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Como montar uma criação de abelhas EMPREENDEDORISMO Especialistas em pequenos negócios sebrae.com.br

Como montar uma criação de abelhas

Como montar uma criação de abelhas EMPREENDEDORISMO Especialistas em pequenos negócios sebrae.com.br

EMPREENDEDORISMO

Especialistas em pequenos negócios / 0800 570 0800 / sebrae.com.br

Expediente Presidente do Conselho Deliberativo Robson Braga de Andrade – Presidente do CDN Diretor-Presidente Guilherme Afif

Expediente

Presidente do Conselho Deliberativo

Robson Braga de Andrade – Presidente do CDN

Diretor-Presidente

Guilherme Afif Domingos

Diretora Técnica

Heloísa Regina Guimarães de Menezes

Diretor de Administração e Finanças

Vinícius Lages

Unidade de Capacitação Empresarial e Cultura Empreendedora

Mirela Malvestiti

Coordenação

Luciana Rodrigues Macedo

Autor

Lauri Tadeu Corrêa Martins

Projeto Gráfico

Staff Art Marketing e Comunicação Ltda.

www.staffart.com.br

Apresentação / Apresentação / Mercado / Localização / Exigências Legais e Específicas / Estrutura /

Canais de Distribuição / Investimento / Capital de Giro / Custos / Diversificação/Agregação de Valor /

Pessoal / Equipamentos / Matéria Prima/Mercadoria / Organização do Processo Produtivo / Automação /

Divulgação / Informações Fiscais e Tributárias / Eventos / Entidades em Geral / Normas Técnicas /

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Apresentação / Apresentação / Mercado / Localização / Exigências Legais e Específicas / Estrutura / Canais

Sumário

Apresentação

  • 1. ........................................................................................................................................

Mercado

  • 2. ................................................................................................................................................

Localização

  • 3. ...........................................................................................................................................

  • 4. Exigências Legais e Específicas

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Estrutura

  • 5. ...............................................................................................................................................

Pessoal

  • 6. .................................................................................................................................................

Equipamentos

  • 7. .......................................................................................................................................

  • 8. Matéria Prima/Mercadoria

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  • 9. Organização do Processo Produtivo

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Automação

  • 10. ..........................................................................................................................................

  • 11. Canais de Distribuição

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Investimento

  • 12. ........................................................................................................................................

Capital de Giro

  • 13. ....................................................................................................................................

Custos

  • 14. .................................................................................................................................................

  • 15. Diversificação/Agregação de Valor

.....................................................................................................

Divulgação

  • 16. ..........................................................................................................................................

  • 17. Informações Fiscais e Tributárias

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  • 18. Eventos ...............................................................................................................................................

  • 19. Entidades em Geral

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Normas Técnicas

  • 20. ................................................................................................................................

Glossário

  • 21. .............................................................................................................................................

  • 22. Dicas de Negócio ................................................................................................................................

  • 23. Características ....................................................................................................................................

  • 24. Bibliografia ..........................................................................................................................................

  • 25. Fonte ...................................................................................................................................................

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Sumário

Soluções Sebrae

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Sites Úteis

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URL

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Apresentação / Apresentação

1. Apresentação

A apicultura produz mel, cera, própolis, geleia real, contribui para a polinização e pode ser praticada em pequena escala.

Aviso: Antes de conhecer este negócio, vale ressaltar que os tópicos a seguir não fazem parte de um Plano de Negócio e sim do perfil do ambiente no qual o empreendedor irá vislumbrar uma oportunidade de negócio como a descrita a seguir. O objetivo de todos os tópicos a seguir é desmistificar e dar uma visão geral de como um negócio se posiciona no mercado. Quais as variáveis que mais afetam este tipo de negócio? Como se comportam essas variáveis de mercado? Como levantar as informações necessárias para se tomar a iniciativa de empreender?

A criação de abelhas (apicultura) é um negócio que proporciona aos consumidores o contato com produto natural de alto valor nutritivo, com sabor natural e proveniente da vida silvestre, contribuindo para a qualidade de vida. A apicultura é parte da zootecnia dedicada ao estudo e à criação de abelhas com o objetivo de produzir mel, cera, própolis, geleia real, apitoxina e contribuir para a polinização. É uma atividade que pode ser praticada em pequena escala como hobby, assim como pode constituir-se em negócio grande e lucrativo.

O padre Antônio Carneiro introduziu a apicultura no Brasil em 1839, quando trouxe ao Rio de Janeiro algumas colônias de abelhas da espécie Apis mellifera da região do Porto, de Portugal. Outras raças de Apis mellifera foram introduzidas posteriormente, principalmente nas regiões Sul e Sudeste, por imigrantes europeus.

Em 1956, o setor teve um novo impulso, quando alguns enxames de abelhas africanas escaparam de um apiário experimental em São Paulo e passaram a cruzar com as de raça europeia, formando um híbrido natural chamado de abelha africanizada. Inicialmente, a agressividade dessas abelhas causou um grande problema no manejo dos apiários e muitos apicultores abandonaram a atividade. Somente após o

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Apresentação / Apresentação / Mercado

desenvolvimento de técnicas adequadas, ocorrido na década de 1970, a apicultura passou a crescer e se expandiu para as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Recentemente, o setor tem se profissionalizado, e em função disso, o país tem se mostrado um solo fértil para a atividade.

Assim como para criar qualquer animal, é preciso conhecer as abelhas. No entanto, quando se fala em criar abelhas, não se trata do indivíduo, mas sim de uma população de até 100 mil indivíduos em uma única colônia. Diante disso, é necessário compreender o comportamento social das abelhas, sua dinâmica populacional, sua biologia e estar sempre se atualizando nas técnicas de manejo e produção.

Por fim, as campanhas para o consumo de alimentos saudáveis e nutritivos contribuem para a demanda por esses produtos oriundos da apicultura. Mais informações podem ser obtidas por meio da elaboração de um plano de negócios. Para a construção deste plano, consulte o Sebrae mais próximo.

2. Mercado

O Brasil apresenta características especiais de flora e clima que, aliados à presença da abelha africanizada, lhe conferem um potencial fabuloso para a atividade apícola, ainda pouco explorado. Segundo o Banco do Nordeste, o Nordeste é uma das duas regiões do planeta com as melhores condições para produzir mel orgânico. Além das características ambientais, a abelha africanizada é mais resistente às doenças, e, portanto, facilitam o manejo orgânico, por não precisarem de medicação. Há, no entanto, que se atentar para o custo do manejo orgânico (perda de produtividade comparada à apicultura convencional, menor durabilidade dos equipamentos que não podem ser pintados) para que o produtor esteja ciente desses custos e defina seu modelo de apicultura.

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Apresentação / Apresentação / Mercado

A produção de mel obtida de floradas silvestres está se tornando cada vez mais escassa no mundo. Por esse motivo, atualmente, a exploração da apicultura está cada vez mais dependente das culturas agrícolas que, na maioria dos sistemas produtivos, utilizam os agroquímicos de maneira inadequada. Essa situação prejudica a qualidade do mel e dos demais produtos apícolas, pois ocasiona a contaminação da produção com resíduos que podem ser tóxicos para as abelhas e para o homem.

No Brasil, as floradas silvestres continuam abundantes e muito importantes para o setor apícola, graças às vastas áreas disponíveis, o que dá ao país um potencial muito grande em termos de aumento de sua produção, pelo menos, para as próximas décadas.

A produtividade brasileira ainda é pequena, quando comparada com a produção internacional. A baixa produtividade dos apiários brasileiros se explica pela pouca utilização de recursos tecnológicos na produção. Estima-se que a produtividade da atividade no Brasil seja de 15 kg de mel por colmeia, ao ano, enquanto outros países atingem produtividade de 50 a 100 kg.

Segundo a Abemel, Associação dos Exportadores de Mel, as exportações de mel ultrapassaram o valor de US$ 81 milhões, com mais de 22 mil toneladas vendidas. Os principais países compradores são os Estados Unidos, a Alemanha e o Reino Unido. Atualmente, o mercado de mel está extremamente favorável ao produtor. Em média, está sendo pago ao produtor no atacado algo entre R$ 8,00 e R$ 10,00.

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Apresentação / Apresentação / Mercado / Localização

A apicultura é uma atividade de risco, como qualquer negócio. No entanto, é uma atividade extremamente lucrativa caso gerenciada de forma profissional e com a correta aplicação do manejo. Recomenda-se que antes de iniciar uma produção apícola em escala, o candidato a produtor faça um curso de apicultura, se capacite e inicie com duas a quatro colmeias. Desse modo, o apicultor aprende a lidar com abelhas primeiro, e depois começa a expandir seu negócio. É importante desde o primeiro momento que o apicultor identifique na região a associação ou cooperativa apícola para que tenha apoio, tanto no sentido associativo, quanto no sentido de tecnologia, informação e acesso a equipamentos e insumos específicos, que dificilmente são encontrados em lojas convencionais.

3. Localização

Para se criar abelhas africanizadas, é indispensável a localização do apiário em área na zona rural, podendo ser própria ou arrendada. A instalação da área para a criação de abelhas deverá levar em consideração fatores que proporcionem uma maior produtividade. A área deve ser preferencialmente seca, onde não haja ventos fortes, bem ensolarada, distante de pessoas e/ou animais de criação (como vaca ou cabra); e de fácil acesso de carro, onde se possa estacionar próximo às colmeias.

As abelhas se distanciam da colmeia em busca do néctar nas flores, em um raio de aproximadamente três quilômetros. Em função disso, é recomendável não instalar outro apiário em distância inferior a esta, sob risco de sobreposição de área e competição entre as colmeias, reduzindo sua eficiência produtiva.

Deve haver água limpa e disponível próxima ao apiário, pois a água é usada pelas abelhas para refrigerar as colmeias em dias de sol. Quanto maior a distância da água em relação ao apiário, maior o desgaste das abelhas e o impacto negativo sobre a produção.

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4. Exigências Legais e Específicas

A atividade da apicultura é classificada como atividade de produtor rural. O apicultor deve atender à legislação sanitária correspondente, a cargo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Não é exigida autorização especial para a instalação de apiário, uma vez que é uma atividade de baixíssimo impacto.

Os requisitos para a criação de abelhas são apenas sanitários, durante o processamento do mel, para garantir que não haja contaminação. Na grande maioria dos casos, um único apicultor não viabiliza uma casa de mel (onde se faz a extração) ou um entreposto (onde se faz o processamento). Desse modo, sugere-se que o candidato a apicultor procure uma associação ou cooperativa para que possa processar seu mel em um estabelecimento coletivo.

A legislação referente ao processamento de mel está disposta no Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal (RIISPOA). O Sebrae apresenta ainda normas técnicas construídas em parceria com a ABNT para diversas atividades dentro da apicultura, que servem como um bom guia dos procedimentos adequados a serem realizados. Para o processamento, as exigências são as mesmas para abrir uma empresa comum, acrescida da legislação sanitária cabível.

Para legalizar a empresa, é necessário procurar os órgãos responsáveis para as devidas inscrições. As etapas do registro são:

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Registro de empresa nos seguintes órgãos:

Junta Comercial;

Secretaria da Receita Federal (CNPJ);

Secretaria Estadual da Fazenda;

Prefeitura do Município para obter o alvará de funcionamento;

Enquadramento na Entidade Sindical Patronal (a empresa ficará obrigada ao recolhimento anual da Contribuição Sindical Patronal);

Cadastramento na Caixa Econômica Federal no sistema “Conectividade Social – INSS/FGTS”;

Corpo de Bombeiros Militar.

Visita à Prefeitura da cidade onde pretende montar a sua indústria (quando for o caso) para fazer a consulta de local;

Obtenção do alvará de licença sanitária – adequar às instalações de acordo com o Código Sanitário (especificações legais sobre as condições físicas). Em âmbito federal, a fiscalização cabe a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, já a estadual e

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municipal ficam a cargo das Secretarias Estadual e Municipal de Saúde (quando for o caso);

Preparar e enviar o requerimento ao Chefe do DFA/SIV do seu Estado para, solicitando a vistoria das instalações e equipamentos;

Registro do produto (quando for o caso).

As principais exigências legais aplicáveis a este segmento são:

A Lei nº 1.283, de 18/10/50;

A regulamentação do Mercosul;

O Decreto 30.691 trata da Regulamentação da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal e determina: “Art. 8 - Entende-se por estabelecimento de produtos de origem animal, para efeito do presente Regulamento, qualquer instalação ou local nos quais são abatidos ou industrializados animais produtores de carnes, bem como onde são recebidos, manipulados, elaborados, transformados, preparados, conservados, armazenados, depositados, acondicionados, embalados e rotulados com finalidade industrial ou comercial, a carne e seus derivados, a caça e seus derivados, o pescado e seus derivados, o leite e seus derivados, o ovo e seus derivados, o mel e a cera de abelhas e seus derivados e produtos utilizados em sua industrialização”;

O artigo 757 do Decreto 30.691 define por Mel: “Art. 757 - Entende-se por Mel o produto alimentício produzido pelas abelhas melíferas a partir do néctar das flores ou

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das secreções procedentes de partes vivas das plantas ou de excreções de insetos sugadores de plantas, que ficam sobre partes vivas de plantas, que as abelhas recolhem, transformam, combinam com substâncias específicas próprias e deixam maturar nos favos da colmeia. * Artigo, ‘caput’, com redação dada pelo Decreto nº 2.244, de 4/6/1997 (DOU de 5/6/1997, em vigor desde a publicação). Parágrafo único. Deverá ser atendido o Regulamento Técnico de Identidade e Qualidade específico, oficialmente adotado. * Parágrafo único acrescido pelo Decreto nº 2.244, de 4/6/1997 (DOU de 5/6/1997, em vigor desde a publicação)”;

A Secretaria de Inspeção de Produto Animal – SIPA publicou a PORTARIA SIPA N. 0006, de 25 de julho de 1985, que determina o funcionamento de estabelecimento sob o aspecto tecnológico e higiênico sanitário através de NORMAS higiênico-sanitárias e tecnológicas para Mel, Cera de Abelhas e derivados, a saber:

Estabelecimentos Industriais (apiário etc.);

Instalações;

Equipamentos;

Características de construção civil;

Anexos e outras instalações;

Entreposto de mel e cera;

Particularidades da produção;

Embalagem e rotulagem;

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Transporte da matéria-prima e dos produtos;

Higiene da dependência, dos equipamentos e do pessoal;

Análise e índices de qualidade do mel e da cera de abelha;

Critérios de inspeção.

A INSTRUÇÃO NORMATIVA N. 03, de 19/1/2001 trata das medidas de normatização da industrialização de produtos de origem animal, com o seguinte enfoque: “Art. 1º Aprovar os Regulamentos Técnicos de Identidade e Qualidade de Apitoxina, Cera de Abelha, Geleia Real, Geleia Real Liofilizada, Pólen Apícola, Própolis e Extrato de Própolis, conforme consta dos Anexos desta Instrução Normativa”.

Os Anexos relacionados tratam do tema:

ANEXO I - Regulamento técnico para fixação de identidade e qualidade de apitoxina

ANEXO II - Regulamento técnico para fixação de identidade e qualidade de cera de abelhas

ANEXO III - Regulamento técnico para fixação de identidade e qualidade de geleia real

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ANEXO IV - Regulamento técnico para fixação de identidade e qualidade de geleia real liofilizada

ANEXO V - regulamento técnico para fixação de identidade e qualidade de pólen apícola

ANEXO VI - Regulamento técnico para fixação de identidade e qualidade de própolis;

ANEXO VII - Regulamento de identidade e qualidade de extrato de própolis• O Regulamento Técnico de Identidade e Qualidade do Mel está na Instrução Normativa n. 11 de 20/10/2000 também aplicável.

Lei nº. 6.437, de 20 de agosto de 1977 e alterações posteriores - Configura infrações à legislação sanitária federal e estabelece as sanções respectivas e a necessidade da responsabilidade técnica;

Portaria nº. 27, de 18 de março de 1996, do Ministério da Saúde - Regulamento Técnico sobre embalagens e equipamentos de vidro e cerâmica em contato com alimentos;

Portaria nº. 368, de 4 de setembro de 1997 - Regulamento Técnico sobre as Condições Higiênico-Sanitárias e de Boas Práticas de Fabricação para Estabelecimentos Produtores/Industrializadores de Alimentos;

Lei nº. 9.677, de 2 de julho de 1998 - Altera o Código Penal, incluindo o crime contra a saúde pública na classificação de delitos considerados crimes hediondos;

Resolução RDC nº. 23, de 15 de março de 2000 - Regulamento Técnico sobre o manual de procedimentos básico para registro e dispensa de registro;

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Resolução RDC nº. 91, de 11 de maio de 2001 - Aprova o Regulamento Técnico:

Critérios Gerais e Classificação de Materiais para Embalagens e Equipamentos em Contato com Alimentos, constante do Anexo desta Resolução;

Portaria Inmetro nº. 157, de 19 de agosto de 2002 - Regulamento Técnico Metrológico;

Resolução RDC nº. 259, de 20 de setembro de 2002 - Regulamento Técnico para rotulagem de alimentos embalados;

Resolução RDC nº. 275, de 21 de outubro de 2002 - Regulamento Técnico de Procedimentos Operacionais Padronizados aplicados aos Estabelecimentos Produtores/Industrializadores de Alimentos e a Lista de Verificação das Boas Práticas de Fabricação em Estabelecimentos Produtores/Industrializadores de Alimentos;

Instrução Normativa Conjunta SARC/Anvisa/Inmetro nº 009, de 12 de novembro de 2002 - Regulamenta a embalagem para comercialização de frutas e hortaliças frescas;

Resolução RDC nº 360, de 23 de dezembro de 2003 - Regulamento Técnico sobre rotulagem nutricional de alimentos embalados;

Resolução RDC nº. 216, de 15 de setembro de 2004 - Dispõe sobre Regulamento Técnico de Boas Práticas para Serviços de Alimentação;

Resolução RDC nº. 218, de 29 de julho de 2005 - Dispõe sobre Regulamento Técnico de Procedimentos Higiênico-Sanitários para Manipulação de Alimentos e Bebidas Preparados com Vegetais;

Resolução RDC nº 273, de 22 de setembro de 2005 - Regulamento Técnico para Misturas para o Preparo de Alimentos e Alimentos Prontos para o Consumo;

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Lei nº. 12.389 de 11 de outubro de 2005 - Dispõe sobre a doação e reutilização de gêneros alimentícios e de sobras de alimentos e dá outras providências.

A legislação federal pode ser complementada pelos órgãos estaduais e municipais de vigilância sanitária, visando abranger requisitos inerentes às realidades locais e promover a melhoria das condições higiênico-sanitárias dos serviços de alimentação.

Em alguns estados e municípios, os estabelecimentos que produzem e/ou manipulam alimentos somente podem funcionar mediante licença de funcionamento e alvará expedido pela autoridade sanitária competente. A vistoria no estabelecimento segue o código sanitário vigente e é feita pelos fiscais da Prefeitura local.

As empresas que fornecem serviços e produtos no mercado de consumo devem observar as regras de proteção ao consumidor, estabelecidas pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC). O CDC, publicado em 11 de setembro de 1990, regula a relação de consumo em todo o território brasileiro, na busca de equilibrar a relação entre consumidores e fornecedores.

O CDC somente se aplica às operações comerciais em que estiver presente a relação de consumo, isto é, nos casos em que uma pessoa (física ou jurídica) adquire produtos ou serviços como destinatário final. Ou seja, é necessário que em uma negociação estejam presentes o fornecedor e o consumidor, e que o produto ou serviço adquirido satisfaça as necessidades próprias do consumidor, na condição de destinatário final.

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Portanto, operações não caracterizadas como relação de consumo não estão sob a proteção do CDC, como ocorre, por exemplo, nas compras de mercadorias para serem revendidas pela casa. Nestas operações, as mercadorias adquiridas se destinam à revenda e não ao consumo da empresa. Tais negociações se regulam pelo Código Civil brasileiro e legislações comerciais específicas.

Alguns itens regulados pelo CDC são: forma adequada de oferta e exposição dos produtos destinados à venda, fornecimento de orçamento prévio dos serviços a serem prestados, cláusulas contratuais consideradas abusivas, responsabilidade dos defeitos ou vícios dos produtos e serviços, os prazos mínimos de garantia, cautelas ao fazer cobranças de dívidas.

Em relação aos principais impostos e contribuições que devem ser recolhidos pela empresa, vale uma consulta ao contador sobre da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa (disponível em http://www.leigeral.com.br), em vigor a partir de 1º de julho de

2007.

5. Estrutura

A estrutura de uma empresa de criação de abelhas deve contar com uma boa flora apícola, se possível com o aproveitamento de áreas reflorestadas, de fruteiras (citrus, pessegueiros, macieiras, mangueiras etc.) e plantas silvestres em plena florada como:

assa-peixe, cambará, astrapeia, cordão- de-frade, mata-pasto etc.).

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A colmeia compõe-se de alvado, que é a base onde se encontra a sua entrada, o ninho e as caixas de cria. Nas caixas situam-se os favos de crias, local de postura dos ovos. Acima do ninho, está a melgueira, onde são armazenados os favos de mel. Entre o ninho e a melgueira existe a chamada caixa excluidora, cujas malhas finas permitem apenas a passagem das abelhas operárias, impedindo a passagem da rainha e dos zangões. O conjunto fica coberto por uma tampa, também de madeira.

O tipo de colmeia mais indicado é a Langstroth, formada basicamente por duas caixas de madeira vazadas. No caso de apicultura convencional, as caixas deverão ser pintadas com a primeira demão de zarcão ou similar e pintura final com tinta à base de óleo nas cores branca, azul, amarela ou verde clara, por serem cores que as abelhas distinguem melhor. Atualmente, as colmeias podem ser compradas já impermeabilizadas, sendo esta a melhor opção. Para colmeias orgânicas há também algumas técnicas de preservação da madeira que podem ser adotadas.

Para evitar o ataque de predadores, principalmente formigas e tatus, as colmeias nunca deverão ser colocadas diretamente no chão. Serão apoiadas em suportes individuais ou coletivos de madeira, ferro ou tijolo.

O ideal é iniciar com um número pequeno de colmeias, para facilitar a adaptação do empreendedor ao manejo das abelhas e conhecer o período de florada. O que determina a quantidade de colmeias por apiário é o potencial da florada no entorno do apiário.

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6. Pessoal

A quantidade de profissionais está relacionada ao porte do empreendimento. Para iniciar uma criação de abelhas de pequeno porte, o empreendedor deve contratar pelo menos 1 auxiliar, para colaborar no manejo, no processamento e limpeza em geral.

Para contratar colaboradores, o empresário deve considerar a adequação do perfil pessoal às técnicas de manejo e produção. É necessário manter a equipe atualizada, pela participação em cursos, ou por treinamentos oferecidos pelo próprio proprietário. Há uma grande dificuldade de contratação de mão de obra qualificada na apicultura, pois pouca gente se dispõe à tarefa, além do conhecimento ser pouco difundido. Na maior parte das vezes, torna-se mais fácil inicialmente ter um sócio, em vez de um funcionário (uma vez que se recomenda começar com poucas colmeias e, portanto, não pagaria um funcionário dedicado a isso). À medida que o negócio for crescendo, aí sim começa a contratação de mão de obra, seja por meio de diaristas nas atividades mais pesadas, seja por meio de contratação formal via CLT.

A segurança das pessoas que manejam as colmeias deve ser uma preocupação constante do empreendedor, devendo ser fornecidos equipamentos seguros, que evitem ao máximo as picadas das abelhas. Deve-se estar atento para as organizações sindicais ou associações de classe, utilizando-as como balizadoras dos salários e orientadoras das relações trabalhistas, evitando, assim, consequências desagradáveis.

Deve-se estar atento para a Convenção Coletiva do Sindicato dos Trabalhadores nessa área, utilizando-a como balizadora dos salários e orientadora das relações trabalhistas, evitando, assim, consequências desagradáveis.

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O empreendedor pode participar de seminários, congressos e cursos direcionados ao seu ramo de negócio, para manter-se atualizado e sintonizado com as tendências do setor. O Sebrae da localidade poderá ser consultado para aprofundar as orientações sobre o perfil do pessoal e treinamentos adequados.

7. Equipamentos

São necessários os seguintes móveis e equipamentos:

Mobiliário para a área administrativa:

• microcomputador completo;

• impressora;

• mesas e cadeiras;

Equipamentos, ferramentas e utensílios:

• colmeia completa com cavalete;

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• estaleiro;

• cera alveolada;

• fumegador;

• chapéu e véu, macacões, luvas de pvc e botas;

• caixa-isca para captura de abelhas;

• alimentadores;

• coletores de pólen;

• tampas para transportes;

• alveolador;

• núcleo de abelhas;

• centrífuga;

• formão, garfo desoperculador de favo, carretilha para incrustrar cera, vassourinha

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espanadora, bandeja galvanizada, esticador de arame, raspador, rolo de arame;

• laminador elétrico de cera;

8. Matéria Prima/Mercadoria

A gestão de estoques no varejo é a procura do constante equilíbrio entre a oferta e a demanda. Este equilíbrio deve ser sistematicamente aferido através de, entre outros, os seguintes três importantes indicadores de desempenho:

  • 1. Giro dos estoques: o giro dos estoques é um indicador do número de vezes em que

o capital investido em estoques é recuperado através das vendas. Usualmente é medido em base anual e tem a característica de representar o que aconteceu no passado.

Obs.: Quanto maior for a freqüência de entregas dos fornecedores, logicamente em menores lotes, maior será o índice de giro dos estoques, também chamado de índice de rotação de estoques.

  • 2. Cobertura dos estoques: o índice de cobertura dos estoques é a indicação do

período de tempo que o estoque, em determinado momento, consegue cobrir as

vendas futuras, sem que haja suprimento.

  • 3. Nível de serviço ao cliente: o indicador de nível de serviço ao cliente para o

ambiente do varejo de pronta entrega, isto é, aquele segmento de negócio em que o cliente quer receber a mercadoria, ou serviço, imediatamente após a escolha; demonstra o número de oportunidades de venda que podem ter sido perdidas, pelo

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fato de não existir a mercadoria em estoque ou não se poder executar o serviço com prontidão.Portanto, o estoque dos produtos deve ser mínimo, visando gerar o menor impacto na alocação de capital de giro. O estoque mínimo deve ser calculado levando- se em conta o número de dias entre o pedido de compra e a entrega dos produtos na sede da empresa.

A matéria-prima utilizada em uma criação de abelhas é representada pelos diversos elementos componentes do ambiente como água de boa qualidade, árvores e flores. Não requer suprimento de produtos elaborados.

O mel é classificado de acordo com sua origem botânica ou seu procedimento de obtenção. Em relação à origem botânica, temos o mel obtido principalmente dos néctares das flores, com a seguinte distinção:

Unifloral ou monofloral: quando o produto procede principalmente da origem de flores de uma família, gênero ou espécie e possua características sensoriais, físico-químicas e microscópicas próprias, e Multifloral ou polifloral: é o mel obtido a partir de diferentes origens florais.

De melato: É o mel obtido primordialmente a partir de secreções das partes vivas das plantas e das excreções de insetos sugadores de plantas que se encontram sobre elas.

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Segundo o procedimento de obtenção, temos os seguintes tipos:

Escorrido/espremido: é o mel obtido por escorrimento dos favos desoperculados, com larvas;

-

-

Centrifugado: é o mel obtido por centrifugação dos favos desoperculados, sem larvas,

e

-

Filtrado: é o que foi submetido a um processo de filtração.

A própolis, do grego pro (frente) e polis (cidade), é um produto coletado pelas abelhas nas flores, troncos e árvores para o seu uso na limpeza, proteção, fechamento de frestas e mumificação. A própolis é um antibiótico natural que possui grandes propriedades energéticas, antibactericidas, cicatrizantes, regeneradoras, anti- infecciosas e é um excelente conservador e regenerador dos tecidos celulares.

De coloração e consistência variada, a própolis, formada por ceras e resinas, é coletada por abelhas de diversas partes das plantas como brotos, botões florais e exsudatos resinosos. Sua composição irá depender da origem do material coletado. Isto é, reflete a variedade de vegetação próxima à colmeia. No geral, a própolis é composta de 50% de resina e bálsamo de vegetais, 30% de cera, 10% de óleos aromáticos, 5% de pólen e 5% de substâncias diversas. Dependendo da origem, pode conter acima de 400 substâncias químicas, com funções ainda desconhecidas na fisiologia humana.

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Os efeitos terapêuticos têm sido atribuídos aos dois grandes grupos de princípios ativos que a compõem: os flavonoides são considerados como um dos principais compostos. Seguem-se os diversos ácidos fenólicos e seus ésteres, fenólicos, alcoóis e cetonas. A quantidade de cada um desses elementos depende da flora utilizada pelas abelhas. A variabilidade genética das rainhas também influencia na sua composição química. A venda de produtos alimentícios é uma atividade que requer muitos cuidados, pois os alimentos são grandes fontes de contaminação e podem prejudicar a saúde do consumidor. Portanto, é necessário que o fabricante de qualquer produto alimentício conheça a legislação de alimentos e as boas práticas de fabricação para, assim, distribuir um produto adequado ao consumo humano.

A venda de produtos alimentícios é uma atividade que requer muitos cuidados, pois os alimentos são grandes fontes de contaminação e podem prejudicar a saúde do consumidor. Portanto, é necessário que o fabricante de qualquer produto alimentício conheça a legislação de alimentos e as boas práticas de fabricação para, assim, distribuir um produto adequado ao consumo humano.

9. Organização do Processo Produtivo

Os processos produtivos de uma criação de abelhas são divididos em:

Povoamento – pode se iniciar um criatório de abelhas com a aquisição de famílias inteiras de abelhas, de apicultores especializados, comprando núcleos de produtores de enxames, ou pela captura de enxames em campo. Para isso, o método mais eficiente é o sistema de caixa-isca.

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Instalação das colmeias – colmeia é a moradia ou lugar em que a família de abelhas ou uma colônia moram. O padrão da colmeia deve ser seguido de forma rigorosa, obedecendo sempre ao espaço de 6 a 9 milímetros por abelha, que corresponde ao mínimo necessário para permitir o livre tráfego e o trabalho das operárias. O número de colmeias por apiário varia de cinco a cem, dependendo da população, da qualidade do mel e da abundância das flores existentes no raio de ação das abelhas. Para aumentar a vida útil das colmeias, elas devem ser pintadas externamente com tinta esmalte sintético em cores claras: branco, azul, amarelo ou verde. É recomendável a utilização de madeira de boa qualidade, leve, com boa durabilidade, seca, que aceite prego e não apresente cheiro forte, tais como: o cedro, o vinhático e o pinho.

Manejo – uma vez por semana é necessário vistoriar a criação para:

  • - Verificar os favos;

  • - a postura dos ovos;

  • - o controle da população;

  • - observar os ataques das formigas e cupins;

  • - instalação das melgueiras para depósito do mel (caso estas estejam cheias, faz-se a coleta do mel);

  • - Avaliar a postura da rainha;

  • - Orfanar a rainha (retirar a rainha quando necessário);

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  • - Fazer a introdução de uma nova rainha;

  • - Verificar o estado das colmeias e dos cavaletes para fazer os reparos se necessário.

Durante a fase de vistoria, é fundamental apresentar-se de forma calma e trabalhar com movimentos precisos, estar com o vestuário completo (macacão, luvas, máscara, formão), além de utilizar o fumegador com moderação, a fumaça acalma as abelhas. A alimentação das abelhas merece um cuidado todo especial, porque os enxames poderão abandonar as colmeias se não houver alimento natural suficiente. Para que isso não ocorra, é necessário colocar alimentação artificial junto às colmeias, formada pela diluição de um quilo de açúcar cristal dissolvido em um litro de água fervida. Esta solução deve ser fornecida em um recipiente acoplado na entrada da caixa na época da escassez das floradas. Os principais sinais de que as abelhas estão morrendo de fome são:

  • - Abelhas mortas nos favos com a cabeça para dentro do alvéolo;

  • - Enxameação anormal;

  • - Fuga de enxames.

Enxame é constituído por uma família de abelhas, considerada uma sociedade muito organizada, com cada abelha desempenhando uma tarefa definida, sendo composto pelos seguintes tipos: rainha, operárias e zangões. O enxame apresenta em média de 60.000 a 80.000 abelhas, chegando a alguns casos até 120.000 abelhas.

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A presença de uma rainha sadia e fértil mantém a segurança da colônia. Quem determina o nascimento de uma nova rainha são as operárias. A rainha produz os ovos e a “substância da rainha” e emite feromônio característico, que lhe permite comunicar- se com as operárias.

No 12º dia após o nascimento da rainha, ocorrem o voo nupcial e a copulação com os zangões. Três dias depois do voo nupcial, a rainha começa a pôr os ovos. Os zangões morrem depois do voo nupcial e a copulação.

As operárias têm o órgão sexual atrofiado e são menores que a rainha e os zangões. Vivem até 40 dias em período de muito trabalho e até seis meses em período de inatividade.

Nos primeiros três dias de vida, a operária trabalha como “faxineira”, faz a limpeza da colmeia, do 4º ao 10º dia elabora a geleia real e alimenta as larvas dos favos de procriação, no início com geleia real, depois com mel.

Na elaboração da geleia, a abelha engole mel, pólen e água, que no seu sistema digestivo passam por uma transformação química e são regurgitados como geleia.

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Depois dessa fase e até o 21º dia, as abelhas se dedicam à produção de cera, por meio das glândulas cerosas que possuem no abdômen e à construção de favos.

A partir daí, as operárias chamadas de campeiras vão para os campos em busca de néctar e água. O néctar passa por transformações químicas no abdômen das abelhas, sendo depositado nos favos já como mel.

Quando a colônia cresce demais e falta espaço físico, as operárias criam nova rainha, obrigando a rainha-mãe a sair e procurar outro local para se instalar. Uma parte das abelhas acompanha a rainha e a outra parte fica para dar continuidade à colmeia já existente. É assim que elas se propagam e perpetuam a espécie.

O empreendedor deverá fazer a opção por um tipo de apiário, que pode ser:

  • - apiário fixo - instalado em lugar definitivo com produção a partir do suprimento de néctar das floradas;

  • - apiário migratório - é aquele cujas colmeias são transferidas de acordo com as floradas da região.

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Dentre os diversos gêneros de abelhas, o empreendedor poderá escolher as nativas, a Apis melifera, também chamada de abelha do mel e as abelhas africanas. As abelhas nativas são geralmente pequenas, recolhem o néctar e o pólen, armazenam o mel em grande quantidade, e por isso são interessantes para a exploração comercial.

Administração – pequeno espaço destinado às atividades de compra e relacionamento com fornecedores, controle de estoques, controle de contas a pagar, atividades de recursos humanos, controle financeiro e de contas bancárias, acompanhamento do desempenho do negócio e outras que o empreendedor julgar necessárias para o bom andamento do empreendimento.

  • 10. Automação

Há no mercado uma boa oferta de sistemas para gerenciamento de pequenos negócios. Para uma produtividade adequada, devem ser adquiridos sistemas que integrem as compras, as vendas e o financeiro. Os softwares possibilitam o controle dos estoques, cadastro de clientes e fornecedores, serviço de mala-direta para clientes e potenciais clientes, acompanhamento da criação e produção, cadastro de móveis e equipamentos, controle de contas a pagar e a receber, fornecedores, folha de pagamento, fluxo de caixa, fechamento de caixa e etc.

Devem-se procurar softwares livres ou de custo acessível e compatível com uma microempresa.

  • 11. Canais de Distribuição

O canal de distribuição é a própria empresa de criação de abelhas. Dependendo do volume de produção o empresário poderá fazer parcerias com outros produtores, para transportar o seu produto para mercados mais movimentados. O empreendedor poderá também participar de feiras de produtos naturais ou filiar-se a cooperativas. Um

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site na internet representa uma boa opção de divulgação dos produtos da empresa.

  • 12. Investimento

O investimento varia de acordo com o porte do empreendimento. Considerando um apiário de pequeno porte, é necessário um investimento inicial estimado em R$ 30 mil, a ser alocado majoritariamente nos seguintes itens:

• Reforma do local: R$ 15.000,00 • Microcomputador completo: R$ 1.500,00; • Impressora: R$ 300,00; • Mesas, cadeiras e materiais de escritório: R$ 1.500,00; • Colmeia completa com cavalete (20): R$ 2.000,00; • Estaleiro: R$ 600,00; • Cera alveolada: R$ 200,00; • Fumegador: R$ 200,00; • Chapéu e véu, macacões, luvas de pvc e botas: R$ 720,00; • Caixa-isca para captura de abelhas: R$ 80,00; • Alimentadores: R$ 200,00; • Coletores de pólen: R$ 150,00; • Tampas para transportes: R$ 50,00; • Alveolador: R$ 800,00; • Núcleo de abelhas: R$ 1.200,00; • Centrífuga: R$ 650,00; • Formão, garfo desoperculador de favo, carretilha para incrustrar cera, vassourinha espanadora, bandeja galvanizada, esticador de arame, raspador, rolo de arame: R$

150,00;

• Laminador elétrico de cera: R$ 200,00; • Capital de giro: R$ 4.500,00.

Para uma informação mais apurada sobre o investimento inicial, sugere-se que o empreendedor utilize o modelo de plano de negócio disponível no Sebrae.

  • 13. Capital de Giro

Capital de giro é o montante de recursos financeiros que a empresa precisa manter para garantir fluidez dos ciclos de caixa. O capital de giro funciona com uma quantia imobilizada no caixa (inclusive banco) da empresa para suportar as oscilações de caixa.

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O capital de giro é regulado pelos prazos praticados pela empresa, são eles: Prazos Médios recebidos de Fornecedores (PMF); Prazos Médios de Estocagem (PME) e Prazos Médios Concedidos a Clientes (PMCC).

Quanto maior o prazo concedido aos clientes e quanto maior o prazo de estocagem, maior será sua necessidade de capital de giro. Portanto, manter estoques mínimos regulados e saber o limite de prazo a conceder ao cliente pode melhorar muito a necessidade de imobilização de dinheiro em caixa.

Se o prazo médio recebido dos fornecedores de matéria-prima, mão de obra, aluguel, impostos e outros forem maiores que os prazos médios de estocagem somada ao prazo médio concedido ao cliente para pagamento dos produtos, a necessidade de capital de giro será positiva, ou seja, é necessária a manutenção de dinheiro disponível para suportar as oscilações de caixa. Neste caso um aumento de vendas implica também em um aumento de encaixe em capital de giro. Para tanto, o lucro apurado da empresa deve ser ao menos parcialmente reservado para complementar essa necessidade do caixa.

Se ocorrer o contrário, ou seja, os prazos recebidos dos fornecedores forem maiores que os prazos médios de estocagem e os prazos concedidos aos clientes para pagamento, a necessidade de capital de giro é negativa. Neste caso, deve-se atentar para quanto do dinheiro disponível em caixa é necessário para honrar compromissos de pagamentos futuros (fornecedores, impostos). Portanto, retiradas e imobilizações excessivas poderão fazer com que a empresa venha a ter problemas com seus pagamentos futuros.

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Um fluxo de caixa, com previsão de saldos futuros de caixa deve ser implantado na empresa para a gestão competente da necessidade de capital de giro. Só assim as variações nas vendas e nos prazos praticados no mercado poderão ser geridas com precisão. Para um apiário, a necessidade de capital de giro é baixa, correspondendo a 10% do investimento inicial. Isso porque não há desembolsos vultosos para fornecedores e os maiores custos estão inseridos na folha salarial dos profissionais contratados.

14. Custos

Custos são todos os gastos realizados na produção de um bem ou serviço e que serão incorporados posteriormente ao preço dos produtos ou serviços prestados, como:

aluguel, água, luz, salários, honorários profissionais, despesas de vendas, matéria- prima e insumos consumidos no processo de produção.

O cuidado na administração e redução de todos os custos envolvidos na compra, produção e venda de produtos ou serviços que compõem o negócio, indica que o empreendedor poderá ter sucesso ou insucesso, na medida em que encarar como ponto fundamental a redução de desperdícios, a compra pelo melhor preço e o controle de todas as despesas internas. Quanto menores os custos, maior a chance de ganhar no resultado final do negócio.

Os custos mensais de um apiário variam ao longo do ano, dependendo do manejo adotado, girando em torno de 500 reais/mês, sendo maiores os custos na entressafra e menores durante a safra. É importante, no entanto, que os custos com funcionários sejam mantidos por diárias, uma vez que um apiário inicial exige apenas manutenção

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de 15 em 15 dias, não valendo a pena a contratação de funcionário em tempo integral nesse início de operação.

Seguem algumas dicas para manter os custos baixos:

  • - Filie-se a alguma associação de apicultores, a maioria delas dispõe de estruturas de beneficiamento de uso coletivo, que permite a economia no investimento em

instalações, principalmente para os apicultores de primeira viagem.

  • - Compre insumos coletivamente, em conjunto com outros apicultores. É possível

economizar muito na compra de açúcar e de colmeias, por exemplo.

15. Diversificação/Agregação de Valor

Agregar valor significa oferecer produtos e serviços complementares ao produto principal, diferenciando-se da concorrência e atraindo o público-alvo. Não basta possuir algo que os produtos concorrentes não oferecem. É necessário que esse algo mais seja reconhecido pelo cliente como uma vantagem competitiva e aumente o seu nível de satisfação com o produto ou serviço prestado.

A diversificação se dá pela oferta dos diversos itens produzidos. É importante pesquisar junto aos concorrentes para conhecer os serviços que estão sendo adicionados e desenvolver opções específicas com o objetivo de proporcionar ao cliente um produto diferenciado. Além disso, conversar com os clientes atuais para identificar suas expectativas é muito importante para o desenvolvimento de novos serviços ou produtos personalizados, o que amplia as possibilidades de fidelizar os atuais clientes, além de cativar novos.

O empreendedor deve manter-se sempre atualizado com as novas tendências, novas técnicas, novos utensílios e produtos, através da leitura de colunas de jornais e revistas especializados, programas de televisão ou através da Internet.

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  • 16. Divulgação

Os meios para divulgação de criação de abelhas variam de acordo com o porte e o público-alvo escolhido. Para um empreendimento de pequeno porte, pode ser usada a distribuição de pequenos informativos junto aos clientes que procuram a empresa, divulgando as propriedades alimentícias dos itens produzidos. Outras alternativas são os anúncios em jornais de bairro, revistas locais e propaganda em rádio.

A divulgação através de site na internet deve ser considerada, pois o acesso de pessoas à rede cresce permanentemente e em larga escala. Na medida do interesse e das possibilidades, poderão ser utilizados anúncios em jornais de grande circulação, revistas e outdoor. Se for de interesse do empreendedor, um profissional de marketing e comunicação poderá ser contratado para desenvolver campanha específica.

O empreendedor deve sempre entregar o que foi prometido e, quando puder, superar as expectativas do cliente. Ao final, a melhor propaganda será feita pelos clientes satisfeitos e bem atendidos.

  • 17. Informações Fiscais e Tributárias

O segmento de CRIAÇÃO DE ABELHAS, assim entendido pela CNAE/IBGE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas) 0159-8/01 como a atividade de criação de abelhas para a produção de mel, cera e outros produtos apícolas, poderá optar pelo SIMPLES Nacional - Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas ME (Microempresas) e EPP (Empresas de Pequeno Porte), instituído pela Lei Complementar nº 123/2006, desde que a receita bruta anual de sua atividade não ultrapasse a R$ 360.000,00 (trezentos e sessenta mil reais) para micro empresa R$ 3.600.000,00 (três milhões e seiscentos mil reais) para empresa de pequeno porte e respeitando os demais requisitos previstos na Lei.

Nesse regime, o empreendedor poderá recolher os seguintes tributos e contribuições, por meio de apenas um documento fiscal – o DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional), que é gerado no Portal do SIMPLES Nacional (http://www8.receita.f azenda.gov.br/SimplesNacional/):

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• IRPJ (imposto de renda da pessoa jurídica); • CSLL (contribuição social sobre o lucro); • PIS (programa de integração social); • COFINS (contribuição para o financiamento da seguridade social); • ICMS (imposto sobre circulação de mercadorias e serviços); • INSS (contribuição para a Seguridade Social relativa a parte patronal).

Conforme a Lei Complementar nº 123/2006, as alíquotas do SIMPLES Nacional, para esse ramo de atividade, variam de 4% a 11,61%, dependendo da receita bruta auferida pelo negócio. No caso de início de atividade no próprio ano-calendário da opção pelo SIMPLES Nacional, para efeito de determinação da alíquota no primeiro mês de atividade, os valores de receita bruta acumulada devem ser proporcionais ao número de meses de atividade no período.

Se o Estado em que o empreendedor estiver exercendo a atividade conceder benefícios tributários para o ICMS (desde que a atividade seja tributada por esse imposto), a alíquota poderá ser reduzida conforme o caso. Na esfera Federal poderá ocorrer redução quando se tratar de PIS e/ou COFINS.

MEI (Microempreendedor Individual): para se enquadrar no MEI o CNAE de sua atividade deve constar e ser tributado conforme a tabela da Resolução CGSN nº 94/2011 - Anexo XIII (http://www.receita.fazenda.gov.br/legislacao/resolucao/2011/CGSN/Resol94.htm ), Neste caso, este segmento não pode se enquadrar no MEI, conforme Res. 94/2001.

Para este segmento, tanto ME ou EPP, a opção pelo SIMPLES Nacional sempre será muito vantajosa sob o aspecto tributário, bem como nas facilidades de abertura do estabelecimento e para cumprimento das obrigações acessórias.

Fundamentos Legais: Leis Complementares 123/2006 (com as alterações das Leis Complementares nºs 127/2007, 128/2008 e 139/2011) e Resolução CGSN - Comitê Gestor do Simples Nacional nº 94/2011.

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  • 18. Eventos

A seguir, são indicados os principais eventos sobre o segmento:

Apipará Local: Centro Cultural de Igarapé - Miri-PA

Congresso Brasileiro de Apicultura Local: Cuiabá-MT www.brasilapicola.com.br

Congresso Internacional de Apicultura - APIMONDIA Local: Buenos Aires-Argentina

Congresso Nacional da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição São Paulo – SP Website: http://www.sban.com.br

  • 19. Entidades em Geral

A seguir, são indicadas as principais entidades de auxílio ao empreendedor:

Confederação Brasileira de Apicultura – CBA Av. Bento Gonçalves, 7712, Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Faculdade de Agronomia – Departamento Fixo Porto Alegre-RS CEP 91540-000 Fone: (51) 3308-7411 Website: http://www.brasilapicola.com.br

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Abemel Rua 3, nº 1431 CEP: 13.500-161 Rio Claro – SP Fone: (19) 3532-4703 Fax: (19) 3526-5005 Website: http://www.abemel.com.br E-mail: abemel@abemel.com.br

Abia Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação Av. Brigadeiro Faria Lima, 1478, 11º andar CEP: 01451-001 São Paulo – SP Fone: (11) 3030-1353 Fax: (11) 3814-6688 Website: http://www.abia.org.br E-mail: abia@abia.org.br

Anvisa Agência Nacional de Vigilância Sanitária SEPN 515, bl. B, Edifício Ômega CEP: 70770-502 Brasília – DF Fone: (61) 3448-1000 Website: http://www.anvisa.gov.br

Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa Embrapa Sede – Parque Estação Biológica –PqEB s/n-Brasilia-DF CEP 70770-901 Fone: (61)3448-4433 Website: http://www.embrapa.br

Ministério da Saúde Esplanada dos Ministérios, bl. G CEP: 70058-900 Brasília – DF Fone: (61) 3315-2425 Website: http://www.saude.gov.br

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Receita Federal Brasília - DF Website: http://www.receita.fazenda.gov.br p>

SBAN Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição Rua Pamplona, 119, cj. 51 CEP: 01405-000 São Paulo - SP Fone: (11) 3266-3399 Website: http://www.sban.com.br

SBGAN Sociedade Brasileira de Gastronomia e Nutrição Website: http://www.sbgan.org.br E-mail: sbgan@sbgan.org.br

SNDC Sistema Nacional de Defesa do Consumidor Website: http://www.mj.gov.br/dpdc/sndc.htm

20. Normas Técnicas

Norma técnica é um documento, estabelecido por consenso e aprovado por um organismo reconhecido que fornece para um uso comum e repetitivo regras, diretrizes ou características para atividades ou seus resultados, visando a obtenção de um grau ótimo de ordenação em um dado contexto. (ABNT NBR ISO/IEC Guia 2).

Participam da elaboração de uma norma técnica a sociedade, em geral, representada por: fabricantes, consumidores e organismos neutros (governo, instituto de pesquisa, universidade e pessoa física).

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Toda norma técnica é publicada exclusivamente pela ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas, por ser o foro único de normalização do País.

1.Normas específicas para Criação de Abelhas

ABNT NBR 15654:2009 - Apicultura - Mel - Sistema de rastreabilidade.

Esta Norma apresenta os princípios e especifica os requisitos básicos para planejar e implementar um sistema de rastreabilidade para a produção de mel no campo, beneficiamento na unidade de extração e processamento no entreposto. Pode ser aplicada por organizações que atuem em qualquer etapa da cadeia produtiva apícola para a produção de mel.

ABNT NBR 15585:2008 - Apicultura - Mel - Sistema de produção no campo

Esta Norma especifica os requisitos para instalação e manejo do apiário, coleta e transporte dos favos e extração do mel.

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ABNT NBR 15713:2009 - Apicultura - Equipamentos - Colméia tipo Langstroth

Esta Norma especifica os requisitos para fabricação de colméia do tipo Langstroth.

ABNT NBR 16168:2013 - Apicultura — Própolis — Sistema de produção no campo

Esta Norma especifíca os requisitos para instalação do apiário, manejo das colmeias, coleta, acondicionamento, transporte e armazenamento da própolis.

ABNT NBR 15714-1:2009 - Apicultura - Mel - Parte 1: Preparo de amostra para análises físico-químicas.

Esta parte da ABNT NBR 15714 especifica o preparo de amostra para as determinações físico-químicas em mel.

ABNT NBR 15714-2:2009 - Apicultura – Mel - Parte 2: Determinação da umidade pelo método refratométrico.

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Esta parte da ABNT NBR 15714 especifica o método refratométrico para determinação do conteúdo de umidade em mel.

ABNT NBR 15714-3:2009 - Apicultura – Mel - Parte 3: Determinação de cinzas.

Esta parte da ABNT NBR 15714 especifica um método para determinação do teor de cinzas em mel.

ABNT NBR 15714-4:2016 - Apicultura — Mel - Parte 4: Determinação da condutividade elétrica.

Esta Parte da ABNT NBR 15714 especifica um método para determinação do valor da condutividade elétrica do mel.

ABNT NBR 15714-5:2009 - Apicultura – Mel - Parte 5: Determinação de sólidos insolúveis.

Esta parte da ABNT NBR 15714 especifica um método gravimétrico para determinação de sólidos insolúveis no mel.

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ABNT NBR 15714-6:2016 - Apicultura — Mel - Parte 6: Determinação do pH, acidez livre, lactônica e total.

Esta parte da ABNT NBR 15714 especifica um método para determinação do pH e acidez livre, acidez lactônica e acidez total em mel.

ABNT NBR 15714-7:2016 - Apicultura – Mel - Parte 7: Determinação da atividade diastásica.

Esta Norma especifica um método para determinação da atividade diastásica em mel.

ABNT NBR 15714-8:2016 - Apicultura — Mel - Parte 8: Determinação do conteúdo de hidroximetilfurfural por cromatografia de alta eficiência.

Esta Parte da ABNT NBR 15714 especifica a determinação do teor de hidroximetilfurfural (HMF) pelo método de cromatografia líquida de alta eficiência (HPLC) em mel.

ABNT NBR 15714-9:2016 - Apicultura — Mel - Parte 9: Determinação do conteúdo de hidroximetilfurfural por espectrofotometria no UV-Vis.

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Esta parte da ABNT NBR 15714 especifica o método espectrofotométrico para determinação do teor de hidroximetilfurfural (HMF) em mel.

ABNT NBR 15714-10:2016 - Apicultura — Mel - Parte 10: Determinação de açúcares redutores e sacarose aparente.

Esta Norma especifica um método para determinação do teor de açúcares redutores e sacarose aparente em mel.

2.Normas aplicáveis na execução de uma Criação de Abelhas

ABNT NBR ISO 22000:2006 Versão Corrigida:2006 - Sistemas de gestão da segurança de alimentos - Requisitos para qualquer organização na cadeia produtiva de alimentos.

Esta Norma especifica requisitos para o sistema de gestão da segurança de alimentos, onde uma organização na cadeia produtiva de alimentos precisa demonstrar sua habilidade em controlar os perigos, a fim de garantir que o alimento está seguro no momento do consumo humano.

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ABNT ISO/TS 22002-1:2012 Versão Corrigida 2:2013 - Programa de pré- requisitos na segurança de alimentos - Parte 1: Processamento industrial de alimentos.

Esta Especificação Técnica estabelece os requisitos para a criação, implementação e manutenção de programas de pré-requisito (PPR) para auxiliar no controle dos perigos relacionados à segurança de alimentos.

ABNT ISO/TS 22004:2006 - Sistemas de gestão da segurança de alimentos - Guia de aplicação da ABNTNBR ISO 22000:2006.

Esta Especificação Técnica fornece orientações genéricas que podem ser aplicadas na utilização da ABNT NBR ISO 22000.

ABNT NBR 15842:2010 - Qualidade de serviço para pequeno comércio – Requisitos gerais.

Esta Norma estabelece os requisitos de qualidade para as atividades de venda e serviços adicionais nos estabelecimentos de pequeno comércio, que permitam satisfazer as expectativas do cliente.

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ABNT NBR 15635:2015 - Serviços de alimentação — Requisitos de boas práticas higiênico-sanitárias e controles operacionais essenciais.

Esta Norma especifica os requisitos de boas práticas e dos controles operacionais essenciais a serem seguidos por estabelecimentos que desejam comprovar e documentar que produzem alimentos em condições higiênico-sanitárias adequadas para o consumo.

ABNT NBR 13177:2012 - Embalagem — Avaliação do potencial de contaminação sensorial de alimentos e bebidas.

Esta Norma especifica métodos para avaliação do potencial de materiais de embalagem de conferir odor ou sabor estranho aos alimentos e bebidas através de testes sensoriais.

ABNT NBR 14141:1998 - Escalas utilizadas em análise sensorial de alimentos e bebidas.

Esta Norma classifica e define as escalas utilizadas em análise sensorial de alimentos e bebidas.

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ABNT NBR 13526:1995 - Teste de comparação múltipla em análise sensorial dos alimentos e bebidas.

Esta Norma fixa conceitos e procedimentos para aplicação do teste de comparação múltipla em análise sensorial dos alimentos e bebidas.

ABNT NBR 5626:1998 - Instalação predial de água fria.

Esta Norma estabelece exigências e recomendações relativas ao projeto, execução e manutenção da instalação predial de água fria. As exigências e recomendações aqui estabelecidas emanam fundamentalmente do respeito aos princípios de bom desempenho da instalação e da garantia de potabilidade da água no caso de instalação de água potável.

ABNT NBR 5410:2004 Versão Corrigida: 2008 - Instalações elétricas de baixa tensão.

Esta Norma estabelece as condições a que devem satisfazer as instalações elétricas de baixa tensão, a fim de garantir a segurança de pessoas e animais, o funcionamento adequado da instalação e a conservação dos bens.

ABNT NBR 5419-1:2015 - Proteção contra descargas atmosféricas -Parte 1: Princípios gerais.

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Esta Parte da ABNT NBR 5419 estabelece os requisitos para a determinação de proteção contra descargas atmosféricas.

ABNT NBR 5419-2:2015 - Proteção contra descargas atmosféricas - Parte 2:

Gerenciamento de risco

Esta Parte da ABNT NBR 5419 estabelece os requisitos para análise de risco em uma estrutura devido às descargas atmosféricas para a terra.

ABNT NBR 5419-3:2015 - Proteção contra descargas atmosféricas - Parte 3: Danos físicos a estruturas e perigos à vida

Esta Parte da ABNT NBR 5419 estabelece os requisitos para proteção de uma estrutura contra danos físicos por meio de um SPDA - Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas - e para proteção de seres vivos contra lesões causadas pelas tensões de toque e passo nas vizinhanças de um SPDA.

ABNT NBR 5419-4:2015 - Proteção contra descargas atmosféricas - Parte 4: Sistemas elétricos e eletrônicos internos na estrutura

Esta Parte da ABNT NBR 5419 fornece informações para o projeto, instalação, inspeção, manutenção e ensaio de sistemas de proteção elétricos e eletrônicos (Medidas de Proteção contra Surtos - MPS) para reduzir o risco de danos permanentes

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internos à estrutura devido aos impulsos eletromagnéticos de descargas atmosféricas (LEMP).

ABNT NBR ISO/CIE 8995-1:2013 - Iluminação de ambientes de trabalho - Parte 1:

Interior.

Esta Norma especifica os requisitos de iluminação para locais de trabalho internos e os requisitos para que as pessoas desempenhem tarefas visuais de maneira eficiente, com conforto e segurança durante todo o período de trabalho.

21. Glossário

Seguem alguns termos técnicos extraídos do website

http://criacaodeanimais.blogspot.com/2008/11/glossrio-das-abelhas.html

Abelha africanizada: No ano de 1956 foram trazidas da África para o Brasil algumas abelhas Apis mellifera scutellata, conhecidas como abelha africana. Estas abelhas apresentaram uma capacidade excepcional de enxameagem e cruzamento com as outras espécies de Apis, provenientes da Europa, trazidas anteriormente pelos colonizadores. Estas eram mansas e mesmo produzindo pouco mel, eram criadas em todo o Território Nacional. Como as abelhas resultantes desse cruzamento eram agressivas, elas ficaram sendo conhecidas como abelhas africanizadas. Hoje, após quase cinquenta anos do início da sua dispersão, elas são, geneticamente, quase totalmente africanas.

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Alimentação artificial: é oferecida em ocasiões especiais, quando a colônia está fraca com pouca cria ou pouco alimento. Essa alimentação pode ser de xarope de água e açúcar, que é também a mais comum, de cândi, e ainda de rapadura picadinha.

Apicultura: é a criação de abelhas Apis, as que possuem ferrão e que encontramos comumente nas cidades andando sobre sorvetes derretidos, sucos adocicados e refrigerantes, no açúcar de pães e doces de confeitarias e padarias.

Apicultura migratória: Quando a criação das abelhas Apis ocorre em um mesmo local, significa que existem floradas suficientes para a sua manutenção. Quando esse fato não ocorre, como nas monoculturas, onde a florada é expressiva, mas por um curto período de tempo, então, o apicultor realiza o deslocamento do apiário (migração) ou parte dele para locais com floradas onde as abelhas possam coletar pólen e néctar.

Atividade antibacteriana: uma das propriedades dos méis de abelhas é a sua capacidade de inibir bactérias que estão no seu interior, ou externamente, quando estas bactérias entram em contato com os méis. O valor da capacidade antibacteriana é variável de acordo com o mel, a espécie de abelha que o produziu, a florada de onde ele provém, da cepa da bactéria testada e também da quantidade de colônias de bactérias que estão sendo colocadas em contato com os méis. Vários fatores contribuem para esse poder inibitório, desde o tipo de néctar até a espécie de abelha, que com suas enzimas, manipula e fabrica o mel.

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Bioma: a maior categoria de habitat de uma região particular do mundo, tais como a tundra ou a floresta amazônica.

Campeira: as operárias constituem a casta que realiza quase a totalidade dos trabalhos que devem ser feitos para a manutenção do ninho. As abelhas campeiras são as abelhas coletoras de alimento, como o pólen, o néctar e de produtos para o ninho, como barro, resina etc. É atividade realizada pelas abelhas mais velhas.

Cândi: alimentação artificial que consta de aproximadamente 3 partes, em peso, de mel de Apis, mais 5 partes, em peso, de açúcar em pó, misturados até se obter uma consistência firme. São oferecidos em pequenos recipientes de plástico dentro do ninho. Ele tem como vantagem: as abelhas não se afogam como pode acontecer nos xaropes.

Cera pura: nos meliponíneos, assim como em outras abelhas, a cera é produzida em glândulas localizadas no abdômen. Nas Apis, essas glândulas são ventrais enquanto nos meliponíneos elas são dorsais.

Cerume: quando a cera pura é misturada com resina, que as abelhas coletam nas plantas, essa substância recebe o nome de cerume, que é a matéria- base na construção de todas as estruturas físicas do ninho de meliponíneos.

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Coleta de alimento: o ninho das abelhas precisa de alimentos para crescer e se manter. Esses alimentos são coletados nas flores, como o pólen e o néctar. As abelhas campeiras transportam os alimentos no papo e na corbícula (estrutura côncava do último par de pernas).

Colmeias racionais: é o nome dado às colmeias de abelhas que foram confeccionadas pelo homem, frequentemente de tábuas de madeira, com diversos compartimentos. Apresentam diferentes graus de complexidade, dependendo do seu idealizador. As colmeias mais comuns são as horizontais.

Concentração de açúcares: referente à quantidade de açúcar diluído em algum líquido. No caso dos méis de Apis, a concentração de açúcares é em torno de 80%, enquanto na abelha jataí (Tetragonica angustula) o mel é mais aguado, e essa concentração é em torno de 75%.

Corbícula: local onde as abelhas transportam principalmente pólen, mas também resina e barro, formado por uma franja de pelos nas tíbias (pernas) posteriores.

Cupinzeiros termiteiros: são os ninhos dos cupins, insetos sociais que ocasionalmente dividem a estrutura física do seu ninho aéreo com os ninhos de algumas espécies de meliponíneos. Algumas abelhas sempre fazem esse consórcio com cupins enquanto outras espécies são ocasionais.

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Distância de voo: é a distância que as abelhas conseguem voar para as coletas. Abelhas maiores em tamanho conseguem voar maiores distâncias que as menores, entretanto, todas coletam nas proximidades do ninho quando o alimento está disponível.

Divisão de trabalho: as abelhas realizam uma determinada sequência de trabalho, de acordo com a idade do indivíduo. Começam trabalhando nas células de cria e terminam como coletoras. Quando necessário, há uma adaptação da função.

Ecossistema: os organismos vivendo em um ambiente particular, como por exemplo, um lago ou uma floresta, ou em uma escala maior, um oceano ou todo o planeta, e toda parte física do ambiente que atua sobre esses organismos.

Enxame: conjunto de abelhas de uma mesma espécie, que se reúnem para migrar ou para acasalar.

Espécies generalistas: é um conceito associado com abelhas que coletam em uma grande diversidade de flores.

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Espécies nativas: são as espécies típicas do local, que nasceram na localidade. As que não são introduzidas de outros locais ou país.

Ferroada: a maioria das abelhas possui ferrão, que usam principalmente para se defender. Os meliponíneos possuem um ferrão atrofiado e se defendem enroscando nos pelos, depositando resina e mesmo cortando com auxílio das mandíbulas, a pele do intruso em locais delicados como pálpebras e entre os dedos.

Fezes: tudo que os animais expelem do corpo por vias naturais.

Fonte de alimentos: são os locais onde são disponibilizados o pólen e o néctar, as principais fontes de alimento das abelhas.

Forídeos: são insetos que pertencem à Ordem dos Dípteros, da qual também fazem parte moscas, mosquitos etc. Estas mosquinhas, também conhecidas como mosca ligeira ou vinagreiras, são os piores inimigos das abelhas. As suas larvas quando se desenvolvem dentro de um ninho causam grandes danos e chegam a destruir não só

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os alimentos como também os favos de cria, com todas as suas abelhas em estágios imaturos.

Frutose: é um dos açúcares encontrado nos méis das abelhas.

Geoprópolis: é a mistura de barro ou argilas com resinas. Podem se apresentar misturados fina ou grosseiramente. Podem conter outras substâncias. Usados pelas abelhas, principalmente para delimitar espaços.

Glicose/glucose: é um dos açúcares encontrado nos méis das abelhas.

Habitat: local de vida de um organismo ou população, com as características ecológicas do ambiente.

Inquilinos dos ninhos: são pequenos animais como besouros que vivem como hóspedes dos ninhos e provavelmente se alimentam dos detritos.

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Mel: é uma substância produzida pelas abelhas e outros insetos sociais a partir do néctar das flores ou de outras secreções açucaradas, que elas coletam e transformam com a evaporação da água e da adição de enzimas. O mel é composto em sua maior parte (99%) de água e açúcares. O 1% restante é constituído de substâncias presentes em quantidades diminutas, mas que são importantes para a caracterização do mel, tais como enzimas, sais minerais etc. Os principais açúcares são sacarose, glicose, frutose e maltose.

Mel fermentado: os méis possuem determinada taxa de água no seu conteúdo. Se essa taxa for excessiva, as leveduras contidas nos méis irão se reproduzir e fermentarão o mel, provocando reações químicas que resultarão em odor especial. Os méis de Apis não podem conter mais que 20-21% de água, pois correm o risco de fermentar.

Mel medicinal: São méis com propriedades terapêuticas. Poucos trabalhos de pesquisa existem nessa área, mas a medicina popular menciona que os méis têm as propriedades medicinais das plantas de onde eles foram colhidos.

Melato: é o produto resultante da colheita e desidratação de certas substâncias adocicadas que as abelhas coletam. Essas substâncias são as produzidas por insetos que sugam a seiva das plantas. Às vezes, a desidratação é feita no próprio local das coletas, ao ar livre e não dentro do ninho como é mais comum.

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Meliponíneos: são as abelhas indígenas sem ferrão. São animais sociais vivendo em ninhos com centenas a milhares de indivíduos. Vivem nas zonas tropicais do mundo e estão sendo consideradas com enorme potencial para a polinização das plantas nativas.

Meliponicultura: é a criação de abelhas sem ferrão. Sua criação está associada com as espécies que fabricam e armazenam maior quantidade de mel. As abelhas Melipona são as prediletas.

Membracídeos: insetos da ordem Homóptera, que sugam a seiva das plantas e expelem substância açucarada aproveitada por formigas, vespas e abelhas.

Micro-organismos/microrganismos: seres microscópicos, animal ou vegetal.

Nectários: estruturas glandulares vegetais, geralmente situadas nas flores, que secretam o néctar, substância adocicada muito procurada por animais como fonte de açúcares. Existem também nectários extraflorais.

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Polinização: transporte do grão de pólen de uma antera para o estigma de outra flor. Esse transporte pode ser feito pelo vento, água, ou animais, entre os quais se distingue uma multidão de insetos, principalmente as abelhas.

Potes de alimento: são construções geralmente de formato ovoide ou cilíndrico, feitas pelos meliponíneos para armazenar mel e pólen. As Apis * * Pilhagem: o furto ou pilhagem ocorre entre ninhos de abelhas, principalmente quando uma delas está muito fraca e com pequena população. Entretanto, algumas poucas espécies de abelhas vivem exclusivamente do furto de outras espécies. É o caso da Lestrimelitta, também conhecida como abelha limão ou iratim. Esta espécie pode pilhar o mesmo ninho em ocasiões diferentes. O seu nome está associado com o odor de limão que libera por ocasião dos ataques ou quando permanece presa entre os dedos.

Própolis: é uma substância resinosa obtida pelas abelhas na colheita de resinas da flora (pasto apícola) da região e alterada pela ação das enzimas contidas em sua saliva. A cor, sabor e o aroma da própolis variam de acordo com sua origem botânica.

Propriedades bacteriostáticas: é a propriedade que determinados méis têm de inibir o desenvolvimento de certas cepas de bactérias. Quando cessa a ação, as bactérias, se não danificadas, se desenvolvem novamente, ou seja, se multiplicam.

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Propriedades bactericidas: é a propriedade que determinados méis possuem de eliminar totalmente certas cepas de bactérias.

Rainhas virgens: são as rainhas que ainda não foram fecundadas.

Resinas vegetais: secreções viscosas que exudam do caule e de outros órgãos de certas plantas e que contêm substâncias odoríferas, antissépticas etc., as quais cicatrizam rapidamente qualquer ferida em tais órgãos, assumindo aspecto vítreo.

Saques: ato ou efeito de tirar. Nos meliponíneos, algumas espécies efetuam saques, ou seja, roubam outros ninhos de abelhas.

Xarope de água e açúcar: mistura com volume de aproximadamente 50% de cada componente, usado como suplemento alimentar das abelhas.

22. Dicas de Negócio

A produtividade está diretamente ligada ao manejo que for realizado nas colmeias. A especialização do apicultor impacta o manejo. Recomenda-se fazer um curso de apicultura e estar sempre atualizado quanto ao manejo. A produtividade média no

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Brasil é de em torno de 15 kg por colmeia ano. Com manejo adequado, ela chega facilmente a 50 kg. A rentabilidade do negócio está diretamente proporcional a essa produtividade.

Criar uma lista de compradores ou uma lista de distribuição de e-mails também é uma boa solução para a comercialização dos produtos em pequena escala. Ao aumentar a produção, é importante a parceria com pequenos mercados.

O registro na Secretaria de Agricultura também é essencial ao bom andamento dos negócios. Não é permitida a comercialização sem um selo de inspeção para o produto de origem animal.

O segredo deste tipo de negócio está no acompanhamento constante do empresário não processo produtivo. A administração rigorosa da operação, em busca de qualidade e economia, garante o padrão de desempenho desejável.

Para garantir o volume de entregas, o empreendedor precisa desenvolver parcerias com canais de distribuição do varejo, como supermercados e mercearias. Também deve ficar atento às exigências legais referentes a rotulagem, prazo de validade, embalagem, condições de armazenamento e transporte, manipulação de produtos e demais quesitos estabelecidos pelos órgãos responsáveis.

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  • 23. Características

O empreendedor envolvido com atividades relacionadas à criação de abelhas precisa adequar-se a um perfil específico. É aconselhável uma autoanálise para verificar qual a situação do futuro empreendedor diante desse conjunto de características e identificar oportunidades de desenvolvimento. A seguir, algumas características desejáveis ao empresário desse ramo:

  • - Ter paixão pela atividade e conhecer bem o ramo de negócio;

  • - Pesquisar e observar permanentemente o mercado em que está instalado, promovendo ajustes e adaptações no negócio:

  • - Ter atitude e iniciativa para promover visíveis em partes do invólucro.

    • 24. Bibliografia

COBRA, Marcos. Administração de vendas: casos, exercícios e estratégias. São Paulo: Atlas, 1981. 398 p.

COUTO, Regina H. N. Apicultura: Manejo e Produtos. São Paulo: Funep, 2006. 193 p.

FIGUEIRA, Eduardo. Quer vender mais? Campinas: Papirus, 2006. 112 p.

GIL, Edson. Competitividade em vendas. Rio de Janeiro: Alta Books, 2003. 92 p.

INSTITUTO CAMPINEIRO DE ENSINO AGRÍCOLA. Apicultura. Campinas: Instituto Campineiro, 1982. 199 p.

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LUPPA, Luis Paulo. O vendedor pit bull. Rio de Janeiro: Thomas Nelson Brasil, 2007.

  • 128 p.

MCCORMACK, Mark H. A arte de vender. [S. l.]: Best Seller, 2007. 192 p.

SEGAL, Mendel. Administração de vendas. São Paulo: Atlas, 1976. 253 p.

SPURGIN, Armin. Apicultura. São Paulo: Presença, 1997. 112 p.

STANTON, William J. Administração de vendas. Rio de Janeiro: Guanabara Dois, 1984. 512 p.

TOMANINI, Cláudio et al. Gestão de vendas. São Paulo: Ed. FGV, 2004. 148 p. (Marketing das publicações FGV management).

VIEIRA, Márcio I. Apicultura Atual: Abelhas Africanizadas. São Paulo, 1992.

WIESE, Helmuth. Apicultura: Novos Tempos. Campinas: Instituto Campineiro, 2005.

  • 378 p.

25. Fonte

Não há informações disponíveis para este campo.

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  • 26. Planejamento Financeiro

Não há informações disponíveis para este campo.

  • 27. Soluções Sebrae

Aproveite as ferramentas de gestão e conhecimento criadas para ajudar a impulsionar o seu negócio. Para consultar a programação disponível em seu estado, entre em contato pelo telefone 0800 570 0800.

Confira as principais opções de orientação empresarial e capacitações oferecidas pelo Sebrae:

Cursos on line e gratuitos - Portal de Educação a Distância Sebrae - www.ead.sebrae.com.br

Para desenvolver o comportamento empreendedor

Empretec - Metodologia da Organização das Nações Unidas (ONU) que proporciona o amadurecimento de características empreendedoras, aumentando a competitividade e as chances de permanência no mercado: http://goo.gl/SD5GQ9

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Para quem quer começar o próprio negócio

As soluções abaixo são uteis para quem quer iniciar um negócio. Pessoas que não possuem negócio próprio, mas que querem estruturar uma empresa. Ou pessoas que tem experiência em trabalhar por conta própria e querem se formalizar.

Plano de Negócios - O plano irá orientá-lo na busca de informações detalhadas sobre o ramo, os produtos e os serviços a serem oferecidos, além de clientes, concorrentes, fornecedores e pontos fortes e fracos, construindo a viabilidade da ideia e na gestão da empresa: http://goo.gl/odLojT

Iniciando um Pequeno e Grande Negócio - É um programa que orienta o empreendedor a organizar suas ideias e recursos e indica um roteiro com os principais aspectos a serem considerados no processo de abertura de um negócio. Como resultado, o IPGN orienta a elaboração de um plano de negócio - documento que tem como objetivo planejar detalhadamente a estruturação e abertura do negócio:

https://goo.gl/0bsQZg

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Começar Bem - Conjunto de soluções no formato de palestras, oficina, curso e outros recursos como cartilha, guia visual, aplicativo e vídeo. Acesse: http://goo.gl/hMrycK

Para quem é MEI

O Microempreendedor Individual (MEI) tem faturamento anual bruto de no máximo R$ 60 mil:

Negócio a Negócio – Programa de atendimento e orientação empresarial. Os agentes de orientação empresarial realizam visitas a sua empresa e aplicam um diagnóstico de gestão básica. Com base neste levantamento, são sugeridas soluções para a melhoria do seu negócio: http://goo.gl/2feRHN

SEI (Sebrae para o Microempreendedor Individual) - Programa composto de soluções que trata de temas básicos para gestão e fortalecimento dos negócios:

http://goo.gl/tbcWXi

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Para quem já é empresário de microempresa

Soluções para empresas com faturamento bruto anual de, no máximo, R$ 360 mil:

Na Medida - Programa que possui dez áreas de atuação com o objetivo de preparar o empreendedor para agarrar oportunidades e lidar com situações da gestão da empresa no dia a dia: http://goo.gl/yBamAs

Negócio a Negócio - Programa de atendimento e orientação empresarial. Os agentes de orientação empresarial realizam visitas a sua empresa e aplicam um diagnóstico de gestão básica. Com base neste levantamento, são sugeridas soluções para a melhoria do seu negócio: http://goo.gl/2feRHN

Para quem já é empresário de pequena empresa

Soluções para empresas com faturamento bruto anual maior que R$ 360 mil e menor

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ou igual a R$ 3,6 milhões:

Sebrae Mais - Programa composto por conjunto de 16 soluções que são aplicadas conforme as necessidades da empresa. Reúne diversas modalidades de atuação, como consultoria individualizada por empresa, workshop, cursos, palestras, encontros e coaching: http://goo.gl/jVYslV

Para quem quer inovar

Ferramenta Canvas online e gratuita - A metodologia Canvas ajuda o empreendedor a identificar como pode se diferenciar e inovar no mercado:

https://www.sebraecanvas.com/#/

Sebraetec - O Programa Sebraetec oferece serviços especializados e customizados para implantar soluções em sete áreas de inovação: http://goo.gl/kO3Wiy

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ALI - O Programa Agentes Locais de Inovação (ALI) é um acordo de cooperação técnica com o CNPq, com o objetivo de promover a prática continuada de ações de inovação nas empresas de pequeno porte: http://goo.gl/3kMRUh

  • 28. Sites Úteis

Não há informações disponíveis para este campo.

  • 29. URL

http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/ideias/Como-montar-uma-

cria%C3%A7%C3%A3o-de-abelhas

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