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POT~NCIAATIVA E REATIVA INSTANTÂNEAS EM SISTEMAS ELÉTRICOS COM FONTES E CARGAS GENÉRICAS Edson Watanabe e

POT~NCIAATIVAE REATIVA INSTANTÂNEAS EM SISTEMAS ELÉTRICOS COM FONTES E CARGAS GENÉRICAS

Edson Watanabe e Richard Stephan

COPPE/UFRJ CP 68504 - 21945 - Rio de Janeiro -

RJ

Stephan COPPE/UFRJ CP 68504 - 21945 - Rio de Janeiro - RJ Resumo - Este trabalho

Resumo - Este trabalho esclarece os conceitos de potência ativa e reativa instantâneas introduzidas por Akagi, Kanagawa e Nabae. Para tanto, relacionam-se definições tradicionais de potência ativa e reativa com estes novos conceitos. Finalmente, mostra-se como pode ser feita a compensação das potências reativa e harmónica através de filtros ativos, baseando-se nesta nova formulação.

Abstract - This work clarifies the concepts of instantaneous active and reactive power introduced by Akagi, Kanagawa and Nabae. The relationship between the usual definitions of active/reactive power and these new concepts is established. Finally, it is shown how this new formulation can be applied to compensate for reactive and har- monic powers using active filters.

1.

INTRODUÇÃO

A conceituação de potência ativa e reativa está bem estabelecida para circuitos êt~tricos com alimentação senoidal e cargas lineares, e.g. Elgerd (1970). Nos casos de carga não-linear e alimentação não- senoidal o conceito ainda não foi suficientemente explorado. Com o aumento dos circuitos chaveados de eletrÓnica de potência, os sis- temas elétricos passaram a absorver uma quantidade significativa deste tipo de carga. Assim sendo, atualmente, a compensação de potência reativa passou a ser um problema mais complexo devido à "potência harmÓnica" present~ no sistema.

Este trabalho tem por objetivo apresentar uma análise detalhada do problema, visando o esclarecimento e melhor compreensão dos fenÓmenos físicos que ocorrem em sistemas elétricos alimentados por fontes genéricas (contendo harm~nicos) e cargas genéricas (chaveadas ou simplesmente não-lineares). Este problema já foi tratado em uma série de publicações e.g. Slonin e Van Wyk (1988), Bystron (1979) e Emanuel (1988). Porém, os autores acreditam que somente com os trabalhos de. Akagi, Kanagawa e Nabae (1983 e 1984) aparece realmente uma teoria mais completa e consistente sobre o assunto. Mais recentemente, Furushashi et aI. (1990) também apresentaram um estudo sobre a teoria da potência reativa instantânea.

Desta forma, este trabalho, baseado na definição de potência ativa e reativa apresentada de forma compacta em Akagi et aI. (1983, 1984), pretende estabelecer uma melhor conceituação física destas grandezas tanto a nível de regime permanente quanto transitório, o que não está muito claro na literatura mencionada. A partir do entendimento do fenÓmeno físico, mostra-se que é possível se conceber estratégias de correção de fator de potência. É impor-

tante ressaltar que neste trabalho a correção de fator de potência tem um significado muito mais genérico, não se traduzindo apenas na correção da potência reativa convencional, mas também da "potência harmónica".

2. CONCEITOS TRADICIONAIS DE POTtNCIA ATIVA E ltEATIVA

Para um melhor entendimento do problema das potências ativa e reativaj será primeiramente apresentada a aplicação destes conceitos em um sistema elétrico monofásico, com fonte de tensão senoidal, carga linear e em regime permanente. Em seguida, será analisado o mesmo caso estendido para cargas contendo harmÓnicos múltiplos da freqUência da ~edero. Será também apresentado o estudo de uma fonie de tensão senoidal alimentando uma carga com componentes harmónicos de corrente não-múltiplas de ro. Por fim, será apresen- tado o caso de fonte de tensão contendo harmónicos alimentando uma carga linear.

2.1. Fonte

Senoidal

Lineares

em

Regime

Estacionário

e

Cargas

Seja:

va(t) = fi

V sen rot,

(1)

ia(t) = Y2 I sen (rot -<jJ).

(2)

A potência instantânea é dada por:

p(t) =v a ia

=VI[cos<jJ - cos (2mt - <jJ)] =

= IVI cos </>(1- cos 2aJ1) I - IVI

o</>.

1

'

2

sen:ZaJt·1

(3)

Esta decomposição mostra que a potência instantânea pode ser separada em duas parcelas:

a

parcela "1" pulsa em torno do valor médio (VIcos <jJ) com

o

dobro da freqüência da rede de alimentação, porém nunca

fica negativa, ou seja, é uma potência "cc" Slonin e Van Wyk

(1988);

SBA: Controle & Automação

253

a parcela "2" tem o valor médio nulo, valor de pico igual a (VI sen tP) e também oscila com o dobro da freqüência da rede.

Dentro da conceituação tradicional (e.g., Elgerd, 1970) define·se:

l!

P =VI costP,

potência ativa média = valor médio de p(t);

l! Q =VI sen tP,

(ii) as parcelas oscilantes das três fases. (parcela depenclente de Q) estão defasadas de 1WO em cada fase e, portanto, somam zero. No entanto, define-se tradicionalmente potência reativa trifásica como:

tradicionalmente potência reativa trifásica como: uma vez que existe este tipo de potência em cada uma

uma vez que existe este tipo de potência em cada uma das fases, em tempos diferentes. É importante notar que esta potência reativa aparece por definição, já que a soma no tempo é nula.

potência reativa.

Assim,

p(t) =P(l - cos 2c.ot) - Q(sen 2wt).

(4)

Estas decomposiçoes estão colocadas graficamente na Figura 1.

Nota·se que Q, por definição, é igual ao valor· de pico da parcela de potência que flui da fonte para a carga e vice·versa, resultando num valor médio nulo (parcela 2).

No caso trifásico equilibrado (Elgerd, 1976), chega-se às seguin- tes conclusOes:

(i) p(t) = Pa(t) + Pb(t) + pc(t)

l!

= 3P = P jtP '

ou seja, a potência trifásica instantânea é constante e, por- tanto, igual ao seu valor médio;

2.2 •. Extensão para Fonte Senoidal em· Regime Estacionário e Cargas com Hannônicos de Corrente Múltiplas de w

A tensão, neste caso, é a mesma apresentada na eq. (1). A cor· rente, porém, é expressa por:

ia(t)

=V2 l 1 sen(wt -tP 1 ) '+

+

fi

1 2 sen(2wt - tP2) +

As seguintes relaçOes são conhecidas:

potência instantânea:

Pa(t)

=2VI] senwtsen(wt '"-tf>1) +

+ 2VI 2 senwt sen(2wt ,- tP 2 ) +

(5)

= VIl COS tP 1 (1- cos 2wt) - VIl sen tP l sen 2wl

.

+ 2VI 2 senwt.sen(2wt - ti>2) +

;

VIcos0
VIcos0

Potencio

totol p

,-, , \ \
,-, ,
\ \

Figura 1. Tensão (v), corrente (i) e potência (p) num circuito monofásico linear Elgerd (1916).

potência ativa média:

P = valor médio de Pa(t) = VIl cos t/J 1 ;

corrente eficaz:

= I

11

2

2

+ 1 2

+ 1 3

2

+

=1(1!f) +J O T i a 2 dt

,

=

.onde T é o período de ia(t);

potência aparente:

S = VI.

Daf, tem-se que:

 
  (7)

(7)

Define-se:

 
 

â

O

=VII sen t/J 1

(8)

potência reativa;

 

H

~V 11 2 2 + 1 3 2 +

= VI II _(1/1)2,

(9)

potência harmÓnica.

 

A

relação (7) pode agora ser reescri~ como:

 

S2

=p 2 + 0 2 + H 2 .

(10)

Este resultado costuma ser apresentado graficamente através do tetraedro de potências da Figura 2, Bystron (1979) e Caldeira e Watanabe (1988).

As seguintes definições sao normalmente empregadas:

fator de'deslocamento ou fator de potência fundamental =

=eostP1 '

/p 2 +02

fator de distorção = ----

1

1

= -- = cosy,

s I

fator de potência ou fator de potência total

=P/S =cos t/J 1 CDS r =cos qJ.

H

total = P/S = cos t/J 1 • CDS r = cos qJ. H p Figura

p

Figura 2. Tetraedro de potências.

o fator de deslocamento aparece na literatura em inglês como "displacement factor" e corresponde ao fator de potência conven- cional de sistemas onde nao existe harmónicos. Este fator de des- locamento pode ser chamado de fator de potência fundamental, pois depende da componente fundamental. Por outro lado, o fator de potência, conforme definido acima, pode ser também chamado de fator de potência total, pois inclui, além da componente fundamen- tal, todos os harmónicos.

Para o caso trifásico equilibrado todas as grandezas sao con- sideradas em triplo.

A partir da Figura 2, as seguintes observaçOes podem ser feitas:

Obs. 1:

O(= VII sen t/J1 sen 2wt) é feito somente por parte das componentes de corrente na freqüência w.

Obs. 2: O transporte de H é feito pelas componentes de corrente em freqüências diferentes de w (harmÓnicos).

Obs. 3: A parcela VII sen t/J1 sen 2wt = Q sen 2wt tem valor médio zero e pode ser eliminada utilizando-se um capacitar ou um indutor conveniente. Isto pode ser entendido pela observação da Figura 3. A colocação de um componente L ou C em parelelo com a fonte de alimentação permite a geração de uma corrente de freqUência (J) capaz de fornecer a potência O solicitada pela carga. Nota-se que com este procedimento é impossfvel gerar ou absorver a potência H solicitada, uma vez quê H depende de correntes com freqQências diferentes de Q) (harmÓnicos).

()bs. 4: As parcelas da Eq. (6) com freqüências diferentes de w, isto é, aquelas que produzem H, têm valor médio zero e nao podem ser eliminadas com um único capacitar ou indutor. Sua eliminação depende de filtros, que funcionam como curto-circuitos para as cor· rentes harmÓnicas geradas na carga.

O transporte

de

P (= VIl cos t/J 1 (l

-

2

cos wt»

e

de

J2v senwt

P

-t>

cos t/J 1 (l - 2 cos wt» e de J2v senwt P -t>   -H+H
 

-H+H I

-7f+H

 

I

C

A

R

G

I

 

L_

-

--

-., I :,rQ

A

Figura 3. Compensação da potência reativa.

2.3. Extensão para Fonte Senoidal em Regime Estacionário com Carga com Harmônicos de Corrente em Qualquer Freqüência

Este caso ocorre quando a carga é chaveada em uma freqüência nao sincronizada com a freqUência da rede w. Assim sendo, a cor- rente passa a ser dada por.

da rede w. Assim sendo, a cor- rente passa a ser dada por. + 00 L

+

00

L

k=2

V2I t sen(wltt -t/JIt)

SBA: Controle & Automação

(11)

255

onde,

lo' componente contínua da corrente;

ff h sen(wt + 4>1): componente com a mesma rede (w).

freqUência

da

O somatório de harmónicos em (11) pode conter componentes de freqUência nao-múltiplas de w, maiores que w (super- harmónicos) e menores que w (sub-harmÓnicos), dependendo apenas do modo e freqUência de chaveamento (Gyugyi e Pelly,

1988) da carga.

Neste caso, da mesma forma que no caso anterior, pode-se definir todas as variáveis para a construção do tetraedro da potência da Figura 2. É importante observar, no entanto, que em H estará contida a potência devido a lo, bem como os harmõnicos menores e maiores que w.

2.4. Extensão para Fonte de Tensão Contendo Harmõnicos e Cargas com Correntes Múltiplas de w em Regime Estacionário

Seja:

va(t)

=fi

v t senwt + fiv 2 sen(2wt + À 2 )+

 

+

r2

v) sen (3wt+ ÀJ + "0

(12)

1 a (t)

=

fi I, sen (wt - 4>t) +

+ ff 1 2 sen (2wt + À 2 - 4>2) +

+

(21)

sen (3wt+

À) - 4>~ + 0'0

(13)

2.4.1. Decomposição da Corrente em Parte Senoidal e Parte Cossenoidal

Para estes casos, Emanuel (1988) sugere a decomposição da cor- rente em uma parte senoidal e outra cossenoidal, ou seja:

rente em uma parte senoidal e outra cossenoidal, ou seja: onde, is(t) = V2 11 cos

onde,

is(t)

=V2 11 cos 4>1 senrot + -1"'21 2 cos 4'~n2cut +

(14)

ic(t) =V2 1 1 sen 4>1 cos wt + ~I2sen 4'2 cos 2cut + "0

(15)

As seguintes relaçOes sao conhecidas:

 

potência instantânea:

Pa(t) = va(t) il(t) + va(t) ic(t) ;

potência ativa média:

P

=V,l t cos4>t + Vi2 cos 4>2 +

,

(16)

corrente eficaz:

 
Vi2 cos 4>2 + , (16) corrente eficaz:   tensao eficaz: V = /V,2 + V

tensao eficaz:

V

=/V,2 + V 2 2 + .u,

potência aparente:

S =VI.

 

Para a definição da potência reativa, Emanuel (1988) sugere:

 
 

IJ.

0=

VtI, sen4>t

+ V 2 1 2 sen4>2 + "0

(17)

ou

+ V 2 1 2 sen4>2 + "0 (17) ou O l;etraedro de potência, neste caso,

O l;etraedro de potência, neste caso, fica também estabelecido por:

S2 =

p 2 + 0 2 + H 2 ,

(18)

onde H =S - P - Q é um termo comphcado em função de sen ;, ecos 4>j sem significado físico aparente.

A compensação da parcela O poderia ser conseguida, caso a fonte de alimentação fosse composta de fontes harmónicas em série, através da colocação de capacitores ou indutores em paralelo com as fontes, conforme sugere a Figura 4. Como esta nao é um~ situação real, a metodologia sugerida fica apenas no nível teórico e serve para

o entendimento do significado das parcelas 0i (i = 1,2, 3,

2

2

2

2

.

).

12V1 senwt

J2V2 sen(2wt+ À2)

fi V 3 sen(3wt +).3 )

i

C A R G I I A I I ----1 I • I • I
C
A
R
G
I
I
A
I
I
----1
I
I
I I

Figura 4. Compensação da potência reativa no caso de fonte de tensão com componentes harmônicos.

2.4.2. Decomposição da Corrente em Partes em Fase com a Tensão e Parte Ortogonal à Tensão

Como a potência reativa Q definida em (17) pode no total ser

nula, negativa ou positiva, dependendo de tPi ,Emanuel (1988)

sugere uma outra decomposição da corrente. Ou seja, sugere a

decomposição da corrente em partes em fase com a tensão e parte ortogonal à mesma. Admite-se inicialinente que a carga é constituída por uma resistência em paralelo com uma indutância ou capacitância, e que seus valores nao dependem da freqUência. Chamando-se i a COr- rente que circula na resistência e i a que circula no elemento in- dutivo/capacitivo, tem-se:

i (t)

p

q

= 1 (t)

p

+

i (t)

q

,

(19)

a

onde:

ip(t)

iq(t)

=G [fiV t senrot +

+ fi V2 sen (2wt + À. 2 ) +

= ia(t) - ip(t)

= ic(t)

],

(20)

+ (is(t) - ip(t»

=

= fil t sen tP t coswt + fiI 2 sentP2 cos2wt +

+ ri:

(11 COStP1 - GV t ) senrot +

 

+ fi(12 eostP 2 - GV 2 ) ~n (2wt +À. 2 ) +

 

,

(21)

e

G é a condutância da carga.

 

As seguintes relações são verdadeiras:

 

P

=p(t) = v (t) (ip (t) + i q (t»

=

=

v(t)ip(t)

= G(V12+ V2 2+ V3 2 +

)

=

=GV=VI

p

,

(22)

onde 1 é o valor eficaz de i

p

p

Aqui, Emanuel (1988) sugere a seguinte definição para potência

reativa:

Q

= V [(lt sen tP t )

~

22m

+ (12 sen tP 2 ) +

]

(23)

Nota-se que com esta definição O ~ o.

O tetraedro de potência fica estabelecido pela introdução do termo R:

(24)

Ii

= S2 _ p 2 _ 0 2 .

Neste caso,

R 2 =V

(I

2+ I

p

q

2) _

G 2

V4 _ 0 2

,

onde

I q

I

é o valor eficaz de

i

. Mas,

 

q

q

=

[11

2

sen

2

2

t/>1 + 1 2

2

sen

t/>2 +

+ (11 cos t/>1-

-GV 1 )

22m

+ (I

2

cost/>2-GV2)

+

]

2

0

=[T

+

(11 COSt/>I- GV t )

2

+

=

+ (l2COStP2-GV2)

2

+

]

m

(25)

(26)

GV t ) 2 + = + (l2COStP2-GV2) 2 + ] m (25) (26) ( 2

(27)

Outras relações seriam obtidas caso a carga fosse constituída por elementos em série.

2.4.3. Cone de Potências

As decomposições sugeridas nos ítens 2.4.1. e 2.4.2. levam a

tetraedros de potência distintos. As arestas Q e H de cada

decomposição são totalmente diferentes. E.xistem, na verdade,

inúmeras formas de se definir O e H. No entanto, P, S e o êngulo (t/» entre P e S são sempre os mesmos, independente de como sao escolhidos Q e H. Desta forma, como mostra a Figura 5, tomando« o eixo P como referência e dependendo da escolbade Q e H, a ponta do vetar S estará for~samente sobre um círculo, ebegando« assim a um cone de potências.

É importante lembrar que uma escolha arbitrária de Q e H leva a definições sem significado tIsico e alguns autores sugerem definiç6e& de sua preferência (e.g. Emanuel (1988».

definiç6e& de sua preferência (e.g. Emanuel (1988». Figura 5. Cone de potência: P, S e o

Figura 5. Cone de potência: P, S e o ângulo (tIJ) entre P e S tem sempre o mesmo valor.

3. OS NOVOS CONCEITOS DE POmNCIA ATlVA E REATIVA

As análises apresentadas na seção anterior levam c1aramebte ao entendimento da existência de um tetraedro de potências e que as

possfveis formas de se corrigir o fator de potência são diferentes

existem harmÓnicos ou nao. As análises apresentadas são

quando

válidas somente para o regime permanente, o que atualmente nllo tem muito sentido, uma vez que na maioria das indl1striasas cargas

funcionam de forma muito dinâmica, sendo o conteúdo harmónico

variável no tempo.

Por este motivo, Akagi et aI. (1983, 1984) apresentaram uma teoria geral de potência ativa e reativa, que todavia ainda .nllo ~tá perfeitamente entendida e difundida entre· os engenheiros de sis- temas de potência.

No item seguinte será apresentada esta teoria generalizada e, a partir daí, pretende.se discutir e explicar melhor o significado de cada termo defmido.

.

3.1. Potência Ativa e Reativa Generalizada

Sabe-se que a potência instantânea de um sistema trifásico é dada por:

SBA: Controle & Automação

257

p(t)

onde:

v o

v a

vf3

v a

v b

v c

=vaia + vbi b + vA =vaia + vf3if3 + voio

=Pa + Pb + Pc = P a + Pf3 + P o

= ,; 2/3

=,; 2/3

1/ff

O

1r/"2

1/V2

11V2

1/V2

-1/2

"3/2

1

-la

-1/2

,

1/Y2

-1/2

-,; 3/2

O

V3ii

-,; 3/2

va

vb

v

c

v

o

V a

vf3

(28)

(29)

(30)

RelaÇÕeS idênticas valem para as correntes.

Esta decomposição em componentes (a, f3, O) deve ser entendida como uma mudança de variáveis, não estando relacionada com a transformada de Park ou componentes simétricas. A conveniência desta mudança de variáveis sobressai nos casos freqUentes em que

= O ou ia + ~ + i c = O. Nestas situações, a variável

v a + v b + V

v ou i vale zero e, portanto, duas componentes (a, f3) são sufi- cientes para representar o sistema. Akagi et aI. (1983, 1984), sugerem a definição de uma variável q dada por:

c

o

o

onde foram definidas as seguintes componentes de corrente:

i ap =

.

ia

q

=

if3p =

if3q =

2

V a

2

v

a +vf3

-VtJ

2

2

v a +vf3

vtJ

2

2

v a +vf3

v

a

2

2

v a +vf3

p,

q

P

q

,

,

Então, para as potências nas fases a e f3, tem-se:

Pa

Pf3

=

~ =

Vaia

vf3if3

P

ap

Pf3p

=

+

vai ap

vf3if3p

Paq

Pf3q

+

vai aq

vf3 Y3q

-

q(t)

=

v a if3 -

vf3i a

.

onde fQram definidas as seguintes componentes de potência:

A idéia básica desta definição é obter o produto da tensão pela corrente adiantada de 90°. Note que a parcela 2 da Eq. (3) é obtiQa pelo produto da tensão v a pela parte da corrente em coswt.

produto da tensão v a pela parte da corrente em coswt. 2 V a --2-~-2 --

2

V

a

--2-~-2-- P ,

v a +vf3

Portanto, quandov o = O ou i o = O:

P

=

q

o que nos permite calcular as correntes nas fases a e f3 em função de peq:

as correntes nas fases a e f3 em função de peq: p, p q v a
as correntes nas fases a e f3 em função de peq: p, p q v a

p,

p

q

v a

2

v a

+

VQ

2f:!.

v f3

1

=-2----2-

V a

+

vf3

Pf3q = vf3i f3q =

q

.

(31)

É

fácil verificar que com Po =

O, P vale:

P

= P a + Pf3 =P ap + P aq + P{:Jp + P{:Jq =

=P ap + P{:Jp

,

ou ainda, separando as parcelas em função de p e q, tem-se:

+

=

1

2

2

v a +Vf3

em função de p e q, tem-se: + = 1 2 2 v a +Vf3 O

O

q

p O ~ }=
p
O
~
}=

+ porque de (38) e (40) tem-se que:

O=P aq + P{:Jq

Estas relações sugerem a seguinte nomenclatura:

P ap =potência ativa instantânea no eixo a,

P{:Jp = potência ativa instantânea no eixo{:J,

P aq = potência reativa instantânea no eixo a,

(32)

258 SBA: Controle & Automação

(33)

(34)

(35)

(36)

(37)

(38)

(39)

(40)

(41)

(42)

(43)

Pp, =potência reativa instantanea no eixo(J.

q(t) =potência imaginária instantânea,

p(t) =potência real instantânea.

Nota-se que ~tas grandezas sao instantâneas e, assim, valem tanto para transitórios quanto para regimes estacionários, contendo harmónicos ou não.

O conceito usual de potência reativa corresponde a uma parcela da potência instantânea cujo valor médio é nulo (ver item 2.1.) Agora, o conceito de potência reativa introduzido corresponde a par- celas da potência instantânea de um circuito trifásico cuja soma Instantânea é zero (P aq + Pf3q = O).

Para permitir uma conexão com as conhecidas potência ativa média (P) e potência reativa (O), será analisado o caso de uma carga linear alimentada por uma fonte senoidal.

3.2.

Particularização para Fonte Senoidal de Tensão em Regime Estacionário com Cargas Uneares

Seja:

v =V2

a V senwt,

v =fi

b

V sen(wt + 120°),

v

(

=V2

V sen(wt - 120°).

I

a

=V2

I sen(Wl - 4»,

I =fi

b

I sen(wl + 120° - tP),

I

c

=fi

I sen(wt - lWO - 4».

Logo:

V a =V3 V senwt,

vp =V3 V coswt,

V =O

o

la

=

f3

I sen(wl - tI»,

1f3 =V3

1=0

o

I COS(Wl - tI»,

(44)

(45)

(46)

(47)

Portanto:

I COS(Wl - tI», (44) ( 4 5 ) ( 4 6 ) (47) Portanto: Mais
I COS(Wl - tI», (44) ( 4 5 ) ( 4 6 ) (47) Portanto: Mais

Mais ainda:

P a =P ap + P aq ,

Pap =

2

V

a

-2---2-

v a

+

vp

P

2

= + 3 V I cos tP sen wt,

(48)

(49)

-2---2- v a + vp P 2 = + 3 V I cos tP sen wt,

Esta nova conceituação de potência leva a resultados idênticos aos tradicionais e válidos para sistemas com alimentação senoidal e cargas lineares.

Nota-se que:

2

- Pa = V I cosif>(l- cos2wt) - V I sentP sen2wt,

3

2

- pp = V I costP(1 + cos2wt) + V I sentP sen2wt,·

3

.

que é equivalente à expressão (3) obtida no item 2.1. para sistemas monofásicos.

Em seguida será feita a mesma conexão para o caso de uma fonte senoidal alimentando uma carga não-linear.

3.3. Particularização para Fonte Senoidal de Tensão em Regime Estacionário com Cargas com Hannônicos de Corrente Múltiplos de w

Seja um sistema trifásico com as tel1SOes conforme definidas em (44) e com correntes dadas por:

I

a

I b

i

c

=V2

+fi

=fi

+ fi

=fl

+ fl

Logo,

1 1 sen( wJ. - tP1) + fi

1 3 sen(3wt - tP~ +

1 2 sen(2wt - 4>2) +

1 1 sen( wt + 120° - 4>1) +

1 2 sen[2(wt + 120°) - tP 2 ] +

1 1 sen(wt -120° - 4>1) +

1 2 sen[2(wt - 120°) - 4>2]+

i

-

a-

00 1

~

~

n=1

--

V3

I sen(nwt - tP ) [1- cos(n1200) ] ,

n

n

para n = 3 k a contribuição é nula,

para n ;t: 3 k a contribuição é positiva.

if3 =

00

L

n=1

2 Incos(nwt -tI>n) sen(nl200),

(50)

(51)

(52)

para n =3 k a contribuição é nula,

para n = (3k - 1) a contribuição é negatiVa,

para n = (3k + 1) a contribuição é positiva.

1

i =--(i +ib+i)=

o

V3

a

c

=

00

L

k=1

Y6

1 3k sen (3kwt - ti>3k)·

SBA: Controle & Automação

(53)

259

Nota-se que os harmOnicos múÍtiplos de 3 aparecem em "i ".

o

p =vaia + vf3Y3 + voi o = Pap +Pf3p

=3VI 1 eo&:/J 1 - 3VI 2 cos(3wt -4J 2 ) +

 

+

3VI 4 .cos(3wt

-;4) - 3VIscos(6wt-;s) +

 

+

3VI 7 cos(6wt -;7 )

 

-

3VI s cos(9cot - ; s)+ 3 VI 10 cos(9wt - ; 10 ) -

 

-

3VI 11 cos(l2wt -;11) +

 

(54)

q

=v a if3 - v/JÍa

 

=3VI 1 sen;l - 3VI 2 sen(3wt -;2)-

 

-

3VI

4 sen(3wt

-;4)

-

3VI s sen(6wt -;5)-

-

3VI 7 sen(6wt

-;7) - 3VI s sen(9aJt -;s)-

-

3VI 10 sen(9wt - ; 10 )-

 

-

3VI 11

sen(l2wt -;11) +

,

(55)

P

=vi

=0.

o

o o

Observando-se estas equaÇÕeS, pode-se escrever:

6-

p=p+p,

6-

_

q=q+q,

(56)

(57)

onde"-" indica valor médio e "-" valor oscilante.

Verifica-se que:

ii e qtem valor médio zero,

P=P3fj>'

q= Q3fj>

,

e q tem valor médio zero, P=P3fj>' q= Q3fj> , onde P e Õ são os

onde P e Õ são os valores eficazes

de ii e q.

(58)

• (59)

(60)

As relações acima podem ser resumidas no desenho da Figura 6.

Aqui a parcela devido aos harmOnicos foi decompostá nas partes

ortogonais P e Õ. É fundamental notar que estes resultados são idênticos aos do item 2.2., que o significado físico está mais claro, principalmente naquilo que diz respeito a H: Com esta definição da "potência harmónica" H observa-se que:

(i) o seu valor médio também vale zero;

(ü)

a eliminação de H épossfvel através de filtros, uma vez que \1m único capacitar ou indutor não é capaz de for- necer/absorver correntes em freqüências diferentes de aJ.

Na seção 4 será explicado colrio H e Q podem ser compensados.

260 SBA: Controle & Automação

Obs.:

Extensão da nomenclatura

Baseando-se nas Eqs. (33) a (36) e considerando--se as definições apresentadas nas Eqs. (56) e (57), fica evidente o

que representam as variáveis i ap , i acj

, if3p , i{3;; ,que

se·

rão empregadas mais adiante. Similarmente, com baSe nas Equações (38) a (41), podem-se introduzir as novasquan-

tidades P ap ' P aq ' Pf3p , Pf3q .

4.

COMPENSAÇÃO DA POmNCIA HARMÓNICA (H)

REATIVA (Q)

E

4.1.

Conceitos Básicos

Inicialmente será analisada a compensação das parcelas da potência

instantâneap(t) que dependem de q, isto é Paq e Pf3q (vide Eqs. 39,41 e 42). A Figura 7 ilustra o fluxo de potência nas fases a ef3.

Para. compensar as parcelas reativas

if3c ,conforme indicado na Figura 7. Estas

basta introduzir

fontes de corrente i ac e

fontes devem ser tais que:

i ac = i aq ,

(61)

(62)

ipc = ipq ,

p

aq

e

PIR ,.,q

com i aq e if3q dadas pelas Eqs. (34) e (36). Com isto, a fonte de cor-

fornecerá a potência

.

rente conectada em paralelo com a tensão v

a

Paq = .Vai aq (Eq. 39) e a fonte conectada à tensão vf3 fornecerá Pf3q = vpipq (Eq. 41). Uma vez que a relaÇão (43) nos ensina que, em todos os instantes de tempo, Paq + Pf3q = O ,não é

necessário elementoannazenador de energia para trocar esta par-

cela' de potência com a carga. A ,compensação é feita instantanea- mente através da troca de potência entre as fases. A realização destas fontes de corrente é possível através de filtros ativos de potência, constituídos basicamente de inversores de tensão (VSI) ou

if3c

corrente (CS!) devidamente controlados para gerar i ac e

(Akagi et at, 1984). Resta agora analisar as parcelas de potência instantãnea que de-

pendem de p. Conforme apresentado na Equação (56), p pode ser

decomposto nas partes p e j). Pela. Eq. (58), P corresponde justa-

transformada em trabalho útil na

carga e, assim, não tem sentido falar em sua compensação. Por outro

mente ao valor da potência que é

lado, ii tem valor médio zero e, portanto, pode ser compensado sem alterar o ~ornecimento de potência para a carga. A partir das Eqs. (38) e (40) pode-se·escrever:

2

V

a

Pap=

v

a + v f3

2

2

2

Vf3

Ppp=

2

v a

2

+v f3

P=vai ap ,

-

P = vp

ip p

(63)

(64)

1-

H

1- H 52 : p2+Q2 +H 2 H 2 : 'P2+Q2 Figura 6. Tetraedro de potências

52

: p2+Q2 +H 2

H 2 : 'P2+Q2

Figura 6. Tetraedro de potências extendido.

 

Pdp+Pdp+ PC!q

   
 

  C
  C
 

C

 

I

A

I

"

,J.,

t '

I

lide

I

,1.,

tt }PJ3P+PJ3P+P~

I"''t

:1f3e

R

G

A

Figura 7. Esquema de compensação de Q e H.

Estas equações mostram claramente que nao é possível compen- sar tais parcelas de potência através da troca de potências entre fases, como ocorre com Paq e Pf3q . Somente através do armaze- namento/fornecimento de energia, pode-se suprir as solicitações da

carga no que se refere a p, sem sobrecarregar a fonte de alimen-

tação. O elemento armazenador recebe a energia nos ciclos negati-

vos de p e a devolve nos ciclos positivos de p Esta compensação pode ser conseguida também por filtros ativos de potência constituídos de inversores (VSI ou CSI) controlados para forne- cer i ap e if3p' dados pelas Eqs. (63) e (64). No entanto, sao ne- cessários aqui elementos capazes de armazenar o valor máximo da

energia trocada com a carga Mohan e Wright (1988).

4.2. Discussão Sobre a Compensação de Q e H Utilizando

FUiros Ativos de Potência

A compensação aqui apresentada difere da usualmente empregada. No procedimento convencional, compensa-se Q através de elementos armazenadores de energia e o projeto é feito tratando cada fase individualmente. A parcela H é compensada usando filtros com capacitores e indutores,.ou seja, novamente elementos armaze- nadores de energia. Na nova metodologia, parte da parcela H

(aquela que depende de êi) e a parcela Q são compensadas por

filtros ativos de potência (Akagiet aL, 1984) que não necessitam de

componentes armazenadores de energia. A outra parte da parcela H

(aquela que depende de p) exige capacitores ou indutores para com-

pensação.

Quando grandes valores de potência estão em jogo, os elementos armazenadores de energia acima mencionados são caros. Nestes casos e com o barateamento dos componentes de eletrOnica de potência, o emprego da nova filosofia de compensação de potências reativas e harmOnicas torna-se atraente (Mohan e Wright, 1988).

s.

EXEMPLO

.Seja um sistema trifásico cujas tensõés são dadas pela Eq. (44) e CUjas correntes estão representadas apenas pelos primeiros e segun- dos harmOnicos da Eq. (50).

A Eq. (46) fornece os valores de v a ' vf3' V o .

Das Eqs. (51), (52), (53) obtem-se:

1 1 sen(rot -</>1) + V3 1 2 sen(2cot -</>2)'

if3 = V3 1 1 cos(rot - </>1) - fi 1 2 sen(2cot - </>2)'

ia =

f3

i

=0.

o

SBA: C::Ontro1e & Automação

261

Das Eqs. (54) e (55) segue:

p = 3 V 11 COS;1 - 3 V 1 2 cos(3cot - ;2)'

q =3 V 11 sen;1 - 3 V 1 2 sen(3cot - ;2)·

Ponanto:

q = 3 V 11 sen;1 - 3 V 1 2 sen(3cot - ;2)· Ponanto: p

p=- 3 V 1 2 cos (3cot - ;2) ,

q = 3 V 11 sen ;

1'

q=- 3 V 1 2 sen(3 wt - ;2)'

Das Eqs. (33) a (34) vem:

 

v'3

v'3

la

p

=-

3 V

senwt.p.

iR

fJP

= -

3 V

cos wt.p ,

 

-V3

V3

la

= --

cos wt.q,

iR =--

sen wt.q

 

p

3V

fJq

3 V

la =Iap + iaq =iap + iap + iaq + iaci

3 V la = Iap + iaq = ia p + iap + iaq + iaci
3 V la = Iap + iaq = ia p + iap + iaq + iaci

laq = - v'3" 11 sen ;

1 coswt,

+ iaq + iaci laq = - v'3" 11 sen ; 1 coswt, lf3q = .f3
+ iaq + iaci laq = - v'3" 11 sen ; 1 coswt, lf3q = .f3

lf3q

=.f3 11 cosrp1 cos W t,

lf3p=- V3 1 2 cos wt cos(3cot - ;2) =

-

-

[3

-

2

1

2 (cos(2wt -

;2) + cos(4wt - <'P 2 )],

lf3q = Y3 11 sen <'P1 sen wt ,

if3q=-fi 1 2 sen wt sen(3wt -

<'P 2 ) =

= -fi 1 2 sen wt sen(3wt - <'P 2 ) = Na Figura 8 estão

Na Figura 8 estão apresentados os gráficos de algumas destas

funções.

É interessante observar que Paq =- P{3q'

P aq =- Ppq .

Além

disso, P ap e P[3P temvalor médio zero, porém seus valores instan-

tâneos são diferentes em módulo. Já Pap e P{Jp tem valor médio

diferente de zero e representam a parcela de potência efetivamente

consumida pela carga.

6.

CONCLUSÕES

.Este trabalho introduziu novos conceitos de potência ativa e reativa; Através de uma série de exemplos mostrou-sea conexão

262 SBA: Controle & Automação

com as conhecidas potências P, Q e H. A compensação da potência

reativa instantânea (P aq ' P{3q) pode ser feita através de um filtro

ativo que direcione convenientemente as potências em cada fase,

uma vez que P aq = P{3q. As parcelas de potência harmOnica defini-

das por ii também podem ser compensadas, pois não afetam o valor

médio· da potência. No entanto, a compensação neste caso exige

elementos armazenadores de energia.

A nova metodologia de compensação de potências reativa e

harmOnica torna-se economicamente interessante na medida em que os valores de potência em jogo são elevados e o preço dos dis- positivos semi-condutores de potência decrescem. Além disso, a compensação proposta é instantânea valendo também em regimes transitórios.

A correção de H utilizando filtros ativos de potência será

inevitável em sistemas onde as freqüências harmónicas forem variáveis no tempo. Isto acontece nos casos de sistemas de corrente contínua com modulação de potência ou quando cicloconversores são utilizados(Gyugyi e Pelly, 1976; Alcagi et aI., 1986).

7.

REFERtNCIAS

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Electronics, Tokyo.

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e ATOH, S. (1986),

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Active Power Filter Using Multiple Voltage - Source PWM Con- verters - IEEE Trans. on IA, Vol. IA-22, May-June.

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.

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Traos. 00 IA - March/April.

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Introdução à Teoria de Sistema de Energia

Elétrica - McGraw-Hill do Brasil.

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A

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1 t T 0.5
1
t
T
0.5

-0.5 O

t

T

0.5 -0.5 O t T 0.5 i~t) -0.5
0.5
-0.5
O
t
T
0.5
i~t)
-0.5

O

t

T

1

0.5 -0.5 O t T 0.5 -0.5 O t T 0.5 i~t) -0.5 O t T

t

T

0.5

O t T 0.5 -0.5 O t T 0.5 i~t) -0.5 O t T 1 t

0.5

lpq( t)

-0.5

<'.5

lpqft)

-0.5

t

T

t T 1 t T 0.5 0.5 lpq( t) -0.5 <'.5 lpqft) -0.5 t T O

O

t T

T 0.5 0.5 lpq( t) -0.5 <'.5 lpqft) -0.5 t T O t T O T

O

T

Figura 8. Decomposição das correntes em parcelas dependentes de ii , q, ti para o exemplo do item 5.

V = 1,0

; 1 1 = 1/V3

; 1 2 = 1/{2-13);

Nomenclatura

(J)

freqUência da rede.

p(t)

potência instantânea, ~tênciareal instantânea.

q(t)

potência imaginária instantânea.

Pm{t)

potência instantânea na fase m, me {a,b,c, a,p,o}.

Pap(t)

potência ativa instantânea na fase a.

P{Jp(t)

potência ativa instantânea na fase (J.

Paq{t)

potência reativa instantânea na fase a.

P{Jq{t)

potência reativa instantânea na fase (J.

p valor médio de p{t).

q valor médio de q{t).

p(t)

parcela oscilante de p(t), onde p(t) = ptt) + p(t).

q(t)

parcela oscilante de q(t), onde q(t) = «<:t) + q(t).

P

potência ativa média, P = PCt).

O

potência reativa, 0= q(t).

P3f/>

03f/>

vm(t)

im(t)

0 1 = 300

;

O 2 = 00

.

potência ativa média trifásica. potência reativa trifásica.

tensao instantânea na fase m, me {a,b,c, a,/J,o}.

corrente instantânea na fase m, m E {a,b,c~a,/J,o}.

valor eficaz da corrente

onde T é o período de i(t). valor eficaz do k-ésimo harmónico de corrente. valor eficaz da tensao v(t). valor eficaz do k-ésimo harmónico de teDsao. corrente com termos em seno (senkwt). corrente com termos em cosseno (~kwt). corrente em fase com a tensao. corrente em quadratura com a tensão. valor eficaz de i (t). valor eficaz de i (t).

i(t), I = Y (lm J O T j2 dt,

p

q

SBA: Controle & Automaçio

263