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ÉLISSON MIESSA
Procurador do Trabalho.
,.,-....,) Professor de Direito Processual do Trabalho do Curso CERS on line.
Autor e Coordenador de livros publicados pela juspodivm.
elissonmiessa@hotmail.com • www.elissonmiessa.com. br

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.----. RECURSOS
TRABALHISTAS
De acordo com a Lei n° 13.015/14
Contém referências ao projew do Novo CPC

r. 2015
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incondicional à minha produção científica,
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t terminantemente proibida a reprodução total ou parcial desta obra, por qualquer meio Ao meu filho, Otávio, pela alegria que nos
ou processo, sem a expressa autorização do autor e da Edições JusPODIVM. A violação dos
direitos autorais caracteriza crime descrito na legislação em vigor, sem prejulzo das sanções trouxe neste último ano, dando ainda mais
civis cablvels. razão à minha vida.

TI
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SUMÁRIO

APRESENTAÇÃO...................................................................................... 19

CAPÍTULO I
MEIOS DE IMPUGNAÇÃO, CONCEITO,
CLASSIFICAÇÁO E DIREITO INTERTEMPORAL ............................... 25
1. Meios de impugnação.............................................................................. 25
2. Conceito de recurso................................................................................. 25 ·
3. Classificação............................................................................................. 27
3.1. Quanto ao objeto imediato do recurso........................................... 27
3.2. Quanto à fundamentação............................................................... 28
3.3. Quanto à extensão da matéria impugnada...................................... 28
3.4. Quanto à independência................................................................. 29
3.4.1. Recurso adesivo (subordinado)........................................... 29
3.5. Resumo das classificações................................................................ 32
4. Direito intertemporal............................................................................... 32

CAPÍTULO 11
PRONUNCIAMENTOS JUDICIAIS PASSÍVEIS DE RECURSO.......... 35
1. Sentença.................................................................................................. 35
1.1. Conceito........................................................................................ 35
1.2. Requisitos...................................................................................... 37
1.3. Classificação................................................................................... 38
1.4. Recorribilidade ............................................................................... 40
2. Decisão interlocutória.............................................................................. 40
2.1. Recorribilidade .... ..... .... ..... ...... ..... ...... ............ ...... .... ... ....... ............ 41
3. Acórdão................................................................................................... 42
3.1. Recorribilidade ............................................................................... 42
4. Despacho................................................................................................. 43
4.1. Recorribilidade ............. ......... ..... .. ... . .... . ..... . . .... .... ..... .. .... . ... .... . .. . . . . 43

........ 66 8.. 79 8.4....................... Serventuários eventuais da justiça ................... .................................... ....... 127 3............... ·· .. . Representação das pessoas jurídicas de direito público ...... 59 7..... 7.... Ministério Público ......... ...............1................. ......... ................ ..... 118 3. .......... Informativos do TST relacionados ao capítulo . 6....... 71 8............................................... ...4............... · · ............. Princípio da voluntariedade .......... · ................................ Substabelecimento ........... Representação ............................. ....................................... Princípio do duplo grau de jurisdição ........................................ 103 1.......... Representação por estagiário ......1. Massa falida e empresas em liquidação extrajudicial................ · ·· · · · · ·· · · ·· · · · ·· · · · 111 7.. 121 3........... 92 9......................................... Interesse em recorrer .............. 6................ 5.. 65 8...... Princípios dos prazos processuais . Irregularidade de representação ........2..............................2...........5...................... ...... · · ........................... Contagem dos prazos recursais .................................................................................... .... · ............... 5... Desistência .. · ................. Partes .............. 80 3.......... ÉL!SSON MIESSA SUMARIO CAPÍTULO III 5......................................1................. ....... Sujeitos que devem recolher o depósito recursal ..................... .................. 6....... .... Poderes do relator ....... ··· 112 CAPÍTULO V 8. · .................. 129 3....1.... · · · ·.....1..... ··· .... ....... 79 I..................3........... · ...............1...... Recurso interposto por somente um litisconsorte .................... Diferença no pagamento e complementação das custas ... ....... ....................... .......... ......... · ............ · 107 3.............3........ Terceiro prejudicado ...... ..3... Princípio da dialeticidade .................... Aceitação da decisão ..................... · · · ..............2..2............... 115 1.................. .. ............ Início da contagem do prazo recursal para o Ministério Público do Trabalho ................................................8.................. .. · 129 3..... Início da contagem quando marcada audiência de 7..............................................2..... Interrupção e suspensão dos prazos recursais ............... 130 5................ ...................... Inexistência de fato impeditivo ou extintivo do poder de recorrer .....1..............................3.............. Custas processuais .............................................. 59 7.9............2...............7.............. ·· ....... ·· ...... Autarquias e fundações ................. .... 100 CAPÍTULO IV 7...... · ........... · · · .........2...... · .......3............ .. 6... Princípio da fungibilidade ..... 92 I O.......2............... ....... julgamento .. .................1...............1...1.............3.......... Valor do depósito recursal ................ .... Súmulas do TST e orientações jurisprudenciais relacionadas ao capítulo ............... 63 7.................. Advogado ................ Condições de validade do mandato ....... 61 7.........5....................... ......................... ....1...... Renúncia .... 88 5..................... 93 I1............ ...................... ..........................1..................... .......... 78 8... ..........................1...2..................... .... Princípio da proibição da reformatio in pejus ............. · 115 2......... ......... Prazos recursais diferenciados ........ Introdução ..................... .......... ·· 96 11.. 6......... 132 8 9 . 88 6.......... Isenção do pagamento das custas .......... 90 8..3.............6...... ..... ............... ·· ..... ............ 85 4... Atuação sem instrumento de mandato ..... ....... Natureza jurídica do juízo de admissibilidade ..........2.. ...................... 72 8.. 6...................2......1...............1....................3.............. · ....... 66 8..3.... ..................1.. ........................ · 106 2........... · ...... Representação por preposto ... 4...........7........ · .................... Valor das custas processuais ............. .. 130 4.....1...................8......................................... Depósito na fase de execução .................. 75 8.......................................... 126 3 ... ............1..... ........................................................................ Juízo de admissibilidade e juízo de mérito ........ 73 8............... Contagem dos prazos recursais no processo eletrônico ....... Ações que exigem o depósito recursal.5...... . .. 108 3... 102 JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE E PODERES DO RELATOR.................................................4..3..3...........2. · ..............6............1.......................... 97 7 ....... Comprovação do pagamento das custas processuais .............................................. · .. Depósito em caso de litigância de má-fé ............. Depósito recursal ...... 67 8.... Princípio da unirrecorribilidade (singularidade) .....1................................ Juízo de admissibilidade ...... 6.. 115 PRESSUPOSTOS RECURSAIS .. Princípio da irrecorribilidade imediata das decisões interlocutórias .................... 79 PRINCÍPIOS RECURSAIS ....... Súmula do TST e orientação jurisprudencial relacionadas ao capítulo .1.......... 64 ~ 7....... Intempestividade ....................... Momento de pagamento .......... . ...... Responsabilidade pelo pagamento das custas ........... ........... 121 3.................... Princípio da consumação .......... · .......................... .... 6. · 122 3.............................. 80 2............. · ...................... · · .......... ·· ......... 6.......... Preparo ................ Princípio da fungibilidade (conversibilidade) ........................................... ............ ·......................... Legitimidade para recorrer ............... ....... · · ......... Revogação do mandato ............... Tempestividade .......... 68 8............. · . Cláusula limitativa de poderes no âmbito do TRT ..3............... · · · .........1....2.. .. 69 8.... Cabimento .......3....... 117 3............................. ............1.... 65 8........ .................. .. ···················· 105 1...................... Princípio da taxatividade (tipicidade) ..... União quanto às contribuições previdenciárias ...4.......... 70 8............. .............1....................1........ 64 7............

................................................ 151 184 2. .1............. Princípio do interesse .2... 11...... ....................................2... .......1............................. Regularidade formal ............................ Recurso enviado por fac-símile e via e-doc............................................................................1..... .......................................... Informativos do TST relacionados ao capítulo Efeito devolutivo ................. 138 176 9..1......3.. Legitimidade ..................... Documentos ......... Recursos que exigem o depósito recursal.......... ...2........................2....................................... 170 198 recurso ....... Multa por litigância de má-fé ..... ................ Julgamento citra petita ............................. ........ · . 159 12............... .... 190 12........................ Manifesto equívoco no exame dos pressupostos extrínsecos do 3.......................................................................... · ......... ..................... Efeito suspensivo ............. Vícios processuais: classificação .......................1......... 151 185 3...... ........................... 4.... 12..................................... ............ ·...........1............................ Legitimidade e interesse para recorrer ...3.......................... 195 12.... 134 r I 5............................................ ..................................... Representação ............ Princípio da convalidação ou preclusão ............... . · ....... ........................................................2.............. ......................... 197 1......................... 4........ 182 11...............1... 2.... Princípios das nulidades processuais ................8........ 139 177 9...........................................1................. 152 3...... Efeito translativo ······················································································ 171 11 10 ... Efeito expansivo .... Julgamento ultra petita ..... ÉLISSON MIESSA Depósito na condenação solidária................. 157 12....................... 8....... ..........................5....................7............. 164 2.... .................. 8. .............................2.... Informativos do TST relacionados ao capítulo .....5.2......................................................2...6..... 195 12............................ 134 175 7............. ............ ........... .......... 151 185 3........................... 9 ............9........ ..... Efeito devolutivo .. ..2...... 2................................. 11...... .............................. 187 12....5........ ..... Depósito de multa por litigância de má-fé ................ 151 186 3.. ·· .......4.. · .. 9............. Teoria da causa madura .......................................... 146 rI 2................... ............... ........... Efeito obstativo ························································································ 167 3..2......7..... Princípio da instrumentalidade das formas ............ 162 CAPÍTULO VIII EMBARGOS DE DECLARAÇÃO .................... ................ ......................................... Beneficiário da justiça gratuita ................................. 141 9........ ..3............ processual......... .... Depósito Recursal .......................................... Regularidade formal ....... 198 2... 11.... Representação ......................8................................ ·.... Obscuridade .. Depósito Recursal ......... Princípio da transcendência (prejuízo) ................................................. Liberação do depósito recursal.................6..... 8............ Assinatura digital ....................8.............................. Efeito substitutivo ....... ............... 145 180 11....... 196 CAPÍTULO VI 3........................................ Dispensa do recolhimento do depósito ..... · · ...................... 140 8 ........................... · .......... ........................... .................................. Custas processuais .............2....... 8....................... ... Juntada de documentos ... 144 180 2.......................... 11.... 158 12.......2.......4.. 153 12.2...... 144 180 2......... Efeito regressivo . Hipóteses de cabir: tento . Protesto .................. Tempestividade ......... 172 173 8......... .....1.. .. .4..............2.................. ........2................ 12..........................................................2..... 163 1...................................4............ SUMÁRIO Pronunciamento ex officio da prescrição .... Súmulas do TST e orientações jurisprudenciais relacionadas ao capítulo .. Introdução .... Vícios na decisão ............................................................................ 8.....2........ ........................ 11........ 167 3............................. ···· .............................. .... 152 3.............................. Não aplicação do princípio da congruência .............................. · · · · .2....6................................................. Súmulas do TST e orientações jurisprudenciais relacionadas ao capítulo .................5........ 150 184 2................ 11.6..........................................................................3.. · · · ·· · 195 3........................................ Contradição ..... .... 167 3........................... Preclusão pro iudicato ............. ...................... Princípio da utilidade ....... Depósito na reclamação plúrima e na substituição 173 6.4.......... Regularidade formal ............ 152 3................................. . .......................1. 196 EFEITOS RECURSAIS .......... ..... 135 175 8.............. ....................................................... ........ ... Momento de análise............................................. ··· ............... Saneamento dos vícios em grau recursal ............ Competência ......... 11.... Tempestividade ....................2............................................................... ... 12.. .................7....... 179 10..... Princípio da economia processual ......................................3......................... 147 183 2..... 143 179 1.......... ............. · · ... Cabimento ..2................. Comprovação do depósito recursal............. 149 184 2................................ ..............5..................................4...................... Erro grosseiro ......2................................ 191 12.............. 142 CAPÍTULO VII NULIDADES ......................2................................................. ............. Omissão ... Julgamento extrapetita ..

Recurso ordinário de sentença......... .... 2I6 RECURSO DE REVISTA .. Decisão monocrática ........ Decisões suscetíveis de recurso de revista .......5.... 207 8....... Súmula impeditiva de recurso ................. Hipóteses de cabimento .................... Procedimenco ........................... ...........1......2..... ........... ... 283 2. Embargos de declaração protelatórios............ Conceico ......... 2I8 2.......... 243 5......... ........... Prazo ... .... ... 270 6........1..................... 2I6 I........ ...... Delimitação da matéria e dos valores objecos de discordãncia ........•... ...... Cabimento .............. 227 7................................... 241 interruptivo. ...........I............................................... Acórdão com natureza de decisão interlocutória . ..... Súmulas do TST e orientações jurisprudenciais relacionadas ao capítulo.. 233 7......... · · · ···· · · ·· ·· ·· ···· · · ··· · · ···· ·· ··· · .......................... ... Pronunciamentos recorríveis. .... 226 7................................ ····························· 7............................... 222 5.............. Teoria da causa madura ...I....... 224 6. Divergência jurisprudencial ........ ...........................2...........1.............. ....................... Acórdão proferido em agravo interno e agravo regimental........... ......................... Competência ...........7......5.................... .............................. .... Depósico recursal ...•.. Efeito ......••...............1............. Acórdão proferido em reexame necessário ............................. 234 4...... ··································································· 249 I2....... ··· ·· · ·· · · · · ··· · ··· · · ·· · · · ............. .. Não produção do efeito interruptivo. 252 CAPÍTULO IX 5........ ...... 213 I O......3.... ......... Custas processuais ........ Acórdão proferido em grau de recurso ordinário .............. 226 7 ...... ..........6.. Decisão monocrática do relacor............ ....... .• 233 jurisprudencial ............................. 249 II...................................2.....5.................... Recurso principal e embargos de declaração interpostos simultaneamente 215 CAPÍTULO XI IO.. 232 280 divergência ..................... 241 5.............4.. 229 7......... · ····· · ···· ······· · · ··· · ·· · ··· · · · ·· ··· ···· ·· ··· · · ···· ··· · · ·· 251 5................................... Acórdão de competência originária do TRT ........................ ..4..... 240 4.................. · ............ Pressupostos específicos de admissibilidade ..... Procedimento no recurso ordinário no rito sumaríssimo .... Procedimenco ...... 5..... 210 9....... Competência .......................4. ........ ·············································· 250 13............. 281 I.............. · ··· · ····· · · ········ · · ··· · ..........1............ 280 CAPÍTULO X 7 .......... ............. Prazo para interposição .....................1. 23I 7................................................. Hipóteses de cabimento ......... Agravo de petição na execução provisória ..................... ·················································· 259 2...............1... 202 6..................... ... 265 5.............. ...................... ........................................... .................. ..................................1................6.......................................................................2... .......8................ · ···· · ··· · · 264 4..... ..........................................1..........................1. .............. 257 2. Súmulas do TST e orientações jurisprudenciais relacionadas ao capítulo ....... 238 4..... ............. 204 7................•• 5......................... 251 I3................... Informativos do TST relacionados ao capítulo.. 202 5................... Recurso ordinário de acórdão do TRT ......... ............................... ..............................•...........3.................... 200 3.................. Decisão de admissibilidade do recurso pelo juízo a quo................... 236 4........................ IntroduÇão .. · ...1. ............. ........... 200 4....... .......... Introdução ......... Efeito interruptivo..........1.... ...... .......2............... Embargos de declaração com efeitos prequestionatórios..................................................... Preparo ............. Comprovação da divergência ...... 232 7 ....................1................................................. ................ ... 258 2............ Recurso interposco pela parte adversa e o efeito 6.. ···················· ....................... ......•.. Correção de erros materiais.. ...... ..... .. .....1..........•.........1....... Incidente de uniformização .................................. 244 6............. ...... ...... Embargos de declaração com efeico modificativo.1........................... 5...... ........· ................................................. Esquema ............2.1........................ 244 7.................. Embargos de declaração de decisão embargada............ ..... Procedimento ................... ..... · · ···· · · · · ·· · · · ···· · · ·· .......................................................................... 223 5................... 285 12 13 .................... 2I9 3.............. 204 6...... ··············································· 241 5...... Informativos do TST relacionados ao capítulo ................ ....... ................... T I ÉLISSON MIESSA SUMÁRIO 3.................. ............ 257 2. Recurso ordinário do indeferimento liminar da petição inicial ........................................................................................ .............. 264 5............. ..... Embargos de declaração com efeicos modificativos...... Abrangência parcial da divergência ................................................................................ 214 9........... Divergência atual ......... 2I9 4.............. ....... ............•..... ... ·.... .. .............. ·················· 256 222 5........... Recurso ordinário de decisão interlocutória ............................................ Acórdão proferido em agravo de instrumento ...... .............................. ...................... 233 7.................................................................... ...........................7........... 263 3........ Divergência fundada em súmula ou orientação AGRAVO DE PETIÇÃO ............ 253 221 I..................... · 253 22I 2........... .... Decisão de liquidação .....1.....1.......................... Reexame de fatos e provas ................ Introdução .. ...... .............. 252 RECURSO ORDINÁRIO ........ 247 8.................. Súmulas do TST relacionadas ao capítulo ..3........... Objeto ....................... ................ .... 200 3....... Esquema do cabimento do recurso de revista por 7......................................

............... .... Procedimento ..................................... ................................... · 356 12...... .................2.................. .1............1................12...... ..6.... 315 3........... Exigência de prequestionamento em matéria de ordem 337 2.... 336 7..... Embargos de divergência e recurso extraordinário .................... Cabimento ... Violação nascida na própria decisão recorrida ...1......... ...4....................................2..... Violação literal de disposição de lei federal ou afronta direta e literal à Constituição Federal ... ........ Violação reflexa da norma constitucional ............. ............... ......... Cabimento .......2............ 325 370 4.... ........3............... 324 370 4......... · · ·· · · ··· · ·· · · 336 7..... Procedimento 311 3. Requisitos . 328 373 5................. Embargos para a SDI na fase executiva .............. 341 10......2................................................................. ......................... Contextualização .... 303 2........ Indicação do dispositivo violado ....... ...... 13...................1..... .........2.......................... Suspensão de outros recursos ................. Recurso de revista no rito sumaríssimo . Prequestionamento ....................... Transcendência 307 339 2............ .......2.. ..... 316 3... ················· ......................... Previsão legal .... Embargos para a SDI no rito sumaríssimo ............1....1. .. 321 368 3................. 345 12............ Informativos do TST relacionados ao capítulo ... ........ Divergência Jurisprudencial ................................4... ................................................... Divergência Jurisprudencial ........................ Introdução ........ Divergência jurisprudencial ......... .................... 297 2.... 338 7..............2............3......... Conceito ..... Colheita de informações e parecer do Ministério Público 3.................. ....................4... Embargos de divergência no rito sumaríssimo ....2.................................................. · 344 12...............5................ 13......... Pressupostos específicos de admissibilidade ......... Embargos de divergência (embargos à SDI) ....... ···......5........ · ··· · · ·· · · · · ··· · ··· · · · ·· ·· · ··· ·· · · · · 7........ 296 2.......................6..4.. 325 370 4......~~~·~~·~~~~~·................. Interpretação razoável de dispositivo ..... Julgamento pelo relator ... 324 369 3........................ ......... ......... 340 9..................................................... Juízo de admissibilidade parcial ............... Execução de título extrajudicial . 326 371 4.......1.......3........................................ Informativos do TST relacionados ao capítulo ........ Prequestionamento .. .....................1.................................... Requisitos ...............................4...1..9............. ..... 291 CAPÍTULO XII 7..3............. Introdução . 329 7.............................5..........3............ 308 3. r ÉLISSON MIESSA SUMÁRJO 14....................... 340 9..... .......... Violação literal de disposição de lei federal ou afronta direta e 4............................ ...4......................................................................1 O..... Recurso de revista na fase de execução .........~~~......... 333 7.......................... .....~~~~::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::: 313 3............ ............ Súmulas do TST e orientações jurisprudenciais relacionadas ao capítulo ....................................8....................................5............ 12.......... 356 12..................... Decisão de afetação ......................1...4........... Conceito de dispositivo de lei e norma constitucional ..............1. 301 2...1. 13........ 341 12.......... Hipóteses de cabimento ...1... Tese explícita .................... Quadro resumido das hipóteses de cabimento do recurso de revista .. ...............6............ Prequestionamento .............................. 339 7...... 13................... Introdução ... ............2...... ··················· pública ..................... ......1..... 13.......... ............ ··············· 8......2....3................ Recurso de Embargos à Seção de Dissídios Individuais do TST ...................................... · ···..................... 12....8..................................... ......... Princípio da fungibilidade ............................3... 314 3...................... ......................... Previsão legal .. · ···.. · · ........ ..................... Competência ............................... 13..... 309 3.......... ...........3........ ......................................1..... ............ Peculiaridades dos pressupostos recursais ...... Decisões suscetíveis de impugnação .... 328 14 15 ......................... Divergência Jurisprudencial ..................... 292 EMBARGOS NO TST .. 296 2. Prequestionamento ficto ........ 337 7....... 330 7................. .........2... 313 3......... ....... Procedimento ........4............5............................3.................2.......... Recurso de revista no ....2.................2.... 305 2...... 295 2.............................................. 290 7............. Embargos de divergência de decisão proferida em agravo ...3. ... ................. Prazo ........ .......................... .... .............. 320 358 3..........~~·~~:·~...............................~~~~..2........ Prazo ......... 373 literal à Constituição Federal ................3...2..... Questão constitucional no julgamento dos recursos repetitivos ............. .. ............ 310 3....................1....... 337 7.............. 13...2............. Competência . 342 12...... ......................6...................... Julgamento ....... ....3......7.......... Proposta de afetação ............................................................... 7........................ ................................................................... .... Antigo recurso de embargos de nulidade ............ 294 333 1.............. 315 3.......... ......................................... 357 do Trabalho . ...1....................... Processamento ..............................................................:~····················································" ····················································· 308 3.............4.......................3.... Embargos infringentes ......2................... Embargos de divergência na fase executiva ............. Súmulas do TST e orientações jurisprudenciais relacionadas ao capítulo ...... 326 373 4... 290 14.... 343 12.. 341 11... · · 336 7..5..................3...7...... ..............11..........................................2........................ 323 369 3............................. ... ........6...........................2.... ................... Recurso de rev......... 13...................

.. 426 4........................................ Pressupostos recursais ..1.... ........ .................... 399 8......................················································ 412 Competência ......... 6........................ Hipótese de cabimento .................. ··················· ... 390 6........................ 386 5 416 5.................................................. ········ .......................... 379 2............. Formação do instrumento . ·································· .................................. Juízo de retratação . Multa .......... ··········································································· 412 5........ Multa do art........ 7.................................................. ····························································· ..... Embargos de declaração recebidos como agravo interno .......................................................... Previsão legal ........................ 401 7....................... 379 CAPÍTULO XV 411 RECURSO EXTRAORDINÁRIO···························································· 3...................................... .... ······ · · ··· ·· · ···· · · ·· ...............1......... · · · ·· · · · · .............. 427 5........................... 407 431 2............... AGRAVO INTERNO E REGil\...... ········· ....... · ·· ···· · ... ............... Decisão de única instância······························································ 8..iurisprudenciais relacionadas ao capítulo ........................ Pressupostos recursais ...... ........................................... ........... .....1....................1.............. ................. ....................... 388 417 6........... .. 397 Prazo .............................................. ····· .......... ............ 384 5.............................2......... Procedimento ........... ........................................... .................................... § 2o............ .. .......................... AGRAVO DE INSTRUMENTO ...... Súmulas do TST e orientações .. · ········· ·· ·· · ........ ....... Hipóteses de cabimento ................. 397 2............................... ·············· ...3............................... ... Recursos que podem ser destrancados pelo agravo de instrumento ........ Prazo ..............Processo judicial eletrônico e agravo de instrumento no 419 TST ................................... ........... 5.. CAPÍTULO XIII 408 10.... Natureza da decisão de admissibilidade ............ . Procedimento .......... ...... ................... Decisão que denega seguimento ao agravo de instrumento ............................... Competência ........................ 414 7.............. Prazo ....... ······ 5........... Natureza jurídica ................... ............................1....... 12.... 397 4.................................... ............................ 399 Efeito ...... Decisão colegiada ..3............... .. T I ! SUMÁRIO ÉLISSON MIESSA 408 10...................... Efeito ......... 557...................... ....... ............... .... 1O.................···················· 421 1O........ 8.................1...........1.... .......2............................... ............ 399 6................................................ ........ Introdução ........ Esquema ............................................................................. Procedimento ................... 400 6.................2.................... Procedimento .... 379 1........................... 8........... Introdução ............ .... Agravo regimental por instrumento ...................................1............. Pressupostos recursais ......................................... ······ .................. 426 2...........························ .......... Distinção ............. Introdução ................................................. Introdução ........... ........................................... Objeto ................ 407 431 1.. 17 16 ........... 393 13........ do CPC ................................................... · ··········· · ···· ············ · ····· · · ······ · · · ··· · · · · · ·· · · · ··· · · ······················ 412 5 ........ 390 ontrariar disposto da Constituição Federal.. 391 8................ Súmulas do TST e orientações jurisprudenciais relacionadas ao capítulo .................................. 425 CAPÍTULO XIV Introdução.................... Agravo interno e regimental .............................. 425 1........... ..... 383 4......................................................................................................................................... ................................................. Previsão legal .... ·············· .. · · .... .................1...................... · ..... ·········· ...... ···· · ............... .................................... 398 Hipótese de cabimento ........... ·· ···· · · · ··· · · · ·· · · · · · · ·· · ·· ··· ·· ·· · · · ··· · ·· ·· · · 5.... ....................... ···································································· 427 5... Efeitos ........................................................................................................................................ ········ .......................... 405 CAPÍTULO XVII 431 REEXAME NECESSÁRIO ............. .............. 381 1................................... ............................................................................. ......... Agravo interno ...............:lENTAL .............. 390 7.......................... ...... Previsão legal .......... Juízo de admissibilidade parcial ..1....................... ····· ······ · ····· ·················· · ··· ··· · ·· · ··· · · ·· ··· · ··· · · · ··· · ·· · ··· · ···· · ··· · · ·· ................... ............................... Competência ...................................... Sujeitos ......... 9................ Informativos do TST relacionados ao capítulo . ...................................... Decisão de última instância ..... .....................2............... .... Repercussão geral ....... Informativos do TST relacionados ao capítulo 394 CAPÍTULO XVI 425 RECURSO DE REVISÁO... ······················· 6........................................................ Pressupostos recursais ....................................... 3.........................................2.................................................. ······ .... 380 411 4...................... 382 3......................................... .1.....1................ 384 415 .............. 422 11.................................................................... 8. 413 7. · ·· ·· · ·· ·· · ·· ·· 426 1. 386 417 6.......................... Prazo ................. C 420 9....................................... Prequestionamento .. 9.... 402 8.... ............ .......... Depósito recursal ............... . 381 2...... ............ 401 6......................... 408 432 3.................................... 426 3... Competência .

... ..... como é o caso do recurso 3.......•••... Reexame necessário na ação rescisória ........... ...•................ 445 no CPC que são aplicados na seara laboral. Procedimento ..........•. agravo de petição........... conceito............. 445 como os descritos na CLT e na legislação esparsa. recurso de revista.............•................. o nome utilizado nos parece ser capaz de repro- 12.......... 446 Assim.....•. entendidos I..... juízo de admissibi- lidade e poderes do relator..................... 433 434 APRESENTAÇÃO 6.......... ...... 444 duzir ao leitor o que pretendemos com a obra..••..................... Hipóteses de cabimento ................... Reexame necessário no mandado de segurança ................. 446 4...... O segundo bloco é destinado ao estudo dos recursos: embargos de declaração..................... Requisitos .. examinamos a remessa necessária e a reclamação cor- reicional....... . os recursos inseridos 2................. no livro abordamos o sistema recursal trabalhista...••.... .......... 441 O livro Recursos Trabalhistas busca analisar o sistema recursal na 10.... agravo interno e regimental. 5....... que a um só tempo conseguiu atrair as melhorias dos recursos no processo civil................................. além de analisarmos alguns temas 446 correlatos ao sistema recursal.......................... classificação e direito intertemporal......... a obra foi dividida em três blocos: teoria geral dos recursos.... .......•... 445 o que contempla os recursos exclusivamente trabalhistas........... agravo de instrumento..•..................................... Súmula do TST e orientações jurisprudenciais relacionadas ao capítulo ........••••..............••••.......•................. pronunciamentos judiciais passíveis de recurso.......... recurso extraordi- nário e recurso de revisão...............•... embargos no TST (embargos de divergência e embargos infringentes)....... extraordinário e do agravo interno..............................•••............................. Julgamento monocrático do reexame necessário .... CAPÍTULO XVIII De todo modo... .. Reformado in pejus ................. Reexame necessário e o recurso de revista ..... 446 6..... Ganha maior relevância na seara trabalhista com o advento da Lei n° 13...................•........................ ......................... Embora não fique vinculado apenas aos recursos tipi- 11....... e também já contemplou parte da ideia a ser intro- 18 19 ............... Prazo ............ Já no terceiro...•... .. ....... 438 8..•••...................................••...................... 5.................... 437 7... Decisão submetida ao reexame necessário ... A temática recursal sempre foi de grande relevância na sistemática processual.................. Dispensa do reexame necessário ..... No primeiro bloco analisamos os seguintes temas: meios de impug- BIBLIOGRAFIA •.••••............. sobremaneira por estar eminentemente ligada ao princípio do contraditório...•........................................... 447 recursos em espécies e assuntos relacionados aos recursos........•............ recurso ordinário.... ..... 7........ ....................... .. especialmente porque a preponderância dos temas abordados dá enfoque a esses recursos... como é o caso do recurso de revista repetitivo................... 442 área trabalhista..................... Introdução ................••....•.... Competência ... 449 nação..... Informativo do TST relacionado ao capítulo .....I r ·II ÉLISSON MIESSA 4. .......................•............................ 441 9. princípios recursais...... 443 camente trabalhistas... RECLAMAÇÃO CORREICIONAL ......................... Previsão ............... ....•••...............•........................•...••....... pressupostos recursais e efeitos recursais.............015/14.

nos pontos que entendemos ser salutar para a análise futura do sistema recursal. diante da iminente aprovação do Novo CPC. facilitando o estu- nas demandas repetitivas. como é o caso do incidente obrigatório de Antes de finalizar. atual. TST. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. pela ideia deste livro. Em ambos os casos. Ademais. prazo para interposição dos em- bargos de declaração. analisada. evidentemente. que passarão a ter grande destaque no Novo CPC. ÉLISSON MIESSA TI APRESENTAÇÃO duzida pelo Novo CPC. sem nos afastar. em sentido inverso. sendo visível uma gradativa e constante aproximação entre aqueles regimes: o direito legislado vai num crescendo. ao criar Bulhões Cavalli de Oliveira pelas sugestões sempre pertinentes ao apro- mecanismo de exigência da uniformização de jurisprudência pelos tri. como se verifica pelo expressivo número de súmulas e orientações juris- prudenciais expedidas pelo C. rev. dentre outros locais. já aprovado pela Câmara dos Deputados. aos amigos Ricardo José de Macedo de Brito Pereira e Érika trabalhista aproximou a corrente civil law da common law. recurso de revista de causas repetitivas e depósito recursal no agravo de instrumento.015/14 foi. embargos de declaração com efeito modificativo. aos precedentes judiciais. a Lei n° 13. recurso de revista na fase de execução. 183. Rodolfo de Camargo. incidente de uniformização trabalhista. Divergência jurisprudencial e súmula vincu- lante. é a jurisprudência que vai ganhando espaço nos países onde o primado recai na norma legal" 1 (destaque no original). ed. MANCUSO. detidamente. além de racionalizar o trabalho da Corte trabalhista Por fim. buscou-se dar relevância do do sistema recursal trabalhista. E não poderia ser diferente. fizemos algumas referências ao projeto. 20 21 . desejamos que a obra seja útil ao leitor. ÉLISSON MIESSA Como descreve Rodolfo de Camargo Mancuso "a dicotomia entre as famílias jurídicas cívillaw/ common law hoje não é tão nítida e radical como o foi outrora. Portanto. nos seguintes tópicos: sane- amento dos vícios em grau recursal. recurso de revista no rito su- maríssimo. e ampl. após o advento da aludida lei. da sistemática atual. o sistema recursal ainda. 2007. fundamento da obra. p. já que a seara trabalhista sempre ca- minhou na frente quanto à predominância dos precedentes judiciais. e pela motivação a que eu o escrevesse. Agradeço. não posso deixar de agradecer ao Ricardo Didier uniformização da jurisprudência. 3.. nos países tradicionalmente ligados à regra do precedente judicial e. bunais regionais. Nesse contexto. podendo o leitor encontrá-la.

PARTE I -TEORIA GERAL DOS RECURSOS .

2. mandado de segurança. Adotare- mos o conceito de José Carlos Barbosa Moreira para quem recurso é 25 . existem outros mecanismos concedidos pelo orden·a- mento jurídico para atacar as decisões proferidas pelos órgãos jurisdi- cionais. b) as providências corretivas: destinadas a corrigir erros mate- riais existentes na decisão. habeas corpus etc. as impugnações dos provimentos jurisdicio- nais compreendem: a) as ações autônomas de impugnação: buscam impugnar a de- cisão judicial criando uma nova relação processual. CONCEITO. que tumultuam ou atentam contra a ordem processual. ação· anula- tória. Nesse contexto. CONCEITO DE RECURSO A doutrina não é uniforme sobre o conceito de recursos. MEIOS DE IMPUGNAÇÃO A impugnação dos provimentos judiciais não se restringe ao recur- so. 833 e 897-A). d) os recursos. que passamos a estudar. Exemplo: erros de grafia (CLT. CLASSIFICAÇÃO E DIREITO INTERTEMPORAL 1. arts. Exemplo: ação rescisória. c) as providências ordenadoras do procedimento: têm como objetivo corrigir atos de procedimento praticados pelos magis- trados. Ao lado dele. CAPÍTULO I MEIOS DE IMPUGNAÇÃO. Exemplo: correição parcial.

objetivando não a reforma da decisão.. Os recursos são classificados quanto ao objeto imediato. o que significa que depende da manifestação da parte a prestação jurisdicional. para a SDI. vício de conteúdo. também ocorre por meio dos embargos de declaração. "b". sendo. agravo interno e/ou regimental. p. buscando sua exata aplicação. 3. é possível extrair as seguintes caracterís. ÉLISSON MIESSA o remédio voluntário idôneo a ensejar. o trânsito em julgado da decisão. funda- 2) dentro da mesma relação processual: o recurso tem a ideia de mentação. proferir decisão diferente da pronunciada b) Recurso de natureza extraordinária: funda-se na tutela do pelo órgão a quo. 3) Enseja: agravo de petição. a reforma. citando- de impugnação. o esclarecimento ou a integração de decisão judicial que se impugna. no seu lugar. na seara trabalhista. nalidade afastar a decisão obscura e/ ou contradição da de- ticas dos recursos: cisão. Por visar erro de julgamento. ed. 2 MOREIRA. A presente classificação está fundada no direito que se busca tutelar. 2010. embargos de declaração. Tais recursos podem estar fundamentados no mero inconfor- Essa característica do recurso o faz diferente das ações autônomas mismo com a decisão judicial (injustiça da decisão). uma nova decisão seja proferida. inclusive o reexame de provas. 15. -se como exemplo. Retarda.3) o esclarecimento da decisão impugnada: tem como fi- Com base nesse conceito. análise de direito (Súmula n° 126 do TST) 3 . à exata aplicação do direito. a invalidação. isto é. 3 Súmula no 126 do TST. o recurso pode ser dividido em ordinário e extraordinário. de 3. que constituem uma nova relação processual. Desse modo. al (formal). embargos (arts. da CLT) para reexame de fatos e provas. CLASSIFICAÇÃO E DIREITO INTERTEMPORAL mas sua retirada do mundo jurídico e que. mas jetivo (interesse particular da parte). nos mesmos autos. 5. por isso. suprimindo suas lacunas.. fic':ndo restritos à impugnar a decisão judicial que contém vício processu. Incabível o recurso de revista ou de Rio de Janeiro: Forense. de volta à análise da decisão judicial dentro da mesma 3. sem necessitar. ou seja. 896 e 894. pois se mantém na mesma rela. vez que o agravo a) Recurso de natureza ordinária: visa à tutela do direito sub- de instrumento. 2 r I MEIOS DE IMPUGNAçAO. com os recursos de revista e embargos de procedimento). deixa de ser um recurso.2) a invalidação (anulação) da decisão impugnada: busca ção fática. É alcançado por meio dos embargos de declaração. 233. É interessante observar que o retorno acontece na mesma relação processual e não. o que sucumbente. I) remédio voluntário: o recurso é manifestação do poder de 3. dentro do mesmo processo. É por isso que a remessa de ofício (reexame necessário) não é um recurso. os recursos: ordinário. Está ligada ao error in judicado. CONCEITO. pode ocorrer em autos separados. extensão da matéria impugnada e independência. por exemplo. E o que ocorre. pois este ocorre automaticamente. Comentários ao Código de Processo Civil. portanto. vol. de modo que permite a nem por isso.1) a reforma da decisão impugnada: significa modificar o julgado. rediscussão ampla da matéria. Nesse caso. tais recursos impedem a verifica- 3. pedido de revisão e agravo de instrumento. . portanto.1. necessariamente. Cabimento. do terceiro interessado ou do Ministério Público. seja de direito seja de fato. CLASSIFICAÇÃO provocação da Fazenda Pública. Quanto ao objeto imediato do recurso relação processual. ção processual.---------- . Recurso. retorno. José Carlos Barbosa. 3. visa ao error in procedendo (erro no processo do trabalho. direito objetivo (a lei). 27 26 ~--------. em decorrência da inércia do poder judiciário.4) a integração da decisão impugnada: objetiva completar ação.

ao recurso interposto por abrangência total está ligada à parte sucumbente (em que foi qualquer deles poderá aderir a outra parte.será interposto perante a autoridade competente para Exemplo: reclamante postula horas extras. da admissibilidade desse último para que seja conhecido. 500. de admissibilidade. condicionando-se exclusivamente aos seus pressupos- da. Rio Com efeito. 2. Manual de direito processual civil. havendo necessi- dade apenas de que a parte não se conforme com a decisão No que se refere à independência.extensão. pois impugnou todos os objetos em que foi sucum. mas i I tos de admissibilidade para que seja alcançado o mérito do re- apenas aquelas expressamente descritas na lei. própria. seu recurso tes. O recurso adesivo fica subordinado ao recurso principal e se rege vencido) e não. Ao recurso adesivo se aplicam as mes- mas regras do recurso independente. I subsidiariamente ao processo do trabalho. no recurso extraordinário e no recurso especial. o recurso pode ser de: T I MEIOS DE IMPUGNAÇAO. dependendo na decisão impugnada. bargos de declaração em que a parte deverá. p. I b) Recurso subordinado (adesivo): como o próprio nome já in- demonstrar a presença de omissão. independente- a) Recurso total: quando o recurso abrange toda a parcela em mente.4. de férias + 1/3. recurso de revista. São Paulo: Método. Sendo. Exemplo: em. podendo nessa oportunidade 28 29 . a lei não exige que 0 recurso I 3. é o recurso que se subordina a outro recurso. determinado vício. sendo julgado procedente apenas 0 pedido põe para responder. que a parte recorrente foi sucumbente. obrigatoriamente. ao conteúdo total da decisão pelas disposições seguintes: impugnada4 • I . b) Fundamentação vinculada: aquela em que a lei exige que 0 \ a) Recurso independente (principal): é aquele que tem vida recorrente indique algum vício específico na decisão impugna. I dente (principal) ou subordinado (adesivo). o recorri- de Janeiro: Forense. se o reclamante apresentar recurso li -será admissível na apelação. contradição ou obscuridade dica. especificamente. Noutras palavras. ou seja. vencidos autor e réu. a) Fundamentação livre: aquela que não se liga a determinado defeito ou vício da decisão. Daniel Amo rim Assumpção. Isso quer dizer que a porém. no prazo e observadas as exigências legais.2. Cada parte interporá o recurso. havendo interposição do recurso principal. preparo e julgamento no rribunal superior. não se pode alegar nenhuma matéria. Quanto à independência aponte. ed. monstrar a violação da lei federal ou Constituição Federal ou a divergência jurisprudencial. b) Recurso parcial: quando impugna somente parte do objeto Parágrafo único. 2010. aplicável Quanto à . será total. do será intimado para contrarrazoá-lo. décimo terceiro sa. deixando transitar em jul- gado a improcedência do pedido de décimo terceiro salário.3. o recurso poderá ser indepen- impugnada. III. o recurso poderá ser total ou parcial. necessariamente. 3. Recurso adesivo (subordinado) 3. CONCEITO. I 3. CLASSIFICAÇAO E DIREITO INTERTEMPORAL No exemplo anterior.1. Quanto à fundamentaç:ão ÉLISSON MIESSA No que tange à fundamentação. principal. curso. 4 NEVES. no qual se deve de. por exemplo. se houver desistência do recurso bente. 534.não será conhecido. nos embargos infringen- sobre as horas extras e o décimo terceiro salário. estabelecendo: i Art. quanto às condições em que foi sucumbente na decisão. admitir o recurso principal. Quanto à extensão da matéria impugnada O recurso adesivo vem disciplinado no art. ou se for ele declarado inadmissível ou deserto. o recurso seria parcial se o reclamante impugnasse apenas as horas extras. Nesse caso. É o que ocorre. no prazo de que a parte dis- lário e férias + 1/3. no recurso ordinário.4. 500 do CPC.

de agravo de petição. seja. T 1. Súmula n° 283 do TST. interpõe recurso ordinário para impugnar o pe- recursal. por exemplo. faz-se necessária a no processo do trabalho. O recurso adesivo é compatível com o processo do tra- balho e cabe. no prazo simples de 8 dias. única ação. de modo que a análise do recurso su. argumentando que não ficou provada a bordinado ficará prejudicada. sendo desnecessário que a ma- fica que o recurso adesivo não pode ser interposto por quem téria nele veiculada esteja relacionada com a do recurso interposto pela parte contrária. admi- tindo a doutrina que sejam interpostos em momentos distintos. para a Fazenda Pública e var que. no prazo em dobro. o recurso adesivo. a sucumbência recíproca deve ser analisada considerando sivo. ele não será admitido. Para que ele seja interposto. apresentar as contrarrazões e o recurso adesivo. Exemplo: Sentença julga procedente o pedido de férias e Embora a parte tenha o benefício de apresentar seu recurso em parcialmente procedente o pedido de horas extras. por exemplo. Nesse ponto. O reclamado não recorre. nas hipóteses de 3) aceitação tácita da decisão: deve ser evidente a ausência de interposição de recurso ordinário. quando interposto. compensação de jornada. a parte do objeto do processo. Pertinência no processo do trabalho. 16 dias. A propósito. e o recurso ade- isto é. Nesse caso. Desse modo. Desse modo. se o recurso foram compensadas. Recurso adesivo. todos os pedidos da inicial. apresentou o recurso principal intempestivamente ou com o pretexto de complementar o recurso principal. o recurso ordinário de modo diferenciado. fora do prazo por sua vez. que é o prazo para o recurso principal bordinado (adesivo). 2) Agravo de petição. na realidade. no prazo de 8 (oito) dias. deve ser apresen- cedência parcial dos pedidos. O inciso I do referido artigo declina que o recurso adesivo "será interposto perante a autori. é importante obser- tado no prazo das contrarrazões. tais entes deverão relacionada com a do recurso interposto pela parte contrária. portanto. I) sucumbência recíproca: ambas as partes sejam vencedoras e vencidas no objeto da decisão impugnada. não o Ministério Público. desde Contudo. pode a parte até mesmo deixar presença cumulativa dos seguintes requisitos: de apresentar as contrarrazões e se limitar a interpor o recurso adesivo. algumas já curso principal para que possa ser conhecido. nos seguintes recursos trabalhistas: 31 30 . CLASSIFICAÇÃO E DIREITO INTERTEMPORAL ÉLISSON MIESSA I) Recurso ordinário. Nesse caso. Isso signi- de revista e de embargos. mesmo que cumulados em uma O recurso adesivo. no prazo para apresentação de suas contrarrazões. ou -se apresentar o recurso adesivo. Desse modo. ele fica subordinado à admissibilidade do re. os prazos recursais são contados em dobro. embora devidas as horas extras. o reclamado poderá apre- sentar recurso adesivo para impugnar as horas extras que foi No processo do trabalho. não é uma modalidade de recurso. MEIOS DE IMPUGNAÇÃO. parte dispõe para responder". sendo a parte vencida em determina- mas forma diferenciada de interposição do recurso. apresentar as contrarrazões. dido de horas extras. no prazo de que a 3) Recurso de revista. sob o fun- momento diferenciado. damento de que. podendo- interporá. É cabível. que clinado na Súmula n° 283 do TST: não tem correlação com o objeto do recurso do reclamante. ou seja. nascerá seu interesse recursal. CONCEITO. No entanto. Correlação de matérias 2) interposição de recurso principal por apenas uma das par- tes. além de poder impugnar o pedido de férias. O reclamante. Isso não significa que as contrarrazões e 4) Embargos no TST. não é em qualquer hipótese que se admite o recurso su- que dentro do prazo de 8 dias. o cabimento do recurso adesivo vem de- condenado. dade competente para admitir o recurso principal. houve pro- Portanto. o recurso adesivo devam ser interpostos em um único momento. o que é necessário que a matéria veiculada no recurso adesivo esteja não atinge o prazo das contrarrazões. vontade da parte em recorrer de forma principal. nos termos da parte final da Súmula 283 do TST. principal (independente) foi interposto.

dos atos realizados sob a vigência da lei anterior". CONCEITO. é matéria impugnada l • Recurso Parcial aplicada ao processo trabalhista. da mesma forma. é um corpo uno e indivisível. na pendência do processo. Impõe. 5 Art.:ÃO E DIREITO INTERTEMI'ORAL 4) observação de todos os requisitos de admissibilidade do re- curso principal: como o recurso adesivo é forma diferenciada II O sistema da unidade processual indica que o processo. aplica-se a lei antiga para todo o processo. este será exigido no adesivo. se o recurso principal impõe o prequestionamento. v. CLASSif.015 . 6°). dada a públi- gorar em todo o país 45 dias depois de publicada. 1° A Lei 13. Dessa forma. DIREITO INTERTEMPORAL Pode acontecer que. 32 L 33 . de modo que so- de interposição. lei nova modifique o sistema de recursos. Comentários ao código de processo civil. declina que as regras começam a vi- vigor na data em que foi publicada (isto é. decisória e recursal). processuais. mas admite que o complexo de atos do proces- 2) Quanto à f • Fundamentação livre so possa ser visto de forma isolada para efeito de aplicação da nova lei. 15. do al. embora possua diversos atos. 2° do CPP 5 que. de 21 de julho de 2014. a aplicação imediata da norma processual. de 23 de setembro de 2014: "Art. é o de que a recorribilidade se rege pela lei em Referida lei. os atos já praticados e os respectivos efeitos já produzidos antes de sua vigência6 • A Lei de Introdução estabelece ainda que "a Lei em vigor terá efeito imediato e geral. devendo a lei nova disciplinar as fases ainda 3. o sistema do isolamento dos atos processuais reconhece imediato do recurso • Recurso de natureza extraordinária a unidade processual. José Carlos Barbosa. a lei nova tem aplicação perante o ato a ser iniciado. Resumo das classificações não iniciadas. to com a entrada em vigor da Lei n° 13. nos ensina Barbosa Moreira: 4. 2°: "A lei processual penal aplicar-se-á desde logo. respeitados o ato jurídico perfeito. I 0 . instru- tória. no O sistema das fases processuais informa que o processo.1sileiro (antiga LICC). para que não haja retroatividade.015/14. c) sistema do isolamento dos atos ato normativo 491/SEGJUD. 1°. portanto.ICA<. ou seja. ed. b) sistema das fases processuais. ge o depósito recursal. é dividido em fases processuais autônomas (postulatória. p. O TST adotou o mesmo entendimen- sistemas para a solução do problema: a) sistema da unidade processu. se o recurso principal exi. entretanto. quer para suprimir Normas do Direito Br.. admissibilidade ou os efeitos.5. o direito adquirido e a coisa julgada" (art. sem prejuízo da validade Considerando. O princípio fundamental. que é aplicada a todas as recurso existente. 4) Quanto à { • Recurso independente (principal) No que tange aos recursos. idealizando a doutrina três I Rio de Janeiro: Forense. ! mente pode ser regulado por uma única lei. discute-se como se dá 6 MOREIRA. ele deve observar todos os pressupostos recur- sais do recurso principal. quer para alterar-lhe os requisitos de leis. é um complexo coordenado de atos processuais. em seu aspecto exterior. uno. como se verifica pelo art. quer para facultar al- A eficácia temporal das leis é solucionada pela Lei de Introdução às gum contra decisão até aí irrecorrível. 269. a aplicação imediata da nova legislação. Nesse senti- do. salvo disposição em co) a decisão: a norma processual superveniente respeita contrário. Assim. fundamentação l • Fundamentação vinculada Essa teoria é a majoritariamente aceita em nosso ordenamento. inclusive no campo processual. ÉLISSON M!ESSA T MEIOS DE IMPUGNAÇÃO. por ser norma de sobredireito. 5. que o processo. aplica-se aos recursos interpostos das decisões publicadas a partir da data de sua vigência". a lei a ser aplicada é aquela que estava independência • Recurso subordinado (adesivo) em vigor na data em que foi publicada a decisão recorrida. 1) Quanto ao objeto { • Recurso de natureza ordinária Por fim. embora adesivo também deverá estar presente. na matéria. 2010. em seu art. estando 3) Quanto à extensão da f • Recurso total disciplinada no art.

Tem como destino. ÉLISSON MIESSA No entanto. DJ a prestação da tutela jurisdicional. sem dúvida.imento. ou na necessidade de afastar o risco de 34 35 . o processamento e o julgamento do recurso.2005. I. portanto. o seu ponto de culminância. todos esses atos. Relator Min. uma decisão. O art. Disso resulta a adequada lição de Manoel Antônio Teixeira Filho: A sentença constitui. direta ou indiretamente. É por esse motivo que se tem afirmado que a sentença representa o acon- tecimento mais importante do processo. denominada sentença. a despeito do sen- tido algo retórico dos seus termos. que irá solucio- nar o referido conflito. "recebe a de- nominação de acórdão o julgamento proferido pelos tribunais" (CPC. reside na reparação de 19.1. sob esse aspecto. con:o ocorreu na época do advento da EC no 45/04.204-1 . 7. inclusive 0 ca- PRONUNCIAMENTOS b.12. entendida esta como o po- der-dever estatal de resolver os conflitos de interesses sub- metidos à sua cognição monopolística. decisões interlocutórias e despachos". como uma espécie de polo de atração magnética. Em verdade. essa assertiva é correta.MG. a razão essencial. todos os pressupostos do recurso. porém. que se apresenta. Ademais. Carlos Ayres Brito. que 0 RECURSO JUdtc~ano module os efeitos da nova norma. 163). que leva alguém a invocar 7 STF-CC n. em JUDICIAIS PASSÍVEIS DE ~ec~~~ê~cia da aplicação imediata da norma. para o qual conver- gem. mas os trâmites processu- ais postenores de processamento e julgamento seguirão a lei nova. ocorrerão com base na lei nova. Conceito O processo tem como objetivo resolver conflito de interesse conce- dendo a quem de direito o bem da vida discutido em juízo. se levarmos em conta que todos os atos do procedimento estão ligados. com maior ou menor intensidade. a mais expressiva das pronunciaçóes da iurisdictio. à sentença. 162 do CPC estabelece que "os atos do juiz consistirão em sentenças. Queremos dizer. em que 0 STF determmou que a competência recursal e executiva seria mantida com o juízo competente na data da prolação da sentença?. SENTENÇA 1. É possível. um direito lesado.serão analisados à luz da lei velha. Tribunal Pleno. . É o que já se denominou de força 'centrípeta da sentença'. mantendo a competência antenor. art. o que CAPÍTULO li inclui a competência. de maneira lógica e preordenada.

a sentença deve ter os seguintes requisitos: to: I. IV . Portanto.quando as par- em concreto.:32/2005.. no procedimento sumaríssimo. 267 e 269.Da decisão deverão constar o nome das partes. III.quando o juiz sui. 832. IX. 201-202. Cumpre destacar que. reconhecer a procedência do pedido. que nesse caso há vimento válido e regular do processo. 267 e 269 desta Lei" (CPC. t~rmmanva) ou com resolução do mérito (sentença definitiva).dJçoes da ação. ed. São Paulo: Método. sem resolução de méri. sentença. Manoel Antônio. necessanamente. 1. te~-s~ aqui a medida exata da importância que esta pos. r I l PRONUNCIAMENTOS JUDICIAIS PASSiVEIS DE RECURSO entre autor e réu. o autor abandonar a causa por mais de 30 (trinca) dias. Daniel Amorim Assumpção. V. caput. to gera nulidade absoluta. deve observar alguns ça nao. mas para 0 acolher ou rejeitar o pedido do autor. o legislador. convenção de arbitragem. Extingue-se o processo. 269. conceituando-a. A sentença. 162. Sua ausência provocará T_EIXEIRA FILHO. analisando as questões de fato e direito.2. o que significa que a acolher a alegação de perempção. os fundamentos da decisão e a respectiva conclusão. as sentenças terminativas (sem resolução de mérito) anali- sam apenas a relação jurídica processual.quando ocorrer confusão decidir do magistrado. II. 36 37 . § 1o). em abstrato. IV. VII . 203. o qual exi- 8 ge a motivação das decisões judiciais. 267. 9 O projeto do Novo CPC. conforme dispõe o art.quan- d. li . art.on. § I 0 . conjugado com o art.quando o réu patrimônio jurídico dos indivíduos e das coletividades. diligências que lhe competir. Pensamos. a CLT não dispõe de um conceito de direito sobre que se funda a ação. 852-I). da CF. Requisitos ?iante do s~pramencionado dispositivo legal. 2013. por não promover os atos e jetivo registrar os acontecimentos importantes do processo. 769 da CLT.quando. vê-se que a senten. A sentença no processo do trabalho. 162. conceitua senten- ça como o pronunciamento judicial que põe ter ao processo ou a alguma de suas 10 No mesmo sencido: NEVES. III . Rio de Janeiro: Forense. como a possibilidade jurídica.pela sa-se o relatório na elaboração da sentença (CLT. Tem por ob- Cia das partes. tivamente.quando 0 juiz necessidade de demonstração de prejuízo.o ficar parado durante mais de 1 (um) ano por negligên.quando não concorrer qualquer das c. como.quando o juiz indeferir a petição inicial. art. cessual civil.. tendo como fundamento o art. como um ato jurídico complexo.[ .1.quando a ação for considerada intransmis. declinou que a "sen. V. inciso IX. 5. ou. aplicando-se supletivamente o CPC. ambos do CPC. respec. lv/anual de direito pro- fases (art. litispendência ou de nulidade será relativa 10 • coisa _j~lgada. h1po:ese~ de extinção do processo sem resolução do mérito (sentença o resumo do pedido e da defesa.quando o juiz pronunciar a deca- dência ou a prescrição. preservação ou recuperação de um bem da vida. aprovado na Câmara dos Deputados. põe fim ao processo 9 . Art. a apreciação das provas. XI . nao apenas para o processo. declinava o art. ] como essa pretensão só pode ser apreciada pela sentença. a legi. 458 Art. p. I) Relatório: consiste na parte histórica do processo. nulidade absoluta.quando o autor desistir da ação. porém. VI . de qualquer modo na aquisição. 2004. 93. enquanto as sentenças defini- Nesse sentido. descritos nos arts. VIII . Sao Paulo: LTr. 8 tes transigirem. ÉLISSON MIESSA lesão. 832. tivas (com resolução do mérito) examinam a relação jurídica material. 2) Fundamentação: é a exposição do raciocínio ou das razões de sível por disposição legal.nos demais casos prescritos neste Código. da CLT. Haverá resolução de mérito: I. porém tipifica as Art. dispen- timidade das partes e o interesse processual. p. antes da Lei no requisitos. do CPC. 518. ed. § 1o).quando se verificar a A doutrina majoritária é no sentido de que a falta desse requisi- ausência de pressupostos de constituição e de desenvol. do CPC. 1. 3. X . juridicamente tutelável.quando o autor renunciar ao No processo do trabalho. Conforme se verifica pelo aludido artigo. tença é o ato do juiz que implica alguma das situações previstas nos arts. por força do art.

conforme dis- Ademais. cunho declaratório. tença. de modo que ela deve: tência das sentenças executiva lato sensu e mandamental. ta. Cabe registrar que os parágrafos do art. a teoria quinária perdeu sua força. além das três já enumeradas pela resolve as questões que lhe foram submetidas. 833). provocando a inexis. reportando-se à funda. com outros efeitos (constitutivo. estando ligada a uma única forma de execução direta . inclusive o limite de cada uma delas. posteriormente.). eles poderão ser corrigidos. ÉLISSON MIESSA PRONUNCIAMENTOS JUDICIAIS PASSÍVEIS DE RECURSO 3) Dispositivo: chamado de conclusão pela CLT. Tanto é assim que a própria doutrina A ausência de dispositivo é vício gravíssimo. responsabilidade de cada parte pelo recolhimento da contri. a) sentença meramente declaratória: é aquela que declara a exis- buição previdenciária. passamos a demonstrar o significado de condenação ou do acordo homologado. a sentença de improcedência dos pedidos sempre será meramente declaratória. observa-se que ambas as correntes reconhecem a exis- alguns requisitos complementares à sentença. o bem da vida obtido pelo autor. condenatórío etc. na hipótese de decisões tência ou inexistência de uma determinada relação jurídica ou cognitivas (condenatórias) ou homologatórias. Classificação pósito. É sobre ele que se forma a coisa julgada. mas como subespécies da sentença condenatória. Será direto quando de- clarar. subespécie da sentença condenatória ou como própria espécie de sen- quando a decisão concluir pela procedência do pedido. a sentença quanto ao seu conteúdo. seja como a) determinar o prazo e as condições para o seu cumprimento. b) sentença constitutiva: é aquela que cria. sendo. O dispositivo pode ser direto ou indireto. modifica ou extingue existindo duas correntes a respeito: a trinária e a quinária. A pro- 1. 38 39 . vez que a doutrina clássica classifica mentação ou até mesmo à pretensão do autor. b) sempre mencionar as custas que devam ser pagas pela parte A propósito. de datilografia ou de cálculo. quais sejam: meramente declaratória. a doutrina moderna (quinária) admite existirem requisito da sentença. A doutrina clássica (trinária). constitutiva e conde- natória. complementadas balho. posição do art.a execução por expropriação. Essa corrente doutrinária tem como idealiza- dor Pontes de Miranda. 832 da CLT impõem mais Portanto. A classificação da sentença não encontra pacificação na doutrina. seguindo-se as lições de Liebman. trinária reconhece a existência das sentenças executiva lato sensu e man- tência jurídica do ato judicial. ou seja. Consigna-se que todas as sentenças possuem inicialmente um ou a requerimento dos interessados ou pelo Ministério Público do Tra. pois é por meio dele que o magistrado cinco tipologias de sentenças. a autenticidade ou falsidade de um documento.3. existem ainda as sentenças executivas lato sensu e as ma o resultado acerca das questões litigiosas. existindo na decisão evidentes erros ou enganos de escri. entende que existem três tipologias de meio do pagamento de quantia certa. por meio da vencida. Será indireto Conquanto haja divergência entre as teses anteriores. determinada relação jurídica. damental. 4° do CPC. valente monetário ao valor da lesão. especialmente pelo eqUI- sentenças. porém. te elas podem ser compatibilizadas. expressamente. é o principal Por outro lado. Lei n° 11. aparentemen- quando se limita a julgar procedente o pedido. com a criação da fase de cumprimento. antes da execução (CLT. classificando a sentença pelo conte- c) sentença condenatória: é a que objetiva a tutela prestada p~r údo do ato emanado pelo juiz. sentenças mandamentais. procla- doutrina clássica. enquanto a doutrina moderna tem como base os efeitos da sentença. ou seja. c) sempre indicar a natureza jurídica das parcelas constantes da Para fins didáticos.232/05. se for o caso. ex o.fficio.

2. o qual se aplica às demandas não a saber: superiores a 2 salários mínimos. por meio de técnicas de execução indireta (por exemplo. § 2o). e) sentença mandamental: é aquela em que o réu (reclamado) é tal decisão será impugnada pelo agravo de instrumento ou agravo re- forçado a cumprir a ordem judicial. mula ou Orientação Jurisprudencial do Tribunal Superior do § 4o). será cabível a interposição de recursos mesmo Tribunal. Rei. art. Recorribilidade reito. seja a terminativa. 461. contem- de petição na fase de execução. 102. a sentença é irrecorrível. consoante o dis- posto no art. Tratando-se de rito sumário. Isso não quer dizer que as decisões interlocutórias não sejam recorríveis. extraordinário dirigido diretamente ao STF (CF. III e Sú- mu~a _640 do STF). da CLT. É importante destacar. §5o. plou três hipóteses de impugnação imediata da decisão interlocutória.4.). 893. em que é cabível o recurso de imediato. para a SDI (item b). por vezes. lidade proferida pelo juízo a quo tem natureza de decisão interlocu- 40 41 . DECISÃO INTERLOCUTÓRIA Os recursos cabíveis em tais exceções.5. art. Para que não sejamos repetitivos. Desse modo. na fase de conhecimento. ÉLISSON MIESSA PRONUNCIAMENTOS JUDICIAIS PASSiVEIS DE RECURSO d) sentença executiva lato sensu: busca a tutela específica do di. recurso de revista etc. do CPC.2011. trabalhistas (recurso ordinário. DJ 16. § 2°. e ao agravo Embora essa seja a regra. 5" Turma. sem pôr da matéria.12. que 0 C. Submete-se ao recurso ordinário. Trata-se. Ministro Emmanoel Perei. por entendermos que a decisão de admissibi- ra. alcançando-se o STF após o esgotamento do seara com a remessa dos autos para Tribunal Regional distinto da- trabalhista 11 • quele a que se vincula o juízo excepcionado. TST já b) de decisão suscetível de impugnação mediante recurso para o decidiU que. o C. como regra. ou seja. recurso de revista (irem a). especialmente. O art. recurso ordinário (irem c).584/70. porém. referido artigo contempla a irrecorribilidade imediata 4° do art. da CLT veda a impugnação imediata das decisões interlocutórias. 2. no curso do proces. 461 do CPC. ou Estadual). seja a definitiva. tendo como fundamento 0 § Desse modo. com o encaminhamento dos autos a outra Justiça (Federal termo ao ofício judicial de julgar a causa.1465-33. Está fun- dada. portanto. das decisões interlocutórias no processo do trabalho. A sentença está sujeira a recurso.2010. Recorrihilidade que sua impugnação não ocorrerá imediatamente. art. viés constitucional. remetemos o leitor ao toptco "princípio da irrecorribilidade imediata das decisões interlocutórias". cumprir determinada ordem. há coerção do réu a tido. de pronunciamento judicial de conteúdo decisório. Cabe destacar que. 11 TST-RR. do processo civil em que.1. 2o. sendo realizada por meios de execução direta. resolve questão incidente" (CPC. e sim no momento do recurso da decisão definitiva ou terminativa. agravo interno ou regimental e embargos so. mas tão somente 1. 162. na Súmula n° 214. § 1°. Existe ainda a hipótese de declaração de incompetência em razão que serve para solucionar incidentes no curso do processo.09. 799. astreintes). são os seguintes: Decisão interlocutória "é o ato pelo qual o juiz. no art. no rito sumário. referida sentença somente se submente ao recurso Trabalho. TST.0094. limitado ao c) de decisão que acolhe exceção de incompetência territorial. salvo se 0 a) de decisão do Tribunal Regional do Trabalho contrária à Sú- recurso versar sobre matéria constitucional (Lei n° 5. Difere. em que analisamos detidamente cada uma das exceções anunciadas. pois.

a rito sumário (Lei n° 5. art. Ed. nos termos do art. 897.. Júlio César. por expressa opção legislativa (CLT. Ademais. § 4o). ed. 43 42 . São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. ele é 14 da corte" 13 • Nesse contexto. é recorrível.1. trata-se de pronunciamento judicial destituído de con- de sentença ou de decisão interlocutória. as decisões "são sempre precedidas da expressão acordam. aprovado pela Câmara p. não I r 12 No sentido do texto. a cujo respeito a lei não estabelece outra forma". 162. Recursos no processo do trabalho. a vontade de todos ou da maioria dos membros Considerando que o despacho não tem conteúdo decisório.DESPACHO decisão interlocutória que mantém o valor da causa fixado de ofício no l't O conceito de despacho é definido por exclusão. NERY ]r. I' 163). p 245. teúdo decisório. É interessante notar que é da índole do tribunal a decisão colegiada. 2014. da CLT. 2009. 7. de decisão monocrática. art. 897. de ofício ou a re- Acórdão é o "o julgamento proferido pelos tribunais" (CPC. 58. 14 No mesmo sentido o art. No primeiro caso. Recorribilidade Com efeito. é suscetível de recurso para 0 próprio tribunal (Súmula 214. No segundo. Na praxe. art. Por fim.1. \ querimento da parte. 13 BEBBER. como é o caso do (agravo de instrumento). § 3°. o acórdão poderá ter efeito Com efeito. art. devendo ser praticados de ofício proferida a decisão. I 3. Teoria Geral dos recursos. Noutros termos. Desse modo. b. 4. parte da doutrina entende que apenas a irrecorrível (CPC. pensamos que a decisão que tranca o recurso (juízo negativo caberá recurso. 2°. será acórdão. 4. art. ~ decisão que não é sentença ou decisão interlocutória será um despacho. como regra. b. do TST).ACÓRDÁO todos os demais atos do juiz praticados no processo. assim. o acórdão pode ter efeito de sentença ou decisão inter- locutória. bem como da interpretação I ' f literal do art. independem de despacho. "os atos meramente ordinatórios. 1O14 do projeto do Novo CPC. Recorribilidade I f Como visto. 162. enquanto a decisão monocrática proferida pelo relator terá a nomenclatura de sentença ou decisão interlocutória. a decisão proferida pelo relator é de- nominada. ÉL!SSON MIESSA PRONUNCIAMENTOS JUDICIAIS PASSfVEIS DE RECURSO ·!' tória 12.584/70. Para o TST. como a juntada e a vista iI Na denominação do acórdão apenas se verifica o local em que foi obrigatória. dos Deputados. simplesmente. Portanto. "b"). também está suscetível a recurso (recurso de revisão) a I agravo interno ou regimental da decisão monocrática do relator. do CPC "são despachos 3. Isso significa que. quanto ao conteúdo. representando. § 1°). o juízo de admissibilidade a quo profere despacho de processamento ou não processamento do recurso. sendo decisão proferida pelo tribunal. como se extrai da interpretação da OJ 377 da SDI-I do TST. São Paulo: LTr. 504) • decisão colegiada tem denominação de acórdão. não se preocupando com seu conteúdo. l pelo servidor e revistos pelo juiz quando necessários" (CPC. 2. Nelson. embora seja interlocutória. salvo na hipótese de decisão suscetível de impugnação de admissibilidade).

à qual nos filiamos. da Lei 5. de modo que a norma infraconstitucional não po- deria restringi-lo. defende que a Constituição Federal não reconheceu o duplo grau de jurisdição como garantia ou princípio constitucional.. Há divergência na doutrina acerca de tal princípio ser garantia constitucional ou infraconstitucional. buscando outra opinião sobre a decisão da cau- sa. que podem ser exercidos em uma única instância. a tese majontana.584/70) Por outro lado. com o princípio do duplo grau de jurisdição.. 5°. Isso ocorre porque o dispositivo constitucional supramencionado utilizou-se da expressão "recursos" não em sentido técnico. podendo inclusive ser afastado ou mitigado em casos específicos.. mas como garantia dos princípios do contraditório e da ampla defesa.. colocando-o como regra de organização judiciária.. LV). Da análise desse dispositivo. Essa divergência existe porque a Constituição Federal de 1988 es- tabeleceu como direito fundamental dos litigantes "o contraditório e ampla defesa. que é disciplinado pela legis- lação ordinária. Não se confunde. § 4°. __ . 2°. PRINCÍPIO DO DUPLO GRAU DE JURISDIÇÃO O princípio do duplo grau de jurisdição consiste na possibilidade de reexame da decisão. como é o caso do rito sumário (art... alguns julgados e doutrinadores pas- saram a entender que a Constituição Federal previa o direito ao duplo grau de jurisdição. portanto.I~ CAPÍ'J'UU. 45 ..J Ht PRINCÍPIOS RECURSAIS 1. com os meios e recursos a ela inerentes" (art.

o ato está consuma. portanto. 2009. 2. quando a decisão regio. b) doutrina e jurisprudência divergem a respeito do recurso curso). Júlio César. podem dar ensejo a essa dúvida objetiva: a) a lei confunde a natureza do. de forma exaustiva (numerus clausus) bargos de declaração por apenas uma das partes. violação legal e constitucional. • No processo do trabalho. 46 47 . cabível. porém. são exi- nal tiver. da decisão proferida na Turma do TST. de modo que. inter- I laçao federal. im- T II PRINCÍPIOS RECURSAIS É interessante observar que. espécie. limitado 3. No regime atual não se admite a variabilidade. São Paulo: LTr. Veda-se. razão pela qual deve curs~ especial e r~curso extraordinário. três fatores consumativa. Nelson apudNEVES. recursos. Temos. 2. processual civil."15 Atente-se. por- tanto. extinguir ou modificar ! pondo. ed. PRINCÍPIO DA CONSUMAÇÃO qual recurso é cabível para o ato a ser impugnado. também chamado de tipicidade. 809 do CPC. a possibilidade de se admitir um recurso pelo outro. dúvida subjetiva de quem vai interpor o recurso (em regra. Somente a lei federal pode criar. ed. dentro do prazo recursal. qualidade e quantidade 16 • O princípio da fungibilidade é. aplicando-se. no momento em que a os recursos cabíveis. São Paulo: Método. no art. havendo interposição de em- A lei federal. I). Há um recurso para cada caso. ocorrendo modifi- cação da decisão judicial. respectivamente. por exemplo. qual seja. PRINCÍPIO DA UNIRRECORRIBILIDADE (SINGULARIDA- DE) ao objeto modificado na decisão. o p:i~cípio da unirr~corribilidade (singularidade) significa que 5. a preclusão consumativa. PRINCÍPIO DA FUNGIBILIDADE (CONVERSIBILIDADE) cada decisao somente admite uma espécie recursal. não se admitindo. do patro- curso. c) o juiz profere uma espécie de decisão no lugar de outra. ser admitido em casos excepcionais. nos gidos os seguintes requisitos: termos do art. admi- tia-se a variabilidade dos recursos. Assim. admite-se a interposição simultânea de re. O primeiro requisito ocorre quando há dúvida fundada acerca de 4. 1) dúvida objetiva. outro no lugar. 17 NERY Jr. dade recursal. 22. algumas exceções a seguir elencadas: Trata-se de uma verdadeira exceção ao pressuposto de admissibili- • No processo civil. 560. 3) observância do prazo do recurso correto (teoria do prazo menor). interposto o recurso. de modo que a O princípio da consumação declina que. ao STF. uma vez que é da União a competência privativa para legislar sobre a matéria processual (CF. Recursos no processo do trabalho. novamente. ÉLISSON MIESSA 2. para o fato de que. da decisão. de cabimento do recurso. Assim. 17 16 Art. Noutras palavras. admite-se a interposição simultânea de embargos para a SDI (divergência) e recurso extraordinário 2) inexistência de erro grosseiro. Manual de direito p. o recurso ordinário. 85 do CC/02. p. Trata-se da preclusão no da parte) é incapaz de preencher esse requisito. PRINCÍPIO DA TAXATIVIDADE (TIPICIDADE) _ O princípio da taxatividade. ele não poderá ser repetido ou alterado. por exemplo. 207. pois. Rio de Janeiro: Forense. a parte poderia variar. a interposição simultânea de mais de ui:na Fungível é aquilo que pode ser substimído por outro da mesma espécie de recurso da mesma decisão. de 1939. po: que some~te serão cons~derados recursos aqueles descritos na legis. ' outra já interpôs. 201 O. 15 BEBBER. assim. a realização desse ato processual (re.. desde que dentro do prazo recursal. deve ser concedido à parte que já tinha inter- posto o recurso ordinário a possibilidade de complementá-lo. Daniel Amorim Assumpçáo. uma vez interposto 0 re. 541 do CPC. prevê. para sua aplicação. porém.

do CP~) ou agravo regimental (art. Ação rescisória e manda- nor) para ajuizar seu recurso. Inapltcabllidade do princípio da fungibilidade recursal contudo. O] no 69 da SDI . Recurso. quando se pre- O princípio da dialeticidade declina que o recorreu. É interessante observar que o art. O] no 152 da SDI -11 do TST. menta. geral. comporta 6. modificação do suas razões recursais. com fundamento em viola- Súmula no 421 do TST. pela ausência do requlSlto Hipótese de não conhecimento do recurso pelo TST e de admissibilidade inscrito no art. quando as razões devolução dos autos ao TRT. Agr~vo inomii~a~o ou recurso manifestamente ilegal. prevista no art. mas o recor. dis- segurança. II. Isso ocorre para que a parte contrana possa se de- julgado. prazo do recurso correto. Fungibilidade recursal. convertidos em agravo. apenas permitindo que a interposição seja de forma stmples. 48 49 . Não cabimento. 557 do ao art. TST. Tais recursos d~sunam­ -se. termos em que fora proposta. Embargos declaratórios contra ção legal e divergência jurisprudencial e re~nis~ão expr~ssa decisão monocrática do relator calcada no art. o recorrente deverá se valer do prazo menor (teoria do prazo me. como se verifica a A interposição de recurso de revista de decisão de~~itiva seguir: de Tribunal Regional do Trabalho em ação rescisona ou em mandado de segurança. em face do disposto no art.~ deve motivar tende tão-somente suprir omissão e não. porém. cimento do entendimento consolidado do C. em decisão aclaratória. 235 do RITST) contra decisao rente não observa o comando legaL proferida por Órgão colegiado. ou seja. Recebimento como agra. nos como agravo regimental. do CPC de mandado de segurança pode. Indeferimento liminar de ação rescisória ou mandado de Ademais. Interposição em face de ~ecisa~ co- não possui nenhuma dúvida sobre o recurso interposto.1al não se admitir a incidência da fungibilidade. msuscettvel CPC. Recurso de revista de acórdão regi01. quando a lei ex- pressamente estabelece a forma de impugnação da decisão. o C. erro grosseiro._ no caso. I . fundamentos da decisão recorrida. Erro grosseiro A respeito do princípio da fungibilidade é importante ter conhe. exclusivamente. põe o que segue: vo regimental e devolução dos autos ao TRT Súmula no 422 do TST. Erro grosseiro.I do TST. pelo princípio de fungi- bilidade recursal. Não se conhece de recurso para o TST. fender e o tribunal tenha conhecimento do objeto impugnado. TST. negação de recurso. Recurso para o TST. o terceiro requisito impõe que o recurso seja interposto no hipóteses expressamente previstas. em face dos princípios da fungibilidade e celeridade processual. Cabimentc· de autorizar o seu recebimento conw recurso ordinário. 557 do CPC. sob pena de ser caracterizada sua má-fé. 557. aquele que interpôs o recurso agravo regimental. ÉLISSON MIESSA PRINCÍPIO~ RECURSAIS O segundo requisito. também monocrática. conte- údo decisório definitivo e conclusivo da lide. da CLT. 895. na interposição do recurso. configura erro grossetro. legiada. 899 da CLT estabelece que os bargos declaratórios deverão ser submetidos ao pronun- recursos trabalhistas serão interpostos por simples petição. não afasta a necessidade de fundamentar sua: razões recursais. Inaplicável.Postulando o embargante efeito modificativo. a fim de que aquele que interpôs o recurso 0 princípio da fungibilidade ante a configuraçao de erro não se beneficie de um prazo maior do que o admitido. quanto aos recursos interpostos no TST. portanto. os em. II. 514. faltando-lhe. Ocorre. ser recebido como agravo regimental. consiste na interposição de um OJ no 412 da SDI . tico indeferitório da petição inicial de ação rescisória ou Art. 514. Não conhecimento.11 do TST. § I o. É incabível agravo inominado (art. Pr~n­ cípio da fungibilidade. conhecimento jurídico. do CPC. para que aprecie o apelo do recorrente não impugnam os fundamentos da decisão recorrida. e do de segurança. Apelo que não ataca os Recurso ordinário interposto contra despacho monocrá. Inaplicabilidade. 896 da CLT. que julga ação rescisória ou mandado de segurança. a impugnar decisão monocrattca nas Por fim. "b".Tendo a decisão monocrática de provimento ou de. PRINCÍPIO DA DIALETICIDADE ser esclarecida pe_a via dos embargos de declaração. II. De um modo grosseiro. Tal regra- ciamento do Colegiado.

Sob pena de não conhecimento. É interessante observar que o art. o tribunal não tem sobre o O princípio da volunta:riedade decorre do princípio dispositivo. com o princípio da dialeticidade. recurso é manifestação do poder de ação. 637. 50 I 51 _L~ . t Ele não atinge. é defeso. portanto.. a fundamentação e o pedido recursal permitem ao re. Busca-se. prudencial do Tribunal Superior do Trabalho que conflite com a decisão regional. inclusive mediante demonstração analítica de cada dis- positivo de lei.Xe para a fase recursal a mesma sistemática da petição inicial. podendo. é possível extrair que o legislador do todos os fundamentos jurídicos da decisão recorrida. de súmula ou mutatis mutandis. 896. Trata-se. A apelação. PRINCÍPIO DA PROIBIÇÃO DA REFORMATIO IN PEJUS somente pode se manifestar acerca do que lhe foi apresentado. legitima-se tal exigência. Rio de Janeiro: Forense. Humberto~ Curso de direito processual civil· Teoria geral 19 Súmula n° 45 do STJ: "Reexame Necessário. ] juiz. l . especialmente quanto ao pedido.indicar. garantir à Disso resulta que o reexame necessário não é recurso. pois inde- parte contrária a possibilidade de defender-se dos motivos apresenta. 514.. Isso ocorre porque o. as matérias de ordem pública que podem corrido a elaboração das contrarrazões e limitam a atuação do tribunal t ser conhecidas de ofício pelo tribunal. porém. Além condição de eficácia da sentença. trou. pois. o art. ocorrendo automaticamente. Com efeito. declina: § 1°-A. aplica-se tal princípio ao reexame necessário. I Pública. discutido festar. rente. Portanto. estabelecen- do o que segue: Ii ~ 18 THEODORO JÚNIOR. PRINCÍPIO DA VOLUNTARIEDADE tram sua insurgência contra a decisão impugnada. O princípio da proibição da reformatio in pejus impede que seja a respeito do objeto impugnado. disso. citado na referida Súmula. e solucionado a partir da causa de pedir (isto é. da Constituição Federal. seja inicial seja recursal. de sua motivação)" 18 • dependendo. é necessária a fundamentação do recurso trabalhista. Especificamente quanto ao inciso li. Isso ocorre porque "sem explicar os motivos da impugnação. como se depreende da Súmula n° 45 do ST]I 9 • gir expressamente a fundamentação do recurso de revista.) II . Por isso é qual impõe a provocação da parte para que o Judiciário possa se mani- que todo pedido. interposta por. segundo a regra do tantum devolutum quantum appelatum. assim.8. . embora não seja recurso. oferecer suas contrarrazões. § 1°-A.expor as razões do pedido de reforma. ed. pende de manifestação. No reexame necessário. de forma explícita e fundamentada. agravar a condenação im- posta à Fazenda Pública".os nomes e a qualificação das partes. da CLT passou exi. é ônus da parte: Art.. p.Agravar Condenação.Fazenda do direto processual civil e processo de conhecimento. pois. a causa de orientação jurisprudencial cuja contrariedade aponte. ÉLISSON MIESSA PRINCÍPIOS RECURSAIS Por sua vez. . petição dirigida ao [.o pedido de nova decisão. III . contra- I . 514 do CPC. II piorada a situação do recorrente no julgamento do recurso. conterá: . de provocação. ainda que em preju!zo do recor- adquem. III . portanto. 46. de dos pelo recorrente. o ordenamento impôs que o recorrente apresente os fundamentos de fato e de direito que demons- 7. ao Tribunal. 2007. exigiu que o recurso contenha as partes. pedir (fundamentos de fato e de direito) e o pedido. declina que o tribunal .os fundamentos de fato e de direito. pois o princípio da devolutividade. impugnan- Analisando o referido dispositivo. riedade a dispositivo de lei. súmula ou orientação juris- II . é sempre apreciado. em sua extensão. ou seja. Por outro lado. 6 que decidir e a parte contrária não terá de que se defender.

Isso ocorre porque. da CLT não faça nenhuma ressalva. que a exceção ora comentada somente terá apli- Essa exceção dá ênfase às súmulas e orientações jurisprudenciais do cação das decisões dos tribunais regionais e jamais das decisões das varas TST. o bem da vida a que tem direito. para encurtar esse caminho e do processo. permitindo-se o recurso de revista de imediato. 893. imediato. que seria novamente recorrido ao TRT e. de forma mais célere e efetiva. 893. determinando. ÉLISSON MIESSA PRINCÍPIOS RECURSAIS 9. não havendo. § 1°. este poderia Conquanto o art. O que se busca. de sentença. imediata da decisão interlocutória estiver realmente calcada no princí- pio da celeridade. Em grau recursal. em segui- Os atos do juiz podem ser classificados em: sentenças. portanto. Assim. in- lução da pretensão colocada em juízo. a CLT. em seu art. assim. portanto. o retorno dos autos ao juízo diferida. resolve ou não o mérito. que também tem na sua base a celeridade. A decisão interlocutória do TRT está. da CLT). por estar a decisão em confronto com súmula ou orientação de jurisprudencial Decisão interlocutória consiste no "ato pelo qual o juiz. no curso do TST (art. voltaria ao Tribunal Regional. gime celetista para o estatutário extingue o contrato de trabalho. criou uês exceções que admitem o recurso imediato violação de Súmula do TST (art. em que permanece a aplicação do princípio da irrecorribi- cado na celeridade (princípio da irrecorribilidade das decisões interlo- lidade das decisões interlocutórias. nesses casos. Essa tutelar de forma mais eficaz o jurisdicionado. com fundamento na da Súmul. ao Tribunal Superior do Trabalho. Dessa forma. o processo retornaria ao juízo de primeiro grau e. se o processo retornasse ao juízo de origem. ou seja. serve para solucionar incidentes no curso do proces. sendo posteriormente encaminhado terlocutórias e despachos. 162. do CPC). decidindo con. entregando-se ao jurisdicionado. por meio do recurso de revista. a reso. por consequência. so. anulam a decisão la antecipada. o Tribunal Regional do Tra- O princípio em comento. não significa que as decisões balho anula a decisão a quo entendendo que tal alteração não extingue interlocutórias jamais poderão ser impugnadas ou analisadas por ou. PRINCÍPIO DA IRRECORRIBILIDADE IMEDIATA DAS DE. será levantada na ocasião do recurso da decisão que de origem para julgar o mérito. 52 53 . Registra-se. admite-se o recurso de decisão. porém. julgar o mérito. a irrecorribilidade das decisões interlocutór~ias cede espaço para a) de Tribunal Regional do Trabalho contrária à Sú. decisões in. se não admitida a impugnação CISÓES INTERLOCUTÓRIAS imediata. Súmula n° 382 do TST. o contrato de trabalho.a no 214. sem pôr termo ao ofício judicial de julgar a causa. Exemplo: decisão monocrática do relator não concedendo tute- trariamente às súmulas e orientações jurisprudenciais. cutória. Superior do Trabalho. Exemplo: A sentença de 1° grau reconhece que a alteração do re- Com o intuito de alcançar. a mula ou à Orientação Jurisprudencial do Tribunal fim de privilegiar a celeridade processual. 896. "a". Trata-se de restrição que afasta no caso concreto um princípio cal- do trabalho. é o mesmo que serviria para impugnar o acórdão com natureza de forma mais célere e efetiva. § 2°. é a preservação O recurso cabível para impugnar esse acórdão. da CLT). o recurso de revista. "à'. a aplicação da tro julgador. cabe agravo regimental para a Turma do a quo. em consonância com o entendimento da estabeleceu que as decisões interlocutórias são irrecorríveis de imediato. por meio chegaria ao TST. por exemplo. para aplicar a uniformização da jurisprudência. mesmo tribunal. resolve questão incidente" (art. devolvendo os autos à vara de origem. via recurso de revista. Dessa forma. da. 896. cutórias). contrariando o entendimento da Súmula n° 382 do TST. em seguida. no entanto. vocando a prescrição bienal. Com efeito. sua recorribilidade. portanto. somente terá cabimento tal exceção se a impugnação b) suscetível de impugnação mediante recurso para o mesmo Tribunal. § 1o. nesse das decisões interlocutórias: caso. é importante observar que o Tribunal Superior do Trabalho. mas tão somente que essa verificação ou impugnação será prescrição bienal. como pode ocorrer nos acórdãos que. de natureza interlo- do princípio da celeridade processual. Dessa decisão.

de mera delegação de poder ao relator. porém. será cabível o recurso imediatamente. que pode decorrer de divergência de decisões Isso ocorre porque. 2°. É por esse fundamento. São Paulo: LTr. o juízo de admissibilidade p. 894. mesmo regional (TRT 15a Região). sendo interposta pela reclamada exceção de competência. nal. embora se trate de decisão interlocutória. representando. da CLT e 557 do CPC. São Paulo: 20 BEBBER. embargos para a SD~. da CLT admite a interposição de recurso. literal do art. que na hipótese de declaração de incompetência em razão da matéria. por fim. Assim. 58. processual. os autos saem de uma vara decisões deveriam ser proferidas por um órgão colegiado. seja sentença. seja ela de natureza interlocutória seja de sentença. pois as decisões "são sempre precedidas da expressão Atente-se para o fato de que. Editora Revista dos Tribunais. a decisão monocrática do relator está sujeita à Vara do Trabalho de Campinas. vinculada ao TRT da 14a Região.. O juiz reconhece a incompetência e encaminha os autos competência do colegiado. ed. Para o TST. 897. a vontade de todos ou da maioria dos nhados para outro regional. Manual de direito processual civil. como se observa. 2009. como a Vara do Trabalho de ao agravo. pois se submete ao agravo de instrumento. c) que acolhe exceção de incompetência territorial. NERY Jr. art. com o encaminhamento dos autos Pens~mos. com base nos princ1p10s da economia e celeridade Região. p 245. sendo interposta pela reclamada exceção de competência. mesmo que de na- tureza interlocutória. como 21 NEVES. 799. como admite a processo termina na Justiça do Trabalho. por exemplo. São Paulo: Método. No membros da corte" 20 • exemplo anterior. será cabível o recurso ordinário para o TRT da 2a No entanto. Trata-se. bem como da interpretação de Janeiro: Forense. Recursos no processo do trabalho. será con. ainda. Exemplo: Pedro ajuíza reclamação trabalhista em São Paulo-SP. que o Tribunal Superior do Tra. ed. balho admite o recurso dessa decisão monocrática. Ed. ÉL!SSON MIESSA PRINCÍPIOS RECURSAIS O tribunal tem como natureza o colegiado. Tanto é assim do TRT da za Região e são encaminhados para uma Vara do Trabalho que a decisão do tribunal. § 2°. é cabível o recurso de imediato. da CLT. § Súmula n° 353 do TST. o legislador passou a atribuir poderes ao relator para julgar Por outro lado. Ademais. quando os autos são enviados para o mesmo regio- monocraticamente os recursos. o qual Ribeirão Preto e a Vara do Trabalho de Campinas estão vinculadas ao será analisado pelo órgão colegiado do tribunal competente. 54 55 . 2. 7. Rio se extrai da interpretação da OJ 377 da SDI-I do TST. admissibilidade do juízo a quo que tranca o recurso (juízo negativo de consoante o disposto no art. por ex- pressa opção legislativa (CLT. "b"). Daniel Amo rim Assumpção. motivo pelo qual o art. que essa exceção também se aplica ao caso de a outra Justiça (Federal ou Estadual). sob o fundamento de que o reclamante teria trabalhado e sido contratado em Assim. com a remessa dos autos para Tribunal Regional dis- Esse princípio também não se aplica da decisão interlocutória22 de tinto daquele a que se vincula o juízo excepcionado. portanto. no caso o interlocutórias das Turmas do TST (mesmo tribunal). 2014. Teoria Geral dos recut·sos. da rejeição da exceção não cabe recurso imediatamente. 897. p. seja interlocutória. a quo profere despacho de processamento ou não processamento do recurso. 643. 2010. b. de modo que todas as Vara do Trabalho de Porto Velho. siderada acórdão. Exemplo: Pedro ajuíza reclamação trabalhista em Ribeirão Preto- cia para decidir" 21 • -SP. É interessante observar. Júlio César. sob o funda- mento de que o reclamante teria trabalhado e sido contratado em Porto Velho-RO. apenas quando os autos são encami- acordam. O juiz reconhece a incompetência e encaminha os autos à 22 No sentido do texto. Nelson. "mantendo-se com o órgão colegiado a competên. nos arts. não caberá recurso de imediato. admissibilidade). ou seja. para manter a substância do tribunal (órgão colegiado) e a Campinas-SP. assim. 2. não cabe recurso imediatamente. 799. da CLT. § 3°.

para que aprecie I) decisão do Tribunal Regional do Trabalho contrária à Súmula o apelo como agravo regimental. Orientação Jurisprudencial no 152 da SDI. 895.e pretende tão-somente suprir omissão e não.. 557 do CPC. Erro gros- Justiça do Trabalho. ainda. 896 da CLT. § 2°. Tais recur- 3) decisão que acolhe exceção de incompetência territorial. 56 57 ------------ . com a remessa dos autos para no art.. I. são interlocutória que mantém o valor da causa fixado de ofício no rito Indeferimento liminar de ação rescisória ou mandado de segurança.. § 2°. da CLT. Inaplicabilidade do princípio da fungibilidade recursal mo Tribunal.. do CPC) ou agravo regimental (art. as decisões interlo- 10. salvo nas hipóteses de decisão: RELACIONADAS AO CAPÍTULO a) de Tribunal Regional do Trabalho contrária à Súmula ou Orientação Jurispru- . Hipótese de não co- nhecimento do recurso pelo TST e devolução dos autos ao TRT.Tendo a decisão monocrática de provimento ou denegação de recurso. da CLT. . no caso. quando . Recurso de revista de acórdão regional que julga ação rescisória 4) decisão que declara a incompetência em razão da matéria da ou mandado de segurança. I o TST. Agravo inominado ou agravo regimental. 235 do RITST) contra decisão proferida por Órgão colegiado. § I 0 . Interposição em face de decisão colegiada. § I 0 . nos termos do art. que se vincula o juízo excepcionado... Orientação Jurisprudencial no 69 da SDI. Embargos declaratórios contra decisão monocrática do dencial do Tribunal Superior do Trabalho. ser recebido como agravo regimental.. tam. violação legal e divergência jurisprudencial e remissão expressa ao art. insuscetível de autorizar o seu recebimento como recurso 6) decisão que mantém o valor da causa fixado de oficio no rito ordinário.11 do TST. exclusivamente. convertidos em agravo. bém monocrática. Não cabimento.. Cabimento b) suscetível de impugnação mediante recurso para o mesmo Tribunal. com sos destinam-se. consoante o disposto no art. conteúdo decisório definitivo e conclusivo da lide. Recebimento como agravo regimental e devolução dos autos ao TRT Recurso ordinário interposto contra despacho monocrático indeferitório da peti- Em resumo. 557 do CPC. o princípio da fungibilidade ante a .I do TST. a impugnar decisão monocrática nas hipóteses a remessa dos autos para Tribunal Regional distinto daquele a expressamente previstas. Ação rescisória e man- dado de segurança.. comporta Tribunal Regional distinto daquele a que se vincula o juízo excepcionado. ÉLISSON MIESSA PRINCfPIOS RECURSAIS Ademais. conso- ser esclarecida pela via dos embargos de declaração. "b". Fungibilidade recursal. está suscetível a recurso (recurso de revisão) a deci- ..584/70. 2°. ou Orientação Jurisprudencial do Tribunal Superior do Traba- lho..11 do TST. da CLT. modi- ficação do julgado. o princípio da irrecorribilidade imediata das decisões I ção inicial de ação rescisória ou de mandado de segurança pode. art. Irrecorribilidade Na Justiça do Trabalho. Princípio da fungibilidade. § I 0 ). Inaplicável. em face do disposto no art. Inaplicabilidade. A interposição de recurso de revista de decisão definitiva de Tribunal Regional do Trabalho em ação rescisória ou em mandado de segurança. Orientação jurisprudencial no 412 da SDI. em face dos princípios da fungioilidade e celeridade processual. 2) decisão suscetível de impugnação mediante recurso para o mes.Postulando o embargante efeito modificativo. Súmula n° 421 do TST. 799. Recurso para sumário (Lei n° 5. Decisão interlocutória. . pelo princípio de interlocutórias não se aplica nos seguintes casos: fungibilidade recursal. sumário. SÚMULAS DO TST E ORIENTAÇÕES JURISPRUDENCIAIS cutórias não ensejam recurso imediato.. II. com fundamento em 5) decisão de admissibilidade do juízo a quo que tranca o recurso. ante o disposto no art. os embargos declaratórios deve- rão ser submetidos ao pronunciamento do Colegiado. 557. com o encaminhamento dos autos a outra seiro na interposição do recurso Justiça (Federal ou Estadual). É incabível agravo inominado (art. da CLT. Erro grosseiro. Súmula n° 214 do TST. configura erro grosseiro. 893. 799. prevista c) que acolhe exceção de incompetência territorial. relator calcada no art.. em decisão aclaratória. configuração de erro grosseiro.

cabimento. Com esses fundamentos.1... TST-AgR-E-ED-AIRR-29900-22. o recorrente levanta novamente tal matéria. inicialmen- jlll.. .5.. o caso de alegação de ausência de legitimi- dade passiva que na instância inferior foi alegada como preliminar.- . denega seguimento ao recurso de. prudencial no 377 da SBDI-1... rei. mas. 1. a interposição de embargos em face de acórdão proferido pela Subseção li Especializada em Dissídios Individuais em julgamento de recurso or- dinário no mandado de segurança. 235. SBDI-I. Não cabimento.0000. por analogia. trata-se de juízo preliminar e superficial.· . a análise será feita no momento da interposição do recur- so ou após a interposição das comrarrazões. Aplicação anal6gica.. O ordenamento adotou dois juízos de admissibilidade: o juízo a quo e o juízo ad quem. insuscetível de correção pela aplicação do princípio da fungibilidade.. passando nessa oportunidade a ser matéria de mérito. da às preliminares do recurso. a fim de verificar a presença dos pressupostos recursais. preparo e inexistência de de embargos é o agravo regimental.. tempestivida- Nos termos do art.4. Ademais.. interesse recursal. TST-R0-2418-83..20 10.. regularidade formal. de plano. depósito recurs:L. a saber: recursal. a SBDI-1. Assim. Porém. em face da intempestividade do apelo. Configura-se erro grosseiro. do RITST. não conheceu dos embargos. Princípio da fungibilidade JUÍZO DE jlll. inviabilizando a incidência do princípio da fungi- PODERES DO RELATOR bilidade recursal.2014 (Informativo no 80) Para que os recursos possam ter seu caminhar natural.--·-~-. INFORMATIVOS DO TST RELACIONADOS AO CAPÍTULO CAPÍTULO IV 11. JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE E JUÍZO DE MÉRITO SBDI-II. o disposto na Orientação Busca-se.23. Embargos interpostos em face de ac6rdão proferido pela SBDI-11 em julga- mento de recurso ordinário em mandado de segurança..2011. o recurso cabível da decisão do Presidente de Turma que. verificar matéria de ordem pública liga- Jurisprudencial n• 377 da SBDI-I. Não interrupção do prazo também chamados de pressupostos de admissibilidade recursal. Min... por exemplo. Embargos de declaração. missibilidade. pois aquelas se identificam com regimental interposto da decisão do Presidente de Turma que entendeu incabíveis os pressupostos recursais.. Nesse caso. segundo a qual "não cabem embargos de decla.06. Orientação Juris.0031. Emmanoel Pereira... pode uma matéria ser preliminar os embargos declaratórios. Com efeito..15. ou seja. • juízo de admissibilidade a quo: é realizado pelo juízo de ori- gem. que as preliminares recursais não se confun- por unanimidade. Consigna-se. 894 da CLT.. legitimidade para recorrer. por unanimidade. 58 59 . aquele que teve sua decisão impugnada. Agravo regimental. Com esses fundamentos. constitui erro grosseiro. 29. nessa ocasião. nesse momento. Decisão proferida pelo Presidente te são submetidos a uma análise preliminar.· · . o manejo de embargos de declaração fato extintivo ou impeditivo do poder de recorrer. Min. denominada juízo de ad- de Turma que denegou seguimento ao recurso de embargos. X.. Erro grosseiro. Seria.. lÕL!SSON MIESSA 11. ao caso aplica-se.2013 (Informativo no 52) antes da fase recursal. Sen- do rejeitada na sentença. ---. Não ADMISSIBILIDADE E cabimento. porquanto não inserida dentre as hipóteses de cabimento elencadas no are. ração interpostos contra decisão de admissibilidade do recttrso de revista. a SBDI-II. Intempestividade. não tendo o efeito de interromper qualquer prazo rernrsat'.. ela passa a ser mérito cio próprio recurso.. com base na Súmula n° 353 do TST.5. não conheceu do agravo dem com as preliminares do processo. Dora Maria Costa..-----------------------~--~--. rei.20.

podemos esquematizar. os autos serão encamin~ados ao 0 que antes do ingresso no exame de mérito. agravo de instrumento. 60 61 . não estando presentes os pressupostos recursais. Nesse sentido. vez que busca declarar a validade do procedimento recursal. Portan- tem caráter definitivo. Natureza jurídica do juízo de admissibilidade lidade parcial. a Súmula n° 285 do TST: Súmula no 285 do TST. o tribunal ad quem dará provimento ao recur- so. passando à análise de mérito do recurso. ad quem • positivo: conhece o recurso (ou admite o recurso) Pode ocorrer ainda de o juízo a quo declinar que apenas em par- te do recurso o recorrente preenche os pressupostos recursais. em caráter definitivo. a quo l • positivo: processa o recurso (ou dá seguimento ao recurso) pótese. podendo ser analisados vinculação ou preclusão para o tribunal ad quem. o juízo de cursais. verificando o juízo ad quem a ausência dos pressupos- Vara do trabalho tos recursais. A análise pode ocorrer em diversos momentos. como os autos não serão trancados na origem. no juízo positivo. quando não os acolher. No juízo de mérito. o tribunal ad quem não conhecerá do recurso. Admissibi- TRT lidade parcial pelo juiz-presidente do Tribunal Regional (Juízo ad quem) do Trabalho. LI. como. a admissibilidade ou não do recurso. to. to. de J ' m~:: • { • dá provimento: acolhe fundamentos não dá provimento: não acolhe por exemplo. quando acolhe os fundamentos do recurso. sante observar que o juízo a quo. chamado de juízo de mérito. Recurso de revista.fficio. Com efeito. sendo impró- pria a interposição de agravo ele instrumento. pois os pressupostos re. ÉL!SSON MIESSA JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE E PODERES DO RELATOR • Juízo de admissibilidade ad quem: é aquele feito pelo órgão Seja na hipótese de juízo de admissibilidade positivo. da seguinte forma. cabendo. ou não dará provimen- • positivo: quando presentes os pressupostos recursais. o JUIZO a Juízo Í • negativo: não processa o recurso (ou não dá seguimento ao recurso) quo não processará o recurso (não dá seguimento). não caberá agravo de Exemplo considerando o recurso ordinário de sentença instrumento quando houver juízo de admissibilidade parcial ou. Por outro lado. O juízo de admissibilidade poderá ser positivo ou negativo. será dado seguimento ao recurso. por ser superficial. Desse modo. desde juízo de admissibilidade é parcial. incumbido de deci- inclusive ex o. não gera nenhuma cursais são matérias de ordem pública. E interes- haverá preclusão até esse momento. Efeito O fato de o juízo primeiro de admissibilidade do recurso de revista entendê-lo cabível apenas quanto a parte das matérias veiculadas não impede a apreciação integral pela RO Turma do Tribunal Superior do Trabalho. Estando (Juízo a quo) presentes. quando entende que o recorrente teria interesse recursal apenas quanto a um pedido. por óbvio. conhece do recurso. • negativo: quando ausente qualquer um dos pressupostos re. não tribunal ad quem que fará um novo juízo de admissibilidade. admissibilidade e o juízo de mérito: Assim. tem-se o juízo de admissibi. Atente-se para o fato de que o juízo ad quem dir. O juízo de admissibilidade positivo tem natureza jurídica declara- tória. Desse modo. Nesse caso. seja quando recursal. intimando-se a parte Juízo { • negativo: não conhece o recurso (ou não admite o recurso) contrária para a apresentação das contrarrazóes. na hi. estando presentes tais pressupostos.

Isso ocorre porque. 26 BEBBER. 25 DIDIER Jr. Bahia: JusPODIVM. ed. o dies a quo será o trânsito em julgado da dicionalmente. seja positivo. 3. Assim. a doutrÍna não é pa.O praio de decadência. ele não tem o condão de afastar o trânsito em julgado da decisão recor- rida. TST' adotou a segunda corrente. 2. Aplicação ajuizamento da ação rescisória por ausência de um de seus pressupos. TST disciplina que o efei- Para outros. Júlio César. recurso intempestivo ou a interposição de recurso inca- bível não protrai o termo inicial do prazo decadencial. 70. tais decisões são proferidas por um órgão colegiado (por decisão de mérito. seja negativo. está inviabilizado o Súm. 2010. produzirá efeitos ex nunc. Bahia: JusPODIVM. Recursos no processo do trabalho. com base nos princípios da economia e celeridade pro- I. 58. como se observa nos arts. III . a interposição de Diante de tal natureza declaratória. seja de sentença. produzindo. 8. E isso se justifica porque. 2009. Curso de direito pro. na realidade. de modo que acórdão representa "a vontade de todos última decisão proferida nos autos. julgado da última decisão. ou da maioria dos membros da corte". 3. seja de mérito ou 557 do CPC. cessttal civil: Meios de impugnação às decisões judiciais e processo nos tribunais. pois apenas certifica algo que já existia23 . o juízo de admissibilidade negativo tem natureza cons- to será ex tunc. subsidiariamente. 62 63 . como se verifica pelo item No entanto. 557 do CPC. seja de mérito ou não. trabalho. tal regra não se aplica quando o recurso cífica acerca do tema. 26 O C. quando há a interposição de recurso pela invalidação judicial. se o recurso não for admitido. Em outros termos. da Súmula 100: cessual e com a finalidade de desburocratizar as decisões dos tribunais. 15. A discussão não é meramente acadêmica produzindo reflexos no 2. já transitou em julgado. a decisão. p. 24 DIDIER Jr. Curso de direito pro- Rio de Janeiro: Forense. ed. conta-se do o legislador passou a atribuir poderes ao relator para julgar monocra- dia imediatamente subseqüente ao trânsito em julgado ticamente os recursos. v. Aplica-se subsidiariamente ao processo do trabalho o art. v. ed. ao processo do não. como dispõe o item III da Súmula n° Para uns. ação rescisória25 . quando o recurso não é admitido. Fredie. v. Com efeito. PODERES DO RELATOR termo inicial do prazo decadencial para o ajuizamento da ação resci- sória. in verbis: tória.JÍ ÉLISSON MIESSA JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE E PODERES DO RELATOR Quanto ao juízo de admissibilidade negativo. na ação rescisória. p. tra- . 2010. Art. portanto. As decisões proferidas pelos tribunais são denominadas de acórdãos.. 382. Leonardo José Carneiro da. esse último aplicável. 8. subsidiária ao processo do trabalho tos: o trânsito em julgado. Fredie. José Carlos Barbosa. é a partir do trânsito em jul. CUNHA.ula n° 435 do TST. Adotando a primeira tese. o C. já que tais recursos são incapazes de postergar o trânsito titutiva24. p. Isso intempestivo. 265-266. 557 do Código de Processo Civil. Comentários ao código de processo civil. Prevalecendo a segunda tese.Salvo se houver dúvida razoável.. 894. § 3°. pois o ato defeituoso produz efeito até o seu desfazimento em julgado. Dessa forma. o termo inicial será a exemplo. interposto o recurso. p. da CLT e da última decisão proferida na causa. cessual civil: Meios de impugnação às decisões judiciais e processo nos tribunais. sendo quer dizer que o trânsito em julgado corresponde à data do trânsito em incapaz o recurso de afastá-lo. seja de mérito ou não. efeitos ex tunc. como se verifica pela Súmula n° 435 do TST. ed. São Paulo: LTr. 5. o juízo de admissibilidade sempre tem natureza declara. seja de natureza interlocutória. for intempestivo ou incabível. gado da decisão que não o admitir que iniciará o prazo decadencial da 23 MOREIRA. I . na hipótese de recurso manifestamente intempestivo ou na interposição de recurso incabível. Leonardo José Carneiro da. Turma). No entanto. CUNHA. 100 do TST. 2010.

também chamados de pressupostos de admissibilidade recursal. Admissibilidade parcial pelo juiz. de agravo interno ou regimental.. a decisão do relator sempre estará sujeita ao recurso a) objetivos: quando consideram o próprio recurso. e Orientação Jurisprudencial n° 282 da SDI. Súmula no 285 do TST. sendo imprópria a interpo. tais pressupostos são classificados em Por fim. pressupostos intrínsecos são: O fato de o juízo primeiro de admissibilidade do recurso de revista entendê-lo a) cabimento. da.. A outra parcela da doutrina. ao afastar o óbice apontado pelo TRT para o processamento C. Para uma parte da doutrina. majoritária. 64 m~mo que não •pceci•do< pdo TRT. 2. Conforme já analisado no capítulo anterior. proferir juízo CAPÍTULO V de admissibilidade ou juízo de mérito. pode o juízo "ad quem" prosseguir no exame dos demais pressupostos extrínsecos e intrínsecos do recurso de revista.1) negar provimento quando o recurso: 1. Recurso de revista. ÉLISSON MIESSA Nesse contexto. monocraticamente. enquanto os .... primeiro.. Efeito Para eles. classifica os pressupostos 3. SÚMULA DO TST E ORIENTAÇÃO JURISPRUDENCIAL RE. nos seguintes casos: PRESSUPOSTOS I) Juízo de admissibilidade negativo quando o recurso for: a) manifestamente inadmissível. l d) inexistência de fato impeditivo ou extintivo do poder de recor- Juízo de admissibilidade "ad quem" rer. adentrar no mérito do recurso. . ou RECURSAIS b) manifestamente prejudicado. para manter a substância do Tribunal objetivos e subjetivos. A tese majoritária entende que os pressupostos intrínsecos são 3. hão de se verificar os pressu- minante (OJs) do TST ou do STF.1. 2) Juízo de mérito para: 2. diverge sobre o ·que LACIONADAS AO CAPÍTULO vem a ser pressupostos intrínsecos e extrínsecos. b) subjetivos: quando ligados à pessoa do recorrente. como se verifica inclusive no art. pressupostos extrínsecos dizem respeito ao modo de exercer tal poder 27 • -presidente do Tribunal Regional do Trabalho. c) interesse em recorrer. cumpre afirmar que. INTRODUÇÃO a) for manifestamente improcedente. cabível apenas quanto a parte das matérias veiculadas não impede a apreciação integral pela Turma do Tribunal Superior do Trabalho. CLT..o .2) dar provimento quando a decisão recorrida estiver em confronto com súmula ou jurisprudência dominante A doutrina diverge quanto à classificação desses pressupostos. No julgamento de Agravo de Instrumento. 65 .o recurso de revista. sição de agravo de instrumento.. 27 Para as provas objetivas é melhor adotar essa corrente. postos recursais. recursais em intrínsecos e extrínsecos. para que se possa b) estiver em confronto com súmula ou jurisprudência do. -. Juízo de admissibilidade aqueles ligados à própria existência do poder de recorrer. Contudo. § 4°. pode o relator.. (órgão colegiado). b) legitimidade. Agravo de instrumento. 894.I do TST.. (OJs) do TST ou do STF..

Consigna-se que. b) adequação: o recurso interposto é adequado à modalidade de A legitimidade recursal diz respeito às partes do processo. CABIMENTO se pede a tutela jurisdicional. tendo sido o processo extinto sem reso- Quanto à adequação. 4. 142-143. que é incluído entre os pressupostos extrínsecos. 3. recorríveis. poderes. Rio de Janeiro: Forense. O conceito de parte é antigo. Desse modo. aplicável subsidiariamente ao pro- 30 JORGE. da interposição de recurso ordinário da sentença. 1. 28 NEVES. ônus. é interessante observar que os despachos são ir- pendente de fazer pedido ou contra ele for pedido algo. pois a legitimidade para a ação não se confunde com mas é necessário que ele seja adequado ao caso. enquanto os pressupos. e as decisões interlocutórias são irrecorríveis de imediato. a defendida por Liebman 29 . e ampl.1. é aquela que participa da relação processual em O primeiro pressuposto recursal a ser analisado no momento da contraditório defendendo interesse próprio ou alheio. d) regularidade formal. Nesse caso. por exem- a legitimidade recursal. sucessivamente: tos. p. 3. sença desse pressuposto. mas não encontra pacificação doutri- nária. a parte tem legitimidade.rmal rit. 499 do CPC. 2008. LEGITIMIDADE PARA RECORRER 29 CÂMARA. se é posteriores. A doutri- secos estão relacionados à decisão recorrida. sendo sujeita de interposição de um recurso é o cabimento. têm (tem) legitimidade para recorrer: Paulo: Editora Revista dos Tribunais. ed rev. ou seja. impeditivo ou extintivo do poder de recorrer. estudado no capítulo de prin- cípios.i/. Teoria geral dos ?UIII'SOS ciz>eis. 2010. existem aqueles que entendem que os pressupostos intrín. que parte é aquele que participa da relação processual em contraditório. Alexandre Freitas. Para que se verifique a pre. v. interpor o recurso. independentemente do conteúdo da decisão. há necessidade de se conjugarem dois requisi. 91. inde- No primeiro caso. ed. enquanto para Liebman. em casos excepcionais. 2009. ed. para onde remetemos o leitor. Partes Por fim. de modo decisão que se busca impugnar. São Paulo: Método. O art. 499 do CPC confere legitimidade à parte vencida. a adequação será afastada em decorrência da aplicação do princípio da fungibilidade. posições jurídicas ativas e passivas (faculdades. o que muda é apenas a inexistência de fato sucumbente ou não. Daniel Amorim Assumpção. não basta. b) o terceiro prejudicado. Terá legitimidade recursal. Lições de direito proce. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS Já os pressupostos extrínsecos são: a) as partes. 28 Parcela da doutrina busca adequar os dois concei- tos. P. 66 67 . e b) representação. instituindo como parte da demanda a definição de Chiovenda. exceto nas hipóteses da Súmula n° 214 do TST. Rio de Janei- ro: Lumen Juris. Nos termos do art. Seria o caso. legitimidade recursal com interesse recursal. partes do processo. em regra. Flávio Cheim. recorribüidade: o ato impugnável é recorrível. a) tempestividade. deveres. São cesso do trabalho. c) preparo (custas e depósito recursal). 2. estado de sujeição).. na critica a expressão vencida. conceituando-a de forma mais ampla. c) o Ministério Público. inclusive aquele que foi considerado parte ilegítima para a causa30 . lução do mérito. p. porque o dispositivo estaria confundindo tos extrínsecos dizem respeito a fatos externos à decisão e. atual. plo. e a) . 105. Chiovenda entendia ser parte o sujeito que pede ou contra quem 2. Manual de direito proceJsual civil. simplesmente. 18. sendo titular de situações jurídicas processuais ativas e passivas.

a doutrina majoritária entende que ele tem incidência tão recorrer. Nelson. de modo que o art. p. figurarem no polo ativo. segundo o qual o recurso somente favorecerá a parte que do CPC. nos termos distintas em relação à parte contrária. embora não possa atuar no processo antes da decisão ou da homologa- d) quanto ao momento de formação. processual. têm-se o inicial e o ulterior. bilidade. ÉLISSON MIESSA Portanto. 2012. 3. São Paulo: RT. Por outro lado.1. Portanto. modo diverso para cada um dos litisconsortes. 68 69 . 32 No mesmo sentido SCHIAVI.2. 84. Mauro. a interposição um dos litisconsortes a todos aproveita. poderá interpor recurso para defender interesse próprio No presente momento. ou em ambos os polos da relação art. 11. sendo facultativo ou necessário. Código de processo civil comen. podendo ser ativo. 831. somente no litisconsórcio unitário 3 L Contudo. ção do acordo. Rosa Maria de Andrade. os litisconsortes serão considerados. nesse último caso. Trata-se de mera possi- os terceiros intervenientes e o Ministério Público. os sucesso- PRESSUPOSTOS RECURSAIS l O litisconsórcio será simples quando o juiz puder decidir de res que assumiram a condição de parte nos termos do art. ed. c) quanto ao resultado. 31 NERY Jr. a formação da coisa julgada para a União b) quanto à obrigatoriedade. parágrafo único e 832. União quanto às contribuições previdenciárias Por força do art. 48 do CPC "salvo disposição em contrário. NERY. (CLT.1. razão pela É sabido que o litisconsórcio é classificado de quatro formas: qual poderá recorrer quanto à natureza das parcelas e aos valores das contribuições. É sabido que a Justiça do Trabalho é competente para executar as como litigantes distintos. 42 do CPC. São Paulo: tado e legislação extravagante. tergando. em suas relações com a parte adversa. 509. 48 do CPC. cumpre-nos analisar a classificação quanto na modificação da condenação acessória (contribuição)3 2 • ao resultado. do CPC vaticina que "o recurso interposto por Desse modo. Recursos no processo do trabalho. os litisconsortes são partes que proferir e dos valores objetos de acordos homologados. quando as defesas opostas ao credor lhes forem comuns" (CPC. seja do acordo formulado. passivo ou misto. seus interesses". pos- a) quanto à posição. serão considerados como parte o autor. o réu. Recurso interposto por somente um litisconsorte decidir de maneira uniforme para todos os litisconsortes. salvo se distintos ou opostos os do recurso por um dos litisconsorte se estenderá aos demais. 509. art. 2010. LTr. pois a União. caput.. na hipótese de solidariedade passiva (por exemplo. passivo. dividindo-se em simples e unitário. devendo passar pela análise do Em decorrência disso.1. p. não pode ser aplicado indistintamente. "o recurso interposto por um devedor aproveitará aos O litisconsórcio consiste na possibilidade de duas ou mais pessoas outros. §§ 3° a 6°). como a decisão não pode ser cindida. 48 do recurso. seja da decisão judicial. O art. nada impedindo que o juiz profira decisão idêntica. gru- Melhor explicando: po econômico). 509 do CPC da Súmula 368 do TST. tange ao recolhimento das contribuições previdenciárias. Cria-se uma figura sui generis no processo do trabalho. 880. contribuições previdenciárias das sentenças condenatórias em pecúnia rão nem beneficiarão os outros". parágrafo único). Já no litisconsórcio simples vigorará o princípio da pessoalidade Interpretando referido artigo em compatibilidade com o art. a União Federal poderá ser atingida no que litisconsórcio formado. mantendo-se aqui as diretrizes do art. os atos e as omissões de um não prejudica. o litisconsórcio será unitário quando o juiz estiver obrigado a 3.

5. Parte da doutrina. DECISÃO HOMOLOGATÓRIA DE ACORDO. I). devem se utilizar do mandado de segurança. 12.15. DEJT 27. com quem nos parece estar a razão.2013.2007. contraria a Assim. não têm admitido a cas àqueles indicados no estatuto social ou pelos seus próprios diretores. Augusto Cesar Leite de Carvalho. exceto as universidades públicas estadu- 3. ocu. Emmanoel Pe- ção Trabalhista foi aprovado o enunciado 49 com o seguinte teor: "49. prazo em dobro para recorrer (16 dias). DEJT 16. do CPC confere a representação judicial das pessoas jurídi.02. Na hipótese de pretenderem se insurgir contra a decisão. 9° da Lei n° 9494/97 é de muita clareza ao declinar: sob o argumento de que não fazem parte da relação processual. o re- curso cabível dependerá da fase em que ele foi formulado: na fase de Por fim.457/0733 transferiu a titularidade do das autarquias por procuradores do estado ou procuradores do muni- crédito previdenciário à União Federal. na fase de execução. cumpre consignar que. É importante destacar. concedendo-lhe.201 O. DEJT 26. 34 Embora adotando posicionamento minoritário. Quinta Turma. vislumbra pela parte final da orientação em análise 35 • Queremos dizer. 36 TST. uma vez que o -A-RR-546800-09. VI. agravo de tituição Estadual confere à Procuradoria Geral do Estado a função de petição.8. DEJT 26.0039.5. tradutores. 33 Criou a Secretaria da Receita Federal do Brasil. devendo ser representadas pelos procuradores a representação das autarquias do Estado de São Paulo pelos procura- que fazem parte de seus quadros ou por advogados constituídos" (OJ no 318 da SDI. 99.2007. no sentido de que. processo já se encontra em fase de execução". E-ED-AIRR-236940-08. atualmente.2013. Aliás. Relatora Ministra Maria de Assis Calsing. a Lei n° 11. Cabe agravo Rosa Maria Weber.2006. como é o caso pela administração direta (União. inde. portanto. por procuradores que fazem parte de seu quadro ção processual principal. pende da apresentação do instrumento de mandato.0153.5.15. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS Destaca-se que a CLT mencionava como legitimado o INSS.8. a Cons- conhecimento cabe recurso ordinário 34 . Primeira Subseção de Dissídios Indi- subordinado ao Ministro de Estado da Fazenda. considerando que a Constituição Federal não criou óbice a que o estado organize a sua representação processual O TST declina que "os Estados e os Municípios não têm legiti- por meio de seus procuradores. Serventuários eventuais da justiça administração direta (União. Min. pantes de cargos efetivos dos respectivos quadros.2008. Relatora Ministra DE PETIÇÃO.3.2010. majoritariamente. tese majoritária. 71 70 .5. de petição pela União. no Estado de São Paulo. não podendo ser representadas sujeitos interessados em alguns incidentes no processo. estados e municípios).4. Rei. E-ED- acordo no que diz respeito à natureza das parcelas discriminadas. porém. embora não sejam sujeitos da rela- clusive para recorrer. DEJT 12. bem como que os ocupantes da carreira midade para recorrer em nome das autarquias detentoras de persona- possam representar os órgãos da administração indireta. as autarquias e as fundações são representadas em juízo.02. Min. na P Jornada Nacional de Execu.04. a cípio quando eles possuírem mandato constituído nos autos. legitimidade recursal dos peritos. in.3. Con. como se legitimidade recursal. e não recurso ordinário.0020. o art. órgão da administração direta 35 TST. Autarquias e . sua situação.0067. estados e municípios). A doutrina e jurisprudência. mas pode de- Da sentença. "representar judicial e extrajudicialmente o Estado e suas autarquias.I do TST). Rei. E-RR-1431 00-98. RR 196800-74. Desse modo. viduais. É por isso que o art. Isso ocorre porque as autarquias não se dores do Estado 36 • confundem com as pessoas jurídicas de direito público integrantes da 3. intérpretes e depositários. que o TST admite a representação tudo.1. bem como não há nexo de prejudicialidade entre os direitos discuddos e Art.fundações ais" (art. 9° A representação judicial das autarquias e funda- ções públicas por seus procuradores ou advogados.2010.5.2005. AGRAVO reira. a representação por tais procuradores não decorre da lei.0062. por vezes se tornam ou por advogados constituídos por elas. contra decisão homologatória de Relator Ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho. E-AIRR 15ll40-44.3. inclusive as de regime especial.1. a União poderá interpor recurso ordinário. mas auxiliares do juízo.2. tendo o rivar de mandato judicial. Na hipótese de acordo. o TST admite lidade jurídica própria.

processo como terceiro. Belo Horizonte: Del Rey. Nesse caso. 294. dente. Rio Tribunais. 7. 620. 2013. O que importa é que o perito tem legitimi- dade para recorrer. P. e ampl. interesse deste em ingressar. nos mesmos moldes dodisposto 3. 499. art. Cleber Lúcio de Almeida. norários. p. p.5. como ocorre na prática. 41 Nery Jr.. ed. São Paulo: Método. de Janeiro: Forense. Terceiro é aquele que não faz parte da relação processual no mo- nador Cleber Lúcio de Almeida: mento da prolação da decisão 40 • É o que poderia ter participado do A nosso juízo. em nome próprio. O mesmo ocorre na condenação do terceiro por ato atentatório à dignidade da jurisdição (CPC. ManuaL de direito processuaL civiL. Apenas destacamos que. § 1°). assim como legitimidade recursal para questionar aos honorários sucumbenciais. São Paulo: LTr. vez que os honorários de su. na fixação de honorários. Ingressa em auxílio de uma cumbência lhe pertencem (Lei n° 8. n° 5. Recursos no processo do trabalho. 40 Em sentido contrário. será valor ínfimo 38 considerado como parte e não terceiro. ed. 16). Daniel Amorim Assumpção. tal distinção metida à apreciação judicial (CPC. p. Conforme declina a melhor doutrina: dade do advogado para recorrer quanto à modificação ou inclusão dos É de prejudicialidade a relação entre a situação jurídica do honorários de sucumbência. Nesse sentido. Comentários ao código de processo civiL. 2014. não tem relevância prática. nada impede que a própria parte da demanda possa recorrer quanto aos ho. sob o fundamento de que não tem relação terceiro e os direitos e obrigações versados na causa pen- jurídica conexa entre ele e a parte adversária de seu cliente. 73 72 . mas assim não atuou. para ter legitimidade. Júlio César. São Paulo: Método. Ao afirmar ou negar o direito do autor.. 621. Parte da doutrina e da jurisprudência não tem admitido a legitimi. p.584/70. sendo legitimados como parte. p. 110. 5. recursal ao sindicato no que se refere aos honorários assistenciais 39 (Lei. impõe-se que o terceiro tenha interesse jurídico e não meramente econômico ou moral. 14. Nelson.e daí o do advogado para recorrer como parte. 4.2. sua legitimidade será terdependência entre o seu interesse de intervir e a relação jurídica sub- como parte e não como terceiro. 5. 23). Direito processuaL do trabaLho. 2010. 50 do CPC. Ademais. José Carlos Barbosa. a doutrina mais abalizada tem admitido a legitimidade ou negação do direito ou obrigação do terceiro . parágrafo O mesmo raciocínio deve ser utilizado para conceder legitimidade único). rev. art. passam a ter interesse próprio. 297. Advogado no art. Nada mais é do que uma -aviltamento do valor do seu trabalho. ed. deverá demonstrar o nexo de in- rito recorrer. art.. Daniel Amo rim Assumpção. como a parte têm da alegação de suspeição e impedimento em face deles. 2014. v. art. quando não forem fixados na decisão os honorá- rios periciais que lhe forem devidos ou forem fixados em Desse modo. 2012. Rio de Janeiro: Forense. MOREIRA. processuaL civiL. fato que o legitima intervenção de terceiros na fase recursal 41 • Ainda poderá ser terceiro a recorrer no processo do trabalho. o perito tem interesse jurídico no não. não do processo. Teoria Geral dos recursos. São Paulo: Editora Revista dos 37 NEVES. 42 Araken de Assis apud NEVES. 4. ed. Rio de Janeiro: Forense. Ed. entendendo que nesse caso sera considerado como terceiro. Concordamos com o referido autor quanto à possibilidade de o pe- O terceiro. atual. como terceiro preju- aquele que deveria ter participado como litisconsórcio necessário 42 • dicado. 2013. tanto o advogado. PRESSUPOSTOS RECURSAIS ÉLISSON MIESSA Com efeito. A1anual de direito 38 ALMEIDA. de algum modo o juiz estará colocando premissas para a afirmação Contudo. 5. 385.1. se o terceiro já houver ingressado no processo. 15. Terceiro prejudicado Especificamente quanto aos honorários do perito anuncia o doutri.904/94. :nas do incidente37 • 3. a nosso ver. 39 BEBBER. De qualquer maneira. ed.

a parte tem e sujeito de ônus e de d-everes inerentes à condição de parte.. 44 DIDIER J r. ] O inc. se ele não inter- decisão 46 • vier restar-lhe-á intacta a possibilidade de defender seus próprios interesses depois. [. não lhe sendo garantido um novo ou -alegar-p. por estar subordinado à vontade do assistido. a ele são oferecidas. atual. 395-396.. 2009. seja exercendo o direito de ação ou defendendo-se. ed.·ovar. servindo a diferenciação de núncia. 11. sual civil. vez quet no processo. invariavelmente. Fredie. seja pela re. 2013. o que não é estando pois dotado dos poderes e faculdades que toda permitido na seara recursal. Teoria geral dos recursos cíveis. pois nesse caso seus interesses se contrapõem aos que constituem a trama da relação jurídica processual. v. CUNHA. caso o assistido tenha perdido o órgão agente ou interveniente apenas para legitimar o ingresso do pm·- prazo recursal. ed rev. É importante destacar que. quando adentra ao processo como 'i este manifestar expressamente a vontade de não recorrer. que exista um nexo de prejudicialidade entre É interessante observar que. contra declarações que no fucuro possam influir em sua tendo início no mesmo momento. independente de fazer pedido ou contra ele for pedido algo. Curso ele direito proces- Bahia: JusPODIVM. Frdie. até porque ele não será intimado da própria esfera de direitos. fiscal da lei.. ] O Pm·quet pede.· Meios ele impugnação às decisões judiciaiJ e proct•sso nos tribunais. desfruta de todas as situações ativas e passivas recurso pelo opoente. Impõe-se. Mas. de modo que a decisão considerado parte do processo aquele que participa da relação proces- judicial possa repercutir de maneira favorável ou desfavorável na esfera sual em contraditório. Leonardo José Carneiro da. (destaque no original) 43 ou como fiscal da lei 47 (art.:áo ao fiscal da lei. devendo ser usada a mesma São diversas as posições assumidas pelos agentes do Mi- ideologia no âmbito recursal 44 • nistério Público mas. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. 472). p. 4. Ministério Público julgada. qualquer que seja a figura proces- sual em cada caso. interesses das partes·. que tem o papel de auxiliar o assistido. A propósito. portanto. co1no anunciamos anteriormente. ed.. 112..3. Flávio Cheim. 53. 3. 2. adquire a condição de parte. Curso de direito proces- sual civil: Meios de impugnação às decisões judiciais e processo nos tribunais. o Ministério Público. é possível a interposição do recurso pelo assistente. p. 3.e sim para prevenir-se Ademais. como a todas as O recurso a ser interposto pelo terceiro é o mesmo que deve (ou partes. sendo titular de situações jurídicas processuais jurídica do terceiro. alega e prova quer figure diferente recurso 45 • como mero fiscal da lei ou atue na defesa de interesses de alguma pessoa ou grupo. seja pela desistência. inerente à garantia cons:itucional do con- traditório [. 83. ele não poderá recorrer quando Assim. 138 do Código de Processo Civil faz expressamente a distinção entre o Ministério Público atu- ando como pane e os casos em que ele niio é parte. ed. é os direitos discutidos e a situação do terceiro. p. São óbvia a!t·. permitindo-se inclusive que Nos dizeres do doutrinador Cândido Rangel Dinamarco: atue no processo em que o assistido é revel. o prazo do recurso do terceiro é o que dispõe a parte. 45 JORGE. Cândido Rangel.. ativas e passivas. Como sempre. ÉLISSON M!ESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS parte. I do art. v. as oportunidades integrantes do trinômio pedir- deveria) ser interposto pela parte. Agora. intervindo procura evitar o precedente desfavorável. 47 O projeto do NCPC passa a falar em fiscal da ordem jurídica. Leonardo José Carneiro da. 11. 6. da LC nc 75/93). mas não por altruísmo . Bahia: JusPODIVM. 2009. Paulo: Malheiros Editores Ltda. VI. quanto ao assistente simples.em 43 DINAMARCO. 46 DIDJERJr.. p. 51. 74 75 . 2013. inovando-se em questões de fato. v. que não se estende a quem não haja sido parte O Ministério Público tem legitimidade para recorrer como parte no processo (art. e ampl. parte ele sempre será. CUNHA. Instituições de direito processual civil. e sempre sem o vínculo da coisa 3. a doutrina majoritária não admite a interposição de Como tal.

p. art. V1. ed. Carlos Henrique Bezerra. conquanto pessoas jurídicas de direito privado. nistério Público. 2008. Ministério Público do Trabalho. São Paulo: LTr. tanto nos 49 LEITE. Público. como descreve a OJ n° 237 da SDI-1. provendo-o ou tério Público do Trabalho recorrer em favor das sociedades de economia náo'' 49 . não há razão para restringir a atuação do Ministério A referida orientação foi editada sob o fundamento de que o Mi. OJ n° 338 da SDI . após ção. de economia mista são equiparadas às empresas privadas (CF/88. 436-437. passa a ser considerado como parte. 48 DINAMARCO.te interesse na defesa de interesse patrimonial privado. Paulo: LTr. a exigênci4 se limita às pessoas jurídicas de direito público. p. Nesse contexto. empresas públicas e sociedades de economia mista. 2. Carlos Henrique Bezerra. portanto. que a Constituição Federal de 1988 incumbiu nomia mista e empresa pública. inclusive de público 50 • .I do TST. in verbis: A propósito. v. como se verifica pela OJ 338. porque decorrem de previsão expressa na lei. ao tribunal apreciar o conteúdo substancial do recurso. sê-lo na condição de mero cttstos legis. São Paulo: Malheiros Editores Ltda. após a CF/ 1988.. pois a própria Lei Maior reservou-lhe papel fundamental na nistério Público do Trabalho atua como . como naqueles em que oficiar como fiscal ceitos elementares do processo civil. presa pública. por ausência de concurso público. sem a prévia aprovação em concurso público. impessoalidade. do mesmo modo que ser parte da lei. Curso de direito processual do trabalho. do regime democráti. que no nosso entender deve ser aferido pelo próprio Mi- Portanto. matéria de relt::\~. do CPC conferiu-lhe ampla legiti- midade para recorrer. moralidade. ] O custos legis. quando entender necessário. 48 (destaques no original) O que respalda. enquanto no Por outro lado. pois a norma constitucional concedeu-lhe tal atribui- permite-se a diferenciação entre .I do TST. TST tem posição restritiva quanto à possibilidade do Minis. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS Essa distinção é todavia acientífica e choca-se com con. portanto. 6. da LC no 75/93. Legitimidade para recorrer. "a legitimação e o interesse recursal do Parquet estarão sua inclusão.724. 499.§1°).. sempre presentes. 2009. p. no entanto. o mesmo ocorrendo com o artigo 83. bem como pedir revisão dos Enunciados da Súmula de Jurispru- no processo não exclui que o Ministério Público possa dência do Tribunal Superior do Trabalho". Contrato nulo ao Ministério Público a defesa da ordem jurídica. porquanto as empresas públicas e sociedades TST admite a legitimidade recursal do Ministério Público do Trabalho. Ser fiscal da lei não significa não ser parte. Sociedade de eco- Ocorre. as empresas públicas e sociedades de economia mis- O] no 237 da SDI . constituindo. Com efeito. ed. 76 77 . Ministério Público do ta. 6. o art. processos em que for parte. criando conceitos correr contra decisão que declara a existência de vínculo genéricos para garantir a atuação do Ministério Público como guardião empregatício com sociedade de economia mista ou em- do interesse público. Há interesse do Ministério Público do Trabalho para re- co e dos interesses sociais e individuais indisponíveis. tratando-se de contrato nulo nas empresas públicas segundo não há interesse público a legitimar a atuação do Ministério e sociedades de economia mista.fiscal da lei e órgão agente. a atuação do Ministério Público é o inte- resse público. antes de o Ministério Público ser incluído no processo. No primeiro caso. Ilegitimidade para recorrer os princípios da legalidade.724. Com efeito. o qual permite que o Ministério Público possa "recorrer das decisões da Justiça do Trabalho. é parte. devem observar Trabalho. Cabe O C. portanto. e empresas públicas. § 2°. Curso de direito procesmal do trabalho. Cândido Rangel. 6. ed.fiscal da lei em duas hipóteses: preservação do Estado Democrático de Direito. quando a lei o exigir e quando há interesse público. eficiência e O Ministério Público não tem legitimidade para recorrer publicidade. Instituições de direito processual civil. [. São 50 LEITE. 2008. o Público nessa hipótese. mas. da SDI-I a seguir transcrita: 173.

Curso de total: quando a renúncia atinge todo o objeto que poderia ser direito processual do trabalho. a decisão é proferida na audi- ência. 8_98. pois seu Interesse decorre de autorização legal5 2 • Ela pode ser expressa ou tácita. art. p. sendo analisado pelo próprio parquet. da decisão impugnável e antes da interposição do recurso. INEXISTÊNCIA DE FATO IMPEDITIVO OU EXTINTIVO DO PODER DE RECORRER o art. ou. poderão recorrer. A renúncia. 3?. das profendas em revisão. em qualquer caso. não podem estar presentes fatos extintivos (aceitação e renúncia) ou impeditivos (desistência) do direito Consigna-se ainda que "das decisões proferidas em dissídio cole- de recorrer. se particular da empresa pública. ainda. Pode. São Paulo: LTr. 86. dep~nde de demonstração. o que significa que. pensamos que. Nesse caso. Para que seja interposto o recurso. 4. bém de fato extintivo ao direito de recorrer. 2012. poden- tutelar mteresse pubhco (a ser definido pelo próprio MP) e não interes. conforme determ~na o art. como visto. 9. p.o TribunaJ5 e a Procuradoria da Justiça do Trabalho". as partes. sem reserva alguma. tivo q~e afete e~presa de serviço público. Por fim. o interesse recursal in- rer. porque a contratação de trabalhadores pela administração pública sem a existência de concurso público viola 5. e a parte formalmente renuncia ao direito de recorrer. 503). INTERESSE EM RECORRER 5. Mauro.1. do ser expressa ou tácita.C~/~~' est~ndo presente o interesse público a legitimar a atuaçao do Mmisteno Publico do Trabalho. tácita: quando deixar de recorrer dentro do prazo recursal. ed.701188. da CLT.---------~---~---------- . Atente-se para o fato de que não se admite a renúncia prévia ao direito de recor- No caso do Ministério Público. nesse caso. A aceitação é possível entre a intimação da decisão impugnável e anterior à interposição do recurso. • expressa: quando. • expressa: quando declara formalmente a aceitação da decisão. que o recurso seja útil para melhorar a situa. dentemente da aceitação da outra parte (CPC.735 impugnado no recurso. Trata-se da clássica 7. 502). da . Busca-se. ou seja. II. pode ocorrer entre a intimação ção fática do recorrente. além dos interessados. art. 5. Aceitação da decisão 1 dente d.2. LEITE. ser total ou parcial. parcial: quando estiver relacionada à parte do objeto impugná- vel. ato incompatível lho poderá recorrer de acordo homologado em dissídio coletivo (Lei no com a vontade de recorrer (CPC. assim como a aceitação. por exemplo. esse dispositivo não foi recepciona- do pelo CF/88. Renúncia Haverá interesse recursal quando: A parte recorrente pode renunciar ao direito de recorrer. 7°. indepen- a) a parte for vencida. o MPT deverá recorrer para A aceitação da decisão é fato extintivo ao direito de recorrer.I i ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS Assim entendeu o C. Em sentido próximo. 78 79 -~--~-. • tácita: quando praticar. §5°). quanto ao presidente do TRT. é importante destacar que o Ministério Público do Traba. 52 No mesmo sentido Schiavi. are. nesse caso. Exemplo: pagamento da condenação dentro em julgado imediato para o Ministério Público. Trata-se tam- b) o terceiro for prejudicado com a decisão. 51 Em razão do princípio da inércia que veda a atuação de ofício do Poder Judiciário. 0 Presi. 2012. Carlos Henrique Bezerra. não há trânsito preclusão lógica. mas tão somente para do prazo recursal. TST. Recursos no processo do trabalho. antes da intimação da decisão i:npugnável. São Paulo: LTr.

definindo-se. Rio preclusão de Janeiro: Forense. 2. ÉLJSSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS 5. São Paulo: Método. Eles decorrem. por outro lado. expirado o prazo. 54 NEVES. os prazos dingidos aos juízes para despachar.1\. Portanto. preclusão que impede a reiteração de atos já realizados. não podendo ser alterados pela ·preclusão vontade das partes. de normas de natureza dispositiva. assim. Júlio César. Desistência Já os prazos dilatórios são aqueles que podem ser modificados por O recorrente poderá desistir do recurso. 2009. não podendo a parte Interpo-lo apos o venci- mento de seu prazo. 6. 2. 5. ainda existem: tempo para que os atos sejam praticados pelos sujeitos do processo. a legislação prevê determinado preclusão temporal. a qual- quer tempo. a preclusão temporal. I ordinat6ria . Conquanto o artigo supracitado indique que a desistência pode ser realizada a qualquer tempo. To~os A desistência pode ser total ou parcial. 156. ~em~se aq~I a pótese. p. cam efeitos processuais como são. ed. cabendo impeditivo ao direito de recorrer. a desistência pode ocorrer. pois de garantido o juízo pela penhora. São Paulo: LTr. se descumpridos. Recursos no processo do trabalho. por exemplo. além da Para que o processo não seja eterno. em prazos impró- prios e próprios. ao juiz fixar 0 novo vencimento do prazo. levam à perda da possibilidade de praticar o ato processual. preclusão que veda a prática de atos incompatíveis com os atos anteriormente rios. preclusão Exemplo: os embargos à execução somente podem ser recebidos de- 53 BEBBER. Dessa maneira. 15. Desse modo. Nos termos do art. o recurso inter- Assim. sentenciar etc. o STF tem entendido que a desistência deve ocorrer antes do início do julgamento de mérito 54 • Os prazos próprios. Além disso. produzindo. Os primeiros são os prazos fatais. pois somente se desiste do que já existe. Comentários ao código de processo civil. Rio de Janeiro: Forense. os prazos recursais são peremptórios e próprios. v. o recu:so. convenção das partes. Daniel Amorim . ed. sem a anuência do recorrido ou dos litisconsortes. todos os recur. o objeto seja div~sível. o ato após o vencimento de seu prazo. sem que seja inte_rposto. Os prazos processuais são classificados. 201 O. portanto. 501 do CPC. portanto. 581. quando ocorre a coisa julgada. seu termo inicial é a interposição do Os prazos impróprios são aqueles que. ainda. sos possuem um prazo decerminado para sua interposição.3. 16gica realizados. consumativa Os prazos processuais são divididos em: peremptórios e dilató. _n_ã~ provo- recurso. 80 81 -------~~-- . consistente na manifes. José Carlos Barbosa. p. 335. quando a preclusão é para o juiz. pro iudicato quando a validade de um ato pressupõe a existência de um ~nterior. 2010. TEMPESTIVIDADE Como forma de complementação é interessante saber que. a parte não podera mais praticar A decisão que reconhece a desistência tem natureza declaratória 55. são aqueles que. ed. tem-~e posto será considerado como inexistente. os prazos processuais. máxima 55 MOREIRA. Manual de direito processual civil. desde que.ssumpção. efeito ex tunc. chamada preclusão temporal. se descumpri- dos. nessa última hi- os atos das partes estão submetidos a prazos próprios. ou seja. desde que o requerimento seja apresentado antes tação de vontade de não ver julgado o seu recurso 53 • Trata-se de fato do vencimento do prazo e embasar-se em motivo legítimo. p.

caso a parte tenha interposto diretamente ao órgão jurisdicional. já tem ciência de seu ônus processual. não se aplicando à recurso antes do prazo final. 6°). : Pedido de revis~ i c< . C. nos termos do art. ou seja.016. 2°). Nesse sentido. 1. seu quinquí- 5..). alguns tribunais I. domingo 5) agravo de petição (CLT. 9. 894. § 2°. 895). art. art. 184.. uniformizando os prazos em 15 dias. a parte deverá apresentar os originais em até 5 dias de- tante do art. adotará a mes- ma sistemática. . se esta se ·>').&i)t~•.A Lei n° 9. o reclamante sais. 1° da Lei n° 9. a Súmula n° 387 do TST: 7) agravo regimental.1999. partir do termo final do prazo recursal. No entanto. originais a regra do termo inicial (dies a quo) descrita o art. como regra. art. ao interpor o recur- 15 so. somen- pois do término do prazo para a realização do ato processual (Lei n° te alcança as hipóteses em que o documento é dirigido 9. na hipótese de interposição de recurso via IV . Noutros termos.800/1999. dias deu antes do termo final do prazo. do CPC: "Os prazos somente começam a correr do primeiro dia declaração. tem início mesmo que seja no sábado. e o início da contagem ocorre no dia 29. Quanto ao termo final (dies ad quem). têm outros ginais de recurso interposto por intermédio de fac-símile prazos.~1?. poden- do coincidir com sábado.05.·Embargos de declara?o 5 não do dia seguinte à interposição do recurso. § 2°. os recursos. Em regra. Registra-se que a Corte Trabalhista dispõe nessa súmula apenas so- sa a ser contado do dia seguinte da data prevista em lei para o término bre o termo inicial. como se verifica a seguir: começa a fluir do dia subsequente ao término do prazo recursal.. e •. pois a parte. ··. na seara trabalhista. II). art.A autorização para utilização do fac-símile. do CPC 57 . 897).800. domingo ou feriado. Fac-símile. para apresentar os originais.800/1999. I). art. Nesse caso. cujo prazo será mantido em 5 dias (art. de 26. Lei n° regimentos internos dos tribunais. interpostos após o início de sua vigência.·. 184. 6°) 56 • São interpostos nesse prazo: dio. Consigna-se que.. não se aplica a dias regra do art. Isso quer dizer que.800/1999 ternos seguem o prazo de 8 dias. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECUF. o !j) embargos de divergência (CLT. 56 O Projeto do Novo CPC.sss4/70. cons- fac-símile. 184 do CPC quanto ao "dies a quo". 6) agravo de instrumento (CLT. Recurso. Ademais. 2) recurso de revista (Lei n° 5. devendo ser interpostos. art• S97~A) . Exemplificamos: Intimado da sentença no dia 20. tem início depois do prazo final para a interposição do recurso ordinário (8 dias). exceto para os embargos de 57 Art. 82 83 --~--- . TST entende que não se aplica ao período para apresentação dos 4) embargos infringentes (CLT. vence no dia 28. ou feriado. existe uniformidade nos prazos recur. o prazo recursal I) recurso ordinário (CLT. li -A contagem do quinquídio para apresentação dos ori- Excepcionalmente.:. 2° da Lei n° 9.584/70.~·2°. no prazo de 8 dias (Lei no interpõe recurso ordinário via fax no dia 23.584/70. os regimentos in. horas dependa de notificação. esse lapso pas. nada importando a circunstância de a petição ter que deve ser prorrog~do para o primeiro dia útil subsequente quando sido transmitida antes do fim desse prazo.SAIS No processo do trabalho. ou seja. § 5°). considerando que a parte já tem ciência de seu ônus. entendemos do prazo do recurso. 894. útil após a intimação"._(CLT. art. seu quinquídio somente começa a correr a transmissão ocorrida entre particulares. art.800/1999 é aplicável somente a recursos estabelecem o prazo de 5 dias para a interposiÇão desse recurso. aprovado pela Câmara dos Deputados. Esse recurso tem seu prazo estabelecido nos Súmula n° 387 do TST. art.• 48 III -Não se tratando a juntada dos originais de aro que ~(I. 897).

AG. de o juízo a quo não certificar nos autos a da análise da tempestividade do recurso. do recorrente comprová-la no momento da interposi?o do recurso. haverá um ato ad- Súmula no 385 do TST. nos termo do art. Nessa hipótese.499/CE. Rei. I. a posteriori. 6. Desse modo. de certo modo. MENTO. PRAZO CONTÍNUO.06. )". D]e 7. 2009/0245269-6. o juízo a quo. Agora. por ter conheci- zando no dia 20 (quarta-feira). o C. deve ser prorrogado para o primeiro dia útil seguinte. tanto o feriado local como o feriado forense devem sição do recurso. ministrativo (em regra. "PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO RE. deve certificá-lo nos autos.5.Na hipótese de feriado forense. SBDI-1. entendemos que ambos os feriados serão II . acompanhando evolução no entendimento do E. vação. lização do recurso. impedindo a protoco- a prorrogação do prazo recursal. Melhor explicando: Exemplo: Vencido o prazo recursal no dia 15 (sexta-feira). o TST estabelece.5. havendo feriado local ou au. I. Luiz Philippe 18.10. sob pena de se reduzir o Contudo. ROGAçAO. caso ocorra em fim de semana ou feriado( . com a finalidade feriado o vencimento será no dia 21 (quinta-feira).Incumbe à parte o ônus de provar. TST entende que é ônus dade do recurso. no entanto. O mesmo entendimento se aplica quando se tratar de peticiona- mento eletrônico e houver indisponibilidade do sistema na data do ter- mo final do prazo recursal 60 • 58 No sentido do texto já decidiu o ST]. caso o dia 20 (quarta-feira) seja mento do feriado forense. permitindo a postergação dos prazos pro- dade que proferir a decisão de admissibilidade certificar o expediente nos autos. O prazo para a apresentação dos originais das razões do recurso interposto via fac-símile é de cinco dias. IMPOSSIBILIDADE. 25. a existência de feriado local que autorize gerar a ausência de expediente no juízo a quo. 5" Turma. Min. a) depois do decurso do prazo legal. public.0000.2010. cessuais. RAZÓES ENVIADAS VIA FAC-SÍMILE. ção. Necessidade.1. Ademais. No caso de interposição de recurso.800/99 e o dies a quo é contado a partir do que seria o termo final para a apresentação do recurso.5. ocorrendo feriado local. D]e-102 Divulg. Luiz Fux. o lapso conferido às partes e interessados para apresentarem os originais. no Agravo de instrumento 736. sendo a tempestivi. terminando o fechamento do fórum trabalhista e. 2° da Lei n° 9. III.6. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS 9 ocorrer em feriado. como descrito no item III. 3. na Súmula n° 385: ao item 11. uma portaria do presidente do tribunal). ausência de expediente forense e o recurso não ser conhecido pelo juízo va documental superveniente. LAURITA VAZ. STf5 . 24. Isso porque. Em outros termos. Prazo recursal. Prorrogação. finali. rel.4. o dies ad quem. Ato administrativo do juízo a quo possibilitando a prorrogação dos prazos processuais.. b) antes da publicação do acórdão impugnado. consequentemenre. é importante observar que.. incumbirá à autori- certificados pelo juízo a quo. Ausência de ex. no agravo regimental. Min. SUSPENSAO OU PROR.Na hipótese do inciso II. Por fim. Intempestividade GIMENTAL. Rei.10. ad quem. CONTAGEM DO PRAZO PARA APRESE)JTAÇAO DOS ORIGINAIS.2012. permite-se a comprovação da tempestividade Agravo de Instrumento ou Embargos de Declaração.2012. O recurso será intempestivo quando interposto: DIES AD QUEM. no Ag 1261115/SP AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRU. Julgamento 60 TST-E-ED-ED-RR-1940-61. da tempestivi- dade um pressuposto recursal extrínseco. todavia. admitiu-se a prova. mediante pro. Min.5. o perí- odo para apresentar os originais tem início no dia 16 (sábado). Feriado local. de- pediente forense. quando da interpo. AgRg 59 STF . de dar ciência ao juízo ad quem. É necessário observar que o item I. admite-se a reconsideração Pode ocorrer. TST passou a permitir a comprovação da tempestividade posterior- mente.2014 (Informativo no 78 do TST) 84 85 . sábado ou domingo 58 . agravo de instrumento ou embargos de declara- Pela referida súmula. Vieira de Mello Filho. em Agravo Regimental. Compro. é vinculado sência de expediente forense. QUARTA-FEIRA DE CINZAS. é interessante notar que.REG.

Tornada pública a decisão as partes serão dela intimadas mediante publicação no órgão oficial. DJe. partir daí existe no mundo jurídico um julgamento que do CPC. 16. independentemente de publicação no órgão oficial • Nas râneo. o qual será afinal anexado aos au- tos. sob pena de se recorrer do que ainda e conclusões são enviados à imprensa já está previamente não existe. assinatura e curso tempestivamente. 22. intempestividade ante tempus ou recurso extempo. Interposição antes da nificados do verbo publicar: publicação do acórdão impugnado. 64 Para Júlio César Bebber: "A decisão adquire publicidade e passa a ter existência tividade ante tempus tenha origem no STF.09.5. Redator. clamação do resultado pelo presidente e intimação des- sição de embargos de declaração pela parte adversa não se resultado pela imprensa.. não se apenas depois de preenchido esse requisito poderá a parte confunde com aquela primeira. Atente-se. Júlio César. registro do acórdão. extraordi- que o primeiro recurso não produziu nenhum efeito61 • nário etc.-·. o qual determina que o prazo para a interposi- poderá ser objeto do recurso que em cada caso o siste- ção do recurso se conta da publicação do dispositivo do ma processual admitir.É extemporâneo recurso interposto antes de publica- cipiando pela discussão da causa ou recurso em sessão do o acórdão impugnado. recorrível conforme as disposições legais pertinentes (recorrível pela rá interpor novamente o recurso depois do início do prazo recursal. para acórdão Min. Nesse sentido. p. 29.Rei. ato processual perfeito e acabado e. julgado em 17. enquanto na segunda a intempestividade está ligada ao ter. 2004. recurso especial. São Paulo: Dialética. Com efeito. independentemente da sua publicação no órgão oficial. Estamos no campo da existência acórdão no órgão oficial.Reomos no fJ7"0- 21. Assim. ou seja.2009. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS 63 Na primeira hipótese. não se pode deixar de mencionar que. no sentido de que já é um ato público. a partir dela permite-se a impugnação.. !•Turma. O acórdão cuja ementa interpor recurso. um É int~ressante anotar que.. prin- I . o recorrente pode. série de providências destinadas à lavratura. Rei. pro- li -A interrupção do prazo recursal em razão da interpo..0872.·. rei. Trata-se. Nesse momento o acórdão está publicado. 87 86 >-··. embora a intempes.2004. não se aplica no caso de interposição de recurso ordinário antes da publicação da· sentença em 63 STF-HC 101132. sua inte- mo inicial (dies ad quem). A outra oficial se dá existência jurídica ao acórdão. 9-23. (Informativo n° 4 doTST). Extemporaneidade. E se torna pública quando redigida em sessão de julgamento ou entregue na secretaria do juízo. Paiva. TST se embasa no art.461-MG. Lt:iz Fux. como ato jurídico quando se torna pública.3. originário Min. sendo desde 64 recurso prematuro. na hipótese do item I. é capaz de dar-lhe existência jurídica.2012. porém. Fundamenta-se que a juntada da decisão aos autos. publicado. tomada dos votos dos julgadores. São Paulo: LTr.05. cesso do trabalho. Eliana Calmon.. 62 TST-E-RR-176100-21. Min. ou seja. a constatação leva em conta o termo final da na Suprema Corte e nem mesmo no Superior Tribunal de Justiça • (dies a quo). João Batista Brito Pereira. 61 TST.- . BEBBER.) 65 . 506. Min. nesse último caso. III. já recorrível. então.. a O entendimento do C.DJe tem-se por antecipada a intimação da parte". STJ-AgRg Diário Oficial62 • nos EREsp 492. Min. ou seja.. p. Rei. atualmente ela não é aplica. 110-111. para o fato de que esse posicionamento somente tem incidência quando for acórdão. Recurso. de modo que publicação. ed. afirma a Súmula n° 434 do TST: palavras do doutrinador Cândido Rangel Dinamarco. Interposto o recurso. Renato de Lacerda 65 In: Revista Dialética de Direito Processual. do denominado gração no processo.. 2. 2009. vez via de embargos infringentes. Gilson Dipp.12. As decisões tomadas pelos órgãos colegiados de um tri- bunal são sujeitas a um complexo iter de formação. n.5. trazendo os sig- Súmula n° 434 do TST. seguindo-se a tudo isso uma acarreta qualquer prejuízo àquele que apresentou seu re.2010. o qual Trabalhista que somente após a publicação no órgão poderá então ter a eficácia que a lei lhe atribuir. SBDI-I. Por fim. de julgamento. aquela que pelo jornal oficial se faz. portanto.11. entendeu a Corte de um ato jurídico processual perfeito e acabado. se a publicidade dá existência jurídica à decisão.E-ED-RR 625419/2000.

ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS Assim. Curso de direito do trabaLho apLicado: justiça do judicial será contado da segunda-feira imediata. en- juntado nos autos. como seria o caso. se a terça-feira é feriado. este não poderá ser realizado. terminarão no primeiro dia útil 6. É interessante declinar que o "dia do susto" deve ser um dia útil. em regra. Nesse último caso. uma vez que o sábado e o domingo não são a parte toma conhecimento da notificação. é a data em que início na segunda-feira. como o próprio nome já diz. a notificação será considerada como realizada no pró- I) princípio da utilidade: os prazos devem ser úteis e adequados ximo dia útil subsequente. se inicia nos dias úteis. Nesse caso. Princípios dos prazos processuais seguinte. interpor de recurso. com a integração do acórdão ao processo. 775 da CLT: A exigência da juntada aos aut. Contagem dos prazos recursais Atente-se para o fato de que. É o que estabelece o art. Rio de Janeiro: Elsevier.Os prazos estabelecidos neste Título contam- máxima de que "o que não está nos autos não está no mundo". o sábado é Inicialmente. ela segue seu curso até o final. podendo. Desse modo. somente terá início no dia seguinte ao recebimento da notificação. incluindo-se o dia do vencimento. mente só podem ser realizados nesses dias. seu prazo terá A data da ciência. somente na quarta-feira terá início a contagem do prazo.os é necessária. 201 O. ve.Os prazos que se vencerem em sábado. logo em seguida. se faz por meio da juntada aos autos. ser impugnável via recurso. 227. Parágrafo único. CLT. TlO da tica do ato. p. para a prática dos atos aos quais se destinam. igual- 4) princípio da preclusão temporal: expirado o prazo para a prá. não dá início à contagem e nem mesmo é conside- ciência da notificação com a data do início da contagem dos prazos rado como dia de realização da notificação. inclusi- trabaLho. Isso -se com exclusão do dia do começo e inclusão do dia do quer dizer que não pode a parte recorrer sem que o acórdão esteja vencimento. cumpre consignar que não se confunde a data da dia não útil. domingo ou dia feriado. há de se consignar que a contagem do prazo somente inalteráveis pela vontade das partes. gem terá início no dia seguinte (terça-feira). iniciada a contagem considerada como notificada na segunda-feira (dia do susto) e a conta- do prazo. processuais. nos termos do art. susto" 66 • Nesse sentido. v. caso em que fluirá no dia útil que se seguir. o prazo 66 SILVA. 3) princtpto da inalterabilidade: os prazos peremptórios são Além disso. ser prorrogados pelo tempo estritamente neces- à sessão do julgamento e. por exemplo. independentemente de publicação no órgão oficial. antes sário pelo juiz ou tribunal. Os prazos processuais são informados pelos seguintes princípios: Caso contrário. ou em virtude de força maior. atesta a Súmula n° 1 do TST: Súmula no 1 do TST. Desse modo. 8. o recurso será extempo- râneo. que Na contagem dos prazos recursais. e são conrínuos e irreleváveis. salvo se não houver expediente. devidamente comprovada. no exemplo anterior. 88 89 ---------------------------~~--~=~~ . pois é conhecida a Art. se a parte for notificada na sexta-feira. de a parte assistir tretanto. ela será 2) princípio da continuidade: como regra. isto é. Homero Batista Mateus da. É o chamado "dia do considerados dias úteis.3. a nosso juízo. a contagem do prazo podendo. vez que os atos processuais. o "dia do susto" é excluído. ele passa a ter existência jurídica. portanto. de sua juntada nos autos.2. ou a publi- cação com efeito de intimação for feita nesse dia. para contagem do prazo. Assim. Exemplo: a parte é notificada no domingo. 6. Prazo Judicial Quando a intimação tiver lugar na sexta-feira. 775 .

2. o prazo recursal inicia-se na data da publicação da ·Resumindo. 91 90 . da sentença. h).2009. Prazo O prazo para recurso da parte que. chamada de au- do parquef' 8 • diência de julgamento.20 12. Data de Julgamento: 8. a tro: Emmanoel Pereira.08. TST-RR-491-48. o que. para proferir a sentença. Data 67 O projeto do Novo CPC.2012. não sendo juntada a decisão ao processo no· prazo nem terminar em dia não útil. Relator Minis- apenas os dias Úteis serão computados na contagem dos prazos. começando a correr o seu da como realizada na segunda-feira. intimada. Súmula no 30 do TST. a parte tem o prazo de 5 dias juntada a sentença nesse prazo. Contudo. começando a correr o prazo recursal depois da intimação. Exemplo: vencido o prazo de 8 dias para interpor o recurso or. marcada a audiência de julgamento. o que significa que a contagem do prazo para a interposição de recurso por Em alguns casos. o juiz tem da contagem em dia não útil. Nessa hipótese. É o caso do recurso interposto via fac.3.0594. desde que a decisão seja juntada no processo até o prazo de 48 rogação para o primeiro dia útil posterior. Dia 15 (sábado) Dia 17 (segunda-feira) Dia 18 (terça-feira) Pode acontecer de.0007.09. Em resumo. 18.0109. é importante destacar que os dias não úteis que estiverem Atente-se para o fato de que a Súmula n° 197 do TST não se aplica entre o início e o final do prazo devem ser incluídos na contagem 67 • ao Ministério Público do Trabalho. o qual impõe que os prazos são contínuos e irreleváveis. contempla que de Publicação: 9.5.3. para a juntada dos originais. pode o juiz marcar outra audiência. a parte poderá protocolá-lo até no dia 22 consideradas intimadas. o prazo para recurso será contado da data em que útil subsequente. será prorrogado para o primeiro dia CLT).2014. na audiência de instrução (momento em que se parte do Ministério Público somente se inicia com a intimação pessoal colhem provas).5. de- signada audiência de julgamento. mesmo diante de sua ausência. exceto se neste dia for feriado. conforme declina a Súmula n° 197 do TST: dia útil subsequente. Augusto Cesar Leite de Carvalho. Nesse caso.r I I ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECLRSAIS Por outro lado. art. cação: 10. sob pena de ser considerada intimada 68 TST-RR 0022400-81.2. da que. 219). designada audiência de julgamento. 4• Turma. Intimação da sentença O término do prazo também deve coincidir com dia útil. 851. Nessa hipótese. 0 prazo de 48 horas para a juntada da sentença nos autos. aprovado pela Câmara dos Deputados. independentemente de comparecerem na au- (segunda-feira). o juiz não É importante consignar que existe uma exceção quanto ao início sentenciar na data da audiência de julgamento. o qual tem a prerrogativa de ser 6. iniciando seu prazo recursal somente depois da intimação.1. para melhor compreensão: Súmula n° 197 do TST. (art. diência.5. em regra. de 48 horas. posteriormente.09. não compa- recer à audiência em prosseguimento para a prolação da sentença conta-se de sua publicação. Início da contagem quando marcada audiência de julgamento intimado pessoalmente e nos autos (LC 75/93. que começa a correr do dia subsequente da sentença. Não sendo -símile. Min.2012. contadas da audiência de julgamento (art. DEJT 28. Por fim. não será aplicado ao processo do trabalho que contém norma própria no art.2007. se a parte é notificada no sábado. enviado o fax. de modo Quando não juncada a ata ao processo em 48 horas.2010. Sexta Turma. mesmo que coincida com feriado. horas. TST-RR-1759600-81. Esquematizamos. o que provocará a pror.3. Data de Publi- nosso juízo. contados da data da audiência. deverá intimar a parte. as partes deverão ser inti- madas. recaindo sobre dia não útil. a parte receber a intimação da sentença. Il. as partes serão dinário no dia 20 (sábado). e a contagem inicia-se no próximo prazo recursal. Data de Julgamento: 7. Relatora Ministra: Maria de Assis Calsing. incumbe à parte comparecer para tomar conhecimento da decisão. § 2°. ao término do prazo recursal. sábado É o que estabelece a Súmula n° 30 do TST: ou domingo (Súmula n° 387 do TST).2012.3. 775 da CLT. 5• Turma. Nesse caso. a contagem do prazo não pode nem iniciar sentença. ela será considera. Rel.

ou não. comunicando tal fato na petição. 11. será mado pessoalmente e nos autos. lecido pelo juiz. § 3°). nos casos em que a lei determinar. ou o primeiro dia útil seguinte (CSJT-Res.14. não havendo consulta no prazo de 1 O viável a digitalização dos documentos. n° 136/2014. conside- do Trabalho ra-se realizada a intimação no dia da ciência (consulta). §§ 3° e 4°). Por outro lado.3. o visto do membro do membro. sendo expedida a por motivo de ilegibilidade. ocorrendo a consulta "em dia não útil. 69 TST-E-RR 5650600-24. também será considerado intimado. 25). isto é. nica. eles deverão ser apresentados ao cartório intimação via eletrônica e não tomando ciência dentro do prazo de 1 O ou secretaria no prazo de 10 dias. disponibilização da informação no Diário da Justiça eletrônico. ou seja. no processo eletrô- te" (art. Min. Nesse caso. a parte será considerada como intimada (art. Pode ocorrer. ainda. Min. com a intimação do advogado.0900.4. após o término do fato.RE 213. 92 93 . Maria de Assis Calsing.5. Além disso. entre- cante. nas no Diário eletrônico . surgia dúvida se o início do prazo recursal para o alizar a consulta. come- çando a correr o prazo recursal "no primeiro dia útil que seguir ao con- 6. na hipótese de ser tecnicamente in- É importante observar que. sendo considerados originais. 5°. TST 69 e o E.corno dia da consumação da intimação ou comu.3. a ser estabe- li . prw. Rei.3. de os prazos serem interrompidos ou suspen- didos. de expediente no órgão comuni. ocorrido o fato. Rei. ptocess~al intimações por meio eletrônico. Exemplifica-se: A Lei n° 11. iniciando-se novamente no primeiro dia útil 70 STF. Atente-se. Os prazos processuais são contínuos e irreleváveis. os documentos são apresentados com a petição eletrônica. Marco Aurélio. manteve a mesma sistemática anterior. ou em virtude de força maior. nico. ainda. No ensejo. Início da contage~ do cesso.2002. STF 70 pacificaram o entendimento no sentido do prazo na hipótese de publicação no Diário da Justiça eletrônico. a parte terá restituído DEJT 19. a administrativo do Ministério Público. DJe 6. § 5°. nos termos do art.3. O Ministério Público do Trabalho tem a prerrogativa de ser inti.3. Na hipótese de interrupfáO. da LC considerado intimado na data da consulta. 775). Para efeito da conta- dos à parte após o trânsito em julgado (art. 18.2008.419/2006.2009. devidamente compro- nicação: o décimo dia a partir do dia inicial. tanto. efetivada a consulta dentro dos 10 dias corridos. aproveitamos para esclarecer que.corno dia idcial: o dia seguinte ao da disponibilização 6. h.12. de que o início do prazo recursal será da entrada do processo no setor como ocorre. contados do envio da petição eletrô- dias corridos. independentemente de esse dia ser. a intimação será considerada como realizada no primeiro dia útil seguin. 5°. integralmente seu prazo. Em suma.. havendo consulta dentro do prazo de 10 dias. mas depois de MPT era da data da entrada do processo na secretaria do órgão ou após ultrapassados os 10 dias corridos. Contudo. caso seja vada (CLT. art. Il.121 AgR!SP. ser prorrogados pelo tempo estritamente necessário. estabelecendo que. § 2°).data/de publicação· . Interrupção e suspensão dos prazos recursais do ato de comunicação no sistema. que disciplinou a informatização do pro- Disponibilizada a decisão Será considerada como. da Lei 11. Podem.419/06). sendo os documentos devolvi- iniciando-se a contagem do prazo no dia seguinte.2. Contagem dos prazos recursais no processo eletrônico siderado como data da publicação" (art. formalizada a carga pelo servidor data da publicação será considerada o primeiro dia útil seguinte ao da da instituição. gem do prazo de 1O dias corridos será considerado: I . art. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS 6. estas serão consideradas realizadas no Dia 20 (quarta-feira) Dia 21 (quinta-feira) Dia 22 (sexta-feira) dia da consulta. se não re- 75/93. de expediente judiciário. será presumida a intimação. volta-se à estaca zero. 4°. para o fato de que é diferente também a contagem O C. Início da contagem do prazo recursal para o Ministério Público No entanto. Diante disso. em regra. em razão do grande volume ou dias corridos.

tal ça Federal. notificada a parte no sábado. fica interrompido o primeiro dia útil imediato e a contagem. Assim. e recurso ordinário. fosse intimada da sentença no dia 17 de dezembro. com irregularidade de repre- janeiro. Da análise literal do dispositivo mencionado anteriormente. declinando: j Atente-se para o fato de que os embargos de declaração. volta a correr do ponto em que havia parado.. que o C. como re- . Art. Exemplo: prazo de 8 dias. o qual estabelece que. Nessa hipótese. há ------------. interrompem os prazos dos recursos posteriores. I . no subsequente. in verbis: 95 94 . é importante consignar que o C. no período de férias coletivas dos ministros do TST. retornando exemplo. anterior. voltando a correr no primeiro dia útil após a paralisação. inclusive nos Tribunais Superiores: interrupção não ocorrerá nas hipóteses em que os embargos de declara- I . concedendo-lhe natureza de férias. no período das férias. retornando a TST entende que. Entre os dias 20 de dezembro a 6 de janeiro há recesso na do antes do recesso não será interrompido ou suspenso. O prazo.010/66. Após a intimação da II . o início do prazo se dará no Interpostos os embargos de declaração no 5° dia. aplicado subsidiariamente à Justiça do Trabalho. Recesso forense. [. 179 do CPC. acerca de sua natureza jurídica. o curso do prazo recursal é paralisado qual deve ser aplicado o disposto no art. 897-A. suspensão dos prazos processuais. 178. finalizando-se no dia 7 de janeiro. Notificação ou Exemplo: proferida sentença. é contÍnuo. inclusive. finalizando-se Justiça do Trabalho. seu prazo a correr o restante (5 dias) no dia 7 de janeiro. bem como no recesso da Justiça do Trabalho haverá suspensão dos pra- No mesmo sentido. serão feriados na Justi- gra. assim. art. declinava a Súmula n° 105 do extinto TFR: zos recursais. no prazo de 8 dias. I.Intimada ou declaração. no entanto. a Súmula n° 262 do TST.. a parte poderá interpor embargos de intimação em sábado.os dias compreendidos entre 20 de dezembro e 6 de ção sejam interpostos intempestivamente.O recesso forense e as férias coletivas dos Ministros do Tribunal Superior do Trabalho suspendem os prazos decisão dos embargos de declaração. inicia-se novamente o prazo de 8 recursais. que suspende os prazos recursais. sendo iniciada sua contagem no dia 17 Dessa forma. no primeiro dia útil após o término do recesso. estabelecido pela lei ou pelo juiz. não se interrompendo nos feriados. 178 do CPC. inicialmente. no prazo de 5 dias. Prazo judicial. Ele vem estabelecido para a Justi- ça Federal no art. Ocorre. § 3o). PRESSUPOSTOS RECURSAIS ÉL!SSON MIESSA Súmula n° 262 do TST. o qual determina: durante ·o período da suspensão. da Lei n° 5. correr no dia 7 de janeiro. vencendo. Quanto ao recesso forense. o prazo IniCia- de dezembro. No entanto. por conta-se o prazo do dia 17 ao dia 19 de dezembro (3 dias). o que leva à aplicação do art.. TST interpretou de forma diversa Corridos 3 dias 5 .I Art. Continua a 1· uspensao ·r' contagem (mais 5 dias) o recesso.. para interposição do recurso ordinário teria início no dia 18 de dezem- ~~ bro. Dessa forma.l . razão pela Já no caso de suspensão. é necessário destacar a discussão exis- ~ 1 tente. Além dos fixados em lei.. isto é. prazo para a interposição do recurso ordinário.. 62. ] (grifo nosso) sentação da parte ou quando ausente a sua assinatura (CLT. Corridos 5 dias t_ l:er::~ _t Iniciam-se os 8 dias novamente O recesso é a paralisação ocorrida na Justiça do Trabalho no perío- do de 20 de dezembro a 6 de janeiro. se a parte. Nesse sentido. nos termos da legislação em vigor. contar-se-ia o prazo no dia 18 e 19 de dezembro. dias para interpor o recurso ordinário. no caso do exemplo Como visto no exemplo anterior. 62. no dia 12 de janeiro. é pos- sível extrair que o período do recesso é considerado feriado.

STF-RE 580264 I RS. O jus postulandi das partes. Litisconsortes. (Súmula n° 425 do TST) 72 • Ademais.2011. em regra. Tribunal Pleno. A regra contida no art. 96 97 . nos recursos de ação rescisória.04.4. do Distrito cesso do trabalho. Nesses termos. É o que se denomina de jus postulandi das partes (CLT.2011.2013 (Informativo n° 66). o mandado de segurança e os recursos de competência do Tribunal blico em ambiente não concorrencial tenham todas as prerrogativas Superior do Trabalho.RIO GRANDE de 1969. ) gador postulem em juízo pessoalmente. É importante observar que o Decreto-Lei n° 509. a ou sociedades de economia mista que sejam prestadora de serviço pú. DJe Divulg 5. trabalho:· 791 da CLT). SBDI-I. aplica-se a dobra do prazo. (. de 20 de março 71 TST-E-ED-RR-115400-27. Inaplicável ao processo do trabalho Art. dependem de representação por advogado Pública da União o prazo em dobro para a prática de seus atos. 1° Nos processos perante a Justiça do Trabalho. 6. o prazo para contrarrazóes será. ) No processo do trabalho.0008. Redator p/ o acórdão Min. Fazenda Pública ou o Ministério Público. exige-se a representação por preendendo os recursos. quando existir As pessoas jurídicas de direito público que não explorem atividade litisconsórcio e as partes tiverem advogados diferentes.2010.. Têm prazo em dobro para recorrer. 44. estaduais ou municipais que não trabalhista. o jus postulandi quando se tratar de recursos A prerrogativa do prazo em dobro para o Ministério Público incide no TST (de natureza ordinária ou extraordinária) ou STF. Procuradores distintos. na Justiça Federal. a Defensoria Pública da União e o Ministério Público do ficação do prazo recursal. especialmente quanto às prerrogativas processuais 16. de 8 dias. equiparou a empresa brasileira de correios e telégrafos (EBCT) DO SUL. Do mesmo modo. os prazos recursais. 191 do CPC. dos Municípios e das autarquias ou fundações de dade com o princípio da celeridade inerence ao processo direito público federais.5. não alcançando a ação rescisória. Public. ou seja. dos Estados. Julgamento: à Fazenda Pública.Recesso Forense -Justiça Federal . o art. ou seja. 188. quer atue como custos legis. admite-se que o empregado e o empre- III. 14. incluindo. da LC 80/94 confere à Defensoria que. ação cautelar. 1o do Decreto-Lei n° 779/69: Art. obrigatoriamente. portanto. Computar-se-á em quádruplo o prazo para O jus postulandi permite.. 6. Prazo em dobro. na hipótese de apresentação das contrarrazóes. (art. o art.10. Art. porém. Prazos recursais diferenciados Consigna-se ainda que. estabelecido no art. em decorrência da sua incompatibili- Federal. 188 do CPC. doTST: Orientação Jurisprudencial no 31 O da SDI-I do TST. (grifo nosso) explorem atividade econômica: 7. limita-se às Varas do Tra- Ademais. sem a necessidade de No mesmo sentido. art. rei. não há modi- econômica. o STF e o TST têm admitido que as empresas públicas balho e aos Tribunais Regionais do Trabalho. inclusive os prazos recursais Regra diferenciados e a submissão ao precatório 71 • Aos prazos em curso no período compreendido entre 20 Atente-se para o fato de que a doutrina majontana não aplica a de dezembro e 6 de janeiro. que as próprias partes interpo- contestar e em dobro para recorrer quando a parte for a nham seus recursos. regra do artigo 179 do Código de Processo Civil.. I.12.. Ayres Brito. jus postulandi na Justiça do Trabalho. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS Prazos em Curso . 191 do CPC é inaplicável ao pro- constituem privilégio da União. das pessoas jurídicas de direito público. o art. Aloysio Corrêa da Veiga. conforme estabelece a OJ no 310 da SDI-I Trabalho possuem a prerrogativa de prazos diferenciados para recorrer.11.2008. Min. 72 Súmula no 425 do TST. REPRESENTAÇÃO (.o prazo em dobro para recurso. Não se aplica. no processo do trabalho.10. 791 da CLT. assim. 12). bem como quer atue como parte. com. mandado de segurança e ação cautelar. Alcance. aplicável ao processo do advogado.

medLmte ato formal. 4.rso. sob pena de ser proferido cito.. 791 da CLT. porque não preenche o disposto no art. ART. de mandato tá- ser regular. pois os arts. São Paulo: Atlas. a representação poderá ser regularizada por meio do jUS POSTULANDI. impli. TST. basta que apresente a ata de audiência em aprovada na 1a Jornada de Direito Material e Processual do Trabalho. do. inclusive para interpor recursos. vez que o art. § 1°. Portanto. 2011. Paulo: LTr. a Orientação Jurispruden- partes reclamarem. rev. não diferencia mandato tácito de mandara Belo Horizonte: Del Rey. Agora. decorrentes da O mandato tácito é formado em função do compareci- ampliação da competência da Justiça do Trabalho pela Emenda Cons. § 3°.. 76 SARAIVA. pia autenticada da procuração para formação do agravo de instrumen- 820. e 5° da IN n° 27/2005 nome na ata de audiência. nosso)7 6 citamente. O C. aplica-se o jus postulandi nas referidas ações. seus direitos perante a cial n° 286 da SOl-I do TST: Justiça do Trabalho e de acompanharem suas reclamações Orientação Jurisprudencial n° 286 daSDI. portanto. Nesse caso. juízo negativo de admissibilidade. Direito processual do trabalho. sob pena de não conhecimento do rect:. assim como recursos A representação regular decorre da existê~cia de mandato nos au- de peritos e depositários 73 • tos. tratando-os como figuras sinônimas. 654. 411. 385 apud acta. Curso de direito processual do trabalho. São Paulo: Méto- Cleber Lúcio de Almeida. Comentários à CLT. 13.. 2012. de modo a "dar o máximo de efetividade ao benefício que o legisla- dor quis conferir aos que buscam socorro no Judiciário Trabalhista". porém. deve ser aplica. após a ampliação da competência da Justiça do Trabalho. Sérgio Pinto. Adema:. se o mandato expresso estiver viciado. devidamente registrado na ata de clUdiência.. torna dispensável a procuração deste. 204. atual. o advogado juntar para a formação do instrúmento a ata da audiência de de nova leitura do art. podendo inclusive inter- regras procedimentais que as da relação de emprego 75 • Essa tese ficou por recursos. Renato. representando qualquer titucional n° 45/04. Nessa hipótese. 791 DA CLT. nessa hipótese. A faculdade de as mandato tácito ou apud acta. porque demonstrada a existênci<. (grifo advocatícios decorre da mera sucumbência. ele tem a obrigação de juntar có- 73 MARTINS. ALMEIDA.I do TST. quando o recurso for subscrito por prida a irregularidade detectada no mandato expresso. desde que não estivesse atuando juízo. constando seu postulandi não é aplicável. ed. São juntado nos autos é inválido. to. e ampl. não pode conter vícios. RELAÇÃO DE TRABALHO. Carlos Henrique Bezerra. 2009. ed.~. à qual nos filiamos. razão pela qual poderá 75 No mesmo caminho entende o doutrinador Cléber Lúcio. in verbis: a regularidade de sua representação. que o advogado compareceu com a parte em juízo para se demonstrar por meio do Enunciado 67.s. 98 99 ~----------------------------------------~--~~~~----------------- . audiência. pela referida orientação jurisprudencial. p. exigiu-se a presença do advogado 74 • Para a outra tese. ele não produzirá efeito. 9. tendo o patrono mandato expresso válido no processo. Agravo de instrumento. até o final.I jus postulandi. a parte poderá nomear advogado para representá-la em presença do advogado. advogado. Quanto às ações oriundas da relação de trabalho. 3. P. mento do causídico à audiência. p. Mand. em que consignada a . 2006. ÉUSSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECUR~AIS advogado nos recursos em embargos de terceiros. POSSIBILIDADE. o pagamento de honorários solene. ou seja. Configuração .Configurada a existência de mandao tácito fica su- Há representação. do CC/02. Traslado. contida no artigo 791 da CLT. Isso quer dizer que o mandato tácito coni"ere ao advogado o direito 1° da IN n° 27/2005 estabelece que nessas ações incidem as mesmas de representar regularmente a parte em juízo. ed. Curso de direito r·ocessual do ::mbalho. I De . li . Nesse sentido. Ata de I! I da às lides decorrentes da relação de trabalho. a representação deve com mandato expresso. que pode ser tácito (também apud acta) cu expresso.to tácito. A procuração apud acta é conferida pelo juiz em audiência. se o mandato 74 LEITE. o que significa que. do TST determinam que. p. mesmo nas hipóteses em que se pode exercer o I -A juntada da ata de audiência. ed. pessoalmente.qualquer modo. declinando a necessida. 3°. parte majoritária da doutrina entende que o jus das partes e praticando atos processuais.

a data a ser con- ou administrar interesses da outra.Diante da existência de previsão. podendo ser indeterminado dato. embora o instituto do mandato seja autos. § 1°. pelo Tal diferença se justifica.1. o instrumento de mandato só 77 BARROS. aplicando-se subsi. a OJ 371 da SDI-I do TST: minado que contém cláusula estabelecendo a prevalência dos poderes para atuar até o final da demanda. § 1°.. em relação ao substabelecimento. ao contrário do mandato civil. estabelece Assim. pois. O art. eficaz para formar o instrumento. para se analisar o mandato judicial. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS em que participou como patrono da parte. Registra-se ainda que. a data e o obje. IV. ] N. Trata-se. as partes são É o que acontece. na realidade passado. O mesmo se diga Súmula n° 395 do TST. sendo um contrato em que uma pessoa se obriga a praticar atos judicial. haverá incidência do Código Civil. por exemplo. a qualificação do outorgante e do outorgado. Ademais. 370. 654. IV. por outro lado. sendo o mandato um contrato. no mandato a 666. o art. eles criam um mandato por prazo indeterminado dentro da relação tivo da outorga com a designação e a extensão dos poderes conferidos" processual. do CPC. dispõe que em "relação a ter. respectivamente. ao disciplinar sobre o mandato. Assim. portanto. 370.. capazes de poder conceder mandato ou representar. enquanto durar o processo. cam-se as normas descritas no Estatuto da OAB e no CPC e. Mandato e substabelecimento. o patrono (grifo nosso). do Código Civil. II. Flávio Augusto Monteiro de. Em outros termos. § 1°. tem validade se anexado ao processo dentro do aludido gações e contratos. configurando o mandato Orientação Jurisprudencial no 371 da SDI . não datado. fazendo apenas a ressalva de que este Condições de validade somente poderá ser conferido se já existente nos autos mandato do I -Válido é o instrumento de mandato com prazo deter- substabelecente. prioritariamente. Substabelecimento táctico. em nome e por conta dessa última. conforme preceitua o art. No processo. IV. no mandato. 7. 2. se ausen- poderá ser suprimida pela aplicação do art. capaz de validar o mandato apenas se cumprida a cláusula imposta no diferentemente do direito civil..I do TST. Por sua vez. 654. sendo este. 654. pois será 395 do TST. em que a data do mandato é requisito contrato (prazo de juntada). São Paulo: Método. 2005. do CPC.da sua validade se for juntado nos autos até determinada data. Isso quer dizer que. Inaplicabilidade do art. a data não é elemento substancial. [. Ina- plicável o art. p. 370. do Có- digo Civil. do CC. o essencial Nesse contexto. v. do CPC. não é condição de validade do negócio jurídico. 653 sência da data da outorga de poderes. primeiro bus- são os poderes conferidos ao patrono e não simplesmente a data que . estabelecendo as partes contratantes (mandante e mandatá- que "o instrumento particular deve conter a indicação do lugar onde foi rio) que a validade do mandato será até o fim da demanda. terá poder de representação. uma vez que este é regulamentado.. ou determinado. nos arts. É o que dispõem os itens I e li da Súmula essencial. Nesse sentido. Manual de direito civil: Direito das obri. busca definir se naquele momento o mandante e o mandatário estavam diariamente o Código Civil. regulado pelo Código Civil. portanto. no gozo de seus direitos civis. tes. ] 100 101 . prazo. 77 siderada é aquela em que o instrumento for juncado aos É interessante observar que. com a exigência da data no man- livres para estipularem prazo de validade. porque no direito civil a data do mandato Estatuto da OAB e pelo Código de Processo Civil. fixan- do termo para sua juncada. de termo final incerto. Condições de validade do mandato Não caracteriza a irregularidade de representação a au- O instituto do mandato é definido pelo Código Civil. Esse termo é apresentação em repartição pública ou em juízo". isso não ocorre quando se trata de manda- to judicial. no processo. considerar-se-á datado o documento particular [. 364. in verbis: considerada a data da apresentação no processo. Irregularidade de representação. poderá o mandante exigir que o mandato somente tenha ceiros.

sem o instrumen- o que significa que ambos serão interpostos no TRT. a interposição de recurso de revista e de agravo de instrumento esses dados constituem elementos que os individualizam (Súmula no estaria incluída em seus poderes. independentemente de caução. A de representação limitados ao âmbito do Tribunal Regional do Traba- propósito. militando-lhe pre. nome da parte. apresentando posteriormente a procuração nos autos. ambos do CPC. irregularidade de representação. 38. do juiz. para Diante disso. 12. Atuação sem instrumento de mandato i . I instrumento de mandato outorgado ao seu procurador. O art. do CPC não determina a exibição dos esta.I do TST. todavia. ração ou o substabelecimento à atuação do procurador ao âmbito do . aplicável subsidiariamente ao processo do trabalho: Assim. intentar ação. o C. que seus poderes ficam limitados ao âmbito do TRT. Sem instrumento de mandato. inviabiliza-se a verificação de quem conferiu ou recebeu Orientação Jurisprudencial no 374 da SDI. Representação processual. 13 do CPC. caso em que incumbe ao magis. a sua interposição é ato praticado perante o Tri- sunção favorável. nos cia ou prescrição. pelo menos. de revista. 102 103 . to de mandato. gerando. Tal exigência se justifica.I do TST. porém. bem como o agravo de instrumento para destrancar o recur. o que o torna inválido. na procuração concedida ao advogado. no Agravo de instrumento. o advogado não tação do contrato social somente quando houver dúvida razoável do será admitido a procurar em juízo. cia ou prescrição.3.. É regular a representação processual do subscritor do agravo de 12. porque. TST passou a entender que. além de praticar atos urgentes. Superior do Trabalho. limitativa de poderes ao âmbito do tribunal regional do trabalho Isso não significa. para termos do art. so. como o art.2. bem como intervir. VI. Nesse sentido. pois. Contrato social. Pela análise do referido artigo é possível extrair que o ordenamento Ocorre. Ii o nome da entidade outorgante e do signatário da procuração. Cláusula limitativa de poderes no âmbito do TRT bir o instrumento de mandato no prazo de 15 (quinze) dias. laridade. Trata-se. tendo presunção de veracidade. advogado no feito. o contrato social é elemento de prova para conferir se aquele lho. no processo. em juiz ou impugnação da parte contrária. admite-se a atuação momentânea do advogado. Parágrafo único. a da entidade outorgante ("empresa") e do signatário da procuração (re. Nestes casos. a fim de evitar decadên- trado deferir prazo para que a pessoa jurídica apresente-o em juízo.I do TST: bunal Regional do Trabalho. É o que dispõe a OJ 374 da SDI I do TST. sem o instrumento de mandato. como estabelece o art. Mandato. afirma a OJ n° 255 da SDI. Os atos. quando não houver impugnação. prorrogável até outros 15 (quinze). praticar atos reputados urgentes. seguir transcrita: presentante). limitando a procu- que o mstrumento seja válido. 7. é necessário que contenha. a exi- 7. o advo- gado se obrigará. pois TRT. 'i salvo se houver impugnação da parte contrária. Desnecessária a juntada. respondendo o advogado por de revista. VI. 37. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECL1 RSAIS N~ hipótese de mandato firmado em nome de pessoa jurídica. que tanto o recurso de revista como o agravo de permite que o patrono possa intentar ação a fim de evitar decadên- instrumento são interpostos no juízo a quo (órgão prolator da decisão). Procuração ou substabelecimento com cláusula de requisito mínimo para validade do mandato. 37 do CPC. vez que são direcionados inicialmente 456 do TST). faz-se necessária a apresen- Art. despesas e perdas e danos. os poderes descritos no mandato. portanto. não ratificados no prazo. sem a identificação ao TRT (tribunal a quo). serão gera-se dúvida se esse mandato engloba poderes para interpor o recurso havidos por inexistentes. circunstância que legitima a atuação do Orientação Jurisprudencial n° 255 da SDI. por despacho Pode ocorrer de constar. porém. não exigem a apresentação do instrumento ou do recurso de revista que detém mandato com poderes contrato social para se poder "presentar" a pessoa jurídica em juízo. embora a apreciação desse recurso seja realizada pelo Tribunal que assinou a procuração tinha poderes para tanto. que a pessoa jurídica deverá apresentar seu contrato social. pois tanto 0 art. Regu- âmbito processual. Poderá. Nessa hipótese. I tutos da empresa em juízo como condição de validade do Em alguns casos.

portanto. que o art. 13 e 37 do belecido e susbstabelecente) continuarem com poderes para atuar no CPC. vez que "a sucumbência é fato previsível no processo" 78 • Noutras palavras. Noutras palavras. ainda que não haja. conforme dispõe o item III da Súmula n° 395 do enquadramer.. 37 do CPC urgentes que justifiquem a atuação do patrono sem procuração. Súmula no 395 do TST. I. somente será existente se ocorrer a advogado sem procuração. substabelecer (art. ) III . Por outro lado. já os poderes do substabelecente (patrono antigo). o oferecimento tardio de procuração. do Código Civil de 79 STF. Isso na fase recursal. 2. do Código de Processo Civil importa o tenha interesse em permanecer representando a parte nos autos.RE 184642-9-SP. de 04. acautelar-se quanto à positada pelo cliente ao seu advogado. Arts. dessa forma. nada obsta que o possível interposição de recurso.sível. a Na mesma trilha. ed. no mandato.4. o patrono antigo renuncia Súmula n° 164 do TST. a interposição do recurso não pode ser entendida como Verifica-se.1994. a parte já tem conhecimento que poderá O mandato. Inaplicabilidade processo. No entanto. quer dizer que. hipótese de m. inaplicável o disposto no art. [.. advogado transfira os poderes a ele conferido ao outro advogado. I -É inadmi. poderes expressos para p.906. Marco Aurélio.. exceto na conferir substabelecimento expresso com reserva de poderes. sendo. o substabelecimento sem reserva de poderes retira ainda que mediante protesto por posterior juntada. devendo. seguir transcritas: Será com reserva de poderes quando ambos os patronos (substa. deverá não-conhecinento de recurso. como visto. nos termos do art.07. in verbis: concorre. portanto. caso.1994 e do art. Impede-se o Nesse caminho. 37 do CPC pressupõe a prática de atos fato urgente. que pode ser com ou sem Nesse sentido.. Ressalta-se que. 37. caso o antigo patrono parágrafo único. rei.ro entre os atos reputados urgentes. e 164 a reserva de poderes. 5° da Lei no 8. Juntada a todos os poderes que lhe foram outorgados. É que TST. cabendo à parte precatar-se. Por outro lado. ainda que com protesto para posterior juntada. ou seja. verifica-se o teor das Súmulas n° 383. já decidiu o Supremo Tribunal Federal: substabelecimento apenas se houver manifestação expressa nesse sen- Atos urgentes. 2002). A interposição de recurso não é passível de tido no mandato. Recursos no processo do trabalho. Mandato. Fase recursal. temos a figura do substabelecimento. Com efeito. a Súmula 115 do STJ: não apresentação torna inexistentes os atos praticados.. A interposição de recurso. foi conferido sem reservas de poderes. 129. na fase recursal. Júlio César. Assim. em instância recursal. o art. Trata-se assim Na instância especial é inexistente recurso interposto por de atuação condicional. sempre.ndaro tácito. 667.São válidos os atos praticados pelo substabelecido. 37 do CPC não é aplicável. mantendo-se apenas que a interposição de recurso não pode ser reputada aro os poderes do substabelecido (novo patrono). quando O não-cumprimento das determinações dos §§ 1o e 2o o substabelecimento for apresentado ausente de qualquer ressalva. 2009.11. é um contrato embasado na fidúcia de- ser sucumbente (vencida). ] substabelecimento sem reserva de poderes.. no urgente. ele do art. Min. 7 9 Condições de validade [ . Substabelecimento com o ajuizamento da ação. Nesse não é um ato urgente. os atos serão ratificados. a possibilidade de o provimento judi- cial ser contrário aos interesses sustentados no processo. por inexistente.. 78 BEBBER.· Súmula no 383 do TST. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS Ao apresentar a procuração. 7 . O substabelecimento não exige poderes expressos. 37 do CPC. juntada da procuração a posteriori nos autos. e parágrafos. São Paulo: LTr. DJU 24. Mandato e substabelecimento. 104 105 . ainda. Procuração.

por leigos. ou contra micro ou pequeno em. Ora. Durante três anos a partir de vigência desta lei. apresentar defesa oral. 843. sob pena de vício de representação. o preposto tem a função de representar a parte na audi. 843. . § 1°. necessaria- do. seja o solicitador. Nesse caso. como dispunha o art. Preposto. não poderá dos advogados. 151. IV . de acordo com o art. Isso quer dizer que só poderá substa- serão facultativos os requisitos do estágio profissional e belec~r aquele que tem poderes para representar. lnteligên. da CLT e do art. Assim. Porém. possibilitando a capacidade postulatória a É sabido que o empregador pode ser substituído. tidos no atual Estatuto. revogado pela Lei gerente ou preposto. Registra-se. tais como realizar propostas de acor- jus postulandi. que atualmente tem a exclusividade de finais. deverá ser ao advogado. 7 . Nos dois primeiros anos desse prazo será deres inexistentes. por obvw substabelecer. aos que comprovarem estar matriculados na 4a ou 5• séries das Faculdades de Direito cessão do mandato. o estagiário cta do art. 0 Art. isso ocorre nos casos em que não se aplica o jus postulandi. da Lei 11° 8. com as res.5.906/94 "o estagiário de :1dvocacia. previstos no art. 3°. tido pelo atual Estatuto (Lei n° 8. na forma do regimento geral. regularmente inscrito. 54 da Lei Complementar n° 123. estabelecendo: . sob pena de se permitir a transferência de po- Parágrafo único. dezembro de 2006. em conjunto com p. 107 [_ ~----10_6 _ _ _ __ . se o patrono não do Exame de Ordem para efeito de inscição no quadro poss~1 ~enhum poder de representação (mandato válido). prestar depoimento pessoal e aduzir razões mente. declina que empregados e empregadores podem 395 do TST: ser representados pelo solicitador ou provisionado. na audiência. dano segue as vezes do principal. tatuto da Ordem dos Advogados do Brasil de 1964 (Lei n° 4. exaurindo sua atividade nesse ato. pode praticar os atos 80 Súmula no 377 do TST. pode acontecer de termos estagiário atuando no processo. § 2°. não poderá praticar outros representação. 1° da Lei 8. Representação por preposto do em determinadas regiões. em caráter excepcional. Queremos dizer. por força do art. o preposto deve ser necessariamente empregado do reclamado. Da mesma forma. Exceto quanto à reclamação de empregado doméstico.215/64). interpor recursos.906/94.resário. que o C. mas não foi man- mento por advogado investido de mandato tácito (OJ n° 200 da SDI -I). tinha relação com os atuais estagiários. § 1°. atos processuais como. o provisionado buscava afastar a carência de advoga- 7. o substabelecimento deve ser sempre posterior à con.215/64. da CLT. 151 doEs- substabelecimento é anterior à outorga passada ao subs- cabelecence. 52 da Lei n° 4. § 1°. seja o provisionado. salvas feitas pela Súmula 377 do TST80 • Com efeito. 791. oficiais ou reconhecidas por lei. Por outro lado. como Solicitador Acadêmico.346/94. caso o empregado e o empregador não se utilizem do os atos necessários na audiência. mas sempre em conjunto com o advogado. Com efeito. a transferência da capacidade postulatória. não foram man- Contudo.6. de 14 de pode atuar em juízo. Por sua vez. Isso ocorre porque é regra básica de direito o fato de que secun.906/94). a insciçáo na Ordem. nos termos do art. permitida. por último. como declina o item IV da Súmula no O art. PRESSUPOSTOS RECURSAIS ÉLISSON MIESSA • ~ impo:rante destacar que o substabelecimento pressupõe a exis. por exemplo. ência. n° 7. Exigência da condição de empregado. Representação por estagiário tencia antenor de procuração. poderá exercer todos Desse modo. acabada a audiência. advogado e sob responsabilidade deste". 1°.Configura-se a irregularidade de representação se o A figura do solicitador acadêmico tinha como base o art. TST não admite o substabeleci- Portanto.

podendo. Nesses casos. Representação das pessoas jurídicas de direito ptiblico presença da procuração nos autos. que o procurador ao menos se declare como exercente do cargo de mento de mandato.12. Isso ocorre porque a representação de tais pessoas jurídicas de direi- to público decorre da lei. do art. 173. como dispõe a Súmula n° 436 do TST. devida- o advogado. a partir ízo. seja no polo ativo. ou seja.652-7 e 174. ativa e passivamente. já havia decidido o STF: curador da C"nião. No entanto. enquanto for estagiário. tão dispensados de apresentar procuração para representá-las em juízo. somente em conjunto com à sua própria função. o estagiano poderá receber procuração e substabeleci. seja no polo passivo da relação processual. }untada de DORES AUTÁRQUICOS. pode acontecer de determinadas pessoas jurídicas de direi- mas a lei não lhe confere a capacidade de exercício. Nesse procuração ou substabelecimento. n°s 173. in verbis: procurador. é necessária a Desse modo.Tratando-se de autarquia. julgados pela rador. com a finalidade de identificar a regularidade da re- apresentação de mandato. pois já tinha tais poderes. 2•Turma. do CPC. Min. Dessa forma. não bastando a indicação do número de inscrição Segunda Turma em 7 de junho de 1994 81 • na Ordem dos Advogados do Brasil.7. suas autarquias e fundações públicas. Rei. Estados. aí. Precedentes: agravos regimentais natário ao menos declare-se exercente do cargo de procu. Declinada a simples estão dispensadas da juntada de instrumento de mandato condição de advogado inscrito na Ordem dos Advogados e de comprovação do ato de nomeação. Assim. uma vez habilitado como advogado. não bastando a simples indicação do número da OAB. para atuar como advo. os procuradores das pessoas jurídicas de direito público es- a habilitação. blicas por seus procuradores ou advogados. não havendo necessidade de se conferir nova a representação presunção de validade até prova em contrário. confere ao procurador das pessoas no processo. lidamente representar os interesses da parte no processo. 12. suas cional independe de instrumento de mandato. Municípios e Distrito Fe. é obrigatória a 7. Estados. Contudo.249-7. REPRESENTAÇÃO PROCESSUAL . adquire jurídicas de direito público o poder de representá-las em juízo. Pro. mencionando-se. tratando-se de advogado particular. é essencial que 0 sig. tendo a capacidade de exercício. Contudo. a instrumento de mandato representação por procurador do respectivo quadro fun- I.I do TST. gado. na hipótese de representação das presentação de tais pessoas. 81 STF-RE 174504AgR/ SP.PROCURA- deral. Conforme analisado anteriormente. o poder de representação dos procuradores dessas entidades é inerente mento atuando. por seus procuradores. Com efeito. presume-se a contratação do profissional para o caso concreto.568-7. como ocorre. por exemplo. exigindo-se. Suficiente autarquias e fundações públicas. para que o advogado possa va. a prova do credencia- II.Para os efeitos do item anterior. inclusive para interpor recurso. que assim vaticina: declina a OJ n° 319 da SDI-I do TST: · A representação judicial das autarquias e fundações pú- Orientação Jurisprudencial no 319 da SDI. mesmo sentido.a procuração. nas fundações e nas autarquias públicas. invocando-se as diretrizes da Súmula n° 164 do TST. Ademais. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS Portanto. o estagiário pode receber poderes de representação. mento . possível. Marco Aurélio. de então. DJ. sobreveio Assim. quando representadas é a revelação do status. Habilitação posterior de cargos efetivos dos respectivos quadros. cio então estagiário. tanto quanto em juízo. No Súmula no 436 do TST. atuar sozinho no processo. Válidos são os atos praticados por estagiário se. o número da matrícula. .1994. passa a ter "capacidade plena". habilitando- to público contratarem advogados particulares para representá-las em ju~ -se como advogado. 9. 9° da Lei n° 9469/97. pois lhe falta a capacidade de exercício para atuar sozinho mente publicada no Diário Oficial. I e II. ocupantes Representação regular. Municípios e Distrito Federal. entre 0 substabelecimento e a interposição do recurso.A União. é o disposto no art. conforme sentido. independe da apresentação do instrumento de mandato. a nomeação para o cargo. Representação processual. 108 109 . sob pena de vício de representação. o TST no item II da referida súmula exigiu pessoas jurídicas de direito público é dispensável a juntada de instru. do Brasil. Estagiário.

advogados constituídos por elas.d ma das partes.2013. a representação das autarquias do Estado de Sao Paulo pelos procura- toriamente.I do TST. Desavisado o mandatário da revogaçao. 9. por ele praticado não pode ser acoima::!o de excessivo e presentação das autarquias por procuradores do estado ou procuradores emanado de falso e ilegítimo procurador. Min. ~ Est_ado e s~as _autarqwas. quando represen. não precisa da apresentação de mandato.12. 6. E-RR-143100-98. possam representar os órgãos da adm1mstraçao _md1reta. 131) 82 . a ~ons­ tada por seus procuradores.02. "representar judicial e extrajudicialmente. por terem perso. Emmanoel Pe- reira'. . não podendo ser representadas pela A revogação do mandato decorre de vontade do mandante. antigo mandatário se considerará revogado o ~nandato anterior. é importante destacar que o TST admite are.2013. será o advogado público que estará representando a União dores do estado 84 • (CF/88. não criou óbice a que 0 estado organize a sua representação process~a Pensamos.0020. DEJT 26. Relatora Ministra Maria de Assis Calsmg. Eros Grau. Rei. Rei. Min. Representação irregular. 84 TST RR 196800-74.2006.3. por exem.0067. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS Em resumo. sem ressalva ~a p~·ocu­ procuradores que fazem parte de seus quadros ou por ração anterior. 110 111 ---~-----. cumpre consignar que. vez que. Atenta-se ainda para o fato de que o item li da aludida súmula não 7.04. . Por fim.2010.15. Dje. que. viduais.201 O. além do que seus membros não podendo ser extinto no caso de revogação ou renú~cia. I) · Desse modo ' considerando que a Consntwçao Federall a1s gular a representação. tituição Estadual confere à Procuradoria Geral do Estado a funçao. exceto as umvers1dades p~bl_1c_as estadu- mantém-se a necessidade do instrumento de mandato para tornar re. conforme dispõe a do ser expressa ou tácita. E-AJRR 151140-44. art. ._ O- 82 STF-Rcl8025/SP. o TST adm1te plo. na hipótese de exclusividade de representa. curador. a conferir os poderes ou 0 mandatário para os exer~e~ e _pe o termmo do prazo ou pela conclusão do negócio.3. R osa M ana we er.8.0062.v.2007._ ~arte ou inter- são inscritos na OAB. poden- administração direta (União. O] 318 da SDI I do TST: Analisando a revogação tácita. conforme d1sc1plma o art.0039. 99 . Mas. da União. não há necessidade de tal declaração. Relatora Ministra · . a pessoa jurídica de direito público.2009. por procuradores que fazem parte de seu quadro ou por do CC/02.2005. Relator Ministro Luiz Philippe Vretra de Mello Filho. registra-se que as autarquias e fundações. E~ 83 TST. Augusto Cesar Leite de Carvalho. a representação por tais procuradores não decorre da lei. de mas o procurador deverá declarar que é exercente do cargo de pro. no Estado de São Paulo. como é o caso. • . Rei.2007.20~0. DEJT 12. o ato De qualquer modo. ------------- . a constituição de novo mandatário para o mesmo nego- lidade jurídica própria. pois este somente pode ser 0 mandato é um contrato embasado na fidúcia entre as partes. como se vislumbra pela parte final da orientação em análise 83 • Quere- mos dizer.5. Quinta Turma.15. obriga. DEJT 26. do município quando eles possuírem mandato constituído nos autos. " (ar t . -A-RR-546800-09.. por meio de seus procuradores. bem c_o~o q~e ~s o~upantes da carre~ra ção do ente público por advogado público. Tribunal Pleno. Min. ou para o mesmo processo. 682 nalidade jurídica própria. Por outro lado.8.5.5. inclusive as de rêgime especial. Autarquia ros Monteiro declina: Os Estados e os Municípios não têm legitimidade para A revogação tácita pode resulcar de circunstâncias vária~: recorrer em nome das autarquias detentoras de persona. b DEJT 27 8 2010· E-ED-AJRR-236940-08. · · . Revogação do mandato se aplica ao Ministério Público do Trabalho.5. o doutrinador Washington de Bar- Orientação Jurisprudencial n° 318 da SDI. .2. .8. Primeira Subseção de Dissídios Indi. concedendo poderes a advogado particular.2008. DEJT 16. mas pode derivar de mandato judicial. só após a devida comuntcaçao ao advogados constituídos.5. Julg.0153. devendo ser representadas pelos cio. estados e municípios). inclusive para recorrer. devem ser representadas em juízo. mudança de estado que mab1hte o mandante d 1çao eu 1 ' · Por fim. porém.02. presentado por integrantes da carreira.

te revogado. e não a data da outorga de poderes ao causidicosG.ss fase recursal. 13 do CPC na fase recursal. I.festação expressa de permanência dos poderes do antig~ CPC. ÜISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAlS M_as num processo equivalerá à referida comunicação a J. Juntada de nova procuração. capacidade postulatória. uma vez que as consequências do afas- Mandato.OPORTUNIDADE. semação processual. marcará prazo razoável para ser sanado mo Tribunal Federal. revelia ou exclusão do terceiro A juncada de nova procuração aos autos. ) mandato f01 tacltame:J. Além disso.5.Ira ~esse último o poder de representação. há 21.3. Fase recursal. 13. 5. não admite a regularização da representação na aceite o m<-ndato. Ministra Maria de Assis Calsing DE]T 5. 5. Rei.3.RR. Pela inaplicabilidade do art. Juntada de regularidade c.ao réu. o juiz.ao autor. reputar-se-á se nega provimento. EfeitoE grau.REPRESENTAÇÃO PROCESSUAL - REGULARIDADE. o juiz de.3. 7. Nesse sentido.2000. TST não admite a incidência desse dispositivo na ExJ. instância e não em fase recursal. . ou seja. Isto e. 13 do CPC. DJe 4.0036. Mandato. será excluído do processo. cuja sentaçao. Juncada extemporânea das peças prazo. 2.03. suspen. Republicação: DJe 11. Min. in verbis: Para o C. sendo a regularidade de representação tacHa do mandato anterior. a partir da juntada II . lnaplicabi- Art. não se podem admitir os efeitos des~ p. mento de mandato outorgado à advogada subscritora do cnto: agravo regimental anteriormente interposto. o Supre- mo Tribunal Federal tem decidido de forma reiterada.TST es. sua ausência gerará apenas o não conhe- Atenta-se para o fato de que.Inadmissível na fase recursal a regularização da rep re- da no~a p~ocu:ação.2010. II . SDI-I do TST. esse dispositivo tem incidência tão somente na 1a Orientação Jurisprudencial n° 349 da SDI . são consumativa. Arts.2010. Não sendo cumprido o despacho dentro do interposição do recurso. a interposição do recurso consuma o ~abeleceu que o que define a procuração como nova é a data da sua ato recursal. III . 86 TST.o~eres conferidos ao amigo patrono. art. porta. Preclusão consumativa do ato de o defeito. na forma do art. ainda que o novo procurador não seara recursal. Na hipótese de interposição de recurso. 13 e 37 do sem a mani. lidade do art.11.2003.2010 Public. 6. 87 revel. um pressuposto recursal. implica revogação critos no aludido artigo.stJra a !'evogação. sendo incabível sua regularização posterior. que a juntada de nova procuração nos autos Súmula no 383 do TST. ou o tenha igualmente revogad 0 ..2010. ante a preclu- JUntada aos autos. Contudo.U~t:da da procuração conferida a novo procurador. Irregularidade de representação Ementa. Precedentes do Supre- dendo o processo. ' · · e lX 1sc er. Desconsideração..37500-81. Nessa hipótese. Inaplicabilidade patrono. 0 C. tamento da irregularidade estão direcionadas a decretações do primeiro salva. o pressuposto objetivo de re- 85 Citação extraída da deci. que é a regular representação processual. como se verifica pelo seu texto a seguir trans. 112 113 . Ausência de res. 13 do CPC na fase recursal. O mesmo raciocínio aplica-se ao substabelecimento. Inexistência de protesto por sua oportuna apresentação.2009. Public. cimento do recurso. Gilmar Mendes. 13 do CPC 0 suspensão de tutela antecipada.9. Na fase recursal. 3. já que. faltantes.a representação das partes. Ausência do instru- p~rmlte sua regularização. Agravo regimental ao qual cretará a nulidade do processo. uma vez que seu ( ..I do TST.215 Rei Min FT F h DJ corribilidade. 7.uo. procuração. a~enas o novo procurador terá poderes de repre.2. ret. RECURSO . 4. se a providência couber: I . como declina o item li da Súmula n° 383 do TST: Verifica-se. 12. Verificando a incapacidade processual ou a ir. pois gera nulidade do processo. REI. a OJ 349 da aplicação se restringe ao Juízo de 1° grau. 87 STF -AgR-AgR/ PR. RESP-222. Agravo regimental em agravo regimental em ~a hipótese de irregularidade de representação.ao 'erceiro. Ónus do agravante.ão do STJ. o C.3. sem ressalva de do processo. TST. na referida orientação.

dado. Rei.. I . Correia. Stímulas e orientações jut'isprudenciais do TST observado o mínimo de R$ 10. § 2°. Moreira alves. arts. e ARTIGO 557. Reforça o nosso entendimento o advento do § 11 do art.997/SP-AgR. Trata-se de taxa9 1. 13 do CPC): juntada pectivo valor. incluía a representação processua!9°. 4.AI 546. Se o agravo é manifestamente infun. Rei. do TST deverá ser alterada para admitir a Art. Min. da procuração ou juntada do estatuto social da pessoa jurídica.quando houver acordo ou condenação.64 (dez reais e sessenta e comentadas e organizadas por assunto. art. quatro centavos) e serão calculadas: 90 Interpretando o art. Marco Aurélio. § 4°. impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2° do A ausência do preparo. 515.1. no suprimento de um defeito de representação (art.e art. CUNHA. por isso. com o advento da Lei n° 11. 135. Wllor das custas processuais CLT.legal. § 2°).6.". 8. a doutrina entende que "é possível pensar. o Tribunal Superior do Trabalho poderá desconsiderar o vício ou a depender da fase do processo. 789. as custas processuais vêm estabelecidas (incluímos os Tribunais Regionais) poderá mandar saná-lo. Primeira Turma. o disposto no O preparo é um pressuposto recursal extrínseco. Nos dissídios individuais e nos dissídios cole- regularização da representação em sede recursal. As custas processuais dizem respeito ao custo financeiro do proces- No entanto.MULTA. Henrique. PRESSUPOSTOS RECURSAlS ÉL!SSON MIESSA de estar atendido no prazo assinado em lei para a própria 8. ante a falta de pres. cimento e outro valor na fase de execução.015/14. 3. p. 145. DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. ed. bem como nas demandas propostas perante a Justiça Estadual. prestado ao contribuinte (CF. do CPC. que engloba: artigo 13 do Código de Processo Civil.276/2006. a possibilidade de blico específico e divisível. o que signi. o TST Na fase de conhecimento. o recorrente estar regularmente represen- tado. 832. conhecimento incidirão à base de 2% (dois por cenro). • as custas. • o depósito recursal. Min. 2010. o entendimento do TST deveria sofrer reparos. Portanto. ex. cuja incidência sempre pressupõe a fase de conhecimento. 13. o art. Descabe aplicar. 115 114 . que introduziu o § 4° do (exercício da jurisdição). ed. introduzido pela Lei n° 13. sendo o vício de representação um vício sanável. 77 e 79). ou seja. no exercício da 88 STF. II. Leonardo José Carneiro da. Portanto. Bahia: Jus. p. grave. sendo analisado de forma diferente. 91 STF-RE 116208-2/MG. será um valor na fase de conhe- mandar saná-lo.1990. do pagamento das custas e do re- artigo 55 7 do Código de Processo Civil. que são devidos ao estado em razão da realização de sua atividade que. PODIVM. ou seja. o valor das custas processuais ve~ fixado "quando o recurso tempestivo contiver defeito formal que não se repute na sentença (CLT. Fredie. p. 515 do CPC. julgando o mérito". DJ de jurisdição trabalhista. TST. expressamente. para o C. já compulsória exigida em decorrência da utilização de um serviço pu- que tal dispositivo passou a permitir. o que. No processo do trabalho. v. no art. arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé 88 • colhimento do depósito recursal. em tal fase. está-se referindo a esses pressu- Assim. quando comentamos essa súmula89 . DIDIER Jr. Bahia: JusPODIVM. sob pena de não conhecimento do recurso. 683. nas ações e procedimentos de compe- tência da Justiça do Trabalho. é obrigação. gera a deserção do recursal. o qual passou a declinar que. Custas processuais suposto recursal. do CPC. é inaplicável na fase postos recursais. Curso de direito processual civil: Meios de impugnação às decisões judiciais e processo nos tribunais. ou seja. as custas relativas ao processo de 31. recursal.1. DJU 8. correção de defeitos processuais em sede recursal. a nosso juízo. 789 da CLT: fica que a Súmula n° 383. 8. sobre o res- ainda.3. quando se diz que o recurso é deserto. PREPARO interposição. li. 896 da 8. tivos do trabalho. já anunciávamos so. Élisson. 89 Miessa. art.1. AGRAVO. devendo.06. 2014. CTN.

000. sempre de responsabilidade do executado e pagas ao fi- Da análise do dispositivo anterior. Art. as custas incidem sobre o valor total dos pedidos (Súmula causa ao processo. que corresponde a 2% do valor da condenação. Registra-se que. 4) valor que o juiz definir (quando o valor for indeterminado). d• au" { [ . § 4° Nos dissídios coletivos. as custas serão calculadas sobre o montante total. III .26 (quarenta c quatro reais .. na hipótese de dissídio coletivo. sobre o valor da causa. ] . entendidas como as ações que possuem mais Por serem as custas despesas decorrentes da movimentação do Po- de um sujeito no polo ativo do processo..2. art. É importante destacar que o valor mínimo a ser pago é de R$ § 3° Sempre que houver acordo. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS li . se a condenação for de R$ 300. com base na soma dos pedidos dos dois reclamantes (CLT. um dos litisconsortes. Assim. 3) wlo. ou pelo Presidente do Tribunal. sem julgamen. as custas relacionadas aos recursos têm valores rão solidariamente pelo pagamento das custas. . as custas se- rão pagas e comprovado o recolhimento dentro do prazo exemplo anterior 2 reclamantes faltaram à audiência inicial. da CLT: sobre o valor arbitrado na decisão. ] 5) o valor arbitrado na decisão. IV.quando houver extinção do processo. 789.. R$ 5. concedidos aos reclamantes.no caso de procedência do pedido formulado em ação declaratória e em ação constitutiva.extinção do processo sem resolução do mérito. o pagamento das custas caberá em partes iguais aos litigantes. e vinte e seis centavos). se no em julgado da decisão. 10. § 1°).00. art. seja o reclamante. ou seja.00. tendo cada um deles o direito de receber dido.. III . as custas serão arbitradas considerando separada- juiz fixar. calculados sobre o: [ . ] 1) valor da condenação. 789-A. 8. é possível extrair que as custas nal.no caso de procedência do pedido formulado em ação declaratória e em ação constitutiva. mente cada um dos reclamantes ou a soma dos reclamantes que deram § 1° As custas serão pagas pelo vencido. 789. se a reclamação trabalhista plúrima to do mérito. as custas serão de R$ for convencionado. Na fase de execução. no caso de arquivamento da reclamação em relação IV . der Judiciário. da causa. o juízo arbitrar.recurso de revista: R$ 55. e não sobre o valor total.64. o arquivamento da reclamatória.agravo de petição: R$ 44. isto é. Assim. de conformidade com a seguinte tabela: são sempre no valor de 2%. No processo de execução são devidas custas. calculadas fixos.. sobre o que o a alguns reclamantes.26 (quarenta e qua- tro reais e vinte e seis centavos).agravo de instrumento: R$ 44. sobre o valor R$ 20. mas a soma de todos os pedidos ou dos valores seja o reclamado. 11)..64 e não R$ 6.00. a legislação incumbiu seu pagamento àquele que deu sórcio ativo. Responsabilidade pelo pagamento das custas Nas ações plúrimas. ou pelo Presidente do Tribunal. -lhe-á o valor e fixará o montante das custas processuais.35 (cinquenta e cinco reais e trinta e cinco centavos). ensejando recursal. conforme estabelece o art.improcedência dos pedidos.00. quando existir litiscon.000. ou seja. se de outra forma não 10.1. as custas quanto a eles serão calculadas § 2° Não sendo líquida a condenação.quando o valor for indeterminado. [ . Isso quer dizer que as custas não levarão em conta cada ponsabilidade da parte vencida (CLT. ou julgado totalmente improcedente o pe- for ajuizada por 4 reclamantes. as partes vencidas responde. o pagamento das custas processuais é de res- n° 36 do TST). 2) valor do acordo. VI. 789-A. Desse modo. 116 117 . após o trânsito origem ao arquivamento. No caso de recurso.

1. somente começando a fluir seu prazo para pagamento da data da intimação do cálculo das custas. art. não houve fixação ou cálculo do É necessário atentar para o fato de que. poderá recorrer emprego. o qual deverá pagá-las após o trânsito em julgado. mula n° 53 do TST nas hipóteses de extinção do processo sem reso- Por fim. consequentemente.I do TST. Essa é a regra. a res. a interposição do agravo de petição. recur- das custas passa a ser considerado um pressuposto recursal extrínseco. mento das custas será sempre de responsabilidade do executado. isto é. o que significa custas devidas. § 1°). na fase da execução. ou isenção de custas. deven- cumbente). quando as custas não são expressamente calculadas e não há intimação da parte para o preparo do recurso. pois. as partes vencidas responderão soli. deven- haverá sucumbência recíproca. o pagamento e a comprovação do recolhi. valor da condenação.11. art. ou seja. das custas processuais. ação declaratória e ação fício da justiça gratuita. a respon. no dissídio coletivo.2011. então. as custas ponsabilidade pelo pagamento é sempre do executado. 8. da CLT. nesse caso. não havendo intimação da conta. ser pagas ao final. ' ' 789. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS É interessante notar que. sem realizar o pagamento das custas processuais. improcedência dos pedidos. so de revista e agravo de instrumento independem do pagamento ime- de modo que a ausência de pagamento pelo vencido torna seu recurso diato de custas processuais. nas ações ciado na OJ n° 104 da SDI. É necessário destacar que o C. na hipótese de relação de trabalho. cabe salientar que. Pode ocorrer a inversão do ônus da sucumbência na instância i recursal. Nessa hipótese. se a procedência deles é parcial. Ademais. Custas. existindo cumulação de pedi. ser as custas pagas ao final dos. na hipótese de interposição de recurso. 93 Instrução Normativa no 20 do TST.5. conforme dispõe a Súmula n° 53 do TST: Súmula n° 53 do TST. 789-A. as custas serão divididas propor- Não caracteriza deserção a hipótese em que. o sindicato que houver constitutiva. considerado como deserto. o paga- O pagamento das custas processuais é realizado pelo vencido (su. o pagamento Isso significa que. II e III. lução do mérito. do. do seu pagamento se dar no final do processo CLT. do cálculo. no caso de recurso. portanto. por força do art. tratando-se de empregado que não tenha obtido o bene.3.I do TST: de relação de emprego não se aplica a sucumbência recíproca (divisão Orientação Jurisprudencial n° 104 da SDI. acrescido o cionalmente entre as partes (TST.2013 (Informativo n° 67). TST não admite a aplicação da Sú- dariamente pelo pagamento das custas. estabelece e.0000. conforme consubstan- sabilidade pelo pagamento é do reclamado (vencido). na fase de execução. um pressuposto recursal 93 • Portanto. caput). sendo omissa a decisão quanto ao valor da condenação torna-se vencida na segunda instância. Hugo Carlos Scheuer- das custas. não sendo. é contado da intimação mann.1.1. isto é. Custas. Inexistência de deserção Contudo. O prazo para pagamento 92 TST-AIR0-1144-47. IN n° 27/2005). atente-se para o fato de que. a parte deverá ser intima- oTST que: da posteriormente para pagá-las. irem XIII. do pagamento entre as partes). não dependendo da decisão judicial para sua delimitação 92 • 8. Inversão do ônus da sucumbência mento das custas devem ocorrer dentro do prazo recursal (CLT. 19. havendo diversos pedidos nas relações de Por outro lado. nessa fase. Min. SBDI-II. Condenação acrescida. No entanto. 789.3. que seu montante decorre da própria lei. É que nessas hipóteses o valor das custas leva em conta o intervindo no processo responderá solidariamente pelo pagamento das valor da causa. a parte que era vencedora na primeira instância Contudo.02. rei. Momento de pagamento Por fim. valor devido a título de custas e tampouco intimação da parte para o preparo do recurso. 118 119 . mesmo se o reclamante não for vencedor em todos. devendo.

Diferença ínfima. em decorrência de sucumbente. Ocorrência Exemplo: João ajuíza reclamação trabalhista em face da empresa Ocorre deserção do recurso pelo recolhimento insuficien- Z postulando o reconhecimento do vínculo e o pagamento das verbas te das custas e do depósito recursal. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS I) a parte vencedora na primeira instância. referente a valor à condenação de R$ 10.000. 2) no caso de inversão do ônus da sucumbência em segundo grau.00.5. ante os de Guia GRU . empresa ao pagamento de adicional noturno e do 13° salário.1. das quais ficara isenta a revista. ficando as custas no montante centavos. no 6° dia. A sentença julga procedentes os pedidos da inicial. O pagamento das custas processuais deve ser integral.00. referentes a centavos. mesmo não sendo beneficiário da justiça da.1. Nesse Já no segundo caso. se Y postulando o pagamento de adicional noturno e do 13° salário. João recorre de revista ao TST.GP. No entanto. ao recorrer. no caso de inversão do ônus da sucumbência. ínfimos. deverá pagar as custas declinadas na sentença. mas nega-lhe provimento.CSJT. mesmo que em valores das custas declinado na sentença. deixando 8. de modo pendentemente de intimação. João. 789.00. Carla recorre ao TRT O recolhimento das custas dever ser feito. conside- rando que o valor da causa era de R$ 15. sem acréscimo ou atualização do valor das custas e se estas já Portanto. descabe um novo pagamento mento das custas processuais somente será um pressuposto recursal pela parte vencida. inde. com o trânsito em julgado.Guia de Referência de Recolhimento da União94 . Deserção. a pagar as gratuita. recurso. mas há concessão dos beneficios comprovar o recolhimento até o 8° dia. É necessário que o recorrente comprove o pagamento das custas processuais. o recorrente poderá pedidos são julgados improcedentes.I do TST. independentemente de intimação. como não houve tiva n° 20 do TST. por exemplo. O TRT reforma a sentença e condena a servando-se as diretrizes da Instrução Normativa n° 20/2002 do TST. no valor de R$ 200. a OJ n° 140 da SDI-I do TST: cido pagou as custas processuais no momento da interposição de seu Orientação Jurisprudencial n° 140 da SDI. Comprovação do pagamento das custas processuais quando o inicialmente vencido é isento do pagamento das custas pro- cessuais no recurso. lZO 1Z1 . Depósito recursal e custas. Nessa hipótese. o paga- foram devidamente recolhidas. porque já é de seu conhecimento o valor que. de 7 de dezembro 2010 e Instrução Norma- recurso.00. por entender que João era traba- lhador autônomo. por meio e não recolhe as custas porque está isenta de seu pagamento. ainda que a diferença rescisórias. Seus o recurso for interposto. O TRT dá provimento ao recurso ordinário e reforma integralmente a sentença. ressarcir a quantia (OJ n° 186 da SDI-I do TST). se vencida na segun. se quando não tiver ocorrido o pagamento anterior. Caso a empresa Y tenha interesse de recorrer ao TST. Diferença no pagamento e complementação das custas de fixar o valor da condenação. está obrigada.000.4. isto é. § 1°). Deverá no fim do processo.SG. A empresa Z recorre e efetua o pagamento das custas declinadas na sentença. ob- beneficios da justiça gratuita. ocorrerá a deserção do recurso.00. isenção. sentido. Exemplo: Carla ajuíza reclamação trabalhista em face da empresa ainda que o recurso seja interposto antecipadamente. O primeiro caso diz respeito à inversão do ônus da sucumbência 8. mas aqui o ven. art. exclusivamente. empresa Z do pagamento das custas realizado no recurso ordinário. não deverá pagar as custas recursais para interpor o recurso de custas fixadas na sentença originária. dentro do prazo alusivo ao recurso (CLT. majoração da sentença. de R$ 200. fixando o valor das custas em R$ 300. da justiça gratuita. dando em relação ao "quantum'' devido seja ínfima. deverá reembolsar a parte então vencida (Súmula n° 25 do TST). Desse modo. ou na hipótese de majoração da condenação. havendo pagamento inferior ao devido. o qual conhece do 94 Ato conjunto no 21/TST. há inversão da sucumbência.

rev. ed. 511. 4°. Flávio Cheiro. as custas 5) a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Decreto-Lei processuais no processo civil eram calculadas pelo juízo. Declina a CLT que referido benefício poderá ser concedido a re- querimento ou de ofício pelo juiz em qualquer instância. 2009. não alterou seu regime de cálculo das custas pro- cessuais. 6. 511. Portanto. § 3°). No entanto. processo do trabalho é diversa da do processo civil. caso interpretado isoladamente. a parte deverá afirmar seu estado de cessuais (CLT. ÉLISSON MJESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS Isso ocorre porque a forma de definição das custas processuais no 3) o Ministério Público do Trabalho (CLT.060/50. bem como na Lei n° 1.060/50 permite sua postulação no Estão isentos do pagamento das custas processuais: curso do processo. 832.1. do CPC. advir a qualquer tempo. significa ir à con- tramão da reforma. da CLT. essa nova realidade. portanto.060/50. no prazo de 5 dias. responsabilidade pelo cálculo das custas processuais passou a ser in- cumbência das próprias partes. Contudo. Isenção do pagamento das custas É por isso que o art. Teoria geral dos recursos cíveis. sensíveis a O benefício da justiça gratuita encontra-se regulamentado no art. admitindo-o apenas quando formulado dentro do prazo 95 Salienta-se que. seja o requerimento formulado no prazo alusivo Paulo: Editora Revista dos Tribunais. até o advento da Lei n° 8. atuaL e ampl.604/70). art. no caput do art. São recursal. A CLT. Esse a responsabilidade pelo cálculo das custas processuais é do órgão prolator dispositivo. na fase JORGE. Diante disso. Flávio Cheiro Jorge: "O que não nos parece ser possível defender é que a comple. 790. Melhor explicando. 790-A. art. estaduais ou e concedido em qualquer tempo. miserabilidade por simples manifestação na própria petição inicial.756/98. 511. art. processuais.1. não incidindo assim o art.I do TST.' 123 . Defender posição contrária. por sua vez. do CPC recursal.060/50. Lei n° 1. § 2°. qualquer tempo ou grau de jurisdição. 8. 195. do CPC95 • petição inicial. interpretando-se sistematicamente os arts. p. Beneficiário da justiça gratuita mulação do cálculo das custas. podendo. § 2°. § 2° e 789. as missões diplomáticas e repartições art. 6° da Lei n° 1. Com efeito. 511.1. pode levar o aplicador do da decisão. 790-A. 4. mesmo no processo civil. a aplicação do art. após a vigência da referida lei.6. § 2°. municipais que não explorem atividade econômica (CLT. tornando-se frequente os erros na for. permitindo que as partes sempre recolham valores inferiores O benefício da justiça gratuita pode ser requerido em ao incontroversamente previsto e interfiram no trâmite previsto pelo legislador". o Distrito Federal. na seara trabalhista. integral. § 2°). o benefício da justiça gratuita poderá ser requerido pectivas autarquias e fundações públicas federais. concedendo prazo para complementação. § 3°. art. que. ·. I). do CPC. ao recurso. como se pode verificar pelas lições do doutrinador Orientação Jurisprudencial n° 269 da SDI. Requerimento de isenção de despesas mentação deva ser irrestrita.950/94. estabelece. mantendo a norma cogente dirigida ao magistrado. atingindo até mesmo aquelas situações onde a legis. Momento oportuno lação local estabeleça um valor fixo. no 509/69) e o Hospital das Clínicas de Porto Alegre (Lei no te intimada do seu valor. começaram a flexibilizar a exigência do preparo 790. o TST fez uma ressalva quanto ao seu requerimento na fase recursal. sendo a par. 122 . o benefício da justiça gratuita é fruto do es- tado econômico da parte. a 5. razão pela qual a parte sabe com exatidão qual o montante a direito à conclusão de que o benefício somente poderá ser postulado na ser pago. 8. Contudo. É o que dispõe a OJ 269 da SDI-I do TST: não tem aplicação irrestrita. entretanto. Justiça gratuita. no sentido A Lei n° 1. não se aplicando o 4) os Estados estrangeiros. § 2°. por meio da Lei n° 9. os municípios e res. de que em toda decisão deverá constar o valor a ser pago de custas pro. os tribunais.. 4° e 6° da 2) a União. desde que. 1) o beneficiário da justiça gratuita (CLT. os estados. que permite a complementação do pagamento consulares (Convenções de Viena de 1961 e 1963). para fazer jus ao benefício. II). dando origem assim ao art.

condenando o reclamante ao Nos termos do art. da CLT per. sob pena de jurisprudencial e. Agora o que precisa ficar claro é que a concessão doTST: do benefício depois do vencimento do prazo recursal será incapaz de Conselho de fiscalização do exercício profissional. 8. O juiz de plo. Nesse contexto. sais diferenciados e a submissão ao precatório96 • Exemplo: Sentença não reconhece o vínculo de emprego e. tenham todas as prerrogativas das pessoas jurídicas de direito público. inclusive no que diz posição.2. o reclamante interpõe alcança as entidades fiscalizadoras do exercício profissional (por exem- recurso ordinário sem o recolhimento das custas processuais. conclui-se que o benefício da justiça gratuita poderá para recorrer. os prazos recur- suais.10. ele pode ser requerido e concedido a qualquer tempo.04. Tribunal Pleno. parte da doutrina passou a defender a in- É importante destacar que isso não significa que o benefício da constitucionalidade do referido parágrafo único. Os conselhos de fiscalização do exercício pro- fissional constituem autarquias especiais instituídas pelo Atenta-se ainda para o fato de que o art. por maioria. SBDI-I. as horas extras postuladas. sendo dotados de personalidade jurídica de direito público (ADin n° 1717/DF).2011. tas processuais (deserção). parágrafo único.5. conse.6. no caso das entidades fiscalizadoras do exercício profis- no momento adequado. fiscalizar o exercício das profissões correspon- dentes. no mérito. o STF reconheceu que tais conselhos têm natureza de autarquias. No entanto. como se verifica pelo julgado extraído do informativo n° 44 após o prazo recursal. quan- das na decisão é um pressuposto recursal. parágrafo único). Dessa forma. nem exime as pessoas jurídicas de direito público da obriga- primeiro grau denega seguimento ao recurso. Crea). inclusive a isenção do pagamento de custas processuais. Com esse entendimento.10.11. 124 125 .2010. Diante disso. 14. o STF e o TST têm admitido que tais empresas. respeito à dispensa de recolhimento de custas processuais e de depósito recursal e à concessão de prazo em dobro Do exposto. Nesse caso. seja postulado no prazo alusivo ao recurso. TST). 790. a isenção não pagamento das custas processuais. desde que. por divergência fase recursal. Privilégios do Decreto-Lei 11° 779169.2008. jurídica. no momento de sua inter- que trata o Decreto-Lei n° 779/69.2011. As empresas públicas e as sociedades de economia mista.RIO GRANDE DO SUL. negou-lhes deserção. TST. 6. necessariamente. na unanimidade.1. inclusive o C. Autarquia. ficará mantida a deserção do recurso ordinário sional. a SBDI-I.1. a eles se aplicam os privilégios de prazo do recurso e não. Redator p/ gra. 790-A. § 1°.3. prejudicando a análise do agravo de instrumento. Empresas públicas e sociedades de economia mista 96 TST-E-ED-RR-115400-27. Julgamento: 16. por criar discrimina- justiça gratuita não poderá ser concedido após o prazo recursal. Estado para a consecução de um fim de interesse público. art. Public 06. não estão isentas do pagamento das custas (Súmula n° 170 do o acórdão Min. Aloysio Corrêa da Veiga. O mesmo caminho trilhou visto. Assim. por ser requerido e concedido em qualquer fase processual. como não houve pagamento das custas processuais Contudo. 8. Min.o conhecido por ausência do pagamento das cus. conheceu dos embargos. Natureza restaurar o recurso nã. Sendo assim. se a parte não do prestadoras de serviço público em ambiente não concorrendal. da CLT. Entidades fiscalizadoras do exercício profissional quentemente.0008. requerer o benefício da justiça gratuita no prazo alusivo ao recurso. Como ção entre entidades com mesma natureza. 789. ante a deserção.12. mite o pagamento das custas e sua comprovação nos autos dentro do qual seja. este será julgado deserto. prejudicando assim os demais atos proces. DJe Divulg 05. ção de reembolsar as despesas judiciais realizadas pela parte vencedora o reclamante interpõe agravo de instrumento para destrancar o recurso (CLT. Ayres Brito.2013 (Informativo n° 66). ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS Isso ocorre porque o pagamento das custas processuais estabeleci. Aplicação. ordinário. como re- STF-RE 580264 I RS . rei. requerendo nesta oportunidade o benefício da justiça gra- tuita.

conquanto o art. p. SBDI-1. 790-A da de pagamento de custas ou de depósito do valor da con- CLT. PRESSUPOSTOS RECU:tSAIS ÉLISSON MIESSA Assim. São Paulo: Atlas. a isenção do pagamento das custas al- verão ser pagas no fim do processo no juízo falimentar. Noutras palavras. n° 6. 1° da Lei falimentar para inscrever tais créditos no quadro geral de credores (art. extrajudicial não há indisponibilidade imediata dos bens da entidade cessuais. Esse privilégio. curso. 55. para o TST.>sa falida por falta A isenção das custas processuais vem estabelecida no art. 789.rios. para o C. Súmula no 86 do TST. pois a disponibilização do numerário não será cessuais.5. TST sição fracionada dos bens do devedor. Deserção. parte contrária (CPC. a massa falida está dispensada do pagamento das custas provimento. dificultando assim a defesa do pa- Portanto. dependendo do juízo falimentar para a disponibilização de qualquer Com efeito.0022. as quais estão submetidas a um regime diferenciado de 6°. Sérgio Pinto. Massa falida. recursal. porém.4. Massa falida e empresas em liquidação extrajudicial em liquidação extrajudicial Não ocorre deserção de recurso da ma. não se aplica à empresa não ficou isenta do pagamento das custas processuais. Com base nesse dispositivo. o C. § 1°. Central do Brasil. na liquidação Dessa forma. José Roberto Freire Pimenta e Alexandre de Souza processais durante o curso do processo.8. devendo em seguida expedir ofício ao juízo cas não federais. mas de- Desse modo. ed. estão sujeitas ao pagamento das custas pro- trabalhadores.1. cança as entidades fiscalizadoras do exercício profissional.1. as custas processuais não serão um pressuposto recursal.101/05). no entanto. razão pela qual poderá realizar o pagamento das custas pro- o recurso seja deserto.024/64 preveja a suspensão das ações em curso.2009. Comentários às Súmulas do TST. cesso do trabalho. para a massa falida. execução concursal de natureza extrajudicial. quando submetidas trimônio da massa. que vêm em primeiro lugar" 98 • É evidente. Isso quer dizer que a Justiça do Traba. Tal de credores. que no fim 8. devendo ser previamente recolhida para a interposição do re- 98 MARTINS. no prazo para interposição do recurso. inversão de ordem de preferência na falência. sob pena de deserção do recurso interposto. o Código de Processo Civil descreve que elas serão consideradas como custas e reverterão à inclusive das custas processuais. Nesse sentido. devendo seu montante ser Agra Belmonte 97 • incluído no quadro geral de credores. TST. 35). da 2010.024/74).2013. A propósito. Min. a expedição de ofício para pagamento das custas pro. no pro- 97 TST-E-RR-26500-89. em liquidação extrajudicial. por certo fará com que financeira. Vencidos os Ministros Renato de Lacerda Paiva. João Oreste Dalazen. Pela análise desse dispositivo é possível extrair que a massa falida denação.04. que a falência afasta a possibilidade de dispo. no entender do C. liberada dentro do prazo recursal. uma vez que o art. de modo que a Justiça do Trabalho tem competência para liquidação é utilizada pelas "instituições financeiras privadas e as públi- apurar o crédito obreiro. 18 da Lei numerário. Empresa 8. fazendo surgir o juízo universal não estendeu a isenção para a hipótese de liquidação extrajudicial. n° 6. Depósito em caso de litigância de má-fé do processo o juiz do trabalho expedirá ofício ao juízo falimentar soli- citando reserva de valor para pagamento dos créditos do trabalhador e Ao disciplinar as multas impostas por má-fé. porque equi- a Súmula 86 do TST: paradas às autarquias. que é interesse de todos os credores. § 2°. parte da doutrina admite que. Justifica-se tal posicionamento. "o pagamento das custas representaria a cessuais. que é dirigida pelo Banco lho fica limitada à condenação e à quantificação do montante devido. art. inclusive dos à liquidação extrajudicial. como se verifica pela súmula em destaque. da Lei 11. 127 126 . 7. as entidades financeiras.TST. assim como as cooperativas de crédito" (art. inclusive em relação a salá. 8. todavia. Entretanto. Ocorre. a multa por litigância de má-fé é um pressuposto 25. rel.

v. mas não fica desfalcada depósito de que rratam os §§ 1° e 2° do arr. § 1°. 899 da CLT. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS CLT impõe o recolhimento das custas processuais em caso de recurso. priva a parte das normais oportunidades de prosseguir n° 161 do TST: participando do processo e defendendo-se.. portanto. ela seria um pressuposto recursal. astreintes e porque elas podem ser convalidadas em perdas e danos. entanto. sendo regulamentado pela Instrução Normativa n° 3 balhista. Em decorrência de sua natureza. TST. 35 do CPC supletivamente. Isso porque a CLT tem regramento próprio sobre as custas doTST. descabe o de do mandatário (CC.. Depósito recursal sob pena de deserção.I do TST. Se não há condenação a pagamento em pecúnia. atual. não há necessidade "de depósito no caso de recurso ordinário interposto de sentença prolatada em ação cautelar. em razão das Orientação Jurisprudencial n° 409 da SDI. 17 do Código de Processo Civil. pois. não cumprimento da obrigação específica. Essa opção legislativa tem o mérito do sensato equilíbrio porque as Súmula no 161 do TST. não sendo assim um pressuposto declaratórias. O depósito recursal consiste em pressuposto recursal extrínseco cursal. a natureza jurídica do depósito recursal é de garantir verifica pelos artigos 538. art. ed. não é exigível o depósito recursal nas sentenças meramente de má-fé na interposição do recurso. futura execução. constitutivas e condenatórias que não sejam em pecúnia. o fez de forma expressa como se Como visto. 6. uma vez que.2. o C. 899. No Multa por litigância de má-fé. Recolhimento. 8. é pecunidria e não garantir execução futura inexistente. Não tem. p. Dessa suposto objetivo para interposição dos recursos de na- tureza trabalhista. rev. 3 5 do forma. o que não pode ser admitido.1. bem como no art. Depósito. e Paulo: Malheiros Editores Ltda. mesmo que as obrigações de to recursal. resta inaplicável o art. 2. Instituições de direito processuaL civiL. o TST entendeu que obrigar a realização do depósito recursal nes- CPC como fonte subsidiária. Condenação a paga- manobras desleais podem decorrer de maquinações do mento em pecúnia advogado e não da parte: ela paga sempre pela deslealda. ais. da CLT. Ações que exigem o depósito recursal multa como pressuposto processual. Commtdrios às súmulas do TST 9.2. São 100 OLIVEIRA. Assim. e 557. ou seja. parágrafo único. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. portanto. 322. declina a Súmula. quando o CPC quis criar 8. Cândido Rangel. as custas estão reguladas pelo art. o TST não admite tal tese. Assim. no entanto. como um pressuposto re. e não fazer. 2009. p. recursal extrínseco. A propósito. § 2°. entendeu que a multa por litigância de É disciplinado no art. sob [. sendo a multa por litigância de má-fé de custas processu. ] a sanção à deslealdade processual. Nesse sentido. Com efeito. o art. pois. Lei n° 8. Inexigibilidade fazer e não fazer possam ser revertidas em perdas e danos. Além disso. 679). 40 da má-fé não pode ser considerada como custas processuais na seara tra. imposta pelo o fundamento de que exigir tal depósito nas demais condenações seria art. 271. ambos do CPC. 789 do CLT. posto que a condena- ção somente poderá advir quando do julgamento da ação principal" 100 • 99 DINAMARCO. não se aplicando. leciona o doutrinador Dinamarco: que ele é obrigatório tão somente nas condenações em pecúnia. O C. mas sim de garantia de execução. a condenação primária é a obrigação de fazer de má-fé. condicionada ao Trabalho. ou seja.177/91. a OJ 409 da SDI-1 do TST: sito deverá ser exigido nas obrigações de fazer e não fazer. destinado a garantir o sucesso de futura execução. é desnecessário o recolhimento da multa por litigância Assim. nos termos do are. Francisco Antônio de. referida con- O recolhimento do valor da multa imposta por litigância versão é supletiva. ficando a condenação pecuniária em segundo plano. Pressupos. 2008. 789 da CLT. 128 129 . processuais descritas no art. não é pres. na Justiça do sa hipótese seria garantir execução condicional. 18 do CPC. em seu possível direito 99 É interessante destacar que parte da doutrina entende que o depó- Nesse sentido. natureza de taxa. ed. TST estabeleceu Além disso. disciplinando-a.

valor total da condenação.00. posição de recursos posteriores não está submetida ao depósito recursal. observado o valor nominal remanescen. nenhum de. tendo como valor da condenação o do TST (TST-IN n° 3/93). Exemplo 3: Empresa X é condenada ao pagamento de horas ex·· tras e adicional de periculosidade. o depósito é sempre exigível. O depósito recursal somente é exigido do empregador. o depósito recursal será no valor da condenação. depositado o valor total da condenação. "c").00. ção de emprego. o I.000. definindo a sentença como valor da condenação o importe de R$ denados (TST-IN n° 27/2005.00 (teto da condenação). Wllor do depósito recursal R$ 4. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS 8.000. Exemplo 2: Empresa X é condenada ao pagamento de horas ex- perior ao valor estabelecido anualmente por ato do presidente tras e adicional de periculosidade.000.2. hipote- ticamente.2. Nesse caso.000.000. do TST: 3. A empresa interpõe recurso ordinário. pois ambos os depósitos não alcançaram o valor depósito em recurso posterior. agora no valor de R$ legal.000.00 (teto legal). quer para liberação do valor excedente decorrente da redução da condenação.00. seja do prestador do serviço.00. exemplificaremos utilizando. a cada recurso inter.000. l 130 131 . Para facilitar a compreensão. de- posto exige-se o depósito recursal. importe de R$ 12. que pode ser legal ou recorrer de revista ao TST. uma vez que futura execução já está totalmente garan.2. A empresa interpõe recurso ordinário devendo efetuar ore- colhimento do depósito recursal até o limite da condenação. Atingido o valor da condenação. e R$ 10. o que sig- I I ·I nifica que o empregado jamais terá que recolhê-lo.000. exceto se o 5.000. em relação a cada novo recurso interposto. efetuado no limite novo depósito recursal para esse último recurso. total da condenação. não deverá efetuar novo depósito recursal para esse último recurso. Caso seu recurso não seja valor da condenação vier a ser ampliado. • teto legal: somente é invocado se o valor da condenação for su.000. dispõe a Súmula no 128. o valor da condenação. A empresa interpõe recurso ordinário. 8. quando con.00 para o recurso de revista. tendo como valor da condenação o tida. de- Desse modo. seja inferior ao da condenação. que. o valor de R$ 5. art. seja do Exemplo 1: Empresa X é condenada ao pagamento de horas ex- tomador. pois ambos os depósitos alcançaram o não se considerando o valor do teto legal. agora no valor de R$ ao teto legal. in- juízo prolator da decisão arbitrará novo valor à condenação.00 (teto legal do depósito recursal). te da condenação e/ou os limites legais para cada novo recurso (TST-IN No mesmo sentido.000. Depósito Recursal Havendo acréscimo ou redução da condenação em grau recursal.É ônus da parte recorrente efetuar o depósito legal. até que se alcance o valor da vendo efetuar o recolhimento do depósito recursal no montante de R$ 5. Nesse caso. na hipótese de ação que não envolva rela- ordinário. ' nenhum depósito mais é exigido para qualquer recurso. li. I. Sujeitos que devem recolher o depósito recursal o caso de recurso subsequente. decorrente da ampliação da competência da Justiça do Trabalho pela EC n° 45/04. ou seja. Caso seu recurso não seja condenação. vendo efetuar o recolhimento do depósito recursal no montante de R$ pósito será exigido nos recursos das decisões posteriores.3. 7. porém.00. provido no TRT e pretenda recorrer de revista ao TS1~ deverá efetuar • valor da condenação: caso o valor da condenação seja inferior novo depósito recursal para esse último recurso.00 para depósito recursal no recurso Pensamos. para sob pena de deserção. será devida complementação de 10. importe de R$ 20. 2°).00.000. totalizaram R$ 15.00 (teto legal do depósito recursal). Súmula n° 128 do TST. 4. seja do sindicato. provido no TRT e pretenda recorrer de revista ao TS1~ deverá efetuar Caso o valor constante do primeiro depósito. tras. ou seja. a exigibilidade de depósito ou complementação do já depositado. a inter. ou seja. Caso seu recurso não seja provido no TRT e pretenda O depósito recursal possui um teto máximo. quer para tegralmente. totalizaram R$ 12.

da condenação a imposição de multas por litigância de má-fé e ato ver na fase executiva e contar com garantia integral do juízo (penhora). embargos de divergência e recurso extraordi.83 II -Garantido o juízo. 2. não tendo. o depósito recursal será pio da legalidade e do contraditório. de R$ 3. presa X pague ou garanta a execução no valor liquidado de R$ 8 . da Justiça do Trabalho por ato do presidente do Tribunal Superior do Trabalho. valor de R$ 11. cação na interposição de embargos à execução. No julgamento. Nessa hipótese.00) e interpõe embargos à execução. por um ano. sob pena de se garantir duplamente a execução.000. 132. como ocorre. Diferença ínfima. se o processo já esti. exigido no agravo de petição ou recurso de revista na execução. Recursos no processo do trabalho. os embargos da empresa e procedente a impugnação do reclamante. Súmulas do TST comentadas.971. O teto máximo 102 BEBBER. te das custas e do depósito recursal.00. sendo publicado no Diário Eletrônico p. porque não levou em conta os pa- Ocorrência râmetros da condenação. ainda que a diferença em relação ao "quantum" devido seja ínfima. João (org. p. 5° da CF/1988. apli- do houver majoração do valor do débito. por sua vez. na fase executória. do crédito definido no título executivo é que exige garantia" 102 . Deserção.00. Havendo. é anualmente revisto com base no INPC. por exemplo. quan- Insta salientar que o depósito recursal será exigido nessa fase quan. isto 8. 132 133 . 101 Esses valores têm vigência. In: ROCHA.000. obrigatoriamente em dinheiro. nessa hipótese não há teto legal. referentes a centavos. o recolhimento do depósito recursal deve ser integral. a contar de 1. Júlio César. São Paulo: L"fr.65 101 • da garantia do juízo.65 cisos II e LV do art.000.000. o juízo determina que a em- valores ínfimos.3. impugna a sentença de liquidação. Com efeito. 184. portanto. havendo pagamento inferior ao devido. 2011. ocorrerá a deserção do recurso.8. o teto legal do depósito recursal está estabelecido nos Repete-se. teto legal. de modo que. ferindo assim o princí- Por fim. portanto.485. deverá efetuar o depósito recursal no valor da majoração. na fase executiva. Caso a empresa pretenda apresentar agravo de petição. exige-se a complementação • recurso em ação rescisória: R$ 14. devendo o depósito ser seguintes valores: no valor integral da majoração. não se admitindo a penhora de bens. referente a majorando a execução em R$ 3. o depósito recursal tem como Consigna-se que majoritariamente não se admite como ampliàção objetivo a garantia de futura execução. Tal depósito recursal. depósito para recorrer de qualquer decisão viola os in- nário: R$ 14. Como já explanado anteriormente.2014. define a execução no centavos.2. Nesse sentido. Em sentido contrário: Leonardo Borges. porém. PRESSUPOSTOS RECURSAIS tLISSON MIESSA Atualmente. o depósito recursal será no valor integral da majoração não tendo.00. do não houver garantia integral do juízo. Ressalta-se que. registra-se que. a OJ n° 140 da SDI-I do TST: A empresa garante o juízo apresentando bens no valor da execução (R$ Orientação Jurisprudencial n° 140 da SOl. ALVES NETO. Rio de Janeiro: Elsevier. igualmente ao verificado no pagamento das cus.). ou seja. Depósito recursal e custas. atentatório à dignidade da Justiça. podendo ser verificado na Instrução Normativa n° 3/93 do TST. o juiz julga improcedentes Ocorre deserção do recurso pelo recolhimento insuficien. 2009.I do TST. Depósito na fase de execução é. a conta e amplia a condenação. Nesse sentido. mesmo que em Exemplificamos: Iniciada a execução.000. o item li da Súmula n° 128 do TST: • recurso ordinário: R$ 7. assim como nos demais recursos. ed. O reclamante. elevação do valor do débito. deverá ser tas processuais.971.00. Andréa Pressas. que não tem natureza no julgamento de impugnação de liquidação de sentença que corrige recursal. a exigência de • recurso de revista. 8. pois somente "o acréscimo no valor não há falar em exigência do depósito recursal para o agravo de petição.

899. a garantia da execução é imposta (divergência) (CLT. a mesma sistemática deverá ser aplicada no caso de respon- a finalidade de destrancar recurso de revista que se insurge contra de- sabilidade subsidiária. I)* a ambos os litisconsortes. se no recurso um dos litisconsortes pede a exclusão do Embargos para a SDI Embargos infringentes no TST processo (ex. por fim. devendo comprovar o seu recolhimento no ato da interposição depósito recursal por ambos os litisconsortes. -•- .. Registra-se. por se tratar de matéria de mérito. 899. 899. pela observação do parágrafo anterior. será necessário o trancar. o depósito recursal. § 7°. nesse caso. Depósito recursal no agravo de instrumento procedência dos pedidos do autor quanto a um dos litigantes passivo. 894. de modo que esse entendimento não se aplica aos demais recursos trancados. Depósito na condenação solidária 8. lidade da norma (CLT. § 1°): garantir a execução. mesmo que a sentença contrarie jurisprudência uniforme do TST. processual. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS 8. não estiver garantido o juízo se já estiver garantido o juízo Agravo de instrumento Agravo regimental e/ou interno Contudo.6. porque. no item III da Súmula n° 128 do TST. Portanto. Assim. Portanto. "f"). pois.2.2. pois. Como esse recurso está ligado ao dissídio coletivo. a 134 135 ~-----------------------·--~~-~-r-.4. ainda. consubstanciada nas suas súmulas ou em orientação jurispru- dencial. que tal exigência persiste quando se discute a pró.1. TST. ponderá a 50% do valor do depósito do recurso que se pretende des- vendo discussão da própria responsabilidade solidária. 48). arr.5. do recurso (CLT. ele deverá observar as mesmas regras do Pensamos. por exemplo. 11. o depósito quematizá-los da seguinte forma: recursal efetuado por uma delas aproveita as demais. art. Desse modo. Agravo de petição. 6. Nas reclamatórias plúrimas e nas ações em que houver substituição conforme dispõe o art. Recurso ordinário Pedido de revisão podendo o credor exigi-la de qualquer dos devedores. não (TST-IN n° 3. Na hipótese de agravo de instrumento. não haverá obrigatoriedade de se efetuar o depósito recursal. na responsabilidade s~lidária 103 . se. podemos es- "havendo condenação solidária de duas ou mais empresas. Depósito na reclamação plúrima e na substit:uição processual Trabalho. da CLT). a dívida é una. o qual será levado em conta para o atendimento da exigência legal Percebe-se. nesse último caso. Quanto ao recurso adesivo. pria responsabilidade solidária. ha. mas im. 8. art. o que frustraria o objetivo da *. recurso principal. utilizando-se desse raciocínio (garantia da Atenta-se para o fato de que. 103 Exemplo: grupo econômico. § 8°. ilegitimidade de parte). Exige depósito réc~sal Não exige depósito recursàl Isso ocorre. o Recurso de revista Embargos de declaração depósito recursal efetuado por um dos litisconsortes torna eficaz a fina. se eventualmente for deferida a exclusão Recurso extraordinário Recurso ordinário em dissídio coletivo daquele que fez o depósito recursal. Recursos que exigem o depósito recursal O C..•. quando o agravo de instrumento tiver execução). obrigatoriedade do depósito apenas quando se tratar de recurso de re- vista. cisão que contraria a jurisprudência uniforme do Tribunal Superior do 8. devendo ser considerados como litigantes distintos condenatória em pecúnia. sendo descabido. a decisão judicial deverá arbitrar o valor total da condena- ção. . assim. que. há interesses conflitantes entre normativa que rem natureza consriruriva-disposiriva. da CLT. quando a empresa que efetuou o depósito não pleiteia sua exclusão da lide". ele busca impugnar sentença norma. quando Agravo de petição.. V) subsistindo assim a garantia da execução. art. (CPC. que não haverá do depósito recursal (TST-IN n° 3. não remos decisão os litisconsortes. o recurso ordinário é trancado. declina que Quanto aos recursos que exigem o depósito recursal. A propósito. não haverá exclusão do litisconsórcio do processo. ser-lhe-á devolvido o depósito. o depósito recursal corres- permitindo também o levantamento do depósito recursal.2.2.

PRESSUPOSTOS RECURSAIS
ÉLISSON MIESSA

interposição do agravo de instrumento estará condicionada ao depósito petição inicial da ação rescisória, enquanto o depósito recursal é pres-
suposto recursal, ou seja, condição de admissibilidade do recurso. Com
recursal.
efeito, na ação rescisória, além do depósito de 20% do valor da causa
Há de se destacar que o TST no ato normativo n° 491/SEGJUD. estabelecido no art. 836 da CLT, também será obrigatório o depósito
GP, de 23 de setembro de 2014, estabeleceu em seu art. 23: recursal quando for julgado procedente o pedido da ação rescisória e
Art. 23. A dispensa de depósito recursal a que se refere o imposta condenação em pecúnia.
§ 8° do artigo 899 da CLT não será aplicável aos casos
em que o agravo de instrumento se refira a uma parcela Insta salientar que ação rescisória possui dois momentos bem distin-
de condenação, pelo menos, que não seja objeto de argui- tos: o juízo rescindendo e o juízo rescisório. No primeiro, busca-se a des-
ção de contrariedade a súmula ou a orientação jurispru- constituição da decisão transitada em julgado, tendo, portanto, natureza
dencial do Tribunal Superior do Trabalho. constitutiva negativa. No segundo, haverá novo julgamento sobre a ma-
Parágrafo único. Quando a arguição a que se refere o téria, objeto de análise da sentença rescindida, tendo a mesma natureza
caput deste artigo revelar-se manifestamente infundada, da ação originária, ou seja, constitutiva, declaratória, condenatória, man-
temerária ou artificiosa, o agravo de instrumento será damental e executiva lato sensu. Em outros termos, primeiro desconstitui-
considerado deserto.
-se o julgado para, em seguida, proferir outro julgamento. Em alguns
Com efeito, somente haverá dispensa do depósito recursal se o re- casos, porém, tem-se apenas a desconstituição da decisão transitada em
curso de revista trancado tiver, integralmente, como objeto a contra- julgado, não havendo necessidade de novo julgamento, como ocorre, por
riedade de súmula ou de orientação jurisprudencial. Ademais, mesmo exemplo, quando há ação rescisória por violação à coisa julgada (CPC,
nessa hipótese, caso o recurso seja manifestamente infundado, temerá- art. 485, IV). Nessa hipótese, rescindida a decisão que violou a coisa jul-
rio ou artificioso, o agravo será considerado deserto. gada, não há que se falar em novo julgamento.
Ess~ § 8° do art. 899 da CLT foi introduzido pela Lei 13.015/14, Assim, havendo apenas o juízo rescindendo, tem-se uma decisão
tendo como objetivo dar prevalência ao entendimento uniforme do desconstitutiva (constitutiva negativa), razão pela qual não se exige,
TST, razão pela qual se permite alcançar a Corte Trabalhista pelo agra- em caso de recurso, o depósito recursal. O mesmo ocorrerá rú hi-
vo de instrumento sem o pagamento do depósito recursal. É necessário pótese de improcedência dos pedidos da ação rescisória, pois, tendo
esclarecer, porém, que, a nosso juízo, esse dispositivo contraria a ordem natureza meramente declaratória, não fica submetida ao depósito
de análise do recurso. É que, na realidade, permitiu primeiro a análise recursal.
do mérito do agravo de instrumento e do recurso de revista (decisão Por outro lado, ocorrendo os dois momentos, juízo rescindendo e
que contraria jurisprudência uniforme do TST) para somente depois juízo rescisório, a necessidade ou não do depósito recursal passa pela
isentar de um pressuposto recursal, que é juízo de admissibilidade. Ade- análise da natureza da decisão proferida no juízo rescisório (segundo
mais, gera um grande risco para o agravante, vez que, entendendo o momento), sendo obrigatório somente quando a decisão proferida nes-
TST que a decisão não contrariou jurisprudência dominante ou que o te juízo (rescisório) impuser condenação em pecúnia. Nesse sentido, a
agravo é manifestamente infundado, temerário ou artificioso, o agravo Súmula 99 do TST, in verbis:
de instrumento não será conhecido por ser deserto (ausência de paga-
Súmula no 99 do TST. Ação rescisória. Deserção. Prazo
mento do depósito recursal).
Havendo recurso ordinário em sede de rescisória, o depó-
8.2. 6.2. Depósito recursal em recurso na ação rescisória sito recursal só é exigível quando for julgado procedente
o pedido e imposta condenação em pecúnia, devendo
Há de se esclarecer que o depósito recursal não se confunde com este ser efetuado no prazo recursal, no limite e nos termos
o depósito previsto no art. 836 da CLT. Este é requisito essencial da da legislação vigente, sob pena de deserção.

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ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS

Exemplificamos: Pedro ajuíza reclamação trabalhista em face da O depósito recursal é feito em conta vinculada do Fundo de Ga-
empresa Z postulando o pagamento de horas extras. A empresa ale- rantia do Tempo de Serviços (FGTS), aberta com esse fim específico. O
ga que já as pagou, apresentando os respectivos recibos. Conquanto recolhimento é realizado por meio de Guia de Recolhimento do FGTS
o reclamante tenha impugnado a veracidade dos recibos, o juiz julga e Informações à Previdência Social- GFIP -,direcionada à conta vin-
improcedente o pedido do reclamante, ante o pagamento das horas culada do trabalhador.
extras. Após o trânsito em julgado, há julgamento em processo crimi-
nal demonstrando que os recibos de pagamento das horas extras foram No entanto, só há falar em conta vinculada para os casos de rela-
falsificados. Diante disso, o reclamante ajuíza ação rescisória, com base ção de emprego, pois apenas o empregado faz jus ao recebimento do
no art. 485, VI, do CPC. O tribunal, no juízo rescindendo, rescinde FGTS, ou seja, tem conta vinculada. Nesse sentido, todas as demais
a sentença transitada em julgado e, no juízo rescisório, condena a em- ações ajuizadas na Justiça do Trabalho que não estejam relacionadas ao
pre~a ao pagamento das horas extras no valor de R$ 20.000,00. Nessa vínculo empregatício, mormente as decorrentes da EC n° 45/04, não
estão sujeitas ao recolhimento por meio de Guia GFIP, admitindo-se o
I hipótese, caso a empresa pretenda recorrer, como houve condenação
depósito judicial realizado na sede do juízo e à disposição deste. Nesse
em pecúnia, deverá realizar o depósito recursal.
sentido, a Súmula n° 426 do TST:
Dessa forma, verifica-se que, na ação rescisória, o depósito recursal
somente será pressuposto recursal quando for procedente o juízo res- SÚJnula o 0 426 do TST. Depósito recursal. Utilização da
guia GFIP. Obrigatoriedade
cindendo e, no juízo rescisório (segundo momento), houver condena-
ção em pecúnia. Nos dissídios individuais o depósito recursal será efeti-
vado mediante a utilização da Guia de Recolhimento do
Por fim, é importante destacar que, na ação rescisória, exige-se um FGTS e Informações à Previdência Social - GFIP, nos
único depósito, dispensado novo depósito para os recursos subsequen- termos dos§§ 4° e 5° do art. 899 da CLT, admitido o de-
tes, salvo o depósito do agravo de instrumento, previsto no art. 899, §§ pósito judicial, realizado na sede do juízo e à disposição
deste, na hipótese de relação de trabalho não submetida
7° e 8°, da CLT (TST-IN no 3, III). ao regime do FGTS.

8.2. 7. Comprovação do depósito recursal Em resumo, sendo relação de emprego, o depósito recursal é feito
O depósito recursal deve ser recolhido e comprovado no prazo alu- na conta vinculada do trabalhador. Tratando-se de relação de trabalho
sivo ao recurso, de modo que a interposição antecipada do recurso não não submetida ao regime do FGTS, o depósito recursal será por meio
prejudica a dilação legal (Súmula n° 245 do TST). Assim, se, por exem- de depósito judicial na sede do juízo e à disposição deste.
plo, a parte recorre no 2° dia, poderá comprovar o depósito recursal até Na hipótese de depósito recursal por meio de depósito judicial é
o 8° dia. Agora, caso apresente o comprovante no 9° dia, seu recurso necessário que na guia conste "pelo menos o nome do Recorrente e
será considerado deserto. do Recorrido; o número do processo; a designação do juízo por onde
É importante destacar que a regra estabelecida no parágrafo an- tramitou o feito e a explicitação do valor depositado, desde que auten-
terior não se aplica na hip6tese de dep6sito recursal em agravo de ticada pelo Banco recebedor" (TST-IN 18/99).
instrumento, uma vez que, nesse caso, há regra própria descrita no art.
899, § 7°, da CLT, determinando seu recolhimento no ato da interpo- 8.2.8. Liberação do depósito recursal
sição do recurso (IN n° 3 do TST, item VIII). Portanto, na hipótese de Considerando que o depósito recursal tem como objetivo garan-
agravo de instrumento, necessariamente, o depósito recursal deverá ser tir a execução, ele servirá, portanto, para satisfazer os créditos do exe-
realizado no momento da interposição do recurso. quente.
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ÉLISSON MTESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS

Desse modo, com o trânsito em julgado da decisão que liquidar a 6) a herança jacente (TST-IN n° 3, X).
sentença condenatória, serão liberados em favor do exequente os valo-
Atente-se para o fato de que a isenção não alcança as ~mpr~sas
res depositados, no limite da quantia exequenda, prosseguindo, se for o
em liquidação, pois nesse caso não há indisponibilidad'e Im~diata
caso, a execução por crédito remanescente.
dos bens da entidade financeira, razão pela qual devera realizar o
Pode acontecer de, ao promover a liquidação, verificar-se que os pagamento do depósito recursal, como disposto na Súmula no 86
depósitos realizados superam o montante a ser executado. Nesse caso, doTST.
será autorizado o levantamento, pelo executado, dos valores que acaso
sobejarem. 8.2.9.1. Beneficiário da justiça gratuita

Do mesmo modo, caso, em fase recursal, seja alterada a decisão A jurisprudência, com fundamento no art. ?o.' L~V•. da CF/~8
judicial para absolver o reclamado da condenação, com o trânsito em tem se posicionado no sentido de deferir o beneflcw da JUStlça gratuita
julgado da decisão, ser-lhe-á autorizado o levantamento do valor depo- ao empregador. No entanto, na hipótese de pessoa jurídica, a concess~o
sitado e seus acréscimos (TST-IN n° 3, II, "h"). do benefício não decorre de simples declaração, mas de demonstraçao
inequívoca da fragilidade econômica, o que é aplicado inclus.ive para o
É importante consignar que, tendo o depósito recursal natureza de pedido formulado pelo sindicato, quando atua como subsmuto pro~
garantia de execução, ao chegar à execução, o valor servirá para garanti- cessual 105 •
-la, permitindo inclusive a interposição dos embargos à execução, caso a
Deferido o benefício da justiça gratuita ao empregador, surge a dú-
garantia tenha sido integral. Não sendo o depósito no valor integral da
vida acerca da necessidade de pagamento do depósito recursal.
execução, a penhora atingirá apenas o montante ainda não garantido.
Antigamente, a IN n° 3, X, do TST dispensava o depósito recur~al
Por fim, na hipótese de acordo para extinção do processo, as partes da parte que, comprovando insuficiência de recursos, recebesse assis-
disporão· sobre o valor depositado. Na ausência de expressa estipulação tência judiciária integral e gratuita do Estado.
dos interessados, o valor disponível será liberado em favor da parte de-
positante (TST-IN n<> 3, XII). Contudo, o C. TST passou, reiteradamente, a decidir pela exigên-
cia depósito recursal nessa hipótese, razão pela qual modificou refe'ri~o
8.2.9. Dispensa do recolhimento do depósito item X, excluindo tal isenção, sob o fundamento de que o deposito
recursal possui natureza de garantia do juízo, e não de taxa ou emolu-
Estão dispensados do depósito recursal:
mento, de modo que o artigo 3° da Lei n° 1.060/1950 106 não contem-
I) o empregado; pla o depósito recursal.
2) os entes de direito público externo (TST-IN n° 3, X);
3) a União, os estados, o Distrito Federal, os municípios, as au-
tarquias e as fundações de direito público que não explorem
105 (TST-E-ED-RR-175900-14.2009.5.09.0678, SBDI-1, rel. Min. Delaíde Miran-
atividade econômica (TST-IN n° 3, X);
da Arantes, red. p/ acórdão Min. Renato de Lacerda Paiva, 14.11.2013)
4) o Ministério Público do Trabalho; 106 Art. 3o, A assistência judiciária compreende as seguintes isenções
104 [...]
5) a massa falida (TST-IN n° 3, X; Súmula 86 do TST) e;
VII -dos depósitos previstos em lei para interposição de recurso, ajuizamenro de
ação e demais atos processuais inerentes ao exercício da ampla defesa e do contra-
104 Pelas mesmas razões já apresentadas no tópico de custas processuais. ditório. (Incluído pela Lei Complemenrar n° 132, de 2009).
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ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSA!.S

Com efeito, o posicionamento atual do TST é no sentido de ser É interessante observar que o recurso deverá ser assinado pelo subs-
obrigatório o depósito recursal, mesmo na hipótese de concessão do critor, sob pena de ser considerado inexistente. No entanto, será consi-
benefício da justiça gratuita ao empregador 107 • derado válido o recurso assinado, ao menos, na petição de interposição
ou nas razões recursais (OJ n° 120 da SOl-I do TST).
9. REGULARIDADE FORMAL
Consigna-se que, no caso de recurso interposto pelo sistema E-
O art. 899 da CLT estabelece que os recursos trabalhistas serão -DOC, o subscritor do recurso será aquele que assinou digitalmente
interpostos por meio de simples petição. o recurso. A propósito, caso na petição de interposição e no recurso
No entanto, é sabido que os recursos são interpostos por meio de conste o nome de um advogado, mas o recurso tenha sido assinado di-
duas petições: a petição de interposição, dirigida ao juízo a quo; e as gitalmente por outro advogado, o efetivo subscritor do recurso é aquele
razões recursais, direcionadas ao juízo ad quem. cuja chave de assinatura foi registrada, responsabilizando-se pela pe-
tição entregue, sendo regular a representação desde que o subscritor
O art. 899 da CLT está se referindo à petição de interposição.
esteja devidamente constituído nos autos. Isso ocorre em atenção ao
Quanto às razões recursais é obrigatória a sua fundamentação, a fim
princípio da existência concreta, segundo o qual, nas relações virtu-
de que a parte contrária possa se defender e para que o tribunal tenha
ais, predomina aquilo que verdadeiramente o::::orre e não aquilo que é
conhecimento do objeto impugnado, observando, assim, o princípio 108
estipulado (Informativo n° 5 do TST ).
da dialeticidade.
A Corte trabalhista, ao menos quanto aos recursos interpostos no 10. JUNTADA DE DOCUMENTOS
TST, já impunha a fundamentação do recurso (Súmula n° 422 do
Conquanto a juntada de documentos não seja um pressuposto re-
TST), o que passou a ser descrito expressamente no art. 896, § 1-A,
III, da CLT, que assim vaticina: cursal, trataremos do assunto neste capítulo.
§ 1°-A. Sob pena de não conhecimento, é ônus da parte: Na fase recursal, restringe-se a possibilidade de apresentação de do-
cumentos, vez que se trata de fase que irá proferir o reexame dos fatos
[ ... ]
e fundamentos deduzidos em juízo, não sendo momento para nova
III - expor ·as razões do pedido de reforma, impugnan- 109
do todos os fundamentos jurídicos da decisão recorrida,
instrução do processo. Contudo, a Súmula n° 8 do TST contempla
inclusive mediante demonstração analítica de cada dis- duas hipóteses excepcionam tal restrição:
positivo de lei, da Constituição Federal, de súmula ou a) quando demonstrado o justo impedi::nento de apresentação no
orientação jurisprudencial cuja contrariedade aponte.
momento oportuno, utilizando-se analogicamente o art. 517
De qualquer modo, a nosso juízo e acompanhando o entendimen- do CPC;
to majoritário, todos os recursos exigem a fundamentação das razões
b) para comprovar fato posterior à sentença, aplicando-se analogi-
recursais e não apenas os recursos interpostos no TST.
camente o art. 462 do CPC.

107 Nesse sentido, os seguintes precedentes do C. TST: TST-E-ED-RR- 61200-
96.20 ~0.5.13.0025, Relator Ministro: João Batista Brito Pereira, Subseção
I Especializada em Dissídios Individuais, DEJT 24/08/2012; TST-E-ED-
108 TST-E-RR-236600-63.2009.5.15.0071. SBDI-l, Rel. Min. Noysio Corrêa da
-RR-45600-16.2007.5.05.0008, Relatora Ministra: Maria de Assis Calsing,
Veiga. 12.4.2012.
Subseção I Especializada em Dissídios Individuais, DEJT 18/03/2011; TST-
-AIRR-956-72.2011.5.18.0141, Relator Ministro: Lelio Bentes Corrêa, }a Tur- 109 Súmula n° 8 do TST. Juntada de documento. A juntada qe documentos na fase
ma, DEJT 17/08/2012; TST-AIRR-332-54.2010.5.03.0083, Relator Ministro: recursal só se justifica quando provado o justo impedimento para sua oportuna
Walmir Oliveira da Costa, 1• Turma, DEJT 19/12/2011. apresentação ou se referir a fato posterior à senre:-~ça.
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de admissibilidade certificar o expediente nos autos. inclusive de empresas públicas e sociedades de economia mista. sem a prévia aprovação em concurso ptiblico. por exemplo. trimonial privado. incumbirá à autoridade que proferir a decisão somente na fase recursal.Intimada ou notificada a parte no sábado. Representação irregular.I do TST. da CLT). Ministério Público do Quando não juntada a ata ao processo em 48 horas. mas não pôde Os Estados e os Municípios não têm legitimidade para recorrer em nome das au- ser utilizado na fase de instrução por ser ignorado pela parte interessada tarquias detentoras de personalidade jurídica própria. preservar.2. . Prorrogação. 11. à época. Intimação da sentença llio. oportuna apresentação ou se referir a fato posterior à sentença. no processo (Súmula n° llio.1 Legitimidade e interesse para recorrer prosseguimento para a prolação da sentença coma-se de sua publicação. pelos procuradores que fazem parte de seus quadros ou por advogados constiru- tece. Súmula no 262 do TST. Legitimidade para recorrer. o documento buscará comprovar fato a quo que aconteceu em momento posterior à sentença (superveniente). III . Pessoa jurídica de direito público. o início do prazo se dará no primeiro dia útil imediato e a contagem. Ilegitimidade para recorrer julgamento (art. Dessa forma.Incumbe à parte o ônus de provar. Prazo judicial. como forma de mental. II . admitido o novo documento. 144 145 . com o réu revel que poderá apresentar documentos ídos. É o que acon. não comparecer à audiência em 11.Na hipótese do inciso II. mas ignorado pelo inte- ressado ou de impossível utilização. no subsequente. intimada. quando da interposição do recurso. após a CF/1988. ocorrerá quando a parte Há interesse do Ministério Público do Trabalho para recorrer contra decisão que declara a existência de vínculo empregatício com sociedade de economia mista ou apresenta documento novo assim entendido como o cronologicamente empresa pública. o princípio do contraditório. llio. para comprovar que não foi devidamente citado. Orientação Jurisprudencial n° 237 da SDI. mediante prova documental superveniente. contadas da audiência de Trabalho. Súmula no 385 do TST. Comprovação. Autarquia 402 do TST). SÚMULAS DO TST E ORIENTAÇÕES JURISPRUDENCIAIS RELACIONADAS AO CAPÍTULO llio. Notificação ou intimação em sábado. a exis- o que por óbvio impossibilitou sua apresentação ou foi desnecessária tência de feriado local que autorize a prorrogação do prazo recursal. Feriado local. Embargos declaratórios. Ministério Público do Prazo em dobro. sua comprovação na instrução processual. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS O primeiro caso. llio. Súmula n° 197 do TST. Necessidade. Orientação Jurisprudencial n° 318 da SDI. Prazo O prazo para recurso da parte que.I do TST. em regra. § 2°.I do TST. devendo ser representadas ou por ser impossível sua utilização naquele momento. obrigatoriamente vidade do recurso. Súmula no 30 do TST. Prazo recursal. que a parte receber a intimação da sentença. Contrato nulo jurídica de direito público. velho. justo impedimento. Trabalho. exceto quando se tratar de justo impedimento para sua I. passando a ser pertinente II.O recesso forense e as férias coletivas dos Ministros do Tribunal Superior do Trabalho suspendem os prazos recursais. não se admite a juntada de documentos na Recesso forense. llio. admite-se a reconsideração da análise da tempesti- Registra-se que. Ato administrativo do juízo Na segunda hipótese. Orientação Jurisprudencial no 338 da SDI. I . fase recursal.I do TST. Sociedade de economia mista e empresa É em dobro o prazo para a interposição de embargos declaratórios por pessoa pública. 851. já existente ao tempo da sentença. o prazo para recurso será contado da data em O Ministério Público não tem legitimidade para recorrer na defesa de interesse pa. Consigna-se que os 11. Ausência de expediente forense. llio. llio. Decreto-Lei 11° 779/69. em Agravo Regi- deve ser dado vista à parte contrária para manifestação. Isso quer dizer que o documento é velho. Orientação Jurisprudencial n° 192 da SDI. Agravo de Instrumento ou Embargos de Declaração. Tempestividade documentos a serem apresentados pelo revel ficam restritos àqueles per- tinentes a afastar a revelia.Na hipótese de feriado forense.

o oferecimento tardio de procuração. cuja aplicação se restringe ao Juízo de I o grau. Juntada . ao menos. em que consignada a presença do advogado. Procuração apenas nos autos de agravo de instrumento . em instância recursal... pois sua finalidade é tão-somente servir de controle processual interno do TRT e sequer contém a assinatura do funcionário respon. .. 13 do CPC.. 37. circunstância que legitima a A etiqueta adesiva na qual consta a expressão "no prazo" não se presta à aferição atuação do advogado no feito.906. assinado.. 146 147 . 13 e 37 do CPC. 11..... embora a apreciação desse Traslado.952/1994) . Recurso. tectada no mandato expresso.. Orientação Jurisprudencial no 120 da SDI.. petição ou das razões recursais. Entendimento aplicável antes do advento da Lei n° 8. no prazo de 8 (oito) dias.I do TST. 11. mento. É inválido o instrumento de mandato firmado em nome de pessoa jurídica que não contenha.A juntada da ata de audiência. . Interposição antes da publicação do acórdão Não produz efeitos jurídicos recurso subscrito por advogado com poderes con- impugnado. ao âmbito do Tribunal Regional do Trabalho.Inadmissível na fase recursal a regularização da representação processual. Orientação Jurisprudencial n° 75 da SDI . Súmula no 25 do TST. Exremporaneidade. de que se originou o agravo. Da decisão de Tribunal Regional do Trabalho em mandado de segurança cabe re. Substabelecimento .I do TST. Procuração. Fase recursal.. Representação irregular. Validade curação deste. e cláusula limitativa de poderes ao âmbito do tribunal regional do trabalho igual dilação para o recorrido e interessados apresentarem razões de contrariedade. Ausência de certidão de publicação. O recurso sem assinatura será tido por inexistente. . cabilidade de 04.. Arts.I do TST. Regularidade..É extemporâneo recurso interposto antes de publicado o acórdão impugnado.. Súmula no 383 do TST. Procuração. 37 do CPC. está obrigada. Invalidade. na petição de apresentação ou nas razões recursais.! sável por sua elaboração.. Configuração I .. sem o reconhecimento de firma do substabelecente. Mandato. Custas processuais . Custas A existência de instrumento de mandato apenas nos autos de agravo de instru. Agravo de instrumenro. se vencida na segunda.. . ainda que em apenso.. Súmula n° 164 do TST. Orientação Jurisprudencial n° 286 da SDI. a pagar as custas fixadas na sentença originária. Agravo de instrumento. das quais ficara isenta a parte emão vencida.. Traslado. outorgante. li ...I do TST.1994 e do art. torna dispensável a pro. o nome do outorgante e do signatário da procuração. Mandato tácito. Assinatura da desde que não estivesse atuando com mandato expresso... a sua interposição é ato aferição da tempestividade praticado perante o Tribunal Regional do Trabalho. do Código de Processo Civil importa I.. não legitima a atuação de advogado nos processos independentemente de intimação. exceto na hipótese de mandato termos do art.... porque demonstrada a existência de mandato tácito.3. Pessoa jurídica. parágrafo único. nos o não-conhecimento de recurso.. feridos em substabelecimento em que não consta o reconhecimento de firma do I . para o Tribunal Superior do Trabalho.Configurada a existência de mandato tácito fica suprida a irregularidade de. forma do art.É inadmissível. na .I do TST. Orientação Jurisprudencial n° 11 O da SDI. poi~. seu recurso tempestivamente. Etiqueta adesiva imprestavel rara recurso seja realizada pelo Tribunal Superior do Trabalho. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS . Súmula n° 201 do TST. de tempestividade do recurso. Recurso... Inválido (anterior à Lei no 8. li -A interrupção do prazo recursal em razão da interposição de embargos de de.. Representa~o pois estes dados constituem elementos que os individualizam.. por inexistente. É regular a representação processual do subscriror do agravo de instrumento ou do recurso de revista que detém mandato com poderes de representação limitados . ainda que mediante prc·testo por posterior juntada. Orientação Jurisprudencial no 374 da SDI.4.. Orientação Jurisprudencial no 284 da SDI. Súmula n° 434 do TST. que a interposição de recurso não pode ser reputada ato urgente. já tácito.952/1994. 5° da Lei n° 8. Súmula n° 456 do TST. Agravo de instrumento. Ata de audiência. Representação processual. A parte vencedora na primeira instância.. Recurso ordinário em mandado de segurança . pelo menos.. claração pela parte adversa não acarreta qualquer prejuízo àquele que apresentou Identificação do outorgante e de seu representante. Será considerado válido o apelo li . Procuraçãü ou substabelecimenro com curso ordinário. Representação. lnapli- O não-cumprimento das determinações dos§§ 1° e 2° do art.I do TST.07.

.- dicial ônus da sucumbência. Recurso ordinário.. Deserção. houve fixação ou cálculo do valor devido a título de custas e tampouco intimação Traslado. não se aplica à atualização do valor das custas e se estas já foram devidamente recolhidas. se sucum- bente. é contado da intimação to de custas por entidades da administração pública federal. Deserção. sob pena de deserção. ainda que a diferença em relação ao "quantum" devido seja ínfima. Mandado de segurança. Custas cio. Custas. . Inversão do . agravo de instrumento no caso de o recurso ser considerado deserto. Inexistência de deserção quando as custas não são expressamente calcu. Deserção.. interpor recurso ordinário e. Sociedade de economia mista. Não isenção A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina. Custas O denominado "DARF ELETRÓNICO" é válido para comprovar o recolhimen- 0 prazo para pagamento das custas.. em relação mica com fins lucrativos.mula no 86 do TST.É ônus da parte recorrente efetuar o depósito legal. Depósito recursal e custas.I do TST. um novo pagamento pela parte vencida.I do TST. J unspru · d enc1·al no 186 da SDI. Custas. ser O carimbo do banco recebedor na guia de comprovação do recolhimento das as custas pagas ao final custas supre a ausência de autenticação mecânica. Nas ações plúrimas. desde que não seja objeto de controvérsia no recurso de revista a valida- custas. Mandado de dades de economia mista. Só. Orientação Jurisprudencial n° 158 da SDI. Incabível a impetração de mandado de segurança contra ato judicial que. vinculada à Admi. calculadas com base no valor dado à causa na inicial. ante o fato de explorar atividade econô. para interpor recurso ordinário em mandado de se- gurança..b pena de deserção. Empresa em liquidação extraju- . 11.08. Validade ._ Súmula no 128 do TST.. Lei n° 9. posteriormente. Guias de custas e de depósito recursal da parte para 0 preparo do recurso. Súmula no 53 do TST. Ocorre deserção do recurso pelo recolhimento insuficiente das custas e do depó- sit~ recursal. Massa falida. Carim- acrescida... Diferença ínfima. ainda que gozassem desses benef1c1os anteriormente ao segurança.I do TST. uma vez que cabia à parte. Condenação . . de 04. Não-ocorrência Não ocorre deserção de recurso da massa falida por falta de pagamento de custas No caso de inversão do ônus da sucumbência em segundo grau.I do TST. Orientação Jurisprudencial n° 217 da SDI. nenhum depósito mais é exigido para qualquer recurso. Depósito recursal e ordinário.I do TST.11. devendo. ressarcir a quantia.11 do TST. a comprovação do recolhimento das custas processuais no prazo recursal.88. Valor da causa. não . . acarretando a majoração das custas processuais. Custas. Orientação Jurisprudencial no 104 da SDI. Custas Os privilégios e isenções no foro da Justiça do Trabalho n~~ abrang~m as socie.11 do TST. Cabimento referente a centavos. as custas incidem sobre o respectivo valor global. 779169.. sem acréscimo ou ou de depósito do valor da condenação...I do TST. ÉL!SSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS . Custas.08. nação. É responsabilidade da parte. de ofí- Súmula n° 36 do TST. ao recorrer.1969. APPA. Para a formação do agravo de instrumento. igualando-a a cada novo recurso interposto. então. Não caracteriza deserção a hipótese em que. Orientação Jurisprudencial no 88 da SDI. Orientação Jurisprudencial n° 148 da SDI. Atingido o valor da conde- às empresas privadas. Agravo de instrumento. as custas ser pagas ao final. não é isenta do recolhimento do depósito recursal: do pagamento das custas processuais por não ser beneficiária dos privilégios previstos . Esse privilégio.. Exigência do pagamento Decreto-Lei n° 779... Validade ladas e não há intimação da parte para o preparo do recurso.1969.. Deserção. descabe empresa em liquidação extrajudicial. Custas. Ocorrência de daqueles recolhimentos. todavia._ 0 nentay-o · . Custas processuais. DARF eletrônico. no caso de recurso. Depósito Recursal no Decreto-Lei no 779.. bo do banco. de 21. Decreto-Lei no so. pois. Depósito Recursal nistração Pública indireta..APPA.. acrescido o valor da condenação.. devendo.. Orientação Jurisprudencial n° 33 da SDI. 148 149 .I do TST.mula n° 170 do TST. arbitrou novo valor à causa. Orientação Jurisprudencial n° 13 da SDI..5. Só. I. o que descaracteriza sua natureza jurídica. integralmente. após recolher as custas. Deverá ao final. emitido conforme a do cálculo.. IN-SRF 162. Comprovação de recolhimento.. não é necessária a juntada de compro- vantes de recolhimento de custas e de depósito recursal relativamente ao recurso Orientação Jurisprudencial no 140 da SDI.756/1998. de 21.

. Depósito recursal. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAlS li. Art. __ --------. . o depósito recursal só é exigí.. . Momento de análise. no limite e nos termos da legislação vigente.. por maioria. Depósito de multa por litigância de má-fé concernente aos pressupostos de admissibilidade do recurso é de ordem pública e deve ser observada pelo julgador de ofício. Análise pela submetida ao regime do FGTS. exige-se a complementação da garantia db'juízo. vel quando for julgado procedente o pedido e imposta condenação em pecúnia. . 789 da CLT. Turma apenas ao enfrentar novos embargos de declaração opostos em relação aos declaratórios da parte contrária. Obrigato- riedade 12. Despacho denegatório do recurso de revista e certidão de pu- . Juntada de documento .. Depósito recursal.. Prazo A juntada de documentos na fase recursal só se justifica quando provado o justo Havendo recurso ordinário em sede de rescisória. por O recolhimento do valor da multa imposta por litigância de má-fé. Regularidade formal depósito não pleiteia sua exclusão da lide. 514.. lidade inscrito no art. não há falar em preclusão pro iudicato.18 do CPC. impedimento para sua oportuna apresentação ou se referir a fato posterior à sen-. nos termos em que fora proposta. e. quando a empresa que efetuou o 11.. III . II... Deserção. Condenação a pagamento em pecúnia recorrida.. Súmula n° 217 do TST. Ação rescisória. nãn é P"~"P""" nhj<dvn p= in«q>ooiçin doo «m=< d. Validade No caso em que se discute a irregularidade de representação do subscritor dos Não é essencial para a validade da comprovação do depósito recursal a indicação embargos de declaração opostos pelo reclamante em recurso de revista. pela reclamada apenas em embargos de declaração opostos da decisão nos declara- tórios do empregado.6. Súmula n° 8 do TST. Multa por litigância de partes ou da inexistência de prejuízo.. deu-lhes provimento para não conhecer dos embargos de declaração do reclamante e restabelecer. Não conhecimento. tença. 899 da CLT. sob pena de deserção. . Pressuposto recursal. a exigência de depósito para recorrer de natureza trabalhista.. devendo este ser efetuado no prazo recursal. Prova dis- blicação pensável Distintos os documentos contidos no verso e anverso. Inexigibilidade a preclusão declarada pela Turma..GFIP. reali- zado na sede do juízo e à disposição deste. Assim. Havendo. Firmada nessa premissa. porém. conheceu dos embargos. resta inaplicável o art.. de ambos os lados da cópia. Depósito recursal.. Depósito recursal. no mérito.. Súmula n° 245 do TST. Credenciamento bancário. PASEP. II. Recurso. PIS/ ção. Súmula n° 99 do TST..--~--l-S_o_d_o_a_r_t_.. porquanto a matéria 11. . por unanimidade. do CPC. Recolhimento.. Autenticação.. 899 da CLT. 35 do CPC como fonte sub- qualquer decisão viola os incisos li e LV do art. é necessária a autenricaçáo O credenciamento dos bancos para o fim de recebimento do depósito recursal é 'fato notório.. a SBDI-1.Garantido o juízo.. A 11. Não configura- .. independendo da prova... na hipótese de relação de trabalho não . Orientação Jurisprudencial no 409 da SDI. Súmula no 161 do TST. .8.. Utilização da guia GFIP.7. 'Orientação Jurisprudencial n° 264 da SDI.. arguida do número do PIS/PASEP na guia respectiva. descabe o depósito de que tratam Não se conhece de recurso para o TST.. Súmula no 426 do TST. independentemente de provocação das .. Orientação Jurisprudencial no 287 da SDI.I do TST.. nos termos divergência jurisprudencial. Prazo O depósito recursal deve ser feito e comprovado no prazo alusivo ao recurso.. 5° da CF/1988. Ausência de indicação na guia de depósito recursal. admitido o depósito judicial. sidiária. 514. na fase executória. INFORMATIVOS DO TST RELACIONADOS AO CAPÍTULO Nos dissídios individuais o depósito recursal será efetivado mediante a utilização da Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social . uma vez que. Depósito..1. Apelo que não ataca os fundamentos da decisão . elevação do valor do débito. Pressupostos de admissibilidade dos embargos de declaração.o depósito recur- sal efetuado por uma delas aproveita as demais. afastando má-fé.. 151 .I do TST. em con- l. Documentos interposição antecipada deste não prejudica a dilação legal. Preclusão pro iudicato nos termos dos §§ 4° e 5° do art. Súmula no 422 do TST.Havendo condenação solidária de duas ou mais empresas. quando as razões do recorrente não im- pugnam os fundamentos da decisão recorrida.I do TST. 12. as custas estão reguladas pelo art. do CPC Se não há condenação a pagamento em pecúnia. Docu- mentos distintos. pela ausência do requisito de admissibi- os §§ 1o e 2° do art. Preclusão pro iudicato.. na Justiça do Trabalho.

conheceu dos embargos por 12. 794. a decisão da Sétima Turma que dera provimento ao recurso de revista hipótese.5. lnaplicabilidade da Súmula no SBDI-II. (Informativo n°4) Jurisprudencial no 377 da SBDI-I. Inexistência. 894 da CLT.5.0662. 10. não conheceu dos embargos.06. do TST. a SBDI-I. Assim.2. e vislumbrando a 12. SBDI-I. e deixou de cado por outros elementos constantes dos autos. Princípio da por unanimidade. a SBDI-I. que ~ Embargos interpostos em face de acórdão proferido pela SBDI-11 em julga. à unanimi- Nos termos do art. do RITST. afastada a intempestividade. nome do reclamante.20 10. cabimento. Legitimidade divergência jurisprudencial e. por maioria. Vencidos os Ministros Lelio Ben- tes Corrêa. Pereira e Delaíde Miranda Arantes. Vencidos os Ministros Augusto César Leite de Carvalho.2012. denegaseguimento ao recurso no 357 da SBDI-I e deu -lhes provimento para restabelecer o acórdão que afas- de embargos é o agravo regimental. SBDI-I. pois seu conteúdo pode ser disponibilizado às panes por outros prudencial n° 377 da SBDI-1. o disposto na Orientação 29. Dora Maria Costa. de que. não obstante tenha constado na folha de rosto e nas razões do apelo o da reclamada. Intempestividade. tão somente. a SBDI-1.4. negou-lhes provimento.2009.09. fungibilidade.2012. Com esse entendimento. A Súmula n° 434. Configuração. Erro material. não sendo a referida publicação imprescindível recursal. X.5. (Informativo n°13) Judicial) permitiam apreender que o correto nome da recorrente eraS/A Fabn- ca de Produtos Alimentícios Vigor. Não cabimento. corretamente nominados. I. Brito Pereira.0102. e. Renato de Lacerda Paiva. segundo a qual "não cabem embargos de decla- ração interpostos contra decisão de admissibilidade do recurso de revista. O recurso interposto antes da publicação da decisão recorrida é inexistente. Emmanoel Pereira.2. determinar o retorno dos autos à Turma de origem a fim ~ Erro na indicação do nome da parte. Na hipótese. Min. de erro material. 834 e 852 da CLT). não tendo o ~ Recurso interposto antes da publicação da decisão recorrida. I. rei. Renato de Lacerda Paiva. com base na Súmula n° 353 do TST. Tempestividade dinário no mandado de segurança. Ausência de prejuízo à parte contrária. Vencidos os Ministros Augusto César Leite de Carvalho e Delaíde nome da empresa JBS SIA. as circunstâncias e os elementos dos autos (número Miranda Arantes. do TST (ex-OJ n° 357 da SBDI-I) não se aplica à hipó- ~ Embargos de declaração. Cabimento ocorrência.I.0000. 14. porquanto não inserida dentre as hipóteses de cabimento elencadas no are.6. inviabilizando a incidência do princípio da fungi. efeito de interromper qualquer prazo recursat'. Alberto Luiz Bresciani de Fontan nome da parte recorrente não causou prejuízo à parte adversa (art. em fa:::e da intempestividade do apelo. o manejo de embargos de declaração tou a alegação de extemporaneidade do recurso ordinário do reclamante.2014 (Informativo n° 80) 434. rei. Com esses fundamentos.2013 (Informativo no 52) podendo utilizar o princípio da unirrecorribilidade para impedir o conhecimento do recurso interposto no momento processual oportuno. no 12. reformando o acórdão embargado. por divergência jurisprudencial. rei. rei. decisão do Presidente de Turma que entendeu incabíveis os embargos declarató:ios. TST- constitui erro grosseiro. Ademais. ao caso aplica-se. Min.2.04. Não incidência. à produção de efeitos jurídicos. Agravo regimental. Erro grosseiro mérito. no mérito.2014 (Informativo n° 79) bilidade recursal. 29. insuscetível de correção pela aplicação do princípio da -E-RR-176100-21. regimental interposto de. pelo voto prevalente da Presidência. não se SBDI-I. Aplicação analógica. Augusto César Leite Configura-se erro grosseiro.23. prossiga no julgamento do recurso de revista.2. 12. rei. a SBDI-I. Interposição antes da publicação da sentença em Diário unanimidade. Aloysio Corrêa da Veiga e Antonio José de Barros Levenhagen. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS sequência. lves Gandra Mar- Não há falar em ilegitimidade recursal na hipótese em que o erro na indicação do tins Filho. por unanimidade. Min. Oficial. Existência de outros elementos de identificação.0872. a qual mento de recurso ordinário em mandado de seguran?· Erro grosseiro. TST-AgR-E-ED-AIRR-29900-22.20. Não configuração.a em Dissídios Individuais em julgamento de recurso or. Com esses fundamentos. Decisão proferida pelo Presidente tese de interposição de recurso ordinário antes da publicação da sentença em de Turma que denegou seguimento ao recurso de embargos. Com esse entendimento. eis que o feito pode ser identifi- revista. Intempestividade. TST-E-ED-RR-133240-06. 235. Orientação Juris- Diário Oficial. por ~ Recurso ordinário.2001.3.09. SBDI-1. a Turma não conheceu da primeira nem impediu a análise do recurso de revista. o recurso cabível da decisão do Presidente dade. a SBDI-II. conheceu dos embargos por má aplicação da Orientação Jurisprudencial de Turma que. Min. deu-lhes provimento para.2011.4. Com esse entendimen- to. não conheceu do agravo unirrecorribilidade.2009. conheceu dos embargos interpostos pelo reclamante.5.3.2. TST-R0-2418-83.15. comprovante de depósito recursal e guia ~R'! José Roberto Freire Pimenta. Min. CLT). Segundo recurso interposto no momento processual oportuno. Não interrupção do prazo meios (arts. TST-E-RR-652000-90.0031. davam provimento aos embargos para restabelecer a decisão do Regional. nos termos da Orientação Jurisprudencial no 357 da SBDI . relator. a inte:posição de embargos em face de acórdão proferido pela Subseção II Especializac.5. do processo. de Carvalho. J. por analogia. Na analisar o segundo recurso ao fundamento de que a parte não interpôs agravo de 152 153 . Não denegara seguimento ao recurso de revista por ilegitimidade recursal da JBS SIA.

e não da própria pu. Min.. TST-ED-R0-7724-30..10. no mérito. Interposição prematura. Com esse entendimento.o. Interposição antes da publicação da decisão proferida em a ilegalidade do procedimento do juízo de admissibilidade do Regional que. não foram intimadas e tampouco A ausência de intimação da publicação da sentença é suprida por ocasião da re- tirada dos autos em carga pelo advogado. no mérito. -RR-71400-38. 9. 11. conta-se o prazo . à unanimidade.< ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS instrumento da decisão do TRT que não admitiu o seu processamento. cuja publicação em órgão oficial é requisito de validade so inexistente. Ressaltou-se . pda própria parte recorrente. rei. ven.2010. a SBDI-I. e. Recur- -se apenas a acórdãos. temporâneos os recursos interpostos contra decisões prolatadas em primeiro grau. lnaplicabllidade da Súmula Fernando Eizo O no.38. Possibili- dade. e. não conheceu dos embargos do reclamante. do TST.. Min. No caso em apreco. entendendo inexistente os primeiros embargos de declaração.11. Extemporaneidade. conheceu dos embargos interpostos pelo reclamante. SBDl-l. por sua vez.0000. interpôs terceiros embar- gos de declaração.2009. Assim. suspendeu o julgamento do feito a fim de que o Ministro Não se aplica a diretriz constante da Sumula n° 197 do TST à hipótese em que relator aprecie os segundos declru:atórios.. por a intempestividade do recurso ordinário do empregado. O recurso interposto antes da publicação da decisão impugnada é considerado ine- xistente. e não a sentenças. por unanimidade. re::onhecendo o equívoco na inter- Min. conheceu dos embargos do reclamante.2014 (Informativo n° 1:9) 154 155 . TST-E-ED-RR-9951600 . do TST. I. Designação de nova audiência de prolação de teor dos primeiros declaratórios. interpôs segundos declaratórios. Ciência inequí- recursal a partir da notificação da publicação da sentença. conforme seu próprio relato. que possuem natureza jurídica distinta. No caso.5.0051. adiada a audiência anteriormente fixada para a prolação da sentença. no mérito. relator..o da sentença no DEJT. a razão pela qual não caberia. conforme de- terminação do juízo na ata de redesignação da audiência. vinte e dois dias após. Interposip. I. admite-se a interposi·.2005.18. relator.0087. p:>r maioria. TST-E-RR-192500-08. por maioria. Não incidência. porquanto a extemporaneidade a que alude o referido verbete dirige.. desa.. o sindicato interpôs primeiros cidos os Ministros Brito Pereira. Assim.. I. lnaplicabllidade. não obstante estivessem cientificadas de restituição do prazo pelo juízo de origem. rei. Súmula no 434. deu-lhes provimento para. as quais podem ser disponibilizadas às partes inde- pendentemente de publicação. e. Sentença.5. Carga dos autos. e.2014 (Informativo n° 82) Leite de Carvalho.02.. a SBDI-I. Não configuração. Sú- tendendo ao requerimento da parte para que o recurso inicialmente interposto fosse mula n° 434. Informativo TST n° 4) (Informativo n° 55) trônico da Justiça do Trabalho não atrai a incidência da Sumula n° 434. Lelio Bentes Cor.03.2013 (*CF. Filho. 11. an- . voca dos termos da sentença.5. que. designada SDC.. o TRT registrou ter a parte tomado ciência inequívoca dos ter- te da falha.. expedir notificação deflagrando SBDI-I. Min. negou-lhes provimento. Ausência de intimap. princípio da unirrecorribilidade. reconheceu a necessidade de intimação mos da sentença ao fazer a carga dos autos para apresentar cálculos de liquidação.2009. conscien- recursal. Luiz Philippe Vieira de Mello A interposição de recurso ordinário antes de publicada a sentença no Diário Ele. No DRR-43600-77. '. deu-lhes provimento para restabelecer . admitiu o primeiro recurso e denegou O entendimento consubstanciado no item l da Sumula n° 434 do TST é di- o segundo. Consequentemente.09. idêntico ao segundo recurso. In casu. Renato de Lacerda Paiva. não houve a intimação das partes da efetiva publicação. do TST. não havendo falar em preclusão consumativa.2009. não tornando ex- to prejuízo à recorrente. por divergência prazo legal.5.2012 (Informativo n°17) Sumula n° 434. Intempestividade do recurso. afastada mento.2013 (Informativo n° 65) outra data. por unanimidade. red. Augusto César Filho. TST-E-ED.03. Luiz Philippe Vieira de Mello mada. não vislumbrando contrariedade à rêa. rei.. Embargos de declarap.. Márcio Eurico Vitral Amaro e Walmir Oliveira· da Cos- n° 197 doTST. Necessidade de intimação das partes. Assim..8. das partes quando da efetiva publicação da sentença. específico.. regular os segundos e preclusos os terceiros. já reproduzia o . Preclusão consumativa. Min. momento em que passa a fluir o prazo comunicadas da designação da nova data fixada pelo juiz. Fernando Eizo O no. Augusto César Leite de Carvalho. rei. Brito Pereira. No dia seguinte.2012 (Informativo no 26) posição prematura do primeiro recurso. 15. SBDI-I. SBDI-I. Min. da primeira data para a prolação da sentença. o qual. mantendo a decisão da Turma que afastou a intempestividade do recurso ordinário interposto prematuramente. rei.0670. Marco inicial. e Ives Gandra Martins Filho. 15. Com esse ententlimento. se no devido vencido o Ministro Brito Pereira. inclusive. a SBDI-1.:ão de novo recurso. a reabertura do prazo para interposição do recurso ordinário. rei. autos ao TRT de origem. .. p/ acórdão Min. determinar o retorno dos divergência jurisprudencial.o de novo recurso no devido prazo legal. ressaltou-se que as partes. Deferimento do pedido blicação.5. desconsiderado em face da sua prematuridade. recionado aos acórdãos proferidos pelos Tribunais Regionais. 18.5. embargos de declaração antes da publicação do acórdão do recurso ordinário.09. p/ acórdão prazo recursal. com fundamento no princípio da unirrecorribilidade. Prazo recursal. trazendo manifes.2005. SBDI-1. a SDC.. item I. Intempestivi- tes da publicação dos embargos de declaração opostos contra a sentença. red.. ta. TST-E- dade não configurada. SBDI-I. ainda por maioria. Com esse entendi- por divergência jurisprudencial.o das partes. conheceu dos embargos.8. Recurso interposto antes da publicap. o acórdão do Regional que considerou intempestivo o recurso ordinário da recla- -RR-95900-90.9. Início do prazo recursal. para que prossiga no julgamento do apelo. embargos de declarap. vencidos os Ministros sentença. Recurso ordinário. nem em desrespeito ao jurisprudencial. relator.5. Min. do TST.0006..o da própria parte.0095. TST-EE. Ausência de extemporaneidade.

Especial. por violação do art.5.. é possível à parte provar a ausência de expediente Na hipótese em que o objeto dos e~bargos é a irregularidade de representação. a SBDI-I. a possibilidade de reforma da decisão que declarou confunde com o próprio mérito dos embargos. portanto. SBDI-1. Interrup~o do prazo para interposi~o fundamentos. interposição do novo recurso. a parte tagem do prazo. Com esse entendimento. no mérito.496/2007.. julgue o recurso ordinário. TST-ReeNec e R0-29300-82. sábado. fundada em ato de claratórios opostos pelo sistema E-DOC um dia após o termo final do prazo. portamo. somente no dia 17/01/2012. sob pena de cerceio do direito de defesa da parte. conhecer dos embargos interpostos pela reclamada. a contagem dos dois dias remanescentes tes ao prazo recursal. agravo de instrumento Não exigência. no mérito. Órgão tada a intempestividade. Embargos. por maioria. em face da apresentação de prova documental superveniente do prazo foi reiniciada no dia 14/01/2012. Todavia. Alexandre Agra Belmome. como condição para a item 11. Aloysio Corrêa da Veiga. Dora Maria da Costa. é desnecessária a intimação da parte para a retomada da con. tal como se conheceu do recurso ordinário da União. Peticionamento por meio eletrônico (E-DOC). por divergência jurisprudencial. a .5. não podendo. qual seja. como entender de direito. produzir qualquer efeito do termo final do prazo recursal. Representação reda~o da Súmula n° 385 do TST. pois. Luiz Philippe Vieira de Mello Filho. rei.0054. Brito Pereira e origem. conheceu do seguinte. rei. relatora. o recurso foi protocolado recurso de embargos interposto pelo reclamante. a prova da ausência de expediente forense. por maioria.. No caso dos autos. não da Súmula n° 385 do TST não pode ser interpretado de forma dissociada de seu se exige da parte que sane previamente o vício apontado.cia. pela parte contrária. a SBDI-1 decidiu. por meio de prova documental supervenieue. deu-lhe provimento para determinar o retorno dos autos à Turma de dos os Ministros João O reste Dalazen... TST-E-ED-ED-RR-1940-61. a SBDI- a intempestividade do recurso de revista não se inviabiliza pelo simples fato de a -I. Ccom esse entendimento. forense em embargos. 184. deve o julgador reanalisar os requisitos ineren- após as suspensões operadas pelo TRT. o pressuposto recursal extrínseco se ficar a ocorrência de feriado. segunda-feira.. Retomada da conta. red. lnterpreta?o da nova 12.2. por divergência fundamento de que. TST-E-RR-721145-82. Hugo Carlos Scheuermann. o Órgão Especial. Súmula n° 385 do TST. Ato de Tribunal Regional. da afastada a intempestividade do apelo. 2o. dar-lhes provimento para. inclusive a interrupção do prazo para a interposição de outros recursos. não conheceu dos embargos por ausência de pressuposto intrín- 156 157 . não o órgão do Judiciário certificado nos autos a inoperância do sistema. determ[nar o retorno dos autos ao TRT de origem a fim de que oportuno para se manifestar. por intempestivo.. por maioria. Min. devendo o prazo ser recomado a partir da ciência. Vencidos os Ministros Renato de Lacerda homologação da desiscê::J.:io de prazo recursal pré-estabelecida. Feriado forense. SBDI-I. que não conheciam dos embargos ao unanimidade. te prova documental superveniente.2001. independentemente de recair em opôs novos declaratórios com a informação e a juntada do boletim de indisponi- feriado ou final de semana. estando intempestivo. cescumprida a obrigação de a autoridade judiciária certi. Com esses .0000. Na hipótese. de declaração tempestivos e regulares interrompe o prazo 0 retorno dos autos à Turma de origem. apresentada em momento processual subsequente àquele em que o sistema ficou gem. de revista interposto pelo Município do Rio de Janeiro. Min. procede no caso de feriado forense. como entender de direito. Lelio Bentes Corrêa.2014 (Informativo n° 78) . Com base nesse entendimento. ao não opor embargos de declaração com o objetivo de trazer jurisprudencial e. prevaleceu o entendimento de que o item 111 indicada como óbice ao conhecimento do recurso anteriormente interposto. a parte perdeu o momento processual tempestividade.2013 (Informativo n° 49) rei. tendo dia útil subsequente.3. findando-se no domingo. a qual ocorre imediatamente. p/ acórdão Min. Sistema indisponível na data existir quando a parte dele desiste.. 27. Incidência do item 111 da TST-E-RR-223200-17.0018. conforme preconiza o item III da Súmula n° 15/01/2012.. ainda que haja a posterior desistência dos decla. Recontagem do prazo a partir da ciência da homologa~o interposto ames da vigência da Lei n° 11. e Luiz Philippe Vieira de Mello Filho.2009. por maioria.4.12. de modo que. os quais negavam provimento ao apelo ao fundamento de que os embargos de declaração deixam de . de reconsideração da análise da tempestividade do recurso. também protocolados no âmbito do TST no primeiro dia útil seguinte. Desistência. Assim. prova de indisponibilidade do sistema de peticionamento eletrônico (E-DOC). por Paiva e Augusto César Leite de Carvalho. no caso. Vencidos os Ministros Dora rei.. ratórios. terça-feira. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS parte não cer juntado a certidão em sede de embargos de declaração. . Na hipótese. e. Suspensão de prazo recursal.06. conhecer do recurso de embargos de outros recursos. Venci-· e. Saneamento do vício no momento da interposi~o dos embargos.4. Indusão de feriados e fins de semana.2014 (Informativo n° 77) Deve a Turma examinar. Min. a fim de que prossiga no exame do recurso para interposição de outro recurso. não.0000. à unanimidade. ante a decretação da intempestividade dos embargos de- Tratando-se de suspens.2005.2013 (Informativo no 38) Maria da Costa. inoperante. Discussão acerca da irregularidade de representa~o do recurso Não obstante o item IIl da Súmula n° 385 do TST estabelecer a possibilidade anterior. 16/0112012. afastada a in.5.... e Tribunal Regional.. do CPC.01. SBDI-I. 3. em sede de agravo regimental. § da desistência.2. ou embargos de declaração. a SBDI-1 decidiu. Min. prorrogando-se somente o termo final para o primeiro bilidade do sistema ocorrida no último dia do prazo recursal. Comprova~ão em sede de embargos. por unanimidade. afas- Delaíde Miranda Arames.2010. Embargos de dedara~áo. .6..01. dia em sede de embargos de declaração. Com esse entendimento. dar-lhe provimento para determinar A oposição de embargo. de modo "ue o termo final foi prorrogado para o primeiro dia útil 385 do TST. 3. para que prossiga no exame dos primeiros embargos de declaração. no mérito.5. Comprova~ão da indisponibilidade median- jurídico. Possibilidade. 28.

que também não conheciam do recurso.5. de 10/2/10. conheceu dos embargos porque cumpridos os requisitos extrínsecos perante a Vara do Trabalho. Lelio Bentes Corrêa. não podendo argui- cuja chave de assinatura foi registrada. Interposição por meio do sistema E-DOC. pois se trata de questão de ordem pública insanável... Configuração.906/94. § 1° e 21. Questão não impugnada na primeira opor- tunidade. Renato de Lacerda Paiva.0013. 5. minadas de ofício pelo julgador. o Ministro relator. rei. Depósito Recursal . SBDI-I. Com base nessa premissa.2010.6. (Informativo n°5) 12.5. a SBDI-l. TST-E-ED. afastando a necessidade de indicação expressa de violação O preenchimento incorreto da guia de depósito recursal constitui irregularidade do art. a guia GFIP foi preenchida anular os atos processuais praticados a partir do recurso ordinário interposto por erroneamente quanto ao número do processo e da vara por onde tramitou o feito. p/ acórdão Min.15.496/07. Art. Guia GFIP. SBDI-I. Embargos interpostos anteriormente à Lei no 11. I.. 8. desde que haja nos autos instrumento de mandato habilitando As alegações relacionadas ao exame de pressupostos extrínsecos processuais. § 2°. TST. Aloysio Corrêa da Veiga.RR-877540- -lhe manifestar-se sobre os documentos encaminhados por aquela Corte regional. 896 da CLT não poderia ser invocada como obstáculo ao conhe- Filho. Na hipótese. Existência de instru. por maioria. 4° da Lei n° 8. por unanimidade. 245 do CPC. Preclusão. Depósito recursal. . Vencido to- 12.OAB..09. !Embargos. 18. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS seco. rei. na hipótese.01. Augusto César Leite de Carvalho. Deserção. Indicação equivocada do número do processo ção do art. da Turma por fundamento diverso.2. reira. Aloysio Corrêa da Veiga. Renato de Lacerda Paiva. (Informativo n° 35) cimento do recurso. 4° da Lei n° 8.2012 (Informativo n° 26) mento de mandato outorgado para ambos os causídicos.. do STJ).2.o qual man- Peduzzi e Alberto Luiz Bresciani. trata-se de vício desde que devidamente constituído nos autos. Viola. Essa questão ordinário da reclamada. entendeu a Subseção que a ausência de indicação de Min. Brito Pe- pela reclamada.5. Min. relator.. red. o efetivo subscritor do apelo é aquele que falar nos autos. por maioria. -E-RR-236600-63. não estão sujeitas à preclusão. e.não possuíam inscrição na OAB. . no mérito. rei. Assim. 47.5. Irregularidade de representação. e que a violação do art. Não configuração. devolveu o prazo recursal à parte. p/ acórdão Min. III.2009.2. por violação do art.0000.. rei. Min. red. 896 da CLT. 1 sistema E-DOC vem subscrito por advogado diverso daquele que procedeu à as- : sinatura digital. negou-lhes provimento. Luiz Philippe Vieira de mada por advogado diverso do subscritor do recurso. relator. . TST-EAIRR-2439-61. não foi objeto do recurso de revista e dos embargos de declaração interpostos Maria Cristina Irigoyen Peduzzi. em atenção ao princípio da existência concreta. por divergência jurispru- advogado indicado como autor da petição (arts. 7. o qual não foi alegado pelo reclamante processual. serem matéria de ordem pública. em razão da existência de norma expressa a exigir identidade en.6. Min. por unanimidade. tre o titular do certificado digital usado para assinar o documento e o nome do conheceu dos embargos interpostos pelo reclamante. Configuração. conheceu dos embargos interpostos anteriormente à Lei n° que compromete a eficácia do ato processual praticado. examinando questão de ordem em relação à representação das reclamadas juntada com a contestação. decorrente da ausência de autenticação da procuração outorgada aos advogados -1. que só tomou conhecimento dos fatos após o relator facultar.419/06 c/c arts. SBDI-1. red. entende-se que anuiu com seu conteúdo. e deu-lhes provimento para a sua finalidade de garantia do juízo. novo à cognição da SBDI-I. mas apenas em sede de embargos de declaração ao re- de admissibilidade.0071.09. e da vara na guia de recolhimento. 1°. tendo a Turma remetido o fato ção processual da recorrente. Todavia. Na espécie. Nulidade absoluta.. ressaltou-se que o STJ adota entendimento em curso ordinário. 4° da Lei n° 8.2014 (Informativo n° 85) 12.3..2012. a SBDI. Ademais. por ambos os causídicos.906/94. quando não mais possível à parte adversa sanar o vício.0047. tou os embargos anteriormente interpostos. Com No caso. subscritores não inscritos nos quadros da Ordem dos Advogados do Brasil. em desacordo com a diretriz da Instrução Normativa n° 18/99 do TST. se a re e não aquilo que é estipulado..2005.4. vencidos os Ministros Augusto César de Carvalho.5..2013. Com esse entendimento.e ao qual foi dado provimento.2012. rei. TST-E-ED-RR-22100-64. Assinatura digital talmente o Ministro Renato de Lacerda Paiva. SBDI-I. e. Aloysio Corrêa da Veiga e João Oreste Dalazen. o Ministro I Ives Gandra Martins Filho. Subscritores de re- curso ordinário não inscritos nos quadros da OAB. responsabilizando-se pela petição entregue. tem-se que. Mello Filho.15. conheceu dos embargos e deu-lhes critores do recurso ordinário interposto pelo reclamante perante aquele Tribunal provimento para restabelecer o acórdão do Regional que julgou deserto o recurso . a SBD1-I. Ives Gandra Martins violação do art. 18. se dá diretamente. Na hipótese. SBDI-I.0121. Assinatura digital fir. a Corregedoria do TRT da 15a Região comunicou ao TST que os subs. (Informativo n°1) 1:58 159 . parcialmente. se aposto nome de advogado diverso parte a quem socorre a irregularidade deixa de indicá-la na primeira oportunidade daquele que assinou digitalmente o recurso. da Resolução no l. e 18 da Lei n° dencial.496/07. A SBDI-1. disposto art. Argni~ão apenas quando a parte a quem socorre a irregularidade se É regular a representação na hipótese em que o recurso interposto por meio do tornou sucumbente. Irregularidade de representação.10.906/94. esse entendimento. relator.2001. Vencidos os Ministros Renato de Lacerda Paiva. que adi- ausência de pressuposto recursal extrínseco relativo à regularidade de representa. Min.. mas por teve o não conhecimento da revista-.2002. -la apenas quando sucumbente em sua pretensão. nos termos do art.5. p/ acórdão Apresentada a manifestação. conforme outro sentido. visto que não atendida 11. 13 do CPC. TST-E-ED-RR-98500-35. Antônio José de Barros Levenhagen. Maria Cristina jurisdicional com a prolação do acórdão em embargos de declaração. ao considerar exaurido o ofício Min. mantendo a decisão 11. 245 do CPC. por maioria. devendo ser exa- segundo o qual nas relações virtuais predomina aquilo que verdadeiramente ocor.

Agravo de instrumento interposto antes da vigência da Lei OGMO/A. rei. determinar o processamento do recurso de de cerceamento de defesa. n° 128. Realização de novo dep6sito recursal.. Deserção. a SBDI-I. interpostos pelos reclamados Órgão Gestor de Mão de Obra do Trabalho Portuário sentados em momento posterior ao advento da referida lei. para determinar o retorno dos au. a SBDI-I. a SBDI-I. portanto. afastando a deserção do recurso ordiná. proferida a sentença.2009. Ponta do Félix. razão pela uma vez que.2013 (Informativo n° 44) ciárias. de modo que não se afigura possível utilizar o depósito recursal recolhi- n° 12. Privilégios do Decreto-Lei n° 779/69. relator. De- previdenciárias em acréscimo ao valor da condenação.3. ainda que apre. Aplicação. ressaltou.5. Com esses fundamentos. não necessita efetuar Os conselhos de fiscalização do exercício profissional constituem autarquias es- outro depósito recursai para interpor. c Aduquímica Adubos Quími- restando inexigível o depósito recursal quando da interposição dos embargos. o pagamento da contribuição previ. Sendo assim.5.0261. fiscalizar o exercício das profissões correspondentes. Súmula Normativa n° 3. fica a mérito. rei. decisão do Regional na parte em que pronunciou a deserção dos recursos ordinários 899 da CLT quando da interposição dos recursos subsequentes. Equivalência à exclusão da lide. SBDI-I. inclusive no que o retorno dos autos ao TRT.. item I. No caso. Renato de Lacerda Paiva. arguiu o reconhecimento da prescrição bienal. rei. Min. superada a deserção do segundo recurso diz respeito à dispensa de recolhimento de custas processuais e de depósito recursal ordinário.02. Ives Gandra Martins O depósito recursal deve ser efetuado uma vez a cada recurso.. Na hipótese. mento.4.5. denciária somente é devido quando finda a execução. Dep6sito recursal.2009. a SBDI- relator que a parte completou o valor depositado de forma a atingir o limite legal -I. conheceu dos embargos in- § 7°. único reclamado a efetuar o depósito recursal. terpostos pelo reclamante. Min.275/10. TST-E-RR-136600-30. Não aproveitamento pelos demais reclamados. Vencidos os Ministros Renato de deserção.. sendo inegável. rei. Interposição de segundo recurso embargos. Pagamento efetuado por apenas uma das empresas. Interposição de recurso de embargos na vigência da referida do pelo OGMO/PR para garantir a execução que só alcança os demais reclamados. TST-Ag-E-ED- ordinário. Assim. do TST. no julgamento de seu primeiro recurso ordinário. rei. Conselho de fiscalização do exercício profissional.2008. do montante atribuído às contribuições Ausência de condenação solidária ou subsidiária ap6s fevereiro de 2007. tornar-se possível o levantamento do depósito recursal por ela efetuado.09. Com esse entendimento. tos à Vara do Trabalho a fim de que proferisse nova sentença.. do TST e do art.04. Não con- figuração. esse entendimento.. 2. por unanimidade. (Informativo n° 90} 160 161 ~-~-------- . quando foi instituído o . havendo necessida- Filho.5. por divergência jurisprudencial e.275/10. não há certeza acerca das parcelas objeto da condenação. da CLT. deu-lhes provimento para determinar que o OGMO/PR. a título de depósito recursal. 111.. deu-lhe provimento para determinar se aplicam os privilégios de que trata o Decreto-Lei n° 779/69. Inclusão das contribuições previden. Arguição de prescrição bienal.. João Oreste Dalazen. no Interposto agravo de instrumento antes da vigência da Lei no 12.5.1994. prossiga no julgamento como entender de direito. em vigor à época da interposição. no levantamento do referido depósito. Augusto pena de se fazer retroagir a lei sobre ato processual já praticado e gerar insegurança César Leite de Carvalho. 25. a SBDI-1.. Min.. III.2012 (Informativo n° 16) são. sob cos Ltda. por contrariedade à Súmula n° 128. pois..2012. Fortesolo Serviços Integrados Ltda. Na hipótese.8. negou-lhes provimento. recurso ordinário.01. Ex- Não encontra previsão no ordenamento jurídico pátrio a exigência de recolhi- tinção do processo com resolução de mérito. pela segunda vez. a eles por divergência jurisprudencial e. deu-lhes provimento para. SBDI-I. no mérito. a não ocorrência de no mérito. deu provimento . por maioria. afastada a deserção. 899.2004. TST-E-RR-26500-89.. por maioria.0411. José Roberto Freire Pimenta e Alexandre de Souza Agra Belmonte. não houve condenação solidária nem subsidiária do OGMO/PR no período posterior a fevereiro de 2007. Vencido o Ministro lves Gandra Martins que resultaria em extinção do processo com resolução do mérito e. Natureza jurídica. conheceu dos embargos.2014. Deserção. conheceu dos embargos e. . Dep6sito recursal. 83 da Consolidação dos Provimentos da Corregedoria-Geral da Justiça do Trabalho. Nos termos da Instrução serção dos recursos ordinários dos outros reclamados. à unanimidade. em cas·o de provimento de eventuais recursos. Ademais. Nova sentença. Min. Configuração.0051. no momento em que No caso em que uma das empresas condenadas solidariamente é excluída da lide. constara-se rio..0019. 28. Recurso ordinário. ressaltou o e à concessão de prazo em dobro para recorrer. quia. SBDI-I. equivalendo.. do TST. Min. Ausência de previsão no ordenamento jurídico. Luiz Philippe mente. SBDI-I. Com peciais instituídas pelo Estado para a consecução de um fim de interesse público. a fim de que. no caso concreto. Inexigibilidade. portanto. embora não tenha o retorno dos autos ao TRT de origem. Acolhimento da preliminar ao agravo para. qual seja. lei. Vencido o Ministro Ives Gandra Martins Filho. .2013 (informativo n° 38) de de novo recolhimento apenas nas hipóteses em que haja alteração de instância. Dep6sito recursal.. SBDI-1. 15. a fim de que julgue o recurso ordinário pleiteado a sua exclusão da lide. por maioria. Avulso do Porto Organizado de Antonina (OGMO/A). ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS jurídica. conheceu do recurso de embargos. pelas demais empresas que integram a relação processual.. Inexigibilidade de posterior pagamento do dep6sito previsto no art. Assim. Com base nesse entendimento. e. à sua exclu- Vieira de Mello Filho. Não configuração. Terminais Portuários da -se que a alteração legislativa é pertinente ao preparo do agravo de instrumento.23. TST-E-ED-RR-87200-72. no mérito. 25. Recurso ordinário.2.9. o da reclamada como entender de direito. reformando o acórdão recorrido. Autar- preliminar de cerceamento de defesa acolhida. (Informativo n°2) Lacerda Paiva. consequence- Filho. TST-E-ED-RR-262000-94. o reclamado que. ceve a . -ED-AIRR-40140-31. por unanimidade. os valores podem ser qual o item III da Súmula n° 128 do TST excetua o aproveitamento do depósito alterados.0022. restabelecer a parte agravante dispensada de efetuar o depósito recursal previsto no § 7° do art.

. conheceu dos embargos por violação do art. ção e a assinatura do advogado. Absoluta coincidência com os originais os embargos declaratórios foram infundados e opostos com mrutto protelarono. Lelio Bentes Côrrea.. Assim. Assinatura digital. _Com mesmo advogado subscritor do recurso. Ives Gandra Martins Filho. por maioria. publica~do­ que prossiga no julgamento dos primeiros embargos de declaração do sindicato -se a intimação do reclamante para a respectiva sessão de julgamento.. Intuito protelatório. três linhas correspondentes a uma transcrição de aresto do STJ. TST-E- TST-E-RR-1141900-23. LV. rei. temas do recurso de embargos. conheceu dos embargos mter- rêa não se tratar de irregularidade formal. 12. 27.2014 (Informativo n° 74) e Renato de Lacerda Paiva. Outrossim. na medida em que a Lei no 9.800/99. por si só.9.496/2007. Na hipótese. decretando a nu!tdade LV. a parte protocolou a petição origi. Com a multa de 1% sobre o valor da causa e determmar o retorno dos autos a tutma esse entendimento. a fim de 512/513 e 519/520. Multa por litigância de má-fé. ora duas linhas. TST-E-RR-307800-59.5. juntados aos autos. de atos decisórios.10. Venctdos reclamante como entender de direito. Min. o julgamento foi suspenso em vir. a fim de que proceda a novo julgamento do recurso de revista do empregado. Renato de Lacerda Paiva. de modo que a É válida a interposição de recurso sem que haja absoluta coincidência entre a utilização dos instrumentos processuais pertinenres não caracterizaria. Entendeu o Ministro Lelio Bentes Cor. Ives Gandra Martins 20.TST-E-ED-RR-91600-02.2.. que não conheciam do recurso. Irregularidade formal. :i~1co .) (Informativo no 21) .0900. esse entendimento. Min. SBDI-l. -ED-AIRR-384240-64.2.. a SBDI-I.2012 (Informativo n° 26) Na hipótese em que a decisão recorrida consignou que a aplicação da _multa por litigância de má-fé decorreu da avaliação subjetiva do julgado~. a SBDI-I. SBDI- Aloysio Corrêa da Veiga e Dora Maria da Costa. rei. Renato de Lacerda Paiva. ao passo que o aresto trazido à colação estabeleceu a tese de que a aplicação da preensão da controvérsia. data constante da primeira e da última folha da petição do recurso..7.0036. Quanto ao mérito... Regularidade. No peticionamento eletrônico (e-DOC) o própric· sistema atesta a assinatura di- Não enseja irregularidade formal a transmissão do recurso de embargos por meio gital.12.. SBDI-l. reL Min. Preclusão consumativa. por unanimidade.2005. Transmissão incompleta.2002. leitura for possível identificar mitida nesta mesma data por fax.03. Multa por litigância de má:fé rude de pedido de vista regimental formulado pelo Ministro Lelio Bentes Corrêa.-r ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS -I 12.5. Data e assinatura diferentes do original. ficando prejudicado o exame dos demais os Ministros Brito Pereira. Alexandre de Souza Agra Ives Gandra Martins Filho. Com esse entendimen- pelo reclamante antes da vigência da Lei n 11.. implicaria exacerbação da forma. e.2008. no mérito. e assinatura distinta. a ausência dessas folhas 2010.0058. deu-lhes provimento para. petição encaminhada por fac-símile e os originais juntados aos autos..2014 (Informativo n° 76) Filho.9. conheceu dos embargos por enten- 162 163 1!. anulando os acórdãos de fls. Recurso. o prazo final para interposição dos embargos foi no dia 6 de dezembro de advogado (folha de rosto e última lauda).0016. rei. trans. prevaleceu o entendimento de que atri- transmitido via fac-símile estivesse incompleto. foram protocola. não se comideram extemporâneos os em- dos os originais.2005. na penulnma pagma. porque. Não incidência. Recurso enviado por fac-símile. não obstante o recurso para o deslinde da questão. por maioria.02.. sob pena de exacerbação do formalismo.. Na hipótese. Desnecessidade. No caso concreto. com fidelidade de conteúdo das razões recursais. Recurso interposto via e-DOC. por unanimidade. Transmissão via fac-símile.. e não c::mstam. conheceu dos embargos interpostos considerar ratificado.. Min.2002..2012 (No mesmo sentido.800/99 postos pelo reclamante por divergência jurisprudencia-l. conduta mcompanvel com a atual ststemanca inexistente. no mérito.5. ao não conferir com os originais apresentados. Fac-símile. para que examine os embargos de declaração como entender de direito. no _mérito. a SBDI-1. Maria Cristina Irigoyen Peduzzi Belmonte.ia. 18. 5o.. Filho.5. não se pode processual. SBDI-I.------------------~-~·--·------------~---· . Não configuração.0042. TST-E- conheceu dos embargos por divergência jurisprudencial. deu-lh:s exige identidade de conteúdo entre a petição transmitida via fac-símile e aquela provimento para afastar a irregularidade de repr~s~ntaçao. to. 20. afastada a mencionada irregularidade. após proferido o voto do relator.3.. Trechos suprimidos irrelevantes à com. 20. Ausência das folhas que trazem a identifica- . não impede o conhecimento do recurso se da sm.. deu-lhes provimento para. sem utilidade Não se aplica a preclusão consumativa ao caso em que. rei. da CF. exclUir da con~ena:ao recebida ulteriormente em juízo. por violação d~ art. relator. Brito Pereira.. buir à parte os encargos decorrentes de problemas na transmissão.5. vencidos os Ministros -ED-RR-177500-51. Recurso enviado por fac-símile e via e-doe os defeitos de transmissão identificados no fax não se mostrem relevantes para a apreensão da controvérsia. determinar o retorno dos autos à Turma de origem. no sentido de negar provimento ao embargos. Por fim.0 1. determinar o retorno dos auto! à turma de origem. e. os vícios que a parte indica. da CF. Em 7 de dezembro de 2010. "In que ausentes as folhas que normalmente trazem 1 identificação e assinatura do casu". Petição original não contêm ora uma linha. lves Gandra Martins .2012. 5°. SBDI-I. de modo que não pode ser tido por inexistente ou apócrifo o recurso em de fac-símile com data e assinatura diferentes do original interposto em juízo. a SBDI-I. a SBDI-I. Min. por maioria.12. protocolizada no prazo legal. conforme exige a Lei n° 9. desde que a litigância de má-fé. mas com data bargos de declaração opostos fora do quinquídio legal se o objetivo da petição de 7 de dezembro de 2010. Não caracterização. referida multa pressupõe o dolo da parte em atrasar o processo. co~venctdo de'q~e . -1. quando os pe- nal no prazo recursal. apesar de indicado o nome do era apenas alertar o Tribunal da incompletude dos primeiros declaratórios.8. e. das dez laudas do ~ec_urso. ED. o documento enviado por fax deve ser tido por quenos trechos suprimidos não impedem a correta c~mpreensão da COI~trové:s.2.

Renato de Lacerda Paiva.2012.dos autos à Sétima Turma a fim de que. TST-E-AIRR-418-60. por maioria. rei. origem para que. 18. a SBDI-I. Má aplicafáo. inclusive. no mérito. rei.5. (Informativo n°11) . a SBDI-I.0036..2. prossiga no julgamento do agravo de instrumento em recurso de revista como entender de direito.5. Min. no instrumento por ausência de fundamentafáo. lves Gandra Martins Filho. Despacho denegatório do recurso de revista que afasta as violafóes e a diver- o agravo de instrumento que apenas renova as violações apontadas encontra-se gência jurisprudencial apontadas com base no art. na medida em que o reconhecimento de eventual violação ou divergência jurisprudencial seria suficiente para afastar os óbices apon- tados pelo TRT.11. conheceu dos embargos por divergência jurisprudencial e. direito. Desnecessidade de insurgência contra todos os fundamentos. SBDI-1.2002.12. Contrariedade à Súmula n° 422 do TST. vencidos os Ministros José Roberto . Alberto Luiz Bresciani de Fontan Pereira e Dora Maria da Costa.06. Súmula n° 422 do TST. 896.2010. inferir em quais temas 22. afasta as violações de lei indicadas nas razões do ape- lo. Min. Min.E-ED-RR-879000-69.04. TST-E-AIRR-44900-45. No mé- Agravo de instrumento que impugna apenas o tema que se referia às violafóes rito. Ives Gandra Martins Filho. Súmula n° 422 do TST. admitindo-se. Regularidade formal que. Com esse entendimento. o aprecie como de Na hipótese em que o despacho denegatório do recurso de revista afasta as vio. parágrafo único.6.. ainda que protelatórios. "à' e "c" da CLT e devidamente fundamentado. É suficiente para elidir a incidência da Súmula n° 422 do TST a impugnação dos fundamentos de direito. José Roberto Freire Pimenta.2009. Filho. rei. p/ acórdão Min. Luiz Philippe Vieira ". Vencidos os Ministros Ives Gandra Martins Filho. mas apenas a aphcaçao No caso em que o despacho de admissibilidade do recurso de revista proferido da multa de 1o/o de que trata o art.6. por unanimidade. no caso. Apelo em que não se impugnam os fundamentos fáticos da decisão recorrida.2012. a Subseção deu provimento aos embargos ~ara afast~ da afastadas. no mérito.21.5.. Com esse posicionamento. deu-lhes provimento para determinar o retorno . (Informativo n°14) da CLT e nas Súmulas n°s 296 e 337 do TST não se faz necessária a insurgência contra todos os fundamentos. Luiz Philippe Vieira de Mello lei indicadas e aponta como óbice ao processamento a Súmula no 126 do TST.02. conheceu dos embargos por má aplicação da Súmula n° 422 do TST e. Decisão que não conhece do recurso por ausência de fundamenta- condenação a indenização por litigância de má-fé. por maioria. rei. Decisão que não conhece de agravo de dade.2008.. a SBDI-I. TST. relator. recurso e. deu . ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS der configurada a divergência jurisprudencial.0012. SBDI-1. Assim. Com esse entendimento.9. ao mesmo tempo. não sendo necessária a insurgência contra os fundamen- tos de fato aludidos na decisão recorrida.lhes provimento para determinar o retorno dos autos à Turma de incidência. tendo em conta 12..0025. do CPC. cabe ao TST.5. SBDI-1. Despacho de admissibilidade do recurso de revista que afasta as violafões de Freire Pimenta. e João Batista Brito Pereira.5. Luiz Philippe Vieira de Mello Filho.2012 (Informativo n°15) 164 165 . 28. o tema objeto do inconformismo do agravante referia-se apenas às violações afastadas e não ao óbice da Súmula n° 126 do TST. afastado o óbice da Súmula n° 422 do TST. a repetição das alegações trazidas nas razões da revista. afastado o óbice ao conhecimento do recurso. Não caracterizafáo.2012 (Informativo no 31) em análise realmente seria aplicável a vedação à reapreciação de fatos e provas e em que casos se estaria afastando as violações de lei. uma vez que a simples utiliza. não ensejao paga~en~o da indenização de 20o/o prevista no art. SBDI-I. re- lator. 896. na apreciação do agravo de instrumento. na espécie. ção. a obtenção de novo emprego por parte do empregado acidentado que postulava sua estabilidade provisória. Não mérito. pelo TRT aponta a Súmula n° 126 do TST como óbice ao processamento do -RR-183240-09. deu-lhes provimento para determi- nar o retorno dos autos à Turma de origem a fim de que julgue o recurso de revista. como entender de direito. conheceu dos embargos por má-aplicação do referido verbete e. § 2°. por unanimi- nas Súmulas n°s 296 e 337 do TST. 31. 538. !ações e a divergência jurisprudencial apontadas com b ase no art. red.. u.TST-E-ED. ção dos embargos de declaração. do CPC. Vencido o Ministro lves Gandra Mar- tins Filho. conclui-se que . a e c de Mello Filho.0012.

Comentários ao código j de processo civil.---~- 167 ------------- . 2009.:Tr. busca-se nova manifestação do Poder Judiciário sobre a matéria decidida. No entanto. 2009. do TST). 2. atual. p. ou seja. rev. p. BEBBER. 15. EFEITO OBSTATIVO O efeito obstativo consiste no impedimento do trânsito em julga- do da decisão. ed. Com efeito. 1. o trânsito em julgado fica postergado. Recursos no processo do trabalho. ed. tal efeito não existirá na hipótese de recur- so intempestivo ou manifestamente incabível. ed. 2. p. 260-261. e ampl.. sendo interposto o recurso. Teoria gemi dos recursos cíueis. Passamos a analisar cada um dos efeitos. Por esse raciocínio. para o TST. v. São Paulo: I. 1) extensão do efeito devolutivo 110 No senrido do texto: JORGE. 176. ~. 2010. Rio de Janeiro: Forense. o que afasta sua aplicação nos embargos de declaração: MOREIRA. 283. é possível concluir que todos os recursos são dotados do efeito devolutivo. entendendo que o efeito devolutivo someme rem aplicação quando há transferência para outro órgão. CAPÍTULO VI EFEITOS RECURSAIS A interposição do recurso gera diversos efeitos. 4. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. José Carlos Barbosa. Flávio Cheim. exceto se houver dúvida razoável (Súmula n° 100. Em sentido contrário. 5. III. EFEITO DEVOLUTIVO O efeito devolutivo é transferência ao JUIZO ad quem do conhe- cimento das matérias julgadas no juízo a quo. que produzem re- flexos práticos para o processo. Júlio César. vez que essa transferência é inerente aos recursos 110 • O efeito devolutivo deve ser analisado sob dois enfoques: da exten- são (dimensão horizontal) e da profundidade (dimensão vertical).

vem disciplinado nos §§ 1° e 2° do art. tos. atual._s parte deles. batório. a insurgência do § 2° Quando o pedido ou a defesa tiver mais de um recorrente poderá ser de todos os capítulos da sentença em que foi su. mesmo que o juiz a quo não ti- maticamente ao juízo ad quem todas as alegações. vale-transporte e indenização pelo dano mo- ral) sendo. pode beneficiar ambas as partes. nesse último caso. de extensão total. ainda que a sentença não as tenha julgado por aplicação do caput do art.. objeto de apreciação e julgamento pelo tribunal todas as questões suscitadas e discutidas no nada. portanto. 515 do CPC. documentos etc. especificamente ao re. suscitadas apenas no recurso ordinário. O efeito devolutivo. de modo que este poderá analisar todas as alegações. mesmo que a sentença não tivesse feito referência a algum deles. fun. § 1° Serão. independentemente convenceram o juízo a quo. decorrendo sempre da própria vontade do recorrente. o juízo ad quem não ficaria limitado às provas que tões dentro da quantidade impugnada (extensão). questões e provas que estavam ao alcance do juízo a quo. não poderá o revel levantar questões material deduzido em juízo. p. Assim. mesmo que a sen- ponha recurso ordinário. 515 do CPC. tantum devolutum quantum appelatum. Tal efeito. o juízo a quo tenha tido a oportunidade de analisar as questões. a extensão técnico do reclamante. decidiu pela existência da insalubridade. devolverá ao tribunal o conhecimento dos demais. Verifica-se que. da sentença (horas extras. que consagra a máxima romana inteiro. uma vez que o juízo a não façam qualquer referência ao mesmo" 111 • quo não pode fazer nenhuma apreciação sobre elas. no caso de revelia. 4. Tem-se. portanto. mas por documento apresentado pela própria empresa A profundidade do efeito devolutivo é aquela que devolve auto. laudos dos assistentes técnicos. mesmo que a decisão recorrida e o recurso novas. demais capítulos (horas extras e indenização pelo dano moral) serão o juiz afastou a conclusão da perícia e. vislumbra-se que a mera possibilidade em idêntica situação o juízo a quo e juízo ad quem no momento do de exame das questões pelo juízo a quo permite que o tribunal ()uízo julgamento. Caso a limitada. Na sentença. de modo que os condenada ao pagamento do adicional de insalubridade. com base no laudo do assistente acobertados pela coisa julgada. Flávio Cheim. poderá recorrer Exemplificamos para elucidar o referido parágrafo: A empresa foi tão somente do capítulo referente ao vale-transporte. permite-se que o órgão julgador possa se utilizar "de todo o quer dizer que. depoimen- É imprescindível que a extensão do recurso seja feita inicialmente. Exemplifica-se: A empresa é condenada ao pagamento de horas Verifica-se pelo § 1o que o órgão julgador poderá se utilizar de extras. em sua profundidade. rev. concluindo pelo provimento ou não do recurso. fundamentos levantados na inicial e na contestação para determinado in verbis: pedido. porém. 291. Por outro lado. pois. É imprescindível. ÉL!SSON MIESSA EFEITOS RECURSAIS A extensão do efeito devolutivo é a quantidade de matéria impug. Trata-se da processo. empresa apresente recurso ordinário. passando-se somente em seguida para a análise de sua profundidade. o tribunal poderá admitir a insalubridade não pelo laudo do as- 2) profundidade do efeito devolutivo sistente técnico. o tribunal poderá verificar todo o conjunto probatório (perícia. Teoria geral dos recursos cíveis. dente de trabalho. poderá insurgir-se contra todos os capítulos tença tenha se omitido quanto a algumas delas. (por exemplo. Dessa forma. 2009. e ampl. Caso o juiz reconheça a garantia de emprego com 168 169 . vale-transporte e indenização pelo dano moral. PPRA). ad quem) possa enfrentá-las no julgamento. fundamento e o juiz acolher apenas um deles. podendo reexaminar todo o conjunto pro- de manifestação. O que se busca co~ a profundidade do efeito devolutivo é colocar Com base nesse dispositivo. Exemplo: Reclamante postula a reintegração no emprego com o 111 JORGE. Isso ou seja. vesse citado o PPRA.). todas as questões suscitadas e discutidas do processo. que damentações. São fundamento de que era representante da CIPA ou porque sofreu aci- Paulo: Editora Revista dos Tribunais. Já o § 2° permite que o juízo ad quem possa analisar os diversos curso ordinário. ed. Caso ela inter. a apelação cumbente ou de apen::. fundamentos e ques.

por força de lei. Existe. está em idêntica situação em inominada 112 . sidente do tribunal ou ao relator. contudo. ou seja. São será requerido: Paulo: Editora Revista dos Tribunais. a qual equivalerá à concessão de efeito tado e legislação extmvagante. devolvendo 3. 112 O Projeto do Novo CPC. arual. dependem de manifestação da parte 113 • Parcela da doutrina. EFEITO SUSPENSIVO ao tribunal todos os fundamentos e questões debatidas no processo. que. p. rev. Nelson. 515 do CPC. quando o presidente do TST confere efeito suspensivo. 2009. porém. suspensivo ao recurso (Súmula n° 414. pública. O efeito suspensi~o impede a execução imediata da decisão recor. do TST). ou seja. salvo a hipóte- se contida no § 3° do art. poderão ser suspensos os efeitos da sentença por meio 113 NF. e ampl. 171 170 . NERY.d e ord em pu.i/ comen- de medida cautelar inominada. direcionado ao pre- que o juiz de 1° grau estava na ocasião do julgamento.192/01). acredita que esse efeito nada mais é do que o efeito devolutivo em sua profundidade. poderá o tribunal negar a garantia de emprego Nesse caso. quando já proferido o primeiro juízo de ad- missibilidade. Art. ainda que não translativo. 300. § 6° e art. ed. os recursos não são dotados de efeito o qual permite ao tribunal (juízo ad quem) julgar matérias de ordem suspensivo. De qualquer modo. a tese majoritária admite o efeito translativo. Sáo Paulo: RT. aprovado pela Câmara dos Depurados.. O pedido cautelar 114 JORGE. ao lado dos efeitos tradicionais dos recursos (devolu- ao Tribunal a apreciação dos fundamentos da inicial ou tivo e suspensivo). ÉLISSON MIESSA EFEITOS RECURSAIS base na representação da CIPA.701/88. 2010. rida. analisada a extensão do recurso (pe- dido de reintegração). o qual é decorrente do princípio inquisitivo. art. EFEITO TRANSLATIVO O efeito devolutivo em profundidade do recurso ordiná- rio. a Súmula no 393 do TST: telar. a analisar Nessa hipótese. 899. uma exceção: O recurso ordinário de sentença normativa (dissídio coletivo). ' como as questoes assim . Súmula no 393 do TST. contempla que pacho (Lei n° 7. ízo de admissibilidade recursal (Súmula n° 634 e 635 do STF). devidamen. único). a depender do disposto no regimento interno do tribunal. 11. 2) ao juízo ad quem. mesmo que a reclamante não levante esse fundamento nas contrarrazóes de recurso. o qual decidirá liminarmente sobre o pedido cau- No sentido do texto. 7°. put). não examinados pela sentença. o tribunal estará apto. estando ou não os autos no tribunal. parágrafo É interessante observar que. que se extrai do § 1° do art. 4. Código de processo cir. caberá agravo regimental. 850. bl'1ca I 14 . no exemplo. poderá ser feito por mera petição ou em conjunto com pela representação da CIPA. art.RY Jr. Teoria gemi dos recursos cíveis. ca. Flávio Cheim. 275. No processo do trabalho. Da decisão liminar. para conceder efei•o suspensivo ao recurso. será analisada pelo órgão competente para analisar o mérito do recurso. nada mencionando sobre a garantia I) ao juízo a quo (recorrido). Percebe-se. ed. dinário pela empresa. in- caso de pedido não apreciado na sentença. por serem conhecidas de ofício. todavia. transfere A doutrina. o pedido será formulado por meio de ação cautelar todos os fundamentos da inicial. trabalho. ao matérias de ordem pública. enquanto não houver o primeiro ju- pelo acidente do trabalho da reclamante. que passará a ser Utilizada 10. entendido como a possibilidade de o juízo ad quem julgar renovados em contrarrazões. 515. 14 da Lei n° a tutela antecipada de natureza cautelar e amecedence. Não se aplica. I. que. te comprovadas. contempla que os recursos possuem ainda o efeito da defesa. Efeito devo- lutivo em profundidade. independentemente de provocação da parte.. na hipótese de recurso or. 515 do CPC. do CPC 4. § 1°. pelo jdzo ad quem (art. Recurso ordinário. Rosa Maria de Andrade. na medida e extensão conferidas em seu des. tendo efeito meramente devolutivo (CLT. mas admiti-la com base no acidente de o recurso interposto. p. em situações excepcionais.

no agravo de instrumento e no recur- ordem pública e interesse social. ou 172 173 . Carlos Velloso.029/MS. 1a Turma.1 0. mesmo que se trate de matéria de ordem pública. 2a Turma. Al-AgR 633. Nesse sentido. como da valorização do trabalho e do extraordinária se submetam ao prequestionamento. dos recursos de revista. rei. nesses recursos. nos casos previstos em lei. ainda que desfavor dos direitos sociais laborativos.597-77. de do esgotamento do prazo para seu exercício. A prescrição O C.2012. RECURSO DE REVISTA. por exemplo. TST não contemplou a aplicação de ofício da pres- Discute-se a incidência desse efeito nos recursos extraordinários crição ao processo do trabalho. É necessário o prequestionamento como pressuposto de da norma mais favorável e da submissão da propriedade admissibilidade em recurso de natureza extraordinária. vilista entra em choque com vários princípios constitu- cionais. INCOMPATIBILIDADE COM O PROCESSO DO TRABALHO. o C. 219. de legitimar a atuação do TST 115 • 5.4. Pressuposto de admissibilidade em CLT). torna-se clara a incompatibilidade do novo dis- Orientação Jurisprudencial no 62 da SDI . Ricardo Lewandowski. o que provocaria a incidência do efeito so ordinário. Ministro Mauricio Godinho Delgado. a OJ 62 da SDI-I do TST: no TST.11. DECLA- térias de ordem pública. É que. inclusive quando se tratar de matéria de ordem trabalho a nova regra processual inserida no art. Segundo a jurisprudência que se pacificou pública. não se mostra compatível com o processo do mente pelo recorrente. a novel regra ci- se trate de incompetência absoluta. § 5°. Pronunciamento ex officio da prescrição O efeito regressivo é a possibilidade de o juízo se retratar da deci- O art. por atuar em desfavor aos direitos sociais. e 769 da Prequestionamento. de são. 3a Turma. à sua função socioambiental. ofício. o caso da incompetência absoluta. Necessidade. o recorrente deverá expressamente demonstrar sua insurgência no recurso de natureza extraordinária. Corte Trabalhista: passa essa questão.0004.1. vez que tal norma é incompatível com como é o caso. Nesse perior sobre as matérias previamente decididas e levantadas expressa. RAÇÃO DE OFÍCIO. da proteção. segue ementa de decisão da recursos.5. Recurso de revista conhecido e provido. Nesse sentido. como da valorização do trabalho e do emprego.I do TST. que pos- gos para a SDI e do recurso extraordinário para o STF. 6. quando interposto contra indeferimento da petição inicial translativo dos recursos.2007. 219. Isso ocorre porque consiste em meio de extinção da pretensão. exigindo decisão emprego. j. 8°. O efeito expansivo consiste na possibilidade de a decisão do recurso Min. como é RR. reconhecendo tal pressuposto. a prescrição". contexto. DEJT 13. EFEITOS RECURSAIS ÉLISSON MIESSA Contudo.2005. (CPC. EFEITO EXPANSIVO 115 No mesmo sentido é o entedimenco do STF. Passou a prescrição a ter contornos de matéria de É o que ocorre. do CPC estabelece que "o juiz pronunciará. Assim. a prescrição de ofício não teve acolhida nessa seara. § 5°. somente há manifestação do Tribunal Su. além Parte da doutrina entende que. contrariando o princípio da proteção. Rei. positivo com a ordem justrabalhista (arts. suem natureza alimentar. atingir matérias não impugnadas e/ou sujeitos que não recorreram. EFEITO REGRESSIVO 4. além do próprio princípio ainda que se trate de incompetência absoluta. trata-se de pressuposto recursal específico desses sua função socioambiental. a finalidade de preencher o pressuposto do prequestionamento capaz por incompatibilidade com o sistema trabalhista. Desse modo. 2.12. com Nesse contexto.188/MG. j. embar- a seara trabalhista. no processo do trabalho.2010. art. do CPC. PRESCRIÇÃO. Min. 296).TST adotou posicionamento contrário. em virtu- para o TST. da norma mais favorável e da submissão da propriedade à prévia acerca do tema. embora os recursos de natureza de princípios constitucionais. o tribunal ultra. rei. 12. Al-AgR 5050. podendo a partir daí conhecer todas as demais ma. ao determinar a atuação judicial em franco apelo de natureza extraordinária.

v. efeito expansivo subjetivo. no mérito: interno: quando atinge capítulos não impugnados no recurso da decisão recorrida. a equiparação salarial e as horas extras. Exemplo: no caso de litisconsórcio unitário. § 1°. há efeito rescindente e não efeito subs- titutivo118. Exemplo: Sentença julga procedente pedido de equiparação sa- Portanto. ção. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. Leonardo José Carneiro da. 174 175 . Bahia: JusPODIVM. 117 Art.. RELACIONADAS AO CAPÍTULO rial e hotas extras. Não se aplica. Nesse caso. Teoria Geral dos Recursos. in verbis: • Efeito expansivo objetivo: ocorre quando o julgamento do re. Nesse caso. O efeito devolutivo em profundidade do recurso ordinário. 512. 515 do CPC. Art. Recurso contra sentença normativa. o recurso interposto por um devedor aproveitará aos outros. Recurso ordinário. Nelson. todavia. ou dos capítulos impugnados. . b) for provido para reformar a decisão. O recurso interposto por um dos litisconsortes a todos aproveita. externo. dando provimento ao recurso. Súmula n° 393 do TST. Súmula n° 279 do TST. salvo se distintos ou opostos os seus interesses. Será: Esse efeito ocorre quando o recurso for conhecido e. 2014. 475-0. do CPC. o julgamento do recurso pode produzir decisão mais abrangente 7.. ou seja. litispendência. ed. quando as cessual civil: Meios de impugnação às decisões judiciaJs e processo nos tribunais. 373. 8. O julgamento proferido pelo tribunal substi- curso atinge matérias não impugnadas. pressupõe decisão meritória. Parágrafo único. Fredie. Cassação A cassação de efeito suspensivo concedido a recur'o interposto de sentença nor- mativa retroage à data do despacho que o deferiu. será atingida a execução provisória que fica sem efeito. 2010. Ed. 116 NERY ]r. 7... pronunciamento de larial e horas extras. 509 117) . transfere ao Tribunal a apreciacão dos fundamentos da inicial • Efeito expansivo subjetivo: quando o julgamento do recurso ou da defesa. todos os demais capítulos da decisão são atingidos. Efeito suspensivo. Em grau de recurso ordinário.· ou seja. Em grau de recurso ordinário. ao caso de pedido n~::> apreciado na sentença.rI ÉLISSON MIESSA EFEITOS RECURSAIS seja. EFEITO SUBSTITUTIVO do que o reexame da matéria impugnada 116 • O efeito substitutivo do recurso estabelece que a decisão proferida É classificado em efeito expansivo objetivo (interno e externo) e no recurso (juízo ad quem) substituirá a decisão recorrida (juízo a quo). Na hipótese de provimento do recurso para anular a decisão im. salvo a hipótese contida no § 3° do art. pugnada (error in procedendo). 512 do CPC. do CPC nos termos do art. razões. SÚMULAS DO TST E ORIENTAÇÕES JURISPRUDENCIAIS Exemplo: Sentença julga procedente pedido de equiparação sala. Art. 456. defesas opostas ao credor lhes forem comuns. .. Curso de direito pro- passiva. o recurso de um bene- ficiará mesmo aqueles que não recorreram (CPC. II. 3. mas interdependentes (não autônomo) a) não for provido. art. conforme disciplina o art. 8. ainda que não renovados em contrar- abrange sujeitos que não recorreram. a empresa alega mérito do recurso.. o tribunal lhe dá provimento para afastar a condena. p. Havendo solidariedade 118 DIDIER Jr. que se extrai do § 1o do art. podendo ser interno ou tuirá a sentença ou a decisão recorrida no que tiver sido objeto de recurso.. Efeito devolutivo em profundidade. CUNHA. 509. externo: quando atinge outros atos praticados no processo que são externos e posteriores à decisão impugnada. sendo iniciada a execução provisória. 515.. p. 515 do CPC. não examinados pela sentença. o que é acolhido pelo tribunal.

ficando excluída.. análise. conheceu dos embargos. por unanimidade. além de apresentar matena fanca idennca em 9. à sustação do ato atacado. por divergência jurisprudencial. (Informativo n°13) 177 176 t --------------------~~-~.20 12. do CPC). mesmo que não suscitada em contrarrazões. Com esse entendimento. pois ambos visam. do TST. a prejudicial de prescrição arguida em contestação e não examinada em sentença que julgou improcedente a recla- mação trabalhista é automaticamente devolvida ao exame do colegiado quando do julgamento do recurso ordinário do reclamante.. Não acguição em contcacrazões. Prescris. por ausência de interesse de agir. Orientas. Extingue-se. (Informativo n°15) Na hipótese em que a primeira condenação imposta ao reclamado ocorre em sede de recurso de revista..3. _51? do EFEITO DEVOLUTIVO CPC ampliou a possibilidade do julgamento Imediato ~a hde. Questão de fundo já d~c~dida pela instân- de interesse. Em face do princípio da ampla devolutividade.11 do TST. EFEITOS RECURSAIS ÉLISSON MIESSA 9. Lelio Bentes Corrêa.--·-*-·· . Min.12. no mérito.0005. Min. Supressão de mstancta ou Julgamento extra contra decisão proferida em mandado de segurança. Vencidos os Mi- nistros· Aloysio Corrêa da Veiga. a Subseção.2006..1993. 26.ão. Min. 8. que Ja fora decidida pelo Tnbu- flitantes e inconciliáveis passem a reger idêntica situação jurídica. e. §§ 1° e 2°.5. Ives Gandra.1.6..5.ão e não analisada em sentença. Príndpio da ampla devolutividade. nal Regional e transitada em julgado em relação a um dos. Ausência AR. Primeira condenação imposta ao re- -AR-2653-67. Incabível. I.17. julgou improcedente a pretensao re~ci~ona. procede ao imediato exame da questão de fundo. a SBDI-I. Ação cautelar.2000. clamado em sede de recurso de revista. conheceu do recurso de embargos e. à unanimidade. Pos- sibilidade. sem julgamento A SBDI-II entendeu não caracterizar supressão de instância ou julgamento extra do mérito. o processo. ~ut~r~s. Necessidade de exame.82. TST-E-ED- -ED-RR-669206-29. Exame em sede de recurso ordinário do reclamante. a SBDI-I. para evitar que decisões judiciais con. vencido o Ministro Ives Gandra Martins Filho.. (Informativo n°1) . Renato de Lacerda Paiva.mo~ e _prmu~a e de fatos em É incabível medida cautelar para imprimir efeito suspensivo a recurso interposto relação a todos os litisconsortes. Arguição em contestas.12. Consignou. em respeito ao princípio da ampla devo- lutividade (art. deu-lhes provimento para determinar o re- torno dos autos ao Tribunal Regional de origem a fim de que.00.ão Jurisprudencial n° 113 da SDI . Brito Pereira. TST- .0036.2012. rel. Com esse posicionamento. Efeito suspensivo ao recurso ordinário em mandado de segurança. Julgamento imediato da lide. deu-lhe provimento para pronunciar a prescrição da pretensão quanto às parcelas exigíveis anterior- mente a 12.ão. aprecie o fundamento da defesa relativo à prescrição bienal. INFORMATIVOS DO TST RELACIONADOS AO CAPÍTULO relação a todos os litisconsortes. SBDI-II. Identidade de causas de pedir re. SBDI-I. julgando novamente os embargos de declaração. Presccis. pois. parágrafo único. que o _§ 3o ~o art. ar- guida oportunamente na contestação. ~o~ ~esma causa de pedir remota e próxima. Inocorrência. Extinção cia de origem. afasta~'do a pres~r~ção declar~da. Horácio Raymundo de Senna Pires e Dora Maria da Costa.. ~ind~. por consequência lógica.5. Pedro Paulo Teixeira Manus. do CPC. cabe ao colegiado o exame da prejudicial de prescrição. n:~ resmngmdo aos casos em que houve extinção do feito sem resoluçao do_ ment?.6. perita a hipótese em que a decisão rescindenda. rei. nos termos da Súmula n° 308.0000. 515. 14. por maioria. no mérito.ão suscitada em contestas. rei. a multa nele aplicada com base no art. 538. em última petita. TST-E-RR-589200. J:?essarte.2011. SBDI-I. por maioria. Renato de Lacerda Paiva.8. Príndpio da ampla devolutividade. Teoria da causa madura .

Trata-se de vício insanável. é necessário o prequestionamento. na primeira oportunidade em que tiver que se manifestar nos autos. por sua vez. Exemplo: sen- tença assinada por quem não é juiz. 179 . A nulidade relativa. A nulidade absoluta ocorre quando há violação de norma de in- teresse público. Exemplo: ajuizamento de ação perante juízo absolutamente incompe- tente gera.I do TST). não havendo alegação. isto é. a nulidade dos atos decisórios. Nesse caso.:. o vício se con- valesce. exige-se o requerimento da parte para que haja declaração. podendo ser pronunciada de ofício. Nesse ponto. inclusive. Ademais. nulidade relativa e irregularidades. a incompetência absoluta não pode ser alegada pela primeira vez nos recursos de natureza extraordinária. Atos inexistentes são aqueles que não possuem os elementos mí- nimos para sua formação. decorre da violação de norma de interesse das partes. nulidade absoluta. não poderá mais ser alegado. permitindo às partes a segurança jurídica do processo. a qualquer ten1po. no entanto. qt. A ausência de tais formalidades dá origem aos chamados vícios dos atos processuais. que são classificados nas seguintes espécies: inexisten- tes. É o vício de maior gravidade.e pode ser reconhecido de ofício pelo juízo ou por meio de requerimento. VÍCIOS PROCESSUAIS: CLASSIFICAÇÃO O processo do trabalho é pautado pelo prír"cípio da simplicidade. não afasta a necessidade de se observarem determina- das formas descritas na lei. ainda que se trate de incompetência absoluta (OJ n° 62 da SOl. Noutras palavras. nos recursos de natureza extraordinária (recurso de revista e embargos para a SOl). CAPÍTULO Vll NULIDADES 1. o TST entende que. embora a incompetência absoluta gere nulidade absoluta. Isso. é importante destacar que.

constata-se o princípio da convalidação ou preclusão.. os quais passamos a analisar pontualmente.2. ou seja. a parte. sensu. por outro lado. O art. não se admite que seja novamente realizado. 249. se o ato. de declaração. 794 da CLT estabelece: a) temporal: quando a perda decorre da não realização do ato em Art. 794 . Exemplo: folhas numeradas de modo incorreto.. no sentido de que a nulidade deve ser ale- 2. "quando puder decidir do mérito a favor da parte a quem sendo o ato considerado válido.. Princípio da convalidaç:ão ou preclusão pelo magistrado (CPC. ou suprir-lhe a faltà' (art. ] da nulidade.ta. é obrigatória a declaração serão considerados nulos os atos decisórios.Ncs processos sujeitos à apreciação da Justiça determinado prazo. independentemente lidade fundada em incompetência de foro. relativas. b) consumativa: realizado o ato (consumado). Noutros termos. atenta-se para o fato de que as nulidades processuais. [. art. aplicando-se o princípio da instrumentalidade das formas. com a incompetência relativa. as quais deverão argui-las à primeira vez em que tiverem de falar em audiência ou Por fim. ele não será declarado nulo. A preclusão pode ser: O art. diante provocação das partes. No caso do art. É o que acontece. o prejuízo é presumido.penas quando se tratar de nulidade relativa. também de- nominado de transcendência. CPC). obrigatoriamente. por exemplo. do Trabalho sõ haverá nulidade quando resultar dos atos inquinados manifesto prejuízo às partes litigantes. A contrário incompatível com um ato anterior. Trata-se de instituto que busca impor que o processo sempre cami- 2.Deverá. § 2°. 795.. 795 da CLT declina: Antes de finalizar esse tópico. aproveite a declaração da nulidade. Nesse caso. Preclusão consiste na perda da faculdade de praticar um ato proces- sual. deve alegar a nulidade na primeira ocasião O prejuízo deverá ser concreto. Caso o reclamado não a alegue no prazo da resposta (primeira oportunidade Cabe registrar que ?arte da doutrina entende que o princípio do que tem para se manifestar nos autos). Ultrapassado esse momento. impedindo retornos indesejados.. de maneira prejuízo tem aplicação .:. nos autos. atingindo o ato o seu fim. devem ser declaradas. ou seja. cumpre fazer duas observações quan- to ao§ 1° do art. 180 181 . no direito mate- § 1° . ÉLISSON MIESSA NULIDADES Já a mera irregularidade é o vício que não gera nenhum efeito para Art. causa. vez que não gerar prejuízo. sob pena de preclusão. haverá preclusão. 245. entretanto. a parte perde a oportunidade de alegar a nulidade. Pela análise do caput do aludido artigo. em que se manifestar nos autos. gatoriamente. o ato será convalidado.1. inspirado no sistema francês pas de nullité c) lógica: não se permite que a parte pratique um ato posterior o sens grief. Ademais. já que as nulidades absolutas devem ser declaradas de ofício 2. efetivo. 795 da CLT tem-se a preclusão temporal. que significa que não há nulidade sem prejuízo. o juiz não a pronunciará nem man- dará repetir o ato. No processo.. ser declarada ex officio a nu- rial fala-se em nulidades de pleno direito. 795 -As nulidades não serão declaradas senão me- o processo. processo.. O referido artigo versa sobre o princípio do prejuízo.. obri. não há falar em pre- Consigna-se que tal princípio se aplica tão somente às nulidades juízo. vez que o juízo inicialmente incompetente passa a ser competente para a que. De qualquer modo. PRINCÍPIOS DAS ~ULIDADES PROCESSUAIS gada na primeira oportunidade em que a parte tiver que se manifestar A CLT elenca diversos princípios que devem ser observados no nos autos. . parágrafo único). na nulidade absolt. mesmo que não tenha observado as prescrições legais. Princípio da transcendência (prejuízo) nhe para frente.

a. Júlio César. 189. O ordenamento trabalhista. Cria. ou seja. descrita no referido parágrafo. um momento de juiz na audiência. se manifestar acerca da nulidade relativa na primeira oportunida- pressupõem "a prévia apresentação de protesto específico contra a deci- de em que tiver que falar na audiência ou nos autos. de preclusão. Explico. No entanto. deve. Nesse contexto. acompanhando a jurisprudência. declinan- do no art. pugnação. unicamente a incompetência absoluta decisão final (CLT. portanto. 182 183 . Desse modo. que depende de requerimento nação é no recurso da decisão definitiva ou terminativa. ÉLISSON MIESSA NULIDADES O referido artigo foi atécnico ao mencionar que será declarada ex Para outros. Isso porque. Por fim. ou seja. forma técnica. decisão definitiva ou terminativa. São Paulo: LTr. Desse modo. poden- 2. 796. ficando a fundamen- tação para as razões finais ou até mesmo no momento do recurso da O princípio da economia processual vem estampado no art. O que ele pretendeu foi apenas pontuar um caso de decla. por força do princípio da convalidação. Recursos no processo do trabalho. deve ser entendida como foro criminal. ração de ofício. 4. Com efeito. § 1°.3. as razões do protesto têm de ser apresentadas na apelação Nesse caso.1. sob pena passou a adotar a figura do protesto. que nenhuma utilidade '! nulidades. desnecessária a criação do protesto. podendo fundamentá-lo posteriormente nas razões finais. porém. 119 BEBBER. portanto. não concordando com determinado ato praticado pelo ou nas contrarrazões de apelação". o momento de falar nos autos: na audiência ou nas razões finais? protesto é obrigatório. Princípio da economia processual do ser formulado de forma simples na audiência. 2014. o qual dispõe que a nulidade não será pronunciada quando for possível suprir-se a falta ou repetir-se o ato. tese será reforçado com o advento do Novo Código de Processo Civil. o qual impõe que a parte ao agravo de instrumento serão impugnadas na apelação.fficio. trata-se de incompetência absoluta. não havendo necessidade do protesto. não nos parece lógico impugnar o ato. existindo qualquer nulidade absoluta ela Temos que reconhecer. a praxe forense são no primeiro momento que couber à parte falar nos autos. a palavra foro. de qual é o exato primeiro Para a doutrina majoritária. até hoje existem no processo do trabalho. 2. parte da doutrina entende que apenas tal hipótese poderá que tais decisões seriam impugnadas no momento da impugnação da ser &clarada ex o. dependendo todas as demais nulidades de provocação 119 • teralmente qual a ocasião em que poderão ser impugnadas. Ademais. a parte deverá se valer do protesto para que não ocorra impugnação e outro de fundamentação. que o entendimento da primeira poderá ser declarada de ofício. a CLT contemplou expressamente de ofício. não é pacífica acerca do tema. que algumas nulidades sejam saneadas. o projeto deveria ser mais claro. ou seja. incompetência de foro é a incompetência territorial que. descreveu li- pode ser declarada de ofício.fficio a nulidade fundada em incompetência de foro. ao processo. cessário o protesto. já declinando o ordenamento o momento ade- O presente dispositivo legal é incapaz de alterar a sistemática das quado. Quanto ao momento de im- a preclusão. Protesto É que o projeto passa a fazer referência expressa ao protesto. de finais. que A doutrina.2. parte final). mas fundamentá-lo posterior- Pensamos de forma diversa. Con- indesejadas do processo. ao restringir a impugnação imediata das decisões interlocutórias. 1. Pensamos que essa tese está com a razão. para não gerar dúvidas. terá no processo. cível ou trabalhista. sendo desne- da parte. Permite-se.022 §§ 1° e 2° que as decisões interlocutórias não sujeitas Com base no princípio da convalidação. ed. é incompetência relativa. art. da CLT. a primeira oportunidade de se manifestar é nas razões o. há os que entendem que o momento adequado de impug- na realidade. porém. como forma de dar celeridade p. inclusive com fundamentações desnecessá- siderando que somente o parágrafo único dispõe sobre a declaração rias no seu curso. teve como obje:ivo afastar paralisações A segunda observação diz respeito à amplitude desse artigo. 893. mente.

evitando-se. 237. Surge assim o chamado princípio da congruência ou adstriçã. veda-se que o Judiciário possa conceder pedido diverso ou A declaração da nulidade do ato processual deve ser útil para 0 superior ao formulado. 797 da CLT: da ação. "b". Além disso. VÍCIOS NA DECISÁO Tal princípio aplica-se apenas à nulidade relativa. ÉLISSON MIESSA NULIDADES 2. O princípio do interesse consiste na proibição da alegação da pró. Curso de Direito Processual do Trabalho. que foi pedido. 2012.5. Princípio da instrumentalidade das formas Exemplo: empregado ingressa com a reclamação trabalhista pleite- Em regra. Desse b) quando arguida por quem lhe tiver dado causa. como aquém do pedido (CPC. 128 e 460). Durante a instrução do pro- determinada (CPC. Rio de Janeiro: Forense. p. des- 2. a legislação exi- cesso. jurisdicional 121 . prescreve o art. 798 da CLT: julgamento extra petita. caracterizando-se. esta Art. se- A~emais. os atos e termos processuais não dependem de forma ando férias. nal noturno. deve o juiz declarar quais Haverá julgamento extra petita quando a decisão julgar fora do atos foram atingidos (CPC. Gustavo Filipe Barbosa. assim. pode o ato ser reputado válido. quando possível. O mesmo vício ocorrerá quando julgar sujeitos que não participaram do processo. 120 GARCIA. processo. da CLT: Trata-se do chamado princípio da instrumentalidade das formas. No entanto. mesmo o ato que não tenha observado a forma prescrita em lei. ] mas como meio para se alcançar o objetivo do ato processual. · declarará os atos a que ela se estende. 154). art. O princípio da inércia estabelece que o Poder Judiciário somente poderá se manifestar acerca do que foi provocado. Princípio da utilidade se princípio. sob pena de proferir julgamento extra petita. se. as partes têm direito à prestação Nesse sentido. fo'ra ou postenores que dele for dependente (princípio da causalidade). A nulidade não será pronunciada: qual impõe que a forma não pode ser vista como um fim em si mesmo. Princípio do interesse mesmo que haja determinação legal. 121 Princípio da inafastabilidade do controle jurisdicional. a declaração da processo. Art. 796. A nulidade do ato não prejudicará senão os posteriores que dele dependam ou sejam consequência. porém. impondo ao Judiciário o dever de julgar o méri~o do pio do aproveitamento). desse adicional. mas atingiu sua finalidade. Nesse caso. preencher sua finalidade essencial. será considerado válido. Com efeito.1. modo. o Art. ao pronunciar a nulidade do ato. Em certos casos. deve-se buscar aproveitar os atos praticados (princí. 798. uma vez provocado. ultra petita e citra petita. Julgamento extra petita Assim.6. vez que a nulida- de absoluta cabe ao juiz decretá-la de ofício. 3. 797. Em decorrência. O juiz ou Tribunal que pronunciar a nulidade fica eivada de nulidade. 796.. declina o art. 3. pois está restrito aos três pedidos formulados na inicial. 2. Isso significa que aquele que deu causa à nulidade processual não poderá argui-la posteriormente. 184 185 . como declina o art.4. 249). arts.o. o juiz não poderá deferir o pagamento. fica comprovado que o empregador também não pagava adicio- ge determinadas formalidades para a realização do ato. a nulidade de certo ato processual somente atingirá os gundo o qual o magistrado não pode proferir sentença além. quando presentes os pressupostos processuais e as condições nulidade 120 • Desse modo. art. décimo terceiro e horas extras. pria torpeza. caso haja pedido não analisado na sentença. realizado de outro modo. [..

na inicial e na defesa. coisa julgada e anteciparão dos efeitos da tutela.. o objetivo de anular a teando indenização por danos materiais no valor de R$ 5. em regra. Daniel Amo rim Assumpção. OLIVEIRA. salvo se existirem capítulos independentes.2. com base no art. Admite-se ainda o recurso de revista por violação Durante a instrução do processo. Do mesmo modo. doutrinador Daniel Amorim Assumpção Neves: 187 186 .00.000. preservando-se os demais 122 • ambos do CPC. por fim. por violação dos art. ed. direito probatório. 2. do CPC no caso de recurso O julgamento será citra petita quando a decisão julgar aquém do ordinário. 485.I ÉLISSON MIESSA NULIDADES A decisão extra petita se submete ao recurso ordinário. com fun. sob pena de proferir julgamento ultra petita. Rafael. em vista que. na cumulação subsidiária. tendo capítulos. montante de R$ 7. Exemplo: empregado ingressa com a reclamação trabalhista plei- damento no error in procedendo. com fundamento no error in procedendo. Julgamento citra petita razão. na cumulação al- ternativa a procedência de qualquer um dos pedidos faz com que os 122 DIDIER Jr. bas. BRAGA. 8. A anulação da decisão Há. No mesmo sentido. a decisão extra petita pode ser impug- fundamentações levantadas na defesa. 348. decisão judi. por violação aos arts.00. estando o processo pronto para julgamento. ria. o juiz fica limitado ao valor de R$ 5. de maneira que a anulação da Igualmente ao disposto na decisão extra petita. havendo cumulação sucessiva de pe- juiz analisa a tutela jurisdicional pretendida. impõe-se a invalidação de toda a decisão. 5.000. deixar de julgar algum pedido (for omissa). ou seja. após o trânsito em julgado caberá ação rescisó- e apenas quanto a um deles se mostra extra perita. não havendo pois decisão citra petita. deixando de julgar o décimo terceiro e as horas extras.00. ciaf. ed. ou ainda quando deixar de enfremar a causa de pedir ou as Após o trânsito em julgado. 91. de modo que. Tal vício está ligado à quantidade indicada pelo autor. portanto. a procedência do pedido principal torna prejudicado o posterior. O mesmo o postulado. admite a aplicação do art. Destaca-se que parte da doutrina 123 . não já o que se possa ser aprovei- tado. Manual de direito processual civil. a improcedência do pedido anterior afasta a necessidade de jul- maior do que a postulada. a depender da interdependência dos acontece. ocorrerá quando deixar de resolver a demanda sobre todos os sujeitos processuais. V. 128 e 460 do CPC. julgamento citra petita. Exemplo: empregado ingressa com a reclamação trabalhista plei- teando férias. Rio de Janeiro: Forense. tará que se anule o capítulo viciado. também nesses casos. nada pela via da ação rescisória. 2013. mas concede quantidade didos. fica comprovado que o dano foi no aos arts. do CPC. 128 e 460 do CPC. 515. sentença proferida. Julgamento ultra petita férias. Curso de direito procesmal civil: Teoria da prova. teoria do procedente. Se isso poderá ser integral ou parcial. Nessa hipótese. E. a anulação buscará invalidar toda a decisão. décimo terceiro e horas extras. p. o Atente-se para o fato de que. o julgamento extrapolação seja suficiente para afastar o vício sem atingir os demais ultra petita se submete ao recurso ordinário ou ao recurso de revis- capítul~s. o tribunai poderá rejulgar a causa ou extirpar o capítulo que extrapolou pedido.3. Tem. Naturalmente. demais fiquem prejudicados. Paula Sarno. proferirá Diz-se ultra petita a decisão que houver julgado além do pedido. Quanto ao enfrentamento dos fundamentos relevantes levantados 2013. Nesse caso. 128 e 460. com a qual pensamos estar a 3. gamento do pedido sucessivo. Se o juiz julgar apenas as 3. São Paulo: Método. v. esclarece Fredie Didier Jr: ta. p. Salvador: jusPODIVM. § 3°. ou seja. Fredie. cumpre trazer em relevo as lúcidas palavras do 123 Bedaque apud NEVES. error in procedendo.000. se a decisão contém vários capítulos Do mesmo modo.

11 do TST. 723. decline sobre ela no dispositivo. ainda que não orientação. Manual de direito processual civil. (grifo nosso) fundamentos de defesa. ed. 2. 353. como dispõe a parte final da Súmula n° 393 do TST. Recurso ordinário. não estando sa julgada material forma-se em torno do dispos~tivo ~a ~entença1 de obrigado a enfrentar todas as alegações feitas pela parte a modo que. dessa forma. Daniel Arnorim Assumpção. Sentença "citra petita''. Daniel Amo rim Assumpção. mas não há obrigatoriedade de enfrentar todas as alegações feitas pelas partes a respeito Transitada em julgada a decisão citra petita. 5. causas de pedir e pótese contida no § 3° do art. OLIVEIRA. objeto de ação rescisória a sentença citra petita. 2. in verbis: Observa-se que 0 C. ' 188 189 ~ . art. uma vez que se a parte não interpuser os embargos de declaração? é dever do Estado prestar a tutela jurisdicional nos termos postul~dos. admitindo-a inclusive no ca:o de de- lutivo em profundidade. 125 DIDIER Jr. o vício processual de natureza extraordinária. 2010. 127 NEVES. 126 Klippel. 28.: de Janeiro: Forense. 2013. . coisa julgada e antecipação dos efeitos da tutela. 8. como se depreende das lições 124 NEVES. O órgão jurisdicional deve enfrentar e admite 0 cabimento da ação rescisória. Art. a doutrina majoritária entende que a não interposição como estabelece o TST na OJ n° 41 da SDI-II. BRAGA. Manual de Direito Processual Civil 128 Com 0 mesmo posicionamento disciplina o ST]. mas deixar de verificar um dos fundamentos de ataque ou de defesa. p. porém. Antônio Adonias. em decorrência do prequestionamento. o magistrado não está obrigado a analisar pontualmente tença. 897-A).. buscando interpretar o alcance da preSente da defesa. AR 687/SE. havendo omissão quanto a algu~ pe~~do. tornando-a passível de desconstituição. ainda que não opostos embargos de- O C. 515 do CPC. Rodrigo. Salvador: Juspodivm. falecendo-lhe. não estará presente no dispos. da ação rescisória nessa hipótese.03. v. 515 do CPC. 3• ed. a seguir transcrita: dos embargos é incapaz de gerar preclusão 125 . TST. Nesse caso. vantado no recurso principal. 2013. 128 e 460 do CPC (princípio da congruência). entende de forma diversa. respeito dessa questão. -~·' . ou seja. porém. Isso porque é cediço que a COi- decidir a questão colocada à sua apreciação. impondo a interpo- claratórios. p. 3" Seção. com base na violação gos de declaração. =---------·. ed. transfere ao Tribunal a apreciação dos fundamentos da inicial ou A doutrina. decisão judi- cial. mas deve verificar todas as ques- da ação rescisória127 • tões (pontos controvertidos) colocadas à sua apreciação. Thereza de Assis Moura. Rafael. ÉLISSON MIESSA NULIDADES É importante a distinção entre enfrentamento suficiente renovados em concrarrazões. ao e enfrentamento completo.2008.o na sen- Portanto. bastando que contenha a decisão obrigatoriamente. São Paulo: Método. volume único. interesse de agir para o aJUizamento cada uma alegações feitas pelas partes. Curso de direito processual civiL· Teoria da prova. j. o Tribunal Superior do Trabalh o a mite que sep O julgamento citra petita deve ser impugnada por meio dos embar. '. Não se aplica. rio. de Janeiro: Forense. teoria do procedente. vez que há omissão na decisão (CLT.. Rio 2013. No entanto. a interposição dos embargos é Ação rescisória. 814. 515. p. Fredie. Efeito devo. São Paulo: Método. § 1°.uvo: Assi~. O órgão jurisdicional será em caso de pedido não apreciado na sentença. direito probatório. não examinados pela sentença. 128 d . TST não faz nenhuma restrição ao cabimento Súmula no 393 do TST. ed. todavia. Orienta?o Jurisprudencial n° 41 da SDI. Paula Sarno. sig~ifica que ~le. por exemplo. do CPC cisão que analise. sição dos embargos para suprir a omissão. p. E dos art. a estabilidade na fundamentaçao e nada O efeito devolutivo em profundidade do recurso ordiná. Bastos. que se extrai do § 1° do art. Manual de direito processual civil. parte da _doutrina nã~ de sua pretensão. rei: Min. Cabimento mera faculdade das partes 126 • Isso apenas não se aplicaria aos recursos Revelando-se a sentença "citra petita''. podendo o vício ser le. Rio de Fredie Didier Jr. bastaJ!ia a fundamentos suficientes para justificar a conclusão 124 • parte ajuizar nova demanda postulando o que na~ foi analis~d. estabelece que somente será admitida a ação rescisória nesse caso se a decisão houver analisado o pedido. 488. salvo a hi- regra obrigado a enfrentar os pedidos. vulnera os arts. Salvador: ]usPODIVM. 128 e 460 do CPC.

ie. 50-51. obrigação. nos casos expressamente previstos [. NULIDADES ÉLISSON MIESSA Decisão que não examinou um pedido é. O que não é não fica imutável pela coisa julgada e. § 4°. 3. sem previsão expressa ao adicio- violação literal de lei. intimadas as parres. na ação rescisória já tenha sido levantada e analisada na ação originária e) determinar a anotação da CTPS . ed. Leonardo José Carneiro da. consigna-se que a Corte Trabalhista exige o pronuncia. quando houver apenas pe- mento explícito para o ajuizamento da ação rescisória na hipótese de dido do pagamento das férias. É interessante observar que. ] constatando a ocorrência de nulidad~ sanável. ou mesmo cia.... em razão da violação aos ares. do TST). 128 e 460 do CPC. 3. p. Independência do cessual civil: Meios de impugnarão às decisões judiciais e processo nos tribunais. 13° apelação. existe. não viola o referido princípio a decisão que: inexistente e. 129 DIDIER Jr. Fred. o pedido inicial ou a condenação. o juiz poderá agir de ofício somente nos casos expressos em lei. no mínimo. a necessidade de vidência Social.4. Bahia: JusPODIVM. condene o réu em pedidos não contidos na petição inicial. Saneantento dos vícios em grau recursal O princípio da congruência sofre exceções por meio dos pedidos implícitos. p. São Paulo: Méto- do.5. Curso de direito pro- 132 Súmula n° 211 do TST. mas Jurisprudencial n. ainda que omisso 130 SARAIVA. CUNHA. Decisão que não examinou um fim. ultra e citra petita (Súmula n° 298. 50% quan- É neste sentido que se deve compreender a Orientação do houver pedido de pagamento das horas extraordinárias. 2010. o Assim. do TST: "II. o tri- bunal poderá determinar a realização ou renovação do em lei.. v. art. li. sempre que possível prosseguirá o julgamenro da vantagem diversa da que foi requerida". ser desconstituído. li. O art. Os juros de mora e a correção monetária incluem-se na liquidação. o qual "permite que o juiz. 41. Assim. não pode termos do art. portanto pode ficar imutável pela coisa julgada material. o que significa que o juiz não esrará limitado ao pedido da parte. do empregado. ] 129 não houver pedido expresso do pagamento do adicional. Renato. 515. nas obrigações de fazer e não fazer.Carteira de Trabalho e Pre- (Súmula n° 298. Nesse contexto. portanto. porém tem um defeito que autoriza a sua res. para o TST. vínculo. c) deferir o adicional de 1/3 de férias.Não há nulidade por julgamento extra petita da decisão que deferir salário quando o pedido for de reintegração. ainda que não opostos embargos de que produza um resultado prático equivalente ao do adimplemento da declaração e que sobre a matéria não tenha pronunciamento explícito. 365-366. 461 do CPC admite a concessão de tutela diversa da pedida. pedido inicial e do título executivo judicial. b) incluir os juros de mora e a correção monetária na liquidação. 131 Súmula 396. pois. 496 da CLT".quando houver pedido de reconhecimento de pronunciamento explícito quando se tratar de violação nascida no pró. c) conceder adicional de horas extras de. Não aplicação do princípio da congruência 3. Por fim. damento de ataque ou de defesa. dados os sória. Excepciona. da SBDI-2 do Tribunal Superior do Trabalho [. cumprida a diligên- seja. Curso de direito processual do trabalho. é ca~ível a ação rescisória. autoriza o julgador a conceder mais do que o pleiteado. II. não pode ser objeto de ação resci. sem que haja pedido expresso da anotação da carteira prio julgamento da ação originária. ed. Não se pode rescindir o que não existe. 8. Juros de mora e correção monetária. dados os termos do are. ou ato processual. entretanto. 211 do TST) 132 . do CPC declina que: petição. cisão. a) deferir salário quando o pedido for de reintegração. na hipótese de sentença (ou acórdão) citra pe. do TST). neste aspecto. 191 190 .. no sentido de que a matéria ou a tese debatida nal constitucional. 3. chamados no processo do trabalho de princípio da extra. 2006. desde tita. mas examinou o pedi- ainda que omisso o pedido inicial ou a condenação (Súmula n° do. 496 da CLT (Súmula n° 396. V. como é o caso das sentenças extra. do TST) 131 .

poderá saná-lo diretamente. Curso de direito processual ciiJi!: Meios de impugnaç:áo à. do art. do TST. ao estabelecer no art. do CP C:. Por outro lado. 896. por ser tema ligado à teoria geral do recursos. deverá suspender o julgamento do recurso. impondo. ou seja. embora a CLT contemple tal possibilidade no recurso de revista. 5 15. a doutrina entende que "é possível pensar. é importante observar que. ex. admitir sua regulariza- ção na fase recursal. 2010. pensamos que deve ser aplicado nos demais recursos. ainda. 896 da CLT. § 11. Bahia: Jus- PODIVM. v. que: [. o proces- so do trabalho passa a ter regra no mesmo sentido. o Tribunal Superior do Trabalho poderá desconsiderar o vício ou mandar saná-lo. II. Fredie. EM ESPÉCIE Por fim. 19Z . O que define a atuação imediata do tribunal é a natureza do vício. ELISSUN MIESSA Embasado no princípio d~< instrumentalidade das formas. ele poderá ser afastado ou sanado pelo próprio tribunal. a alteração da Súmula n° 383. de modo que o tribunal poderá mandar saneá-lo. l ''i. que. no suprimento de um defeito de representação (art. 8. retorna. A nosso juízo. ed. 3. 13 do CPC): juntada da procuração ou juntada do esraruto social da pessoa jurídica. que entende ser admissível a regularização nessa fase 133 . Sendo vício sanável. CUNHA.. Leonardo Jose' Carneiro da. 133 Interpretando o art. Percebe-se.015/14.deásóes. p. assim.se ao julgamento. introduzido pela Lei n° 13.. julgan- do o mérito.. portanto. ] quando o recurso tempestivo contiver defeiro formal que não se repute grave. determinando a renovação ou realização do ato RECURSOS processual·viciado." DIDIER ]r. o vício de representação é um vício sanável... § '-Í 0 . PARTE li- Sendo hipótese de saneamento pelo tribunal. Após o saneamento. sendo o vício insanável. cumpre anular a decisão determinando os autos à origem para sua regularização. verificado o vício na seara recursal. p.jndiriais e processo nos tribunais.

2013. 123. clara. Alexandre Freitas. a competência é do mesmo órgão jurisdicional que pro- feriu a decisão embargada. Por outro lado. portanto. enquadrando-se dentre os re- cursos de fundamentação vinculada. natureza de recurso. o que não significa que deverá ser o mesmo juiz que prolatou a decisão. tem o dever de prestar a tutela jurisdicional. que consistem em uma modalidade de recurso destinada a sanar tais vícios. ed. de a decisão ser omissa. portanto. em regra. 22. profe- rindo decisão. COMPETÊNCIA Nos embargos de declaração. Pode ocorrer. de grau superior. entretanto. É diferente. 195 . dos demais recursos em que os autos são encaminhados para outro juí- zo. obscura ou con- traditória. seja de mérito ou não. coerente e que preveja todos os objetos postulados no processo. a competência para julgamento é do próprio juízo que prolatou a decisão embargada. não se aplica a identidade física do juiz134. 2. 134 Câmara. o que dá ensejo ao cabimento dos embargos de declaração. Portanto. vol. p. segundo o qual somente pode se manifestar quando provocado. 2. Lições de direito processual civil. Tem. ou seja. CAPÍTULO VIII EMBARGOS DE DECLARAÇÃO 1. uma vez provocado. São Paulo: Atlas. INTRODUÇÃO O Poder Judiciário é pautado no princípio da inércia.

a impwce- e contradição no julgado e manifesto equívoco no exame dência do pedido anterior afasta a necessidade de julgamento do pedido dos pressupostos extrínsecos do recurso. porém.2. Contradição Passamos a analisar. ção subsidiária . Omissão Haverá omissão quando a decisão deixar de apreciar questões re- levantes para o julgamento. mas. v. 5. omissão. 3. p. sucessivo. pois. 15. E. havendo cumulação sucessiva de pedidos 137 . dtdos. a proced'encta ai ternan:a . 897-A. 139 Na cumulação alternativa o pedido é único. 553.1. na cumula- Pela análise do artigo anterior. 3. os embargos de declaração possuem fundamen. É importante a distinção entre enfrentamento suficiente e enfrentamento completo. São Paulo: Método. 897-A da CLT: fundamentos suficientes para justificar a conclusão 136 • Art. 137 A_ cumulação sucessiva ocorre na hipótese de existir prejudicialidade entre os pe- sim como os fundamentos relevantes levantados na inicial e na defe. a ausência de análise do pedido subsidiário gera omis- são a legitimar a interposição dos embargos. O órgão jurisdicional será em gionais estabelecem em seus regimentos internos que o julgamento dos regra obrigado a enfrentar os pedidos. ed. que nas lúcidas palavras do doutrinador Daniel Amorim Assumpção Neves 138 A cumulação subsidiária existe quando há prejudicialidade entre os pedidos. o magistrado não está obrigado a analisar pontualmente ou acórdão. 4) manifesto equívoco no exame dos pressupostos extrínsecos do recurso. coerência interna na decisão. 2010. conjugado com o art. ÉLISSON MIESSA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO De qualquer modo. separadamente. Exige-se que o órgão jurisdicional enfrente todos os pedidos. O provimento jurisdicional será contraditório quando houver in- dos. mas não há obrigatoriedade de enfrentar todas as alegações feitas pelas partes a respeito 3. 139 . bastando que contenha a decisão vícios específicos. 5. afastando a omissão. mas deve verificar todas as ques- mento ocorrer na primeira audiência ou sessão subse- tões (pontos controvertidos) colocadas à sua apreciação. 135 MOREIRA. conforme estabelece o art. de forma que o segundo somente será analisado se o anterior for julgado improceden- te. não estando Como anunciado. devendo seu julga. de modo que o segundo pedido somente será analisado se 0 anterior for julgado procedente. fundamentos de defesa. Caberão embargos de declaração da sentença Portanto. quente a sua apresentação. José Carlos Barbosa. 196 197 . sendo improcedente o I) omissão. causas de pedir e embargos de declaração está vinculado ao juiz que proferiu a decisão. p. ed. HIPÓTESES DE CABIMENTO de sua pretensão. Ressalta-se. pedido principal. sa. O órgão jurisdicional deve enfrentar e decidir a questão colocada à sua apreciação. por força do contrato ou da lei. admi- tido efeito modificativo da decisão nos casos de omissão Ademais. cada um dos vícios anuncia. Por outro lado. atenta-se para o fato de que alguns tribunais re. de qu ai quer um d os pedidos faz com que 3) ob. por fim.~curidade. obrigado a enfrentar todas as alegações feitas pela parte a tação vinculada. não havendo. Comentdrios ao código de processo civil. sejam as 136 NEVES. não se podendo falar em omissão. Daniel Amorim Assumpção. cada uma alegações feitas pelas partes. 2013. no prazo de cinco dias. Rio matérias de ordem pública 135 • de Janeiro: Forense. Do mesmo modo. sejam as levantadas pelas partes. as. na cumulação 2) contradição. Rio de Janeiro: Forense. registrado na certidão. Manual de direito p1·ocessual civil. pode ser cumprido por mais de uma forma. os demats fiquem prejudicados. 723. . 535 do CPC. de modo que seu cabimento depende da presença de respeito dessa questão. a procedência do pedido principal torna prejudic~do 138 percebe-se que esse recurso é cabível para suprir os seguintes vícios: o posterior.

extrínsecos do recurso. embora ainda não regulamentada. a) possuir manifesto equívoco e. e b) a omissão. inclui também os pressupostos específicos. de acordo com o TST. interpõe embargos alegando que a decisão contraria as provas sos de revista e embargos na SDI. 769). 2009. bem como entre a ementa e o b) tratar-se de pressupostos extrínsecos (tempestividade. entende que o reclamante Destaca-se que. na fundamentação. 2. em matéria de direito são pressupostos especiais do recurso de revista. não se preocupan. 897-A da CLT. A contradição poderá ocorrer na fundamentação. p. obrigatoriamente deverá ser tos recursais em extrínsecos e intrínsecos. BEBBER. 535 do CPC deve ser demais 141 • Aliás. depósito recursal e ine- Portanto. não utiliza dessa subdivisão no julgamento modificativo. São Paulo: LTr. Recursos no processo do trabalho. 2010. a transcen- na decisão. art. Além disso. repre- corpo do acórdão. v. incidindo. que no caso do recurso de revista são: a) o prequestionamento. os pressupostos específicos são: a) o prequestionamento. serão cabíveis os embargos de declara- não fazia horas extraordinárias. os pressupostos específicos são os pres- cÚunento é só esclarecer o teor do prim~iro. Pensar de forma adversa será permitir a Isso quer dizer que os pressupostos intrínsecos genéricos (recorribi- prestação da jurisdição que apenas o julgador entenda. Recursos no processo do trabalho. impõe-se que a incongruência seja dentro da decisão. mas no dispositivo condena a empresa ção quando houver dois requisitos cumulativos: a pagá-las. Manifesto equívoco no exame dos pressupostos extrínsecos do re. nada tratando sobre a obscuridade. pois "o que faz o novo pronun- recurso. no entanto. capacidade. ed. c) a violação de lei federal ou da Consti- Ocorrerá o vício de obscuridade quando faltar clareza ou precisão tuição Federal. 291. 142 Para o doutrinador Júlio César Bebber. exige-se. TST. por Nesse ponto é importante fazer uma observação quanto aos recur- exemplo. ed. pensamos que o art. p. Isso ocorre porque a do recurso de revista e nos embargos para a SDI. 15. as razões fundamentadas exclusivamente 140 MOREIRA. p. não há falar em contradição quando a parte. no recurso de revista. modo. o TST entende que a fundamentação também é um aplicado subsidiariamente ante a omissão e compatibilidade com a seara pressuposto extrínseco do recurso de revista 142 • trabalhista (CLT. 2. considerados pressupostos extrínsecos para o C. 198 199 . 897-A da CLT fez alusão apenas à a SDI. Rio de Janeiro: Forense. enquanto os pressupostos extrínsecos são todos os autêntica" 140 • Desse. Nessa modalidade de obscuridade não terá efeito modificativo. José Carlos Barbosa. ed. por força do art. 2009. xistência de fato impeditivo ou extintivo do poder de recorrer). Já no caso dos embargos para Cumpre consignar que o art. dência. Obscuridade divergência jurisprudencial. Júlio César. entre a fundamentação e o dispositivo. Quando se trata de recurso de dentro da própria decisão. portanto. legitimidade e interesse em recorrer) são do se o jurisdicionado compreendeu ou não o provimento jurisdicional. 535 do CPC. curso O manifesto equívoco no exame dos pressupostos extrínsecos do recurso não é um vício elencado no art. o que se busca é a reforma da decisão e não o Como já verificado nessa obra. nesse caso. tendo previsão apenas no processo do trabalho. TST no julgamento do recurso de revista e nos embargos para SDI I. Comentdrios ao c6digo de processo civil. natureza extraordinária. Júlio César. sentação. submetidos aos embargos de declaração. 5. no dispositivo. dando-lhe a interpretação supostos intrínsecos. de modo que poderão ser 3. adequação. 561. regularidade formal. a doutrina subdivide os pressupos- afastamento de contradição que. 289. contradição e manifesto equívoco no exame dos pressupostos divergência jurisprudencial. lidade. São Paulo: LTr.J) r ÉLISSON MIESSA EMBARGOS DE DECLARAÇAO Exemplo: O juiz. quando os embargos forem dotados de efeito O C. nos autos. Nesse caso. b) a 3.4. os embargos de declara- ção na hipótese de obscuridade. preparo. Desse modo. 141 BEBBER.3. repite-se.

portanto. III). não haverá interrupção dos recursos posteriores. iniciando a contagem. Nesse sentido. de a parte se utilizar dos embargos de declaração DECLARAÇÃO NÃO CONHECIDOS POR DESIS- para a correção de tais erros 143 • Tt:NCIA DO PRÓPRIO EMBARGANTE. sistência dos Embargos de Declaração. da decisão quando se verifica que os atos inexistentes são incapazes de produzir do juízo a quo que analisa os pressupostos processuais extrínsecos cabe efeitos. porém.5. XXXV e LV. Entendimento embargos interpostos não produzirão nenhum efeito. O que interrompe o prazo para qualquer recurso é a simples oposição de- Parte da jurisprudência entende que a desistência afasta o efeito les.12. RECURSO DE EMBARGOS. para o TST.5. após a intimação da confiante na interrupção do seu prazo recursal. Isso porque. adota expres. o que será melhor explicado em tópico próprio. com o consequente trânsito em julgado da demanda de declaração. Isso ocorre porque ela não depende de anuência da parte gular representação não interrompem o prazo recursal. red.035. Min. O C. § 1°). Ainda que art.3.2009. é surpre- decisão dos embarg~s. -E-RR-223200-17. produz efeito ex tunc. contrária. a oposição de embargos de declaração seja considerado como meio pelo qual a parte extirpa do julgado os ví- 4. p/ acórdão Min. os o prazo recursal para a parte contrária. adotou tese contrária.0054. interposição dos recursos que são inerentes. o agravo de instrumento e não embargos de declaração (OJ n° 377 da Contudo. o que não mudará a posição aqui adotada (art. recentemente. por simples petição (CLT. INTEMPESTIVIDA- DE DO RECURSO ORDINÁRIO. e processuais. endida com a desistência dos embargos pela parte adver- Interessante discussão ocorre quando há desistência dos embargos sa. os princípios da boa-fé e do devido processo legal impedem que a parte contrária seja surpreendida pela desistência dos A correção de erros materiais não dependem da interposição de embargos de declaração. Com efeito. I' ÉLISSON MIESSA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Por fim. rei. Aloysio Cor- materiais. ou seja. . mormente se a decisão for do juízo ad quem. É claro que os embargos intempestivos ou com irre- interruptivo.TST- 143 O Projeto do Novo CPC. 897-A. a consagrar o direito constitucional de acesso ao judici- Os embargos de declaração fogem à regra dos prazos recursais do ário. argumen- SDI. art. rêa da Veiga.1. novamente. aguarda o pronuncia- interromper os prazos dos recursos posteriores para todos os sujeitos mento judicial na sentença de embargos de declaração. ressalta-se que somente caberão os embargos de declaração Tecnicamente esse é o posicionamento mais adequado. Desse modo. e formação de coisa julgada material. 27. Ademais. impedir o acesso tentes. a SDI. SBDI-1. um mecanismo de efetivação da justiça.2014 (Informativo n° 77) 200 l 201 . da parte adversa aos recursos que lhe são inerentes. de boa-fé. especialmente o contrário viabiliza que as partes possam pela simples de- efeito interruptivo. bem como porque a decisão que reconhece a desistência tem mas se os embargos foram tempestivamente opostos. TST adotava essa tese. 1. podendo ocorrer de ofício ou a requerimento embargos de declaração. PRAZO RECURSAL. tando que o efeito interruptivo ocorre pela simples interposição do 3. os embargos são considerados como inexis. a simples oposição interrompe natureza declaratória e. 897-A). com o fim de garantir o devido processo legal e a processo trabalhista. Efeito interruptivo cios que inviabilizam a entrega plena da jurisdição. segue a ementa da decisão: de qualquer das partes. PRAZO PARA INTERPOSIÇÃO a que se propõe. Embargos conhecidos e providos. manobra que não efetiva o princípio que consagra o di- reito das partes ao devido processo legal (art. 5°. EMBARGOS DE Nada impede. É necessário examinar o processo pelo fim 4. da CF). em inclusive para a parte contrária. Correção de erros materiais recurso. aprovado pela Câmara dos Deputados.I do TST). sua oposição não pode se dar como mecanismo prejudicial A i~terposição dos embargos de declaração produz o efeito de à parte contrária que. tal qual no presente caso. tendo o prazo de 5 dias para interposição (CLT. samente a possibilidade do cabimento dos embargos de declaração para os erros Dora Maria da Costa.

caso os embargos sejam conhecidos declaração. ÉLISSON MJESSA EMBARGOS DE DECLARAÇAO Nesse caso. após o julgamento dos embargos de decla- ração. somente atingirá a parte que interpôs os embargos de declaração . seja por ratificação.1. Desse modo.1. julgando improcedente o pedido de adicional de efeit?. pestivamente. 144 Súmula n° 418 do STJ. nesses casos. com a finalidade de se- curso tempestivamente. . seja por do Acórdão dos Embargos de Declaração. É inadmissível o recurso especial inter- posto antes da fJUblicação do acórdão dos embargos de declaração. da CLT. dentro tam?em sera atmgido. 203 202 .Antes da Publicação claraçao. Embora a jurisprudência já adotasse o entendimento no sentido O C. mente essa tese (art. dentro do nao fsta mclUido nos tres casos indicados anteriormente. declinou expressamente que não haverá efeito mte~rupnvo quando se tratar de embargos de declaração: Entendeu a Corte trabalhista que a parte que não interpôs os em- bargos de declaração e já tenha interposto seu recurso "principal".Recurso Especial. sição de embargos de declaração pela parte adversa não acarreta qualquer prejuízo àquele que apresentou seu re- Desse modo. por sua vez. não pode ser prejudicada. de modo acertado. a empresa não precisará adequado sem contar com a interrupção do prazo recursal.f importante destacar que.para t~do~ o~ sujeitos do processo.en- to das horas extras. houvesse irregularidade de representação ou adversa da que apresentou os embargos de declaração. sem posterior desconhecimento d~ interposição dos embargos de declaração. adora expressa- Nesse caso. vidade ante tempus na hipótese de interposição de recurso pela parte vo ~~a~do mte:npesuvos. TST. tal efeito seria afastado. aprovado pela Câmara dos Deputados.2. § 3°. tem- 1) intempestivos. sob pena de ser considerado prematuro (intempestividade ante 4. possibilitan. Isso significa que o embargado deverá fazer a do prazo legal de 5 dias. ou todos os efeitos. o prazo dos recursos posteriores começa O Superior Tribunal de Justiça 144 entende que.para o embargado depois da intimação da homologação da bargos de declaração por uma das partes. seu recurso produzirá 145 .1. providos os embargos. interpõe recurso ordinário quanto à condenação por cautela. como se verifica ausencia d~ assmatura. ratificar seu recurso ordinário. TST. surge a dúvida se o recurso "principal" será atingido. é recomendável que o embargado interponha 0 recurso ao pagamento das horas extras. A empresa X. complementação posterior. não aplicou a intempesti- de que os e~bargos ~e declaração não produziam o efeito interrupti. porém. prazo recursal (8 dias).2'/ com irregularidade na representação da parte. Nesse caso. com 0 objetivo de li -A interrupção do prazo recursal em razão da interpo- mtmudar as partes para não interporem tal recurso. cautela. Recurso interposto pela parte adversa e o efeito interruptivo P~de acontecer de um dos polos da ação interpor embargos de de.037. não será produzido tal Exemplificamos: A sentença condena a empresa X ao pagam. alguns julgadores adotavam a tese de que. O reclamante interpõe embargos de declaração. depois do julgamento dos embargos de do sua. alegando obscuridade na análise do pedido ~ál~se ~~s e~bargos in~erpostos pela parte contrária para verificar que de adicional de insalubridade. Portanto. a interrupção do prazo recursal. não pelo item II da Súmula n° 434 do TST: ~e~do. Nesse caso. não havendo necessidade de reiteração ou ratificação • 3) ausente de assinatura. para o C. o art. de maneira que 0 embargado insalubridade. ou seja. e providos. no entendimento do C.nquanto o outro apresenta o recurso "principal". e. TST. como sugendo no tópico anterior. tivo. Não produção do efeito interruptivo tempus). ~ultar tai~ divergências. 1. interpostos os em- a c~n:ar . terposto deve ser reiterado. o recurso "principal" já in- desistencia. § 4°). Admissibilidade. 145 O Projeto do Novo CPC. 897-A. apenas nessas três hipóteses não haverá 0 efeito interrup- e não a parte contrária que já interpôs o recurso "principal" . 4.

A empresa interpõe agravo de instrumento com a finalidade de destrancar o recurso de revista. aprovado pela Câmara dos Deputados. cursos posteriores. não . para o Tribunal Superior do Trabalho.037. caput). Rio de Janeiro: Forense. com a finalidade de atacar a decisão em Isso ocorre porque. o TST adotou a tese de que não são cabíveis em~argos sao cabiveis para impugnar sentença ou acórdão. I . . conforme dis. instrumento contra a denegação do recurso pelo presidente do TRT. da. termos · de admissibilidade a quo profere despacho de processamento ou não o pnncip10 o contraditório. a empresa W deveria interpor diretamente o agravo de Orientação Jurisprudencial no 377 da SDI _I do TST. o 5. ÉLISSON MIESSA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Cabe ~ registrar.1. não ten- do o efeito de interromper qualquer prazo recursal. observan d o assim seus . O presidente do TRT de- .o CPC. anuncia o projeto do Novo CPC aprovado na c· ad EMBARGOS DE DECLARAÇAO. . . datuais. Não interrupção do prazo recursal AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INS- TRUMENTO. parte da doutrina e da jurisprudência Diante do não cabimento dos embargos nessa hipótese. a doutrina majoritária entende que qualquer decisão JUdicial comporta embargos de declaraçãoi47. porque. . ~ ~ ou Inte- nesse momento ' que ' ocorrendo alt eraçao · Não cabem embargos de declaração interpostos contra graçao da decisao. 2010. 1. Nessa hipótese. do literalmente tais dispositivos. Decisão de admissibilidade do recurso pelo juízo a quo TST entende que o agravo de instrumento é intempestivo. sob pena de denegação da atividade embargos de declaração afirmando a existência de manifesto equívoco Junsdicwnal. sendo im- pugnado.Recurso incabível não tem o efeito de suspender o decisao JUdicial (art. na hipótese de não processamento. 5. ed. nasce para decisão de admissibilidade do recurso de revista. Exemplificamos: A empresa W interpõe recurso de revista alegan~ do que o acórdão regional violou lei federal. 204 205 ----------------~~~o·o "-• ··--···---· . para o TST. por meio do agravo de 5. limitado à nova sucumbênciai46 . v. o juízo . os embargos para impugnar despacho. DECISAO QUE NAO ADMITE O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. O TRT Cisao mterlocutóna. ~ P~rtanto. não conhece dos embargos. O art. o TST ~ntende que o~ embar~os de declaração somente têm cabimento para afasta seu principal efeito. processamento do recurso. nega seguimento ao recurso por ser intempestivo. ~897-A . na análise da tempestividade. nesse caso. AGRAVO DE INSTRUMENTO INTEM- PESTIVO. Isso ocorre porque não se pode admitir que decisões judiciais se. não há interrupção do prazo h:pótese de decisao de admissibilidade do recurso a quo. 1035. A empresa interpõe ~arr: i~c~mpreensíveis ou omissas. O C. prazo recursal. OPOSIÇAO DE 146 No mesmo sentido. TST :~tende que não cabem os embargos de declaração na sendo cabíveis os embargos de declaração. ~o entanto. . Descabimen- to. conforme demonstram os documentos já juntados nos autos. PRONUNCIAMENTOS RECORRÍVEIS instrumento. RECURSO IN- Deputados (art. o qual não pode ser embargado. os ~mbargos de declaração podem ser interpostos de de. a parte adversa o direiw (e não obrigação ou dever) de complementar a fundamentação do seu recurso. do agravo de instrumento. Emba:gos de declaração.Não cabem embargos de declaração da decisão que 148 O Projeto do ~~v. Comentdrios ao código de processo civil. p. Portan- poe a OJ 377 da SDI I do TST: to. de modo que se torna intempestivo. qual seja a interrupção do prazo para os re- Impugnar refendas decisões. § 3o). _err: razão do acolhimento dos embargos. também decidiu o Supremo Tribunal Federal: de revista exarado por presidente do TRT. CLT e o art · 535 ' I ' do CPC d ec1·Inam que os Com efeito. amar os CABÍVEL. san:e?te. adota expres- não admite o recurso extraordinário. 15. sentença ou acórdãoi4s. a ~~ssibilidade do cabimento dos embargos de declaração de qualquer II . vez que o último dia do prazo era feriado. 549. 147 ~OREIRA: José Carlos Barbosa. Decisão denegatória de recurso No mesmo sentido. Analisan.

Por outro lado. estabelece a Sú- apenas o agravo de instrumento na hipótese de não processamento do mula n° 421 do TST: recurso. 3. de Janeiro: Forense. porque privilegiam a celeridade e a efetividade Esclareçamos o entendimento do TST. negando-lhe ou dando-lhe provimento. Rio direito processual civil. Comentdrios ao código de processo civil. a doutrina majoritária entende que qualquer de- bargos declaratórios deverão ser submetidos ao pronun- cisão judicial comporta embargos de declaração 150 • Com efeito. 643. São Paulo: LTr. Recursos no processo do trabalho. ciamento do Colegiado. O cabimento dos embargos de declaração da decisão monocrática bilidade (juízo a quo). como do juízo ad quem. 15. o juízo de admissibili. 769 e Súmula no 435 do TST). 2009. Min. p.2007. conte- D~ nossa parte. ed. 557 do CPC. assim como julgue o próprio mérito do recur- Rio de Janeiro: Forense. apltcavel subsi- dade é apenas do órgão prolator da decisão. 207 206 . não limitando seu cabimento a acórdãos. o entendimento do TST não se aplica quando do essa a lógica do sistema. em dos pressupostos extrínsecos do recurso. sendo admitido do conteúdo da decisão e do recurso. p. 2010. 2. teve como objetivo conceder decisão aclaratória. por um imperfeitas" 151 • único julgador. Rio de Janeiro: Forense. nesse caso. ed. Nesse contexto. Ricardo Lewandowski. ed. 557 do CPC. em regra. como visto. diariamente ao processo do trabalho (CLT. enten. Manual de 152 NEVES. 237. É que. 557 do embargos de declaração para impugnar o manifesto equívoco no exame CPC. Decisão monocrática do relator Em resumo. vez q'+e não se pode impedir a correção de manifestações jurisdicionais Noutros termos. como declina Júlio César Bebber: "Não me parece adequado esse entendimento.2. AI 588. Embargos declaratórios contra (proferido pelo Tribunal a que foi dirigido o recurso) são cabíveis os decisão monocrática do relator calcada no art.4. p. modificação do ao jurisdicionado um instrumento rápido e efetivo para afastar decisões julgado. Daniel Amorim Assumpção. da decisão do primeiro juízo de admissi. relatores. quando se pre- tende tão somente suprir omissão e não. da decisão do juízo de admissibilidade ad quem Súmula no 421 do TST. Rei. 669. convertidos em agravo. 2. 549. A II -Postulando o embargante efeito modificativo. além de sepultar de imediato vícios absurdos. EMBARGOS DE DECLARAÇÁO ÉLISSON M!ESSA III. prevista no art. art. so. pensamos que a legislação. 2010.Tendo a decisão monocrática de provimento ou de- negação de recurso. os acórdãos são embasados em decisões colegiadas. missibilidade do recurso. São Paulo: Método. Manual de direito procesmal civil. se tratar de embargos de declaração destinados a impugnar decisão de Contudo. 2010. 2. 557 do CPC. processual. No mesmo sentido: NEVES. dando origem inclusive ao art. 5. e respaldado nos princípios da celeridade e efetividade outros embargos não conhecidos por manifesto equívoco na análise de processual. enquanto as sentenças são julgadas. passa pela análise para análise dos pressupostos extrínsecos do recurso.190 AgR!RJ. j. os em- propósito. Registra-se que a atuação do relator no caso é uma mera de- legação de poder. comporta dos embargos de declaração quando há manifesto equívoco no exame ser esclarecida pela via dos embargos de declaração. também monocrática. teratológicas (absurdas). o legislador delegou atividades dos órgãos co~e~iados a~s seus pressupostos extrínsecos. O referido artigo passou a permitir que o relator faça juízo de ad- 150 MOREIRA. Daniel Amo rim Assumpção. para o TST.Agravo regimental improvido 149 • 5. ao admitir o cabimento údo decisório definitivo e conclusivo da lide. uma As decisões dos tribunais são pautadas no princípio do colegiado. ed. Cabimento dos pressupostos extrínsecos do recurso. em face demos que os embargos deveriam caber tanto da decisão do juízo a quo dos princípios da fungibilidade e celeridade processual. sen- De qualquer modo. São Paulo: Método. proferida com base no art. mantendo-se com o órgão colegiado a competência para decidir 152 • 149 STF. Júlio César. v. José Carlos Barbosa. 151 BEBBER. p. não cabe o recurso de embargos de declaração do relator. I .

4. Min. razão pela qual a presente súmula deve ser interpretada de for- Federal ou de Tribunal Superior. Para elucidar ainda mais a questão. DJ 153 STF. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO ÉLISSON MIESSA via denegação da atividade jurisdicional. dos pelas partes que pretendem afastar tais vícios no caso concreto. 26. monocraticamente.039/SP.• está queimando etapas e. da decisão monocrática que negar seguimento. cita-se a lúcida observação do nifesto confronto com súmula ou com jurisprudência do Su. do Supremo Tribunal mente. subtrai-se da parte Contudo. contradição e omissão. até mesmo porque "não há nenhum sentido permitir que pronun. CPC. ele monocratica- no caso do art. Ministro João Oreste Dalazen. os embargos de decla~ação da_ deci_são Por outro lado. Ellen Grade. 155 possuem objetos e objetivos distintos. 2. declaração julgado pelo Ministro Milton Moura França: Considerando que a decisão colegiada é a regra e que o relator no (. bilidade de interposição de um agravo para a Subseção. houvesse a possi- ao colegiado o conhecimento do recurso. em outras palavras. da forma como se faz. admite-se a denegação do recurso Quízo de ad- missibilidade) quando: pode ser aceito" 154 • Nesse caminho.. adn:itindo. Tribunal Pleno. Isso porque não há razão lógica e jurídica Assim. o que em nenhuma hipótese No primeiro caso. o Tribunal Superior do Trabalho. 669. 155 TST _ EDEAIRR n° 701161/2000. presta os escla- recimentos ou dá provimento. e só depois.. Manual de direito processual civil. to dos embargos nos casos de obscuridade e contradição. invocada na decisão dos embargos de premo Tribunal Federal ou de Tribunal Superior. deverão ser admitidos como agravo regi. por consequência.m. considerando que os embargos de declaração e o agravo um recurso. o referido artigo admite que a decisão mono. tada não acompanhou o entendimento do Supremo Tribunal Federal. não lhe ensejando a oportunidade a que. contraditórios e obscuros não possam ser impugna. da decisão que julgasse os embargos declaratórios. dar ou negar para afastar o cabimento dos embargos de declaração para o presente 0 provimento do recurso são cabíveis os embargos de declaração. Daniel Amorim Assumpção.. Milton de Moura França. Srs. SS-AgR-ED 3. to modificativo (infringente). ele próprio. j. 557 do. Rei. Rio de Janeiro: Forense.11. 209 208 . sem efetto modtficanvo. pacificando no sentido de que. 11. é que teria ensejo ao agravo para a Seção. Por vezes. 201 O. Com efeito. ser acolhido o posicionamento do E. o Supremo Tribunal Fe- se ressinta de algum esclarecimento. p. § 1°. embora a súmula não esteja especificando o cabimen- 1) negar-lhe provimento. de forma acer- 1) manifestamente inadmissível. então. ma ampliativa. se interpostos embargos de declaração Então. o relator poderá analisar o mérito do recurso para: monocrática quando se busca suprir omissão. tudo como forma de levar te. s. ed. Min. Ministros: o Relator monocraticamente profere uma decisão que por ventura do CPC que da referida decisão cabe agravo.10. havendo expressamente estabelecido o art. pelos mesmos fundamentos levantados antenor- jurisprudência do respectivo tribunal. Enfim. Ex. porque. 2) dar-lhe provimento. com base no princípio da fungibilidade 153 . a incompreensão de um pronunciamento judicial pode inclusive impedi-lo de atingir sua finalidade. a meu juízo. entende~os dente ou o recurso estiver em confronto com súmula ou com plenamente aplicável. Rei. não merece. São Paulo: Método. além de uma decisão omissa ser ób- 154 NEVES. 557. 2) manifestamente prejudicado. quando a decisão recorrida estiver em ma.2007.2007. quando for manifestamente improce.2002. ]V.j. de sanar obscuridade. deral passo'u a não admitir os embargos de declaração para esses casos. Registra-se que. a fi~ caso. STF. D] 14. causando aparentemente um prejuízo à par- crática esteja sujeita à interposição de agravo. desde que não tenha efei- ciamentos omissos. caso agirá por delegação. meme efetiva o juízo integrativo da decisão que é dele mental. O meu raciocínio é o seguinte.

o item I não se aplica às hipó- decisório definitivo e conclusivo da lide e os embargos objeti. Súmula no 278 do TST. 897-A da CLT. --. nulidade. sendo a sentença Exemplo: reclamante ajuíza ação postulando o pagamento de equi- sujeita a recurso ordinário. 794). pode ocorrer de a parte interpor embargos declarató- rios :com efeitos infringentes ou modificativos. consequentemen- postular efeito modificativo. é evidente que haverá alteração do 156 LEITE. ed. contradição ou obscuridade. por vezes. o que impõe inclusive a manifestação da parte con. órgão ad quem. Orientação Jurisprudencial n° 142 da SDI. no entanto. inexistindo. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO COM EFEITO MODIFICATNO Somente se pode falar em nulidade quando demonstrado o preju- ízo à parte (CLT. Carlos Henrique Bezerra. sendo providos os embargos. e considerando a possibilidade da alteração do con- teúdo do julgado. te. como se verifica a seguir: celeridade processual. por ausência de prejuízo processual. diferentemente do que ocorre no item I. de declaração com efeito modificativo sem que seja con- cedida oportunidade de manifestação prévia à parte con- Em resumo: trária. Embargos de declaração.É passível de nulidade decisão que acolhe embargos ao agravo. É com fundamento na ausência de prejuízo processual que o C. p. Tal prejuízo deve ser de índole processual. Observa-se que o C. TST entendeu não ser necessário o contraditó- • cabe agravo (interno ou regimental): quando no recurso se rio de embargos interposto de sentença. sem se manifestar sobre os embargos de declaração opostos contra sentença. Vista à par- Nessa hipótese. Efeiro modificativo. com base no princípio da fungibilidade e quando opostos contra a sentença. 211 210 ·-. ---- . não será obrigatório o contraditório prévio paração salarial e horas extras. TST deixou expresso no item li da referida OJ que. Nesse sentido. Ao interpor os embargos de declaração para que o juiz se manifeste sobre as horas extras.Em decorrência do efeito devolutivo amplo conferi- tica de provimento ou denegação de recurso tiver conteúdo do ao recurso ordinário. de prejuízo "material. 2011. eco- mar a decisão impugnada. de modo que os embargos deverão estabelecia ser obrigatória a concessão de vista à parte contrária. Omis- são no julgado Nesse sentido. São julgado. A natureza da omissão suprida pelo julgamento de em- bargos declaratórios pode ocasionar efeiro modificativo trária. 383. sendo destinados a esclarecer ou integrar o 156 nômico ou moral decorrente do conflito de direito material" • julgado. surgiram os embargos de declaração com efeito modifica- tivo ou infringente. teses em que não se concede vista à parte contrária para varem apenas suprir omissão. modificação da decisão.-.I do TST.r ·I ÉLISSON MIESSA No entanto. financeiro. sem que haja o pronunciamento do art.______±__ __ -. havendo em- no julgado. Curso de direito processual do trabalho. te contrária rente busca alterar a própria substância do julgamento. 9. • cabem embargos de declaração: quando a decisão monocrá. exceto ser admitidos como agravo. art. o que pretende a parte é a verdadeira Na hipótese de efeito modificativo. o Tribunal Superior do Trabalho entendeu que. que a decisão dos embargos de decla- ração. --· ···-------------·--------. o que dá ensejo I . podia alterar substancialmente o julgado. Paulo: LTr. bargos de declaração com efeito modificativo da decisão monocrática do relator (art. 6. II . Melhor explicando. Os embargos de declaração não têm a função de anular ou refor- não se cogitando. possibilitando a alte- EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Assim. 557 do CPC). nessa hipótese. o recor. Embargos de declaração. que atualmente são admitidos expressamente no ração substancial do julgamento. a OJ n° 142 da SDI-I do TST reforma ou anulação do julgamento. nos embargos de declaração. sendo julgados procedentes seus pedidos. mas o juiz nada se manifesta acerca das horas extras. já previa a Súmula n° 278 do TST. Percebeu-se.

ed. a empresa in~e~­ a não concessão de vista à parte contrária gerará violação ao princí. o aludido dispositivo não fez ressalva quanto à cionada a interposição de qualquer outro recurso ao depósito do valor sentença. 158 Para o escudo específico do efeito devolutivo. nc prazo de 5 (cinco) dias. Ao dec1d1r pio do contraditório: Isso porque o contraditório permite que a parte os embargos. o pagamento ~a multa passa a ser considerado um pressupostos recursal. mesmo sem retteraçao. ela não é pressuposfo para contraditório seja prévio. São Paulo: LTr. incidindo. CPC prevê que. ) eventual efeito modificativo dos embargos de decla- b) até 10% do valor da causa.. não de- o legislador afastou ex?ressamente essa possibilidade.6. na hipótese de reiteração dos em- ração somente poderá ocorrer em virtude da correção de bargos protelatórios. cida na sentença. o art. exceto para o beneficiário do TST. no recurso ordinário.. Dessa forma. Atenta-se para o fato de que. para que ele não ser levantadas oportunamente no recurso ordinário. 7. no capítulo XIV.uízo no julgamento dos embargos. o exame total das provas e debate pleno vendo rejeição liminar dos embargos. podendo fundar-se no mero inconformismo da obscuridade. com o advento da Lei 13. o omissão. recurso ordinário 159 • 157 BEBBER. exigindo-o presa for interpor o recurso ordinário. Desse modo. impondo o contraditório inclusive nessa hipótese. 46. improced~nci~ ou na hipót~s~ de da aplicação do direito. ou seja. quando os embargos forem protelatórios. deverá recolher a mult~ es~abele­ inclusive na hipótese de sentença. 897-A a) não excedente a 1o/o sobre o valor da causa. Nesse caso. admite a rediscussão. 2. de forma supletiva. 159 O Projeto do Novo CPC. de 0 efeito modificativo for potencialmente previsto. bargos são protelatórios.rgos de declaração deverá ser prévio. vale dizer. no recurso ordinário. o juiz nega a omissão levantada. Com efeito. vide comentários da Súmula n° 393 como pressupostos recursal para os próximos recursos. não haverá seja utilizado apenas para a interrupção do prazo recursal. Se a empresa interpuser recurso ordinário dessa decisão. a fim de que a parte contrária possa participar a interposição do recurso ordinário. item 1. O 212 213 . o efeito devolutivo tem aplica- ção plena nessa modi. 2009. por expressa disposição legal. sob pena de não processamento ou conhecimento do to ou modificação da OJ n° 142 da SDI I do TST. porque o contraditório será diferido. o que deverá provocar o cancelamen. 515 do CPC 158 • Os embargos de declaração têm o efeito de interromper o prazo Isso quer dizer qu:: todas as matérias tratadas na sentença poderão para interposição de outros recursos. no caso de reiteração.. parte vencida 157 • Em decorrência disso. pensamos que. porque o recurso ordinário. aprovado pela Câmara dos Deputados. de gratuidade da justiça e para a Fazenda Pública. se a em- contraditório nos embc. Júlio César. põe embargos de declaração alegando omissão no julgado. aplicando-lhe a multa de 1o/o sobre o valor da mesmo que o contraditório possa ser diferido. a empresa interpõe novamente embargos de declaração insistindo na Assim. ampl!a a P_ri- p. te será condenado a pagar ao embargado multa: No entanto. entendendo que os em- possa influenciar o julgador no momento do julgamento. Agora. ou seja. com·::> novel dispositivo. causa.idade de recurso. da matéria fática. Recursos no processo do trabalho. por ser um recurso de Por fim. o embargan- posteriormente.1. 0 juiz poderá elevar a multa para 10%. meira multa para 2o/o e considera o pagamento da multa. de modo que. ha- forma ampla. será exercido. ficando condi- Queremos dizer. esclarece-se que o contraditório somente é obrigatório se natureza ordinária e de fundamentação livre. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO PROTELATÓRIOS no processo do trabalho o art. impondo que o verá pagar a multa nesse momento. da CLT passou a declarar expressamente que: [. que a recolherão ao final. o§ 2° do art. o legislador contemplou que Exemplificamos: Proferida a sentença de 1° grau.015/14. respectivo. 538 do prejuízo. se da decisão dos embargos do convencimento do . será desnecessária a concessão de v1sta a parte contrana. atualmente. vício na decisão embargada e desde que ouvida a parte contrária. ÉUSSON MIESSA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO E assim agiu.

240. Embargos de declaração manifestados com notório pmpó- § 3o). por vezes. Rio Recursos no processo do trabalho. 214 215 ·····---·--·-·-----·----- . de Janeiro: Forense. 1. ordinário). Pode acontecer de o tribunal negar a existência de omissão e não se TIONÀ. 164 Especialmente antes do advento da Lei 13.Caráter Protelatório. §§ 2° e 3°)." BEBBER. Daniel Amorim Assumpção. bargos de declaração com efeitos prequestionatórios de acórdão O?m isso. assim como na hipótese de recur. o TST entende que estará preenchido o pressuposto recursal do preques- Como os embargos de declaração têm. Omis. deverá a parte 162 Súmula 356 do STF: "O ponto omisso da decisão. não havendo manifestação expressa no acórdão a respeito regional passível de recurso de natureza extraordinária. Nesse caso. Preclusão TERPOSTOS SIMULTANEAMENTE Ocorre preclusão se não forem opostos embargos decla. do TST).039. . Trata-se do chamado preques- dicional. omissão. porque o prequestionamento impõe que haja decisão prévia acerca da matériil para que os tribunais superiores possam se manifestar sobre o Por fim. São Paulo: LTr. Manual de direito processual civil. cumpre fazer um alerta: somente há que se falar em em- objeto recorrido. Do exposto. ed. Embargos de Declaração.015/14. não pode ser objeto de recurso extraordinário. sendo inad- da matéria de que se pretende recorrer. 5. embargos de declaração e um suposto específico dos recursos de natureza extraordinária. 163 "Daí não serem cabíveis embargos de declaração com o escopo prequestionador quando o recurso subsequence for de natureza ordinária. a Súmula n° 356 do STP 62 • 8. Júlio César. Isso tionamento implícito (ficto). por se tratar de mecanismo que visa a preencher pres. tem outro recurso (por exemplo. 897-A. pois apenas os recursos de natureza extraordi- requisito do prequestionamento. desde que a matéria já tenha sido veiculada no recurso suprir omissão da decisão impugnada completando a prestação juris- principal (Súmula n° 297. Nesse caso. ed. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO COM EFEITOS PREQUES. eles não são considerados como protelatórios (Súmula n° 98 do STJ1 61 ). RECURSO PRINCIPAL E EMBARGOS DE DECLARAÇÃO IN- são em recurso de revista. sito de prequestionamento não têm caráter protelatório. o de tionarnento. III. 729. ele passa a ter relevante papel no prequestionarnento. a função de prequestionar a matéria. ou seja. 160 NEVES. São Paulo: Método. EMBARGOS DE DECLARAÇAO ÉLISSON MIESSA Os embargos serão protelatórios quando tiverem o único objetivo inicialmente interpor os embargos de declaração.Propósito de Prequestionamento samente quais os casos em que o efeito interruptivo não ocorrerá (CLT. 2. vez que nesses recursos não se aplica o efeito transla- tivo. Tal obrigatoriedade subsiste inclusive no que tange à matéria so manifestamente incabíveJ 16°. pmjeto também prevê que não serão admitidos embargos de declaração se os dois anteriores tiverem sido considerados protelatórios (art. Embargos declaratórios. p. havendo omissão na decisão a ser impugnada por meio de recurso de revista ou de embargos para a SDI. 2009. Não sabendo se os embargos de declaração serão conhecidos e ava- ratórios para suprir omissão apontada em recurso de re- liando o entendimento de alguns juízes no sentido de que o não conhe- vista ou de embargos. art. sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios. conforme dispõe a Súmula n° 184 do nária exigem o pressuposto do prequestionamento 163 • TST: Súmula n° 184 do TST. simultaneamente. cimento dos embargos não interrompe o prazo recursal 164 . por faltar o requisito do prequestionamenco". deve a parte interpor embargos missíveis de sentença judicial ou acórdão decorrente de competência de declaração para suprir tal omissão. com o fim de suprir a de retardar o andamento do processo. de ordem pública. 9. No mesmo sentido. p. com a finalidade de preencher o originária dos tribunais. a qual passou a declarar expres- 161 S1J Súmula n° 98.TÓRIOS manifestar sobre a matéria pretendida pelo embargante. 2013. as partes interpõem. dentre seus objetivos.

relator etc. apresentara contrarra- 11. art. PROCEDIMENTO zões no prazo de 5 dias. tenha decisão que julgou outros embargos. 2010. que julgou os embargos. p. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO ÉLISSON MIESSA monocrática no tribunal. ]". os novos embargos devem ter como foco o julgamento estará no juízo de mérito. 5. 536 do CPC. 2009. bem como e mente[ . São Paulo: LTr. nos novos embargos ocorrido 0 manifesto equívoco na análise dos pressupostos extnnsecos devem ser apontados vícios existentes na decisão dos embargos ante. proferirá juízo foi embargada.não subsequente a sua apresentação (CLT. Os embargos estão isentos do recolhimento de preparo. mas. de admissibilidade positivo. a sentença. sen. necessidade de intimação das partes para o julgamento. sob pena de violar o princípio da unirrecorribilidade 165 • Assim. Júlio César. 2. ed. Com efeito. NEVES. na conch. Manual de direito processual civil. declaração sob o fundamento de omissão. do art. obscuridade e manifesto equívoco na análise dos pressupo~t~s porque. nesse caso. 556.são. Os embargos de declaração são interpostos. relator. de modo que os embargos não serão conhecidos. passando a verificar o mérito dos embar- Exemplo: proferida sentença. 537. Queremos dizer. após a decisão dos embargos. Estando ausente os pressupostos recursais. é importante destacar que os vícios de omissão. caso de decisão colegiada.). por exemplo. con- foram analisadas. São Paulo: Método. ou seja. querendo. Daniel Amo rim Assumpçáo. Assim como nos demais recursos. No segundo momento. o relator apresentará os embargos na sessao apelar da sentença. vez que as horas extras não Nesse ponto. se existe realmente o vício levantado e.m nao proce- dendo 0 juízo. Rio de Janeiro: Forense. no prazo de 5 dias (CPC.asst. de Janeiro: Forense. nesse caso. por exemplo.. estando presentes os pressupostos. tradição. não havend~ parece admissível que a mesma parte ingresse com os dois recursos simultanea. a parte deverá etapas: juízo de admissibili~ade. 897-A. especialmente quando. não comportando sidente. novos embargos. a sentença não poderá ser novamente embargada. a mera alegação de taiS ~~cws J: horas extras. caput) ou. 167 NEVES. considerando que a unirrecorribilidade é solucionada pela pre. a analise se~: embargada. o recurso ordinário.p. Contudo. sob pena de serem considerados protelatórios. dos embargos anteriores. pressupostos recursais. o ato impugnável é apenas um. dos embargos. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DE DECISÃO EMBARGADA dade será negativo. caso os embargos de declaração sejam interpostos pri.. Agora. concreta. e jlllzO de mento. Recursos no processo do trabalho. Manual de direito processual civil. Daniel Amorim Assumpção. ed. os embargos se submetem a duas meiro que o outro recurso. reconheceu que todas as horas foram com. ~o 165 "[ . 2013. Quando se tratar de decisão após 0 retorno dos autos (CLT. p. clusão consumativa 166 . pnmeua parte). 2.. ed. 0 julgamento dos embargos deverá ocorrer na prim~ira :udiência no juízo prolator da decisão embargada. riores. São Paulo: Método. abrir:se-á o con- traditório para a parte contrária que. ] apesar de concordar com a possibilidade de uma das partes. art. art. extrínsecos devem ser avaliados. na fundamentação. o primeiro recurso interposto será o válido. poderá ser é suficiente para seu cabimenro 167. enquanto a outra ingressa com embargos de declaração. essa decisão é contraditória. por força do o posterior ineficaz.:. o juízo de admiss~bili­ 10. A segunda decisão. Ja Portanto. 210. qu~~do será analisada a presença dos interpor novamente o recurso. o reclamante interpõe embargos de gos. será endereçada ao dois recursos. 897-A. no prazo de 5 dias. ele será dirigido a responsável da decisão (pre- Aqui. 725. condenou a empresa ao pagamento das zo de admissibilidade. Havendo potencial efeito modificativo do recurso.. não servindo para apresentar novamente vício na decisão que já Por outro lado.. 217 216 . Rio 166 BEBBER. Julgado os embargos. No caso de decisão colegiada. É possível a interposição de embargos de declaração para impugnar Admite-se. de forma abstr~ta ?~ JU~: pensadas. inicialmente. caput).

.. SÚMULAS DO TST E ORIENTAÇÕES JURISPRUDENCIAIS RELACIONADAS AO CAPÍTULO 13. 22. Efeito modificativo para incidir nova redação de súmula. de vista à parte contrária é nula apenas se configurado manifesto prejuízo. não tendo o efeito de interromper qualquer prazo recursal. que teve sua tese alterada..2002. que fala em ser a decisão "passível de nulid~de".11. Omissão em recurso de revista. Omissão na aná- ção. Vista à parte contrária gência do item I da Orientação Jurisprudencial n° 142 da SBDI-I c/c o art. 13. prevista vimento para determinar o pagamento das verbas postuladas até a vigência da Lei no art. por maioria. é impossível conferir-lhe efei- sao aponta~a em recurso de revista ou de embargos. da SBDI-1. impri- bém monocrática. to modificativo com o propósito de adequá-lo à nova redação de súmula. trazidos aos autos pela própria reclamada.8. C?corre preclusão se não forem opostos embargos declaratórios para suprir omis.5. 219 218 ______ _____ =-------------------------------------------------------------------------~--~-~--~--~--~-~-~--~--~-~------------------------------------------------------- . rei.Em decorrência do efeito devolutivo amplo conferido ao recurso ordinário o ambas às partes.I do TST.5. Prazo em dobro. e deu-lhes parcial pro- I -Tendo a decisão monocrática de provimento ou denegação de recurso. mindo efeito modificativo ao julgado.1.1998. SBDI-1. a SBDI-I. Possibili- A natureza da omissão suprida pelo julgamento de embargos declaratórios pode ocasionar efeito modificativo no julgado. quando se pretende tão-somente suprir omissão e não. A decisão que acolhe embargos declaratórios com efeito modificativo sem concessão Or~entaçã~ Jurisprudencial n° 142 da SDI. modi.2012 (Informativo n° 16) Súmula no 184 do TST. Embargos de declaração. do recurso de revista. comporta no 8. Desatenção ao item III da Súmula Não cabem embargos de declaração interpostos contra decisão de admissibilidade n° 337 do TST. Na espécie. rei. nos termos da atual redação da Súmula n° 277 do TST. ED. Não concessão de vista à parte contrária.I do TST. Na hipótese em que a Turma conheceu do recurso de revista. Orientação Jurisprudencial n° 192 da SDI. Efeito modificativo.. Omissão no julgado .2012 (Informativo n° 31) Or~entação Jurisprudencial n° 377 da SDI..542/92. Decreto-Lei n° 779/69. Embargos de declaração. Embargos de declaração.. Possibilidade. Ausência de prejuízo. Decisão denegatória de recurso de revista exarado por presidente do TRT. Min. Min. conteúdo decisório definitivo e conclusivo da lide. Com esse entendimento.Postulando o embargante efeito modificativo. a decisão embargada consignou que a única con~rárta. Vencidos os Ministros Augusro César Leite de Carvalho. ED. e sobre os quais já· se item I ~ão se aplica às hipóteses em que não se concede vista à parte contrária p~ra havia manifestado exaustivamente. INFORMATIVOS DO TST RELACIONADOS AO CAPÍTULO 12. Não decretação de nulidade.do CPC. autos na pauta. e condenar a reclamada ao pagamento das verbas requeridas até que as cláusulas impugnadas do acordo coletivo sejam modificadas ou suprimidas por norma co- II.. Efeito modificativo. em decisão aclaratória.. TST-ED- rão ser submetidos ao pronunciamento do Colegiado.É passível de nulidade decisão que acolhe embargos de declaração com efeito esse entendimento. Ives Gandra da Silva Martins Filho. SBDI-I. I. Augusto César Leite de face dos princípios da fungibilidade e celeridade processual. se mamfestar sobre os embargos de declaração opostos contra sentença. lise da fonte de publicação do julgado que ensejou o conhecimento do recurso Descabimento.. 557. a SBDI-I.. dar provimento ao recurso de embargos ficação do julgado.I do TST. 794 da CLT. não modifi~ativo sem que seja concedida oportunidade de manifestação prévia à parte conheceu dos embargos.0 1. questão versada nos declaratórios da reclamante decorrera de fatos conhecidos por Il. . EMBARGOS DE DECLARAÇÃO ÉLISSON MIESSA É em dobro o prazo para a interposição de embargos declaratórios por pessoa dispensada a necessidade de o relator solicitar dia para inclusão dos jurídica de direito público. Delaíde Miranda Arantes. Cabimento contrariedade à Súmula n° 277 do TST (redação anterior).. Embargos de declara- . por divergência jurisprudencial com aresto que desatendeu ao comando do item lll da Súmula . Pessoa jurídica de direito público. dade. vencido o Ministro Brito Pereira. Orientação Jurisprudencial no 142. 2. Não interrupção do prazo recursal de revista por divergência jurisprudencial. e ser esclarectda pela via dos embargos de declaração. os embargos declaratórios deve- letiva posterior. Com I . rejeitou Súmula no 421 do TST. em -E-ARR-61600-91.0013.. TST-E-ED-RR-5121500-44. Impossibili- Preclusão dade. Embargos declaratórios. . Não padecendo o acórdão embargado de omissão. relator. que acolhiam os embargos declaratórios para.... Embargos de declaração com efeitos modificativos Súmula no 278 do TST.. e não nula ipso facto.0900. Inteli- Efetto modtficativo. Embargos declaratórios contra decisão monocrática do os embargos declaratórios opostos contra acórdão que conheceu de embargos por relator calcada no art. convertidos em agravo. tam. por maioria. Carvalho. Embargos declaratórios.05. 557 do CPC...

impunha-se imprimir efeito modificativo aos embargos de de- CAPÍTULO IX claração opostos com o fim de configurar omissão na análise do aspecto alusivo à fome de publicação do julgado que ensejou o conhecimento da revista. mente. em situações excepcionais. LXXVIII. para o fato de que existe uma exceção quanto à concessão de efeito suspensivo no recurso ordinário. Dora Tem cabimento na fase de conhecimento. § 6° e art.2013 (Informativo no 46) recurso adequado é o agravo de petição. mas deixar de remeter os autos para a Turma analisar novamente o recurso de revista. da CF). É o caso do re- curso ordinário de sentença normativa (dissídio coletivo). o Maria da Costa. 7°. ou seja. aplicando desde logo o direito à espécie. TST-E-ED-RR-52100-08. por sua vez. ÉLISSON MIESSA no 337 do TST. pois. no tópico. pelo juízo ad quem (art. por maioria. o recurso lograva conhecimento por contrariedade à Súmula Vinculante n° 4 do É. rei. a O recurso ordinário é o meio pelo qual se pode rediscutir. aprovado pela Câmara dos Depmados. será analisada pelo órgão competente I para analisar o mérito do recurso. art. Ele vem previsto no art. 899. Min. Cabe ainda na ação cautelar e nos procedimentos especiais. Trata-se de recurso que tem efeito meramente devolutivo (CLT. Nesse contexto. SBDI-1. caput). Atenta-se. 5•. conhecer do recurso 1. dela não conhecer por divergência jurisprudencial. que passará a ser utilizada ! para conceder efeito suspensivo ao recurso. parágrafo único). art. poderão ser suspensos os efeitos da sentença por meio de medida cautelar inominada. seja na profundidade.5. ampla- Subseção negou provimento aos embargos. conse- quememente. seja na extensão.701/88. e. 895 da CLT. A segunda.:t. a qual equivalerá à concessão de efeito suspensivo ao recurso (Súmula n° 414. um recurso de natureza ordinária e de fundamentação STF e consequente provimento para julgar improcedente a reclamação trabalhista livre. contempla que a tutela antecipada de natureza cautelar e antecedente. devendo ser interposto no prazo de 8 dias. decidiu. Interessante observar que.2008. porém. nos termos da conclusão do acórdão embargado.192/01). seja de fato. INTRODUÇÃO de embargos. consignando que embora tenha ocor. como já estudado no tópico de efeitos recursais. devidamente comprovadas. e diante do princípio da celeridade processual (art. na medida e extensão conferidas em seu despacho (Lei n° 7. quando o presidente do TST confere efeito suspensivo. I. na fase executiv. é aquela à qual se recorre quando se pretende modificar a decisão.5. a matéria decidida na 1a instância 168 . concluindo não haver controvérsias na matéria de mérito acerca da base de cálculo do adicional de insalubridade. 169 O Projeto do Novo CPC. rido desacerto da Turma ao conhecer da revista por divergência jurisprudencial. 300. Assim. Nesse recurso. do TST) 169 • 168 A primeira instância é o juízo que iniciou a demanda ou onde foi proposta a ação.22. a devolutividade é ampla. 14 da Lei n° 10. 9. L_ 2··_____ 221 . Vencido o Ministro João Ores- te Dalazen.0003. seja de direito. portanto. RECURSO ORDINÁRIO a SBDI-1.

ela se Decisões definitivas são as que resolvem o mérito do processo. É o que ocorre. como a possibilidade jurídica.nos demais casos prescritos neste Código.quando. VII . 267.!·' 2. forme dispõe o art.quando a ação for considerada intransmissível por Em regra.quando ficar parado durante mais de 1 (um) ano por negligência das partes.1. o julga- processo sem resolução do mérito. Na hipótese de acos não jurisdicionais. Recurso ordinário de sentença VIII -quando o aucor desistir da ação.····/~I I ÉLISSON MIESSA RECURSO ORDINÁRIO '.2. no dissídio coletivo. dirigido ao TRT.. o mandado de seguran- lhe competir.quando o autor renunciar ao direito sobre que se tência para julga:mento é do TST por meio da SDC. ação rescisória 'Por outro lado. Extingue-se o processo.quando o juiz acolher a alegação de perempção. 223 222 . IX. in verbis: Art. a legitimidade das quer nos dissídios individuais. ridas nas Varas do Trabalho. sendo recurso ordinário de dissídio coletivo. II. V. independentemente do conteúdo da sentença. art. mento do recurso ordinário é de competência da SDI-II do TST. ] vas. sos que se iniciam no TRT.quando o juiz pronunciar a decadência ou a pres- crição. das decisões tomadas em primeira instância. em processos de sua competência originária.quando se verificar a ausência de pressuposcos de ·i constituição e de desenvolvimenco válido e regular do · O recurso ordinário é cabível: processo. por exemplo.quando o juiz indeferir a petição inicial. Com efeito. o recurso ordinário tem cabimento das sentenças profe- disposição legal. seja pela Vara do Trabalho. decisões terminativas são aqueles que extinguem o e demais ações individuais de competência originária do TRT. funda a ação. partes e o interesse processual. O recurso ordinário também será cabível das decisões terminativas li.quando não concorrer qualquer das condições da Regionais. • ' • resClsona. ou definitivas de competência originária dos TRTs. os proces- III.das decisões definitivas ou terminativas dos Tribunais VI . Ele será cabível tanto das decisões definitivas como das terminati- XI. pendência ou de coisa julgada. 170 Quando se busca impugnar ato jurisdicional provocado pelo juiz da Vara ou por III . vos (CLT. 269 do CPC. Recurso ordinário de ac6rdão do TRT I -quando o juiz acolher ou rejeitar o pedido do autor. mandado de segurança 170 e na açao . quer nos dissídios coleti. ação. de modo que o recurso ordinário será (trinta) dias. 269.pela convenção de arbitragem. HIPÓTESES DE CABIMENTO IV . con- submeterá ao recurso ordinário. ou seja. o que precisa ficar claro é que o recurso ordinário caberá Art.·~r ' !. 2.. o autor abandonar a causa por mais de 30 ça será de competência da Vara do Trabalho. Nesse caso. no caso de mandado de segurança. [.. a compe- V . X. I. a seguir transcrito: Portanto. Por outro lado. como descreve o art. por não promover os atos e diligências que membros do TRT. rito: seja pelo Tribunal Regional. 267 do CPC.quando o réu reconhecer a procedência do pedido. Haverá resolução de mérito: 2.das decisões definitivas ou terminativas das Varas do Trabalho.quando as partes transigirem. sem resolução de mé. Il. IV. litis- ·i I . 895).quando ocorrer confusão entre autor e réu.

Rio de Janeiro: Elsevier. vez que. 8 andamento processual. do TST). § 2°. os autos ficariam por lá. instauraria conflito de 11 11 competência que seria julgado pelo TST (CLT. sob o rias não recorríveis imediatamente.fÍfTurma) (Turma) autos iriam diretamente para o TST. para o TST é cabível recurso ordinário de decisão interlocutória que acolhe exceção de incompetência territorial. Homero Barisra Mareus da. v. da CLT. Exemplo: Paulo ajuíza reclamação trabalhista em Belo Horizonte. trate de decisão interlocutória. Acórdão Acórdão Dissídio individual Dissídio coletivo Dessa forma. de uma vara do TRT da Ja Região e encaminhados para uma Vara do Trabalho vinculada ao TRT da 14a Região. é importante destacar que as demais decisões interlocutó- -MG. decisão interlocutória. O juiz reconhece a incompetência e encaminha é que sua impugnação não será imediatamente. o TST passou a admitir o recurso ordinário de decisão É o caso da declaração de incompetência em razão da matéria. trabalho. portanto. embora se que se vincula o juízo excepcionado (Súmula 214. dessa forma. o TRT da Ja Região estaria SDI suprimido de analisar a competência. com interlocutória na hipótese de reconhecimento de incompetência terri- o encaminhamento dos autos a outra Justiça (Federal ou Estadual). será cabível o recurso ordiná. reme- 2. no caso o processo termina na Justiça do rio para o TRT a que está vinculado o juiz que proferiu a decisão de Trabalho. Curso de direito do trabalho aplicado: justiça do ordinário dirigido ao TRT da Ja Região. por força do art.--S-D-I--1-. Além disso. Por outro lado. 799. os autos insurgência da própria sentença. 224 225 . se não houvesse tal exceção possibilitando o re- TRT curso ordinário da decisão interlocutória. pois a não admissão de recurso na hipótese poderia acarretar um custo insuportável para a parte acompanhar o .) SDC Rio Branco reconhecesse sua competência. 215. Nesse caso.3. 8. Nesse caso. motivo pelo qual o art. ÉLISSON MIESSA RECURSO ORDINÁRIO O C. 808. ou seja. sendo interposta pela reclamada exceção de competência. p.) (~sD-1-1-1-. § 1°. 2010. mas no momento da os autos à Vara do Trabalho de Rio Branco. saindo. art. a análise "' pelo TRT da Ja Região. Por fim. sob a alegação de que o desloca- Tribunal Superior do Trabalho mento da competência territorial no caso inviabilizaria o reexame da competência pela instância superior a que o juiz excepcionado (que se declarou incompetente inicialmente) está vinculado 171 • Na hipótese do exemplo anterior. Contudo. da CLT admite a interpo- incompetência. fundamento de que o reclamante teria trabalhado e sido contratado Isso não significa que elas jamais poderão impugnadas. foco a sentença ou o acórdão decorrente de decisão de competência Existe ainda outra hipótese de cabimento de recurso ordinário de originário do TRT. sição de recurso. que torial com remessa dos autos para Tribunal Regional distinto daquele a admite o recurso ordinário de imediato. suprimindo. O que ocorre em Rio Branco-AC. "c". b). embora seja decisão interlocutória. os (Turma) (Turmi} ft~rm~ (Turma) (Turma )(TurrT1. justifica-se a referida exceção com tI RO base no acesso à justiça. TST admitiu tal exceção. 893. Isso ocorre porque. 895 da CLT. não reconhecendo sua competência.. se a Vara do Trabalho de c. caberá recurso 171 SILVA. o recurso ordinário tem como o juízo excepcionado.. Recurso ordinário de decisão interlocutória tendo os autos para Tribunal Regional distinto daquele a que se vincula Conforme prevê o art.

efetividade e economia processual. tença. o recurso cabível. provocando dúvida acerca da constitucionalidade desse leridade processual. visa-se ao erro de rior Tribunal de Justiça ou do Supremo Tribunal Federal. concedeu poderes ao juízo de admissibilidade a quo para não dar pro- Pretende-se. análise lide. invoca-se erro de julgamento. o tribunal possa entrar diretamente na análise do mérito da causa. No entanto. § 3°. 2013.1 quo apenas verifica pressu- § 3° Nos casos de extinção do processo sem julgamento postos recursais. é facultado clamante é carecedor da ação por faltar-lhe interesse de agir. é o mação trabalhista postulando o pagamento das férias vencidas acres- recu. art. com base nos princípios da economia e ce. 226 227 -. o juiz entende que o re- Atenta-se. o recurso afaste a carência da ação e julgue imediatamente o mérito da cama. na hipótese de extinção do dispositivo. Nesse último caso. porém. alterou sistematicamente a ideologia de su- o não seguimento do recurso por razões de mérito. base nos princípios da celeridade. 518. 515. invariavelmente. o pedido de pagamento das férias ve:1cidas acrescidas do terço constitucional. TEORIA DA CAUSA MADURA O recurso ordinário pode almejar a reformar ou anular a decisão 4. de certa forma.. Essa afirmação acaba. Não havendo retratação. tal limitação viola o devido proces- julgamento. estiver em condições de imediato julgamento. preservan- cessamento (seguimento) ao recurso quando a decisão estiver em con- do assim o duplo grau de jurisdição. para o fato de que.. sendo. decisão de mérito. aplicável subsidiariamente De plano. 652. procedimento. buscando que seja pro. de impeditiva de recurso. 515 do CPC permite que o tribunal entender que petição inicial é apta. a ser interposto no prazo de 8 dias. o art. § 1o. de Janeiro: Forense. p. a qual. dispõe 173 Talvez seja por essas razões que o projeto do ~CPC não verse sobre a súmula que o conectivo "e" deve ser interpretado como alternativo "ou". e os autos retornarão ao juízo de origem para Trata-se da chamada súmula impeditiva de recurso. pelo juízo de primeiro grau do "conteúdo do recurso à luz do teor da sentençà' 172 . § 1° O juiz não receberá o recurso de apelação quando a sentença estiver em conformidade com súmula do Supe- ferida decisão que substitua a anterior.---------------------~-~----··-·--· . 3. Daniel Amorim Assumpção. Caso o o juízo de retração. Já na anulação.4. A doutrina mais abalizada. provocando a extinção do processo sem resolução do mérito. O art. afastando-se da pressão de instância.. Isso ocorre porque. ÉLISSON MIESSA RECURSO ORDINÁRIO 2. O referido parágrafo.. é importante destacar que referido dispositivo permite ao processo do trabalho. por exemplo. ed. e desde que esteja em condições de jurisdicional 173 • Ao que nos parece. o tribunal pode julgar desde logo a consonância ou não com a súmula. no âmbito trabalhista. ao centralizar a discussão de oérito em um único órgão processo sem resolução de mérito. segue seu trâmite normal. 296). a decisão impugnada será anulada. com essa sistemática.í O indeferimento liminar da petição inicial é pronunciado por sen. É o que se de- 172 NEVES. haverá. Manual de direito procesmal civil. São Paulo: Método. com que: seja proferida uma nova decisão. Rio nomina de teoria da causa madura. ou seja. ou seja. passou a permitir que. Recurso ordinário do indeferimento liminar da petição inicial modo que incidirá quando a questão for exclusivamente de direito ou '. nessa hipótese. não necessitando retornar ao juízo de origem. É o que ocorre. 267). do CPC estabelece: Na reforma. sonância com súmula dos tribunais superiores. passando a para julgamento. estando o processo pronto o próprio juízo que prolatou a decisão poderá reformá-la. sendo provido o recurso. ao analisar se a decisão está em do mérito (art. Na sentença.. não suprir instâncias. quando o reclamante ajuíza recla- Tratando-se de sentença. ao interpretar esse dispositivo. o § 3° do art. SÚMULA IMPEDITIVA DE RECURSO impugnada. se a causa versar questão exclusivamente de direito e estiver em condições de imediato julgamento. reclamante apresente recurso ordinário. cidas do terço constitucional. portanto.rso ordinário. no prazo de 48 horas (CPC. do CPC. ao estabelecer: ideia de que o juízo de admissibilidade . 5.

2014.2013. p. já analisado nesta obra. 9. Por fim. 2013. vez que versa sobre regras do processo civil que. 518. incidindo o art. AIRO 0000668-75.4. Curso de direito p~oces­ 0000550-74. incidência da súmula impeditiva de recurso tem o campo de atuação mais ção pelos seguintes fundamentos: restrito. Rei• Min.797. I) juízo de admissibilidade negativo. da ampla defesa e do contraditório. Nesse caso. ante a omissão e compatibilidade com pugnada (juízo a quo). 24. os recorrentes poderão demonstrar que seus fatos não se enquadram na súmula invocada pelo juiz na deci- confere à súmula status superior à lei.5. p. como ao processo do trabalhol 74 • Do mesmo modo. do. Ademais. Julg. 176 Por todos. a CLT possui regra própria de processamento do recurso. 5. Bahia: JusPODIVM. com maior facilidade. STJ e. 2012.5.9. razão pela qual a No processo do trabalho. é importante ob- incidência desse dispositivo. Sayonara Grillo Coutinho Leonardo da Silva. O recurso ordinário é interposto no juízo prolator da decisão· im- cação ao processo do trabalho. A propósito. não tem permitido a aplicação o art. Segunda Turma. incluímos também as do TST.2014. efetividade e economia processual. 5. Interposto o recurso ordinário. 228 229 . Segunda Turma. Mary Anne Aca. pois. Rei• Des• Fed. § 1°. 11. bem como tente para julgar o mérito do recurso (juízo ad quem). Rei• Des• pressupostos recursais. o juiz não poderá impedir o processamento do recursom.08. ed. os tribunais regionais. Cairo Júnior. são. Obstado o processamento do recurso. 49. De qualquer modo. servar que nessa seara as questões fáticas predominam. está presente a compatibilidade. tauassú Camelier. 145. as razões recursais devem ser fundamentadas. Justifica-se que há omissão na CLT. a doutrina processualista tem admitido a Admitindo sua incidência no processo do trabalho. 2) juízo de admissibilidade positivo. em sua maioria. Nesse caso. como é o caso. pois o instituto é embasado nos prin- A petição de interposição é uma simples petição. contempla sua apli.2012.5.0061. 8• Turma.0115. 2012. ao recurso ordinário e à sumula do TST. quando não estiverem presentes os pressupostos recursais. ed.2014. 646. parte da doutrina não permite sua aplica. Rei. Carlos Henrique Bezerra. 178 LEITE. Contudo. Sétima Turma. caberá a interposição do dificulta consideravelmente a evolução jurisprudencial capaz agravo de instrumento.2014. TST tem deciáido pela não aplicação do aludido dispositivo tiva do recurso é mera faculdade do juízo.19. sual civil: Meios de impugnação às decisões judiciais e processo nos tribunais. será realizado pelo juízo a quo.0119. podendo o interessado se valer do agravo de instrumento. DEJTPA 20. Leonardo José Carneiro da.8. v.8. o recurso não será processa- 174 TST-RR 0120000-09.5. ocorre com a súmula vinculante. Des.0482. 475 do CPC. Paulo: LTr. Salva. atenta-se para o fato de que a aplicação da súmula impedi- O C. por exemplo. dirigindo suas razões recursais ao órgão con:pe- esse ramo processual. do STF. pág. José. o CPC não fez referência com base no princípio da dialeticidade. 3. Curso de direito processual do trabalho. 518. RO 177 DIDIER J r. 1. porém. do CPC ao processo do trabalhol75. ÉLISSON MIESSA RECURSO ORDINÁRIO so legal. p. Isso significa que a invo- te sobre súmula do STF ou do STJ. ed~ São dor: JusPODIVM. TRT 19• Região. recebem a ade.2009. Dora Maria da Cos. João Leite de Ar- ruda Alencar. perfeitamente ao processo laboral. cípios da celeridade. o dispositivo somente se aplica na hipótese de súmulas o art. § 1o. adequando-se 899 da CLT. ta. ao serem trazidas para a seara laboral. não sendo obrigatória.2013. p. TRT 8• Região. DEJT 29. o primeiro juízo de admissibilidade quação necessária. DOR] 2. podendo proferir: interpretado pela Súmula n° 303 do TST. PROCEDIMENTO A doutrina trabalhista majoritárial76. de alterar as súmulas. AIRO 0002523-54. se estiverem presente~ os 175 TRT I• Região.. do art.2014.01. de modo que a utilização cação de orientação jurisprudencial é incapaz de impedir o seguimento de analogia restritiva violaria os princípios do devido processo do recursol 78 • ' legal. CUNHA. do CPC disciplina a apelação versando somen.. DEJTAL 12. Curso de Direito Processual do Trabalho.5. Fredie.15.

do revisor e. podendo. Procedimento no recurso ordinário no rito sumaríssimo Recebidos os autos. das razões de decidir do voto prevalente. Nesse ser o regimento interno do tribunal. parágrafo único) 179 • 5. Assim. 557 do CPC. 547 a 565 do CPC e o que dispu- § '1 °). Sendo conhecido. ou não O voto será redigido pelo relator. § 1°. será dada a palavra às partes ou aos procuradores inscritos. 557 do CPC. os autos juízo de admissibilidade e o juízo de mérito. negar seguimento. o recurso ordinário será imediatamente sua secretaria. porém.c ___ _ . 105. Dessa decisão. 5°). se este entender necessário o pa- 179 Alguns tribunais regionais admitem a figura do relator apenas nas ações rescisórias. tribunal. caberá agra- VO' interno. no prazo de 8 dias (Lei. art.1.584/70. com registro na certidão. inti. apenas na ação rescisória de competência originária designa-se revisor (TST-Rl. É importante observar que o julgamento observará dois juízos: o Ao chegar no tribunal. atenta-se para o fato de que o p:ocessamento do recurso guir ao relator na ordem descendente de antiguidade" (CPC. que consistirá naquele "que se se. nos termos do art. Difere. o recurso ordinário é cabível nas mesmas hi- se 'for ~ caso. processamento do recurso que. Será designado ainda o revisor. 895. depois de analisar os autos. os devolverá à secretaria e pedirá dia para julgamento (CPC. art. Devolvidos os autos pelo Ministério Público do Trabalho. os autos serão enviados ao revisor que. terá as seguintes peculiaridades: Não sendo o caso de aplicar o art. após examiná. passando-se Apresentadas as contrarrazóes. 112 do regimento interno). passa-se ao se- cer. que é a análise do mérito de recurso.•. no prazo de 8 dias. § 2°). com a indicação suficiente do processo e parte dispositiva. Depois. como ocorre o TRT da 15• to. distribuído. ocasião em sendo o caso de envio. negar póteses e no mesmo prazo do rito ordinário. e Região (are. no prazo de 5 dias (CPC. se for o caso. para julgamento. após os trâmites administrativos. 5) terá acórdão consistente unicamente na certidão de julgamen- 180 Em alguns tribunais. art.. Em seguida. dando-se ini- cialmente a palavra às partes ou aos seus procuradores. recurso (tribunal ad quem). o presidente dará 3) não terá revisor. 5. este proferirá seu voto.•. os autos serão encaminhados ao juízo competente para o julgamento do dade. como é o caso do TRT da 15• Região (are. art. e a secre- -los. o recurso será processado. quanto ao provimento ou dar provimento ao recurso. ~ . o juízo poderá reexaminar os pres- a colher os votos dos demais integrantes do colegiado. ordinário segue as diretrizes dos arts. dos demais em ordem decrescente de antigui- 518. 133 do regimento interno). monocraticamente. Por fim. o relator poderá se valer do art. . primeiro se vota serão enviados ao Ministério Público do Trabalho para emissão de pare. restituindo os autos à I) recebido no tribunal. que será designado outro redator para o acórdão. acerca da admissibilidade do recurso. No recurso de competência do TST não haverá revisor. para que possam fazer a sustentação oral..§2°). Na sessão. providenciará o relatório. da CLT. 551. 230 231 _J. art. 2) o relator deve liberá-lo no prazo máx~mo de dez dias. ÉLISSON MIESSA RECURSO ORDINÁRIO No segundo caso (juízo positivo). No rito sumaríssimo. sendo primeiro supostos de admissibilidade do recurso. ou seja. a palavra ao relator para fazer a exposição dos fatos e circunstâncias da causa. em seguida. Mantida (ou não revista) a decisão de admissibilidade. para fazer a leitura do relatório 180 • 4) terá parecer oral do representante do Ministério Público pre- sente à sessão de julgamento. o regimento interno alcera a ordem da sessão. o relator. gundo momento. recer. mando-se a parte contrária a apresentar suas contrarrazóes de recurso. salvo se for vencido. taria do tribunal ou turma colocá-lo imediatamente em pauta 5Sl. Retornada a palavra ao relator. anunciado o julgamento do recurso. será sorteado o relator.

me dispuser o regimento interno) sos de competência originária do TRT por maioria. ÉLISSON MIESSA CAPÍTULO X 6) se a sentença for confirmada pelos próprios fundamentos. Na espécie. registrando tal circunstância. os recursos a depender Da decisão de Tribunal Regional do Trabalho em mandado de segurança cabe re. 500 do CPC. nos termos do art. SBDI-I. art. Argui~ão. Vencidos os Ministros Brito Pereira. 897. ordinário para o Tribur:al Superior do Trabalho. rei. b.. exige TRT (Tribunal Pleno. por unanimidade. Luiz de competência originária do TST (CLT. Súmula no 201 do TST. impugnada suscitada. na instância ordinária. a contrarrazões ao recurso ordinário. o recurso será o agravo de petição. pois este.9. (Infornativo no 58) art. 897. uma vez que lhe faltava interesse recursal ante a ausência lho na fase de execução. 895.2007. Renovação em contrarrazões ao recurso de revista. da CLT. na fase executiva.unento Decisão. nos tribunais regionais. igual dilação para o recorrido e interessados apresentarem razões de contrariedade. examinar a prejudicial eom:petência para juig. divididos em turmas. servirá de acórdão. tratando-se de decisão curso ordinário. de sucumbência nas instâncias ordinárias.. Ação rescisória Com efeito. poderão designar turma para o julgamento dos recursos ordinários interpostos das sentenças prolatadas nas demandas sujeitas ao procedimento suma- ríssimo (CLT. 1. art. e. Ele deve ser interposto no prazo de 8 dias. nos termos do art. . mas renovada em competência para julgamento será da seguinte forma: contrarrazões ao recurso de revista. TRT na fase de execução dos proces- nheceu dos embargos da reclamada. Min. INFORMATIVOS DO TST RELACIONADOS AO CAPÍTULO .01. e prolatada na fase de conhecimento. SÚMULAS DO TST E ORIENTAÇÕES JURISPRUDENCIAIS Diferentemente do processo civil. 7. cabia à Turma. ou Sessão Especializada do TRT. tendo o mesmo prazo para as contrarrazões. 5. não apreciada pelo Regional. INTRODUÇÃO 6. "a''. Com esse entendimento. o agravo de petição é o recurso destinado a impugnar Da decisão de Tribunal Regional do Trabalho. no prazo de 8 (oiro) dias. § 3°) 233 232 ______l_ . é cabível recurso as decisões proferidas na execução trabalhista. do regimento interno do TST) TST na fase de execução dos processos Lacerda Paiva. confor. estando previsto no art.. Súmula n° 158 do TST. Prescri~ão. não se poderia exigir que a reclamada trouxesse a matéria TRT (Turmas do TRT) decisões proferidas pela Vara do Traba- por meio de recurso. ao dar provimento à revista da outra parte para condenar a reclamada pela primeira vez. deu-lhes provimento para declarar prescrita a pretensão no tocante às (CLT. em face da organização judiciária 897. TST-E-ED-RR-24400-26. o recurso cabível será o ordinário. em ação rescisória. em que o recurso de apelação é RELACIONADAS AO CAPÍTULO utilizado tanto na fase de conhecimento como na executiva. decisões proferidas pelo Presidente do trabalhista. Assim. Ademais.. Órgão Especial decisões proferidas pelo Presidente do sucumbência recíproca. para o Tribunal Superior do Trabalho. Não aprecia~ão 2. por divergência jurisprudencial. o processo .2013. Recurso ordinário em mandado de segurança do trabalho fraciona.0343... Momento oportuno. Philippe Vieira de Mello Filho. Desse modo.. a SBDI-I. a certidão de julgamento. § 3°) parcelas que antecederam ao quinquênio contado do ajuizamento da reclamação TST (SDI-I do TST. em contrarrazões ao recurso ordinário. COMPETÊNCIA pelo Tribunal Regional. co. Dora Maria da Costa e Renato de 71.. da fase em que foi proferida a decisão. não há falar em necessidade interposição de recurso adesivo. AGRAVO DE PETIÇÃO Ademais. A competência para julgar o agravo de petição depende da com- Na hipótese de prescrição quinquenal arguida pela reclamada originariamente em petência originária para o processamento da execução. II.. § 2°). trabalhista.5. no mérito. enquanto.

A potencial violação do art. 2012. 897. Recursos no processo do trabalhe. pois o art. A decisão que rejeita ou acolhe parcialmente a exceção é irrecorrível de imediato. Recurso de revista conhecido e provido. O disposw no art. 897. da CLT. AGRAVO DE PETIÇÃO.. Sérgio Pinto. da CLT há de ser interpretado em sintonia com a disciplina do art. Des. ed. embargos possui outros bens. 5°. a aparência interlocutória. 8 9 3. "à'. intransponível ao prosseguimento da execução. embargos de adjudicação e na impugnação à decisão de liquidação são recorríveis por meio do agravo de petição. pal'tz concursos. A maior celeuma fica por conta das decisões interlocutórias. Min. as decisões proferidas em execução. sen~enças. 893." 234 235 . concretamente. "a". inviabilizando o prosseguimento da execução • 186 de terceiros (desde que ajuizado na fase de execução 181 ). da CLT. verifica-se que o agravo incontestável 185 • de petição é cabível das decisões na fase de execução. como seria. mas o executado não se modo. Agravo de instrumento conhecido e provi- tringindo o cabimento do agravo de petição 183 . criarem empecilhos ao regular modelos de petições. 504). embargos de arrematação. que extinguisse a execução sem a quitação total dos valores em execu- verem o processo. Consolidaçiio das leis do trabalho a execução 182 e da decisão que acolhe a prescrição intercorrente. 185 BEBBER. 3• Turma. Rei.0028. CABIMENTO. é aplicável na fase executiva. para 454-455. § 1°. São Paulo: LTr. sob pena de inviabilizar o prosseguimento da É sabido que o juiz profere despachos. o recurso adequado é o agravo de petição. das decisões do Juiz ou Presidente. p. quais decisões são Como regra. 2014. § 1°.O. que veda a recorribilidade VIMENTO. DJ 28. de forma a compreender-se que desafiarão agravo de petição 182.02. no prazo de 8 (oito) dias: a) de petição. por exemplo.9. abandonando. "I. produzir prejuízo grave e imediato a direito tido por Pela interpretação literal desse dispositivo. tença terminativa. 897. O mesmo se diga da decisão que acolhe a exceção de pré-executividade extinguindo 184 CARRION. ed. Marcelo. embargos à execução e da impugnação aos cálculos. nas exe- 3a corrente: admite a impugnação imediata quando a decisão im- cuções[ . mesmo que excedentes às trilhas dos 183 MARTINS. decisões interlocutórias e execução. tindo três correntes acerca do tema: 186 TST-RR-205200-90. as decisões interlocutórias proferidas na execução não impugnáveis pelo agravo de petição? podem ser impugnadas. res. que ((" interlocutórias não se aplica na fase de execução. pode ocorrer de a decisão interlocutória criar obstáculo Os despachos são irrecorríveis (CPC.5. ÉLISSON MIESSA AGRAVO DE PETJÇAO 3. exis. 1173. p. equiparando-se à sen- nhecimento. a decisão Por outro lado. recursos. as decisões proferidas nos embargos à execução. desfecho do procedimento. QBJETO 2a corrente: o princípio da irrecorribilidade imediata das decisões O agravo de petição está previsto no art. 4. Contudo. a . LV. da Constituição Federal encoraja imediata das decisões interlocutórias.1990. o argumento de que se trata de bem de família. do alcance proposto pela norma. Salvador: Juspodivm. 181 . o processamenw do recurso de revista. Podemos citar ainda a decisão que desconstituiu a penhora. Valentin apud MOURA. São Paulo: Atlas. ] puser um obstáculo intransponível para a execução ou for capaz de. as sentenças terminativas ou definitivas. da CLT não fez nenhuma restrição 184 . assim.Cabe agravo. Noutras palavras. 33. A generalidade desse dispositivo provoca dúvida na doutrina e na jurisprudência acerca De nossa parte pensamos que a terceira corrente está com a razão. II. com ou sem resolução do mérito. seja na fase de execução.. PRO- 1a corrente: o art.12. alcançar foros de definirividade. Direito processual do trabalho: doutrina e práticaforeme. Art. possibilitando a estabelece: impugnação imediata de todas as decisões. ção. Júlio César. art. ed. do. sentenças e outros. sob Na fase de execução. Noutras palavras. Alberw Luiz Brescia- ni de Fontan Pereira. 310. 3. seja na fase de co. por resol. 2013. são recorríveis. 897.RECURSO DE REVISTA. DECISÃO PROFERIDA EM EMBARGOS À EXECUÇÃ.Sendo ajuizado na fase de conhecimento caberá recurso ordinário. quando se estiver diante de decisão interlocutória terminativa do feito. p. quando.AGRAVO DE INSTRUMENTO. do mesmo Texco.

Trata-se de fase intermediária que visa a complementar da CLT. 6. II. Paulo: LTr. a jurisprudência do TST e a do próprio STF que a decisão de liquidação não é recorrível de imediato. a impugnação da decisão de liquidação. que não admite o recurso de revista de decisao de hquidaçao. pela análise do referido dispositivo. pelo exequente: por meio da impugnação da decisão de liqui- Em resumo. pensamos que o entendimento do TST contraria o na liquidação de sentença. p. embora a decisão tenha mecanismo Portanto. Além disso. por exemplo. São Paulo: LTr. Decisão de liquidação zação dos embargos do art. art. impedindo a utili- 3. no mesmo prazo de 5 dias. dispostos no art. 89_6. Nessa hipótese. da CLT. quer explicitando. 884. o qual permite a impugnação da decisão de li- quidação não se enquadra na fase de conhecimento nem mesmo na quidação após a garantia da execução. leciona Carlos Henrique Bezerra Leite: ed. afirma que a decisão de liquidação tem meca. Diante dessa pecu. a fase de conhecimento e preparar a fase executiva. 237 236 . admitindo-se o agravo de petição para afastá. 2009. não nos parece cabível o agravo de petição do ato que ju2ga a liquidação. 811. 884 da Do mesmo modo. Nesse sentido. como ocorre. p. é possível constatar próprio de impugnação. mulas no 266 e no 399. e não contestados pela outra (Su- iminente ao agravante. De qualquer modo. devendo ser permitem sua impetração nas hipóteses em que do ato impugnado pos. de liquidação julgar não provados os artigos da liquidação. pode acontecer de a decisão interlocutória pro. Nesse ponto. na penhora da conta-salário do zo de 5 dias. executado (OJ n° 153 da SDI I do TST). Dessa forma. Carlos Henrique Bezerra. bex:n como vi~l~ o art . São Com efeito. § _2°. cabendo ao 187 Entendendo que é cabível o recurso de imediato somente na hipótese da sentença exequente igual direito e no mesmo prazo. depois de garantido o juízo. pre que a decisão de liquidação encerrar o processo não dando segui- nismo próprio de impugnação. é importante destacar que também será admitido impugnação autônoma pelo credor • o mandado de segurança. pois inviabiliza o pros- seguimento do processo: BEBBER. 2008. "enfrentar as questões envolvidas na elaboração da conta de hqw- vel ao prosseguimento da execução. quer solvendo a controvérsia das partes. parte da doutrina entende que não cabe recurso da decisão de são de liquidação dará prosseguimento à execução. da CLT. qual sejam os embargos à execução ou mento à fase executiva. ainda que se trate de liqui. pois. 2. 285. de ofício. em confronto com a legislação vigente. AGRAVO DE PETIÇÃO ÉLISSON MIESSA dação por artigos 187 . temos que reconhecer que nem sempre a deci- liaridade. TST. no pra- executado. CLT somente admite o ataque à 'sentença' de liquidação duzir prejuízo iminente. Recursos no processo do trabalho. 884. constados da intimação da penhora. que assim vaticina: § 3°. § 3°. os motivos pelos quais acolheu os cálculos oferecidos po~. Dúvida que ainda persiste na doutrina é o cabimento do recurso De nossa parte. mite 0 agravo de petição da decisão de liquidação por cálculos. u~a 3) as decisões interlocutórias capazes de produzir prejuízo grave e das partes ou pelo setor de cálculos. § 3°. 0 C. q~e 2) as decisões interlocutórias que criarem obstáculo intransponí. dação. impugnar: No entanto. por meio de ação incidental de embargos do devedor ou 188 -lo. da CLT. o TST entende que o juiz resolve definitivamente as controvérsias. fase executiva. inclusive porque tecnicamente a fase de li. 188 LEITE. a nosso juízo. § 3o. do TST). Somente nos embargos à penhora poderá o exe- cutado impugnar a sentença de liquidação. se~­ liquidação. ad- I) as sentenças proferidas na fase da execução. ela deverá ser suscetível de recurso. da seguinte forma: sa advir prejuízos imediatos e irreparáveis ou de difícil reparação ao • pelo executado: utilizando-se os embargos à execução. Júlio César. impugnada. uma vez que o§ 3° do art. o agravo de petição será cabível para dação. ed. Curso de direito processual do trabalho.1. 884.

ed. 238 239 . Carlos Henrique Bezerra. não haverá fase executiva. liquidação. ou seja. horas extras. qual não fere direito líquido e certo do executado o prosseguimento cursos. mas apenas R$ 40. Recursos no processo do trabalho. a fase de liquidação é fase in. 6. não agravante delimitar. § 1°. nos próprios autos ou por carta de sentença. 897. cumulativamente. por exemplo.00 que irá prosseguir até o fim da execução. no agravo de petição. que assim 416 doTST). como é o caso. não havendo. questiona-se: que entende devido. adicional de periculosi- impugnação imediata. as partes não poderão Delimitação da matéria consiste na indicação precisa da matéria impugnar a decisão após a garantia do juízo. ficando a nação será o recurso ordinário.000. a delimitação da matéria e dos valores impugnados. razão pela Além dos pressupostos extrínsecos e intrínsecos dos demais re. 4.00. o agravo de petição também possui um pressuposto es. como a competência da seara trabalhista cessará na decisão de invocação do artigo 475-0 do CPC. A tese majoritária. há de se registrar que a delimitação da matéria não se faz § 1°. de modo incluiu a liquidação na fase de execução 189 • que. O mesmo ocorre na decisão de nar definitiva a parte incontroversa. por exemplo.000. entende controvérsia apenas sobre R$ 30. vaticina: Por fim. O agravo de pedçáo só será recebido quando o necessária. não se admite o agravo de perição genérico. justificadamente. preenchido tal pressuposto. DELIMITAÇÃO DA MATÉRIA E DOS VALORES OBJETOS DE I ~ Agora. 244. Mauro. dade. da CLT. o agravo não será conhecido. Curso de direito processual do trabalho. quando o recurso for exclusivamente de direito. ÉLISSON MIESSA AGRAVO DE PETIÇÁO É o que acontece com a decisão de liquidação que julgar não A delimitação imposta no aludido artigo tem como finalidade tor- provados os artigos de liquidação. detalhadamente. por complementar a fase de conheci- mento. p. tem-se por incontroverso o valor Disso resulta que parte da doutrina entende que o meio de impug- de R$ 40. podendo inclusive ser liberado o dinheiro ao exequente (Súmula no nados. férias etc. por que o valor qual o recurso cabível? que entende indevido não está correto. São Paulo: 190 LEITE. como visto. fundamentando. a qual poderá ser executada imediatamente até limentar ou com a recuperação judicial deferida. já que os cálculos não consideraram as deduções. SCHIAV1. Nesse caso. Já a delimitação de valores exige a indicação do valor Admitida a impugnação da decisão de liquidação.00. vez que a própria CLT Portanto. como se depreende do art. não se enquadra na fase de conhecimento nem quanto às horas extras. 2008.000. permitida a execução imediata da de petição que discute a impenhorabilidade de bem de família ou que parte remanescente até o final. sem a necessidade de caução ou casos. 2012. permitindo-se assim a que irá impugnar. Paulo: LTr. pois o valor devido não seria R$ 70. quanto às matérias e aos valores DISCORDANCIA incontroversos (não impugnados) não haverá mais discussão. as matérias e os houver discussão de valores. ou seja. A dúvida existe porque.00 mesmo na fase executiva. que o i recurso cabível é o agravo de petição. p. 813. a parte não impugnada liquidação de processo em que a empresa se encontra em regime fa.000. da execução quanto aos tópicos e valores não especificados no agravo. pecífico consistente em delimitar as matérias e os valores impug. ventile a penhora de um bem público 190 • 189 No mesmo sentido. do agravo valores impugnados. São LTr. Nesses dois últimos a liberação dos valores ao exequente. Exemplificamos: Empresa X interpõe agravo de petição de deci- termediária que visa a complementar a de conhecimento e preparar r são proferida em embargos à execução alegando excesso de execução a executiva. ou seja. com a qual pensamos estar a razão. como homologado. ou seja.

33. petição deva observar os pressupostos re- 192 lutivo • Tal posicionamento se justifica porque o art. embora saibamos que o título judicial definitivo não se transforma em provisório. sonan. Depósito recursal Como já explanado anteriormente. imediatamente 191 • Por sua vez. portanto. o art. 1174. 193 MOURA. se o processo já esti- processo do trabalho. LEITE. sentenças e outros. Sérgio Pinto. inclusive depois O art. Salva- dor: Juspodivm. ed. 2012. Manoel Antônio apud BEBBER. 3. considerado como um pressuposto recursaP 94 • ctsao de embargos a execução. poderá ser executada Contudo. agravo de petição esse dispositivo deve ser interpretado em con. atenta-se para o fato de que seu pagamento deve ocorrer de for~a pr~visória 193 . Consolidação das leis do trabalho para concursos. fase. § 1°. Direito processual do trabalho: doutrina e prática forense· não há falar em exigência do depósito recursal para o agravo de petição. o depósito recursal tem como 191 TEIXEIRA FILHO. art. Isso significa que. Na fase da execução. recurso de revista e agravo de É i_mportant~ . de instrumento. 192 MARTINS. 89?'. 6. o agravo de petição. mo~elos de petições. nessa CPC. ver na fase executiva e contar com garantia integral do juízo (penhora). ed. o pagamento das custas será sempre de res- tra~iar essa regra. não sendo. . E que com o advento do art. 2014. ÉLISSON MIESSA AGRAVO DE PETIÇAO S. por ter efeito meramente devolutivo. 897. Curso de direito processual do trabalho 9 pio da legalidade e do contraditório. 475-M do CPC a impugnação (incluímos os embargos) não terá efeito suspensi. havendo prejuízo concreto e imi- pugnada no agravo de petição. mente. Custas processuais No entanto. Com efeito. ele poderá ser interposto nos próprios autos. da CLT ~era executada até o final.2. IV. Marcelo. o que provoca divergência na ocasião em que a execução será feita por carta de sentença. permitindo assim o prosseguimento da execução.destacar que a possibilidade do prosseguimento da instrumento independem do pagamento imediato de custas processu- e~:cuçao é permm~a mesmo n_a hipótese de agravo de petição de de.1. ferindo assim o princí- 459. cumpre destacar que. Recursos no objetivo a garantia de futura execução. mclustve com a necessidade de caução.Cla com . ed. 866. se for o caso. 240 241 . recurso~. Carlos Hennque Bezerra. tendo efeito suspensivo. § 1o. Por fim. São Paulo: LTr. 475-0 do no fim do processo (CLT. p. Impugnada. a tese majoritária. é possível o agravante se valer de medida cautelar para conceder certa forma. da CLT nos leva a con. 2013. ~ análise sistemática desses dispositivos leva a conclusao de que e permmda a execução até o final da parte não im. 899 da CLT é cursais intrínsecos e extrínsecos. com a qual pensamos estar a razão 6. . enquanto a parte impugnada acaba. porque não pode ser executada efeito suspensivo ao agravo de petição. de nente. São Paulo: Atlas. caput). 194 Instrução Normativa n° 20 do TST. 2012. tendo as limitações impostas pelo art. encaminhando-se ao tribunal as peças necessárias ao deslinde da controvérsia. 313. . meramente devolutivo. estabelecendo o art. ao declinar que a parte não impugnada ponsabilidade do executado. tas e ao depósito recursal.o ~rt. impõe-nos a interpretação de que a parte que o valor das custas no agravo de petição será de R$ 44. Isso porque.. p. ele possui peculiaridade quanto às cus-· norma aplicável a todos os recursos trabalhistas. a interposição do agravo de petição. EFEITO vo. 899 da CLT dispõe que os recursos trabalhistas terão efeito da interposição do agravo de petição. seguimento da execução. ais. 6. evidente. 789-A. Júlio César.utrina. ou em forma doutnna e na JUnsprudencia.No. Assim. 789-A. considerando que o agravo de petição não impede o pros- . São Paulo: LTr. ed. item XIII. p. o que inclui. Para ~arte da do. 4. da CLT.PREPARO é no sentido de que o agravo de petição tem efeito meramente devo~ Conquanto o agravo de.26.P: sob pena de se garantir duplamente a execução.

portanto. sentenças e outros. os embargos à ser obrigatoriamente em dinheiro. ou seja. ed. não tendo. Andréa Pressas. porque não levou em conta os pa. deverá os incidentes da penhora como. na fase executória. portanto. isto ceiros e impugnação à sentença de liquidação.Garantido o juízo. com a introdução do art. o juízo determina que a em- constrição (penhora) do bem 197 • presa X pague ou garanta a execução no valor liquidado de R$ 8. pois somente "o acréscimo no valor trabalhista. 195 BEBBER. criando. Sérgio Pinto. 5° da CF/1988.000. majoritariamente. 751. p. 132. O reclamante. o que impugna a sentença de liquidação. • tese majoritária: até a penhora significa que a execução pro- visória irá até a garantia do juízo. por sua vez. 899 da Il . In: ROCHA. não se admitindo a penhora de execução e o eventual agravo de petição 196 . na fase executiva. de R$ 3. AGRAVO DE PETIÇÃO NA EXECUÇÃO PROVISÓRIA integral da majoração.000. Júlio César. depósito para recorrer de qualquer decisão viola os in- cisos li e LV do art.00. como ocorre. Carlos Henrique Bezerra.000. uma lacuna axiológica a possibilitar majorando a execução em R$ 3. define a execução no a incidência do CPC. aplicação na interposição de embargos à execução. A empresa garante o juízo apresentando bens no valor da execução (R$ A nosso juízo. com a apreciação de todos Tal depósito recursal. Nesse sentido. 2.00) e interpõe embargos à execução. 9. portanto. Recursos no processo do trabalho. 184. que permite a "execução provisória até a penhorà'. 2012. pela análise da parte final do art. · ALVES NETO. permite que apenas seja feita a Exemplificamos: Iniciada a execução. embargos de ter- petição. nos dias atuais. LXXVIII. Súmulas do TST comentadas. porém. ' 242 243 --~ . Na doutrina. São Paulo: LTr. significa que a parte final do art. registra-se que. que não tem natureza recursal. I 197 MARTINS. deverá efetuar o depósito recursal no valor da majoração. Rio de Janeiro: Elsevier. valpr de R$ 11. São Paulo: LTr. admitidos os embargos à execução.00. quando não houver garantia integral do juízo. Em sentido contrário: Leonardo Borges. assim como nos demais recursos. no julgamento de impugnação de liquidação de sentença que corrige a r i AGRAVO DE PETIÇAO Por fim. não se admite como ampliação É interessante observar que. desde 196 LEITE. teto legal. a interpretação desse dispositivo é divergente: elevação do valor do débito. por exemplo. bens.000. 5°. a doutrina mais abalizada tem admitido sua aplicação na seara ate~tatório à dignidade da Justiça. cabível o agravo de petição na execução provisória. Nessa hipótese. levantamento do dinheiro ou atos de alienação de propriedade. será é. por exemplo. ed. São Paulo: Atlas. Direito processual do trabalho: doutrina e prática forense. da 8.000. No julgamento. Repete- -se: nessa hipótese. não tendo. 1012. a efetividade preconizada pelo art. 2009. p. consequentemente. devendo o depósito ser no valor 7. recursos. João (org. Caso a empresa pretenda apresentar agravo de Desse modo. Havendo.). ed. râmetros da condenação. i p. 33. exige-se a complementação da garantia do juízo. o juiz julga improcedentes porque gera situação que contraria os valores buscados pela sociedade os embargos da empresa e procedente a impugnação do reclamante. ÉLISSON MIESSA Insta salientar que o depósito recursal será exigido nessa fase quan- do houver majoração do valor do débito. 475-0 do da . o item II da Súmula n° 128 do TST: A possibilidade de interposição de agravo de petição na execução provisória passa. inicialmente. CF/88 não possibilita a paralisação indesejada de procedimentos. modelos de petições. de modo que a execução provisória poderá prosseguir até o do 'crédito definido no título executivo é que exige garantià' 195.00. Curso de direito processual do trabalho. coqta e amplia a condenação. não há teto legal. p.00. o depósito recursal será no valor integral da majoração.condenação a imposição de multas por litigância de má-fé e ato CPC. Consigna-se que. 899 da CLT não deve ser aplicada. • tese minoritária: até a penhora. l 2011. 2012. a exigência de CLT. o depósito recursal será exigido no agravo de petição ou recurso de revista na execução.

li . art. p. tente para julgar o mérito do recurso (juízo ad quem). o juízo poderá reexaminar os pres- supostos de admissibilidade do recurso. .. que serão autuadas em apartado e remetidas à instância instituto: superior para apreciação. . podendo o interessado se valer do agravo de instru- ação de necessidade. nessas hipóteses. necessidade de caução. cele- pugnada (juízo a quo). ÉLISSON MIESSA AGRAVO DE PETIÇÃO que. o recurso será processado. Carlos Henrique Bezerra. Ade- S. art. Contudo. podendo proferir: I . já analisado nesta obra. de difícil ou incerta reparação. incidindo o art. 899 da CLT. quando não estiverem pre- ou decorrente de ato ilícito. 867.. Nesse sentido. 5. ( TRT _) Apresentadas as contrarrazões. em determinados casos. como prevê o§ 2° do art.w. PROCEDIMENTO O agravo de petição é interposto no juízo prolator da decisão im. no prazo de 8 dias. São Paulo: LTr.nos casos de execução provisória em que penda agra- 2) juízo de admissibilidade positivo. 518. após os trâmites administrativos. bem A propósito. após contraminuta (CLT. § 2°). inti- dano. os agravo de autos serão encaminhados ao juízo competente para o julgamento do peitção recurso (tribunal ad quem). 475-0 do CPC: § 2° A caução a que se refere o inciso III do caput deste Interposto o agravo de petição. se estiverem presentes os vo de instrumento junto ao Supremo Tribunal Federal ou ao Superior Tribunal de Justiça (art. dirigindo suas razões recursais ao órgão compe. nos casos de crédito de natureza alimentar I) juízo de admissibilidade negativo. 9. ridade e efetividade processual. quando o agravo de petição versar apenas sobre as contribuições sociais.quando. 2012. . 5°). mando-se a parte contrária para apresentar suas contrarrazões de recur- Portanto. haja caução suficiente e idônea prestada pelo exe... A petição de interposição é uma simples petição. mento. da dispensa possa manifestamente resultar risco de grave No segundo caso (juízo positivo). não se limitando assim à penhora.. Mantida (ou não revista) a decisão de admissibilidade. art. com base no princípio da dialeticidade... 544). se for o caso._""""" _ execução Ao chegar no tribunal. no prazo de 5 dias (CPC. 198 Parte da doutrina admite o juízo de retratação no agravo de petição. quente (inciso III). salvo quando pressupostos recursais. o primeiro juízo de admissibilidade artigo podera ser dispensada: será realizado pelo juízo a quo 198 . permite-se inclusive a liberação de di. 9. o que nos parece salutar para resguardar os princípios da instrumentalidade de formas. os autos serão enviados ao Ministério Público do Trabalho para emissão de pare- VT cer. Nesse caso. processado.. o recorrente deverá fornecer as peças necessárias para o exame da controvérsia. as razões recursais devem ser fundamentadas. nheiro na execução provisória.. Na hipótese de agravo de petição por instrumento. nesses casos.:o_n_a__. até o limite de sessenta vezes sentes os pressupostos recursais. o exequente demonstrar situ. o recurso não será o valor do salário-mínimo.584/70. 897. no prazo de 8 dias (Lei. _ . ----~h•Jl" '--d_e_c_is_ã. § 8°). ( _ Sentença }~oo. so. o juiz da execução determinará a extração de cópias das peças Esquematizamos o agravo de petição para melhor visualização do necessárias. Curso de direito processuaL do trabaLho. LEITE. 244 245 ~---- . não haverá nem mesmo a como porque deve delimitar as matérias e os valores discordantes. ESQUEMA mais. ed.

como é o caso do TRT da 15• Região (art. § 1°. depende de demonstração inequívoca de v. art. Em seguida. em seguida. monocraticamente. ou seja. Dessa decisão. como ocorre no TRT da 15• Região (art. 557 do CPC. AGRAVO DE PETIÇÃO f. passa-se ao se- Será designado ainda o revisor. Sendo conhecido. que é a análise do mérito do recurso. para fazer a leitura do relatório 200 • direta à Constituição Federal. relator na ordem descendente de antiguidade" (CPC. 557 do CPC. ~ Súmula no 266 do TST. o regimento interno altera a ordem da sessão. 10. Mandado de segurança. dos demais em ordem decrescente de antigui- dade. ou não É importante observar que o julgamento observará dois juízos: o sendo o caso de envio. 547 a 565 do CPC e o que dispuser Recebidos os autos. Execução de sen- 551. negar seguimento. atenta-se para o fato de que o processamento do agravo de petição segue as diretrizes dos arts. art. após examiná- -los. § 1°). se for o caso.§2°). ~ Súmula n° 416 do TST. Lei no 8. o relator. 112 do regimento interno). primeiro se vota acerca da admissibilidade do recurso. depois Art. jeto de discordância. 133 do regimento interno).iolência causa. o regimento interno do tribunal. será dada a palavra às partes ou aos procuradores inscritos. caberá agra. na liquidação de sentença ou em pro::esso incidente na execução. providenciará o relatório. 247 246 . podendo. Assim. parágrafo único) 199 • Por fim. dando-se ini- cialmente a palavra às partes ou aos seus procuradores. que será aquele "que se seguir ao gundo momento. Não sendo o caso de aplicar o art. para que possam fazer a sustentação oral. Retornada a palavra ao relator. ocasião em No recurso de competência do TST não haverá revisor. passando-se a colher os votos dos demais integrantes do colegiado. tença A admissibilidade do recurso de revista interposto de acórdão proferido em agravo Na sessão. Cabimento de analisar os autos. este proferirá seu voto. anunciado o julgamento do recurso. 897. sendo primeiro do revisor e. Depois. negar provimento ou dar provimento ao recurso. será sorteado o relator. os autos serão enviados ao revisor que. apenas na ação rescisória de competência originária designa-se revisor (TST-RI. os devolverá à secretaria e pedirá dia para julgamento (CPC. salvo se for vencido. O voto será redigido pelo relator. que será designado outro redator para o acórdão. 199 Alguns tribunais regionais admitem a figura do relator apenas nas ações rescisórias. Nesse tribunal. restituindo os autos à Devendo o agravo de petição delimitar justificadamente a matéria e os valores ob- sua secretaria. o presidente dará de petição. 200 Em alguns tribunais. Execução. juízo de admissibilidade e o juízo de mérito. Admissibilidade. 105.LISSON MIESSA Devolvidos os autos pelo Ministério Público do Trabalho. o relator poderá se valer do art. da CLT. não fere direito líquido e certo o prosseguimento da execução quanto aos tópicos e valores não especificados no agravo.432/1992. Recurso de revista. art. 551. SÚMULAS DO TST RELACIONADAS AO CAPÍTULO vo interno. in- a palavra ao relator para fazer a exposição dos fatos e circunstâncias da clusive os embargos de terceiro.

Noutras palavras. seja de direito. 249 . tecnicamente. os recursos podem ser classifica- dos em: ordinários e extraordinários. citando-se como exemplo. buscando sua exata aplicação. Os recursos ordinários visam à tutela do direito subjetivo. seja de fato. O que os diferencia é o direito que buscam tutelar. já que. Pode até ocorrer de o recurso de revista afastar a injustiça da decisão. Podemos citar como exemplo de recursos de natureza extraordinária. Isso ocorre porque a Constituição Federal de 1988 exaltou o STF como guardião da norma constitucional. reservando ao STJ e ao TST a última palavra na legislação federal. Tais recursos podem estar fundamentados no mero in- conformismo com a decisão judicial (injustiça da decisão). os recursos de natureza extraordinária fundam-se na tutela do direito objetivo. de modo que permitem a rediscussão ampla da matéria. Por visar à exata aplicação do direito. Conforme já analisado nesta obra. CAPÍTULO XI RECURSO DE REVISTA 1. no processo do trabalho. agravo de petição. embargos de declaração. os recursos: ordinário. atingirá indiretamente o direito subjetivo da parte. na seara trabalhista. tais recursos impedem a verificação fáti- ca. Portanto. impôs aos tribu- nais superiores o papel de definir a exata aplicação da norma jurídica. mas verificar se a norma foi corretamen- te aplicada ao caso concreto. mas esse não é seu foco principal. ficando restritos à análise de direito (Súmula n° 126 do TST). na análise do direito objetivo. o recurso de revista não busca corrigir in- justiça na solução da lide. revisão e agravo de instrumento. INTRODUÇÃO O recurso de revista é um recurso de natureza extraordinária. agravo interno. os recursos de revista e embargos para a SDI. inclusive o reexame de provas. Por outro lado.

tendo o mesmo prazo para ficando restrito à análise de direito. portanto. jetivo pode ser tutelado. empregatício. Nesse caso. o TST não irá analisar. podendo ser de fundamentação troversos. o TST poderá qualificar esses faros. 4. porque o TST poderá fazer a qualificação jurídica dos tamente a norma federal. É impugnada. nesses recursos. art. Lei n° 7. 896 da CLT.584/70. Para simples reexame de prova Ademais. Os recursos de fundamentação livre são aqueles que não se ligam Assim. a ausência de verificação fática está ligada à própria carac. como se pode verificar pelas TST (CLT. o que torna a doutrina A competência para julgar o recurso de revista é das Turmas do e a jurisprudência uníssonas sobre o tema. o direito sub- jurisdicional. mas nada obsta que invalide o depoimento de uma tes- que. incontroversos ou se constarem do acórdão regional. art. Veda-se. estadual (nesse caso quando ultrapassar o âmbito de um regional). por exemplo. Pretensão de simples reexame de mento na interpretação da Constituição Federal. REEXAME DE FATOS E PROVAS 3.PRAZO Conforme já analisado no tópico anterior. as contrarrazões (Lei n° 5. havendo recurso de revista por violação do art. do recurso de natureza extraordinária é dar uniformidade de entendi- Súmula n° 7 do STJ. não reconhecendo que ela era empregada doméstica. a). no recurso. fatos. ou seja. § 2°. 5°. COMPETÊNCIA terística dos recursos de natureza extraordinária. Com efeito. somente podem ser qualificados se forem prudencial. além de buscar a exata aplicação na norma. ou seja. assim como uniformar o entendimento juris. de família. por exemplo. 896. o acórdão regional indica demonstração de divergência ou de violação literal de dispositivo de lei expre~samente que a trabalhadora laborava 3 vezes por semana em casa federal ou afronta direta e literal à Constituição Federal. por exemplo.859/72. 1° da Lei no O recurso de revista é. um recurso de natureza extraordi- 5. atingindo apenas reflexamente a prova dos autos. o objetivo não cabe recurso extraordinário. o recurso de revista tem como objetivo aplicar corre. lei federal e norma prova não enseja recurso especial. se os fatos que de- necessidade apenas de que a parte não se conforme com a decisão im- monstram seu impedimento (por exemplo. 6°). É o que ocorre. Isso ocorre. no recurso ordinário. RECURSO DE REVISTA ÉLISSON MIESSA Súmula n° 279 do STF. exame de fatos e provas (Súmula n° 126 do TST). a lei não exige depoimento. o re. sendo disciplinado no art.701/88. se a parte pretende aduzi-los no recurso de revista e eles não são incon- vando em conta a sua fundamentação. devendo ser interposto no prazo de 8 dias. 2. Desse modo. Busca a tutela do direito objetivo. mas apenas de modo indireto. levando-os ao TST para sua qualificação jurídica. o TST qualificará Já os recursos de fundamentação vinculada são aqueles em que tais fatos com enfoque imediato na violação do art. ga- rantindo segurança jurídica aos jurisdicionados e efetividade na tutela Contudo. como consequência. art. ser cônjuge da parte) forem pugnada. Súmulas do STF e STJ transcritas a seguir: 251 250 . Nessa hipótese. incontroversos ou constarem no acórdão regional. que está vinculado à o que acontece ainda quando. dos os fatos importantes constem expressamente no acórdão regional. a tutela do direito objetivo pode provocar benefícios para o direito subjetivo. como ocorre com o recurso de revista. reconhecendo o vínculo nária e vinculada. aponte-se especificamente determinado vício. havendo temunha por ser impedida de depor. o recurso de revista tem O recurso de revista observa a regra geral dos recursos trabalhistas. o conteúdo de Um a determinados defeitos ou vícios das decisões. incumbe-lhe interpor os embargos de declaração para que to- livre ou vinculada. 829 da CLT e art. Cabe destacar ainda que a doutrina também divide os recursos le. do CPC. Portanto. é necessário registrar que. porém. natureza de recurso extraordinário. Esses fatos. a lei exige que o recorrente indique algum vício específico na decisão 405.

tem plena aplicação o recurso de revista. há necessidade de se conjugarem dois requi- postas no art. cabe recurso de revista para interposição de um recurso é o cabimento. fundamentada. no julgamento da ação rescisória. 896. 5. 252 253 . TRT Isso significa que. O cabimento do recurso de revista da decisão do agravo de petição se justifica. o acórdão não decorre de julgamento do recurso ordinário. por exemplo. nesse caso. na realidade. art. o presidente do Tribunal Regional do Trabalho. nas ações coletivas como. Por esse dispositivo. em que o proferidas em grau de recurso ordinário. porque. incabível o recurso de revista. com as limitações im. Acórdão proferido em agravo de instrumento somente caberá depois do julgamento do recurso ordinário. art. 896. sença desse pressuposto. que vai proferir o pri. tratando-se de ação de competência originária do Recurso de (acórdão em RO) TRT. DECISÕES SUSCETÍVEIS DE RECURSO DE REVISTA berá recurso de revista de ação originária do TRT: é o caso do agravo de petição de ação de competência originária do TRT.2. Para que se verifique a pre- impugnar decisão firmada no agravo de petição. diferindo. que significa que. caput. deverá ter origem na Vara do Trabalho. sucessivamente: a) o ato impugnável é recorrível. b) o recurso e controvérsia na fase de execução envolvendo a Certidão Negativa de interposto é adequado à modalidade de decisão que se busca impugnar. Assim. por decisão pública. Ac6rdão proferido em grau de recurso ordinário o agravo é julgado pelo próprio tribunal regional. A regra. A expressão "dissídios individuais". o recurso de revista pressupõe a existência de julga- mento anterior em recurso ordinário e agravo de petição. § 1°). por exemplo. Dessas decisões Recurso cabe recurso ordinário (CLT. da CLT. ÉLISSON MIESSA RECURSO DE REVISTA TST Débitos Trabalhistas (CLT. ele nada mais é do que o recurso ordinário na fase executiva. bem como nos casos de execução fiscal sitos. 895. portanto. é que a demanda tenha se iniciado na Vara do Trabalho. § 10). 896 da CLT dispõe que cabe recurso de revista das decisões recurso ordinário de ação de competência originária do TRT. a interposição desse recurso será perante o CLT. pois. o recurso de revista não tem incidência nos dissídios Vara do Trabalho (sentença) coletivos que são de competência originária dos TRTs. em dissídio individual. utilizada no art. Desse modo. da tência das Turmas do TST. porque existe uma exceção em que ca- 5. percebe-se claramente que o recurso de revista 5. . § 2°. poderá recebê-lo ou denegá-lo (CLT. 896. por expressa disposição legal. 11). já que.3. constituindo erro grosseiro a Ordinário interposição de recurso de revista (OJ no 152 da SDI-1 do TST). dissídio coletivo etc. Revista portanto. É importante esclarecer que. do O art. tem como intuito apenas diferenciá-los dos dissídios coletivos. Em todos os demais casos. Ac6rdáo de competência originária do TRT Como visto.1. Dissemos como regra. 896. O primeiro pressuposto recursal a ser analisado no momento da Ademais. cabível o recurso de revista para impugnar acórdãos proferi- dos em grau de recurso ordinário ou agravo de petição. de modo que. 5. art. sendo. tendo aplicação somente nos dissídios individuais. pelos julgado do RO é feito pelo TST. embora o julgamento seja de compe. É o que acontece. a ação civil meiro juízo de admissibilidade (juízo a quo). o processo tribunais regionais do trabalho.

2010. já entraria no julgamento 202 SILVA. sentença. cisões proferidas em grau de recurso ordinário. § 1°. se o desembargador 201 Como visto. faz-se necessário analisar o segundo requisito. que não processa o recurso. o qual declina que as decisões O agravo de instrumento é uma modalidade recursal restrita no interlocutórias são irrecorríveis. impugnável por meio de recurso de revista. Desse modo. vez que o agravo de petição nada mais é do que o recurso ordinário na fase executiva. (grifas no original) 202 lhe dar provimento. A empresa interpõe agravo de instrumento para destrancar o recurso de revista unicamente a atacar decisões proferidas recurso ordinário. proferindo também acór- dão com natureza de decisão interlocutória. uma decisão do to. 8. processo do trabalho. Agora. recorrível. A pro- sais. 896). o fez expressamente. imediatamente. quando o agravo de instrumento chega ao tribunal não conhecimento ou não provimento do agravo de instrumento é regional. Nesse caso. 896 da CLT declina que "cabeRe- recurso ordinário destrancado. 264. pois. proferindo aqui um acórdão com natureza de do trabalho. passa a verificar o mérito do agravo de instru. desse provimento ao agravo de instrumento. Rio de Janeiro: Elsevier. permite o recurso de recurso ordinário e não a decisão agravo de instrumento. ao julgar o julgado pelo TST. art. 893. somente é cabível o recurso de revista das decisões proferidas no o agrav~ de instrumento. curso de Revista para Turma do Tribunal Superior do Trabalho das de- sendo. Ele pressupõe. Aqui. No tribunal (juízo ad quem). portanto. Tal decisão tem natureza de modo que a decisão a ser impugnada nessa hipótese será o acórdão do deCisão interlocutória. O juízo a quo não processa o recurso por ausência de depósito A principal novidade deste caput reside na delimitação do recursal. ou não lhe dar provimento (mérito). ou seja. Em caso positivo. sendo. Curso de direito do trabalho aplicado: justiça do recurso ordinário. porque é intempestivo. o desembargador não em grau de recurso ordinário em dissídio individual. devendo ser refor. Desta forma. inicialmente. se ele preenche os pressu. § 2°). o acórdão proferido pelo Tribunal Regional do Traba- mento e. o ato que se busca impugnar na hipótese de não co- A primeira análise. Passamos assim a ponderar se a decisão prolatada um acórdão com natureza de decisão interlocutória. é no sentido de verificar se o ato im- nhecimento ou não provimento do agravo de instrumento pelo TRT é pugnável é recorrível. mas não feridas em agravo de instrumento. No mesmo caminho. o tribunal regional adentrará no julgamento do recurso ordinário. v. porque apenas decidem do recurso de revista. destinado tão somente a destrancar o recurso não Agora. cabe a este analisar. pode acontecer de o tribunal ad quem não conhecer vras. Contudo. em dissídio individual. Homero Batista Mateus da. de se invocar o art. um acórdão com natureza de sentença suscetível de recurso de revista. so principal. :í RECURSO DE REVISTA ÉL!SSON MIESSA Com efeito. todas as decisões oriundas de dissídio cole- conhece do agravo. ambos os acór- pósito. portanto. na realidade. da CLT. 255 254 . de ju~zo a quo. registra-se: em caso de provimento do agravo de instrumen- processado no juízo a quo. razão pela qual há no agravo de instrumento é recorrível. quando o legislador quis ampliar 201 o cabimento dãos têm natureza de decisão interlocutória. por opção legislativa. portan- agravo de instrumento para que o juízo ad quem possa analisar o recur. to. para aqueles que entendem que o acórdão regional de No entanto. sendo provido. porque não preenche os pressupostos recur- recurso ordinário. No mesmo sentido. p. No entanto. o acórdão tem natureza de sentença. 896. Pode acontecer de conhecer 0 agravo. cabe frisar que. se o postos recursais. assim como aquelas pro- natureza interlocutória. que a sentença violou norma infraconstitucional. porque o recurso ordinário realmente estava au- sente de recolhimento do depósito recursal. Homero Batista Mateus da Silva: mada. recurso ordinário). Noutras pala- Por outro lado. art. o que não inclui o agravo de instrumento. adentra no julgamento do lho em grau de recurso é recorrível por meio do recurso de revista a ser recurso trancado (por exemplo. recurso interposto é adequado para impugná-lo. não se trata de verdadeira ampliação. que é recorrível por meio de recurso de revista "na hipótese Exemplificamos: A empresa X interpõe recurso ordinário alegando de ofensa direta e literal de norma da Constituição Federal" (CLT. pelos Tribunais Regionais do Trabalho" (CLT. de petição. o art. proferindo acórdão com tivo ficam fora de seu alcance. que. como se dá com o agravo questões incidentes do processo.

o legislador passou a atribuir poderes ao relator para julgar outro lado. com base nos princípios da economia e celeridade· termo no ofício de julgar a causa. Andréa Pressas. 204 Vide mais comentários no tópico em que analisamos o princípio da irrecorribili- das. ÉLISSON MIESSA RECURSO DE REVISTA No mesmo sentido. Júlio César. por gional prolatado em agravo de instrumento.4. Daniel Amorim Assumpção. ALVES NETO. 2. minhado ao Tribunal Superior do Trabalho. 203 BEBBER. "mantendo-se com o órgão colegiado a competên- ordinário ou agravo de petição. é imediato 204 • incabível o recurso de revista de acórdão proferido no TRT em julga- mento do agravo de instrumento. João (org. seja porque o recurso interposto não é adequado. não Assim. porém. ed. descrito no art. 256 257 . 'a'. dade imediata das decisões interlocutórias. Portanto. admitindo em casos excepcionais o recurso de revista da decisão do agravo de instrumento: Leonardo Borges.5. para manter a substância do tribunal (órgão colegiado) e a cabe recurso de revista. não os conhecer ou os julgar isoladamente. Acórdão proferido em agravo interno e agravo regimental Tribunal Superior do Trabalho (Súmula n° 214. § 3°. apenas nesse caso será cabível recurso de revista para im- pugnar decisão interlocutória. admite-se o recurso de não é recorrível. Assim. o relator poderá. a Súmula 218 do TST abaixo transcrita: Essa exceção se justifica porque nesses casos. seja ela de natureza interlocutória ou de sentença. In: ROCHA. ed. § 1°. 201 O. Acórdão com natureza de decisão interlocutória 5. quando resolve questão incidente. 643. Em sentido contrário. da LEITE. estar a decisão em confronto com súmula ou orientação jurisprudencial do TST (art. o qual acontece com a decisão do agravo de instrumento. Ao chegar ao tribunal o recurso ordinário. 205 NEVES. da decisão monocrática cabe agravo interno ou agravo Contudo. Trata-se. 20 11. Manual de direito processuel! civil. por processual. p. na hipótese de o acórdão ter natureza interlocutória. nos termos do arts. Noutras palavras. nos arts. caberá o recurso de revista. considerando que os atos É da índole do tribunal a natureza colegiada da decisão. via recurso de revista. vista de decisão interlocutória: da decisão do Tribunal Regional do Trabalho contrária à Súmula ou à Orientação Jurisprudencial do 5. terá natureza de decisão monocraticamente os recursos. p. 2008. voltaria ao tribunal regional. 271. 5. Carlos Henri'õue Bezerra. 781. Rio p. Rio de Janeiro: Elsevier. interlocutória 203 • 894. por exemplo. São Paulo: LTr. 8 94. Súmulas do TST comenta. sendo incabível o recurso de revista. se não admitida a im- Súmula D 218 do TST. Decisão monocrática É sabido que o acórdão pode ter dupla natureza: de sentença e de decisão interlocutória. de mera delegação Tendo natureza de sentença e decorrendo de julgamento de recurso de poder ao relator. seja porque o ato impugnável tutelar de forma mais eficaz o jurisdicionado. no tópico anterior. "a". É o que ao agravo. monocraticamente. São CLT e 557 do CPC. São Paulo: Método. p. como anunciamos será analisado pelo órgão colegiado do tribunal competente.6. da CLT. agravo de petição e o agravo de instrumento. é possível concluir que. a decisão monocrática do relator está sujeita das decisões interlocutórias. Portanto. Recurso de revista. 59. de Janeiro: Forense. Curso de direito processual do trabalho.). cia para decidir" 205 • Agota. Paulo: LTr. da CLT). Recursos no processo do trabalho. § 3°. como se observa. 893. sendo posteriormente enca- É incabível recurso de revista interposto de acórdão re. 2009. do TST). 896. ante o princípio da irrecorribilidade imediata competência do colegiado. Acórdão 0 pugnação imediata. proferido em agravo de instrumento em seguida. ele tem natureza de sentença. o processo retornada ao juízo de primeiro grau e. ed. da CLT e 557 do CPC. para encurtar esse caminho e Do exposto. decisórios do tribunal se consubstanciam no acórdão. 2. regimental. quando este põe No entanto. 6. em uma única hipótese o TST admite o recurso de re.

O art. caso isso ocorra. sentença normativa ou recurso ou caso interposto não seja conhecido. te que a situação da Fazenda Pública seja agravada (Súmula n° 45 do vo interno ou agravo regimental. inclusive a exceção existente. se a interceptação foi do recurso ordinário e do Ressalta-se. O reexame necessário não impede a interposição voluntária do re- b) derem ao mesmo dispositivo de lei estadual. 207 Vide maiores comentários sobre a remessa necessária. quando: exemplo. 2014. Recursos no processo do trabalho. do TST. cumpre consignar que. conforme anunciamos no tópico anterior. Convenção Co- curso ordinário pelo ente público. A decisão do agravo nada mais faz do que ressurgir "o recurso (or. não cabe recurso de revista. se a decisão do relator é uma mera decisão interlocutória decisão do tribunal agravar sua condenação. da que lhe houver dado outro Tribunal Regional do Trabalho. Acordo Coletivo. Júlio César. faltando-lhe interesse para interpor recur- messa necessária) que foi interceptado" 206 . ou contrariarem súmula de jurisprudência uniforme dessa Corte ou súmula vinculante do 5. em dissídio individual. não é cabível o recurso de revista quando há reexame necessário sem recurso voluntário do ente público. ÉLISSON MIESSA RECURSO DE REVISTA Dessa decisão. cabe recurso de revista da decisão proferida no agra. não interpondo este. ma sistemática de que as decisões de competência originária do TRT no seu Pleno ou Turma. entretanto. razão pela qual. tratando-se de processo de com. Nesse caso. 206 BEBBER. 4. Isso ocorre porque a interposição do recurso de revista pelo ente dinário. optando por não interpor o letiva de Trabalho. caberá o recurso de revista para afastar a ampliação da condenação. que. c) proferidas com violação literal de disposição de lei federal ou p. Agora. HIPÓTESES DE CABIMENTO Por fim. exceto quando a Ademais. 896 da CLT estabelece que cabe recurso de revista das de- petência originária do tribunal. São Paulo: LTr. Ac6rdáo proferido em reexame necessário Supremo Tribunal Federal. so posterior. 6. seguindo a mes. ed. do Tribunal Superior do Trabalho. afronta direta e literal à Constituição Federal. pois. Vale dizer: o recurso do agravo interno por parte da Fazenda Pública. na segunda instân- agravo interno (ou agravo regimental}: cia. conquanto a decisão monocrática do cisões proferidas em grau de recurso ordinário. no reexame necessário. determina o retorno dos autos à orig-:m. se for decorrente de agravo de instrumento ou remessa ne- cessária207. o ente público (ou o agravo regimental). quando indefere a petição inicial ou defere a tutela antecipa. da decisão do ag~avo não caberá recurso de revista. ou a Seção de Dissídios Individuais não se submetem ao recurso de revista. será realizado o reexame regulamento empresarial de observância obrigatória em área necessário. agravo de instrumento ou a remessa necessária) público pressupõe a existência anterior de recurso ordinário voluntário que foi interceptado pelo relator. Porém. Em suma. por pelos Tribunais Regionais do Trabalho. agravo de petição. na forma da alínea a. ressalvada a hipótese de ter sido agravada. além de ter ocorrido a preclusão temporal. "a". 322. o recurso de revista será cabível quando demonstrada: 259 258 . a condenação impostà' (OJ 334 da SDI-I do TST). caberá o instância. que. intrinsecamente. Portanto. por exemplo.7. Disso resulta que. interpretação divergente. embora possa ser impugnada por meio do agravo. não se admi- agravo de petição. não se submeterá ao recurso de revista. relator possa ser impugnada por meio do agravo regimental como. salvo na hipótese da Súmula n° 214. STJ). indevidamente. se conformou com a decisão. a) derem ao mesmo dispositivo de lei federal interpretação diversa da. é o mesmo recurso (ou re. no próximo tópico. será "incabível recurso de revista de ente público territorial que exceda a jurisdição do Tribunal Regional prola- que não interpôs recurso ordinário voluntário da decisão de primeira tor da decisão recorrida.

896. oportunidade em que se irá balho que não conhece de recurso de embargos ou de revista. confundidos os conceitos. não tem adotado essa tese. 260 261 . embora nada impeça que estejam em conjunto no re. ela deve ser analisa. a análise deve ser feita de forma hi. vol. II e Súmula n° 221 do TST). bem como na competência para gência é considerada um pressuposto específico do recurso de revista. etc (OJ n° 257 da SDI-1 do TST).Acórdão rescindendo do Tribunal Superior do Tra- gundo momento que é o juízo de mérito. "ferir". usurpando ral ou afronta direta e literal à Constituição Federal. 589. poderá ser conhecido e provido ou não conhecido. julgar a ação rescisória. notória e atual ju- 208 São requisitos alcernativos. analisada no mérito do recurso de revista. res. Assim. a efetiva existência de violação de tais normas será 2) a violação literal de disposição de lei federal ou afronta direta e literal à Constituição Federal. analisando argüição de violação de dispositivo de lei material ou decidindo em consonância com súmula de direito material ou com iterativa. o C. quando o recurso de revista chega ao TST. afastando-se a pos- Não se exige. de revista por ausência de violação legal ou constitucional. é proposital. Desse interpretação que entender mais adequada para o caso. obrigatoriamente. Nesse ponto é necessário destacar que o recurso. por vezes. assim como os demais tribunais superio- mérito do recurso se demonstrada a divergência jurisprudencial. na sua visão. a turma adentrará o presidente ou vice-presidente do tribunal (a depender do regimen- no mérito do recurso. no tribunal de origem. examina o mérito da causa. basta que o recorrente invoque. produzindo efeitos As alíneas "a" e "b" do referido dispositivo dizem respeito ao cabi- mento do recurso de revista por divergência jurisprudencial. o Essa confusão leva-nos ao absurdo de que. 192. 15. cabendo ação rescisória da competência do Tribunal Su- Rio de Janeiro: Forense. art. Individuais (Súmula n° 333). li . decisão ausente de mérito. expressamente. nesse caso. deve indicar 0 É interessante observar que. "violar". n°. passa-se para o se. sendo desnecessária a referência ao dispositivo legal lidade. ou seja. ÉLISSON MIESSA RECURSO DE REVISTA I) a divergência jurisprudencial. pois. na hipótese de violação dispositivo de lei ou da Constituição tido como violado para que o re- da lei federal ou da Constituição Federal. 11. 5. violação literal de disposição de lei fede. assim a competência do TST ao adentrar no mérito do recurso. ultrapassado o juízo de admissibilidade. modo. Tal diver. a divergência jurisprudencial está no âmbito do juízo de com juízo de mérito. as ocorre em qualquer outro recurso. mas na decisão impugnada basta a tese jurídica a mecanismo. ou seja. a turma do TST somente passará a analisar o É por isso que o C. turmas não o conhecem porque não demonstrada a categórica violação No juízo de admissibilidade. deixa de dar seguimento ao recurso No que tange à alínea "c". o recurso de revista somente curso seja cabível (CLT. 2010. da lei. que a parte deva utilizar as expressões "contra- sibilidade do conhecimento e não provimento desse recurso. porém. p. 209 MOREIRA. José Carlos Barbosa. proferindo. TST. da sob dois enfoques: juízo de admissibilidade e juízo de mérito. potética209. admissibilidade. a seguir transcrita: Verificada a indicação do dispositivo violado. TST reconhece seu equívoco na Súmula (O] no 118 da SDI-I do TST). Que. § 1°-A. paradoxalmente. ou 208 verificar se a decisão impugnada está violando ou não o dispositivo indicado. diretos na competência do juízo a quo. riar". definindo a melhor interpretação da norma: a do to interno) tem competência para verificar o recurso de revista apenas acórdão recorrido ou a realizada no acórdão-paradigma ou ainda outra da órbita do juízo de admissibilidade e não do juízo de mérito. Comentários ao Código de Processo Civil. embora o TST e os TRTs adotem esse dispositivo violado. perior do Trabalho. ed. a fim de sepultar o recurso de revista no juízo de admissibi- respeito do tema. como Do mesmo modo. Essa diferenciação não é meramente acadêmica. risprudência de direito material da Seção de Dissídios curso. confundindo juízo de admissibilidade remos dizer. de modo que. Tal confusão.

quando. analisando a aludida sú. ÉLISSON MIESSA RECURSO DE REVISTA Pela referida súmula. Na mesma linha. dos de pressupostos intrínsecos. de maneira que a dou- rescisória. TST. 2010. a transcendência. 5. tendo em vista que. a capacidade postulatória no recurso de revista é restrita ao tendo conhecido' leia-se 'não tendo provido'. inexistência de fatos impeditivos ou extintivos do direito de mula. a doutrina subdivide os pressupostos recursais Em resumo. Comentários ao código de processo civil. a violação federal ou da Constituição Federal. A conclusão é exata. Como já analisado. orientação correta 210 •