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Enfoque

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Romeu Kazumi Sassaki
E-mail: romeukf@uol.com.br

INCLUSÃO:
o paradigma do século 21
Resumo
O texto procura esclarecer as grandes
diferenças que existem entre os paradigmas
da integração e da inclusão, numa
perspectiva histórica. São apontadas as
práticas de transição entre um paradigma
e outro. E elabora mais profundamente o
campo educacional, descrevendo as
principais características das escolas
abertas para todos os tipos de alunos,
construídas à luz dos princípios da inclusão.

Abstract
This article seeks to clarify, from an
historical perspective, major differences
between two paradigms: integration and
inclusion. Transitional practices
implemented from one paradigm to the
other are shown. And it elaborates more
deeply the educational field, describing the
main characteristics of schools that are open
to all types of students and that are built
under the principles of inclusion.

1
Assistente social pela Faculdade Paulista de Serviço Social e conselheiro de reabili-
tação pela Southern Illinois University. Atua como consultor de inclusão escolar e
social junto ao Banco Mundial e à Secretaria Municipal de Educação de Guarujá/SP.

INCLUSÃO - Revista da Educação Especial - Out/2005 19


Introdução cimentos públicos e particulares de inclusão profissional etc.). Essas
pessoas portadoras de deficiência barreiras se manifestam por meio
Embora as experiências pionei- capazes de se integrar na rede regu- de seus ambientes restritivos, suas
ras em inclusão tenham sido feitas lar de ensino” (art. 24, inciso I). E políticas discriminatórias e suas ati-
na segunda metade dos anos 80, foi também pela Resolução n. 2, do tudes preconceituosas que rejeitam
no início da década de a minoria e todas as
90 que o mundo da formas de diferenças,
educação tomou co-
nhecimento de um
" O MUNDO CAMINHA seus discutíveis pa-
drões de normalidade,
novo caminho para
uma escola de qualida-
PARA A CONSTRUÇÃO DE seus objetos e outros
bens inacessíveis do
ponto de vista físico,
de e verdadeiramente
aberta para todas as UMA SOCIEDADE CADA seus pré-requisitos
pessoas. atingíveis apenas pela
Esse caminho, VEZ MAIS INCLUSIVA." maioria aparentemen-
te homogênea, sua
conhecido como edu-
cação inclusiva, difere substancial- Conselho Nacional de Educação, quase total desinformação sobre ne-
mente das formas antigas de inser- Câmara de Educação Básica (2001). cessidades especiais e sobre direi-
ção escolar de pessoas com defici- Todo este viés conceitual tem ori- tos das pessoas que possuem essas
ência e/ou com outros tipos de con- gem no modelo médico da deficiên- necessidades, suas práticas discrimi-
dições atípicas, no sentido de que a cia, segundo o qual o problema está natórias em muitos setores da ati-
inclusão requer mudanças na pers- na pessoa com deficiência e, por vidade humana (escolas, empresas,
pectiva pela qual a educação deve esta razão, ela precisa ser “corrigi- locais de lazer, transportes coletivos
ser entendida. da” (melhorada, curada etc) a fim etc).
Em que sentido? A inclusão de poder fazer parte da sociedade.
difere, por exemplo, da integração, Ativistas do movimento lidera- Surgimento do
do por pessoas com deficiência sem-
que se vale das práticas de mains-
pre combateram esta forma de aten-
paradigma da inclusão
treaming, de normalização, de clas-
ses especiais e de escolas especiais. der às necessidades educacionais,
Podemos afirmar que a se-
Todas as formas até então vi- por exemplo, de crianças com defi-
mente do paradigma da inclusão
gentes de inserção escolar partiam ciência. Para eles, não era justa essa
exigência da sociedade, no sentido foi plantada pela Disabled Peoples’
do pressuposto de que devem exis- International, uma organização
tir dois sistemas de educação: o re- de que as crianças provassem esta-
rem aptas para ingressar no sistema não-governamental criada por lí-
gular e o especial. Os alunos com deres com deficiência, quando em
deficiência poderiam estudar em educacional comum. Eles entendi-
am, e assim o entendem até hoje, seu livreto Declaração de Princí-
escolas regulares se fossem capazes pios, de 1981, definiu o conceito
de acompanhar seus colegas não-de- que cabe à sociedade, portanto às
escolas comuns, modificar seu pa- de equiparação de oportunidades (apud
ficientes. Para isto, foi sendo desen- Driedger & Enns, 1987, p. 2-3):
volvido um sistema de cascata para radigma educacional e, conseqüen-
acomodar os diversos níveis de ca- temente, suas estruturas físicas, pro-
gramáticas e filosóficas, a fim de “o processo mediante o qual os
pacidade. Mesmo a Lei de Diretri-
que as escolas possam tornar-se sistemas gerais da sociedade, tais
zes e Bases da Educação Nacional
(1996) usa a expressão “preferenci- mais adequadas às necessidades de como o meio físico, a habitação e
almente na rede regular de ensino” todos os seus alunos. Esta inusita- o transporte, os serviços sociais
e a condicionante “no que for pos- da perspectiva pela qual é vista a e de saúde, as oportunidades de
sível”, deixando implícita a existên- questão das pessoas com deficiên- educação e de trabalho, e a vida
cia de um sistema paralelo destina- cia deu origem ao conceito conhe- cultural e social, incluídas as ins-
do, exclusivamente, aos alunos que cido como o modelo social da defi- talações esportivas e de recrea-
não tivessem capacidade acadêmi- ciência. ção, são feitos acessíveis para to-
ca para freqüentar as escolas co- O modelo social da deficiên- dos. Isto inclui a remoção de bar-
muns em razão de suas deficiências cia, elaborado basicamente por en- reiras que impedem a plena par-
físicas, intelectuais, sensoriais ou tidades de pessoas com deficiência, ticipação das pessoas deficientes
múltiplas. Isto foi reforçado pelo aponta as barreiras da sociedade (es- em todas estas áreas, permitin-
Decreto n. 3.298, de 1999, quando cola, empresa etc) que impedem o do-lhes assim alcançar uma qua-
determina “a matrícula compulsó- desenvolvimento das pessoas e sua lidade de vida igual à de outras
ria em cursos regulares de estabele- inserção social (inclusão escolar, pessoas.”
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Desde então, vári- exclusivo para pessoas de-
os outros documentos ficientes num clube co-
internacionais, por mum, etc. Esta forma de
exemplo, o Programa integração, mesmo com
Mundial de Ação Rela- todos os méritos, não dei-
tivo às Pessoas com De- xa de ser segregativa.
ficiência (1983), as Nor-
mas sobre a Equipara- Nenhuma dessas for-
ção de Oportunidades mas de integração social
para Pessoas com Defi- satisfaz plenamente os di-
ciência (1994), ambos reitos de todas as pessoas
da Organização das com deficiência, pois a in-
Nações Unidas, e a De- tegração pouco exige da
claração de Salamanca sociedade em termos de
(1994), da Unesco, modificação de atitudes,
têm enfatizado esse de espaços, de objetos e
conceito, dando assim início à cons- de práticas sociais. No modelo in-
cientização da sociedade sobre o
Transição da integração tegrativo, a sociedade, praticamen-
outro lado da inserção, qual seja, o para a inclusão te de braços cruzados, aceita rece-
lado da necessidade de modificar- ber pessoas com deficiência, desde
mos a sociedade (escolas, empre- O paradigma da integração, que estas sejam capazes de:
sas, espaços urbanos etc) para aten- tão defendida durante os últimos
der as necessidades das pessoas. Os cinqüenta anos, ocorria e ainda  moldar-se aos requisitos dos
dois primeiros documentos tratam ocorre de três formas (Sassaki, serviços especiais separados
de todos os aspectos da atividade 1997, p. 34-35): (classe especial, escola espe-
humana, incluindo a educação, e o cial etc);
terceiro é todo dedicado à educa-  Pela inserção pura e simples
 acompanhar os procedimentos
ção inclusiva. daquelas pessoas com deficiên-
tradicionais (de trabalho, esco-
Portanto, a inclusão consiste cia que conseguiam ou conse-
larização, convivência social
em adequar os sistemas sociais ge- guem, por méritos pessoais e
etc);
rais da sociedade de tal modo que profissionais, utilizar os espa-
sejam eliminados os fatores que ex- ços físicos e sociais, bem como  contornar os obstáculos exis-
cluíam certas pessoas do seu seio e seus programas e serviços, sem tentes no meio físico (espaço
mantinham afastadas aquelas que nenhuma modificação por par- urbano, edifícios, transportes
foram excluídas. A eliminação de te da sociedade (escola co- etc);
tais fatores deve ser um processo mum, empresa comum, clube
 lidar com as atitudes discrimi-
contínuo e concomitante com o es- comum etc.)
natórias da sociedade, resultan-
forço que a sociedade deve empre-  Pela inserção daquelas pessoas tes de estereótipos, preconcei-
ender no sentido de acolher todas com deficiência que necessita- tos e estigmas;
as pessoas, independentemente de vam ou necessitam de alguma
suas diferenças individuais e da suas  desempenhar papéis sociais
adaptação específica no espa-
origens na diversidade humana. individuais (aluno, trabalhador,
ço físico comum ou no proce-
Pois, para incluir todas as pessoas, usuário, pai, mãe, consumidor
dimento da atividade comum
a sociedade deve ser modificada a etc.) com autonomia mas, não
a fim de poderem, só então,
partir do entendimento de que ela é necessariamente, com inde-
estudar, trabalhar, ter lazer, en-
que precisa ser capaz de atender às pendência.
fim, conviver com pessoas sem
necessidades de seus membros. O deficiência.
desenvolvimento, por meio da edu- Vista de outra maneira, a in-
cação, reabilitação etc, das pessoas  Pela inserção de pessoas com tegração constitui um esforço uni-
com deficiência deve ocorrer den- deficiência em ambientes sepa- lateral tão somente da pessoa com
tro do processo de inclusão e não rados dentro dos sistemas ge- deficiência e seus aliados (a famí-
como um pré-requisito, como se rais. Por exemplo: escola espe- lia, a instituição especializada e al-
essas pessoas precisassem pagar in- cial junto à comunidade; clas- gumas pessoas da comunidade
gressos para poderem fazer parte da se especial numa escola co- que abracem a causa da inserção
sociedade (das escolas comuns, das mum; setor separado dentro de social), sendo que a pessoa com de-
empresas comuns etc). uma empresa comum; horário ficiência deve procurar tornar-se
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mais aceitável pela comu- las e o Brasil já come-
nidade. A integração sem- " (...) A INCLUSÃO É UM çou a buscar o seu ca-
pre procurou diminuir a di- minho, mesmo com
ferença da pessoa com de- PROCESSO MUNDIAL pouca ajuda técnica ou
ficiência em relação à mai- financeira, porém com
oria da população, por
meio da reabilitação, da
IRREVERSÍVEL". grande determinação
por parte de muitos di-
educação especial e até de cirurgi- total ou plena, da seguinte for- retores, professores e pais, assim
as, pois ela partia do pressuposto de ma: a integração com o sentido como do Governo Federal (por
que as diferenças constituem um de “inserção da pessoa com de- meio da Secretaria de Educação Es-
obstáculo, um transtorno que se in- ficiência preparada para convi- pecial, do Ministério da Educação),
terpõe à aceitação social. ver na sociedade” e a integração de Secretarias Estaduais (por exem-
O mérito da proposta da inte- total correspondendo ao moder- plo, Goiás) e Municipais de Educa-
gração está no seu forte apelo con- no conceito de inclusão, sem usa- ção, além de muitas escolas particu-
tra a exclusão e a segregação de pes- rem a palavra “inclusão”. Este é lares em inúmeras regiões do País.
soas com deficiência. Todo um es- o caso da maioria dos trabalhos Os resultados ainda são peque-
forço é envolvido no sentido de pro- acadêmicos, científicos ou téc- nos, porém crescentes e animado-
mover a aproximação entre a pes- nicos publicados até aproxima- res. A cada dia que passa, fico sa-
soa deficiente e a escola comum, damente 1994, ano em que saiu bendo de mais um grupo de pes-
entre a pessoa deficiente e a empre- o primeiro documento interna- soas, neste imenso país, desejando
sa comum e, assim por diante. Mas cional que aborda extensamen- conhecer e aplicar a filosofia e a
sempre com a tônica da responsa- te o conceito de inclusão nos sis- metodologia da inclusão escolar,
bilidade colocada sobre as pessoas temas educacionais ¯ a Decla- partindo do pressuposto de que to-
com deficiência, no sentido de se ração de Salamanca (Unesco, dos os jovens e as crianças, com ou
prepararem para serem integradas à 1994). sem deficiência, têm o direito de
sociedade (às escolas comuns, às  Ainda outras pessoas utilizam estudar juntos para crescerem como
empresas etc.). Neste caso, a socie- apenas a palavra integração, cidadãos felizes e capazes de con-
dade é chamada a deixar de lado tanto no sentido de integração tribuir para a melhoria da qualidade
seus preconceitos e aceitar as pes- como no de inclusão, nunca de vida da sociedade. É bastante vi-
soas com deficiência que realmen- usando as palavras inclusão e sível o crescente movimento inclu-
te estejam preparadas para conviver integração total. sivista, alimentado pela adesão de
nos sistemas sociais comuns. setores da sociedade (escolas, asso-
Estamos na fase de transição  Há também pessoas que utili- ciações, empresas, órgãos governa-
de um paradigma para outro. Assim, zam indistintamente os termos mentais, instituições especializadas,
é inevitável que as duas palavras (in- integração, integração total e mídia etc) aos princípios da inclu-
tegração e inclusão) sejam faladas inclusão, ou seja, como se fos- são social.
e escritas com diversos sentidos por sem sinônimos, todos signifi- Quando os princípios da edu-
diferentes pessoas: cando uma única coisa: “inser- cação inclusiva são corretamente
ção da pessoa com deficiência implementados, surgem os seguin-
 Algumas pessoas utilizam as preparada para conviver na so- tes resultados imediatos:
palavras integração e inclusão, ciedade”.
já em conformidade com a  As escolas regulares se transfor-
moderna terminologia do para- Educação inclusiva mam em unidades inclusivas
digma da inclusão, ou seja, com na prática enquanto as escolas especiais
sentidos distintos: a integração vão se tornando centros de
significando “inserção da pes- O mundo caminha para a cons- apoio e capacitação para pro-
soa com deficiência preparada trução de uma sociedade cada vez fessores, profissionais e demais
para conviver na sociedade” e mais inclusiva. Sinais desse proces- componentes dos sistemas es-
a inclusão significando “modi- so de construção são visíveis com colares.
ficação da sociedade como um freqüência crescente, por exemplo,  Medidas as mais diversas de
pré-requisito para a pessoa re- nas escolas, na mídia, nas nossas adequação dos sistemas esco-
alizar seu desenvolvimento e vizinhanças, nos recursos da comu- lares às necessidades dos alu-
exercer a cidadania”. nidade e nos programas e serviços. nos, são implementadas, nas
 Outras pessoas utilizam as pa- Muitos países já adotaram a seis dimensões de acessibilida-
lavras integração e integração abordagem inclusiva em suas esco- de, quais sejam:
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• Acessibilidade arquitetônica, decretos, portarias, resoluções, Após conhecer a inclusão, não
sem barreiras ambientais físi- medidas provisórias etc), em consigo imaginar a volta da socieda-
cas em todos os recintos inter- regulamentos (institucionais, de para práticas não-inclusivas. Feliz-
nos e externos da escola e nos escolares, empresariais, comu- mente, a inclusão é um processo
transportes coletivos. nitários etc) e em normas de mundial irreversível. Veio para ficar e
um geral. multiplicar-se abrindo caminhos para
• Acessibilidade comunicacio-
• Acessibilidade atitudinal, por a construção de uma sociedade ver-
nal, sem barreiras na comuni-
meio de programas e práticas dadeiramente para todos, sem exce-
cação interpessoal (face-a-face,
de sensibilização e de cons- ção sob nenhuma hipótese.
língua de sinais, linguagem cor-
poral, linguagem gestual etc.), cientização das pessoas em
na comunicação escrita (jornal, geral e da convivência na di- Bibliografia
revista, livro, carta, apostila versidade humana resultando
etc., incluindo textos em brai- em quebra de preconceitos, BRASIL. Decreto n° 3.298, de 20 de dezem-
bro de 1999. Direito à Educação: Subsí-
le, textos com letras amplia- estigmas, estereótipos e dis-
dios para a gestão dos sistemas educacio-
das para quem tem baixa visão, criminações. nais – Orientações gerais e marcos legais.
notebook e outras tecnologias  Aplicação da teoria das inte- Brasília: MEC, Seesp, 2004, p. 249-269.
assistivas para comunicar) e na BRASIL. Lei n° 9.394, de 20 de dezembro de
ligências múltiplas na elabo- 1996. Direito à Educação: Subsídios para
comunicação virtual (acessibi- ração, apresentação e avalia- a gestão dos sistemas educacionais – Ori-
lidade digital). ção das aulas, fato que vem entações gerais e marcos legais. Brasília:
• Acessibilidade metodológica, ampliando as formas de MEC, Seesp, 2004, p. 102-127.
BRASIL. Parecer n° 17, de 3 de julho de 2001.
sem barreiras nos métodos e aprendizagem dos alunos e de
Direito à Educação: Subsídios para a ges-
técnicas de estudo (adaptações ensino por parte dos profes- tão dos sistemas educacionais – Orienta-
curriculares, aulas baseadas nas sores, assim como as formas ções gerais e marcos legais. Brasília: MEC,
inteligências múltiplas, uso de de relacionamento dos pais Seesp, 2004, p. 316-349.
com seus filhos, as relações BRASIL. Programa “Educação Inclusiva: Di-
todos os estilos de aprendiza- reito à Diversidade”. Secretaria de Edu-
gem, participação do todo de de amizade e de estudo entre cação Especial. Disponível em: http://
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sem barreiras nos instrumentos sociedade para todos. Rio de Janeiro:
pio da rejeição zero), na con- WVA, 1997.
e utensílios de estudo (lápis, vivência harmoniosa (princí- UNESCO. The Salamanca Statement and
caneta, transferidor, régua, te- pio da cooperação e colabo- framework for action on special needs
clado de computador, materi- ração), na participação ativa education. [Declaração de Salamanca].
ais pedagógicos), de atividades e central das famílias e da Conferência Mundial sobre Educação
da vida diária (tecnologia assis- para Necessidades Especiais: Acesso e
comunidade local em todas as Qualidade, realizada em Salamanca, Es-
tiva para comunicar, fazer a hi- etapas do processo de apren- panha, em 7-10 de junho de 1994. Ge-
giene pessoal, vestir, comer, an- dizagem e, finalmente, na nebra: Unesco, 1994.
dar, tomar banho etc) e de la- crença de que qualquer pes- UNITED NATIONS. World Programme of
zer, esporte e recreação (dispo- Action concerning Disabled Persons.
soa, por mais limitada que Nova York: United Nations, 1983.
sitivos que atendam às limita- seja em sua funcionalidade
ções sensoriais, físicas e men- acadêmica, social ou orgâni-
tais, etc). ca, tem uma contribuição sig-
• Acessibilidade programática, nificativa a dar a si mesma,
sem barreiras invisíveis embu- às demais pessoas e à socie-
tidas em políticas públicas (leis, dade como um todo.
INCLUSÃO - Revista da Educação Especial - Out/2005 23