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MULTIDÃO, SEGUIDOR OCASIONAL OU DISCÍPULO?

Podemos observar três categorias de relacionamento que as pessoas tinham com Jesus:

multidão, seguidor ocasional e discipulo. Hoje não é diferente, pois nos relacionamos com Deus de uma das três maneiras. Vamos analisar cada categoria então!

JESUS E A MULTIDÃO

O primeiro nível de relacionamento que Jesus travou foi com a multidão: “Seguia-o numerosa multidão porque tinham visto os sinais que Ele fazia na cura dos enfermos” (Jo 6,2). O ministério de Jesus foi um ministério de multidões, mas Ele nunca as priorizou. Por quê? Porque o nível de resposta e de compromisso da multidão é pequeno, inseguro, desconhe- cido; o nível de impacto e transformação da Palavra sobre ela é pequeno. Ele deu prioridade aos vínculos profundos que tinha com os discípulos. A multidão o seguia por causa dos sinais e das curas que Ele fazia. O seu relacionamento era distante, ela O via de longe e ocasionalmente. O que define o comportamento da multidão é a busca de suas próprias necessidades. Só se buscava Jesus quando havia uma necessidade ocasional. Assim, o compromisso estava condicionado a isso. A decisão de estar com Ele era uma decisão provisória, em que a indepen- dência movia o compromisso. Acostumaram-se, então, com relacionamentos superficiais. Todas as áreas de sua vida eram mais ou menos nebulosas. Viviam em altos e baixos em sua vida cristã. Consequentemente, crescem até certo ponto e então ficam estagnadas. Quem faz parte da multidão, por exemplo, está acostumado a viver nas fronteiras da vida cristã. Misturam-se no limite da exigência de comprometimento. São os chamados cristãos das bordas. Quando algo é exigido que ultrapassa o seu grau de disposição à abnegação, então, simplesmente se retira das fileiras do cristianismo para se posicionar na trincheira do paganismo e da mediocridade da religião. Quem faz parte da multidão não consegue apegar-se a Cristo com dedicação. Não é capaz de demonstrar sentimentos senão o interesse pessoal e esnobe. Quem faz parte da multidão não tem rosto. Não tem identidade. Prefere o anonimato das massas à intimidade do relacionamento com o Salvador. Pessoas que se misturam à multidão não desejam compromisso. Não querem ser vistas para não serem cobradas. São movidas por um intenso desejo de se beneficiarem sem que isso lhe traga custo alto ou prejuízo pessoal.

JESUS E OS SEGUIDORES OCASIONAIS

O segundo nível de relacionamento de Jesus foi com aquelas pessoas que O procuravam para serem aconselhadas. Nós temos alguns exemplos. O primeiro é Nicodemos em João 3. Ele não era propriamente da multidão, tinha um relacionamento mais próximo com Jesus. Todavia, não se obrigava a obedecer a Palavra que Ele lhe dava. O fato de ele ir procurar Jesus à noite mostra que ele tinha vergonha de sua fé e estava preocupado com a opinião dos outros a seu respeito. Entretanto, ele ainda desejava saber mais do Senhor. Seu relacionamento com o Jesus era mais próximo do que o da multidão, mas não o suficiente para se tornar um discípulo. Essas pessoas alimentam-se da Palavra, mas com uma ótica não profunda, são anêmicas na fé, incrédulas, apáticas e mornas. Deixam-se tratar apenas superficialmente quando há pressões ou alguma dificuldade. Deus as usa, mas o relacionamento com Ele é caracterizado pela superficialidade e pelo limite com que se deixam tratar. Podem até estar convencidas de que são muito espirituais, mas têm um relacionamento distante, tanto com Deus quanto com o próximo.

Os seguidores , até demostram algum tipo de afeição. Não querem se perder no meio da multidão, mas também não estão interessados em se aproximar demasiadamente. Gostam da presença de Jesus. Agradam-se de Sua palavra. Estão envolvidos com os acontecimentos mais extraordinários, mas, ainda assim, optam mais pela distância do que pela intimidade. Seguidores são diferentes da multidão. Não ficam na periferia do cristianismo oscilando entre a crença e a

descrença. Entretanto, são considerados superfi ciais, tendo em vista que não possuem coragem o suficiente para negar a fé, mas também não têm a ousadia necessária para ir às últi mas consequências por amor a Jesus.

JESUS E OS DISCÍPULOS

O terceiro nível de relacionamento que Jesus construiu foi com Seus discípulos. Aqui, nesse nível, a proximidade é total, a intimidade e a liberdade com a qual se expressam pensamentos e sentimentos são completas Os discípulos se constituem numa classe disti nta. Estão dispostos a estar no centro, no eixo da vida cristã autêntica e verdadeira. Não admitem as fronteiras do cristianismo, bem como são intoleráveis com a superfi cialidade. Para o discípulo é tudo ou nada. Nenhum preço é alto demais para se pago por amor a Jesus. Nenhuma exigência do evangelho é pesada o sufi ciente para fazê-lo renunciar a fé. O discípulo anseia pela intimidade. Ama as águas profundas do relacionamento com o Amado e as margens são, defi nitivamente, insuportáveis,

uma vez que o anelo do discípulo é estar com seu Mestre, seja onde for, custe o que custar. Onde será que estamos em nosso relacionamento com nosso Salvador? Permita Deus que estejamos identifi cados em meios aos discípulos e não confundidos no meio da multidão. Abrem mão de viverem independentemente para terem vínculos com Jesus. Neles o caráter de Cristo é formado. Assim, quando rezamos pedindo a Deus que nos forme, Ele responde nos levando a situações que irão nos quebrar e moldar. Ele é um Deus prático. Devemos responder positivamente a essas situações de tratamento. Quando tais situações vierem, simplesmente avaliamos e corrigimos as atitudes e as motivações erradas que virão à tona. Crescemos de fé em fé.

O que transformou os discipulos, tornando-os semelhantes a Ele, foi um vínculo sólido e profundo de discipulado. Em qual dessas três categorias de pessoas você se encontra? Você faz parte da multidão, é um seguidor ocasional, ou um discípulo de Jesus que de fato tem uma intimidade profunda com Deus?

CARACTERÍSTICAS DA MULTIDÃO

  • Relacionamento distante e impessoal.

  • Fraca resposta ao desafio da Palavra de Deus.

  • Não aceitam ser cobrados ou confrontados em sua conduta.

  • Não se deixam tratar por ninguém.

  • São totalmente independentes.

  • O nível de crescimento é baixo.

  • Vivem de aparência.

CARACTERÍSTICAS DA MULTIDÃO  Relacionamento distante e impessoal.  Fraca resposta ao desafio da Palavra de

CARACTERÍSTICAS DOS SEGUIDORES OCASIONAIS

  • Possuem um relacionamento frequente, mas superficial.

  • Os diálogos são abrangentes, mas não permitem o tratamento do caráter.

  • Suas opiniões próprias são muito fortes e, por isso, estão fechados para aprender com os outros.

  • Dão uma resposta superficial e até religiosa à Palavra.

  • Vivem estagnados na apatia espiritual.

CARACTERÍSTICAS DA MULTIDÃO  Relacionamento distante e impessoal.  Fraca resposta ao desafio da Palavra de

CARACTERÍSTICAS DO DISCÍPULO

  • Possui intimidade e transparência no seu relacionamento com Jesus.

  • Responde de forma completa à Palavra de Deus.

  • É submisso.

  • Manifesta um crescimento constante e desobstruído.

CARACTERÍSTICAS DA MULTIDÃO  Relacionamento distante e impessoal.  Fraca resposta ao desafio da Palavra de
  • É aberto e maleável o suficiente para se deixar tratar.

  • Suas motivações são conhecidas.

  • É dependente de Deus.

  • Possui uma vida de vitória.

  • Possui clareza dos princípios da Palavra de Deus.

Onde me situo, segundo essas caracteristicas?

MULTIDÃO

SEGUIDORA DE OCASIÃO

DISCÍPULA