Característica essencial é a fraude: engodo empregado pelo sujeito para induzir ou manter a vítima em erro. obtendo . Meio executivo apto a enganar. ex. IV .a. Vantagem lícita . intelectualizada.silêncio. Resultado duplo : vantagem ilícita (patrimonial) e prejuízo alheio. ou. Qualquer outro meio fraudulento . No caso concreto deve ser levado em consideração o grau de cultura da vítima. 171. § 1º.Elementos subjetivos do tipo. 345 CPB. VII . não obtém a vantagem ilícita.é a fraude no sentido imaterial. Tentativa : quando o sujeito. Dolo + "para si ou para outrem". Ardil .Elementos objetivos do tipo. 65.se à inteligência da vítima e objetivando excitar nela uma paixão. CPB). d. Artifício . É crime material.176 III . c) pode funcionar também como circunstância judicial.Qualificação doutrinária. Aplicação em negócio que proporcione grande lucro. enganando a vítima. Carro zero km vendido através de anúncio em jornal por preço abaixo da tabela.

CPB.Fraude na entrega de coisa. 63 CPB.legal.art. recebimento do primeiro aluguel. Elemento normativo . Tratando ..objeto de ação judicial.Defraudação de penhor. Pequeno valor do prejuízo .Fraude no pagamento por meio de cheque.Fraude para o recebimento de indenização ou valor de seguro. . XII . XIII . Coisa litigiosa . privar com dolo. Art. ônus . Quando a coisa empenhada fica em poder do devedor . recebimento do objeto permutado.Disposição de coisa alheia como própria.deve = indica relação jurídica obrigacional entre os sujeitos do delito.Figura típica qualificada. 181 e 182 do CPB.Pena e ação penal.com o intuito de.elemento do tipo. 171. X . . Defraudar . industrial.espoliar com fraude. e mercantil.inferior a um salário mínimo. XIV . Momento da aferição do prejuízo . Arts. XV .177 Criminoso primário . hipoteca ou anticrese. Crime formal . § 3º. Dissentimento . Não é necessária a tradição ou matrícula. XI .Alienação ou oneração fraudulenta de coisa própria. quando a coisa ou ato que assegura o pagamento de uma dívida é dada em penhor. Consumação : com o recebimento do preço.consumação do crime. VIII .é toda obrigação ou dever pessoal imposto por cláusula contratual ou por disposição legal. Coisa . IX . Inalienabilidade . convencional e testamentária.se de tentativa deve ser levado em conta o prejuízo que o sujeito pretendia causar à vítima.penhor agrícola.móvel ou imóvel.

VII . IV .Sujeitos do delito. . Art. alienado ou débil mental.Sujeitos do delito.colocar em circulação. b. Fatura e duplicata. ABUSO DE INCAPAZES I . Alienado mental . 16 e 65.é o louco. CPB.Elementos objetivos do tipo.178 Efeitos do pagamento do cheque sem fundos.Pena e ação penal. III . Súmula 554 do STF.Falsidade de livro de registro de duplicatas. II . VIII .Conceito e objetividade jurídica. Art. Não compreende o menor emancipado. crime formal e unissubsistente. privado da capacidade de compreensão e autodeterminação.Elemento subjetivo do tipo. V . DUPLICATA SIMULADA I . III. 173 CPB. II . 172 CPB.Momento consumativo e tentativa.Qualificação doutrinária. Emitir . VI . Arts. Sujeito passivo .menor de 18 anos.Conceito e objetividade jurídica.

Art. Proveito indevido. Art.179 Débil mental . CPB.Qualificação doutrinária. desde que capaz de produzir efeitos jurídicos. 816 CC – equipara os contratos sobre títulos da bolsa.Momento consumativo e tentativa. II – Sujeitos do delito. também privado de capacidade intelectiva e volitiva.Elementos subjetivos do tipo. Proveito . IV – Qualificação doutrinária. Art. 814 CC – obrigação natural. V . Crime formal. 345 CPB. mercadorias e valores. IV . Art. III – Elementos objetivos do tipo.Elementos objetivos do tipo. Abuso. Dolo + abusar + finalidade de obtenção do proveito próprio ou alheio. Jogo. O elemento subjetivo do tipo sabendo ou devendo saber só se refere ao induzimento à especulação com títulos ou mercadorias. VII .se com a prática do ato pela vítima. objetos de valor (coisas com valor econômico). Incluem . caput. VI .Pena e ação penal. Consuma . Crime formal. Aposta. .é o portador de deficiência psíquica. INDUZIMENTO À ESPECULAÇÃO I – Conceito e objetividade jurídica. III . Ato juridicamente relevante. 174 CPB. se devido será art. 26.se os imbecis e idiotas. 06 figuras típicas.dinheiro.

Conduta realizada com a intenção de obter indevido proveito. V – Elemento subjetivo do tipo. Crime próprio. Enganar. Sujeito passivo ganha no jogo ou especulação. vinho de segundo em lugar de vinho de primeira.180 V – Elementos subjetivos do tipo. 175 CPB. Art. Quando o objeto material é entregue ao adquirente ou consumidor que o aceita. É possível a tentativa. III – Elementos objetivos do tipo. IV. o adquirente ou consumidor (conduta típica genérica). no exercício de atividade comercial. IV – Qualificação doutrinária. § 1º . art. Inciso II – palha de café no lugar de café. Sendo particular art. 171. § 2º. VII – Pena e ação penal. 7º.137/90. III e IX. CPB. Dolo. FRAUDE NO COMÉRCIO I – Conceito e objetividade jurídica. . Saiba ou deva saber que a operação é ruinosa. Crime material. 272 e 273 CPB. ou quantidade (medida. Consciência de que está abusando do sujeito passivo. Inciso I – Não pode ser mercadoria alimentícia ou medicinal – arts. II – Sujeitos do delito. peso ou número). Dolo. Dolo direto e eventual. VI – Momento consumativo e tentativa. Lei 8. VI – Momento consumativo e tentativa.fraude no comércio de metais ou pedras preciosas.

Pena e ação penal. FRAUDE NA FUNDAÇÃO DE SOCIEDADE POR AÇÕES I – Conceito e objetividade jurídica.Momento consumativo e tentativa. VIII . VII .Elementos subjetivos do tipo. Art. Caput e § 1º . incisos VI a IX. da lei 1. indefinido de pessoas. OUTRAS FRAUDES I .Sujeitos do delito. Art. Art. 3º. Se o dano ou perigo de dano atingir um número extenso. III . IV . 177 CPB. V . VI .Perdão judicial. Crime material. II – Sujeitos do delito. § 2º. VIII – Pena e ação penal. caput. II . 176. será crime contra a economia popular – art.181 VII – Figura típica qualificada. 2ª parte.521/51.Crimes expressamente subsidiários. .Conceito e objetividade jurídica. do CPB. normalmente pequenos investidores. 177.Qualificação doutrinária. § único. Art.Elemento subjetivo do tipo. CPB. 175.

§ 1º . Inciso II: Falsa cotação de ações ou títulos. Inciso III: Empréstimo ou uso indevido de bens ou haveres. Impede que a sociedade se torne credora e fiadora simultaneamente. Sociedade por ações: sociedades anônimas e sociedade em comandita por ações (lei 6. Crime formal. Art. Inciso I: Fraude sobre as condições econômicas. ou de obter empréstimos. Crime próprio.Crime subsidiário. IV – Elemento subjetivo do tipo. Crime formal. Todos os crimes são próprios. Elemento subjetivo do tipo: em proveito próprio ou de terceiro. Objetividade jurídica – o patrimônio. Inciso VI: Distribuição de lucros ou dividendos fictícios. Sujeito passivo – acionistas. Sujeito passivo são os acionistas. . Expediente utilizado para atrair capitais. Inciso IV: Compra e venda ilegais de ações. V – Consumação e tentativa.404/76). Crime cometido após a constituição da sociedade.182 Sujeito ativo – fundador. por meio de subscrição. 30 lei 6404/76: “A companhia não poderá negociar com as próprias ações. Crime formal. Crime formal.§ 1º e incisos. Inciso V: Caução e penhor ilegais. Pode ser que se pretenda a depreciação do valor das ações. Dolo. Crime formal. Fraude e abusos na administração de sociedade por ações . III – Elementos objetivos do tipo.

Sujeito ativo: qualquer pessoa. O warrant refere – se a posse. Inciso VIII: Crimes do liqüidante. 4º e 20º. Dec. 178 CPB. exceto quando a lei o permite. § 2º: Negociação de voto por acionista. d) mais de um título for emitido para a mesma mercadoria. Decreto nº 1.102/03: a) a empresa que os emitir não estiver legalmente constituída. c) não existirem em depósito as mercadorias ou gêneros especificados nos títulos. Sujeito passivo: portador ou endossatário dos títulos. . EMISSÃO IRREGULAR DE CONHECIMENTO DE DEPÓSITO OU WARRANT I – Conceito e objetividade jurídica. II – Sujeitos do delito. 1º. Empresas de armazéns gerais: as que têm por fim a guarda e a conservação de mercadorias e a emissão de títulos que as representam – conhecimento de depósito e warrant.183 Inciso VII: Aprovação fraudulenta de conta ou parecer. a título de penhor. 2º. III – Elementos objetivos do tipo. Art. O conhecimento de depósito incorpora o direito de propriedade sobre a mercadoria que representa. b) não houver autorização do governo federal nos casos em que ela é exigida. São os depositários das mercadorias que podem ser negociadas. Inciso IX: Crime de representante de sociedade estrangeira. sobre a mesma mercadoria. São títulos que podem ser negociados unidos (conferem a plena propriedade) ou separadamente. Emitir: colocar em circulação em desacordo com a disposição legal – arts. Patrimônio e fé pública. em regra o depositário da mercadoria.102/03: disciplina os títulos de crédito conhecimento de depósito ou warrant. 1.

CPB. Art. § 2º. Sujeito Passivo. § único. II. 179 CPB. 171.184 IV – Elemento subjetivo do tipo: dolo. Estelionato .art. Danificar. É impossível a tentativa.Conceito. Crime formal. IV . Art. VI .Consumação e tentativa. V – Consumação e tentativa. VII .Ação penal. 24 CPP.Distinção. Lei 11. Desviar. II . Destruir.vontade de realizar uma das condutas taxativamente descritas no tipo.101/05. Dolo .se ao pagamento da obrigação.Elementos objetivos do tipo.Sujeito ativo.ação civil em fase de execução ou ação executiva. Crime falimentar. Pressuposto indeclinável . RECEPTAÇÃO .Objetividade jurídica. V . Art. FRAUDE À EXECUÇÃO I . não se exigindo prejuízo efetivo. ciente da execução pendente furtando . Alienar.Elemento subjetivo do tipo. III . Simular dívidas. VIII . 179. Consuma –se com a circulação dos títulos.

paga ou recompensa pela prática (arts.coisa produto de crime(direto ou indireto ). ocultação (o ato de esconder que. transportar. 180. Dúvida . Sujeito passivo. recebimento (transferência da posse ou detenção).Objetividade jurídica. É crime acessório. caput. Art. VIII .Conceito. .influir. Crime permanente . Pressuposto . ainda que sem efeito. CPB. É crime formal. esconderijo. Receptação .objeto produto de crime anterior. 349 CPB.Consumação e tentativa. Pode existir o crime se o agente descobrindo posteriormente a origem ilícita da coisa a oculta ou influencia para que terceiro a adquira. II . Art. Objeto material . Receptação imprópria . Art.dar abrigo. 180 § 4º CPB. 348 e 349).Com a aquisição (transferência da propriedade). Não caracteriza . Receptação própria .transportar. III . § 6º. condução (o ato de dirigir um veículo).com a influência. § 1º. conduzir e ocultar.Receptação qualificada pelo objeto material.Elemento subjetivo do tipo. V .Sujeito ativo. 334. Basta que a influência seja idônea e inequívoca. normalmente. d. Dolo contemporâneo com a conduta.receptação culposa. desde que idônea e inequívoca para alcançar o objetivo. Receptação própria . IV . Art.185 I . Prática das condutas com a certeza de que a coisa provém de crime + intuito de obter proveito próprio ou em favor de terceiro (não pode ser o autor do crime pressuposto/anterior).adquirir. CPB. VII . Receptação imprópria .instrumento do crime.Elementos objetivos do tipo.Distinção. Art. CPB. STF . transporte (transferência da coisa de um lugar para outro). pressupõe o recebimento). 180. conduzir e ocultar. VI .coisa móvel. receber.

ter em estoque ou reter em nome próprio ou de outra pessoa. Ocultação . Art.fazer uso.dolo + deve saber ser produto de crime + proveito próprio ou alheio.se com a aquisição ou recebimento. CPB. condição de quem oferece a coisa. . Art.montar o que foi desmontado. Art. § 5º.desencaixar. Elemento subjetivo .Receptação qualificada na atividade comercial ou industrial. § 3º. 180. CPB.exibir.ato de transferir a propriedade da coisa tendo como contraprestação o preço. acrescentar ou substituir peças. de qualquer forma utilizar . § 5º. 1ª parte. 180. Atividade comercial ou industrial . Condutas . aprontar para funcionar.conduta de quem sabe da origem criminosa. 180.Perdão judicial. Basta a primariedade do agente e a existência de circunstâncias que indiquem a pouca gravidade do fato.habitualidade. Crime próprio. Não admite tentativa. O § 6º aplica . Consuma . desmontar . CPB. São três os indícios objetivos que vinculam a presunção da culpa : natureza da coisa (objeto com o nome do proprietário). Art.186 IX . XII . Quando há dúvida quanto à origem da coisa.ter em depósito . X . mostrar para venda. §§ 1º e 2º.Receptação dolosa privilegiada.Receptação culposa. separar peças de um todo. vender . XIII . desproporção entre o valor e o preço. Condutas acrescidas .Ação penal.armar. XI . Visa coibir a comercialização ilícita de veículos e peças. lucrar. 2ª parte. Esses indícios têm valor relativo. encaixar peças.guardar em lugar seguro. mas mesmo assim a adquire ou recebe.se exclusivamente ao caput. remontar . 180. montar . (dolo). expor a venda . aproveitar.adquirir e receber. CPB. empregar com utilidade.

aluga. ou de quem os represente: (Redação dada pela Lei nº 10. satélite. do artista intérprete ou executante.2003) Pena – reclusão.2003) § 3o Se a violação consistir no oferecimento ao público. e multa. por qualquer meio ou processo.695. de obra intelectual. aluga original ou cópia de obra intelectual ou fonograma. Natureza idêntica a das causas extintivas da punibilidade. ondas ou qualquer outro sistema que permita ao usuário realizar a seleção da obra ou produção para recebê-la em um tempo e lugar previamente determinados por quem formula a demanda. do artista intérprete ou executante. tem em depósito. mediante cabo. 184.695. de 2 (dois) a 4 (quatro) anos. 181 CPB. sem autorização expressa.7.7. ou. conforme o caso. de 1º.187 IMUNIDADES NOS CRIMES CONTRA O PATRIMÔNIO I – Escusas absolutórias . 182 CPB. de 3 (três) meses a 1 (um) ano. II – Imunidades relativas ou processuais: art. ainda. III – Hipóteses em que não há isenção: art. sem a expressa autorização dos titulares dos direitos ou de quem os represente. com intuito de lucro. adquire. interpretação. com o intuito de lucro direto ou indireto. vende.2003) Pena – detenção. de 1º. de 2003) TÍTULO III DOS CRIMES CONTRA A PROPRIEDADE IMATERIAL Art. distribui.7. e multa. introduz no País. III – se o crime é praticado contra pessoa com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos. oculta. do produtor. com intuito de lucro direto ou indireto.Imunidades absolutas ou materiais: art.7.7. de 1º.695. (Redação dada pela Lei nº 10. execução ou fonograma. Violar direitos de autor e os que lhe são conexos: (Redação dada pela Lei nº 10. ou de quem os represente: (Redação dada pela Lei nº 10. (Redação dada pela Lei nº 10. sem autorização expressa do autor. (Redação dada pela Lei nº 10. de 1º.695. (Incluído pela Lei nº 10.7. do direito de artista intérprete ou executante ou do direito do produtor de fonograma. do autor.2003) Pena – reclusão.695. expõe à venda. de 1º. direto ou indireto.741. 183 CPB.2003) . original ou cópia de obra intelectual ou fonograma reproduzido com violação do direito de autor. do produtor de fonograma. fibra ótica.7. conforme o caso. (Incluído pela Lei nº 10.695. de 1º. ou multa. de 1º.2003) § 1o Se a violação consistir em reprodução total ou parcial.695.2003) § 2o Na mesma pena do § 1o incorre quem. de 2 (dois) a 4 (quatro) anos.

7.695.7. 2 e 3 não se aplica quando se tratar de exceção ou limitação ao direito de autor ou os que lhe são conexos. Procede-se mediante: (Redação dada pela Lei nº 10. 186.695. (Incluído pela Lei nº 10.2003) I – queixa..2003) o o o o Generalidades. §§ 1º e 2º. de 1º. (Incluído pela Lei nº 10. nem a cópia de obra intelectual ou fonograma.2003) IV – ação penal pública condicionada à representação.7.2003) Usurpação de nome ou pseudônimo alheio Art. da lei 9.610.695. Como forma de propriedade possui valor econômico e é suscetível de alienação por seu titular. XXVII. de 1º. para uso privado do copista. Art. sociedade de economia mista ou fundação instituída pelo Poder Público.2003) III – ação penal pública incondicionada.695. de 19 de fevereiro de 1998.610 de 19/02/98 (Lei de direitos autorais) – Consolidou a legislação sobre direitos autorais e os que lhe são conexos. 184. (Incluído pela Lei nº 10. nos crimes previstos no caput do art.7.ação penal privada).2003) Art.2003) II – ação penal pública incondicionada.279 de 14/05/96. em um só exemplar.(Revogado pela Lei nº 10. (Incluído pela Lei nº 10.695. 12 e 16. CAPÍTULO I DOS CRIMES CONTRA A PROPRIEDADE INTELECTUAL . em conformidade com o previsto na Lei nº 9. 185 . Lei 9. empresa pública. Capítulo I – Crimes contra a propriedade intelectual.695.7. 184.609 de 19/02/98 – Crimes de violação de direito de autor de programa de computador. 5º. de 1º. nos crimes previstos no § 3 o do art. de 1º. (Incluído pela Lei nº 10. sem intuito de lucro direto ou indireto. A propriedade imaterial possui dois aspectos: o real consistente no domínio do sujeito sobre o objeto.695. autarquia. e o pessoal inerente à personalidade humana.7.7. de 1º. Capítulos II a IV – revogados.188 § 4 O disposto nos §§ 1 . 184. Arts. CF. A matéria está atualmente regulada pela lei 9. de 1º. de 1º. nos crimes cometidos em desfavor de entidades de direito público. nos crimes previstos nos §§ 1 o e 2o do art. ( § 3º .

Direito autoral: art. Obra intelectual – é a criação do espírito. Objeto jurídico é o direito autoral que alguém exerça em relação a obras intelectuais. Art. Ex.610/98). Direitos conexos – arts.610/98. 1º. 24 a 45 e 89 a 96 da Lei dos Direitos autorais. (art.189 Generalidades. lei 9. § 1º . tangível ou intangível. tem sua origem no pensamento humano. expressas por qualquer meio ou fixadas em qualquer suporte. 1º. conhecido ou que se invente no futuro. Direitos morais – arts. Propriedade intelectual – é a propriedade sobre tudo aquilo que corporificando – se no mundo exterior. Pertencem ao autor os direitos morais e patrimoniais sobre a obra que criou (art. 184 CPB. Direitos patrimoniais – arts. Obra intelectual: é qualquer criação do espírito. lei 9. Art. desenhos. VIOLAÇÃO DE DIREITO AUTORAL I – Conceito e objetividade jurídica.limitações aos direitos autorais. . Os crimes contra a propriedade intelectual definidos no CPB são dois: Art. 184: violação de direito autoral. lei 9.(Revogado) Objeto jurídico são os direitos autorais. 22. lei 9. Arts. fonograma ou vídeofonograma. Direitos autorais – arts. pinturas. coreografias. II – Sujeitos do delito. de qualquer exteriorizada. I).610/98). 90/96. 7º. 24/27 (não se transmitem (art. 46/48 . O sujeito ativo lesa direito autoral reproduzindo obra intelectual. III – Elementos objetivos do tipo. Art. transgredir. 185: Usurpação de nome ou pseudônimo alheio.Crime qualificado pelo meio de execução utilizado pelo agente. 28/45. Violar – infringir. livros.610/98: são os direitos do autor e os direitos que lhe são conexos. composições musicais. etc. 49. São os direitos (morais e materiais) do autor e os direitos que lhe são conexos.

.sem autorização expressa e sem autorização. cassetes). V – Elemento normativo do tipo. I – Ação penal. ou de fonograma ou vídeofonograma. Videofonograma: suporte material de imagens e sons (filmes cinematográficos). §§ 1º e 2º + com violação de direito autoral. § 1º: com a reprodução da obra intelectual (no todo ou em parte). Arts. Conduta realizada para fim de comércio. 186 CPB. trocar. I – Procedimento. expor a venda. CPB. ocultar. emprestar.190 Fonograma: suporte material de sons (discos. adquirir. introduzir no país. Art. 184. DOS CRIMES CONTRA A ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO Generalidades. Crime de mera conduta (caput). Admite – se a tentativa. ter em depósito. Condutas que devem ter por objeto material original ou cópia de obra intelectual. § 2º: com a realização das condutas descritas. Comum. § 3º. VIII – Efeito da condenação. fonograma ou videofonograma produzidos com violação de direito autoral. IV – Elementos subjetivos do tipo. § 1º . Art. Formal (§§ 1º e 2º). 524/530 CPP. § 2º .Vender. VII – Qualificação doutrinária. Título IV CPB. Dolo. VI – Consumação e tentativa. IX – Pena. alugar. Ação penal nos crimes contra a propriedade intelectual. simples e instantâneo. Caput: com a efetiva violação.

V – Consumação e tentativa. II – Sujeitos do delito. IV – Elemento subjetivo do tipo. Art.191 Arts. Profissão – atividade econômica que exige conhecimento especializado. Lei 7. CF. que se refere a greve ou lockout. I – Conceito e objetividade jurídica.995 – prevê crimes relacionados com práticas discriminatórias para efeito de acesso a relação de emprego. cor. por motivo de sexo. O CPB buscando tutelar a liberdade de trabalho. ou idade. 5º. define as atividades essenciais.783 de 28 de junho de 1. ou sua manutenção. coagir. 197 CPB.989 – dispõe sobre o exercício de greve.170/83) pune crimes contra a organização do trabalho que tenham objetivo político social. situação familiar Atentado contra a liberdade de trabalho. obrigar. É uma forma de constrangimento ilegal. Indústria – atividade econômica que visa a transformar matéria-prima em bens de capital ou de consumo. foi revogada pela lei de greve. Dolo. definiu crimes que atentam contra a sua organização. raça. Lei 9.029 de 13 de abril de 1. XIII. origem. regula o atendimento das necessidades inadiáveis à comunidade. III – Elementos objetivos do tipo. . A Lei de Segurança Nacional (Lei 7. estado civil. A segunda parte do inciso II. Capítulo “Dos Direitos Sociais” – CF. Constranger – compelir. Ofício – ocupação econômica sem especialização. Arte – ocupação econômica que exige habilidade manual. O tipo penal prevê quatro modalidades de conduta.

III – Elementos objetivos do tipo. IV – Elemento subjetivo do tipo. Crimes comuns. V – Consumação e tentativa. Art.192 VI – Qualificação doutrinária. Art. . Coação para exercer contrato de trabalho. Art. materiais e instantâneos. II – Sujeitos do delito. 199 CPB. 8º CF. I – Conceito e objetividade jurídica. 146 CPB. 198 CPB. Figura típica mista cumulativa – duas condutas. Crime material. Matéria prima – é a substância principal e essencial com que se faz alguma coisa. Atentado contra a liberdade de associação. Meios de execução – violência e greve ameaça. VII – Pena e ação penal. Coação para não exercer – art. concurso de crimes. Atentado contra a liberdade de contrato de trabalho e boicotagem violenta. Duas figuras típicas. comum e instantâneo. VI – Qualificação doutrinária. Dolo. VII – Pena e ação penal. Produto agrícola – resultante da agricultura. Produto industrial – resultante de transformação por intermédio da indústria. I – Conceito e objetividade jurídica.

seguida de violência ou perturbação da ordem. Violência – física. III – Elementos objetivos do tipo. contra a pessoa ou contra a coisa. Constranger. instantâneo. Certo e determinado sindicato ou associação. Com a prática da violência no transcurso da greve ou lockout. simples e material. exige – se o concurso de mais de uma pessoa. Violência e grave ameaça. IV – Elemento subjetivo do tipo. VI – Qualificação doutrinária. contribuir. Paralisação de trabalho. Na hipótese de ser causada pelos empregadores (suspensão coletiva de trabalho).193 II – Sujeitos do delito. Dolo. . empregador ou terceira pessoa. II – Sujeitos do delito. três empregados. pelo menos. V – Consumação e tentativa. No caso de a paralisação do trabalho ser causada pelos empregados (abandono coletivo de trabalho). 200 CPB. Greve – praticada pelos empregados. Crime comum. Sujeito ativo – empregado. A participação pode ser: a) suspensão coletiva de trabalho (lockout). I – Conceito e objetividade jurídica. Participar – tomar parte. Art. VI – Qualificação doutrinária. Dolo. VII – Pena e ação penal. Lockout – praticado pelos empregadores. exige-se o concurso de. b) abandono coletivo de trabalho (greve). III – Elementos objetivos do tipo. IV – Elemento subjetivo do tipo. V – Consumação e tentativa.

VII – Pena e ação penal. II – Sujeitos do delito. Crime simples. comercial e agrícola. IV – Elemento subjetivo do tipo. VI – Qualificação doutrinária. Dois crimes: invasão e sabotagem. Suspensão coletiva de trabalho . caput e § 1º CF. I – Conceito e objetividade jurídica. . Art. Sabotagem. Dolo – participar e provocar. I – Conceito e objetividade jurídica. O dispositivo tutela o princípio da continuidade do serviço público. É possível a tentativa. Greve patronal. de concurso necessário e instantâneo. Art. Abandono coletivo de trabalho – greve dos empregados. 10.194 Crime material.Lockout – greve dos empregadores. lei 7. Com a interrupção. material. Invasão de estabelecimento industrial. comum. III – Elementos objetivos do tipo.783/89 (Lei de greve) – identifica os serviços essenciais. 201 CPB. VII – Pena e ação penal. V – Consumação e tentativa. Crime plurissubjetivo. Art. Greve pacífica. Sujeito passivo – coletividade. de concurso necessário. 202 CPB. 9º. Paralisação de trabalho de interesse coletivo. instantâneo e plurissubsistente. Art. comum. Sujeito ativo – empregador ou empregado.

Embaraçar: criar dificuldade. Objetividade jurídica – legislação trabalhista. Dispor: aliena como se fosse dono. Sujeito passivo – empregador e coletividade.195 Objeto jurídico – organização do trabalho. Sabotagem é crime instantâneo. VII – Pena e ação penal. organização do trabalho e patrimônio). deteriorar. Dolo + com o fim de impedir. III – Elementos objetivos do tipo. Invasão é crime permanente. Sujeito ativo – qualquer pessoa. tornar impraticável. 203 CPB. Art. Norma penal em branco. sem autorização. Invasão: duas modalidades de conduta. I – Conceito e objetividade jurídica. Crimes comuns pluriofensivos (organização do trabalho e tranqüilidade pessoal. Com o dano ou disposição. comercial ou agrícola. II – Sujeitos do delito. Objeto material: estabelecimento industrial. Ocupar: apossar – se indevidamente. Invadir: entrar à força. obstar: não permitir. IV – Elementos subjetivos do tipo. V – Consumação e tentativa. . Crime formal.empregador). Dissenso do empregador. agindo como o senhor do estabelecimento. Frustração de direito assegurado por lei trabalhista. Com a invasão e ocupação. (. Danificar: destruir. VI – Qualificação doutrinária. Sabotagem: duas modalidades de conduta.

Art. Direito trabalhista renunciável ou irrenunciável. Frustrar – inutilizar. VI – Qualificação doutrinária. V – Consumação e tentativa. titular do interesse coletivo na nacionalização do trabalho. simples e material. II – Sujeitos do delito. Fraude. I – Conceito e objetividade jurídica. Frustrar – impedir. IX – Pena e ação penal. 204 do CPB. I e II. IV – Elemento subjetivo do tipo. 178 § 2º CF. Em regra o empregador. VII – Figuras assemelhadas. impedir. III – Elementos objetivos do tipo. § 1º. Art. obstar. Sujeito passivo – Estado. Norma penal em branco. Crime comum. Dolo. privar. III – Elementos objetivos do tipo. privar. Protege – se a mão de obra nacional. Frustração de lei sobre a nacionalização do trabalho. . Sujeito ativo – qualquer pessoa. VIII – Causa de aumento de pena = § 2º. Violência.196 II – Sujeitos do delito.

profissão) – exige –se habitualidade. VI – Qualificação doutrinária. Interesse do Estado no cumprimento de decisões administrativas relativas às atividades por ele fiscalizadas. Decisão administrativa – órgão competente. I – Conceito e objetividade jurídica. VI – Qualificação doutrinária. 359 CPB IV – Elemento subjetivo do tipo. simples e material. Exercício (reiteração) de atividade (trabalho. Sujeito passivo – o Estado. Exercício de atividade com infração de decisão administrativa. VII – Pena e ação penal. Dolo. Crime comum. Habitualidade. Obrigações relativas à nacionalização do trabalho são as constantes de leis trabalhistas. III – Elementos objetivos do tipo. II – Sujeitos do delito. Art. Violência. Aliciamento para o fim de emigração. Dolo. IV – Elemento subjetivo do tipo. Sujeito ativo – a pessoa impedida. VII – pena e ação penal.197 Fraude. Crime habitual e próprio. . Decisão judicial – art. I – Conceito e objetividade jurídica. 205 CPB. Não é possível a tentativa. V – Consumação e tentativa. V – Consumação e tentativa.

Recrutar – atrair. aliciar. IV – Elementos subjetivos do tipo. Localidade. simples. Dolo + com o fim de . 231 CPB. 206 CPB. V – Consumação e tentativa. III – Elementos objetivos do tipo. Objeto jurídico – interesse do Estado na permanência de trabalhadores dentro do país. Aliciamento – sedução de trabalhadores. VI – Qualificação doutrinária. Emigração. Objeto jurídico – interesse do Estado na não-migração dos trabalhadores. 207 CPB. III – Elementos objetivos do tipo. Crime comum. IV – Elementos subjetivos do tipo. VII – Pena e ação penal. Dolo + com o fim de. Fraude. Art. seduzir. formal e de tendência (o crime condiciona a sua existência à intenção do sujeito). Aliciamento de trabalhadores de um local para outro do território nacional.198 Art. II – Sujeitos do delito. I – Conceito e objetividade jurídica. II – Sujeitos do delito. Art.

comum. 208 CPB. § 1º. independentemente da religião escolhida. VIII – Causa de aumento de pena.199 V – Consumação e tentativa. Protege – se o sentimento religioso. VI – Qualificação doutrinária. I – Conceito e objetividade jurídica. instantâneo e de tendência. VII – Condutas equiparadas. Art. TÍTULO V DOS CRIMES CONTRA O SENTIMENTO RELIGIOSO E CONTRA O RESPEITO AOS MORTOS. III – Escárnio por motivo de religião. Escarnecer – zombar. CAPÍTULO I DOS CRIMES CONTRA O SENTIMENTO RELIGIOSO Ultraje a culto e impedimento ou perturbação de ato a ele relativo. De forma secundária assegura – se a liberdade de culto. No momento em que o sujeito atrai. Art. § 2º. simples. CF. a convicção que a pessoa tem a respeito de uma doutrina religiosa. 5º. de tal forma que se ofenda a uma pessoa. VI. II – Figuras típicas. Três figuras típicas. Zombaria motivada por crença ou pelo exercício de função religiosa. IX – Pena e ação penal. acreditando em seus mistérios e aceitando os seus ensinamentos . convence o sujeito passivo. Crime formal. ridicularizar. Crença religiosa – é a fé.

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Função religiosa – é a exercida por quem celebra cultos ou participa de organizações religiosas. É a atividade de padres, freiras, rabinos, pastores. O escárnio deve ser público: a zombaria deve ser praticada na presença de várias pessoas ou com a utilização de meios que a divulguem. Exige – se, pois, a publicidade do ato, prescindindo – se da presença do ofendido. A ofensa deve ser dirigida a pessoa determinada e não a grupos religiosos. É preciso que seja formulada contra crente ou ministro em particular. IV – Impedimento ou perturbação de culto religioso. Impedir. Perturbar. Cerimônia – ato solene e regular do culto religioso, realizado com certo aparato, como a missa, a procissão, etc. Prática de culto religioso – exercício de qualquer outro ato ou atividade religiosa, diversa da cerimônia, praticado sem o aparato desta. Ex. a sessão espírita, a oração coletiva. Culto religioso – é aquele protegido pela tutela estatal, ou seja, o que não atenta contra a moral e os bons costumes (art. 5º, VI, CF) e conte com número razoável de adeptos. V – Vilipêndio público de ato ou objeto de culto. Vilipendiar – desprezar, tratar como vil, menoscabar. A ação pode consistir em palavras, atos ou escritos. Exige – se, todavia, a publicidade do vilipêndio, isto é, que seja praticado na presença de várias pessoas. Ato religioso – abrange a cerimônia e a prática religiosas. Objeto de culto religioso – são todos os consagrados ao culto. VI – Sujeitos do crime. VII – Elementos objetivos do tipo. VIII – Elementos subjetivos do tipo. 1ª figura – dolo + fim especial de agir. 2ª figura – dolo. 3ª figura – dolo + fim especial de agir. IX – Qualificação doutrinária. Escarnecer – crime formal. Impedir, perturbar – crime material e eventualmente permanente.

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Vilipêndio – formal ou material. X – Consumação e tentativa. XI – Forma qualificada. Art. 208, § único, CPB.

Capítulo II. Dos crimes contra o respeito aos mortos. Impedimento ou perturbação de cerimônia funerária. I – Conceito e objetividade jurídica. Art. 209 CPB. Tutela – se o sentimento de respeito pelos mortos. II – Sujeitos do crime. III – Elementos objetivos do tipo. Impedir. Perturbar. Enterro – é o transporte do cadáver (no todo ou em parte) para o lugar onde deva ser enterrado, haja ou não acompanhamento ou cortejo. Abrange a transferência de uma sepultura para outra. Cerimônia funerária – é o ato de homenagem ou assistência ao falecido. Envolve o velório, a cremação etc. IV – Elementos subjetivos do tipo. Dolo + finalidade de transgredir o sentimento de respeito devidos aos mortos. V – Qualificação doutrinária. Crime material. VI – Consumação e tentativa. Com o efetivo impedimento ou perturbação de enterro ou cerimônia fúnebre.

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VII – Forma qualificada. Art. 209, § único, CPB. Violência contra o cadáver – arts. 211 ou 212 CPB. VIII – Pena e ação penal. Violação de sepultura. I – Conceito e objetividade jurídica. Art. 210 CPB. Protege – se o sentimento de respeito aos mortos. II – Sujeitos do crime. III – Elementos objetivos do tipo. Violar – devassar, abrir arbitrariamente. Profanar – ultrajar, macular, aviltar. Objeto material: sepultura ou urna funerária. Sepultura – abrange não apenas a cova, mas todo lugar onde o cadáver está enterrado. Compreende o túmulo, os ornamentos, inscrições e objetos ligados permanentemente ligados ao local onde se encontra o cadáver. É preciso, no entanto, que efetivamente estejam presentes os restos mortais de uma pessoa. Urna funerária – é a que guarda partes de um cadáver, seus ossos ou suas cinzas. Para a caracterização do crime não há necessidade de que os restos mortais sejam removidos do local onde se encontram. Basta que, na violação, seja o cadáver exposto ao tempo, alterando – se a sepultura ou urna, de forma a modificar a sua destinação. A profanação compreende qualquer ato de vandalismo contra a sepultura ou urna funerária, com o intuito de zombaria. IV – Elementos subjetivos do tipo. Violação – dolo. Profanação – dolo + especial finalidade. V – Qualificação doutrinária. Crime material. VI – Consumação e tentativa. Tentativa de violação = profanação consumada.

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VII – Concurso de crimes. Arts. 211 e 212 CPB. Art. 210 e 155 em concurso material. VIII – Pena e ação penal. Destruição, subtração ou ocultação de cadáver. I – Conceito e objetividade jurídica. Art. 211 CPB. Tutela – se o sentimento de respeito dedicado aos mortos. II – Sujeitos do crime. III – Elementos objetivos do tipo. Destruir – é fazer com que o cadáver deixe de existir como tal. Subtrair – é tirar o cadáver do local onde se encontra sob a esfera de proteção e vigilância de outrem. Ocultar – é fazer desaparecer, esconder temporariamente um cadáver, sem destruí – lo. Somente pode ocorrer antes do sepultamento. Cadáver – é o corpo humano morto, sem vida, enquanto conservar a aparência humana. O natimorto está abrangido pelo conceito legal de cadáver. As partes de um cadáver também são protegidos pela lei. IV – Elemento subjetivo do tipo. Dolo. Art. 67 LCP. V – Qualificação doutrinária. Crime material. VI – Consumação e tentativa. VII – Retirada e transplante de partes de cadáver. Lei 9.434/97 (arts. 3º, 4º, 14 a 20).

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VIII – Pena e ação penal. Vilipêndio a cadáver. I – Conceito e objetividade jurídica. Art. 212 CPB. Sentimento de respeito pelos mortos. II – Sujeitos do crime. III – Elementos objetivos do crime. Vilipendiar – tratar como vil, menoscabar, desprezar, ultrajar, por meio de atos, palavras ou escritos. Exige – se que a ação seja realizada sobre ou junto ao cadáver ou suas cinzas. Cadáver. Cinzas de cadáver. Partes do cadáver também são tuteladas. Também o cadáver exposto para fins de estudos científicos estão abrangidos pela tutela penal. IV – Elementos subjetivos do tipo. Dolo + especial finalidade. V – Qualificação doutrinária. O crime pode ser material ou formal de acordo com a maneira de execução. VI – Consumação e tentativa. VII – Pena e ação penal. TÍTULO VI DOS CRIMES CONTRA A DIGNIDADE SEXUAL Considerações gerais. O título VI do Código penal tutela a dignidade sexual, expressão umbilicalmente ligada à liberdade e ao desenvolvimento sexual da pessoa humana. Trata da proteção ao direito individual de qualquer pessoa, da liberdade de escolha do parceiro (a) e do consentimento na prática do ato sexual. A violência nos crimes sexuais atinge a personalidade humana correspondendo a uma invasão da privacidade da vítima, que teve violada sua liberdade sexual.

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I - Objetividade jurídica em geral. A liberdade sexual como emanação de uma das vertentes da dignidade da pessoa humana. II - Classificação dos crimes contra a dignidade sexual. Capítulo I - Dos crimes contra a liberdade sexual. Capítulo II – Dos crimes sexuais contra vulnerável. Capítulo III - Do rapto (revogado). Capítulo IV – Disposições gerais. Capítulo V - Do lenocínio e do tráfico de pessoa para fim de prostituição ou outra forma de exploração sexual. Capítulo VI – Do ultraje público ao pudor. Capítulo VII – Disposições gerais. A modificação operada pela lei 12.015 de 2009. TÍTULO VI DOS CRIMES CONTRA A DIGNIDADE SEXUAL (Redação dada pela Lei nº 12.015, de 2009) CAPÍTULO I DOS CRIMES CONTRA A LIBERDADE SEXUAL (Redação dada pela Lei nº 12.015, de 2009) Estupro Art. 213. Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso: (Redação dada pela Lei nº 12.015, de 2009) Pena - reclusão, de 6 (seis) a 10 (dez) anos. (Redação dada pela Lei nº 12.015, de 2009) § 1o Se da conduta resulta lesão corporal de natureza grave ou se a vítima é menor de 18 (dezoito) ou maior de 14 (catorze) anos: (Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009) Pena - reclusão, de 8 (oito) a 12 (doze) anos. (Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009) § 2o Se da conduta resulta morte: (Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009) Pena - reclusão, de 12 (doze) a 30 (trinta) anos (Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009)

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Art. 214 - (Revogado pela Lei nº 12.015, de 2009) Violação sexual mediante fraude (Redação dada pela Lei nº 12.015, de 2009) Art. 215. Ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com alguém, mediante fraude ou outro meio que impeça ou dificulte a livre manifestação de vontade da vítima: (Redação dada pela Lei nº 12.015, de 2009) Pena - reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos. (Redação dada pela Lei nº 12.015, de 2009) Parágrafo único. Se o crime é cometido com o fim de obter vantagem econômica, aplica-se também multa. (Redação dada pela Lei nº 12.015, de 2009) Art. 216. (Revogado pela Lei nº 12.015, de 2009) Assédio sexual (Incluído pela Lei nº 10.224, de 15 de 2001) Art. 216-A. Constranger alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente da sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função." (Incluído pela Lei nº 10.224, de 15 de 2001) Pena – detenção, de 1 (um) a 2 (dois) anos. (Incluído pela Lei nº 10.224, de 15 de 2001) Parágrafo único. (VETADO) (Incluído pela Lei nº 10.224, de 15 de 2001) § 2o A pena é aumentada em até um terço se a vítima é menor de 18 (dezoito) anos. (Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009) CAPÍTULO II DOS CRIMES SEXUAIS CONTRA VULNERÁVEL (Redação dada pela Lei nº 12.015, de 2009) Sedução Art. 217 - (Revogado pela Lei nº 11.106, de 2005) Estupro de vulnerável (Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009) Art. 217-A. Ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 (catorze) anos: (Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009) Pena - reclusão, de 8 (oito) a 15 (quinze) anos. (Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009) § 1o Incorre na mesma pena quem pratica as ações descritas no caput com alguém que, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o necessário discernimento para a prática do ato, ou que, por qualquer outra causa, não pode oferecer resistência. (Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009) § 2o (VETADO) (Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009)

015. de 2009) Favorecimento da prostituição ou outra forma de exploração sexual de vulnerável (Incluído pela Lei nº 12.015. não tem o necessário discernimento para a prática do ato.quem pratica conjunção carnal ou outro ato libidinoso com alguém menor de 18 (dezoito) e maior de 14 (catorze) anos na situação descrita no caput deste artigo.015. (Incluído pela Lei nº 12. a fim de satisfazer lascívia própria ou de outrem: (Incluído pela Lei nº 12. de 4 (quatro) a 10 (dez) anos. de 2009) I .o proprietário. de 2009) II . de 2009) Pena . de 2009) § 4o Se da conduta resulta morte: (Incluído pela Lei nº 12. (Incluído pela Lei nº 12.reclusão.015.015. de 2009) § 1o Se o crime é praticado com o fim de obter vantagem econômica. (Incluído pela Lei nº 12. conjunção carnal ou outro ato libidinoso. de 2009) Corrupção de menores Art.207 § 3 Se da conduta resulta lesão corporal de natureza grave: (Incluído pela Lei nº 12.015.015. Induzir alguém menor de 14 (catorze) anos a satisfazer a lascívia de outrem: (Redação dada pela Lei nº 12. 218-B. induzir ou atrair à prostituição ou outra forma de exploração sexual alguém menor de 18 (dezoito) anos ou que.015.015. facilitá-la. de 2009) o .015. de 2009) Pena . de 2009) Satisfação de lascívia mediante presença de criança ou adolescente (Incluído pela Lei nº 12. de 2009) Parágrafo único. ou induzilo a presenciar.015.reclusão. (Incluído pela Lei nº 12. aplica-se também multa. de 2009) Pena .015. impedir ou dificultar que a abandone: (Incluído pela Lei nº 12.015. na presença de alguém menor de 14 (catorze) anos.” (Incluído pela Lei nº 12.reclusão. de 2 (dois) a 4 (quatro) anos. 218.015.015. por enfermidade ou deficiência mental.reclusão.reclusão. (Redação dada pela Lei nº 12. de 2009) Art.015. Submeter. de 10 (dez) a 20 (vinte) anos. (Incluído pela Lei nº 12. (Incluído pela Lei nº 12. de 2009) § 2o Incorre nas mesmas penas: (Incluído pela Lei nº 12.(Incluído pela Lei nº 12. de 2009) Pena . Praticar.015. de 12 (doze) a 30 (trinta) anos. (VETADO). o gerente ou o responsável pelo local em que se verifiquem as práticas referidas no caput deste artigo. de 2 (dois) a 5 (cinco) anos. de 2009) Pena . 218-A. de 2009) Art.

de 2009) Ação penal Art. de 2005) Rapto consensual Art. 221 .106. (Redação dada pela Lei nº 11.(Revogado pela Lei nº 12. curador. 222 . (Incluído pela Lei nº 12.(Revogado pela Lei nº 11. irmão. de 2009) CAPÍTULO III DO RAPTO o o Rapto violento ou mediante fraude Art. (Redação dada pela Lei nº 11.(Revogado pela Lei nº 11. A pena é aumentada:(Redação dada pela Lei nº 11.015. de 2009) Parágrafo único. (Redação dada pela Lei nº 12.106. de 2005) Diminuição de pena Art. de 2005) .015. cônjuge. 223 . 219 . Procede-se. mediante ação penal pública incondicionada se a vítima é menor de 18 (dezoito) anos ou pessoa vulnerável. de 2005) Concurso de rapto e outro crime Art. constitui efeito obrigatório da condenação a cassação da licença de localização e de funcionamento do estabelecimento. se o agente é ascendente.208 § 3 Na hipótese do inciso II do § 2 .(Revogado pela Lei nº 11.(Revogado pela Lei nº 12.015.015. tio. se o crime é cometido com o concurso de 2 (duas) ou mais pessoas.106.015. companheiro.106.(Revogado pela Lei nº 11. de 2005) I – de quarta parte.106. de 2009) Aumento de pena Art. procede-se mediante ação penal pública condicionada à representação. de 2009) Art. de 2005) CAPÍTULO IV DISPOSIÇÕES GERAIS Art.(Incluído pela Lei nº 12. preceptor ou empregador da vítima ou por qualquer outro título tem autoridade sobre ela. padrasto ou madrasta. de 2005) II – de metade. 225.106. tutor. Nos crimes definidos nos Capítulos I e II deste Título. 224 . entretanto. 226.106. 220 .

Se o crime. descendente. de dois a cinco anos. irmão.(Revogado pela Lei nº 11. padrasto. cônjuge ou companheiro.reclusão. de 2 (dois) a 5 (cinco) anos. .Se o crime é cometido com o fim de lucro. ou se assumiu. de tratamento ou de guarda: (Redação dada pela Lei nº 11. de quatro a dez anos. de 2005) CAPÍTULO V DO LENOCÍNIO E DO TRÁFICO DE PESSOA PARA FIM DE PROSTITUIÇÃO OU OUTRA FORMA DE EXPLORAÇÃO SEXUAL (Redação dada pela Lei nº 12. aplica-se também multa. de 2009) Art. 228.reclusão. Induzir ou atrair alguém à prostituição ou outra forma de exploração sexual. de 2009) Pena . § 3º .Induzir alguém a satisfazer a lascívia de outrem: Pena . madrasta. 227 .209 III .015. impedir ou dificultar que alguém a abandone: (Redação dada pela Lei nº 12. por lei ou outra forma. de dois a oito anos. § 1o Se a vítima é maior de 14 (catorze) e menor de 18 (dezoito) anos. tutor ou curador. e multa. irmão. de 2009) § 1o Se o agente é ascendente. § 2º . (Redação dada pela Lei nº 12. cônjuge. obrigação de cuidado.106.015.015.Se o crime é cometido com emprego de violência.015. Favorecimento da prostituição ou outra forma de exploração sexual (Redação dada pela Lei nº 12.015. é cometido com emprego de violência. grave ameaça ou fraude: Pena . de 2009) Mediação para servir a lascívia de outrem Art. ou se o agente é seu ascendente. proteção ou vigilância: (Redação dada pela Lei nº 12. § 3º . de 2005) Pena . tutor ou curador ou pessoa a quem esteja confiada para fins de educação.015. companheiro. de um a três anos.reclusão. facilitá-la. (Redação dada pela Lei nº 12.Se o crime é cometido com o fim de lucro. além da pena correspondente à violência.106. aplica-se também multa.reclusão. de 3 (três) a 8 (oito) anos. de 2009) § 2º . além da pena correspondente à violência. de 2009) Pena .reclusão. grave ameaça ou fraude: Pena . enteado. preceptor ou empregador da vítima.reclusão.

ou a saída de alguém que vá exercê-la no estrangeiro.015. companheiro.015. de 2009) Pena . aliciar ou comprar a pessoa traficada. de 3 (três) a 8 (oito) anos.015. por lei ou outra forma. (Incluído pela Lei nº 12.015.reclusão.Tirar proveito da prostituição alheia. irmão. de 2009) II . haja.reclusão. e multa.a vítima é menor de 18 (dezoito) anos.015. (Redação dada pela Lei nº 12. por conta própria ou de terceiro. grave ameaça. de 2009) Pena . ou não.reclusão. de alguém que nele venha a exercer a prostituição ou outra forma de exploração sexual. 229. de 2009) Pena .a vítima. de 2009) Pena . de um a quatro anos.reclusão. (Redação dada pela Lei nº 12. Promover ou facilitar a entrada. de 2009) Art. 230 .015. 231.015. de 3 (três) a 6 (seis) anos. (Redação dada pela Lei nº 12.015. não tem o necessário discernimento para a prática do ato.015. (Incluído pela Lei nº 12. de 2009) § 2o Se o crime é cometido mediante violência. estabelecimento em que ocorra exploração sexual. fraude ou outro meio que impeça ou dificulte a livre manifestação da vontade da vítima: (Redação dada pela Lei nº 12.015. no todo ou em parte. tutor ou curador.(Redação dada pela Lei nº 12. e multa.015. (Redação dada pela Lei nº 12. Rufianismo Art. padrasto. madrasta. transportá-la. tendo conhecimento dessa condição. proteção ou vigilância: (Redação dada pela Lei nº 12. de 2009) . de 2 (dois) a 8 (oito) anos.reclusão. intuito de lucro ou mediação direta do proprietário ou gerente: (Redação dada pela Lei nº 12. de 2009) Tráfico internacional de pessoa para fim de exploração sexual (Redação dada pela Lei nº 12. transferi-la ou alojá-la. por enfermidade ou deficiência mental. sem prejuízo da pena correspondente à violência. Manter. e multa. de dois a cinco anos. por quem a exerça: Pena . cônjuge. de 2009) § 1o Incorre na mesma pena aquele que agenciar.210 Casa de prostituição Art. § 1o Se a vítima é menor de 18 (dezoito) e maior de 14 (catorze) anos ou se o crime é cometido por ascendente.015. assim como. participando diretamente de seus lucros ou fazendo-se sustentar. no território nacional. de 2009) § 2o A pena é aumentada da metade se: (Redação dada pela Lei nº 12. preceptor ou empregador da vítima. enteado. obrigação de cuidado. de 2009) I . ou por quem assumiu.

de 2009) CAPÍTULO VII DISPOSIÇÕES GERAIS (Incluído pela Lei nº 12. de 2009) IV . tutor ou curador.015.(Revogado pela Lei nº 12. obrigação de cuidado. de 2009) Art. cônjuge. cônjuge. (Incluído pela Lei nº 12.015.se o agente é ascendente. (Redação dada pela Lei nº 12. de 2009) Art. ou se assumiu. transferi-la ou alojá-la. de 2009) IV . de 2009) III . obrigação de cuidado. enteado. de 2009) § 3o Se o crime é cometido com o fim de obter vantagem econômica. preceptor ou empregador da vítima. de 2009) § 3o Se o crime é cometido com o fim de obter vantagem econômica. não tem o necessário discernimento para a prática do ato. aplica-se também multa. aliciar. de 2009) Aumento de pena (Incluído pela Lei nº 12. madrasta. madrasta. de 2009) Pena . por enfermidade ou deficiência mental. grave ameaça ou fraude. irmão. 231-A.015.015. de 2009) § 2o A pena é aumentada da metade se: (Incluído pela Lei nº 12. de 2009) Art. grave ameaça ou fraude.211 III .015. proteção ou vigilância.015.há emprego de violência. tutor ou curador. ou se assumiu.015.015. vender ou comprar a pessoa traficada. transportá-la. (Incluído pela Lei nº 12. proteção ou vigilância. de 2009) § 1o Incorre na mesma pena aquele que agenciar. preceptor ou empregador da vítima. irmão. por lei ou outra forma.015.reclusão.015.a vítima. por lei ou outra forma.015.015.015. companheiro.se o agente é ascendente.(Incluído pela Lei nº 12. assim como. ou (Incluído pela Lei nº 12. Nos crimes previstos neste Título a pena é aumentada: (Incluído pela Lei nº 12. (Incluído pela Lei nº 12.015. de 2 (dois) a 6 (seis) anos. aplica-se também multa. (Incluído pela Lei nº 12. de 2009) I . 234-A.há emprego de violência. companheiro. ou (Incluído pela Lei nº 12. de 2009) Tráfico interno de pessoa para fim de exploração sexual (Redação dada pela Lei nº 12.015. padrasto. de 2009) II . de 2009) . (Incluído pela Lei nº 12.015. enteado. (Incluído pela Lei nº 12.015. tendo conhecimento dessa condição. Promover ou facilitar o deslocamento de alguém dentro do território nacional para o exercício da prostituição ou outra forma de exploração sexual: (Redação dada pela Lei nº 12. 232 .a vítima é menor de 18 (dezoito) anos. padrasto.

015. de 2009) IV . 234-B. por exemplo) gerava concurso material dos crimes de estupro e atentado violento ao pudor (JSTF 301/461 e RSTJ 93/384). agora. hoje significando não apenas a conjunção carnal contra a mulher. . CPB.015. Protege-se a liberdade sexual do homem e da mulher. Os processos em que se apuram crimes definidos neste Título correrão em segredo de justiça. se o agente transmite à vitima doença sexualmente transmissível de que sabe ou deveria saber ser portador. CPB. 2. de 2009) Art.015. Elementos do tipo. Artigo 213. 128. de 2009) II – (VETADO). mas também contra o homem. Constranger – forçar. de 2009) CAPÍTULO I DOS CRIMES CONTRA A LIBERDADE SEXUAL ESTUPRO. também será. e (Incluído pela Lei nº 12. se do crime resultar gravidez. (VETADO). (Incluído pela Lei nº 12.015. A mudança é benéfica para o acusado devendo retroagir. (Incluído pela Lei nº 12. coagir. 1.de um sexto até a metade.212 I – (VETADO). Com a lei 12. expressamente. alcançada pela permissão do aborto sentimental – art. (Incluído pela Lei nº 12.015.de metade.015/09º crime de estupro passou a ser de conduta múltipla ou de conteúdo variado (há entendimento no sentido de que a única conduta é constranger). nos dois modos com violência ou grave ameaça. de 2009) Art. compelir.015. Nova acepção ao vocábulo estupro. (Incluído pela Lei nº 12. 234-C. de 2009) III . b) a gravidez resultante de atos libidinosos diversos da conjunção carnal. e ainda a prática ou permissão da prática de outro ato libidinoso.(Incluído pela Lei nº 12. Conseqüências imediatas: a) a prática de conjunção carnal seguida de atos libidinosos (sexo anal. II. Conceito e objetividade jurídica.

o apetite sexual. irmão.213 Conjunção carnal – é a relação sexual normal. por lei ou outra forma. Grave ameaça significa um mal superior à própria conjunção carnal ou ato libidinoso diverso. Por isso o tipo penal assinala “outro” ato libidinoso. Ativo – qualquer pessoa. anunciar um segredo íntimo). Ato libidinoso – é gênero do qual é espécie a conjunção carnal. O meio de execução é a violência ou grave ameaça. ou injusto (dizer que irá matá-la. cometendo o crime o agente que para satisfazer a sua lascívia ordena que a vítima explore seu próprio corpo (masturbando-se). tutor. execução de dívida vencida). não tendo a vítima outra alternativa que não ceder ao ato sexual. e somente cede em virtude da violência física ou da grave ameaça. Violência moral: é a grave ameaça (vis compulsiva): age no psíquico da vítima. indireto (contra terceira pessoa). curador. obrigação de cuidado. Qualquer atitude com conteúdo sexual que tenha por finalidade a satisfação da libido. padrasto. Violência física: é a violência material. 217-A.. Este mal prometido pode ser direto (contra a vítima). tendo em conta as condições físicas e psíquicas de cada vítima. destinado a satisfazer a lascívia. ou seja. A grave ameaça deve ser analisada em cada caso. 226. o emprego de força física capaz de vencer a resistência da vítima. companheiro. CPB). proteção ou vigilância. preceptor ou empregador da vítima ou se assumiu. II). cônjuge. somente para contemplação. Contato físico entre os envolvidos: conforme a maioria da doutrina não há necessidade do contato físico entre autor e vítima. justo (denunciar crime praticado pela vítima. diferente da conjunção carnal. Veremos que no estupro de vulnerável até pode ter o consentimento que não deixará de existir o crime (art. com força intimidatória suficiente para anular a capacidade de querer. madrasta. Dissenso da vítima – a vítima não quer e não concorda com a realização do ato libidinoso. Assim. É a violência real (vis absoluta). pode ser definido como aquele comportamento sexual. Passivo – qualquer pessoa (inclusive a prostituta) . A introdução do pênis na vagina da mulher. Sujeitos do crime. 3. a pena será majorada de metade (art. Agente ascendente.

Dolo. É possível a tentativa. Há o emprego de meio enganoso para a obtenção da prestação sexual. Nesse caso. CPB. Ação penal. Envolve os antigos crimes de posse sexual mediante fraude e atentado ao pudor mediante fraude. Artigo 225. Se menor de 14 anos o delito será o do art. CPB. Elementos do tipo. a alteração legislativa é benéfica devendo retroagir para alcançar os fatos pretéritos. CPB. Artigo 215. Consumação e tentativa. se o ato foi consentido. Fraude: artifício. Resultados qualificadores. Elemento subjetivo. 217-A do CP (estupro de vulnerável). 7. É o estelionato sexual.214 Tratando-se de vítima menor de 18 anos e maior de 14 anos o crime será qualificado(§ 1º). o fato é atípico. A simples vontade de submeter a vítima à prática de relações sexuais completas. Liberdade sexual do homem e da mulher. 4. não retroagindo para alcançar os fatos passados. 2. O crime consuma-se com a prática do ato de libidinagem (gênero que abrange a conjunção carnal e inúmeros atos libidinosos). 1. Violação sexual mediante fraude. Revogação do artigo 223. . 6. A pena do tipo básico foi majorada. abolindo-se a presunção de violência trazida pelo art. Os §§ 1º e 2º trazem qualificadoras preterdolosas. 5. 224 do CP. ardil. Se no dia do seu aniversário a vítima estiver completando 14 anos e o ato sexual for praticado com violência ou grave ameaça haverá estupro simples. Conceito e objetividade jurídica.

216-A. principalmente. 3. Elemento subjetivo do tipo. Artigo 226. Menor de 18 anos: § 2º . 5. II. mas também a liberdade de exercício do trabalho e o direito de não ser discriminada. É o dolo. como também as condições do ofendido. 3. Consuma-se com a prática do ato de libidinagem. Sujeitos do crime. 2.pena aumentada até um terço. ex. 4. Tutela-se. É crime pluriofensivo. 146. CPB. A fraude utilizada na execução do crime não pode anular a capacidade de resistência da vítima. Art. LCP. caso em que estará configurado o delito de estupro de vulnerável (art. Sujeito ativo: superior hierárquico ou ascendente em relação de emprego. CPB. 217-A).215 A vítima tem a sua vontade iludida e externa o consentimento. . cargo ou função. pois poderia configurar o crime de estupro (art. Crime próprio. CPB). ASSÉDIO SEXUAL 1. não só o meio empregado. analisando-se. ou art. CPB. É necessário que a fraude seja capaz de iludir alguém. 213. CPB. Constrangimento: não pode ser por violência física ou grave ameaça. 225. uso de psicotrópicos para vencer a resistência da vítima e com ela manter a conjunção carnal. Sujeito passivo: pessoa subalterna do autor. Conceito e objetividade jurídica. Se presente o fim de obter vantagem econômica: § único – pena cumulativa com multa. Elementos objetivos do tipo. a liberdade sexual da pessoa humana. 61. Ação penal. Sendo delito plurissubsistente admite a tentativa. P. Art. Consumação e tentativa. que poderão variar conforme o caso concreto. para tanto. Inexistindo a relação entre os sujeitos: art.

b) o crime é habitual. 6. ou que. Está revogado o artigo 224. Elementos objetivos do tipo. É o dolo. pois é crime formal. Art. Capítulo II. Estupro de vulnerável. sem condições de oferecer resistência. Sujeitos do crime. Liberdade sexual da pessoa humana menor de 14 anos. sendo necessária a prática de reiterados atos constrangedores. Nos dois casos há um vínculo de trabalho. DOS CRIMES SEXUAIS CONTRA VULNERÁVEL. Art. Dependendo do posicionamento adotado será ou não possível a tentativa. Elemento subjetivo do tipo. por qualquer outra causa. 226. e o artigo 9º. Sujeito passivo: pessoa com menos de 14 anos ou portadora de enfermidade ou deficiência mental ou incapaz de discernimento para a prática do ato. 4. Superioridade hierárquica: retrata uma relação laboral no âmbito público. Trata-se de crime comum. Conceito e objetividade jurídica. Sujeito ativo: qualquer pessoa. 5. que usa dessa vantagem para obter favores sexuais de um subalterno. 3. Ação penal. 225. CPB. CPB. . Consumação e tentativa. CPB. 2. 217-A. com a finalidade especial de obter vantagem ou favorecimento sexual. 1. da lei 8072/90. CPB. Quanto a consumação há duas correntes: a) com o constrangimento.216 É a insistência inoportuna de alguém em posição privilegiada. Ascendência: relação laboral no campo privado. II. Art.

A liberdade sexual da pessoa menor de 14 anos. O agente deve ter consciência de que age em face de uma pessoa vulnerável. pouco importando se a incapacidade foi ou não provocada pelo autor. . caput). § 1º). punido com reclusão de 1 a 3 anos em se tratando de vítima adulta (art. Qualquer outra causa. reclusão de 2 a 5 anos. 1.217 Conjunção carnal. 227. Incapaz de discernimento para a prática do ato: qualquer outra causa mental que impeça a vítima de entender o significado da prática sexual. CPB. com o advento da lei 12015/09 passou a configurar crime autônomo (art. 224. Resultados preterdolosos: §§ 3º e 4º. quando a vítima era adolescente maior de 14 anos (art. 6. Deficiência mental: capacidade intelecto volitiva diminuída (oligofrenia). 7. CPB. CPB. Antes da lei 12. se não maior de 14 anos. reclusão de 2 a 8 anos. Esta última hipótese. CPB). Elemento subjetivo do tipo. 225. É possível a tentativa. a). 5. Enfermidade mental: doença mental. presumindo-se a violência (art. Dolo.15 de 2009 o lenocínio típico (alcovitaria) estava previsto somente no artigo 227. Mediação para servir a lascívia de outrem com pessoa vulnerável. 227. 4. Art. narcotização. sem condições de oferecer resistência: embriaguez. punido com reclusão de 2 a 5 anos. A mudança é benéfica devendo retroagir para alcançar os fatos pretéritos. CPB. Menor de 14 anos. 218. inconsciência por doença. acidente. Artigo 218. Artigo 20. Consumação e tentativa. Conceito e objetividade jurídica. Outro ato libidinoso. Ação penal. Consuma-se com a prática do ato de libidinagem.

Lascívia: sensualidade. Induzir: convencer. como por exemplo. induzir alguém menor de 14 anos a vestir-se com determinada fantasia para satisfazer a luxúria de alguém. persuadir. pois a norma exige o fim de satisfazer a lascívia de outrem (e não própria). ainda que haja instigado o mediador. Dolo. 218B. Sujeito ativo: crime comum. libidinagem. Observação importante: tratando-se de vítima menor de 14 anos. É possível a tentativa. Art. 225. independentemente deste considerar-se satisfeito. 218-A. CPB. 3. a fim de satisfazer lascívia própria ou de outrem. Elemento subjetivo do tipo. 6. CPB.218 2. Limita-se. . aliciar. Ação penal. 217-A). portanto. Induzir menor de 14 anos a vê presenciar conjunção carnal ou outro ato libidinoso. Elementos objetivos do tipo. não pode a satisfação da lascívia consistir em conjunção carnal ou atos libidinosos diversos da cópula normal. Sujeito passivo: a pessoa menor de 14 anos. às práticas sexuais meramente contemplativas. a vítima (pessoa menor de 14 anos induzida a satisfazer a lascívia de outrem) e o “destinatário” da atividade criminosa do primeiro. não afeita à vida sexual promíscua. luxúria. Tratando-se de um número indeterminado de pessoas: art. Este (consumidor) não pode ser considerado co-autor do crime. Consumação e tentativa. A mediação pressupõe um triângulo constituído pelo sujeito ativo (mediador ou lenão). não corrompida. haverá o crime de estupro de vulnerável (art. Consuma-se o delito com a prática do ato que importa na satisfação da lascívia de outrem. configura o delito do art. 5. Sujeitos do crime. Deve ser pessoa determinada. nesses casos. pois. 4.

Consumação e tentativa. Art.015/09 a doutrina observava que induzir vítima não maio de 14 anos a presenciar ato de libidinagem sem deles participar. 3. 226. Na primeira modalidade típica com a efetiva realização do ato sexual. em regra. pois. Conceito e objetividade jurídica. desse modo. Art. haverá estupro de vulnerável (art. na presença da vítima. 218-A. Sujeito passivo: qualquer pessoa. Sujeitos do delito. . 218-A. mas aproveita-se da sua presença para realizar o ato sexual.219 Satisfação de lascívia mediante presença de criança ou adolescente. Interpretando o artigo 218 do CPB. antes da alteração realizada pela lei 12. conjunção carnal ou outro ato libidinoso (querendo ou aceitando ser observado). 5. um indiferente penal (fato atípico). Nesta hipótese o agente não interfere na vontade do menor. II. limitando-se a observar. CPB. era. CPB. satisfazer lascívia própria ou de outrem. Dolo + finalidade especial de satisfazer a lascívia própria ou de outrem. 2. 4. independentemente da concretização do ato de libidinagem. A lei 12. Elementos objetivos do tipo. 217-A). Na segunda modalidade típica com a ação de induzir a presenciar. Observação importante: em nenhum das duas situações a vítima participa do ato sexual.015/09 integrou a lacuna. desde que menor de 14 anos. Duas condutas típicas (dois modos de execução): a) praticar. visando. Sujeito ativo: qualquer pessoa. caso contrário. b) induzindo a vítima a presenciar conjunção carnal ou outro ato libidinoso (hipótese em que o agente faz nascer na criança ou no adolescente (menor de 14 anos) a idéia de presenciar ato de libidinagem. ativa ou passivamente. Elemento subjetivo do tipo. 1. criando o art. A liberdade sexual da criança ou adolescente menor de 14 anos.

Art. visando desta o exercício da prostituição. 231-A. 241. a de adultos. 218-B. atrai. Sujeito passivo: qualquer pessoa nas condições descritas no tipo (homem ou mulher). adolescente.069/90 (Estatuto da Criança e do Adolescente. 6. propicia ou retém a vítima. Ação penal. 218B. em regra.ECA). A exploração da prostituição de crianças e adolescentes está prevista como crime no art. No art. reunindo no art. Examinar o art. 240. Observação: este crime não se confunde com o definido no art. 218 (mediação para servir a lascívia de outrem). 218-B os artigos 244-A do ECA e 228. o tráfico interno. Conceito e objetividade jurídica. 231 pune-se a exploração sexual da espécie tráfico internacional de pessoas (criança. CPB. A liberdade sexual de vulnerável. CPB. Sujeito ativo: qualquer pessoa. não configura crime.220 É possível a tentativa nas duas formas. criou o delito de favorecimento da prostituição ou outra forma de exploração sexual de vulnerável. do Código Penal. Favorecimento da prostituição ou outra forma de exploração sexual de vulnerável. 2. 218. II. 1. 244-A. A lei 12. ou adulto). A lei não diferencia o já corrompido daquele que conta com sua moral intacta. CPB.015 de 2009. A pornografia envolvendo crianças e adolescentes foi incriminada no ECA nos arts. 244-A do ECA). 241-A a 241-D. do CPB (revogando o art. 228 do CP. Artigo 225. . Já no crime em análise o agente leva. A exploração da prostituição de adultos está tipificada no art. 226. Sujeitos do crime. No art. da lei 8. consistente em satisfazer a lascívia de pessoa indeterminada. No art. o agente induz a vítima a satisfazer a lascívia de pessoa (s) certa (s) e determinada (s). Art. § 1º.

Condutas equiparadas: § 2º. propaganda. organizados. muitas vezes. impedir (opor-se. facilitá-la (proporcionar meios. em rede de comercialização local e global (mercado). 3. ou por pais ou responsáveis. revestido do dever jurídico de impedir que a vítima ingresse na prostituição. por já se dedicar ao comércio carnal. 4. não permitir). figurar como partícipe o proprietário. venda. Na hipótese do inciso I se menor de 14 anos ou portadora de enfermidade ou deficiência mental o crime será do art. com o objetivo de forçar mulheres e adolescentes a entrar em situações sexualmente opressoras e exploradoras. obviamente. c) pornografia: produção. Elementos objetivos do tipo. induzir. bem articulado. posse e utilização de material pornográfico. distribuição. induzir (inspirar. conforme o caso. instigar). cinema. em cidades turísticas.221 A prostituta pode ser vítima deste crime? Quando impedida de deixar a prostituição sim. para lucro dos aliciadores. tornar mais difícil) que alguém a abandone. Entretanto. etc. Elemento subjetivo do tipo. b) turismo sexual: é o comércio sexual. exibição. envolvendo turistas nacionais e estrangeiros e principalmente mulheres jovens. II. adolescentes e adultos (oferta). admitindo quatro modalidades: a) prostituição: atividade na qual atos sexuais são negociados em troca de pagamento. e por consumidores de serviços sexuais pagos (demanda). atrair (aliciar) a vítima à prostituição ou outra forma de exploração sexual. afastar dificuldades). dificultar (criar obstáculos. esta na hipótese em que o agente. podendo. não apenas monetário.. . nada fez. d) tráfico para fins sexuais: movimento clandestino e ilícito de pessoas através de fronteiras nacionais. Seis são as ações nucleares típicas: submeter (sujeitar). O favorecimento pode ocorrer por ação ou omissão. o gerente ou o responsável pelo local. presente também na literatura. compra. não será possível. 217-A do CP. atrai ou facilitar o seu ingresso. CPB. por exploradores sexuais (mercadores).. traficantes. aderindo subjetivamente à sua conduta. I. de setores excluídos de países de terceiro mundo. Dolo. Exploração sexual: pode ser definida como uma dominação e abuso do corpo de crianças.

É possível a tentativa. protraindo a consumação durante todo o período de embaraço (crime permanente). 5. Art. do contrário. Antes da lei 12.intuito de lucro. deve continuar sendo privada (queixa crime). atrair e facilitar consuma-se o delito no momento em que a vítima passa à prostituição. estar-se-ia subtraindo inúmeros institutos extintivos da punibilidade ao acusado. transformando-se em pública incondicionada quando a vítima é: I – menor de 18 anos. 6. Artigo 225. Capítulo III (Revogado) Capítulo IV. Disposições gerais. o crime consuma-se no momento em que a vítima delibera por deixar a atividade e o agente obsta esse intento. Ação penal. CPB. A mudança da titularidade da ação penal é . induzir. colocando-se. Agora. à disposição dos clientes. Nas modalidades submeter. Considerações gerais. Já na modalidade de impedir ou dificultar o abandono da prostituição. de acordo com o que estabelecia o caput do art. com a reforma. ainda que não tenha atendido nenhum. CPB. Ação penal.222 § 1º . vez que. 225. 225. Observação: a ação penal.015/09 a ação penal nos crimes sexuais era de iniciativa privada. II – pessoa vulnerável. a regra estabelece que a ação penal é pública condicionada. para os casos praticados antes da vigência da nova lei. Consumação e tentativa. de forma constante.

Artigo 228. pune-se o favorecimento da prostituição ou tra forma de exploração sexual. Quando a inovação é desfavora´vel ao réu não retroage. possuindo. Sujeito ativo: qualquer pessoa. porém. CAPÍTULO V DO LENOCÍNIO E DO TRÁFICO DE PESSOA PARA FIM DE PROSTITUIÇÃO OU OUTRA FORMA DE EXPLORAÇÃO SEXUAL Favorecimento da prostituição ou outra forma de exploração sexual. 3º. A exemplo do art. Induzir: inspirar. mas conta com reflexos penais imediatos. no momento do crime. A prostituta pode ser vítima do crime quando impedida de deixar a prostituição. Conceito e objetividade jurídica.223 matéria de processo penal. Artigo 228. capaz mentalmente. Figuras típicas qualificadas. 4. . no momento do crime. Sujeito passivo: qualquer pessoa com idade igual ou superior a 18 anos. seja homem ou mulher. A liberdade sexual de pessoa com idade igual ou superior a 18 anos. 2. 3. 228. §§ 1º. o necessário discernimento para a prática do ato. instigar. Elementos objetivos do tipo. mas com reflexos penais diretos) seguirem a mesma orientação jurídica das normas penais. 2º. CPB. Daí a imperiosa necessidade de tais normas (processuais. CPB. A lei não diferencia o já corrompido daquele que conta com sua moral intacta. o necessário discernimento para a prática do ato. 1. a vítima já não é criança ou adolescente. capaz mentalmente. 218-B. possuindo. agora. CPB. Art. Sujeitos do crime. § 1º.

228 do CP. Fim de lucro . Dificultar: criar obstáculos. por exploradores sexuais (mercadores). nada faz. Dolo. envolvendo turistas nacionais e estrangeiros e principalmente mulheres jovens.). d) No art. presente também na literatura. Prostituição: atividade na qual atos sexuais são negociados em troca de pagamento. propaganda. organizados. Elemento subjetivo do tipo. b) A exploração da prostituição de adultos está tipificada no art. e) A pornografia envolvendo crianças e adolescentes foi incriminada no ECA nos arts. aderindo subjetivamente à sua conduta. 6. admitindo quatro modalidades: prostituição. O favorecimento pode acontecer por ação ou omissão. Confronto. com o objetivo de forçar mulheres e adolescentes a entrar em situações sexualmente opressoras e exploradoras. 241-A a 241-D.224 Atrair: aliciar. É o comercio sexual. esta na hipótese em que o agente. venda. etc. bem articulado. muitas vezes. de setores excluídos de países de terceiro mundo. 218-B. afastar dificuldades. turismo sexual (comércio sexual. em rede de comercialização local e global (mercado). Impedir: opor-se. ou por pais ou responsáveis. Exploração sexual: dominação e abuso do corpo de crianças. Facilitar: proporcionar meios. pornografia (produção. cinema. adolescente ou adulto). 244-A. o tráfico interno. e por consumidores de serviços sexuais pagos (demanda). e tráfico para fins sexuais (movimento clandestino e ilícito de pessoas através de fronteiras nacionais. em regra. f) a pornografia envolvendo adultos. 241. adolescentes e adultos (oferta). exibição. para lucro dos aliciadores. traficantes. não apenas monetário. 231 pune-se a exploração sexual da espécie tráfico internacional de pessoas (criança. do ECA). compra e utilização de material pornográfico. 5. revestido do dever jurídico de impedir que a vítima ingresse na prostituição. em cidades turísticas nacionais. . não é crime. c) No art. 231-A.§ 3º. a) A exploração da prostituição de crianças e adolescentes está prevista como crime no art. distribuição. do CP (revogando o art. 240.

Exploração sexual: dominação e abuso do corpo de crianças. Sujeito passivo: a pessoa explorada sexualmente. Na modalidade induzir. 229. envolvendo turistas nacionais e estrangeiros e principalmente mulheres jovens. o crime consuma-se no momento em que a vítima delibera por deixar a atividade e o agente obsta esse intento. prover o necessário para que permaneça a atividade. Elementos objetivos do tipo. e por consumidores de serviços sexuais pagos (demanda). Pública incondicionada. A tentativa parece perfeitamente possível em todas as modalidades. cinema. muitas vezes. Ação penal. para lucro dos aliciadores.). Na modalidade de impedir ou dificultar o abandono da exploração sexual. Trata-se de crime habitual. traficantes. Consumação e tentativa. distribuição. conservar. bem articulado. Sujeitos do delito. 8. etc. compra e utilização de material pornográfico. CPB. e tráfico para fins sexuais (movimento clandestino e ilícito de pessoas através de fronteiras nacionais. em rede de comercialização local e global (mercado). . Sujeito ativo: qualquer pessoa. por exploradores sexuais (mercadores). com o objetivo de forçar mulheres e adolescentes a entrar em situações sexualmente opressoras e exploradoras. 3. em cidades turísticas nacionais. presente também na literatura. de setores excluídos de países de terceiro mundo. de forma constante. adolescentes e adultos (oferta). organizados. 2. exibição.225 7. protraindo a consumação durante todo o período de embaraço (crime permanente). ou por pais ou responsáveis. atrair e facilitar consuma-se o delito no momento em que a vítima passa a se dedicar à prostituição ou outra forma de exploração sexual. Casa de prostituição. ainda que não tenha atendido nenhum. colocando-se. propaganda. venda. Art. pornografia (produção. Conceito e objetividade jurídica. à disposição dos clientes. admitindo quatro modalidades: prostituição. Manter: sustentar. 1. A liberdade sexual da pessoa humana. turismo sexual (comércio sexual.

Rufião: pessoa que vive às custas de prostitutas. Por ser crime habitual não admite a tentativa. Rufianismo. c) comerciante: faz da atividade apenas um comércio. Ação penal. mas qualquer espaço que venha a servir de abrigo habitual para a prática de comportamentos contra a dignidade sexual. expressão muito mais pertinente (para o fim da incriminação da conduta). A liberdade sexual da pessoa humana. Elemento subjetivo do tipo. Art. Consuma-se no momento em que fica caracterizada a manutenção do estabelecimento. Conceito e objetividade jurídica. Consumação e tentativa. A profunda inovação introduzida pela lei 12015/09 foi substituir “casa de prostituição ou lugar destinado a encontro para fins libidinosos” por “estabelecimento em que ocorra a exploração sexual”. 5. CPB. permitindo abranger não só os prostíbulos. Sujeito ativo: qualquer pessoa. hospedarias e até restaurantes. ou seja. Ação penal pública incondicionada. 4. força terror. . b) cafinflero: atuam pelo poder de sedução ou do amor. 230. habitualmente. Dolo. 1.226 O que está reprovado agora é a exploração. Sujeitos do crime. comportamentos que denotem exploração sexual. desde que destinados. A intenção do legislador parece ser punir também hotéis. 2. 6. Espécies: a) cafetão: utiliza a coação. à exploração sexual.

Ação penal. Conceito e objetividade jurídica. se dedicando à prostituição. por quem a exerça: é o rufianismo passivo. Duas ações nucleares típicas: a) tirar proveito da prostituição: é o rufianismo ativo.. O agente participa indiretamente do proveito da prostituição. .. É crime habitual.. Art. Ação penal pública incondicionada. no todo. 2. Dolo. Não é possível a tentativa. Liberdade sexual da pessoa humana. tem sua atividade explorada pelo rufião (ou rufia). Elementos objetivos do tipo. Consumação e tentativa. § 1º. CPB. ou dela recebe presentes. Emprego de violência. Sujeito passivo: a coletividade. Elemento subjetivo do tipo. vivendo às custas da meretriz. vestuário.: § 2º. 4. § 2º. A consumação ocorrerá com a prática de atos reiterados de obtenção de proveito ou de sustento por parte do rufião. ou em parte. b) fazer-se sustentar. moradia e outros benefícios de que necessita para sua manutenção. recebendo dinheiro. 3. como também quem. 231. Elementos objetivos do tipo. Não praticam o crime. TRAFICO INTERNACIONAL DE PESSOA PARA FIM DE EXPLORAÇÃO SEXUAL 1. grave ameaça. 6. fraude ou outro meio. O rufião obtém vantagem proveniente diretamente dos lucros auferidos pela prostituta. 5.227 d) gigolô: se serve gratuitamente da meretriz. alimentação. embora deles não necessite para seu sustento.

é bem jurídico indisponível. ao rapto. auxiliar. como sendo “no mínimo. adolescentes e adultos (oferta). a servidão ou a remoção de órgãos”. instrumento já ratificado pelo Estado brasileiro. envolvendo turistas nacionais e estrangeiros e . abrangendo toda espécie de exploração sexual. adaptando nossa legislação aos documentos internacionais. o alojamento ou o acolhimento de pessoas. à fraude. Exploração sexual: dominação e abuso do corpo de crianças. em rede de comercialização local e global (mercado). ao engano. servir de agente. em cidades turísticas nacionais. tráfico de pessoas significa: “o recrutamento. e por consumidores de serviços sexuais pagos (demanda). d) transportar: conduzir a determinado lugar. bem articulado.228 Duas são as ações nucleares descritas no caput: a) Promover: executar. f) alojar: por ou guardar. Nesse mesmo Protocolo encontramos a definição de exploração. escravatura ou práticas similares à escravatura. a transferência. efetuar diretamete. A lei 12015/09. por exploradores sexuais (mercadores). recorrendo à ameaça ou uso da força ou a outras formas de coação. c) comprar: obter mediante pagamento. turismo sexual (comércio sexual. sendo irrelevante o consentimento por parte daquele que se submete à ação delituosa. a exploração da prostituição de outrem ou outras formas de exploração sexual. ao abuso de autoridade ou à situação de vulnerabilidade ou à entrega ou aceitação de pagamentos ou benefícios para obter o consentimento de uma pessoa que tenha autoridade sobre oura para fins de exploração”. o trabalho ou serviços forçados. Repressão e Punição do Tráfico de Pessoas. tomas as medidas necessárias para prover a entrada ou a ou a saída. e) transferir: mudar de um lugar para outro. em especial de mulheres e crianças (2000). o transporte. alterou a finalidade do crime. ou por pais ou responsáveis. muitas vezes. b) Facilitar: ajudar. organizados. não mais restringindo à prostituição. Segundo o “Protocolo adicional à Convenção das Nações Unidas contra o Crime Organizado Transnacional relativo à Prevenção. No § 1º: a) agenciar: intermediar. A dignidade sexual. admitindo quatro modalidades: prostituição. b) aliciar: atrair.

228 do CP. obrigação de cuidado. 218-B do CP (revogando o art. cinema. . 244-A do ECA).). 241-A a 241-D. d) há emprego de violência. com o objetivo de forçar mulheres e adolescentes a entrar em situações sexualmente opressoras e exploradoras. Dolo + a finalidade especial relacionada à exploração sexual. Sujeito passivo: qualquer pessoa. No art. 3. compra e utilização de material pornográfico. 231-A pune-se o tráfico interno. mais precisamente nos arts. 241. c) se o agente é ascendente. não configura crime. Causas de aumento de pena. preceptor ou empregador da vítima. Elemento subjetivo do tipo. enteado. companheiro. e tráfico para fins sexuais (movimento clandestino e ilícito de pessoas através de fronteiras nacionais. de setores excluídos de países de terceiro mundo. 6. Consumação e tentativa. por lei ou outra forma. 231 pune-se a exploração sexual da espécie tráfico internacional de pessoas (criança. pornografia (produção. No art. não tiver o necessário discernimento para a prática do ato. em regra. por enfermidade ou deficiência mental. § 3º: + finalidade de obtenção de vantagem econômica. Sujeito ativo: qualquer pessoa. exibição. A exploração da prostituição de crianças e adolescentes está prevista como crime no art. para lucro dos aliciadores. b) a vítima. presente também na literatura. cônjuge. padrasto. A exploração da prostituição de adultos está tipificado no art. 240. 4. A pornografia de adultos. a) vítima menor de 18 anos. adolescente ou adulto). A pornografia envolvendo crianças e adolescentes foi incriminada no ECA. irmão. propaganda. madrasta. proteção ou vigilância. ou se assumiu. etc. Obs. venda. traficantes. 5. distribuição. Sujeitos do delito. grave ameaça ou fraude.229 principalmente mulheres jovens. tutor ou curador.

Elemento subjetivo do tipo. transferir. 5. Conceito e objetividade jurídica. A liberdade sexual da pessoa humana. aliciamento ou compra da pessoa traficada. Facilitar. Sujeitos do delito. Prostituição. 3. Território: art. ou com seu transporte. dispensando-se que pratique. admitindo flagrante a qualquer tempo. Tráfico interno de pessoa para fim de exploração sexual. Para alguns doutrinadores deve haver o efetivo exercício da prostituição. 4. §§ 1º e 2º. Art. transferência ou alojamento. 1.230 Consumação: para a maior parte da doutrina a consumação se dá com a entrada ou a saída da pessoa do território nacional.condutas equiparadas: agenciar. Ação penal. aliciar. sendo estas três últimas modalidades formas permanentes do crime. Elementos objetivos do tipo. Causas de aumento de pena. algum ato fruto da exploração sexual. transportar. Consumação e tentativa. § 1º . Sujeito ativo: qualquer pessoa. 2. Modalidades equiparadas do § 1º: o crime se consuma com o agenciamento. 5º. Promover. Fim de obter vantagem econômica: § 3º. 231-A. 6. É possível a tentativa. do CP. Dolo + fim de exploração sexual. alojar. . comprar. vender. Incisos I a IV: idênticas ao do artigo anterior. 7. A ação penal é pública incondicionada. efetivamente. Sujeito passivo: qualquer pessoa.

. Ato obsceno real . aliciamento. Dolo. Art. 232 . transporte.Elemento subjetivo do tipo. 61 da LCP. Ato obsceno simulado . III . é aplicável o disposto nos arts.Elementos objetivos do tipo. Art. Ação penal: pública incondicionada.Consumação e tentativa.praticado com espírito de emulação. 233 e 234. I . (Revogado pela Lei nº 12.015. Lugar exposto ao público. de 2009) Do ultraje público ao pudor. 223 e 224. Lugar público. compra.231 Consumação: depende do entendimento que se tenha a respeito do dolo. transferência ou alojamento (três últimas modalidades crime permanente). V . Ato obsceno. O legislador tem por fim proteger o sentimento de moralidade sexual vigente numa sociedade em determinado momento (pudor público). Generalidades. Praticar. 7. II .Sujeitos do delito. Conceito variável no tempo e no espaço. Art. por gracejo. Ato obsceno. IV . § 1º: com o agenciamento.Conceito e objetividade jurídica.(caput).Nos crimes de que trata este Capítulo. Lugar aberto ao público. 233 CPB.servindo de desafogo da luxúria do agente. Arts. É possível a tentativa.

§ único. . Crime comum. Não é necessário que o ato obsceno seja presenciado por outrem. 234 CPB. expor ao público. nem que o pudor público seja efetivamente atingido. Escrito ou objeto obsceno. 234. Adquirir.Pena e ação penal. VI . Art. Basta a possibilidade da ofensa ao pudor público.Elementos subjetivos do tipo. de perigo abstrato e instantâneo. qualquer objeto obsceno. desenho obsceno.232 Com a prática do ato que ofende a moralidade pública. Protege . nem que tenha ofendido o pudor dos assistentes. II . A tentativa é possível. Arts.Figuras típicas equiparadas.Conceito e objetividade jurídica. V . pintura obscena.Elementos objetivos do tipo. Exportar. estampa obscena. Dolo + elemento subjetivo . VII . Fazer. III . que alguém tenha acesso ao material. para a consumação. CPB. ter sob sua guarda. Tentativa é inadmissível. Basta a possibilidade de que tal aconteça. VI . O objeto material pode ser : escrito obsceno.se a moralidade pública sexual.Qualificação doutrinária. Importar. I . IV . Art. Não é necessário.Consumação e tentativa.Sujeitos do delito. 240 e 241 do ECA. distribuir.fim de comercializar.

IX da CF). CPB. com ele praticando infração penal ou induzindo-o a praticá-la: Pena: reclusão. CRIMES CONTRA A FAMÍLIA Generalidades. Traz duas novas majorantes. 234: restrição ao princípio da publicidade: arts.564 do Código Civil. Art. para impedir a violação à intimidade da pessoa. 1º da Lei 8072. cada qual com frações diferentes. Crime de perigo abstrato. Corromper ou facilitar a corrupção de menor de 18 (dezoito) anos. O Título VII está dividido em quatro capítulos: . VIII . incidindo sobre todos os capítulos do Título VI. 244-B. Capítulo VII. Aumento de pena. O adultério. de ação múltipla ou de conteúdo variado e comum. de 1 (um) a 4 (quatro) anos. 5º.233 VII .548 a 1. Disposições gerais. § 2º.Qualificação doutrinária. Alteração no artigo 244-B. definido no artigo 240.522 do Código Civil. § 1º. está revogado pela lei 11. inclusive salas de bate-papo da internet. LX e 93. Art. Sobre os impedimentos para o casamento ver artigos 1.Pena e ação penal. 234-A. Artigos 235 a 249 do CPB.521 e 1. Incorre nas penas previstas no caput deste artigo quem pratica as condutas ali tipificadas utilizando-se de quaisquer meios eletrônicos. “Art. Sobre a invalidade do casamento ver artigos 1.106/05. de 25/07/90. As penas previstas no caput deste artigo são aumentadas de 1/3 (um terço) no caso de a infração cometida ou induzida estar incluída no rol do art. do ECA.

II. não a validade do matrimônio anterior. Existência e vigência de anterior casamento. Separação judicial (desquite)– não extingue o casamento. Capítulo II – proteção à família. excluindo a adequação típica entre o fato e as elementares referentes aos casamentos anterior e posterior. assentada no princípio do casamento monogâmico. tutela e curatela. 3 – Elementos objetivos do tipo. I a VI. 1550. CC) ou anulável (arts. O casamento vigente pode ser nulo (arts. Capítulo III – proteção das regras relativas ao dever de assistência mútua entre os familiares. Capítulo IV – trata dos crimes contra a assistência familiar.§ 2º: especial causa de atipicidade. Cônjuge do primeiro casamento e o do segundo. CC) . I. I a VII.234 Capítulo I – Dos crimes contra o casamento. 1548. Sujeito passivo – Estado. Capítulo III – Dos crimes contra a assistência familiar. 4 – Elemento subjetivo do tipo. 1 – Conceito e objetividade jurídica. e 1521. no que diz respeito à segurança do estado de filiação. Sujeito ativo – é a pessoa casada. Capítulo I – proteção ao casamento monogâmico. caput. . Bigamia. 235. Capítulo IV – Dos crimes contra o pátrio poder (poder familiar). 2 – Sujeitos do delito. (§ 1º). Capítulo II – Dos crimes contra o estado de filiação. se de boa fé. O que se leva em conta é a vigência. CPB. Art. A declaração de nulidade opera retroativamente. A lei penal tutela a ordem jurídica matrimonial. CRIMES CONTRA O CASAMENTO Generalidades. Dolo. Erro de tipo. 5 – Consumação e tentativa. apenas a sociedade conjugal.

1521. 1550. 1548. não ocorrendo o crime em estudo nesses casos. Impedimentos – art. 1 – Conceito e objetividade jurídica. Erro essencial – arts. CC – possibilitam a anulação do casamento. CPB. II. Induzimento a erro essencial e ocultação de impedimento. 2 – Sujeitos ativo e passivo. Sujeito passivo – Estado e contraente enganado. É admissível a tentativa. 8 – Pena e ação penal. Sujeito ativo – qualquer pessoa. I a IV. 1523. O legislador protege a regular formação da família.235 Consuma-se no momento em que os nubentes manifestam o consentimento à vontade de casar. 3 – Elementos objetivos do tipo. Publicação dos proclamas e processamento da habilitação – atos preparatórios ou crime de falso. 111. CC. tornando-o nulo ou anulável. 236. Crime bilateral ou de encontro. ensejando sanções de outra natureza. I a VII. Art. I a VI. Art. CC – determinam a nulidade do casamento. 1556 e 1557. Induzir. 6 – Qualificação doutrinária. 7 – Prescrição. Art. CC. As causas suspensivas previstas no art. 1521. . Arts. consideradas relativamente aos requisitos e costumes universalmente aceitos no estado atual da civilização. CC). Art. Ocultar. É aquele que se refere à pessoa do outro ou sobre suas qualidades essenciais. Impedimento é todo obstáculo que a lei estabelece para celebração do casamento. 1514 e 1535. CC – Não podem casar as pessoas casadas: bigamia. CC. VI. não acarretam a nulidade ou anulabilidade do casamento. 1521. Art. CC. Duas condutas. Crime instantâneo de efeitos permamentes. IV. (art. CPB.

. 03 – Elementos objetivos do tipo. CPB. Tutela a lei penal a regular constituição da família. 237. 02 – Sujeitos ativo e passivo. 31. I a VII. A tentativa é inadmissível. 08 – Ação penal. É norma penal em branco. CC – bigamia. CPB. não se aplicando o art. 06 – Consumação e tentativa. Dolo. 05 – Qualificação doutrinária. Sujeito ativo – quem contrai casamento conhecendo a existência de impedimento absolutamente dirimente (art. CC). VI. 1521. Conhecimento prévio de impedimento. Art. com o casamento válido. É preciso que o sujeito ativo se case conhecendo a existência de impedimento que lhe cause a nulidade absoluta. Ação penal de iniciativa privada personalíssima. Sujeito passivo – Estado e cônjuge inocente. CPB. (§ único – condição de procedibilidade). 111. Crime instantâneo e comissivo. I. 01 – Conceito e objetividade jurídica. 09 – Pena e prescrição. 1521. Art. O crime se consuma no momento da realização do casamento incriminado. 07 – Condição de procedibilidade. 236. CPP.236 4 – Elemento subjetivo do tipo. Art. A morte do contraente enganado acarreta a extinção da punibilidade. É norma pena subsidiária com relação à do art.

02 – Sujeitos ativo e passivo.237 O tipo não exige que o agente aja com fraude. 01 – Conceito e objetividade jurídica. 03 – Elementos objetivos do tipo. Crime formal. Impedimento anterior for casamento – crime de bigamia (princípio da especialidade). É norma especial com relação à prevista no art. que não tem. 05 – Qualificação doutrinária. CPB. 04 – Elemento normativo do tipo. 328. Para a caracterização do crime são necessários atos inequívocos do agente no sentido de atribuir-se autoridade. dissimuladamente. Protege-se a regular formação da família. Falsamente – fingidamente. A simples omissão pode configurar o delito. para celebração de casamento. Simulação de autoridade para celebração de casamento. CPB. É crime instantâneo e formal. 238. 06 – Elemento subjetivo do tipo. Dolo. Consuma-se com a realização do casamento. 05 – Consumação e tentativa. Art. É expressamente subsidiária. 06 – Qualificação doutrinária. É possível a tentativa. 07 – Pena e ação penal. 04 – Elemento subjetivo do tipo. .

Simular – representar. 239. 06 – Pena e ação penal. É dar causa a uma falsa celebração do matrimônio. 08 – Pena e ação penal.238 Dolo.(Revogado pela Lei nº 11. Adultério Art. 02 – Sujeitos ativo e passivo. 05 – Consumação e tentativa. Consuma-se o crime pela simples conduta do agente que pratica ato inequívoco de atribuir-se a falsa autoridade. Simulação de casamento. Art. 01 – Conceito e objetividade jurídica. fingir. É possível a tentativa. Dolo. 03 – Elementos objetivos do tipo. de 2005) . 04 – Elemento subjetivo do tipo. Consuma-se com a efetiva simulação da cerimônia do casamento. A tentativa será possível quando o ato inequívoco puder ser fracionado. Objeto jurídico é a organização regular da família. CPB. 240 .. Crime expressamente subsidiário.106. Se a simulação do casamento não é realizada mediante engano de outrem a conduta será atípica. 07 – Consumação e tentativa.

IV. 1 – Conceito e objetividade jurídica. Originar. Promover – dar causa. Art. 241. É possível a tentativa. Dolo. 8 – Pena e ação penal. Segurança do estado de filiação. provocar. É crime instantâneo de efeitos permanentes. 1 – Conceito e objetividade jurídica.239 CAPÍTULO II DOS CRIMES CONTRA O ESTADO DE FILIAÇÃO Registro de nascimento inexistente. Supressão ou Alteração de Direito Inerente ao Estado Civil de recém-nascido. Sujeito passivo – Estado. mãe e sua prole. 111. CPB. 7 – Prescrição. 4 – Elemento subjetivo do tipo. Parto suposto. Sujeito ativo – qualquer pessoa. A conduta estará tipificada tanto na hipótese de se declarar nascida uma criança nunca concebida como se declarar nascido um natimorto. . Consuma-se com a inscrição no Registro Civil de nascimento inexistente. 2 – Sujeitos ativo e passivo. Art. CPB. 5 – Consumação e tentativa. 3 – Elementos objetivos do tipo. 6 – Qualificação doutrinária.

§ único. Dolo. Estado. Alteração de direito inerente ao estado civil de recém nascido: o núcleo do tipo é o verbo substituir. b) demais modalidades – qualquer pessoa. 242. 4 – Elementos subjetivos do tipo. 7 – Tipo privilegiado e perdão judicial. É indispensável que. A supressão que importa à lei penal é a do estado civil.240 Art. 6 – Consumação. É possível a tentativa. ocultação ou substituição (supressão ou alteração de direito inerente ao estado civil). . Art. à substituição das crianças. Sujeito ativo: a) dar parto alheio como próprio – mulher. sobrevenha uma alteração no estado civil de cada uma. ECA (Lei 8069/90). registro. Segurança e certeza do estado de filiação. Alteração e supressão de estado civil de recém nascido a finalidade especial de suprimir direitos inerentes ao estado civil do sujeito passivo. pouco importando que em deles seja natimorto. 3 – Elementos objetivos do tipo. CPB. CPB. Não é preciso que o nascimento seja oculto. Sujeito passivo: recém nascido. Art. que passará a usufruir o estado que não lhe compete. 5 – Qualificação doutrinária. Consuma-se o delito com a apresentação (parto suposto). 243. Basta a não apresentação do menor para assumir os direitos relativos ao seu status familiae. 2 – Sujeitos do delito. Suprimir direito inerente ao estado civil de recém nascido: por meio de ocultação. Registro de filho alheio: exige-se que o sujeito tenha promovido a inscrição no REgistro Civil do nascimento da criança. plurissubsistentes. Parto suposto: a ação consiste em atribuir-se a maternidade de filho alheio. que tem o sentido de troca física dos recém nascidos. Crimes instantâneos. 229.

com o fim de prejudicar direito inerente ao estado civil. largar. CPB. Sujeito passivo – Estado. Art. Dolo + especial fim de agir consistente na finalidade de prejudicar direito inerente ao estado civil do sujeito passivo. 4 – Elementos subjetivos do tipo. A ordem jurídica da família. Não basta o abandono. CPB. criança abandonada. 2 – Sujeitos do delito. 111. 3 – Elementos objetivos do tipo.241 8 – Pena e ação penal. 7 – Pena e ação penal. 9 – Prescrição. ou lhe atribua outra qualquer. Sonegação de estado de filiação. 6 – Qualificação doutrinária. CPB. 133. É preciso que o agente oculte ou altere a filiação do sujeito passivo. 1 – Conceito e objetividade jurídica. Crime material. de tendência. É possível a tentativa. 5 – Consumação e tentativa. É necessário que o sujeito oculte a verdadeira filiação do menor. em especial aquilo que diz respeito ao direito de filiação. mas sim a supressão ou alteração de seu estado civil. A lei não pune o simples abandono do menor. IV. 243. se a conhece. Deixar – abandonar. 134. Arts. . Consuma-se o crime com o abandono do menor e a ocultação ou falsa atribuição de filiação. Art. Sujeito ativo – qualquer pessoa.

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DOS CRIMES CONTRA A ASSISTÊNCIA FAMILIAR Abandono material. 1 – Conceito e objetividade jurídica. Lei nº 5.478/68 – dispõe sobre a ação de alimentos (arts. 19 e 22).. Lei nº 10.741/03. Não resulta da aplicação do art. 244 a prisão por dívida civil, proibida pela Constituição. A prisão a que alude o dispositivo não é a prisão por dívida civil, mas a resultante de inadimplemento de obrigação alimentar, na forma da lei. Art. 244. Deixar, sem justa causa, de prover a subsistência do cônjuge, ou de filho menor de 18 (dezoito) anos ou inapto para o trabalho, ou de ascendente inválido ou maior de 60 (sessenta) anos, não lhes proporcionando os recursos necessários ou faltando ao pagamento de pensão alimentícia judicialmente acordada, fixada ou majorada; deixar, sem justa causa, de socorrer descendente ou ascendente, gravemente enfermo: (Redação dada pela Lei nº 10.741, de 2003) Art. 244, CPB. Três condutas típicas. É um tipo misto cumulativo – concurso material. 2 – Objetividade jurídica. Proteção do organismo familiar. Procura-se garantir a subsistência e o amparo de seus membros. 3 – Sujeitos do delito. Sujeito ativo – apenas aquele que tem o dever legal de prover a subsistência do sujeito passivo, podendo ser o pai, a mãe, o cônjuge, o descendente, qualquer pessoa que deixa de socorrer ascendente ou descendente gravemente enfermo. Art. 5º, I; 226, § 5º, CF – a mulher tem os mesmos deveres do homem. Art. 1511, CC. Arts. 1565/1568, CC. Art. 1694, CC. Art. 1703, CC. Ordem estabelecida pela civil na obrigação de prestar alimentos: arts. 1696/1698, CC. Arts. 732, 733, e 852, CPC. Sujeito passivo – Estado, e todo aquele que, nos termos da lei penal, pode exigir a prestação do cônjuge ou parente.

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4 – Elementos objetivos do tipo. a) Deixar de prover à subsistência de filho menor de dezoito anos, ou inapto para o trabalho, ou ascendente inválido ou maior de sessenta anos, não lhe proporcionando os recursos necessários. A noção de meios de subsistência é mais restrita do que a de alimentos, no campo do direito privado, restringindo-se às coisa estritamente necessárias para a vida como alimentação, vestuário e habitação. Não inclui, portanto, as despesas de caráter simplesmente alimentar assim como a prestação de educação, diversão, etc. Não se condiciona o crime à decisão ou mesmo instauração de prévia ação de alimentos. b) Falta de pagamento de pensão alimentícia. A infração decorre do não pagamento dos alimentos estipulados pelo juiz, inclusive a pensão alimentícia fixada provisoriamente. É necessário que a recusa no pagamento da pensão esteja positivada com o vencimento dos prazos processuais para adimplemento da obrigação. c) Deixar de socorrer ascendente ou descendente gravemente enfermo. Art. 229, 2ª parte, CF. Art. 1696, CC – o direito à prestação de alimentos é recíproco entre pais e filhos e extensivo a todos os ascendentes. (ascendente inválido, maior de sessenta anos, ascendente gravemente enfermo). Lei 8971/94 – passou a ter direito também a alimentos a companheira comprovada de um homem solteiro, separado judicialmente, divorciado ou viúvo, que com ele viva há mais de cinco anos, ou dele tenha prole, reconhecido igual direito ao companheiro de mulher solteira, separada judicialmente, divorciada ou viúva. Arts. 1723 a 1726, CC – união estável. d) Frustra ou impede o pagamento de pensão. Arts. 133 a 136, CPB. Art. 99, lei 10741/03. 5 – Elemento subjetivo do tipo. Dolo. 6 – Elemento normativo do tipo. Sem justa causa. (Tipo penal anormal) 7 – Qualificação doutrinária. Crime permanente, omissivo puro. 8 – Consumação e tentativa.

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Crime omissivo puro (ou próprio), consuma-se em qualquer de suas modalidades, com a recusa do sujeito em ministrar à vítima os meios de subsistência necessários, ou em pagar a pensão alimentícia devida (respeitados os prazos processuais existentes para o pagamento). É impossível a tentativa. 9 – Detração penal. Art. 42, CPB. 10 – Pena e ação penal. Entrega de filho menor a pessoa inidônea. 1 – Conceito e objetividade jurídica. Art. 245, CPB. Protege-se o menor no que diz respeito à sua criação, assistência e educação, que é dever precípuo dos pais. Art. 1566, IV, CC. 2 – Sujeitos ativo e passivo. Sujeitos ativos – pais. No § 2º qualquer pessoa pode ser sujeito ativo. Sujeito passivo – filho menor de dezoito anos. 3 – Elementos objetivos do tipo. Entregar – deixar aos cuidados, sob a vigilância. Inidôneos – jogadores, prostitutas, vadios, ébrios habituais, mendigos, criminosos, etc. Exige-se que o sujeito passivo fique exposto a prejuízos materiais (danos físicos, doenças, males decorrentes de trabalhos excessivos, etc.) ou morais (em ambiente deletério à formação do caráter pela atividade que vai o menor exercer, pelos maus exemplos, etc.) Basta, porém, essa situação de perigo, que se presume diante das qualidades negativas da pessoa a quem foi entregue o menor, não se exigindo a lesão efetiva. § 2º - auxílio para enviar menor ao exterior com o fim de lucro. Art. 239, ECA. 4 – Elemento subjetivo do tipo. Dolo. Deve saber – dolo eventual.

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5 – Qualificação doutrinária. Crime de perigo abstrato, instantâneo. 6 – Consumação e tentativa. Consuma-se com a entrega do menor ao terceiro, não se exigindo que lhe resulte efetivo prejuízo. É possível a tentativa. 7 – Figura típica qualificada. §§ 1º e 2º. § 2º revogado tacitamente pelo art. 239 do ECA. (Pai e mãe – art. 238, § 1º, ECA.) 8 – Pena e ação penal. Abandono intelectual. 1 – Conceito e objetividade jurídica. Art. 246, CPB. Art. 208, I, CF. Art. 227, CF. Art. 229, CF. Art. 1634, I, CC. Tutela-se o interesse do Estado na instrução primária das crianças. 2 – Sujeitos ativo e passivo. Sujeitos ativos – pais da criança. (O Código penal refere-se a filho). Sujeito passivo – filho em idade escolar, que vai dos sete ao 14 anos. 3 – Elementos objetivos do tipo. Deixar de prover à instrução primária (de primeiro grau) do filho. Não há crime quando houver justa causa para a omissão. 4 – Elemento subjetivo do tipo. Dolo. 5 – Elemento normativo do tipo. Tipo penal anormal. Sem justa causa.

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6 – Consumação e tentativa. Consuma-se o crime com a omissão das medidas necessárias para que o filho em idade escolar receba a instrução, e o momento consumativo verifica-se com a decorrência de lapso temporal juridicamente relevante, sem que a ação seja praticada. Não é possível a tentativa (crime omissivo próprio ou puro). 7 – Qualificação doutrinária. Crime omissivo próprio, permanente. 8 – Pena e ação penal. Abandono moral. 1 – Conceito e objetividade jurídica. Art. 247, CPB. Protege-se a sadia formação moral do menor. 2 – Sujeitos ativo e passivo. Sujeitos ativos não só os pais e tutores, mas também todos os que exerçam poder, autoridade, guarda ou vigilância sobre o menor, como os depositários, preceptores, diretores de internatos, responsáveis por excursões, etc. Sujeito passivo – o menor de 18 anos. 3 – Elementos objetivos do tipo. Permitir – concordar, consentir. Indica conduta passiva. Difere do art. 245 onde a conduta é entregar. Freqüentar – necessidade de que haja reiteração nas visitas aos locais mencionados. Arts. 240 e 241, ECA. Art. 244 – A, ECA. Art. 60, § único, c, LCP. Em todas essas condutas não se exige que a permissão seja dada expressamente, bastando a omissão dolosa do sujeito ativo, ou seja, a sua concordância tácita. Devem os pais impedir essas condutas, solicitando providências às autoridades quando impotentes para coibi-las. Exige-se habitualidade.

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4 – Elementos subjetivos do tipo. Dolo. + para excitar a comiseração pública (inc. IV). 5 – Consumação e tentativa. A consumação pode ocorrer em duas situações diversas, ou seja, quando o sujeito ativo concede a permissão antes dos fatos ou quando tolera que os fatos continuem ocorrendo após tomar conhecimento deles. Se a permissão for dada antes o crime se consuma com a prática pelo menor da conduta que traga perigo a sua formação moral e a tentativa será admissível. Se a permissão for dada depois, o crime será omissivo puro, não admitindo tentativa. O momento consumativo, nesse caso, sra aquele em que ocorrer a permissão. 6 – Qualificação doutrinária. Crime instantâneo, de perigo abstrato. 7 – Pena e ação penal. CRIMES CONTRA O PÁTRIO PODER, TUTELA E CURATELA Generalidades. Pátrio poder: conjunto de direitos e deveres atribuídos aos pais, em relação à pessoa e aos bens dos filhos não emancipados, tendo em vista a proteção deles. Nos termos do novo Código Civil o pátrio poder é agora denominado poder familiar, estando disciplinados em seus arts. 1630 a 1638, CC. Tutela – art. 1728, I, II, CC. Curatela – art. 1767, I a V, CC. Induzimento a fuga, entrega arbitrária ou sonegação de incapazes. 1 – Conceito e objetividade jurídica. É tipo misto cumulativo. Três figuras típicas. A lei penal tutela o poder familiar, a tutela e a curatela. 2 – Sujeitos ativo e passivo.

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Sujeito ativo – qualquer pessoa. Sujeito passivo – pais, tutores, curadores, menores sujeitos ao poder familiar, tutela e curatela. 3 – Elementos objetivos do tipo. Induzir. Art. 249, CPB. Entrega arbitrária: o incapaz é confiado a guarda de pessoa não autorizada a recebe-lo. Sonegação de incapaz: são elementos objetivos do tipo a precedente posse ou detenção lícita do menor ou interdito e a recusa em entrega-lo a quem legitimamente o reclame. Nas três figuras típicas é irrelevante o consentimento do menor ou do interdito. Art. 359, CPB – desobediência a decisão judicial em ação penal. 4 – Elemento subjetivo do tipo. Dolo. 5 – Elementos normativos do tipo. Sem justa causa. Legitimamente. 6 – Consumação e tentativa. Induzimento – ocorre com a fuga. Entrega arbitrária – no ato da entrega do incapaz. Sonegação – no ato da recusa injustificada em entregar o menor ou interdito a quem legitimamente o reclame. É possível a tentativa nas figuras de induzimento a fuga e entrega arbitrária de incapaz. Na sonegação a tentativa é inadmissível. 7 – Qualificação doutrinária. Crime instantâneo, material – induzimento a fuga. Crime comissivo – entrega arbitrária. Crime omissivo puro e permanente – sonegação de incapaz. 8 – Pena e ação penal. Subtração de incapazes. 1 – Conceito e objetividade jurídica. Art. 249, CPB.

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É protegida a família com relação à guarda dos menores e interditos. É crime expressamente subsdiário. 2 – Sujeitos ativo e passivo. Sujeito ativo – qualquer pessoa. Sujeitos passivos – são os pais, tutores, curadores, e os próprios incapazes. 3 – Elementos objetivos do tipo. Subtrair. É indispensável que haja um deslocamento espacial do objeto material do delito (menor de dezoito anos ou interdito). É também elemento objetivo do tipo o dissenso dos pais, tutores, curadores ou pessoas que exerçam a guarda do menor de dezoito anos ou interdito em virtude de lei ou decisão judicial. 4 – Elemento subjetivo do tipo. Dolo. 5 – Consumação e tentativa. Consuma-se mediante a subtração contra a vontade de quem de direito, ou seja, quando o menor ou interdito é retirado da esfera de vigilância e proteção do responsável. É possível a tentativa. 6 – Qualificação doutrinária. É crime instantâneo, comissivo, material. 7 – Perdão judicial. Art. 249, § 2º, CPB. 8 – Pena e ação penal. CRIMES CONTRA A INCOLUMIDADE PÚBLICA GENERALIDADES

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O Código Penal Brasileiro objetivando garantir a segurança de todos os cidadãos, sem limitação e determinação de pessoas, contra danos físicos, morais e patrimoniais, tipificou os crimes contra a incolumidade pública. São crimes que provocam perigo a um número indeterminado de pessoas e, por isso, acarretando intranqüilidade generalizada. A coletividade é o interesse tutelado. Os interesses e bens particulares são protegidos apenas de maneira reflexa. Se do perigo resultante da conduta advier danos aos bens e interesses particulares, o dano, geralmente, funciona como qualificadora do delito-base. CRIMES DE PERIGO COMUM GENERALIDADES Perigo é a probabilidade de lesão de um bem ou interesse tutelado pela lei penal. Espécies: Individual e comum. Presumido e concreto. Dolo de perigo. Direto e eventual. Crimes de perigo comum punidos a título de culpa: incêndio culposo (art. 250, § 2º), explosão culposa (art. 251, § 2º), uso de gás tóxico ou asfixiante (art. 252, § único), desabamento ou desmoronamento culposo (art. 256, § único) e difusão de doença ou praga culposa (art. 259, § único). Art. 258, CPB. Resultados qualificadores nos crimes dolosos e culposos. Incêndio. 1 – Conceito e objetividade jurídica. Art. 250, CPB. O legislador procura proteger a incolumidade pública, ou seja, a segurança e a tranqüilidade de um número indeterminado de pessoas. 2 – Sujeitos ativo e passivo. Sujeito ativo – qualquer pessoa. Sujeito passivo – a coletividade.

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3 – Elementos objetivos do tipo. Causar – provocar. A conduta deve causar perigo a vida, a integridade física ou ao patrimônio de um número indeterminado de pessoas. Art. 163, CPB. Incêndio para provocar perigo a um número certo de pessoas – art. 132, CPB. 4 – Figuras típicas qualificadas. Art. 250, § 1º, I e II, do CPB. O incêndio qualificado pelo resultado morte ou lesão corporal de natureza grave, seja doloso ou culposo, está previsto no art. 258, do CPB. Diferença: crime preterdoloso e crime qualificado pelo resultado. 5 – Elementos subjetivo e normativo do tipo. Dolo de perigo. Culpa. Preterdolo. Forma dolosa – art 250, caput. Formas qualificadas - § 1º. Forma culposa - § 2º Preterdolo – Incêndio doloso com lesão corporal grave ou morte a título de culpa. Se o resultado estiver abrangido pelo dolo do agente – concurso formal. 6 – Consumação e tentativa. O crime de incêndio consuma-se com a provocação do perigo comum. É possível a tentativa.

7 – Qualificação doutrinária. Crime de perigo concreto, instantâneo e material. 8 – Pena e ação penal. CRIMES CONTRA A SAÚDE PÚBLICA GENERALIDADES

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Aqui o legislador tem por objetivo punir condutas que atentem contra a incolumidade pública, no particular aspecto da saúde do grupo social. Omissão de notificação de doença. 1 – Conceito e objetividade jurídica. Art. 269, CPB. É lei penal em branco. O legislador busca proteger a incolumidade pública, no aspecto da saúde do grupo social, ameaçada com a omissão do dever legal de notificação de doença à autoridade pública. 2 – Sujeitos do delito. Sujeito ativo – é crime próprio. Sujeito passivo – a coletividade. 3 – Elementos objetivos do tipo. O crime tem como elemento objetivo o fato do médico não comunicar à autoridade competente a doença, cuja notificação é compulsória. Autoridade competente – indicada nas leis e regulamentos. Doenças cuja notificação é compulsória – atos normativos. (Portaria nº 6259 de 30 de outubro de 1975, do Ministério da Saúde). Art. 154, CPB – violação de segredo profissional. 4 – Elemento subjetivo do tipo. Dolo. 5 – Consumação e tentativa. O crime consuma-se com a não-comunicação da doença à autoridade competente no prazo designado para tanto nos regulamentos ou outros atos normativos que versem sobre a matéria. No caso de não constar de tais atos normativos o prazo dentro do qual a notificação deve ser feita, o crime consuma-se com a prática de ato incompatível com a vontade de fazer a comunicação. Crime omissivo puro – a tentativa é inadmissível.

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6 – Qualificação doutrinária. Crime de perigo abstrato, omissivo puro. 7 – Pena e ação penal. Exercício ilegal da Medicina, Arte dentária ou Farmacêutica. 1 – Conceito e objetividade jurídica. Art. 282, CPB. Objeto jurídico é a incolumidade pública, no particular aspecto da saúde pública. 2 – Sujeitos do delito. Sujeito ativo – sem autorização legal e excedendo-lhes os limites. Sujeito passivo – coletividade. 3 – Elementos objetivos do tipo. Duas condutas: exercer sem autorização legal, e exercer excedendo-lhe os limites. Não basta a habilitação profissional. É preciso ainda o registro do título, diploma ou licença, ou seja, a habilitação legal. Este registro deve ser feito no Serviço Nacional de Fiscalização do Departamento Nacional da Saúde. Exercer profissão significa praticar, reiteradamente, atos próprios da ocupação especializada. Exigese a reiteração de tais atos, de forma a constituir um estilo ou hábito de vida. O exercício pode ser a título oneroso ou gratuito, mas se com o fim de lucro - § único. Exercício das seguintes profissões: médico, dentista ou farmacêutico. Outra profissão – art. 47 da LCP. Exercício ilegal de atividade hemoterápica – Decreto-lei nº 211, de 27-2-1967; art. 5º - tipifica o crime do art. 282, CPB. 4 – Figura típica qualificada. Art. 282, § único, CPB. 5 – Elemento subjetivo do tipo.

9 – Pena e ação penal. Meio secreto ou infalível. 282 e 283. CPB.254 Dolo. exposta a perigo com a conduta. em particular a saúde pública. CPB – diferenças. crime habitual. 3 – Elementos objetivos do tipo. crime comum e próprio. 2 – Sujeitos do delito. Art. 283. Objeto da tutela penal é a incolumidade pública. Crime de perigo abstrato. 6 – Elemento normativo do tipo. Arts. Sujeito passivo – a coletividade.§ único. . Cura – restabelecimento da saúde física ou psíquica. dentista ou farmacêutico. Inculcar – recomendar. propor. notícia. 8 – Qualificação doutrinária. 1 – Conceito e objetividade jurídica. Charlatanismo. indicar. Sem autorização legal. Fim de lucro . e que os meios apregoados sejam ineficazes. Anúncio – divulgação. O crime consuma-se com a caracterização da habitualidade da prática de atos privativos de médico. Sujeito ativo – qualquer pessoa. É indispensável que o charlatão apregoe a infalibilidade da cura prometida. 7 – Consumação e tentativa. A tentativa é inadmissível.

simples. Exige-se a habitualidade. Exercer o curandeirismo – exercitar. Art. É possível a tentativa. Consuma-se com a inculcação ou anúncio da cura. reiteradamente. . 284. 1 – Conceito e objetividade jurídica. vago e instantâneo. 3 – Elementos objetivos do tipo. ou aplicar habitualmente qualquer substância.255 Não exige habitualidade. CPB. comum. A lei tutela a saúde pública. por quem não possui nenhum conhecimento de medicina. Curandeirismo – É atividade grosseira de cura. arte dentária ou farmacêutica. Curandeirismo. Sujeito ativo – qualquer pessoa. 4 – Figura típica qualificada. 5 – Consumação e tentativa. Dolo. 4 – Elemento subjetivo do tipo. Art. pratica. A prática do ato uma só vez caracteriza o crime. Diferenças: exercício ilegal de medicina. Crime de perigo abstrato. § único. umbanda). charlatanismo e curandeirismo. É crime de perigo abstrato. Sujeito passivo – coletividade. Prescrever. 7 – Pena e ação penal. 284. independentemente de qualquer outro resultado. 6 – Qualificação doutrinária. ministrar. (espiritismo. CPB. 2 – Sujeitos do delito.

286 a 288 CPB. A tentativa é inadmissível. XVI. IV. Crime de perigo abstrato. de forma vinculada e comum. Art. Dolo. desde que tais atos se projetem no mundo exterior através de atos sensíveis. Art. CRIMES CONTRA A PAZ PÚBLICA Generalidades. habitual. Paz pública: sentimento de sossego. Incitação ao crime. 6 – Consumação e tentativa. Arts. II – Sujeitos do delito. 8 – Pena e ação penal. CF. I a III do art. tranqüilidade e segurança da coletividade. 286 CPB. 31 do CPB. 248 do CP. XVII. Objetividade jurídica – a paz pública. São crimes de perigo abstrato. Sujeito ativo – qualquer pessoa. O crime consuma-se com a reiteração de atos mencionados nos incs. Execução. Punição de atos preparatórios de outros crimes. 7 – Qualificação doutrinária. I – Conceito e objetividade jurídica. .256 5 – Elemento subjetivo do tipo. 5º. Art. Atos preparatórios. Cogitação. Consumação.

VII . Incitação à prática de crime contra a Segurança Nacional – art. por indeterminado número de pessoas. II – Sujeitos do delito. “Incitação indireta”. comum. Apologia de fato definido como crime. III – Elementos objetivos do tipo. lei 2889/56.Pena e ação penal. Não é necessária a individualização da vítima. 287 CPB. simples e vago. 3º. Consuma – se com a percepção. Art. IV – Elemento subjetivo do tipo.257 Sujeito passivo – a coletividade. que significa incitar. Admite qualquer meio de execução. Não se exige que o crime elogiado já tenha sido reconhecido por sentença irrecorrível. I – Conceito e objetividade jurídica. III – Elementos objetivos do tipo. de modo a ser percebida por um número indefinido de pessoas. É o dolo. provocar. Fato criminoso determinado e anteriormente ocorrido à apologia. A tentativa é possível. V – Consumação e tentativa. Incitação à prática de crime. 19. Fazer apologia significa elogiar. Apologia de crime ou criminoso. É irrelevante que o crime ao qual foram tais pessoas incitadas não seja praticado. enaltecer. Publicamente – a incitação deve ser feita em público. Crime vago. Publicamente. Incitação à prática de crime de genocídio – art. da incitação pública ao crime. lei 7170/83. Crime de perigo abstrato. Paz pública. Crime determinado. . Incitação por meio de imprensa – art. VI – Qualificação doutrinária. 23. lei 5250/67.açular. exaltar. IV. Núcleo do tipo – verbo incitar.

VII – Pena e ação penal. Admite qualquer forma de execução. para a consecução de um objetivo comum. 19. Cometido por meio de imprensa – art. IV. Sujeito passivo – qualquer pessoa. Os crimes podem ser da mesma espécie ou não. É possível a tentativa. vago. No mínimo quatro pessoas. de condutas paralelas. Quadrilha ou bando. lei 5250/67. Sujeito ativo – qualquer pessoa que se associe no mínimo a mais três pessoas. Consuma – se o crime com a percepção. É o dolo. lei 7170/83. Paz pública. Art. Apologia de crime contra a Segurança Nacional – art. § 2º. V – Consumação e tentativa. 22. Associação – é a união de pessoas de forma estável e permanente. IV – Elemento subjetivo do tipo. I – Conceito e objetividade jurídica. por indefinido número de pessoas dos elogios endereçados a crime determinado e anteriormente praticado ou a autor de crime. plurissubjetivo. Não configura a associação momentânea para o fim de cometer delitos. . III – Elementos objetivos do tipo. Exige – se a estabilidade e permanência da associação. Quadrilha e bando – expressões sinônimas. Crime de perigo abstrato. Incluem – se os inimputáveis. II – Sujeitos do delito. 288 CPB. simples.258 A apologia ao sujeito autor do crime anteriormente realizado deve se referir à conduta criminosa deste e não sobre os seus atributos morais e intelectuais. VI – Qualificação doutrinária. instantâneo. Crime continuado. Crime de concurso necessário.

Delegado de Polícia. 14. Art. devendo ser aplicado. Maior periculosidade e temibilidade dos componentes do bando. da lei 8072/90. não é necessário que o bando tenha cometido algum crime. 8º. lei 8072/90 – bando formado para cometer crimes hediondos (art. Apenas derrogado quanto a pena. uma vez que o legislador pune atos preparatórios. Dolo + elemento subjetivo do tipo = para o fim de cometer crimes. 14 foi revogado? 03 posições. É crime independente dos crimes que venham a ser praticados pela associação. terrorismo e tráfico de entorpecente (arts. 8º. V – Quadrilha organizada para fins criminosos específicos. . Distinção. VIII – Quadrilha ou bando e concurso de pessoas. 288 CPB – crimes indeterminados. Art. O art. § único. 1º da lei 8072/90). § único. É preciso verificar as circunstâncias do caso concreto. Assim. Promotor. Bando para a prática de crime de tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins – art. Delação premiada ou traição benéfica – art. Não é necessário que todos estejam portando armas. Arma – própria e imprópria. Sim. A tentativa é inadmissível. A quantidade da diminuição varia de acordo com a maior ou menor contribuição causal do sujeito no desmantelamento do bando. lei 8072/90 e art. 288. lei 6368/76. Não. Art. 8º. No momento da associação de mais de três pessoas para a prática de crimes ou no momento em que alguém ingressa na organização criminosa antes organizada. 8º da lei 8072/90. Autoridades – Juiz. É necessário que o bando tenha começado a operar. VII – Consumação e tentativa. prática de tortura (lei 9455/97). Alcança apenas o crime de quadrilha ou também os praticados pelo bando ? VI – Causa de aumento de pena.259 IV – Elementos subjetivos do tipo. 12 e 13 da Lei 6368/76). A efetiva associação deve ser demonstrada por atos sensíveis no mundo exterior. por ser menos gravosa a do art.

emendas. O documento. Pode dar – se por alteração: o sujeito modifica o documento verdadeiro. .emendas.Objetividade jurídica genérica. de concurso necessário. sem tocar no documento original. falsa é a idéia que ele contém. DOS CRIMES CONTRA A FÉ PÚBLICA PRINCÍPIOS GERAIS. Pessoa física ou jurídica que vem a sofrer o dano ou a potencialidade de sua ocorrência. por falsificação: o agente cria um documento antes inexistente. sobre o conteúdo das idéias. Crime de perigo abstrato. substituição de palavras. etc. Daí também chamar-se falso ideal. Sujeito ativo – qualquer pessoa. excluindo parte do seu conteúdo. Pode ser total ou parcial. I . XI – Pena e ação penal. por intermédio da legislação pública ou privada. números. objetos. II – Sujeitos do delito. 302 CPB. aos quais o Estado. Sujeito passivo – Estado (principal). Aspecto subjetivo – confiança a priori que os cidadãos depositam na legitimidade dos sinais. De forma secundária é protegido o patrimônio do sujeito passivo que. eventualmente. documentos. Aspecto objetivo – autenticidade documental. venha a receber o objeto material. Inexistem rasuras. permanente e simples. crie um outro falso. Pode acontecer também que o agente. etc. Distinção entre falsificação parcial e alteração. atribui valor probatório. b)Pessoal. X – Qualificação doutrinária. conferindo-lhe um aspecto diferente. formal ou ideológica – o vício incide sobre as declarações que o objeto material deveria possuir. é verdadeiro. acrescentando – lhe algo etc. III – Falsidade material ou ideológica. borrões. Fé pública.260 IX – Quadrilha ou bando e concurso de crimes. Distinção entre falsidade material e ideológica. omissões ou acréscimos. O sujeito modifica as características originais do objeto material por meio de rasuras. Exceção : art. A falsidade pode ser: a)Externa ou material – o vício incide sobre a parte exterior do documento recaindo sobre o elemento físico do papel escrito e verdadeiro. sob o aspecto material.

296. caput. Dolo. Circulação de moeda falsa. Dolo. VI – Concurso de crimes. . CPB. Potencialidade de dano. CPB). Imitação da verdade: deve ser idônea. Momento consumativo e tentativa. VI – Qualificação doutrinária. caput. Art. Figura típica privilegiada. II – Sujeitos do delito. III – Elementos objetivos do tipo. Falsificar : fabricação ou alteração (devem ser idôneas e ter presente a potencialidade de dano). Conceito e objeto jurídico. Falsidade material – arts. 299. 289. § 1º e 303. Art. CPB : dolo. Objeto material.261 IV – Características dos crimes de falsidade. § 1º. IV – Elemento subjetivo do tipo. Os crimes são em sua maioria formais. Moeda de curso legal no país e deve constituir meio de pagamento. Imitação ou alteração sobre fato juridicamente relevante. VII – Potencialidade lesiva. Caso grosseira pode caracterizar estelionato. CPB. Da moeda falsa. I – Conceito e objetividade jurídica. § 2º. V – Elementos subjetivos do tipo. Falsidade ideológica – dolo + elemento subjetivo : “com o fim de (art. CPB. Crime de ação múltipla. Art. Sujeitos do delito. Alteração da verdade: para apresentar como verdadeiro o que é falso. V – Consumação e tentativa. 289. Elementos objetivos do tipo. 301. 297. Elemento subjetivo do tipo. Conceito e objeto jurídico. 289.

V . 293 . Elementos objetivos do tipo. Elementos objetivos do tipo. Consumação e tentativa. Petrechos para falsificação de moeda. de 2004) II . II – Sujeitos do delito. § 3º.035. Elemento subjetivo do tipo. Art. Art. 291 CPB. . III . I – Conceito e objetividade jurídica. guia. (Princípio da consunção). alvará ou qualquer outro documento relativo a arrecadação de rendas públicas ou a depósito ou caução por que o poder público seja responsável. Falsificação de papéis públicos Art. Elementos subjetivos do tipo: dolo + conhecimento da falsidade do objeto material + recebido de boa-fé. Momento consumativo e tentativa. Desvio e circulação antecipada. fabricando-os ou alterando-os: I – selo destinado a controle tributário. Elemento subjetivo do tipo. III – Elementos objetivos do tipo. CPB. recibo. Conceito e objetividade jurídica. Fabricação ou emissão irregular de moeda. 289. VI – Absorção penal. (Redação dada pela Lei nº 11. IV – Elemento subjetivo do tipo.vale postal. papel selado ou qualquer papel de emissão legal destinado à arrecadação de tributo.Falsificar. IV . Sujeitos do delito. V – Momento consumativo e tentativa. Conceito e objeto jurídico. Sujeitos do delito. Elementos objetivos do tipo.cautela de penhor. Momento consumativo e tentativa. caderneta de depósito de caixa econômica ou de outro estabelecimento mantido por entidade de direito público.talão. VII – Penas e ação penal.papel de crédito público que não seja moeda de curso legal. XI – Penas e ação penal.262 Sujeitos do delito.

035. qualquer dos papéis a que se refere o parágrafo anterior. II – Objetividade jurídica. porta ou.035. de 2004) a) em que tenha sido aplicado selo que se destine a controle tributário. § 4º . adquire. I – Conceito. IV – Conceito de documento. cede. de dois a oito anos. mantém em depósito. de 2004) Falsificação de documento público. carimbo ou sinal indicativo de sua inutilização: Pena . empresta. vende. e multa. expõe à venda. guarda. qualquer dos papéis falsificados ou alterados. fornece ou restitui à circulação selo falsificado destinado a controle tributário. exporta. embora recibo de boa-fé. Fé pública no tocante aos documentos públicos e aos que lhes são equiparados por força de lei. (Incluído pela Lei nº 11. fornece. de 2004) b) sem selo oficial. exporta. troca. nos casos em que a legislação tributária determina a obrigatoriedade de sua aplicação.bilhete. a que se referem este artigo e o seu § 2º. empresta. § 1º. (Incluído pela Lei nº 11.035. (Incluído pela Lei nº 11. guarda. CPB.Quem usa ou restitui à circulação. § 3º . por Estado ou por Município: Pena . vende. falsificado. incorre na pena de detenção. § 1o Incorre na mesma pena quem: (Redação dada pela Lei nº 11. qualquer forma de comércio irregular ou clandestino.Suprimir. . no exercício de atividade comercial ou industrial.Incorre na mesma pena quem usa. Art. Art. guarda. ou multa. troca. em qualquer desses papéis. quando legítimos. 297. para os fins do inciso III do § 1o. adquire.035. de 2004) § 2º . depois de alterado.reclusão. passe ou conhecimento de empresa de transporte administrada pela União. possui ou detém qualquer dos papéis falsificados a que se refere este artigo. com o fim de torná-los novamente utilizáveis. praças ou outros logradouros públicos e em residências. § 5o Equipara-se a atividade comercial. de 2004) III – importa.035. e multa.263 VI .035. utiliza em proveito próprio ou alheio. 297 CPB. depois de conhecer a falsidade ou alteração. de 2004) I – usa. (Incluído pela Lei nº 11. de qualquer forma. inclusive o exercido em vias. de 2004) II – importa. III – Sujeitos do delito. cede. de um a quatro anos. produto ou mercadoria: (Incluído pela Lei nº 11. de seis meses a dois anos. (Incluído pela Lei nº 11.reclusão.035.

Documento público – para os efeitos penais é o documento expedido na forma prescrita em lei. traslados.§ 2º. que possa ser transportada e transportável. 327 CPB). 5) relevância jurídica do escrito – a expressão do pensamento nele contido tenha possibilidade de gerar conseqüências no plano jurídico. Deve ser capaz de iludir o homem médio. Requisitos: 1) deve ser feito sobre coisa móvel. 4) autor identificado. VI – Elemento subjetivo do tipo.264 Em sentido amplo – é o objeto idôneo a servir de prova. que significa garantia de fixidez e inalterabilidade. Latíssimo sentido – é a materialização do pensamento humano aplicado às artes. etc. fundando ou amparando pretensão jurídica ou provando fato juridicamente relevante. Falsificar. Substituição de fotografia em documento de identidade – segundo a jurisprudência caracteriza o crime de falsificação de documento público.deve constituir expressão do pensamento. Documentos públicos equiparados . 2) caráter de autenticidade. podendo provar um fato ou a realização de algum ato dotado de significação ou relevância jurídica. cédula de identidade. às ciências ou às relações do Estado com os indivíduos e dos indivíduos entre si. no exercício de suas atribuições. Outro entendimento – falsa identidade (art. carteira funcional. O documento falso deve apresentar – se com a aparência de verdadeiro. pois constitui ela parte juridicamente relevante do documento. 6) potencialidade de dano material ou moral – possibilidade de prejuízo. São documento públicos – as cópias autênticas. . que inclui não só o escrito. por funcionário público (art. um fragmento de metal. VII – Consumação e tentativa. 3) forma escrita . Dolo.307 CPB). Sentido estrito – toda peça escrita que condensa graficamente o pensamento de alguém. certidões. mas não é indispensável que se trate de papel. V – Elementos objetivos do tipo. Necessidade do exame de corpo de delito. 7) imitação da verdade – imitatio veritatis – falsificação idônea para iludir um número indeterminado de pessoas. Falsificação total e parcial. Alterar. fotocópias e xerocópias autenticadas ou conferidas dos documento originais. Instrumento – documento especialmente destinado a servir de meio de prova. mas também uma pedra. carteira nacional de habilitação. havendo alteração dos efeitos jurídicos do documento.

Art. Crime plurissubsistente. VIII – Crime praticado por funcionário público. o patrimônio e a fé pública. b) falsificação como post factum impunível. É controvertida na doutrina a possibilidade da tentativa. c) Há concurso material entre o falso e o estelionato – há lesão há duas objetividades jurídicas. peculato. sendo que o falso e o estelionato estão no contexto de uma única conduta causadora de dois resultados. 298. seja para atestar qualquer outra manifestação de vontade. Hipótese de crime de falso ser praticado para encobrir crime anteriormente praticado (apropriação indébita. III – Sujeitos do delito. II – Objetividade jurídica. . ainda quando expressivo de ato unilateral. para vender a coisa subtraída: a)concurso material. criando uma obrigação. b) Configura no caso o crime de falso ou uso do documento falso. Duas posições: a)exaurimento de crime anterior ou post factum não punível. sem interferência de funcionário público no exercício de suas funções.265 Consuma – se com a falsificação ou alteração. I – Conceito. I – Falso e estelionato. Fé pública – a confiança das pessoas na sua autenticidade.). IV – Tipo objetivo. Documento particular: o que é feito ou assinado por particulares. CPB. Falsificação após o furto. IX – Concurso.(Súmula 17 do STJ). crime-fim. 297. Art. d) Há concurso formal de dois crimes – há dois resultados. 04 posições: a) O estelionato. etc. Falsificação de documento particular. § 2º. independentemente do uso ou qualquer conseqüência ulterior. ou para encobrir outras infrações penais. absorve o falso. seja para estabelecer um laço jurídico. b) há dois crimes autônomos em concurso material. O falso é punido mais severamente que o crime de estelionato e portanto não pode ser absorvido por ele. O estelionato é exaurimento do falso. em especial o estelionato. Falsificação e o uso de documento público ou particular para a prática de outros crimes. Falsificar e alterar.

V – Elemento subjetivo do tipo. Outra decisão: falsum como post factum impunível. 297 § 2º equipara documentos particulares aos públicos. 297 CPB. 03 condutas: omitir declaração. I – Conceito e objetividade jurídica. ou se obtém por exclusão: é o documento não reconhecível. 299. CPB. Para a existência do crime é preciso o documento particular tenha relevância jurídica. Falsidade material e ideológica – arts. . Falsidade ideológica. Faz inserir – inserção indireta e falsidade mediata. caput. 298 e 299 CPB.266 Como o art. Falso para dissimular a apropriação indébita – concurso material. ser capaz de criar obrigação. Documento público – art. Como o estelionato tem pena de multa superior. inserir e fazer inserir. deve absorver o falso. Dolo. VI – Consumação e tentativa. por si só ou em comparação com outros fatos ou circunstâncias. II – Sujeitos do delito. 297 CPB. Documento particular – art. Omitir – crime omissivo. A falsidade deve ser idônea e possuir potencialidade lesiva (a declaração falsa ou a omissão deve. Protege – se a fé pública no que se refere à autenticidade do documento em seu aspecto substancial. nem mesmo por equiparação como público. a fórmula para definir documentos particulares tem cunho negativo. prejudicar direito ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante). imitatio veritatis (possibilidade objetiva de enganar o homem médio). Insere – inserção direta e falsidade imediata. VIII – Concurso. VII – Distinção. 298 CPB. Art. Soluções idênticas às do art. e potencialidade de dano como conseqüência da falsificação. Consuma – se com a simples editio falsi. A falsidade deve recair sobre fato ou circunstância cuja veracidade o documento tem a destinação de provar. III – Elementos objetivos do tipo. Existência de tentativa é controvertida.

X – Pena e ação penal. 300. Reconhecer – significa afirmar a veracidade da assinatura ou letra da pessoa e conferir fé ao documento em que ela é aposta. Art. II – Sujeitos do delito. III – Elementos objetivos do tipo. Falso reconhecimento de firma ou letra. . CPB. IV – Elemento subjetivo do tipo. VI – Momento consumativo e tentativa. V – Elementos subjetivos do tipo. escrevente de tabelionato. 241 e 242 do CPB. Falsidade ideológica e sonegação fiscal. Usuário é o falsário – princípio da consunção.) (crime próprio). I – Conceito e objetividade jurídica. Protege-se a fé pública. Arts. Assentamentos – lei 6015/73. por semelhança e indireto. Falsidade ideológica e estelionato.267 Sujeito ativo particular – a existência do delito depende de que tenha o dever jurídico de declarar a verdade. VIII – Crime cometido por funcionário público. etc. VII – Falsidade de registro civil. Firma – assinatura. Reconhecimento: autêntico. Sujeito passivo – Estado e secundariamente quem sofre a lesão material. V – Momento consumativo e tentativa. IV – Abuso de folha em branco. Sujeito ativo – funcionário público que tem a função específica de reconhecimento de firma ou letra (tabelião de notas. Dolo. IX – Concurso de crimes. Letra – manuscrito.

independentemente de qualquer resultado. Atestado – documento que traz em si o testemunho de um fato ou circunstância no exercício das atribuições de quem o emite. É crime formal. ficando absorvido o de uso (art. 301. Certidão ou atestado falso. CPB. I – Conceito e objetividade jurídica. . É modalidade típica de falsidade ideológica. É possível a tentativa. Exemplos: atestado de antecedentes para inscrição em concurso público. II – Sujeitos do delito. Certificar – convencer da certeza de algo. Só pode ser sujeito ativo o funcionário público no exercício do ofício. como jurado. consumando-se com o ato do reconhecimento. 304). afirmar alguma coisa em caráter oficial. a outra vantagem também deve ter caráter público. III – Elementos objetivos do tipo. etc. no exercício de suas atribuições oficiais. Se a mesma pessoa falsifica e usa o objeto material. Sujeito ativo – crime próprio. também de natureza pública. total ou parcialmente. Atestar – provar. Art. Protege-se a fé pública. responde por um só delito.268 É crime formal. certificado de serviço prestado ao Tribunal do júri. Atestação ou certificação originária. VI – Pena e ação penal. A certidão tem por fundamento um documento guardado na repartição pública. o de falsidade. ou seja. Certidão – é o documento pelo qual o funcionário. ou nela em tramitação. afirma a verdade de um fato ou circunstância contida em documento público ou transcreve o conteúdo do texto. O atestado constitui um testemunho ou depoimento por escrito do funcionário público sobre um fato ou circunstância. Interpretação analógica: a outra vantagem deve ter a mesma natureza dos fatos mencionados na exemplificação.

usados. É possível a tentativa. Crime formal. Falsidade de atestado médico. Além disso. 8 – Figura típica qualificada. 301. a obtenção da vantagem de natureza pública pretendida. Conceito: Art. Art. Dolo. CPB. § 1º. Sujeito ativo – qualquer pessoa. 301. por qualquer circunstância. . CPB. 9 – Penas e ação penal. 6 – Consumação e tentativa. inclusive o funcionário público expedidor do documento. não haverá delito se não constituírem requisitos da obtenção da vantagem de natureza pública pretendida.269 O fato e a circunstância objeto da atestação devem estar relacionados com a pessoa a que são destinados. Falsidade. É possível a tentativa. 7 – Falsidade material de atestado ou certidão. 4 – Elemento subjetivo do tipo. I – Conceito e objetividade jurídica. § 2º. Consuma-se no momento em que o atestado falso ou certidão falsa é entregue a terceiro (destinatário ou interessado). Há crime ainda que o atestado ou certidão não sejam empregados para o fim desejado ou que. 5 – Elemento normativo do tipo. O objeto material é certidão ou certificado emitido por funcionário público. É espécie de falsidade material. O elemento subjetivo é o dolo + elemento subjetivo do tipo (a conduta é realizada com o fim do documento constituir “prova de fato ou circunstância que habilite alguém a obter” as vantagens de natureza pública descritas na figura típica). não permitam. A consumação ocorre com a efetiva falsificação.

301. etc. II – Sujeitos do delito. VII – Penas e ação penal. CPB (corrupção passiva). Sujeito passivo – Estado e quem sofre o dano. É uma forma típica de falsidade ideológica. desde que o atestado habilite o terceiro a obter qualquer vantagem de natureza pública. como a morte. Médico falsifica e usa – o uso fica absorvido. O atestado deve ser por escrito. Precisa ser fornecido no exercício da profissão. exigindo-se. 302. V – Momento consumativo e tentativa. O atestado pode ser total ou parcialmente falso e incide sobre fato ou circunstância verdadeiros ou fictícios. Sendo o médico um funcionário público – art. materialmente autêntico e ideologicamente falso. Basta a intenção de obter o lucro com o fornecimento do atestado falso. VI – Tipo qualificado. O médico fornece (dá) atestado falso. por isso. Sendo o médico funcionário público – art. De modo geral cuida-se de atestado de saúde ou de constatação de uma doença. Deve sempre incidir sobre algo juridicamente relevante. Procurou o legislador impedir que o médico forneça atestado falso. causa da morte. causa de uma moléstia. Dolo. É possível a tentativa. IV – Elemento subjetivo do tipo. Consuma-se no momento em que o médico entrega o atestado falso ao interessado.270 Art. O médico pode atestar a existência de um fato irreal ou negar a existência de um fato ou circunstâncias reais. Pode ser também referente a fatos diversos. 317. CPB. Protege-se a fé pública. III – Elementos objetivos do tipo. que seu conteúdo esteja relacionado com o fato que compete ao médico verificar. . CPB. Sujeito ativo – só pode ser praticado por médico. os efeitos de uma doença ou lesão física. Crime próprio.

Uso judicial ou extrajudicial. A destruição exclui o furto. Sujeito passivo – Estado e quem sofre o dano efetivo. I – Conceito e objetividade jurídica. III – Sujeitos do delito. CPB. Destruir – extinguir. 305. Tratando-se de documento judicial ou processo. Estelionato e uso. 304 CPB.271 Uso de documento falso. I – Conceito e objetividade jurídica. Crime formal. É crime remetido – faz referência a outro (s). IV – Elemento subjetivo do tipo. Exige – se o uso efetivo. A supressão também absorve a apropriação indébita antecedente. O crime de dano também é absorvido. Art. CPB. O objeto material deixa de existir. Falsificação e uso. A existência do uso depende do falso. Art. V – Momento consumativo e tentativa. II – Supressão de documento e outros crimes. Protege-se a fé pública no que concerne à segurança jurídica dos documentos como meio de prova. II – Sujeitos do delito. Lei 8137/90. IV – Elementos objetivos do tipo. Supressão de documento. . 356. Conduta – fazer uso de documento falso como se fosse verdadeiro. eliminar. Sujeito ativo – qualquer pessoa. VI – Concurso de crimes. III – Elementos objetivos do tipo. sendo o sujeito ativo procurador ou advogado – art.

ou quando. 348. O crime consuma-se com a realização das condutas de destruir. Falsa identidade. com a presença de manchas. Em sentido estrito só existe supressão quando o sujeito subtrai o objeto material impedindo o conhecimento do seu conteúdo ou o seu uso por quem de direito. É possível a tentativa. CPB). CPB). VI – Consumação e tentativa. 347. etc. ou favorecimento pessoal (art. de que o sujeito otenha o proveito ou cause prejuízo. para a consumação. É crime formal. O benefício e prejuízo visados pelo agente podem ser de ordem material ou moral. Atribuir – se ou atribuir a terceiro falsa identidade. III – Sujeitos do delito. Em sentido amplo a supressão abrange a destruição e a ocultação. Sendo falso o documento podem ficar caracterizados os crimes de fraude processual (art. Ocultar é esconder. Não há necessidade. 307 CPB. IV – Elementos objetivos do tipo. A vantagem e o dano podem ser de ordem material ou moral. Dolo mais elemento subjetivo do tipo. V – Elementos subjetivos do tipo. VII – Penas e ação penal. O objeto material deve reunir as condições de documento e ser verdadeiro. . Identidade. ocultar ou suprimir o objeto material. Não há crime quando a conduta visa à cópia autêntica do documento que ainda existe. V – Elementos subjetivos do tipo. riscos. I – Conceito e objetividade jurídica. O documento pode ser público ou particular.272 Suprimir – fazer desaparecer sem que haja destruição ou escondimento. Art. II – Subsidiariedade expressa. Dolo + em benefício próprio ou de outrem. ou em prejuízo alheio. não se possa ler a documentação.

Uso de documento de identidade alheia. Objetos materiais – interpretação analógica. Art. Crime de mera conduta. III – Objetividade jurídica. VII – Momento consumativo e tentativa. Trata-se de crime autônomo. V – Sujeitos do delito.273 VI – Elemento normativo do tipo. independente da receptação do veículo automotor. I – Conceito e objetividade jurídica. Fé pública. 68. Subtipo do crime de falsa identidade. Duas condutas típicas. Art. § único da LCP. VIII – Falsa identidade e outras infrações penais. São os sinais identificadores do veículo automotor. 311. Sujeito passivo – Estado. 308 CPB. Art. Art. Falsidade. IV – Elementos objetivos do tipo. Sujeito ativo – crime comum. II – Subsidiariedade expressa. Arts. Sendo funcionário público (§§ 1º e 2º). 328 CPB. I – Conceito e objetividade jurídica. IV – Objetos materiais. Crime formal. Adulteração de sinal identificador de veículo automotor. II – Autonomia típica. III – Sujeitos do delito. CPB. 45 e 46 LCP. . VI – Momento consumativo e tentativa. V – elemento subjetivo do tipo.

327 e §§ do CPB. . no sentido de bem estar e do progresso de toda a sociedade. VIII – Consumação e tentativa. Adulterar. X – Penas e ação penal.Função pública. II – Classificação. Art. Cargo Público.274 VI – Condutas típicas. Pretende o legislador proteger o normal desenvolvimento da máquina administrativa em todos os setores de sua atividade. IX – Crime funcional (§ 1º). (para os efeitos penais – funcionário público apenas como sujeito ativo). De forma secundária protege – se também o interesse particular. IV – Conceito de funcionário público. Espécie do gênero crime próprio. I – Objetividade jurídica genérica. III – Crimes funcionais. VII – Elemento subjetivo do tipo. Classificação: crimes funcionais próprios e crimes funcionais impróprios. Administração Pública (sentido amplo) – conjunto das funções realizadas pelos órgãos do poder público. Os crimes contra a Administração Pública estão classificados em três grupos. Dolo. Emprego público. remarcar. Proíbe –se a conduta ilícita dos agentes do poder público (“intranei”) como a dos particulares (“extranei”). DOS CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Princípios gerais. Funcionário público. São os que só podem ser cometidos por aqueles que exercem funções públicas.

com denominação própria. Emprego público – é o que decorre de serviço temporário com contrato em regime especial ou de acordo com a CLT. Se o crime estiver relacionado com licitação pública: art.Elemento subjetivo dos tipos. 84. Para a caracterização de alguém como funcionário público. em número certo e pago pelos cofres da entidade estatal a que está vinculado. Será considerado funcionário público o sujeito ativo de crime que exercer cargo. fundação pública e serviços sociais autônomos(entidades paraestatais). da lei 8666/93. VIII . 29 e 30 do CPB. § 2º. caput. lei 8666/93. § 2º. V . A posição restritiva deve ser abandonada. Arts. Dos crimes praticados por funcionário público contra a administração em geral. . Função pública – é o conjunto de atribuições que o poder público impõe aos seus servidores para a realização de serviços no plano do Poder Judiciário.Causa de aumento de pena. Peculato. importa apenas a natureza da função por ele exercida. VII . sociedade de economia mista. bem como aqueles que trabalham em empresas concessionárias ou permissionárias de serviços típicos da Administração Pública. 84. emprego ou função pública em autarquia. Posição recente do STF. Alteração do § 1º pela lei 9983/00.275 Funcionário público – é a pessoa legalmente investida em cargo público. criado por lei.Funcionário público por equiparação. 327. atribuições específicas. Executivo ou legislativo. Cargo público – é o lugar instituído no funcionalismo.Concurso de agentes. Art. Dolo (eventual). empresa pública. VI . Na antiga redação do § 1º existiam duas posições: ampliativa e restritiva. Crime relacionado com licitação pública praticada por funcionário público: art.

§ 3º . de natureza moral ou patrimonial. Funcionário público. III – Sujeitos do delito.peculato culposo. Hipóteses do tipo: subtrair ou concorrer para que outrem subtraia. Apropriação indébita cometida por funcionário público “ratione officii”. 312 CPB. Art. Peculato de uso. Duas condutas: apropriação e desvio. VIII – elemento normativo do tipo. Art. Dolo + animus rem sibi habendi = intenção definitiva de não restituir o objeto material e de obter um proveito próprio ou de terceiro. II – Figuras típicas. Admite a tentativa. IV – Objeto material. Concorrência: art. § 2º . caput: peculato apropriação – peculato desvio. Núcleo do tipo – verbo subtrair. 315 CPB.peculato furto. Art. Desvio em proveito da Administração Pública – art. VII – Elemento subjetivo do tipo. V – Elementos objetivos do tipo. VI – Consumação e tentativa. § 1º. 312. Furto cometido pelo funcionário público.276 I – Conceito e objetividade jurídica. restritas à modalidade culposa. Protege – se a Administração Pública no que diz respeito ao interesse patrimonial preservação do erário público – e moral . Consumação: nos moldes do furto.prevê uma causa extintiva de punibilidade e uma causa de diminuição de pena. § 1º . Art. Objeto material fungível e infungível. Crime material. valendo – se de sua condição perante a Administração Pública. Art. 312. 312.fidelidade e probidade dos agentes do poder. Peculato apropriação e peculato desvio. IX – Peculato-furto. Art. Ambas exigem posse ou detenção lícita e que tenham sido confiadas ao funcionário em razão do cargo. . 312. 30 CPB. Elemento subjetivo: dolo + intenção de proveito próprio ou alheio. 312.

IV – Elemento subjetivo do tipo. O erro pode incidir sobre: a) a coisa que é entregue ao funcionário. 66. 327. § 2º. c) a obrigação que dá origem à entrega. b) que a apropriação tenha origem no erro de alguém. Alterar. e multa. Art. VI – Forma típica qualificada. Art. b) a pessoa a quem se faz a entrega. II – Elementos objetivos do tipo. 65. Peculato mediante erro de outrem. XI – Formas típicas qualificadas. alterar ou excluir indevidamente dados corretos nos sistemas informatizados ou bancos de dados da Administração Pública. V – Consumação e tentativa. CPB. Art. Art.277 X – Peculato culposo. c) seja cometida por funcionário público no exercício do cargo. Art. Inserção de dados falsos em sistema de informações. § 2º CPB. Reparação do dano. O erro deve ser espontâneo. 313-A.(peculato-estelionato) II – Sujeitos do delito. III – Elementos objetivos do tipo. Facilitar a inserção. Art. o funcionário autorizado. Inserir. I – Conceito e objetividade jurídica. III. b. de 2 (dois) a 12 (doze) anos. 16 CPB. III – Objetividade jurídica. VII – Penas e ação penal. . Art. Inserir ou facilitar. com o fim de obter vantagem indevida para si ou para outrem ou para causar dano: Pena – reclusão. São elementares do tipo: a) a apropriação de dinheiro ou qualquer outro bem. CPB. a inserção de dados falsos. Excluir. 327. I – Sujeitos do delito. 313 CPB. 312. § 2º. Erro provocado = estelionato. Dolo. Art.

Se este ocorrer o crime será qualificado. 314 CPB. É possível a tentativa. Art. e multa. É crime formal. sonegação ou inutilização de livro ou documento. Dolo. Com a modificação ou alteração total ou parcial do sistema de informações ou do programa de informática. Sem autorização ou solicitação de autoridade competente. Modificar – substitui por outro. Alterar. . que para a sua consumação independe de prejuízo efetivo para a Administração Pública ou terceiro. V – Consumação e tentativa. I – Sujeitos do delito. V – Consumação e tentativa. II – Elementos objetivos do tipo. 313-B. VI – Crime qualificado. IV – Elemento subjetivo do tipo. Dolo + finalidade de obter vantagem indevida ou finalidade de causar dano. Art. III – Elemento normativo do tipo. § único CPB. 313-B. I – Conceito e objetividade jurídica. As penas são aumentadas de um terço até a metade se da modificação ou alteração resulta dano para a Administração Pública ou para o administrado. Extravio. IV – Elemento subjetivo do tipo.278 Está protegida a regularidade dos sistemas informatizados ou banco de dados da Administração Pública. Com a inserção. É possível a tentativa. Parágrafo único. lei 8137/90. Art. de 3 (três) meses a 2 (dois) anos. sistema de informações ou programa de informática sem autorização ou solicitação de autoridade competente: Pena – detenção. o funcionário. Art. alteração ou exclusão. Modificação ou alteração não autorizada de sistema de informações. Modificar ou alterar. 3º. independentemente de haver ou não prejuízo efetivo para a Administração Pública ou terceiro.

279 Art. 356 CPB. 305 CPB. Extraviar. . Art. II – Sujeitos do delito. Art. CPB. Art. Condutas devem ser realizadas pelo funcionário que guarda os livros ou documentos em razão do ofício. 356 CPB. VIII – Tipo qualificado. 315 CPB. VII – Subsidiariedade. Sonegação – consuma – se o crime no instante em que surge o dever de apresentação. Tipo de formulação alternativa. Inutilizar. Extravio e sonegação – delito permanente. Art. IX – Pena e ação penal. 337 CPB. Protege – se a regularidade da atividade administrativa no que diz respeito à aplicação de verbas e rendas públicas. Emprego irregular de verbas ou rendas públicas. III – Objeto material. Art. V – Momento consumativo e tentativa. I – Conceito e objetividade jurídica. 337 CPB. Art. VI – Elemento subjetivo do tipo. Sonegar. 327. § 2º. IV – Conduta típica. II – Sujeitos do delito.

VIII – Exclusão da ilicitude. contra particular. Aplicação diversa da determinada ou não autorizada por lei (orçamentária). 316 CPB. Forma especial de extorsão cometida pelo funcionário público. CPB. A espécie visa proteger o normal desenvolvimento dos encargos funcionais. VII – Elemento subjetivo do tipo. indevidamente. em o funcionário exigir de outrem. Governadores – lei 1079/50. Com a aplicação. Art. Rendas: todo dinheiro percebido pela Fazenda Pública. O objeto material é empregado no benefício da própria Administração Pública. . pois. III – Modalidades do tipo. Prefeito Municipal – DL 201/67. só podendo ser praticado pelo funcionário público que tem o poder de disposição de verbas e rendas públicas. uma vantagem. 327. com abuso de autoridade. Presidente da República.280 Crime próprio. Concussão. I – Conceito e objetividade jurídica. protege – se também o patrimônio do particular. Emprego irregular de rendas públicas. Verba: especificação quantitativa do custo da execução de um determinado serviço público. Art. IX – Penas e ação penal. por parte da Administração Pública e na conservação e tutela do decoro desta. V – Momento consumativo e tentativa. que vem a ceder “metus publicae potestatis” (temor de represálias por parte do agente). IV – Conduta típica. VI – Tipo qualificado. Consiste. § 2º. Ministros. De forma secundária. Emprego irregular de verbas públicas. É possível a tentativa.

pois. Art. V – Elementos subjetivos do tipo. influindo sobre ela o “metus publicae potestatis”. que o fato seja cometido em razão da função. A conduta é exigir e não receber. 327. § 2º. IV – Elemento normativo do tipo. Exigir. explícita e implícita. CPB. 317. Basta que proceda em face da função pública. CPB. VI – Qualificação doutrinária. VIII – tipo qualificado. 333. I – Conceito e objetividade jurídica. § 1º. Imprescindível. A vantagem pretendida deve ser indevida. Exigência direta e indireta. para a subsistência da concussão. CPB. III – Elementos objetivos do tipo. Art. Excesso de exação. VII – Momento consumativo e tentativa. Basta que a vítima sinta o temor que o exercício da autoridade inspira. 316. Art. Indevida. prevalecendo-se o sujeito da autoridade que possui. 3º.281 II – Sujeitos do delito. IX – Penas e ação penal. CPB. É possível a tentativa – conduta plurissubsistente. Quando a exigência chega ao conhecimento do sujeito passivo. Dolo + para si ou para outrem. Art. II. Crime formal. Art. . lei 8137/90. O funcionário não precisa estar no exercício da função.

III – Elementos objetivos do tipo. VIII – Tipo qualificado. do CPB. PASEP. Sujeito ativo – funcionário público. especificamente.282 Art. § 1º. V – Elementos subjetivos do tipo. a um serviço público. Taxa: é a contribuição correspondente a um serviço prestado à comunidade. Exigência indevida de tributo ou contribuição social. Cobrança vexatória ou gravosa. II – Figuras do tipo penal. Dolo + que sabe (indevido) + deveria saber. § 2º. não tendo correspondência. Que a lei não autoriza. É crime formal. 327. CPB. IV – Elementos normativos do tipo. Cobrança indevida. Contribuições sociais: PIS. VI – Consumação e tentativa. Cobrança por meio vexatório ou gravoso (meios não autorizados legalmente). II – Sujeitos do delito. Exigência de tributos: impostos. VII – Causa de aumento de pena. Emolumentos: são custas. Imposto: é uma contribuição geral. É possível a tentativa. 316. Cobrança indevida: tributo inexistente legalmente. já saldado ou devido a menor. taxas e emolumentos. Na primeira modalidade típica o crime se consuma no momento em que a vítima toma conhecimento da exigência. com a atribuição funcional ou não de arrecadação de tributos ou contribuições sociais. Na segunda o crime atinge a consumação com o emprego do meio vexatório ou gravoso. Art. preços públicos. apresentando – se como um processo de repartição de encargos públicos entre os membros da comunidade. .

III – Elementos objetivos do tipo. Recebimento e aceitação – não é possível. V – Consumação e tentativa. Em razão do exercício da função. CPB. 317. CPB. Aplicável somente ao excesso de exação. É crime material. Crime exaurido – causa de aumento de pena – art. 317. II.283 Art. 342. ainda que fora dela ou antes de seu início. Dolo + para si ou para outrem. 316. Solicitar. II – Sujeitos do delito. Art. Pode ser destinada ao próprio funcionário ou a terceiro. § 2º. . Admite a tentativa. Crime formal. Existem duas espécies de corrupção: ativa – quando se tem em vista a figura do corruptor. § 2º. Sujeito ativo – funcionário público (co-autoria e participação). 312 CPB. caput. Art. 333 CPB – Corrupção ativa. CPB. A corrupção pode ser própria ou imprópria. Exceção ao princípio unitário do concurso de pessoas. A corrupção pode ser antecedente ou subseqüente. I – Conceito e objetividade jurídica. Art. Tentativa: solicitação – possível na forma escrita. 3º. CPB. Passiva – em face do funcionário público corrompido. Dois elementos subjetivos: dolo + em proveito próprio ou alheio. § 2º. explícita ou implícita. Art. Consuma – se com o efetivo desvio. Art. Aceitar promessa. Objeto material é a vantagem patrimonial ou moral e indevida (elemento normativo do tipo). Sujeito passivo – Estado. Solicitação direta ou indireta. IV – Elementos subjetivos do tipo. Corrupção passiva. lei 8137/90. Deve haver nexo de causalidade entre a conduta do funcionário e a realização do ato funcional. Receber.

CPB). VI – Elementos subjetivos do tipo. Facilitar: ação ed omissão. Com infração de dever funcional. III – Conceitos de contrabando e descaminho. 318. Art. 334 CPB. 327. § 2º. Art. I – Conceito e objetividade jurídica. Dolo + consciência de violação do dever funcional. IX – Penas e ação penal. 319 CPB. CPB. VII – Corrupção passiva própria e imprópria qualificada. IV – Conduta típica. Sujeito ativo – funcionário público com o dever de reprimir ou fiscalizar o contrabando ou descaminho. . CPB. II – Sujeitos do delito. Trata-se de uma exceção do princípio unitário que rege o concurso de agentes (art. Caso não tenha esta atribuição – art. VII – Consumação e tentativa. 29. CPB. § 1º. Facilitação de contrabando ou descaminho. Art. § 2º. ou partícipe deste art. Art.284 VI – Tipo agravado pela qualidade do autor. VIII – Corrupção passiva própria privilegiada. caput. Com a conduta comissiva ou omissiva da facilitação. 317. V – Elemento normativo do tipo. 317. CPB.

II – Sujeitos do delito.(por isso não é ato de ofício). Ato de ofício. Consuma-se com a omissão. seja moral ou material. retardamento ou realização do ato. vingança. Realizar de maneira ilícita. . Interesse pessoal – vantagem pretendida pelo funcionário. ódio. Art. Dolo (com a consciência da ilegalidade da conduta) + para satisfazer interesse ou sentimento pessoal. Contra expressa disposição de lei. I – Conceito e objetividade jurídica. Retardar ato de ofício... Indevidos. Desobediência e corrupção passiva.285 VIII – Tipo qualificado. § 2º. Prevaricação. 319 CPB. Art. VIII – Penas e ação penal. IX – Penas e ação penal. O funcionário degrada a sua função ao violar o dever de ofício para satisfazer objetivos pessoais. VII – Prevaricação e outros delitos. IV – Elementos normativos do tipo. 327. V – Elementos subjetivos do tipo. simpatia. III – Elementos objetivos do tipo. CPB. Deixar de realizar ato de ofício. caridade. Sentimento – afeto do funcionário para com as pessoas: amizade. VI – Consumação e tentativa.

de cumprir seu dever de vedar ao preso o acesso a aparelho telefônico. § 2º. de 2007). de 3 (três) meses a 1 (um) ano. tolerância. 327. Advocacia administrativa. Art. III – Elementos objetivos do tipo. Duas condutas típicas. V – Consumação e tentativa. Infração – penal ou administrativa. Não levar o fato ao conhecimento da autoridade competente. Crime omissivo próprio. Deixar de responsabilizar. Dolo + por indulgência (clemência. A incriminação protege a dignidade e a eficiência da máquina administrativa. VII – Penas e ação penal. no que diz respeito ao seu normal desenvolvimento. que permita a comunicação com outros presos ou com o ambiente externo: (Incluído pela Lei nº 11. I – Conceito e objetividade jurídica.466. 320 CPB. II – Sujeitos do delito. 319-A. I – Conceito e objetividade jurídica. Prevaricação e corrupção passiva. Deixar o Diretor de Penitenciária e/ou agente público. de rádio ou similar. Art. IV – Elementos subjetivos do tipo. VI – Tipo qualificado. Condescendência criminosa. CPB.286 Art. . A falta deve guardar conexão com o exercício do cargo – “no exercício do cargo”. brandura). Pena: detenção.

321 CPB. V – Momento consumativo e tentativa. III – Elementos objetivos do tipo. Art. IV – Elemento subjetivo do tipo. § 2º. § único – deve abranger a ilegitimidade do interesse. VI – Tipo qualificado. em razão do cargo. 322 do CPB. O Crime pode ser praticado direta ou indiretamente. Licitação pública – art. de particulares. (TACrimSP). lícitos ou ilícitos. VIII – Penas e ação penal. 322 do CPB. Patrocínio: formal e explícito. . CPB. lei 8137/90. Art. da lei 4898/65 revogou o art. I – Revogação. Crime contra a ordem tributária – art. II – Sujeitos do delito. procuram defender interesses alheios ao Estado. Houve ou não revogação pela lei 4898/65 ?. A letra “i” do art. CPB. Dissimulado. 321. 322 do CPB. O interesse particular pode ser legítimo ou ilegítimo. III. 327. 91. Violência arbitrária. 3º. Protege-se pois a Administração Pública. (STF) A lei 4898/65 revogou o art. tutelando-a da conduta irregular de seus componentes que. Duas posições: A lei 4898/65 não revogou o art.287 Art. VII – Causa de aumento de pena. lei 8666/93. Dolo. A lei penal protege o regular funcionamento da administração governamental. Patrocinar. 3º. § único.

284/292 do CPP. VI – Consumação e tentativa. O emprego de violência real deve ser arbitrário. V – Elementos subjetivos do tipo. . 350 CPB. O comportamento proibido consiste em praticar violência no exercício da função ou a pretexto de exerce – la. Violência. Arts. Lei 4898/65. IV – Elementos objetivos do tipo. Dolo + consciência da ilegitimidade da conduta. perdurar por tempo razoável. Cargo público. Comportamento abusivo realizado no desempenho da função ou sob a desculpa de exercê-la. A denominação correta deveria ser “Abandono de cargo”. III – Sujeitos do delito. Art. soro da verdade – art. 323 CPB. Art. acarretar probabilidade de dano ao setor público. Abandonar. Abandono de função. I – Conceito e objetividade jurídica. II – Sujeitos do delito. III – Elementos objetivos do tipo. O abandono deve: ser total. VII – Penas e ação penal.288 II – Conceito e objetividade jurídica. juridicamente relevante. 322 CPB. Meios hipnóticos. Função pública.

§§ 1º e 2º. 323. CPB.289 IV – Elemento normativo do tipo. 328 CPB. II – Sujeitos do delito. Consuma-se o delito com o afastamento do exercício do cargo público por tempo juridicamente relevante. IX – Penas e ação penal. Após demitido não é mais funcionário público. Art. Dolo (deve abranger a consciência da irregularidade da conduta e da probabilidade de dano à Administração Pública). 2ª parte – exercício funcional ilegalmente prolongado. III – Elementos objetivos do tipo. § 2º. 1ª parte – exercício funcional ilegalmente antecipado. 324 CPB. I – Conceito e objetividade jurídica. VI – Consumação e tentativa. 327. 1ª modalidade: é indispensável que o sujeito já tenha sido nomeado para o cargo público. Duas condutas. V – Elemento subjetivo do tipo. CPB. VIII – Causa de aumento de pena. Crime omissivo próprio. O início indevido se dá com a realização de qualquer ato de ofício. Art. . Faixa de fronteira – lei nº 6634/79 (150 km). Art. Fora dos casos permitidos em lei. Exercício funcional ilegalmente antecipado ou prolongado. VII – Figuras típicas qualificadas. Art.

2ª modalidade: espécie de usurpação de função pública. Art. VIII – Penas e ação penal. V – Exclusão genérica da ilicitude. Art. (não é suficiente a presunção de conhecimento). psicotécnico. substituição ou suspensão. 325. II – se utiliza. É preciso que o funcionário tenha conhecimento oficial de sua exoneração. remoção. Alteração operada pela lei 9983/00. I – Conceito e objetividade jurídica. do acesso restrito. quitação do serviço militar. mediante atribuição. Aposentadoria compulsória.Se da ação ou omissão resulta dano à Administração Pública ou a outrem: Pena – reclusão. Não abrange férias ou licença. VI – Consumação e tentativa.290 É norma penal em branco: “exigências legais” – Posse. Com a realização do primeiro ato de ofício indevido. Dolo + depois de saber oficialmente. §§ 1º e 2º do CPB. Estado de necessidade. . de dois a seis anos. § 2º . É preciso que ocorra sem autorização. e multa. § 1º .Nas mesmas penas deste artigo incorre quem: I – permite ou facilita. 327. IV – Elementos subjetivos do tipo. exame médico. o acesso de pessoas não autorizadas a sistemas de informações ou banco de dados da Administração Pública. etc. VII – Tipo qualificado. indevidamente. fornecimento e empréstimo de senha ou qualquer outra forma. § 2º. Violação de sigilo funcional.

291 II – Subsidiariedade expressa. O conhecimento do segredo por parte do funcionário deve ser em razão do cargo. Na revelação por escrito é possível a tentativa. O crime é revelar fato que deva permanecer em segredo (é o de interesse público. Lei 6453/77 (energia nuclear). Arts. § 2º CPB. 327. III – Sujeitos do delito. Dolo (abrangendo o conhecimento de que o fato deve. VII – Tipo qualificado.Procurou proteger-se com o novo dispositivo a regularidade da Administração Pública no que se refere ao sigilo que deve existir quanto aos dados do sistema de informação ou banco de dados dos serviços públicos. lei 7170/83. que pela sua natureza não deve ser de conhecimento geral. O segredo deve ser de interesse público. sob pena de causar dano ou perigo de dano à Administração Pública). 13. Rt. por sua natureza. IV – Elementos objetivos do tipo. CPM. Segredo de interesse particular = art. É crime formal. Aposentado. Estão expostos dois núcleos do tipo: revelar (revelação direta) – conduta positiva. Basta proporcionar o conhecimento do fato a uma única pessoa. VIII – Fornecimento e empréstimo de senha. e . 154 CPB. VI – Consumação e tentativa. V – Qualificação doutrinária. 14 e 21. § 1º . 326. Art. facilitar-lhe a revelação (revelação indireta) – conduta positiva ou negativa É exigida a possibilidade de dano. Consuma-se com o ato da revelação do segredo ou de sua facilitação. permanecer em sigilo) + de que tem ciência em razão do cargo.

” II – Sujeitos do delito. VIII – Penas e ação penal. lei 8666/93. § 2º .Art. 84. No verbo devassar não se exige que o funcionário. VI – Tipo qualificado. dê a terceiro conhecimento do que se contém na proposta. Sujeito ativo . IV – Consumação e tentativa. Art. VII – Penas e ação penal. Art. Dois são os núcleos do tipo: Devassar e proporcionar a terceiro o ensejo do devassamento. § 1º . Incisos I e II – Crimes formais. e multa. de dois a três anos. 84. Consuma-se no momento em que o funcionário (na devassa) ou o terceiro ( na hipótese do verbo proporcionar) toma conhecimento do conteúdo da proposta. Sujeito Passivo – Estado e licitantes eventualmente prejudicados. § 2º. A devassa deve ocorrer antes do término da apresentação das propostas. As penas são cumulativas: detenção. Violação de sigilo de proposta. lei 8666/93 – Conceito de servidor público. Dolo.Servidor público por equiparação. III – Elementos objetivos do tipo. de dois a três anos.Se resulta dano à Administração Pública ou a outrem. 94. I – Conceito e objetividade jurídica. . V – Elemento subjetivo do tipo. e multa.292 Sujeito ativo. ou proporcionar a terceiro o ensejo de devassá-lo: Pena – detenção. embora seja esse o seu intento. Lei 8666/93 – “Devassar o sigilo de proposta apresentada em procedimento licitatório.

Núcleo do tipo – verbo usurpar: exercer ilegitimamente. III – Elementos objetivos do tipo. inclusive por funcionário público. 45 e 46 da LCP. apoderar-se. 328 CPB. I – Conceito e objetividade jurídica.293 Multa: art. A função pública pode ser de qualquer natureza. . II – Sujeitos do delito. Art. gratuita ou remunerada. indevidamente. 100 a 108 da lei 8666/93 – A ação penal é pública incondicionada. Há proteção da Administração Pública contra a conduta de estranhos (extranei). IV – Elemento subjetivo do tipo. Usurpação de função pública. 83 da lei 8666/93. VIII – Efeito da condenação. 99. Dolo (com a consciência da ilegitimidade da conduta). 359 CPB. Art. capítulo II – descreve crimes comuns. Título XI. Arts. lei 8666/93. Art. DOS CRIMES PRATICADOS POR PARTICULAR CONTRA A ADMINISTRAÇÃO EM GERAL Princípios gerais. V – Momento consumativo e tentativa. tomar. Estão definidos nos artigos 328 ao 337 do CPB. São crimes que podem ser cometidos por qualquer pessoa. Arts. É preciso a realização de pelo menos um ato de ofício.

Meios empregados: violência física e ameaça. Legal – informa a natureza do ato funcional. não importando a sua intensidade. § único. A embriaguez exclui o crime de resistência ? Três orientações: a) A embriaguez do agente não exclui o elemento subjetivo do crime de resistência. Resistência passiva: art. A conduta incriminada é a oposição à execução de ato funcional. Art. 328. . b) A embriaguez do agente exclui o elemento subjetivo do crime de resistência. 331 CPB. É suficiente a embriaguez. II – Sujeitos do delito. Legalidade formal e substancial.. II. 28. O Ato deve ser formal e substancialmente legal. IV – Elemento normativo do tipo. VII – Penas e ação penal. caput. Terceiro: auxílio espontâneo ou solicitado pelo funcionário. I – Conceito e objetividade jurídica. O funcionário deve ser competente para a execução do ato funcional. CPB. 329. CPB. Exige a exclusão da capacidade intelcto-volitiva.Tipo qualificado. O ato funcional deve ser contemporâneo à resistência. exigindo-se que elimine a capacidade intelcto-volitiva do agente. Dolo + finalidade de impedir a realização do ato funcional.. c) Não é qualquer estado de embriaguez que exclui o elemento subjetivo do crime de resistência. Resistência.294 VI . Embriaguez e resistência. O dolo desse crime é incompatível com a embriaguez. É elemento do tipo a legalidade do ato funcional. V – Elementos subjetivos do tipo. III – Elementos objetivos do tipo. Vantagem moral ou material – art. Art. Palavras ultrajantes que não configuram ameaça: art. 330 CPB.

III – Elementos objetivos do tipo. Crime exaurido. Desobediência. Art. inclusive funcionário público. É imprescindível que o destinatário da ordem tenha o dever jurídico de agir ou deixar de agir. . CPB. Deve ser ordem e não pedido. Pode ser realizado através de ação ou omissão. 329. 327. § 1º. 329.. O crime consuma-se com a violência ou ameaça. Art. Não se aplica a equiparação do § 1º. § 1º. § 2º.295 VI – Consumação e tentativa. i. com denominação própria. Deve a ordem emanar de funcionário competente. Se há impedimento à execução da ordem: art. O conceito de funcionário público para o efeito do crime de desobediência é fornecido pelo direito administrativo: é a pessoa legalmente investida em cargo público criado por lei. caso em que pode haver prevaricação. não cumprir.e. Sujeito ativo – qualquer pessoa. desatender. IX – Pena e ação penal. VIII – Concurso de crimes. e ser transmitida diretamente ao destinatário (verbalmente ou por escrito). Art. IV – Elemento normativo do tipo. Tentativa. I – Conceito e objetividade jurídica. desde que o objeto da ordem não se relacione com as suas funções. VII – Tipo qualificado. 330 CPB. II – Sujeitos do delito. O comportamento proibido consiste em desobedecer à ordem do funcionário público. 329. em número certo e paga pelos cofres públicos. É crime formal. Art. caput. Ameaça por escrito.

V – Elemento subjetivo do tipo. Duas modalidade de conduta: a) ofensa cometida no exercício da função .296 Consiste na legalidade da ordem. Essencial é a presença do sujeito passivo. . 141. c) pode ser sujeito ativo de desacato em qualquer hipótese. desde que seja inferior hierárquico do ofendido. I – Conceito e objetividade jurídica. II. Art. O funcionário público pode ser sujeito ativo do desacato? Há três posições: a) não pode ser sujeito ativo. do CPB. Crime de forma livre Crime formal.ocasional. II – Sujeitos do delito. IV – Elemento subjetivo do tipo. agredir. III – Elementos objetivos do tipo. b) b) pode ser. Desacatar: ofender. Desacato. A conduta deve ser realizada contra funcionário público no exercício da função ou em razão dela. desprestigiar o funcionário público. formal e materialmente (forme e conteúdo). 331 do CPB. a não ser que tenha se despido da qualidade funcional ou o fato tenha sido cometido fora do exercício de suas funções. VI – Momento consumativo e tentativa. Na ausência: art. É preciso que o conteúdo da ordem esteja fundado em lei.causal. Dolo (abrangendo o conhecimento da ilegalidade da conduta). emanada de funcionário público competente para dá-la. agindo dentro de suas atribuições e com observância das determinações legais. VII – Cominação de sanção civil ou administrativa. VIII – Penas e ação penal. É suficiente que o ofendido tome conhecimento imediato da ofensa. b) ofensa cometida em virtude da função . Depende do conteúdo da ordem. humilhar.

b) O desacato não exige ânimo calmo. VI – Concurso de crimes. 357 CPB – Exploração de prestígio. É necessário a apreciação caso por caso. É suficiente que o agente esteja embriagado para que não exista o crime. V – Consumação e tentativa. . Constitui orientação predominante no TACrimSP.. Art. 332 CPB. 28. Com o ato ofensivo. Subsiste a injúria. Art. II – Sujeitos do delito. Art. O ânimo calmo constitui requisito do elemento subjetivo do crime de desacato? Há duas orientações: a) O crime de desacato exige ânimo calmo. II. pelo que o estado de exaltação ou cólera não exclui o seu elemento subjetivo do tipo. dirigido à ofensa ao prestígio da função pública. A embriaguez do agente exclui o elemento subjetivo do tipo do crime de desacato? Há três orientações: a) O crime de desacato exige dolo específico. VII – Pena e ação penal. difamação.297 Dolo. incompatível com esse elemento subjetivo. CPB. 28. sendo que a embriaguez do agente. Lesão grave – concurso formal. Crime formal. I. É a posição predominante nos tribunais. exclui o delito. § 1º. lesão leve. b) O desacato não exige dolo específico. Art. É posição minoritária. Só há exclusão quando é completa e proveniente de caso fortuito ou força maior: art. C) Não é qualquer estado de embriaguez que exclui o elemento subjetivo do crime de desacato. injúria. 28. I – Conceito e objetividade jurídica. pelo que o estado de embriaguez do agente não exclui o crime. não exigindo análise de sua capacidade intelecto-volitiva na ocasião do fato. sendo que o estado de exaltação ou cólera exclui o seu elemento subjetivo do tipo. É posição minoritária. É esse elemento subjetivo do tipo. É posição minoritária. CPB. O desacato absorve as infrações de menor gravidade objetiva (princípio da consunção): vias de fato. Tráfico de influência. que distingue o desacato cometido mediante violência física ou moral do crime de resistência. exigindo-se que elimine a capacidade intelectual e volitiva do sujeito. Não admite a tentativa por exigir a presença do sujeito passivo.

O funcionário comete o crime de corrupção passiva. Prometer. Se o funcionário é assim considerado para o efeito penal (funcionário do Banco do Estado). e por ela a prática do ato de ofício.298 III – Elementos objetivos do tipo. Se acredita e entrega a vantagem para se beneficiar não comete o crime. Art. Se a vítima não acredita não há crime. É possível a tentativa quando a conduta é plurissubsistente. Solicitar. se realmente há a influência. § único. Art. possuir condições de alterar o comportamento daquele. Dolo + para si ou para outrem. é partícipe do crime de corrupção ativa. Corrupção ativa. exigir e cobrar – crime formal. Cobrar. Não é possível a tentativa. Obter. . I – Conceito e objetividade jurídica. Exigir. 332 subsiste o crime de estelionato. Solicitar. sendo o seu comportamento apenas imoral (crime de corrupção ativa putativo). 333 CPB. 332. Se falta algum elemento do art. VI – Causa de aumento de pena. Corrupção do funcionário: Contudo. faz crer à vítima. II – Sujeitos do delito. Estelionato – é absorvido pelo crime de exploração de prestígio. III – Elementos objetivos do tipo. Oferecer. Vantagem (moral ou patrimonial). IV – Elementos subjetivos do tipo. V – Momento consumativo e tentativa. Pretexto – desculpa. fundamento. Não descaracteriza o crime o descumprimento da promessa. É simulação: “venda de fumaça” – o sujeito alegando ter prestígio junto a funcionário público. enganosamente. Obter – crime material.

. Pequenas gratificações ou doações como agradecimento a ato funcional praticado. VI – Consumação e tentativa. administrativo. 316 CPB. 343 CPB. Art. Dá – se a vantagem para que se faça. O crime pode ser realizado por interposta pessoa (intermediário – que será partícipe do crime de corrupção ativa). § único. 317. Dolo + para determiná-lo a praticar. Para a existência do crime é imprescindível a oferta ou promessa de vantagem (espontâneos). V – Elementos subjetivos do tipo. Está na qualidade da vantagem que deve ser indevida. Bilateralidade. 299 Código eleitoral. VIII – Tipo qualificado. escritos. VII – Corrupção Ativa e outros crimes. IV – Elemento normativo do tipo. omite ou pratica o ato de ofício ilegal. A vantagem deve endereçar-se ao funcionário. Art. O funcionário retarda. Exigência por parte do funcionário – art. não porque se fez ou não alguma coisa. Objeto material – é a vantagem material ou moral. ilícito. Se o oferecimento ou promessa é para que o funcionário não pratique ato ilegal ou que não é de sua competência não há o crime. Art. regular ou irregular. “Jeitinho” sem oferecimento vantagem ou promessa de vantagem – Art. A corrupção ativa depende da passiva ou vice-versa ? Hipóteses de acordo com as condutas do tipo. Crime formal. 333. A aceitação do funcionário é irrelevante. É necessário que o ato esteja dentro da esfera de atribuições do servidor público. omitir ou retardar ato de ofício. § 2º CPB.299 Meios de execução: vários – palavras. O oferecimento ou a promessa devem ser dirigidos ao funcionário que tem o dever de ofício de realizar ou não o ato objeto do dolo do agente. Ato de ofício – judicial. lícito. gestos etc.

IV – Questão prejudicial. Art. 169. dizer quais são as mercadorias absoluta e relativamente proibidas. Diferença entre contrabando e descaminho. ICMS na importação e Imposto de exportação na exportação. 12 e 14. I – Conceito e objetividade jurídica.lei 7.368/76 (importação de entorpecentes). 334 CPB. IX – Penas e ação penal. No descaminho a conduta consiste em iludir.903/45 (mercadoria privilegiada). Responsabilidade penal independente da administrativa. Duas condutas. No contrabando a proibição pode ser: absoluta (a mercadoria não pode entrar ou sair de nosso território de forma alguma). Contrabando e descaminho.º 7.170/83 (importação de material bélico privativo das Forças Armadas). III – Elementos objetivos do tipo. Funcionário público – art. ou relativa (a mercadoria pode entrar ou sair de nosso território desde que satisfeitos certos requisitos). II – Sujeitos do delito. lei n. Cabe à lei extrapenal. Art. como complemento da norma penal em branco.º 6.300 Ato de ofício legal – crime simples. Dec. Art. Tipo de formulação alternativa. I. . 12 e § 1º. Importar e exportar. 318 CPB. Mercadoria – é a coisa móvel de qualquer natureza. VI – Elemento subjetivo do tipo. 234 CPB (importação de objeto obsceno). Arts. É contrabando a reintrodução de mercadoria nacional destinada exclusivamente à exportação e de venda proibida entre nós. Contrabando ou descaminho. Art. III. V – Princípio da especialidade. lei n.

§ 3º. § 1º. caput e § 3º. Lei 288/67 – determina como crime de contrabando o fato de efetuar a saída de mercadorias de seus limites. CPB. por expressa disposição legal. § 2º. 334. Containers: o art. Objeto material: mercadoria de origem estrangeira sem documentação legal ou com documentos falsos. CF. 334. VII – Consumação e tentativa. Art. § único. CPB. 180. Primeira parte – a conduta é realizada pelo autor do contrabando ou descaminho: princípio da especialidade. “d”. Dec. “c”. CPB. 178. lei 4. 334. CPB – define atividade comercial por equiparação. Se não há atividade comercial ou industrial – art. . Art. Duas hipóteses na receptação de mercadoria objeto de contrabando ou descaminho: se houve dolo – art. Ação desenvolvida no exercício de atividade comercial ou industrial. § 1º. É norma penal em branco. 334. “b”. Navegação de cabotagem. CPB. § 1º. que trata de fumo de origem estrangeira. Art. Art. Dec. 334. 334. receber e ocultar. em tese. Vôos clandestinos. CPB. aos autores de violação de cofres de carga ou containers. Tabaco estrangeiro: art. Se houve culpa – art. § 1º. equiparada ao contrabando ou descaminho. determina a incidência do art. Elementos subjetivos: dolo + em proveito próprio ou alheio. VIII – Contrabando ou descaminho por assimilação. “a”. 334. “d”. 3º. crime de receptação. § 1º. CPB. sem autorização de quem de direito. Segunda parte: deveriam ser. IX – Tipo qualificado. 8º. § 3º. rt. Lei 399/68. Verbos típicos: adquirir. Zona Franca: Art. É norma penal em branco “fora dos casos permitidos em lei”. do CP. 180.301 Dolo. Princípio da especialidade. “b”. Art. 39. 334. São condutas normalmente consideradas receptação dolosa.906/65. § 1º. Art.

lei 9249/95. 34. Arts. Nesse caso. I – Conceito e objetividade jurídica. Art. lei. V – Consumação e tentativa. 95. 358. III – Elementos objetivos do tipo. 95 – dolo + intenção de afastar o licitante. lei 8. estadual ou municipal.666/93. 93 (art. 16. Os tipos descrevem duas modalidades delituosas.666/93). Fraudar. 8. para alienar bens. Licitação – é a disputa ou competição entre interessados que a Administração Pública convoca. mediante avisos ou editais. 2º. CPB. XII – Perdimento de bens. 93 e 95 da lei 8.302 X – Penas e ação penal. 93 – crime material. Impedimento. perturbação ou fraude de concorrência. Art. Art. 93 – dolo. adquiri – los ou para a realização de obras ou serviços de interesse social. Conceito de funcionário público – art. XI – Extinção da punibilidade. 84. Após sentença condenatória transitada em julgado. Impedir. CPB. Ficam excluídas do tipo penal em análise as arrematações ou praças judiciais realizadas por particulares. IV – Elementos subjetivos do tipo. grave ameaça. incide a norma incriminadora do art. Licitação promovida pela administração federal. § 1º. Art. 95 – crime formal. Art.666/93 II – Sujeitos do delito. fraude ou oferecimento de vantagem. Perturbar. Art. Art. Violência. Art. .

303 VI – Concurso de crimes. Inutilização de edital ou sinal. etc. “De qualquer forma” – rasuras. Deve possuir atualidade. Crime omissivo próprio. lacre.666/93. lei 8. Rasgar. 336 CPB. III – Elementos objetivos do tipo. chumbo. Inutilizar. Inutilizar. Art. Conspurcar. VIII – Penas e ação penal. Afixação no lugar de costume ordenada por funcionário competente. com seu carimbo ou assinatura. lei 8. VII – Abstenção venal de licitante.) Objeto material – edital. Deve possuir atualidade. Violar. pinturas. Definição de edital. Pode ser administrativo ou judicial. 95. Requisitos do selo ou sinal: deve ser determinado por lei e originário de funcionário público competente. Duas figuras típicas: inutilização de edital. Art. Pena de multa – art. § único.666/93. II – Sujeitos do delito. Objeto material – selo ou sinal empregado para identificar ou cerrar (fechar) qualquer coisa (móvel ou imóvel). . Violação ou inutilização de selo ou sinal. I – Conceito e objetividade jurídica. Subtipo de crime próprio só pode ser cometido por licitante. Pode ser de qualquer natureza: papel. 99. (interpretação analógica.

II – Distinção com outros delitos. V – Penas e ação penal. Dolo. Objetos materiais – livros oficiais. Artigo acrescentado pela lei 9. 305. 337 – A CP. 194 e 195 CF. Sonegação de contribuição providenciaria. Necessários que estejam confiados à custódia de funcionário público em razão do ofício. II – Sujeitos do delito. ou seja. IV – Elementos objetivos do tipo. V – Elemento subjetivo do tipo. processo.304 IV – Consumação e tentativa. documento. Sujeito ativo – o responsável tributário. ou sob a guarda de particular prestando serviço público. VI – Consumação e tentativa. Arts. Subtração ou inutilização de livro ou documento. I – Conceito e objetividade jurídica. VII – Penas e ação penal.983/00. Crime expressamente subsidiário. III – Sujeitos do delito. Art. por força de seu cargo. 314 e 356. I – Conceito e objetividade jurídica. Arts. Art. Subtrair e inutilizar. 337 CPB. .

lei 9. É crime material. VI – Extinção da punibilidade. § 2º. Art. Até R$ 2. Art. Art. Reduzir.00 – Princípio da bagatela. VIII – Causa especial de diminuição de pena.A. Crime material e omissivo. CF). 34.500. Declarar. III – Elementos objetivos do tipo. IV – Elemento subjetivo do tipo. (Termo de início de ação fiscal) Art. §§ 3º e 4º. 5º. Ação fiscal. CPB. 168 . IX – Pena e ação penal. 337 – A. CPB. Confessar. caput.305 Sujeito passivo – A Previdência Social (INSS) e secundariamente o segurado que eventualmente vier a ser prejudicado. CAPÍTULO II-A (Incluído pela Lei nº 10.6. Dolo + intenção de suprimir ou reduzir contribuição providenciaria ou acessório. Art. A contribuição social tem natureza tributária. § 1º. Objeto material – contribuição providenciaria ou qualquer acessório.2002) . CPB.00 até R$ 5. § 2º. CPB. CPB. Havendo apropriação indébita – art.249/95. 16. 337 – A. Acima de R$ 2. Violação do princípio constitucional da isonomia (art. 337 – A.00 – cabe perdão judicial ou aplicação da multa. V – Momento consumativo e tentativa.467. 168 – A. VII – Perdão judicial ou aplicação de multa.000.500. Suprimir. Art. de 11.

Solicitar. 337-C. pelo Poder Público de país estrangeiro ou em organizações públicas internacionais. A pena é aumentada de 1/3 (um terço). (Incluído pela Lei nº 10467. Considera-se funcionário público estrangeiro. ou o pratica infringindo dever funcional. se. para determiná-lo a praticar.2002) Pena – reclusão.2002) Parágrafo único. e multa. de 11. de 11.2002) Funcionário público estrangeiro (Incluído pela Lei nº 10467. Prometer. (Incluído pela Lei nº 10467. de 11.2002) Tráfico de influência em transação comercial internacional (Incluído pela Lei nº 10467. direta ou indiretamente. relacionado a transação comercial internacional: (Incluído pela Lei nº 10467.2002) Art. 337-D.2002) Parágrafo único. o funcionário público estrangeiro retarda ou omite o ato de ofício. de 2 (dois) a 5 (cinco) anos.306 DOS CRIMES PRATICADOS POR PARTICULAR CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ESTRANGEIRA Corrupção ativa em transação comercial internacional Art. e multa. exerce cargo. vantagem indevida a funcionário público estrangeiro. em razão da vantagem ou promessa. de 11.6. (Incluído pela Lei nº 10467. (Incluído pela Lei nº 10467. para os efeitos penais.6.2002) Parágrafo único. quem. emprego ou função pública em entidades estatais ou em representações diplomáticas de país estrangeiro. para si ou para outrem.2002) Pena – reclusão. se o agente alega ou insinua que a vantagem é também destinada a funcionário estrangeiro. cobrar ou obter. (Incluído pela Lei nº 10467.6.6. direta ou indiretamente. vantagem ou promessa de vantagem a pretexto de influir em ato praticado por funcionário público estrangeiro no exercício de suas funções. de 11.6.2002) Art. omitir ou retardar ato de ofício relacionado à transação comercial internacional: (Incluído pela Lei nº 10467. diretamente ou indiretamente.6. emprego ou função em empresas controladas.6. de 11. ou a terceira pessoa. exigir. de 11. ainda que transitoriamente ou sem remuneração.6. oferecer ou dar. de 11.6. de 11.6.2002) . de 11. A pena é aumentada da metade. de 1 (um) a 8 (oito) anos. (Incluído pela Lei nº 10467. Equipara-se a funcionário público estrangeiro quem exerce cargo. 337-B.

Reingressar. Deportação – arts. Juiz – quando evidente a temeridade ou o abuso de poder. I – Conceito e objetividade jurídica. 65/75. LII. CF). Art. Extradição – arts. Juiz de Direito. material e instantâneo (permanente). Art. 338 CPB. (Art. V – Momento consumativo e tentativa. III – Qualificação doutrinária. II – Sujeitos do delito. II – Sujeitos do delito. Lei 6. . Crime próprio. Denunciação caluniosa. 57/64. VII – Pena e ação penal. Delegado de Polícia.815/80: Expulsão – arts. Dolo. Reingresso de estrangeiro expulso.307 DOS CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO DA JUSTIÇA. Sujeito ativo – qualquer pessoa. LI. IV – Elementos objetivos do tipo. 339 CPB. Art. I – Conceito e objetividade jurídica. 5º. inclusive funcionário público. VI – Elemento subjetivo do tipo. Ação penal pública condicionada a representação e privada – quem tem legitimidade para exercer o direito de representação ou de queixa. 76/94. 5º CPB.

lei 8. VIII – Penas e ação penal.625/93 (LONMP). CF. Escusa absolutória. Processo judicial (criminal). Revogado o art. CF. V – Elementos subjetivos do tipo. VI – Momento consumativo e tentativa. lei 7. Imputação – pessoa determinada (que não realizou ou participou do fato). Causação direta ou indireta. Processo Administrativo. 25.(réu em interrogatório – calúnia. e § 1º. 17. 19. Dar causa – provocar. 129. . 37. CPB. 138 CPB). § 4º. III – Denunciação caluniosa.429/92 (Lei de improbidade administrativa).§ 2º. Investigação administrativa – Sindicância Administrativa. ocasionar. § 1º. Art. lei 8. lei 8. VII – Tipos qualificado e privilegiado. Causas excludentes de ilicitude ou extintivas de punibilidade. de fato que não ocorreu. 339. originar. Emprego de nome suposto ou anonimato – pena agravada . Inquérito Civil – art. Art. Ação da autoridade causada por conduta espontânea do sujeito. Comunicação falsa de crime (art. Com o início das atividades dos órgãos públicos com o fim de esclarecer a denúncia. Calúnia (art. Art.§ 1º. 341 CPB).429/92. 8º. 340 CPB). III. Testemunha em depoimento – falso testemunho).308 Sujeito passivo – Administração Pública e a pessoa atingida em sua honra pela denunciação caluniosa. IV – Elementos objetivos do tipo. Ação de improbidade administrativa – art.347/85 (Ação Civil Pública). Investigação policial. Dolo + de que o sabe inocente. Acusação objetiva e subjetivamente falsa. Art. Imputação – crime ou contravenção . §§ 1º e 2º. IV. Auto – acusação falsa (art.

. Conduta praticada perante autoridade. policial ou administrativa). Auto-acusação falsa. I – Conceito e objetividade jurídica. originar. Elementar “outrem” e falsa. V. 340 CPB. IV – Elementos subjetivos do tipo. II – Sujeitos do delito. Comunicação + atividade da autoridade (judicial. (não quer dizer diante). Auto calúnia. Art. III – Elementos objetivos do tipo. Comunicação falsa. Sujeito ativo – qualquer pessoa (menos aquele que se apresentou como participante do crime anterior). Atribuir-se. III – Elementos objetivos do tipo. É necessário que se trate de crime inexistente ou cometido por terceiro (a auto acusação deve ser falsa). Art. I – Conceito e objetividade jurídica. Crime. Provocar – da causa. Sujeito passivo – é o Estado. Dolo + consciência que tem o agente de que a infração penal não se verificou. VI – Penas e ação penal. 341 CPB. Contravenção.Consumação e tentativa.309 Comunicação falsa de crime ou de contravenção. II – Sujeitos do delito.

II. Calar a verdade. Art. 219 CPP e 330 CPB). VI – Pena e ação penal. Crime de mão própria ou de atuação pessoal. Falso quanto a qualificação – art.579/52. Sujeito ativo – testemunha (arts. 207. formal. V – Consumação e tentativa.268/01. lei 1. Negar a verdade. Co – autoria. Fazer afirmação falsa. Art. Sujeito passivo – Estado. Falso testemunho ou falsa perícia. O falso deve referir – se a fato juridicamente relevante (que possa de algum modo influir na decisão judicial). V – Elementos objetivos do tipo. I – Conceito e objetividade jurídica. tradutor ou intérprete. próprio e de mão própria. Participação. II – Sujeitos do delito. Alteração – lei 10. 206. Diante comissão parlamentar de inquérito – art. Possível a tentativa quando feita por escrito. . 307 CPB. Crime formal (não é necessária a instauração de Inquérito Policial).310 IV – Elemento subjetivo do tipo. Indiretamente a pessoa prejudicada pela falsidade. 203. Dolo. perito. (perjúrio). Art. 317 CPB. No momento em que a autoridade toma conhecimento da auto-acusação. IV – Qualificação doutrinária. 342 CPB. 4º. 208. 343 CPB. Autoria mediata. contador. III – Concurso de agentes. 208 CPP – Testemunha numerária ou informante: comete o crime de falso testemunho? Perito funcionário público (oficial) – art. 218. Crime instantâneo.

Crime de corrupção passiva.102 CPC) ou inquérito parlamentar. CPB). VI – Momento consumativo e tentativa. X – Retratação. Causa extintiva da punibilidade (art. Administração pública direta e indireta. Dolo. XI – Penas e ação penal. Falso praticado mediante suborno. Falso cometido em juízo deprecado.072 a 1. Depoimento falso em fases sucessivas: Inquérito policial. 1. inquérito policial. . Sentença de primeiro grau. perito. civil. civil em quem for parte entidade da administração pública direta ou indireta. VII – Elemento subjetivo do tipo.Falso testemunho ou falsa perícia em processo penal. tradutor ou intérprete. Corrupção ativa de testemunha – art. Com o encerramento do depoimento e entrega do laudo à autoridade. trabalhista). VIII – Causa de aumento de pena. Comunicabilidade e incomunicabilidade. ou. contador. 70 CPP. juízo arbitral (arts. Processo anulado. Art. Conduta realizada em processo judicial (criminal. Elemento subjetivo – dolo + com o fim de produzir (basta a potencialidade lesiva). Falso para não se auto incriminar – inexigilidade de conduta diversa. processo administrativo. VI. 343 CPB. Condição resolutiva de punibilidade. IX . Causa de aumento de pena. 342 § 2º CPB. Em que momento pode ser proposta a ação? Corrupção ativa de testemunha.311 Duas teorias a respeito da falsidade: objetiva e subjetiva. instrução e júri. Júri. Art. Processo penal – inclui o inquérito policial. 107.

VI – Figura típica qualificada. Objeto material – dinheiro ou qualquer outra vantagem material ou moral. 343 CPB – modificado pela lei 10. VIII – Bilateralidade. II – Sujeitos do delito. Art. Art. Prometer. Coação no curso do processo. oferta ou promessa de vantagem. 344 CPB. Inquérito policial. 343. § único. Art. contador. Art. Dolo + para que seja falseada a verdade. III – Elementos objetivos do tipo. 342. Possível a tentativa quando empregado o meio escrito.312 I – Conceito e objetividade jurídica. IV – Elemento subjetivo do tipo. tradutor ou intérprete. . I – Conceito e objetividade jurídica. Oferecer. processo judicial (civil ou criminal) ou administrativo em andamento. Com a dação. VII – Qualificação doutrinária.268/01. II – Sujeitos do delito. Perito/intérprete oficiais – art. Dar. CPB – perito. Art. 343 CPB – crime se caracteriza mesmo que o destinatário da oferta não a aceite. § único CPB. Crime formal. V – Consumação e tentativa. 333 CPB. IX – Penas e ação penal.

. VII – Pena e ação penal. intérprete. É crime de forma livre. etc. jurado. Ameaça grave: capaz de provocar temor a um homem normal. réu. Parte: autor. IV – Elementos subjetivos do tipo. Violência física – contra a pessoa. realizando uma ação tendente a satisfazer uma pretensão. Promotor. O mal pode ser justo ou injusto. VI – Consumação e tentativa. Autoridade: Juiz. Formal e de forma vinculada. A conduta consiste em fazer justiça pelas próprias mãos. Dolo + para satisfazer pretensão. embora legítima. V – Qualificação doutrinária. Art. Delegado de Polícia. Defensor Público. I – Conceito e objetividade jurídica. etc. II – Sujeitos do delito. Exercício arbitrário das próprias razões. . III – Elementos objetivos do tipo. Processo pode ser judicial(civil ou criminal). Outra pessoa: escrivão. administrativo ou em curso em juízo arbitral. Dolo + com o fim de favorecer interesse próprio ou alheio.313 III – Elementos objetivos do tipo. IV – Elementos subjetivos do tipo. Crime de forma vinculada – meios de execução: violência e grave ameaça. 345 CPB. Não se exclui o Inquérito Policial. perito.

roubo. Coisa móvel ou imóvel. No caso de pretensão ilegítima o sujeito ativo deve supor a sua legitimidade. VII – Pena e ação penal. IV – Elemento normativo do tipo. O fato será atípico se o agente tem certeza da ilegitimidade da pretensão. III – Objeto material. conforme o meio executório responderá por crime de furto. desforço imediato). É necessário que a pretensão. . Crime formal. Destruir. Pretensão: real. dano. 346 CPB. II – Sujeitos do delito. (espécie – art. I – Conceito e objetividade jurídica. Posse legítima de terceiro – por decisão judicial ou convenção. o que não acontece. VI – Momento consumativo e tentativa. Coisa própria. Tirar. (dívida prescrita. Subtração ou dano de coisa própria em poder de terceiro. Salvo quando a lei o permite – causa excludente da tipicidade (direito de retenção. caso contrário.314 O crime pressupõe uma presunção ligada a um direito que o sujeito tem ou imagina ter (pretensão legítima ou ilegítima). Suprimir. V – Elementos objetivos do tipo. Danificar. preço carnal). em sua essência. cuja satisfação ou defesa pode ser realizada através do judiciário. 345 CPB). VI – Momento consumativo e tentativa. possa ser satisfeita perante o judiciário. Art. pessoal ou de família. V – Elemento normativo do tipo. apropriação indébita.

Art. I – Conceito e objetividade jurídica. É crime subsidiário(falsidade documental. Fraude processual. II – Sujeitos do delito. 347 CPB. III – Elementos objetivos do tipo. VI – Consumação e tentativa. Dolo. VIII – Pena e ação penal. 312 CTB. Favorecimento pessoal.315 Crime material. Dolo + finalidade especial. de coisa ou de pessoa. . V – Elementos subjetivos do tipo. Pendência de processo civil ou administrativo. IV – Fraude no processo penal. É possível a tentativa. VII – Pena e ação penal. Art. Não é necessário o início do processo. Crime formal. supressão de marca em animais). Inovação com idoneidade objetiva e subjetiva. VII – Elemento subjetivo do tipo. A pena é aplicada em dobro. Inovação artificiosa: estado de lugar.

É conduta comissiva. de escusa absolutória. É crime acessório: tem como pressuposto a existência de crime anterior (principal). Não se exige a sentença condenatória transitada em julgado. No sentido contrário Celso Delmanto. Não basta o induzimento e a instigação. VII – Imunidade penal. O advogado pode cometer este crime. III – Elementos objetivos do tipo. Isto porque o fato anterior deve ser punível na época do auxílio. O auxílio pode se dar do cometimento do crime até antes do cumprimento da pena. Contravenção penal anterior – fato atípico. irmãos adotivos – inexigibilidade de conduta diversa. Auxiliar. II – Sujeitos do delito. Não ocorre favorecimento pessoal quando em relação ao crime anterior existe causa excludente de ilicitude. de extinção de punibilidade. Sujeito ativo – qualquer pessoa menos o participante do crime anterior. Escusa penal absolutória. 348 CPB. § 2º. Quando o favorecido subtraí se à ação da autoridade. . Autoridade pública – policial ou judiciária bem como seus agentes. V – Consumação e tentativa. Pais.316 I – Conceito e objetividade jurídica. IV – Elemento subjetivo do tipo. de inimputabilidade pela menoridade e nos casos de excludente de culpabilidade quando reconhecidos judicialmente. Art. § 1º. 352 CPB. CPB. VI – Favorecimento pessoal privilegiado. 348. Enumeração taxativa. Também não ocorre o crime na falta de condição de procedibilidade nos crimes de ação penal pública condicionada e privada. Dolo. Art. Auxílio para a fuga – art.

IV – Elemento subjetivo do tipo.012. 349 CPB. sexual. V – Consumação e tentativa.012. Ingressar. Crime formal. Pena: detenção. sem autorização legal. (Incluído pela Lei nº 12. de 2009). intermediar. . Favorecimento pessoal e real. Proveito: vantagem material (produto e preço do crime) e moral. Sujeito ativo – qualquer pessoa menos o participante do crime anterior (aqui excluído espressamente pelo tipo penal). II – Sujeitos do delito. alcançada com a conduta principal. Crime acessório: pressupõe um anterior crime principal(ou pressuposto). auxiliar ou facilitar a entrada de aparelho telefônico de comunicação móvel. III – Elementos objetivos do tipo. em estabelecimento prisional. I – Conceito e objetividade jurídica. de rádio ou similar. promover.317 Favorecimento real. Art. 349-A. Basta a certeza do crime anterior. Art. de 3 (três) meses a 1 (um) ano. Dolo + fim especial. Não há escusa absolutória. Não se exige a condenação transitada em julgado com relação ao crime anterior. de 2009). Contra: Celso Delmanto. É indiferente a inimputabilidade do autor do crime anterior. VI – Distinção. Favorecimento real e receptação. (Incluído pela Lei nº 12.

4º.455/97. 61. Tipo simples – art. 351 CPB. Damásio e Noronha entendem que continuam em vigor (houve derrogação) os incisos I. II – Sujeitos do delito. 350 do CPB.069/90). III – Figuras típicas. . I – Conceito e objetividade jurídica. Sujeito ativo – qualquer pessoa. f e g. Tipos qualificados . Art. IV – Lei 8. Art.898/65 – o entendimento dominante é no sentido de que houve a revogação (abrogação) do art. 234 e 235 ECA (Lei 8. III – Elementos objetivos do tipo. 350 CPB.II. Art. menos o preso ou internado (mesmo no induzimento ou instigação). caput.318 Exercício arbitrário ou abuso de poder. 350 CPB. Arts.653/93 – transporte de presos em compartimento de proporções reduzidas. Abuso de poder ou abuso de autoridade (art.§§ 1º e 3º. I – Conceito e objetividade jurídica. Crime próprio. 348 CPB II – Sujeitos do delito. IV – Elemento subjetivo do tipo. Caput e incisos. Art. Lei 9. lei 4. 351. 230/232. CPB). Fuga de pessoa presa ou submetida a medida de segurança. II e IV do § único do art.

§ 4º.mão armada: efetivo uso. VII – Forma típica culposa. Crime próprio. arma própria e imprópria. Prisão e medida de segurança legais.Crime especial ou próprio. violência contra a coisa.319 Tipo culposo . IX – Momento consumativo e tentativa. violência moral (grave ameaça) e fraude. Meios de execução: violência física contra a pessoa.§ 4º (art. Arrombamento: emprego de força contra coisa que constitui obstáculo à fuga. § único. VIII – Tipos qualificados. Só quando há fuga. § 3º . Dolo. V – Elemento normativo do tipo. Pode ser através de ação ou omissão (presente o dever jurídico de agir – impedir a fuga). § 1º . O crime pode ser praticado dentro ou fora do estabelecimento penal. Prisão ou medida de segurança legais (formal e substancial). Se o carcereiro liberta o preso errado por engano não há crime. Internado – submetido a medida de segurança (arts. Preso. Com a fuga concretizada. CPB). Não é possível a tentativa na forma culposa. Concurso de pessoas: duas ou mais. Facilitar. Evasão mediante violência contra pessoa. 96 e 98 CPB). IV – Elementos objetivos do tipo. 18. VI – Elemento subjetivo do tipo. . Prisão provisória ou definitiva. Promover. X – Pena e ação penal.

I – Conceito e objetividade jurídica. 352 CPB. Art. A tentativa é possível mas equiparada ao crime consumado. tomar a força Dentro ou fora do estabelecimento prisional. III – Elementos objetivos do tipo.320 I – Conceito e objetividade jurídica. Art. . Crime pode ser praticado dentro ou fora do estabelecimento prisional ou de internação. II – Sujeitos do delito. Dolo. 59 CPB. Subtrair – se ao fato da restrição da liberdade. Tentativa equiparada ao crime consumado. 163 CPB. Art. arrancar. Evadir – se: libertar – se. VI – Pena e ação penal. (Prisão e internação legais). Subtrair – se alguém completamente. II – Sujeitos do delito. Linchamento. 353 CPB. à esfera de custódia em que legitimamente se encontra. Legislação hebraica. Sujeito ativo – o preso e o submetido a medida de segurança. Prisão ou internação ilegais. fugir. com ação própria e voluntária. Com o emprego da violência física contra a pessoa. escapar. Fuga sem violência contra a pessoa ou com emprego de apenas grave ameaça – fato atípico. IV – Elemento subjetivo do tipo. V – Momento consumativo e tentativa. Arrebatamento de preso. Arrebatar: tirar. Art. Lei de Lynch (século XIX). III – Elementos objetivos do tipo. Brasil. Sujeitos passivos – Estado e a pessoa submetida à violência física.

Crime formal. mediante violências pessoais. no sentido legal. depredação de instalações. Mínimo de três. coletivo ou de concurso necessário. Sujeito ativo . Motim. Dolo. O crime consiste na amotinação de presos. 354 CPB. Necessidade do motim perturbar a ordem e a disciplina da cadeia. I – Conceito e objetividade jurídica. Motim de presos. VI – Pena e ação penal. Dolo + a fim de V – Momento consumativo e tentativa. conjunta e violenta. Crime cometido dentro ou fora do estabelecimento prisional. IV – Elemento subjetivo do tipo. em relação a um fim comum.321 Preso (não o internado). VI – Pena e ação penal. . que pode ser justo ou injusto. III – Elementos objetivos do tipo. etc. Crime material. no mesmo lugar. Submetidos a medida de segurança – fato atípico. II – Sujeitos do delito. é a reunião de várias pessoas. V – Consumação e tentativa. Adolescente(?). IV – Elementos subjetivos do tipo. Sujeitos passivos – Estado e pessoas submetidas à violência. Art.Crime plurissubjetivo. para uma ação pessoal. Crime próprio.

Advogado ou procurador judicial (estagiário.322 Patrocínio infiel. VI – Pena e ação penal. I – Conceito e objetividade jurídica. . Sujeito passivo – o Estado e a pessoa prejudicada pela ação delituosa. Art. CPB. I – Conceito e objetividade jurídica. V – Momento consumativo e tentativa. Crime material. desde que disponível o interesse defendido em juízo. 355 CPB. Patrocínio simultâneo ou tergiversação. provisionado inscrito na OAB ou pessoa idônea nos casos em que a lei permite o exercício do mandato judicial a pessoas não formadas). Art. II – Sujeitos do delito. prejuízo material ou moral. § único. A conduta consiste em trair o dever profissional. Conduta comissiva ou omissiva (mostrar a outra parte um documento importante ou perder o prazo de um recurso). exclui a ilicitude. em juízo. b) que o patrocínio da causa tenha sido confiado e aceito pelo sujeito.prejuízo efetivo. II – Sujeitos do delito. O consentimento do prejudicado. IV – Elemento subjetivo do tipo. 355. III – Elementos objetivos do tipo. Sujeito ativo – crime próprio. Tentativa possível na forma típica comissiva. prejudicando o interesse que alguém confiou. Requisitos: a) prejuízo de interesse. c) que haja uma causa judicial (civil ou criminal). Dolo. interesse legítimo. ao patrocínio do sujeito.

Dolo. Documento ou objeto de valor probatório (qualquer coisa que demonstre a existência de um fato de relevância jurídica). Crime de forma múltipla: inutilizar e deixar de restituir. I – Conceito e objetividade jurídica. II – Sujeitos do delito. Crime formal. Causa e processo. III – Elementos objetivos do tipo. 356 CPB. Partes contrárias. Basta que a relação jurídica seja a mesma. Sonegação de papel ou objeto de valor probatório. Patrocínio simultâneo – ao mesmo tempo. VI – Pena e ação penal. III – Elementos objetivos do tipo. O consentimento exclui a ilicitude da conduta. IV – Elemento subjetivo do tipo. Defender – pleitear alguma coisa em favor de alguém. . Autos de processo criminal ou cível. provisionado ou cidadão autorizado a exercer o mandato judicial). O tipo prevê duas condutas: patrocínio simultâneo e patrocínio sucessivo de partes contrárias (tergiversação).323 Sujeito ativo – advogado ou procurador judicial (estagiário. IV – Elemento subjetivo do tipo. na mesma causa. o advogado defende interesses de parte contrárias. V – Momento consumativo e tentativa. Sujeito ativo – advogado ou procurador judicial. Art. patrocinar. Dolo. Uma causa pode ter mais de um processo.

de acordo com a legislação processual. . Receber. VI – Qualificação doutrinária. Art.324 V – Momento consumativo e tentativa. VI – Pena e ação penal. III – Elementos objetivos do tipo. IV – Elemento subjetivo do tipo. mentira. regularmente intimado. Se efetivamente o dinheiro ou utilidade destina-se às pessoas enumeradas – arts. Com a solicitação ou recebimento. I – Conceito e objetividade jurídica. Dolo. Art. Trata – se na verdade de uma fraude. Na sonegação de documento ou objeto – quando o sujeito. Solicitar. nega – se a devolvê –los. A enumeração das pessoas é taxativa. O recebimento deve ter por fundamento a desculpa fantasiosa (o pretexto) de que o sujeito vai influenciar as pessoas mencionadas na figura típica. deixa de devolvê – lo por lapso temporal juridicamente relevante. 357 CPB. Na forma comissiva é possível a tentativa. 332 CPB – Tráfico de influência. V – Momento consumativo e tentativa. Inutilização – quando o objeto material perde o se valor probatório total ou parcialmente. Objeto material: dinheiro ou qualquer outra utilidade. legalmente solicitada a restituição. Sonegação de autos – quando o sujeito. 317 e 333 CPB. II – Sujeitos do delito. Exploração de prestígio.

Receber – crime material. CPB. § único. VI – Pena e ação penal.666/93) – objeto da tutela penal é a licitação promovida por entidade de direito público. III – Elementos objetivos do tipo. 357. grave ameaça ou fraude ou oferecimento de vantagem. perturbação ou fraudação de arrematação judicial. É o leilão particular. I – Conceito e objetividade jurídica. II – Sujeitos do delito. Art. .325 Solicitar – crime formal. fraude ou oferecimento de vantagem. Venda em hasta pública é o leilão. Insinuar. grave ameaça. 358 CPB – objeto da tutela penal é apenas a arrematação judicial promovida por particular. Impedir. ainda que o competidor não se deixe afastar. VIII – Tipo qualificado. É possível a tentativa na primeira hipótese. VII – Tentativa. Art. Afastar. 93 e 95 lei 8. ou com o emprego de violência. IV – Elemento subjetivo do tipo. Dolo. V – Consumação e tentativa. Violência ou fraude em arrematação judicial. Consuma-se com o efetivo impedimento. Perturbar. Alegar. Procurar afastar: com violência. Art. 335 CPB (arts. Fraudar. Na Segunda o legislador considerou a tentativa crime consumado. IX – Pena e ação penal.

etc. Algumas transformaram – se em penas restritivas de direitos. Art.10. executar. VI – Pena e ação penal. CPB e art. atividade.028 de 19. LEP).209/84). direito. 181. I – Conceito e objetividade jurídica. quer dizer o condenado exerce o direito interditado. Exercer – desempenhar. Efeitos extrapenais da condenação: art. de que o sujeito estava suspenso ou privado do exercício.. acontece a conversão em pena privativa de liberdade (art. 92 CPB – aplica-se o art. Decisão judicial de natureza penal. IV – Elemento subjetivo do tipo. Quando desobedecidas as penas restritivas de direitos de interdição temporária de direitos (art. 359 CPB. outras em efeitos extrapenais da condenação. Sujeito ativo é quem por via de decisão judicial está privado ou suspenso de exercício de função.326 Desobediência à decisão judicial sobre a perda ou suspensão de direito. II – Sujeitos do delito. III – Elementos objetivos do tipo. Com a realização da atividade ou exercício da função. . 47 CPB). autoridade ou múnus e não cumpre a ordem que impôs essas restrições. DOS CRIMES CONTRA AS FINANÇAS PÚBLICAS Crimes Fiscais Para entendermos os crimes fiscais previstos na Lei n° 10. precisamos ter um parâmetro da Lei de Responsabilidade Fiscal n° 101/00. 359 CPB.2000. Dolo. 45. II. realizar. praticar. V – Momento consumativo e tentativa. § 3º. Penas acessórias não tratadas na nova parte geral do CPB (lei 7.

necessariamente precisa desenvolver ação no sentido de captar recursos. visando cumprir seus fins. tema que se atrela à falada (boa) gestão. agora sim. A estabilização da economia. com características sistêmicas. O texto.Dimensões da responsabilidade na Lei Complementar n°101. de 4 de maio de 2000. é assunto que não interessa apenas internamente. somente com estes. Se os recursos captados não forem bem geridos ( ou administrados. Transportando essa lição para os tempos modernos e atualizando a dicção do ensinamento secular. deu conseqüências a hipóteses normativas outrora existentes. escrito há mais de duzentos anos. diríamos que o Estado. nesse particular. é simplesmente inafastável. não tardando muito a perecer”. A Lei de Responsabilidade Fiscal agregou aos seus comandos dispositivos que têm o efeito de impor responsabilidades. posto que hoje o conceito de economia mundial. ou não cumprir os fins por ele (Estado) desejados. o Poder Público estará na contingência de ou captar mais recursos ( e terá de impor mais e mais tributos). traduz com extrema simplicidade um fenômeno ainda hoje experimentado. à luz que efetivamente ilumina. equiparou-se. aqueles fins podem ser atendidos.327 1 . Daí a importância da questão relativa à gestão fiscal. uma vez que o mantém vivo e em atividade. consolidou e densificou princípios espalhados na ordem jurídica. com isso. Se houver deficiência. E. O dinheiro é. ocorrerá um dos seguintes malefícios: ou o povo ficará sujeito a contínuos saques. considerado como elemento vital do organismo político. ou o governo mergulhará em fatal atrofia.. Mas não só por isso. pois. deixando de ser simples norma desprovida de sanção. . A atividade de captação de recursos está condenada naquela parte que a Constituição federal chama de tributária ou bloco tributário constitucional. habilitando-o a cumprir suas funções essenciais . em substituição a um modo mais convincente de atender às necessidades públicas. mas igualmente além-mar.. para utilizar mal o termo). acertadamente.

359-C ano de mandato ou legislatura autorizada Prestação de garantia graciosa . I.028. de 19 de outubro de 2000. § 1° 1 ano Não cancelamento de restos a Art. 21 e 23.42 (ver 2 anos também. A Lei de Responsabilidade Fiscal foi encaminhada ao Congresso Nacional acompanhada do projeto de lei que estabelece as sanções pessoais aqui referidas.29. Ou seja. as figuras típicas penais referidas são modalidades de infrações que foram incorporadas ao Código Penal. 40.50. Código Penal. tramitou perante as casa legislativas e foi finalmente aprovado. deu nova redação ao art. 17.359-E § 4°) Reclusão de 1 a 4 anos Arts. 32. A Lei n° 10. Vejamos as condutas penais inseridas no Código Penal pela Lei n° 10. 16.359-D Art. § 1°.028/00. transformando na Lei n° 10. V) n° nomem juris da figura típica Denunciação caluniosa Contratação crédito Inscrição de operação empenhadas em restos a pagar Assunção de obrigação no último Art.339 de Art. de despesas não Art.328 2 – A Lei n° 10. Em 20 de outubro de 2000.359-F pagar (ver também. 29. de 19 de outubro de 2000. 42 (ver também. 42 2 anos Reclusão de 1 a 4 anos Art.028. art.028/00: Crimes (título específico ou Código Penal (DL Espécie e Quantum de LRF n° 2848/40) Art. Ordenação de despesa não Art. IV) Detenção de 6 meses a Art. arts. III. Tal projeto de lei conhecido como PL n° 621.339 e acrescentou artigos (359A até 359-H) àquele estatuto punitivo. art.359-B e 30 Detenção de 6 meses a Art. 21 e 45 Detenção de 3 meses a Art. Os crimes aqui tratados estão todos catalogados debaixo da rubrica dos crimes contra a administração pública. É o Título XI do Código Penal. publicada no DOU.359-A pena prevista na Lei 101/00 n° 10.028/00 Reclusão de 2 a 8 anos Omissis e multa Reclusão de 1 a 2 anos Arts.

inquérito civil ou ação penal pela prática de crime de responsabilidade. O conceito de operação de crédito está escrito no artigo 29. aquisição financiada de bens. autorizem ou promovam a realização de operação de crédito. ainda. 359-A) as condutas que ordenem. da observância aos limites. da LRF: “Art. O preenchimento. inocente o acusado.”. a simples comunicação à polícia não enseja a caracterização do delito. o requerente ou denunciante. emissão e aceite de título. O Código Penal. Para os efeitos desta Lei Complementar. condições ou montante estabelecido em lei ou resolução do Senado.operação de crédito: compromisso financeiro assumido em razão de mútuo. punindo-se.61 também. apenas para exemplificar. realize ou autorize operação de crédito inobservando limite. recebimento antecipado de valores provenientes da venda a termo de bens e serviços. 29.29. no campo fático. ou. são adotadas as seguintes definições: III . e 36) Como se verifica. reformado pela Lei n° 10. foi estabelecida a figura típica penal para a hipótese de investigação sem causa (art. parágrafo único Reclusão de 1 a 4 anos Art.359-H títulos no mercado Reclusão de 1 a 4 anos Art. sem a observância das prescrições da LRF (como é o caso.028/00. dentre outras). 339 do CPB). condição ou montante estabelecido em lei ou em resolução do Senado. . com reclusão de dois a oito anos. Assim. abertura de crédito. arrendamento mercantil e outras operações assemelhadas. incorrendo nessa mesma pena aquele que ordene. É o que está assentado em nossa jurisprudência. dos elementos objetivos do tipo penal é condição necessária para que se considere aperfeiçoada a conduta. São tais condutas punidas com reclusão de um a dois anos. interno ou externo. por exemplo. da necessária autorização legislativa. inclusive com o uso de derivativos financeiros. sabendo.359-G pessoal no último ano do mandato ou legislatura Oferta pública ou colocação de Art. o infrator que dê causa à instauração de investigação administrativa. 21 (ver arts.329 Aumento de despesa total com Art. V. quando o montante da dívida consolidada ultrapassa o limite máximo autorizado por lei. III. denomina contratação de operação de crédito (no seu art.

359-B." (AC) "II – quando o montante da dívida consolidada ultrapassa o limite máximo autorizado por lei. de despesa que não tenha sido previamente empenhada ou que exceda limite estabelecido em lei:" (AC) . autoriza ou realiza operação de crédito interno ou externo:” (AC) "I – com inobservância de limite. 15 e 16” (§ 1° do artigo citado). 359-A. interno ou externo. A conduta do administrador . b. valendo consultar." (AC) "Inscrição de despesas não empenhadas em restos a pagar" (AC) Há figura penal para a inscrição de despesas não empenhadas em restos a pagar (art. na modalidade detenção. Ordenar. condição ou montante estabelecido em lei ou em resolução do Senado Federal. sem prejuízo do cumprimento das exigências dos arts. 359-B). Estabelece.reclusão. Ordenar ou autorizar a inscrição em restos a pagar. sem prévia autorização legislativa:” (AC) “Pena . o reconhecimento ou a confissão de dívidas pelo ente da Federação. com a privação de liberdade. autorizar ou realizar operação de crédito. de 4 de maio de 2000). para tanto.” (AC) “Parágrafo único. III.deve ser corporificada a partir da leitura da própria Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar n° 101. Incide na mesma pena quem ordena.330 Além desses conteúdos. pelo prazo de seis meses a dois anos.na esfera não-penal . de 1 (um) a 2 (dois) anos. dentre outros os arts. 42 e 55. Confira-se a dicção penal: “Art. o Código Fiscal prevê condutas equiparadas estabelecendo textualmente que: “considera-se operação a assunção. o Código Penal: "Art.

ou que tenha parcelas a serem pagas no exercício seguinte sem que haja suficiente disponibilidade de caixa para este efeito." (AC) . Ordenar ou autorizar a assunção de obrigação.359C). das despesas: A assunção de obrigação no último ano de mandato ou legislatura (art." (AC) "Assunção de obrigação no último ano do mandato ou legislatura" (AC) Estabelece a LRF: Art. Na determinação da disponibilidade de caixa serão considerados os encargos e despesas compromissadas a pagar até o final do exercício.331 "Pena – detenção. cuja despesa não possa ser paga no mesmo exercício financeiro ou. Parágrafo único. Tribunais de Contas etc. 42. nos últimos dois quadrimestres do seu mandato. Judiciários. § 4°). 55. em afronta à Lei de Responsabilidade Fiscal.reclusão.demonstrativos. no último quadrimestre: b) da inscrição em Restos a Pagar. de 1 (um) a 4 (quatro) anos. 359-C. O relatório conterá: III . contrair obrigação de despesa que não possa ser cumprida integralmente dentro dele. que não tenha contrapartida suficiente de disponibilidade de caixa:" (AC) "Pena . 20. 42 da Lei de Responsabilidade Fiscal (passando-se pelos artigos 21 e 23. caso reste parcela a ser paga no exercício seguinte. Uma observação de extrema importância é que a conduta correlata prevista no Código Fiscal não se dirige especificamente ao Poder Executivo. eis que mandato há tanto ali quanto nos Legislativos. poderá ocasionar a reclusão do infrator de um a quatro anos. É vedado ao titular de Poder ou órgão referido no art. de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos. nos dois últimos quadrimestres do último ano do mandato ou legislatura. Art. Deve o dispositivo penal ser lido com o art. A redação do tipo penal vem reforçar a tese: "Art.

sem prejuízo das medidas previstas no art. Eis a conduta penal: “Art. Art. 22. 21 e 45 da Lei de Responsabilidade Fiscal. 169 da Constituição. 37 e no § 1o do art. do Poder ou órgão referido no art. Ordenar despesa não autorizada por lei:”. A ordenação de despesa não autorizada (art. 20. Se a despesa total com pessoal. 16 e 17 desta Lei Complementar.” (AC) "Prestação de garantia graciosa" (AC) . Aqui um dos pontos fortes e de grande tensão da Lei Fiscal que. Parágrafo único.as exigências dos arts. de 1 (um) a 4 (quatro) anos. não quer que se gaste mais do que se arrecada. 23. 20. adotando-se. § 4o As restrições do § 3o aplicam-se imediatamente se a despesa total com pessoal exceder o limite no primeiro quadrimestre do último ano do mandato dos titulares de Poder ou órgão referidos no art. Também é nulo de pleno direito o ato de que resulte aumento da despesa com pessoal expedido nos cento e oitenta dias anteriores ao final do mandato do titular do respectivo Poder ou órgão referido no art. sendo pelo menos um terço no primeiro. as providências previstas nos §§ 3o e 4o do art.reclusão. entre outras. II . 17. 169 da Constituição. É nulo de pleno direito o ato que provoque aumento da despesa com pessoal e não atenda: I . e o disposto no inciso XIII do art.359-D) encontra suas condutas administrativas respectivas nos arts. 16.o limite legal de comprometimento aplicado às despesas com pessoal inativo. ultrapassar os limites definidos no mesmo artigo. (AC) “Pena . 20. 21.332 "Ordenação de despesa não autorizada" (AC) Estabelece na LRF: Art. já o dissemos. o percentual excedente terá de ser eliminado nos dois quadrimestres seguintes. 359-D.

II .333 Eis a conduta na LRF: Art. ou que esteja abrangida por crédito genérico. expansão ou aperfeiçoamento de ação governamental que acarrete aumento da despesa será acompanhado de: I . 182 da Constituição. a despesa objeto de dotação específica e suficiente.compatível com o plano plurianual e a lei de diretrizes orçamentárias. fornecimento de bens ou execução de obras. a despesa que se conforme com as diretrizes. II . § 2o A estimativa de que trata o inciso I do caput será acompanhada das premissas e metodologia de cálculo utilizadas. 16. objetivos. não sejam ultrapassados os limites estabelecidos para o exercício. Considera-se obrigatória de caráter continuado a despesa corrente derivada de lei. prioridades e metas previstos nesses instrumentos e não infrinja qualquer de suas disposições. § 1o Para os fins desta Lei Complementar. 17.empenho e licitação de serviços.declaração do ordenador da despesa de que o aumento tem adequação orçamentária e financeira com a lei orçamentária anual e compatibilidade com o plano plurianual e com a lei de diretrizes orçamentárias. medida provisória ou ato administrativo normativo . A criação. de forma que somadas todas as despesas da mesma espécie. previstas no programa de trabalho.estimativa do impacto orçamentário-financeiro no exercício em que deva entrar em vigor e nos dois subseqüentes. nos termos em que dispuser a lei de diretrizes orçamentárias.adequada com a lei orçamentária anual. Subseção I Da Despesa Obrigatória de Caráter Continuado Art. § 4o As normas do caput constituem condição prévia para: I . § 3o Ressalva-se do disposto neste artigo a despesa considerada irrelevante. considera-se: I .desapropriação de imóveis urbanos a que se refere o § 3o do art. II . realizadas e a realizar.

nos períodos seguintes. § 5o A despesa de que trata este artigo não será executada antes da implementação das medidas referidas no § 2o.o limite legal de comprometimento aplicado às despesas com pessoal inativo. É nulo de pleno direito o ato que provoque aumento da despesa com pessoal e não atenda: I . considera-se aumento permanente de receita o proveniente da elevação de alíquotas. apresentada pelo proponente. conterá as premissas e metodologia de cálculo utilizadas. ser compensados pelo aumento permanente de receita ou pela redução permanente de despesa. § 7o Considera-se aumento de despesa a prorrogação daquela criada por prazo determinado. § 3o Para efeito do § 2o. majoração ou criação de tributo ou contribuição.as exigências dos arts. § 6o O disposto no § 1o não se aplica às despesas destinadas ao serviço da dívida nem ao reajustamento de remuneração de pessoal de que trata o inciso X do art. 21. ampliação da base de cálculo. sem prejuízo do exame de compatibilidade da despesa com as demais normas do plano plurianual e da lei de diretrizes orçamentárias. 169 da Constituição. devendo seus efeitos financeiros. o ato será acompanhado de comprovação de que a despesa criada ou aumentada não afetará as metas de resultados fiscais previstas no anexo referido no § 1o do art. § 4o A comprovação referida no § 2o. 37 da Constituição. e o disposto no inciso XIII do art. 37 e no § 1o do art. § 1o Os atos que criarem ou aumentarem despesa de que trata o caput deverão ser instruídos com a estimativa prevista no inciso I do art.334 que fixem para o ente a obrigação legal de sua execução por um período superior a dois exercícios. Art. . II . as quais integrarão o instrumento que a criar ou aumentar. § 2o Para efeito do atendimento do § 1o. 16 e 17 desta Lei Complementar. 16 e demonstrar a origem dos recursos para seu custeio. 4o.

Art. conforme estabelece o texto respectivo: "Art. Observado o disposto no § 5o do art. 45. a prestação de garantia. 20. Prestar garantia em operação de crédito sem que tenha sido constituída contragarantia em valor igual ou superior ao valor da garantia prestada. nos termos em que dispuser a lei de diretrizes orçamentárias. corresponde a uma sanção de três meses a um ano de detenção." (AC) "Não cancelamento de restos a pagar" (AC) Eis o disposto na LRF: Art. de 3 (três) meses a 1 (um) ano. ao qual será dada ampla divulgação. na forma da lei:" (AC) "Pena – detenção. da Lei de Responsabilidade Fiscal o conceito de concessão de garantia. 29. Naquele mesmo estatuto fiscal o está a disciplina legal para a realização de tal operação (art.335 Parágrafo único. sem a constituição da correspondente contragarantia nos valores previstos em lei. Também é nulo de pleno direito o ato de que resulte aumento da despesa com pessoal expedido nos cento e oitenta dias anteriores ao final do mandato do titular do respectivo Poder ou órgão referido no art. a lei orçamentária e as de créditos adicionais só incluirão novos projetos após adequadamente atendidos os em andamento e contempladas as despesas de conservação do patrimônio público. relatório com as informações necessárias ao cumprimento do disposto neste artigo. são adotadas as seguintes definições: . em operação de crédito. ou seja.40). 29. Encontramos no art. Parágrafo único. O Poder Executivo de cada ente encaminhará ao Legislativo. 359-E.359-E). 5o. até a data do envio do projeto de lei de diretrizes orçamentárias. Para os efeitos desta Lei Complementar. IV. a prestação de garantia graciosa (art. Por isso.

conceder garantia.não será exigida contragarantia de órgãos e entidades do próprio ente.a contragarantia exigida pela União a Estado ou Município. . § 6o É vedado às entidades da administração indireta. com outorga de poderes ao garantidor para retê-las e empregar o respectivo valor na liquidação da dívida vencida. observado o seguinte: I . Seção V Da Garantia e da Contragarantia Art. poderá consistir na vinculação de receitas tributárias diretamente arrecadadas e provenientes de transferências constitucionais. 40. e à adimplência da entidade que a pleitear relativamente a suas obrigações junto ao garantidor e às entidades por este controladas. § 2o No caso de operação de crédito junto a organismo financeiro internacional.336 IV . ainda que com recursos de fundos. inclusive suas empresas controladas e subsidiárias. as normas do art. em valor igual ou superior ao da garantia a ser concedida. ou pelos Estados aos Municípios. Os entes poderão conceder garantia em operações de crédito internas ou externas.concessão de garantia: compromisso de adimplência de obrigação financeira ou contratual assumida por ente da Federação ou entidade a ele vinculada. a União só prestará garantia a ente que atenda. também os limites e as condições estabelecidos pelo Senado Federal. 32 e. observados o disposto neste artigo. no caso da União. as exigências legais para o recebimento de transferências voluntárias. II . além do disposto no § 1 o. § 1o A garantia estará condicionada ao oferecimento de contragarantia. § 3o (VETADO) § 4o (VETADO) § 5o É nula a garantia concedida acima dos limites fixados pelo Senado Federal. ou a instituição federal de crédito e fomento para o repasse de recursos externos.

Deixar de ordenar. nem à prestação de contragarantia nas mesmas condições. V. em razão de garantia prestada.337 § 7 O disposto no § 6 não se aplica à concessão de garantia por: I . em decorrência de garantia prestada em operação de crédito.42. O ente da Federação cuja dívida tiver sido honrada pela União ou por Estado. a lei penal .instituição financeira a empresa nacional. ambos da Lei Fiscal. mas também frente ao art. terá suspenso o acesso a novos créditos ou financiamentos até a total liquidação da mencionada dívida. A leitura da figura penal deve ser feita em conjunto não somente com o art. de acordo com a legislação pertinente. § 9o Quando honrarem dívida de outro ente. a empresas de natureza financeira por ela controladas.empresa controlada a subsidiária ou controlada sua. § 8o Excetua-se do disposto neste artigo a garantia prestada: I . 359-F. II . na forma de lei federal.do mesmo modo . § 10. nos termos da lei. II .por instituições financeiras estatais. direta e indiretamente.a ele reserva solução igualmente severa. a União e os Estados poderão condicionar as transferências constitucionais ao ressarcimento daquele pagamento. de autorizar ou de promover o cancelamento do montante de restos a pagar inscrito em valor superior ao permitido em lei:" (AC) "Pena – detenção. O não-cancelamento de restos a pagar (art. 50. Recebendo a partir da Lei de Responsabilidade Fiscal tratamento rígido. o o O tema restos a pagar continua sendo um dos assuntos mais importantes no setor administrativo. que se submeterão às normas aplicáveis às instituições financeiras privadas.359-F) está traduzido no Código Penal nos termos seguintes: "Art." (AC) "Aumento de despesa total com pessoal no último ano do mandato ou legislatura" (AC) . de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos.pela União. quanto às operações de seguro de crédito à exportação.

359-G. tem-se como nulo o ato do qual resulte o aumento da despesa com pessoal expedido nos cento e oitenta dias anteriores ao final do mandato do titular do respectivo Poder ou órgão referido no art. pelo menos. em tal dispositivo.na esfera federal: . já está acima descrito. autorizar ou executar ato que acarrete aumento de despesa total com pessoal. alcançando igualmente outros existentes no Judiciário.338 Artigo 42 da LRF. as inscrições em Restos a Pagar e as demais formas de financiamento ou assunção de compromissos junto a terceiros. Ministério Público etc. a natureza e o tipo de credor. nos cento e oitenta dias anteriores ao final do mandato ou da legislatura:" (AC) "Pena – reclusão. A repartição dos limites globais do art.21 da Lei de Responsabilidade Fiscal (que trata do controle da despesa total com pessoal).20. Aliás. Ordenar. a escrituração das contas públicas observará as seguintes: V . 19 não poderá exceder os seguintes percentuais: I . deverão ser escrituradas de modo a evidenciar o montante e a variação da dívida pública no período. Além de obedecer às demais normas de contabilidade pública. A proibição administrativa está expressa com todas as letras no parágrafo único do art.as operações de crédito. O aumento de despesa total com pessoal no último ano do mandato ou legislatura (art.359-G) passou a ser crime." (AC) "Oferta pública ou colocação de títulos no mercado" (AC) Disposto na LRF: Art. Vale aqui aquela mesma regra de que mandato não é só do Executivo ou do Legislativo. O tipo penal é o seguinte: "Art. de 1 (um) a 4 (quatro) anos. 20. 50. Art. detalhando. nos Tribunais de Contas.

339 a) 2. II.na esfera estadual: a) 3% (três por cento) para o Legislativo. b) 6% (seis por cento) para o Judiciário. b) 6% (seis por cento) para o Judiciário.6% (seis décimos por cento) para o Ministério Público da União. incluído o Tribunal de Contas do Estado. em percentual da receita corrente líquida. repartidos de forma proporcional à média das despesas relativas a cada um destes dispositivos.no Poder Legislativo: a) Federal. § 1o Nos Poderes Legislativo e Judiciário de cada esfera. III . os limites serão repartidos entre seus órgãos de forma proporcional à média das despesas com pessoal. II .o Ministério Público. § 2o Para efeito deste artigo entende-se como órgão: I . c) 49% (quarenta e nove por cento) para o Executivo. destacando-se 3% (três por cento) para as despesas com pessoal decorrentes do que dispõem os incisos XIII e XIV do art. 31 da Emenda Constitucional no 19. em percentual da receita corrente líquida. as respectivas Casas e o Tribunal de Contas da União. incluído o Tribunal de Contas do Município.na esfera municipal: a) 6% (seis por cento) para o Legislativo. verificadas nos três exercícios financeiros imediatamente anteriores ao da publicação desta Lei Complementar. .5% (dois inteiros e cinco décimos por cento) para o Legislativo. c) 40. quando houver. b) 54% (cinqüenta e quatro por cento) para o Executivo.9% (quarenta inteiros e nove décimos por cento) para o Executivo. d) 2% (dois por cento) para o Ministério Público dos Estados. verificadas nos três exercícios financeiros imediatamente anteriores ao da publicação desta Lei Complementar. 21 da Constituição e o art. incluído o Tribunal de Contas da União. d) 0.

o limite legal de comprometimento aplicado às despesas com pessoal inativo. 169 da Constituição.4% (quatro décimos por cento). respectivamente. § 3o Os limites para as despesas com pessoal do Poder Judiciário. e o disposto no inciso XIII do art.o 29. V e 36. atraindo . serão estabelecidos mediante aplicação da regra do § 1o. Parágrafo único. a cargo da União por força do inciso XIII do art. § 4o Nos Estados em que houver Tribunal de Contas dos Municípios. § 5o Para os fins previstos no art. a Câmara Legislativa e o Tribunal de Contas do Distrito Federal. 21 da Constituição. 168 da Constituição. 20. Também é nulo de pleno direito o ato de que resulte aumento da despesa com pessoal expedido nos cento e oitenta dias anteriores ao final do mandato do titular do respectivo Poder ou órgão referido no art. O art. É nulo de pleno direito o ato que provoque aumento da despesa com pessoal e não atenda: I .340 b) Estadual. a Assembléia Legislativa e os Tribunais de Contas. 92 da Constituição. II .no Poder Judiciário: a) Federal. b) Estadual. acrescidos e reduzidos em 0. 61. A oferta ou colocação de títulos no mercado (art.as exigências dos arts.028/00. a Câmara de Vereadores e o Tribunal de Contas do Município. quando houver. a entrega dos recursos financeiros correspondentes à despesa total com pessoal por Poder e órgão será a resultante da aplicação dos percentuais definidos neste artigo. parágrafo único (todos da LRF). 21. d) Municipal. o Tribunal de Justiça e outros. § 6o (VETADO) Art. c) do Distrito Federal. os percentuais definidos nas alíneas a e c do inciso II do caput serão. 16 e 17 desta Lei Complementar. 37 e no § 1o do art. III . os tribunais referidos no art.359-H) é o último tipo penal criado pela Lei n° 10.dentre outros . quando houver. é norte para o entendimento da figura penal: . ou aqueles fixados na lei de diretrizes orçamentárias.

Art. títulos da dívida pública para atender investimento de seus clientes. aquela contagem. 359-A é estendida àqueles . na qualidade de beneficiário do empréstimo. por exemplo. contenha agora nove novos tipos. posto que muitos crimes se desdobram. Para os efeitos desta Lei Complementar. com o crime denominado contratação de operação de crédito. Art. 61. 29.341 "Art.028/00." (AC) Artigos da LRF abaixo descrito: Art. embora o Código Penal. É o que ocorre.refinanciamento da dívida mobiliária: emissão de títulos para pagamento do principal acrescido da atualização monetária. ou em outras transações previstas em lei. Os títulos da dívida pública. em muito. Vimos todas modalidades típicas penais a cuja conduta corresponde privação de liberdade. O disposto no caput não proíbe instituição financeira controlada de adquirir. 359-H. no mercado. ou títulos da dívida de emissão da União para aplicação de recursos próprios. modificado pela Lei n°10. É proibida a operação de crédito entre uma instituição financeira estatal e o ente da Federação que a controle. 36. alcançando outras condutas. no qual a sanção prevista para as hipóteses tratadas no caput do art. de 1 (um) a 4 (quatro) anos. são adotadas as seguintes definições: V . conforme definido pelo Ministério da Fazenda. poderão ser oferecidos em caução para garantia de empréstimos. pelo seu valor econômico. autorizar ou promover a oferta pública ou a colocação no mercado financeiro de títulos da dívida pública sem que tenham sido criados por lei ou sem que estejam registrados em sistema centralizado de liquidação e de custódia:" (AC) "Pena – reclusão. o correto é que as hipóteses abstratas de condutas típicas superam. Ordenar. desde que devidamente escriturados em sistema centralizado de liquidação e custódia. Parágrafo único. Em realidade.

por isso. ação ou omissão) que encontra correspondência numa regra genérica e abstrata (a lei). A todo modo.. A culpabilidade é pressuposto da pena e se aloca fora do fato. autorizar. Os crimes que o Código Penal prevê..099/95). Se a aplicação é restrita (em termos). Os primeiros traduzem aquelas condutas corporificadas em núcleos escritos através de verbos que se expressam no presente do indicativo (exemplo: “ordenar.028.é um fato. Na composição do tipo penal. são considerados crimes de mera conduta. as condutas praticadas antes de tal data são fatos sem a menor significação para o Direito Penal. Os outros são aspectos relativos ao próprio ilícito (exemplo: “sem prévia autorização legislativa”). as infrações acima descritas se submetem (com exceção daquela prevista no art. diz que ela entra em vigor na data de sua publicação. temporal e pessoal. Importa-nos o aspecto temporal.342 comportamentos referidos nos incisos I e II do parágrafo único deste mesmo artigo.dizemos de modo bem resumido . Um fato. Sendo assim. O crime . Esse fato. é correto afirmar que a eficácia limitada da lei penal deve ser encarada debaixo dos aspectos territorial. não possui aplicação universal. A expressão “incide na mesma pena quem” . No tocante ao assunto lei penal no tempo pode-se dizer que essa espécie de lei. parágrafo único CPB). um comportamento humano ou uma conduta (positiva ou negativa.usada pelo legislador . São crimes que não demandam para a sua consumação a apresentação de resultado naturalístico e. pois a cláusula de vigência da Lei n° 10. relativos às finanças públicas. Conclusão: . como muitas. promover. Aqui os elementos (componentes) do delito. Basta o amoldamento da conduta ao tipo para que aquela se aperfeiçoe. para caracterizar crime deve ser típico e antijurídico.18. 339 do CPB) ao regime do juizado especial criminal (Lei n° 9. de 19 de outubro de 2000. encontramos os seus elementos (objetivos e normativos). É a regra que se extrai do próprio estatuto repressivo (art. mas junto ao agente. segundo parte da doutrina.revela a procedência de nossa assertiva.”). o que ocorreu no dia 20 daquele mesmo mês. são todos crimes dolosos.

mecanismos de controle social. ao menos imorais. a primeira crítica feita é quanto à severidade do legislador ao cominar pena ao tipo legal.343 Na verdade. Mas. esta estará. porquanto tornou-se necessária a moralização das atividades dos entes públicos. verificou-se dar lugar a procedimentos deploráveis. encarcera o agente perigoso. Nesse quadro. que coroou a Lei de Responsabilidade Fiscal. ator político. o que certamente está a patrocinar a revolta da nação quando o assunto versa sobre a política e seus atores. isso ocorreu e a lei n. diante dos fatos presentes. pelo lastimável caminho da lei. embora severíssima. o rigor pelo qual caminhou o legislador quando estabeleceu a quantidade de pena para os crimes previstos nessa lei em comento. todavia. diante da conjuntura vivenciada por todos os brasileiros. a ponto de atingir a sociedade. pautados em regras (leis). com o fim de desestimular condutas que são nocivas ao corpo social ocorre o mesmo. que quando não ilegais. clamou-se pela moralização da atividade política e tais medidas vieram por meio de leis. Não se acreditava que o legislador obrasse com tanto rigor. assoalhada na ética ou mesmo não ocorrerá. Ora. quando proibida pela norma. emanadas do legislador. o que deveria ser procedimento habitual. quando regrada. que para se proteger. com o fim da paz social. estabeleceu-se o clima favorável à promulgação de diploma legal punitivo na esfera criminal. vale dizer. O que se precisa é alguma coisa que se antecipe à lei. ao lado do apelo popular. A moderna tendência mundial é reservar a cadeia somente para quem revela periculosidade. na honestidade.028 veio à luz em 19 de outubro de 2000. estabelecendo regras e gestões administrativas que objetivem a harmonia na convivência social. 10. sendo publicada no Diário Oficial da União no dia 20 daquele mesmo mês. pautado na ética. Essa lei. . No campo da repressão penal. Sabemos todos que a política é extremamente necessária para que possamos viver em sociedade. na transparência e elevação de propósitos. Isso não significa que pelo simples fato de se ter lei regrando ou coibindo uma conduta.

talvez demagógica. com exceção do caso de trazer um benefício ao acusado. se a nova lei de crimes fiscais. sem dinheiro em caixa para saudá-las. até pela oportunidade. estabeleceu que é crime contrair dívidas. dívidas a seus sucessores. Assim. A preocupação é tanta que provocou manifestação de prefeitos em Brasília. não sendo aquele perigoso. no final do mandato. precisa ser punido. seus efeitos jurídicos somente poderão ser produzidos a partir dessa data. deixando-as a seu sucessor. Assim. isto é. o legislador somente criou uma bandeira política. prendê-lo. independentemente da periculosidade revelada pelo agente. não age para o passado. organizada pela Confederação Nacional de Municípios. Penso que um esclarecimento liminar é oportuno e indispensável. nossa precariedade no setor. Outro aspecto que precisa ser abordado. no final de seus mandatos. de severidade extrema. porquanto de dificílima aplicação. sem previsão de recursos para saudá-las. obrigando-os a deixarem-nas como herança a seus sucessores. surpreendidos pela nova lei. pois embora lei penal possa entrar em vigência. a promiscuidade reinante. encarcerá-lo. Tal dispositivo provocou uma preocupação generalizada nos administradores públicos. como se o legislador desconhecesse a realidade prisional brasileira. Percorreu caminho frontalmente diferente o feitor de leis brasileiro. que preferiu. enfim a propalada falência do sistema penitenciário nacional.344 Busca-se incansavelmente formas outras de punir o homem que. caracterizando crime com punição de até quatro anos de reclusão. antes não. tal somente poderá gerar efeitos para aqueles agentes públicos que assim procederem após a entrada em vigência da nova lei. estariam sujeitos à cadeia. mas jamais com a prisão. uma vez que a pena mais dura sempre está a provocar hesitação no julgador. que já contraíram dívidas superiores à sua capacidade de saudá-las. em especial nos prefeitos. objetivando adiar a entrada em vigência da nova lei e argumentam eles que as dívidas já haviam sido contraídas e agora. . é quanto a punição aos administradores públicos que deixarem. a lei penal não retroage. embora tenha cometido crime.

senão uma armadilha e não é isso que deseja o legislador. caso contrário. o crime poderá ter existido. pelas condutas anteriores é descabida. Se fora antes. o que afastaria o caráter criminoso da conduta. desconhecendo que dificilmente essa pena será imposta. Seria um contra senso. face a substituição possível.345 Em outras palavras. à época dos fatos. Ainda assim. poderá ainda obter a substituição de sua pena de prisão por uma pena alternativa. instaurada a investigação. haverá que se apurar se eventual dívida contraída ocorrera antes ou após o dia 20 de outubro de 2000. durante o jogo. quando o agente quer. pela ausência de previsão legal nesse sentido. Desses princípios destacamos a irretroatividade da lei penal. o que pensamos desnecessária e relembramos alguns princípios jurídicos que precisam ser observados quando da análise do texto legal. Dessa forma. mas jamais da ilegalidade penal. não haverá crime. é que o eventual agente. a conduta em exame somente seria crime se realizada pela modalidade dolosa. não há crime. frustando dessa forma a nação que sente-se. isto é. caso não se consiga a prorrogação da entrada em vigência dessa nova lei. uma conduta somente pode ser considerada crime se existia lei anterior assim definindo-a. iludida. alardeia tal fato. Assim. Um derradeiro lembrete. mais uma vez. a preocupação dos prefeitos. segundo o qual. esta lei é complexa e prevê muitas condutas. por negligência. Muito ainda se falará sobre essa lei. quando o agente a tenha realizado por culpa. muito antes das regras novas existirem. deseja o resultado. conforme prevê a legislação vigente. o que mais uma vez demonstra o despreparo do legislador que inaugura lei com pena severíssima. não se pode mudar as regras do jogo. em comentá-la sob o aspecto de sua severidade extremada. inclusive sobre sua vigência e efeitos. optamos pois. . não se admitindo a tipicidade. a priori. caso condenado por esse crime. Se ocorrera após. para que tais regras novas alcancem condutas realizadas no início do jogo. na ocasião em que ocorrera. todavia. pretende. salvo para benefício do acusado e também o princípio da reserva legal. imperícia ou imprudência. uma vez que poderíamos estar no plano da imoralidade.

P. 42. Ausente um desses requisitos não há contravenção. CF e art.346 LEI DAS CONTRAVENÇÕES PENAIS DECRETO LEI Nº 3. Princípio da especialidade (art. Elementos do fato típico contravencional. subjetivos e normativos. 29 e 65 LCP. Elementos do tipo: objetivos. 2º CPB. na via pública (art. 12 CPB). Elementos normativos sob a forma de termos jurídicos: funcionário público (art.941.941. pessoa inexperiente (arts.. Elementos objetivos: importunar (art. Resultado: arts. Aplicação das regras gerais do Código Penal. Relação de causalidade. Princípios da legalidade e da anterioridade da lei contravencional (arts. 3º CPB. 5º. : fato típico e ilícito. Características da contravenção sob o aspecto formal. 1º CPB.914 de 09 de dezembro de 1. Conceito de fato típico contravencional. Objeto da contravenção. Parte geral. Elementos normativos do tipo referentes a expressões culturais (extrajurídicos): pudor (art. Formas de conduto contravencional: ação e omissão. . Elementos normativos do tipo contravencional francamente referentes à ilicitude da conduta: sem as formalidades legais (art. Infrações penais – crimes (delitos) e contravenções.688 DE 03 DE OUTUBRO DE 1.C. 61). 31 e 44). Função da tipicidade. Distinção entre crime e contravenção – art. 1º LICPB (Decreto Lei 3. em desacordo com as prescrições legais (art. 4º CPB. II). Sujeitos ativo e passivo. XL. 22 e § 1º). 45). 10 CPB. 32). Tempo da contreavenção – art. I). Tipicidade. função pública (arts. Art. 46 e 66. Generalidades. 61). 1º L. Conceitos material e formal de contravenção.) “Abolitio Criminis e retroatividade da lei mais benéfica – art. Leis excepcionais ou temporárias – art. Tipo contravencional. Contagem de prazo – art.

Dolo e culpa. 91. § 2º. Receptação de produto de contravenção: fato atípico. Consentimento da vítima: efeitos. 59 e 60 LCP (vadiagem e mendicância). 21 LCP. Art. Legislação aplicável ao menor que comete contravenção: Estatuto da Criança e do adolescente (lei 8. 107 a 120 CPB. Momento consumativo: art. 4º LCP. Não existe na LCP onde não há resultado naturalístico qualificador. Imputação falsa de contravenção: difamação. 1º. Fundamento da impunidade da tentativa.252/54. Preterdolo – art. Art. 4º LCP. Causas extintivas de punibilidade: arts. Tentativa. com ele praticando contravenção ou induzindo. 322 e segs.069/90). Art. Confisco: Art. 19 CPB. Art. Denunciação caluniosa de contravenção: art. Art. Art. IV CPP. CPP. lei 2. § 1º). Culpabilidade como pressuposto da pena. 323. Contravenção impossível: art. Dolo e culpa nas contravenções. . 2º LCP. Culpa na LCP – decorre da própria descrição legal do fato Arts. 60). 323. Prescrição: arts. Conceito de culpabilidade. CPB. 340 CPB. Corromper ou facilitar a corrupção de menor de 18 anos de idade. É objetiva ou material. Prisão em flagrante: casos em que o contraventor se livra solto: art. por ociosidade ou cupidez (art. Territorialidade. a. 23 CPB. 19 LCP e Art. Fiança: arts. III. 29 e 31 LCP.a cometê – la. Art. 3º LCP. Elementos da culpabilidade e causas de exclusão. 17 CPB. Causas excludentes da ilicitude: art. 339. 14. Arts. 109 e 110 CPB. Comunicação falsa de contravenção: art.arts.347 Elementos subjetivos do tipo: por motivo de urgência (art. Voluntariedade. 51 LCP e 65 LCP. 22. 5º e 7º CPB. Antijuridicidade ou ilicitude. CPB. II. II. CPB. LCP. I. 321 CPP e art. Contravenções inafiançáveis: art.

Erro de proibição nas contravenções: art. Trabalho. Art. 6º LCP. 76 CPB. Arts. 5º LCP. Art. 44 CPB. Penas principais. 180 LEP. Causas de aumento e diminuição. 9º LCP. 51 CPB. Limites das penas. Prisão simples. . 8º LCP. Reincidência. 59 e 68 CPB. agravantes e atenuantes. 7º LCP. Art. Penas restritivas de direitos: art. Suspensão condicional da pena de prisão simples. Desistência voluntária e arreopendimento eficaz: não tem aplicação. 49 e 60 CPB. 10 LCP. Concurso de crime e contravenção: art. 49 e 60 CPB. Sentença estrangeira (art. Revogado pela lei 9.(art. Conversão: art. 9º CPB). 21 CPB.348 Natureza jurídica da xpressão: “não é punível a tentativa de contravenção”. 29 LCP. Regimes aplicáveis às contravenções: semi-aberto e aberto. não subsistindo qualquer efeito condenatório. Limites concretos da pena de multa: arts.268/96. Aplicação da pena de multa :arts. Art. Conversão da multa em prisão simples. Erro de direito. 63 e 64 CPB. Exceção: art. Fixação de prisão simples: arts. 33 CPB). Art. As penas acessórias foram extintas pela reforma de 1. Súmula 18 STJ: a sentença que o concede é declaratória da extinção da punibilidade.984. Art. Prevê caso de perdão judicial. Sistema do dia multa. Art.

Internação em colônia agrícola ou em instituto de trabalho de reeducação ou de ensino profissional. 16 LCP. Art. atendendo ao disposto nos arts. 96 a 99 do CPB. 15 LCP – dispositivo revogado pela lei 7. Presunção de periculosidade. 97 CPB. 13 LCP. Quanto à aplicação do sursis. 12 do CPB e 1º LCP deve ser atendido o disposto no art. 12 LCP. 11 LCP. Art.984 – arts. Foram extintas pela lei 7. Suspensão condicional da execução da pena – arts. Art. Art. 77/82 do CPB. Medidas de segurança. Requisitos para a aplicação do sursis: a) prisão simples imposta na sentença condenatória não pode ser superior a dois anos. Revogado pela reforma de 1. Art. 14 LCP. Arts. d) presença de circunstâncias pessoais favoráveis.349 Art. caput e 97 do CPB. Livramento condicional – arts. Penas acessórias. 83 a 90 do CPB. Internação em manicômio judiciário ou em casa de custódia e tratamento. 26. Contraventor inimputável – arts. c) o condenado não pode ser reincidente em crime doloso. .209/84. Dispositivo alterado pela lei 7. 11 da LCP. Art. b) deve ser considerada incabível a substituição da prisão simples por pena restritiva de direitos.209/84. 175/179 da LEP – verificação da cessação da periculosidade.209/84.

Sujeito passivo a coletividade. Competência: art. 18 LCP. 242 lei 8. É tipo penal alternativo. . Estatuto da criança e do adolescente. IV. Proteção à pessoa. Art. 18 LCP apenas armas brancas e munição. art. Condutas típicas. Sujeitos da contravenção. Ter em depósito. § 1º. Vender.259/01. Concurso de normas: armas de fogo – art. Juizados especiais criminais – leis 9.437/97. 109. Objetividade jurídica. Lei 9. I. Fabrico. 10 da lei 9. Importar. comércio ou detenção de armas ou munição.437/97. PARTE ESPECIAL CAPÍTULO I DAS CONTRAVENÇÕES REFERENTES ÀPESSOA. Contravenção de perigo abstrato. Fabricar. Art. Contravenção de ação múltipla ou de conteúdo variado.099/95 e 10.350 Ação penal. CF – Justiça estadual. Art. 10.069/90. Exportar. 17 LCP. Art.

437/97. Elemento normativo do tipo. Sujeito ativo. como o projétil. o cartucho. Objetos materiais: armas brancas e munições. Concurso de normas: art. Art. 10. Armas brancas próprias e impróprias. 19 LCP. Contrabando ou descaminho (Art.351 Venda de arma – habitualidade (comércio). 12. Art. Art. Sujeito passivo. Elemento subjetivo do tipo. integridade física e a saúde dos cidadãos. Lei 9. Munição: é toda matéria com destinação específica de servir para carga e disparo da arma. É múltipla: vida. Dolo. CF: competência privativamente à União a autorização e fiscalização da produção e do comércio de material bélico. 8º. Objetividade jurídica.170/83. “sem permissão da autoridade”. Contravenção comum. 334 CPB). 180 CPB). Receptação dos objetos materiais ou do produto da contravenção: fato atípico (art. VII. o chumbo. a pólvora . Subsidiariedade expressa. a cápsula. Momento consumativo. . Porte de arma. lei 7.

– o porte fica na dependência de autorização da autoridade. pela forma com que é conduzida. cassetete de ferro revestido de borracha. “fora de casa ou dependência desta”. Conceito de casa: art. “sem licença da autoridade” – caput.352 O Estado. Arma defeituosa. Presidiário encontrado portando estilete dentro da cadeia: cadeia é sua casa ou residência. Duas posições. Armas brancas para efeito da contravenção: punhal. Dolo. §§ 4º e 5º CPB.911/35. Trazer consigo: é necessário que a arma esteja sendo portada de maneira a permitir seu pronto uso. . Dec. 6. faca. navalha.911/35. § 1º. estilete. a: “quando a lei o determina”. Comprimento da lâmina de arma branca: 15 cm será vulnerante e considerada arma proibida (art. Arma guardada no interior de bar. segundo a sua natureza e destinação. Porte de arma e legítima defesa. Elemento subjetivo do tipo. 5º. não se mostra imediato e fácil. h. Exemplos. Decreto Estadual nº 6. 41. art. Conduta típica. Armas: próprias e impróprias. Proibição de trânsito com arma em locais onde haja aglomeração de pessoas. Porte e transporte. Elemento espacial do tipo. Transporte impunível: só ocorre quando o uso da arma. peixeira. Exigência de perícia na arma para a demonstração da potencialidade ofensiva no momento do fato. 150. Só as armas brancas integram a contravenção. Elemento normativo do tipo. machadinha. sprays de gás. § 2º.

Crime de aborto – arts. Anúncio de meio abortivo. . Arma de fogo: art. II. Art. Meios de execução: imprensa escrita ou falada. § único. lei 9. 242. Objetividade jurídica. 124/128 CPB.(desde que seja fornecida arma branca ao menor). Direito à vida.437/97. Liberdade provisória: no caso do § 2º o sujeito de livra solto. salvo se vadio (art. § 1º. 10. televisão. fora de casa ou de suas dependências. cartazes. Conduta típica. Anunciar. filmes.069/90. Menor de dezoito anos: art. 20 LCP.353 Causa de aumento de pena. § 2º. etc. Lei 8. 321. 146. traz a arma consigo. § 2º. Momento consumativo: no instante em que o sujeito. Tipos assemelhados. Sujeitos do delito. “a”: norma penal em branco. a: com a simples omissão. b e c: com o manejo ou apoderamento. Crime de constrangimento ilegal com ameaça por meio de arma: art. CPB. Infração de perigo abstrato. independentemente de fiança. CPP).

Conduta típica. Sujeitos do delito. Consunção: as vias de fato são absorvidas pelos crimes em que a violência física. roubo. Vias de fato e crime de lesão corporal. . Vias de fato e injúria real. Com a prática de vias de fato. 21 LCP. Vias de fato e tentativa de lesão corporal. pode funcionar como meio de execução: lesão corporal. Momento consumativo: com o simples anúncio. Subsidiariedade implícita: as vias de fato são absorvidas pelos crimes em que a violência física funciona como meio de execução expresso: estupro. Momento consumativo e tentativa. Dolo. etc. consistente em meio ou série de atos capazes de provocar o aborto. extorsão. embora não expressa no tipo.354 Conteúdo do anúncio: deve versar sobre processo abortivo. Dolo. Ação penal. Vias de fato. Elemento subjetivo do tipo. Conceito e objetividade jurídica. Tipo subsidiário. Elemento subjetivo do tipo. homicídio (crimes progressivos em relação à contravenção). Art.

Liberdade provisória: trata – se de contravenção em que o sujeito se livra solto. Ausência de comunicação à autoridade competente (§ 1º): autoridade competente é o Delegado de Polícia. § 1º: Elemento normativo: sem as formalidades legais. Conceito e objetividade jurídica. Omissão na retirada de pacientes: § 2º. Contravenção própria. Doente mental: incapaz de compreensão e autogoverno.559/34.559/34 (que dispõe sobre a assistência e proteção de psicopatas). salvo se vadio (art. “Sem observar as prescrições legais. Internar. previstas no Decreto nº 24. Elemento subjetivo do tipo: Dolo. Sujeitos da contravenção. Conceito e objetividade jurídica. Momento consumativo: com a internação – caput. A liberdade pessoal e a segurança social.099/95. lei 9. independentemente de fiança. Art. Internação de viciados em drogas: lei 6368/76. A lei não exige que seja doente mental. Conduta típica. . Ao término do prazo concedido: § 1º. CPP). 88. Receber (acolher). 14 do Decreto nº 24. Art. 22 LCP. Internação irregular em estabelecimento psiquiátrico.355 Art. 322. Elemento normativo do tipo: “sem as formalidades legais”. I e II. Indevida custódia de doente mental. Com a saída do doente mental: § 2º.

23 LCP. Passivo: a coletividade. Quando se inicia a custódia do doente mental. Dolo. Sujeitos das contravenção: qualquer pessoa e o doente mental. 148 CPB): há violência física. Sujeitos da contravenção: ativo qualquer pessoa. Das contravenções referentes ao patrimônio. Momento consumativo. Elemento subjetivo do tipo. salvo se vadio (art. 22. ou fraude. II. Conduta típica: Fabricar: A norma penal pune o fabrico ilegal. 23 é subsidiário em relação ao art. Elemento normativo do tipo. 321. independentemente de fiança. moral. Ceder. Liberdade provisória: o sujeito se livra solto.356 Art. Vender. CPP). Conduta típica. Proteger a liberdade pessoal e a segurança social. 24 LCP. Gazua: é todo instrumento apto a fazer funcionar fechadura. Seqüestro ou cárcere privado (art. Art. Capítulo II. Conceito e objetividade jurídica. Tratando – se de estabelecimento psiquiátrico aplica –s e o art. cadeado ou aparelho similar. Instrumento de emprego usual na prática de furto. . “Sem autorização de quem de direito”. Receber e ter sob custódia. Subsidiariedade: o art. 22.

Momento consumativo: com a posse do objeto material. gazuas. Art. A enumeração é taxativa. Elemento subjetivo do tipo: dolo. 25 LCP. . não possuindo renda para lhe custear a subsistência. embora tendo condições de trabalhar. Sujeitos da contravenção. (Art. 59 LCP) Mendigo: é o sujeito que vive de esmolas. O furto absorve a contravenção.357 Outros instrumentos: alicate. Momento consumativo: com o início da fabricação ou com a cessão ou venda do objeto material. Instrumentos de posse proibida: chaves falsas. Vadio: é o sujeito que pratica a ociosidade com habitualidade. Condenação irrecorrível por crime de furto ou roubo. Posse não justificada de instrumento de emprego usual na prática de furto. serra. Conduta típica: consiste na posse de instrumentos de uso comum na prática de crime de furto ou roubo. CPB. Instrumento empregado usualmente na prática de crime de furto: ou roubo. 60 LCP) Passivo: a coletividade. Ativo: contravenção própria. pé de cabra. lima. Elemento subjetivo do tipo: dolo.(art. chave de fenda. § 2º. Multa vicariante: art. Conceito e objetividade jurídica. Ilegitimidade da posse: não há contravenção na posse justificada. 60. formões. pé de cabra.

chaveiro. Concurso de pessoas: se o contraventor tem conhecimento de que a abertura da fechadura. (dar acesso. Conceito e objetividade jurídica. etc. CPB. Art.. armeiro. Ativo: contravenção própria. responde pelo crime. etc. Multa vicariante: art. 27 LCP: Dispositivo revogado pela lei 9..521/97. § 2º. serralheiro. Sujeitos da contravenção. b) comissiva: abertura da fechadura. Disparo de arma de fogo.) Passivo: a coletividade. desobstruir a entrada) Formas típicas: duas condutas – a) omissiva: ausência de diligência no conhecimento da pessoa que solicita a abertura.358 Concurso de infrações: o furto e o roubo absorvem a contravenção quando cometidos no mesmo contexto de fato. mecânico. Capítulo III. Art.. Das contravenções referentes à incolumidade pública. A culpa como elemento normativo do tipo: consiste na negligência do sujeito. 60. Exploração da credulidade pública. Abrir fechadura. 26 LCP. Conduta típica.(ferreiro. presta – se à prática de furto ou roubo. Momento consumativo ou tentativa: com a abertura. a título de co – autor ou partícipe. . que absorve a contravenção. Violação de lugar ou objeto..

a incolumidade pública ou ao patrimônio de outrem). Art. Art. § 1º. Ativo: qualquer pessoa. 29 – trata – se de contravenção de perigo abstrato.605/98. Perigo de desabamento.359 Art. Passivo: o Estado. Desabar: ruir. Incolumidade pública. Lei 9. Elemento subjetivo do tipo: dolo. . Provocar: dar causa ao desabamento de construção. Elemento normativo do tipo: culpa. Sujeitos do delito. 30 LCP. 29 LCP. Sujeitos da contravenção. 256 CPB – há perigo concreto de dano a vida. § único: continua em vigor (queima fogo de artifício). Conceito e objetividade jurídica. 28 LCP: Caput do dispositivo revogado pela lei 9. Conceito e objetividade jurídica. Incolumidade pública. Desabamento de construção. Erro no projeto ou execução. Art.437/97. 42. Conduta típica. Momento consumativo: com o desabamento total ou parcial da construção. Art. Subsidiariedade expressa: é absorvido por crime contra a incolumidade pública (art. III.

Ativo: qualquer pessoa. Deixar em liberdade: livre em local público. seja ou não feroz. Sujeitos da contravenção.360 Conduta típica omissiva: comportamento negligente do proprietário ou responsável pela conservação da construção. “c”). Contravenção de perigo abstrato. Conduta típica. Resultando lesão corporal. Elemento subjetivo do tipo: dolo. não tem meios de dominar o animal perigoso. Animal de tiro é o que carrega veículos. Passivo: a coletividade. . Animal perigoso: que pode causar dano a terceiro. Caput – abandono do animal ou com a simples omissão na cautela. Art. “a” – com a sua entrega a terceiro ou abandono. Omissão de cautela na guarda ou condução de animais. Momento consumativo: com a simples omissão. A incolumidade pública. Estado ruinoso da construção: determinado de acordo com normas administrativas (código de obras). Secundariamente as pessoas vítimas de perigo de dano. Conceito e objetividade jurídica. Excitação ou irritação de animal (§ único. “b” – com a excitação ou irritação. Cão de guarda: é educado para agressão Pessoa inexperiente: é aquela que pelas suas condições físicas. etc. Momento consumativo. 31 LCP. psíquicas.

V – Elemento espacial do tipo – águas públicas. Contravenção de mão – própria. 311 CTB. III – Elemento subjetivo do tipo – dolo. Veículo automotor + perigo (concreto)de dano = art. Objetividade jurídica – a incolumidade pública. 34 LCP. IV – Elemento normativo do tipo – sem a devida habilitação. Art. Com o início da condução da embarcação. I – Conceito e objetividade jurídica. 309 CTB (Lei 9. I – Conceito e objetividade jurídica. 308 CTB. Nas outras hipóteses subsiste o art. 309 CTB. Embriaguez ao volante – art. (Perigo abstrato). causando perigo de dano – art. no que tange à segurança do trânsito de veículos. Art.503/97). Embarcação a motor – art. 32 LCP. Dirigir veículo com excesso de velocidade nas proximidades de escola. Elemento subjetivo (dolo) e normativo (culpa) do tipo. Sujeito Passivo – a coletividade. Incolumidade pública. . 306 CTB. VI – Momento consumativo. Não admite autoria mediata. Falta de habilitação para dirigir veículo. 32 LCP. DIREÇÃO PERIGOSA DE VEÍCULO NA VIA PÚBLICA. Racha – art.361 “c” – com o perigo decorrente da condução perigosa. cassada a habilitação. etc – art. II – Sujeito ativo – qualquer pessoa. 34 da LCP. Dirigir veículo.

Distinção com Perturbação da tranqüilidade (art. V – Elemento subjetivo do tipo – dolo. VI – Qualificação doutrinária – é contravenção de perigo abstrato. IV – Elemento espacial do tipo. A do art. Sujeito passivo – a coletividade. DAS CONTRAVENÇÕES REFERENTES À PAZ PÚBLICA. Invadir a preferencial desrespeitando a sinalização. 65 LCP): a Contravenção do artigo 42 perturba o sossego de um número indeterminado de pessoas. Dirigir veículo na via pública ou embarcação em águas públicas. Deve realizar – se em via pública. III – Elementos objetivos do tipo. . Empinar motocicleta. expondo a segurança alheia a perigo de dano. 42 LCP. I . VII – Momento consumativo – com a simples direção perigosa. “Cavalo de pau. 65. Dirigir veículo em zigue-zague.Gritaria ou algazarra. I – Conceito e objetividade jurídica. Art. A paz pública.362 II – Sujeito ativo – qualquer pessoa. CAPÍTULO IV. Sujeito passivo – a coletividade. a tranqüilidade de uma pessoa determinada. PERTURBAÇÃO DO TRABALHO OU DO SOSSEGO ALHEIOS. II – Sujeito ativo – qualquer pessoa. Ultrapassagem perigosa ou em local inadequado. III – Elementos objetivos do tipo. Dirigir veículo na contramão de direção.

A norma visa a evitar que. Aceitar por valor inferior ao declarado. Recusa de moeda de curso legal. Recusa em receber. . III – Elementos objetivos do tipo. 45 LCP. V – Elemento subjetivo do tipo – dolo.363 II – Exercício de profissão incômoda ou ruidosa. I – Conceito e objetividade jurídica. Quando da recusa ou da aceitação da moeda por valor inferior. III – Abuso de instrumentos sonoros. venha a cometer crimes contra a fé pública. IV – Provocar ou não impedir barulho etc. fingindo alguém ser funcionário público. 43 LCP.. Dinheiro – deve ser atualmente válido. II – Sujeito ativo – Qualquer pessoa. Sujeito passivo – O Estado. em circulação. Simulação da qualidade de funcionário. IV – Momento consumativo e tentativa. Sujeito passivo – o Estado. IV – Momento consumativo – com o ato de perturbar o trabalho ou sossego alheios. A validade do curso da moeda. Art. CAPÍTULO V. I – Conceito e objetividade jurídica. II – Sujeito ativo – qualquer pessoa. DAS CONTRAVENÇÕES REFERENTES À FÉ PÚBLICA. Art.

Art. VII – Momento consumativo. IV – Elemento subjetivo do tipo – dolo. Uniforme militar – art. Sujeito passivo – O Estado. resguardando – se a fé pública. Uso ilegítimo de uniforme ou distintivo. Uso de uniforme para fingir – se funcionário público – art. . V . Vadiagem.Momento consumativo – com o ato da simulação. 327 CPB. “regulado por lei”. Art. 59 LCP. I – Conceito e objetividade jurídica. I – Conceito e objetividade jurídica. Art. IV – Elemento subjetivo do tipo – dolo.364 III – Elemento objetivo do tipo – consiste em simular a qualidade de funcionário. 172 CPM. Protege – se a regularidade do uso de uniforme e distintivo de natureza oficial. 46 LCP. VI – Elemento espacial do tipo – em local público ou acessível ao público. V – Elemento normativo do tipo – “função pública”. Contravenção subsidiária. 45 LCP. com abuso ou sem direito. Usar em público. II – Sujeito ativo – Qualquer pessoa. distintivo ou denominação. A simulação deve ser capaz de induzir a erro a autoridade ou um número indeterminado de pessoas. III – Elementos objetivos do tipo. o uniforme. V – Elemento normativo do tipo – funcionário público.

sendo apto para o trabalho. IV – Elemento normativo do tipo. O tipo não exige a habitualidade. não possui ocupação. 60 LCP. pela sua reiteração. V – Ocioso ou vadio – é o que não trabalha. III – Conduta típica – ociosidade: qualidade de quem se presta a não trabalhar. não tendo renda para a sua subsistência. o preguiçoso. IV – Elementos subjetivos do tipo.§ único. VII – Extinção da pena . Dolo + por ociosidade ou cupidez. III – Condutas típicas. Vadiagem e subsistência mediante ocupação ilícita. II – Sujeitos da contravenção. II – Sujeitos da contravenção – Qualquer pessoa e a coletividade. Art. O legislador considera que a conduta ociosa. Os bons costumes. Exige –se habitualidade. nas condições da figura típica. VI – Momento consumativo – quando o comportamento do sujeito. Mendicância (REVOGADO) I – Conceito e objetividade jurídica. um só ato já caracteriza a contravenção. tende à delinqüência. .365 Os bons costumes. demonstra ser um estilo de vida (habitualidade). Ilícita. V – Momento consumativo – com a realização do ato de mendigar. cobiça. Aquele que. Cupidez: ambição. Vadiagem não é apenas não ter emprego.

Perturbação da tranqüilidade. III – Conduta típica. VI – Elemento subjetivo do tipo – dolo. Os bons costumes. IV – Elemento espacial do tipo – em local público ou acessível ao público. franguinha. palavras e gestos. Importunar – perturbar. V – Elemento normativo do tipo – pudor. Importunação ofensiva ao pudor. II – Sujeitos da contravenção. gostosinha. . 65 LCP. I – Conceito e objetividade jurídica. Encostar lascivamente me mulher. III – Conduta típica. 61 LCP. no sentido do pudor. 233 e 234 CPB.366 VI – Causas de aumento de pena. Arts. incomodar. II – Sujeitos da contravenção. VII – Momento consumativo – com a importunação. chamar a vítima de biscatinha. A tranqüilidade pessoal. Art. Meios executórios – atos. I – Conceito e objetividade jurídica. Molestar – incomodar. Art. passar as mãos nas nádegas da vítima. aborrecer.

Art. Promotor de Justiça. III – Elementos normativos do tipo – “crime”. desprezível). I – Conceito e objetividade jurídica. Delegado de Polícia. “ação pública” e “representação”. balançar o portão da residência. V – Momento consumativo – no instante em que o sujeito passivo é molestado. atirar pedras no telhado. Não há prazo para a comunicação. . V – Momento consumativo. Consuma – se com a omissão por tempo juridicamente relevante. explosão de bomba junina. IV – Autoridades competentes: Juiz de direito. O normal funcionamento da Administração Pública. CAPÍTULO VIII. 66 LCP. Fogos de artifício lançados na direção da residência da vítima. IV – Elementos subjetivos do tipo. DAS CONTRAVENÇÕES RFERENTES À ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA.367 Perturbar – atrapalhar. Sujeito passivo – O Estado. Dolo + por acinte (propósito de perturbar) ou motivo reprovável (censurável. “função pública”. II – Sujeito ativo – contravenção própria. Omissão de comunicação de crime. A omissão de comunicação de contravenção é atípica.

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