ESCOLA DE ENGENHARIA DE PIRACICABA

FUNDAÇÃO MUNICIPAL DE ENSINO

ENGENHARIA MECÂNICA

DISCIPLINA: LABORATÓRIO DE FÍSICA II

PROF. ALCINDO ANTONIÁSSI PIRACICABA, AGOSTO DE 2007

ÍNDICE DISCIPLINA: LABORATÓRIO DE FÍSICA II....................................................................1 (MODELO DE CAPA DOS RELATÓRIOS)........................................................................3 DISCIPLINA: LABORATÓRIO DE FÍSICA II....................................................................3 EXPERIÊNCIA 1 : CONDUTORES E ISOLANTES, INDUÇÃO ELETROSTÁTICA .....4 EXPERIÊNCIA 2: CAMPO ELÉTRICO...............................................................................6 EXPERIÊNCIA 3: MEDIÇÃO DE RESISTÊNCIA............................................................10 V = R . I.....................................................................................10 EXPERIÊNCIA 4: LEI DE OHM.........................................................................................13 V = R . I onde V = tensão aplicada ( V ) .................................13 EXPERIÊNCIA 5: CIRCUITO SÉRIE - CIRCUITO PARALELO....................................16 EXPERIÊNCIA 6: LEIS DE KIRCHHOFF.........................................................................20 Após essas considerações, podemos enunciar as leis de Kirchhoff:.....................................21 EXPERIÊNCIA 7: GERADORES ELETROQUÍMICOS...................................................25 EXPERIÊNCIA 8: CARGA E DESCARGA DE UM CAPACITOR................................27

EEP – Escola de Engenharia de Piracicaba Engenharia Mecânica - Laboratório de Física II Prof. Alcindo Antoniássi

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(MODELO DE CAPA DOS RELATÓRIOS)

ESCOLA DE ENGENHARIA DE PIRACICABA
FUNDAÇÃO MUNICIPAL DE ENSINO

ENGENHARIA MECÂNICA

DISCIPLINA: LABORATÓRIO DE FÍSICA II EXPERIÊNCIA No. X - <NOME DA EXPERIÊNCIA>

ALUNO ( S ) :

EEP – Escola de Engenharia de Piracicaba Engenharia Mecânica - Laboratório de Física II Prof. Alcindo Antoniássi

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Em resumo: é um aparelho capaz de produzir diferenças de potencial elétrico da ordem de vários milhões de volts. EEP – Escola de Engenharia de Piracicaba Engenharia Mecânica . tendendo a produzir “fugas” para o ar circundante. Algumas misturas. O principio em que se baseia este gerador é realmente simples: uma correia de transmissão. movendo-se sem parar. Quando a diferença de potencial entre a cúpula e a terra for muito elevada é muito difícil para a cúpula conservar a carga. com o formato de uma cúpula. aglutinadas na superfície externa. Sua principal aplicação na física consiste no uso da sua diferença de potencial para acelerar partículas carregadas até altas energias. Isso porque as cargas tendo o mesmo sinal repelem-se mutuamente. Quando um condutor é eletrizado. OBJETIVOS Comprovar as características de condução de eletricidade em diversos meios e observar os princípios envolvidos no funcionamento do Gerador de Van der Graaff III. TÍTULO: CONDUTORES E ISOLANTES INDUÇÃO ELETROSTÁTICA (Gerador de Van de Graaff) II. Isolantes de eletricidade são os meios materiais nos quais não há facilidade de movimento de cargas elétricas. abandonando o átomo quando a ação de forças. estão fracamente ligados a ele. Van der Graaff projetou uma máquina capaz de gerar tensões muito altas. ALCINDO ANTONIÁSSI PIRACICABA. INDUÇÃO ELETROSTÁTICA I. de um modo geral. Alcindo Antoniássi 4 . aumenta seu potencial. Ao aumentar a carga da cúpula.R. Tais elétrons deslocam-se com facilidade. adquire cargas de um determinador tipo (positivas ou negativas).J. como veremos. mesmo de pequena intensidade. Em 193l. são condutores de eletricidade porque neles há os chamados “elétrons livres”: são os elétrons mais afastados do núcleo e. por isso. Os metais. fazendo com que estas se movam com rapidez necessária para produzirem efeitos de grande importância quando incidem em “objetivos” constituídos por átomos. Este processo é repetido de maneira contínua: a correia recolhe as cargas na base da máquina e estas são logo armazenadas na parte superior. e as deixa nesse condutor. podem ser boas condutoras de eletricidade. as cargas elétricas em excesso distribuem-se pela sua superfície externa.PROF. transporta-as para o interior de um condutor oco. A máquina de Van de Graaff é usada para acelerar uma corrente de partículas. As cargas. se repelem. da ordem de vários milhões de volts. INTRODUÇÃO TEÓRICA Condutores de eletricidade são os meios materiais nos quais há facilidade de movimento de cargas elétricas. ou então fluem para a terra em forma de faísca. na parte inferior. Feixes das partículas assim produzidas podem ser usados nas experiências de “fragmentação” de átomos.Laboratório de Física II Prof. XXXXXXXXXX DE 2007 EXPERIÊNCIA 1 : CONDUTORES E ISOLANTES.

PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL Observe o esquema da figura: Tome três pilhas secas comuns. Alcindo Antoniássi 5 . faça a montagem da figura. d) Fazer as observações que julgar convenientes. Não se esqueça de “descascar” as extremidades dos fios que estão mergulhados na água. como mostra a figura. etc)  Bastão Isolante  Condutor Metálico  Lâmpada V. RESULTADOS a) Baseando-se em suas observações. O que você observa na lâmpada? 5. Retire as extremidades dos fios de dentro d’água e ligue-as aos extremos de uma pequena barra de material condutor (grafite. VI. etc). A lâmpada se acende? 4. água com açúcar ou água salgada são boas condutoras de eletricidade.Laboratório de Física II Prof. Adicione. 2. 1. Dissolva uma colher de açúcar na água do recipiente. feche o circuito. sal de cozinha à água. Para se certificar de que as pilhas e a lâmpada estão em boas condições. Separe as extremidades dos fios. b) Pesquisar e relatar o princípio de funcionamento e as aplicações do Gerador de Van de Graaff. uma lâmpada de 3 Volts (de lanterna) e um recipiente contendo água (de torneira). A lâmpada se acende? 3. mantendo-as mergulhadas na água. lentamente. com sal. com açúcar. MATERIAL  Pilhas (fonte)  Recipiente para a Mistura (água pura. Verifique se a lâmpada se acende. EEP – Escola de Engenharia de Piracicaba Engenharia Mecânica . A lâmpada se acende? Colocar em funcionamento o Gerador de Van de Graaff e observar os princípios envolvidos. Usando fios de ligação. c) Resumir os principais processos de eletrização. encostando uma na outra as extremidades mergulhadas na água. responda se a água pura.IV.

E é pequeno. ela será atraída ou repelida pelo bastão. EEP – Escola de Engenharia de Piracicaba Engenharia Mecânica . direção e sentido) e conhecer a sua relação com outras grandezas. O campo elétrico desempenha um papel de transmissor da interação entre as cargas.2 – Linhas de Força O campo elétrico pode ser representado no espaço através de linhas de força. III. TÍTULO: CAMPO ELÉTRICO II. nas regiões em que as linhas são próximas. O campo elétrico é uma grandeza vetorial que está relacionada à carga elétrica. Essa interação é sentida mesmo à distância. A região do espaço vizinha a um bastão eletrizado é afetada pela presença do bastão: dizemos. existir um campo elétrico nessa região.EXPERIÊNCIA 2: CAMPO ELÉTRICO I.Laboratório de Física II Prof. colocamos um pequeno corpo com carga qo (suposta positiva por conveniência). Alcindo Antoniássi 6 . num ponto do espaço cujo campo pretendemos estudar. As linhas de força de cargas positivas são de afastamento e de cargas negativas são de aproximação. E é grande. então.A Intensidade E do Campo Elétrico Para definirmos operacionalmente o campo elétrico. b) As linhas de força são traçadas de tal forma que o número de linhas que atravessam a unidade de área de uma certa região do espaço é proporcional ao módulo de E. e nas regiões em que as linhas estão afastadas. Se aproximarmos uma carga elétrica qualquer. III. A direção de E é a mesma de F. INTRODUÇÃO TEÓRICA O estudo da eletrostática requer o conhecimento de uma grandeza muito importante. que é o campo elétrico.1 . a direção na qual se moverá uma carga positiva colocada no ponto. A intensidade E do campo elétrico nesse ponto é definida por: E = F / qo (1) Nessa fórmula E é um vetor porque F também é um vetor e qo é um escalar. As relações entre as linhas de força (que são imaginárias) e o vetor intensidade de campo elétrico são as seguintes: a) A tangente a uma linha de força num dado ponto nos dá a direção de E nesse ponto. Assim sendo. III. OBJETIVOS Determinar o vetor campo elétrico (módulo. isto é. e medimos a força elétrica F (caso exista) que atua sobre esse corpo.

da placa A até a placa B. Assim sendo. Nenhum trabalho é realizado no deslocamento de uma carga de prova entre dois pontos de uma mesma superfície equipotencial.V B ) (3) E + F q A d B Como o campo elétrico E e a força F que agem na carga q. O trabalho realizado pela força elétrica para deslocar uma carga de prova q positiva.Laboratório de Física II Prof.1 vimos a definição de campo elétrico. é raramente utilizada na prática devido a dificuldades experimentais. e mede-se o trabalho W AB realizado pelo agente que movimentou a carga. e é muitas vezes uma mera questão de conveniência a escolha de uma delas para a solução de um determinado problema. separadas pela distância d.Potencial Elétrico No item III. de um campo elétrico. Esta definição de E. então W AB é zero.3 . d Sendo F = q . embora conceitualmente correta. mas também por uma grandeza escalar.V B = W AB / qo (2) Chama-se superfície equipotencial ao lugar geométrico dos pontos que tem o mesmo potencial elétrico. d (4) (5) 7 EEP – Escola de Engenharia de Piracicaba Engenharia Mecânica . Alcindo Antoniássi . Para achar a diferença de potencial elétrico (ddp) entre dois pontos A e B. são constantes. Isto pode ser visto na equação ( 2 ) com V A = V B.4 – Diferença de Potencial num Campo Elétrico Uniforme Considere o campo elétrico uniforme entre duas placas paralelas eletrizadas com cargas iguais e de sinais contrários. a partir de quantidades mais facilmente mensuráveis. O valor de E é normalmente obtido por meio de cálculos.III. mantendo-a sempre em equilíbrio. o trabalho realizado pela força F pode ser calculado pela expressão geral do trabalho: W AB = F . E . desloca-se uma carga de prova qo desde A até B. A família de superfícies equipotenciais (cada superfície corresponde a um valor diferente do potencial) pode ser utilizada para se obter uma descrição geral do comportamento do campo elétrico numa região do espaço. A diferença de potencial elétrico é definida por: V A . III. é dado por: W AB = q ( V A . o potencial elétrico V. Essas grandezas são intimamente relacionadas. E. temos: W AB = q . o campo elétrico nas proximidades de um bastão carregado pode não ser descrito apenas pelo vetor intensidade do campo elétrico E. tais como o potencial elétrico.

Marque na folha a posição das placas. conforme mostra a figura. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL 1.Laboratório de Física II Prof. 2. Trace as linhas de campo elétrico. com o auxílio de um voltímetro. determine as equipotenciais V = 1 até V = 9 volts em passos de 1 volts. Determine o vetor campo elétrico (módulo. 3. 4.V B = E .E.Igualando ( 3 ) e ( 5 ) q(VA–VB) = q. Fixe a folha milimetrada em baixo da cuba de vidro e a outra ficará em cima da bancada para você anotar as distâncias das possíveis equipotenciais. 5. Alcindo Antoniássi 8 . onde se espera um efeito de bordadura desprezível).d V A . MATERIAL  Cuba com Água  Duas placas metálicas  Fonte de Tensão  Voltímetro (mapeador das equipotenciais)  Plugues para Conexões  Papel Milimetrado V. Com os dados obtidos. d ou E = VA–VB d IV . direção e sentido) em cada intervalo de 1 volt ( use a parte central do campo. Elas devem ser perpendiculares às equipotenciais. Em cada equipotencial marque pelo menos 7 posições. preencha a tabela abaixo: Ponto V (Volts) 1 2 2 2 3 2 4 2 d (m) V (Volts) 4 4 4 4 d (m) V (Volts) 6 6 6 6 d (m) V (Volts) 8 8 8 8 d (m) EEP – Escola de Engenharia de Piracicaba Engenharia Mecânica . Com a fonte em 10 volts. De acordo com a teoria o campo elétrico entre as placas deverá ser constante.

RESULTADOS. a) Faça o gráfico V xd (d médio) e obtenha a correlação entre estas duas grandezas.Laboratório de Física II Prof. Alcindo Antoniássi 9 . direção e sentido ? Explique sua resposta. d e E ? b) O campo elétrico é realmente constante em módulo. com auxílio de um computador (Excel). Que tipo de função relaciona V. EEP – Escola de Engenharia de Piracicaba Engenharia Mecânica .5 2 4 6 8 6 2 4 6 8 7 2 4 6 8 d VI.

INTRODUÇÃO TEÓRICA Em 1827. figura 1.Código de cores para Resistores Fixos ).Identificação de Resistores pelo Código de Cor Os resistores são codificados através de cores ou com um carimbo com as informações de identificação. TÍTULO: MEDIÇÃO DE RESISTÊNCIA II.Laboratório de Física II Prof.I Resistências Ôhmicas são resistências cuja relação tensão/corrente se mantém constante. A unidade de resistência é o ohm ( Ω ). que é definido como a resistência elétrica entre dois pontos de um condutor quando a diferença de potencial constante de 1 volt. III. Familiarizar-se com o uso de multímetro.EXPERIÊNCIA 3: MEDIÇÃO DE RESISTÊNCIA I. a uma dada temperatura. EEP – Escola de Engenharia de Piracicaba Engenharia Mecânica . e é expressa da seguinte forma: V = R. OBJETIVO Utilizar diversos métodos para se medir a resistência elétrica de resistor. O código consiste de 4 ou 5 anéis coloridos ( IEC . 1 . George Simon Ohm descobriu que para certos materiais a relação entre a diferença de potencial ( V ) aplicada entre dois pontos de um condutor e a corrente ( I ) que flui entre dois pontos. é constante. Alcindo Antoniássi 10 . a curva característica (tensão x corrente ) é uma reta. aplicada entre estes pontos. produz no condutor uma corrente de l Ampère. III. isto é. Esta constante é denominada resistência elétrica ( R ) do condutor.

x1000.3 ).Laboratório de Física II Prof.Medida de Resistência através do Ohmímetro O ohmímetro é um instrumento utilizado para fins de medidas de resistência elétrica. Alcindo Antoniássi 11 . Faz. Para efetuarmos uma medida devemos fazer o ajuste do zero. Esse ajuste dever ser repetido toda vez que mudamos a posição da chave seletora. observando que devemos escolher uma posição para a chave seletora. Os métodos de medição devem levar em consideração o valor das resistências a serem medidas. III. x100.Curva Característica bipolo. podemos escrever que tg α = R. precisamos medir a intensidade de De Um Bipolo Ôhmico corrente que o percorre e a tensão aplicada aos seus terminais ( fig. Vários são os métodos disponíveis.000 e altas ( acima de 100. sendo também responsável pela precisão da medida. visto como muitos erros podem ser ocasionados pela adoção de um método impróprio. I Fig. 2 . colocamos as pontas de prova em contato com os terminais do componente a ser medido. em laboratório. 1 – Identificação de Resistores As resistências podem ser classificadas de acordo com os seus valores: baixas ( menor que l ohm. III. 3 . 2. juntamente com o voltímetro e o amperímetro. obtendo o resultado em ohms ( Ω ). teremos uma característica linear. a curva da tensão em função da corrente para um bipolo V ôhmico. 2 .Método do Voltímetro e do Amperímetro para Medida de Resistência Levantando-se experimentalmente. movimenta-se o controle de ajuste (botão) até o ponteiro coincidir com o traço referente ao zero. denominado multímetro ou multiteste.Levantamento da Curva de um Bipolo EEP – Escola de Engenharia de Piracicaba Engenharia Mecânica .Fig. onde ∆ V concluímos que a tangente do ângulo α α representa a resistência létrica do bipolo. portanto. médias ( entre 1 e 100. portanto.000 ohms). ∆ Para levantarmos a curva característica de um I Fig. de maneira a ter uma leitura em região com boa definição. conforme fig. Normalmente sua escala apresenta característica logarítmica e na sua chave seletora encontramos as posições x1. o ohmímetro ( método direto ) e o método do voltímetro e amperímetro ( método indireto). Feito o ajuste. Utilizaremos. parte do aparelho de medidas. A seguir. deflexionando o ponteiro até à região próximo ao zero da escala de ohms. x10. Da figura temos: tg α = ∆ V / ∆ I . 3 . curto-circuitamos as suas pontas de prova.

carga resistiva (lâmpada de 6 ou 12 Volts). • Montar o circuito da figura 3 e variando o valor da tensão da fonte. pelo código de cores. Alcindo Antoniássi 12 . EQUIPAMENTOS Fonte de Corrente Contínua. amperímetro e ohmímetro). EEP – Escola de Engenharia de Piracicaba Engenharia Mecânica . • Proceder a leituras dos resistores e carga através do ohmímetro.Laboratório de Física II Prof.IV. d) Observar se os valores obtidos estão dentro das tolerâncias previstas nos resistores. c) Calcular os erros percentuais para as resistências conhecidas. Multímetro (voltímetro. RESULTADOS a) Apresentar os valores lidos . resistores diversos. V. PARTE EXPERIMENTAL • Proceder a leituras dos resistores fornecidos. anotar os valores de corrente e tensão da carga. b) Apresentar a curva obtida e o valor de R. VI.

V V = R. Para levantarmos a curva característica de um bipolo.I ∆V α O ∆I I Figura 1 – Curva Característica de um Bipolo Ôhmico Da característica temos tg α = ∆ V / ∆ I. experimentalmente. Alcindo Antoniássi 13 . portanto. teremos uma característica linear. corresponde a um bipolo não ôhmico.Laboratório de Física II Prof. Constatar as relações existentes entre as grandezas elétricas: tensão ( V ). Georg Ohm enunciou: “ Em um bipolo ôhmico. Sendo que qualquer outra não linear. podemos escrever: onde V = tensão aplicada ( V ) R = resistência elétrica ( Ω ) I = corrente elétrica ( A ) Levantando-se. a tensão aplicada aos seus terminais é diretamente proporcional à intensidade de corrente que o atravessa”. Assim sendo. a curva da tensão em função da corrente para um bipolo elétrico. INTRODUÇÃO TEÓRICA No século passado. o resistor de 100 Ohms.EXPERIÊNCIA 4: LEI DE OHM I. conforme mostra a figura 1. EEP – Escola de Engenharia de Piracicaba Engenharia Mecânica . Para isso montamos o circuito da figura 2. OBJETIVO Verificar a Lei de Ohm. podemos escrever que tg α = R. corrente ( I ) e resistência ( R ) III. onde concluímos que a tangente do ângulo α representa a resistência elétrica do bipolo. TÍTULO: VERIFICAÇÃO DA LEI DE OHM II. precisamos medir a intensidade de corrente que o percorre e a tensão aplicada a seus terminais. Notamos que o bipolo ôhmico é aquele que segue esta característica linear. onde utilizaremos como bipolo.

0 Ω . Alcindo Antoniássi 14 .0 Ω . Da curva temos: tg α = tg α = ∆ V / ∆ I = ( 10 – 6 ) / ( 100 – 60 ) . medir o valor da corrente.0 Ω I ( mA ) R = 100Ω I ( mA ) R = 1. EQUIPAMENTOS Fonte de Corrente Contínua. Para cada valor de tensão ajustada.0 kΩ e 47. alimentando o resistor.0 kΩ . 100. 10 – 3 = 100 Ω IV. V(v) V (v) 0 2 4 6 8 10 I(mA) 0 20 40 60 80 100 10 8 6 4 2 α ∆I 20 40 60 80 100 ∆V O I (mA) Figura 3 – Tabela e Curva Característica do Bipolo Ôhmico. Multímetro (voltímetro. teremos um respectivo valor de corrente. amperímetro e ohmímetro). possibilitam o levantamento da curva. R = 47. Preencher a tabela abaixo.1. Figura 4 • Variar a tensão da fonte. resistores ( 47. No lugar de R utilizar os valores constantes da tabela. V.0 kΩ I ( mA ) R = 47. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL • Montar o circuito da figura 4.Figura 2 – Circuito para Levantamento da Curva de um Bipolo.0 kΩ I ( mA ) V (V) 0 2 4 5 10 15 EEP – Escola de Engenharia de Piracicaba Engenharia Mecânica . conforme mostra a figura 3. que colocados numa tabela.Laboratório de Física II Prof. O circuito consiste de uma fonte variável. Para cada valor de tensão ajustado.

0 Ω 100. b) Com os valores obtidos.0 kΩ 47. EEP – Escola de Engenharia de Piracicaba Engenharia Mecânica . Circuito I Circuito II f) Determinar o valor de resistência elétrica.Laboratório de Física II Prof. levantar o gráfico V = f ( I ) para cada resistor. calcule o valor lido pelos instrumentos. c) Determinar. que quando submetida a uma tensão de 5 V. através do gráfico.0 Ω 1. Alcindo Antoniássi 15 . preenchendo o quadro: Valor Nominal 47. Nos circuitos abaixo.20 --VI. RESULTADOS a) Apresentar os valores lidos.0 kΩ d) e) Valor Determinado Explique as discrepâncias sobre os valores nominais. o valor de cada resistência. é percorrida por uma corrente de 200 mA.

. I onde E / I = R1 + R2 + .paralelo e constatar experimentalmente. I Utilizando a Segunda propriedade acima.. I . TÍTULO: CIRCUITO SÉRIE . Portanto. I VR2 = R2.R n. + VR n. A corrente que percorre todos os resistores é a mesma e igual àquela fornecida pela fonte: I = I R1 = IR2 = .CIRCUITO PARALELO I.. OBJETIVOS Determinar a resistência equivalente de um circuito série . podemos escrever: R eq = R1 + R2 + .EXPERIÊNCIA 5: CIRCUITO SÉRIE . A somatória das tensões dos resistores é igual à tensão da fonte: E = VR1 + VR2 + .. quando ligados um ao outro. EEP – Escola de Engenharia de Piracicaba Engenharia Mecânica . R n E / I representa a resistência equivalente de uma associação série.. podemos escrever: E = R1.CIRCUITO PARALELO II. I + .Laboratório de Física II Prof. III. Aplicando-se a Lei de Ohm em cada resistor. INTRODUÇÃO TEÓRICA Dois ou mais resistores formam uma associação denominada circuito série. temos: VR1 = R1. . VR n = R n..I + R2. + R n 2. Alcindo Antoniássi 16 . conforme figura... as propriedades relativas envolvidas. = IR n.. Figura 1 – Associação Série de Resistores Quando alimentado. . o circuito apresenta as seguintes propriedades: 1..

= V Rn A somatória das correntes dos resistores é igual ao valor da corrente fornecida pela fonte: I = IR1 + I R2 + .. o circuito apresenta as seguintes propriedades: A tensão é a mesma em todos os resistores e igual à da fonte. R n Dividindo-se os termos por E. + 1 R eq R1 R2 Rn EEP – Escola de Engenharia de Piracicaba Engenharia Mecânica . denominada circuito paralelo... .. Figura 2 – Associação Paralela de Resistores 1.Laboratório de Física II Prof.Dois ou mais resistores formam uma associação.. temos: IR1 = E / R1 IR2 = E / R 2 . podemos escrever: 1 = 1 + 1 + . Portanto.. temos: I / E = 1 / R1 + 1 / R2 + ... E = V R1 = V R2 = 2. Quando alimentado. + IR n.. IR n = E / R n Utilizando a igualdade da segunda propriedade acima. quando ligados conforme figura. + 1 / R n I / E representa o inverso da resistência equivalente de uma associação paralela... . podemos escrever: I = E / R1 + E / R 2 + . E / R n = R1 + R2 + .. Alcindo Antoniássi 17 . . Determinando-se o valor da corrente em cada resistor.

Tensão da Fonte: --------.0 Ω 100.0 Ω 100.Tensão da Fonte: --------.0 Ω . Tabela 1 . lâmpadas (comum de lanterna).0 kΩ I med I calc V med V calc • Montar o circuito da figura 4. amperímetro e ohmímetro).0 kΩ ).Volts 47. Alcindo Antoniássi 18 . PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL • Montar o circuito da figura 3. Figura 3 – Circuito Série • Preencher os dados constantes da Tabela1. resistores (47. Figura 4 – Circuito Paralelo Preencher os dados da Tabela 2 Grandezas I med I calc V med V calç Tabela 2 .0 kΩ e 47. V.0 Ω . 1.0 Ω 1.Volts Grandezas 47.IV.0 kΩ I total EEP – Escola de Engenharia de Piracicaba Engenharia Mecânica . EQUIPAMENTOS Fonte de Corrente Contínua (pilhas). Multímetro (voltímetro.0 Ω 1.Laboratório de Física II Prof. 100.

EEP – Escola de Engenharia de Piracicaba Engenharia Mecânica . Certificar-se de que na associação série a corrente (medida ou calculada) é a mesma em todos os resistores e que a soma das tensões é igual à tensão da fonte.Laboratório de Física II Prof. Na associação paralelo a tensão é a mesma em todos os resistores e que a soma das correntes (medida ou calculada) é igual à corrente total. RESULTADOS a) Observar e relatar o que ocorreu em cada situação. Alcindo Antoniássi 19 .VI.

p n ∑Eg K = ∑Rk . onde se aplicam propriedades.m. necessitamos utilizar as leis de kirchhoff.Laboratório de Física II Prof. é igual à soma algébrica do produto das resistências dos resistores pela corrente que circulam por eles. EEP – Escola de Engenharia de Piracicaba Engenharia Mecânica . constituídas por elementos que geram ou absorvem energia elétrica.Introdução Um circuito elétrico pode ser composto por várias malhas. Os pontos formam dois nós onde interligam-se geradores e resistores. Lei de kirchhoff: A soma algébrica das f. o ramo central composto por E3 e R2 e o ramo à direita composto por R5. 1 Notamos que o circuito é composto por três malhas. Na fig. Definimos malha como sendo todo circuito fechado constituído por elementos elétricos. facilitando o equacionamento. TÍTULO: LEIS DE KIRCHHOFF 1ª. 1. Alcindo Antoniássi 20 . Para calcularmos as tensões e correntes nesses elementos. Um circuito é composto por malhas. E5. e ramo. ABEF. E1 e E2. BCDE e ABCDEF. ∑I K = 0 K −1 2 . devido à complexidade do circuito.EXPERIÊNCIA 6: LEIS DE KIRCHHOFF I. OBJETIVOS Verificar. as leis de Kirchhoff. Lei de Kirchhoff : A soma algébrica das correntes que demandam um nó é igual a n zero. Denominamos nó a um ponto de interligação de três ou mais componentes.e.I k K =1 K =1 a II. sendo esta última denominada de malha externa. INTRODUÇÃO TEÓRICA III. envolvidas em uma circuitação. E4. temos um circuito elétrico onde vamos exemplificar os conceitos até agora vistos: Fig. experimentalmente. Para utilizarmos estas leis.1 . R4. constituindo 3 ramos distintos: o ramo à esquerda composto por E 6. nós e ramos. III. e R3. precisamos destacar trechos. o trecho compreendido entre dois nós consecutivos. R1.

Após essas considerações. Lei: Em um nó.Laboratório de Física II Prof. figura 2 partindo-se do ponto A. Lei: Em um uma malha. IV. consideraremos as correntes que chegam como positivas e as que saem como negativas. os resistores ao serem percorridos pela corrente do circuito.I3 + I4 . Portanto. podemos enunciar as leis de Kirchhoff: lª. Resistores.I6 = 0 ou I1 + I2 + I4 = I3 + I5 + I6 I2 I1 A I6 I5 I3 I4 2a.VR3 + E1 = 0 ou E1 + E2 = VR1 + VR2 + VR3 onde o sinal positivo representa um aumento de potencial e o sinal negativo uma perda de potencial. Alcindo Antoniássi 21 .VR2 . podemos escrever: Fig. a soma algébrica das correntes é nula. isto é. Exemplo: Para a malha ABCD. no sentido horário adotado.VR1 + E2 . 2 – Malha ABCD . imposta pelas baterias. EQUIPAMENTOS Fonte de Tensão Contínua. a soma algébrica das tensões é nula. podemos escrever: I1 + I2 . apresentam queda de tensão contrária em relação ao sentido da corrente. Exemplo: Para o nó A. Multímetro EEP – Escola de Engenharia de Piracicaba Engenharia Mecânica .I5 .

ou seja: I = 0 ⇒ V 12 = Rs I = Rs .2 . conforme figura 3: b) c) Fig.Calcular a resistência equivalente da associação. determinar a tensão sobre o resistor R1 : V34 = R1 x I1 V 34 = __________V Obs. EEP – Escola de Engenharia de Piracicaba Engenharia Mecânica . não existe circulação de corrente pelo resistor Rs. 3 Elevar a tensão da fonte de tensão contínua até o valor de 5. 0 ⇒ V12 = O d) Montar o circuito da figura 4 Fig. V 12 = Rs I V 12 = ______ V como R1.3 . determinar a corrente que passa pelo circuito: I1 = V12 / Rs I 1 = ______ A d.0 Volts.1 .V. Alcindo Antoniássi 22 . Ler a tensão no multímetro entre os pontos 1 e 2. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL a) Montar o circuito.Medir a tensão sobre Rs. R2 e R3 não estão colocados no circuito ( circuito aberto entre os pontos 3 e 4).: A corrente teórica vem dos potenciais mais altos para os mais baixos.Com I1. R eq = R1 + Rs ( Associação série de resistores) d.Laboratório de Física II Prof. 4 d.4 . R eq = _______ Ω V 12 = _________ V d.Com V12.

4 .Observar o circuito da Figura 5: Examinar o nó 3: I2 = I R1 + I R2 V34 calculado = R1. Req = R1.Com V12.Calcular a resistência equivalente da associação dos resistores em paralelo. I R2 ⇒ I R2 = V34calculado / R2 I R1 = __________ A f) f.3 .1 . Alcindo Antoniássi .2 . I2 e.Medir a tensão V34 e conferí-la com o valor calculado. 5 e. V 34 medido = _________ V e V 34 calculado = _________ V 23 EEP – Escola de Engenharia de Piracicaba Engenharia Mecânica . R2/ R1 + R2 R eq = _________ Ω e.1 Certificar-se de que: I2 = I R1 + I R2 I 2 = ___________ A I R2 = ________ A V 34 = ____________ V f.5 .Laboratório de Física II Prof.Medir a tensão sobre Rs ( V12 ) V 12 = ______ V e.2 . determinar a corrente que passa pelo circuito ( I2 ): I2 = V12 / Rs e. I R1 ⇒ I R1 = V34 calculado / R1 V34 calculado = R2 .e) Acrescentar R2 ao circuito ( Figura 5 ): Fig.Calcular o valor da tensão sobre o resistor equivalente V34 = Req .

6 R eq 34 = _________ Ω V 12 med = _________ V I 2 I I R2 R1 = _______A I R3 = _______A = __________ A I 2 = V 12 / R s = _________ A calculado = I R1 + I R2 + I R3 = ________A V 34 h) = ________V V 34 medido = ________ V Montar o circuito da figura 7 com os 3 resistores R1. Alcindo Antoniássi 24 . 7 h.2 . Fig. I = V 12 / R 1 = ________ A V medido = _________V e V calculado = _________ V EEP – Escola de Engenharia de Piracicaba Engenharia Mecânica .Calcular VAB = ( R1 + R2 + R3 ) I.g) Repetir o item e para o circuito da figura 6. através do multímetro. R2 e R3 ( sem Rx ) Fig.Laboratório de Física II Prof. Medir . V 12 = ________ V V 56 = ________ V V 34 = ________ V V Fonte = V12 + V 34 + V 56 = ______ V h. V 34 e V 56. Compará-la com o valor da fonte.1 .Aplicar uma tensão V = 5. a tensão V 12.0 V ( fonte ) entre os pontos A e B.

3 . RESULTADOS a) A partir de um nó do circuito experimental. EXPERIÊNCIA 7: GERADORES ELETROQUÍMICOS EEP – Escola de Engenharia de Piracicaba Engenharia Mecânica . V 34 e V 56 V 12 = ________ V V 34 = _________V V 56 = ________V h.4 – Calcular VAB e compará-lo com o valor da fonte: I = V 12 / R1 VAB = ( R1 + Req + R3 ) I onde Req = R2 . Rx / (R2 + Rx ) VI. comprovar a 2a. comprovar a lª.Colocar Rx no circuito. lei de Kirchhoff.Laboratório de Física II Prof. Alcindo Antoniássi 25 . sem alterar o ajuste da fonte. lei de Kirchhoff.Medir V12. b) A partir de uma malha do circuito experimental.h.

É o tipo de pilha mais usado. II. Eg ( característica da associação de Cu. Num eletrólito coloca-se 2 elementos de natureza distinta: eletrodo de cobre (Cu) e eletrodo de zinco ( Zn ). Os Ho são instáveis e se combinam entre si. Cada íon de zinco que passa à solução deixa um excesso de 2 elétrons sobre o eletrodo de zinco. repelindo-se mutuamente. reação química que pode ser expressa pela equação: Zn ++ + 2 Cl . Alcindo Antoniássi 26 .e formar cloreto de zinco. O eletrólito é uma solução de ácido clorídrico ( HCl ) ou cloreto de amônio ( NH4Cl ) em água. A rigor.1 . Existem muitos tipos. etc. onde VAB é aprox. os íons H+ e Cl. o acumulador recebendo energia elétrica converte em energia química e tendo energia química fornece energia elétrica.. entre placas + e . Consiste essencialmente de dois eletrodos de substâncias diferentes imersos em um eletrólito que reage muito mais vigorosamente com um eletrodo do que com o outro.m.0 V. se ligarmos o acumulador a um gerador de corrente contínua.) aparece uma f. Ou seja. eletricamente. lanternas elétricas. campainhas. VAB = Eg = 1. Utiliza-se nas baterias locais de instalações telefônicas. se propagam através de todo o circuito externo de carga até o eletrodo. A diferença fundamental entre uma pilha e um acumulador é que quando os elementos ativos de uma pilha se houverem consumido deverão ser substituídos por substância nova. a ação química se inverte e os elementos ativos se regeneram.ASSUNTO: GERADORES ELETROQUÍMICOS.e. I. Estes elétrons em excesso.Aspectos Teóricos Uma pilha é um dispositivo para transformar energia química em energia elétrica. Pilha Alcalina: Carvão. quando os elementos ativos de um acumulador se houverem consumido. porém. Os H+ perto da placa de cobre não reagem com o Cu devido o caráter químico nobre do Cu e retiram elétron da placa de Cu. procedentes da parede de zinco para unir-se aos íons Cl. Os íons zinco ( Zn ++) passam à solução. RESUMO TEÓRICO 2. Zinco ou Alcalina . zinco e cloreto de amônio com outros ingredientes. Então. Este processa se denomina carga do acumulador. formando o Zn Cl2 e depositando Cl .na placa Zn. igual a Eg ( corrente bastante pequena). ou seja. OBJETIVO Obtenção experimental da força eletromotriz e da resistência interna de um gerador eletroquímico (pilha). neutralizam-se.Laboratório de Física II Prof.Rg Imed e como Imed ≅ 0. fazendo circular por ele uma corrente no sentido oposto. Cl . porém. receptores de rádio. Aí eles são recolhidos pelo excesso de íons H+. gerando moléculas estáveis de H2. e geram hidrogênios nascentes ( Ho ). Zn em meio ácido ). Bateria é uma associação de pilhas ( não reversíveis ) e acumuladores ( reversíveis). reagindo.se movimentam. todos consistem de carvão.⇒ ZnCl2. Zinco e Hidróxido EEP – Escola de Engenharia de Piracicaba Engenharia Mecânica . VAB = Eg .se aproxima da placa Zn. O ácido dissolvido em água se dissocia em íons H+ e Cl . Pilhas Secas (Leclanché): Carvão.

6 pares de valores de tensão e corrente. Voltímetro 1 Potenciômetro (100 Ω ) Cabos de ligações IV. 2. Obter o valor da f.Laboratório de Física II Prof. EXPERIÊNCIA 8: CARGA E DESCARGA DE UM CAPACITOR EEP – Escola de Engenharia de Piracicaba Engenharia Mecânica .e. Variar Rv e obter. III. Escrever a equação da fonte utilizada (pilha) V. 5. preenchendo a tabela V x I. de uma Pilha 1.Acumulador de Chumbo: Placa de Peróxido de Chumbo ( PbO2 ) e uma de Chumbo (Pb ) em uma Solução de Ácido Sulfúrico ( H2SO4 ) Pilha de Níquel-Cádmio. Construir o gráfico V x I 4. lidos no voltímetro e no amperímetro. 1 . pelo menos.m.Circuito de Medição da 5 6f. Pilha de Mercúrio.5 Volts (4). PARTE EXPERIMENTAL Pontos i (mA) V (v) 1 2 3 4 Fig. Miliamperímetro. 3.m.e. Montar o circuito da figura acima.EQUIPAMENTOS Pilhas de 1. RESULTADOS a) Apresentar os resultados e possíveis comentários. Alcindo Antoniássi 27 . e da resistência interna da pilha.

IV. conforme figura. as situações de carga e descarga de um capacitor. RC é o tempo para que a corrente caia para o valor i = i o / e. A tensão varia com o tempo segundo a expressão: V = Vo ( 1 – e – t/ RC ). A constante RC (produto da resistência pela capacitância) é chamada “constante de tempo do circuito”. o produto RC é dado em segundos. II. RESUMO TEÓRICO Seja um circuito RC. um capacitor C. a corrente cai a zero e a tensão em seus terminais vale V. a corrente vale i = i o e descreve com o tempo a curva de carregamento do capacitor. 16 V Resistor 47 k Ω Multímetro Cronômetro Cabos de ligações e Chave S EEP – Escola de Engenharia de Piracicaba Engenharia Mecânica . III. Quando a chave S é fechada. OBJETIVO Analisar. segundo a expressão: i = i o e – t / RC (1) Em t = 0. Quando o capacitor está carregado. EQUIPAMENTOS Fonte de tensão Capacitor 1000 µ F. A única diferença é o sentido da corrente. Alcindo Antoniássi 28 .I. aparece uma corrente i que varia com o tempo. o capacitor irá se descarregar seguindo a mesma lei de ( 1 ). onde e é o número de Neper ou base dos logaritmos neperianos ( e = 2. o que equivale a aproximadamente a 70% de queda. TÍTULO: CARGA E DESCARGA DE UM CAPACITOR. Se R é dada em Ohms ( Ω ) e C em Farad ( F ).718 ). Uma vez carregado o capacitor. experimentalmente. se desacoplarmos a fonte de tensão do circuito e ligarmos a chave S. formado por um resistor R.Laboratório de Física II Prof.

Tabela 1 – Valores de tensão e Tempo para a Carga do Capacitor. vc ( V ) t(s) 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 EEP – Escola de Engenharia de Piracicaba Engenharia Mecânica . b) Acione a chave S e o cronômetro simultaneamente.º. N. Anote o instante em que cada tensão é atingida. simultaneamente. vc ( V ) t(s) 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 c) Com o capacitor carregado. Alcindo Antoniássi 29 . conforme quadro abaixo.º. com o capacitor descarregado. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL a) Monte o circuito da figura.V. N. Determine e anote o instante em que cada tensão for atingida.Laboratório de Física II Prof. monte o circuito: Acione a chave S e o cronômetro.

a tensão no capacitor.VI. b) Calcule.Laboratório de Física II Prof. RESULTADOS a) Com os dados obtidos. para os dois circuitos da experiência ( carga e descarga ). Alcindo Antoniássi 30 . Compare estes valores com os obtidos graficamente para estes mesmos instantes. calculando os erros percentuais. decorridos 10 s para a situação de carga e 15 s para a de descarga. c) Defina constante de tempo e como se calcula matemática e graficamente? d) Faça as observações que julgar convenientes. EEP – Escola de Engenharia de Piracicaba Engenharia Mecânica . no mesmo gráfico. construa as curvas de carga e descarga do capacitor.

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