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2016 RESISTÊNCIA AO ARRACA- MENTO DE GRAMPOS EM SOLO GRAMPEADO AUTOR Breno P. Campos graduado
2016
RESISTÊNCIA AO ARRACA-
MENTO DE GRAMPOS EM
SOLO GRAMPEADO
AUTOR
Breno P. Campos graduado em Engenharia Civil
(UNIPAC), especialista em Engenharia de Estruturas Civis
CORRELAÇÕES EMPÍRICAS
e Industriais (ÚNICA).
INTRODUÇÃO
A
busca por contenções mais eficazes conciliando seguran-
ça
e economia, fez com que os engenheiros buscassem de-
senvolver novas técnicas mais eficientes para contenção de
taludes, diante disto, surgiu o solo grampeado.
O solo grampeado começou a ser utilizado no Brasil em
1966, de forma empírica, baseando-se nas construções de
NATM (New Austrina Tunneling Method), para a conten-
Para determinar a resistência
da interação solo-grampo são
utilizadas teorias conservado-
ras, sendo aconselhado após a
execução do solo grampeado, a
verificação da resistência “in-
loco”, por meio de ensaio de
arrancamento de grampo, veri-
ficando se a tensão máxima
que o grampo resiste e o atrito
ção de um talude na barragem de Chavantes, desde então
vem se difundido, sendo utilizado em obras de grande e
pequeno porte.
lateral. A previsão da resistên-
A técnica de estabilização do solo grampeado, consiste na
inserção de elementos no maciço de solo, sendo eles, capa-
zes de resistir a esforços de tração e cisalhamento. O com-
portamento do solo grampeado dependera das característi-
cas mecânicas do solo, da sua interação entre solo e o
grampo, isto porque, na interação solo-grampo é onde
ocorrer a transferência dos esforços do solo para os gram-
pos.
cia ao arrancamento (qs), pode
ser realizada através de correla-
ções empíricas. As formulações
empregadas na estimativa do
valor de qs apresentam grandes
variações, mesmo para solos
iguais. Diante do exposto, à
necessidade de se estudar me-
lhor o comportamento dos
grampos para os diversos solos,
observando qual formulação é
mais adequada para cada tipo
de solo. Esse artigo apresenta
os resultados de ensaio de arra-
camento de grampo realizado
em solo arenoso, avaliando as
correlações propostas por Orti-
gão (1997), Ortigão et al. (1997)
e Springer (2006), visto que a
caracterização do solo foi reali-
zado por ensaio Standard Pe-
netration Test (SPT).