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Aula 12

AFO e Direito Financeiro p/ TCE-PE (Auditor e Analista das Contas Públicas) Com videoaulas

Professor: Sérgio Mendes

NoÁıes de AFO e Direito Financeiro p/ TCE-PE Teoria e Questıes Comentadas Prof. SÈrgio Mendes Aula 12

AULA 12: LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL - PARTE II

APRESENTA« O DO TEMA

SUM£RIO

APRESENTA« O DO TEMA

1

1.

GERA« O DE DESPESA

2

2.

DESPESA OBRIGAT”RIA DE CAR£TER CONTINUADO

4

3.

RECEITA CORRENTE LÕQUIDA

9

4.

DESPESAS COM PESSOAL

13

4.1.

DefiniÁıes

13

4.2.

Limites

14

4.3.

Controle

22

4.4.

Despesas com a Seguridade Social

32

35

35

QUEST’ES DE CONCURSOS ANTERIORES - CESPE

40

LISTA DE QUEST’ES COMENTADAS NESTA AULA

69

GABARITO

81

Ol· amigos! Como È bom estar aqui!

O assunto desta aula È o mais cobrado por todas as Bancas! Falaremos da Despesa P˙blica na LRF. Trataremos de GeraÁ„o de Despesa, Despesa ObrigatÛria de Car·ter Continuado e de Despesas com Pessoal.

E vamos prosseguir no estudo da Lei de Responsabilidade Fiscal!

N„o custa relembrar (˙ltima vez) que em v·rios momentos destas aulas de LRF colocarei as referÍncias dos dispositivos citados nos rodapÈs das p·ginas. Isso vai acontecer apenas para que vocÍ saiba a fonte. N O È necess·rio que vocÍ perca tempo e v· atÈ a LRF ou atÈ a CF/1988 (ou atÈ qualquer Lei), pois eu colocarei na Ìntegra o dispositivo citado, no prÛprio corpo do texto.

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1. GERA« O DE DESPESA

A geraÁ„o de despesa se refere ao aumento de despesa por meio de criaÁ„o,

expans„o ou aperfeiÁoamento de aÁ„o governamental.

O assunto È t„o importante que a LRF determina que a geraÁ„o de despesas

ou assunÁ„o de obrigaÁıes que n„o atendam o disposto nos arts. 16 e 17 ser„o consideradas n„o autorizadas, irregulares e lesivas ao patrimÙnio p˙blico 1 . Veremos ambos os artigos neste tÛpico e no prÛximo.

A criaÁ„o, expans„o ou aperfeiÁoamento de aÁ„o governamental que acarrete aumento da despesa ser· acompanhado

A criaÁ„o, expans„o ou aperfeiÁoamento de aÁ„o governamental que acarrete aumento da despesa ser· acompanhado de 2 :

I estimativa, com as premissas e metodologia de c·lculo utilizadas, do impacto orÁament·rio-financeiro no exercÌcio em que deva entrar em vigor e nos dois subsequentes; II declaraÁ„o do ordenador da despesa de que o aumento tem adequaÁ„o orÁament·ria e financeira com a lei orÁament·ria anual e compatibilidade com o plano plurianual e com a lei de diretrizes orÁament·rias.

O referido artigo ainda define despesa adequada com a LOA e despesa

compatÌvel com PPA e LDO 3 .

Adequada com a LOA: a despesa objeto de dotaÁ„o especÌfica e suficiente, ou que esteja abrangida por crÈdito genÈrico, de forma que, somadas todas as despesas da mesma espÈcie, realizadas e a realizar, previstas no programa de trabalho, n„o sejam ultrapassados os limites estabelecidos para o exercÌcio.

CompatÌvel com PPA e LDO: a despesa que se conforme com as diretrizes, objetivos, prioridades e metas previstos nesses instrumentos e n„o infrinja qualquer de suas disposiÁıes.

Ressalva-se dessas determinaÁıes a despesa considerada irrelevante, de acordo com o que dispuser a lei de diretrizes orÁament·rias. 4

Tais normas constituem condiÁ„o prÈvia para empenho e licitaÁ„o de serviÁos, fornecimento de bens ou execuÁ„o de obras, bem como para desapropriaÁ„o

de imÛveis urbanos a que se refere o ß 3 do art. 182 da CF/1988. 5

1 Art. 15 da LRF.

2 Art. 16, caput e § 2º, da LRF.

3 Art. 16, § 1º, da LRF.

4 Art. 16, § 3º, da LRF.

5 Art. 16, § 4º, da LRF.

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2. DESPESA OBRIGAT”RIA DE CAR£TER CONTINUADO

Ainda relacionado ao tema geraÁ„o de despesas, temos que algumas despesas s„o consideradas com maior potencial para causar danos ao equilÌbrio das contas p˙blicas do que outras. Para essas, a LRF estabeleceu regras mais rÌgidas para que se realizem ou sejam aumentadas, especialmente aquelas que se prolongarem por mais de dois exercÌcios, como as despesas obrigatÛrias de car·ter continuado.

Considera-se obrigatÛria de car·ter continuado 6 :
Considera-se obrigatÛria de car·ter continuado 6 :
Considera-se obrigatÛria de car·ter continuado 6 :

Considera-se obrigatÛria de car·ter continuado 6 :

a

despesa corrente derivada de lei, medida provisÛria

ou ato administrativo normativo que fixem para o ente

ou ato administrativo normativo que fixem para o ente

a

obrigaÁ„o legal de sua execuÁ„o por um perÌodo

superior a dois exercÌcio s. Por exemplo, o aumento da remuneraÁ„o de servidores p˙blicos.

superior a dois exercÌcios. Por exemplo, o aumento da remuneraÁ„o de servidores p˙blicos.

A despesa È classificada em duas categorias econÙmicas: _ Despesas OrÁament·rias Correntes : classificam-se nessa

A despesa È classificada em duas categorias econÙmicas:

_ Despesas OrÁament·rias Correntes: classificam-se nessa categoria todas as despesas que n„o contribuem, diretamente, para a formaÁ„o ou aquisiÁ„o de um bem de capital. Exemplos: pessoal e encargos sociais, juros e encargos da dÌvida, aquisiÁ„o de material de consumo, pagamento de di·rias, etc.

_ Despesas OrÁament·rias de Capital: classificam-se nessa categoria aquelas despesas que contribuem, diretamente, para a formaÁ„o ou aquisiÁ„o de um bem de capital. Exemplos: investimentos, como a construÁ„o de aeroportos; inversıes financeiras, como a aquisiÁ„o de um prÈdio j· em utilizaÁ„o; amortizaÁ„o da dÌvida, etc.

j· em utilizaÁ„o; amortizaÁ„o da dÌvida, etc. 6 Art. 17, caput, da LRF. Prof. SÈrgio Mendes

6 Art. 17, caput, da LRF.

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S„o exigÍncias para criaÁ„o ou aumento das despesas obrigatÛrias de car·ter continuado 7 :

Atos que criarem as despesas ou as aumentarem dever„o ser instruÌdos com estimativas do impacto orÁament·rio-financeiro, no exercÌcio que deva entrar em vigor e nos dois subsequentes.

DemonstraÁ„o da origem dos recursos para seu custeio.

ComprovaÁ„o de que a criaÁ„o ou o aumento da despesa n„o afetar· as metas de resultados fiscais previstas no anexo de metas fiscais da LDO.

Tal comprovaÁ„o, apresentada pelo proponente, conter· as premissas e metodologia de c·lculo utilizadas, sem prejuÌzo do exame de compatibilidade da despesa com as demais normas do PPA e da LDO.

CompensaÁ„o dos seus efeitos financeiros, nos perÌodos seguintes, pelo aumento permanente de receita ou pela reduÁ„o permanente de despesa.

Considera-se aumento permanente de receita o proveniente da elevaÁ„o de alÌquotas, ampliaÁ„o da base de c·lculo, majoraÁ„o ou criaÁ„o de tributo ou contribuiÁ„o 8 . J· a prorrogaÁ„o de despesa criada por prazo determinado considera-se aumento da despesa 9 .

A despesa obrigatÛria de car·ter continuado n„o ser· executada antes da implementaÁ„o das medidas referidas, as quais integrar„o o instrumento que a criar ou aumentar 10 . Logo, o administrador p˙blico dever· implementar essas medidas antes da criaÁ„o ou do aumento das despesas obrigatÛrias de car·ter continuado.

Entretanto, as despesas destinadas ao serviÁo da dÌvida e ao reajustamento de remuneraÁ„o de pessoal de que trata o inciso X do art. 37 da CF/1988 est„o excluÌdas dessas regras 11 . Tal inciso versa sobre a revis„o geral anual, sempre na mesma data e sem distinÁ„o de Ìndices da remuneraÁ„o dos servidores e do subsÌdio de membro de Poder, de detentor de mandato eletivo, de Ministros de Estado e de Secret·rios Estaduais e Municipais. … uma revis„o para manter o poder de compra; logo, reajustes para aumentar o poder aquisitivo, como os que ocorrem em percentuais acima da inflaÁ„o do perÌodo, devem seguir as

regras da LRF .

7 Art. 17, §§ 1º, 2º e 4º, da LRF.

8 Art. 17, § 3º, da LRF.

9 Art. 17, § 7º, da LRF.

10 Art. 17, § 5º, da LRF.

11 Art. 17, § 6º, da LRF.

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e Questıes Comentadas Prof. SÈrgio Mendes に Aula 12 (CESPE – Auditor - Conselheiro Substituto –
e Questıes Comentadas Prof. SÈrgio Mendes に Aula 12 (CESPE – Auditor - Conselheiro Substituto –

(CESPE Auditor - Conselheiro Substituto TCE/PR 2016) A Despesa obrigatÛria de car·ter continuado corresponde a despesa de capital cuja execuÁ„o extrapola o exercÌcio.

Considera-se obrigatÛria de car·ter continuado a despesa corrente derivada de lei, medida provisÛria ou ato administrativo normativo que fixem para o ente a obrigaÁ„o legal de sua execuÁ„o por um perÌodo superior a dois exercÌcios (art. 17, caput, da LRF). Resposta: Errada

(CESPE Analista Judici·rio TRT/8 2016) O ordenador de despesa deve apresentar a estimativa de impacto orÁament·rio-financeiro para

o exercÌcio seguinte sempre que uma aÁ„o governamental representar o aumento de despesa p˙blica e, sendo possÌvel, o impacto para o exercÌcio posterior.

A criaÁ„o, expans„o ou aperfeiÁoamento de aÁ„o governamental que acarrete

aumento da despesa ser· acompanhado de:

estimativa, com as premissas e metodologia de c·lculo utilizadas, do

impacto orÁament·rio-financeiro no exercÌcio em que deva entrar em vigor e nos dois subsequentes;

declaraÁ„o do ordenador da despesa de que o aumento tem adequaÁ„o

orÁament·ria e financeira com a lei orÁament·ria anual e compatibilidade com

o plano plurianual e com a lei de diretrizes orÁament·rias.

II

I

Resposta: Errada

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(FGV Analista de Controle Interno - Pref. do Recife/PE 2014) O aperfeiÁoamento de aÁ„o governamental j· existente que acarrete aumento de despesas dispensa estimativa do impacto orÁament·rio- financeiro no exercÌcio em que deva entrar em vigor, bastando constar nos dois subsequentes.

O aperfeiÁoamento de aÁ„o governamental j· existente que acarrete aumento de despesas exige estimativa do impacto orÁament·rio-financeiro no exercÌcio em que deva entrar em vigor e nos dois subsequentes. Resposta: Errada

(FGV Analista de Controle Interno - Pref. do Recife/PE 2014) A expans„o de aÁ„o governamental, ainda que n„o acarrete aumento de despesas, dispensa estimativa do impacto orÁament·rio-financeiro no exercÌcio em que deva entrar em vigor, mas demanda a previs„o no exercÌcio financeiro subsequente.

A expans„o de aÁ„o governamental que acarrete aumento de despesas demanda estimativa do impacto orÁament·rio-financeiro no exercÌcio em que deva entrar em vigor e nos dois anos subsequentes. Caso n„o acarrete em aumento, n„o È geraÁ„o de despesa. Resposta: Errada

(FCC Analista do Tesouro Estadual SEFAZ/PI 2015) Dentre os tipos de despesa p˙blica est· a obrigatÛria de car·ter continuado. Nos termos da LRF, essa despesa fixa para o ente a obrigaÁ„o legal de sua execuÁ„o por um perÌodo superior a dois exercÌcios.

Considera-se obrigatÛria de car·ter continuado a despesa corrente derivada de lei, medida provisÛria ou ato administrativo normativo que fixem para o ente a obrigaÁ„o legal de sua execuÁ„o por um perÌodo superior a dois exercÌcios (art. 17, caput, da LRF). Resposta: Certa

(FCC Auditor Fiscal do Tesouro Estadual SEFAZ/PE 2014) Despesa adequada com a lei orÁament·ria anual È a despesa que se conforma com as diretrizes, objetivos, prioridades e metas ali previstas.

lei de diretrizes

orÁament·rias, a despesa que se conforme com as diretrizes, objetivos, prioridades e metas previstos nesses instrumentos e n„o infrinja qualquer de

compatÌvel

com

o

plano

plurianual

e

a

suas disposiÁıes (art. 16, ß 1 , II, da LRF). Resposta: Errada

(IDECAN - Analista em OrÁamento e FinanÁas - CNEN -2014)

Considera

se adequada ‡ Lei OrÁament·ria Anual, a despesa objeto de

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dotaÁ„o especÌfica e suficiente, ou que esteja abrangida por crÈdito genÈrico, de forma que somadas todas as despesas da mesma espÈcie, realizadas e a realizar, previstas no programa de trabalho, n„o sejam ultrapassados os limites estabelecidos para o exercÌcio.

… adequada com a LOA a despesa objeto de dotaÁ„o especÌfica e suficiente, ou que esteja abrangida por crÈdito genÈrico, de forma que, somadas todas as despesas da mesma espÈcie, realizadas e a realizar, previstas no programa de trabalho, n„o sejam ultrapassados os limites estabelecidos para o exercÌcio (art. 16, ß 1 , I, da LRF). Resposta: Certa

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3. RECEITA CORRENTE LÕQUIDA

Um conceito importante da LRF È o de Receita Corrente Liquida (RCL), utilizado como referÍncia na despesa p˙blica, como no c·lculo do limite para as despesas de pessoal, dÌvida p˙blica, operaÁıes de crÈdito e concess„o de garantia.

A RCL corresponde ao somatÛrio das receitas tribut·rias, de contribuiÁıes, patrimoniais, industriais, agropecu·rias, de serviÁos, transferÍncias correntes e outras receitas tambÈm correntes, deduzidos 12 :

Na Uni„o: os valores transferidos aos estados e municÌpios por determinaÁ„o constitucional ou legal, e as contribuiÁıes mencionadas na alínea “a” do inciso I e no inciso II do art. 195 (relacionadas à seguridade social) e no art. 239 da CF/1988 (PIS, PASEP).

Nos estados: as parcelas entregues aos MunicÌpios por determinaÁ„o constitucional.

Na Uni„o, nos estados e nos municÌpios: a contribuiÁ„o dos servidores para o custeio do seu sistema de previdÍncia e assistÍncia social e as receitas provenientes da compensaÁ„o financeira citada no ß 9 do art. 201 da CF/1988 (compensaÁ„o entre os diversos sistemas previdenci·rios).

No DF, no Amap· e em Roraima: recursos transferidos pela Uni„o decorrentes da competÍncia da prÛpria Uni„o para organizar e manter o Poder Judici·rio, o MinistÈrio P˙blico do Distrito Federal e dos TerritÛrios e a Defensoria P˙blica dos TerritÛrios; e organizar e manter a polÌcia civil, a polÌcia militar e o corpo de bombeiros militar do DF, bem como prestar assistÍncia financeira ao DF para a execuÁ„o de serviÁos p˙blicos, por meio de fundo prÛprio.

Repare que o conceito de Receita Corrente LÌquida visa separar as receitas disponÌveis a cada um dos entes daquelas que eles n„o tÍm autonomia para gerenciar. De nada adiantaria fazer c·lculos e determinar percentuais em cima de receitas brutas, que na verdade n„o est„o totalmente disponÌveis aos entes. Assim, ao determinar o limite de despesas com pessoal em relaÁ„o ‡ RCL

(veremos nos prÛximos tÛpicos), a LRF estabelece um limite percentual sobre as receitas efetivamente disponÌveis para o pagamento de pessoal.

efetivamente disponÌveis para o pagamento de pessoal. A RCL ser· apurada somando-se as receitas arrecadadas no

A

RCL ser· apurada somando-se as receitas arrecadadas no mÍs em referÍncia

e

nos 11 anteriores, excluÌdas as duplicidades. 13 Assim, a apuraÁ„o da RCL È

feita durante o perÌodo de um ano, n„o necessariamente coincidente com o ano civil.

12 Art. 2º, IV e § 2º, da LRF.

13 Art. 2º, IV, § 3º, da LRF.

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Por exemplo, se formos calcular a RCL do mÍs de julho de 2017, para divulgaÁ„o em agosto, devemos somar a RCL do nosso mÍs de referÍncia (julho/2017) e nos 11 anteriores (junho/2017 a agosto/2016).

R$ Milh„o

MÍs RCL Mensal Julho/17 550 Junho 590 Maio 600 Abril 650 MarÁo 550 Fevereiro 480
MÍs RCL Mensal Julho/17 550 Junho 590 Maio 600 Abril 650 MarÁo 550 Fevereiro 480

MÍs

RCL Mensal

Julho/17

550

Junho

590

Maio

600

Abril

650

MarÁo

550

Fevereiro

480

Janeiro

520

Dezembro

560

Novembro

540

Outubro

520

Setembro

510

Agosto/16

500

Total

6570

Assim, a RCL apurada no mÍs de julho de 2017 ser· de R$ 6.570.000.000,00.

no mÍs de julho de 2017 ser· de R$ 6.570.000.000,00. (CESPE – Analista Judici·rio – TRT/8

(CESPE Analista Judici·rio TRT/8 2016) A receita corrente lÌquida È calculada a partir da inclus„o e exclus„o de v·rios itens de receita. Entre as exclusıes, no caso dos estados, est„o os recursos entregues aos municÌpios por determinaÁ„o constitucional. No ‚mbito dos estados, as parcelas entregues aos MunicÌpios por determinaÁ„o constitucional s„o deduzidas do c·lculo da RCL. Resposta: Certa

(CESPE Administrador MPOG - 2015) Os recursos transferidos pela Uni„o ao Distrito Federal, quando destinados ‡ assistÍncia financeira para a execuÁ„o de serviÁos p˙blicos das polÌcias civil e militar e do corpo de bombeiros, n„o integram o conceito de receita corrente lÌquida, ainda que sejam utilizados para pagamento de pessoal.

A RCL corresponde ao somatÛrio das receitas tribut·rias, de contribuiÁıes, patrimoniais, industriais, agropecu·rias, de serviÁos, transferÍncias correntes e outras receitas tambÈm correntes, deduzidos, entre outros, os recursos transferidos pela Uni„o ao Distrito Federal, quando destinados ‡ assistÍncia

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financeira para a execuÁ„o de serviÁos p˙blicos das polÌcias civil e militar e do corpo de bombeiros. Resposta: Certa

(IDECAN - Contador C‚mara de Pancas/ES-2014) O valor das parcelas entregues aos municÌpios pelos estados, por determinaÁ„o constitucional, È contabilizado no somatÛrio da receita corrente lÌquida, n„o sofrendo deduÁ„o.

O valor das parcelas entregues aos municÌpios pelos estados, por determinaÁ„o constitucional, È deduzido do somatÛrio da receita corrente lÌquida. Resposta: Errada

(FCC Auditor P˙blico Externo - TCE/RS - 2014) A receita corrente lÌquida corresponde ao somatÛrio das receitas tribut·rias, de contribuiÁıes, patrimoniais, industriais, agropecu·rias, de serviÁos, transferÍncias correntes e outras receitas tambÈm correntes. Entre as deduÁıes que dever„o ser efetuadas pelas trÍs esferas do governo constam as contribuiÁıes dos servidores para seu Sistema de PrevidÍncia e AssistÍncia Social.

S„o deduzidos na Uni„o, nos estados e nos municÌpios (ou seja, pelas trÍs esferas do governo como afirma o item) a contribuiÁ„o dos servidores para o custeio do seu sistema de previdÍncia e assistÍncia social e as receitas provenientes da compensaÁ„o financeira citada no ß 9 do art. 201 da CF/1988 (compensaÁ„o entre os diversos sistemas previdenci·rios). Resposta: Certa

(FGV Contador - C‚mara do Recife/PE 2014) ExecuÁ„o orÁament·ria do municÌpio de Luar do Sert„o, em um determinado exercÌcio.

Receitas realizadas nos ˙ltimos 12 meses

Receita Tribut·ria 725.000,00 OperaÁıes de CrÈdito 485.000,00 OperaÁıes de CrÈdito por antecipaÁ„o da receita 70.000,00 Receita de ContribuiÁıes 180.000,00 Receita Patrimonial 60.000,00 AlienaÁ„o de Bens 65.000,00 Receita de ServiÁos 15.000,00 TransferÍncias Correntes 3.500.000,00 TransferÍncias de Capital 480.000,00 DepÛsitos em garantia 120.000,00

Outras informaÁıes Receita de ContribuiÁıes destinada ao Plano de Seguridade dos Servidores 50% da arrecadaÁ„o

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Montante de restos a pagar pagos no perÌodo 45.000,00 Repasse referente a compensaÁıes financeiras entre regimes de previdenci·rios 60.000,00 DepÛsitos em garantia devolvidos 55.000,00

Segundo as informaÁıes do quadro de ExecuÁ„o orÁament·ria do municÌpio de Luar do Sert„o, em um determinado exercÌcio e de acordo com as disposiÁıes da LRF, o valor apurado da Receita Corrente LÌquida do municÌpio no perÌodo È 4.130.000,00.

Soma:

Receita Tribut·ria 725.000,00 Receita de ContribuiÁıes 180.000,00 Receita Patrimonial 60.000,00 Receita de ServiÁos 15.000,00 TransferÍncias Correntes 3.500.000,00 Total = 4.480.000,00

DeduÁıes:

Receita de ContribuiÁıes destinada ao Plano de Seguridade dos Servidores 50% da arrecadaÁ„o (50% de 180.000,00) = 90.000,00 CompensaÁıes financeiras entre regimes previdenci·rios = 60.000,00 Total = 150.000,00

RCL = soma deduÁıes = 4.330.000,00.

Resposta: Errada

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4. DESPESAS COM PESSOAL

4.1. DefiniÁıes

O propÛsito da LRF È a aÁ„o planejada e transparente, tendo o objetivo de prevenir riscos e corrigir desvios capazes de afetar o equilÌbrio das contas p˙blicas. Os meios utilizados para se atingir este objetivo s„o o cumprimento de metas de receitas e despesas e obediÍncia a limites e condiÁıes para a dÌvida p˙blica e gastos com pessoal. Assim, a finalidade da LRF È disciplinar a gest„o dos recursos p˙blicos, atribuindo maior responsabilidade aos administradores p˙blicos.

O termo fiscal congrega todas as aÁıes que se relacionam com a arrecadaÁ„o e

a aplicaÁ„o dos recursos p˙blicos. Neste caminho, as despesas com pessoal

s„o as que mais despertam a atenÁ„o da populaÁ„o e dos gestores p˙blicos, em raz„o de serem as mais representativas em quase todos os entes, entre os

gastos realizados. A preocupaÁ„o gerada diante do excesso de despesas com pessoal È objeto de maior detalhamento por meio da LRF. As despesas com pessoal s„o sempre despesas correntes.

Para os efeitos da LRF, entende-se como despesa total com pessoal 1 4 : O

Para os efeitos da LRF, entende-se como despesa total com pessoal 14 :

O somatÛrio dos gastos do ente da FederaÁ„o com os ativos, os inativos e os pensionistas, relativos a mandatos eletivos, cargos, funÁıes ou empregos, civis, militares e de membros de Poder, com quaisquer espÈcies remuneratÛrias, tais como vencimentos e vantagens, fixas e vari·veis, subsÌdios, proventos da aposentadoria, reformas e pensıes, inclusive adicionais, gratificaÁıes, horas extras e vantagens pessoais de qualquer natureza, bem como encargos sociais e contribuiÁıes recolhidas pelo ente ‡s entidades de previdÍncia.

de qualquer natureza, bem como encargos sociais e contribuiÁıes recolhidas pelo ente ‡s entidades de previdÍncia.
recolhidas pelo ente ‡s entidades de previdÍncia. 1 4 Art. 18, caput, da LRF. Prof. SÈrgio

14 Art. 18, caput, da LRF.

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As despesas consideradas como indenizatÛrias n„o s„o consideradas espÈcies

remuneratÛrias, logo n„o entram no c·lculo do percentual de despesas com pessoal. Exemplo: auxÌlio-alimentaÁ„o, assistÍncia prÈ-escolar, auxÌlio- transporte, ajuda de custo para o militar removido para outra cidade etc.

Os valores dos contratos de terceirizaÁ„o de m„o de obra que se referem ‡ substituiÁ„o

Os valores dos contratos de terceirizaÁ„o de m„o de obra que se referem ‡ substituiÁ„o de servidores e empregados p˙blicos serão contabilizados como “outras despesas de pessoal”. 15

Por exemplo, a contrataÁ„o de um professor tempor·rio para uma vaga de professor efetivo em uma escola È despesa com pessoal para efeitos da LRF, j· que se refere ‡ substituiÁ„o de uma atribuiÁ„o de um servidor efetivo. No entanto, a contrataÁ„o de pessoal para a seguranÁa dessa mesma escola n„o È considerada despesa com pessoal, j· que em geral n„o se trata de substituiÁ„o de servidores ou empregados p˙blicos. … uma atividade importante, porÈm acessÛria, instrumental ou complementar ‡s atribuiÁıes legais da escola, n„o sendo inerente a categorias funcionais abrangidas pelo quadro de pessoal.

a categorias funcionais abrangidas pelo quadro de pessoal. 4.2. Limites Uma novidade da LRF, em relaÁ„o

4.2. Limites

Uma novidade da LRF, em relaÁ„o ‡s leis anteriores de limites para despesas com pessoal, È que os poderes e as trÍs esferas de governo est„o envolvidos nos limites. A limitaÁ„o visa permitir ao gestor p˙blico que atenda as demandas da populaÁ„o como, por exemplo, sa˙de e educaÁ„o, e n„o comprometa quase toda sua receita com pagamento de despesas com pessoal.

O conceito de RCL, que vimos no tÛpico anterior, È importante porque a despesa total com pessoal ser· apurada somando-se a realizada no mÍs em

referÍncia com as dos 11 imediatamente anteriores, adotando-se o regime de competÍncia. 16 Para os fins do disposto no caput do art. 169 da ConstituiÁ„o, a despesa total com pessoal, em cada perÌodo de apuraÁ„o e em cada ente da FederaÁ„o, n„o poder· exceder os percentuais da receita corrente lÌquida, a seguir discriminados 17 :

I Uni„o: 50%. II Estados: 60%.

III MunicÌpios: 60%.

15 Art. 18, § 1º, da LRF.

16 Art. 18, § 2º, da LRF.

17 Art. 19, caput, da LRF.

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e Questıes Comentadas Prof. SÈrgio Mendes に Aula 12 As disposiÁıes da LRF obrigam a Uni„o,

As disposiÁıes da LRF obrigam a Uni„o, os estados, o Distrito Federal e os municÌpios. Nas referÍncias a estados entende-se considerado o Distrito Federal. Logo, o Distrito Federal deve observar o limite estabelecido na LRF para a esfera estadual.

No regime de competÍncia, as receitas e despesas s„o contabilizadas no momento em que s„o comprometidas (fato gerador da despesa), independentemente do momento que as receitas entram ou as despesas saem do caixa. Por exemplo, no regime de competÍncia, adotado para apuraÁ„o das despesas com pessoal, o dÈcimo terceiro sal·rio devido aos servidores p˙blicos deve entrar no cÙmputo do total de despesas de pessoal do exercÌcio a que se refira (fato gerador da despesa), ainda que o pagamento seja efetuado, por exemplo, somente no mÍs de janeiro.

seja efetuado, por exemplo, somente no mÍs de janeiro. Na despesa total com pessoal, para fins

Na despesa total com pessoal, para fins de verificaÁ„o dos limites definidos na LRF, n„o ser·(„o) computada(s) a(s) despesa(s) 18 :

Com indenizaÁ„o por demiss„o de servidores ou empregados.

Relativas a incentivos ‡ demiss„o volunt·ria.

Com convocaÁ„o extraordin·ria do Congresso Nacional (a Emenda Constitucional 50/2006 vedou o pagamento de parcela indenizatÛria em raz„o de convocaÁ„o do Congresso Nacional).

Decorrentes de decis„o judicial e da competÍncia de perÌodo anterior ao da apuraÁ„o a que se refere o ß 2 o do art. 18 19 .

18 Art. 19, § 1º, da LRF;

19 Art. 18, ß 2 , da LRF - A despesa total com pessoal ser· apurada somando-se a realizada no mÍs em referÍncia com as dos onze imediatamente anteriores, adotando-se o regime de competÍncia.

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com pessoal, do Distrito Federal e dos Estados do Amap· e Roraima, custeadas com recursos transferidos pela Uni„o na forma dos incisos XIII 20 e XIV 21 do art. 21 da CF/1988 e do art. 31 22 da Emenda Constitucional n 19. Nesses casos, as despesas desses entes n„o s„o pagas com suas prÛprias receitas e sim da Uni„o, logo, n„o s„o somadas aos seus limites de 60%.

Com inativos, ainda que por intermÈdio de fundo especÌfico, custeadas por recursos provenientes:

da arrecadaÁ„o de contribuiÁıes dos segurados;

da compensaÁ„o financeira de que trata o ß 9 do art. 201 da CF/1988 23 ;

das demais receitas diretamente arrecadadas por fundo vinculado a tal finalidade, inclusive o produto da alienaÁ„o de bens, direitos e ativos, bem como seu super·vit financeiro.

bens, direitos e ativos, bem como seu super·vit financeiro. 2 0 Art. 21, XIII, da CF/1988

20 Art. 21, XIII, da CF/1988 - organizar e manter o Poder Judici·rio, o MinistÈrio P˙blico do Distrito Federal e dos TerritÛrios e a Defensoria P˙blica dos TerritÛrios.

21 Art. 21, XIV, da CF/1988 - organizar e manter a polÌcia civil, a polÌcia militar e o corpo de bombeiros militar do Distrito Federal, bem como prestar assistÍncia financeira ao Distrito Federal para a execuÁ„o de serviÁos p˙blicos, por meio de fundo prÛprio.

22 Art. 31 da EC 19 - Os servidores p˙blicos federais da administraÁ„o direta e indireta, os servidores municipais e os integrantes da carreira policial militar dos ex-TerritÛrios Federais do Amap· e de Roraima, que comprovadamente encontravam-se no exercÌcio regular de suas funÁıes prestando serviÁos ‡queles ex-TerritÛrios na data em que foram transformados em Estados; os policiais militares que tenham sido admitidos por forÁa de lei federal, custeados pela Uni„o; e, ainda, os servidores civis nesses Estados com vÌnculo funcional j· reconhecido pela Uni„o, constituir„o quadro em extinÁ„o da administraÁ„o federal, assegurados os direitos e vantagens inerentes aos seus servidores, vedado o pagamento, a qualquer tÌtulo, de diferenÁas remuneratÛrias.

23 Art. 201, ß 9 , da CF/1988 - Para efeito de aposentadoria, È assegurada a contagem recÌproca do tempo de contribuiÁ„o na administraÁ„o p˙blica e na atividade privada, rural e urbana, hipÛtese em que

os

critÈrios

estabelecidos em lei.

diversos

regimes

de

previdÍncia

social

se

compensar„o

financeiramente,

segundo

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A repartiÁ„o dos limites globais do art. 19 Uni„o (50%), estados (60%),

municÌpios (60%) n„o poder· exceder os seguintes percentuais 24 :

I na esfera federal:

a) 2,5% para o Legislativo, incluÌdo o Tribunal de Contas da Uni„o.

b) 6% para o Judici·rio.

c) 40,9% para o Executivo, destacando-se 3% para as despesas com pessoal

decorrentes do que dispıem os incisos XIII e XIV do art. 21 da ConstituiÁ„o e o art. 31 da Emenda Constitucional n 19 (acabei de cit·-los no rodapÈ da p·gina anterior), repartidos de forma proporcional ‡ mÈdia das despesas relativas a cada uma destas competÍncias, em percentual da RCL, verificadas nos trÍs exercÌcios financeiros imediatamente anteriores ao da publicaÁ„o da LRF.

d) 0,6% para o MinistÈrio P˙blico da Uni„o. II – na esfera estadual: a) 3%
d)
0,6% para o MinistÈrio P˙blico da Uni„o.
II
– na esfera estadual:
a)
3% para o Legislativo, incluÌdo o Tribunal de Contas do Estado.
b)
6% para o Judici·rio.
c)
49% para o Executivo.
d)
2% para o MinistÈrio P˙blico dos Estados.

Nos Estados em que houver Tribunal de Contas dos MunicÌpios, o percentual definido para o Legislativo ser· de 3,4% e do Executivo ser· de 48,6%, o que corresponde, respectivamente, a acrÈscimo e reduÁ„o de 0,4%.

respectivamente, a acrÈscimo e reduÁ„o de 0,4%. 2 4 Art. 20 da LRF. Prof. SÈrgio Mendes

24 Art. 20 da LRF.

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III na esfera municipal:

a) 6% para o Legislativo, incluÌdo o Tribunal de Contas do MunicÌpio, quando

houver.

b) 54% para o Executivo.

do MunicÌpio , quando houver. b) 54% para o Executivo. ObservaÁ„o: Tribunal de Contas dos MunicÌpios

ObservaÁ„o: Tribunal de Contas dos MunicÌpios È diferente de Tribunal de Contas do MunicÌpio. H· apenas dois Tribunais de Contas do MunicÌpio, pois h· vedaÁ„o

constitucional para a instituiÁ„o de Cortes de Contas municipais, ressalvados

os Tribunais de Contas do MunicÌpio de S„o Paulo e o do Rio de Janeiro,

criados antes da CF/1988. Tais Tribunais tÍm competÍncia para processar e julgar contas exclusivamente do municÌpio onde foi criado e n„o dos outros municÌpios do Estado. PorÈm, n„o h· impedimento para que o Estado institua Tribunais de Contas dos MunicÌpios, para apreciar e julgar exclusivamente as contas dos municÌpios integrantes de seu territÛrio. Mas h· apenas quatro Tribunais de Contas dos MunicÌpios (Bahia, Cear·, Par· e Goi·s). Os municÌpios dos outros estados que n„o possuem Tribunais de Contas dos MunicÌpios est„o sob a jurisdiÁ„o dos Tribunais de Contas Estaduais.

Nos Poderes Legislativo e Judici·rio de cada esfera, o limite ser· repartido entre seus ramos proporcionalmente ‡ mÈdia das despesas com pessoal, em percentual da RCL, verificadas nos trÍs exercÌcios financeiros imediatamente anteriores ao da publicaÁ„o da LRF (1997 a 1999) 25 . Por exemplo, o Poder Judici·rio do estado X teve como mÈdias nesses trÍs anos as despesas divididas por trÍs Ûrg„os de tamanho diferentes, A, B e C, na proporÁ„o, respectivamente, de 20%, 30% e 50% do gasto com pessoal desse Judici·rio Estadual. Como a partir da LRF o limite È de 6% da RCL para o Judici·rio desse Estado, o rateio do limite ser· da seguinte forma em relaÁ„o ‡ RCL: 1,2% para o Ûrg„o A; 1,8% para o Ûrg„o B e 3% para o Ûrg„o C.

Os recursos correspondentes ‡s dotaÁıes orÁament·rias, compreendidos os crÈditos suplementares e especiais, destinados aos Ûrg„os dos Poderes

25 Art. 20, § 1º, da LRF.

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Legislativo e Judici·rio, do MinistÈrio P˙blico e da Defensoria P˙blica, ser-lhes-„o entregues atÈ o dia 20 de cada mÍs, em duodÈcimos. Para tais fins, a entrega dos recursos financeiros correspondentes ‡ despesa total com pessoal por Poder e Ûrg„o ser· a resultante da aplicaÁ„o dos percentuais definidos no art. 20 da LRF. 26

dos percentuais definidos no art. 20 da LRF. 2 6 Alguns autores acenam com a possibilidade

Alguns autores acenam com a possibilidade de a LDO estabelecer critÈrios diferentes da LRF. Mas essa faculdade que estava no ß 6 do art. 20 da LRF foi vetada:

Vetado: ß 6 do art. 20: “Somente será aplicada a repartição dos limites estabelecidos no caput caso a lei de diretrizes orÁament·rias n„o disponha de forma diferente.”

Razões do veto: “A possibilidade de que o limite de despesas de pessoal dos Poderes e Ûrg„os possam ser alterados na Lei de Diretrizes OrÁament·rias poder· resultar em demandas ou incentivo especialmente no ‚mbito dos Estados e MunicÌpios para que os gastos com pessoal e encargos sociais de determinado Poder ou Ûrg„o sejam ampliados em detrimento de outros, visto que o limite global do ente da FederaÁ„o È fixado na Lei Complementar. Desse modo, afigura-se prejudicado o objetivo da lei complementar em estabelecer limites efetivos de gastos de pessoal aos TrÍs Poderes. Na linha desse entendimento, o dispositivo contraria o interesse p˙blico, motivo pelo qual sugere-se a oposição de veto.”

Assim, a LDO n„o pode dispor de forma diferente da LRF.

Logo:

a LDO n„o pode dispor de forma diferente da LRF. Logo: 2 6 Art. 20, §

26 Art. 20, § 5º, da LRF.

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e Questıes Comentadas Prof. SÈrgio Mendes に Aula 12 (CESPE – Auditor Fiscal de Controle Externo

(CESPE Auditor Fiscal de Controle Externo TCE/SC 2016) Os contratos de terceirizaÁ„o de m„o de obra integram o limite de despesas de pessoal, independentemente do tipo de serviÁo que estiver sendo terceirizado.

Os valores dos contratos de terceirizaÁ„o de m„o de obra que se referem ‡ substituiÁ„o de servidores e empregados p˙blicos ser„o contabilizados como “outras despesas de pessoal (art. 18, ß 1 , da LRF). Resposta: Errada

(CESPE Auditor - Conselheiro Substituto TCE/PR 2016) No ‚mbito da Uni„o, despesa relativa a demiss„o volunt·ria È computada no limite de despesa total com pessoal.

As despesas relativas a incentivos ‡ demiss„o volunt·ria n„o s„o computadas no limite de despesa total com pessoal (art. 19, ß 1 , II, da LRF). Resposta: Errada

(CESPE Analista - MPU 2015) Em funÁ„o da autonomia dos poderes, o Poder Executivo n„o poder· fixar limites de gastos com pessoal do Poder Judici·rio.

O limite de gastos com pessoal de todos os Poderes est· na LRF.

Resposta: Certa

(FCC Procurador de Contas TCM/GO 2015) A repartiÁ„o do limite global de despesa com pessoal, na esfera municipal, em cada perÌodo de apuraÁ„o, n„o poder· exceder 50% para o Poder Executivo.

A despesa total com pessoal, em cada perÌodo de apuraÁ„o e em cada ente da

federaÁ„o n„o poder· exceder os seguintes percentuais, da receita corrente

liquida: Uni„o: 50% (cinquenta por cento); Estados: 60% (sessenta por cento); MunicÌpios: 60% (sessenta por cento), sendo em cada ente respeitadas as repartiÁıes entre poderes e Ûrg„os, cabendo ao Executivo Municipal 54% e ao Legislativo Municipal 6%. Resposta: Errada

(FCC Procurador de Contas TCM/GO 2015) Na verificaÁ„o do atendimento do limite de despesa total com pessoal, no ‚mbito municipal, em cada perÌodo de apuraÁ„o, dever„o ser computadas as despesas com inativos, ainda quando custeadas por recursos provenientes da arrecadaÁ„o de contribuiÁıes dos segurados.

Na verificaÁ„o do atendimento dos limites das despesas com pessoal, n„o ser„o incluÌdas algumas despesas, entre elas, a que se refere a inativos, ainda

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que por intermÈdio de fundo especÌfico, custeadas por recursos provenientes da arrecadaÁ„o de contribuiÁıes dos segurados (art. 19, ß 1 , VI, “a”, da LRF). Resposta: Errada

(FCC Analista Previdenci·rio MANAUSPREV - 2015) No MunicÌpio de Cocal da Mata a despesa total de pessoal apurada em 31/12/2014 est· abaixo do limite percentual exigido na Lei Complementar n 101/2000. Assim no ‚mbito dos MunicÌpios, a despesa total com pessoal, em cada perÌodo de apuraÁ„o, N O poder· exceder os percentuais da receita corrente lÌquida em 49%.

A despesa total com pessoal, em cada perÌodo de apuraÁ„o, n„o poder· exceder os seguintes percentuais da receita corrente lÌquida do ente da federaÁ„o: 50% (Uni„o), 60% (Estados) e 60% (MunicÌpios). Resposta: Errada

(FCC Auditor Conselheiro Substituto TCM/GO 2015) Tendo em vista a despesa de pessoal, È correto afirmar que o c·lculo sempre abrange onze meses do gasto em quest„o.

A despesa total com pessoal ser· apurada somando-se a realizada no mÍs

em referÍncia com as dos onze imediatamente anteriores, adotando-se

o regime de competÍncia (art. 18, ß 2 , da LRF). Resposta: Errada

(ESAF Analista de FinanÁas e Controle - STN 2013) A despesa total com pessoal, em cada perÌodo de apuraÁ„o e em cada ente da FederaÁ„o, n„o poder· exceder os percentuais da receita de transferÍncia volunt·ria.

A despesa total com pessoal, em cada perÌodo de apuraÁ„o e em cada ente da

FederaÁ„o, n„o poder· exceder os percentuais da receita corrente lÌquida. Resposta: Errada

4.3. Controle

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4.3.1. ReferÍncia Constitucional e Ato Nulo de Pleno Direito

A CF/1988 tambÈm trata do assunto despesas com pessoal. Segundo o art. 169, a despesa com pessoal ativo e inativo da Uni„o, dos estados, do Distrito Federal e dos municÌpios n„o poder· exceder os limites estabelecidos em lei complementar, que È exatamente o que estudamos na LRF, por isso nesta aula comeÁamos o estudo da Lei antes da CF/1988.

Art. 169. A despesa com pessoal ativo e inativo da Uni„o, dos Estados, do Distrito Federal e dos MunicÌpios n„o poder· exceder os limites estabelecidos em lei complementar. ( ) ß 2 Decorrido o prazo estabelecido na lei complementar referida neste artigo para a adaptaÁ„o aos par‚metros ali previstos, ser„o imediatamente suspensos todos os repasses de verbas federais ou estaduais aos Estados, ao Distrito Federal e aos MunicÌpios que n„o observarem os referidos limites.

Assim, todos os entes est„o sujeitos aos limites de despesas com pessoal previstos em lei complementar. AlÈm disso, o ß 2 determina que decorrido o prazo estabelecido na Lei Complementar, ou seja, na LRF, ser„o imediatamente suspensos todos os repasses de verbas federais ou estaduais aos Estados, ao Distrito Federal e aos MunicÌpios que n„o observarem os referidos limites.

e aos MunicÌpios que n„o observarem os referidos limites. Estudamos de forma conjunta o caput e

Estudamos de forma conjunta o caput e o ß 2 do art. 169 da CF/1988. Vamos agora estudar o ß 1 .

ß 1 A concess„o de qualquer vantagem ou aumento de remuneraÁ„o, a criaÁ„o de cargos, empregos e funÁıes ou alteraÁ„o de estrutura de carreiras, bem como a admiss„o ou contrataÁ„o de pessoal, a qualquer

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tÌtulo, pelos Ûrg„os e entidades da administraÁ„o direta ou indireta, inclusive fundaÁıes instituÌdas e mantidas pelo poder p˙blico, sÛ poder„o ser feitas:

Tal parágrafo pode ser resumido da seguinte forma: “os aumentos de despesas com pessoal, independentemente da forma ou do Ûrg„o, sÛ poder„o ser

feitos:”

I se houver prÈvia dotaÁ„o orÁament·ria suficiente para atender ‡s projeÁıes de despesa de pessoal e aos acrÈscimos dela decorrentes; II se houver autorizaÁ„o especÌfica na lei de diretrizes orÁament·rias, ressalvadas as empresas p˙blicas e as sociedades de economia mista.

O inciso I determina que para aumentar as despesas com pessoal deve haver

dotaÁ„o na LOA suficiente para atender as despesas j· existentes e ainda aos

novos acrÈscimos. Isso deve ser prÈvio, ou seja, antes de o aumento ser efetivamente colocado em pr·tica.

O inciso II determina que para aumentar as despesas com pessoal deve haver

autorizaÁ„o especÌfica na LDO. Entretanto, para apenas esse inciso II, h·

uma ressalva: as empresas p˙blicas e as sociedades de economia mista n„o exigem autorizaÁ„o especÌfica na LDO para aumentar suas despesas com pessoal.

especÌfica na LDO para aumentar suas despesas com pessoal. Ainda neste tópico, dentro de “limite ultrapassado”

Ainda neste tópico, dentro de “limite ultrapassado” veremos outros dispositivos do art. 169 da CF/1988. Vamos prosseguir. Conforme o art. 21 da LRF, È nulo de pleno direito o ato que provoque aumento da despesa com pessoal e n„o atenda 27 :

As exigÍncias de acompanhamento, para a criaÁ„o, expans„o ou aperfeiÁoamento de aÁ„o governamental que acarrete aumento da despesa (art. 16): estimativa do impacto orÁament·rio-financeiro no

27 Art. 21, caput, da LRF.

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exercÌcio em que deva entrar em vigor e nos dois subsequentes, e declaraÁ„o do ordenador da despesa de que o aumento tem adequaÁ„o orÁament·ria e financeira com a LOA e compatibilidade com o PPA e com a LDO.

As exigÍncias para a criaÁ„o das despesas obrigatÛrias de car·ter continuado (art. 17). S„o elas: atos que criarem as despesas ou as aumentarem dever„o ser instruÌdos com estimativas do impacto orÁament·rio-financeiro, no exercÌcio que deva entrar em vigor e nos dois subsequentes; demonstraÁ„o da origem dos recursos para seu custeio; comprovaÁ„o de que a criaÁ„o ou o aumento da despesa n„o afetar· as metas de resultados fiscais previstas no anexo de metas fiscais da LDO; compensaÁ„o dos seus efeitos financeiros, nos perÌodos seguintes, pelo aumento permanente de receita ou pela reduÁ„o permanente de despesa.

O disposto no inciso XIII do art. 37 da CF/1988: a vedaÁ„o ‡ vinculaÁ„o ou equiparaÁ„o de quaisquer espÈcies remuneratÛrias para o efeito de remuneraÁ„o de pessoal do serviÁo p˙blico.

As exigÍncias do ß 1 do art. 169 da CF/1988 (j· estudadas neste tÛpico).

O limite legal de comprometimento aplicado ‡s despesas com pessoal inativo.

comprometimento aplicado ‡s despesas com pessoal inativo. TambÈm È nulo de pleno direito o ato de

TambÈm È nulo de pleno direito o ato de que resulte aumento da despesa com pessoal expedido nos 180 dias anteriores ao final do mandato do titular do respectivo Poder ou Ûrg„o. 28 … comum associar este prazo ao final dos mandatos de quatro anos dos Chefes do Executivo, porÈm È interessante observar que a norma tambÈm alcanÁa o mandato dos Presidentes de casas legislativas, o qual È de dois anos. Logo, um Presidente de uma C‚mara

28 Art. 21, parágrafo único, da LRF.

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Municipal, por exemplo, n„o poder· aumentar a despesa com pessoal nos 180 dias anteriores ao final do seu mandato de dois anos.

… nulo de pleno direito o ato de que resulte aumento da despesa com pessoal

… nulo de pleno direito o ato de que resulte aumento da despesa com pessoal expedido nos 180 dias anteriores ao final do mandato do titular do respectivo Poder ou Ûrg„o.

A verificaÁ„o do cumprimento dos limites estabelecidos para as despesas com pessoal ser· realizada ao final de cada quadrimestre. 29

ser· realizada ao final de cada quadrimestre . 2 9 Vale ressaltar que, de acordo com

Vale ressaltar que, de acordo com a CF/1988, a regra È que o subsÌdio e os vencimentos dos ocupantes de cargos e empregos p˙blicos s„o irredutÌveis 30 , com algumas ressalvas constitucionais, nas quais n„o se inclui a reduÁ„o consensual dos respectivos vencimentos.

Ressalta-se que a CF/1988 veda a transferÍncia volunt·ria de recursos e a concess„o de emprÈstimos, inclusive por antecipaÁ„o de receita, pelos Governos Federal e Estaduais e suas instituiÁıes financeiras, para pagamento de despesas com pessoal ativo, inativo e pensionista, dos estados, do Distrito Federal e dos municÌpios. 31

29 Art. 22, caput, da LRF.

30 Art. 37, XV, da CF/1988.

31 Art. 167, X, da CF/1988.

4.3.2. Limite de Alerta

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Vamos agora falar dos limites de alerta, prudencial e ultrapassado.

falar dos limites de alerta, prudencial e ultrapassado . Compete aos Tribunais de Contas verificar os

Compete aos Tribunais de Contas verificar os c·lculos dos limites da despesa total com pessoal de cada Poder e Ûrg„o e alert·-los quando constatarem que o montante da despesa total com pessoal ultrapassar 90% do limite (limite de alerta). 32

ultrapassar 90% do limite ( limite de alerta ). 3 2 4.3.3. Limite Prudencial Se a

4.3.3. Limite Prudencial

Se a despesa total com pessoal exceder a 95% do limite (limite prudencial), s„o vedados ao Poder ou Ûrg„o que houver incorrido no excesso 33 :

Concess„o de vantagem, aumento, reajuste ou adequaÁ„o de remuneraÁ„o a qualquer tÌtulo, salvo os derivados de sentenÁa judicial ou de determinaÁ„o legal ou contratual, ressalvada a revis„o geral anual, sempre na mesma data e sem distinÁ„o de Ìndices.

CriaÁ„o de cargo, emprego ou funÁ„o.

AlteraÁ„o de estrutura de carreira que implique aumento de despesa.

Provimento de cargo p˙blico, admiss„o ou contrataÁ„o de pessoal a qualquer tÌtulo, ressalvada a reposiÁ„o decorrente de aposentadoria ou falecimento de servidores das ·reas de educaÁ„o, sa˙de e seguranÁa.

ContrataÁ„o de hora extra, salvo no caso das situaÁıes previstas na lei de diretrizes orÁament·rias e no caso de convocaÁ„o extraordin·ria do

32 Art. 59, § 1º, II, da LRF.

33 Art. 22, parágrafo único, da LRF.

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Congresso Nacional (relembro que a Emenda Constitucional 50/2006 vedou o pagamento de parcela indenizatÛria em raz„o de convocaÁ„o do Congresso Nacional).

em raz„o de convocaÁ„o do Congresso Nacional). O limite de alerta ocorre quando os Tribunais de
O limite de alerta ocorre quando os Tribunais de Contas constatam que o montante da

O limite de alerta ocorre quando os Tribunais de Contas constatam que o montante da despesa total com pessoal ultrapassou 90% do limite, n„o havendo nenhuma sanÁ„o ou vedaÁ„o, apenas um alerta. J· o limite prudencial ocorre quando a despesa total com pessoal excede a 95% do limite, incorrendo em diversas vedaÁıes para o Poder ou Ûrg„o que ultrapassar tal percentual.

4.3.4. Limite Ultrapassado

Se a despesa total com pessoal, do Poder ou Ûrg„o, ultrapassar os limites definidos (limite ultrapassado), sem prejuÌzo das medidas previstas no limite prudencial (citadas acima), o percentual excedente ter· de ser eliminado nos dois quadrimestres seguintes, sendo pelo menos um terÁo no primeiro, adotando-se, entre outras, as providÍncias previstas nos ßß 3 e 4 do art. 169 da CF/1988 34 (veremos a seguir).

Continuando, para o cumprimento dos limites estabelecidos com base no que estudamos na LRF, a Uni„o, os estados, o Distrito Federal e os municÌpios adotar„o as seguintes providÍncias (s„o os ßß 3 e 4 do art. 169 da

CF/1988):

34 Art. 23, caput, da LRF.

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ReduÁ„o em pelo menos 20% das despesas com cargos em comiss„o e funÁıes de confianÁa.

ExoneraÁ„o dos servidores n„o est·veis.

ExoneraÁ„o de servidor est·vel, desde que ato normativo motivado de cada um dos Poderes especifique a atividade funcional, o Ûrg„o ou unidade administrativa objeto da reduÁ„o de pessoal (Lei federal dispor· sobre as normas gerais a serem obedecidas na efetivaÁ„o desse dispositivo). O servidor que perder o cargo far· jus a indenizaÁ„o correspondente a um mÍs de remuneraÁ„o por ano de serviÁo.

O cargo objeto da reduÁ„o prevista nos par·grafos anteriores ser· considerado extinto, vedada a criaÁ„o de cargo, emprego ou funÁ„o com atribuiÁıes iguais ou assemelhadas pelo prazo de quatro anos.

iguais ou assemelhadas pelo prazo de quatro anos. N„o alcanÁada a reduÁ„o no prazo estabelecido, e

N„o alcanÁada a reduÁ„o no prazo estabelecido, e enquanto perdurar o excesso, o ente n„o poder· 35 :

Receber transferÍncias volunt·rias, ressalvadas as destinadas ‡ sa˙de, ‡ educaÁ„o e ‡ assistÍncia social.

Obter garantia, direta ou indireta, de outro ente.

Contratar operaÁıes de crÈdito, ressalvadas as destinadas ao refinanciamento da dÌvida mobili·ria e as que visem ‡ reduÁ„o das despesas com pessoal.

35 Art. 23, § 3º c/c art. 25, § 3º, ambos da LRF.

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e Questıes Comentadas Prof. SÈrgio Mendes に Aula 12 4.3.5. ExceÁıes aos Prazos p/ ReduÁ„o das

4.3.5. ExceÁıes aos Prazos p/ ReduÁ„o das Despesas com Pessoal

Estas s„o as exceÁıes aos prazos do art. 23 da LRF para a reduÁ„o das despesas com pessoal:

AplicaÁ„o imediata: as restriÁıes s„o aplicadas imediatamente se a despesa total com pessoal exceder o limite no primeiro quadrimestre do ˙ltimo ano do mandato dos titulares de Poder ou Ûrg„o. 36

Suspens„o: na ocorrÍncia de calamidade p˙blica reconhecida pelo Congresso Nacional, no caso da Uni„o, ou pelas Assembleias Legislativas, na hipÛtese dos estados e municÌpios; e em caso de estado de defesa ou de sÌtio decretado na forma da constituiÁ„o, enquanto perdurar a situaÁ„o, ser„o suspensas a contagem dos prazos e as disposiÁıes estabelecidas no artigo. 37

DuplicaÁ„o: j· em caso de crescimento real baixo ou negativo do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, regional ou estadual por perÌodo igual ou superior a quatro trimestres, os prazos do artigo ser„o duplicados. Entende-se por baixo crescimento a taxa de variaÁ„o real acumulada do PIB inferior a 1%, no

perÌodo correspondente aos quatro ˙ltimos trimestres. Nessa hipÛtese, continuar„o a ser adotadas as medidas previstas no limite prudencial (citadas em tÛpicos anteriores). 38

36 Art. 23, § 4º, da LRF.

37 Art. 65, I e parágrafo único, da LRF.

38 Art. 66, caput e § 1º, da LRF

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e Questıes Comentadas Prof. SÈrgio Mendes に Aula 12 (CESPE – Auditor - Conselheiro Substituto –
e Questıes Comentadas Prof. SÈrgio Mendes に Aula 12 (CESPE – Auditor - Conselheiro Substituto –

(CESPE Auditor - Conselheiro Substituto TCE/PR 2016) Sempre que verificar que as despesas de pessoal de Poder Executivo estadual atingiram o limite prudencial 95% do limite m·ximo das despesas com pessoal , o TCE dever· emitir alerta sobre esse fato, na forma da LRF.

Sempre que verificar que as despesas de pessoal de Poder Executivo estadual atingiram o limite de alerta 90% do limite m·ximo das despesas com pessoal , o respectivo tribunal de contas dever· emitir alerta sobre esse fato, na forma da LRF. Resposta: Errada

(FCC Analista CNMP - 2015) Vinte e cinco por cento dos ocupantes de cargos em comiss„o de Ûrg„os da AdministraÁ„o direta de determinado Estado s„o exonerados, em virtude de o ente da federaÁ„o em quest„o ter excedido os limites estabelecidos em lei complementar com despesa de pessoal. Nesta hipÛtese, considerada a disciplina constitucional da matÈria, a exoneraÁ„o ter· sido regular, sendo os cargos objeto de reduÁ„o, considerado extintos vedado ‡ criaÁ„o de cargo, emprego ou funÁ„o com atribuiÁıes iguais ou assemelhadas pelo prazo de cinco anos.

… regular, porÈm, apenas o cargo objeto da reduÁ„o ser· considerado extinto, vedada a criaÁ„o de cargo, emprego ou funÁ„o com atribuiÁıes iguais ou assemelhadas pelo prazo de quatro anos (art. 169, ß 6 , da CF/1988). Resposta: Errada

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(FCC Analista CNMP - 2015) A despesa total com pessoal, nos termos da Lei Complementar no 101/2000, em cada perÌodo de apuraÁ„o e em cada ente da FederaÁ„o, n„o poder· exceder a determinados percentuais da receita corrente lÌquida. Considerando que a receita corrente lÌquida utilizada para apuraÁ„o do cumprimento legal da despesa lÌquida de pessoal do MinistÈrio P˙blico da Uni„o, referente ao primeiro quadrimestre de 2015, fosse de R$ 99.550.000,00. Neste caso, o limite prudencial seria de R$ 537.570,00.

RCL da uni„o: R$ 99.550.000,00, Limite m·ximo do MPU: 0,6% da RCL = R$ 597.300,00 Limite prudencial do MPU: 95% do m·ximo = R$ 567.435,00

O limite prudencial È de R$ 567.435,00. Resposta: Errada

(FGV Analista Administrativo TJ/SC 2015) A despesa total com pessoal de um Ûrg„o ultrapassou o limite definido na Lei de Responsabilidade Fiscal no segundo quadrimestre de 2011, em R$ 75.000,00. Considerando exclusivamente as informaÁıes dadas e as normas para reconduÁ„o ao limite, o Ûrg„o dever· eliminar ao menos 10% do excedente no quadrimestre subsequente.

Se a despesa total com pessoal, do Poder ou Ûrg„o, ultrapassar os limites definidos, o percentual excedente ter· de ser eliminado nos dois quadrimestres seguintes, sendo pelo menos um terÁo no primeiro (art. 23 da LRF). Resposta: Errada

(FGV Analista Administrativo TJ/SC 2015) A despesa total com pessoal de um Ûrg„o ultrapassou o limite definido na Lei de Responsabilidade Fiscal no segundo quadrimestre de 2011, em R$ 75.000,00. Considerando exclusivamente as informaÁıes dadas e as normas para reconduÁ„o ao limite, o Ûrg„o dever· reduzir o excedente em pelo menos R$ 37.500,00 atÈ o final do exercÌcio.

Se a despesa total com pessoal, do Poder ou Ûrg„o, ultrapassar os limites definidos, o percentual excedente ter· de ser eliminado nos dois quadrimestres seguintes, sendo pelo menos um terÁo no primeiro (no caso em tela, o 1 quadrimestre È o final do exercÌcio, e pelo menos um terÁo de R$ 75.000 È R$

25.000).

Resposta: Errada

(FGV Auditor Fiscal Tribut·rio Pref. de Cuiab·/MT 2014) Em relaÁ„o ‡ Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar n 101/2000), ela estabelece que a despesa total com pessoal n„o pode exceder a 80% do limite, vedando o Ûrg„o que incorreu no excesso a criaÁ„o de cargo, emprego ou funÁ„o.

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A LRF estabelece que a despesa total com pessoal n„o pode exceder a 95% do

limite, vedando o Ûrg„o que incorreu no excesso a criaÁ„o de cargo, emprego

ou funÁ„o.

Resposta: Errada

4.4. Despesas com a Seguridade Social

Nenhum benefÌcio ou serviÁo relativo ‡ Seguridade Social poder· ser criado, majorado ou estendido sem a indicaÁ„o da fonte de custeio total, atendidas ainda as exigÍncias do art. 17, o qual trata das despesas obrigatÛrias de car·ter continuado. 39

Nenhum benefÌcio ou serviÁo relativo ‡ Seguridade Social poder· ser criado, majorado ou estendido sem

Nenhum benefÌcio ou serviÁo relativo ‡ Seguridade Social poder· ser criado, majorado ou estendido sem a indicaÁ„o da fonte de custeio total.

A Seguridade Social compreende o benefÌcio ou serviÁo de sa˙de, previdÍncia e

assistÍncia social, inclusive os destinados aos servidores p˙blicos e militares, ativos e inativos, e aos pensionistas. 40

No entanto, È dispensada da compensaÁ„o por aumento permanente de receita

ou pela reduÁ„o permanente de outras despesas se o aumento de despesa

decorrer de: 41

I concess„o de benefÌcio a quem satisfaÁa as condiÁıes de habilitaÁ„o prevista na legislaÁ„o pertinente;

II expans„o quantitativa do atendimento e dos serviÁos prestados;

III reajustamento de valor do benefÌcio ou serviÁo, a fim de preservar o seu

valor real.

benefÌcio ou serviÁo, a fim de preservar o seu valor real. … dispensado da compensaÁ„o referida

… dispensado da compensaÁ„o referida no art. 17 (dentre outros, o aumento permanente de receita e a reduÁ„o permanente de despesa) o aumento de despesa decorrente de reajustamento de valor do benefÌcio ou serviÁo, a fim de preservar o seu valor real (art. 24, ß 1 , III, da LRF).

39 Art. 24, caput, da LRF.

40 Art. 24, § 2º, da LRF.

41 Art. 24, § 1º, da LRF.

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e Questıes Comentadas Prof. SÈrgio Mendes に Aula 12 (CESPE – TFCE – TCU – 2012)
e Questıes Comentadas Prof. SÈrgio Mendes に Aula 12 (CESPE – TFCE – TCU – 2012)

(CESPE TFCE TCU 2012) O reajustamento do valor de benefÌcio da seguridade social, a fim de preservar o seu valor real, deve apresentar a origem dos recursos para o seu custeio e os seus efeitos financeiros nos perÌodos seguintes, que devem ser compensados pelo aumento permanente de receita e pela reduÁ„o permanente de despesa da previdÍncia.

dispensado da compensaÁ„o referida no art. 17 (dentre outros, o aumento permanente de receita e a reduÁ„o permanente de despesa) o aumento de despesa decorrente de reajustamento de valor do benefÌcio ou serviÁo, a fim de preservar o seu valor real (art. 24, ß 1 , III, da LRF). Resposta: Errada

(CESPE Especialista FNDE 2012) Por constituÌrem despesa de natureza social, os benefÌcios relativos a seguridade social podem ser criados sem a identificaÁ„o da respectiva fonte de custeio.

De acordo com o art. 24 da LRF, nenhum benefÌcio ou serviÁo relativo ‡ Seguridade Social poder· ser criado, majorado ou estendido sem a indicaÁ„o da fonte de custeio total, atendidas ainda as exigÍncias do art. 17, o qual trata das despesas obrigatÛrias de car·ter continuado. Resposta: Errada

(FUNRIO Diversos Cargos de NÌvel Superior INSS 2014) O Art. 24 da Lei Complementar N 101, de 4 de Maio de 2000, estabelece que “nenhum benefício ou serviço relativo à seguridade social poderá ser criado, majorado ou estendido sem a indicaÁ„o da fonte de custeio

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total, nos termos do ß 5 do art. 195 da ConstituiÁ„o, atendidas as exigÍncias do art. 17, da mesma Lei, que trata das despesas obrigatórias e caráter continuado”. Seu § 1° estabelece que fica dispensado da compensaÁ„o do art. 17 o aumento de despesas decorrentes de concess„o de benefÌcio a quem satisfaÁa as condiÁıes de habilitaÁ„o prevista na legislaÁ„o pertinente.

… dispensada da compensaÁ„o por aumento permanente de receita ou pela reduÁ„o permanente de outras despesas se o aumento de despesa decorrer de concess„o de benefÌcio a quem satisfaÁa as condiÁıes de habilitaÁ„o prevista na legislaÁ„o pertinente, entre outros. Resposta: Certa

na legislaÁ„o pertinente, entre outros. Resposta: Certa Prof. SÈrgio Mendes www.estrategiaconcursos.com.br 34

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MEMENTO LRF: DESPESA P⁄BLICA

MEMENTO LRF: DESPESA P⁄BLICA

GERA« O DE DESPESA

Ser„o consideradas n„o autorizadas, irregulares e lesivas ao patrimÙnio p˙blico a

geraÁ„o de despesa ou assunÁ„o de obrigaÁ„o que n„o atendam o disposto nos arts. 16

e 17 da LRF.

A criaÁ„o, expans„o ou aperfeiÁoamento de aÁ„o governamental que acarrete aumento da despesa ser· acompanhado de:

I estimativa do impacto orÁament·rio-financeiro no exercÌcio em que deva entrar em vigor e nos dois subsequentes;

II

orÁament·ria e financeira com a LOA e compatibilidade com o PPA e com a LDO.

declaraÁ„o

do

ordenador

da

despesa

de

que

o

aumento

tem

adequaÁ„o

Despesa adequada com a LOA e compatÌvel com PPA e LDO

Despesa adequada com a LOA: a despesa objeto de dotaÁ„o especÌfica e suficiente,

ou

que esteja abrangida por crÈdito genÈrico, de forma que, somadas todas as despesas

da

mesma espÈcie, realizadas e a realizar, previstas no programa de trabalho, n„o

sejam ultrapassados os limites estabelecidos para o exercÌcio.

Despesa compatÌvel com PPA e LDO: a despesa que se conforme com as diretrizes, objetivos, prioridades e metas previstos nesses instrumentos e n„o infrinja qualquer de suas disposiÁıes.

DESPESA OBRIGAT”RIA DE CAR£TER CONTINUADO

S„o as despesas correntes derivadas de lei, medida provisÛria ou ato administrativo normativo que fixem para o ente a obrigaÁ„o legal de sua execuÁ„o por um perÌodo superior a dois exercÌcios.

S„o exigÍncias para criaÁ„o ou aumento das despesas obrigatÛrias de car·ter continuado:

_ atos que criarem as despesas ou as aumentarem dever„o ser instruÌdos com estimativas do impacto orÁament·rio-financeiro, no exercÌcio que deva entrar em vigor e nos dois subsequentes;

_ demonstraÁ„o da origem dos recursos para seu custeio;

_ comprovaÁ„o de que a criaÁ„o ou o aumento da despesa n„o afetar· as metas de resultados fiscais previstas no anexo de metas fiscais da LDO;

_ compensaÁ„o dos seus efeitos financeiros, nos perÌodos seguintes, pelo aumento permanente de receita ou pela reduÁ„o permanente de despesa.

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N„o ser· executada antes da implementaÁ„o das medidas referidas, as quais integrar„o

o

instrumento que a criar ou aumentar.

As destinadas ao serviÁo da dÌvida e ao reajustamento de remuneraÁ„o de pessoal de que trata o inciso X do art. 37 da CF/1988 est„o excluÌdas dessas regras.

Considera-se aumento permanente de receita o proveniente da elevaÁ„o de alÌquotas, ampliaÁ„o da base de c·lculo, majoraÁ„o ou criaÁ„o de tributo ou contribuiÁ„o. J· a prorrogaÁ„o de despesa criada por prazo determinado considera-se aumento da despesa.

 

RECEITA CORRENTE LÕQUIDA

Ser· apurada somando-se as receitas arrecadadas no mÍs em referÍncia e nos onze anteriores, excluÌdas as duplicidades.

A

RCL corresponde ao somatÛrio das receitas tribut·rias, de contribuiÁıes, patrimoniais,

industriais, agropecu·rias, de serviÁos, transferÍncias correntes e outras receitas

tambÈm correntes, deduzidos:

Na Uni„o: os valores transferidos aos Estados e MunicÌpios por determinaÁ„o constitucional ou legal, e as contribuiÁıes mencionadas na alÌnea a do inciso I e no inciso

II

do art. 195 (relacionadas ‡ seguridade social) e no art. 239 da CF/1988 (PIS, PASEP);

Nos Estados: as parcelas entregues aos MunicÌpios por determinaÁ„o constitucional;

Na Uni„o, nos Estados e nos MunicÌpios: a contribuiÁ„o dos servidores para o custeio do seu sistema de previdÍncia e assistÍncia social e as receitas provenientes da compensaÁ„o financeira citada no ß 9. o do art. 201 da CF/1988;

DF, Amap· e Roraima: recursos transferidos pela Uni„o decorrentes da competÍncia da prÛpria Uni„o para organizar e manter o Poder Judici·rio, o MinistÈrio P˙blico do Distrito Federal e dos TerritÛrios e a Defensoria P˙blica dos TerritÛrios; e organizar e

manter a polÌcia civil, a polÌcia militar e o corpo de bombeiros militar do DF, bem como prestar assistÍncia financeira ao DF para a execuÁ„o de serviÁos p˙blicos, por meio de fundo prÛprio.

 

DESPESAS COM PESSOAL

… o somatÛrio dos gastos do ente da FederaÁ„o com os ativos, os inativos e os pensionistas, relativos a mandatos eletivos, cargos, funÁıes ou empregos, civis, militares e de membros de Poder, com quaisquer espÈcies remuneratÛrias, tais como vencimentos e vantagens, fixas e vari·veis, subsÌdios, proventos da aposentadoria, reformas e pensıes, inclusive adicionais, gratificaÁıes, horas extras e vantagens pessoais de qualquer natureza, bem como encargos sociais e contribuiÁıes recolhidas pelo ente ‡s entidades de previdÍncia.

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LIMITES DAS DESPESAS COM PESSOAL EM RELA« O ¿ RCL

UNI O

ESTADOS

MUNICÕPIOS

UNI O ESTADOS MUNICÕPIOS
UNI O ESTADOS MUNICÕPIOS
UNI O ESTADOS MUNICÕPIOS
UNI O ESTADOS MUNICÕPIOS
UNI O ESTADOS MUNICÕPIOS

50%

60%

60%

50% 60% 60% LIMITES GLOBAIS POR ESFERAS FEDERAL ESTADUAL MUNICIPAL Legislativo (TCU): 2,5% Legislativo
50% 60% 60% LIMITES GLOBAIS POR ESFERAS FEDERAL ESTADUAL MUNICIPAL Legislativo (TCU): 2,5% Legislativo
50% 60% 60% LIMITES GLOBAIS POR ESFERAS FEDERAL ESTADUAL MUNICIPAL Legislativo (TCU): 2,5% Legislativo
50% 60% 60% LIMITES GLOBAIS POR ESFERAS FEDERAL ESTADUAL MUNICIPAL Legislativo (TCU): 2,5% Legislativo

LIMITES GLOBAIS POR ESFERAS

FEDERAL

ESTADUAL

MUNICIPAL

Legislativo (TCU): 2,5%

Legislativo (TCE): 3%

Judici·rio: 6%

Judici·rio: 6%

Executivo: 40,9%

Executivo: 49%

MPU: 0,6%

MPE: 2%

Legislativo (TCM): 6%

Executivo: 54%

Nos Estados em que h· TC dos MunicÌpios, os limites ser„o:

Legislativo = 3,4% e Executivo = 48,6%.

A verificaÁ„o do cumprimento dos limites ser· ao final de cada quadrimestre.

Limite de alerta: compete aos Tribunais de Contas verificar os c·lculos dos limites da despesa total com pessoal de cada Poder e Ûrg„o e alert·-los quando constatarem que o montante da despesa total com pessoal ultrapassar 90% do limite.

Limite Prudencial: Se a despesa total com pessoal exceder a 95% do limite, s„o vedados ao Poder ou Ûrg„o que incorrer no excesso:

Concess„o de vantagem, aumento, reajuste ou adequaÁ„o de remuneraÁ„o a qualquer tÌtulo, salvo os derivados de sentenÁa judicial ou de determinaÁ„o legal ou contratual, ressalvada a revis„o geral anual, sempre na mesma data e sem distinÁ„o de Ìndices;

CriaÁ„o de cargo, emprego ou funÁ„o;

AlteraÁ„o de estrutura de carreira que implique aumento de despesa;

Provimento de cargo p˙blico, admiss„o ou contrataÁ„o de pessoal a qualquer tÌtulo, ressalvada a reposiÁ„o de aposentadoria ou falecimento de servidores das ·reas de educaÁ„o, sa˙de e seguranÁa;

ContrataÁ„o de hora extra, salvo no caso das situaÁıes previstas na LDOs e no caso de convocaÁ„o extraordin·ria do Congresso Nacional (a EC 50/2006 vedou o pagamento de parcela indenizatÛria em raz„o de convocaÁ„o do Congresso Nacional).

Limite ultrapassado: se a despesa total com pessoal, do Poder ou Ûrg„o, ultrapassar os limites definidos, sem prejuÌzo das medidas previstas no limite prudencial (citadas acima), o percentual excedente ter· de ser eliminado nos dois quadrimestres seguintes,

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sendo pelo menos um terÁo no primeiro, adotando-se, entre outras, as providÍncias previstas nos ßß 3 e 4 do art. 169 da CF/1988:

ReduÁ„o em pelo menos 20% das despesas com cargos em comiss„o e funÁıes de confianÁa.

ExoneraÁ„o dos servidores n„o est·veis.

ExoneraÁ„o de servidor est·vel, desde que ato normativo motivado de cada um dos Poderes especifique a atividade funcional, o Ûrg„o ou unidade administrativa objeto da reduÁ„o de pessoal. O servidor que perder o cargo far· jus a indenizaÁ„o correspondente a um mÍs de remuneraÁ„o por ano de serviÁo.

A concess„o de qualquer vantagem ou aumento de remuneraÁ„o, a criaÁ„o de cargos, empregos e funÁıes ou alteraÁ„o de estrutura de carreiras, bem como a admiss„o ou contrataÁ„o de pessoal, a qualquer tÌtulo, pelos Ûrg„os e entidades da administraÁ„o direta ou indireta, inclusive fundaÁıes instituÌdas e mantidas pelo poder p˙blico, sÛ poder„o ser feitas se houver:

PrÈvia dotaÁ„o orÁament·ria suficiente para atender ‡s projeÁıes de despesa de pessoal e aos acrÈscimos dela decorrentes;

AutorizaÁ„o especÌfica na LDO, ressalvadas as empresas p˙blicas e as sociedades de economia mista.

SEGURIDADE SOCIAL

A Seguridade Social compreende o benefÌcio ou serviÁo de sa˙de, previdÍncia e assistÍncia social, inclusive os destinados aos servidores p˙blicos e militares, ativos e inativos, e aos pensionistas.

Nenhum benefÌcio ou serviÁo relativo ‡ seguridade social poder· ser criado, majorado ou estendido sem a indicaÁ„o da fonte de custeio total, atendidas ainda as exigÍncias do art. 17 da LRF, o qual trata das despesas obrigatÛrias de car·ter continuado.

No entanto, È dispensada da compensaÁ„o por aumento permanente de receita ou pela reduÁ„o permanente de outras despesas se o aumento de despesa decorrer de:

Concess„o de benefÌcio a quem satisfaÁa as condiÁıes de habilitaÁ„o prevista na legislaÁ„o pertinente;

Expans„o quantitativa do atendimento e dos serviÁos prestados;

Reajustamento de valor do benefÌcio ou serviÁo, a fim de preservar o seu valor real.

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QUEST’ES DE CONCURSOS ANTERIORES - CESPE

GERA« O DE DESPESA E DESPESA OBRIGAT”RIA DE CAR£TER CONTINUADO

1) (CESPE Analista Judici·rio Administrativa - TRE/PE - 2017) A proposta de aperfeiÁoamento da aÁ„o governamental dispensa a elaboraÁ„o de estimativa de impacto financeiro, mas exige a estimativa de impacto orÁament·rio.

A criaÁ„o, expans„o ou aperfeiÁoamento de aÁ„o governamental que acarrete

aumento da despesa ser· acompanhado de:

I estimativa, com as premissas e metodologia de c·lculo utilizadas, do impacto orÁament·rio-financeiro no exercÌcio em que deva entrar em vigor

e

nos dois subsequentes;

II

declaraÁ„o do ordenador da despesa de que o aumento tem adequaÁ„o

orÁament·ria e financeira com a lei orÁament·ria anual e compatibilidade com

o plano plurianual e com a lei de diretrizes orÁament·rias.

Resposta: Errada

2) (CESPE Analista Judici·rio Administrativa TRT/8 2016) As despesas p˙blicas, correntes ou de capital, que ultrapassem o exercÌcio financeiro subsequente, ser„o consideradas como obrigatÛrias de car·ter continuado.

Considera-se obrigatÛria de car·ter continuado a despesa corrente derivada de lei, medida provisÛria ou ato administrativo normativo que fixem para o ente a obrigaÁ„o legal de sua execuÁ„o por um perÌodo superior a dois exercÌcios (art. 17, caput, da LRF). Resposta: Errada

3) (CESPE Auditor - Conselheiro Substituto TCE/PR 2016) A Despesa obrigatÛria de car·ter continuado corresponde a despesa de capital cuja execuÁ„o extrapola o exercÌcio.

Considera-se obrigatÛria de car·ter continuado a despesa corrente derivada de lei, medida provisÛria ou ato administrativo normativo que fixem para o ente a obrigaÁ„o legal de sua execuÁ„o por um perÌodo superior a dois exercÌcios (art. 17, da LRF). Resposta: Errada

4) (CESPE Analista Judici·rio Administrativa TRT/8 2016) O ordenador de despesa deve apresentar a estimativa de impacto orÁament·rio-financeiro para o exercÌcio seguinte sempre que uma

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aÁ„o governamental representar o aumento de despesa p˙blica e, sendo possÌvel, o impacto para o exercÌcio posterior.

A criaÁ„o, expans„o ou aperfeiÁoamento de aÁ„o governamental que acarrete

aumento da despesa ser· acompanhado de:

I

estimativa, com as premissas e metodologia de c·lculo utilizadas, do

impacto orÁament·rio-financeiro no exercÌcio em que deva entrar em vigor e

nos dois subsequentes;

declaraÁ„o do ordenador da despesa de que o aumento tem adequaÁ„o

II

orÁament·ria e financeira com a lei orÁament·ria anual e compatibilidade com

o plano plurianual e com a lei de diretrizes orÁament·rias.

Resposta: Errada

5) (CESPE Auditor Fiscal de Controle Externo TCE/SC 2016) Se determinado Ûrg„o p˙blico assinar contrato que crie obrigaÁ„o legal para o ente p˙blico por perÌodo superior a dois exercÌcios financeiros, os efeitos financeiros da medida poder„o ser compensados pela reduÁ„o permanente da despesa orÁament·ria.

Se determinado Ûrg„o p˙blico assinar contrato que crie obrigaÁ„o legal para o ente p˙blico por perÌodo superior a dois exercÌcios financeiros, estaremos diante de uma despesa obrigatÛria de car·ter continuado. Os efeitos financeiros da medida poder„o ser compensados nos perÌodos seguintes pelo aumento permanente de receita ou pela reduÁ„o permanente de despesa (art. 17, caput e ß 2 , da LRF). Resposta: Certa

6) (CESPE Auditor Fiscal de Controle Externo Direito - TCE/SC 2016) Para licitar serviÁos, È imperioso que o ordenador de despesas do Ûrg„o licitante declare que os gastos atrelados ao futuro contrato estar„o adequados ‡ lei de orÁamento e compatÌveis com o plano plurianual e com a lei de diretrizes orÁament·rias.

A criaÁ„o, expans„o ou aperfeiÁoamento de aÁ„o governamental que acarrete

aumento da despesa ser· acompanhado de:

I

- (

)

II

declaraÁ„o do ordenador da despesa de que o aumento tem adequaÁ„o

orÁament·ria e financeira com a lei orÁament·ria anual e compatibilidade com

o plano plurianual e com a lei de diretrizes orÁament·rias.

Tais normas constituem condiÁ„o prÈvia para empenho e licitaÁ„o de serviÁos, fornecimento de bens ou execuÁ„o de obras, bem como para desapropriaÁ„o de imÛveis urbanos. Resposta: Certa

7)

Considere a seguinte situaÁ„o hipotÈtica. Determinada administraÁ„o

(CESPE Analista Judici·rio Administrativo - TRE/GO 2015)

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propÙs, no projeto de lei do orÁamento anual, aumento anual do sal·rio pago a seus servidores, em car·ter geral e uniforme, a partir do exercÌcio subsequente, mas n„o encaminhou, com a proposta, estimativa especÌfica do impacto orÁament·rio-financeiro que esse aumento pode provocar. Nessa situaÁ„o, a matÈria pode ser aprovada por n„o ferir a LRF.

A exigÍncia de estimativa do impacto orÁament·rio-financeiro no exercÌcio em que deva entrar em vigor e nos dois subsequentes n„o se aplica ‡s despesas destinadas ao serviÁo da dÌvida nem ao reajustamento de remuneraÁ„o de pessoal de que trata o inciso X do art. 37 da ConstituiÁ„o (art. 17, ß 6 , da LRF). Logo, nessa situaÁ„o, de aumento anual do sal·rio pago a servidores, em car·ter geral e uniforme, a matÈria pode ser aprovada por n„o ferir a LRF. Resposta: Certa

8) (CESPE TÈcnico da AdministraÁ„o P˙blica TCDF 2014) Suponha que determinado Ûrg„o p˙blico pretenda estender programa de capacitaÁ„o de produtores agropecu·rios para alcanÁar um p˙blico maior que os atuais benefici·rios. Nessa situaÁ„o, a expans„o pretendida somente poder· ser realizada se o ordenador de despesa declarar formalmente que o objeto de dotaÁ„o especÌfica È suficiente, ou que est· abrangido por crÈdito genÈrico, de forma que, somadas todas as despesas da mesma espÈcie, realizadas e a realizar, previstas no programa de trabalho, n„o se ultrapassem os limites estabelecidos para o exercÌcio.

No que tange ‡ geraÁ„o de despesa, È adequada com a LOA a despesa objeto de dotaÁ„o especÌfica e suficiente, ou que esteja abrangida por crÈdito genÈrico, de forma que, somadas todas as despesas da mesma espÈcie, realizadas e a realizar, previstas no programa de trabalho, n„o sejam ultrapassados os limites estabelecidos para o exercÌcio. Resposta: Certa

9) (CESPE Analista Administrativo ANTAQ 2014) Com base nas disposiÁıes da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), o reajuste na remuneraÁ„o de servidores p˙blicos federais somente poder· ser concedido se o ato de concess„o vier acompanhado da comprovaÁ„o de que a despesa aumentada n„o afetar· as metas de resultados fiscais.

As despesas destinadas ao reajustamento de remuneraÁ„o de pessoal de que trata o inciso X do art. 37 da CF/1988 est„o excluÌdas dessas regras. … uma revis„o para manter o poder de compra; logo, reajustes para aumentar o poder aquisitivo, como os que ocorrem em percentuais acima da inflaÁ„o do perÌodo, devem seguir as regras da LRF. Assim, È incorreto afirmar que o “reajuste somente poderá ser concedido” sem o prÈvio conhecimento do tipo de reajuste.

Resposta: Errada

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10) (CESPE Analista FinanÁas e Controle - MPU 2013) O PPA n„o È considerado instrumento impeditivo do aperfeiÁoamento de aÁ„o governamental que acarrete aumento da despesa, desde que o ordenador da despesa declare que o aumento tem adequaÁ„o orÁament·ria e financeira com a lei orÁament·ria anual.

O ordenador da despesa deve declarar que o aumento tem adequaÁ„o

orÁament·ria e financeira com a lei orÁament·ria anual e compatibilidade

com o plano plurianual e com a lei de diretrizes orÁament·rias. Resposta: Errada

11) (CESPE Auditor de Controle Externo Direito - TCE/RO 2013) Aumento de despesa considerado relevante pela lei de diretrizes orÁament·rias, como a realizaÁ„o de licitaÁ„o para a aquisiÁ„o de bens de alto valor, deve ser acompanhado de demonstraÁ„o do impacto- financeiro no orÁamento em vigor e nos dois subsequentes, n„o sendo necess·ria a declaraÁ„o de responsabilidade por parte do ordenador de despesa sobre compatibilidade e adequaÁ„o.

Consoante o art. 16 da LRF, a criaÁ„o, expans„o ou aperfeiÁoamento de aÁ„o governamental que acarrete aumento da despesa ser· acompanhado de:

I - estimativa, com as premissas e metodologia de c·lculo utilizadas, do impacto orÁament·rio-financeiro no exercÌcio em que deva entrar em vigor e nos dois subsequentes; II - declaraÁ„o do ordenador da despesa de que o aumento tem adequaÁ„o orÁament·ria e financeira com a lei orÁament·ria anual e compatibilidade com o plano plurianual e com a lei de diretrizes orÁament·rias.

Assim, a declaraÁ„o do ordenador È obrigatÛria quando houver a criaÁ„o, expans„o ou aperfeiÁoamento de aÁ„o governamental que acarrete aumento

da despesa.

Resposta: Errada

12) (CESPE Auditor de Controle Externo Direito - TCE/RO 2013) Despesa obrigatÛria de car·ter continuado È a despesa corrente oriunda de lei, de medida provisÛria ou de ato administrativo normativo que fixe para o ente estatal a obrigaÁ„o legal de execut·-la por um perÌodo superior a dois exercÌcios.

Considera-se obrigatÛria de car·ter continuado a despesa corrente derivada de lei, medida provisÛria ou ato administrativo normativo que fixem para o ente a obrigaÁ„o legal de sua execuÁ„o por um perÌodo superior a dois exercÌcios (art. 17 da LRF). Resposta: Certa

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13) (CESPE - Analista de Planejamento, Gest„o e Infraestrutura em Propriedade Industrial Gest„o Financeira - INPI 2013) Os efeitos financeiros dos atos que criam as despesas obrigatÛrias de car·ter continuado devem ser compensados, nos perÌodos seguintes, pelo aumento permanente de receita ou pela reduÁ„o permanente de despesa.

S„o exigÍncias para criaÁ„o ou aumento das despesas obrigatÛrias de car·ter continuado:

_ Atos que criarem as despesas ou as aumentarem dever„o ser instruÌdos com

estimativas do impacto orÁament·rio-financeiro, no exercÌcio que deva entrar em vigor e nos dois subsequentes.

_ DemonstraÁ„o da origem dos recursos para seu custeio.

_ ComprovaÁ„o de que a criaÁ„o ou o aumento da despesa n„o afetar· as

metas de resultados fiscais previstas no anexo de metas fiscais da LDO.

_ Tal comprovaÁ„o, apresentada pelo proponente, conter· as premissas e

metodologia de c·lculo utilizadas, sem prejuÌzo do exame de compatibilidade da despesa com as demais normas do PPA e da LDO.

_ CompensaÁ„o dos seus efeitos financeiros, nos perÌodos seguintes, pelo aumento permanente de receita ou pela reduÁ„o permanente de despesa. Resposta: Certa

14) (CESPE Analista Administrativo Direito - ANTT 2013) Somente no caso de despesa obrigatÛria de car·ter continuado, È facultada a declaraÁ„o do ordenador da despesa decorrente de aÁ„o governamental que acarrete aumento de despesa de que o aumento È orÁament·ria e financeiramente adequado em relaÁ„o ‡ lei orÁament·ria anual e compatÌvel com o plano plurianual e a lei de diretrizes orÁament·rias (LDO).

Consoante o art. 16 da LRF, a criaÁ„o, expans„o ou aperfeiÁoamento de aÁ„o governamental que acarrete aumento da despesa ser· acompanhado de:

I - estimativa, com as premissas e metodologia de c·lculo utilizadas, do

impacto orÁament·rio-financeiro no exercÌcio em que deva entrar em vigor e nos dois subsequentes; II - declaraÁ„o do ordenador da despesa de que o aumento tem adequaÁ„o orÁament·ria e financeira com a lei orÁament·ria anual e compatibilidade com o plano plurianual e com a lei de diretrizes orÁament·rias.

Assim, a declaraÁ„o do ordenador È obrigatÛria quando houver a criaÁ„o, expans„o ou aperfeiÁoamento de aÁ„o governamental que acarrete aumento da despesa. Resposta: Errada

15) (CESPE Analista Judici·rio - Administrativa TRT/17 2013) O ordenador de despesas de um Ûrg„o p˙blico assinou contrato decorrente de licitaÁ„o, cujo objeto constituÌa os serviÁos de

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terceirizaÁ„o de m„o de obra para a manutenÁ„o tÈcnica de computadores. A vigÍncia do contrato era de doze meses e a previs„o de pagamento de prestaÁıes fixas era mensal. Com base nessa situaÁ„o hipotÈtica, julgue o item seguinte: A despesa decorrente do contrato deve ser considerada despesa obrigatÛria de car·ter continuado.

Considera-se obrigatÛria de car·ter continuado a despesa corrente derivada de lei, medida provisÛria ou ato administrativo normativo que fixem para o ente a obrigaÁ„o legal de sua execuÁ„o por um perÌodo superior a dois exercÌcios (art. 17 da LRF).

Logo, a despesa decorrente do contrato n„o deve ser considerada despesa obrigatÛria de car·ter continuado, pois a vigÍncia do contrato era de doze meses. Resposta: Errada

16) (CESPE - Analista de Planejamento, Gest„o e Infraestrutura em Propriedade Industrial Gest„o Financeira - INPI 2013) Os investimentos constantes do PPA s„o considerados despesas obrigatÛrias de car·ter continuado.

Segundo o art. 17 da LRF, considera-se obrigatÛria de car·ter continuado

a despesa corrente derivada de lei, medida provisÛria ou ato administrativo normativo que fixem para o ente a obrigaÁ„o legal de sua execuÁ„o por um perÌodo superior a dois exercÌcios.

Os investimentos s„o despesas de capital. Resposta: Errada

17) (CESPE TÈcnico FNDE 2012) … obrigatÛria e de car·ter continuado a despesa corrente cuja obrigaÁ„o de execuÁ„o, legalmente regulamentada, supere dois exercÌcios.

Segundo o art. 17 da LRF, considera-se obrigatÛria de car·ter continuado

a despesa corrente derivada de lei, medida provisÛria ou ato administrativo normativo que fixem para o ente a obrigaÁ„o legal de sua execuÁ„o por um perÌodo superior a dois exercÌcios. Resposta: Certa

18) (CESPE Assistente - CNPq - 2011) N„o se obriga a apresentaÁ„o, por parte do gestor p˙blico, da estimativa do impacto orÁament·rio-financeiro de aumento de despesas, no exercÌcio em que esse aumento entrar em vigor e nos dois subsequentes, quando esse aumento for considerado irrelevante.

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Ressalva-se das determinaÁıes no que tange a geraÁ„o de despesa aquela considerada irrelevante, de acordo com o que dispuser a lei de diretrizes orÁament·rias. Resposta: Certa

19) (CESPE - Analista Judici·rio - Contabilidade - TRE/ES 2011) Despesa p˙blica com prazo certo para ser interrompida n„o pode ser considerada despesa obrigatÛria de car·ter continuado, ainda que tenha de ser executada em mais de um exercÌcio financeiro.

Considera-se obrigatÛria de car·ter continuado a despesa corrente derivada de lei, medida provisÛria ou ato administrativo normativo que fixem para o ente a obrigaÁ„o legal de sua execuÁ„o por um perÌodo superior a dois exercÌcios (art.

17 da LRF). Logo, se ultrapassar dois exercÌcios, ainda que com prazo certo, a

despesa ser· considerada despesa obrigatÛria de car·ter continuado.

Resposta: Errada

20) (CESPE Analista Judici·rio Administrativo STM - 2011) Considera-se obrigatÛria e de car·ter continuado a despesa corrente derivada de lei, medida provisÛria ou ato administrativo normativo que fixem para o ente a obrigaÁ„o legal de sua execuÁ„o por um perÌodo superior a dois exercÌcios.

Segundo o art. 17 da LRF, considera-se obrigatÛria de car·ter continuado a despesa corrente derivada de lei, medida provisÛria ou ato administrativo normativo que fixem para o ente a obrigaÁ„o legal de sua execuÁ„o por um perÌodo superior a dois exercÌcios. Resposta: Certa

21) (CESPE Assistente - CNPq - 2011) No caso de um ente da federaÁ„o sancionar lei que permita que uma despesa corrente possua perÌodo de execuÁ„o superior a dois exercÌcios, essa despesa ser· classificada como obrigatÛria de car·ter continuado.

Considera-se obrigatÛria de car·ter continuado a despesa corrente derivada de lei, medida provisÛria ou ato administrativo normativo que fixem para o ente a obrigaÁ„o legal de sua execuÁ„o por um perÌodo superior a dois exercÌcios (art.

17 da LRF).

Resposta: Certa

22)

se adequada com a LOA somente a despesa p˙blica objeto de dotaÁ„o especÌfica e suficiente para a sua realizaÁ„o.

(CESPE Procurador ALES 2011) Para fins da LRF, considera-

… adequada com a LOA a despesa objeto de dotaÁ„o especÌfica e suficiente, ou que esteja abrangida por crÈdito genÈrico, de forma que, somadas todas as despesas da mesma espÈcie, realizadas e a realizar, previstas

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no programa de trabalho, n„o sejam ultrapassados os limites estabelecidos para o exercÌcio. Resposta: Errada

23) (CESPE Analista Contabilidade - ECB 2011) Se uma lei municipal determinar, por exemplo, a construÁ„o de um hospital p˙blico por perÌodo superior a dois exercÌcios financeiros, ent„o as despesas correspondentes a essa obra devem ser consideradas obrigatÛrias de car·ter continuado.

Segundo o art. 17 da LRF, considera-se obrigatÛria de car·ter continuado a despesa corrente derivada de lei, medida provisÛria ou ato administrativo normativo que fixem para o ente a obrigaÁ„o legal de sua execuÁ„o por um perÌodo superior a dois exercÌcios.

A construÁ„o de um hospital p˙blico È despesa de capital.

Resposta: Errada

24) (CESPE - TÈcnico de Controle Interno - MPU - 2010) Entre outras determinaÁıes, a LDO estabelece limites e condiÁıes para a expans„o das despesas obrigatÛrias de car·ter continuado.

A prÛpria LRF È que define limites e condiÁıes para a expans„o das despesas

obrigatÛrias de car·ter continuado. Resposta: Errada

25) (CESPE Procurador Federal AGU 2010) De acordo com a LRF, a contrataÁ„o de serviÁos, por meio de licitaÁ„o, que acarrete aumento de despesa deve vir precedida de demonstrativo da estimativa do impacto orÁament·rio financeiro apenas do exercÌcio em que deva entrar em vigor a referida despesa, bem como da declaraÁ„o de responsabilidade do ordenador de despesa.

A criaÁ„o, expans„o ou aperfeiÁoamento de aÁ„o governamental que acarrete

aumento da despesa ser· acompanhado de estimativa, com as premissas e metodologia de c·lculo utilizadas, do impacto orÁament·rio-financeiro no exercÌcio em que deva entrar em vigor e nos dois subsequentes, bem como de declaraÁ„o do ordenador da despesa. Resposta: Errada

26) (CESPE - Analista de Economia - MPU - 2010) Despesa obrigatÛria de car·ter continuado È aquela derivada de lei, medida provisÛria ou ato administrativo normativo que fixe para o ente a obrigaÁ„o legal de sua execuÁ„o por um perÌodo superior a dois exercÌcios e para a qual n„o haja a necessidade de demonstraÁ„o da origem dos recursos envolvidos em seu custeio.

Considera-se obrigatÛria de car·ter continuado a despesa corrente derivada de lei, medida provisÛria ou ato administrativo normativo que fixem

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para o ente a obrigaÁ„o legal de sua execuÁ„o por um perÌodo superior a dois exercÌcios. No entanto, uma das exigÍncias para criaÁ„o ou aumento das despesas obrigatÛrias de car·ter continuado È a demonstraÁ„o da origem dos recursos envolvidos em seu custeio. Resposta: Errada

27) (CESPE Procurador Federal AGU 2010) Considera-se obrigatÛria de car·ter continuado a despesa corrente derivada de lei, de medida provisÛria ou de ato administrativo normativo que fixe para o ente a obrigaÁ„o legal de sua execuÁ„o por um perÌodo superior a dois exercÌcios.

Segundo a LRF:

Art. 17. Considera-se obrigatÛria de car·ter continuado a despesa corrente derivada de lei, medida provisÛria ou ato administrativo normativo que fixem para o ente a obrigaÁ„o legal de sua execuÁ„o por um perÌodo superior a dois exercÌcios. Resposta: Certa

28) (CESPE Oficial TÈcnico de InteligÍncia AdministraÁ„o - ABIN 2010) Caso acarrete aumento de despesa, uma proposta de reestruturaÁ„o de Ûrg„o p˙blico deve ser encaminhada ao MinistÈrio do Planejamento, OrÁamento e Gest„o, juntamente com a documentaÁ„o necess·ria a sua aprovaÁ„o e com a estimativa de seu impacto orÁament·rio-financeiro, que deve conter as premissas e memÛria de c·lculo utilizadas, bem como o quantitativo de cargos ou funÁıes a serem criados ou providos.

Consoante o art. 16 da LRF, a criaÁ„o, expans„o ou aperfeiÁoamento de aÁ„o governamental que acarrete aumento da despesa ser· acompanhado de estimativa, com as premissas e metodologia de c·lculo utilizadas, do impacto orÁament·rio-financeiro no exercÌcio em que deva entrar em vigor e nos dois subsequentes; e da declaraÁ„o do ordenador da despesa de que o aumento tem adequaÁ„o orÁament·ria e financeira com a lei orÁament·ria anual e

compatibilidade com o plano plurianual e com a lei de diretrizes orÁament·rias. As demais informaÁıes da quest„o, como envio ao MinistÈrio do Planejamento, n„o constam da LRF, porÈm est„o corretas. Resposta: Certa

29) (CESPE Analista FinanÁas e Contabilidade - FINEP - 2009) Os municÌpios com populaÁ„o inferior a cinquenta mil habitantes podem usufruir de regras especiais de aplicaÁ„o das determinaÁıes constantes na LRF, entre as quais inclui-se a dispensa da estimativa de impacto orÁament·rio no caso de criaÁ„o de despesa obrigatÛria de car·ter continuado.

Os municÌpios com populaÁ„o inferior a cinquenta mil habitantes podem usufruir de regras especiais de aplicaÁ„o das determinaÁıes constantes na LRF,

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como no que se refere a apuraÁ„o semestral dos limites da dÌvida consolidada. N„o se inclui nas regras especiais a dispensa da estimativa de impacto orÁament·rio no caso de criaÁ„o de despesa obrigatÛria de car·ter continuado. Resposta: Errada

30) (CESPE Advogado da Uni„o 2009) A revis„o geral anual da remuneraÁ„o de servidores p˙blicos È uma exceÁ„o ‡ necessidade de que, para o aumento da despesa, seja demonstrada a origem dos recursos para seu custeio.

As despesas destinadas ao serviÁo da dÌvida e ao reajustamento de remuneraÁ„o de pessoal de que trata o inciso X do art. 37 da CF/1988 est„o excluÌdas das regras da LRF no que tange ‡s despesas obrigatÛrias de car·ter continuado.

Tal inciso versa sobre a revis„o geral anual, sempre na mesma data e sem distinÁ„o de Ìndices da remuneraÁ„o dos servidores e do subsÌdio de membro de Poder, de detentor de mandato eletivo, de Ministros de Estado e de Secret·rios Estaduais e Municipais.

… uma revis„o para manter o poder de compra; logo, reajustes para aumentar

o poder aquisitivo, como os que ocorrem em percentuais acima da inflaÁ„o do perÌodo, devem seguir as regras da LRF. Resposta: Certa

31) (CESPE Advogado da Uni„o 2009) A aÁ„o governamental que cria despesa por lei pode, a qualquer tempo, ser executada, antes mesmo de ser compensada com o acrÈscimo da receita naquele exercÌcio, quando n„o devidamente prevista na lei orÁament·ria.

Consoante o art. 16 da LRF, a criaÁ„o, expans„o ou aperfeiÁoamento de aÁ„o governamental que acarrete aumento da despesa ser· acompanhado de:

“I - estimativa, com as premissas e metodologia de c·lculo utilizadas, do impacto orÁament·rio-financeiro no exercÌcio em que deva entrar em vigor e

nos dois subsequentes; II - declaraÁ„o do ordenador da despesa de que o aumento tem adequaÁ„o orÁament·ria e financeira com a lei orÁament·ria anual e compatibilidade com o plano plurianual e com a lei de diretrizes orçamentárias.”

Tais normas constituem condiÁ„o prÈvia para empenho e licitaÁ„o de serviÁos, fornecimento de bens ou execuÁ„o de obras, bem como para desapropriaÁ„o de imÛveis urbanos a que se refere o ß 3 do art. 182 da CF/1988. A geraÁ„o de despesas ou assunÁ„o de obrigaÁıes que n„o atendam o disposto nos arts. 16 e 17 da LRF ser„o consideradas n„o autorizadas, irregulares e lesivas ao patrimÙnio p˙blico.

Ressalva-se dessas determinaÁıes a despesa considerada irrelevante, de acordo com o que dispuser a lei de diretrizes orÁament·rias.

Resposta: Errada

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RECEITA CORRENTE LÕQUIDA

32) (CESPE Analista Judici·rio Administrativa - TRE/PE - 2017) Receita corrente lÌquida È o montante bruto de receitas tribut·rias, de contribuiÁıes e patrimoniais, depois de efetuadas as deduÁıes legalmente previstas.

A Receita Corrente LÌquida - RCL corresponde ao somatÛrio das receitas tribut·rias, de contribuiÁıes, patrimoniais, industriais, agropecu·rias, de serviÁos, transferÍncias correntes e outras receitas tambÈm correntes, com as deduÁıes estabelecidas na LRF. AlÈm disso, a receita corrente lÌquida corresponde ao montante lÌquido e n„o bruto. Resposta: Errada

33) (CESPE Analista Judici·rio Contabilidade TRT/8 2016) A receita corrente lÌquida È calculada a partir da inclus„o e exclus„o de v·rios itens de receita. Entre as exclusıes, no caso dos estados, est„o os recursos entregues aos municÌpios por determinaÁ„o constitucional.

No ‚mbito dos estados, as parcelas entregues aos MunicÌpios por determinaÁ„o constitucional s„o deduzidas do c·lculo da RCL. Resposta: Certa

34) (CESPE Administrador MPOG - 2015) Os recursos transferidos pela Uni„o ao Distrito Federal, quando destinados ‡ assistÍncia financeira para a execuÁ„o de serviÁos p˙blicos das polÌcias civil e militar e do corpo de bombeiros, n„o integram o conceito de receita corrente lÌquida, ainda que sejam utilizados para pagamento de pessoal.

A RCL corresponde ao somatÛrio das receitas tribut·rias, de contribuiÁıes, patrimoniais, industriais, agropecu·rias, de serviÁos, transferÍncias correntes e outras receitas tambÈm correntes, deduzidos, entre outros, os recursos transferidos pela Uni„o ao Distrito Federal, quando destinados ‡ assistÍncia financeira para a execuÁ„o de serviÁos p˙blicos das polÌcias civil e militar e do corpo de bombeiros. Resposta: Certa

35) (CESPE Consultor de OrÁamentos C‚mara dos Deputados 2014) Os valores transferidos por determinaÁ„o constitucional ou legal n„o devem ser deduzidos para o c·lculo da receita corrente lÌquida.

Na Uni„o, devem ser deduzidos da RCL os valores transferidos aos estados e

municÌpios por determinaÁ„o constitucional ou legal, e

mencionadas na alínea “a” do inciso I e no inciso II do art. 195 (relacionadas à seguridade social) e no art. 239 da CF/1988 (PIS, PASEP).

as contribuiÁıes

Resposta: Errada

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36) (CESPE Administrador PolÌcia Federal 2014) O montante de receita corrente lÌquida calculado em determinado perÌodo pode n„o incluir todas as receitas correntes previstas para o exercÌcio financeiro que estiver em curso.

A

RCL ser· apurada somando-se as receitas arrecadadas no mÍs em referÍncia

e

nos 11 anteriores, excluÌdas as duplicidades. Assim, a apuraÁ„o da RCL È

feita durante o perÌodo de um ano, n„o necessariamente coincidente com o ano civil. Somente se o mÍs de referÍncia for dezembro È que haver· tal coincidÍncia. Resposta: Certa

37) (CESPE Analista Administrativo ANTAQ 2014) A apuraÁ„o do montante de receita corrente lÌquida arrecadada pode envolver mais de um exercÌcio financeiro.

A

RCL ser· apurada somando-se as receitas arrecadadas no mÍs em referÍncia

e

nos 11 anteriores, excluÌdas as duplicidades. Assim, a apuraÁ„o da RCL È

feita durante o perÌodo de um ano, n„o necessariamente coincidente com o ano civil, ou seja, a apuraÁ„o do montante de RCL arrecadada pode envolver

mais de um exercÌcio financeiro. Resposta: Certa

38) (CESPE Consultor de OrÁamentos C‚mara dos Deputados 2014) Adota-se o regime de caixa para a apuraÁ„o da receita corrente lÌquida.

Adota-se o regime de competÍncia para a apuraÁ„o da receita corrente lÌquida. Resposta: Errada

(CESPE Auditor de Controle Externo Direito - TCE/RO 2013)

De acordo com a LRF, o conceito de receita corrente lÌquida n„o engloba venda de imÛveis.

39)

A Receita Corrente LÌquida - RCL corresponde ao somatÛrio das receitas tribut·rias, de contribuiÁıes, patrimoniais, industriais, agropecu·rias, de serviÁos, transferÍncias correntes e outras receitas tambÈm correntes, com as deduÁıes estabelecidas na prÛpria LRF.

Logo, se o termo é “Receita Corrente Líquida”, as receitas de capital, como a venda de imÛveis, sequer s„o mencionadas. O que a LRF prevÍ como deduÁ„o da RCL s„o algumas receitas tambÈm correntes que n„o entram no c·lculo. Resposta: Certa

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40) (CESPE - Analista de Planejamento, Gest„o e Infraestrutura em Propriedade Industrial Gest„o Financeira - INPI 2013) As receitas industriais e de serviÁos est„o englobadas na soma das receitas correntes.

A

RCL ser· apurada somando-se as receitas arrecadadas no mÍs em referÍncia

e

nos onze anteriores, excluÌdas as duplicidades. A RCL corresponde ao

somatÛrio das receitas tribut·rias, de contribuiÁıes, patrimoniais, industriais, agropecu·rias, de serviÁos, transferÍncias correntes e outras receitas tambÈm correntes, com as deduÁıes estabelecidas na prÛpria LRF. Resposta: Certa

41) (CESPE - Analista Administrativo Contador - ANP 2013) A receita corrente lÌquida engloba todas as receitas correntes lanÁadas no mÍs de referÍncia e nos onze meses anteriores.

A

RCL ser· apurada somando-se as receitas arrecadadas no mÍs em referÍncia

e

nos onze anteriores, excluÌdas as duplicidades. A RCL corresponde ao

somatÛrio das receitas tribut·rias, de contribuiÁıes, patrimoniais, industriais,

agropecu·rias, de serviÁos, transferÍncias correntes e outras receitas tambÈm correntes, com as deduÁıes estabelecidas na prÛpria LRF. Resposta: Errada

42) (CESPE - Analista de Planejamento, Gest„o e Infraestrutura em Propriedade Industrial Gest„o Financeira - INPI 2013) Na Uni„o, os valores transferidos aos estados e municÌpios por determinaÁ„o constitucional ou legal devem ser deduzidos do c·lculo da RCL.

Na Uni„o, devem ser deduzidos da RCL os valores transferidos aos estados e municÌpios por determinaÁ„o constitucional ou legal, e as contribuiÁıes mencionadas na alínea “a” do inciso I e no inciso II do art. 195 (relacionadas à seguridade social) e no art. 239 da CF/1988 (PIS, PASEP). Resposta: Certa

43) (CESPE TÈcnico Legislativo ALES 2011) A receita corrente lÌquida deve ser apurada levando-se em conta apenas o exercÌcio financeiro a que se refere a lei orÁament·ria vigente.

A RCL ser· apurada somando-se as receitas arrecadadas no mÍs em referÍncia e nos 11 anteriores, excluÌdas as duplicidades. Assim, a apuraÁ„o da RCL È feita durante o perÌodo de um ano, n„o necessariamente coincidente com o ano civil. Resposta: Errada

44) (CESPE Assistente - CNPq - 2011) Sob a Ûptica da LRF, para a apuraÁ„o da receita corrente lÌquida, ser„o englobados os valores referentes a receitas tribut·rias e de contribuiÁıes, incluÌdas aquelas

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advindas da contribuiÁ„o dos servidores para o custeio do seu sistema de previdÍncia e assistÍncia social.

A RCL corresponde ao somatÛrio das receitas tribut·rias, de contribuiÁıes,

patrimoniais, industriais, agropecu·rias, de serviÁos, transferÍncias correntes e outras receitas tambÈm correntes, deduzidos, entre outros, a contribuiÁ„o dos servidores para o custeio do seu sistema de previdÍncia e assistÍncia social e as receitas provenientes da compensaÁ„o financeira citada no ß 9. do art. 201 da CF/1988 (compensaÁ„o entre os diversos sistemas previdenci·rios). Resposta: Errada

45) (CESPE - TÈcnico de OrÁamento - MPU - 2010) Segundo a LRF, a receita corrente lÌquida corresponde ao somatÛrio das receitas tribut·rias, de contribuiÁıes, patrimoniais, industriais, agropecu·rias, de serviÁos, transferÍncias correntes e outras receitas tambÈm correntes, com as deduÁıes estabelecidas na prÛpria LRF.

A

RCL ser· apurada somando-se as receitas arrecadadas no mÍs em referÍncia

e

nos onze anteriores, excluÌdas as duplicidades. A RCL corresponde ao

somatÛrio das receitas tribut·rias, de contribuiÁıes, patrimoniais, industriais,

agropecu·rias, de serviÁos, transferÍncias correntes e outras receitas tambÈm correntes, com as deduÁıes estabelecidas na prÛpria LRF. Resposta: Certa

46) (CESPE Analista Judici·rio Administrativa TRE/MT 2010) no cÙmputo da receita corrente lÌquida, n„o devem ser considerados os recursos obtidos por meio da exploraÁ„o de atividades industriais.

A RCL corresponde ao somatÛrio das receitas tribut·rias, de contribuiÁıes,

patrimoniais, industriais, agropecu·rias, de serviÁos, transferÍncias correntes

e outras receitas tambÈm correntes, com as deduÁıes estabelecidas na prÛpria LRF. Resposta: Errada

47) (CESPE TÈcnico Superior IPAJM 2010) Receita corrente lÌquida corresponde ao total de receitas correntes deduzido das receitas de capital.

A Receita Corrente LÌquida - RCL corresponde ao somatÛrio das receitas

tribut·rias, de contribuiÁıes, patrimoniais, industriais, agropecu·rias, de serviÁos, transferÍncias correntes e outras receitas tambÈm correntes, com as deduÁıes estabelecidas na prÛpria LRF.

Logo, se o termo é “Receita Corrente Líquida”, as despesas de capital sequer s„o mencionadas. N„o h· como deduzir algo que sequer est· dentro do conceito. O que a LRF prevÍ como deduÁ„o da RCL s„o algumas receitas tambÈm correntes que n„o entram no c·lculo.

Resposta: Errada

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48) (CESPE - TÈcnico de OrÁamento - MPU - 2010) A receita corrente lÌquida deve sempre ser apurada no perÌodo referente a um ano, coincidente com o ano civil.

A RCL ser· apurada somando-se as receitas arrecadadas no mÍs em

referÍncia e nos 11 anteriores, excluÌdas as duplicidades. Assim, a apuraÁ„o da RCL È feita durante o perÌodo de um ano, n„o necessariamente coincidente com o ano civil. Resposta: Errada

49) (CESPE Auditor FUB 2009) A receita corrente lÌquida È apurada somando-se as receitas arrecadadas no mÍs de referÍncia e nos trÍs meses anteriores.

A

RCL ser· apurada somando-se as receitas arrecadadas no mÍs em referÍncia

e

nos onze anteriores, excluÌdas as duplicidades.

Resposta: Errada

50) (CESPE - Planejamento e ExecuÁ„o OrÁament·ria - Min. da Sa˙de - 2008) Entre outros ajustes no c·lculo da receita corrente lÌquida, devem ser subtraÌdas as receitas oriundas da compensaÁ„o financeira correspondente ‡ contagem recÌproca do tempo de contribuiÁ„o para os benefici·rios da previdÍncia social na administraÁ„o p˙blica e na atividade privada, rural e urbana.

A RCL corresponde ao somatÛrio das receitas tribut·rias, de contribuiÁıes,

patrimoniais, industriais, agropecu·rias, de serviÁos, transferÍncias correntes e outras receitas tambÈm correntes, deduzidos, entre outros, a contribuiÁ„o dos servidores para o custeio do seu sistema de previdÍncia e assistÍncia social e

as

receitas provenientes da compensaÁ„o financeira citada no ß 9. do art. 201

da

CF/1988 (compensaÁ„o entre os diversos sistemas previdenci·rios).

Resposta: Certa

51) (CESPE - Analista de Controle Externo - TCE/TO - 2008) A receita corrente lÌquida ser· apurada pelo somatÛrio, de janeiro a dezembro, das receitas correntes, deduzidas as transferÍncias estabelecidas na lei.

A RCL ser· apurada somando-se as receitas arrecadadas no mÍs em

referÍncia e nos 11 anteriores, excluÌdas as duplicidades. Assim, a apuraÁ„o da RCL È feita durante o perÌodo de um ano, n„o necessariamente

coincidente com o ano civil. Resposta: Errada

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52) (CESPE Economista MTE 2008) As receitas patrimoniais e o produto da venda de tÌtulos da dÌvida p˙blica, por constituÌrem receitas de capital, n„o integram o conceito de receita corrente lÌquida.

As receitas patrimoniais s„o receitas correntes e integram o conceito de receita corrente lÌquida, prevista no inciso IV, do art. 2 , da LRF. Resposta: Errada

DESPESAS COM PESSOAL

53) (CESPE Auditor - Conselheiro Substituto TCE/PR 2016) No ‚mbito da Uni„o, despesa relativa a demiss„o volunt·ria È computada no limite de despesa total com pessoal.

As despesas relativas a incentivos ‡ demiss„o volunt·ria n„o s„o computadas no limite de despesa total com pessoal (art. 19, ß 1 , II, da LRF). Resposta: Errada

54) (CESPE Auditor Fiscal de Controle Externo TCE/SC 2016) Os contratos de terceirizaÁ„o de m„o de obra integram o limite de despesas de pessoal, independentemente do tipo de serviÁo que estiver sendo terceirizado.

Os valores dos contratos de terceirizaÁ„o de m„o de obra que se referem ‡ substituiÁ„o de servidores e empregados p˙blicos ser„o contabilizados como “outras despesas de pessoal (art. 18, ß 1 , da LRF). Resposta: Errada

55) (CESPE Analista Judici·rio Administrativa TRT/8 2016) No estabelecimento dos percentuais m·ximos da receita corrente lÌquida a serem gastos na despesa com pessoal, a LRF retira do cÙmputo da classificaÁ„o os valores destinados ao pagamento de contribuiÁ„o previdenci·ria.

Cuidado! Para a apuraÁ„o das despesas com pessoal, a LRF n„o retira do cÙmputo da classificaÁ„o os valores destinados ao pagamento de contribuiÁ„o previdenci·ria, ou seja, a parte patronal que È paga pelo ente p˙blico por cada servidor ativo no momento em que ele recebe sua remuneraÁ„o n„o È excluÌda da apuraÁ„o das despesas com pessoal. O que n„o entra no c·lculo È o gasto com inativo decorrente de fundos prÛprios. Resposta: Errada

56) (CESPE Agente Administrativo - DPU 2016) A CF n„o estabelece limite de despesas com pessoal ativo e inativo.

A CF n„o estabelece limite de despesas com pessoal ativo e inativo e sim determina que uma Lei Complementar deva estabelecer esses limites. Tal lei È a LRF.

Resposta: Certa

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57) (CESPE Auditor - Conselheiro Substituto TCE/PR 2016) Sempre que verificar que as despesas de pessoal de Poder Executivo estadual atingiram o limite prudencial 95% do limite m·ximo das despesas com pessoal , o TCE dever· emitir alerta sobre esse fato, na forma da LRF.

Sempre que verificar que as despesas de pessoal de Poder Executivo estadual atingiram o limite de alerta 90% do limite m·ximo das despesas com

pessoal , o respectivo tribunal de contas dever· emitir alerta sobre esse fato,

na forma da LRF.

Resposta: Errada

58) (CESPE Analista FinanÁas e Controle - MPU 2015) Em funÁ„o da autonomia dos poderes, o Poder Executivo n„o poder· fixar limites de gastos com pessoal do Poder Judici·rio.

O limite de gastos com pessoal de todos os Poderes est· na LRF. Resposta: Certa

59) (CESPE Auditor Governamental CGE/PI - 2015) A despesa com pessoal, classificada como despesa de custeio, limita-se ao percentual de 50% da receita corrente lÌquida em cada estado da FederaÁ„o, apurado segundo o regime de competÍncia.

A despesa com pessoal, classificada como despesa corrente, limita-se ao

percentual de 60% da receita corrente lÌquida em cada estado da FederaÁ„o,

apurado segundo o regime de competÍncia. Resposta: Errada

60) (CESPE Analista Judici·rio AdministraÁ„o e Cont·beis TJ/CE 2014) A Lei de Responsabilidade Fiscal instituiu limites para a despesa total com pessoal e encargos sociais baseados em percentuais

da receita corrente lÌquida. Um tipo de gasto que deve ser incluÌdo no montante total de despesa de pessoal s„o as indenizaÁıes por demiss„o volunt·ria de servidores e empregados.

Na verificaÁ„o do atendimento dos limites definidos para as despesas com pessoal, n„o ser„o computadas as despesas relativas a incentivos ‡ demiss„o volunt·ria (art. 19, ß 1 , II, da LRF). Resposta: Errada

61) (CESPE Analista Judici·rio AdministraÁ„o e Cont·beis TJ/CE 2014) A Lei de Responsabilidade Fiscal instituiu limites para a despesa total com pessoal e encargos sociais baseados em percentuais da receita corrente lÌquida. Um tipo de gasto que deve ser incluÌdo no montante total de despesa de pessoal È o pagamento de

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aposentadorias custeadas por recursos de arrecadaÁ„o de contribuiÁıes dos segurados.

Na verificaÁ„o do atendimento dos limites definidos para as despesas com pessoal, n„o ser„o computadas as despesas com inativos, ainda que por intermÈdio de fundo especÌfico, custeadas por recursos provenientes da arrecadaÁ„o de contribuiÁıes dos segurados (art. 19, ß 1 , VI, a, da LRF). Resposta: Errada

62)

2014) As despesas de indenizaÁ„o por demiss„o de empregados n„o s„o computadas no limite de despesa total com pessoal definido em lei.

(CESPE Consultor de OrÁamentos C‚mara dos Deputados

Na verificaÁ„o da despesa total com pessoal da Uni„o, n„o ser„o computadas, entre outras, as despesas com indenizaÁ„o por demiss„o de servidores ou empregados. Resposta: Certa

63) (CESPE Analista TÈcnico-Administrativo - SUFRAMA 2014) … nulo de pleno direito o ato de que resulte aumento da despesa com pessoal expedido nos cento e oitenta dias anteriores ao final do mandato do titular do respectivo poder ou Ûrg„o.

TambÈm È nulo de pleno direito o ato de que resulte aumento da despesa com pessoal expedido nos 180 dias anteriores ao final do mandato do titular do respectivo Poder ou Ûrg„o (art. 21, par·grafo ˙nico, da LRF). Resposta: Certa

64) (CESPE Analista Judici·rio AdministraÁ„o e Cont·beis TJ/CE 2014) A Lei de Responsabilidade Fiscal instituiu limites para a despesa total com pessoal e encargos sociais baseados em percentuais da receita corrente lÌquida. Um tipo de gasto que deve ser incluÌdo no montante total de despesa de pessoal s„o os contratos de

terceirizaÁ„o

e

empregados.

de

m„o

de

obra

em

substituiÁ„o

a

servidores

S„o tambÈm despesas com pessoal os valores dos contratos de terceirizaÁ„o de m„o de obra que se referem ‡ substituiÁ„o de servidores e empregados públicos. Serão contabilizados como “Outras Despesas de Pessoal”. Resposta: Certa

65) (CESPE Administrador PolÌcia Federal 2014) As despesas decorrentes do programa de incentivo ‡ demiss„o volunt·ria de determinado Ûrg„o p˙blico est„o excluÌdas do limite de despesas de pessoal do referido Ûrg„o.

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Os incentivos relativos ‡ demiss„o volunt·ria n„o devem ser computados, para efeitos da LRF, no c·lculo dos limites com gastos de pessoal. Resposta: Certa

66) (CESPE Analista Administrativo Administrativa - ANTT 2013) Eventuais indenizaÁıes por demiss„o de servidor ou incentivos relativos ‡ demiss„o volunt·ria devem ser computados, para efeitos da LRF, no c·lculo dos limites com gastos de pessoal.

As indenizaÁıes por demiss„o de servidor ou os incentivos relativos ‡ demiss„o volunt·ria n„o devem ser computados, para efeitos da LRF, no c·lculo dos limites com gastos de pessoal. Resposta: Errada

67) (CESPE Analista Judici·rio - Administrativa TRT/17 2013) O ordenador de despesas de um Ûrg„o p˙blico assinou contrato decorrente de licitaÁ„o, cujo objeto constituÌa os serviÁos de terceirizaÁ„o de m„o de obra para a manutenÁ„o tÈcnica de computadores. A vigÍncia do contrato era de doze meses e a previs„o de pagamento de prestaÁıes fixas era mensal. Com base nessa situaÁ„o hipotÈtica, julgue o item seguinte: os valores correspondentes ao contrato devem ser contabilizados como outras despesas de pessoal e integrar„o o limite de despesas de pessoal e encargos sociais previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal.

S„o despesas com pessoal os valores dos contratos de terceirizaÁ„o de m„o de obra que se referem ‡ substituiÁ„o de servidores e empregados p˙blicos. No entanto, a contrataÁ„o de m„o de obra para a manutenÁ„o tÈcnica de computadores n„o È considerada despesa com pessoal, j· que em geral n„o se trata de substituiÁ„o de servidores ou empregados p˙blicos. Resposta: Errada

68) (CESPE Analista Judici·rio Administrativa CNJ - 2013) Considere que uma prefeitura tenha iniciado programa de demiss„o

volunt·ria para n„o ultrapassar os limites com gastos com pessoal definidos na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Nessa situaÁ„o, os gastos com o programa dever„o compor a base de c·lculo da despesa total com pessoal, o que diminui a efic·cia da iniciativa para resolver o problema, uma vez que ser„o afetados os limites de gastos impostos pela LRF.

Na verificaÁ„o da despesa total com pessoal da Uni„o, n„o ser„o computadas, entre outras, as despesas relativas ‡ demiss„o volunt·ria. Resposta: Errada

69)

cancelada - 2013) … estabelecido pela LRF que na esfera estadual, o

(CESPE