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ÉLISSON MIESSA
Procurador do Trabalho.
,.,-....,) Professor de Direito Processual do Trabalho do Curso CERS on line.
Autor e Coordenador de livros publicados pela juspodivm.
elissonmiessa@hotmail.com • www.elissonmiessa.com. br

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.----. RECURSOS
TRABALHISTAS
De acordo com a Lei n° 13.015/14
Contém referências ao projew do Novo CPC

r. 2015
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incondicional à minha produção científica,
entendendo meu isolamento com os Livros.
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t terminantemente proibida a reprodução total ou parcial desta obra, por qualquer meio Ao meu filho, Otávio, pela alegria que nos
ou processo, sem a expressa autorização do autor e da Edições JusPODIVM. A violação dos
direitos autorais caracteriza crime descrito na legislação em vigor, sem prejulzo das sanções trouxe neste último ano, dando ainda mais
civis cablvels. razão à minha vida.

TI
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SUMÁRIO

APRESENTAÇÃO...................................................................................... 19

CAPÍTULO I
MEIOS DE IMPUGNAÇÃO, CONCEITO,
CLASSIFICAÇÁO E DIREITO INTERTEMPORAL ............................... 25
1. Meios de impugnação.............................................................................. 25
2. Conceito de recurso................................................................................. 25 ·
3. Classificação............................................................................................. 27
3.1. Quanto ao objeto imediato do recurso........................................... 27
3.2. Quanto à fundamentação............................................................... 28
3.3. Quanto à extensão da matéria impugnada...................................... 28
3.4. Quanto à independência................................................................. 29
3.4.1. Recurso adesivo (subordinado)........................................... 29
3.5. Resumo das classificações................................................................ 32
4. Direito intertemporal............................................................................... 32

CAPÍTULO 11
PRONUNCIAMENTOS JUDICIAIS PASSÍVEIS DE RECURSO.......... 35
1. Sentença.................................................................................................. 35
1.1. Conceito........................................................................................ 35
1.2. Requisitos...................................................................................... 37
1.3. Classificação................................................................................... 38
1.4. Recorribilidade ............................................................................... 40
2. Decisão interlocutória.............................................................................. 40
2.1. Recorribilidade .... ..... .... ..... ...... ..... ...... ............ ...... .... ... ....... ............ 41
3. Acórdão................................................................................................... 42
3.1. Recorribilidade ............................................................................... 42
4. Despacho................................................................................................. 43
4.1. Recorribilidade ............. ......... ..... .. ... . .... . ..... . . .... .... ..... .. .... . ... .... . .. . . . . 43

........ Autarquias e fundações . .. .. Contagem dos prazos recursais no processo eletrônico .8....... ·· ............ 6.... ......... 78 8... .. 59 7... 126 3 .................... . 88 5. · · · ·........... ........1...................... 67 8....................................................1. 127 3.... 64 7............ · . · 122 3.1..... 103 1........... Representação por estagiário ..2................. 130 4........ 59 7... Advogado .............. Depósito recursal ........................2...... 70 8....................... Cabimento .................1........ · ............. 72 8......... ....2... Princípio da proibição da reformatio in pejus .............. Valor das custas processuais ............ ..... Súmulas do TST e orientações jurisprudenciais relacionadas ao capítulo .. Princípio da voluntariedade ..... · ........ · .... .. 117 3..................... Preparo ... Massa falida e empresas em liquidação extrajudicial.... Contagem dos prazos recursais .. ··· ... Isenção do pagamento das custas ............................. .. União quanto às contribuições previdenciárias .... ·.... 75 8... 6. ..2..... Poderes do relator ......... 65 8........ 4.......... Condições de validade do mandato .... · .... ............... ... Terceiro prejudicado ................. · ................ Aceitação da decisão ..................................................... ...3............... ............... ....................... Depósito em caso de litigância de má-fé .................... 5...............1........................ 6........................ 66 8.. ·· 96 11....2.................... · 106 2...... .......... ···················· 105 1.....................2................. · ....... Substabelecimento ..... ....... Princípio da dialeticidade .. · · · ......... ................. 90 8.............................1....3...................... ................... Custas processuais ...... ··· 112 CAPÍTULO V 8...........................3... ·· ..... Representação por preposto ........... ....8........ · 129 3.3.....3. · ...........1....... 115 1............... 68 8..2................1................... 6............... Comprovação do pagamento das custas processuais .......... ..... Princípio da fungibilidade (conversibilidade) ................ ·· ... Informativos do TST relacionados ao capítulo .. ........... Juízo de admissibilidade e juízo de mérito .... 88 6. Revogação do mandato ........ 79 8......... .. 63 7....... Ministério Público ...1..................................................... 92 9................ 6...3.........7..............1...........................3.. Início da contagem quando marcada audiência de 7.................5................ .. 79 PRINCÍPIOS RECURSAIS ............ 102 JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE E PODERES DO RELATOR...... Princípio da taxatividade (tipicidade) ... 80 3............................ Recurso interposto por somente um litisconsorte ....1........ Princípio do duplo grau de jurisdição ...... ·· .......... . ........ .................... 71 8......... · ...... 108 3...... 100 CAPÍTULO IV 7.....1........4..3. 6............................. ................ Intempestividade .1.............1................................. 129 3. Início da contagem do prazo recursal para o Ministério Público do Trabalho ....... . 79 I.............. 6............ ............... · ......................... ........2. Introdução .................5... 93 I1...................... Juízo de admissibilidade ...... · ....... Momento de pagamento ... ... Inexistência de fato impeditivo ou extintivo do poder de recorrer ..... ..............................................................1.. ....... 6................................ .. 69 8....... Legitimidade para recorrer ....................................................... · ·· · · · · ·· · · ·· · · · ·· · · · 111 7......... · · · ............................ Prazos recursais diferenciados ..................... .............................................. · ..... 118 3..........1.. ...9.............. 80 2. .......... · · · .... Partes ............... ........... · 115 2........................................... Representação das pessoas jurídicas de direito público .... 132 8 9 ..... Princípio da irrecorribilidade imediata das decisões interlocutórias .......3...... Valor do depósito recursal ........................4.......... · · ..................... ·· ......... Interesse em recorrer ........................5...................... 121 3................................................. Princípio da fungibilidade ..........4.............. ..... 92 I O..... Diferença no pagamento e complementação das custas ... .......................... .... ...... ..... 61 7.......................... ...........1.............................. .. 66 8.......... 121 3...................1.................. · 107 3.............................. ... Renúncia ..................... ...... Princípio da consumação ............................... · · .. 97 7 .........................................2.3........ 85 4.............................................................................................. .2............................................................. 65 8...... Tempestividade ......... ................3...6...2.......................................... Representação ........ Desistência ............ · · . 7.............. ......... 6.. · ............. Atuação sem instrumento de mandato .. · · ........... Depósito na fase de execução .. .. Interrupção e suspensão dos prazos recursais .............. 64 ~ 7............ · .............. ....................3.........3..2....................................... Cláusula limitativa de poderes no âmbito do TRT ... julgamento ..........................1............... Súmula do TST e orientação jurisprudencial relacionadas ao capítulo ......... ............. ....................... Princípios dos prazos processuais .... ........ Princípio da unirrecorribilidade (singularidade) ........................... ...1............................................ ..................1.................................................... Ações que exigem o depósito recursal......................................1................... Sujeitos que devem recolher o depósito recursal .............. Irregularidade de representação ....2....................1....... · .............. ............................................... 73 8.6....1............4...... 5.... 115 PRESSUPOSTOS RECURSAIS ...................................................................... Responsabilidade pelo pagamento das custas .... Natureza jurídica do juízo de admissibilidade .................. 130 5.. ÉL!SSON MIESSA SUMARIO CAPÍTULO III 5................7.......... .1.. Serventuários eventuais da justiça .. ............. · ..............

.................. Súmulas do TST e orientações jurisprudenciais relacionadas ao capítulo .. ........... 152 3.................................6................................... . Representação .................................2.......... Juntada de documentos ..............................2................ ...... Multa por litigância de má-fé ................1....................2.... ÉLISSON MIESSA Depósito na condenação solidária.... Assinatura digital .... ..... processual. 172 173 8. Comprovação do depósito recursal......... 145 180 11............ ....2... Erro grosseiro . 11.3....... ·. Vícios processuais: classificação ..2........... Liberação do depósito recursal. ................................... 167 3........ ··· ........7.. 12............ Contradição ............... Julgamento citra petita ..................... .......2..... 12..... ·...................... 12......... ....... . 11........... Princípio da utilidade ..... 143 179 1.. ................... Legitimidade ...........2..... 2............... .... ...... ................................. ... ...................2........2..... 144 180 2. 197 1................................................................ 135 175 8........... · · · · .............5............................... Efeito obstativo ························································································ 167 3......... 138 176 9........ Hipóteses de cabir: tento .............. ...............3.. Informativos do TST relacionados ao capítulo Efeito devolutivo .... Regularidade formal ............................ 179 10............. .......... .. Competência ....... ................. 134 175 7............................ ........................ .............. Protesto ........ ......... 139 177 9.................... Momento de análise. 11...... 141 9..5.................................... Efeito substitutivo ........................... Princípio do interesse ................. 182 11. · ............................1....... 158 12.................... 159 12..... SUMÁRIO Pronunciamento ex officio da prescrição .......5.... 191 12. Depósito Recursal ............................................ 146 rI 2..2.......................... ............................................. 198 2.. 164 2....2.. ................................................ ... 163 1...................................... ........... 153 12.................. 9 ............... Princípio da transcendência (prejuízo) ............ ....................................... 11............ Obscuridade ............... 134 r I 5.............................. Preclusão pro iudicato ............................ · ............4...............3....................2................................................................................................... Princípio da convalidação ou preclusão ........................................... 151 186 3........... 149 184 2........................... 140 8 ...3...3............4........ 196 CAPÍTULO VI 3......... ........2............................. · · · ·· · 195 3....................2............... ......... ......................... 4...... ................... .................. ..................... Efeito suspensivo ......... ......... · · .....................................................................................2..... Vícios na decisão ................. 151 185 3........... .......................7.... 162 CAPÍTULO VIII EMBARGOS DE DECLARAÇÃO .....2............................. 2.........2...................................... .............................. 157 12..... Tempestividade ....... Documentos ............... 147 183 2.1... Efeito expansivo ............... ............................. Recurso enviado por fac-símile e via e-doc.1.................................... .......................... 144 180 2....................... .....1..... .... Dispensa do recolhimento do depósito ... Depósito Recursal .............. Princípios das nulidades processuais ... Saneamento dos vícios em grau recursal .. ..........2...............8..................2. Manifesto equívoco no exame dos pressupostos extrínsecos do 3......................... Depósito na reclamação plúrima e na substituição 173 6.......... 150 184 2............. 8....... 8........................................... Informativos do TST relacionados ao capítulo ... 151 184 2..................... 167 3......................... 9........................6.. 152 3........ · · ...... Julgamento extrapetita ................. Cabimento ....... Efeito translativo ······················································································ 171 11 10 ...................... ·· ...... 142 CAPÍTULO VII NULIDADES ................................................. 151 185 3........................................ Regularidade formal ...............4................ .....2. ............................................................1...................... ............................. ............... · ........... · ................ ....5...................................1......... 11........ 11................................. Julgamento ultra petita ...... Beneficiário da justiça gratuita ........ .. ···· ................ Regularidade formal ............................... ..........................9...... Súmulas do TST e orientações jurisprudenciais relacionadas ao capítulo ...........8... ................ Efeito regressivo ...1........................... 8. ............................ Recursos que exigem o depósito recursal...................... Custas processuais ..........................2.... 196 EFEITOS RECURSAIS . Princípio da instrumentalidade das formas ................... 170 198 recurso ......1........................... 11. Depósito de multa por litigância de má-fé ........................ Efeito devolutivo ............................. Introdução ............. Não aplicação do princípio da congruência ................. 190 12....................4..............4..............1......................... 8............................. 4............................. ...................6............. 187 12................ 152 3.....4..............................7................... · .......................8.. ...... Princípio da economia processual ....... ....................................2.................................................................. 8....5........ Legitimidade e interesse para recorrer ............................. ........... Omissão ....................................... 195 12.......... Representação ..................... Teoria da causa madura ..6.......................................................... Tempestividade ........................... 195 12.............

...... 251 I3............. ........... 202 6.....................................................1..... 213 I O.... . Objeto ......... ............ ..•............... Comprovação da divergência ........................................................ .................6.................................... ........... 244 7...•...... 241 interruptivo........................... Efeito interruptivo........ Não produção do efeito interruptivo...4.. 5... Decisão monocrática do relacor...............1.. Súmulas do TST e orientações jurisprudenciais relacionadas ao capítulo .•.................... 240 4........... ................. .. Efeito ........... 226 7......2............................... .1............. 247 8.................... Divergência atual ....... · 253 22I 2................. 2I9 3.•...........1.............. 264 5.....1......................................... 226 7 . 280 CAPÍTULO X 7 ...2................................... ... Competência ....... .... ........ ....................................................... Súmula impeditiva de recurso ............. Pronunciamentos recorríveis...... · ...................... 224 6.............................................• 233 jurisprudencial ........ ..... Embargos de declaração com efeicos modificativos......................................· ... Introdução ................. ................ 244 6... ........................... Prazo para interposição ......1..................................... 265 5.............5.... .........7.... ......... ........ .......... .. .................. 233 7........ .................. Esquema .............. Decisão de liquidação ................... 252 CAPÍTULO IX 5...................................1.............................. Embargos de declaração com efeitos prequestionatórios....2............................... Conceico .................................... Procedimenco .......1...... · · ···· · · · · ·· · · · ···· · · ·· ........ 257 2... ........2... Esquema do cabimento do recurso de revista por 7........................... . ........ 5. ........ Recurso ordinário de acórdão do TRT .. ............................ 249 II................. ·················· 256 222 5... ···················· .............. ........ Acórdão com natureza de decisão interlocutória ................................................ Depósico recursal .... .......................... .............. 202 5.......... 257 2........... ··· ·· · ·· · · · · ··· · ··· · · ·· · · · ......... ..... ··············································· 241 5.................. ·............ 281 I......................... 2I9 4.............2.... 233 7.. Acórdão proferido em agravo interno e agravo regimental......... Competência .. ................ ............ Abrangência parcial da divergência ... .......... Recurso ordinário de decisão interlocutória ..................... Embargos de declaração protelatórios............................. 227 7..... 207 8................... 222 5................. Custas processuais ............. ...... ·············································· 250 13.... ............................... Acórdão proferido em agravo de instrumento .1............................. ........ Reexame de fatos e provas ............................... · ···· · ··· · · 264 4...................1........1......... Introdução ..........••............. Preparo ............6.... 285 12 13 .......................................... Divergência jurisprudencial ....1........... . Procedimento no recurso ordinário no rito sumaríssimo .......... Recurso ordinário de sentença..............8.. 258 2........ Recurso ordinário do indeferimento liminar da petição inicial ... Decisão de admissibilidade do recurso pelo juízo a quo.................................................. Agravo de petição na execução provisória ............. ........... Decisões suscetíveis de recurso de revista .... 23I 7................ .... Prazo ........... ........... Acórdão proferido em reexame necessário ...................... ··································································· 249 I2..... Embargos de declaração com efeico modificativo.. Hipóteses de cabimento ........................... Informativos do TST relacionados ao capítulo........... ............ Incidente de uniformização .1............•.. 283 2....................3..................I.................... 2I8 2................. .... Decisão monocrática ......... ................. ...................... Correção de erros materiais........................... Cabimento ......7.... · · · ···· · · ·· ·· ·· ···· · · ··· · · ···· ·· ··· · ............... ........... ....... ....... Súmulas do TST relacionadas ao capítulo ......................................1. ........ .1............................ Informativos do TST relacionados ao capítulo .................. 229 7.................. 204 6.... 263 3.......... · .. ..... 252 RECURSO ORDINÁRIO .............. 232 280 divergência ........... ...................... 236 4.. ............. ..... ......................... 243 5... 200 3....................5...... ..4... ........................4.................... 204 7....................... Acórdão de competência originária do TRT ........... ·················································· 259 2.........2........... 234 4.. 2I6 I.....................................................1............. Pressupostos específicos de admissibilidade ..........3......... T I ÉLISSON MIESSA SUMÁRIO 3............ .................. .....I................................................ 223 5.....................•....................................... .......... Súmulas do TST e orientações jurisprudenciais relacionadas ao capítulo...................1.................. · ··· · ····· · · ········ · · ··· · ..... ····························· 7............... Delimitação da matéria e dos valores objecos de discordãncia ........ Teoria da causa madura ........... 2I6 RECURSO DE REVISTA .... .................... ..............5.......... ............ · ····· · ···· ······· · · ··· · ·· · ··· · · · ·· ··· ···· ·· ··· · · ···· ··· · · ·· 251 5. Divergência fundada em súmula ou orientação AGRAVO DE PETIÇÃO .......... Procedimenco ........... IntroduÇão ... Procedimento ............................... Embargos de declaração de decisão embargada...........1.................... 200 3.... 241 5.............. 214 9................. ............ Acórdão proferido em grau de recurso ordinário .................................... Recurso interposco pela parte adversa e o efeito 6................. .........•• 5.......... Hipóteses de cabimento ......1.......... ............ 270 6............... 200 4........................................... Recurso principal e embargos de declaração interpostos simultaneamente 215 CAPÍTULO XI IO...................... 210 9................ .. ...................... ....................... ......... ....... 253 221 I... 238 4....... ......3................. 232 7 ..................

.........~~~~::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::: 313 3..... 13. Processamento . 290 7.......2................ ........................ 338 7........ Recurso de Embargos à Seção de Dissídios Individuais do TST ............................................................................... ................................................... 308 3.3...4...... 301 2......3.... Competência ............................ Divergência Jurisprudencial . ........ Embargos de divergência de decisão proferida em agravo ............. Previsão legal .....................................4..................... Decisões suscetíveis de impugnação .................... ....2................... · ···............... ....... 292 EMBARGOS NO TST ...... ......... ........... Prequestionamento .. Exigência de prequestionamento em matéria de ordem 337 2..... Súmulas do TST e orientações jurisprudenciais relacionadas ao capítulo .......... Embargos para a SDI na fase executiva ........... ..3.1.......... Violação literal de disposição de lei federal ou afronta direta e literal à Constituição Federal . 340 9.................................... ....1.............. 325 370 4.. 320 358 3.. ................ . Informativos do TST relacionados ao capítulo ............................1.... 326 373 4.......5.. . .................... .................................. Previsão legal ...................... 13.................. 373 literal à Constituição Federal .... · ··· · · ·· · · · · ··· · ··· · · · ·· ·· · ··· ·· · · · · 7.2.......4.... 356 12....... Antigo recurso de embargos de nulidade ............... Peculiaridades dos pressupostos recursais .............. ............... ...... ........ Introdução ......... 314 3................. 341 10...................... · ···.... ................ 291 CAPÍTULO XII 7. Recurso de revista no ............... ........................................1..............2..................4..............3..... Cabimento ....... ...1..............5....2....... .... Requisitos ............................... 296 2........... ........................................ Procedimento 311 3. Recurso de revista no rito sumaríssimo ..5...1........4.................... ...............2.. · · ............................... 324 370 4.........1........ 305 2.......... ···... ················· ............................... 339 7.......... ··············· 8. 13........1......................... ........... ... 357 do Trabalho . Recurso de revista na fase de execução ..3...... ............... Indicação do dispositivo violado ................................. ........................................ 315 3........ 324 369 3.... .............. Cabimento .1........................2......2........ 310 3......6..... Prazo ............................ 328 14 15 ........ 309 3................. .................. Prequestionamento .....3............. ........ · · ·· · · ··· · ·· · · 336 7............ Procedimento ..................... Proposta de afetação ........2..........3............................4... Embargos de divergência (embargos à SDI) .... .....................................6.........~~~·~~·~~~~~·... ............. Embargos de divergência e recurso extraordinário . Embargos de divergência na fase executiva ... 330 7........... 340 9..3....................... 341 12............5.......1..... Julgamento pelo relator ...7..... 303 2....1.... Violação literal de disposição de lei federal ou afronta direta e 4.. Questão constitucional no julgamento dos recursos repetitivos .......5........ Hipóteses de cabimento ......................... Conceito de dispositivo de lei e norma constitucional ............... 13........................3.......................... Divergência Jurisprudencial ... 13. Requisitos ..............1 O.. 341 11........ Embargos para a SDI no rito sumaríssimo ....6........2...............8.....2..... 13................ Divergência Jurisprudencial ....... ··················· pública . ..................~~~~... Decisão de afetação .......................... Quadro resumido das hipóteses de cabimento do recurso de revista ............. r ÉLISSON MIESSA SUMÁRJO 14....................4.. 333 7............ Colheita de informações e parecer do Ministério Público 3................ 321 368 3............ Súmulas do TST e orientações jurisprudenciais relacionadas ao capítulo .2................... 345 12..........2...3......5............2.............:~····················································" ····················································· 308 3.......... Embargos de divergência no rito sumaríssimo ......... 336 7...... .................................. Prequestionamento ...........8................................................ 342 12.............1.. Conceito .................................................................................................7........ ............... 328 373 5..... ......................... ..... ..6..............2............... Procedimento ....3...........2............4........... 315 3....... Informativos do TST relacionados ao capítulo .. Julgamento ...................1.............................. .. Competência . Embargos infringentes ...........................~~·~~:·~..2.......... Tese explícita .. ................ 343 12.... Execução de título extrajudicial ........... Prazo .................................... 337 7................................... Violação nascida na própria decisão recorrida .... Prequestionamento ficto ....................................................... ... Suspensão de outros recursos ...................................................9....... ...... ...................... .................. 325 370 4....3.... · 344 12.... 13.....................~~~......... 316 3.................................. 12. 13...... ................ Princípio da fungibilidade ......................................3.............. 337 7................ · 356 12.2..................... Divergência jurisprudencial ............................................................ Introdução ............. Interpretação razoável de dispositivo .......... 326 371 4......1.... Pressupostos específicos de admissibilidade ..................................... ........................ 313 3........................... 294 333 1............ 295 2... Recurso de rev.. 296 2.4............. Contextualização .......... Violação reflexa da norma constitucional ............ Introdução .........1...2................. ............................... 7......... Juízo de admissibilidade parcial .................12........... .. 290 14............................. 12............... ... ..................................... · · 336 7..................1............. ..................... ..................6...................... .......................3....... 297 2........ .......... 329 7............................... Transcendência 307 339 2.........11.. ......1................. .................................2............. 323 369 3.................. ...

.................................... ................ .............1......... ...................................... Introdução ... Introdução . . ·· ···· · · · ··· · · · ·· · · · · · · ·· · ·· ··· ·· ·· · · · ··· · ·· ·· · · 5............... .................1.... Pressupostos recursais ........... ....................................... Agravo regimental por instrumento ... Informativos do TST relacionados ao capítulo 394 CAPÍTULO XVI 425 RECURSO DE REVISÁO............................1............................................... ......... ........................................... Decisão colegiada .......... Prequestionamento ... 414 7........................ AGRAVO INTERNO E REGil\................................................ 422 11........ 397 2......................................................... ···· · ......... · ········· ·· ·· · .......................................................... Multa .............................. ····· ........................... 7........ ..... 427 5.......························ ................................... 9.............. Decisão de última instância ............. Natureza jurídica ............2........ ·································· ....... Sujeitos .................................................................................. ................. 12. Hipótese de cabimento ................................................................ 386 417 6...........................................................iurisprudenciais relacionadas ao capítulo ..... · ........................................ . ........ . ................... Informativos do TST relacionados ao capítulo ........... Procedimento ......... Decisão de única instância······························································ 8...... 5....... Competência . 381 2................ 398 Hipótese de cabimento ...................... ...... Natureza da decisão de admissibilidade .................. Agravo interno e regimental ......1.......... Prazo ............................ C 420 9........ 425 CAPÍTULO XIV Introdução............................................. Introdução ...... 379 1..........1..................1........................... .................. Efeito ...... ··················· ............ ..... Súmulas do TST e orientações .. ............ ·········· .... 557........................................................ .... Introdução ..... Esquema ................ ········· ................................. T I ! SUMÁRIO ÉLISSON MIESSA 408 10............................................................... 426 4......... 405 CAPÍTULO XVII 431 REEXAME NECESSÁRIO ..................... Decisão que denega seguimento ao agravo de instrumento ....................... ............ Competência .. 384 415 .. Distinção ...................... · ·· ···· · . do CPC .. 426 2. Multa do art. · · ........................................... 399 8............. 384 5.......................... Formação do instrumento .............:lENTAL ............... .. ........... § 2o................................... 413 7.... Agravo interno .......... .......···················· 421 1O............................................. ······ 5.......2............ 383 4..........3.... ........................................... ......... · ··········· · ···· ············ · ····· · · ······ · · · ··· · · · · · ·· · · · ··· · · ······················ 412 5 .......1....... 407 431 2................. 426 3.... ······ · · ··· ·· · ···· · · ·· .1. Previsão legal .. ................... ···································································· 427 5........................... 386 5 416 5.......... 380 411 4........ 402 8..................... Hipóteses de cabimento . ............. · · · ·· · · · · ........ ... Previsão legal .... ······················· 6............................................. Procedimento .................... 391 8...... ........................................... 408 432 3......................................................... ········ ................1.........1. 425 1................................... ..... Pressupostos recursais .. ....... 397 4.......... ............... .. 9.......... ······ ................Processo judicial eletrônico e agravo de instrumento no 419 TST ............. 379 CAPÍTULO XV 411 RECURSO EXTRAORDINÁRIO···························································· 3.. .........2............................... ........... AGRAVO DE INSTRUMENTO ............................................................... Previsão legal ..... 17 16 .................. 397 Prazo ............................. Procedimento ................ 8..................................... 400 6........................... 3............... 401 7............................................. ......... ·············· .......................... ..... 390 6... Repercussão geral ........... ·············· ...................... ................................... Pressupostos recursais ....................... 6.................... ............... · ·· ·· · ·· ·· · ·· ·· 426 1.......3.......... Pressupostos recursais ........ Recursos que podem ser destrancados pelo agravo de instrumento ........................ ..... ····· ······ · ····· ·················· · ··· ··· · ·· · ··· · · ·· ··· · ··· · · · ··· · ·· · ··· · ···· · ··· · · ·· ..................... .... Competência ....................................................... Prazo . 399 6.... ··········································································· 412 5........................1.................... Juízo de retratação ......................................... ········ .................................. Efeitos .... ................................................. 390 ontrariar disposto da Constituição Federal............... ····························································· ............. .......... 407 431 1...................... Objeto ........ 382 3........ 8........ 1O...... Embargos de declaração recebidos como agravo interno ........................................................... CAPÍTULO XIII 408 10...... 390 7.............2..... ......... ............. ........... 401 6................ 388 417 6........................................ 8... 393 13.2....... 379 2........................... ······ .......................... 399 Efeito ....................................... .......... Juízo de admissibilidade parcial ..........................................................················································ 412 Competência .................... ..................................... Prazo ... Súmulas do TST e orientações jurisprudenciais relacionadas ao capítulo ................................................. ............................................................................................... 381 1........... Depósito recursal ...................................................1............................. .................. Procedimento ..................................

....... o nome utilizado nos parece ser capaz de repro- 12...........••.. ..... Competência ...... No primeiro bloco analisamos os seguintes temas: meios de impug- BIBLIOGRAFIA •....... A temática recursal sempre foi de grande relevância na sistemática processual........... ... Julgamento monocrático do reexame necessário .... Procedimento ....................................... 445 como os descritos na CLT e na legislação esparsa.... 438 8..•........................... extraordinário e do agravo interno...•. agravo de instrumento................... e também já contemplou parte da ideia a ser intro- 18 19 ... Reformado in pejus .................. 444 duzir ao leitor o que pretendemos com a obra. Decisão submetida ao reexame necessário ....•.......•.................... juízo de admissibi- lidade e poderes do relator..............•...... agravo interno e regimental....................•............................. .............. 5............. classificação e direito intertemporal...... . especialmente porque a preponderância dos temas abordados dá enfoque a esses recursos....................... sobremaneira por estar eminentemente ligada ao princípio do contraditório.........................•.............................................••........... Prazo ............ ............................ entendidos I......... embargos no TST (embargos de divergência e embargos infringentes)... 5.. .. Ganha maior relevância na seara trabalhista com o advento da Lei n° 13.•.....•••.............. Dispensa do reexame necessário ......................•...... ........ 443 camente trabalhistas....... O segundo bloco é destinado ao estudo dos recursos: embargos de declaração............ Requisitos ........ RECLAMAÇÃO CORREICIONAL ..................................•........•••..............••........ os recursos inseridos 2...... ...... 7..•...................... pronunciamentos judiciais passíveis de recurso......................... 437 7.. como é o caso do recurso de revista repetitivo.. 447 recursos em espécies e assuntos relacionados aos recursos.........................015/14........... Súmula do TST e orientações jurisprudenciais relacionadas ao capítulo .... Hipóteses de cabimento . além de analisarmos alguns temas 446 correlatos ao sistema recursal..... ........... Reexame necessário e o recurso de revista ..... recurso ordinário.............. 446 4.............. 433 434 APRESENTAÇÃO 6......... Previsão ............... recurso extraordi- nário e recurso de revisão.. 446 Assim.......... ...... a obra foi dividida em três blocos: teoria geral dos recursos.........................•......... recurso de revista........ examinamos a remessa necessária e a reclamação cor- reicional...... Reexame necessário na ação rescisória ....•................. princípios recursais.. 446 6. ... Informativo do TST relacionado ao capítulo ..... Já no terceiro.... 441 9..... CAPÍTULO XVIII De todo modo.....•........................................................•... ..... Reexame necessário no mandado de segurança ....... Embora não fique vinculado apenas aos recursos tipi- 11.........••.......I r ·II ÉLISSON MIESSA 4. 449 nação................ .................•••...... no livro abordamos o sistema recursal trabalhista.............•...............••••. conceito. pressupostos recursais e efeitos recursais..... . 442 área trabalhista...........••.... Introdução ...................... .... 445 no CPC que são aplicados na seara laboral..... 441 O livro Recursos Trabalhistas busca analisar o sistema recursal na 10.......•••......................... como é o caso do recurso 3..................................••••.. agravo de petição..................••••. 445 o que contempla os recursos exclusivamente trabalhistas.......... que a um só tempo conseguiu atrair as melhorias dos recursos no processo civil........

E não poderia ser diferente. ÉLISSON MIESSA TI APRESENTAÇÃO duzida pelo Novo CPC. 20 21 . o sistema recursal ainda. como é o caso do incidente obrigatório de Antes de finalizar. aos precedentes judiciais. buscou-se dar relevância do do sistema recursal trabalhista. ed. 183. recurso de revista de causas repetitivas e depósito recursal no agravo de instrumento. 3. nos pontos que entendemos ser salutar para a análise futura do sistema recursal. bunais regionais. a Lei n° 13. evidentemente. Rodolfo de Camargo. nos seguintes tópicos: sane- amento dos vícios em grau recursal. embargos de declaração com efeito modificativo. 2007. e ampl. pela ideia deste livro. como se verifica pelo expressivo número de súmulas e orientações juris- prudenciais expedidas pelo C. detidamente. MANCUSO. Portanto. fizemos algumas referências ao projeto. atual. após o advento da aludida lei. não posso deixar de agradecer ao Ricardo Didier uniformização da jurisprudência. já aprovado pela Câmara dos Deputados. fundamento da obra. é a jurisprudência que vai ganhando espaço nos países onde o primado recai na norma legal" 1 (destaque no original). analisada.015/14 foi. diante da iminente aprovação do Novo CPC. da sistemática atual. podendo o leitor encontrá-la. Em ambos os casos. além de racionalizar o trabalho da Corte trabalhista Por fim. ao criar Bulhões Cavalli de Oliveira pelas sugestões sempre pertinentes ao apro- mecanismo de exigência da uniformização de jurisprudência pelos tri.. ÉLISSON MIESSA Como descreve Rodolfo de Camargo Mancuso "a dicotomia entre as famílias jurídicas cívillaw/ common law hoje não é tão nítida e radical como o foi outrora. recurso de revista na fase de execução. recurso de revista no rito su- maríssimo. nos países tradicionalmente ligados à regra do precedente judicial e. Nesse contexto. em sentido inverso. facilitando o estu- nas demandas repetitivas. sendo visível uma gradativa e constante aproximação entre aqueles regimes: o direito legislado vai num crescendo. incidente de uniformização trabalhista. prazo para interposição dos em- bargos de declaração. rev. Divergência jurisprudencial e súmula vincu- lante. que passarão a ter grande destaque no Novo CPC. p. dentre outros locais. desejamos que a obra seja útil ao leitor. Agradeço. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. e pela motivação a que eu o escrevesse. aos amigos Ricardo José de Macedo de Brito Pereira e Érika trabalhista aproximou a corrente civil law da common law. sem nos afastar. já que a seara trabalhista sempre ca- minhou na frente quanto à predominância dos precedentes judiciais. Ademais. TST.

PARTE I -TEORIA GERAL DOS RECURSOS .

que passamos a estudar. c) as providências ordenadoras do procedimento: têm como objetivo corrigir atos de procedimento praticados pelos magis- trados. Ao lado dele. Exemplo: ação rescisória. Nesse contexto. MEIOS DE IMPUGNAÇÃO A impugnação dos provimentos judiciais não se restringe ao recur- so. habeas corpus etc. ação· anula- tória. existem outros mecanismos concedidos pelo orden·a- mento jurídico para atacar as decisões proferidas pelos órgãos jurisdi- cionais. arts. CAPÍTULO I MEIOS DE IMPUGNAÇÃO. mandado de segurança. que tumultuam ou atentam contra a ordem processual. Adotare- mos o conceito de José Carlos Barbosa Moreira para quem recurso é 25 . CLASSIFICAÇÃO E DIREITO INTERTEMPORAL 1. d) os recursos. 2. as impugnações dos provimentos jurisdicio- nais compreendem: a) as ações autônomas de impugnação: buscam impugnar a de- cisão judicial criando uma nova relação processual. Exemplo: erros de grafia (CLT. b) as providências corretivas: destinadas a corrigir erros mate- riais existentes na decisão. CONCEITO DE RECURSO A doutrina não é uniforme sobre o conceito de recursos. 833 e 897-A). Exemplo: correição parcial. CONCEITO.

4) a integração da decisão impugnada: objetiva completar ação. com os recursos de revista e embargos de procedimento). embargos de declaração. seja de direito seja de fato. do terceiro interessado ou do Ministério Público. . 3 Súmula no 126 do TST. suprimindo suas lacunas. pois este ocorre automaticamente. para a SDI. pois se mantém na mesma rela. isto é. a invalidação. Incabível o recurso de revista ou de Rio de Janeiro: Forense. análise de direito (Súmula n° 126 do TST) 3 . o esclarecimento ou a integração de decisão judicial que se impugna. Os recursos são classificados quanto ao objeto imediato.1) a reforma da decisão impugnada: significa modificar o julgado. 896 e 894. vez que o agravo a) Recurso de natureza ordinária: visa à tutela do direito sub- de instrumento. Recurso. Está ligada ao error in judicado. É interessante observar que o retorno acontece na mesma relação processual e não. objetivando não a reforma da decisão. pedido de revisão e agravo de instrumento. por isso. CLASSIFICAÇÃO E DIREITO INTERTEMPORAL mas sua retirada do mundo jurídico e que. É alcançado por meio dos embargos de declaração. 5. vol. CONCEITO. vício de conteúdo. à exata aplicação do direito. no seu lugar. ÉLISSON MIESSA o remédio voluntário idôneo a ensejar. -se como exemplo. de volta à análise da decisão judicial dentro da mesma 3. é possível extrair as seguintes caracterís. 233. A presente classificação está fundada no direito que se busca tutelar. 3. sem necessitar. a reforma. na seara trabalhista. p. inclusive o reexame de provas. 3) Enseja: agravo de petição. funda- 2) dentro da mesma relação processual: o recurso tem a ideia de mentação. em decorrência da inércia do poder judiciário. tais recursos impedem a verifica- 3. agravo interno e/ou regimental. de modo que permite a nem por isso. CLASSIFICAÇÃO provocação da Fazenda Pública. o que significa que depende da manifestação da parte a prestação jurisdicional.2) a invalidação (anulação) da decisão impugnada: busca ção fática. necessariamente. Nesse caso. sendo. Cabimento. ed. I) remédio voluntário: o recurso é manifestação do poder de 3. o que sucumbente. 15. fic':ndo restritos à impugnar a decisão judicial que contém vício processu. É por isso que a remessa de ofício (reexame necessário) não é um recurso. mas jetivo (interesse particular da parte). al (formal). os recursos: ordinário. ou seja. uma nova decisão seja proferida.1. José Carlos Barbosa.. rediscussão ampla da matéria. dentro do mesmo processo. 2 MOREIRA. Retarda. extensão da matéria impugnada e independência. retorno. 3. portanto. 2010. embargos (arts. Por visar erro de julgamento. pode ocorrer em autos separados. deixa de ser um recurso. visa ao error in procedendo (erro no processo do trabalho.---------- . ção processual. E o que ocorre. Comentários ao Código de Processo Civil. o recurso pode ser dividido em ordinário e extraordinário. também ocorre por meio dos embargos de declaração. nalidade afastar a decisão obscura e/ ou contradição da de- ticas dos recursos: cisão. Tais recursos podem estar fundamentados no mero inconfor- Essa característica do recurso o faz diferente das ações autônomas mismo com a decisão judicial (injustiça da decisão). 27 26 ~--------.3) o esclarecimento da decisão impugnada: tem como fi- Com base nesse conceito. buscando sua exata aplicação. Desse modo. o trânsito em julgado da decisão. por exemplo. de 3. portanto. nos mesmos autos. 2 r I MEIOS DE IMPUGNAçAO. citando- de impugnação. Quanto ao objeto imediato do recurso relação processual. da CLT) para reexame de fatos e provas. direito objetivo (a lei).. "b". que constituem uma nova relação processual. proferir decisão diferente da pronunciada b) Recurso de natureza extraordinária: funda-se na tutela do pelo órgão a quo.

Quanto à fundamentaç:ão ÉLISSON MIESSA No que tange à fundamentação. obrigatoriamente. independente- a) Recurso total: quando o recurso abrange toda a parcela em mente. mas i I tos de admissibilidade para que seja alcançado o mérito do re- apenas aquelas expressamente descritas na lei. Quanto à independência aponte. 3. principal. 500 do CPC. a lei não exige que 0 recurso I 3.2. havendo interposição do recurso principal. aplicável Quanto à . deixando transitar em jul- gado a improcedência do pedido de décimo terceiro salário. especificamente. décimo terceiro sa. no prazo e observadas as exigências legais. o recurso seria parcial se o reclamante impugnasse apenas as horas extras. o recurso pode ser de: T I MEIOS DE IMPUGNAÇAO. Nesse caso.extensão. Rio Com efeito. b) Fundamentação vinculada: aquela em que a lei exige que 0 \ a) Recurso independente (principal): é aquele que tem vida recorrente indique algum vício específico na decisão impugna.não será conhecido. São Paulo: Método. p. da admissibilidade desse último para que seja conhecido. no recurso ordinário. nos embargos infringen- sobre as horas extras e o décimo terceiro salário. curso. 534. de férias + 1/3. o recurso poderá ser indepen- impugnada. que a parte recorrente foi sucumbente. O recurso adesivo fica subordinado ao recurso principal e se rege vencido) e não. o recurso poderá ser total ou parcial. não se pode alegar nenhuma matéria. ou se for ele declarado inadmissível ou deserto.3. CLASSIFICAÇAO E DIREITO INTERTEMPORAL No exemplo anterior. de admissibilidade. dependendo na decisão impugnada. Quanto à extensão da matéria impugnada O recurso adesivo vem disciplinado no art. condicionando-se exclusivamente aos seus pressupos- da. III. Isso quer dizer que a porém. o recorri- de Janeiro: Forense. preparo e julgamento no rribunal superior. no qual se deve de. a) Fundamentação livre: aquela que não se liga a determinado defeito ou vício da decisão. É o que ocorre. 2010. seu recurso tes. I dente (principal) ou subordinado (adesivo). do será intimado para contrarrazoá-lo. Recurso adesivo (subordinado) 3. Sendo. pois impugnou todos os objetos em que foi sucum. no prazo de que a parte dis- lário e férias + 1/3.4. será total. Manual de direito processual civil. havendo necessi- dade apenas de que a parte não se conforme com a decisão No que se refere à independência. ed. 2. I 3. no recurso extraordinário e no recurso especial. é o recurso que se subordina a outro recurso. determinado vício. própria. estabelecendo: i Art. I b) Recurso subordinado (adesivo): como o próprio nome já in- demonstrar a presença de omissão. Noutras palavras. Ao recurso adesivo se aplicam as mes- mas regras do recurso independente. quanto às condições em que foi sucumbente na decisão. recurso de revista. Cada parte interporá o recurso. Daniel Amo rim Assumpção. 500. podendo nessa oportunidade 28 29 . sendo julgado procedente apenas 0 pedido põe para responder.1. CONCEITO. bargos de declaração em que a parte deverá. ao conteúdo total da decisão pelas disposições seguintes: impugnada4 • I . monstrar a violação da lei federal ou Constituição Federal ou a divergência jurisprudencial. por exemplo. Exemplo: em. necessariamente. ao recurso interposto por abrangência total está ligada à parte sucumbente (em que foi qualquer deles poderá aderir a outra parte.será interposto perante a autoridade competente para Exemplo: reclamante postula horas extras. vencidos autor e réu. ou seja. admitir o recurso principal.4. se houver desistência do recurso bente. se o reclamante apresentar recurso li -será admissível na apelação. b) Recurso parcial: quando impugna somente parte do objeto Parágrafo único. contradição ou obscuridade dica. I subsidiariamente ao processo do trabalho. 4 NEVES.

O reclamante. pode a parte até mesmo deixar presença cumulativa dos seguintes requisitos: de apresentar as contrarrazões e se limitar a interpor o recurso adesivo. tais entes deverão relacionada com a do recurso interposto pela parte contrária. o recurso adesivo. vontade da parte em recorrer de forma principal. Isso não significa que as contrarrazões e 4) Embargos no TST. desde Contudo. sob o fun- momento diferenciado. por exemplo. Para que ele seja interposto. Nesse ponto. ou -se apresentar o recurso adesivo. apresentar as contrarrazões. CONCEITO. se o recurso foram compensadas. que é o prazo para o recurso principal bordinado (adesivo). 2) Agravo de petição. ele fica subordinado à admissibilidade do re. argumentando que não ficou provada a bordinado ficará prejudicada. I) sucumbência recíproca: ambas as partes sejam vencedoras e vencidas no objeto da decisão impugnada. ou seja. é importante obser- tado no prazo das contrarrazões. os prazos recursais são contados em dobro. além de poder impugnar o pedido de férias. o reclamado poderá apre- sentar recurso adesivo para impugnar as horas extras que foi No processo do trabalho. Desse modo. É cabível. no prazo de 8 (oito) dias. todos os pedidos da inicial. faz-se necessária a no processo do trabalho. houve pro- Portanto. Súmula n° 283 do TST. nascerá seu interesse recursal. o recurso ordinário de modo diferenciado. no prazo para apresentação de suas contrarrazões. CLASSIFICAÇÃO E DIREITO INTERTEMPORAL ÉLISSON MIESSA I) Recurso ordinário. não é em qualquer hipótese que se admite o recurso su- que dentro do prazo de 8 dias. compensação de jornada. nos termos da parte final da Súmula 283 do TST. Exemplo: Sentença julga procedente o pedido de férias e Embora a parte tenha o benefício de apresentar seu recurso em parcialmente procedente o pedido de horas extras. o que é necessário que a matéria veiculada no recurso adesivo esteja não atinge o prazo das contrarrazões. nos seguintes recursos trabalhistas: 31 30 . MEIOS DE IMPUGNAÇÃO. no prazo em dobro. fora do prazo por sua vez. no prazo simples de 8 dias. Pertinência no processo do trabalho. apresentou o recurso principal intempestivamente ou com o pretexto de complementar o recurso principal. por exemplo. quando interposto. sendo desnecessário que a ma- fica que o recurso adesivo não pode ser interposto por quem téria nele veiculada esteja relacionada com a do recurso interposto pela parte contrária. de agravo de petição. ele não será admitido. não é uma modalidade de recurso. Desse modo. algumas já curso principal para que possa ser conhecido. a parte do objeto do processo. podendo- interporá. seja. nas hipóteses de 3) aceitação tácita da decisão: deve ser evidente a ausência de interposição de recurso ordinário. deve ser apresen- cedência parcial dos pedidos. Recurso adesivo. O inciso I do referido artigo declina que o recurso adesivo "será interposto perante a autori. Desse modo. T 1. na realidade. apresentar as contrarrazões e o recurso adesivo. dade competente para admitir o recurso principal. que clinado na Súmula n° 283 do TST: não tem correlação com o objeto do recurso do reclamante. e o recurso ade- isto é. damento de que. interpõe recurso ordinário para impugnar o pe- recursal. mesmo que cumulados em uma O recurso adesivo. Nesse caso. a sucumbência recíproca deve ser analisada considerando sivo. parte dispõe para responder". O recurso adesivo é compatível com o processo do tra- balho e cabe. principal (independente) foi interposto. não o Ministério Público. para a Fazenda Pública e var que. 16 dias. sendo a parte vencida em determina- mas forma diferenciada de interposição do recurso. Nesse caso. O reclamado não recorre. No entanto. o cabimento do recurso adesivo vem de- condenado. dido de horas extras. Isso signi- de revista e de embargos. Correlação de matérias 2) interposição de recurso principal por apenas uma das par- tes. o recurso adesivo devam ser interpostos em um único momento. A propósito. admi- tindo a doutrina que sejam interpostos em momentos distintos. de modo que a análise do recurso su. no prazo de que a 3) Recurso de revista. embora devidas as horas extras. única ação. portanto.

Impõe. para que não haja retroatividade.ICA<. quer para facultar al- A eficácia temporal das leis é solucionada pela Lei de Introdução às gum contra decisão até aí irrecorrível. decisória e recursal). instru- tória. aplica-se a lei antiga para todo o processo. ! mente pode ser regulado por uma única lei. quer para alterar-lhe os requisitos de leis. ou seja. por ser norma de sobredireito.:ÃO E DIREITO INTERTEMI'ORAL 4) observação de todos os requisitos de admissibilidade do re- curso principal: como o recurso adesivo é forma diferenciada II O sistema da unidade processual indica que o processo. inclusive no campo processual. Assim. se o recurso principal impõe o prequestionamento. a aplicação imediata da norma processual. é o de que a recorribilidade se rege pela lei em Referida lei. Resumo das classificações não iniciadas. em seu art. respeitados o ato jurídico perfeito. 1° A Lei 13. discute-se como se dá 6 MOREIRA. portanto. de 21 de julho de 2014.1sileiro (antiga LICC). ge o depósito recursal. 4) Quanto à { • Recurso independente (principal) No que tange aos recursos. no O sistema das fases processuais informa que o processo. 32 L 33 . 6°). do al. é dividido em fases processuais autônomas (postulatória. 15. o sistema do isolamento dos atos processuais reconhece imediato do recurso • Recurso de natureza extraordinária a unidade processual. ÉLISSON M!ESSA T MEIOS DE IMPUGNAÇÃO. 2010. em seu aspecto exterior. salvo disposição em co) a decisão: a norma processual superveniente respeita contrário. lei nova modifique o sistema de recursos. Comentários ao código de processo civil. 2° do CPP 5 que. é matéria impugnada l • Recurso Parcial aplicada ao processo trabalhista. 2°: "A lei processual penal aplicar-se-á desde logo. c) sistema do isolamento dos atos ato normativo 491/SEGJUD. declina que as regras começam a vi- vigor na data em que foi publicada (isto é. da mesma forma. 5 Art. estando 3) Quanto à extensão da f • Recurso total disciplinada no art. mas admite que o complexo de atos do proces- 2) Quanto à f • Fundamentação livre so possa ser visto de forma isolada para efeito de aplicação da nova lei. b) sistema das fases processuais. processuais. que é aplicada a todas as recurso existente. é um corpo uno e indivisível. dada a públi- gorar em todo o país 45 dias depois de publicada. to com a entrada em vigor da Lei n° 13. v. que o processo. DIREITO INTERTEMPORAL Pode acontecer que.015/14. CONCEITO. José Carlos Barbosa. idealizando a doutrina três I Rio de Janeiro: Forense. 5. Dessa forma. como se verifica pelo art. O TST adotou o mesmo entendimen- sistemas para a solução do problema: a) sistema da unidade processu. é um complexo coordenado de atos processuais. I 0 . de 23 de setembro de 2014: "Art. nos ensina Barbosa Moreira: 4. sem prejuízo da validade Considerando. CLASSif. ed. entretanto. p. na matéria. devendo a lei nova disciplinar as fases ainda 3. aplica-se aos recursos interpostos das decisões publicadas a partir da data de sua vigência". embora adesivo também deverá estar presente.. quer para suprimir Normas do Direito Br. 1) Quanto ao objeto { • Recurso de natureza ordinária Por fim. uno.5. este será exigido no adesivo. dos atos realizados sob a vigência da lei anterior". 269. o direito adquirido e a coisa julgada" (art. os atos já praticados e os respectivos efeitos já produzidos antes de sua vigência6 • A Lei de Introdução estabelece ainda que "a Lei em vigor terá efeito imediato e geral. a aplicação imediata da nova legislação. 1°. a lei nova tem aplicação perante o ato a ser iniciado. de modo que so- de interposição. admissibilidade ou os efeitos. fundamentação l • Fundamentação vinculada Essa teoria é a majoritariamente aceita em nosso ordenamento. a lei a ser aplicada é aquela que estava independência • Recurso subordinado (adesivo) em vigor na data em que foi publicada a decisão recorrida. se o recurso principal exi. na pendência do processo.015 . O princípio fundamental. embora possua diversos atos. ele deve observar todos os pressupostos recur- sais do recurso principal. Nesse senti- do.

"recebe a de- nominação de acórdão o julgamento proferido pelos tribunais" (CPC. Conceito O processo tem como objetivo resolver conflito de interesse conce- dendo a quem de direito o bem da vida discutido em juízo. em que 0 STF determmou que a competência recursal e executiva seria mantida com o juízo competente na data da prolação da sentença?. ocorrerão com base na lei nova. Tem como destino. entendida esta como o po- der-dever estatal de resolver os conflitos de interesses sub- metidos à sua cognição monopolística. em JUDICIAIS PASSÍVEIS DE ~ec~~~ê~cia da aplicação imediata da norma. direta ou indiretamente. mantendo a competência antenor. 163). ÉLISSON MIESSA No entanto. que leva alguém a invocar 7 STF-CC n. O art. É possível. reside na reparação de 19.1. DJ a prestação da tutela jurisdicional. com maior ou menor intensidade. É por esse motivo que se tem afirmado que a sentença representa o acon- tecimento mais importante do processo. Ademais. sem dúvida. que se apresenta. a razão essencial. como uma espécie de polo de atração magnética. Disso resulta a adequada lição de Manoel Antônio Teixeira Filho: A sentença constitui. para o qual conver- gem.2005. de maneira lógica e preordenada. um direito lesado. É o que já se denominou de força 'centrípeta da sentença'. denominada sentença. o que CAPÍTULO li inclui a competência. a mais expressiva das pronunciaçóes da iurisdictio. . Em verdade. uma decisão. 7. mas os trâmites processu- ais postenores de processamento e julgamento seguirão a lei nova. Relator Min. porém.MG. todos esses atos.imento. portanto. que irá solucio- nar o referido conflito. con:o ocorreu na época do advento da EC no 45/04. Carlos Ayres Brito.serão analisados à luz da lei velha.12. sob esse aspecto. inclusive 0 ca- PRONUNCIAMENTOS b. se levarmos em conta que todos os atos do procedimento estão ligados. todos os pressupostos do recurso. à sentença. Tribunal Pleno. o seu ponto de culminância. o processamento e o julgamento do recurso. decisões interlocutórias e despachos". art. essa assertiva é correta. SENTENÇA 1. Queremos dizer. ou na necessidade de afastar o risco de 34 35 . que 0 RECURSO JUdtc~ano module os efeitos da nova norma. 162 do CPC estabelece que "os atos do juiz consistirão em sentenças. I.204-1 . a despeito do sen- tido algo retórico dos seus termos.

A sentença no processo do trabalho. 5. nao apenas para o processo. declinou que a "sen. 458 Art. os fundamentos da decisão e a respectiva conclusão.quando o juiz pronunciar a deca- dência ou a prescrição.Da decisão deverão constar o nome das partes. as sentenças terminativas (sem resolução de mérito) anali- sam apenas a relação jurídica processual. da CF.quando ocorrer confusão decidir do magistrado. h1po:ese~ de extinção do processo sem resolução do mérito (sentença o resumo do pedido e da defesa. 36 37 . sentença. de qualquer modo na aquisição. Manoel Antônio.quando o autor renunciar ao No processo do trabalho. Portanto. Cumpre destacar que. Rio de Janeiro: Forense. juridicamente tutelável. respec. VI . I) Relatório: consiste na parte histórica do processo. mas para 0 acolher ou rejeitar o pedido do autor. São Paulo: Método. li . 1. 1. IV. sem resolução de méri. Sua ausência provocará T_EIXEIRA FILHO. caput. Extingue-se o processo.quando se verificar a A doutrina majoritária é no sentido de que a falta desse requisi- ausência de pressupostos de constituição e de desenvol. 3. preservação ou recuperação de um bem da vida. Sao Paulo: LTr. V.[ . tendo como fundamento o art. 201-202.quando. IV . Conforme se verifica pelo aludido artigo. que nesse caso há vimento válido e regular do processo. V. 162. por força do art. aplicando-se supletivamente o CPC. XI . cessual civil. 8 tes transigirem. § 1o). 852-I). conjugado com o art.o ficar parado durante mais de 1 (um) ano por negligên. Haverá resolução de mérito: I. Requisitos ?iante do s~pramencionado dispositivo legal. reconhecer a procedência do pedido.quando o autor desistir da ação. no procedimento sumaríssimo. tivas (com resolução do mérito) examinam a relação jurídica material. nulidade absoluta. por não promover os atos e jetivo registrar os acontecimentos importantes do processo. VII .dJçoes da ação. 267. aprovado na Câmara dos Deputados. 769 da CLT. to gera nulidade absoluta. da CLT. a CLT não dispõe de um conceito de direito sobre que se funda a ação. art. como.quando o juiz sui. Art. conceitua senten- ça como o pronunciamento judicial que põe ter ao processo ou a alguma de suas 10 No mesmo sencido: NEVES. VIII . o legislador. enquanto as sentenças defini- Nesse sentido. em abstrato. A sentença.2. 832. põe fim ao processo 9 . 269.nos demais casos prescritos neste Código. deve observar alguns ça nao. descritos nos arts. dispen- timidade das partes e o interesse processual. 832.. como um ato jurídico complexo. lv/anual de direito pro- fases (art. p. II.quando a ação for considerada intransmis. porém tipifica as Art. § 1o). art. a legi.quando o juiz indeferir a petição inicial. conceituando-a. IX. o autor abandonar a causa por mais de 30 (trinca) dias. 162. III. 267 e 269. o qual exi- 8 ge a motivação das decisões judiciais. r I l PRONUNCIAMENTOS JUDICIAIS PASSiVEIS DE RECURSO entre autor e réu. litispendência ou de nulidade será relativa 10 • coisa _j~lgada. inciso IX. tença é o ato do juiz que implica alguma das situações previstas nos arts. ambos do CPC. ÉLISSON MIESSA lesão. § I 0 . III . p. analisando as questões de fato e direito. 267 e 269 desta Lei" (CPC. como a possibilidade jurídica.quan- d. convenção de arbitragem. 518. o que significa que a acolher a alegação de perempção. ed.quando as par- em concreto. Pensamos. do CPC. Daniel Amorim Assumpção. ou.quando o réu patrimônio jurídico dos indivíduos e das coletividades. 93. conforme dispõe o art. tivamente. t~rmmanva) ou com resolução do mérito (sentença definitiva). a sentença deve ter os seguintes requisitos: to: I. necessanamente.quando 0 juiz necessidade de demonstração de prejuízo. porém.on. Tem por ob- Cia das partes. 9 O projeto do Novo CPC. vê-se que a senten. 2013. te~-s~ aqui a medida exata da importância que esta pos. ] como essa pretensão só pode ser apreciada pela sentença. 2) Fundamentação: é a exposição do raciocínio ou das razões de sível por disposição legal. 203. ed.1. do CPC.pela sa-se o relatório na elaboração da sentença (CLT. X .quando não concorrer qualquer das c. antes da Lei no requisitos.:32/2005. 2004. a apreciação das provas. declinava o art.. diligências que lhe competir.

ta. observa-se que ambas as correntes reconhecem a exis- alguns requisitos complementares à sentença. modifica ou extingue existindo duas correntes a respeito: a trinária e a quinária. com a criação da fase de cumprimento. O dispositivo pode ser direto ou indireto. existindo na decisão evidentes erros ou enganos de escri. estando ligada a uma única forma de execução direta . classificando a sentença pelo conte- c) sentença condenatória: é a que objetiva a tutela prestada p~r údo do ato emanado pelo juiz. ou seja. por meio da vencida. de datilografia ou de cálculo.a execução por expropriação. posição do art. Lei n° 11. provocando a inexis. b) sempre mencionar as custas que devam ser pagas pela parte A propósito.fficio. condenatórío etc. passamos a demonstrar o significado de condenação ou do acordo homologado. mas como subespécies da sentença condenatória. a teoria quinária perdeu sua força. seguindo-se as lições de Liebman. valente monetário ao valor da lesão. inclusive o limite de cada uma delas. Será indireto Conquanto haja divergência entre as teses anteriores. tença. sentenças mandamentais. c) sempre indicar a natureza jurídica das parcelas constantes da Para fins didáticos.232/05. Essa corrente doutrinária tem como idealiza- dor Pontes de Miranda. 833). ex o. Tanto é assim que a própria doutrina A ausência de dispositivo é vício gravíssimo.). se for o caso. ÉLISSON MIESSA PRONUNCIAMENTOS JUDICIAIS PASSÍVEIS DE RECURSO 3) Dispositivo: chamado de conclusão pela CLT. eles poderão ser corrigidos. te elas podem ser compatibilizadas. Classificação pósito. A pro- 1. 38 39 . subespécie da sentença condenatória ou como própria espécie de sen- quando a decisão concluir pela procedência do pedido. trinária reconhece a existência das sentenças executiva lato sensu e man- tência jurídica do ato judicial.3. conforme dis- Ademais. reportando-se à funda. pois é por meio dele que o magistrado cinco tipologias de sentenças. 832 da CLT impõem mais Portanto. vez que a doutrina clássica classifica mentação ou até mesmo à pretensão do autor. seja como a) determinar o prazo e as condições para o seu cumprimento. A classificação da sentença não encontra pacificação na doutrina. a autenticidade ou falsidade de um documento. a sentença de improcedência dos pedidos sempre será meramente declaratória. entende que existem três tipologias de meio do pagamento de quantia certa. de modo que ela deve: tência das sentenças executiva lato sensu e mandamental. antes da execução (CLT. enquanto a doutrina moderna tem como base os efeitos da sentença. existem ainda as sentenças executivas lato sensu e as ma o resultado acerca das questões litigiosas. b) sentença constitutiva: é aquela que cria. aparentemen- quando se limita a julgar procedente o pedido. especialmente pelo eqUI- sentenças. Consigna-se que todas as sentenças possuem inicialmente um ou a requerimento dos interessados ou pelo Ministério Público do Tra. constitutiva e conde- natória. a) sentença meramente declaratória: é aquela que declara a exis- buição previdenciária. o bem da vida obtido pelo autor. É sobre ele que se forma a coisa julgada. complementadas balho. Será direto quando de- clarar. na hipótese de decisões tência ou inexistência de uma determinada relação jurídica ou cognitivas (condenatórias) ou homologatórias. cunho declaratório. Cabe registrar que os parágrafos do art. posteriormente. a doutrina moderna (quinária) admite existirem requisito da sentença. procla- doutrina clássica. com outros efeitos (constitutivo. responsabilidade de cada parte pelo recolhimento da contri. A doutrina clássica (trinária). quais sejam: meramente declaratória. 4° do CPC. a sentença quanto ao seu conteúdo. determinada relação jurídica. ou seja. damental. além das três já enumeradas pela resolve as questões que lhe foram submetidas. expressamente. é o principal Por outro lado. sendo. porém.

102.). da CLT veda a impugnação imediata das decisões interlocutórias. Desse modo. portanto. 799. em que é cabível o recurso de imediato. tendo como fundamento 0 § Desse modo. 162. lidade proferida pelo juízo a quo tem natureza de decisão interlocu- 40 41 . § 2o). Existe ainda a hipótese de declaração de incompetência em razão que serve para solucionar incidentes no curso do processo. ou seja. do CPC. alcançando-se o STF após o esgotamento do seara com a remessa dos autos para Tribunal Regional distinto da- trabalhista 11 • quele a que se vincula o juízo excepcionado. no rito sumário. e) sentença mandamental: é aquela em que o réu (reclamado) é tal decisão será impugnada pelo agravo de instrumento ou agravo re- forçado a cumprir a ordem judicial. seja a terminativa. porém. Tratando-se de rito sumário. O art. 5" Turma. especialmente. no curso do proces. mas tão somente 1. § 1°. recurso ordinário (irem c). sem pôr da matéria. § 2°. há coerção do réu a tido. do processo civil em que. recurso de revista etc. DJ 16. Difere. Submete-se ao recurso ordinário. da CLT. em que analisamos detidamente cada uma das exceções anunciadas. É importante destacar.2010. Cabe destacar que. DECISÃO INTERLOCUTÓRIA Os recursos cabíveis em tais exceções. III e Sú- mu~a _640 do STF). 893. 11 TST-RR.12. por vezes. e sim no momento do recurso da decisão definitiva ou terminativa. e ao agravo Embora essa seja a regra. Rei. Ministro Emmanoel Perei. resolve questão incidente" (CPC. trabalhistas (recurso ordinário. sendo realizada por meios de execução direta. ou Estadual). agravo interno ou regimental e embargos so. que 0 C. são os seguintes: Decisão interlocutória "é o ato pelo qual o juiz. 2. Recorribilidade reito. Recorrihilidade que sua impugnação não ocorrerá imediatamente. art. Trata-se. contem- de petição na fase de execução.0094. das decisões interlocutórias no processo do trabalho. 461 do CPC. TST. TST já b) de decisão suscetível de impugnação mediante recurso para o decidiU que. a sentença é irrecorrível. recurso de revista (irem a). referido artigo contempla a irrecorribilidade imediata 4° do art.5.4. 2. astreintes). remetemos o leitor ao toptco "princípio da irrecorribilidade imediata das decisões interlocutórias". na Súmula n° 214. de pronunciamento judicial de conteúdo decisório. 461. art. na fase de conhecimento. por meio de técnicas de execução indireta (por exemplo. limitado ao c) de decisão que acolhe exceção de incompetência territorial. Isso não quer dizer que as decisões interlocutórias não sejam recorríveis. Está fun- dada. salvo se 0 a) de decisão do Tribunal Regional do Trabalho contrária à Sú- recurso versar sobre matéria constitucional (Lei n° 5. como regra. 2o. com o encaminhamento dos autos a outra Justiça (Federal termo ao ofício judicial de julgar a causa.1. o qual se aplica às demandas não a saber: superiores a 2 salários mínimos. extraordinário dirigido diretamente ao STF (CF. no art. será cabível a interposição de recursos mesmo Tribunal. art. consoante o dis- posto no art. ÉLISSON MIESSA PRONUNCIAMENTOS JUDICIAIS PASSiVEIS DE RECURSO d) sentença executiva lato sensu: busca a tutela específica do di. por entendermos que a decisão de admissibi- ra. A sentença está sujeira a recurso. seja a definitiva.09. Para que não sejamos repetitivos. plou três hipóteses de impugnação imediata da decisão interlocutória. viés constitucional. o C.584/70.2011. para a SDI (item b). pois. §5o. cumprir determinada ordem. referida sentença somente se submente ao recurso Trabalho.1465-33. mula ou Orientação Jurisprudencial do Tribunal Superior do § 4o).

a rito sumário (Lei n° 5. "b"). nos termos do art.584/70. não I r 12 No sentido do texto. I 3. é suscetível de recurso para 0 próprio tribunal (Súmula 214. ed. o acórdão poderá ter efeito Com efeito. como a juntada e a vista iI Na denominação do acórdão apenas se verifica o local em que foi obrigatória. do CPC "são despachos 3. 4. como é o caso do (agravo de instrumento). do TST). ÉL!SSON MIESSA PRONUNCIAMENTOS JUDICIAIS PASSfVEIS DE RECURSO ·!' tória 12. 897. independem de despacho. 58. Portanto. b. Recorribilidade I f Como visto. bem como da interpretação I ' f literal do art. quanto ao conteúdo. embora seja interlocutória. b. será acórdão. § 3°. da CLT. representando. art. as decisões "são sempre precedidas da expressão acordam. ~ decisão que não é sentença ou decisão interlocutória será um despacho.DESPACHO decisão interlocutória que mantém o valor da causa fixado de ofício no l't O conceito de despacho é definido por exclusão. a cujo respeito a lei não estabelece outra forma". também está suscetível a recurso (recurso de revisão) a I agravo interno ou regimental da decisão monocrática do relator. 4. é recorrível. art. 162. trata-se de pronunciamento judicial destituído de con- de sentença ou de decisão interlocutória. Nelson. Júlio César. de decisão monocrática. No segundo. 14 No mesmo sentido o art. enquanto a decisão monocrática proferida pelo relator terá a nomenclatura de sentença ou decisão interlocutória. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. Teoria Geral dos recursos. assim. simplesmente. 2014. como regra. dos Deputados. art. Para o TST. \ querimento da parte. como se extrai da interpretação da OJ 377 da SDI-I do TST.ACÓRDÁO todos os demais atos do juiz praticados no processo. por expressa opção legislativa (CLT.1. 504) • decisão colegiada tem denominação de acórdão. 13 BEBBER. parte da doutrina entende que apenas a irrecorrível (CPC. 2009. art. salvo na hipótese de decisão suscetível de impugnação de admissibilidade). Desse modo. sendo decisão proferida pelo tribunal. p 245. Na praxe. ele é 14 da corte" 13 • Nesse contexto. a vontade de todos ou da maioria dos membros Considerando que o despacho não tem conteúdo decisório. aprovado pela Câmara p. São Paulo: LTr. Recursos no processo do trabalho. 2. Ed. 1O14 do projeto do Novo CPC. a decisão proferida pelo relator é de- nominada. NERY ]r. pensamos que a decisão que tranca o recurso (juízo negativo caberá recurso. 7. art. 162. l pelo servidor e revistos pelo juiz quando necessários" (CPC. I' 163). É interessante notar que é da índole do tribunal a decisão colegiada.. "os atos meramente ordinatórios. Por fim. teúdo decisório. Ademais. 43 42 . § 4o). devendo ser praticados de ofício proferida a decisão. 2°. 897. § 1°). não se preocupando com seu conteúdo. de ofício ou a re- Acórdão é o "o julgamento proferido pelos tribunais" (CPC. No primeiro caso. Isso significa que. Recorribilidade Com efeito. o acórdão pode ter efeito de sentença ou decisão inter- locutória. Noutros termos. o juízo de admissibilidade a quo profere despacho de processamento ou não processamento do recurso.1.

. Da análise desse dispositivo. 2°. buscando outra opinião sobre a decisão da cau- sa.J Ht PRINCÍPIOS RECURSAIS 1.. defende que a Constituição Federal não reconheceu o duplo grau de jurisdição como garantia ou princípio constitucional. que é disciplinado pela legis- lação ordinária. à qual nos filiamos.. Isso ocorre porque o dispositivo constitucional supramencionado utilizou-se da expressão "recursos" não em sentido técnico. Há divergência na doutrina acerca de tal princípio ser garantia constitucional ou infraconstitucional. LV).. § 4°. de modo que a norma infraconstitucional não po- deria restringi-lo. Essa divergência existe porque a Constituição Federal de 1988 es- tabeleceu como direito fundamental dos litigantes "o contraditório e ampla defesa... que podem ser exercidos em uma única instância.. a tese majontana. podendo inclusive ser afastado ou mitigado em casos específicos. com o princípio do duplo grau de jurisdição. PRINCÍPIO DO DUPLO GRAU DE JURISDIÇÃO O princípio do duplo grau de jurisdição consiste na possibilidade de reexame da decisão. portanto.584/70) Por outro lado. Não se confunde. colocando-o como regra de organização judiciária.I~ CAPÍ'J'UU. da Lei 5. 45 . como é o caso do rito sumário (art. mas como garantia dos princípios do contraditório e da ampla defesa. __ . alguns julgados e doutrinadores pas- saram a entender que a Constituição Federal previa o direito ao duplo grau de jurisdição. 5°. com os meios e recursos a ela inerentes" (art..

3) observância do prazo do recurso correto (teoria do prazo menor). o p:i~cípio da unirr~corribilidade (singularidade) significa que 5. quando a decisão regio. Nelson apudNEVES. no art. desde que dentro do prazo recursal. não se admitindo. para sua aplicação. respectivamente. Trata-se da preclusão no da parte) é incapaz de preencher esse requisito. dentro do prazo recursal. I). b) doutrina e jurisprudência divergem a respeito do recurso curso). Rio de Janeiro: Forense. também chamado de tipicidade. outro no lugar. algumas exceções a seguir elencadas: Trata-se de uma verdadeira exceção ao pressuposto de admissibili- • No processo civil. 15 BEBBER. Noutras palavras. a preclusão consumativa. por exemplo. ed. por exemplo. interposto o recurso. porém. razão pela qual deve curs~ especial e r~curso extraordinário. 2009. violação legal e constitucional. qual seja. admite-se a interposição simultânea de re. 541 do CPC. ed. são exi- nal tiver. a realização desse ato processual (re. dúvida subjetiva de quem vai interpor o recurso (em regra. de 1939. 17 NERY Jr. no momento em que a os recursos cabíveis. uma vez interposto 0 re. 2. im- T II PRINCÍPIOS RECURSAIS É interessante observar que. São Paulo: Método. uma vez que é da União a competência privativa para legislar sobre a matéria processual (CF. 85 do CC/02. Júlio César. São Paulo: LTr. 809 do CPC. 207. de forma exaustiva (numerus clausus) bargos de declaração por apenas uma das partes. nos gidos os seguintes requisitos: termos do art. admi- tia-se a variabilidade dos recursos. dade recursal. Há um recurso para cada caso. 1) dúvida objetiva.. Recursos no processo do trabalho. 560. a parte poderia variar. Daniel Amorim Assumpçáo. de cabimento do recurso. cabível. deve ser concedido à parte que já tinha inter- posto o recurso ordinário a possibilidade de complementá-lo. 2. ao STF. a interposição simultânea de mais de ui:na Fungível é aquilo que pode ser substimído por outro da mesma espécie de recurso da mesma decisão. po: que some~te serão cons~derados recursos aqueles descritos na legis. portanto. 22. ele não poderá ser repetido ou alterado. PRINCÍPIO DA CONSUMAÇÃO qual recurso é cabível para o ato a ser impugnado. para o fato de que. p. de modo que a O princípio da consumação declina que. admite-se a interposição simultânea de embargos para a SDI (divergência) e recurso extraordinário 2) inexistência de erro grosseiro. processual civil. 46 47 . do patro- curso. Somente a lei federal pode criar. Manual de direito p. de modo que. assim. novamente. Assim. • No processo do trabalho. limitado 3. da decisão proferida na Turma do TST. havendo interposição de em- A lei federal."15 Atente-se. porém. c) o juiz profere uma espécie de decisão no lugar de outra. extinguir ou modificar ! pondo. qualidade e quantidade 16 • O princípio da fungibilidade é. recursos. espécie. PRINCÍPIO DA UNIRRECORRIBILIDADE (SINGULARIDA- DE) ao objeto modificado na decisão. 201 O. ocorrendo modifi- cação da decisão judicial. PRINCÍPIO DA FUNGIBILIDADE (CONVERSIBILIDADE) cada decisao somente admite uma espécie recursal. Assim. Temos. prevê. Veda-se. da decisão. aplicando-se. No regime atual não se admite a variabilidade. o recurso ordinário. inter- I laçao federal. por- tanto. O primeiro requisito ocorre quando há dúvida fundada acerca de 4. três fatores consumativa. 17 16 Art. pois. PRINCÍPIO DA TAXATIVIDADE (TIPICIDADE) _ O princípio da taxatividade. a possibilidade de se admitir um recurso pelo outro. ser admitido em casos excepcionais. ÉLISSON MIESSA 2. ' outra já interpôs. o ato está consuma. podem dar ensejo a essa dúvida objetiva: a) a lei confunde a natureza do.

PRINCÍPIO DA DIALETICIDADE ser esclarecida pe_a via dos embargos de declaração. Inaplicável. também monocrática. em face dos princípios da fungibilidade e celeridade processual. Pr~n­ cípio da fungibilidade. II.~ deve motivar tende tão-somente suprir omissão e não. II. msuscettvel CPC. Tal regra- ciamento do Colegiado. 514. 895. É incabível agravo inominado (art. Recebimento como agra. cimento do entendimento consolidado do C.Postulando o embargante efeito modificativo. na interposição do recurso. O] no 69 da SDI . apenas permitindo que a interposição seja de forma stmples. a impugnar decisão monocrattca nas Por fim. ser recebido como agravo regimental. Embargos declaratórios contra ção legal e divergência jurisprudencial e re~nis~ão expr~ssa decisão monocrática do relator calcada no art. em face do disposto no art. configura erro grossetro. Inapltcabllidade do princípio da fungibilidade recursal contudo. nos como agravo regimental. Indeferimento liminar de ação rescisória ou mandado de Ademais. 514. fundamentos da decisão recorrida. o terceiro requisito impõe que o recurso seja interposto no hipóteses expressamente previstas. negação de recurso. Não conhecimento. modificação do suas razões recursais. como se verifica a A interposição de recurso de revista de decisão de~~itiva seguir: de Tribunal Regional do Trabalho em ação rescisona ou em mandado de segurança.1al não se admitir a incidência da fungibilidade. do CPC de mandado de segurança pode. comporta 6. dis- segurança. Inaplicabilidade. consiste na interposição de um OJ no 412 da SDI . Apelo que não ataca os Recurso ordinário interposto contra despacho monocrá. 557 do CPC. faltando-lhe. 235 do RITST) contra decisao rente não observa o comando legaL proferida por Órgão colegiado. Fungibilidade recursal. porém. conhecimento jurídico. da CLT. Cabimentc· de autorizar o seu recebimento conw recurso ordinário. conte- údo decisório definitivo e conclusivo da lide. convertidos em agravo. legiada. Agr~vo inomii~a~o ou recurso manifestamente ilegal. TST. Recurso. menta. portanto.11 do TST. prevista no art. "b". Tais recursos d~sunam­ -se. I . quando a lei ex- pressamente estabelece a forma de impugnação da decisão. sob pena de ser caracterizada sua má-fé. põe o que segue: vo regimental e devolução dos autos ao TRT Súmula no 422 do TST. Não cabimento.I do TST. ÉLISSON MIESSA PRINCÍPIO~ RECURSAIS O segundo requisito. o C. tico indeferitório da petição inicial de ação rescisória ou Art. 48 49 . a fim de que aquele que interpôs o recurso 0 princípio da fungibilidade ante a configuraçao de erro não se beneficie de um prazo maior do que o admitido. 899 da CLT estabelece que os bargos declaratórios deverão ser submetidos ao pronun- recursos trabalhistas serão interpostos por simples petição. exclusivamente. erro grosseiro. 557._ no caso. para que aprecie o apelo do recorrente não impugnam os fundamentos da decisão recorrida. Recurso para o TST.Tendo a decisão monocrática de provimento ou de. que julga ação rescisória ou mandado de segurança. não afasta a necessidade de fundamentar sua: razões recursais. É interessante observar que o art. Interposição em face de ~ecisa~ co- não possui nenhuma dúvida sobre o recurso interposto. os em. Ação rescisória e manda- nor) para ajuizar seu recurso. termos em que fora proposta. ou seja. aquele que interpôs o recurso agravo regimental. pelo princípio de fungi- bilidade recursal. quando se pre- O princípio da dialeticidade declina que o recorreu. O] no 152 da SDI -11 do TST. do CP~) ou agravo regimental (art. com fundamento em viola- Súmula no 421 do TST. em decisão aclaratória. Isso ocorre para que a parte contrana possa se de- julgado. o recorrente deverá se valer do prazo menor (teoria do prazo me. TST. Erro grosseiro A respeito do princípio da fungibilidade é importante ter conhe. pela ausência do requlSlto Hipótese de não conhecimento do recurso pelo TST e de admissibilidade inscrito no art. quando as razões devolução dos autos ao TRT. e do de segurança. do CPC. Recurso de revista de acórdão regi01. Não se conhece de recurso para o TST. De um modo grosseiro. § I o. Ocorre. II. Erro grosseiro. fender e o tribunal tenha conhecimento do objeto impugnado. prazo do recurso correto. quanto aos recursos interpostos no TST. 896 da CLT. 557 do ao art. mas o recor. geral.

ÉLISSON MIESSA PRINCÍPIOS RECURSAIS Por sua vez.. de forma explícita e fundamentada. 50 I 51 _L~ . declina que o tribunal . é possível extrair que o legislador do todos os fundamentos jurídicos da decisão recorrida. pois. inclusive mediante demonstração analítica de cada dis- positivo de lei.. PRINCÍPIO DA PROIBIÇÃO DA REFORMATIO IN PEJUS somente pode se manifestar acerca do que lhe foi apresentado. a causa de orientação jurisprudencial cuja contrariedade aponte. trou. l .8. agravar a condenação im- posta à Fazenda Pública". Busca-se. seja inicial seja recursal. O princípio da proibição da reformatio in pejus impede que seja a respeito do objeto impugnado. riedade a dispositivo de lei. PRINCÍPIO DA VOLUNTARIEDADE tram sua insurgência contra a decisão impugnada. com o princípio da dialeticidade. citado na referida Súmula. de provocação. Isso ocorre porque o. aplica-se tal princípio ao reexame necessário. pois o princípio da devolutividade. prudencial do Tribunal Superior do Trabalho que conflite com a decisão regional.os nomes e a qualificação das partes. conterá: .Fazenda do direto processual civil e processo de conhecimento. é sempre apreciado. . ocorrendo automaticamente. de sua motivação)" 18 • dependendo. p. portanto. ainda que em preju!zo do recor- adquem. em sua extensão.) II . especialmente quanto ao pedido. Sob pena de não conhecimento. 637. de dos pelo recorrente. é necessária a fundamentação do recurso trabalhista.Xe para a fase recursal a mesma sistemática da petição inicial. segundo a regra do tantum devolutum quantum appelatum. contra- I . Trata-se. a fundamentação e o pedido recursal permitem ao re. II piorada a situação do recorrente no julgamento do recurso. É interessante observar que o art.expor as razões do pedido de reforma. petição dirigida ao [. 6 que decidir e a parte contrária não terá de que se defender. disso. t Ele não atinge. pedir (fundamentos de fato e de direito) e o pedido. Isso ocorre porque "sem explicar os motivos da impugnação. embora não seja recurso. ao Tribunal. podendo. é ônus da parte: Art.o pedido de nova decisão. Rio de Janeiro: Forense. interposta por. ou seja. impugnan- Analisando o referido dispositivo. III . as matérias de ordem pública que podem corrido a elaboração das contrarrazões e limitam a atuação do tribunal t ser conhecidas de ofício pelo tribunal. portanto. Com efeito. 514 do CPC. o art. é defeso. § 1°-A. declina: § 1°-A. No reexame necessário. I Pública. rente. A apelação. oferecer suas contrarrazões.indicar. 514. e solucionado a partir da causa de pedir (isto é. porém. assim. Humberto~ Curso de direito processual civil· Teoria geral 19 Súmula n° 45 do STJ: "Reexame Necessário.. legitima-se tal exigência. Por outro lado.os fundamentos de fato e de direito. Especificamente quanto ao inciso li. . da CLT passou exi. Portanto. pois. pende de manifestação. 2007. como se depreende da Súmula n° 45 do ST]I 9 • gir expressamente a fundamentação do recurso de revista. súmula ou orientação juris- II . exigiu que o recurso contenha as partes. III . 46. da Constituição Federal. Além condição de eficácia da sentença. estabelecen- do o que segue: Ii ~ 18 THEODORO JÚNIOR. 896. ed. pois inde- parte contrária a possibilidade de defender-se dos motivos apresenta. o ordenamento impôs que o recorrente apresente os fundamentos de fato e de direito que demons- 7. ] juiz. garantir à Disso resulta que o reexame necessário não é recurso.Agravar Condenação. discutido festar. de súmula ou mutatis mutandis. recurso é manifestação do poder de ação. o tribunal não tem sobre o O princípio da volunta:riedade decorre do princípio dispositivo. Por isso é qual impõe a provocação da parte para que o Judiciário possa se mani- que todo pedido.

cabe agravo regimental para a Turma do a quo. se o processo retornasse ao juízo de origem. "à'. no entanto. 896. nesses casos. é importante observar que o Tribunal Superior do Trabalho. cutória. o bem da vida a que tem direito. gime celetista para o estatutário extingue o contrato de trabalho. em segui- Os atos do juiz podem ser classificados em: sentenças. o Tribunal Regional do Tra- O princípio em comento. por consequência. de forma mais célere e efetiva. Exemplo: A sentença de 1° grau reconhece que a alteração do re- Com o intuito de alcançar. sem pôr termo ao ofício judicial de julgar a causa. do CPC). por exemplo. que seria novamente recorrido ao TRT e. portanto. portanto. § 1°. no curso do TST (art. assim. Essa tutelar de forma mais eficaz o jurisdicionado. Com efeito. da. Registra-se. 52 53 . que também tem na sua base a celeridade. PRINCÍPIO DA IRRECORRIBILIDADE IMEDIATA DAS DE. O que se busca. sua recorribilidade. o contrato de trabalho. devolvendo os autos à vara de origem. de sentença. será levantada na ocasião do recurso da decisão que de origem para julgar o mérito. Exemplo: decisão monocrática do relator não concedendo tute- trariamente às súmulas e orientações jurisprudenciais. para encurtar esse caminho e do processo. com fundamento na da Súmul. somente terá cabimento tal exceção se a impugnação b) suscetível de impugnação mediante recurso para o mesmo Tribunal. voltaria ao Tribunal Regional. decidindo con. portanto. A decisão interlocutória do TRT está. por meio do recurso de revista. Trata-se de restrição que afasta no caso concreto um princípio cal- do trabalho. da CLT). não significa que as decisões balho anula a decisão a quo entendendo que tal alteração não extingue interlocutórias jamais poderão ser impugnadas ou analisadas por ou. mesmo tribunal. Em grau recursal. ao Tribunal Superior do Trabalho. o retorno dos autos ao juízo diferida. criou uês exceções que admitem o recurso imediato violação de Súmula do TST (art. em seu art. a irrecorribilidade das decisões interlocutór~ias cede espaço para a) de Tribunal Regional do Trabalho contrária à Sú. contrariando o entendimento da Súmula n° 382 do TST. so. decisões in. é a preservação O recurso cabível para impugnar esse acórdão. por meio chegaria ao TST. "a". porém. julgar o mérito. por estar a decisão em confronto com súmula ou orientação de jurisprudencial Decisão interlocutória consiste no "ato pelo qual o juiz. § 2°. não havendo. Assim. em que permanece a aplicação do princípio da irrecorribi- cado na celeridade (princípio da irrecorribilidade das decisões interlo- lidade das decisões interlocutórias. permitindo-se o recurso de revista de imediato. em seguida. mas tão somente que essa verificação ou impugnação será prescrição bienal. é o mesmo que serviria para impugnar o acórdão com natureza de forma mais célere e efetiva. para aplicar a uniformização da jurisprudência. resolve ou não o mérito. o recurso de revista. vocando a prescrição bienal. imediata da decisão interlocutória estiver realmente calcada no princí- pio da celeridade. da CLT). este poderia Conquanto o art. cutórias). 162. Dessa decisão. 893. se não admitida a impugnação CISÓES INTERLOCUTÓRIAS imediata. o processo retornaria ao juízo de primeiro grau e. in- lução da pretensão colocada em juízo. entregando-se ao jurisdicionado. ou seja. da CLT não faça nenhuma ressalva. imediato. a aplicação da tro julgador. em consonância com o entendimento da estabeleceu que as decisões interlocutórias são irrecorríveis de imediato. admite-se o recurso de decisão. Dessa forma. Isso ocorre porque. § 1o. sendo posteriormente encaminhado terlocutórias e despachos. Dessa forma. que a exceção ora comentada somente terá apli- Essa exceção dá ênfase às súmulas e orientações jurisprudenciais do cação das decisões dos tribunais regionais e jamais das decisões das varas TST. nesse das decisões interlocutórias: caso. determinando. via recurso de revista. Súmula n° 382 do TST.a no 214. a CLT. como pode ocorrer nos acórdãos que. ÉLISSON MIESSA PRINCÍPIOS RECURSAIS 9. resolve questão incidente" (art. de natureza interlo- do princípio da celeridade processual. a reso. a mula ou à Orientação Jurisprudencial do Tribunal fim de privilegiar a celeridade processual. anulam a decisão la antecipada. 896. Superior do Trabalho. 893. serve para solucionar incidentes no curso do proces.

com a remessa dos autos para Tribunal Regional dis- Esse princípio também não se aplica da decisão interlocutória22 de tinto daquele a que se vincula o juízo excepcionado. art. balho admite o recurso dessa decisão monocrática. Tanto é assim do TRT da za Região e são encaminhados para uma Vara do Trabalho que a decisão do tribunal. Nelson. não cabe recurso imediatamente. embargos para a SD~. de modo que todas as Vara do Trabalho de Porto Velho. por ex- pressa opção legislativa (CLT. por exemplo. com base nos princ1p10s da economia e celeridade Região. p 245. será con. a decisão monocrática do relator está sujeita à Vara do Trabalho de Campinas. no caso o interlocutórias das Turmas do TST (mesmo tribunal). pois as decisões "são sempre precedidas da expressão Atente-se para o fato de que. Assim. 2. § 2°. da CLT admite a interposição de recurso. 2. 54 55 . Júlio César. ou seja. 897. que o Tribunal Superior do Tra. seja interlocutória. É interessante observar. literal do art. apenas quando os autos são encami- acordam. admissibilidade do juízo a quo que tranca o recurso (juízo negativo de consoante o disposto no art. § Súmula n° 353 do TST. mesmo que de na- tureza interlocutória. sob o funda- mento de que o reclamante teria trabalhado e sido contratado em Porto Velho-RO. de mera delegação de poder ao relator. o legislador passou a atribuir poderes ao relator para julgar Por outro lado. sob o fundamento de que o reclamante teria trabalhado e sido contratado em Assim. 799. Exemplo: Pedro ajuíza reclamação trabalhista em São Paulo-SP. da CLT e 557 do CPC. como se observa. como a Vara do Trabalho de ao agravo. 897. da rejeição da exceção não cabe recurso imediatamente. Ademais. 643. embora se trate de decisão interlocutória. o qual Ribeirão Preto e a Vara do Trabalho de Campinas estão vinculadas ao será analisado pelo órgão colegiado do tribunal competente. São Paulo: LTr. a vontade de todos ou da maioria dos nhados para outro regional. ed. sendo interposta pela reclamada exceção de competência. sendo interposta pela reclamada exceção de competência. não caberá recurso de imediato. o juízo de admissibilidade p. pois se submete ao agravo de instrumento. motivo pelo qual o art. seja ela de natureza interlocutória seja de sentença. "mantendo-se com o órgão colegiado a competên. 894. 58. como admite a processo termina na Justiça do Trabalho. Ed.. que na hipótese de declaração de incompetência em razão da matéria. admissibilidade). nal. b. por fim. São Paulo: Método. da CLT. representando. é cabível o recurso de imediato. 2009. ÉL!SSON MIESSA PRINCÍPIOS RECURSAIS O tribunal tem como natureza o colegiado. será cabível o recurso imediatamente. ainda. com o encaminhamento dos autos Pens~mos. Manual de direito processual civil. será cabível o recurso ordinário para o TRT da 2a No entanto. ed. Teoria Geral dos recut·sos. NERY Jr. porém. como 21 NEVES. para manter a substância do tribunal (órgão colegiado) e a Campinas-SP. portanto. O juiz reconhece a incompetência e encaminha os autos à 22 No sentido do texto. É por esse fundamento. bem como da interpretação de Janeiro: Forense. Rio se extrai da interpretação da OJ 377 da SDI-I do TST. vinculada ao TRT da 14a Região. No membros da corte" 20 • exemplo anterior. 799. O juiz reconhece a incompetência e encaminha os autos competência do colegiado. "b"). 2°. Trata-se. que pode decorrer de divergência de decisões Isso ocorre porque. assim. seja sentença. Recursos no processo do trabalho. Exemplo: Pedro ajuíza reclamação trabalhista em Ribeirão Preto- cia para decidir" 21 • -SP. siderada acórdão. da CLT. Daniel Amo rim Assumpção. Editora Revista dos Tribunais. que essa exceção também se aplica ao caso de a outra Justiça (Federal ou Estadual). os autos saem de uma vara decisões deveriam ser proferidas por um órgão colegiado. 2014. São Paulo: 20 BEBBER. Para o TST. § 3°. c) que acolhe exceção de incompetência territorial. a quo profere despacho de processamento ou não processamento do recurso. quando os autos são enviados para o mesmo regio- monocraticamente os recursos. mesmo regional (TRT 15a Região). p. nos arts. 7. processual. 2010.

são interlocutória que mantém o valor da causa fixado de ofício no rito Indeferimento liminar de ação rescisória ou mandado de segurança. ou Orientação Jurisprudencial do Tribunal Superior do Traba- lho.. salvo nas hipóteses de decisão: RELACIONADAS AO CAPÍTULO a) de Tribunal Regional do Trabalho contrária à Súmula ou Orientação Jurispru- . "b". conteúdo decisório definitivo e conclusivo da lide. com fundamento em 5) decisão de admissibilidade do juízo a quo que tranca o recurso. ÉLISSON MIESSA PRINCfPIOS RECURSAIS Ademais. da CLT. ser recebido como agravo regimental. prevista c) que acolhe exceção de incompetência territorial. da CLT. quando . insuscetível de autorizar o seu recebimento como recurso 6) decisão que mantém o valor da causa fixado de oficio no rito ordinário. bém monocrática. relator calcada no art. Ação rescisória e man- dado de segurança. Recebimento como agravo regimental e devolução dos autos ao TRT Recurso ordinário interposto contra despacho monocrático indeferitório da peti- Em resumo. ante o disposto no art.. § I 0 . Orientação Jurisprudencial no 152 da SDI. do CPC) ou agravo regimental (art. Súmula n° 214 do TST. modi- ficação do julgado. 799.. Orientação jurisprudencial no 412 da SDI. 2) decisão suscetível de impugnação mediante recurso para o mes. 557 do CPC. sumário. I o TST. em decisão aclaratória. Irrecorribilidade Na Justiça do Trabalho. a impugnar decisão monocrática nas hipóteses a remessa dos autos para Tribunal Regional distinto daquele a expressamente previstas. em face dos princípios da fungioilidade e celeridade processual.Postulando o embargante efeito modificativo. Recurso de revista de acórdão regional que julga ação rescisória 4) decisão que declara a incompetência em razão da matéria da ou mandado de segurança. 896 da CLT. Tais recur- 3) decisão que acolhe exceção de incompetência territorial.e pretende tão-somente suprir omissão e não. os embargos declaratórios deve- rão ser submetidos ao pronunciamento do Colegiado. o princípio da fungibilidade ante a . violação legal e divergência jurisprudencial e remissão expressa ao art. Súmula n° 421 do TST. A interposição de recurso de revista de decisão definitiva de Tribunal Regional do Trabalho em ação rescisória ou em mandado de segurança. II. É incabível agravo inominado (art.. configura erro grosseiro.11 do TST. com a remessa dos autos para no art. . para que aprecie I) decisão do Tribunal Regional do Trabalho contrária à Súmula o apelo como agravo regimental. § 2°. conso- ser esclarecida pela via dos embargos de declaração. § I 0 ). Inaplicabilidade do princípio da fungibilidade recursal mo Tribunal. 2°. Não cabimento. tam. com o encaminhamento dos autos a outra seiro na interposição do recurso Justiça (Federal ou Estadual). com sos destinam-se. § 2°. . no caso. art. Inaplicabilidade. pelo princípio de interlocutórias não se aplica nos seguintes casos: fungibilidade recursal. 799. Inaplicável.. consoante o disposto no art. ainda. convertidos em agravo. Hipótese de não co- nhecimento do recurso pelo TST e devolução dos autos ao TRT. Orientação Jurisprudencial no 69 da SDI. comporta Tribunal Regional distinto daquele a que se vincula o juízo excepcionado. Erro gros- Justiça do Trabalho. Fungibilidade recursal. Interposição em face de decisão colegiada.. o princípio da irrecorribilidade imediata das decisões I ção inicial de ação rescisória ou de mandado de segurança pode.11 do TST... 235 do RITST) contra decisão proferida por Órgão colegiado.. configuração de erro grosseiro. exclusivamente. da CLT. da CLT. 557.. Embargos declaratórios contra decisão monocrática do dencial do Tribunal Superior do Trabalho.. Recurso para sumário (Lei n° 5. I. SÚMULAS DO TST E ORIENTAÇÕES JURISPRUDENCIAIS cutórias não ensejam recurso imediato. Erro grosseiro.584/70. 893. Decisão interlocutória. § I 0 . Princípio da fungibilidade. as decisões interlo- 10. está suscetível a recurso (recurso de revisão) a deci- . 56 57 ------------ .. Agravo inominado ou agravo regimental. nos termos do art. que se vincula o juízo excepcionado. 895. Cabimento b) suscetível de impugnação mediante recurso para o mesmo Tribunal.I do TST. em face do disposto no art.Tendo a decisão monocrática de provimento ou denegação de recurso. 557 do CPC..

verificar matéria de ordem pública liga- Jurisprudencial n• 377 da SBDI-I. legitimidade para recorrer.. JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE E JUÍZO DE MÉRITO SBDI-II.2013 (Informativo no 52) antes da fase recursal.. INFORMATIVOS DO TST RELACIONADOS AO CAPÍTULO CAPÍTULO IV 11. Porém.. Min.. nesse momento. prudencial no 377 da SBDI-1. por unanimidade. a SBDI-II. em face da intempestividade do apelo. a SBDI-1.5.06. rei. inviabilizando a incidência do princípio da fungi- PODERES DO RELATOR bilidade recursal.23.5. com base na Súmula n° 353 do TST. Embargos interpostos em face de ac6rdão proferido pela SBDI-11 em julga- mento de recurso ordinário em mandado de segurança... lÕL!SSON MIESSA 11. ela passa a ser mérito cio próprio recurso. ---. regularidade formal. aquele que teve sua decisão impugnada. 235. Não interrupção do prazo também chamados de pressupostos de admissibilidade recursal. 29. Aplicação anal6gica. a análise será feita no momento da interposição do recur- so ou após a interposição das comrarrazões. a interposição de embargos em face de acórdão proferido pela Subseção li Especializada em Dissídios Individuais em julgamento de recurso or- dinário no mandado de segurança.. insuscetível de correção pela aplicação do princípio da fungibilidade. Com esses fundamentos.. pode uma matéria ser preliminar os embargos declaratórios. Orientação Juris.1... Erro grosseiro. Com esses fundamentos. Não ADMISSIBILIDADE E cabimento. denega seguimento ao recurso de. nessa ocasião.0000. mas.. constitui erro grosseiro.4. O ordenamento adotou dois juízos de admissibilidade: o juízo a quo e o juízo ad quem. a saber: recursal. rei.15. por exemplo.20. porquanto não inserida dentre as hipóteses de cabimento elencadas no are. TST-AgR-E-ED-AIRR-29900-22. Com efeito. • juízo de admissibilidade a quo: é realizado pelo juízo de ori- gem... . Ademais...20 10. depósito recurs:L. por analogia.· · . Seria. cabimento. o manejo de embargos de declaração fato extintivo ou impeditivo do poder de recorrer.--·-~-.2011. Dora Maria Costa. Min.. de plano. Configura-se erro grosseiro. SBDI-I.. não conheceu do agravo dem com as preliminares do processo. Emmanoel Pereira.. o recurso cabível da decisão do Presidente de Turma que. 1. Não cabimento. Sen- do rejeitada na sentença. Embargos de declaração.· .. segundo a qual "não cabem embargos de decla. ao caso aplica-se.. pois aquelas se identificam com regimental interposto da decisão do Presidente de Turma que entendeu incabíveis os pressupostos recursais.. trata-se de juízo preliminar e superficial. Consigna-se. 894 da CLT. não tendo o efeito de interromper qualquer prazo rernrsat'.-----------------------~--~--. o disposto na Orientação Busca-se. denominada juízo de ad- de Turma que denegou seguimento ao recurso de embargos. Decisão proferida pelo Presidente te são submetidos a uma análise preliminar. TST-R0-2418-83. Agravo regimental. que as preliminares recursais não se confun- por unanimidade. missibilidade.- . interesse recursal. da às preliminares do recurso.. 58 59 . ração interpostos contra decisão de admissibilidade do recttrso de revista. tempestivida- Nos termos do art. X.0031. não conheceu dos embargos. Nesse caso. preparo e inexistência de de embargos é o agravo regimental.2014 (Informativo no 80) Para que os recursos possam ter seu caminhar natural. inicialmen- jlll... Assim. o caso de alegação de ausência de legitimi- dade passiva que na instância inferior foi alegada como preliminar.. do RITST. Intempestividade. ou seja. Princípio da fungibilidade JUÍZO DE jlll. passando nessa oportunidade a ser matéria de mérito. o recorrente levanta novamente tal matéria. a fim de verificar a presença dos pressupostos recursais.

A análise pode ocorrer em diversos momentos. Atente-se para o fato de que o juízo ad quem dir. estando presentes tais pressupostos. será dado seguimento ao recurso. como os autos não serão trancados na origem. da seguinte forma. intimando-se a parte Juízo { • negativo: não conhece o recurso (ou não admite o recurso) contrária para a apresentação das contrarrazóes. Com efeito. tem-se o juízo de admissibi.fficio. LI. ou não dará provimen- • positivo: quando presentes os pressupostos recursais. no juízo positivo. ÉL!SSON MIESSA JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE E PODERES DO RELATOR • Juízo de admissibilidade ad quem: é aquele feito pelo órgão Seja na hipótese de juízo de admissibilidade positivo. não tribunal ad quem que fará um novo juízo de admissibilidade. Estando (Juízo a quo) presentes. pois os pressupostos re. chamado de juízo de mérito. o tribunal ad quem dará provimento ao recur- so. Desse modo. o JUIZO a Juízo Í • negativo: não processa o recurso (ou não dá seguimento ao recurso) quo não processará o recurso (não dá seguimento). Nesse sentido. podendo ser analisados vinculação ou preclusão para o tribunal ad quem. admissibilidade e o juízo de mérito: Assim. • negativo: quando ausente qualquer um dos pressupostos re. o tribunal ad quem não conhecerá do recurso. sante observar que o juízo a quo. quando entende que o recorrente teria interesse recursal apenas quanto a um pedido. cabendo. O juízo de admissibilidade positivo tem natureza jurídica declara- tória. 60 61 . a quo l • positivo: processa o recurso (ou dá seguimento ao recurso) pótese. vez que busca declarar a validade do procedimento recursal. Natureza jurídica do juízo de admissibilidade lidade parcial. quando acolhe os fundamentos do recurso. Admissibi- TRT lidade parcial pelo juiz-presidente do Tribunal Regional (Juízo ad quem) do Trabalho. Portan- tem caráter definitivo. na hi. E interes- haverá preclusão até esse momento. O juízo de admissibilidade poderá ser positivo ou negativo. sendo impró- pria a interposição de agravo ele instrumento. por ser superficial. o juízo de cursais. como. não estando presentes os pressupostos recursais. Por outro lado. Recurso de revista. podemos esquematizar. ad quem • positivo: conhece o recurso (ou admite o recurso) Pode ocorrer ainda de o juízo a quo declinar que apenas em par- te do recurso o recorrente preenche os pressupostos recursais. verificando o juízo ad quem a ausência dos pressupos- Vara do trabalho tos recursais. os autos serão encamin~ados ao 0 que antes do ingresso no exame de mérito. em caráter definitivo. incumbido de deci- inclusive ex o. Efeito O fato de o juízo primeiro de admissibilidade do recurso de revista entendê-lo cabível apenas quanto a parte das matérias veiculadas não impede a apreciação integral pela RO Turma do Tribunal Superior do Trabalho. quando não os acolher. to. por óbvio. conhece do recurso. não caberá agravo de Exemplo considerando o recurso ordinário de sentença instrumento quando houver juízo de admissibilidade parcial ou. Nesse caso. passando à análise de mérito do recurso. a Súmula n° 285 do TST: Súmula no 285 do TST. Desse modo. não gera nenhuma cursais são matérias de ordem pública. desde juízo de admissibilidade é parcial. agravo de instrumento. de J ' m~:: • { • dá provimento: acolhe fundamentos não dá provimento: não acolhe por exemplo. No juízo de mérito. seja quando recursal. to. a admissibilidade ou não do recurso.

ele não tem o condão de afastar o trânsito em julgado da decisão recor- rida. Prevalecendo a segunda tese. na ação rescisória. trabalho. ed. 3. Comentários ao código de processo civil. v. v. § 3°. está inviabilizado o Súm. Leonardo José Carneiro da. 382. 26 BEBBER. recurso intempestivo ou a interposição de recurso inca- bível não protrai o termo inicial do prazo decadencial. Recursos no processo do trabalho. de modo que acórdão representa "a vontade de todos última decisão proferida nos autos. gado da decisão que não o admitir que iniciará o prazo decadencial da 23 MOREIRA. como dispõe o item III da Súmula n° Para uns. subsidiária ao processo do trabalho tos: o trânsito em julgado. 24 DIDIER Jr. ou da maioria dos membros da corte".O praio de decadência. TST' adotou a segunda corrente. produzirá efeitos ex nunc.. seja de mérito ou não. produzindo. Fredie. portanto. 557 do Código de Processo Civil. TST disciplina que o efei- Para outros. seja de natureza interlocutória. Turma). quando o recurso não é admitido. III . 15. p. CUNHA. Assim. Com efeito. 58. p. ed. o C. da CLT e da última decisão proferida na causa. 2010. é a partir do trânsito em jul. da Súmula 100: cessual e com a finalidade de desburocratizar as decisões dos tribunais. 557 do CPC. como se verifica pelo item No entanto. 5. 2010. efeitos ex tunc.Salvo se houver dúvida razoável. 265-266. Curso de direito pro. As decisões proferidas pelos tribunais são denominadas de acórdãos. PODERES DO RELATOR termo inicial do prazo decadencial para o ajuizamento da ação resci- sória. Em outros termos. seja de mérito ou 557 do CPC. p. 26 O C. 3. seja de mérito ou não. tais decisões são proferidas por um órgão colegiado (por decisão de mérito. na hipótese de recurso manifestamente intempestivo ou na interposição de recurso incabível. seja de sentença. v. a decisão. ação rescisória25 . Dessa forma. Curso de direito pro- Rio de Janeiro: Forense. 2009. cessual civil: Meios de impugnação às decisões judiciais e processo nos tribunais. CUNHA. interposto o recurso. o juízo de admissibilidade negativo tem natureza cons- to será ex tunc. No entanto. conta-se do o legislador passou a atribuir poderes ao relator para julgar monocra- dia imediatamente subseqüente ao trânsito em julgado ticamente os recursos. o termo inicial será a exemplo. já que tais recursos são incapazes de postergar o trânsito titutiva24.. ed. esse último aplicável. na realidade. 70.JÍ ÉLISSON MIESSA JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE E PODERES DO RELATOR Quanto ao juízo de admissibilidade negativo. 894. a doutrÍna não é pa. cessttal civil: Meios de impugnação às decisões judiciais e processo nos tribunais. se o recurso não for admitido.ula n° 435 do TST. sendo quer dizer que o trânsito em julgado corresponde à data do trânsito em incapaz o recurso de afastá-lo. Júlio César. 2010. ao processo do não. pois apenas certifica algo que já existia23 . o juízo de admissibilidade sempre tem natureza declara. ed. como se observa nos arts. São Paulo: LTr. Bahia: JusPODIVM. quando há a interposição de recurso pela invalidação judicial. E isso se justifica porque. 2. Bahia: JusPODIVM. subsidiariamente. o dies a quo será o trânsito em julgado da dicionalmente. 62 63 . já transitou em julgado. p. I . Leonardo José Carneiro da. tra- . Aplica-se subsidiariamente ao processo do trabalho o art. Isso intempestivo. 25 DIDIER Jr. seja positivo. for intempestivo ou incabível. Isso ocorre porque. seja negativo. A discussão não é meramente acadêmica produzindo reflexos no 2. a interposição de Diante de tal natureza declaratória. tal regra não se aplica quando o recurso cífica acerca do tema. como se verifica pela Súmula n° 435 do TST. Adotando a primeira tese. Aplicação ajuizamento da ação rescisória por ausência de um de seus pressupos. Fredie. 8. com base nos princípios da economia e celeridade pro- I. Art. 100 do TST. pois o ato defeituoso produz efeito até o seu desfazimento em julgado. in verbis: tória. 8. julgado da última decisão. José Carlos Barbosa.

. Súmula no 285 do TST. e Orientação Jurisprudencial n° 282 da SDI.1. . No julgamento de Agravo de Instrumento. para manter a substância do Tribunal objetivos e subjetivos. Para uma parte da doutrina.. proferir juízo CAPÍTULO V de admissibilidade ou juízo de mérito. monocraticamente. a decisão do relator sempre estará sujeita ao recurso a) objetivos: quando consideram o próprio recurso. da. sendo imprópria a interpo. cabível apenas quanto a parte das matérias veiculadas não impede a apreciação integral pela Turma do Tribunal Superior do Trabalho. de agravo interno ou regimental. adentrar no mérito do recurso. postos recursais.. SÚMULA DO TST E ORIENTAÇÃO JURISPRUDENCIAL RE. tais pressupostos são classificados em Por fim. pode o juízo "ad quem" prosseguir no exame dos demais pressupostos extrínsecos e intrínsecos do recurso de revista.2) dar provimento quando a decisão recorrida estiver em confronto com súmula ou jurisprudência dominante A doutrina diverge quanto à classificação desses pressupostos. cumpre afirmar que. 2) Juízo de mérito para: 2. para que se possa b) estiver em confronto com súmula ou jurisprudência do. Juízo de admissibilidade aqueles ligados à própria existência do poder de recorrer.o . classifica os pressupostos 3. (órgão colegiado).. hão de se verificar os pressu- minante (OJs) do TST ou do STF.. Efeito Para eles... enquanto os . 2.. sição de agravo de instrumento. c) interesse em recorrer. majoritária. 65 . Recurso de revista. ÉLISSON MIESSA Nesse contexto. 27 Para as provas objetivas é melhor adotar essa corrente.. -. Contudo. pressupostos extrínsecos dizem respeito ao modo de exercer tal poder 27 • -presidente do Tribunal Regional do Trabalho.. INTRODUÇÃO a) for manifestamente improcedente. diverge sobre o ·que LACIONADAS AO CAPÍTULO vem a ser pressupostos intrínsecos e extrínsecos. Admissibilidade parcial pelo juiz.o recurso de revista. CLT. pode o relator. b) subjetivos: quando ligados à pessoa do recorrente. (OJs) do TST ou do STF. recursais em intrínsecos e extrínsecos. § 4°.I do TST. b) legitimidade. também chamados de pressupostos de admissibilidade recursal. pressupostos intrínsecos são: O fato de o juízo primeiro de admissibilidade do recurso de revista entendê-lo a) cabimento. primeiro. ou RECURSAIS b) manifestamente prejudicado.1) negar provimento quando o recurso: 1. l d) inexistência de fato impeditivo ou extintivo do poder de recor- Juízo de admissibilidade "ad quem" rer.. nos seguintes casos: PRESSUPOSTOS I) Juízo de admissibilidade negativo quando o recurso for: a) manifestamente inadmissível. Agravo de instrumento. Conforme já analisado no capítulo anterior. A tese majoritária entende que os pressupostos intrínsecos são 3. A outra parcela da doutrina. 64 m~mo que não •pceci•do< pdo TRT. 894. como se verifica inclusive no art. ao afastar o óbice apontado pelo TRT para o processamento C.

conceituando-a de forma mais ampla.i/. e as decisões interlocutórias são irrecorríveis de imediato. estudado no capítulo de prin- cípios. ed. 91. independentemente do conteúdo da decisão. que é incluído entre os pressupostos extrínsecos. porque o dispositivo estaria confundindo tos extrínsecos dizem respeito a fatos externos à decisão e. 28 NEVES. 3. Teoria geral dos ?UIII'SOS ciz>eis. O conceito de parte é antigo. existem aqueles que entendem que os pressupostos intrín. ed. mas não encontra pacificação doutri- nária.1. de modo decisão que se busca impugnar. deveres. plo. recorríveis. 142-143. Seria o caso. Manual de direito proceJsual civil. b) adequação: o recurso interposto é adequado à modalidade de A legitimidade recursal diz respeito às partes do processo. têm (tem) legitimidade para recorrer: Paulo: Editora Revista dos Tribunais. sendo titular de situações jurídicas processuais ativas e passivas. instituindo como parte da demanda a definição de Chiovenda. legitimidade recursal com interesse recursal. por exem- a legitimidade recursal. e b) representação. sença desse pressuposto. impeditivo ou extintivo do poder de recorrer. exceto nas hipóteses da Súmula n° 214 do TST. o que muda é apenas a inexistência de fato sucumbente ou não. para onde remetemos o leitor. 105. Chiovenda entendia ser parte o sujeito que pede ou contra quem 2. A doutri- secos estão relacionados à decisão recorrida. Partes Por fim. 2010. e ampl. da interposição de recurso ordinário da sentença. partes do processo. simplesmente. enquanto os pressupos. posições jurídicas ativas e passivas (faculdades.rmal rit.. estado de sujeição). há necessidade de se conjugarem dois requisi. p. CABIMENTO se pede a tutela jurisdicional. não basta. P. ônus. a defendida por Liebman 29 . 28 Parcela da doutrina busca adequar os dois concei- tos. 499 do CPC. Daniel Amorim Assumpção. São Paulo: Método. O art. interpor o recurso. tendo sido o processo extinto sem reso- Quanto à adequação. 499 do CPC confere legitimidade à parte vencida. sucessivamente: tos. se é posteriores. em regra. inclusive aquele que foi considerado parte ilegítima para a causa30 . é interessante observar que os despachos são ir- pendente de fazer pedido ou contra ele for pedido algo. 2008. que parte é aquele que participa da relação processual em contraditório. v. Alexandre Freitas. Nos termos do art. c) o Ministério Público. d) regularidade formal. Consigna-se que. Rio de Janei- ro: Lumen Juris. 4. b) o terceiro prejudicado. a parte tem legitimidade. a) tempestividade. a adequação será afastada em decorrência da aplicação do princípio da fungibilidade. 2. sendo sujeita de interposição de um recurso é o cabimento. Nesse caso. Rio de Janeiro: Forense. ed rev. em casos excepcionais. 66 67 . p. LEGITIMIDADE PARA RECORRER 29 CÂMARA. lução do mérito. enquanto para Liebman. atual. c) preparo (custas e depósito recursal). 3. e a) . ou seja. é aquela que participa da relação processual em O primeiro pressuposto recursal a ser analisado no momento da contraditório defendendo interesse próprio ou alheio. inde- No primeiro caso. 2009. Lições de direito proce. Para que se verifique a pre. 18. aplicável subsidiariamente ao pro- 30 JORGE. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS Já os pressupostos extrínsecos são: a) as partes. Terá legitimidade recursal. São cesso do trabalho. poderes. pois a legitimidade para a ação não se confunde com mas é necessário que ele seja adequado ao caso. recorribüidade: o ato impugnável é recorrível. 1. Flávio Cheim. na critica a expressão vencida. Desse modo.

não pode ser aplicado indistintamente. embora não possa atuar no processo antes da decisão ou da homologa- d) quanto ao momento de formação. podendo ser ativo. modo diverso para cada um dos litisconsortes. a doutrina majoritária entende que ele tem incidência tão recorrer. São Paulo: tado e legislação extravagante. razão pela É sabido que o litisconsórcio é classificado de quatro formas: qual poderá recorrer quanto à natureza das parcelas e aos valores das contribuições. gru- Melhor explicando: po econômico). somente no litisconsórcio unitário 3 L Contudo. seja da decisão judicial. São Paulo: RT. tange ao recolhimento das contribuições previdenciárias.1. como a decisão não pode ser cindida. 509. art. a formação da coisa julgada para a União b) quanto à obrigatoriedade. Mauro. do CPC vaticina que "o recurso interposto por Desse modo.1. nada impedindo que o juiz profira decisão idêntica. caput. figurarem no polo ativo. 32 No mesmo sentido SCHIAVI. devendo passar pela análise do Em decorrência disso. 2010. dividindo-se em simples e unitário. quando as defesas opostas ao credor lhes forem comuns" (CPC. 3. Nelson. mantendo-se aqui as diretrizes do art. o litisconsórcio será unitário quando o juiz estiver obrigado a 3. p. LTr. os sucesso- PRESSUPOSTOS RECURSAIS l O litisconsórcio será simples quando o juiz puder decidir de res que assumiram a condição de parte nos termos do art. Já no litisconsórcio simples vigorará o princípio da pessoalidade Interpretando referido artigo em compatibilidade com o art. 509. Por outro lado. o réu. nesse último caso. c) quanto ao resultado. bilidade. contribuições previdenciárias das sentenças condenatórias em pecúnia rão nem beneficiarão os outros". segundo o qual o recurso somente favorecerá a parte que do CPC. Trata-se de mera possi- os terceiros intervenientes e o Ministério Público. serão considerados como parte o autor. nos termos distintas em relação à parte contrária. 48 do CPC. ou em ambos os polos da relação art. 831. 48 do recurso. ed. (CLT. Rosa Maria de Andrade. O art. salvo se distintos ou opostos os do recurso por um dos litisconsorte se estenderá aos demais. passivo ou misto. ÉLISSON MIESSA Portanto. Portanto. 48 do CPC "salvo disposição em contrário. os atos e as omissões de um não prejudica. p. Código de processo civil comen. União quanto às contribuições previdenciárias Por força do art. Recursos no processo do trabalho. "o recurso interposto por um devedor aproveitará aos O litisconsórcio consiste na possibilidade de duas ou mais pessoas outros. É sabido que a Justiça do Trabalho é competente para executar as como litigantes distintos. cumpre-nos analisar a classificação quanto na modificação da condenação acessória (contribuição)3 2 • ao resultado. 2012. a União Federal poderá ser atingida no que litisconsórcio formado. têm-se o inicial e o ulterior. 509 do CPC da Súmula 368 do TST. em suas relações com a parte adversa. parágrafo único). seja do acordo formulado. pos- a) quanto à posição. os litisconsortes são partes que proferir e dos valores objetos de acordos homologados. poderá interpor recurso para defender interesse próprio No presente momento. a interposição um dos litisconsortes a todos aproveita. 68 69 . Recurso interposto por somente um litisconsorte decidir de maneira uniforme para todos os litisconsortes. 880. 11.2. sendo facultativo ou necessário.. passivo. na hipótese de solidariedade passiva (por exemplo. pois a União. de modo que o art. §§ 3° a 6°).1. NERY. seus interesses". 31 NERY Jr. processual. tergando. 42 do CPC. os litisconsortes serão considerados. 84. parágrafo único e 832. ção do acordo. Cria-se uma figura sui generis no processo do trabalho.

embora não sejam sujeitos da rela- clusive para recorrer. no sentido de que. 12. E-RR-1431 00-98. Rei. DEJT 12. Isso ocorre porque as autarquias não se dores do Estado 36 • confundem com as pessoas jurídicas de direito público integrantes da 3. pantes de cargos efetivos dos respectivos quadros. o TST admite lidade jurídica própria. E-ED- acordo no que diz respeito à natureza das parcelas discriminadas. Aliás. É importante destacar.3. Serventuários eventuais da justiça administração direta (União. 99. não têm admitido a cas àqueles indicados no estatuto social ou pelos seus próprios diretores. inde. e não recurso ordinário. mas auxiliares do juízo.2008. ocu. DEJT 26. não podendo ser representadas sujeitos interessados em alguns incidentes no processo. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS Destaca-se que a CLT mencionava como legitimado o INSS.1.02. contra decisão homologatória de Relator Ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho.2005. 9° A representação judicial das autarquias e funda- ções públicas por seus procuradores ou advogados. Desse modo. RR 196800-74. inclusive as de regime especial.0039.0153.2013. a União poderá interpor recurso ordinário. as autarquias e as fundações são representadas em juízo. sua situação.5. 71 70 . Primeira Subseção de Dissídios Indi- subordinado ao Ministro de Estado da Fazenda. 9° da Lei n° 9494/97 é de muita clareza ao declinar: sob o argumento de que não fazem parte da relação processual. o art. 33 Criou a Secretaria da Receita Federal do Brasil. processo já se encontra em fase de execução". DEJT 26. A doutrina e jurisprudência. Emmanoel Pe- ção Trabalhista foi aprovado o enunciado 49 com o seguinte teor: "49.3. "representar judicial e extrajudicialmente o Estado e suas autarquias. a cípio quando eles possuírem mandato constituído nos autos. portanto. pende da apresentação do instrumento de mandato.2007.8.15. na P Jornada Nacional de Execu. por vezes se tornam ou por advogados constituídos por elas. legitimidade recursal dos peritos.457/0733 transferiu a titularidade do das autarquias por procuradores do estado ou procuradores do muni- crédito previdenciário à União Federal.8.2010. viduais. Cabe agravo Rosa Maria Weber.1. na fase de execução. DEJT 16. 34 Embora adotando posicionamento minoritário. agravo de tituição Estadual confere à Procuradoria Geral do Estado a função de petição. Quinta Turma. Na hipótese de acordo.0067. DECISÃO HOMOLOGATÓRIA DE ACORDO.fundações ais" (art.5. vislumbra pela parte final da orientação em análise 35 • Queremos dizer.2.2010. AGRAVO reira. por procuradores que fazem parte de seu quadro ção processual principal. devendo ser representadas pelos procuradores a representação das autarquias do Estado de São Paulo pelos procura- que fazem parte de seus quadros ou por advogados constituídos" (OJ no 318 da SDI. Parte da doutrina.0062. contraria a Assim. como é o caso pela administração direta (União. É por isso que o art.0020. E-ED-AIRR-236940-08.02. que o TST admite a representação tudo.4. majoritariamente. mas pode de- Da sentença. atualmente. VI. porém. cumpre consignar que. a Cons- conhecimento cabe recurso ordinário 34 . Augusto Cesar Leite de Carvalho. no Estado de São Paulo. com quem nos parece estar a razão. devem se utilizar do mandado de segurança. uma vez que o -A-RR-546800-09.3. Na hipótese de pretenderem se insurgir contra a decisão. Relatora Ministra Maria de Assis Calsing.04.201 O. Min. estados e municípios). Autarquias e . DEJT 27. Min. bem como não há nexo de prejudicialidade entre os direitos discuddos e Art. concedendo-lhe. Relatora Ministra DE PETIÇÃO. de petição pela União.5. tese majoritária. tendo o rivar de mandato judicial. I). estados e municípios). prazo em dobro para recorrer (16 dias). bem como que os ocupantes da carreira midade para recorrer em nome das autarquias detentoras de persona- possam representar os órgãos da administração indireta. intérpretes e depositários.5.I do TST). a Lei n° 11.2013.15. in. Rei. o re- curso cabível dependerá da fase em que ele foi formulado: na fase de Por fim. a representação por tais procuradores não decorre da lei. Con. órgão da administração direta 35 TST.2007.2006. tradutores.5. E-AIRR 15ll40-44. exceto as universidades públicas estadu- 3. 36 TST. como se legitimidade recursal. do CPC confere a representação judicial das pessoas jurídi. considerando que a Constituição Federal não criou óbice a que o estado organize a sua representação processual O TST declina que "os Estados e os Municípios não têm legiti- por meio de seus procuradores.

de algum modo o juiz estará colocando premissas para a afirmação Contudo. PRESSUPOSTOS RECURSAIS ÉLISSON MIESSA Com efeito. será valor ínfimo 38 considerado como parte e não terceiro. a doutrina mais abalizada tem admitido a legitimidade ou negação do direito ou obrigação do terceiro . n° 5. parágrafo O mesmo raciocínio deve ser utilizado para conceder legitimidade único). 2014. p. Parte da doutrina e da jurisprudência não tem admitido a legitimi.2. art. São Paulo: Editora Revista dos 37 NEVES.. interesse deste em ingressar. Rio de Janeiro: Forense. art. O que importa é que o perito tem legitimi- dade para recorrer. 23). Ed. norários. Daniel Amorim Assumpção. 5. 621. como ocorre na prática. Nesse sentido. assim como legitimidade recursal para questionar aos honorários sucumbenciais. O mesmo ocorre na condenação do terceiro por ato atentatório à dignidade da jurisdição (CPC. Júlio César. 385. dente. 42 Araken de Assis apud NEVES. São Paulo: LTr. sob o fundamento de que não tem relação terceiro e os direitos e obrigações versados na causa pen- jurídica conexa entre ele e a parte adversária de seu cliente. :nas do incidente37 • 3. processo como terceiro. 297. 15.e daí o do advogado para recorrer como parte. Rio de Janeiro: Forense. sua legitimidade será terdependência entre o seu interesse de intervir e a relação jurídica sub- como parte e não como terceiro. 4. 41 Nery Jr. 14. p. Cleber Lúcio de Almeida. 50 do CPC. Conforme declina a melhor doutrina: dade do advogado para recorrer quanto à modificação ou inclusão dos É de prejudicialidade a relação entre a situação jurídica do honorários de sucumbência. tal distinção metida à apreciação judicial (CPC.584/70. Concordamos com o referido autor quanto à possibilidade de o pe- O terceiro. Advogado no art. Rio Tribunais. a nosso ver. o perito tem interesse jurídico no não. 16). Terceiro prejudicado Especificamente quanto aos honorários do perito anuncia o doutri. § 1°). rev. 2013. 2010. ed. recursal ao sindicato no que se refere aos honorários assistenciais 39 (Lei. 620. MOREIRA. A1anual de direito 38 ALMEIDA. Ingressa em auxílio de uma cumbência lhe pertencem (Lei n° 8. 5. como a parte têm da alegação de suspeição e impedimento em face deles. ed. De qualquer maneira. ed. 499. ed. v. em nome próprio.. Direito processuaL do trabaLho. Nesse caso. art. mas assim não atuou. passam a ter interesse próprio. Ademais. atual. fato que o legitima intervenção de terceiros na fase recursal 41 • Ainda poderá ser terceiro a recorrer no processo do trabalho. quando não forem fixados na decisão os honorá- rios periciais que lhe forem devidos ou forem fixados em Desse modo.1. Belo Horizonte: Del Rey. na fixação de honorários. vez que os honorários de su. Ao afirmar ou negar o direito do autor. p. para ter legitimidade. de Janeiro: Forense.5. José Carlos Barbosa.904/94. 294. p. 2012. 110. 7. 2013. Recursos no processo do trabalho. Teoria Geral dos recursos. sendo legitimados como parte. nos mesmos moldes dodisposto 3. 4. não tem relevância prática. Apenas destacamos que. se o terceiro já houver ingressado no processo. 5. 40 Em sentido contrário. entendendo que nesse caso sera considerado como terceiro. São Paulo: Método. art. Nelson. processuaL civiL. e ampl. ed. ManuaL de direito processuaL civiL. P. Terceiro é aquele que não faz parte da relação processual no mo- nador Cleber Lúcio de Almeida: mento da prolação da decisão 40 • É o que poderia ter participado do A nosso juízo. Daniel Amo rim Assumpção. deverá demonstrar o nexo de in- rito recorrer. 73 72 . Comentários ao código de processo civiL.. nada impede que a própria parte da demanda possa recorrer quanto aos ho. como terceiro preju- aquele que deveria ter participado como litisconsórcio necessário 42 • dicado. 39 BEBBER. Nada mais é do que uma -aviltamento do valor do seu trabalho. São Paulo: Método. não do processo. p. tanto o advogado. impõe-se que o terceiro tenha interesse jurídico e não meramente econômico ou moral. 2014.

e ampl. da LC nc 75/93). intervindo procura evitar o precedente desfavorável. ele não poderá recorrer quando Assim. por estar subordinado à vontade do assistido. VI.·ovar. é possível a interposição do recurso pelo assistente. CUNHA. 138 do Código de Processo Civil faz expressamente a distinção entre o Ministério Público atu- ando como pane e os casos em que ele niio é parte. 2009. Instituições de direito processual civil. I do art. 112. Mas. Ministério Público julgada.· Meios ele impugnação às decisões judiciaiJ e proct•sso nos tribunais. pois nesse caso seus interesses se contrapõem aos que constituem a trama da relação jurídica processual. 47 O projeto do NCPC passa a falar em fiscal da ordem jurídica. v. 53. inerente à garantia cons:itucional do con- traditório [. p. co1no anunciamos anteriormente. seja pela re. e sempre sem o vínculo da coisa 3.. portanto. quando adentra ao processo como 'i este manifestar expressamente a vontade de não recorrer. desfruta de todas as situações ativas e passivas recurso pelo opoente. 2009. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. ed.:áo ao fiscal da lei. Agora. 51. ÉLISSON M!ESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS parte. se ele não inter- decisão 46 • vier restar-lhe-á intacta a possibilidade de defender seus próprios interesses depois.. não lhe sendo garantido um novo ou -alegar-p. Curso ele direito proces- Bahia: JusPODIVM. ed. 44 DIDIER J r. as oportunidades integrantes do trinômio pedir- deveria) ser interposto pela parte. que tem o papel de auxiliar o assistido. v. 2013. ] O inc. Leonardo José Carneiro da. 11.. 4. permitindo-se inclusive que Nos dizeres do doutrinador Cândido Rangel Dinamarco: atue no processo em que o assistido é revel. até porque ele não será intimado da própria esfera de direitos.. contra declarações que no fucuro possam influir em sua tendo início no mesmo momento. ] O Pm·quet pede. mas não por altruísmo . Paulo: Malheiros Editores Ltda. Fredie.. Bahia: JusPODIVM. servindo a diferenciação de núncia. a parte tem e sujeito de ônus e de d-everes inerentes à condição de parte.. interesses das partes·. como a todas as O recurso a ser interposto pelo terceiro é o mesmo que deve (ou partes. v.e sim para prevenir-se Ademais. 11. o que não é estando pois dotado dos poderes e faculdades que toda permitido na seara recursal. ativas e passivas. Cândido Rangel. alega e prova quer figure diferente recurso 45 • como mero fiscal da lei ou atue na defesa de interesses de alguma pessoa ou grupo. Como sempre. ed. (destaque no original) 43 ou como fiscal da lei 47 (art. vez quet no processo. 2013. 46 DIDJERJr. caso o assistido tenha perdido o órgão agente ou interveniente apenas para legitimar o ingresso do pm·- prazo recursal. 45 JORGE. Frdie. Curso de direito proces- sual civil: Meios de impugnação às decisões judiciais e processo nos tribunais. 3. seja exercendo o direito de ação ou defendendo-se. [. invariavelmente. É importante destacar que. 2. Teoria geral dos recursos cíveis. seja pela desistência. quanto ao assistente simples. Impõe-se.. 83. independente de fazer pedido ou contra ele for pedido algo. de modo que a decisão considerado parte do processo aquele que participa da relação proces- judicial possa repercutir de maneira favorável ou desfavorável na esfera sual em contraditório. Flávio Cheim. qualquer que seja a figura proces- sual em cada caso. que não se estende a quem não haja sido parte O Ministério Público tem legitimidade para recorrer como parte no processo (art. ed rev. a doutrina majoritária não admite a interposição de Como tal. 6. atual. parte ele sempre será. 3.em 43 DINAMARCO. p. p. o Ministério Público. o prazo do recurso do terceiro é o que dispõe a parte. inovando-se em questões de fato. sual civil. devendo ser usada a mesma São diversas as posições assumidas pelos agentes do Mi- ideologia no âmbito recursal 44 • nistério Público mas. 74 75 . é os direitos discutidos e a situação do terceiro. 472). sendo titular de situações jurídicas processuais jurídica do terceiro. CUNHA. p. São óbvia a!t·. fiscal da lei. 395-396. Leonardo José Carneiro da. adquire a condição de parte. A propósito. que exista um nexo de prejudicialidade entre É interessante observar que.3. a ele são oferecidas.

436-437. devem observar Trabalho. porquanto as empresas públicas e sociedades TST admite a legitimidade recursal do Ministério Público do Trabalho.fiscal da lei em duas hipóteses: preservação do Estado Democrático de Direito. portanto. p. por ausência de concurso público.. quando a lei o exigir e quando há interesse público. enquanto no Por outro lado. São Paulo: Malheiros Editores Ltda. que a Constituição Federal de 1988 incumbiu nomia mista e empresa pública. portanto. art. criando conceitos correr contra decisão que declara a existência de vínculo genéricos para garantir a atuação do Ministério Público como guardião empregatício com sociedade de economia mista ou em- do interesse público. que no nosso entender deve ser aferido pelo próprio Mi- Portanto. antes de o Ministério Público ser incluído no processo. inclusive de público 50 • . 6. São Paulo: LTr.I do TST. mas. Ministério Público do Trabalho. portanto. matéria de relt::\\~. no entanto. ao tribunal apreciar o conteúdo substancial do recurso. do CPC conferiu-lhe ampla legiti- midade para recorrer. após a CF/ 1988.te interesse na defesa de interesse patrimonial privado. o Público nessa hipótese. Ilegitimidade para recorrer os princípios da legalidade. não há razão para restringir a atuação do Ministério A referida orientação foi editada sob o fundamento de que o Mi.§1°).724. pois a norma constitucional concedeu-lhe tal atribui- permite-se a diferenciação entre . Cândido Rangel. após ção. da SDI-I a seguir transcrita: 173. ] O custos legis. moralidade. tanto nos 49 LEITE. "a legitimação e o interesse recursal do Parquet estarão sua inclusão. 6. 48 DINAMARCO. ed. 2008. quando entender necessário. p. 2008. pois a própria Lei Maior reservou-lhe papel fundamental na nistério Público do Trabalho atua como . Com efeito. São 50 LEITE. de economia mista são equiparadas às empresas privadas (CF/88. § 2°. do mesmo modo que ser parte da lei. conquanto pessoas jurídicas de direito privado. como naqueles em que oficiar como fiscal ceitos elementares do processo civil. Ser fiscal da lei não significa não ser parte. sempre presentes. tratando-se de contrato nulo nas empresas públicas segundo não há interesse público a legitimar a atuação do Ministério e sociedades de economia mista. o art. bem como pedir revisão dos Enunciados da Súmula de Jurispru- no processo não exclui que o Ministério Público possa dência do Tribunal Superior do Trabalho". Paulo: LTr. Há interesse do Ministério Público do Trabalho para re- co e dos interesses sociais e individuais indisponíveis. do regime democráti. 6. provendo-o ou tério Público do Trabalho recorrer em favor das sociedades de economia náo'' 49 . p. porque decorrem de previsão expressa na lei. OJ n° 338 da SDI . impessoalidade. como descreve a OJ n° 237 da SDI-1. No primeiro caso. o mesmo ocorrendo com o artigo 83. da LC no 75/93. Público. constituindo. a atuação do Ministério Público é o inte- resse público. eficiência e O Ministério Público não tem legitimidade para recorrer publicidade. a exigênci4 se limita às pessoas jurídicas de direito público. 48 (destaques no original) O que respalda. Nesse contexto. o qual permite que o Ministério Público possa "recorrer das decisões da Justiça do Trabalho. [. v. nistério Público. Cabe O C. e empresas públicas. Com efeito. processos em que for parte. as empresas públicas e sociedades de economia mis- O] no 237 da SDI . 2.. 2009. in verbis: A propósito. ed. Legitimidade para recorrer. Ministério Público do ta. Sociedade de eco- Ocorre.724. V1. sem a prévia aprovação em concurso público. 76 77 . Carlos Henrique Bezerra. como se verifica pela OJ 338. Curso de direito processual do trabalho. ed. sê-lo na condição de mero cttstos legis. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS Essa distinção é todavia acientífica e choca-se com con.fiscal da lei e órgão agente.I do TST. presa pública. empresas públicas e sociedades de economia mista. Instituições de direito processual civil. Carlos Henrique Bezerra. 499. TST tem posição restritiva quanto à possibilidade do Minis. é parte. passa a ser considerado como parte. Curso de direito procesmal do trabalho. Contrato nulo ao Ministério Público a defesa da ordem jurídica.

are. Exemplo: pagamento da condenação dentro em julgado imediato para o Ministério Público. Trata-se tam- b) o terceiro for prejudicado com a decisão. 9. Curso de total: quando a renúncia atinge todo o objeto que poderia ser direito processual do trabalho. é importante destacar que o Ministério Público do Traba.---------~---~---------- . da . ato incompatível lho poderá recorrer de acordo homologado em dissídio coletivo (Lei no com a vontade de recorrer (CPC. poderão recorrer. o MPT deverá recorrer para A aceitação da decisão é fato extintivo ao direito de recorrer. 52 No mesmo sentido Schiavi. Carlos Henrique Bezerra. 2012. Mauro. ou seja. se particular da empresa pública. da decisão impugnável e antes da interposição do recurso. INTERESSE EM RECORRER 5. poden- tutelar mteresse pubhco (a ser definido pelo próprio MP) e não interes. além dos interessados. nesse caso. tácita: quando deixar de recorrer dentro do prazo recursal. 8_98. do ser expressa ou tácita. p. dep~nde de demonstração. pode ocorrer entre a intimação ção fática do recorrente.735 impugnado no recurso. 503). Pode. Atente-se para o fato de que não se admite a renúncia prévia ao direito de recor- No caso do Ministério Público. §5°). 2012. INEXISTÊNCIA DE FATO IMPEDITIVO OU EXTINTIVO DO PODER DE RECORRER o art. indepen- a) a parte for vencida. Nesse caso. ainda. 502). art. as partes. o interesse recursal in- rer. das profendas em revisão. dentemente da aceitação da outra parte (CPC. Aceitação da decisão 1 dente d. mas tão somente para do prazo recursal. A renúncia. antes da intimação da decisão i:npugnável. tivo q~e afete e~presa de serviço público. ou. 7°. pensamos que. e a parte formalmente renuncia ao direito de recorrer. 51 Em razão do princípio da inércia que veda a atuação de ofício do Poder Judiciário. não podem estar presentes fatos extintivos (aceitação e renúncia) ou impeditivos (desistência) do direito Consigna-se ainda que "das decisões proferidas em dissídio cole- de recorrer. o que significa que.1. conforme determ~na o art. 0 Presi. • expressa: quando declara formalmente a aceitação da decisão. pois seu Interesse decorre de autorização legal5 2 • Ela pode ser expressa ou tácita. • tácita: quando praticar. São Paulo: LTr.2. São Paulo: LTr. Em sentido próximo. nesse caso.o TribunaJ5 e a Procuradoria da Justiça do Trabalho". p. Renúncia Haverá interesse recursal quando: A parte recorrente pode renunciar ao direito de recorrer. Por fim. ser total ou parcial. 5. II. por exemplo. TST. a decisão é proferida na audi- ência. quanto ao presidente do TRT. Recursos no processo do trabalho. 4. 3?. da CLT. Trata-se da clássica 7. art. não há trânsito preclusão lógica. Busca-se. sem reserva alguma. Para que seja interposto o recurso. em qualquer caso. parcial: quando estiver relacionada à parte do objeto impugná- vel.I i ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS Assim entendeu o C. 78 79 -~--~-. LEITE. A aceitação é possível entre a intimação da decisão impugnável e anterior à interposição do recurso. bém de fato extintivo ao direito de recorrer. como visto. 86.701188. que o recurso seja útil para melhorar a situa. • expressa: quando. sendo analisado pelo próprio parquet. ed. esse dispositivo não foi recepciona- do pelo CF/88.C~/~~' est~ndo presente o interesse público a legitimar a atuaçao do Mmisteno Publico do Trabalho. porque a contratação de trabalhadores pela administração pública sem a existência de concurso público viola 5. assim como a aceitação.

o STF tem entendido que a desistência deve ocorrer antes do início do julgamento de mérito 54 • Os prazos próprios. consumativa Os prazos processuais são divididos em: peremptórios e dilató. preclusão que impede a reiteração de atos já realizados. ed. em prazos impró- prios e próprios. o objeto seja div~sível. chamada preclusão temporal. Rio preclusão de Janeiro: Forense. Desse modo. sentenciar etc. 5. quando ocorre a coisa julgada. Desistência Já os prazos dilatórios são aqueles que podem ser modificados por O recorrente poderá desistir do recurso. pois somente se desiste do que já existe. efeito ex tunc. TEMPESTIVIDADE Como forma de complementação é interessante saber que. o recu:so. Recursos no processo do trabalho. 54 NEVES. se descumpri- dos. 2009. Comentários ao código de processo civil. 15. 80 81 -------~~-- . cabendo impeditivo ao direito de recorrer. a parte não podera mais praticar A decisão que reconhece a desistência tem natureza declaratória 55. sos possuem um prazo decerminado para sua interposição. portanto. são aqueles que. ou seja. a legislação prevê determinado preclusão temporal. convenção das partes. To~os A desistência pode ser total ou parcial. os prazos dingidos aos juízes para despachar. todos os recur. o ato após o vencimento de seu prazo. p. de normas de natureza dispositiva. 201 O. quando a preclusão é para o juiz. 335. Eles decorrem. ainda existem: tempo para que os atos sejam praticados pelos sujeitos do processo. ed. Além disso. Manual de direito processual civil. levam à perda da possibilidade de praticar o ato processual. ao juiz fixar 0 novo vencimento do prazo. Portanto. máxima 55 MOREIRA. por outro lado. pois de garantido o juízo pela penhora. Dessa maneira. seu termo inicial é a interposição do Os prazos impróprios são aqueles que. São Paulo: LTr. 16gica realizados.ssumpção. os prazos recursais são peremptórios e próprios. 501 do CPC. a desistência pode ocorrer. assim. pro iudicato quando a validade de um ato pressupõe a existência de um ~nterior.1\. 2010. expirado o prazo. desde que. preclusão Exemplo: os embargos à execução somente podem ser recebidos de- 53 BEBBER. por exemplo. 156. tem-~e posto será considerado como inexistente. a preclusão temporal. ed. preclusão que veda a prática de atos incompatíveis com os atos anteriormente rios. Nos termos do art. portanto. Daniel Amorim . os prazos processuais. 581. consistente na manifes. p. o recurso inter- Assim. definindo-se. sem que seja inte_rposto. v. ainda. cam efeitos processuais como são. Os prazos processuais são classificados. 2. não podendo ser alterados pela ·preclusão vontade das partes. I ordinat6ria . 2. ~em~se aq~I a pótese. a qual- quer tempo. desde que o requerimento seja apresentado antes tação de vontade de não ver julgado o seu recurso 53 • Trata-se de fato do vencimento do prazo e embasar-se em motivo legítimo. _n_ã~ provo- recurso. São Paulo: Método. p. nessa última hi- os atos das partes estão submetidos a prazos próprios. José Carlos Barbosa. Os primeiros são os prazos fatais.3. produzindo. além da Para que o processo não seja eterno. Rio de Janeiro: Forense. Júlio César. ÉLJSSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS 5. sem a anuência do recorrido ou dos litisconsortes. 6. não podendo a parte Interpo-lo apos o venci- mento de seu prazo. se descumpridos. Conquanto o artigo supracitado indique que a desistência pode ser realizada a qualquer tempo.

Exemplificamos: Intimado da sentença no dia 20. Nesse caso. o prazo recursal I) recurso ordinário (CLT. 1° da Lei n° 9. partir do termo final do prazo recursal. II). vence no dia 28. seu quinquídio somente começa a correr a transmissão ocorrida entre particulares.A Lei n° 9. Lei n° regimentos internos dos tribunais. nos termos do art. cons- fac-símile. 2°). o !j) embargos de divergência (CLT. 184. esse lapso pas.800/1999 é aplicável somente a recursos estabelecem o prazo de 5 dias para a interposiÇão desse recurso. aprovado pela Câmara dos Deputados.016. devendo ser interpostos. art. § 5°). entendemos do prazo do recurso. nada importando a circunstância de a petição ter que deve ser prorrog~do para o primeiro dia útil subsequente quando sido transmitida antes do fim desse prazo. somen- pois do término do prazo para a realização do ato processual (Lei n° te alcança as hipóteses em que o documento é dirigido 9. como regra.sss4/70.05.·Embargos de declara?o 5 não do dia seguinte à interposição do recurso. art. art. C. Consigna-se que. Registra-se que a Corte Trabalhista dispõe nessa súmula apenas so- sa a ser contado do dia seguinte da data prevista em lei para o término bre o termo inicial. art• S97~A) . TST entende que não se aplica ao período para apresentação dos 4) embargos infringentes (CLT. . ··. se esta se ·>'). o reclamante sais. 1.A autorização para utilização do fac-símile. alguns tribunais I.SAIS No processo do trabalho. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECUF.800/1999 ternos seguem o prazo de 8 dias.. de 26.. têm outros ginais de recurso interposto por intermédio de fac-símile prazos. § 2°. Recurso. interpostos após o início de sua vigência. ao interpor o recur- 15 so.. cujo prazo será mantido em 5 dias (art. na hipótese de interposição de recurso via IV . 895).800/1999. caso a parte tenha interposto diretamente ao órgão jurisdicional.:. e •. originais a regra do termo inicial (dies a quo) descrita o art. : Pedido de revis~ i c< . para apresentar os originais. domingo ou feriado. 184. domingo 5) agravo de petição (CLT. Nesse sentido. 56 O Projeto do Novo CPC. do CPC: "Os prazos somente começam a correr do primeiro dia declaração.584/70. I). art. § 2°.~·2°. li -A contagem do quinquídio para apresentação dos ori- Excepcionalmente. como se verifica a seguir: começa a fluir do dia subsequente ao término do prazo recursal. já tem ciência de seu ônus processual. Fac-símile. 897). 9. exceto para os embargos de 57 Art. 2° da Lei n° 9. os regimentos in. do CPC 57 . 6°). 6°) 56 • São interpostos nesse prazo: dio. art. 6) agravo de instrumento (CLT. Esse recurso tem seu prazo estabelecido nos Súmula n° 387 do TST. a parte deverá apresentar os originais em até 5 dias de- tante do art. ou feriado.).1999. 184 do CPC quanto ao "dies a quo". uniformizando os prazos em 15 dias. a Súmula n° 387 do TST: 7) agravo regimental. 897). na seara trabalhista. Quanto ao termo final (dies ad quem). Isso quer dizer que. horas dependa de notificação. ou seja. e o início da contagem ocorre no dia 29. tem início mesmo que seja no sábado. existe uniformidade nos prazos recur.• 48 III -Não se tratando a juntada dos originais de aro que ~(I.. não se aplica a dias regra do art.800. ou seja. dias deu antes do termo final do prazo. adotará a mes- ma sistemática.&i)t~•. 894. tem início depois do prazo final para a interposição do recurso ordinário (8 dias). útil após a intimação". seu quinquí- 5. Ademais. art. No entanto. no prazo de 8 dias (Lei no interpõe recurso ordinário via fax no dia 23. art. pois a parte.584/70. Noutros termos. não se aplicando à recurso antes do prazo final. os recursos.~1?.·. 82 83 --~--- . Em regra. 2) recurso de revista (Lei n° 5. considerando que a parte já tem ciência de seu ônus. poden- do coincidir com sábado.800/1999. 894._(CLT. art.

Incumbe à parte o ônus de provar. O prazo para a apresentação dos originais das razões do recurso interposto via fac-símile é de cinco dias. incumbirá à autori- certificados pelo juízo a quo. de- pediente forense. STf5 . vação. o perí- odo para apresentar os originais tem início no dia 16 (sábado). Ausência de ex. 5" Turma. SUSPENSAO OU PROR. 3. permite-se a comprovação da tempestividade Agravo de Instrumento ou Embargos de Declaração.5. )". 6. sendo a tempestivi. o TST estabelece. de dar ciência ao juízo ad quem.5. QUARTA-FEIRA DE CINZAS. IMPOSSIBILIDADE. Vieira de Mello Filho. AgRg 59 STF . na Súmula n° 385: ao item 11.2010. sob pena de se reduzir o Contudo. Melhor explicando: Exemplo: Vencido o prazo recursal no dia 15 (sexta-feira). quando da interpo. caso o dia 20 (quarta-feira) seja mento do feriado forense. PRAZO CONTÍNUO. como descrito no item III. sábado ou domingo 58 . I.REG. o lapso conferido às partes e interessados para apresentarem os originais. do recorrente comprová-la no momento da interposi?o do recurso. no Agravo de instrumento 736. 24.. Ato administrativo do juízo a quo possibilitando a prorrogação dos prazos processuais.2014 (Informativo no 78 do TST) 84 85 . LAURITA VAZ. é importante observar que. 2009/0245269-6.Na hipótese de feriado forense. Prazo recursal. no entanto. Rei. admitiu-se a prova. RAZÓES ENVIADAS VIA FAC-SÍMILE. ad quem.2012. de certo modo. no agravo regimental. ministrativo (em regra. MENTO. haverá um ato ad- Súmula no 385 do TST. 25. em Agravo Regimental. entendemos que ambos os feriados serão II .2012. com a finalidade feriado o vencimento será no dia 21 (quinta-feira).AG. Luiz Fux. TST passou a permitir a comprovação da tempestividade posterior- mente.Na hipótese do inciso II. deve ser prorrogado para o primeiro dia útil seguinte.06. cessuais. agravo de instrumento ou embargos de declara- Pela referida súmula. I. Compro. a posteriori. Min. é interessante notar que. todavia. impedindo a protoco- a prorrogação do prazo recursal. de o juízo a quo não certificar nos autos a da análise da tempestividade do recurso. public. Julgamento 60 TST-E-ED-ED-RR-1940-61. Agora. Rei.6. lização do recurso. finali. Necessidade. Isso porque. Ademais. ausência de expediente forense e o recurso não ser conhecido pelo juízo va documental superveniente. tanto o feriado local como o feriado forense devem sição do recurso.5. D]e-102 Divulg. Luiz Philippe 18. uma portaria do presidente do tribunal). No caso de interposição de recurso. AGRAVO RE. deve certificá-lo nos autos.499/CE. consequentemenre. a) depois do decurso do prazo legal.5. Prorrogação. O mesmo entendimento se aplica quando se tratar de peticiona- mento eletrônico e houver indisponibilidade do sistema na data do ter- mo final do prazo recursal 60 • 58 No sentido do texto já decidiu o ST]. admite-se a reconsideração Pode ocorrer. havendo feriado local ou au. ocorrendo feriado local. acompanhando evolução no entendimento do E.800/99 e o dies a quo é contado a partir do que seria o termo final para a apresentação do recurso.10. por ter conheci- zando no dia 20 (quarta-feira). 2° da Lei n° 9. o juízo a quo. mediante pro. "PROCESSUAL CIVIL. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS 9 ocorrer em feriado. ção. rel. III. Min. CONTAGEM DO PRAZO PARA APRESE)JTAÇAO DOS ORIGINAIS. Em outros termos.10. O recurso será intempestivo quando interposto: DIES AD QUEM. terminando o fechamento do fórum trabalhista e. Nessa hipótese. no Ag 1261115/SP AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRU. Intempestividade GIMENTAL. b) antes da publicação do acórdão impugnado. é vinculado sência de expediente forense. É necessário observar que o item I.4. SBDI-1.1. nos termo do art.. o dies ad quem. Desse modo. Min. TST entende que é ônus dade do recurso. permitindo a postergação dos prazos pro- dade que proferir a decisão de admissibilidade certificar o expediente nos autos. da tempestivi- dade um pressuposto recursal extrínseco. caso ocorra em fim de semana ou feriado( . Por fim. o C.0000. ROGAçAO. D]e 7. Feriado local. a existência de feriado local que autorize gerar a ausência de expediente no juízo a quo.

A outra oficial se dá existência jurídica ao acórdão.05. ou seja.2012. atualmente ela não é aplica. p. Paiva. um É int~ressante anotar que. porém. Assim. Tornada pública a decisão as partes serão dela intimadas mediante publicação no órgão oficial. o qual determina que o prazo para a interposi- poderá ser objeto do recurso que em cada caso o siste- ção do recurso se conta da publicação do dispositivo do ma processual admitir. Min. prin- I . afirma a Súmula n° 434 do TST: palavras do doutrinador Cândido Rangel Dinamarco. o qual Trabalhista que somente após a publicação no órgão poderá então ter a eficácia que a lei lhe atribuir. Trata-se. 2. enquanto na segunda a intempestividade está ligada ao ter. (Informativo n° 4 doTST). para acórdão Min. 87 86 >-··. João Batista Brito Pereira.. As decisões tomadas pelos órgãos colegiados de um tri- bunal são sujeitas a um complexo iter de formação. então. série de providências destinadas à lavratura. de modo que publicação.É extemporâneo recurso interposto antes de publica- cipiando pela discussão da causa ou recurso em sessão do o acórdão impugnado. Min.2004. não se apenas depois de preenchido esse requisito poderá a parte confunde com aquela primeira. nesse último caso.Reomos no fJ7"0- 21. aquela que pelo jornal oficial se faz. BEBBER. São Paulo: LTr. ou seja. sob pena de se recorrer do que ainda e conclusões são enviados à imprensa já está previamente não existe. não se aplica no caso de interposição de recurso ordinário antes da publicação da· sentença em 63 STF-HC 101132. julgado em 17. cesso do trabalho. TST se embasa no art. tomada dos votos dos julgadores. n. 64 Para Júlio César Bebber: "A decisão adquire publicidade e passa a ter existência tividade ante tempus tenha origem no STF..Rei. para o fato de que esse posicionamento somente tem incidência quando for acórdão.. é capaz de dar-lhe existência jurídica.. Recurso. Gilson Dipp. não se pode deixar de mencionar que. Extemporaneidade. embora a intempes. rei. Fundamenta-se que a juntada da decisão aos autos. Min.. III. a partir dela permite-se a impugnação. Nesse sentido. 2004. ato processual perfeito e acabado e.3.11. Interposto o recurso. pro- li -A interrupção do prazo recursal em razão da interpo. extraordi- que o primeiro recurso não produziu nenhum efeito61 • nário etc. Eliana Calmon. DJe. Rei.E-ED-RR 625419/2000. 61 TST. E se torna pública quando redigida em sessão de julgamento ou entregue na secretaria do juízo. se a publicidade dá existência jurídica à decisão. do denominado gração no processo. !•Turma. intempestividade ante tempus ou recurso extempo. sendo desde 64 recurso prematuro. Nesse momento o acórdão está publicado.2010. no sentido de que já é um ato público. 62 TST-E-RR-176100-21.461-MG. 22.12. entendeu a Corte de um ato jurídico processual perfeito e acabado. Rei. Com efeito.-·.·. como ato jurídico quando se torna pública. originário Min. Redator. 16. Atente-se. Por fim.2009. publicado.5. o qual será afinal anexado aos au- tos.DJe tem-se por antecipada a intimação da parte". Renato de Lacerda 65 In: Revista Dialética de Direito Processual. São Paulo: Dialética. partir daí existe no mundo jurídico um julgamento que do CPC. ed. 110-111... Interposição antes da nificados do verbo publicar: publicação do acórdão impugnado.- . a constatação leva em conta o termo final da na Suprema Corte e nem mesmo no Superior Tribunal de Justiça • (dies a quo). recurso especial. 9-23.) 65 . clamação do resultado pelo presidente e intimação des- sição de embargos de declaração pela parte adversa não se resultado pela imprensa. Júlio César. seguindo-se a tudo isso uma acarreta qualquer prejuízo àquele que apresentou seu re.09. assinatura e curso tempestivamente. STJ-AgRg Diário Oficial62 • nos EREsp 492. sua inte- mo inicial (dies ad quem). de julgamento. 2009. recorrível conforme as disposições legais pertinentes (recorrível pela rá interpor novamente o recurso depois do início do prazo recursal. SBDI-I. p.5. já recorrível. independentemente de publicação no órgão oficial • Nas râneo. a O entendimento do C. ou seja.. independentemente da sua publicação no órgão oficial. 506. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS 63 Na primeira hipótese. 29. registro do acórdão. Lt:iz Fux. trazendo os sig- Súmula n° 434 do TST. na hipótese do item I. vez via de embargos infringentes. o recorrente pode. O acórdão cuja ementa interpor recurso. portanto.0872. Estamos no campo da existência acórdão no órgão oficial.

6.2. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS Assim. TlO da tica do ato. domingo ou dia feriado. de a parte assistir tretanto. se a terça-feira é feriado. a notificação será considerada como realizada no pró- I) princípio da utilidade: os prazos devem ser úteis e adequados ximo dia útil subsequente. Desse modo. Assim. como o próprio nome já diz. Isso -se com exclusão do dia do começo e inclusão do dia do quer dizer que não pode a parte recorrer sem que o acórdão esteja vencimento. ele passa a ter existência jurídica. 201 O. uma vez que o sábado e o domingo não são a parte toma conhecimento da notificação. o "dia do susto" é excluído. Princípios dos prazos processuais seguinte. no exemplo anterior. en- juntado nos autos. Parágrafo único. para contagem do prazo. igual- 4) princípio da preclusão temporal: expirado o prazo para a prá. em regra. incluindo-se o dia do vencimento. Homero Batista Mateus da. ve. caso em que fluirá no dia útil que se seguir. se a parte for notificada na sexta-feira. p. o recurso será extempo- râneo. Nesse último caso.Os prazos que se vencerem em sábado. portanto.3. Prazo Judicial Quando a intimação tiver lugar na sexta-feira. v. salvo se não houver expediente. e são conrínuos e irreleváveis. por exemplo. para a prática dos atos aos quais se destinam. é a data em que início na segunda-feira. É o que estabelece o art. interpor de recurso. 8. 775 . É interessante declinar que o "dia do susto" deve ser um dia útil.Os prazos estabelecidos neste Título contam- máxima de que "o que não está nos autos não está no mundo". a nosso juízo. 775 da CLT: A exigência da juntada aos aut. Nesse caso. gem terá início no dia seguinte (terça-feira). É o chamado "dia do considerados dias úteis. independentemente de publicação no órgão oficial. ou em virtude de força maior. 3) princtpto da inalterabilidade: os prazos peremptórios são Além disso. ser prorrogados pelo tempo estritamente neces- à sessão do julgamento e. ser impugnável via recurso. CLT. Os prazos processuais são informados pelos seguintes princípios: Caso contrário. como seria o caso. seu prazo terá A data da ciência. a contagem do prazo podendo. Desse modo. devidamente comprovada. se inicia nos dias úteis. pois é conhecida a Art. antes sário pelo juiz ou tribunal. somente na quarta-feira terá início a contagem do prazo. de sua juntada nos autos. com a integração do acórdão ao processo. o sábado é Inicialmente. ela segue seu curso até o final. Rio de Janeiro: Elsevier. cumpre consignar que não se confunde a data da dia não útil. este não poderá ser realizado. terminarão no primeiro dia útil 6. há de se consignar que a contagem do prazo somente inalteráveis pela vontade das partes. podendo. ou a publi- cação com efeito de intimação for feita nesse dia. isto é. ela será 2) princípio da continuidade: como regra. inclusi- trabaLho. nos termos do art. iniciada a contagem considerada como notificada na segunda-feira (dia do susto) e a conta- do prazo. vez que os atos processuais. 227. logo em seguida. susto" 66 • Nesse sentido. Exemplo: a parte é notificada no domingo. Curso de direito do trabaLho apLicado: justiça do judicial será contado da segunda-feira imediata. 88 89 ---------------------------~~--~=~~ . processuais. atesta a Súmula n° 1 do TST: Súmula no 1 do TST. não dá início à contagem e nem mesmo é conside- ciência da notificação com a data do início da contagem dos prazos rado como dia de realização da notificação. que Na contagem dos prazos recursais. Contagem dos prazos recursais Atente-se para o fato de que. o prazo 66 SILVA.os é necessária. se faz por meio da juntada aos autos. mente só podem ser realizados nesses dias. somente terá início no dia seguinte ao recebimento da notificação.

mesmo que coincida com feriado. para a juntada dos originais. contempla que de Publicação: 9. se a parte é notificada no sábado. horas. o qual impõe que os prazos são contínuos e irreleváveis.2. as partes serão dinário no dia 20 (sábado).2010. o juiz tem da contagem em dia não útil. Nesse caso. a parte receber a intimação da sentença. da que.3. o qual tem a prerrogativa de ser 6. aprovado pela Câmara dos Deputados. 775 da CLT.09.2012. art. Nesse caso. Nessa hipótese.3. em regra.1. a tro: Emmanoel Pereira. Por fim. Min. independentemente de comparecerem na au- (segunda-feira). exceto se neste dia for feriado. TST-RR-491-48. contados da data da audiência. cação: 10. 5• Turma. Nessa hipótese. para melhor compreensão: Súmula n° 197 do TST.5. Súmula no 30 do TST. Relatora Ministra: Maria de Assis Calsing. sob pena de ser considerada intimada 68 TST-RR 0022400-81. para proferir a sentença. conforme declina a Súmula n° 197 do TST: dia útil subsequente. desde que a decisão seja juntada no processo até o prazo de 48 rogação para o primeiro dia útil posterior. incumbe à parte comparecer para tomar conhecimento da decisão. Dia 15 (sábado) Dia 17 (segunda-feira) Dia 18 (terça-feira) Pode acontecer de. de modo Quando não juncada a ata ao processo em 48 horas. Contudo.5. pode o juiz marcar outra audiência. Rel. É o caso do recurso interposto via fac. diência. a contagem do prazo não pode nem iniciar sentença. marcada a audiência de julgamento. começando a correr o seu da como realizada na segunda-feira. recaindo sobre dia não útil. Esquematizamos.2014.09. designada audiência de julgamento. Início da contagem quando marcada audiência de julgamento intimado pessoalmente e nos autos (LC 75/93. Sexta Turma.2012.2. 0 prazo de 48 horas para a juntada da sentença nos autos.2012.3. o que. § 2°. contadas da audiência de julgamento (art. Não sendo -símile. não compa- recer à audiência em prosseguimento para a prolação da sentença conta-se de sua publicação.3.2007. de 48 horas. ela será considera. intimada. o prazo para recurso será contado da data em que útil subsequente. é importante destacar que os dias não úteis que estiverem Atente-se para o fato de que a Súmula n° 197 do TST não se aplica entre o início e o final do prazo devem ser incluídos na contagem 67 • ao Ministério Público do Trabalho. 4• Turma. 851. chamada de au- do parquef' 8 • diência de julgamento. DEJT 28. que começa a correr do dia subsequente da sentença. (art. de- signada audiência de julgamento. Em resumo. ao término do prazo recursal. posteriormente. o que significa que a contagem do prazo para a interposição de recurso por Em alguns casos. começando a correr o prazo recursal depois da intimação. as partes deverão ser inti- madas. Data de Julgamento: 7. enviado o fax. 219).0109. Intimação da sentença O término do prazo também deve coincidir com dia útil.08. TST-RR-1759600-81. Prazo O prazo para recurso da parte que.0007. Data de Publi- nosso juízo.r I I ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECLRSAIS Por outro lado. não será aplicado ao processo do trabalho que contém norma própria no art. e a contagem inicia-se no próximo prazo recursal. será prorrogado para o primeiro dia CLT).2009.0594. Exemplo: vencido o prazo de 8 dias para interpor o recurso or. 18. Data 67 O projeto do Novo CPC. o juiz não É importante consignar que existe uma exceção quanto ao início sentenciar na data da audiência de julgamento. Data de Julgamento: 8. 91 90 . deverá intimar a parte.20 12. da sentença. não sendo juntada a decisão ao processo no· prazo nem terminar em dia não útil. o prazo recursal inicia-se na data da publicação da ·Resumindo. h). Il. mesmo diante de sua ausência. iniciando seu prazo recursal somente depois da intimação.5. sábado É o que estabelece a Súmula n° 30 do TST: ou domingo (Súmula n° 387 do TST). na audiência de instrução (momento em que se parte do Ministério Público somente se inicia com a intimação pessoal colhem provas). o que provocará a pror. a parte poderá protocolá-lo até no dia 22 consideradas intimadas. Augusto Cesar Leite de Carvalho. a parte tem o prazo de 5 dias juntada a sentença nesse prazo. Relator Minis- apenas os dias Úteis serão computados na contagem dos prazos.

419/2006. ainda. Min. ou o primeiro dia útil seguinte (CSJT-Res. art. ocorrendo a consulta "em dia não útil. conside- do Trabalho ra-se realizada a intimação no dia da ciência (consulta). ou seja.. a ser estabe- li . se não re- 75/93. independentemente de esse dia ser.3.2.3. 18. Para efeito da conta- dos à parte após o trânsito em julgado (art. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS 6. Os prazos processuais são contínuos e irreleváveis. volta-se à estaca zero.3. lecido pelo juiz. que disciplinou a informatização do pro- Disponibilizada a decisão Será considerada como. STF 70 pacificaram o entendimento no sentido do prazo na hipótese de publicação no Diário da Justiça eletrônico. após o término do fato. O Ministério Público do Trabalho tem a prerrogativa de ser inti. gem do prazo de 1O dias corridos será considerado: I .0900. nas no Diário eletrônico . será mado pessoalmente e nos autos. Il. estas serão consideradas realizadas no Dia 20 (quarta-feira) Dia 21 (quinta-feira) Dia 22 (sexta-feira) dia da consulta. em regra.3. de que o início do prazo recursal será da entrada do processo no setor como ocorre.corno dia da consumação da intimação ou comu. sendo considerados originais. os documentos são apresentados com a petição eletrônica. a intimação será considerada como realizada no primeiro dia útil seguin.corno dia idcial: o dia seguinte ao da disponibilização 6. aproveitamos para esclarecer que. devidamente compro- nicação: o décimo dia a partir do dia inicial. Interrupção e suspensão dos prazos recursais do ato de comunicação no sistema. será presumida a intimação. ou em virtude de força maior. comunicando tal fato na petição. Início da contagem do prazo recursal para o Ministério Público No entanto. com a intimação do advogado.14. No ensejo. nos termos do art. iniciando-se novamente no primeiro dia útil 70 STF. o visto do membro do membro. Exemplifica-se: A Lei n° 11. nos casos em que a lei determinar. de expediente judiciário. 5°. de expediente no órgão comuni.4. ptocess~al intimações por meio eletrônico. a parte será considerada como intimada (art. não havendo consulta no prazo de 1 O viável a digitalização dos documentos. efetivada a consulta dentro dos 10 dias corridos. prw. 25). isto é. come- çando a correr o prazo recursal "no primeiro dia útil que seguir ao con- 6. art. h.12. 92 93 . a administrativo do Ministério Público. Contagem dos prazos recursais no processo eletrônico siderado como data da publicação" (art. nico.data/de publicação· . DJe 6. para o fato de que é diferente também a contagem O C. 5°. sendo expedida a por motivo de ilegibilidade. Marco Aurélio. Maria de Assis Calsing. § 3°). Rei. eles deverão ser apresentados ao cartório intimação via eletrônica e não tomando ciência dentro do prazo de 1 O ou secretaria no prazo de 10 dias. Min. na hipótese de ser tecnicamente in- É importante observar que. manteve a mesma sistemática anterior. sendo os documentos devolvi- iniciando-se a contagem do prazo no dia seguinte. entre- cante. Em suma. 11. Por outro lado.2002. n° 136/2014. ocorrido o fato.3. disponibilização da informação no Diário da Justiça eletrônico. havendo consulta dentro do prazo de 10 dias. de os prazos serem interrompidos ou suspen- didos. nica. TST 69 e o E. no processo eletrô- te" (art. estabelecendo que. Além disso. Podem.2009. a parte terá restituído DEJT 19. 775). integralmente seu prazo. 69 TST-E-RR 5650600-24. Atente-se. Diante disso. Nesse caso. em razão do grande volume ou dias corridos. tanto. 4°. da Lei 11. surgia dúvida se o início do prazo recursal para o alizar a consulta. Pode ocorrer.419/06). ainda. ser prorrogados pelo tempo estritamente necessário.RE 213. § 5°. mas depois de MPT era da data da entrada do processo na secretaria do órgão ou após ultrapassados os 10 dias corridos. da LC considerado intimado na data da consulta.121 AgR!SP. Contudo. também será considerado intimado. ou não. §§ 3° e 4°).5. Na hipótese de interrupfáO. contados do envio da petição eletrô- dias corridos. formalizada a carga pelo servidor data da publicação será considerada o primeiro dia útil seguinte ao da da instituição. caso seja vada (CLT. § 2°). Rei.2008. Início da contage~ do cesso.

Continua a 1· uspensao ·r' contagem (mais 5 dias) o recesso. Corridos 5 dias t_ l:er::~ _t Iniciam-se os 8 dias novamente O recesso é a paralisação ocorrida na Justiça do Trabalho no perío- do de 20 de dezembro a 6 de janeiro. art. 179 do CPC. para interposição do recurso ordinário teria início no dia 18 de dezem- ~~ bro.O recesso forense e as férias coletivas dos Ministros do Tribunal Superior do Trabalho suspendem os prazos decisão dos embargos de declaração. estabelecido pela lei ou pelo juiz. inicialmente. Ele vem estabelecido para a Justi- ça Federal no art. inclusive. nos termos da legislação em vigor.010/66. é contÍnuo. serão feriados na Justi- gra. o que leva à aplicação do art. aplicado subsidiariamente à Justiça do Trabalho. Quanto ao recesso forense. bem como no recesso da Justiça do Trabalho haverá suspensão dos pra- No mesmo sentido.os dias compreendidos entre 20 de dezembro e 6 de ção sejam interpostos intempestivamente. dias para interpor o recurso ordinário. 62. suspensão dos prazos processuais. é necessário destacar a discussão exis- ~ 1 tente. o qual determina: durante ·o período da suspensão. fosse intimada da sentença no dia 17 de dezembro. que o C. Exemplo: prazo de 8 dias. notificada a parte no sábado. Art. TST interpretou de forma diversa Corridos 3 dias 5 . o curso do prazo recursal é paralisado qual deve ser aplicado o disposto no art. razão pela Já no caso de suspensão.l . finalizando-se Justiça do Trabalho. é importante consignar que o C. Nessa hipótese. declinando: j Atente-se para o fato de que os embargos de declaração.. tal ça Federal. no período de férias coletivas dos ministros do TST. que suspende os prazos recursais. vencendo. sendo iniciada sua contagem no dia 17 Dessa forma. no dia 12 de janeiro. o qual estabelece que. interrompem os prazos dos recursos posteriores.. retornando exemplo. não se interrompendo nos feriados. No entanto. declinava a Súmula n° 105 do extinto TFR: zos recursais. concedendo-lhe natureza de férias. O prazo. inclusive nos Tribunais Superiores: interrupção não ocorrerá nas hipóteses em que os embargos de declara- I . Prazo judicial. seu prazo a correr o restante (5 dias) no dia 7 de janeiro. I. contar-se-ia o prazo no dia 18 e 19 de dezembro. o início do prazo se dará no Interpostos os embargos de declaração no 5° dia. isto é. 178 do CPC.. voltando a correr no primeiro dia útil após a paralisação. PRESSUPOSTOS RECURSAIS ÉL!SSON MIESSA Súmula n° 262 do TST. Entre os dias 20 de dezembro a 6 de janeiro há recesso na do antes do recesso não será interrompido ou suspenso. retornando a TST entende que. no prazo de 5 dias. Nesse sentido. § 3o). assim. 178. Recesso forense. anterior. finalizando-se no dia 7 de janeiro.I Art. da Lei n° 5. volta a correr do ponto em que havia parado. no subsequente.Intimada ou declaração. correr no dia 7 de janeiro.. 62. Assim. por conta-se o prazo do dia 17 ao dia 19 de dezembro (3 dias). com irregularidade de repre- janeiro. [. inicia-se novamente o prazo de 8 recursais. fica interrompido o primeiro dia útil imediato e a contagem.. 897-A. Após a intimação da II .. Notificação ou Exemplo: proferida sentença. in verbis: 95 94 . Dessa forma. a Súmula n° 262 do TST. se a parte. o prazo IniCia- de dezembro. prazo para a interposição do recurso ordinário. como re- . no prazo de 8 dias. no entanto. Ocorre. e recurso ordinário. acerca de sua natureza jurídica. no primeiro dia útil após o término do recesso. há ------------. ] (grifo nosso) sentação da parte ou quando ausente a sua assinatura (CLT. I . no caso do exemplo Como visto no exemplo anterior. Além dos fixados em lei. a parte poderá interpor embargos de intimação em sábado. Da análise literal do dispositivo mencionado anteriormente. no período das férias. é pos- sível extrair que o período do recesso é considerado feriado.

6. com. estaduais ou municipais que não trabalhista. 14.04.RIO GRANDE de 1969. Litisconsortes. STF-RE 580264 I RS. O jus postulandi das partes.o prazo em dobro para recurso. jus postulandi na Justiça do Trabalho. 44. não há modi- econômica.2008. Procuradores distintos.10. Min.2011. o mandado de segurança e os recursos de competência do Tribunal blico em ambiente não concorrencial tenham todas as prerrogativas Superior do Trabalho. ação cautelar. sem a necessidade de No mesmo sentido. não alcançando a ação rescisória.2013 (Informativo n° 66). Prazos recursais diferenciados Consigna-se ainda que. inclusive os prazos recursais Regra diferenciados e a submissão ao precatório 71 • Aos prazos em curso no período compreendido entre 20 Atente-se para o fato de que a doutrina majontana não aplica a de dezembro e 6 de janeiro. ou seja. Aloysio Corrêa da Veiga. Ayres Brito. I. limita-se às Varas do Tra- Ademais. equiparou a empresa brasileira de correios e telégrafos (EBCT) DO SUL.. em regra. mandado de segurança e ação cautelar. 1° Nos processos perante a Justiça do Trabalho. 6. porém. 12).. SBDI-I. Julgamento: à Fazenda Pública. estabelecido no art. 188. o jus postulandi quando se tratar de recursos A prerrogativa do prazo em dobro para o Ministério Público incide no TST (de natureza ordinária ou extraordinária) ou STF. Art. quer atue como custos legis. os prazos recursais. Nesses termos. ) gador postulem em juízo pessoalmente. ) No processo do trabalho. ou seja.10. 191 do CPC. (grifo nosso) explorem atividade econômica: 7. 191 do CPC é inaplicável ao pro- constituem privilégio da União. obrigatoriamente. (. (art. admite-se que o empregado e o empre- III. a ou sociedades de economia mista que sejam prestadora de serviço pú.12. 72 Súmula no 425 do TST. conforme estabelece a OJ no 310 da SDI-I Trabalho possuem a prerrogativa de prazos diferenciados para recorrer. 1o do Decreto-Lei n° 779/69: Art. 791 da CLT. dos Municípios e das autarquias ou fundações de dade com o princípio da celeridade inerence ao processo direito público federais.. no processo do trabalho. 188 do CPC.4. Redator p/ o acórdão Min. Inaplicável ao processo do trabalho Art. na Justiça Federal. Tribunal Pleno. quando existir As pessoas jurídicas de direito público que não explorem atividade litisconsórcio e as partes tiverem advogados diferentes. especialmente quanto às prerrogativas processuais 16. dos Estados. a Defensoria Pública da União e o Ministério Público do ficação do prazo recursal. exige-se a representação por preendendo os recursos. o art. É importante observar que o Decreto-Lei n° 509. das pessoas jurídicas de direito público. Fazenda Pública ou o Ministério Público. doTST: Orientação Jurisprudencial no 31 O da SDI-I do TST. regra do artigo 179 do Código de Processo Civil. portanto. bem como quer atue como parte. em decorrência da sua incompatibili- Federal. DJe Divulg 5. Não se aplica.0008.Recesso Forense -Justiça Federal .5.2011. Alcance. o STF e o TST têm admitido que as empresas públicas balho e aos Tribunais Regionais do Trabalho. de 8 dias. o art. 96 97 . REPRESENTAÇÃO (. É o que se denomina de jus postulandi das partes (CLT. rei. aplicável ao processo do advogado. (Súmula n° 425 do TST) 72 • Ademais. assim. art. que as próprias partes interpo- contestar e em dobro para recorrer quando a parte for a nham seus recursos. Têm prazo em dobro para recorrer. Prazo em dobro.11. Computar-se-á em quádruplo o prazo para O jus postulandi permite. A regra contida no art. do Distrito cesso do trabalho. incluindo. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS Prazos em Curso . trabalho:· 791 da CLT). dependem de representação por advogado Pública da União o prazo em dobro para a prática de seus atos. aplica-se a dobra do prazo. na hipótese de apresentação das contrarrazóes. o art. da LC 80/94 confere à Defensoria que. nos recursos de ação rescisória. Public. o prazo para contrarrazóes será. de 20 de março 71 TST-E-ED-RR-115400-27.2010.. Do mesmo modo.

9. portanto. P. (grifo advocatícios decorre da mera sucumbência. pois os arts. de modo a "dar o máximo de efetividade ao benefício que o legisla- dor quis conferir aos que buscam socorro no Judiciário Trabalhista". juízo negativo de admissibilidade. Renato. 13. 2011. porém. o que significa que.Configurada a existência de mandao tácito fica su- Há representação. constando seu postulandi não é aplicável. não pode conter vícios. e 5° da IN n° 27/2005 nome na ata de audiência. p. advogado.to tácito. A procuração apud acta é conferida pelo juiz em audiência. a Orientação Jurispruden- partes reclamarem. o pagamento de honorários solene. 76 SARAIVA. até o final. ART. sob pena de não conhecimento do rect:. representando qualquer titucional n° 45/04. Adema:. tratando-os como figuras sinônimas. § 1°. li . ÉUSSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECUR~AIS advogado nos recursos em embargos de terceiros. Curso de direito processual do trabalho. Sérgio Pinto. se o mandato expresso estiver viciado. assim como recursos A representação regular decorre da existê~cia de mandato nos au- de peritos e depositários 73 • tos. do CC/02. desde que não estivesse atuando juízo. Nesse caso. pia autenticada da procuração para formação do agravo de instrumen- 820. se o mandato 74 LEITE. ed. decorrentes da O mandato tácito é formado em função do compareci- ampliação da competência da Justiça do Trabalho pela Emenda Cons. Isso quer dizer que o mandato tácito coni"ere ao advogado o direito 1° da IN n° 27/2005 estabelece que nessas ações incidem as mesmas de representar regularmente a parte em juízo. Nesse sentido. tendo o patrono mandato expresso válido no processo. parte majoritária da doutrina entende que o jus das partes e praticando atos processuais. 2006.. audiência.s. Configuração . 4. 2012. 3. 3°. Traslado. TST. ou seja. 654. Nessa hipótese. ele tem a obrigação de juntar có- 73 MARTINS. pela referida orientação jurisprudencial. não diferencia mandato tácito de mandara Belo Horizonte: Del Rey. Paulo: LTr. deve ser aplica. 791 DA CLT.. a representação deve com mandato expresso. pessoalmente. quando o recurso for subscrito por prida a irregularidade detectada no mandato expresso. e ampl. a representação poderá ser regularizada por meio do jUS POSTULANDI.. Comentários à CLT. RELAÇÃO DE TRABALHO. mesmo nas hipóteses em que se pode exercer o I -A juntada da ata de audiência. aplica-se o jus postulandi nas referidas ações. Quanto às ações oriundas da relação de trabalho. medLmte ato formal. podendo inclusive inter- regras procedimentais que as da relação de emprego 75 • Essa tese ficou por recursos. que o advogado compareceu com a parte em juízo para se demonstrar por meio do Enunciado 67. atual. 2009. São Paulo: Atlas. rev. o advogado juntar para a formação do instrúmento a ata da audiência de de nova leitura do art. a parte poderá nomear advogado para representá-la em presença do advogado. ALMEIDA. devidamente registrado na ata de clUdiência. § 3°.qualquer modo. ed. exigiu-se a presença do advogado 74 • Para a outra tese. I De . ed. A faculdade de as mandato tácito ou apud acta. in verbis: a regularidade de sua representação. Agora. vez que o art. que pode ser tácito (também apud acta) cu expresso. p. ed. declinando a necessida. Ata de I! I da às lides decorrentes da relação de trabalho. torna dispensável a procuração deste. Portanto. à qual nos filiamos. Carlos Henrique Bezerra. porque não preenche o disposto no art. do TST determinam que.I do TST. POSSIBILIDADE. 204. ele não produzirá efeito. contida no artigo 791 da CLT. porque demonstrada a existênci<. Direito processual do trabalho. mento do causídico à audiência. Mand. 411.~. Agravo de instrumento. de mandato tá- ser regular. to. do.rso. nosso)7 6 citamente. razão pela qual poderá 75 No mesmo caminho entende o doutrinador Cléber Lúcio. inclusive para interpor recursos. basta que apresente a ata de audiência em aprovada na 1a Jornada de Direito Material e Processual do Trabalho. seus direitos perante a cial n° 286 da SOl-I do TST: Justiça do Trabalho e de acompanharem suas reclamações Orientação Jurisprudencial n° 286 daSDI. p.. Curso de direito r·ocessual do ::mbalho. em que consignada a . São juntado nos autos é inválido. impli. nessa hipótese. O C. São Paulo: Méto- Cleber Lúcio de Almeida. sob pena de ser proferido cito. 98 99 ~----------------------------------------~--~~~~----------------- . após a ampliação da competência da Justiça do Trabalho. 385 apud acta. 791 da CLT.I jus postulandi.

embora o instituto do mandato seja autos. sendo o mandato um contrato. por outro lado. aplicando-se subsi. do CC. ao contrário do mandato civil. uma vez que este é regulamentado. Ina- plicável o art. 77 siderada é aquela em que o instrumento for juncado aos É interessante observar que. respectivamente. Registra-se ainda que. pelo Tal diferença se justifica. pois. Substabelecimento táctico. eficaz para formar o instrumento. 654. configurando o mandato Orientação Jurisprudencial no 371 da SDI . nos arts. Manual de direito civil: Direito das obri. do CPC. 654. no mandato. com a exigência da data no man- livres para estipularem prazo de validade. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS em que participou como patrono da parte. cam-se as normas descritas no Estatuto da OAB e no CPC e. na realidade passado. se ausen- poderá ser suprimida pela aplicação do art. IV. Esse termo é apresentação em repartição pública ou em juízo". para se analisar o mandato judicial. 364. isso não ocorre quando se trata de manda- to judicial. Por sua vez. 370. Assim. Flávio Augusto Monteiro de. ao disciplinar sobre o mandato.. v. do CPC.Diante da existência de previsão. do CPC. estabelece Assim. estabelecendo as partes contratantes (mandante e mandatá- que "o instrumento particular deve conter a indicação do lugar onde foi rio) que a validade do mandato será até o fim da demanda. a OJ 371 da SDI-I do TST: minado que contém cláusula estabelecendo a prevalência dos poderes para atuar até o final da demanda. Condições de validade do mandato Não caracteriza a irregularidade de representação a au- O instituto do mandato é definido pelo Código Civil. de termo final incerto. sendo um contrato em que uma pessoa se obriga a praticar atos judicial. do Có- digo Civil. O mesmo se diga Súmula n° 395 do TST. 7. tes. 2. primeiro bus- são os poderes conferidos ao patrono e não simplesmente a data que . in verbis: considerada a data da apresentação no processo. Inaplicabilidade do art.I do TST. Ademais. ] 100 101 . não é condição de validade do negócio jurídico. por exemplo. ] N. o instrumento de mandato só 77 BARROS. haverá incidência do Código Civil. portanto. a data a ser con- ou administrar interesses da outra. capazes de poder conceder mandato ou representar. tem validade se anexado ao processo dentro do aludido gações e contratos. Em outros termos. eles criam um mandato por prazo indeterminado dentro da relação tivo da outorga com a designação e a extensão dos poderes conferidos" processual. prioritariamente. sendo este. no processo. 654. em nome e por conta dessa última. IV.1. portanto. não datado. pois será 395 do TST. § 1°. podendo ser indeterminado dato. 2005. fixan- do termo para sua juncada. [. Nesse sentido. do Código Civil.. busca definir se naquele momento o mandante e o mandatário estavam diariamente o Código Civil. no mandato a 666. § 1°. No processo. São Paulo: Método. poderá o mandante exigir que o mandato somente tenha ceiros. a data não é elemento substancial. o patrono (grifo nosso). porque no direito civil a data do mandato Estatuto da OAB e pelo Código de Processo Civil. a data e o obje. em que a data do mandato é requisito contrato (prazo de juntada). enquanto durar o processo. Trata-se. a qualificação do outorgante e do outorgado. O art. IV. Mandato e substabelecimento. ou determinado. terá poder de representação. dispõe que em "relação a ter. o essencial Nesse contexto. regulado pelo Código Civil. 370.. Isso quer dizer que. II. considerar-se-á datado o documento particular [. É o que dispõem os itens I e li da Súmula essencial. prazo. conforme preceitua o art.da sua validade se for juntado nos autos até determinada data. 370.. 653 sência da data da outorga de poderes. no gozo de seus direitos civis. fazendo apenas a ressalva de que este Condições de validade somente poderá ser conferido se já existente nos autos mandato do I -Válido é o instrumento de mandato com prazo deter- substabelecente. as partes são É o que acontece. em relação ao substabelecimento. § 1°. capaz de validar o mandato apenas se cumprida a cláusula imposta no diferentemente do direito civil. p. Irregularidade de representação. o art.

I do TST: bunal Regional do Trabalho. todavia. admite-se a atuação momentânea do advogado. a da entidade outorgante ("empresa") e do signatário da procuração (re. gerando. Nesse sentido. 37 do CPC. I instrumento de mandato outorgado ao seu procurador. ração ou o substabelecimento à atuação do procurador ao âmbito do . 13 do CPC. Representação processual. para termos do art. de revista. o C. do juiz. o que o torna inválido. inviabiliza-se a verificação de quem conferiu ou recebeu Orientação Jurisprudencial no 374 da SDI.3. apresentando posteriormente a procuração nos autos. É regular a representação processual do subscritor do agravo de 12. serão gera-se dúvida se esse mandato engloba poderes para interpor o recurso havidos por inexistentes. Trata-se. Parágrafo único. que tanto o recurso de revista como o agravo de permite que o patrono possa intentar ação a fim de evitar decadên- instrumento são interpostos no juízo a quo (órgão prolator da decisão). circunstância que legitima a atuação do Orientação Jurisprudencial n° 255 da SDI. os poderes descritos no mandato. Poderá. sem a identificação ao TRT (tribunal a quo). ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECL1 RSAIS N~ hipótese de mandato firmado em nome de pessoa jurídica. despesas e perdas e danos. nos cia ou prescrição. do CPC não determina a exibição dos esta. advogado no feito. embora a apreciação desse recurso seja realizada pelo Tribunal que assinou a procuração tinha poderes para tanto. que seus poderes ficam limitados ao âmbito do TRT. o advogado não tação do contrato social somente quando houver dúvida razoável do será admitido a procurar em juízo. ambos do CPC. laridade. seguir transcrita: presentante). na procuração concedida ao advogado.. portanto. militando-lhe pre. sem o instrumento de mandato. por despacho Pode ocorrer de constar. praticar atos reputados urgentes. A de representação limitados ao âmbito do Tribunal Regional do Traba- propósito. I tutos da empresa em juízo como condição de validade do Em alguns casos. Procuração ou substabelecimento com cláusula de requisito mínimo para validade do mandato. porque. porém. pelo menos. intentar ação. respondendo o advogado por de revista. 7. tendo presunção de veracidade. 12. bem como intervir. Ii o nome da entidade outorgante e do signatário da procuração.I do TST. 38.2. Regu- âmbito processual. 102 103 . Atuação sem instrumento de mandato i .I do TST. afirma a OJ n° 255 da SDI. independentemente de caução. não ratificados no prazo. Sem instrumento de mandato. Desnecessária a juntada. para Diante disso. Mandato. como estabelece o art. VI. to de mandato. irregularidade de representação. é necessário que contenha. a fim de evitar decadên- trado deferir prazo para que a pessoa jurídica apresente-o em juízo. a exi- 7. nome da parte. Nestes casos. limitativa de poderes ao âmbito do tribunal regional do trabalho Isso não significa. pois. aplicável subsidiariamente ao processo do trabalho: Assim. cia ou prescrição. no Agravo de instrumento. É o que dispõe a OJ 374 da SDI I do TST. pois tanto 0 art. caso em que incumbe ao magis. em juiz ou impugnação da parte contrária. a sua interposição é ato praticado perante o Tri- sunção favorável. vez que são direcionados inicialmente 456 do TST). bem como o agravo de instrumento para destrancar o recur. não exigem a apresentação do instrumento ou do recurso de revista que detém mandato com poderes contrato social para se poder "presentar" a pessoa jurídica em juízo. Superior do Trabalho. além de praticar atos urgentes. prorrogável até outros 15 (quinze). Os atos. como o art. Pela análise do referido artigo é possível extrair que o ordenamento Ocorre. 37. sem o instrumen- o que significa que ambos serão interpostos no TRT. Cláusula limitativa de poderes no âmbito do TRT bir o instrumento de mandato no prazo de 15 (quinze) dias. o advo- gado se obrigará. limitando a procu- que o mstrumento seja válido. que a pessoa jurídica deverá apresentar seu contrato social. faz-se necessária a apresen- Art. O art. pois TRT. no processo. 'i salvo se houver impugnação da parte contrária. Nessa hipótese. Tal exigência se justifica. porém. a interposição de recurso de revista e de agravo de instrumento esses dados constituem elementos que os individualizam (Súmula no estaria incluída em seus poderes. VI. TST passou a entender que. quando não houver impugnação. Contrato social. so. o contrato social é elemento de prova para conferir se aquele lho.

a Na mesma trilha. seguir transcritas: Será com reserva de poderes quando ambos os patronos (substa. advogado transfira os poderes a ele conferido ao outro advogado. I -É inadmi. verifica-se o teor das Súmulas n° 383. Assim. a possibilidade de o provimento judi- cial ser contrário aos interesses sustentados no processo.ndaro tácito. hipótese de m. Com efeito. 13 e 37 do belecido e susbstabelecente) continuarem com poderes para atuar no CPC. a interposição do recurso não pode ser entendida como Verifica-se. 37 do CPC. ed.ro entre os atos reputados urgentes. O substabelecimento não exige poderes expressos. Mandato e substabelecimento. caso o antigo patrono parágrafo único. 78 BEBBER.4. dessa forma. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS Ao apresentar a procuração. mantendo-se apenas que a interposição de recurso não pode ser reputada aro os poderes do substabelecido (novo patrono).. o patrono antigo renuncia Súmula n° 164 do TST. por inexistente.. 37. é um contrato embasado na fidúcia de- ser sucumbente (vencida). portanto. Procuração. 37 do CPC não é aplicável. ou seja. no mandato. e parágrafos. do Código de Processo Civil importa o tenha interesse em permanecer representando a parte nos autos.· Súmula no 383 do TST. Inaplicabilidade processo. na fase recursal. Marco Aurélio. Ressalta-se que. que pode ser com ou sem Nesse sentido. já os poderes do substabelecente (patrono antigo). 2002).São válidos os atos praticados pelo substabelecido. in verbis: concorre. ) III . juntada da procuração a posteriori nos autos. quando O não-cumprimento das determinações dos §§ 1o e 2o o substabelecimento for apresentado ausente de qualquer ressalva. rei. temos a figura do substabelecimento.RE 184642-9-SP. em instância recursal. inaplicável o disposto no art. Por outro lado.07. já decidiu o Supremo Tribunal Federal: substabelecimento apenas se houver manifestação expressa nesse sen- Atos urgentes.. A interposição de recurso. somente será existente se ocorrer a advogado sem procuração. sempre. [. ainda que com protesto para posterior juntada. de 04. 7 . 7 9 Condições de validade [ . 2. cabendo à parte precatar-se. Trata-se assim Na instância especial é inexistente recurso interposto por de atuação condicional. 129. o art. ainda. deverá não-conhecinento de recurso. Impede-se o Nesse caminho. É que TST. São Paulo: LTr..11. DJU 24. os atos serão ratificados.. e 164 a reserva de poderes.sível. 37 do CPC urgentes que justifiquem a atuação do patrono sem procuração. conforme dispõe o item III da Súmula n° 395 do enquadramer. Súmula no 395 do TST. I. Noutras palavras. Nesse não é um ato urgente. Substabelecimento com o ajuizamento da ação. ainda que não haja. vez que "a sucumbência é fato previsível no processo" 78 • Noutras palavras. Arts.. Isso na fase recursal. Júlio César. nos termos do art. 2009. Juntada a todos os poderes que lhe foram outorgados. no urgente. substabelecer (art. portanto.1994 e do art. Mandato. o oferecimento tardio de procuração. ele do art. o substabelecimento sem reserva de poderes retira ainda que mediante protesto por posterior juntada. Min. Fase recursal. A interposição de recurso não é passível de tido no mandato. acautelar-se quanto à positada pelo cliente ao seu advogado.906. como visto. sendo. quer dizer que. a parte já tem conhecimento que poderá O mandato. ] substabelecimento sem reserva de poderes. nada obsta que o possível interposição de recurso. a Súmula 115 do STJ: não apresentação torna inexistentes os atos praticados. No entanto. 37 do CPC pressupõe a prática de atos fato urgente. Recursos no processo do trabalho. devendo. Por outro lado. 667. 104 105 . caso. exceto na conferir substabelecimento expresso com reserva de poderes. do Código Civil de 79 STF. foi conferido sem reservas de poderes. que o art.1994. 5° da Lei no 8.. poderes expressos para p.

a transferência da capacidade postulatória. advogado e sob responsabilidade deste". aos que comprovarem estar matriculados na 4a ou 5• séries das Faculdades de Direito cessão do mandato. 54 da Lei Complementar n° 123. por exemplo. Da mesma forma. por último. por obvw substabelecer. de 14 de pode atuar em juízo. Queremos dizer. tido pelo atual Estatuto (Lei n° 8. atos processuais como. em caráter excepcional. n° 7. o substabelecimento deve ser sempre posterior à con.215/64. PRESSUPOSTOS RECURSAIS ÉLISSON MIESSA • ~ impo:rante destacar que o substabelecimento pressupõe a exis. da Lei 11° 8. 1° da Lei 8. Nesse caso. Registra-se.906/94). apresentar defesa oral. Ora. TST não admite o substabeleci- Portanto. Assim. § 2°. Com efeito.215/64). prestar depoimento pessoal e aduzir razões mente. Preposto. declina que empregados e empregadores podem 395 do TST: ser representados pelo solicitador ou provisionado. não foram man- Contudo. seja o provisionado.Configura-se a irregularidade de representação se o A figura do solicitador acadêmico tinha como base o art. isso ocorre nos casos em que não se aplica o jus postulandi. não poderá praticar outros representação.906/94. exaurindo sua atividade nesse ato. previstos no art. seja o solicitador. possibilitando a capacidade postulatória a É sabido que o empregador pode ser substituído. com as res. Isso quer dizer que só poderá substa- serão facultativos os requisitos do estágio profissional e belec~r aquele que tem poderes para representar. dezembro de 2006.6. o preposto tem a função de representar a parte na audi. Por outro lado. 151 doEs- substabelecimento é anterior à outorga passada ao subs- cabelecence. tidos no atual Estatuto. na forma do regimento geral. estabelecendo: . 151. IV . 3°. o provisionado buscava afastar a carência de advoga- 7. deverá ser ao advogado. pode acontecer de termos estagiário atuando no processo. § 1°.346/94. Exigência da condição de empregado. como dispunha o art. o preposto deve ser necessariamente empregado do reclamado. na audiência. Representação por estagiário tencia antenor de procuração. como Solicitador Acadêmico. acabada a audiência. por força do art. ou contra micro ou pequeno em. mas sempre em conjunto com o advogado. se o patrono não do Exame de Ordem para efeito de inscição no quadro poss~1 ~enhum poder de representação (mandato válido). 791. ência. 7 . regularmente inscrito.5. 1°. tatuto da Ordem dos Advogados do Brasil de 1964 (Lei n° 4. Durante três anos a partir de vigência desta lei. § 1°. 843. revogado pela Lei gerente ou preposto. de acordo com o art. não poderá dos advogados. que o C. tais como realizar propostas de acor- jus postulandi. por leigos. Porém. poderá exercer todos Desse modo. necessaria- do. Por sua vez. permitida. em conjunto com p. nos termos do art. salvas feitas pela Súmula 377 do TST80 • Com efeito. Isso ocorre porque é regra básica de direito o fato de que secun.resário. lnteligên. 843. caso o empregado e o empregador não se utilizem do os atos necessários na audiência. 52 da Lei n° 4. interpor recursos. tinha relação com os atuais estagiários. pode praticar os atos 80 Súmula no 377 do TST. 0 Art. que atualmente tem a exclusividade de finais. § 1°. sob pena de vício de representação. Nos dois primeiros anos desse prazo será deres inexistentes. o estagiário cta do art. . oficiais ou reconhecidas por lei. dano segue as vezes do principal. Exceto quanto à reclamação de empregado doméstico. 107 [_ ~----10_6 _ _ _ __ . da CLT.906/94 "o estagiário de :1dvocacia. sob pena de se permitir a transferência de po- Parágrafo único. da CLT e do art. como declina o item IV da Súmula no O art. mas não foi man- mento por advogado investido de mandato tácito (OJ n° 200 da SDI -I). a insciçáo na Ordem. Representação por preposto do em determinadas regiões.

do art. somente em conjunto com à sua própria função. I e II. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS Portanto. lidamente representar os interesses da parte no processo. para atuar como advo. Estados. 81 STF-RE 174504AgR/ SP. Representação processual. que assim vaticina: declina a OJ n° 319 da SDI-I do TST: · A representação judicial das autarquias e fundações pú- Orientação Jurisprudencial no 319 da SDI. tão dispensados de apresentar procuração para representá-las em juízo. que o procurador ao menos se declare como exercente do cargo de mento de mandato. por seus procuradores. tendo a capacidade de exercício. Conforme analisado anteriormente. gado. ativa e passivamente. DJ. pode acontecer de determinadas pessoas jurídicas de direi- mas a lei não lhe confere a capacidade de exercício. No entanto. Assim. blicas por seus procuradores ou advogados. é essencial que 0 sig. não bastando a indicação do número de inscrição Segunda Turma em 7 de junho de 1994 81 • na Ordem dos Advogados do Brasil. conforme sentido. mencionando-se.652-7 e 174. sob pena de vício de representação. o estagiário pode receber poderes de representação. de então. não bastando a simples indicação do número da OAB. 9. uma vez habilitado como advogado. presume-se a contratação do profissional para o caso concreto. como dispõe a Súmula n° 436 do TST. Precedentes: agravos regimentais natário ao menos declare-se exercente do cargo de procu. a instrumento de mandato representação por procurador do respectivo quadro fun- I. a nomeação para o cargo. devida- o advogado. com a finalidade de identificar a regularidade da re- apresentação de mandato. independe da apresentação do instrumento de mandato. Habilitação posterior de cargos efetivos dos respectivos quadros. pois lhe falta a capacidade de exercício para atuar sozinho mente publicada no Diário Oficial.12. o TST no item II da referida súmula exigiu pessoas jurídicas de direito público é dispensável a juntada de instru. habilitando- to público contratarem advogados particulares para representá-las em ju~ -se como advogado. Min. possível. Rei. Marco Aurélio.1994. 173. Válidos são os atos praticados por estagiário se. julgados pela rador. adquire jurídicas de direito público o poder de representá-las em juízo. ocupantes Representação regular. 9° da Lei n° 9469/97. Representação das pessoas jurídicas de direito ptiblico presença da procuração nos autos. Estagiário.Para os efeitos do item anterior.7. atuar sozinho no processo. o poder de representação dos procuradores dessas entidades é inerente mento atuando. do Brasil. já havia decidido o STF: curador da C"nião. enquanto for estagiário. REPRESENTAÇÃO PROCESSUAL . Estados. Suficiente autarquias e fundações públicas. . Declinada a simples estão dispensadas da juntada de instrumento de mandato condição de advogado inscrito na Ordem dos Advogados e de comprovação do ato de nomeação. suas cional independe de instrumento de mandato. os procuradores das pessoas jurídicas de direito público es- a habilitação. No Súmula no 436 do TST. do CPC. podendo. Municípios e Distrito Fe. seja no polo passivo da relação processual.A União. é obrigatória a 7. Nesses casos. Pro. ou seja.PROCURA- deral. o número da matrícula. o estagiano poderá receber procuração e substabeleci. tratando-se de advogado particular. Isso ocorre porque a representação de tais pessoas jurídicas de direi- to público decorre da lei. aí. a prova do credencia- II. n°s 173. Contudo.249-7. Municípios e Distrito Federal. }untada de DORES AUTÁRQUICOS. pois já tinha tais poderes. in verbis: procurador. mento . Dessa forma. tanto quanto em juízo. Contudo. mesmo sentido. por exemplo. entre 0 substabelecimento e a interposição do recurso. 12. a partir ízo. como ocorre.Tratando-se de autarquia. na hipótese de representação das presentação de tais pessoas. cio então estagiário. Com efeito. suas autarquias e fundações públicas. é necessária a Desse modo. seja no polo ativo. inclusive para interpor recurso. confere ao procurador das pessoas no processo. não havendo necessidade de se conferir nova a representação presunção de validade até prova em contrário.a procuração. passa a ter "capacidade plena". Nesse procuração ou substabelecimento.I do TST. sobreveio Assim.568-7. para que o advogado possa va. nas fundações e nas autarquias públicas. 108 109 . Ademais. 2•Turma. quando representadas é a revelação do status. exigindo-se. invocando-se as diretrizes da Súmula n° 164 do TST. é o disposto no art.

E-AJRR 151140-44. advogados constituídos por elas.5. conforme d1sc1plma o art. 84 TST RR 196800-74.2013.20~0.02. não podendo ser representadas pela A revogação do mandato decorre de vontade do mandante. Relatora Ministra Maria de Assis Calsmg. b DEJT 27 8 2010· E-ED-AJRR-236940-08.2008. inclusive as de rêgime especial. Desavisado o mandatário da revogaçao. 682 nalidade jurídica própria. não precisa da apresentação de mandato. DEJT 12.v. obriga. o doutrinador Washington de Bar- Orientação Jurisprudencial n° 318 da SDI. estados e municípios). Primeira Subseção de Dissídios Indi. porém.2007. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS Em resumo. por ele praticado não pode ser acoima::!o de excessivo e presentação das autarquias por procuradores do estado ou procuradores emanado de falso e ilegítimo procurador. " (ar t . a conferir os poderes ou 0 mandatário para os exer~e~ e _pe o termmo do prazo ou pela conclusão do negócio. exceto as umvers1dades p~bl_1c_as estadu- mantém-se a necessidade do instrumento de mandato para tornar re. Relatora Ministra · ._ ~arte ou inter- são inscritos na OAB. . .3. O] 318 da SDI I do TST: Analisando a revogação tácita.2. por procuradores que fazem parte de seu quadro ou por do CC/02. DEJT 26. não há necessidade de tal declaração. E~ 83 TST. a ~ons­ tada por seus procuradores.04.12. ~ Est_ado e s~as _autarqwas. conforme dispõe a do ser expressa ou tácita. da União. Revogação do mandato se aplica ao Ministério Público do Trabalho. cumpre consignar que. pois este somente pode ser 0 mandato é um contrato embasado na fidúcia entre as partes. devem ser representadas em juízo. • . Por outro lado.5.2010. . a pessoa jurídica de direito público. por terem perso.0153.2009. ------------- . Julg. Tribunal Pleno.d ma das partes. que. Min. sem ressalva ~a p~·ocu­ procuradores que fazem parte de seus quadros ou por ração anterior. 110 111 ---~-----. Dje. Representação irregular. ._ O- 82 STF-Rcl8025/SP. Por fim.8. . Autarquia ros Monteiro declina: Os Estados e os Municípios não têm legitimidade para A revogação tácita pode resulcar de circunstâncias vária~: recorrer em nome das autarquias detentoras de persona.5. Emmanoel Pe- reira'. poden- administração direta (União. a constituição de novo mandatário para o mesmo nego- lidade jurídica própria.0067. na hipótese de exclusividade de representa.5. registra-se que as autarquias e fundações. vez que. DEJT 16. Atenta-se ainda para o fato de que o item li da aludida súmula não 7. como se vislumbra pela parte final da orientação em análise 83 • Quere- mos dizer. por exem. a representação das autarquias do Estado de Sao Paulo pelos procura- toriamente.0062. R osa M ana we er. só após a devida comuntcaçao ao advogados constituídos.I do TST. o TST adm1te plo. viduais. ou para o mesmo processo. Relator Ministro Luiz Philippe Vretra de Mello Filho. Rei. 6.2013. Mas.2007. concedendo poderes a advogado particular. 99 .2006. de mas o procurador deverá declarar que é exercente do cargo de pro. mudança de estado que mab1hte o mandante d 1çao eu 1 ' · Por fim. como é o caso. curador. Augusto Cesar Leite de Carvalho. quando represen. 9.8. no Estado de São Paulo. inclusive para recorrer. Eros Grau. I) · Desse modo ' considerando que a Consntwçao Federall a1s gular a representação.5.. E-RR-143100-98. não criou óbice a que 0 estado organize a sua representação process~a Pensamos. art.0020. Min. do município quando eles possuírem mandato constituído nos autos. Quinta Turma. possam representar os órgãos da adm1mstraçao _md1reta. Min. -A-RR-546800-09. por meio de seus procuradores.201 O.8. Rei. o ato De qualquer modo. além do que seus membros não podendo ser extinto no caso de revogação ou renú~cia.3.02. a representação por tais procuradores não decorre da lei. presentado por integrantes da carreira. "representar judicial e extrajudicialmente. tituição Estadual confere à Procuradoria Geral do Estado a funçao. 131) 82 . DEJT 26.15. bem c_o~o q~e ~s o~upantes da carre~ra ção do ente público por advogado público. devendo ser representadas pelos cio.2005.0039. mas pode derivar de mandato judicial. Rei. · · . antigo mandatário se considerará revogado o ~nandato anterior. é importante destacar que o TST admite are.15. será o advogado público que estará representando a União dores do estado 84 • (CF/88.

5. Min. procuração.. art. capacidade postulatória.2010.3. Juncada extemporânea das peças prazo. SDI-I do TST. o C. ' · · e lX 1sc er. na referida orientação. suspen. 3.ao autor. Inaplicabilidade patrono. Agravo regimental em agravo regimental em ~a hipótese de irregularidade de representação. lnaplicabi- Art. 86 TST. ÜISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAlS M_as num processo equivalerá à referida comunicação a J. na forma do art. Irregularidade de representação Ementa. cuja sentaçao. sem ressalva de do processo.. 7.I do TST. a partir da juntada II . Ministra Maria de Assis Calsing DE]T 5. Na fase recursal. Desconsideração. EfeitoE grau.Inadmissível na fase recursal a regularização da rep re- da no~a p~ocu:ação.stJra a !'evogação.a representação das partes. não se podem admitir os efeitos des~ p. 13.U~t:da da procuração conferida a novo procurador. 12. que é a regular representação processual. porta. 0 C. 7.. semação processual. sendo a regularidade de representação tacHa do mandato anterior. Ónus do agravante. 13 do CPC.0036.2010 Public. ret. Agravo regimental ao qual cretará a nulidade do processo. Nesse sentido. já que. pois gera nulidade do processo.REPRESENTAÇÃO PROCESSUAL - REGULARIDADE. Verificando a incapacidade processual ou a ir. cimento do recurso.Ira ~esse último o poder de representação.3. instância e não em fase recursal. a OJ 349 da aplicação se restringe ao Juízo de 1° grau.ao 'erceiro. O mesmo raciocínio aplica-se ao substabelecimento.uo. não admite a regularização da representação na aceite o m<-ndato. Pela inaplicabilidade do art.RR. TST. e não a data da outorga de poderes ao causidicosG. 13 do CPC na fase recursal.3.o~eres conferidos ao amigo patrono. 2. Nessa hipótese. sendo incabível sua regularização posterior. o juiz de. são consumativa.ão do STJ. como se verifica pelo seu texto a seguir trans.2. III . 5. ainda que o novo procurador não seara recursal. Mandato. DJe 4.11. se a providência couber: I . Public.3.OPORTUNIDADE. Preclusão consumativa do ato de o defeito. implica revogação critos no aludido artigo. II . Juntada de regularidade c. um pressuposto recursal. 13 do CPC na fase recursal.215 Rei Min FT F h DJ corribilidade.2003. faltantes. 13 do CPC 0 suspensão de tutela antecipada. 112 113 . tamento da irregularidade estão direcionadas a decretações do primeiro salva. 4.2010. Rei. o juiz. uma vez que seu ( . RECURSO . . o pressuposto objetivo de re- 85 Citação extraída da deci. há 21. marcará prazo razoável para ser sanado mo Tribunal Federal. 6. Não sendo cumprido o despacho dentro do interposição do recurso. lidade do art.festação expressa de permanência dos poderes do antig~ CPC. ou o tenha igualmente revogad 0 . Isto e. Contudo. RESP-222. 13 e 37 do sem a mani. como declina o item li da Súmula n° 383 do TST: Verifica-se.37500-81. Arts. Além disso.9. ou seja. ) mandato f01 tacltame:J. será excluído do processo.2009.te revogado. o Supre- mo Tribunal Federal tem decidido de forma reiterada. Juntada de nova procuração. Republicação: DJe 11.TST es. 87 STF -AgR-AgR/ PR. REI. reputar-se-á se nega provimento. I. Na hipótese de interposição de recurso. a interposição do recurso consuma o ~abeleceu que o que define a procuração como nova é a data da sua ato recursal. Precedentes do Supre- dendo o processo. mento de mandato outorgado à advogada subscritora do cnto: agravo regimental anteriormente interposto. Ausência do instru- p~rmlte sua regularização. Inexistência de protesto por sua oportuna apresentação. Gilmar Mendes. Fase recursal.03.ao réu.2010. a~enas o novo procurador terá poderes de repre.ss fase recursal.2000. sua ausência gerará apenas o não conhe- Atenta-se para o fato de que. que a juntada de nova procuração nos autos Súmula no 383 do TST. Ausência de res. revelia ou exclusão do terceiro A juncada de nova procuração aos autos. uma vez que as consequências do afas- Mandato. 87 revel. esse dispositivo tem incidência tão somente na 1a Orientação Jurisprudencial n° 349 da SDI . ante a preclu- JUntada aos autos. in verbis: Para o C. 5. TST não admite a incidência desse dispositivo na ExJ.

sendo analisado de forma diferente. DJ de jurisdição trabalhista. 115 114 . grave. já compulsória exigida em decorrência da utilização de um serviço pu- que tal dispositivo passou a permitir. o que signi. Marco Aurélio. 13 do CPC): juntada pectivo valor. quatro centavos) e serão calculadas: 90 Interpretando o art. 2014.6. II. o art. Rei. Fredie.". o TST Na fase de conhecimento. p. incluía a representação processua!9°. PREPARO interposição. do pagamento das custas e do re- artigo 55 7 do Código de Processo Civil. que introduziu o § 4° do (exercício da jurisdição). 896 da 8. sendo o vício de representação um vício sanável. • as custas. Rei. 3. 515 do CPC. art. sob pena de não conhecimento do recurso. já anunciávamos so. 13. que engloba: artigo 13 do Código de Processo Civil. Nos dissídios individuais e nos dissídios cole- regularização da representação em sede recursal. está-se referindo a esses pressu- Assim. AGRAVO. DJU 8. v. no art. gera a deserção do recursal. 145.06. o valor das custas processuais ve~ fixado "quando o recurso tempestivo contiver defeito formal que não se repute na sentença (CLT.64 (dez reais e sessenta e comentadas e organizadas por assunto. o disposto no O preparo é um pressuposto recursal extrínseco. arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé 88 • colhimento do depósito recursal. por isso. o recorrente estar regularmente represen- tado. • o depósito recursal. correção de defeitos processuais em sede recursal.1990. ou seja. conhecimento incidirão à base de 2% (dois por cenro). e ARTIGO 557. 77 e 79). DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. as custas processuais vêm estabelecidas (incluímos os Tribunais Regionais) poderá mandar saná-lo. no exercício da 88 STF. a possibilidade de blico específico e divisível. do CPC. arts. o Tribunal Superior do Trabalho poderá desconsiderar o vício ou a depender da fase do processo. introduzido pela Lei n° 13. § 2°. CUNHA. Min. Wllor das custas processuais CLT. CTN. para o C. TST.3. Min. nas ações e procedimentos de compe- tência da Justiça do Trabalho. impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2° do A ausência do preparo. 789. Primeira Turma.1. recursal. p. 135. Trata-se de taxa9 1. prestado ao contribuinte (CF. p. julgando o mérito". sobre o res- ainda. No processo do trabalho. 4. 89 Miessa. Élisson. devendo. 8. art. 832. Portanto.997/SP-AgR. Descabe aplicar. 515.. é obrigação. § 2°). ou seja. Correia. PRESSUPOSTOS RECURSAlS ÉL!SSON MIESSA de estar atendido no prazo assinado em lei para a própria 8. li.015/14. no suprimento de um defeito de representação (art. a doutrina entende que "é possível pensar.e art.legal. é inaplicável na fase postos recursais. Leonardo José Carneiro da. bem como nas demandas propostas perante a Justiça Estadual. Moreira alves. Se o agravo é manifestamente infun. PODIVM.276/2006. o que. do TST deverá ser alterada para admitir a Art. 8. Curso de direito processual civil: Meios de impugnação às decisões judiciais e processo nos tribunais. dado. Reforça o nosso entendimento o advento do § 11 do art. a nosso juízo. cuja incidência sempre pressupõe a fase de conhecimento. do CPC. I . Stímulas e orientações jut'isprudenciais do TST observado o mínimo de R$ 10. expressamente. 91 STF-RE 116208-2/MG. com o advento da Lei n° 11. que são devidos ao estado em razão da realização de sua atividade que. ou seja. da procuração ou juntada do estatuto social da pessoa jurídica. DIDIER Jr. ex. 683. Bahia: JusPODIVM. as custas relativas ao processo de 31.1. Bahia: Jus. Henrique. quando comentamos essa súmula89 . cimento e outro valor na fase de execução. ante a falta de pres. o qual passou a declinar que.MULTA. quando se diz que o recurso é deserto.quando houver acordo ou condenação. em tal fase. ed. será um valor na fase de conhe- mandar saná-lo. 789 da CLT: fica que a Súmula n° 383. tivos do trabalho. § 4°. As custas processuais dizem respeito ao custo financeiro do proces- No entanto. 2010. Custas processuais suposto recursal. ed.1.AI 546. o entendimento do TST deveria sofrer reparos. Portanto.

789. calculadas fixos. 789-A. as partes vencidas responde.35 (cinquenta e cinco reais e trinta e cinco centavos). 10. -lhe-á o valor e fixará o montante das custas processuais.extinção do processo sem resolução do mérito. que corresponde a 2% do valor da condenação. as custas relacionadas aos recursos têm valores rão solidariamente pelo pagamento das custas. ] 1) valor da condenação. IV. ou pelo Presidente do Tribunal. se de outra forma não 10.26 (quarenta e qua- tro reais e vinte e seis centavos). as custas se- rão pagas e comprovado o recolhimento dentro do prazo exemplo anterior 2 reclamantes faltaram à audiência inicial.quando houver extinção do processo.00.agravo de instrumento: R$ 44. III . as custas serão calculadas sobre o montante total.quando o valor for indeterminado. e vinte e seis centavos). o pagamento das custas caberá em partes iguais aos litigantes. se a condenação for de R$ 300. 116 117 . Assim.no caso de procedência do pedido formulado em ação declaratória e em ação constitutiva. 3) wlo. ensejando recursal. calculados sobre o: [ . art. ou seja. se no em julgado da decisão. III .00.1. conforme estabelece o art. Desse modo.64. VI.00. No processo de execução são devidas custas. as custas serão de R$ for convencionado. Art. sobre o valor da causa. Isso quer dizer que as custas não levarão em conta cada ponsabilidade da parte vencida (CLT. Responsabilidade pelo pagamento das custas Nas ações plúrimas. sobre o valor R$ 20. as custas incidem sobre o valor total dos pedidos (Súmula causa ao processo. um dos litisconsortes. sobre o que o a alguns reclamantes..recurso de revista: R$ 55. 4) valor que o juiz definir (quando o valor for indeterminado). isto é. da causa.. as custas quanto a eles serão calculadas § 2° Não sendo líquida a condenação. É importante destacar que o valor mínimo a ser pago é de R$ § 3° Sempre que houver acordo.improcedência dos pedidos.00. § 1°). e não sobre o valor total. 789-A. entendidas como as ações que possuem mais Por serem as custas despesas decorrentes da movimentação do Po- de um sujeito no polo ativo do processo. R$ 5. 2) valor do acordo. ] . após o trânsito origem ao arquivamento. no caso de arquivamento da reclamação em relação IV . 789. ou seja. o juízo arbitrar. sem julgamen.000. se a reclamação trabalhista plúrima to do mérito. der Judiciário. [ . No caso de recurso. 8. ou pelo Presidente do Tribunal. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS li . sempre de responsabilidade do executado e pagas ao fi- Da análise do dispositivo anterior.agravo de petição: R$ 44.. Na fase de execução. quando existir litiscon.. o pagamento das custas processuais é de res- n° 36 do TST).no caso de procedência do pedido formulado em ação declaratória e em ação constitutiva. com base na soma dos pedidos dos dois reclamantes (CLT.26 (quarenta c quatro reais . é possível extrair que as custas nal. . o arquivamento da reclamatória. as custas serão arbitradas considerando separada- juiz fixar.2. 11). art.. na hipótese de dissídio coletivo.000. Assim. ou julgado totalmente improcedente o pe- for ajuizada por 4 reclamantes. de conformidade com a seguinte tabela: são sempre no valor de 2%. seja o reclamante. Registra-se que.. tendo cada um deles o direito de receber dido. mas a soma de todos os pedidos ou dos valores seja o reclamado. d• au" { [ . ] 5) o valor arbitrado na decisão. concedidos aos reclamantes. § 4° Nos dissídios coletivos. da CLT: sobre o valor arbitrado na decisão.64 e não R$ 6. mente cada um dos reclamantes ou a soma dos reclamantes que deram § 1° As custas serão pagas pelo vencido. a legislação incumbiu seu pagamento àquele que deu sórcio ativo.

I do TST: de relação de emprego não se aplica a sucumbência recíproca (divisão Orientação Jurisprudencial n° 104 da SDI. do cálculo. cabe salientar que. Hugo Carlos Scheuer- das custas. ou isenção de custas. Custas. II e III. so de revista e agravo de instrumento independem do pagamento ime- de modo que a ausência de pagamento pelo vencido torna seu recurso diato de custas processuais. atente-se para o fato de que. consequentemente. nessa fase.I do TST. o qual deverá pagá-las após o trânsito em julgado.1. 789. tratando-se de empregado que não tenha obtido o bene. É necessário destacar que o C. na fase de execução. mesmo se o reclamante não for vencedor em todos. pois. conforme consubstan- sabilidade pelo pagamento é do reclamado (vencido). 118 119 . irem XIII. Essa é a regra. mula n° 53 do TST nas hipóteses de extinção do processo sem reso- Por fim. portanto. a res. art. ser as custas pagas ao final dos. o pagamento e a comprovação do recolhi. rei. Custas. se a procedência deles é parcial.3. valor devido a título de custas e tampouco intimação da parte para o preparo do recurso. considerado como deserto. o paga- O pagamento das custas processuais é realizado pelo vencido (su.1. do. havendo diversos pedidos nas relações de Por outro lado. no dissídio coletivo. da CLT. na hipótese de relação de trabalho. § 1°). nesse caso. somente começando a fluir seu prazo para pagamento da data da intimação do cálculo das custas. as partes vencidas responderão soli.02. SBDI-II. improcedência dos pedidos. nas ações ciado na OJ n° 104 da SDI.11. devendo. do pagamento entre as partes). conforme dispõe a Súmula n° 53 do TST: Súmula n° 53 do TST. isto é. 19. ser pagas ao final. IN n° 27/2005).3. O prazo para pagamento 92 TST-AIR0-1144-47. Pode ocorrer a inversão do ônus da sucumbência na instância i recursal. art. Ademais. na hipótese de interposição de recurso. na fase da execução. a parte deverá ser intima- oTST que: da posteriormente para pagá-las. Inversão do ônus da sucumbência mento das custas devem ocorrer dentro do prazo recursal (CLT. mento das custas será sempre de responsabilidade do executado. ação declaratória e ação fício da justiça gratuita. É que nessas hipóteses o valor das custas leva em conta o intervindo no processo responderá solidariamente pelo pagamento das valor da causa. estabelece e. por força do art. sem realizar o pagamento das custas processuais. então. TST não admite a aplicação da Sú- dariamente pelo pagamento das custas. lução do mérito. não houve fixação ou cálculo do É necessário atentar para o fato de que. não sendo.2011. do seu pagamento se dar no final do processo CLT. Nessa hipótese. a respon. ou seja. Inexistência de deserção Contudo. não havendo intimação da conta. 8. isto é. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS É interessante notar que. Min. no caso de recurso.5. No entanto. das custas processuais. recur- das custas passa a ser considerado um pressuposto recursal extrínseco. 93 Instrução Normativa no 20 do TST. 789-A. deven- cumbente). caput). valor da condenação. o pagamento Isso significa que. a interposição do agravo de petição. Condenação acrescida. quando as custas não são expressamente calculadas e não há intimação da parte para o preparo do recurso.2013 (Informativo n° 67). o que significa custas devidas. que seu montante decorre da própria lei. deven- haverá sucumbência recíproca. poderá recorrer emprego.1. ' ' 789. Momento de pagamento Por fim.0000. as custas ponsabilidade pelo pagamento é sempre do executado. sendo omissa a decisão quanto ao valor da condenação torna-se vencida na segunda instância. um pressuposto recursal 93 • Portanto. a parte que era vencedora na primeira instância Contudo. as custas serão divididas propor- Não caracteriza deserção a hipótese em que. acrescido o cionalmente entre as partes (TST. não dependendo da decisão judicial para sua delimitação 92 • 8. é contado da intimação mann. o sindicato que houver constitutiva. existindo cumulação de pedi.

000.Guia de Referência de Recolhimento da União94 . O TRT reforma a sentença e condena a servando-se as diretrizes da Instrução Normativa n° 20/2002 do TST. lZO 1Z1 . Depósito recursal e custas. sentido. Ocorrência Exemplo: João ajuíza reclamação trabalhista em face da empresa Ocorre deserção do recurso pelo recolhimento insuficien- Z postulando o reconhecimento do vínculo e o pagamento das verbas te das custas e do depósito recursal. de modo pendentemente de intimação. inde. deverá pagar as custas declinadas na sentença. no caso de inversão do ônus da sucumbência. No entanto. ainda que a diferença rescisórias. descabe um novo pagamento mento das custas processuais somente será um pressuposto recursal pela parte vencida. deixando 8. mas aqui o ven. em decorrência de sucumbente. se quando não tiver ocorrido o pagamento anterior. no valor de R$ 200. É necessário que o recorrente comprove o pagamento das custas processuais. ocorrerá a deserção do recurso. mas há concessão dos beneficios comprovar o recolhimento até o 8° dia. da justiça gratuita. Seus o recurso for interposto.00. O TRT dá provimento ao recurso ordinário e reforma integralmente a sentença. ob- beneficios da justiça gratuita. exclusivamente.000. João. art. A empresa Z recorre e efetua o pagamento das custas declinadas na sentença. empresa ao pagamento de adicional noturno e do 13° salário. Deverá no fim do processo.5. ou na hipótese de majoração da condenação. Caso a empresa Y tenha interesse de recorrer ao TST. referentes a centavos. referente a valor à condenação de R$ 10. independentemente de intimação. isto é. Diferença ínfima. havendo pagamento inferior ao devido.GP. como não houve tiva n° 20 do TST. deverá reembolsar a parte então vencida (Súmula n° 25 do TST).1.4. está obrigada. ao recorrer.SG.00. sem acréscimo ou atualização do valor das custas e se estas já Portanto. 789. ficando as custas no montante centavos. com o trânsito em julgado. por meio e não recolhe as custas porque está isenta de seu pagamento. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS I) a parte vencedora na primeira instância. não deverá pagar as custas recursais para interpor o recurso de custas fixadas na sentença originária. das quais ficara isenta a revista. mesmo que em valores das custas declinado na sentença. ressarcir a quantia (OJ n° 186 da SDI-I do TST). mesmo não sendo beneficiário da justiça da. Deserção. o qual conhece do 94 Ato conjunto no 21/TST.CSJT. dando em relação ao "quantum'' devido seja ínfima. no 6° dia. mas nega-lhe provimento. Nessa hipótese. João recorre de revista ao TST. recurso. de 7 de dezembro 2010 e Instrução Norma- recurso. de R$ 200. Exemplo: Carla ajuíza reclamação trabalhista em face da empresa ainda que o recurso seja interposto antecipadamente. dentro do prazo alusivo ao recurso (CLT. por entender que João era traba- lhador autônomo. porque já é de seu conhecimento o valor que.00.I do TST. O primeiro caso diz respeito à inversão do ônus da sucumbência 8. empresa Z do pagamento das custas realizado no recurso ordinário. Desse modo. majoração da sentença. Comprovação do pagamento das custas processuais quando o inicialmente vencido é isento do pagamento das custas pro- cessuais no recurso. A sentença julga procedentes os pedidos da inicial. o paga- foram devidamente recolhidas. conside- rando que o valor da causa era de R$ 15. 2) no caso de inversão do ônus da sucumbência em segundo grau.00. há inversão da sucumbência. Diferença no pagamento e complementação das custas de fixar o valor da condenação. Carla recorre ao TRT O recolhimento das custas dever ser feito. isenção. o recorrente poderá pedidos são julgados improcedentes. ante os de Guia GRU . a pagar as gratuita. ínfimos. § 1°). O pagamento das custas processuais deve ser integral. por exemplo. a OJ n° 140 da SDI-I do TST: cido pagou as custas processuais no momento da interposição de seu Orientação Jurisprudencial n° 140 da SDI. Nesse Já no segundo caso. fixando o valor das custas em R$ 300.1. se Y postulando o pagamento de adicional noturno e do 13° salário.00. se vencida na segun.

os estados. Contudo. art. de que em toda decisão deverá constar o valor a ser pago de custas pro. Diante disso. § 2°. Contudo. 2009. § 3°. começaram a flexibilizar a exigência do preparo 790.060/50. a 5. no caput do art. § 2°. permitindo que as partes sempre recolham valores inferiores O benefício da justiça gratuita pode ser requerido em ao incontroversamente previsto e interfiram no trâmite previsto pelo legislador". Melhor explicando. o benefício da justiça gratuita poderá ser requerido pectivas autarquias e fundações públicas federais.' 123 . 511. portanto. Com efeito. ed. 8. 790-A. as custas 5) a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Decreto-Lei processuais no processo civil eram calculadas pelo juízo. integral. Justiça gratuita. estaduais ou e concedido em qualquer tempo. não alterou seu regime de cálculo das custas pro- cessuais. o TST fez uma ressalva quanto ao seu requerimento na fase recursal. § 2°). mesmo no processo civil. o Distrito Federal.1. Flávio Cheiro.060/50. dando origem assim ao art. 8. estabelece. 6° da Lei n° 1. concedendo prazo para complementação. art.604/70). qualquer tempo ou grau de jurisdição. responsabilidade pelo cálculo das custas processuais passou a ser in- cumbência das próprias partes. essa nova realidade. da CLT. a parte deverá afirmar seu estado de cessuais (CLT. entretanto. sensíveis a O benefício da justiça gratuita encontra-se regulamentado no art. 511. a aplicação do art. até o advento da Lei n° 8. seja o requerimento formulado no prazo alusivo Paulo: Editora Revista dos Tribunais. Defender posição contrária. razão pela qual a parte sabe com exatidão qual o montante a direito à conclusão de que o benefício somente poderá ser postulado na ser pago. do CPC95 • petição inicial. mantendo a norma cogente dirigida ao magistrado. Requerimento de isenção de despesas mentação deva ser irrestrita. do CPC recursal. processuais.756/98. podendo. Declina a CLT que referido benefício poderá ser concedido a re- querimento ou de ofício pelo juiz em qualquer instância.. tornando-se frequente os erros na for. como se pode verificar pelas lições do doutrinador Orientação Jurisprudencial n° 269 da SDI. 832.060/50. art. pode levar o aplicador do da decisão. os tribunais. 122 . p. I). 511. II). § 3°). 511. significa ir à con- tramão da reforma. municipais que não explorem atividade econômica (CLT. interpretando-se sistematicamente os arts. os municípios e res.060/50 permite sua postulação no Estão isentos do pagamento das custas processuais: curso do processo. § 2° e 789. Portanto. Flávio Cheiro Jorge: "O que não nos parece ser possível defender é que a comple.6. sendo a par. No entanto. no prazo de 5 dias. 6. Lei n° 1. admitindo-o apenas quando formulado dentro do prazo 95 Salienta-se que. na seara trabalhista. 1) o beneficiário da justiça gratuita (CLT. desde que. Beneficiário da justiça gratuita mulação do cálculo das custas. Isenção do pagamento das custas É por isso que o art. bem como na Lei n° 1. É o que dispõe a OJ 269 da SDI-I do TST: não tem aplicação irrestrita. após a vigência da referida lei.1. 195. ·. A CLT. não incidindo assim o art. do CPC. Teoria geral dos recursos cíveis. rev. 4°. por meio da Lei n° 9. o benefício da justiça gratuita é fruto do es- tado econômico da parte. no 509/69) e o Hospital das Clínicas de Porto Alegre (Lei no te intimada do seu valor. 4. Esse a responsabilidade pelo cálculo das custas processuais é do órgão prolator dispositivo. na fase JORGE. ÉLISSON MJESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS Isso ocorre porque a forma de definição das custas processuais no 3) o Ministério Público do Trabalho (CLT. 790. por sua vez. art. caso interpretado isoladamente. miserabilidade por simples manifestação na própria petição inicial. para fazer jus ao benefício. atuaL e ampl. atingindo até mesmo aquelas situações onde a legis. no sentido A Lei n° 1. as missões diplomáticas e repartições art.I do TST. 790-A. advir a qualquer tempo. Momento oportuno lação local estabeleça um valor fixo. ao recurso. § 2°. § 2°. que. São recursal. processo do trabalho é diversa da do processo civil. do CPC.1. 4° e 6° da 2) a União. que permite a complementação do pagamento consulares (Convenções de Viena de 1961 e 1963).950/94. não se aplicando o 4) os Estados estrangeiros.

O mesmo caminho trilhou visto. Ayres Brito.o conhecido por ausência do pagamento das cus. parágrafo único). Crea).2008. sob pena de jurisprudencial e. Diante disso. mite o pagamento das custas e sua comprovação nos autos dentro do qual seja. Aplicação. Min. Autarquia. parte da doutrina passou a defender a in- É importante destacar que isso não significa que o benefício da constitucionalidade do referido parágrafo único. 790. nem exime as pessoas jurídicas de direito público da obriga- primeiro grau denega seguimento ao recurso. jurídica. o STF reconheceu que tais conselhos têm natureza de autarquias. seja postulado no prazo alusivo ao recurso. condenando o reclamante ao Nos termos do art. requerendo nesta oportunidade o benefício da justiça gra- tuita. Os conselhos de fiscalização do exercício pro- fissional constituem autarquias especiais instituídas pelo Atenta-se ainda para o fato de que o art.2011.1. a isenção não pagamento das custas processuais. DJe Divulg 05. sais diferenciados e a submissão ao precatório96 • Exemplo: Sentença não reconhece o vínculo de emprego e. prejudicando assim os demais atos proces.RIO GRANDE DO SUL. ficará mantida a deserção do recurso ordinário sional. conheceu dos embargos.10. ante a deserção. como não houve pagamento das custas processuais Contudo. As empresas públicas e as sociedades de economia mista.2010. Privilégios do Decreto-Lei 11° 779169.2011. no mérito.11. tas processuais (deserção).10. inclusive no que diz posição. Agora o que precisa ficar claro é que a concessão doTST: do benefício depois do vencimento do prazo recursal será incapaz de Conselho de fiscalização do exercício profissional. § 1°. no caso das entidades fiscalizadoras do exercício profis- no momento adequado. parágrafo único. não estão isentas do pagamento das custas (Súmula n° 170 do o acórdão Min. inclusive o C. por divergência fase recursal. necessariamente. respeito à dispensa de recolhimento de custas processuais e de depósito recursal e à concessão de prazo em dobro Do exposto. a SBDI-I. da CLT per. 8. Sendo assim. Tribunal Pleno. conse. Natureza restaurar o recurso nã. no momento de sua inter- que trata o Decreto-Lei n° 779/69.6. a eles se aplicam os privilégios de prazo do recurso e não. Aloysio Corrêa da Veiga. por maioria.2. No entanto. quan- das na decisão é um pressuposto recursal. 124 125 . Redator p/ gra. requerer o benefício da justiça gratuita no prazo alusivo ao recurso. Public 06. prejudicando a análise do agravo de instrumento. este será julgado deserto. desde que. art. o reclamante interpõe alcança as entidades fiscalizadoras do exercício profissional (por exem- recurso ordinário sem o recolhimento das custas processuais. o STF e o TST têm admitido que tais empresas. 6.12. por criar discrimina- justiça gratuita não poderá ser concedido após o prazo recursal.2013 (Informativo n° 66). TST). Assim. Entidades fiscalizadoras do exercício profissional quentemente. se a parte não do prestadoras de serviço público em ambiente não concorrendal. Nesse contexto. Como ção entre entidades com mesma natureza. sendo dotados de personalidade jurídica de direito público (ADin n° 1717/DF). 789. 790-A. fiscalizar o exercício das profissões correspon- dentes. TST. os prazos recur- suais. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS Isso ocorre porque o pagamento das custas processuais estabeleci. como se verifica pelo julgado extraído do informativo n° 44 após o prazo recursal. tenham todas as prerrogativas das pessoas jurídicas de direito público. Julgamento: 16. ele pode ser requerido e concedido a qualquer tempo. Com esse entendimento. como re- STF-RE 580264 I RS .3. Nesse caso. as horas extras postuladas. O juiz de plo. SBDI-I. por ser requerido e concedido em qualquer fase processual. inclusive a isenção do pagamento de custas processuais.5. Estado para a consecução de um fim de interesse público. conclui-se que o benefício da justiça gratuita poderá para recorrer. 8. na unanimidade. ordinário.1.04. Empresas públicas e sociedades de economia mista 96 TST-E-ED-RR-115400-27. 14. negou-lhes deserção. Dessa forma. ção de reembolsar as despesas judiciais realizadas pela parte vencedora o reclamante interpõe agravo de instrumento para destrancar o recurso (CLT. rei. da CLT.0008.

SBDI-1. 18 da Lei numerário. devendo em seguida expedir ofício ao juízo cas não federais. as quais estão submetidas a um regime diferenciado de 6°. § 2°. José Roberto Freire Pimenta e Alexandre de Souza processais durante o curso do processo. 1° da Lei falimentar para inscrever tais créditos no quadro geral de credores (art. 789. o C. cesso do trabalho. Tal de credores. no prazo para interposição do recurso. Deserção. § 1°.4. Noutras palavras. na liquidação Dessa forma. no pro- 97 TST-E-RR-26500-89. Massa falida. ed. 790-A da de pagamento de custas ou de depósito do valor da con- CLT. sob pena de deserção do recurso interposto. as custas processuais não serão um pressuposto recursal. pois a disponibilização do numerário não será cessuais. Sérgio Pinto. Nesse sentido.1.2013. devendo seu montante ser Agra Belmonte 97 • incluído no quadro geral de credores. fazendo surgir o juízo universal não estendeu a isenção para a hipótese de liquidação extrajudicial. que é interesse de todos os credores. Ocorre.rios. TST. inclusive dos à liquidação extrajudicial. cança as entidades fiscalizadoras do exercício profissional. rel. para o TST. mas de- Desse modo. as entidades financeiras. a isenção do pagamento das custas al- verão ser pagas no fim do processo no juízo falimentar. execução concursal de natureza extrajudicial. João Oreste Dalazen. 55. extrajudicial não há indisponibilidade imediata dos bens da entidade cessuais. Depósito em caso de litigância de má-fé do processo o juiz do trabalho expedirá ofício ao juízo falimentar soli- citando reserva de valor para pagamento dos créditos do trabalhador e Ao disciplinar as multas impostas por má-fé. da Lei 11.024/74). 127 126 . como se verifica pela súmula em destaque.TST. parte contrária (CPC. no entanto. em liquidação extrajudicial. dependendo do juízo falimentar para a disponibilização de qualquer Com efeito. no entender do C.04. que a falência afasta a possibilidade de dispo. Vencidos os Ministros Renato de Lacerda Paiva. de modo que a Justiça do Trabalho tem competência para liquidação é utilizada pelas "instituições financeiras privadas e as públi- apurar o crédito obreiro. inclusive em relação a salá. dificultando assim a defesa do pa- Portanto. todavia. por certo fará com que financeira. art. o Código de Processo Civil descreve que elas serão consideradas como custas e reverterão à inclusive das custas processuais. "o pagamento das custas representaria a cessuais. não se aplica à empresa não ficou isenta do pagamento das custas processuais. p. que no fim 8.2009. recursal. 7. Central do Brasil. PRESSUPOSTOS RECU:tSAIS ÉLISSON MIESSA Assim. que vêm em primeiro lugar" 98 • É evidente. curso. n° 6. conquanto o art.024/64 preveja a suspensão das ações em curso. Isso quer dizer que a Justiça do Traba. para o C. Entretanto.101/05). Massa falida e empresas em liquidação extrajudicial em liquidação extrajudicial Não ocorre deserção de recurso da ma.5. 35). inversão de ordem de preferência na falência. A propósito. Súmula no 86 do TST. TST sição fracionada dos bens do devedor. a multa por litigância de má-fé é um pressuposto 25. quando submetidas trimônio da massa. porque equi- a Súmula 86 do TST: paradas às autarquias. Esse privilégio. liberada dentro do prazo recursal. Min.1. Justifica-se tal posicionamento. São Paulo: Atlas. da 2010. Pela análise desse dispositivo é possível extrair que a massa falida denação. a massa falida está dispensada do pagamento das custas provimento. razão pela qual poderá realizar o pagamento das custas pro- o recurso seja deserto. estão sujeitas ao pagamento das custas pro- trabalhadores. 8. devendo ser previamente recolhida para a interposição do re- 98 MARTINS. Com base nesse dispositivo. porém. assim como as cooperativas de crédito" (art. Empresa 8. Comentários às Súmulas do TST. uma vez que o art.>sa falida por falta A isenção das custas processuais vem estabelecida no art. que é dirigida pelo Banco lho fica limitada à condenação e à quantificação do montante devido.0022. para a massa falida. a expedição de ofício para pagamento das custas pro. n° 6. parte da doutrina admite que.8.

ou seja. Assim. ed. o art. não se aplicando. ela seria um pressuposto recursal. não cumprimento da obrigação específica. o C. entanto. 2008. Pressupos. Dessa suposto objetivo para interposição dos recursos de na- tureza trabalhista. não sendo assim um pressuposto declaratórias. ficando a condenação pecuniária em segundo plano. Não tem. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS CLT impõe o recolhimento das custas processuais em caso de recurso. entendeu que a multa por litigância de É disciplinado no art.2. Isso porque a CLT tem regramento próprio sobre as custas doTST. 128 129 . portanto. e não fazer. pois. a OJ 409 da SDI-1 do TST: sito deverá ser exigido nas obrigações de fazer e não fazer.. astreintes e porque elas podem ser convalidadas em perdas e danos. sob [. e Paulo: Malheiros Editores Ltda. não é pres. Recolhimento. O depósito recursal consiste em pressuposto recursal extrínseco cursal. p. Em decorrência de sua natureza. p. Condenação a paga- manobras desleais podem decorrer de maquinações do mento em pecúnia advogado e não da parte: ela paga sempre pela deslealda. 322. Commtdrios às súmulas do TST 9. mas sim de garantia de execução. Essa opção legislativa tem o mérito do sensato equilíbrio porque as Súmula no 161 do TST. 18 do CPC. sendo a multa por litigância de má-fé de custas processu. 35 do CPC supletivamente. Com efeito. ou seja. Francisco Antônio de. Nesse sentido.1. art. recursal extrínseco.I do TST. 8. 789 da CLT. 2009. § 1°. disciplinando-a. 40 da má-fé não pode ser considerada como custas processuais na seara tra. no entanto. v. o TST entendeu que obrigar a realização do depósito recursal nes- CPC como fonte subsidiária. na Justiça do sa hipótese seria garantir execução condicional. uma vez que. atual. São 100 OLIVEIRA. 899.2. imposta pelo o fundamento de que exigir tal depósito nas demais condenações seria art. em seu possível direito 99 É interessante destacar que parte da doutrina entende que o depó- Nesse sentido. 789 do CLT. processuais descritas no art. as custas estão reguladas pelo art. portanto. é pecunidria e não garantir execução futura inexistente. e 557. mas não fica desfalcada depósito de que rratam os §§ 1° e 2° do arr. Instituições de direito processuaL civiL. bem como no art. condicionada ao Trabalho. pois. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. Inexigibilidade fazer e não fazer possam ser revertidas em perdas e danos. ] a sanção à deslealdade processual. descabe o de do mandatário (CC. destinado a garantir o sucesso de futura execução. Depósito. Se não há condenação a pagamento em pecúnia. referida con- O recolhimento do valor da multa imposta por litigância versão é supletiva. como um pressuposto re. declina a Súmula. 3 5 do forma. A propósito. 899 da CLT. posto que a condena- ção somente poderá advir quando do julgamento da ação principal" 100 • 99 DINAMARCO. ais. não há necessidade "de depósito no caso de recurso ordinário interposto de sentença prolatada em ação cautelar. Assim. No Multa por litigância de má-fé. priva a parte das normais oportunidades de prosseguir n° 161 do TST: participando do processo e defendendo-se. o que não pode ser admitido. o fez de forma expressa como se Como visto. leciona o doutrinador Dinamarco: que ele é obrigatório tão somente nas condenações em pecúnia. parágrafo único. § 2°. a natureza jurídica do depósito recursal é de garantir verifica pelos artigos 538. Depósito recursal sob pena de deserção. 2. quando o CPC quis criar 8. da CLT. O C. futura execução. o TST não admite tal tese. é desnecessário o recolhimento da multa por litigância Assim. a condenação primária é a obrigação de fazer de má-fé. em razão das Orientação Jurisprudencial n° 409 da SDI. rev. ambos do CPC. TST. nos termos do are.. 271. 6. resta inaplicável o art. Lei n° 8. sendo regulamentado pela Instrução Normativa n° 3 balhista. Além disso.177/91. não é exigível o depósito recursal nas sentenças meramente de má-fé na interposição do recurso. 679). mesmo que as obrigações de to recursal. TST estabeleceu Além disso. constitutivas e condenatórias que não sejam em pecúnia. Cândido Rangel. ed. 17 do Código de Processo Civil. natureza de taxa. Ações que exigem o depósito recursal multa como pressuposto processual.

o valor da condenação.É ônus da parte recorrente efetuar o depósito legal.00. decorrente da ampliação da competência da Justiça do Trabalho pela EC n° 45/04.00 para depósito recursal no recurso Pensamos.00 (teto da condenação). total da condenação. até que se alcance o valor da vendo efetuar o recolhimento do depósito recursal no montante de R$ 5.2. • teto legal: somente é invocado se o valor da condenação for su. 2°). "c"). pois ambos os depósitos alcançaram o não se considerando o valor do teto legal.000. será devida complementação de 10. in- juízo prolator da decisão arbitrará novo valor à condenação.000. de- Desse modo. ou seja. agora no valor de R$ legal. o que sig- I I ·I nifica que o empregado jamais terá que recolhê-lo. ou seja. observado o valor nominal remanescen.00. O depósito recursal somente é exigido do empregador.00 (teto legal do depósito recursal). a exigibilidade de depósito ou complementação do já depositado. tendo como valor da condenação o tida.000. para sob pena de deserção. importe de R$ 12. art. a inter. uma vez que futura execução já está totalmente garan. ção de emprego. Caso seu recurso não seja provido no TRT e pretenda O depósito recursal possui um teto máximo. o depósito é sempre exigível. nenhum de. provido no TRT e pretenda recorrer de revista ao TS1~ deverá efetuar Caso o valor constante do primeiro depósito. definindo a sentença como valor da condenação o importe de R$ denados (TST-IN n° 27/2005. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS 8. o I. valor total da condenação.000. pois ambos os depósitos não alcançaram o valor depósito em recurso posterior. provido no TRT e pretenda recorrer de revista ao TS1~ deverá efetuar • valor da condenação: caso o valor da condenação seja inferior novo depósito recursal para esse último recurso. Exemplo 3: Empresa X é condenada ao pagamento de horas ex·· tras e adicional de periculosidade. Atingido o valor da condenação. exceto se o 5. 7. totalizaram R$ 15. seja do prestador do serviço.2.00. Wllor do depósito recursal R$ 4. tras. Caso seu recurso não seja valor da condenação vier a ser ampliado. I. ' nenhum depósito mais é exigido para qualquer recurso.00 (teto legal). hipote- ticamente. Nesse caso. porém.000.00. do TST: 3. A empresa interpõe recurso ordinário.000. quer para tegralmente. agora no valor de R$ ao teto legal. Exemplo 2: Empresa X é condenada ao pagamento de horas ex- perior ao valor estabelecido anualmente por ato do presidente tras e adicional de periculosidade. ou seja. dispõe a Súmula no 128. seja inferior ao da condenação. vendo efetuar o recolhimento do depósito recursal no montante de R$ pósito será exigido nos recursos das decisões posteriores. seja do Exemplo 1: Empresa X é condenada ao pagamento de horas ex- tomador. depositado o valor total da condenação. l 130 131 . A empresa interpõe recurso ordinário devendo efetuar ore- colhimento do depósito recursal até o limite da condenação. seja do sindicato. Nesse caso.3. Súmula n° 128 do TST. quando con. que pode ser legal ou recorrer de revista ao TST. 8. Sujeitos que devem recolher o depósito recursal o caso de recurso subsequente. posição de recursos posteriores não está submetida ao depósito recursal.000. quer para liberação do valor excedente decorrente da redução da condenação. A empresa interpõe recurso ordinário. não deverá efetuar novo depósito recursal para esse último recurso. te da condenação e/ou os limites legais para cada novo recurso (TST-IN No mesmo sentido. a cada recurso inter. de- posto exige-se o depósito recursal.00 (teto legal do depósito recursal). efetuado no limite novo depósito recursal para esse último recurso. Para facilitar a compreensão. 4. importe de R$ 20.00 para o recurso de revista. o valor de R$ 5.000.000.000.00.2. totalizaram R$ 12. exemplificaremos utilizando.000.00.000. e R$ 10. Caso seu recurso não seja condenação. tendo como valor da condenação o do TST (TST-IN n° 3/93). Depósito Recursal Havendo acréscimo ou redução da condenação em grau recursal. na hipótese de ação que não envolva rela- ordinário. que. em relação a cada novo recurso interposto. li. o depósito recursal será no valor da condenação.

Caso a empresa pretenda apresentar agravo de petição.00. que não tem natureza no julgamento de impugnação de liquidação de sentença que corrige recursal. atentatório à dignidade da Justiça. isto 8. sob pena de se garantir duplamente a execução. quan- Insta salientar que o depósito recursal será exigido nessa fase quan. In: ROCHA. apli- do houver majoração do valor do débito. ed.8. te das custas e do depósito recursal. 2. porque não levou em conta os pa- Ocorrência râmetros da condenação. por exemplo. na fase executiva. havendo pagamento inferior ao devido. o depósito recursal tem como Consigna-se que majoritariamente não se admite como ampliàção objetivo a garantia de futura execução.971. deverá efetuar o depósito recursal no valor da majoração. da Justiça do Trabalho por ato do presidente do Tribunal Superior do Trabalho. porém. Depósito recursal e custas.3.83 II -Garantido o juízo. exige-se a complementação • recurso em ação rescisória: R$ 14. 132.I do TST. Nesse sentido. exigido no agravo de petição ou recurso de revista na execução. Diferença ínfima. por sua vez.000. portanto. referente a majorando a execução em R$ 3.2014. do crédito definido no título executivo é que exige garantia" 102 . os embargos da empresa e procedente a impugnação do reclamante.00. referentes a centavos. como ocorre. do não houver garantia integral do juízo. de R$ 3.00. deverá ser tas processuais.00) e interpõe embargos à execução. se o processo já esti. Com efeito.971. valor de R$ 11.65 101 • da garantia do juízo. por um ano. ainda que a diferença em relação ao "quantum" devido seja ínfima. Andréa Pressas. é anualmente revisto com base no INPC. João (org. Em sentido contrário: Leonardo Borges. Recursos no processo do trabalho. Deserção.485. o juízo determina que a em- valores ínfimos. podendo ser verificado na Instrução Normativa n° 3/93 do TST. a exigência de • recurso de revista. o depósito recursal será pio da legalidade e do contraditório. 2009. ou seja. 5° da CF/1988. igualmente ao verificado no pagamento das cus. Nesse sentido. o item li da Súmula n° 128 do TST: • recurso ordinário: R$ 7. o teto legal do depósito recursal está estabelecido nos Repete-se. o recolhimento do depósito recursal deve ser integral. Como já explanado anteriormente. 8. Nessa hipótese. devendo o depósito ser seguintes valores: no valor integral da majoração. registra-se que. depósito para recorrer de qualquer decisão viola os in- nário: R$ 14. portanto.000. Júlio César. Súmulas do TST comentadas. 101 Esses valores têm vigência. 132 133 . a contar de 1. 2011. O teto máximo 102 BEBBER. embargos de divergência e recurso extraordi. o depósito recursal será no valor integral da majoração não tendo. a OJ n° 140 da SDI-I do TST: A empresa garante o juízo apresentando bens no valor da execução (R$ Orientação Jurisprudencial n° 140 da SOl. Depósito na fase de execução é. o juiz julga improcedentes Ocorre deserção do recurso pelo recolhimento insuficien. ferindo assim o princí- Por fim. define a execução no centavos. elevação do valor do débito.000. obrigatoriamente em dinheiro. presa X pague ou garanta a execução no valor liquidado de R$ 8 .000. Rio de Janeiro: Elsevier. não se admitindo a penhora de bens. teto legal. Tal depósito recursal. ocorrerá a deserção do recurso. mesmo que em Exemplificamos: Iniciada a execução.2. cação na interposição de embargos à execução. 184.00. a conta e amplia a condenação. pois somente "o acréscimo no valor não há falar em exigência do depósito recursal para o agravo de petição. da condenação a imposição de multas por litigância de má-fé e ato ver na fase executiva e contar com garantia integral do juízo (penhora). assim como nos demais recursos. nessa hipótese não há teto legal. Havendo. não tendo. na fase executória.). O reclamante. p. de modo que. São Paulo: L"fr. Ressalta-se que. impugna a sentença de liquidação. No julgamento.65 cisos II e LV do art. ALVES NETO.000. sendo publicado no Diário Eletrônico p. PRESSUPOSTOS RECURSAIS tLISSON MIESSA Atualmente.

Quanto ao recurso adesivo. o depósito recursal. A propósito. da CLT. Depósito na condenação solidária 8. nesse caso. a 134 135 ~-----------------------·--~~-~-r-. ser-lhe-á devolvido o depósito. Na hipótese de agravo de instrumento. "f"). V) subsistindo assim a garantia da execução. por fim.. ilegitimidade de parte). a dívida é una. que não haverá do depósito recursal (TST-IN n° 3. pria responsabilidade solidária. Assim. mas im. consubstanciada nas suas súmulas ou em orientação jurispru- dencial. devendo comprovar o seu recolhimento no ato da interposição depósito recursal por ambos os litisconsortes. cisão que contraria a jurisprudência uniforme do Tribunal Superior do 8. art. Registra-se. Nas reclamatórias plúrimas e nas ações em que houver substituição conforme dispõe o art.. na responsabilidade s~lidária 103 . se no recurso um dos litisconsortes pede a exclusão do Embargos para a SDI Embargos infringentes no TST processo (ex. ha. Depósito na reclamação plúrima e na substit:uição processual Trabalho. 8. porque.6. 894. a mesma sistemática deverá ser aplicada no caso de respon- a finalidade de destrancar recurso de revista que se insurge contra de- sabilidade subsidiária. que. quando o agravo de instrumento tiver execução). ele deverá observar as mesmas regras do Pensamos. art. Portanto. se. 11. 103 Exemplo: grupo econômico. pela observação do parágrafo anterior. ponderá a 50% do valor do depósito do recurso que se pretende des- vendo discussão da própria responsabilidade solidária. processual.5. -•- . o que frustraria o objetivo da *.•. 899. Depósito recursal no agravo de instrumento procedência dos pedidos do autor quanto a um dos litigantes passivo. assim. não haverá obrigatoriedade de se efetuar o depósito recursal. sendo descabido. recurso principal. 899. arr. por se tratar de matéria de mérito. Recursos que exigem o depósito recursal O C. há interesses conflitantes entre normativa que rem natureza consriruriva-disposiriva. Exige depósito réc~sal Não exige depósito recursàl Isso ocorre. de modo que esse entendimento não se aplica aos demais recursos trancados.4. Como esse recurso está ligado ao dissídio coletivo. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS 8. Portanto. podemos es- "havendo condenação solidária de duas ou mais empresas.2. não remos decisão os litisconsortes.1. por exemplo. que tal exigência persiste quando se discute a pró. quando a empresa que efetuou o depósito não pleiteia sua exclusão da lide". § 7°. nesse último caso. devendo ser considerados como litigantes distintos condenatória em pecúnia. o Recurso de revista Embargos de declaração depósito recursal efetuado por um dos litisconsortes torna eficaz a fina. 899. utilizando-se desse raciocínio (garantia da Atenta-se para o fato de que. o recurso ordinário é trancado. a garantia da execução é imposta (divergência) (CLT.. Desse modo. art. no item III da Súmula n° 128 do TST. ele busca impugnar sentença norma. . não estiver garantido o juízo se já estiver garantido o juízo Agravo de instrumento Agravo regimental e/ou interno Contudo. pois. o qual será levado em conta para o atendimento da exigência legal Percebe-se. o depósito recursal corres- permitindo também o levantamento do depósito recursal. pois. TST. § 8°. se eventualmente for deferida a exclusão Recurso extraordinário Recurso ordinário em dissídio coletivo daquele que fez o depósito recursal. será necessário o trancar. § 1°): garantir a execução.2. do recurso (CLT. quando Agravo de petição. a decisão judicial deverá arbitrar o valor total da condena- ção. lidade da norma (CLT. declina que Quanto aos recursos que exigem o depósito recursal. 6.2. (CPC. da CLT). Recurso ordinário Pedido de revisão podendo o credor exigi-la de qualquer dos devedores.2. não haverá exclusão do litisconsórcio do processo. não (TST-IN n° 3. 48). ainda. I)* a ambos os litisconsortes. obrigatoriedade do depósito apenas quando se tratar de recurso de re- vista. o depósito quematizá-los da seguinte forma: recursal efetuado por uma delas aproveita as demais. mesmo que a sentença contrarie jurisprudência uniforme do TST. Agravo de petição.

PRESSUPOSTOS RECURSAIS
ÉLISSON MIESSA

interposição do agravo de instrumento estará condicionada ao depósito petição inicial da ação rescisória, enquanto o depósito recursal é pres-
suposto recursal, ou seja, condição de admissibilidade do recurso. Com
recursal.
efeito, na ação rescisória, além do depósito de 20% do valor da causa
Há de se destacar que o TST no ato normativo n° 491/SEGJUD. estabelecido no art. 836 da CLT, também será obrigatório o depósito
GP, de 23 de setembro de 2014, estabeleceu em seu art. 23: recursal quando for julgado procedente o pedido da ação rescisória e
Art. 23. A dispensa de depósito recursal a que se refere o imposta condenação em pecúnia.
§ 8° do artigo 899 da CLT não será aplicável aos casos
em que o agravo de instrumento se refira a uma parcela Insta salientar que ação rescisória possui dois momentos bem distin-
de condenação, pelo menos, que não seja objeto de argui- tos: o juízo rescindendo e o juízo rescisório. No primeiro, busca-se a des-
ção de contrariedade a súmula ou a orientação jurispru- constituição da decisão transitada em julgado, tendo, portanto, natureza
dencial do Tribunal Superior do Trabalho. constitutiva negativa. No segundo, haverá novo julgamento sobre a ma-
Parágrafo único. Quando a arguição a que se refere o téria, objeto de análise da sentença rescindida, tendo a mesma natureza
caput deste artigo revelar-se manifestamente infundada, da ação originária, ou seja, constitutiva, declaratória, condenatória, man-
temerária ou artificiosa, o agravo de instrumento será damental e executiva lato sensu. Em outros termos, primeiro desconstitui-
considerado deserto.
-se o julgado para, em seguida, proferir outro julgamento. Em alguns
Com efeito, somente haverá dispensa do depósito recursal se o re- casos, porém, tem-se apenas a desconstituição da decisão transitada em
curso de revista trancado tiver, integralmente, como objeto a contra- julgado, não havendo necessidade de novo julgamento, como ocorre, por
riedade de súmula ou de orientação jurisprudencial. Ademais, mesmo exemplo, quando há ação rescisória por violação à coisa julgada (CPC,
nessa hipótese, caso o recurso seja manifestamente infundado, temerá- art. 485, IV). Nessa hipótese, rescindida a decisão que violou a coisa jul-
rio ou artificioso, o agravo será considerado deserto. gada, não há que se falar em novo julgamento.
Ess~ § 8° do art. 899 da CLT foi introduzido pela Lei 13.015/14, Assim, havendo apenas o juízo rescindendo, tem-se uma decisão
tendo como objetivo dar prevalência ao entendimento uniforme do desconstitutiva (constitutiva negativa), razão pela qual não se exige,
TST, razão pela qual se permite alcançar a Corte Trabalhista pelo agra- em caso de recurso, o depósito recursal. O mesmo ocorrerá rú hi-
vo de instrumento sem o pagamento do depósito recursal. É necessário pótese de improcedência dos pedidos da ação rescisória, pois, tendo
esclarecer, porém, que, a nosso juízo, esse dispositivo contraria a ordem natureza meramente declaratória, não fica submetida ao depósito
de análise do recurso. É que, na realidade, permitiu primeiro a análise recursal.
do mérito do agravo de instrumento e do recurso de revista (decisão Por outro lado, ocorrendo os dois momentos, juízo rescindendo e
que contraria jurisprudência uniforme do TST) para somente depois juízo rescisório, a necessidade ou não do depósito recursal passa pela
isentar de um pressuposto recursal, que é juízo de admissibilidade. Ade- análise da natureza da decisão proferida no juízo rescisório (segundo
mais, gera um grande risco para o agravante, vez que, entendendo o momento), sendo obrigatório somente quando a decisão proferida nes-
TST que a decisão não contrariou jurisprudência dominante ou que o te juízo (rescisório) impuser condenação em pecúnia. Nesse sentido, a
agravo é manifestamente infundado, temerário ou artificioso, o agravo Súmula 99 do TST, in verbis:
de instrumento não será conhecido por ser deserto (ausência de paga-
Súmula no 99 do TST. Ação rescisória. Deserção. Prazo
mento do depósito recursal).
Havendo recurso ordinário em sede de rescisória, o depó-
8.2. 6.2. Depósito recursal em recurso na ação rescisória sito recursal só é exigível quando for julgado procedente
o pedido e imposta condenação em pecúnia, devendo
Há de se esclarecer que o depósito recursal não se confunde com este ser efetuado no prazo recursal, no limite e nos termos
o depósito previsto no art. 836 da CLT. Este é requisito essencial da da legislação vigente, sob pena de deserção.

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ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS

Exemplificamos: Pedro ajuíza reclamação trabalhista em face da O depósito recursal é feito em conta vinculada do Fundo de Ga-
empresa Z postulando o pagamento de horas extras. A empresa ale- rantia do Tempo de Serviços (FGTS), aberta com esse fim específico. O
ga que já as pagou, apresentando os respectivos recibos. Conquanto recolhimento é realizado por meio de Guia de Recolhimento do FGTS
o reclamante tenha impugnado a veracidade dos recibos, o juiz julga e Informações à Previdência Social- GFIP -,direcionada à conta vin-
improcedente o pedido do reclamante, ante o pagamento das horas culada do trabalhador.
extras. Após o trânsito em julgado, há julgamento em processo crimi-
nal demonstrando que os recibos de pagamento das horas extras foram No entanto, só há falar em conta vinculada para os casos de rela-
falsificados. Diante disso, o reclamante ajuíza ação rescisória, com base ção de emprego, pois apenas o empregado faz jus ao recebimento do
no art. 485, VI, do CPC. O tribunal, no juízo rescindendo, rescinde FGTS, ou seja, tem conta vinculada. Nesse sentido, todas as demais
a sentença transitada em julgado e, no juízo rescisório, condena a em- ações ajuizadas na Justiça do Trabalho que não estejam relacionadas ao
pre~a ao pagamento das horas extras no valor de R$ 20.000,00. Nessa vínculo empregatício, mormente as decorrentes da EC n° 45/04, não
estão sujeitas ao recolhimento por meio de Guia GFIP, admitindo-se o
I hipótese, caso a empresa pretenda recorrer, como houve condenação
depósito judicial realizado na sede do juízo e à disposição deste. Nesse
em pecúnia, deverá realizar o depósito recursal.
sentido, a Súmula n° 426 do TST:
Dessa forma, verifica-se que, na ação rescisória, o depósito recursal
somente será pressuposto recursal quando for procedente o juízo res- SÚJnula o 0 426 do TST. Depósito recursal. Utilização da
guia GFIP. Obrigatoriedade
cindendo e, no juízo rescisório (segundo momento), houver condena-
ção em pecúnia. Nos dissídios individuais o depósito recursal será efeti-
vado mediante a utilização da Guia de Recolhimento do
Por fim, é importante destacar que, na ação rescisória, exige-se um FGTS e Informações à Previdência Social - GFIP, nos
único depósito, dispensado novo depósito para os recursos subsequen- termos dos§§ 4° e 5° do art. 899 da CLT, admitido o de-
tes, salvo o depósito do agravo de instrumento, previsto no art. 899, §§ pósito judicial, realizado na sede do juízo e à disposição
deste, na hipótese de relação de trabalho não submetida
7° e 8°, da CLT (TST-IN no 3, III). ao regime do FGTS.

8.2. 7. Comprovação do depósito recursal Em resumo, sendo relação de emprego, o depósito recursal é feito
O depósito recursal deve ser recolhido e comprovado no prazo alu- na conta vinculada do trabalhador. Tratando-se de relação de trabalho
sivo ao recurso, de modo que a interposição antecipada do recurso não não submetida ao regime do FGTS, o depósito recursal será por meio
prejudica a dilação legal (Súmula n° 245 do TST). Assim, se, por exem- de depósito judicial na sede do juízo e à disposição deste.
plo, a parte recorre no 2° dia, poderá comprovar o depósito recursal até Na hipótese de depósito recursal por meio de depósito judicial é
o 8° dia. Agora, caso apresente o comprovante no 9° dia, seu recurso necessário que na guia conste "pelo menos o nome do Recorrente e
será considerado deserto. do Recorrido; o número do processo; a designação do juízo por onde
É importante destacar que a regra estabelecida no parágrafo an- tramitou o feito e a explicitação do valor depositado, desde que auten-
terior não se aplica na hip6tese de dep6sito recursal em agravo de ticada pelo Banco recebedor" (TST-IN 18/99).
instrumento, uma vez que, nesse caso, há regra própria descrita no art.
899, § 7°, da CLT, determinando seu recolhimento no ato da interpo- 8.2.8. Liberação do depósito recursal
sição do recurso (IN n° 3 do TST, item VIII). Portanto, na hipótese de Considerando que o depósito recursal tem como objetivo garan-
agravo de instrumento, necessariamente, o depósito recursal deverá ser tir a execução, ele servirá, portanto, para satisfazer os créditos do exe-
realizado no momento da interposição do recurso. quente.
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Desse modo, com o trânsito em julgado da decisão que liquidar a 6) a herança jacente (TST-IN n° 3, X).
sentença condenatória, serão liberados em favor do exequente os valo-
Atente-se para o fato de que a isenção não alcança as ~mpr~sas
res depositados, no limite da quantia exequenda, prosseguindo, se for o
em liquidação, pois nesse caso não há indisponibilidad'e Im~diata
caso, a execução por crédito remanescente.
dos bens da entidade financeira, razão pela qual devera realizar o
Pode acontecer de, ao promover a liquidação, verificar-se que os pagamento do depósito recursal, como disposto na Súmula no 86
depósitos realizados superam o montante a ser executado. Nesse caso, doTST.
será autorizado o levantamento, pelo executado, dos valores que acaso
sobejarem. 8.2.9.1. Beneficiário da justiça gratuita

Do mesmo modo, caso, em fase recursal, seja alterada a decisão A jurisprudência, com fundamento no art. ?o.' L~V•. da CF/~8
judicial para absolver o reclamado da condenação, com o trânsito em tem se posicionado no sentido de deferir o beneflcw da JUStlça gratuita
julgado da decisão, ser-lhe-á autorizado o levantamento do valor depo- ao empregador. No entanto, na hipótese de pessoa jurídica, a concess~o
sitado e seus acréscimos (TST-IN n° 3, II, "h"). do benefício não decorre de simples declaração, mas de demonstraçao
inequívoca da fragilidade econômica, o que é aplicado inclus.ive para o
É importante consignar que, tendo o depósito recursal natureza de pedido formulado pelo sindicato, quando atua como subsmuto pro~
garantia de execução, ao chegar à execução, o valor servirá para garanti- cessual 105 •
-la, permitindo inclusive a interposição dos embargos à execução, caso a
Deferido o benefício da justiça gratuita ao empregador, surge a dú-
garantia tenha sido integral. Não sendo o depósito no valor integral da
vida acerca da necessidade de pagamento do depósito recursal.
execução, a penhora atingirá apenas o montante ainda não garantido.
Antigamente, a IN n° 3, X, do TST dispensava o depósito recur~al
Por fim, na hipótese de acordo para extinção do processo, as partes da parte que, comprovando insuficiência de recursos, recebesse assis-
disporão· sobre o valor depositado. Na ausência de expressa estipulação tência judiciária integral e gratuita do Estado.
dos interessados, o valor disponível será liberado em favor da parte de-
positante (TST-IN n<> 3, XII). Contudo, o C. TST passou, reiteradamente, a decidir pela exigên-
cia depósito recursal nessa hipótese, razão pela qual modificou refe'ri~o
8.2.9. Dispensa do recolhimento do depósito item X, excluindo tal isenção, sob o fundamento de que o deposito
recursal possui natureza de garantia do juízo, e não de taxa ou emolu-
Estão dispensados do depósito recursal:
mento, de modo que o artigo 3° da Lei n° 1.060/1950 106 não contem-
I) o empregado; pla o depósito recursal.
2) os entes de direito público externo (TST-IN n° 3, X);
3) a União, os estados, o Distrito Federal, os municípios, as au-
tarquias e as fundações de direito público que não explorem
105 (TST-E-ED-RR-175900-14.2009.5.09.0678, SBDI-1, rel. Min. Delaíde Miran-
atividade econômica (TST-IN n° 3, X);
da Arantes, red. p/ acórdão Min. Renato de Lacerda Paiva, 14.11.2013)
4) o Ministério Público do Trabalho; 106 Art. 3o, A assistência judiciária compreende as seguintes isenções
104 [...]
5) a massa falida (TST-IN n° 3, X; Súmula 86 do TST) e;
VII -dos depósitos previstos em lei para interposição de recurso, ajuizamenro de
ação e demais atos processuais inerentes ao exercício da ampla defesa e do contra-
104 Pelas mesmas razões já apresentadas no tópico de custas processuais. ditório. (Incluído pela Lei Complemenrar n° 132, de 2009).
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ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSA!.S

Com efeito, o posicionamento atual do TST é no sentido de ser É interessante observar que o recurso deverá ser assinado pelo subs-
obrigatório o depósito recursal, mesmo na hipótese de concessão do critor, sob pena de ser considerado inexistente. No entanto, será consi-
benefício da justiça gratuita ao empregador 107 • derado válido o recurso assinado, ao menos, na petição de interposição
ou nas razões recursais (OJ n° 120 da SOl-I do TST).
9. REGULARIDADE FORMAL
Consigna-se que, no caso de recurso interposto pelo sistema E-
O art. 899 da CLT estabelece que os recursos trabalhistas serão -DOC, o subscritor do recurso será aquele que assinou digitalmente
interpostos por meio de simples petição. o recurso. A propósito, caso na petição de interposição e no recurso
No entanto, é sabido que os recursos são interpostos por meio de conste o nome de um advogado, mas o recurso tenha sido assinado di-
duas petições: a petição de interposição, dirigida ao juízo a quo; e as gitalmente por outro advogado, o efetivo subscritor do recurso é aquele
razões recursais, direcionadas ao juízo ad quem. cuja chave de assinatura foi registrada, responsabilizando-se pela pe-
tição entregue, sendo regular a representação desde que o subscritor
O art. 899 da CLT está se referindo à petição de interposição.
esteja devidamente constituído nos autos. Isso ocorre em atenção ao
Quanto às razões recursais é obrigatória a sua fundamentação, a fim
princípio da existência concreta, segundo o qual, nas relações virtu-
de que a parte contrária possa se defender e para que o tribunal tenha
ais, predomina aquilo que verdadeiramente o::::orre e não aquilo que é
conhecimento do objeto impugnado, observando, assim, o princípio 108
estipulado (Informativo n° 5 do TST ).
da dialeticidade.
A Corte trabalhista, ao menos quanto aos recursos interpostos no 10. JUNTADA DE DOCUMENTOS
TST, já impunha a fundamentação do recurso (Súmula n° 422 do
Conquanto a juntada de documentos não seja um pressuposto re-
TST), o que passou a ser descrito expressamente no art. 896, § 1-A,
III, da CLT, que assim vaticina: cursal, trataremos do assunto neste capítulo.
§ 1°-A. Sob pena de não conhecimento, é ônus da parte: Na fase recursal, restringe-se a possibilidade de apresentação de do-
cumentos, vez que se trata de fase que irá proferir o reexame dos fatos
[ ... ]
e fundamentos deduzidos em juízo, não sendo momento para nova
III - expor ·as razões do pedido de reforma, impugnan- 109
do todos os fundamentos jurídicos da decisão recorrida,
instrução do processo. Contudo, a Súmula n° 8 do TST contempla
inclusive mediante demonstração analítica de cada dis- duas hipóteses excepcionam tal restrição:
positivo de lei, da Constituição Federal, de súmula ou a) quando demonstrado o justo impedi::nento de apresentação no
orientação jurisprudencial cuja contrariedade aponte.
momento oportuno, utilizando-se analogicamente o art. 517
De qualquer modo, a nosso juízo e acompanhando o entendimen- do CPC;
to majoritário, todos os recursos exigem a fundamentação das razões
b) para comprovar fato posterior à sentença, aplicando-se analogi-
recursais e não apenas os recursos interpostos no TST.
camente o art. 462 do CPC.

107 Nesse sentido, os seguintes precedentes do C. TST: TST-E-ED-RR- 61200-
96.20 ~0.5.13.0025, Relator Ministro: João Batista Brito Pereira, Subseção
I Especializada em Dissídios Individuais, DEJT 24/08/2012; TST-E-ED-
108 TST-E-RR-236600-63.2009.5.15.0071. SBDI-l, Rel. Min. Noysio Corrêa da
-RR-45600-16.2007.5.05.0008, Relatora Ministra: Maria de Assis Calsing,
Veiga. 12.4.2012.
Subseção I Especializada em Dissídios Individuais, DEJT 18/03/2011; TST-
-AIRR-956-72.2011.5.18.0141, Relator Ministro: Lelio Bentes Corrêa, }a Tur- 109 Súmula n° 8 do TST. Juntada de documento. A juntada qe documentos na fase
ma, DEJT 17/08/2012; TST-AIRR-332-54.2010.5.03.0083, Relator Ministro: recursal só se justifica quando provado o justo impedimento para sua oportuna
Walmir Oliveira da Costa, 1• Turma, DEJT 19/12/2011. apresentação ou se referir a fato posterior à senre:-~ça.
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mas não pôde Os Estados e os Municípios não têm legitimidade para recorrer em nome das au- ser utilizado na fase de instrução por ser ignorado pela parte interessada tarquias detentoras de personalidade jurídica própria. o início do prazo se dará no primeiro dia útil imediato e a contagem. SÚMULAS DO TST E ORIENTAÇÕES JURISPRUDENCIAIS RELACIONADAS AO CAPÍTULO llio. oportuna apresentação ou se referir a fato posterior à sentença. com o réu revel que poderá apresentar documentos ídos. I . inclusive de empresas públicas e sociedades de economia mista. sua comprovação na instrução processual. por exemplo. Ministério Público do Quando não juntada a ata ao processo em 48 horas.O recesso forense e as férias coletivas dos Ministros do Tribunal Superior do Trabalho suspendem os prazos recursais. Súmula no 30 do TST.I do TST. Pessoa jurídica de direito público. de admissibilidade certificar o expediente nos autos. fase recursal. no subsequente. Prazo O prazo para recurso da parte que. no processo (Súmula n° llio. exceto quando se tratar de justo impedimento para sua I. Súmula no 262 do TST. Ministério Público do Prazo em dobro. llio.Incumbe à parte o ônus de provar. contadas da audiência de Trabalho. já existente ao tempo da sentença. Trabalho. Isso quer dizer que o documento é velho. preservar. Dessa forma. llio. admitido o novo documento. Comprovação.I do TST. mas ignorado pelo inte- ressado ou de impossível utilização.Na hipótese de feriado forense. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS O primeiro caso. Orientação Jurisprudencial n° 192 da SDI. Prorrogação. Necessidade. em Agravo Regi- deve ser dado vista à parte contrária para manifestação. ocorrerá quando a parte Há interesse do Ministério Público do Trabalho para recorrer contra decisão que declara a existência de vínculo empregatício com sociedade de economia mista ou apresenta documento novo assim entendido como o cronologicamente empresa pública. Legitimidade para recorrer. admite-se a reconsideração da análise da tempesti- Registra-se que. Orientação Jurisprudencial no 338 da SDI. como forma de mental. 144 145 . . que a parte receber a intimação da sentença. Ilegitimidade para recorrer julgamento (art. Sociedade de economia mista e empresa É em dobro o prazo para a interposição de embargos declaratórios por pessoa pública. llio. trimonial privado. mediante prova documental superveniente. llio. Prazo judicial. Notificação ou intimação em sábado. Representação irregular. o documento buscará comprovar fato a quo que aconteceu em momento posterior à sentença (superveniente).2. quando da interposição do recurso. Consigna-se que os 11. Intimação da sentença llio. à época. III . não comparecer à audiência em 11. 851. Embargos declaratórios. Feriado local. Agravo de Instrumento ou Embargos de Declaração. justo impedimento. para comprovar que não foi devidamente citado. pelos procuradores que fazem parte de seus quadros ou por advogados constiru- tece. o princípio do contraditório. Tempestividade documentos a serem apresentados pelo revel ficam restritos àqueles per- tinentes a afastar a revelia. após a CF/1988. passando a ser pertinente II. velho.Na hipótese do inciso II. Súmula n° 197 do TST. Prazo recursal. sem a prévia aprovação em concurso ptiblico.1 Legitimidade e interesse para recorrer prosseguimento para a prolação da sentença coma-se de sua publicação. incumbirá à autoridade que proferir a decisão somente na fase recursal. 11. o prazo para recurso será contado da data em O Ministério Público não tem legitimidade para recorrer na defesa de interesse pa. em regra. a exis- o que por óbvio impossibilitou sua apresentação ou foi desnecessária tência de feriado local que autorize a prorrogação do prazo recursal. É o que acon. Ato administrativo do juízo Na segunda hipótese. obrigatoriamente vidade do recurso. não se admite a juntada de documentos na Recesso forense. Orientação Jurisprudencial n° 318 da SDI.I do TST. intimada. Decreto-Lei 11° 779/69. II .I do TST. § 2°. Orientação Jurisprudencial n° 237 da SDI. Súmula no 385 do TST. Contrato nulo jurídica de direito público. da CLT). llio. Autarquia 402 do TST). Ausência de expediente forense. devendo ser representadas ou por ser impossível sua utilização naquele momento.Intimada ou notificada a parte no sábado.

Recurso.4. 5° da Lei n° 8. 11. Súmula n° 434 do TST. Regularidade. Representação processual.I do TST...07. nos o não-conhecimento de recurso.. Assinatura da desde que não estivesse atuando com mandato expresso. Procuração apenas nos autos de agravo de instrumento . tectada no mandato expresso. Orientação Jurisprudencial n° 75 da SDI . É regular a representação processual do subscriror do agravo de instrumento ou do recurso de revista que detém mandato com poderes de representação limitados . A parte vencedora na primeira instância.. se vencida na segunda. poi~. . Agravo de instrumenro..! sável por sua elaboração. pelo menos.. na . Procuraçãü ou substabelecimenro com curso ordinário. 13 e 37 do CPC..É extemporâneo recurso interposto antes de publicado o acórdão impugnado. mento. Exremporaneidade. Ata de audiência..Inadmissível na fase recursal a regularização da representação processual. Orientação Jurisprudencial no 374 da SDI... de tempestividade do recurso. Súmula n° 164 do TST.A juntada da ata de audiência. assinado..I do TST. Orientação Jurisprudencial n° 11 O da SDI. Configuração I . forma do art.. seu recurso tempestivamente.. 11. das quais ficara isenta a parte emão vencida. o nome do outorgante e do signatário da procuração.I do TST. Da decisão de Tribunal Regional do Trabalho em mandado de segurança cabe re.. em instância recursal. Será considerado válido o apelo li . Súmula no 25 do TST. . O recurso sem assinatura será tido por inexistente.. na petição de apresentação ou nas razões recursais. Procuração. Orientação Jurisprudencial no 284 da SDI. Orientação Jurisprudencial n° 286 da SDI. Invalidade. claração pela parte adversa não acarreta qualquer prejuízo àquele que apresentou Identificação do outorgante e de seu representante... 37. É inválido o instrumento de mandato firmado em nome de pessoa jurídica que não contenha.. ainda que em apenso.. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS ... Inválido (anterior à Lei no 8. do Código de Processo Civil importa I.. está obrigada. a sua interposição é ato aferição da tempestividade praticado perante o Tribunal Regional do Trabalho. li -A interrupção do prazo recursal em razão da interposição de embargos de de... cuja aplicação se restringe ao Juízo de I o grau. Custas A existência de instrumento de mandato apenas nos autos de agravo de instru. circunstância que legitima a A etiqueta adesiva na qual consta a expressão "no prazo" não se presta à aferição atuação do advogado no feito. Mandato. Representa~o pois estes dados constituem elementos que os individualizam. não legitima a atuação de advogado nos processos independentemente de intimação.Configurada a existência de mandato tácito fica suprida a irregularidade de. Ausência de certidão de publicação. 13 do CPC. ao âmbito do Tribunal Regional do Trabalho. cabilidade de 04. petição ou das razões recursais. para o Tribunal Superior do Trabalho. pois sua finalidade é tão-somente servir de controle processual interno do TRT e sequer contém a assinatura do funcionário respon.. o oferecimento tardio de procuração. Súmula no 383 do TST... a pagar as custas fixadas na sentença originária. Entendimento aplicável antes do advento da Lei n° 8. porque demonstrada a existência de mandato tácito. li ..I do TST. Custas processuais .. 37 do CPC.. embora a apreciação desse Traslado.. . Mandato tácito. torna dispensável a pro..I do TST. Pessoa jurídica. ao menos. Recurso. Representação. Interposição antes da publicação do acórdão Não produz efeitos jurídicos recurso subscrito por advogado com poderes con- impugnado. lnapli- O não-cumprimento das determinações dos§§ 1° e 2° do art. Fase recursal. Juntada . feridos em substabelecimento em que não consta o reconhecimento de firma do I . sem o reconhecimento de firma do substabelecente. outorgante.1994 e do art. . Arts. Traslado. Súmula n° 201 do TST. em que consignada a presença do advogado. já tácito.É inadmissível.906..3. Orientação Jurisprudencial no 120 da SDI. ainda que mediante prc·testo por posterior juntada.I do TST. Recurso ordinário em mandado de segurança . parágrafo único. Etiqueta adesiva imprestavel rara recurso seja realizada pelo Tribunal Superior do Trabalho.. Substabelecimento . 146 147 . Agravo de instrumento. e cláusula limitativa de poderes ao âmbito do tribunal regional do trabalho igual dilação para o recorrido e interessados apresentarem razões de contrariedade. de que se originou o agravo. Agravo de instrumento. Representação irregular.952/1994.952/1994) . exceto na hipótese de mandato termos do art. Súmula n° 456 do TST. no prazo de 8 (oito) dias.. Validade curação deste.. por inexistente. Procuração. que a interposição de recurso não pode ser reputada ato urgente.

descabe empresa em liquidação extrajudicial. posteriormente. Carim- acrescida.08.88. Lei n° 9.1969. ser O carimbo do banco recebedor na guia de comprovação do recolhimento das as custas pagas ao final custas supre a ausência de autenticação mecânica. Orientação Jurisprudencial n° 13 da SDI. Ocorrência de daqueles recolhimentos. Comprovação de recolhimento... Sociedade de economia mista._ 0 nentay-o · .APPA. vinculada à Admi.- dicial ônus da sucumbência.I do TST. Mandado de segurança. IN-SRF 162. Depósito Recursal no Decreto-Lei no 779.1969.. 779169. acarretando a majoração das custas processuais. Agravo de instrumento. Custas O denominado "DARF ELETRÓNICO" é válido para comprovar o recolhimen- 0 prazo para pagamento das custas. Orientação Jurisprudencial n° 33 da SDI.. Não-ocorrência Não ocorre deserção de recurso da massa falida por falta de pagamento de custas No caso de inversão do ônus da sucumbência em segundo grau. o que descaracteriza sua natureza jurídica. Validade ladas e não há intimação da parte para o preparo do recurso. Mandado de dades de economia mista. É responsabilidade da parte. igualando-a a cada novo recurso interposto. Deverá ao final. Validade .. a comprovação do recolhimento das custas processuais no prazo recursal.. Não isenção A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina. Inversão do . devendo. sem acréscimo ou ou de depósito do valor da condenação.11 do TST.. DARF eletrônico. Orientação Jurisprudencial n° 148 da SDI. Custas cio.756/1998.I do TST. I. Depósito recursal e custas...I do TST. arbitrou novo valor à causa. Para a formação do agravo de instrumento. Custas. em relação mica com fins lucrativos. desde que não seja objeto de controvérsia no recurso de revista a valida- custas.. Custas. as custas incidem sobre o respectivo valor global. Deserção. de 21. emitido conforme a do cálculo.. ao recorrer. Orientação Jurisprudencial no 88 da SDI. J unspru · d enc1·al no 186 da SDI.. Empresa em liquidação extraju- . APPA. de ofí- Súmula n° 36 do TST.b pena de deserção. de 21. Custas Os privilégios e isenções no foro da Justiça do Trabalho n~~ abrang~m as socie. ainda que gozassem desses benef1c1os anteriormente ao segurança. ante o fato de explorar atividade econô. sob pena de deserção.I do TST. Incabível a impetração de mandado de segurança contra ato judicial que. 11. é contado da intimação to de custas por entidades da administração pública federal.. Valor da causa. .. houve fixação ou cálculo do valor devido a título de custas e tampouco intimação Traslado.. Orientação Jurisprudencial n° 217 da SDI. então. não é necessária a juntada de compro- vantes de recolhimento de custas e de depósito recursal relativamente ao recurso Orientação Jurisprudencial no 140 da SDI. . interpor recurso ordinário e. Exigência do pagamento Decreto-Lei n° 779. no caso de recurso.mula n° 170 do TST.mula no 86 do TST. não é isenta do recolhimento do depósito recursal: do pagamento das custas processuais por não ser beneficiária dos privilégios previstos .. não se aplica à atualização do valor das custas e se estas já foram devidamente recolhidas. calculadas com base no valor dado à causa na inicial... Diferença ínfima. Súmula no 53 do TST. Deserção. se sucum- bente. não .. Guias de custas e de depósito recursal da parte para 0 preparo do recurso.. ressarcir a quantia. Deserção. nação. uma vez que cabia à parte. Nas ações plúrimas.. Deserção. pois.11. Orientação Jurisprudencial n° 158 da SDI. Depósito Recursal nistração Pública indireta. as custas ser pagas ao final. acrescido o valor da condenação. Depósito recursal e ordinário. bo do banco.11 do TST. nenhum depósito mais é exigido para qualquer recurso. Inexistência de deserção quando as custas não são expressamente calcu. agravo de instrumento no caso de o recurso ser considerado deserto. Massa falida. Não caracteriza deserção a hipótese em que. integralmente.I do TST. ÉL!SSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS . Custas processuais. Custas.. . Só.5. de 04. Custas. ainda que a diferença em relação ao "quantum" devido seja ínfima.08.I do TST.I do TST. Só. um novo pagamento pela parte vencida._ Súmula no 128 do TST. Recurso ordinário. Condenação . Ocorre deserção do recurso pelo recolhimento insuficiente das custas e do depó- sit~ recursal.É ônus da parte recorrente efetuar o depósito legal. todavia. 148 149 . devendo. Orientação Jurisprudencial no 104 da SDI. Custas. para interpor recurso ordinário em mandado de se- gurança. Esse privilégio. após recolher as custas.. Cabimento referente a centavos. Atingido o valor da conde- às empresas privadas. Decreto-Lei no so.

II. uma vez que. . nos termos divergência jurisprudencial. resta inaplicável o art.. . admitido o depósito judicial. 151 . Depósito de multa por litigância de má-fé concernente aos pressupostos de admissibilidade do recurso é de ordem pública e deve ser observada pelo julgador de ofício. nos termos em que fora proposta.. por O recolhimento do valor da multa imposta por litigância de má-fé. Depósito recursal.. Prazo A juntada de documentos na fase recursal só se justifica quando provado o justo Havendo recurso ordinário em sede de rescisória.. Art.. devendo este ser efetuado no prazo recursal. na fase executória. PIS/ ção. Obrigato- riedade 12. nãn é P"~"P""" nhj<dvn p= in«q>ooiçin doo «m=< d. Apelo que não ataca os fundamentos da decisão . elevação do valor do débito. Turma apenas ao enfrentar novos embargos de declaração opostos em relação aos declaratórios da parte contrária. na hipótese de relação de trabalho não . Súmula no 426 do TST. arguida do número do PIS/PASEP na guia respectiva. e. tença. pela reclamada apenas em embargos de declaração opostos da decisão nos declara- tórios do empregado...Havendo condenação solidária de duas ou mais empresas. Súmula n° 99 do TST. Credenciamento bancário. o depósito recursal só é exigí. Havendo.. Depósito recursal. no mérito. do CPC Se não há condenação a pagamento em pecúnia. Súmula n° 245 do TST. A 11. descabe o depósito de que tratam Não se conhece de recurso para o TST.I do TST. pela ausência do requisito de admissibi- os §§ 1o e 2° do art. quando as razões do recorrente não im- pugnam os fundamentos da decisão recorrida.8.. Recolhimento. 514. Recurso. 899 da CLT.1. Juntada de documento .6.I do TST... Não configura- . impedimento para sua oportuna apresentação ou se referir a fato posterior à sen-.. 'Orientação Jurisprudencial n° 264 da SDI. Multa por litigância de partes ou da inexistência de prejuízo. .. sob pena de deserção. Súmula n° 8 do TST. de ambos os lados da cópia.. . Autenticação. Prazo O depósito recursal deve ser feito e comprovado no prazo alusivo ao recurso.. quando a empresa que efetuou o 11. Condenação a pagamento em pecúnia recorrida. a exigência de depósito para recorrer de natureza trabalhista. Documentos interposição antecipada deste não prejudica a dilação legal. independendo da prova.. III . Ausência de indicação na guia de depósito recursal. . __ --------. . Docu- mentos distintos.7. Análise pela submetida ao regime do FGTS. Inexigibilidade a preclusão declarada pela Turma.. é necessária a autenricaçáo O credenciamento dos bancos para o fim de recebimento do depósito recursal é 'fato notório. PASEP. em con- l.. porquanto a matéria 11. 35 do CPC como fonte sub- qualquer decisão viola os incisos li e LV do art. Preclusão pro iudicato. II. independentemente de provocação das .. no limite e nos termos da legislação vigente.. Não conhecimento. porém. INFORMATIVOS DO TST RELACIONADOS AO CAPÍTULO Nos dissídios individuais o depósito recursal será efetivado mediante a utilização da Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social .. Prova dis- blicação pensável Distintos os documentos contidos no verso e anverso. Depósito. Pressuposto recursal. 899 da CLT. Assim.. vel quando for julgado procedente o pedido e imposta condenação em pecúnia... ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAlS li.Garantido o juízo.I do TST. Súmula n° 217 do TST.o depósito recur- sal efetuado por uma delas aproveita as demais. Regularidade formal depósito não pleiteia sua exclusão da lide. não há falar em preclusão pro iudicato. 514. 12. Utilização da guia GFIP.. Validade No caso em que se discute a irregularidade de representação do subscritor dos Não é essencial para a validade da comprovação do depósito recursal a indicação embargos de declaração opostos pelo reclamante em recurso de revista. Deserção. por maioria. 5° da CF/1988. deu-lhes provimento para não conhecer dos embargos de declaração do reclamante e restabelecer.. sidiária. lidade inscrito no art.. a SBDI-1. 789 da CLT.. Despacho denegatório do recurso de revista e certidão de pu- . exige-se a complementação da garantia db'juízo. Momento de análise. na Justiça do Trabalho.18 do CPC. Firmada nessa premissa. Ação rescisória.. Depósito recursal. Preclusão pro iudicato nos termos dos §§ 4° e 5° do art. Depósito recursal..--~--l-S_o_d_o_a_r_t_. Pressupostos de admissibilidade dos embargos de declaração. Orientação Jurisprudencial no 409 da SDI. Súmula no 161 do TST.... conheceu dos embargos.GFIP. as custas estão reguladas pelo art. do CPC. reali- zado na sede do juízo e à disposição deste. Súmula no 422 do TST. afastando má-fé. por unanimidade. Orientação Jurisprudencial no 287 da SDI..

não tendo o ~ Recurso interposto antes da publicação da decisão recorrida. a SBDI-II.0872. rei.5.2. O recurso interposto antes da publicação da decisão recorrida é inexistente. rei.20. Ademais. Vencidos os Ministros Augusto César Leite de Carvalho. Renato de Lacerda Paiva. e deixou de cado por outros elementos constantes dos autos. não se SBDI-I. Inexistência. comprovante de depósito recursal e guia ~R'! José Roberto Freire Pimenta. Brito Pereira. (Informativo n°4) Jurisprudencial no 377 da SBDI-I.15. rei. cabimento. de erro material. Intempestividade.4. por ~ Recurso ordinário.I. Princípio da por unanimidade. por analogia.2001. conheceu dos embargos por 12. insuscetível de correção pela aplicação do princípio da -E-RR-176100-21. e vislumbrando a 12. nos termos da Orientação Jurisprudencial no 357 da SBDI .2014 (Informativo n° 80) 434. deu-lhes provimento para. Oficial. Intempestividade. Alberto Luiz Bresciani de Fontan nome da parte recorrente não causou prejuízo à parte adversa (art. com base na Súmula n° 353 do TST. Augusto César Leite Configura-se erro grosseiro. CLT). pois seu conteúdo pode ser disponibilizado às panes por outros prudencial n° 377 da SBDI-1.0662. TST-R0-2418-83. Emmanoel Pereira. do TST. o manejo de embargos de declaração tou a alegação de extemporaneidade do recurso ordinário do reclamante. Não configuração. Assim. Min. Decisão proferida pelo Presidente tese de interposição de recurso ordinário antes da publicação da sentença em de Turma que denegou seguimento ao recurso de embargos.5. 12. à unanimi- Nos termos do art. no 12. (Informativo n°13) Judicial) permitiam apreender que o correto nome da recorrente eraS/A Fabn- ca de Produtos Alimentícios Vigor. eis que o feito pode ser identifi- revista. Pereira e Delaíde Miranda Arantes. à produção de efeitos jurídicos. I. Legitimidade divergência jurisprudencial e. rei. Segundo recurso interposto no momento processual oportuno. Aloysio Corrêa da Veiga e Antonio José de Barros Levenhagen.09.4. 834 e 852 da CLT). TST-AgR-E-ED-AIRR-29900-22. por maioria.09. Com esse entendimento. Erro grosseiro mérito.2013 (Informativo no 52) podendo utilizar o princípio da unirrecorribilidade para impedir o conhecimento do recurso interposto no momento processual oportuno. Orientação Juris- Diário Oficial. I.6.2012. Existência de outros elementos de identificação. de que. Renato de Lacerda Paiva. Com esses fundamentos. por unanimidade. lves Gandra Mar- Não há falar em ilegitimidade recursal na hipótese em que o erro na indicação do tins Filho.2011.0000. Com esses fundamentos.5. as circunstâncias e os elementos dos autos (número Miranda Arantes. o disposto na Orientação 29. Min.2. por divergência jurisprudencial. porquanto não inserida dentre as hipóteses de cabimento elencadas no are. do RITST. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS sequência.0031. que ~ Embargos interpostos em face de acórdão proferido pela SBDI-11 em julga. pelo voto prevalente da Presidência. SBDI-1.2009. não conheceu do agravo unirrecorribilidade. davam provimento aos embargos para restabelecer a decisão do Regional. Interposição antes da publicação da sentença em Diário unanimidade.2014 (Informativo n° 79) bilidade recursal. TST-E-RR-652000-90. Não interrupção do prazo meios (arts. determinar o retorno dos autos à Turma de origem a fim ~ Erro na indicação do nome da parte. corretamente nominados.3. conheceu dos embargos por má aplicação da Orientação Jurisprudencial de Turma que. Na hipótese. X. Tempestividade dinário no mandado de segurança. do processo. Na analisar o segundo recurso ao fundamento de que a parte não interpôs agravo de 152 153 . tão somente. TST-E-ED-RR-133240-06. negou-lhes provimento. 10. e. 14. prossiga no julgamento do recurso de revista.a em Dissídios Individuais em julgamento de recurso or. a SBDI-1. rei. não conheceu dos embargos. 794. a SBDI-I.5.23. de Carvalho.2012. Com esse entendimento. nome do reclamante. a SBDI-I.3. denegaseguimento ao recurso no 357 da SBDI-I e deu -lhes provimento para restabelecer o acórdão que afas- de embargos é o agravo regimental. a SBDI-I. em fa:::e da intempestividade do apelo. 29.0102. Vencidos os Ministros Augusto César Leite de Carvalho e Delaíde nome da empresa JBS SIA. SBDI-I. 894 da CLT. Com esse entendimen- to. o recurso cabível da decisão do Presidente dade. Aplicação analógica. a decisão da Sétima Turma que dera provimento ao recurso de revista hipótese. A Súmula n° 434. a inte:posição de embargos em face de acórdão proferido pela Subseção II Especializac.06. no mérito. Min. fungibilidade. a Turma não conheceu da primeira nem impediu a análise do recurso de revista. Min. Dora Maria Costa. Não denegara seguimento ao recurso de revista por ilegitimidade recursal da JBS SIA. Vencidos os Ministros Lelio Ben- tes Corrêa. SBDI-I. afastada a intempestividade. reformando o acórdão embargado. decisão do Presidente de Turma que entendeu incabíveis os embargos declarató:ios. 235. Agravo regimental.2009. lnaplicabilidade da Súmula no SBDI-II. Configuração. ao caso aplica-se. Cabimento ocorrência. J. segundo a qual "não cabem embargos de decla- ração interpostos contra decisão de admissibilidade do recurso de revista. Ausência de prejuízo à parte contrária. Não incidência. Min. do TST (ex-OJ n° 357 da SBDI-I) não se aplica à hipó- ~ Embargos de declaração. a qual mento de recurso ordinário em mandado de seguran?· Erro grosseiro.20 10. efeito de interromper qualquer prazo recursat'.2.2. inviabilizando a incidência do princípio da fungi. não obstante tenha constado na folha de rosto e nas razões do apelo o da reclamada. conheceu dos embargos interpostos pelo reclamante. regimental interposto de. TST- constitui erro grosseiro. relator. não sendo a referida publicação imprescindível recursal.2. Erro material. Não cabimento.04.5.

a razão pela qual não caberia. já reproduzia o . específico. o sindicato interpôs primeiros cidos os Ministros Brito Pereira. e. Consequentemente. por a intempestividade do recurso ordinário do empregado. Augusto César Filho. não conheceu dos embargos do reclamante. red. a SDC. relator. Interposição prematura. autos ao TRT de origem. por unanimidade. Lelio Bentes Cor. I. as quais podem ser disponibilizadas às partes inde- pendentemente de publicação. Não incidência. não foram intimadas e tampouco A ausência de intimação da publicação da sentença é suprida por ocasião da re- tirada dos autos em carga pelo advogado. Com esse entendimento. Não configuração.. red. No caso. conheceu dos embargos do reclamante. TST-E-ED.2005. a SBDI-I. rei. Necessidade de intimação das partes. '. Marco inicial.o da própria parte.09. -RR-71400-38. por sua vez.5.. não vislumbrando contrariedade à rêa. Interposip. ta. e não a sentenças. SBDI-I. temporâneos os recursos interpostos contra decisões prolatadas em primeiro grau. deu-lhes provimento para restabelecer . SBDI-I. Márcio Eurico Vitral Amaro e Walmir Oliveira· da Cos- n° 197 doTST. conforme seu próprio relato. vencidos os Ministros sentença.. ainda por maioria. I.03. negou-lhes provimento.5. Com esse entendi- por divergência jurisprudencial. Ausência de extemporaneidade.. conscien- recursal. não houve a intimação das partes da efetiva publicação..2005. Início do prazo recursal. relator. Extemporaneidade.5. pda própria parte recorrente. desconsiderado em face da sua prematuridade. Min. no mérito. Súmula no 434. Assim. ven.. conforme de- terminação do juízo na ata de redesignação da audiência. nem em desrespeito ao jurisprudencial. No caso em apreco. se no devido vencido o Ministro Brito Pereira. TST-ED-R0-7724-30. SBDI-1. a reabertura do prazo para interposição do recurso ordinário.o de novo recurso no devido prazo legal. do TST. mantendo a decisão da Turma que afastou a intempestividade do recurso ordinário interposto prematuramente. que possuem natureza jurídica distinta. O recurso interposto antes da publicação da decisão impugnada é considerado ine- xistente.. voca dos termos da sentença. expedir notificação deflagrando SBDI-I. entendendo inexistente os primeiros embargos de declaração. Luiz Philippe Vieira de Mello A interposição de recurso ordinário antes de publicada a sentença no Diário Ele.8. Min. rei. 15. admitiu o primeiro recurso e denegou O entendimento consubstanciado no item l da Sumula n° 434 do TST é di- o segundo. re::onhecendo o equívoco na inter- Min...38. Recurso interposto antes da publicap. Luiz Philippe Vieira de Mello mada.0000. SBDI-I. lnaplicabllidade da Súmula Fernando Eizo O no.:ão de novo recurso. embargos de declaração antes da publicação do acórdão do recurso ordinário. do TST. suspendeu o julgamento do feito a fim de que o Ministro Não se aplica a diretriz constante da Sumula n° 197 do TST à hipótese em que relator aprecie os segundos declru:atórios. 15.2009. admite-se a interposi·. 9... I. com fundamento no princípio da unirrecorribilidade.02. p/ acórdão prazo recursal. recionado aos acórdãos proferidos pelos Tribunais Regionais. 11.8. a SBDI-I. Renato de Lacerda Paiva.5. 11.18. Min.03. p:>r maioria. interpôs segundos declaratórios. não havendo falar em preclusão consumativa. SBDl-l. não obstante estivessem cientificadas de restituição do prazo pelo juízo de origem. a SBDI-1. lnaplicabllidade.< ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS instrumento da decisão do TRT que não admitiu o seu processamento. Possibili- dade. conheceu dos embargos interpostos pelo reclamante. In casu.11. Brito Pereira. Min. No DRR-43600-77. rei. e. Intempestivi- tes da publicação dos embargos de declaração opostos contra a sentença. idêntico ao segundo recurso. e não da própria pu. regular os segundos e preclusos os terceiros. Sentença. vinte e dois dias após. à unanimidade. Informativo TST n° 4) (Informativo n° 55) trônico da Justiça do Trabalho não atrai a incidência da Sumula n° 434.5. Prazo recursal. deu-lhes provimento para. interpôs terceiros embar- gos de declaração. embargos de declarap. inclusive. Ausência de intimap. conheceu dos embargos. Augusto César Leite de Carvalho.5.o da sentença no DEJT. Filho. 18. Intempestividade do recurso. o TRT registrou ter a parte tomado ciência inequívoca dos ter- te da falha. Embargos de declarap.10. no mérito. item I.0095.2009. conta-se o prazo . p/ acórdão Min. Carga dos autos. Preclusão consumativa.2013 (Informativo n° 65) outra data. designada SDC.2013 (*CF. Min. ressaltou-se que as partes.2014 (Informativo n° 1:9) 154 155 . e Ives Gandra Martins Filho. Assim. por maioria. adiada a audiência anteriormente fixada para a prolação da sentença. Sú- tendendo ao requerimento da parte para que o recurso inicialmente interposto fosse mula n° 434.0670. o qual. das partes quando da efetiva publicação da sentença. TST-E-RR-192500-08. Com esse ententlimento. Recurso ordinário.0051. TST-E- dade não configurada. Assim. rei. o acórdão do Regional que considerou intempestivo o recurso ordinário da recla- -RR-95900-90. rei. TST-EE. trazendo manifes. que. Min. desa.. Ciência inequí- recursal a partir da notificação da publicação da sentença. Recur- -se apenas a acórdãos. do TST. Deferimento do pedido blicação. não tornando ex- to prejuízo à recorrente. no mérito. Ressaltou-se . e. afastada mento.9. TST-E-ED-RR-9951600 . No dia seguinte.. e. da primeira data para a prolação da sentença.. princípio da unirrecorribilidade.5.o..09. reconheceu a necessidade de intimação mos da sentença ao fazer a carga dos autos para apresentar cálculos de liquidação.2012 (Informativo n°17) Sumula n° 434. por unanimidade. determinar o retorno dos divergência jurisprudencial. momento em que passa a fluir o prazo comunicadas da designação da nova data fixada pelo juiz.0087. Fernando Eizo O no.. an- .2009..o das partes. para que prossiga no julgamento do apelo.2014 (Informativo n° 82) Leite de Carvalho. relator.. por divergência prazo legal. . porquanto a extemporaneidade a que alude o referido verbete dirige. Interposição antes da publicação da decisão proferida em a ilegalidade do procedimento do juízo de admissibilidade do Regional que. cuja publicação em órgão oficial é requisito de validade so inexistente. Designação de nova audiência de prolação de teor dos primeiros declaratórios. rei. do TST..2010.0006.2012 (Informativo no 26) posição prematura do primeiro recurso.

afastada a in. Todavia. portamo. sábado. e Tribunal Regional. Recontagem do prazo a partir da ciência da homologa~o interposto ames da vigência da Lei n° 11. No caso dos autos. Representação reda~o da Súmula n° 385 do TST. rei. Vencidos os Ministros Dora rei. 184.2014 (Informativo n° 77) Deve a Turma examinar. ao não opor embargos de declaração com o objetivo de trazer jurisprudencial e.. no mérito. por maioria. a SBDI-1 decidiu. por maioria.. Com base nesse entendimento. Ato de Tribunal Regional.6. o Órgão Especial.. é desnecessária a intimação da parte para a retomada da con. ratórios. procede no caso de feriado forense. Dora Maria da Costa. não conheceu dos embargos por ausência de pressuposto intrín- 156 157 . Na hipótese. Hugo Carlos Scheuermann. Min. fundada em ato de claratórios opostos pelo sistema E-DOC um dia após o termo final do prazo.2. a prova da ausência de expediente forense. devendo o prazo ser recomado a partir da ciência.:io de prazo recursal pré-estabelecida.. Embargos de dedara~áo. TST-E-RR-721145-82. de declaração tempestivos e regulares interrompe o prazo 0 retorno dos autos à Turma de origem. independentemente de recair em opôs novos declaratórios com a informação e a juntada do boletim de indisponi- feriado ou final de semana. e Luiz Philippe Vieira de Mello Filho.2010. Com esse entendimento.. Assim. à unanimidade. a possibilidade de reforma da decisão que declarou confunde com o próprio mérito dos embargos. 28.. conheceu do seguinte.. Súmula n° 385 do TST. em face da apresentação de prova documental superveniente do prazo foi reiniciada no dia 14/01/2012. Com esse entendimento. como condição para a item 11. a SBDI-1 decidiu.0000. 27. segunda-feira. . Embargos. por unanimidade.. produzir qualquer efeito do termo final do prazo recursal.. por violação do art. Comprova~ão em sede de embargos. Comprova~ão da indisponibilidade median- jurídico.2. pois.. sob pena de cerceio do direito de defesa da parte. agravo de instrumento Não exigência. interposição do novo recurso. Interrup~o do prazo para interposi~o fundamentos.496/2007. a qual ocorre imediatamente. como entender de direito. a SBDI-I.5. Com esses . § da desistência. como entender de direito. prorrogando-se somente o termo final para o primeiro bilidade do sistema ocorrida no último dia do prazo recursal.4. de modo que.4. cescumprida a obrigação de a autoridade judiciária certi. ante a decretação da intempestividade dos embargos de- Tratando-se de suspens. SBDI-I.3. estando intempestivo. tendo dia útil subsequente. 3. por intempestivo. te prova documental superveniente.. julgue o recurso ordinário. inclusive a interrupção do prazo para a interposição de outros recursos. por maioria. e. que não conheciam dos embargos ao unanimidade. Saneamento do vício no momento da interposi~o dos embargos.5. red. é possível à parte provar a ausência de expediente Na hipótese em que o objeto dos e~bargos é a irregularidade de representação.5. em sede de agravo regimental. Min. lnterpreta?o da nova 12. Peticionamento por meio eletrônico (E-DOC). a contagem dos dois dias remanescentes tes ao prazo recursal. Alexandre Agra Belmome. Min. Lelio Bentes Corrêa. TST-E-ED-ED-RR-1940-61. 16/0112012. ainda que haja a posterior desistência dos decla. Min. inoperante. não podendo. de revista interposto pelo Município do Rio de Janeiro. . Ccom esse entendimento.0054. por meio de prova documental supervenieue. Órgão tada a intempestividade.12. Incidência do item 111 da TST-E-RR-223200-17. de modo "ue o termo final foi prorrogado para o primeiro dia útil 385 do TST. rei.0000. Retomada da conta. prova de indisponibilidade do sistema de peticionamento eletrônico (E-DOC). deve o julgador reanalisar os requisitos ineren- após as suspensões operadas pelo TRT. determ[nar o retorno dos autos ao TRT de origem a fim de que oportuno para se manifestar.2013 (Informativo no 38) Maria da Costa.5. não. conhecer dos embargos interpostos pela reclamada. Venci-· e. prevaleceu o entendimento de que o item 111 indicada como óbice ao conhecimento do recurso anteriormente interposto. p/ acórdão Min.2005. Suspensão de prazo recursal. por Paiva e Augusto César Leite de Carvalho. tal como se conheceu do recurso ordinário da União. Desistência. Sistema indisponível na data existir quando a parte dele desiste. Na hipótese. por maioria. de reconsideração da análise da tempestividade do recurso.2013 (Informativo n° 49) rei. TST-ReeNec e R0-29300-82. o recurso foi protocolado recurso de embargos interposto pelo reclamante. no mérito. para que prossiga no exame dos primeiros embargos de declaração. Luiz Philippe Vieira de Mello Filho. a parte tagem do prazo. no caso.01. terça-feira. da afastada a intempestividade do apelo.2001. por divergência fundamento de que. a fim de que prossiga no exame do recurso para interposição de outro recurso. não o órgão do Judiciário certificado nos autos a inoperância do sistema. Especial.06. SBDI-I. Brito Pereira e origem..2014 (Informativo n° 78) . 2o. Indusão de feriados e fins de semana. a parte perdeu o momento processual tempestividade. somente no dia 17/01/2012. deu-lhe provimento para determinar o retorno dos autos à Turma de dos os Ministros João O reste Dalazen. afas- Delaíde Miranda Arames. Aloysio Corrêa da Veiga. o pressuposto recursal extrínseco se ficar a ocorrência de feriado. conforme preconiza o item III da Súmula n° 15/01/2012. forense em embargos. relatora.. conhecer do recurso de embargos de outros recursos. por divergência jurisprudencial.01. não da Súmula n° 385 do TST não pode ser interpretado de forma dissociada de seu se exige da parte que sane previamente o vício apontado. qual seja. no mérito. do CPC. 3. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS parte não cer juntado a certidão em sede de embargos de declaração. a SBDI- a intempestividade do recurso de revista não se inviabiliza pelo simples fato de a -I.cia. a . dia em sede de embargos de declaração. ou embargos de declaração.2009. SBDI-1.0018. Feriado forense. apresentada em momento processual subsequente àquele em que o sistema ficou gem.. findando-se no domingo. pela parte contrária.. Vencidos os Ministros Renato de Lacerda homologação da desiscê::J. dar-lhe provimento para determinar A oposição de embargo. Possibilidade. os quais negavam provimento ao apelo ao fundamento de que os embargos de declaração deixam de . portanto. Discussão acerca da irregularidade de representa~o do recurso Não obstante o item IIl da Súmula n° 385 do TST estabelecer a possibilidade anterior. também protocolados no âmbito do TST no primeiro dia útil seguinte. dar-lhes provimento para.

e deu-lhes provimento para a sua finalidade de garantia do juízo. 896 da CLT não poderia ser invocada como obstáculo ao conhe- Filho.2013. conheceu dos embargos porque cumpridos os requisitos extrínsecos perante a Vara do Trabalho. e 18 da Lei n° dencial.e ao qual foi dado provimento. por ambos os causídicos. § 2°. tendo a Turma remetido o fato ção processual da recorrente. devendo ser exa- segundo o qual nas relações virtuais predomina aquilo que verdadeiramente ocor. disposto art. TST-E-ED-RR-22100-64. negou-lhes provimento. não foi objeto do recurso de revista e dos embargos de declaração interpostos Maria Cristina Irigoyen Peduzzi.419/06 c/c arts. visto que não atendida 11. .2005.5. Deserção. p/ acórdão Min. Interposição por meio do sistema E-DOC. Min.5. Na hipótese. 18.OAB. não podendo argui- cuja chave de assinatura foi registrada. Questão não impugnada na primeira opor- tunidade. em desacordo com a diretriz da Instrução Normativa n° 18/99 do TST. Min. red.. em razão da existência de norma expressa a exigir identidade en..0000. Assinatura digital talmente o Ministro Renato de Lacerda Paiva. se dá diretamente. Não configuração. a SBD1-I. Brito Pe- pela reclamada.. que adi- ausência de pressuposto recursal extrínseco relativo à regularidade de representa. Aloysio Corrêa da Veiga e João Oreste Dalazen. tem-se que.2. conforme outro sentido. afastando a necessidade de indicação expressa de violação O preenchimento incorreto da guia de depósito recursal constitui irregularidade do art. Nulidade absoluta.RR-877540- -lhe manifestar-se sobre os documentos encaminhados por aquela Corte regional. da Resolução no l. Ademais. -la apenas quando sucumbente em sua pretensão. Renato de Lacerda Paiva. red. reira. esse entendimento. quando não mais possível à parte adversa sanar o vício. red. Vencido to- 12.2010.0071.. desde que haja nos autos instrumento de mandato habilitando As alegações relacionadas ao exame de pressupostos extrínsecos processuais.5. ao considerar exaurido o ofício Min. Guia GFIP. mas por teve o não conhecimento da revista-. Renato de Lacerda Paiva. na hipótese. relator.906/94. e. novo à cognição da SBDI-I. Configuração. parcialmente. SBDI-I. subscritores não inscritos nos quadros da Ordem dos Advogados do Brasil. Todavia. . Irregularidade de representação. Preclusão. Min. rei.15. relator. por maioria. por unanimidade. do STJ).2002.6. Assinatura digital fir. TST-E-ED.. !Embargos. pois se trata de questão de ordem pública insanável. tou os embargos anteriormente interpostos. Art. Aloysio Corrêa da Veiga. Subscritores de re- curso ordinário não inscritos nos quadros da OAB. A SBDI-1.0013. Com No caso. Augusto César Leite de Carvalho. rei. por violação do art. Configuração. Mello Filho. Lelio Bentes Corrêa. Maria Cristina jurisdicional com a prolação do acórdão em embargos de declaração. (Informativo n° 35) cimento do recurso. a SBDI.906/94. da Turma por fundamento diverso. serem matéria de ordem pública. SBDI-1.. por divergência jurispru- advogado indicado como autor da petição (arts. Viola. de 10/2/10. e que a violação do art.. o efetivo subscritor do apelo é aquele que falar nos autos. 47. que só tomou conhecimento dos fatos após o relator facultar..15.5.2. Ives Gandra Martins violação do art.6. se a re e não aquilo que é estipulado. SBDI-I. Essa questão ordinário da reclamada.5. a guia GFIP foi preenchida anular os atos processuais praticados a partir do recurso ordinário interposto por erroneamente quanto ao número do processo e da vara por onde tramitou o feito. p/ acórdão Apresentada a manifestação.496/07. entendeu a Subseção que a ausência de indicação de Min.0047. Aloysio Corrêa da Veiga. SBDI-I. ressaltou-se que o STJ adota entendimento em curso ordinário. 4° da Lei n° 8. tre o titular do certificado digital usado para assinar o documento e o nome do conheceu dos embargos interpostos pelo reclamante. entende-se que anuiu com seu conteúdo. Luiz Philippe Vieira de mada por advogado diverso do subscritor do recurso.2012 (Informativo n° 26) mento de mandato outorgado para ambos os causídicos.01. e da vara na guia de recolhimento. -E-RR-236600-63. III.. Argni~ão apenas quando a parte a quem socorre a irregularidade se É regular a representação na hipótese em que o recurso interposto por meio do tornou sucumbente. a Corregedoria do TRT da 15a Região comunicou ao TST que os subs..2. o Ministro relator. 18.2009. Embargos interpostos anteriormente à Lei no 11. Vencidos os Ministros Renato de Lacerda Paiva. Existência de instru. Depósito Recursal . a SBDI-l. Na espécie. 1 sistema E-DOC vem subscrito por advogado diverso daquele que procedeu à as- : sinatura digital. se aposto nome de advogado diverso parte a quem socorre a irregularidade deixa de indicá-la na primeira oportunidade daquele que assinou digitalmente o recurso. Indicação equivocada do número do processo ção do art..2012. 7. 4° da Lei n° 8.4. mantendo a decisão 11. não estão sujeitas à preclusão. 5. devolveu o prazo recursal à parte. I.2001. 896 da CLT. TST-EAIRR-2439-61. (Informativo n°1) 1:58 159 . 13 do CPC.o qual man- Peduzzi e Alberto Luiz Bresciani. 245 do CPC. decorrente da ausência de autenticação da procuração outorgada aos advogados -1. por unanimidade. o qual não foi alegado pelo reclamante processual. 1°.10.09.não possuíam inscrição na OAB. 8. . Na hipótese.496/07. § 1° e 21. por maioria.906/94. vencidos os Ministros Augusto César de Carvalho. Min. Depósito recursal. minadas de ofício pelo julgador. que também não conheciam do recurso.3.5. rei. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS seco. Assim. no mérito. trata-se de vício desde que devidamente constituído nos autos.0121.2014 (Informativo n° 85) 12. p/ acórdão Min. Irregularidade de representação. TST. SBDI-I. conheceu dos embargos interpostos anteriormente à Lei n° que compromete a eficácia do ato processual praticado. rei. o Ministro I Ives Gandra Martins Filho. em atenção ao princípio da existência concreta. TST-E-ED-RR-98500-35. nos termos do art. 245 do CPC. e. por maioria. 4° da Lei n° 8. responsabilizando-se pela petição entregue. Antônio José de Barros Levenhagen. conheceu dos embargos e deu-lhes critores do recurso ordinário interposto pelo reclamante perante aquele Tribunal provimento para restabelecer o acórdão do Regional que julgou deserto o recurso . relator.2012. Com esse entendimento. Com base nessa premissa.09. examinando questão de ordem em relação à representação das reclamadas juntada com a contestação. rei. (Informativo n°5) 12. mas apenas em sede de embargos de declaração ao re- de admissibilidade..

Configuração.8. a SBDI-I. Ausência de previsão no ordenamento jurídico. para determinar o retorno dos au. conheceu dos embargos. fiscalizar o exercício das profissões correspondentes. deu-lhes provimento para. Recurso ordinário.01. afastada a deserção. (Informativo n° 90} 160 161 ~-~-------- . portanto. do TST. o da reclamada como entender de direito. portanto. 2. rei. o pagamento da contribuição previ. no mérito. c Aduquímica Adubos Quími- restando inexigível o depósito recursal quando da interposição dos embargos. inclusive no que o retorno dos autos ao TRT. Natureza jurídica..2012 (Informativo n° 16) são. Inexigibilidade. negou-lhes provimento. sob cos Ltda. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS jurídica. por unanimidade. consequence- Filho. 28.. não necessita efetuar Os conselhos de fiscalização do exercício profissional constituem autarquias es- outro depósito recursai para interpor. Fortesolo Serviços Integrados Ltda. interpostos pelos reclamados Órgão Gestor de Mão de Obra do Trabalho Portuário sentados em momento posterior ao advento da referida lei. Assim.5.0261. Aplicação. Assim. havendo necessida- Filho. por maioria.5. Com base nesse entendimento. deu provimento . deu-lhes provimento para determinar que o OGMO/PR. Ponta do Félix. e. Ex- Não encontra previsão no ordenamento jurídico pátrio a exigência de recolhi- tinção do processo com resolução de mérito. ainda que apre. Com esses fundamentos.. .. arguiu o reconhecimento da prescrição bienal. pela segunda vez.9. No caso. do TST e do art. prossiga no julgamento como entender de direito.. deu-lhe provimento para determinar se aplicam os privilégios de que trata o Decreto-Lei n° 779/69. ressaltou o e à concessão de prazo em dobro para recorrer. por contrariedade à Súmula n° 128.2009.1994. SBDI-I. à sua exclu- Vieira de Mello Filho.2012. conheceu dos embargos in- § 7°. pelas demais empresas que integram a relação processual. da CLT. reformando o acórdão recorrido. em vigor à época da interposição. 25. Renato de Lacerda Paiva. (Informativo n°2) Lacerda Paiva. no levantamento do referido depósito. Luiz Philippe mente.5. constara-se rio. TST-E-RR-136600-30. Com peciais instituídas pelo Estado para a consecução de um fim de interesse público. Min. n° 128. Não aproveitamento pelos demais reclamados. SBDI-1. Recurso ordinário. superada a deserção do segundo recurso diz respeito à dispensa de recolhimento de custas processuais e de depósito recursal ordinário. a eles por divergência jurisprudencial e.5. a título de depósito recursal. à unanimidade. rei. do TST.2009. tos à Vara do Trabalho a fim de que proferisse nova sentença. SBDI-I.5. Min.275/10. -ED-AIRR-40140-31.. esse entendimento. sendo inegável.4. item I. . a fim de que julgue o recurso ordinário pleiteado a sua exclusão da lide. 15.23.. Não con- figuração. decisão do Regional na parte em que pronunciou a deserção dos recursos ordinários 899 da CLT quando da interposição dos recursos subsequentes. SBDI-I. Min. a SBDI-I. SBDI-I. por unanimidade. 83 da Consolidação dos Provimentos da Corregedoria-Geral da Justiça do Trabalho. Na hipótese. não há certeza acerca das parcelas objeto da condenação. Arguição de prescrição bienal. a não ocorrência de no mérito. rei. a SBDI- relator que a parte completou o valor depositado de forma a atingir o limite legal -I. De- previdenciárias em acréscimo ao valor da condenação. embora não tenha o retorno dos autos ao TRT de origem. mento.2004.2014. Vencidos os Ministros Renato de deserção. do montante atribuído às contribuições Ausência de condenação solidária ou subsidiária ap6s fevereiro de 2007. em cas·o de provimento de eventuais recursos. denciária somente é devido quando finda a execução. não houve condenação solidária nem subsidiária do OGMO/PR no período posterior a fevereiro de 2007. 899. José Roberto Freire Pimenta e Alexandre de Souza Agra Belmonte. Pagamento efetuado por apenas uma das empresas. Terminais Portuários da -se que a alteração legislativa é pertinente ao preparo do agravo de instrumento. Realização de novo dep6sito recursal.0022. Privilégios do Decreto-Lei n° 779/69. proferida a sentença.04. por divergência jurisprudencial e. a SBDI-1. Equivalência à exclusão da lide. no caso concreto..275/10.09. conheceu dos embargos e. o reclamado que. de modo que não se afigura possível utilizar o depósito recursal recolhi- n° 12.0051. no mérito. no momento em que No caso em que uma das empresas condenadas solidariamente é excluída da lide. no Interposto agravo de instrumento antes da vigência da Lei no 12.2. Autar- preliminar de cerceamento de defesa acolhida. Não configuração. rei. TST-E-RR-26500-89. TST-E-ED-RR-87200-72. tornar-se possível o levantamento do depósito recursal por ela efetuado. lei. quando foi instituído o . Nos termos da Instrução serção dos recursos ordinários dos outros reclamados. terpostos pelo reclamante. pois.2013 (Informativo n° 44) ciárias. Conselho de fiscalização do exercício profissional.. único reclamado a efetuar o depósito recursal. no julgamento de seu primeiro recurso ordinário. recurso ordinário. Inclusão das contribuições previden.3. Inexigibilidade de posterior pagamento do dep6sito previsto no art. a SBDI-I. Interposição de recurso de embargos na vigência da referida do pelo OGMO/PR para garantir a execução que só alcança os demais reclamados. por maioria..2013 (informativo n° 38) de de novo recolhimento apenas nas hipóteses em que haja alteração de instância. 25. ressaltou. Min. Agravo de instrumento interposto antes da vigência da Lei OGMO/A. Vencido o Ministro lves Gandra Martins que resultaria em extinção do processo com resolução do mérito e. TST-Ag-E-ED- ordinário. TST-E-ED-RR-262000-94. quia. Nova sentença. rei. conheceu do recurso de embargos. Ives Gandra Martins O depósito recursal deve ser efetuado uma vez a cada recurso..2008. Dep6sito recursal. afastando a deserção do recurso ordiná. restabelecer a parte agravante dispensada de efetuar o depósito recursal previsto no § 7° do art.. ceve a . João Oreste Dalazen.. relator.. Deserção. Acolhimento da preliminar ao agravo para... III. Súmula Normativa n° 3. Ademais. Vencido o Ministro Ives Gandra Martins Filho. Min.02. equivalendo. Sendo assim. Deserção. Com esse entendimento. por maioria. os valores podem ser qual o item III da Súmula n° 128 do TST excetua o aproveitamento do depósito alterados. Dep6sito recursal. Interposição de segundo recurso embargos. razão pela uma vez que. Dep6sito recursal. qual seja.0019. determinar o processamento do recurso de de cerceamento de defesa. a fim de que. fica a mérito. Na hipótese. Avulso do Porto Organizado de Antonina (OGMO/A). Augusto pena de se fazer retroagir a lei sobre ato processual já praticado e gerar insegurança César Leite de Carvalho. 111.0411.

9.0016.10. por maioria.. 27.0042. ora duas linhas.3. Na hipótese. determinar o retorno dos auto! à turma de origem.TST-E-ED-RR-91600-02. a ausência dessas folhas 2010.2014 (Informativo n° 74) e Renato de Lacerda Paiva. Maria Cristina Irigoyen Peduzzi Belmonte. _Com mesmo advogado subscritor do recurso.2005. Por fim. na penulnma pagma. rei. Desnecessidade.2. ficando prejudicado o exame dos demais os Ministros Brito Pereira. reL Min. Recurso enviado por fac-símile. No peticionamento eletrônico (e-DOC) o própric· sistema atesta a assinatura di- Não enseja irregularidade formal a transmissão do recurso de embargos por meio gital. Não configuração. que não conheciam do recurso. 18. a fim de 512/513 e 519/520.2012 (Informativo n° 26) Na hipótese em que a decisão recorrida consignou que a aplicação da _multa por litigância de má-fé decorreu da avaliação subjetiva do julgado~. no sentido de negar provimento ao embargos. data constante da primeira e da última folha da petição do recurso. SBDI-l. rei. por si só. esse entendimento.0 1.. Renato de Lacerda Paiva. Assinatura digital. temas do recurso de embargos.. por unanimidade. TST-E-RR-307800-59. conheceu dos embargos mter- rêa não se tratar de irregularidade formal. rei. e assinatura distinta. anulando os acórdãos de fls. Preclusão consumativa. Renato de Lacerda Paiva. conforme exige a Lei n° 9. ao não conferir com os originais apresentados. Multa por litigância de má:fé rude de pedido de vista regimental formulado pelo Ministro Lelio Bentes Corrêa. 5°.9.03. Brito Pereira. Min.) (Informativo no 21) . Ives Gandra Martins Filho.. Filho. a SBDI-I. Transmissão via fac-símile. a SBDI-I. SBDI-I.ia.------------------~-~·--·------------~---· .5. a SBDI-1. juntados aos autos. "In que ausentes as folhas que normalmente trazem 1 identificação e assinatura do casu". leitura for possível identificar mitida nesta mesma data por fax. o julgamento foi suspenso em vir. Recurso interposto via e-DOC. foram protocola. Assim. o documento enviado por fax deve ser tido por quenos trechos suprimidos não impedem a correta c~mpreensão da COI~trové:s. por maioria. TST-E- TST-E-RR-1141900-23. deu-lh:s exige identidade de conteúdo entre a petição transmitida via fac-símile e aquela provimento para afastar a irregularidade de repr~s~ntaçao. TST-E- conheceu dos embargos por divergência jurisprudencial... das dez laudas do ~ec_urso.0058. conheceu dos embargos por enten- 162 163 1!. a parte protocolou a petição origi. petição encaminhada por fac-símile e os originais juntados aos autos. da CF. protocolizada no prazo legal.12. LV. o prazo final para interposição dos embargos foi no dia 6 de dezembro de advogado (folha de rosto e última lauda). 12.5. 20. Multa por litigância de má-fé. conheceu dos embargos por violação do art. Na hipótese. de modo que não pode ser tido por inexistente ou apócrifo o recurso em de fac-símile com data e assinatura diferentes do original interposto em juízo.5. e. não se pode processual. de modo que a É válida a interposição de recurso sem que haja absoluta coincidência entre a utilização dos instrumentos processuais pertinenres não caracterizaria. Outrossim. ED. buir à parte os encargos decorrentes de problemas na transmissão. Alexandre de Souza Agra Ives Gandra Martins Filho. sob pena de exacerbação do formalismo. Quanto ao mérito..8. Min.. por maioria.. -1. Fac-símile. conduta mcompanvel com a atual ststemanca inexistente. três linhas correspondentes a uma transcrição de aresto do STJ. :i~1co . Com esse entendimen- pelo reclamante antes da vigência da Lei n 11. Min. Em 7 de dezembro de 2010. SBDI-I. por violação d~ art. SBDI-l. 5o.2012. de atos decisórios. decretando a nu!tdade LV. mas com data bargos de declaração opostos fora do quinquídio legal se o objetivo da petição de 7 de dezembro de 2010. Recurso. com fidelidade de conteúdo das razões recursais. determinar o retorno dos autos à Turma de origem. vencidos os Ministros -ED-RR-177500-51.. quando os pe- nal no prazo recursal.2002.0900. Recurso enviado por fac-símile e via e-doe os defeitos de transmissão identificados no fax não se mostrem relevantes para a apreensão da controvérsia. sem utilidade Não se aplica a preclusão consumativa ao caso em que. Não incidência. lves Gandra Martins . e não c::mstam. e. a fim de que proceda a novo julgamento do recurso de revista do empregado...-r ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS -I 12. SBDI- Aloysio Corrêa da Veiga e Dora Maria da Costa.. trans. implicaria exacerbação da forma. prevaleceu o entendimento de que atri- transmitido via fac-símile estivesse incompleto. na medida em que a Lei no 9. No caso concreto. a SBDI-I. os vícios que a parte indica.496/2007. Transmissão incompleta. rei. Entendeu o Ministro Lelio Bentes Cor.7.5. deu-lhes provimento para. após proferido o voto do relator. exclUir da con~ena:ao recebida ulteriormente em juízo. não se comideram extemporâneos os em- dos os originais. da CF...02..0036. Data e assinatura diferentes do original. Intuito protelatório.800/99 postos pelo reclamante por divergência jurisprudencia-l. co~venctdo de'q~e . e. afastada a mencionada irregularidade.2002.2012 (No mesmo sentido. Irregularidade formal.. no mérito. Ives Gandra Martins 20.2014 (Informativo n° 76) Filho.2005. Petição original não contêm ora uma linha.800/99. Ausência das folhas que trazem a identifica- . 20. por unanimidade. Venctdos reclamante como entender de direito. desde que a litigância de má-fé. ao passo que o aresto trazido à colação estabeleceu a tese de que a aplicação da preensão da controvérsia. não obstante o recurso para o deslinde da questão. relator. Trechos suprimidos irrelevantes à com. ção e a assinatura do advogado.12... Min.2. Regularidade. conheceu dos embargos interpostos considerar ratificado.. a SBDI-I.2.2008. no mérito.5. Absoluta coincidência com os originais os embargos declaratórios foram infundados e opostos com mrutto protelarono. Não caracterização. no _mérito. deu-lhes provimento para. publica~do­ que prossiga no julgamento dos primeiros embargos de declaração do sindicato -se a intimação do reclamante para a respectiva sessão de julgamento. não impede o conhecimento do recurso se da sm. to. para que examine os embargos de declaração como entender de direito. porque. apesar de indicado o nome do era apenas alertar o Tribunal da incompletude dos primeiros declaratórios. referida multa pressupõe o dolo da parte em atrasar o processo. Com a multa de 1% sobre o valor da causa e determmar o retorno dos autos a tutma esse entendimento. Lelio Bentes Côrrea. -ED-AIRR-384240-64.

18. Despacho denegatório do recurso de revista que afasta as violafóes e a diver- o agravo de instrumento que apenas renova as violações apontadas encontra-se gência jurisprudencial apontadas com base no art. SBDI-I. Súmula n° 422 do TST. conheceu dos embargos por má-aplicação do referido verbete e. origem para que. pelo TRT aponta a Súmula n° 126 do TST como óbice ao processamento do -RR-183240-09. por maioria.TST-E-ED. Não mérito. 28. a e c de Mello Filho. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS der configurada a divergência jurisprudencial.2010.2012 (Informativo no 31) em análise realmente seria aplicável a vedação à reapreciação de fatos e provas e em que casos se estaria afastando as violações de lei. por unanimidade. admitindo-se. não ensejao paga~en~o da indenização de 20o/o prevista no art. deu . ção dos embargos de declaração. No mé- Agravo de instrumento que impugna apenas o tema que se referia às violafóes rito. a SBDI-I. Luiz Philippe Vieira de Mello Filho.21. Filho. Min. rei. ção. Com esse entendimento. conheceu dos embargos por divergência jurisprudencial e. afastado o óbice da Súmula n° 422 do TST. deu-lhes provimento para determi- nar o retorno dos autos à Turma de origem a fim de que julgue o recurso de revista.0036. direito. u. Decisão que não conhece do recurso por ausência de fundamenta- condenação a indenização por litigância de má-fé. !ações e a divergência jurisprudencial apontadas com b ase no art.2012. afastado o óbice ao conhecimento do recurso. Decisão que não conhece de agravo de dade. do CPC. ainda que protelatórios. "à' e "c" da CLT e devidamente fundamentado. Vencido o Ministro lves Gandra Mar- tins Filho.2012 (Informativo n°15) 164 165 . por maioria. como entender de direito..5. 896. inferir em quais temas 22. TST.E-ED-RR-879000-69. É suficiente para elidir a incidência da Súmula n° 422 do TST a impugnação dos fundamentos de direito. na apreciação do agravo de instrumento.2012. na espécie. Com esse entendimento.06.0012. prossiga no julgamento do agravo de instrumento em recurso de revista como entender de direito.lhes provimento para determinar o retorno dos autos à Turma de incidência. TST-E-AIRR-418-60. cabe ao TST. § 2°. e João Batista Brito Pereira.2009. Contrariedade à Súmula n° 422 do TST. tendo em conta 12. Não caracterizafáo. Luiz Philippe Vieira ". ao mesmo tempo.dos autos à Sétima Turma a fim de que. inclusive.6. parágrafo único. p/ acórdão Min. SBDI-1.5.04. SBDI-1. no mérito.6. Min. TST-E-AIRR-44900-45. o aprecie como de Na hipótese em que o despacho denegatório do recurso de revista afasta as vio. 896.5. Ives Gandra Martins Filho. Apelo em que não se impugnam os fundamentos fáticos da decisão recorrida. uma vez que a simples utiliza. rei. rei. re- lator. relator.. na medida em que o reconhecimento de eventual violação ou divergência jurisprudencial seria suficiente para afastar os óbices apon- tados pelo TRT.02. por unanimi- nas Súmulas n°s 296 e 337 do TST. no caso.0025.... (Informativo n°11) . SBDI-1.11. Com esse posicionamento. Vencidos os Ministros Ives Gandra Martins Filho. a Subseção deu provimento aos embargos ~ara afast~ da afastadas. a repetição das alegações trazidas nas razões da revista. a obtenção de novo emprego por parte do empregado acidentado que postulava sua estabilidade provisória. não sendo necessária a insurgência contra os fundamen- tos de fato aludidos na decisão recorrida. no instrumento por ausência de fundamentafáo. Min. a SBDI-I. (Informativo n°14) da CLT e nas Súmulas n°s 296 e 337 do TST não se faz necessária a insurgência contra todos os fundamentos.5.9. mas apenas a aphcaçao No caso em que o despacho de admissibilidade do recurso de revista proferido da multa de 1o/o de que trata o art. conheceu dos embargos por má aplicação da Súmula n° 422 do TST e.2002. 31. Despacho de admissibilidade do recurso de revista que afasta as violafões de Freire Pimenta.. Alberto Luiz Bresciani de Fontan Pereira e Dora Maria da Costa. deu-lhes provimento para determinar o retorno .2008. red. José Roberto Freire Pimenta. Súmula n° 422 do TST. o tema objeto do inconformismo do agravante referia-se apenas às violações afastadas e não ao óbice da Súmula n° 126 do TST. a SBDI-I.5.12. Luiz Philippe Vieira de Mello lei indicadas e aponta como óbice ao processamento a Súmula no 126 do TST. afasta as violações de lei indicadas nas razões do ape- lo. Assim. lves Gandra Martins Filho. 538. do CPC. Regularidade formal que. Desnecessidade de insurgência contra todos os fundamentos. Má aplicafáo. rei. conclui-se que . recurso e. Renato de Lacerda Paiva.2. no mérito. vencidos os Ministros José Roberto .0012.

III. 2009. ~. José Carlos Barbosa. p.. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. exceto se houver dúvida razoável (Súmula n° 100. 2010.:Tr. Por esse raciocínio. sendo interposto o recurso. 176. Com efeito. ou seja. Flávio Cheim. ed. 4. 1. EFEITO DEVOLUTIVO O efeito devolutivo é transferência ao JUIZO ad quem do conhe- cimento das matérias julgadas no juízo a quo. BEBBER. Teoria gemi dos recursos cíueis. busca-se nova manifestação do Poder Judiciário sobre a matéria decidida. CAPÍTULO VI EFEITOS RECURSAIS A interposição do recurso gera diversos efeitos. 2009. No entanto. entendendo que o efeito devolutivo someme rem aplicação quando há transferência para outro órgão. tal efeito não existirá na hipótese de recur- so intempestivo ou manifestamente incabível. Rio de Janeiro: Forense. v. Júlio César. o que afasta sua aplicação nos embargos de declaração: MOREIRA. 283. 2. rev. Comentários ao código j de processo civil. que produzem re- flexos práticos para o processo. ed. atual. 1) extensão do efeito devolutivo 110 No senrido do texto: JORGE. vez que essa transferência é inerente aos recursos 110 • O efeito devolutivo deve ser analisado sob dois enfoques: da exten- são (dimensão horizontal) e da profundidade (dimensão vertical). Recursos no processo do trabalho. é possível concluir que todos os recursos são dotados do efeito devolutivo. EFEITO OBSTATIVO O efeito obstativo consiste no impedimento do trânsito em julga- do da decisão. p. o trânsito em julgado fica postergado. 5. 15. Passamos a analisar cada um dos efeitos. São Paulo: I. do TST). 2. ed. para o TST.---~- 167 ------------- . Em sentido contrário. p. 260-261. e ampl.

objeto de apreciação e julgamento pelo tribunal todas as questões suscitadas e discutidas no nada. todas as questões suscitadas e discutidas do processo. suscitadas apenas no recurso ordinário. empresa apresente recurso ordinário. mesmo que a sen- ponha recurso ordinário. concluindo pelo provimento ou não do recurso. portanto. Isso ou seja. podendo reexaminar todo o conjunto pro- de manifestação. documentos etc. porém. dente de trabalho. Exemplifica-se: A empresa é condenada ao pagamento de horas Verifica-se pelo § 1o que o órgão julgador poderá se utilizar de extras. tos. independentemente convenceram o juízo a quo. Tal efeito. Caso a limitada. vislumbra-se que a mera possibilidade em idêntica situação o juízo a quo e juízo ad quem no momento do de exame das questões pelo juízo a quo permite que o tribunal ()uízo julgamento. depoimen- É imprescindível que a extensão do recurso seja feita inicialmente. Exemplo: Reclamante postula a reintegração no emprego com o 111 JORGE. 2009. poderá insurgir-se contra todos os capítulos tença tenha se omitido quanto a algumas delas. Verifica-se que. decorrendo sempre da própria vontade do recorrente. rev.). batório. o tribunal poderá verificar todo o conjunto probatório (perícia. Trata-se da processo. demais capítulos (horas extras e indenização pelo dano moral) serão o juiz afastou a conclusão da perícia e. o juízo a quo tenha tido a oportunidade de analisar as questões. Dessa forma. nesse último caso. o juízo ad quem não ficaria limitado às provas que tões dentro da quantidade impugnada (extensão). em sua profundidade. mesmo que a decisão recorrida e o recurso novas. pois. PPRA). fundamentos e ques. tantum devolutum quantum appelatum. mas por documento apresentado pela própria empresa A profundidade do efeito devolutivo é aquela que devolve auto. 515 do CPC. questões e provas que estavam ao alcance do juízo a quo. ainda que a sentença não as tenha julgado por aplicação do caput do art. mesmo que a sentença não tivesse feito referência a algum deles. fundamento e o juiz acolher apenas um deles. a apelação cumbente ou de apen::. devolverá ao tribunal o conhecimento dos demais. vem disciplinado nos §§ 1° e 2° do art. portanto. especificamente ao re. São fundamento de que era representante da CIPA ou porque sofreu aci- Paulo: Editora Revista dos Tribunais. § 1° Serão. 515 do CPC. de extensão total. O efeito devolutivo. não poderá o revel levantar questões material deduzido em juízo. Já o § 2° permite que o juízo ad quem possa analisar os diversos curso ordinário. Caso ela inter. (por exemplo. de modo que os condenada ao pagamento do adicional de insalubridade. atual. a extensão técnico do reclamante. e ampl. da sentença (horas extras. ÉL!SSON MIESSA EFEITOS RECURSAIS A extensão do efeito devolutivo é a quantidade de matéria impug. 291. uma vez que o juízo a não façam qualquer referência ao mesmo" 111 • quo não pode fazer nenhuma apreciação sobre elas. Caso o juiz reconheça a garantia de emprego com 168 169 . É imprescindível. mesmo que o juiz a quo não ti- maticamente ao juízo ad quem todas as alegações. vale-transporte e indenização pelo dano mo- ral) sendo. Tem-se. laudos dos assistentes técnicos. permite-se que o órgão julgador possa se utilizar "de todo o quer dizer que. a insurgência do § 2° Quando o pedido ou a defesa tiver mais de um recorrente poderá ser de todos os capítulos da sentença em que foi su. Na sentença. pode beneficiar ambas as partes. vesse citado o PPRA. que consagra a máxima romana inteiro._s parte deles. passando-se somente em seguida para a análise de sua profundidade. vale-transporte e indenização pelo dano moral. p. poderá recorrer Exemplificamos para elucidar o referido parágrafo: A empresa foi tão somente do capítulo referente ao vale-transporte. Flávio Cheim. no caso de revelia. fundamentos levantados na inicial e na contestação para determinado in verbis: pedido.. 4. decidiu pela existência da insalubridade. ad quem) possa enfrentá-las no julgamento. Por outro lado. com base no laudo do assistente acobertados pela coisa julgada. O que se busca co~ a profundidade do efeito devolutivo é colocar Com base nesse dispositivo. Teoria geral dos recursos cíveis. de modo que este poderá analisar todas as alegações. o tribunal poderá admitir a insalubridade não pelo laudo do as- 2) profundidade do efeito devolutivo sistente técnico. que damentações. Assim. ed. fun.

contudo.192/01). tendo efeito meramente devolutivo (CLT. ed. arual. 2010. te comprovadas. art. rida. do CPC 4. 275. devolvendo 3. devidamen. Teoria gemi dos recursos cíveis. no exemplo. Art. 4.i/ comen- de medida cautelar inominada. 899. os recursos não são dotados de efeito o qual permite ao tribunal (juízo ad quem) julgar matérias de ordem suspensivo. o qual é decorrente do princípio inquisitivo. ainda que não translativo. Código de processo cir. Rosa Maria de Andrade. ou seja. salvo a hipóte- se contida no § 3° do art. poderá o tribunal negar a garantia de emprego Nesse caso. EFEITO SUSPENSIVO ao tribunal todos os fundamentos e questões debatidas no processo. Existe. NERY. a depender do disposto no regimento interno do tribunal. por serem conhecidas de ofício. Nelson. Percebe-se. ' como as questoes assim . que. sidente do tribunal ou ao relator. 300. 850. Não se aplica. na medida e extensão conferidas em seu des. único). o pedido será formulado por meio de ação cautelar todos os fundamentos da inicial. ca.. p. uma exceção: O recurso ordinário de sentença normativa (dissídio coletivo). enquanto não houver o primeiro ju- pelo acidente do trabalho da reclamante.RY Jr. mas admiti-la com base no acidente de o recurso interposto. ízo de admissibilidade recursal (Súmula n° 634 e 635 do STF). o qual decidirá liminarmente sobre o pedido cau- No sentido do texto. Sáo Paulo: RT. poderá ser feito por mera petição ou em conjunto com pela representação da CIPA. que passará a ser Utilizada 10. mesmo que a reclamante não levante esse fundamento nas contrarrazóes de recurso. entendido como a possibilidade de o juízo ad quem julgar renovados em contrarrazões. No processo do trabalho. ao matérias de ordem pública. contempla que os recursos possuem ainda o efeito da defesa. a qual equivalerá à concessão de efeito tado e legislação extmvagante. para conceder efei•o suspensivo ao recurso. não examinados pela sentença. § 6° e art. a analisar Nessa hipótese. Efeito devo- lutivo em profundidade. a Súmula no 393 do TST: telar. está em idêntica situação em inominada 112 . 171 170 . O pedido cautelar 114 JORGE. 515 do CPC. art. independentemente de provocação da parte.. EFEITO TRANSLATIVO O efeito devolutivo em profundidade do recurso ordiná- rio. ou seja. acredita que esse efeito nada mais é do que o efeito devolutivo em sua profundidade. Recurso ordinário. São será requerido: Paulo: Editora Revista dos Tribunais. estando ou não os autos no tribunal.701/88. será analisada pelo órgão competente para analisar o mérito do recurso. que. rev. do TST). contempla que pacho (Lei n° 7. caberá agravo regimental. De qualquer modo. na hipótese de recurso or. a tese majoritária admite o efeito translativo. quando já proferido o primeiro juízo de ad- missibilidade. 2) ao juízo ad quem. parágrafo É interessante observar que. dependem de manifestação da parte 113 • Parcela da doutrina. quando o presidente do TST confere efeito suspensivo. 515. pelo jdzo ad quem (art. transfere A doutrina. Flávio Cheim. ao lado dos efeitos tradicionais dos recursos (devolu- ao Tribunal a apreciação dos fundamentos da inicial ou tivo e suspensivo). Súmula no 393 do TST. em situações excepcionais. bl'1ca I 14 . 2009. porém. todavia. 7°. suspensivo ao recurso (Súmula n° 414. poderão ser suspensos os efeitos da sentença por meio 113 NF. put). dinário pela empresa. 14 da Lei n° a tutela antecipada de natureza cautelar e amecedence. trabalho. Da decisão liminar. aprovado pela Câmara dos Depurados.d e ord em pu. O efeito suspensi~o impede a execução imediata da decisão recor. que se extrai do § 1° do art. p. e ampl. ÉLISSON MIESSA EFEITOS RECURSAIS base na representação da CIPA. nada mencionando sobre a garantia I) ao juízo a quo (recorrido). 112 O Projeto do Novo CPC. in- caso de pedido não apreciado na sentença. o tribunal estará apto. 11. analisada a extensão do recurso (pe- dido de reintegração). direcionado ao pre- que o juiz de 1° grau estava na ocasião do julgamento. I. ed. 515 do CPC. por força de lei. pública. § 1°.

como da valorização do trabalho e do extraordinária se submetam ao prequestionamento. A prescrição O C. Carlos Velloso. É que. EFEITO EXPANSIVO 115 No mesmo sentido é o entedimenco do STF. nesses recursos. RAÇÃO DE OFÍCIO. contrariando o princípio da proteção. do CPC. j. 3a Turma. DECLA- térias de ordem pública. Corte Trabalhista: passa essa questão. da proteção.2005. o caso da incompetência absoluta. 219. Necessidade. trata-se de pressuposto recursal específico desses sua função socioambiental. RECURSO DE REVISTA. INCOMPATIBILIDADE COM O PROCESSO DO TRABALHO.11. atingir matérias não impugnadas e/ou sujeitos que não recorreram. § 5°. § 5°.597-77.1. Pronunciamento ex officio da prescrição O efeito regressivo é a possibilidade de o juízo se retratar da deci- O art. j. torna-se clara a incompatibilidade do novo dis- Orientação Jurisprudencial no 62 da SDI . rei. o C.2007. nos casos previstos em lei. segue ementa de decisão da recursos. art. da norma mais favorável e da submissão da propriedade à prévia acerca do tema. a finalidade de preencher o pressuposto do prequestionamento capaz por incompatibilidade com o sistema trabalhista. por exemplo. Rei. 1a Turma. DEJT 13. TST não contemplou a aplicação de ofício da pres- Discute-se a incidência desse efeito nos recursos extraordinários crição ao processo do trabalho. vez que tal norma é incompatível com como é o caso. dos recursos de revista.TST adotou posicionamento contrário. o tribunal ultra. ao determinar a atuação judicial em franco apelo de natureza extraordinária. como da valorização do trabalho e do emprego. Al-AgR 5050. do CPC estabelece que "o juiz pronunciará. mesmo que se trate de matéria de ordem pública. EFEITO REGRESSIVO 4. em virtu- para o TST. podendo a partir daí conhecer todas as demais ma. inclusive quando se tratar de matéria de ordem trabalho a nova regra processual inserida no art. Nesse perior sobre as matérias previamente decididas e levantadas expressa. a prescrição". somente há manifestação do Tribunal Su.5. à sua função socioambiental.188/MG. o recorrente deverá expressamente demonstrar sua insurgência no recurso de natureza extraordinária. com Nesse contexto. (CPC. Nesse sentido. É necessário o prequestionamento como pressuposto de da norma mais favorável e da submissão da propriedade admissibilidade em recurso de natureza extraordinária. quando interposto contra indeferimento da petição inicial translativo dos recursos. rei. 12. além Parte da doutrina entende que. reconhecendo tal pressuposto.0004. a prescrição de ofício não teve acolhida nessa seara. vilista entra em choque com vários princípios constitu- cionais. EFEITOS RECURSAIS ÉLISSON MIESSA Contudo. PRESCRIÇÃO.4. no processo do trabalho. ou 172 173 . Passou a prescrição a ter contornos de matéria de É o que ocorre. Min. de são. de legitimar a atuação do TST 115 • 5. ofício.2010. suem natureza alimentar. 2a Turma. 219. a novel regra ci- se trate de incompetência absoluta. a OJ 62 da SDI-I do TST: no TST. 8°. o que provocaria a incidência do efeito so ordinário. Al-AgR 633. 2.12. Segundo a jurisprudência que se pacificou pública. O efeito expansivo consiste na possibilidade de a decisão do recurso Min. de do esgotamento do prazo para seu exercício. no agravo de instrumento e no recur- ordem pública e interesse social. não se mostra compatível com o processo do mente pelo recorrente. 6. como é RR. ainda que desfavor dos direitos sociais laborativos. Assim. Desse modo. positivo com a ordem justrabalhista (arts. contexto.2012. embora os recursos de natureza de princípios constitucionais. que pos- gos para a SDI e do recurso extraordinário para o STF.I do TST.029/MS. 296). Ministro Mauricio Godinho Delgado. Pressuposto de admissibilidade em CLT). por atuar em desfavor aos direitos sociais. Recurso de revista conhecido e provido.1 0. Ricardo Lewandowski. Isso ocorre porque consiste em meio de extinção da pretensão. além do próprio princípio ainda que se trate de incompetência absoluta. e 769 da Prequestionamento. Nesse sentido. exigindo decisão emprego. embar- a seara trabalhista.

. ou dos capítulos impugnados. 515. in verbis: • Efeito expansivo objetivo: ocorre quando o julgamento do re. sendo iniciada a execução provisória. Cassação A cassação de efeito suspensivo concedido a recur'o interposto de sentença nor- mativa retroage à data do despacho que o deferiu. 373. Curso de direito pro- passiva.. Recurso contra sentença normativa.. 2010. 117 Art. conforme disciplina o art. O recurso interposto por um dos litisconsortes a todos aproveita. transfere ao Tribunal a apreciacão dos fundamentos da inicial • Efeito expansivo subjetivo: quando o julgamento do recurso ou da defesa. 475-0.. Havendo solidariedade 118 DIDIER Jr. efeito expansivo subjetivo. o tribunal lhe dá provimento para afastar a condena. SÚMULAS DO TST E ORIENTAÇÕES JURISPRUDENCIAIS Exemplo: Sentença julga procedente pedido de equiparação sala. RELACIONADAS AO CAPÍTULO rial e hotas extras. . v. 7. Efeito suspensivo. 509 117) . há efeito rescindente e não efeito subs- titutivo118. no mérito: interno: quando atinge capítulos não impugnados no recurso da decisão recorrida. mas interdependentes (não autônomo) a) não for provido. a empresa alega mérito do recurso. Será: Esse efeito ocorre quando o recurso for conhecido e. Exemplo: no caso de litisconsórcio unitário. 509. 512. ou seja. II. defesas opostas ao credor lhes forem comuns. p.· ou seja. Parágrafo único. Recurso ordinário. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. o julgamento do recurso pode produzir decisão mais abrangente 7. o recurso interposto por um devedor aproveitará aos outros. não examinados pela sentença. 515 do CPC.. quando as cessual civil: Meios de impugnação às decisões judiciaJs e processo nos tribunais. 456. ção.rI ÉLISSON MIESSA EFEITOS RECURSAIS seja.. externo. art. pressupõe decisão meritória. Fredie. Art. Teoria Geral dos Recursos. CUNHA. todos os demais capítulos da decisão são atingidos. EFEITO SUBSTITUTIVO do que o reexame da matéria impugnada 116 • O efeito substitutivo do recurso estabelece que a decisão proferida É classificado em efeito expansivo objetivo (interno e externo) e no recurso (juízo ad quem) substituirá a decisão recorrida (juízo a quo). Nesse caso. do CPC. Em grau de recurso ordinário. salvo se distintos ou opostos os seus interesses. todavia. 8. 515 do CPC. externo: quando atinge outros atos praticados no processo que são externos e posteriores à decisão impugnada. 174 175 . ao caso de pedido n~::> apreciado na sentença. 512 do CPC. será atingida a execução provisória que fica sem efeito. litispendência. O julgamento proferido pelo tribunal substi- curso atinge matérias não impugnadas. pugnada (error in procedendo). podendo ser interno ou tuirá a sentença ou a decisão recorrida no que tiver sido objeto de recurso. salvo a hipótese contida no § 3° do art. do CPC nos termos do art. 8. 3. razões. 116 NERY ]r. Não se aplica. Efeito devolutivo em profundidade. Nelson. Súmula n° 393 do TST.. p. Leonardo José Carneiro da. O efeito devolutivo em profundidade do recurso ordinário. Na hipótese de provimento do recurso para anular a decisão im. pronunciamento de larial e horas extras. Súmula n° 279 do TST. . dando provimento ao recurso. que se extrai do § 1o do art. Bahia: JusPODIVM. ed. Exemplo: Sentença julga procedente pedido de equiparação sa- Portanto.. Art. Nesse caso. Ed. Em grau de recurso ordinário. § 1°. o recurso de um bene- ficiará mesmo aqueles que não recorreram (CPC. a equiparação salarial e as horas extras. 2014. ainda que não renovados em contrar- abrange sujeitos que não recorreram. b) for provido para reformar a decisão. o que é acolhido pelo tribunal.

afasta~'do a pres~r~ção declar~da. Prescris. a SBDI-I.0036. (Informativo n°15) Na hipótese em que a primeira condenação imposta ao reclamado ocorre em sede de recurso de revista. a multa nele aplicada com base no art. Renato de Lacerda Paiva..0000. rei.3. Min. julgando novamente os embargos de declaração. cabe ao colegiado o exame da prejudicial de prescrição.. _51? do EFEITO DEVOLUTIVO CPC ampliou a possibilidade do julgamento Imediato ~a hde. Julgamento imediato da lide. deu-lhe provimento para pronunciar a prescrição da pretensão quanto às parcelas exigíveis anterior- mente a 12. Pos- sibilidade.. (Informativo n°1) .6. por ausência de interesse de agir.ão e não analisada em sentença. Com esse entendimento.. sem julgamento A SBDI-II entendeu não caracterizar supressão de instância ou julgamento extra do mérito. rel.12. Ives Gandra. por divergência jurisprudencial. por unanimidade.17.--·-*-·· . Orientas. nal Regional e transitada em julgado em relação a um dos. §§ 1° e 2°. Supressão de mstancta ou Julgamento extra contra decisão proferida em mandado de segurança.82. 538. vencido o Ministro Ives Gandra Martins Filho. Extinção cia de origem. por maioria.. análise. deu-lhes provimento para determinar o re- torno dos autos ao Tribunal Regional de origem a fim de que. mesmo que não suscitada em contrarrazões. e. TST- . Vencidos os Mi- nistros· Aloysio Corrêa da Veiga.ão suscitada em contestas.2000. pois. do CPC). Lelio Bentes Corrêa. Com esse posicionamento. conheceu do recurso de embargos e. Consignou. ficando excluída. além de apresentar matena fanca idennca em 9. Identidade de causas de pedir re. n:~ resmngmdo aos casos em que houve extinção do feito sem resoluçao do_ ment?.12. Não acguição em contcacrazões. Min.ão. em respeito ao princípio da ampla devo- lutividade (art. J:?essarte. por consequência lógica. ~o~ ~esma causa de pedir remota e próxima. nos termos da Súmula n° 308.00.ão Jurisprudencial n° 113 da SDI . em última petita. do TST. 515. Inocorrência. 14. ~ut~r~s. Efeito suspensivo ao recurso ordinário em mandado de segurança. clamado em sede de recurso de revista. a SBDI-I. ~ind~. que o _§ 3o ~o art. perita a hipótese em que a decisão rescindenda. aprecie o fundamento da defesa relativo à prescrição bienal. SBDI-I.5. Renato de Lacerda Paiva. à unanimidade. no mérito.8. Príndpio da ampla devolutividade.0005. conheceu dos embargos. I.20 12. por maioria. Teoria da causa madura .ão. ar- guida oportunamente na contestação.mo~ e _prmu~a e de fatos em É incabível medida cautelar para imprimir efeito suspensivo a recurso interposto relação a todos os litisconsortes. pois ambos visam.2006. à sustação do ato atacado. para evitar que decisões judiciais con. julgou improcedente a pretensao re~ci~ona. Primeira condenação imposta ao re- -AR-2653-67. procede ao imediato exame da questão de fundo. do CPC. Extingue-se.2011. Incabível. Arguição em contestas. Ausência AR.5. que Ja fora decidida pelo Tnbu- flitantes e inconciliáveis passem a reger idêntica situação jurídica. EFEITOS RECURSAIS ÉLISSON MIESSA 9.1993.2012. TST-E-RR-589200. o processo. rei.5. INFORMATIVOS DO TST RELACIONADOS AO CAPÍTULO relação a todos os litisconsortes. a prejudicial de prescrição arguida em contestação e não examinada em sentença que julgou improcedente a recla- mação trabalhista é automaticamente devolvida ao exame do colegiado quando do julgamento do recurso ordinário do reclamante. Brito Pereira. Horácio Raymundo de Senna Pires e Dora Maria da Costa. a Subseção. Exame em sede de recurso ordinário do reclamante. Ação cautelar. (Informativo n°13) 177 176 t --------------------~~-~.1. no mérito. SBDI-II. Em face do princípio da ampla devolutividade. Necessidade de exame. Pedro Paulo Teixeira Manus.. Questão de fundo já d~c~dida pela instân- de interesse. Presccis. 8. parágrafo único. Min..11 do TST. SBDI-I.6. 26. TST-E-ED- -ED-RR-669206-29. Príndpio da ampla devolutividade.

Noutras palavras. A nulidade absoluta ocorre quando há violação de norma de in- teresse público.e pode ser reconhecido de ofício pelo juízo ou por meio de requerimento. inclusive. Atos inexistentes são aqueles que não possuem os elementos mí- nimos para sua formação. É o vício de maior gravidade. VÍCIOS PROCESSUAIS: CLASSIFICAÇÃO O processo do trabalho é pautado pelo prír"cípio da simplicidade. permitindo às partes a segurança jurídica do processo. nulidade relativa e irregularidades.:. Exemplo: ajuizamento de ação perante juízo absolutamente incompe- tente gera. ainda que se trate de incompetência absoluta (OJ n° 62 da SOl. isto é. Nesse caso. CAPÍTULO Vll NULIDADES 1. por sua vez. Exemplo: sen- tença assinada por quem não é juiz. não havendo alegação. exige-se o requerimento da parte para que haja declaração. o TST entende que.I do TST). a qualquer ten1po. é importante destacar que. é necessário o prequestionamento. nulidade absoluta. Trata-se de vício insanável. o vício se con- valesce. na primeira oportunidade em que tiver que se manifestar nos autos. não afasta a necessidade de se observarem determina- das formas descritas na lei. embora a incompetência absoluta gere nulidade absoluta. podendo ser pronunciada de ofício. A ausência de tais formalidades dá origem aos chamados vícios dos atos processuais. a incompetência absoluta não pode ser alegada pela primeira vez nos recursos de natureza extraordinária. que são classificados nas seguintes espécies: inexisten- tes. a nulidade dos atos decisórios. decorre da violação de norma de interesse das partes. A nulidade relativa. Isso. Ademais. Nesse ponto. no entanto. não poderá mais ser alegado. qt. nos recursos de natureza extraordinária (recurso de revista e embargos para a SOl). 179 .

gatoriamente.. não se admite que seja novamente realizado. constata-se o princípio da convalidação ou preclusão. 794 da CLT estabelece: a) temporal: quando a perda decorre da não realização do ato em Art. No caso do art. parágrafo único).1. . Princípio da transcendência (prejuízo) nhe para frente.. ser declarada ex officio a nu- rial fala-se em nulidades de pleno direito. 249. 795. vez que o juízo inicialmente incompetente passa a ser competente para a que. efetivo.2. Ademais.. no sentido de que a nulidade deve ser ale- 2. ou seja. por outro lado. as quais deverão argui-las à primeira vez em que tiverem de falar em audiência ou Por fim. 795 -As nulidades não serão declaradas senão me- o processo. No processo. no direito mate- § 1° . É o que acontece. obrigatoriamente. por exemplo. também de- nominado de transcendência. PRINCÍPIOS DAS ~ULIDADES PROCESSUAIS gada na primeira oportunidade em que a parte tiver que se manifestar A CLT elenca diversos princípios que devem ser observados no nos autos. que significa que não há nulidade sem prejuízo. ou suprir-lhe a faltà' (art. 245. vez que não gerar prejuízo. o ato será convalidado. Preclusão consiste na perda da faculdade de praticar um ato proces- sual. não há falar em pre- Consigna-se que tal princípio se aplica tão somente às nulidades juízo. Caso o reclamado não a alegue no prazo da resposta (primeira oportunidade Cabe registrar que ?arte da doutrina entende que o princípio do que tem para se manifestar nos autos). na nulidade absolt. deve alegar a nulidade na primeira ocasião O prejuízo deverá ser concreto. Princípio da convalidaç:ão ou preclusão pelo magistrado (CPC.. do Trabalho sõ haverá nulidade quando resultar dos atos inquinados manifesto prejuízo às partes litigantes. já que as nulidades absolutas devem ser declaradas de ofício 2.ta. processo. a parte perde a oportunidade de alegar a nulidade.:. em que se manifestar nos autos. De qualquer modo. é obrigatória a declaração serão considerados nulos os atos decisórios. impedindo retornos indesejados. Trata-se de instituto que busca impor que o processo sempre cami- 2.Ncs processos sujeitos à apreciação da Justiça determinado prazo. ÉLISSON MIESSA NULIDADES Já a mera irregularidade é o vício que não gera nenhum efeito para Art. nos autos. devem ser declaradas.. 794 . atingindo o ato o seu fim. 795 da CLT tem-se a preclusão temporal.. Pela análise do caput do aludido artigo. "quando puder decidir do mérito a favor da parte a quem sendo o ato considerado válido. os quais passamos a analisar pontualmente. diante provocação das partes. cumpre fazer duas observações quan- to ao§ 1° do art. causa.penas quando se tratar de nulidade relativa. a parte. ou seja. relativas. § 2°. b) consumativa: realizado o ato (consumado). Ultrapassado esse momento. de maneira prejuízo tem aplicação . Noutros termos. A preclusão pode ser: O art. sob pena de preclusão. [. se o ato. CPC). entretanto. Exemplo: folhas numeradas de modo incorreto. 180 181 . A contrário incompatível com um ato anterior. independentemente lidade fundada em incompetência de foro. atenta-se para o fato de que as nulidades processuais. haverá preclusão. ] da nulidade. O art. O referido artigo versa sobre o princípio do prejuízo. inspirado no sistema francês pas de nullité c) lógica: não se permite que a parte pratique um ato posterior o sens grief. aplicando-se o princípio da instrumentalidade das formas. Nesse caso. art. o juiz não a pronunciará nem man- dará repetir o ato.Deverá. ele não será declarado nulo. aproveite a declaração da nulidade.. sensu. 795 da CLT declina: Antes de finalizar esse tópico.. com a incompetência relativa. mesmo que não tenha observado as prescrições legais. o prejuízo é presumido. obri. de declaração.

dependendo todas as demais nulidades de provocação 119 • teralmente qual a ocasião em que poderão ser impugnadas. que A doutrina. Por fim. parte da doutrina entende que apenas tal hipótese poderá que tais decisões seriam impugnadas no momento da impugnação da ser &clarada ex o. não concordando com determinado ato praticado pelo ou nas contrarrazões de apelação". existindo qualquer nulidade absoluta ela Temos que reconhecer. o qual impõe que a parte ao agravo de instrumento serão impugnadas na apelação. acompanhando a jurisprudência. cessário o protesto. terá no processo. Quanto ao momento de im- a preclusão. mente. que algumas nulidades sejam saneadas.2. o qual dispõe que a nulidade não será pronunciada quando for possível suprir-se a falta ou repetir-se o ato. 796. pugnação. decisão definitiva ou terminativa. da CLT. unicamente a incompetência absoluta decisão final (CLT. 4. Nesse contexto. até hoje existem no processo do trabalho. as razões do protesto têm de ser apresentadas na apelação Nesse caso. poden- 2. a praxe forense são no primeiro momento que couber à parte falar nos autos. 189. portanto. de preclusão. § 1°. 2014. Princípio da economia processual do ser formulado de forma simples na audiência. ficando a fundamen- tação para as razões finais ou até mesmo no momento do recurso da O princípio da economia processual vem estampado no art. ao restringir a impugnação imediata das decisões interlocutórias. deve ser entendida como foro criminal. 182 183 . porém. ÉLISSON MIESSA NULIDADES O referido artigo foi atécnico ao mencionar que será declarada ex Para outros. descreveu li- pode ser declarada de ofício. Isso porque. 1. que o entendimento da primeira poderá ser declarada de ofício. de finais. portanto. Permite-se. Com efeito. art. não é pacífica acerca do tema.fficio.fficio a nulidade fundada em incompetência de foro. deve. Con- indesejadas do processo. podendo fundamentá-lo posteriormente nas razões finais. Desse modo. mas fundamentá-lo posterior- Pensamos de forma diversa. um momento de juiz na audiência. descrita no referido parágrafo. o projeto deveria ser mais claro. ou seja.1. Protesto É que o projeto passa a fazer referência expressa ao protesto. ed. de qual é o exato primeiro Para a doutrina majoritária. sendo desne- da parte. Júlio César. forma técnica. se manifestar acerca da nulidade relativa na primeira oportunida- pressupõem "a prévia apresentação de protesto específico contra a deci- de em que tiver que falar na audiência ou nos autos. não havendo necessidade do protesto. Pensamos que essa tese está com a razão. ou seja. há os que entendem que o momento adequado de impug- na realidade. para não gerar dúvidas. inclusive com fundamentações desnecessá- siderando que somente o parágrafo único dispõe sobre a declaração rias no seu curso. teve como obje:ivo afastar paralisações A segunda observação diz respeito à amplitude desse artigo. trata-se de incompetência absoluta. como forma de dar celeridade p. declinan- do no art. a primeira oportunidade de se manifestar é nas razões o. incompetência de foro é a incompetência territorial que. ração de ofício. que depende de requerimento nação é no recurso da decisão definitiva ou terminativa. O que ele pretendeu foi apenas pontuar um caso de decla.022 §§ 1° e 2° que as decisões interlocutórias não sujeitas Com base no princípio da convalidação. ao processo.3. Cria. 2. porém. cível ou trabalhista. o momento de falar nos autos: na audiência ou nas razões finais? protesto é obrigatório. No entanto. 893. parte final). a parte deverá se valer do protesto para que não ocorra impugnação e outro de fundamentação. por força do princípio da convalidação. Explico. 119 BEBBER. tese será reforçado com o advento do Novo Código de Processo Civil. a. desnecessária a criação do protesto. já declinando o ordenamento o momento ade- O presente dispositivo legal é incapaz de alterar a sistemática das quado. a palavra foro. não nos parece lógico impugnar o ato. que nenhuma utilidade '! nulidades. São Paulo: LTr. O ordenamento trabalhista. ou seja. é incompetência relativa. a CLT contemplou expressamente de ofício. Recursos no processo do trabalho. Ademais. Desse modo. sob pena passou a adotar a figura do protesto.

nal noturno.6. será considerado válido. No entanto. porém. modo. ultra petita e citra petita... ÉLISSON MIESSA NULIDADES 2. assim. como aquém do pedido (CPC. deve-se buscar aproveitar os atos praticados (princí. que foi pedido. ] mas como meio para se alcançar o objetivo do ato processual. esta Art. · declarará os atos a que ela se estende. Art.4. Nesse caso. 3. 184 185 . o Art. desse adicional. "b". ao pronunciar a nulidade do ato. art. os atos e termos processuais não dependem de forma ando férias. a declaração da processo. impondo ao Judiciário o dever de julgar o méri~o do pio do aproveitamento). veda-se que o Judiciário possa conceder pedido diverso ou A declaração da nulidade do ato processual deve ser útil para 0 superior ao formulado. A nulidade do ato não prejudicará senão os posteriores que dele dependam ou sejam consequência. O princípio da inércia estabelece que o Poder Judiciário somente poderá se manifestar acerca do que foi provocado.1. o juiz não poderá deferir o pagamento. realizado de outro modo. fo'ra ou postenores que dele for dependente (princípio da causalidade). Com efeito. décimo terceiro e horas extras. a legislação exi- cesso. Princípio da instrumentalidade das formas Exemplo: empregado ingressa com a reclamação trabalhista pleite- Em regra. 249). O princípio do interesse consiste na proibição da alegação da pró. sob pena de proferir julgamento extra petita. 796. pois está restrito aos três pedidos formulados na inicial. 798 da CLT: julgamento extra petita. art. deve o juiz declarar quais Haverá julgamento extra petita quando a decisão julgar fora do atos foram atingidos (CPC. 237. 797 da CLT: da ação. 796. 120 GARCIA. Surge assim o chamado princípio da congruência ou adstriçã. quando presentes os pressupostos processuais e as condições nulidade 120 • Desse modo. 121 Princípio da inafastabilidade do controle jurisdicional. 3. 154). uma vez provocado. fica comprovado que o empregador também não pagava adicio- ge determinadas formalidades para a realização do ato. caracterizando-se. 798. 797. quando possível. caso haja pedido não analisado na sentença. evitando-se. A nulidade não será pronunciada: qual impõe que a forma não pode ser vista como um fim em si mesmo. 2. jurisdicional 121 .5. Princípio do interesse mesmo que haja determinação legal. Julgamento extra petita Assim. Além disso. Gustavo Filipe Barbosa. mesmo o ato que não tenha observado a forma prescrita em lei. prescreve o art. mas atingiu sua finalidade. des- 2. O juiz ou Tribunal que pronunciar a nulidade fica eivada de nulidade. Curso de Direito Processual do Trabalho. arts. 128 e 460). Em decorrência. pria torpeza. da CLT: Trata-se do chamado princípio da instrumentalidade das formas. processo. [. Princípio da utilidade se princípio. se. p.o. vez que a nulida- de absoluta cabe ao juiz decretá-la de ofício. VÍCIOS NA DECISÁO Tal princípio aplica-se apenas à nulidade relativa. Rio de Janeiro: Forense. Isso significa que aquele que deu causa à nulidade processual não poderá argui-la posteriormente. 2012. declina o art. O mesmo vício ocorrerá quando julgar sujeitos que não participaram do processo. se- A~emais. Desse b) quando arguida por quem lhe tiver dado causa. a nulidade de certo ato processual somente atingirá os gundo o qual o magistrado não pode proferir sentença além. Em certos casos. Durante a instrução do pro- determinada (CPC. como declina o art. as partes têm direito à prestação Nesse sentido. pode o ato ser reputado válido. preencher sua finalidade essencial.

Se o juiz julgar apenas as 3. 2. por violação aos arts. preservando-se os demais 122 • ambos do CPC. 515. mas concede quantidade didos. Julgamento citra petita razão. bas. São Paulo: Método. também nesses casos. 5. direito probatório. do CPC. admite a aplicação do art. Destaca-se que parte da doutrina 123 . 91. a improcedência do pedido anterior afasta a necessidade de jul- maior do que a postulada. decisão judi.00. deixar de julgar algum pedido (for omissa). com fun. sob pena de proferir julgamento ultra petita. teoria do procedente. 348.2. havendo cumulação sucessiva de pe- juiz analisa a tutela jurisdicional pretendida. ed. doutrinador Daniel Amorim Assumpção Neves: 187 186 . na cumulação subsidiária. o objetivo de anular a teando indenização por danos materiais no valor de R$ 5. E. Exemplo: empregado ingressa com a reclamação trabalhista plei- damento no error in procedendo. cumpre trazer em relevo as lúcidas palavras do 123 Bedaque apud NEVES. estando o processo pronto para julgamento. com base no art. Exemplo: empregado ingressa com a reclamação trabalhista plei- teando férias.00. salvo se existirem capítulos independentes. nada pela via da ação rescisória. o julgamento extrapolação seja suficiente para afastar o vício sem atingir os demais ultra petita se submete ao recurso ordinário ou ao recurso de revis- capítul~s. V. Paula Sarno. com fundamento no error in procedendo. por fim. BRAGA. Julgamento ultra petita férias. de modo que. esclarece Fredie Didier Jr: ta. ciaf. deixando de julgar o décimo terceiro e as horas extras. por violação dos art. a procedência do pedido principal torna prejudicado o posterior. tendo capítulos. No mesmo sentido. montante de R$ 7. ria. Manual de direito processual civil. a anulação buscará invalidar toda a decisão. portanto. em vista que. na inicial e na defesa. a decisão extra petita pode ser impug- fundamentações levantadas na defesa.000. ou seja. proferirá Diz-se ultra petita a decisão que houver julgado além do pedido. 8. na cumulação al- ternativa a procedência de qualquer um dos pedidos faz com que os 122 DIDIER Jr. a depender da interdependência dos acontece. error in procedendo. Nessa hipótese. OLIVEIRA. v. A anulação da decisão Há. Daniel Amo rim Assumpção. com a qual pensamos estar a 3. julgamento citra petita.3. Curso de direito procesmal civil: Teoria da prova. Quanto ao enfrentamento dos fundamentos relevantes levantados 2013. coisa julgada e anteciparão dos efeitos da tutela. não havendo pois decisão citra petita. tará que se anule o capítulo viciado. gamento do pedido sucessivo. demais fiquem prejudicados.I ÉLISSON MIESSA NULIDADES A decisão extra petita se submete ao recurso ordinário. Rio de Janeiro: Forense. de maneira que a anulação da Igualmente ao disposto na decisão extra petita.000. o tribunai poderá rejulgar a causa ou extirpar o capítulo que extrapolou pedido. Nesse caso.00. do CPC no caso de recurso O julgamento será citra petita quando a decisão julgar aquém do ordinário. o juiz fica limitado ao valor de R$ 5. o Atente-se para o fato de que. não já o que se possa ser aprovei- tado. após o trânsito em julgado caberá ação rescisó- e apenas quanto a um deles se mostra extra perita. p. Naturalmente. O mesmo o postulado.. fica comprovado que o dano foi no aos arts. se a decisão contém vários capítulos Do mesmo modo. ou ainda quando deixar de enfremar a causa de pedir ou as Após o trânsito em julgado.000. 128 e 460 do CPC. ou seja. Rafael. 128 e 460 do CPC. Do mesmo modo. § 3°. sentença proferida. p. Tal vício está ligado à quantidade indicada pelo autor. impõe-se a invalidação de toda a decisão. 485. décimo terceiro e horas extras. 128 e 460. 2013. ed. Se isso poderá ser integral ou parcial. em regra. Admite-se ainda o recurso de revista por violação Durante a instrução do processo. Fredie. Tem. ocorrerá quando deixar de resolver a demanda sobre todos os sujeitos processuais. Salvador: jusPODIVM.

Sentença "citra petita''. vulnera os arts. mas deixar de verificar um dos fundamentos de ataque ou de defesa. ed. -~·' . 8. § 1°. porém. Daniel Amo rim Assumpção. não estando sa julgada material forma-se em torno do dispos~tivo ~a ~entença1 de obrigado a enfrentar todas as alegações feitas pela parte a modo que. impondo a interpo- claratórios. admitindo-a inclusive no ca:o de de- lutivo em profundidade. todavia. Manual de Direito Processual Civil 128 Com 0 mesmo posicionamento disciplina o ST].2008. Rafael.: de Janeiro: Forense. ÉLISSON MIESSA NULIDADES É importante a distinção entre enfrentamento suficiente renovados em concrarrazões. Art. 127 NEVES. bastando que contenha a decisão obrigatoriamente. estabelece que somente será admitida a ação rescisória nesse caso se a decisão houver analisado o pedido. a interposição dos embargos é Ação rescisória. v. rei: Min. Orienta?o Jurisprudencial n° 41 da SDI. o Tribunal Superior do Trabalh o a mite que sep O julgamento citra petita deve ser impugnada por meio dos embar. in verbis: Observa-se que 0 C. 814. com base na violação gos de declaração. mas deve verificar todas as ques- da ação rescisória127 • tões (pontos controvertidos) colocadas à sua apreciação. ainda que não orientação. ed. havendo omissão quanto a algu~ pe~~do. E dos art. coisa julgada e antecipação dos efeitos da tutela. o magistrado não está obrigado a analisar pontualmente tença. Efeito devo. Manual de direito processual civil. Antônio Adonias. j. 897-A). sição dos embargos para suprir a omissão.o na sen- Portanto. 126 Klippel. Rio 2013. rio. 128 d . TST. parte da _doutrina nã~ de sua pretensão. '. 353. . de Janeiro: Forense. 2013. São Paulo: Método. 28. ' 188 189 ~ . 515 do CPC. decline sobre ela no dispositivo. No entanto. dessa forma. 5. direito probatório. O órgão jurisdicional deve enfrentar e admite 0 cabimento da ação rescisória. podendo o vício ser le. buscando interpretar o alcance da preSente da defesa. 3" Seção. Rodrigo. O órgão jurisdicional será em caso de pedido não apreciado na sentença. falecendo-lhe. porém. =---------·. não examinados pela sentença. p. em decorrência do prequestionamento. AR 687/SE. Rio de Fredie Didier Jr. a seguir transcrita: dos embargos é incapaz de gerar preclusão 125 . respeito dessa questão. 2013. decisão judi- cial.11 do TST. 488. salvo a hi- regra obrigado a enfrentar os pedidos. ou seja. a estabilidade na fundamentaçao e nada O efeito devolutivo em profundidade do recurso ordiná. vantado no recurso principal. 723. art. 128 e 460 do CPC (princípio da congruência). Daniel Arnorim Assumpção. Paula Sarno. da ação rescisória nessa hipótese. 2. Curso de direito processual civiL· Teoria da prova. tornando-a passível de desconstituição. mas não há obrigatoriedade de enfrentar todas as alegações feitas pelas partes a respeito Transitada em julgada a decisão citra petita. Recurso ordinário. sig~ifica que ~le. Thereza de Assis Moura. Fredie. 3• ed. teoria do procedente. 2. Bastos. Nesse caso. 128 e 460 do CPC. Salvador: Juspodivm. que se extrai do § 1° do art. transfere ao Tribunal a apreciação dos fundamentos da inicial ou A doutrina. 515 do CPC. como se depreende das lições 124 NEVES. ainda que não opostos embargos de- O C. ed. 515. Manual de direito processual civil. causas de pedir e pótese contida no § 3° do art. Cabimento mera faculdade das partes 126 • Isso apenas não se aplicaria aos recursos Revelando-se a sentença "citra petita''. p. não estará presente no dispos. (grifo nosso) fundamentos de defesa.03. TST não faz nenhuma restrição ao cabimento Súmula no 393 do TST. do CPC cisão que analise. 2010. objeto de ação rescisória a sentença citra petita. vez que há omissão na decisão (CLT. p. p.. como dispõe a parte final da Súmula n° 393 do TST. volume único.uvo: Assi~. uma vez que se a parte não interpuser os embargos de declaração? é dever do Estado prestar a tutela jurisdicional nos termos postul~dos. BRAGA. Não se aplica. Isso porque é cediço que a COi- decidir a questão colocada à sua apreciação. interesse de agir para o aJUizamento cada uma alegações feitas pelas partes. por exemplo. o vício processual de natureza extraordinária. ao e enfrentamento completo. bastaJ!ia a fundamentos suficientes para justificar a conclusão 124 • parte ajuizar nova demanda postulando o que na~ foi analis~d. 125 DIDIER Jr. entende de forma diversa. a doutrina majoritária entende que a não interposição como estabelece o TST na OJ n° 41 da SDI-II.. São Paulo: Método. Salvador: ]usPODIVM. OLIVEIRA.

o tri- bunal poderá determinar a realização ou renovação do em lei. O que não é não fica imutável pela coisa julgada e. como é o caso das sentenças extra. Leonardo José Carneiro da. quando houver apenas pe- mento explícito para o ajuizamento da ação rescisória na hipótese de dido do pagamento das férias. damento de ataque ou de defesa. 3. ultra e citra petita (Súmula n° 298. do TST: "II. ou mesmo cia.. o juiz poderá agir de ofício somente nos casos expressos em lei. 3. v. p. § 4°. do TST). 365-366. do TST) 131 . 128 e 460 do CPC. dados os sória. portanto. 496 da CLT". 131 Súmula 396. é ca~ível a ação rescisória. não viola o referido princípio a decisão que: inexistente e. em razão da violação aos ares. NULIDADES ÉLISSON MIESSA Decisão que não examinou um pedido é.5. Curso de direito pro- 132 Súmula n° 211 do TST. ou ato processual. pedido inicial e do título executivo judicial.. O art. a necessidade de vidência Social. Os juros de mora e a correção monetária incluem-se na liquidação. ser desconstituído.ie. Fred. Juros de mora e correção monetária.Carteira de Trabalho e Pre- (Súmula n° 298. mas examinou o pedi- ainda que omisso o pedido inicial ou a condenação (Súmula n° do. 41. Nesse contexto. portanto pode ficar imutável pela coisa julgada material. Por fim. 129 DIDIER Jr. ] 129 não houver pedido expresso do pagamento do adicional. ainda que não opostos embargos de que produza um resultado prático equivalente ao do adimplemento da declaração e que sobre a matéria não tenha pronunciamento explícito. Independência do cessual civil: Meios de impugnarão às decisões judiciais e processo nos tribunais. 3. obrigação. É interessante observar que. sem que haja pedido expresso da anotação da carteira prio julgamento da ação originária. Decisão que não examinou um fim. nas obrigações de fazer e não fazer. Não aplicação do princípio da congruência 3. o Assim. porém tem um defeito que autoriza a sua res. cisão. pois. consigna-se que a Corte Trabalhista exige o pronuncia. Assim. Renato. vínculo. CUNHA. Saneantento dos vícios em grau recursal O princípio da congruência sofre exceções por meio dos pedidos implícitos. do TST).4. desde tita. do empregado. 2006. 50% quan- É neste sentido que se deve compreender a Orientação do houver pedido de pagamento das horas extraordinárias. li. ainda que omisso 130 SARAIVA. II. para o TST. não pode termos do art. Curso de direito processual do trabalho. 191 190 . não pode ser objeto de ação resci. art. da SBDI-2 do Tribunal Superior do Trabalho [. a) deferir salário quando o pedido for de reintegração. p. 2010. li. ed. na hipótese de sentença (ou acórdão) citra pe.Não há nulidade por julgamento extra petita da decisão que deferir salário quando o pedido for de reintegração. 515. cumprida a diligên- seja. na ação rescisória já tenha sido levantada e analisada na ação originária e) determinar a anotação da CTPS . c) deferir o adicional de 1/3 de férias. 13° apelação. ] constatando a ocorrência de nulidad~ sanável. 496 da CLT (Súmula n° 396.. o pedido inicial ou a condenação. no sentido de que a matéria ou a tese debatida nal constitucional. sempre que possível prosseguirá o julgamenro da vantagem diversa da que foi requerida". c) conceder adicional de horas extras de. sem previsão expressa ao adicio- violação literal de lei. neste aspecto. condene o réu em pedidos não contidos na petição inicial. intimadas as parres. no mínimo. do CPC declina que: petição. ed. chamados no processo do trabalho de princípio da extra. entretanto. Não se pode rescindir o que não existe. nos casos expressamente previstos [. mas Jurisprudencial n.. o qual "permite que o juiz. Bahia: JusPODIVM. existe. b) incluir os juros de mora e a correção monetária na liquidação. dados os termos do are.. 8. São Paulo: Méto- do. V. Excepciona.quando houver pedido de reconhecimento de pronunciamento explícito quando se tratar de violação nascida no pró. o que significa que o juiz não esrará limitado ao pedido da parte. 461 do CPC admite a concessão de tutela diversa da pedida. 50-51. autoriza o julgador a conceder mais do que o pleiteado. 211 do TST) 132 .

embora a CLT contemple tal possibilidade no recurso de revista. ] quando o recurso tempestivo contiver defeiro formal que não se repute grave. v. l ''i. 5 15.. ed.. § '-Í 0 . Fredie. Sendo vício sanável. EM ESPÉCIE Por fim.. impondo. verificado o vício na seara recursal. é importante observar que. no suprimento de um defeito de representação (art. 896 da CLT. do art. a alteração da Súmula n° 383. ainda.se ao julgamento.jndiriais e processo nos tribunais. determinando a renovação ou realização do ato RECURSOS processual·viciado." DIDIER ]r. Curso de direito processual ciiJi!: Meios de impugnaç:áo à. de modo que o tribunal poderá mandar saneá-lo. p.. assim. Após o saneamento. Bahia: Jus- PODIVM.015/14. Por outro lado. poderá saná-lo diretamente. julgan- do o mérito. 2010. 13 do CPC): juntada da procuração ou juntada do esraruto social da pessoa jurídica. retorna. ao estabelecer no art. CUNHA. Percebe-se. II. p. sendo o vício insanável. ex. deverá suspender o julgamento do recurso. O que define a atuação imediata do tribunal é a natureza do vício. 3. que: [. admitir sua regulariza- ção na fase recursal. 896. o vício de representação é um vício sanável. portanto. § 11. A nosso juízo. o Tribunal Superior do Trabalho poderá desconsiderar o vício ou mandar saná-lo. PARTE li- Sendo hipótese de saneamento pelo tribunal. ELISSUN MIESSA Embasado no princípio d~< instrumentalidade das formas. que.deásóes. introduzido pela Lei n° 13. 19Z . ele poderá ser afastado ou sanado pelo próprio tribunal.. Leonardo Jose' Carneiro da. do TST. do CP C:. que entende ser admissível a regularização nessa fase 133 . o proces- so do trabalho passa a ter regra no mesmo sentido. 133 Interpretando o art. ou seja. cumpre anular a decisão determinando os autos à origem para sua regularização. por ser tema ligado à teoria geral do recursos. 8. a doutrina entende que "é possível pensar. pensamos que deve ser aplicado nos demais recursos.

seja de mérito ou não. dos demais recursos em que os autos são encaminhados para outro juí- zo. vol. 2. ou seja. o que não significa que deverá ser o mesmo juiz que prolatou a decisão. 22. tem o dever de prestar a tutela jurisdicional. 123. não se aplica a identidade física do juiz134. CAPÍTULO VIII EMBARGOS DE DECLARAÇÃO 1. coerente e que preveja todos os objetos postulados no processo. São Paulo: Atlas. Tem. Portanto. p. que consistem em uma modalidade de recurso destinada a sanar tais vícios. obscura ou con- traditória. portanto. enquadrando-se dentre os re- cursos de fundamentação vinculada. natureza de recurso. entretanto. É diferente. o que dá ensejo ao cabimento dos embargos de declaração. Por outro lado. INTRODUÇÃO O Poder Judiciário é pautado no princípio da inércia. COMPETÊNCIA Nos embargos de declaração. Lições de direito processual civil. 195 . a competência é do mesmo órgão jurisdicional que pro- feriu a decisão embargada. portanto. a competência para julgamento é do próprio juízo que prolatou a decisão embargada. Alexandre Freitas. Pode ocorrer. 2. 2013. clara. em regra. ed. de a decisão ser omissa. uma vez provocado. de grau superior. segundo o qual somente pode se manifestar quando provocado. 134 Câmara. profe- rindo decisão.

5. mas não há obrigatoriedade de enfrentar todas as alegações feitas pelas partes a respeito 3. ed. que nas lúcidas palavras do doutrinador Daniel Amorim Assumpção Neves 138 A cumulação subsidiária existe quando há prejudicialidade entre os pedidos. 139 . 15. E. coerência interna na decisão. obrigado a enfrentar todas as alegações feitas pela parte a tação vinculada. de modo que o segundo pedido somente será analisado se 0 anterior for julgado procedente. Caberão embargos de declaração da sentença Portanto. mas. de modo que seu cabimento depende da presença de respeito dessa questão. v. o magistrado não está obrigado a analisar pontualmente ou acórdão. . O órgão jurisdicional deve enfrentar e decidir a questão colocada à sua apreciação. É importante a distinção entre enfrentamento suficiente e enfrentamento completo. omissão. 535 do CPC. cada uma alegações feitas pelas partes. José Carlos Barbosa. 196 197 . p. 723. Contradição Passamos a analisar. O provimento jurisdicional será contraditório quando houver in- dos. não estando Como anunciado. 137 A_ cumulação sucessiva ocorre na hipótese de existir prejudicialidade entre os pe- sim como os fundamentos relevantes levantados na inicial e na defe. 3. São Paulo: Método. conjugado com o art. 4) manifesto equívoco no exame dos pressupostos extrínsecos do recurso. conforme estabelece o art. quente a sua apresentação. afastando a omissão. não se podendo falar em omissão. Rio de Janeiro: Forense. ção subsidiária . 5. Do mesmo modo. 135 MOREIRA. a impwce- e contradição no julgado e manifesto equívoco no exame dência do pedido anterior afasta a necessidade de julgamento do pedido dos pressupostos extrínsecos do recurso. dtdos. 553. 897-A da CLT: fundamentos suficientes para justificar a conclusão 136 • Art. no prazo de cinco dias. por força do contrato ou da lei.2. fundamentos de defesa. Manual de direito p1·ocessual civil. a proced'encta ai ternan:a . Comentdrios ao código de processo civil. a procedência do pedido principal torna prejudic~do 138 percebe-se que esse recurso é cabível para suprir os seguintes vícios: o posterior. por fim. Daniel Amorim Assumpção. pois. porém. ÉLISSON MIESSA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO De qualquer modo. ed. separadamente. p. 2010. sucessivo. na cumulação 2) contradição. os demats fiquem prejudicados. Ressalta-se. devendo seu julga. 897-A. os embargos de declaração possuem fundamen. as. Exige-se que o órgão jurisdicional enfrente todos os pedidos.~curidade. sa. havendo cumulação sucessiva de pedidos 137 . causas de pedir e embargos de declaração está vinculado ao juiz que proferiu a decisão. pode ser cumprido por mais de uma forma. O órgão jurisdicional será em gionais estabelecem em seus regimentos internos que o julgamento dos regra obrigado a enfrentar os pedidos. HIPÓTESES DE CABIMENTO de sua pretensão. 139 Na cumulação alternativa o pedido é único. Por outro lado. sendo improcedente o I) omissão. de forma que o segundo somente será analisado se o anterior for julgado improceden- te. sejam as 136 NEVES. cada um dos vícios anuncia. a ausência de análise do pedido subsidiário gera omis- são a legitimar a interposição dos embargos. pedido principal. 3. na cumula- Pela análise do artigo anterior.1. atenta-se para o fato de que alguns tribunais re. mas deve verificar todas as ques- mento ocorrer na primeira audiência ou sessão subse- tões (pontos controvertidos) colocadas à sua apreciação. 2013. admi- tido efeito modificativo da decisão nos casos de omissão Ademais. Rio matérias de ordem pública 135 • de Janeiro: Forense. Omissão Haverá omissão quando a decisão deixar de apreciar questões re- levantes para o julgamento. bastando que contenha a decisão vícios específicos. sejam as levantadas pelas partes. não havendo. registrado na certidão. de qu ai quer um d os pedidos faz com que 3) ob.

v. Manifesto equívoco no exame dos pressupostos extrínsecos do re. pensamos que o art. 291. a doutrina subdivide os pressupos- afastamento de contradição que. pois "o que faz o novo pronun- recurso. São Paulo: LTr. submetidos aos embargos de declaração. serão cabíveis os embargos de declara- não fazia horas extraordinárias. Júlio César. São Paulo: LTr. o que se busca é a reforma da decisão e não o Como já verificado nessa obra. por força do art. 142 Para o doutrinador Júlio César Bebber. Quando se trata de recurso de dentro da própria decisão. o TST entende que a fundamentação também é um aplicado subsidiariamente ante a omissão e compatibilidade com a seara pressuposto extrínseco do recurso de revista 142 • trabalhista (CLT. a transcen- na decisão. modo. embora ainda não regulamentada. no recurso de revista. Isso ocorre porque a do recurso de revista e nos embargos para a SDI. xistência de fato impeditivo ou extintivo do poder de recorrer). legitimidade e interesse em recorrer) são do se o jurisdicionado compreendeu ou não o provimento jurisdicional. BEBBER. interpõe embargos alegando que a decisão contraria as provas sos de revista e embargos na SDI. dência. Nessa modalidade de obscuridade não terá efeito modificativo. 15. p. 141 BEBBER. ed. entre a fundamentação e o dispositivo. 2009. Nesse caso. nos autos. Desse modo. os embargos de declara- ção na hipótese de obscuridade. natureza extraordinária. TST no julgamento do recurso de revista e nos embargos para SDI I. c) a violação de lei federal ou da Consti- Ocorrerá o vício de obscuridade quando faltar clareza ou precisão tuição Federal. Pensar de forma adversa será permitir a Isso quer dizer que os pressupostos intrínsecos genéricos (recorribi- prestação da jurisdição que apenas o julgador entenda. 535 do CPC. 5. repre- corpo do acórdão. enquanto os pressupostos extrínsecos são todos os autêntica" 140 • Desse. impõe-se que a incongruência seja dentro da decisão. regularidade formal. 897-A da CLT fez alusão apenas à a SDI. capacidade. 2009. quando os embargos forem dotados de efeito O C. 2010. 2. dando-lhe a interpretação supostos intrínsecos. extrínsecos do recurso. p. incidindo. na fundamentação. p. as razões fundamentadas exclusivamente 140 MOREIRA. sentação. não há falar em contradição quando a parte. por Nesse ponto é importante fazer uma observação quanto aos recur- exemplo. José Carlos Barbosa.J) r ÉLISSON MIESSA EMBARGOS DE DECLARAÇAO Exemplo: O juiz. Comentdrios ao c6digo de processo civil. curso O manifesto equívoco no exame dos pressupostos extrínsecos do recurso não é um vício elencado no art. que no caso do recurso de revista são: a) o prequestionamento. de modo que poderão ser 3. adequação. 2. 561. tendo previsão apenas no processo do trabalho. a) possuir manifesto equívoco e. TST. exige-se. obrigatoriamente deverá ser tos recursais em extrínsecos e intrínsecos. bem como entre a ementa e o b) tratar-se de pressupostos extrínsecos (tempestividade. mas no dispositivo condena a empresa ção quando houver dois requisitos cumulativos: a pagá-las. os pressupostos específicos são: a) o prequestionamento. no dispositivo. em matéria de direito são pressupostos especiais do recurso de revista. Rio de Janeiro: Forense. de acordo com o TST.3. depósito recursal e ine- Portanto. preparo. inclui também os pressupostos específicos. nada tratando sobre a obscuridade. não utiliza dessa subdivisão no julgamento modificativo. 289. e b) a omissão. contradição e manifesto equívoco no exame dos pressupostos divergência jurisprudencial. repite-se. entende que o reclamante Destaca-se que. ed. Júlio César. 897-A da CLT. Obscuridade divergência jurisprudencial. os pressupostos específicos são os pres- cÚunento é só esclarecer o teor do prim~iro. considerados pressupostos extrínsecos para o C. não se preocupan. b) a 3. portanto. Além disso.4. ed. art. 198 199 . Recursos no processo do trabalho. Já no caso dos embargos para Cumpre consignar que o art. 535 do CPC deve ser demais 141 • Aliás. nesse caso. no entanto. 769). Recursos no processo do trabalho. lidade. A contradição poderá ocorrer na fundamentação.

tal qual no presente caso. argumen- SDI. I' ÉLISSON MIESSA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Por fim. impedir o acesso tentes. iniciando a contagem. rêa da Veiga. o que não mudará a posição aqui adotada (art. porém. Desse modo. um mecanismo de efetivação da justiça. Entendimento embargos interpostos não produzirão nenhum efeito. podendo ocorrer de ofício ou a requerimento embargos de declaração. adotou tese contrária. a simples oposição interrompe natureza declaratória e. § 1°).2014 (Informativo n° 77) 200 l 201 . art.1. Isso porque. 5°. não haverá interrupção dos recursos posteriores. PRAZO RECURSAL. 897-A). INTEMPESTIVIDA- DE DO RECURSO ORDINÁRIO. 897-A. SBDI-1. rei. contrária. Isso ocorre porque ela não depende de anuência da parte gular representação não interrompem o prazo recursal. Ainda que art. endida com a desistência dos embargos pela parte adver- Interessante discussão ocorre quando há desistência dos embargos sa. III). ressalta-se que somente caberão os embargos de declaração Tecnicamente esse é o posicionamento mais adequado. PRAZO PARA INTERPOSIÇÃO a que se propõe. o que será melhor explicado em tópico próprio.3. em inclusive para a parte contrária. O que interrompe o prazo para qualquer recurso é a simples oposição de- Parte da jurisprudência entende que a desistência afasta o efeito les. o agravo de instrumento e não embargos de declaração (OJ n° 377 da Contudo. novamente. de a parte se utilizar dos embargos de declaração DECLARAÇÃO NÃO CONHECIDOS POR DESIS- para a correção de tais erros 143 • Tt:NCIA DO PRÓPRIO EMBARGANTE. adota expres.12. Com efeito. produz efeito ex tunc. mormente se a decisão for do juízo ad quem. aguarda o pronuncia- interromper os prazos dos recursos posteriores para todos os sujeitos mento judicial na sentença de embargos de declaração. e processuais. RECURSO DE EMBARGOS. da decisão quando se verifica que os atos inexistentes são incapazes de produzir do juízo a quo que analisa os pressupostos processuais extrínsecos cabe efeitos. após a intimação da confiante na interrupção do seu prazo recursal. É claro que os embargos intempestivos ou com irre- interruptivo.TST- 143 O Projeto do Novo CPC. a SDI. Correção de erros materiais recurso. interposição dos recursos que são inerentes. -E-RR-223200-17. 1. com o consequente trânsito em julgado da demanda de declaração. de boa-fé. samente a possibilidade do cabimento dos embargos de declaração para os erros Dora Maria da Costa. sistência dos Embargos de Declaração. sua oposição não pode se dar como mecanismo prejudicial A i~terposição dos embargos de declaração produz o efeito de à parte contrária que. da CF). ou seja. da parte adversa aos recursos que lhe são inerentes. bem como porque a decisão que reconhece a desistência tem mas se os embargos foram tempestivamente opostos. portanto. p/ acórdão Min. é surpre- decisão dos embarg~s. a consagrar o direito constitucional de acesso ao judici- Os embargos de declaração fogem à regra dos prazos recursais do ário. com o fim de garantir o devido processo legal e a processo trabalhista. especialmente o contrário viabiliza que as partes possam pela simples de- efeito interruptivo. EMBARGOS DE Nada impede. XXXV e LV. red. segue a ementa da decisão: de qualquer das partes. e formação de coisa julgada material. os o prazo recursal para a parte contrária. para o TST. . por simples petição (CLT. Efeito interruptivo cios que inviabilizam a entrega plena da jurisdição. Min. Ademais. É necessário examinar o processo pelo fim 4. a oposição de embargos de declaração seja considerado como meio pelo qual a parte extirpa do julgado os ví- 4. O C.I do TST). tando que o efeito interruptivo ocorre pela simples interposição do 3.5. 27. Embargos conhecidos e providos. Aloysio Cor- materiais.0054. os embargos são considerados como inexis. aprovado pela Câmara dos Deputados. tendo o prazo de 5 dias para interposição (CLT. manobra que não efetiva o princípio que consagra o di- reito das partes ao devido processo legal (art.5.2009. recentemente. Nesse sentido. os princípios da boa-fé e do devido processo legal impedem que a parte contrária seja surpreendida pela desistência dos A correção de erros materiais não dependem da interposição de embargos de declaração. TST adotava essa tese.035.

tivo. seja por ratificação. tem- 1) intempestivos. seu recurso produzirá 145 . alguns julgadores adotavam a tese de que. Nesse caso. providos os embargos. 145 O Projeto do Novo CPC. não será produzido tal Exemplificamos: A sentença condena a empresa X ao pagam. surge a dúvida se o recurso "principal" será atingido. possibilitan. ~ultar tai~ divergências. Desse modo. § 3°. apenas nessas três hipóteses não haverá 0 efeito interrup- e não a parte contrária que já interpôs o recurso "principal" . houvesse irregularidade de representação ou adversa da que apresentou os embargos de declaração. dentro tam?em sera atmgido. dentro do nao fsta mclUido nos tres casos indicados anteriormente. 144 Súmula n° 418 do STJ. sob pena de ser considerado prematuro (intempestividade ante 4. 1. § 4°). ou todos os efeitos. TST.037. declinou expressamente que não haverá efeito mte~rupnvo quando se tratar de embargos de declaração: Entendeu a Corte trabalhista que a parte que não interpôs os em- bargos de declaração e já tenha interposto seu recurso "principal". depois do julgamento dos embargos de do sua. ratificar seu recurso ordinário. não havendo necessidade de reiteração ou ratificação • 3) ausente de assinatura.Antes da Publicação claraçao. adora expressa- Nesse caso. seja por do Acórdão dos Embargos de Declaração. terposto deve ser reiterado. TST. A empresa X. 4. É inadmissível o recurso especial inter- posto antes da fJUblicação do acórdão dos embargos de declaração. pestivamente. O reclamante interpõe embargos de declaração.para o embargado depois da intimação da homologação da bargos de declaração por uma das partes. 203 202 . julgando improcedente o pedido de adicional de efeit?.2. cautela. não pelo item II da Súmula n° 434 do TST: ~e~do. sição de embargos de declaração pela parte adversa não acarreta qualquer prejuízo àquele que apresentou seu re- Desse modo. e. sem posterior desconhecimento d~ interposição dos embargos de declaração. não pode ser prejudicada. mente essa tese (art. com 0 objetivo de li -A interrupção do prazo recursal em razão da interpo- mtmudar as partes para não interporem tal recurso. da CLT. caso os embargos sejam conhecidos declaração. para o C. interpõe recurso ordinário quanto à condenação por cautela. Admissibilidade. somente atingirá a parte que interpôs os embargos de declaração . por sua vez. a empresa não precisará adequado sem contar com a interrupção do prazo recursal.nquanto o outro apresenta o recurso "principal". nesses casos. Não produção do efeito interruptivo tempus). alegando obscuridade na análise do pedido ~ál~se ~~s e~bargos in~erpostos pela parte contrária para verificar que de adicional de insalubridade. no entendimento do C.1. 897-A. complementação posterior. Nesse caso. tal efeito seria afastado. vidade ante tempus na hipótese de interposição de recurso pela parte vo ~~a~do mte:npesuvos.f importante destacar que. como se verifica ausencia d~ assmatura.2'/ com irregularidade na representação da parte. Embora a jurisprudência já adotasse o entendimento no sentido O C.1. aprovado pela Câmara dos Deputados. após o julgamento dos embargos de decla- ração. ÉLISSON MJESSA EMBARGOS DE DECLARAÇAO Nesse caso.Recurso Especial. o prazo dos recursos posteriores começa O Superior Tribunal de Justiça 144 entende que. como sugendo no tópico anterior. interpostos os em- a c~n:ar . o art. Portanto. Isso significa que o embargado deverá fazer a do prazo legal de 5 dias. de maneira que 0 embargado insalubridade. com a finalidade de se- curso tempestivamente. é recomendável que o embargado interponha 0 recurso ao pagamento das horas extras.1. não aplicou a intempesti- de que os e~bargos ~e declaração não produziam o efeito interrupti. o recurso "principal" já in- desistencia. porém. prazo recursal (8 dias).en- to das horas extras. Recurso interposto pela parte adversa e o efeito interruptivo P~de acontecer de um dos polos da ação interpor embargos de de. de modo acertado. a interrupção do prazo recursal. e providos. ou seja. . TST.para t~do~ o~ sujeitos do processo.

para o TST. cursos posteriores. ~ ~ ou Inte- nesse momento ' que ' ocorrendo alt eraçao · Não cabem embargos de declaração interpostos contra graçao da decisao. Exemplificamos: A empresa W interpõe recurso de revista alegan~ do que o acórdão regional violou lei federal. a empresa W deveria interpor diretamente o agravo de Orientação Jurisprudencial no 377 da SDI _I do TST. Isso ocorre porque não se pode admitir que decisões judiciais se. 15. ~897-A . 204 205 ----------------~~~o·o "-• ··--···---· . . ÉLISSON MIESSA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Cabe ~ registrar. DECISAO QUE NAO ADMITE O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. o TST ~ntende que o~ embar~os de declaração somente têm cabimento para afasta seu principal efeito. vez que o último dia do prazo era feriado. _err: razão do acolhimento dos embargos. 2010. § 3o). datuais. p. 1. prazo recursal. 549. do literalmente tais dispositivos. sentença ou acórdãoi4s. ~o entanto. AGRAVO DE INSTRUMENTO INTEM- PESTIVO. do agravo de instrumento. por meio do agravo de 5. termos · de admissibilidade a quo profere despacho de processamento ou não o pnncip10 o contraditório. . v.o CPC. . san:e?te. . não conhece dos embargos. o juízo . O art. Decisão denegatória de recurso No mesmo sentido. nasce para decisão de admissibilidade do recurso de revista. para o Tribunal Superior do Trabalho. parte da doutrina e da jurisprudência Diante do não cabimento dos embargos nessa hipótese. A empresa interpõe agravo de instrumento com a finalidade de destrancar o recurso de revista. TST :~tende que não cabem os embargos de declaração na sendo cabíveis os embargos de declaração. O C. o qual não pode ser embargado. Decisão de admissibilidade do recurso pelo juízo a quo TST entende que o agravo de instrumento é intempestivo. conforme dis. O TRT Cisao mterlocutóna. a doutrina majoritária entende que qualquer decisão JUdicial comporta embargos de declaraçãoi47. 1035. aprovado pela Câmara dos Deputados. o 5. amar os CABÍVEL. Analisan.Recurso incabível não tem o efeito de suspender o decisao JUdicial (art. Nessa hipótese. PRONUNCIAMENTOS RECORRÍVEIS instrumento.Não cabem embargos de declaração da decisão que 148 O Projeto do ~~v. sob pena de denegação da atividade embargos de declaração afirmando a existência de manifesto equívoco Junsdicwnal. observan d o assim seus . nega seguimento ao recurso por ser intempestivo. Portan- poe a OJ 377 da SDI I do TST: to. caput). instrumento contra a denegação do recurso pelo presidente do TRT. 5. Emba:gos de declaração. também decidiu o Supremo Tribunal Federal: de revista exarado por presidente do TRT. conforme demonstram os documentos já juntados nos autos. não ten- do o efeito de interromper qualquer prazo recursal. não . a ~~ssibilidade do cabimento dos embargos de declaração de qualquer II . na análise da tempestividade. os embargos para impugnar despacho. adota expres- não admite o recurso extraordinário. com a finalidade de atacar a decisão em Isso ocorre porque. Comentdrios ao código de processo civil. porque. 147 ~OREIRA: José Carlos Barbosa.1. RECURSO IN- Deputados (art. limitado à nova sucumbênciai46 . processamento do recurso. I . Descabimen- to. sendo im- pugnado. não há interrupção do prazo h:pótese de decisao de admissibilidade do recurso a quo. ed. qual seja a interrupção do prazo para os re- Impugnar refendas decisões. OPOSIÇAO DE 146 No mesmo sentido. ~ P~rtanto. da. a parte adversa o direiw (e não obrigação ou dever) de complementar a fundamentação do seu recurso. CLT e o art · 535 ' I ' do CPC d ec1·Inam que os Com efeito. . os ~mbargos de declaração podem ser interpostos de de. O presidente do TRT de- . o TST adotou a tese de que não são cabíveis em~argos sao cabiveis para impugnar sentença ou acórdão. Não interrupção do prazo recursal AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INS- TRUMENTO. nesse caso. anuncia o projeto do Novo CPC aprovado na c· ad EMBARGOS DE DECLARAÇAO. de modo que se torna intempestivo.037. Rio de Janeiro: Forense. A empresa interpõe ~arr: i~c~mpreensíveis ou omissas. na hipótese de não processamento.

EMBARGOS DE DECLARAÇÁO ÉLISSON M!ESSA III. conte- D~ nossa parte. para o TST. também monocrática. ed. os acórdãos são embasados em decisões colegiadas. 207 206 . Min. prevista no art. 2010. Júlio César. passa pela análise para análise dos pressupostos extrínsecos do recurso. art. dando origem inclusive ao art. convertidos em agravo. teve como objetivo conceder decisão aclaratória. p. sendo admitido do conteúdo da decisão e do recurso. os em- propósito. porque privilegiam a celeridade e a efetividade Esclareçamos o entendimento do TST. 2. O referido artigo passou a permitir que o relator faça juízo de ad- 150 MOREIRA. 549. a doutrina majoritária entende que qualquer de- bargos declaratórios deverão ser submetidos ao pronun- cisão judicial comporta embargos de declaração 150 • Com efeito. 557 do CPC. o legislador delegou atividades dos órgãos co~e~iados a~s seus pressupostos extrínsecos. O cabimento dos embargos de declaração da decisão monocrática bilidade (juízo a quo). ed.Agravo regimental improvido 149 • 5. quando se pre- tende tão somente suprir omissão e não. por um imperfeitas" 151 • único julgador. 15. Ricardo Lewandowski. ed. enquanto as sentenças são julgadas. modificação do ao jurisdicionado um instrumento rápido e efetivo para afastar decisões julgado. José Carlos Barbosa. AI 588. como do juízo ad quem. 2010. ed. 557 do CPC. p. 2010.190 AgR!RJ. estabelece a Sú- apenas o agravo de instrumento na hipótese de não processamento do mula n° 421 do TST: recurso. j. Daniel Amorim Assumpção. comporta dos embargos de declaração quando há manifesto equívoco no exame ser esclarecida pela via dos embargos de declaração. 3. como declina Júlio César Bebber: "Não me parece adequado esse entendimento.2007. so. Rio de Janeiro: Forense. Registra-se que a atuação do relator no caso é uma mera de- legação de poder. 643. em face demos que os embargos deveriam caber tanto da decisão do juízo a quo dos princípios da fungibilidade e celeridade processual. da decisão do juízo de admissibilidade ad quem Súmula no 421 do TST. I . apltcavel subsi- dade é apenas do órgão prolator da decisão. não limitando seu cabimento a acórdãos. Recursos no processo do trabalho. pensamos que a legislação. não cabe o recurso de embargos de declaração do relator. se tratar de embargos de declaração destinados a impugnar decisão de Contudo. sen- De qualquer modo. o juízo de admissibili. No mesmo sentido: NEVES. diariamente ao processo do trabalho (CLT. v. São Paulo: Método. 5. É que. Rei. Manual de 152 NEVES. ao admitir o cabimento údo decisório definitivo e conclusivo da lide. Decisão monocrática do relator Em resumo. de Janeiro: Forense. 2. 669. p. da decisão do primeiro juízo de admissi. 237. mantendo-se com o órgão colegiado a competência para decidir 152 • 149 STF. São Paulo: Método. 2009. além de sepultar de imediato vícios absurdos.4. Cabimento dos pressupostos extrínsecos do recurso. em dos pressupostos extrínsecos do recurso. em regra.2. teratológicas (absurdas). missibilidade do recurso. Embargos declaratórios contra (proferido pelo Tribunal a que foi dirigido o recurso) são cabíveis os decisão monocrática do relator calcada no art. p. Rio direito processual civil. 2. relatores. vez q'+e não se pode impedir a correção de manifestações jurisdicionais Noutros termos. uma As decisões dos tribunais são pautadas no princípio do colegiado. assim como julgue o próprio mérito do recur- Rio de Janeiro: Forense. enten. o entendimento do TST não se aplica quando do essa a lógica do sistema. ciamento do Colegiado. Por outro lado. Manual de direito procesmal civil. Nesse contexto. negando-lhe ou dando-lhe provimento. A II -Postulando o embargante efeito modificativo. e respaldado nos princípios da celeridade e efetividade outros embargos não conhecidos por manifesto equívoco na análise de processual. processual. 557 do CPC. Daniel Amo rim Assumpção. como visto. 557 do embargos de declaração para impugnar o manifesto equívoco no exame CPC. nesse caso. Comentdrios ao código de processo civil.Tendo a decisão monocrática de provimento ou de- negação de recurso. 151 BEBBER. proferida com base no art. 769 e Súmula no 435 do TST). São Paulo: LTr.

o referido artigo admite que a decisão mono. 2. 557. s. meme efetiva o juízo integrativo da decisão que é dele mental. São Paulo: Método. cita-se a lúcida observação do nifesto confronto com súmula ou com jurisprudência do Su. D] 14. declaração julgado pelo Ministro Milton Moura França: Considerando que a decisão colegiada é a regra e que o relator no (. Tribunal Pleno. e só depois. j.4. porque. Ministro João Oreste Dalazen. é que teria ensejo ao agravo para a Seção. 11. quando for manifestamente improce. STF.11. 2) manifestamente prejudicado.m. razão pela qual a presente súmula deve ser interpretada de for- Federal ou de Tribunal Superior. o relator poderá analisar o mérito do recurso para: monocrática quando se busca suprir omissão. pacificando no sentido de que. se interpostos embargos de declaração Então.039/SP. ]V.10. a fi~ caso. invocada na decisão dos embargos de premo Tribunal Federal ou de Tribunal Superior. 669. os embargos de decla~ação da_ deci_são Por outro lado. Min. ser acolhido o posicionamento do E. adn:itindo. Ministros: o Relator monocraticamente profere uma decisão que por ventura do CPC que da referida decisão cabe agravo. contradição e omissão. Por vezes.2002. da decisão que julgasse os embargos declaratórios. Rio de Janeiro: Forense. de sanar obscuridade. Milton de Moura França. dar ou negar para afastar o cabimento dos embargos de declaração para o presente 0 provimento do recurso são cabíveis os embargos de declaração. admite-se a denegação do recurso Quízo de ad- missibilidade) quando: pode ser aceito" 154 • Nesse caminho. quando a decisão recorrida estiver em ma. embora a súmula não esteja especificando o cabimen- 1) negar-lhe provimento. ele próprio.j. Rei. de forma acer- 1) manifestamente inadmissível. causando aparentemente um prejuízo à par- crática esteja sujeita à interposição de agravo. Rei. ele monocratica- no caso do art. considerando que os embargos de declaração e o agravo um recurso. Daniel Amorim Assumpção. a incompreensão de um pronunciamento judicial pode inclusive impedi-lo de atingir sua finalidade. não merece. Com efeito. deverão ser admitidos como agravo regi. CPC. houvesse a possi- ao colegiado o conhecimento do recurso. Ellen Grade. entende~os dente ou o recurso estiver em confronto com súmula ou com plenamente aplicável. 155 possuem objetos e objetivos distintos. tada não acompanhou o entendimento do Supremo Tribunal Federal. pelos mesmos fundamentos levantados antenor- jurisprudência do respectivo tribunal. contraditórios e obscuros não possam ser impugna. do Supremo Tribunal mente. a meu juízo. DJ 153 STF. to dos embargos nos casos de obscuridade e contradição. o Tribunal Superior do Trabalho. 557 do. § 1°. SS-AgR-ED 3.. Min. ed. da forma como se faz. Ex. sem efetto modtficanvo. p. 155 TST _ EDEAIRR n° 701161/2000. Isso porque não há razão lógica e jurídica Assim. tudo como forma de levar te. Srs.. 2) dar-lhe provimento. bilidade de interposição de um agravo para a Subseção. deral passo'u a não admitir os embargos de declaração para esses casos. o Supremo Tribunal Fe- se ressinta de algum esclarecimento. Manual de direito processual civil. subtrai-se da parte Contudo. não lhe ensejando a oportunidade a que. até mesmo porque "não há nenhum sentido permitir que pronun. com base no princípio da fungibilidade 153 . monocraticamente. além de uma decisão omissa ser ób- 154 NEVES. caso agirá por delegação. to modificativo (infringente). Para elucidar ainda mais a questão. 209 208 . 201 O. dos pelas partes que pretendem afastar tais vícios no caso concreto. havendo expressamente estabelecido o art.2007. 26. ma ampliativa.• está queimando etapas e. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO ÉLISSON MIESSA via denegação da atividade jurisdicional. em outras palavras. então. desde que não tenha efei- ciamentos omissos. Registra-se que. O meu raciocínio é o seguinte.. da decisão monocrática que negar seguimento.2007. presta os escla- recimentos ou dá provimento. o que em nenhuma hipótese No primeiro caso. Enfim. por consequência.

ed. ---- . 794). É com fundamento na ausência de prejuízo processual que o C. é evidente que haverá alteração do 156 LEITE. já previa a Súmula n° 278 do TST. São julgado. Súmula no 278 do TST. te. Observa-se que o C. --· ···-------------·--------. mas o juiz nada se manifesta acerca das horas extras. contradição ou obscuridade. bargos de declaração com efeito modificativo da decisão monocrática do relator (art. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO COM EFEITO MODIFICATNO Somente se pode falar em nulidade quando demonstrado o preju- ízo à parte (CLT. Orientação Jurisprudencial n° 142 da SDI. nulidade. de modo que os embargos deverão estabelecia ser obrigatória a concessão de vista à parte contrária. exceto ser admitidos como agravo. nessa hipótese. Curso de direito processual do trabalho.Em decorrência do efeito devolutivo amplo conferi- tica de provimento ou denegação de recurso tiver conteúdo do ao recurso ordinário. o que dá ensejo I .r ·I ÉLISSON MIESSA No entanto. Percebeu-se. inexistindo. diferentemente do que ocorre no item I. sendo destinados a esclarecer ou integrar o 156 nômico ou moral decorrente do conflito de direito material" • julgado. sendo a sentença Exemplo: reclamante ajuíza ação postulando o pagamento de equi- sujeita a recurso ordinário. Os embargos de declaração não têm a função de anular ou refor- não se cogitando. 557 do CPC). não será obrigatório o contraditório prévio paração salarial e horas extras. TST deixou expresso no item li da referida OJ que. Ao interpor os embargos de declaração para que o juiz se manifeste sobre as horas extras. havendo em- no julgado.______±__ __ -.-. que atualmente são admitidos expressamente no ração substancial do julgamento. no entanto. 2011. o recor. o item I não se aplica às hipó- decisório definitivo e conclusivo da lide e os embargos objeti. financeiro. eco- mar a decisão impugnada. Melhor explicando. o que impõe inclusive a manifestação da parte con. o Tribunal Superior do Trabalho entendeu que. Carlos Henrique Bezerra. podia alterar substancialmente o julgado. de prejuízo "material.I do TST. Efeiro modificativo. por ausência de prejuízo processual. com base no princípio da fungibilidade e quando opostos contra a sentença. p. 9. sem que haja o pronunciamento do art. II . pode ocorrer de a parte interpor embargos declarató- rios :com efeitos infringentes ou modificativos. por vezes. modificação da decisão. sendo providos os embargos. Nesse sentido. órgão ad quem.É passível de nulidade decisão que acolhe embargos ao agravo. surgiram os embargos de declaração com efeito modifica- tivo ou infringente. sem se manifestar sobre os embargos de declaração opostos contra sentença. consequentemen- postular efeito modificativo. • cabem embargos de declaração: quando a decisão monocrá. 383. nos embargos de declaração. como se verifica a seguir: celeridade processual. 211 210 ·-. possibilitando a alte- EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Assim. A natureza da omissão suprida pelo julgamento de em- bargos declaratórios pode ocasionar efeiro modificativo trária. teses em que não se concede vista à parte contrária para varem apenas suprir omissão. Paulo: LTr. te contrária rente busca alterar a própria substância do julgamento. 897-A da CLT. que a decisão dos embargos de decla- ração. art. sendo julgados procedentes seus pedidos. Tal prejuízo deve ser de índole processual. 6. Embargos de declaração. Embargos de declaração. --. Vista à par- Nessa hipótese. a OJ n° 142 da SDI-I do TST reforma ou anulação do julgamento. e considerando a possibilidade da alteração do con- teúdo do julgado. TST entendeu não ser necessário o contraditó- • cabe agravo (interno ou regimental): quando no recurso se rio de embargos interposto de sentença. o que pretende a parte é a verdadeira Na hipótese de efeito modificativo. Omis- são no julgado Nesse sentido. de declaração com efeito modificativo sem que seja con- cedida oportunidade de manifestação prévia à parte con- Em resumo: trária.

ou seja. da CLT passou a declarar expressamente que: [. 538 do prejuízo. porque o recurso ordinário. O 212 213 . te será condenado a pagar ao embargado multa: No entanto. recurso ordinário 159 • 157 BEBBER. sob pena de não processamento ou conhecimento do to ou modificação da OJ n° 142 da SDI I do TST. será desnecessária a concessão de v1sta a parte contrana. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO PROTELATÓRIOS no processo do trabalho o art. o omissão. admite a rediscussão. o pagamento ~a multa passa a ser considerado um pressupostos recursal. a empresa in~e~­ a não concessão de vista à parte contrária gerará violação ao princí. a empresa interpõe novamente embargos de declaração insistindo na Assim. por ser um recurso de Por fim. de modo que. vício na decisão embargada e desde que ouvida a parte contrária. a fim de que a parte contrária possa participar a interposição do recurso ordinário. São Paulo: LTr. na hipótese de reiteração dos em- ração somente poderá ocorrer em virtude da correção de bargos protelatórios. 515 do CPC 158 • Os embargos de declaração têm o efeito de interromper o prazo Isso quer dizer qu:: todas as matérias tratadas na sentença poderão para interposição de outros recursos. deverá recolher a mult~ es~abele­ inclusive na hipótese de sentença. cida na sentença. o art. improced~nci~ ou na hipót~s~ de da aplicação do direito. 159 O Projeto do Novo CPC. que a recolherão ao final. quando os embargos forem protelatórios. Atenta-se para o fato de que. para que ele não ser levantadas oportunamente no recurso ordinário.rgos de declaração deverá ser prévio. aprovado pela Câmara dos Deputados. 2. se da decisão dos embargos do convencimento do . o exame total das provas e debate pleno vendo rejeição liminar dos embargos. exceto para o beneficiário do TST. mesmo sem retteraçao.6. o aludido dispositivo não fez ressalva quanto à cionada a interposição de qualquer outro recurso ao depósito do valor sentença. Ao dec1d1r pio do contraditório: Isso porque o contraditório permite que a parte os embargos. ha- forma ampla. Agora. com·::> novel dispositivo. Dessa forma. atualmente. aplicando-lhe a multa de 1o/o sobre o valor da mesmo que o contraditório possa ser diferido. impondo o contraditório inclusive nessa hipótese. ou seja. 897-A a) não excedente a 1o/o sobre o valor da causa. pensamos que. Nesse caso. parte vencida 157 • Em decorrência disso. no caso de reiteração. entendendo que os em- possa influenciar o julgador no momento do julgamento. o efeito devolutivo tem aplica- ção plena nessa modi. o juiz nega a omissão levantada. no recurso ordinário.. CPC prevê que. de 0 efeito modificativo for potencialmente previsto. bargos são protelatórios. Se a empresa interpuser recurso ordinário dessa decisão. 2009. respectivo. ÉUSSON MIESSA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO E assim agiu. no capítulo XIV. 0 juiz poderá elevar a multa para 10%. não haverá seja utilizado apenas para a interrupção do prazo recursal. incidindo. esclarece-se que o contraditório somente é obrigatório se natureza ordinária e de fundamentação livre. no recurso ordinário. o legislador contemplou que Exemplificamos: Proferida a sentença de 1° grau. com o advento da Lei 13.015/14.. impondo que o verá pagar a multa nesse momento. vide comentários da Súmula n° 393 como pressupostos recursal para os próximos recursos. Júlio César. vale dizer.1. 46. Recursos no processo do trabalho. nc prazo de 5 (cinco) dias. não de- o legislador afastou ex?ressamente essa possibilidade. o embargan- posteriormente. de forma supletiva. causa. item 1. de gratuidade da justiça e para a Fazenda Pública. o que deverá provocar o cancelamen. meira multa para 2o/o e considera o pagamento da multa. por expressa disposição legal. ficando condi- Queremos dizer. Com efeito. da matéria fática. será exercido. ed. 7. ela não é pressuposfo para contraditório seja prévio. 158 Para o escudo específico do efeito devolutivo. Desse modo. porque o contraditório será diferido.. exigindo-o presa for interpor o recurso ordinário. ) eventual efeito modificativo dos embargos de decla- b) até 10% do valor da causa. põe embargos de declaração alegando omissão no julgado. ampl!a a P_ri- p.idade de recurso. o§ 2° do art. se a em- contraditório nos embc. podendo fundar-se no mero inconformismo da obscuridade.uízo no julgamento dos embargos.

dentre seus objetivos. Embargos declaratórios. por vezes. deverá a parte 162 Súmula 356 do STF: "O ponto omisso da decisão. ordinário).Caráter Protelatório. eles não são considerados como protelatórios (Súmula n° 98 do STJ1 61 ). deve a parte interpor embargos missíveis de sentença judicial ou acórdão decorrente de competência de declaração para suprir tal omissão. Daniel Amorim Assumpção. p. o TST entende que estará preenchido o pressuposto recursal do preques- Como os embargos de declaração têm. Nesse caso. §§ 2° e 3°). São Paulo: LTr. EMBARGOS DE DECLARAÇAO ÉLISSON MIESSA Os embargos serão protelatórios quando tiverem o único objetivo inicialmente interpor os embargos de declaração. com a finalidade de preencher o originária dos tribunais. 240. 1." BEBBER. não havendo manifestação expressa no acórdão a respeito regional passível de recurso de natureza extraordinária. ed. Omis. ou seja. não pode ser objeto de recurso extraordinário. Isso tionamento implícito (ficto). sendo inad- da matéria de que se pretende recorrer. do TST).015/14. Nesse caso. Tal obrigatoriedade subsiste inclusive no que tange à matéria so manifestamente incabíveJ 16°. Não sabendo se os embargos de declaração serão conhecidos e ava- ratórios para suprir omissão apontada em recurso de re- liando o entendimento de alguns juízes no sentido de que o não conhe- vista ou de embargos. sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios. III. embargos de declaração e um suposto específico dos recursos de natureza extraordinária. Trata-se do chamado preques- dicional. Preclusão TERPOSTOS SIMULTANEAMENTE Ocorre preclusão se não forem opostos embargos decla. Embargos de declaração manifestados com notório pmpó- § 3o). pmjeto também prevê que não serão admitidos embargos de declaração se os dois anteriores tiverem sido considerados protelatórios (art. Manual de direito processual civil. 2. 160 NEVES. Júlio César. São Paulo: Método. sito de prequestionamento não têm caráter protelatório. de Janeiro: Forense. cimento dos embargos não interrompe o prazo recursal 164 . ele passa a ter relevante papel no prequestionarnento. 214 215 ·····---·--·-·-----·----- . desde que a matéria já tenha sido veiculada no recurso suprir omissão da decisão impugnada completando a prestação juris- principal (Súmula n° 297. simultaneamente. porque o prequestionamento impõe que haja decisão prévia acerca da matériil para que os tribunais superiores possam se manifestar sobre o Por fim. as partes interpõem. pois apenas os recursos de natureza extraordi- requisito do prequestionamento. Embargos de Declaração.Propósito de Prequestionamento samente quais os casos em que o efeito interruptivo não ocorrerá (CLT. 5. omissão. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO COM EFEITOS PREQUES. assim como na hipótese de recur. havendo omissão na decisão a ser impugnada por meio de recurso de revista ou de embargos para a SDI. bargos de declaração com efeitos prequestionatórios de acórdão O?m isso. 2009. 9. de ordem pública. com o fim de suprir a de retardar o andamento do processo.TÓRIOS manifestar sobre a matéria pretendida pelo embargante. art. 2013. a Súmula n° 356 do STP 62 • 8. . RECURSO PRINCIPAL E EMBARGOS DE DECLARAÇÃO IN- são em recurso de revista. vez que nesses recursos não se aplica o efeito transla- tivo. 729. No mesmo sentido.039. conforme dispõe a Súmula n° 184 do nária exigem o pressuposto do prequestionamento 163 • TST: Súmula n° 184 do TST. cumpre fazer um alerta: somente há que se falar em em- objeto recorrido. a função de prequestionar a matéria. por se tratar de mecanismo que visa a preencher pres. 163 "Daí não serem cabíveis embargos de declaração com o escopo prequestionador quando o recurso subsequence for de natureza ordinária. p. 164 Especialmente antes do advento da Lei 13. ed. 897-A. tem outro recurso (por exemplo. a qual passou a declarar expres- 161 S1J Súmula n° 98. por faltar o requisito do prequestionamenco". Rio Recursos no processo do trabalho. Do exposto. o de tionarnento. Pode acontecer de o tribunal negar a existência de omissão e não se TIONÀ.

caput). que julgou os embargos. art. ] apesar de concordar com a possibilidade de uma das partes. necessidade de intimação das partes para o julgamento. de admissibilidade positivo. 167 NEVES. 0 julgamento dos embargos deverá ocorrer na prim~ira :udiência no juízo prolator da decisão embargada. clusão consumativa 166 . Agora. Daniel Amorim Assumpção. No segundo momento. Manual de direito processual civil. apresentara contrarra- 11. sen. o reclamante interpõe embargos de gos. tenha decisão que julgou outros embargos. o relator apresentará os embargos na sessao apelar da sentença. abrir:se-á o con- traditório para a parte contrária que. 210. declaração sob o fundamento de omissão. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DE DECISÃO EMBARGADA dade será negativo. nesse caso. dos embargos anteriores. enquanto a outra ingressa com embargos de declaração. Contudo. Júlio César. de forma abstr~ta ?~ JU~: pensadas. pressupostos recursais. essa decisão é contraditória. ed. São Paulo: LTr. tradição. São Paulo: Método. ~o 165 "[ . vez que as horas extras não Nesse ponto. no prazo de 5 dias.:. ]". dos embargos.. não havend~ parece admissível que a mesma parte ingresse com os dois recursos simultanea.. pnmeua parte). bem como e mente[ . 2. ele será dirigido a responsável da decisão (pre- Aqui. Recursos no processo do trabalho. nesse caso. por exemplo. NEVES. riores. extrínsecos devem ser avaliados. na conch. Com efeito. a mera alegação de taiS ~~cws J: horas extras. estando presentes os pressupostos. querendo. inicialmente.. poderá ser é suficiente para seu cabimenro 167. proferirá juízo foi embargada. a analise se~: embargada. Os embargos de declaração são interpostos.não subsequente a sua apresentação (CLT. con- foram analisadas. art. reconheceu que todas as horas foram com. caso os embargos de declaração sejam interpostos pri. No caso de decisão colegiada. 217 216 . Assim como nos demais recursos. é importante destacar que os vícios de omissão. Havendo potencial efeito modificativo do recurso. a sentença não poderá ser novamente embargada. p. os embargos se submetem a duas meiro que o outro recurso. após a decisão dos embargos. ou seja. Julgado os embargos. obscuridade e manifesto equívoco na análise dos pressupo~t~s porque. sob pena de serem considerados protelatórios. 2009. o recurso ordinário. o juízo de admiss~bili­ 10. 2. art. 725. 897-A. não servindo para apresentar novamente vício na decisão que já Por outro lado. Rio de Janeiro: Forense. especialmente quando. não comportando sidente. passando a verificar o mérito dos embar- Exemplo: proferida sentença. concreta.são.asst. Daniel Amo rim Assumpçáo. mas. 897-A. Manual de direito processual civil. caso de decisão colegiada. condenou a empresa ao pagamento das zo de admissibilidade.p. 2010. a sentença. Ja Portanto. p.m nao proce- dendo 0 juízo. e jlllzO de mento. de Janeiro: Forense. será endereçada ao dois recursos. do art.. qu~~do será analisada a presença dos interpor novamente o recurso. por exemplo. ed. 5. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO ÉLISSON MIESSA monocrática no tribunal. São Paulo: Método. 556. novos embargos. Quando se tratar de decisão após 0 retorno dos autos (CLT. A segunda decisão. na fundamentação. sob pena de violar o princípio da unirrecorribilidade 165 • Assim. PROCEDIMENTO zões no prazo de 5 dias. 2013. por força do o posterior ineficaz. a parte deverá etapas: juízo de admissibili~ade. o primeiro recurso interposto será o válido. se existe realmente o vício levantado e. Rio 166 BEBBER. o ato impugnável é apenas um. no prazo de 5 dias (CPC. os novos embargos devem ter como foco o julgamento estará no juízo de mérito. relator etc. É possível a interposição de embargos de declaração para impugnar Admite-se. considerando que a unirrecorribilidade é solucionada pela pre. Estando ausente os pressupostos recursais. nos novos embargos ocorrido 0 manifesto equívoco na análise dos pressupostos extnnsecos devem ser apontados vícios existentes na decisão dos embargos ante.). ed. 537. Os embargos estão isentos do recolhimento de preparo. Queremos dizer. relator. 536 do CPC.. de modo que os embargos não serão conhecidos. caput) ou.

a SBDI-I.542/92. Na espécie. Decisão denegatória de recurso de revista exarado por presidente do TRT. lise da fonte de publicação do julgado que ensejou o conhecimento do recurso Descabimento.. Delaíde Miranda Arantes.I do TST. Embargos de declaração. que acolhiam os embargos declaratórios para. por maioria. Embargos declaratórios. Na hipótese em que a Turma conheceu do recurso de revista. se mamfestar sobre os embargos de declaração opostos contra sentença. Omissão na aná- ção.I do TST. Min.. vencido o Ministro Brito Pereira. Com I . Possibili- A natureza da omissão suprida pelo julgamento de embargos declaratórios pode ocasionar efeito modificativo no julgado. Não interrupção do prazo recursal de revista por divergência jurisprudencial.. 2. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO ÉLISSON MIESSA É em dobro o prazo para a interposição de embargos declaratórios por pessoa dispensada a necessidade de o relator solicitar dia para inclusão dos jurídica de direito público. não modifi~ativo sem que seja concedida oportunidade de manifestação prévia à parte conheceu dos embargos.. que teve sua tese alterada. ED. por maioria. de vista à parte contrária é nula apenas se configurado manifesto prejuízo. Efeito modificativo. e não nula ipso facto. Possibilidade. modi.0013.do CPC. Efeito modificativo para incidir nova redação de súmula.. quando se pretende tão-somente suprir omissão e não. Embargos declaratórios. SÚMULAS DO TST E ORIENTAÇÕES JURISPRUDENCIAIS RELACIONADAS AO CAPÍTULO 13. impri- bém monocrática. INFORMATIVOS DO TST RELACIONADOS AO CAPÍTULO 12. 794 da CLT. C?corre preclusão se não forem opostos embargos declaratórios para suprir omis. do recurso de revista. Orientação Jurisprudencial n° 192 da SDI.É passível de nulidade decisão que acolhe embargos de declaração com efeito esse entendimento.. rei. Omissão em recurso de revista. ED.2002... conteúdo decisório definitivo e conclusivo da lide. Prazo em dobro. Com esse entendimento. a decisão embargada consignou que a única con~rárta.05.5.I do TST. Ausência de prejuízo.. Desatenção ao item III da Súmula Não cabem embargos de declaração interpostos contra decisão de admissibilidade n° 337 do TST. Vencidos os Ministros Augusro César Leite de Carvalho. rei.. Efeito modificativo. rejeitou Súmula no 421 do TST.0 1. Cabimento contrariedade à Súmula n° 277 do TST (redação anterior).5. Inteli- Efetto modtficativo. e ser esclarectda pela via dos embargos de declaração. 22. questão versada nos declaratórios da reclamante decorrera de fatos conhecidos por Il. Augusto César Leite de face dos princípios da fungibilidade e celeridade processual. Embargos de declaração. autos na pauta. SBDI-I. é impossível conferir-lhe efei- sao aponta~a em recurso de revista ou de embargos. Vista à parte contrária gência do item I da Orientação Jurisprudencial n° 142 da SBDI-I c/c o art. Min. em -E-ARR-61600-91.11. Carvalho. Embargos de declaração.Postulando o embargante efeito modificativo. relator. Embargos de declara- . não tendo o efeito de interromper qualquer prazo recursal.1. Embargos de declaração com efeitos modificativos Súmula no 278 do TST.. a SBDI-I. Não decretação de nulidade. . I.. que fala em ser a decisão "passível de nulid~de". dade. em decisão aclaratória. e condenar a reclamada ao pagamento das verbas requeridas até que as cláusulas impugnadas do acordo coletivo sejam modificadas ou suprimidas por norma co- II.0900.2012 (Informativo n° 31) Or~entação Jurisprudencial n° 377 da SDI. e sobre os quais já· se item I ~ão se aplica às hipóteses em que não se concede vista à parte contrária p~ra havia manifestado exaustivamente. e deu-lhes parcial pro- I -Tendo a decisão monocrática de provimento ou denegação de recurso. Embargos declaratórios contra decisão monocrática do os embargos declaratórios opostos contra acórdão que conheceu de embargos por relator calcada no art. mindo efeito modificativo ao julgado. Pessoa jurídica de direito público. comporta no 8. dar provimento ao recurso de embargos ficação do julgado. nos termos da atual redação da Súmula n° 277 do TST.1998.Em decorrência do efeito devolutivo amplo conferido ao recurso ordinário o ambas às partes... TST-ED- rão ser submetidos ao pronunciamento do Colegiado. 13. tam. Não concessão de vista à parte contrária..8. 219 218 ______ _____ =-------------------------------------------------------------------------~--~-~--~--~--~-~-~--~--~-~------------------------------------------------------- . TST-E-ED-RR-5121500-44. Orientação Jurisprudencial no 142. Impossibili- Preclusão dade. 557. 557 do CPC. da SBDI-1. . SBDI-1. ..2012 (Informativo n° 16) Súmula no 184 do TST. Ives Gandra da Silva Martins Filho.. prevista vimento para determinar o pagamento das verbas postuladas até a vigência da Lei no art. Não padecendo o acórdão embargado de omissão. os embargos declaratórios deve- letiva posterior. por divergência jurisprudencial com aresto que desatendeu ao comando do item lll da Súmula . Decreto-Lei n° 779/69. to modificativo com o propósito de adequá-lo à nova redação de súmula. convertidos em agravo. A decisão que acolhe embargos declaratórios com efeito modificativo sem concessão Or~entaçã~ Jurisprudencial n° 142 da SDI. Omissão no julgado . trazidos aos autos pela própria reclamada.

concluindo não haver controvérsias na matéria de mérito acerca da base de cálculo do adicional de insalubridade.:t. porém. o recurso lograva conhecimento por contrariedade à Súmula Vinculante n° 4 do É. o Maria da Costa. INTRODUÇÃO de embargos. da CF). Trata-se de recurso que tem efeito meramente devolutivo (CLT. em situações excepcionais. na medida e extensão conferidas em seu despacho (Lei n° 7. por maioria.2008. 895 da CLT. RECURSO ORDINÁRIO a SBDI-1. art. seja de fato. mente. por sua vez. Cabe ainda na ação cautelar e nos procedimentos especiais. no tópico. decidiu. Assim. seja na extensão. 899. I. 7°. É o caso do re- curso ordinário de sentença normativa (dissídio coletivo).5. Interessante observar que. 9. Ele vem previsto no art.5. contempla que a tutela antecipada de natureza cautelar e antecedente. 14 da Lei n° 10. a devolutividade é ampla. rei. e. ou seja. caput). TST-E-ED-RR-52100-08. poderão ser suspensos os efeitos da sentença por meio de medida cautelar inominada.22. mas deixar de remeter os autos para a Turma analisar novamente o recurso de revista. como já estudado no tópico de efeitos recursais. Atenta-se. seja na profundidade. L_ 2··_____ 221 .192/01). pelo juízo ad quem (art. Nesse contexto. pois. devidamente comprovadas. aplicando desde logo o direito à espécie. e diante do princípio da celeridade processual (art. Nesse recurso. devendo ser interposto no prazo de 8 dias. a qual equivalerá à concessão de efeito suspensivo ao recurso (Súmula n° 414. dela não conhecer por divergência jurisprudencial. aprovado pela Câmara dos Depmados. nos termos da conclusão do acórdão embargado. será analisada pelo órgão competente I para analisar o mérito do recurso. SBDI-1. Vencido o Ministro João Ores- te Dalazen.2013 (Informativo no 46) recurso adequado é o agravo de petição. Min. 169 O Projeto do Novo CPC. 300. rido desacerto da Turma ao conhecer da revista por divergência jurisprudencial. § 6° e art. quando o presidente do TST confere efeito suspensivo. A segunda. é aquela à qual se recorre quando se pretende modificar a decisão. seja de direito. ampla- Subseção negou provimento aos embargos. para o fato de que existe uma exceção quanto à concessão de efeito suspensivo no recurso ordinário. 5•. conse- quememente. consignando que embora tenha ocor. a O recurso ordinário é o meio pelo qual se pode rediscutir. impunha-se imprimir efeito modificativo aos embargos de de- CAPÍTULO IX claração opostos com o fim de configurar omissão na análise do aspecto alusivo à fome de publicação do julgado que ensejou o conhecimento da revista. conhecer do recurso 1. LXXVIII. a matéria decidida na 1a instância 168 . portanto. Dora Tem cabimento na fase de conhecimento. ÉLISSON MIESSA no 337 do TST. parágrafo único). na fase executiv. um recurso de natureza ordinária e de fundamentação STF e consequente provimento para julgar improcedente a reclamação trabalhista livre. do TST) 169 • 168 A primeira instância é o juízo que iniciou a demanda ou onde foi proposta a ação.0003. art.701/88. que passará a ser utilizada ! para conceder efeito suspensivo ao recurso.

forme dispõe o art.das decisões definitivas ou terminativas dos Tribunais VI . ] vas. O recurso ordinário também será cabível das decisões terminativas li. II. a compe- V . ou seja. 223 222 . o autor abandonar a causa por mais de 30 ça será de competência da Vara do Trabalho. quer nos dissídios coleti. Com efeito.. 170 Quando se busca impugnar ato jurisdicional provocado pelo juiz da Vara ou por III . mento do recurso ordinário é de competência da SDI-II do TST.quando o juiz pronunciar a decadência ou a pres- crição. os proces- III. ação.quando a ação for considerada intransmissível por Em regra. por não promover os atos e diligências que membros do TRT. seja pela Vara do Trabalho. VII . como a possibilidade jurídica. I.pela convenção de arbitragem.quando se verificar a ausência de pressuposcos de ·i constituição e de desenvolvimenco válido e regular do · O recurso ordinário é cabível: processo. sem resolução de mé.quando o juiz indeferir a petição inicial. pendência ou de coisa julgada.. Il. partes e o interesse processual. mandado de segurança 170 e na açao .. Na hipótese de acos não jurisdicionais. ridas nas Varas do Trabalho.1. 2. independentemente do conteúdo da sentença. litis- ·i I . decisões terminativas são aqueles que extinguem o e demais ações individuais de competência originária do TRT. o mandado de seguran- lhe competir. a seguir transcrito: Portanto. o recurso ordinário tem cabimento das sentenças profe- disposição legal. o julga- processo sem resolução do mérito.nos demais casos prescritos neste Código. sos que se iniciam no TRT. in verbis: Art. Haverá resolução de mérito: 2. Recurso ordinário de sentença VIII -quando o aucor desistir da ação. X. Extingue-se o processo. Por outro lado.quando não concorrer qualquer das condições da Regionais. sendo recurso ordinário de dissídio coletivo. como descreve o art. no caso de mandado de segurança. HIPÓTESES DE CABIMENTO IV .····/~I I ÉLISSON MIESSA RECURSO ORDINÁRIO '. Nesse caso. ação rescisória 'Por outro lado. por exemplo. IX. [. • ' • resClsona. no dissídio coletivo. em processos de sua competência originária. a legitimidade das quer nos dissídios individuais.quando o réu reconhecer a procedência do pedido. 895).quando ocorrer confusão entre autor e réu. 267. 267 do CPC. o que precisa ficar claro é que o recurso ordinário caberá Art. rito: seja pelo Tribunal Regional.2. funda a ação. con- submeterá ao recurso ordinário. 269. ela se Decisões definitivas são as que resolvem o mérito do processo.!·' 2. art. ou definitivas de competência originária dos TRTs.quando as partes transigirem. de modo que o recurso ordinário será (trinta) dias.·~r ' !.das decisões definitivas ou terminativas das Varas do Trabalho. V.quando ficar parado durante mais de 1 (um) ano por negligência das partes. vos (CLT.quando o autor renunciar ao direito sobre que se tência para julga:mento é do TST por meio da SDC. Ele será cabível tanto das decisões definitivas como das terminati- XI. 269 do CPC. dirigido ao TRT.quando o juiz acolher a alegação de perempção. IV. das decisões tomadas em primeira instância. É o que ocorre. Recurso ordinário de ac6rdão do TRT I -quando o juiz acolher ou rejeitar o pedido do autor.quando.

suprimindo.. 808. que torial com remessa dos autos para Tribunal Regional distinto daquele a admite o recurso ordinário de imediato. vez que. Além disso. Por fim. dessa forma. trabalho. por força do art. não reconhecendo sua competência. da CLT admite a interpo- incompetência. 224 225 . 215. da CLT.) (~sD-1-1-1-. 799. motivo pelo qual o art. instauraria conflito de 11 11 competência que seria julgado pelo TST (CLT. § 2°. 2010. Homero Barisra Mareus da. art. é importante destacar que as demais decisões interlocutó- -MG. § 1°. foco a sentença ou o acórdão decorrente de decisão de competência Existe ainda outra hipótese de cabimento de recurso ordinário de originário do TRT.3. 8 andamento processual. se a Vara do Trabalho de c. Contudo..) SDC Rio Branco reconhecesse sua competência. Nesse caso. sob o rias não recorríveis imediatamente. os (Turma) (Turmi} ft~rm~ (Turma) (Turma )(TurrT1. 8.--S-D-I--1-. O juiz reconhece a incompetência e encaminha é que sua impugnação não será imediatamente. "c". a análise "' pelo TRT da Ja Região. de uma vara do TRT da Ja Região e encaminhados para uma Vara do Trabalho vinculada ao TRT da 14a Região.fÍfTurma) (Turma) autos iriam diretamente para o TST. os autos ficariam por lá. os autos insurgência da própria sentença. do TST). justifica-se a referida exceção com tI RO base no acesso à justiça. portanto. b). o recurso ordinário tem como o juízo excepcionado. pois a não admissão de recurso na hipótese poderia acarretar um custo insuportável para a parte acompanhar o . reme- 2. caberá recurso 171 SILVA. trate de decisão interlocutória. sição de recurso. 895 da CLT. Nesse caso. para o TST é cabível recurso ordinário de decisão interlocutória que acolhe exceção de incompetência territorial. ÉLISSON MIESSA RECURSO ORDINÁRIO O C. Exemplo: Paulo ajuíza reclamação trabalhista em Belo Horizonte. ou seja. decisão interlocutória. v. Por outro lado. 893. saindo. no caso o processo termina na Justiça do rio para o TRT a que está vinculado o juiz que proferiu a decisão de Trabalho. sendo interposta pela reclamada exceção de competência. mas no momento da os autos à Vara do Trabalho de Rio Branco. Rio de Janeiro: Elsevier. Curso de direito do trabalho aplicado: justiça do ordinário dirigido ao TRT da Ja Região. o TRT da Ja Região estaria SDI suprimido de analisar a competência. Recurso ordinário de decisão interlocutória tendo os autos para Tribunal Regional distinto daquele a que se vincula Conforme prevê o art. com interlocutória na hipótese de reconhecimento de incompetência terri- o encaminhamento dos autos a outra Justiça (Federal ou Estadual). O que ocorre em Rio Branco-AC. Acórdão Acórdão Dissídio individual Dissídio coletivo Dessa forma. TST admitiu tal exceção. sob a alegação de que o desloca- Tribunal Superior do Trabalho mento da competência territorial no caso inviabilizaria o reexame da competência pela instância superior a que o juiz excepcionado (que se declarou incompetente inicialmente) está vinculado 171 • Na hipótese do exemplo anterior. se não houvesse tal exceção possibilitando o re- TRT curso ordinário da decisão interlocutória. embora seja decisão interlocutória. Isso ocorre porque. p. o TST passou a admitir o recurso ordinário de decisão É o caso da declaração de incompetência em razão da matéria. embora se que se vincula o juízo excepcionado (Súmula 214. será cabível o recurso ordiná. fundamento de que o reclamante teria trabalhado e sido contratado Isso não significa que elas jamais poderão impugnadas.

cidas do terço constitucional. portanto. 226 227 -. O art. de Janeiro: Forense. Daniel Amorim Assumpção.4. e desde que esteja em condições de jurisdicional 173 • Ao que nos parece. 518. sonância com súmula dos tribunais superiores. provocando a extinção do processo sem resolução do mérito. aplicável subsidiariamente De plano. quando o reclamante ajuíza recla- Tratando-se de sentença.. nessa hipótese. 515. provocando dúvida acerca da constitucionalidade desse leridade processual. é facultado clamante é carecedor da ação por faltar-lhe interesse de agir. É o que se de- 172 NEVES. ÉLISSON MIESSA RECURSO ORDINÁRIO 2. tal limitação viola o devido proces- julgamento. 267). ao estabelecer: ideia de que o juízo de admissibilidade . Na sentença. procedimento. visa-se ao erro de rior Tribunal de Justiça ou do Supremo Tribunal Federal.1 quo apenas verifica pressu- § 3° Nos casos de extinção do processo sem julgamento postos recursais. Recurso ordinário do indeferimento liminar da petição inicial modo que incidirá quando a questão for exclusivamente de direito ou '. § 1° O juiz não receberá o recurso de apelação quando a sentença estiver em conformidade com súmula do Supe- ferida decisão que substitua a anterior. No entanto. segue seu trâmite normal. Caso o o juízo de retração. passou a permitir que. não suprir instâncias. efetividade e economia processual. São Paulo: Método. o tribunal pode julgar desde logo a consonância ou não com a súmula. 296). buscando que seja pro. Isso ocorre porque. ao centralizar a discussão de oérito em um único órgão processo sem resolução de mérito. a qual.. análise lide. art. reclamante apresente recurso ordinário. 5. estiver em condições de imediato julgamento. 515 do CPC permite que o tribunal entender que petição inicial é apta. estando o processo pronto o próprio juízo que prolatou a decisão poderá reformá-la. para o fato de que. ou seja. é o mação trabalhista postulando o pagamento das férias vencidas acres- recu. passando a para julgamento. não necessitando retornar ao juízo de origem. p. o § 3° do art. dispõe 173 Talvez seja por essas razões que o projeto do ~CPC não verse sobre a súmula que o conectivo "e" deve ser interpretado como alternativo "ou". se a causa versar questão exclusivamente de direito e estiver em condições de imediato julgamento. por exemplo. 652. de impeditiva de recurso. invoca-se erro de julgamento. no âmbito trabalhista. o pedido de pagamento das férias ve:1cidas acrescidas do terço constitucional. preservan- cessamento (seguimento) ao recurso quando a decisão estiver em con- do assim o duplo grau de jurisdição. concedeu poderes ao juízo de admissibilidade a quo para não dar pro- Pretende-se. com base nos princípios da economia e ce. o recurso afaste a carência da ação e julgue imediatamente o mérito da cama. no prazo de 48 horas (CPC. O referido parágrafo. É o que ocorre. porém. e os autos retornarão ao juízo de origem para Trata-se da chamada súmula impeditiva de recurso.. 2013. base nos princípios da celeridade. TEORIA DA CAUSA MADURA O recurso ordinário pode almejar a reformar ou anular a decisão 4. sendo. do CPC estabelece: Na reforma. de certa forma. pelo juízo de primeiro grau do "conteúdo do recurso à luz do teor da sentençà' 172 . ao interpretar esse dispositivo.rso ordinário.. § 1o. ed. alterou sistematicamente a ideologia de su- o não seguimento do recurso por razões de mérito. Já na anulação. afastando-se da pressão de instância. a decisão impugnada será anulada. ou seja. o recurso cabível. Nesse último caso. § 3°. Não havendo retratação. Rio nomina de teoria da causa madura. a ser interposto no prazo de 8 dias.í O indeferimento liminar da petição inicial é pronunciado por sen. Essa afirmação acaba. na hipótese de extinção do dispositivo.. sendo provido o recurso. invariavelmente. SÚMULA IMPEDITIVA DE RECURSO impugnada. tença. o art. o juiz entende que o re- Atenta-se. ao analisar se a decisão está em do mérito (art. do CPC. 3. com essa sistemática. é importante destacar que referido dispositivo permite ao processo do trabalho. Manual de direito procesmal civil. o tribunal possa entrar diretamente na análise do mérito da causa. decisão de mérito. haverá. A doutrina mais abalizada. com que: seja proferida uma nova decisão.---------------------~-~----··-·--· .

2014.. Paulo: LTr.5. sual civil: Meios de impugnação às decisões judiciais e processo nos tribunais.797. perfeitamente ao processo laboral. não tem permitido a aplicação o art. 9. DOR] 2. Mary Anne Aca. da ampla defesa e do contraditório.08. Salva.01. Rei• Min. Justifica-se que há omissão na CLT. 176 Por todos. Julg. pois. a doutrina processualista tem admitido a Admitindo sua incidência no processo do trabalho.5. os recorrentes poderão demonstrar que seus fatos não se enquadram na súmula invocada pelo juiz na deci- confere à súmula status superior à lei. o dispositivo somente se aplica na hipótese de súmulas o art.8. Segunda Turma. TST tem deciáido pela não aplicação do aludido dispositivo tiva do recurso é mera faculdade do juízo. 49.4. podendo o interessado se valer do agravo de instrumento. AIRO 0002523-54. a CLT possui regra própria de processamento do recurso. Sayonara Grillo Coutinho Leonardo da Silva. Fredie. contempla sua apli. v.5. José. RO 177 DIDIER J r.2013.2014. Dora Maria da Cos. as razões recursais devem ser fundamentadas. 518. Cairo Júnior. de alterar as súmulas. pois o instituto é embasado nos prin- A petição de interposição é uma simples petição. são. incidindo o art.0061. Interposto o recurso ordinário. ed~ São dor: JusPODIVM.5. servar que nessa seara as questões fáticas predominam. adequando-se 899 da CLT. 2) juízo de admissibilidade positivo. incidência da súmula impeditiva de recurso tem o campo de atuação mais ção pelos seguintes fundamentos: restrito. o primeiro juízo de admissibilidade quação necessária.5. p. Contudo. 228 229 . do CPC disciplina a apelação versando somen. do CPC ao processo do trabalhol75. Nesse caso. De qualquer modo.15. 475 do CPC. do STF. está presente a compatibilidade. § 1o. como é o caso. 24.2014. Curso de direito processual do trabalho. 518. razão pela qual a No processo do trabalho. efetividade e economia processual. Sétima Turma. vez que versa sobre regras do processo civil que.0115. ao recurso ordinário e à sumula do TST. STJ e. porém. TRT 8• Região. com maior facilidade. incluímos também as do TST. por exemplo. João Leite de Ar- ruda Alencar. 3.2009. Leonardo José Carneiro da. 1. § 1°. Carlos Henrique Bezerra. podendo proferir: interpretado pela Súmula n° 303 do TST. O recurso ordinário é interposto no juízo prolator da decisão· im- cação ao processo do trabalho. é importante ob- incidência desse dispositivo.0482. 2012. o recurso não será processa- 174 TST-RR 0120000-09. A propósito. de modo que a utilização cação de orientação jurisprudencial é incapaz de impedir o seguimento de analogia restritiva violaria os princípios do devido processo do recursol 78 • ' legal. 5. ao serem trazidas para a seara laboral. em sua maioria. não sendo obrigatória. TRT 19• Região. parte da doutrina não permite sua aplica. Ademais. 2013. I) juízo de admissibilidade negativo.2012. ed. ta. atenta-se para o fato de que a aplicação da súmula impedi- O C. os tribunais regionais. do art. recebem a ade. Rei• Des• pressupostos recursais. 8• Turma. 5. Nesse caso. Des. pág. como ao processo do trabalhol 74 • Do mesmo modo. p. ÉLISSON MIESSA RECURSO ORDINÁRIO so legal. o CPC não fez referência com base no princípio da dialeticidade. DEJTAL 12. PROCEDIMENTO A doutrina trabalhista majoritárial76. Curso de Direito Processual do Trabalho. 145. se estiverem presente~ os 175 TRT I• Região.9. 646. do. dirigindo suas razões recursais ao órgão con:pe- esse ramo processual.2014. tauassú Camelier. Curso de direito p~oces­ 0000550-74. Obstado o processamento do recurso. caberá a interposição do dificulta consideravelmente a evolução jurisprudencial capaz agravo de instrumento.2014. o juiz não poderá impedir o processamento do recursom. será realizado pelo juízo a quo. Bahia: JusPODIVM. bem como tente para julgar o mérito do recurso (juízo ad quem).8. DEJT 29. Rei• Des• Fed.. ante a omissão e compatibilidade com pugnada (juízo a quo). p. AIRO 0000668-75. 178 LEITE. ocorre com a súmula vinculante. Isso significa que a invo- te sobre súmula do STF ou do STJ. CUNHA. Rei. quando não estiverem presentes os pressupostos recursais. Segunda Turma. já analisado nesta obra.19. Por fim.2013. 2012. p.0119. DEJTPA 20. 11. cípios da celeridade. ed.

e a secre- -los. 547 a 565 do CPC e o que dispu- § '1 °). terá as seguintes peculiaridades: Não sendo o caso de aplicar o art. o juízo poderá reexaminar os pres- a colher os votos dos demais integrantes do colegiado. No recurso de competência do TST não haverá revisor. § 2°). ~ . ÉLISSON MIESSA RECURSO ORDINÁRIO No segundo caso (juízo positivo). o presidente dará 3) não terá revisor. Na sessão. § 1°. da CLT.. para que possam fazer a sustentação oral. anunciado o julgamento do recurso. providenciará o relatório.c ___ _ . Procedimento no recurso ordinário no rito sumaríssimo Recebidos os autos. e Região (are. É importante observar que o julgamento observará dois juízos: o Ao chegar no tribunal. No rito sumaríssimo. Depois. 133 do regimento interno). art. como é o caso do TRT da 15• Região (are. o recurso ordinário será imediatamente sua secretaria. Dessa decisão. o relator. 551. apenas na ação rescisória de competência originária designa-se revisor (TST-Rl. 557 do CPC. este proferirá seu voto. dos demais em ordem decrescente de antigui- 518. atenta-se para o fato de que o p:ocessamento do recurso guir ao relator na ordem descendente de antiguidade" (CPC. caberá agra- VO' interno. sendo primeiro supostos de admissibilidade do recurso. porém. com a indicação suficiente do processo e parte dispositiva. se for o caso. 895. Nesse ser o regimento interno do tribunal. que é a análise do mérito de recurso. no prazo de 5 dias (CPC. 112 do regimento interno). que consistirá naquele "que se se. o regimento interno alcera a ordem da sessão. que será designado outro redator para o acórdão. como ocorre o TRT da 15• to. Mantida (ou não revista) a decisão de admissibilidade. o relator poderá se valer do art. recurso (tribunal ad quem). o recurso será processado. passando-se Apresentadas as contrarrazóes. recer. tribunal.•. primeiro se vota serão enviados ao Ministério Público do Trabalho para emissão de pare. taria do tribunal ou turma colocá-lo imediatamente em pauta 5Sl. em seguida. os autos serão enviados ao revisor que. inti. no prazo de 8 dias (Lei. acerca da admissibilidade do recurso. ou não O voto será redigido pelo relator. Sendo conhecido. os autos juízo de admissibilidade e o juízo de mérito. 230 231 _J.§2°). Por fim. 105. das razões de decidir do voto prevalente. Retornada a palavra ao relator. restituindo os autos à I) recebido no tribunal. mando-se a parte contrária a apresentar suas contrarrazóes de recurso. os autos serão encaminhados ao juízo competente para o julgamento do dade. quanto ao provimento ou dar provimento ao recurso. com registro na certidão. negar seguimento. após examiná. parágrafo único) 179 • 5. para julgamento. 5°). Difere. Devolvidos os autos pelo Ministério Público do Trabalho. depois de analisar os autos. 5. monocraticamente. Assim.. 557 do CPC. processamento do recurso que. distribuído.1. os devolverá à secretaria e pedirá dia para julgamento (CPC. podendo. gundo momento. 2) o relator deve liberá-lo no prazo máx~mo de dez dias. art. para fazer a leitura do relatório 180 • 4) terá parecer oral do representante do Ministério Público pre- sente à sessão de julgamento. Em seguida. ordinário segue as diretrizes dos arts. art. negar póteses e no mesmo prazo do rito ordinário. salvo se for vencido. . a palavra ao relator para fazer a exposição dos fatos e circunstâncias da causa. no prazo de 8 dias. 5) terá acórdão consistente unicamente na certidão de julgamen- 180 Em alguns tribunais. art. se este entender necessário o pa- 179 Alguns tribunais regionais admitem a figura do relator apenas nas ações rescisórias. ou seja. ocasião em sendo o caso de envio. Será designado ainda o revisor. o recurso ordinário é cabível nas mesmas hi- se 'for ~ caso. passa-se ao se- cer. art. dando-se ini- cialmente a palavra às partes ou aos seus procuradores. será sorteado o relator. será dada a palavra às partes ou aos procuradores inscritos.584/70.•. após os trâmites administrativos. do revisor e. nos termos do art.

exige TRT (Tribunal Pleno.. 895.2007. Não aprecia~ão 2. Renovação em contrarrazões ao recurso de revista.. confor.. do regimento interno do TST) TST na fase de execução dos processos Lacerda Paiva. em ação rescisória. mas renovada em competência para julgamento será da seguinte forma: contrarrazões ao recurso de revista. divididos em turmas. impugnada suscitada. o recurso será o agravo de petição. Ação rescisória Com efeito. § 3°) parcelas que antecederam ao quinquênio contado do ajuizamento da reclamação TST (SDI-I do TST. 897. em face da organização judiciária 897. nos tribunais regionais. me dispuser o regimento interno) sos de competência originária do TRT por maioria. poderão designar turma para o julgamento dos recursos ordinários interpostos das sentenças prolatadas nas demandas sujeitas ao procedimento suma- ríssimo (CLT. cabia à Turma.unento Decisão. é cabível recurso as decisões proferidas na execução trabalhista. Prescri~ão. enquanto. a contrarrazões ao recurso ordinário. o recurso cabível será o ordinário.0343. 5. trabalhista. Argui~ão. servirá de acórdão. (Infornativo no 58) art. Assim. pois este.5. 500 do CPC. em contrarrazões ao recurso ordinário. Desse modo. e prolatada na fase de conhecimento. não se poderia exigir que a reclamada trouxesse a matéria TRT (Turmas do TRT) decisões proferidas pela Vara do Traba- por meio de recurso. Na espécie. na instância ordinária. AGRAVO DE PETIÇÃO Ademais.. Min. Súmula no 201 do TST. Luiz de competência originária do TST (CLT. ou Sessão Especializada do TRT. estando previsto no art. da fase em que foi proferida a decisão. por unanimidade. para o Tribunal Superior do Trabalho. co. o agravo de petição é o recurso destinado a impugnar Da decisão de Tribunal Regional do Trabalho.. II. Com esse entendimento. § 2°). nos termos do art. na fase executiva. examinar a prejudicial eom:petência para juig. uma vez que lhe faltava interesse recursal ante a ausência lho na fase de execução. SÚMULAS DO TST E ORIENTAÇÕES JURISPRUDENCIAIS Diferentemente do processo civil. TRT na fase de execução dos proces- nheceu dos embargos da reclamada. em que o recurso de apelação é RELACIONADAS AO CAPÍTULO utilizado tanto na fase de conhecimento como na executiva. Ademais.2013. "a''. Vencidos os Ministros Brito Pereira. ordinário para o Tribur:al Superior do Trabalho. a certidão de julgamento. não há falar em necessidade interposição de recurso adesivo. SBDI-I. da CLT.9. TST-E-ED-RR-24400-26. b.. INFORMATIVOS DO TST RELACIONADOS AO CAPÍTULO . ÉLISSON MIESSA CAPÍTULO X 6) se a sentença for confirmada pelos próprios fundamentos. por divergência jurisprudencial.. a SBDI-I. art. Ele deve ser interposto no prazo de 8 dias. Momento oportuno.01.. nos termos do art. tendo o mesmo prazo para as contrarrazões. 897. Philippe Vieira de Mello Filho. INTRODUÇÃO 6. os recursos a depender Da decisão de Tribunal Regional do Trabalho em mandado de segurança cabe re.. A competência para julgar o agravo de petição depende da com- Na hipótese de prescrição quinquenal arguida pela reclamada originariamente em petência originária para o processamento da execução. . no prazo de 8 (oiro) dias. decisões proferidas pelo Presidente do trabalhista. o processo . não apreciada pelo Regional. § 3°) 233 232 ______l_ . no mérito. art. 1. Recurso ordinário em mandado de segurança do trabalho fraciona. deu-lhes provimento para declarar prescrita a pretensão no tocante às (CLT. registrando tal circunstância. 7. ao dar provimento à revista da outra parte para condenar a reclamada pela primeira vez. Súmula n° 158 do TST. rei. Dora Maria da Costa e Renato de 71. Órgão Especial decisões proferidas pelo Presidente do sucumbência recíproca. e. igual dilação para o recorrido e interessados apresentarem razões de contrariedade. COMPETÊNCIA pelo Tribunal Regional. tratando-se de decisão curso ordinário. de sucumbência nas instâncias ordinárias.

p." 234 235 . do. QBJETO 2a corrente: o princípio da irrecorribilidade imediata das decisões O agravo de petição está previsto no art. 3• Turma. as decisões proferidas nos embargos à execução. nas exe- 3a corrente: admite a impugnação imediata quando a decisão im- cuções[ . tindo três correntes acerca do tema: 186 TST-RR-205200-90. seja na fase de co. mesmo que excedentes às trilhas dos 183 MARTINS. ed. criarem empecilhos ao regular modelos de petições. Agravo de instrumento conhecido e provi- tringindo o cabimento do agravo de petição 183 . equiparando-se à sen- nhecimento. ção. A maior celeuma fica por conta das decisões interlocutórias. como seria. Salvador: Juspodivm. sob Na fase de execução. Noutras palavras. Marcelo. as sentenças terminativas ou definitivas. CABIMENTO. PRO- 1a corrente: o art. DECISÃO PROFERIDA EM EMBARGOS À EXECUÇÃ. Podemos citar ainda a decisão que desconstituiu a penhora.. recursos. p. seja na fase de execução. 33. do alcance proposto pela norma. LV. "à'. mas o executado não se modo. sen~enças. Recursos no processo do trabalhe. II. concretamente. ] puser um obstáculo intransponível para a execução ou for capaz de. § 1°.RECURSO DE REVISTA. de forma a compreender-se que desafiarão agravo de petição 182. o argumento de que se trata de bem de família.12. 3. as decisões interlocutórias proferidas na execução não impugnáveis pelo agravo de petição? podem ser impugnadas. Alberw Luiz Brescia- ni de Fontan Pereira. 2014. da Constituição Federal encoraja imediata das decisões interlocutórias. o processamenw do recurso de revista. o recurso adequado é o agravo de petição. tença terminativa. 2013.1990. Recurso de revista conhecido e provido.Sendo ajuizado na fase de conhecimento caberá recurso ordinário. no prazo de 8 (oito) dias: a) de petição. Art.9. São Paulo: Atlas. embargos à execução e da impugnação aos cálculos. ed. 897. 8 9 3. "I. A potencial violação do art. da CLT há de ser interpretado em sintonia com a disciplina do art. Júlio César. 504). quando. a decisão Por outro lado. para 454-455. por exemplo. que veda a recorribilidade VIMENTO. O disposw no art. 4. Rei. das decisões do Juiz ou Presidente. 2012. intransponível ao prosseguimento da execução.. decisões interlocutórias e execução. ed. assim. A decisão que rejeita ou acolhe parcialmente a exceção é irrecorrível de imediato. Valentin apud MOURA. São Paulo: LTr. a . 181 .02. a aparência interlocutória. Des. quando se estiver diante de decisão interlocutória terminativa do feito. Min. que ((" interlocutórias não se aplica na fase de execução. embargos de adjudicação e na impugnação à decisão de liquidação são recorríveis por meio do agravo de petição. da CLT. Contudo. quais decisões são Como regra. possibilitando a estabelece: impugnação imediata de todas as decisões. Consolidaçiio das leis do trabalho a execução 182 e da decisão que acolhe a prescrição intercorrente. 5°. A generalidade desse dispositivo provoca dúvida na doutrina e na jurisprudência acerca De nossa parte pensamos que a terceira corrente está com a razão. 897. por resol. da CLT. desfecho do procedimento. as decisões proferidas em execução. "a". pode ocorrer de a decisão interlocutória criar obstáculo Os despachos são irrecorríveis (CPC. sentenças e outros. embargos de arrematação. verifica-se que o agravo incontestável 185 • de petição é cabível das decisões na fase de execução. § 1°. p. produzir prejuízo grave e imediato a direito tido por Pela interpretação literal desse dispositivo. da CLT não fez nenhuma restrição 184 . DJ 28. inviabilizando o prosseguimento da execução • 186 de terceiros (desde que ajuizado na fase de execução 181 ).0028. abandonando. AGRAVO DE PETIÇÃO. pois o art. são recorríveis. alcançar foros de definirividade. do mesmo Texco. é aplicável na fase executiva. 185 BEBBER. que extinguisse a execução sem a quitação total dos valores em execu- verem o processo. exis. O mesmo se diga da decisão que acolhe a exceção de pré-executividade extinguindo 184 CARRION. res. sob pena de inviabilizar o prosseguimento da É sabido que o juiz profere despachos.5. 897. Sérgio Pinto. ÉLISSON MIESSA AGRAVO DE PETJÇAO 3.AGRAVO DE INSTRUMENTO. 1173. embargos possui outros bens. Direito processual do trabalho: doutrina e práticaforeme. 893. com ou sem resolução do mérito. Noutras palavras. 310. art. pal'tz concursos.Cabe agravo. 897.O.

dispostos no art. temos que reconhecer que nem sempre a deci- liaridade. u~a 3) as decisões interlocutórias capazes de produzir prejuízo grave e das partes ou pelo setor de cálculos. pre que a decisão de liquidação encerrar o processo não dando segui- nismo próprio de impugnação. Paulo: LTr. da CLT. Somente nos embargos à penhora poderá o exe- cutado impugnar a sentença de liquidação. dação. Trata-se de fase intermediária que visa a complementar da CLT. embora a decisão tenha mecanismo Portanto.1. 884. a jurisprudência do TST e a do próprio STF que a decisão de liquidação não é recorrível de imediato. quer explicitando. p. é importante destacar que também será admitido impugnação autônoma pelo credor • o mandado de segurança. pensamos que o entendimento do TST contraria o na liquidação de sentença. a fase de conhecimento e preparar a fase executiva. se~­ liquidação. 89_6. ela deverá ser suscetível de recurso. 884. Diante dessa pecu. o qual permite a impugnação da decisão de li- quidação não se enquadra na fase de conhecimento nem mesmo na quidação após a garantia da execução. cabendo ao 187 Entendendo que é cabível o recurso de imediato somente na hipótese da sentença exequente igual direito e no mesmo prazo. 884 da Do mesmo modo. 2008. qual sejam os embargos à execução ou mento à fase executiva. fase executiva. no pra- executado. TST. pois inviabiliza o pros- seguimento do processo: BEBBER. na penhora da conta-salário do zo de 5 dias. § 3o. 237 236 . inclusive porque tecnicamente a fase de li. Nesse ponto. o agravo de petição será cabível para dação. devendo ser permitem sua impetração nas hipóteses em que do ato impugnado pos. executado (OJ n° 153 da SDI I do TST). ainda que se trate de liqui. Decisão de liquidação zação dos embargos do art. Dúvida que ainda persiste na doutrina é o cabimento do recurso De nossa parte. pela análise do referido dispositivo. 2. pode acontecer de a decisão interlocutória pro. leciona Carlos Henrique Bezerra Leite: ed. impedindo a utili- 3. bex:n como vi~l~ o art . § 3°. da CLT. Nessa hipótese. admitindo-se o agravo de petição para afastá. Além disso. CLT somente admite o ataque à 'sentença' de liquidação duzir prejuízo iminente. parte da doutrina entende que não cabe recurso da decisão de são de liquidação dará prosseguimento à execução. 6. Dessa forma. 811. de ofício. Curso de direito processual do trabalho. 0 C. pois. que não admite o recurso de revista de decisao de hquidaçao. uma vez que o§ 3° do art. mulas no 266 e no 399. p. 2009. por exemplo. AGRAVO DE PETIÇÃO ÉLISSON MIESSA dação por artigos 187 . não nos parece cabível o agravo de petição do ato que ju2ga a liquidação. ad- I) as sentenças proferidas na fase da execução. o TST entende que o juiz resolve definitivamente as controvérsias. Nesse sentido. a nosso juízo. § 3°. depois de garantido o juízo. e não contestados pela outra (Su- iminente ao agravante. Carlos Henrique Bezerra. de liquidação julgar não provados os artigos da liquidação. mite 0 agravo de petição da decisão de liquidação por cálculos. Recursos no processo do trabalho. São Com efeito. constados da intimação da penhora. impugnar: No entanto. em confronto com a legislação vigente. 285. impugnada. no mesmo prazo de 5 dias. art. "enfrentar as questões envolvidas na elaboração da conta de hqw- vel ao prosseguimento da execução. que assim vaticina: § 3°. De qualquer modo. por meio de ação incidental de embargos do devedor ou 188 -lo. 188 LEITE. da seguinte forma: sa advir prejuízos imediatos e irreparáveis ou de difícil reparação ao • pelo executado: utilizando-se os embargos à execução. a impugnação da decisão de liquidação. é possível constatar próprio de impugnação. ed. q~e 2) as decisões interlocutórias que criarem obstáculo intransponí. 884. os motivos pelos quais acolheu os cálculos oferecidos po~. Júlio César. como ocorre. § _2°. do TST). II. São Paulo: LTr. afirma que a decisão de liquidação tem meca. pelo exequente: por meio da impugnação da decisão de liqui- Em resumo. da CLT. quer solvendo a controvérsia das partes.

no agravo de petição. Carlos Henrique Bezerra. 813. qual não fere direito líquido e certo do executado o prosseguimento cursos. não se enquadra na fase de conhecimento nem quanto às horas extras. permitida a execução imediata da de petição que discute a impenhorabilidade de bem de família ou que parte remanescente até o final. o agravo não será conhecido. não havendo. por exemplo. ed. de modo incluiu a liquidação na fase de execução 189 • que. entende controvérsia apenas sobre R$ 30. 6. ÉLISSON MIESSA AGRAVO DE PETIÇÁO É o que acontece com a decisão de liquidação que julgar não A delimitação imposta no aludido artigo tem como finalidade tor- provados os artigos de liquidação.00 que irá prosseguir até o fim da execução. p. não haverá fase executiva. as partes não poderão Delimitação da matéria consiste na indicação precisa da matéria impugnar a decisão após a garantia do juízo. a delimitação da matéria e dos valores impugnados. ou seja. 897. pois o valor devido não seria R$ 70. detalhadamente. questiona-se: que entende devido.000. o agravo de petição também possui um pressuposto es.000. que o i recurso cabível é o agravo de petição. preenchido tal pressuposto. como é o caso. A tese majoritária. nos próprios autos ou por carta de sentença. com a qual pensamos estar a razão.000. São Paulo: 190 LEITE. sem a necessidade de caução ou casos. vez que a própria CLT Portanto. como se depreende do art. como visto. justificadamente. Nesse caso. pecífico consistente em delimitar as matérias e os valores impug. ventile a penhora de um bem público 190 • 189 No mesmo sentido. não se admite o agravo de perição genérico. não agravante delimitar. liquidação. como a competência da seara trabalhista cessará na decisão de invocação do artigo 475-0 do CPC. a parte não impugnada liquidação de processo em que a empresa se encontra em regime fa. por exemplo. razão pela Além dos pressupostos extrínsecos e intrínsecos dos demais re.00. há de se registrar que a delimitação da matéria não se faz § 1°. férias etc. quando o recurso for exclusivamente de direito. dade. O agravo de pedçáo só será recebido quando o necessária. como homologado. ficando a nação será o recurso ordinário. DELIMITAÇÃO DA MATÉRIA E DOS VALORES OBJETOS DE I ~ Agora. da execução quanto aos tópicos e valores não especificados no agravo. Recursos no processo do trabalho. Exemplificamos: Empresa X interpõe agravo de petição de deci- termediária que visa a complementar a de conhecimento e preparar r são proferida em embargos à execução alegando excesso de execução a executiva. já que os cálculos não consideraram as deduções. Nesses dois últimos a liberação dos valores ao exequente. quanto às matérias e aos valores DISCORDANCIA incontroversos (não impugnados) não haverá mais discussão. Já a delimitação de valores exige a indicação do valor Admitida a impugnação da decisão de liquidação. 2012. 244. cumulativamente. por que o valor qual o recurso cabível? que entende indevido não está correto. da CLT. tem-se por incontroverso o valor Disso resulta que parte da doutrina entende que o meio de impug- de R$ 40. São LTr. por complementar a fase de conheci- mento.000. fundamentando. podendo inclusive ser liberado o dinheiro ao exequente (Súmula no nados. as matérias e os houver discussão de valores. p. Mauro. 238 239 . SCHIAV1. horas extras.00 mesmo na fase executiva. § 1°. Curso de direito processual do trabalho. a fase de liquidação é fase in. 2008. adicional de periculosi- impugnação imediata. O mesmo ocorre na decisão de nar definitiva a parte incontroversa. ou seja. que assim 416 doTST).00. vaticina: Por fim. permitindo-se assim a que irá impugnar. ou seja. a qual poderá ser executada imediatamente até limentar ou com a recuperação judicial deferida. A dúvida existe porque. do agravo valores impugnados. 4. mas apenas R$ 40. ou seja. Paulo: LTr.

240 241 . Isso porque. estabelecendo o art. sonan. o art. 313. LEITE. Salva- dor: Juspodivm. 33. 899 da CLT é cursais intrínsecos e extrínsecos. nessa CPC. permitindo assim o prosseguimento da execução. 897. tendo as limitações impostas pelo art. sentenças e outros. o que inclui. . não sendo. seguimento da execução. portanto. 475-M do CPC a impugnação (incluímos os embargos) não terá efeito suspensi. Impugnada. § 1°. se for o caso. imediatamente 191 • Por sua vez. atenta-se para o fato de que seu pagamento deve ocorrer de for~a pr~visória 193 . Para ~arte da do. Júlio César. 2012.o ~rt. de nente.26. ele possui peculiaridade quanto às cus-· norma aplicável a todos os recursos trabalhistas. Sérgio Pinto. . art. 475-0 do no fim do processo (CLT. Marcelo. considerando que o agravo de petição não impede o pros- . tas e ao depósito recursal. 2014. ver na fase executiva e contar com garantia integral do juízo (penhora). com a qual pensamos estar a razão 6. recurso~. Direito processual do trabalho: doutrina e prática forense· não há falar em exigência do depósito recursal para o agravo de petição. petição deva observar os pressupostos re- 192 lutivo • Tal posicionamento se justifica porque o art. ele poderá ser interposto nos próprios autos. Manoel Antônio apud BEBBER. § 1o. IV. mente. 899 da CLT dispõe que os recursos trabalhistas terão efeito da interposição do agravo de petição. havendo prejuízo concreto e imi- pugnada no agravo de petição. Consolidação das leis do trabalho para concursos.P: sob pena de se garantir duplamente a execução. da CLT. ao declinar que a parte não impugnada ponsabilidade do executado. a tese majoritária. a interposição do agravo de petição. 89?'. fase. mclustve com a necessidade de caução. item XIII. porque não pode ser executada efeito suspensivo ao agravo de petição. encaminhando-se ao tribunal as peças necessárias ao deslinde da controvérsia. ou em forma doutnna e na JUnsprudencia. 4. 1174. impõe-nos a interpretação de que a parte que o valor das custas no agravo de petição será de R$ 44. 6. 6. o depósito recursal tem como 191 TEIXEIRA FILHO. EFEITO vo. é possível o agravante se valer de medida cautelar para conceder certa forma.destacar que a possibilidade do prosseguimento da instrumento independem do pagamento imediato de custas processu- e~:cuçao é permm~a mesmo n_a hipótese de agravo de petição de de. p. ed. Isso significa que. agravo de petição esse dispositivo deve ser interpretado em con. Na fase da execução. ferindo assim o princí- 459. por ter efeito meramente devolutivo. cumpre destacar que.. evidente. o agravo de petição. Custas processuais No entanto. embora saibamos que o título judicial definitivo não se transforma em provisório. ed. o que provoca divergência na ocasião em que a execução será feita por carta de sentença. da CLT ~era executada até o final. se o processo já esti- processo do trabalho. mo~elos de petições.2.utrina. Por fim. Assim. 789-A. ~ análise sistemática desses dispositivos leva a conclusao de que e permmda a execução até o final da parte não im. . p. São Paulo: LTr. enquanto a parte impugnada acaba.No. de instrumento. poderá ser executada Contudo. considerado como um pressuposto recursaP 94 • ctsao de embargos a execução. Recursos no objetivo a garantia de futura execução. 2013. da CLT nos leva a con. tendo efeito suspensivo. Carlos Hennque Bezerra.Cla com . E que com o advento do art. Curso de direito processual do trabalho 9 pio da legalidade e do contraditório. Depósito recursal Como já explanado anteriormente. ed. p. 789-A. 193 MOURA. o pagamento das custas será sempre de res- tra~iar essa regra. Com efeito. São Paulo: Atlas. recurso de revista e agravo de É i_mportant~ . meramente devolutivo. ais. ÉLISSON MIESSA AGRAVO DE PETIÇAO S. 866. ed. 194 Instrução Normativa n° 20 do TST. inclusive depois O art. 192 MARTINS.1. caput).PREPARO é no sentido de que o agravo de petição tem efeito meramente devo~ Conquanto o agravo de. São Paulo: LTr. 3. 2012.

2009. por exemplo. Recursos no processo do trabalho. o juízo determina que a em- constrição (penhora) do bem 197 • presa X pague ou garanta a execução no valor liquidado de R$ 8. o item II da Súmula n° 128 do TST: A possibilidade de interposição de agravo de petição na execução provisória passa. ÉLISSON MIESSA Insta salientar que o depósito recursal será exigido nessa fase quan- do houver majoração do valor do débito.00.00. deverá efetuar o depósito recursal no valor da majoração. pela análise da parte final do art. não tendo. São Paulo: Atlas. na fase executória. • tese minoritária: até a penhora. São Paulo: LTr. consequentemente. a efetividade preconizada pelo art. de R$ 3. a exigência de CLT. In: ROCHA. Sérgio Pinto. 751. O reclamante. râmetros da condenação. p.000. o depósito recursal será no valor integral da majoração. 132. 2012. admitidos os embargos à execução. ' 242 243 --~ .000. devendo o depósito ser no valor 7. Curso de direito processual do trabalho.000.Garantido o juízo. valpr de R$ 11. 2. ed. a interpretação desse dispositivo é divergente: elevação do valor do débito. inicialmente. 5° da CF/1988. sentenças e outros. Súmulas do TST comentadas. não tendo.00. AGRAVO DE PETIÇÃO NA EXECUÇÃO PROVISÓRIA integral da majoração. Carlos Henrique Bezerra. não há teto legal. 475-0 do da . p. como ocorre. a doutrina mais abalizada tem admitido sua aplicação na seara ate~tatório à dignidade da Justiça. o juiz julga improcedentes porque gera situação que contraria os valores buscados pela sociedade os embargos da empresa e procedente a impugnação do reclamante. Rio de Janeiro: Elsevier. levantamento do dinheiro ou atos de alienação de propriedade. 5°. significa que a parte final do art. LXXVIII. define a execução no a incidência do CPC. São Paulo: LTr. da 8. 1012. pois somente "o acréscimo no valor trabalhista. deverá os incidentes da penhora como. Na doutrina. João (org. recursos. teto legal. isto ceiros e impugnação à sentença de liquidação. não se admitindo a penhora de execução e o eventual agravo de petição 196 . na fase executiva. Direito processual do trabalho: doutrina e prática forense. que não tem natureza recursal. coqta e amplia a condenação.000. Caso a empresa pretenda apresentar agravo de Desse modo. o depósito recursal será exigido no agravo de petição ou recurso de revista na execução. i p. portanto. • tese majoritária: até a penhora significa que a execução pro- visória irá até a garantia do juízo. · ALVES NETO.). porque não levou em conta os pa. de modo que a execução provisória poderá prosseguir até o do 'crédito definido no título executivo é que exige garantià' 195. p. 899 da CLT não deve ser aplicada. I 197 MARTINS. permite que apenas seja feita a Exemplificamos: Iniciada a execução. exige-se a complementação da garantia do juízo. Júlio César.00. 195 BEBBER.00) e interpõe embargos à execução. Nesse sentido. os embargos à ser obrigatoriamente em dinheiro. Repete- -se: nessa hipótese. por sua vez. cabível o agravo de petição na execução provisória. ed. ed. aplicação na interposição de embargos à execução. l 2011. No julgamento. o que impugna a sentença de liquidação. que permite a "execução provisória até a penhorà'.000. CF/88 não possibilita a paralisação indesejada de procedimentos. bens. Em sentido contrário: Leonardo Borges. portanto. por exemplo. modelos de petições. Nessa hipótese. nos dias atuais. majoritariamente. desde 196 LEITE. no julgamento de impugnação de liquidação de sentença que corrige a r i AGRAVO DE PETIÇAO Por fim. uma lacuna axiológica a possibilitar majorando a execução em R$ 3. A empresa garante o juízo apresentando bens no valor da execução (R$ A nosso juízo. quando não houver garantia integral do juízo. porém. será é. 184. não se admite como ampliação É interessante observar que. Consigna-se que. Havendo. Andréa Pressas. 899 da Il . criando. ou seja. registra-se que. portanto. depósito para recorrer de qualquer decisão viola os in- cisos li e LV do art. embargos de ter- petição. com a apreciação de todos Tal depósito recursal. com a introdução do art. 9.condenação a imposição de multas por litigância de má-fé e ato CPC. 2012. assim como nos demais recursos. 33.

nesses casos.. processado. Mantida (ou não revista) a decisão de admissibilidade.. p. § 8°). com base no princípio da dialeticidade.. mando-se a parte contrária para apresentar suas contrarrazões de recur- Portanto. podendo proferir: I . podendo o interessado se valer do agravo de instru- ação de necessidade. Nesse caso. já analisado nesta obra. PROCEDIMENTO O agravo de petição é interposto no juízo prolator da decisão im. 9.584/70. § 2°). que serão autuadas em apartado e remetidas à instância instituto: superior para apreciação. haja caução suficiente e idônea prestada pelo exe. . 5. Ade- S. quente (inciso III). ÉLISSON MIESSA AGRAVO DE PETIÇÃO que. 2012. as razões recursais devem ser fundamentadas.w. nheiro na execução provisória. 897._""""" _ execução Ao chegar no tribunal. o juízo poderá reexaminar os pres- supostos de admissibilidade do recurso. . se estiverem presentes os vo de instrumento junto ao Supremo Tribunal Federal ou ao Superior Tribunal de Justiça (art. mento. 5°). no prazo de 5 dias (CPC. até o limite de sessenta vezes sentes os pressupostos recursais. 9. nos casos de crédito de natureza alimentar I) juízo de admissibilidade negativo. ESQUEMA mais. so.:o_n_a__. ( TRT _) Apresentadas as contrarrazões. nessas hipóteses. 475-0 do CPC: § 2° A caução a que se refere o inciso III do caput deste Interposto o agravo de petição. não se limitando assim à penhora. art. Contudo. . não haverá nem mesmo a como porque deve delimitar as matérias e os valores discordantes. da dispensa possa manifestamente resultar risco de grave No segundo caso (juízo positivo). no prazo de 8 dias (Lei. após contraminuta (CLT. inti- dano. A petição de interposição é uma simples petição. Nesse sentido. ed. quando o agravo de petição versar apenas sobre as contribuições sociais.quando. o recorrente deverá fornecer as peças necessárias para o exame da controvérsia. como prevê o§ 2° do art. no prazo de 8 dias.. 518. necessidade de caução. ridade e efetividade processual. dirigindo suas razões recursais ao órgão compe. bem A propósito. se for o caso. ----~h•Jl" '--d_e_c_is_ã. o recurso será processado.. salvo quando pressupostos recursais.. após os trâmites administrativos. 899 da CLT. o exequente demonstrar situ. art. Na hipótese de agravo de petição por instrumento.. os agravo de autos serão encaminhados ao juízo competente para o julgamento do peitção recurso (tribunal ad quem). em determinados casos. os autos serão enviados ao Ministério Público do Trabalho para emissão de pare- VT cer. quando não estiverem pre- ou decorrente de ato ilícito. 244 245 ~---- . Carlos Henrique Bezerra. São Paulo: LTr. tente para julgar o mérito do recurso (juízo ad quem). o juiz da execução determinará a extração de cópias das peças Esquematizamos o agravo de petição para melhor visualização do necessárias.. de difícil ou incerta reparação. ( _ Sentença }~oo.. 198 Parte da doutrina admite o juízo de retratação no agravo de petição. o recurso não será o valor do salário-mínimo.nos casos de execução provisória em que penda agra- 2) juízo de admissibilidade positivo. _ . Curso de direito processuaL do trabaLho. cele- pugnada (juízo a quo). LEITE. art. o que nos parece salutar para resguardar os princípios da instrumentalidade de formas. 867. 544). permite-se inclusive a liberação de di. li . incidindo o art. o primeiro juízo de admissibilidade artigo podera ser dispensada: será realizado pelo juízo a quo 198 .

Em seguida. ~ Súmula n° 416 do TST. passa-se ao se- Será designado ainda o revisor. que é a análise do mérito do recurso. Retornada a palavra ao relator. salvo se for vencido. Sendo conhecido. em seguida. se for o caso. este proferirá seu voto. apenas na ação rescisória de competência originária designa-se revisor (TST-RI.LISSON MIESSA Devolvidos os autos pelo Ministério Público do Trabalho.iolência causa. após examiná- -los. o regimento interno do tribunal. Recurso de revista. da CLT. 551. depois Art. o relator. depende de demonstração inequívoca de v. Assim. juízo de admissibilidade e o juízo de mérito. Execução. relator na ordem descendente de antiguidade" (CPC. será dada a palavra às partes ou aos procuradores inscritos. atenta-se para o fato de que o processamento do agravo de petição segue as diretrizes dos arts. para que possam fazer a sustentação oral. dando-se ini- cialmente a palavra às partes ou aos seus procuradores. art. providenciará o relatório. § 1°). monocraticamente. dos demais em ordem decrescente de antigui- dade.§2°). in- a palavra ao relator para fazer a exposição dos fatos e circunstâncias da clusive os embargos de terceiro. Nesse tribunal. como ocorre no TRT da 15• Região (art. passando-se a colher os votos dos demais integrantes do colegiado. anunciado o julgamento do recurso. 557 do CPC. 557 do CPC. ocasião em No recurso de competência do TST não haverá revisor. 112 do regimento interno). O voto será redigido pelo relator. será sorteado o relator. Lei no 8. na liquidação de sentença ou em pro::esso incidente na execução. § 1°. o presidente dará de petição. AGRAVO DE PETIÇÃO f. 247 246 . não fere direito líquido e certo o prosseguimento da execução quanto aos tópicos e valores não especificados no agravo. ~ Súmula no 266 do TST. Execução de sen- 551. Cabimento de analisar os autos. ou não É importante observar que o julgamento observará dois juízos: o sendo o caso de envio. jeto de discordância. Admissibilidade. 200 Em alguns tribunais.432/1992. Mandado de segurança. tença A admissibilidade do recurso de revista interposto de acórdão proferido em agravo Na sessão. Depois. caberá agra. que será aquele "que se seguir ao gundo momento. 105. 10. parágrafo único) 199 • Por fim. Não sendo o caso de aplicar o art. 897. sendo primeiro do revisor e. podendo. primeiro se vota acerca da admissibilidade do recurso. que será designado outro redator para o acórdão. negar seguimento. 199 Alguns tribunais regionais admitem a figura do relator apenas nas ações rescisórias. negar provimento ou dar provimento ao recurso. o relator poderá se valer do art. SÚMULAS DO TST RELACIONADAS AO CAPÍTULO vo interno. 133 do regimento interno). como é o caso do TRT da 15• Região (art. ou seja. Dessa decisão. para fazer a leitura do relatório 200 • direta à Constituição Federal. art. restituindo os autos à Devendo o agravo de petição delimitar justificadamente a matéria e os valores ob- sua secretaria. os autos serão enviados ao revisor que. art. 547 a 565 do CPC e o que dispuser Recebidos os autos. os devolverá à secretaria e pedirá dia para julgamento (CPC. o regimento interno altera a ordem da sessão.

Por outro lado. Portanto. Pode até ocorrer de o recurso de revista afastar a injustiça da decisão. 249 . os recursos podem ser classifica- dos em: ordinários e extraordinários. na seara trabalhista. revisão e agravo de instrumento. Por visar à exata aplicação do direito. seja de direito. Tais recursos podem estar fundamentados no mero in- conformismo com a decisão judicial (injustiça da decisão). INTRODUÇÃO O recurso de revista é um recurso de natureza extraordinária. agravo interno. seja de fato. Isso ocorre porque a Constituição Federal de 1988 exaltou o STF como guardião da norma constitucional. na análise do direito objetivo. tecnicamente. já que. ficando restritos à análise de direito (Súmula n° 126 do TST). mas esse não é seu foco principal. CAPÍTULO XI RECURSO DE REVISTA 1. os recursos de revista e embargos para a SDI. atingirá indiretamente o direito subjetivo da parte. Conforme já analisado nesta obra. agravo de petição. inclusive o reexame de provas. os recursos: ordinário. tais recursos impedem a verificação fáti- ca. no processo do trabalho. O que os diferencia é o direito que buscam tutelar. citando-se como exemplo. os recursos de natureza extraordinária fundam-se na tutela do direito objetivo. mas verificar se a norma foi corretamen- te aplicada ao caso concreto. impôs aos tribu- nais superiores o papel de definir a exata aplicação da norma jurídica. reservando ao STJ e ao TST a última palavra na legislação federal. Podemos citar como exemplo de recursos de natureza extraordinária. buscando sua exata aplicação. Os recursos ordinários visam à tutela do direito subjetivo. Noutras palavras. o recurso de revista não busca corrigir in- justiça na solução da lide. de modo que permitem a rediscussão ampla da matéria. embargos de declaração.

Nessa hipótese. porém. o recurso de revista tem O recurso de revista observa a regra geral dos recursos trabalhistas.584/70. devendo ser interposto no prazo de 8 dias. não reconhecendo que ela era empregada doméstica. que está vinculado à o que acontece ainda quando. É o que ocorre. o recurso de revista tem como objetivo aplicar corre. a). Cabe destacar ainda que a doutrina também divide os recursos le. se a parte pretende aduzi-los no recurso de revista e eles não são incon- vando em conta a sua fundamentação. mas apenas de modo indireto. § 2°. ser cônjuge da parte) forem pugnada. lei federal e norma prova não enseja recurso especial. reconhecendo o vínculo nária e vinculada. Para simples reexame de prova Ademais. a lei não exige depoimento. o direito sub- jurisdicional. Esses fatos. exame de fatos e provas (Súmula n° 126 do TST). o que torna a doutrina A competência para julgar o recurso de revista é das Turmas do e a jurisprudência uníssonas sobre o tema. art. 4. incumbe-lhe interpor os embargos de declaração para que to- livre ou vinculada. por exemplo. assim como uniformar o entendimento juris. por exemplo. art. mas nada obsta que invalide o depoimento de uma tes- que. Súmulas do STF e STJ transcritas a seguir: 251 250 . 896. 896 da CLT. a tutela do direito objetivo pode provocar benefícios para o direito subjetivo. a ausência de verificação fática está ligada à própria carac.701/88. 829 da CLT e art. 6°). no recurso ordinário. somente podem ser qualificados se forem prudencial. ga- rantindo segurança jurídica aos jurisdicionados e efetividade na tutela Contudo.PRAZO Conforme já analisado no tópico anterior. é necessário registrar que. de família. portanto. Portanto. ou seja. tendo o mesmo prazo para ficando restrito à análise de direito. um recurso de natureza extraordi- 5. Pretensão de simples reexame de mento na interpretação da Constituição Federal. nesses recursos. empregatício. o conteúdo de Um a determinados defeitos ou vícios das decisões. É impugnada. incontroversos ou constarem no acórdão regional. porque o TST poderá fazer a qualificação jurídica dos tamente a norma federal. incontroversos ou se constarem do acórdão regional. 5°. havendo temunha por ser impedida de depor.859/72. o re. como consequência. Com efeito. Veda-se. 2. Isso ocorre. as contrarrazões (Lei n° 5. fatos. o TST não irá analisar. podendo ser de fundamentação troversos. sendo disciplinado no art. natureza de recurso extraordinário. o TST qualificará Já os recursos de fundamentação vinculada são aqueles em que tais fatos com enfoque imediato na violação do art. havendo recurso de revista por violação do art. como ocorre com o recurso de revista. Nesse caso. por exemplo. Busca a tutela do direito objetivo. dos os fatos importantes constem expressamente no acórdão regional. se os fatos que de- necessidade apenas de que a parte não se conforme com a decisão im- monstram seu impedimento (por exemplo. jetivo pode ser tutelado. RECURSO DE REVISTA ÉLISSON MIESSA Súmula n° 279 do STF. ou seja. Desse modo. a lei exige que o recorrente indique algum vício específico na decisão 405. REEXAME DE FATOS E PROVAS 3. do recurso de natureza extraordinária é dar uniformidade de entendi- Súmula n° 7 do STJ. art. levando-os ao TST para sua qualificação jurídica. Os recursos de fundamentação livre são aqueles que não se ligam Assim. do CPC. aponte-se especificamente determinado vício. o TST poderá qualificar esses faros. além de buscar a exata aplicação na norma. o acórdão regional indica demonstração de divergência ou de violação literal de dispositivo de lei expre~samente que a trabalhadora laborava 3 vezes por semana em casa federal ou afronta direta e literal à Constituição Federal. estadual (nesse caso quando ultrapassar o âmbito de um regional). atingindo apenas reflexamente a prova dos autos. como se pode verificar pelas TST (CLT. no recurso. Lei n° 7. 1° da Lei no O recurso de revista é. o objetivo não cabe recurso extraordinário. COMPETÊNCIA terística dos recursos de natureza extraordinária.

896. a interposição desse recurso será perante o CLT. diferindo. que vai proferir o pri. 896. tem como intuito apenas diferenciá-los dos dissídios coletivos. § 10). Assim. da CLT. 896. O primeiro pressuposto recursal a ser analisado no momento da Ademais. b) o recurso e controvérsia na fase de execução envolvendo a Certidão Negativa de interposto é adequado à modalidade de decisão que se busca impugnar. A expressão "dissídios individuais". fundamentada. art. da tência das Turmas do TST. ÉLISSON MIESSA RECURSO DE REVISTA TST Débitos Trabalhistas (CLT. TRT Isso significa que. A regra. porque. por exemplo. é que a demanda tenha se iniciado na Vara do Trabalho. tem plena aplicação o recurso de revista. 5. nesse caso. por exemplo. o presidente do Tribunal Regional do Trabalho. pelos julgado do RO é feito pelo TST. Desse modo. 896 da CLT dispõe que cabe recurso de revista das decisões recurso ordinário de ação de competência originária do TRT. Ac6rdão proferido em grau de recurso ordinário o agravo é julgado pelo próprio tribunal regional. por expressa disposição legal. sucessivamente: a) o ato impugnável é recorrível. 11). incabível o recurso de revista. em dissídio individual. Por esse dispositivo. em que o proferidas em grau de recurso ordinário. utilizada no art. 252 253 .3. cabe recurso de revista para interposição de um recurso é o cabimento. cabível o recurso de revista para impugnar acórdãos proferi- dos em grau de recurso ordinário ou agravo de petição. Revista portanto. art. sendo. na realidade. É o que acontece. DECISÕES SUSCETÍVEIS DE RECURSO DE REVISTA berá recurso de revista de ação originária do TRT: é o caso do agravo de petição de ação de competência originária do TRT. sença desse pressuposto. o processo tribunais regionais do trabalho. com as limitações im. Acórdão proferido em agravo de instrumento somente caberá depois do julgamento do recurso ordinário. É importante esclarecer que. poderá recebê-lo ou denegá-lo (CLT. constituindo erro grosseiro a Ordinário interposição de recurso de revista (OJ no 152 da SDI-1 do TST).2. portanto. embora o julgamento seja de compe. nas ações coletivas como. o recurso de revista pressupõe a existência de julga- mento anterior em recurso ordinário e agravo de petição. caput. a ação civil meiro juízo de admissibilidade (juízo a quo). porque existe uma exceção em que ca- 5. percebe-se claramente que o recurso de revista 5. no julgamento da ação rescisória. . ele nada mais é do que o recurso ordinário na fase executiva. bem como nos casos de execução fiscal sitos. de modo que. Para que se verifique a pre- impugnar decisão firmada no agravo de petição. o recurso de revista não tem incidência nos dissídios Vara do Trabalho (sentença) coletivos que são de competência originária dos TRTs. § 2°. dissídio coletivo etc. tratando-se de ação de competência originária do Recurso de (acórdão em RO) TRT. O cabimento do recurso de revista da decisão do agravo de petição se justifica. Ac6rdáo de competência originária do TRT Como visto. por decisão pública. já que. tendo aplicação somente nos dissídios individuais. que significa que. Dissemos como regra. § 1°). 895. há necessidade de se conjugarem dois requi- postas no art. do O art. art. 5. deverá ter origem na Vara do Trabalho. o acórdão não decorre de julgamento do recurso ordinário. 896. Dessas decisões Recurso cabe recurso ordinário (CLT. Em todos os demais casos. pois.1.

porque o recurso ordinário realmente estava au- sente de recolhimento do depósito recursal. recorrível. Nesse caso. § 1°. que não processa o recurso. Curso de direito do trabalho aplicado: justiça do recurso ordinário. mas não feridas em agravo de instrumento. Agora. em dissídio individual. somente é cabível o recurso de revista das decisões proferidas no o agrav~ de instrumento. O juízo a quo não processa o recurso por ausência de depósito A principal novidade deste caput reside na delimitação do recursal. um acórdão com natureza de sentença suscetível de recurso de revista. No mesmo caminho. Homero Batista Mateus da Silva: mada. 896). porque não preenche os pressupostos recur- recurso ordinário. de petição. o tribunal regional adentrará no julgamento do recurso ordinário. art. uma decisão do to. portanto. recurso ordinário). porque é intempestivo. por opção legislativa. ou não lhe dar provimento (mérito). inicialmente. Tal decisão tem natureza de modo que a decisão a ser impugnada nessa hipótese será o acórdão do deCisão interlocutória. que a sentença violou norma infraconstitucional. § 2°). permite o recurso de recurso ordinário e não a decisão agravo de instrumento. que é recorrível por meio de recurso de revista "na hipótese Exemplificamos: A empresa X interpõe recurso ordinário alegando de ofensa direta e literal de norma da Constituição Federal" (CLT. Noutras pala- Por outro lado. assim como aquelas pro- natureza interlocutória. porque apenas decidem do recurso de revista. Desta forma. No entanto. Passamos assim a ponderar se a decisão prolatada um acórdão com natureza de decisão interlocutória. pode acontecer de o tribunal ad quem não conhecer vras. destinado tão somente a destrancar o recurso não Agora. sendo. imediatamente. Desse modo. passa a verificar o mérito do agravo de instru. impugnável por meio de recurso de revista. No tribunal (juízo ad quem). ao julgar o julgado pelo TST. sendo provido. Ele pressupõe. o acórdão tem natureza de sentença. da CLT. v. já entraria no julgamento 202 SILVA. o art. registra-se: em caso de provimento do agravo de instrumen- processado no juízo a quo. proferindo aqui um acórdão com natureza de do trabalho. Aqui. to. 2010. A pro- sais. portanto. ambos os acór- pósito. o qual declina que as decisões O agravo de instrumento é uma modalidade recursal restrita no interlocutórias são irrecorríveis. cisões proferidas em grau de recurso ordinário. pois. vez que o agravo de petição nada mais é do que o recurso ordinário na fase executiva. Em caso positivo. Contudo. proferindo acórdão com tivo ficam fora de seu alcance. razão pela qual há no agravo de instrumento é recorrível. so principal. cabe frisar que. o ato que se busca impugnar na hipótese de não co- A primeira análise. quando o legislador quis ampliar 201 o cabimento dãos têm natureza de decisão interlocutória. que. proferindo também acór- dão com natureza de decisão interlocutória. 896. todas as decisões oriundas de dissídio cole- conhece do agravo. p. de se invocar o art. se o postos recursais. é no sentido de verificar se o ato im- nhecimento ou não provimento do agravo de instrumento pelo TRT é pugnável é recorrível. No mesmo sentido. Homero Batista Mateus da. o desembargador não em grau de recurso ordinário em dissídio individual. adentra no julgamento do lho em grau de recurso é recorrível por meio do recurso de revista a ser recurso trancado (por exemplo. 264. pelos Tribunais Regionais do Trabalho" (CLT. recurso interposto é adequado para impugná-lo. Pode acontecer de conhecer 0 agravo. cabe a este analisar. Rio de Janeiro: Elsevier. A empresa interpõe agravo de instrumento para destrancar o recurso de revista unicamente a atacar decisões proferidas recurso ordinário. curso de Revista para Turma do Tribunal Superior do Trabalho das de- sendo. sentença. processo do trabalho. 255 254 . portan- agravo de instrumento para que o juízo ad quem possa analisar o recur. não se trata de verdadeira ampliação. quando o agravo de instrumento chega ao tribunal não conhecimento ou não provimento do agravo de instrumento é regional. para aqueles que entendem que o acórdão regional de No entanto. (grifas no original) 202 lhe dar provimento. como se dá com o agravo questões incidentes do processo. se ele preenche os pressu. o fez expressamente. ou seja. faz-se necessário analisar o segundo requisito. :í RECURSO DE REVISTA ÉL!SSON MIESSA Com efeito. de ju~zo a quo. 8. o acórdão proferido pelo Tribunal Regional do Traba- mento e. se o desembargador 201 Como visto. na realidade. art. 893. 896 da CLT declina que "cabeRe- recurso ordinário destrancado. devendo ser refor. desse provimento ao agravo de instrumento. o que não inclui o agravo de instrumento.

8 94. Decisão monocrática É sabido que o acórdão pode ter dupla natureza: de sentença e de decisão interlocutória. 893.). Portanto. não os conhecer ou os julgar isoladamente. monocraticamente. no tópico anterior.6. dade imediata das decisões interlocutórias. minhado ao Tribunal Superior do Trabalho. Júlio César. 205 NEVES. São Paulo: LTr. p. "a". é possível concluir que.4. § 3°. João (org. sendo posteriormente enca- É incabível recurso de revista interposto de acórdão re. Acórdão proferido em agravo interno e agravo regimental Tribunal Superior do Trabalho (Súmula n° 214. da LEITE. Acórdão 0 pugnação imediata. voltaria ao tribunal regional. em uma única hipótese o TST admite o recurso de re. é imediato 204 • incabível o recurso de revista de acórdão proferido no TRT em julga- mento do agravo de instrumento. p. Curso de direito processual do trabalho. admitindo em casos excepcionais o recurso de revista da decisão do agravo de instrumento: Leonardo Borges. o legislador passou a atribuir poderes ao relator para julgar outro lado. como se observa. seja porque o ato impugnável tutelar de forma mais eficaz o jurisdicionado. Daniel Amorim Assumpção. se não admitida a im- Súmula D 218 do TST. ed. 203 BEBBER. descrito no art. 201 O. proferido em agravo de instrumento em seguida. Assim. 6. apenas nesse caso será cabível recurso de revista para im- pugnar decisão interlocutória. cia para decidir" 205 • Agota. a decisão monocrática do relator está sujeita das decisões interlocutórias. São CLT e 557 do CPC. vista de decisão interlocutória: da decisão do Tribunal Regional do Trabalho contrária à Súmula ou à Orientação Jurisprudencial do 5. quando resolve questão incidente. Manual de direito processuel! civil. 2009. na hipótese de o acórdão ter natureza interlocutória. ante o princípio da irrecorribilidade imediata competência do colegiado. 2. ÉLISSON MIESSA RECURSO DE REVISTA No mesmo sentido. como anunciamos será analisado pelo órgão colegiado do tribunal competente. Carlos Henri'õue Bezerra. via recurso de revista. 2008. "mantendo-se com o órgão colegiado a competên- ordinário ou agravo de petição. o relator poderá. regimental. admite-se o recurso de não é recorrível. por exemplo. 20 11. ALVES NETO. ele tem natureza de sentença. de mera delegação Tendo natureza de sentença e decorrendo de julgamento de recurso de poder ao relator. Ao chegar ao tribunal o recurso ordinário. da decisão monocrática cabe agravo interno ou agravo Contudo. Recurso de revista. Paulo: LTr. interlocutória 203 • 894. 896. seja ela de natureza interlocutória ou de sentença. § 3°. seja porque o recurso interposto não é adequado. In: ROCHA. Recursos no processo do trabalho. terá natureza de decisão monocraticamente os recursos. sendo incabível o recurso de revista. a Súmula 218 do TST abaixo transcrita: Essa exceção se justifica porque nesses casos. por processual. para encurtar esse caminho e Do exposto. Andréa Pressas. 5. caberá o recurso de revista. quando este põe No entanto. São Paulo: Método. de Janeiro: Forense. Acórdão com natureza de decisão interlocutória 5. da CLT). da CLT. o qual acontece com a decisão do agravo de instrumento.5. Súmulas do TST comenta. não Assim. nos termos do arts. ed. agravo de petição e o agravo de instrumento. § 1°. É o que ao agravo. 271. Em sentido contrário. Noutras palavras. 256 257 . 204 Vide mais comentários no tópico em que analisamos o princípio da irrecorribili- das. Rio de Janeiro: Elsevier. estar a decisão em confronto com súmula ou orientação jurisprudencial do TST (art. p. 643. Rio p. para manter a substância do tribunal (órgão colegiado) e a cabe recurso de revista. da CLT e 557 do CPC. considerando que os atos É da índole do tribunal a natureza colegiada da decisão. Portanto. porém. do TST). Trata-se. nos arts. 781. por gional prolatado em agravo de instrumento. 2. o processo retornada ao juízo de primeiro grau e. ed. decisórios do tribunal se consubstanciam no acórdão. com base nos princípios da economia e celeridade· termo no ofício de julgar a causa. 'a'. 59.

Acordo Coletivo. 207 Vide maiores comentários sobre a remessa necessária. conquanto a decisão monocrática do cisões proferidas em grau de recurso ordinário. do TST. 2014. na forma da alínea a. O reexame necessário não impede a interposição voluntária do re- b) derem ao mesmo dispositivo de lei estadual. Nesse caso. a) derem ao mesmo dispositivo de lei federal interpretação diversa da. inclusive a exceção existente. ÉLISSON MIESSA RECURSO DE REVISTA Dessa decisão. determina o retorno dos autos à orig-:m. a condenação impostà' (OJ 334 da SDI-I do TST). ma sistemática de que as decisões de competência originária do TRT no seu Pleno ou Turma. ou contrariarem súmula de jurisprudência uniforme dessa Corte ou súmula vinculante do 5. Porém. agravo de instrumento ou a remessa necessária) público pressupõe a existência anterior de recurso ordinário voluntário que foi interceptado pelo relator. caso isso ocorra. na segunda instân- agravo interno (ou agravo regimental}: cia. além de ter ocorrido a preclusão temporal. caberá o recurso de revista para afastar a ampliação da condenação. por pelos Tribunais Regionais do Trabalho. exceto quando a Ademais. em dissídio individual. Disso resulta que. o ente público (ou o agravo regimental). caberá o instância. que. Isso ocorre porque a interposição do recurso de revista pelo ente dinário. no reexame necessário. STJ). c) proferidas com violação literal de disposição de lei federal ou p. "a". optando por não interpor o letiva de Trabalho. razão pela qual. Agora. não se submeterá ao recurso de revista. 206 BEBBER. indevidamente. não é cabível o recurso de revista quando há reexame necessário sem recurso voluntário do ente público. Portanto. A decisão do agravo nada mais faz do que ressurgir "o recurso (or. cabe recurso de revista da decisão proferida no agra. afronta direta e literal à Constituição Federal. quando indefere a petição inicial ou defere a tutela antecipa. Recursos no processo do trabalho. conforme anunciamos no tópico anterior. pois. agravo de petição. Júlio César. Em suma. entretanto. será "incabível recurso de revista de ente público territorial que exceda a jurisdição do Tribunal Regional prola- que não interpôs recurso ordinário voluntário da decisão de primeira tor da decisão recorrida. interpretação divergente. não se admi- agravo de petição. São Paulo: LTr. ed. sentença normativa ou recurso ou caso interposto não seja conhecido. no próximo tópico. 6. se a interceptação foi do recurso ordinário e do Ressalta-se. salvo na hipótese da Súmula n° 214. faltando-lhe interesse para interpor recur- messa necessária) que foi interceptado" 206 . O art. ressalvada a hipótese de ter sido agravada. da decisão do ag~avo não caberá recurso de revista. é o mesmo recurso (ou re. Ac6rdáo proferido em reexame necessário Supremo Tribunal Federal. da que lhe houver dado outro Tribunal Regional do Trabalho. tratando-se de processo de com. 322. 896 da CLT estabelece que cabe recurso de revista das de- petência originária do tribunal. intrinsecamente.7. por exemplo. quando: exemplo. o recurso de revista será cabível quando demonstrada: 259 258 . será realizado o reexame regulamento empresarial de observância obrigatória em área necessário. se a decisão do relator é uma mera decisão interlocutória decisão do tribunal agravar sua condenação. relator possa ser impugnada por meio do agravo regimental como. so posterior. Vale dizer: o recurso do agravo interno por parte da Fazenda Pública. cumpre consignar que. não interpondo este. se conformou com a decisão. que. Convenção Co- curso ordinário pelo ente público. do Tribunal Superior do Trabalho. embora possa ser impugnada por meio do agravo. se for decorrente de agravo de instrumento ou remessa ne- cessária207. te que a situação da Fazenda Pública seja agravada (Súmula n° 45 do vo interno ou agravo regimental. seguindo a mes. não cabe recurso de revista. 4. HIPÓTESES DE CABIMENTO Por fim. ou a Seção de Dissídios Individuais não se submetem ao recurso de revista.

admissibilidade. a divergência jurisprudencial está no âmbito do juízo de com juízo de mérito. bem como na competência para gência é considerada um pressuposto específico do recurso de revista. 192. na hipótese de violação dispositivo de lei ou da Constituição tido como violado para que o re- da lei federal ou da Constituição Federal. a efetiva existência de violação de tais normas será 2) a violação literal de disposição de lei federal ou afronta direta e literal à Constituição Federal. no tribunal de origem. violação literal de disposição de lei fede. Tal diver. p. o recurso de revista somente curso seja cabível (CLT. poderá ser conhecido e provido ou não conhecido. as ocorre em qualquer outro recurso. paradoxalmente. § 1°-A. cabendo ação rescisória da competência do Tribunal Su- Rio de Janeiro: Forense. examina o mérito da causa. confundindo juízo de admissibilidade remos dizer. 11. Nesse ponto é necessário destacar que o recurso. vol. turmas não o conhecem porque não demonstrada a categórica violação No juízo de admissibilidade. TST reconhece seu equívoco na Súmula (O] no 118 da SDI-I do TST). José Carlos Barbosa. o Essa confusão leva-nos ao absurdo de que. Que. ela deve ser analisa. 896. riar". potética209. quando o recurso de revista chega ao TST. art. ÉLISSON MIESSA RECURSO DE REVISTA I) a divergência jurisprudencial. confundidos os conceitos. risprudência de direito material da Seção de Dissídios curso. embora nada impeça que estejam em conjunto no re. 5. ou seja. a turma adentrará o presidente ou vice-presidente do tribunal (a depender do regimen- no mérito do recurso. é proposital. embora o TST e os TRTs adotem esse dispositivo violado. o C. n°. porém. perior do Trabalho. a análise deve ser feita de forma hi. Individuais (Súmula n° 333). 15. Tal confusão. passa-se para o se. deixa de dar seguimento ao recurso No que tange à alínea "c". analisando argüição de violação de dispositivo de lei material ou decidindo em consonância com súmula de direito material ou com iterativa. analisada no mérito do recurso de revista. julgar a ação rescisória. Comentários ao Código de Processo Civil. produzindo efeitos As alíneas "a" e "b" do referido dispositivo dizem respeito ao cabi- mento do recurso de revista por divergência jurisprudencial. ultrapassado o juízo de admissibilidade. oportunidade em que se irá balho que não conhece de recurso de embargos ou de revista. Essa diferenciação não é meramente acadêmica. basta que o recorrente invoque.Acórdão rescindendo do Tribunal Superior do Tra- gundo momento que é o juízo de mérito. 260 261 . "ferir". nesse caso. pois. usurpando ral ou afronta direta e literal à Constituição Federal. 2010. res. proferindo. notória e atual ju- 208 São requisitos alcernativos. "violar". 589. na sua visão. afastando-se a pos- Não se exige. a seguir transcrita: Verificada a indicação do dispositivo violado. obrigatoriamente. assim a competência do TST ao adentrar no mérito do recurso. li . que a parte deva utilizar as expressões "contra- sibilidade do conhecimento e não provimento desse recurso. assim como os demais tribunais superio- mérito do recurso se demonstrada a divergência jurisprudencial. de revista por ausência de violação legal ou constitucional. TST. decisão ausente de mérito. a fim de sepultar o recurso de revista no juízo de admissibi- respeito do tema. definindo a melhor interpretação da norma: a do to interno) tem competência para verificar o recurso de revista apenas acórdão recorrido ou a realizada no acórdão-paradigma ou ainda outra da órbita do juízo de admissibilidade e não do juízo de mérito. por vezes. 209 MOREIRA. não tem adotado essa tese. Desse interpretação que entender mais adequada para o caso. ou seja. da lei. ed. mas na decisão impugnada basta a tese jurídica a mecanismo. deve indicar 0 É interessante observar que. II e Súmula n° 221 do TST). a turma do TST somente passará a analisar o É por isso que o C. da sob dois enfoques: juízo de admissibilidade e juízo de mérito. expressamente. como Do mesmo modo. sendo desnecessária a referência ao dispositivo legal lidade. ou 208 verificar se a decisão impugnada está violando ou não o dispositivo indicado. modo. de modo que. Assim. etc (OJ n° 257 da SDI-1 do TST). diretos na competência do juízo a quo.

dos de pressupostos intrínsecos. PRESSUPOSTOS ESPECÍFICOS DE ADMISSIBILIDADE 249. que no deveria ser julgado. 15. caso do recurso de revista são: a) o prequestionamento. ed. na realidade. na pressupostos. considerando que a divergência jurispruden. analisando a aludida sú. os embargos para a SOl o não provimento do recurso de revista e dos embargos. a qual estabelece: Conforme já verificamos. interesse e O ilustre doutrinador Barbosa Moreira. 635. enquanto os pressupostos extrínsecos 262 263 .conheceu do recurso! Superado estará o problema. dispõe: recorrer. 210 MOREIRA. No mesmo sentido. Comentários ao código de processo civil. percebe-se que o C. ÉLISSON MIESSA RECURSO DE REVISTA Pela referida súmula. inexistência de fatos impeditivos ou extintivos do direito de mula. o Supremo Tribunal Federal na Súmula n° 7. a federal question. representação. Fredie. Quando se trata de recurso de nature- ou da Constituição Federal está dentro do juízo de mérito. a doutrina subdivide os pressupostos recursais Em resumo. ou havendo negado provimento ao trina majoritária os divide em: agravo. competência da ação rescisória ao Tribunal Superior do Trabalho. Curso de direito pro. 374-375. não sendo correta a menção ao não.diga o que disser . a análise da efetiva existência de violação da lei federal em extrínsecos e intrínsecos. como regra. v. A conclusão é exata. p. CUNHA. ed. os quais incluem o recurso de revista. embora não tendo conhecido do re- curso extraordinário. a transcendência. Além disso. de acordo com o TST. exige-se. jurisprudencial. os pres- supostos específicos são: a) o prequestionamento. os recursos devem preencher os pressu- É competente o Supremo Tribunal Federal para a ação postos recursais para que possam ser conhecidos. inclui também os pressupostos específicos. é importante fazer duas observações. houve advogado. tiver apreciado a questão federal controvertida. ainda não regulamentada. Fredie Didier Jr. quando. e b) a divergência jurisprudencial. iremos analisar mais de- decisão de mérito aquela que indica a ausência de violação à lei ou que tidamente esses dois pressupostos no próximo tópico. exame de mérito. v. TST. recurso. a violação federal ou da Constituição Federal. Rio de Janeiro: Forense. na análise dos pressupostos recursais dos recursos de natureza extraor- Assim. no entanto. O C. p. 2010.: A primeira diz respeito à representação. depósito recursal e regularidade formal. do recurso de revista e nos embargos para a SOL Nessa modalidade de cessual civil: lvfeios de impugnação às decisões judiciais e processo nos tribunais. se o STF examinou a questão discutida. a capacidade postulatória no recurso de revista é restrita ao tendo conhecido' leia-se 'não tendo provido'. Na mesma linha. 3. o recurso de revista deve preencher todos os referidos Supremo Tribunal Federal perseverar. de maneira que a dou- rescisória. como se espera. mas com facilidade percebe-se o que b) pressupostos extrínsecos: tempestividade. Leonardo José Carneiro da. no recurso de revista. 2010. não se aplicando o jus postulandi. os pressupostos específicos são chama- Bahia: JusPODIVM. c) a violação de lei federal ou da Constituição Federal. não utiliza essa subdivisão no julgamento 211 DIDIER Jr. 5. o que atrai a e o recurso extraordinário para o STF. TST reconheceu que é também será verificada a partir desse enfoque. fica evidente que . se o Desse modo. está em consonância com súmula ou orientação do TST. embora para o TST. orientação correta 210 • Nesse ponto. cial é um pressuposto específico (intrínseco) do recurso de revista e que. José Carlos Barbosa. custas há de contraditório na proposição: se a Corte apreciou processuais. legitimidade. e como tal za extraordinária. além dos pressupostos específicos. Como já analisado. A segunda observação refere-se à nomenclatura utilizada pelo TST -conhecimento211. b) a divergência De qualquer modo. 8. Já no caso dos embargos para a SOl. Nos termos da Súmula 425 Esse enunciado tem um erro técnico: onde se lê 'não do TST.. tendo em vista que. a) pressupostos intrínsecos: cabimento. o que ocorre na hipótese da referida súmula é dinária.

o TST exigia a identidade Em resumo. p. portanto. 2009. Conceito 214 Para o doutrinador Bebber "não se trata do mesmo artigo de lei.1.015/14. 896.. 328. 2. 541 do CPC. É importante destacar que. não ten- extnnsecos para o C. legitimida. o qual é cabível apenas no caso de manifesto equívoco na análise dos pressupostos extrínsecos dos I) identidade do dispositivo interpretado 214 . • os Tribunais Regionais do Trabalho derem ao mesmo dispo- sitivo de lei federal interpretação diversa da que lhe houver dado outro Tribunal Regional do Trabalho. ou a Seção de Dissídios Individuais do Tribunal Su- 7. Nesse caso. do prosseguimen- 213 Para o dourrinador Júlio César Bebber. cessuais. São Paulo: LTr. São Paulo: LTr. art. 212 BEBBER. representação.A divergência jurisprudencial ensejadora da admissibilidade.2.1. antigamente. o TST entende que a fundamentação embasado em fatos idênticos ou semelhantes. recursos. revelando a existência de em matéria de direito são pressupostos especiais do recurso de revista. I. Exemplo: suponhamos que um determinado TRT entenda que o to. ou seja. São Paulo: LTr. diversas". Recursos no processo do trabalho. da CLT 1) pressupostos genéricos (extrínsecos): cabimento. 215 CLT. embora idênticos Júlio César. diretrizes do art. custas pro. ed. no recurso de revista os pressupostos recursais serão da fática para demonstração da divergência (Súmula n° 296. 2009. Divergência jurisprudencial. TST no julgamento do recurso de revista e nos do incidência para o empregador. interesse. acompanhando as direito de recorrer. a violação de lei federal ou da Constituição Federal. § 8°. p. dois requisitos cumulativos: a interposição de embargos de declaração. A divergência jurisprudencial a legitimar o recurso de revista. (. ed. Recurso. interesse em recorrer e inexistência de fatos impediti. seguinte forma: No entanto. inexistência de fatos impeditivos ou extintivos do tidade ou semelhança entre os fatos confrontados. Aliás.506/ 11). legitimidade. as razões fundamentadas exclusivamente to e do conhecimento do recurso há de ser específica. cada tribunal interpreta também é um pressuposto extrínseco do recurso de revista2I3. ' os fatos que as ensejaram. 291. 1. ou para se interpor embargos de divergência com fundamento 2) identidade ou semelhança fática 215 . nos dencial. ocorre quando: prequestionamento e transcendência. 896 da CLT. 2. que pode estar contida em leis diferentes e com redação cisões conflitantes. tempestividade. 896. mas da mesma re- Divergência jurisprudencial é entendida como a existência de de. cada tribu- E. BEBBER teses diversas na interpretação de um mesmo dispositivo legal. ed. Por sua vez. Recursos no processo do trabalho. 2014. Especificidade. especialmente quando o recurso de revista não é conhecido e se busca Impõem-se. BEBBER.ssa observação não é meramente doutrinária.. Divergência jurisprudencial Turma. mesmos fatos e aplicando a mesma lei (Lei n° 12. gulamentação normativa. o dispositivo de modo diverso. 4. Recursos no processo do trabalho. § 8°. com o advento da Lei 13. quando analisado um dispositivo legal. termos das alíneas "a'' e "b" do art. Isso quer dizer que os pressupostos intrínsecos genéricos (cabimen. outro vos ?u extintivos do direito de recorrer) são considerados pressupostos tribunal entende que ele é aplicável apenas ao empregado. p. sobre os embargos para SDI I. percebe-se que. 216 Súmula n° 296 do TST. aviso-prévio proporcional é aplicável ao empregador. ção. 1. 289. na Súmula n° 353 do TST. regularidade formal e fundamenta- . o art. Cabimento 2) Pressupos~os específicos (intrínsecos): divergência jurispru. Júlio César. Ela é importante. ) 264 265 . do TST 216 ). 7. ÉLISSON MIESSA RECURSO DE REVISTA 212 são todos os demais . passou a permitir expressamente que a divergência pressuponha iden- de. I. depósito recursal. no seu Pleno ou 7. Júlio César. nal a interpreta de uma forma diversa.

Júlio César. 266 267 . é necessário fazer as seguintes obser- Isso ocorre porque pode acontecer de uma empresa estar sediada vaçoes: em mais de um regional." premo Tribunal Federal. Curso de dh·eito do trabalho. ao menos quanto às portarias do Executivo. 218 demos que somente tem cabimento no estado de São Paulo • É que. ela não constitui fonte formal de direi- No que se refere à lei municipal. existem dois tribunais regionais (TRT 2 e TRT 15). lei complementar. na forma da alínea "a". no regulamento de empresa de algum 2) na alínea "a". decreto-lei Quanto à divergência na interpretação de norma estadual. 9. Isso modo que podem interpretar a norma de forma divergente. 896 da CLT. quando a própria ler determma que seu conteúdo seja p~eenchido pela portaria. 2011. para manter a interpretação nacional. mormente quanto lamento de empresa. convenção I) nas duas alíne~s. Recursos no processo do trabalho.t. a divergência ocorre na interpretação de norma ?e ?b~e~ância ?brigatória em área territorial que exceda a estadual. Assim. faltando-lhe abstração. ou contrariarem súmula de jurispru. recurso de revista será cabível desde que a divergência jurisprudencial nas exercem Importante papel de efetivação do art. admite-se o cabimento do recurso de revista com base na . 193 . Em tars casos. São Paulo: I. Ocorre. de modo que uma norma estadual.da CLT. em princípio. p. emenda consti.entendimento predominante não inclui as portarias do Poder nesse estado. ARRUDA. ed. 332. 7o XXII d CF/88 exceda ao âmbito de um regional 219 • Pensamos. Entende-se por lei federal a Constituição Federal. saude. que não existe al" . p. 10. coletivo. generalidade e impessoalidade. o tipo jurídico inserido na respectiva portaria ga- 219 Nesse sentido. enten- e ler delegada. Curso de direito processual do tmbalho. por exemplo. esta al- cança o e. desde que a norma extrapole o mterpretação divergente. versos tribunais regionais do País. a possibilidade de a lei municipal ter abrangência superior ao âmbito n~rmas de. São Paulo: com as at1v1dades ou operações consideradas perigosas. situações fático-jurídicas. entende-se que ela é equiparável ao regu- . banco nacional que pode ser interpretado de modo diferente pelos di- deral. serão especificadas por meio de portaria ministe- Paulo: LTr. regendo adfoturum 217 dência uniforme dessa Corte ou súmula vinculante do Su. ~Analisando esse dispositivo. nal. 2014.:fr. 'de Executivo no conceito de lei federal (OJ no 25 da SDI-II do TST). sentença normativa ou regulamento empresarial 3) na alínea "b". tuc~onal. É só pensarmos. que é previsto na sa sejam interpretados de forma divergente pelos tribunais regionais.. abstrata. ed.st~tuto de fonte normativa. abstratas. Portanto. gerais e • ~s Tribun~ls Regionais do Trabalho derem ao mesmo disposi. 218 LEITE. a divergência deve ser na interpretação de lei fe. 4. ed. E o que acontece. A propósito.a o qu rmpoe . Rubem apud BEB- BER. Desse modo. por meio de . acordo deral. alínea "b" do art. que disciplina relações jurídicas to. é sabido que as porta. 217 DELGADO. no direito do trabalho. acordo coletivo. nhará o estatuto de regra geral. convenção coletiva. ahnea "c". p. São ~o a:. medida provisória. que. 844. acontece porque. porém. MILHOMEM. higiene e segurançà'.a re ução os riscos inerentes ao trabalho. sentença norma- ?ur1sdiçao do tribunal regional prolator da decisão recorrida tiva e regulamento de empresa. dos empregados públicos. ~que se busca é a divergência na interpretação coletiva. parte da doutrina acredita que o a~ normas d~ segurança e medicina do trabalho. ÉLISSON MIESSA RECURSO DE REVISTA perior do Trabalho. no entanto. Kátia Magalhães. Carlos Henrique Bezerra. "d d ' . lei ordinária. 2012. pensamos que deverão ser incluídas no conceito de lei fe- tivo ~e le1 estadual. sentença normativa e regulamento de empre- d~ norma e nao v10lação de dispositivo legal. convenção coletiva de trabalho. por exemplo. que. impessoal. nos termos LTr. acordo coletivo. O . 155. lvlau·icio Godinho. ' âmbito de um regional. com qualidade de lei em sentido material.

201 O. COSTA. a norma coletiva ou o regu- lamento da empresa extrapolam o âmbito do TRT prola- 220 No mesmo sentido. Noutras palavras. que julgará com ba~e na Portanto. t . a in~ sua interpretação deve ser restritiva. cargo de unificar o entendimento dessas normas. [ . não contempla a lei municipal. Co- Segundo. Ademais. Nessa hipó. Sendo regra excepcional. ] Paulo: Atlas. a finalidade da Portanto. nhecimento indevido do recurso de revista por divergên- tendiment? na~ional de norma de âmbito nacional. Fábio mesmo TRT (OJ n° 111 da SDI-I do TST). se a análise fosse sob o ângulo da possibilidade interpretação. "b". um a nor~a municipal de uma forma. bastando que todas as normas indicadas nessa alínea Sivelmterpretaçoes divergentes de lei municipal. município na Vara do Trabalho de Brasília. porque o inciso "b" tem como foco a norma e não a é sua função. havendo recurso ordinário ' pode o TRT da 1oa Re giao ·. mas nem por isso será fossem incluídas na alínea "a''. Não foi essa. Sérgio Pinto. a sentença normativa e o regulamento de empresa. MARTINS. Magistratura do trabalho: formação humanística e tem a função de unificar a jurisprudência nacional em sede de matéria temas fUndamentais do direito. já que é limitada ao âmbito municipal. pelo menos. ÉLISSON MIESSA RECURSO DE REVISTA de um tribu~al. 2013.nas) . (gn'fios no ongma · · I) trabalhista. desde que a própria Esse posicionamento se justifica pela interpretação literal do art norma ultrapasse o âmbito de um regional.. porque o C. revista no caso da alínea "b". que Carlos ajuíze reclamação trabalhista em face do que a norma ultrapasse o âmbito de um regional. Orientação Jurisprudencial no 147 da SDI. mente em divergência jurisprudencial. 221 nos 1eva ao mesmo sentido. 1006. Veda-se. da CLT que. pelo regime celetista. Contudo. Como regra. 126 . Nesse sentido. além do texto de sua 4) a divergência deve ser entre tribunais regionais diferentes. ou_ sep. se a parte não comprovar que a lei estadual. porém. a redação. o cabimento da revista por divergência de interpretação de lei criou uma regra excepcional na alínea "b". São Paulo·· LTr. da norma Exemp~ificamo~: Carlos é contratado pelo município de Franca/ coletiva. 896. José Antônio Ribeiro de Oliveira. coletiva ou regulamento de empresa. como foco a possível interpretação divergente. pois impõe na alínea "b" possivel. Lei estadual. é a própria norma que deve ter abran. p. essa cia jurisprudencial norma sera a lei federal. p . a OJ n° 147 da SDI-I do TST: (~ampi. mos do inciso "b". Diante disso. também o escopo. letiva interpretação diversa da que tivesse dado outro Tribunal Regional do-s~ que o juízo competente é o do local da prestação dos serviços. BARBOSA. como a convenção coletiva. o que não Primeiro. normas municipais e estaduais (inclusive normas coletiva). norma coletiva ou norma regulamentar. é preciso ficar claro: somente tem cabimento o recurso de CLT. nao sera cabivel o recurso de revista. 268 269 I__ . seja para a norma erpr~t. ed. o legislador modo.a Sltuaçao JUndica que ela quis abranger e quais os valores que e~a qu1s proteger·. comparaçao ~o âmago ~o sis~en:a ~ormativo.o faz de outra forma em outros julgamentos. de a norma ser interpretada de forma divergente por outro regional e g~ncia que exceda ao âmbito de um tribunal e não a mera interpretação não levando em conta a própria abrangência da norma.É inadmissível o recurso de revista fundado tão so- outras fontes "normativas". por exemplo. 1 1' . não precisaría- ~Iver~ente entre_ trib~nais. podendo aplicar ainda norma municipal (de Franca). estadual.. saben. como 0 direito do trabalho possui I . conferindo ao TST o en- municipaf22°. Comentários à CLT.Interpretar · tória em área territorial que exceda ao âmbito de. desse letivo. 17. São tor da decisão recorrida. se a norma for de observância obriga- tese. TST tem a incumbência de unificar 0 en.açao te eo ogJca Entender de forma diversa será conferir ao C. afastando a dissidência entre os tribunais regionais. SILVA. Queremos dizer. Nesse caso. é do Trabalho. Ademais. 0 acordo co. não serve a divergência existente entre turmas de um norma. se a apreciação tivesse cabível o recurso de revista.I do TST. bastaria que na alínea "a'' o legislador admitisse o recurso de SP. enquanto 0 TRT da 15a Região tribunal regional. no escritório revista quando a decisão desse ao mesmo dispositivo de convenção co- de representação do município naquela localidade. podemos concluir que é pos. TST a unificação de mumcipal. Desse modo. qual . para prestar serviços em Brasília.. Isso ocorre porque o TST Natah. 221 No proces_so teleológi::o. Amanda. em tese. o intérprete da norma "vai verificar.

478. conste o seu número ou conteúdo. Art. Portanto. ocorre divergência. desde que. câmara. 6) regulamento empresarial.no julgamento recorrido a interpretação for diversa vista ou de embargos. ao dar o voro na tur- SDI. O incidente de uniformização vem disciplinado no Código de Pro- sões da SDI (I ou II). Os regimentos internos disporão sobre a (interna corporis). 896. art. ou grupo de câmaras. deslinde da causà' 222 • bém será cabível o recurso de revista quando contrariar deci. da igualdade. O julgamento. 477. é o que dispõe a OJ n° 219 da Art.. o recurso de revista terá cabimento quando houver diver. será ob- jeto de súmula e constituirá precedente na uniformização O incidente de uniformização consiste em mecanismo de dissemi. Bahia: JusPODIVM. examinadas incidenter tantum e havidas como relevantes para o 5) além da divergência entre tribunais regionais diferentes.3. tem natureza jurídica de incidente processual. fundamentadamente. Em qualquer caso. ou pelo menos do Ministério Público que funciona perante o tribunal. a por meio do incidente de uniformização e não pelo recurso de revista competência funcional para a análise de determinadas questões de di- (CLT. tam. requerer. Busca exaltar o papel dos precedentes. ça do art. 476. em petição avulsa. solicitar o pronun- 0 O] D 219 da SOl. indo os autos ao presidente do tribunal para de- gência de interpretação das seguintes normas: signar a sessão de julgamento. 270 271 . a seu respeiro. 2) lei estadual. súmulas cesso Civil. o qual dispõe: mo caso (contrariedade de OJ).I do TST: ma. 609-610. Parágrafo único. p. A secretaria distribuirá a 1) lei federal. É válida. cabendo a cada juiz emitir 3) convenção coletiva de trabalho. Reconhecida a divergência. âmbito de Parágrafo único. assim como as súmulas do TST. nação das divergências jurisprudenciais existentes dentro do Tribunal Parágrafo único. Ele tem a função de "transferir. da que lhe haja dado outra turma. 2013. 896. extrapolar o o seu voto em exposição fundamentada.verificar que. Compete a qualquer juiz. tomado pelo voro ela maioria 7. como o próprio nome já indica. da jurisprudência. da CLT. reconhecendo a divergência. O incidente. será lavrado o acór- dão. v. julgamenro obedeça ao disposto neste artigo. câmara. internamente. que o ma o cabimento do recurso de revista. ed. com o objetivo publicação no órgão oficial das súmulas de jurisprudên- de dar segurança jurídica aos jurisdicionados e contemplar o princípio cia predominante. reito. No últi. não sendo.I do TST. 479. ao arrazoar o recurso ou Atenta-se para o fato de que a decisão de Turma do TST não legiti.1. maras ou câmaras cíveis reunidas. CUNHA. Leonardo José Carneiro da. 222 DIDIER Jr. todos os juízes cópia do acórdão. das razões recursais. O tribunal. Art. § 3°. Fredie. A parte poderá. II . será ouvido o chefe 5) sentença normativa. 4) acordo coletivo. um recurso. ÉLISSON MIESSA RECURSO DE REVISTA A divergência dentro do mesmo tribunal é resolvida. a invocação de Orientação Juris. umTRT Art. pois. 11. Curso de direito proces- sual civil: Meios de impugnação às decisões judidail e p1·ocesso nos tribunais. 3. grupo de câ- prudencial do Tribunal Superior do Trabalho. dará a quando interpretação a ser observada. a um outro órgão do tribunal. Recurso de Revista ou de ciamento prévio do tribunal acerca da interpretação do Embargos fundamentado em Orientação Jurisprudencial direito quando: doTST I. Incidente de uniformização absoluta dos membros que integram o tribunal. aplicável subsidiariamente ao processo do trabalho por for- vinculantes do STF e as orientações jurisprudenciais. § 3°). para efeiro de conhecimento do recurso de re.

julga:nento do incidente. interposto CI~n~no p. A propósito. do as demais questões com a turma. enquanto todas as demais questões (incide~te~ e próximo tópico. por meio de acórdão. ·. a uniformização passava a ser "facul- ~erifica-se. J • -' ose arnetro da.. os autos serão encaminhados ao Exemplificamos para facilitar a compreensão: Em recurso ordi- presi~~nte do tnb. Que- gamento da causa. tem-se a seguinte sistemática a questão principal) mantêm-se com o órgão fracionário (ex. fican- existido o InCidente. 0 órgão fracionário deve o órgão fracionário vinculado. que vai votar no julgamento.IVer.en~o do ~nci~ente.ara. preliminar.1. pagamento do adicional de insalubridade para os empregados do setor de pintura. descabendo quando a decisão for parte. processo em tramite perante o tribunal até que se profira 0 jul. Percebe-se ainda que o incidente deve ser prévio. pois.unal para designar sessão de julgamento pelo nário interposto pelo MPT.015/14. ainda mais. nhamos que exista uma divergência interna no tribunal acerca da legi- timidade do MPT para a tutela de tais direitos. incidente de uniformização trabalhista. a tese valerá apenas para o caso concreto em que foi suscitado o incidente. Nesse caso. · d d · . maior. a decisão do pleno e passar a julgar o mérito da causa (pagamento ao mula da JUnsprudenCia predominante do tribunal Na hi'p.br~s do órgão. após o advento da referida lei. mas como tese proclamada no incidente. ficando 2) Requerida a instauração do incidente. 6) Após o julgam. criou- um JU gamento composto. pela sistemática apresentada. que denominaremos de Desse mod 1 . como se não tivesse o incidente. 'd awr um incidente de uniformização diferenciado.. Contudo. nesse caso. ao 272 L 273 . · ·e · aproximou.a a~álise dos artigos supracitados. Antes da entrada em vigor da Lei n° 13. No segundo caso.. 223 A ICO ou P e 0 assistente. P· 615. -se um mecanismo de imposição da uniformização. t adicional de insalubridade). suscitação poderá ocorrer quando já existir necessidade de incidente. . remos dizer. só há falar em incidente quando se tratar de processo de 1) É provocad~ pelo _juiz. v.. sua/ cz'vz'L· '"e. · o ese e ecisao por maiOria simples. 3) Rec~nhecida a . não existia um controle superior.' · · eczsoes . Supo- d~libe:aç~es: a) não reconhecer a divergência. Curso de direitoproces. 3. dando origem a (em regra. como passamos a analisar no ..~ co egia o maior cará com a competência para o 'ul a- menta do Incidente. indicará a interpretação a ser observada. . Assim. 2013. J .o. a turma deverá acatar absoluta . que o incidente provoca dade" dos tribunais. já poderá julgar a causa sem a 1 . · d. a questão da legitimidade será levada ao plenário.1. para o Incidente de uniformização: A propósito. prosseguir no julgamento.u zczazs e processo nos tribunais 11 d Bah ta: usPODIVM. Fredie. ou pela competência do órgão fracionário. o incidente é julgado antes da questão principal. C . ÉLJSSON MIESSA RECURSO DE REVISTA Pel.015/14.divergência. ao julgamento do colegiado reconhecer a divergência. 7. às d.d fi I o mci ente. o tribunal poderá tomar duas legitimidade para a tutela de direitos individuais homogêneos. turma). retoma-se o processamento 896 da CLT. ficando vinculado este órgão à de os Tribunais Regionais uniformizarem seu entendimento. CUNHA Leonardo] . No primeiro caso. Após o julgamento do incidente. Permite-se amda a suscitação pelo Ministério Públ' afeta ao tribunal pleno. Discute-se ainda no recurso se esse órgão ministerial tem 4) No. suponhamos que o pleno tenha reconhecido a legitimidade do MPT 5) Se a decisão que conhecer a divergência for tomada por maioria para os direitos individuais homogêneos. busca-se a condenação da empresa "K" ao plenano ou pelo orgão regimental competente. sendo mantido no § 3° do art.3.do~ mem.g~ncia. referido incidente já era aplicável ao processo do trabalho. a corrente civillaw da corrente common law. o sistema recursal trabalhista . · . a norma já contemplava a obrigatoriedade do recurso no orgao fracwnario. Com o advento da Lei n° 13. devolverá os autos ao órgão fra. b) conhecer a d. Incidente de unifonnizaçáo trabalhista 223 DIDIER]r. uma vez que desloca ao colegiado m . ela provocará a criação de sú. no caso. o plenário) o julgamento da questão de dire't . 'v" zos ae zmnuunnrao cr .

----·------------------------------- . ed. art. de ofício ou mediante provocação de ou a tese jurídica prevalente servirá para viabilizar a divergência no re- qualquer das partes ou do Ministério Público do Trabalho. p Exemplificamos: TRT da 14a Região julga determinado caso es- 183. m. a partir da criação da súmula regional (TRT). a fim de derá ocorrer nas seguintes hipóteses: que proceda à uniformização da jurisprudência. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais 2007. fatos idênticos ou semelhantes. Buscou-se dar relevância aos precedentes judiciais § 3°. ou pelo Ministro Relator. curso de revista. mediante decisões te no TRT) x súmula ou tese prevaler. é a jurisprudência que vai ganhando espaço nos países onde 0 que consiste em decisões divergentes sobre a mesma norma analisando pnmado recai na norma l~gal" 225 (destaque no original). 896. ' prevalecente no Tribunal Regional do Trabalho e não conflitante com súmula ou orientação jurisprudencial do Como descreve Rodolfo de Camargo Mancuso "a dicotomia entre Tribunal Superior do Trabalho servirá como paradigma as famílias jurídicas civillaw/ common law hoje não é tão nítida e radical para viabilizar o conhecimento do recurso de revista. TST. além do incidente indicado no tópico anterior. gem para que se proceda à uniformização (CLT. irrecorríveis. > • tabelecendo que a multa do art. e ampl. essa regra é frontalmente como se venfica pelo expressivo número de súmulas e orientações juris. uma das hipóteses de cabi- ~radtcwnalmente ligados à regra do precedente judicial e. por como o foi outrora. atingida. estabeleceu 0 art. súmulas regionais. em sentido mento do recurso de revista é o caso de divergência jurisprudencial. A propósito. entr~ ~queles regimes: o direito legislado vai num crescendo. ele obri- A referida lei. 1) súmula ou tese prevalente do TRT x súmula ou tese prevalente § 5° A providência a que se refere o § 4° deverá ser de. 477. nos paÍses Como já verificamos neste capítulo. Portanto. sendo visível uma gradativa e constante aproximação divergência. rev. terminada pelo Presidente do Tribunal Regional do Tra- balho. quando o acórdão de um TRT julga de forma divergente de acórdão mmhou na. frente quanto à predominância dos precedentes judiciais. a divergência entre decisões conflitantes de TRTs po- de recurso de revista. ao emitir juízo de admissibilidade sobre o recurso 2) acórdão TRT (caso não exista súmula ou tese jurídica prevalen- de revista.erso. Nesse contexto. o qual denominamos de incidente espontaneamente. 3) acórdão TRT (caso não exista súmula ou tese jurídica prevalen- te no TRT) x acórdão de outro TRT (caso não exista súmula ou 224 O projeto do Novo CPC.. tese jurídica prevalente no TRT). §§ 4°. da CLT será aplicada se as 274 275 . unicamente a súmula regional ou a tese jurídica os quais passarão a ter grande destaque no Novo CPC224. 896. Rodolfo de Camargo. prudência. § 4°). Com o advento da referida lei. dentre outros). ÉLISSON MIESSA RECURSO DE REVISTA c~iar m~cani~mo ~e exigência da uniformização de jurisprudência pelos § 6° Após o julgamento do incidente a que se refere o tnbunats regtonats. criou gatoriamente terá que uniformizar seu entendimento. Divergência jurisprudencial e súmula vincu- lante. aprovado na Câmara dos Deputados. 3. não previsto no CPC. Isso porque. caso o TRT não faça a uniformização. com a criação de um mecanismo diferenciado de incidente de uniformização de juris. § 8°. de outro TRT. somente ela § 4° Ao constatar. o acordão regional somente legitimará a divergência se não existir súmula ou tese prevalente no TRT acerca do tema.ce de outro TRT. prudenciais expedidas pelo C. o TST poderá determinar o retorno dos autos à ori- de uniformizaÇão trabalhista. de outro TRT. atual. 520 a 522. reserva um capí. a existência de decisões atuais e conflitantes no âmbito do mesmo Tribunal Regional do Trabalho sobre o tema objeto Em resumo. 5° e 6°: Assim. tulo aos precedentes judiciais. além de embasar todo o sistema recursal nos prece- dentes (arts. Um dos casos de divergência acontece . caso existe uma divergência interna no TRT. E não poderia ser diferente. o Tribunal Superior do Trabalho de- terminará o retorno dos autos à Cone de origem. 225 MANCUSO. já que a seara trabalhista sempre ca.

226 Art. ele não poderá ser em seguida. decidir o incidente. ~ plenário do TRT 1 decida que o aviso-prévio proporcional não se aplica ao em- pregador. o que significa que. após a prolação do . Desse modo. os o que acontecera. no julgamento do incidente. procedimento. se no julgamen- É interessante notar que. que o aviso-prévio rencialmente. que. se o TRT 18 não tem diferenciando. presidente do TRT. uma vez que o processo ainda se encontra na origem (juízo a doTRT 16. criando uma súmula regional. § 8°. pagamento ocorra dentro do prazo. do incidente previsto no CPC.ót~se. enquanto o § 4o impõe que tal providencia será realizada pelo 1 decida que o aviso-prévio proporcional é aplicável ao empreg~dor. Por outro lado. Nesse caso. retomo a questão: o que acontecera' com esse acor ' d·ao. mo havendo um acórdão diferente naquele regional.GP. percebe-s. d-ao.e que 0 acórdão que deu origem ao incidente e contrariO a sumula regwnal. prefe. Suponhamos. com esse acor . mes. não provocando maiores discussões. existe divergência sobre o tema.> Tribunais Regionais do Trabalho deverão manter e dar publicidade a suas súmulas e teses jurídicas prevalecentes mediante banco de dados. continua existindo a diver- ou pelo ministro relator. 6° do aK> normativo n° 49IISEGJUD. Desse modo. hipoteticamente. julgando-se primeiro o mérito (do RO). mas não ocorrer a homo- logação no referido prazo.acordao regwnal. na rede mundial de computadores226 • proporcional é aplicável ao empregador. to do incidente houver interpretação contrária ao acórdão impugnado. não há falar em retorno à Corte de ta. suponhamos que o plenário do TRT origem... quo).> 276 277 i]_____ _ . Com base e~ a~ó~dão profe- Essas são as diretrizes básicas acerca desse novo incidente.. Exemplificamos. por A primeira dificuldade detectada é na compatibilização dos §§ 3° meio do incidente de uniformização de jurisprudência. de revista. no âmbito do TRT da 1a Região (Corte de ongem). no juízo de admissibilidade do recurso de revista. utilizado. do acórdão recorrido. em confronto com a decisão origem. para somente. pois esse incidente será provocado depo~s d~ Inte~posi­ I I outro processo. rido pelo TRT da 16a Região. O TRT 1a Região decide. que súmula a respeito do tema. porém. 896 da CLT. consideravelmente. em recurso ordinário. 477. se 0 julgamento do incidente for na mesma direção De qualquer modo. se esse TRT já tiver súmula a respeito do tema. em 0 problema maior ficará a cargo do julgamento d~ inc. o TRT da J8a Região. o acórdão regional servirá para demonstrar é provocado preliminarmente. da CLT na hipótese da homologação fora do prazo legal. com o objetivo de facilitar aos jurisdicio. para elucidar a questão: organizando-as por questão jurídica decidida e divulgando-as. o que provocou inclusive a edição pela presidência lator verifica que. Agora. a divergência. mas desde que o ção do recurso de revista. o trabalhador Contudo. Esse julgamento posterior do incidente altera a ordem natural do apenas ela servirá para legitimar a divergência. legitimando o recurso de revis- exercida pelo presidente do TRT. Ao chegar ao TST: o re- referidos parágrafos.GP. Isso porque o § 3° estabelece que o Tribunal Superior do Trabalho vai determinar o retorno dos autos ao regional de No julgamento do incidente. ficará mantida a divergência a legitimar o recurso derão contrariar súmula ou orientação jurisprudencial do TST. nados a pesquisa sobre o entendimento predominante no tribunal. quando se tratar de providência a ser gência com 0 outro regional (TRT 16). 1 I ÉLISSON MIESSA RECURSO DE REVJSTA verbas rescisórias forem pagas no prazo legal. entendendo que ele e apl!cavel apenas ao empregado. criando súmula sobre o tema. Ora. ou seja. determinando o r~to~no do~ a~tos ao regional para se que proceda à uniformização da JUnsprudencia. de 23 de setembro de 2014. de 23 de setembro de 2014. julga que não se aplica a multa do art. Nesse caso.. Agora. não é de fácil compreensão a sistemática buscada pelos apresenta recurso de revista por divergência. a súmula e tese prevalente no tribunal não po. e 4° do art. não tendo incidência para o empregador. agora embasado na súmula do TRT 1.idente ~e I' uniformização. do TST do ato normativo n° 491/SEGJUD. ~essa h~p.

acompanhando a súmula regional ou a tese jurídica prevalenté27 • 3) No julgamento do incidente de uniformização. a nosso juízo. II). será reaberto o julgamento no tribunal de origem. 3. o plenário (ou órgão com- comando legal que permite seu rejulgamento. entendemos que não deve ser reaberto o jul- gamento para reformar a decisão do recurso ordinário. para que a competente) para uniformizar a jurisprudência. se o recurso de revista so de revista. Essa d·e- decisão impugnada seja aquedada ao entendimento firmado no TRT. . do art. 5° e 6°. to. persistindo decisão conflitante com a jurisprudência já uniformizada do Tribunal Regional Trabalho e não conflitante com súmula ou orientação juris- do Trabalho de origem. 896-C. para ou do Ministério Público do Trabalho. porém. por ser órgão hierarquicamente superior. o TST. tribunal regional de origem (plenário ou órgão regional se caso. A decisão do presidente é irrecorrível. 13. o incidente poderá ser provo- I No incidente de uniformização descrito no CPC e estudado an- 'I cado de ofício ou mediante provocação de qualquer das partes teriormente. preliminarmente. se o reconhecimento da divergência de- 7.3. por exem. passando los§§ 4°. art. incidente. não será conhecido. expediu o ato relator do recurso de revista. A minar o retorno dos autos para processamento do recur- nosso juízo. do TRT. porém. Já na presente hipótese. que passou a ser consubstancia. o órgão fracionário fica vinculado à decisão plenária. criando norma não prevista na Lei n° ceu a divergência.1. valendo-se da súmula regional apenas para os casos futuros. RECURSO DE REVISTA ÉLJSSON MIESSA I 1) Interposto o recurso de revista. 3° Para efeito de aplicação dos§§ 4° e 5° do artigo 896 da CLT. as providências a serem adotadas dependem de quem reconhe- par competência do legislativo. Com efeito.1. uma vez que o 3. da CLT. por estar contrário à súmula regional. radigma para viabilizar o conhecimento do recurso de revista. 2. será da seguinte diretamente ao julgamento do incidente. como ocorre. por usur. . da na súmula regional. 3°.1) Sendo reconhecida pelo presidente do TRT.1) Se a divergência for verificada e reconhecida pelo ministro Nesse contexto. naquele caso. o julgamento do in. o incidente é julgado. o recurso de revista deverá retornar ao TST para julgamen. o acórdão regional estará contrariando inclusive a plenário ou órgão regional competente para o julgamento do posição majoritária adotada pelo TRT. julgando o incidente. é possível interpretar que o recur. § 11. que o referido ato normativo é ilegal. cisão também é irrecorrível. desde que haja decisões depois retornar à origem.GP. já antevendo o problema. pensamos que Pensamos. pela dicção do§ 6°. nes. ele determinará o encaminhamento dos autos ao não for conhecido. I Contudo. pois. no momento do juízo de admissibilidade do recur- Não nos parece. não havendo nenhum de órgão do mesmo tribunal. deverão os autos retomar à instância a quo para sua prudencial do Tribunal Superior do Trabalho servirá como pa- adequação à súmula regional ou à tese jurídica prevalecente no Tribunal Re. como se trata tribunal já proferiu o julgamento sobre a causa. petente) poderá: a) não reconhecer a divergência e deter- plo.2) Por outro lado. atuais e conflitantes no âmbito do mesmo Tribunal Regional cidente é posterior. que. do Trabalho sobre o tema objeto de recurso de revista. unicamente a súmula regio- nal ou a tese jurídica prevalecente no Tribunal Regional do 227 Art. pensamos que o plenário do regional não poderá A sistemática do incidente obrigatório de uniformização criado pe. em seu art. forma: 4) Após o julgamento do incidente. 279 278 L. a melhor opção. b) reconhecer a divergência. na hipótese de recursos repetitivos (CLT. analisar novamente a existência da divergência. .015/14. 2) Caso a divergência seja verificada e reconhecida pelo presidente so de revista. declarando. Desse modo. os autos devem retornar ao normativo n ° 491/SEGJUD. so. gional do Trabalho e não conflitante com súmula ou orientação jurisprudencial do Tribunal Superior do Trabalho. 896.1. por divergência. Procedimento corre do ministro relator.

o conhecimento do recurso de revista. 4. De todo o exposto. de criação de súmula contrária ao quando ele estiver consubstanciado em orientação jurisprudencial do acórdão impugnado. Esquema do cabimento do recurso de revista por divergência mula do TST (TST-RI. conste o seu número ou conteúdo. ed. estabele- Decisão do TRT Decisão da SDI ce a OJ n° 219 da SDI-I do TST: Decjsão do TRT Súmulas e Orientações Orientação Jurisprudencial n° 219 da SDI. 329. são capazes de impedir existência de tese prevalente. Parte da doutrina entende que. mas tão somente para os casos futuros. a súmula não valerá para o presente TST. art. mesmo raciocínio deve ser utilizado para o confronto com súmula do A definição de divergência atual é feita por exclusão. ele não poderá ser utilizado para dimento constante em pelo menos três julgados da SDI" • Pensamos comprovar a divergência. p. súmula sobre o tema) X tese prevalente sobre o tema) vinculante do STF ou orientação jurisprudencial. que. assim como as súmulas. Júlio César. ÉLISSON M!ESSA RECURSO DE REVISTA 4. Rubem apud BEBBER. existirá Recursos no processo do trabalho. desde que. repetido) e notório (conhecido por todos). caso. a divergência não é atual. objetivamente. rado. Jurisprudenciais do TST Recurso de Revista ou de Embargos fundamentado em Decisão do TRT Súmula vinculante do STF Orientação Jurisprudencial do TST É válida. para das razões recursais. 896. ed.1. se a decisão contraria súmula do TST ou do STF. mesmo as decisões reiteradas e no- Portanto.1. se não existir súmula do pleno ou da turma. Nesse caso. têm a ou STF. que a divergência seja apta a ensejar o recurso de revista.6. caso aplicado esse critério. Divergência . ela deve ser Embora a referida OJ indique apenas orientação jurisprudencial. Noutras palavras. No que tange à decisão superada por entendimento iterativo (reite. para efeito de conhecimento do recurso de re- 7. Portanto. mesmo havendo tivo para definir essa hipótese. 2014. São Paulo: LTr. o que vai ao encon- Superior do Trabalho (CLT. 165.I do TST. p. a invocação de Orientação Juris- prudencial do Tribunal Superior do Trabalho. os três acórdãos devem ser unânimes.4. no sentido TST ou súmula vinculante do STF. ou superada por irerativa e notória jurisprudência do Tribunal função de uniformizar a jurisprudência trabalhista. o que significa que. 2014.5. podemos esquematizar o cabimento do recurso Ademais. § 7°). da seguinte forma: será iterativo e notório o entendimento "não divergente entre as turmas do TST e entre estas e a SBDI" 229 • Súmula do TRT Súmula de outro TRT 7. 228 BEBBER.1) Na hipótese. Recursos no processo do trabalho. Júlio César. somente ela servirá para viabilizar a di. a partir da criação da Súmula Regional (TRT) ou da tórias que não sejam traduzidas em orientações. Kátia Magalhães. MILHOMEM. art. com base na divergência jurisprudencial. de que não se considera como tal a ultrapassada por súmula do TST Isso ocorre porque as orientações. Divergência atual vista ou de embargos.fundada em súmula ou orientação jurisprudencial (ou decisão do TRT (ou decisão de outro TRT. considera-se "iterativo e notório o enten- 228 um acórdão diferente no regional. porém. Buscando criar um critério obje- vergência no recurso de revista. preencher os requisitos dispostos no tópico anterior. tem-se entendido que também de revista.1. ela não é atual. 329. 4. 229 ARRUDA. embora não seja pacífico. o atual. vez que tal diretriz é utilizada inclusive para o projeto de edição de sú- 7. Além de. É cabível o recurso de revista quando a decisão confrontar ou mal regional ou tese prevalente se não existir súmula regional ou aplicar entendimento consubstanciado em súmula do TST. 280 281 I__ . 1). havendo OJ. São Paulo: LTr.

das OJs. 283 282 L . Nesse sentido. portanto. ao criar as orientações jurisprudenciais.496/2007. 896. unificar o entendimento no âmbito do Judiciário trabalhista. no rito sumaríssimo. e a há divergência atual acerca do tema. alíneas a e b). 340. Abrangência parcial da divergência prudencial é incapaz de ensejar o recurso de revista. sumula do TST ou súmula vinculante do STF. significa que. b) independente e disjuntiva (alternativa). base decisões reiteradas do tribunal (precedentes) que analisam possí- o mesmo objetivo do recurso de revista. deverá ainda TST. considerando que a orientação jurisprudencial visa a conclusão adotada. ed. seu conteúdo. Dessa forma. 894. alternativamente. Dessa forma. art. art. Isso prov~~ento. 2014.art. Recursos no processo do trabalho. as violações legais e constitucionais sobre a matéria já foram analisadas . simplesmente. abr/jun 2008. No entanto. o TST tem como tro da função do Tribunal Superior do Trabalho. basta que a parte conste em seu recurso. quando os diversos fundamentos levantados na de- Pode acontecer ainda de a decisão impugnada estar em consonân- cisão devem ser somados para se chegar à conclusão adotada. não c) independente e excludente. li. versando sobre o tema. Revista do Tribunal Superior do Ti-aba lho. estabeleceu: mesmo que houvesse divergência. Os embargos no TST na vtgencia da Lei 11. TST. pouco a alegação de violações legais e constitucionais. ocorrendo decisão contrária namentos. inc. O C. ela não seria atual a legitimar o cabi- mento do recurso. Consigna-se que. quando existem diver- sos fundamentos. Brasília. a violação à orientação juris. TST já uniformizou sua jurisprudência por e pacificadas com a criação da OJ. afastando assim o cabimento do negação de um deles é suficiente para ensejar conclusão contrá- recurso de revista com fundamento em divergência jurisprudencial (OJ ria à adotada231 • 336 da SDI-I do TST). p. Júlio César. RECURSO DE REVISTA ÉLISSON MIESSA Ademais. a demonstração Trabalho. ficando este limitado A divergência decorre da fundamentação dos acórdãos. quando há vários fundamentos. tam- jurisprudencial ou a súmula. existirá divergência ju. 896. da CLT. São Paulo: LTr. 26. e com maior razão. qual seja uniformização da veis violações legais e constitucionais a respeito do tema. jurisprudência. sen. 231 PEREIRA. 7. 230 BEBBER. bastando o cotejamento entre elas. 74. se o C. Pensar de forma contrária seria retirar toda a razão de ser ao entendimento nela estabelecido. o número da orienta. Nesse caso. cia com entendimento descrito em súmula ou orientação jurispruden- cial do TST. que é sim- aos casos em que a decisão contrariar súmula do Tribunal Superior do ples quando tem apenas um fundamento. A propósito. Noutras palavras. não há transcrever o trecho da decisão impugnada que contraria a orientação necessidade de verificar a divergência jurisprudencial invocada. 4. 7.1. estando a decisão recorrida de acordo com súmula do ção/súmula ou. Súmula vinculante do STF e/ou violar diretamente a Consti- da divergência é facilitada. como visto no tópico anterior. mas basta apenas um deles para se chegar à Nesse caso. A dúvida e complexidade do tema ocorrem quando a fundamen- É importante destacar que é inservível para o conhecimento ou tação da decisão recorrida ou do acórdão divergente é composta. tuição da República (CLT. do recurso a invocação de súmula ou orientações jurispru- porque a fundamentação composta se subdivide em três espécies: denciais aplicadas por analogia230 • a) cumulativa. súmula vinculante do STF. do capaz de preencher o vício específico da divergência jurisprudencial A mesma justificativa. p. Nesse caso. estando uma decisão de acordo com determinada orientação. o que impossibilita novos questio- meto de uma orientação jurisprudencial. há de ser invocada quan- (~LT. Buscam. § 9° e Súmula n° 442 do TST). n° 2. haverá "decisões conflitantes". João Batista Brito. vol. do a decisão recorrida estiver em consonância com súmula do TST ou n:prudencial se a decisão impugnada violar orientação jurisprudencial. súmula vinculante do STF ou orientação jurisprudencial.

ÉLISSON MIESSA RECURSO DE REVISTA

Súmula no 23 do TST. Recurso. Não se conhece de re- ciente cada um, de "per si", para acolhimento ou rejei-
curso de revista ou de embargos, se a decisão recorrida ção do pedido, incabível falar-se em reexame de premis-
resolver determinado irem do pedido por diversos fim- sas concretas de especificidade de divergência com óbice
clamemos e a jurisprudência transcrita não abranger a à declaração de má aplicação do Enunciado 23. Neste
todos. caso, não se está simplesmente verificando a existência
ou não de discrepância de tese, que efetivamente não é
A referida súmula tem apücação apenas na fundamentação com- possível, conforme pacífica orientação da corte, mas sim
posta cumulativa e na fundamentação composta independente e a existência de duas teses no acórdão recorrido e se o
disjuntiva. Isso porque "o ataque a apenas um deles mantém a mesma acórdão, apontado a confronto, é válido, para autorizar o
conhecimento da revista, quando contraria apenas uma
conclusão do julgado, diante da existência de outro fundamento" 232 • das teses. Embargos providos para restabelecer decisão
Noutras palavras, se a decisão tem vários fundamentos complementares regional, no parricular. 235 (grifo nosso)
ou alternativos sobre um mesmo pedido, não basta afastar apenas um,
Exemplificamos a hipótese para melhor compreensão: Decisão do
porque a decisão se manterá pelo outro fundamento 233 •
TRT da 16a Região entende que a Lei X traz norma cogente capaz de
É interessante anotar que o TST tem admitido que, nesse caso, alterar o reajuste dos proventos de aposentadoria. Diante disso, passa a
cada fundamento possa ser confrontado com mais de um acórdão di- analisar a forma de reajuste e a necessidade de celebração de contrato
vergente. Noutras palavras, um acórdão divergente vai confrontar um entre as partes. Já em decisão proferida na 10a Região, admite-se que a ·
fundamento, enquanto o outro acórdão buscará confrontar o segundo Lei X não traz norma cogente a legitimar o reajuste dos proventos. Em-
fundamento. bora o primeiro acórdão diga respeito à forma de reajuste e à necessida-
Agora, não será aplicada a aludida súmula quando a fundamenta- de de celebração de contrato, a cogência ou não da Lei X é fundamento
ção for composta independente e excludente, isto é, quando cada fun- autônomo que, se modificado, afasta totalmente as demais análises do
damentação for autônoma e, se negada uma delas, for capaz de alterar acórdão da 16a Região. Assim, nesse caso, admite-se o cotejo dos acór-
a conclusãq do julgado. Nesse caso, "é válido o acórdão cotejado que se dãos quanto à divergência se a Lei X trouxe ou não norma cogente
revele divergente quanto a apenas um dos fundamentos" 234 • capaz de alterar o reajuste dos proventos.
Citamos o ilustrativo precedente da lavra do eminente Ministro Por fim, e não menos importante, é preciso esclarecer que a referida
Moura França: súmula prevê um capítulo do acórdão decidido por vários funda-
mentos. Isso quer dizer que os acórdãos confrontados não precisam ter
EMBARGOS - REVISTA CONHECIDA - ACOR-
DAO REGIONAL COM DOIS FUNDAMENTOS integralmente identidade de objetos (pedidos), mas, sim, os capítulos
- CONTRARIEDADE AO ENUNCIADO 23 DA confrontados devem ter os mesmos fundamentos. Assim, se um dos
CORTE. Quando o acórdão embargado adota mais de acórdãos decidiu horas extras, reintegração e honorários advocatícios,
um fundamento jurídico, distinto e autônomo, sufi- a divergência há de ser analisada em cada capítulo, ou seja, permite-se,
por exemplo, a divergência apenas quanto às horas extras.
232 BEBBER, Júlio César. Recursos no processo do trabalho. 2. ed. São Paulo: LTr, 2009.
p. 293. 7.1.8. Comprovação da divergência
233 Súmula n° 283 do STF: "É inadmissível o recurso extraordinário, quando a de- Quando o recurso fundar-se em dissenso de julgados, incumbe ao
cisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não
recorrente o ônus de produzir prova da divergência jurisprudencial.
abrange rodos eles".
234 PEREIRA, João Batista Brito. Os embargos no TST na vigência da Lei
11.496/2007- art. 894, inc. II, da CLT. Revista do Tribunal Superior do Trabalho.
Brasflia, vol. 74, n° 2, abrljun 2008. p. 26. 235 TST-ERR-127.22811994, Rei. Min. Moura França. DJ 5.9.1997.

284 285

ÉLISSON MIESSA RECURSO DE REVISTA

Nesse caso, a comprovação se fará mediante certidão, cópia ou ci- recorrente: a) transcreva o trecho divergente; b) aponte o
tação do repositório de jurisprudência, oficial ou credenciado, inclu- sítio de onde foi extraído; e c) decline o número do pro-
sive em mídia eletrônica, em que houver sido publicada a decisão di- cesso, o órgão prolator do acórdão e a data da respectiva
publicação no Diário Eletrônico da Justiça do Trabalho.
vergente, ou ainda pela reprodução de julgado disponível na internet,
com indicação da respectiva fonte, mencionando, em qualquer caso, as Assim, para que o recorrente demonstre o conflito interpretativo
circunstâncias que identifiquem ou assemelhem os casos confrontados (divergência jurisprudencial), deverá preencher os dois requisitos a se-
(CLT, art. 896, § 8o). guir elencados (itens a e b) de forma cumulativa:
. O TST, interpretando o art. 541, parágrafo único, do CPC, decli- a) Juntar certidão ou cópia autenticada do acórdão para-
digma ou citar a fonte oficial ou o repositôrio autorizado
nava sobre a comprovação da divergência jurisprudencial na Súmula no
em que foi publicado.
337 do TST. Desse modo, considerando que o novel § 8o do art. 896
da CLT reproduz o que vinha descrito no art. 541, parágrafo único, do O acórdão paradigma poderá ser comprovado por meio de juntada
CPC, pensamos que a referida súmula mantém-se em vigor, estabele- de certidão, cópia autenticada, citação da fonte oficial ou, ainda, a in-
cendo: dicação do repertório autorizado em que foi publicado.
Súmula no 337 do TST. Comprovação de divergência A cópia pode ser declarada autêntica pelo próprio advogado,
jurisprudencial. Recursos de revista e de embargos conforme declina o art. 830 da CLT, com redação dada pela Lei n°
I - Para comprovação da divergência justificadora do re- 11.925/2009. Registra-se que, enquanto o art. 365, IV, do CPC per-
curso, é necessário que o recorrente: mite "as cópias reprográficas de peças do próprio processo judicial de-
a) Junte certidão ou cópia autenticada do acórdão para- claradas autênticas pelo próprio advogado sob sua responsabilidade
digma ou cite a fome oficial ou o repositório autorizado pessoal", ou seja, restringe a autenticação dos documentos do próprio
em que foi publicado; e processo judicial, o art. 830 da CLT é mais amplo, não fazendo tal res-
b) Transcreva, nas razões recursais, as ementas e/ou tre- trição ao advogado. Assim, o acórdão-paradigma poderá ser autentica-
chos dos acórdãos trazidos à configuração do dissídio, de- do pelo próprio advogado, cessando a autenticidade somente se ela for
monstrando o conflito de teses que justifique o conheci- questionada, ocasião em que haverá a necessidade de apresentação dos
mento do recurso, ainda que os acórdãos já se encontrem
documentos originais ou das cópias autenticadas pelo serventuário 236 •
nos autos ou venham a ser juntados com o recurso;
II - A concessão de registro de publicação como reposi- O DVD, CD-ROM e os julgados extraídos da internet servem para
tório autorizado de jurisprudência do TST torna válidas demonstrar a divergência jurisprudencial.
todas as suas edições anteriores;
É importante observar que é obrigatório que o acórdão-paradigma
III - A mera indicação da data de publicação, em fome esteja em repertório autorizado pelo TST, o que significa que não será
oficial, de aresto paradigma é inválida para comprova-
uma revista, um DVD, um CD-ROM ou um site qualquer que será
ção de divergência jurisprudencial, nos termos do item
I, "a", desta súmula, quando a parte pretende demons- capaz de ensejar a divergência, mas somente aqueles autorizados. A exi-
trar o conflito de teses mediante a transcrição de trechos gência do repertório autorizado se justifica para que não se "crie" julga-
que integram a fundamentação do acórdão divergente,
uma vez que só se publicam o dispositivo e a ementa dos
acórdãos;

IV- É válida para a comprovação da divergência juris- 236 No mesmo sentido do texto: BEBBER, Júlio César. Recursos no processo do tmba-
prudencial justificadora do recurso a indicação de aresto lho. 2. ed. São Paulo: LTr, 2009. p. 293 e MARTINS, Sérgio Pinto. ComerzttÍrios
extraído de repositório oficial na internet, desde que 0 às Súmulas do TST. 8. ed. São Paulo: Atlas, 20 lO. p. 221.
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I ÉLISSON MIESSA
RECURSO DE REVISTA

do em d~s~onân~ia com o princípio da probidade processual237. 0 TST
demonstrar, de forma específica, a existência da divergência (Súmula n°
em s~u Sitio na_m:ernet declina expressamente quais são os repertórios
autonzados de JUrisprudência. 296, I, do TST), ficando a cargo do Judiciário o juízo subjetivo acerca
da existência ou não da divergência jurisprudencial.
. Atenta-se para o fato de que, quando os julgados são extraídos da
Internet, temos duas regras: Registra-se que somente será suficiente a transcrição de ementas
dos acórdãos se contiverem os detalhes do caso, sendo capazes de, por
1) sendo sites oficiais, independem de autorização do TST si só, demonstrarem a divergência jurisprudencial. Não sendo assim,
. d , . por
mew 0 repertono de jurisprudência, como é o caso dos sites deverá o recorrente transcrever trechos dos acórdãos para comprovar o
dos TRTs e do TST; conflito interpretativo. Vê-se aqui a importância de uma boa, esclarece-
dora e detalhada ementa238 •
2) sendo sites não oficiais devem integrar 0 repertório autorizado.
Há de se consignar ainda que, embora o TST não preveja a di-
Ade~ais, na hipótese de acórdão extraído de sites oficiais, nos ter-
mos .d~ Item IV da referida súmula, há necessidade da presença de três
vergência notória, o STJ tem dispensado o cotejo analítico quando a
requisitos cumulativos. divergência é notória, permitindo no caso a mera referência ao dissídio
pretoriano 239 • Aparentemente, o TST não faz referência ao cabimento
_ O prir_neiro impõe que não basta a simples apresentação do acór- pela divergência notória, porquanto as decisões reiteradas e notórias.
~ao-paradigma, de~endo o reco~rente transcrever o trecho divergente, a dão origem às orientações jurisprudenciais do TST, as quais, quando
m de fazer 0 ~oteJo ou o conflito analítico entre as decisões conflitan- violadas, permitem o cabimento do recurso de revista com a mera cita-
tes, como analisaremos no item I , "b" , d essa sumu
' 1a. ção de seu número ou de seu conteúdo, conforme dispõe a OJ n° 219
- O seg~ndo consiste em apontar o sítio de onde foi extraído 0 acór- da SDI- I do TST.
d ao-paradigma.
Por fim, há se de fazer uma observação quando o acórdão-paradig-
E o terceiro requisito prevê a necessidade de declinar o nu' d ma for extraído de fonte oficial, como é o caso do Diário da justiça, vez
p , _ l mero o
roce_s:~, o org:o ?ro ator do acórdão e a data da respectiva publicação que apenas traz a ementa e a conclusão do julgado.
~~ Drano Eletronrco da Justiça do Trabalho, tudo como forma de iden- Nessa hipótese, conforme aludido anteriormente, somente será ad-
tr car com precisão o acórdão-paradigma.
mitida a transcrição de ementa do acórdão-paradigma quando contiver
b) Transcreva, nas razões recursais, as ementas e/ou tre- detalhes específicos do caso, registrando o trecho da divergência levan-
chos dos acórdãos trazidos à configuração do dissídio, de- tada. Nesse caso, basta que a parte apresente a data da publicação, em
monstrando o conflito de teses que justifique 0 conheci-
fonte oficial.
mento do recurso, ainda que os acórdãos já se encontrem
nos autos ou venham a ser juntados com o recurso. Por outro lado, quando a ementa não traz o trecho da divergência,
N~o basta que o reco~rente apresente o acórdão-paradigma para não sendo capaz de por si só comprovar a divergência jurisprudencial,
que sep demonstrada a drvergência J"urisprudenci"al H' "d d o recorrente deverá transcrever trechos que integram a fundamentação
· d d . a necessi a e
atn ~, e que faça o cotejo ou confronto analítico entre as decisõe~
conflitantes, transcrevendo trechos de ambos os aco' d- d
d" • r aos que emons- 238 DIDIER ]r., Fredie; CUNHA, Leonardo José Carneiro da. Curso de direito pro-
trem a tvergencia de interpretação. Isso porque incumbe ao recorrente cessual civil: Meios de impugnação às decisões judiciais e processo nos tribunais. 8. ed.
Bahia: JusPODIVM, 2010. v. 3, p. 309.
237 KLIPPEL, Bruno. Direito ;umu!ar esquematizado_ T.<"T. s- p 1 S . 239 DIDIER Jr., Fredie; CUNHA, Leonardo José Carneiro da. Curso de direito pro-
p. 425. '-' · ao au o: ara1va, 2011. cessual civil: Meios de impugnação às decisões judiciais e processo nos tribunais. 8. ed.
Bahia: JusPODIVM, 2010. v. 3, p. 309.
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T ÉLJSSON MIESSA RECURSO DE REVISTA

do acórdão-paradigma. Nessa hipótese, deverá apresentar a Íntegra do Verificada a indicação do dispositivo violado, passa-se para o se-
acórdão-paradigma por meio de cópia autenticada ou extraída de reper- gundo momento, que é o juízo de mérito, oportunidade em que se
tório autorizado de jurisprudência do TST, sob pena de não conheci- vai verificar se a decisão impugnada está violando ou não o dispositivo
mento do recurso, ou seja, não é suficiente a mera indicação da data da indicado.
publicação em fonte oficial (Súmula 337, III, do TST).
7.2.2. Conceito de dispositivo de lei e norma constitucional
7.2. Violação literal de disposição de lei federal ou afronta direta e
Para o C. TST, o conceito de dispositivo de lei pode ser alcançado
literal à Constituição Federal
pela análise da OJ n° 25 da SDI-Il, a qual impede o ajuizamento de
ação rescisória com base em violação de lei, quando se tratar de "norma
7.2.1. Introdução
de convenção coletiva de trabalho, acordo coletivo de trabalho, portaria
Além da divergência jurisprudencial, o recurso de revista também do Poder Executivo, regulamento de empresa e súmula ou orientação
será cabível quando a decisão do tribunal regional for proferida em: jurisprudencial de tribunal".
I) violação literal à disposição de lei federal; ou Assim, atraindo as definições da OJ n° 25 da SDI-II para o presen-
2) afronta direta e literal à Constitui~ão Federal. te caso, é possível extrair que não dará ensejo ao recurso de revista, com
fundamento na violação de lei, decisão que contrariar norma coletiva,
É interessante notar que, no processo do trabalho, o recurso de regulamento de empresa, portaria, instruções normativas, ordens de
revista poderá abranger legislação infraconstitucional e norma constitu-
serviços etc.
cional. Difere, portanto, do processo civil em que o recurso é bifurcado,
vez que as violações à legislação infraconstitucional são remetidas ao A contrário sensu, será capaz de ensejar o recurso de revista
STJ, por meio do recurso especial, enquanto as afrontas à Constituição quando a viola~ão derivar de lei ordinária federal, lei complemen-
Federal são encaminhadas ao STF, por meio do recurso extraordinário. tar federal, medida provisória e decreto-lei. A propósito, a lei fede-
ral poderá estar relacionada ao direito material assim como ao direito
· Na seara laboral, primeiro se exaure toda a jurisdição trabalhista
processual.
e, somente após, caso persista a violação à Constituição Federal, será
admitido o recurso extraordinário ao STF. Como visto, o entendimento predominante não inclui as portarias
do Poder Executivo no conceito de lei federal (OJ n° 25 da SDI-II do
Com efeito, o TST confere a última palavra quanto à legislação fe- TST). Isso acontece porque, em princípio, ela não constitui fonte for-
deral trabalhista, podendo, no entanto, ser questionado no que se refere mal de direito, faltando-lhe abstração, generalidade e impessoalidade.
à matéria constitucional.
Ocorre, no entanto, que, no direito do trabalho, mormente quanto
Conforme já anunciamos nesta obra, a violação de lei federal ou às normas de segurança e medicina do trabalho, é sabido que as porta-
afronta à Constituição Federal devem ser analisadas em dois momen- rias exercem importante papel de efetivação do art. 7°, XXII, da CF/88,
tos. o qual impõe a "redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de
O primeiro momento é no juízo de admissibilidade, em que ore- normas de saúde, higiene e segurança". A propósito, quando a própria
curso somente será admitido se houver a invocação expressa do dispo- lei determina que seu conteúdo seja p~eenchido pela portaria, esta al-
sitivo de lei ou da Constituição tido como violado (CLT, art. 896, § cança o estatuto de fonte normativa. E o que acontece, por exemplo,
1°-A, li e Súmula n° 221 do TST). Não se exige, porém, que a parte com as atividades ou operações consideradas perigosas, que, nos termos
deva utilizar as expressões "contrariar", "ferir", "violar" etc. (OJ n° 257 do art. 193 da CLT, serão especificadas por meio de portaria ministe-
da SDI-I do TST). rial. "Em tais casos, o tipo jurídico inserido na respectiva portaria ga-

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deverá indicar expressamente o dtspostttvo vtolado. admite-se o cabi. é exigida tão somente para o recorrente e não para o prolator da deci- 240 DELGADO. na OJ no 335 da SDI-I Nesse sentido. 4. categórica. 333-334. não tendo o dever de indicar literalmente situações fático-jurídicas. a decisão admite a vigência de uma lei ~u_e ainda Súmula n° 221 do TST. aplicação a uma lei reguladora da espécie. porém. lei ou da Constituição tido como violado.1. É que. 5° foi violado. Violação de não vigora ou que já deixou de vigorar. É importante destacar que haverá violação literal de lei federal A indicação do dispositivo legal tem o condão de afastar recursos sempre que 0 acórdão impugnado der interpretação diversa da que lhe oportunistas apontando genericamente a violação da CLT ou da Cons. o Federal de 1988. a dectsao nega lei. nos termos da Súmula n° 221 do TST. abstrata. Rio de Janeiro: Eísevier. que a indicação do dispositivo legal impossibilita novos questionamentos. por exemplo. houver dado súmula do TST ou orientação jurisprudencial (OJ no p36 tituição Federal.3. ed. a decisão afirma o que a lei nega. sim. aprovados com o quórum de emenda constitucional. ato das disposições cons. A contrário sensu. não haverá violação cessivamente amplo. 8. Recurso de revista.. literal.] a decisão nega validade a uma lei que é válida. exceto se se "tratar de um dispositivo ex. São Paulo: LTr." 240 0 artigo supostamente violado (OJ n° 118 da SDI-. se a decisão impugnada estiver de com o parágrafo e o inciso. Indicação de preceito. a de- positivo tido por violado. Curso de direito do trabalho. Noutras palavras. Curso de direito do trabalho aplicado: justiça do trabalho. tratados" 241 • É o que se verifica. é necessário que .do Por fim. 5° da Constituição literal. não se trata de analrsar se Constituição Federal. ao menos quanto às portarias do Executivo. servindo como exemplo o art. Não se exige. com qualidade de lei em sentido material. é necessária a invocação expressa do dis. São Paulo: LTr. razão pela qual transcreveremos algumas situações indica- 7. [.. a verbis: decisão nega vigência a uma lei que ainda se encontra em vigor.ção frontal do dispositivo indicado como violn. a decisão recorrida deverá possuir tese nhará o estatuto de regra geral. abstratas. impessoal. mister TST tem como base decisões reiteradas do tribunal (precedentes) que se faz apresentar o inciso exato. ou seja.t~m~. ao criar as orientações jurisprudenciais e as súmulas. contudo. p. as violações legais e constitucionais sobre a matena Ja doTST. 241 SILVA. regendo adfoturum explícita a respeito do tema. 2011. Mauricio Godinho.I do _"~ST) . o que Há que se consignar. no que tange à norma constitucional. 293 292 . in cisão reconhece validade a uma lei que não é válida. O re- Portanto. a interpretação foi justa ou injusta. 2010. pensamos que deverão ser incluídas no conceito de lei fe- deral. RECURSO DE REVISTA ÉLISSON MIESSA são recorrida. emenda constitucional.3. Recursos no processo c/Q trabalho. ed. Homero Batista Ma teus da. foram analisadas e pacificadas com a criação da OJ ou da súmula. Além da indicação do dispositivo violado.2. de verificar sua correta titucionais transitórias e tratados internacionais sobre direitos humanos aplicação. a indicação do artigo cumulado da SDI-1 do TST).2. v. 10. gerais e corrente. a decisão nega o que a 242 como pressuposto a indicação expressa do dispositivo de lei afirma. A doutrina não utiliza um critério seguro para conceituar violação literal de lei. p. mas. acordo com súmula ou orientação jurisprudencial. 7. por fim. Júlio César. 2014. dada a gama colossal de assuntos ali analisam possíveis violações legais e constitucionais a respeito do . 242 BEBBER. Violn.a vio- mento do recurso de revista quando houver afronta a dispositivo da lação seja frontal. p. a decisão aplica A admissibilidade do recurso de revista por violação tem uma lei não reguladora da espécie. 281. Indicação do dispositivo violado das pelo doutrinador Júlio César Bebber: Conforme já anunciamos. 155. Caso a parte afirme que o art.

5. 1" Turma. Violação reflexa da norma constitucional do as mesmas diretrizes da Súmula n° 400 do STP44 • Tratando de violação de norma constitucional. Recursos no pmcesso do trabalho. TST. mesmo na hipótese de interpretação razoável do tex. que constitui o intérprete autêntico da legislação recurso de revista. deixar de admitir um recur- de violação de norma constitucional. Bahia: jusPODIVM. quando a sua verificação pressuponha rever da C. invocar uma norma infraconstitucional para chegar à norma constitu- Isso ocorre porque a contrariedade ou não de dispositivo legal está cional. o C. válida. 246 DIDIER Jr. inicialmente âmbito trabalhista. Curso de direito pm- cessual civil: Meios de impugnação às decisões judiciais e processo nos tribunais.2. revista. a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida". Fredie. ed. remetendo a úl. permite-se o cabimento do recurso de constitucional. há de ser juridicamente correta243 • Desse modo. 243 STF -AI-AgR 145680. v. Nesse contexto. São Paulo: São Paulo: LTr.6. utilizan. deverá invocar o descumprimento do art. . 841 da CLT. infraconsticucional246 • to constitucional. portanto. muito mais do que simplesmente tribunal local. F". Naves da Fonseca. Veda-se apenas a ofensa indireta ou reflexa da norma Portanto. que é contrária ao entendimento do TST.2008. 2012. ao analisar a Súmula A doutrina afasta a incidência de interpretação razoável na hipótese n° 400 do STF: (. com o advento da Constituição Federal de 1988. bem como o 247 ligada ao juízo de mérito do recurso de revista.1993. no para demonstrar a violação ao dispositivo constitucional. Min.4. Saraiva. p. p. empresa pretende interpor recurso de revista com fundamento em vio- tima palavra da iegislação federal ao STJ e ao TST. passando a permitir o cabimento indireta ou reflexa da norma constitucional. Contudo. fazendo prevalecer sua própria interpretação. 8. Nesse sentido. a interpretação dada pelo razoável. Rei. 5o. inicialmente. sendo decretada sua revelia. não será admitido o recurso de revista. Leonardo José Carneiro da. por ser 'razoável' a interpretação dada pelo crito na Constituição da República. mesmo na hipótese de interpretação razoável de dispositivo de No que se refere à violação de legislação infraconstitucional. nos dias atuais. e não meramente ao extraordinário (Súmula n° 636 do STF) • juízo de admissibilidade. Celso de Mello. impôs ao TST a função de disseminar a divergência jurisprudencial. TST cancelou demonstrar a afronta direta ao comando legal. admite-se o STJ. Rei.2. Júlio César. 1O1. mesmo que haja interpretação razoável do dispo. significaria que esse tribunal estaria renuncian- do a sua condição de intérprete da lei federal e guardião de sua obser- 245 STJ-Resp. 2012. 244 Súmula n° 400 do STF: "Decisão que deu razoável interpretação à lei ainda que 247 Súmula no 636 do STF: "Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao não seja a melhor. 1026234/DF. a violação à Constituição é meramente reflexa. 2009. não autoriza recurso extraordinário pela letra a do art. a STF passou a ser guardião da norma constitucional.. LV. DJe 11. 41-42. No mesmo sentido. vedando-se a ofensa o item li da Súmula n° 221 do TST.4. admitir a interpretação razoável. Nesse caso. FONSECA.. Exame dos fatos nos recursos extraordinário e especial. Nessa hipótese. lação ao art. Exemplo: A empresa X não foi devidamente notificada para a audi- A propósito. da CF/88 (princípio do contraditório). entendia que não era cabível o recurso de revista quando existisse interpretação razoável do dispositivo legal. 295 294 . o recorrente deverá Contudo. princípio constitucional da legalidade. por meio da Resolução n° 185/2012. Min. 2. leciona Fredie Didier Jr. 7. 3. A ofensa indireta ou reflexa ocorre quando o recorrente tiver que sitivo legal. 1• Turma. do recurso de revista. III. Teori Albino Zavascki.. o ência. vez que a exegese de preceito ins- so especial. ÉLISSON MIESSA RECURSO DE REVISTA 7. Após esgotar a instância ordinária. CUNHA. apenas. ed.SP. Interpretação razoável de dispositivo vância245. DJU 30. o lei ou norma constitucional. 297. não sendo admitido o Desse modo. ) Não se deve. João Francisco No mesmo sentido: BEBBER.

3. de modo secundário. referênCia ao ressada. Contudo. inde- maténa (antes do Julgamento). cessária) a indicação do dispositivo constitucional. em caráter principal. independentemente da manifestação de revista na fase de execução que. o prequestionamento significa a con- à lei federal. Isso quer dizer que a matéria estará Para a segunda corrente. TST e STJ). indepen- dentemente de manifestação da parte interessada. Prequestionamento Assim. prequestionamento consiste na obrigato- recurso. 7. sendo a afronta meramente reflexa. basta que o recorrente invoque. por violação Já para a terceira corrente. "diz-se prequestionada a matéria ou questão dessa natureza se as matérias já tiverem sido discutidas e decididas nas quando na decisão impugnada haja sido adotada. O que se impõe.3. pois con- vwlado para que seu recurso seja cabível. o prequestionamento consiste em decisão prequestionada se. declina a Súmula n° 282 do hipóteses de violação à norma constitucional (CLT. Tese explicita A doutrina diverge sobre o conceito de prequestionamento. Tese explícita adotada no acórdão impugnado deve ser entendida P~ra a primeir~ corrente. do TST). impondo a provocação da parte Portanto. 7. Nos demais casos. especificar o art. a aplicação da primeira e da terceira corren. pois. sim.3. mas. sem que haja necessida- 296 297 .I do TST). 896. explicitamente. porém. STF. que o prequestionamento é analisado com base no Na seara trabalhista. que são órgãos revisores da instância ordi. o seu recurso será cabível pela violação infra.· a afronta constitucional. sendo reflexa tiu. No mesmo sentido. mente violado ou aplicado de forma divergente. no acórdão impugnado. sicionamento sobre a questão. na Súmula 297. recorrente deverá invocar o dispositivo infraconstitucional tido por O C. Desse modo. 1. por exemplo. não significa a ~s recursos de natureza extraordinária são julgados pelos tribunais indicação do artigo violado (OJ n° 118 da SDI. Com efeito. caso ocorra a violação reflexa da norma constitucional. não há violação ao princípio do contraditório.2. Conceito matéria na decisão impugnada. I. portanto. tese a instâncias ordinárias. por meio de provocação da parte inte. prequestionamento é debate prévio da 0 como a tese jurídica apreciada e decidida pelo tribunal a quo. Surge aqui o chamado prequestionamento. mos posteriormente neste tópico. O mesmo se diga acerca do recurso de revista no rito sumarís. como ocorre. pois têm a missão de unificar a interpretação do direito brasileiro TRT indica que não houve violação ao princípio do contraditório sem e definir a exata aplicação da norma. te. I. TST. ÉLISSON MIESSA RECURSO DE REVISTA recurso de revista por violação à Constituição. o prequestionamento es- tará presente quando houver tese explícita (e não implícita) acerca da 7. mas po- supenores (STF. Tese explícita. para o TST. é juízo de valor proferido expressamente pelo tribunal a quo. quando há juízo de valor proferido no acórdão. quando o nária. respeito" (Súmula n° 297. portanto. tal tese foi reconhecida de forma prioritária. sendo insuficiente (ou desne-· ceituou o prequestionamento como decisão prévia acerca da matéria. Definiu. a afronta constitucional e a violação legal. o. para o TST. junção de debate e decisão prévios. isto é. o acórdão impugnado explanar que prévia. dispositivo legal. sendo o TST órgão revisor. art. pendentemente de ter constado. por exemplo. que analisare- constitucional. pois permi- mente. somente é cabível nas da parte interessada. como regra. riedade de que haja decisão prévia acerca do direito objetivo suposta- simo quando destinado à violação constitucional. 847 da CLT. ficará inviabilizado 0 Com efeito. como se verifica pelos demais itens da Súmula 297. adotou a segunda corrente. somente julgará os recursos Noutras palavras. § 2o). concomitante. interessada e a manifestação da matéria no acórdão. essa restrição tem maior relevância no recurso conteúdo da decisão impugnada.

porquanto o conhecimento do recurso não pode ~~aó:o. Configuração. Ademais. . há necessidade de que haja. por exemplo. INCONSTITUCIONALIDkE AUStNCIA DE EXAME N. além de gao. a o~ou tese contrária à ~ad: pel~ regional deve estar fu~~::e:ta~~' . por exemplo. quando a Corre Prequesnonamento. da capacidade intuitiva dos integrantes constitucional que r. à Constituição Fe- Prequestlonamento. indicar. imputação. a simples indicação do dispositivo legal tido por No mesmo caminho. declara a OJ 256 da É importante destacar ainda que. ru:CURSO .1995. . Em suma. no acór- ~ao. preencher 0 re · ao tncapaz e SDI I d TSTP . multo menos deve alicerçar-se na presun ão confrontá-lo com o acórdão impugnado. Marco Aurélio. salienta a OJ decisão mediante a qual se conclui pela impossibilida- ' a segurr transcnta: de de apreciar-se a pecha em face ao meio utilizado na Orienta?ão Jurisprudencial no 118 da SDI.I do TST. Constituição Federal. na decisão recor. Assim. 1. zn ver zs: precise indicar o dispositivo legal violado.ao consubstancia violência ao mc1so XXXV do arugo · D C 5· a onsti tuição Federal 248 STF. no man- mula n° 297 dado de segurança.é . de origem assenta que as informações prestadas. estará preenchido o pressuposto do prequestionamento. vista sob o fundamento de violação. Min.. como ocorre. art. cabe ao recorrente interpor embargos de declaração para suprir a omissão e legitimar futuro recurso ~dicaçao da suposta violação no relatório do acórd.RE-AgR 175505 -SP. pd de revista. ou seja. havendo tese jurídica adotada expressamente no acórdão cena versad~ no relatório do acórdão impugnado. Noutros termos. da CF/88 e não Par: fins do requisito do prequestionamento de que trata simplesmente o princípio do contraditório (Súmula n° 221 do TST). LV.sabor.ntende violado (Súmula n° 221 do TST). tal tese deve ser clara. com acrhdade que o tribunal a q ( . elementos que levem à conclusão Isso não significa. Tese explícita Súmu Ia n° 297 · . sem referência ao disposto no acórdão impugnado.O re- questwnamento . Nesse sentido. de maneira clara. não contemplam a oportunidade. - . ou seja. a P ma. T' ' _a : esse sentido. 298 299 .::od~:~: ~::t ::~~a~~~ Caso não exista tese jurídica expressa. ' jeto do recurso de revista. deral.5. . no momento da interposição . não exsurge de mera refcerenc1a ' . 24 " r:avendo tese explícita sobre a matéria.PREQUESTIONAMENTO . d. ao interpor o recurso de re- Orienta~o Jurisprudencial no 256 da SDI. 1) d su rzar 896. porém. entretanto. desnecessário contenha nela referência d ca expressamente adotada na fundamentação do acórdão. Diz. Inteligência da Sú.de decisão implícita contra ex re~so disposmvo legal. do recurso de revista. obsta o conhecimento do recurso de revista. que o Regional adotou uma tese contrária à lei o à indicar o dispositivo violado sem confrontá-lo com o acórdão impug- sumula.I do TST. já decidiu o Supremo Tribunal Federal: violado. § 1°-A). conquanto no acórdão não se o . uo {e~ona . à lei ou à . expressa. ~se preques~wnado determinado tema quando o Ór ão independentemente de indicação do artigo tido por violado. ÉLISSON MIESSA RECURSO DE REVISTA de de especificar 0 art 5o LV d CF/ 88 N no 118 da SDI-I d 0 TS. impugnado. Tese explícita. atenta-se para o fato de que. que a parte recorrente simplesmente deve . o recorrente deverá indicar o dispositivo legal ou c ara. d' · · 1 expressa o lsposmvo egal para ter-se como prequestionado este. o prequestionamento estará preenchido se o . 2•Turma. d~ ext:~ordinário . recorrida que consubstancia o prequestionamento da controvérsia ob- epen ente e ter rndrcado o artigo violado. Rei. Portanto. DJU 12. o recorrente deverá destacar no seu Af:p~o. de modo a se vi ai' recurso o trecho da decisão que diz respeito à sua insurgência (CLT. 5°. o art.pósito. somente haverá prequestionamemo se houver tese jurídi- nda. por exemplo. a _Sumula no ~97. 2. o recorrente deverá indicar o trecho da decisão pug d d acor ao rm- d nado a odtar e~pre:samente tese jurídica a respeito da matéria in. o recorrente deverá indicar explicitamente o artigo que entende violado. sob pena de não conhecimento. Interpos- J~lgador haJa emitido juízo explícito a respeito de for~a to o recurso. u nado. quesb~onamento.

Preceden tes249.. como se venfica pelas ementas a seguir transcritas: controvérsia que se buscará no futuro levar ao TST. ainda. ração com efeito prequestionatório da sentença. nao havendo portanto tese · 'd' . 2ª Turma.d ... 895. vo. constderando-a compatível com o art. IX. Recursos no processo do trabalho. ' a mttt o e mott~açao. porém. da técnica da motivação "per rei anonem · " . IX. Motivação per relationem Poder Judiciário na formulação de seus atos decisórios. 352-353. 250 tmpoe que hap tese jurídica expressamente adotada no acórdão imp _ Contudo.1. A remissão feita pelo magistrado . ed.009/RS. STF tem d . ' Essa afirmação não se aplica no rito sumaríssimo. A incorporar o acórdão. ~ demon~tração da tese explícita a configurar o prequestionamento Precedentes. Rei. ~o~~ expressa razão de decidir . .3. independem onen~a-s~ no sentido de reconhecer a plena validade consncucJOnal da motivação 'per relacionem' . é que tese jurídica esteja na decisão recorrida. 'd seja a já adotada na sentença.referindo-se valer das razões ou contrarrazões do recurso para postular emissão de expressamente. no momento de proferir o julgamento. a incidência desse efeito nos recursos de nature- t~s de orde~ fático-jurídica mencionados nas contra-ra- zoes recursais da Promotoria de Justiça . Rel. DJ 12._ cumpre destacar a motivação per relationem. sempre que o julgador se valer da motivação per relatio- nado. NERY. Nesse caso. que se mostra compatível plícita. Celso De Mello. ug nem é necessária a interposição de embargos de declaração para que a matéria seja prequestionada. Agora. quencla. aos fundamentos (de fato e/ou de direi co) juízo de valor pelo TRT 251 • que deram suporte a anterior decisão (ou. 850. Nelson. Código de processo civil comen- 249 AI 825520 AgR-ED. incumbe parte a [. ao adotar os fundamen- Discute-se.2. . o acórdão do Tribunal. legitimando os embargos de decla. ed. Rosa Maria de Andrade.e ao invocá-los za extraordinária. . tado e legislação extravagante.. 4. se a sentença não adotou juízo de valor sobre determinada da CF. Júlio César. ' ' JUfl tca e. consequentemente prequesttonamento (O] no 151 da SDI-I do TST). Em conse. 93. servirá de acórdão". da_ dectsao de primeiro grau . p. a matena. entendido como a possibilidade de o juízo ad quem julgar matérias [. p. . 93. . 2014. 11.2006 251 BEBBER.constitui n:e:o. :] A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal de ordem pública. 1mpõe ao 250 HC 72. vez que a decisão não possui tese jurídica Nesse contex:o: se a decisão do TRT simplesmente adota os fun- damentos . O que se bus- . de certo modo. 201 O.revela-se fiel à exigência JUfldlco-constitucional de motivação que se . IV. pelo Poder Judiciário.2011. a sentença passa a . o que acaba. falta-Ih e JUIZo ca. Min. 1 c~m . Min. ..12. 300 301 .. declina que os recursos possuem ainda o efeito translati- de dec1d1r.9. inclusive pelo E. tco ou as mrorma- çoes . também É que.3.o que dispõe o art. por serem conhecidas de ofício. ' d e v ai or so b re própria. nesse rito. vista no art. ao lado dos efeitos tradicionais dos recursos (devolutivo Cisono: ~a motivação a que o juiz se reportou como razão e suspensivo). essa forma d . ] Reveste-se de plena legitimidade jurídico-constitu. qual doutnna. então a pa- receres do Ministério Público ou. a motivação per relationem foi expressamente pre- c ama a de tecmca da motivação por referência ou remissão. da Constituição daRe. Pode ainda a parte se pubhca. Celso de Mello. o qual declara que "se a sentença for confir- Tr~t~-se da p~ssibilidade de o julgador referir-se aos fundamentos mada pelos próprios fundamentos. Exigência de prequestionamento em matéria de ordem pública pre~tadas por órgão apontado como coator) . São Paulo: RT. h N~se po~to. ao parecer do Ministért'o Pu' bl' ' . a legitimar a interposição do recurso de revista. a infor~ações 7. r do tal circunstância. a autonda~e ~oator~. A doutrina. ÉLISSON MIESSA RECURSO DE REVISTA 7. o que significa que este possui tese jurídica. § 1°. ao ato de. interpor embargos de declaração da sentença para a adoção de t~se ex- cwn_al a utilização. J• Turma. portanto.3. que. e pela JUrtsprudencia. em razão do prequestionamento. de manifestação da parte 25 2 • . 252 NERY ]r.apto a promover a formal incorporação. registran- da dectsao recornda. a certidão de julgamento. São Paulo: LTr. . DJ 1.

Júlio César. ÉLISSON MIESSA RECURSO DE REVISTA Para uns. como é questionada._ para que ex1sta ~. ~ C. o recorrente deverá :xpressa~ente tão jurídica. como é o caso no processo do trabalho dos Na hipótese de violação nascida na própria_ decisão recorrida. debate prévio da matéria (antes do JUlgamento). pelo tribunal recorrido. nos recursos de natureza extraordi. diferencia-se impugnação do julgamento. TST ado~ou a para o STF. Como já visto. rei. p. ele deve ser analisa. Isso por. Noutras palavras. dor Fredie Didier: ainda que se trate de incompetência absoluta.029/MS. por exemplo. Min. por meJO d_e provoca- sive o reexame das provas. 0 caso da 'incompetência absoluta. com a fi~a~tdade conhecido o recurso extraordinário/especial.I do TST. Pressuposto de ad~issibili~ade em de verificação a qualquer tempo. pública que devem ser conhecidas de ofício. nascendo a violação no próprio acórdão impugnado. impondo a provocaçao da parte mteressa- quer dizer que o efeito translativo não tem aplicação nos recursos de da e a manifestação da matéria no acórdão. o efeito translativo tem apli. é possível extrair que os tribunais superiores apenas mento há necessidade de debate prevw acerca da matena Impugnada.10. . 303 302 . sendo o prequestionamento um pressuposto. Leonardo José Carneiro da. não 253 DIDIER Jr. deca. primeira corrente. Violação nascida na própria decisão rec01rida Contudo. cessual civiL· Meios de impugnação às decisões judiciais e processo nos tribunais. em que poderá analisar todas as matérias suscetíveis Prequestionamento. 2" Turma. inte. para a corrente majoritária. p~equestJOn~­ Diante disso. resse de agir e incompetência absoluta se houver decisão prévia acerca que. considerando presente tal pressuposto e. segundo momento. determinada ques. o tribunal passará para um Orientação Jurisprudencial n° 62 da SDI. como é o caso das matérias de ordem apelo de natureza extraordinária. somente cabe o recurso extraordinário/especial se for previamente Assim mesmo que se trate de matéria de ordem pública. com se verifica nas palavras do doutrina. Recursos no processo do trabalho. Ricardo Lewandowski. no sentido de qu. ed. pois apenas nestes há prequestionamento. Min. . exigem a presença do pre.188/MG. atuação do TST 255 • dência e as questões de ordem pública de que trata o § 3° do art. 267 do CPC 253 • 7. Desse modo. Desse ~odo. como recursos de revista. poderá o tribunal examinar todas as matérias que possam ser exa. Fredie.4. por estarem ção da parte interessada. no 62 da SDI I do TST: consequentemente. uma vez sua insurgência no recurso de natureza extraordinária. Carlos Velloso. porém. Para fins de julgamento (efeito translativo demonstrar a existência de tese jurídica adotada pelo regiOnal. no acor' d-ao. Para a primeir~ corrente. consiste em decisão prévia. admitindo inclu. 282. 2. j. 12. v.o prequesn_oname~to vinculados ao exame do direito objetivo. 1" Turma. sobre ilegitimidade de parte. o prequestionamento s_ignifica ~ c?nJunçao previamente decididas e levantadas expressamente pelo recorrente. Para a segunda corre~ t-e. natureza extraordinária25 4. 190. CUNHA. Já os recursos extraordinários.4. j. 3. Nesse sentido. amda que se trate de incompetência absoluta. prequest1?name1~to e o análise integral dos fatos e fundamentos jurídicos. AI-AgR 5050. rei. embargos para a SDI e do recurso extraordinário ocorre por exemplo no julgamento extra petlta.3. o efeito translativo aplica-se em tais recursos. conhecendo o recurso. Curso de direito pro- . quando ha JUIZO de val~r profendo questionamento. 2. do tema e impugnação expressa no recurso. isto é. p. Necessidade. ed. É necessário o prequestionamento como pressuposto de admissibilidade em recurso de natureza extraordinária.2005. Para fins de impugnação (efeito devolutivo). 1· n dependentemente de manifestação da parte mteressada. 2010.de cação apenas nos recursos de natureza ordinária. de preencher 0 pressuposto do prequestionamento capaz de legmmar a minadas a qualquer tempo. existem três correntes a respeito ~o conceito .2007. afirma a OJ do previamente. 8. 255 No mesmo sentido é o entendimento do STF. Bahia: JusPODIVM. 2009. Para essa tese. _ nária somente há manifestação do tribunal superior sobre as matérias Já para a terceira corrente.e. inclusive a prescrição. Al-AgR 633. podem se manifestar. ale_m de ou profundidade do efeito devolutivo). Isso de debate e decisão prévios. 254 BEBBER. São Paulo: LTr..

bargos declaratórios objetivando o pronunciamento sobre o tema. p. passou a ser acompanhado pelo' STF. impugnado.I do TST. o É inexigível o prequestionamento quando a violação in- denominado embargos de declaração com efeito prequestionatório. Inaplicável . o que. devendo devolver o processo ao juízo a quo para se manifestar sobre a Com efeito.tem-se aqUl.. matéria. 304 305 . IX. por meio de recurso de revista.5. pelo Tribunal a quo. recursos de revista e embargos como se verifica na ementa da decisão a seguir transcrita: à SDI). na realidade. Opostos os embargos de declaração. Esta Corte não tem procedido à exegese a contrario sensu da Sú- as hipóteses de: a) erro de procedimento. Para os defensores dessa tese. porém. proceder o recorrente? to recursal específico dos recursos de natureza extraordinária. recentemente. sido enfrentada. prequestionada a questão constitucional quando tenha utilizando-se de fundamento não invocado pelas partes256. 257 No mesmo sentido. apenas dessa forma haverá tese explícita sente. plicável a Súmula n° 297 do TST. o prequestionamento já existe. permitindo que a parte possa recorrer sem que haja ne. de modo expresso.c de declaração para que o TRT se manaeste so b re el a257 . interpor recurso de revista da decisão omissa por violação ao art. somente considera recursal. como deve De nossa parte. o resultado é o mesmo. Logo. li. Recursos no processo do trabalho. que ele já está pre. A mera oposição de embargos declaratórios não basta para tanto. 'T' . TST. o que significa 7. Nesse caso. pensamos que prequestionamento é um pressupos.3. além da negativa da prestação jurisdicional (art. incumbe-lhe opor em- na hipótese. da CF/88) 258 . permite-se a interposição dos no 211. ] O requisito do prequestionamento obsta o conheci- Atenta-se para o fato de que essa orientação tem sido aplicada para mento de questões constitucionais inéditas. não se pronunciar sobre o tema.. uma vez que já existe tese jurídica clara e expressa sobre o tema. ed. Ina. ou seja. dicada houver nascido na própria decisão recorrida. Violação nascida na pró. sobre a matéria. Nesse caso.do STF. pode acontecer de o tribunal. e c) adoção de fundamento inédito no julgamento de mérito. não significa que não haja necessidade de prequestio. Prequestionamento inexigível.iT i I ÉLISSON MIESSA há como ter ocorrido discussão prévia sobre a matéria. somente nessa hipótese hiveria namento. por consequência. ainda assim. 354. . 93. declaração. do TST). [. Na prática. 4. o que significa que a matéria já está prequestionada. 258 O] no 115 da SDI-I do TST. Súmula n° 297. por exemplo. manifestação no acórdão do TRT acerca da matéria que a parte pretende devolver ao Orientação Jurisprudencial no 119 da SDI. anulará a decisão. mas. nascendo a sobre a matéria. ou seja. sim. a OJ 119 da SDI-I do TST: Noutros termos. como diz a referida orientação. Prequestionamento ficto RECURSO DE REVISTA I I que não houve prequestionamento. pode ocorrer de o No entanto. já existe decisão da CLT. 458 do CPC e art. Júlio César. consis- Parte da doutrina e da jurisprudência entende que interposto em- tente na obrigatoriedade de que haja decisão prévia acerca do direito bargos de declaração e havendo omissão do tribunal. prequestionamento. 'r