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MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ CAMPUS SENADOR HELVÍDIO NUNES DE BARROS Chefia do Curso

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ CAMPUS SENADOR HELVÍDIO NUNES DE BARROS Chefia do Curso de História

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ CAMPUS SENADOR HELVÍDIO NUNES DE BARROS Chefia do Curso

PLANO DE ENSINO

1 – IDENTIFICAÇÃO

Curso: Licenciatura em História

Bloco: IV

Disciplina: História Moderna II

Carga Horária: 60 horas

Créditos: 4.0.0

Período Letivo: 2017.2

Professor: Dr. Fábio Leonardo Castelo Branco Brito

 

2.

EMENTA

A sociedade burguesa do antigo regime. A política dinástica nos estados europeus. O estado absolutista. As novas teorias políticas. As revoluções Inglesa e Gloriosa no século XVII. O iluminismo. O despotismo esclarecido. A crise do Antigo Regime (século XVIII).

 

3.

OBJETIVO GERAL

Pensando a modernidade como um amplo arco temporal, no qual se encontram inseridos uma diversidade de conceitos e condições de existência, a disciplina tem por objetivo pensar as produções de sentido ao mundo ocidental a partir do pensamento europeu dos séculos XVII e XVIII.

 

4.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Compreender as experiências do tempo no contexto europeu dos séculos XVII e XVIII.

Discutir a sociedade da corte e o cotidiano burguês durante o Antigo Regime.

Analisar as questões relativas ao corpo e o imaginário europeu no período estudado.

 

5.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

Unidade I – Experiências da modernidade: tempo, ciência e história dos conceitos

Percebendo a modernidade como um conceito difuso e problemático, mas, no entanto, bastante propalado e festejado, essa unidade se propõe a percebê-la como uma experiência de tempo, diferente em espaços e para sujeitos diferentes do espaço europeu entre os séculos XVII e XVIII, atravessada pelas diferentes dimensões de percepção do mundo. Representações do tempo moderno, como a obra Fausto, de Goethe, a transformações de conceitos tais como o de revolução com a emergência dos tempos modernos e as novas percepções da matéria e do universo apontam para caminhos que diferenciariam um tempo que, no entanto, aparecia de maneira diferente aos camponeses.

BERMAN, Marshall. O Fausto de Goethe: a tragédia do desenvolvimento. In:

Tudo que é

KOSELLECK, Reinhart. História dos conceitos e história social. In:

Futuro passado:

HARTOG, François. Chateaubriand: entre o antigo e o novo regime de historicidade. In: ______. Regimes de historicidade: presentismo e experiências do tempo. Belo Horizonte: Autêntica, 2013. DEJEAN, Joan. O século XVII criou nosso fin de siècle? ou, A construção do Iluminismo que talvez

estejamos, enfim, deixando para trás. In:

Antigos contra Modernos: as guerras culturais e a

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Campus Universitáário “Senádor Helvíádio Nunes de Bárros” Ruá Cíácero Duárte, 905 – Báirro Junco – 64.600-000 – Picos – Piáuíá - Brásil Fone/ Fáx (89) 3422-2058 CNPJ 06.517.387/0001-34

construção de um fin de siècle. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2005.

DELEUZE, Gilles. As redobras da matéria. In:

______.

A dobra: Leibniz e o barroco. Campinas:

Papirus, 1991. HOBSBAWM, Eric J. O mundo na década de 1780. In:

______.

A era das revoluções (1789-1848).

São Paulo: Paz e Terra, 2009. THOMPSON, E. P. Tempo, disciplina de trabalho e o capitalismo industrial. In:

______.

Costumes

em comum: estudos sobre a cultura popular tradicional. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.

Unidade II – A sociedade da corte: reis e súditos na Europa absolutista

A segunda unidade será dedicada a um estudo sobre a sociedade da corte, conceito a partir do qual pensaremos as relações entre os reis dos regimes absolutistas europeus e os seus súditos, através tanto da construção de sua própria imagem, dos hábitos construídos na corte e nas diferentes representações de poder e distinção social, tais como roupas e livros. Também serão analisadas as ideias produzidas nos séculos XVII e XVIII, tanto na Grã-Bretanha quanto na França, originando as ideias revolucionários que surgiriam nesses dois espaços.

BURKE, Peter. Persuasão. In:

______.

A fabricação do rei: a construção da imagem pública de Luís

XIV. Rio de Janeiro: Zahar, 1994. ELIAS, Norbert. Etiqueta cerimonial: comportamento e mentalidade dos homens como função da

estrutura de poder da sua sociedade. In:

A sociedade da corte: investigação sobre a

O império do

efêmero: a moda e os seus destinos nas sociedades modernas. São Paulo: Companhia das Letras,

2009.

ROCHE, Daniel. A hierarquia das aparências na Paris de Luís XIV a Luís XVI. In:

A

cultura das aparências: uma história da indumentária (séculos XVII-XVIII). São Paulo: SENAC,

2007.

DARNTON, Robert. O alto iluminismo e os subliteratos. In:

Boemia literária e revolução:

______. o submundo das letras no Antigo Regime. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.

CHARTIER, Roger. Representações e práticas: leituras camponesas no século XVIII. In: ______.

Leitura e leitores na França do Antigo Regime. São Paulo: UNESP, 2004.

HILL, Christopher. A ilha da Grã-Loucura. In:

O mundo de ponta-cabeça: ideias radicais

______. durante a Revolução Inglesa de 1640. São Paulo: Companhia das Letras, 1987.

Unidade III – Corpo, medo e sensibilidades: entre o público e o privado

A última unidade será dedicada a uma reflexão em torno das sensibilidades na Europa dos séculos XVII e XVIII, especialmente as ligadas ao corpo, à virilidade e ao medo. Tomando o século XVIII como momento de emergência dos diferentes dispositivos da sexualidade, trata-se de um período marcado tanto pela configuração de novos regimes de norma sobre o corpo e a sexualidade quanto de permanências com relação a alguns elementos que já atravessavam o mundo, tais como os medos relativos à religião, ao inferno, à fome e à doença.

CASTAN, Nicole. O público e o particular. In: CHARTIER, Roger (Org.). História da vida privada.

v. 3. Da Renascença ao século das Luzes. Tradução: Hildegard Feist. São Paulo: Companhia das Letras, 2009.

CORBIN, Alain. O fedor do pobre. In:

Saberes e odores: o olfato e o imaginário social nos

______. séculos dezoito e dezenove. São Paulo: Companhia das Letras, 1987.

FOUCAULT, Michel. A hipótese repressiva. In:

______.

A história da sexualidade. v. I. A vontade

de saber. São Paulo: Paz e Terra, 2014. BATAILLE, Georges. O erotismo. Tradução: Antonio Carlos Viana. Porto Alegre: L&PM, 1987. p.

07-58.

BELMAS, Élisabeth. Jogos “de exercício”, divertimento e virilidade. In: VIGARELLO, Georges

(Dir.). História da virilidade. v. I. A invenção da virilidade: da Antiguidade às Luzes. Tradução:

Francisco Morás. Petrópolis: Vozes, 2013. DARMON, Pierre. O tribunal da impotência: virilidade e fracassos conjugais na antiga França. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1988.

DELEMEAU, Jean. Medo e sedições (I). In:

História do medo no Ocidente (1300-1800):

______. uma cidade sitiada. Tradução: Maria Lucia Machado. São Paulo: Companhia das Letras, 2009. p.

221-263.

6.

PROCEDIMENTOS DE ENSINO E APRENDIZAGEM

Aulas expositivas e dialogadas;

Realização de mesas-redondas;

Exibição de filmes e músicas;

Produção de texto.

 

7.

SISTEMÁTICA DE AVALIAÇÃO

A avaliação da disciplina se dará em caráter formativo, visando a mais ampla contemplação das competências e habilidades adquiridas pelos alunos. Em termos formais, está se dará sob a forma de 03 (três) etapas:

Prova escrita, sem consulta, referente aos conteúdos da Unidade I

Prova escrita, com consulta, referente aos conteúdos da Unidade II

Prova escrita, sem consulta, referente aos conteúdos da Unidade III

Cada avaliação parcial vale de zero (0,0) a dez (10,0). A média aritmética das três notas produz a nota final. Será aprovado o aluno que obtiver no mínimo sete (7,0) como média final e 75% de frequência conforme as normas da Universidade Federal do Piauí (Resolução nº 043/95 – CEPEX). Na avaliação também serão considerados aspectos qualitativos como assiduidade, realização das atividades e participação nas discussões propostas.

 

8.

BIBLIOGRAFIA

 

Básica

ANDERSON, Perry. Linhagens do estado absolutista. 3 ed. São Paulo: Brasiliense, 2004.

ÁRIES, Philippe: CHARTIER, Roger. História da vida privada: da renascença aos séculos das luzes. São Paulo: Cia das Letras, 1997. FALCON, Francisco C. Despotismo esclarecido. São Paulo: Atíca, 1986. HILL, Cristopher. A revolução inglesa de 1640. Lisboa: Presença, 1985. SKINNER, Quentin. As fundações do pensamento político moderno. São Paulo: Cia das Letras,

 

1996.

LADURIE, Emamanuel Le Roy. O estado monárquico: França 1460-1610. São Paulo: Cia das

 

Letras, 1994.

LOPES, Marcos Antonio. Absolutismo e sociedade na Europa Moderna. São Paulo: Brasiliense,

 

1996.

(Coleção: tudo é história)

STONE, L. Causas da Revolução Inglesa (1529-1640). Bauru: Ed. Edusc, 2000. THOMPSON, Edward P. Costumes em comum: estudos sobre a cultura popular tradicional. São Paulo: Cia das Letras, 1998. WEFORT, Francisco. Os Clássicos da Política. São Paulo: Atica, 1991. Vol. 1 e 2.

 

Complementar

BATAILLE, Georges. O erotismo. Tradução: Antonio Carlos Viana. Porto Alegre: L&PM, 1987.

BERMAN, Marshall. Tudo que é sólido desmancha no ar: aventuras da modernidade. São Paulo:

Companhia das Letras, 1982.

BURKE, Peter. A fabricação do rei: a construção da imagem pública de Luís XIV. Rio de Janeiro:

Zahar, 1994.

CHARTIER, Roger. Leitura e leitores na França do Antigo Regime. São Paulo: UNESP, 2004.

CORBIN, Alain. Saberes e odores: o olfato e o imaginário social nos séculos dezoito e dezenove.

São Paulo: Companhia das Letras, 1987.

DARMON, Pierre. O tribunal da impotência: virilidade e fracassos conjugais na antiga França. Rio

de Janeiro: Paz e Terra, 1988.

DARNTON, Robert. Boemia literária e revolução: o submundo das letras no Antigo Regime. São

Paulo: Companhia das Letras, 2007.

DELEMEAU, Jean. História do medo no Ocidente (1300-1800): uma cidade sitiada. Tradução:

Maria Lucia Machado. São Paulo: Companhia das Letras, 2009.

DELEUZE, Gilles. A dobra: Leibniz e o barroco. Campinas: Papirus, 1991.

ELIAS, Norbert. A sociedade da corte: investigação sobre a sociologia da realeza e da aristocracia

de corte. Rio de Janeiro: Zahar, 2001.

FOUCAULT, Michel. A história da sexualidade. v. I. A vontade de saber. São Paulo: Paz e Terra,

2014.

HARTOG, François. Regimes de historicidade: presentismo e experiências do tempo. Belo

Horizonte: Autêntica, 2013.

HILL, Christopher. O mundo de ponta-cabeça: ideias radicais durante a Revolução Inglesa de 1640.

São Paulo: Companhia das Letras, 1987.

HOBSBAWM, Eric J. A era das revoluções (1789-1848). São Paulo: Paz e Terra, 2009.

KOSELLECK, Reinhart. Futuro passado: contribuição para uma semântica dos tempos históricos.

São Paulo: Contraponto; PUC-Rio, 2006.

LIPOVETSKY, Gilles. O império do efêmero: a moda e os seus destinos nas sociedades modernas.

São Paulo: Companhia das Letras, 2009.

ROCHE, Daniel. A cultura das aparências: uma história da indumentária (séculos XVII-XVIII). São

Paulo: SENAC, 2007.

VIGARELLO, Georges (Dir.). História da virilidade. v. I. A invenção da virilidade: da Antiguidade

às Luzes. Tradução: Francisco Morás. Petrópolis: Vozes, 2013.

SUBMISSÃO AO COLEGIADO DO CURSO

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Data de aprovação: _____

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Assinatura do Professor

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Assinatura do Coordenador