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MÓDULO M284 Equipa de Reconhecimento e de Avaliação da Situação em Incêndios Florestais M284U4 UNIDADE
MÓDULO M284
Equipa de Reconhecimento
e de Avaliação da Situação
em Incêndios Florestais
M284U4
UNIDADE
Avaliação dos Incêndios
no Perímetro Urbano-Florestal
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SESSÃO 1 Avaliação dos incêndios no perímetro urbano-florestal PROGRAMA • Interface urbano-florestal; •
SESSÃO
1
Avaliação dos incêndios no perímetro
urbano-florestal
PROGRAMA
• Interface urbano-florestal;
• Aglomerados populacionais e casas isoladas na interface
urbano/florestal;
• Aspetos a avaliar na interface urbano-florestal;
• Pontos sensíveis na interface urbano-florestal;
• Tipo de combustível em redor das habitações;
• Tipo de edificado;
• Acessos;
• Infraestruturas de apoio;
• Análise da população;
• Classificação do risco;
• Reconhecimento e avaliação.
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Objetivos específicos Após a conclusão da sessão, os formandos devem: • Distinguir e analisar as
Objetivos específicos
Após a conclusão da sessão, os formandos devem:
• Distinguir e analisar as especificidades dos incêndios
que se propagam no perímetro urbano-florestal.
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Interface urbano-florestal • Em Portugal, com particular incidência no Norte e no Centro, as características
Interface urbano-florestal
• Em Portugal, com particular incidência no Norte e no Centro, as
características do povoamento traduzem-se numa dispersão de
habitações e outras infraestruturas pelo território;
• Assim, uma larga extensão do território assume características
de interface urbano-florestal (IUF), que é agravada pelas
tendências demográficas e sociais, nomeadamente o
despovoamento e/ou a procura crescente de segundas
residências em áreas rurais;
• A progressão do fogo florestal para áreas urbanizadas, quer
sejam habitacionais, industriais ou outras, pode desencadear a
ignição das infraestruturas aí localizadas e, deste modo, dar
origem a um incêndio na IUF.
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Interface urbano-florestal • A gestão de incêndios na interface urbano-florestal exige uma avaliação permanente
Interface urbano-florestal
• A gestão de incêndios na interface urbano-florestal exige uma
avaliação permanente assente no ambiente do incêndio, no
comportamento do incêndio, nos perigos e nos objetivos
estabelecidos pelo nível estratégico e tático para aquele incêndio;
• A segurança dos bombeiros e das populações não pode ser
descurada e deve ser vista como a primeira prioridade, quando se
pretende fazer a defesa de infraestruturas e de outros ativos
valiosos.
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Interface urbano-florestal • No nosso País a situação não é tão preocupante como em locais
Interface urbano-florestal
• No nosso País a situação não é tão preocupante como em
locais como os Estados Unidos da América e a Austrália. No
entanto tem vindo a assumir dimensões que merecem toda a
atenção;
• Em Portugal, no ano de 2005, arderam 116 habitações, 59 de
primeira habitação e 57 de segunda residência. Houve
também 211 habitações parcialmente danificadas, sendo 181
de primeira residência e 30 de segunda residência.
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Interface urbano-florestal Incêndio Mação – 2003 2003 – Amêndoa seis casas danificadas 2003 – Envendos
Interface urbano-florestal
Incêndio Mação – 2003
2003 – Amêndoa
seis casas danificadas
2003 – Envendos
duas casas danificadas
2003 – Mação
cinco casas danificadas
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Interface urbano-florestal Incêndio Coimbra – 2005 2005 – Almalaguês uma casa danificada 2005 – Torres
Interface urbano-florestal
Incêndio Coimbra – 2005
2005 – Almalaguês
uma casa danificada
2005 – Torres do Mondego
sete casas danificadas
2005 – Ceira
uma casa danificada
2005 – Santo António dos Olivais
10 casas danificadas
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Interface urbano-florestal Incêndio Funchal – 2016 9 | 69
Interface urbano-florestal
Incêndio Funchal – 2016
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Interface urbano-florestal Incêndio Funchal – 2016 • No ano de 2016, na Ilha da Madeira,
Interface urbano-florestal
Incêndio Funchal – 2016
• No ano de 2016, na Ilha da Madeira, cerca de 233 habitações foram
danificadas pelo incêndio, sendo 154 totalmente destruídas e 79
parcialmente destruídas. Deste incêndio resultaram também três
vitimas mortais.
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Interface urbano-florestal Incêndio Funchal – 2016 11 | 69
Interface urbano-florestal
Incêndio Funchal – 2016
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Interface urbano-florestal Incêndio Funchal – 2016 12 | 69
Interface urbano-florestal
Incêndio Funchal – 2016
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Interface urbano-florestal Incêndios florestais • Este tipo de incêndios é muito mais do que a
Interface urbano-florestal
Incêndios
florestais
• Este tipo de incêndios é muito
mais do que a soma de
incêndios florestais com
incêndios urbanos;
Incêndios
• Há aspetos importantes que
envolvem a gestão de pessoas
antes, durante e depois da
emergência, bem como a
gestão do território.
urbanos
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Interface urbano-florestal • Para uma melhor avaliação e reconhecimento por parte das equipas ERAS, é
Interface urbano-florestal
• Para uma melhor avaliação e
reconhecimento por parte
das equipas ERAS, é
fundamental que se avalie o
tipo de construção, mas
também dados referentes ao
tipo de população.
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Interface urbano-florestal • É consensual que a defesa destes locais não pode comprometer a segurança
Interface urbano-florestal
• É consensual que a defesa
destes locais não pode
comprometer a segurança
dos bombeiros e da
população em geral;
• Os trabalhos devem ser
iniciados quando a segurança
esteja garantida, de forma a
evitar ameaças às vidas e
aos bens das populações.
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Interface urbano-florestal • A gestão de incêndios na interface urbano-florestal não é um fenómeno novo;
Interface urbano-florestal
• A gestão de incêndios na interface urbano-florestal não é um
fenómeno novo;
• Em 1974, Butler definiu o conceito de interface urbano-florestal
como “sendo qualquer ponto onde o combustível consumido pelo
incêndio passa de combustível natural (árvores, arbustos e
gramíneas) a combustível artificial ou criado pelo homem (casas,
anexos)”;
• Atualmente podemos definir a
interface urbano-florestal
como “a área em que as
infraestruturas e outras
construções/atividades
humanas se encontram com
combustíveis florestais”, National
Wildfire Coordinating Group, Maio de 2012.
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Interface urbano-florestal • A interface urbano-florestal, ou simplesmente Interface “é o espaço onde a
Interface urbano-florestal
• A interface urbano-florestal, ou simplesmente Interface “é o
espaço onde a vegetação e as estruturas coexistem, num
ambiente propício aos incêndios”, ADAI
Ou ainda como:
• “A combinação de pessoas, casas e incêndios, cada vez mais
frequentes, que colocam em risco a vida e o bem estar das
pessoas, ameaçam bens valiosos, condicionam as estratégias de
combate e produzem danos cada vez maiores”, ADAI
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Interface urbano-florestal • Quer seja por abandono, quer seja por motivações turísticas, as edificações têm-se
Interface urbano-florestal
• Quer seja por abandono, quer seja por motivações turísticas, as
edificações têm-se aproximado perigosamente das áreas
florestais envolventes;
• Existe cada vez maior pressão para a utilização de novos
espaços, bem como a rentabilização de espaços mais antigos, o
que provoca mais pontos de contacto entre a floresta e o
edificado.
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Interface urbano-florestal • Nos caso dos grandes centros urbanos, os problemas de interface surgem em
Interface urbano-florestal
• Nos caso dos grandes centros urbanos, os problemas de
interface surgem em resultado da necessidade de expansão das
cidades;
• Esta expansão processa-se
para zonas agro florestais,
normalmente, de uma forma
descontinua, o que contribui
para que haja construções no
espaço florestal, e que fiquem
zonas florestadas no meio,
sem qualquer tipo de
intervenção, existindo uma
grande carga de combustível
e, em muitos casos, depósitos
de lixo.
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Interface urbano-florestal • Os cidadãos devem ter noção dos riscos inerentes ao facto de terem
Interface urbano-florestal
• Os cidadãos devem ter noção dos riscos
inerentes ao facto de terem construções
junto à zona florestal, sendo que deverão
ter conhecimentos das suas obrigações
que resultam do Decreto Lei 124/2006,
com a redação do Decreto Lei 17/2009, de
14 de Janeiro.
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Interface urbano-florestal 21 | 69
Interface urbano-florestal
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Interface urbano-florestal • Várias são as habitações de segunda residência, bem como de emigrantes, em
Interface urbano-florestal
• Várias são as habitações de segunda residência, bem como de
emigrantes, em que os pátios e quintais começam a estar
ocupados por vegetação herbácea, subarbustiva e até mesmo
situações de completo abandono;
• Isto aumenta significativamente a carga de combustível junto às
habitações, o que potencia a probabilidade destas arderem,
quer por contato direto das chamas, quer também por projeção
de partículas.
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Aglomerados populacionais e casas isoladas na interface urbano-florestal • No nosso País podem considerar-se dois
Aglomerados populacionais e casas isoladas na
interface urbano-florestal
• No nosso País podem considerar-se dois tipos de situações na
interface urbano-florestal:
Zona Habitacional compacta
que confina diretamente com
a floresta.
Zona Habitacional ou
casas dispersas misturadas
com a vegetação florestal.
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Aglomerados populacionais e casas isoladas na interface urbano-florestal Zona habitacional compacta que confina
Aglomerados populacionais e casas isoladas na
interface urbano-florestal
Zona habitacional compacta que confina diretamente com a floresta
• Situação em que muitas casas podem ser afetadas por um
incêndio, normalmente aldeias de reduzida dimensão que
estão inseridas em manchas florestais.
Aldeia do Candal, Lousã
Aldeia de Ponte de Sótão, Góis
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Aglomerados populacionais e casas isoladas na interface urbano-florestal Zona habitacional ou casas dispersas misturadas
Aglomerados populacionais e casas isoladas na
interface urbano-florestal
Zona habitacional ou casas dispersas misturadas com a vegetação
florestal
• Situação em que existem habitações que de uma forma
isolada estão mais vulneráveis ao incêndio. Não são apenas
residências secundárias ou turísticas, podendo ser residências
primárias.
Aldeia de Framilo, Lousã
Quinta da Enterranha, Sátão
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Aspetos a avaliar na interface urbano-florestal • Pontos sensíveis na interface urbano-florestal; • Tipo de
Aspetos a avaliar na interface urbano-florestal
• Pontos sensíveis na interface urbano-florestal;
• Tipo de combustível em redor das habitações;
• Tipo de edificado:
 O tipo de construção e o estado de conservação do edifício;
• Acessos;
• Infraestruturas de apoio;
• Análise da população.
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Pontos sensíveis na interface urbano-florestal • Quando se pensa em interface urbano-florestal associa-se a
Pontos sensíveis na interface urbano-florestal
• Quando se pensa em interface urbano-florestal associa-se a
habitações e aglomerados populacionais. No entanto, não se
podem descurar os seguintes exemplos:
 Hospitais e lares de idosos;
 Parques de campismo;
 Locais de culto ou de festas;
 Instalações industriais e militares;
 Acessos rodoviários e postos de abastecimento;
 Sítios arqueológicos e de interesse patrimonial e cultural.
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Pontos sensíveis na interface urbano-florestal Posto de combustível rodeado por floresta Parque de Campismo rodeado
Pontos sensíveis na interface urbano-florestal
Posto de combustível rodeado por floresta
Parque de Campismo rodeado por floresta
Pequena Industria
rodeada por
floresta
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Tipo de combustível em redor das habitações • É essencial conhecer as espécies dominantes em
Tipo de combustível em redor das habitações
• É essencial conhecer as espécies dominantes em redor das
habitações. Deve ser avaliada a carga de combustível, a idade e
o teor de humidade.
• De referir que muitas aldeias apresentam em seu redor elevadas
cargas de combustível, com elevada inflamabilidade e
combustibilidade. No entanto, outras existem onde as espécies
predominantes são folhosas com menor inflamabilidade e que
podem quebrar a progressão do incêndio.
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Tipo de combustível em redor das habitações • Com o abandono, muitos campos agrícolas têm
Tipo de combustível em redor das habitações
• Com o abandono, muitos campos agrícolas têm vindo a
transforma-se em verdadeiras lixeiras. Assim, é essencial
avaliar o que rodeia as habitações, verificando se existem
materiais inflamáveis.
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Tipo de combustível em redor das habitações • É indispensável avaliar combustível não florestal em
Tipo de combustível em redor das habitações
• É indispensável avaliar combustível não florestal em redor das
habitações:
 Materiais
armazenados junto
à habitação
(gasolina, gasóleo,
botijas, palha,
matos, lenha,
máquinas
agrícolas);
 Entre outros…;
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Tipo de edificado O tipo de construção e o estado de conservação do edifício •
Tipo de edificado
O tipo de construção e o estado de conservação do edifício
• O material de construção é essencial, pois a ignição será
muito mais provável se a construção for de madeira e não de
alvenaria;
• Quanto mais antiga, maior é a probabilidade de serem
utilizados materiais mais combustíveis. Em muitos locais, estas
construções podem ter elevado valor estético ou histórico.
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Tipo de edificado O tipo de construção e o estado de conservação do edifício •
Tipo de edificado
O tipo de construção e o estado de conservação do edifício
• É indispensável avaliar alguns aspetos relacionados com a
construção:
 Tipo de telhas existentes
(cerâmica, zinco,
fibrocimento);
 Existência de beirados no
telhado;
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Tipo de edificado O tipo de construção e o estado de conservação do edifício •
Tipo de edificado
O tipo de construção e o estado de conservação do edifício
• É indispensável avaliar alguns aspetos relacionados com a
construção (continuação):
 Existência de lixo no
telhado;
 Tipo de telhado (madeira,
betão, betão e madeira, só
betão);
 Caleiras (limpas ou com
detritos);
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Tipo de edificado O tipo de construção e o estado de conservação do edifício •
Tipo de edificado
O tipo de construção e o estado de conservação do edifício
• É indispensável avaliar alguns aspetos relacionados com a
construção (continuação):
 Portas exteriores (alumínio,
madeira);
 Janelas exteriores (alumínio,
madeira);
 Existência de
portadas/persianas (alumínio,
pvc).
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Acessos • Devem ser avaliados os acessos em redor do edificado. Deve ser avaliada a
Acessos
• Devem ser avaliados os acessos em redor do edificado. Deve
ser avaliada a densidade das vias, a sua largura e o estado
dos pavimentos.
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Infraestruturas de apoio • A existência de pontos de água (meios aéreos e meios terrestres)
Infraestruturas de apoio
• A existência de pontos de água (meios aéreos e meios
terrestres) em redor destes locais é de extrema importância
para reduzir o risco, mas também o impacto do incêndio.
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Análise da população • É fundamental avaliar alguns aspetos relacionados com a população:  Faixa
Análise da população
• É fundamental avaliar alguns aspetos relacionados com a
população:
 Faixa etária;
 Mobilidade;
 Localização;
 Tipo de ocupante
(ocasional/habitual);
 Equipas de socorro.
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Classificação do risco • Uma das funções da Equipa ERAS quando confrontada com uma situação
Classificação do risco
• Uma das funções da Equipa ERAS quando confrontada com uma
situação de incêndio na interface urbano-florestal, é avaliar a
situação e o seu risco e transmitir esta informação ao posto de
comando operacional (PCO). Cada situação em concreto terá um
risco associado;
• Seguem-se alguns exemplo significativos do panorama nacional,
baseados no Catálogo de Situações tipo de Interface Urbano-
Florestal, elaborado pela ADAI.
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Classificação do risco • Interface dentro de núcleos urbanos:  Risco Moderado. • Áreas florestais
Classificação do risco
• Interface dentro de núcleos
urbanos:
 Risco Moderado.
• Áreas florestais de dimensões consideráveis, situadas dentro das
cidades. Esta situação raramente desenvolve incêndios de
grandes dimensões. As acessibilidades são normalmente boas.
Na maioria dos casos, os incêndios devem extinguir-se na linha
de fronteira com a cidade.
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Classificação do risco • Interface industrial florestal:  Risco Alto. • Zona Industrial com casas,
Classificação do risco
• Interface industrial florestal:
 Risco Alto.
• Zona Industrial com casas, armazéns,
materiais diversos e pessoas em
contato com ou dentro de áreas
florestais. Pode existir acumulação de
resíduos tóxicos ou matérias
perigosas ou inflamáveis. As próprias
atividades desenvolvidas podem
originar focos de incêndio que se
propagam para o exterior.
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Classificação do risco • Interface de pequena povoação com área florestal:  Risco Alto. •
Classificação do risco
• Interface de pequena povoação
com área florestal:
 Risco Alto.
• Povoação rural em ambiente florestal com interface não muito
bem definida. As casas na parte exterior estão em contato com a
vegetação. Estas estão mais expostas do que as do interior da
população, no entanto podem ser atingidas por projeções. As
casas poderão ser resistentes ao fogo, mas tem que se ter
atenção aos telhados, que poderão estar assentes em estruturas
de madeira. Caso haja tempo, a evacuação pode ser
recomendável.
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Classificação do risco • Interface de agrupamentos contínuos de casas em área florestal:  Risco
Classificação do risco
• Interface de agrupamentos
contínuos de casas em área
florestal:
 Risco Muito Alto.
• Situação em que as casas formam pequenos aglomerados e se
distribuem ao longo de estradas, em zonas florestais, formando
múltiplas zonas de interface. Próximo das casas pode haver
campos agrícolas, mas há bolsas de vegetação que permitem a
propagação do incêndio com grande intensidade. Normalmente,
o interior e o centro das povoações são os locais mais seguros.
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Classificação do risco • Casa isolada dentro de uma área florestal:  Risco Alto. •
Classificação do risco
• Casa isolada dentro de uma área
florestal:
 Risco Alto.
• Edifício ou pequeno grupo de
edifícios isolados dentro de
manchas florestais. As
construções e os acessos
estão expostos ao incêndio.
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Classificação do risco • Intermix uniforme e denso numa área florestal:  Risco Muito Alto
Classificação do risco
• Intermix uniforme e denso
numa área florestal:
 Risco Muito Alto
• Mistura uniforme de casas e de floresta, muitas vezes
acompanhada de vegetação ornamental. As casas estão muito
densas, mas deixando espaço para vegetação. O incêndio
propaga-se facilmente neste tipo de situações. Dado o elevado
número de pessoas, uma evacuação deve ser planeada com
tempo.
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Reconhecimento e avaliação • As ERAS devem reconhecer e avaliar os locais tendo em conta
Reconhecimento e avaliação
• As ERAS devem reconhecer e avaliar os locais tendo em conta
os seguintes fatores:
 Segurança dos bombeiros (caminhos de fuga e zonas de
segurança);
 Comportamento do incêndio;
 Combustíveis circundantes;
 Recursos disponíveis;
 Pontos de água;
 Tipo de construção / infraestrutura (capacidade das estruturas
resistirem ao incêndio).
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Reconhecimento e avaliação • As ERAS devem fazer uma avaliação rápida para verificação de habitantes
Reconhecimento e avaliação
• As ERAS devem fazer uma avaliação rápida para verificação de
habitantes nas infraestruturas que podem necessitar de salvamento
ou evacuação:
 Avaliar a zona e as estruturas existentes;
 Executar rapidamente uma avaliação exterior para avaliar
as condições para defesa daquele local;
 Avaliar a existência de caminhos de fuga e zonas de
segurança;
 Avaliar o estado dos ocupantes;
 Avaliar o que existe dentro das estruturas (por exemplo:
garagem);
 Avaliar as caraterísticas exteriores da construção.
• A existência de comportamento extremo do incêndio pode provocar
restrições no tempo disponível para a avaliação.
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Reconhecimento e avaliação • Provável cenário que pode ser encontrado no reconhecimento e avaliação: 
Reconhecimento e avaliação
• Provável cenário que pode ser encontrado no reconhecimento e
avaliação:
 Situação em que existem caminhos de fuga e zonas de
segurança devidamente identificadas;
 O tipo de construção, bem como o espaço envolvente
tornam improvável que as estruturas sejam atingidas pelo
incêndio;
 O combustível envolvente não se encontra junto às
habitações;
 Existem pontos de água no local.
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Reconhecimento e avaliação • Provável cenário que pode ser encontrado no reconhecimento e avaliação: 
Reconhecimento e avaliação
• Provável cenário que pode ser encontrado no reconhecimento e
avaliação:
 Situação em que existem caminhos de fuga e zonas de
segurança definidos;
 O tipo de construção, bem como o espaço envolvente
tornam provável que as estruturas sejam atingidas pelo
incêndio;
 O combustível envolvente encontra-se próximo das
habitações;
 Existem pontos de água nas imediações do local.
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Reconhecimento e avaliação • Provável cenário que pode ser encontrado no reconhecimento e avaliação: 
Reconhecimento e avaliação
• Provável cenário que pode ser encontrado no reconhecimento e
avaliação:
 Situação em que não existem caminhos de fuga nem
zonas de segurança ou não há condições para
estabelecimento de caminhos de fuga ou zonas de
segurança;
 O tipo de construção, bem como o espaço envolvente
dificultam a sua defesa;
 O combustível envolvente encontra-se junto às
habitações;
 Não existem pontos de água nas imediações do local.
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Reconhecimento e avaliação 51 | 69
Reconhecimento e avaliação
51 | 69
Reconhecimento e avaliação 52 | 69
Reconhecimento e avaliação
52 | 69
Reconhecimento e avaliação 53 | 69
Reconhecimento e avaliação
53 | 69
Reconhecimento e avaliação 54 | 69
Reconhecimento e avaliação
54 | 69
Reconhecimento e avaliação 55 | 69
Reconhecimento e avaliação
55 | 69
Reconhecimento e avaliação 56 | 69
Reconhecimento e avaliação
56 | 69
Reconhecimento e avaliação 57 | 69
Reconhecimento e avaliação
57 | 69
Reconhecimento e avaliação 58 | 69
Reconhecimento e avaliação
58 | 69
Reconhecimento e avaliação 59 | 69
Reconhecimento e avaliação
59 | 69
Reconhecimento e avaliação 60 | 69
Reconhecimento e avaliação
60 | 69
Reconhecimento e avaliação 61 | 69
Reconhecimento e avaliação
61 | 69
Reconhecimento e avaliação 62 | 69
Reconhecimento e avaliação
62 | 69
Reconhecimento e avaliação 63 | 69
Reconhecimento e avaliação
63 | 69
Reconhecimento e avaliação 64 | 69
Reconhecimento e avaliação
64 | 69
Reconhecimento e avaliação 65 | 69
Reconhecimento e avaliação
65 | 69
Reconhecimento e avaliação 66 | 69
Reconhecimento e avaliação
66 | 69
Reconhecimento e avaliação 67 | 69
Reconhecimento e avaliação
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Revisões • Interface urbano-florestal; • Aglomerados populacionais e casas isoladas na interface urbano/florestal;
Revisões
• Interface urbano-florestal;
• Aglomerados populacionais e casas isoladas na interface
urbano/florestal;
• Aspetos a avaliar na interface urbano-florestal;
• Pontos sensíveis na interface urbano-florestal;
• Tipo de combustível em redor das habitações;
• Tipo de edificado;
• Acessos;
• Infraestruturas de apoio;
• Análise da população;
• Classificação do risco;
• Reconhecimento e avaliação.
68 68
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6969 || 6969 V01-2015
6969 || 6969
V01-2015