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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO NORTE FLUMINENSE DARCY RIBEIRO UENF CENTRO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA CCT

PROPAGAÇÃO DE ONDAS EM SUPERFÍCIE PLANA

Cláudia Emília Ramos de Souza

ÍNDICE

Introdução

3

Teoria

4

Procedimento Experimental

6

Resultados e Discussões

8

Conclusão

16

Bibliografia

17

1-Introdução

O estudo de ondas em duas dimensões pode ser realizado usando uma cuba de ondas. Uma cuba de ondas é um recipiente de vidro com pés niveladores onde, utilizando vibradores adequados, são produzidos ondas planas (pulsos retos) e ondas esféricas (pulsos circulares) essas ondas são projetadas (utilizando um retroprojetor) sobre uma superfície. A importância desse experimento está no fato de demonstrar de maneira clara e perfeita os tipos de ondas que podem existir em meios líquidos, os tipos de interferência que uma onda pode sofrer: reflexão(quando uma onda volta para a direção de onde veio, devido à batida em material reflexivo), refração( mudança da direção das ondas, devido a entrada em outro meio) e difração (demonstração da capacidade da onda em contornar os obstáculos, demonstração do comportamento de uma fenda como fonte de ondas (fenda de Young)) [1]. Os fenômenos acima mencionados são explicados através da teoria ondulatória da luz que recebeu grande contribuição de Christiaan Huygens (1629-1695), Galileu (1564-1642) e Descartes (1596-1650) .Simularemos estes mesmos fenômenos em uma cuba de água, estudando o comportamento das ondas de água e procurando fazer relações com a teoria[2].

2-Teoria

Com base nas contribuições feitas pelo físico Inglês Isaac Newton para a mecânica clássica, temos a fórmula da velocidade:

V = S/ t

mediante a esta fórmula é possível chegar à fórmula universal da velocidade da onda. Imaginemos uma onda, esta tem uma forma cossenoidal, a distância entre uma crista e outra consecutiva vale um comprimento de onda(1 ), a distância que o "ponto atrás do da frente" percorrerá para que chegue a posição que o da "frente" se encontrava no instante inicial, vale um comprimento de onda,

logo S = [3]

e o tempo necessário pra que isso seja fato, vale um período(1T),

logo t = T [3]

A fórmula da velocidade de Newton fica assim representada:

[3]A fórmula da velocidade de Newton fica assim representada: como o período é o inverso da

como o período é o inverso da frequência(T = 1/f), então:

[3]o período é o inverso da frequência(T = 1/f), então: esta é a fórmula que pode

esta é a fórmula que pode ser usada para qualquer espécie de onda(acústica, luminosa, do mar, etc). A velocidade da onda é dado em metros por segundo(m/s)[3].

Fig 1 - caracteristicas da onda [4] Leis da Reflexão Fig 2 - Lei da

Fig 1 - caracteristicas da onda [4]

Leis da Reflexão

Fig 1 - caracteristicas da onda [4] Leis da Reflexão Fig 2 - Lei da reflexão

Fig 2 - Lei da reflexão [5]

Os ângulos de incidência( i )e de reflexão ( r )

Na figura 2 temos que:

N - normal (ou perpendicular) à superfície refletora no ponto de incidência I

i - ângulo que o raio incidente faz com a normal N

r - ângulo que o raio refletido faz com a normal N

Leis da reflexão

- O ângulo de incidência é igual ao ângulo de reflexão para uma reflexäo especular

- O raio incidente, o raio refletido e a normal à superfície refletora pertencem a um mesmo plano

3-Procedimento Experimental

Material utilizado

Cuba de onda para retroprojetor CIDEPE

Anteparos de metal

Gerador de abalos

Montou-se uma cuba para propagação de ondas vinculada a um retroprojetor;

Apagou-se a luz do recinto para permitir melhor visualização das ondas;

Deixou-se cair uma gota de água sobre a superfície da água da cuba e depois liberou-se compassadamente mais gotas;

Adicionou-se a cuba uma fonte vibrando a uma determinada frequência e amplitude, observou-se os efeitos e logo adicionou-se um anteparo variandoao longo do seu ângulo ;

Subsequentemente, adicionou-se um refletor curvado e observou-se os fenômenos.

Ajustou-se a frequência para o seu valor máximo e colocou-se dois anteparos separados um a uma distância maior que 5 cm e outro a uma

distãncia menor que 0.5 cm;

Logo após, regulou-se a fenda para uma distância de 3 cm e variou-se a frequência das ondas incidentes;

Ajustou-se a frequência para o seu valor máximo e adicionou-se duas fontes de perturbação observando os efeitos decorridos;

Anotou-se todos os resultados obtidos através do experimento e respondeu-se um questionário pertinente fornecido pelo professor.

através do experimento e respondeu-se um questionário pertinente fornecido pelo professor. Fig 3-cuba de ondas [5]

Fig 3-cuba de ondas [5]

4-Resultados e discussões

A aula ministrada em laboratório foi demonstrativa, segue abaixo as discussões relativas as questões do roteiro oferecida pelo professor que trás conceitos muito importantes e pertinentes para um aprofundamento dos conhecimentos adquiridos pela teoria.

1-Inicialmente vamos deixar cair uma gota de água, sobre a superfície da água na cuba, e depois compassadamente, outras gotas serão liberadas.Como essas ondas na superfície da água estão relacionadas com a música e o som?

Quando as gotas caem na cuba vários círculos são formados a partir do ponto onde a gota toca a superfície. Essas ondas relacionam-se com as ondas sonoras da seguinte forma:uma onda sonora se propaga partindo de uma fonte pontual S através de um meio tridimensional. As frentes de onda formam esferas centradas em S;os raios são radiais passando por S, as frentes de ondas também são representadas por círculos completos ou parciais em um desenho bidimensional para uma fonte pontual.

Fig 4- representação da onda circular gerada pela gota água na superfície da cuba [6]

Fig 4- representação da onda circular gerada pela gota água na superfície da cuba [6]

2-Como você determinaria a velocidade da onda nesse meio?

Para a determinação da velocidade poderia ser utilizada a fórmula v= f. Sendo f a frequência obtida no gerador e o comprimento de onda que nesse caso seria a distância de um círculo a outro como pode ser observado na figura abaixo:

círculo a outro como pode ser observado na figura abaixo: Fig 5 -representação do comprimento de

Fig 5 -representação do comprimento de onda em onda circular [6]

3-Qual é o tipo de frente de ondas que são produzidos pelas gotas que caem na superfície da água?Por que elas possuem essa forma e não outra forma?

Frentes de onda circulares planas possuem essa forma pois apresentam-se em superfície bidemensional(ver figura 5).

4-Agora teremos uma fonte vibrando a uma determinada freqüência e amplitude.

a- Qual é o ângulo de propagação das frentes de onda na situação em que não há nenhum obstáculo? b- O que você observa quando é colocado um anteparo?Esboçar aonde está a origem real das ondas e o ponto de origem virtual das ondas. Agora o que acontece quando esse obstáculo forma um ângulo . Há alguma região em que as ondas são estacionárias?O que é a separação entre as linhas claras e escuras na onda estacionária?

entre as linhas claras e escuras na onda estacionária? Fig 6-propagação das frentes de onda com

Fig 6-propagação das frentes de onda com e sem obstáculo

a-As ondas planas se propagam livremente em forma de linhas paralelas quando não há nenhum obstáculo

b- Essa pergunta pode ser respondida utilizando os conceitos da lei da reflexão da luz onde temos que o ângulo de incidência, , é igual ao ângulo de reflexão.O comportamento de uma frente de ondas quando esta incide sobre uma barreira é análogo ao do raio da luz em uma superfície polida. Quando a frente de ondas incide em uma direção à barreira que é colocada inclinada em relação à cuba, ela é refletida em uma direção diferente tal que o ângulo da frente de onda que se aproxima da barreira é igual ao ângulo em que a frente de onda reflete.

fig 7- reflexão de ondas [5] As ondas são estacionárias nos nós, porque ao atingirem

fig 7- reflexão de ondas [5]

As ondas são estacionárias nos nós, porque ao atingirem a extremidade fixa, elas se refletem, retornando com sentido de deslocamento contrário ao anterior(ver figura 8).Dessa forma, as perturbações se superpõem às outras que estão chegando à parede, originando o fenômeno das ondas estacionárias.A interferência pode ser observada pela separação entre linhas claras e escuras.

observada pela separação entre linhas claras e escuras. Fig 8- reflexão de pulsos circulares (ondas esféricas)

Fig 8- reflexão de pulsos circulares (ondas esféricas) em uma barreira retilínea na cuba de ondas [5]

5-Agora colocamos um refletor curvado.O que você observa?Faça o esboço do que você visualiza.

O refletor curvado se comporta como um espelho côncavo, a onda vai e retorna para o foco(este por sua vez, atua como fonte pontual de onde todas as ondas emanam)A direção do raio de luz é perpendicular à frente de ondas planas (pulsos retos). Após a reflexão, a frente de ondas é refletida e a energia transportada converge para um ponto, que é denominado foco ( ver fig.6). Os raios refletidos convergem também para o foco. A barreira está funcionando como um espelho côncavo ou uma lente côncava.

funcionando como um espelho côncavo ou uma lente côncava. Fig 9-simulação da localização do foco em

Fig 9-simulação da localização do foco em uma cuba de ondas [5]

6-Agora vamos estudar a difração.A freqüência nesse caso será ajustada para o seu valor máximo.Vamos inicialmente colocar dois anteparos separados por:

a- uma distância > 5 cm

b- uma distância menor que 0,5 cm.

Em que situação a fenda se comporta próximo de uma fonte pontual?Em que situação a fenda se comporta como uma fonte de ondas planas? c-Agora a fenda terá uma distância de 3 cm, e vamos variar a freqüência das ondas incidentes.Pergunta-se qual freqüência alta ou baixa que faz com que as ondas se espalhem mais ao passar pela fenda? d- comportamentos na situação a e b, que tamanhos estamos comparando a ele?

A fenda se comporta próximo de uma fonte pontual para uma distância menor que 0.5cm.Se comporta como fonte de ondas planas para uma distância

maior que 5cm.

c-A frequência baixa (v= f), nesse caso o comprimento de onda é maior e as ondas se espalham mais.

d-Essa duas situações dependem do comprimento de onda adotado.A fenda é considereda larga se o comprimento da onda utilizada for menor que ela, a fenda é dita estreita se o comprimento de onda for maior que ela.

Contrariando o princípio da propagação retilínea da luz, a luz tem a propriedade de contornar obstáculos colocados em sua trajetória. Este fenômeno é conhecido como difração da luz.

Iluminando com um feixe de luz de raios paralelos e monocromático (de uma só cor) um pedaço de papelão por exemplo no qual há uma fenda. Se a fenda é larga será projetada na tela uma tira luminosa de contornos bem definidos. Ao estreitar a fenda, a tira luminosa irá se alargar ao invés de diminuir. A luz invade a região de sombra. Quanto mais estreita for a fenda mais acentuado será o efeito.A luz, ao passar por orifícios muito pequenos (por exemplo um orifício feito com um alfinete em um cartão), sofre difração (fig 10 ). Observa-se nesta figura que a luz se espalha apresentando uma mancha luminosa bem maior que orifício.

apresentando uma mancha luminosa bem maior que orifício. Fig 10 difração da luz [5] 7-Para finalizar

Fig 10 difração da luz [5]

7-Para finalizar nosso experimento vamos agora estudar a interferência de duas fontes.A freqüência é ajustada para seu valor máximo.Faça o

esboço do que é observado.Anote no desenho com um C o lugar em que é observado uma região construtiva e com um D em que é observada uma região destrutiva.A diferença do caminho percorrido L é a diferença na distância de um ponto qualquer até cada uma das fontes.

a-O que é L ao longo da linha pontilhada?

b-O que deve ser L , em termos de comprimento de onda, para a interferência construtiva?

c-O que acontece nas regiôes C e D e por que?Em particular o que acontece quando a fase é 180°?

a-comprimento de onda

b-Esse valor deve apresentar 2 vezes a amplitude de cada onda que está interferindo, essa é a maior amplitude que uma onda resultante pode ter, pois o termo cosseno tem o seu valor máximo

c-No anteparo obtém-se regiões claras e escuras. As regiões claras são aquelas em que dois vales ou duas cristas se superpõem. Temos neste caso uma interferência construtiva (ver Fig 12) As regiões escuras são aquelas em que um vale e uma crista se superpõem. Neste caso temos uma interferência destrutiva ( ver Fig 13)Se a fase é 180° as ondas que estão interferindo estão exatamente fora de fase, e a amplitude da onda resultante é nula.Apesar de enviarmos duas ondas, não vemos nenhum movimento[7].

Fig 11- Esquema de duas fontes pontuais em fase gerando pulsos circulares (esquerda) e duas
Fig 11- Esquema de duas fontes pontuais em fase gerando pulsos circulares (esquerda) e duas

Fig 11- Esquema de duas fontes pontuais em fase gerando pulsos circulares (esquerda) e

duas fontes pontuais em uma cuba gerando pulsos circulares(direita) [5]

pontuais em uma cuba gerando pulsos circulares(direita) [5] Fig 12 momento de interferência máxima de duas

Fig 12 momento de interferência máxima de duas ondas de comprimentos de onda iguais(interferência construtiva).[7]

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Fig 13 dois pulsos ondulatórios iguais no instante em que coincide a superposição entre máximo

Fig 13 dois pulsos ondulatórios iguais no instante em que coincide a superposição entre máximo e mínimo e mínimo e máximo.(interferência destrutiva)[ 7]

5-Conclusões

Com esse experimento foi possível indentificar ondas em duas dimensões , assim como suas características de reflexão, refração, difração e interferências de duas fontes.

Diversos conceitos como:frente de ondas, comprimento de ondas, velocidade de ondas, propagação de ondas com e sem obstáculos, leis da reflexão, ondas estacionárias e difração foram abordados.

Cabe ressaltar que os equipamentos montados para essa prática e o questionário anexado foram extremamente pertinentes para antingirmos o fim proposto de usar observações práticas e diversas experiências feitas no laboratório para melhorarmos nossa bagagem teórica dos conceitos físicos de ondas e sua propagação.

6- Referências Bibliográficas

[1]-htpp://www.ifi.unicamp.br acesso em 22/11/2010

[2] htpp://www.sbf1.sbfisica.org.br/eventos/epef/xi/sys/resumos/T0184-1.pdf acesso em 19/11/2010

[3] htpp://www.sbfisica.org.br acesso em 19/11/2010

[4] htpp://www.conteduc.dcc.ufba.br acesso em 22/11/2010

[5] htpp://www.educar.sc.usp.br acesso em 17/11/2010

[6] htpp://www.iped.com.br/sie/uploads acesso em 24/11/2010

[7] D Halliday, R. Resnick e J.Walker, Fundamentos de física:gravitação, ondas e termodinâmica-6° edição, 2001, págs 103, 104.