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ÉLISSON MIESSA
Procurador do Trabalho.
,.,-....,) Professor de Direito Processual do Trabalho do Curso CERS on line.
Autor e Coordenador de livros publicados pela juspodivm.
elissonmiessa@hotmail.com • www.elissonmiessa.com. br

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.----. RECURSOS
TRABALHISTAS
De acordo com a Lei n° 13.015/14
Contém referências ao projew do Novo CPC

r. 2015
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incondicional à minha produção científica,
entendendo meu isolamento com os Livros.
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t terminantemente proibida a reprodução total ou parcial desta obra, por qualquer meio Ao meu filho, Otávio, pela alegria que nos
ou processo, sem a expressa autorização do autor e da Edições JusPODIVM. A violação dos
direitos autorais caracteriza crime descrito na legislação em vigor, sem prejulzo das sanções trouxe neste último ano, dando ainda mais
civis cablvels. razão à minha vida.

TI
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SUMÁRIO

APRESENTAÇÃO...................................................................................... 19

CAPÍTULO I
MEIOS DE IMPUGNAÇÃO, CONCEITO,
CLASSIFICAÇÁO E DIREITO INTERTEMPORAL ............................... 25
1. Meios de impugnação.............................................................................. 25
2. Conceito de recurso................................................................................. 25 ·
3. Classificação............................................................................................. 27
3.1. Quanto ao objeto imediato do recurso........................................... 27
3.2. Quanto à fundamentação............................................................... 28
3.3. Quanto à extensão da matéria impugnada...................................... 28
3.4. Quanto à independência................................................................. 29
3.4.1. Recurso adesivo (subordinado)........................................... 29
3.5. Resumo das classificações................................................................ 32
4. Direito intertemporal............................................................................... 32

CAPÍTULO 11
PRONUNCIAMENTOS JUDICIAIS PASSÍVEIS DE RECURSO.......... 35
1. Sentença.................................................................................................. 35
1.1. Conceito........................................................................................ 35
1.2. Requisitos...................................................................................... 37
1.3. Classificação................................................................................... 38
1.4. Recorribilidade ............................................................................... 40
2. Decisão interlocutória.............................................................................. 40
2.1. Recorribilidade .... ..... .... ..... ...... ..... ...... ............ ...... .... ... ....... ............ 41
3. Acórdão................................................................................................... 42
3.1. Recorribilidade ............................................................................... 42
4. Despacho................................................................................................. 43
4.1. Recorribilidade ............. ......... ..... .. ... . .... . ..... . . .... .... ..... .. .... . ... .... . .. . . . . 43

.. Princípio da dialeticidade .........2...7.....1.................. 97 7 ................. · · · ... Representação das pessoas jurídicas de direito público ..............................1......... Princípio da taxatividade (tipicidade) ..... Natureza jurídica do juízo de admissibilidade .. Início da contagem do prazo recursal para o Ministério Público do Trabalho ................. 88 6................................ ....... · · ..........................6.... julgamento ............................3........................... Representação .................................................................... Preparo ..1.1.. ... ..... Poderes do relator ...................................... .... ·· ........ Princípio da fungibilidade ...... ..................... · ...... ......1........................... 93 I1...... ....... · .....1.....1....... 103 1.........1............................... 59 7.. ....... ........... Introdução .....................4.............. · 129 3...............7. 100 CAPÍTULO IV 7... ........ Responsabilidade pelo pagamento das custas ........1..... 7............... Princípio do duplo grau de jurisdição ................. 61 7................. ...1.................... Depósito recursal ........ Princípio da proibição da reformatio in pejus . 67 8.........2..... .3.... Representação por preposto ...... 130 4......................... · · · ....................... · 115 2......3.............................. · · ......... 6... ............................ 6........2. 73 8..................... 59 7......... .... Isenção do pagamento das custas ....... · ..3............... ·· 96 11....2........... Informativos do TST relacionados ao capítulo ... Inexistência de fato impeditivo ou extintivo do poder de recorrer .. 115 1.......... .................. .... ................................... Súmula do TST e orientação jurisprudencial relacionadas ao capítulo . . Contagem dos prazos recursais no processo eletrônico .1................ Massa falida e empresas em liquidação extrajudicial............5.......................................... ............ 118 3.................................................................... 6.1..... 72 8........ Contagem dos prazos recursais ........... Depósito na fase de execução ............... 121 3........ 65 8....... 6.......... · .................9..... 66 8............................................ Prazos recursais diferenciados . 79 PRINCÍPIOS RECURSAIS ........... ........1...... ...1............................. Terceiro prejudicado .....4............................... .. 64 7.....................6........... · ·· · · · · ·· · · ·· · · · ·· · · · 111 7....... · ..............................2....................1.. · .............................................. ÉL!SSON MIESSA SUMARIO CAPÍTULO III 5................ 90 8...............................1.. Substabelecimento ....... 6... ..2............ Sujeitos que devem recolher o depósito recursal .... 4...... · . Intempestividade .......... 79 I.1....... ........ ·· ...... Ações que exigem o depósito recursal............ ....... 70 8. 129 3....... Autarquias e fundações .......3......... Irregularidade de representação ............ ··· 112 CAPÍTULO V 8.......... ....3....... ................ ................... ............. União quanto às contribuições previdenciárias ...... ..... · . Princípios dos prazos processuais .......... .............. · ................ 102 JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE E PODERES DO RELATOR....... 5........ 6.................. 66 8.................. 6.. 5....................... 92 9...3................................... Princípio da consumação ...............5................ · ................... Juízo de admissibilidade e juízo de mérito . Início da contagem quando marcada audiência de 7....................3...................... Interrupção e suspensão dos prazos recursais ...................................................................... Representação por estagiário ... ........... · · · ......... 75 8........... 115 PRESSUPOSTOS RECURSAIS . .. ...................3............... .............. ..... ................... .. · 107 3......... 127 3............................ 64 ~ 7.. 80 2.... 121 3............ Diferença no pagamento e complementação das custas .......................... Condições de validade do mandato ............... Princípio da fungibilidade (conversibilidade) .2............ ............ Princípio da irrecorribilidade imediata das decisões interlocutórias ..................................... · ......... 79 8. · ......... .................. .................................. ..........3.......... · ...... Depósito em caso de litigância de má-fé ................. Custas processuais ....... .............. ................ 80 3. · 106 2........ Serventuários eventuais da justiça .......................................................... ..... Interesse em recorrer ............................................................ 71 8. 63 7........... Súmulas do TST e orientações jurisprudenciais relacionadas ao capítulo .. · · ....2....1..... ..........1.....3....1. Comprovação do pagamento das custas processuais ........... 130 5. · .. Desistência .......2......1.... ............................... Princípio da voluntariedade .....2......... Cabimento ................... ·· .................................................1.......... ................. Revogação do mandato .2. 68 8. .......... Ministério Público ...................... 69 8............... Aceitação da decisão ................ . Partes ..... Princípio da unirrecorribilidade (singularidade) ..... 117 3..... Atuação sem instrumento de mandato .2.......... 92 I O................ · · ... ·· .............. ··· ...............3.......1.... ................... Juízo de admissibilidade ................... ...................... ·...................... Advogado ...... ···················· 105 1.................4.....................3.............. ...................................... · .................................... 6......................... 126 3 ..............................5.................... ...... Recurso interposto por somente um litisconsorte . 85 4........ Legitimidade para recorrer .......................... ...................... 65 8........... ........ 88 5.........................................1..8................................4........... · 122 3...... ·· .8.. Renúncia .. Valor do depósito recursal .............. Tempestividade .... ........ 78 8......... 6....... ................ Valor das custas processuais . ...... .... Momento de pagamento . · · · ·............. ............. 132 8 9 ...... ........... Cláusula limitativa de poderes no âmbito do TRT .........1.................... · .................................. 108 3.....................2..

...... ...................................5........ Regularidade formal ........................ 135 175 8................................. 152 3. 143 179 1............................................ ....... Efeito substitutivo .......... · ..........................2.............................. ................................................... · · · · ................................. · ................................ Recursos que exigem o depósito recursal. .... Julgamento extrapetita ..............................................8.......................2............. ......... Custas processuais ......6..... 149 184 2.... Manifesto equívoco no exame dos pressupostos extrínsecos do 3..... 152 3........................ Beneficiário da justiça gratuita ........ ......3..... .....................................................2...................... ............ 153 12..............................................................................1................... Efeito translativo ······················································································ 171 11 10 .............1.. ................... 170 198 recurso . .............................. 151 184 2.............. · · · ·· · 195 3............ .. 12.................... Julgamento ultra petita ........................ 11... ............................... Juntada de documentos ................... 2......................................1... ............. Efeito suspensivo ............... .... Competência .......................................................... Súmulas do TST e orientações jurisprudenciais relacionadas ao capítulo ......... ........ . ·.............................. 146 rI 2............. 190 12... Julgamento citra petita ........................................................1....... Princípio do interesse ........................................ Efeito devolutivo ..1... ........... Omissão .........3.. 11............ Erro grosseiro ...... Multa por litigância de má-fé ............ ....... .... Depósito Recursal ... Dispensa do recolhimento do depósito ......... Efeito expansivo .......... · · ............................... Preclusão pro iudicato ...........3. Princípio da economia processual .......................... processual. 8....................2.................................................2........ 167 3......................... ......... 12............................................. 172 173 8............ Recurso enviado por fac-símile e via e-doc.....................................2........... Vícios processuais: classificação .....2.....2......1............. ..... ................4... ...............1............2.......... Depósito de multa por litigância de má-fé ........................ 152 3.. 195 12...... ··· ......... Comprovação do depósito recursal................. Documentos .............8.........6......... 8.... Tempestividade ..........4............................ · · .2......... 2......................... Cabimento ......................................... 150 184 2......................3................. 164 2..............................2.............. ............ ................................................ Legitimidade .. 162 CAPÍTULO VIII EMBARGOS DE DECLARAÇÃO .. ................ .........2...... .. 147 183 2....... 9 .................. · ........ 167 3.... 9.... ..........................7.... 134 175 7.. Efeito obstativo ························································································ 167 3.... 8.................................. Contradição ... ........ 196 CAPÍTULO VI 3.... ·.............. 151 185 3................................ Representação ........................ Vícios na decisão . 187 12...............7........................................................4.4..4................... .... Depósito Recursal .............. Hipóteses de cabir: tento ........ Regularidade formal ..5.......... ..... ............................................................. Protesto . 158 12............. 191 12............................... Liberação do depósito recursal.................. Informativos do TST relacionados ao capítulo Efeito devolutivo ....... Assinatura digital .......2. SUMÁRIO Pronunciamento ex officio da prescrição .................................8... 4.. ........ ·· ... 11.4..................... ...........2........ 138 176 9......... .............................................. 144 180 2....................1.......... Teoria da causa madura ............. . Obscuridade ... Princípio da instrumentalidade das formas ................................. ....................... 11...... ..................................................... Não aplicação do princípio da congruência ......2...................... 196 EFEITOS RECURSAIS ............. 182 11.............. 11........................................................................................... 4.. ................. 197 1......... Efeito regressivo .........................................2..............................5...2........... .........................2............................................................................. Depósito na reclamação plúrima e na substituição 173 6.. Tempestividade ........ Princípio da convalidação ou preclusão . 144 180 2..................2... 134 r I 5........... · ..........6.......1.................................... ............................ ............. 11.... Introdução ................. 141 9...2............ 8.............. Regularidade formal ........ · ..... .... ......................... ... ....... .... 11.......... Informativos do TST relacionados ao capítulo ............................................... 159 12. 195 12. 163 1................ Legitimidade e interesse para recorrer ...................... 12.......... 8................. .............. ..... Princípio da utilidade ............................. 145 180 11.. 139 177 9.......... 142 CAPÍTULO VII NULIDADES ....1........... Representação ...................... .....2....... ÉLISSON MIESSA Depósito na condenação solidária.......... Princípio da transcendência (prejuízo) ..........................................9. 151 186 3.......... ......................................................... 198 2...... Súmulas do TST e orientações jurisprudenciais relacionadas ao capítulo .......................................5.. . Princípios das nulidades processuais .........................................3.. Saneamento dos vícios em grau recursal ........... 151 185 3............ Momento de análise........................................................ 157 12.. ···· ...................... 179 10.........7.. 140 8 ...........................................5.......... ..6..............2.

.......... ...........3.... . ... 227 7...................................................... 207 8. Decisão de admissibilidade do recurso pelo juízo a quo. .....................................2...... 238 4......I.................... .7...... 202 6................. Decisão monocrática ......... Correção de erros materiais................... 2I6 I............... 249 II.... Acórdão proferido em reexame necessário . Embargos de declaração com efeico modificativo..... Embargos de declaração protelatórios.......... Acórdão proferido em agravo interno e agravo regimental...1............I........... · .. ...................... .................. .... ·............................................................................. Decisão monocrática do relacor. IntroduÇão ....... .......1.......... .. .............. .........•... Decisões suscetíveis de recurso de revista ............. . 5...1....... Conceico ....................................................... ...... 280 CAPÍTULO X 7 .....1..... Esquema do cabimento do recurso de revista por 7....................... Prazo .. 2I8 2..... Procedimenco ................ 257 2. Teoria da causa madura ....................................•... 241 5................ 233 7.... 222 5................................ · ···· · ··· · · 264 4........................ .. ..............................................................1.............. ............... ................... 5........ Acórdão com natureza de decisão interlocutória ............... 200 3.............................. Acórdão de competência originária do TRT ......................... ............. ... ............................................................. 257 2.................................. .... 2I9 3..............................· ........................................ ................5......... Decisão de liquidação ...... Competência ............... ...................... · · · ···· · · ·· ·· ·· ···· · · ··· · · ···· ·· ··· · .............. 223 5.......1... 2I9 4. ····························· 7.......... .. 23I 7......... 232 7 .... 229 7......... 240 4........... ... Súmulas do TST e orientações jurisprudenciais relacionadas ao capítulo.....................•............................................................ Hipóteses de cabimento ..1.. . Competência ....................... .......... Recurso ordinário de acórdão do TRT ........ 258 2....... ........... 200 4...... ......................... 253 221 I.................................................. 233 7.......... .....4. Divergência atual ..... ........... Recurso principal e embargos de declaração interpostos simultaneamente 215 CAPÍTULO XI IO.. .......................... Divergência jurisprudencial ...... 247 8.................. 226 7 ...... Hipóteses de cabimento ...................1............................................... Incidente de uniformização ............1........................1... Agravo de petição na execução provisória .......... 243 5....... Recurso ordinário do indeferimento liminar da petição inicial .1....... . ..... 204 7................. 285 12 13 .. Efeito ....6........ Objeto .. 263 3...................................... ................................. ·············································· 250 13....................1.....................1. .......... 244 6...................... ..................................... Introdução .................. Procedimenco . Acórdão proferido em agravo de instrumento . Esquema ... Delimitação da matéria e dos valores objecos de discordãncia ..................... .......... Súmulas do TST e orientações jurisprudenciais relacionadas ao capítulo ..................5. 252 CAPÍTULO IX 5................ 200 3........ 202 5.... ......... 236 4....................................1........ 281 I.... ............... . .. 232 280 divergência ..................................... ......................................... Custas processuais ........ .... Recurso ordinário de decisão interlocutória .......... ....... · ····· · ···· ······· · · ··· · ·· · ··· · · · ·· ··· ···· ·· ··· · · ···· ··· · · ·· 251 5........ Embargos de declaração com efeicos modificativos............... 283 2........1...... ··············································· 241 5.............................. Embargos de declaração com efeitos prequestionatórios... ..........1........................ ..4..... · ··· · ····· · · ········ · · ··· · ....................................... Comprovação da divergência ...........................................•............... ·················································· 259 2.....2... 2I6 RECURSO DE REVISTA .......................... 264 5................................................ ..... 226 7......... ........ ..................................1......................................................... 224 6... ···················· .. 241 interruptivo..................................... ....................... Depósico recursal ................ Prazo para interposição ..... .2............ Divergência fundada em súmula ou orientação AGRAVO DE PETIÇÃO .......................................... Não produção do efeito interruptivo....... Preparo ......... ............. Acórdão proferido em grau de recurso ordinário .. 214 9............. ...........•......... · · ···· · · · · ·· · · · ···· · · ·· .......... 251 I3.................. 244 7............. Informativos do TST relacionados ao capítulo ................ ....... Súmulas do TST relacionadas ao capítulo ..........3.... ... 265 5.........................•• 5......................... 213 I O................................................................8.... Pressupostos específicos de admissibilidade ............. Recurso ordinário de sentença..6........3.....•....... ................................5.......................••.7.2...... · ........ Informativos do TST relacionados ao capítulo.... ... Súmula impeditiva de recurso ............... .. 204 6..... . Embargos de declaração de decisão embargada............ ... ..................... ....1...... ··································································· 249 I2......................................................... Cabimento . Abrangência parcial da divergência ...................................... 252 RECURSO ORDINÁRIO ............... Pronunciamentos recorríveis...................................................... ........... ...... ..... ............... .............. .. T I ÉLISSON MIESSA SUMÁRIO 3........• 233 jurisprudencial ... Reexame de fatos e provas ........ ............... Procedimento no recurso ordinário no rito sumaríssimo ....2........................2... ·················· 256 222 5..................... ··· ·· · ·· · · · · ··· · ··· · · ·· · · · . Efeito interruptivo...... . ......... Procedimento ......... 210 9... · 253 22I 2...... 270 6........................1... Recurso interposco pela parte adversa e o efeito 6........................ 234 4... Introdução .......4............

..... Previsão legal ............................... .......... Prequestionamento ..................... ......... Decisão de afetação ................... Conceito de dispositivo de lei e norma constitucional ......... Embargos para a SDI na fase executiva ........ 291 CAPÍTULO XII 7.......................2......... 357 do Trabalho . Peculiaridades dos pressupostos recursais ..~~~~::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::: 313 3.. .............................2.. 13. 323 369 3..............1... Juízo de admissibilidade parcial . .......5.......................................1.. .................~~·~~:·~..........................................1........ Execução de título extrajudicial ..........3. ........2... 325 370 4.......................1. Embargos de divergência (embargos à SDI) .... Julgamento pelo relator ....................... Embargos de divergência no rito sumaríssimo .........1.......................... Hipóteses de cabimento ....... ............ 325 370 4................... 313 3........................ 295 2................. · ···..................... Indicação do dispositivo violado ..7. Colheita de informações e parecer do Ministério Público 3............................................ 356 12.. 301 2............... 373 literal à Constituição Federal ... 320 358 3....... Recurso de Embargos à Seção de Dissídios Individuais do TST .~~~·~~·~~~~~·......... Antigo recurso de embargos de nulidade .....................~~~........ 328 14 15 ..................3.................. 13..................... r ÉLISSON MIESSA SUMÁRJO 14............... 310 3...... 290 14...... Súmulas do TST e orientações jurisprudenciais relacionadas ao capítulo ............................. Contextualização ............ Prazo .............. Recurso de rev......... Competência ............... ..............5............................. .....1.......................... 340 9.............. Violação nascida na própria decisão recorrida ................................................................................ 328 373 5.........2......................... 330 7..............2....................... ················· .......... ....................... ................ 324 369 3............................................3.............. 7............1...... ........ · · .............. · ··· · · ·· · · · · ··· · ··· · · · ·· ·· · ··· ·· · · · · 7............2... 341 12...... Divergência jurisprudencial ..... 315 3... .............. · · ·· · · ··· · ·· · · 336 7........ ...................... Procedimento 311 3.... Princípio da fungibilidade .2....................................1...........4....................3. Divergência Jurisprudencial ....... Conceito .................... .... 305 2...6. .......................................... ......................................................... Divergência Jurisprudencial ....... Introdução ....... Violação reflexa da norma constitucional ................... Embargos de divergência e recurso extraordinário ........ .....................................3................ Violação literal de disposição de lei federal ou afronta direta e literal à Constituição Federal ...........................4.......................................................2.................... Processamento ................................ 324 370 4................ Proposta de afetação ...1.. 13......... ............... ....... Procedimento ........3............... 315 3......... Prazo ........................... ... ··············· 8. Recurso de revista no rito sumaríssimo ....................... Suspensão de outros recursos .. 329 7....................... ........... 308 3......... .... Previsão legal .....3............4..4..................... 321 368 3............... Interpretação razoável de dispositivo .. ...3....5....... Embargos para a SDI no rito sumaríssimo ..................8......6.. 294 333 1......... 337 7...... Transcendência 307 339 2..... · 356 12......... 296 2........... Recurso de revista na fase de execução ....... ....1 O...............:~····················································" ····················································· 308 3....................... Decisões suscetíveis de impugnação . Prequestionamento .........2... Prequestionamento ficto .. 345 12................................................................... 314 3.......................... ....... 339 7..... Prequestionamento ..... Introdução ...... ............2.......................... .....................5.............4.......... 326 373 4............ · · 336 7. ....... · ···.. .......................................... ...............3.................2................... Procedimento ...........2..................... Cabimento . 292 EMBARGOS NO TST ............... . ··················· pública . ................................... Embargos de divergência de decisão proferida em agravo ........6...2.. · 344 12................3.......... ....... ........ Embargos de divergência na fase executiva ...... 303 2.......~~~~. ........................ Recurso de revista no ..............8........ ......... 336 7..2.. Informativos do TST relacionados ao capítulo ....... ...... ...... 341 11.. 338 7........... 316 3........ Súmulas do TST e orientações jurisprudenciais relacionadas ao capítulo ...1......... ...............6..... .................. ...........11. Tese explícita .6..... ...........3.......2.......................2................2..... 12.........4..................... Quadro resumido das hipóteses de cabimento do recurso de revista . 297 2..................... ................................2....................................... Requisitos ... ...1.. Questão constitucional no julgamento dos recursos repetitivos . Exigência de prequestionamento em matéria de ordem 337 2....1. 309 3.7...... 12............................................................................. ................................................... ..................... 333 7........... Violação literal de disposição de lei federal ou afronta direta e 4............ ···........ Cabimento .......... ....1........... ....................... 13.....................5............ 13.........12. ... .................4... 342 12........1.. 296 2. Julgamento .......3.................... Informativos do TST relacionados ao capítulo ....3............................ ....4........................................................ 290 7. 340 9............5.......................................1................................. 13. 13..............1........................... Requisitos ................ 13........2................... ..................... Competência ... 343 12........ 326 371 4.................. .......1....................3....... Embargos infringentes ......... 341 10......9.................... Divergência Jurisprudencial .............................. ... .............2....... Pressupostos específicos de admissibilidade ........ 337 7..... Introdução .........4............ .................

..................... 383 4........................................................... ·············· .......................... 12.. ····· ······ · ····· ·················· · ··· ··· · ·· · ··· · · ·· ··· · ··· · · · ··· · ·· · ··· · ···· · ··· · · ·· . 9......... ........3.... Depósito recursal ...... .. Efeito .......... Procedimento ............................................................. ·············· ........ Recursos que podem ser destrancados pelo agravo de instrumento ... 390 6....... Pressupostos recursais ...................................................................................... ................................. ······ 5........ 381 2............. ............................................. do CPC ....................... ........................ Súmulas do TST e orientações jurisprudenciais relacionadas ao capítulo .........................1.............................................. Embargos de declaração recebidos como agravo interno ... 379 2.............................................. 384 415 ...2. ·········· .... 399 6...... ..........1............................................................................. . ............................ 391 8... 6.............. 386 417 6.................................................................................................1... ............. ...... 426 4.................................... ...............1. Informativos do TST relacionados ao capítulo 394 CAPÍTULO XVI 425 RECURSO DE REVISÁO. .......................... Juízo de admissibilidade parcial ....... Introdução ....... 425 CAPÍTULO XIV Introdução...................... 401 7.... 399 8........................................ Natureza da decisão de admissibilidade .............. ·································· ............... 5............. Formação do instrumento ..............1............... 390 7....... ........................ ................................................. ................................3. ................................................ · · ................................. 9........ . ................... Repercussão geral . AGRAVO INTERNO E REGil\...................Processo judicial eletrônico e agravo de instrumento no 419 TST .................. Decisão colegiada . ............. · · · ·· · · · · ................... Decisão que denega seguimento ao agravo de instrumento ........................ Prequestionamento ................................ Hipótese de cabimento ......................... 426 2.... CAPÍTULO XIII 408 10... ········ ...... Distinção .............. 401 6............... ...... ... Pressupostos recursais ...2.............. 408 432 3.................. Procedimento .................................. · ··········· · ···· ············ · ····· · · ······ · · · ··· · · · · · ·· · · · ··· · · ······················ 412 5 ................ 8............................................. ............................................................................. ....:lENTAL ............. .....................1............................ Competência .............2............................................................. 393 13........................... ................. Procedimento ....... ···································································· 427 5................................. 426 3........ ................ · ·· ·· · ·· ·· · ·· ·· 426 1........ 388 417 6........... Previsão legal .................2...................................... 397 4. 8........... ............... 407 431 1..... 557.. 382 3............... ................................ 407 431 2............................................ Pressupostos recursais .......................................... ······ .... 379 1.... 1O........ 414 7.... ........ ········· ........ ·· ···· · · · ··· · · · ·· · · · · · · ·· · ·· ··· ·· ·· · · · ··· · ·· ·· · · 5.............. Efeitos ......... 386 5 416 5..................................... C 420 9.................. ··················· ........ T I ! SUMÁRIO ÉLISSON MIESSA 408 10..... 3...... .....................1... Hipóteses de cabimento ........ ........... 380 411 4............ Objeto ...... .............. Previsão legal .... 400 6................................. Prazo .............. Competência ... 427 5.......................................1. .......................................... ..2......................................................················································ 412 Competência .......... 8........... ······ · · ··· ·· · ···· · · ·· ........................................................................................... ···· · ....................... 422 11... ............................... ......... 413 7.................. ............ 397 2................................ Súmulas do TST e orientações .............. · .................................................... Multa do art............ 390 ontrariar disposto da Constituição Federal..... ....................... .............1..... Sujeitos ........ ··········································································· 412 5........ Decisão de única instância······························································ 8. 17 16 ................................................. .... ······ ................. Introdução ............... ........................ Procedimento ........ Prazo .... .... Decisão de última instância ................ § 2o......................................························ ............···················· 421 1O.1........... ····························································· ....iurisprudenciais relacionadas ao capítulo .......... 405 CAPÍTULO XVII 431 REEXAME NECESSÁRIO ......... 384 5.................. ····· ..... 425 1....... ........................................................ ······················· 6.................... ....... 399 Efeito ........... 379 CAPÍTULO XV 411 RECURSO EXTRAORDINÁRIO···························································· 3...................1....... ..................... Introdução ........ Juízo de retratação .................. Agravo interno e regimental ......................................................................... .... Introdução .... Pressupostos recursais ......................................... Agravo interno ......... Esquema ...................................................... 397 Prazo ................ Informativos do TST relacionados ao capítulo .................... Previsão legal ..................... ........ AGRAVO DE INSTRUMENTO ............ ......... Natureza jurídica ........................................... ········ ............. 402 8................................... Prazo .............. 398 Hipótese de cabimento ....... Competência .................................... Agravo regimental por instrumento .....1....... · ·· ···· · .... Multa ...... ........................ 381 1.................................................... 7.............. · ········· ·· ·· · ... .......

....... Hipóteses de cabimento .. 445 o que contempla os recursos exclusivamente trabalhistas.......... 449 nação...... No primeiro bloco analisamos os seguintes temas: meios de impug- BIBLIOGRAFIA •................................. ...........•. Embora não fique vinculado apenas aos recursos tipi- 11........•... . ....................... 446 4..... como é o caso do recurso de revista repetitivo..... Requisitos .......................... 442 área trabalhista..... Reexame necessário no mandado de segurança ............ Dispensa do reexame necessário ........••....•......•.... recurso ordinário. 437 7.. os recursos inseridos 2.. 441 O livro Recursos Trabalhistas busca analisar o sistema recursal na 10....... o nome utilizado nos parece ser capaz de repro- 12.......................... 446 6...... embargos no TST (embargos de divergência e embargos infringentes)............ 445 como os descritos na CLT e na legislação esparsa.... Reexame necessário e o recurso de revista ..I r ·II ÉLISSON MIESSA 4................ Reexame necessário na ação rescisória ........•.......... 5... Previsão ......... especialmente porque a preponderância dos temas abordados dá enfoque a esses recursos............. ............. e também já contemplou parte da ideia a ser intro- 18 19 ..........................••••...•................... conceito............•••........... Introdução ..... Já no terceiro..•.............•••..... Competência ......••............. ...........015/14........ Decisão submetida ao reexame necessário .... 443 camente trabalhistas............... a obra foi dividida em três blocos: teoria geral dos recursos........... ......... 5...•.•.... Prazo ............••••........... juízo de admissibi- lidade e poderes do relator............................. 445 no CPC que são aplicados na seara laboral.... ... recurso de revista...... RECLAMAÇÃO CORREICIONAL ................... ...•.......... ............... princípios recursais........... Reformado in pejus ...........•......... 441 9.................••..........•••.......... além de analisarmos alguns temas 446 correlatos ao sistema recursal................... extraordinário e do agravo interno.... ...........•...... 447 recursos em espécies e assuntos relacionados aos recursos.................... A temática recursal sempre foi de grande relevância na sistemática processual........•... pronunciamentos judiciais passíveis de recurso............ Súmula do TST e orientações jurisprudenciais relacionadas ao capítulo .......... no livro abordamos o sistema recursal trabalhista. Julgamento monocrático do reexame necessário ............ ...•.. Informativo do TST relacionado ao capítulo ............................ ...........••......••••........ entendidos I.... 7.......... como é o caso do recurso 3......................... ....................... agravo de petição..... agravo interno e regimental....... 438 8................. CAPÍTULO XVIII De todo modo............ Procedimento ........ examinamos a remessa necessária e a reclamação cor- reicional................................................ pressupostos recursais e efeitos recursais....................................... O segundo bloco é destinado ao estudo dos recursos: embargos de declaração.... ...............•........... 433 434 APRESENTAÇÃO 6...................... classificação e direito intertemporal.......... recurso extraordi- nário e recurso de revisão....... 446 Assim... que a um só tempo conseguiu atrair as melhorias dos recursos no processo civil..........................•••..... ............................ 444 duzir ao leitor o que pretendemos com a obra....•.............••....................... agravo de instrumento. sobremaneira por estar eminentemente ligada ao princípio do contraditório....... Ganha maior relevância na seara trabalhista com o advento da Lei n° 13...

p. recurso de revista na fase de execução.015/14 foi. não posso deixar de agradecer ao Ricardo Didier uniformização da jurisprudência.. Agradeço. ao criar Bulhões Cavalli de Oliveira pelas sugestões sempre pertinentes ao apro- mecanismo de exigência da uniformização de jurisprudência pelos tri. MANCUSO. detidamente. dentre outros locais. já que a seara trabalhista sempre ca- minhou na frente quanto à predominância dos precedentes judiciais. 3. ÉLISSON MIESSA Como descreve Rodolfo de Camargo Mancuso "a dicotomia entre as famílias jurídicas cívillaw/ common law hoje não é tão nítida e radical como o foi outrora. atual. Divergência jurisprudencial e súmula vincu- lante. e ampl. sem nos afastar. facilitando o estu- nas demandas repetitivas. a Lei n° 13. recurso de revista de causas repetitivas e depósito recursal no agravo de instrumento. embargos de declaração com efeito modificativo. nos países tradicionalmente ligados à regra do precedente judicial e. e pela motivação a que eu o escrevesse. buscou-se dar relevância do do sistema recursal trabalhista. prazo para interposição dos em- bargos de declaração. fundamento da obra. TST. fizemos algumas referências ao projeto. 183. da sistemática atual. rev. incidente de uniformização trabalhista. Nesse contexto. além de racionalizar o trabalho da Corte trabalhista Por fim. E não poderia ser diferente. diante da iminente aprovação do Novo CPC. Ademais. após o advento da aludida lei. aos amigos Ricardo José de Macedo de Brito Pereira e Érika trabalhista aproximou a corrente civil law da common law. 20 21 . que passarão a ter grande destaque no Novo CPC. o sistema recursal ainda. nos pontos que entendemos ser salutar para a análise futura do sistema recursal. sendo visível uma gradativa e constante aproximação entre aqueles regimes: o direito legislado vai num crescendo. ed. ÉLISSON MIESSA TI APRESENTAÇÃO duzida pelo Novo CPC. evidentemente. podendo o leitor encontrá-la. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. recurso de revista no rito su- maríssimo. Rodolfo de Camargo. analisada. aos precedentes judiciais. em sentido inverso. é a jurisprudência que vai ganhando espaço nos países onde o primado recai na norma legal" 1 (destaque no original). pela ideia deste livro. como é o caso do incidente obrigatório de Antes de finalizar. desejamos que a obra seja útil ao leitor. Portanto. bunais regionais. como se verifica pelo expressivo número de súmulas e orientações juris- prudenciais expedidas pelo C. nos seguintes tópicos: sane- amento dos vícios em grau recursal. já aprovado pela Câmara dos Deputados. Em ambos os casos. 2007.

PARTE I -TEORIA GERAL DOS RECURSOS .

ação· anula- tória. 2. Exemplo: correição parcial. existem outros mecanismos concedidos pelo orden·a- mento jurídico para atacar as decisões proferidas pelos órgãos jurisdi- cionais. Nesse contexto. CONCEITO. Exemplo: ação rescisória. as impugnações dos provimentos jurisdicio- nais compreendem: a) as ações autônomas de impugnação: buscam impugnar a de- cisão judicial criando uma nova relação processual. CAPÍTULO I MEIOS DE IMPUGNAÇÃO. b) as providências corretivas: destinadas a corrigir erros mate- riais existentes na decisão. Ao lado dele. arts. Exemplo: erros de grafia (CLT. d) os recursos. mandado de segurança. c) as providências ordenadoras do procedimento: têm como objetivo corrigir atos de procedimento praticados pelos magis- trados. que tumultuam ou atentam contra a ordem processual. que passamos a estudar. 833 e 897-A). CLASSIFICAÇÃO E DIREITO INTERTEMPORAL 1. MEIOS DE IMPUGNAÇÃO A impugnação dos provimentos judiciais não se restringe ao recur- so. habeas corpus etc. CONCEITO DE RECURSO A doutrina não é uniforme sobre o conceito de recursos. Adotare- mos o conceito de José Carlos Barbosa Moreira para quem recurso é 25 .

pois este ocorre automaticamente. vez que o agravo a) Recurso de natureza ordinária: visa à tutela do direito sub- de instrumento. É interessante observar que o retorno acontece na mesma relação processual e não.. Recurso. visa ao error in procedendo (erro no processo do trabalho. o que significa que depende da manifestação da parte a prestação jurisdicional. citando- de impugnação.2) a invalidação (anulação) da decisão impugnada: busca ção fática. também ocorre por meio dos embargos de declaração. 3 Súmula no 126 do TST. o recurso pode ser dividido em ordinário e extraordinário. Por visar erro de julgamento. Cabimento. fic':ndo restritos à impugnar a decisão judicial que contém vício processu. o que sucumbente. suprimindo suas lacunas. da CLT) para reexame de fatos e provas. no seu lugar. Quanto ao objeto imediato do recurso relação processual. 2010. vício de conteúdo. Comentários ao Código de Processo Civil. com os recursos de revista e embargos de procedimento). .3) o esclarecimento da decisão impugnada: tem como fi- Com base nesse conceito.1) a reforma da decisão impugnada: significa modificar o julgado. em decorrência da inércia do poder judiciário. CONCEITO.. de modo que permite a nem por isso. rediscussão ampla da matéria. seja de direito seja de fato. dentro do mesmo processo. Tais recursos podem estar fundamentados no mero inconfor- Essa característica do recurso o faz diferente das ações autônomas mismo com a decisão judicial (injustiça da decisão). vol. direito objetivo (a lei). Está ligada ao error in judicado.1. objetivando não a reforma da decisão. retorno. Retarda. ÉLISSON MIESSA o remédio voluntário idôneo a ensejar. nalidade afastar a decisão obscura e/ ou contradição da de- ticas dos recursos: cisão. pode ocorrer em autos separados. CLASSIFICAÇÃO provocação da Fazenda Pública. 3) Enseja: agravo de petição. ção processual. ed. 3. por exemplo. al (formal). Desse modo. proferir decisão diferente da pronunciada b) Recurso de natureza extraordinária: funda-se na tutela do pelo órgão a quo. o esclarecimento ou a integração de decisão judicial que se impugna. É alcançado por meio dos embargos de declaração. necessariamente. I) remédio voluntário: o recurso é manifestação do poder de 3. isto é. nos mesmos autos. deixa de ser um recurso. sem necessitar. p. 896 e 894. CLASSIFICAÇÃO E DIREITO INTERTEMPORAL mas sua retirada do mundo jurídico e que. pois se mantém na mesma rela. para a SDI. tais recursos impedem a verifica- 3. 2 MOREIRA. -se como exemplo. E o que ocorre. Incabível o recurso de revista ou de Rio de Janeiro: Forense. do terceiro interessado ou do Ministério Público. o trânsito em julgado da decisão.4) a integração da decisão impugnada: objetiva completar ação. Nesse caso. buscando sua exata aplicação. mas jetivo (interesse particular da parte). a invalidação. pedido de revisão e agravo de instrumento. 5. portanto. os recursos: ordinário. Os recursos são classificados quanto ao objeto imediato. funda- 2) dentro da mesma relação processual: o recurso tem a ideia de mentação. portanto. embargos (arts. 27 26 ~--------. na seara trabalhista. extensão da matéria impugnada e independência. a reforma. 15. análise de direito (Súmula n° 126 do TST) 3 . José Carlos Barbosa. 3. A presente classificação está fundada no direito que se busca tutelar. de 3. uma nova decisão seja proferida.---------- . embargos de declaração. de volta à análise da decisão judicial dentro da mesma 3. "b". por isso. ou seja. 2 r I MEIOS DE IMPUGNAçAO. É por isso que a remessa de ofício (reexame necessário) não é um recurso. agravo interno e/ou regimental. é possível extrair as seguintes caracterís. que constituem uma nova relação processual. à exata aplicação do direito. sendo. inclusive o reexame de provas. 233.

contradição ou obscuridade dica. ao recurso interposto por abrangência total está ligada à parte sucumbente (em que foi qualquer deles poderá aderir a outra parte. Daniel Amo rim Assumpção. ao conteúdo total da decisão pelas disposições seguintes: impugnada4 • I . no prazo de que a parte dis- lário e férias + 1/3. determinado vício. décimo terceiro sa. b) Recurso parcial: quando impugna somente parte do objeto Parágrafo único. sendo julgado procedente apenas 0 pedido põe para responder. bargos de declaração em que a parte deverá. necessariamente. CLASSIFICAÇAO E DIREITO INTERTEMPORAL No exemplo anterior. vencidos autor e réu. Quanto à fundamentaç:ão ÉLISSON MIESSA No que tange à fundamentação.4.2. mas i I tos de admissibilidade para que seja alcançado o mérito do re- apenas aquelas expressamente descritas na lei.extensão. o recurso poderá ser indepen- impugnada. 500 do CPC. por exemplo. principal. da admissibilidade desse último para que seja conhecido. Manual de direito processual civil. não se pode alegar nenhuma matéria. I subsidiariamente ao processo do trabalho. deixando transitar em jul- gado a improcedência do pedido de décimo terceiro salário. admitir o recurso principal. pois impugnou todos os objetos em que foi sucum. será total. Quanto à extensão da matéria impugnada O recurso adesivo vem disciplinado no art. é o recurso que se subordina a outro recurso. 500. Nesse caso. se o reclamante apresentar recurso li -será admissível na apelação. seu recurso tes. recurso de revista. que a parte recorrente foi sucumbente. ed. de férias + 1/3. aplicável Quanto à . quanto às condições em que foi sucumbente na decisão. 2. no recurso extraordinário e no recurso especial. nos embargos infringen- sobre as horas extras e o décimo terceiro salário. ou seja. no qual se deve de. Cada parte interporá o recurso. se houver desistência do recurso bente. Quanto à independência aponte.1. estabelecendo: i Art. curso. do será intimado para contrarrazoá-lo. independente- a) Recurso total: quando o recurso abrange toda a parcela em mente. I 3. preparo e julgamento no rribunal superior. obrigatoriamente. podendo nessa oportunidade 28 29 . III. havendo interposição do recurso principal. É o que ocorre.4. Noutras palavras. São Paulo: Método. especificamente.será interposto perante a autoridade competente para Exemplo: reclamante postula horas extras. 534. condicionando-se exclusivamente aos seus pressupos- da. CONCEITO. a lei não exige que 0 recurso I 3. a) Fundamentação livre: aquela que não se liga a determinado defeito ou vício da decisão.não será conhecido. O recurso adesivo fica subordinado ao recurso principal e se rege vencido) e não. Recurso adesivo (subordinado) 3. monstrar a violação da lei federal ou Constituição Federal ou a divergência jurisprudencial. o recurso poderá ser total ou parcial. própria. 2010. no prazo e observadas as exigências legais. de admissibilidade. I dente (principal) ou subordinado (adesivo). Isso quer dizer que a porém. Ao recurso adesivo se aplicam as mes- mas regras do recurso independente. dependendo na decisão impugnada. Rio Com efeito. no recurso ordinário. 3. I b) Recurso subordinado (adesivo): como o próprio nome já in- demonstrar a presença de omissão. Exemplo: em. b) Fundamentação vinculada: aquela em que a lei exige que 0 \ a) Recurso independente (principal): é aquele que tem vida recorrente indique algum vício específico na decisão impugna. ou se for ele declarado inadmissível ou deserto. havendo necessi- dade apenas de que a parte não se conforme com a decisão No que se refere à independência. 4 NEVES. o recurso pode ser de: T I MEIOS DE IMPUGNAÇAO. p. o recurso seria parcial se o reclamante impugnasse apenas as horas extras.3. o recorri- de Janeiro: Forense. Sendo.

O reclamante. se o recurso foram compensadas. principal (independente) foi interposto. tais entes deverão relacionada com a do recurso interposto pela parte contrária. Nesse caso. apresentou o recurso principal intempestivamente ou com o pretexto de complementar o recurso principal. e o recurso ade- isto é. Nesse ponto. o que é necessário que a matéria veiculada no recurso adesivo esteja não atinge o prazo das contrarrazões. O reclamado não recorre. dido de horas extras. Exemplo: Sentença julga procedente o pedido de férias e Embora a parte tenha o benefício de apresentar seu recurso em parcialmente procedente o pedido de horas extras. vontade da parte em recorrer de forma principal. ou seja. Desse modo. portanto. de modo que a análise do recurso su. podendo- interporá. Isso não significa que as contrarrazões e 4) Embargos no TST. 2) Agravo de petição. CLASSIFICAÇÃO E DIREITO INTERTEMPORAL ÉLISSON MIESSA I) Recurso ordinário. MEIOS DE IMPUGNAÇÃO. para a Fazenda Pública e var que. parte dispõe para responder". desde Contudo. o recurso ordinário de modo diferenciado. ou -se apresentar o recurso adesivo. todos os pedidos da inicial. que clinado na Súmula n° 283 do TST: não tem correlação com o objeto do recurso do reclamante. houve pro- Portanto. não o Ministério Público. nas hipóteses de 3) aceitação tácita da decisão: deve ser evidente a ausência de interposição de recurso ordinário. compensação de jornada. É cabível. mesmo que cumulados em uma O recurso adesivo. nos termos da parte final da Súmula 283 do TST. os prazos recursais são contados em dobro. no prazo em dobro. apresentar as contrarrazões e o recurso adesivo. embora devidas as horas extras. Súmula n° 283 do TST. nascerá seu interesse recursal. sendo a parte vencida em determina- mas forma diferenciada de interposição do recurso. fora do prazo por sua vez. No entanto. no prazo simples de 8 dias. não é uma modalidade de recurso. o recurso adesivo. damento de que. no prazo de que a 3) Recurso de revista. ele não será admitido. a parte do objeto do processo. admi- tindo a doutrina que sejam interpostos em momentos distintos. ele fica subordinado à admissibilidade do re. a sucumbência recíproca deve ser analisada considerando sivo. o reclamado poderá apre- sentar recurso adesivo para impugnar as horas extras que foi No processo do trabalho. Nesse caso. apresentar as contrarrazões. nos seguintes recursos trabalhistas: 31 30 . faz-se necessária a no processo do trabalho. A propósito. Correlação de matérias 2) interposição de recurso principal por apenas uma das par- tes. algumas já curso principal para que possa ser conhecido. deve ser apresen- cedência parcial dos pedidos. o recurso adesivo devam ser interpostos em um único momento. pode a parte até mesmo deixar presença cumulativa dos seguintes requisitos: de apresentar as contrarrazões e se limitar a interpor o recurso adesivo. Pertinência no processo do trabalho. argumentando que não ficou provada a bordinado ficará prejudicada. quando interposto. que é o prazo para o recurso principal bordinado (adesivo). 16 dias. na realidade. seja. Para que ele seja interposto. única ação. I) sucumbência recíproca: ambas as partes sejam vencedoras e vencidas no objeto da decisão impugnada. dade competente para admitir o recurso principal. CONCEITO. interpõe recurso ordinário para impugnar o pe- recursal. O recurso adesivo é compatível com o processo do tra- balho e cabe. por exemplo. além de poder impugnar o pedido de férias. O inciso I do referido artigo declina que o recurso adesivo "será interposto perante a autori. Isso signi- de revista e de embargos. sendo desnecessário que a ma- fica que o recurso adesivo não pode ser interposto por quem téria nele veiculada esteja relacionada com a do recurso interposto pela parte contrária. no prazo para apresentação de suas contrarrazões. sob o fun- momento diferenciado. Desse modo. de agravo de petição. Recurso adesivo. no prazo de 8 (oito) dias. T 1. por exemplo. o cabimento do recurso adesivo vem de- condenado. Desse modo. é importante obser- tado no prazo das contrarrazões. não é em qualquer hipótese que se admite o recurso su- que dentro do prazo de 8 dias.

embora adesivo também deverá estar presente. 1) Quanto ao objeto { • Recurso de natureza ordinária Por fim.ICA<. de modo que so- de interposição. DIREITO INTERTEMPORAL Pode acontecer que. portanto.015/14. Impõe.1sileiro (antiga LICC). ele deve observar todos os pressupostos recur- sais do recurso principal. é um corpo uno e indivisível. 2° do CPP 5 que. instru- tória. 5 Art. dos atos realizados sob a vigência da lei anterior". salvo disposição em co) a decisão: a norma processual superveniente respeita contrário. O TST adotou o mesmo entendimen- sistemas para a solução do problema: a) sistema da unidade processu.5. ed. ge o depósito recursal. entretanto. O princípio fundamental. respeitados o ato jurídico perfeito. Assim. este será exigido no adesivo. uno. na matéria. se o recurso principal exi. na pendência do processo. é dividido em fases processuais autônomas (postulatória. a lei nova tem aplicação perante o ato a ser iniciado. se o recurso principal impõe o prequestionamento. sem prejuízo da validade Considerando. b) sistema das fases processuais. é matéria impugnada l • Recurso Parcial aplicada ao processo trabalhista. a aplicação imediata da norma processual. quer para facultar al- A eficácia temporal das leis é solucionada pela Lei de Introdução às gum contra decisão até aí irrecorrível. inclusive no campo processual. admissibilidade ou os efeitos. Resumo das classificações não iniciadas. embora possua diversos atos. p. declina que as regras começam a vi- vigor na data em que foi publicada (isto é. CONCEITO. estando 3) Quanto à extensão da f • Recurso total disciplinada no art. devendo a lei nova disciplinar as fases ainda 3. 5. I 0 . fundamentação l • Fundamentação vinculada Essa teoria é a majoritariamente aceita em nosso ordenamento. processuais. de 21 de julho de 2014. Nesse senti- do. ÉLISSON M!ESSA T MEIOS DE IMPUGNAÇÃO. de 23 de setembro de 2014: "Art. quer para suprimir Normas do Direito Br. 32 L 33 . do al. é um complexo coordenado de atos processuais. Comentários ao código de processo civil. a aplicação imediata da nova legislação. da mesma forma. discute-se como se dá 6 MOREIRA. que é aplicada a todas as recurso existente. CLASSif. a lei a ser aplicada é aquela que estava independência • Recurso subordinado (adesivo) em vigor na data em que foi publicada a decisão recorrida. idealizando a doutrina três I Rio de Janeiro: Forense. c) sistema do isolamento dos atos ato normativo 491/SEGJUD. é o de que a recorribilidade se rege pela lei em Referida lei. 1° A Lei 13. 15. ou seja. ! mente pode ser regulado por uma única lei. que o processo. decisória e recursal). aplica-se a lei antiga para todo o processo. os atos já praticados e os respectivos efeitos já produzidos antes de sua vigência6 • A Lei de Introdução estabelece ainda que "a Lei em vigor terá efeito imediato e geral. 2°: "A lei processual penal aplicar-se-á desde logo.015 . dada a públi- gorar em todo o país 45 dias depois de publicada. nos ensina Barbosa Moreira: 4. quer para alterar-lhe os requisitos de leis. José Carlos Barbosa. em seu aspecto exterior. to com a entrada em vigor da Lei n° 13. como se verifica pelo art. o direito adquirido e a coisa julgada" (art. 1°. 2010. 269. 6°). por ser norma de sobredireito. v. aplica-se aos recursos interpostos das decisões publicadas a partir da data de sua vigência". 4) Quanto à { • Recurso independente (principal) No que tange aos recursos. para que não haja retroatividade. mas admite que o complexo de atos do proces- 2) Quanto à f • Fundamentação livre so possa ser visto de forma isolada para efeito de aplicação da nova lei.:ÃO E DIREITO INTERTEMI'ORAL 4) observação de todos os requisitos de admissibilidade do re- curso principal: como o recurso adesivo é forma diferenciada II O sistema da unidade processual indica que o processo. o sistema do isolamento dos atos processuais reconhece imediato do recurso • Recurso de natureza extraordinária a unidade processual. em seu art. no O sistema das fases processuais informa que o processo.. Dessa forma. lei nova modifique o sistema de recursos.

decisões interlocutórias e despachos". ocorrerão com base na lei nova. o seu ponto de culminância.2005. de maneira lógica e preordenada. ÉLISSON MIESSA No entanto.serão analisados à luz da lei velha. sob esse aspecto. ou na necessidade de afastar o risco de 34 35 . Conceito O processo tem como objetivo resolver conflito de interesse conce- dendo a quem de direito o bem da vida discutido em juízo. um direito lesado. entendida esta como o po- der-dever estatal de resolver os conflitos de interesses sub- metidos à sua cognição monopolística. 163). I. Disso resulta a adequada lição de Manoel Antônio Teixeira Filho: A sentença constitui. "recebe a de- nominação de acórdão o julgamento proferido pelos tribunais" (CPC. Queremos dizer.MG. que 0 RECURSO JUdtc~ano module os efeitos da nova norma.204-1 .12. essa assertiva é correta. a despeito do sen- tido algo retórico dos seus termos. uma decisão. o que CAPÍTULO li inclui a competência. Ademais. Tem como destino. con:o ocorreu na época do advento da EC no 45/04. como uma espécie de polo de atração magnética. inclusive 0 ca- PRONUNCIAMENTOS b. direta ou indiretamente.1. denominada sentença. todos esses atos. em JUDICIAIS PASSÍVEIS DE ~ec~~~ê~cia da aplicação imediata da norma. que irá solucio- nar o referido conflito. à sentença. em que 0 STF determmou que a competência recursal e executiva seria mantida com o juízo competente na data da prolação da sentença?. É o que já se denominou de força 'centrípeta da sentença'. Em verdade. É possível. com maior ou menor intensidade. porém. mantendo a competência antenor. 7. . É por esse motivo que se tem afirmado que a sentença representa o acon- tecimento mais importante do processo. SENTENÇA 1. portanto. mas os trâmites processu- ais postenores de processamento e julgamento seguirão a lei nova. DJ a prestação da tutela jurisdicional. Tribunal Pleno.imento. para o qual conver- gem. a razão essencial. reside na reparação de 19. todos os pressupostos do recurso. que leva alguém a invocar 7 STF-CC n. art. O art. que se apresenta. sem dúvida. 162 do CPC estabelece que "os atos do juiz consistirão em sentenças. a mais expressiva das pronunciaçóes da iurisdictio. o processamento e o julgamento do recurso. se levarmos em conta que todos os atos do procedimento estão ligados. Carlos Ayres Brito. Relator Min.

o autor abandonar a causa por mais de 30 (trinca) dias.on. 518. põe fim ao processo 9 . inciso IX.dJçoes da ação.quan- d.. Conforme se verifica pelo aludido artigo. V.o ficar parado durante mais de 1 (um) ano por negligên. Sua ausência provocará T_EIXEIRA FILHO.quando. to gera nulidade absoluta. nulidade absoluta. ou. declinou que a "sen. porém. como a possibilidade jurídica. sentença. litispendência ou de nulidade será relativa 10 • coisa _j~lgada. a apreciação das provas. A sentença. 203.Da decisão deverão constar o nome das partes. III. 267. A sentença no processo do trabalho. Haverá resolução de mérito: I.quando o autor desistir da ação. por força do art. Art. preservação ou recuperação de um bem da vida. a sentença deve ter os seguintes requisitos: to: I. mas para 0 acolher ou rejeitar o pedido do autor. tivamente. como.:32/2005. § I 0 . li .quando as par- em concreto. da CLT. da CF. vê-se que a senten. tendo como fundamento o art. aprovado na Câmara dos Deputados. XI . declinava o art.quando o autor renunciar ao No processo do trabalho.quando não concorrer qualquer das c. necessanamente. lv/anual de direito pro- fases (art. tença é o ato do juiz que implica alguma das situações previstas nos arts. 267 e 269 desta Lei" (CPC. o legislador. como um ato jurídico complexo. tivas (com resolução do mérito) examinam a relação jurídica material. IV. 2004. p. conforme dispõe o art. § 1o). a CLT não dispõe de um conceito de direito sobre que se funda a ação.quando o juiz sui. enquanto as sentenças defini- Nesse sentido. 162. sem resolução de méri. que nesse caso há vimento válido e regular do processo. conceitua senten- ça como o pronunciamento judicial que põe ter ao processo ou a alguma de suas 10 No mesmo sencido: NEVES. em abstrato. 1. ambos do CPC. VII . juridicamente tutelável. conjugado com o art. I) Relatório: consiste na parte histórica do processo. aplicando-se supletivamente o CPC. Extingue-se o processo. 9 O projeto do Novo CPC. 852-I). diligências que lhe competir. X . 832. respec. 36 37 . p. antes da Lei no requisitos. convenção de arbitragem. dispen- timidade das partes e o interesse processual. VI . nao apenas para o processo. h1po:ese~ de extinção do processo sem resolução do mérito (sentença o resumo do pedido e da defesa. de qualquer modo na aquisição. Tem por ob- Cia das partes. Cumpre destacar que. Portanto. VIII . 2013. 1.pela sa-se o relatório na elaboração da sentença (CLT. conceituando-a. 769 da CLT. ed. 2) Fundamentação: é a exposição do raciocínio ou das razões de sível por disposição legal. t~rmmanva) ou com resolução do mérito (sentença definitiva). Requisitos ?iante do s~pramencionado dispositivo legal. te~-s~ aqui a medida exata da importância que esta pos. 201-202. reconhecer a procedência do pedido. 93. Rio de Janeiro: Forense. § 1o). o qual exi- 8 ge a motivação das decisões judiciais. II. 8 tes transigirem. caput. analisando as questões de fato e direito.[ . 162.quando ocorrer confusão decidir do magistrado. os fundamentos da decisão e a respectiva conclusão. art. r I l PRONUNCIAMENTOS JUDICIAIS PASSiVEIS DE RECURSO entre autor e réu. cessual civil. 269. do CPC. Sao Paulo: LTr.quando a ação for considerada intransmis. porém tipifica as Art.. do CPC. as sentenças terminativas (sem resolução de mérito) anali- sam apenas a relação jurídica processual. descritos nos arts. ÉLISSON MIESSA lesão. 832. V. 458 Art.1. por não promover os atos e jetivo registrar os acontecimentos importantes do processo. ] como essa pretensão só pode ser apreciada pela sentença.quando o juiz pronunciar a deca- dência ou a prescrição. 5. IV . Manoel Antônio.nos demais casos prescritos neste Código. art. Pensamos. ed. a legi. São Paulo: Método.quando o juiz indeferir a petição inicial.2.quando o réu patrimônio jurídico dos indivíduos e das coletividades.quando 0 juiz necessidade de demonstração de prejuízo. 267 e 269. Daniel Amorim Assumpção. o que significa que a acolher a alegação de perempção. deve observar alguns ça nao. IX.quando se verificar a A doutrina majoritária é no sentido de que a falta desse requisi- ausência de pressupostos de constituição e de desenvol. no procedimento sumaríssimo. 3. III .

é o principal Por outro lado. seja como a) determinar o prazo e as condições para o seu cumprimento. na hipótese de decisões tência ou inexistência de uma determinada relação jurídica ou cognitivas (condenatórias) ou homologatórias. damental. ou seja. reportando-se à funda. classificando a sentença pelo conte- c) sentença condenatória: é a que objetiva a tutela prestada p~r údo do ato emanado pelo juiz. c) sempre indicar a natureza jurídica das parcelas constantes da Para fins didáticos. ta. determinada relação jurídica. É sobre ele que se forma a coisa julgada. constitutiva e conde- natória. a) sentença meramente declaratória: é aquela que declara a exis- buição previdenciária. condenatórío etc. trinária reconhece a existência das sentenças executiva lato sensu e man- tência jurídica do ato judicial. mas como subespécies da sentença condenatória. ou seja. Lei n° 11. O dispositivo pode ser direto ou indireto. Classificação pósito.). Será direto quando de- clarar. porém. 832 da CLT impõem mais Portanto. a teoria quinária perdeu sua força.a execução por expropriação. vez que a doutrina clássica classifica mentação ou até mesmo à pretensão do autor. existindo na decisão evidentes erros ou enganos de escri. além das três já enumeradas pela resolve as questões que lhe foram submetidas.232/05. seguindo-se as lições de Liebman. Cabe registrar que os parágrafos do art. a sentença de improcedência dos pedidos sempre será meramente declaratória. pois é por meio dele que o magistrado cinco tipologias de sentenças. de datilografia ou de cálculo. inclusive o limite de cada uma delas. quais sejam: meramente declaratória. eles poderão ser corrigidos. a autenticidade ou falsidade de um documento. conforme dis- Ademais. posteriormente. tença. observa-se que ambas as correntes reconhecem a exis- alguns requisitos complementares à sentença. Tanto é assim que a própria doutrina A ausência de dispositivo é vício gravíssimo. 833). valente monetário ao valor da lesão. 4° do CPC. expressamente. a doutrina moderna (quinária) admite existirem requisito da sentença. subespécie da sentença condenatória ou como própria espécie de sen- quando a decisão concluir pela procedência do pedido. entende que existem três tipologias de meio do pagamento de quantia certa. A doutrina clássica (trinária).3. existem ainda as sentenças executivas lato sensu e as ma o resultado acerca das questões litigiosas. de modo que ela deve: tência das sentenças executiva lato sensu e mandamental. cunho declaratório. com a criação da fase de cumprimento. aparentemen- quando se limita a julgar procedente o pedido. 38 39 . provocando a inexis. modifica ou extingue existindo duas correntes a respeito: a trinária e a quinária. a sentença quanto ao seu conteúdo. com outros efeitos (constitutivo.fficio. ex o. posição do art. sendo. especialmente pelo eqUI- sentenças. o bem da vida obtido pelo autor. Será indireto Conquanto haja divergência entre as teses anteriores. passamos a demonstrar o significado de condenação ou do acordo homologado. te elas podem ser compatibilizadas. Essa corrente doutrinária tem como idealiza- dor Pontes de Miranda. por meio da vencida. se for o caso. procla- doutrina clássica. responsabilidade de cada parte pelo recolhimento da contri. A classificação da sentença não encontra pacificação na doutrina. ÉLISSON MIESSA PRONUNCIAMENTOS JUDICIAIS PASSÍVEIS DE RECURSO 3) Dispositivo: chamado de conclusão pela CLT. enquanto a doutrina moderna tem como base os efeitos da sentença. A pro- 1. b) sentença constitutiva: é aquela que cria. Consigna-se que todas as sentenças possuem inicialmente um ou a requerimento dos interessados ou pelo Ministério Público do Tra. complementadas balho. antes da execução (CLT. sentenças mandamentais. estando ligada a uma única forma de execução direta . b) sempre mencionar as custas que devam ser pagas pela parte A propósito.

que 0 C. TST.5. Cabe destacar que. § 1°. § 2o). 799. referida sentença somente se submente ao recurso Trabalho. extraordinário dirigido diretamente ao STF (CF. em que é cabível o recurso de imediato. plou três hipóteses de impugnação imediata da decisão interlocutória. para a SDI (item b). no art.584/70. 11 TST-RR. salvo se 0 a) de decisão do Tribunal Regional do Trabalho contrária à Sú- recurso versar sobre matéria constitucional (Lei n° 5. III e Sú- mu~a _640 do STF). são os seguintes: Decisão interlocutória "é o ato pelo qual o juiz. pois.2010. alcançando-se o STF após o esgotamento do seara com a remessa dos autos para Tribunal Regional distinto da- trabalhista 11 • quele a que se vincula o juízo excepcionado. remetemos o leitor ao toptco "princípio da irrecorribilidade imediata das decisões interlocutórias". portanto. no curso do proces. ou seja. art. referido artigo contempla a irrecorribilidade imediata 4° do art. por vezes. o C.12. Para que não sejamos repetitivos. 461. viés constitucional. art. O art. recurso ordinário (irem c).1. por meio de técnicas de execução indireta (por exemplo. recurso de revista etc. recurso de revista (irem a). 461 do CPC. ou Estadual). na fase de conhecimento. Trata-se.0094. sendo realizada por meios de execução direta. § 2°. 2. Rei. agravo interno ou regimental e embargos so. e ao agravo Embora essa seja a regra. da CLT veda a impugnação imediata das decisões interlocutórias. tendo como fundamento 0 § Desse modo. DECISÃO INTERLOCUTÓRIA Os recursos cabíveis em tais exceções. ÉLISSON MIESSA PRONUNCIAMENTOS JUDICIAIS PASSiVEIS DE RECURSO d) sentença executiva lato sensu: busca a tutela específica do di. 893. há coerção do réu a tido. como regra. e sim no momento do recurso da decisão definitiva ou terminativa. Tratando-se de rito sumário. no rito sumário. Submete-se ao recurso ordinário. e) sentença mandamental: é aquela em que o réu (reclamado) é tal decisão será impugnada pelo agravo de instrumento ou agravo re- forçado a cumprir a ordem judicial. o qual se aplica às demandas não a saber: superiores a 2 salários mínimos. 2. astreintes). da CLT.4. Recorribilidade reito. Ministro Emmanoel Perei. consoante o dis- posto no art. porém. Está fun- dada. lidade proferida pelo juízo a quo tem natureza de decisão interlocu- 40 41 . 2o. seja a definitiva. É importante destacar. 162. Desse modo. 5" Turma.09. contem- de petição na fase de execução.). 102. Recorrihilidade que sua impugnação não ocorrerá imediatamente. será cabível a interposição de recursos mesmo Tribunal. art. Difere. A sentença está sujeira a recurso. Isso não quer dizer que as decisões interlocutórias não sejam recorríveis. trabalhistas (recurso ordinário. limitado ao c) de decisão que acolhe exceção de incompetência territorial. cumprir determinada ordem. do processo civil em que. a sentença é irrecorrível. das decisões interlocutórias no processo do trabalho. na Súmula n° 214. seja a terminativa. mas tão somente 1.2011. especialmente. em que analisamos detidamente cada uma das exceções anunciadas. Existe ainda a hipótese de declaração de incompetência em razão que serve para solucionar incidentes no curso do processo. por entendermos que a decisão de admissibi- ra. do CPC. mula ou Orientação Jurisprudencial do Tribunal Superior do § 4o). resolve questão incidente" (CPC. §5o. com o encaminhamento dos autos a outra Justiça (Federal termo ao ofício judicial de julgar a causa.1465-33. de pronunciamento judicial de conteúdo decisório. DJ 16. TST já b) de decisão suscetível de impugnação mediante recurso para o decidiU que. sem pôr da matéria.

DESPACHO decisão interlocutória que mantém o valor da causa fixado de ofício no l't O conceito de despacho é definido por exclusão. do TST). a cujo respeito a lei não estabelece outra forma". 2. Recursos no processo do trabalho. é recorrível. Teoria Geral dos recursos. art. § 4o). 162. Portanto. l pelo servidor e revistos pelo juiz quando necessários" (CPC. ed. art. representando. enquanto a decisão monocrática proferida pelo relator terá a nomenclatura de sentença ou decisão interlocutória. 162. as decisões "são sempre precedidas da expressão acordam. de decisão monocrática. assim. quanto ao conteúdo. não I r 12 No sentido do texto. São Paulo: LTr. NERY ]r. trata-se de pronunciamento judicial destituído de con- de sentença ou de decisão interlocutória. não se preocupando com seu conteúdo. 504) • decisão colegiada tem denominação de acórdão. 7. Ademais. o acórdão poderá ter efeito Com efeito. "os atos meramente ordinatórios. aprovado pela Câmara p. art. I 3. 14 No mesmo sentido o art. 58. 1O14 do projeto do Novo CPC. b. como regra. Desse modo. 897. p 245. 2009. o acórdão pode ter efeito de sentença ou decisão inter- locutória. Nelson. 4. também está suscetível a recurso (recurso de revisão) a I agravo interno ou regimental da decisão monocrática do relator. Para o TST. 13 BEBBER.1. como a juntada e a vista iI Na denominação do acórdão apenas se verifica o local em que foi obrigatória.. devendo ser praticados de ofício proferida a decisão. a rito sumário (Lei n° 5.ACÓRDÁO todos os demais atos do juiz praticados no processo. simplesmente. é suscetível de recurso para 0 próprio tribunal (Súmula 214. Isso significa que. ÉL!SSON MIESSA PRONUNCIAMENTOS JUDICIAIS PASSfVEIS DE RECURSO ·!' tória 12. Por fim. sendo decisão proferida pelo tribunal. 43 42 . 897. a vontade de todos ou da maioria dos membros Considerando que o despacho não tem conteúdo decisório. da CLT. parte da doutrina entende que apenas a irrecorrível (CPC. ele é 14 da corte" 13 • Nesse contexto. será acórdão. por expressa opção legislativa (CLT. 2°. pensamos que a decisão que tranca o recurso (juízo negativo caberá recurso. art. b. Na praxe. ~ decisão que não é sentença ou decisão interlocutória será um despacho. Ed. dos Deputados. Noutros termos. salvo na hipótese de decisão suscetível de impugnação de admissibilidade). São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. o juízo de admissibilidade a quo profere despacho de processamento ou não processamento do recurso. embora seja interlocutória. Recorribilidade Com efeito. § 1°). É interessante notar que é da índole do tribunal a decisão colegiada. No primeiro caso. I' 163).584/70. No segundo. Recorribilidade I f Como visto. de ofício ou a re- Acórdão é o "o julgamento proferido pelos tribunais" (CPC. como é o caso do (agravo de instrumento). art. "b"). como se extrai da interpretação da OJ 377 da SDI-I do TST.1. independem de despacho. a decisão proferida pelo relator é de- nominada. do CPC "são despachos 3. teúdo decisório. 2014. nos termos do art. bem como da interpretação I ' f literal do art. § 3°. Júlio César. \ querimento da parte. 4.

podendo inclusive ser afastado ou mitigado em casos específicos. com o princípio do duplo grau de jurisdição. alguns julgados e doutrinadores pas- saram a entender que a Constituição Federal previa o direito ao duplo grau de jurisdição. 5°. colocando-o como regra de organização judiciária. PRINCÍPIO DO DUPLO GRAU DE JURISDIÇÃO O princípio do duplo grau de jurisdição consiste na possibilidade de reexame da decisão. que é disciplinado pela legis- lação ordinária.. que podem ser exercidos em uma única instância.. de modo que a norma infraconstitucional não po- deria restringi-lo.584/70) Por outro lado. 2°. § 4°. portanto.J Ht PRINCÍPIOS RECURSAIS 1. Da análise desse dispositivo. defende que a Constituição Federal não reconheceu o duplo grau de jurisdição como garantia ou princípio constitucional. 45 . da Lei 5.. Essa divergência existe porque a Constituição Federal de 1988 es- tabeleceu como direito fundamental dos litigantes "o contraditório e ampla defesa. à qual nos filiamos.I~ CAPÍ'J'UU. __ . com os meios e recursos a ela inerentes" (art. Não se confunde.... mas como garantia dos princípios do contraditório e da ampla defesa. Há divergência na doutrina acerca de tal princípio ser garantia constitucional ou infraconstitucional.. LV). Isso ocorre porque o dispositivo constitucional supramencionado utilizou-se da expressão "recursos" não em sentido técnico. como é o caso do rito sumário (art. buscando outra opinião sobre a decisão da cau- sa.. a tese majontana.

pois. 541 do CPC. 2009. im- T II PRINCÍPIOS RECURSAIS É interessante observar que. qualidade e quantidade 16 • O princípio da fungibilidade é. po: que some~te serão cons~derados recursos aqueles descritos na legis. Somente a lei federal pode criar. novamente. nos gidos os seguintes requisitos: termos do art. de forma exaustiva (numerus clausus) bargos de declaração por apenas uma das partes. recursos. o recurso ordinário. 17 16 Art. Nelson apudNEVES. espécie. O primeiro requisito ocorre quando há dúvida fundada acerca de 4. uma vez interposto 0 re. 3) observância do prazo do recurso correto (teoria do prazo menor). limitado 3. admite-se a interposição simultânea de embargos para a SDI (divergência) e recurso extraordinário 2) inexistência de erro grosseiro. Júlio César. 85 do CC/02. b) doutrina e jurisprudência divergem a respeito do recurso curso). a realização desse ato processual (re. • No processo do trabalho. PRINCÍPIO DA FUNGIBILIDADE (CONVERSIBILIDADE) cada decisao somente admite uma espécie recursal. 560. são exi- nal tiver. 809 do CPC. 201 O. ocorrendo modifi- cação da decisão judicial. quando a decisão regio. a possibilidade de se admitir um recurso pelo outro. ser admitido em casos excepcionais. da decisão. para o fato de que. ' outra já interpôs. de modo que. três fatores consumativa."15 Atente-se. ÉLISSON MIESSA 2. I). respectivamente. cabível. São Paulo: LTr. para sua aplicação. desde que dentro do prazo recursal. PRINCÍPIO DA CONSUMAÇÃO qual recurso é cabível para o ato a ser impugnado. 1) dúvida objetiva. ed. PRINCÍPIO DA TAXATIVIDADE (TIPICIDADE) _ O princípio da taxatividade. porém. a preclusão consumativa. do patro- curso. ele não poderá ser repetido ou alterado. de modo que a O princípio da consumação declina que. Veda-se. havendo interposição de em- A lei federal. a parte poderia variar. deve ser concedido à parte que já tinha inter- posto o recurso ordinário a possibilidade de complementá-lo. admi- tia-se a variabilidade dos recursos. portanto. c) o juiz profere uma espécie de decisão no lugar de outra. 46 47 . por exemplo. por- tanto. dade recursal. no art. 17 NERY Jr. não se admitindo. 15 BEBBER. dentro do prazo recursal. Trata-se da preclusão no da parte) é incapaz de preencher esse requisito. também chamado de tipicidade. algumas exceções a seguir elencadas: Trata-se de uma verdadeira exceção ao pressuposto de admissibili- • No processo civil. de cabimento do recurso. outro no lugar. uma vez que é da União a competência privativa para legislar sobre a matéria processual (CF. razão pela qual deve curs~ especial e r~curso extraordinário. 2. São Paulo: Método. Há um recurso para cada caso. qual seja. ed.. Noutras palavras. violação legal e constitucional. prevê. p. Daniel Amorim Assumpçáo. No regime atual não se admite a variabilidade. Assim. por exemplo. porém. da decisão proferida na Turma do TST. PRINCÍPIO DA UNIRRECORRIBILIDADE (SINGULARIDA- DE) ao objeto modificado na decisão. no momento em que a os recursos cabíveis. ao STF. interposto o recurso. dúvida subjetiva de quem vai interpor o recurso (em regra. podem dar ensejo a essa dúvida objetiva: a) a lei confunde a natureza do. Temos. o ato está consuma. aplicando-se. inter- I laçao federal. Assim. 207. 22. processual civil. de 1939. Manual de direito p. assim. 2. a interposição simultânea de mais de ui:na Fungível é aquilo que pode ser substimído por outro da mesma espécie de recurso da mesma decisão. Rio de Janeiro: Forense. extinguir ou modificar ! pondo. admite-se a interposição simultânea de re. Recursos no processo do trabalho. o p:i~cípio da unirr~corribilidade (singularidade) significa que 5.

também monocrática. faltando-lhe. dis- segurança. É interessante observar que o art. De um modo grosseiro. PRINCÍPIO DA DIALETICIDADE ser esclarecida pe_a via dos embargos de declaração. É incabível agravo inominado (art._ no caso. Fungibilidade recursal. e do de segurança. Inaplicável. configura erro grossetro. Agr~vo inomii~a~o ou recurso manifestamente ilegal. 235 do RITST) contra decisao rente não observa o comando legaL proferida por Órgão colegiado. Tais recursos d~sunam­ -se. portanto. TST. convertidos em agravo. como se verifica a A interposição de recurso de revista de decisão de~~itiva seguir: de Tribunal Regional do Trabalho em ação rescisona ou em mandado de segurança. em face do disposto no art. do CPC de mandado de segurança pode. 899 da CLT estabelece que os bargos declaratórios deverão ser submetidos ao pronun- recursos trabalhistas serão interpostos por simples petição. consiste na interposição de um OJ no 412 da SDI . 557. tico indeferitório da petição inicial de ação rescisória ou Art. Isso ocorre para que a parte contrana possa se de- julgado. II. do CPC. ser recebido como agravo regimental. Recurso para o TST. II. Ocorre. os em. pela ausência do requlSlto Hipótese de não conhecimento do recurso pelo TST e de admissibilidade inscrito no art. quando as razões devolução dos autos ao TRT. conhecimento jurídico. sob pena de ser caracterizada sua má-fé. prevista no art. quanto aos recursos interpostos no TST. Embargos declaratórios contra ção legal e divergência jurisprudencial e re~nis~ão expr~ssa decisão monocrática do relator calcada no art. Não se conhece de recurso para o TST. Erro grosseiro A respeito do princípio da fungibilidade é importante ter conhe. Cabimentc· de autorizar o seu recebimento conw recurso ordinário.Tendo a decisão monocrática de provimento ou de. não afasta a necessidade de fundamentar sua: razões recursais. 895. Recebimento como agra. menta. Pr~n­ cípio da fungibilidade. modificação do suas razões recursais. Erro grosseiro. legiada. Recurso de revista de acórdão regi01. do CP~) ou agravo regimental (art. fundamentos da decisão recorrida. erro grosseiro. Não conhecimento. Indeferimento liminar de ação rescisória ou mandado de Ademais. conte- údo decisório definitivo e conclusivo da lide. prazo do recurso correto. "b". 48 49 . Não cabimento. aquele que interpôs o recurso agravo regimental. § I o. o C. em face dos princípios da fungibilidade e celeridade processual. porém. negação de recurso. Ação rescisória e manda- nor) para ajuizar seu recurso. comporta 6. para que aprecie o apelo do recorrente não impugnam os fundamentos da decisão recorrida. msuscettvel CPC. 514. apenas permitindo que a interposição seja de forma stmples. quando a lei ex- pressamente estabelece a forma de impugnação da decisão. 557 do CPC. II. TST. que julga ação rescisória ou mandado de segurança. o terceiro requisito impõe que o recurso seja interposto no hipóteses expressamente previstas. Inaplicabilidade.~ deve motivar tende tão-somente suprir omissão e não. O] no 152 da SDI -11 do TST. geral. da CLT. quando se pre- O princípio da dialeticidade declina que o recorreu. I . 514. a impugnar decisão monocrattca nas Por fim. ou seja. O] no 69 da SDI .11 do TST. termos em que fora proposta. cimento do entendimento consolidado do C.I do TST. pelo princípio de fungi- bilidade recursal. em decisão aclaratória. exclusivamente. o recorrente deverá se valer do prazo menor (teoria do prazo me. 557 do ao art. nos como agravo regimental. 896 da CLT. a fim de que aquele que interpôs o recurso 0 princípio da fungibilidade ante a configuraçao de erro não se beneficie de um prazo maior do que o admitido. mas o recor. fender e o tribunal tenha conhecimento do objeto impugnado. ÉLISSON MIESSA PRINCÍPIO~ RECURSAIS O segundo requisito. Recurso. Apelo que não ataca os Recurso ordinário interposto contra despacho monocrá.1al não se admitir a incidência da fungibilidade. põe o que segue: vo regimental e devolução dos autos ao TRT Súmula no 422 do TST. Interposição em face de ~ecisa~ co- não possui nenhuma dúvida sobre o recurso interposto. na interposição do recurso. com fundamento em viola- Súmula no 421 do TST. Tal regra- ciamento do Colegiado. Inapltcabllidade do princípio da fungibilidade recursal contudo.Postulando o embargante efeito modificativo.

637. é sempre apreciado. assim.Xe para a fase recursal a mesma sistemática da petição inicial. No reexame necessário. trou. Especificamente quanto ao inciso li. Por outro lado. embora não seja recurso. Trata-se.indicar. ed. 514 do CPC. declina que o tribunal . pois o princípio da devolutividade. 50 I 51 _L~ . I Pública. é ônus da parte: Art. 2007.. de forma explícita e fundamentada. riedade a dispositivo de lei. PRINCÍPIO DA PROIBIÇÃO DA REFORMATIO IN PEJUS somente pode se manifestar acerca do que lhe foi apresentado. discutido festar. de provocação. garantir à Disso resulta que o reexame necessário não é recurso. ÉLISSON MIESSA PRINCÍPIOS RECURSAIS Por sua vez. porém. da Constituição Federal. portanto. seja inicial seja recursal. A apelação. Rio de Janeiro: Forense. com o princípio da dialeticidade.os fundamentos de fato e de direito. petição dirigida ao [.Agravar Condenação. especialmente quanto ao pedido.os nomes e a qualificação das partes.8. pois. 46. impugnan- Analisando o referido dispositivo.o pedido de nova decisão. 6 que decidir e a parte contrária não terá de que se defender. é possível extrair que o legislador do todos os fundamentos jurídicos da decisão recorrida. estabelecen- do o que segue: Ii ~ 18 THEODORO JÚNIOR. exigiu que o recurso contenha as partes. ainda que em preju!zo do recor- adquem. Além condição de eficácia da sentença. de sua motivação)" 18 • dependendo. é defeso. o tribunal não tem sobre o O princípio da volunta:riedade decorre do princípio dispositivo. ] juiz. PRINCÍPIO DA VOLUNTARIEDADE tram sua insurgência contra a decisão impugnada. interposta por. Isso ocorre porque "sem explicar os motivos da impugnação. Sob pena de não conhecimento. III . como se depreende da Súmula n° 45 do ST]I 9 • gir expressamente a fundamentação do recurso de revista. oferecer suas contrarrazões. o art. e solucionado a partir da causa de pedir (isto é. pois. recurso é manifestação do poder de ação. o ordenamento impôs que o recorrente apresente os fundamentos de fato e de direito que demons- 7. É interessante observar que o art.) II . citado na referida Súmula. agravar a condenação im- posta à Fazenda Pública". segundo a regra do tantum devolutum quantum appelatum. II piorada a situação do recorrente no julgamento do recurso.expor as razões do pedido de reforma. Humberto~ Curso de direito processual civil· Teoria geral 19 Súmula n° 45 do STJ: "Reexame Necessário. § 1°-A. .Fazenda do direto processual civil e processo de conhecimento. Portanto.. as matérias de ordem pública que podem corrido a elaboração das contrarrazões e limitam a atuação do tribunal t ser conhecidas de ofício pelo tribunal. pois inde- parte contrária a possibilidade de defender-se dos motivos apresenta. ocorrendo automaticamente. contra- I . inclusive mediante demonstração analítica de cada dis- positivo de lei. a fundamentação e o pedido recursal permitem ao re. p. de dos pelo recorrente.. Com efeito. de súmula ou mutatis mutandis. conterá: . 514. em sua extensão. legitima-se tal exigência. súmula ou orientação juris- II . 896. III . rente. prudencial do Tribunal Superior do Trabalho que conflite com a decisão regional. podendo. l . pende de manifestação. disso. ao Tribunal. pedir (fundamentos de fato e de direito) e o pedido. Por isso é qual impõe a provocação da parte para que o Judiciário possa se mani- que todo pedido. . é necessária a fundamentação do recurso trabalhista. da CLT passou exi. aplica-se tal princípio ao reexame necessário. t Ele não atinge. Isso ocorre porque o. Busca-se. O princípio da proibição da reformatio in pejus impede que seja a respeito do objeto impugnado. a causa de orientação jurisprudencial cuja contrariedade aponte. declina: § 1°-A. portanto. ou seja.

somente terá cabimento tal exceção se a impugnação b) suscetível de impugnação mediante recurso para o mesmo Tribunal. § 1°. por meio chegaria ao TST. gime celetista para o estatutário extingue o contrato de trabalho. como pode ocorrer nos acórdãos que. de forma mais célere e efetiva. o Tribunal Regional do Tra- O princípio em comento. "a". A decisão interlocutória do TRT está. no entanto. 52 53 . será levantada na ocasião do recurso da decisão que de origem para julgar o mérito. em seu art. mesmo tribunal. portanto. se não admitida a impugnação CISÓES INTERLOCUTÓRIAS imediata. determinando. devolvendo os autos à vara de origem. que também tem na sua base a celeridade. § 2°. não significa que as decisões balho anula a decisão a quo entendendo que tal alteração não extingue interlocutórias jamais poderão ser impugnadas ou analisadas por ou. não havendo. in- lução da pretensão colocada em juízo. se o processo retornasse ao juízo de origem. de natureza interlo- do princípio da celeridade processual. a irrecorribilidade das decisões interlocutór~ias cede espaço para a) de Tribunal Regional do Trabalho contrária à Sú. serve para solucionar incidentes no curso do proces. por consequência. vocando a prescrição bienal. no curso do TST (art. Trata-se de restrição que afasta no caso concreto um princípio cal- do trabalho. Com efeito. Dessa forma. para aplicar a uniformização da jurisprudência. cabe agravo regimental para a Turma do a quo. anulam a decisão la antecipada. este poderia Conquanto o art. portanto. ÉLISSON MIESSA PRINCÍPIOS RECURSAIS 9. 893. 893. Exemplo: decisão monocrática do relator não concedendo tute- trariamente às súmulas e orientações jurisprudenciais. imediata da decisão interlocutória estiver realmente calcada no princí- pio da celeridade. cutória. Superior do Trabalho. Registra-se. a CLT. por meio do recurso de revista. 162. Assim. o contrato de trabalho. ao Tribunal Superior do Trabalho. admite-se o recurso de decisão. da CLT). é o mesmo que serviria para impugnar o acórdão com natureza de forma mais célere e efetiva. resolve questão incidente" (art. nesses casos. imediato. é importante observar que o Tribunal Superior do Trabalho. a aplicação da tro julgador. é a preservação O recurso cabível para impugnar esse acórdão. mas tão somente que essa verificação ou impugnação será prescrição bienal. para encurtar esse caminho e do processo. decisões in. sua recorribilidade. nesse das decisões interlocutórias: caso. o bem da vida a que tem direito. decidindo con. ou seja. o recurso de revista. o retorno dos autos ao juízo diferida. voltaria ao Tribunal Regional. 896. da CLT não faça nenhuma ressalva. em que permanece a aplicação do princípio da irrecorribi- cado na celeridade (princípio da irrecorribilidade das decisões interlo- lidade das decisões interlocutórias. O que se busca. que seria novamente recorrido ao TRT e. por estar a decisão em confronto com súmula ou orientação de jurisprudencial Decisão interlocutória consiste no "ato pelo qual o juiz. Exemplo: A sentença de 1° grau reconhece que a alteração do re- Com o intuito de alcançar. Em grau recursal. o processo retornaria ao juízo de primeiro grau e. resolve ou não o mérito. § 1o. a reso. sem pôr termo ao ofício judicial de julgar a causa. so. de sentença. 896. Dessa decisão. com fundamento na da Súmul. sendo posteriormente encaminhado terlocutórias e despachos. permitindo-se o recurso de revista de imediato. assim. em seguida. em segui- Os atos do juiz podem ser classificados em: sentenças. Essa tutelar de forma mais eficaz o jurisdicionado.a no 214. Súmula n° 382 do TST. criou uês exceções que admitem o recurso imediato violação de Súmula do TST (art. em consonância com o entendimento da estabeleceu que as decisões interlocutórias são irrecorríveis de imediato. cutórias). da CLT). via recurso de revista. da. entregando-se ao jurisdicionado. Dessa forma. julgar o mérito. porém. a mula ou à Orientação Jurisprudencial do Tribunal fim de privilegiar a celeridade processual. Isso ocorre porque. contrariando o entendimento da Súmula n° 382 do TST. que a exceção ora comentada somente terá apli- Essa exceção dá ênfase às súmulas e orientações jurisprudenciais do cação das decisões dos tribunais regionais e jamais das decisões das varas TST. portanto. por exemplo. do CPC). "à'. PRINCÍPIO DA IRRECORRIBILIDADE IMEDIATA DAS DE.

Teoria Geral dos recut·sos. a vontade de todos ou da maioria dos nhados para outro regional. 894. sob o fundamento de que o reclamante teria trabalhado e sido contratado em Assim. a quo profere despacho de processamento ou não processamento do recurso. será con. balho admite o recurso dessa decisão monocrática. 54 55 . ou seja. pois as decisões "são sempre precedidas da expressão Atente-se para o fato de que. portanto. 897. Assim. nal. O juiz reconhece a incompetência e encaminha os autos competência do colegiado. de mera delegação de poder ao relator. representando. nos arts. embora se trate de decisão interlocutória. É por esse fundamento. § 2°. por exemplo. com o encaminhamento dos autos Pens~mos. o juízo de admissibilidade p. 643. o qual Ribeirão Preto e a Vara do Trabalho de Campinas estão vinculadas ao será analisado pelo órgão colegiado do tribunal competente. vinculada ao TRT da 14a Região. NERY Jr. c) que acolhe exceção de incompetência territorial. art. seja ela de natureza interlocutória seja de sentença. bem como da interpretação de Janeiro: Forense. § Súmula n° 353 do TST. pois se submete ao agravo de instrumento. que na hipótese de declaração de incompetência em razão da matéria. ed. "mantendo-se com o órgão colegiado a competên. não caberá recurso de imediato. Ed. Recursos no processo do trabalho. como se observa. "b"). com base nos princ1p10s da economia e celeridade Região. ÉL!SSON MIESSA PRINCÍPIOS RECURSAIS O tribunal tem como natureza o colegiado. apenas quando os autos são encami- acordam. sob o funda- mento de que o reclamante teria trabalhado e sido contratado em Porto Velho-RO. como a Vara do Trabalho de ao agravo. 7. porém. para manter a substância do tribunal (órgão colegiado) e a Campinas-SP. não cabe recurso imediatamente. Daniel Amo rim Assumpção. 2°. motivo pelo qual o art. No membros da corte" 20 • exemplo anterior. que pode decorrer de divergência de decisões Isso ocorre porque. de modo que todas as Vara do Trabalho de Porto Velho. admissibilidade do juízo a quo que tranca o recurso (juízo negativo de consoante o disposto no art. da CLT admite a interposição de recurso. São Paulo: LTr. É interessante observar. por ex- pressa opção legislativa (CLT. Exemplo: Pedro ajuíza reclamação trabalhista em São Paulo-SP. Editora Revista dos Tribunais. 799. sendo interposta pela reclamada exceção de competência. mesmo regional (TRT 15a Região). Tanto é assim do TRT da za Região e são encaminhados para uma Vara do Trabalho que a decisão do tribunal. no caso o interlocutórias das Turmas do TST (mesmo tribunal). será cabível o recurso imediatamente. da rejeição da exceção não cabe recurso imediatamente. 897. Trata-se. p. Manual de direito processual civil. b. a decisão monocrática do relator está sujeita à Vara do Trabalho de Campinas. seja sentença. § 3°. embargos para a SD~. 2. que essa exceção também se aplica ao caso de a outra Justiça (Federal ou Estadual). sendo interposta pela reclamada exceção de competência. 2014. siderada acórdão. por fim. assim. Ademais. Exemplo: Pedro ajuíza reclamação trabalhista em Ribeirão Preto- cia para decidir" 21 • -SP. com a remessa dos autos para Tribunal Regional dis- Esse princípio também não se aplica da decisão interlocutória22 de tinto daquele a que se vincula o juízo excepcionado. Nelson. quando os autos são enviados para o mesmo regio- monocraticamente os recursos. p 245. será cabível o recurso ordinário para o TRT da 2a No entanto. Para o TST. admissibilidade). 2010. 799. é cabível o recurso de imediato. da CLT. da CLT e 557 do CPC. São Paulo: 20 BEBBER. ed. seja interlocutória. literal do art. São Paulo: Método. Júlio César. 58. como 21 NEVES. mesmo que de na- tureza interlocutória. 2009. O juiz reconhece a incompetência e encaminha os autos à 22 No sentido do texto. 2. Rio se extrai da interpretação da OJ 377 da SDI-I do TST. como admite a processo termina na Justiça do Trabalho. o legislador passou a atribuir poderes ao relator para julgar Por outro lado. processual. ainda. que o Tribunal Superior do Tra.. os autos saem de uma vara decisões deveriam ser proferidas por um órgão colegiado. da CLT.

. a impugnar decisão monocrática nas hipóteses a remessa dos autos para Tribunal Regional distinto daquele a expressamente previstas. o princípio da fungibilidade ante a . 895. Erro grosseiro. relator calcada no art. Orientação Jurisprudencial no 152 da SDI.. Orientação Jurisprudencial no 69 da SDI. pelo princípio de interlocutórias não se aplica nos seguintes casos: fungibilidade recursal. Não cabimento.. ... em decisão aclaratória. em face do disposto no art. Orientação jurisprudencial no 412 da SDI. Decisão interlocutória. 557 do CPC. quando . da CLT. da CLT. Irrecorribilidade Na Justiça do Trabalho. sumário.. Agravo inominado ou agravo regimental. consoante o disposto no art. com fundamento em 5) decisão de admissibilidade do juízo a quo que tranca o recurso. conso- ser esclarecida pela via dos embargos de declaração. os embargos declaratórios deve- rão ser submetidos ao pronunciamento do Colegiado. ser recebido como agravo regimental.. Fungibilidade recursal. 235 do RITST) contra decisão proferida por Órgão colegiado. II. do CPC) ou agravo regimental (art. ÉLISSON MIESSA PRINCfPIOS RECURSAIS Ademais. o princípio da irrecorribilidade imediata das decisões I ção inicial de ação rescisória ou de mandado de segurança pode. configuração de erro grosseiro.. Erro gros- Justiça do Trabalho. Embargos declaratórios contra decisão monocrática do dencial do Tribunal Superior do Trabalho. § I 0 . nos termos do art. 557 do CPC. art. insuscetível de autorizar o seu recebimento como recurso 6) decisão que mantém o valor da causa fixado de oficio no rito ordinário. Cabimento b) suscetível de impugnação mediante recurso para o mesmo Tribunal. ainda.Postulando o embargante efeito modificativo. Súmula n° 421 do TST.Tendo a decisão monocrática de provimento ou denegação de recurso. tam. Recurso de revista de acórdão regional que julga ação rescisória 4) decisão que declara a incompetência em razão da matéria da ou mandado de segurança. com o encaminhamento dos autos a outra seiro na interposição do recurso Justiça (Federal ou Estadual). que se vincula o juízo excepcionado.. I. 56 57 ------------ .I do TST. Interposição em face de decisão colegiada. bém monocrática. 557. 799. . "b". 799. salvo nas hipóteses de decisão: RELACIONADAS AO CAPÍTULO a) de Tribunal Regional do Trabalho contrária à Súmula ou Orientação Jurispru- . em face dos princípios da fungioilidade e celeridade processual. Inaplicabilidade do princípio da fungibilidade recursal mo Tribunal. da CLT. Ação rescisória e man- dado de segurança. Súmula n° 214 do TST. Tais recur- 3) decisão que acolhe exceção de incompetência territorial. Recebimento como agravo regimental e devolução dos autos ao TRT Recurso ordinário interposto contra despacho monocrático indeferitório da peti- Em resumo. § 2°.. 893. Inaplicável. A interposição de recurso de revista de decisão definitiva de Tribunal Regional do Trabalho em ação rescisória ou em mandado de segurança. SÚMULAS DO TST E ORIENTAÇÕES JURISPRUDENCIAIS cutórias não ensejam recurso imediato. 2) decisão suscetível de impugnação mediante recurso para o mes.11 do TST. para que aprecie I) decisão do Tribunal Regional do Trabalho contrária à Súmula o apelo como agravo regimental.. § I 0 . violação legal e divergência jurisprudencial e remissão expressa ao art. está suscetível a recurso (recurso de revisão) a deci- . Hipótese de não co- nhecimento do recurso pelo TST e devolução dos autos ao TRT. comporta Tribunal Regional distinto daquele a que se vincula o juízo excepcionado. com a remessa dos autos para no art. ou Orientação Jurisprudencial do Tribunal Superior do Traba- lho. I o TST. modi- ficação do julgado. exclusivamente.11 do TST. prevista c) que acolhe exceção de incompetência territorial. ante o disposto no art. são interlocutória que mantém o valor da causa fixado de ofício no rito Indeferimento liminar de ação rescisória ou mandado de segurança. da CLT. Princípio da fungibilidade. com sos destinam-se. 2°. conteúdo decisório definitivo e conclusivo da lide.. convertidos em agravo. configura erro grosseiro. 896 da CLT. § I 0 ).e pretende tão-somente suprir omissão e não.584/70. as decisões interlo- 10. É incabível agravo inominado (art. no caso. Inaplicabilidade.. Recurso para sumário (Lei n° 5. § 2°.

. Aplicação anal6gica.. preparo e inexistência de de embargos é o agravo regimental. Erro grosseiro. JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE E JUÍZO DE MÉRITO SBDI-II.15. 29. • juízo de admissibilidade a quo: é realizado pelo juízo de ori- gem. por unanimidade. Dora Maria Costa. não tendo o efeito de interromper qualquer prazo rernrsat'.. lÕL!SSON MIESSA 11. rei. do RITST. . Com esses fundamentos. 894 da CLT. Embargos de declaração.2013 (Informativo no 52) antes da fase recursal.0000. interesse recursal. em face da intempestividade do apelo.2014 (Informativo no 80) Para que os recursos possam ter seu caminhar natural. a saber: recursal.2011..· . Com esses fundamentos. Configura-se erro grosseiro. Seria. O ordenamento adotou dois juízos de admissibilidade: o juízo a quo e o juízo ad quem. da às preliminares do recurso. Não cabimento... o caso de alegação de ausência de legitimi- dade passiva que na instância inferior foi alegada como preliminar. nesse momento. Não interrupção do prazo também chamados de pressupostos de admissibilidade recursal. inviabilizando a incidência do princípio da fungi- PODERES DO RELATOR bilidade recursal.. a SBDI-1. Decisão proferida pelo Presidente te são submetidos a uma análise preliminar. Min. prudencial no 377 da SBDI-1. 235. tempestivida- Nos termos do art. passando nessa oportunidade a ser matéria de mérito. Emmanoel Pereira.. nessa ocasião.. a interposição de embargos em face de acórdão proferido pela Subseção li Especializada em Dissídios Individuais em julgamento de recurso or- dinário no mandado de segurança. Com efeito. mas. ao caso aplica-se. a SBDI-II.. Agravo regimental.5. regularidade formal. trata-se de juízo preliminar e superficial.- .. ela passa a ser mérito cio próprio recurso. Intempestividade.1.4. Consigna-se. Min. não conheceu dos embargos. que as preliminares recursais não se confun- por unanimidade. constitui erro grosseiro. depósito recurs:L.. porquanto não inserida dentre as hipóteses de cabimento elencadas no are.5. aquele que teve sua decisão impugnada. o recurso cabível da decisão do Presidente de Turma que.. Nesse caso. a fim de verificar a presença dos pressupostos recursais. Orientação Juris.. TST-R0-2418-83.. denominada juízo de ad- de Turma que denegou seguimento ao recurso de embargos.-----------------------~--~--. legitimidade para recorrer... SBDI-I. Ademais. Assim. o disposto na Orientação Busca-se.. o recorrente levanta novamente tal matéria. ração interpostos contra decisão de admissibilidade do recttrso de revista. insuscetível de correção pela aplicação do princípio da fungibilidade. com base na Súmula n° 353 do TST.. pois aquelas se identificam com regimental interposto da decisão do Presidente de Turma que entendeu incabíveis os pressupostos recursais. ---. Porém. de plano.20 10. segundo a qual "não cabem embargos de decla. Princípio da fungibilidade JUÍZO DE jlll. X...· · . Embargos interpostos em face de ac6rdão proferido pela SBDI-11 em julga- mento de recurso ordinário em mandado de segurança.--·-~-. Não ADMISSIBILIDADE E cabimento.23...0031. INFORMATIVOS DO TST RELACIONADOS AO CAPÍTULO CAPÍTULO IV 11. por analogia. Sen- do rejeitada na sentença..20. por exemplo.. cabimento. o manejo de embargos de declaração fato extintivo ou impeditivo do poder de recorrer. missibilidade. 58 59 . 1. inicialmen- jlll.06. denega seguimento ao recurso de. rei. a análise será feita no momento da interposição do recur- so ou após a interposição das comrarrazões. verificar matéria de ordem pública liga- Jurisprudencial n• 377 da SBDI-I. ou seja. não conheceu do agravo dem com as preliminares do processo. TST-AgR-E-ED-AIRR-29900-22. pode uma matéria ser preliminar os embargos declaratórios.

os autos serão encamin~ados ao 0 que antes do ingresso no exame de mérito. pois os pressupostos re. não caberá agravo de Exemplo considerando o recurso ordinário de sentença instrumento quando houver juízo de admissibilidade parcial ou. Nesse sentido. tem-se o juízo de admissibi. quando entende que o recorrente teria interesse recursal apenas quanto a um pedido. vez que busca declarar a validade do procedimento recursal. 60 61 . por óbvio. na hi. como. o tribunal ad quem não conhecerá do recurso.fficio. Recurso de revista. Atente-se para o fato de que o juízo ad quem dir. admissibilidade e o juízo de mérito: Assim. sendo impró- pria a interposição de agravo ele instrumento. não estando presentes os pressupostos recursais. conhece do recurso. verificando o juízo ad quem a ausência dos pressupos- Vara do trabalho tos recursais. passando à análise de mérito do recurso. quando não os acolher. intimando-se a parte Juízo { • negativo: não conhece o recurso (ou não admite o recurso) contrária para a apresentação das contrarrazóes. • negativo: quando ausente qualquer um dos pressupostos re. não tribunal ad quem que fará um novo juízo de admissibilidade. no juízo positivo. cabendo. Desse modo. ÉL!SSON MIESSA JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE E PODERES DO RELATOR • Juízo de admissibilidade ad quem: é aquele feito pelo órgão Seja na hipótese de juízo de admissibilidade positivo. por ser superficial. Desse modo. sante observar que o juízo a quo. No juízo de mérito. Admissibi- TRT lidade parcial pelo juiz-presidente do Tribunal Regional (Juízo ad quem) do Trabalho. ad quem • positivo: conhece o recurso (ou admite o recurso) Pode ocorrer ainda de o juízo a quo declinar que apenas em par- te do recurso o recorrente preenche os pressupostos recursais. desde juízo de admissibilidade é parcial. Por outro lado. seja quando recursal. LI. Estando (Juízo a quo) presentes. não gera nenhuma cursais são matérias de ordem pública. O juízo de admissibilidade positivo tem natureza jurídica declara- tória. o tribunal ad quem dará provimento ao recur- so. será dado seguimento ao recurso. o juízo de cursais. da seguinte forma. quando acolhe os fundamentos do recurso. a Súmula n° 285 do TST: Súmula no 285 do TST. a admissibilidade ou não do recurso. Efeito O fato de o juízo primeiro de admissibilidade do recurso de revista entendê-lo cabível apenas quanto a parte das matérias veiculadas não impede a apreciação integral pela RO Turma do Tribunal Superior do Trabalho. agravo de instrumento. a quo l • positivo: processa o recurso (ou dá seguimento ao recurso) pótese. Com efeito. O juízo de admissibilidade poderá ser positivo ou negativo. incumbido de deci- inclusive ex o. ou não dará provimen- • positivo: quando presentes os pressupostos recursais. chamado de juízo de mérito. to. E interes- haverá preclusão até esse momento. A análise pode ocorrer em diversos momentos. como os autos não serão trancados na origem. de J ' m~:: • { • dá provimento: acolhe fundamentos não dá provimento: não acolhe por exemplo. Nesse caso. em caráter definitivo. o JUIZO a Juízo Í • negativo: não processa o recurso (ou não dá seguimento ao recurso) quo não processará o recurso (não dá seguimento). to. Natureza jurídica do juízo de admissibilidade lidade parcial. podemos esquematizar. estando presentes tais pressupostos. podendo ser analisados vinculação ou preclusão para o tribunal ad quem. Portan- tem caráter definitivo.

ed. interposto o recurso. Assim. 382. é a partir do trânsito em jul. A discussão não é meramente acadêmica produzindo reflexos no 2. in verbis: tória. o termo inicial será a exemplo. produzirá efeitos ex nunc. da Súmula 100: cessual e com a finalidade de desburocratizar as decisões dos tribunais. São Paulo: LTr. CUNHA. gado da decisão que não o admitir que iniciará o prazo decadencial da 23 MOREIRA. 2010. sendo quer dizer que o trânsito em julgado corresponde à data do trânsito em incapaz o recurso de afastá-lo. Turma). na realidade. 3. E isso se justifica porque. 265-266. seja de mérito ou 557 do CPC. portanto. 5. Em outros termos. v. 70. Fredie. já que tais recursos são incapazes de postergar o trânsito titutiva24.. com base nos princípios da economia e celeridade pro- I. CUNHA. pois o ato defeituoso produz efeito até o seu desfazimento em julgado. 25 DIDIER Jr. subsidiária ao processo do trabalho tos: o trânsito em julgado. José Carlos Barbosa. Leonardo José Carneiro da. 2010. 58. tais decisões são proferidas por um órgão colegiado (por decisão de mérito. 26 O C. ao processo do não. ação rescisória25 . p. Com efeito. a doutrÍna não é pa.ula n° 435 do TST. Adotando a primeira tese. a interposição de Diante de tal natureza declaratória. III . a decisão. ou da maioria dos membros da corte". conta-se do o legislador passou a atribuir poderes ao relator para julgar monocra- dia imediatamente subseqüente ao trânsito em julgado ticamente os recursos. seja de sentença. 62 63 . tra- . As decisões proferidas pelos tribunais são denominadas de acórdãos. julgado da última decisão. Leonardo José Carneiro da. v.Salvo se houver dúvida razoável. Fredie. Comentários ao código de processo civil. o dies a quo será o trânsito em julgado da dicionalmente. 557 do CPC. Art. seja de natureza interlocutória. TST' adotou a segunda corrente. 8. 15. p.O praio de decadência. Aplicação ajuizamento da ação rescisória por ausência de um de seus pressupos. seja de mérito ou não. for intempestivo ou incabível. TST disciplina que o efei- Para outros. como dispõe o item III da Súmula n° Para uns. esse último aplicável. 2010. recurso intempestivo ou a interposição de recurso inca- bível não protrai o termo inicial do prazo decadencial. 8. I . seja negativo. 2. Curso de direito pro. se o recurso não for admitido. na ação rescisória.. 100 do TST. Prevalecendo a segunda tese. como se verifica pelo item No entanto. como se observa nos arts. seja de mérito ou não. § 3°. na hipótese de recurso manifestamente intempestivo ou na interposição de recurso incabível. subsidiariamente. o C. 26 BEBBER. tal regra não se aplica quando o recurso cífica acerca do tema. Bahia: JusPODIVM. Recursos no processo do trabalho. v. Isso ocorre porque. pois apenas certifica algo que já existia23 . o juízo de admissibilidade sempre tem natureza declara. No entanto. seja positivo. ele não tem o condão de afastar o trânsito em julgado da decisão recor- rida. quando o recurso não é admitido. 557 do Código de Processo Civil. Bahia: JusPODIVM. trabalho. p. Aplica-se subsidiariamente ao processo do trabalho o art. Curso de direito pro- Rio de Janeiro: Forense. já transitou em julgado. cessual civil: Meios de impugnação às decisões judiciais e processo nos tribunais. da CLT e da última decisão proferida na causa. produzindo. ed. Dessa forma. p. de modo que acórdão representa "a vontade de todos última decisão proferida nos autos. 24 DIDIER Jr. como se verifica pela Súmula n° 435 do TST. efeitos ex tunc. Júlio César. PODERES DO RELATOR termo inicial do prazo decadencial para o ajuizamento da ação resci- sória. 3. está inviabilizado o Súm. Isso intempestivo. 894. cessttal civil: Meios de impugnação às decisões judiciais e processo nos tribunais. ed. 2009. quando há a interposição de recurso pela invalidação judicial. ed.JÍ ÉLISSON MIESSA JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE E PODERES DO RELATOR Quanto ao juízo de admissibilidade negativo. o juízo de admissibilidade negativo tem natureza cons- to será ex tunc.

Efeito Para eles.. Súmula no 285 do TST. enquanto os . § 4°. a decisão do relator sempre estará sujeita ao recurso a) objetivos: quando consideram o próprio recurso. como se verifica inclusive no art. primeiro.. 2) Juízo de mérito para: 2. para que se possa b) estiver em confronto com súmula ou jurisprudência do. pressupostos intrínsecos são: O fato de o juízo primeiro de admissibilidade do recurso de revista entendê-lo a) cabimento. proferir juízo CAPÍTULO V de admissibilidade ou juízo de mérito. (OJs) do TST ou do STF. recursais em intrínsecos e extrínsecos.o recurso de revista. monocraticamente. 64 m~mo que não •pceci•do< pdo TRT. de agravo interno ou regimental. SÚMULA DO TST E ORIENTAÇÃO JURISPRUDENCIAL RE. Recurso de revista. . b) legitimidade. Para uma parte da doutrina. Contudo. (órgão colegiado).. pode o relator.. pode o juízo "ad quem" prosseguir no exame dos demais pressupostos extrínsecos e intrínsecos do recurso de revista. 27 Para as provas objetivas é melhor adotar essa corrente. postos recursais. tais pressupostos são classificados em Por fim. classifica os pressupostos 3. 65 .1. adentrar no mérito do recurso. 2.. cumpre afirmar que. e Orientação Jurisprudencial n° 282 da SDI.. nos seguintes casos: PRESSUPOSTOS I) Juízo de admissibilidade negativo quando o recurso for: a) manifestamente inadmissível. 894. A outra parcela da doutrina. Admissibilidade parcial pelo juiz. INTRODUÇÃO a) for manifestamente improcedente. ou RECURSAIS b) manifestamente prejudicado. diverge sobre o ·que LACIONADAS AO CAPÍTULO vem a ser pressupostos intrínsecos e extrínsecos. sição de agravo de instrumento. hão de se verificar os pressu- minante (OJs) do TST ou do STF. da.. sendo imprópria a interpo..1) negar provimento quando o recurso: 1. CLT. l d) inexistência de fato impeditivo ou extintivo do poder de recor- Juízo de admissibilidade "ad quem" rer. c) interesse em recorrer. para manter a substância do Tribunal objetivos e subjetivos. -. No julgamento de Agravo de Instrumento.. também chamados de pressupostos de admissibilidade recursal.. Conforme já analisado no capítulo anterior. Agravo de instrumento. majoritária.. Juízo de admissibilidade aqueles ligados à própria existência do poder de recorrer. cabível apenas quanto a parte das matérias veiculadas não impede a apreciação integral pela Turma do Tribunal Superior do Trabalho. ao afastar o óbice apontado pelo TRT para o processamento C. A tese majoritária entende que os pressupostos intrínsecos são 3. ÉLISSON MIESSA Nesse contexto. pressupostos extrínsecos dizem respeito ao modo de exercer tal poder 27 • -presidente do Tribunal Regional do Trabalho.2) dar provimento quando a decisão recorrida estiver em confronto com súmula ou jurisprudência dominante A doutrina diverge quanto à classificação desses pressupostos.I do TST. b) subjetivos: quando ligados à pessoa do recorrente.o .

Para que se verifique a pre. da interposição de recurso ordinário da sentença. sendo titular de situações jurídicas processuais ativas e passivas. 2010. c) o Ministério Público. partes do processo. inde- No primeiro caso. 2009. São cesso do trabalho. plo. São Paulo: Método. ônus. A doutri- secos estão relacionados à decisão recorrida. a parte tem legitimidade. Alexandre Freitas. 1. em regra. Partes Por fim. a defendida por Liebman 29 . porque o dispositivo estaria confundindo tos extrínsecos dizem respeito a fatos externos à decisão e. Rio de Janei- ro: Lumen Juris. deveres. Terá legitimidade recursal. conceituando-a de forma mais ampla. que é incluído entre os pressupostos extrínsecos. aplicável subsidiariamente ao pro- 30 JORGE. independentemente do conteúdo da decisão. sendo sujeita de interposição de um recurso é o cabimento. Consigna-se que. a) tempestividade. de modo decisão que se busca impugnar. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS Já os pressupostos extrínsecos são: a) as partes. Desse modo. ed. recorríveis. a adequação será afastada em decorrência da aplicação do princípio da fungibilidade. 28 NEVES. estudado no capítulo de prin- cípios. Flávio Cheim. 142-143. que parte é aquele que participa da relação processual em contraditório. p. recorribüidade: o ato impugnável é recorrível. d) regularidade formal. atual. 2. e as decisões interlocutórias são irrecorríveis de imediato. v. 66 67 . por exem- a legitimidade recursal. c) preparo (custas e depósito recursal). interpor o recurso. impeditivo ou extintivo do poder de recorrer. Chiovenda entendia ser parte o sujeito que pede ou contra quem 2. Teoria geral dos ?UIII'SOS ciz>eis. se é posteriores. em casos excepcionais. na critica a expressão vencida. P. é interessante observar que os despachos são ir- pendente de fazer pedido ou contra ele for pedido algo. para onde remetemos o leitor. têm (tem) legitimidade para recorrer: Paulo: Editora Revista dos Tribunais. exceto nas hipóteses da Súmula n° 214 do TST. 91. O conceito de parte é antigo. há necessidade de se conjugarem dois requisi. sucessivamente: tos. 3. estado de sujeição). instituindo como parte da demanda a definição de Chiovenda. o que muda é apenas a inexistência de fato sucumbente ou não. sença desse pressuposto.. Nesse caso.i/. ou seja. simplesmente. ed rev. enquanto para Liebman. Lições de direito proce. posições jurídicas ativas e passivas (faculdades. poderes. b) o terceiro prejudicado. 105. Daniel Amorim Assumpção. p. Nos termos do art. existem aqueles que entendem que os pressupostos intrín. ed. Rio de Janeiro: Forense. Seria o caso. 4. e ampl. 18. pois a legitimidade para a ação não se confunde com mas é necessário que ele seja adequado ao caso. 3. inclusive aquele que foi considerado parte ilegítima para a causa30 . 499 do CPC. 499 do CPC confere legitimidade à parte vencida. enquanto os pressupos. legitimidade recursal com interesse recursal. mas não encontra pacificação doutri- nária. CABIMENTO se pede a tutela jurisdicional.rmal rit.1. e b) representação. é aquela que participa da relação processual em O primeiro pressuposto recursal a ser analisado no momento da contraditório defendendo interesse próprio ou alheio. e a) . LEGITIMIDADE PARA RECORRER 29 CÂMARA. não basta. O art. b) adequação: o recurso interposto é adequado à modalidade de A legitimidade recursal diz respeito às partes do processo. lução do mérito. Manual de direito proceJsual civil. 28 Parcela da doutrina busca adequar os dois concei- tos. 2008. tendo sido o processo extinto sem reso- Quanto à adequação.

a União Federal poderá ser atingida no que litisconsórcio formado. p. p. gru- Melhor explicando: po econômico). razão pela É sabido que o litisconsórcio é classificado de quatro formas: qual poderá recorrer quanto à natureza das parcelas e aos valores das contribuições. ed. parágrafo único e 832. tergando. Código de processo civil comen. os litisconsortes são partes que proferir e dos valores objetos de acordos homologados. 32 No mesmo sentido SCHIAVI. 2012. os sucesso- PRESSUPOSTOS RECURSAIS l O litisconsórcio será simples quando o juiz puder decidir de res que assumiram a condição de parte nos termos do art.2. o réu. São Paulo: RT. nada impedindo que o juiz profira decisão idêntica. poderá interpor recurso para defender interesse próprio No presente momento. devendo passar pela análise do Em decorrência disso. ÉLISSON MIESSA Portanto. mantendo-se aqui as diretrizes do art. passivo ou misto. seus interesses". 509. §§ 3° a 6°). pois a União. 84. tange ao recolhimento das contribuições previdenciárias. 31 NERY Jr. segundo o qual o recurso somente favorecerá a parte que do CPC. 42 do CPC. Por outro lado. seja da decisão judicial. seja do acordo formulado. Cria-se uma figura sui generis no processo do trabalho. ção do acordo. 509 do CPC da Súmula 368 do TST. (CLT. 48 do recurso. 48 do CPC "salvo disposição em contrário. não pode ser aplicado indistintamente. Já no litisconsórcio simples vigorará o princípio da pessoalidade Interpretando referido artigo em compatibilidade com o art. embora não possa atuar no processo antes da decisão ou da homologa- d) quanto ao momento de formação. Portanto. 68 69 . 880. ou em ambos os polos da relação art. passivo. figurarem no polo ativo. sendo facultativo ou necessário. União quanto às contribuições previdenciárias Por força do art. Recurso interposto por somente um litisconsorte decidir de maneira uniforme para todos os litisconsortes. nos termos distintas em relação à parte contrária. nesse último caso. 11. 2010. caput. processual. NERY.. salvo se distintos ou opostos os do recurso por um dos litisconsorte se estenderá aos demais. Trata-se de mera possi- os terceiros intervenientes e o Ministério Público. "o recurso interposto por um devedor aproveitará aos O litisconsórcio consiste na possibilidade de duas ou mais pessoas outros. os litisconsortes serão considerados. modo diverso para cada um dos litisconsortes. a doutrina majoritária entende que ele tem incidência tão recorrer. Recursos no processo do trabalho. quando as defesas opostas ao credor lhes forem comuns" (CPC. do CPC vaticina que "o recurso interposto por Desse modo. os atos e as omissões de um não prejudica. c) quanto ao resultado. de modo que o art. pos- a) quanto à posição. cumpre-nos analisar a classificação quanto na modificação da condenação acessória (contribuição)3 2 • ao resultado. o litisconsórcio será unitário quando o juiz estiver obrigado a 3.1. LTr. serão considerados como parte o autor. É sabido que a Justiça do Trabalho é competente para executar as como litigantes distintos. Rosa Maria de Andrade. Nelson. bilidade. somente no litisconsórcio unitário 3 L Contudo. 831. São Paulo: tado e legislação extravagante. como a decisão não pode ser cindida.1. parágrafo único). Mauro. dividindo-se em simples e unitário. podendo ser ativo. 48 do CPC. a formação da coisa julgada para a União b) quanto à obrigatoriedade. art. O art. têm-se o inicial e o ulterior. a interposição um dos litisconsortes a todos aproveita. contribuições previdenciárias das sentenças condenatórias em pecúnia rão nem beneficiarão os outros". na hipótese de solidariedade passiva (por exemplo. 509.1. em suas relações com a parte adversa. 3.

0039. concedendo-lhe. no Estado de São Paulo.2010. RR 196800-74. Rei.0153.0067. 12.201 O. as autarquias e as fundações são representadas em juízo. Na hipótese de acordo. Desse modo. como é o caso pela administração direta (União. E-AIRR 15ll40-44. A doutrina e jurisprudência. 99. de petição pela União. Isso ocorre porque as autarquias não se dores do Estado 36 • confundem com as pessoas jurídicas de direito público integrantes da 3.2010. o art. E-RR-1431 00-98. estados e municípios). Relatora Ministra Maria de Assis Calsing. E-ED- acordo no que diz respeito à natureza das parcelas discriminadas. embora não sejam sujeitos da rela- clusive para recorrer. na fase de execução. I).2. É por isso que o art. Con.15. a União poderá interpor recurso ordinário. cumpre consignar que.457/0733 transferiu a titularidade do das autarquias por procuradores do estado ou procuradores do muni- crédito previdenciário à União Federal. Serventuários eventuais da justiça administração direta (União.2008. com quem nos parece estar a razão. o TST admite lidade jurídica própria.2006. Quinta Turma. Augusto Cesar Leite de Carvalho. por vezes se tornam ou por advogados constituídos por elas. AGRAVO reira. não têm admitido a cas àqueles indicados no estatuto social ou pelos seus próprios diretores. tendo o rivar de mandato judicial.5.2013. na P Jornada Nacional de Execu. Aliás.5. agravo de tituição Estadual confere à Procuradoria Geral do Estado a função de petição.04. Rei. estados e municípios). ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS Destaca-se que a CLT mencionava como legitimado o INSS. contra decisão homologatória de Relator Ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho. portanto. DEJT 26. processo já se encontra em fase de execução". a representação por tais procuradores não decorre da lei. mas auxiliares do juízo. DEJT 27. porém.5. "representar judicial e extrajudicialmente o Estado e suas autarquias. contraria a Assim. por procuradores que fazem parte de seu quadro ção processual principal. Primeira Subseção de Dissídios Indi- subordinado ao Ministro de Estado da Fazenda.I do TST). a cípio quando eles possuírem mandato constituído nos autos. 71 70 . Relatora Ministra DE PETIÇÃO.2013. 34 Embora adotando posicionamento minoritário.02. órgão da administração direta 35 TST. devendo ser representadas pelos procuradores a representação das autarquias do Estado de São Paulo pelos procura- que fazem parte de seus quadros ou por advogados constituídos" (OJ no 318 da SDI. uma vez que o -A-RR-546800-09.5. inclusive as de regime especial. Cabe agravo Rosa Maria Weber. Min.8.5. prazo em dobro para recorrer (16 dias). DEJT 26. o re- curso cabível dependerá da fase em que ele foi formulado: na fase de Por fim. viduais. ocu. intérpretes e depositários.fundações ais" (art. 36 TST. in. considerando que a Constituição Federal não criou óbice a que o estado organize a sua representação processual O TST declina que "os Estados e os Municípios não têm legiti- por meio de seus procuradores. atualmente. pende da apresentação do instrumento de mandato. E-ED-AIRR-236940-08.3. Na hipótese de pretenderem se insurgir contra a decisão. inde. não podendo ser representadas sujeitos interessados em alguns incidentes no processo. tradutores. tese majoritária.2007. como se legitimidade recursal. vislumbra pela parte final da orientação em análise 35 • Queremos dizer.15. bem como que os ocupantes da carreira midade para recorrer em nome das autarquias detentoras de persona- possam representar os órgãos da administração indireta. Parte da doutrina. devem se utilizar do mandado de segurança.4. 9° da Lei n° 9494/97 é de muita clareza ao declinar: sob o argumento de que não fazem parte da relação processual. DEJT 16. legitimidade recursal dos peritos. pantes de cargos efetivos dos respectivos quadros. 9° A representação judicial das autarquias e funda- ções públicas por seus procuradores ou advogados. Autarquias e .3.2007.0020.02.1. a Cons- conhecimento cabe recurso ordinário 34 . sua situação.3. DECISÃO HOMOLOGATÓRIA DE ACORDO. DEJT 12.0062. 33 Criou a Secretaria da Receita Federal do Brasil. bem como não há nexo de prejudicialidade entre os direitos discuddos e Art. no sentido de que. VI.1. mas pode de- Da sentença. que o TST admite a representação tudo. É importante destacar.2005.8. Min. exceto as universidades públicas estadu- 3. e não recurso ordinário. a Lei n° 11. majoritariamente. do CPC confere a representação judicial das pessoas jurídi. Emmanoel Pe- ção Trabalhista foi aprovado o enunciado 49 com o seguinte teor: "49.

Rio Tribunais. fato que o legitima intervenção de terceiros na fase recursal 41 • Ainda poderá ser terceiro a recorrer no processo do trabalho. Nesse caso. 2014. José Carlos Barbosa. p. A1anual de direito 38 ALMEIDA. assim como legitimidade recursal para questionar aos honorários sucumbenciais. nada impede que a própria parte da demanda possa recorrer quanto aos ho. de algum modo o juiz estará colocando premissas para a afirmação Contudo. 14. 16). não do processo. Nelson. p. 2013. Ingressa em auxílio de uma cumbência lhe pertencem (Lei n° 8. 2012. atual. e ampl. Conforme declina a melhor doutrina: dade do advogado para recorrer quanto à modificação ou inclusão dos É de prejudicialidade a relação entre a situação jurídica do honorários de sucumbência. sendo legitimados como parte. 15. 5. 385. 499. art. interesse deste em ingressar. de Janeiro: Forense. 297. 50 do CPC. p. sob o fundamento de que não tem relação terceiro e os direitos e obrigações versados na causa pen- jurídica conexa entre ele e a parte adversária de seu cliente. vez que os honorários de su. Comentários ao código de processo civiL. Júlio César. parágrafo O mesmo raciocínio deve ser utilizado para conceder legitimidade único). não tem relevância prática. São Paulo: Editora Revista dos 37 NEVES. O mesmo ocorre na condenação do terceiro por ato atentatório à dignidade da jurisdição (CPC. :nas do incidente37 • 3. ed. Teoria Geral dos recursos. ed. Direito processuaL do trabaLho. 39 BEBBER. Daniel Amo rim Assumpção. 4. como ocorre na prática. 110. processo como terceiro. nos mesmos moldes dodisposto 3. Nesse sentido. impõe-se que o terceiro tenha interesse jurídico e não meramente econômico ou moral. Daniel Amorim Assumpção. art. ed. 294. n° 5. O que importa é que o perito tem legitimi- dade para recorrer. dente. Rio de Janeiro: Forense. ManuaL de direito processuaL civiL. 41 Nery Jr. 23). recursal ao sindicato no que se refere aos honorários assistenciais 39 (Lei.e daí o do advogado para recorrer como parte. MOREIRA. São Paulo: Método. 2013. Ao afirmar ou negar o direito do autor. § 1°). passam a ter interesse próprio. processuaL civiL. 5. 4. rev. São Paulo: LTr.2. 40 Em sentido contrário. Rio de Janeiro: Forense. a nosso ver. na fixação de honorários.904/94. ed. em nome próprio. Concordamos com o referido autor quanto à possibilidade de o pe- O terceiro. tal distinção metida à apreciação judicial (CPC. 7. art. Cleber Lúcio de Almeida. sua legitimidade será terdependência entre o seu interesse de intervir e a relação jurídica sub- como parte e não como terceiro.. Advogado no art. a doutrina mais abalizada tem admitido a legitimidade ou negação do direito ou obrigação do terceiro . São Paulo: Método. 73 72 . 2014. ed. Ed. o perito tem interesse jurídico no não. como terceiro preju- aquele que deveria ter participado como litisconsórcio necessário 42 • dicado. quando não forem fixados na decisão os honorá- rios periciais que lhe forem devidos ou forem fixados em Desse modo. tanto o advogado. PRESSUPOSTOS RECURSAIS ÉLISSON MIESSA Com efeito. 620. 2010. p. como a parte têm da alegação de suspeição e impedimento em face deles. Nada mais é do que uma -aviltamento do valor do seu trabalho. mas assim não atuou. Parte da doutrina e da jurisprudência não tem admitido a legitimi. p. será valor ínfimo 38 considerado como parte e não terceiro.5. se o terceiro já houver ingressado no processo. art.1. Ademais. P. Recursos no processo do trabalho. 621. Terceiro é aquele que não faz parte da relação processual no mo- nador Cleber Lúcio de Almeida: mento da prolação da decisão 40 • É o que poderia ter participado do A nosso juízo.584/70. norários.. 42 Araken de Assis apud NEVES. deverá demonstrar o nexo de in- rito recorrer. Apenas destacamos que. De qualquer maneira.. 5. para ter legitimidade. v. Terceiro prejudicado Especificamente quanto aos honorários do perito anuncia o doutri. entendendo que nesse caso sera considerado como terceiro. Belo Horizonte: Del Rey.

A propósito.. v. a parte tem e sujeito de ônus e de d-everes inerentes à condição de parte. ed.3. v. Leonardo José Carneiro da. inovando-se em questões de fato.. É importante destacar que. as oportunidades integrantes do trinômio pedir- deveria) ser interposto pela parte. [. permitindo-se inclusive que Nos dizeres do doutrinador Cândido Rangel Dinamarco: atue no processo em que o assistido é revel. e ampl. fiscal da lei. CUNHA. por estar subordinado à vontade do assistido. I do art. ed. Curso ele direito proces- Bahia: JusPODIVM. Paulo: Malheiros Editores Ltda. 44 DIDIER J r. 47 O projeto do NCPC passa a falar em fiscal da ordem jurídica. mas não por altruísmo . 45 JORGE. ativas e passivas.. Ministério Público julgada. sual civil. desfruta de todas as situações ativas e passivas recurso pelo opoente. ele não poderá recorrer quando Assim. VI. Mas. vez quet no processo. Leonardo José Carneiro da. 11. 6. (destaque no original) 43 ou como fiscal da lei 47 (art. 3. 4. alega e prova quer figure diferente recurso 45 • como mero fiscal da lei ou atue na defesa de interesses de alguma pessoa ou grupo. 2013. ] O Pm·quet pede. Cândido Rangel. 51. da LC nc 75/93). é os direitos discutidos e a situação do terceiro. o que não é estando pois dotado dos poderes e faculdades que toda permitido na seara recursal. p. servindo a diferenciação de núncia. intervindo procura evitar o precedente desfavorável. ] O inc. 53. que exista um nexo de prejudicialidade entre É interessante observar que. São óbvia a!t·. que tem o papel de auxiliar o assistido.. 2013. o prazo do recurso do terceiro é o que dispõe a parte. v. sendo titular de situações jurídicas processuais jurídica do terceiro. contra declarações que no fucuro possam influir em sua tendo início no mesmo momento. a ele são oferecidas. o Ministério Público. 2. ed rev.:áo ao fiscal da lei. 83. Flávio Cheim. Bahia: JusPODIVM. Teoria geral dos recursos cíveis. interesses das partes·. 138 do Código de Processo Civil faz expressamente a distinção entre o Ministério Público atu- ando como pane e os casos em que ele niio é parte. adquire a condição de parte. 2009. ÉLISSON M!ESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS parte. p. Curso de direito proces- sual civil: Meios de impugnação às decisões judiciais e processo nos tribunais. se ele não inter- decisão 46 • vier restar-lhe-á intacta a possibilidade de defender seus próprios interesses depois. que não se estende a quem não haja sido parte O Ministério Público tem legitimidade para recorrer como parte no processo (art. 46 DIDJERJr. qualquer que seja a figura proces- sual em cada caso. 74 75 .· Meios ele impugnação às decisões judiciaiJ e proct•sso nos tribunais. não lhe sendo garantido um novo ou -alegar-p. 472). ed. até porque ele não será intimado da própria esfera de direitos. invariavelmente. e sempre sem o vínculo da coisa 3. p. devendo ser usada a mesma São diversas as posições assumidas pelos agentes do Mi- ideologia no âmbito recursal 44 • nistério Público mas. Instituições de direito processual civil. portanto. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. p. quanto ao assistente simples. seja pela desistência. caso o assistido tenha perdido o órgão agente ou interveniente apenas para legitimar o ingresso do pm·- prazo recursal..·ovar. seja exercendo o direito de ação ou defendendo-se.. Fredie. 112. 11. quando adentra ao processo como 'i este manifestar expressamente a vontade de não recorrer. 2009. a doutrina majoritária não admite a interposição de Como tal. como a todas as O recurso a ser interposto pelo terceiro é o mesmo que deve (ou partes. parte ele sempre será. inerente à garantia cons:itucional do con- traditório [. CUNHA. seja pela re. Como sempre. 395-396. Agora. independente de fazer pedido ou contra ele for pedido algo. 3. pois nesse caso seus interesses se contrapõem aos que constituem a trama da relação jurídica processual. Frdie. co1no anunciamos anteriormente.em 43 DINAMARCO.e sim para prevenir-se Ademais. de modo que a decisão considerado parte do processo aquele que participa da relação proces- judicial possa repercutir de maneira favorável ou desfavorável na esfera sual em contraditório. Impõe-se. é possível a interposição do recurso pelo assistente. atual..

como naqueles em que oficiar como fiscal ceitos elementares do processo civil. não há razão para restringir a atuação do Ministério A referida orientação foi editada sob o fundamento de que o Mi. § 2°. 6.fiscal da lei em duas hipóteses: preservação do Estado Democrático de Direito. do mesmo modo que ser parte da lei. 436-437. empresas públicas e sociedades de economia mista. da SDI-I a seguir transcrita: 173. eficiência e O Ministério Público não tem legitimidade para recorrer publicidade. OJ n° 338 da SDI . sê-lo na condição de mero cttstos legis.I do TST. p. o qual permite que o Ministério Público possa "recorrer das decisões da Justiça do Trabalho. Contrato nulo ao Ministério Público a defesa da ordem jurídica. passa a ser considerado como parte. 6. ed. Cândido Rangel. São 50 LEITE. devem observar Trabalho. a atuação do Ministério Público é o inte- resse público. Curso de direito procesmal do trabalho. o Público nessa hipótese. pois a norma constitucional concedeu-lhe tal atribui- permite-se a diferenciação entre . e empresas públicas. 499.§1°). 2. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS Essa distinção é todavia acientífica e choca-se com con. a exigênci4 se limita às pessoas jurídicas de direito público. sempre presentes. ed. inclusive de público 50 • . após a CF/ 1988. processos em que for parte. TST tem posição restritiva quanto à possibilidade do Minis. constituindo. São Paulo: LTr.te interesse na defesa de interesse patrimonial privado. Com efeito. São Paulo: Malheiros Editores Ltda. impessoalidade. portanto. v. Nesse contexto. Curso de direito processual do trabalho. Legitimidade para recorrer. o art. 76 77 . quando entender necessário. Há interesse do Ministério Público do Trabalho para re- co e dos interesses sociais e individuais indisponíveis. ao tribunal apreciar o conteúdo substancial do recurso. ed. portanto. da LC no 75/93. in verbis: A propósito. que a Constituição Federal de 1988 incumbiu nomia mista e empresa pública. é parte. no entanto. porquanto as empresas públicas e sociedades TST admite a legitimidade recursal do Ministério Público do Trabalho. do regime democráti. mas. p.. "a legitimação e o interesse recursal do Parquet estarão sua inclusão. p. [. nistério Público. moralidade. porque decorrem de previsão expressa na lei. após ção. Ilegitimidade para recorrer os princípios da legalidade. Instituições de direito processual civil. Cabe O C. portanto. 6. art. ] O custos legis.fiscal da lei e órgão agente. 2009. de economia mista são equiparadas às empresas privadas (CF/88. antes de o Ministério Público ser incluído no processo. presa pública.. enquanto no Por outro lado. tanto nos 49 LEITE. Sociedade de eco- Ocorre. Ser fiscal da lei não significa não ser parte. 2008. por ausência de concurso público. Com efeito. provendo-o ou tério Público do Trabalho recorrer em favor das sociedades de economia náo'' 49 .724. 2008. que no nosso entender deve ser aferido pelo próprio Mi- Portanto.724. matéria de relt::\\~. No primeiro caso. as empresas públicas e sociedades de economia mis- O] no 237 da SDI .I do TST. pois a própria Lei Maior reservou-lhe papel fundamental na nistério Público do Trabalho atua como . Paulo: LTr. Carlos Henrique Bezerra. conquanto pessoas jurídicas de direito privado. 48 (destaques no original) O que respalda. Público. sem a prévia aprovação em concurso público. Ministério Público do ta. quando a lei o exigir e quando há interesse público. como se verifica pela OJ 338. V1. Ministério Público do Trabalho. Carlos Henrique Bezerra. tratando-se de contrato nulo nas empresas públicas segundo não há interesse público a legitimar a atuação do Ministério e sociedades de economia mista. 48 DINAMARCO. o mesmo ocorrendo com o artigo 83. do CPC conferiu-lhe ampla legiti- midade para recorrer. como descreve a OJ n° 237 da SDI-1. criando conceitos correr contra decisão que declara a existência de vínculo genéricos para garantir a atuação do Ministério Público como guardião empregatício com sociedade de economia mista ou em- do interesse público. bem como pedir revisão dos Enunciados da Súmula de Jurispru- no processo não exclui que o Ministério Público possa dência do Tribunal Superior do Trabalho".

indepen- a) a parte for vencida. o MPT deverá recorrer para A aceitação da decisão é fato extintivo ao direito de recorrer. nesse caso. Exemplo: pagamento da condenação dentro em julgado imediato para o Ministério Público. Para que seja interposto o recurso. 51 Em razão do princípio da inércia que veda a atuação de ofício do Poder Judiciário. Nesse caso. p. Atente-se para o fato de que não se admite a renúncia prévia ao direito de recor- No caso do Ministério Público. sem reserva alguma. Recursos no processo do trabalho. assim como a aceitação. • expressa: quando. em qualquer caso. pensamos que. 502). Aceitação da decisão 1 dente d. dentemente da aceitação da outra parte (CPC. A aceitação é possível entre a intimação da decisão impugnável e anterior à interposição do recurso. 8_98. por exemplo. tácita: quando deixar de recorrer dentro do prazo recursal. pois seu Interesse decorre de autorização legal5 2 • Ela pode ser expressa ou tácita. art. e a parte formalmente renuncia ao direito de recorrer. tivo q~e afete e~presa de serviço público. porque a contratação de trabalhadores pela administração pública sem a existência de concurso público viola 5. ser total ou parcial. 5. Trata-se tam- b) o terceiro for prejudicado com a decisão. o que significa que. TST. INEXISTÊNCIA DE FATO IMPEDITIVO OU EXTINTIVO DO PODER DE RECORRER o art. Pode. ed. 2012. sendo analisado pelo próprio parquet. 0 Presi. art.I i ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS Assim entendeu o C. que o recurso seja útil para melhorar a situa. da . A renúncia. 3?. do ser expressa ou tácita. Por fim. poderão recorrer. quanto ao presidente do TRT. 78 79 -~--~-.2. parcial: quando estiver relacionada à parte do objeto impugná- vel. as partes. conforme determ~na o art. Curso de total: quando a renúncia atinge todo o objeto que poderia ser direito processual do trabalho. Mauro. ou seja.---------~---~---------- . II. Renúncia Haverá interesse recursal quando: A parte recorrente pode renunciar ao direito de recorrer. • expressa: quando declara formalmente a aceitação da decisão. ato incompatível lho poderá recorrer de acordo homologado em dissídio coletivo (Lei no com a vontade de recorrer (CPC. ou.735 impugnado no recurso. 52 No mesmo sentido Schiavi. mas tão somente para do prazo recursal. não podem estar presentes fatos extintivos (aceitação e renúncia) ou impeditivos (desistência) do direito Consigna-se ainda que "das decisões proferidas em dissídio cole- de recorrer. esse dispositivo não foi recepciona- do pelo CF/88. das profendas em revisão. 86. da decisão impugnável e antes da interposição do recurso. São Paulo: LTr.o TribunaJ5 e a Procuradoria da Justiça do Trabalho". não há trânsito preclusão lógica. 9. 503). are. o interesse recursal in- rer. ainda. Carlos Henrique Bezerra. bém de fato extintivo ao direito de recorrer.C~/~~' est~ndo presente o interesse público a legitimar a atuaçao do Mmisteno Publico do Trabalho.1. Busca-se. nesse caso. §5°). pode ocorrer entre a intimação ção fática do recorrente. INTERESSE EM RECORRER 5. dep~nde de demonstração. 4. antes da intimação da decisão i:npugnável. Em sentido próximo. poden- tutelar mteresse pubhco (a ser definido pelo próprio MP) e não interes.701188. a decisão é proferida na audi- ência. se particular da empresa pública. é importante destacar que o Ministério Público do Traba. São Paulo: LTr. LEITE. • tácita: quando praticar. além dos interessados. como visto. 2012. da CLT. 7°. Trata-se da clássica 7. p.

preclusão que impede a reiteração de atos já realizados.ssumpção. o objeto seja div~sível. Manual de direito processual civil. tem-~e posto será considerado como inexistente. 501 do CPC. ed. 15. quando ocorre a coisa julgada. 2009. 5. 2010. Rio preclusão de Janeiro: Forense. definindo-se.1\. são aqueles que. preclusão Exemplo: os embargos à execução somente podem ser recebidos de- 53 BEBBER. Desse modo. Recursos no processo do trabalho. Nos termos do art. Eles decorrem. 156. seu termo inicial é a interposição do Os prazos impróprios são aqueles que. expirado o prazo. 80 81 -------~~-- . produzindo. convenção das partes. a legislação prevê determinado preclusão temporal. se descumpridos. p. 201 O. Os prazos processuais são classificados. de normas de natureza dispositiva.3. a preclusão temporal. sos possuem um prazo decerminado para sua interposição. sem a anuência do recorrido ou dos litisconsortes. Dessa maneira. não podendo ser alterados pela ·preclusão vontade das partes. Júlio César. ainda existem: tempo para que os atos sejam praticados pelos sujeitos do processo. ed. Conquanto o artigo supracitado indique que a desistência pode ser realizada a qualquer tempo. ~em~se aq~I a pótese. 54 NEVES. Rio de Janeiro: Forense. Daniel Amorim . Os primeiros são os prazos fatais. São Paulo: LTr. ao juiz fixar 0 novo vencimento do prazo. o ato após o vencimento de seu prazo. não podendo a parte Interpo-lo apos o venci- mento de seu prazo. assim. o recu:so. Comentários ao código de processo civil. ed. em prazos impró- prios e próprios. 2. ÉLJSSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS 5. o recurso inter- Assim. quando a preclusão é para o juiz. p. ainda. por exemplo. Desistência Já os prazos dilatórios são aqueles que podem ser modificados por O recorrente poderá desistir do recurso. a desistência pode ocorrer. sem que seja inte_rposto. os prazos processuais. p. os prazos recursais são peremptórios e próprios. sentenciar etc. ou seja. a qual- quer tempo. pro iudicato quando a validade de um ato pressupõe a existência de um ~nterior. desde que o requerimento seja apresentado antes tação de vontade de não ver julgado o seu recurso 53 • Trata-se de fato do vencimento do prazo e embasar-se em motivo legítimo. efeito ex tunc. além da Para que o processo não seja eterno. 6. desde que. portanto. chamada preclusão temporal. pois somente se desiste do que já existe. 2. máxima 55 MOREIRA. TEMPESTIVIDADE Como forma de complementação é interessante saber que. por outro lado. preclusão que veda a prática de atos incompatíveis com os atos anteriormente rios. cabendo impeditivo ao direito de recorrer. se descumpri- dos. São Paulo: Método. Portanto. _n_ã~ provo- recurso. o STF tem entendido que a desistência deve ocorrer antes do início do julgamento de mérito 54 • Os prazos próprios. 335. Além disso. todos os recur. cam efeitos processuais como são. To~os A desistência pode ser total ou parcial. nessa última hi- os atos das partes estão submetidos a prazos próprios. I ordinat6ria . os prazos dingidos aos juízes para despachar. pois de garantido o juízo pela penhora. v. 581. José Carlos Barbosa. portanto. consistente na manifes. a parte não podera mais praticar A decisão que reconhece a desistência tem natureza declaratória 55. consumativa Os prazos processuais são divididos em: peremptórios e dilató. 16gica realizados. levam à perda da possibilidade de praticar o ato processual.

2° da Lei n° 9. art.800/1999. partir do termo final do prazo recursal. os regimentos in. dias deu antes do termo final do prazo. 6°). ou seja. o reclamante sais. 894. já tem ciência de seu ônus processual. Quanto ao termo final (dies ad quem). caso a parte tenha interposto diretamente ao órgão jurisdicional.. ou feriado. art. : Pedido de revis~ i c< . existe uniformidade nos prazos recur. na hipótese de interposição de recurso via IV . ao interpor o recur- 15 so. 56 O Projeto do Novo CPC.. útil após a intimação". li -A contagem do quinquídio para apresentação dos ori- Excepcionalmente. devendo ser interpostos. e o início da contagem ocorre no dia 29. seu quinquí- 5. tem início mesmo que seja no sábado. seu quinquídio somente começa a correr a transmissão ocorrida entre particulares. o prazo recursal I) recurso ordinário (CLT.~·2°. domingo 5) agravo de petição (CLT. no prazo de 8 dias (Lei no interpõe recurso ordinário via fax no dia 23. nos termos do art. adotará a mes- ma sistemática. Nesse sentido. § 5°). a parte deverá apresentar os originais em até 5 dias de- tante do art. 82 83 --~--- . somen- pois do término do prazo para a realização do ato processual (Lei n° te alcança as hipóteses em que o documento é dirigido 9. como se verifica a seguir: começa a fluir do dia subsequente ao término do prazo recursal. e •.:.05. 894. entendemos do prazo do recurso. Fac-símile.800/1999.&i)t~•. 184. não se aplica a dias regra do art. art.~1?._(CLT.sss4/70. 2) recurso de revista (Lei n° 5. não se aplicando à recurso antes do prazo final.016. do CPC: "Os prazos somente começam a correr do primeiro dia declaração. art. § 2°. tem início depois do prazo final para a interposição do recurso ordinário (8 dias). art. 9.. TST entende que não se aplica ao período para apresentação dos 4) embargos infringentes (CLT. cons- fac-símile. nada importando a circunstância de a petição ter que deve ser prorrog~do para o primeiro dia útil subsequente quando sido transmitida antes do fim desse prazo.800/1999 é aplicável somente a recursos estabelecem o prazo de 5 dias para a interposiÇão desse recurso. § 2°. II). Recurso. originais a regra do termo inicial (dies a quo) descrita o art. os recursos.·Embargos de declara?o 5 não do dia seguinte à interposição do recurso. vence no dia 28. cujo prazo será mantido em 5 dias (art. Consigna-se que..800/1999 ternos seguem o prazo de 8 dias. considerando que a parte já tem ciência de seu ônus. I). alguns tribunais I.1999. interpostos após o início de sua vigência. para apresentar os originais. horas dependa de notificação. 895). No entanto. poden- do coincidir com sábado. como regra. Em regra.584/70. ··. 2°). pois a parte. têm outros ginais de recurso interposto por intermédio de fac-símile prazos. . Isso quer dizer que. C.A Lei n° 9. art. 897).). ou seja. 1° da Lei n° 9. Lei n° regimentos internos dos tribunais. Noutros termos. na seara trabalhista. 1. art.·. Esse recurso tem seu prazo estabelecido nos Súmula n° 387 do TST. a Súmula n° 387 do TST: 7) agravo regimental. art. Ademais. 897). se esta se ·>'). Exemplificamos: Intimado da sentença no dia 20. Registra-se que a Corte Trabalhista dispõe nessa súmula apenas so- sa a ser contado do dia seguinte da data prevista em lei para o término bre o termo inicial. 6) agravo de instrumento (CLT. Nesse caso. 184 do CPC quanto ao "dies a quo".584/70. de 26. o !j) embargos de divergência (CLT. domingo ou feriado. uniformizando os prazos em 15 dias. art• S97~A) . esse lapso pas. exceto para os embargos de 57 Art.A autorização para utilização do fac-símile. 184.• 48 III -Não se tratando a juntada dos originais de aro que ~(I. 6°) 56 • São interpostos nesse prazo: dio.800. do CPC 57 . ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECUF. aprovado pela Câmara dos Deputados.SAIS No processo do trabalho.

sendo a tempestivi. D]e-102 Divulg. sob pena de se reduzir o Contudo.Na hipótese de feriado forense. public. 2° da Lei n° 9. III. I. QUARTA-FEIRA DE CINZAS. entendemos que ambos os feriados serão II . Desse modo. Por fim. de dar ciência ao juízo ad quem.10. 6. uma portaria do presidente do tribunal). com a finalidade feriado o vencimento será no dia 21 (quinta-feira). no Ag 1261115/SP AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRU. a) depois do decurso do prazo legal. TST passou a permitir a comprovação da tempestividade posterior- mente. no Agravo de instrumento 736. ad quem. Compro.REG. o C. AGRAVO RE. )". O mesmo entendimento se aplica quando se tratar de peticiona- mento eletrônico e houver indisponibilidade do sistema na data do ter- mo final do prazo recursal 60 • 58 No sentido do texto já decidiu o ST]. deve ser prorrogado para o primeiro dia útil seguinte. é vinculado sência de expediente forense. No caso de interposição de recurso. CONTAGEM DO PRAZO PARA APRESE)JTAÇAO DOS ORIGINAIS. todavia. MENTO. Agora. 3. permite-se a comprovação da tempestividade Agravo de Instrumento ou Embargos de Declaração. o lapso conferido às partes e interessados para apresentarem os originais. LAURITA VAZ. AgRg 59 STF . Rei. consequentemenre. Min. IMPOSSIBILIDADE. acompanhando evolução no entendimento do E. Rei.5.800/99 e o dies a quo é contado a partir do que seria o termo final para a apresentação do recurso. em Agravo Regimental.2010. SUSPENSAO OU PROR. Intempestividade GIMENTAL. Luiz Fux.2012. terminando o fechamento do fórum trabalhista e. Necessidade. "PROCESSUAL CIVIL. nos termo do art. de o juízo a quo não certificar nos autos a da análise da tempestividade do recurso.5. Nessa hipótese. mediante pro.Na hipótese do inciso II. como descrito no item III. admitiu-se a prova. ocorrendo feriado local. Julgamento 60 TST-E-ED-ED-RR-1940-61. impedindo a protoco- a prorrogação do prazo recursal. vação. caso o dia 20 (quarta-feira) seja mento do feriado forense. sábado ou domingo 58 . Min. Prazo recursal. 2009/0245269-6.499/CE. 25. É necessário observar que o item I. de- pediente forense. incumbirá à autori- certificados pelo juízo a quo. permitindo a postergação dos prazos pro- dade que proferir a decisão de admissibilidade certificar o expediente nos autos. Em outros termos. PRAZO CONTÍNUO. STf5 . tanto o feriado local como o feriado forense devem sição do recurso. deve certificá-lo nos autos. quando da interpo. TST entende que é ônus dade do recurso.2014 (Informativo no 78 do TST) 84 85 . por ter conheci- zando no dia 20 (quarta-feira).. a existência de feriado local que autorize gerar a ausência de expediente no juízo a quo. ministrativo (em regra.10.AG.06. cessuais. Prorrogação. o perí- odo para apresentar os originais tem início no dia 16 (sábado).6. é importante observar que.5. Ausência de ex. admite-se a reconsideração Pode ocorrer. do recorrente comprová-la no momento da interposi?o do recurso. o dies ad quem. o TST estabelece. de certo modo. ROGAçAO. rel. agravo de instrumento ou embargos de declara- Pela referida súmula. no entanto. ausência de expediente forense e o recurso não ser conhecido pelo juízo va documental superveniente.5. D]e 7.. na Súmula n° 385: ao item 11. é interessante notar que.1. a posteriori. O prazo para a apresentação dos originais das razões do recurso interposto via fac-símile é de cinco dias. havendo feriado local ou au. Ademais. Min. o juízo a quo. caso ocorra em fim de semana ou feriado( . 24. no agravo regimental. ção.4. finali. Luiz Philippe 18. lização do recurso. Vieira de Mello Filho. da tempestivi- dade um pressuposto recursal extrínseco.0000. haverá um ato ad- Súmula no 385 do TST. Melhor explicando: Exemplo: Vencido o prazo recursal no dia 15 (sexta-feira). Feriado local. 5" Turma. b) antes da publicação do acórdão impugnado. I. O recurso será intempestivo quando interposto: DIES AD QUEM. RAZÓES ENVIADAS VIA FAC-SÍMILE. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS 9 ocorrer em feriado.2012. SBDI-1.Incumbe à parte o ônus de provar. Isso porque. Ato administrativo do juízo a quo possibilitando a prorrogação dos prazos processuais.

julgado em 17. Extemporaneidade. Gilson Dipp. Rei. Assim. a partir dela permite-se a impugnação. atualmente ela não é aplica. nesse último caso. Nesse momento o acórdão está publicado. extraordi- que o primeiro recurso não produziu nenhum efeito61 • nário etc. ed. Por fim. intempestividade ante tempus ou recurso extempo.12. Min. ou seja. n. 2004. clamação do resultado pelo presidente e intimação des- sição de embargos de declaração pela parte adversa não se resultado pela imprensa. independentemente de publicação no órgão oficial • Nas râneo. não se aplica no caso de interposição de recurso ordinário antes da publicação da· sentença em 63 STF-HC 101132. para acórdão Min. Redator. do denominado gração no processo. Recurso. Nesse sentido.. p. na hipótese do item I. Paiva. 61 TST.0872. Renato de Lacerda 65 In: Revista Dialética de Direito Processual.- . Estamos no campo da existência acórdão no órgão oficial. Eliana Calmon..É extemporâneo recurso interposto antes de publica- cipiando pela discussão da causa ou recurso em sessão do o acórdão impugnado.. 9-23.461-MG. rei. !•Turma.2009. João Batista Brito Pereira.Rei. tomada dos votos dos julgadores. embora a intempes. Min. porém. Atente-se. E se torna pública quando redigida em sessão de julgamento ou entregue na secretaria do juízo. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS 63 Na primeira hipótese. ou seja. recurso especial. de julgamento.Reomos no fJ7"0- 21.-·. ou seja. ato processual perfeito e acabado e.E-ED-RR 625419/2000. aquela que pelo jornal oficial se faz. sendo desde 64 recurso prematuro. 64 Para Júlio César Bebber: "A decisão adquire publicidade e passa a ter existência tividade ante tempus tenha origem no STF.5. 22.. portanto.11. 2.. DJe. já recorrível. não se apenas depois de preenchido esse requisito poderá a parte confunde com aquela primeira. o qual Trabalhista que somente após a publicação no órgão poderá então ter a eficácia que a lei lhe atribuir. cesso do trabalho. São Paulo: LTr. se a publicidade dá existência jurídica à decisão. p. entendeu a Corte de um ato jurídico processual perfeito e acabado. registro do acórdão.·.2012. vez via de embargos infringentes. o qual será afinal anexado aos au- tos. TST se embasa no art. 506. Interposto o recurso.2010. a O entendimento do C. para o fato de que esse posicionamento somente tem incidência quando for acórdão. sua inte- mo inicial (dies ad quem). Tornada pública a decisão as partes serão dela intimadas mediante publicação no órgão oficial. (Informativo n° 4 doTST). Lt:iz Fux. 29. trazendo os sig- Súmula n° 434 do TST. originário Min. série de providências destinadas à lavratura. O acórdão cuja ementa interpor recurso. III. de modo que publicação. no sentido de que já é um ato público. sob pena de se recorrer do que ainda e conclusões são enviados à imprensa já está previamente não existe. partir daí existe no mundo jurídico um julgamento que do CPC.05. As decisões tomadas pelos órgãos colegiados de um tri- bunal são sujeitas a um complexo iter de formação. um É int~ressante anotar que.. Min. Trata-se. Fundamenta-se que a juntada da decisão aos autos. 16. prin- I . assinatura e curso tempestivamente.) 65 .. BEBBER. STJ-AgRg Diário Oficial62 • nos EREsp 492. pro- li -A interrupção do prazo recursal em razão da interpo. afirma a Súmula n° 434 do TST: palavras do doutrinador Cândido Rangel Dinamarco. São Paulo: Dialética.3. seguindo-se a tudo isso uma acarreta qualquer prejuízo àquele que apresentou seu re.2004. recorrível conforme as disposições legais pertinentes (recorrível pela rá interpor novamente o recurso depois do início do prazo recursal. 2009. não se pode deixar de mencionar que. 87 86 >-··. a constatação leva em conta o termo final da na Suprema Corte e nem mesmo no Superior Tribunal de Justiça • (dies a quo). Rei. Júlio César. A outra oficial se dá existência jurídica ao acórdão.5. Interposição antes da nificados do verbo publicar: publicação do acórdão impugnado. então. o qual determina que o prazo para a interposi- poderá ser objeto do recurso que em cada caso o siste- ção do recurso se conta da publicação do dispositivo do ma processual admitir.. publicado. independentemente da sua publicação no órgão oficial. 62 TST-E-RR-176100-21. SBDI-I. 110-111. o recorrente pode. enquanto na segunda a intempestividade está ligada ao ter.DJe tem-se por antecipada a intimação da parte".09. é capaz de dar-lhe existência jurídica. como ato jurídico quando se torna pública. Com efeito.

2. Desse modo. processuais. portanto. como seria o caso. inclusi- trabaLho. em regra. no exemplo anterior. ela segue seu curso até o final. p. terminarão no primeiro dia útil 6. ou a publi- cação com efeito de intimação for feita nesse dia. se faz por meio da juntada aos autos. seu prazo terá A data da ciência. a nosso juízo. uma vez que o sábado e o domingo não são a parte toma conhecimento da notificação. en- juntado nos autos. o prazo 66 SILVA. logo em seguida. Rio de Janeiro: Elsevier. gem terá início no dia seguinte (terça-feira). cumpre consignar que não se confunde a data da dia não útil. isto é. 227. o sábado é Inicialmente. com a integração do acórdão ao processo. ser impugnável via recurso. ela será 2) princípio da continuidade: como regra. Exemplo: a parte é notificada no domingo. 6. a contagem do prazo podendo. igual- 4) princípio da preclusão temporal: expirado o prazo para a prá. se inicia nos dias úteis. 8. Curso de direito do trabaLho apLicado: justiça do judicial será contado da segunda-feira imediata. Assim. É o que estabelece o art. se a parte for notificada na sexta-feira. mente só podem ser realizados nesses dias. Isso -se com exclusão do dia do começo e inclusão do dia do quer dizer que não pode a parte recorrer sem que o acórdão esteja vencimento. nos termos do art. Prazo Judicial Quando a intimação tiver lugar na sexta-feira. de a parte assistir tretanto. atesta a Súmula n° 1 do TST: Súmula no 1 do TST. TlO da tica do ato. caso em que fluirá no dia útil que se seguir. susto" 66 • Nesse sentido. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS Assim. somente terá início no dia seguinte ao recebimento da notificação.3. Os prazos processuais são informados pelos seguintes princípios: Caso contrário. É o chamado "dia do considerados dias úteis. que Na contagem dos prazos recursais. 3) princtpto da inalterabilidade: os prazos peremptórios são Além disso. Nesse último caso. incluindo-se o dia do vencimento. pois é conhecida a Art. somente na quarta-feira terá início a contagem do prazo.os é necessária. Desse modo. para a prática dos atos aos quais se destinam. antes sário pelo juiz ou tribunal. domingo ou dia feriado. é a data em que início na segunda-feira. ser prorrogados pelo tempo estritamente neces- à sessão do julgamento e. 775 da CLT: A exigência da juntada aos aut. como o próprio nome já diz. Parágrafo único. Nesse caso. CLT. a notificação será considerada como realizada no pró- I) princípio da utilidade: os prazos devem ser úteis e adequados ximo dia útil subsequente.Os prazos que se vencerem em sábado. ou em virtude de força maior. se a terça-feira é feriado. não dá início à contagem e nem mesmo é conside- ciência da notificação com a data do início da contagem dos prazos rado como dia de realização da notificação. o "dia do susto" é excluído. ele passa a ter existência jurídica. o recurso será extempo- râneo. de sua juntada nos autos. por exemplo.Os prazos estabelecidos neste Título contam- máxima de que "o que não está nos autos não está no mundo". podendo. 201 O. iniciada a contagem considerada como notificada na segunda-feira (dia do susto) e a conta- do prazo. há de se consignar que a contagem do prazo somente inalteráveis pela vontade das partes. devidamente comprovada. Contagem dos prazos recursais Atente-se para o fato de que. vez que os atos processuais. 775 . e são conrínuos e irreleváveis. É interessante declinar que o "dia do susto" deve ser um dia útil. independentemente de publicação no órgão oficial. este não poderá ser realizado. ve. 88 89 ---------------------------~~--~=~~ . interpor de recurso. salvo se não houver expediente. para contagem do prazo. v. Princípios dos prazos processuais seguinte. Homero Batista Mateus da.

Exemplo: vencido o prazo de 8 dias para interpor o recurso or. as partes serão dinário no dia 20 (sábado). 0 prazo de 48 horas para a juntada da sentença nos autos. Sexta Turma. Nesse caso. as partes deverão ser inti- madas.2. art. 775 da CLT. a parte poderá protocolá-lo até no dia 22 consideradas intimadas. o que. DEJT 28. que começa a correr do dia subsequente da sentença.20 12. aprovado pela Câmara dos Deputados.0594. em regra. § 2°. independentemente de comparecerem na au- (segunda-feira). horas. Prazo O prazo para recurso da parte que. Data de Julgamento: 8. será prorrogado para o primeiro dia CLT). recaindo sobre dia não útil. sob pena de ser considerada intimada 68 TST-RR 0022400-81.r I I ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECLRSAIS Por outro lado. Data de Julgamento: 7.3. 219). intimada.3. desde que a decisão seja juntada no processo até o prazo de 48 rogação para o primeiro dia útil posterior. a parte tem o prazo de 5 dias juntada a sentença nesse prazo. da que. É o caso do recurso interposto via fac. o prazo recursal inicia-se na data da publicação da ·Resumindo.2007. Não sendo -símile.2. para a juntada dos originais.2012. e a contagem inicia-se no próximo prazo recursal. começando a correr o prazo recursal depois da intimação. o prazo para recurso será contado da data em que útil subsequente. Data 67 O projeto do Novo CPC. Súmula no 30 do TST. Em resumo. TST-RR-1759600-81. 851. de modo Quando não juncada a ata ao processo em 48 horas.2012. TST-RR-491-48. Rel. começando a correr o seu da como realizada na segunda-feira.08. não sendo juntada a decisão ao processo no· prazo nem terminar em dia não útil.5. contadas da audiência de julgamento (art. deverá intimar a parte. enviado o fax. para proferir a sentença. 91 90 . o que significa que a contagem do prazo para a interposição de recurso por Em alguns casos. a contagem do prazo não pode nem iniciar sentença. Relator Minis- apenas os dias Úteis serão computados na contagem dos prazos. h). Dia 15 (sábado) Dia 17 (segunda-feira) Dia 18 (terça-feira) Pode acontecer de. Nessa hipótese. na audiência de instrução (momento em que se parte do Ministério Público somente se inicia com a intimação pessoal colhem provas). de- signada audiência de julgamento.2012. o juiz não É importante consignar que existe uma exceção quanto ao início sentenciar na data da audiência de julgamento. Min. da sentença. posteriormente. Início da contagem quando marcada audiência de julgamento intimado pessoalmente e nos autos (LC 75/93. o que provocará a pror.0007. se a parte é notificada no sábado. Nessa hipótese. marcada a audiência de julgamento.5. Nesse caso. o qual tem a prerrogativa de ser 6. 18. de 48 horas. (art. pode o juiz marcar outra audiência. ela será considera. contempla que de Publicação: 9. o qual impõe que os prazos são contínuos e irreleváveis.09. conforme declina a Súmula n° 197 do TST: dia útil subsequente. Relatora Ministra: Maria de Assis Calsing. não será aplicado ao processo do trabalho que contém norma própria no art.2009.09. a tro: Emmanoel Pereira. incumbe à parte comparecer para tomar conhecimento da decisão. Augusto Cesar Leite de Carvalho. o juiz tem da contagem em dia não útil.5. mesmo diante de sua ausência. contados da data da audiência. chamada de au- do parquef' 8 • diência de julgamento. 5• Turma. designada audiência de julgamento. Contudo. mesmo que coincida com feriado. Por fim. cação: 10. exceto se neste dia for feriado. é importante destacar que os dias não úteis que estiverem Atente-se para o fato de que a Súmula n° 197 do TST não se aplica entre o início e o final do prazo devem ser incluídos na contagem 67 • ao Ministério Público do Trabalho. Il.3. a parte receber a intimação da sentença.3.2014. iniciando seu prazo recursal somente depois da intimação.0109.1. Intimação da sentença O término do prazo também deve coincidir com dia útil. diência. não compa- recer à audiência em prosseguimento para a prolação da sentença conta-se de sua publicação. Data de Publi- nosso juízo. 4• Turma. ao término do prazo recursal.2010. sábado É o que estabelece a Súmula n° 30 do TST: ou domingo (Súmula n° 387 do TST). para melhor compreensão: Súmula n° 197 do TST. Esquematizamos.

. nico.419/06). manteve a mesma sistemática anterior. Na hipótese de interrupfáO. Il. ou não. independentemente de esse dia ser. Em suma. Além disso. a intimação será considerada como realizada no primeiro dia útil seguin. No ensejo. h. Pode ocorrer. ou o primeiro dia útil seguinte (CSJT-Res. aproveitamos para esclarecer que. 5°. de que o início do prazo recursal será da entrada do processo no setor como ocorre. havendo consulta dentro do prazo de 10 dias. não havendo consulta no prazo de 1 O viável a digitalização dos documentos. ocorrendo a consulta "em dia não útil. após o término do fato. de expediente no órgão comuni. os documentos são apresentados com a petição eletrônica. volta-se à estaca zero. efetivada a consulta dentro dos 10 dias corridos. nos termos do art. entre- cante. disponibilização da informação no Diário da Justiça eletrônico. Min. 18. eles deverão ser apresentados ao cartório intimação via eletrônica e não tomando ciência dentro do prazo de 1 O ou secretaria no prazo de 10 dias. Início da contagem do prazo recursal para o Ministério Público No entanto. Os prazos processuais são contínuos e irreleváveis.RE 213. n° 136/2014.2008. 69 TST-E-RR 5650600-24. será presumida a intimação. para o fato de que é diferente também a contagem O C. com a intimação do advogado. nas no Diário eletrônico .5. o visto do membro do membro. formalizada a carga pelo servidor data da publicação será considerada o primeiro dia útil seguinte ao da da instituição. devidamente compro- nicação: o décimo dia a partir do dia inicial. ptocess~al intimações por meio eletrônico. O Ministério Público do Trabalho tem a prerrogativa de ser inti. Nesse caso. sendo expedida a por motivo de ilegibilidade. comunicando tal fato na petição. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS 6. gem do prazo de 1O dias corridos será considerado: I .3. em regra. nica.3. ou em virtude de força maior. § 3°). a parte será considerada como intimada (art. 4°. § 2°). Rei. sendo considerados originais.corno dia da consumação da intimação ou comu. 5°. nos casos em que a lei determinar. § 5°. conside- do Trabalho ra-se realizada a intimação no dia da ciência (consulta).12. tanto. 92 93 . lecido pelo juiz. Exemplifica-se: A Lei n° 11. 11. STF 70 pacificaram o entendimento no sentido do prazo na hipótese de publicação no Diário da Justiça eletrônico. ainda.14. em razão do grande volume ou dias corridos.2009. Diante disso. Início da contage~ do cesso. ou seja. no processo eletrô- te" (art.3. prw. de os prazos serem interrompidos ou suspen- didos. Maria de Assis Calsing. de expediente judiciário. se não re- 75/93. estabelecendo que. mas depois de MPT era da data da entrada do processo na secretaria do órgão ou após ultrapassados os 10 dias corridos. integralmente seu prazo.2. da Lei 11. ainda. §§ 3° e 4°). também será considerado intimado. TST 69 e o E. 25). caso seja vada (CLT. iniciando-se novamente no primeiro dia útil 70 STF. isto é. 775). DJe 6. a parte terá restituído DEJT 19.3.3. será mado pessoalmente e nos autos. Contudo. Interrupção e suspensão dos prazos recursais do ato de comunicação no sistema.corno dia idcial: o dia seguinte ao da disponibilização 6. Por outro lado.419/2006. Rei. Min. ocorrido o fato. Contagem dos prazos recursais no processo eletrônico siderado como data da publicação" (art. art.0900. da LC considerado intimado na data da consulta. a ser estabe- li . come- çando a correr o prazo recursal "no primeiro dia útil que seguir ao con- 6.2002.121 AgR!SP. Para efeito da conta- dos à parte após o trânsito em julgado (art. art. Marco Aurélio.4. surgia dúvida se o início do prazo recursal para o alizar a consulta. na hipótese de ser tecnicamente in- É importante observar que. sendo os documentos devolvi- iniciando-se a contagem do prazo no dia seguinte. ser prorrogados pelo tempo estritamente necessário. Podem. contados do envio da petição eletrô- dias corridos. estas serão consideradas realizadas no Dia 20 (quarta-feira) Dia 21 (quinta-feira) Dia 22 (sexta-feira) dia da consulta. que disciplinou a informatização do pro- Disponibilizada a decisão Será considerada como. a administrativo do Ministério Público. Atente-se.data/de publicação· .

Nesse sentido. Dessa forma. é importante consignar que o C. vencendo. Prazo judicial.. aplicado subsidiariamente à Justiça do Trabalho. no subsequente. o curso do prazo recursal é paralisado qual deve ser aplicado o disposto no art. é necessário destacar a discussão exis- ~ 1 tente.O recesso forense e as férias coletivas dos Ministros do Tribunal Superior do Trabalho suspendem os prazos decisão dos embargos de declaração. Após a intimação da II . declinando: j Atente-se para o fato de que os embargos de declaração. no entanto. Quanto ao recesso forense. no primeiro dia útil após o término do recesso. correr no dia 7 de janeiro. declinava a Súmula n° 105 do extinto TFR: zos recursais. o que leva à aplicação do art. Ocorre. seu prazo a correr o restante (5 dias) no dia 7 de janeiro. se a parte. com irregularidade de repre- janeiro. art. I. volta a correr do ponto em que havia parado. estabelecido pela lei ou pelo juiz. inicialmente. dias para interpor o recurso ordinário. contar-se-ia o prazo no dia 18 e 19 de dezembro. 897-A.. O prazo. fica interrompido o primeiro dia útil imediato e a contagem. Art.. da Lei n° 5. fosse intimada da sentença no dia 17 de dezembro. tal ça Federal. retornando a TST entende que. é contÍnuo. I . no período de férias coletivas dos ministros do TST. inclusive. inclusive nos Tribunais Superiores: interrupção não ocorrerá nas hipóteses em que os embargos de declara- I . anterior.. não se interrompendo nos feriados. que o C. acerca de sua natureza jurídica. o início do prazo se dará no Interpostos os embargos de declaração no 5° dia. há ------------. interrompem os prazos dos recursos posteriores. no período das férias. assim. finalizando-se Justiça do Trabalho. concedendo-lhe natureza de férias. no dia 12 de janeiro. inicia-se novamente o prazo de 8 recursais. Além dos fixados em lei. PRESSUPOSTOS RECURSAIS ÉL!SSON MIESSA Súmula n° 262 do TST. no caso do exemplo Como visto no exemplo anterior. TST interpretou de forma diversa Corridos 3 dias 5 . como re- . Recesso forense. finalizando-se no dia 7 de janeiro. No entanto. bem como no recesso da Justiça do Trabalho haverá suspensão dos pra- No mesmo sentido. e recurso ordinário. Notificação ou Exemplo: proferida sentença. retornando exemplo. no prazo de 8 dias. para interposição do recurso ordinário teria início no dia 18 de dezem- ~~ bro. a Súmula n° 262 do TST. é pos- sível extrair que o período do recesso é considerado feriado. voltando a correr no primeiro dia útil após a paralisação.. 179 do CPC.010/66. 178. prazo para a interposição do recurso ordinário. Entre os dias 20 de dezembro a 6 de janeiro há recesso na do antes do recesso não será interrompido ou suspenso. Assim. Continua a 1· uspensao ·r' contagem (mais 5 dias) o recesso.. 178 do CPC. in verbis: 95 94 . a parte poderá interpor embargos de intimação em sábado.I Art. [. no prazo de 5 dias. o prazo IniCia- de dezembro. Nessa hipótese. Corridos 5 dias t_ l:er::~ _t Iniciam-se os 8 dias novamente O recesso é a paralisação ocorrida na Justiça do Trabalho no perío- do de 20 de dezembro a 6 de janeiro. notificada a parte no sábado. isto é. Exemplo: prazo de 8 dias.os dias compreendidos entre 20 de dezembro e 6 de ção sejam interpostos intempestivamente. sendo iniciada sua contagem no dia 17 Dessa forma. suspensão dos prazos processuais. Ele vem estabelecido para a Justi- ça Federal no art. nos termos da legislação em vigor. 62. § 3o). por conta-se o prazo do dia 17 ao dia 19 de dezembro (3 dias).Intimada ou declaração. que suspende os prazos recursais.l . o qual determina: durante ·o período da suspensão. o qual estabelece que. 62. serão feriados na Justi- gra. Da análise literal do dispositivo mencionado anteriormente. razão pela Já no caso de suspensão. ] (grifo nosso) sentação da parte ou quando ausente a sua assinatura (CLT.

conforme estabelece a OJ no 310 da SDI-I Trabalho possuem a prerrogativa de prazos diferenciados para recorrer. Têm prazo em dobro para recorrer. DJe Divulg 5. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS Prazos em Curso . aplica-se a dobra do prazo. o mandado de segurança e os recursos de competência do Tribunal blico em ambiente não concorrencial tenham todas as prerrogativas Superior do Trabalho. (Súmula n° 425 do TST) 72 • Ademais. É importante observar que o Decreto-Lei n° 509. regra do artigo 179 do Código de Processo Civil. o prazo para contrarrazóes será.. ou seja. do Distrito cesso do trabalho. mandado de segurança e ação cautelar. da LC 80/94 confere à Defensoria que.2010. na Justiça Federal. Julgamento: à Fazenda Pública. quer atue como custos legis. Redator p/ o acórdão Min. sem a necessidade de No mesmo sentido. Computar-se-á em quádruplo o prazo para O jus postulandi permite. Prazos recursais diferenciados Consigna-se ainda que. ação cautelar.10.04. É o que se denomina de jus postulandi das partes (CLT. com. doTST: Orientação Jurisprudencial no 31 O da SDI-I do TST. o art.RIO GRANDE de 1969. estaduais ou municipais que não trabalhista. o art. I. 12). exige-se a representação por preendendo os recursos. ou seja. porém. equiparou a empresa brasileira de correios e telégrafos (EBCT) DO SUL. 791 da CLT. rei. Nesses termos.. limita-se às Varas do Tra- Ademais. 6.o prazo em dobro para recurso.4.10. Fazenda Pública ou o Ministério Público.Recesso Forense -Justiça Federal .2011. estabelecido no art. Não se aplica. admite-se que o empregado e o empre- III.. a ou sociedades de economia mista que sejam prestadora de serviço pú. Inaplicável ao processo do trabalho Art. A regra contida no art. trabalho:· 791 da CLT). os prazos recursais. de 8 dias. Litisconsortes. no processo do trabalho. (grifo nosso) explorem atividade econômica: 7. o jus postulandi quando se tratar de recursos A prerrogativa do prazo em dobro para o Ministério Público incide no TST (de natureza ordinária ou extraordinária) ou STF. dos Municípios e das autarquias ou fundações de dade com o princípio da celeridade inerence ao processo direito público federais.2011. obrigatoriamente. 1° Nos processos perante a Justiça do Trabalho. art. REPRESENTAÇÃO (. em decorrência da sua incompatibili- Federal. a Defensoria Pública da União e o Ministério Público do ficação do prazo recursal.2013 (Informativo n° 66). das pessoas jurídicas de direito público. incluindo. (. aplicável ao processo do advogado. Alcance. dependem de representação por advogado Pública da União o prazo em dobro para a prática de seus atos.2008. 6. ) gador postulem em juízo pessoalmente. não alcançando a ação rescisória. (art. nos recursos de ação rescisória. Min. portanto. não há modi- econômica. em regra. 188. Do mesmo modo.5. inclusive os prazos recursais Regra diferenciados e a submissão ao precatório 71 • Aos prazos em curso no período compreendido entre 20 Atente-se para o fato de que a doutrina majontana não aplica a de dezembro e 6 de janeiro. 188 do CPC. 44. 191 do CPC é inaplicável ao pro- constituem privilégio da União. Art. quando existir As pessoas jurídicas de direito público que não explorem atividade litisconsórcio e as partes tiverem advogados diferentes. Procuradores distintos. SBDI-I. na hipótese de apresentação das contrarrazóes. O jus postulandi das partes. Tribunal Pleno. especialmente quanto às prerrogativas processuais 16.12.0008. ) No processo do trabalho. Prazo em dobro. o art. Aloysio Corrêa da Veiga. jus postulandi na Justiça do Trabalho. que as próprias partes interpo- contestar e em dobro para recorrer quando a parte for a nham seus recursos. 1o do Decreto-Lei n° 779/69: Art.11. Public. o STF e o TST têm admitido que as empresas públicas balho e aos Tribunais Regionais do Trabalho. de 20 de março 71 TST-E-ED-RR-115400-27. assim. Ayres Brito. bem como quer atue como parte. 191 do CPC.. 72 Súmula no 425 do TST. STF-RE 580264 I RS. dos Estados. 96 97 . 14.

Carlos Henrique Bezerra. e ampl. nosso)7 6 citamente. Portanto. A faculdade de as mandato tácito ou apud acta. 791 DA CLT. torna dispensável a procuração deste. se o mandato expresso estiver viciado. decorrentes da O mandato tácito é formado em função do compareci- ampliação da competência da Justiça do Trabalho pela Emenda Cons. São Paulo: Méto- Cleber Lúcio de Almeida. O C. ed. o pagamento de honorários solene. desde que não estivesse atuando juízo. pia autenticada da procuração para formação do agravo de instrumen- 820.. 2012. A procuração apud acta é conferida pelo juiz em audiência. a representação poderá ser regularizada por meio do jUS POSTULANDI. que o advogado compareceu com a parte em juízo para se demonstrar por meio do Enunciado 67. p. medLmte ato formal. ed. o que significa que. Curso de direito r·ocessual do ::mbalho. a parte poderá nomear advogado para representá-la em presença do advogado.~. p. 204.I do TST. Sérgio Pinto. parte majoritária da doutrina entende que o jus das partes e praticando atos processuais. inclusive para interpor recursos. advogado. quando o recurso for subscrito por prida a irregularidade detectada no mandato expresso. São juntado nos autos é inválido. a Orientação Jurispruden- partes reclamarem. § 3°. Comentários à CLT. in verbis: a regularidade de sua representação. Nesse sentido. rev.s. 791 da CLT.I jus postulandi. (grifo advocatícios decorre da mera sucumbência. ele tem a obrigação de juntar có- 73 MARTINS.to tácito. impli. POSSIBILIDADE. de modo a "dar o máximo de efetividade ao benefício que o legisla- dor quis conferir aos que buscam socorro no Judiciário Trabalhista".. constando seu postulandi não é aplicável. ele não produzirá efeito. declinando a necessida. ed. RELAÇÃO DE TRABALHO. ÉUSSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECUR~AIS advogado nos recursos em embargos de terceiros.qualquer modo. aplica-se o jus postulandi nas referidas ações. Nessa hipótese. portanto. do CC/02. porque demonstrada a existênci<. contida no artigo 791 da CLT. vez que o art. sob pena de não conhecimento do rect:. juízo negativo de admissibilidade. à qual nos filiamos. a representação deve com mandato expresso. se o mandato 74 LEITE. devidamente registrado na ata de clUdiência. em que consignada a . 76 SARAIVA. após a ampliação da competência da Justiça do Trabalho. Renato. 411. podendo inclusive inter- regras procedimentais que as da relação de emprego 75 • Essa tese ficou por recursos. 9. mento do causídico à audiência. basta que apresente a ata de audiência em aprovada na 1a Jornada de Direito Material e Processual do Trabalho. 2011. tratando-os como figuras sinônimas.. 13. representando qualquer titucional n° 45/04. atual. 2006. não diferencia mandato tácito de mandara Belo Horizonte: Del Rey. 98 99 ~----------------------------------------~--~~~~----------------- . Direito processual do trabalho. do TST determinam que. do. 2009. o advogado juntar para a formação do instrúmento a ata da audiência de de nova leitura do art. ou seja. Adema:. audiência. Quanto às ações oriundas da relação de trabalho. 654. Agravo de instrumento. 4. ed. I De . § 1°. 385 apud acta. não pode conter vícios. Mand.. sob pena de ser proferido cito. Traslado. Isso quer dizer que o mandato tácito coni"ere ao advogado o direito 1° da IN n° 27/2005 estabelece que nessas ações incidem as mesmas de representar regularmente a parte em juízo. P. to. assim como recursos A representação regular decorre da existê~cia de mandato nos au- de peritos e depositários 73 • tos. Configuração . li . pois os arts. que pode ser tácito (também apud acta) cu expresso. Curso de direito processual do trabalho. 3. mesmo nas hipóteses em que se pode exercer o I -A juntada da ata de audiência. ALMEIDA. deve ser aplica. Nesse caso. e 5° da IN n° 27/2005 nome na ata de audiência.Configurada a existência de mandao tácito fica su- Há representação. até o final. pela referida orientação jurisprudencial. 3°.rso. TST. exigiu-se a presença do advogado 74 • Para a outra tese. pessoalmente. nessa hipótese. Agora. seus direitos perante a cial n° 286 da SOl-I do TST: Justiça do Trabalho e de acompanharem suas reclamações Orientação Jurisprudencial n° 286 daSDI. de mandato tá- ser regular. Ata de I! I da às lides decorrentes da relação de trabalho. ART. Paulo: LTr. São Paulo: Atlas. porque não preenche o disposto no art. razão pela qual poderá 75 No mesmo caminho entende o doutrinador Cléber Lúcio. p. porém. tendo o patrono mandato expresso válido no processo.

cam-se as normas descritas no Estatuto da OAB e no CPC e. do Có- digo Civil. Ademais. o essencial Nesse contexto. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS em que participou como patrono da parte. terá poder de representação. uma vez que este é regulamentado.. 370. 364. de termo final incerto. Assim. Trata-se. § 1°.. Nesse sentido. Por sua vez. tes.1. as partes são É o que acontece. pois. ou determinado. 370. enquanto durar o processo. fazendo apenas a ressalva de que este Condições de validade somente poderá ser conferido se já existente nos autos mandato do I -Válido é o instrumento de mandato com prazo deter- substabelecente. 654. com a exigência da data no man- livres para estipularem prazo de validade. em nome e por conta dessa última. a OJ 371 da SDI-I do TST: minado que contém cláusula estabelecendo a prevalência dos poderes para atuar até o final da demanda. isso não ocorre quando se trata de manda- to judicial. 654. portanto.. 2.I do TST. IV. busca definir se naquele momento o mandante e o mandatário estavam diariamente o Código Civil. a data a ser con- ou administrar interesses da outra. pois será 395 do TST. IV. respectivamente. prazo. IV. 653 sência da data da outorga de poderes. Esse termo é apresentação em repartição pública ou em juízo". haverá incidência do Código Civil. poderá o mandante exigir que o mandato somente tenha ceiros. Inaplicabilidade do art. do CC. o patrono (grifo nosso). O art. por exemplo. Irregularidade de representação. Manual de direito civil: Direito das obri. por outro lado. eficaz para formar o instrumento. não datado. podendo ser indeterminado dato. no gozo de seus direitos civis. para se analisar o mandato judicial. a qualificação do outorgante e do outorgado. § 1°. Em outros termos. dispõe que em "relação a ter. do CPC. a data não é elemento substancial. primeiro bus- são os poderes conferidos ao patrono e não simplesmente a data que . prioritariamente.Diante da existência de previsão. O mesmo se diga Súmula n° 395 do TST. No processo.da sua validade se for juntado nos autos até determinada data. configurando o mandato Orientação Jurisprudencial no 371 da SDI . capazes de poder conceder mandato ou representar. se ausen- poderá ser suprimida pela aplicação do art. São Paulo: Método. ] N. 2005. Mandato e substabelecimento. Condições de validade do mandato Não caracteriza a irregularidade de representação a au- O instituto do mandato é definido pelo Código Civil. tem validade se anexado ao processo dentro do aludido gações e contratos. no mandato. Ina- plicável o art. v. não é condição de validade do negócio jurídico. sendo um contrato em que uma pessoa se obriga a praticar atos judicial. p. embora o instituto do mandato seja autos. 77 siderada é aquela em que o instrumento for juncado aos É interessante observar que. em relação ao substabelecimento. sendo este.. no processo. nos arts. Isso quer dizer que. ao disciplinar sobre o mandato. estabelece Assim. na realidade passado. ao contrário do mandato civil. do CPC. 7. portanto. regulado pelo Código Civil. Substabelecimento táctico. porque no direito civil a data do mandato Estatuto da OAB e pelo Código de Processo Civil. Flávio Augusto Monteiro de. do Código Civil. § 1°. a data e o obje. 370. in verbis: considerada a data da apresentação no processo. eles criam um mandato por prazo indeterminado dentro da relação tivo da outorga com a designação e a extensão dos poderes conferidos" processual. o art. considerar-se-á datado o documento particular [. capaz de validar o mandato apenas se cumprida a cláusula imposta no diferentemente do direito civil. conforme preceitua o art. no mandato a 666. II. o instrumento de mandato só 77 BARROS. do CPC. 654. Registra-se ainda que. É o que dispõem os itens I e li da Súmula essencial. sendo o mandato um contrato. pelo Tal diferença se justifica. [. ] 100 101 . estabelecendo as partes contratantes (mandante e mandatá- que "o instrumento particular deve conter a indicação do lugar onde foi rio) que a validade do mandato será até o fim da demanda. fixan- do termo para sua juncada. aplicando-se subsi. em que a data do mandato é requisito contrato (prazo de juntada).

ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECL1 RSAIS N~ hipótese de mandato firmado em nome de pessoa jurídica. irregularidade de representação. gerando. a sua interposição é ato praticado perante o Tri- sunção favorável. no Agravo de instrumento. independentemente de caução.2.I do TST: bunal Regional do Trabalho. Mandato. por despacho Pode ocorrer de constar. 13 do CPC. prorrogável até outros 15 (quinze). 12. vez que são direcionados inicialmente 456 do TST). sem o instrumento de mandato. do CPC não determina a exibição dos esta. 'i salvo se houver impugnação da parte contrária. apresentando posteriormente a procuração nos autos. VI. Superior do Trabalho. Atuação sem instrumento de mandato i . militando-lhe pre. Os atos. bem como o agravo de instrumento para destrancar o recur. porém. cia ou prescrição. so. Parágrafo único. faz-se necessária a apresen- Art. VI. advogado no feito. Representação processual. o advo- gado se obrigará. pois. nos cia ou prescrição. laridade. aplicável subsidiariamente ao processo do trabalho: Assim. não ratificados no prazo. o advogado não tação do contrato social somente quando houver dúvida razoável do será admitido a procurar em juízo. como o art.I do TST. intentar ação. do juiz. Tal exigência se justifica. os poderes descritos no mandato. como estabelece o art. I instrumento de mandato outorgado ao seu procurador. Nestes casos. em juiz ou impugnação da parte contrária. ração ou o substabelecimento à atuação do procurador ao âmbito do . Contrato social. sem o instrumen- o que significa que ambos serão interpostos no TRT. É o que dispõe a OJ 374 da SDI I do TST. serão gera-se dúvida se esse mandato engloba poderes para interpor o recurso havidos por inexistentes. na procuração concedida ao advogado.. é necessário que contenha. Sem instrumento de mandato. que tanto o recurso de revista como o agravo de permite que o patrono possa intentar ação a fim de evitar decadên- instrumento são interpostos no juízo a quo (órgão prolator da decisão). 38. Poderá. 7. limitativa de poderes ao âmbito do tribunal regional do trabalho Isso não significa. Procuração ou substabelecimento com cláusula de requisito mínimo para validade do mandato. quando não houver impugnação. O art. pelo menos. praticar atos reputados urgentes. para Diante disso. 102 103 . no processo. nome da parte. seguir transcrita: presentante). sem a identificação ao TRT (tribunal a quo). 37 do CPC. todavia. Nessa hipótese. ambos do CPC. além de praticar atos urgentes. despesas e perdas e danos. caso em que incumbe ao magis. bem como intervir. porque. Pela análise do referido artigo é possível extrair que o ordenamento Ocorre. limitando a procu- que o mstrumento seja válido. para termos do art. respondendo o advogado por de revista. pois tanto 0 art. to de mandato. a da entidade outorgante ("empresa") e do signatário da procuração (re.I do TST. É regular a representação processual do subscritor do agravo de 12. Cláusula limitativa de poderes no âmbito do TRT bir o instrumento de mandato no prazo de 15 (quinze) dias. TST passou a entender que. Nesse sentido. de revista. o C. que a pessoa jurídica deverá apresentar seu contrato social. que seus poderes ficam limitados ao âmbito do TRT. não exigem a apresentação do instrumento ou do recurso de revista que detém mandato com poderes contrato social para se poder "presentar" a pessoa jurídica em juízo. admite-se a atuação momentânea do advogado. a interposição de recurso de revista e de agravo de instrumento esses dados constituem elementos que os individualizam (Súmula no estaria incluída em seus poderes. I tutos da empresa em juízo como condição de validade do Em alguns casos. Ii o nome da entidade outorgante e do signatário da procuração. 37. circunstância que legitima a atuação do Orientação Jurisprudencial n° 255 da SDI.3. tendo presunção de veracidade. a exi- 7. porém. portanto. pois TRT. embora a apreciação desse recurso seja realizada pelo Tribunal que assinou a procuração tinha poderes para tanto. inviabiliza-se a verificação de quem conferiu ou recebeu Orientação Jurisprudencial no 374 da SDI. Desnecessária a juntada. Trata-se. afirma a OJ n° 255 da SDI. Regu- âmbito processual. A de representação limitados ao âmbito do Tribunal Regional do Traba- propósito. o que o torna inválido. o contrato social é elemento de prova para conferir se aquele lho. a fim de evitar decadên- trado deferir prazo para que a pessoa jurídica apresente-o em juízo.

o substabelecimento sem reserva de poderes retira ainda que mediante protesto por posterior juntada. seguir transcritas: Será com reserva de poderes quando ambos os patronos (substa. 13 e 37 do belecido e susbstabelecente) continuarem com poderes para atuar no CPC.1994.· Súmula no 383 do TST. Trata-se assim Na instância especial é inexistente recurso interposto por de atuação condicional. que pode ser com ou sem Nesse sentido. já os poderes do substabelecente (patrono antigo). juntada da procuração a posteriori nos autos. I. 37.. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS Ao apresentar a procuração. portanto. de 04. I -É inadmi. é um contrato embasado na fidúcia de- ser sucumbente (vencida). Júlio César. 2009. Inaplicabilidade processo. Arts. 78 BEBBER. que o art. substabelecer (art. temos a figura do substabelecimento.sível. A interposição de recurso. Substabelecimento com o ajuizamento da ação. A interposição de recurso não é passível de tido no mandato. quer dizer que. no urgente.906. e parágrafos. 2. no mandato.. já decidiu o Supremo Tribunal Federal: substabelecimento apenas se houver manifestação expressa nesse sen- Atos urgentes. por inexistente. [. como visto. 7 9 Condições de validade [ . vez que "a sucumbência é fato previsível no processo" 78 • Noutras palavras. 7 .São válidos os atos praticados pelo substabelecido.RE 184642-9-SP. Recursos no processo do trabalho.07. 37 do CPC. Ressalta-se que. Impede-se o Nesse caminho. Min. mantendo-se apenas que a interposição de recurso não pode ser reputada aro os poderes do substabelecido (novo patrono). inaplicável o disposto no art. em instância recursal. do Código Civil de 79 STF. sempre. Fase recursal.. DJU 24. Súmula no 395 do TST. Procuração. a Súmula 115 do STJ: não apresentação torna inexistentes os atos praticados. o art. 37 do CPC urgentes que justifiquem a atuação do patrono sem procuração. a interposição do recurso não pode ser entendida como Verifica-se. Com efeito.. cabendo à parte precatar-se. quando O não-cumprimento das determinações dos §§ 1o e 2o o substabelecimento for apresentado ausente de qualquer ressalva.1994 e do art. Nesse não é um ato urgente. caso. verifica-se o teor das Súmulas n° 383.4. ] substabelecimento sem reserva de poderes. ed. a Na mesma trilha. ainda. hipótese de m. Assim. ainda que não haja. devendo. Juntada a todos os poderes que lhe foram outorgados. ainda que com protesto para posterior juntada. 2002). a possibilidade de o provimento judi- cial ser contrário aos interesses sustentados no processo.11. a parte já tem conhecimento que poderá O mandato. deverá não-conhecinento de recurso. Mandato.ndaro tácito. e 164 a reserva de poderes. exceto na conferir substabelecimento expresso com reserva de poderes. acautelar-se quanto à positada pelo cliente ao seu advogado. o patrono antigo renuncia Súmula n° 164 do TST. 37 do CPC não é aplicável. 5° da Lei no 8. poderes expressos para p. No entanto. advogado transfira os poderes a ele conferido ao outro advogado. somente será existente se ocorrer a advogado sem procuração. foi conferido sem reservas de poderes. Por outro lado. ele do art. Marco Aurélio. São Paulo: LTr. O substabelecimento não exige poderes expressos.. os atos serão ratificados. nada obsta que o possível interposição de recurso. Noutras palavras. 667.. rei. ou seja. 129. 104 105 .. na fase recursal. sendo. o oferecimento tardio de procuração. dessa forma. 37 do CPC pressupõe a prática de atos fato urgente. ) III . É que TST. nos termos do art. conforme dispõe o item III da Súmula n° 395 do enquadramer.ro entre os atos reputados urgentes. Isso na fase recursal. Por outro lado. caso o antigo patrono parágrafo único. portanto. Mandato e substabelecimento. do Código de Processo Civil importa o tenha interesse em permanecer representando a parte nos autos. in verbis: concorre.

oficiais ou reconhecidas por lei. por obvw substabelecer. declina que empregados e empregadores podem 395 do TST: ser representados pelo solicitador ou provisionado. por último. 791. salvas feitas pela Súmula 377 do TST80 • Com efeito. acabada a audiência. atos processuais como. Assim. 107 [_ ~----10_6 _ _ _ __ . como declina o item IV da Súmula no O art. Queremos dizer. na forma do regimento geral. da CLT. de 14 de pode atuar em juízo. seja o solicitador. permitida. sob pena de se permitir a transferência de po- Parágrafo único. apresentar defesa oral. estabelecendo: . previstos no art.5. em caráter excepcional. poderá exercer todos Desse modo. não foram man- Contudo. Por outro lado.Configura-se a irregularidade de representação se o A figura do solicitador acadêmico tinha como base o art. 151 doEs- substabelecimento é anterior à outorga passada ao subs- cabelecence. tidos no atual Estatuto. 52 da Lei n° 4. Preposto. Por sua vez. sob pena de vício de representação. o estagiário cta do art. 54 da Lei Complementar n° 123. 1° da Lei 8. § 1°. Nos dois primeiros anos desse prazo será deres inexistentes.906/94). Isso quer dizer que só poderá substa- serão facultativos os requisitos do estágio profissional e belec~r aquele que tem poderes para representar. tais como realizar propostas de acor- jus postulandi. lnteligên. a insciçáo na Ordem. 3°. de acordo com o art. Exigência da condição de empregado. deverá ser ao advogado. Porém. Ora. Representação por estagiário tencia antenor de procuração. Isso ocorre porque é regra básica de direito o fato de que secun.906/94. tinha relação com os atuais estagiários. seja o provisionado. que o C. como Solicitador Acadêmico. § 1°. caso o empregado e o empregador não se utilizem do os atos necessários na audiência. aos que comprovarem estar matriculados na 4a ou 5• séries das Faculdades de Direito cessão do mandato.resário. § 2°. na audiência. dano segue as vezes do principal.215/64. não poderá praticar outros representação. 7 . o substabelecimento deve ser sempre posterior à con. Exceto quanto à reclamação de empregado doméstico. por exemplo. que atualmente tem a exclusividade de finais. em conjunto com p. com as res. por leigos. advogado e sob responsabilidade deste". 843. 1°. não poderá dos advogados. mas não foi man- mento por advogado investido de mandato tácito (OJ n° 200 da SDI -I). mas sempre em conjunto com o advogado. § 1°. isso ocorre nos casos em que não se aplica o jus postulandi. como dispunha o art. Registra-se.6. Durante três anos a partir de vigência desta lei. Representação por preposto do em determinadas regiões. regularmente inscrito. TST não admite o substabeleci- Portanto. possibilitando a capacidade postulatória a É sabido que o empregador pode ser substituído. se o patrono não do Exame de Ordem para efeito de inscição no quadro poss~1 ~enhum poder de representação (mandato válido). interpor recursos. pode praticar os atos 80 Súmula no 377 do TST. .906/94 "o estagiário de :1dvocacia. PRESSUPOSTOS RECURSAIS ÉLISSON MIESSA • ~ impo:rante destacar que o substabelecimento pressupõe a exis. IV . Nesse caso. por força do art. da CLT e do art. Com efeito.215/64). o preposto tem a função de representar a parte na audi. prestar depoimento pessoal e aduzir razões mente. tido pelo atual Estatuto (Lei n° 8. ou contra micro ou pequeno em. necessaria- do. 151. n° 7. 0 Art. ência.346/94. tatuto da Ordem dos Advogados do Brasil de 1964 (Lei n° 4. pode acontecer de termos estagiário atuando no processo. exaurindo sua atividade nesse ato. dezembro de 2006. 843. a transferência da capacidade postulatória. nos termos do art. da Lei 11° 8. revogado pela Lei gerente ou preposto. o provisionado buscava afastar a carência de advoga- 7. Da mesma forma. o preposto deve ser necessariamente empregado do reclamado.

suas cional independe de instrumento de mandato. Min. tão dispensados de apresentar procuração para representá-las em juízo. 9. Válidos são os atos praticados por estagiário se.Para os efeitos do item anterior. que o procurador ao menos se declare como exercente do cargo de mento de mandato. por exemplo. presume-se a contratação do profissional para o caso concreto. Municípios e Distrito Fe. I e II. quando representadas é a revelação do status. Suficiente autarquias e fundações públicas. sob pena de vício de representação. passa a ter "capacidade plena". Estados. Representação processual. invocando-se as diretrizes da Súmula n° 164 do TST. atuar sozinho no processo. gado.Tratando-se de autarquia. 12. ativa e passivamente. n°s 173. 2•Turma. Nesse procuração ou substabelecimento. a partir ízo. Nesses casos. é o disposto no art. Declinada a simples estão dispensadas da juntada de instrumento de mandato condição de advogado inscrito na Ordem dos Advogados e de comprovação do ato de nomeação. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS Portanto. inclusive para interpor recurso. Dessa forma.12. do Brasil. podendo. os procuradores das pessoas jurídicas de direito público es- a habilitação. in verbis: procurador. No Súmula no 436 do TST. a prova do credencia- II. Marco Aurélio. seja no polo passivo da relação processual. o TST no item II da referida súmula exigiu pessoas jurídicas de direito público é dispensável a juntada de instru. independe da apresentação do instrumento de mandato. 81 STF-RE 174504AgR/ SP. confere ao procurador das pessoas no processo. somente em conjunto com à sua própria função.249-7.I do TST. mento . como ocorre. por seus procuradores. entre 0 substabelecimento e a interposição do recurso. tendo a capacidade de exercício. Representação das pessoas jurídicas de direito ptiblico presença da procuração nos autos. é essencial que 0 sig.PROCURA- deral. do CPC. habilitando- to público contratarem advogados particulares para representá-las em ju~ -se como advogado. a instrumento de mandato representação por procurador do respectivo quadro fun- I. 9° da Lei n° 9469/97. REPRESENTAÇÃO PROCESSUAL . pois lhe falta a capacidade de exercício para atuar sozinho mente publicada no Diário Oficial. Com efeito. a nomeação para o cargo. . não bastando a indicação do número de inscrição Segunda Turma em 7 de junho de 1994 81 • na Ordem dos Advogados do Brasil. Contudo. Assim. ou seja. não bastando a simples indicação do número da OAB. aí. o estagiário pode receber poderes de representação. devida- o advogado.1994. 173. exigindo-se. DJ. Municípios e Distrito Federal. nas fundações e nas autarquias públicas. o estagiano poderá receber procuração e substabeleci. Estados. Isso ocorre porque a representação de tais pessoas jurídicas de direi- to público decorre da lei. conforme sentido.7. o número da matrícula. julgados pela rador. sobreveio Assim. tanto quanto em juízo.652-7 e 174. possível. para atuar como advo. adquire jurídicas de direito público o poder de representá-las em juízo. Estagiário. mencionando-se. já havia decidido o STF: curador da C"nião. Rei. do art. na hipótese de representação das presentação de tais pessoas. pois já tinha tais poderes. que assim vaticina: declina a OJ n° 319 da SDI-I do TST: · A representação judicial das autarquias e fundações pú- Orientação Jurisprudencial no 319 da SDI. No entanto.A União. lidamente representar os interesses da parte no processo. mesmo sentido. pode acontecer de determinadas pessoas jurídicas de direi- mas a lei não lhe confere a capacidade de exercício. não havendo necessidade de se conferir nova a representação presunção de validade até prova em contrário.568-7. para que o advogado possa va. o poder de representação dos procuradores dessas entidades é inerente mento atuando. Pro. Conforme analisado anteriormente. Habilitação posterior de cargos efetivos dos respectivos quadros. blicas por seus procuradores ou advogados. Precedentes: agravos regimentais natário ao menos declare-se exercente do cargo de procu. seja no polo ativo. suas autarquias e fundações públicas. Ademais. enquanto for estagiário. como dispõe a Súmula n° 436 do TST. uma vez habilitado como advogado. Contudo. 108 109 . }untada de DORES AUTÁRQUICOS. ocupantes Representação regular. cio então estagiário. de então. tratando-se de advogado particular. com a finalidade de identificar a regularidade da re- apresentação de mandato. é obrigatória a 7.a procuração. é necessária a Desse modo.

a ~ons­ tada por seus procuradores. da União. devendo ser representadas pelos cio. 6. Por outro lado. .2010. DEJT 26. 9. a representação por tais procuradores não decorre da lei. obriga. Relator Ministro Luiz Philippe Vretra de Mello Filho.5. a constituição de novo mandatário para o mesmo nego- lidade jurídica própria.I do TST. como se vislumbra pela parte final da orientação em análise 83 • Quere- mos dizer. Desavisado o mandatário da revogaçao.0062. não criou óbice a que 0 estado organize a sua representação process~a Pensamos. 131) 82 . quando represen. presentado por integrantes da carreira. Julg. R osa M ana we er. devem ser representadas em juízo. DEJT 16. advogados constituídos por elas. "representar judicial e extrajudicialmente. art. possam representar os órgãos da adm1mstraçao _md1reta. Atenta-se ainda para o fato de que o item li da aludida súmula não 7. tituição Estadual confere à Procuradoria Geral do Estado a funçao. a representação das autarquias do Estado de Sao Paulo pelos procura- toriamente. por ele praticado não pode ser acoima::!o de excessivo e presentação das autarquias por procuradores do estado ou procuradores emanado de falso e ilegítimo procurador. o ato De qualquer modo.12. de mas o procurador deverá declarar que é exercente do cargo de pro. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS Em resumo.201 O. E-AJRR 151140-44. E-RR-143100-98. Min.2013.8. conforme dispõe a do ser expressa ou tácita. Augusto Cesar Leite de Carvalho. na hipótese de exclusividade de representa. por meio de seus procuradores. só após a devida comuntcaçao ao advogados constituídos.5. não há necessidade de tal declaração. vez que. . E~ 83 TST._ O- 82 STF-Rcl8025/SP. não podendo ser representadas pela A revogação do mandato decorre de vontade do mandante. Min. pois este somente pode ser 0 mandato é um contrato embasado na fidúcia entre as partes. Autarquia ros Monteiro declina: Os Estados e os Municípios não têm legitimidade para A revogação tácita pode resulcar de circunstâncias vária~: recorrer em nome das autarquias detentoras de persona. ~ Est_ado e s~as _autarqwas.04. Dje.8. mas pode derivar de mandato judicial.15.0067. poden- administração direta (União.3. o doutrinador Washington de Bar- Orientação Jurisprudencial n° 318 da SDI.2.. ------------- . . Emmanoel Pe- reira'. • .3. 84 TST RR 196800-74. além do que seus membros não podendo ser extinto no caso de revogação ou renú~cia. Quinta Turma.20~0. a conferir os poderes ou 0 mandatário para os exer~e~ e _pe o termmo do prazo ou pela conclusão do negócio. Primeira Subseção de Dissídios Indi.8. viduais. DEJT 26.2007.2013. Por fim. do município quando eles possuírem mandato constituído nos autos. conforme d1sc1plma o art. por exem.v.2005. sem ressalva ~a p~·ocu­ procuradores que fazem parte de seus quadros ou por ração anterior.02.15. Rei.5. 110 111 ---~-----. Representação irregular. o TST adm1te plo.2006. será o advogado público que estará representando a União dores do estado 84 • (CF/88. · · . Rei.0153. porém. mudança de estado que mab1hte o mandante d 1çao eu 1 ' · Por fim. estados e municípios).02. é importante destacar que o TST admite are. Revogação do mandato se aplica ao Ministério Público do Trabalho.2008.d ma das partes. que. registra-se que as autarquias e fundações. por terem perso. por procuradores que fazem parte de seu quadro ou por do CC/02. curador. -A-RR-546800-09. Eros Grau. 99 . Tribunal Pleno.5.5. . Relatora Ministra Maria de Assis Calsmg. ou para o mesmo processo. Mas. bem c_o~o q~e ~s o~upantes da carre~ra ção do ente público por advogado público. . Min. inclusive para recorrer. DEJT 12. a pessoa jurídica de direito público. não precisa da apresentação de mandato. como é o caso. I) · Desse modo ' considerando que a Consntwçao Federall a1s gular a representação. concedendo poderes a advogado particular._ ~arte ou inter- são inscritos na OAB. Relatora Ministra · . antigo mandatário se considerará revogado o ~nandato anterior. inclusive as de rêgime especial. O] 318 da SDI I do TST: Analisando a revogação tácita.2007. no Estado de São Paulo.2009. b DEJT 27 8 2010· E-ED-AJRR-236940-08. " (ar t .0039. exceto as umvers1dades p~bl_1c_as estadu- mantém-se a necessidade do instrumento de mandato para tornar re. 682 nalidade jurídica própria.0020. cumpre consignar que. Rei.

Ausência do instru- p~rmlte sua regularização. sua ausência gerará apenas o não conhe- Atenta-se para o fato de que. Nessa hipótese. suspen.0036. sendo a regularidade de representação tacHa do mandato anterior. 7. sem ressalva de do processo.I do TST. será excluído do processo.ao 'erceiro. ainda que o novo procurador não seara recursal. ret. uma vez que seu ( . ÜISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAlS M_as num processo equivalerá à referida comunicação a J. Desconsideração. são consumativa.2009. reputar-se-á se nega provimento. RECURSO .11. Ausência de res.te revogado. cuja sentaçao. ou o tenha igualmente revogad 0 . já que. Gilmar Mendes. Juntada de regularidade c. porta. I. faltantes. TST.2010..RR. III . 13 do CPC na fase recursal.ão do STJ.a representação das partes. como declina o item li da Súmula n° 383 do TST: Verifica-se.3. mento de mandato outorgado à advogada subscritora do cnto: agravo regimental anteriormente interposto. . 112 113 . ante a preclu- JUntada aos autos.2. não se podem admitir os efeitos des~ p.uo. 4. II . Ministra Maria de Assis Calsing DE]T 5. esse dispositivo tem incidência tão somente na 1a Orientação Jurisprudencial n° 349 da SDI . a interposição do recurso consuma o ~abeleceu que o que define a procuração como nova é a data da sua ato recursal. 5.2010. que é a regular representação processual.3. Republicação: DJe 11. o juiz de. Isto e. pois gera nulidade do processo.9. 6. Min.2010 Public. como se verifica pelo seu texto a seguir trans. Ónus do agravante. 86 TST. lnaplicabi- Art.Inadmissível na fase recursal a regularização da rep re- da no~a p~ocu:ação. sendo incabível sua regularização posterior. Na fase recursal. 13 e 37 do sem a mani.2003. capacidade postulatória. lidade do art.festação expressa de permanência dos poderes do antig~ CPC.U~t:da da procuração conferida a novo procurador.ao réu. há 21.2000. ) mandato f01 tacltame:J. 3. Irregularidade de representação Ementa.stJra a !'evogação. RESP-222. ' · · e lX 1sc er. instância e não em fase recursal. Juncada extemporânea das peças prazo.. Agravo regimental ao qual cretará a nulidade do processo.3. a partir da juntada II . o juiz. 13 do CPC. e não a data da outorga de poderes ao causidicosG. SDI-I do TST. Arts.37500-81. 12. marcará prazo razoável para ser sanado mo Tribunal Federal.2010.215 Rei Min FT F h DJ corribilidade. EfeitoE grau. o Supre- mo Tribunal Federal tem decidido de forma reiterada. procuração. DJe 4. TST não admite a incidência desse dispositivo na ExJ. Rei. na forma do art.3. 5. Na hipótese de interposição de recurso. o pressuposto objetivo de re- 85 Citação extraída da deci. Agravo regimental em agravo regimental em ~a hipótese de irregularidade de representação. revelia ou exclusão do terceiro A juncada de nova procuração aos autos. Não sendo cumprido o despacho dentro do interposição do recurso.ao autor. Inexistência de protesto por sua oportuna apresentação.ss fase recursal.REPRESENTAÇÃO PROCESSUAL - REGULARIDADE. Precedentes do Supre- dendo o processo. a OJ 349 da aplicação se restringe ao Juízo de 1° grau. 7.OPORTUNIDADE. Contudo.. uma vez que as consequências do afas- Mandato. Verificando a incapacidade processual ou a ir. Fase recursal. 2.5. 13.o~eres conferidos ao amigo patrono. art. 87 revel. Além disso. REI. Public. um pressuposto recursal.TST es. não admite a regularização da representação na aceite o m<-ndato. O mesmo raciocínio aplica-se ao substabelecimento. Inaplicabilidade patrono. a~enas o novo procurador terá poderes de repre. ou seja. na referida orientação. tamento da irregularidade estão direcionadas a decretações do primeiro salva. Nesse sentido.03. 0 C. semação processual. Preclusão consumativa do ato de o defeito. Juntada de nova procuração.Ira ~esse último o poder de representação. cimento do recurso. in verbis: Para o C. o C. 13 do CPC 0 suspensão de tutela antecipada. Mandato. 13 do CPC na fase recursal. Pela inaplicabilidade do art. que a juntada de nova procuração nos autos Súmula no 383 do TST. 87 STF -AgR-AgR/ PR. se a providência couber: I . implica revogação critos no aludido artigo.

o que signi.AI 546. p. cimento e outro valor na fase de execução. Moreira alves. Henrique.276/2006. que introduziu o § 4° do (exercício da jurisdição). tivos do trabalho. Trata-se de taxa9 1. 832. DJU 8.3. Élisson. por isso. o qual passou a declinar que. a doutrina entende que "é possível pensar. Reforça o nosso entendimento o advento do § 11 do art. quatro centavos) e serão calculadas: 90 Interpretando o art. a possibilidade de blico específico e divisível. ex. ou seja. no exercício da 88 STF. 145. AGRAVO. Descabe aplicar. gera a deserção do recursal. 115 114 . Portanto. impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2° do A ausência do preparo. que engloba: artigo 13 do Código de Processo Civil. para o C. o Tribunal Superior do Trabalho poderá desconsiderar o vício ou a depender da fase do processo. 77 e 79). em tal fase. as custas processuais vêm estabelecidas (incluímos os Tribunais Regionais) poderá mandar saná-lo. quando se diz que o recurso é deserto.06. Se o agravo é manifestamente infun. ante a falta de pres. é obrigação.6. art. do pagamento das custas e do re- artigo 55 7 do Código de Processo Civil. No processo do trabalho. conhecimento incidirão à base de 2% (dois por cenro). cuja incidência sempre pressupõe a fase de conhecimento. correção de defeitos processuais em sede recursal. ed. Curso de direito processual civil: Meios de impugnação às decisões judiciais e processo nos tribunais. Bahia: JusPODIVM. arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé 88 • colhimento do depósito recursal. 789 da CLT: fica que a Súmula n° 383. 135. p. 515. § 2°. incluía a representação processua!9°. sob pena de não conhecimento do recurso. ou seja. sendo analisado de forma diferente. o art. Correia. da procuração ou juntada do estatuto social da pessoa jurídica.. 13 do CPC): juntada pectivo valor. e ARTIGO 557. • as custas. Min. do CPC.1.legal. Wllor das custas processuais CLT. DIDIER Jr. devendo. o valor das custas processuais ve~ fixado "quando o recurso tempestivo contiver defeito formal que não se repute na sentença (CLT. já compulsória exigida em decorrência da utilização de um serviço pu- que tal dispositivo passou a permitir.1. Stímulas e orientações jut'isprudenciais do TST observado o mínimo de R$ 10. Rei. • o depósito recursal.997/SP-AgR. grave. dado. ed. I . v. que são devidos ao estado em razão da realização de sua atividade que. expressamente. 2014. Nos dissídios individuais e nos dissídios cole- regularização da representação em sede recursal. Min. Portanto. DJ de jurisdição trabalhista. já anunciávamos so. será um valor na fase de conhe- mandar saná-lo. 515 do CPC. li. o entendimento do TST deveria sofrer reparos. TST. julgando o mérito". 3. Fredie. As custas processuais dizem respeito ao custo financeiro do proces- No entanto. 896 da 8. 8. art. Leonardo José Carneiro da. o que. do TST deverá ser alterada para admitir a Art. 789. II. sobre o res- ainda. arts. p. é inaplicável na fase postos recursais. a nosso juízo. PREPARO interposição. prestado ao contribuinte (CF.015/14. 13.e art.1. § 2°). introduzido pela Lei n° 13. § 4°. nas ações e procedimentos de compe- tência da Justiça do Trabalho. PODIVM. 91 STF-RE 116208-2/MG.MULTA. está-se referindo a esses pressu- Assim.".64 (dez reais e sessenta e comentadas e organizadas por assunto. 89 Miessa. sendo o vício de representação um vício sanável. Rei. quando comentamos essa súmula89 . Bahia: Jus. as custas relativas ao processo de 31. recursal.quando houver acordo ou condenação. Marco Aurélio. bem como nas demandas propostas perante a Justiça Estadual. com o advento da Lei n° 11. no art. o TST Na fase de conhecimento. Custas processuais suposto recursal. Primeira Turma. 683. o recorrente estar regularmente represen- tado. o disposto no O preparo é um pressuposto recursal extrínseco. 8. CTN. DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. 2010. no suprimento de um defeito de representação (art. 4. CUNHA. PRESSUPOSTOS RECURSAlS ÉL!SSON MIESSA de estar atendido no prazo assinado em lei para a própria 8. do CPC. ou seja.1990.

64 e não R$ 6.00.26 (quarenta e qua- tro reais e vinte e seis centavos). Isso quer dizer que as custas não levarão em conta cada ponsabilidade da parte vencida (CLT.26 (quarenta c quatro reais .no caso de procedência do pedido formulado em ação declaratória e em ação constitutiva. 8. sempre de responsabilidade do executado e pagas ao fi- Da análise do dispositivo anterior.extinção do processo sem resolução do mérito. [ . com base na soma dos pedidos dos dois reclamantes (CLT. mas a soma de todos os pedidos ou dos valores seja o reclamado..00.quando o valor for indeterminado. ou julgado totalmente improcedente o pe- for ajuizada por 4 reclamantes. seja o reclamante. entendidas como as ações que possuem mais Por serem as custas despesas decorrentes da movimentação do Po- de um sujeito no polo ativo do processo. Desse modo. ] . Art. ] 1) valor da condenação. as custas serão arbitradas considerando separada- juiz fixar. No processo de execução são devidas custas. conforme estabelece o art. -lhe-á o valor e fixará o montante das custas processuais. se no em julgado da decisão. o pagamento das custas caberá em partes iguais aos litigantes. VI. sobre o valor R$ 20.no caso de procedência do pedido formulado em ação declaratória e em ação constitutiva. Responsabilidade pelo pagamento das custas Nas ações plúrimas. o juízo arbitrar. art. no caso de arquivamento da reclamação em relação IV .2. sobre o que o a alguns reclamantes. calculadas fixos. Na fase de execução. 3) wlo. mente cada um dos reclamantes ou a soma dos reclamantes que deram § 1° As custas serão pagas pelo vencido.35 (cinquenta e cinco reais e trinta e cinco centavos). III .1.64. e vinte e seis centavos). d• au" { [ . 789-A.agravo de petição: R$ 44. 4) valor que o juiz definir (quando o valor for indeterminado). 789-A. se a condenação for de R$ 300. as custas serão de R$ for convencionado.. da CLT: sobre o valor arbitrado na decisão. a legislação incumbiu seu pagamento àquele que deu sórcio ativo.improcedência dos pedidos. art.000. na hipótese de dissídio coletivo. um dos litisconsortes.. Assim. quando existir litiscon. as custas relacionadas aos recursos têm valores rão solidariamente pelo pagamento das custas.recurso de revista: R$ 55. sobre o valor da causa. se de outra forma não 10. ] 5) o valor arbitrado na decisão. ensejando recursal. sem julgamen. de conformidade com a seguinte tabela: são sempre no valor de 2%. da causa. 10. ou seja. tendo cada um deles o direito de receber dido.agravo de instrumento: R$ 44. É importante destacar que o valor mínimo a ser pago é de R$ § 3° Sempre que houver acordo. ou pelo Presidente do Tribunal. após o trânsito origem ao arquivamento. é possível extrair que as custas nal. se a reclamação trabalhista plúrima to do mérito. No caso de recurso. concedidos aos reclamantes. Registra-se que. 789. e não sobre o valor total. ou pelo Presidente do Tribunal. 2) valor do acordo. as partes vencidas responde. calculados sobre o: [ .00. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS li . as custas se- rão pagas e comprovado o recolhimento dentro do prazo exemplo anterior 2 reclamantes faltaram à audiência inicial. § 1°). . as custas quanto a eles serão calculadas § 2° Não sendo líquida a condenação. o arquivamento da reclamatória. 789. § 4° Nos dissídios coletivos.000..00.. der Judiciário. que corresponde a 2% do valor da condenação.quando houver extinção do processo. 11). R$ 5. as custas serão calculadas sobre o montante total. Assim. ou seja. IV. III . as custas incidem sobre o valor total dos pedidos (Súmula causa ao processo.. o pagamento das custas processuais é de res- n° 36 do TST). 116 117 . isto é.

Hugo Carlos Scheuer- das custas. 789. devendo. poderá recorrer emprego.5. o qual deverá pagá-las após o trânsito em julgado. Custas. O prazo para pagamento 92 TST-AIR0-1144-47. é contado da intimação mann. por força do art.I do TST. não houve fixação ou cálculo do É necessário atentar para o fato de que. No entanto. o pagamento Isso significa que. valor da condenação. considerado como deserto. do. valor devido a título de custas e tampouco intimação da parte para o preparo do recurso. Min. deven- haverá sucumbência recíproca. na hipótese de interposição de recurso. Essa é a regra.3. Momento de pagamento Por fim. na fase de execução. ou isenção de custas. se a procedência deles é parcial. o sindicato que houver constitutiva. a respon.2011. consequentemente. quando as custas não são expressamente calculadas e não há intimação da parte para o preparo do recurso. o que significa custas devidas. ser as custas pagas ao final dos. Custas. a parte que era vencedora na primeira instância Contudo.1. a res. que seu montante decorre da própria lei. o paga- O pagamento das custas processuais é realizado pelo vencido (su. deven- cumbente). TST não admite a aplicação da Sú- dariamente pelo pagamento das custas. mento das custas será sempre de responsabilidade do executado. sendo omissa a decisão quanto ao valor da condenação torna-se vencida na segunda instância. havendo diversos pedidos nas relações de Por outro lado.2013 (Informativo n° 67). sem realizar o pagamento das custas processuais. Ademais. É que nessas hipóteses o valor das custas leva em conta o intervindo no processo responderá solidariamente pelo pagamento das valor da causa. as custas serão divididas propor- Não caracteriza deserção a hipótese em que.1. acrescido o cionalmente entre as partes (TST. mesmo se o reclamante não for vencedor em todos. um pressuposto recursal 93 • Portanto. rei. Inversão do ônus da sucumbência mento das custas devem ocorrer dentro do prazo recursal (CLT.1. isto é.0000. Inexistência de deserção Contudo. recur- das custas passa a ser considerado um pressuposto recursal extrínseco. § 1°). 789-A. então. das custas processuais. do seu pagamento se dar no final do processo CLT. as custas ponsabilidade pelo pagamento é sempre do executado. cabe salientar que. SBDI-II. 93 Instrução Normativa no 20 do TST. art. não dependendo da decisão judicial para sua delimitação 92 • 8. não havendo intimação da conta. tratando-se de empregado que não tenha obtido o bene. somente começando a fluir seu prazo para pagamento da data da intimação do cálculo das custas. so de revista e agravo de instrumento independem do pagamento ime- de modo que a ausência de pagamento pelo vencido torna seu recurso diato de custas processuais. o pagamento e a comprovação do recolhi. caput). IN n° 27/2005). Condenação acrescida.I do TST: de relação de emprego não se aplica a sucumbência recíproca (divisão Orientação Jurisprudencial n° 104 da SDI. É necessário destacar que o C. II e III. Pode ocorrer a inversão do ônus da sucumbência na instância i recursal. estabelece e. a parte deverá ser intima- oTST que: da posteriormente para pagá-las. conforme consubstan- sabilidade pelo pagamento é do reclamado (vencido). da CLT. no dissídio coletivo. do pagamento entre as partes).02. do cálculo. Nessa hipótese.3. pois. nas ações ciado na OJ n° 104 da SDI. no caso de recurso. existindo cumulação de pedi. nesse caso. na fase da execução. conforme dispõe a Súmula n° 53 do TST: Súmula n° 53 do TST. mula n° 53 do TST nas hipóteses de extinção do processo sem reso- Por fim. 118 119 . na hipótese de relação de trabalho. ' ' 789. irem XIII. não sendo. art. nessa fase. 8. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS É interessante notar que. improcedência dos pedidos. ação declaratória e ação fício da justiça gratuita. portanto. isto é. lução do mérito. a interposição do agravo de petição. ser pagas ao final. as partes vencidas responderão soli. ou seja. atente-se para o fato de que. 19.11.

5. Depósito recursal e custas. art. O primeiro caso diz respeito à inversão do ônus da sucumbência 8. João recorre de revista ao TST. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS I) a parte vencedora na primeira instância. Caso a empresa Y tenha interesse de recorrer ao TST. o recorrente poderá pedidos são julgados improcedentes.00. de R$ 200. se quando não tiver ocorrido o pagamento anterior. independentemente de intimação. não deverá pagar as custas recursais para interpor o recurso de custas fixadas na sentença originária.000. Carla recorre ao TRT O recolhimento das custas dever ser feito. No entanto. A sentença julga procedentes os pedidos da inicial. ante os de Guia GRU . com o trânsito em julgado. dentro do prazo alusivo ao recurso (CLT. mas aqui o ven. referentes a centavos.CSJT. Exemplo: Carla ajuíza reclamação trabalhista em face da empresa ainda que o recurso seja interposto antecipadamente.Guia de Referência de Recolhimento da União94 . no valor de R$ 200. há inversão da sucumbência.000. deixando 8. sentido. ob- beneficios da justiça gratuita. Deverá no fim do processo. Nessa hipótese. da justiça gratuita. A empresa Z recorre e efetua o pagamento das custas declinadas na sentença. lZO 1Z1 . 789. está obrigada. porque já é de seu conhecimento o valor que. majoração da sentença. ao recorrer. a pagar as gratuita. empresa ao pagamento de adicional noturno e do 13° salário. como não houve tiva n° 20 do TST. por entender que João era traba- lhador autônomo. o paga- foram devidamente recolhidas.4. a OJ n° 140 da SDI-I do TST: cido pagou as custas processuais no momento da interposição de seu Orientação Jurisprudencial n° 140 da SDI. Deserção. o qual conhece do 94 Ato conjunto no 21/TST. O TRT dá provimento ao recurso ordinário e reforma integralmente a sentença. no 6° dia. deverá reembolsar a parte então vencida (Súmula n° 25 do TST). por exemplo. É necessário que o recorrente comprove o pagamento das custas processuais. sem acréscimo ou atualização do valor das custas e se estas já Portanto. descabe um novo pagamento mento das custas processuais somente será um pressuposto recursal pela parte vencida. recurso. havendo pagamento inferior ao devido. mesmo que em valores das custas declinado na sentença.SG. exclusivamente.1. de 7 de dezembro 2010 e Instrução Norma- recurso. se vencida na segun. Diferença no pagamento e complementação das custas de fixar o valor da condenação. ressarcir a quantia (OJ n° 186 da SDI-I do TST). 2) no caso de inversão do ônus da sucumbência em segundo grau. João. em decorrência de sucumbente.00.00.1.I do TST. Nesse Já no segundo caso. conside- rando que o valor da causa era de R$ 15. por meio e não recolhe as custas porque está isenta de seu pagamento. O TRT reforma a sentença e condena a servando-se as diretrizes da Instrução Normativa n° 20/2002 do TST. mesmo não sendo beneficiário da justiça da. isenção. Seus o recurso for interposto. Comprovação do pagamento das custas processuais quando o inicialmente vencido é isento do pagamento das custas pro- cessuais no recurso.00. mas há concessão dos beneficios comprovar o recolhimento até o 8° dia. Desse modo. § 1°). ocorrerá a deserção do recurso. O pagamento das custas processuais deve ser integral. Diferença ínfima. das quais ficara isenta a revista.00. de modo pendentemente de intimação. inde. deverá pagar as custas declinadas na sentença. mas nega-lhe provimento. Ocorrência Exemplo: João ajuíza reclamação trabalhista em face da empresa Ocorre deserção do recurso pelo recolhimento insuficien- Z postulando o reconhecimento do vínculo e o pagamento das verbas te das custas e do depósito recursal. fixando o valor das custas em R$ 300. ínfimos. se Y postulando o pagamento de adicional noturno e do 13° salário. no caso de inversão do ônus da sucumbência. ainda que a diferença rescisórias. ou na hipótese de majoração da condenação. referente a valor à condenação de R$ 10.GP. dando em relação ao "quantum'' devido seja ínfima. ficando as custas no montante centavos. empresa Z do pagamento das custas realizado no recurso ordinário. isto é.

pode levar o aplicador do da decisão. Flávio Cheiro. Portanto. miserabilidade por simples manifestação na própria petição inicial. a 5. sendo a par. no sentido A Lei n° 1. integral. Beneficiário da justiça gratuita mulação do cálculo das custas.060/50 permite sua postulação no Estão isentos do pagamento das custas processuais: curso do processo. rev.060/50. art. 2009. I). ÉLISSON MJESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS Isso ocorre porque a forma de definição das custas processuais no 3) o Ministério Público do Trabalho (CLT. § 2°. Esse a responsabilidade pelo cálculo das custas processuais é do órgão prolator dispositivo. Lei n° 1. Melhor explicando.604/70). Requerimento de isenção de despesas mentação deva ser irrestrita. É o que dispõe a OJ 269 da SDI-I do TST: não tem aplicação irrestrita. § 2°. § 3°. para fazer jus ao benefício. as custas 5) a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Decreto-Lei processuais no processo civil eram calculadas pelo juízo. do CPC95 • petição inicial. os estados. estaduais ou e concedido em qualquer tempo. não alterou seu regime de cálculo das custas pro- cessuais. 511. desde que.. 8. por meio da Lei n° 9. 8. o Distrito Federal. ·. atingindo até mesmo aquelas situações onde a legis. ed. como se pode verificar pelas lições do doutrinador Orientação Jurisprudencial n° 269 da SDI. No entanto.6. Teoria geral dos recursos cíveis. mantendo a norma cogente dirigida ao magistrado. o benefício da justiça gratuita poderá ser requerido pectivas autarquias e fundações públicas federais. art. 122 . no prazo de 5 dias.' 123 . o benefício da justiça gratuita é fruto do es- tado econômico da parte. A CLT. municipais que não explorem atividade econômica (CLT. os tribunais. § 3°). São recursal. do CPC recursal. 195. 6° da Lei n° 1. admitindo-o apenas quando formulado dentro do prazo 95 Salienta-se que. na fase JORGE. Justiça gratuita.950/94. da CLT. Diante disso. essa nova realidade. § 2°). que. 4° e 6° da 2) a União. art. II). de que em toda decisão deverá constar o valor a ser pago de custas pro. 511. estabelece. após a vigência da referida lei. 6. 790-A. permitindo que as partes sempre recolham valores inferiores O benefício da justiça gratuita pode ser requerido em ao incontroversamente previsto e interfiram no trâmite previsto pelo legislador". 1) o beneficiário da justiça gratuita (CLT. responsabilidade pelo cálculo das custas processuais passou a ser in- cumbência das próprias partes. Com efeito. Contudo. Defender posição contrária. Isenção do pagamento das custas É por isso que o art. no 509/69) e o Hospital das Clínicas de Porto Alegre (Lei no te intimada do seu valor. o TST fez uma ressalva quanto ao seu requerimento na fase recursal. do CPC. entretanto. razão pela qual a parte sabe com exatidão qual o montante a direito à conclusão de que o benefício somente poderá ser postulado na ser pago. podendo. portanto. que permite a complementação do pagamento consulares (Convenções de Viena de 1961 e 1963). interpretando-se sistematicamente os arts. concedendo prazo para complementação. caso interpretado isoladamente. 790-A.1. significa ir à con- tramão da reforma. advir a qualquer tempo. na seara trabalhista. processuais. § 2°. 511. a parte deverá afirmar seu estado de cessuais (CLT. começaram a flexibilizar a exigência do preparo 790.1. ao recurso.060/50. Declina a CLT que referido benefício poderá ser concedido a re- querimento ou de ofício pelo juiz em qualquer instância. a aplicação do art. os municípios e res. tornando-se frequente os erros na for.060/50. seja o requerimento formulado no prazo alusivo Paulo: Editora Revista dos Tribunais. § 2° e 789. 511. 832. sensíveis a O benefício da justiça gratuita encontra-se regulamentado no art.1. até o advento da Lei n° 8. dando origem assim ao art. não incidindo assim o art. do CPC. mesmo no processo civil. Flávio Cheiro Jorge: "O que não nos parece ser possível defender é que a comple. qualquer tempo ou grau de jurisdição. por sua vez. § 2°. 4°. Momento oportuno lação local estabeleça um valor fixo. atuaL e ampl.I do TST. processo do trabalho é diversa da do processo civil. bem como na Lei n° 1. Contudo. no caput do art. as missões diplomáticas e repartições art. p.756/98. 790. art. 4. não se aplicando o 4) os Estados estrangeiros.

ordinário. parágrafo único). por maioria. requerendo nesta oportunidade o benefício da justiça gra- tuita.1. jurídica. a isenção não pagamento das custas processuais. 6. não estão isentas do pagamento das custas (Súmula n° 170 do o acórdão Min.3. No entanto. no caso das entidades fiscalizadoras do exercício profis- no momento adequado. DJe Divulg 05. da CLT per.5. As empresas públicas e as sociedades de economia mista. 8. SBDI-I. Autarquia. Sendo assim. Natureza restaurar o recurso nã. Min. Entidades fiscalizadoras do exercício profissional quentemente. este será julgado deserto. 789. Privilégios do Decreto-Lei 11° 779169. a SBDI-I. art. TST). 8. sob pena de jurisprudencial e. inclusive o C. da CLT. Ayres Brito. fiscalizar o exercício das profissões correspon- dentes. negou-lhes deserção. prejudicando a análise do agravo de instrumento. Aloysio Corrêa da Veiga. necessariamente. inclusive a isenção do pagamento de custas processuais. Tribunal Pleno. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS Isso ocorre porque o pagamento das custas processuais estabeleci. sais diferenciados e a submissão ao precatório96 • Exemplo: Sentença não reconhece o vínculo de emprego e. rei. TST. como re- STF-RE 580264 I RS . conse. por divergência fase recursal. 14. condenando o reclamante ao Nos termos do art. Como ção entre entidades com mesma natureza. 790-A. o STF reconheceu que tais conselhos têm natureza de autarquias. respeito à dispensa de recolhimento de custas processuais e de depósito recursal e à concessão de prazo em dobro Do exposto. se a parte não do prestadoras de serviço público em ambiente não concorrendal. Agora o que precisa ficar claro é que a concessão doTST: do benefício depois do vencimento do prazo recursal será incapaz de Conselho de fiscalização do exercício profissional.11. 124 125 . Com esse entendimento. Nesse caso. Dessa forma. nem exime as pessoas jurídicas de direito público da obriga- primeiro grau denega seguimento ao recurso. requerer o benefício da justiça gratuita no prazo alusivo ao recurso.o conhecido por ausência do pagamento das cus.2010. O mesmo caminho trilhou visto. no mérito. as horas extras postuladas. tas processuais (deserção).2011. Empresas públicas e sociedades de economia mista 96 TST-E-ED-RR-115400-27.2.1. o STF e o TST têm admitido que tais empresas. inclusive no que diz posição. no momento de sua inter- que trata o Decreto-Lei n° 779/69.2008. Redator p/ gra. Crea). O juiz de plo.2011. a eles se aplicam os privilégios de prazo do recurso e não.RIO GRANDE DO SUL. conheceu dos embargos. sendo dotados de personalidade jurídica de direito público (ADin n° 1717/DF).10. Os conselhos de fiscalização do exercício pro- fissional constituem autarquias especiais instituídas pelo Atenta-se ainda para o fato de que o art. parágrafo único.12. por ser requerido e concedido em qualquer fase processual.10. Aplicação. como não houve pagamento das custas processuais Contudo. Nesse contexto.6.0008. por criar discrimina- justiça gratuita não poderá ser concedido após o prazo recursal. 790. Assim. ante a deserção. Diante disso.04. na unanimidade.2013 (Informativo n° 66). desde que. mite o pagamento das custas e sua comprovação nos autos dentro do qual seja. prejudicando assim os demais atos proces. ficará mantida a deserção do recurso ordinário sional. parte da doutrina passou a defender a in- É importante destacar que isso não significa que o benefício da constitucionalidade do referido parágrafo único. seja postulado no prazo alusivo ao recurso. o reclamante interpõe alcança as entidades fiscalizadoras do exercício profissional (por exem- recurso ordinário sem o recolhimento das custas processuais. ele pode ser requerido e concedido a qualquer tempo. conclui-se que o benefício da justiça gratuita poderá para recorrer. Public 06. tenham todas as prerrogativas das pessoas jurídicas de direito público. os prazos recur- suais. Julgamento: 16. Estado para a consecução de um fim de interesse público. como se verifica pelo julgado extraído do informativo n° 44 após o prazo recursal. quan- das na decisão é um pressuposto recursal. § 1°. ção de reembolsar as despesas judiciais realizadas pela parte vencedora o reclamante interpõe agravo de instrumento para destrancar o recurso (CLT.

as custas processuais não serão um pressuposto recursal. da 2010. para o C. conquanto o art. 8. 127 126 . 55. mas de- Desse modo. Súmula no 86 do TST. 790-A da de pagamento de custas ou de depósito do valor da con- CLT. n° 6. São Paulo: Atlas. recursal. n° 6. parte da doutrina admite que. PRESSUPOSTOS RECU:tSAIS ÉLISSON MIESSA Assim. rel. que é dirigida pelo Banco lho fica limitada à condenação e à quantificação do montante devido. José Roberto Freire Pimenta e Alexandre de Souza processais durante o curso do processo.rios. porque equi- a Súmula 86 do TST: paradas às autarquias. 789. não se aplica à empresa não ficou isenta do pagamento das custas processuais. Min. para a massa falida. pois a disponibilização do numerário não será cessuais. Comentários às Súmulas do TST. por certo fará com que financeira. Nesse sentido. que vêm em primeiro lugar" 98 • É evidente. como se verifica pela súmula em destaque.4. estão sujeitas ao pagamento das custas pro- trabalhadores. que é interesse de todos os credores.024/64 preveja a suspensão das ações em curso. 7. A propósito. assim como as cooperativas de crédito" (art. extrajudicial não há indisponibilidade imediata dos bens da entidade cessuais.2013. de modo que a Justiça do Trabalho tem competência para liquidação é utilizada pelas "instituições financeiras privadas e as públi- apurar o crédito obreiro. no prazo para interposição do recurso. execução concursal de natureza extrajudicial. p. as entidades financeiras. Isso quer dizer que a Justiça do Traba. Sérgio Pinto. Entretanto. Pela análise desse dispositivo é possível extrair que a massa falida denação. Ocorre. na liquidação Dessa forma. Com base nesse dispositivo.5. Deserção.>sa falida por falta A isenção das custas processuais vem estabelecida no art. no entender do C. ed.101/05). Depósito em caso de litigância de má-fé do processo o juiz do trabalho expedirá ofício ao juízo falimentar soli- citando reserva de valor para pagamento dos créditos do trabalhador e Ao disciplinar as multas impostas por má-fé. inclusive em relação a salá. o C. Empresa 8. Massa falida e empresas em liquidação extrajudicial em liquidação extrajudicial Não ocorre deserção de recurso da ma. a massa falida está dispensada do pagamento das custas provimento. João Oreste Dalazen. 35). a isenção do pagamento das custas al- verão ser pagas no fim do processo no juízo falimentar.1. SBDI-1. a expedição de ofício para pagamento das custas pro. a multa por litigância de má-fé é um pressuposto 25.1. quando submetidas trimônio da massa. da Lei 11. dificultando assim a defesa do pa- Portanto. "o pagamento das custas representaria a cessuais. cesso do trabalho.2009.024/74). sob pena de deserção do recurso interposto. Massa falida.04. Esse privilégio. Noutras palavras. liberada dentro do prazo recursal. devendo seu montante ser Agra Belmonte 97 • incluído no quadro geral de credores. devendo em seguida expedir ofício ao juízo cas não federais. no pro- 97 TST-E-RR-26500-89. para o TST. fazendo surgir o juízo universal não estendeu a isenção para a hipótese de liquidação extrajudicial. uma vez que o art. que a falência afasta a possibilidade de dispo. § 2°. TST. Justifica-se tal posicionamento. 18 da Lei numerário. no entanto. art. em liquidação extrajudicial. Tal de credores. porém. inversão de ordem de preferência na falência. todavia. dependendo do juízo falimentar para a disponibilização de qualquer Com efeito. devendo ser previamente recolhida para a interposição do re- 98 MARTINS. 1° da Lei falimentar para inscrever tais créditos no quadro geral de credores (art.8. cança as entidades fiscalizadoras do exercício profissional. razão pela qual poderá realizar o pagamento das custas pro- o recurso seja deserto. que no fim 8. Central do Brasil. curso. inclusive dos à liquidação extrajudicial. o Código de Processo Civil descreve que elas serão consideradas como custas e reverterão à inclusive das custas processuais.TST. Vencidos os Ministros Renato de Lacerda Paiva. TST sição fracionada dos bens do devedor. parte contrária (CPC. as quais estão submetidas a um regime diferenciado de 6°.0022. § 1°.

Assim. v. portanto. Nesse sentido.. Inexigibilidade fazer e não fazer possam ser revertidas em perdas e danos. 3 5 do forma. portanto.I do TST. como um pressuposto re. ambos do CPC. 789 da CLT. Dessa suposto objetivo para interposição dos recursos de na- tureza trabalhista. Instituições de direito processuaL civiL. O C. Commtdrios às súmulas do TST 9. a OJ 409 da SDI-1 do TST: sito deverá ser exigido nas obrigações de fazer e não fazer. a condenação primária é a obrigação de fazer de má-fé. Condenação a paga- manobras desleais podem decorrer de maquinações do mento em pecúnia advogado e não da parte: ela paga sempre pela deslealda. bem como no art. 40 da má-fé não pode ser considerada como custas processuais na seara tra. pois. ais. Assim. não se aplicando. não é pres. Ações que exigem o depósito recursal multa como pressuposto processual. sendo a multa por litigância de má-fé de custas processu. na Justiça do sa hipótese seria garantir execução condicional. TST. Depósito. leciona o doutrinador Dinamarco: que ele é obrigatório tão somente nas condenações em pecúnia. 679). 17 do Código de Processo Civil. entendeu que a multa por litigância de É disciplinado no art. o art. pois. e Paulo: Malheiros Editores Ltda. descabe o de do mandatário (CC. 6. priva a parte das normais oportunidades de prosseguir n° 161 do TST: participando do processo e defendendo-se. rev. e 557. Além disso. ed. ou seja. constitutivas e condenatórias que não sejam em pecúnia. 271. condicionada ao Trabalho. TST estabeleceu Além disso. § 1°. é desnecessário o recolhimento da multa por litigância Assim. em seu possível direito 99 É interessante destacar que parte da doutrina entende que o depó- Nesse sentido. ed. referida con- O recolhimento do valor da multa imposta por litigância versão é supletiva. Não tem. o C. imposta pelo o fundamento de que exigir tal depósito nas demais condenações seria art. o fez de forma expressa como se Como visto. Francisco Antônio de. mesmo que as obrigações de to recursal. da CLT. Pressupos.2. natureza de taxa. São 100 OLIVEIRA. não é exigível o depósito recursal nas sentenças meramente de má-fé na interposição do recurso. 2009. o que não pode ser admitido. atual. 2008. A propósito. processuais descritas no art. disciplinando-a. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS CLT impõe o recolhimento das custas processuais em caso de recurso. posto que a condena- ção somente poderá advir quando do julgamento da ação principal" 100 • 99 DINAMARCO. as custas estão reguladas pelo art. 8. entanto. declina a Súmula. não há necessidade "de depósito no caso de recurso ordinário interposto de sentença prolatada em ação cautelar. quando o CPC quis criar 8. e não fazer. destinado a garantir o sucesso de futura execução. 18 do CPC. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. Com efeito. não cumprimento da obrigação específica. Recolhimento. p. 899 da CLT.177/91.2. Se não há condenação a pagamento em pecúnia. ela seria um pressuposto recursal. Essa opção legislativa tem o mérito do sensato equilíbrio porque as Súmula no 161 do TST. não sendo assim um pressuposto declaratórias. 35 do CPC supletivamente. ] a sanção à deslealdade processual. ou seja. mas sim de garantia de execução. art. 322.. ficando a condenação pecuniária em segundo plano. em razão das Orientação Jurisprudencial n° 409 da SDI. Isso porque a CLT tem regramento próprio sobre as custas doTST. Depósito recursal sob pena de deserção. 899. 128 129 . é pecunidria e não garantir execução futura inexistente. uma vez que. a natureza jurídica do depósito recursal é de garantir verifica pelos artigos 538. futura execução. p. no entanto. recursal extrínseco. nos termos do are. § 2°. resta inaplicável o art. 2. parágrafo único. O depósito recursal consiste em pressuposto recursal extrínseco cursal. No Multa por litigância de má-fé. Cândido Rangel. Lei n° 8. 789 do CLT. o TST entendeu que obrigar a realização do depósito recursal nes- CPC como fonte subsidiária. Em decorrência de sua natureza. astreintes e porque elas podem ser convalidadas em perdas e danos. o TST não admite tal tese.1. sob [. mas não fica desfalcada depósito de que rratam os §§ 1° e 2° do arr. sendo regulamentado pela Instrução Normativa n° 3 balhista.

Atingido o valor da condenação. 8. o valor da condenação. hipote- ticamente.000. ção de emprego. pois ambos os depósitos não alcançaram o valor depósito em recurso posterior. Exemplo 2: Empresa X é condenada ao pagamento de horas ex- perior ao valor estabelecido anualmente por ato do presidente tras e adicional de periculosidade. Wllor do depósito recursal R$ 4. seja do sindicato. do TST: 3.00 (teto legal do depósito recursal). 7. depositado o valor total da condenação. o depósito é sempre exigível. uma vez que futura execução já está totalmente garan. Sujeitos que devem recolher o depósito recursal o caso de recurso subsequente. a cada recurso inter. o valor de R$ 5. na hipótese de ação que não envolva rela- ordinário. totalizaram R$ 15.000.00. a inter. de- posto exige-se o depósito recursal. I. • teto legal: somente é invocado se o valor da condenação for su. o I. totalizaram R$ 12. Depósito Recursal Havendo acréscimo ou redução da condenação em grau recursal. Para facilitar a compreensão. para sob pena de deserção. A empresa interpõe recurso ordinário. em relação a cada novo recurso interposto. nenhum de. dispõe a Súmula no 128.00. 2°). Caso seu recurso não seja condenação.000. pois ambos os depósitos alcançaram o não se considerando o valor do teto legal. quer para liberação do valor excedente decorrente da redução da condenação. in- juízo prolator da decisão arbitrará novo valor à condenação.00 para o recurso de revista. A empresa interpõe recurso ordinário.000. quando con. agora no valor de R$ ao teto legal. será devida complementação de 10. exemplificaremos utilizando. seja do Exemplo 1: Empresa X é condenada ao pagamento de horas ex- tomador. definindo a sentença como valor da condenação o importe de R$ denados (TST-IN n° 27/2005.00. tendo como valor da condenação o tida.000. ou seja.00. Caso seu recurso não seja provido no TRT e pretenda O depósito recursal possui um teto máximo. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS 8. que pode ser legal ou recorrer de revista ao TST. ' nenhum depósito mais é exigido para qualquer recurso.00 (teto da condenação). li. quer para tegralmente. O depósito recursal somente é exigido do empregador.000.00 (teto legal do depósito recursal). não deverá efetuar novo depósito recursal para esse último recurso. que. a exigibilidade de depósito ou complementação do já depositado. importe de R$ 20. Nesse caso. seja do prestador do serviço.2. ou seja. A empresa interpõe recurso ordinário devendo efetuar ore- colhimento do depósito recursal até o limite da condenação. porém. "c"). art. até que se alcance o valor da vendo efetuar o recolhimento do depósito recursal no montante de R$ 5. decorrente da ampliação da competência da Justiça do Trabalho pela EC n° 45/04. agora no valor de R$ legal. exceto se o 5. valor total da condenação.3.00 para depósito recursal no recurso Pensamos. Caso seu recurso não seja valor da condenação vier a ser ampliado.2. e R$ 10. 4. provido no TRT e pretenda recorrer de revista ao TS1~ deverá efetuar Caso o valor constante do primeiro depósito. tendo como valor da condenação o do TST (TST-IN n° 3/93). l 130 131 .00. Exemplo 3: Empresa X é condenada ao pagamento de horas ex·· tras e adicional de periculosidade.000.É ônus da parte recorrente efetuar o depósito legal. tras. seja inferior ao da condenação. provido no TRT e pretenda recorrer de revista ao TS1~ deverá efetuar • valor da condenação: caso o valor da condenação seja inferior novo depósito recursal para esse último recurso. efetuado no limite novo depósito recursal para esse último recurso.000. vendo efetuar o recolhimento do depósito recursal no montante de R$ pósito será exigido nos recursos das decisões posteriores.00 (teto legal). o depósito recursal será no valor da condenação. de- Desse modo.000. Súmula n° 128 do TST. observado o valor nominal remanescen.000. o que sig- I I ·I nifica que o empregado jamais terá que recolhê-lo.000. importe de R$ 12.00.000.2. ou seja. Nesse caso. posição de recursos posteriores não está submetida ao depósito recursal. total da condenação. te da condenação e/ou os limites legais para cada novo recurso (TST-IN No mesmo sentido.

ocorrerá a deserção do recurso. 132. João (org.3. o item li da Súmula n° 128 do TST: • recurso ordinário: R$ 7.00) e interpõe embargos à execução.I do TST. PRESSUPOSTOS RECURSAIS tLISSON MIESSA Atualmente. não tendo. ALVES NETO. a contar de 1. Nesse sentido. ed. o depósito recursal será no valor integral da majoração não tendo. referente a majorando a execução em R$ 3. igualmente ao verificado no pagamento das cus.8. o recolhimento do depósito recursal deve ser integral.65 cisos II e LV do art. Depósito recursal e custas. a conta e amplia a condenação.00. da Justiça do Trabalho por ato do presidente do Tribunal Superior do Trabalho.971.000. sendo publicado no Diário Eletrônico p. Havendo. teto legal. embargos de divergência e recurso extraordi. 2. ou seja. na fase executória.00. Recursos no processo do trabalho. Nesse sentido. devendo o depósito ser seguintes valores: no valor integral da majoração.65 101 • da garantia do juízo. por exemplo. O reclamante. Súmulas do TST comentadas.). não se admitindo a penhora de bens. define a execução no centavos. portanto.000. Rio de Janeiro: Elsevier. Depósito na fase de execução é. o depósito recursal será pio da legalidade e do contraditório. 132 133 . In: ROCHA. de R$ 3. sob pena de se garantir duplamente a execução. apli- do houver majoração do valor do débito.00. p. quan- Insta salientar que o depósito recursal será exigido nessa fase quan.2014. porque não levou em conta os pa- Ocorrência râmetros da condenação. exige-se a complementação • recurso em ação rescisória: R$ 14. Andréa Pressas. deverá efetuar o depósito recursal no valor da majoração. 2011. 184. do não houver garantia integral do juízo. presa X pague ou garanta a execução no valor liquidado de R$ 8 .000. Ressalta-se que. ferindo assim o princí- Por fim. elevação do valor do débito. exigido no agravo de petição ou recurso de revista na execução. podendo ser verificado na Instrução Normativa n° 3/93 do TST.83 II -Garantido o juízo. de modo que. os embargos da empresa e procedente a impugnação do reclamante. assim como nos demais recursos. 101 Esses valores têm vigência. do crédito definido no título executivo é que exige garantia" 102 . por sua vez.000. Júlio César. mesmo que em Exemplificamos: Iniciada a execução. na fase executiva. o juízo determina que a em- valores ínfimos. a OJ n° 140 da SDI-I do TST: A empresa garante o juízo apresentando bens no valor da execução (R$ Orientação Jurisprudencial n° 140 da SOl. o juiz julga improcedentes Ocorre deserção do recurso pelo recolhimento insuficien. isto 8. Tal depósito recursal. como ocorre. por um ano. havendo pagamento inferior ao devido. deverá ser tas processuais. Caso a empresa pretenda apresentar agravo de petição. valor de R$ 11. ainda que a diferença em relação ao "quantum" devido seja ínfima. depósito para recorrer de qualquer decisão viola os in- nário: R$ 14. atentatório à dignidade da Justiça. Como já explanado anteriormente. da condenação a imposição de multas por litigância de má-fé e ato ver na fase executiva e contar com garantia integral do juízo (penhora). impugna a sentença de liquidação. 5° da CF/1988. referentes a centavos. Em sentido contrário: Leonardo Borges.971. é anualmente revisto com base no INPC. que não tem natureza no julgamento de impugnação de liquidação de sentença que corrige recursal. portanto. Diferença ínfima. pois somente "o acréscimo no valor não há falar em exigência do depósito recursal para o agravo de petição. cação na interposição de embargos à execução. 8. Deserção. a exigência de • recurso de revista.2. 2009. te das custas e do depósito recursal.485. Nessa hipótese. O teto máximo 102 BEBBER.000. porém. nessa hipótese não há teto legal.00. o teto legal do depósito recursal está estabelecido nos Repete-se. se o processo já esti. No julgamento. o depósito recursal tem como Consigna-se que majoritariamente não se admite como ampliàção objetivo a garantia de futura execução. Com efeito. São Paulo: L"fr. registra-se que. obrigatoriamente em dinheiro.

6. pria responsabilidade solidária. 899. § 1°): garantir a execução. por exemplo.4. será necessário o trancar. a dívida é una. V) subsistindo assim a garantia da execução.2. 48). não haverá obrigatoriedade de se efetuar o depósito recursal. a 134 135 ~-----------------------·--~~-~-r-. recurso principal. a garantia da execução é imposta (divergência) (CLT. art. o depósito quematizá-los da seguinte forma: recursal efetuado por uma delas aproveita as demais. da CLT). podemos es- "havendo condenação solidária de duas ou mais empresas. Depósito na reclamação plúrima e na substit:uição processual Trabalho. no item III da Súmula n° 128 do TST. ele deverá observar as mesmas regras do Pensamos. Exige depósito réc~sal Não exige depósito recursàl Isso ocorre. 8. mesmo que a sentença contrarie jurisprudência uniforme do TST. Na hipótese de agravo de instrumento. pela observação do parágrafo anterior. ainda. ilegitimidade de parte). processual. sendo descabido..6. "f"). Como esse recurso está ligado ao dissídio coletivo. Recursos que exigem o depósito recursal O C. há interesses conflitantes entre normativa que rem natureza consriruriva-disposiriva. não (TST-IN n° 3. quando Agravo de petição.1. lidade da norma (CLT. nesse último caso.. Agravo de petição. o que frustraria o objetivo da *. não remos decisão os litisconsortes. Desse modo. ha. não haverá exclusão do litisconsórcio do processo. mas im. ser-lhe-á devolvido o depósito. que. (CPC. a decisão judicial deverá arbitrar o valor total da condena- ção. cisão que contraria a jurisprudência uniforme do Tribunal Superior do 8. que não haverá do depósito recursal (TST-IN n° 3. Registra-se. 894. Depósito recursal no agravo de instrumento procedência dos pedidos do autor quanto a um dos litigantes passivo. Portanto. ponderá a 50% do valor do depósito do recurso que se pretende des- vendo discussão da própria responsabilidade solidária. pois. devendo comprovar o seu recolhimento no ato da interposição depósito recursal por ambos os litisconsortes.2. Assim. I)* a ambos os litisconsortes. o recurso ordinário é trancado. se eventualmente for deferida a exclusão Recurso extraordinário Recurso ordinário em dissídio coletivo daquele que fez o depósito recursal. por fim. 103 Exemplo: grupo econômico. consubstanciada nas suas súmulas ou em orientação jurispru- dencial. que tal exigência persiste quando se discute a pró. 11. arr. a mesma sistemática deverá ser aplicada no caso de respon- a finalidade de destrancar recurso de revista que se insurge contra de- sabilidade subsidiária. declina que Quanto aos recursos que exigem o depósito recursal. de modo que esse entendimento não se aplica aos demais recursos trancados. -•- . o qual será levado em conta para o atendimento da exigência legal Percebe-se. TST. A propósito. Nas reclamatórias plúrimas e nas ações em que houver substituição conforme dispõe o art. não estiver garantido o juízo se já estiver garantido o juízo Agravo de instrumento Agravo regimental e/ou interno Contudo. se no recurso um dos litisconsortes pede a exclusão do Embargos para a SDI Embargos infringentes no TST processo (ex. 899.2. quando o agravo de instrumento tiver execução). § 8°. o Recurso de revista Embargos de declaração depósito recursal efetuado por um dos litisconsortes torna eficaz a fina. se. devendo ser considerados como litigantes distintos condenatória em pecúnia. do recurso (CLT. nesse caso. art.2. 899. Portanto. assim. porque. obrigatoriedade do depósito apenas quando se tratar de recurso de re- vista. Quanto ao recurso adesivo. pois.5. o depósito recursal corres- permitindo também o levantamento do depósito recursal. por se tratar de matéria de mérito. quando a empresa que efetuou o depósito não pleiteia sua exclusão da lide". na responsabilidade s~lidária 103 .. art. utilizando-se desse raciocínio (garantia da Atenta-se para o fato de que. Depósito na condenação solidária 8. § 7°.•. da CLT. Recurso ordinário Pedido de revisão podendo o credor exigi-la de qualquer dos devedores. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS 8. o depósito recursal. ele busca impugnar sentença norma. .

PRESSUPOSTOS RECURSAIS
ÉLISSON MIESSA

interposição do agravo de instrumento estará condicionada ao depósito petição inicial da ação rescisória, enquanto o depósito recursal é pres-
suposto recursal, ou seja, condição de admissibilidade do recurso. Com
recursal.
efeito, na ação rescisória, além do depósito de 20% do valor da causa
Há de se destacar que o TST no ato normativo n° 491/SEGJUD. estabelecido no art. 836 da CLT, também será obrigatório o depósito
GP, de 23 de setembro de 2014, estabeleceu em seu art. 23: recursal quando for julgado procedente o pedido da ação rescisória e
Art. 23. A dispensa de depósito recursal a que se refere o imposta condenação em pecúnia.
§ 8° do artigo 899 da CLT não será aplicável aos casos
em que o agravo de instrumento se refira a uma parcela Insta salientar que ação rescisória possui dois momentos bem distin-
de condenação, pelo menos, que não seja objeto de argui- tos: o juízo rescindendo e o juízo rescisório. No primeiro, busca-se a des-
ção de contrariedade a súmula ou a orientação jurispru- constituição da decisão transitada em julgado, tendo, portanto, natureza
dencial do Tribunal Superior do Trabalho. constitutiva negativa. No segundo, haverá novo julgamento sobre a ma-
Parágrafo único. Quando a arguição a que se refere o téria, objeto de análise da sentença rescindida, tendo a mesma natureza
caput deste artigo revelar-se manifestamente infundada, da ação originária, ou seja, constitutiva, declaratória, condenatória, man-
temerária ou artificiosa, o agravo de instrumento será damental e executiva lato sensu. Em outros termos, primeiro desconstitui-
considerado deserto.
-se o julgado para, em seguida, proferir outro julgamento. Em alguns
Com efeito, somente haverá dispensa do depósito recursal se o re- casos, porém, tem-se apenas a desconstituição da decisão transitada em
curso de revista trancado tiver, integralmente, como objeto a contra- julgado, não havendo necessidade de novo julgamento, como ocorre, por
riedade de súmula ou de orientação jurisprudencial. Ademais, mesmo exemplo, quando há ação rescisória por violação à coisa julgada (CPC,
nessa hipótese, caso o recurso seja manifestamente infundado, temerá- art. 485, IV). Nessa hipótese, rescindida a decisão que violou a coisa jul-
rio ou artificioso, o agravo será considerado deserto. gada, não há que se falar em novo julgamento.
Ess~ § 8° do art. 899 da CLT foi introduzido pela Lei 13.015/14, Assim, havendo apenas o juízo rescindendo, tem-se uma decisão
tendo como objetivo dar prevalência ao entendimento uniforme do desconstitutiva (constitutiva negativa), razão pela qual não se exige,
TST, razão pela qual se permite alcançar a Corte Trabalhista pelo agra- em caso de recurso, o depósito recursal. O mesmo ocorrerá rú hi-
vo de instrumento sem o pagamento do depósito recursal. É necessário pótese de improcedência dos pedidos da ação rescisória, pois, tendo
esclarecer, porém, que, a nosso juízo, esse dispositivo contraria a ordem natureza meramente declaratória, não fica submetida ao depósito
de análise do recurso. É que, na realidade, permitiu primeiro a análise recursal.
do mérito do agravo de instrumento e do recurso de revista (decisão Por outro lado, ocorrendo os dois momentos, juízo rescindendo e
que contraria jurisprudência uniforme do TST) para somente depois juízo rescisório, a necessidade ou não do depósito recursal passa pela
isentar de um pressuposto recursal, que é juízo de admissibilidade. Ade- análise da natureza da decisão proferida no juízo rescisório (segundo
mais, gera um grande risco para o agravante, vez que, entendendo o momento), sendo obrigatório somente quando a decisão proferida nes-
TST que a decisão não contrariou jurisprudência dominante ou que o te juízo (rescisório) impuser condenação em pecúnia. Nesse sentido, a
agravo é manifestamente infundado, temerário ou artificioso, o agravo Súmula 99 do TST, in verbis:
de instrumento não será conhecido por ser deserto (ausência de paga-
Súmula no 99 do TST. Ação rescisória. Deserção. Prazo
mento do depósito recursal).
Havendo recurso ordinário em sede de rescisória, o depó-
8.2. 6.2. Depósito recursal em recurso na ação rescisória sito recursal só é exigível quando for julgado procedente
o pedido e imposta condenação em pecúnia, devendo
Há de se esclarecer que o depósito recursal não se confunde com este ser efetuado no prazo recursal, no limite e nos termos
o depósito previsto no art. 836 da CLT. Este é requisito essencial da da legislação vigente, sob pena de deserção.

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ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS

Exemplificamos: Pedro ajuíza reclamação trabalhista em face da O depósito recursal é feito em conta vinculada do Fundo de Ga-
empresa Z postulando o pagamento de horas extras. A empresa ale- rantia do Tempo de Serviços (FGTS), aberta com esse fim específico. O
ga que já as pagou, apresentando os respectivos recibos. Conquanto recolhimento é realizado por meio de Guia de Recolhimento do FGTS
o reclamante tenha impugnado a veracidade dos recibos, o juiz julga e Informações à Previdência Social- GFIP -,direcionada à conta vin-
improcedente o pedido do reclamante, ante o pagamento das horas culada do trabalhador.
extras. Após o trânsito em julgado, há julgamento em processo crimi-
nal demonstrando que os recibos de pagamento das horas extras foram No entanto, só há falar em conta vinculada para os casos de rela-
falsificados. Diante disso, o reclamante ajuíza ação rescisória, com base ção de emprego, pois apenas o empregado faz jus ao recebimento do
no art. 485, VI, do CPC. O tribunal, no juízo rescindendo, rescinde FGTS, ou seja, tem conta vinculada. Nesse sentido, todas as demais
a sentença transitada em julgado e, no juízo rescisório, condena a em- ações ajuizadas na Justiça do Trabalho que não estejam relacionadas ao
pre~a ao pagamento das horas extras no valor de R$ 20.000,00. Nessa vínculo empregatício, mormente as decorrentes da EC n° 45/04, não
estão sujeitas ao recolhimento por meio de Guia GFIP, admitindo-se o
I hipótese, caso a empresa pretenda recorrer, como houve condenação
depósito judicial realizado na sede do juízo e à disposição deste. Nesse
em pecúnia, deverá realizar o depósito recursal.
sentido, a Súmula n° 426 do TST:
Dessa forma, verifica-se que, na ação rescisória, o depósito recursal
somente será pressuposto recursal quando for procedente o juízo res- SÚJnula o 0 426 do TST. Depósito recursal. Utilização da
guia GFIP. Obrigatoriedade
cindendo e, no juízo rescisório (segundo momento), houver condena-
ção em pecúnia. Nos dissídios individuais o depósito recursal será efeti-
vado mediante a utilização da Guia de Recolhimento do
Por fim, é importante destacar que, na ação rescisória, exige-se um FGTS e Informações à Previdência Social - GFIP, nos
único depósito, dispensado novo depósito para os recursos subsequen- termos dos§§ 4° e 5° do art. 899 da CLT, admitido o de-
tes, salvo o depósito do agravo de instrumento, previsto no art. 899, §§ pósito judicial, realizado na sede do juízo e à disposição
deste, na hipótese de relação de trabalho não submetida
7° e 8°, da CLT (TST-IN no 3, III). ao regime do FGTS.

8.2. 7. Comprovação do depósito recursal Em resumo, sendo relação de emprego, o depósito recursal é feito
O depósito recursal deve ser recolhido e comprovado no prazo alu- na conta vinculada do trabalhador. Tratando-se de relação de trabalho
sivo ao recurso, de modo que a interposição antecipada do recurso não não submetida ao regime do FGTS, o depósito recursal será por meio
prejudica a dilação legal (Súmula n° 245 do TST). Assim, se, por exem- de depósito judicial na sede do juízo e à disposição deste.
plo, a parte recorre no 2° dia, poderá comprovar o depósito recursal até Na hipótese de depósito recursal por meio de depósito judicial é
o 8° dia. Agora, caso apresente o comprovante no 9° dia, seu recurso necessário que na guia conste "pelo menos o nome do Recorrente e
será considerado deserto. do Recorrido; o número do processo; a designação do juízo por onde
É importante destacar que a regra estabelecida no parágrafo an- tramitou o feito e a explicitação do valor depositado, desde que auten-
terior não se aplica na hip6tese de dep6sito recursal em agravo de ticada pelo Banco recebedor" (TST-IN 18/99).
instrumento, uma vez que, nesse caso, há regra própria descrita no art.
899, § 7°, da CLT, determinando seu recolhimento no ato da interpo- 8.2.8. Liberação do depósito recursal
sição do recurso (IN n° 3 do TST, item VIII). Portanto, na hipótese de Considerando que o depósito recursal tem como objetivo garan-
agravo de instrumento, necessariamente, o depósito recursal deverá ser tir a execução, ele servirá, portanto, para satisfazer os créditos do exe-
realizado no momento da interposição do recurso. quente.
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Desse modo, com o trânsito em julgado da decisão que liquidar a 6) a herança jacente (TST-IN n° 3, X).
sentença condenatória, serão liberados em favor do exequente os valo-
Atente-se para o fato de que a isenção não alcança as ~mpr~sas
res depositados, no limite da quantia exequenda, prosseguindo, se for o
em liquidação, pois nesse caso não há indisponibilidad'e Im~diata
caso, a execução por crédito remanescente.
dos bens da entidade financeira, razão pela qual devera realizar o
Pode acontecer de, ao promover a liquidação, verificar-se que os pagamento do depósito recursal, como disposto na Súmula no 86
depósitos realizados superam o montante a ser executado. Nesse caso, doTST.
será autorizado o levantamento, pelo executado, dos valores que acaso
sobejarem. 8.2.9.1. Beneficiário da justiça gratuita

Do mesmo modo, caso, em fase recursal, seja alterada a decisão A jurisprudência, com fundamento no art. ?o.' L~V•. da CF/~8
judicial para absolver o reclamado da condenação, com o trânsito em tem se posicionado no sentido de deferir o beneflcw da JUStlça gratuita
julgado da decisão, ser-lhe-á autorizado o levantamento do valor depo- ao empregador. No entanto, na hipótese de pessoa jurídica, a concess~o
sitado e seus acréscimos (TST-IN n° 3, II, "h"). do benefício não decorre de simples declaração, mas de demonstraçao
inequívoca da fragilidade econômica, o que é aplicado inclus.ive para o
É importante consignar que, tendo o depósito recursal natureza de pedido formulado pelo sindicato, quando atua como subsmuto pro~
garantia de execução, ao chegar à execução, o valor servirá para garanti- cessual 105 •
-la, permitindo inclusive a interposição dos embargos à execução, caso a
Deferido o benefício da justiça gratuita ao empregador, surge a dú-
garantia tenha sido integral. Não sendo o depósito no valor integral da
vida acerca da necessidade de pagamento do depósito recursal.
execução, a penhora atingirá apenas o montante ainda não garantido.
Antigamente, a IN n° 3, X, do TST dispensava o depósito recur~al
Por fim, na hipótese de acordo para extinção do processo, as partes da parte que, comprovando insuficiência de recursos, recebesse assis-
disporão· sobre o valor depositado. Na ausência de expressa estipulação tência judiciária integral e gratuita do Estado.
dos interessados, o valor disponível será liberado em favor da parte de-
positante (TST-IN n<> 3, XII). Contudo, o C. TST passou, reiteradamente, a decidir pela exigên-
cia depósito recursal nessa hipótese, razão pela qual modificou refe'ri~o
8.2.9. Dispensa do recolhimento do depósito item X, excluindo tal isenção, sob o fundamento de que o deposito
recursal possui natureza de garantia do juízo, e não de taxa ou emolu-
Estão dispensados do depósito recursal:
mento, de modo que o artigo 3° da Lei n° 1.060/1950 106 não contem-
I) o empregado; pla o depósito recursal.
2) os entes de direito público externo (TST-IN n° 3, X);
3) a União, os estados, o Distrito Federal, os municípios, as au-
tarquias e as fundações de direito público que não explorem
105 (TST-E-ED-RR-175900-14.2009.5.09.0678, SBDI-1, rel. Min. Delaíde Miran-
atividade econômica (TST-IN n° 3, X);
da Arantes, red. p/ acórdão Min. Renato de Lacerda Paiva, 14.11.2013)
4) o Ministério Público do Trabalho; 106 Art. 3o, A assistência judiciária compreende as seguintes isenções
104 [...]
5) a massa falida (TST-IN n° 3, X; Súmula 86 do TST) e;
VII -dos depósitos previstos em lei para interposição de recurso, ajuizamenro de
ação e demais atos processuais inerentes ao exercício da ampla defesa e do contra-
104 Pelas mesmas razões já apresentadas no tópico de custas processuais. ditório. (Incluído pela Lei Complemenrar n° 132, de 2009).
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Com efeito, o posicionamento atual do TST é no sentido de ser É interessante observar que o recurso deverá ser assinado pelo subs-
obrigatório o depósito recursal, mesmo na hipótese de concessão do critor, sob pena de ser considerado inexistente. No entanto, será consi-
benefício da justiça gratuita ao empregador 107 • derado válido o recurso assinado, ao menos, na petição de interposição
ou nas razões recursais (OJ n° 120 da SOl-I do TST).
9. REGULARIDADE FORMAL
Consigna-se que, no caso de recurso interposto pelo sistema E-
O art. 899 da CLT estabelece que os recursos trabalhistas serão -DOC, o subscritor do recurso será aquele que assinou digitalmente
interpostos por meio de simples petição. o recurso. A propósito, caso na petição de interposição e no recurso
No entanto, é sabido que os recursos são interpostos por meio de conste o nome de um advogado, mas o recurso tenha sido assinado di-
duas petições: a petição de interposição, dirigida ao juízo a quo; e as gitalmente por outro advogado, o efetivo subscritor do recurso é aquele
razões recursais, direcionadas ao juízo ad quem. cuja chave de assinatura foi registrada, responsabilizando-se pela pe-
tição entregue, sendo regular a representação desde que o subscritor
O art. 899 da CLT está se referindo à petição de interposição.
esteja devidamente constituído nos autos. Isso ocorre em atenção ao
Quanto às razões recursais é obrigatória a sua fundamentação, a fim
princípio da existência concreta, segundo o qual, nas relações virtu-
de que a parte contrária possa se defender e para que o tribunal tenha
ais, predomina aquilo que verdadeiramente o::::orre e não aquilo que é
conhecimento do objeto impugnado, observando, assim, o princípio 108
estipulado (Informativo n° 5 do TST ).
da dialeticidade.
A Corte trabalhista, ao menos quanto aos recursos interpostos no 10. JUNTADA DE DOCUMENTOS
TST, já impunha a fundamentação do recurso (Súmula n° 422 do
Conquanto a juntada de documentos não seja um pressuposto re-
TST), o que passou a ser descrito expressamente no art. 896, § 1-A,
III, da CLT, que assim vaticina: cursal, trataremos do assunto neste capítulo.
§ 1°-A. Sob pena de não conhecimento, é ônus da parte: Na fase recursal, restringe-se a possibilidade de apresentação de do-
cumentos, vez que se trata de fase que irá proferir o reexame dos fatos
[ ... ]
e fundamentos deduzidos em juízo, não sendo momento para nova
III - expor ·as razões do pedido de reforma, impugnan- 109
do todos os fundamentos jurídicos da decisão recorrida,
instrução do processo. Contudo, a Súmula n° 8 do TST contempla
inclusive mediante demonstração analítica de cada dis- duas hipóteses excepcionam tal restrição:
positivo de lei, da Constituição Federal, de súmula ou a) quando demonstrado o justo impedi::nento de apresentação no
orientação jurisprudencial cuja contrariedade aponte.
momento oportuno, utilizando-se analogicamente o art. 517
De qualquer modo, a nosso juízo e acompanhando o entendimen- do CPC;
to majoritário, todos os recursos exigem a fundamentação das razões
b) para comprovar fato posterior à sentença, aplicando-se analogi-
recursais e não apenas os recursos interpostos no TST.
camente o art. 462 do CPC.

107 Nesse sentido, os seguintes precedentes do C. TST: TST-E-ED-RR- 61200-
96.20 ~0.5.13.0025, Relator Ministro: João Batista Brito Pereira, Subseção
I Especializada em Dissídios Individuais, DEJT 24/08/2012; TST-E-ED-
108 TST-E-RR-236600-63.2009.5.15.0071. SBDI-l, Rel. Min. Noysio Corrêa da
-RR-45600-16.2007.5.05.0008, Relatora Ministra: Maria de Assis Calsing,
Veiga. 12.4.2012.
Subseção I Especializada em Dissídios Individuais, DEJT 18/03/2011; TST-
-AIRR-956-72.2011.5.18.0141, Relator Ministro: Lelio Bentes Corrêa, }a Tur- 109 Súmula n° 8 do TST. Juntada de documento. A juntada qe documentos na fase
ma, DEJT 17/08/2012; TST-AIRR-332-54.2010.5.03.0083, Relator Ministro: recursal só se justifica quando provado o justo impedimento para sua oportuna
Walmir Oliveira da Costa, 1• Turma, DEJT 19/12/2011. apresentação ou se referir a fato posterior à senre:-~ça.
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pelos procuradores que fazem parte de seus quadros ou por advogados constiru- tece. Ministério Público do Quando não juntada a ata ao processo em 48 horas. Dessa forma. trimonial privado. É o que acon. quando da interposição do recurso.Na hipótese do inciso II. Súmula no 30 do TST. já existente ao tempo da sentença. Orientação Jurisprudencial no 338 da SDI. admite-se a reconsideração da análise da tempesti- Registra-se que. Legitimidade para recorrer. Súmula no 262 do TST. oportuna apresentação ou se referir a fato posterior à sentença. admitido o novo documento. Isso quer dizer que o documento é velho. Decreto-Lei 11° 779/69. 11. . que a parte receber a intimação da sentença. intimada. da CLT). devendo ser representadas ou por ser impossível sua utilização naquele momento. com o réu revel que poderá apresentar documentos ídos. llio. o princípio do contraditório. o documento buscará comprovar fato a quo que aconteceu em momento posterior à sentença (superveniente). ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS O primeiro caso. llio.O recesso forense e as férias coletivas dos Ministros do Tribunal Superior do Trabalho suspendem os prazos recursais. § 2°. à época. o início do prazo se dará no primeiro dia útil imediato e a contagem. preservar. ocorrerá quando a parte Há interesse do Ministério Público do Trabalho para recorrer contra decisão que declara a existência de vínculo empregatício com sociedade de economia mista ou apresenta documento novo assim entendido como o cronologicamente empresa pública. Orientação Jurisprudencial n° 237 da SDI. para comprovar que não foi devidamente citado. inclusive de empresas públicas e sociedades de economia mista. exceto quando se tratar de justo impedimento para sua I. Embargos declaratórios. Feriado local. Prazo judicial. o prazo para recurso será contado da data em O Ministério Público não tem legitimidade para recorrer na defesa de interesse pa. passando a ser pertinente II. em regra. a exis- o que por óbvio impossibilitou sua apresentação ou foi desnecessária tência de feriado local que autorize a prorrogação do prazo recursal. Trabalho. Pessoa jurídica de direito público. por exemplo.I do TST. Necessidade. de admissibilidade certificar o expediente nos autos. Sociedade de economia mista e empresa É em dobro o prazo para a interposição de embargos declaratórios por pessoa pública. velho. justo impedimento. Ilegitimidade para recorrer julgamento (art. fase recursal. sua comprovação na instrução processual. 144 145 . Autarquia 402 do TST). Intimação da sentença llio.I do TST. III . Súmula no 385 do TST. após a CF/1988. llio. Ministério Público do Prazo em dobro. SÚMULAS DO TST E ORIENTAÇÕES JURISPRUDENCIAIS RELACIONADAS AO CAPÍTULO llio. Prazo O prazo para recurso da parte que. Contrato nulo jurídica de direito público. Súmula n° 197 do TST. llio. no processo (Súmula n° llio. não se admite a juntada de documentos na Recesso forense.1 Legitimidade e interesse para recorrer prosseguimento para a prolação da sentença coma-se de sua publicação. II . Notificação ou intimação em sábado.I do TST. Orientação Jurisprudencial n° 192 da SDI. como forma de mental.Intimada ou notificada a parte no sábado. Orientação Jurisprudencial n° 318 da SDI. Ato administrativo do juízo Na segunda hipótese. mediante prova documental superveniente. Agravo de Instrumento ou Embargos de Declaração. Prorrogação. Tempestividade documentos a serem apresentados pelo revel ficam restritos àqueles per- tinentes a afastar a revelia. não comparecer à audiência em 11. Consigna-se que os 11.I do TST. I . no subsequente. Comprovação.Na hipótese de feriado forense. mas não pôde Os Estados e os Municípios não têm legitimidade para recorrer em nome das au- ser utilizado na fase de instrução por ser ignorado pela parte interessada tarquias detentoras de personalidade jurídica própria. llio. Representação irregular. contadas da audiência de Trabalho. em Agravo Regi- deve ser dado vista à parte contrária para manifestação. sem a prévia aprovação em concurso ptiblico. Ausência de expediente forense. Prazo recursal. 851. obrigatoriamente vidade do recurso.Incumbe à parte o ônus de provar.2. mas ignorado pelo inte- ressado ou de impossível utilização. incumbirá à autoridade que proferir a decisão somente na fase recursal.

mento. Representação irregular. embora a apreciação desse Traslado. Configuração I . . Orientação Jurisprudencial no 374 da SDI.. 37.A juntada da ata de audiência. 37 do CPC.. 13 do CPC.. pelo menos. É inválido o instrumento de mandato firmado em nome de pessoa jurídica que não contenha.Inadmissível na fase recursal a regularização da representação processual.I do TST. Assinatura da desde que não estivesse atuando com mandato expresso.. ainda que em apenso. 13 e 37 do CPC. das quais ficara isenta a parte emão vencida. de tempestividade do recurso.07.I do TST..3. ainda que mediante prc·testo por posterior juntada..! sável por sua elaboração.É extemporâneo recurso interposto antes de publicado o acórdão impugnado.I do TST. Orientação Jurisprudencial n° 286 da SDI. em instância recursal. por inexistente..I do TST. Recurso ordinário em mandado de segurança . .. Agravo de instrumento. Procuração.1994 e do art. a pagar as custas fixadas na sentença originária. no prazo de 8 (oito) dias. Recurso.. claração pela parte adversa não acarreta qualquer prejuízo àquele que apresentou Identificação do outorgante e de seu representante. ao âmbito do Tribunal Regional do Trabalho. Juntada . Agravo de instrumento. Representa~o pois estes dados constituem elementos que os individualizam. de que se originou o agravo.. feridos em substabelecimento em que não consta o reconhecimento de firma do I . a sua interposição é ato aferição da tempestividade praticado perante o Tribunal Regional do Trabalho. 11.. lnapli- O não-cumprimento das determinações dos§§ 1° e 2° do art. cabilidade de 04. Súmula n° 456 do TST. Procuração apenas nos autos de agravo de instrumento . li . Representação processual. Substabelecimento . em que consignada a presença do advogado.. 5° da Lei n° 8.É inadmissível. Exremporaneidade. Entendimento aplicável antes do advento da Lei n° 8. na petição de apresentação ou nas razões recursais.. Súmula no 383 do TST. o nome do outorgante e do signatário da procuração. Ausência de certidão de publicação.Configurada a existência de mandato tácito fica suprida a irregularidade de. tectada no mandato expresso.. para o Tribunal Superior do Trabalho. Arts.I do TST. forma do art. ao menos. Validade curação deste. assinado.. Interposição antes da publicação do acórdão Não produz efeitos jurídicos recurso subscrito por advogado com poderes con- impugnado. Agravo de instrumenro. Traslado. porque demonstrada a existência de mandato tácito. sem o reconhecimento de firma do substabelecente. na . Súmula n° 164 do TST.... pois sua finalidade é tão-somente servir de controle processual interno do TRT e sequer contém a assinatura do funcionário respon. Súmula n° 434 do TST. Da decisão de Tribunal Regional do Trabalho em mandado de segurança cabe re. o oferecimento tardio de procuração.. li -A interrupção do prazo recursal em razão da interposição de embargos de de. Procuraçãü ou substabelecimenro com curso ordinário.4.. circunstância que legitima a A etiqueta adesiva na qual consta a expressão "no prazo" não se presta à aferição atuação do advogado no feito.. Fase recursal. que a interposição de recurso não pode ser reputada ato urgente.. Pessoa jurídica. não legitima a atuação de advogado nos processos independentemente de intimação.952/1994. poi~... se vencida na segunda. Custas processuais . Ata de audiência. do Código de Processo Civil importa I. outorgante. É regular a representação processual do subscriror do agravo de instrumento ou do recurso de revista que detém mandato com poderes de representação limitados . O recurso sem assinatura será tido por inexistente.. Súmula n° 201 do TST. Representação.I do TST. Mandato. Súmula no 25 do TST. está obrigada.906. 146 147 .. parágrafo único. Regularidade.952/1994) . cuja aplicação se restringe ao Juízo de I o grau.. torna dispensável a pro. 11. Recurso. petição ou das razões recursais. . Orientação Jurisprudencial no 120 da SDI. já tácito... Procuração.. Orientação Jurisprudencial n° 11 O da SDI. Custas A existência de instrumento de mandato apenas nos autos de agravo de instru. Será considerado válido o apelo li .. Mandato tácito. Invalidade. .. A parte vencedora na primeira instância. exceto na hipótese de mandato termos do art. Inválido (anterior à Lei no 8.. seu recurso tempestivamente. Orientação Jurisprudencial no 284 da SDI.. Orientação Jurisprudencial n° 75 da SDI . Etiqueta adesiva imprestavel rara recurso seja realizada pelo Tribunal Superior do Trabalho. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS . nos o não-conhecimento de recurso. e cláusula limitativa de poderes ao âmbito do tribunal regional do trabalho igual dilação para o recorrido e interessados apresentarem razões de contrariedade...

Decreto-Lei no so... DARF eletrônico. Orientação Jurisprudencial n° 33 da SDI. Atingido o valor da conde- às empresas privadas. de 21. Condenação . Não isenção A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina. ser O carimbo do banco recebedor na guia de comprovação do recolhimento das as custas pagas ao final custas supre a ausência de autenticação mecânica. posteriormente. acrescido o valor da condenação.I do TST.I do TST. uma vez que cabia à parte. Comprovação de recolhimento. Guias de custas e de depósito recursal da parte para 0 preparo do recurso. 779169. interpor recurso ordinário e. Massa falida. Mandado de segurança.08. Nas ações plúrimas. Inversão do ... houve fixação ou cálculo do valor devido a título de custas e tampouco intimação Traslado. Inexistência de deserção quando as custas não são expressamente calcu. J unspru · d enc1·al no 186 da SDI. descabe empresa em liquidação extrajudicial. Empresa em liquidação extraju- . as custas incidem sobre o respectivo valor global. Ocorre deserção do recurso pelo recolhimento insuficiente das custas e do depó- sit~ recursal. Não-ocorrência Não ocorre deserção de recurso da massa falida por falta de pagamento de custas No caso de inversão do ônus da sucumbência em segundo grau.- dicial ônus da sucumbência.... um novo pagamento pela parte vencida.. não é isenta do recolhimento do depósito recursal: do pagamento das custas processuais por não ser beneficiária dos privilégios previstos . em relação mica com fins lucrativos.APPA. I. IN-SRF 162. Deserção. sob pena de deserção. não ._ 0 nentay-o · . Não caracteriza deserção a hipótese em que. Orientação Jurisprudencial n° 158 da SDI. igualando-a a cada novo recurso interposto.I do TST. de 21. o que descaracteriza sua natureza jurídica. Depósito recursal e custas. Depósito recursal e ordinário. Só. as custas ser pagas ao final. Esse privilégio. Custas Os privilégios e isenções no foro da Justiça do Trabalho n~~ abrang~m as socie.mula n° 170 do TST. Súmula no 53 do TST. todavia._ Súmula no 128 do TST.. Para a formação do agravo de instrumento.5.756/1998. Custas.. Valor da causa.I do TST.. Exigência do pagamento Decreto-Lei n° 779. então.. vinculada à Admi... Cabimento referente a centavos. Orientação Jurisprudencial no 104 da SDI. calculadas com base no valor dado à causa na inicial. Agravo de instrumento.. . 148 149 .11 do TST. Custas O denominado "DARF ELETRÓNICO" é válido para comprovar o recolhimen- 0 prazo para pagamento das custas. APPA. ainda que gozassem desses benef1c1os anteriormente ao segurança. Validade .. agravo de instrumento no caso de o recurso ser considerado deserto. Custas processuais. 11. ÉL!SSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS . Deserção.I do TST.b pena de deserção.mula no 86 do TST. pois. Recurso ordinário.. bo do banco.. Depósito Recursal nistração Pública indireta. Carim- acrescida. acarretando a majoração das custas processuais. Custas. ante o fato de explorar atividade econô. ao recorrer. Só. Incabível a impetração de mandado de segurança contra ato judicial que.É ônus da parte recorrente efetuar o depósito legal. ressarcir a quantia. Custas. Orientação Jurisprudencial no 88 da SDI..I do TST. Deverá ao final. Custas. Ocorrência de daqueles recolhimentos. Custas cio. após recolher as custas. nação. não se aplica à atualização do valor das custas e se estas já foram devidamente recolhidas. se sucum- bente. a comprovação do recolhimento das custas processuais no prazo recursal. não é necessária a juntada de compro- vantes de recolhimento de custas e de depósito recursal relativamente ao recurso Orientação Jurisprudencial no 140 da SDI.08.. sem acréscimo ou ou de depósito do valor da condenação.1969. Deserção.. Orientação Jurisprudencial n° 148 da SDI.. Validade ladas e não há intimação da parte para o preparo do recurso.I do TST. Deserção. Custas. . nenhum depósito mais é exigido para qualquer recurso.1969. devendo. Diferença ínfima. Orientação Jurisprudencial n° 13 da SDI. devendo. integralmente. Lei n° 9..11. arbitrou novo valor à causa. desde que não seja objeto de controvérsia no recurso de revista a valida- custas. de 04. de ofí- Súmula n° 36 do TST. é contado da intimação to de custas por entidades da administração pública federal. É responsabilidade da parte.11 do TST. Sociedade de economia mista. emitido conforme a do cálculo. para interpor recurso ordinário em mandado de se- gurança. . Mandado de dades de economia mista. Depósito Recursal no Decreto-Lei no 779.88. ainda que a diferença em relação ao "quantum" devido seja ínfima. Orientação Jurisprudencial n° 217 da SDI. no caso de recurso.

e. em con- l. do CPC Se não há condenação a pagamento em pecúnia. Credenciamento bancário. . Pressuposto recursal.. PASEP. Juntada de documento . na fase executória. Recurso.. 35 do CPC como fonte sub- qualquer decisão viola os incisos li e LV do art.. Momento de análise.. elevação do valor do débito. porém.. Apelo que não ataca os fundamentos da decisão . ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAlS li. Docu- mentos distintos. Análise pela submetida ao regime do FGTS. independendo da prova.. vel quando for julgado procedente o pedido e imposta condenação em pecúnia. de ambos os lados da cópia. . Assim. o depósito recursal só é exigí.. sidiária.I do TST. Prazo A juntada de documentos na fase recursal só se justifica quando provado o justo Havendo recurso ordinário em sede de rescisória. 'Orientação Jurisprudencial n° 264 da SDI.7. Não configura- . Despacho denegatório do recurso de revista e certidão de pu- . 899 da CLT. lidade inscrito no art.. 514.. PIS/ ção. Art. Depósito recursal.I do TST. II.. a exigência de depósito para recorrer de natureza trabalhista. II. Orientação Jurisprudencial no 287 da SDI. Utilização da guia GFIP. Deserção. __ --------... Ausência de indicação na guia de depósito recursal. Firmada nessa premissa... nos termos em que fora proposta..Garantido o juízo.. devendo este ser efetuado no prazo recursal. INFORMATIVOS DO TST RELACIONADOS AO CAPÍTULO Nos dissídios individuais o depósito recursal será efetivado mediante a utilização da Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social ..1. Turma apenas ao enfrentar novos embargos de declaração opostos em relação aos declaratórios da parte contrária. III .. não há falar em preclusão pro iudicato. Súmula n° 245 do TST.. Súmula no 422 do TST.. quando a empresa que efetuou o 11. Recolhimento.. arguida do número do PIS/PASEP na guia respectiva. do CPC.. reali- zado na sede do juízo e à disposição deste. Preclusão pro iudicato.o depósito recur- sal efetuado por uma delas aproveita as demais. exige-se a complementação da garantia db'juízo.Havendo condenação solidária de duas ou mais empresas.. Depósito. as custas estão reguladas pelo art. nos termos divergência jurisprudencial. Prazo O depósito recursal deve ser feito e comprovado no prazo alusivo ao recurso. 151 . por maioria.8.6. Multa por litigância de partes ou da inexistência de prejuízo. Documentos interposição antecipada deste não prejudica a dilação legal.. Condenação a pagamento em pecúnia recorrida.GFIP. porquanto a matéria 11. pela reclamada apenas em embargos de declaração opostos da decisão nos declara- tórios do empregado. deu-lhes provimento para não conhecer dos embargos de declaração do reclamante e restabelecer. 5° da CF/1988. independentemente de provocação das .--~--l-S_o_d_o_a_r_t_. Havendo.18 do CPC... Pressupostos de admissibilidade dos embargos de declaração.. na Justiça do Trabalho. Ação rescisória. impedimento para sua oportuna apresentação ou se referir a fato posterior à sen-.. Súmula no 161 do TST. uma vez que. Súmula n° 8 do TST. descabe o depósito de que tratam Não se conhece de recurso para o TST.. Súmula n° 99 do TST. por O recolhimento do valor da multa imposta por litigância de má-fé. 899 da CLT.. pela ausência do requisito de admissibi- os §§ 1o e 2° do art. Orientação Jurisprudencial no 409 da SDI.. conheceu dos embargos. Depósito de multa por litigância de má-fé concernente aos pressupostos de admissibilidade do recurso é de ordem pública e deve ser observada pelo julgador de ofício. Preclusão pro iudicato nos termos dos §§ 4° e 5° do art. sob pena de deserção.. Depósito recursal. no limite e nos termos da legislação vigente. 514. 789 da CLT. Súmula n° 217 do TST. admitido o depósito judicial.. Obrigato- riedade 12. Não conhecimento. A 11. Prova dis- blicação pensável Distintos os documentos contidos no verso e anverso. no mérito. 12. Inexigibilidade a preclusão declarada pela Turma.. . por unanimidade. a SBDI-1. afastando má-fé. na hipótese de relação de trabalho não . Depósito recursal. Depósito recursal. resta inaplicável o art. . . quando as razões do recorrente não im- pugnam os fundamentos da decisão recorrida. Autenticação. Regularidade formal depósito não pleiteia sua exclusão da lide. Validade No caso em que se discute a irregularidade de representação do subscritor dos Não é essencial para a validade da comprovação do depósito recursal a indicação embargos de declaração opostos pelo reclamante em recurso de revista. . tença.I do TST. nãn é P"~"P""" nhj<dvn p= in«q>ooiçin doo «m=< d. é necessária a autenricaçáo O credenciamento dos bancos para o fim de recebimento do depósito recursal é 'fato notório. Súmula no 426 do TST.

0031. determinar o retorno dos autos à Turma de origem a fim ~ Erro na indicação do nome da parte. cabimento.2014 (Informativo n° 80) 434. do TST (ex-OJ n° 357 da SBDI-I) não se aplica à hipó- ~ Embargos de declaração. conheceu dos embargos interpostos pelo reclamante. o recurso cabível da decisão do Presidente dade.5. TST-AgR-E-ED-AIRR-29900-22. Oficial. I. tão somente. 235. Princípio da por unanimidade. 794. Na analisar o segundo recurso ao fundamento de que a parte não interpôs agravo de 152 153 . SBDI-1. Interposição antes da publicação da sentença em Diário unanimidade. 10. a Turma não conheceu da primeira nem impediu a análise do recurso de revista. não se SBDI-I.0662. Vencidos os Ministros Augusto César Leite de Carvalho. rei. Emmanoel Pereira. Pereira e Delaíde Miranda Arantes. Erro grosseiro mérito. não sendo a referida publicação imprescindível recursal.5. Vencidos os Ministros Lelio Ben- tes Corrêa. a inte:posição de embargos em face de acórdão proferido pela Subseção II Especializac. Min. rei. J.I.5. do processo. davam provimento aos embargos para restabelecer a decisão do Regional. Existência de outros elementos de identificação. Assim.2. Não cabimento.20. a SBDI-I.06. a SBDI-II.2012. Tempestividade dinário no mandado de segurança. Com esse entendimen- to. não conheceu dos embargos. Segundo recurso interposto no momento processual oportuno. relator. com base na Súmula n° 353 do TST.4.2012. Agravo regimental. Min. Na hipótese.3.2013 (Informativo no 52) podendo utilizar o princípio da unirrecorribilidade para impedir o conhecimento do recurso interposto no momento processual oportuno. regimental interposto de.0102. de que. a SBDI-1.a em Dissídios Individuais em julgamento de recurso or. rei. Alberto Luiz Bresciani de Fontan nome da parte recorrente não causou prejuízo à parte adversa (art. de Carvalho. Com esses fundamentos. no 12. I.4. prossiga no julgamento do recurso de revista.0872. Aplicação analógica. não conheceu do agravo unirrecorribilidade. TST-R0-2418-83.2011. Legitimidade divergência jurisprudencial e.0000. Min. eis que o feito pode ser identifi- revista. Intempestividade. segundo a qual "não cabem embargos de decla- ração interpostos contra decisão de admissibilidade do recurso de revista.15. reformando o acórdão embargado. (Informativo n°4) Jurisprudencial no 377 da SBDI-I. efeito de interromper qualquer prazo recursat'. e deixou de cado por outros elementos constantes dos autos. TST-E-ED-RR-133240-06. O recurso interposto antes da publicação da decisão recorrida é inexistente. ao caso aplica-se.2. Não incidência. Com esses fundamentos. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS sequência. não tendo o ~ Recurso interposto antes da publicação da decisão recorrida.2. insuscetível de correção pela aplicação do princípio da -E-RR-176100-21. e. Não denegara seguimento ao recurso de revista por ilegitimidade recursal da JBS SIA. Augusto César Leite Configura-se erro grosseiro. fungibilidade.6. Vencidos os Ministros Augusto César Leite de Carvalho e Delaíde nome da empresa JBS SIA. 14. SBDI-I. por divergência jurisprudencial. o disposto na Orientação 29. rei. Orientação Juris- Diário Oficial. Ausência de prejuízo à parte contrária. TST- constitui erro grosseiro. deu-lhes provimento para.2. Com esse entendimento. conheceu dos embargos por 12. denegaseguimento ao recurso no 357 da SBDI-I e deu -lhes provimento para restabelecer o acórdão que afas- de embargos é o agravo regimental. 12.09. por analogia. Inexistência. corretamente nominados.04. (Informativo n°13) Judicial) permitiam apreender que o correto nome da recorrente eraS/A Fabn- ca de Produtos Alimentícios Vigor. Configuração. rei. conheceu dos embargos por má aplicação da Orientação Jurisprudencial de Turma que. 894 da CLT. por ~ Recurso ordinário. as circunstâncias e os elementos dos autos (número Miranda Arantes.2009. nome do reclamante. Erro material. Brito Pereira.2001. à unanimi- Nos termos do art. a decisão da Sétima Turma que dera provimento ao recurso de revista hipótese. lves Gandra Mar- Não há falar em ilegitimidade recursal na hipótese em que o erro na indicação do tins Filho. Cabimento ocorrência. por unanimidade. porquanto não inserida dentre as hipóteses de cabimento elencadas no are. Dora Maria Costa. por maioria.2.3. que ~ Embargos interpostos em face de acórdão proferido pela SBDI-11 em julga. a qual mento de recurso ordinário em mandado de seguran?· Erro grosseiro. Intempestividade. Não interrupção do prazo meios (arts. não obstante tenha constado na folha de rosto e nas razões do apelo o da reclamada. Renato de Lacerda Paiva.23. X. Com esse entendimento. no mérito. Aloysio Corrêa da Veiga e Antonio José de Barros Levenhagen. de erro material. pelo voto prevalente da Presidência. Ademais. 834 e 852 da CLT).2014 (Informativo n° 79) bilidade recursal. Renato de Lacerda Paiva. comprovante de depósito recursal e guia ~R'! José Roberto Freire Pimenta.5. o manejo de embargos de declaração tou a alegação de extemporaneidade do recurso ordinário do reclamante. a SBDI-I.2009. afastada a intempestividade. TST-E-RR-652000-90.09. e vislumbrando a 12. à produção de efeitos jurídicos. 29. Não configuração. CLT).5. inviabilizando a incidência do princípio da fungi. Min. A Súmula n° 434. Min. do RITST.20 10. em fa:::e da intempestividade do apelo. nos termos da Orientação Jurisprudencial no 357 da SBDI . SBDI-I. pois seu conteúdo pode ser disponibilizado às panes por outros prudencial n° 377 da SBDI-1. Decisão proferida pelo Presidente tese de interposição de recurso ordinário antes da publicação da sentença em de Turma que denegou seguimento ao recurso de embargos. decisão do Presidente de Turma que entendeu incabíveis os embargos declarató:ios. lnaplicabilidade da Súmula no SBDI-II. negou-lhes provimento. a SBDI-I. do TST.

. SBDI-I. an- .. deu-lhes provimento para restabelecer .09.2013 (Informativo n° 65) outra data. Ciência inequí- recursal a partir da notificação da publicação da sentença. Ausência de intimap. rei. Augusto César Leite de Carvalho. por unanimidade.03. ainda por maioria. Informativo TST n° 4) (Informativo n° 55) trônico da Justiça do Trabalho não atrai a incidência da Sumula n° 434.8. da primeira data para a prolação da sentença. expedir notificação deflagrando SBDI-I. que. rei. relator.. Luiz Philippe Vieira de Mello A interposição de recurso ordinário antes de publicada a sentença no Diário Ele.. se no devido vencido o Ministro Brito Pereira. O recurso interposto antes da publicação da decisão impugnada é considerado ine- xistente. cuja publicação em órgão oficial é requisito de validade so inexistente. e. Min.. Marco inicial. específico.o da sentença no DEJT. red. ta. Intempestivi- tes da publicação dos embargos de declaração opostos contra a sentença. no mérito. rei. não havendo falar em preclusão consumativa. SBDI-I.. interpôs terceiros embar- gos de declaração.03. porquanto a extemporaneidade a que alude o referido verbete dirige. idêntico ao segundo recurso. ressaltou-se que as partes. não foram intimadas e tampouco A ausência de intimação da publicação da sentença é suprida por ocasião da re- tirada dos autos em carga pelo advogado. 11. item I. temporâneos os recursos interpostos contra decisões prolatadas em primeiro grau. Brito Pereira.5..9. por maioria. p/ acórdão prazo recursal. TST-ED-R0-7724-30. negou-lhes provimento. SBDI-1. do TST. interpôs segundos declaratórios. e não a sentenças. a SBDI-I. com fundamento no princípio da unirrecorribilidade.38.5. conheceu dos embargos. Min. o acórdão do Regional que considerou intempestivo o recurso ordinário da recla- -RR-95900-90.8. as quais podem ser disponibilizadas às partes inde- pendentemente de publicação. Não incidência. Recur- -se apenas a acórdãos. o qual.2009. a SBDI-I. Carga dos autos.2005.5.o da própria parte.2005. não vislumbrando contrariedade à rêa. a SBDI-1. Márcio Eurico Vitral Amaro e Walmir Oliveira· da Cos- n° 197 doTST. inclusive. para que prossiga no julgamento do apelo.< ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS instrumento da decisão do TRT que não admitiu o seu processamento. das partes quando da efetiva publicação da sentença.02. voca dos termos da sentença..2012 (Informativo n°17) Sumula n° 434. do TST. Preclusão consumativa. e Ives Gandra Martins Filho. o sindicato interpôs primeiros cidos os Ministros Brito Pereira.2014 (Informativo n° 1:9) 154 155 . Súmula no 434. Interposição antes da publicação da decisão proferida em a ilegalidade do procedimento do juízo de admissibilidade do Regional que. conheceu dos embargos do reclamante. TST-E- dade não configurada. Necessidade de intimação das partes. lnaplicabllidade da Súmula Fernando Eizo O no. Com esse ententlimento.5.2012 (Informativo no 26) posição prematura do primeiro recurso. Extemporaneidade. p/ acórdão Min. trazendo manifes. Ressaltou-se . -RR-71400-38. suspendeu o julgamento do feito a fim de que o Ministro Não se aplica a diretriz constante da Sumula n° 197 do TST à hipótese em que relator aprecie os segundos declru:atórios.. relator.10. TST-EE. conta-se o prazo . Assim.5. Interposição prematura. Min. entendendo inexistente os primeiros embargos de declaração..09. deu-lhes provimento para.2013 (*CF. no mérito. Com esse entendi- por divergência jurisprudencial. o TRT registrou ter a parte tomado ciência inequívoca dos ter- te da falha. Embargos de declarap. recionado aos acórdãos proferidos pelos Tribunais Regionais. conheceu dos embargos interpostos pelo reclamante. I. Prazo recursal. que possuem natureza jurídica distinta. Consequentemente. admitiu o primeiro recurso e denegou O entendimento consubstanciado no item l da Sumula n° 434 do TST é di- o segundo. Fernando Eizo O no. . No caso. Sú- tendendo ao requerimento da parte para que o recurso inicialmente interposto fosse mula n° 434. 15. Filho. TST-E-ED. por a intempestividade do recurso ordinário do empregado.:ão de novo recurso. SBDI-I. TST-E-ED-RR-9951600 . Designação de nova audiência de prolação de teor dos primeiros declaratórios.. desa. e. por unanimidade. vencidos os Ministros sentença. '.2009. adiada a audiência anteriormente fixada para a prolação da sentença.o das partes. embargos de declarap. determinar o retorno dos divergência jurisprudencial. nem em desrespeito ao jurisprudencial.0000. mantendo a decisão da Turma que afastou a intempestividade do recurso ordinário interposto prematuramente. reconheceu a necessidade de intimação mos da sentença ao fazer a carga dos autos para apresentar cálculos de liquidação. por sua vez. por divergência prazo legal. No dia seguinte. Assim. conscien- recursal. Renato de Lacerda Paiva. não houve a intimação das partes da efetiva publicação.2009.. não tornando ex- to prejuízo à recorrente.11.0087. vinte e dois dias após. conforme de- terminação do juízo na ata de redesignação da audiência. Possibili- dade. e. do TST. rei. Intempestividade do recurso. TST-E-RR-192500-08.. Assim. Min. No DRR-43600-77.18. Ausência de extemporaneidade.0095. afastada mento. regular os segundos e preclusos os terceiros. à unanimidade.2010. lnaplicabllidade. Augusto César Filho.5.0006. 9. rei. SBDl-l. admite-se a interposi·. Interposip. autos ao TRT de origem. 15. não conheceu dos embargos do reclamante.. a reabertura do prazo para interposição do recurso ordinário.. Não configuração. Lelio Bentes Cor. rei. Min. momento em que passa a fluir o prazo comunicadas da designação da nova data fixada pelo juiz. p:>r maioria. designada SDC. I. Min. pda própria parte recorrente. Luiz Philippe Vieira de Mello mada. no mérito. red. do TST.2014 (Informativo n° 82) Leite de Carvalho. embargos de declaração antes da publicação do acórdão do recurso ordinário. princípio da unirrecorribilidade. relator. e. 18. Recurso interposto antes da publicap. e não da própria pu. conforme seu próprio relato.. Recurso ordinário. ven.0670. não obstante estivessem cientificadas de restituição do prazo pelo juízo de origem..5. Com esse entendimento. 11. I. desconsiderado em face da sua prematuridade. Início do prazo recursal. Sentença. a razão pela qual não caberia. In casu. Deferimento do pedido blicação. a SDC.o de novo recurso no devido prazo legal.0051. No caso em apreco... re::onhecendo o equívoco na inter- Min.o. já reproduzia o .

por unanimidade. à unanimidade. Todavia.5. p/ acórdão Min. deve o julgador reanalisar os requisitos ineren- após as suspensões operadas pelo TRT. rei. o Órgão Especial. 16/0112012... . por maioria.5. a parte perdeu o momento processual tempestividade. Discussão acerca da irregularidade de representa~o do recurso Não obstante o item IIl da Súmula n° 385 do TST estabelecer a possibilidade anterior. por maioria.4. 3. 3. da afastada a intempestividade do apelo. Min. Brito Pereira e origem. te prova documental superveniente.. Alexandre Agra Belmome. TST-E-ED-ED-RR-1940-61. Dora Maria da Costa. Na hipótese. ou embargos de declaração.. no mérito. por meio de prova documental supervenieue. por violação do art. julgue o recurso ordinário. sob pena de cerceio do direito de defesa da parte.. § da desistência. a contagem dos dois dias remanescentes tes ao prazo recursal. no caso. a fim de que prossiga no exame do recurso para interposição de outro recurso. de modo "ue o termo final foi prorrogado para o primeiro dia útil 385 do TST. conhecer do recurso de embargos de outros recursos. interposição do novo recurso. tendo dia útil subsequente. 27. devendo o prazo ser recomado a partir da ciência.0000.2014 (Informativo n° 77) Deve a Turma examinar. Ccom esse entendimento. também protocolados no âmbito do TST no primeiro dia útil seguinte. determ[nar o retorno dos autos ao TRT de origem a fim de que oportuno para se manifestar. Min. Órgão tada a intempestividade.cia. procede no caso de feriado forense. afastada a in. como entender de direito.0018. agravo de instrumento Não exigência. ratórios. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS parte não cer juntado a certidão em sede de embargos de declaração. portanto. de declaração tempestivos e regulares interrompe o prazo 0 retorno dos autos à Turma de origem.. Luiz Philippe Vieira de Mello Filho. Ato de Tribunal Regional.2005. tal como se conheceu do recurso ordinário da União..2009. prorrogando-se somente o termo final para o primeiro bilidade do sistema ocorrida no último dia do prazo recursal. Com esse entendimento. afas- Delaíde Miranda Arames. a parte tagem do prazo.06. rei. Com esses . conforme preconiza o item III da Súmula n° 15/01/2012. conhecer dos embargos interpostos pela reclamada. por maioria.. e. Interrup~o do prazo para interposi~o fundamentos. ante a decretação da intempestividade dos embargos de- Tratando-se de suspens. 28. inoperante. não. .5. conheceu do seguinte. é desnecessária a intimação da parte para a retomada da con. somente no dia 17/01/2012. não da Súmula n° 385 do TST não pode ser interpretado de forma dissociada de seu se exige da parte que sane previamente o vício apontado. Peticionamento por meio eletrônico (E-DOC). por intempestivo. segunda-feira.6. Na hipótese. que não conheciam dos embargos ao unanimidade. não conheceu dos embargos por ausência de pressuposto intrín- 156 157 . Saneamento do vício no momento da interposi~o dos embargos.12.2010.. ainda que haja a posterior desistência dos decla. cescumprida a obrigação de a autoridade judiciária certi. qual seja. por divergência fundamento de que. Indusão de feriados e fins de semana.0000. dia em sede de embargos de declaração. a prova da ausência de expediente forense. terça-feira. SBDI-1.2013 (Informativo n° 49) rei. Embargos. os quais negavam provimento ao apelo ao fundamento de que os embargos de declaração deixam de . como entender de direito. Especial. no mérito. prevaleceu o entendimento de que o item 111 indicada como óbice ao conhecimento do recurso anteriormente interposto. por maioria.2014 (Informativo n° 78) . de revista interposto pelo Município do Rio de Janeiro. fundada em ato de claratórios opostos pelo sistema E-DOC um dia após o termo final do prazo. sábado. pois.2. Com base nesse entendimento. lnterpreta?o da nova 12. Sistema indisponível na data existir quando a parte dele desiste. Representação reda~o da Súmula n° 385 do TST. de modo que. Desistência. inclusive a interrupção do prazo para a interposição de outros recursos.:io de prazo recursal pré-estabelecida. não podendo. por divergência jurisprudencial. Comprova~ão da indisponibilidade median- jurídico. findando-se no domingo. em sede de agravo regimental.. Min.01. Lelio Bentes Corrêa. TST-E-RR-721145-82. Vencidos os Ministros Dora rei. em face da apresentação de prova documental superveniente do prazo foi reiniciada no dia 14/01/2012. independentemente de recair em opôs novos declaratórios com a informação e a juntada do boletim de indisponi- feriado ou final de semana. Min. a SBDI-1 decidiu. do CPC. dar-lhes provimento para. Possibilidade. o recurso foi protocolado recurso de embargos interposto pelo reclamante.0054. SBDI-I. TST-ReeNec e R0-29300-82. Suspensão de prazo recursal.. No caso dos autos.. Embargos de dedara~áo. 2o. Incidência do item 111 da TST-E-RR-223200-17. SBDI-I. e Tribunal Regional. apresentada em momento processual subsequente àquele em que o sistema ficou gem. por Paiva e Augusto César Leite de Carvalho. para que prossiga no exame dos primeiros embargos de declaração. a qual ocorre imediatamente. pela parte contrária.. Aloysio Corrêa da Veiga. Súmula n° 385 do TST. Comprova~ão em sede de embargos.2013 (Informativo no 38) Maria da Costa.4. no mérito. de reconsideração da análise da tempestividade do recurso. Retomada da conta. a SBDI- a intempestividade do recurso de revista não se inviabiliza pelo simples fato de a -I. relatora. produzir qualquer efeito do termo final do prazo recursal. Hugo Carlos Scheuermann. dar-lhe provimento para determinar A oposição de embargo. e Luiz Philippe Vieira de Mello Filho. red. Com esse entendimento.496/2007. forense em embargos. Recontagem do prazo a partir da ciência da homologa~o interposto ames da vigência da Lei n° 11. Vencidos os Ministros Renato de Lacerda homologação da desiscê::J. ao não opor embargos de declaração com o objetivo de trazer jurisprudencial e. a possibilidade de reforma da decisão que declarou confunde com o próprio mérito dos embargos. não o órgão do Judiciário certificado nos autos a inoperância do sistema. é possível à parte provar a ausência de expediente Na hipótese em que o objeto dos e~bargos é a irregularidade de representação. Feriado forense.3.. 184. a SBDI-1 decidiu. como condição para a item 11. o pressuposto recursal extrínseco se ficar a ocorrência de feriado. portamo. deu-lhe provimento para determinar o retorno dos autos à Turma de dos os Ministros João O reste Dalazen. Assim. prova de indisponibilidade do sistema de peticionamento eletrônico (E-DOC). a .01.2001. estando intempestivo. Venci-· e.2.5.. a SBDI-I.

. . red. 896 da CLT não poderia ser invocada como obstáculo ao conhe- Filho. Irregularidade de representação.0000.906/94. Na hipótese. 4° da Lei n° 8. § 1° e 21.2010. Nulidade absoluta. 13 do CPC. Luiz Philippe Vieira de mada por advogado diverso do subscritor do recurso. a guia GFIP foi preenchida anular os atos processuais praticados a partir do recurso ordinário interposto por erroneamente quanto ao número do processo e da vara por onde tramitou o feito. negou-lhes provimento.o qual man- Peduzzi e Alberto Luiz Bresciani. quando não mais possível à parte adversa sanar o vício. a SBD1-I. Aloysio Corrêa da Veiga e João Oreste Dalazen. Renato de Lacerda Paiva. a SBDI. 7. Embargos interpostos anteriormente à Lei no 11.e ao qual foi dado provimento. 5. 47. Depósito recursal. TST-E-ED-RR-98500-35. tendo a Turma remetido o fato ção processual da recorrente. não podendo argui- cuja chave de assinatura foi registrada.15. do STJ). -la apenas quando sucumbente em sua pretensão.2014 (Informativo n° 85) 12.10. conheceu dos embargos e deu-lhes critores do recurso ordinário interposto pelo reclamante perante aquele Tribunal provimento para restabelecer o acórdão do Regional que julgou deserto o recurso .496/07. rei. Depósito Recursal .. red. tre o titular do certificado digital usado para assinar o documento e o nome do conheceu dos embargos interpostos pelo reclamante. Min. Argni~ão apenas quando a parte a quem socorre a irregularidade se É regular a representação na hipótese em que o recurso interposto por meio do tornou sucumbente. serem matéria de ordem pública. esse entendimento. SBDI-I. a SBDI-l. TST-E-ED.2012 (Informativo n° 26) mento de mandato outorgado para ambos os causídicos.. por maioria. mas apenas em sede de embargos de declaração ao re- de admissibilidade. Augusto César Leite de Carvalho. que também não conheciam do recurso. Art. ao considerar exaurido o ofício Min. por ambos os causídicos. SBDI-I.419/06 c/c arts. Aloysio Corrêa da Veiga. por violação do art. mas por teve o não conhecimento da revista-. decorrente da ausência de autenticação da procuração outorgada aos advogados -1. TST.5. Não configuração.2005. em atenção ao princípio da existência concreta. trata-se de vício desde que devidamente constituído nos autos.09. Viola. Ives Gandra Martins violação do art.0013.. Interposição por meio do sistema E-DOC. Questão não impugnada na primeira opor- tunidade. e 18 da Lei n° dencial.. parcialmente. não estão sujeitas à preclusão. Essa questão ordinário da reclamada. pois se trata de questão de ordem pública insanável.2009. e da vara na guia de recolhimento. entendeu a Subseção que a ausência de indicação de Min.4. mantendo a decisão 11. 1°. o qual não foi alegado pelo reclamante processual.15.3. 4° da Lei n° 8. SBDI-1. Aloysio Corrêa da Veiga. devendo ser exa- segundo o qual nas relações virtuais predomina aquilo que verdadeiramente ocor. 896 da CLT. subscritores não inscritos nos quadros da Ordem dos Advogados do Brasil. conforme outro sentido. desde que haja nos autos instrumento de mandato habilitando As alegações relacionadas ao exame de pressupostos extrínsecos processuais.. visto que não atendida 11.5.6. Com base nessa premissa. Brito Pe- pela reclamada.. a Corregedoria do TRT da 15a Região comunicou ao TST que os subs. Min. da Resolução no l. responsabilizando-se pela petição entregue. afastando a necessidade de indicação expressa de violação O preenchimento incorreto da guia de depósito recursal constitui irregularidade do art. entende-se que anuiu com seu conteúdo.5.01. Maria Cristina jurisdicional com a prolação do acórdão em embargos de declaração. em desacordo com a diretriz da Instrução Normativa n° 18/99 do TST. Configuração.2. disposto art. examinando questão de ordem em relação à representação das reclamadas juntada com a contestação. SBDI-I. Na espécie. !Embargos.0047. nos termos do art.2. e que a violação do art.906/94. Min. SBDI-I. 18. Na hipótese. por maioria. 245 do CPC. 4° da Lei n° 8. 18. TST-EAIRR-2439-61. p/ acórdão Min.. I. tou os embargos anteriormente interpostos. reira.. Existência de instru. relator. Indicação equivocada do número do processo ção do art. e. de 10/2/10. ressaltou-se que o STJ adota entendimento em curso ordinário. Irregularidade de representação.0071. por divergência jurispru- advogado indicado como autor da petição (arts.906/94. se dá diretamente. rei.OAB. Preclusão. Lelio Bentes Corrêa. se a re e não aquilo que é estipulado. Min. em razão da existência de norma expressa a exigir identidade en.5. vencidos os Ministros Augusto César de Carvalho. Antônio José de Barros Levenhagen.. Vencido to- 12. rei. Vencidos os Ministros Renato de Lacerda Paiva.. (Informativo n°5) 12. A SBDI-1. não foi objeto do recurso de revista e dos embargos de declaração interpostos Maria Cristina Irigoyen Peduzzi. Renato de Lacerda Paiva. devolveu o prazo recursal à parte. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS seco.2012.2013. o efetivo subscritor do apelo é aquele que falar nos autos. da Turma por fundamento diverso. red..0121. na hipótese. 245 do CPC. III.não possuíam inscrição na OAB.2012. conheceu dos embargos interpostos anteriormente à Lei n° que compromete a eficácia do ato processual praticado.2002. (Informativo n° 35) cimento do recurso. p/ acórdão Apresentada a manifestação. relator. e. p/ acórdão Min. se aposto nome de advogado diverso parte a quem socorre a irregularidade deixa de indicá-la na primeira oportunidade daquele que assinou digitalmente o recurso. Configuração. por unanimidade. . TST-E-ED-RR-22100-64.2001. rei.496/07. Ademais. minadas de ofício pelo julgador. Guia GFIP. -E-RR-236600-63. o Ministro I Ives Gandra Martins Filho. (Informativo n°1) 1:58 159 .RR-877540- -lhe manifestar-se sobre os documentos encaminhados por aquela Corte regional. conheceu dos embargos porque cumpridos os requisitos extrínsecos perante a Vara do Trabalho.6. 8.09.2. Assim. rei. tem-se que. 1 sistema E-DOC vem subscrito por advogado diverso daquele que procedeu à as- : sinatura digital. por maioria. Assinatura digital fir. o Ministro relator. e deu-lhes provimento para a sua finalidade de garantia do juízo. Assinatura digital talmente o Ministro Renato de Lacerda Paiva. Mello Filho. Todavia. relator. no mérito. Com esse entendimento. por unanimidade. Subscritores de re- curso ordinário não inscritos nos quadros da OAB. Deserção.5. Com No caso. que adi- ausência de pressuposto recursal extrínseco relativo à regularidade de representa. § 2°. novo à cognição da SBDI-I.5. que só tomou conhecimento dos fatos após o relator facultar..

proferida a sentença.4. não há certeza acerca das parcelas objeto da condenação. rei. os valores podem ser qual o item III da Súmula n° 128 do TST excetua o aproveitamento do depósito alterados. SBDI-I. arguiu o reconhecimento da prescrição bienal. e. . tos à Vara do Trabalho a fim de que proferisse nova sentença. Realização de novo dep6sito recursal. Configuração. (Informativo n° 90} 160 161 ~-~-------- .0411. Natureza jurídica. Vencido o Ministro lves Gandra Martins que resultaria em extinção do processo com resolução do mérito e. sob cos Ltda. conheceu dos embargos. TST-E-RR-26500-89.2013 (informativo n° 38) de de novo recolhimento apenas nas hipóteses em que haja alteração de instância.23. a fim de que julgue o recurso ordinário pleiteado a sua exclusão da lide.2004. Na hipótese. não necessita efetuar Os conselhos de fiscalização do exercício profissional constituem autarquias es- outro depósito recursai para interpor. rei. 15. 28. prossiga no julgamento como entender de direito. Ponta do Félix.. Assim. Terminais Portuários da -se que a alteração legislativa é pertinente ao preparo do agravo de instrumento. por maioria. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS jurídica. relator. fiscalizar o exercício das profissões correspondentes. reformando o acórdão recorrido. para determinar o retorno dos au.. Min.2008. deu provimento . Assim. Ives Gandra Martins O depósito recursal deve ser efetuado uma vez a cada recurso. restabelecer a parte agravante dispensada de efetuar o depósito recursal previsto no § 7° do art. Agravo de instrumento interposto antes da vigência da Lei OGMO/A. rei. do TST. ressaltou o e à concessão de prazo em dobro para recorrer.275/10. Inexigibilidade. consequence- Filho. Ademais. conheceu dos embargos in- § 7°. denciária somente é devido quando finda a execução. por divergência jurisprudencial e.0261. por contrariedade à Súmula n° 128. superada a deserção do segundo recurso diz respeito à dispensa de recolhimento de custas processuais e de depósito recursal ordinário. decisão do Regional na parte em que pronunciou a deserção dos recursos ordinários 899 da CLT quando da interposição dos recursos subsequentes. pelas demais empresas que integram a relação processual. não houve condenação solidária nem subsidiária do OGMO/PR no período posterior a fevereiro de 2007. José Roberto Freire Pimenta e Alexandre de Souza Agra Belmonte.. Avulso do Porto Organizado de Antonina (OGMO/A). lei.5. Dep6sito recursal. Com base nesse entendimento. Interposição de segundo recurso embargos. quia. TST-Ag-E-ED- ordinário.0022.1994. portanto. Com esses fundamentos. n° 128. pois..3. 25. SBDI-I. deu-lhes provimento para. em vigor à época da interposição. Nova sentença.. a SBDI-1. sendo inegável. Fortesolo Serviços Integrados Ltda. esse entendimento.8. por unanimidade. conheceu dos embargos e. em cas·o de provimento de eventuais recursos. no Interposto agravo de instrumento antes da vigência da Lei no 12.. qual seja. SBDI-1. do TST e do art.. a SBDI-I. Nos termos da Instrução serção dos recursos ordinários dos outros reclamados.5. Ausência de previsão no ordenamento jurídico.0051.02. tornar-se possível o levantamento do depósito recursal por ela efetuado. Min.2013 (Informativo n° 44) ciárias. no mérito. Ex- Não encontra previsão no ordenamento jurídico pátrio a exigência de recolhi- tinção do processo com resolução de mérito. mento. a SBDI-I. Deserção. a título de depósito recursal.01. razão pela uma vez que. Luiz Philippe mente. Com peciais instituídas pelo Estado para a consecução de um fim de interesse público. Privilégios do Decreto-Lei n° 779/69. Autar- preliminar de cerceamento de defesa acolhida. de modo que não se afigura possível utilizar o depósito recursal recolhi- n° 12. Inclusão das contribuições previden. no levantamento do referido depósito. Não configuração.5. no momento em que No caso em que uma das empresas condenadas solidariamente é excluída da lide. à sua exclu- Vieira de Mello Filho..2014. SBDI-I. do TST. Sendo assim. quando foi instituído o . 25. Dep6sito recursal. 83 da Consolidação dos Provimentos da Corregedoria-Geral da Justiça do Trabalho.0019. ainda que apre. No caso. c Aduquímica Adubos Quími- restando inexigível o depósito recursal quando da interposição dos embargos. rei. Min.. rei. ressaltou. único reclamado a efetuar o depósito recursal. 899. Recurso ordinário. Min. constara-se rio. terpostos pelo reclamante. 111. TST-E-ED-RR-262000-94. Renato de Lacerda Paiva. Na hipótese. recurso ordinário. Acolhimento da preliminar ao agravo para. De- previdenciárias em acréscimo ao valor da condenação. o da reclamada como entender de direito. Equivalência à exclusão da lide.04. a não ocorrência de no mérito. inclusive no que o retorno dos autos ao TRT. afastando a deserção do recurso ordiná.. TST-E-ED-RR-87200-72. a SBDI-I.2012. equivalendo. 2. item I.. Vencido o Ministro Ives Gandra Martins Filho. embora não tenha o retorno dos autos ao TRT de origem. Com esse entendimento. -ED-AIRR-40140-31. .9. o reclamado que. determinar o processamento do recurso de de cerceamento de defesa. por maioria. por maioria.. Dep6sito recursal. Arguição de prescrição bienal. deu-lhes provimento para determinar que o OGMO/PR..5. Deserção... SBDI-I. portanto. no mérito.2012 (Informativo n° 16) são. Não aproveitamento pelos demais reclamados.2009. Recurso ordinário. conheceu do recurso de embargos. interpostos pelos reclamados Órgão Gestor de Mão de Obra do Trabalho Portuário sentados em momento posterior ao advento da referida lei. Aplicação. no julgamento de seu primeiro recurso ordinário.09. deu-lhe provimento para determinar se aplicam os privilégios de que trata o Decreto-Lei n° 779/69. a eles por divergência jurisprudencial e.275/10. por unanimidade. negou-lhes provimento. Min. Inexigibilidade de posterior pagamento do dep6sito previsto no art.2009. Interposição de recurso de embargos na vigência da referida do pelo OGMO/PR para garantir a execução que só alcança os demais reclamados. afastada a deserção. fica a mérito. Vencidos os Ministros Renato de deserção.5. no caso concreto. (Informativo n°2) Lacerda Paiva. pela segunda vez. Súmula Normativa n° 3. havendo necessida- Filho.. a SBDI- relator que a parte completou o valor depositado de forma a atingir o limite legal -I. o pagamento da contribuição previ. ceve a . da CLT. Augusto pena de se fazer retroagir a lei sobre ato processual já praticado e gerar insegurança César Leite de Carvalho.2. TST-E-RR-136600-30. à unanimidade. João Oreste Dalazen. III. Pagamento efetuado por apenas uma das empresas. Não con- figuração. a fim de que. Conselho de fiscalização do exercício profissional. do montante atribuído às contribuições Ausência de condenação solidária ou subsidiária ap6s fevereiro de 2007.

No caso concreto.2. após proferido o voto do relator. Ausência das folhas que trazem a identifica- .800/99 postos pelo reclamante por divergência jurisprudencia-l. referida multa pressupõe o dolo da parte em atrasar o processo. deu-lh:s exige identidade de conteúdo entre a petição transmitida via fac-símile e aquela provimento para afastar a irregularidade de repr~s~ntaçao. Min. Recurso. da CF.2014 (Informativo n° 74) e Renato de Lacerda Paiva. Em 7 de dezembro de 2010. Não incidência. ção e a assinatura do advogado. afastada a mencionada irregularidade.5.. Não caracterização. 5°.7. o prazo final para interposição dos embargos foi no dia 6 de dezembro de advogado (folha de rosto e última lauda). Transmissão via fac-símile. protocolizada no prazo legal. da CF. com fidelidade de conteúdo das razões recursais. Maria Cristina Irigoyen Peduzzi Belmonte. Irregularidade formal. e assinatura distinta. a fim de 512/513 e 519/520.. conforme exige a Lei n° 9. que não conheciam do recurso. no sentido de negar provimento ao embargos.ia. Trechos suprimidos irrelevantes à com. to.. exclUir da con~ena:ao recebida ulteriormente em juízo. a SBDI-I. -1.5. conheceu dos embargos mter- rêa não se tratar de irregularidade formal. Entendeu o Ministro Lelio Bentes Cor. Não configuração.-r ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS -I 12. Recurso enviado por fac-símile.. para que examine os embargos de declaração como entender de direito. TST-E-RR-307800-59. e..2005. Desnecessidade.2014 (Informativo n° 76) Filho. determinar o retorno dos auto! à turma de origem. Fac-símile. SBDI-l. por maioria. juntados aos autos. não se pode processual. ED. na penulnma pagma. conheceu dos embargos por enten- 162 163 1!. a ausência dessas folhas 2010. No peticionamento eletrônico (e-DOC) o própric· sistema atesta a assinatura di- Não enseja irregularidade formal a transmissão do recurso de embargos por meio gital. Transmissão incompleta. por si só. na medida em que a Lei no 9.2002. Assinatura digital. Recurso enviado por fac-símile e via e-doe os defeitos de transmissão identificados no fax não se mostrem relevantes para a apreensão da controvérsia. relator. porque.800/99. co~venctdo de'q~e . Ives Gandra Martins Filho. publica~do­ que prossiga no julgamento dos primeiros embargos de declaração do sindicato -se a intimação do reclamante para a respectiva sessão de julgamento.2012 (Informativo n° 26) Na hipótese em que a decisão recorrida consignou que a aplicação da _multa por litigância de má-fé decorreu da avaliação subjetiva do julgado~.. Por fim. a SBDI-I. sob pena de exacerbação do formalismo.9. conheceu dos embargos por violação do art. Multa por litigância de má:fé rude de pedido de vista regimental formulado pelo Ministro Lelio Bentes Corrêa. de atos decisórios.2005. deu-lhes provimento para. Venctdos reclamante como entender de direito. decretando a nu!tdade LV. Com a multa de 1% sobre o valor da causa e determmar o retorno dos autos a tutma esse entendimento. quando os pe- nal no prazo recursal... ficando prejudicado o exame dos demais os Ministros Brito Pereira. três linhas correspondentes a uma transcrição de aresto do STJ. a fim de que proceda a novo julgamento do recurso de revista do empregado. SBDI-l. Data e assinatura diferentes do original. Assim.. deu-lhes provimento para. Regularidade. :i~1co . SBDI-I. os vícios que a parte indica. não se comideram extemporâneos os em- dos os originais.. rei. a SBDI-I. não impede o conhecimento do recurso se da sm. não obstante o recurso para o deslinde da questão. das dez laudas do ~ec_urso.. 5o.0900. reL Min. e. Min.12. Brito Pereira. a SBDI-1. ora duas linhas. determinar o retorno dos autos à Turma de origem. rei.9.) (Informativo no 21) . LV. lves Gandra Martins .2008.. por unanimidade. trans. Na hipótese. Alexandre de Souza Agra Ives Gandra Martins Filho. buir à parte os encargos decorrentes de problemas na transmissão. rei. temas do recurso de embargos.8. -ED-AIRR-384240-64. anulando os acórdãos de fls. 18. o documento enviado por fax deve ser tido por quenos trechos suprimidos não impedem a correta c~mpreensão da COI~trové:s. "In que ausentes as folhas que normalmente trazem 1 identificação e assinatura do casu". 12.10.5. no mérito. e. por maioria. Com esse entendimen- pelo reclamante antes da vigência da Lei n 11.. Min.496/2007. _Com mesmo advogado subscritor do recurso. SBDI-I. mas com data bargos de declaração opostos fora do quinquídio legal se o objetivo da petição de 7 de dezembro de 2010.0 1.TST-E-ED-RR-91600-02. por violação d~ art.5. vencidos os Ministros -ED-RR-177500-51. ao não conferir com os originais apresentados.. no mérito. Multa por litigância de má-fé. 27.0036. Recurso interposto via e-DOC. a parte protocolou a petição origi.0042.2.. e não c::mstam. Renato de Lacerda Paiva. sem utilidade Não se aplica a preclusão consumativa ao caso em que. conduta mcompanvel com a atual ststemanca inexistente.2012 (No mesmo sentido. a SBDI-I. 20. Min. implicaria exacerbação da forma. por unanimidade.------------------~-~·--·------------~---· . Absoluta coincidência com os originais os embargos declaratórios foram infundados e opostos com mrutto protelarono. SBDI- Aloysio Corrêa da Veiga e Dora Maria da Costa..12. 20. prevaleceu o entendimento de que atri- transmitido via fac-símile estivesse incompleto.. ao passo que o aresto trazido à colação estabeleceu a tese de que a aplicação da preensão da controvérsia. leitura for possível identificar mitida nesta mesma data por fax. o julgamento foi suspenso em vir. Filho.02. TST-E- conheceu dos embargos por divergência jurisprudencial. de modo que a É válida a interposição de recurso sem que haja absoluta coincidência entre a utilização dos instrumentos processuais pertinenres não caracterizaria.2012.3. de modo que não pode ser tido por inexistente ou apócrifo o recurso em de fac-símile com data e assinatura diferentes do original interposto em juízo.03. Ives Gandra Martins 20. Preclusão consumativa.5. Quanto ao mérito.0058. rei. esse entendimento... petição encaminhada por fac-símile e os originais juntados aos autos. Intuito protelatório. conheceu dos embargos interpostos considerar ratificado. Lelio Bentes Côrrea.. desde que a litigância de má-fé.2002. Na hipótese. TST-E- TST-E-RR-1141900-23. Petição original não contêm ora uma linha. apesar de indicado o nome do era apenas alertar o Tribunal da incompletude dos primeiros declaratórios. data constante da primeira e da última folha da petição do recurso. no _mérito.0016. foram protocola. Renato de Lacerda Paiva.2. Outrossim. por maioria.

28. !ações e a divergência jurisprudencial apontadas com b ase no art.2012 (Informativo n°15) 164 165 . e João Batista Brito Pereira. É suficiente para elidir a incidência da Súmula n° 422 do TST a impugnação dos fundamentos de direito. No mé- Agravo de instrumento que impugna apenas o tema que se referia às violafóes rito. TST-E-AIRR-44900-45. u..2. lves Gandra Martins Filho. Com esse posicionamento. na espécie.5. afastado o óbice ao conhecimento do recurso. Não caracterizafáo.04. deu-lhes provimento para determinar o retorno . no instrumento por ausência de fundamentafáo. Apelo em que não se impugnam os fundamentos fáticos da decisão recorrida. Assim. direito. mas apenas a aphcaçao No caso em que o despacho de admissibilidade do recurso de revista proferido da multa de 1o/o de que trata o art. re- lator. "à' e "c" da CLT e devidamente fundamentado. § 2°. como entender de direito.2012. Desnecessidade de insurgência contra todos os fundamentos.. José Roberto Freire Pimenta. no mérito. vencidos os Ministros José Roberto . TST.0036. na apreciação do agravo de instrumento. rei. 18. afasta as violações de lei indicadas nas razões do ape- lo. a SBDI-I.5.12. não sendo necessária a insurgência contra os fundamen- tos de fato aludidos na decisão recorrida. prossiga no julgamento do agravo de instrumento em recurso de revista como entender de direito. red. tendo em conta 12. Min. Despacho denegatório do recurso de revista que afasta as violafóes e a diver- o agravo de instrumento que apenas renova as violações apontadas encontra-se gência jurisprudencial apontadas com base no art.E-ED-RR-879000-69. Vencidos os Ministros Ives Gandra Martins Filho.TST-E-ED. por maioria. Com esse entendimento. inferir em quais temas 22. por unanimidade. (Informativo n°11) . cabe ao TST. ção dos embargos de declaração. Min. a Subseção deu provimento aos embargos ~ara afast~ da afastadas.lhes provimento para determinar o retorno dos autos à Turma de incidência. afastado o óbice da Súmula n° 422 do TST.5. parágrafo único. conclui-se que .0012. 896. deu .2012. Alberto Luiz Bresciani de Fontan Pereira e Dora Maria da Costa.6. 538. conheceu dos embargos por divergência jurisprudencial e.2012 (Informativo no 31) em análise realmente seria aplicável a vedação à reapreciação de fatos e provas e em que casos se estaria afastando as violações de lei. a SBDI-I.11. Luiz Philippe Vieira de Mello lei indicadas e aponta como óbice ao processamento a Súmula no 126 do TST. do CPC. SBDI-1. o aprecie como de Na hipótese em que o despacho denegatório do recurso de revista afasta as vio. no mérito. conheceu dos embargos por má aplicação da Súmula n° 422 do TST e. Decisão que não conhece do recurso por ausência de fundamenta- condenação a indenização por litigância de má-fé.0012.5.5. Decisão que não conhece de agravo de dade. p/ acórdão Min. origem para que.2010.dos autos à Sétima Turma a fim de que. SBDI-1. rei. deu-lhes provimento para determi- nar o retorno dos autos à Turma de origem a fim de que julgue o recurso de revista. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS der configurada a divergência jurisprudencial. ção. rei. uma vez que a simples utiliza.6.2008.21. ainda que protelatórios. por unanimi- nas Súmulas n°s 296 e 337 do TST. Súmula n° 422 do TST. Min. Súmula n° 422 do TST. Não mérito. a e c de Mello Filho. Despacho de admissibilidade do recurso de revista que afasta as violafões de Freire Pimenta. SBDI-I. Vencido o Ministro lves Gandra Mar- tins Filho. pelo TRT aponta a Súmula n° 126 do TST como óbice ao processamento do -RR-183240-09.. a obtenção de novo emprego por parte do empregado acidentado que postulava sua estabilidade provisória. Regularidade formal que. SBDI-1. rei. na medida em que o reconhecimento de eventual violação ou divergência jurisprudencial seria suficiente para afastar os óbices apon- tados pelo TRT. conheceu dos embargos por má-aplicação do referido verbete e. do CPC. recurso e.9.2002. admitindo-se. TST-E-AIRR-418-60. a repetição das alegações trazidas nas razões da revista. inclusive. (Informativo n°14) da CLT e nas Súmulas n°s 296 e 337 do TST não se faz necessária a insurgência contra todos os fundamentos.0025. no caso. Contrariedade à Súmula n° 422 do TST. Filho. por maioria. relator.2009. Má aplicafáo. Renato de Lacerda Paiva. ao mesmo tempo. Ives Gandra Martins Filho. 896.02. Com esse entendimento.. a SBDI-I. 31. Luiz Philippe Vieira de Mello Filho.06.. o tema objeto do inconformismo do agravante referia-se apenas às violações afastadas e não ao óbice da Súmula n° 126 do TST. não ensejao paga~en~o da indenização de 20o/o prevista no art. Luiz Philippe Vieira "..

ed. 4. v. Por esse raciocínio. José Carlos Barbosa. exceto se houver dúvida razoável (Súmula n° 100. Em sentido contrário. São Paulo: I. 2. o que afasta sua aplicação nos embargos de declaração: MOREIRA. 283. p. ou seja. EFEITO OBSTATIVO O efeito obstativo consiste no impedimento do trânsito em julga- do da decisão. e ampl. o trânsito em julgado fica postergado. 2009. ed. Flávio Cheim. 260-261.. III. 176. ~. sendo interposto o recurso. é possível concluir que todos os recursos são dotados do efeito devolutivo. No entanto. Recursos no processo do trabalho. atual. 15. do TST). 2010. Rio de Janeiro: Forense. rev. Teoria gemi dos recursos cíueis. Júlio César. para o TST. 5.---~- 167 ------------- . Comentários ao código j de processo civil.:Tr. vez que essa transferência é inerente aos recursos 110 • O efeito devolutivo deve ser analisado sob dois enfoques: da exten- são (dimensão horizontal) e da profundidade (dimensão vertical). CAPÍTULO VI EFEITOS RECURSAIS A interposição do recurso gera diversos efeitos. 2009. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. tal efeito não existirá na hipótese de recur- so intempestivo ou manifestamente incabível. EFEITO DEVOLUTIVO O efeito devolutivo é transferência ao JUIZO ad quem do conhe- cimento das matérias julgadas no juízo a quo. ed. 1. busca-se nova manifestação do Poder Judiciário sobre a matéria decidida. BEBBER. p. 2. 1) extensão do efeito devolutivo 110 No senrido do texto: JORGE. entendendo que o efeito devolutivo someme rem aplicação quando há transferência para outro órgão. que produzem re- flexos práticos para o processo. Passamos a analisar cada um dos efeitos. p. Com efeito.

). permite-se que o órgão julgador possa se utilizar "de todo o quer dizer que. O que se busca co~ a profundidade do efeito devolutivo é colocar Com base nesse dispositivo. Tal efeito. vale-transporte e indenização pelo dano moral. mas por documento apresentado pela própria empresa A profundidade do efeito devolutivo é aquela que devolve auto. rev. O efeito devolutivo. (por exemplo. poderá insurgir-se contra todos os capítulos tença tenha se omitido quanto a algumas delas. o juízo a quo tenha tido a oportunidade de analisar as questões. PPRA). É imprescindível. mesmo que a decisão recorrida e o recurso novas. Flávio Cheim. fundamentos e ques. de modo que este poderá analisar todas as alegações. Caso ela inter. portanto. da sentença (horas extras. atual. poderá recorrer Exemplificamos para elucidar o referido parágrafo: A empresa foi tão somente do capítulo referente ao vale-transporte. documentos etc. mesmo que a sen- ponha recurso ordinário. portanto. ad quem) possa enfrentá-las no julgamento. empresa apresente recurso ordinário. ÉL!SSON MIESSA EFEITOS RECURSAIS A extensão do efeito devolutivo é a quantidade de matéria impug. Verifica-se que. decorrendo sempre da própria vontade do recorrente. o tribunal poderá verificar todo o conjunto probatório (perícia. Caso o juiz reconheça a garantia de emprego com 168 169 . pode beneficiar ambas as partes. tantum devolutum quantum appelatum. a extensão técnico do reclamante. fun. com base no laudo do assistente acobertados pela coisa julgada. nesse último caso. devolverá ao tribunal o conhecimento dos demais. a insurgência do § 2° Quando o pedido ou a defesa tiver mais de um recorrente poderá ser de todos os capítulos da sentença em que foi su. Trata-se da processo. e ampl. batório. vale-transporte e indenização pelo dano mo- ral) sendo. Isso ou seja._s parte deles. independentemente convenceram o juízo a quo. depoimen- É imprescindível que a extensão do recurso seja feita inicialmente. fundamentos levantados na inicial e na contestação para determinado in verbis: pedido. decidiu pela existência da insalubridade. de modo que os condenada ao pagamento do adicional de insalubridade. 4. Teoria geral dos recursos cíveis. Dessa forma. todas as questões suscitadas e discutidas do processo. de extensão total. tos. Na sentença. mesmo que a sentença não tivesse feito referência a algum deles. o tribunal poderá admitir a insalubridade não pelo laudo do as- 2) profundidade do efeito devolutivo sistente técnico. § 1° Serão. que consagra a máxima romana inteiro. mesmo que o juiz a quo não ti- maticamente ao juízo ad quem todas as alegações. laudos dos assistentes técnicos. podendo reexaminar todo o conjunto pro- de manifestação. Exemplo: Reclamante postula a reintegração no emprego com o 111 JORGE. 291. fundamento e o juiz acolher apenas um deles. Exemplifica-se: A empresa é condenada ao pagamento de horas Verifica-se pelo § 1o que o órgão julgador poderá se utilizar de extras. não poderá o revel levantar questões material deduzido em juízo. 515 do CPC. o juízo ad quem não ficaria limitado às provas que tões dentro da quantidade impugnada (extensão). concluindo pelo provimento ou não do recurso. objeto de apreciação e julgamento pelo tribunal todas as questões suscitadas e discutidas no nada. vem disciplinado nos §§ 1° e 2° do art. 2009. demais capítulos (horas extras e indenização pelo dano moral) serão o juiz afastou a conclusão da perícia e. Tem-se. uma vez que o juízo a não façam qualquer referência ao mesmo" 111 • quo não pode fazer nenhuma apreciação sobre elas. suscitadas apenas no recurso ordinário. ainda que a sentença não as tenha julgado por aplicação do caput do art. Já o § 2° permite que o juízo ad quem possa analisar os diversos curso ordinário. dente de trabalho. em sua profundidade. Assim. no caso de revelia. a apelação cumbente ou de apen::.. passando-se somente em seguida para a análise de sua profundidade. que damentações. Caso a limitada. pois. vesse citado o PPRA. p. Por outro lado. 515 do CPC. São fundamento de que era representante da CIPA ou porque sofreu aci- Paulo: Editora Revista dos Tribunais. porém. ed. especificamente ao re. questões e provas que estavam ao alcance do juízo a quo. vislumbra-se que a mera possibilidade em idêntica situação o juízo a quo e juízo ad quem no momento do de exame das questões pelo juízo a quo permite que o tribunal ()uízo julgamento.

275. § 1°. 850. art. acredita que esse efeito nada mais é do que o efeito devolutivo em sua profundidade. contempla que os recursos possuem ainda o efeito da defesa. De qualquer modo. a depender do disposto no regimento interno do tribunal. Súmula no 393 do TST. a analisar Nessa hipótese. No processo do trabalho. tendo efeito meramente devolutivo (CLT. enquanto não houver o primeiro ju- pelo acidente do trabalho da reclamante. 2010. está em idêntica situação em inominada 112 . transfere A doutrina. nada mencionando sobre a garantia I) ao juízo a quo (recorrido). EFEITO SUSPENSIVO ao tribunal todos os fundamentos e questões debatidas no processo. ou seja. e ampl. Existe. arual. ízo de admissibilidade recursal (Súmula n° 634 e 635 do STF). art. 300. pelo jdzo ad quem (art. O pedido cautelar 114 JORGE. poderá o tribunal negar a garantia de emprego Nesse caso. sidente do tribunal ou ao relator. ' como as questoes assim . do TST). bl'1ca I 14 . § 6° e art. rev. p. devidamen. I. put). São será requerido: Paulo: Editora Revista dos Tribunais. em situações excepcionais. poderão ser suspensos os efeitos da sentença por meio 113 NF. in- caso de pedido não apreciado na sentença. na medida e extensão conferidas em seu des. devolvendo 3. suspensivo ao recurso (Súmula n° 414. uma exceção: O recurso ordinário de sentença normativa (dissídio coletivo). 4. 112 O Projeto do Novo CPC. dinário pela empresa. mas admiti-la com base no acidente de o recurso interposto. ed. Código de processo cir. 515 do CPC. ed. Nelson. os recursos não são dotados de efeito o qual permite ao tribunal (juízo ad quem) julgar matérias de ordem suspensivo. o qual é decorrente do princípio inquisitivo. será analisada pelo órgão competente para analisar o mérito do recurso. poderá ser feito por mera petição ou em conjunto com pela representação da CIPA. pública. contudo. Efeito devo- lutivo em profundidade. 7°. a qual equivalerá à concessão de efeito tado e legislação extmvagante. ainda que não translativo. por força de lei. Teoria gemi dos recursos cíveis. ou seja. o tribunal estará apto. Flávio Cheim. que passará a ser Utilizada 10. que se extrai do § 1° do art.701/88. 2009. te comprovadas.192/01). Da decisão liminar. único). quando já proferido o primeiro juízo de ad- missibilidade. analisada a extensão do recurso (pe- dido de reintegração). ao lado dos efeitos tradicionais dos recursos (devolu- ao Tribunal a apreciação dos fundamentos da inicial ou tivo e suspensivo). direcionado ao pre- que o juiz de 1° grau estava na ocasião do julgamento. contempla que pacho (Lei n° 7. EFEITO TRANSLATIVO O efeito devolutivo em profundidade do recurso ordiná- rio. a tese majoritária admite o efeito translativo. a Súmula no 393 do TST: telar. 2) ao juízo ad quem. o pedido será formulado por meio de ação cautelar todos os fundamentos da inicial. mesmo que a reclamante não levante esse fundamento nas contrarrazóes de recurso. independentemente de provocação da parte. entendido como a possibilidade de o juízo ad quem julgar renovados em contrarrazões. dependem de manifestação da parte 113 • Parcela da doutrina.. porém. O efeito suspensi~o impede a execução imediata da decisão recor.. no exemplo. caberá agravo regimental. 899. por serem conhecidas de ofício. p. não examinados pela sentença.RY Jr. 515 do CPC. Art. Recurso ordinário. 11.d e ord em pu. Rosa Maria de Andrade. ca. para conceder efei•o suspensivo ao recurso. o qual decidirá liminarmente sobre o pedido cau- No sentido do texto. do CPC 4. quando o presidente do TST confere efeito suspensivo. todavia. rida. que. 14 da Lei n° a tutela antecipada de natureza cautelar e amecedence. na hipótese de recurso or. ÉLISSON MIESSA EFEITOS RECURSAIS base na representação da CIPA. Percebe-se. parágrafo É interessante observar que. trabalho. 515. NERY. aprovado pela Câmara dos Depurados. ao matérias de ordem pública. que. Não se aplica. 171 170 . Sáo Paulo: RT. estando ou não os autos no tribunal.i/ comen- de medida cautelar inominada. salvo a hipóte- se contida no § 3° do art.

do CPC estabelece que "o juiz pronunciará.188/MG. a prescrição". e 769 da Prequestionamento. quando interposto contra indeferimento da petição inicial translativo dos recursos. além Parte da doutrina entende que. Al-AgR 633. Recurso de revista conhecido e provido.TST adotou posicionamento contrário. nesses recursos. trata-se de pressuposto recursal específico desses sua função socioambiental. DECLA- térias de ordem pública. § 5°. Corte Trabalhista: passa essa questão. Ricardo Lewandowski. § 5°. além do próprio princípio ainda que se trate de incompetência absoluta. como é RR. podendo a partir daí conhecer todas as demais ma. Nesse sentido. que pos- gos para a SDI e do recurso extraordinário para o STF. j. 219. Desse modo. segue ementa de decisão da recursos. não se mostra compatível com o processo do mente pelo recorrente.597-77. rei. o que provocaria a incidência do efeito so ordinário.0004.1. atingir matérias não impugnadas e/ou sujeitos que não recorreram.029/MS. ao determinar a atuação judicial em franco apelo de natureza extraordinária. Rei.5.12. de são.2007. a OJ 62 da SDI-I do TST: no TST. contrariando o princípio da proteção. 219. a novel regra ci- se trate de incompetência absoluta. Ministro Mauricio Godinho Delgado. em virtu- para o TST. vez que tal norma é incompatível com como é o caso. (CPC. ainda que desfavor dos direitos sociais laborativos. por atuar em desfavor aos direitos sociais. com Nesse contexto.2012. mesmo que se trate de matéria de ordem pública. suem natureza alimentar. reconhecendo tal pressuposto. 3a Turma. Nesse perior sobre as matérias previamente decididas e levantadas expressa. no agravo de instrumento e no recur- ordem pública e interesse social. embora os recursos de natureza de princípios constitucionais. torna-se clara a incompatibilidade do novo dis- Orientação Jurisprudencial no 62 da SDI . exigindo decisão emprego.2005.11. dos recursos de revista. TST não contemplou a aplicação de ofício da pres- Discute-se a incidência desse efeito nos recursos extraordinários crição ao processo do trabalho. da proteção. Min. de legitimar a atuação do TST 115 • 5. como da valorização do trabalho e do emprego. contexto. positivo com a ordem justrabalhista (arts. o C. Assim. Pressuposto de admissibilidade em CLT). 1a Turma. como da valorização do trabalho e do extraordinária se submetam ao prequestionamento. 2a Turma. 12. É necessário o prequestionamento como pressuposto de da norma mais favorável e da submissão da propriedade admissibilidade em recurso de natureza extraordinária. É que. ou 172 173 .I do TST. PRESCRIÇÃO. a finalidade de preencher o pressuposto do prequestionamento capaz por incompatibilidade com o sistema trabalhista. Nesse sentido. vilista entra em choque com vários princípios constitu- cionais. do CPC. no processo do trabalho. a prescrição de ofício não teve acolhida nessa seara. o tribunal ultra. à sua função socioambiental. Passou a prescrição a ter contornos de matéria de É o que ocorre. ofício.2010.4. INCOMPATIBILIDADE COM O PROCESSO DO TRABALHO. Necessidade. da norma mais favorável e da submissão da propriedade à prévia acerca do tema. o recorrente deverá expressamente demonstrar sua insurgência no recurso de natureza extraordinária. EFEITO EXPANSIVO 115 No mesmo sentido é o entedimenco do STF. RECURSO DE REVISTA. inclusive quando se tratar de matéria de ordem trabalho a nova regra processual inserida no art. 296). EFEITO REGRESSIVO 4. O efeito expansivo consiste na possibilidade de a decisão do recurso Min. art. rei. 6. EFEITOS RECURSAIS ÉLISSON MIESSA Contudo. 8°. Pronunciamento ex officio da prescrição O efeito regressivo é a possibilidade de o juízo se retratar da deci- O art. j. de do esgotamento do prazo para seu exercício. A prescrição O C.1 0. embar- a seara trabalhista. Carlos Velloso. por exemplo. RAÇÃO DE OFÍCIO. Segundo a jurisprudência que se pacificou pública. Isso ocorre porque consiste em meio de extinção da pretensão. somente há manifestação do Tribunal Su. DEJT 13. 2. o caso da incompetência absoluta. nos casos previstos em lei. Al-AgR 5050.

p. Teoria Geral dos Recursos. 509. podendo ser interno ou tuirá a sentença ou a decisão recorrida no que tiver sido objeto de recurso. 515 do CPC. 512 do CPC. 8. quando as cessual civil: Meios de impugnação às decisões judiciaJs e processo nos tribunais. Bahia: JusPODIVM. ao caso de pedido n~::> apreciado na sentença. o recurso de um bene- ficiará mesmo aqueles que não recorreram (CPC. b) for provido para reformar a decisão. Será: Esse efeito ocorre quando o recurso for conhecido e. O efeito devolutivo em profundidade do recurso ordinário. O julgamento proferido pelo tribunal substi- curso atinge matérias não impugnadas. efeito expansivo subjetivo. 174 175 . 7.. o tribunal lhe dá provimento para afastar a condena. Exemplo: no caso de litisconsórcio unitário. Curso de direito pro- passiva.. há efeito rescindente e não efeito subs- titutivo118. in verbis: • Efeito expansivo objetivo: ocorre quando o julgamento do re.rI ÉLISSON MIESSA EFEITOS RECURSAIS seja. transfere ao Tribunal a apreciacão dos fundamentos da inicial • Efeito expansivo subjetivo: quando o julgamento do recurso ou da defesa. do CPC. a equiparação salarial e as horas extras. Efeito suspensivo. Efeito devolutivo em profundidade. o julgamento do recurso pode produzir decisão mais abrangente 7. 117 Art. SÚMULAS DO TST E ORIENTAÇÕES JURISPRUDENCIAIS Exemplo: Sentença julga procedente pedido de equiparação sala. mas interdependentes (não autônomo) a) não for provido. O recurso interposto por um dos litisconsortes a todos aproveita. pronunciamento de larial e horas extras. Não se aplica. § 1°.. EFEITO SUBSTITUTIVO do que o reexame da matéria impugnada 116 • O efeito substitutivo do recurso estabelece que a decisão proferida É classificado em efeito expansivo objetivo (interno e externo) e no recurso (juízo ad quem) substituirá a decisão recorrida (juízo a quo). São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. 515. 2014. do CPC nos termos do art. Recurso ordinário. ou seja. não examinados pela sentença. será atingida a execução provisória que fica sem efeito. Art. . externo: quando atinge outros atos praticados no processo que são externos e posteriores à decisão impugnada. Havendo solidariedade 118 DIDIER Jr. Recurso contra sentença normativa. no mérito: interno: quando atinge capítulos não impugnados no recurso da decisão recorrida. . art. Exemplo: Sentença julga procedente pedido de equiparação sa- Portanto.. defesas opostas ao credor lhes forem comuns.. litispendência. todos os demais capítulos da decisão são atingidos. 116 NERY ]r.· ou seja. RELACIONADAS AO CAPÍTULO rial e hotas extras. 456. CUNHA. 2010. ed. ção. que se extrai do § 1o do art. Na hipótese de provimento do recurso para anular a decisão im. pugnada (error in procedendo). salvo a hipótese contida no § 3° do art. dando provimento ao recurso. 475-0. externo. Ed. Fredie. pressupõe decisão meritória. Nelson. Em grau de recurso ordinário. todavia. v. o que é acolhido pelo tribunal. conforme disciplina o art.. Nesse caso. razões. salvo se distintos ou opostos os seus interesses. 512. Súmula n° 279 do TST. o recurso interposto por um devedor aproveitará aos outros. 3. a empresa alega mérito do recurso. Nesse caso... Em grau de recurso ordinário. sendo iniciada a execução provisória. p. II. ainda que não renovados em contrar- abrange sujeitos que não recorreram. Art. 373. Parágrafo único. ou dos capítulos impugnados. 8. 515 do CPC. Cassação A cassação de efeito suspensivo concedido a recur'o interposto de sentença nor- mativa retroage à data do despacho que o deferiu. 509 117) . Leonardo José Carneiro da. Súmula n° 393 do TST.

ão e não analisada em sentença. Não acguição em contcacrazões. (Informativo n°1) .ão Jurisprudencial n° 113 da SDI .. Em face do princípio da ampla devolutividade. Incabível. a multa nele aplicada com base no art. SBDI-I. §§ 1° e 2°. por unanimidade. ~ut~r~s. Min. (Informativo n°15) Na hipótese em que a primeira condenação imposta ao reclamado ocorre em sede de recurso de revista. ~o~ ~esma causa de pedir remota e próxima. ficando excluída.5. procede ao imediato exame da questão de fundo. Presccis. que Ja fora decidida pelo Tnbu- flitantes e inconciliáveis passem a reger idêntica situação jurídica. Com esse posicionamento. Príndpio da ampla devolutividade. Min.17. que o _§ 3o ~o art. aprecie o fundamento da defesa relativo à prescrição bienal. por divergência jurisprudencial. mesmo que não suscitada em contrarrazões.. Inocorrência.11 do TST. do CPC. Renato de Lacerda Paiva.5. e. SBDI-II. julgou improcedente a pretensao re~ci~ona. por ausência de interesse de agir. Extinção cia de origem.20 12. 515. rei. TST- . Lelio Bentes Corrêa. EFEITOS RECURSAIS ÉLISSON MIESSA 9. por consequência lógica. Consignou. análise.12. Arguição em contestas.0000.0036. conheceu dos embargos. Identidade de causas de pedir re. nal Regional e transitada em julgado em relação a um dos. rei. além de apresentar matena fanca idennca em 9. do CPC). Vencidos os Mi- nistros· Aloysio Corrêa da Veiga. a SBDI-I. Pos- sibilidade. rel. a SBDI-I. Extingue-se. Exame em sede de recurso ordinário do reclamante. conheceu do recurso de embargos e. a prejudicial de prescrição arguida em contestação e não examinada em sentença que julgou improcedente a recla- mação trabalhista é automaticamente devolvida ao exame do colegiado quando do julgamento do recurso ordinário do reclamante. no mérito. perita a hipótese em que a decisão rescindenda.2006.. do TST. vencido o Ministro Ives Gandra Martins Filho. Efeito suspensivo ao recurso ordinário em mandado de segurança. no mérito.3. à unanimidade. Ação cautelar. cabe ao colegiado o exame da prejudicial de prescrição.0005. Primeira condenação imposta ao re- -AR-2653-67.5.. Necessidade de exame. pois. à sustação do ato atacado.ão suscitada em contestas. ar- guida oportunamente na contestação.12. clamado em sede de recurso de revista. Teoria da causa madura . SBDI-I.00. deu-lhes provimento para determinar o re- torno dos autos ao Tribunal Regional de origem a fim de que.6. nos termos da Súmula n° 308.1. INFORMATIVOS DO TST RELACIONADOS AO CAPÍTULO relação a todos os litisconsortes.--·-*-·· ..2000. Prescris. Pedro Paulo Teixeira Manus. J:?essarte.ão. Brito Pereira. 8. TST-E-RR-589200. Horácio Raymundo de Senna Pires e Dora Maria da Costa. parágrafo único. por maioria. afasta~'do a pres~r~ção declar~da. (Informativo n°13) 177 176 t --------------------~~-~.2012. sem julgamento A SBDI-II entendeu não caracterizar supressão de instância ou julgamento extra do mérito. para evitar que decisões judiciais con. Questão de fundo já d~c~dida pela instân- de interesse. em última petita. em respeito ao princípio da ampla devo- lutividade (art.2011. julgando novamente os embargos de declaração.ão. Ives Gandra.8. deu-lhe provimento para pronunciar a prescrição da pretensão quanto às parcelas exigíveis anterior- mente a 12.mo~ e _prmu~a e de fatos em É incabível medida cautelar para imprimir efeito suspensivo a recurso interposto relação a todos os litisconsortes. por maioria. a Subseção. 538.82. 26.. Julgamento imediato da lide.6. _51? do EFEITO DEVOLUTIVO CPC ampliou a possibilidade do julgamento Imediato ~a hde. 14. pois ambos visam. I. Príndpio da ampla devolutividade.. Com esse entendimento. Ausência AR. o processo. Renato de Lacerda Paiva. Orientas. Min. n:~ resmngmdo aos casos em que houve extinção do feito sem resoluçao do_ ment?. TST-E-ED- -ED-RR-669206-29.1993. ~ind~. Supressão de mstancta ou Julgamento extra contra decisão proferida em mandado de segurança.

Atos inexistentes são aqueles que não possuem os elementos mí- nimos para sua formação. é necessário o prequestionamento. Exemplo: ajuizamento de ação perante juízo absolutamente incompe- tente gera. Isso. ainda que se trate de incompetência absoluta (OJ n° 62 da SOl. Trata-se de vício insanável. o vício se con- valesce. É o vício de maior gravidade. decorre da violação de norma de interesse das partes. inclusive. podendo ser pronunciada de ofício. nulidade absoluta. embora a incompetência absoluta gere nulidade absoluta.I do TST). a qualquer ten1po. na primeira oportunidade em que tiver que se manifestar nos autos. a nulidade dos atos decisórios. VÍCIOS PROCESSUAIS: CLASSIFICAÇÃO O processo do trabalho é pautado pelo prír"cípio da simplicidade. não afasta a necessidade de se observarem determina- das formas descritas na lei. Nesse ponto. não havendo alegação. 179 . nulidade relativa e irregularidades. A ausência de tais formalidades dá origem aos chamados vícios dos atos processuais. A nulidade relativa. Nesse caso. o TST entende que. permitindo às partes a segurança jurídica do processo. A nulidade absoluta ocorre quando há violação de norma de in- teresse público. exige-se o requerimento da parte para que haja declaração. é importante destacar que. no entanto. Ademais. por sua vez. nos recursos de natureza extraordinária (recurso de revista e embargos para a SOl). que são classificados nas seguintes espécies: inexisten- tes. isto é. qt.:.e pode ser reconhecido de ofício pelo juízo ou por meio de requerimento. não poderá mais ser alegado. Exemplo: sen- tença assinada por quem não é juiz. a incompetência absoluta não pode ser alegada pela primeira vez nos recursos de natureza extraordinária. CAPÍTULO Vll NULIDADES 1. Noutras palavras.

aplicando-se o princípio da instrumentalidade das formas. Princípio da transcendência (prejuízo) nhe para frente. 794 . também de- nominado de transcendência. a parte perde a oportunidade de alegar a nulidade. os quais passamos a analisar pontualmente. ÉLISSON MIESSA NULIDADES Já a mera irregularidade é o vício que não gera nenhum efeito para Art. inspirado no sistema francês pas de nullité c) lógica: não se permite que a parte pratique um ato posterior o sens grief. obri. não se admite que seja novamente realizado.ta. o juiz não a pronunciará nem man- dará repetir o ato. na nulidade absolt. por exemplo. 249. Caso o reclamado não a alegue no prazo da resposta (primeira oportunidade Cabe registrar que ?arte da doutrina entende que o princípio do que tem para se manifestar nos autos). Trata-se de instituto que busca impor que o processo sempre cami- 2.. gatoriamente. ou seja.Ncs processos sujeitos à apreciação da Justiça determinado prazo. PRINCÍPIOS DAS ~ULIDADES PROCESSUAIS gada na primeira oportunidade em que a parte tiver que se manifestar A CLT elenca diversos princípios que devem ser observados no nos autos.penas quando se tratar de nulidade relativa. aproveite a declaração da nulidade. Preclusão consiste na perda da faculdade de praticar um ato proces- sual. obrigatoriamente. De qualquer modo. No processo. Ademais. A contrário incompatível com um ato anterior. o prejuízo é presumido. haverá preclusão. art. nos autos. 795.. de declaração.. Princípio da convalidaç:ão ou preclusão pelo magistrado (CPC. relativas. deve alegar a nulidade na primeira ocasião O prejuízo deverá ser concreto. no sentido de que a nulidade deve ser ale- 2. causa. ou suprir-lhe a faltà' (art..2. 180 181 . que significa que não há nulidade sem prejuízo. ser declarada ex officio a nu- rial fala-se em nulidades de pleno direito. vez que o juízo inicialmente incompetente passa a ser competente para a que. sensu. entretanto. processo. não há falar em pre- Consigna-se que tal princípio se aplica tão somente às nulidades juízo. diante provocação das partes. É o que acontece. Ultrapassado esse momento.. constata-se o princípio da convalidação ou preclusão. b) consumativa: realizado o ato (consumado). . cumpre fazer duas observações quan- to ao§ 1° do art.. já que as nulidades absolutas devem ser declaradas de ofício 2. a parte. [. 794 da CLT estabelece: a) temporal: quando a perda decorre da não realização do ato em Art. Pela análise do caput do aludido artigo. impedindo retornos indesejados. de maneira prejuízo tem aplicação . do Trabalho sõ haverá nulidade quando resultar dos atos inquinados manifesto prejuízo às partes litigantes. é obrigatória a declaração serão considerados nulos os atos decisórios..:. 795 -As nulidades não serão declaradas senão me- o processo. o ato será convalidado. CPC). A preclusão pode ser: O art. O art. ou seja. em que se manifestar nos autos. vez que não gerar prejuízo. por outro lado. "quando puder decidir do mérito a favor da parte a quem sendo o ato considerado válido. ] da nulidade. parágrafo único). atingindo o ato o seu fim. as quais deverão argui-las à primeira vez em que tiverem de falar em audiência ou Por fim. O referido artigo versa sobre o princípio do prejuízo. Nesse caso. mesmo que não tenha observado as prescrições legais. se o ato. independentemente lidade fundada em incompetência de foro.1. 795 da CLT tem-se a preclusão temporal.. § 2°.Deverá. Exemplo: folhas numeradas de modo incorreto. No caso do art. sob pena de preclusão. efetivo. devem ser declaradas. no direito mate- § 1° . com a incompetência relativa. Noutros termos. ele não será declarado nulo. 795 da CLT declina: Antes de finalizar esse tópico. atenta-se para o fato de que as nulidades processuais. 245.

portanto. que A doutrina. 189. ao restringir a impugnação imediata das decisões interlocutórias. ou seja. Isso porque. cível ou trabalhista. 2014. como forma de dar celeridade p.2. O ordenamento trabalhista. parte da doutrina entende que apenas tal hipótese poderá que tais decisões seriam impugnadas no momento da impugnação da ser &clarada ex o. não nos parece lógico impugnar o ato. o qual dispõe que a nulidade não será pronunciada quando for possível suprir-se a falta ou repetir-se o ato. de qual é o exato primeiro Para a doutrina majoritária. parte final). que algumas nulidades sejam saneadas. não concordando com determinado ato praticado pelo ou nas contrarrazões de apelação". pugnação. a CLT contemplou expressamente de ofício. não havendo necessidade do protesto. o momento de falar nos autos: na audiência ou nas razões finais? protesto é obrigatório. se manifestar acerca da nulidade relativa na primeira oportunida- pressupõem "a prévia apresentação de protesto específico contra a deci- de em que tiver que falar na audiência ou nos autos. é incompetência relativa. sendo desne- da parte. Permite-se. São Paulo: LTr. que depende de requerimento nação é no recurso da decisão definitiva ou terminativa. de finais. descreveu li- pode ser declarada de ofício. O que ele pretendeu foi apenas pontuar um caso de decla. descrita no referido parágrafo. já declinando o ordenamento o momento ade- O presente dispositivo legal é incapaz de alterar a sistemática das quado. 796. 1. dependendo todas as demais nulidades de provocação 119 • teralmente qual a ocasião em que poderão ser impugnadas. acompanhando a jurisprudência. inclusive com fundamentações desnecessá- siderando que somente o parágrafo único dispõe sobre a declaração rias no seu curso. 893. ÉLISSON MIESSA NULIDADES O referido artigo foi atécnico ao mencionar que será declarada ex Para outros. que nenhuma utilidade '! nulidades. 119 BEBBER. ficando a fundamen- tação para as razões finais ou até mesmo no momento do recurso da O princípio da economia processual vem estampado no art. terá no processo. podendo fundamentá-lo posteriormente nas razões finais. unicamente a incompetência absoluta decisão final (CLT. a primeira oportunidade de se manifestar é nas razões o. desnecessária a criação do protesto. o projeto deveria ser mais claro. a praxe forense são no primeiro momento que couber à parte falar nos autos. 2. a parte deverá se valer do protesto para que não ocorra impugnação e outro de fundamentação. porém. ed. Desse modo.022 §§ 1° e 2° que as decisões interlocutórias não sujeitas Com base no princípio da convalidação. declinan- do no art. teve como obje:ivo afastar paralisações A segunda observação diz respeito à amplitude desse artigo. Con- indesejadas do processo. trata-se de incompetência absoluta. Princípio da economia processual do ser formulado de forma simples na audiência. 4. para não gerar dúvidas. decisão definitiva ou terminativa. mas fundamentá-lo posterior- Pensamos de forma diversa. mente. Protesto É que o projeto passa a fazer referência expressa ao protesto. deve. Júlio César. da CLT. Desse modo. por força do princípio da convalidação. há os que entendem que o momento adequado de impug- na realidade. Recursos no processo do trabalho. Ademais. Pensamos que essa tese está com a razão. forma técnica. Quanto ao momento de im- a preclusão. ou seja. a. No entanto. tese será reforçado com o advento do Novo Código de Processo Civil. portanto. Explico.fficio a nulidade fundada em incompetência de foro.3.1. 182 183 . deve ser entendida como foro criminal. as razões do protesto têm de ser apresentadas na apelação Nesse caso. incompetência de foro é a incompetência territorial que. Cria. ao processo. não é pacífica acerca do tema. a palavra foro. ou seja. existindo qualquer nulidade absoluta ela Temos que reconhecer. Por fim. art. sob pena passou a adotar a figura do protesto. que o entendimento da primeira poderá ser declarada de ofício. Com efeito. Nesse contexto.fficio. poden- 2. porém. o qual impõe que a parte ao agravo de instrumento serão impugnadas na apelação. ração de ofício. cessário o protesto. um momento de juiz na audiência. de preclusão. até hoje existem no processo do trabalho. § 1°.

as partes têm direito à prestação Nesse sentido. 798 da CLT: julgamento extra petita. O princípio da inércia estabelece que o Poder Judiciário somente poderá se manifestar acerca do que foi provocado. 2. Princípio do interesse mesmo que haja determinação legal. Princípio da utilidade se princípio. des- 2. quando presentes os pressupostos processuais e as condições nulidade 120 • Desse modo. fo'ra ou postenores que dele for dependente (princípio da causalidade). impondo ao Judiciário o dever de julgar o méri~o do pio do aproveitamento). como aquém do pedido (CPC. 3. será considerado válido. Curso de Direito Processual do Trabalho. 128 e 460). quando possível. fica comprovado que o empregador também não pagava adicio- ge determinadas formalidades para a realização do ato. ÉLISSON MIESSA NULIDADES 2. art. pois está restrito aos três pedidos formulados na inicial. o juiz não poderá deferir o pagamento. Nesse caso. declina o art. arts. como declina o art.o. 121 Princípio da inafastabilidade do controle jurisdicional. evitando-se. Rio de Janeiro: Forense. Com efeito. Princípio da instrumentalidade das formas Exemplo: empregado ingressa com a reclamação trabalhista pleite- Em regra. ultra petita e citra petita. caso haja pedido não analisado na sentença. mesmo o ato que não tenha observado a forma prescrita em lei. da CLT: Trata-se do chamado princípio da instrumentalidade das formas. 237. O princípio do interesse consiste na proibição da alegação da pró. 120 GARCIA. 796. p. desse adicional. "b". o Art. 2012. 798. veda-se que o Judiciário possa conceder pedido diverso ou A declaração da nulidade do ato processual deve ser útil para 0 superior ao formulado. · declarará os atos a que ela se estende. Desse b) quando arguida por quem lhe tiver dado causa. sob pena de proferir julgamento extra petita. esta Art. preencher sua finalidade essencial. que foi pedido. 3. se- A~emais. processo. realizado de outro modo. nal noturno.4. Durante a instrução do pro- determinada (CPC. pode o ato ser reputado válido. Em certos casos. 797 da CLT: da ação. Art. mas atingiu sua finalidade.. No entanto. os atos e termos processuais não dependem de forma ando férias.6. ] mas como meio para se alcançar o objetivo do ato processual. deve-se buscar aproveitar os atos praticados (princí. a nulidade de certo ato processual somente atingirá os gundo o qual o magistrado não pode proferir sentença além. porém. 796. prescreve o art. Gustavo Filipe Barbosa. jurisdicional 121 . uma vez provocado. A nulidade do ato não prejudicará senão os posteriores que dele dependam ou sejam consequência. Isso significa que aquele que deu causa à nulidade processual não poderá argui-la posteriormente. se. assim. Em decorrência. [. O juiz ou Tribunal que pronunciar a nulidade fica eivada de nulidade. ao pronunciar a nulidade do ato. O mesmo vício ocorrerá quando julgar sujeitos que não participaram do processo.. a legislação exi- cesso. a declaração da processo. pria torpeza. caracterizando-se. vez que a nulida- de absoluta cabe ao juiz decretá-la de ofício. 184 185 .5. 797. 154). 249). décimo terceiro e horas extras. art. A nulidade não será pronunciada: qual impõe que a forma não pode ser vista como um fim em si mesmo. Além disso. Julgamento extra petita Assim.1. deve o juiz declarar quais Haverá julgamento extra petita quando a decisão julgar fora do atos foram atingidos (CPC. VÍCIOS NA DECISÁO Tal princípio aplica-se apenas à nulidade relativa. modo. Surge assim o chamado princípio da congruência ou adstriçã.

ou seja. deixar de julgar algum pedido (for omissa). Tal vício está ligado à quantidade indicada pelo autor. Rio de Janeiro: Forense. havendo cumulação sucessiva de pe- juiz analisa a tutela jurisdicional pretendida. por violação dos art. 485. Se o juiz julgar apenas as 3. na cumulação al- ternativa a procedência de qualquer um dos pedidos faz com que os 122 DIDIER Jr. 128 e 460 do CPC. coisa julgada e anteciparão dos efeitos da tutela.3. Paula Sarno. a depender da interdependência dos acontece. a decisão extra petita pode ser impug- fundamentações levantadas na defesa. doutrinador Daniel Amorim Assumpção Neves: 187 186 . o tribunai poderá rejulgar a causa ou extirpar o capítulo que extrapolou pedido. em regra. 128 e 460 do CPC. Exemplo: empregado ingressa com a reclamação trabalhista plei- teando férias. O mesmo o postulado. v. p. de modo que. Tem. OLIVEIRA. No mesmo sentido. 91. 128 e 460. impõe-se a invalidação de toda a decisão. a improcedência do pedido anterior afasta a necessidade de jul- maior do que a postulada. proferirá Diz-se ultra petita a decisão que houver julgado além do pedido. sob pena de proferir julgamento ultra petita. Julgamento ultra petita férias. ou seja. ocorrerá quando deixar de resolver a demanda sobre todos os sujeitos processuais. após o trânsito em julgado caberá ação rescisó- e apenas quanto a um deles se mostra extra perita. julgamento citra petita. direito probatório. com a qual pensamos estar a 3. Nessa hipótese. Manual de direito processual civil. com fundamento no error in procedendo. o juiz fica limitado ao valor de R$ 5.000. ciaf. 8. Julgamento citra petita razão. do CPC. décimo terceiro e horas extras. na cumulação subsidiária. Se isso poderá ser integral ou parcial. o Atente-se para o fato de que. por violação aos arts. o objetivo de anular a teando indenização por danos materiais no valor de R$ 5. 515. Curso de direito procesmal civil: Teoria da prova. tará que se anule o capítulo viciado. Quanto ao enfrentamento dos fundamentos relevantes levantados 2013. Do mesmo modo. decisão judi. gamento do pedido sucessivo. ou ainda quando deixar de enfremar a causa de pedir ou as Após o trânsito em julgado. na inicial e na defesa.. Rafael.000. deixando de julgar o décimo terceiro e as horas extras. 2013. se a decisão contém vários capítulos Do mesmo modo. Naturalmente. em vista que. Destaca-se que parte da doutrina 123 . não já o que se possa ser aprovei- tado. 2. p. o julgamento extrapolação seja suficiente para afastar o vício sem atingir os demais ultra petita se submete ao recurso ordinário ou ao recurso de revis- capítul~s. demais fiquem prejudicados. também nesses casos. São Paulo: Método.00. com fun. portanto. Exemplo: empregado ingressa com a reclamação trabalhista plei- damento no error in procedendo. com base no art. montante de R$ 7. nada pela via da ação rescisória. ria. V. fica comprovado que o dano foi no aos arts. error in procedendo.00. teoria do procedente. preservando-se os demais 122 • ambos do CPC. mas concede quantidade didos. Admite-se ainda o recurso de revista por violação Durante a instrução do processo. a anulação buscará invalidar toda a decisão. § 3°. A anulação da decisão Há. estando o processo pronto para julgamento. ed. a procedência do pedido principal torna prejudicado o posterior. Nesse caso. bas. Salvador: jusPODIVM. E.2. BRAGA. 348. ed.I ÉLISSON MIESSA NULIDADES A decisão extra petita se submete ao recurso ordinário. esclarece Fredie Didier Jr: ta.00. por fim. Daniel Amo rim Assumpção. 5. cumpre trazer em relevo as lúcidas palavras do 123 Bedaque apud NEVES. Fredie.000. de maneira que a anulação da Igualmente ao disposto na decisão extra petita. do CPC no caso de recurso O julgamento será citra petita quando a decisão julgar aquém do ordinário. salvo se existirem capítulos independentes. não havendo pois decisão citra petita. tendo capítulos. admite a aplicação do art. sentença proferida.

3" Seção. 2. de Janeiro: Forense. 2010. vantado no recurso principal. p. buscando interpretar o alcance da preSente da defesa. a doutrina majoritária entende que a não interposição como estabelece o TST na OJ n° 41 da SDI-II. São Paulo: Método. o magistrado não está obrigado a analisar pontualmente tença. 2013.. como se depreende das lições 124 NEVES. estabelece que somente será admitida a ação rescisória nesse caso se a decisão houver analisado o pedido.: de Janeiro: Forense. art. Cabimento mera faculdade das partes 126 • Isso apenas não se aplicaria aos recursos Revelando-se a sentença "citra petita''. que se extrai do § 1° do art. podendo o vício ser le. Curso de direito processual civiL· Teoria da prova. p. v. TST. ed. vulnera os arts. porém. ou seja. Art. uma vez que se a parte não interpuser os embargos de declaração? é dever do Estado prestar a tutela jurisdicional nos termos postul~dos. 814.uvo: Assi~. Salvador: Juspodivm. . não estará presente no dispos. 2013. 3• ed. bastaJ!ia a fundamentos suficientes para justificar a conclusão 124 • parte ajuizar nova demanda postulando o que na~ foi analis~d. ed. -~·' . Não se aplica. 127 NEVES. entende de forma diversa. o vício processual de natureza extraordinária. 723. Daniel Amo rim Assumpção. j. OLIVEIRA. em decorrência do prequestionamento. volume único. ed. do CPC cisão que analise. sição dos embargos para suprir a omissão. admitindo-a inclusive no ca:o de de- lutivo em profundidade. 5. rei: Min. 515 do CPC. Recurso ordinário. Antônio Adonias.. mas não há obrigatoriedade de enfrentar todas as alegações feitas pelas partes a respeito Transitada em julgada a decisão citra petita. direito probatório. Rio de Fredie Didier Jr. 515 do CPC. No entanto. 128 e 460 do CPC (princípio da congruência). ' 188 189 ~ . in verbis: Observa-se que 0 C. 353. 126 Klippel.11 do TST. o Tribunal Superior do Trabalh o a mite que sep O julgamento citra petita deve ser impugnada por meio dos embar. ÉLISSON MIESSA NULIDADES É importante a distinção entre enfrentamento suficiente renovados em concrarrazões. ao e enfrentamento completo. Rodrigo. Daniel Arnorim Assumpção. Efeito devo. 125 DIDIER Jr. AR 687/SE. mas deixar de verificar um dos fundamentos de ataque ou de defesa. bastando que contenha a decisão obrigatoriamente. E dos art. da ação rescisória nessa hipótese. causas de pedir e pótese contida no § 3° do art. como dispõe a parte final da Súmula n° 393 do TST. impondo a interpo- claratórios. 128 e 460 do CPC. teoria do procedente. Rafael. 28. falecendo-lhe. Paula Sarno. com base na violação gos de declaração. Salvador: ]usPODIVM. a interposição dos embargos é Ação rescisória. tornando-a passível de desconstituição. transfere ao Tribunal a apreciação dos fundamentos da inicial ou A doutrina. 515. rio. não examinados pela sentença. 897-A). 488. sig~ifica que ~le. '. Orienta?o Jurisprudencial n° 41 da SDI. porém. Sentença "citra petita''.2008. Thereza de Assis Moura. Manual de Direito Processual Civil 128 Com 0 mesmo posicionamento disciplina o ST]. Bastos. havendo omissão quanto a algu~ pe~~do. decisão judi- cial. p. dessa forma. Isso porque é cediço que a COi- decidir a questão colocada à sua apreciação. 128 d . 2. por exemplo. ainda que não orientação. TST não faz nenhuma restrição ao cabimento Súmula no 393 do TST. BRAGA. ainda que não opostos embargos de- O C. p. Fredie. mas deve verificar todas as ques- da ação rescisória127 • tões (pontos controvertidos) colocadas à sua apreciação. vez que há omissão na decisão (CLT. decline sobre ela no dispositivo. todavia. Rio 2013. coisa julgada e antecipação dos efeitos da tutela. =---------·. Manual de direito processual civil. a seguir transcrita: dos embargos é incapaz de gerar preclusão 125 . não estando sa julgada material forma-se em torno do dispos~tivo ~a ~entença1 de obrigado a enfrentar todas as alegações feitas pela parte a modo que. São Paulo: Método.o na sen- Portanto. parte da _doutrina nã~ de sua pretensão. O órgão jurisdicional será em caso de pedido não apreciado na sentença. salvo a hi- regra obrigado a enfrentar os pedidos. 8. (grifo nosso) fundamentos de defesa. § 1°. O órgão jurisdicional deve enfrentar e admite 0 cabimento da ação rescisória. Nesse caso. objeto de ação rescisória a sentença citra petita. Manual de direito processual civil. interesse de agir para o aJUizamento cada uma alegações feitas pelas partes. respeito dessa questão.03. a estabilidade na fundamentaçao e nada O efeito devolutivo em profundidade do recurso ordiná.

. vínculo. Leonardo José Carneiro da. a necessidade de vidência Social. O art.quando houver pedido de reconhecimento de pronunciamento explícito quando se tratar de violação nascida no pró. § 4°. Assim. c) conceder adicional de horas extras de. art. Não aplicação do princípio da congruência 3. li.. c) deferir o adicional de 1/3 de férias. dados os sória. cumprida a diligên- seja. sempre que possível prosseguirá o julgamenro da vantagem diversa da que foi requerida". nos casos expressamente previstos [. 8. não pode termos do art. no sentido de que a matéria ou a tese debatida nal constitucional. é ca~ível a ação rescisória. p.. 3. não pode ser objeto de ação resci. Bahia: JusPODIVM. na ação rescisória já tenha sido levantada e analisada na ação originária e) determinar a anotação da CTPS . Por fim. 128 e 460 do CPC. mas Jurisprudencial n.Carteira de Trabalho e Pre- (Súmula n° 298. chamados no processo do trabalho de princípio da extra. como é o caso das sentenças extra. Os juros de mora e a correção monetária incluem-se na liquidação. do TST). 50% quan- É neste sentido que se deve compreender a Orientação do houver pedido de pagamento das horas extraordinárias. nas obrigações de fazer e não fazer. pedido inicial e do título executivo judicial. Não se pode rescindir o que não existe. ed. São Paulo: Méto- do. 191 190 .. li.Não há nulidade por julgamento extra petita da decisão que deferir salário quando o pedido for de reintegração. ] 129 não houver pedido expresso do pagamento do adicional. Curso de direito pro- 132 Súmula n° 211 do TST. O que não é não fica imutável pela coisa julgada e. ] constatando a ocorrência de nulidad~ sanável. cisão. condene o réu em pedidos não contidos na petição inicial. do TST: "II. 50-51. do CPC declina que: petição. 3. portanto pode ficar imutável pela coisa julgada material. Nesse contexto. Juros de mora e correção monetária. o Assim. damento de ataque ou de defesa. do TST). 496 da CLT (Súmula n° 396. na hipótese de sentença (ou acórdão) citra pe. Independência do cessual civil: Meios de impugnarão às decisões judiciais e processo nos tribunais. Curso de direito processual do trabalho. 2006. o qual "permite que o juiz. do TST) 131 . b) incluir os juros de mora e a correção monetária na liquidação. ed. 131 Súmula 396. 3. ou mesmo cia. porém tem um defeito que autoriza a sua res.ie. 2010. Decisão que não examinou um fim. desde tita. ser desconstituído. obrigação. quando houver apenas pe- mento explícito para o ajuizamento da ação rescisória na hipótese de dido do pagamento das férias. para o TST. 129 DIDIER Jr. V. 13° apelação. ainda que omisso 130 SARAIVA. II. sem previsão expressa ao adicio- violação literal de lei. sem que haja pedido expresso da anotação da carteira prio julgamento da ação originária. p. entretanto. ou ato processual. no mínimo. neste aspecto. ultra e citra petita (Súmula n° 298. pois. o tri- bunal poderá determinar a realização ou renovação do em lei.4. NULIDADES ÉLISSON MIESSA Decisão que não examinou um pedido é. o que significa que o juiz não esrará limitado ao pedido da parte. 461 do CPC admite a concessão de tutela diversa da pedida. Fred. consigna-se que a Corte Trabalhista exige o pronuncia. Excepciona. da SBDI-2 do Tribunal Superior do Trabalho [. do empregado. v. 365-366.5. intimadas as parres. em razão da violação aos ares. ainda que não opostos embargos de que produza um resultado prático equivalente ao do adimplemento da declaração e que sobre a matéria não tenha pronunciamento explícito. 515. 496 da CLT". autoriza o julgador a conceder mais do que o pleiteado. Saneantento dos vícios em grau recursal O princípio da congruência sofre exceções por meio dos pedidos implícitos. não viola o referido princípio a decisão que: inexistente e.. portanto. 211 do TST) 132 . Renato. É interessante observar que. a) deferir salário quando o pedido for de reintegração. CUNHA. o pedido inicial ou a condenação. existe. 41. mas examinou o pedi- ainda que omisso o pedido inicial ou a condenação (Súmula n° do. dados os termos do are. o juiz poderá agir de ofício somente nos casos expressos em lei.

ELISSUN MIESSA Embasado no princípio d~< instrumentalidade das formas. introduzido pela Lei n° 13. deverá suspender o julgamento do recurso. verificado o vício na seara recursal. EM ESPÉCIE Por fim. A nosso juízo. impondo. PARTE li- Sendo hipótese de saneamento pelo tribunal. cumpre anular a decisão determinando os autos à origem para sua regularização. que entende ser admissível a regularização nessa fase 133 . do TST.. 19Z . 896 da CLT. poderá saná-lo diretamente. p. do CP C:. sendo o vício insanável. v. ] quando o recurso tempestivo contiver defeiro formal que não se repute grave. § '-Í 0 . O que define a atuação imediata do tribunal é a natureza do vício. de modo que o tribunal poderá mandar saneá-lo. Percebe-se. pensamos que deve ser aplicado nos demais recursos. portanto. Por outro lado. 896.se ao julgamento. ed. 13 do CPC): juntada da procuração ou juntada do esraruto social da pessoa jurídica. que: [. ainda. Curso de direito processual ciiJi!: Meios de impugnaç:áo à. a doutrina entende que "é possível pensar. determinando a renovação ou realização do ato RECURSOS processual·viciado. Bahia: Jus- PODIVM. é importante observar que.. admitir sua regulariza- ção na fase recursal. II.. no suprimento de um defeito de representação (art. 2010. ele poderá ser afastado ou sanado pelo próprio tribunal.jndiriais e processo nos tribunais. embora a CLT contemple tal possibilidade no recurso de revista. retorna. 133 Interpretando o art. Fredie. 5 15.015/14. ao estabelecer no art. l ''i. ou seja. CUNHA. § 11. o proces- so do trabalho passa a ter regra no mesmo sentido. ex. Sendo vício sanável. julgan- do o mérito. 8. o vício de representação é um vício sanável. assim. a alteração da Súmula n° 383." DIDIER ]r. por ser tema ligado à teoria geral do recursos. o Tribunal Superior do Trabalho poderá desconsiderar o vício ou mandar saná-lo.. que.deásóes. Após o saneamento. Leonardo Jose' Carneiro da.. 3. p. do art.

Por outro lado. dos demais recursos em que os autos são encaminhados para outro juí- zo. segundo o qual somente pode se manifestar quando provocado. ed. É diferente. Tem. Portanto. ou seja. uma vez provocado. 2013. COMPETÊNCIA Nos embargos de declaração. vol. o que dá ensejo ao cabimento dos embargos de declaração. de a decisão ser omissa. Alexandre Freitas. não se aplica a identidade física do juiz134. obscura ou con- traditória. a competência é do mesmo órgão jurisdicional que pro- feriu a decisão embargada. a competência para julgamento é do próprio juízo que prolatou a decisão embargada. Lições de direito processual civil. 123. 2. o que não significa que deverá ser o mesmo juiz que prolatou a decisão. tem o dever de prestar a tutela jurisdicional. clara. CAPÍTULO VIII EMBARGOS DE DECLARAÇÃO 1. portanto. que consistem em uma modalidade de recurso destinada a sanar tais vícios. 195 . 2. de grau superior. Pode ocorrer. enquadrando-se dentre os re- cursos de fundamentação vinculada. seja de mérito ou não. em regra. 134 Câmara. natureza de recurso. p. entretanto. coerente e que preveja todos os objetos postulados no processo. portanto. INTRODUÇÃO O Poder Judiciário é pautado no princípio da inércia. São Paulo: Atlas. 22. profe- rindo decisão.

723. não havendo. 15. 4) manifesto equívoco no exame dos pressupostos extrínsecos do recurso. HIPÓTESES DE CABIMENTO de sua pretensão. ed. mas não há obrigatoriedade de enfrentar todas as alegações feitas pelas partes a respeito 3. o magistrado não está obrigado a analisar pontualmente ou acórdão. de modo que seu cabimento depende da presença de respeito dessa questão. de forma que o segundo somente será analisado se o anterior for julgado improceden- te. mas deve verificar todas as ques- mento ocorrer na primeira audiência ou sessão subse- tões (pontos controvertidos) colocadas à sua apreciação. quente a sua apresentação. afastando a omissão.2. 3. no prazo de cinco dias. mas. Ressalta-se. ção subsidiária . que nas lúcidas palavras do doutrinador Daniel Amorim Assumpção Neves 138 A cumulação subsidiária existe quando há prejudicialidade entre os pedidos. Manual de direito p1·ocessual civil. O provimento jurisdicional será contraditório quando houver in- dos. conforme estabelece o art. as. São Paulo: Método. 897-A da CLT: fundamentos suficientes para justificar a conclusão 136 • Art. 3. não se podendo falar em omissão. os demats fiquem prejudicados. sa. admi- tido efeito modificativo da decisão nos casos de omissão Ademais. Daniel Amorim Assumpção. 2010. obrigado a enfrentar todas as alegações feitas pela parte a tação vinculada. 196 197 . 5. de modo que o segundo pedido somente será analisado se 0 anterior for julgado procedente.1. cada um dos vícios anuncia. não estando Como anunciado. v. por fim. O órgão jurisdicional será em gionais estabelecem em seus regimentos internos que o julgamento dos regra obrigado a enfrentar os pedidos. p. na cumula- Pela análise do artigo anterior. pois. conjugado com o art. . a procedência do pedido principal torna prejudic~do 138 percebe-se que esse recurso é cabível para suprir os seguintes vícios: o posterior. Por outro lado. de qu ai quer um d os pedidos faz com que 3) ob. sejam as 136 NEVES. Caberão embargos de declaração da sentença Portanto. a impwce- e contradição no julgado e manifesto equívoco no exame dência do pedido anterior afasta a necessidade de julgamento do pedido dos pressupostos extrínsecos do recurso. coerência interna na decisão. E. por força do contrato ou da lei. 137 A_ cumulação sucessiva ocorre na hipótese de existir prejudicialidade entre os pe- sim como os fundamentos relevantes levantados na inicial e na defe. É importante a distinção entre enfrentamento suficiente e enfrentamento completo. separadamente. p. porém.~curidade. sejam as levantadas pelas partes. bastando que contenha a decisão vícios específicos. atenta-se para o fato de que alguns tribunais re. dtdos. os embargos de declaração possuem fundamen. omissão. cada uma alegações feitas pelas partes. O órgão jurisdicional deve enfrentar e decidir a questão colocada à sua apreciação. Exige-se que o órgão jurisdicional enfrente todos os pedidos. 5. 2013. havendo cumulação sucessiva de pedidos 137 . na cumulação 2) contradição. 535 do CPC. pode ser cumprido por mais de uma forma. Comentdrios ao código de processo civil. 135 MOREIRA. sendo improcedente o I) omissão. Omissão Haverá omissão quando a decisão deixar de apreciar questões re- levantes para o julgamento. sucessivo. pedido principal. registrado na certidão. ÉLISSON MIESSA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO De qualquer modo. Do mesmo modo. a proced'encta ai ternan:a . José Carlos Barbosa. a ausência de análise do pedido subsidiário gera omis- são a legitimar a interposição dos embargos. Rio de Janeiro: Forense. 139 Na cumulação alternativa o pedido é único. Rio matérias de ordem pública 135 • de Janeiro: Forense. fundamentos de defesa. 897-A. ed. causas de pedir e embargos de declaração está vinculado ao juiz que proferiu a decisão. 553. Contradição Passamos a analisar. 139 . devendo seu julga.

José Carlos Barbosa. considerados pressupostos extrínsecos para o C. mas no dispositivo condena a empresa ção quando houver dois requisitos cumulativos: a pagá-las. não utiliza dessa subdivisão no julgamento modificativo. quando os embargos forem dotados de efeito O C. BEBBER. Júlio César. 2009. interpõe embargos alegando que a decisão contraria as provas sos de revista e embargos na SDI. Já no caso dos embargos para Cumpre consignar que o art. regularidade formal. os pressupostos específicos são os pres- cÚunento é só esclarecer o teor do prim~iro. as razões fundamentadas exclusivamente 140 MOREIRA. a doutrina subdivide os pressupos- afastamento de contradição que. 769). a transcen- na decisão. enquanto os pressupostos extrínsecos são todos os autêntica" 140 • Desse. no entanto. 897-A da CLT. tendo previsão apenas no processo do trabalho. contradição e manifesto equívoco no exame dos pressupostos divergência jurisprudencial. Nesse caso. Rio de Janeiro: Forense. entre a fundamentação e o dispositivo. Manifesto equívoco no exame dos pressupostos extrínsecos do re. bem como entre a ementa e o b) tratar-se de pressupostos extrínsecos (tempestividade. A contradição poderá ocorrer na fundamentação. repite-se. Além disso. incidindo. na fundamentação. 15. b) a 3. ed. xistência de fato impeditivo ou extintivo do poder de recorrer). ed. 2. ed. adequação. São Paulo: LTr. 198 199 . dência.4. art. impõe-se que a incongruência seja dentro da decisão. nada tratando sobre a obscuridade. extrínsecos do recurso. Desse modo. entende que o reclamante Destaca-se que. portanto. p. serão cabíveis os embargos de declara- não fazia horas extraordinárias. curso O manifesto equívoco no exame dos pressupostos extrínsecos do recurso não é um vício elencado no art. Isso ocorre porque a do recurso de revista e nos embargos para a SDI. e b) a omissão. capacidade. 561. o TST entende que a fundamentação também é um aplicado subsidiariamente ante a omissão e compatibilidade com a seara pressuposto extrínseco do recurso de revista 142 • trabalhista (CLT. natureza extraordinária. 535 do CPC deve ser demais 141 • Aliás. os pressupostos específicos são: a) o prequestionamento. 897-A da CLT fez alusão apenas à a SDI. p. exige-se. c) a violação de lei federal ou da Consti- Ocorrerá o vício de obscuridade quando faltar clareza ou precisão tuição Federal. Nessa modalidade de obscuridade não terá efeito modificativo.3. sentação. lidade. que no caso do recurso de revista são: a) o prequestionamento. TST no julgamento do recurso de revista e nos embargos para SDI I. no recurso de revista. 2. São Paulo: LTr. modo. v. legitimidade e interesse em recorrer) são do se o jurisdicionado compreendeu ou não o provimento jurisdicional. dando-lhe a interpretação supostos intrínsecos. obrigatoriamente deverá ser tos recursais em extrínsecos e intrínsecos. 142 Para o doutrinador Júlio César Bebber. 289. 141 BEBBER. os embargos de declara- ção na hipótese de obscuridade. p. 2009. preparo. Obscuridade divergência jurisprudencial. não se preocupan. 291. pois "o que faz o novo pronun- recurso. depósito recursal e ine- Portanto. por força do art. de modo que poderão ser 3. 535 do CPC. repre- corpo do acórdão. Recursos no processo do trabalho. o que se busca é a reforma da decisão e não o Como já verificado nessa obra. de acordo com o TST. por Nesse ponto é importante fazer uma observação quanto aos recur- exemplo. 5.J) r ÉLISSON MIESSA EMBARGOS DE DECLARAÇAO Exemplo: O juiz. submetidos aos embargos de declaração. Comentdrios ao c6digo de processo civil. a) possuir manifesto equívoco e. inclui também os pressupostos específicos. pensamos que o art. TST. não há falar em contradição quando a parte. nesse caso. nos autos. embora ainda não regulamentada. Recursos no processo do trabalho. Júlio César. em matéria de direito são pressupostos especiais do recurso de revista. 2010. Pensar de forma adversa será permitir a Isso quer dizer que os pressupostos intrínsecos genéricos (recorribi- prestação da jurisdição que apenas o julgador entenda. Quando se trata de recurso de dentro da própria decisão. no dispositivo.

1. a oposição de embargos de declaração seja considerado como meio pelo qual a parte extirpa do julgado os ví- 4. o agravo de instrumento e não embargos de declaração (OJ n° 377 da Contudo.2009. adotou tese contrária. a consagrar o direito constitucional de acesso ao judici- Os embargos de declaração fogem à regra dos prazos recursais do ário. rei. com o fim de garantir o devido processo legal e a processo trabalhista.3. aguarda o pronuncia- interromper os prazos dos recursos posteriores para todos os sujeitos mento judicial na sentença de embargos de declaração. Isso ocorre porque ela não depende de anuência da parte gular representação não interrompem o prazo recursal. O C. de a parte se utilizar dos embargos de declaração DECLARAÇÃO NÃO CONHECIDOS POR DESIS- para a correção de tais erros 143 • Tt:NCIA DO PRÓPRIO EMBARGANTE. art. a SDI. XXXV e LV.5. o que será melhor explicado em tópico próprio. O que interrompe o prazo para qualquer recurso é a simples oposição de- Parte da jurisprudência entende que a desistência afasta o efeito les. samente a possibilidade do cabimento dos embargos de declaração para os erros Dora Maria da Costa. a simples oposição interrompe natureza declaratória e. sua oposição não pode se dar como mecanismo prejudicial A i~terposição dos embargos de declaração produz o efeito de à parte contrária que. argumen- SDI. 897-A). É necessário examinar o processo pelo fim 4. após a intimação da confiante na interrupção do seu prazo recursal. Aloysio Cor- materiais. portanto. PRAZO RECURSAL. EMBARGOS DE Nada impede. Efeito interruptivo cios que inviabilizam a entrega plena da jurisdição. os princípios da boa-fé e do devido processo legal impedem que a parte contrária seja surpreendida pela desistência dos A correção de erros materiais não dependem da interposição de embargos de declaração.TST- 143 O Projeto do Novo CPC.1. PRAZO PARA INTERPOSIÇÃO a que se propõe. 5°. RECURSO DE EMBARGOS. Desse modo. os o prazo recursal para a parte contrária.5. SBDI-1. aprovado pela Câmara dos Deputados. tal qual no presente caso. É claro que os embargos intempestivos ou com irre- interruptivo. é surpre- decisão dos embarg~s. interposição dos recursos que são inerentes. recentemente. de boa-fé. III). endida com a desistência dos embargos pela parte adver- Interessante discussão ocorre quando há desistência dos embargos sa. tendo o prazo de 5 dias para interposição (CLT. o que não mudará a posição aqui adotada (art. Isso porque. adota expres. especialmente o contrário viabiliza que as partes possam pela simples de- efeito interruptivo. . da CF).035. porém. contrária. Correção de erros materiais recurso. red. ou seja. para o TST. novamente. 897-A. manobra que não efetiva o princípio que consagra o di- reito das partes ao devido processo legal (art. -E-RR-223200-17. bem como porque a decisão que reconhece a desistência tem mas se os embargos foram tempestivamente opostos. Nesse sentido. em inclusive para a parte contrária. e formação de coisa julgada material. da parte adversa aos recursos que lhe são inerentes. Ainda que art. Entendimento embargos interpostos não produzirão nenhum efeito. com o consequente trânsito em julgado da demanda de declaração. mormente se a decisão for do juízo ad quem. Min. não haverá interrupção dos recursos posteriores. impedir o acesso tentes. Embargos conhecidos e providos. por simples petição (CLT. § 1°). rêa da Veiga. e processuais.12. I' ÉLISSON MIESSA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Por fim. Com efeito. iniciando a contagem. Ademais. um mecanismo de efetivação da justiça. da decisão quando se verifica que os atos inexistentes são incapazes de produzir do juízo a quo que analisa os pressupostos processuais extrínsecos cabe efeitos. segue a ementa da decisão: de qualquer das partes. podendo ocorrer de ofício ou a requerimento embargos de declaração. p/ acórdão Min. INTEMPESTIVIDA- DE DO RECURSO ORDINÁRIO.I do TST). sistência dos Embargos de Declaração. TST adotava essa tese. ressalta-se que somente caberão os embargos de declaração Tecnicamente esse é o posicionamento mais adequado. os embargos são considerados como inexis.0054. 27.2014 (Informativo n° 77) 200 l 201 . produz efeito ex tunc. tando que o efeito interruptivo ocorre pela simples interposição do 3.

como se verifica ausencia d~ assmatura. a interrupção do prazo recursal. É inadmissível o recurso especial inter- posto antes da fJUblicação do acórdão dos embargos de declaração. Portanto.1. como sugendo no tópico anterior. não pode ser prejudicada. aprovado pela Câmara dos Deputados. nesses casos. e. ÉLISSON MJESSA EMBARGOS DE DECLARAÇAO Nesse caso. Não produção do efeito interruptivo tempus). não será produzido tal Exemplificamos: A sentença condena a empresa X ao pagam. houvesse irregularidade de representação ou adversa da que apresentou os embargos de declaração.2. adora expressa- Nesse caso. não pelo item II da Súmula n° 434 do TST: ~e~do. seja por ratificação. surge a dúvida se o recurso "principal" será atingido.Recurso Especial. ~ultar tai~ divergências. Desse modo. a empresa não precisará adequado sem contar com a interrupção do prazo recursal. de maneira que 0 embargado insalubridade. após o julgamento dos embargos de decla- ração. somente atingirá a parte que interpôs os embargos de declaração .nquanto o outro apresenta o recurso "principal". e providos. por sua vez. sição de embargos de declaração pela parte adversa não acarreta qualquer prejuízo àquele que apresentou seu re- Desse modo. dentro do nao fsta mclUido nos tres casos indicados anteriormente. terposto deve ser reiterado. não havendo necessidade de reiteração ou ratificação • 3) ausente de assinatura. § 3°.para o embargado depois da intimação da homologação da bargos de declaração por uma das partes. O reclamante interpõe embargos de declaração. sob pena de ser considerado prematuro (intempestividade ante 4.037.para t~do~ o~ sujeitos do processo. providos os embargos. declinou expressamente que não haverá efeito mte~rupnvo quando se tratar de embargos de declaração: Entendeu a Corte trabalhista que a parte que não interpôs os em- bargos de declaração e já tenha interposto seu recurso "principal". § 4°). Isso significa que o embargado deverá fazer a do prazo legal de 5 dias. ou seja.en- to das horas extras. 897-A. A empresa X. interpostos os em- a c~n:ar . de modo acertado. vidade ante tempus na hipótese de interposição de recurso pela parte vo ~~a~do mte:npesuvos. pestivamente. tal efeito seria afastado. ou todos os efeitos. alegando obscuridade na análise do pedido ~ál~se ~~s e~bargos in~erpostos pela parte contrária para verificar que de adicional de insalubridade. tem- 1) intempestivos.1. complementação posterior. possibilitan.Antes da Publicação claraçao. sem posterior desconhecimento d~ interposição dos embargos de declaração. Admissibilidade. é recomendável que o embargado interponha 0 recurso ao pagamento das horas extras. 203 202 . julgando improcedente o pedido de adicional de efeit?. com a finalidade de se- curso tempestivamente. .2'/ com irregularidade na representação da parte. seja por do Acórdão dos Embargos de Declaração. dentro tam?em sera atmgido. não aplicou a intempesti- de que os e~bargos ~e declaração não produziam o efeito interrupti. para o C. alguns julgadores adotavam a tese de que. TST. Recurso interposto pela parte adversa e o efeito interruptivo P~de acontecer de um dos polos da ação interpor embargos de de. o art. Nesse caso. 1. 144 Súmula n° 418 do STJ. apenas nessas três hipóteses não haverá 0 efeito interrup- e não a parte contrária que já interpôs o recurso "principal" .f importante destacar que.1. 145 O Projeto do Novo CPC. com 0 objetivo de li -A interrupção do prazo recursal em razão da interpo- mtmudar as partes para não interporem tal recurso. seu recurso produzirá 145 . interpõe recurso ordinário quanto à condenação por cautela. da CLT. 4. Embora a jurisprudência já adotasse o entendimento no sentido O C. mente essa tese (art. o recurso "principal" já in- desistencia. TST. caso os embargos sejam conhecidos declaração. cautela. tivo. prazo recursal (8 dias). TST. porém. ratificar seu recurso ordinário. depois do julgamento dos embargos de do sua. o prazo dos recursos posteriores começa O Superior Tribunal de Justiça 144 entende que. no entendimento do C. Nesse caso.

Isso ocorre porque não se pode admitir que decisões judiciais se. datuais. ed. O C.Recurso incabível não tem o efeito de suspender o decisao JUdicial (art. 549. Comentdrios ao código de processo civil. processamento do recurso. AGRAVO DE INSTRUMENTO INTEM- PESTIVO. não conhece dos embargos. da. o TST adotou a tese de que não são cabíveis em~argos sao cabiveis para impugnar sentença ou acórdão. nasce para decisão de admissibilidade do recurso de revista. nega seguimento ao recurso por ser intempestivo. ~o entanto. os ~mbargos de declaração podem ser interpostos de de. com a finalidade de atacar a decisão em Isso ocorre porque. caput). sendo im- pugnado. § 3o). ÉLISSON MIESSA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Cabe ~ registrar. também decidiu o Supremo Tribunal Federal: de revista exarado por presidente do TRT. Exemplificamos: A empresa W interpõe recurso de revista alegan~ do que o acórdão regional violou lei federal. sentença ou acórdãoi4s.037. a ~~ssibilidade do cabimento dos embargos de declaração de qualquer II . adota expres- não admite o recurso extraordinário. a parte adversa o direiw (e não obrigação ou dever) de complementar a fundamentação do seu recurso. o TST ~ntende que o~ embar~os de declaração somente têm cabimento para afasta seu principal efeito. v. 5.Não cabem embargos de declaração da decisão que 148 O Projeto do ~~v. ~ P~rtanto. anuncia o projeto do Novo CPC aprovado na c· ad EMBARGOS DE DECLARAÇAO. 15. prazo recursal. Decisão de admissibilidade do recurso pelo juízo a quo TST entende que o agravo de instrumento é intempestivo. para o Tribunal Superior do Trabalho. não há interrupção do prazo h:pótese de decisao de admissibilidade do recurso a quo. na análise da tempestividade. O presidente do TRT de- . observan d o assim seus . instrumento contra a denegação do recurso pelo presidente do TRT. do literalmente tais dispositivos. 204 205 ----------------~~~o·o "-• ··--···---· . qual seja a interrupção do prazo para os re- Impugnar refendas decisões. sob pena de denegação da atividade embargos de declaração afirmando a existência de manifesto equívoco Junsdicwnal. o qual não pode ser embargado. OPOSIÇAO DE 146 No mesmo sentido. RECURSO IN- Deputados (art. Portan- poe a OJ 377 da SDI I do TST: to. Decisão denegatória de recurso No mesmo sentido. limitado à nova sucumbênciai46 . o 5. A empresa interpõe ~arr: i~c~mpreensíveis ou omissas. . ~ ~ ou Inte- nesse momento ' que ' ocorrendo alt eraçao · Não cabem embargos de declaração interpostos contra graçao da decisao. do agravo de instrumento. de modo que se torna intempestivo. Nessa hipótese. 147 ~OREIRA: José Carlos Barbosa. . amar os CABÍVEL. . a empresa W deveria interpor diretamente o agravo de Orientação Jurisprudencial no 377 da SDI _I do TST. vez que o último dia do prazo era feriado. 1. DECISAO QUE NAO ADMITE O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. O TRT Cisao mterlocutóna. I . aprovado pela Câmara dos Deputados. conforme demonstram os documentos já juntados nos autos. os embargos para impugnar despacho. PRONUNCIAMENTOS RECORRÍVEIS instrumento. nesse caso. Emba:gos de declaração. Descabimen- to. . termos · de admissibilidade a quo profere despacho de processamento ou não o pnncip10 o contraditório.1.o CPC. na hipótese de não processamento. A empresa interpõe agravo de instrumento com a finalidade de destrancar o recurso de revista. a doutrina majoritária entende que qualquer decisão JUdicial comporta embargos de declaraçãoi47. _err: razão do acolhimento dos embargos. Analisan. Rio de Janeiro: Forense. cursos posteriores. por meio do agravo de 5. para o TST. o juízo . não ten- do o efeito de interromper qualquer prazo recursal. CLT e o art · 535 ' I ' do CPC d ec1·Inam que os Com efeito. 2010. porque. p. O art. TST :~tende que não cabem os embargos de declaração na sendo cabíveis os embargos de declaração. . ~897-A . não . parte da doutrina e da jurisprudência Diante do não cabimento dos embargos nessa hipótese. conforme dis. san:e?te. Não interrupção do prazo recursal AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INS- TRUMENTO. 1035.

557 do CPC. não cabe o recurso de embargos de declaração do relator. O referido artigo passou a permitir que o relator faça juízo de ad- 150 MOREIRA. em face demos que os embargos deveriam caber tanto da decisão do juízo a quo dos princípios da fungibilidade e celeridade processual. 557 do CPC. 669.2. No mesmo sentido: NEVES. 557 do embargos de declaração para impugnar o manifesto equívoco no exame CPC. como visto. 2. também monocrática. em regra. Manual de direito procesmal civil. Decisão monocrática do relator Em resumo. sen- De qualquer modo. 769 e Súmula no 435 do TST). ed. j. mantendo-se com o órgão colegiado a competência para decidir 152 • 149 STF. da decisão do juízo de admissibilidade ad quem Súmula no 421 do TST. conte- D~ nossa parte.2007. 549. p. Rio de Janeiro: Forense. o juízo de admissibili. São Paulo: LTr. Cabimento dos pressupostos extrínsecos do recurso. Por outro lado. convertidos em agravo. apltcavel subsi- dade é apenas do órgão prolator da decisão. 2010.Tendo a decisão monocrática de provimento ou de- negação de recurso. 207 206 . 151 BEBBER. 643. Daniel Amo rim Assumpção. 557 do CPC. so. se tratar de embargos de declaração destinados a impugnar decisão de Contudo. Júlio César. uma As decisões dos tribunais são pautadas no princípio do colegiado.4. O cabimento dos embargos de declaração da decisão monocrática bilidade (juízo a quo). São Paulo: Método. a doutrina majoritária entende que qualquer de- bargos declaratórios deverão ser submetidos ao pronun- cisão judicial comporta embargos de declaração 150 • Com efeito. I . Recursos no processo do trabalho. ed. São Paulo: Método. e respaldado nos princípios da celeridade e efetividade outros embargos não conhecidos por manifesto equívoco na análise de processual. 3. negando-lhe ou dando-lhe provimento. comporta dos embargos de declaração quando há manifesto equívoco no exame ser esclarecida pela via dos embargos de declaração. sendo admitido do conteúdo da decisão e do recurso. prevista no art. processual. Comentdrios ao código de processo civil. nesse caso. AI 588. Daniel Amorim Assumpção. não limitando seu cabimento a acórdãos. EMBARGOS DE DECLARAÇÁO ÉLISSON M!ESSA III. A II -Postulando o embargante efeito modificativo. ed. diariamente ao processo do trabalho (CLT. os acórdãos são embasados em decisões colegiadas. da decisão do primeiro juízo de admissi. de Janeiro: Forense. Ricardo Lewandowski. v. enquanto as sentenças são julgadas. pensamos que a legislação. 2009. assim como julgue o próprio mérito do recur- Rio de Janeiro: Forense. É que. relatores. teve como objetivo conceder decisão aclaratória. 5. p. ciamento do Colegiado. por um imperfeitas" 151 • único julgador. Rei.Agravo regimental improvido 149 • 5. como do juízo ad quem. passa pela análise para análise dos pressupostos extrínsecos do recurso. quando se pre- tende tão somente suprir omissão e não. José Carlos Barbosa. estabelece a Sú- apenas o agravo de instrumento na hipótese de não processamento do mula n° 421 do TST: recurso. Embargos declaratórios contra (proferido pelo Tribunal a que foi dirigido o recurso) são cabíveis os decisão monocrática do relator calcada no art. 15. enten. 2. Min. art. 2010. 2010. em dos pressupostos extrínsecos do recurso. proferida com base no art. teratológicas (absurdas). p. porque privilegiam a celeridade e a efetividade Esclareçamos o entendimento do TST. missibilidade do recurso. ed. modificação do ao jurisdicionado um instrumento rápido e efetivo para afastar decisões julgado.190 AgR!RJ. 237. p. dando origem inclusive ao art. como declina Júlio César Bebber: "Não me parece adequado esse entendimento. para o TST. Rio direito processual civil. Nesse contexto. Registra-se que a atuação do relator no caso é uma mera de- legação de poder. ao admitir o cabimento údo decisório definitivo e conclusivo da lide. o legislador delegou atividades dos órgãos co~e~iados a~s seus pressupostos extrínsecos. os em- propósito. vez q'+e não se pode impedir a correção de manifestações jurisdicionais Noutros termos. o entendimento do TST não se aplica quando do essa a lógica do sistema. além de sepultar de imediato vícios absurdos. 2. Manual de 152 NEVES.

ma ampliativa.. entende~os dente ou o recurso estiver em confronto com súmula ou com plenamente aplicável. Ministros: o Relator monocraticamente profere uma decisão que por ventura do CPC que da referida decisão cabe agravo. meme efetiva o juízo integrativo da decisão que é dele mental. presta os escla- recimentos ou dá provimento. ed. O meu raciocínio é o seguinte. o referido artigo admite que a decisão mono. Min. a meu juízo. Registra-se que. SS-AgR-ED 3. e só depois. admite-se a denegação do recurso Quízo de ad- missibilidade) quando: pode ser aceito" 154 • Nesse caminho. considerando que os embargos de declaração e o agravo um recurso. invocada na decisão dos embargos de premo Tribunal Federal ou de Tribunal Superior. da decisão monocrática que negar seguimento. 669. por consequência.2007. desde que não tenha efei- ciamentos omissos. dos pelas partes que pretendem afastar tais vícios no caso concreto. Para elucidar ainda mais a questão.11.2007. DJ 153 STF. 557 do. os embargos de decla~ação da_ deci_são Por outro lado. Com efeito. deral passo'u a não admitir os embargos de declaração para esses casos. Milton de Moura França. Daniel Amorim Assumpção. pelos mesmos fundamentos levantados antenor- jurisprudência do respectivo tribunal. razão pela qual a presente súmula deve ser interpretada de for- Federal ou de Tribunal Superior. 201 O. ser acolhido o posicionamento do E. de sanar obscuridade. cita-se a lúcida observação do nifesto confronto com súmula ou com jurisprudência do Su. o que em nenhuma hipótese No primeiro caso. subtrai-se da parte Contudo.10.039/SP.4.j. então. caso agirá por delegação. Rei. Manual de direito processual civil. porque. adn:itindo. a incompreensão de um pronunciamento judicial pode inclusive impedi-lo de atingir sua finalidade.• está queimando etapas e. além de uma decisão omissa ser ób- 154 NEVES. 557. Min. Por vezes. ]V. 2) manifestamente prejudicado. pacificando no sentido de que. da forma como se faz. contraditórios e obscuros não possam ser impugna. São Paulo: Método. 2) dar-lhe provimento. tada não acompanhou o entendimento do Supremo Tribunal Federal. em outras palavras. CPC. 155 TST _ EDEAIRR n° 701161/2000. 11. contradição e omissão. Ellen Grade. é que teria ensejo ao agravo para a Seção. havendo expressamente estabelecido o art. Ministro João Oreste Dalazen. ele próprio. Isso porque não há razão lógica e jurídica Assim. D] 14. 209 208 . Rio de Janeiro: Forense. dar ou negar para afastar o cabimento dos embargos de declaração para o presente 0 provimento do recurso são cabíveis os embargos de declaração. bilidade de interposição de um agravo para a Subseção. 26. tudo como forma de levar te. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO ÉLISSON MIESSA via denegação da atividade jurisdicional. Rei.m. § 1°. o relator poderá analisar o mérito do recurso para: monocrática quando se busca suprir omissão. deverão ser admitidos como agravo regi.. de forma acer- 1) manifestamente inadmissível. quando for manifestamente improce. to modificativo (infringente).. Srs. o Tribunal Superior do Trabalho. declaração julgado pelo Ministro Milton Moura França: Considerando que a decisão colegiada é a regra e que o relator no (. 2. se interpostos embargos de declaração Então. ele monocratica- no caso do art. sem efetto modtficanvo. da decisão que julgasse os embargos declaratórios. s. a fi~ caso. não lhe ensejando a oportunidade a que. STF. p. Enfim. Ex. houvesse a possi- ao colegiado o conhecimento do recurso. embora a súmula não esteja especificando o cabimen- 1) negar-lhe provimento. Tribunal Pleno. até mesmo porque "não há nenhum sentido permitir que pronun. causando aparentemente um prejuízo à par- crática esteja sujeita à interposição de agravo. do Supremo Tribunal mente. o Supremo Tribunal Fe- se ressinta de algum esclarecimento. to dos embargos nos casos de obscuridade e contradição. 155 possuem objetos e objetivos distintos.2002. monocraticamente. j. com base no princípio da fungibilidade 153 . não merece. quando a decisão recorrida estiver em ma.

TST entendeu não ser necessário o contraditó- • cabe agravo (interno ou regimental): quando no recurso se rio de embargos interposto de sentença. sendo providos os embargos. • cabem embargos de declaração: quando a decisão monocrá. sem que haja o pronunciamento do art. a OJ n° 142 da SDI-I do TST reforma ou anulação do julgamento. II . por vezes. teses em que não se concede vista à parte contrária para varem apenas suprir omissão. te. de modo que os embargos deverão estabelecia ser obrigatória a concessão de vista à parte contrária. mas o juiz nada se manifesta acerca das horas extras. não será obrigatório o contraditório prévio paração salarial e horas extras. havendo em- no julgado.______±__ __ -. como se verifica a seguir: celeridade processual. inexistindo. São julgado. e considerando a possibilidade da alteração do con- teúdo do julgado. Orientação Jurisprudencial n° 142 da SDI. Melhor explicando. eco- mar a decisão impugnada. --· ···-------------·--------. 211 210 ·-. o Tribunal Superior do Trabalho entendeu que. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO COM EFEITO MODIFICATNO Somente se pode falar em nulidade quando demonstrado o preju- ízo à parte (CLT. --. possibilitando a alte- EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Assim. Embargos de declaração. É com fundamento na ausência de prejuízo processual que o C. Observa-se que o C. nessa hipótese. art. 6. nulidade.I do TST. 557 do CPC). Tal prejuízo deve ser de índole processual. Ao interpor os embargos de declaração para que o juiz se manifeste sobre as horas extras. com base no princípio da fungibilidade e quando opostos contra a sentença. surgiram os embargos de declaração com efeito modifica- tivo ou infringente. diferentemente do que ocorre no item I. sendo julgados procedentes seus pedidos. Os embargos de declaração não têm a função de anular ou refor- não se cogitando. por ausência de prejuízo processual. 897-A da CLT. no entanto. o item I não se aplica às hipó- decisório definitivo e conclusivo da lide e os embargos objeti. exceto ser admitidos como agravo. é evidente que haverá alteração do 156 LEITE. de declaração com efeito modificativo sem que seja con- cedida oportunidade de manifestação prévia à parte con- Em resumo: trária. sendo a sentença Exemplo: reclamante ajuíza ação postulando o pagamento de equi- sujeita a recurso ordinário. Omis- são no julgado Nesse sentido. 2011. o que dá ensejo I . consequentemen- postular efeito modificativo. Curso de direito processual do trabalho. ed.-. Nesse sentido. já previa a Súmula n° 278 do TST. nos embargos de declaração.Em decorrência do efeito devolutivo amplo conferi- tica de provimento ou denegação de recurso tiver conteúdo do ao recurso ordinário. órgão ad quem. A natureza da omissão suprida pelo julgamento de em- bargos declaratórios pode ocasionar efeiro modificativo trária. sem se manifestar sobre os embargos de declaração opostos contra sentença. 383. modificação da decisão. Paulo: LTr. p. que a decisão dos embargos de decla- ração. de prejuízo "material. que atualmente são admitidos expressamente no ração substancial do julgamento. Carlos Henrique Bezerra. Percebeu-se. ---- . Embargos de declaração. financeiro. sendo destinados a esclarecer ou integrar o 156 nômico ou moral decorrente do conflito de direito material" • julgado.É passível de nulidade decisão que acolhe embargos ao agravo. Vista à par- Nessa hipótese.r ·I ÉLISSON MIESSA No entanto. o que impõe inclusive a manifestação da parte con. podia alterar substancialmente o julgado. o recor. te contrária rente busca alterar a própria substância do julgamento. TST deixou expresso no item li da referida OJ que. bargos de declaração com efeito modificativo da decisão monocrática do relator (art. 794). Efeiro modificativo. pode ocorrer de a parte interpor embargos declarató- rios :com efeitos infringentes ou modificativos. o que pretende a parte é a verdadeira Na hipótese de efeito modificativo. Súmula no 278 do TST. contradição ou obscuridade. 9.

da CLT passou a declarar expressamente que: [.. por ser um recurso de Por fim. ) eventual efeito modificativo dos embargos de decla- b) até 10% do valor da causa. exceto para o beneficiário do TST. CPC prevê que. no recurso ordinário. deverá recolher a mult~ es~abele­ inclusive na hipótese de sentença. o legislador contemplou que Exemplificamos: Proferida a sentença de 1° grau.1. 159 O Projeto do Novo CPC. o que deverá provocar o cancelamen. na hipótese de reiteração dos em- ração somente poderá ocorrer em virtude da correção de bargos protelatórios. 538 do prejuízo. 897-A a) não excedente a 1o/o sobre o valor da causa. o efeito devolutivo tem aplica- ção plena nessa modi. incidindo. de modo que. que a recolherão ao final. o aludido dispositivo não fez ressalva quanto à cionada a interposição de qualquer outro recurso ao depósito do valor sentença. nc prazo de 5 (cinco) dias. põe embargos de declaração alegando omissão no julgado.. ampl!a a P_ri- p. bargos são protelatórios. 158 Para o escudo específico do efeito devolutivo. podendo fundar-se no mero inconformismo da obscuridade. quando os embargos forem protelatórios. improced~nci~ ou na hipót~s~ de da aplicação do direito. Dessa forma. 2. de gratuidade da justiça e para a Fazenda Pública. a empresa in~e~­ a não concessão de vista à parte contrária gerará violação ao princí. vale dizer. Ao dec1d1r pio do contraditório: Isso porque o contraditório permite que a parte os embargos. Atenta-se para o fato de que. esclarece-se que o contraditório somente é obrigatório se natureza ordinária e de fundamentação livre. da matéria fática. admite a rediscussão. no recurso ordinário. O 212 213 . 7. porque o recurso ordinário. impondo que o verá pagar a multa nesse momento. o omissão.. o exame total das provas e debate pleno vendo rejeição liminar dos embargos. parte vencida 157 • Em decorrência disso. impondo o contraditório inclusive nessa hipótese. não haverá seja utilizado apenas para a interrupção do prazo recursal. Com efeito.uízo no julgamento dos embargos. São Paulo: LTr. Nesse caso. a empresa interpõe novamente embargos de declaração insistindo na Assim. Júlio César. se da decisão dos embargos do convencimento do . 46. sob pena de não processamento ou conhecimento do to ou modificação da OJ n° 142 da SDI I do TST. o§ 2° do art. ÉUSSON MIESSA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO E assim agiu. item 1. o juiz nega a omissão levantada. vício na decisão embargada e desde que ouvida a parte contrária. ou seja. aprovado pela Câmara dos Deputados. por expressa disposição legal. para que ele não ser levantadas oportunamente no recurso ordinário. ha- forma ampla. exigindo-o presa for interpor o recurso ordinário. não de- o legislador afastou ex?ressamente essa possibilidade. meira multa para 2o/o e considera o pagamento da multa. o art. o pagamento ~a multa passa a ser considerado um pressupostos recursal.6. 2009. ficando condi- Queremos dizer. cida na sentença. recurso ordinário 159 • 157 BEBBER. mesmo sem retteraçao. será exercido. Recursos no processo do trabalho. no capítulo XIV. ou seja. pensamos que. Agora. com o advento da Lei 13.015/14. de forma supletiva.rgos de declaração deverá ser prévio. respectivo. a fim de que a parte contrária possa participar a interposição do recurso ordinário. Desse modo. o embargan- posteriormente. vide comentários da Súmula n° 393 como pressupostos recursal para os próximos recursos. te será condenado a pagar ao embargado multa: No entanto. causa. no caso de reiteração. será desnecessária a concessão de v1sta a parte contrana. Se a empresa interpuser recurso ordinário dessa decisão. entendendo que os em- possa influenciar o julgador no momento do julgamento.idade de recurso. porque o contraditório será diferido. se a em- contraditório nos embc. ed. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO PROTELATÓRIOS no processo do trabalho o art. com·::> novel dispositivo. 0 juiz poderá elevar a multa para 10%. de 0 efeito modificativo for potencialmente previsto. ela não é pressuposfo para contraditório seja prévio. atualmente. 515 do CPC 158 • Os embargos de declaração têm o efeito de interromper o prazo Isso quer dizer qu:: todas as matérias tratadas na sentença poderão para interposição de outros recursos. aplicando-lhe a multa de 1o/o sobre o valor da mesmo que o contraditório possa ser diferido.

simultaneamente. art. Do exposto. assim como na hipótese de recur. . Embargos de Declaração. 214 215 ·····---·--·-·-----·----- .Propósito de Prequestionamento samente quais os casos em que o efeito interruptivo não ocorrerá (CLT. 9. de ordem pública. Nesse caso. 1. cumpre fazer um alerta: somente há que se falar em em- objeto recorrido. Não sabendo se os embargos de declaração serão conhecidos e ava- ratórios para suprir omissão apontada em recurso de re- liando o entendimento de alguns juízes no sentido de que o não conhe- vista ou de embargos. sendo inad- da matéria de que se pretende recorrer. ou seja. 729. havendo omissão na decisão a ser impugnada por meio de recurso de revista ou de embargos para a SDI. não havendo manifestação expressa no acórdão a respeito regional passível de recurso de natureza extraordinária. dentre seus objetivos. ed. 2. Preclusão TERPOSTOS SIMULTANEAMENTE Ocorre preclusão se não forem opostos embargos decla. pois apenas os recursos de natureza extraordi- requisito do prequestionamento. 164 Especialmente antes do advento da Lei 13.039. 5. deve a parte interpor embargos missíveis de sentença judicial ou acórdão decorrente de competência de declaração para suprir tal omissão. omissão. ele passa a ter relevante papel no prequestionarnento. Omis. o TST entende que estará preenchido o pressuposto recursal do preques- Como os embargos de declaração têm. sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios. III.TÓRIOS manifestar sobre a matéria pretendida pelo embargante. São Paulo: LTr. com o fim de suprir a de retardar o andamento do processo. vez que nesses recursos não se aplica o efeito transla- tivo. porque o prequestionamento impõe que haja decisão prévia acerca da matériil para que os tribunais superiores possam se manifestar sobre o Por fim. as partes interpõem. 2009. a Súmula n° 356 do STP 62 • 8. 163 "Daí não serem cabíveis embargos de declaração com o escopo prequestionador quando o recurso subsequence for de natureza ordinária.Caráter Protelatório. No mesmo sentido. EMBARGOS DE DECLARAÇAO ÉLISSON MIESSA Os embargos serão protelatórios quando tiverem o único objetivo inicialmente interpor os embargos de declaração. 897-A. o de tionarnento. Nesse caso. Rio Recursos no processo do trabalho. 240. por faltar o requisito do prequestionamenco". bargos de declaração com efeitos prequestionatórios de acórdão O?m isso. São Paulo: Método. Júlio César. a qual passou a declarar expres- 161 S1J Súmula n° 98. Isso tionamento implícito (ficto). ed. RECURSO PRINCIPAL E EMBARGOS DE DECLARAÇÃO IN- são em recurso de revista. 2013. §§ 2° e 3°). por vezes. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO COM EFEITOS PREQUES.015/14. p. ordinário). embargos de declaração e um suposto específico dos recursos de natureza extraordinária. 160 NEVES. pmjeto também prevê que não serão admitidos embargos de declaração se os dois anteriores tiverem sido considerados protelatórios (art. desde que a matéria já tenha sido veiculada no recurso suprir omissão da decisão impugnada completando a prestação juris- principal (Súmula n° 297. com a finalidade de preencher o originária dos tribunais. Embargos declaratórios. de Janeiro: Forense. conforme dispõe a Súmula n° 184 do nária exigem o pressuposto do prequestionamento 163 • TST: Súmula n° 184 do TST. não pode ser objeto de recurso extraordinário. sito de prequestionamento não têm caráter protelatório. deverá a parte 162 Súmula 356 do STF: "O ponto omisso da decisão. tem outro recurso (por exemplo. Tal obrigatoriedade subsiste inclusive no que tange à matéria so manifestamente incabíveJ 16°. p. Embargos de declaração manifestados com notório pmpó- § 3o). Daniel Amorim Assumpção. eles não são considerados como protelatórios (Súmula n° 98 do STJ1 61 ). por se tratar de mecanismo que visa a preencher pres. Pode acontecer de o tribunal negar a existência de omissão e não se TIONÀ. do TST)." BEBBER. Trata-se do chamado preques- dicional. a função de prequestionar a matéria. cimento dos embargos não interrompe o prazo recursal 164 . Manual de direito processual civil.

Contudo. PROCEDIMENTO zões no prazo de 5 dias. os embargos se submetem a duas meiro que o outro recurso. tenha decisão que julgou outros embargos. 897-A. enquanto a outra ingressa com embargos de declaração. nos novos embargos ocorrido 0 manifesto equívoco na análise dos pressupostos extnnsecos devem ser apontados vícios existentes na decisão dos embargos ante. proferirá juízo foi embargada. considerando que a unirrecorribilidade é solucionada pela pre. ~o 165 "[ . de forma abstr~ta ?~ JU~: pensadas.). novos embargos. de modo que os embargos não serão conhecidos. Quando se tratar de decisão após 0 retorno dos autos (CLT. caso de decisão colegiada. Daniel Amo rim Assumpçáo. passando a verificar o mérito dos embar- Exemplo: proferida sentença. declaração sob o fundamento de omissão. ]". poderá ser é suficiente para seu cabimenro 167. Estando ausente os pressupostos recursais. não havend~ parece admissível que a mesma parte ingresse com os dois recursos simultanea. obscuridade e manifesto equívoco na análise dos pressupo~t~s porque. Rio de Janeiro: Forense. 2013. sen. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO ÉLISSON MIESSA monocrática no tribunal. 897-A. No caso de decisão colegiada. extrínsecos devem ser avaliados. a parte deverá etapas: juízo de admissibili~ade.:. mas. após a decisão dos embargos. p. Agora. qu~~do será analisada a presença dos interpor novamente o recurso. no prazo de 5 dias. na conch. nesse caso. NEVES. não comportando sidente. caput) ou. vez que as horas extras não Nesse ponto. relator etc. o juízo de admiss~bili­ 10. dos embargos anteriores. 537. o reclamante interpõe embargos de gos. 2009. estando presentes os pressupostos. ed. no prazo de 5 dias (CPC. riores.. Os embargos de declaração são interpostos. concreta. A segunda decisão. por exemplo. ed. que julgou os embargos. 167 NEVES. os novos embargos devem ter como foco o julgamento estará no juízo de mérito. a sentença. o recurso ordinário. a mera alegação de taiS ~~cws J: horas extras. 5. de admissibilidade positivo. caput). São Paulo: LTr. Manual de direito processual civil.não subsequente a sua apresentação (CLT. Júlio César. condenou a empresa ao pagamento das zo de admissibilidade. No segundo momento. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DE DECISÃO EMBARGADA dade será negativo. Rio 166 BEBBER. especialmente quando. ed. do art. bem como e mente[ . na fundamentação. querendo. Daniel Amorim Assumpção. dos embargos. 556. 210. reconheceu que todas as horas foram com. Recursos no processo do trabalho. Ja Portanto. 2. con- foram analisadas.p. É possível a interposição de embargos de declaração para impugnar Admite-se. a sentença não poderá ser novamente embargada. sob pena de violar o princípio da unirrecorribilidade 165 • Assim. Assim como nos demais recursos.são.asst.. 2. não servindo para apresentar novamente vício na decisão que já Por outro lado. Havendo potencial efeito modificativo do recurso. essa decisão é contraditória. e jlllzO de mento. nesse caso. apresentara contrarra- 11. o ato impugnável é apenas um. o primeiro recurso interposto será o válido. Manual de direito processual civil. será endereçada ao dois recursos. tradição. caso os embargos de declaração sejam interpostos pri. se existe realmente o vício levantado e. ou seja. Os embargos estão isentos do recolhimento de preparo. p. de Janeiro: Forense. São Paulo: Método. sob pena de serem considerados protelatórios..m nao proce- dendo 0 juízo. Com efeito. é importante destacar que os vícios de omissão. Queremos dizer. São Paulo: Método. clusão consumativa 166 .. art. 2010.. art. relator. abrir:se-á o con- traditório para a parte contrária que. Julgado os embargos. 0 julgamento dos embargos deverá ocorrer na prim~ira :udiência no juízo prolator da decisão embargada. por exemplo. 725. o relator apresentará os embargos na sessao apelar da sentença. por força do o posterior ineficaz. ] apesar de concordar com a possibilidade de uma das partes. a analise se~: embargada. inicialmente. 536 do CPC. 217 216 . pnmeua parte). ele será dirigido a responsável da decisão (pre- Aqui. necessidade de intimação das partes para o julgamento. art. pressupostos recursais.

convertidos em agravo.. Não interrupção do prazo recursal de revista por divergência jurisprudencial.. .0 1. to modificativo com o propósito de adequá-lo à nova redação de súmula. questão versada nos declaratórios da reclamante decorrera de fatos conhecidos por Il...11. 557 do CPC.I do TST. por divergência jurisprudencial com aresto que desatendeu ao comando do item lll da Súmula ..0013. Embargos de declaração. não tendo o efeito de interromper qualquer prazo recursal. lise da fonte de publicação do julgado que ensejou o conhecimento do recurso Descabimento. não modifi~ativo sem que seja concedida oportunidade de manifestação prévia à parte conheceu dos embargos. ED. Augusto César Leite de face dos princípios da fungibilidade e celeridade processual. e condenar a reclamada ao pagamento das verbas requeridas até que as cláusulas impugnadas do acordo coletivo sejam modificadas ou suprimidas por norma co- II. Decisão denegatória de recurso de revista exarado por presidente do TRT.5.I do TST. Na hipótese em que a Turma conheceu do recurso de revista. Embargos declaratórios. a SBDI-I. Com esse entendimento. quando se pretende tão-somente suprir omissão e não. é impossível conferir-lhe efei- sao aponta~a em recurso de revista ou de embargos.2002.2012 (Informativo n° 16) Súmula no 184 do TST.do CPC.8. Embargos de declaração com efeitos modificativos Súmula no 278 do TST. Ives Gandra da Silva Martins Filho. SBDI-I.05. por maioria. trazidos aos autos pela própria reclamada. Vista à parte contrária gência do item I da Orientação Jurisprudencial n° 142 da SBDI-I c/c o art. Possibili- A natureza da omissão suprida pelo julgamento de embargos declaratórios pode ocasionar efeito modificativo no julgado. Vencidos os Ministros Augusro César Leite de Carvalho. C?corre preclusão se não forem opostos embargos declaratórios para suprir omis. Na espécie. Orientação Jurisprudencial no 142. Efeito modificativo.. Min. nos termos da atual redação da Súmula n° 277 do TST. se mamfestar sobre os embargos de declaração opostos contra sentença.. 219 218 ______ _____ =-------------------------------------------------------------------------~--~-~--~--~--~-~-~--~--~-~------------------------------------------------------- . rei. a decisão embargada consignou que a única con~rárta. mindo efeito modificativo ao julgado. Carvalho. que acolhiam os embargos declaratórios para. e não nula ipso facto. Omissão no julgado . prevista vimento para determinar o pagamento das verbas postuladas até a vigência da Lei no art. tam.1. I. Delaíde Miranda Arantes.5. vencido o Ministro Brito Pereira. Embargos de declaração. Omissão em recurso de revista. e sobre os quais já· se item I ~ão se aplica às hipóteses em que não se concede vista à parte contrária p~ra havia manifestado exaustivamente. os embargos declaratórios deve- letiva posterior. de vista à parte contrária é nula apenas se configurado manifesto prejuízo. Inteli- Efetto modtficativo. Com I .. do recurso de revista.. 2. a SBDI-I. 557. 22. Pessoa jurídica de direito público.. rei. impri- bém monocrática. INFORMATIVOS DO TST RELACIONADOS AO CAPÍTULO 12. que teve sua tese alterada. modi. conteúdo decisório definitivo e conclusivo da lide. Ausência de prejuízo. SBDI-1..Em decorrência do efeito devolutivo amplo conferido ao recurso ordinário o ambas às partes.2012 (Informativo n° 31) Or~entação Jurisprudencial n° 377 da SDI.542/92. Embargos declaratórios.. TST-ED- rão ser submetidos ao pronunciamento do Colegiado.0900. Min. que fala em ser a decisão "passível de nulid~de". Embargos declaratórios contra decisão monocrática do os embargos declaratórios opostos contra acórdão que conheceu de embargos por relator calcada no art. dar provimento ao recurso de embargos ficação do julgado. 794 da CLT. Não concessão de vista à parte contrária. Não padecendo o acórdão embargado de omissão.É passível de nulidade decisão que acolhe embargos de declaração com efeito esse entendimento. relator... por maioria. Impossibili- Preclusão dade. A decisão que acolhe embargos declaratórios com efeito modificativo sem concessão Or~entaçã~ Jurisprudencial n° 142 da SDI. 13. Possibilidade. Efeito modificativo. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO ÉLISSON MIESSA É em dobro o prazo para a interposição de embargos declaratórios por pessoa dispensada a necessidade de o relator solicitar dia para inclusão dos jurídica de direito público. rejeitou Súmula no 421 do TST.Postulando o embargante efeito modificativo. Cabimento contrariedade à Súmula n° 277 do TST (redação anterior). TST-E-ED-RR-5121500-44. em decisão aclaratória.1998. da SBDI-1. Prazo em dobro.I do TST. Não decretação de nulidade. em -E-ARR-61600-91. . . ED. Decreto-Lei n° 779/69.. comporta no 8. Omissão na aná- ção.. Embargos de declara- . e ser esclarectda pela via dos embargos de declaração. Efeito modificativo para incidir nova redação de súmula. autos na pauta. dade.. Desatenção ao item III da Súmula Não cabem embargos de declaração interpostos contra decisão de admissibilidade n° 337 do TST. SÚMULAS DO TST E ORIENTAÇÕES JURISPRUDENCIAIS RELACIONADAS AO CAPÍTULO 13. Orientação Jurisprudencial n° 192 da SDI. Embargos de declaração. e deu-lhes parcial pro- I -Tendo a decisão monocrática de provimento ou denegação de recurso.

a O recurso ordinário é o meio pelo qual se pode rediscutir. mas deixar de remeter os autos para a Turma analisar novamente o recurso de revista. art. um recurso de natureza ordinária e de fundamentação STF e consequente provimento para julgar improcedente a reclamação trabalhista livre. aprovado pela Câmara dos Depmados.:t. I. que passará a ser utilizada ! para conceder efeito suspensivo ao recurso. 14 da Lei n° 10.192/01). na fase executiv. seja de direito. contempla que a tutela antecipada de natureza cautelar e antecedente. consignando que embora tenha ocor. seja de fato. Nesse contexto.2008. portanto. Cabe ainda na ação cautelar e nos procedimentos especiais. art. TST-E-ED-RR-52100-08. 895 da CLT. 899. conse- quememente.22.2013 (Informativo no 46) recurso adequado é o agravo de petição. devendo ser interposto no prazo de 8 dias. nos termos da conclusão do acórdão embargado. a devolutividade é ampla.701/88. da CF).5. concluindo não haver controvérsias na matéria de mérito acerca da base de cálculo do adicional de insalubridade. pelo juízo ad quem (art. Interessante observar que. dela não conhecer por divergência jurisprudencial. Atenta-se. decidiu. ampla- Subseção negou provimento aos embargos. ÉLISSON MIESSA no 337 do TST. aplicando desde logo o direito à espécie. do TST) 169 • 168 A primeira instância é o juízo que iniciou a demanda ou onde foi proposta a ação. por maioria. será analisada pelo órgão competente I para analisar o mérito do recurso. 7°. rei. 169 O Projeto do Novo CPC. pois. INTRODUÇÃO de embargos. Trata-se de recurso que tem efeito meramente devolutivo (CLT. e. 5•. no tópico. RECURSO ORDINÁRIO a SBDI-1. Assim. a qual equivalerá à concessão de efeito suspensivo ao recurso (Súmula n° 414. seja na extensão. conhecer do recurso 1. 300. L_ 2··_____ 221 . ou seja. parágrafo único). o recurso lograva conhecimento por contrariedade à Súmula Vinculante n° 4 do É. rido desacerto da Turma ao conhecer da revista por divergência jurisprudencial. § 6° e art. quando o presidente do TST confere efeito suspensivo. para o fato de que existe uma exceção quanto à concessão de efeito suspensivo no recurso ordinário. Min. a matéria decidida na 1a instância 168 . como já estudado no tópico de efeitos recursais. porém. é aquela à qual se recorre quando se pretende modificar a decisão. SBDI-1. Vencido o Ministro João Ores- te Dalazen. poderão ser suspensos os efeitos da sentença por meio de medida cautelar inominada. o Maria da Costa. A segunda. Nesse recurso. 9.0003. Dora Tem cabimento na fase de conhecimento. É o caso do re- curso ordinário de sentença normativa (dissídio coletivo). por sua vez.5. impunha-se imprimir efeito modificativo aos embargos de de- CAPÍTULO IX claração opostos com o fim de configurar omissão na análise do aspecto alusivo à fome de publicação do julgado que ensejou o conhecimento da revista. seja na profundidade. na medida e extensão conferidas em seu despacho (Lei n° 7. Ele vem previsto no art. LXXVIII. em situações excepcionais. mente. e diante do princípio da celeridade processual (art. devidamente comprovadas. caput).

II. mandado de segurança 170 e na açao .quando o juiz pronunciar a decadência ou a pres- crição. Por outro lado. 267. Extingue-se o processo. • ' • resClsona. por exemplo. HIPÓTESES DE CABIMENTO IV . Recurso ordinário de sentença VIII -quando o aucor desistir da ação. 895). ação rescisória 'Por outro lado.quando as partes transigirem. 267 do CPC.das decisões definitivas ou terminativas das Varas do Trabalho. Nesse caso. quer nos dissídios coleti. Com efeito. 269 do CPC. em processos de sua competência originária. Na hipótese de acos não jurisdicionais. O recurso ordinário também será cabível das decisões terminativas li. rito: seja pelo Tribunal Regional. [.quando ocorrer confusão entre autor e réu. I.quando se verificar a ausência de pressuposcos de ·i constituição e de desenvolvimenco válido e regular do · O recurso ordinário é cabível: processo. IX. sendo recurso ordinário de dissídio coletivo.pela convenção de arbitragem. a seguir transcrito: Portanto. sos que se iniciam no TRT.. ] vas. das decisões tomadas em primeira instância. por não promover os atos e diligências que membros do TRT. IV. in verbis: Art. dirigido ao TRT. V.quando o juiz acolher a alegação de perempção.!·' 2. partes e o interesse processual. 269.nos demais casos prescritos neste Código. ou definitivas de competência originária dos TRTs. mento do recurso ordinário é de competência da SDI-II do TST. o recurso ordinário tem cabimento das sentenças profe- disposição legal. 2. no dissídio coletivo. ou seja. de modo que o recurso ordinário será (trinta) dias. independentemente do conteúdo da sentença.····/~I I ÉLISSON MIESSA RECURSO ORDINÁRIO '. X. VII . 170 Quando se busca impugnar ato jurisdicional provocado pelo juiz da Vara ou por III . o que precisa ficar claro é que o recurso ordinário caberá Art. o mandado de seguran- lhe competir. vos (CLT. funda a ação. ela se Decisões definitivas são as que resolvem o mérito do processo.1. Recurso ordinário de ac6rdão do TRT I -quando o juiz acolher ou rejeitar o pedido do autor. Il. con- submeterá ao recurso ordinário.quando a ação for considerada intransmissível por Em regra. É o que ocorre. como a possibilidade jurídica. os proces- III.2. Haverá resolução de mérito: 2. litis- ·i I . seja pela Vara do Trabalho. no caso de mandado de segurança.quando. ação.. ridas nas Varas do Trabalho.das decisões definitivas ou terminativas dos Tribunais VI . como descreve o art. o autor abandonar a causa por mais de 30 ça será de competência da Vara do Trabalho. 223 222 .quando ficar parado durante mais de 1 (um) ano por negligência das partes.quando o juiz indeferir a petição inicial.quando o autor renunciar ao direito sobre que se tência para julga:mento é do TST por meio da SDC. a legitimidade das quer nos dissídios individuais. a compe- V . o julga- processo sem resolução do mérito. forme dispõe o art. pendência ou de coisa julgada. Ele será cabível tanto das decisões definitivas como das terminati- XI. art. decisões terminativas são aqueles que extinguem o e demais ações individuais de competência originária do TRT. sem resolução de mé..quando não concorrer qualquer das condições da Regionais.·~r ' !.quando o réu reconhecer a procedência do pedido.

os autos insurgência da própria sentença. foco a sentença ou o acórdão decorrente de decisão de competência Existe ainda outra hipótese de cabimento de recurso ordinário de originário do TRT.) SDC Rio Branco reconhecesse sua competência. sendo interposta pela reclamada exceção de competência. Nesse caso. 8. "c". os (Turma) (Turmi} ft~rm~ (Turma) (Turma )(TurrT1. 224 225 . saindo. b). mas no momento da os autos à Vara do Trabalho de Rio Branco. de uma vara do TRT da Ja Região e encaminhados para uma Vara do Trabalho vinculada ao TRT da 14a Região. motivo pelo qual o art. embora seja decisão interlocutória. se não houvesse tal exceção possibilitando o re- TRT curso ordinário da decisão interlocutória. instauraria conflito de 11 11 competência que seria julgado pelo TST (CLT. sição de recurso. Curso de direito do trabalho aplicado: justiça do ordinário dirigido ao TRT da Ja Região. por força do art. suprimindo. 893. decisão interlocutória. Contudo. Homero Barisra Mareus da. Exemplo: Paulo ajuíza reclamação trabalhista em Belo Horizonte. Além disso. Rio de Janeiro: Elsevier. dessa forma. da CLT. para o TST é cabível recurso ordinário de decisão interlocutória que acolhe exceção de incompetência territorial. fundamento de que o reclamante teria trabalhado e sido contratado Isso não significa que elas jamais poderão impugnadas. vez que. § 1°. o TRT da Ja Região estaria SDI suprimido de analisar a competência.3. é importante destacar que as demais decisões interlocutó- -MG. os autos ficariam por lá. trabalho. Por outro lado. sob o rias não recorríveis imediatamente. Nesse caso. será cabível o recurso ordiná. art. trate de decisão interlocutória. que torial com remessa dos autos para Tribunal Regional distinto daquele a admite o recurso ordinário de imediato. reme- 2. ou seja. caberá recurso 171 SILVA. Isso ocorre porque. a análise "' pelo TRT da Ja Região. sob a alegação de que o desloca- Tribunal Superior do Trabalho mento da competência territorial no caso inviabilizaria o reexame da competência pela instância superior a que o juiz excepcionado (que se declarou incompetente inicialmente) está vinculado 171 • Na hipótese do exemplo anterior. 215. 8 andamento processual. o TST passou a admitir o recurso ordinário de decisão É o caso da declaração de incompetência em razão da matéria. v. 2010. Por fim.--S-D-I--1-. com interlocutória na hipótese de reconhecimento de incompetência terri- o encaminhamento dos autos a outra Justiça (Federal ou Estadual). 799. O que ocorre em Rio Branco-AC.. no caso o processo termina na Justiça do rio para o TRT a que está vinculado o juiz que proferiu a decisão de Trabalho. p. do TST). embora se que se vincula o juízo excepcionado (Súmula 214.fÍfTurma) (Turma) autos iriam diretamente para o TST. da CLT admite a interpo- incompetência. Recurso ordinário de decisão interlocutória tendo os autos para Tribunal Regional distinto daquele a que se vincula Conforme prevê o art. O juiz reconhece a incompetência e encaminha é que sua impugnação não será imediatamente. § 2°. se a Vara do Trabalho de c. Acórdão Acórdão Dissídio individual Dissídio coletivo Dessa forma. 895 da CLT. pois a não admissão de recurso na hipótese poderia acarretar um custo insuportável para a parte acompanhar o .) (~sD-1-1-1-. não reconhecendo sua competência. ÉLISSON MIESSA RECURSO ORDINÁRIO O C. o recurso ordinário tem como o juízo excepcionado.. TST admitiu tal exceção. justifica-se a referida exceção com tI RO base no acesso à justiça. portanto. 808.

com essa sistemática. concedeu poderes ao juízo de admissibilidade a quo para não dar pro- Pretende-se. estando o processo pronto o próprio juízo que prolatou a decisão poderá reformá-la. por exemplo. art.. do CPC estabelece: Na reforma. ÉLISSON MIESSA RECURSO ORDINÁRIO 2. no prazo de 48 horas (CPC.. ed. Já na anulação. a ser interposto no prazo de 8 dias.. 518. o tribunal pode julgar desde logo a consonância ou não com a súmula. 652. é facultado clamante é carecedor da ação por faltar-lhe interesse de agir. e desde que esteja em condições de jurisdicional 173 • Ao que nos parece. provocando a extinção do processo sem resolução do mérito. § 1° O juiz não receberá o recurso de apelação quando a sentença estiver em conformidade com súmula do Supe- ferida decisão que substitua a anterior. 267). § 1o. o pedido de pagamento das férias ve:1cidas acrescidas do terço constitucional. ou seja. Essa afirmação acaba. São Paulo: Método. não necessitando retornar ao juízo de origem. quando o reclamante ajuíza recla- Tratando-se de sentença. portanto. 515. TEORIA DA CAUSA MADURA O recurso ordinário pode almejar a reformar ou anular a decisão 4. invoca-se erro de julgamento. tença. efetividade e economia processual. SÚMULA IMPEDITIVA DE RECURSO impugnada.---------------------~-~----··-·--· . 226 227 -. de Janeiro: Forense. a qual. pelo juízo de primeiro grau do "conteúdo do recurso à luz do teor da sentençà' 172 . 2013. nessa hipótese. o art. se a causa versar questão exclusivamente de direito e estiver em condições de imediato julgamento. o tribunal possa entrar diretamente na análise do mérito da causa. Na sentença. É o que se de- 172 NEVES. Nesse último caso.rso ordinário. alterou sistematicamente a ideologia de su- o não seguimento do recurso por razões de mérito. decisão de mérito. segue seu trâmite normal. invariavelmente. é o mação trabalhista postulando o pagamento das férias vencidas acres- recu. análise lide. haverá. Rio nomina de teoria da causa madura. sonância com súmula dos tribunais superiores. provocando dúvida acerca da constitucionalidade desse leridade processual. § 3°. preservan- cessamento (seguimento) ao recurso quando a decisão estiver em con- do assim o duplo grau de jurisdição.4. de certa forma. para o fato de que. com que: seja proferida uma nova decisão. não suprir instâncias. estiver em condições de imediato julgamento. visa-se ao erro de rior Tribunal de Justiça ou do Supremo Tribunal Federal. e os autos retornarão ao juízo de origem para Trata-se da chamada súmula impeditiva de recurso. afastando-se da pressão de instância. Recurso ordinário do indeferimento liminar da petição inicial modo que incidirá quando a questão for exclusivamente de direito ou '. a decisão impugnada será anulada. ou seja. dispõe 173 Talvez seja por essas razões que o projeto do ~CPC não verse sobre a súmula que o conectivo "e" deve ser interpretado como alternativo "ou". É o que ocorre. base nos princípios da celeridade. o recurso afaste a carência da ação e julgue imediatamente o mérito da cama. sendo provido o recurso. ao interpretar esse dispositivo. ao centralizar a discussão de oérito em um único órgão processo sem resolução de mérito.í O indeferimento liminar da petição inicial é pronunciado por sen. Manual de direito procesmal civil. A doutrina mais abalizada. o § 3° do art. sendo. O referido parágrafo. porém. procedimento. 296). com base nos princípios da economia e ce. Daniel Amorim Assumpção. buscando que seja pro. ao estabelecer: ideia de que o juízo de admissibilidade . O art. passando a para julgamento. 515 do CPC permite que o tribunal entender que petição inicial é apta. na hipótese de extinção do dispositivo. é importante destacar que referido dispositivo permite ao processo do trabalho. aplicável subsidiariamente De plano.1 quo apenas verifica pressu- § 3° Nos casos de extinção do processo sem julgamento postos recursais. o recurso cabível. no âmbito trabalhista.. cidas do terço constitucional. 3. 5. p. do CPC. reclamante apresente recurso ordinário. No entanto. Caso o o juízo de retração. Não havendo retratação.. passou a permitir que. o juiz entende que o re- Atenta-se. tal limitação viola o devido proces- julgamento. ao analisar se a decisão está em do mérito (art. de impeditiva de recurso. Isso ocorre porque.

do CPC disciplina a apelação versando somen. 228 229 . 49. Contudo. AIRO 0000668-75. Rei• Min. 8• Turma. Justifica-se que há omissão na CLT. contempla sua apli. DEJT 29. Rei. § 1°. Fredie. PROCEDIMENTO A doutrina trabalhista majoritárial76. dirigindo suas razões recursais ao órgão con:pe- esse ramo processual. Sayonara Grillo Coutinho Leonardo da Silva. 9. 2) juízo de admissibilidade positivo. I) juízo de admissibilidade negativo.2014.2009. 24.8. Curso de direito p~oces­ 0000550-74. de modo que a utilização cação de orientação jurisprudencial é incapaz de impedir o seguimento de analogia restritiva violaria os princípios do devido processo do recursol 78 • ' legal. pág. 518. o dispositivo somente se aplica na hipótese de súmulas o art. as razões recursais devem ser fundamentadas. ed. Segunda Turma. ao serem trazidas para a seara laboral. 2012. Por fim. da ampla defesa e do contraditório.. os recorrentes poderão demonstrar que seus fatos não se enquadram na súmula invocada pelo juiz na deci- confere à súmula status superior à lei. são. TRT 8• Região.9. A propósito.5. 5.0061.2014. razão pela qual a No processo do trabalho.19. o recurso não será processa- 174 TST-RR 0120000-09. ed~ São dor: JusPODIVM. 5. Nesse caso.. ed. em sua maioria. do STF. cípios da celeridade. DOR] 2. podendo o interessado se valer do agravo de instrumento.0115. do CPC ao processo do trabalhol75. não tem permitido a aplicação o art. ta. está presente a compatibilidade. ocorre com a súmula vinculante. quando não estiverem presentes os pressupostos recursais. servar que nessa seara as questões fáticas predominam. Des. Mary Anne Aca. pois o instituto é embasado nos prin- A petição de interposição é uma simples petição.5. 1.2014. Rei• Des• pressupostos recursais. bem como tente para julgar o mérito do recurso (juízo ad quem). o juiz não poderá impedir o processamento do recursom.2013. porém. DEJTPA 20. 2012. De qualquer modo. § 1o.5. 3.5. RO 177 DIDIER J r. p. 11. 145. já analisado nesta obra. O recurso ordinário é interposto no juízo prolator da decisão· im- cação ao processo do trabalho. 475 do CPC. Isso significa que a invo- te sobre súmula do STF ou do STJ. p. podendo proferir: interpretado pela Súmula n° 303 do TST. Curso de Direito Processual do Trabalho. por exemplo. ÉLISSON MIESSA RECURSO ORDINÁRIO so legal. do art. 646. não sendo obrigatória.15. efetividade e economia processual.0482. Obstado o processamento do recurso. Rei• Des• Fed. STJ e. parte da doutrina não permite sua aplica. do.01.4. AIRO 0002523-54.2014. incidência da súmula impeditiva de recurso tem o campo de atuação mais ção pelos seguintes fundamentos: restrito. se estiverem presente~ os 175 TRT I• Região. TST tem deciáido pela não aplicação do aludido dispositivo tiva do recurso é mera faculdade do juízo. como ao processo do trabalhol 74 • Do mesmo modo. vez que versa sobre regras do processo civil que. p. os tribunais regionais. DEJTAL 12. de alterar as súmulas.5. caberá a interposição do dificulta consideravelmente a evolução jurisprudencial capaz agravo de instrumento.2012. Julg. ante a omissão e compatibilidade com pugnada (juízo a quo). será realizado pelo juízo a quo. Bahia: JusPODIVM. sual civil: Meios de impugnação às decisões judiciais e processo nos tribunais. 178 LEITE. o primeiro juízo de admissibilidade quação necessária. tauassú Camelier. João Leite de Ar- ruda Alencar. Carlos Henrique Bezerra.2014. Sétima Turma. adequando-se 899 da CLT. o CPC não fez referência com base no princípio da dialeticidade. recebem a ade. como é o caso. Paulo: LTr. Dora Maria da Cos. Ademais. é importante ob- incidência desse dispositivo. José. perfeitamente ao processo laboral. 2013. Segunda Turma.08. Salva. Leonardo José Carneiro da. p. Nesse caso.8. 176 Por todos.0119. Curso de direito processual do trabalho. pois. incidindo o art. a doutrina processualista tem admitido a Admitindo sua incidência no processo do trabalho. com maior facilidade. Cairo Júnior. ao recurso ordinário e à sumula do TST.797.2013. TRT 19• Região. atenta-se para o fato de que a aplicação da súmula impedi- O C. Interposto o recurso ordinário. incluímos também as do TST. 518. CUNHA. v. a CLT possui regra própria de processamento do recurso.

apenas na ação rescisória de competência originária designa-se revisor (TST-Rl. o relator.•. para fazer a leitura do relatório 180 • 4) terá parecer oral do representante do Ministério Público pre- sente à sessão de julgamento.. No recurso de competência do TST não haverá revisor. 133 do regimento interno). este proferirá seu voto. passando-se Apresentadas as contrarrazóes. o juízo poderá reexaminar os pres- a colher os votos dos demais integrantes do colegiado. 557 do CPC. ou não O voto será redigido pelo relator. o presidente dará 3) não terá revisor. o regimento interno alcera a ordem da sessão. será sorteado o relator.c ___ _ . distribuído. e Região (are. Mantida (ou não revista) a decisão de admissibilidade. Em seguida. em seguida. do revisor e. tribunal. e a secre- -los. negar seguimento. Por fim. acerca da admissibilidade do recurso. dos demais em ordem decrescente de antigui- 518. que será designado outro redator para o acórdão. para julgamento. o recurso ordinário será imediatamente sua secretaria. os autos serão encaminhados ao juízo competente para o julgamento do dade. No rito sumaríssimo. mando-se a parte contrária a apresentar suas contrarrazóes de recurso. a palavra ao relator para fazer a exposição dos fatos e circunstâncias da causa. os autos serão enviados ao revisor que. salvo se for vencido. Retornada a palavra ao relator. passa-se ao se- cer. art. processamento do recurso que. para que possam fazer a sustentação oral. Procedimento no recurso ordinário no rito sumaríssimo Recebidos os autos. com registro na certidão. com a indicação suficiente do processo e parte dispositiva. 5°). 112 do regimento interno). 5.584/70. 230 231 _J. anunciado o julgamento do recurso.. nos termos do art. como ocorre o TRT da 15• to. Assim. Será designado ainda o revisor. Nesse ser o regimento interno do tribunal. ocasião em sendo o caso de envio. porém. 557 do CPC. primeiro se vota serão enviados ao Ministério Público do Trabalho para emissão de pare. inti. 895.•. art. providenciará o relatório. quanto ao provimento ou dar provimento ao recurso. que é a análise do mérito de recurso. no prazo de 5 dias (CPC. ÉLISSON MIESSA RECURSO ORDINÁRIO No segundo caso (juízo positivo). o recurso ordinário é cabível nas mesmas hi- se 'for ~ caso. após os trâmites administrativos. § 2°). terá as seguintes peculiaridades: Não sendo o caso de aplicar o art. 2) o relator deve liberá-lo no prazo máx~mo de dez dias. o recurso será processado. depois de analisar os autos. caberá agra- VO' interno. art. 5) terá acórdão consistente unicamente na certidão de julgamen- 180 Em alguns tribunais.1. Depois. após examiná. podendo. da CLT. como é o caso do TRT da 15• Região (are. ou seja. das razões de decidir do voto prevalente. . restituindo os autos à I) recebido no tribunal. monocraticamente. art. negar póteses e no mesmo prazo do rito ordinário. no prazo de 8 dias. Dessa decisão. os autos juízo de admissibilidade e o juízo de mérito. ordinário segue as diretrizes dos arts. gundo momento. sendo primeiro supostos de admissibilidade do recurso. recurso (tribunal ad quem).§2°). Devolvidos os autos pelo Ministério Público do Trabalho. É importante observar que o julgamento observará dois juízos: o Ao chegar no tribunal. se este entender necessário o pa- 179 Alguns tribunais regionais admitem a figura do relator apenas nas ações rescisórias. parágrafo único) 179 • 5. Sendo conhecido. 551. dando-se ini- cialmente a palavra às partes ou aos seus procuradores. será dada a palavra às partes ou aos procuradores inscritos. se for o caso. o relator poderá se valer do art. atenta-se para o fato de que o p:ocessamento do recurso guir ao relator na ordem descendente de antiguidade" (CPC. recer. taria do tribunal ou turma colocá-lo imediatamente em pauta 5Sl. art. Na sessão. 547 a 565 do CPC e o que dispu- § '1 °). Difere. que consistirá naquele "que se se. § 1°. ~ . no prazo de 8 dias (Lei. 105. os devolverá à secretaria e pedirá dia para julgamento (CPC.

ao dar provimento à revista da outra parte para condenar a reclamada pela primeira vez. Philippe Vieira de Mello Filho. o agravo de petição é o recurso destinado a impugnar Da decisão de Tribunal Regional do Trabalho. não apreciada pelo Regional. enquanto. deu-lhes provimento para declarar prescrita a pretensão no tocante às (CLT. INTRODUÇÃO 6. decisões proferidas pelo Presidente do trabalhista. em face da organização judiciária 897. Recurso ordinário em mandado de segurança do trabalho fraciona. no mérito. TST-E-ED-RR-24400-26. Na espécie. da CLT. a certidão de julgamento. tendo o mesmo prazo para as contrarrazões. em ação rescisória. rei.0343. SÚMULAS DO TST E ORIENTAÇÕES JURISPRUDENCIAIS Diferentemente do processo civil. AGRAVO DE PETIÇÃO Ademais. 500 do CPC.. 897. b.. Órgão Especial decisões proferidas pelo Presidente do sucumbência recíproca.2013. Dora Maria da Costa e Renato de 71. registrando tal circunstância. SBDI-I. Súmula n° 158 do TST. Assim. 1. em contrarrazões ao recurso ordinário. § 3°) 233 232 ______l_ . uma vez que lhe faltava interesse recursal ante a ausência lho na fase de execução. o recurso será o agravo de petição. nos tribunais regionais.. na instância ordinária. do regimento interno do TST) TST na fase de execução dos processos Lacerda Paiva. e prolatada na fase de conhecimento. Desse modo. exige TRT (Tribunal Pleno. igual dilação para o recorrido e interessados apresentarem razões de contrariedade.. Não aprecia~ão 2. (Infornativo no 58) art. Ademais. examinar a prejudicial eom:petência para juig. 5. nos termos do art.5.. por divergência jurisprudencial. de sucumbência nas instâncias ordinárias. Min. por unanimidade.2007. é cabível recurso as decisões proferidas na execução trabalhista. 895. impugnada suscitada. 897. Ação rescisória Com efeito. pois este. trabalhista. ordinário para o Tribur:al Superior do Trabalho. a contrarrazões ao recurso ordinário. cabia à Turma. § 2°). Súmula no 201 do TST. Ele deve ser interposto no prazo de 8 dias. o processo . COMPETÊNCIA pelo Tribunal Regional. estando previsto no art. Argui~ão. Renovação em contrarrazões ao recurso de revista. Vencidos os Ministros Brito Pereira.9. Luiz de competência originária do TST (CLT. Com esse entendimento. da fase em que foi proferida a decisão. co. Prescri~ão. poderão designar turma para o julgamento dos recursos ordinários interpostos das sentenças prolatadas nas demandas sujeitas ao procedimento suma- ríssimo (CLT. divididos em turmas. para o Tribunal Superior do Trabalho. na fase executiva... mas renovada em competência para julgamento será da seguinte forma: contrarrazões ao recurso de revista. não há falar em necessidade interposição de recurso adesivo. TRT na fase de execução dos proces- nheceu dos embargos da reclamada. o recurso cabível será o ordinário. confor. "a''. ÉLISSON MIESSA CAPÍTULO X 6) se a sentença for confirmada pelos próprios fundamentos. 7. art. INFORMATIVOS DO TST RELACIONADOS AO CAPÍTULO . A competência para julgar o agravo de petição depende da com- Na hipótese de prescrição quinquenal arguida pela reclamada originariamente em petência originária para o processamento da execução. e.unento Decisão. nos termos do art. não se poderia exigir que a reclamada trouxesse a matéria TRT (Turmas do TRT) decisões proferidas pela Vara do Traba- por meio de recurso. me dispuser o regimento interno) sos de competência originária do TRT por maioria. ou Sessão Especializada do TRT. no prazo de 8 (oiro) dias. em que o recurso de apelação é RELACIONADAS AO CAPÍTULO utilizado tanto na fase de conhecimento como na executiva. § 3°) parcelas que antecederam ao quinquênio contado do ajuizamento da reclamação TST (SDI-I do TST. a SBDI-I. os recursos a depender Da decisão de Tribunal Regional do Trabalho em mandado de segurança cabe re.01. servirá de acórdão. art... . II. Momento oportuno. tratando-se de decisão curso ordinário.

a . 181 . DJ 28. ção. embargos de arrematação. Min. produzir prejuízo grave e imediato a direito tido por Pela interpretação literal desse dispositivo. ed. art. 897. 185 BEBBER.9. PRO- 1a corrente: o art. LV. ÉLISSON MIESSA AGRAVO DE PETJÇAO 3. 3. o argumento de que se trata de bem de família. da CLT. Contudo." 234 235 . 5°.02. A potencial violação do art. sentenças e outros.. são recorríveis. mas o executado não se modo. embargos possui outros bens. mesmo que excedentes às trilhas dos 183 MARTINS. alcançar foros de definirividade. as decisões interlocutórias proferidas na execução não impugnáveis pelo agravo de petição? podem ser impugnadas. p. Júlio César.0028. A maior celeuma fica por conta das decisões interlocutórias. das decisões do Juiz ou Presidente. O disposw no art. Sérgio Pinto. abandonando. A generalidade desse dispositivo provoca dúvida na doutrina e na jurisprudência acerca De nossa parte pensamos que a terceira corrente está com a razão. que extinguisse a execução sem a quitação total dos valores em execu- verem o processo. o processamenw do recurso de revista. embargos à execução e da impugnação aos cálculos. Des. Alberw Luiz Brescia- ni de Fontan Pereira. 893. sen~enças. 310. equiparando-se à sen- nhecimento.O. 2012. quando se estiver diante de decisão interlocutória terminativa do feito. a decisão Por outro lado. é aplicável na fase executiva. inviabilizando o prosseguimento da execução • 186 de terceiros (desde que ajuizado na fase de execução 181 ). exis. ] puser um obstáculo intransponível para a execução ou for capaz de. Salvador: Juspodivm. da CLT há de ser interpretado em sintonia com a disciplina do art. Direito processual do trabalho: doutrina e práticaforeme. 8 9 3. 2013. São Paulo: Atlas. que ((" interlocutórias não se aplica na fase de execução. "I. do alcance proposto pela norma. por resol. tindo três correntes acerca do tema: 186 TST-RR-205200-90. seja na fase de co. 3• Turma. p. da Constituição Federal encoraja imediata das decisões interlocutórias. o recurso adequado é o agravo de petição. § 1°. com ou sem resolução do mérito. 4. desfecho do procedimento. as sentenças terminativas ou definitivas. da CLT não fez nenhuma restrição 184 . DECISÃO PROFERIDA EM EMBARGOS À EXECUÇÃ. verifica-se que o agravo incontestável 185 • de petição é cabível das decisões na fase de execução. pode ocorrer de a decisão interlocutória criar obstáculo Os despachos são irrecorríveis (CPC. criarem empecilhos ao regular modelos de petições. II. Art. A decisão que rejeita ou acolhe parcialmente a exceção é irrecorrível de imediato. Podemos citar ainda a decisão que desconstituiu a penhora.Cabe agravo. intransponível ao prosseguimento da execução.. ed. de forma a compreender-se que desafiarão agravo de petição 182. seja na fase de execução. do mesmo Texco. quais decisões são Como regra. 897. São Paulo: LTr. no prazo de 8 (oito) dias: a) de petição. Noutras palavras.Sendo ajuizado na fase de conhecimento caberá recurso ordinário. pal'tz concursos. Consolidaçiio das leis do trabalho a execução 182 e da decisão que acolhe a prescrição intercorrente. ed. 2014. "a". a aparência interlocutória. CABIMENTO. para 454-455.RECURSO DE REVISTA. por exemplo. sob pena de inviabilizar o prosseguimento da É sabido que o juiz profere despachos. as decisões proferidas em execução. Rei. § 1°. Valentin apud MOURA. 33. tença terminativa. QBJETO 2a corrente: o princípio da irrecorribilidade imediata das decisões O agravo de petição está previsto no art. embargos de adjudicação e na impugnação à decisão de liquidação são recorríveis por meio do agravo de petição. Marcelo. recursos. concretamente. do. nas exe- 3a corrente: admite a impugnação imediata quando a decisão im- cuções[ . assim. "à'. quando. possibilitando a estabelece: impugnação imediata de todas as decisões.12. como seria.5.1990. 1173. pois o art. da CLT. 897. que veda a recorribilidade VIMENTO. 504). AGRAVO DE PETIÇÃO. O mesmo se diga da decisão que acolhe a exceção de pré-executividade extinguindo 184 CARRION. Recursos no processo do trabalhe. as decisões proferidas nos embargos à execução. decisões interlocutórias e execução. Noutras palavras. sob Na fase de execução. res. 897. Agravo de instrumento conhecido e provi- tringindo o cabimento do agravo de petição 183 . Recurso de revista conhecido e provido. p.AGRAVO DE INSTRUMENTO.

a fase de conhecimento e preparar a fase executiva. que assim vaticina: § 3°. da CLT. De qualquer modo. Dúvida que ainda persiste na doutrina é o cabimento do recurso De nossa parte. mulas no 266 e no 399. cabendo ao 187 Entendendo que é cabível o recurso de imediato somente na hipótese da sentença exequente igual direito e no mesmo prazo. pre que a decisão de liquidação encerrar o processo não dando segui- nismo próprio de impugnação. se~­ liquidação. não nos parece cabível o agravo de petição do ato que ju2ga a liquidação. do TST). u~a 3) as decisões interlocutórias capazes de produzir prejuízo grave e das partes ou pelo setor de cálculos. da CLT. é importante destacar que também será admitido impugnação autônoma pelo credor • o mandado de segurança. AGRAVO DE PETIÇÃO ÉLISSON MIESSA dação por artigos 187 . CLT somente admite o ataque à 'sentença' de liquidação duzir prejuízo iminente. p. constados da intimação da penhora. 2. Recursos no processo do trabalho. 89_6. a nosso juízo. São Paulo: LTr. ela deverá ser suscetível de recurso. § 3°. Somente nos embargos à penhora poderá o exe- cutado impugnar a sentença de liquidação. é possível constatar próprio de impugnação. 884. § 3o. 285. dação. parte da doutrina entende que não cabe recurso da decisão de são de liquidação dará prosseguimento à execução. ainda que se trate de liqui. art. Júlio César. impugnada. dispostos no art. pois inviabiliza o pros- seguimento do processo: BEBBER. Nesse sentido. 0 C. p. que não admite o recurso de revista de decisao de hquidaçao. afirma que a decisão de liquidação tem meca. fase executiva. no pra- executado. São Com efeito. pensamos que o entendimento do TST contraria o na liquidação de sentença. temos que reconhecer que nem sempre a deci- liaridade. da seguinte forma: sa advir prejuízos imediatos e irreparáveis ou de difícil reparação ao • pelo executado: utilizando-se os embargos à execução. de ofício. Decisão de liquidação zação dos embargos do art. os motivos pelos quais acolheu os cálculos oferecidos po~. Dessa forma. uma vez que o§ 3° do art. pode acontecer de a decisão interlocutória pro. o agravo de petição será cabível para dação. Paulo: LTr. ad- I) as sentenças proferidas na fase da execução. Curso de direito processual do trabalho. impedindo a utili- 3. embora a decisão tenha mecanismo Portanto. § 3°. ed. na penhora da conta-salário do zo de 5 dias. Carlos Henrique Bezerra. e não contestados pela outra (Su- iminente ao agravante. 2009. 884 da Do mesmo modo. o qual permite a impugnação da decisão de li- quidação não se enquadra na fase de conhecimento nem mesmo na quidação após a garantia da execução. mite 0 agravo de petição da decisão de liquidação por cálculos. 811. da CLT. 884. a jurisprudência do TST e a do próprio STF que a decisão de liquidação não é recorrível de imediato. leciona Carlos Henrique Bezerra Leite: ed. 237 236 . q~e 2) as decisões interlocutórias que criarem obstáculo intransponí. pelo exequente: por meio da impugnação da decisão de liqui- Em resumo. § _2°. executado (OJ n° 153 da SDI I do TST). quer explicitando. Além disso.1. por meio de ação incidental de embargos do devedor ou 188 -lo. qual sejam os embargos à execução ou mento à fase executiva. por exemplo. devendo ser permitem sua impetração nas hipóteses em que do ato impugnado pos. TST. de liquidação julgar não provados os artigos da liquidação. quer solvendo a controvérsia das partes. em confronto com a legislação vigente. II. a impugnação da decisão de liquidação. no mesmo prazo de 5 dias. admitindo-se o agravo de petição para afastá. como ocorre. depois de garantido o juízo. o TST entende que o juiz resolve definitivamente as controvérsias. bex:n como vi~l~ o art . inclusive porque tecnicamente a fase de li. Nessa hipótese. 188 LEITE. 884. Nesse ponto. Trata-se de fase intermediária que visa a complementar da CLT. impugnar: No entanto. 2008. "enfrentar as questões envolvidas na elaboração da conta de hqw- vel ao prosseguimento da execução. pois. Diante dessa pecu. 6. pela análise do referido dispositivo.

ou seja.00. por que o valor qual o recurso cabível? que entende indevido não está correto. vaticina: Por fim. a parte não impugnada liquidação de processo em que a empresa se encontra em regime fa. as matérias e os houver discussão de valores. 6. quando o recurso for exclusivamente de direito. Recursos no processo do trabalho. não se admite o agravo de perição genérico. por exemplo. pois o valor devido não seria R$ 70. 4. permitida a execução imediata da de petição que discute a impenhorabilidade de bem de família ou que parte remanescente até o final. com a qual pensamos estar a razão.00. pecífico consistente em delimitar as matérias e os valores impug. ficando a nação será o recurso ordinário. ou seja. § 1°. Exemplificamos: Empresa X interpõe agravo de petição de deci- termediária que visa a complementar a de conhecimento e preparar r são proferida em embargos à execução alegando excesso de execução a executiva. a delimitação da matéria e dos valores impugnados. ou seja. sem a necessidade de caução ou casos.00 que irá prosseguir até o fim da execução. vez que a própria CLT Portanto. A dúvida existe porque. O agravo de pedçáo só será recebido quando o necessária. ÉLISSON MIESSA AGRAVO DE PETIÇÁO É o que acontece com a decisão de liquidação que julgar não A delimitação imposta no aludido artigo tem como finalidade tor- provados os artigos de liquidação. que assim 416 doTST). Curso de direito processual do trabalho. p. São Paulo: 190 LEITE. como visto. não se enquadra na fase de conhecimento nem quanto às horas extras. permitindo-se assim a que irá impugnar. como a competência da seara trabalhista cessará na decisão de invocação do artigo 475-0 do CPC.000. que o i recurso cabível é o agravo de petição. fundamentando. DELIMITAÇÃO DA MATÉRIA E DOS VALORES OBJETOS DE I ~ Agora. a fase de liquidação é fase in.00 mesmo na fase executiva. já que os cálculos não consideraram as deduções. Nesses dois últimos a liberação dos valores ao exequente.000. cumulativamente. 238 239 . podendo inclusive ser liberado o dinheiro ao exequente (Súmula no nados. Mauro.000. como se depreende do art.000. horas extras. 2008. de modo incluiu a liquidação na fase de execução 189 • que. o agravo não será conhecido. detalhadamente. tem-se por incontroverso o valor Disso resulta que parte da doutrina entende que o meio de impug- de R$ 40. justificadamente. 244. o agravo de petição também possui um pressuposto es. entende controvérsia apenas sobre R$ 30. São LTr. não havendo. A tese majoritária. Carlos Henrique Bezerra. da execução quanto aos tópicos e valores não especificados no agravo. dade. como homologado. qual não fere direito líquido e certo do executado o prosseguimento cursos. da CLT. não agravante delimitar. preenchido tal pressuposto. há de se registrar que a delimitação da matéria não se faz § 1°. não haverá fase executiva. como é o caso. ou seja. razão pela Além dos pressupostos extrínsecos e intrínsecos dos demais re. SCHIAV1. adicional de periculosi- impugnação imediata. mas apenas R$ 40. as partes não poderão Delimitação da matéria consiste na indicação precisa da matéria impugnar a decisão após a garantia do juízo. questiona-se: que entende devido. ventile a penhora de um bem público 190 • 189 No mesmo sentido. a qual poderá ser executada imediatamente até limentar ou com a recuperação judicial deferida. no agravo de petição. quanto às matérias e aos valores DISCORDANCIA incontroversos (não impugnados) não haverá mais discussão. nos próprios autos ou por carta de sentença. do agravo valores impugnados. O mesmo ocorre na decisão de nar definitiva a parte incontroversa. 813. Nesse caso. 2012. por complementar a fase de conheci- mento. Paulo: LTr. por exemplo. p. férias etc. Já a delimitação de valores exige a indicação do valor Admitida a impugnação da decisão de liquidação. ed. 897. liquidação.

ele possui peculiaridade quanto às cus-· norma aplicável a todos os recursos trabalhistas. da CLT. 789-A. se o processo já esti- processo do trabalho. mente. meramente devolutivo. a interposição do agravo de petição. cumpre destacar que. recurso~. fase. não sendo. IV. considerado como um pressuposto recursaP 94 • ctsao de embargos a execução. Para ~arte da do. ferindo assim o princí- 459. São Paulo: Atlas. estabelecendo o art. havendo prejuízo concreto e imi- pugnada no agravo de petição. Consolidação das leis do trabalho para concursos. São Paulo: LTr. o que inclui. de nente. Impugnada. 899 da CLT é cursais intrínsecos e extrínsecos. Isso significa que. .o ~rt. . atenta-se para o fato de que seu pagamento deve ocorrer de for~a pr~visória 193 . embora saibamos que o título judicial definitivo não se transforma em provisório. Curso de direito processual do trabalho 9 pio da legalidade e do contraditório. sentenças e outros. a tese majoritária. 194 Instrução Normativa n° 20 do TST. 89?'.destacar que a possibilidade do prosseguimento da instrumento independem do pagamento imediato de custas processu- e~:cuçao é permm~a mesmo n_a hipótese de agravo de petição de de. São Paulo: LTr. 4. Na fase da execução. ao declinar que a parte não impugnada ponsabilidade do executado.PREPARO é no sentido de que o agravo de petição tem efeito meramente devo~ Conquanto o agravo de.26. Manoel Antônio apud BEBBER. agravo de petição esse dispositivo deve ser interpretado em con. p. nessa CPC. 6. 866. 789-A. Com efeito. Sérgio Pinto. Salva- dor: Juspodivm. caput). § 1o. da CLT ~era executada até o final. ed. de instrumento. mclustve com a necessidade de caução.utrina. 1174. 3. o pagamento das custas será sempre de res- tra~iar essa regra. é possível o agravante se valer de medida cautelar para conceder certa forma. mo~elos de petições. ais. permitindo assim o prosseguimento da execução. da CLT nos leva a con. ÉLISSON MIESSA AGRAVO DE PETIÇAO S. seguimento da execução. E que com o advento do art. 313. Depósito recursal Como já explanado anteriormente. o depósito recursal tem como 191 TEIXEIRA FILHO. tendo as limitações impostas pelo art. tendo efeito suspensivo. 2012. 6. 193 MOURA. imediatamente 191 • Por sua vez. enquanto a parte impugnada acaba. Recursos no objetivo a garantia de futura execução. .No. 899 da CLT dispõe que os recursos trabalhistas terão efeito da interposição do agravo de petição. 475-M do CPC a impugnação (incluímos os embargos) não terá efeito suspensi. ele poderá ser interposto nos próprios autos. 2012. o agravo de petição.P: sob pena de se garantir duplamente a execução. sonan. LEITE. o art. poderá ser executada Contudo. com a qual pensamos estar a razão 6. Por fim. Carlos Hennque Bezerra. 2014. Custas processuais No entanto. 240 241 . ~ análise sistemática desses dispositivos leva a conclusao de que e permmda a execução até o final da parte não im. § 1°. ed. 192 MARTINS. encaminhando-se ao tribunal as peças necessárias ao deslinde da controvérsia. Direito processual do trabalho: doutrina e prática forense· não há falar em exigência do depósito recursal para o agravo de petição. portanto. considerando que o agravo de petição não impede o pros- . art. evidente.. p. ver na fase executiva e contar com garantia integral do juízo (penhora). petição deva observar os pressupostos re- 192 lutivo • Tal posicionamento se justifica porque o art.2. ed.Cla com .1. porque não pode ser executada efeito suspensivo ao agravo de petição. Assim. EFEITO vo. tas e ao depósito recursal. 2013. recurso de revista e agravo de É i_mportant~ . ou em forma doutnna e na JUnsprudencia. se for o caso. impõe-nos a interpretação de que a parte que o valor das custas no agravo de petição será de R$ 44. 475-0 do no fim do processo (CLT. item XIII. inclusive depois O art. 33. o que provoca divergência na ocasião em que a execução será feita por carta de sentença. Júlio César. Marcelo. Isso porque. ed. por ter efeito meramente devolutivo. 897. p.

embargos de ter- petição. os embargos à ser obrigatoriamente em dinheiro. nos dias atuais. permite que apenas seja feita a Exemplificamos: Iniciada a execução. p. No julgamento. Nessa hipótese. não há teto legal. ÉLISSON MIESSA Insta salientar que o depósito recursal será exigido nessa fase quan- do houver majoração do valor do débito. Em sentido contrário: Leonardo Borges. será é. Caso a empresa pretenda apresentar agravo de Desse modo.000. 899 da Il . deverá os incidentes da penhora como. 5°. na fase executiva. quando não houver garantia integral do juízo. porém. o juízo determina que a em- constrição (penhora) do bem 197 • presa X pague ou garanta a execução no valor liquidado de R$ 8. exige-se a complementação da garantia do juízo. o juiz julga improcedentes porque gera situação que contraria os valores buscados pela sociedade os embargos da empresa e procedente a impugnação do reclamante. Direito processual do trabalho: doutrina e prática forense. Andréa Pressas. que permite a "execução provisória até a penhorà'. Sérgio Pinto. 475-0 do da . p. João (org. o que impugna a sentença de liquidação. Curso de direito processual do trabalho. ed. • tese minoritária: até a penhora. assim como nos demais recursos. 9. recursos. por exemplo. no julgamento de impugnação de liquidação de sentença que corrige a r i AGRAVO DE PETIÇAO Por fim.00. o depósito recursal será no valor integral da majoração. cabível o agravo de petição na execução provisória.). A empresa garante o juízo apresentando bens no valor da execução (R$ A nosso juízo. 132. bens. levantamento do dinheiro ou atos de alienação de propriedade. râmetros da condenação. majoritariamente. Na doutrina.000. Repete- -se: nessa hipótese. que não tem natureza recursal. define a execução no a incidência do CPC. Carlos Henrique Bezerra. l 2011. Havendo. sentenças e outros. ed. Rio de Janeiro: Elsevier. Júlio César. 195 BEBBER. ed. portanto. Súmulas do TST comentadas. 184. coqta e amplia a condenação. não se admitindo a penhora de execução e o eventual agravo de petição 196 . de R$ 3. significa que a parte final do art. i p.00. 751. inicialmente. 33. 5° da CF/1988. 1012.00. • tese majoritária: até a penhora significa que a execução pro- visória irá até a garantia do juízo. Consigna-se que. 2012. como ocorre. O reclamante.000. São Paulo: Atlas. LXXVIII. registra-se que. teto legal. valpr de R$ 11. In: ROCHA. de modo que a execução provisória poderá prosseguir até o do 'crédito definido no título executivo é que exige garantià' 195. p. porque não levou em conta os pa. portanto. 899 da CLT não deve ser aplicada. criando. I 197 MARTINS. por exemplo.00) e interpõe embargos à execução. Recursos no processo do trabalho. · ALVES NETO. ou seja. Nesse sentido. consequentemente. a efetividade preconizada pelo art. São Paulo: LTr. devendo o depósito ser no valor 7. AGRAVO DE PETIÇÃO NA EXECUÇÃO PROVISÓRIA integral da majoração. por sua vez. deverá efetuar o depósito recursal no valor da majoração. o depósito recursal será exigido no agravo de petição ou recurso de revista na execução. a doutrina mais abalizada tem admitido sua aplicação na seara ate~tatório à dignidade da Justiça.000. pela análise da parte final do art. a interpretação desse dispositivo é divergente: elevação do valor do débito. pois somente "o acréscimo no valor trabalhista. não tendo.condenação a imposição de multas por litigância de má-fé e ato CPC. não se admite como ampliação É interessante observar que. na fase executória. modelos de petições. não tendo. admitidos os embargos à execução.Garantido o juízo.000. portanto. depósito para recorrer de qualquer decisão viola os in- cisos li e LV do art. 2009. desde 196 LEITE. ' 242 243 --~ . 2012. 2. com a apreciação de todos Tal depósito recursal. a exigência de CLT. aplicação na interposição de embargos à execução.00. o item II da Súmula n° 128 do TST: A possibilidade de interposição de agravo de petição na execução provisória passa. com a introdução do art. da 8. São Paulo: LTr. isto ceiros e impugnação à sentença de liquidação. uma lacuna axiológica a possibilitar majorando a execução em R$ 3. CF/88 não possibilita a paralisação indesejada de procedimentos.

podendo o interessado se valer do agravo de instru- ação de necessidade.:o_n_a__..nos casos de execução provisória em que penda agra- 2) juízo de admissibilidade positivo. . ed. art. as razões recursais devem ser fundamentadas.. o juízo poderá reexaminar os pres- supostos de admissibilidade do recurso. no prazo de 8 dias._""""" _ execução Ao chegar no tribunal. § 8°). processado. PROCEDIMENTO O agravo de petição é interposto no juízo prolator da decisão im.. bem A propósito.w. quente (inciso III). . LEITE. não haverá nem mesmo a como porque deve delimitar as matérias e os valores discordantes. Ade- S. incidindo o art. 899 da CLT. 544). art. o juiz da execução determinará a extração de cópias das peças Esquematizamos o agravo de petição para melhor visualização do necessárias. inti- dano. da dispensa possa manifestamente resultar risco de grave No segundo caso (juízo positivo). Curso de direito processuaL do trabaLho. se for o caso. cele- pugnada (juízo a quo)..quando. haja caução suficiente e idônea prestada pelo exe. dirigindo suas razões recursais ao órgão compe. quando não estiverem pre- ou decorrente de ato ilícito. Contudo. ridade e efetividade processual. nos casos de crédito de natureza alimentar I) juízo de admissibilidade negativo. no prazo de 8 dias (Lei. com base no princípio da dialeticidade. já analisado nesta obra. que serão autuadas em apartado e remetidas à instância instituto: superior para apreciação. permite-se inclusive a liberação de di. 897. so. não se limitando assim à penhora. A petição de interposição é uma simples petição. quando o agravo de petição versar apenas sobre as contribuições sociais. tente para julgar o mérito do recurso (juízo ad quem). mento. 9. se estiverem presentes os vo de instrumento junto ao Supremo Tribunal Federal ou ao Superior Tribunal de Justiça (art. 2012. ( TRT _) Apresentadas as contrarrazões.. art. o recurso não será o valor do salário-mínimo. 518. 5°).. Mantida (ou não revista) a decisão de admissibilidade. ESQUEMA mais. os autos serão enviados ao Ministério Público do Trabalho para emissão de pare- VT cer. necessidade de caução.. após os trâmites administrativos. Nesse sentido. de difícil ou incerta reparação. nesses casos. 5. em determinados casos. 9. os agravo de autos serão encaminhados ao juízo competente para o julgamento do peitção recurso (tribunal ad quem). nheiro na execução provisória. o recurso será processado. § 2°). salvo quando pressupostos recursais. 475-0 do CPC: § 2° A caução a que se refere o inciso III do caput deste Interposto o agravo de petição.584/70. o que nos parece salutar para resguardar os princípios da instrumentalidade de formas. ÉLISSON MIESSA AGRAVO DE PETIÇÃO que. li . nessas hipóteses. p. o recorrente deverá fornecer as peças necessárias para o exame da controvérsia. no prazo de 5 dias (CPC. ----~h•Jl" '--d_e_c_is_ã. o exequente demonstrar situ. após contraminuta (CLT. ( _ Sentença }~oo. 198 Parte da doutrina admite o juízo de retratação no agravo de petição. como prevê o§ 2° do art. _ . o primeiro juízo de admissibilidade artigo podera ser dispensada: será realizado pelo juízo a quo 198 .. Carlos Henrique Bezerra.. São Paulo: LTr. . mando-se a parte contrária para apresentar suas contrarrazões de recur- Portanto. Nesse caso. até o limite de sessenta vezes sentes os pressupostos recursais. 867. podendo proferir: I . 244 245 ~---- . Na hipótese de agravo de petição por instrumento.

negar seguimento. § 1°). anunciado o julgamento do recurso. Sendo conhecido. ~ Súmula n° 416 do TST. Assim. na liquidação de sentença ou em pro::esso incidente na execução. Mandado de segurança. 551. Execução.iolência causa. AGRAVO DE PETIÇÃO f. como é o caso do TRT da 15• Região (art. atenta-se para o fato de que o processamento do agravo de petição segue as diretrizes dos arts. para fazer a leitura do relatório 200 • direta à Constituição Federal. juízo de admissibilidade e o juízo de mérito. Recurso de revista. Dessa decisão. Nesse tribunal. monocraticamente. não fere direito líquido e certo o prosseguimento da execução quanto aos tópicos e valores não especificados no agravo. os autos serão enviados ao revisor que. depende de demonstração inequívoca de v. relator na ordem descendente de antiguidade" (CPC. Cabimento de analisar os autos. 547 a 565 do CPC e o que dispuser Recebidos os autos. 897. ocasião em No recurso de competência do TST não haverá revisor. passando-se a colher os votos dos demais integrantes do colegiado. este proferirá seu voto. Admissibilidade. 247 246 . ~ Súmula no 266 do TST. tença A admissibilidade do recurso de revista interposto de acórdão proferido em agravo Na sessão. da CLT. dando-se ini- cialmente a palavra às partes ou aos seus procuradores. 199 Alguns tribunais regionais admitem a figura do relator apenas nas ações rescisórias. 105. jeto de discordância. o presidente dará de petição. para que possam fazer a sustentação oral. providenciará o relatório. os devolverá à secretaria e pedirá dia para julgamento (CPC. O voto será redigido pelo relator. sendo primeiro do revisor e. art. ou não É importante observar que o julgamento observará dois juízos: o sendo o caso de envio. in- a palavra ao relator para fazer a exposição dos fatos e circunstâncias da clusive os embargos de terceiro. art.432/1992. que é a análise do mérito do recurso. primeiro se vota acerca da admissibilidade do recurso. que será aquele "que se seguir ao gundo momento. dos demais em ordem decrescente de antigui- dade. podendo. Retornada a palavra ao relator. caberá agra. negar provimento ou dar provimento ao recurso. 112 do regimento interno). restituindo os autos à Devendo o agravo de petição delimitar justificadamente a matéria e os valores ob- sua secretaria. Não sendo o caso de aplicar o art. 557 do CPC. passa-se ao se- Será designado ainda o revisor. 200 Em alguns tribunais. 557 do CPC. que será designado outro redator para o acórdão.§2°). em seguida. como ocorre no TRT da 15• Região (art.LISSON MIESSA Devolvidos os autos pelo Ministério Público do Trabalho. após examiná- -los. ou seja. Lei no 8. salvo se for vencido. parágrafo único) 199 • Por fim. § 1°. apenas na ação rescisória de competência originária designa-se revisor (TST-RI. o relator poderá se valer do art. o relator. será dada a palavra às partes ou aos procuradores inscritos. se for o caso. SÚMULAS DO TST RELACIONADAS AO CAPÍTULO vo interno. o regimento interno do tribunal. 133 do regimento interno). art. Depois. será sorteado o relator. depois Art. Execução de sen- 551. o regimento interno altera a ordem da sessão. Em seguida. 10.

Podemos citar como exemplo de recursos de natureza extraordinária. embargos de declaração. citando-se como exemplo. Os recursos ordinários visam à tutela do direito subjetivo. revisão e agravo de instrumento. Noutras palavras. tais recursos impedem a verificação fáti- ca. Pode até ocorrer de o recurso de revista afastar a injustiça da decisão. agravo de petição. seja de direito. seja de fato. o recurso de revista não busca corrigir in- justiça na solução da lide. no processo do trabalho. CAPÍTULO XI RECURSO DE REVISTA 1. 249 . impôs aos tribu- nais superiores o papel de definir a exata aplicação da norma jurídica. Isso ocorre porque a Constituição Federal de 1988 exaltou o STF como guardião da norma constitucional. buscando sua exata aplicação. os recursos: ordinário. Tais recursos podem estar fundamentados no mero in- conformismo com a decisão judicial (injustiça da decisão). de modo que permitem a rediscussão ampla da matéria. os recursos de revista e embargos para a SDI. Portanto. atingirá indiretamente o direito subjetivo da parte. mas verificar se a norma foi corretamen- te aplicada ao caso concreto. Por visar à exata aplicação do direito. O que os diferencia é o direito que buscam tutelar. Por outro lado. inclusive o reexame de provas. os recursos podem ser classifica- dos em: ordinários e extraordinários. já que. reservando ao STJ e ao TST a última palavra na legislação federal. agravo interno. mas esse não é seu foco principal. ficando restritos à análise de direito (Súmula n° 126 do TST). Conforme já analisado nesta obra. na análise do direito objetivo. tecnicamente. os recursos de natureza extraordinária fundam-se na tutela do direito objetivo. INTRODUÇÃO O recurso de revista é um recurso de natureza extraordinária. na seara trabalhista.

Veda-se. do CPC. as contrarrazões (Lei n° 5. exame de fatos e provas (Súmula n° 126 do TST). portanto. por exemplo. estadual (nesse caso quando ultrapassar o âmbito de um regional). jetivo pode ser tutelado. nesses recursos. § 2°. porém. Esses fatos. o TST qualificará Já os recursos de fundamentação vinculada são aqueles em que tais fatos com enfoque imediato na violação do art. 896 da CLT. natureza de recurso extraordinário. o acórdão regional indica demonstração de divergência ou de violação literal de dispositivo de lei expre~samente que a trabalhadora laborava 3 vezes por semana em casa federal ou afronta direta e literal à Constituição Federal. o que torna a doutrina A competência para julgar o recurso de revista é das Turmas do e a jurisprudência uníssonas sobre o tema. art. sendo disciplinado no art. devendo ser interposto no prazo de 8 dias. Lei n° 7. atingindo apenas reflexamente a prova dos autos. ou seja. a). dos os fatos importantes constem expressamente no acórdão regional. o TST não irá analisar. o conteúdo de Um a determinados defeitos ou vícios das decisões. COMPETÊNCIA terística dos recursos de natureza extraordinária. ser cônjuge da parte) forem pugnada. no recurso ordinário. é necessário registrar que. É o que ocorre. por exemplo. não reconhecendo que ela era empregada doméstica. o TST poderá qualificar esses faros. mas apenas de modo indireto. ou seja. incontroversos ou constarem no acórdão regional. 2. 6°). art. reconhecendo o vínculo nária e vinculada. porque o TST poderá fazer a qualificação jurídica dos tamente a norma federal.584/70. se a parte pretende aduzi-los no recurso de revista e eles não são incon- vando em conta a sua fundamentação. que está vinculado à o que acontece ainda quando. somente podem ser qualificados se forem prudencial. se os fatos que de- necessidade apenas de que a parte não se conforme com a decisão im- monstram seu impedimento (por exemplo. por exemplo. incontroversos ou se constarem do acórdão regional. ga- rantindo segurança jurídica aos jurisdicionados e efetividade na tutela Contudo. de família.859/72. É impugnada. o objetivo não cabe recurso extraordinário. 1° da Lei no O recurso de revista é. no recurso.PRAZO Conforme já analisado no tópico anterior. mas nada obsta que invalide o depoimento de uma tes- que. Nessa hipótese. assim como uniformar o entendimento juris. a lei não exige depoimento. Súmulas do STF e STJ transcritas a seguir: 251 250 . 896. o recurso de revista tem como objetivo aplicar corre. podendo ser de fundamentação troversos. como ocorre com o recurso de revista. o direito sub- jurisdicional. Desse modo. 829 da CLT e art. Cabe destacar ainda que a doutrina também divide os recursos le. Pretensão de simples reexame de mento na interpretação da Constituição Federal. do recurso de natureza extraordinária é dar uniformidade de entendi- Súmula n° 7 do STJ. Isso ocorre. Busca a tutela do direito objetivo. a ausência de verificação fática está ligada à própria carac. 5°. RECURSO DE REVISTA ÉLISSON MIESSA Súmula n° 279 do STF. fatos. Portanto. 4. Com efeito. Os recursos de fundamentação livre são aqueles que não se ligam Assim. art. tendo o mesmo prazo para ficando restrito à análise de direito. a tutela do direito objetivo pode provocar benefícios para o direito subjetivo. além de buscar a exata aplicação na norma. havendo temunha por ser impedida de depor. aponte-se especificamente determinado vício. a lei exige que o recorrente indique algum vício específico na decisão 405. incumbe-lhe interpor os embargos de declaração para que to- livre ou vinculada. como se pode verificar pelas TST (CLT. Nesse caso. levando-os ao TST para sua qualificação jurídica. havendo recurso de revista por violação do art. empregatício. um recurso de natureza extraordi- 5. lei federal e norma prova não enseja recurso especial. o recurso de revista tem O recurso de revista observa a regra geral dos recursos trabalhistas. como consequência.701/88. o re. REEXAME DE FATOS E PROVAS 3. Para simples reexame de prova Ademais.

A regra. poderá recebê-lo ou denegá-lo (CLT. constituindo erro grosseiro a Ordinário interposição de recurso de revista (OJ no 152 da SDI-1 do TST). Acórdão proferido em agravo de instrumento somente caberá depois do julgamento do recurso ordinário.2. com as limitações im. art. ele nada mais é do que o recurso ordinário na fase executiva. b) o recurso e controvérsia na fase de execução envolvendo a Certidão Negativa de interposto é adequado à modalidade de decisão que se busca impugnar. que vai proferir o pri. por decisão pública. 896. 896. caput. o recurso de revista pressupõe a existência de julga- mento anterior em recurso ordinário e agravo de petição. cabível o recurso de revista para impugnar acórdãos proferi- dos em grau de recurso ordinário ou agravo de petição. ÉLISSON MIESSA RECURSO DE REVISTA TST Débitos Trabalhistas (CLT. na realidade. 252 253 . . Por esse dispositivo. Dessas decisões Recurso cabe recurso ordinário (CLT. utilizada no art. 896. do O art. dissídio coletivo etc. É o que acontece. 5. o presidente do Tribunal Regional do Trabalho. deverá ter origem na Vara do Trabalho. bem como nos casos de execução fiscal sitos. a ação civil meiro juízo de admissibilidade (juízo a quo). O primeiro pressuposto recursal a ser analisado no momento da Ademais. pois. A expressão "dissídios individuais". por expressa disposição legal. tratando-se de ação de competência originária do Recurso de (acórdão em RO) TRT. é que a demanda tenha se iniciado na Vara do Trabalho. nas ações coletivas como. É importante esclarecer que. Em todos os demais casos.3. Assim. há necessidade de se conjugarem dois requi- postas no art. já que. Dissemos como regra. Para que se verifique a pre- impugnar decisão firmada no agravo de petição. por exemplo. porque existe uma exceção em que ca- 5. 5. da CLT. 896. diferindo. Ac6rdão proferido em grau de recurso ordinário o agravo é julgado pelo próprio tribunal regional. no julgamento da ação rescisória. que significa que. de modo que. o recurso de revista não tem incidência nos dissídios Vara do Trabalho (sentença) coletivos que são de competência originária dos TRTs. pelos julgado do RO é feito pelo TST. por exemplo. o processo tribunais regionais do trabalho. o acórdão não decorre de julgamento do recurso ordinário. Revista portanto. tem como intuito apenas diferenciá-los dos dissídios coletivos. porque. sença desse pressuposto.1. em dissídio individual. 11). Desse modo. art. Ac6rdáo de competência originária do TRT Como visto. § 1°). DECISÕES SUSCETÍVEIS DE RECURSO DE REVISTA berá recurso de revista de ação originária do TRT: é o caso do agravo de petição de ação de competência originária do TRT. TRT Isso significa que. em que o proferidas em grau de recurso ordinário. tendo aplicação somente nos dissídios individuais. percebe-se claramente que o recurso de revista 5. da tência das Turmas do TST. incabível o recurso de revista. sucessivamente: a) o ato impugnável é recorrível. § 2°. 895. cabe recurso de revista para interposição de um recurso é o cabimento. § 10). art. portanto. nesse caso. fundamentada. a interposição desse recurso será perante o CLT. sendo. O cabimento do recurso de revista da decisão do agravo de petição se justifica. tem plena aplicação o recurso de revista. embora o julgamento seja de compe. 896 da CLT dispõe que cabe recurso de revista das decisões recurso ordinário de ação de competência originária do TRT.

como se dá com o agravo questões incidentes do processo. ou seja. sentença. adentra no julgamento do lho em grau de recurso é recorrível por meio do recurso de revista a ser recurso trancado (por exemplo. so principal. processo do trabalho. de petição. § 2°). devendo ser refor. cisões proferidas em grau de recurso ordinário. proferindo acórdão com tivo ficam fora de seu alcance. No mesmo caminho. na realidade. 896. No tribunal (juízo ad quem). assim como aquelas pro- natureza interlocutória. da CLT. o desembargador não em grau de recurso ordinário em dissídio individual. já entraria no julgamento 202 SILVA. pelos Tribunais Regionais do Trabalho" (CLT. art. porque apenas decidem do recurso de revista. 893. pode acontecer de o tribunal ad quem não conhecer vras. para aqueles que entendem que o acórdão regional de No entanto. Homero Batista Mateus da. razão pela qual há no agravo de instrumento é recorrível. portanto. (grifas no original) 202 lhe dar provimento. curso de Revista para Turma do Tribunal Superior do Trabalho das de- sendo. o ato que se busca impugnar na hipótese de não co- A primeira análise. O juízo a quo não processa o recurso por ausência de depósito A principal novidade deste caput reside na delimitação do recursal. portanto. porque é intempestivo. 255 254 . impugnável por meio de recurso de revista. o acórdão tem natureza de sentença. o fez expressamente. pois. porque o recurso ordinário realmente estava au- sente de recolhimento do depósito recursal. recurso interposto é adequado para impugná-lo. por opção legislativa. imediatamente. recorrível. uma decisão do to. um acórdão com natureza de sentença suscetível de recurso de revista. que. p. Tal decisão tem natureza de modo que a decisão a ser impugnada nessa hipótese será o acórdão do deCisão interlocutória. de se invocar o art. é no sentido de verificar se o ato im- nhecimento ou não provimento do agravo de instrumento pelo TRT é pugnável é recorrível. No mesmo sentido. cabe a este analisar. Ele pressupõe. permite o recurso de recurso ordinário e não a decisão agravo de instrumento. o que não inclui o agravo de instrumento. o qual declina que as decisões O agravo de instrumento é uma modalidade recursal restrita no interlocutórias são irrecorríveis. em dissídio individual. se o postos recursais. Em caso positivo. § 1°. ou não lhe dar provimento (mérito). faz-se necessário analisar o segundo requisito. to. não se trata de verdadeira ampliação. o acórdão proferido pelo Tribunal Regional do Traba- mento e. passa a verificar o mérito do agravo de instru. v. Aqui. registra-se: em caso de provimento do agravo de instrumen- processado no juízo a quo. Contudo. destinado tão somente a destrancar o recurso não Agora. Homero Batista Mateus da Silva: mada. proferindo aqui um acórdão com natureza de do trabalho. que a sentença violou norma infraconstitucional. portan- agravo de instrumento para que o juízo ad quem possa analisar o recur. o art. 2010. desse provimento ao agravo de instrumento. quando o legislador quis ampliar 201 o cabimento dãos têm natureza de decisão interlocutória. vez que o agravo de petição nada mais é do que o recurso ordinário na fase executiva. Pode acontecer de conhecer 0 agravo. porque não preenche os pressupostos recur- recurso ordinário. :í RECURSO DE REVISTA ÉL!SSON MIESSA Com efeito. Desta forma. sendo. No entanto. Desse modo. o tribunal regional adentrará no julgamento do recurso ordinário. 264. cabe frisar que. art. 896 da CLT declina que "cabeRe- recurso ordinário destrancado. Curso de direito do trabalho aplicado: justiça do recurso ordinário. quando o agravo de instrumento chega ao tribunal não conhecimento ou não provimento do agravo de instrumento é regional. se ele preenche os pressu. Nesse caso. A empresa interpõe agravo de instrumento para destrancar o recurso de revista unicamente a atacar decisões proferidas recurso ordinário. de ju~zo a quo. somente é cabível o recurso de revista das decisões proferidas no o agrav~ de instrumento. A pro- sais. Rio de Janeiro: Elsevier. mas não feridas em agravo de instrumento. inicialmente. Agora. 896). sendo provido. ao julgar o julgado pelo TST. todas as decisões oriundas de dissídio cole- conhece do agravo. Noutras pala- Por outro lado. que é recorrível por meio de recurso de revista "na hipótese Exemplificamos: A empresa X interpõe recurso ordinário alegando de ofensa direta e literal de norma da Constituição Federal" (CLT. Passamos assim a ponderar se a decisão prolatada um acórdão com natureza de decisão interlocutória. 8. se o desembargador 201 Como visto. ambos os acór- pósito. que não processa o recurso. recurso ordinário). proferindo também acór- dão com natureza de decisão interlocutória.

p. como se observa. Acórdão proferido em agravo interno e agravo regimental Tribunal Superior do Trabalho (Súmula n° 214. por exemplo. 20 11. do TST). seja porque o ato impugnável tutelar de forma mais eficaz o jurisdicionado. via recurso de revista. É o que ao agravo. 893. no tópico anterior. se não admitida a im- Súmula D 218 do TST. monocraticamente. a Súmula 218 do TST abaixo transcrita: Essa exceção se justifica porque nesses casos. descrito no art. minhado ao Tribunal Superior do Trabalho. Andréa Pressas. Curso de direito processual do trabalho. § 3°. admitindo em casos excepcionais o recurso de revista da decisão do agravo de instrumento: Leonardo Borges. 2. quando este põe No entanto. Portanto. Súmulas do TST comenta. Assim. é possível concluir que. da CLT). 8 94. quando resolve questão incidente. caberá o recurso de revista. de mera delegação Tendo natureza de sentença e decorrendo de julgamento de recurso de poder ao relator. Noutras palavras.4. Paulo: LTr. Acórdão 0 pugnação imediata. considerando que os atos É da índole do tribunal a natureza colegiada da decisão. ÉLISSON MIESSA RECURSO DE REVISTA No mesmo sentido. da CLT. São Paulo: LTr. apenas nesse caso será cabível recurso de revista para im- pugnar decisão interlocutória.). a decisão monocrática do relator está sujeita das decisões interlocutórias.5. não os conhecer ou os julgar isoladamente. em uma única hipótese o TST admite o recurso de re. cia para decidir" 205 • Agota. seja porque o recurso interposto não é adequado. Portanto. o processo retornada ao juízo de primeiro grau e. ele tem natureza de sentença. o relator poderá. Trata-se. São Paulo: Método. sendo incabível o recurso de revista. "a". § 1°. Carlos Henri'õue Bezerra. ALVES NETO. Acórdão com natureza de decisão interlocutória 5. da decisão monocrática cabe agravo interno ou agravo Contudo. vista de decisão interlocutória: da decisão do Tribunal Regional do Trabalho contrária à Súmula ou à Orientação Jurisprudencial do 5. sendo posteriormente enca- É incabível recurso de revista interposto de acórdão re. 'a'. é imediato 204 • incabível o recurso de revista de acórdão proferido no TRT em julga- mento do agravo de instrumento. ante o princípio da irrecorribilidade imediata competência do colegiado. com base nos princípios da economia e celeridade· termo no ofício de julgar a causa. § 3°. seja ela de natureza interlocutória ou de sentença. Decisão monocrática É sabido que o acórdão pode ter dupla natureza: de sentença e de decisão interlocutória. voltaria ao tribunal regional. o qual acontece com a decisão do agravo de instrumento. estar a decisão em confronto com súmula ou orientação jurisprudencial do TST (art. decisórios do tribunal se consubstanciam no acórdão. ed. Daniel Amorim Assumpção. 781. 2009. para encurtar esse caminho e Do exposto. como anunciamos será analisado pelo órgão colegiado do tribunal competente. dade imediata das decisões interlocutórias. interlocutória 203 • 894. Rio p. 896. da CLT e 557 do CPC. 203 BEBBER. porém. por gional prolatado em agravo de instrumento. ed. de Janeiro: Forense. nos arts. agravo de petição e o agravo de instrumento. terá natureza de decisão monocraticamente os recursos. "mantendo-se com o órgão colegiado a competên- ordinário ou agravo de petição. 256 257 . São CLT e 557 do CPC. 204 Vide mais comentários no tópico em que analisamos o princípio da irrecorribili- das. não Assim. 643. p. na hipótese de o acórdão ter natureza interlocutória. p. regimental. Júlio César. Em sentido contrário. 201 O. Manual de direito processuel! civil. 2008. 59. 6. Ao chegar ao tribunal o recurso ordinário. o legislador passou a atribuir poderes ao relator para julgar outro lado.6. admite-se o recurso de não é recorrível. 205 NEVES. 271. por processual. da LEITE. 2. Rio de Janeiro: Elsevier. Recursos no processo do trabalho. In: ROCHA. proferido em agravo de instrumento em seguida. João (org. Recurso de revista. ed. nos termos do arts. para manter a substância do tribunal (órgão colegiado) e a cabe recurso de revista. 5.

se conformou com a decisão. ed. c) proferidas com violação literal de disposição de lei federal ou p. 207 Vide maiores comentários sobre a remessa necessária. Porém. o recurso de revista será cabível quando demonstrada: 259 258 . Em suma. do Tribunal Superior do Trabalho. que. O art. não é cabível o recurso de revista quando há reexame necessário sem recurso voluntário do ente público. Recursos no processo do trabalho. tratando-se de processo de com. é o mesmo recurso (ou re. do TST. HIPÓTESES DE CABIMENTO Por fim. Vale dizer: o recurso do agravo interno por parte da Fazenda Pública. indevidamente. optando por não interpor o letiva de Trabalho. 322. inclusive a exceção existente. ou contrariarem súmula de jurisprudência uniforme dessa Corte ou súmula vinculante do 5. caberá o recurso de revista para afastar a ampliação da condenação. conquanto a decisão monocrática do cisões proferidas em grau de recurso ordinário. te que a situação da Fazenda Pública seja agravada (Súmula n° 45 do vo interno ou agravo regimental. agravo de instrumento ou a remessa necessária) público pressupõe a existência anterior de recurso ordinário voluntário que foi interceptado pelo relator. não se admi- agravo de petição. ma sistemática de que as decisões de competência originária do TRT no seu Pleno ou Turma. ou a Seção de Dissídios Individuais não se submetem ao recurso de revista. intrinsecamente. cumpre consignar que. no próximo tópico. Nesse caso. 4. ÉLISSON MIESSA RECURSO DE REVISTA Dessa decisão. 896 da CLT estabelece que cabe recurso de revista das de- petência originária do tribunal. conforme anunciamos no tópico anterior. Júlio César. "a". so posterior. pois. O reexame necessário não impede a interposição voluntária do re- b) derem ao mesmo dispositivo de lei estadual. agravo de petição. STJ). em dissídio individual. se for decorrente de agravo de instrumento ou remessa ne- cessária207. será realizado o reexame regulamento empresarial de observância obrigatória em área necessário. interpretação divergente. por exemplo. São Paulo: LTr. se a decisão do relator é uma mera decisão interlocutória decisão do tribunal agravar sua condenação. Convenção Co- curso ordinário pelo ente público. por pelos Tribunais Regionais do Trabalho. seguindo a mes. Portanto. faltando-lhe interesse para interpor recur- messa necessária) que foi interceptado" 206 . Acordo Coletivo. ressalvada a hipótese de ter sido agravada. relator possa ser impugnada por meio do agravo regimental como. salvo na hipótese da Súmula n° 214. na forma da alínea a. caso isso ocorra. a condenação impostà' (OJ 334 da SDI-I do TST). razão pela qual. Agora. caberá o instância. 2014. não interpondo este. que. se a interceptação foi do recurso ordinário e do Ressalta-se. afronta direta e literal à Constituição Federal. 6. exceto quando a Ademais. será "incabível recurso de revista de ente público territorial que exceda a jurisdição do Tribunal Regional prola- que não interpôs recurso ordinário voluntário da decisão de primeira tor da decisão recorrida. A decisão do agravo nada mais faz do que ressurgir "o recurso (or. da que lhe houver dado outro Tribunal Regional do Trabalho. embora possa ser impugnada por meio do agravo.7. sentença normativa ou recurso ou caso interposto não seja conhecido. determina o retorno dos autos à orig-:m. na segunda instân- agravo interno (ou agravo regimental}: cia. não se submeterá ao recurso de revista. da decisão do ag~avo não caberá recurso de revista. cabe recurso de revista da decisão proferida no agra. Isso ocorre porque a interposição do recurso de revista pelo ente dinário. entretanto. quando indefere a petição inicial ou defere a tutela antecipa. a) derem ao mesmo dispositivo de lei federal interpretação diversa da. além de ter ocorrido a preclusão temporal. Ac6rdáo proferido em reexame necessário Supremo Tribunal Federal. Disso resulta que. quando: exemplo. o ente público (ou o agravo regimental). no reexame necessário. não cabe recurso de revista. 206 BEBBER.

"ferir". a efetiva existência de violação de tais normas será 2) a violação literal de disposição de lei federal ou afronta direta e literal à Constituição Federal. 11. poderá ser conhecido e provido ou não conhecido. por vezes. TST. pois. expressamente. analisando argüição de violação de dispositivo de lei material ou decidindo em consonância com súmula de direito material ou com iterativa. Assim. não tem adotado essa tese. Nesse ponto é necessário destacar que o recurso. examina o mérito da causa. proferindo. como Do mesmo modo. 896. deve indicar 0 É interessante observar que. a análise deve ser feita de forma hi. de revista por ausência de violação legal ou constitucional. analisada no mérito do recurso de revista. ÉLISSON MIESSA RECURSO DE REVISTA I) a divergência jurisprudencial. risprudência de direito material da Seção de Dissídios curso. embora nada impeça que estejam em conjunto no re. res. ou 208 verificar se a decisão impugnada está violando ou não o dispositivo indicado. 15. Essa diferenciação não é meramente acadêmica. na hipótese de violação dispositivo de lei ou da Constituição tido como violado para que o re- da lei federal ou da Constituição Federal. art. TST reconhece seu equívoco na Súmula (O] no 118 da SDI-I do TST). embora o TST e os TRTs adotem esse dispositivo violado. modo. basta que o recorrente invoque. as ocorre em qualquer outro recurso. porém. é proposital. confundindo juízo de admissibilidade remos dizer. 589. da sob dois enfoques: juízo de admissibilidade e juízo de mérito. sendo desnecessária a referência ao dispositivo legal lidade. perior do Trabalho. 209 MOREIRA. admissibilidade. n°. julgar a ação rescisória. bem como na competência para gência é considerada um pressuposto específico do recurso de revista. usurpando ral ou afronta direta e literal à Constituição Federal. que a parte deva utilizar as expressões "contra- sibilidade do conhecimento e não provimento desse recurso. Individuais (Súmula n° 333). a turma adentrará o presidente ou vice-presidente do tribunal (a depender do regimen- no mérito do recurso.Acórdão rescindendo do Tribunal Superior do Tra- gundo momento que é o juízo de mérito. o recurso de revista somente curso seja cabível (CLT. produzindo efeitos As alíneas "a" e "b" do referido dispositivo dizem respeito ao cabi- mento do recurso de revista por divergência jurisprudencial. o C. Tal confusão. Desse interpretação que entender mais adequada para o caso. da lei. 2010. assim como os demais tribunais superio- mérito do recurso se demonstrada a divergência jurisprudencial. 192. deixa de dar seguimento ao recurso No que tange à alínea "c". passa-se para o se. diretos na competência do juízo a quo. ed. etc (OJ n° 257 da SDI-1 do TST). afastando-se a pos- Não se exige. II e Súmula n° 221 do TST). ultrapassado o juízo de admissibilidade. "violar". no tribunal de origem. potética209. cabendo ação rescisória da competência do Tribunal Su- Rio de Janeiro: Forense. § 1°-A. turmas não o conhecem porque não demonstrada a categórica violação No juízo de admissibilidade. de modo que. José Carlos Barbosa. na sua visão. li . decisão ausente de mérito. ela deve ser analisa. o Essa confusão leva-nos ao absurdo de que. 5. violação literal de disposição de lei fede. definindo a melhor interpretação da norma: a do to interno) tem competência para verificar o recurso de revista apenas acórdão recorrido ou a realizada no acórdão-paradigma ou ainda outra da órbita do juízo de admissibilidade e não do juízo de mérito. p. 260 261 . oportunidade em que se irá balho que não conhece de recurso de embargos ou de revista. vol. obrigatoriamente. a fim de sepultar o recurso de revista no juízo de admissibi- respeito do tema. paradoxalmente. a turma do TST somente passará a analisar o É por isso que o C. Que. a divergência jurisprudencial está no âmbito do juízo de com juízo de mérito. riar". nesse caso. notória e atual ju- 208 São requisitos alcernativos. ou seja. mas na decisão impugnada basta a tese jurídica a mecanismo. ou seja. quando o recurso de revista chega ao TST. confundidos os conceitos. Comentários ao Código de Processo Civil. assim a competência do TST ao adentrar no mérito do recurso. Tal diver. a seguir transcrita: Verificada a indicação do dispositivo violado.

jurisprudencial. que no deveria ser julgado. representação. Fredie.: A primeira diz respeito à representação. além dos pressupostos específicos.. e como tal za extraordinária. ed. os recursos devem preencher os pressu- É competente o Supremo Tribunal Federal para a ação postos recursais para que possam ser conhecidos. TST reconheceu que é também será verificada a partir desse enfoque. PRESSUPOSTOS ESPECÍFICOS DE ADMISSIBILIDADE 249. na pressupostos. é importante fazer duas observações. se o STF examinou a questão discutida. como regra. mas com facilidade percebe-se o que b) pressupostos extrínsecos: tempestividade. o que ocorre na hipótese da referida súmula é dinária. A conclusão é exata. Nos termos da Súmula 425 Esse enunciado tem um erro técnico: onde se lê 'não do TST. competência da ação rescisória ao Tribunal Superior do Trabalho. 8. na análise dos pressupostos recursais dos recursos de natureza extraor- Assim. ÉLISSON MIESSA RECURSO DE REVISTA Pela referida súmula. TST. v. a doutrina subdivide os pressupostos recursais Em resumo. iremos analisar mais de- decisão de mérito aquela que indica a ausência de violação à lei ou que tidamente esses dois pressupostos no próximo tópico. Quando se trata de recurso de nature- ou da Constituição Federal está dentro do juízo de mérito. de maneira que a dou- rescisória. a capacidade postulatória no recurso de revista é restrita ao tendo conhecido' leia-se 'não tendo provido'. a federal question. os pressupostos específicos são chama- Bahia: JusPODIVM. os pres- supostos específicos são: a) o prequestionamento. percebe-se que o C. a qual estabelece: Conforme já verificamos. a análise da efetiva existência de violação da lei federal em extrínsecos e intrínsecos. CUNHA. a violação federal ou da Constituição Federal.diga o que disser . de acordo com o TST. 210 MOREIRA. Comentários ao código de processo civil. Curso de direito pro. 2010. fica evidente que . no recurso de revista. do recurso de revista e nos embargos para a SOL Nessa modalidade de cessual civil: lvfeios de impugnação às decisões judiciais e processo nos tribunais. no entanto. na realidade. 374-375. v. dispõe: recorrer. os quais incluem o recurso de revista. Fredie Didier Jr. e b) a divergência jurisprudencial. custas há de contraditório na proposição: se a Corte apreciou processuais. o recurso de revista deve preencher todos os referidos Supremo Tribunal Federal perseverar. c) a violação de lei federal ou da Constituição Federal. 2010. exame de mérito. 15. Na mesma linha. ainda não regulamentada. 5. inexistência de fatos impeditivos ou extintivos do direito de mula. a transcendência. Já no caso dos embargos para a SOl. inclui também os pressupostos específicos. interesse e O ilustre doutrinador Barbosa Moreira. tiver apreciado a questão federal controvertida. houve advogado. Leonardo José Carneiro da. está em consonância com súmula ou orientação do TST. No mesmo sentido. depósito recursal e regularidade formal. O C. quando. enquanto os pressupostos extrínsecos 262 263 . p. o Supremo Tribunal Federal na Súmula n° 7. analisando a aludida sú. 635. 3. se o Desse modo. b) a divergência De qualquer modo. não sendo correta a menção ao não. Além disso. Rio de Janeiro: Forense. a) pressupostos intrínsecos: cabimento. caso do recurso de revista são: a) o prequestionamento. p.conheceu do recurso! Superado estará o problema. A segunda observação refere-se à nomenclatura utilizada pelo TST -conhecimento211. o que atrai a e o recurso extraordinário para o STF. tendo em vista que. ed. legitimidade. embora para o TST. orientação correta 210 • Nesse ponto. os embargos para a SOl o não provimento do recurso de revista e dos embargos. José Carlos Barbosa. embora não tendo conhecido do re- curso extraordinário. exige-se. como se espera. cial é um pressuposto específico (intrínseco) do recurso de revista e que. considerando que a divergência jurispruden. Como já analisado. não se aplicando o jus postulandi. ou havendo negado provimento ao trina majoritária os divide em: agravo. recurso. dos de pressupostos intrínsecos. não utiliza essa subdivisão no julgamento 211 DIDIER Jr.

legitimidade. representação. (. acompanhando as direito de recorrer.. legitimida. ed. do prosseguimen- 213 Para o dourrinador Júlio César Bebber. depósito recursal. 2014. p. antigamente. tempestividade. especialmente quando o recurso de revista não é conhecido e se busca Impõem-se. Conceito 214 Para o doutrinador Bebber "não se trata do mesmo artigo de lei. sobre os embargos para SDI I. ed. 328. 216 Súmula n° 296 do TST. embora idênticos Júlio César. • os Tribunais Regionais do Trabalho derem ao mesmo dispo- sitivo de lei federal interpretação diversa da que lhe houver dado outro Tribunal Regional do Trabalho. custas pro. p. São Paulo: LTr. BEBBER teses diversas na interpretação de um mesmo dispositivo legal. São Paulo: LTr. Recursos no processo do trabalho. I. recursos. 2009. quando analisado um dispositivo legal. outro vos ?u extintivos do direito de recorrer) são considerados pressupostos tribunal entende que ele é aplicável apenas ao empregado. o TST exigia a identidade Em resumo. 2009. Cabimento 2) Pressupos~os específicos (intrínsecos): divergência jurispru. aviso-prévio proporcional é aplicável ao empregador. diversas". na Súmula n° 353 do TST. Especificidade. cessuais.A divergência jurisprudencial ensejadora da admissibilidade. ocorre quando: prequestionamento e transcendência. 4. interesse em recorrer e inexistência de fatos impediti. mesmos fatos e aplicando a mesma lei (Lei n° 12. TST no julgamento do recurso de revista e nos do incidência para o empregador. com o advento da Lei 13. 896. Por sua vez. 896. 2. 7. Recursos no processo do trabalho. termos das alíneas "a'' e "b" do art. passou a permitir expressamente que a divergência pressuponha iden- de..2. regularidade formal e fundamenta- . mas da mesma re- Divergência jurisprudencial é entendida como a existência de de. cada tribunal interpreta também é um pressuposto extrínseco do recurso de revista2I3. 1. São Paulo: LTr. ção. cada tribu- E. no seu Pleno ou 7. ) 264 265 . interesse. ou seja. a violação de lei federal ou da Constituição Federal. o qual é cabível apenas no caso de manifesto equívoco na análise dos pressupostos extrínsecos dos I) identidade do dispositivo interpretado 214 . diretrizes do art. Aliás.1. § 8°.1. ÉLISSON MIESSA RECURSO DE REVISTA 212 são todos os demais . Júlio César. ' os fatos que as ensejaram. portanto. Recurso. Ela é importante. dois requisitos cumulativos: a interposição de embargos de declaração. Júlio César.506/ 11).ssa observação não é meramente doutrinária. I. Isso quer dizer que os pressupostos intrínsecos genéricos (cabimen. percebe-se que. § 8°. seguinte forma: No entanto.015/14. Exemplo: suponhamos que um determinado TRT entenda que o to. 1. 212 BEBBER. as razões fundamentadas exclusivamente to e do conhecimento do recurso há de ser específica. ed. o TST entende que a fundamentação embasado em fatos idênticos ou semelhantes. BEBBER. o art. 289. art. nos dencial. no recurso de revista os pressupostos recursais serão da fática para demonstração da divergência (Súmula n° 296. 215 CLT. Recursos no processo do trabalho. Nesse caso. nal a interpreta de uma forma diversa. ou a Seção de Dissídios Individuais do Tribunal Su- 7. gulamentação normativa. p. que pode estar contida em leis diferentes e com redação cisões conflitantes. É importante destacar que. 291. Divergência jurisprudencial. da CLT 1) pressupostos genéricos (extrínsecos): cabimento. 541 do CPC. Divergência jurisprudencial Turma. não ten- extnnsecos para o C. 2. o dispositivo de modo diverso. ou para se interpor embargos de divergência com fundamento 2) identidade ou semelhança fática 215 . revelando a existência de em matéria de direito são pressupostos especiais do recurso de revista. 896 da CLT. inexistência de fatos impeditivos ou extintivos do tidade ou semelhança entre os fatos confrontados. A divergência jurisprudencial a legitimar o recurso de revista. do TST 216 ).

impessoal. 9. dos empregados públicos. Júlio César. versos tribunais regionais do País. porém.t. é sabido que as porta. Rubem apud BEB- BER. o tipo jurídico inserido na respectiva portaria ga- 219 Nesse sentido. 332. lei ordinária. recurso de revista será cabível desde que a divergência jurisprudencial nas exercem Importante papel de efetivação do art.a o qu rmpoe . desde que a norma extrapole o mterpretação divergente. regendo adfoturum 217 dência uniforme dessa Corte ou súmula vinculante do Su. Curso de dh·eito do trabalho. ARRUDA. mormente quanto lamento de empresa. em princípio. lei complementar. 2011. 266 267 . É só pensarmos. banco nacional que pode ser interpretado de modo diferente pelos di- deral. alínea "b" do art. a divergência deve ser na interpretação de lei fe. na forma da alínea "a".da CLT. acordo coletivo. 10. ahnea "c". existem dois tribunais regionais (TRT 2 e TRT 15). 896 da CLT. ed. Desse modo." premo Tribunal Federal. no regulamento de empresa de algum 2) na alínea "a".entendimento predominante não inclui as portarias do Poder nesse estado. p. de modo que uma norma estadual. 'de Executivo no conceito de lei federal (OJ no 25 da SDI-II do TST). que. 844. p. parte da doutrina acredita que o a~ normas d~ segurança e medicina do trabalho. 217 DELGADO. abstratas.. que disciplina relações jurídicas to. ed. MILHOMEM. p. nal. sentença norma- ?ur1sdiçao do tribunal regional prolator da decisão recorrida tiva e regulamento de empresa. por meio de . faltando-lhe abstração. Recursos no processo do trabalho. 4. O . ed. serão especificadas por meio de portaria ministe- Paulo: LTr. Carlos Henrique Bezerra. gerais e • ~s Tribun~ls Regionais do Trabalho derem ao mesmo disposi. São Paulo: com as at1v1dades ou operações consideradas perigosas.a re ução os riscos inerentes ao trabalho. ~que se busca é a divergência na interpretação coletiva. ela não constitui fonte formal de direi- No que se refere à lei municipal. por exemplo. ou contrariarem súmula de jurispru. 218 demos que somente tem cabimento no estado de São Paulo • É que. 193 . por exemplo. quando a própria ler determma que seu conteúdo seja p~eenchido pela portaria. Isso modo que podem interpretar a norma de forma divergente. Curso de direito processual do tmbalho. que não existe al" . higiene e segurançà'. pensamos que deverão ser incluídas no conceito de lei fe- tivo ~e le1 estadual. A propósito.st~tuto de fonte normativa. convenção coletiva de trabalho. E o que acontece. acontece porque. nos termos LTr. para manter a interpretação nacional. "d d ' . nhará o estatuto de regra geral. Assim. emenda consti. é necessário fazer as seguintes obser- Isso ocorre porque pode acontecer de uma empresa estar sediada vaçoes: em mais de um regional. decreto-lei Quanto à divergência na interpretação de norma estadual. no direito do trabalho. que. 7o XXII d CF/88 exceda ao âmbito de um regional 219 • Pensamos. medida provisória.:fr. Em tars casos. acordo deral. Ocorre. ~Analisando esse dispositivo. no entanto. esta al- cança o e. ' âmbito de um regional. admite-se o cabimento do recurso de revista com base na . sentença normativa e regulamento de empre- d~ norma e nao v10lação de dispositivo legal. convenção coletiva. saude. lvlau·icio Godinho. 155. sentença normativa ou regulamento empresarial 3) na alínea "b". 218 LEITE. São ~o a:. com qualidade de lei em sentido material. convenção I) nas duas alíne~s. ÉLISSON MIESSA RECURSO DE REVISTA perior do Trabalho. a possibilidade de a lei municipal ter abrangência superior ao âmbito n~rmas de. a divergência ocorre na interpretação de norma ?e ?b~e~ância ?brigatória em área territorial que exceda a estadual. São Paulo: I. situações fático-jurídicas. coletivo. ao menos quanto às portarias do Executivo. entende-se que ela é equiparável ao regu- . tuc~onal. acordo coletivo. que é previsto na sa sejam interpretados de forma divergente pelos tribunais regionais. abstrata. Kátia Magalhães. generalidade e impessoalidade. Entende-se por lei federal a Constituição Federal. 2014. enten- e ler delegada. Portanto. 2012.

mas nem por isso será fossem incluídas na alínea "a''. ed. coletiva ou regulamento de empresa. COSTA. porém. é a própria norma que deve ter abran. não precisaría- ~Iver~ente entre_ trib~nais. mente em divergência jurisprudencial. um a nor~a municipal de uma forma. TST tem a incumbência de unificar 0 en. da norma Exemp~ificamo~: Carlos é contratado pelo município de Franca/ coletiva. conferindo ao TST o en- municipaf22°. ou_ sep. também o escopo. havendo recurso ordinário ' pode o TRT da 1oa Re giao ·. 17.açao te eo ogJca Entender de forma diversa será conferir ao C. SILVA. porque o inciso "b" tem como foco a norma e não a é sua função. que julgará com ba~e na Portanto. Fábio mesmo TRT (OJ n° 111 da SDI-I do TST). o intérprete da norma "vai verificar. Sérgio Pinto. 1 1' . (gn'fios no ongma · · I) trabalhista. que Carlos ajuíze reclamação trabalhista em face do que a norma ultrapasse o âmbito de um regional. Nessa hipó. revista no caso da alínea "b". município na Vara do Trabalho de Brasília. norma coletiva ou norma regulamentar. já que é limitada ao âmbito municipal. no escritório revista quando a decisão desse ao mesmo dispositivo de convenção co- de representação do município naquela localidade. podendo aplicar ainda norma municipal (de Franca). essa cia jurisprudencial norma sera a lei federal. seja para a norma erpr~t. desde que a própria Esse posicionamento se justifica pela interpretação literal do art norma ultrapasse o âmbito de um regional. da CLT que. 221 No proces_so teleológi::o. cargo de unificar o entendimento dessas normas. além do texto de sua 4) a divergência deve ser entre tribunais regionais diferentes. São tor da decisão recorrida. pelo regime celetista. de a norma ser interpretada de forma divergente por outro regional e g~ncia que exceda ao âmbito de um tribunal e não a mera interpretação não levando em conta a própria abrangência da norma. como foco a possível interpretação divergente. BARBOSA. não contempla a lei municipal. o que não Primeiro. é preciso ficar claro: somente tem cabimento o recurso de CLT. Não foi essa. Lei estadual. [ . letiva interpretação diversa da que tivesse dado outro Tribunal Regional do-s~ que o juízo competente é o do local da prestação dos serviços. em tese. como 0 direito do trabalho possui I . se a apreciação tivesse cabível o recurso de revista. José Antônio Ribeiro de Oliveira. saben. p. por exemplo. TST a unificação de mumcipal. Diante disso. nao sera cabivel o recurso de revista. 126 . mos do inciso "b". Ademais. qual . estadual. não serve a divergência existente entre turmas de um norma.. Veda-se. Contudo. Ademais. Orientação Jurisprudencial no 147 da SDI.É inadmissível o recurso de revista fundado tão so- outras fontes "normativas". bastando que todas as normas indicadas nessa alínea Sivelmterpretaçoes divergentes de lei municipal.a Sltuaçao JUndica que ela quis abranger e quais os valores que e~a qu1s proteger·. a redação. bastaria que na alínea "a'' o legislador admitisse o recurso de SP. para prestar serviços em Brasília. São Paulo·· LTr. o legislador modo. nhecimento indevido do recurso de revista por divergên- tendiment? na~ional de norma de âmbito nacional.. 221 nos 1eva ao mesmo sentido. Nesse caso. é do Trabalho. Comentários à CLT. MARTINS.I do TST. normas municipais e estaduais (inclusive normas coletiva).Interpretar · tória em área territorial que exceda ao âmbito de. t . Amanda. "b". 268 269 I__ . se a parte não comprovar que a lei estadual. se a análise fosse sob o ângulo da possibilidade interpretação. a sentença normativa e o regulamento de empresa.o faz de outra forma em outros julgamentos. Nesse sentido. Queremos dizer. Co- Segundo. se a norma for de observância obriga- tese. a in~ sua interpretação deve ser restritiva. a norma coletiva ou o regu- lamento da empresa extrapolam o âmbito do TRT prola- 220 No mesmo sentido.nas) . Isso ocorre porque o TST Natah. 0 acordo co. enquanto 0 TRT da 15a Região tribunal regional. 1006. podemos concluir que é pos. 896. 201 O. 2013. o cabimento da revista por divergência de interpretação de lei criou uma regra excepcional na alínea "b". Sendo regra excepcional. como a convenção coletiva. ] Paulo: Atlas.. ÉLISSON MIESSA RECURSO DE REVISTA de um tribu~al. desse letivo. a OJ n° 147 da SDI-I do TST: (~ampi. Como regra. Magistratura do trabalho: formação humanística e tem a função de unificar a jurisprudência nacional em sede de matéria temas fUndamentais do direito. p . afastando a dissidência entre os tribunais regionais. comparaçao ~o âmago ~o sis~en:a ~ormativo. a finalidade da Portanto. porque o C. pois impõe na alínea "b" possivel. pelo menos. Noutras palavras. Desse modo.

4) acordo coletivo. Busca exaltar o papel dos precedentes. solicitar o pronun- 0 O] D 219 da SOl. será lavrado o acór- dão. ocorre divergência. súmulas cesso Civil. câmara. Reconhecida a divergência. pois. indo os autos ao presidente do tribunal para de- gência de interpretação das seguintes normas: signar a sessão de julgamento. como o próprio nome já indica. todos os juízes cópia do acórdão.I do TST. 476. a por meio do incidente de uniformização e não pelo recurso de revista competência funcional para a análise de determinadas questões de di- (CLT. Leonardo José Carneiro da.verificar que. O tribunal. com o objetivo publicação no órgão oficial das súmulas de jurisprudên- de dar segurança jurídica aos jurisdicionados e contemplar o princípio cia predominante. da CLT. dará a quando interpretação a ser observada. Em qualquer caso. julgamenro obedeça ao disposto neste artigo. O incidente de uniformização vem disciplinado no Código de Pro- sões da SDI (I ou II). tem natureza jurídica de incidente processual. ça do art. 11. art. conste o seu número ou conteúdo.I do TST: ma. 3. não sendo. umTRT Art. maras ou câmaras cíveis reunidas. 896. internamente. será ob- jeto de súmula e constituirá precedente na uniformização O incidente de uniformização consiste em mecanismo de dissemi. 478. um recurso. âmbito de Parágrafo único. ou pelo menos do Ministério Público que funciona perante o tribunal. tomado pelo voro ela maioria 7. 2) lei estadual. Art. fundamentadamente. II . o recurso de revista terá cabimento quando houver diver. ou grupo de câmaras. ao dar o voro na tur- SDI. das razões recursais. nação das divergências jurisprudenciais existentes dentro do Tribunal Parágrafo único. 479. será ouvido o chefe 5) sentença normativa. da que lhe haja dado outra turma. 896. a invocação de Orientação Juris.no julgamento recorrido a interpretação for diversa vista ou de embargos. reito. requerer. ed. 609-610. O julgamento. a um outro órgão do tribunal. Os regimentos internos disporão sobre a (interna corporis). § 3°. p. Art. tam. 6) regulamento empresarial. ao arrazoar o recurso ou Atenta-se para o fato de que a decisão de Turma do TST não legiti. examinadas incidenter tantum e havidas como relevantes para o 5) além da divergência entre tribunais regionais diferentes. ÉLISSON MIESSA RECURSO DE REVISTA A divergência dentro do mesmo tribunal é resolvida. é o que dispõe a OJ n° 219 da Art. O incidente. assim como as súmulas do TST. 2013. No últi. o qual dispõe: mo caso (contrariedade de OJ). da jurisprudência. A secretaria distribuirá a 1) lei federal. aplicável subsidiariamente ao processo do trabalho por for- vinculantes do STF e as orientações jurisprudenciais. Portanto. Fredie. para efeiro de conhecimento do recurso de re. 477. extrapolar o o seu voto em exposição fundamentada.3.. Recurso de Revista ou de ciamento prévio do tribunal acerca da interpretação do Embargos fundamentado em Orientação Jurisprudencial direito quando: doTST I. da igualdade. desde que. § 3°). grupo de câ- prudencial do Tribunal Superior do Trabalho. Ele tem a função de "transferir. 270 271 . que o ma o cabimento do recurso de revista. deslinde da causà' 222 • bém será cabível o recurso de revista quando contrariar deci. Bahia: JusPODIVM.1. v. CUNHA. Curso de direito proces- sual civil: Meios de impugnação às decisões judidail e p1·ocesso nos tribunais. É válida. 222 DIDIER Jr. reconhecendo a divergência. Incidente de uniformização absoluta dos membros que integram o tribunal. em petição avulsa. Parágrafo único. câmara. cabendo a cada juiz emitir 3) convenção coletiva de trabalho. a seu respeiro. Compete a qualquer juiz. A parte poderá.

o plenário) o julgamento da questão de dire't . Após o julgamento do incidente. a turma deverá acatar absoluta . a tese valerá apenas para o caso concreto em que foi suscitado o incidente. incidente de uniformização trabalhista. ao 272 L 273 .IVer. b) conhecer a d.015/14. 'v" zos ae zmnuunnrao cr . ÉLJSSON MIESSA RECURSO DE REVISTA Pel. os autos serão encaminhados ao Exemplificamos para facilitar a compreensão: Em recurso ordi- presi~~nte do tnb. prosseguir no julgamento. já poderá julgar a causa sem a 1 .. · d d · . No segundo caso. Contudo. · .br~s do órgão. retoma-se o processamento 896 da CLT.g~ncia.o. CUNHA Leonardo] . a decisão do pleno e passar a julgar o mérito da causa (pagamento ao mula da JUnsprudenCia predominante do tribunal Na hi'p.. a uniformização passava a ser "facul- ~erifica-se. Discute-se ainda no recurso se esse órgão ministerial tem 4) No. · d.' · · eczsoes . 223 A ICO ou P e 0 assistente. processo em tramite perante o tribunal até que se profira 0 jul.1. J • -' ose arnetro da. do as demais questões com a turma.. remos dizer. Que- gamento da causa. maior. ou pela competência do órgão fracionário. devolverá os autos ao órgão fra. P· 615. -se um mecanismo de imposição da uniformização. ficando 2) Requerida a instauração do incidente. que denominaremos de Desse mod 1 . como passamos a analisar no .ara. interposto CI~n~no p. J .~ co egia o maior cará com a competência para o 'ul a- menta do Incidente. como se não tivesse o incidente. ao julgamento do colegiado reconhecer a divergência. que o incidente provoca dade" dos tribunais. referido incidente já era aplicável ao processo do trabalho. suponhamos que o pleno tenha reconhecido a legitimidade do MPT 5) Se a decisão que conhecer a divergência for tomada por maioria para os direitos individuais homogêneos. A propósito. após o advento da referida lei. nhamos que exista uma divergência interna no tribunal acerca da legi- timidade do MPT para a tutela de tais direitos. preliminar. 3. sendo mantido no § 3° do art.. julga:nento do incidente.1. · ·e · aproximou. não existia um controle superior. ainda mais. v. Incidente de unifonnizaçáo trabalhista 223 DIDIER]r. uma vez que desloca ao colegiado m . o incidente é julgado antes da questão principal. mas como tese proclamada no incidente.a a~álise dos artigos supracitados.d fi I o mci ente. 2013. só há falar em incidente quando se tratar de processo de 1) É provocad~ pelo _juiz. suscitação poderá ocorrer quando já existir necessidade de incidente. pela sistemática apresentada.divergência. indicará a interpretação a ser observada. enquanto todas as demais questões (incide~te~ e próximo tópico. ·. Antes da entrada em vigor da Lei n° 13. descabendo quando a decisão for parte. Assim. nesse caso. Com o advento da Lei n° 13. a norma já contemplava a obrigatoriedade do recurso no orgao fracwnario. 0 órgão fracionário deve o órgão fracionário vinculado.015/14. tem-se a seguinte sistemática a questão principal) mantêm-se com o órgão fracionário (ex. Fredie. fican- existido o InCidente. pagamento do adicional de insalubridade para os empregados do setor de pintura. para o Incidente de uniformização: A propósito. 'd awr um incidente de uniformização diferenciado. ela provocará a criação de sú. dando origem a (em regra. pois. o tribunal poderá tomar duas legitimidade para a tutela de direitos individuais homogêneos. a questão da legitimidade será levada ao plenário. . Nesse caso.unal para designar sessão de julgamento pelo nário interposto pelo MPT. 7. sua/ cz'vz'L· '"e.u zczazs e processo nos tribunais 11 d Bah ta: usPODIVM.en~o do ~nci~ente. Permite-se amda a suscitação pelo Ministério Públ' afeta ao tribunal pleno. Supo- d~libe:aç~es: a) não reconhecer a divergência. No primeiro caso. às d.do~ mem. no caso. t adicional de insalubridade). o sistema recursal trabalhista . 6) Após o julgam. C . por meio de acórdão. ficando vinculado este órgão à de os Tribunais Regionais uniformizarem seu entendimento.3. Percebe-se ainda que o incidente deve ser prévio. que vai votar no julgamento. 3) Rec~nhecida a . criou- um JU gamento composto. . Curso de direitoproces. · o ese e ecisao por maiOria simples. turma).. a corrente civillaw da corrente common law. busca-se a condenação da empresa "K" ao plenano ou pelo orgão regimental competente.

irrecorríveis. Um dos casos de divergência acontece . frente quanto à predominância dos precedentes judiciais.ce de outro TRT. somente ela § 4° Ao constatar. ao emitir juízo de admissibilidade sobre o recurso 2) acórdão TRT (caso não exista súmula ou tese jurídica prevalen- de revista. > • tabelecendo que a multa do art. da CLT será aplicada se as 274 275 . com a criação de um mecanismo diferenciado de incidente de uniformização de juris. sendo visível uma gradativa e constante aproximação divergência. 896.. atingida. rev. o acordão regional somente legitimará a divergência se não existir súmula ou tese prevalente no TRT acerca do tema. A propósito. e ampl. criou gatoriamente terá que uniformizar seu entendimento. Portanto.erso. por como o foi outrora. de ofício ou mediante provocação de ou a tese jurídica prevalente servirá para viabilizar a divergência no re- qualquer das partes ou do Ministério Público do Trabalho. art. 3) acórdão TRT (caso não exista súmula ou tese jurídica prevalen- te no TRT) x acórdão de outro TRT (caso não exista súmula ou 224 O projeto do Novo CPC. Isso porque. Nesse contexto. a fim de derá ocorrer nas seguintes hipóteses: que proceda à uniformização da jurisprudência. súmulas regionais. gem para que se proceda à uniformização (CLT. estabeleceu 0 art. o Tribunal Superior do Trabalho de- terminará o retorno dos autos à Cone de origem.----·------------------------------- . Divergência jurisprudencial e súmula vincu- lante. não previsto no CPC. aprovado na Câmara dos Deputados. 896. nos paÍses Como já verificamos neste capítulo. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais 2007. mediante decisões te no TRT) x súmula ou tese prevaler. é a jurisprudência que vai ganhando espaço nos países onde 0 que consiste em decisões divergentes sobre a mesma norma analisando pnmado recai na norma l~gal" 225 (destaque no original). Rodolfo de Camargo. 5° e 6°: Assim. ele obri- A referida lei. curso de revista. de outro TRT. ' prevalecente no Tribunal Regional do Trabalho e não conflitante com súmula ou orientação jurisprudencial do Como descreve Rodolfo de Camargo Mancuso "a dicotomia entre Tribunal Superior do Trabalho servirá como paradigma as famílias jurídicas civillaw/ common law hoje não é tão nítida e radical para viabilizar o conhecimento do recurso de revista. quando o acórdão de um TRT julga de forma divergente de acórdão mmhou na. atual. já que a seara trabalhista sempre ca. unicamente a súmula regional ou a tese jurídica os quais passarão a ter grande destaque no Novo CPC224. TST. de outro TRT. ÉLISSON MIESSA RECURSO DE REVISTA c~iar m~cani~mo ~e exigência da uniformização de jurisprudência pelos § 6° Após o julgamento do incidente a que se refere o tnbunats regtonats. § 8°. dentre outros). p Exemplificamos: TRT da 14a Região julga determinado caso es- 183. entr~ ~queles regimes: o direito legislado vai num crescendo. ou pelo Ministro Relator. § 4°). 225 MANCUSO. 3. Buscou-se dar relevância aos precedentes judiciais § 3°. fatos idênticos ou semelhantes. caso o TRT não faça a uniformização. prudência. em sentido mento do recurso de revista é o caso de divergência jurisprudencial. 477. m. o qual denominamos de incidente espontaneamente. além do incidente indicado no tópico anterior. reserva um capí. uma das hipóteses de cabi- ~radtcwnalmente ligados à regra do precedente judicial e. essa regra é frontalmente como se venfica pelo expressivo número de súmulas e orientações juris. terminada pelo Presidente do Tribunal Regional do Tra- balho. Com o advento da referida lei. tulo aos precedentes judiciais. ed. prudenciais expedidas pelo C. a existência de decisões atuais e conflitantes no âmbito do mesmo Tribunal Regional do Trabalho sobre o tema objeto Em resumo. 520 a 522. tese jurídica prevalente no TRT). a divergência entre decisões conflitantes de TRTs po- de recurso de revista. caso existe uma divergência interna no TRT. o TST poderá determinar o retorno dos autos à ori- de uniformizaÇão trabalhista. a partir da criação da súmula regional (TRT). além de embasar todo o sistema recursal nos prece- dentes (arts. 1) súmula ou tese prevalente do TRT x súmula ou tese prevalente § 5° A providência a que se refere o § 4° deverá ser de. E não poderia ser diferente. §§ 4°.

Esse julgamento posterior do incidente altera a ordem natural do apenas ela servirá para legitimar a divergência. no julgamento do incidente. da CLT na hipótese da homologação fora do prazo legal. retomo a questão: o que acontecera' com esse acor ' d·ao. O TRT 1a Região decide. de 23 de setembro de 2014. Nesse caso. que súmula a respeito do tema. Ao chegar ao TST: o re- referidos parágrafos. 896 da CLT. em confronto com a decisão origem. entendendo que ele e apl!cavel apenas ao empregado. rido pelo TRT da 16a Região. Nesse caso. determinando o r~to~no do~ a~tos ao regional para se que proceda à uniformização da JUnsprudencia. não tendo incidência para o empregador. Por outro lado. mes. presidente do TRT. agora embasado na súmula do TRT 1. que. Suponhamos. o acórdão regional servirá para demonstrar é provocado preliminarmente.. do TST do ato normativo n° 491/SEGJUD. existe divergência sobre o tema. o trabalhador Contudo. na rede mundial de computadores226 • proporcional é aplicável ao empregador. mas não ocorrer a homo- logação no referido prazo. procedimento. 1 I ÉLISSON MIESSA RECURSO DE REVJSTA verbas rescisórias forem pagas no prazo legal. o que provocou inclusive a edição pela presidência lator verifica que. Com base e~ a~ó~dão profe- Essas são as diretrizes básicas acerca desse novo incidente. para elucidar a questão: organizando-as por questão jurídica decidida e divulgando-as. quo). nados a pesquisa sobre o entendimento predominante no tribunal. não há falar em retorno à Corte de ta. julgando-se primeiro o mérito (do RO). Ora.> Tribunais Regionais do Trabalho deverão manter e dar publicidade a suas súmulas e teses jurídicas prevalecentes mediante banco de dados. ~ plenário do TRT 1 decida que o aviso-prévio proporcional não se aplica ao em- pregador. mas desde que o ção do recurso de revista. em 0 problema maior ficará a cargo do julgamento d~ inc.> 276 277 i]_____ _ . percebe-s. mo havendo um acórdão diferente naquele regional. não é de fácil compreensão a sistemática buscada pelos apresenta recurso de revista por divergência. de 23 de setembro de 2014. em recurso ordinário. 477. legitimando o recurso de revis- exercida pelo presidente do TRT. § 8°. 226 Art. não provocando maiores discussões.. o que significa que. a súmula e tese prevalente no tribunal não po. enquanto o § 4o impõe que tal providencia será realizada pelo 1 decida que o aviso-prévio proporcional é aplicável ao empreg~dor. criando uma súmula regional. Isso porque o § 3° estabelece que o Tribunal Superior do Trabalho vai determinar o retorno dos autos ao regional de No julgamento do incidente. no âmbito do TRT da 1a Região (Corte de ongem). ou seja. se esse TRT já tiver súmula a respeito do tema. se 0 julgamento do incidente for na mesma direção De qualquer modo. o TRT da J8a Região. prefe. Agora.idente ~e I' uniformização. de revista. com o objetivo de facilitar aos jurisdicio. criando súmula sobre o tema. se o TRT 18 não tem diferenciando. a divergência. com esse acor . ~essa h~p. do acórdão recorrido.GP. se no julgamen- É interessante notar que. ele não poderá ser em seguida. pagamento ocorra dentro do prazo. Desse modo. e 4° do art. 6° do aK> normativo n° 49IISEGJUD. Exemplificamos. quando se tratar de providência a ser gência com 0 outro regional (TRT 16). suponhamos que o plenário do TRT origem. por A primeira dificuldade detectada é na compatibilização dos §§ 3° meio do incidente de uniformização de jurisprudência. ficará mantida a divergência a legitimar o recurso derão contrariar súmula ou orientação jurisprudencial do TST.. consideravelmente. após a prolação do . utilizado. decidir o incidente.. os o que acontecera. hipoteticamente. pois esse incidente será provocado depo~s d~ Inte~posi­ I I outro processo. que o aviso-prévio rencialmente. do incidente previsto no CPC. Agora. para somente. continua existindo a diver- ou pelo ministro relator.GP. porém. Desse modo. julga que não se aplica a multa do art.ót~se. to do incidente houver interpretação contrária ao acórdão impugnado. uma vez que o processo ainda se encontra na origem (juízo a doTRT 16.e que 0 acórdão que deu origem ao incidente e contrariO a sumula regwnal. no juízo de admissibilidade do recurso de revista. d-ao.acordao regwnal.

3. que. nes. uma vez que o 3. as providências a serem adotadas dependem de quem reconhe- par competência do legislativo. porém. unicamente a súmula regio- nal ou a tese jurídica prevalecente no Tribunal Regional do 227 Art. se o recurso de revista so de revista. 3° Para efeito de aplicação dos§§ 4° e 5° do artigo 896 da CLT.1. os autos devem retornar ao normativo n ° 491/SEGJUD. não será conhecido. A decisão do presidente é irrecorrível.1) Se a divergência for verificada e reconhecida pelo ministro Nesse contexto. A minar o retorno dos autos para processamento do recur- nosso juízo.GP. Com efeito. deverão os autos retomar à instância a quo para sua prudencial do Tribunal Superior do Trabalho servirá como pa- adequação à súmula regional ou à tese jurídica prevalecente no Tribunal Re. to. valendo-se da súmula regional apenas para os casos futuros. cisão também é irrecorrível. Já na presente hipótese. da na súmula regional. b) reconhecer a divergência. como se trata tribunal já proferiu o julgamento sobre a causa. o incidente poderá ser provo- I No incidente de uniformização descrito no CPC e estudado an- 'I cado de ofício ou mediante provocação de qualquer das partes teriormente. o órgão fracionário fica vinculado à decisão plenária. será da seguinte diretamente ao julgamento do incidente. pela dicção do§ 6°. 2) Caso a divergência seja verificada e reconhecida pelo presidente so de revista. se o reconhecimento da divergência de- 7. criando norma não prevista na Lei n° ceu a divergência. analisar novamente a existência da divergência. do Trabalho sobre o tema objeto de recurso de revista. Essa d·e- decisão impugnada seja aquedada ao entendimento firmado no TRT. da CLT. atuais e conflitantes no âmbito do mesmo Tribunal Regional cidente é posterior. art. será reaberto o julgamento no tribunal de origem. expediu o ato relator do recurso de revista. persistindo decisão conflitante com a jurisprudência já uniformizada do Tribunal Regional Trabalho e não conflitante com súmula ou orientação juris- do Trabalho de origem. que o referido ato normativo é ilegal. porém. como ocorre. ele determinará o encaminhamento dos autos ao não for conhecido. naquele caso.015/14. . forma: 4) Após o julgamento do incidente. petente) poderá: a) não reconhecer a divergência e deter- plo. no momento do juízo de admissibilidade do recur- Não nos parece. o recurso de revista deverá retornar ao TST para julgamen. do TRT. para que a competente) para uniformizar a jurisprudência. que passou a ser consubstancia. radigma para viabilizar o conhecimento do recurso de revista.1) Sendo reconhecida pelo presidente do TRT. acompanhando a súmula regional ou a tese jurídica prevalenté27 • 3) No julgamento do incidente de uniformização. por estar contrário à súmula regional. . para ou do Ministério Público do Trabalho. so. 3°. 896-C. declarando. por ser órgão hierarquicamente superior. passando los§§ 4°. I Contudo. tribunal regional de origem (plenário ou órgão regional se caso. o TST. 3. preliminarmente. já antevendo o problema. RECURSO DE REVISTA ÉLJSSON MIESSA I 1) Interposto o recurso de revista.1. pensamos que Pensamos. desde que haja decisões depois retornar à origem. julgando o incidente. o incidente é julgado. a nosso juízo.1. em seu art. do art. incidente.2) Por outro lado. 896. por divergência. não havendo nenhum de órgão do mesmo tribunal. gional do Trabalho e não conflitante com súmula ou orientação jurisprudencial do Tribunal Superior do Trabalho. II). 279 278 L. na hipótese de recursos repetitivos (CLT. o julgamento do in. 2. Procedimento corre do ministro relator. § 11. pois. Desse modo. . é possível interpretar que o recur. a melhor opção. pensamos que o plenário do regional não poderá A sistemática do incidente obrigatório de uniformização criado pe. por usur. por exem. o plenário (ou órgão com- comando legal que permite seu rejulgamento. 5° e 6°. o acórdão regional estará contrariando inclusive a plenário ou órgão regional competente para o julgamento do posição majoritária adotada pelo TRT. 13. entendemos que não deve ser reaberto o jul- gamento para reformar a decisão do recurso ordinário.

assim como as súmulas. p. de que não se considera como tal a ultrapassada por súmula do TST Isso ocorre porque as orientações. caso aplicado esse critério. o que significa que. 2014. mas tão somente para os casos futuros. art. Recursos no processo do trabalho. a súmula não valerá para o presente TST. de criação de súmula contrária ao quando ele estiver consubstanciado em orientação jurisprudencial do acórdão impugnado. ed. Noutras palavras. 4. p. MILHOMEM. o que vai ao encon- Superior do Trabalho (CLT. somente ela servirá para viabilizar a di. ÉLISSON M!ESSA RECURSO DE REVISTA 4. 4. Divergência atual vista ou de embargos. 229 ARRUDA. se a decisão contraria súmula do TST ou do STF. súmula sobre o tema) X tese prevalente sobre o tema) vinculante do STF ou orientação jurisprudencial. Além de. podemos esquematizar o cabimento do recurso Ademais. se não existir súmula do pleno ou da turma. Jurisprudenciais do TST Recurso de Revista ou de Embargos fundamentado em Decisão do TRT Súmula vinculante do STF Orientação Jurisprudencial do TST É válida. o conhecimento do recurso de revista. rado. a partir da criação da Súmula Regional (TRT) ou da tórias que não sejam traduzidas em orientações. existirá Recursos no processo do trabalho. ed. a divergência não é atual. repetido) e notório (conhecido por todos).fundada em súmula ou orientação jurisprudencial (ou decisão do TRT (ou decisão de outro TRT. desde que. caso.1) Na hipótese. ele não poderá ser utilizado para dimento constante em pelo menos três julgados da SDI" • Pensamos comprovar a divergência. Rubem apud BEBBER. a invocação de Orientação Juris- prudencial do Tribunal Superior do Trabalho. preencher os requisitos dispostos no tópico anterior. Buscando criar um critério obje- vergência no recurso de revista. 2014.6.1. estabele- Decisão do TRT Decisão da SDI ce a OJ n° 219 da SDI-I do TST: Decjsão do TRT Súmulas e Orientações Orientação Jurisprudencial n° 219 da SDI. 1). Júlio César. ela não é atual. embora não seja pacífico.1.5. conste o seu número ou conteúdo. vez que tal diretriz é utilizada inclusive para o projeto de edição de sú- 7. o atual. Júlio César. Portanto. porém. mesmo as decisões reiteradas e no- Portanto. considera-se "iterativo e notório o enten- 228 um acórdão diferente no regional. Parte da doutrina entende que. têm a ou STF. art.I do TST. para das razões recursais. objetivamente. Divergência . que. § 7°). Nesse caso. 228 BEBBER. De todo o exposto. com base na divergência jurisprudencial.1. mesmo havendo tivo para definir essa hipótese. No que tange à decisão superada por entendimento iterativo (reite. os três acórdãos devem ser unânimes. São Paulo: LTr. 165. Kátia Magalhães. no sentido TST ou súmula vinculante do STF. 280 281 I__ . havendo OJ. Esquema do cabimento do recurso de revista por divergência mula do TST (TST-RI. mesmo raciocínio deve ser utilizado para o confronto com súmula do A definição de divergência atual é feita por exclusão. da seguinte forma: será iterativo e notório o entendimento "não divergente entre as turmas do TST e entre estas e a SBDI" 229 • Súmula do TRT Súmula de outro TRT 7. tem-se entendido que também de revista. 896. É cabível o recurso de revista quando a decisão confrontar ou mal regional ou tese prevalente se não existir súmula regional ou aplicar entendimento consubstanciado em súmula do TST. 329. São Paulo: LTr. são capazes de impedir existência de tese prevalente. ou superada por irerativa e notória jurisprudência do Tribunal função de uniformizar a jurisprudência trabalhista. que a divergência seja apta a ensejar o recurso de revista. ela deve ser Embora a referida OJ indique apenas orientação jurisprudencial. 329.4. para efeito de conhecimento do recurso de re- 7.

vol. súmula vinculante do STF ou orientação jurisprudencial. a demonstração Trabalho. 26. A dúvida e complexidade do tema ocorrem quando a fundamen- É importante destacar que é inservível para o conhecimento ou tação da decisão recorrida ou do acórdão divergente é composta. estando uma decisão de acordo com determinada orientação. São Paulo: LTr. Revista do Tribunal Superior do Ti-aba lho. 7.1. Dessa forma. § 9° e Súmula n° 442 do TST). RECURSO DE REVISTA ÉLISSON MIESSA Ademais. abr/jun 2008. o TST tem como tro da função do Tribunal Superior do Trabalho. inc. Buscam. tam- jurisprudencial ou a súmula. existirá divergência ju. Abrangência parcial da divergência prudencial é incapaz de ensejar o recurso de revista. João Batista Brito. O C. ficando este limitado A divergência decorre da fundamentação dos acórdãos. Nesse sentido. há de ser invocada quan- (~LT. bastando o cotejamento entre elas. 896. li. considerando que a orientação jurisprudencial visa a conclusão adotada. ocorrendo decisão contrária namentos. Nesse caso. No entanto. sumula do TST ou súmula vinculante do STF. Isso prov~~ento. alíneas a e b). Os embargos no TST na vtgencia da Lei 11. alternativamente. sen. versando sobre o tema. das OJs. TST. 896. e com maior razão. a violação à orientação juris. Consigna-se que.art. estando a decisão recorrida de acordo com súmula do ção/súmula ou. tuição da República (CLT. estabeleceu: mesmo que houvesse divergência. base decisões reiteradas do tribunal (precedentes) que analisam possí- o mesmo objetivo do recurso de revista. art. portanto. significa que. deverá ainda TST. TST já uniformizou sua jurisprudência por e pacificadas com a criação da OJ. 894. seu conteúdo. o número da orienta. 283 282 L . simplesmente. se o C. e a há divergência atual acerca do tema. n° 2. afastando assim o cabimento do negação de um deles é suficiente para ensejar conclusão contrá- recurso de revista com fundamento em divergência jurisprudencial (OJ ria à adotada231 • 336 da SDI-I do TST). unificar o entendimento no âmbito do Judiciário trabalhista. b) independente e disjuntiva (alternativa). 74. Brasília. pouco a alegação de violações legais e constitucionais. basta que a parte conste em seu recurso. do capaz de preencher o vício específico da divergência jurisprudencial A mesma justificativa. quando os diversos fundamentos levantados na de- Pode acontecer ainda de a decisão impugnada estar em consonân- cisão devem ser somados para se chegar à conclusão adotada. que é sim- aos casos em que a decisão contrariar súmula do Tribunal Superior do ples quando tem apenas um fundamento. Súmula vinculante do STF e/ou violar diretamente a Consti- da divergência é facilitada. 230 BEBBER. mas basta apenas um deles para se chegar à Nesse caso. 231 PEREIRA. ela não seria atual a legitimar o cabi- mento do recurso. A propósito. ed. 2014. não há transcrever o trecho da decisão impugnada que contraria a orientação necessidade de verificar a divergência jurisprudencial invocada. do a decisão recorrida estiver em consonância com súmula do TST ou n:prudencial se a decisão impugnada violar orientação jurisprudencial. no rito sumaríssimo. o que impossibilita novos questio- meto de uma orientação jurisprudencial. não c) independente e excludente. ao criar as orientações jurisprudenciais. Dessa forma. 340. Júlio César. quando há vários fundamentos. haverá "decisões conflitantes". Recursos no processo do trabalho. 7. da CLT. como visto no tópico anterior. do recurso a invocação de súmula ou orientações jurispru- porque a fundamentação composta se subdivide em três espécies: denciais aplicadas por analogia230 • a) cumulativa. as violações legais e constitucionais sobre a matéria já foram analisadas . qual seja uniformização da veis violações legais e constitucionais a respeito do tema. quando existem diver- sos fundamentos. 4. Pensar de forma contrária seria retirar toda a razão de ser ao entendimento nela estabelecido. Noutras palavras. súmula vinculante do STF. cia com entendimento descrito em súmula ou orientação jurispruden- cial do TST. p. p. art. Nesse caso.496/2007. jurisprudência.

ÉLISSON MIESSA RECURSO DE REVISTA

Súmula no 23 do TST. Recurso. Não se conhece de re- ciente cada um, de "per si", para acolhimento ou rejei-
curso de revista ou de embargos, se a decisão recorrida ção do pedido, incabível falar-se em reexame de premis-
resolver determinado irem do pedido por diversos fim- sas concretas de especificidade de divergência com óbice
clamemos e a jurisprudência transcrita não abranger a à declaração de má aplicação do Enunciado 23. Neste
todos. caso, não se está simplesmente verificando a existência
ou não de discrepância de tese, que efetivamente não é
A referida súmula tem apücação apenas na fundamentação com- possível, conforme pacífica orientação da corte, mas sim
posta cumulativa e na fundamentação composta independente e a existência de duas teses no acórdão recorrido e se o
disjuntiva. Isso porque "o ataque a apenas um deles mantém a mesma acórdão, apontado a confronto, é válido, para autorizar o
conhecimento da revista, quando contraria apenas uma
conclusão do julgado, diante da existência de outro fundamento" 232 • das teses. Embargos providos para restabelecer decisão
Noutras palavras, se a decisão tem vários fundamentos complementares regional, no parricular. 235 (grifo nosso)
ou alternativos sobre um mesmo pedido, não basta afastar apenas um,
Exemplificamos a hipótese para melhor compreensão: Decisão do
porque a decisão se manterá pelo outro fundamento 233 •
TRT da 16a Região entende que a Lei X traz norma cogente capaz de
É interessante anotar que o TST tem admitido que, nesse caso, alterar o reajuste dos proventos de aposentadoria. Diante disso, passa a
cada fundamento possa ser confrontado com mais de um acórdão di- analisar a forma de reajuste e a necessidade de celebração de contrato
vergente. Noutras palavras, um acórdão divergente vai confrontar um entre as partes. Já em decisão proferida na 10a Região, admite-se que a ·
fundamento, enquanto o outro acórdão buscará confrontar o segundo Lei X não traz norma cogente a legitimar o reajuste dos proventos. Em-
fundamento. bora o primeiro acórdão diga respeito à forma de reajuste e à necessida-
Agora, não será aplicada a aludida súmula quando a fundamenta- de de celebração de contrato, a cogência ou não da Lei X é fundamento
ção for composta independente e excludente, isto é, quando cada fun- autônomo que, se modificado, afasta totalmente as demais análises do
damentação for autônoma e, se negada uma delas, for capaz de alterar acórdão da 16a Região. Assim, nesse caso, admite-se o cotejo dos acór-
a conclusãq do julgado. Nesse caso, "é válido o acórdão cotejado que se dãos quanto à divergência se a Lei X trouxe ou não norma cogente
revele divergente quanto a apenas um dos fundamentos" 234 • capaz de alterar o reajuste dos proventos.
Citamos o ilustrativo precedente da lavra do eminente Ministro Por fim, e não menos importante, é preciso esclarecer que a referida
Moura França: súmula prevê um capítulo do acórdão decidido por vários funda-
mentos. Isso quer dizer que os acórdãos confrontados não precisam ter
EMBARGOS - REVISTA CONHECIDA - ACOR-
DAO REGIONAL COM DOIS FUNDAMENTOS integralmente identidade de objetos (pedidos), mas, sim, os capítulos
- CONTRARIEDADE AO ENUNCIADO 23 DA confrontados devem ter os mesmos fundamentos. Assim, se um dos
CORTE. Quando o acórdão embargado adota mais de acórdãos decidiu horas extras, reintegração e honorários advocatícios,
um fundamento jurídico, distinto e autônomo, sufi- a divergência há de ser analisada em cada capítulo, ou seja, permite-se,
por exemplo, a divergência apenas quanto às horas extras.
232 BEBBER, Júlio César. Recursos no processo do trabalho. 2. ed. São Paulo: LTr, 2009.
p. 293. 7.1.8. Comprovação da divergência
233 Súmula n° 283 do STF: "É inadmissível o recurso extraordinário, quando a de- Quando o recurso fundar-se em dissenso de julgados, incumbe ao
cisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não
recorrente o ônus de produzir prova da divergência jurisprudencial.
abrange rodos eles".
234 PEREIRA, João Batista Brito. Os embargos no TST na vigência da Lei
11.496/2007- art. 894, inc. II, da CLT. Revista do Tribunal Superior do Trabalho.
Brasflia, vol. 74, n° 2, abrljun 2008. p. 26. 235 TST-ERR-127.22811994, Rei. Min. Moura França. DJ 5.9.1997.

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Nesse caso, a comprovação se fará mediante certidão, cópia ou ci- recorrente: a) transcreva o trecho divergente; b) aponte o
tação do repositório de jurisprudência, oficial ou credenciado, inclu- sítio de onde foi extraído; e c) decline o número do pro-
sive em mídia eletrônica, em que houver sido publicada a decisão di- cesso, o órgão prolator do acórdão e a data da respectiva
publicação no Diário Eletrônico da Justiça do Trabalho.
vergente, ou ainda pela reprodução de julgado disponível na internet,
com indicação da respectiva fonte, mencionando, em qualquer caso, as Assim, para que o recorrente demonstre o conflito interpretativo
circunstâncias que identifiquem ou assemelhem os casos confrontados (divergência jurisprudencial), deverá preencher os dois requisitos a se-
(CLT, art. 896, § 8o). guir elencados (itens a e b) de forma cumulativa:
. O TST, interpretando o art. 541, parágrafo único, do CPC, decli- a) Juntar certidão ou cópia autenticada do acórdão para-
digma ou citar a fonte oficial ou o repositôrio autorizado
nava sobre a comprovação da divergência jurisprudencial na Súmula no
em que foi publicado.
337 do TST. Desse modo, considerando que o novel § 8o do art. 896
da CLT reproduz o que vinha descrito no art. 541, parágrafo único, do O acórdão paradigma poderá ser comprovado por meio de juntada
CPC, pensamos que a referida súmula mantém-se em vigor, estabele- de certidão, cópia autenticada, citação da fonte oficial ou, ainda, a in-
cendo: dicação do repertório autorizado em que foi publicado.
Súmula no 337 do TST. Comprovação de divergência A cópia pode ser declarada autêntica pelo próprio advogado,
jurisprudencial. Recursos de revista e de embargos conforme declina o art. 830 da CLT, com redação dada pela Lei n°
I - Para comprovação da divergência justificadora do re- 11.925/2009. Registra-se que, enquanto o art. 365, IV, do CPC per-
curso, é necessário que o recorrente: mite "as cópias reprográficas de peças do próprio processo judicial de-
a) Junte certidão ou cópia autenticada do acórdão para- claradas autênticas pelo próprio advogado sob sua responsabilidade
digma ou cite a fome oficial ou o repositório autorizado pessoal", ou seja, restringe a autenticação dos documentos do próprio
em que foi publicado; e processo judicial, o art. 830 da CLT é mais amplo, não fazendo tal res-
b) Transcreva, nas razões recursais, as ementas e/ou tre- trição ao advogado. Assim, o acórdão-paradigma poderá ser autentica-
chos dos acórdãos trazidos à configuração do dissídio, de- do pelo próprio advogado, cessando a autenticidade somente se ela for
monstrando o conflito de teses que justifique o conheci- questionada, ocasião em que haverá a necessidade de apresentação dos
mento do recurso, ainda que os acórdãos já se encontrem
documentos originais ou das cópias autenticadas pelo serventuário 236 •
nos autos ou venham a ser juntados com o recurso;
II - A concessão de registro de publicação como reposi- O DVD, CD-ROM e os julgados extraídos da internet servem para
tório autorizado de jurisprudência do TST torna válidas demonstrar a divergência jurisprudencial.
todas as suas edições anteriores;
É importante observar que é obrigatório que o acórdão-paradigma
III - A mera indicação da data de publicação, em fome esteja em repertório autorizado pelo TST, o que significa que não será
oficial, de aresto paradigma é inválida para comprova-
uma revista, um DVD, um CD-ROM ou um site qualquer que será
ção de divergência jurisprudencial, nos termos do item
I, "a", desta súmula, quando a parte pretende demons- capaz de ensejar a divergência, mas somente aqueles autorizados. A exi-
trar o conflito de teses mediante a transcrição de trechos gência do repertório autorizado se justifica para que não se "crie" julga-
que integram a fundamentação do acórdão divergente,
uma vez que só se publicam o dispositivo e a ementa dos
acórdãos;

IV- É válida para a comprovação da divergência juris- 236 No mesmo sentido do texto: BEBBER, Júlio César. Recursos no processo do tmba-
prudencial justificadora do recurso a indicação de aresto lho. 2. ed. São Paulo: LTr, 2009. p. 293 e MARTINS, Sérgio Pinto. ComerzttÍrios
extraído de repositório oficial na internet, desde que 0 às Súmulas do TST. 8. ed. São Paulo: Atlas, 20 lO. p. 221.
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I ÉLISSON MIESSA
RECURSO DE REVISTA

do em d~s~onân~ia com o princípio da probidade processual237. 0 TST
demonstrar, de forma específica, a existência da divergência (Súmula n°
em s~u Sitio na_m:ernet declina expressamente quais são os repertórios
autonzados de JUrisprudência. 296, I, do TST), ficando a cargo do Judiciário o juízo subjetivo acerca
da existência ou não da divergência jurisprudencial.
. Atenta-se para o fato de que, quando os julgados são extraídos da
Internet, temos duas regras: Registra-se que somente será suficiente a transcrição de ementas
dos acórdãos se contiverem os detalhes do caso, sendo capazes de, por
1) sendo sites oficiais, independem de autorização do TST si só, demonstrarem a divergência jurisprudencial. Não sendo assim,
. d , . por
mew 0 repertono de jurisprudência, como é o caso dos sites deverá o recorrente transcrever trechos dos acórdãos para comprovar o
dos TRTs e do TST; conflito interpretativo. Vê-se aqui a importância de uma boa, esclarece-
dora e detalhada ementa238 •
2) sendo sites não oficiais devem integrar 0 repertório autorizado.
Há de se consignar ainda que, embora o TST não preveja a di-
Ade~ais, na hipótese de acórdão extraído de sites oficiais, nos ter-
mos .d~ Item IV da referida súmula, há necessidade da presença de três
vergência notória, o STJ tem dispensado o cotejo analítico quando a
requisitos cumulativos. divergência é notória, permitindo no caso a mera referência ao dissídio
pretoriano 239 • Aparentemente, o TST não faz referência ao cabimento
_ O prir_neiro impõe que não basta a simples apresentação do acór- pela divergência notória, porquanto as decisões reiteradas e notórias.
~ao-paradigma, de~endo o reco~rente transcrever o trecho divergente, a dão origem às orientações jurisprudenciais do TST, as quais, quando
m de fazer 0 ~oteJo ou o conflito analítico entre as decisões conflitan- violadas, permitem o cabimento do recurso de revista com a mera cita-
tes, como analisaremos no item I , "b" , d essa sumu
' 1a. ção de seu número ou de seu conteúdo, conforme dispõe a OJ n° 219
- O seg~ndo consiste em apontar o sítio de onde foi extraído 0 acór- da SDI- I do TST.
d ao-paradigma.
Por fim, há se de fazer uma observação quando o acórdão-paradig-
E o terceiro requisito prevê a necessidade de declinar o nu' d ma for extraído de fonte oficial, como é o caso do Diário da justiça, vez
p , _ l mero o
roce_s:~, o org:o ?ro ator do acórdão e a data da respectiva publicação que apenas traz a ementa e a conclusão do julgado.
~~ Drano Eletronrco da Justiça do Trabalho, tudo como forma de iden- Nessa hipótese, conforme aludido anteriormente, somente será ad-
tr car com precisão o acórdão-paradigma.
mitida a transcrição de ementa do acórdão-paradigma quando contiver
b) Transcreva, nas razões recursais, as ementas e/ou tre- detalhes específicos do caso, registrando o trecho da divergência levan-
chos dos acórdãos trazidos à configuração do dissídio, de- tada. Nesse caso, basta que a parte apresente a data da publicação, em
monstrando o conflito de teses que justifique 0 conheci-
fonte oficial.
mento do recurso, ainda que os acórdãos já se encontrem
nos autos ou venham a ser juntados com o recurso. Por outro lado, quando a ementa não traz o trecho da divergência,
N~o basta que o reco~rente apresente o acórdão-paradigma para não sendo capaz de por si só comprovar a divergência jurisprudencial,
que sep demonstrada a drvergência J"urisprudenci"al H' "d d o recorrente deverá transcrever trechos que integram a fundamentação
· d d . a necessi a e
atn ~, e que faça o cotejo ou confronto analítico entre as decisõe~
conflitantes, transcrevendo trechos de ambos os aco' d- d
d" • r aos que emons- 238 DIDIER ]r., Fredie; CUNHA, Leonardo José Carneiro da. Curso de direito pro-
trem a tvergencia de interpretação. Isso porque incumbe ao recorrente cessual civil: Meios de impugnação às decisões judiciais e processo nos tribunais. 8. ed.
Bahia: JusPODIVM, 2010. v. 3, p. 309.
237 KLIPPEL, Bruno. Direito ;umu!ar esquematizado_ T.<"T. s- p 1 S . 239 DIDIER Jr., Fredie; CUNHA, Leonardo José Carneiro da. Curso de direito pro-
p. 425. '-' · ao au o: ara1va, 2011. cessual civil: Meios de impugnação às decisões judiciais e processo nos tribunais. 8. ed.
Bahia: JusPODIVM, 2010. v. 3, p. 309.
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T ÉLJSSON MIESSA RECURSO DE REVISTA

do acórdão-paradigma. Nessa hipótese, deverá apresentar a Íntegra do Verificada a indicação do dispositivo violado, passa-se para o se-
acórdão-paradigma por meio de cópia autenticada ou extraída de reper- gundo momento, que é o juízo de mérito, oportunidade em que se
tório autorizado de jurisprudência do TST, sob pena de não conheci- vai verificar se a decisão impugnada está violando ou não o dispositivo
mento do recurso, ou seja, não é suficiente a mera indicação da data da indicado.
publicação em fonte oficial (Súmula 337, III, do TST).
7.2.2. Conceito de dispositivo de lei e norma constitucional
7.2. Violação literal de disposição de lei federal ou afronta direta e
Para o C. TST, o conceito de dispositivo de lei pode ser alcançado
literal à Constituição Federal
pela análise da OJ n° 25 da SDI-Il, a qual impede o ajuizamento de
ação rescisória com base em violação de lei, quando se tratar de "norma
7.2.1. Introdução
de convenção coletiva de trabalho, acordo coletivo de trabalho, portaria
Além da divergência jurisprudencial, o recurso de revista também do Poder Executivo, regulamento de empresa e súmula ou orientação
será cabível quando a decisão do tribunal regional for proferida em: jurisprudencial de tribunal".
I) violação literal à disposição de lei federal; ou Assim, atraindo as definições da OJ n° 25 da SDI-II para o presen-
2) afronta direta e literal à Constitui~ão Federal. te caso, é possível extrair que não dará ensejo ao recurso de revista, com
fundamento na violação de lei, decisão que contrariar norma coletiva,
É interessante notar que, no processo do trabalho, o recurso de regulamento de empresa, portaria, instruções normativas, ordens de
revista poderá abranger legislação infraconstitucional e norma constitu-
serviços etc.
cional. Difere, portanto, do processo civil em que o recurso é bifurcado,
vez que as violações à legislação infraconstitucional são remetidas ao A contrário sensu, será capaz de ensejar o recurso de revista
STJ, por meio do recurso especial, enquanto as afrontas à Constituição quando a viola~ão derivar de lei ordinária federal, lei complemen-
Federal são encaminhadas ao STF, por meio do recurso extraordinário. tar federal, medida provisória e decreto-lei. A propósito, a lei fede-
ral poderá estar relacionada ao direito material assim como ao direito
· Na seara laboral, primeiro se exaure toda a jurisdição trabalhista
processual.
e, somente após, caso persista a violação à Constituição Federal, será
admitido o recurso extraordinário ao STF. Como visto, o entendimento predominante não inclui as portarias
do Poder Executivo no conceito de lei federal (OJ n° 25 da SDI-II do
Com efeito, o TST confere a última palavra quanto à legislação fe- TST). Isso acontece porque, em princípio, ela não constitui fonte for-
deral trabalhista, podendo, no entanto, ser questionado no que se refere mal de direito, faltando-lhe abstração, generalidade e impessoalidade.
à matéria constitucional.
Ocorre, no entanto, que, no direito do trabalho, mormente quanto
Conforme já anunciamos nesta obra, a violação de lei federal ou às normas de segurança e medicina do trabalho, é sabido que as porta-
afronta à Constituição Federal devem ser analisadas em dois momen- rias exercem importante papel de efetivação do art. 7°, XXII, da CF/88,
tos. o qual impõe a "redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de
O primeiro momento é no juízo de admissibilidade, em que ore- normas de saúde, higiene e segurança". A propósito, quando a própria
curso somente será admitido se houver a invocação expressa do dispo- lei determina que seu conteúdo seja p~eenchido pela portaria, esta al-
sitivo de lei ou da Constituição tido como violado (CLT, art. 896, § cança o estatuto de fonte normativa. E o que acontece, por exemplo,
1°-A, li e Súmula n° 221 do TST). Não se exige, porém, que a parte com as atividades ou operações consideradas perigosas, que, nos termos
deva utilizar as expressões "contrariar", "ferir", "violar" etc. (OJ n° 257 do art. 193 da CLT, serão especificadas por meio de portaria ministe-
da SDI-I do TST). rial. "Em tais casos, o tipo jurídico inserido na respectiva portaria ga-

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mas. impessoal. acordo com súmula ou orientação jurisprudencial. a decisão aplica A admissibilidade do recurso de revista por violação tem uma lei não reguladora da espécie. p. o Federal de 1988. RECURSO DE REVISTA ÉLISSON MIESSA são recorrida. ed.a vio- mento do recurso de revista quando houver afronta a dispositivo da lação seja frontal. p. Recursos no processo c/Q trabalho. nos termos da Súmula n° 221 do TST. A doutrina não utiliza um critério seguro para conceituar violação literal de lei. deverá indicar expressamente o dtspostttvo vtolado. mister TST tem como base decisões reiteradas do tribunal (precedentes) que se faz apresentar o inciso exato. Recurso de revista. categórica. a decisão recorrida deverá possuir tese nhará o estatuto de regra geral. 8. na OJ no 335 da SDI-I Nesse sentido. ao menos quanto às portarias do Executivo. Júlio César. o que Há que se consignar. O re- Portanto. Noutras palavras.ção frontal do dispositivo indicado como violn. foram analisadas e pacificadas com a criação da OJ ou da súmula. é exigida tão somente para o recorrente e não para o prolator da deci- 240 DELGADO.I do _"~ST) ." 240 0 artigo supostamente violado (OJ n° 118 da SDI-. exceto se se "tratar de um dispositivo ex. É que. Mauricio Godinho. É importante destacar que haverá violação literal de lei federal A indicação do dispositivo legal tem o condão de afastar recursos sempre que 0 acórdão impugnado der interpretação diversa da que lhe oportunistas apontando genericamente a violação da CLT ou da Cons. v. Indicação do dispositivo violado das pelo doutrinador Júlio César Bebber: Conforme já anunciamos. Curso de direito do trabalho aplicado: justiça do trabalho. lei ou da Constituição tido como violado. se a decisão impugnada estiver de com o parágrafo e o inciso. Curso de direito do trabalho. a indicação do artigo cumulado da SDI-1 do TST). ed. servindo como exemplo o art.. Violn. ato das disposições cons. Não se exige. razão pela qual transcreveremos algumas situações indica- 7. emenda constitucional. 281. abstrata. no que tange à norma constitucional. 293 292 . Caso a parte afirme que o art. abstratas. p. a de- positivo tido por violado. a decisão nega o que a 242 como pressuposto a indicação expressa do dispositivo de lei afirma. não haverá violação cessivamente amplo. in cisão reconhece validade a uma lei que não é válida. não tendo o dever de indicar literalmente situações fático-jurídicas. pensamos que deverão ser incluídas no conceito de lei fe- deral. a decisão admite a vigência de uma lei ~u_e ainda Súmula n° 221 do TST.] a decisão nega validade a uma lei que é válida. é necessário que . porém.3. 242 BEBBER. de verificar sua correta titucionais transitórias e tratados internacionais sobre direitos humanos aplicação. ao criar as orientações jurisprudenciais e as súmulas. Indicação de preceito. 155. literal. São Paulo: LTr. Homero Batista Ma teus da. aplicação a uma lei reguladora da espécie.1. [. ou seja. 4. dada a gama colossal de assuntos ali analisam possíveis violações legais e constitucionais a respeito do .t~m~. é necessária a invocação expressa do dis. a dectsao nega lei. Além da indicação do dispositivo violado. 333-334. aprovados com o quórum de emenda constitucional. contudo. 2011.do Por fim. 5° da Constituição literal. que a indicação do dispositivo legal impossibilita novos questionamentos. 2014. tratados" 241 • É o que se verifica. a verbis: decisão nega vigência a uma lei que ainda se encontra em vigor. Violação de não vigora ou que já deixou de vigorar. houver dado súmula do TST ou orientação jurisprudencial (OJ no p36 tituição Federal. não se trata de analrsar se Constituição Federal. 2010. gerais e corrente. por fim. a interpretação foi justa ou injusta. regendo adfoturum explícita a respeito do tema. 7. sim..2. Rio de Janeiro: Eísevier.3. São Paulo: LTr. com qualidade de lei em sentido material. as violações legais e constitucionais sobre a matena Ja doTST. 241 SILVA. admite-se o cabi. 5° foi violado.2. a decisão afirma o que a lei nega. 10. por exemplo. A contrário sensu.

há de ser juridicamente correta243 • Desse modo. não sendo admitido o Desse modo. 3. ) Não se deve. Nesse caso. muito mais do que simplesmente tribunal local. 297. com o advento da Constituição Federal de 1988. DJU 30. Nessa hipótese. p. TST cancelou demonstrar a afronta direta ao comando legal. portanto.2. 244 Súmula n° 400 do STF: "Decisão que deu razoável interpretação à lei ainda que 247 Súmula no 636 do STF: "Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao não seja a melhor. mesmo na hipótese de interpretação razoável de dispositivo de No que se refere à violação de legislação infraconstitucional. Min. Min. Exemplo: A empresa X não foi devidamente notificada para a audi- A propósito. admitir a interpretação razoável.. Naves da Fonseca. Nesse sentido. utilizan. ÉLISSON MIESSA RECURSO DE REVISTA 7. São Paulo: São Paulo: LTr. entendia que não era cabível o recurso de revista quando existisse interpretação razoável do dispositivo legal.1993. mesmo que haja interpretação razoável do dispo. 2009. Saraiva. Júlio César. A ofensa indireta ou reflexa ocorre quando o recorrente tiver que sitivo legal. Exame dos fatos nos recursos extraordinário e especial. o lei ou norma constitucional. leciona Fredie Didier Jr. 8. Celso de Mello. inicialmente âmbito trabalhista. que é contrária ao entendimento do TST. CUNHA.4. nos dias atuais. 1• Turma. Recursos no pmcesso do trabalho. 246 DIDIER Jr. 243 STF -AI-AgR 145680. 1O1. inicialmente. Contudo. válida. Interpretação razoável de dispositivo vância245. III. revista. e não meramente ao extraordinário (Súmula n° 636 do STF) • juízo de admissibilidade. 2. Rei. admite-se o STJ.6. Curso de direito pm- cessual civil: Meios de impugnação às decisões judiciais e processo nos tribunais.2.4. Violação reflexa da norma constitucional do as mesmas diretrizes da Súmula n° 400 do STP44 • Tratando de violação de norma constitucional. ao analisar a Súmula A doutrina afasta a incidência de interpretação razoável na hipótese n° 400 do STF: (. bem como o 247 ligada ao juízo de mérito do recurso de revista. significaria que esse tribunal estaria renuncian- do a sua condição de intérprete da lei federal e guardião de sua obser- 245 STJ-Resp. ed. lação ao art. a violação à Constituição é meramente reflexa. que constitui o intérprete autêntico da legislação recurso de revista. 7. não autoriza recurso extraordinário pela letra a do art. FONSECA. Teori Albino Zavascki. o ência. F". p. empresa pretende interpor recurso de revista com fundamento em vio- tima palavra da iegislação federal ao STJ e ao TST. o recorrente deverá Contudo. princípio constitucional da legalidade. a interpretação dada pelo razoável. 1" Turma. 5o. 1026234/DF. por ser 'razoável' a interpretação dada pelo crito na Constituição da República. TST. 2012. Leonardo José Carneiro da. fazendo prevalecer sua própria interpretação. quando a sua verificação pressuponha rever da C. vez que a exegese de preceito ins- so especial. Veda-se apenas a ofensa indireta ou reflexa da norma Portanto. Nesse contexto. do recurso de revista.. LV. DJe 11.5.2008. Bahia: jusPODIVM. mesmo na hipótese de interpretação razoável do tex. não será admitido o recurso de revista. . a STF passou a ser guardião da norma constitucional. Fredie. No mesmo sentido. da CF/88 (princípio do contraditório). apenas. sendo decretada sua revelia. invocar uma norma infraconstitucional para chegar à norma constitu- Isso ocorre porque a contrariedade ou não de dispositivo legal está cional. 841 da CLT.SP. 41-42. infraconsticucional246 • to constitucional. v. Após esgotar a instância ordinária. permite-se o cabimento do recurso de constitucional. remetendo a úl. João Francisco No mesmo sentido: BEBBER. 2012. por meio da Resolução n° 185/2012. Rei. o C. impôs ao TST a função de disseminar a divergência jurisprudencial. deixar de admitir um recur- de violação de norma constitucional. deverá invocar o descumprimento do art. passando a permitir o cabimento indireta ou reflexa da norma constitucional. no para demonstrar a violação ao dispositivo constitucional.. vedando-se a ofensa o item li da Súmula n° 221 do TST. 295 294 . ed. a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida".

recorrente deverá invocar o dispositivo infraconstitucional tido por O C. como ocorre. sendo reflexa tiu. que são órgãos revisores da instância ordi. prequestionamento consiste na obrigato- recurso. por meio de provocação da parte inte. respeito" (Súmula n° 297. o prequestionamento es- tará presente quando houver tese explícita (e não implícita) acerca da 7. 7. o acórdão impugnado explanar que prévia. portanto. TST e STJ). ficará inviabilizado 0 Com efeito. independentemente da manifestação de revista na fase de execução que. Tese explicita A doutrina diverge sobre o conceito de prequestionamento. I. para o TST. é juízo de valor proferido expressamente pelo tribunal a quo. por exemplo. Desse modo. por exemplo. sem que haja necessida- 296 297 . por violação Já para a terceira corrente. o prequestionamento significa a con- à lei federal. pois têm a missão de unificar a interpretação do direito brasileiro TRT indica que não houve violação ao princípio do contraditório sem e definir a exata aplicação da norma. não significa a ~s recursos de natureza extraordinária são julgados pelos tribunais indicação do artigo violado (OJ n° 118 da SDI.I do TST). quando há juízo de valor proferido no acórdão. o seu recurso será cabível pela violação infra. em caráter principal. Conceito matéria na decisão impugnada. de modo secundário. como regra. para o TST. basta que o recorrente invoque. 7. inde- maténa (antes do Julgamento). mas po- supenores (STF. Prequestionamento Assim. cessária) a indicação do dispositivo constitucional. a aplicação da primeira e da terceira corren. pois permi- mente. isto é. STF. O que se impõe. porém. portanto. a afronta constitucional e a violação legal. "diz-se prequestionada a matéria ou questão dessa natureza se as matérias já tiverem sido discutidas e decididas nas quando na decisão impugnada haja sido adotada. somente julgará os recursos Noutras palavras. que o prequestionamento é analisado com base no Na seara trabalhista. pois con- vwlado para que seu recurso seja cabível. como se verifica pelos demais itens da Súmula 297. Surge aqui o chamado prequestionamento. 896. junção de debate e decisão prévios. mas. caso ocorra a violação reflexa da norma constitucional. explicitamente. declina a Súmula n° 282 do hipóteses de violação à norma constitucional (CLT. riedade de que haja decisão prévia acerca do direito objetivo suposta- simo quando destinado à violação constitucional. quando o nária. especificar o art. 1. TST. pois. somente é cabível nas da parte interessada. prequestionamento é debate prévio da 0 como a tese jurídica apreciada e decidida pelo tribunal a quo.2. Com efeito.3. que analisare- constitucional. referênCia ao ressada. essa restrição tem maior relevância no recurso conteúdo da decisão impugnada. mente violado ou aplicado de forma divergente. 847 da CLT. na Súmula 297.3. o. sendo insuficiente (ou desne-· ceituou o prequestionamento como decisão prévia acerca da matéria. art. dispositivo legal. sendo o TST órgão revisor. pendentemente de ter constado. sim. Definiu. mos posteriormente neste tópico. no acórdão impugnado. o prequestionamento consiste em decisão prequestionada se. indepen- dentemente de manifestação da parte interessada. sicionamento sobre a questão. impondo a provocação da parte Portanto. No mesmo sentido. interessada e a manifestação da matéria no acórdão. I. concomitante. tese a instâncias ordinárias.· a afronta constitucional. Isso quer dizer que a matéria estará Para a segunda corrente. Tese explícita. adotou a segunda corrente. ÉLISSON MIESSA RECURSO DE REVISTA recurso de revista por violação à Constituição. O mesmo se diga acerca do recurso de revista no rito sumarís. do TST). Nos demais casos. tal tese foi reconhecida de forma prioritária. Tese explícita adotada no acórdão impugnado deve ser entendida P~ra a primeir~ corrente.3. sendo a afronta meramente reflexa. não há violação ao princípio do contraditório. § 2o). Contudo. te.

quando a Corre Prequesnonamento. havendo tese jurídica adotada expressamente no acórdão cena versad~ no relatório do acórdão impugnado. ou seja. porém. tal tese deve ser clara. multo menos deve alicerçar-se na presun ão confrontá-lo com o acórdão impugnado. ÉLISSON MIESSA RECURSO DE REVISTA de de especificar 0 art 5o LV d CF/ 88 N no 118 da SDI-I d 0 TS. o recorrente deverá indicar o dispositivo legal ou c ara.1995. porquanto o conhecimento do recurso não pode ~~aó:o. DJU 12.I do TST. por exemplo. imputação. declara a OJ 256 da É importante destacar ainda que. da CF/88 e não Par: fins do requisito do prequestionamento de que trata simplesmente o princípio do contraditório (Súmula n° 221 do TST).I do TST. 2.. art. de maneira clara. d. expressa. à lei ou à . INCONSTITUCIONALIDkE AUStNCIA DE EXAME N. que a parte recorrente simplesmente deve . pd de revista.sabor. o art. Min. que o Regional adotou uma tese contrária à lei o à indicar o dispositivo violado sem confrontá-lo com o acórdão impug- sumula. Tese explícita Súmu Ia n° 297 · . com acrhdade que o tribunal a q ( . sob pena de não conhecimento. 2•Turma. como ocorre. preencher 0 re · ao tncapaz e SDI I d TSTP . 1.de decisão implícita contra ex re~so disposmvo legal. Tese explícita. a o~ou tese contrária à ~ad: pel~ regional deve estar fu~~::e:ta~~' . vista sob o fundamento de violação. obsta o conhecimento do recurso de revista. 5°. estará preenchido o pressuposto do prequestionamento. além de gao. de modo a se vi ai' recurso o trecho da decisão que diz respeito à sua insurgência (CLT. Ademais. ' jeto do recurso de revista. Diz. uo {e~ona . a P ma. Inteligência da Sú. 298 299 . na decisão recor. .ao consubstancia violência ao mc1so XXXV do arugo · D C 5· a onsti tuição Federal 248 STF. entretanto. Noutros termos. do recurso de revista. 24 " r:avendo tese explícita sobre a matéria. ao interpor o recurso de re- Orienta~o Jurisprudencial no 256 da SDI. § 1°-A).RE-AgR 175505 -SP. à Constituição Fe- Prequestlonamento.PREQUESTIONAMENTO . o recorrente deverá indicar explicitamente o artigo que entende violado. d' · · 1 expressa o lsposmvo egal para ter-se como prequestionado este. Nesse sentido. a _Sumula no ~97. indicar.O re- questwnamento . - . elementos que levem à conclusão Isso não significa. impugnado. LV. zn ver zs: precise indicar o dispositivo legal violado. no man- mula n° 297 dado de segurança. não exsurge de mera refcerenc1a ' . ru:CURSO . conquanto no acórdão não se o . Rei. ~se preques~wnado determinado tema quando o Ór ão independentemente de indicação do artigo tido por violado. Marco Aurélio. já decidiu o Supremo Tribunal Federal: violado. Interpos- J~lgador haJa emitido juízo explícito a respeito de for~a to o recurso. . a simples indicação do dispositivo legal tido por No mesmo caminho. o recorrente deverá indicar o trecho da decisão pug d d acor ao rm- d nado a odtar e~pre:samente tese jurídica a respeito da matéria in. d~ ext:~ordinário . no acór- ~ao. . Configuração. o prequestionamento estará preenchido se o . cabe ao recorrente interpor embargos de declaração para suprir a omissão e legitimar futuro recurso ~dicaçao da suposta violação no relatório do acórd.ntende violado (Súmula n° 221 do TST). de origem assenta que as informações prestadas.pósito. não contemplam a oportunidade. no momento da interposição . u nado. ou seja. Assim. atenta-se para o fato de que. quesb~onamento. da capacidade intuitiva dos integrantes constitucional que r.5. por exemplo. deral. Portanto. Constituição Federal. o recorrente deverá destacar no seu Af:p~o. Em suma. sem referência ao disposto no acórdão impugnado. somente haverá prequestionamemo se houver tese jurídi- nda.é . T' ' _a : esse sentido. há necessidade de que haja.::od~:~: ~::t ::~~a~~~ Caso não exista tese jurídica expressa. salienta a OJ decisão mediante a qual se conclui pela impossibilida- ' a segurr transcnta: de de apreciar-se a pecha em face ao meio utilizado na Orienta?ão Jurisprudencial no 118 da SDI. recorrida que consubstancia o prequestionamento da controvérsia ob- epen ente e ter rndrcado o artigo violado. desnecessário contenha nela referência d ca expressamente adotada na fundamentação do acórdão. 1) d su rzar 896. por exemplo.

ÉLISSON MIESSA RECURSO DE REVISTA 7. IV. o que significa que este possui tese jurídica. legitimando os embargos de decla. o que acaba.. da_ dectsao de primeiro grau . declina que os recursos possuem ainda o efeito translati- de dec1d1r.3.o que dispõe o art. Recursos no processo do trabalho. por serem conhecidas de ofício. Rei. a motivação per relationem foi expressamente pre- c ama a de tecmca da motivação por referência ou remissão. falta-Ih e JUIZo ca. DJ 12.2006 251 BEBBER. ' ' JUfl tca e. pelo Poder Judiciário. São Paulo: LTr. Júlio César. que. 252 NERY ]r. Exigência de prequestionamento em matéria de ordem pública pre~tadas por órgão apontado como coator) . A remissão feita pelo magistrado . a certidão de julgamento. a incidência desse efeito nos recursos de nature- t~s de orde~ fático-jurídica mencionados nas contra-ra- zoes recursais da Promotoria de Justiça . a infor~ações 7. se a sentença não adotou juízo de valor sobre determinada da CF. ração com efeito prequestionatório da sentença. IX. 352-353.. São Paulo: RT. 93. . p. da técnica da motivação "per rei anonem · " . ed. 1mpõe ao 250 HC 72.2. vez que a decisão não possui tese jurídica Nesse contex:o: se a decisão do TRT simplesmente adota os fun- damentos . 2ª Turma.3. sempre que o julgador se valer da motivação per relatio- nado.revela-se fiel à exigência JUfldlco-constitucional de motivação que se . quencla.009/RS. vo. . . inclusive pelo E. Pode ainda a parte se pubhca. a sentença passa a .3. IX. como se venfica pelas ementas a seguir transcritas: controvérsia que se buscará no futuro levar ao TST.1. ed. ~ demon~tração da tese explícita a configurar o prequestionamento Precedentes. então a pa- receres do Ministério Público ou. ' a mttt o e mott~açao. nesse rito. constderando-a compatível com o art. 93. ao ato de. a matena. 2014. . ] Reveste-se de plena legitimidade jurídico-constitu. tado e legislação extravagante.constitui n:e:o. Agora. 1 c~m .d . registran- da dectsao recornda.apto a promover a formal incorporação. A incorporar o acórdão. tco ou as mrorma- çoes . .e ao invocá-los za extraordinária. Min. essa forma d . Rosa Maria de Andrade. 895. ' Essa afirmação não se aplica no rito sumaríssimo. 4. Código de processo civil comen- 249 AI 825520 AgR-ED. 11. Motivação per relationem Poder Judiciário na formulação de seus atos decisórios. interpor embargos de declaração da sentença para a adoção de t~se ex- cwn_al a utilização. vista no art. Celso de Mello. 'd seja a já adotada na sentença. Min. nao havendo portanto tese · 'd' . Nelson. porém.. ~o~~ expressa razão de decidir .. § 1°. 850.. J• Turma. 300 301 . ao lado dos efeitos tradicionais dos recursos (devolutivo Cisono: ~a motivação a que o juiz se reportou como razão e suspensivo). NERY. ainda..12. ug nem é necessária a interposição de embargos de declaração para que a matéria seja prequestionada._ cumpre destacar a motivação per relationem. Rel. a legitimar a interposição do recurso de revista. incumbe parte a [. o qual declara que "se a sentença for confir- Tr~t~-se da p~ssibilidade de o julgador referir-se aos fundamentos mada pelos próprios fundamentos. STF tem d .2011. 201 O. . também É que. qual doutnna. O que se bus- . o acórdão do Tribunal. Nesse caso. . entendido como a possibilidade de o juízo ad quem julgar matérias [. ao parecer do Ministért'o Pu' bl' ' . no momento de proferir o julgamento. 250 tmpoe que hap tese jurídica expressamente adotada no acórdão imp _ Contudo. :] A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal de ordem pública. de certo modo. portanto. que se mostra compatível plícita. Em conse. A doutrina. ' d e v ai or so b re própria. de manifestação da parte 25 2 • .referindo-se valer das razões ou contrarrazões do recurso para postular emissão de expressamente. aos fundamentos (de fato e/ou de direi co) juízo de valor pelo TRT 251 • que deram suporte a anterior decisão (ou. da Constituição daRe.9. p. em razão do prequestionamento. h N~se po~to. ao adotar os fundamen- Discute-se. a autonda~e ~oator~. consequentemente prequesttonamento (O] no 151 da SDI-I do TST). independem onen~a-s~ no sentido de reconhecer a plena validade consncucJOnal da motivação 'per relacionem' . é que tese jurídica esteja na decisão recorrida. DJ 1. Preceden tes249. r do tal circunstância. servirá de acórdão". e pela JUrtsprudencia. Celso De Mello.

inclusive a prescrição. como é o caso no processo do trabalho dos Na hipótese de violação nascida na própria_ decisão recorrida. dor Fredie Didier: ainda que se trate de incompetência absoluta. no sentido de qu. segundo momento. Para essa tese. no acor' d-ao. pois apenas nestes há prequestionamento. Como já visto. Leonardo José Carneiro da. primeira corrente. Isso de debate e decisão prévios. 267 do CPC 253 • 7. prequest1?name1~to e o análise integral dos fatos e fundamentos jurídicos. TST ado~ou a para o STF. Para fins de impugnação (efeito devolutivo). 303 302 .4. poderá o tribunal examinar todas as matérias que possam ser exa. atuação do TST 255 • dência e as questões de ordem pública de que trata o § 3° do art. consiste em decisão prévia. podem se manifestar. ale_m de ou profundidade do efeito devolutivo). Bahia: JusPODIVM. 190. 2. por meJO d_e provoca- sive o reexame das provas. Ricardo Lewandowski.188/MG. ed.4. nos recursos de natureza extraordi. ed.2005. Fredie. amda que se trate de incompetência absoluta. CUNHA.2007. isto é. É necessário o prequestionamento como pressuposto de admissibilidade em recurso de natureza extraordinária. ~ C. embargos para a SDI e do recurso extraordinário ocorre por exemplo no julgamento extra petlta. como recursos de revista. somente cabe o recurso extraordinário/especial se for previamente Assim mesmo que se trate de matéria de ordem pública. uma vez sua insurgência no recurso de natureza extraordinária. . é possível extrair que os tribunais superiores apenas mento há necessidade de debate prevw acerca da matena Impugnada.I do TST. ele deve ser analisa. natureza extraordinária25 4. _ nária somente há manifestação do tribunal superior sobre as matérias Já para a terceira corrente. sendo o prequestionamento um pressuposto. 1" Turma. conhecendo o recurso. não 253 DIDIER Jr. Recursos no processo do trabalho. 3. de preencher 0 pressuposto do prequestionamento capaz de legmmar a minadas a qualquer tempo.10. Júlio César. 2009. por estarem ção da parte interessada. o recorrente deverá :xpressa~ente tão jurídica. debate prévio da matéria (antes do JUlgamento). 2. por exemplo. Carlos Velloso. 282.3. diferencia-se impugnação do julgamento. no 62 da SDI I do TST: consequentemente. Já os recursos extraordinários. 8. com se verifica nas palavras do doutrina. Al-AgR 633. em que poderá analisar todas as matérias suscetíveis Prequestionamento.o prequesn_oname~to vinculados ao exame do direito objetivo. o prequestionamento s_ignifica ~ c?nJunçao previamente decididas e levantadas expressamente pelo recorrente. 12. admitindo inclu. AI-AgR 5050. quando ha JUIZO de val~r profendo questionamento. 1· n dependentemente de manifestação da parte mteressada. p. pelo tribunal recorrido. Para a segunda corre~ t-e.e. o efeito translativo aplica-se em tais recursos._ para que ex1sta ~. Isso por. São Paulo: LTr. j. 2010. 0 caso da 'incompetência absoluta. o tribunal passará para um Orientação Jurisprudencial n° 62 da SDI.de cação apenas nos recursos de natureza ordinária. Necessidade. impondo a provocaçao da parte mteressa- quer dizer que o efeito translativo não tem aplicação nos recursos de da e a manifestação da matéria no acórdão. do tema e impugnação expressa no recurso.. Curso de direito pro- . como é questionada. Para fins de julgamento (efeito translativo demonstrar a existência de tese jurídica adotada pelo regiOnal.029/MS. v. 254 BEBBER. ÉLISSON MIESSA RECURSO DE REVISTA Para uns. Para a primeir~ corrente. porém. Min. Pressuposto de ad~issibili~ade em de verificação a qualquer tempo. Desse modo. rei. o efeito translativo tem apli. nascendo a violação no próprio acórdão impugnado. Nesse sentido. pública que devem ser conhecidas de ofício. Noutras palavras. para a corrente majoritária. como é o caso das matérias de ordem apelo de natureza extraordinária. com a fi~a~tdade conhecido o recurso extraordinário/especial. j. . sobre ilegitimidade de parte. considerando presente tal pressuposto e. 2" Turma. Violação nascida na própria decisão rec01rida Contudo. resse de agir e incompetência absoluta se houver decisão prévia acerca que. exigem a presença do pre. inte. Desse ~odo. rei. deca. existem três correntes a respeito ~o conceito . afirma a OJ do previamente. 255 No mesmo sentido é o entendimento do STF. p. determinada ques. cessual civiL· Meios de impugnação às decisões judiciais e processo nos tribunais. Min. p~equestJOn~­ Diante disso.

A mera oposição de embargos declaratórios não basta para tanto. interpor recurso de revista da decisão omissa por violação ao art. li. pelo Tribunal a quo. anulará a decisão.. ] O requisito do prequestionamento obsta o conheci- Atenta-se para o fato de que essa orientação tem sido aplicada para mento de questões constitucionais inéditas. o É inexigível o prequestionamento quando a violação in- denominado embargos de declaração com efeito prequestionatório. Recursos no processo do trabalho.5. ed. Referida tese é adotada pelo STJ por meio da Súmula violação na própria decisão impugnada. Nesse caso. Logo. Na prática. b) erro na admissibilidade mula STF 356 e. como deve De nossa parte. passou a ser acompanhado pelo' STF. Opostos os embargos de declaração. permite-se a interposição dos no 211.3.. 354. 257 No mesmo sentido. como diz a referida orientação. permitindo que a parte possa recorrer sem que haja ne. Ina. incumbe-lhe opor em- na hipótese. pensamos que prequestionamento é um pressupos.. ou seja. do TST). o juízo ad Noutras palavras. Violação nascida na pró. porém. sobre a matéria. não havendo. Prequestionamento ficto RECURSO DE REVISTA I I que não houve prequestionamento. manifestação no acórdão do TRT acerca da matéria que a parte pretende devolver ao Orientação Jurisprudencial no 119 da SDI. somente nessa hipótese hiveria namento. sob cessidade de prequestionamento e até mesmo de interpor embargos de pena de preclusão (Súmulas n° 184 e 297. Assim. prequestionamento. Nesse caso. São Paulo: LTr. o que significa 7. sido enfrentada. por meio de recurso de revista. 93. Súmula n° 297. pode ocorrer de o No entanto. o resultado é o mesmo. consis- Parte da doutrina e da jurisprudência entende que interposto em- tente na obrigatoriedade de que haja decisão prévia acerca do direito bargos de declaração e havendo omissão do tribunal. proceder o recorrente? to recursal específico dos recursos de natureza extraordinária. ainda assim. plicável a Súmula n° 297 do TST. de modo expresso. a OJ 119 da SDI-I do TST: Noutros termos. da CF/88) 258 . art. 'r Invocada a matéria no seu recurso principal. somente considera recursal. o que significa que a matéria já está prequestionada. Nesse sentido. p.I do TST. uma vez que já existe tese jurídica clara e expressa sobre o tema. o E. que ele já está pre. o prequestionamento já existe. 4. apenas dessa forma haverá tese explícita sente.iT i I ÉLISSON MIESSA há como ter ocorrido discussão prévia sobre a matéria. mas. prequestionada a questão constitucional quando tenha utilizando-se de fundamento não invocado pelas partes256. IX. impugnado. e c) adoção de fundamento inédito no julgamento de mérito. 2014. TST. devendo devolver o processo ao juízo a quo para se manifestar sobre a Com efeito. já existe decisão da CLT. Esta Corte não tem procedido à exegese a contrario sensu da Sú- as hipóteses de: a) erro de procedimento. a Súmula n° 356. por exemplo. o que. TST atenua a exigência do prequestionamento tribunal não se manifestar sobre ela. por consequência. Inaplicável . bargos declaratórios objetivando o pronunciamento sobre o tema. .do STF. as modalidades ditas implícita e ficta de prequestionamento não ensejam o conhecimento do 256 BEBBER. [. 832 da CLT. além da negativa da prestação jurisdicional (art. nascendo a sobre a matéria. não se pronunciar sobre o tema.tem-se aqUl. dicada houver nascido na própria decisão recorrida. na realidade. pode acontecer de o tribunal. Prequestionamento inexigível. 304 305 . 258 O] no 115 da SDI-I do TST. sim. recursos de natureza extraordinária (ex. 'T' . não significa que não haja necessidade de prequestio. em caso de provimento do recurso de revista. a parte deverá objetivo supostamente violado ou aplicado de forma divergente. recentemente. incumbe-lhe interpor embargos pria decisão recorrida. 458 do CPC e art.c de declaração para que o TRT se manaeste so b re el a257 . 897-A se a violação nasce no próprio acórdão impugnado. Júlio César. matéria. recursos de revista e embargos