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Policiamento de Trânsito 1

POLICIAMENTO

DE

TRÂNSITO

URBANO E RODOVIÁRIO

CFSd - 2010

INSTRUTOR: 1º TEN. QOPM ROBERTO DE FRANÇA

Quarto Batalhão de Polícia Militar – CFSd - 2010


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SUMÁRIO

APRESENTAÇÃO

1. EMBASAMENTO LEGAL DO POLICIAMENTO ART. 144/CF


2. EVOLUÇÃO DA LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO NO PAÍS
3. SISTEMA NACIONAL DE TRÂNSITO
4. CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO
5. DELITOS DE TRÂNSITO
6. POLICIAMENTO DE TRÂNSITO URBANO E RODOVIÁRIO
7. DOUTRINA DE EMPREGO
8. POLICIAMENTO MOTORIZADO
9. ATUAÇÃO EM CONGESTIONAMENTO
10. OPERAÇÃO BLITZ
11. TIPOS DE FISCALIZAÇÃO
12. ABORDAGENS DE VEÍCULOS
13. PROCEDIMENTOS PARTICULARIZADOS
14. LEVANTAMENTO DE ACIDENTES DE TRÂNSITO URBANO E
RODOVIÁRIO
15. BIBLIOGRAFIA

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APRESENTAÇÃO

Prezados alunos do Curso de Formação de Soldados Policiais Militares do 4º


Batalhão de Policia Militar, turma 2010, à disciplina de Policiamento de Trânsito
Urbano e Rodoviário que abordaremos nesses próximos encontros com um total de
30h/aulas, têm o objetivo de apresentar e tratar com cada um dos senhores os
principais assuntos inseridos na Lei nº 9503, de 23 de Setembro de 1997,
denominada Código de Trânsito Brasileiro, bem como os temas relativos as
Resoluções do Contran, Policiamento de Trânsito Urbano e Rodoviário, Emprego do
Policiamento de Trânsito, Fiscalização de Documentos e Veículos e Levantamento
de Acidentes de Trânsito .

A atual legislação de trânsito passou a vigorar em 21 de Janeiro de 1998 e


inseriu profundas mudanças na ordem que se aplicava até então no trânsito de
nossas cidades e rodovias, normatizadas até então pelo Código Nacional de
Trânsito de 1966, isto tudo com o objetivo de alterar o trágico quadro de violência no
trânsito que se apresentava naquele momento em nosso país e todo prejuízo social
decorrente, para o Estado e por conseqüência para toda população. Nos primeiros
anos de sua vigência, o Código de Trânsito Brasileiro conseguiu atingir um de seus
principais objetivos que é a redução de acidentes e mortes no trânsito, resultados
que não foram contemplados nos anos subsequentes.

Para que possamos ter uma idéia do problema da violência do trânsito nos
dias atuais, segundo dados do Ministério da Saúde, no Brasil acontecem cerca de
35 mil mortes ao ano, decorrentes de acidentes de trânsito, além das pessoas que
ficam com deficiências temporárias ou permanentes que somam 100 mil e outras
400 mil que sofrem ferimentos. Por sua vez o Instituto de Pesquisa Aplicada (IPEA)
traduz tamanha violência em números, sendo que por ano o país consome R$ 28
bilhões, gerados por gastos resultantes dos acidentes nas cidades e rodovias. Os
dados alarmantes ora apresentados estão fundamentados por um crescimento
vertiginoso de toda nossa frota de veículos que segundo dados do Departamento
Nacional de Trânsito em Abril de 2010 atingiu o número de mais de 61 milhões de
veículos, estando inserido neste contexto um volume extraordinário de motocicletas,
motonetas e ciclomotores, cerca de 16 milhões, que a cada dia passam a dividir
espaço com os veículos de maior porte dentro de todo sistema viário. Cabe salientar
que em nosso município a frota de veículos automotores neste mesmo período já
passa de 227 mil veículos, sendo mais de 51 mil motocicletas.

Desta forma a realidade do trânsito brasileiro exige cada vez mais que os
organismos públicos desenvolvam ações preventivas e repressivas na busca de
minimizar este cenário de guerra causado pela violência no trânsito e que coloca o
Brasil em uma posição no cenário mundial nada agradável, a de protagonista de um
dos maiores índices de acidentes de trânsito do mundo. Cabe então a nós que
somos agentes do estado, a fiscalização quanto ao cumprimento do Código de
Trânsito Brasileiro, valendo-se desta importante ferramenta no combate as mais
diversas formas de descumprimento da legislação e desrespeito a vida.

Assim, na esteira de uma análise social do problema, não podemos nos


esquecer de que nenhuma ação de prevenção e repressão alcançara os resultados
desejados, se não houver o envolvimento da sociedade como um todo, seja por

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meio da “Educação para o trânsito” dos nossos futuros motoristas ou pela


conscientização e responsabilidade dos que fazem o trânsito de hoje, que carecem
sobremaneira de uma mudança radical de comportamento, com ênfase ao respeito,
a ética e a cordialidade. Por fim saliento que os assuntos que discutiremos em
nossos encontros, com base no Código de Trânsito Brasileiro, Resoluções do
Contran (Conselho Nacional de Trânsito) atualmente de número 355, Portaria,
Deliberações, Doutrina de Aplicação no Policiamento Ostensivo de Trânsito e
Procedimentos na condução de Viatura Policial Militar, serão o misto iniciador para
que cada um dos senhores possa refletir e se aprofundar nesta importante matéria,
pois a segurança no trânsito depende de cada um de nós.

1. EMBASAMENTO LEGAL DO POLICIAMENTO ART. 144/CF

1.1 Art. 144. A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de


todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das
pessoas e do patrimônio, através dos seguintes órgãos:

Inc. I. Polícia Federal; (apuração de infrações penais contra a ordem política e social
e bens da união, repressão tráfico, contrabando e descaminho)

Inc. II. Polícia Rodoviária Federal; (patrulhamento ostensivo nas rodovias federais)

Inc. III. Polícia Ferroviária Federal; (patrulhamento ostensivo nas ferrovias federais)

Inc. IV. Polícias Civis; (polícia judiciária e apuração de infrações penais)

Inc. V. Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares. (polícia ostensiva e


preservação da ordem pública e atividades de defesa civil.)

2. EVOLUÇÃO DA LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO NO PAÍS

2.1 Primeiras Normatizações:

A legislação que trata de trânsito em nosso país não é recente, já no ano de


1910, foi promulgado o Decreto 8.324, de 27 de outubro de 1910, que fazia
referências ao transporte por automóveis. Já em 1922, o Decreto Legislativo 4.460,
de 11 de janeiro de 1922, disciplinou a construção de estradas e carga máxima dos
veículos, tendo em seguida no governo do Presidente Washington Luiz Pereira de
Souza, ocorrido a incrementação do sistema viário, ampliando a regulamentação
deste assunto por meio do Decreto Legislativo 5.141, de 05 de janeiro de 1927, já
que seu lema de governo era abrir estradas.

A primeira normatização na forma de estatuto veio com o Decreto 18.323, de


24 de junho de 1928, o qual trouxe disciplinado assuntos específicos de trânsito,
como a circulação internacional de automóveis no território brasileiro, a sinalização,
a segurança e a polícia nas estradas. Foi só com a promulgação do Decreto-Lei, de
28 de janeiro de 1941, que surgiu o primeiro diploma como Código propriamente

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dito, o que foi rapidamente substituído pelo Decreto-Lei 3.651 de 25 de setembro de


1941, o qual permaneceu vigente até o advento da Lei 5.108.

O Código Nacional de Trânsito, instituído pela Lei 5.108, de 21 de setembro


de 1966, e regulamentado pelo Decreto 62.127, de 16 de janeiro 1968, atendia na
época aos anseios de toda sociedade, levando em conta os problemas oriundos do
sistema de trânsito de então, que contava com uma frota de 500 mil veículos, mas
que com o crescimento econômico e populacional do país se demonstrou
desatualizado para a nova realidade imposta.

Assim, em 23 de setembro de 1997, foi instituído o Código de Trânsito


Brasileiro, entrando em vigor 120 dias após, mais precisamente em 22 de janeiro de
1998, trazendo uma legislação mais ampla e rígida, com o objetivo de fazer frente a
rápida e profunda transformação do sistema de trânsito das últimas décadas. O atual
código trouxe algumas mudanças que ganharam destaque dentro da legislação,
como o uso do cinto de segurança, a educação para a segurança do trânsito e a
municipalização do trânsito.

3. SISTEMA NACIONAL DE TRÂNSITO

3.1 Composição do Sistema Nacional de Trânsito:

ÓRGÃOS ÓRGÃOS
GOVERNOS CONSULTIVOS, EXECUTIVOS ÓRGÃO
NORMATIVOS E FISCALIZADOR
COORDENADORES
PRF
FEDERAL CONTRAN DENATRAN-DNIT-JARI
(Ministério das
Cidades)
PPMM
ESTADUAL CETRAN E DETRAN DER ESTADOS E
CONTRADIFE JARI DF
AGENTES
MUNICIPAL - ÓRGÃOS E MUNICIPAIS E
ENTIDADES PPMM (convênio)
EXECUTIVO DE
TRÂNSITO
MUNICIPAIS- JARI

*DNIT = Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transporte.

4. CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO

4.1 Conceitos do CTB (Anexo I)

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4.1.1 Autoridade de Trânsito: Dirigente máximo de órgão ou entidade executivo


integrante do Sistema Nacional de Trânsito ou pessoa por ele expressamente
credenciada.

4.1.2 Agente da Autoridade de Trânsito: Pessoa, civil ou Policial Militar,


credenciada pela autoridade de trânsito para o exercício das atividades de
fiscalização, operação, policiamento ostensivo de trânsito ou patrulhamento.

4.1.3 Camioneta: Veículo misto destinado ao transporte de passageiros e carga no


mesmo compartimento.

4.1.4 Motocicleta: Veículo automotor de duas rodas, com ou sem side-car, dirigido
por condutor em posição montada.

4.1.5 Motoneta: Veículo automotor de duas rodas, dirigido por condutor em posição
sentada.

4.1.6 Parada: imobilização do veículo com a finalidade e pelo tempo estritamente


necessário para efetuar embarque ou desembarque de passageiros.

4.1.7 Passeio: Parte da calçada ou da pista de rolamento, neste último caso,


separada por pintura ou elemento físico separador. Livre de interferências, destinada
á circulação exclusiva de pedestres e, excepcionalmente, de ciclistas.

4.1.8 Renavam: Registro nacional de veículos automotores.

4.1.9 Rodovia: Via rural pavimentada.

4.1.10 Trânsito: (Art. 1º, §1º) A utilização das vias, por pessoas, veículos e animais,
isolados ou em grupos, conduzidos ou não, para fins de circulação, parada,
estacionamento e operação de carga ou descarga.

4.1.11 Via Terrestres: (Art. 2°) São vias terrestres urbanas e rurais as ruas, as
avenidas, os logradouros, os caminhos, as passagens, as estradas e as rodovias.
Para efeito deste Código são considerados vias terrestres as praias abertas a
circulação pública e as vias internas pertencentes aos condomínios constituídos por
unidades autônomas.

4.2 Normas Gerais de Circulação e Conduta

O capitulo III do Código de Trânsito Brasileiro, trata das normas gerais de


circulação e conduta, com o objetivo de dispor como os motoristas e pedestres
devem se portar para que o trânsito seja mais seguro. Definindo a forma pela qual o
motorista deve conduzir o seu veículo pelas vias dentro do que determina a lei,
agindo de maneira uniforme e responsável para evitar acidentes, bem como
regulando o comportamento do pedestre dentro do sistema de trânsito, onde este
tem papel preponderante na harmonia e segurança do sistema viário.

4.2.1 Deveres dos usuários: Art. 26. Os usuários das vias terrestres devem:

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Inc. I - abster-se de todo ato que possa constituir perigo ou obstáculo para o trânsito
de veículos, de pessoas ou de animais, ou ainda causar danos a propriedades
públicas ou privadas; (Ex: Atravessar as vias sem o devido cuidado e em local
impróprio; Estacionar veículo em cima das calçadas.)

Inc. II - abster-se de obstruir o trânsito ou torná-lo perigoso, atirando, depositando ou


abandonando na via objetos ou substâncias, ou nela criando qualquer outro
obstáculo. (Ex: Jogar sacos de lixo na via, Usar a via como depósito de materiais de
construção.)

4. Deveres dos condutores: Art. 27. Antes de colocar o veículo em circulação nas
vias públicas o condutor deverá verificar a existência e as boas condições de
funcionamento dos equipamentos de uso obrigatório, bem como assegurar-se da
existência de combustível suficiente para chegar ao local de destino. (Art. 180 CTB)

Veículo:

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É um fator muito importante a ser considerado na ocorrência de acidentes,


sendo as condições do veículo responsáveis por um número enorme dos acidentes
ocorridos no trânsito, normalmente envolvendo outros veículos, pedestres, animais e
o patrimônio público.

Devemos sempre manter o veículo em condições de transitar e reagir


instantânea e eficientemente a todos os comandos necessários, pois: “não é
possível dirigir com segurança, usando um veículo defeituoso”.

São muitas as condições adversas causadas por um veículo defeituoso, aqui


listaremos apenas os defeitos mais comuns que podem causar acidentes: pneus
gastos; freios desregulados; lâmpadas queimadas; defeitos nos equipamentos
obrigatórios; limpadores de pára-brisa com defeito; falta de buzina; espelho
retrovisor deficiente e cinto de segurança defeituoso.

4.2.3 Domínio do veículo durante a condução: Art. 28. O condutor deverá, a todo
o momento, ter domínio de seu veículo, dirigindo-o com e cuidados indispensáveis à
segurança do trânsito. (Ex: Não falar ao telefone celular (Art. 252 VI CTB), Dirigir sob
a influencia de álcool, Art. 165 CTB.)

Condutor:

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Essa vem a ser a condição adversa mais perigosa, pois conforme se verifica
através das estatísticas a maioria das causas dos acidentes de trânsito está
relacionado com o comportamento inadequado do individuo, mas também deveria
“in tese” ser a mais fácil de ser evitada, pois se trata de uma condição que depende
exclusivamente daquele que é peça fundamental no trânsito urbano e rodoviário, ou
seja, o homem.

São várias as situações envolvendo o estado físico e mental do condutor


(doenças físicas, problemas emocionais) e podem ser passageiras, mas também
definitivas (problemas físicos, corrigidos e adaptados ao uso do veículo). Cabe ao
condutor avaliar suas reais condições ao propor-se a dirigir um veículo e ter o bom
senso para evitar envolver-se em situação de risco.

As condições adversas mais comuns que envolvem o condutor de veículo


automotor são as físicas (fadiga; dirigir alcoolizado; sono; visão ou audição
deficiente e perturbações físicas como dores ou doenças) e mentais (estados
emocionais como tristezas ou alegrias, preocupações, medo, insegurança e
inabilidade).

Tempo:

Algumas condições atmosféricas dificultam muita nossa visão na estrada,


prejudicando o correto uso de veículos no trânsito.

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A chuva, o vento, o granizo, a neve, a neblina e até mesmo o calor excessivo,


diminuem muito a nossa capacidade de ver e avaliar as condições reais da estrada e
do veículo.

Além da dificuldade de vermos e sermos vistos, as condições adversas de


tempo causam problemas nas estradas como barro, areia, desmoronamento,
tornando-as mais lisas e perigosas, causando derrapagens e acidentes.

Nestas condições reduza a marcha, acenda as luzes e se o tempo estiver


muito ruim, saia da estrada e espere que as condições melhorem. Procure para isso
um local adequado, sem riscos como um recanto, posto rodoviário ou ainda, posto
de gasolina.

4.2.4 Circulação de veículos: Art. 29. O trânsito de veículos nas vias terrestres
abertas á circulação obedecerá ás seguintes normas:

Inc. I . A circulação far-se-á pelo lado direito da via, admitindo-se as exceções


devidamente sinalizadas. (Ultrapassagem em local permitido)

Inc. II . Todo condutor deverá guardar distância de segurança lateral e frontal entre o
seu e os demais veículos (distancia mínima recomendada 10 metros, aumentando
conforme a velocidade do veículo), bem como em relação ao bordo da pista,
considerando-se, no momento, a velocidade e as condições do local, da circulação,
do veículo e das condições climáticas. (Art. 42 e 192 CTB)

Inc. III . Quando veículos, transitando por fluxos que se cruzem, se aproximarem, de
local não sinalizado, terá preferência de passagem: a) no caso de apenas um fluxo
ser proveniente de rodovia, aquele que estiver circulando por ela; b) no caso de
rotatória, aquele que estiver circulando por ela; c) nos demais casos, o que vier pela
direita do condutor. ( Desacolhimento da teoria do eixo médio)

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Inc. VI . Os veículos precedidos de batedores terão prioridade de passagem,


respeitadas as demais normas de circulação.

Inc. VIII . Os veículos prestadores de serviços de utilidade pública quando em


atendimento na via, gozam de livre parada e estacionamento no local da prestação
de serviço, desde que devidamente sinalizados, devendo estar identificados na
forma estabelecidas pelo CONTRAN (dispositivo luminoso amarelo-âmbar). (Ex;
Carros fortes, Coleta de lixo, Energia elétrica.)

4.2.5 Normas de Ultrapassagem: Art. 29.

Inc. IX . A ultrapassagem de outro veículo em movimento deverá ser feita pela


esquerda, obedecida a sinalização regulamentar, e as demais normas estabelecidas
neste código, exceto quando o veículo a ser ultrapassado estiver sinalizando o
propósito de entrar á esquerda. (Art. 203 CTB)

Inc. X . Todo condutor deverá, antes de efetuar uma ultrapassagem certificar-se de


que:

a) Nenhum condutor que venha atrás haja começado uma manobra para ultrapassá-
lo;

b) Quem o precede na mesma faixa de trânsito não haja indicado o propósito de


ultrapassar um terceiro;

c) A faixa de trânsito que vai tomar esteja livre numa extensão suficiente para que
sua manobra não ponha em perigo ou obstrua o trânsito que venha em sentido
contrário.

Art 29, §2º . Respeitadas as normas de circulação e conduta estabelecidas neste


artigo, em ordem decrescente, os veículos de maior porte serão sempre
responsáveis pela segurança dos menores, os motorizados pelos não motorizados
e, juntos, pela incolumidade dos pedestres.

4.2.6 Realização de manobras:

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4.2.8 Art. 36 . O condutor que for ingressar numa via, deve dar preferência aos
veículos e pedestres que por ela estejam transitando;

4.2.9 Art. 37: Nas vias providas de acostamento a conversão à esquerda e


operação de retorno deverão ser feitas em locais apropriados, e onde não existirem,
aguardar no acostamento, à direita, para cruzar a pista com segurança.

4.2.10 Uso de luzes e buzina:

4.2.11 Art. 40. O uso das luzes em veículo obedecerá ás seguintes determinações:

Inc. I. Utilização de luz baixa, durante a noite e durante o dia nos túneis providos de
iluminação pública (recomenda-se faróis acesos durante dia nas rodovias).

Inc. III. Troca de luz baixa e alta, de forma intermitente, somente como aviso em
questão de segurança.( proibição aviso de bloqueios. Penalidade Art. 251)
Obs: Resolução 227 e 294 Contran)

4.2.12 Art. 41. O uso da buzina em toque breve, nas seguintes situações:

Inc. I. Para fazer advertências necessárias a fim de evitar acidentes. (penalidade Art.
227)

4.2.13 Art. 45. Não poderá ocorrer a obstrução do cruzamento, mesmo em local que
possui semáforo e esta lhe for favorável.

4.2.14 Circulação de motocicletas, motonetas e ciclomotores:

4.2.15 Art. 54. Os condutores de motocicletas, motonetas, ciclomotores, só poderão


circular nas vias: ( Res. 203/06, 257/07, 270/08 Contran)

Inc.I. Utilizando capacete de segurança, com viseira ou óculos protetores;

Inc. II. Segurando o guidom com as mãos;

Inc.III. Usando vestuário de proteção, de acordo Contran;

Art 56. (vetado) É proibido ao condutor de motocicletas, motonetas e ciclomotores a


passagem entre veículos de filas adjacentes ou entre a calçada e veículos de fila
adjacente a ela.

4.2.16 Classificação das Vias: Art. 60. As vias abertas à circulação, de acordo com
a sua utilização, classificam-se em:

I - vias urbanas:

a) - via de trânsito rápido; ( sem travessia de pedestres em nível, sem acesso direto
ao lotes lindeiros. Ex: Free Way)

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b) - via arterial; ( controlada por semáforo, com interseções em nível. Ex: Av. Brasil,
Av. Colombo)

c) - via coletora; (distribuição do trânsito para as anteriores)

d) - via local. ( acesso área restrita)

II - vias rurais:

a) rodovias;

b) estradas.

Vias:

Antes de iniciarmos um percurso devemos procurar informações sobre


condições das ruas, das estradas que vamos usar, para planejarmos melhor nosso
itinerário, assim como o tempo de que vamos precisar para chegar ao destino
desejado.

Procure informar-se das condições das ruas e das estradas com o Policial de
trânsito, ou com outros condutores que usem com freqüência e tome as providências
necessárias para sua segurança no percurso.

Conhecendo suas reais condições como: estado de conservação, largura,


acostamento, quantidade de veículos, etc., podemos nos preparar melhor para
aquilo que vamos enfrentar e tomar os cuidados indispensáveis à segurança e ao
uso de equipamentos que auxiliem no percurso, como por exemplo, o uso de
correntes, nas estradas.

São muitas as condições adversas das vias de trânsito e listamos algumas


para que você tenha idéia dos problemas que irá enfrentar: curvas; subidas e
descidas; largura da pista; acostamento; buracos; desvio; tipo de pavimentação;
desníveis; trechos escorregadios e obras na pista. Sempre se deve verificar se os
equipamentos de uso obrigatório para tais situações estão em perfeitas condições
de uso, assim como o bom funcionamento do veículo.

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4.2.17 Velocidade máxima permitida: Art. 61. A velocidade máxima permitida


para a via será indicada por meio de sinalização, obedecidas suas características
técnicas e as condições de trânsito.

§ 1º. Onde não existir sinalização regulamentadora, a velocidade máxima será de:

I - nas vias urbanas:

a) oitenta quilômetros por hora, nas vias de trânsito rápido;

b) sessenta quilômetros por hora, nas vias arteriais;

c) quarenta quilômetros por hora, nas vias coletoras;

d) trinta quilômetros por hora, nas vias locais.

II - nas vias rurais:

a) nas rodovias:

1) cento e dez quilômetros por hora para automóveis e camionetas;

2) noventa quilômetros por hora, para ônibus e microônibus;

3) oitenta quilômetros por hora, para os demais veículos;

b) nas estradas, sessenta quilômetros por hora.

§ 2º. O órgão ou entidade de trânsito ou rodoviário com circunscrição sobre a via


poderá regulamentar, através de sinalização, velocidades superiores ou inferiores
àquelas estabelecidas no parágrafo anterior.

4.2.18 Art. 62. A velocidade mínima não poderá ser inferior à metade da velocidade
máxima estabelecida, respeitadas as condições operacionais e trânsito e da via.

4.2.19 Transporte de crianças: Art. 64. As crianças com idade inferior a dez anos
devem ser transportadas nos bancos traseiros, salvo exceções regulamentadas pelo
CONTRAN (Resolução 277/08); Art. 168 CTB

4.2.20 Cinto de segurança: parou aqui 22/03 Art. 65. É obrigatório o uso do cinto
de segurança para condutor e passageiros em todas as vias do território nacional.
(Art. 167 CTB)

Atualmente são usados três tipos de cinto:

a) Cinto pélvico ou subabdominal: Se prende à cintura;

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b) Cinto toráxico ou diagonal: Se prende ao peito;

c) Cinto de três pontos: Se prende ao peito e ao quadril ao mesmo tempo.

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O cinto de três pontos é o que mais proteção dá ao condutor e passageiros,


impedindo que eles sejam jogados para fora do veículo, ou mesmo contra o painel
ou partes contundentes do veículo e sofram muitas vezes danos físicos graves ou a
morte. Obs: Obrigatório nos veículos automotores produzidos a partir de 01 de
janeiro de 1999.

4.3 Pedestres ok

4.3.1 Prioridade do pedestre. Art. 68. É assegurado ao pedestre a utilização dos


passeios, passagens apropriadas (calçadas) e dos acostamentos nas vias rurais
para circulação adequada e segura. ( Obs: Adequação de comportamento junto aos
motoristas de Maringá, no respeito aos pedestres, parar na faixa.)

§ 1º. O ciclista, quando desmontado e empurrando a bicicleta iguala-se aos


pedestres em direitos e deveres.

É o comportamento do pedestre que muitas vezes causa acidentes de


trânsito, sendo necessário, pois, que conheça seus deveres e deles faça uso
corretamente, assim como das proibições.

§ 2º. Nas vias urbanas andar pelas calçadas, e quando não houver, andar pelo
bordo da pista, em fila única e, nesse caso, terá prioridade sobre os veículos;

§ 3º. Nas Vias rurais, andar sempre em sentido contrário ao dos veículos, em fila
única, utilizando obrigatoriamente o acostamento, onde existir;

4.3.2 Cuidados exigidos do pedestre: Art. 69. Somente cruzar a pista na faixa
própria obedecendo à sinalização (semáforo), onde existir;

Inc. I. Onde não tiver faixa de pedestre numa distância de até cinqüenta metros,
cruzar a pista, em linha reta;

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Observação: O Art. 254 do CTB trata das infrações cometidas por pedestres.
Infração: 50% leve.

4.4. Sinalização de Trânsito(Res. 599/82, 666/86, 39/98, 160/04, 180/05, 236/07,


243/07 e Anexo II CTB) ok

4.4.1 Art. 87. Os sinais de trânsito classificam-se em:

Inc. I. Verticais;
Inc. II. Horizontais;
Inc.III. Dispositivos de sinalização auxiliar;
Inc. IV. Luminosos;
Inc. V. Sonoros;
Inc. VI. Gestos do agente de trânsito e do condutor.

Sinalização Vertical: É um subsistema de sinalização viária, que transmite


mensagens de caráter permanente ou eventualmente variáveis, através de legendas
e símbolos pré-reconhecidos e legalmente instituídos. ( Anexo II CTB)

4.4.2 As placas, classificadas de acordo com suas funções, são agrupadas em um


dos seguintes tipos de sinalização vertical:

- Regulamentação:(Res.180/05) Tem a finalidade informar as condições,


proibições, obrigações ou restrições no uso das vias, forma circular, cores vermelha,
preta e branca, Ex: R-6c proibido parar e estacionar; Exceção placa R-2 Dê a
preferência, forma retangular e R-1Parada Obrigatória, forma octogonal;

- Advertência (Res. 243/07): Tem a finalidade de alertar para as condições


potencialmente perigosas, indicando sua natureza, forma quadrada com uma das
diagonais na posição vertical, cor amarela e preta, Ex: A-1a Curva acentuada a
esquerda; Exceção A-14 Semáforo a frente.

- Indicação: Tem por finalidade identificar as vias e os locais de interesse, bem


como orientar quanto aos percursos e destinos, as distancia e serviços auxiliares,
podendo também ter como função e educação do usuário, cores azul e branca,
forma retangular, Ex: Limite de municípios Maringá-Sarandi.

4.4.3 A sinalização horizontal( Res. 236/07) é um subsistema da sinalização viária


que se utiliza de linhas, marcações, símbolos e legendas, pintados ou apostos sobre
o pavimento das vias, tem como função organizar o fluxo de veículos e pedestres,
complementar os sinais verticais. Tem padrões continuo, tracejada ou seccionada e
símbolos e legendas, nas cores amarela, vermelha, branca, azul e preto.
Classificam-se em marcas longitudinais(divisão de fluxos opostos e mesmo sentido)
marcas transversais(faixa de travessia de pedestres)marcas de delimitação e
controle de estacionamento ou parada e inscrições no pavimento.

4.4.4 Dispositivos auxiliares(Res. 666/86) são elementos aplicados ao pavimento


da via, junto a ela, ou nos obstáculos próximos, de forma a tornar mais eficiente e
segura a operação da via, com funções de diminuir a velocidade e alertar os
condutores de situações de perigo. Ex: dispositivos delineadores (tachas e tachões)
e alterações nas características do pavimento ( pavimentos rugosos). E ainda

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dispositivos de uso temporário, utilizados em situações especiais e temporárias,


como operações de trânsito . Ex: Cones.

4.4.5 Dispositivos luminosos tem a função de efetuar o controle de trânsito num


cruzamento ou seção da via. Ex: Semáforo. Bem como utilizam recursos luminosos
para proporcionar melhores condições de visualização da sinalização, ou
conjugados a elementos eletrônicos permitem a variação de sinalização e
mensagem. Ex: Advertência de situação inesperada a frente, informação sobre
condições operacionais da via.

4.4.6 Sinalização sonora é a que é feita por meio de silvos, de manifestação ou


toques rápidos, ou mais longos, ou combinados, e mais para advertência, ou para
chamar a atenção de um motorista que pratica um infração ou demora-se numa
parada proibida.

4.4.7 Gestos do agente de trânsito correspondem a movimentos convencionais de


braço, para orientar e indicar o direito de passagem dos veículos ou emitir ordens,
sobrepondo-se ou completando outra sinalização ou norma constante do código. Ex:
braço erguido verticalmente com a palma da mão para a frente, ordem de parar para
todos os veículos; braço estendido horizontalmente, com a palma da mão para
baixo, fazendo movimentos verticais, ordem de diminuição de velocidade. Já os
gestos dos condutores procuram mostrar a posição ou caminho que o esmo seguirá.
Ex: braço para fora da janela lado esquerdo motorista, dobrar a esquerda, braço
para cima ângulo de 90 graus, dobrar a direita.

4.5 Dos Veículos ok

4.5.1 Classificação dos veículos Art. 96:

Inc I. Quanto a tração: automotor, propulsão humana, tração animal, etc;

Inc.II Quanto a espécie: a) de passageiros: bicicleta, motoneta, automóvel; b) de


carga: motocicleta, caminhão; c) misto: camioneta, utilitário; d) competição; e)
tração: caminhão trator; f) especial; g) coleção;

Inc. III Quanto a categoria: Oficial, representação diplomática, particular, aluguel,


aprendizagem.

4.5.2 Art. 98. Nenhum proprietário ou responsável poderá, sem prévia autorização
da autoridade competente, fazer ou ordenar que sejam feitas no veiculo
modificações de suas características de fábrica. Ex: cor, potência, estrutura.

4.5.3 Art. 105. São equipamentos obrigatórios dos veículos, entre outros a serem
estabelecidos pelo Contran:

Inc. I. Cinto de segurança;

Inc. II. Equipamento registrador instantâneo inalterável de velocidade e tempo para


veículos de transporte escolar, transporte de passageiros com mais de 10 lugares e
de carga com PBT superior a 4536 kg.

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Policiamento de Trânsito 19

Obs: Resolução 14/98 (alterada pelas resoluções 34/98 (equip. trator), 43/98
(espelho interno caminhão), 44/98 (encosto de cabeça), 46/98(equip. bicicleta),
87/99(tacógrafo) e 129/01 – equip. triciclo) especifica de forma detalhada uma série
de equipamentos obrigatórios para cada tipo de veículo. Penalidade Art. 230 IX,
CTB. Resolução 152/03, pára-choque traseiro veículos carga superior a 4.600kg.

4.5.4 Art. 110. O veículo que tiver alterada qualquer de suas características para
competição ou finalidade análoga só poderá circular nas vias públicas com licença
especial da autoridade de trânsito, em itinerário e horários fixados.

4.5.5 Art. 111. É vedado, nas áreas envidraçadas do veículo:

Inc. II. A aposição de inscrições, películas refletivas ou não, painéis decorativos ou


pinturas, quando comprometer a segurança do veículo, na forma de regulamentação
do Contran. Res. 254/07

4.5.6 Art. 115. O veículo será identificado externamente por meio de placas; Já o
número de chassi e monobloco são números gravados em serie, com características
especiais, feitos pelo fabricante composto de 3 seções e 17 dígitos. Ex:
9BGSC08ZVVC693545..A primeira seção identifica o fabricante 3 dígitos; A segunda
seção identifica modelo e versão do veículo e terceira seção distingue um veículo do
outro, com local e data de fabricação.

Obs: As cores das placas variam, sendo que nos veículos particulares o fundo será
cinza e os caracteres na cor preta; de aluguel fundo cor vermelha e letras e
números brancos; de experiência fundo verde e caracteres branco; aprendizagem
fundo branco e letras e números vermelhos e de fabricante fundo azul e letras e
números branco. Res. 231/07 e 241/07 Contran.

4.6 Veículos em circulação internacional ok

4.6.1 Art. 118. A circulação de veículo no território nacional, independente de sua


origem, em transito entre o Brasil e os países com os quais exista acordo ou tratado
internacional, reger-se a pelas disposições deste código, pelas convenções e
acordos internacionais ratificados. Res. 193/06 Contran

4.6.2 Art. 119, § único Os veículos licenciados no exterior não poderão sair do
território nacional sem previa quitação de débitos de multas por infrações de transito.

4.7 Do registro de veículos ok

4.7.1 Certificado de Registro de Veículo- Art. 122. Para a expedição do


Certificado de Registro de Veículo o órgão executivo de trânsito, exigirá do
proprietário os seguintes documentos:

Inc.I . nota fiscal fornecida pelo fabricante ou revendedor (prazo 15 dias para
transitar Res. 269/08) ;

4.7.2 Art. 123. Será obrigatória a expedição de novo certificado de registro de


veículo quando: I. for transferida a propriedade (prazo de 30 dias); II. O proprietário
mudar o município de domicilio (mudança de domicilio mesmo município,

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Policiamento de Trânsito 20

comunicação ao órgão, prazo 30 dias, para alteração documento); III. For alterada
qualquer característica do veículo; IV. Houver mudança de categoria. Obs: deverá
ocorrer quitação dos débitos.

4.7.3 Art. 126. O proprietário de veículo irrecuperável, ou definitivamente


desmontado, deverá requerer baixa do registro. E também nos casos de veículo
sinistrado com laudo de perda total; veiculo vendido ou leiloado como sucata.

4.7.4 Art. 129. O registro e licenciamento de veículos de propulsão humana, dos


ciclomotores e dos veículos de tração animal obedecerão a regulamentação do
município.

4.8 Documentos de porte obrigatório ok

4.8.1 Licenciamento anual. Art. 130. Todo veículo, deverá ser licenciado
anualmente. Sendo que somente será considerado licenciado após quitação dos
débitos relativos a tributos (IPVA), encargos(DPVAT) e multas de trânsito.

4.8.2 Art. 133. É obrigatório o porte do Certificado de Licenciamento Anual. Obs: A


falta de porte acarreta na infração do Art. 232.

São documentos de porte obrigatório do condutor do veículo, segundo o CTB


combinado com a Resolução do Contran n.º 205/06 e 235/07.

1) Autorização, Permissão para dirigir ou Carteira Nacional de Habilitação, válida


exclusivamente no original;

2) Certificado de Registro e Licenciamento Anual de Veículo – CRLV, no original;

4.8.3 Art. 134. No caso de transferência de propriedade, o proprietário antigo deverá


encaminhar ao órgão executivo, no prazo de trinta dias, cópia autenticada do
comprovante de transferência de propriedade, devidamente assinado e datado, com
pena de responsabilidade solidaria.

4.9.1 Art. 136. ok Os veículos especialmente destinados á condução coletiva de


escolares somente poderão circular nas vias com autorização emitida pelo órgão
executivo de trânsito, exigindo-se para tanto: I. Registro como veículo de
passageiros; II. Inspeção semestral para verificação dos equipamentos obrigatórios
e de segurança; III. Pintura de faixa horizontal na cor amarela, com dístico escolar
em preto; IV. Tacografo; VI. Cintos de segurança em número igual a lotação.

4.9.2 Art. 138. O condutor do veículo destinado á condução de escolares deve


satisfazer os seguintes requisitos:

Inc.I. ter idade superior a vinte e um anos;

Inc. II. ser habilitado na categoria D;

Inc.IV. não ter cometido nenhuma infração grave ou gravíssima, ou ser reincidentes
em infrações medias durante os doze últimos meses;

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Policiamento de Trânsito 21

Inc. V. ser aprovado em curso especializado, nos termos de regulamentação do


Contran(Res. 168/04).

4.10 Da Habilitação: ok Para obter a CNH o candidato deverá ser submetido a


exame de aptidão física e mental, curso teórico-técnico, noções de primeiros
socorros e curso de prática de direção veicular. Aprovado nas etapas receberá
permissão para conduzir pelo período de 1 ano, sendo que ao final deste período
receberá habilitação definitiva, para tanto não poderá ter cometido nenhuma infração
grave ou gravíssima, ou ser reincidente em infrações médias.

4.10.1 Categorias de habilitação- Art. 143. Inc.I. Categoria A- condutor de veículo


motorizado de duas ou três rodas, com ou sem carro lateral;

Inc.II. Categoria B- condutor de veículo motorizado, não abrangido pela categoria A,


cujo PBT não exceda a 3500 Kg e cuja lotação não exceda a oito lugares, excluído o
motorista;

Inc.III. Categoria C- condutor de veículo motorizado utilizado em transporte de


carga, cujo PBT exceda a 3500 Kg;

Inc. IV. Categoria D- condutor de veículo motorizado utilizado no transporte de


passageiros, cuja lotação exceda a oito lugares, excluído o motorista;

Inc. V. Categoria E- condutor de combinação de veículos em que a unidade tratora


se enquadre nas categorias B, C, ou D e cuja unidade acoplada, reboque, semi-
reboque ou articulada, tenha 6000 Kg ou mais de PBT, ou cuja lotação exceda oito
lugares, ou ainda seja enquadrado na categoria trailer.

§ 1º Para habilitar-se na Categoria C, o condutor deverá estar habilitado no mínimo


há um ano na categoria B e não ter cometido nenhuma infração grave ou
gravíssima, ou ser reincidente em infrações médias, durante os últimos doze meses.

4.11 Das Infrações ( preenchimento auto de infração portaria 59)

4.11.1 Art. 161. Constitui infração de trânsito a inobservância de qualquer preceito


deste código, legislação complementar ou das resoluções do Contran. As infrações
classificam-se em quatro categorias:

- Resolução 136/02 Contran extinguiu a UFIR e estabeleceu os valores das multas


conforme segue:

•Gravíssima – 7 pontos – R$ 191,54 - podendo ser multiplicada em até 5 vezes.


Ex: Art. 162, II CTB (Dirigir veiculo com CNH ou Permissão para dirigir cassada
ou com suspensão do direito de dirigir).

•Grave – 5 pontos – R$ 127,69 Ex: Art. 167 CTB ( Deixar condutor ou


passageiro de usar cinto de segurança, conforme previsto no Art. 65).

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Policiamento de Trânsito 22

•Média – 4 pontos – R$ 85,13 – Ex: Art. 181 IX CTB ( Estacionar o veículo onde
houver guia de calçada (meio-fio) rebaixada destinada à entrada ou saída de
veículos).

•Leve – 3 pontos – R$ 53,20 – Ex: Art. 169 CTB (Dirigir sem atenção ou sem os
cuidados indispensáveis a segurança).

4.12 Penalidades 0k

4.12.1 Art. 256. A autoridade de transito, na esfera das competências estabelecidas


neste código, deverá aplicar as seguintes penalidades: advertência por escrito
(infração média e leve), multa, suspensão do direito de dirigir (prazo de um mês a
um ano), apreensão do veículo, cassação da CNH (reincidência no prazo de 12
meses, Art.162,163,164,175) cassação da permissão para dirigir e freqüência
obrigatória em curso de reciclagem. (Res. 182/05 Contran)

4.12.2 Art. 257. As penalidades serão impostas ao condutor, ao proprietário do


veículo, ao embargador e ao transportador, salvo os casos de descumprimento de
obrigações e deveres impostos a pessoas físicas ou jurídicos expressamente
mencionados este Código.

§ 1º. Aos proprietários e condutores de veículos serão impostas concomitantemente


as penalidades de que trata este código toda vez que houver responsabilidade
solidária em infração dos preceitos que lhes couber observar, respondendo cada um
de per si pela falta em comum que lhes for atribuída.

§ 2º. Ao proprietário caberá sempre a responsabilidade pela infração referente à


prévia regularização e preenchimento das formalidades e condições exigidas para o
trânsito do veículo na via terrestre, conservação e inalterabilidade de suas
características, componentes, agregados, habilitação legal e compatível de seus
condutores, quando esta for exigida, e outras disposições que deva observar.

§ 3º. Ao condutor caberá a responsabilidade pelas infrações decorrentes de atos


praticados na direção do veículo.

4.13 Das Medidas Administrativas ok

4.13.1 Art. 269. A autoridade de transito ou seus agentes, na esfera das


competências estabelecidas neste código e dentro de sua circunscrição, deverá
adotar as seguintes medidas administrativas: retenção do veículo, remoção do
veículo, recolhimento da CNH, recolhimento da permissão para dirigir, recolhimento
do certificado de registro, recolhimento do certificado de licenciamento anual,
transbordo do excesso de carga, realização de teste de dosagem de alcoolemia e
recolhimento de animais que se encontrem solto nas vias.

4.13.2 Art. 270. O veículo poderá ser retido nos casos expressos este Código.

§ 1º. Quando a irregularidade puder ser sanada no local da infração, o veículo será
liberado tão logo seja regularizada a situação.

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Policiamento de Trânsito 23

§ 5º. A critério do agente, não se dará a retenção imediata, quando se tratar de


veículo de transporte coletivo transportando passageiros ou veículo transportando
produto perigoso ou perecível, desde que ofereça condições de segurança para
circulação em via pública (Resolução 053/98).

4.14. Recursos (Res. 299/08 Contran) ok

4.14.1 Interposição de Recurso Art. 285. O recurso previsto no § 4º do Art. 282


será interposto perante a autoridade que impôs a penalidade, a qual o remeterá a
JARI, que deverá julgá-lo em até trinta dias.

4.14.2 Art. 286. O recurso contra a imposição de multa poderá ser interposto no
prazo legal, sem o recolhimento de seu valor.

4.14.3 Art. 288. Das decisões da JARI cabe recurso a ser interposto, na forma do
artigo seguinte, no prazo de trinta dias contado da publicação ou da notificação da
decisão.

4.14.4 Art. 289. O recurso de que trata o artigo anterior será apreciado no prazo de
trinta dias:

Inc. I. penalidade imposta pela União, apreciação pelo Contran e Colegiado Especial
Jari;
Inc. II. penalidade imposta pelo Estado e Município, apreciação pelo Cetran.

5. DELITOS DE TRÂNSITO

5.1 Art. 301. Ao condutor do veículo, nos casos de acidentes de trânsito de que
resulte vítima, não se imporá à prisão em flagrante, nem se exigirá fiança, se prestar
pronto e integral socorro àquela.

5.1.1 Dos crimes de trânsito

5.1.2 Art. 302. Praticar homicídio culposo na direção de veículo automotor:

Penas - detenção, de dois a quatro anos, e suspensão ou proibição de se obter a


permissão ou habilitação para dirigir veículo automotor.

Parágrafo único. No homicídio culposo cometido a direção de veículo automotor, a


pena é aumentada de um terço à metade, se o agente:

Inc. l. não possuir Permissão para Dirigir ou Carteira de Habilitação;

Inc. ll. praticá-lo em faixa de pedestres ou na calçada;

Inc. Ill. deixar de prestar socorro, quando possível faze-lo sem risco pessoal, à
vítima do acidente;

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Policiamento de Trânsito 24

Inc. lV. no exercício de sua profissão ou atividade, estiver conduzindo veículo de


transporte de passageiros.

5.1.3 Art. 303. Praticar lesão corporal culposa na direção de veículo automotor:

Pena - detenção, de seis meses a dois anos e suspensão ou proibição de se obter a


permissão ou habilitação para dirigir veículo automotor.

Parágrafo único. Aumenta-se a pena de um terço à metade, se ocorrer qualquer das


hipóteses do parágrafo único do artigo anterior.

5.1.4 Art. 304. Deixar o condutor do veículo, na ocasião do acidente, de prestar


imediato socorro à vítima, ou, não podendo fazê-lo diretamente, por justa causa,
deixar de solicitar auxílio da autoridade publica:

Penas - detenção, de seis meses a um ano, ou multa, se o fato não constituir


elemento de crime mais grave.

Parágrafo único. Incide nas penas deste artigo o condutor do veículo ainda que a
sua omissão seja suprida por terceiros ou que se trate de vítima com morte
instantânea ou com ferimentos leves

5.1.5 Art. 305. Afastar-se o condutor do veículo do local do acidente, para fugir à
responsabilidade penal ou civil que lhe possa ser atribuída:

Penas - detenção, de seis meses a um ano, ou multa.


5.1.6 Art. 307. Violar a suspensão ou a proibição de se obter a permissão ou a
habilitação para dirigir veículo automotor imposta com fundamento neste Código:

Penas - detenção, de seis meses a um ano e multa, com nova imposição adicional
de idêntico prazo de suspensão ou de proibição.

Parágrafo único. Nas mesmas penas incorre o condenado que deixa de entregar, no
prazo estabelecido no § I' do Art. 293, a Permissão para Dirigir ou a Carteira de
Habilitação.

5.1.7 Art. 308. Participar, na direção de veículo automotor, em via pública, de


corrida disputa ou competição automobilística não autorizada pela autoridade
competente, desde que resulte dano potencial à incolumidade pública ou privada:

Penas - detenção, de seis meses a dois anos, multa e suspensão ou proibição de se


obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor.

5.1.8 Art. 309. Dirigir veículo automotor, em via pública, sem a devida Permissão
para Dirigir ou Habilitação ou, ainda, se cassado o direito de dirigir, gerando perigo
de dano:

Penas - detenção, de seis meses a um ano, ou multa.

5.1.9 Art. 310. Permitir, confiar ou entregar a direção de veículo automotor a pessoa
não habilitada, com habilitação cassada ou com o direito de dirigir suspenso, ou,

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Policiamento de Trânsito 25

ainda, a quem, por seu estado de saúde, física ou mental, ou por embriaguez, não
esteja em condições de conduzi-lo com segurança:

Penas - detenção, de seis meses a um ano, ou multa.

5.1.10 Art. 311. Trafegar em velocidade incompatível com a segurança nas


proximidades de escolas, hospitais, estações de embarque e desembarque de
passageiros, logradouros estreitos, ou onde haja grande movimentação ou
concentração de pessoas, gerando perigo de dano:

Penas - detenção, de seis meses a um ano, ou multa.

5.1.11 Art. 312. Inovar artificiosamente, em caso de acidente automobilístico com


vítima, na pendência do respectivo procedimento policial preparatório, inquérito
policial ou processo penal, o estado de lugar, de coisa ou de pessoa, a fim de induzir
a erro o agente policial, o perito ou juiz:

Penas - detenção, de seis meses a um ano, ou multa.

Parágrafo único. Aplica-se o disposto neste artigo, ainda que não iniciados, quando
da inovação, o procedimento preparatório, o inquérito ou processo aos quais se
refere.

6. POLICIAMENTO DE TRÂNSITO URBANO E RODOVIÁRIO

Policiamento de trânsito urbano é um tipo específico de policiamento


ostensivo executado em vias urbanas abertas à circulação, visando a disciplinar o
público no cumprimento e respeito às regras e normas de trânsito, estabelecidas no
CTB e legislação pertinente. Este tipo de policiamento é executado em nosso
Estado, por uma unidade especializada localizada na cidade de Curitiba que é o
BPTRAN e no interior pelos Batalhões de área através de Companhias, Pelotões e
Destacamentos.

6.1 Missão do Policiamento de Trânsito Urbano

Atuar sistematicamente na fiscalização, orientação e controle, com o objetivo


de proporcionar a livre circulação de pessoas e veículos, prevenir a ocorrência de
acidentes de trânsito e de assegurar o cumprimento das leis e regulamentos.

Para proporcionar a livre circulação de pessoas e de veículos, o Policial Militar


atua de maneira preventiva ou corretiva. De maneira preventiva, orientando os
usuários para a utilização correta do plano de circulação e obediência às regras. De
maneira corretiva, quando notifica e quando necessário aplica as medidas
administrativas de retenção e remoção de veículos e apreensão de documentos.

6.2 Conceito e Missão do Policiamento de Trânsito Rodoviário

O policiamento de trânsito rodoviário é executado no Estado do Paraná, pelo


Batalhão de Polícia Rodoviária, unidade especializada da Polícia Militar do Paraná,
estruturado em seis companhias nas diversas regiões do estado. É o órgão
encarregado do policiamento ostensivo visando ao cumprimento das regras e

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Policiamento de Trânsito 26

normas de trânsito de tráfego rodoviário, estabelecidos pelo Departamento de


Estradas de Rodagem e de acordo com o Código de Trânsito Brasileiro.

Desenvolve atividades preventivas abrangendo aproximadamente 16.000


Km de rodovias estaduais e federais (por meio de convênios), contando com 64
postos de fiscalização, tendo como objetivo proporcionar segurança, através da
educação, orientação, fiscalização e também prestando apoio aos usuários das
rodovias em diversas situações, sendo que neste último caso está inserido o
levantamento dos locais de acidentes de trânsito.

As operações são desenvolvidas em pontos estratégicos das rodovias de


forma programada, na busca principal de prevenir acidentes e reprimir as infrações
ou mesmo condutas criminosas, com foco principal na proteção da vida. As
principais operações desenvolvidas pela polícia rodoviária são codificadas conforme
os exemplos a seguir: Op. 1.02 (operação patrulhamento); Op. 1.03 (operação
fiscalização no PPRv); Op. 1.04 (operação fiscalização na rodovia); Op.
1.05(operação radar); Op. 1.12 (operação ciclo).

Por fim cabe salientar que dentro da execução do policiamento de trânsito


rodoviário, está presente a integração aos demais órgãos públicos, desenvolvendo
operações conjuntas com a Policia Federal, Receita Federal, Receita Estadual, IAP,
DNIT e Defesa Civil. Ressaltando ainda a sua responsabilidade na elaboração de
estatísticas nas rodovias de sua competência com o objetivo de elaborar estudos e
estratégias visando a diminuição de acidentes.

7. DOUTRINA DE EMPREGO não

7.1 Posto de Controle de Trânsito (PCTran)

É um ponto na via terrestre, normalmente desprovido de sinalização


semafórica, no qual o PM exerce o controle de trânsito de acordo com as normas
legais e outras instruções, utilizando-se da sinalização por meios de sons e gestos.

Atribuições

•Compelir os condutores de veículos e os pedestres à obediência das


determinações legais e regulamentares, bem como as contidas nas demais
normas em vigor, referentes ao trânsito em geral;
•Zelar pela fiscalização de trânsito em geral, a fim de evitar
congestionamento de qualquer espécie;
•Conhecer a direção de trânsito nas imediações de seu posto, mantendo-se
em condições de desativá-lo em caso de necessidade para outra via;
•Executar os sinais regulamentares de apito e braço, sempre com correção,
dentre outras atribuições.

7.2 Posto de Fiscalização de Trânsito (PFTran) não

É um trecho da via pública variável de acordo com a intensidade de trânsito,


topografia e peculiaridades pertinentes ao local, sob a responsabilidade de um ou

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Policiamento de Trânsito 27

mais PMs, com a missão de orientar e de fazer cumprir a regulamentação imposta e


de proporcionar segurança de trânsito.

Atribuições

•Identificar irregularidades encontradas com relação à sinalização existente,


estragos nas vias, objetos estranhos ou substâncias derramadas no leito das
vias de forma a comprometer a segurança do tráfego, repassando-as para
que providências sejam tomadas;
•Conhecer o plano de circulação das diversas vias do posto, de modo a ter
condições de desviar o tráfego em caso de necessidade;
•Orientar e advertir o usuário que cometer transgressões casuais, tais como:
parar afastado da guia da calçada para embarque e desembarque de
passageiros (principalmente ônibus e táxis); parar ou estacionar nas
esquinas; usar indevidamente a buzina; não deslocar-se para a faixa
adequada ou convergir à esquerda ou direita, dentre outras.

8. POLICIAMENTO MOTORIZADO ok

8.1 Missões do Policiamento de Trânsito Motorizado

A patrulha de trânsito é empregada em determinadas circunstâncias para cumprir


missões de fiscalização, apoio, emergência, controle, observação e disciplina do
trânsito, mediante o uso de viaturas com rádio, giroflex, sirene, fitas para
isolamentos, cones de sinalização, coletes refletivos e lanternas de sinalização, além
dos formulários previstos para o atendimento de ocorrências (B.O.U.) e acidentes de
trânsito (B.O.A.T.).

Art. 29, VII CTB . Os veículos destinados a socorro de incêndio e salvamento, os


de policia, os de fiscalização e operação de trânsito e as ambulâncias, além da
prioridade de trânsito, gozam de livre circulação, estacionamento e parada, quando
em serviço de urgência e devidamente identificados por dispositivos regulamentares
de alarme sonoro e iluminação vermelha intermitente, observada às seguintes
disposições: (Art. 189 CTB)

a)Quando os dispositivos estiverem acionados, indicando a proximidade dos


veículos, todos os condutores deverão deixar livre a passagem pela faixa da
esquerda, indo para a direita da via e parando, se necessário;

b)Os pedestres, ao ouvir o alarme sonoro, deverão aguardar no passeio, só


atravessando a via quando o veículo já tiver passado pelo local;

c)O uso de dispositivos de alarme sonoro e de iluminação vermelha intermitente


só poderá ocorrer quando da efetiva prestação de serviço de urgência;

d)A prioridade de passagem na via e no cruzamento deverá se dar com


velocidade reduzida e com os devidos cuidados de segurança, obedecidas as
demais normas deste código.

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Policiamento de Trânsito 28

Obs: Resolução 268/08, legislação a respeito do tema que encontra-se em


vigor.

Desrespeitar regras de trânsito, medidas de ordem policial, judicial ou


administrativa. (Dec. 4.346/02 – RDE – Anexo I, n. º 82).

A patrulha de trânsito atua em um ou mais setores de policiamento, deslocando-


se segundo o planejamento previamente estabelecido (cartão programa) e destina-
se principalmente a:

•Promover a fluidez do trânsito;


•Orientar convenientemente as correntes de trânsito;
•Suprir, temporariamente, eventuais falhas de semáforos;
•Facilitar a travessia de pedestres;
•Atender e registrar as ocorrências de trânsito e policiamento geral;
•Atuar no congestionamento do trânsito.

Deve se posicionar em local que fique o mais visível possível dos condutores
(pontos neutros da via) que não atrapalhe a livre circulação de veículos e pedestres,
portas abertas, um dos PMs fora da viatura, mantendo contato visual com toda a
área ao seu redor.

8.2 Técnicas de Patrulhamento do Pol. Trânsito Urbano

A velocidade de patrulhamento mais recomendável é aquela em que a viatura


desenvolve velocidade um pouco mais lenta que o normal. Nesta velocidade o Cmt
da patrulha tem condições de melhor desenvolver a observação do trânsito, nas
duas direções, verificar a situação dos veículos estacionados e as condições de
tráfego nas vias laterais. Nas vias de sentido único, com várias faixas de fluxo, a
patrulha de trânsito deve colocar-se na faixa mais a direita da via, para, através da
sua presença ostensiva, desenvolver ações preventivas coibindo possíveis abusos
que ocorram.

8.3 Ordem de Prevalência da Sinalização- Art. 89. A sinalização terá a seguinte


ordem de prevalência: ok

Inc. I. as ordens do agente de trânsito sobre as normas de circulação e outros


sinais;

Inc. II. as indicações do semáforo sobre os demais sinais;

Inc. III. As indicações dos sinais sobre as demais normas de trânsito.

O Código de Trânsito Brasileiro estabelece que as ordens emanadas por


gestos dos policiais militares, prevalecem sobre as regras de circulação e sobre as
normas definidas por outros tipos de sinalização.

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Policiamento de Trânsito 29

Vale dizer que o PM, entre outras coisas, pode:


Determinar o ingresso de veículos, com a devida segurança, na
contramão de direção;
Definir que a mão de direção seja o lado esquerdo da via de mão
dupla;
Invalidar a sinalização semafórica.

Estas prerrogativas devem ser utilizadas nos casos de congestionamentos e


sinistros de grande envergadura (acidentes com bloqueio da via, enchentes,
incêndios).

8.4 Emprego de Sinalização por Som nao

SINALIZAÇÃO POR SOM

SINAIS DE APITO SIGNIFICAÇÃO EMPREGO

UM SILVO BREVE SIGA LIBERAR O TRÂNSITO EM


DIREÇÃO / SENTIDO INDICADO
PELO AGENTE
DOIS SILVOS BREVES PARE INDICAR PARADA
OBRIGATÓRIA
UM SILVO LONGO DIMINUIR A MARCHA QUANDO FOR NECESSÁRIO
FAZER DIMINUIR A MARCHA
DOS VEÍCULOS

9. ATUAÇÃO NO CONGESTIONAMENTO ok

9.1. Conceito

Denomina-se congestionamento a grande concentração de veículos em


determinada área, com deslocamento nulo, ou seja, a densidade é imensa e a
velocidade é zero.
O maior esforço para atuação num congestionamento está na localização de
sua causa. Após descoberta, os integrantes da patrulha devem eliminá-la, para o
restabelecimento do tráfego à sua condição normal. O estabelecimento de
prioridades, a solicitação de cobertura e de reforço policial são outras ações que
podem ser requeridas.

9.2. Causas

São várias as causas para a ocorrência de um congestionamento. Dentre


elas destacamos:

•Veículos parados (quebrados) em pontos estratégicos da cidade, tais como pontes,


viadutos, túneis, praças do centro comercial e principal corredores;
•Acidentes de trânsito;
•Veículos pesados, de carga, estacionados em fila dupla nos horários de pico em
praças, principais corredores e locais estratégicos da cidade;
•Sinalização semafórica, desincronizada, defeituosa em interseções vitais da cidade;

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Policiamento de Trânsito 30

•Casos fortuitos: quedas de árvores, postes de iluminação, aglomeração de curiosos


na via em caso de incêndio, ocorrências policiais, manifestações populares e
eventos públicos.

9.3. Atuação do PMTRAN

Uma vez descoberta a causa, deve o efetivo escalado naquele determinado


posto procurar sanar o problema, acionando quem de direito, advertindo condutores,
autuando e notificando dependendo do caso. Em algumas situações será necessário
interditar a via e desviar o tráfego para outras vias próximas. Por esta razão, é muito
importante e fundamental que os PMs conheçam muito bem a área de atuação.

10. OPERAÇÕES BLITZ ok

10.1. Conceito

Consiste na fiscalização de veículos e condutores, através da verificação de


documentos do condutor e do veículo e da existência e condições dos equipamentos
obrigatórios. Deve ser instalada em horários que não prejudique a fluidez do trânsito.

10.2. Composição e Meios

A equipe de blitz deve ter efetivo compatível com a missão. A composição


básica abaixo tem atendido satisfatoriamente a maioria das situações:

PESSOAL
VIA SENTIDO ÚNICO VIA SENTIDO DUPLO
01 Oficial 01 Oficial Comandante
Comandante
01 Sargento Auxiliar 02 Sargento Auxiliar
01 Sargento Triagem 01 Sargento Triagem
02 PM Motorista 02 PM Motorista
01 PM Segurança 02 PM Segurança
01 PM Selecionador 02 PM Selecionador
05 PM Fiscalizador 06 PM Fiscalizador
04 PM Motociclista 04 PM Motociclista
01 PM Triagem 02 PM Triagem
17 PM efetivo total 22 PM efetivo total

MEIOS
01 Viatura leve para o Comando
01 Viatura micro-ônibus Triagem e transporte de
tropa
05 Motocicletas
01 Auto-guincho
02 Hand-talk (HT) canal fechado
... Equipamento de sinalização: cones, cavaletes,
placas de sinalização, de indicação,...
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Policiamento de Trânsito 31

... Equipamentos auxiliares: bafômetro, notebook,


lanternas para sinalização,...

10.3. Locais de Atuação

Devem ser previamente estudados quanto ao índice de infrações, de


acidentes verificados e de práticas de desmandos (rachas, badernas, aglomerações,
bebedeiras, exibicionismos,...), capacidade de instalação da equipe na via,
dificuldade de fuga por parte de infratores e ainda obedecendo às seguintes
condições:

- O local deve oferecer boa visibilidade;


- Não pode ser após curvas, aclives ou declives acentuados, porém, quando assim
ocorrer, deve-se obedecer a uma distância de segurança e sinalizar o local o melhor
possível;
- A via deve ser bem sinalizada;
- A via deve propiciar condições para colocação do material de sinalização, a saber:
placa da REDUZA A VELOCIDADE, POLICIAIS NA PISTA, VISTORIA E
FISCALIZAÇÃO, cavaletes com a placas de PARE, INÍCIO DE FISCALIZAÇÃO,
TÉRMINO DE FISCALIZAÇÃO, cones de balizamento e canalização de veículos a
serem fiscalizados (funil), local para abordagem de veículos a serem fiscalizados,
local para estacionamento de veículos encaminhados para a triagem e local para a
instalação do micro-ônibus da triagem.

10.4. Montagem de Postos de Bloqueio (prática)

10.5. Tipos de Bloqueio nao

Quanto à ação policial, a Blitz podem ser:

a. De Acostamento

Neste serviço, utiliza-se o acostamento da via para o posicionamento


próximo ao meio-fio. Deve-se colocar uma fila de cones no centro da via como forma
de sinalização, e utilizar-se do próprio acostamento para a realização da abordagem.
Recomendado para utilização em rodovias.

b. Com Barreiras Sucessivas

Caracteriza-se pela colocação de barreiras sucessivas na pista de


rolamento, para bloqueio total ou parcial da pista. A equipe deve ser instalada em
vias que não possuam canteiros divisórios e que são utilizados pelos condutores
para a realização de “rachas”, “cavalos-de-pau” e outros desmandos.

A instalação da equipe deve preceder com boa margem de segurança à


chegada dos infratores, com vistas à perfeita ocupação do terreno, em todos os seus
aspectos.

c. Cerco

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Policiamento de Trânsito 32

Operação de grande envergadura realizada em locais onde ocorre grande


afluência de veículos irregulares e onde se praticam desmandos (rachas, pegas,
cavalo-de-pau, excesso de velocidade) e que exigem enérgica repreensão. O efetivo
da equipe é variável, de acordo com cada situação. Nos dias que antecedem a
operação, agentes da ALI devem atuar na área para catalogação de pessoas e
veículos que participam dos desmandos.

O sigilo da operação é de fundamental importância para o seu sucesso e,


por esta razão, esta só deve ser repassada à tropa na hora da deflagração da
operação.
O comandante da operação deve coordenar a aproximação das viaturas de
forma que todas cheguem a um só tempo no local da operação, e efetivem o cerco
sem que haja possibilidade de fuga por parte dos infratores. Uma vez efetivado o
cerco, os veículos devem ser abordados e fiscalizados e, constatada irregularidades,
estes deverão ser encaminhados à triagem.

Após o cerco, como medida de segurança, a tropa não deve se expor face
ao impacto psicológico e o pânico inicial que tal operação causa aos usuários, a
ponto de alguns condutores não medirem as conseqüências no afã de se evadirem
do local, tentando furar o cerco. Para evitar que tal situação aconteça, a simples
ocupação do terreno, com efetivo reduzido e com a necessária antecedência se
constitui num eficiente procedimento que pode ser adotado.

d. Varredura

Operação realizada ao longo das vias com o intuito de detectar


irregularidades no trânsito nos locais por onde se passa. É uma fiscalização
itinerante e relâmpago. Sanada as irregularidades, a equipe se desloca, em
comboio, para outro local. Pode ser realizada a pé, de motocicleta ou de automóvel
(mais utilizada), a depender da extensão do itinerário.

As equipes devem percorrer locais de maior incidência de veículos


estacionados irregularmente e onde o policiamento ordinário seja deficiente.

e. Pinçamento

Operação que se caracteriza pelo posicionamento dos fiscalizadores em


locais estratégicos, em vias onde o trânsito seja volumoso e lento, com a missão de
abordar condutores e veículos que apresente alguma irregularidade. Deve ser
estabelecido um local próximo para montagem da triagem, local para onde os
veículos com problemas devem ser encaminhados.

10.6. Atuação do PM nos Bloqueios ok

a. os sinais de braço e de apito devem ser emitidos a uma distância que possibilite
ao condutor diminuir a marcha e direcionar-se ao local apropriado para a parada
sem causar transtornos, manobras bruscas ou acidentes;

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Policiamento de Trânsito 33

b. os integrantes da equipe devem ser homogêneos na fiscalização de forma que


todos os veículos sejam vistoriados nas mesmas condições de modo que os
equipamentos obrigatórios, solicitados por um PM, sejam os mesmos solicitados
pelos outros integrante da equipe fiscalizadora;

c. o número de veículos a serem fiscalizados não pode ser maior que o número de
PMs fiscalizadores e, em decorrência disso, nenhum veículo pode ficar na fila de
espera da fiscalização; quanto a isso o Sgt auxiliar comandante da pista deverá
estar atento assim como o PM selecionador;

d. após fiscalizados, o PM fiscalizador deve propiciar toda a segurança para que o


veículo retorne à corrente de tráfego, assegurando-lhe, conforme o caso, a
preferência de passagem;

e. os integrantes da equipe de blitz devem permitir que o condutor sane as


irregularidades detectadas, se assim a legislação permitir e/ou houver condições
para isso no local da realização da operação, de modo a evitar que os veículos
sejam apreendidos;

f. a montagem da operação blitz na via, deve ser feita sem atrapalhar a livre
circulação dos veículos que dela se utilizam, com o efetivo e viaturas trabalhando
dentro de uma área protegida pelo material de sinalização (cones, cavaletes, placas
de sinalização,...);

g. o local destinado a triagem deve prever uma área para o estacionamento dos
veículos apreendidos e/ou retidos o qual deve ser isolado; a fim de evitar danos ao
patrimônio dos usuários, deverá ser designado um PM para fazer a segurança
daquele local;

h. o graduado responsável pela triagem dos veículos retidos e/ou apreendidos, deve
preencher um formulário padrão no qual conste a placa do veículo, o nome do
condutor, o número do registro da CNH, o motivo pelo qual o mesmo foi
encaminhado à triagem e o nome do PM fiscalizador; a chave do veículo deverá ser
identificada e entregue na triagem por ocasião da retenção ou apreensão do mesmo,
juntamente com os demais documentos fornecidos pelo condutor;

i. nas abordagens, os PMs devem observar as seguintes premissas no tocante às


regras de segurança:
1) não distrair a atenção em momento algum quando da realização da operação;

2) não penetrar parte do corpo (cabaça, braço, tronco) no interior do veículo;

3) não permanecer à frente ou atrás do veículo fiscalizado;

4) estar alerta às ações do condutor, de outros condutores, do trânsito de veículos e


das ações de passageiros e curiosos;

5) postar-se, no diálogo com o condutor, atrás deste e, dessa forma, obrigá-lo a


olhar para trás, observando o que está manuseando e nos movimentos que executa
com as mãos;

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Policiamento de Trânsito 34

j. se o veículo foi apreendido, em função da lei, o PM fiscalizador deverá preencher


o IAV sempre se fazendo acompanhar pelo condutor do veículo apreendido,
momento em que solicitará que o mesmo retire todos os seus pertences pessoais
deixando no veículo apenas os equipamentos de porte obrigatório;

l. todas as ações efetivadas devem ter o embasamento legal e, para tanto, o


comandante da operação deve possuir conhecimento da legislação de trânsito em
vigor.

10.7. Regras de Postura e Compostura ok

Conceitua-se postura como a posição do corpo, atitudes, gestos, aspecto


físico e a compostura como serenidade, comedimento, procedimento e
principalmente comportamento.

Para tanto devem ser observados os seguintes aspectos:

a)o PM não deve se encostar ou debruçar-se sobre os veículos para efetuar


autuações;
b)os PMs devem tratar os condutores com educação, urbanidade e serenidade,
sendo respeitoso a atencioso para com o usuário; os conselhos, advertências e
críticas não podem ofender o infrator;
c)mesmo que o usuário solicite o contrário das ações que deverão ser praticadas
por força de lei, todas as situações devem ser tratadas em público o que revela a
transparência dos atos;
d)os PMs devem aceitar somente os documentos solicitados, evitando-se, com
isso, apanhar carteiras e bolsas;
e)os PMs jamais deverão demonstrar nervosismo, falta de paciência, e
principalmente, falta de conhecimento da legislação de trânsito, sempre informando
aos usuários os motivos legais de suas ações.

11. TIPOS DE FISCALIZAÇÃO nao

A fiscalização de uma patrulha de trânsito pode ser desenvolvida em


subsetores ou em pontos-base, sempre cumprindo um cartão programa pré-
estabelecido.

11.1 Estática

No ponto-base a patrulha inclui a observação para detectar o comportamento


dos usuários, condutores de veículos. A observação estática pode ser visível,
conspícua e oculta:

•Visível: aquela em que o observador permanece em total visibilidade para os


usuários e normalmente é a mais recomendada e utilizada;

•Conspícua: aquela em que o observador está visível, mas que o motorista precisa
desenvolver algum esforço para localizá-lo; pode ser utilizada com alguns cuidados;

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Policiamento de Trânsito 35

•Oculta: aquela em que o observador está escondido e não pode ser visto pelo
motorista que se aproxima; não deve ser utilizada pois caracteriza a chamada
“indústria da multa” onde o sentido da fiscalização é esquecido.

11.2 Dinâmica

É a fiscalização realizada em movimento onde o PM realiza patrulhamento


devendo criar a impressão no público de que está alerta e que estuda o tráfego que
vai passando. A maneira como se deslocar ou de como se posicionar no terreno
facilita a observação e permite ao público identificar, de relance, o policiamento
ostensivo, sentindo sua presença protetora, como também inibe o mal condutor de
cometer infrações.

A extensão dos efeitos de fiscalização depende daquilo que os condutores de


veículos acreditam que o PM poderia fazer em relação às infrações praticadas ou da
reputação que a PM tem perante a comunidade local de agir ou não. A principal
característica da fiscalização dinâmica é sua presença vista em vários pontos
facilitando a vistoria de vários locais no seu turno de serviço, o que provoca profundo
efeito psicológico na comunidade, pois uma única patrulha pode ser vista por mais
pessoas.

A patrulha de trânsito deve evitar a perseguição do infrator, uma vez que os


danos e riscos provocados não justificam a ação, mormente quando se pode anotar
a placa do veículo ou adotar outras formas de abordagem (cerco, acionamento de
outras patrulhas, p-2,...).

12. ABORDAGENS DE VEÍCULOS

12.1. Documentos de Porte Obrigatório

São documentos de porte obrigatório do condutor do veículo, segundo o CTB


combinado com a Resolução do Contran n.º 205/06 e 235/07.

1) Autorização, Permissão para dirigir ou Carteira Nacional de Habilitação, válida


exclusivamente no original;

2) Certificado de Registro e Licenciamento Anual de Veículo – CRLV, no original;

12.2. Fiscalização de Documentos nao

A verificação dos documentos vincula-se as normas e modelos previstos na


legislação vigente devendo o agente fiscalizador observar os seguintes quesitos:

1) Autenticidade do documento apresentado;


2) Assinatura da autoridade expedidora;
3) Órgão expedidor;
4) Talho doce e qualidade do papel (papel moeda);
5) O Número de série da cédula e do documento;

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Policiamento de Trânsito 36

6) Selo de cartórios;
7) Existência de rasuras ou adulterações;
8) Validade do exame médico (CNH);
9) Datas de emissão, 1ª habilitação, categoria, número de registro e
necessidade de uso de lentes ou adaptação do veículo;
10) Autenticidade de GRs e canhotos bancários.

Em caso de suspeita de adulteração deverão ser adotados os procedimentos


legais cabíveis, inclusive com encaminhamento do portador para a Delegacia de
Polícia Especializada ou da área. Art. 297, CP (falsificação de Doc. Público) Art. 304
CP (uso de Doc. falso) Art. 311 CP (adulteração sinal identificador).

13. PROCEDIMENTOS PARTICULARIZADOS

13.1 EMBRIAGUEZ AO VOLANTE

Alterações inseridas pela Lei 11.705, de 19 de Junho de 2008.

a) Procedimentos administrativos

Passaremos agora a discorrer breves considerações sobre o conteúdo dos Arts. 165, 276 e
277, do Código de Trânsito Brasileiro, alterados pela Lei 11.705, de 19 de junho de 2008. Os
quais definem a aplicação de penalidades na esfera administrativa, nas ocorrências em que
envolvam condutores de veículo automotor com concentração de álcool no sangue.

Art. 165. Dirigir sob a influência de álcool ou de qualquer outra substância psicoativa
que determine dependência:
Infração - gravíssima;
Penalidade - multa (cinco vezes) e suspensão do direito de dirigir por 12 (doze) meses;
Medida Administrativa - retenção do veículo até a apresentação de condutor habilitado e
recolhimento do documento de habilitação.
Art. 276. Qualquer concentração de álcool por litro de sangue sujeita o condutor às
penalidades previstas no art. 165 deste Código.
Parágrafo único. Órgão do Poder Executivo federal disciplinará as margens de
tolerância para casos específicos.
Art. 277. Todo condutor de veículo automotor, envolvido em acidente de trânsito ou que
for alvo de fiscalização de trânsito, sob suspeita de dirigir sob a influência de álcool será
submetido a testes de alcoolemia, exames clínicos, perícia ou outro exame que, por meios
técnicos ou científicos, em aparelhos homologados pelo CONTRAN, permitam certificar seu
estado.
§ 1o Medida correspondente aplica-se no caso de suspeita de uso de substância entorpecente,
tóxica ou de efeitos análogos.

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Policiamento de Trânsito 37

§ 2o A infração prevista no art. 165 deste Código poderá ser caracterizada pelo agente
de trânsito mediante a obtenção de outras provas em direito admitidas, acerca dos
notórios sinais de embriaguez, excitação ou torpor apresentados pelo condutor.
§ 3º Serão aplicadas as penalidades e medidas administrativas estabelecidas no art. 165
deste código ao condutor que se recusar a se submeter a qualquer dos procedimentos
previstos no caput deste artigo.
Obs: Os destaques em negrito traduzem as alterações promovidas pela Lei 11.705, em
relação ao texto dos dispositivos do CTB e da Lei 11.275/06.
Assim estabeleceu-se que todos os condutores que se envolverem em acidente de
trânsito ou forem alvo de fiscalização, sob suspeita de estar dirigindo sob a influência de
qualquer concentração de álcool no sangue, serão submetidos a teste de alcoolemia e se
comprovado estarão sujeitos as penalidades do Art. 165, do CTB.
Cabendo a observação quanto ao disposto no Decreto 6.488, que entrou em vigência no dia
20 de junho de 2008, definindo uma margem de tolerância de 0,10 (um décimo) de miligrama
por litro de ar expelido dos pulmões, no caso de teste em aparelho de ar alveolar pulmonar.
Desta forma é importante saber que somente caberá a aplicação da sanção administrativa do
Art. 165, CTB, para aquele motorista que for submetido a teste de alcoolemia e apresentar
uma quantidade acima da margem de tolerância permitida pelo decreto.
Na hipótese do condutor se recusar a realizar os exames, o agente de trânsito lavrará o Auto
de Infração Art. 165, CTB, sendo neste caso observado o constante no Art. 277, § 3º, CTB e
ainda confecção do laudo de constatação dos notórios sinais de embriagues (folha F) e termo
de recusa. (Res. 206/06).
b) Procedimentos Criminais

Os dispositivos abaixo elencados estabelecem as alterações ocorridas no Código de


Trânsito Brasileiro, mais especificamente no capitulo dos crimes de trânsito, fundamentado
pela Lei 11.705.
Art. 291. Aos crimes cometidos na direção de veículos automotores, previstos neste
Código, aplicam-se as normas gerais do Código Penal e do Código de Processo Penal, se
este Capítulo não dispuser de modo diverso, bem como a Lei nº 9.099, de 26 de setembro de
1995, no que couber.
§ 1o Aplica-se aos crimes de trânsito de lesão corporal culposa o disposto nos arts.
74, 76 e 88 da Lei no 9.099, de 26 de setembro de 1995, exceto se o agente estiver:
I - sob a influência de álcool ou qualquer outra substância psicoativa que
determine dependência;
II - participando, em via pública, de corrida, disputa ou competição
automobilística, de exibição ou demonstração de perícia em manobra de veículo
automotor, não autorizada pela autoridade competente;
III - transitando em velocidade superior à máxima permitida para a via em 50
km/h (cinqüenta quilômetros por hora).
§ 2o Nas hipóteses previstas no § 1o deste artigo, deverá ser instaurado inquérito
policial para a investigação da infração penal.

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Policiamento de Trânsito 38

Art. 306. Conduzir veículo automotor, na via pública, estando com concentração de álcool
por litro de sangue igual ou superior a 6 (seis) decigramas, ou sob a influência de
qualquer outra substância psicoativa que determine dependência:
Penas - detenção, de seis meses a três anos, multa e suspensão ou proibição de se obter a
permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor.
Parágrafo único. O Poder Executivo federal estipulará a equivalência entre distintos
testes de alcoolemia, para efeito de caracterização do crime tipificado neste artigo.
Quanto à parte criminal, o Art. 291,do CTB, vem definir que não se aplicará aos crimes
de trânsito de lesão corporal culposa os benefícios da composição civil e da transação penal
constante da Lei 9099/95, estando o agente enquadrado nas hipóteses dos incisos I, II e III, do
artigo em questão. Cabendo submeter o envolvido ao teste de alcoolemia, e sendo constatado
concentração acima de 0,10mg/L, deverá ser encaminhado a delegacia, para a abertura de
inquérito policial.
Em ocorrendo a recusa do condutor envolvido no acidente de realizar o teste de
alcoolemia, deverá ser realizado termo de constatação e encaminhado para a delegacia de
policia, com o preenchimento do B. O. U de forma circunstanciar os sinais de embriaguez e
autuação Art. 165, CTB.
Por fim, é importante ressaltar que o legislador na alteração do Art. 306, CTB,
estabeleceu que no caso dos condutores que apresentarem concentração de álcool por litro de
sangue igual ou superior a seis decigramas (0,30mg/L ou mais por litro de ar expelido dos
pulmões) a penalidade será de detenção de seis meses a três anos, multa e suspensão ou
proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo. Procedendo então a
confecção do auto de infração do Art. 165, CTB e encaminhamento a delegacia de policia.
No caso de recusa na realização do teste de alcoolemia, aplica-se apenas a autuação do
Art. 165, CTB, com devido termo de constatação dos notórios sinais de embriaguez, não
realizando o encaminhamento para a delegacia.

14. LEVANTAMENTO DE ACIDENTES DE TRÂNSITO URBANO E RODOVIÁRIO


não

14.1. Conceito

É todo fato ocorrido entre veículos, pessoas ou animais e ainda entre veículos
e obstáculos, em vias terrestres abertas à circulação pública e que resultem em
danos materiais ou pessoais às partes envolvidas ou a terceiros. (ABNT)

14.2. Boletim de Ocorrência de Acidente de Trânsito (B.O.A.T.)


Documento oficial destinado ao registro dos acidentes de trânsito ocorridos nas
vias públicas. Compõe-se dos seguintes formulários:

FOLHA A: informações sobre dia do acidente, número de veículos


envolvidos, hora, local, tipo do acidente, dado dos veículos, dos
condutores e avarias dos veículos.

FOLHA B: dados das vítimas e das testemunhas, quando houver.

Quarto Batalhão de Polícia Militar – CFSd - 2010


Policiamento de Trânsito 39

FOLHA C: descrição do fato, com o nome das vias, sentido de tráfego


dos veículos, resultado do acidente, quem forneceu os dados, documentos
complementares, condições das vias, providências adotadas.

FOLHA D: croqui (representação gráfica do local), preenchido no local


do acidente, com desenhos detalhados das vias, posição final veículos ou
pessoas em óbitos e sinalização existente.

14.3. Procedimentos quando da chegada no local

1)Sinalização do Local / Socorro às Vítimas

Ao chegar ao local de acidente, deve-se posicionar a viatura em local


visível e realizar a sinalização da via com cones, a fim de evitar novos acidentes,
bem como de forma simultânea realizar o acionamento do Siate, para atendimento
das vitimas.

Para sinalizar o local devem ser utilizados todos os meios disponíveis,


próprios para sinalização como cones, triângulos, placas, refletores ou meio de
improviso, também conhecidos como meios de fortuna (galhos de árvores, latas de
óleo ou querosene e estopa com fogo).É importantíssimo ao sinalizar o local do
acidente que o PM consiga reduzir a velocidade dos demais usuários da via.

2)Identificação dos Envolvidos

Ao chegar no local do acidente, o PM deverá verificar quais são os veículos


envolvidos e seus respectivos condutores, solicitando-lhes os documentos de porte
obrigatório previstos na legislação vigente.

3)Identificação das Testemunhas


No local do acidente o PM deverá arrolar possíveis testemunhas que
presenciaram os fatos pertinentes ao acidente.

4)Coleta de Informações
Deverão ser colhidas no local o maior número de informações possíveis sobre
o acidente.

5)Dados para Elaboração do Croqui

Após todos os procedimentos acima descritos, o PM deverá tirar todas as


medidas necessárias para a elaboração do croqui.

6)Desobstrução da Pista
Após a coleta dos dados acima, os veículos deverão ser retirados da pista a
fim de liberar o trânsito dos demais veículos, sempre que possível, pois em caso de
óbito aguardar a chegada da polícia técnica.

7)Preenchimento do B.O.A.T.
Somente após a realização dos itens acima é que o PM dará início ao
preenchimento do B.O.A.T.

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Policiamento de Trânsito 40

14.4. Tipos de Acidentes de Trânsito

ABALROAMENTO: é o impacto lateral ou transversal entre dois ou mais veículos


em movimento.

ATROPELAMENTO: acidente em que o veículo em movimento colhe uma pessoa;

CHOQUE: é o impacto de um veículo, em trânsito contra qualquer obstáculo fixo,


inclusive com outro veículo parado ou estacionado;

COLISÃO: é o impacto entre dois veículos em movimento, podendo ser frontal ou


traseira.

CAPOTAMENTO: ocorre quando um veículo em movimento gira em torno de si


mesmo em qualquer sentido, ficando com as rodas para cima, mesmo que
momentaneamente, repousando em seguida em qualquer posição;

TOMBAMENTO: acidente em que o veículo tomba em qualquer sentido girando


aproximadamente 90 graus, mesmo que retorne a posição inicial;

ENGAVETAMENTO: ocorre quando três ou mais veículos, transitando no mesmo


sentido, pela mesma via, se envolvem em sucessivas colisões traseiras;

QUEDA DE PASSAGEIRO: pessoa embarcando, desembarcando ou no interior


(sentada ou em pé) ou na parte externa do veículo que venha a sofrer ferimento em
decorrência da variação do movimento irrompido pelo veículo que ocupava;

14.5 Preenchimento do B.O.A.T.

14.6. Procedimentos Particularizados

a. condutor hospitalizado

Deverá o B.A.T. ser preenchido com o maior número de dados possíveis do


citado condutor, sempre citando a fonte da informação. Se possuírem dados
confiáveis e o condutor comprovadamente estiver enquadrado em uma das
hipóteses do Art. 162, deverá ser lavrado o respectivo Auto de Infração. Com
relação ao Art. 163, só será lavrado o Auto de Infração caso o proprietário do veículo
se encontre no local.

b. condutor ausente

Quando a equipe de levantamento chegar ao local do acidente e o condutor não


estiver presente, não sendo possível saber do seu destino, deverá ser escrito no
campo referente à identificação do condutor “CONDUTOR AUSENTE”. Na folha “C”
quanto à observação deverá ser descrito: “O condutor do Vx não se encontrava no
local quando da chegada desta equipe, não comparecendo até o final deste
levantamento”.

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Policiamento de Trânsito 41

Quando o condutor comparecer no local após a chegada da equipe, coletar-se-á


todos os seus dados normalmente, sendo que deverá ser observado na folha “C”,
que tal condutor compareceu no local após o início do levantamento (dizer do
momento).

c. ausência de condutor e veículo

Quando no local de acidente não se encontrar algum dos veículos envolvidos,


deverá ser preenchido o B.A.T. com as informações colhidas no local, sempre
citando a fonte e no caso de testemunhas colhendo suas declarações por escrito.

d. veículo estacionado

Não constará condutor mas sim os dados do responsável na folha “C”. É


tratado como objeto, sendo que deverá estar com sua documentação em dia, pois
está na via pública.

No campo referente a condutor, na folha “A”, deverá estar descrito “VEÍCULO


ESTACIONADO”.

15. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

•Constituição da República Federativa do Brasil-1988

•Lei n. º 9.053 de 23 de setembro de 1997 – Código de Trânsito Brasileiro.

•Nota de Instrução n. º 05 - PM/3 - PMPR, 1996.

•Rizzardo, Arnaldo. Comentários ao Código de Trânsito Brasileiro- 4ª. ed. São


Paulo: Ed. RT, 2003.

•Manual de Habilitação- DETRAN/PR 1ª Edição – 2005.

•Fernandes, Rogelho Aparecido. Apostila de Manutenção de 1º e 2º Escalão. 2ª


Edição. Apucarana: 10º BPM, 2001.

•BETTIO, Vinicius. Apostila de TPM de Trânsito. 2º CFO – APMG – 1997.

REFLEXÃO:

“ É inteiramente ilusório supor que se pode resolver o problema dos acidentes de


trânsito através da intimidação penal. A repressão através da pena criminal é
apenas um dos elementos de controle, e seguramente não é o mais importante.
O policiamento ostensivo impede mais acidentes que qualquer norma penal ”
( Parecer nº 400, Comissão Especial do Senado)
Quarto Batalhão de Polícia Militar – CFSd - 2010
Policiamento de Trânsito 42

Quarto Batalhão de Polícia Militar – CFSd - 2010