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J.

Q HISTÓRICO DA ORIENTAÇAO VOCACIONAL/PROFISS IONAL

É in1portante acotnpanhar o percurso que a orientação vocacional/profissional fez, tentando atender às demandas dos indivíduos perante o trabalho, desde seu início na n1o, dernidade até as últimas décadas. Dependendo do 1non1ento histórico e do modelo teórico,conceitual, essa prática tomou

can1inhos diferentes 1 Entretanto, é necessário ter presentes as ponderações feitas por Ribeiro & Melo,Silva 2 (2011) sobre o fato de muitas das teorias e práticas de OV /P terem sido criadas nos Estados Unidos en1 an1biente estável, previsível e con1 rede de proteção social forte, o que difere da realidade brasileira

Marcel o Ribeiro e Lucy Le al Melo -Silv a faze m um prim o ro so leva nta-

menr.o e m d o is liv r os intitul a d os Compêndio de orientação profi ss ional e de

va ri ações so frid as pe la OV lP

de sua cri aç ão , e m a is, detalhad am e nte, n o se u fl o re scim e nto , n o

carretr.a

a_par 1 ttr

sec u o XX .

Em pa lestr a orga ni em 2012 .

(20 11) , n os qu a is ex pl a n a m so br e as

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nsntlllçao . . - a Servtço . da Juventude,

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Scanned by CamScanner mar(;a :lamente i n stáveL imprevisível. desigu·ll · ' _ quanto , opornmidad

mar(;a :lamente instáveL imprevisível. desigu·ll

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opornmidad es oferecidas relo mund o do trabalho. Segundo Silva (1991), três fatores contrib mram , , par

snrgimento da OV/P:

as

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1. As mmbnças no modo de produção ind

,

1

ustna ' desde

.

a epoca feudal, quando se dava quase excl

de forma artesanal e cooperativa, na qual fi ·

ustvamente

·

o o

cto era

.

o penado ,

de grande desenvolvimento tecnolóoicob , trazend 0

necessidade de trabalho humano.

2. As doutrinas liberais dos séculos XVII e XVIII e seus

monopólio e segredo das corporações

' ate'

ideais de liberdade no trabalho voltaram~se contra os privilégios e a estrutura das corporações e, com

isso, ensejaram a ascensão da burguesia com sua livre

iniciativa e acun1ulação do lucro.

3. O desenvolvimento da psicologia e, particularmente,

dos instrumentos de medidas mentais no final do sécu-

lo XIX forneceu o aparato técníco e teórico para que

a OV se estabelecesse como uma disciplina científica.

T aíB mudança s

iações de trabalho

trouxeram algumas novidàdes nas r e·

par a a época, como a pOBSibílidade.

de

escol h er, a lg o que não acontecía antes. Aléttt disso, a noçã o

de que cada exer cício

profissional requeria

o.· . In conju!ltO de

car-:~·cteríctl'ca d

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~S . a pessOa que O executava.

.

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('_,om isso, a OV!P se propunha a auxihar as. pessoas 3 esc& : .

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1er uma .prrH i.s s ão cond jz e nre com suas caractertsocas .

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caractertsocas . . · ·. : · · ' ;.~· ' - . da por um

. da por um o rientador qualificado para essa in~

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que ssitando visa\ para isso encontrar a vocaçao - do

e, A nece ideia de vocação tinha . o carater , de chamado

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de un

vocare uma força interior que destgnava cada
1

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sujeito para uma posição de trabalho ideaL Vem daí a ideia

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da vocação sacerdotal, respeitada até hoje, para destinar os compone~tesda classe clerical na Igreja católica. Da década

de 1970 ,para cá , vocação passa a ser entendida como os "chamados inten1os e externos, individuais e socioculturais,

. onde cada eleitor combina dados para sua decisão de quem ser, como ser, o que fazer e cmno fazer" (Levenfus , 1997 a, p. XIII). Kovadloff (2005), filósofo argentino, em apresen~

taçã~ oral

na SBPSPJ, atribuiu à vocação o peso de uma

fatahdade, do seu ponto de vista

o qua e_mpurra ~~eque nos garante existência; no sentido de iden~

ttdade. D!Z1a ele ainda .que cada vocacão

conjunto de

cação para edu

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es e ocupa .

- çoes e exemphftca conlo vo~

. a e Rrbeuo & Melo-Silva .

. car, para cmdar par Conforme Levenfus (199~ )

.

- -,,

. a es_cre.ver e para vender.

(2011), um dos pr

que inaugu.:OU ~me~~~ores da . OV/P · 'foi Frank Parsons

.

c ' ( lrrelra·

bre si mesmo , que lhe .

no qual'

propunha• umao · método.

d e l~1 anejamento de '

, ~actente .urna pesquisa so~

Dessa t

orma, es'perava pod

proporctottasse

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de um r.1 p c sw a pa r;1 n cxer-

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homem e díl vi da pro fi ss io nal. 'c m

scl 1 o m:l dn, ll1 a!:-. n~t)pr cc i. a mos jogar fo ra a s

que l~:sc mé ltlcl n I Jo u xc. Em qu e p ese m r a i s ;K i vc r t ê n c ias,

c o n t ri b ui çc1es

dúv iJ a, é 11111 c u icbJ o a

pndl'nH'~ di zer q ue um imp o rtíliH c ac résc im n da teoria

d e P a r s on s di :: r es p e it o

nr up:lÇtlC~ c n m b ic nt cs d l:' tra l·d h o, i l S · ocitlm l ll - L)S ~s dif e -

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.u leq ll ild i.lS fls l'X igl\ n c i;.1:; prtlfi :s io n a is Se ri a m Cll ndi ÇÕCS p:Hn

a s~n i~Lt ~ ilo, u dir i ê n c i a c o · u cc - · L 1 Jn i n d i v íd U l) (Lcvcn( u · , 19Q7a; Ri lK· irn & t>- l e ll)- ' i l va 20 li ) .

N:l d éc: ld;l de 1940, h o uv e u m /J()n rrJ du furm<l l L) :lCOil'

sdh amt' lll u n:1 psicologia, o q ue ·e es te n de u

Jl' 0\' Llllc

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o 1Jern·u precípuo l , J

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OruENT AÇÃO PRO RS~IO:"-~A L

57

de prát icas e m OV/P que en fa tizam . o

_ w /)ara cada oCIIJx .teão faz parte d a pers pectiva pst~

as

reíerências dessa moJ alid<1de qu e se ma n té m até h oje é

John H o ll a n d, como cx p lic8 M aga lh ãe s (20 11 ). O

constr uiu uiTI in ve n t 5r io nu tod iri gid o ele in te resses , h abi-

lid ndc s e va lor es que

e is t ipo s de p e r so na l idade :

co me t iJGl,

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tatnhé m co nh e c icl a como traço/fawr. Um a

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p c sq u is<l

n.c~d ís ti co, ln ve ti ga t i vo, Artí s ti co , Soc i 8 l, Empreend e d o r

c Co n v e n c i l) n a l ( RI A S E C ). A pe s

n;1rio obedec e nd o 8s i n s truç ões el e c<1d a t ó p ico , confo rme

oa

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ej a m l c vant <l d os o s i nt c r e ·s es, ~s hab ili da

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A s pr cCcrê n c i ~1s apontada s

lcv : nn

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t i po s d e p c r s o nali d: ld c

co njun1 o :1 mpl o d e lK ll p i l ÇClc S. O

D ir cctL' d Sea r c h ( S OS) <"ll'mxim <lv;-~c~da um el os a n a g r m n as, Oll co mbin açõe s obt ida s pn r G1d ;1 pes soa , a um con jun r-o d e

~ln :·lg r ~IIH <1 q u e é as soc i ado 8 um

, um

m o d elo d e H o ll a n d:

Se l f

profissClc ' e OLL1p;1çücs prcv i<Imen t e cata loga da s . Ap esa r

de ser um tcst"

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expande essa tecm ca

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otív~cõesrelevantes para o mundo do traba

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lh o" (l\.bgrl lh ães, 2011 , P· 13).

O utra modalidade de OV IR a psicodinâmica, é dividida

c) rdaa e n s seg und o se u s pr ess up ostos t eó rico s· a

J

em uuc.

,

3

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6

·

.

psicanalítica e

a

da satisfaç ão d e n ecess id ad es. Os autores

que funda ram

a

vertente psican alftica propuseram chegar

80 co mp o rtamento vocac io n a l pelo e nt e ndim e nt o

aspectos

inconscie nt es de sta. aq u e les apoiados n a esco lha co mo

mica da personalidade , e, fundamenta lmente , dos

da din â-

~a tisfação d e n eces s idade s , e mb ora l eve m e nt e af inad a com

a psic a n á lise, vee m n as ex pe ri ê ncias d a infâ ncia p os itiva s,

ou fru stradoras, íl base d a esco lh a profiss io nal. Seg und o

essa linh a,

os vá rios objetos de traba lho, pessoas , coisas ou

ariv idades

estaria m con d icio n ados pe lo tratamento que o

ind ivíduo recebe u em suas necess idades precoces (Levenfus,

1997a). O maior re presenta nte da corre nte

na psicanálise é Rodolfo Bo hoslavsky, sob re no Ca pítulo 4.

de OV e nraizada

quem di scorrerei

Ao mes mo te mp o que a ve rtente p s icodi n â mic a, 8 cha-

mada visão de senvo lvimentis ta /ev o lu t iva ta mb é m tomou

corpo. Seg undo Ba rd ag i (20 IO), o a u to r que me lh or ex rr essa

e~s<:lco rrente é Donald S up e r. Para

'

e le , a p essoa q u e esco lhe

to e I o:

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, do

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de ve ri a ~er e t 1 t o 11 -JL' cl

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a em s ua

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S ur e r con s iJ e rav a q

pr occs s 8va ao l o n go

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59

. O PROFlSSJONAL

ORlENTAÇA

-

exp oraça -o

1

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estabelecimento, nlanutenção e ia como o ri e nt ado r so nl a

a

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,

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cresCim

d ese n ga J

, ·am e n w. A expen e nc

dos conheCimentos .

c

.

da p s icolooia vocaciO n al te~

o

modelo,

as.

. m a n e tr a como as

pessoas escolhi am suas oc up ações , passo u ~buscar entender

como as pessoas desenvolvia m s u as cat-reu-as. D ess e tn odo,

Super deu um giro importante: em vez d e se preocupar con1 a

adaptação da pessoa à profissão, começa a ajudá,Ia a aju star

o trabalho à sua vida. O a utor passa a d a r impo rtâ ncia ao

compo rta me nto exp lo rató rio e 8 form.ulação do a utoco nce i-

to para a constru ção d::~ id entidade oc up acío nal

201 O; O li veira, Melo-Silva & Co l e ta, 20 12).

expaSt1saoe r L· n1primísse m a io ·

que

up

d

íntroduzm o mmtc

.

.

Em t er m os pra tc

,

os

r fl exibi lid ade ao se u .

d

·

. icl os às etapas a nte ri o rmente ctta

'

em

vez de

se

a t e r

à

(Bardagi,

Super é refe rên c ia o brigató ri a dos autores que te o ri-

zava m so br e uma OV /P n o séc ul o XXI. Essas a b o rda ge n s

problematizam a OVlP pa ra tempos

d e profund as mudan ças

no mundo d~trabalho, qua ndo os profissionais já não po-

dem construt~carre ira em uma única e mpresa. Esse tipo de

~rcurso pr o fi ss i o n a l é chamado de carreiras se m fronteira

ual nd ol os trabalhado res prestam se rv iço com t a refa pon~

pe a qual são respo

eJe tLvame nt e

os e m evicl encta ~ · somente as com

poda ~ exec , uçao - da tarefa

s u as co mp erê

carre iras da a t

tua

c

.

. 'd nsavets . e pagos. Contudo

p o r

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tcações, ficando

petenctas dura nte o c urto ten1-

provar

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· netas a cada serv ico d

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e

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de

.,

utr a característica . das

serem can-ezras jJTOteanas, ou

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Cow.,:Ão "CLí N I CA Ps iCA~'-<1\LiTicA"

-~)a, o profi.~sion al é de ta l fo rm a fl exíve l q u e mud a , seg und o

, uas conve ni ê nci as e ex igên c ias d o m e rca d o. Co nt a a lenda

grega que Proteu era uma divindade

h abilidade de adivinhar o futuro e, co m isso, tra n sformar-

marinha q ue tinha a

,se n a qu ilo q ue lhe convinha . A mbas as ca rac terísti cas

da carreira atual apontmn para o ast ecto de de pend erem

exclu · iva mente do pro fi sio n::!l , o que torna nece ssá ri a uma

contín u a orientação vocac io n al/profissio n a l. Esse p rocesso

de ve dar conta de prom ove r a re fl exão d as

compe tên c ias correspondentes a essas a tiv idade s ; desnatu-

ativ id ades e d as

ralizar as co m petências e generalizá , las e, so bretudo, a n a lisar

o entido que cada investimento n as competências tem para

a vid a do

Outra modalidade de OVlP, a teo ria sócio,histórica de

indivíduo (G ui chard, 20 12) .

Bock (2002) tem o va lor de levar o or ient an d o a p e ns a r n as

detem1inações sociocu lturais às quais e le está s ubme tido, ao

fazer sua esco lha profissional.

De fato , é fundamental debate r com os clien tes sobre

se u lugar na sociedade e demais fato res intervenient es na

escolha,

tcrbt ic a individ ua is. Concordo com R ascova n (20 10) sobre

em com is o perder de vista a pesquisa d as carac·

a~dua~d ime n sões para o traba lho no h o m em: um a s u bjet iva

e ou tra social. Uma OV utiliza ent revistas , testes quanri·

psíquica

tatJ\'O~ e projetivos, e vasta pesquisa da dinâmica

paw a ju cbr a pes o·-~

rne ,mas

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-· o rROFI3S"IO~~N~A~L------------------

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do seu papel n a sociedad e. . muit as vezes dt ve r sos, dos .

, e parte das re c ntc as

, ·r A qu es t ão é co m o interpretar os utl .

- es

ue cada um re m

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às co n cepço

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ressupostos reoncos,
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citados aqm, m as reco nl

, b

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dados leva n tad os po r cada instrum e nto.