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Curso Preparatório para Concurso da ANVISA - EDITAL Nº 1/2013 11. MICROBIOLOGIA CLÍNICA PARTE -
Curso Preparatório para Concurso da
ANVISA - EDITAL Nº 1/2013
11. MICROBIOLOGIA CLÍNICA
PARTE - 2
Dra. Cleide de Oliveira
1
ITENS A SEREM ABORDADOS Metabolismo e crescimento microbiano (bactérias, fungos, arqueias); Isolamento de
ITENS A SEREM ABORDADOS
Metabolismo e crescimento microbiano (bactérias,
fungos, arqueias);
Isolamento de microrganismos: métodos de isolamento
e coloração;
Métodos utilizados na preservação de microrganismos;
Métodos de esterilização, desinfecção e assepsia;
Análise microbiológica de produtos;
Técnicas de biologia molecular aplicadas à microbiologia.
2
ITENS A SEREM ABORDADOS Metabolismo e crescimento microbiano (bactérias, fungos, arqueias); Isolamento de
ITENS A SEREM ABORDADOS
Metabolismo e crescimento microbiano (bactérias,
fungos, arqueias);
Isolamento de microrganismos: métodos de isolamento
e coloração;
Métodos utilizados na preservação de microrganismos;
Métodos de esterilização, desinfecção e assepsia;
Análise microbiológica de produtos;
Técnicas de biologia molecular aplicadas à microbiologia.
3
METABOLISMO E CRESCIMENTO MICROBIANO (BACTÉRIAS, FUNGOS E ARQUEIAS) 4
METABOLISMO E CRESCIMENTO
MICROBIANO (BACTÉRIAS,
FUNGOS E ARQUEIAS)
4
SERES VIVOS 5
SERES VIVOS
5
Carl Richard Woese (1928-2012) Microbiologista norte-americano que definiu o dominio Archaea (um novo domínio dentro
Carl Richard Woese (1928-2012)
Microbiologista norte-americano que definiu o
dominio Archaea (um novo domínio dentro dos
seres vivos) em 1977, pela análise filogenética
do RNAr (16S), por PCR.
Woese, C.R., O. Kandler, & M.L. Wheelis
(1990). "Towards a natural system
of organisms: Proposal for the domains
Archaea, Bacteria, and Eucarya.“
Proc.Natl. Aca. Sci. USA 87:4576-4579.
Sistema dos Três Domínios
Domínio Eubacteria, que inclui as bactérias;
Domínio Archaea, anteriormente chamado Archaebacteria, que inclui
os procariontes que não recaem na classificação anterior;
Domínio Eukaria, que inclui todos os eucariontes, os seres vivos
com um núcleo celular organizado.
Dominio Aphanobionta, composto exclusivamente pelos vírus.
6
Sistema dos Três Domínios Carl Woese (1990) 7
Sistema dos Três Domínios
Carl Woese (1990)
7
Carl Woese (1990) 8
Carl Woese (1990)
8
ARQUEAS Membrana celular - lípidos associação de glicerol-éter ≠ glicerol-éster (bactérias e eucariotas) Parede
ARQUEAS
Membrana celular - lípidos associação de glicerol-éter ≠
glicerol-éster (bactérias e eucariotas)
Parede celular - não é formada por peptidoglicanos ≠
bactérias que os possuem. As arqueas possuem
polissacarídeos e outras apresentam apenas proteínas
Flagelo ≠ na composição e desenvolvimento em relação ao
flagelo das bactérias.
Ausência de núcelo celular = bactérias
Processos de transcrição e síntese proteica são = idênticos
aos dos eucariotas.
9
ESTRUTURAS CELULARES 10
ESTRUTURAS CELULARES
10
ARQUEAS As arqueas são pouco conhecidas devido às dificuldades de acesso aos seus hábitats e
ARQUEAS
As arqueas são pouco conhecidas devido às dificuldades de acesso aos seus
hábitats e de coleta de material, além da grande diversidade de seus processos
bioquímicos.
Atualmente, são bem conhecidas as bactérias:
Metanogênicas - organismos que produzem metano (CH 4 ) a partir do
Hidrogênio(H 2 ) e de dióxido de carbono (CO 2 ), são anaeróbias estritos.
Halófitas - são aeróbias e vivem em ambientes com alta concentração
de sais entre 12-23% de NaCl.
Termófilas extremas: organismos que tem afinidade por temperaturas
elevadas, suas membranas são estáveis entre 80-110°C, são aeróbicas,
anaeróbios estritos, anaeróbios facultativos.
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ARQUEAS - HALÓFITAS As halófilas exigem concentrações de sal muito altas. Halobacterium – formato de
ARQUEAS - HALÓFITAS
As halófilas exigem concentrações de sal muito altas.
Halobacterium – formato de
bastão.
Halobacterium salinarum
As halófilas em grandes concentrações de sal.
Halófilas - produzem energia a partir da
luz, por uma estrutura celular chamada
bacteriorrodopsina.
Mar Morto(Ásia) e Great Salt Lake (Utah), além
dos reservatórios onde a água marinha é deixada
para evaporar.
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ARQUEAS - METANOGÊNICAS Locais: estações de tratamento de esgotos, no lodo e nas profundezas do
ARQUEAS - METANOGÊNICAS
Locais:
estações
de
tratamento
de
esgotos, no lodo e nas profundezas do
mar, além de ser encontrados também no
tratointestinal de bovinos e outros
ruminantes.
Formato esférico de Arqueas produtoras de metano
ARQUEAS – TERMÓFILAS
Arqueas, bactérias resistentes a altas temperaturas entre 80 e 110ºC.
13
Locais: Fontes termais (gêiseres), Itália, Nova Zelândia, Parque Nacional de Yellowstone 14
Locais: Fontes termais (gêiseres), Itália,
Nova Zelândia, Parque Nacional de
Yellowstone
14
CARACTERISTICAS GERAIS DOS FUNGOS Não possuem movimento próprio 15
CARACTERISTICAS
GERAIS DOS FUNGOS
Não possuem movimento próprio
15
16
16
CANDIDÍASE 17
CANDIDÍASE
17
CANDIDÍASE 18
CANDIDÍASE
18
CANDIDÍASE 19
CANDIDÍASE
19
CANDIDÍASE 20
CANDIDÍASE
20
CANDIDÍASE 21
CANDIDÍASE
21
CANDIDÍASE 22
CANDIDÍASE
22
CANDIDÍASE 23
CANDIDÍASE
23
CANDIDÍASE 24
CANDIDÍASE
24
DOMINIO BACTÉRIA 25
DOMINIO BACTÉRIA
25
CRESCIMENTO MICROBIANO Aumento do número de microrganismos. NUTRIENTES FONTE DE CARBONO MO FONTE DE ENERGIA
CRESCIMENTO MICROBIANO
Aumento do número de microrganismos.
NUTRIENTES
FONTE DE CARBONO
MO
FONTE DE ENERGIA
FONTE DE ELÉTRONS
PRECURSSORES METABÓLICOS
MACROMOLÉCULAS
MO
MO
DIVISÃO CELULAR
MO
MO
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CRESCIMENTO SISTEMA FECHADO (TUBO, FRASCO OU BIORREATOR) O CRESCIMENTO EXPONENCIAL NÃO PODE OCORRER INDEFINIDAMENTE.
CRESCIMENTO
SISTEMA FECHADO (TUBO, FRASCO OU BIORREATOR) O CRESCIMENTO EXPONENCIAL NÃO PODE OCORRER
INDEFINIDAMENTE.
FALTA DE NUTRIENTES
ACÚMULO DE SUBPRODUTOS TÓXICOS
EQUILÍBRIO MULTIPLICAÇÃO E MORTE
ATIVAÇÃO DE ENZIMAS QUE
LISAM PAREDE CEULAR
MULTIPLICAÇÃO
3
FASE
4
ADAPTAÇÃO
2
Estacionária
MORTE
FASE Log
(Exponencial)
1
FASE Lag
TEMPO
27
NÚMERO DE BACTÉRIAS (LOG)
CRESCIMENTO Bactérias, algas unicelulares e leveduras que se multiplicam por divisão binária, temos: 2 1
CRESCIMENTO
Bactérias, algas unicelulares e
leveduras que se multiplicam por divisão
binária, temos: 2 1 > 2 2 > 2 3 > 2 4
Número de
MO
Número de
gerações
Valor
exponencial
Tempo
28
Log do número de
bactérias
Número de bactérias
Fase lag - Período de adaptação da cultura adaptação das bactérias as condições do meio.
Fase lag - Período de adaptação da cultura
adaptação das bactérias as condições do meio.
preparação dos complexos enzimáticos
reparação das células com danos.
processo de divisão pouco ou ausente
Fase log - Fase mais saudável das células onde
todas estão se dividindo
alto processo de divisão
crescimento exponencial, porém com velocidades variáveis
absorção de nutrientes do meio
produção de metabólitos (toxinas).
29
Fase estacionária: limitação por depleção de nutrientes e acúmulo de metabólitos. diminuição da velocidade de
Fase estacionária: limitação por depleção de
nutrientes e acúmulo de metabólitos.
diminuição da velocidade de divisão bacteriana
diminuição da atividade metabólica
tiram nutrientes das células mortas
acúmulo de substâncias tóxicas; esporulação.
catabolismo
produção de metabólitos secundários
Fase de morte celular: número de células mortas
excede o número de células vivas. A manutenção de
uma cultura no estado estacionário por longo tempo conduz
as células ao processo de morte e lise celular.
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DIVISÃO BINÁRIA Na maioria dos procariotos ocorre a fissão binária: crescimento e divisão Varia de
DIVISÃO BINÁRIA
Na maioria dos procariotos ocorre a fissão binária: crescimento e divisão
Varia de minutos até dias
Depende muito das condições ambientais
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CRESCIMENTO INFLUÊNCIA DOS FATORES FÍSICOS o Temperatura o pH o Pressão osmótica INFLUÊNCIA DOS FATORES
CRESCIMENTO
INFLUÊNCIA DOS FATORES FÍSICOS
o
Temperatura
o
pH
o
Pressão osmótica
INFLUÊNCIA DOS FATORES QUÍMICOS
Carbono
Nitrogênio, enxofre, fósforo
Oxigênio
INFLUÊNCIA DOS FATORES NUTRICIONAIS
Carbono
Nitrogênio, enxofre, fósforo
Oxigênio
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INFLUÊNCIA DOS FATORES FÍSICOS TEMPERATURA – Temperatura de crescimento Mínima - menor temperatura onde é
INFLUÊNCIA DOS FATORES
FÍSICOS
TEMPERATURA
– Temperatura de crescimento
Mínima - menor temperatura onde é capaz de crescer.
Ótima - onde apresenta melhor crescimento.
Máxima - mais alta temperatura para crescer.
– Classificação primária:
Psicrófilos – temperaturas baixas ( - 10 a 20°C )
Psicotróficos - temperatura de refrigeração (0 a 30°C)
Mesófilos – temperaturas moderadas (10 – 50°C)
Termófilos – temperaturas altas (40 – 70°C)
Termófilos extremos ou hipertermófilos (ótima em >
80°C)
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CLASSIFICAÇÃO MICROBIANA TEMPERATURA Termófilos Hipertermófilos Mesófilos Psicrotróficos Psicrófilos
CLASSIFICAÇÃO MICROBIANA
TEMPERATURA
Termófilos
Hipertermófilos
Mesófilos
Psicrotróficos
Psicrófilos
Temperatura (ºC)
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Taxa de crescimento
INFLUÊNCIA DOS FATORES FÍSICOS pH Fungos filamentosos e leveduras 35
INFLUÊNCIA DOS FATORES
FÍSICOS
pH
Fungos
filamentosos e
leveduras
35
INFLUÊNCIA DOS FATORES FÍSICOS A plasmólise é a retração do volume das células por perda
INFLUÊNCIA DOS FATORES
FÍSICOS
A plasmólise é a retração do volume das células por perda de água. Este
fenômeno se dá quando a célula é colocada em meio hipertônico, ou seja,
quando o meio exterior é mais concentrado que o citoplasma e a célula
perde água por osmose.
Solução
isotônica
O MO vivem em altas quantidades
de sal são chamados de halófilos
Solução
Hipotônica
Solução
Hipertônica
O MO vivem em altas quantidades
de açúcar são chamados de
sacarófilos.
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INFLUÊNCIA DOS FATORES QUIMICOS Corresponde à base de todas as moléculas orgânicas: Aminoácidos Àcidos
INFLUÊNCIA DOS FATORES
QUIMICOS
Corresponde à base de todas as moléculas orgânicas:
Aminoácidos
Àcidos orgânicos
Carboidratos
Bases nitrogenadas, etc.).
Peso seco bacteriano
(50% Carbono, 14% Nitrogênio e 4% Enxofre e Potássio)
37
Quimioheterotróficas: a partir de materiais orgânicos como proteínas, carboidratos e lipídeos
INFLUÊNCIA DOS FATORES QUIMICOS NITROGÊNIO, FÓSFORO E ENXOFRE Síntese de aminoácidos e proteínas Síntese de
INFLUÊNCIA DOS FATORES
QUIMICOS
NITROGÊNIO, FÓSFORO E ENXOFRE
Síntese de aminoácidos e proteínas
Síntese de DNA e RNA
Síntese de ATP
Composição de vitaminas – tiamina e biotina
Obtenção do nitrogênio:
Decomposição matéria orgânica proteica
Íons amônia (NH 4 )
Nitratos
Fixação do nitrogênio - alguns microrganismos são capazes de
absorver nitrogênio atmosférico
Ex.: Rhizobium e Bradyrhizobium
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INFLUÊNCIA DOS FATORES QUIMICOS Necessários em grande quantidade. Papel importante na estrutura e metabolismo.
INFLUÊNCIA DOS FATORES
QUIMICOS
Necessários em grande quantidade.
Papel importante na estrutura e metabolismo.
MACRONUTRIENTES
P
– Síntese de ácidos nucléicos, ATP
S
– Estabilidade de aminoácidos, componente de vitaminas
K
– Estabilidade dos ácidos nucléicos, bomba de Na/K
Mg – Estabilidade dos ribossomos
Ca – Estabilidade da parede celular e termoestabilidade de endósporos
Na – Requerido em maior quantidade por microrganismos marinhos.
Bactérias halofílicas extremas não crescem com menos de 15 % de sal.
Fe – Papel-chave na respiração, componente dos citocromos e das
proteínas envolvidas no transporte de elétrons.
MICRONUTRIENTES
Necessários em quantidades mínimas (Zn, Cu, Mn, Co, Mo e B).
Funções enzimáticas e estruturais das biomoléculas
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COMPONENTES NECESSÁRIOS Principal elemento dos compostos orgânicos e de diversos inorgânicos (água, sais e gases).
COMPONENTES NECESSÁRIOS
Principal elemento dos compostos orgânicos e de diversos
inorgânicos (água, sais e gases).
HIDROGÊNIO
Manutenção do pH
Formação de ligações de H entre moléculas
Fonte de energia nas reações de oxi-redução na respiração
Elemento comum encontrado nas moléculas biológicas
(aminoácidos, nucleotídeos, glicerídeos).
É obtido a partir das proteínas e gorduras.
OXIGÊNIO
Na forma de oxigênio molecular (O 2 ), é requerido por muitos
para os processos de geração de energia.
40
41
41
1)Aeróbicos estritos 2)Anaeróbicos estritos 3)Anaeróbico facultativo 4)Microaerófilo 5)Anaeróbicos aerotolerantes
1)Aeróbicos estritos
2)Anaeróbicos estritos
3)Anaeróbico facultativo
4)Microaerófilo
5)Anaeróbicos aerotolerantes
RESPIRAÇÃO AERÓBICA – Cadeia de elétros (cadeia respiratória) e força
próton motiva para geração de ATP, oxigênio como receptor final de elétrons.
RESPIRAÇÃO ANAERÓBICA – Nitrato, Ferro, Sulfato ou Carbonato como
receptor final de elétrons.
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METABOLISMO Catabolismo – reações químicas que liberam energia a partir da degradação de substância orgânicas.
METABOLISMO
Catabolismo – reações químicas que liberam energia a partir da degradação de
substância orgânicas.
Anabolismo – reações químicas que consomem energia e permitem a síntese
de precursores metabólicos, macromoléculas e estruturas celulares.
METABOLISMO
Energia
ANABOLISMO
CATABOLISMO
CRESCIMENTO
E
MULTIPLICAÇÃO
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FONTE DE ENERGIA LUMINOSA FOTOSSINTETIZANTES COMPOSTOS ORGÂNICOS (GLICOSE) HETEROTRÓFICOS COMPOSTOS INORGÂNICOS
FONTE DE ENERGIA
LUMINOSA
FOTOSSINTETIZANTES
COMPOSTOS ORGÂNICOS
(GLICOSE)
HETEROTRÓFICOS
COMPOSTOS INORGÂNICOS
(Fe 2+, NO 2- , H2)
ORGANOTRÓFICOS
LITOTRÓFICOS
ATP
DIVISÃO CELULAR
BIOSSÍNTES DE
MACROMOLÉCULAS
MONTAGEM DE ESTRUTURAS
44
ISOLAMENTO DE MICRORGANISMOS: MÉTODOS DE ISOLAMENTO E COLORAÇÃO 45
ISOLAMENTO DE MICRORGANISMOS:
MÉTODOS DE ISOLAMENTO E COLORAÇÃO
45
46
46
MEIOS DE CULTURA Soluções de nutrientes para promover o crescimento de microrganismos. Para obter sucesso
MEIOS DE CULTURA
Soluções de nutrientes para promover o crescimento de microrganismos.
Para obter sucesso no cultivo de MO é necessário o conhecimento de suas
exigências nutricionais, para que os nutrientes sejam fornecidos de forma e
proporção adequada.
Não existe um meio de cultura universal, entretanto existem vários tipos meios para
diversas finalidades.
Quimicamente definidos (sais, compostos orgânicos purificados, água)
Complexos (utilizam hidrolisados carne e soja, extratos de levedura, sangue, soro, leite,
solo e rúmem de bovino)
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QUANTO AO ESTADO FISICO OU CONSITENCIA DOS MEIOS DE CULTURA • Liquidos - BHI, TSB,
QUANTO AO ESTADO FISICO OU
CONSITENCIA DOS MEIOS DE CULTURA
• Liquidos - BHI, TSB, MHB, Caldo Sabouraud, caldo lactosado, etc
• Semi-sólidos - MIO, MILi, Cary-Blair, etc
• Sólidos - Meios para isolamento (> 2.000)
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QUANTO A COMPOSIÇÃO Composição dos meios simples Composição dos meios ricos Fonte de CHO –
QUANTO A COMPOSIÇÃO
Composição dos meios simples
Composição dos meios ricos
Fonte de CHO – carboidratos
Composição do simples + adição de
suplementos:
Fonte de CHO e N– peptonas
AS- sangue de carneiro;
Fonte de N e S - nitratos e sulfatos;
ACHOCO: sangue, suplementos V e
Agar-agar;
X, vitaminas, ferro
;
Sais Minerais e água.
EYA – gema de ovo.
49
COMPOSIÇÃO DOS MEIOS DIFERENCIAIS Composição do simples + adição de substratos: Lactose: MAC, EMB, CLED,
COMPOSIÇÃO DOS MEIOS
DIFERENCIAIS
Composição do simples + adição de substratos:
Lactose: MAC, EMB, CLED, SS
Lactose, sacarose, xilose: XLD,
Lactose, sacarose, salicina; Hektoen
Manitol: ágar manitol salgado
Sangue de carneiro: Agar Sangue
Derivados do Enxofre: SS, XLD, HE
50
Composição dos meios seletivos Composição do simples + adição de inibidores: Antibióticos: Thayer-Martin, Campy,
Composição dos meios seletivos
Composição do simples + adição de inibidores:
Antibióticos: Thayer-Martin, Campy, AS-Ampicilina.
Sais biliares: MAC, EMB, XLD,
Corantes: fucsina, cristal violeta.
Cloreto de sódio: manitol salgado
51
MEIO PARA FUNGOS Todos os fungos são heterotróficos Geralmente são utilizados meios ricos contendo grande
MEIO PARA FUNGOS
Todos os fungos são heterotróficos
Geralmente são utilizados meios ricos contendo grande variedade de compostos
orgânicos providos pela peptona e extratos de carne ou soja.
Também são utilizadas maiores concentrações de açúcares (4%) e pH menor (3,8
a 5,6) do que os meios para bactérias.
Essa combinação permite inibir o crescimento de bactérias.
52
CLASSIFICAÇÃO DOS MEIOS DE CULTURA De acordo com a finalidade bacteriológica ou micológica os meios
CLASSIFICAÇÃO DOS MEIOS DE
CULTURA
De acordo com a finalidade bacteriológica ou micológica os meios especiais podem
ser classificados em:
Meios de pré-enriquecimento - são aqueles que permitem a
dessensibilização dos MO semeados ou para amostras que sofreram
algum tipo de tratamento (térmico ou químico).
Água peptonada
Caldo lactosado (isolamento de salmonelas de leite em pó).
Meios Enriquecidos - quando proporcionam nutrientes adequados ao
crescimento de MO presentes usualmente em baixos números ou de crescimento
lento, bem como MO exigentes e fastidiosos. Esses meios têm a propriedade de
estimular o crescimento de determinados MO, mas existem alguns que também
podem inibir o crescimento de outros.
Caldo
Tetrationato
e
Selenito-Cistina
para
cultivo
de
Salmonelas
(líquidos)
Caldo Tioglicolato Clostridium perfringens.
53
Diferenciais - quando contém substâncias que permitem estabelecer diferenças entre os MO muito parecidos. Exemplo:
Diferenciais - quando contém substâncias que permitem estabelecer
diferenças entre os MO muito parecidos.
Exemplo:
Meio de Teague ou Eosina Azul de Metileno (diferencial para coliformes)
Ágar MacConkey para a diferenciação de enterobactérias
Ágar sangue
Àgar Baird-Parker para isolamento e diferenciação de cocos Gram
positivos (sólidos).
54
Seletivos - os que contém substâncias que inibem o desenvolvimento de determinados grupos de MO
Seletivos - os que contém substâncias que inibem o desenvolvimento
de determinados grupos de MO permitindo o crescimento de outros.
Meios com telurito de potássio (para isolamento de Corynebacterium
diphtheriae)
Àgar Salmonella-Shigella (SS)
Àgar MacConkey
Meios com sais biliares e verde brilhante para isolamento seletivo de
Salmonella
Meios com 7,5% de cloreto de sódio
Meio Baird-Parker, para isolamento de Staphylococcus aureus
Meios com antibióticos para isolamento de diversos MO (TSC, SFP,
meio de Blaser, meio de Skirrow, etc.).
A maioria destes meios também são diferencial, permitindo diferenciar as
colônias (sólidos) dos microrganismos.
55
Meios de triagem - meios que avaliam determinadas atividades metabólicas permitindo caracterização e identificação
Meios de triagem - meios que avaliam determinadas atividades
metabólicas permitindo caracterização e identificação presuntiva de muitos
microrganismos.
Àgar tríplice açúcar e ferro
Meio Instituto Adolfo Lutz
Meio de uréia, etc.);
Meios de Identificação - prestam-se para a realização de provas
bioquímicas e verificação de funções fisiológicas de organismos submetidos
a identificação.
Meios Oxidação/Fermentação
Ágar Citrato
Caldo nitrato
Meio semi-sólido
Caldo triptofano
Meio de Sulfito Indol Motilidade, etc.;
56
Meios de dosagem - empregados nas determinações de vitaminas, antibióticos e aminoácidos. Meios de contagem
Meios de dosagem - empregados nas determinações de vitaminas,
antibióticos e aminoácidos.
Meios de contagem - empregados para a determinação quantitativa da
população microbiana.
Agar de Contagem em Placas
TSC
Agar Batata Dextrose
Ágar Baird-Parker, etc.);
Meio de estocagem ou manutenção - utilizados para conservação
de MO em laboratório, i.e. garantem a viabilidade dos MO.
Ágar Sabouraud
Meios com leite
Ágar suco de tomate
Ágar sangue
Ágar Simples, meio semi-sólido, etc.)
57
58
58
MEIOS DE CULTURA MAIS COMUNS Ágar sangue: meio não seletivo, crescimento de bactérias gram negativas
MEIOS DE CULTURA MAIS
COMUNS
Ágar sangue: meio não seletivo, crescimento de bactérias
gram negativas e positivas.
Ágar chocolate: meio nutritivo maioria bactérias.
Ágar Thayer-Martin: meio seletivo utilizado para isolamento
Neisseria, inibe a maioria das outras bactérias.
Ágar
MacConkey:
Seletivo
gram
negativa
e
inibe
crescimento bactérias gram positivas.
CLED - Ágar cistina-lactose deficiente de eletrólitos: é
um meio específico que permite o crescimento de gram
positivas e negativas.
59
Ágar – eosina metileno blue (EMB): seletivo gram negativo e inibe bactérias gram positivas. Ágar
Ágar
eosina
metileno
blue
(EMB):
seletivo
gram
negativo e inibe bactérias gram positivas.
Ágar
Salmonella-Shigella
(SS):
seletivo
e
diferencial
isolamento – fezes
Ágar Colistin nalidix (CNA): seletivo para Streptococcus e
Enterococos. Inibe bactérias gram negativas.
Caldo
de
tioglicolato:
meio
enriquecido
maioria
das
bactérias.
Ágar tetrationato: meio enriquecido para Salmonella sp.
Ágar
karmali:
meio
seletivo
para
o
isolamento
de
Campylobacter sp
60
MATERIAIS BIOLÓGICOS E OS MEIOS MAIS COMUNS Secreções purulentas: Ágar sangue, Ágar MacConkey e Caldo
MATERIAIS BIOLÓGICOS E OS MEIOS
MAIS COMUNS
Secreções purulentas: Ágar sangue, Ágar MacConkey e Caldo de
tioglicolato.
Orofaringe, Nasal, Ocular: Ágar sangue.
LCR: Ágar sangue, CHO, Caldo de tioglicolato.
Fungos: Àgar Saboraund
Vaginal, Uretral, Endocervical: CHO, Ágar sangue.
Extremidade de cateter: Ágar sangue e Caldo de tioglicolato.
Urina: CLED e Ágar MacConkey
Fezes: SS e Ágar MacConkey
61
1. ÀGAR SANGUE 62
1. ÀGAR
SANGUE
62
2. ÀGAR CHOCOLATE 63
2. ÀGAR
CHOCOLATE
63
3. ÁGAR THAYER-MARTIN 64
3. ÁGAR THAYER-MARTIN
64
4. ÀGAR MacConkey 65
4. ÀGAR
MacConkey
65
5. CLED 66
5. CLED
66
6. ÁGAR – EOSINA METILENO BLUE (EMB) 67
6. ÁGAR – EOSINA
METILENO BLUE (EMB)
67
6. ÁGAR – EOSINA METILENO BLUE (EMB) 68
6. ÁGAR – EOSINA
METILENO BLUE (EMB)
68
7. Ágar Salmonella-Shigella (SS) 69
7. Ágar Salmonella-Shigella (SS)
69
É um meio não seletivo onde crescem diversas bactérias. 1 O meio é rico em
É um meio não seletivo
onde crescem diversas
bactérias. 1 O meio é
rico em triptona e
Meio TSA
(trypticase soy agar)
peptona, fonte de
carboidratos, proteínas
e lipídios para o
desenvolvimento dos
microorganismos
verificados. 2
70
71
71
ÀGAR MYCOSEL 72
ÀGAR
MYCOSEL
72
ÁGAR SABOURAUD Meio para cultivo, isolamento e identificação de fungos patogênicos e leveduras. O ótimo
ÁGAR
SABOURAUD
Meio para cultivo,
isolamento e identificação
de fungos patogênicos e
leveduras. O ótimo
crescimento dos fungos se
deve às altas
concentrações de
carboidratos.
73
MEIO Löwenstein–Jensen 74
MEIO Löwenstein–Jensen
74
Microplacas com diferentes meios de cultura para identificação de enterobactérias. 75
Microplacas com diferentes meios de
cultura para identificação de
enterobactérias.
75
76
76
Meio de Rugai & Araújo modificado por Pessoa & Silva ou meio IAL (Meio Instituto
Meio de Rugai & Araújo modificado por Pessoa & Silva ou
meio IAL (Meio Instituto Adolfo Lutz)
Prova de Identificação bioquímica de Enterobactéria
O
meio
IAL
/
Rugai foi elaborado para triagem de
enterobactérias e consiste de nove provas em apenas
um
tubo
de
ensaio:
indol
(tampa), fermentação da
sacarose, fermentação da glicose, produção de gás,
fenilalanina, uréia, H2S, lisina e motilidade. Baseado
nestas
provas
é
possível
identificar
as
seguintes
bactérias:
- E. coli
- Shigella
- Enterobacter
- Klebsiella
- Providencia spp.
- Morganella morganii
- Proteus
- Salmonella
- Citrobacter
- Serratia
- Vibrio
- Não fermentadoras
77
78
78
INÓCULO E SEMEADURA 79
INÓCULO E SEMEADURA
79
TIPOS DE COLORAÇÕES 80
TIPOS DE COLORAÇÕES
80
MÉTODO DE GRAM – DIFERENCIAÇÃO ENTRE GRAM POSITIVO E NEGATIVO TÉCNICA DE GRAM Confeccionar o
MÉTODO DE GRAM – DIFERENCIAÇÃO ENTRE
GRAM POSITIVO E NEGATIVO
TÉCNICA DE GRAM
Confeccionar o esfregaço;
Corar com violeta de cristal por 60seg
Lavar com esguicho de água
destilada;
Cobrir com Iodo ou Lugol por 60seg
Lavar com esguicho de água
destilada;
Descorar com álcool a 95%, ou
acetona, 10-20 seg;
Lavar com esguicho de água
destilada;
Corar com safranina por 60 seg
Lavar com água destilada, secar e
observar ao microscópio.
FIXAÇÃO
CRISTAL VIOLETA
IODO OU LUGOL
DESCOLORAÇÃO
COLORAÇÃO
DIFERENCIAL COM
SAFRANINA
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GRAM NEGATIVA 82
GRAM NEGATIVA
82
MÉTODO DE ZIEHL- NEELSEN COLORAÇÃO PARA BAAR COLORAÇÃO ZIELHL-NEELSEN BAAR - vermelho. NÃO BAAR -
MÉTODO DE ZIEHL- NEELSEN COLORAÇÃO
PARA BAAR
COLORAÇÃO ZIELHL-NEELSEN
BAAR - vermelho.
NÃO BAAR - azul.
Confeccionar o esfregaço
Cobrir a lâmina com fucsina fenicada
Aquecer a lâmina até à emissão de vapores
Aguardar 5 a 8 min
Lavar com água corrente;
Cobrir a lâmina com álcool-ácido 3% até
descorar totalmente o esfregaço;
Lavar com água corrente;
Cobrir a lâmina com azul de metileno por 1 min
Lavar com água corrente;
Secar;
Observar.
83
BÁCTERIAS ALCOOL ÁCIDO RESISTENTE 84
BÁCTERIAS ALCOOL
ÁCIDO RESISTENTE
84
Mycobacterium tuberculosis corado com a técnica de Ziehl-Neelsen 85
Mycobacterium tuberculosis corado com a técnica de Ziehl-Neelsen
85
FONTANA-TRIBONDEAU PARA COLORAÇÃO DE ESPIROQUETAS Esfregaço fino, seco ao ar. Reagentes: Solução A – Fixador
FONTANA-TRIBONDEAU PARA
COLORAÇÃO DE ESPIROQUETAS
Esfregaço fino,
seco ao ar.
Reagentes:
Solução A – Fixador
Solução B – Mordente
Soluyção C – Impregnadora
Técnica:
1 – Cobrir o esfregaço com o fixador (solução A) durante 1 minuto.
2 – Lavar cuidadosamente com água corrente.
3 – Cobrir o esfregaço com o mordente (solução B) e aquecer a lâmina até a
emissão de vapores. Esfriar.
4 – Lavar com água corrente, e após, com água destilada.
5 – Cobrir o esfregaço com a solução impregnadora (solução C) e aquecer até a
emissão de vapores.Deixar 30 segundos.
6 – Lavar com água corrente e secar ao ar.
As espiroquetas aparecem impregnados de azul-preto em fundo pardo.
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IDENTIFICAÇÃO DE MICRORGANISMOS Características Culturais Microscopia Óptica Morfologia Colonial Características
IDENTIFICAÇÃO DE MICRORGANISMOS
Características Culturais
Microscopia Óptica
Morfologia Colonial
Características Metabólicas
Características Morfológicas
Características Fisiológicas
Coloração simples
Características Antigênicas
Coloração diferencial
Características patogênicas
Coloração de Gram
Características genéticas
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GOOD LUCK! 88
GOOD LUCK!
88