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2 COMPONENTES DO EQUIPAMENTO DE TOMOGRAFIA

Os vários componentes dos equipamentos de tomografia computadorizada são apresentados a seguir:

A.

GANTRY

Trata-se da estrutura principal do equipamento de tomografia, pois em seu interior (Figura 14) encontram-se: tubo de raios X, sistemas elétricos que possibilitam a geração da radiação e o conjunto de detectores (Figura 15). Na parte externa, localizam-se os comandos (Figura 16) para movimentar a mesa e inclinar o próprio gantry em aplicações específicas, além do sistema laser para alinhamento do paciente, que permite o correto posicionamento em relação ao isocentro do equipamento no plano x-y (axial ou transversal), o plano x-z (coronal) e o plano y-z (sagital) 3,8 .

Conjunto de detectores
Conjunto de
detectores

Figura 14

Interior do gantry de um equipamento Philips, modelo Brilliance

Colimador

pré-paciente

Cúpula com tubo de raios X

1

Figura 15 Figura 16 Ilustração que representa o gantry e seus componentes internos e externos

Figura 15

Figura 16

Ilustração que representa o gantry e seus componentes internos e externos com a identificação dos planos considerando o sistema de alinhamento laser

(a)
(a)
dos planos considerando o sistema de alinhamento laser (a) Painel de comando do Philips, modelo Brilliance

Painel de comando do Philips, modelo Brilliance 64 (a) e do Philips iCT (b) para movimentar a mesa e o gantry

modelo Brilliance

B. GERADOR: BAIXA E ALTA FREQUÊNCIA

Os primeiros equipamentos de tomografia operavam com geradores trifásicos de baixa frequência (60 Hz) que se conectavam ao tubo de raios X por meio de longos cabos de alta tensão, pois ficavam localizados fora do gantry (Figura 17a). Esses cabos impediam que o tubo girasse continuamente sem antes retroceder e então executar a próxima aquisição axial, que era realizada fatia por fatia (sistemas não helicoidais).

Os circuitos atuais são de alta frequência (3000 Hz) e funcionam transformando a

baixa tensão de entrada da rede elétrica em alta tensão que alimenta o tubo de raios

X

para produção da radiação. Por serem pequenos, todos os circuitos que compõem

o

gerador ficam dentro do gantry e giram ao redor do paciente (Figura 17b). Nestes

geradores, aplica-se a tecnologia dos anéis deslizantes (slip rings) que permitem a rotação contínua do conjunto fonte-detector enquanto a mesa com o paciente de desloca pelo gantry.

(b)
(b)

Figura 17 Equipamento de 3ª geração, utilizando cabos de alta tensão entre tubo de raios X e gerador, o que obrigava o conjunto a retroceder a cada rotação do gantry (a) e Equipamento helicoidal com a tecnologia dos anéis deslizantes (b)

C. TUBO DE RAIOS X

O funcionamento de um tubo de raios X utilizado na tomografia computadorizada segue os mesmos princípios de um tubo da radiologia convencional. Ele é composto pelo catodo e anodo inseridos em um invólucro de vidro a vácuo. Devido às

necessidades da tomografia helicoidal e de multidectetores, que permitem a aquisição de imagem de grandes extensões do corpo de forma contínua por tempos de até 60

s de irradiação com altas correntes, estes tubos necessitam de uma

capacidade térmica maior, tanto no armazenamento, quanto na dispersão do calor produzido no processo de geração dos raios X 6,8 .

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Os tubos convencionais de vidro (borosilicato) que garantiam o bom isolamento térmico e elétrico deram lugar a tubos com revestimento metálicos e isolantes cerâmicos entre o anodo e catodo. Com isso, anodos mais espessos e maiores - diâmetro de 200 mm comparados aos 120 mm dos anodos convencionais - foram construídos melhorando a relação de troca de calor. Outra inovação foi a utilização de novos materiais para o anodo, a antiga composição possuía um base de titânio, zircônio e molibdênio, com uma pista de ponto focal contendo 10% de rênio e 90% de tungstênio. Porém, todo este conjunto era muito pesado e foi substituído por uma base de grafite, que tem uma capacidade dez vezes maior que o tungstênio para dissipar o calor e por ser mais leve, pode ser utilizado na tomografia helicoidal, a pista do ponto focal permaneceu a mesma. A capacidade térmica de um tubo de raios X para tomografia é da ordem de 8 MHU e a taxa de dissipação é de 1 MHU/min. A vida útil de um tubo com essa tecnologia pode variar de 10 mil a 40 mil horas, dependendo dos cuidados com sua utilização, enquanto os tubos convencionais duram aproximadamente mil horas 4,6,8 .

duram aproximadamente mil horas 4 , 6 , 8 . D. F ILTROS Assim como em

D.

FILTROS

Assim como em radiologia convencional, o feixe de raios X na tomografia é policromático ou polienergético, isto é, a radiação emitida pelo tubo é composta por fótons (pacotes de energias) de várias energias, conhecido como espectro (Figura 18). O significado disto é o seguinte: considere um sistema que tenha sido acionado com 120 kV de tensão, isto produzirá fótons com energias entre 0 e 120 keV em uma distribuição contínua da radiação (radiação de freamento - bremsstralung). Para garantir que as imagens sejam reconstruídas de forma adequada, é necessário “uniformizar” os feixes provenientes do feixe e que interceptarão o paciente e depois atingirão os detectores para formação da imagem.

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Figura 18 Espectro de radiação X gerado para 120 kV Assim, os fabricantes utilizam um

Figura 18

Espectro de radiação X gerado para 120 kV

Assim, os fabricantes utilizam um filtro com formato geométrico semelhante a uma gravata borboleta (bow tie filter) posicionado entre o tubo e o paciente (Figura 19). A geometria deste filtro consiste em ser mais espesso nas extremidades que na região central para poder compensar o formato elíptico o corpo humano. Com isso, as regiões centrais do corpo, que são mais espessas, recebem uma quantidade maior de radiação que as regiões periféricas (mais finas) e o fluxo de radiação que atingirá os detectores será mais uniforme.

Quando um feixe de radiação é interceptado por um filtro, o feixe é atenuado, acontecendo alguns fenômenos; vamos considerar três situações:

1. Fótons de baixa energia são absorvidos pelo filtro, e, portanto, não contribuirão com a dose no paciente

2. Fótons de energia intermediária interagem com o filtro e são reemitidos com energias diferentes; depois atingirão o paciente e sofrerão interações com ele, e atingindo os detectores para formar a imagem deste paciente.

3. Fótons mais energéticos atravessam o filtro e podem interagir com o paciente da mesma maneira explicada no item 2.

Como os filtros alteram os fótons que compõem o feixe de radiação X, um dos

de

resultados observados é tornar este feixe mais penetrante, isto é, capaz

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atravessar espessuras maiores ou com de maior densidade do corpo do paciente (Figura 19). O termo adotado para este efeito é endurecimento do feixe. Novamente, cabe lembrar que isto favorece o paciente, pois reduz a dose de radiação eliminando os fótons de baixa energia que seriam absorvidos por ele antes de atingir com os detectores. Porém, verificou-se nas primeiras gerações de equipamentos, que estes filtros causavam artefatos provenientes do endurecimento do feixe, ou seja, o sistema detector não conseguia responder adequadamente a esse efeito na varredura de objetos circulares. Atualmente, os equipamentos de tomografia possuem recursos em seus softwares de reconstrução das imagens que minimizam tal artefato.

de reconstrução das imagens que minimizam tal artefato. Figura 19 Princípio de funcionamento para dois modelos

Figura 19

Princípio de funcionamento para dois modelos do filtro tipo gravata borboleta

E.

COLIMADORES

Nos equipamentos de tomografia existem dois tipos de colimadores:

de tomografia existem dois tipos de colimadores: Pré-paciente: fica posicionado entre o tubo de raios X

Pré-paciente: fica posicionado entre o tubo de raios X e o paciente, interceptando o feixe de raios X; tem a mesma função do colimador da

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radiologia convencional, reduzir a dose no paciente e melhorar a qualidade da imagem. Nos equipamentos com uma fileira detectora têm, ainda, a função de definir a espessura do corte tomográfico.

Pós-paciente (pré-detector): tem a finalidade de minimizar a radiação espalhada pelo paciente. tem a finalidade de minimizar a radiação espalhada pelo paciente.

F. TIPOS DE DETECTORES

Após interagir com o paciente, os fótons de radiação sensibilizarão os detectores no equipamento de tomografia e serão quantificados e processados por um sistema eletrônico associado a estes detectores. Queremos apresentar algumas características importantes dos detectores e descrever alguns tipos utilizados em tomografia computadorizada. Para isso, começaremos falando algumas destas

características intrínsecas 10 :

Estabilidade: é a constância ou consistência com a qual um detector responde. Nos processos de interação é a constância ou consistência com a qual um detector responde. Nos processos de interação da radiação com os detectores, serão necessárias calibrações frequentemente se não houver estabilidade do sistema;

Eficiência: é a capacidade que um sistema detector tem para capturar, absorver e converter os : é a capacidade que um sistema detector tem para capturar, absorver e converter os fótons de raios X em sinais elétricos;

Faixa dinâmica: descreve a razão entre o maior e o menor sinal capaz de ser medido : descreve a razão entre o maior e o menor sinal capaz de ser medido pelo sistema detector, por exemplo, em tomografia esta razão é de 1 milhão para 1, o que significa que estes detectores são capazes de diferenciar sinais de 1 mA e de 1 nA.

Tempo de resposta: refere-se à rapidez com a qual o detector consegue diferenciar dois eventos (duas interações) : refere-se à rapidez com a qual o detector consegue diferenciar dois eventos (duas interações) da radiação de forma distinta, isto é perceber uma interação, quantificá-la e se recuperar para um novo processo. Esses tempos são necessariamente muito curtos (milissegundos) para evitar problemas de emissão pós-luminescência e empilhamento

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São dois os tipos de detectores associados aos equipamentos de tomografia

computadorizada: detectores à gás e detectores cintiladores. O primeiro tipo foi

utilizado na terceira geração dos equipamentos de tomografia, mas atualmente não

são mais encontrados. Resumidamente, os detectores a gás convertem a radiação

incidente diretamente em sinais elétricos, enquanto que os cintiladores convertem a

radiação em luz e depois esta luz é convertida em sinal elétrico (Figura 20) 10 .

(a) (b)
(a)
(b)

Figura 20

Dois tipos de detectores: (a) detector cintilador que converte a radiação em luz e depois

em

sinal elétrico e (b) câmara de ionização (gás) que convertem a radiação diretamente sinal elétrico

em

Conhecendo um pouco mais sobre os tipos de detectores 10 :

um pouco mais sobre os tipos de detectores 1 0 : Detectores a gás : utilizados

Detectores a gás: utilizados na 3 a geração de equipamentos de tomografia,

compostos por câmaras individuais, preenchidas com gás xenônio,

altamente pressurizado (30 atmosferas). Sua configuração básica pode ser

observada na Figura 21, consistindo de câmaras de ionização separadas

por finas placas de tungstênio, que funcionavam

com placas coletoras dos íons gerados no processo de interação da

radiação com os átomo de xenônio da cavidade 1,10 . Uma tensão de polarização (bias) correta precisava ser aplicada ao conjunto detector para

garantir que as placas coletassem os elétrons (e - ) e íons positivos de

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xenônio (Xe + ) - Figura 21. Geralmente, esta tensão era mantida em 500 V, de forma que se minimiza a possibilidade de recombinação destes pares de íons, garantido que a quantidade de ionização fosse linearmente proporcional à quantidade de energia absorvida pelos fótons de raios X. Uma das maneiras de se avaliar o desempenho de um detector é a verificação de quantos fótons de raios X incidentes são atenuados ou detectados pelo conjunto de detectores; este parâmetro é chamado de Eficiência Quântica Detectável (do inglês: Detective Quantum Efficiency). Sob este aspecto, os detectores a gás apresentavam uma baixa eficiência devido à baixa densidade do gás xenônio - alguns fótons de raios X passavam pelo detector sem interagir com ele e, portanto, não eram contados. Assim, constatou-se que uma eficiência de apenas 50 % a 60 % neste tipo de detector, isto é, apenas metade dos fótons que atingiam o conjunto detector interagia por meio da ionização do gás no interior da cavidade.

por meio da ionização do gás no interior da cavidade. Figura 21 Funcionamento de um detector

Figura 21

Funcionamento de um detector a gás ilustrando antes e depois da irradiação

um detector a gás ilustrando antes e depois da irradiação Detectores cintiladores : a configuração de

Detectores cintiladores: a configuração de um sistema deste tipo consiste em um material cintilador como o tungstato de cádmio (CdWO 4 ) coberto por um material refletor e acoplado a fotodiodos (Figura 22). Ao atingirem o material cintilador os fótons de raios X são convertidos em fótons de luz

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por meio de interações fotoelétricas, podem ocorrer dois fenômenos que precisam ser entendidos: emissão primária (devido ao decaimento intrínseco do emissor) e a emissão pós-luminescência; o segundo processo compete com a cintilação e diminui a eficiência de detecção. Assim, ao longo do desenvolvimento dos equipamentos de tomografia, vários materiais foram estudados com a finalidade de encontrar-se um tipo de cintilador onde tais efeitos não fossem significativos e atendessem propriedades relacionadas à qualidade de imagem que serão explicadas posteriormente. Outro item importante no processo de detecção deste sistema é o material refletor. Seu papel é o de direcionar os fótons de luz, que foram gerados em todas as direções na interação da radiação com o material cintilador, para o fotodiodo; porém, como ocorrerão várias reflexões e absorções no cintilador, apenas uma parte destes fótons de luz será utilizada na produção dos sinais elétricos 10 . Analisando a Eficiência Quântica Detectável (do inglês: detective quantum efficiency - DQE) dos detectores cintiladores encontram-se níveis entre 98 % e 99,5 %.

dos detectores cintiladores encontram-se níveis entre 98 % e 99,5 %. Figura 22 Funcionamento de um

Figura 22

Funcionamento de um detector cintilador

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Para facilitar a compreensão relativa à eficiência destes tipos de detectores, veja a Figura 23 que ilustra a diferença de Eficiência Quântica Detectável entre ambos. Vamos dizer que temos 10 fótons de radiação incidindo sobre ambos os tipos de detectores. Na Figura 23a, o detector tipo cintilador será capaz de detectar, pelo menos, 90 % dos fótons incidentes e na Figura 23b, o detector a gás apresentará uma eficiência de detecção de apenas 50 %.

apresentará uma eficiência de detecção de apenas 50 %. Figura 23 Comparação da eficiência quântica de

Figura 23

Comparação da eficiência quântica de detecção entre detectores cintiladores e detectores a gás

G. CONTROLE AUTOMÁTICO DE EXPOSIÇÃO

Pensando em prover maneiras de diminuir a dose de radiação nos exames de tomografia, os fabricantes desenvolveram um sistema capaz de ajustar o valor da

corrente (mA) dependendo do 11 :

Tamanho do paciente;de ajustar o valor da corrente (mA) dependendo do 1 1 : Tipo de material (tecido);

Tipo de material (tecido); ecorrente (mA) dependendo do 1 1 : Tamanho do paciente; Ângulo de irradiação, porém garantido que

Ângulo de irradiação, porém garantido que a qualidade da imagem fosse preservada.1 1 : Tamanho do paciente; Tipo de material (tecido); e Para se garantir uma boa

Para se garantir uma boa qualidade de imagem, é esperado que uma quantidade suficiente de fótons, chegue ao sistema detector, e tal quantidade depende das interações dos fótons com o paciente. Portanto, espessuras maiores atenuam mais fótons que espessuras menores e assim, uma menor quantidade de fótons chegam

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ao detector. Com este conceito podemos concluir que um paciente pequeno pode ser irradiado com uma corrente menor que um paciente grande consequentemente; reduzindo a dose nestes pacientes (Figura 24).

reduzindo a dose nestes pacientes (Figura 24). Figura 24 Modos de operação do controle automático de

Figura 24

Modos de operação do controle automático de exposição nos equipamentos de tomografia computadorizada: tamanho de paciente

Outro conceito diz respeito à densidade do material (tecido) que está sendo irradiado. Sabemos que o ar dentro dos pulmões é menos denso que os ossos, produzindo as imagens escuras (pouco atenuadas pelo ar) e as imagens claras (muito atenuadas nos ossos), respectivamente. Por meio do topograma (scout), o equipamento de tomografia registra a posição de cada região anatômica sob estudo associada à posição da mesa (eixo z), considerando os níveis de atenuação em cada uma delas, durante a realização da aquisição das imagens para o exame, o equipamento diminui o valor da corrente de irradiação quando passa por regiões de menor atenuação e, consequentemente, aumenta a corrente quando se trata de tecidos mais densos (Figura 25).

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Figura 25 Modos de operação do controle automático de exposição nos equipamentos de tomografia computadorizada:

Figura 25

Modos de operação do controle automático de exposição nos equipamentos de tomografia computadorizada: posição no eixo z

Há ainda uma terceira maneira de se controlar as alterações da corrente de irradiação. Também utilizando o topograma, agora com duas direções de aquisição, uma anteroposterior (AP) e outra lateral (LAT), verifica-se a espessura do paciente em cada ângulo de irradiação (Figura 26). Quando o conjunto fonte-detector está na posição

0 o , o equipamento irradia com menor corrente, pois os fótons precisam atravessar uma

espessura menor daquele paciente, já quando está na posição 90 o irradia com uma corrente maior, devido a maior espessura do paciente (Figura 27)

maior, devido a maior espessura do paciente (Figura 27) Figura 26 Diagrama do topograma para varredura

Figura 26

Diagrama do topograma para varredura do paciente com o tubo de raios X em 0 o para vista AP do paciente (a) e com o tubo de raios X em 90 o para vista LAT (b)

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Figura 27 Modos de operação do controle automático de exposição nos equipamentos de tomografia computadorizada:

Figura 27

Modos de operação do controle automático de exposição nos equipamentos de tomografia computadorizada: variação angular

Na prática, os fabricantes disponibilizam estes recursos de forma combinada, por exemplo: pode-se corrigir o valor da corrente considerando a posição da mesa no eixo z e os ângulos de irradiação. Vejamos na Tabela 1 como estes recursos estão disponíveis nos equipamentos de quatro principais fabricantes:

Tabela 1

Controle automático de exposição dos quatro principais fabricantes de tomografia

 

Tamanho

Fabricante

do paciente

Eixo z

Variação angular

GE

Auto mA

Smart mA

Philips

DoseRight ACS

DoseRight ZDOM

DoseRight DDOM

Siemens

 

CARE Dose 4D

Toshiba

SURE Exposure

3D

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H. COMANDO DO EQUIPAMENTO

O equipamento de tomografia é controlado por um micro computador que contém os

softwares e hardwares necessários para selecionar todos os parâmetros elétricos, permite a seleção de posicionamento do paciente, registro do exame e envio das imagens adquiridas para posterior avaliação dos radiologistas.

Como funciona o comando de um equipamento de tomografia?

O primeiro passo é selecionar um novo paciente, registrá-lo no sistema colocando os

dados pessoais como: Nome, sexo, idade e peso. Veja a Figura 28:

Nome do paciente Sexo Idade Peso
Nome do paciente
Sexo
Idade
Peso

Figura 28

Tela inicial de exame no equipamento de tomografia computadorizada, exemplo do equipamento GE Discovery CT 750 HD

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Em seguida, de acordo com o pedido médico, selecionamos no “menu” do equipamento a região anatômica onde será realizado o exame. Geralmente, os fabricantes disponibilizam essas informações utilizando uma figura anatômica de corpo inteiro (Figura 29) e ao selecionarmos a região de interesse, abre-se uma nova janela onde configuramos os detalhes para execução do exame.

Na Figura 29, apresentamos a seleção de um exame da região no tórax, por exemplo. Quando selecionado na figura anatômica, outra janela se abre apresentando os diferentes protocolos configurados naquele tomógrafo. Outra maneira é por meio de uma tecla de atalho para um exame de rotina no tórax, também já pré-definido.

um exame de rotina no tórax, também já pré-definido. Figura 29 Tela em que é selecionado

Figura 29

Tela em que é selecionado o protocolo de exame do equipamento GE Discovery CT 750 HD

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A próxima etapa é a configuração topograma (scout) conforme exemplo da Figura

30:

- Posição do paciente: supino, decúbito, pé primeiro, cabeça primeiro;

- Plano do topograma: 0 o (vista anteroposterior do paciente) ou 90 o (vista lateral do paciente)

- Tensão e corrente

- Posição da mesa de exames para início e final da aquisição da imagem

mesa de exames para início e final da aquisição da imagem Figura 30 Tela do topograma

Figura 30

Tela do topograma do equipamento GE Discovery CT 750 HD

O resultado deste procedimento será uma imagem semelhante à Figura 31, que

mostra um topograma da região entre o tórax e o abdômen. As linhas em azul mostram

a seleção da região anatômica onde se deseja adquirir a imagens tomográficas.

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Figura 31 Imagem do topograma de um exame de abdômen ; as linhas delimitam a

Figura 31

Imagem do topograma de um exame de abdômen; as linhas delimitam a varredura do exame

extensão de

Uma vez que definimos a região de varredura, prosseguimos para a próxima tela de exame, onde selecionamos: as técnicas radiográficas, os dados de aquisição e os dados de reconstrução das imagens, conforme descrito na Tabela 2 para um exame típico. Existem ainda procedimentos específicos que exigem a escolha e configuração de protocolos em outros níveis, mas isto depende dos recursos disponíveis nos equipamentos de tomografia de acordo com cada fabricante.

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Tabela 2

Parâmetros radiográficos: aquisição e reconstrução de imagens em um típico de tomografia

exame

Radiográficos

Dados de aquisição

Reconstrução

Tensão (kVp)

Axial ou Helicoidal

Filtro

Corrente (mA)

Colimação no detector

Largura e níveis das tonalidades de cinza

Tempo rotação (s)

Pitch ou velocidade da mesa

Espessura de corte da reconstrução

Abertura do feixe de RX

Espessura de corte

Incremento ou intervalo da reconstrução

Inclinação do grantry

Incremento ou intervalo

Tamanho do campo de visualização

O equipamento está pronto para iniciar a irradiação do paciente e aquisição das imagens. A visualização prévia das primeiras imagens pode ser observada na Figura 32. A partir destas imagens é possível reconstruir as vistas sagital e coronal, variando-se a espessura de corte de reconstrução, bem como associando-se outros filtros de reconstrução.

bem como associando-se outros filtros de reconstrução. Figura 32 tomografia Imagem de um exame típico de

Figura 32

tomografia

Imagem de um exame típico de abdômen na tela do computador do equipamento de

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