CENTRO UNIVERSITÁRIO PADRE ANCHIETA

CURSO DE TÉCNICO EM QUÍMICA

O P E R A Ç Õ E S U N I TÁ R I A S
APOSTILA 2º MÓDULO
PROF. FÁBIO CALHEIROS CAIRES

fabioc@anchieta.br

Crédito: www.historycooperative.org

2ºSEMESTRE - 2009

Conteúdo
1. 2. 3. 4. 5. 6. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. 12. 13. 7. INTRODUÇÃO ÀS OPERAÇÕES UNITÁRIAS ............................................................................... 2 REVISÃO - CONCEITOS QUÍMICOS- MÉTODOS DE SEPARAÇÃO DE MISTURAS ... 3 MATERIAIS PARA EQUIPAMENTO DE PROCESSOS ............................................................... 7 ARMAZENAMENTO DE LÍQUIDOS ................................................................................................. 8 ARMAZENAMENTO DE GASES .......................................................................................................... 8 ARMAZENAMENTO DE SÓLIDOS .................................................................................................... 9 TRANSPORTE DE SÓLIDOS............................................................................................................... 13 TRANSPORTE PNEUMÁTICO ........................................................................................................... 19 INTRODUÇÃO AO PENEIRAMENTO ............................................................................................ 22 MÉTODOS DE MEDIDA DE DIMENSÕES DE PARTÍCULAS .............................................. 23 DISTRIBUIÇÃO GRANULOMÉTRICA (ANÁLISE EM PENEIRAS) ..................................... 25 INTRODUÇÃO À MISTURA ................................................................................................................ 29 MISTURADORES E AGITADORES ALIMENTÍCIO .................................................................. 31 MISTURA DE POLÍMEROS.................................................................................................................. 39 MISTURA DE BORRACHA................................................................................................................... 41 BIBLIOGRAFIA ......................................................................................................................................... 41

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1 . I N T R OD U Ç Ã O À S OPE RA Ç ÕE S UN ITÁ RIA S

Toda indústria química envolve um conjunto de processos: Processo químico, Processo de estocagem de materiais, processo de compras, processo de pagamentos, etc. As operações unitárias serão importantes para execução dos processos químicos, físico-químicos, petroquímicos, etc. Um processo químico é um conjunto de ações executadas em etapas, que envolvem modificações da composição química, que geralmente são acompanhadas de certas modificações físicas ou de outra natureza, no material ou materiais que é (são) ponto de partida (matérias primas) para se obter o produto ou os produtos finais (ou acabados).

Cada etapa dentro do processo que tem princípios fundamentais independentes da substância (ou substâncias), que está sendo operada e de outras características do sistema, pode ser considerada uma operação unitária. O engenheiro A. D. Little (1915) apresenta um conceito interessante para as operações unitárias:

“Qualquer processo químico, em qualquer escala, pode ser decomposto numa série estruturada do que se podem denominar, operações unitárias, como moagem, homogeneização, aquecimento, calcinação, absorção, condensação, lixiviação, cristalização, filtração, dissolução, eletrólise, etc.” etc.”

Desde 1915 foram acrescentadas outras operações unitárias a lista de Little como o transporte de fluidos, a transferência de calor, a destilação, a umidificação, a absorção de gases, a sedimentação, a classificação, a centrifugação, a hidrólise, a digestão, a evaporação, etc. As complexidades das Aplicações de engenharia provem da diversidade das condições, como temperatura, pressão, concentração, pureza, etc.,

sob as quais as operações unitárias devem ser realizadas nos diversos processos e das limitações e exigências aos materiais de construção e de projeto, impostas pelos aspectos físicos e químicos das substancias envolvidas. Todas as operações unitárias estão baseadas em princípios da ciência que são traduzidos nas aplicações industriais em diversos campos de engenharia. O escoamento de fluído, por exemplo, é estudado em mecânica dos fluídos, mas

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interessam muito a hidráulica que se liga mais à engenharia civil e a engenharia sanitária. Encontram-se, no setor da indústria exemplos de maior parte das operações unitárias em aplicações as mais variadas. Classificação As operações unitárias podem ser classificadas de acordo com critérios variados. Podemos, por exemplo, classificá-las em grupos de acordo com a sua finalidade dentro do processo produtivo. Operações preliminares: São normalmente utilizadas antes de qualquer outra operação. Suas funções estão associadas à preparação do produto para posterior processamento de melhoria das condições sanitárias da matéria prima. Ex. Limpeza, seleção, classificação, eliminação, branqueamento, etc. Operações de conservação: Entre estas podemos citar a esterilização, a pasteurização, o congelamento, refrigeração, evaporação, secagem, etc. Operações de transformação: Moagem, mistura, extrusão, emulsificação, etc. Operações de separação: Filtração, cristalização, sedimentação, centrifugação, prensagem, destilação, absorção, adsorção, desumidificação, precipitação eletrostática, etc. Uma classificação bem comum é utilizada levando-se em conta o tipo de operação envolvida (operações mecânicas, operações envolvendo transferência de calor e operações envolvendo transferência de massa), a saber: 1. OPERAÇÕES MECÂNICAS 1.1 – Operações envolvendo sólidos granulares Fragmentação de sólidos; Transporte de sólidos; Mistura de sólidos; 1.2 - Operações com sistemas sólido-fluido Sólidos de sólido; Peneiramento Separação hidráulica (arraste – elutriação) Sólido de líquidos; Decantação Flotação (borbulhamento de ar) Floculação (sulfato de alumínio – aglutinação – flocos)

Separação centrífuga Filtração Sólidos de gases Centrifugação (para gases - ciclones) Filtração (para gases - filtros manga) Líquidos de líquidos Decantação Centrifugação 1.3 – Operações envolvendo sistemas fluidos Bombeamento de líquidos; Mistura e agitação de líquidos; 2 – OPERAÇÕES COM TRANSFERÊNCIA DE CALOR Aquecimento e resfriamento de fluidos Evaporação e Cristalização Secagem 3 – OPERAÇÕES COM TRANSFERÊNCIA DE MASSA Destilação Extração líquido-líquido Absorção de Gases
2. REVISÃO - CONCEITOS QUÍMICOSMÉTODOS DE SEPARAÇÃO DE MISTURAS

Na química, a separação de misturas é muito importante, pois para obtermos resultados mais corretos em pesquisas e experiências, é necessário que as substâncias utilizadas sejam as mais puras possível. Para isso, utiliza-se vários métodos de separação, que vão desde a "catação" até complicada "destilação fracionada". Exemplos práticos onde a separação de misturas é aplicada: Tratamento de esgotos / Tratamento de água O esgoto urbano contém muito lixo "grosso", é necessário separar este lixo do resto da água (ainda suja, por componentes líquidos, que serão extraídos depois Dessalinização da água do mar Em alguns lugares do planeta, a falta de água é tamanha, que é preciso pegar água do mar para utilizar domesticamente. Para isso, as usinas dessalinizadoras utilizam a osmose e membranas semi-permeáveis para purificar a água. Destilação da cachaça Separação de frutas podres das boas em cooperativas (catação)

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A sublimação é a passagem direta de sólido a gás que sofrem algumas substâncias como o iodo. para que a parte pesada do composto se deposite no fundo do recipiente Entre várias outras aplicações. 2. Nas misturas homogêneas. os mesmos métodos utilizados em substâncias homogêneas (pois cada fase poderá ter mais de uma substância. ou outro objeto auxiliador.2 Separação magnética (misturas heterogéneas) Trata-se de um método de separação sólido-sólido específico das misturas com um componente ferromagnético como o cobalto. em determinadas condições de pressão e temperatura. exemplo: água misturada com areia. passando a ser então. colher. deve-se separar as "fases" (os diferentes aspectos da mistura) utilizando métodos mecânicos (catação. levigação. 2. 4 . A sublimação pode-se aplicar às soluções sólidas e às misturas. e depois. por exemplo. Heterogênea é o contrário: notase claramente que se trata de duas (ou mais) substâncias. papel. o níquel e. borracha. metais. etc). onde as substâncias são separadas manualmente.1 Catação (misturas heterogéneas) A catação é o tipo de separação de misturas do tipo "sólido-sólido" . Abaixo está a lista de métodos utilizados para separação de misturas: Magnetismo Catação Sedimentação Decantação Filtração Dissolução Fracionada Fusão Fracionada Liquefação Fracionada Levigação Ventilação Peneiração | Tamização Destilação Simples Destilação Fracionada É utilizada. o ferro. Homogênea significa que as misturas tem um aspecto comum. principalmente. utilizando o critério visual para a seleção das partículas sólidas. deve-se aplicar primeiro métodos que envolvam fenômenos físicos (evaporação. com uma pinça. quando arrefecem.Exame de sangue Separa-se o sangue puro do plasma (líquido que compõe parte do sangue. dando a impressão de que não é uma mistura. se vêem submetidos a uma sublimação regressiva. solidificação. sempre uma das substâncias possa sofrer este fenômeno.3 Separação por sublimação (misturas heterogéneas) 2. através de um processo de sedimentação "acelerada" (o sangue é posto em uma centrífuga. etc. etc). ou seja. deve-se observar primeiro a própria mistura. que ajuda no carregamento de substâncias pelo organismo). Para facilitar o processo de separação de uma mistura. passam diretamente de gás a sólido. fenómeno que se pode aplicar para reter as suas partículas ou para desviar a sua queda. Estes materiais são extraídos pelos ímanes. Ela pode ser de dois tipos: homogênea e heterogênea. para serem destinados à reciclagem. Basta aquecer a mistura ou solução à temperatura adequada e recolher os vapores que. uma substância homogênea). na separação de grãos bons e ruins de feijão e também na separação dos diferentes tipos de materiais que compôem o lixo: vidro. plásticos. Nas heterogêneas.

conforme o desenho: Decantação em funil Permite a separação de líquidos imiscíveis (que não se misturam homogeneamente). para que o sólido se deposite no fundo do recipiente. argila e carvão. não dissolve o outro ou os outros componentes.6 Centrifugação (misturas heterogéneas) Trata-se da separação de dois líquidos ou de um líquido e de um sólido. esse tempo pode prolongar-se por horas ou até mesmo dias. obtendo-se uma suspensão. Filtragem – quando uma suspensão passa através de um papel de filtro. O mais corrente é o filtro de papel. Às vezes é possível encontrar um bom solvente para um dos componentes da mistura que. aproveitando a sua diferença de densidade. pode recorrer-se a um solvente seletivo e. Se as partículas sólidas forem muito Quando numa mistura de sólidos e líquidos. 2. A partir do momento em que se depositou totalmente. Para a obtenção de melhores resultados pode também ser utilizada uma vareta de vidro como material auxiliar. inclina-se o recipiente com cuidado até se verter o líquido sem que o sólido seja arrastado. líquidos que não se misturam. 2. no entanto.5 Decantação (misturas heterogéneas) 2. as suas partículas ficam retidas se o diâmetro da malha que forma o papel for suficientemente pequeno. O pequeno tamanho das partículas sólidas provoca uma obstrução dos poros do filtro. abre-se a torneira e deixa-se escoar o líquido da camada inferior. que se dobra em quatro partes. à separação por solução. tornando a filtragem muito lenta mesmo que se produza vácuo por meio de uma bomba no interior do recipiente.pequenas. ou seja. No caso das partículas sólidas serem muito pequenas pode recorrer-se a um filtro de porcelana porosa. não são úteis nem a filtragem nem a decantação. formando-se um cone que se adapta à forma do funil. Quando a superfície de separação das camadas líquidas estiver bem nítida. Existem também filtro de areia. coloca-se a mistura a ser separada num funil de separação (ou funil de decantação ou funil ed bromo). portanto. 5 . Para separar um líquido de um sólido de maior densidade deixa-se repousar durante certo tempo. A decantação é muito utilizada para separar líquidos imiscíveis.4 Separação por solução e filtragem (misturas heterogéneas) Para separar uma mistura sólida. Para isso. os sólidos possuem uma dimensão muito pequena.

que empapa ou dissolve o sólido. dado que foi o primeiro a entrar em ebulição. a pequena dimensão das partículas faz com que sejam retidas pelo líquido.9. tornando ineficaz a decantação. 2. Verte-se o líquido que sobrenada e fica completa a separação. A partir desse momento. Em caso contrário é preciso utilizar destilações muito mais complexas. Neste caso.9 Destilação (misturas homogêneas) 2. com o fim de evaporar o líquido volátil Para a separação dos componentes das misturas homogéneas líquido-líquido. Pode-se acelerar este processo aumentando a temperatura e o contacto com o ar. Os cristais húmidos podem ser secados com um papel de filtro ou numa estufa. ou por filtragem ou decantação. Pode utilizar-se eficazmente sempre que os líquidos misturados ou dissolvidos não possuam temperaturas de ebulição muito parecidas.para acelerar a filtragem. introduz-se a mistura em tubos de ensaio que. Este permanece no recipiente. aumentando assim a rapidez com que se deposita o sólido compactado no fundo do tubo. Por outro lado.1 Centrifugação manual – Existem centrifugadoras industriais de grande valia e eficácia que giram a mais de 20.8 Cristalização (misturas homogéneas) Quando se deseja separar um componente sólido de uma solução líquido-sólido.1 Destilação fraccionada – 2. 2. tal como mostra na figura: 6 . giram em posição quase horizontal a grande velocidade. A destilação é eficaz na separação de dois ou mais líquidos solúveis entre si. quando a quantidade de líquido for muito grande. recorre-se muitas vezes à destilação fraccionada. Ferve-se uma solução formada por líquidos num destilador. Cada líquido possui uma temperatura de ebulição própria.7 Dessecação ou Secagem (misturas heterogéneas) Produz-se aquecendo a amostra diretamente à chama. pode deixar-se evaporar o líquido até que a solução fique saturada. O petróleo é separado em suas fracções por destilação fraccionada. com um aquecedor elétrico ou numa estufa adequada. pelo seu baixo preço e fácil manejo. colocados numa centrifugadora. Ao aquecer a mistura num balão de destilação. nos laboratórios continuam a utilizarse pequenas centrifugadoras que.6. sendo a primeira fração de líquido que se recolhe a que corresponde ao líquido mais volátil. 2. de modo que podem demorar muito tempo a depositar-se no fundo do recipiente. servem para trabalhos simples que não necessitam de altas velocidades nem de muitos minutos de centrifugação. Os líquidos podem ser separados por meio de um destilador. A dessecação termina quando se pesa o recipiente com pequenos intervalos de tempo e o seu peso não se altera. os líquidos destilam-se na ordem crescente de seus pontos de ebulição e podem ser separados. o sólido ir-se-á separando em cristais.000 rotações por minuto mas.

O componente menos denso que o líquido flutuará. que se depositará. manuseio ou distribuição de fluídos. este processo permite separar os vários pigmentos. dissolver os componentes.11 Cromatografia 2. assim como de um goblé com álcool etílico. Se a mistura a separar nos seus componentes for colorida. Máquinas e Tubulações. Também é denominado por sedimentação fracionada. Classificam-se em Equipamentos de caldeiraria.10 Flutuação ou Flotação (misturas heterogéneas) Aplica-se a uma mistura com um líquido de densidade intermediária em relação às dos componentes. obtendo-se cromatogramas. 3. separando-se assim do componente mais denso. MATERIAIS PARA EQUIPAMENTO DE PROCESSOS Equipamentos de processos são os equipamentos em indústrias de processamento.2. contudo. Para a realização deste processo de separação será imprescindível a utilização de papel absorvente. que são aquelas nas quais os materiais sólidos ou fluidos sofrem transformações físicas ou químicas ou as que se dedicam à armazenagem. O líquido utilizado não deve. Os equipamentos de processo podem trabalhar em três condições específicas nas indústrias de processamento: Regime contínuo Cadeia contínua Situações de alto risco 7 .

ARMAZENAMENTO DE LÍQUIDOS A necessidade de armazenamento surge por vários motivos: Reservar a matéria-prima. Armazenar o produto antes da venda. O armazenamento de líquidos pode ser realizado. ARMAZENAMENTO DE GASES Os recipientes que realizam este armazenamento chamam-se vasos ou cilindros. tais como transporte. 8 . muitas vezes em grandes quantidades. são especificados por normas apesar de serem equipamentos mais simples. sob a forma de gás. recebida do fornecedor.4. a temperatura acima da qual o gás não pode ser liquefeito. pois o gás liquefeito consegue ser armazenado em uma quantidade muito maior em massa do que no estado gasoso. A forma com a qual o gás pode ser armazenado não depende somente do tipo do gás. basicamente. Os vasos na maioria das vezes são cilíndricos horizontais ou verticais. embalagem. Os recipientes que realizam este armazenamento chamam-se tanques. ou seja. sólida ou fluida. entre outras. Desta forma os gases podem ser armazenados nas seguintes condições: Armazenamento de gases a temperatura ambiente e alta pressão. Armazenamento de gases liquefeitos a temperatura criogênica e alta pressão. em duas condições distintas: Armazenamento de líquidos a temperatura ambiente e pressão atmosférica. Armazenamento de líquidos a temperatura ambiente e pressão acima da atmosférica 5. dependendo da necessidade. Uma das propriedades que mais podem interferir no tipo de armazenamento de gases é a TEMPERATURA CRÍTICA DO GÁS . mas das condições em que ele se encontra. Possivelmente como uma etapa intermediária objetivando dar “fôlego” às outras etapas do processo. alta Armazenamento de gases liquefeitos a temperatura ambiente e alta pressão.

alterando-o conforme sua intensidade. O coeficiente de atrito é. A pilha pode ser cônica. forma uma mistura explosiva. não depende do peso do corpo. Pressão. ARMAZENAMENTO DE SÓLIDOS Armazenamento do material sólido revela algumas características específicas quando se analisa o material granular a granel.considerado o infinitésimo maior que o ângulo de equilíbrio. Densidade. O ângulo de queda é o ângulo com o qual o corpo começa a cair.1. quando a quantidade de material estocado é relativamente pequena. a tangente do ângulo de equilíbrio. somente dos materiais e do estado das superfícies. 9 . pois cujo pó. O ângulo de repouso é o ângulo que um corpo particulado forma quando cai livremente sobre o chão ou uma superfície qualquer.6. ou quando o material armazenado não pode ser confinado. Amplamente utilizada na indústria de mineração.. em presença de ar. No armazenamento de sólidos existem três fatores de influência a serem considerados: O coeficiente de atrito.. etc. Cisalhamento. 6.1 Tipos de armazenamento de sólidos Armazenamento 6. O ângulo de repouso. ou prismática quando a quantidade de material é muito grande. por definição. e inviabiliza economicamente a utilização de silos. exigindo o armazenamento em ambientes abertos.1 Arma zenamento em PILHAS Armazenam-se em pilhas quando a quantidade do material é muito grande. O ângulo de queda. são elas: Deformação. O conteúdo da umidade influencia diretamente no valor do ângulo de repouso. fertilizantes.

O ângulo do fundo deve ser MAIOR que o ângulo de queda do material armazenado.1. ou também quando o material é armazenado por sofrerem deterioração – grãos . em contato com o ar. Podem ser feitos de concreto ou de aço..2 Armazenamento em SILOS Amplamente utilizada na indústria de grãos.. porém o fundo deve ser cônico ou piramidal. depende do critério ou da necessidade do projetista.com formato redondo.ou serem sensíveis à umidade. Os silos são utilizados para volumes menores de material.6.cimentos. cimentos etc. Alguns materiais granulares ou em pó não pode ser armazenados em silos pois formam . como podem ser constatados nas figuras a seguir: 10 . que na presença de algum tipo de ignição pode gerar grandes prejuízos. quadrado ou retangular. uma mistura explosiva.

um dos fatores mais importantes no funcionamento é a escoabilidade do material.3 Problemas de armazenamento em SILOS Na armazenagem por silos.4 Soluções para problemas de armazenamento em SILOS Das soluções mais primitivas surgiram métodos de eliminação ou. pelo menos. 11 .1. formas de minimizar os efeitos da falta de escoabilidade dos sólidos armazenados a granel.1. Os principais problemas de escoamento pelos silos são expostos nas figuras a seguir: 6.6.

podem ser substituídos por mecanismos mais precisos. Consiste em aparelhos que vibram. Consiste em um equipamento que obriga o material armazenado a descer pelas paredes do silo FLUIDIFICADORES: Consiste em injetar ar dentro do silo com a finalidade de fluidificar o sólido. impedindo a acomodação do material na parede do silo. a utilização de martelos de borracha. eliminando o atrito com as paredes e entre si 12 . para golpes na parte cônica do silo. ATIVADORES DE SILOS : Utilizados na parte INTERNA cônica do silo com a função de impedir que o material aglomere e forme arcadas impedindo o escoamento. ou meios de desestabilizar o material que se aglomerou dentro do silo. tais como: VIBRADORES: Utilizados na parte cônica do silo.Atualmente. ainda são utilizadas com freqüência porém.

. o equipamento. Fatores econômicos. Empilhadeiras . ou especificar. Natureza do material transportado. Nominal. de pico. etc. Pode-se dividir os transportadores em dois grupos: Os que se movimentam junto com o sólido no transporte Pás carregadeiras. pode-se citar os seguintes aspectos sobre a importância do transporte de sólidos: Grande importância no custo da operação industrial. Guindastes. Guinchos. Caminhões. 13 . Elevadores .. leva-se em consideração os seguintes aspectos: Capacidade de operação. Distância e desnível entre carga e descarga. Arrastadores . Alimentadores .5. de projeto. TRANSPORTE DE SÓLIDOS Os transportes industriais abrangem 3 tipos distintos de operações unitárias: Transporte de sólidos Bombeamento de líquidos Movimentação de gases Operações de movimentação de sólidos granulares em regimes contínuos para as etapas do processo. substituindo a mão-de-obra humana Necessidade de um transporte versátil para os vários tipos de sólidos Para caracterizar. Vagonetas . Os que permanecem fixos no transporte do sólido Carregadores . Automação dos processos. Dentre muitos.. Pneumáticos .

trabalhando versátilmente em várias velocidades e temperaturas. 14 .1. que se desloca sobre roletes durante todo o percurso. podendo ser também inclinado. nas extremidades encontra-se tambores(polias). É realizado horizontalmente. os mais comuns são: Correia Esteira Corrente Caçamba Vibratório Por gravidade 5. Tipos de transportadores de sólidos 5. Podem medir desde poucos metros até muitos quilômetros. TRANSPORTADOR DE CORREIA (ESTEIRAS) O transportador de correias consiste em transportar o sólido suportado por uma correia sem fim flexível.1. preferencialmente para cima. normalmente de borracha. que se encontram livres no ponto de alimentação e motores(ou motrizes) no ponto de descarga.Os equipamentos carregadores são destinados a carregar de forma contínua o sólido granular de um ponto a outro dentro da fábrica.1.

componente que gera maior manutenção do transportador. tais como PVC. Algodão. para promover a resistência a abrasão e lonas de Nylon ou metálicas. por terem a função de manter a correia esticada no momento do retorno( quando está vazia). as correias podem ser constituídas por outras matérias-primas. que darão resistência mecânica à tração. amianto. desta forma otimizando a potência do equipamento e aumentando a vida útil da correia. couro. ao conjunto. entre outros. 15 . As Correias são mais comumente constituídas por camadas superpostas de borracha.A figura a seguir representa esquematicamente um transportador de correia: Os roletes de retorno podem ser chamados também de esticadores. Conforme a necessidade.

este transportador pode ser utilizados para algumas outras operações. pressão ou temperatura controladas.A largura da correia interfere diretamente na resistência. extração. maior deve ser a espessura da correia e o número de lonas. resfriamento. portanto quanto maior for a largura.2. TRANSPORTADOR DE ROSCA (HELICOIDAL) Consiste em uma calha semi-cilindrica dentro da qual gira um eixo com uma helicóide. facilmente isolados do ambiente externo podendo trabalhar com atmosfera. tais como mistura. 16 . moagem entre outros. Largura (polegadas) 12 18 24 30 36 42 48 60 80 Nº de lonas 3-4 4-5 4-7 5-8 6-9 6-10 7-12 8-12 9-14 5. São adaptáveis a uma ampla gama de processos operacionais. Além do transporte propriamente dito.

TRANSPORTADOR DE ELEVADOR DE CAÇAMBAS 17 .5.3.

sendo as formas mais comuns : ONDE: a. produtos químicos secos. Trabalha com materiais finamente pulverizados. 18 . Velocidade de transporte é baixa. transportador de elevador consiste em transportar o sólido suportado por caçambas. O descarregamento pode ser realizado de vários modos. c. areia. b.Elevação com descarga centrífuga: Mais comum. Destinado ao transporte de grãos. fixadas em correias verticais ou em correntes que se movimentam entre uma polia superior (normalmente motora) e outra inferior que gira livremente.Elevação contínua: A descarga é delicada para evitar degradação excessiva do produto.Elevação com descarga positiva: Destinado a materiais que tendem a se compactar. ou canecas. Normalmente são equipamentos estanques. confinados em carenagens de aço ou outro material adequado.É realizado para transportes verticais. Normalmente usada para materiais difíceis de se trabalhar com descarga contínua. que impede a perda de materiais para o ambiente.

A utilização da movimentação do ar para a movimentação de materiais representa vantagens a este processo se comparado à movimentação mecânica (elevador. onde o ar como fluido possibilita o seu escoamento até o local desejado. O que é o Transporte Pneumático? Consiste em movimentar um produto (partículas de sólidos) no interior de uma tubulação estanque através de sopro transportador. transportador helicoidal. uma corrente de sopro ou exaustão. Um separador de fluido e sólidos na parte terminal tais como: Ciclones. Filtros de limpeza por ar comprimido ou contra-corrente. O transportador pneumático é um equipamento utilizado em larga escala na indústria para movimentação e elevação de sólidos granulados através das mais variadas distâncias e tipos de trajeto. usando ar ou outro gás como fluido transportador.). TRANSPORTE PNEUMÁTICO A maioria das atividades industriais implica na movimentação de produtos em pó. Um alimentador de sólidos e. Ou até mesmo descarga direta em silo ou depósito. granulados ou refiles. 19 . Um soprador e/ou bomba de vácuo.6. etc. difíceis ou economicamente inviáveis de serem alcançadas por transportadores mecânicos. O sistema de transporte pneumático é constituído basicamente por: Tubulação por onde circulam os sólidos e o fluido transportado. Pois oferece maior segurança ao produto uma vez que o mesmo é transportado por meio de tubulações. seja para as necessidades de fabricação ou para remoção de resíduos. Ele se torna útil para transportar sólidos para locais de uma planta de processo.

Granulados de Aço.Usam tanto pressão positiva como negativa. Confiável devido às poucas partes móveis e menor desgaste do sistema.Argila em Esferas.. Limitação da distância no transporte de materiais frágeis. permitindo instalações de sistemas completos em espaços bem reduzidos.Cimento. os materiais através da linha de transporte.Óxido de Ferro.4. respectivamente. aumentando os custos. .Caulim.. . . Não pode transportar a longas distâncias. . .Farinha.Leite em Pó. para empurrar ou puxar. em velocidades relativamente altas. Flexível. Eficiente em consumo de energia e mão-de-obra.Cal virgem e Hidratada. Desvantagens: Alto custo de instalação. Alguns materiais que podem ser manipulados pelos sistemas de Transporte Pneumático: . .Sal. VANTAGENS E DESVANTAGENS DO TRANSPORTE PNEUMÁTICO CONSIDERANDO OUTROS TIPOS DE SISTEMA DE TRANSPORTE: Vantagens: Sistema totalmente hermético: minimiza o problema de controle de emissão de particulados.Vidro. . Pode possuir várias sub-divisões e classificações conforme sua competência e aplicações: Fase fluida ou convencional Fase densa Sistema direto Sistema indireto 20 . . O transporte pneumático pode ser usado para partículas que variam de pós a pellets e densidades de 16 a 3200Kg/m3.Soda.Amendoim. . 5.Finos de Carvão. entre outros. . . .Açúcar. No transporte de materiais potencialmente explosivos. deve-se usar um gás inerte no lugar do ar e evitar fontes de ignição no interior da linha de transporte. .

utilizando uma relação ar/material baixa. Operação em fase diluída sob pressão (empurando os sólidos).5. São sistemas de alta pressão (superior a 01 bar) e baixa velocidade (0. 21 .5m/s). TIPOS DE TRANSPORTE PNEUMÁTICO Fase Fluida ou Diluída: sistemas de baixa pressão (inferior a 01 bar) e alta velocidade (10 a 25m/s).5.25 a 2. utilizando uma elevada relação ar / material. Fase Densa: utilizam pressão positiva para impulsionar os materiais.

Conceito Linha Cheia. Conceito Linha Cheia Contínua. a densidade do sólido. como por exemplo: moagem. coleta de poeiras que constituem parte de muitos processos de obtenção de produtos sólidos industrialmente importantes. o seu volume.Exige baixa demanda de ar. interação entre sólidos e fluidos. de fase densa. Cada um tem diferentes capacidades. o que significa menor exigência de energia. Cada conceito é particularmente adequado para certas aplicações e materiais. Existem diferentes tipos de conceitos no mercado envolvendo a Fase Densa: Conceito de Força Bruta. filtração. não são problemas maiores do que no transporte pneumático em fase diluída. PENEIRAMENTO 7. a área superficial e a massa. As propriedades do material sólido retido pelas partículas também estão nesta classe. eficiências. As que são pertinentes aos vazios existentes entre as partículas As propriedades das partículas referem-se à dimensão e forma da partícula. Conceito Convencional. 22 . cristalização. A degradação do produto por atrito e a erosão na tubulação. secagem. o calor específico. por exemplo: a condutividade térmica. Eles existem devido à elevada versatilidade dos sistemas de alta pressão. a dureza e a higroscopicidade. INTRODUÇÃO AO PENEIR AMENTO Na área da química encontram-se sólidos particulados quando se efetuam muitas das operações unitárias. vantagens econômicas e limitações. ou seja. As propriedades dos sólidos são divididas em duas classes: As que pertencem à partícula isolada e. Os conceitos se diferenciam pelo arranjo do projeto. devido às baixas velocidades de sólidos. Conceito Fluidizado.

e o ângulo de repouso das partículas PARTÍCU LAS 8. 23 .É a fração de vazios do sistema. O de Quando as partículas têm formas irregulares podem-se adotar outras técnicas: a) Determinar as dimensões máxima e mínima b) Escolher apenas uma direção e medir a maior dimensão deste sentido c) Separar a amostra de acordo com as velocidades de sedimentação. a área superficial por unidade de volume e muitas outras características secundárias. Segundo método mais usado é medir as partículas e efetuar um levantamento estatístico. a permeabilidade (medida da queda de pressão). O Método usado quando as partículas são muito pequenas é colocando-se uma amostra do material na lâmina de um microscópio e cada partícula é medida por meio um micrômetro. a densidade real dos agregados de sólidos e de vazios. MÉTODOS DE MEDIDA DE DIMENSÕES DE PARTÍCULAS O Método mais comum utilizado são as peneiras padronizadas. como a condutividade térmica real.

a fração ficaria 14/20 ou –14+20 A fração representada pelas partículas de diâmetro Di. p. As partículas que passam pela abertura constituem os finos F e as que ficam retidas são os grossos G.e. O sólido alimentado A é movimentado sobre a peneira. que consiste em passar a amostra em uma série de peneiras com malhas progressivamente menores A fração é representada pela peneira na qual a massa ficou retida sobre a peneira na qual a massa atravessa. 24 . pois só é conhecida uma medida extrema. que possuem especificações de tamanho máximo e mínimo das partículas Nestes casos o material pode ser separado em frações de partículas uniformes O método mais simples e mais comum é a análise granulométrica. correspondente à média aritmética das aberturas das malhas das peneiras. Uma peneira separa apenas duas frações chamadas de não-classificadas.. Quando utilizamos mais de uma peneira torna-se possível conhecer as chamadas frações classificadas. ou também chamado de “granulometria”.9. P ENEIRAMENTO Peneiramento é definido como o processo de separação de sólidos por diferenças de tamanho. sendo as malhas 20 e 14.

25 .e. não é necessário determinar a distribuição granulométrica com intervalos tão estreitos e usam-se peneiras alternadas da série com aberturas que estão na razão 2 . que consiste em passar a amostra em uma série de peneiras com malhas progressivamente menores A fração é representada pela peneira na qual a massa ficou retida sobre a peneira na qual a massa atravessa. Em geral. Conforme está descrito na tabela do Anexo acima. correspondente à média aritmética das aberturas das malhas das peneiras. na série Tyler existem 4 suficientes peneiras para que a razão seja 2 . O método mais simples e mais comum é a análise granulométrica. Abaixo segue uma tabela da série Tyler: O n° de aberturas por polegada linear é ajustado de modo que a razão entre a dimensão dos furos de quaisquer duas peneiras consecutivas é uma constante da série e constitui uma progressão geométrica para os tamanhos dos furos. sendo as malhas 20 e 14. a fração ficaria 14/20 ou –14+20 A fração representada pelas partículas de diâmetro Di.10. p. DISTRIBUIÇÃO GRANULOMÉTRICA (ANÁLISE EM PENEIRAS) As medições se fazem pela análise em peneiras sempre que as dimensões das partículas estão dentro das faixas que podem ser tratadas pelas peneiras (Dp ≥ 70um). Na indústria pode-se utilizar peneiras padronizadas da série Tyler ou da série americana.

encontra-se no produto a massa de 17g com 14g de partículas desejadas. 2) 50g de Gipsita são alimentados em uma peneira e apresenta 30% de fração desejada. Após o processo de peneiramento verificou-se que o produto possui uma massa de 25g.(1 − x f )    Onde: P=massa do produto peneirado F= massa da Alimentação Xp = Fração ponderal desejada do produto XF = Fração ponderal de Alimentação 10.x f  F .x p  P.10. Calcule a eficiência total da peneira. Dentre as muitas fórmulas para a determinação da eficiência da peneira uma das mais comuns é : P.(1 − x p )  E= .1 −  F . após o processo concretizado. Qual a eficiência total da peneira? 26 .2 DISTRIBUIÇÃO GRANULOMÉTRICA Os dados do peneiramento são organizados sob a forma de uma tabela onde as informações estão apresentadas: Tyler (mesh) Abertura da malha (D#) Maior Massa retida (g) Baixa Massa passante (g) Alta XR = fração retida Baixa Xp fração = %de massa Depende da distrib.3 EXERCÍCIOS 1)Uma peneira é alimentada com 70g de sólidos que apresentam 40% de fração desejada. com uma quantidade de partículas desejadas de 22g. Tais como: • Materiais “finos” que não atravessam • Materiais “grossos” que atravessam Estes problemas podem causar deficiência no funcionamento das peneiras.1 EFICIÊNCIA DA PENEIRA As peneiras podem apresentar problemas relativos ao equipamento ou ao processo de peneiramento. das partículas passante Alta 21/2 400 Menor Alta Baixa Alta Baixa 10.

972 % retida Xp = fração passante XR = fração retida O a) Qual foi o total de areia usada como amostra? b) Completar a tabela acima com os dados faltantes: c) Fornecer o gráfico acumulativo D# versus Xp e Xf: 27 .208 0.575 17.362 1.702 0.503 11.641 38.651 1.295 0.168 0.779 3.183 7.647 2. foi realizado um estudo de avaliação do diâmetro médio das partículas da areia.104 0.079 63.674 1. Para tanto.833 0.692 32.3) Para avaliar se a carga de areia recebida por uma usina de concreto serviria para determinada finalidade.417 0.074 Massa retida (g) 12.147 0.589 0.653 50. foi realizada a determinação da análise granulométrica de uma amostra de areia que apresentou os seguintes resultados: Tabela 01: Resultados da análise granulométrica para avaliação da areia Tyler +8 -8 +10 -10 +14 -14 +20 -20 +28 -28 +35 -35 +48 -48 +65 -65 +100 -100 +150 -150 +200 -200 Dp (mm) 2.

125 1.4) Para que determinada reação com enxofre ocorra satisfatoriamente.453 17.975 17.147 0.480 4.417 0.263 32. De um lote novo de produto foi retirada uma amostra que apresentou a seguinte análise de peneiras: Tyler +8 -8 +10 -10 +14 -14 +20 -20 +28 -28 +35 -35 +48 -48 +65 -65 +100 -100 +150 -150 +200 -200 Dp (mm) 2.800 95.651 1.880 54.800 23.900 54.168 0.833 0. seu diâmetro médio deve estar dentro de um limite conhecido.028 % retida Xp (fração passante) XR (fração retida) O a) Qual foi o total de enxofre usado como amostra? b) Completar a tabela acima com os dados faltantes: c) Fornecer o gráfico acumulativo D# versus 100X: 28 .810 11.074 Massa retida (g) 22.295 0.104 0.589 0.362 1.208 0.988 5.

Há uma diversidade muito grande de modelos deste equipamento. Obter materiais com propriedades diferentes daquelas do material originário. b) Contínuos . Dispersão de líquidos imiscíveis. Os equipamentos podem ser operados em batelada enquanto outros são contínuos. Redução de aglomerado de partículas. O processo de mistura é extremamente utilizado. envolvendo sistemas sólidos é. mais difícil de realizar comparando-se com sistemas fluidos. Acelerar reações químicas. líquidos de baixa viscosidade e suspensões. Destas observações pode-se entender que existem três fatores importantes na mistura de sólidos: Convecção – movimentação de grupos de partículas Difusão – movimentação de partículas isolada Cisalhamento – movimentação de planos de escorregamento Os principais objetivos são: Misturar líquidos miscíveis. isoladamente ou conjugado com processos de moagem e transporte. INTRODUÇÃO À MISTURA Consiste. invariavelmente. plásticos e sólidos.Usados para materiais viscosos. tais como o transportador helicoidal e o moinho de bolas.Para gases. Promoção de transferência de calor. mas o meio mais utilizado ainda é a realização de planta piloto em escala para confirmação dos dados.Tempo para obtenção do resultado desejado. na incorporação de uma fase em outra produzindo.aeração. São pontos importantes. 29 . . .11. Promoção de transferência de massa.Facilidade e rapidez de descarga e limpeza. Dispersar um gás num líquido . basicamente divididos como: a) Batelada . de uma forma simples. alguns não são conhecidos como misturadores. Aquecimento e resfriamento de soluções. O projeto de um misturador envolve cálculos empíricos para a medição de fatores como grau e índice de uniformidade. A mistura. também chamada de homogeneização. através de agitação. uma mistura homogênea .Consumo de energia. .

pás. . . .do tamanho do tanque. . .Classificação de Impulsores: a) Escoamento axial . A velocidade do fluido num tanque agitado apresenta três componentes: a) Componente radial : atua na direção perpendicular ao eixo da haste. Ex: turbina.Tem suas pás paralelas ao eixo de rotação. b) Escoamento radial. grade. ESCOAMENTO DO FLUIDO.dos dificultores. Este fluxo é perpendicular a parede do tanque. O tipo de escoamento depende: .das características do fluido. Ex: hélices. b) Componente longitudinal : atua na direção paralela ao eixo.do tipo de lâmina utilizada. turbinas de pás inclinadas. âncora.do impulsor utilizado. 30 .São aqueles cujas pás fazem um ângulo menor que 90° com o plano de rotação do impulsor.

Produzido pela ação da força centrífuga que age no líquido em rotação. FORMAÇÃO DO VÓRTICE.Geralmente ocorre para líquidos de baixa viscosidade (com agitação central). colocar o agitador na horizontal. MISTURADORES E AGITADORES ALIMENTÍCIO A mistura de um produto alimentício pode ser definida como uma operação durante a qual se efetua a combinação uniforme de vários componentes de uma formulação. destinando cada um para um determinado produto. Maneiras de evitar o vórtice: descentralizar o agitador. . 12. devido à componente tangencial da velocidade do fluido.c) Componente tangencial : atua na direção tangente à haste. A eficiência do processo de mistura depende do tipo adequado do misturador utilizado e dos equipamentos auxiliares de controle do processo de mistura a ele acoplado. que fará a obtenção de uma boa homogeneização dos componentes de formulação. inclinar o agitador de 15° em relação ao centro do tanque. b) Afastados da parede para líquidos de viscosidade moderada. Responsável pela formação do vórtice. Deve ser evitada. c) Afastados da parede e inclinados para líquidos de alta viscosidade.Dificultores: a) Próximo à parede para líquidos de baixa viscosidade. Vários são modelos de agitadores alimentício. . usar dificultores. como pode ser visto na figura a seguir: 31 .

Vários Modelos de Agitadores e Misturadores Os equipamentos para mistura de um alimento de pequena viscosidade são dotados de agitadores com hélice. Devido a 32 . Misturadores e Agitadores de Hélice São agitadores em formato de hélice e medem geralmente menos de 1/4 do diâmetro do tanque de mistura. sendo a altura da mesma 1/6 a 1/10 deste comprimento. A velocidade do giro. A uma velocidade muito baixa. ou seja. Pode-se resolver este tipo de problema. Consiste em uma ou mais hélice fixas em um eixo giratório que cria uma corrente de agitação em todo o recipiente. são bastante efetivo em tanques grandes. Este estado de turbulência propicia um cisalhamento na interfase do produto misturado. Os misturadores de hélice de paletas giram normalmente a velocidade baixa. sem permitir que o produto circule junto com a hélice. e giram a uma grande velocidade (acima de 1000 rpm). com a instalação de placas defletoras fixas ao tanque de mistura para quebrar a formação do vórtice. Este vórtice poderá provocar arraste de ar que irá incorporar ao produto. a potência que pode ser absorvida pelo mesmo é muito limitada. o agitador produz um movimento suave ao produto e. entre 40 a 150 rpm. o comprimento das paletas é de 50 a 80% do diâmetro do tanque e. o que provocará uma boa homogeneização do produto. pode dar lugar a formação de um vórtice na superfície do produto. Este tipo de agitador relativamente pequeno. sendo cada vez mais profundo a medida que se aumenta a velocidade de rotação do agitador. A figura abaixo ilustra este tipo de misturador.

Em regra geral. quanto maior fôr a consistência (viscosidade) do alimento a ser misturado.natureza predominante longitudinal dos fluxos de corrente do produto. Veja um modelo de dispersos e o movimento por ele executado. Este tipo de batedor efetua o cisalhamento dos sólidos quebrando em partículas extremamente minúsculas. pois. extratos e massas é um processo bastante difícil. Modelo de Dispersor e Movimento do Produto Executado pelo mesmo MISTURADORES PARA ALIMENTOS DE GRANDE VISCOSIDADE A mistura de alimentos de grande viscosidade tais como molhos. formando certo ângulo com a vertical do tanque. como as hélices cortam e cisalham as substâncias do produto. sendo recomendado a sua instalação descentralizadas com o eixo. as suas propriedades físicas são muito diferentes e. maior será o diâmetro da hélice e menor a rotação da mesma. um misturador para xorope de açúcar por exemplo. 33 . são utilizados também para dispersar sólidos e nos preparos de emulsões. em muitos casos estas propriedades variam durante a operação de mistura. Muitos dos equipamentos de mistura são específicos para certos alimentos não podendo ser utilizados de uma forma genérica isto é. Os misturadores de hélice são bastante utilizados na mistura de produtos de pouca viscosidade. não pode ser utilizado para misturar molhos de tomate ou doce de leite. deixando um aspecto cremoso ao produto. as hélices não são muito efetiva se forem montadas no centro do tanque verticalmente. Os dispersores são batedores especiais utilizados para homogeneizar produtos pastosos.

onde funciona como resfriador ou também com injeção de vapor na camisa para aquecimento do produto. sendo que no geral estes batedores giram com velocidades diferentes. a fim de se obter um movimento vertical da mistura. Nas indústrias alimentícias. Misturador Batedor em formato de Z MISTURADORES PARA ALIMENTOS SÓLIDOS SECOS A mistura deste tipo de produto é bastante irregular. os alimentos a serem misturados se movem ao longo de uma trajetória planetária. Os misturadores batedores podem ser placas planas ou em forma de gancho. Este tipo de misturador pode ser dotado de camisa. Os batedores misturadores variam no formato conforme a sua aplicação. e sua aparência final é formar uma massa homogênea. a probabilidade de se obter uma distribuição ordenada das partículas é praticamente nula. açúcar. enquanto é efetuado a mistura. agitando e misturando todas as partes do recipiente fazendo com que as paletas do recipientes giratório se movam também. são bastante utilizados para mistura de alimentos que tenham em sua formulação farinhas. Misturador e batedor Planetária e os vários formatos de batedor Outro modelo de batedor misturador conhecido também para este fim de alimento. Pode-se também girar as paletas de mistura rente as paredes do recipiente. possui dois batedores em forma de " Z ". óleos. é o misturador horizontal que.MISTURADORES DE BANDEJA Neste tipo de misturador. Veja a figura abaixo que ilustra estes tipos de batedores. a mistura de certos produtos 34 .

afim de periodicamente ser verificado a granulometria da mistura. mais homogêneo será o produto final. Para tanto é dotado método de controle. ou seja: Duplo Cone. funciona girando e misturando o alimento. a forma e a densidade das partículas. Quanto mais próximas são as formas. transporte das partículas ou grupo de partículas de um ponto a outro. Movimento executado pelo misturador Duplo Cone 35 . acontece uma boa ação de rolagem dos sólidos e devido a variação da seção transversal do tanque obtém-se um bom fluxo transversal. como pode ser observado nas figuras a seguir: 1 2 3 Misturadores para alimentos sólidos secos (1)-Duplo Cone (2)-Em V (3)-Em Y Duplo Cone Este tipo de misturador corresponde a dois cones unidos por uma peque seção cilindrica. As formas dos misturadores rotativos. são variados. tamanho e densidade da mistura. a transmissão de partículas individuais de um ponto a outro. Com a rotação do mesmo. difusão que é. Podemos observar na figura o movimento executado pelo mesmo. pode resultar uma segregação devido a diferença em duas propriedades. em forma de Y e V. Este equipamento tende a superar a pequena ação de mistura na horizontal que o tambor rotaivo oferece. ou seja. Como conseqüência do movimento das partículas.deve ser tal que. Misturadores Rotativos Como o próprio nome diz. a mesma satisfaça os requisitos padronizados a cerca de sua formulação. A mistura de produtos sólidos se considera em geral como produzida por uma ou mais de três mecanismos básico: convecção. o tamanho. mais fácil é a operação de mistura dos componentes da formulação e. As propriedades de maior influência da mistura são.

Proporciona uma mistura não simétrica ao redor do seu eixo proporcionando uma ação de mistura muito efetiva para uma boa variedade de produtos. gelatinas. produtos alimentícios em pó (refrescos pó. As figuras abaixo. uma move-se lentamente o produto em uma direção e a outra move-se rapidamente o produto em direção contrária. são bastante utilizados nas industrias farmacêutica e na produção de alimentos em pó como gelatinas. 36 .Misturadores em "Y" e "V" Estes tipos de misturadores. refrescos em pó. etc. É formado por um canal horizontal com um eixo central e um agitador de cintas helicoidais. que é produzida pelas cintas agitadoras que trabalham em sentido contrário uma da outra levando e trazendo o produto. Estas cintas helicoidais são montadas de tal forma que as mesmas atuam em direções contraria sobre um único eixo ou seja. chocolate.). Misturadores Ribbon Blender É conhecido como misturador de cintas. e em forma de Y ou V. num movimento de vai e vem da mistura. etc. Estes misturadores de cintas são eficazes para mistura de produtos pastosos de densidade elevada e. flans. mostra os vários modelos de cintas de misturas usados nos Ribbon Blender. A mistura do produto é feita por "turbulência". podendo até chagar a ser misturado com boa eficiência 30. achocolatado. consiste de dois cilindros colocados em um angulo que forma a letra "Y" ou "V". A capacidade deste modelo de misturador é variado. o produto a ser misturado é introduzido no misturador e efetua-se a sua mistura até que o mesmo esteja completamente homogeneizado. Tanto misturadores duplo cone.000 litros e/ou kilos de produtos obtendo-se uma boa homogeneização do produto final. como mostra a figura a seguir: Movimentação do Produto dentro do Ribbon Blender Este tipo de misturador pode funcionar de forma contínua isto é.

são lançados para o centro do tanque que retornam para o fundo do recipiente. 37 . Possuem um ou mais elemento giratório de mistura. conhecido como rosca sem fim. Podem ser instalados no centro do tanque ou deslocado.Vários formatos de misturador utilizados em Ribbon Blender MISTURADOR E AGITADOR DE ROSCA São misturadores que são colocados em recipientes cilíndricos ou semicilindricos. reiniciando o processo de mistura novamente. Geralmente é utilizado para produtos líquidos ou molhos condimentado. A rosca empurra o produto para cima e quando atingem o topo da rosca. de densidade não muita elevada.

cremes para recheio. Na maioria das emulsificações dos líquidos.000 rpm e.000 a 15. a película protetora do agente emulsificante. para que não ocorra isto. esta agitação de emulsificação é o resultado entre a nova superfície criada e a tensão interfacial. que consiste de um elemento estático de forma tronco-cônico e outro rotativo com a mesma forma. o objetivo da emulsão é fazer com que o produto ganhe "corpo" isto é. Teoricamente. uma emulsificação sempre tende a formar pequenas gotas no líquido. a fim de superar a resistência e a criação de nova superfície emulsificado. submete-se a mistura a agitação violenta com o objetivo de provocar a quebra destas gotas grandes e obter uma mistura mais dispersa. deve-se empregar agitação sobre o sistema. gerando sobre um eixo horizontal. Em geral. São bastante utilizados em produtos de maionese. Para a obtenção da emulsão são empregados geralmente os moinhos coloidais. são utilizados água e óleo ou azeito. pois. se absorve e a interfase se forma e obtém uma emulsificação estável do líquido. para esta operação raramente se utilizando em separado. Para se obter uma emulsão. A passagem do produto emulsificado é feita através de aberturas que podem variar de 50 a 150 µm. 38 . pastas e patês em geral. onde ocorre a dispersão em forma de pequenas gotas na mistura. textura. A velocidade de rotação do moinho coloidal é da ordem de 3.Misturador de Rosca MISTURADORES TIPO EMULSIFICADOR A emulsão dos alimentos pode ser definida como a operação de líquidos que normalmente não são miscíveis uns ao outro. molhos cremosos a base de óleo. Se as condições forem adequadas.

para produtos de elevada viscosidade. 39 . As paredes das câmaras e as hélices de mistura e demais componentes metálicos que entram em contato com a resina devem ser cromadas para reduzir ao mímico a tendência de adesão de ingredientes da formulação Representação esquemática de um misturador intensivo utilizado na preparação de composto de PVC. O misturador tem em sua tampa aberturas pelas quais os aditivos podem ser inseridos conforme a seqüência de mistura desejada. capazes de fazê-las girar em altas velocidades. que consiste basicamente de uma câmara cilíndrica em cujo fundo são instalados hélices ou pás de mistura. MISTURA DE POLÍMEROS A mistura da resina plásticas com os aditivos devem ser realizadas em um misturador de alta velocidade. 13. As hélices são movimentadas por motores elétricos potentes.Tanque Homogeneizador e Moinho Coloidal Os moinhos coloidais são em geral mais eficientes do que os homogeneizadores de pressão. necessárias para efetiva agitação do sistema e mistura dos componentes.

todos foram adicionados no misturador no inicio da mistura em alta velocidade até a temperatura de 120ºC. Representação esquemática de um misturador intensivo/resfriador vertical utilizado na preparação de composto de PVC. 40 . o composto plástico deve ser descarregado no resfriador e onde o composto ficou homogeneizando até temperatura em torno de 60 .70ºC.Realizado a pesagem de todos os aditivos (resina. estabilizante. O resfriamento foi realizado em um resfriador vertical com encamisamento para circulação de água gelada. revestindo por completo as partículas de resina. A figura abaixo mostra esquematicamente o misturador mencionado. condição essa necessária para que os componentes da formulação sofram fusão. modificador de impacto). auxiliar de fluxo. para a troca de calor mais eficiente entre o composto e a parede do resfriador. lubrificante. Na seqüência do processo.

"Problemas em sistemas particulados". Operações unitárias. MISTURA DE BORRACHA Um dos equipamentos mais utilizados para a mistura de borracha são os cilindros abertos ou calandras. I. Quando os materiais de borracha são adicionados seguem algumas orientações: 15. 1980.N. Rio de Janeiro: LTC.J. 4.A. R. São Paulo: E. et al.A. c1984. Blucher. ed. III e IV. Bibliografia Complementar MASSARANI. Vol. GOMIDE. SHREVE. Manual de Operações Unitárias. São Paulo: Ed. A. Hemus.14. G. II. A. 2000. 2004. MACINTYRE. Rio de Janeiro: LTC. Indústrias de Processos Químicos. BRINK. D. Rio de Janeiro: Editora Guanabara Dois. Bibliografia Básica BIBLIOGRAFIA FOUST. BLACKADDER. 3ed. J. 41 . 1997. Equipamentos industriais e de processo.S.. São Paulo: do autor. 1ed. Princípios das Operações Unitárias. R.

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