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Projeto Doutorado Sanduíche no Exterior - CAPES

Os manuais escolares como fonte de pesquisa sociológica

Marcelo Pinheiro Cigales Orientador-Brasil: Amurabi Oliveira Orientadora-España: Gabriela Ossenbach

Maio-agosto de 2017

Apresentação

a) Atividades que realizo no Brasil;

b) Projeto de doutorado;

c) Projeto de doutorado Sanduíche no Exterior

(MANES).

Resumo

Licenciado em Ciências Sociais (2012) e Mestre em Educação (2014) pela Universidade Federal de Pelotas, com período de Intercâmbio acadêmico na Universidade de Coimbra (Portugal). Atualmente é doutorando em Sociologia Política pela Universidade Federal de Santa Catarina. É editor e colaborador das revistas: Café com Sociologia, Cadernos da ABECS, Clovis de Moura de Humanidades, e, Em Debate. Suas pesquisas estão voltadas para o Ensino de Sociologia, História e Sociologia da Educação.

Revista Cadernos da Associação Brasileira de Ensino de Ciências Sociais http://abecs.com.br/revista/

Revista Cadernos da Associação Brasileira de Ensino de Ciências Sociais http://abecs.com.br/revista/

Núcleo da Educação e Juventudes Contemporâneas - NEJUC - UFSC.

Núcleo da Educação e Juventudes Contemporâneas - NEJUC - UFSC. http://contatonejuc.wixsite.com/nejuc

Projeto de doutorado

A Sociologia Católica no Brasil:

Análise dos manuais escolares (1920-1940)

Introdução

a) Por que estudar a história da sociologia? Inserção no campo de estudos; Acesso às fontes de pesquisa; Ausência de estudos sobre o objeto em questão. (Sociologia Católica no Brasil).

b) Mapeando o campo de pesquisa sobre a história da sociologia no Brasil. 1950-1970 (visão de ruptura entre pré-científico e científico); 1980-1990 (ênfase para uma visão institucionalista); 2000-2010 (enfoque na construção de uma história a partir do ensino); 2010-2016 (período de desconstrução/reflexivo/ busca de novas fontes e recortes)

Temática e Justificativa

• Revolução de Trinta;

• Criação do Ministério da Educação;

• Manifesto dos Pioneiros;

• Divergência entre Católicos e Liberais, – Fernando de Azevedo x Alceu Amoroso Lima; – Distintas concepções de Sociologia;

Fernando de Azevedo (1894-1974) Amoroso Lima (1893-1983)

Fernando de Azevedo (1894-1974)

Fernando de Azevedo (1894-1974) Amoroso Lima (1893-1983)

Amoroso Lima (1893-1983)

Fontes

Autor

Manual

Ano e editora

 

A. Lorton

Sociologia

1926; Livraria Alves

Alain Birou

Sociologia e Religião

1962; Duas cidades

Amaral Fontoura

Programa de Sociologia

1940; Glogo

Amaral Fontoura

Sociologia Educacional

1951; Globo

Amaral Fontoura

Introdução à Sociologia

1948; Globo

Francisca Peeters

Noções de sociologia

1935; Melhoramentos

Padre Guilherme Boing

Sociologia cristã. Vol I

1938; Vozes

Padre Guilherme Boing

Sociologia cristã Vol II

1939, Vozes

Jacques Maritain

Rumos da Educação

1959; Agir

Jean Labbens

A sociologia religiosa

1962, Flamboyant

Milovan Djilas

A nova Classe: uma análise do sistema comunista

1958; Agir

Monsenhor Pedro Anísio

Sociologia Evolucionista e Sociologia Cristã

1955; Teone

Padre Fernando Bastos de Ávila

Neo-capitalismo, Socialismo, solidarismo

1963; Agir

Padre Fernando Bastos de Àvila

Introdução à Sociologia

1967; 3.ed. Agir

Ignace Lepp

Itinerário de Marx a Cristo

1960; 2.ed. Agir

Padre Leonel Franca

Liberdade e determinismo: a orientação da vida humana

1954; Agir

Padre Leonel Franca

Polêmicas: Ensino Religioso e Ensino Médio problemas de deontologia médica: relíquias de uma polêmica

1953; 2.ed. Agir

Raymond W. Murray

Introdução à Sociologia

1947; Agir

Severino Sombra

Formação da sociologia: introdução histórica das ciências Sociais

1941; José Olympio

Theobaldo Miranda dos Santos

Noções de Sociologia

1958; 7.ed.

Tristão de Athayde

Preparação à sociologia

1931; D. Vital

Tristão de Athayde

Vozes de minas: ensaio de sociologia regional brasileira

1945, Agir.

Padre Alcionilio Bruzzi Alves da Silva

Introdução à Sociologia

1942, Saraiva.

Objetivos

• Compreender

a

constituição

da

Sociologia

Católica no Brasil, por meio

da

análise

de

manuais escolares escritos em 1920 e 1940 por

intelectuais relacionados à Igreja.

– (i) problematizar através do estado da arte as pesquisas sobre a HSB; (ii) compreender as disputas políticas e sociais em torno dessa concepção de sociologia; (iii) conhecer a trajetória social, política e institucional dos autores responsáveis pela produção desses manuais escolares; (iv) realizar uma análise sobre os manuais de Sociologia produzidos por intelectuais católicos no período proposto; (v) evidenciar o projeto intelectual católico para a Sociologia no campo educacional, contrastando-o com o cenário empírico de instituições católicas e públicas de ensino.

Referencial teórico

• Sociologia da Sociologia (categorias da sociologia para analisar a HCS no Brasil).

– Teoria de Bourdieu sobre os Campos Sociais; Campo Habitus Capitais Agentes
– Teoria de Bourdieu sobre os Campos Sociais;
Campo
Habitus
Capitais
Agentes

• O surgimento de uma sociologia católica no Brasil representou uma disputa na constituição do campo da sociologia no país, em torno de princípios de visão e divisão do mundo social?

– Seria a sociologia católica capaz de legitimar o discurso da Igreja diante do espaço educacional? Que capitais foram mobilizados para a constituição dessa concepção de sociologia? Quais foram os principais agentes envolvidos nesse processo? Até que ponto essas disputas simbólicas foram refletidas nos estabelecimentos de ensino no Brasil, ditando e impondo sistemas de classificações do que deveria ou não ser ensinado e dos manuais que deveriam ou não ser utilizados?

Referencial metodológico

• Por uma sociologia dos manuais escolares

Manuais escolares

Lógica Interna

Lógica externa

Análise de conteudo; Análise documental; Prosopografia.

Fontes complementares; Jornais, arquivos escolares; História das editoras, etc.

• Por manual escolar entende-se um conjunto de conteúdos respectivos de um campo de conhecimento; organizado por determinados agentes, portadores de determinadas visões e representações sobre o mundo social; materializado em papel, por meio de tecnologias de impressão; e destinado ao ensino de uma disciplina escolar.

Hipóteses

a) A escrita dos manuais de sociologia católica foi uma tentativa de adequar e legitimar o discurso social da Igreja diante do campo educacional e cultural do país; b) A sociologia católica não se legitimou no campo acadêmico e científico das CS no Brasil, visto que com a criação das primeiras universidades (1933, 1934) foram sendo criadas as regras do campo acadêmico e científico da sociologia, e consequentemente de um habitus que privilegiava a propagação de determinados métodos e determinadas técnicas da pesquisa social. c) Foco da sociologia católica era o campo educacional (secundário e normal) e a possível heterogeneidade do grupo católico enfraqueceu a constituição de uma sociologia católica no meio acadêmico e científico.

Possível estrutura dos capítulos

• Introdução - (problemática, referencial teórico e metodológico e objetivos)

• Cap. 1. Histórias da sociologia no Brasil;

• Cap. 2. A sociologia e a constituição do campo educacional brasileiro;

Cap. 3. Os intelectuais da sociologia católica;

• Cap. 4. As “ideias elementos” da sociologia católica;

• Cap. 5. A sociologia católica vai à escola.

Balanço das atividades

Atividades desenvolvidas

Entrevistas • Kira Mahamud (avanços teóricos e metodológico dos manuais)

• Agustín Escolano (Desenvolvimento do Campo da manualística)

• Raimundo Cuesta (a ser realizada em Salamanca em julho)

Resenha (LAFARGA, Luz Elena Galván; MOCTEZUMA, Lucía Martínez; PÉREZ, Oresta Lópes. (Coordinadoras). Más Allá del texto: Autores, Redes de Saber y formación de lectores. Centro de Investigación y Estudios Superiores en Antropología Social: Universidad Autónoma del Estado de Morelos. Casa Chata: México, 2016. 516 páginas).

Visitas

• CEINCE

• Museo Escolar Bordecorex

• Museo Escolar Isabel la Católica

• Museo escolar Complutense (a ser realizada)

Seminários

• Educação personalizada

• Análise do discurso (a ser realizado)

Capítulo teórico e metodológico

Seis questões metodológicas

1. Why textbooks?

2. Which textbooks?

3. Why those textbooks?

4. How many textbooks?

5. What is there in the textbooks?

6. How do I approach the contents of the

textbooks? (MAHAMUD, 2014, p. 33).

Seleção dos manuais

Seleção dos manuais

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