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TECNOLOGIA DO a eS ee PMY eo =) LEE) oy sumésio Cimentos expansivos Pozolanas| Cimento de elevado teor de alumina (HAC) Outras porolanas Materials ementcios Bibliografa, Problemas Agregados Clssificagio segundo as dimensSes Cssicago petrograica Clesifieagao segundo Forma eteura Propiededes ects Aderinia Resist Tenacidade Dureza Propridades cas Mears eopecicn Massa uncana Porosidade absorgio ‘Teorde umidade Inckamento da sein Sonidade Propridadestemicas Subeencasdettian Impuresasorgnicas Arpla outros atria ines Contaminasso por sas Parishes Andie granuloma Canvas granlomécions Médulo de fiowra Requisitos de ranulomertia Dimenaio manna do ngregado Granulomewas press Grantor Semen Bibliograia Problema Qualidade da Agua ‘gua de smassamento ‘Agua decura sumdri Enasios em Sigua Bibiograia Problemas Conereto Fresco Trabalhabildade Fatores que afetam a abalhabilidade Goaes esepreamas Exsudacio Ensaios de trabathabiidade ‘Abatimento de tronco de cone Enraio do fator de compactagio e outros onesie de compacidade Ensaio Vebe Ensaio de espalhamento Ennio de penetrarao de bola Comparasio de ensaios Massa expecficn do conereto fresco Bibliograia Problemas Resisténcia do Concreto ‘Abordagem segundo a mectnica da fratura ‘Consderagdes sobre a resisténcia A tragao Comportamento sab tenses de compressdo rite pritico de resistancia Porosidade Relago gel/espaso Distbuigie des tamanhos dos poros Micrfissurasao erelasao tensio-deformagio Fatoresinfluntes na resattnela do concrete Relagao agua/cimento, grade adensamento e dade Relagso agregado/cimento Propriedades dos agregados Zona de transigio Bibliografia Problemas Mistura, Transporte, Langamento @ Adensamento do Concreto Betonciras Caregamento da betonsra UUniformidade da mistura 76 7 7 78 78 7» a 2 8 86 0 90 1 93 93 95 9s 96 100 101 106 m m2 us 16 Ww ne 1 120 122 12 124 18 wt 10 sumésio “Tempo de mistura Misturaprotongada Conereto dorado em central Transporte Concrsto bombeado Langamento eadensamento Vibragie de concreto Vibradoresioternes Vibradoresextemos Moras vibratorae Revbragio Conersto projetado Conereto com agregado pré-colocade Bibliograia Problema Aditivos Acseradores Retardadores de pega Redutores de dgua (plasifieances) Superplastificantes ‘Adigoes filers Polimeros ‘AdiGvos imperneabilrantesebacteicidas Observagoes fins Bibliografa Problemas Problemas de Temperatura em Concretagem Problemas devide a climas quentes CConeretagern em climes quentes CConereto massa CConcretagem em lima fio Bibiograia Problema Cura do Conereto Cars neal Métodos de cura Inflate te Cermperators Maturdade Corsa per ws 126 126 7 18 a 134 136 37 ww 138 ut vs vs 145 150 12 188 asa 7 ase 159 159 19 161 161 168 168 168 ws cel 175 vs Ww 180 or] u 12 13 14 sumério Bibiograia Problemas ‘Outras Propriedades da Resisténcia do Concreto Relagdo entre a resistincia A compressio ea resisténee tragic Fadign Resistncia aoimpacto Resistinia abrasto, ‘Adertncia & armadura Bibiograia Problemas Elasticidade e Fluéncia Elastcidade Fatores que aizam o médulo de ehstichdade Coeficiente de Poisson Flutnca Fatores que influenciam na fludncia Magnitude da uéncia Presto da fltncia Efeizos da flubncia Bibiograia Problemas Deformagao e Fissuragao Sem Carregamento Retragso.eexpanso Retragto por secagem Retragao por earbonatagio Fotores qc inflicctam nn renga Prevsio daretragao por secagem ¢ expansio Monimentarao termiea Efeitos da resrigaoe fissuragao Tipos de issuragio. Bibiograia Problemas Permeabilidade e Durabilidade Permeabilidade Ataque por sulfatos ‘Ataque por gua de mar ‘Ataque por eidos Reagio ileal-agregado res 169 190 190 12 198 201 203 204 206 206 an 22 a2 21s 223 228 229 230 232 232 234 235 26 2a 24s 248 2s0 2s3 258 256 256 259 265 266 15 16 7 18 Corrosio da armadura Bibliograia Problema Resisténcia ao Gelo-Degelo ‘Axio do congelarenta Concreto resistente ao congslamenco ‘Agente incorporadores dear Fatores que influencam naincorporagto de ar Determinagio do teor dear Outros efeitos daincorporagio de ar Bibliografia Problemas Ensaios Procsio dos ensios ‘Andie de concrete Fresco Enaios de resaténcia Resistnci A compressio Resisting a tragio Ensaios om testemunhos Cura scclereda Eeclerometro Schmidt Resistina A penetracio Ensaio de arrancamento(Pull-out Test) Ensaio de velocdade de propagario de onda utrasstnica Outros enssios Bibiografia Problemas Conformidade com as Especificacoes Vatiabidade da resistencia Receblmentoe conformidade Eigencias de conformidade para outras propredades Graficos de controle de qualidade Bilbiograia, Problemae Concreto Leve Classificagao dos cancretos lees Tipos de concreto lave 268 276 276 278 278 280 284 297 290 291 201 293 293 295 296 302 305 307 an 313 314 314 38 318 320 320 325 328 331 337 337 338 339 19 20 a sumsrio Propriedades do concreto com agregadosleves Concrete celular Conersto sem finos Biiograf Problemas Dosagem Fatores a serem consderados Relagao dgua/cimento Tipo de cimento Durabikdade Trabathabilidade « quantdade de gua Escolha do agregado Consumo de mento Consumo de agregedos Mistras experimentais Método americana ~ exemplos Exempleo! Exemple Mérodo bitiico -exemplos Exempla ll Exemplo V DDoragem de concreto com agrogados lever Exemplo V Exemplo VI Biblografia Problemas Concretos Especiais Compésitos de concreto poimero Conereto com agregados recciados Concretoreforsado com fbras [Argumarea armada ‘Coneretocompacto com rola ‘Gonereto de alo desempenho ‘Concrete autoadenstvel Bibiograia Problemas Uma Visio Geral Problemas i aa? 350 352 asa 354 356 357 357 361 362 366 370 an 377 377 377 380 382 382 383 384 389 390 ao 392 395 395 398 401 ‘407 407 408 409 410 an a3 x Sumério Normas brasileiras citadas Normas americanas importantes Normas britanicas importantes Indice a4 424 430 4a 1 Concreto como um Material Estrutural (© leitor deste ivr provavelmente alguém inweressado na wsieago do conerew em ‘struturas sejim ponts, edifcios, rodovias ow barragens Do ponto de vista dos a= tores, para que sea possvel ulizato concteto de manera satsatéra, 0 prajtistae ‘lexecutnte devem estar familiarizados com a tecnologia do soncreto “Atualmente dois materia estruturais soos mais uilizados:oconereto eo a. _Algumas vezes eles se complementam ¢, otras competem entre si, de mancita gue Imuitasestruturas de mesmo tipo e fungdo podem ser eonstruidas com qualquer um ddeses materiais Ainda assim, as universidades e ecolas de engenharia ensinam muito menos sobre conereto da que sobre o ago Tsso podria no ser importantes, na pritica,o engeneiro de campo nio precisasse saber mais sobre concreto do que Ag. Segue uma explicagio, (0-ag0 & produzido sob condigBes rigidamente contoladas, sempre em um am bint industrial sofisticado. As propriedades de cada tipo de ago sio determinadas ‘em laboratGrio e apresentadas no ceniicado do fabricante Portanto, 0 projetisa, de estruturas metalicas precisa somente espeificar o ago conforme as normas,€ 0 cconsirutor deve somente garantr que o ago correo sea utlzado e que as conenbes ‘entre os elementos sejam adequadamenteexecutadas Em um eanteto de obras de um edificio em conereto, a situagto & totalmente diferente. A qualidade do clmento€ garantida pelo fabricante de manera similar 10 44go¢, quando um cimento adequade & escolido, sua qualidade difclmente sera ‘usa defalhas em estrututas deeonerto. Entetanto,ndo 60 cimentoo material de construgio, sim o concrete. O cimento esti para o conereto assim como afarinha «sti para um bolo edo a qualidade do bolo dependente do eozinheita, E possivel obterconcreto de qualidade especificad a parti de uma empresa Fomecedora de eonerew pté-misturado, mas mesmo nesse e480 so somente as ma ‘évis-primas que sio adquiridas.O transporte o langamentoe, acima de tudo, 0 ‘adensimentoinflueniam em muito a qualidade final do produto, Além disso, dife- Fentemente do ago, a opyies de misturas sio quase infnitase, portanto, a selegio) rio pode ser feita sem tm sida conecimento das propriedades e do comport mento do conereto. Iso &aribuigdo do projetisa edo responsivel pea especifica «lo, que determinam a quaidades potencais do concrete, sendo a competéncia do 2_Teenoogi do Conerto ‘executante edo fornecedor que control. a qualidade eftive do eoneret naestatura acabada. Ou sea, cles devem estar totalmente familiarizados com as propriedades ‘do concreto ecom sua produoe langamento. © que é 0 concreto? ‘Uma visio geral do concreto como um material nesse momento fll, pois mio e- Fo citados conhecimentos espcificossinda nto apresentados Serdo entto citadas somente algumas earacterisias do concreto. ( concreto,no sentido mais amplo, é qualquer produto ou massa produzido a partir do uso de um meio simentante, Geralmente esse meio é0 produto da reagio entre um cimento hidrdulic e Agua, mas atualmente mesmo essa definigdo pode ‘cobrir wma lags gama de produtos. Oconcreto pode ser produzide com varios tipos {de cimento e também conter pozolanas, como cinza volante, seria de alto-forno, ica ativa, adigdes mineral, agregado de concrcto reviclado, aitivos, polimeros ce fibras.Aigm disso, esses concretos podem ser aquecidos,curados a vapor, auto- lavados,tratados a vicuo, prensados,vibrados por impacts (shock-ibrated), ex- trudadose projetados. Este lvro considerara somente a mistura de cimento, gua, agregados(miidos e grades} e aitivos. Isso geraimediatamente uma pergunta: qual € a relagio entre os constituintes ‘dessa mistura? Existem ts posibilidades Na primeira, 0 mi cimenticio, ou si 10s produtos da hidratagio do cimento & eonsiderado o principal material de cons truglo, com os agregados cumprindo o papel de enchimento barato ou mais barato Na segunda, 0s agrezados grados podem ser interpreados como uma espécie de pequenos bloeos de alvenaria, unides pela argamassa, isto & a misura de eimento hidratado e agregados middos A terceta possibilidade ¢ entender que o conereto ‘consste em dus fases a pasta de cimento hidratada eos agregados e, como resalta- do suas propriedades si regdas plas propriedades das duas fase, bem como peas interfaces entre elas ‘A segunda ea teccira visio tm algum mérito e podem ser utlizadas para ex- plcar «comportamento do conereto. A primeira, que considera a pasta de cimento dliluida pelos agregados, deve ser rejeitada. Suponha que sea possvel comprar ei- ‘mento mais barato que os agregados: woot wsaria uma mistura somente de cimento ‘gua como material deconstrucio? A resposta & um enitico nao, porque asa rages de volume! da pasta de cimento hidratada so muito grandes a retragio da pasta de cimento pura € quase de veves maior que a retrago"de umn conereto com 250 ky decimento por metro eabico.Pratcamente o mesmo ocorte com a fuéncia. ‘Além disso, o calor gerado pela hidratagio" de uma grande quantidade de cimen- to, prineipalmente em climas quentes" pode levar 3 fissuraglo". Deve ser destaca- do também que a maioria des agregados io menos propensos a sofrerem atagues Capitulo Conereto como um Maral Exrunial 2 quimioos” que a pasta de cimento, ainda que esta sea bastante resntente.Portanto, independentemente do custo, o uso de agregados no concret ¢ vantajeso O bom concreto ‘Vantajoso significa que a influgncia & boa, e pode ser— na verdade, deve ser —ques- tionada: o que é um bom concreto? E mais Hil anteceder a respostacitindo que ‘ conereto rum infeizmente, €um material de construgio muito comum. Por um ‘concret ruim entende-se uma substneia com consisténea similar a uma sop, que fenduece com aspecto de uma colmeia!”, nao hamogénes e fraco, Esse material € produzido simplesmente pela mistura de cimento,agregados e agua, O surpreen dente é que os ingredientes do bom conereto so exatamente os mesos, ea diferen- «2 relacionada uo know-how. ‘Com esse Rnonliow, pode ser produrido um hom coneteto exstem dois et \érios pelos quais ele pode ser deinido: deve ser suisfatrio em seu estado endure ido" eem seu estado fresco”, enquanto€ transportado da betoneira até langa- mento ns formas Em geral, 2s exigéncias no estado fresco slo que a consisténcia dda mistura sj tal que oconcreto pos ser adensado" com os meios disponiveis no ceaniiro de obras e que a mistura também seja coesa™ 0 suficiente para ser trans- portada”¢ langada sem segregasio" com os meios disponives FE dbvio que esas cexigéncias nfo slo absoluts, mas dependem de se o transporte ¢ feito por uma ea- ‘gamba com descarga pela parte inferior ov por um eaminkio comum (claro que esta Uhm ndo & conskderada uma boa pita) ‘Quanto ao concreto no estado encireco”,é eonsiderada como exigéncia usual uma resistencia d compress satsfanbria™ A resiséneia& invariavelmente ‘specificada porque ¢ fil de ser medida, embora o “nimero”resultante do ensaio ‘ettamente ndo & 0 valor da resistencia inrinseea do conereto na esata, mas so- mente de sua qualidade. Em todo caso, aresistéacia 6uma mancira fil de verfcar ‘oatendimento asespecficagies" eobrigagdes contratuais Entretanto também exis- tem outrasrazBes para a preceupagio com a rsisténca bcompresdo, ja que vias propriedades do concrete esto relacionadas ela, como: massa especie”, imper- rmeabilidade”, durabiidade”, rosstneia& abrasdo”,resisténeia ao impacto™, res téncin & eragio® resistencia sulftos™ evar outris, mas nio & retragio® mio necessariamente i luéneia™. No estésendo dito que esas propriedades so simples ‘cetclusivamente fungo da resisténcia i compressio,e uma questio bem conbecida se a durablidade” & mais bem-asseyurada pela especificagio da resistencia”, da "Capito 12 "capo capes? opti 4 copied “capi caps ‘4 Tecnologia do Coneeto relagio égualcimento™ ou do consume decimento”.0 poato & que, de forma muito {eral, um conereto de reiséncia mais levada tem mais propricdades deseivci, Um ‘estudo detalhado de tudo isso € sobre o que tata a tecnologia do concreto Materiais compésitos ‘© concreto tem sido citado como wim material bifsion. Agora esse tema ser pro- fundado, com énfase no médulo de elasticidade” do material compésito, Em termos _gerais, um material compdsito, constiuido por duas fases, pode ter duas formas fundamentalmente diferentes. A primeira delas é um material compésito ideal dro, ‘que tem uma matrz continua consttuida por uma faseelistica com alto modulo de ‘listiidade epaticulas de menor médulodispersax O segundo tipo deesrutura 64 ‘deum material ideal maci, constituido por particula elisticascom alto médulo de lastcidade, dispersasem uma fase matriz continua com midulo mais bao. ‘A diferenga entre os dis casos pode ser grande quando se calcula 0 médulo de lasticidade do compésito, No easo de um eompbsito duro, considera-se que & de- formagio ¢ constante em qualquer sao transversal, caquasto as tensdes mis ses So proporcionas ao seu modulo respectivo, Esse € 0 caso da Fi... (esquerda) Por outro lado, para um material compdsito macio, o modulo de elasicidade & caleulado a partir da considerago de que a tensio &constante em qualquer seqdo transversal, enquanto @deformagao nas axes iversamente proporcional ao mé=