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ÉLISSON MIESSA
Procurador do Trabalho.
,.,-....,) Professor de Direito Processual do Trabalho do Curso CERS on line.
Autor e Coordenador de livros publicados pela juspodivm.
elissonmiessa@hotmail.com • www.elissonmiessa.com. br

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.----. RECURSOS
TRABALHISTAS
De acordo com a Lei n° 13.015/14
Contém referências ao projew do Novo CPC

r. 2015
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incondicional à minha produção científica,
entendendo meu isolamento com os Livros.
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t terminantemente proibida a reprodução total ou parcial desta obra, por qualquer meio Ao meu filho, Otávio, pela alegria que nos
ou processo, sem a expressa autorização do autor e da Edições JusPODIVM. A violação dos
direitos autorais caracteriza crime descrito na legislação em vigor, sem prejulzo das sanções trouxe neste último ano, dando ainda mais
civis cablvels. razão à minha vida.

TI
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SUMÁRIO

APRESENTAÇÃO...................................................................................... 19

CAPÍTULO I
MEIOS DE IMPUGNAÇÃO, CONCEITO,
CLASSIFICAÇÁO E DIREITO INTERTEMPORAL ............................... 25
1. Meios de impugnação.............................................................................. 25
2. Conceito de recurso................................................................................. 25 ·
3. Classificação............................................................................................. 27
3.1. Quanto ao objeto imediato do recurso........................................... 27
3.2. Quanto à fundamentação............................................................... 28
3.3. Quanto à extensão da matéria impugnada...................................... 28
3.4. Quanto à independência................................................................. 29
3.4.1. Recurso adesivo (subordinado)........................................... 29
3.5. Resumo das classificações................................................................ 32
4. Direito intertemporal............................................................................... 32

CAPÍTULO 11
PRONUNCIAMENTOS JUDICIAIS PASSÍVEIS DE RECURSO.......... 35
1. Sentença.................................................................................................. 35
1.1. Conceito........................................................................................ 35
1.2. Requisitos...................................................................................... 37
1.3. Classificação................................................................................... 38
1.4. Recorribilidade ............................................................................... 40
2. Decisão interlocutória.............................................................................. 40
2.1. Recorribilidade .... ..... .... ..... ...... ..... ...... ............ ...... .... ... ....... ............ 41
3. Acórdão................................................................................................... 42
3.1. Recorribilidade ............................................................................... 42
4. Despacho................................................................................................. 43
4.1. Recorribilidade ............. ......... ..... .. ... . .... . ..... . . .... .... ..... .. .... . ... .... . .. . . . . 43

........1.......2... Advogado ......... 4.......... ..................... 6..................... ................... .........2... · ................. · 106 2........... ........... · · · ......... · ............ 129 3.................... · .. ..... Interrupção e suspensão dos prazos recursais ..2............. .. ............. Depósito em caso de litigância de má-fé ........ · . Intempestividade .. 64 ~ 7........ 6. Princípio do duplo grau de jurisdição ............. ··· 112 CAPÍTULO V 8.......... ..................................... ·· ... 71 8.............................. ..... ....... · · ............1............................. 102 JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE E PODERES DO RELATOR.. 88 6.....1................................. Princípio da fungibilidade (conversibilidade) ................... ................... 6..............1...................... · .... · · · ............................. · ............................ Partes ........... ..... ...... Informativos do TST relacionados ao capítulo ...... Atuação sem instrumento de mandato ................... ............ 85 4.......................... ..3........... · ...... 6.......1... · ........................ .......................................2............. Poderes do relator .... Renúncia ...... ........... 79 I.................. 79 8.......... Desistência ......... · ......... 66 8............................................................. Aceitação da decisão ....................... Interesse em recorrer ...... 5.3.................. ·· 96 11... ...........5.. 92 9....... Autarquias e fundações ................ ..................................... .......... Valor das custas processuais ........... .. ...... 7............. Princípio da voluntariedade ... Depósito na fase de execução .................. 121 3.....................1...... .... ............................ ..................... · 115 2. ..............3...6........3..... ·· ............. Início da contagem quando marcada audiência de 7.......... 59 7. 132 8 9 ..... Princípio da dialeticidade .. ................ Juízo de admissibilidade ......................... ··· .... 121 3................. ...................... 130 4......................... 117 3.............. ... julgamento .................................... Custas processuais ........ 66 8. ..................1............................................... Ministério Público ..... 64 7. Serventuários eventuais da justiça ............ Sujeitos que devem recolher o depósito recursal ....................... Natureza jurídica do juízo de admissibilidade ............. ........ Legitimidade para recorrer ..............2.. 88 5....................................................................3.... .. 65 8..2.. 108 3........ Inexistência de fato impeditivo ou extintivo do poder de recorrer ......................... Prazos recursais diferenciados ... Cláusula limitativa de poderes no âmbito do TRT ..... ···················· 105 1............. Depósito recursal .. · .................. Comprovação do pagamento das custas processuais ................ 97 7 ..........1......................... Súmulas do TST e orientações jurisprudenciais relacionadas ao capítulo ......... 61 7............. ... 100 CAPÍTULO IV 7..........1...... ......................1................. ...... ... · ............................... 59 7............... Princípio da fungibilidade ................. · · · .. .........1........................................1..... 5.................. 118 3.................... Introdução .............4.. · ·· · · · · ·· · · ·· · · · ·· · · · 111 7...... 69 8........... Representação .............. 65 8.....8............. Contagem dos prazos recursais no processo eletrônico ................................. ÉL!SSON MIESSA SUMARIO CAPÍTULO III 5............... · · ... 103 1.3....1. · 122 3........ .... 126 3 .. .................. ..................................................... Substabelecimento ....... Momento de pagamento ............................ Representação por preposto ........................ 63 7............................. .. 78 8..................... · · · ·............2.............. 130 5......... 6.... ............ Isenção do pagamento das custas . 67 8........... Recurso interposto por somente um litisconsorte ....... 6..... Princípios dos prazos processuais ............................................................3..............1.......... .....8. Princípio da proibição da reformatio in pejus ............ · · .... · · .. · 129 3... Contagem dos prazos recursais ..... . 115 PRESSUPOSTOS RECURSAIS .. ·· ......... .............2......... .................3......... Revogação do mandato ................................... Início da contagem do prazo recursal para o Ministério Público do Trabalho ....................... 75 8........... Massa falida e empresas em liquidação extrajudicial............................... ·.................................................. Valor do depósito recursal .. Juízo de admissibilidade e juízo de mérito ................. · ................................................1............ 68 8.. ............1............. Condições de validade do mandato .....3.......... · 107 3........ . Princípio da taxatividade (tipicidade) ... ·· .............. 93 I1.......... 92 I O.... 80 3....... Princípio da irrecorribilidade imediata das decisões interlocutórias ...... Ações que exigem o depósito recursal.2..1...................1......... Súmula do TST e orientação jurisprudencial relacionadas ao capítulo .................................. Princípio da consumação .....................5............................2...... Terceiro prejudicado ......4............ ...... 80 2. 90 8........... Tempestividade .................. · .......... ............ Representação das pessoas jurídicas de direito público . · ..................1...... ........ ..1.........1....... 6.....1........ 127 3.. 73 8........... ................... · .3.......4....7......5.9........... ...........1. União quanto às contribuições previdenciárias ..6....................................2....1...... 6.. Preparo ........................... 115 1....................4.................2..................................... ·· ......... Responsabilidade pelo pagamento das custas .7..... .......... Cabimento ..... Representação por estagiário .......... ............... .... .... Irregularidade de representação ................2..... .. ................. ................................ 6............ 79 PRINCÍPIOS RECURSAIS ...... Princípio da unirrecorribilidade (singularidade) .. 72 8........................ Diferença no pagamento e complementação das custas ............................ .....3.............3................... · .............................3.................. 70 8...............1....

Súmulas do TST e orientações jurisprudenciais relacionadas ao capítulo ........ Hipóteses de cabir: tento .......................6................ 172 173 8.... Princípio da utilidade ......................... Comprovação do depósito recursal. Vícios na decisão ................7... 196 CAPÍTULO VI 3.................................. 153 12............................1............................ .................. 146 rI 2.... ......... 11....1.................................2.. Princípio da instrumentalidade das formas ......................................................... .............................. Documentos ............ · ...... 143 179 1....2........ Tempestividade ............. Competência ........... ................. Liberação do depósito recursal............. ........... 12..... Saneamento dos vícios em grau recursal . ·· ......................... 152 3.......................... ..................... Protesto .................................. · · · ·· · 195 3.....2. Regularidade formal ....2....... 134 175 7.................... 151 186 3..5........................... 2.................. ............................. Contradição ...........5.... Obscuridade ........................................ 187 12................ Regularidade formal ........2... 182 11..... · · · · ................ 2.........5.... 151 184 2....4.................... 4..........3........ .... Depósito na reclamação plúrima e na substituição 173 6..... Efeito obstativo ························································································ 167 3........ Representação ..............................................9.................. 159 12............. Princípio da transcendência (prejuízo) ............. ............... 144 180 2.. Informativos do TST relacionados ao capítulo ...1. Julgamento extrapetita ..... .......... 149 184 2.... .... ...................................................... 197 1......... 144 180 2.....8......2............................................8.1..............2.......................................................7...2........ Recurso enviado por fac-símile e via e-doc....... .......... Princípio da convalidação ou preclusão ...... Legitimidade e interesse para recorrer .. ......... 151 185 3..........6. 198 2......................2. SUMÁRIO Pronunciamento ex officio da prescrição ........... Introdução ........... 8...................... ···· . .. .... Princípios das nulidades processuais ...................................................................... · · .. ...................... Custas processuais ................................................................................... 170 198 recurso ................ 195 12.. ...... Princípio da economia processual .................2.......................................................... · .......... .............. Efeito substitutivo ................. ............. Cabimento .......1...... · .......... 12............ · .........................7.............................................2...3........................... ................................................... 150 184 2...................................................... .............. ................ processual................................................. 135 175 8...2.... ........................................2. 163 1........................................... 167 3.. · · ............2........... Informativos do TST relacionados ao capítulo Efeito devolutivo ................ Preclusão pro iudicato . 138 176 9....... 152 3....... Efeito regressivo .......1............................... 196 EFEITOS RECURSAIS . ..... 11...6............4........................................1................6...............4...........2.............. ·.......4.........................................8........ 179 10.................. 11........................ 12... ............ Depósito de multa por litigância de má-fé ..2............. ...... .................................. Efeito devolutivo .............................................. ......................................2...... ... .........3................ Teoria da causa madura ....... 8..................2. ... Depósito Recursal ........... · ........... ·....4. 141 9.... ... Julgamento citra petita ........................................ ... .................... Manifesto equívoco no exame dos pressupostos extrínsecos do 3............. ................................... 151 185 3..... Efeito suspensivo ..... 142 CAPÍTULO VII NULIDADES ................ ........................ Efeito translativo ······················································································ 171 11 10 ............................................. 152 3.................................... Legitimidade ... Momento de análise.............. .......................... Assinatura digital ..........................2................................................................... ..... .... 4................. 190 12............. 147 183 2...5..... ............. .............. Erro grosseiro ...1.................................. 11...... Recursos que exigem o depósito recursal....... Depósito Recursal ..... 140 8 .. ......... Juntada de documentos .................3.......5..... 164 2..... 139 177 9................................ 145 180 11....................................... Beneficiário da justiça gratuita ........4.. ....... 11..... 195 12.............. 8.......... 191 12......................... 9.................. 11......................................3......................... ......................... 158 12................2........... ............................................. 8.................... ......... ...............................2.. 11... ............................................................ Representação ................... .. Efeito expansivo ............... Vícios processuais: classificação . 167 3. Não aplicação do princípio da congruência ............................ Dispensa do recolhimento do depósito .............. 134 r I 5.. 157 12................................... ....... Multa por litigância de má-fé ............. Princípio do interesse ... .. Regularidade formal ...............1........ Súmulas do TST e orientações jurisprudenciais relacionadas ao capítulo .................. 8... ......1........... ··· ................................................ ................ 9 ........................................................ ÉLISSON MIESSA Depósito na condenação solidária....... 162 CAPÍTULO VIII EMBARGOS DE DECLARAÇÃO .................. Julgamento ultra petita ..................... Omissão ............. Tempestividade ...................................2...............................

................................... .... Súmulas do TST e orientações jurisprudenciais relacionadas ao capítulo.. . 214 9.......... .................... 249 II..................... .......1............ 257 2....... 23I 7...... Acórdão proferido em agravo interno e agravo regimental........................................................... ··· ·· · ·· · · · · ··· · ··· · · ·· · · · .......... Recurso ordinário de sentença.... ......................1. Divergência fundada em súmula ou orientação AGRAVO DE PETIÇÃO .....2... ...........................••.. ................................................ 244 7.................... ....................................................... ··············································· 241 5..... ···················· .................. Correção de erros materiais.......... 229 7....................... 204 6......... Introdução ......... Prazo para interposição ........................................ 5. Teoria da causa madura .............. ...•............................ Divergência jurisprudencial ........ .............1........... Incidente de uniformização .......... .. ..........•• 5....... 200 3.1..... Conceico .. ............ .......................... .. 2I9 3...........1... Decisão monocrática ............... Divergência atual ....................... ........ 200 4..1..... 232 7 ....•.................2... T I ÉLISSON MIESSA SUMÁRIO 3.......... 224 6............... Procedimenco .........3................. · 253 22I 2...7........................ Procedimenco .......I.............. 202 6.... Embargos de declaração de decisão embargada...... 234 4.............................. ................... ............... Esquema do cabimento do recurso de revista por 7. Introdução .......................... .........2... 253 221 I............. ......... 2I6 RECURSO DE REVISTA ...................... ... · · ···· · · · · ·· · · · ···· · · ·· ..... 2I6 I.............4..... .............................................. 226 7 ..............................................................1................. ...... Acórdão proferido em agravo de instrumento .................................... ·················································· 259 2........... Decisão de liquidação ....... ....... Efeito ............................... Recurso interposco pela parte adversa e o efeito 6........ Recurso ordinário do indeferimento liminar da petição inicial ..... Competência ........................................ Efeito interruptivo............................... . .......•......... 2I9 4....... 2I8 2.............. ........ Competência ... 265 5................. Acórdão com natureza de decisão interlocutória .................... .· ....... 226 7....................... . ............... 222 5........................ Embargos de declaração com efeicos modificativos...... ............... ...............1................. Acórdão proferido em grau de recurso ordinário .................................... Acórdão de competência originária do TRT ..... · · · ···· · · ·· ·· ·· ···· · · ··· · · ···· ·· ··· · .. 285 12 13 .. Súmulas do TST relacionadas ao capítulo .........I.. ........... 252 CAPÍTULO IX 5...........3........................ 281 I.1................. Pressupostos específicos de admissibilidade ................. ...................... 241 5.. Hipóteses de cabimento ............................ . ... ............... ····························· 7...........................1....................... ................ Pronunciamentos recorríveis. Objeto ............................................. Súmulas do TST e orientações jurisprudenciais relacionadas ao capítulo ......................... Informativos do TST relacionados ao capítulo........................................ ...................... Cabimento ... Recurso ordinário de decisão interlocutória ....... 270 6........ Acórdão proferido em reexame necessário ..........1.... 251 I3............ 252 RECURSO ORDINÁRIO ..... ...... ................................. · ···· · ··· · · 264 4......................... 257 2............... 210 9...... Informativos do TST relacionados ao capítulo .................. ...................... Recurso ordinário de acórdão do TRT .1.........•...... Delimitação da matéria e dos valores objecos de discordãncia .................................. Custas processuais .............. 213 I O................... Decisão de admissibilidade do recurso pelo juízo a quo.6............. · ··· · ····· · · ········ · · ··· · ........ Reexame de fatos e provas ....... 263 3..5............................... ........... 223 5...............1...2....... ..... .................1.......... 244 6............. Depósico recursal ....1.......................... ........... Agravo de petição na execução provisória .........................6........ ................. ....... 5....... Prazo ...................7.......... ........1................... Procedimento .......•.......... Não produção do efeito interruptivo.........2........................ ·················· 256 222 5.. ... Decisão monocrática do relacor................................................. ........................ Embargos de declaração protelatórios............. ....................... 200 3..................................................... ...... Embargos de declaração com efeico modificativo. ... 232 280 divergência .................... . Decisões suscetíveis de recurso de revista ............................ 241 interruptivo........................... ..... 280 CAPÍTULO X 7 .... ............3.............. IntroduÇão ..2...........5................................• 233 jurisprudencial .............. . Abrangência parcial da divergência . Recurso principal e embargos de declaração interpostos simultaneamente 215 CAPÍTULO XI IO... ....................... 207 8. ............ 240 4...... 227 7...... Hipóteses de cabimento ....... · ......................................... ··································································· 249 I2......... Embargos de declaração com efeitos prequestionatórios....................................4....................................................................... 236 4......1........ Preparo .......................... .......... ........................... .............. 233 7..........1... ·············································· 250 13.......................4...........8......... .............5...................... Procedimento no recurso ordinário no rito sumaríssimo .................. 204 7............... · ...........................•........ .. ... 202 5..... .. 258 2........ ......... Esquema .................. Comprovação da divergência .. 233 7...... ..... 264 5.............. ·..... 243 5...1..................................... 283 2..... Súmula impeditiva de recurso . .......... ....... 247 8..... ................... · ····· · ···· ······· · · ··· · ·· · ··· · · · ·· ··· ···· ·· ··· · · ···· ··· · · ·· 251 5........... ...... 238 4............

..........4....................................3.. 328 373 5.................... ...2..1.... Colheita de informações e parecer do Ministério Público 3................... 308 3....... 340 9........ Súmulas do TST e orientações jurisprudenciais relacionadas ao capítulo ...................................................... 13............................. r ÉLISSON MIESSA SUMÁRJO 14. Informativos do TST relacionados ao capítulo ................ 296 2.... Informativos do TST relacionados ao capítulo . Indicação do dispositivo violado ............. ..... · · 336 7............................. 326 373 4............ 13.......... ....2........................... 291 CAPÍTULO XII 7.................................................. Prazo .. Embargos de divergência de decisão proferida em agravo ................... ................4...........5.............~~~~..1.................. ........................7.................................... .. Divergência Jurisprudencial .....2................................... Procedimento ...............3.......3......................................................7.............2............ ............... Pressupostos específicos de admissibilidade ... ......... . ....... Requisitos ..... Embargos de divergência no rito sumaríssimo ........ 324 370 4........6.................. ...........3... Recurso de rev...... Julgamento .........................................4............................ 305 2.............. 13.... ......... Quadro resumido das hipóteses de cabimento do recurso de revista ............ ... ...2.. 321 368 3...1..........2.................. 325 370 4............12.1......................... Introdução ................... 341 11..................6.. Cabimento ...................... ............................ 341 10. .. ... Prequestionamento .............................................. 328 14 15 ............................. Embargos de divergência (embargos à SDI) .... ...............................1.........1.... Embargos de divergência na fase executiva .............1............ 301 2........................3................. .................. .. 315 3.................. ...................................4.....5...........8................. 309 3........~~·~~:·~............................................................ ......................... Hipóteses de cabimento .... ...... Proposta de afetação ... Peculiaridades dos pressupostos recursais .................................2.................... Cabimento ............... 13. 297 2................ 373 literal à Constituição Federal .........8....5..... .......... ···.................................... ················· .....1........ 316 3....... 333 7.......................................................6........ 290 14... Competência ................. 303 2............3............... Violação nascida na própria decisão recorrida .... Embargos para a SDI no rito sumaríssimo ........ Interpretação razoável de dispositivo .~~~~::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::: 313 3......... ... .......................1............. ................ Juízo de admissibilidade parcial ............... .... .. Conceito de dispositivo de lei e norma constitucional .....1.................... .......... Antigo recurso de embargos de nulidade ........1..... Embargos infringentes .. Competência ........................ Prequestionamento ...........2................... .............................................. 326 371 4..............6.......................... Requisitos .....3......... ..........................................................................................2...........2....... · 344 12.......... .... 357 do Trabalho ...........................4................. Recurso de revista na fase de execução ...................... Introdução . 13...... 313 3..............3.............. Questão constitucional no julgamento dos recursos repetitivos ............. ....... Prequestionamento ................................ ... ............................................. 323 369 3.... Suspensão de outros recursos . Recurso de revista no rito sumaríssimo ........ 341 12.. Julgamento pelo relator ............ ........1....... Divergência Jurisprudencial ... 13. ....... 330 7...... Decisão de afetação .................3...................... 295 2.... ··············· 8........ 325 370 4.... . Divergência jurisprudencial .. 294 333 1.......... · · .................2........... 324 369 3.11.... 345 12............. ............................ 13....2....5....... Embargos de divergência e recurso extraordinário ............. ..9... · 356 12.......3..... ..................4..................... 315 3............ ...2...... 338 7....... 337 7................1............................... ..1....... ..................... 314 3............................ Súmulas do TST e orientações jurisprudenciais relacionadas ao capítulo .2.. 343 12..... 340 9. Contextualização ........ Embargos para a SDI na fase executiva ... Previsão legal ................................. Violação literal de disposição de lei federal ou afronta direta e literal à Constituição Federal ..........5..................................1. Conceito .... Execução de título extrajudicial ...... Introdução ................ 290 7............ Previsão legal ..............................................5.....1 O..................... 292 EMBARGOS NO TST ........2...................................6................................ Prazo ......................:~····················································" ····················································· 308 3............. .............................. 329 7........ 342 12.....................~~~........~~~·~~·~~~~~·.. 7.................... Recurso de revista no .. Procedimento ..................... 13......... 337 7. Procedimento 311 3.....2...................... ......... ..................................... ... Prequestionamento ficto .............4........... Decisões suscetíveis de impugnação .... 310 3........................ Tese explícita ... · ···.. ............... · · ·· · · ··· · ·· · · 336 7............. 320 358 3..4...... ................... Princípio da fungibilidade ................. Recurso de Embargos à Seção de Dissídios Individuais do TST ......... 12.... 296 2......3....1... Exigência de prequestionamento em matéria de ordem 337 2. Transcendência 307 339 2...................... ..................................2.2.....................2.3..................... · ··· · · ·· · · · · ··· · ··· · · · ·· ·· · ··· ·· · · · · 7................................ ··················· pública ... 356 12............3....2.......... .... Divergência Jurisprudencial ............ ......... 336 7................ 339 7...... ..... 12....................... ............................1..4.. Violação literal de disposição de lei federal ou afronta direta e 4........3........... .. · ···....... Processamento ......... Violação reflexa da norma constitucional ............

.. .................... 17 16 ......................... Repercussão geral ................................. 408 432 3.......... 5......................... 422 11......1........ 386 5 416 5........ 405 CAPÍTULO XVII 431 REEXAME NECESSÁRIO ............................................... Prazo ... ········· ......... ·········· ....... · · . ... Sujeitos ... ···································································· 427 5........................................... ······ ...························ ......1........... ......................................... Natureza jurídica ............. ...... Introdução ..................................... ........ .................................................................... ........ ........... Pressupostos recursais . Previsão legal ....................... · ·· ·· · ·· ·· · ·· ·· 426 1................................. 380 411 4.............................. Introdução .........................2..................................................................................................................................... CAPÍTULO XIII 408 10...... ....................... 7............................. Pressupostos recursais .. 386 417 6........... 8...................···················· 421 1O..... ····· ······ · ····· ·················· · ··· ··· · ·· · ··· · · ·· ··· · ··· · · · ··· · ·· · ··· · ···· · ··· · · ·· ........................................... Esquema ...... 9.1................................ 379 CAPÍTULO XV 411 RECURSO EXTRAORDINÁRIO···························································· 3..... Agravo interno e regimental .. 400 6.... 8...... 425 CAPÍTULO XIV Introdução........................ Procedimento ...... Competência ... 407 431 2.... 402 8......... 413 7..................... AGRAVO INTERNO E REGil\..................................................... 390 7...... Formação do instrumento .. 399 8..................... Prazo ........................... 6. 3.. ········ ................................................................................ Introdução ............................ .... Objeto ..................... Decisão que denega seguimento ao agravo de instrumento ...... Efeitos ....................... ·············· ............... ··········································································· 412 5................................... Hipóteses de cabimento ...... 9. 8................................................ Depósito recursal ... ······················· 6....... Multa ............................ ......................... ........................................... 399 Efeito .................. .. ....... 425 1................................. Natureza da decisão de admissibilidade ...... 393 13.................................... Agravo regimental por instrumento ..................2.............. 399 6............................ . Súmulas do TST e orientações jurisprudenciais relacionadas ao capítulo ....... · ·· ···· · ........................... 557.......... ··················· . ······ . 384 5.... 381 2........ Informativos do TST relacionados ao capítulo ...................... .......... . · ········· ·· ·· · ..... .. C 420 9.... 401 7............... ····························································· ....... Juízo de admissibilidade parcial ... ·································· .................................... ···· · .......... ............ 397 2............................................................... .. ........................... 397 4.........1................. Pressupostos recursais .............. ................................................................................... Pressupostos recursais ........................................... ..........1.......... ................................. .. Prazo ................... Previsão legal .............. Prequestionamento ............2......................................................... Multa do art.............................. · · · ·· · · · · ... 391 8.......................................... Hipótese de cabimento ........ § 2o...... ................... ....................... Distinção .............................. 397 Prazo .............................1........... 426 4....... ·············· ............................... Previsão legal . .... Decisão de única instância······························································ 8....................Processo judicial eletrônico e agravo de instrumento no 419 TST ...... ................................................................ Competência ........................3... Efeito ............. 379 2......................................................... T I ! SUMÁRIO ÉLISSON MIESSA 408 10............. 382 3.................. Informativos do TST relacionados ao capítulo 394 CAPÍTULO XVI 425 RECURSO DE REVISÁO...... Procedimento .................................................................... ............ ········ ............. Competência .. Recursos que podem ser destrancados pelo agravo de instrumento ...................... 426 3.........1......... .............................. .................. Procedimento .... .. .....................2. Juízo de retratação ...................... ...... · .............................. ..................................2................... ······ 5.................... ······ · · ··· ·· · ···· · · ·· ............................. ....... ........................ · ··········· · ···· ············ · ····· · · ······ · · · ··· · · · · · ·· · · · ··· · · ······················ 412 5 ... ....................... 401 6............. 381 1...........................3................... Procedimento ....................1................:lENTAL ............. Súmulas do TST e orientações ...... .......... ............... 390 6.......1.................................................................................. .............. .. Decisão colegiada ..... ····· ..................................... ........ ........1............................... AGRAVO DE INSTRUMENTO ............ 398 Hipótese de cabimento ..................................................................................................... 384 415 ........ Decisão de última instância ...................................... .................. .....················································ 412 Competência . 390 ontrariar disposto da Constituição Federal...................... Embargos de declaração recebidos como agravo interno ....................... 414 7............... 427 5......................... . ·· ···· · · · ··· · · · ·· · · · · · · ·· · ·· ··· ·· ·· · · · ··· · ·· ·· · · 5............. 379 1........... ....... 388 417 6.... do CPC . 12............. Agravo interno ............................................... ............. 383 4................................ 407 431 1................. Introdução ........................................1..iurisprudenciais relacionadas ao capítulo .......1.... 1O....... 426 2......

...... .....•............... ......................... Reexame necessário e o recurso de revista ........... 445 no CPC que são aplicados na seara laboral.. .............•........... especialmente porque a preponderância dos temas abordados dá enfoque a esses recursos.. 449 nação.............. ....... .. Reexame necessário no mandado de segurança ..... o nome utilizado nos parece ser capaz de repro- 12............... extraordinário e do agravo interno.........•..•................... .............. embargos no TST (embargos de divergência e embargos infringentes)... Introdução ................................................. Embora não fique vinculado apenas aos recursos tipi- 11.. No primeiro bloco analisamos os seguintes temas: meios de impug- BIBLIOGRAFIA •... 441 9......................... .... 445 como os descritos na CLT e na legislação esparsa.....•••.......................•••..... a obra foi dividida em três blocos: teoria geral dos recursos. 446 4..........••••... recurso extraordi- nário e recurso de revisão................................. 442 área trabalhista............................................... Hipóteses de cabimento .. Dispensa do reexame necessário ............. ................................. agravo de petição.................•.......... 443 camente trabalhistas.....••.............••••............. 5............... pronunciamentos judiciais passíveis de recurso.. Reformado in pejus .......... ..... 441 O livro Recursos Trabalhistas busca analisar o sistema recursal na 10......................... A temática recursal sempre foi de grande relevância na sistemática processual........•••. Procedimento ......•.......... Julgamento monocrático do reexame necessário .....I r ·II ÉLISSON MIESSA 4.......... 438 8..... além de analisarmos alguns temas 446 correlatos ao sistema recursal. Previsão ................... RECLAMAÇÃO CORREICIONAL .... 446 Assim.... Requisitos ...... 444 duzir ao leitor o que pretendemos com a obra..............••......... 433 434 APRESENTAÇÃO 6......... os recursos inseridos 2..........•..........•••......... recurso ordinário.......... 437 7............... e também já contemplou parte da ideia a ser intro- 18 19 ........... 445 o que contempla os recursos exclusivamente trabalhistas...........015/14......•.............................•............ Ganha maior relevância na seara trabalhista com o advento da Lei n° 13. no livro abordamos o sistema recursal trabalhista........ entendidos I.........................••••... recurso de revista...•. .••...... juízo de admissibi- lidade e poderes do relator..... CAPÍTULO XVIII De todo modo.. 7................................ .......... ...................... 5..........•...........•...... agravo de instrumento.... 446 6.... .......................... .•........ Informativo do TST relacionado ao capítulo . Reexame necessário na ação rescisória ...................... Prazo ........•.... sobremaneira por estar eminentemente ligada ao princípio do contraditório......... examinamos a remessa necessária e a reclamação cor- reicional... O segundo bloco é destinado ao estudo dos recursos: embargos de declaração............................. Súmula do TST e orientações jurisprudenciais relacionadas ao capítulo . Competência .......... classificação e direito intertemporal...................••.....•..................... Decisão submetida ao reexame necessário .............. pressupostos recursais e efeitos recursais......... princípios recursais....... 447 recursos em espécies e assuntos relacionados aos recursos.................. como é o caso do recurso 3. Já no terceiro.........•.... ................ conceito..............••.. que a um só tempo conseguiu atrair as melhorias dos recursos no processo civil........ agravo interno e regimental. como é o caso do recurso de revista repetitivo........

015/14 foi. 3. Rodolfo de Camargo. ed. evidentemente.. detidamente. Ademais. nos seguintes tópicos: sane- amento dos vícios em grau recursal. dentre outros locais. Nesse contexto. após o advento da aludida lei. embargos de declaração com efeito modificativo. 2007. podendo o leitor encontrá-la. prazo para interposição dos em- bargos de declaração. 20 21 . e ampl. recurso de revista na fase de execução. analisada. Agradeço. p. 183. fizemos algumas referências ao projeto. desejamos que a obra seja útil ao leitor. como é o caso do incidente obrigatório de Antes de finalizar. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. da sistemática atual. a Lei n° 13. ÉLISSON MIESSA Como descreve Rodolfo de Camargo Mancuso "a dicotomia entre as famílias jurídicas cívillaw/ common law hoje não é tão nítida e radical como o foi outrora. recurso de revista no rito su- maríssimo. o sistema recursal ainda. Divergência jurisprudencial e súmula vincu- lante. nos países tradicionalmente ligados à regra do precedente judicial e. Em ambos os casos. pela ideia deste livro. nos pontos que entendemos ser salutar para a análise futura do sistema recursal. E não poderia ser diferente. não posso deixar de agradecer ao Ricardo Didier uniformização da jurisprudência. ao criar Bulhões Cavalli de Oliveira pelas sugestões sempre pertinentes ao apro- mecanismo de exigência da uniformização de jurisprudência pelos tri. fundamento da obra. em sentido inverso. Portanto. ÉLISSON MIESSA TI APRESENTAÇÃO duzida pelo Novo CPC. já aprovado pela Câmara dos Deputados. sem nos afastar. diante da iminente aprovação do Novo CPC. TST. e pela motivação a que eu o escrevesse. recurso de revista de causas repetitivas e depósito recursal no agravo de instrumento. aos amigos Ricardo José de Macedo de Brito Pereira e Érika trabalhista aproximou a corrente civil law da common law. MANCUSO. é a jurisprudência que vai ganhando espaço nos países onde o primado recai na norma legal" 1 (destaque no original). além de racionalizar o trabalho da Corte trabalhista Por fim. já que a seara trabalhista sempre ca- minhou na frente quanto à predominância dos precedentes judiciais. sendo visível uma gradativa e constante aproximação entre aqueles regimes: o direito legislado vai num crescendo. incidente de uniformização trabalhista. facilitando o estu- nas demandas repetitivas. como se verifica pelo expressivo número de súmulas e orientações juris- prudenciais expedidas pelo C. que passarão a ter grande destaque no Novo CPC. aos precedentes judiciais. bunais regionais. buscou-se dar relevância do do sistema recursal trabalhista. atual. rev.

PARTE I -TEORIA GERAL DOS RECURSOS .

Exemplo: erros de grafia (CLT. as impugnações dos provimentos jurisdicio- nais compreendem: a) as ações autônomas de impugnação: buscam impugnar a de- cisão judicial criando uma nova relação processual. CAPÍTULO I MEIOS DE IMPUGNAÇÃO. existem outros mecanismos concedidos pelo orden·a- mento jurídico para atacar as decisões proferidas pelos órgãos jurisdi- cionais. Adotare- mos o conceito de José Carlos Barbosa Moreira para quem recurso é 25 . c) as providências ordenadoras do procedimento: têm como objetivo corrigir atos de procedimento praticados pelos magis- trados. que tumultuam ou atentam contra a ordem processual. CONCEITO. que passamos a estudar. ação· anula- tória. habeas corpus etc. d) os recursos. Ao lado dele. CONCEITO DE RECURSO A doutrina não é uniforme sobre o conceito de recursos. Exemplo: ação rescisória. 833 e 897-A). MEIOS DE IMPUGNAÇÃO A impugnação dos provimentos judiciais não se restringe ao recur- so. Exemplo: correição parcial. b) as providências corretivas: destinadas a corrigir erros mate- riais existentes na decisão. CLASSIFICAÇÃO E DIREITO INTERTEMPORAL 1. mandado de segurança. arts. Nesse contexto. 2.

fic':ndo restritos à impugnar a decisão judicial que contém vício processu. também ocorre por meio dos embargos de declaração. de volta à análise da decisão judicial dentro da mesma 3. 3. nalidade afastar a decisão obscura e/ ou contradição da de- ticas dos recursos: cisão. É por isso que a remessa de ofício (reexame necessário) não é um recurso.. em decorrência da inércia do poder judiciário. rediscussão ampla da matéria. ÉLISSON MIESSA o remédio voluntário idôneo a ensejar. . Por visar erro de julgamento. pedido de revisão e agravo de instrumento. no seu lugar. o que significa que depende da manifestação da parte a prestação jurisdicional. José Carlos Barbosa. A presente classificação está fundada no direito que se busca tutelar. ed. visa ao error in procedendo (erro no processo do trabalho. à exata aplicação do direito. vício de conteúdo.1) a reforma da decisão impugnada: significa modificar o julgado. mas jetivo (interesse particular da parte). p.. 3) Enseja: agravo de petição. Está ligada ao error in judicado. 3 Súmula no 126 do TST. -se como exemplo. é possível extrair as seguintes caracterís. CONCEITO. Incabível o recurso de revista ou de Rio de Janeiro: Forense. al (formal). vez que o agravo a) Recurso de natureza ordinária: visa à tutela do direito sub- de instrumento. que constituem uma nova relação processual. Comentários ao Código de Processo Civil. E o que ocorre. ção processual. sendo. tais recursos impedem a verifica- 3. a reforma. uma nova decisão seja proferida. CLASSIFICAÇÃO E DIREITO INTERTEMPORAL mas sua retirada do mundo jurídico e que. Desse modo. a invalidação. É interessante observar que o retorno acontece na mesma relação processual e não. do terceiro interessado ou do Ministério Público. necessariamente. Retarda. nos mesmos autos. por isso. portanto. 2010. para a SDI. citando- de impugnação. inclusive o reexame de provas. objetivando não a reforma da decisão. 2 MOREIRA. Recurso. extensão da matéria impugnada e independência. o trânsito em julgado da decisão. seja de direito seja de fato.---------- . os recursos: ordinário. I) remédio voluntário: o recurso é manifestação do poder de 3. retorno. "b". 27 26 ~--------. 5. por exemplo. buscando sua exata aplicação.3) o esclarecimento da decisão impugnada: tem como fi- Com base nesse conceito.2) a invalidação (anulação) da decisão impugnada: busca ção fática. ou seja. Os recursos são classificados quanto ao objeto imediato. funda- 2) dentro da mesma relação processual: o recurso tem a ideia de mentação. deixa de ser um recurso. 15.4) a integração da decisão impugnada: objetiva completar ação. Quanto ao objeto imediato do recurso relação processual. com os recursos de revista e embargos de procedimento). na seara trabalhista. pode ocorrer em autos separados. o esclarecimento ou a integração de decisão judicial que se impugna. de 3. vol. 3. direito objetivo (a lei). da CLT) para reexame de fatos e provas. embargos (arts. análise de direito (Súmula n° 126 do TST) 3 . 896 e 894. pois se mantém na mesma rela. dentro do mesmo processo. Cabimento. portanto. Tais recursos podem estar fundamentados no mero inconfor- Essa característica do recurso o faz diferente das ações autônomas mismo com a decisão judicial (injustiça da decisão). É alcançado por meio dos embargos de declaração. 233. isto é. o recurso pode ser dividido em ordinário e extraordinário.1. sem necessitar. CLASSIFICAÇÃO provocação da Fazenda Pública. proferir decisão diferente da pronunciada b) Recurso de natureza extraordinária: funda-se na tutela do pelo órgão a quo. 2 r I MEIOS DE IMPUGNAçAO. pois este ocorre automaticamente. embargos de declaração. agravo interno e/ou regimental. de modo que permite a nem por isso. o que sucumbente. suprimindo suas lacunas. Nesse caso.

por exemplo. 4 NEVES. Cada parte interporá o recurso. ed. I 3. aplicável Quanto à . será total. Quanto à independência aponte. principal. podendo nessa oportunidade 28 29 . o recorri- de Janeiro: Forense. Rio Com efeito. que a parte recorrente foi sucumbente. da admissibilidade desse último para que seja conhecido.não será conhecido. havendo necessi- dade apenas de que a parte não se conforme com a decisão No que se refere à independência. I subsidiariamente ao processo do trabalho.2. curso. é o recurso que se subordina a outro recurso. no recurso ordinário.extensão. ou seja. É o que ocorre. no prazo e observadas as exigências legais. especificamente. própria. Noutras palavras. a) Fundamentação livre: aquela que não se liga a determinado defeito ou vício da decisão. ao conteúdo total da decisão pelas disposições seguintes: impugnada4 • I . Daniel Amo rim Assumpção. o recurso seria parcial se o reclamante impugnasse apenas as horas extras. Manual de direito processual civil. 500 do CPC. Sendo. b) Recurso parcial: quando impugna somente parte do objeto Parágrafo único. no qual se deve de. 3. independente- a) Recurso total: quando o recurso abrange toda a parcela em mente. não se pode alegar nenhuma matéria. Nesse caso. Quanto à fundamentaç:ão ÉLISSON MIESSA No que tange à fundamentação. havendo interposição do recurso principal.4. I b) Recurso subordinado (adesivo): como o próprio nome já in- demonstrar a presença de omissão. admitir o recurso principal. 500. recurso de revista. a lei não exige que 0 recurso I 3. Recurso adesivo (subordinado) 3. se houver desistência do recurso bente. estabelecendo: i Art. O recurso adesivo fica subordinado ao recurso principal e se rege vencido) e não. determinado vício. quanto às condições em que foi sucumbente na decisão. São Paulo: Método. do será intimado para contrarrazoá-lo.1. Quanto à extensão da matéria impugnada O recurso adesivo vem disciplinado no art. CONCEITO. ao recurso interposto por abrangência total está ligada à parte sucumbente (em que foi qualquer deles poderá aderir a outra parte. o recurso poderá ser indepen- impugnada.4. no recurso extraordinário e no recurso especial. necessariamente.será interposto perante a autoridade competente para Exemplo: reclamante postula horas extras. Isso quer dizer que a porém. p. contradição ou obscuridade dica. bargos de declaração em que a parte deverá. CLASSIFICAÇAO E DIREITO INTERTEMPORAL No exemplo anterior. I dente (principal) ou subordinado (adesivo). III. deixando transitar em jul- gado a improcedência do pedido de décimo terceiro salário. décimo terceiro sa. nos embargos infringen- sobre as horas extras e o décimo terceiro salário. 2. se o reclamante apresentar recurso li -será admissível na apelação. Ao recurso adesivo se aplicam as mes- mas regras do recurso independente. condicionando-se exclusivamente aos seus pressupos- da. b) Fundamentação vinculada: aquela em que a lei exige que 0 \ a) Recurso independente (principal): é aquele que tem vida recorrente indique algum vício específico na decisão impugna. monstrar a violação da lei federal ou Constituição Federal ou a divergência jurisprudencial. ou se for ele declarado inadmissível ou deserto. preparo e julgamento no rribunal superior. 534. seu recurso tes. o recurso poderá ser total ou parcial. de admissibilidade. sendo julgado procedente apenas 0 pedido põe para responder. de férias + 1/3. vencidos autor e réu. 2010. Exemplo: em. pois impugnou todos os objetos em que foi sucum. mas i I tos de admissibilidade para que seja alcançado o mérito do re- apenas aquelas expressamente descritas na lei. o recurso pode ser de: T I MEIOS DE IMPUGNAÇAO.3. no prazo de que a parte dis- lário e férias + 1/3. dependendo na decisão impugnada. obrigatoriamente.

vontade da parte em recorrer de forma principal. na realidade. Desse modo. T 1. apresentou o recurso principal intempestivamente ou com o pretexto de complementar o recurso principal. O inciso I do referido artigo declina que o recurso adesivo "será interposto perante a autori. a sucumbência recíproca deve ser analisada considerando sivo. o que é necessário que a matéria veiculada no recurso adesivo esteja não atinge o prazo das contrarrazões. apresentar as contrarrazões e o recurso adesivo. de modo que a análise do recurso su. apresentar as contrarrazões. não é em qualquer hipótese que se admite o recurso su- que dentro do prazo de 8 dias. sob o fun- momento diferenciado. o recurso adesivo devam ser interpostos em um único momento. por exemplo. dido de horas extras. Nesse caso. o reclamado poderá apre- sentar recurso adesivo para impugnar as horas extras que foi No processo do trabalho. Para que ele seja interposto. No entanto. Recurso adesivo. MEIOS DE IMPUGNAÇÃO. se o recurso foram compensadas. quando interposto. Nesse ponto. pode a parte até mesmo deixar presença cumulativa dos seguintes requisitos: de apresentar as contrarrazões e se limitar a interpor o recurso adesivo. Súmula n° 283 do TST. a parte do objeto do processo. ou seja. para a Fazenda Pública e var que. no prazo para apresentação de suas contrarrazões. nascerá seu interesse recursal. no prazo de que a 3) Recurso de revista. É cabível. admi- tindo a doutrina que sejam interpostos em momentos distintos. que clinado na Súmula n° 283 do TST: não tem correlação com o objeto do recurso do reclamante. mesmo que cumulados em uma O recurso adesivo. os prazos recursais são contados em dobro. faz-se necessária a no processo do trabalho. principal (independente) foi interposto. seja. ou -se apresentar o recurso adesivo. I) sucumbência recíproca: ambas as partes sejam vencedoras e vencidas no objeto da decisão impugnada. não o Ministério Público. Nesse caso. parte dispõe para responder". fora do prazo por sua vez. por exemplo. argumentando que não ficou provada a bordinado ficará prejudicada. compensação de jornada. O reclamante. é importante obser- tado no prazo das contrarrazões. no prazo em dobro. Desse modo. 2) Agravo de petição. que é o prazo para o recurso principal bordinado (adesivo). O recurso adesivo é compatível com o processo do tra- balho e cabe. ele fica subordinado à admissibilidade do re. embora devidas as horas extras. única ação. além de poder impugnar o pedido de férias. nas hipóteses de 3) aceitação tácita da decisão: deve ser evidente a ausência de interposição de recurso ordinário. sendo desnecessário que a ma- fica que o recurso adesivo não pode ser interposto por quem téria nele veiculada esteja relacionada com a do recurso interposto pela parte contrária. Pertinência no processo do trabalho. podendo- interporá. damento de que. portanto. não é uma modalidade de recurso. A propósito. houve pro- Portanto. O reclamado não recorre. CONCEITO. o recurso adesivo. CLASSIFICAÇÃO E DIREITO INTERTEMPORAL ÉLISSON MIESSA I) Recurso ordinário. e o recurso ade- isto é. o recurso ordinário de modo diferenciado. todos os pedidos da inicial. algumas já curso principal para que possa ser conhecido. deve ser apresen- cedência parcial dos pedidos. no prazo simples de 8 dias. nos termos da parte final da Súmula 283 do TST. sendo a parte vencida em determina- mas forma diferenciada de interposição do recurso. Correlação de matérias 2) interposição de recurso principal por apenas uma das par- tes. Exemplo: Sentença julga procedente o pedido de férias e Embora a parte tenha o benefício de apresentar seu recurso em parcialmente procedente o pedido de horas extras. nos seguintes recursos trabalhistas: 31 30 . Desse modo. dade competente para admitir o recurso principal. 16 dias. Isso signi- de revista e de embargos. Isso não significa que as contrarrazões e 4) Embargos no TST. tais entes deverão relacionada com a do recurso interposto pela parte contrária. de agravo de petição. interpõe recurso ordinário para impugnar o pe- recursal. ele não será admitido. desde Contudo. o cabimento do recurso adesivo vem de- condenado. no prazo de 8 (oito) dias.

O princípio fundamental.. ÉLISSON M!ESSA T MEIOS DE IMPUGNAÇÃO.:ÃO E DIREITO INTERTEMI'ORAL 4) observação de todos os requisitos de admissibilidade do re- curso principal: como o recurso adesivo é forma diferenciada II O sistema da unidade processual indica que o processo. Assim. 4) Quanto à { • Recurso independente (principal) No que tange aos recursos. 269. idealizando a doutrina três I Rio de Janeiro: Forense. admissibilidade ou os efeitos. dos atos realizados sob a vigência da lei anterior". se o recurso principal exi. quer para facultar al- A eficácia temporal das leis é solucionada pela Lei de Introdução às gum contra decisão até aí irrecorrível. 1°. decisória e recursal).5. ed. Impõe. a aplicação imediata da nova legislação. sem prejuízo da validade Considerando. v. O TST adotou o mesmo entendimen- sistemas para a solução do problema: a) sistema da unidade processu. 1) Quanto ao objeto { • Recurso de natureza ordinária Por fim. em seu aspecto exterior. Resumo das classificações não iniciadas. ou seja. uno. aplica-se a lei antiga para todo o processo. que é aplicada a todas as recurso existente. se o recurso principal impõe o prequestionamento. Comentários ao código de processo civil. da mesma forma. este será exigido no adesivo. 5. salvo disposição em co) a decisão: a norma processual superveniente respeita contrário. b) sistema das fases processuais. CLASSif. 2010. por ser norma de sobredireito. na matéria. é um corpo uno e indivisível. DIREITO INTERTEMPORAL Pode acontecer que. dada a públi- gorar em todo o país 45 dias depois de publicada. de 23 de setembro de 2014: "Art. fundamentação l • Fundamentação vinculada Essa teoria é a majoritariamente aceita em nosso ordenamento. portanto. estando 3) Quanto à extensão da f • Recurso total disciplinada no art. entretanto. ge o depósito recursal. c) sistema do isolamento dos atos ato normativo 491/SEGJUD. 32 L 33 . declina que as regras começam a vi- vigor na data em que foi publicada (isto é. aplica-se aos recursos interpostos das decisões publicadas a partir da data de sua vigência". p. que o processo. lei nova modifique o sistema de recursos. do al. I 0 .015 . José Carlos Barbosa. to com a entrada em vigor da Lei n° 13. quer para alterar-lhe os requisitos de leis. ele deve observar todos os pressupostos recur- sais do recurso principal. discute-se como se dá 6 MOREIRA. é o de que a recorribilidade se rege pela lei em Referida lei. no O sistema das fases processuais informa que o processo. inclusive no campo processual. Dessa forma. devendo a lei nova disciplinar as fases ainda 3. 15. CONCEITO.ICA<. 5 Art. o sistema do isolamento dos atos processuais reconhece imediato do recurso • Recurso de natureza extraordinária a unidade processual. quer para suprimir Normas do Direito Br. embora possua diversos atos. de modo que so- de interposição. na pendência do processo. embora adesivo também deverá estar presente. como se verifica pelo art. 2°: "A lei processual penal aplicar-se-á desde logo. a lei a ser aplicada é aquela que estava independência • Recurso subordinado (adesivo) em vigor na data em que foi publicada a decisão recorrida. nos ensina Barbosa Moreira: 4.1sileiro (antiga LICC). instru- tória. a aplicação imediata da norma processual. é dividido em fases processuais autônomas (postulatória. Nesse senti- do. de 21 de julho de 2014. a lei nova tem aplicação perante o ato a ser iniciado. o direito adquirido e a coisa julgada" (art. em seu art. respeitados o ato jurídico perfeito. ! mente pode ser regulado por uma única lei. 6°). 2° do CPP 5 que. para que não haja retroatividade.015/14. processuais. os atos já praticados e os respectivos efeitos já produzidos antes de sua vigência6 • A Lei de Introdução estabelece ainda que "a Lei em vigor terá efeito imediato e geral. mas admite que o complexo de atos do proces- 2) Quanto à f • Fundamentação livre so possa ser visto de forma isolada para efeito de aplicação da nova lei. é matéria impugnada l • Recurso Parcial aplicada ao processo trabalhista. 1° A Lei 13. é um complexo coordenado de atos processuais.

com maior ou menor intensidade. 7. a despeito do sen- tido algo retórico dos seus termos. O art. reside na reparação de 19. ÉLISSON MIESSA No entanto. SENTENÇA 1. Queremos dizer.serão analisados à luz da lei velha. "recebe a de- nominação de acórdão o julgamento proferido pelos tribunais" (CPC. portanto. Em verdade.MG. em JUDICIAIS PASSÍVEIS DE ~ec~~~ê~cia da aplicação imediata da norma.1. Tribunal Pleno. É possível. para o qual conver- gem. essa assertiva é correta. 163). Tem como destino. como uma espécie de polo de atração magnética. Disso resulta a adequada lição de Manoel Antônio Teixeira Filho: A sentença constitui.imento. decisões interlocutórias e despachos". Carlos Ayres Brito. entendida esta como o po- der-dever estatal de resolver os conflitos de interesses sub- metidos à sua cognição monopolística. em que 0 STF determmou que a competência recursal e executiva seria mantida com o juízo competente na data da prolação da sentença?. ou na necessidade de afastar o risco de 34 35 . É o que já se denominou de força 'centrípeta da sentença'. sob esse aspecto. que leva alguém a invocar 7 STF-CC n. direta ou indiretamente. à sentença. o processamento e o julgamento do recurso. uma decisão. que irá solucio- nar o referido conflito. todos esses atos. a mais expressiva das pronunciaçóes da iurisdictio. Conceito O processo tem como objetivo resolver conflito de interesse conce- dendo a quem de direito o bem da vida discutido em juízo. se levarmos em conta que todos os atos do procedimento estão ligados. porém. ocorrerão com base na lei nova.2005. que se apresenta. con:o ocorreu na época do advento da EC no 45/04. todos os pressupostos do recurso. de maneira lógica e preordenada. inclusive 0 ca- PRONUNCIAMENTOS b. Ademais. o que CAPÍTULO li inclui a competência. . sem dúvida. mantendo a competência antenor. o seu ponto de culminância. mas os trâmites processu- ais postenores de processamento e julgamento seguirão a lei nova. a razão essencial. I. DJ a prestação da tutela jurisdicional. É por esse motivo que se tem afirmado que a sentença representa o acon- tecimento mais importante do processo. 162 do CPC estabelece que "os atos do juiz consistirão em sentenças.204-1 . Relator Min. denominada sentença. um direito lesado. que 0 RECURSO JUdtc~ano module os efeitos da nova norma. art.12.

tença é o ato do juiz que implica alguma das situações previstas nos arts. ambos do CPC. necessanamente. que nesse caso há vimento válido e regular do processo. IV. Pensamos. declinava o art.quando a ação for considerada intransmis. litispendência ou de nulidade será relativa 10 • coisa _j~lgada. § 1o). Sao Paulo: LTr. vê-se que a senten. Portanto. 269. 93. 2004.quando 0 juiz necessidade de demonstração de prejuízo. a apreciação das provas.quando o autor renunciar ao No processo do trabalho.quando o juiz pronunciar a deca- dência ou a prescrição. da CF. art. 769 da CLT.quando se verificar a A doutrina majoritária é no sentido de que a falta desse requisi- ausência de pressupostos de constituição e de desenvol. 1.quando as par- em concreto. por força do art. IV .1. A sentença no processo do trabalho. 2013.. dispen- timidade das partes e o interesse processual.quando o juiz indeferir a petição inicial. Requisitos ?iante do s~pramencionado dispositivo legal. conceituando-a. São Paulo: Método. V. caput. antes da Lei no requisitos. 3. li . porém tipifica as Art. 162.[ . 832. nulidade absoluta. como a possibilidade jurídica. 267. 8 tes transigirem. 518. o que significa que a acolher a alegação de perempção. no procedimento sumaríssimo. diligências que lhe competir. conforme dispõe o art. Sua ausência provocará T_EIXEIRA FILHO. ed. 852-I). como um ato jurídico complexo.quando o réu patrimônio jurídico dos indivíduos e das coletividades.quan- d. 5. to gera nulidade absoluta. sentença. p. p. do CPC. IX. § 1o). conjugado com o art. XI . a CLT não dispõe de um conceito de direito sobre que se funda a ação. juridicamente tutelável. II. te~-s~ aqui a medida exata da importância que esta pos. porém. nao apenas para o processo. o legislador. aplicando-se supletivamente o CPC. 458 Art. 162. deve observar alguns ça nao. em abstrato.quando.quando não concorrer qualquer das c.dJçoes da ação. analisando as questões de fato e direito. 36 37 . enquanto as sentenças defini- Nesse sentido. art.Da decisão deverão constar o nome das partes. 2) Fundamentação: é a exposição do raciocínio ou das razões de sível por disposição legal. ÉLISSON MIESSA lesão. VIII . respec. inciso IX. h1po:ese~ de extinção do processo sem resolução do mérito (sentença o resumo do pedido e da defesa. como. III .nos demais casos prescritos neste Código. Daniel Amorim Assumpção. do CPC.quando o juiz sui.. os fundamentos da decisão e a respectiva conclusão. 9 O projeto do Novo CPC. ] como essa pretensão só pode ser apreciada pela sentença. tivamente. 267 e 269 desta Lei" (CPC. o qual exi- 8 ge a motivação das decisões judiciais. Tem por ob- Cia das partes. descritos nos arts. convenção de arbitragem. ou.quando ocorrer confusão decidir do magistrado. Extingue-se o processo.o ficar parado durante mais de 1 (um) ano por negligên. 201-202. aprovado na Câmara dos Deputados.pela sa-se o relatório na elaboração da sentença (CLT. 1. 267 e 269. ed. 203. Art.on. mas para 0 acolher ou rejeitar o pedido do autor. Manoel Antônio. t~rmmanva) ou com resolução do mérito (sentença definitiva). V. da CLT.quando o autor desistir da ação. o autor abandonar a causa por mais de 30 (trinca) dias. Haverá resolução de mérito: I. VI . reconhecer a procedência do pedido.:32/2005. I) Relatório: consiste na parte histórica do processo.2. X . Cumpre destacar que. de qualquer modo na aquisição. conceitua senten- ça como o pronunciamento judicial que põe ter ao processo ou a alguma de suas 10 No mesmo sencido: NEVES. cessual civil. tivas (com resolução do mérito) examinam a relação jurídica material. por não promover os atos e jetivo registrar os acontecimentos importantes do processo. A sentença. § I 0 . r I l PRONUNCIAMENTOS JUDICIAIS PASSiVEIS DE RECURSO entre autor e réu. põe fim ao processo 9 . lv/anual de direito pro- fases (art. preservação ou recuperação de um bem da vida. sem resolução de méri. a legi. as sentenças terminativas (sem resolução de mérito) anali- sam apenas a relação jurídica processual. declinou que a "sen. III. tendo como fundamento o art. 832. VII . Rio de Janeiro: Forense. a sentença deve ter os seguintes requisitos: to: I. Conforme se verifica pelo aludido artigo.

com a criação da fase de cumprimento. Classificação pósito. trinária reconhece a existência das sentenças executiva lato sensu e man- tência jurídica do ato judicial. sentenças mandamentais. conforme dis- Ademais. a doutrina moderna (quinária) admite existirem requisito da sentença.a execução por expropriação. b) sentença constitutiva: é aquela que cria. O dispositivo pode ser direto ou indireto. Essa corrente doutrinária tem como idealiza- dor Pontes de Miranda. Cabe registrar que os parágrafos do art. modifica ou extingue existindo duas correntes a respeito: a trinária e a quinária. determinada relação jurídica. o bem da vida obtido pelo autor. 4° do CPC. inclusive o limite de cada uma delas. te elas podem ser compatibilizadas. Será direto quando de- clarar. posição do art. porém. posteriormente. enquanto a doutrina moderna tem como base os efeitos da sentença. a autenticidade ou falsidade de um documento. entende que existem três tipologias de meio do pagamento de quantia certa.fficio. ta. existindo na decisão evidentes erros ou enganos de escri.3. damental. por meio da vencida. A classificação da sentença não encontra pacificação na doutrina. pois é por meio dele que o magistrado cinco tipologias de sentenças. observa-se que ambas as correntes reconhecem a exis- alguns requisitos complementares à sentença. passamos a demonstrar o significado de condenação ou do acordo homologado. Lei n° 11. seja como a) determinar o prazo e as condições para o seu cumprimento. Consigna-se que todas as sentenças possuem inicialmente um ou a requerimento dos interessados ou pelo Ministério Público do Tra. antes da execução (CLT. vez que a doutrina clássica classifica mentação ou até mesmo à pretensão do autor. 833). ÉLISSON MIESSA PRONUNCIAMENTOS JUDICIAIS PASSÍVEIS DE RECURSO 3) Dispositivo: chamado de conclusão pela CLT. procla- doutrina clássica. valente monetário ao valor da lesão. b) sempre mencionar as custas que devam ser pagas pela parte A propósito. eles poderão ser corrigidos. c) sempre indicar a natureza jurídica das parcelas constantes da Para fins didáticos. a) sentença meramente declaratória: é aquela que declara a exis- buição previdenciária.232/05. de modo que ela deve: tência das sentenças executiva lato sensu e mandamental. classificando a sentença pelo conte- c) sentença condenatória: é a que objetiva a tutela prestada p~r údo do ato emanado pelo juiz. É sobre ele que se forma a coisa julgada. de datilografia ou de cálculo. estando ligada a uma única forma de execução direta . A pro- 1. 832 da CLT impõem mais Portanto. mas como subespécies da sentença condenatória. quais sejam: meramente declaratória. a sentença de improcedência dos pedidos sempre será meramente declaratória. ex o. Tanto é assim que a própria doutrina A ausência de dispositivo é vício gravíssimo. constitutiva e conde- natória. complementadas balho. a sentença quanto ao seu conteúdo. ou seja. sendo. aparentemen- quando se limita a julgar procedente o pedido. condenatórío etc. reportando-se à funda.). além das três já enumeradas pela resolve as questões que lhe foram submetidas. com outros efeitos (constitutivo. ou seja. tença. cunho declaratório. Será indireto Conquanto haja divergência entre as teses anteriores. expressamente. subespécie da sentença condenatória ou como própria espécie de sen- quando a decisão concluir pela procedência do pedido. na hipótese de decisões tência ou inexistência de uma determinada relação jurídica ou cognitivas (condenatórias) ou homologatórias. existem ainda as sentenças executivas lato sensu e as ma o resultado acerca das questões litigiosas. a teoria quinária perdeu sua força. responsabilidade de cada parte pelo recolhimento da contri. A doutrina clássica (trinária). se for o caso. é o principal Por outro lado. especialmente pelo eqUI- sentenças. provocando a inexis. 38 39 . seguindo-se as lições de Liebman.

extraordinário dirigido diretamente ao STF (CF. É importante destacar. O art. que 0 C. da CLT veda a impugnação imediata das decisões interlocutórias. há coerção do réu a tido. Submete-se ao recurso ordinário. cumprir determinada ordem. e) sentença mandamental: é aquela em que o réu (reclamado) é tal decisão será impugnada pelo agravo de instrumento ou agravo re- forçado a cumprir a ordem judicial. Existe ainda a hipótese de declaração de incompetência em razão que serve para solucionar incidentes no curso do processo. e ao agravo Embora essa seja a regra. ou seja. de pronunciamento judicial de conteúdo decisório. como regra.4. §5o. Rei. Difere. porém. sendo realizada por meios de execução direta. 461 do CPC. recurso ordinário (irem c). viés constitucional.2010.0094.12.2011. o qual se aplica às demandas não a saber: superiores a 2 salários mínimos.1. tendo como fundamento 0 § Desse modo. seja a definitiva. portanto. Ministro Emmanoel Perei. o C. referido artigo contempla a irrecorribilidade imediata 4° do art. Recorribilidade reito. Trata-se. Recorrihilidade que sua impugnação não ocorrerá imediatamente. no rito sumário. e sim no momento do recurso da decisão definitiva ou terminativa. Isso não quer dizer que as decisões interlocutórias não sejam recorríveis. por vezes. por entendermos que a decisão de admissibi- ra. pois. Para que não sejamos repetitivos. ÉLISSON MIESSA PRONUNCIAMENTOS JUDICIAIS PASSiVEIS DE RECURSO d) sentença executiva lato sensu: busca a tutela específica do di. na fase de conhecimento. art. 162. Tratando-se de rito sumário. Cabe destacar que. no curso do proces. alcançando-se o STF após o esgotamento do seara com a remessa dos autos para Tribunal Regional distinto da- trabalhista 11 • quele a que se vincula o juízo excepcionado. TST.). remetemos o leitor ao toptco "princípio da irrecorribilidade imediata das decisões interlocutórias". mas tão somente 1. 11 TST-RR. art. referida sentença somente se submente ao recurso Trabalho. plou três hipóteses de impugnação imediata da decisão interlocutória. em que analisamos detidamente cada uma das exceções anunciadas. sem pôr da matéria. consoante o dis- posto no art. da CLT. lidade proferida pelo juízo a quo tem natureza de decisão interlocu- 40 41 . TST já b) de decisão suscetível de impugnação mediante recurso para o decidiU que.09. agravo interno ou regimental e embargos so. especialmente. recurso de revista etc. trabalhistas (recurso ordinário. 5" Turma. limitado ao c) de decisão que acolhe exceção de incompetência territorial.1465-33. com o encaminhamento dos autos a outra Justiça (Federal termo ao ofício judicial de julgar a causa. no art. § 2°. seja a terminativa. do CPC.5. 102. salvo se 0 a) de decisão do Tribunal Regional do Trabalho contrária à Sú- recurso versar sobre matéria constitucional (Lei n° 5. na Súmula n° 214. em que é cabível o recurso de imediato. astreintes). 799. para a SDI (item b). ou Estadual). art. A sentença está sujeira a recurso.584/70. mula ou Orientação Jurisprudencial do Tribunal Superior do § 4o). Desse modo. contem- de petição na fase de execução. recurso de revista (irem a). por meio de técnicas de execução indireta (por exemplo. Está fun- dada. § 2o). 2. § 1°. das decisões interlocutórias no processo do trabalho. 2. será cabível a interposição de recursos mesmo Tribunal. 893. 2o. III e Sú- mu~a _640 do STF). resolve questão incidente" (CPC. DECISÃO INTERLOCUTÓRIA Os recursos cabíveis em tais exceções. são os seguintes: Decisão interlocutória "é o ato pelo qual o juiz. do processo civil em que. DJ 16. 461. a sentença é irrecorrível.

pensamos que a decisão que tranca o recurso (juízo negativo caberá recurso.1. salvo na hipótese de decisão suscetível de impugnação de admissibilidade).584/70.. embora seja interlocutória. § 1°). da CLT. Por fim. NERY ]r. l pelo servidor e revistos pelo juiz quando necessários" (CPC. Desse modo. é suscetível de recurso para 0 próprio tribunal (Súmula 214. representando. o acórdão pode ter efeito de sentença ou decisão inter- locutória. Isso significa que. 4. Ed. por expressa opção legislativa (CLT. Para o TST. como a juntada e a vista iI Na denominação do acórdão apenas se verifica o local em que foi obrigatória. art. independem de despacho. parte da doutrina entende que apenas a irrecorrível (CPC. É interessante notar que é da índole do tribunal a decisão colegiada. o acórdão poderá ter efeito Com efeito. nos termos do art. enquanto a decisão monocrática proferida pelo relator terá a nomenclatura de sentença ou decisão interlocutória. ÉL!SSON MIESSA PRONUNCIAMENTOS JUDICIAIS PASSfVEIS DE RECURSO ·!' tória 12. 162. p 245. assim. do TST). a vontade de todos ou da maioria dos membros Considerando que o despacho não tem conteúdo decisório. Noutros termos. 58. 43 42 .ACÓRDÁO todos os demais atos do juiz praticados no processo. art. b. Recursos no processo do trabalho.1. 14 No mesmo sentido o art. como regra. de decisão monocrática. a rito sumário (Lei n° 5. será acórdão. 2°. São Paulo: LTr. sendo decisão proferida pelo tribunal.DESPACHO decisão interlocutória que mantém o valor da causa fixado de ofício no l't O conceito de despacho é definido por exclusão. trata-se de pronunciamento judicial destituído de con- de sentença ou de decisão interlocutória. não se preocupando com seu conteúdo. Portanto. do CPC "são despachos 3. 2009. dos Deputados. como é o caso do (agravo de instrumento). 7. devendo ser praticados de ofício proferida a decisão. § 3°. ele é 14 da corte" 13 • Nesse contexto. ed. 897. as decisões "são sempre precedidas da expressão acordam. \ querimento da parte. "os atos meramente ordinatórios. 1O14 do projeto do Novo CPC. quanto ao conteúdo. 162. como se extrai da interpretação da OJ 377 da SDI-I do TST. de ofício ou a re- Acórdão é o "o julgamento proferido pelos tribunais" (CPC. Recorribilidade Com efeito. 13 BEBBER. é recorrível. Nelson. 504) • decisão colegiada tem denominação de acórdão. não I r 12 No sentido do texto. Recorribilidade I f Como visto. 2014. b. Na praxe. No segundo. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. I 3. Ademais. simplesmente. o juízo de admissibilidade a quo profere despacho de processamento ou não processamento do recurso. ~ decisão que não é sentença ou decisão interlocutória será um despacho. art. No primeiro caso. "b"). bem como da interpretação I ' f literal do art. art. também está suscetível a recurso (recurso de revisão) a I agravo interno ou regimental da decisão monocrática do relator. a decisão proferida pelo relator é de- nominada. I' 163). teúdo decisório. 897. art. § 4o). a cujo respeito a lei não estabelece outra forma". Teoria Geral dos recursos. aprovado pela Câmara p. Júlio César. 2. 4.

__ .. com o princípio do duplo grau de jurisdição.. da Lei 5.I~ CAPÍ'J'UU. Da análise desse dispositivo... colocando-o como regra de organização judiciária.. Há divergência na doutrina acerca de tal princípio ser garantia constitucional ou infraconstitucional..584/70) Por outro lado. como é o caso do rito sumário (art. que podem ser exercidos em uma única instância. que é disciplinado pela legis- lação ordinária. PRINCÍPIO DO DUPLO GRAU DE JURISDIÇÃO O princípio do duplo grau de jurisdição consiste na possibilidade de reexame da decisão. mas como garantia dos princípios do contraditório e da ampla defesa. com os meios e recursos a ela inerentes" (art. Não se confunde. alguns julgados e doutrinadores pas- saram a entender que a Constituição Federal previa o direito ao duplo grau de jurisdição. Essa divergência existe porque a Constituição Federal de 1988 es- tabeleceu como direito fundamental dos litigantes "o contraditório e ampla defesa. buscando outra opinião sobre a decisão da cau- sa.. podendo inclusive ser afastado ou mitigado em casos específicos. § 4°. à qual nos filiamos. defende que a Constituição Federal não reconheceu o duplo grau de jurisdição como garantia ou princípio constitucional. 2°. 5°. Isso ocorre porque o dispositivo constitucional supramencionado utilizou-se da expressão "recursos" não em sentido técnico.J Ht PRINCÍPIOS RECURSAIS 1. 45 .. LV). a tese majontana. portanto. de modo que a norma infraconstitucional não po- deria restringi-lo.

a preclusão consumativa. do patro- curso. de cabimento do recurso. admi- tia-se a variabilidade dos recursos. violação legal e constitucional. PRINCÍPIO DA UNIRRECORRIBILIDADE (SINGULARIDA- DE) ao objeto modificado na decisão. 46 47 . Noutras palavras. desde que dentro do prazo recursal. 85 do CC/02. Rio de Janeiro: Forense. dade recursal. ao STF. dúvida subjetiva de quem vai interpor o recurso (em regra. Nelson apudNEVES. admite-se a interposição simultânea de re. 3) observância do prazo do recurso correto (teoria do prazo menor). interposto o recurso. c) o juiz profere uma espécie de decisão no lugar de outra. no art. ÉLISSON MIESSA 2. Assim. por exemplo. o p:i~cípio da unirr~corribilidade (singularidade) significa que 5. p. para o fato de que. por exemplo. PRINCÍPIO DA TAXATIVIDADE (TIPICIDADE) _ O princípio da taxatividade. outro no lugar. 2. Somente a lei federal pode criar. 201 O. Veda-se. algumas exceções a seguir elencadas: Trata-se de uma verdadeira exceção ao pressuposto de admissibili- • No processo civil. 541 do CPC. de forma exaustiva (numerus clausus) bargos de declaração por apenas uma das partes. im- T II PRINCÍPIOS RECURSAIS É interessante observar que. a realização desse ato processual (re. uma vez que é da União a competência privativa para legislar sobre a matéria processual (CF.. 17 16 Art. havendo interposição de em- A lei federal. dentro do prazo recursal. razão pela qual deve curs~ especial e r~curso extraordinário. da decisão proferida na Turma do TST. Assim. respectivamente. qualidade e quantidade 16 • O princípio da fungibilidade é. No regime atual não se admite a variabilidade. para sua aplicação. de 1939. nos gidos os seguintes requisitos: termos do art. limitado 3. I). Trata-se da preclusão no da parte) é incapaz de preencher esse requisito. 809 do CPC. pois. deve ser concedido à parte que já tinha inter- posto o recurso ordinário a possibilidade de complementá-lo. extinguir ou modificar ! pondo. 17 NERY Jr. prevê. 15 BEBBER. assim. de modo que. Temos. 207. ocorrendo modifi- cação da decisão judicial. novamente. PRINCÍPIO DA CONSUMAÇÃO qual recurso é cabível para o ato a ser impugnado. espécie. quando a decisão regio. processual civil. São Paulo: LTr. três fatores consumativa. 2. admite-se a interposição simultânea de embargos para a SDI (divergência) e recurso extraordinário 2) inexistência de erro grosseiro. qual seja. de modo que a O princípio da consumação declina que. ser admitido em casos excepcionais. ' outra já interpôs. O primeiro requisito ocorre quando há dúvida fundada acerca de 4. 1) dúvida objetiva. 22. po: que some~te serão cons~derados recursos aqueles descritos na legis. 560. ele não poderá ser repetido ou alterado. ed. porém. ed. a possibilidade de se admitir um recurso pelo outro. aplicando-se. o recurso ordinário. cabível. podem dar ensejo a essa dúvida objetiva: a) a lei confunde a natureza do. a interposição simultânea de mais de ui:na Fungível é aquilo que pode ser substimído por outro da mesma espécie de recurso da mesma decisão."15 Atente-se. no momento em que a os recursos cabíveis. por- tanto. b) doutrina e jurisprudência divergem a respeito do recurso curso). da decisão. o ato está consuma. a parte poderia variar. inter- I laçao federal. porém. São Paulo: Método. também chamado de tipicidade. portanto. Manual de direito p. PRINCÍPIO DA FUNGIBILIDADE (CONVERSIBILIDADE) cada decisao somente admite uma espécie recursal. 2009. Recursos no processo do trabalho. Daniel Amorim Assumpçáo. não se admitindo. são exi- nal tiver. • No processo do trabalho. recursos. uma vez interposto 0 re. Há um recurso para cada caso. Júlio César.

em face dos princípios da fungibilidade e celeridade processual. geral. como se verifica a A interposição de recurso de revista de decisão de~~itiva seguir: de Tribunal Regional do Trabalho em ação rescisona ou em mandado de segurança. Não se conhece de recurso para o TST. também monocrática. Tal regra- ciamento do Colegiado. prevista no art. O] no 69 da SDI . Não conhecimento. De um modo grosseiro. conte- údo decisório definitivo e conclusivo da lide. O] no 152 da SDI -11 do TST. em decisão aclaratória. Tais recursos d~sunam­ -se. Interposição em face de ~ecisa~ co- não possui nenhuma dúvida sobre o recurso interposto. termos em que fora proposta. 48 49 . põe o que segue: vo regimental e devolução dos autos ao TRT Súmula no 422 do TST. porém. ser recebido como agravo regimental. Inapltcabllidade do princípio da fungibilidade recursal contudo. mas o recor. quando a lei ex- pressamente estabelece a forma de impugnação da decisão. 514. Ação rescisória e manda- nor) para ajuizar seu recurso. II. faltando-lhe. Cabimentc· de autorizar o seu recebimento conw recurso ordinário. comporta 6. § I o.Postulando o embargante efeito modificativo. legiada. Recurso de revista de acórdão regi01. I . 235 do RITST) contra decisao rente não observa o comando legaL proferida por Órgão colegiado. prazo do recurso correto. com fundamento em viola- Súmula no 421 do TST. Recurso para o TST.~ deve motivar tende tão-somente suprir omissão e não. 514. e do de segurança. II. modificação do suas razões recursais. 557 do ao art. Erro grosseiro A respeito do princípio da fungibilidade é importante ter conhe. Agr~vo inomii~a~o ou recurso manifestamente ilegal. tico indeferitório da petição inicial de ação rescisória ou Art. aquele que interpôs o recurso agravo regimental. PRINCÍPIO DA DIALETICIDADE ser esclarecida pe_a via dos embargos de declaração. pelo princípio de fungi- bilidade recursal. da CLT.1al não se admitir a incidência da fungibilidade. negação de recurso. do CPC. do CPC de mandado de segurança pode. sob pena de ser caracterizada sua má-fé. consiste na interposição de um OJ no 412 da SDI . Pr~n­ cípio da fungibilidade. 896 da CLT. Recebimento como agra. Recurso._ no caso.Tendo a decisão monocrática de provimento ou de. TST. II. que julga ação rescisória ou mandado de segurança. não afasta a necessidade de fundamentar sua: razões recursais. configura erro grossetro. Apelo que não ataca os Recurso ordinário interposto contra despacho monocrá. nos como agravo regimental. É incabível agravo inominado (art. fender e o tribunal tenha conhecimento do objeto impugnado. msuscettvel CPC. do CP~) ou agravo regimental (art. dis- segurança. 899 da CLT estabelece que os bargos declaratórios deverão ser submetidos ao pronun- recursos trabalhistas serão interpostos por simples petição. Isso ocorre para que a parte contrana possa se de- julgado. pela ausência do requlSlto Hipótese de não conhecimento do recurso pelo TST e de admissibilidade inscrito no art. É interessante observar que o art. o C. Inaplicável. 557. fundamentos da decisão recorrida. exclusivamente. os em. apenas permitindo que a interposição seja de forma stmples. ou seja. quanto aos recursos interpostos no TST. a fim de que aquele que interpôs o recurso 0 princípio da fungibilidade ante a configuraçao de erro não se beneficie de um prazo maior do que o admitido. conhecimento jurídico. quando as razões devolução dos autos ao TRT. para que aprecie o apelo do recorrente não impugnam os fundamentos da decisão recorrida. a impugnar decisão monocrattca nas Por fim. Inaplicabilidade. o recorrente deverá se valer do prazo menor (teoria do prazo me. cimento do entendimento consolidado do C. 895. 557 do CPC. Fungibilidade recursal. o terceiro requisito impõe que o recurso seja interposto no hipóteses expressamente previstas. TST. na interposição do recurso. Embargos declaratórios contra ção legal e divergência jurisprudencial e re~nis~ão expr~ssa decisão monocrática do relator calcada no art. quando se pre- O princípio da dialeticidade declina que o recorreu. Erro grosseiro. Indeferimento liminar de ação rescisória ou mandado de Ademais. "b". portanto.I do TST.11 do TST. menta. ÉLISSON MIESSA PRINCÍPIO~ RECURSAIS O segundo requisito. Ocorre. erro grosseiro. em face do disposto no art. convertidos em agravo. Não cabimento.

aplica-se tal princípio ao reexame necessário. embora não seja recurso. da CLT passou exi. petição dirigida ao [. Isso ocorre porque "sem explicar os motivos da impugnação. é sempre apreciado.Agravar Condenação. interposta por. discutido festar. exigiu que o recurso contenha as partes. 2007. como se depreende da Súmula n° 45 do ST]I 9 • gir expressamente a fundamentação do recurso de revista. 514 do CPC. Com efeito. A apelação. No reexame necessário. legitima-se tal exigência. é possível extrair que o legislador do todos os fundamentos jurídicos da decisão recorrida. rente. Busca-se. conterá: . Sob pena de não conhecimento. 6 que decidir e a parte contrária não terá de que se defender. O princípio da proibição da reformatio in pejus impede que seja a respeito do objeto impugnado. impugnan- Analisando o referido dispositivo. e solucionado a partir da causa de pedir (isto é. as matérias de ordem pública que podem corrido a elaboração das contrarrazões e limitam a atuação do tribunal t ser conhecidas de ofício pelo tribunal.o pedido de nova decisão.. t Ele não atinge.expor as razões do pedido de reforma. pois o princípio da devolutividade. de provocação. II piorada a situação do recorrente no julgamento do recurso. PRINCÍPIO DA VOLUNTARIEDADE tram sua insurgência contra a decisão impugnada. III . . súmula ou orientação juris- II . 50 I 51 _L~ . estabelecen- do o que segue: Ii ~ 18 THEODORO JÚNIOR.indicar. Além condição de eficácia da sentença. o ordenamento impôs que o recorrente apresente os fundamentos de fato e de direito que demons- 7. com o princípio da dialeticidade. § 1°-A. de súmula ou mutatis mutandis.) II . ou seja. p. Trata-se. segundo a regra do tantum devolutum quantum appelatum. ] juiz. ocorrendo automaticamente. pois. Especificamente quanto ao inciso li. podendo. de sua motivação)" 18 • dependendo. porém. recurso é manifestação do poder de ação. inclusive mediante demonstração analítica de cada dis- positivo de lei. disso. oferecer suas contrarrazões.Xe para a fase recursal a mesma sistemática da petição inicial. Portanto.os fundamentos de fato e de direito. prudencial do Tribunal Superior do Trabalho que conflite com a decisão regional. é defeso. pois inde- parte contrária a possibilidade de defender-se dos motivos apresenta. ÉLISSON MIESSA PRINCÍPIOS RECURSAIS Por sua vez. É interessante observar que o art. pois. especialmente quanto ao pedido. 637. o tribunal não tem sobre o O princípio da volunta:riedade decorre do princípio dispositivo. ainda que em preju!zo do recor- adquem. I Pública. Por outro lado. a causa de orientação jurisprudencial cuja contrariedade aponte. a fundamentação e o pedido recursal permitem ao re. agravar a condenação im- posta à Fazenda Pública". portanto. de dos pelo recorrente. o art. ed. Isso ocorre porque o. de forma explícita e fundamentada. é ônus da parte: Art. pedir (fundamentos de fato e de direito) e o pedido. garantir à Disso resulta que o reexame necessário não é recurso. assim. ao Tribunal.Fazenda do direto processual civil e processo de conhecimento. contra- I . em sua extensão..os nomes e a qualificação das partes. 514. PRINCÍPIO DA PROIBIÇÃO DA REFORMATIO IN PEJUS somente pode se manifestar acerca do que lhe foi apresentado. pende de manifestação. Rio de Janeiro: Forense. é necessária a fundamentação do recurso trabalhista. trou.. citado na referida Súmula. declina: § 1°-A. 46. Por isso é qual impõe a provocação da parte para que o Judiciário possa se mani- que todo pedido. . l . riedade a dispositivo de lei. seja inicial seja recursal. da Constituição Federal. III . 896. declina que o tribunal .8. Humberto~ Curso de direito processual civil· Teoria geral 19 Súmula n° 45 do STJ: "Reexame Necessário. portanto.

Dessa decisão. em seu art. permitindo-se o recurso de revista de imediato. "à'. Essa tutelar de forma mais eficaz o jurisdicionado. 896. sem pôr termo ao ofício judicial de julgar a causa. por meio do recurso de revista. portanto. determinando. criou uês exceções que admitem o recurso imediato violação de Súmula do TST (art. O que se busca. a aplicação da tro julgador. anulam a decisão la antecipada. Trata-se de restrição que afasta no caso concreto um princípio cal- do trabalho. ÉLISSON MIESSA PRINCÍPIOS RECURSAIS 9. 896. que seria novamente recorrido ao TRT e. serve para solucionar incidentes no curso do proces. sendo posteriormente encaminhado terlocutórias e despachos. portanto. 162. resolve questão incidente" (art. ou seja. somente terá cabimento tal exceção se a impugnação b) suscetível de impugnação mediante recurso para o mesmo Tribunal. do CPC). Superior do Trabalho. entregando-se ao jurisdicionado. imediato. Súmula n° 382 do TST. no curso do TST (art. em seguida. o Tribunal Regional do Tra- O princípio em comento. não havendo. é a preservação O recurso cabível para impugnar esse acórdão. como pode ocorrer nos acórdãos que. será levantada na ocasião do recurso da decisão que de origem para julgar o mérito.a no 214. 893. decidindo con. o retorno dos autos ao juízo diferida. cabe agravo regimental para a Turma do a quo. nesses casos. vocando a prescrição bienal. a reso. em consonância com o entendimento da estabeleceu que as decisões interlocutórias são irrecorríveis de imediato. de forma mais célere e efetiva. o processo retornaria ao juízo de primeiro grau e. § 1o. a mula ou à Orientação Jurisprudencial do Tribunal fim de privilegiar a celeridade processual. Exemplo: A sentença de 1° grau reconhece que a alteração do re- Com o intuito de alcançar. cutória. 52 53 . de natureza interlo- do princípio da celeridade processual. 893. por consequência. o bem da vida a que tem direito. in- lução da pretensão colocada em juízo. para aplicar a uniformização da jurisprudência. Dessa forma. a irrecorribilidade das decisões interlocutór~ias cede espaço para a) de Tribunal Regional do Trabalho contrária à Sú. admite-se o recurso de decisão. da. ao Tribunal Superior do Trabalho. contrariando o entendimento da Súmula n° 382 do TST. da CLT não faça nenhuma ressalva. que a exceção ora comentada somente terá apli- Essa exceção dá ênfase às súmulas e orientações jurisprudenciais do cação das decisões dos tribunais regionais e jamais das decisões das varas TST. Assim. devolvendo os autos à vara de origem. o recurso de revista. Em grau recursal. "a". em que permanece a aplicação do princípio da irrecorribi- cado na celeridade (princípio da irrecorribilidade das decisões interlo- lidade das decisões interlocutórias. Exemplo: decisão monocrática do relator não concedendo tute- trariamente às súmulas e orientações jurisprudenciais. que também tem na sua base a celeridade. para encurtar esse caminho e do processo. A decisão interlocutória do TRT está. so. da CLT). mesmo tribunal. imediata da decisão interlocutória estiver realmente calcada no princí- pio da celeridade. sua recorribilidade. em segui- Os atos do juiz podem ser classificados em: sentenças. no entanto. Registra-se. da CLT). via recurso de revista. gime celetista para o estatutário extingue o contrato de trabalho. com fundamento na da Súmul. o contrato de trabalho. mas tão somente que essa verificação ou impugnação será prescrição bienal. se não admitida a impugnação CISÓES INTERLOCUTÓRIAS imediata. é importante observar que o Tribunal Superior do Trabalho. se o processo retornasse ao juízo de origem. decisões in. voltaria ao Tribunal Regional. não significa que as decisões balho anula a decisão a quo entendendo que tal alteração não extingue interlocutórias jamais poderão ser impugnadas ou analisadas por ou. Isso ocorre porque. Dessa forma. Com efeito. julgar o mérito. de sentença. por estar a decisão em confronto com súmula ou orientação de jurisprudencial Decisão interlocutória consiste no "ato pelo qual o juiz. porém. cutórias). resolve ou não o mérito. portanto. por meio chegaria ao TST. assim. nesse das decisões interlocutórias: caso. a CLT. § 1°. § 2°. PRINCÍPIO DA IRRECORRIBILIDADE IMEDIATA DAS DE. este poderia Conquanto o art. é o mesmo que serviria para impugnar o acórdão com natureza de forma mais célere e efetiva. por exemplo.

894. da CLT. 643. os autos saem de uma vara decisões deveriam ser proferidas por um órgão colegiado. o juízo de admissibilidade p. ou seja. 897. ed. Ademais. que na hipótese de declaração de incompetência em razão da matéria. Recursos no processo do trabalho. Manual de direito processual civil. a quo profere despacho de processamento ou não processamento do recurso. § Súmula n° 353 do TST. para manter a substância do tribunal (órgão colegiado) e a Campinas-SP. art. mesmo regional (TRT 15a Região). 2°. da rejeição da exceção não cabe recurso imediatamente. da CLT e 557 do CPC. seja interlocutória. não caberá recurso de imediato. processual. São Paulo: Método. sob o fundamento de que o reclamante teria trabalhado e sido contratado em Assim. portanto. motivo pelo qual o art. apenas quando os autos são encami- acordam. 799. que o Tribunal Superior do Tra. o qual Ribeirão Preto e a Vara do Trabalho de Campinas estão vinculadas ao será analisado pelo órgão colegiado do tribunal competente. ainda.. É por esse fundamento. siderada acórdão. 2. quando os autos são enviados para o mesmo regio- monocraticamente os recursos. O juiz reconhece a incompetência e encaminha os autos competência do colegiado. assim. No membros da corte" 20 • exemplo anterior. por fim. É interessante observar. O juiz reconhece a incompetência e encaminha os autos à 22 No sentido do texto. 2010. de mera delegação de poder ao relator. que pode decorrer de divergência de decisões Isso ocorre porque. Ed. Júlio César. 54 55 . ÉL!SSON MIESSA PRINCÍPIOS RECURSAIS O tribunal tem como natureza o colegiado. NERY Jr. representando. literal do art. pois se submete ao agravo de instrumento. vinculada ao TRT da 14a Região. como 21 NEVES. a vontade de todos ou da maioria dos nhados para outro regional. da CLT. com a remessa dos autos para Tribunal Regional dis- Esse princípio também não se aplica da decisão interlocutória22 de tinto daquele a que se vincula o juízo excepcionado. como a Vara do Trabalho de ao agravo. 799. § 2°. Trata-se. admissibilidade do juízo a quo que tranca o recurso (juízo negativo de consoante o disposto no art. mesmo que de na- tureza interlocutória. § 3°. 7. embora se trate de decisão interlocutória. porém. Nelson. bem como da interpretação de Janeiro: Forense. c) que acolhe exceção de incompetência territorial. por ex- pressa opção legislativa (CLT. 897. Teoria Geral dos recut·sos. no caso o interlocutórias das Turmas do TST (mesmo tribunal). 58. será cabível o recurso ordinário para o TRT da 2a No entanto. "mantendo-se com o órgão colegiado a competên. com o encaminhamento dos autos Pens~mos. Assim. da CLT admite a interposição de recurso. 2009. 2. admissibilidade). Exemplo: Pedro ajuíza reclamação trabalhista em Ribeirão Preto- cia para decidir" 21 • -SP. balho admite o recurso dessa decisão monocrática. nos arts. por exemplo. que essa exceção também se aplica ao caso de a outra Justiça (Federal ou Estadual). não cabe recurso imediatamente. sendo interposta pela reclamada exceção de competência. b. é cabível o recurso de imediato. será con. pois as decisões "são sempre precedidas da expressão Atente-se para o fato de que. Para o TST. "b"). a decisão monocrática do relator está sujeita à Vara do Trabalho de Campinas. será cabível o recurso imediatamente. seja sentença. Exemplo: Pedro ajuíza reclamação trabalhista em São Paulo-SP. sob o funda- mento de que o reclamante teria trabalhado e sido contratado em Porto Velho-RO. nal. Editora Revista dos Tribunais. Daniel Amo rim Assumpção. seja ela de natureza interlocutória seja de sentença. São Paulo: LTr. p 245. de modo que todas as Vara do Trabalho de Porto Velho. Rio se extrai da interpretação da OJ 377 da SDI-I do TST. com base nos princ1p10s da economia e celeridade Região. embargos para a SD~. sendo interposta pela reclamada exceção de competência. p. ed. São Paulo: 20 BEBBER. como se observa. Tanto é assim do TRT da za Região e são encaminhados para uma Vara do Trabalho que a decisão do tribunal. como admite a processo termina na Justiça do Trabalho. o legislador passou a atribuir poderes ao relator para julgar Por outro lado. 2014.

consoante o disposto no art. A interposição de recurso de revista de decisão definitiva de Tribunal Regional do Trabalho em ação rescisória ou em mandado de segurança. convertidos em agravo. Erro gros- Justiça do Trabalho. são interlocutória que mantém o valor da causa fixado de ofício no rito Indeferimento liminar de ação rescisória ou mandado de segurança. em face do disposto no art. prevista c) que acolhe exceção de incompetência territorial. insuscetível de autorizar o seu recebimento como recurso 6) decisão que mantém o valor da causa fixado de oficio no rito ordinário.e pretende tão-somente suprir omissão e não. as decisões interlo- 10. Inaplicável. 893. em face dos princípios da fungioilidade e celeridade processual. Erro grosseiro. em decisão aclaratória. modi- ficação do julgado. ÉLISSON MIESSA PRINCfPIOS RECURSAIS Ademais. Recurso para sumário (Lei n° 5. conteúdo decisório definitivo e conclusivo da lide. do CPC) ou agravo regimental (art. da CLT.I do TST. 557 do CPC. violação legal e divergência jurisprudencial e remissão expressa ao art. 235 do RITST) contra decisão proferida por Órgão colegiado. 557. ainda. ou Orientação Jurisprudencial do Tribunal Superior do Traba- lho. comporta Tribunal Regional distinto daquele a que se vincula o juízo excepcionado.. Cabimento b) suscetível de impugnação mediante recurso para o mesmo Tribunal.. § I 0 . bém monocrática. os embargos declaratórios deve- rão ser submetidos ao pronunciamento do Colegiado.. a impugnar decisão monocrática nas hipóteses a remessa dos autos para Tribunal Regional distinto daquele a expressamente previstas. Não cabimento. quando .Tendo a decisão monocrática de provimento ou denegação de recurso. conso- ser esclarecida pela via dos embargos de declaração. art. II. Orientação Jurisprudencial no 69 da SDI. "b". Embargos declaratórios contra decisão monocrática do dencial do Tribunal Superior do Trabalho. Orientação jurisprudencial no 412 da SDI. Agravo inominado ou agravo regimental. É incabível agravo inominado (art.11 do TST. com o encaminhamento dos autos a outra seiro na interposição do recurso Justiça (Federal ou Estadual). 896 da CLT. Fungibilidade recursal. com a remessa dos autos para no art. Recebimento como agravo regimental e devolução dos autos ao TRT Recurso ordinário interposto contra despacho monocrático indeferitório da peti- Em resumo. 895. o princípio da fungibilidade ante a . está suscetível a recurso (recurso de revisão) a deci- . Hipótese de não co- nhecimento do recurso pelo TST e devolução dos autos ao TRT. 2°.584/70.. . sumário. no caso. Irrecorribilidade Na Justiça do Trabalho. da CLT. § I 0 .Postulando o embargante efeito modificativo. ante o disposto no art.. Súmula n° 421 do TST. Inaplicabilidade do princípio da fungibilidade recursal mo Tribunal. Tais recur- 3) decisão que acolhe exceção de incompetência territorial. da CLT. Princípio da fungibilidade. . tam.11 do TST.. I o TST. SÚMULAS DO TST E ORIENTAÇÕES JURISPRUDENCIAIS cutórias não ensejam recurso imediato. 56 57 ------------ . pelo princípio de interlocutórias não se aplica nos seguintes casos: fungibilidade recursal. relator calcada no art.. que se vincula o juízo excepcionado. 2) decisão suscetível de impugnação mediante recurso para o mes. configuração de erro grosseiro. ser recebido como agravo regimental. I. § I 0 ). Inaplicabilidade. Orientação Jurisprudencial no 152 da SDI. Interposição em face de decisão colegiada. 799... § 2°. com fundamento em 5) decisão de admissibilidade do juízo a quo que tranca o recurso. 799.. salvo nas hipóteses de decisão: RELACIONADAS AO CAPÍTULO a) de Tribunal Regional do Trabalho contrária à Súmula ou Orientação Jurispru- . o princípio da irrecorribilidade imediata das decisões I ção inicial de ação rescisória ou de mandado de segurança pode.. configura erro grosseiro. com sos destinam-se. da CLT.. para que aprecie I) decisão do Tribunal Regional do Trabalho contrária à Súmula o apelo como agravo regimental. Recurso de revista de acórdão regional que julga ação rescisória 4) decisão que declara a incompetência em razão da matéria da ou mandado de segurança. 557 do CPC. exclusivamente. Decisão interlocutória. Súmula n° 214 do TST. Ação rescisória e man- dado de segurança.. nos termos do art. § 2°.

. insuscetível de correção pela aplicação do princípio da fungibilidade. ao caso aplica-se. com base na Súmula n° 353 do TST.. TST-AgR-E-ED-AIRR-29900-22. Porém. segundo a qual "não cabem embargos de decla. missibilidade. não conheceu dos embargos. tempestivida- Nos termos do art. a fim de verificar a presença dos pressupostos recursais. Intempestividade.-----------------------~--~--. passando nessa oportunidade a ser matéria de mérito. verificar matéria de ordem pública liga- Jurisprudencial n• 377 da SBDI-I.. SBDI-I. Ademais. Erro grosseiro. Emmanoel Pereira. interesse recursal. X. não tendo o efeito de interromper qualquer prazo rernrsat'. a SBDI-II. Embargos de declaração. ela passa a ser mérito cio próprio recurso.20 10. inicialmen- jlll.23.· · .. preparo e inexistência de de embargos é o agravo regimental. porquanto não inserida dentre as hipóteses de cabimento elencadas no are. Com esses fundamentos. Decisão proferida pelo Presidente te são submetidos a uma análise preliminar. • juízo de admissibilidade a quo: é realizado pelo juízo de ori- gem.2011. Orientação Juris.15. 58 59 . ou seja... o manejo de embargos de declaração fato extintivo ou impeditivo do poder de recorrer. Sen- do rejeitada na sentença.4.--·-~-. Com efeito. cabimento. Configura-se erro grosseiro. denominada juízo de ad- de Turma que denegou seguimento ao recurso de embargos. Dora Maria Costa. Min... o caso de alegação de ausência de legitimi- dade passiva que na instância inferior foi alegada como preliminar. O ordenamento adotou dois juízos de admissibilidade: o juízo a quo e o juízo ad quem. 235. Consigna-se. Assim. pois aquelas se identificam com regimental interposto da decisão do Presidente de Turma que entendeu incabíveis os pressupostos recursais. Princípio da fungibilidade JUÍZO DE jlll. a interposição de embargos em face de acórdão proferido pela Subseção li Especializada em Dissídios Individuais em julgamento de recurso or- dinário no mandado de segurança. mas... aquele que teve sua decisão impugnada.0000. pode uma matéria ser preliminar os embargos declaratórios. por unanimidade..06. . a análise será feita no momento da interposição do recur- so ou após a interposição das comrarrazões. de plano. denega seguimento ao recurso de.5. constitui erro grosseiro. Com esses fundamentos. Não cabimento.... trata-se de juízo preliminar e superficial. Nesse caso. regularidade formal.. Min.5. o recorrente levanta novamente tal matéria..1. nesse momento. por exemplo. JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE E JUÍZO DE MÉRITO SBDI-II.2014 (Informativo no 80) Para que os recursos possam ter seu caminhar natural. da às preliminares do recurso. rei. 29. ---.0031. Embargos interpostos em face de ac6rdão proferido pela SBDI-11 em julga- mento de recurso ordinário em mandado de segurança. por analogia.. nessa ocasião.. a SBDI-1.. em face da intempestividade do apelo. a saber: recursal.. rei. Não interrupção do prazo também chamados de pressupostos de admissibilidade recursal. o recurso cabível da decisão do Presidente de Turma que.- .. legitimidade para recorrer. 1. ração interpostos contra decisão de admissibilidade do recttrso de revista. que as preliminares recursais não se confun- por unanimidade. lÕL!SSON MIESSA 11. prudencial no 377 da SBDI-1. 894 da CLT. o disposto na Orientação Busca-se. depósito recurs:L... do RITST. TST-R0-2418-83.. Agravo regimental.. Seria. inviabilizando a incidência do princípio da fungi- PODERES DO RELATOR bilidade recursal. Não ADMISSIBILIDADE E cabimento. Aplicação anal6gica. INFORMATIVOS DO TST RELACIONADOS AO CAPÍTULO CAPÍTULO IV 11.20.2013 (Informativo no 52) antes da fase recursal. não conheceu do agravo dem com as preliminares do processo.· .

será dado seguimento ao recurso. a Súmula n° 285 do TST: Súmula no 285 do TST. Efeito O fato de o juízo primeiro de admissibilidade do recurso de revista entendê-lo cabível apenas quanto a parte das matérias veiculadas não impede a apreciação integral pela RO Turma do Tribunal Superior do Trabalho. pois os pressupostos re. O juízo de admissibilidade poderá ser positivo ou negativo. estando presentes tais pressupostos. passando à análise de mérito do recurso. admissibilidade e o juízo de mérito: Assim. chamado de juízo de mérito. O juízo de admissibilidade positivo tem natureza jurídica declara- tória. verificando o juízo ad quem a ausência dos pressupos- Vara do trabalho tos recursais. ÉL!SSON MIESSA JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE E PODERES DO RELATOR • Juízo de admissibilidade ad quem: é aquele feito pelo órgão Seja na hipótese de juízo de admissibilidade positivo. No juízo de mérito. desde juízo de admissibilidade é parcial. a quo l • positivo: processa o recurso (ou dá seguimento ao recurso) pótese. A análise pode ocorrer em diversos momentos. conhece do recurso. o tribunal ad quem não conhecerá do recurso. quando entende que o recorrente teria interesse recursal apenas quanto a um pedido. quando acolhe os fundamentos do recurso. de J ' m~:: • { • dá provimento: acolhe fundamentos não dá provimento: não acolhe por exemplo. Estando (Juízo a quo) presentes. incumbido de deci- inclusive ex o. intimando-se a parte Juízo { • negativo: não conhece o recurso (ou não admite o recurso) contrária para a apresentação das contrarrazóes. cabendo. Com efeito. podemos esquematizar. to. Desse modo. Nesse sentido. por óbvio. o juízo de cursais. o tribunal ad quem dará provimento ao recur- so. no juízo positivo. to. E interes- haverá preclusão até esse momento. da seguinte forma. 60 61 . ad quem • positivo: conhece o recurso (ou admite o recurso) Pode ocorrer ainda de o juízo a quo declinar que apenas em par- te do recurso o recorrente preenche os pressupostos recursais. não estando presentes os pressupostos recursais. a admissibilidade ou não do recurso. em caráter definitivo. os autos serão encamin~ados ao 0 que antes do ingresso no exame de mérito. vez que busca declarar a validade do procedimento recursal. como os autos não serão trancados na origem. Admissibi- TRT lidade parcial pelo juiz-presidente do Tribunal Regional (Juízo ad quem) do Trabalho. tem-se o juízo de admissibi. ou não dará provimen- • positivo: quando presentes os pressupostos recursais. Atente-se para o fato de que o juízo ad quem dir. o JUIZO a Juízo Í • negativo: não processa o recurso (ou não dá seguimento ao recurso) quo não processará o recurso (não dá seguimento). quando não os acolher. sendo impró- pria a interposição de agravo ele instrumento. como. na hi. por ser superficial. • negativo: quando ausente qualquer um dos pressupostos re. não caberá agravo de Exemplo considerando o recurso ordinário de sentença instrumento quando houver juízo de admissibilidade parcial ou. Desse modo. não gera nenhuma cursais são matérias de ordem pública. Por outro lado. não tribunal ad quem que fará um novo juízo de admissibilidade.fficio. LI. Portan- tem caráter definitivo. Nesse caso. Recurso de revista. Natureza jurídica do juízo de admissibilidade lidade parcial. agravo de instrumento. sante observar que o juízo a quo. podendo ser analisados vinculação ou preclusão para o tribunal ad quem. seja quando recursal.

CUNHA. Comentários ao código de processo civil. v. subsidiariamente. efeitos ex tunc. subsidiária ao processo do trabalho tos: o trânsito em julgado. seja de sentença. § 3°. trabalho. 2010. p. TST disciplina que o efei- Para outros. julgado da última decisão. ed. com base nos princípios da economia e celeridade pro- I. Fredie. quando há a interposição de recurso pela invalidação judicial. 100 do TST. seja de mérito ou não. 2009. já que tais recursos são incapazes de postergar o trânsito titutiva24. Isso ocorre porque. da CLT e da última decisão proferida na causa. a doutrÍna não é pa. 3. gado da decisão que não o admitir que iniciará o prazo decadencial da 23 MOREIRA. o termo inicial será a exemplo. da Súmula 100: cessual e com a finalidade de desburocratizar as decisões dos tribunais. ed.. Aplicação ajuizamento da ação rescisória por ausência de um de seus pressupos. p. tal regra não se aplica quando o recurso cífica acerca do tema. como dispõe o item III da Súmula n° Para uns. 3. ele não tem o condão de afastar o trânsito em julgado da decisão recor- rida. cessttal civil: Meios de impugnação às decisões judiciais e processo nos tribunais.JÍ ÉLISSON MIESSA JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE E PODERES DO RELATOR Quanto ao juízo de admissibilidade negativo. E isso se justifica porque. 2010. As decisões proferidas pelos tribunais são denominadas de acórdãos. Em outros termos. o dies a quo será o trânsito em julgado da dicionalmente. 62 63 . já transitou em julgado. Aplica-se subsidiariamente ao processo do trabalho o art. TST' adotou a segunda corrente. Curso de direito pro- Rio de Janeiro: Forense. de modo que acórdão representa "a vontade de todos última decisão proferida nos autos. Com efeito. 894. A discussão não é meramente acadêmica produzindo reflexos no 2. se o recurso não for admitido. seja de mérito ou não. I . Bahia: JusPODIVM. Recursos no processo do trabalho. Assim. produzindo. a interposição de Diante de tal natureza declaratória. 15. 8. 557 do Código de Processo Civil. seja de mérito ou 557 do CPC. 25 DIDIER Jr. seja negativo. v. 8. tra- . in verbis: tória. p. 58. Leonardo José Carneiro da. José Carlos Barbosa. for intempestivo ou incabível. conta-se do o legislador passou a atribuir poderes ao relator para julgar monocra- dia imediatamente subseqüente ao trânsito em julgado ticamente os recursos. Art. 2. PODERES DO RELATOR termo inicial do prazo decadencial para o ajuizamento da ação resci- sória. ed. 2010. como se verifica pela Súmula n° 435 do TST. Fredie. 26 BEBBER. 5. seja de natureza interlocutória. na ação rescisória. CUNHA. Curso de direito pro. é a partir do trânsito em jul. produzirá efeitos ex nunc. interposto o recurso. seja positivo. Dessa forma. III . 70. o C. o juízo de admissibilidade negativo tem natureza cons- to será ex tunc. quando o recurso não é admitido.O praio de decadência.ula n° 435 do TST. cessual civil: Meios de impugnação às decisões judiciais e processo nos tribunais. 557 do CPC. como se verifica pelo item No entanto. ou da maioria dos membros da corte". ação rescisória25 . recurso intempestivo ou a interposição de recurso inca- bível não protrai o termo inicial do prazo decadencial. na realidade. portanto. No entanto. Adotando a primeira tese.. o juízo de admissibilidade sempre tem natureza declara. Leonardo José Carneiro da. na hipótese de recurso manifestamente intempestivo ou na interposição de recurso incabível. 382. Júlio César. São Paulo: LTr. esse último aplicável. Prevalecendo a segunda tese. 24 DIDIER Jr. Bahia: JusPODIVM. v. Isso intempestivo. pois o ato defeituoso produz efeito até o seu desfazimento em julgado. Turma). ed. ao processo do não. pois apenas certifica algo que já existia23 . tais decisões são proferidas por um órgão colegiado (por decisão de mérito. p. como se observa nos arts. sendo quer dizer que o trânsito em julgado corresponde à data do trânsito em incapaz o recurso de afastá-lo.Salvo se houver dúvida razoável. 265-266. 26 O C. está inviabilizado o Súm. a decisão.

1) negar provimento quando o recurso: 1. sição de agravo de instrumento. e Orientação Jurisprudencial n° 282 da SDI. Para uma parte da doutrina. tais pressupostos são classificados em Por fim. para manter a substância do Tribunal objetivos e subjetivos. Juízo de admissibilidade aqueles ligados à própria existência do poder de recorrer. A outra parcela da doutrina. Contudo. cabível apenas quanto a parte das matérias veiculadas não impede a apreciação integral pela Turma do Tribunal Superior do Trabalho. pode o juízo "ad quem" prosseguir no exame dos demais pressupostos extrínsecos e intrínsecos do recurso de revista. hão de se verificar os pressu- minante (OJs) do TST ou do STF. diverge sobre o ·que LACIONADAS AO CAPÍTULO vem a ser pressupostos intrínsecos e extrínsecos. (órgão colegiado). majoritária.. cumpre afirmar que. Recurso de revista. § 4°. ÉLISSON MIESSA Nesse contexto. . Agravo de instrumento. SÚMULA DO TST E ORIENTAÇÃO JURISPRUDENCIAL RE.o recurso de revista. INTRODUÇÃO a) for manifestamente improcedente.. Conforme já analisado no capítulo anterior. proferir juízo CAPÍTULO V de admissibilidade ou juízo de mérito. de agravo interno ou regimental. Súmula no 285 do TST. (OJs) do TST ou do STF. No julgamento de Agravo de Instrumento. b) subjetivos: quando ligados à pessoa do recorrente.2) dar provimento quando a decisão recorrida estiver em confronto com súmula ou jurisprudência dominante A doutrina diverge quanto à classificação desses pressupostos. pode o relator. adentrar no mérito do recurso.1. enquanto os .. 2) Juízo de mérito para: 2. l d) inexistência de fato impeditivo ou extintivo do poder de recor- Juízo de admissibilidade "ad quem" rer. como se verifica inclusive no art. 27 Para as provas objetivas é melhor adotar essa corrente. Admissibilidade parcial pelo juiz.. postos recursais. também chamados de pressupostos de admissibilidade recursal. 894. da....I do TST. -. b) legitimidade.o . primeiro. 65 . para que se possa b) estiver em confronto com súmula ou jurisprudência do.. recursais em intrínsecos e extrínsecos. Efeito Para eles. ou RECURSAIS b) manifestamente prejudicado. sendo imprópria a interpo.. monocraticamente. A tese majoritária entende que os pressupostos intrínsecos são 3. 64 m~mo que não •pceci•do< pdo TRT. c) interesse em recorrer. classifica os pressupostos 3. CLT... pressupostos extrínsecos dizem respeito ao modo de exercer tal poder 27 • -presidente do Tribunal Regional do Trabalho. 2. pressupostos intrínsecos são: O fato de o juízo primeiro de admissibilidade do recurso de revista entendê-lo a) cabimento. a decisão do relator sempre estará sujeita ao recurso a) objetivos: quando consideram o próprio recurso. nos seguintes casos: PRESSUPOSTOS I) Juízo de admissibilidade negativo quando o recurso for: a) manifestamente inadmissível. ao afastar o óbice apontado pelo TRT para o processamento C.

Daniel Amorim Assumpção. a adequação será afastada em decorrência da aplicação do princípio da fungibilidade. recorríveis. simplesmente. plo. mas não encontra pacificação doutri- nária. não basta. p. c) preparo (custas e depósito recursal). CABIMENTO se pede a tutela jurisdicional. p. O art. e ampl. Teoria geral dos ?UIII'SOS ciz>eis. interpor o recurso. LEGITIMIDADE PARA RECORRER 29 CÂMARA. existem aqueles que entendem que os pressupostos intrín. 3. Partes Por fim. A doutri- secos estão relacionados à decisão recorrida. sendo sujeita de interposição de um recurso é o cabimento. se é posteriores. estudado no capítulo de prin- cípios. enquanto para Liebman. 142-143. tendo sido o processo extinto sem reso- Quanto à adequação. porque o dispositivo estaria confundindo tos extrínsecos dizem respeito a fatos externos à decisão e. inclusive aquele que foi considerado parte ilegítima para a causa30 . b) o terceiro prejudicado. e a) . a defendida por Liebman 29 . sucessivamente: tos. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS Já os pressupostos extrínsecos são: a) as partes. São cesso do trabalho. ônus. 2009. São Paulo: Método. 499 do CPC confere legitimidade à parte vencida. O conceito de parte é antigo. v. é interessante observar que os despachos são ir- pendente de fazer pedido ou contra ele for pedido algo. que parte é aquele que participa da relação processual em contraditório. independentemente do conteúdo da decisão. e as decisões interlocutórias são irrecorríveis de imediato. P.i/. ou seja. 18. instituindo como parte da demanda a definição de Chiovenda. inde- No primeiro caso. Terá legitimidade recursal. em regra. o que muda é apenas a inexistência de fato sucumbente ou não. 4. partes do processo. há necessidade de se conjugarem dois requisi. por exem- a legitimidade recursal. 28 NEVES. para onde remetemos o leitor. Seria o caso. 91. 1. impeditivo ou extintivo do poder de recorrer. Nos termos do art.1. Para que se verifique a pre. conceituando-a de forma mais ampla. recorribüidade: o ato impugnável é recorrível. 2010. 3. da interposição de recurso ordinário da sentença. 66 67 . ed rev. a) tempestividade. a parte tem legitimidade. que é incluído entre os pressupostos extrínsecos. Manual de direito proceJsual civil. ed. 2. e b) representação. Rio de Janeiro: Forense. é aquela que participa da relação processual em O primeiro pressuposto recursal a ser analisado no momento da contraditório defendendo interesse próprio ou alheio. Chiovenda entendia ser parte o sujeito que pede ou contra quem 2. 2008. Desse modo. poderes. têm (tem) legitimidade para recorrer: Paulo: Editora Revista dos Tribunais.rmal rit. sendo titular de situações jurídicas processuais ativas e passivas. legitimidade recursal com interesse recursal. Flávio Cheim. de modo decisão que se busca impugnar. Consigna-se que. d) regularidade formal. enquanto os pressupos. na critica a expressão vencida. b) adequação: o recurso interposto é adequado à modalidade de A legitimidade recursal diz respeito às partes do processo. Lições de direito proce.. Rio de Janei- ro: Lumen Juris. c) o Ministério Público. lução do mérito. em casos excepcionais. deveres. estado de sujeição). ed. Nesse caso. 105. Alexandre Freitas. atual. 499 do CPC. 28 Parcela da doutrina busca adequar os dois concei- tos. posições jurídicas ativas e passivas (faculdades. exceto nas hipóteses da Súmula n° 214 do TST. sença desse pressuposto. aplicável subsidiariamente ao pro- 30 JORGE. pois a legitimidade para a ação não se confunde com mas é necessário que ele seja adequado ao caso.

"o recurso interposto por um devedor aproveitará aos O litisconsórcio consiste na possibilidade de duas ou mais pessoas outros. de modo que o art. a interposição um dos litisconsortes a todos aproveita. contribuições previdenciárias das sentenças condenatórias em pecúnia rão nem beneficiarão os outros". Portanto. o réu. §§ 3° a 6°). a União Federal poderá ser atingida no que litisconsórcio formado. embora não possa atuar no processo antes da decisão ou da homologa- d) quanto ao momento de formação. na hipótese de solidariedade passiva (por exemplo. os litisconsortes serão considerados. bilidade. serão considerados como parte o autor. ed. 509 do CPC da Súmula 368 do TST. 48 do CPC "salvo disposição em contrário.2. como a decisão não pode ser cindida. 509. a formação da coisa julgada para a União b) quanto à obrigatoriedade. os sucesso- PRESSUPOSTOS RECURSAIS l O litisconsórcio será simples quando o juiz puder decidir de res que assumiram a condição de parte nos termos do art. quando as defesas opostas ao credor lhes forem comuns" (CPC. Código de processo civil comen. passivo. segundo o qual o recurso somente favorecerá a parte que do CPC. poderá interpor recurso para defender interesse próprio No presente momento. seja do acordo formulado. p. em suas relações com a parte adversa. Já no litisconsórcio simples vigorará o princípio da pessoalidade Interpretando referido artigo em compatibilidade com o art. Por outro lado. modo diverso para cada um dos litisconsortes. 32 No mesmo sentido SCHIAVI.. passivo ou misto. Nelson. 509. Recursos no processo do trabalho.1. 880. os atos e as omissões de um não prejudica. seus interesses". 48 do CPC. 831. tergando.1. 68 69 . devendo passar pela análise do Em decorrência disso. somente no litisconsórcio unitário 3 L Contudo. O art. os litisconsortes são partes que proferir e dos valores objetos de acordos homologados. podendo ser ativo. LTr. Recurso interposto por somente um litisconsorte decidir de maneira uniforme para todos os litisconsortes. nesse último caso. c) quanto ao resultado. dividindo-se em simples e unitário. processual. parágrafo único). NERY. parágrafo único e 832. mantendo-se aqui as diretrizes do art. ou em ambos os polos da relação art. art. sendo facultativo ou necessário. pos- a) quanto à posição. 31 NERY Jr. ção do acordo. pois a União. Rosa Maria de Andrade. razão pela É sabido que o litisconsórcio é classificado de quatro formas: qual poderá recorrer quanto à natureza das parcelas e aos valores das contribuições. do CPC vaticina que "o recurso interposto por Desse modo. (CLT. União quanto às contribuições previdenciárias Por força do art. São Paulo: RT.1. ÉLISSON MIESSA Portanto. a doutrina majoritária entende que ele tem incidência tão recorrer. 42 do CPC. salvo se distintos ou opostos os do recurso por um dos litisconsorte se estenderá aos demais. Cria-se uma figura sui generis no processo do trabalho. 3. É sabido que a Justiça do Trabalho é competente para executar as como litigantes distintos. 2010. não pode ser aplicado indistintamente. 48 do recurso. seja da decisão judicial. gru- Melhor explicando: po econômico). figurarem no polo ativo. Trata-se de mera possi- os terceiros intervenientes e o Ministério Público. 84. 2012. p. tange ao recolhimento das contribuições previdenciárias. cumpre-nos analisar a classificação quanto na modificação da condenação acessória (contribuição)3 2 • ao resultado. o litisconsórcio será unitário quando o juiz estiver obrigado a 3. 11. caput. Mauro. São Paulo: tado e legislação extravagante. nada impedindo que o juiz profira decisão idêntica. nos termos distintas em relação à parte contrária. têm-se o inicial e o ulterior.

15. Isso ocorre porque as autarquias não se dores do Estado 36 • confundem com as pessoas jurídicas de direito público integrantes da 3. prazo em dobro para recorrer (16 dias). DEJT 16. a Cons- conhecimento cabe recurso ordinário 34 . Autarquias e .2013. a representação por tais procuradores não decorre da lei. uma vez que o -A-RR-546800-09.2010. agravo de tituição Estadual confere à Procuradoria Geral do Estado a função de petição. vislumbra pela parte final da orientação em análise 35 • Queremos dizer. Cabe agravo Rosa Maria Weber.fundações ais" (art. DEJT 12. no sentido de que. pende da apresentação do instrumento de mandato. atualmente. não têm admitido a cas àqueles indicados no estatuto social ou pelos seus próprios diretores.I do TST). órgão da administração direta 35 TST.0020. pantes de cargos efetivos dos respectivos quadros. concedendo-lhe. portanto. É por isso que o art.2008. a cípio quando eles possuírem mandato constituído nos autos. embora não sejam sujeitos da rela- clusive para recorrer.0039. E-ED- acordo no que diz respeito à natureza das parcelas discriminadas. o re- curso cabível dependerá da fase em que ele foi formulado: na fase de Por fim. DEJT 26. bem como que os ocupantes da carreira midade para recorrer em nome das autarquias detentoras de persona- possam representar os órgãos da administração indireta.0062.2007. estados e municípios). na P Jornada Nacional de Execu.02.3. por vezes se tornam ou por advogados constituídos por elas. Emmanoel Pe- ção Trabalhista foi aprovado o enunciado 49 com o seguinte teor: "49. 36 TST.15. Na hipótese de pretenderem se insurgir contra a decisão. processo já se encontra em fase de execução".3.457/0733 transferiu a titularidade do das autarquias por procuradores do estado ou procuradores do muni- crédito previdenciário à União Federal. 71 70 . contraria a Assim.1.5. Desse modo. 12. como se legitimidade recursal.2005. do CPC confere a representação judicial das pessoas jurídi. como é o caso pela administração direta (União. I). Augusto Cesar Leite de Carvalho. viduais. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS Destaca-se que a CLT mencionava como legitimado o INSS. Min. A doutrina e jurisprudência.8. Na hipótese de acordo. DECISÃO HOMOLOGATÓRIA DE ACORDO. ocu. cumpre consignar que. o art. Parte da doutrina.4.5. com quem nos parece estar a razão. RR 196800-74. Rei.5. não podendo ser representadas sujeitos interessados em alguns incidentes no processo. DEJT 27. considerando que a Constituição Federal não criou óbice a que o estado organize a sua representação processual O TST declina que "os Estados e os Municípios não têm legiti- por meio de seus procuradores. Con.2013. porém. devendo ser representadas pelos procuradores a representação das autarquias do Estado de São Paulo pelos procura- que fazem parte de seus quadros ou por advogados constituídos" (OJ no 318 da SDI. in. inde. por procuradores que fazem parte de seu quadro ção processual principal. bem como não há nexo de prejudicialidade entre os direitos discuddos e Art. VI.2006. legitimidade recursal dos peritos. DEJT 26. a União poderá interpor recurso ordinário.201 O.2010. E-ED-AIRR-236940-08.2007. mas pode de- Da sentença. Relatora Ministra Maria de Assis Calsing.5.04. "representar judicial e extrajudicialmente o Estado e suas autarquias. e não recurso ordinário. Quinta Turma. Aliás. Relatora Ministra DE PETIÇÃO. Primeira Subseção de Dissídios Indi- subordinado ao Ministro de Estado da Fazenda. exceto as universidades públicas estadu- 3. a Lei n° 11. estados e municípios). 33 Criou a Secretaria da Receita Federal do Brasil. 99. tradutores. Min. as autarquias e as fundações são representadas em juízo. E-RR-1431 00-98.8. 9° A representação judicial das autarquias e funda- ções públicas por seus procuradores ou advogados. tendo o rivar de mandato judicial. AGRAVO reira. contra decisão homologatória de Relator Ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho. no Estado de São Paulo.0067. 9° da Lei n° 9494/97 é de muita clareza ao declinar: sob o argumento de que não fazem parte da relação processual. inclusive as de regime especial. de petição pela União. na fase de execução.1.3. o TST admite lidade jurídica própria. devem se utilizar do mandado de segurança.02.5. E-AIRR 15ll40-44. Rei. mas auxiliares do juízo. 34 Embora adotando posicionamento minoritário. É importante destacar.0153. sua situação. majoritariamente.2. tese majoritária. que o TST admite a representação tudo. intérpretes e depositários. Serventuários eventuais da justiça administração direta (União.

2. Rio Tribunais. 5. art. Daniel Amorim Assumpção. ed. 4. processuaL civiL. p. De qualquer maneira. 294. Rio de Janeiro: Forense. 7. § 1°). tal distinção metida à apreciação judicial (CPC. 620. ed. deverá demonstrar o nexo de in- rito recorrer. ManuaL de direito processuaL civiL.1. :nas do incidente37 • 3. Advogado no art. 2010. não do processo. art. mas assim não atuou. 297. interesse deste em ingressar. se o terceiro já houver ingressado no processo.5. parágrafo O mesmo raciocínio deve ser utilizado para conceder legitimidade único). norários. PRESSUPOSTOS RECURSAIS ÉLISSON MIESSA Com efeito. p. como a parte têm da alegação de suspeição e impedimento em face deles. 4. 42 Araken de Assis apud NEVES. Nesse sentido.. P. art. 73 72 .e daí o do advogado para recorrer como parte. 499. p. Direito processuaL do trabaLho. em nome próprio. Conforme declina a melhor doutrina: dade do advogado para recorrer quanto à modificação ou inclusão dos É de prejudicialidade a relação entre a situação jurídica do honorários de sucumbência. nos mesmos moldes dodisposto 3. será valor ínfimo 38 considerado como parte e não terceiro. 14. Terceiro prejudicado Especificamente quanto aos honorários do perito anuncia o doutri. art. p. assim como legitimidade recursal para questionar aos honorários sucumbenciais. 15. dente. 40 Em sentido contrário. 5. Concordamos com o referido autor quanto à possibilidade de o pe- O terceiro.904/94. Teoria Geral dos recursos. MOREIRA. Belo Horizonte: Del Rey. quando não forem fixados na decisão os honorá- rios periciais que lhe forem devidos ou forem fixados em Desse modo. nada impede que a própria parte da demanda possa recorrer quanto aos ho.. processo como terceiro. São Paulo: Editora Revista dos 37 NEVES. 2012. 621. São Paulo: Método. sob o fundamento de que não tem relação terceiro e os direitos e obrigações versados na causa pen- jurídica conexa entre ele e a parte adversária de seu cliente. o perito tem interesse jurídico no não. Júlio César. passam a ter interesse próprio. 385. a nosso ver. 110. São Paulo: LTr. 2014. São Paulo: Método. sendo legitimados como parte. vez que os honorários de su.584/70. p. Nesse caso. A1anual de direito 38 ALMEIDA. a doutrina mais abalizada tem admitido a legitimidade ou negação do direito ou obrigação do terceiro . Nada mais é do que uma -aviltamento do valor do seu trabalho. de Janeiro: Forense. tanto o advogado. e ampl. ed. como ocorre na prática. 2013. rev. impõe-se que o terceiro tenha interesse jurídico e não meramente econômico ou moral. O mesmo ocorre na condenação do terceiro por ato atentatório à dignidade da jurisdição (CPC. Comentários ao código de processo civiL. Recursos no processo do trabalho.. Terceiro é aquele que não faz parte da relação processual no mo- nador Cleber Lúcio de Almeida: mento da prolação da decisão 40 • É o que poderia ter participado do A nosso juízo. Cleber Lúcio de Almeida. na fixação de honorários. Daniel Amo rim Assumpção. Parte da doutrina e da jurisprudência não tem admitido a legitimi. ed. sua legitimidade será terdependência entre o seu interesse de intervir e a relação jurídica sub- como parte e não como terceiro. para ter legitimidade. Ao afirmar ou negar o direito do autor. Ed. 23). O que importa é que o perito tem legitimi- dade para recorrer. 39 BEBBER. 5. n° 5. recursal ao sindicato no que se refere aos honorários assistenciais 39 (Lei. não tem relevância prática. 50 do CPC. ed. entendendo que nesse caso sera considerado como terceiro. Nelson. 2013. 16). Apenas destacamos que. como terceiro preju- aquele que deveria ter participado como litisconsórcio necessário 42 • dicado. atual. Ademais. Rio de Janeiro: Forense. v. José Carlos Barbosa. 41 Nery Jr. fato que o legitima intervenção de terceiros na fase recursal 41 • Ainda poderá ser terceiro a recorrer no processo do trabalho. de algum modo o juiz estará colocando premissas para a afirmação Contudo. 2014. Ingressa em auxílio de uma cumbência lhe pertencem (Lei n° 8.

p. vez quet no processo. se ele não inter- decisão 46 • vier restar-lhe-á intacta a possibilidade de defender seus próprios interesses depois. 472). ed. Bahia: JusPODIVM. ] O Pm·quet pede. inerente à garantia cons:itucional do con- traditório [. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais.. e sempre sem o vínculo da coisa 3. Curso ele direito proces- Bahia: JusPODIVM. atual. São óbvia a!t·. parte ele sempre será. 395-396. ativas e passivas. [. 74 75 . Fredie. VI.em 43 DINAMARCO. ed.·ovar.:áo ao fiscal da lei.3. é possível a interposição do recurso pelo assistente.. 45 JORGE. por estar subordinado à vontade do assistido. independente de fazer pedido ou contra ele for pedido algo. seja exercendo o direito de ação ou defendendo-se. intervindo procura evitar o precedente desfavorável. É importante destacar que. que exista um nexo de prejudicialidade entre É interessante observar que. portanto.e sim para prevenir-se Ademais. ed. CUNHA. a doutrina majoritária não admite a interposição de Como tal.. 47 O projeto do NCPC passa a falar em fiscal da ordem jurídica. Flávio Cheim. qualquer que seja a figura proces- sual em cada caso. Ministério Público julgada. a parte tem e sujeito de ônus e de d-everes inerentes à condição de parte. não lhe sendo garantido um novo ou -alegar-p. Instituições de direito processual civil. 2013. é os direitos discutidos e a situação do terceiro. 11. A propósito. CUNHA. e ampl. p. da LC nc 75/93). mas não por altruísmo . 2013. interesses das partes·. invariavelmente. ele não poderá recorrer quando Assim. desfruta de todas as situações ativas e passivas recurso pelo opoente. 4. a ele são oferecidas. as oportunidades integrantes do trinômio pedir- deveria) ser interposto pela parte. Agora. 112. como a todas as O recurso a ser interposto pelo terceiro é o mesmo que deve (ou partes. quanto ao assistente simples. 11. Cândido Rangel. 2. 3. 83. o que não é estando pois dotado dos poderes e faculdades que toda permitido na seara recursal. ] O inc. o prazo do recurso do terceiro é o que dispõe a parte. caso o assistido tenha perdido o órgão agente ou interveniente apenas para legitimar o ingresso do pm·- prazo recursal. 138 do Código de Processo Civil faz expressamente a distinção entre o Ministério Público atu- ando como pane e os casos em que ele niio é parte. fiscal da lei. o Ministério Público. seja pela desistência. servindo a diferenciação de núncia. devendo ser usada a mesma São diversas as posições assumidas pelos agentes do Mi- ideologia no âmbito recursal 44 • nistério Público mas. de modo que a decisão considerado parte do processo aquele que participa da relação proces- judicial possa repercutir de maneira favorável ou desfavorável na esfera sual em contraditório. 46 DIDJERJr. adquire a condição de parte. Leonardo José Carneiro da. v. sendo titular de situações jurídicas processuais jurídica do terceiro.. Paulo: Malheiros Editores Ltda. 3. v. que tem o papel de auxiliar o assistido. seja pela re. Curso de direito proces- sual civil: Meios de impugnação às decisões judiciais e processo nos tribunais. inovando-se em questões de fato. quando adentra ao processo como 'i este manifestar expressamente a vontade de não recorrer. Frdie. Leonardo José Carneiro da. I do art. ÉLISSON M!ESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS parte. p. 44 DIDIER J r. alega e prova quer figure diferente recurso 45 • como mero fiscal da lei ou atue na defesa de interesses de alguma pessoa ou grupo. pois nesse caso seus interesses se contrapõem aos que constituem a trama da relação jurídica processual. até porque ele não será intimado da própria esfera de direitos. permitindo-se inclusive que Nos dizeres do doutrinador Cândido Rangel Dinamarco: atue no processo em que o assistido é revel. (destaque no original) 43 ou como fiscal da lei 47 (art. Como sempre. ed rev. Mas..· Meios ele impugnação às decisões judiciaiJ e proct•sso nos tribunais. contra declarações que no fucuro possam influir em sua tendo início no mesmo momento. que não se estende a quem não haja sido parte O Ministério Público tem legitimidade para recorrer como parte no processo (art. sual civil. Teoria geral dos recursos cíveis.. 2009. v. 6. p. 51. co1no anunciamos anteriormente. 53.. 2009. Impõe-se.

I do TST. 76 77 . ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS Essa distinção é todavia acientífica e choca-se com con. OJ n° 338 da SDI . Legitimidade para recorrer. 48 (destaques no original) O que respalda.fiscal da lei e órgão agente. sempre presentes. portanto. Contrato nulo ao Ministério Público a defesa da ordem jurídica. bem como pedir revisão dos Enunciados da Súmula de Jurispru- no processo não exclui que o Ministério Público possa dência do Tribunal Superior do Trabalho". ] O custos legis. sê-lo na condição de mero cttstos legis. art. empresas públicas e sociedades de economia mista.724.. Sociedade de eco- Ocorre. Cândido Rangel. o art. 6. Ministério Público do Trabalho. conquanto pessoas jurídicas de direito privado. do mesmo modo que ser parte da lei. quando a lei o exigir e quando há interesse público. 6. Ilegitimidade para recorrer os princípios da legalidade. que no nosso entender deve ser aferido pelo próprio Mi- Portanto. porquanto as empresas públicas e sociedades TST admite a legitimidade recursal do Ministério Público do Trabalho. como descreve a OJ n° 237 da SDI-1. a exigênci4 se limita às pessoas jurídicas de direito público. é parte. Com efeito.fiscal da lei em duas hipóteses: preservação do Estado Democrático de Direito. quando entender necessário. Curso de direito procesmal do trabalho. 436-437. p. Ministério Público do ta. ao tribunal apreciar o conteúdo substancial do recurso. enquanto no Por outro lado. TST tem posição restritiva quanto à possibilidade do Minis. do regime democráti. criando conceitos correr contra decisão que declara a existência de vínculo genéricos para garantir a atuação do Ministério Público como guardião empregatício com sociedade de economia mista ou em- do interesse público. 2008.I do TST. ed. não há razão para restringir a atuação do Ministério A referida orientação foi editada sob o fundamento de que o Mi.. 2008. processos em que for parte. in verbis: A propósito. após a CF/ 1988. p. presa pública. e empresas públicas. v. tratando-se de contrato nulo nas empresas públicas segundo não há interesse público a legitimar a atuação do Ministério e sociedades de economia mista. porque decorrem de previsão expressa na lei. portanto. devem observar Trabalho. por ausência de concurso público. de economia mista são equiparadas às empresas privadas (CF/88. passa a ser considerado como parte. Curso de direito processual do trabalho. eficiência e O Ministério Público não tem legitimidade para recorrer publicidade. como se verifica pela OJ 338. após ção. Nesse contexto. "a legitimação e o interesse recursal do Parquet estarão sua inclusão. ed.te interesse na defesa de interesse patrimonial privado. Cabe O C. Carlos Henrique Bezerra. ed. Instituições de direito processual civil.724.§1°). V1. No primeiro caso. Público. § 2°. p. matéria de relt::\\~. sem a prévia aprovação em concurso público. como naqueles em que oficiar como fiscal ceitos elementares do processo civil. mas. portanto. São 50 LEITE. que a Constituição Federal de 1988 incumbiu nomia mista e empresa pública. São Paulo: LTr. Com efeito. constituindo. provendo-o ou tério Público do Trabalho recorrer em favor das sociedades de economia náo'' 49 . 48 DINAMARCO. 2. Ser fiscal da lei não significa não ser parte. as empresas públicas e sociedades de economia mis- O] no 237 da SDI . pois a norma constitucional concedeu-lhe tal atribui- permite-se a diferenciação entre . o Público nessa hipótese. o qual permite que o Ministério Público possa "recorrer das decisões da Justiça do Trabalho. da LC no 75/93. 6. Carlos Henrique Bezerra. 2009. do CPC conferiu-lhe ampla legiti- midade para recorrer. o mesmo ocorrendo com o artigo 83. da SDI-I a seguir transcrita: 173. nistério Público. moralidade. 499. tanto nos 49 LEITE. São Paulo: Malheiros Editores Ltda. antes de o Ministério Público ser incluído no processo. impessoalidade. [. a atuação do Ministério Público é o inte- resse público. Paulo: LTr. pois a própria Lei Maior reservou-lhe papel fundamental na nistério Público do Trabalho atua como . no entanto. inclusive de público 50 • . Há interesse do Ministério Público do Trabalho para re- co e dos interesses sociais e individuais indisponíveis.

é importante destacar que o Ministério Público do Traba. além dos interessados. ed. LEITE. 503). Para que seja interposto o recurso. Exemplo: pagamento da condenação dentro em julgado imediato para o Ministério Público. as partes. Carlos Henrique Bezerra. Nesse caso. não podem estar presentes fatos extintivos (aceitação e renúncia) ou impeditivos (desistência) do direito Consigna-se ainda que "das decisões proferidas em dissídio cole- de recorrer. a decisão é proferida na audi- ência. Atente-se para o fato de que não se admite a renúncia prévia ao direito de recor- No caso do Ministério Público. como visto. São Paulo: LTr. ainda. dentemente da aceitação da outra parte (CPC. nesse caso. • expressa: quando declara formalmente a aceitação da decisão. pois seu Interesse decorre de autorização legal5 2 • Ela pode ser expressa ou tácita. ato incompatível lho poderá recorrer de acordo homologado em dissídio coletivo (Lei no com a vontade de recorrer (CPC. 3?. Pode. quanto ao presidente do TRT. are. Recursos no processo do trabalho. o que significa que. o interesse recursal in- rer. INEXISTÊNCIA DE FATO IMPEDITIVO OU EXTINTIVO DO PODER DE RECORRER o art. parcial: quando estiver relacionada à parte do objeto impugná- vel. A renúncia. 86. 78 79 -~--~-. sem reserva alguma. Trata-se tam- b) o terceiro for prejudicado com a decisão. antes da intimação da decisão i:npugnável. mas tão somente para do prazo recursal. por exemplo. assim como a aceitação. art. 51 Em razão do princípio da inércia que veda a atuação de ofício do Poder Judiciário. 9. indepen- a) a parte for vencida. INTERESSE EM RECORRER 5. p. tivo q~e afete e~presa de serviço público. 502). das profendas em revisão.701188. poderão recorrer. Em sentido próximo.I i ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS Assim entendeu o C.---------~---~---------- .2. ser total ou parcial. Curso de total: quando a renúncia atinge todo o objeto que poderia ser direito processual do trabalho.1. e a parte formalmente renuncia ao direito de recorrer. p. art. esse dispositivo não foi recepciona- do pelo CF/88. bém de fato extintivo ao direito de recorrer. ou. São Paulo: LTr. §5°). tácita: quando deixar de recorrer dentro do prazo recursal. A aceitação é possível entre a intimação da decisão impugnável e anterior à interposição do recurso. • tácita: quando praticar. Busca-se. Aceitação da decisão 1 dente d.735 impugnado no recurso. • expressa: quando. ou seja.o TribunaJ5 e a Procuradoria da Justiça do Trabalho". do ser expressa ou tácita. o MPT deverá recorrer para A aceitação da decisão é fato extintivo ao direito de recorrer. Renúncia Haverá interesse recursal quando: A parte recorrente pode renunciar ao direito de recorrer. da CLT. II. Por fim. 5. da . dep~nde de demonstração. da decisão impugnável e antes da interposição do recurso. porque a contratação de trabalhadores pela administração pública sem a existência de concurso público viola 5. sendo analisado pelo próprio parquet. em qualquer caso. que o recurso seja útil para melhorar a situa. 8_98. 7°. 52 No mesmo sentido Schiavi. nesse caso.C~/~~' est~ndo presente o interesse público a legitimar a atuaçao do Mmisteno Publico do Trabalho. 2012. conforme determ~na o art. não há trânsito preclusão lógica. Mauro. poden- tutelar mteresse pubhco (a ser definido pelo próprio MP) e não interes. se particular da empresa pública. TST. Trata-se da clássica 7. 4. 2012. 0 Presi. pode ocorrer entre a intimação ção fática do recorrente. pensamos que.

1\. Rio de Janeiro: Forense. não podendo a parte Interpo-lo apos o venci- mento de seu prazo. ainda. Manual de direito processual civil. _n_ã~ provo- recurso. nessa última hi- os atos das partes estão submetidos a prazos próprios. pois somente se desiste do que já existe. Júlio César. em prazos impró- prios e próprios. o ato após o vencimento de seu prazo. I ordinat6ria . desde que. preclusão que impede a reiteração de atos já realizados. Conquanto o artigo supracitado indique que a desistência pode ser realizada a qualquer tempo. sem que seja inte_rposto. os prazos recursais são peremptórios e próprios. São Paulo: LTr. consumativa Os prazos processuais são divididos em: peremptórios e dilató. Desistência Já os prazos dilatórios são aqueles que podem ser modificados por O recorrente poderá desistir do recurso. Comentários ao código de processo civil. se descumpridos. seu termo inicial é a interposição do Os prazos impróprios são aqueles que. Rio preclusão de Janeiro: Forense. p. chamada preclusão temporal. os prazos processuais. To~os A desistência pode ser total ou parcial. a qual- quer tempo. v. levam à perda da possibilidade de praticar o ato processual. além da Para que o processo não seja eterno. Eles decorrem. ed. por outro lado. p. o STF tem entendido que a desistência deve ocorrer antes do início do julgamento de mérito 54 • Os prazos próprios. 201 O. ed. ou seja. Daniel Amorim . ÉLJSSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS 5. convenção das partes. por exemplo. a parte não podera mais praticar A decisão que reconhece a desistência tem natureza declaratória 55. TEMPESTIVIDADE Como forma de complementação é interessante saber que. 2. máxima 55 MOREIRA. cam efeitos processuais como são. o recurso inter- Assim. são aqueles que. ~em~se aq~I a pótese. o objeto seja div~sível. ainda existem: tempo para que os atos sejam praticados pelos sujeitos do processo. cabendo impeditivo ao direito de recorrer. Nos termos do art. Os prazos processuais são classificados. 335. efeito ex tunc. Portanto. pois de garantido o juízo pela penhora.ssumpção. José Carlos Barbosa. preclusão Exemplo: os embargos à execução somente podem ser recebidos de- 53 BEBBER. consistente na manifes. produzindo. ao juiz fixar 0 novo vencimento do prazo. Dessa maneira. a legislação prevê determinado preclusão temporal. Além disso. a desistência pode ocorrer. portanto. 6. 54 NEVES. sem a anuência do recorrido ou dos litisconsortes. desde que o requerimento seja apresentado antes tação de vontade de não ver julgado o seu recurso 53 • Trata-se de fato do vencimento do prazo e embasar-se em motivo legítimo. quando ocorre a coisa julgada. p. sos possuem um prazo decerminado para sua interposição. 156.3. 2009. não podendo ser alterados pela ·preclusão vontade das partes. o recu:so. pro iudicato quando a validade de um ato pressupõe a existência de um ~nterior. tem-~e posto será considerado como inexistente. Desse modo. Os primeiros são os prazos fatais. 501 do CPC. 2. quando a preclusão é para o juiz. São Paulo: Método. 2010. portanto. 15. sentenciar etc. expirado o prazo. preclusão que veda a prática de atos incompatíveis com os atos anteriormente rios. 16gica realizados. 80 81 -------~~-- . todos os recur. ed. a preclusão temporal. Recursos no processo do trabalho. definindo-se. 581. assim. os prazos dingidos aos juízes para despachar. se descumpri- dos. de normas de natureza dispositiva. 5.

Nesse sentido. art. art. existe uniformidade nos prazos recur.~1?. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECUF.800. Em regra. a parte deverá apresentar os originais em até 5 dias de- tante do art. 894. C. 2) recurso de revista (Lei n° 5. entendemos do prazo do recurso. Lei n° regimentos internos dos tribunais. nos termos do art.&i)t~•. TST entende que não se aplica ao período para apresentação dos 4) embargos infringentes (CLT.. Noutros termos. 1.05. devendo ser interpostos.800/1999 é aplicável somente a recursos estabelecem o prazo de 5 dias para a interposiÇão desse recurso.·. não se aplica a dias regra do art. a Súmula n° 387 do TST: 7) agravo regimental. Esse recurso tem seu prazo estabelecido nos Súmula n° 387 do TST.584/70.).. art. 897). art• S97~A) . e o início da contagem ocorre no dia 29. não se aplicando à recurso antes do prazo final. do CPC: "Os prazos somente começam a correr do primeiro dia declaração. alguns tribunais I. § 2°. domingo 5) agravo de petição (CLT. 82 83 --~--- . o prazo recursal I) recurso ordinário (CLT. tem início depois do prazo final para a interposição do recurso ordinário (8 dias). seu quinquí- 5. somen- pois do término do prazo para a realização do ato processual (Lei n° te alcança as hipóteses em que o documento é dirigido 9. tem início mesmo que seja no sábado. Recurso. : Pedido de revis~ i c< . domingo ou feriado. vence no dia 28. 897). seu quinquídio somente começa a correr a transmissão ocorrida entre particulares. de 26. pois a parte. horas dependa de notificação. partir do termo final do prazo recursal. exceto para os embargos de 57 Art._(CLT. § 2°. li -A contagem do quinquídio para apresentação dos ori- Excepcionalmente. art. I).800/1999. os recursos. 6°) 56 • São interpostos nesse prazo: dio.1999. caso a parte tenha interposto diretamente ao órgão jurisdicional. § 5°). cujo prazo será mantido em 5 dias (art.016.SAIS No processo do trabalho. Registra-se que a Corte Trabalhista dispõe nessa súmula apenas so- sa a ser contado do dia seguinte da data prevista em lei para o término bre o termo inicial. Exemplificamos: Intimado da sentença no dia 20. art.800/1999 ternos seguem o prazo de 8 dias. o !j) embargos de divergência (CLT. e •. 184. 56 O Projeto do Novo CPC. 895). Consigna-se que.. interpostos após o início de sua vigência. 2° da Lei n° 9. dias deu antes do termo final do prazo. 184 do CPC quanto ao "dies a quo".800/1999.584/70. 2°).• 48 III -Não se tratando a juntada dos originais de aro que ~(I. ou seja. 1° da Lei n° 9. se esta se ·>'). na seara trabalhista. Nesse caso. aprovado pela Câmara dos Deputados. originais a regra do termo inicial (dies a quo) descrita o art. Ademais. art.sss4/70. o reclamante sais. já tem ciência de seu ônus processual. Fac-símile. têm outros ginais de recurso interposto por intermédio de fac-símile prazos. 6°). como se verifica a seguir: começa a fluir do dia subsequente ao término do prazo recursal.~·2°. esse lapso pas. útil após a intimação". considerando que a parte já tem ciência de seu ônus. ao interpor o recur- 15 so. na hipótese de interposição de recurso via IV . ou feriado. uniformizando os prazos em 15 dias. art. II). art. . Quanto ao termo final (dies ad quem). 6) agravo de instrumento (CLT. como regra. ··. No entanto..:. poden- do coincidir com sábado.·Embargos de declara?o 5 não do dia seguinte à interposição do recurso. 9. nada importando a circunstância de a petição ter que deve ser prorrog~do para o primeiro dia útil subsequente quando sido transmitida antes do fim desse prazo. ou seja.A Lei n° 9. 894. para apresentar os originais. 184.A autorização para utilização do fac-símile. os regimentos in. no prazo de 8 dias (Lei no interpõe recurso ordinário via fax no dia 23. do CPC 57 . cons- fac-símile. adotará a mes- ma sistemática. Isso quer dizer que.

4. sendo a tempestivi.0000. uma portaria do presidente do tribunal). 2009/0245269-6. entendemos que ambos os feriados serão II . o C. Feriado local. public. O mesmo entendimento se aplica quando se tratar de peticiona- mento eletrônico e houver indisponibilidade do sistema na data do ter- mo final do prazo recursal 60 • 58 No sentido do texto já decidiu o ST]. 3. I. vação. com a finalidade feriado o vencimento será no dia 21 (quinta-feira). sob pena de se reduzir o Contudo. de- pediente forense.AG. na Súmula n° 385: ao item 11. o lapso conferido às partes e interessados para apresentarem os originais. D]e-102 Divulg. AGRAVO RE. 6. Rei. caso ocorra em fim de semana ou feriado( . é importante observar que.5.06. Por fim. ausência de expediente forense e o recurso não ser conhecido pelo juízo va documental superveniente. ROGAçAO. MENTO. por ter conheci- zando no dia 20 (quarta-feira). tanto o feriado local como o feriado forense devem sição do recurso. acompanhando evolução no entendimento do E. ção. o juízo a quo. haverá um ato ad- Súmula no 385 do TST. III. rel.2014 (Informativo no 78 do TST) 84 85 . é interessante notar que. LAURITA VAZ.Incumbe à parte o ônus de provar. CONTAGEM DO PRAZO PARA APRESE)JTAÇAO DOS ORIGINAIS. O recurso será intempestivo quando interposto: DIES AD QUEM. como descrito no item III.5.499/CE. PRAZO CONTÍNUO.Na hipótese de feriado forense. No caso de interposição de recurso.6. Melhor explicando: Exemplo: Vencido o prazo recursal no dia 15 (sexta-feira). o TST estabelece. da tempestivi- dade um pressuposto recursal extrínseco. admite-se a reconsideração Pode ocorrer. deve ser prorrogado para o primeiro dia útil seguinte. em Agravo Regimental. Min. caso o dia 20 (quarta-feira) seja mento do feriado forense. "PROCESSUAL CIVIL. de o juízo a quo não certificar nos autos a da análise da tempestividade do recurso. admitiu-se a prova. 24. Necessidade. Nessa hipótese. 5" Turma. a existência de feriado local que autorize gerar a ausência de expediente no juízo a quo. permitindo a postergação dos prazos pro- dade que proferir a decisão de admissibilidade certificar o expediente nos autos.2012. Julgamento 60 TST-E-ED-ED-RR-1940-61. Min. finali. ad quem. I. no agravo regimental. consequentemenre. havendo feriado local ou au. IMPOSSIBILIDADE. O prazo para a apresentação dos originais das razões do recurso interposto via fac-símile é de cinco dias. Luiz Philippe 18. o perí- odo para apresentar os originais tem início no dia 16 (sábado). Isso porque. TST entende que é ônus dade do recurso. quando da interpo. Desse modo. todavia.800/99 e o dies a quo é contado a partir do que seria o termo final para a apresentação do recurso. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS 9 ocorrer em feriado. no Agravo de instrumento 736. agravo de instrumento ou embargos de declara- Pela referida súmula.10. Min. )".. STf5 . impedindo a protoco- a prorrogação do prazo recursal. Agora. ocorrendo feriado local. SBDI-1.Na hipótese do inciso II. Prazo recursal. QUARTA-FEIRA DE CINZAS. Ademais.2012. cessuais. terminando o fechamento do fórum trabalhista e. a) depois do decurso do prazo legal. AgRg 59 STF . Ato administrativo do juízo a quo possibilitando a prorrogação dos prazos processuais. lização do recurso. Compro. permite-se a comprovação da tempestividade Agravo de Instrumento ou Embargos de Declaração. no entanto. incumbirá à autori- certificados pelo juízo a quo. ministrativo (em regra. Intempestividade GIMENTAL.1. Rei.2010..10. do recorrente comprová-la no momento da interposi?o do recurso. de dar ciência ao juízo ad quem.5. nos termo do art. SUSPENSAO OU PROR. mediante pro. de certo modo. 2° da Lei n° 9. 25. Vieira de Mello Filho. sábado ou domingo 58 .REG. TST passou a permitir a comprovação da tempestividade posterior- mente. deve certificá-lo nos autos.5. D]e 7. Luiz Fux. o dies ad quem. b) antes da publicação do acórdão impugnado. é vinculado sência de expediente forense. RAZÓES ENVIADAS VIA FAC-SÍMILE. Prorrogação. Em outros termos. no Ag 1261115/SP AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRU. a posteriori. Ausência de ex. É necessário observar que o item I.

atualmente ela não é aplica.5.. DJe. na hipótese do item I. independentemente de publicação no órgão oficial • Nas râneo. é capaz de dar-lhe existência jurídica. 9-23. Trata-se. Min. o recorrente pode. Júlio César.0872. recurso especial. a constatação leva em conta o termo final da na Suprema Corte e nem mesmo no Superior Tribunal de Justiça • (dies a quo). São Paulo: Dialética. série de providências destinadas à lavratura. porém. A outra oficial se dá existência jurídica ao acórdão. prin- I . cesso do trabalho.2010. p. como ato jurídico quando se torna pública. publicado.. ou seja. já recorrível. Min. Extemporaneidade. 61 TST. rei. não se pode deixar de mencionar que. aquela que pelo jornal oficial se faz. Rei.- . 506. 22.DJe tem-se por antecipada a intimação da parte". sob pena de se recorrer do que ainda e conclusões são enviados à imprensa já está previamente não existe.2004.3. o qual determina que o prazo para a interposi- poderá ser objeto do recurso que em cada caso o siste- ção do recurso se conta da publicação do dispositivo do ma processual admitir. recorrível conforme as disposições legais pertinentes (recorrível pela rá interpor novamente o recurso depois do início do prazo recursal. o qual Trabalhista que somente após a publicação no órgão poderá então ter a eficácia que a lei lhe atribuir. João Batista Brito Pereira. !•Turma. 16. independentemente da sua publicação no órgão oficial. para o fato de que esse posicionamento somente tem incidência quando for acórdão. O acórdão cuja ementa interpor recurso. Renato de Lacerda 65 In: Revista Dialética de Direito Processual. Recurso. ou seja. As decisões tomadas pelos órgãos colegiados de um tri- bunal são sujeitas a um complexo iter de formação.) 65 . partir daí existe no mundo jurídico um julgamento que do CPC. extraordi- que o primeiro recurso não produziu nenhum efeito61 • nário etc. portanto.09.. Fundamenta-se que a juntada da decisão aos autos. não se apenas depois de preenchido esse requisito poderá a parte confunde com aquela primeira. julgado em 17. Paiva. então. um É int~ressante anotar que.461-MG. Redator.E-ED-RR 625419/2000. do denominado gração no processo. 2009. Estamos no campo da existência acórdão no órgão oficial. Nesse momento o acórdão está publicado. o qual será afinal anexado aos au- tos.. a partir dela permite-se a impugnação. p.. vez via de embargos infringentes. SBDI-I.·. ou seja. Lt:iz Fux. BEBBER. trazendo os sig- Súmula n° 434 do TST. 2004.É extemporâneo recurso interposto antes de publica- cipiando pela discussão da causa ou recurso em sessão do o acórdão impugnado. embora a intempes. originário Min. entendeu a Corte de um ato jurídico processual perfeito e acabado.2009.12. Nesse sentido.. 62 TST-E-RR-176100-21. enquanto na segunda a intempestividade está ligada ao ter.. Interposto o recurso. 64 Para Júlio César Bebber: "A decisão adquire publicidade e passa a ter existência tividade ante tempus tenha origem no STF. (Informativo n° 4 doTST). Gilson Dipp. para acórdão Min. ed. nesse último caso. E se torna pública quando redigida em sessão de julgamento ou entregue na secretaria do juízo.05. afirma a Súmula n° 434 do TST: palavras do doutrinador Cândido Rangel Dinamarco. 29. sendo desde 64 recurso prematuro. Eliana Calmon.-·. 110-111. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS 63 Na primeira hipótese. Rei. intempestividade ante tempus ou recurso extempo. STJ-AgRg Diário Oficial62 • nos EREsp 492.2012. registro do acórdão. Min. Atente-se. tomada dos votos dos julgadores. clamação do resultado pelo presidente e intimação des- sição de embargos de declaração pela parte adversa não se resultado pela imprensa. São Paulo: LTr. Com efeito. ato processual perfeito e acabado e. no sentido de que já é um ato público. a O entendimento do C. se a publicidade dá existência jurídica à decisão. 87 86 >-··.5. 2. seguindo-se a tudo isso uma acarreta qualquer prejuízo àquele que apresentou seu re.11. assinatura e curso tempestivamente. sua inte- mo inicial (dies ad quem). Por fim. III. TST se embasa no art.. pro- li -A interrupção do prazo recursal em razão da interpo. de julgamento. Assim. Interposição antes da nificados do verbo publicar: publicação do acórdão impugnado.Reomos no fJ7"0- 21. n. não se aplica no caso de interposição de recurso ordinário antes da publicação da· sentença em 63 STF-HC 101132.Rei. Tornada pública a decisão as partes serão dela intimadas mediante publicação no órgão oficial. de modo que publicação.

a nosso juízo. Exemplo: a parte é notificada no domingo. ela segue seu curso até o final. como seria o caso. somente na quarta-feira terá início a contagem do prazo. por exemplo. seu prazo terá A data da ciência. e são conrínuos e irreleváveis. ou em virtude de força maior. há de se consignar que a contagem do prazo somente inalteráveis pela vontade das partes. a contagem do prazo podendo. igual- 4) princípio da preclusão temporal: expirado o prazo para a prá. 201 O. no exemplo anterior. gem terá início no dia seguinte (terça-feira). 8. ela será 2) princípio da continuidade: como regra. 6. como o próprio nome já diz. o prazo 66 SILVA. com a integração do acórdão ao processo. TlO da tica do ato. ou a publi- cação com efeito de intimação for feita nesse dia. mente só podem ser realizados nesses dias. para contagem do prazo. incluindo-se o dia do vencimento. 775 .2. 88 89 ---------------------------~~--~=~~ . Os prazos processuais são informados pelos seguintes princípios: Caso contrário. susto" 66 • Nesse sentido. caso em que fluirá no dia útil que se seguir. antes sário pelo juiz ou tribunal. em regra. se a terça-feira é feriado. terminarão no primeiro dia útil 6. Prazo Judicial Quando a intimação tiver lugar na sexta-feira.Os prazos que se vencerem em sábado. processuais. devidamente comprovada. independentemente de publicação no órgão oficial. somente terá início no dia seguinte ao recebimento da notificação. de a parte assistir tretanto. iniciada a contagem considerada como notificada na segunda-feira (dia do susto) e a conta- do prazo. É o chamado "dia do considerados dias úteis. ele passa a ter existência jurídica. portanto. Desse modo. nos termos do art. Rio de Janeiro: Elsevier. 3) princtpto da inalterabilidade: os prazos peremptórios são Além disso. Isso -se com exclusão do dia do começo e inclusão do dia do quer dizer que não pode a parte recorrer sem que o acórdão esteja vencimento. Homero Batista Mateus da. Nesse último caso. que Na contagem dos prazos recursais. 775 da CLT: A exigência da juntada aos aut. para a prática dos atos aos quais se destinam. Assim. atesta a Súmula n° 1 do TST: Súmula no 1 do TST. se inicia nos dias úteis. v. inclusi- trabaLho. este não poderá ser realizado. uma vez que o sábado e o domingo não são a parte toma conhecimento da notificação. Princípios dos prazos processuais seguinte. CLT. ve. podendo. de sua juntada nos autos. se faz por meio da juntada aos autos. É interessante declinar que o "dia do susto" deve ser um dia útil. interpor de recurso. ser impugnável via recurso. Nesse caso.os é necessária.3. a notificação será considerada como realizada no pró- I) princípio da utilidade: os prazos devem ser úteis e adequados ximo dia útil subsequente. Parágrafo único. domingo ou dia feriado. isto é. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS Assim. Contagem dos prazos recursais Atente-se para o fato de que. 227. é a data em que início na segunda-feira. Desse modo. o sábado é Inicialmente. p. ser prorrogados pelo tempo estritamente neces- à sessão do julgamento e. não dá início à contagem e nem mesmo é conside- ciência da notificação com a data do início da contagem dos prazos rado como dia de realização da notificação.Os prazos estabelecidos neste Título contam- máxima de que "o que não está nos autos não está no mundo". cumpre consignar que não se confunde a data da dia não útil. o "dia do susto" é excluído. o recurso será extempo- râneo. se a parte for notificada na sexta-feira. salvo se não houver expediente. pois é conhecida a Art. Curso de direito do trabaLho apLicado: justiça do judicial será contado da segunda-feira imediata. vez que os atos processuais. logo em seguida. en- juntado nos autos. É o que estabelece o art.

da que.1. h).0109. 91 90 . a tro: Emmanoel Pereira. Nessa hipótese. Rel. 0 prazo de 48 horas para a juntada da sentença nos autos. Em resumo.09. Súmula no 30 do TST. não compa- recer à audiência em prosseguimento para a prolação da sentença conta-se de sua publicação. começando a correr o seu da como realizada na segunda-feira. marcada a audiência de julgamento. ela será considera.2007. o prazo para recurso será contado da data em que útil subsequente. Dia 15 (sábado) Dia 17 (segunda-feira) Dia 18 (terça-feira) Pode acontecer de.2012. horas.2010. cação: 10. § 2°. designada audiência de julgamento. na audiência de instrução (momento em que se parte do Ministério Público somente se inicia com a intimação pessoal colhem provas). o qual impõe que os prazos são contínuos e irreleváveis. Não sendo -símile. 4• Turma. a parte poderá protocolá-lo até no dia 22 consideradas intimadas. DEJT 28. posteriormente. art. independentemente de comparecerem na au- (segunda-feira). deverá intimar a parte. enviado o fax.2012. Nesse caso. Prazo O prazo para recurso da parte que.20 12. TST-RR-1759600-81. o juiz tem da contagem em dia não útil. Nesse caso. contados da data da audiência. de modo Quando não juncada a ata ao processo em 48 horas. para melhor compreensão: Súmula n° 197 do TST.3.3. Min. sábado É o que estabelece a Súmula n° 30 do TST: ou domingo (Súmula n° 387 do TST). mesmo diante de sua ausência. 219).2012. incumbe à parte comparecer para tomar conhecimento da decisão. de- signada audiência de julgamento. para a juntada dos originais. Contudo.r I I ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECLRSAIS Por outro lado. que começa a correr do dia subsequente da sentença.0594.08. chamada de au- do parquef' 8 • diência de julgamento. pode o juiz marcar outra audiência. Sexta Turma. diência. desde que a decisão seja juntada no processo até o prazo de 48 rogação para o primeiro dia útil posterior. 851. é importante destacar que os dias não úteis que estiverem Atente-se para o fato de que a Súmula n° 197 do TST não se aplica entre o início e o final do prazo devem ser incluídos na contagem 67 • ao Ministério Público do Trabalho. da sentença.2009.2014. iniciando seu prazo recursal somente depois da intimação. ao término do prazo recursal. o que. não será aplicado ao processo do trabalho que contém norma própria no art. o prazo recursal inicia-se na data da publicação da ·Resumindo. Exemplo: vencido o prazo de 8 dias para interpor o recurso or.3. contempla que de Publicação: 9.5. a contagem do prazo não pode nem iniciar sentença. Il. 5• Turma. 775 da CLT. Data de Julgamento: 7. as partes serão dinário no dia 20 (sábado).3. o qual tem a prerrogativa de ser 6. Data de Julgamento: 8. a parte tem o prazo de 5 dias juntada a sentença nesse prazo.2. 18. Relator Minis- apenas os dias Úteis serão computados na contagem dos prazos.5. não sendo juntada a decisão ao processo no· prazo nem terminar em dia não útil. se a parte é notificada no sábado. Augusto Cesar Leite de Carvalho.5. Relatora Ministra: Maria de Assis Calsing. É o caso do recurso interposto via fac. o que significa que a contagem do prazo para a interposição de recurso por Em alguns casos. o juiz não É importante consignar que existe uma exceção quanto ao início sentenciar na data da audiência de julgamento. contadas da audiência de julgamento (art. em regra. Por fim.2. Nessa hipótese. e a contagem inicia-se no próximo prazo recursal. será prorrogado para o primeiro dia CLT). para proferir a sentença. intimada. aprovado pela Câmara dos Deputados.09. de 48 horas. recaindo sobre dia não útil. (art. Data de Publi- nosso juízo. o que provocará a pror. as partes deverão ser inti- madas. mesmo que coincida com feriado. Esquematizamos. exceto se neste dia for feriado. Intimação da sentença O término do prazo também deve coincidir com dia útil. a parte receber a intimação da sentença. sob pena de ser considerada intimada 68 TST-RR 0022400-81. TST-RR-491-48. começando a correr o prazo recursal depois da intimação. conforme declina a Súmula n° 197 do TST: dia útil subsequente. Data 67 O projeto do Novo CPC.0007. Início da contagem quando marcada audiência de julgamento intimado pessoalmente e nos autos (LC 75/93.

Por outro lado. ocorrido o fato. a parte será considerada como intimada (art. Rei. caso seja vada (CLT. mas depois de MPT era da data da entrada do processo na secretaria do órgão ou após ultrapassados os 10 dias corridos. ou em virtude de força maior. TST 69 e o E. será presumida a intimação. Diante disso. para o fato de que é diferente também a contagem O C. 5°. ainda. com a intimação do advogado. Contagem dos prazos recursais no processo eletrônico siderado como data da publicação" (art. ocorrendo a consulta "em dia não útil. integralmente seu prazo. aproveitamos para esclarecer que. gem do prazo de 1O dias corridos será considerado: I . efetivada a consulta dentro dos 10 dias corridos.3. Na hipótese de interrupfáO. nico. 92 93 .3. da LC considerado intimado na data da consulta. n° 136/2014.. ou seja.419/2006.0900. 69 TST-E-RR 5650600-24. 4°. independentemente de esse dia ser.5. sendo expedida a por motivo de ilegibilidade.3. 5°. No ensejo. os documentos são apresentados com a petição eletrônica.data/de publicação· . Além disso.2.2002. art. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS 6. Maria de Assis Calsing. §§ 3° e 4°). Nesse caso. Interrupção e suspensão dos prazos recursais do ato de comunicação no sistema. tanto. art. Il.14. volta-se à estaca zero.419/06). nas no Diário eletrônico . Início da contage~ do cesso. § 5°. § 3°). contados do envio da petição eletrô- dias corridos. ou o primeiro dia útil seguinte (CSJT-Res. isto é. 18.2009. a intimação será considerada como realizada no primeiro dia útil seguin. § 2°). entre- cante. no processo eletrô- te" (art. Contudo.2008. sendo os documentos devolvi- iniciando-se a contagem do prazo no dia seguinte.corno dia idcial: o dia seguinte ao da disponibilização 6.RE 213. Início da contagem do prazo recursal para o Ministério Público No entanto. após o término do fato. Em suma. Min. de os prazos serem interrompidos ou suspen- didos.12. da Lei 11. comunicando tal fato na petição. o visto do membro do membro. 11. que disciplinou a informatização do pro- Disponibilizada a decisão Será considerada como. disponibilização da informação no Diário da Justiça eletrônico. de que o início do prazo recursal será da entrada do processo no setor como ocorre. Min. surgia dúvida se o início do prazo recursal para o alizar a consulta. também será considerado intimado. devidamente compro- nicação: o décimo dia a partir do dia inicial. 775). a ser estabe- li . será mado pessoalmente e nos autos. lecido pelo juiz. de expediente no órgão comuni. sendo considerados originais. nos termos do art. nos casos em que a lei determinar. estabelecendo que.3. iniciando-se novamente no primeiro dia útil 70 STF. ser prorrogados pelo tempo estritamente necessário. Atente-se. de expediente judiciário.corno dia da consumação da intimação ou comu. prw.4. come- çando a correr o prazo recursal "no primeiro dia útil que seguir ao con- 6. ainda. em regra. nica. ou não. formalizada a carga pelo servidor data da publicação será considerada o primeiro dia útil seguinte ao da da instituição. O Ministério Público do Trabalho tem a prerrogativa de ser inti. Exemplifica-se: A Lei n° 11. estas serão consideradas realizadas no Dia 20 (quarta-feira) Dia 21 (quinta-feira) Dia 22 (sexta-feira) dia da consulta. Podem. havendo consulta dentro do prazo de 10 dias. Marco Aurélio. na hipótese de ser tecnicamente in- É importante observar que. Para efeito da conta- dos à parte após o trânsito em julgado (art. a administrativo do Ministério Público. Pode ocorrer. Os prazos processuais são contínuos e irreleváveis. em razão do grande volume ou dias corridos. 25). se não re- 75/93. manteve a mesma sistemática anterior.121 AgR!SP. Rei. h. a parte terá restituído DEJT 19. DJe 6. eles deverão ser apresentados ao cartório intimação via eletrônica e não tomando ciência dentro do prazo de 1 O ou secretaria no prazo de 10 dias. conside- do Trabalho ra-se realizada a intimação no dia da ciência (consulta). STF 70 pacificaram o entendimento no sentido do prazo na hipótese de publicação no Diário da Justiça eletrônico.3. ptocess~al intimações por meio eletrônico. não havendo consulta no prazo de 1 O viável a digitalização dos documentos.

que o C. o qual determina: durante ·o período da suspensão. declinando: j Atente-se para o fato de que os embargos de declaração. Assim. 178 do CPC. fica interrompido o primeiro dia útil imediato e a contagem. O prazo. assim. prazo para a interposição do recurso ordinário. Nesse sentido. correr no dia 7 de janeiro.. que suspende os prazos recursais. como re- . Ocorre. Prazo judicial. art. não se interrompendo nos feriados. 897-A. declinava a Súmula n° 105 do extinto TFR: zos recursais. é importante consignar que o C.. retornando a TST entende que. notificada a parte no sábado. serão feriados na Justi- gra. volta a correr do ponto em que havia parado. 178. anterior. Corridos 5 dias t_ l:er::~ _t Iniciam-se os 8 dias novamente O recesso é a paralisação ocorrida na Justiça do Trabalho no perío- do de 20 de dezembro a 6 de janeiro. Nessa hipótese. nos termos da legislação em vigor. a parte poderá interpor embargos de intimação em sábado. finalizando-se no dia 7 de janeiro.os dias compreendidos entre 20 de dezembro e 6 de ção sejam interpostos intempestivamente. para interposição do recurso ordinário teria início no dia 18 de dezem- ~~ bro. estabelecido pela lei ou pelo juiz. tal ça Federal. Da análise literal do dispositivo mencionado anteriormente. inclusive.I Art. com irregularidade de repre- janeiro. suspensão dos prazos processuais. No entanto. no primeiro dia útil após o término do recesso. razão pela Já no caso de suspensão. voltando a correr no primeiro dia útil após a paralisação. no entanto. e recurso ordinário.O recesso forense e as férias coletivas dos Ministros do Tribunal Superior do Trabalho suspendem os prazos decisão dos embargos de declaração. Quanto ao recesso forense. inicia-se novamente o prazo de 8 recursais. no prazo de 8 dias. a Súmula n° 262 do TST.. é pos- sível extrair que o período do recesso é considerado feriado. fosse intimada da sentença no dia 17 de dezembro. Notificação ou Exemplo: proferida sentença. I . o início do prazo se dará no Interpostos os embargos de declaração no 5° dia. o prazo IniCia- de dezembro. [. por conta-se o prazo do dia 17 ao dia 19 de dezembro (3 dias). no período de férias coletivas dos ministros do TST. 62. contar-se-ia o prazo no dia 18 e 19 de dezembro. § 3o).010/66. o qual estabelece que. é contÍnuo.. o que leva à aplicação do art. in verbis: 95 94 . Continua a 1· uspensao ·r' contagem (mais 5 dias) o recesso.. bem como no recesso da Justiça do Trabalho haverá suspensão dos pra- No mesmo sentido.. Entre os dias 20 de dezembro a 6 de janeiro há recesso na do antes do recesso não será interrompido ou suspenso. Após a intimação da II . inicialmente. no subsequente. Além dos fixados em lei. o curso do prazo recursal é paralisado qual deve ser aplicado o disposto no art. dias para interpor o recurso ordinário. seu prazo a correr o restante (5 dias) no dia 7 de janeiro. no caso do exemplo Como visto no exemplo anterior. 179 do CPC. finalizando-se Justiça do Trabalho. concedendo-lhe natureza de férias. da Lei n° 5. vencendo. inclusive nos Tribunais Superiores: interrupção não ocorrerá nas hipóteses em que os embargos de declara- I . no dia 12 de janeiro. Ele vem estabelecido para a Justi- ça Federal no art. isto é. TST interpretou de forma diversa Corridos 3 dias 5 . é necessário destacar a discussão exis- ~ 1 tente. Dessa forma. acerca de sua natureza jurídica. interrompem os prazos dos recursos posteriores. PRESSUPOSTOS RECURSAIS ÉL!SSON MIESSA Súmula n° 262 do TST. no prazo de 5 dias. Art. aplicado subsidiariamente à Justiça do Trabalho.Intimada ou declaração. 62. ] (grifo nosso) sentação da parte ou quando ausente a sua assinatura (CLT. se a parte. I. no período das férias. sendo iniciada sua contagem no dia 17 Dessa forma. Recesso forense. retornando exemplo. Exemplo: prazo de 8 dias.l . há ------------.

Não se aplica. das pessoas jurídicas de direito público. 14.10. portanto. Do mesmo modo. 44.. quando existir As pessoas jurídicas de direito público que não explorem atividade litisconsórcio e as partes tiverem advogados diferentes.2008. 96 97 . aplicável ao processo do advogado. do Distrito cesso do trabalho. porém.12. rei. Min. Julgamento: à Fazenda Pública. dos Municípios e das autarquias ou fundações de dade com o princípio da celeridade inerence ao processo direito público federais. jus postulandi na Justiça do Trabalho. Têm prazo em dobro para recorrer. dependem de representação por advogado Pública da União o prazo em dobro para a prática de seus atos. Computar-se-á em quádruplo o prazo para O jus postulandi permite.o prazo em dobro para recurso. o mandado de segurança e os recursos de competência do Tribunal blico em ambiente não concorrencial tenham todas as prerrogativas Superior do Trabalho.. É importante observar que o Decreto-Lei n° 509. trabalho:· 791 da CLT). I. Ayres Brito. estaduais ou municipais que não trabalhista. o art. 791 da CLT. art. regra do artigo 179 do Código de Processo Civil. (Súmula n° 425 do TST) 72 • Ademais. o prazo para contrarrazóes será. bem como quer atue como parte. obrigatoriamente. O jus postulandi das partes.. Alcance.0008.RIO GRANDE de 1969. Litisconsortes.2011. (art. Fazenda Pública ou o Ministério Público. ação cautelar. limita-se às Varas do Tra- Ademais. estabelecido no art. não alcançando a ação rescisória. 191 do CPC é inaplicável ao pro- constituem privilégio da União. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS Prazos em Curso . ) No processo do trabalho.5. STF-RE 580264 I RS. Prazo em dobro. dos Estados. da LC 80/94 confere à Defensoria que. admite-se que o empregado e o empre- III. inclusive os prazos recursais Regra diferenciados e a submissão ao precatório 71 • Aos prazos em curso no período compreendido entre 20 Atente-se para o fato de que a doutrina majontana não aplica a de dezembro e 6 de janeiro. de 8 dias. a Defensoria Pública da União e o Ministério Público do ficação do prazo recursal. Inaplicável ao processo do trabalho Art. Redator p/ o acórdão Min. com. no processo do trabalho. ) gador postulem em juízo pessoalmente. em decorrência da sua incompatibili- Federal. Procuradores distintos.04. REPRESENTAÇÃO (. o art. em regra.10. A regra contida no art. (grifo nosso) explorem atividade econômica: 7.2010. assim. na hipótese de apresentação das contrarrazóes. de 20 de março 71 TST-E-ED-RR-115400-27.4. É o que se denomina de jus postulandi das partes (CLT. quer atue como custos legis. o STF e o TST têm admitido que as empresas públicas balho e aos Tribunais Regionais do Trabalho. 188. Art. o art. os prazos recursais. conforme estabelece a OJ no 310 da SDI-I Trabalho possuem a prerrogativa de prazos diferenciados para recorrer.2013 (Informativo n° 66).Recesso Forense -Justiça Federal . na Justiça Federal.. Public. doTST: Orientação Jurisprudencial no 31 O da SDI-I do TST. Nesses termos. 1o do Decreto-Lei n° 779/69: Art. 191 do CPC. exige-se a representação por preendendo os recursos. 6. nos recursos de ação rescisória. Aloysio Corrêa da Veiga. que as próprias partes interpo- contestar e em dobro para recorrer quando a parte for a nham seus recursos. 6. 12). a ou sociedades de economia mista que sejam prestadora de serviço pú. SBDI-I. aplica-se a dobra do prazo. DJe Divulg 5. não há modi- econômica.2011. especialmente quanto às prerrogativas processuais 16. ou seja. 72 Súmula no 425 do TST.11. ou seja. (. incluindo. 1° Nos processos perante a Justiça do Trabalho. Tribunal Pleno. o jus postulandi quando se tratar de recursos A prerrogativa do prazo em dobro para o Ministério Público incide no TST (de natureza ordinária ou extraordinária) ou STF. mandado de segurança e ação cautelar. sem a necessidade de No mesmo sentido. 188 do CPC. Prazos recursais diferenciados Consigna-se ainda que. equiparou a empresa brasileira de correios e telégrafos (EBCT) DO SUL.

411. Traslado.. ele tem a obrigação de juntar có- 73 MARTINS. I De . pela referida orientação jurisprudencial. mento do causídico à audiência. se o mandato expresso estiver viciado. aplica-se o jus postulandi nas referidas ações.I jus postulandi. exigiu-se a presença do advogado 74 • Para a outra tese. 4. ed.s. assim como recursos A representação regular decorre da existê~cia de mandato nos au- de peritos e depositários 73 • tos. parte majoritária da doutrina entende que o jus das partes e praticando atos processuais. juízo negativo de admissibilidade.~. do. inclusive para interpor recursos. o advogado juntar para a formação do instrúmento a ata da audiência de de nova leitura do art. A faculdade de as mandato tácito ou apud acta. 3°. São Paulo: Méto- Cleber Lúcio de Almeida.to tácito. POSSIBILIDADE. ele não produzirá efeito. pois os arts. Curso de direito r·ocessual do ::mbalho. a representação deve com mandato expresso. São juntado nos autos é inválido.I do TST. se o mandato 74 LEITE. O C. podendo inclusive inter- regras procedimentais que as da relação de emprego 75 • Essa tese ficou por recursos. o que significa que. Nesse caso. 2009. razão pela qual poderá 75 No mesmo caminho entende o doutrinador Cléber Lúcio. rev. Nesse sentido. em que consignada a . Agora. § 3°. de modo a "dar o máximo de efetividade ao benefício que o legisla- dor quis conferir aos que buscam socorro no Judiciário Trabalhista". Carlos Henrique Bezerra. basta que apresente a ata de audiência em aprovada na 1a Jornada de Direito Material e Processual do Trabalho. não diferencia mandato tácito de mandara Belo Horizonte: Del Rey. contida no artigo 791 da CLT. a Orientação Jurispruden- partes reclamarem. Comentários à CLT. 3. Mand. até o final. Nessa hipótese. vez que o art. torna dispensável a procuração deste. 791 da CLT.rso. declinando a necessida. Direito processual do trabalho. do TST determinam que. tendo o patrono mandato expresso válido no processo. nosso)7 6 citamente.. ed. Sérgio Pinto. 2006. in verbis: a regularidade de sua representação. decorrentes da O mandato tácito é formado em função do compareci- ampliação da competência da Justiça do Trabalho pela Emenda Cons. ou seja. 385 apud acta. Quanto às ações oriundas da relação de trabalho. § 1°. 204. de mandato tá- ser regular. nessa hipótese. e 5° da IN n° 27/2005 nome na ata de audiência.. à qual nos filiamos. pia autenticada da procuração para formação do agravo de instrumen- 820. A procuração apud acta é conferida pelo juiz em audiência. a representação poderá ser regularizada por meio do jUS POSTULANDI. ed. o pagamento de honorários solene. sob pena de ser proferido cito. desde que não estivesse atuando juízo. Agravo de instrumento. Renato. ART. não pode conter vícios. (grifo advocatícios decorre da mera sucumbência. Curso de direito processual do trabalho. tratando-os como figuras sinônimas. 13. 654. a parte poderá nomear advogado para representá-la em presença do advogado. porém. 2011. ed. São Paulo: Atlas. e ampl. advogado. RELAÇÃO DE TRABALHO. seus direitos perante a cial n° 286 da SOl-I do TST: Justiça do Trabalho e de acompanharem suas reclamações Orientação Jurisprudencial n° 286 daSDI. medLmte ato formal. ALMEIDA. audiência. Isso quer dizer que o mandato tácito coni"ere ao advogado o direito 1° da IN n° 27/2005 estabelece que nessas ações incidem as mesmas de representar regularmente a parte em juízo. p. p. que pode ser tácito (também apud acta) cu expresso.. Portanto. Ata de I! I da às lides decorrentes da relação de trabalho. 2012. porque não preenche o disposto no art. P. constando seu postulandi não é aplicável. que o advogado compareceu com a parte em juízo para se demonstrar por meio do Enunciado 67. Adema:. mesmo nas hipóteses em que se pode exercer o I -A juntada da ata de audiência. 9. após a ampliação da competência da Justiça do Trabalho. pessoalmente. devidamente registrado na ata de clUdiência. quando o recurso for subscrito por prida a irregularidade detectada no mandato expresso. to. do CC/02. impli. atual. sob pena de não conhecimento do rect:. deve ser aplica. TST. portanto. ÉUSSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECUR~AIS advogado nos recursos em embargos de terceiros. 98 99 ~----------------------------------------~--~~~~----------------- . porque demonstrada a existênci<. 76 SARAIVA. p.Configurada a existência de mandao tácito fica su- Há representação.qualquer modo. representando qualquer titucional n° 45/04. Configuração . Paulo: LTr. li . 791 DA CLT.

ao disciplinar sobre o mandato.. 370. 654. enquanto durar o processo. São Paulo: Método. do CC. ] 100 101 . a data e o obje. o instrumento de mandato só 77 BARROS. embora o instituto do mandato seja autos. nos arts. IV. em nome e por conta dessa última. fixan- do termo para sua juncada. do Código Civil. sendo este. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS em que participou como patrono da parte. Irregularidade de representação. 364. pois. portanto.I do TST. estabelecendo as partes contratantes (mandante e mandatá- que "o instrumento particular deve conter a indicação do lugar onde foi rio) que a validade do mandato será até o fim da demanda. isso não ocorre quando se trata de manda- to judicial. no mandato. na realidade passado. no processo. no gozo de seus direitos civis. Manual de direito civil: Direito das obri. 654.da sua validade se for juntado nos autos até determinada data. II. o essencial Nesse contexto. a qualificação do outorgante e do outorgado. Ademais. a data não é elemento substancial. do CPC. dispõe que em "relação a ter. Mandato e substabelecimento. por exemplo. as partes são É o que acontece. Ina- plicável o art. O mesmo se diga Súmula n° 395 do TST. portanto.. § 1°. tes. 370. o art.1. Esse termo é apresentação em repartição pública ou em juízo". in verbis: considerada a data da apresentação no processo. no mandato a 666. fazendo apenas a ressalva de que este Condições de validade somente poderá ser conferido se já existente nos autos mandato do I -Válido é o instrumento de mandato com prazo deter- substabelecente. Trata-se. aplicando-se subsi. Em outros termos. 7. para se analisar o mandato judicial. Inaplicabilidade do art. eles criam um mandato por prazo indeterminado dentro da relação tivo da outorga com a designação e a extensão dos poderes conferidos" processual. ] N. não datado. conforme preceitua o art.. estabelece Assim. capaz de validar o mandato apenas se cumprida a cláusula imposta no diferentemente do direito civil. capazes de poder conceder mandato ou representar. Por sua vez. de termo final incerto. 2005. p. 370. É o que dispõem os itens I e li da Súmula essencial. primeiro bus- são os poderes conferidos ao patrono e não simplesmente a data que . Registra-se ainda que. O art. uma vez que este é regulamentado. 77 siderada é aquela em que o instrumento for juncado aos É interessante observar que. sendo o mandato um contrato. por outro lado. configurando o mandato Orientação Jurisprudencial no 371 da SDI .. prioritariamente. regulado pelo Código Civil. haverá incidência do Código Civil. com a exigência da data no man- livres para estipularem prazo de validade. do CPC. se ausen- poderá ser suprimida pela aplicação do art. Condições de validade do mandato Não caracteriza a irregularidade de representação a au- O instituto do mandato é definido pelo Código Civil. IV. não é condição de validade do negócio jurídico.Diante da existência de previsão. IV. sendo um contrato em que uma pessoa se obriga a praticar atos judicial. em relação ao substabelecimento. ou determinado. No processo. respectivamente. 654. o patrono (grifo nosso). Isso quer dizer que. 653 sência da data da outorga de poderes. Nesse sentido. 2. prazo. tem validade se anexado ao processo dentro do aludido gações e contratos. a data a ser con- ou administrar interesses da outra. Assim. a OJ 371 da SDI-I do TST: minado que contém cláusula estabelecendo a prevalência dos poderes para atuar até o final da demanda. eficaz para formar o instrumento. em que a data do mandato é requisito contrato (prazo de juntada). Substabelecimento táctico. do Có- digo Civil. considerar-se-á datado o documento particular [. porque no direito civil a data do mandato Estatuto da OAB e pelo Código de Processo Civil. podendo ser indeterminado dato. [. § 1°. do CPC. ao contrário do mandato civil. busca definir se naquele momento o mandante e o mandatário estavam diariamente o Código Civil. cam-se as normas descritas no Estatuto da OAB e no CPC e. pois será 395 do TST. pelo Tal diferença se justifica. poderá o mandante exigir que o mandato somente tenha ceiros. § 1°. Flávio Augusto Monteiro de. v. terá poder de representação.

sem o instrumen- o que significa que ambos serão interpostos no TRT. independentemente de caução. VI. faz-se necessária a apresen- Art. que seus poderes ficam limitados ao âmbito do TRT. Nesse sentido. 12. não ratificados no prazo.3.I do TST: bunal Regional do Trabalho. do juiz. Mandato. irregularidade de representação. 37. Sem instrumento de mandato. de revista. O art. TST passou a entender que. porque.2. to de mandato.I do TST. para termos do art. Ii o nome da entidade outorgante e do signatário da procuração. cia ou prescrição. o contrato social é elemento de prova para conferir se aquele lho. porém. advogado no feito. É regular a representação processual do subscritor do agravo de 12. portanto. Nessa hipótese. pois TRT. bem como o agravo de instrumento para destrancar o recur. intentar ação. serão gera-se dúvida se esse mandato engloba poderes para interpor o recurso havidos por inexistentes. sem o instrumento de mandato. respondendo o advogado por de revista. limitativa de poderes ao âmbito do tribunal regional do trabalho Isso não significa. o advogado não tação do contrato social somente quando houver dúvida razoável do será admitido a procurar em juízo. Os atos. pelo menos. praticar atos reputados urgentes. afirma a OJ n° 255 da SDI. 'i salvo se houver impugnação da parte contrária. Atuação sem instrumento de mandato i . Cláusula limitativa de poderes no âmbito do TRT bir o instrumento de mandato no prazo de 15 (quinze) dias. circunstância que legitima a atuação do Orientação Jurisprudencial n° 255 da SDI. apresentando posteriormente a procuração nos autos. militando-lhe pre. I tutos da empresa em juízo como condição de validade do Em alguns casos. embora a apreciação desse recurso seja realizada pelo Tribunal que assinou a procuração tinha poderes para tanto. não exigem a apresentação do instrumento ou do recurso de revista que detém mandato com poderes contrato social para se poder "presentar" a pessoa jurídica em juízo. tendo presunção de veracidade. como o art. 13 do CPC. o C. admite-se a atuação momentânea do advogado. inviabiliza-se a verificação de quem conferiu ou recebeu Orientação Jurisprudencial no 374 da SDI. nos cia ou prescrição. pois.I do TST. pois tanto 0 art. Nestes casos. Regu- âmbito processual. aplicável subsidiariamente ao processo do trabalho: Assim. no Agravo de instrumento. limitando a procu- que o mstrumento seja válido. porém. no processo. Trata-se. os poderes descritos no mandato. a exi- 7. É o que dispõe a OJ 374 da SDI I do TST. além de praticar atos urgentes. do CPC não determina a exibição dos esta. bem como intervir. a da entidade outorgante ("empresa") e do signatário da procuração (re. na procuração concedida ao advogado. despesas e perdas e danos. vez que são direcionados inicialmente 456 do TST). caso em que incumbe ao magis. a sua interposição é ato praticado perante o Tri- sunção favorável. seguir transcrita: presentante). nome da parte. 38. ambos do CPC. em juiz ou impugnação da parte contrária.. por despacho Pode ocorrer de constar. o advo- gado se obrigará. que a pessoa jurídica deverá apresentar seu contrato social. ração ou o substabelecimento à atuação do procurador ao âmbito do . so. a fim de evitar decadên- trado deferir prazo para que a pessoa jurídica apresente-o em juízo. Superior do Trabalho. sem a identificação ao TRT (tribunal a quo). gerando. é necessário que contenha. Tal exigência se justifica. a interposição de recurso de revista e de agravo de instrumento esses dados constituem elementos que os individualizam (Súmula no estaria incluída em seus poderes. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECL1 RSAIS N~ hipótese de mandato firmado em nome de pessoa jurídica. para Diante disso. 102 103 . Pela análise do referido artigo é possível extrair que o ordenamento Ocorre. 7. 37 do CPC. todavia. laridade. Parágrafo único. quando não houver impugnação. Contrato social. Poderá. Representação processual. o que o torna inválido. prorrogável até outros 15 (quinze). A de representação limitados ao âmbito do Tribunal Regional do Traba- propósito. Desnecessária a juntada. que tanto o recurso de revista como o agravo de permite que o patrono possa intentar ação a fim de evitar decadên- instrumento são interpostos no juízo a quo (órgão prolator da decisão). I instrumento de mandato outorgado ao seu procurador. VI. como estabelece o art. Procuração ou substabelecimento com cláusula de requisito mínimo para validade do mandato.

5° da Lei no 8. 37 do CPC não é aplicável. juntada da procuração a posteriori nos autos. Isso na fase recursal. hipótese de m. 129. de 04. sempre. Marco Aurélio. o patrono antigo renuncia Súmula n° 164 do TST. substabelecer (art. poderes expressos para p. 667. a Súmula 115 do STJ: não apresentação torna inexistentes os atos praticados. 7 . sendo... inaplicável o disposto no art. Nesse não é um ato urgente. 78 BEBBER. 7 9 Condições de validade [ . 104 105 . I -É inadmi. temos a figura do substabelecimento. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS Ao apresentar a procuração. devendo. portanto. mantendo-se apenas que a interposição de recurso não pode ser reputada aro os poderes do substabelecido (novo patrono). exceto na conferir substabelecimento expresso com reserva de poderes. Fase recursal. I. rei. somente será existente se ocorrer a advogado sem procuração. A interposição de recurso.11. advogado transfira os poderes a ele conferido ao outro advogado. a parte já tem conhecimento que poderá O mandato. 37 do CPC. que o art.. 37 do CPC pressupõe a prática de atos fato urgente. e 164 a reserva de poderes. ou seja. na fase recursal. Assim. Júlio César. 37.ndaro tácito. ] substabelecimento sem reserva de poderes. Mandato e substabelecimento. nos termos do art. do Código Civil de 79 STF. ed. Procuração. a Na mesma trilha. A interposição de recurso não é passível de tido no mandato. São Paulo: LTr. como visto. que pode ser com ou sem Nesse sentido. a interposição do recurso não pode ser entendida como Verifica-se. 13 e 37 do belecido e susbstabelecente) continuarem com poderes para atuar no CPC. verifica-se o teor das Súmulas n° 383. Inaplicabilidade processo. 2. quando O não-cumprimento das determinações dos §§ 1o e 2o o substabelecimento for apresentado ausente de qualquer ressalva. no mandato. Ressalta-se que. Impede-se o Nesse caminho. o art.ro entre os atos reputados urgentes. É que TST. deverá não-conhecinento de recurso. já os poderes do substabelecente (patrono antigo). vez que "a sucumbência é fato previsível no processo" 78 • Noutras palavras. e parágrafos. acautelar-se quanto à positada pelo cliente ao seu advogado. Com efeito. a possibilidade de o provimento judi- cial ser contrário aos interesses sustentados no processo. no urgente. portanto. O substabelecimento não exige poderes expressos. ) III . ele do art. 2002). por inexistente. dessa forma. do Código de Processo Civil importa o tenha interesse em permanecer representando a parte nos autos. 37 do CPC urgentes que justifiquem a atuação do patrono sem procuração.1994. [.· Súmula no 383 do TST. 2009. in verbis: concorre. seguir transcritas: Será com reserva de poderes quando ambos os patronos (substa. Arts. Recursos no processo do trabalho. caso o antigo patrono parágrafo único. Por outro lado. em instância recursal. é um contrato embasado na fidúcia de- ser sucumbente (vencida). conforme dispõe o item III da Súmula n° 395 do enquadramer.. já decidiu o Supremo Tribunal Federal: substabelecimento apenas se houver manifestação expressa nesse sen- Atos urgentes. o oferecimento tardio de procuração. foi conferido sem reservas de poderes.. ainda que não haja. ainda.906. o substabelecimento sem reserva de poderes retira ainda que mediante protesto por posterior juntada. ainda que com protesto para posterior juntada. Substabelecimento com o ajuizamento da ação..1994 e do art. nada obsta que o possível interposição de recurso. DJU 24. Noutras palavras.07.. caso. Trata-se assim Na instância especial é inexistente recurso interposto por de atuação condicional. Súmula no 395 do TST. cabendo à parte precatar-se. No entanto. Por outro lado.RE 184642-9-SP.4.sível. Mandato.São válidos os atos praticados pelo substabelecido. Juntada a todos os poderes que lhe foram outorgados. quer dizer que. Min. os atos serão ratificados.

Ora. que o C. da Lei 11° 8. o preposto deve ser necessariamente empregado do reclamado. o estagiário cta do art. na forma do regimento geral. necessaria- do.346/94. sob pena de se permitir a transferência de po- Parágrafo único.215/64. atos processuais como. Exceto quanto à reclamação de empregado doméstico. por exemplo. TST não admite o substabeleci- Portanto. Da mesma forma. Por outro lado. da CLT. dano segue as vezes do principal. Porém. tido pelo atual Estatuto (Lei n° 8. permitida. oficiais ou reconhecidas por lei. advogado e sob responsabilidade deste". dezembro de 2006. não poderá praticar outros representação. Com efeito. Nos dois primeiros anos desse prazo será deres inexistentes.906/94. 1° da Lei 8. como declina o item IV da Súmula no O art. não poderá dos advogados. 0 Art. não foram man- Contudo. PRESSUPOSTOS RECURSAIS ÉLISSON MIESSA • ~ impo:rante destacar que o substabelecimento pressupõe a exis. o preposto tem a função de representar a parte na audi. na audiência. mas sempre em conjunto com o advogado. 151.resário. poderá exercer todos Desse modo. n° 7. por força do art. com as res. Por sua vez. pode acontecer de termos estagiário atuando no processo. mas não foi man- mento por advogado investido de mandato tácito (OJ n° 200 da SDI -I). prestar depoimento pessoal e aduzir razões mente. deverá ser ao advogado. salvas feitas pela Súmula 377 do TST80 • Com efeito. de 14 de pode atuar em juízo. a insciçáo na Ordem. revogado pela Lei gerente ou preposto. por obvw substabelecer.906/94). em caráter excepcional. regularmente inscrito. nos termos do art. § 1°. tais como realizar propostas de acor- jus postulandi. . tinha relação com os atuais estagiários. 54 da Lei Complementar n° 123.215/64). tidos no atual Estatuto. Durante três anos a partir de vigência desta lei. 843. lnteligên. IV . pode praticar os atos 80 Súmula no 377 do TST. de acordo com o art. acabada a audiência. por leigos. que atualmente tem a exclusividade de finais. Registra-se. Assim. estabelecendo: . Preposto. sob pena de vício de representação. se o patrono não do Exame de Ordem para efeito de inscição no quadro poss~1 ~enhum poder de representação (mandato válido). tatuto da Ordem dos Advogados do Brasil de 1964 (Lei n° 4. o provisionado buscava afastar a carência de advoga- 7.906/94 "o estagiário de :1dvocacia. exaurindo sua atividade nesse ato. Nesse caso. 107 [_ ~----10_6 _ _ _ __ . possibilitando a capacidade postulatória a É sabido que o empregador pode ser substituído. apresentar defesa oral. seja o provisionado. isso ocorre nos casos em que não se aplica o jus postulandi. seja o solicitador.Configura-se a irregularidade de representação se o A figura do solicitador acadêmico tinha como base o art. caso o empregado e o empregador não se utilizem do os atos necessários na audiência. como dispunha o art. § 1°. previstos no art. interpor recursos. § 2°. ou contra micro ou pequeno em. a transferência da capacidade postulatória. 52 da Lei n° 4. Representação por preposto do em determinadas regiões.6. como Solicitador Acadêmico. 7 .5. por último. 1°. Isso ocorre porque é regra básica de direito o fato de que secun. Isso quer dizer que só poderá substa- serão facultativos os requisitos do estágio profissional e belec~r aquele que tem poderes para representar. Exigência da condição de empregado. da CLT e do art. 843. declina que empregados e empregadores podem 395 do TST: ser representados pelo solicitador ou provisionado. aos que comprovarem estar matriculados na 4a ou 5• séries das Faculdades de Direito cessão do mandato. 3°. Queremos dizer. 151 doEs- substabelecimento é anterior à outorga passada ao subs- cabelecence. § 1°. Representação por estagiário tencia antenor de procuração. ência. em conjunto com p. 791. o substabelecimento deve ser sempre posterior à con.

Isso ocorre porque a representação de tais pessoas jurídicas de direi- to público decorre da lei. o poder de representação dos procuradores dessas entidades é inerente mento atuando. tanto quanto em juízo. suas autarquias e fundações públicas. Assim. ocupantes Representação regular. 2•Turma. a prova do credencia- II. a instrumento de mandato representação por procurador do respectivo quadro fun- I. gado. é essencial que 0 sig. Precedentes: agravos regimentais natário ao menos declare-se exercente do cargo de procu. por seus procuradores. Marco Aurélio. atuar sozinho no processo. Municípios e Distrito Federal. conforme sentido. passa a ter "capacidade plena". REPRESENTAÇÃO PROCESSUAL . blicas por seus procuradores ou advogados. Contudo. de então. 12. como ocorre. do CPC.12. Representação processual. enquanto for estagiário. I e II. uma vez habilitado como advogado. aí. para que o advogado possa va. . do art. devida- o advogado. Ademais.A União. Estados. Habilitação posterior de cargos efetivos dos respectivos quadros.568-7. como dispõe a Súmula n° 436 do TST.249-7. Estados. independe da apresentação do instrumento de mandato. inclusive para interpor recurso. No Súmula no 436 do TST. para atuar como advo. não havendo necessidade de se conferir nova a representação presunção de validade até prova em contrário. o estagiário pode receber poderes de representação. seja no polo ativo.Para os efeitos do item anterior. exigindo-se. é obrigatória a 7. Representação das pessoas jurídicas de direito ptiblico presença da procuração nos autos. entre 0 substabelecimento e a interposição do recurso. presume-se a contratação do profissional para o caso concreto. pois lhe falta a capacidade de exercício para atuar sozinho mente publicada no Diário Oficial. o estagiano poderá receber procuração e substabeleci. Min. não bastando a simples indicação do número da OAB. }untada de DORES AUTÁRQUICOS. possível. é necessária a Desse modo. por exemplo. Dessa forma. 9° da Lei n° 9469/97. não bastando a indicação do número de inscrição Segunda Turma em 7 de junho de 1994 81 • na Ordem dos Advogados do Brasil. é o disposto no art. seja no polo passivo da relação processual. sob pena de vício de representação. quando representadas é a revelação do status. o TST no item II da referida súmula exigiu pessoas jurídicas de direito público é dispensável a juntada de instru. n°s 173. in verbis: procurador. do Brasil. Válidos são os atos praticados por estagiário se. nas fundações e nas autarquias públicas. sobreveio Assim.652-7 e 174. Declinada a simples estão dispensadas da juntada de instrumento de mandato condição de advogado inscrito na Ordem dos Advogados e de comprovação do ato de nomeação. invocando-se as diretrizes da Súmula n° 164 do TST. Pro. a nomeação para o cargo.Tratando-se de autarquia. Nesses casos. mesmo sentido. DJ. habilitando- to público contratarem advogados particulares para representá-las em ju~ -se como advogado. lidamente representar os interesses da parte no processo. 108 109 . ativa e passivamente.1994. Nesse procuração ou substabelecimento. 81 STF-RE 174504AgR/ SP. somente em conjunto com à sua própria função. julgados pela rador. Com efeito. com a finalidade de identificar a regularidade da re- apresentação de mandato. mencionando-se. No entanto. os procuradores das pessoas jurídicas de direito público es- a habilitação. Estagiário. que o procurador ao menos se declare como exercente do cargo de mento de mandato. Conforme analisado anteriormente. já havia decidido o STF: curador da C"nião. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS Portanto. Suficiente autarquias e fundações públicas. podendo. Municípios e Distrito Fe. pois já tinha tais poderes.a procuração. confere ao procurador das pessoas no processo. tratando-se de advogado particular. adquire jurídicas de direito público o poder de representá-las em juízo. tão dispensados de apresentar procuração para representá-las em juízo. a partir ízo. tendo a capacidade de exercício. pode acontecer de determinadas pessoas jurídicas de direi- mas a lei não lhe confere a capacidade de exercício. na hipótese de representação das presentação de tais pessoas.7. o número da matrícula. ou seja. que assim vaticina: declina a OJ n° 319 da SDI-I do TST: · A representação judicial das autarquias e fundações pú- Orientação Jurisprudencial no 319 da SDI. suas cional independe de instrumento de mandato. 173. 9.PROCURA- deral. mento . Contudo. cio então estagiário. Rei.I do TST.

2007.v.I do TST.0020. antigo mandatário se considerará revogado o ~nandato anterior. . conforme d1sc1plma o art._ O- 82 STF-Rcl8025/SP. Tribunal Pleno. Primeira Subseção de Dissídios Indi. devem ser representadas em juízo. .2013. ~ Est_ado e s~as _autarqwas. sem ressalva ~a p~·ocu­ procuradores que fazem parte de seus quadros ou por ração anterior. I) · Desse modo ' considerando que a Consntwçao Federall a1s gular a representação. como é o caso. na hipótese de exclusividade de representa.02.20~0. só após a devida comuntcaçao ao advogados constituídos. DEJT 12. Relator Ministro Luiz Philippe Vretra de Mello Filho. vez que. não podendo ser representadas pela A revogação do mandato decorre de vontade do mandante. Rei.15. que. DEJT 16. Eros Grau. O] 318 da SDI I do TST: Analisando a revogação tácita. além do que seus membros não podendo ser extinto no caso de revogação ou renú~cia. Min.5. E-AJRR 151140-44. E-RR-143100-98.2008. mudança de estado que mab1hte o mandante d 1çao eu 1 ' · Por fim. inclusive para recorrer. a ~ons­ tada por seus procuradores. Relatora Ministra · . por exem. não criou óbice a que 0 estado organize a sua representação process~a Pensamos. porém. por ele praticado não pode ser acoima::!o de excessivo e presentação das autarquias por procuradores do estado ou procuradores emanado de falso e ilegítimo procurador. a representação por tais procuradores não decorre da lei. ou para o mesmo processo. Julg.8. Revogação do mandato se aplica ao Ministério Público do Trabalho. Dje.2006.0067. • .2007._ ~arte ou inter- são inscritos na OAB. será o advogado público que estará representando a União dores do estado 84 • (CF/88. 84 TST RR 196800-74. o ato De qualquer modo. DEJT 26.3. Por fim. R osa M ana we er. o TST adm1te plo. .d ma das partes. Representação irregular. da União. inclusive as de rêgime especial. cumpre consignar que. Quinta Turma. concedendo poderes a advogado particular.12.0062. a constituição de novo mandatário para o mesmo nego- lidade jurídica própria. 99 . 131) 82 . por procuradores que fazem parte de seu quadro ou por do CC/02. bem c_o~o q~e ~s o~upantes da carre~ra ção do ente público por advogado público. Desavisado o mandatário da revogaçao. · · .0153. . b DEJT 27 8 2010· E-ED-AJRR-236940-08. exceto as umvers1dades p~bl_1c_as estadu- mantém-se a necessidade do instrumento de mandato para tornar re.8.201 O. é importante destacar que o TST admite are. Relatora Ministra Maria de Assis Calsmg.5. obriga. devendo ser representadas pelos cio. não há necessidade de tal declaração. pois este somente pode ser 0 mandato é um contrato embasado na fidúcia entre as partes. ------------- . no Estado de São Paulo.02.15. a conferir os poderes ou 0 mandatário para os exer~e~ e _pe o termmo do prazo ou pela conclusão do negócio. 9.2010.8. tituição Estadual confere à Procuradoria Geral do Estado a funçao.2013. registra-se que as autarquias e fundações. não precisa da apresentação de mandato. art. estados e municípios). o doutrinador Washington de Bar- Orientação Jurisprudencial n° 318 da SDI. advogados constituídos por elas. de mas o procurador deverá declarar que é exercente do cargo de pro. Autarquia ros Monteiro declina: Os Estados e os Municípios não têm legitimidade para A revogação tácita pode resulcar de circunstâncias vária~: recorrer em nome das autarquias detentoras de persona. Por outro lado. conforme dispõe a do ser expressa ou tácita. como se vislumbra pela parte final da orientação em análise 83 • Quere- mos dizer. Mas. por meio de seus procuradores. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS Em resumo. curador.0039. -A-RR-546800-09. Atenta-se ainda para o fato de que o item li da aludida súmula não 7. .. a pessoa jurídica de direito público.04. poden- administração direta (União. 6. quando represen. Augusto Cesar Leite de Carvalho.2005. Min. "representar judicial e extrajudicialmente. Rei. presentado por integrantes da carreira. " (ar t . DEJT 26.2.5. Emmanoel Pe- reira'. por terem perso.3. Min. E~ 83 TST.5. 110 111 ---~-----. possam representar os órgãos da adm1mstraçao _md1reta. mas pode derivar de mandato judicial.5. a representação das autarquias do Estado de Sao Paulo pelos procura- toriamente.2009. 682 nalidade jurídica própria. viduais. do município quando eles possuírem mandato constituído nos autos. Rei.

sendo a regularidade de representação tacHa do mandato anterior.te revogado. 13 do CPC na fase recursal. uma vez que as consequências do afas- Mandato. Rei. RECURSO . sendo incabível sua regularização posterior. 6.o~eres conferidos ao amigo patrono. marcará prazo razoável para ser sanado mo Tribunal Federal. faltantes. Ministra Maria de Assis Calsing DE]T 5. cimento do recurso. uma vez que seu ( . o C.3. Gilmar Mendes. Desconsideração. Na fase recursal. implica revogação critos no aludido artigo. Agravo regimental em agravo regimental em ~a hipótese de irregularidade de representação. procuração. Juntada de regularidade c.2000.37500-81.Ira ~esse último o poder de representação. TST não admite a incidência desse dispositivo na ExJ. ' · · e lX 1sc er. Mandato. 13 e 37 do sem a mani. lidade do art. Além disso. sem ressalva de do processo. . Isto e. semação processual. Ausência do instru- p~rmlte sua regularização. III . Inexistência de protesto por sua oportuna apresentação.ao 'erceiro. Juncada extemporânea das peças prazo. 0 C. e não a data da outorga de poderes ao causidicosG.0036. Pela inaplicabilidade do art.uo. art.REPRESENTAÇÃO PROCESSUAL - REGULARIDADE. o Supre- mo Tribunal Federal tem decidido de forma reiterada.I do TST. suspen. 13 do CPC na fase recursal. Verificando a incapacidade processual ou a ir. 4.03. 87 revel.TST es. Ónus do agravante. ) mandato f01 tacltame:J. II . um pressuposto recursal. a partir da juntada II . porta. Fase recursal. Nessa hipótese. tamento da irregularidade estão direcionadas a decretações do primeiro salva.215 Rei Min FT F h DJ corribilidade. cuja sentaçao.3. Não sendo cumprido o despacho dentro do interposição do recurso.3.OPORTUNIDADE. que a juntada de nova procuração nos autos Súmula no 383 do TST.. Inaplicabilidade patrono. a~enas o novo procurador terá poderes de repre. 13. ante a preclu- JUntada aos autos.ão do STJ. 87 STF -AgR-AgR/ PR.5. reputar-se-á se nega provimento. como declina o item li da Súmula n° 383 do TST: Verifica-se. ret. na referida orientação. Republicação: DJe 11.ss fase recursal. Contudo. não admite a regularização da representação na aceite o m<-ndato.2010. o pressuposto objetivo de re- 85 Citação extraída da deci. 2.2003. que é a regular representação processual. pois gera nulidade do processo. SDI-I do TST. ou o tenha igualmente revogad 0 . 7. REI. in verbis: Para o C. sua ausência gerará apenas o não conhe- Atenta-se para o fato de que. Juntada de nova procuração. capacidade postulatória. 3.Inadmissível na fase recursal a regularização da rep re- da no~a p~ocu:ação. Irregularidade de representação Ementa.ao autor. já que. 112 113 .9. ÜISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAlS M_as num processo equivalerá à referida comunicação a J.2.RR. Public.2009. esse dispositivo tem incidência tão somente na 1a Orientação Jurisprudencial n° 349 da SDI . na forma do art.festação expressa de permanência dos poderes do antig~ CPC. Preclusão consumativa do ato de o defeito.a representação das partes. Arts. Nesse sentido.2010.ao réu.2010.U~t:da da procuração conferida a novo procurador. ainda que o novo procurador não seara recursal. I. há 21. O mesmo raciocínio aplica-se ao substabelecimento. 13 do CPC.11. ou seja. o juiz de. são consumativa. não se podem admitir os efeitos des~ p. 5. RESP-222.3. lnaplicabi- Art. TST.2010 Public. Ausência de res. a OJ 349 da aplicação se restringe ao Juízo de 1° grau. 7. será excluído do processo. 5. mento de mandato outorgado à advogada subscritora do cnto: agravo regimental anteriormente interposto.stJra a !'evogação.. 12. Min. a interposição do recurso consuma o ~abeleceu que o que define a procuração como nova é a data da sua ato recursal.. EfeitoE grau. como se verifica pelo seu texto a seguir trans. instância e não em fase recursal. o juiz. Precedentes do Supre- dendo o processo. 86 TST. DJe 4. 13 do CPC 0 suspensão de tutela antecipada. se a providência couber: I . Agravo regimental ao qual cretará a nulidade do processo. revelia ou exclusão do terceiro A juncada de nova procuração aos autos. Na hipótese de interposição de recurso.

e ARTIGO 557. no art. cimento e outro valor na fase de execução. a possibilidade de blico específico e divisível. Nos dissídios individuais e nos dissídios cole- regularização da representação em sede recursal. introduzido pela Lei n° 13. incluía a representação processua!9°. 77 e 79). Se o agravo é manifestamente infun.1. grave. Rei. será um valor na fase de conhe- mandar saná-lo. quatro centavos) e serão calculadas: 90 Interpretando o art. já anunciávamos so. 89 Miessa. 13. Leonardo José Carneiro da. 2010. conhecimento incidirão à base de 2% (dois por cenro). 2014. o que. o disposto no O preparo é um pressuposto recursal extrínseco. 3. Portanto. Reforça o nosso entendimento o advento do § 11 do art. cuja incidência sempre pressupõe a fase de conhecimento. a nosso juízo.276/2006. 4. as custas relativas ao processo de 31. ed. a doutrina entende que "é possível pensar. que engloba: artigo 13 do Código de Processo Civil.. para o C. sendo o vício de representação um vício sanável. quando comentamos essa súmula89 . § 4°.1. § 2°. dado. • o depósito recursal. as custas processuais vêm estabelecidas (incluímos os Tribunais Regionais) poderá mandar saná-lo. Fredie. 789. ou seja. 13 do CPC): juntada pectivo valor. que introduziu o § 4° do (exercício da jurisdição).997/SP-AgR. correção de defeitos processuais em sede recursal.64 (dez reais e sessenta e comentadas e organizadas por assunto. o Tribunal Superior do Trabalho poderá desconsiderar o vício ou a depender da fase do processo. Rei. que são devidos ao estado em razão da realização de sua atividade que. por isso. 789 da CLT: fica que a Súmula n° 383.AI 546. no suprimento de um defeito de representação (art. do CPC. 515. Descabe aplicar. 8. Élisson. DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL.6. II. do pagamento das custas e do re- artigo 55 7 do Código de Processo Civil. p. o entendimento do TST deveria sofrer reparos.015/14. Stímulas e orientações jut'isprudenciais do TST observado o mínimo de R$ 10. Primeira Turma.06. Wllor das custas processuais CLT. Min. DJU 8. do CPC. do TST deverá ser alterada para admitir a Art. 145. devendo. As custas processuais dizem respeito ao custo financeiro do proces- No entanto. expressamente. Min. Henrique. o qual passou a declinar que. No processo do trabalho. em tal fase. TST. no exercício da 88 STF. arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé 88 • colhimento do depósito recursal. art. já compulsória exigida em decorrência da utilização de um serviço pu- que tal dispositivo passou a permitir.1. § 2°). o TST Na fase de conhecimento. sob pena de não conhecimento do recurso. Curso de direito processual civil: Meios de impugnação às decisões judiciais e processo nos tribunais.e art. quando se diz que o recurso é deserto. p. ou seja. art. está-se referindo a esses pressu- Assim.MULTA. tivos do trabalho. I . é inaplicável na fase postos recursais. Custas processuais suposto recursal. 115 114 . sendo analisado de forma diferente. 896 da 8. Correia. DIDIER Jr. ex. 515 do CPC. AGRAVO. ou seja. ante a falta de pres.". recursal. • as custas. o valor das custas processuais ve~ fixado "quando o recurso tempestivo contiver defeito formal que não se repute na sentença (CLT. arts. sobre o res- ainda. 91 STF-RE 116208-2/MG. gera a deserção do recursal. 832. Bahia: Jus. julgando o mérito". Marco Aurélio. nas ações e procedimentos de compe- tência da Justiça do Trabalho. prestado ao contribuinte (CF.quando houver acordo ou condenação. o que signi. v. PRESSUPOSTOS RECURSAlS ÉL!SSON MIESSA de estar atendido no prazo assinado em lei para a própria 8. PODIVM. com o advento da Lei n° 11.legal. é obrigação. p. Portanto. ed. o art. Bahia: JusPODIVM. CUNHA. Moreira alves. PREPARO interposição. bem como nas demandas propostas perante a Justiça Estadual. 8. Trata-se de taxa9 1.1990. o recorrente estar regularmente represen- tado. 683. DJ de jurisdição trabalhista. CTN. da procuração ou juntada do estatuto social da pessoa jurídica. li. impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2° do A ausência do preparo. 135.3.

se a condenação for de R$ 300. -lhe-á o valor e fixará o montante das custas processuais. ou pelo Presidente do Tribunal. IV. quando existir litiscon. ] 5) o valor arbitrado na decisão. mas a soma de todos os pedidos ou dos valores seja o reclamado. der Judiciário. 116 117 . isto é. III .1..64 e não R$ 6. com base na soma dos pedidos dos dois reclamantes (CLT. concedidos aos reclamantes. 789-A. mente cada um dos reclamantes ou a soma dos reclamantes que deram § 1° As custas serão pagas pelo vencido. da CLT: sobre o valor arbitrado na decisão. o pagamento das custas caberá em partes iguais aos litigantes. ou julgado totalmente improcedente o pe- for ajuizada por 4 reclamantes. § 1°). entendidas como as ações que possuem mais Por serem as custas despesas decorrentes da movimentação do Po- de um sujeito no polo ativo do processo. Assim. Desse modo. seja o reclamante. após o trânsito origem ao arquivamento. [ . calculadas fixos.no caso de procedência do pedido formulado em ação declaratória e em ação constitutiva. se no em julgado da decisão.35 (cinquenta e cinco reais e trinta e cinco centavos). sobre o valor da causa. III ..00.00. No caso de recurso. § 4° Nos dissídios coletivos. R$ 5. se a reclamação trabalhista plúrima to do mérito. no caso de arquivamento da reclamação em relação IV . sobre o que o a alguns reclamantes.00.2. na hipótese de dissídio coletivo... as custas se- rão pagas e comprovado o recolhimento dentro do prazo exemplo anterior 2 reclamantes faltaram à audiência inicial. . as custas serão calculadas sobre o montante total. VI.recurso de revista: R$ 55. as custas incidem sobre o valor total dos pedidos (Súmula causa ao processo.00.agravo de instrumento: R$ 44.000. Na fase de execução.no caso de procedência do pedido formulado em ação declaratória e em ação constitutiva. e vinte e seis centavos).. calculados sobre o: [ . ] 1) valor da condenação.agravo de petição: R$ 44. Isso quer dizer que as custas não levarão em conta cada ponsabilidade da parte vencida (CLT. as custas quanto a eles serão calculadas § 2° Não sendo líquida a condenação. No processo de execução são devidas custas. e não sobre o valor total. um dos litisconsortes. da causa. se de outra forma não 10. que corresponde a 2% do valor da condenação. d• au" { [ . o arquivamento da reclamatória. 789. as custas serão de R$ for convencionado. Registra-se que. É importante destacar que o valor mínimo a ser pago é de R$ § 3° Sempre que houver acordo. a legislação incumbiu seu pagamento àquele que deu sórcio ativo. as partes vencidas responde. de conformidade com a seguinte tabela: são sempre no valor de 2%.quando o valor for indeterminado. 4) valor que o juiz definir (quando o valor for indeterminado).improcedência dos pedidos. art. 789. 11). sobre o valor R$ 20. sempre de responsabilidade do executado e pagas ao fi- Da análise do dispositivo anterior. Art. 3) wlo. ou seja. Responsabilidade pelo pagamento das custas Nas ações plúrimas. é possível extrair que as custas nal.64. conforme estabelece o art. 10. o pagamento das custas processuais é de res- n° 36 do TST). as custas serão arbitradas considerando separada- juiz fixar. 789-A. o juízo arbitrar. art. 8. Assim..26 (quarenta e qua- tro reais e vinte e seis centavos). ou seja.quando houver extinção do processo. sem julgamen. tendo cada um deles o direito de receber dido. as custas relacionadas aos recursos têm valores rão solidariamente pelo pagamento das custas.26 (quarenta c quatro reais . ] .000. 2) valor do acordo. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS li . ensejando recursal. ou pelo Presidente do Tribunal.extinção do processo sem resolução do mérito.

nessa fase. 93 Instrução Normativa no 20 do TST. lução do mérito. na fase da execução.I do TST: de relação de emprego não se aplica a sucumbência recíproca (divisão Orientação Jurisprudencial n° 104 da SDI. não dependendo da decisão judicial para sua delimitação 92 • 8. as custas serão divididas propor- Não caracteriza deserção a hipótese em que. so de revista e agravo de instrumento independem do pagamento ime- de modo que a ausência de pagamento pelo vencido torna seu recurso diato de custas processuais. valor da condenação. Condenação acrescida. a parte deverá ser intima- oTST que: da posteriormente para pagá-las. acrescido o cionalmente entre as partes (TST. TST não admite a aplicação da Sú- dariamente pelo pagamento das custas. deven- haverá sucumbência recíproca.1. poderá recorrer emprego. atente-se para o fato de que. sendo omissa a decisão quanto ao valor da condenação torna-se vencida na segunda instância. a parte que era vencedora na primeira instância Contudo. do seu pagamento se dar no final do processo CLT. mesmo se o reclamante não for vencedor em todos.3. conforme dispõe a Súmula n° 53 do TST: Súmula n° 53 do TST. das custas processuais.0000. na hipótese de relação de trabalho. pois. o paga- O pagamento das custas processuais é realizado pelo vencido (su. se a procedência deles é parcial. Inexistência de deserção Contudo.I do TST. o qual deverá pagá-las após o trânsito em julgado.3. caput). do. ou seja. que seu montante decorre da própria lei. É necessário destacar que o C. o pagamento e a comprovação do recolhi. Essa é a regra. mento das custas será sempre de responsabilidade do executado. 789. § 1°). art. é contado da intimação mann. não sendo. valor devido a título de custas e tampouco intimação da parte para o preparo do recurso. as custas ponsabilidade pelo pagamento é sempre do executado. 19. improcedência dos pedidos.1. ser pagas ao final. do cálculo.02. estabelece e. então. Momento de pagamento Por fim. por força do art. consequentemente. Custas. II e III. O prazo para pagamento 92 TST-AIR0-1144-47. 118 119 .1. havendo diversos pedidos nas relações de Por outro lado. somente começando a fluir seu prazo para pagamento da data da intimação do cálculo das custas. a res. a respon. sem realizar o pagamento das custas processuais. SBDI-II. o pagamento Isso significa que. nesse caso. cabe salientar que. o que significa custas devidas. art.2013 (Informativo n° 67). 8. existindo cumulação de pedi. Hugo Carlos Scheuer- das custas. Nessa hipótese. Min. ou isenção de custas. o sindicato que houver constitutiva. IN n° 27/2005). considerado como deserto. isto é.5. quando as custas não são expressamente calculadas e não há intimação da parte para o preparo do recurso. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS É interessante notar que. Inversão do ônus da sucumbência mento das custas devem ocorrer dentro do prazo recursal (CLT. a interposição do agravo de petição. as partes vencidas responderão soli. 789-A. deven- cumbente). nas ações ciado na OJ n° 104 da SDI.11. no dissídio coletivo. É que nessas hipóteses o valor das custas leva em conta o intervindo no processo responderá solidariamente pelo pagamento das valor da causa. não houve fixação ou cálculo do É necessário atentar para o fato de que. rei. Ademais. na hipótese de interposição de recurso. do pagamento entre as partes). na fase de execução. Custas. portanto.2011. ser as custas pagas ao final dos. devendo. um pressuposto recursal 93 • Portanto. recur- das custas passa a ser considerado um pressuposto recursal extrínseco. tratando-se de empregado que não tenha obtido o bene. Pode ocorrer a inversão do ônus da sucumbência na instância i recursal. ' ' 789. irem XIII. No entanto. conforme consubstan- sabilidade pelo pagamento é do reclamado (vencido). ação declaratória e ação fício da justiça gratuita. no caso de recurso. isto é. mula n° 53 do TST nas hipóteses de extinção do processo sem reso- Por fim. não havendo intimação da conta. da CLT.

João recorre de revista ao TST. não deverá pagar as custas recursais para interpor o recurso de custas fixadas na sentença originária. de 7 de dezembro 2010 e Instrução Norma- recurso. conside- rando que o valor da causa era de R$ 15.Guia de Referência de Recolhimento da União94 . fixando o valor das custas em R$ 300. se quando não tiver ocorrido o pagamento anterior. está obrigada. O TRT reforma a sentença e condena a servando-se as diretrizes da Instrução Normativa n° 20/2002 do TST. Nesse Já no segundo caso. Ocorrência Exemplo: João ajuíza reclamação trabalhista em face da empresa Ocorre deserção do recurso pelo recolhimento insuficien- Z postulando o reconhecimento do vínculo e o pagamento das verbas te das custas e do depósito recursal. da justiça gratuita. isto é.1. Desse modo. O TRT dá provimento ao recurso ordinário e reforma integralmente a sentença. por exemplo.00.00. A empresa Z recorre e efetua o pagamento das custas declinadas na sentença. há inversão da sucumbência. ficando as custas no montante centavos. recurso.00. deixando 8. empresa ao pagamento de adicional noturno e do 13° salário.000. majoração da sentença. Caso a empresa Y tenha interesse de recorrer ao TST. ante os de Guia GRU .5. de modo pendentemente de intimação. de R$ 200.CSJT. mas há concessão dos beneficios comprovar o recolhimento até o 8° dia. dando em relação ao "quantum'' devido seja ínfima. ao recorrer. Nessa hipótese. referentes a centavos. a pagar as gratuita. porque já é de seu conhecimento o valor que.SG. A sentença julga procedentes os pedidos da inicial. dentro do prazo alusivo ao recurso (CLT. exclusivamente.GP. Carla recorre ao TRT O recolhimento das custas dever ser feito. com o trânsito em julgado. sentido. o paga- foram devidamente recolhidas. João.00. Deserção. por entender que João era traba- lhador autônomo. no 6° dia. isenção. das quais ficara isenta a revista. ou na hipótese de majoração da condenação. deverá reembolsar a parte então vencida (Súmula n° 25 do TST). 789.I do TST. inde. ínfimos. lZO 1Z1 . no valor de R$ 200. Diferença ínfima. Deverá no fim do processo. por meio e não recolhe as custas porque está isenta de seu pagamento. art. Depósito recursal e custas. ressarcir a quantia (OJ n° 186 da SDI-I do TST). mas nega-lhe provimento. independentemente de intimação. a OJ n° 140 da SDI-I do TST: cido pagou as custas processuais no momento da interposição de seu Orientação Jurisprudencial n° 140 da SDI. mas aqui o ven. Comprovação do pagamento das custas processuais quando o inicialmente vencido é isento do pagamento das custas pro- cessuais no recurso. mesmo não sendo beneficiário da justiça da.1. empresa Z do pagamento das custas realizado no recurso ordinário. se Y postulando o pagamento de adicional noturno e do 13° salário. É necessário que o recorrente comprove o pagamento das custas processuais. se vencida na segun. No entanto. mesmo que em valores das custas declinado na sentença. no caso de inversão do ônus da sucumbência. Exemplo: Carla ajuíza reclamação trabalhista em face da empresa ainda que o recurso seja interposto antecipadamente. deverá pagar as custas declinadas na sentença. o recorrente poderá pedidos são julgados improcedentes. descabe um novo pagamento mento das custas processuais somente será um pressuposto recursal pela parte vencida. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS I) a parte vencedora na primeira instância. em decorrência de sucumbente. sem acréscimo ou atualização do valor das custas e se estas já Portanto.000. O pagamento das custas processuais deve ser integral. Diferença no pagamento e complementação das custas de fixar o valor da condenação. O primeiro caso diz respeito à inversão do ônus da sucumbência 8. referente a valor à condenação de R$ 10. o qual conhece do 94 Ato conjunto no 21/TST. ainda que a diferença rescisórias. 2) no caso de inversão do ônus da sucumbência em segundo grau. § 1°). havendo pagamento inferior ao devido. Seus o recurso for interposto.00.4. como não houve tiva n° 20 do TST. ocorrerá a deserção do recurso. ob- beneficios da justiça gratuita.

Defender posição contrária. 2009.1. do CPC95 • petição inicial. tornando-se frequente os erros na for. podendo. o TST fez uma ressalva quanto ao seu requerimento na fase recursal. admitindo-o apenas quando formulado dentro do prazo 95 Salienta-se que. § 2°. art. após a vigência da referida lei. I). qualquer tempo ou grau de jurisdição. art. § 3°. Beneficiário da justiça gratuita mulação do cálculo das custas.6. ao recurso. os estados. na seara trabalhista. p.1. 4° e 6° da 2) a União. desde que. os municípios e res.I do TST. A CLT. 8. 832. como se pode verificar pelas lições do doutrinador Orientação Jurisprudencial n° 269 da SDI. Requerimento de isenção de despesas mentação deva ser irrestrita. 1) o beneficiário da justiça gratuita (CLT. art. para fazer jus ao benefício. É o que dispõe a OJ 269 da SDI-I do TST: não tem aplicação irrestrita. Melhor explicando. o Distrito Federal.060/50. ed. atuaL e ampl. 4. não incidindo assim o art. § 2° e 789. 511. sendo a par. bem como na Lei n° 1. processo do trabalho é diversa da do processo civil. a parte deverá afirmar seu estado de cessuais (CLT. ÉLISSON MJESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS Isso ocorre porque a forma de definição das custas processuais no 3) o Ministério Público do Trabalho (CLT. que. entretanto. interpretando-se sistematicamente os arts. Lei n° 1. § 2°.604/70). Portanto. essa nova realidade. dando origem assim ao art. 511. significa ir à con- tramão da reforma. as custas 5) a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Decreto-Lei processuais no processo civil eram calculadas pelo juízo. § 2°. caso interpretado isoladamente. processuais. pode levar o aplicador do da decisão. estaduais ou e concedido em qualquer tempo. o benefício da justiça gratuita é fruto do es- tado econômico da parte. São recursal. a 5. sensíveis a O benefício da justiça gratuita encontra-se regulamentado no art. integral. 6. no sentido A Lei n° 1. ·. No entanto. estabelece. no prazo de 5 dias. que permite a complementação do pagamento consulares (Convenções de Viena de 1961 e 1963). 122 . 8. por sua vez. do CPC. rev. Isenção do pagamento das custas É por isso que o art.060/50. as missões diplomáticas e repartições art. até o advento da Lei n° 8. Flávio Cheiro Jorge: "O que não nos parece ser possível defender é que a comple. Teoria geral dos recursos cíveis. não alterou seu regime de cálculo das custas pro- cessuais. miserabilidade por simples manifestação na própria petição inicial. advir a qualquer tempo. permitindo que as partes sempre recolham valores inferiores O benefício da justiça gratuita pode ser requerido em ao incontroversamente previsto e interfiram no trâmite previsto pelo legislador". art. na fase JORGE. 790-A. não se aplicando o 4) os Estados estrangeiros. 790.1. do CPC. por meio da Lei n° 9. Declina a CLT que referido benefício poderá ser concedido a re- querimento ou de ofício pelo juiz em qualquer instância. de que em toda decisão deverá constar o valor a ser pago de custas pro. atingindo até mesmo aquelas situações onde a legis. começaram a flexibilizar a exigência do preparo 790. portanto. seja o requerimento formulado no prazo alusivo Paulo: Editora Revista dos Tribunais. Justiça gratuita. § 3°). Momento oportuno lação local estabeleça um valor fixo. a aplicação do art. § 2°). mantendo a norma cogente dirigida ao magistrado. 511.950/94. os tribunais. Diante disso. 6° da Lei n° 1. 195. do CPC recursal. mesmo no processo civil. 511.060/50. o benefício da justiça gratuita poderá ser requerido pectivas autarquias e fundações públicas federais. no 509/69) e o Hospital das Clínicas de Porto Alegre (Lei no te intimada do seu valor. municipais que não explorem atividade econômica (CLT. no caput do art. razão pela qual a parte sabe com exatidão qual o montante a direito à conclusão de que o benefício somente poderá ser postulado na ser pago. concedendo prazo para complementação. 4°.. 790-A.756/98. Flávio Cheiro. Com efeito. § 2°.' 123 . II). Esse a responsabilidade pelo cálculo das custas processuais é do órgão prolator dispositivo.060/50 permite sua postulação no Estão isentos do pagamento das custas processuais: curso do processo. Contudo. responsabilidade pelo cálculo das custas processuais passou a ser in- cumbência das próprias partes. da CLT. Contudo.

a eles se aplicam os privilégios de prazo do recurso e não. como não houve pagamento das custas processuais Contudo. O juiz de plo. fiscalizar o exercício das profissões correspon- dentes.12. 8. Os conselhos de fiscalização do exercício pro- fissional constituem autarquias especiais instituídas pelo Atenta-se ainda para o fato de que o art. Entidades fiscalizadoras do exercício profissional quentemente. 6. Empresas públicas e sociedades de economia mista 96 TST-E-ED-RR-115400-27.2. 14. Nesse contexto. por divergência fase recursal.04. por maioria. prejudicando a análise do agravo de instrumento. tas processuais (deserção).2010. Public 06. requerendo nesta oportunidade o benefício da justiça gra- tuita. na unanimidade. sais diferenciados e a submissão ao precatório96 • Exemplo: Sentença não reconhece o vínculo de emprego e. ficará mantida a deserção do recurso ordinário sional. parágrafo único. Dessa forma. necessariamente. conse. Natureza restaurar o recurso nã. as horas extras postuladas. tenham todas as prerrogativas das pessoas jurídicas de direito público. Min. desde que. O mesmo caminho trilhou visto. o STF reconheceu que tais conselhos têm natureza de autarquias. inclusive no que diz posição. 789. TST).6. Assim. inclusive a isenção do pagamento de custas processuais. 124 125 . SBDI-I. § 1°. As empresas públicas e as sociedades de economia mista. como se verifica pelo julgado extraído do informativo n° 44 após o prazo recursal. art. seja postulado no prazo alusivo ao recurso. a isenção não pagamento das custas processuais. Privilégios do Decreto-Lei 11° 779169. Aloysio Corrêa da Veiga. no mérito. parágrafo único). ção de reembolsar as despesas judiciais realizadas pela parte vencedora o reclamante interpõe agravo de instrumento para destrancar o recurso (CLT. Nesse caso. Autarquia. os prazos recur- suais. Agora o que precisa ficar claro é que a concessão doTST: do benefício depois do vencimento do prazo recursal será incapaz de Conselho de fiscalização do exercício profissional. Estado para a consecução de um fim de interesse público. 8. prejudicando assim os demais atos proces. se a parte não do prestadoras de serviço público em ambiente não concorrendal.1.2008.RIO GRANDE DO SUL. jurídica.10. ante a deserção. requerer o benefício da justiça gratuita no prazo alusivo ao recurso. por ser requerido e concedido em qualquer fase processual. Ayres Brito. quan- das na decisão é um pressuposto recursal.0008. ele pode ser requerido e concedido a qualquer tempo.5. DJe Divulg 05. nem exime as pessoas jurídicas de direito público da obriga- primeiro grau denega seguimento ao recurso. 790-A. sob pena de jurisprudencial e.o conhecido por ausência do pagamento das cus.2011. TST. da CLT. Julgamento: 16. mite o pagamento das custas e sua comprovação nos autos dentro do qual seja. Crea). este será julgado deserto. respeito à dispensa de recolhimento de custas processuais e de depósito recursal e à concessão de prazo em dobro Do exposto. Tribunal Pleno.2011. inclusive o C.2013 (Informativo n° 66). parte da doutrina passou a defender a in- É importante destacar que isso não significa que o benefício da constitucionalidade do referido parágrafo único. Sendo assim. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS Isso ocorre porque o pagamento das custas processuais estabeleci.10. o STF e o TST têm admitido que tais empresas. Redator p/ gra. conheceu dos embargos. condenando o reclamante ao Nos termos do art. conclui-se que o benefício da justiça gratuita poderá para recorrer. o reclamante interpõe alcança as entidades fiscalizadoras do exercício profissional (por exem- recurso ordinário sem o recolhimento das custas processuais. ordinário.11. no caso das entidades fiscalizadoras do exercício profis- no momento adequado.3. No entanto. a SBDI-I. rei. sendo dotados de personalidade jurídica de direito público (ADin n° 1717/DF). da CLT per. Como ção entre entidades com mesma natureza. no momento de sua inter- que trata o Decreto-Lei n° 779/69. por criar discrimina- justiça gratuita não poderá ser concedido após o prazo recursal. 790. Diante disso. negou-lhes deserção. como re- STF-RE 580264 I RS . Aplicação.1. Com esse entendimento. não estão isentas do pagamento das custas (Súmula n° 170 do o acórdão Min.

mas de- Desse modo.rios. Isso quer dizer que a Justiça do Traba. 7. SBDI-1.2013. uma vez que o art. as entidades financeiras. Noutras palavras. Massa falida e empresas em liquidação extrajudicial em liquidação extrajudicial Não ocorre deserção de recurso da ma. Central do Brasil. dependendo do juízo falimentar para a disponibilização de qualquer Com efeito. cança as entidades fiscalizadoras do exercício profissional. 8. a expedição de ofício para pagamento das custas pro. razão pela qual poderá realizar o pagamento das custas pro- o recurso seja deserto. todavia. art. no entender do C. pois a disponibilização do numerário não será cessuais. quando submetidas trimônio da massa. recursal. parte contrária (CPC. Empresa 8. cesso do trabalho. Deserção. A propósito. Esse privilégio. que é dirigida pelo Banco lho fica limitada à condenação e à quantificação do montante devido. Súmula no 86 do TST. de modo que a Justiça do Trabalho tem competência para liquidação é utilizada pelas "instituições financeiras privadas e as públi- apurar o crédito obreiro. Comentários às Súmulas do TST. TST sição fracionada dos bens do devedor. n° 6.4. na liquidação Dessa forma. TST. ed. como se verifica pela súmula em destaque. Com base nesse dispositivo. o Código de Processo Civil descreve que elas serão consideradas como custas e reverterão à inclusive das custas processuais. extrajudicial não há indisponibilidade imediata dos bens da entidade cessuais.8. no pro- 97 TST-E-RR-26500-89. "o pagamento das custas representaria a cessuais. n° 6. da 2010. a massa falida está dispensada do pagamento das custas provimento. que é interesse de todos os credores. que a falência afasta a possibilidade de dispo.TST. Depósito em caso de litigância de má-fé do processo o juiz do trabalho expedirá ofício ao juízo falimentar soli- citando reserva de valor para pagamento dos créditos do trabalhador e Ao disciplinar as multas impostas por má-fé. p. a isenção do pagamento das custas al- verão ser pagas no fim do processo no juízo falimentar. não se aplica à empresa não ficou isenta do pagamento das custas processuais. São Paulo: Atlas. devendo em seguida expedir ofício ao juízo cas não federais. em liquidação extrajudicial.1.024/74). 35). devendo seu montante ser Agra Belmonte 97 • incluído no quadro geral de credores. no prazo para interposição do recurso. para o C. Vencidos os Ministros Renato de Lacerda Paiva. Tal de credores. inclusive dos à liquidação extrajudicial. as quais estão submetidas a um regime diferenciado de 6°. para a massa falida. assim como as cooperativas de crédito" (art. curso. PRESSUPOSTOS RECU:tSAIS ÉLISSON MIESSA Assim. por certo fará com que financeira.5. Pela análise desse dispositivo é possível extrair que a massa falida denação. § 2°.0022.>sa falida por falta A isenção das custas processuais vem estabelecida no art. que no fim 8. porém. conquanto o art. 18 da Lei numerário. 790-A da de pagamento de custas ou de depósito do valor da con- CLT. 55.2009. Nesse sentido. no entanto. inversão de ordem de preferência na falência.024/64 preveja a suspensão das ações em curso. 127 126 . porque equi- a Súmula 86 do TST: paradas às autarquias.04. Ocorre. para o TST. 1° da Lei falimentar para inscrever tais créditos no quadro geral de credores (art. execução concursal de natureza extrajudicial. Min. as custas processuais não serão um pressuposto recursal. parte da doutrina admite que. § 1°. da Lei 11. fazendo surgir o juízo universal não estendeu a isenção para a hipótese de liquidação extrajudicial. José Roberto Freire Pimenta e Alexandre de Souza processais durante o curso do processo. rel. liberada dentro do prazo recursal. devendo ser previamente recolhida para a interposição do re- 98 MARTINS. sob pena de deserção do recurso interposto. Justifica-se tal posicionamento. Sérgio Pinto.1. que vêm em primeiro lugar" 98 • É evidente. João Oreste Dalazen. 789. inclusive em relação a salá. estão sujeitas ao pagamento das custas pro- trabalhadores. a multa por litigância de má-fé é um pressuposto 25. Massa falida. Entretanto. o C.101/05). dificultando assim a defesa do pa- Portanto.

Francisco Antônio de. São 100 OLIVEIRA. 6.I do TST. é desnecessário o recolhimento da multa por litigância Assim. bem como no art. a natureza jurídica do depósito recursal é de garantir verifica pelos artigos 538.. o art. art. em razão das Orientação Jurisprudencial n° 409 da SDI. não é exigível o depósito recursal nas sentenças meramente de má-fé na interposição do recurso. parágrafo único. Pressupos. posto que a condena- ção somente poderá advir quando do julgamento da ação principal" 100 • 99 DINAMARCO. § 2°. portanto. referida con- O recolhimento do valor da multa imposta por litigância versão é supletiva. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. 3 5 do forma. ou seja. e Paulo: Malheiros Editores Ltda. ] a sanção à deslealdade processual. 322. 128 129 . o que não pode ser admitido. 8. priva a parte das normais oportunidades de prosseguir n° 161 do TST: participando do processo e defendendo-se. entanto. sob [. 35 do CPC supletivamente. Inexigibilidade fazer e não fazer possam ser revertidas em perdas e danos. 899 da CLT. o fez de forma expressa como se Como visto. as custas estão reguladas pelo art. imposta pelo o fundamento de que exigir tal depósito nas demais condenações seria art. Depósito recursal sob pena de deserção. nos termos do are.2. futura execução. da CLT. pois. destinado a garantir o sucesso de futura execução. astreintes e porque elas podem ser convalidadas em perdas e danos. ambos do CPC. resta inaplicável o art. não se aplicando. Isso porque a CLT tem regramento próprio sobre as custas doTST. na Justiça do sa hipótese seria garantir execução condicional. ais. 18 do CPC. mas sim de garantia de execução. Essa opção legislativa tem o mérito do sensato equilíbrio porque as Súmula no 161 do TST. 679). processuais descritas no art. não sendo assim um pressuposto declaratórias. quando o CPC quis criar 8. não é pres. p. rev. Além disso. 789 da CLT. Assim. ed. e não fazer. portanto. leciona o doutrinador Dinamarco: que ele é obrigatório tão somente nas condenações em pecúnia. 2. O depósito recursal consiste em pressuposto recursal extrínseco cursal. uma vez que. ed.2. 40 da má-fé não pode ser considerada como custas processuais na seara tra. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS CLT impõe o recolhimento das custas processuais em caso de recurso. pois. v. constitutivas e condenatórias que não sejam em pecúnia. declina a Súmula. p. Instituições de direito processuaL civiL. Não tem.. o TST não admite tal tese. o C. mesmo que as obrigações de to recursal. descabe o de do mandatário (CC. 17 do Código de Processo Civil. Em decorrência de sua natureza. recursal extrínseco. No Multa por litigância de má-fé. não cumprimento da obrigação específica. Com efeito. 271. Se não há condenação a pagamento em pecúnia. O C. Ações que exigem o depósito recursal multa como pressuposto processual. Commtdrios às súmulas do TST 9. 899. ou seja. 789 do CLT. A propósito. Lei n° 8. Dessa suposto objetivo para interposição dos recursos de na- tureza trabalhista. natureza de taxa. é pecunidria e não garantir execução futura inexistente. Depósito. a condenação primária é a obrigação de fazer de má-fé. § 1°. Assim.177/91. o TST entendeu que obrigar a realização do depósito recursal nes- CPC como fonte subsidiária. sendo regulamentado pela Instrução Normativa n° 3 balhista. ela seria um pressuposto recursal. Condenação a paga- manobras desleais podem decorrer de maquinações do mento em pecúnia advogado e não da parte: ela paga sempre pela deslealda. condicionada ao Trabalho. e 557.1. mas não fica desfalcada depósito de que rratam os §§ 1° e 2° do arr. 2009. 2008. no entanto. Cândido Rangel. sendo a multa por litigância de má-fé de custas processu. não há necessidade "de depósito no caso de recurso ordinário interposto de sentença prolatada em ação cautelar. TST estabeleceu Além disso. Recolhimento. disciplinando-a. ficando a condenação pecuniária em segundo plano. atual. como um pressuposto re. TST. em seu possível direito 99 É interessante destacar que parte da doutrina entende que o depó- Nesse sentido. a OJ 409 da SDI-1 do TST: sito deverá ser exigido nas obrigações de fazer e não fazer. Nesse sentido. entendeu que a multa por litigância de É disciplinado no art.

É ônus da parte recorrente efetuar o depósito legal. exemplificaremos utilizando. na hipótese de ação que não envolva rela- ordinário.3. o que sig- I I ·I nifica que o empregado jamais terá que recolhê-lo.000. Caso seu recurso não seja provido no TRT e pretenda O depósito recursal possui um teto máximo. seja do Exemplo 1: Empresa X é condenada ao pagamento de horas ex- tomador. agora no valor de R$ ao teto legal.000. li. não deverá efetuar novo depósito recursal para esse último recurso. o depósito recursal será no valor da condenação.2. Wllor do depósito recursal R$ 4. e R$ 10.000.000. pois ambos os depósitos alcançaram o não se considerando o valor do teto legal. vendo efetuar o recolhimento do depósito recursal no montante de R$ pósito será exigido nos recursos das decisões posteriores. tendo como valor da condenação o do TST (TST-IN n° 3/93).00 para depósito recursal no recurso Pensamos. provido no TRT e pretenda recorrer de revista ao TS1~ deverá efetuar • valor da condenação: caso o valor da condenação seja inferior novo depósito recursal para esse último recurso. art.00. 7. Exemplo 3: Empresa X é condenada ao pagamento de horas ex·· tras e adicional de periculosidade. agora no valor de R$ legal. até que se alcance o valor da vendo efetuar o recolhimento do depósito recursal no montante de R$ 5.000. in- juízo prolator da decisão arbitrará novo valor à condenação. definindo a sentença como valor da condenação o importe de R$ denados (TST-IN n° 27/2005. do TST: 3. hipote- ticamente. I. ou seja. l 130 131 .00. Caso seu recurso não seja valor da condenação vier a ser ampliado. de- Desse modo. Exemplo 2: Empresa X é condenada ao pagamento de horas ex- perior ao valor estabelecido anualmente por ato do presidente tras e adicional de periculosidade. de- posto exige-se o depósito recursal. o valor de R$ 5. Depósito Recursal Havendo acréscimo ou redução da condenação em grau recursal.2. Atingido o valor da condenação. a cada recurso inter. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS 8. Súmula n° 128 do TST.00. uma vez que futura execução já está totalmente garan. para sob pena de deserção. total da condenação. observado o valor nominal remanescen.00. ' nenhum depósito mais é exigido para qualquer recurso.000. posição de recursos posteriores não está submetida ao depósito recursal. totalizaram R$ 12. ou seja. A empresa interpõe recurso ordinário. seja inferior ao da condenação. Nesse caso. 2°). importe de R$ 20. nenhum de. a inter. o depósito é sempre exigível. quer para tegralmente.00 para o recurso de revista. tras. valor total da condenação. dispõe a Súmula no 128.000. porém.2. "c"). provido no TRT e pretenda recorrer de revista ao TS1~ deverá efetuar Caso o valor constante do primeiro depósito. 4. efetuado no limite novo depósito recursal para esse último recurso. totalizaram R$ 15. exceto se o 5. quer para liberação do valor excedente decorrente da redução da condenação. A empresa interpõe recurso ordinário. o valor da condenação.000.00. O depósito recursal somente é exigido do empregador. a exigibilidade de depósito ou complementação do já depositado.00 (teto legal do depósito recursal). te da condenação e/ou os limites legais para cada novo recurso (TST-IN No mesmo sentido. Nesse caso. seja do sindicato.000. ou seja. Sujeitos que devem recolher o depósito recursal o caso de recurso subsequente.00 (teto legal do depósito recursal). será devida complementação de 10. tendo como valor da condenação o tida.00 (teto legal). decorrente da ampliação da competência da Justiça do Trabalho pela EC n° 45/04. • teto legal: somente é invocado se o valor da condenação for su. que pode ser legal ou recorrer de revista ao TST.000. seja do prestador do serviço. 8.000. em relação a cada novo recurso interposto. quando con. Para facilitar a compreensão. pois ambos os depósitos não alcançaram o valor depósito em recurso posterior. Caso seu recurso não seja condenação. ção de emprego. o I. importe de R$ 12. A empresa interpõe recurso ordinário devendo efetuar ore- colhimento do depósito recursal até o limite da condenação.00 (teto da condenação). que.00. depositado o valor total da condenação.000.

quan- Insta salientar que o depósito recursal será exigido nessa fase quan. Deserção. isto 8. 132. Nesse sentido.00.971. assim como nos demais recursos. a contar de 1. Súmulas do TST comentadas. podendo ser verificado na Instrução Normativa n° 3/93 do TST.83 II -Garantido o juízo.00. os embargos da empresa e procedente a impugnação do reclamante. portanto. elevação do valor do débito. nessa hipótese não há teto legal. Nesse sentido. impugna a sentença de liquidação.000. da Justiça do Trabalho por ato do presidente do Tribunal Superior do Trabalho. porque não levou em conta os pa- Ocorrência râmetros da condenação.485.000. Tal depósito recursal. do não houver garantia integral do juízo.2. a exigência de • recurso de revista. 8. o depósito recursal será no valor integral da majoração não tendo. a OJ n° 140 da SDI-I do TST: A empresa garante o juízo apresentando bens no valor da execução (R$ Orientação Jurisprudencial n° 140 da SOl. pois somente "o acréscimo no valor não há falar em exigência do depósito recursal para o agravo de petição. 184. cação na interposição de embargos à execução. In: ROCHA. Júlio César. Caso a empresa pretenda apresentar agravo de petição. Nessa hipótese. o juízo determina que a em- valores ínfimos. obrigatoriamente em dinheiro. que não tem natureza no julgamento de impugnação de liquidação de sentença que corrige recursal. devendo o depósito ser seguintes valores: no valor integral da majoração. Em sentido contrário: Leonardo Borges. Recursos no processo do trabalho. registra-se que. valor de R$ 11. ALVES NETO. No julgamento.65 101 • da garantia do juízo. por sua vez. porém. é anualmente revisto com base no INPC. 2. Havendo. de R$ 3. 132 133 . o item li da Súmula n° 128 do TST: • recurso ordinário: R$ 7. o teto legal do depósito recursal está estabelecido nos Repete-se. ainda que a diferença em relação ao "quantum" devido seja ínfima. Depósito na fase de execução é. por exemplo. na fase executória. O reclamante.2014. ou seja. 101 Esses valores têm vigência.8. do crédito definido no título executivo é que exige garantia" 102 . o depósito recursal tem como Consigna-se que majoritariamente não se admite como ampliàção objetivo a garantia de futura execução.00. João (org. São Paulo: L"fr.). o recolhimento do depósito recursal deve ser integral. referentes a centavos. como ocorre. atentatório à dignidade da Justiça. referente a majorando a execução em R$ 3. define a execução no centavos. Diferença ínfima. p. não se admitindo a penhora de bens. Depósito recursal e custas. PRESSUPOSTOS RECURSAIS tLISSON MIESSA Atualmente. deverá efetuar o depósito recursal no valor da majoração. depósito para recorrer de qualquer decisão viola os in- nário: R$ 14. a conta e amplia a condenação. por um ano. ferindo assim o princí- Por fim. embargos de divergência e recurso extraordi. igualmente ao verificado no pagamento das cus. o juiz julga improcedentes Ocorre deserção do recurso pelo recolhimento insuficien. o depósito recursal será pio da legalidade e do contraditório. presa X pague ou garanta a execução no valor liquidado de R$ 8 . Ressalta-se que. havendo pagamento inferior ao devido.000.65 cisos II e LV do art. 2009. 5° da CF/1988.000.I do TST.00. portanto.971. te das custas e do depósito recursal.3. teto legal. sendo publicado no Diário Eletrônico p. na fase executiva. mesmo que em Exemplificamos: Iniciada a execução. ocorrerá a deserção do recurso. sob pena de se garantir duplamente a execução. Como já explanado anteriormente. deverá ser tas processuais. da condenação a imposição de multas por litigância de má-fé e ato ver na fase executiva e contar com garantia integral do juízo (penhora). ed. Rio de Janeiro: Elsevier. de modo que.000. não tendo. apli- do houver majoração do valor do débito. Com efeito. exige-se a complementação • recurso em ação rescisória: R$ 14. se o processo já esti. 2011.00) e interpõe embargos à execução. O teto máximo 102 BEBBER. exigido no agravo de petição ou recurso de revista na execução. Andréa Pressas.

Como esse recurso está ligado ao dissídio coletivo. o recurso ordinário é trancado. o depósito recursal. 894.. ainda. a dívida é una. 899. se no recurso um dos litisconsortes pede a exclusão do Embargos para a SDI Embargos infringentes no TST processo (ex. podemos es- "havendo condenação solidária de duas ou mais empresas. por exemplo. ele deverá observar as mesmas regras do Pensamos. "f"). pois. pria responsabilidade solidária. quando Agravo de petição. 6.1. não (TST-IN n° 3.2. cisão que contraria a jurisprudência uniforme do Tribunal Superior do 8.5. na responsabilidade s~lidária 103 . o qual será levado em conta para o atendimento da exigência legal Percebe-se. não estiver garantido o juízo se já estiver garantido o juízo Agravo de instrumento Agravo regimental e/ou interno Contudo. § 8°. a decisão judicial deverá arbitrar o valor total da condena- ção. processual. nesse último caso.2. V) subsistindo assim a garantia da execução. mesmo que a sentença contrarie jurisprudência uniforme do TST. se eventualmente for deferida a exclusão Recurso extraordinário Recurso ordinário em dissídio coletivo daquele que fez o depósito recursal. Exige depósito réc~sal Não exige depósito recursàl Isso ocorre. arr. consubstanciada nas suas súmulas ou em orientação jurispru- dencial. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS 8. Depósito na reclamação plúrima e na substit:uição processual Trabalho. § 7°.. a mesma sistemática deverá ser aplicada no caso de respon- a finalidade de destrancar recurso de revista que se insurge contra de- sabilidade subsidiária. Depósito na condenação solidária 8.2. da CLT. devendo comprovar o seu recolhimento no ato da interposição depósito recursal por ambos os litisconsortes. (CPC. que tal exigência persiste quando se discute a pró. Assim. o depósito recursal corres- permitindo também o levantamento do depósito recursal. que. nesse caso. Recurso ordinário Pedido de revisão podendo o credor exigi-la de qualquer dos devedores. Registra-se. não haverá obrigatoriedade de se efetuar o depósito recursal. que não haverá do depósito recursal (TST-IN n° 3. art. por fim. Portanto. se. pela observação do parágrafo anterior. declina que Quanto aos recursos que exigem o depósito recursal. o que frustraria o objetivo da *. não remos decisão os litisconsortes. § 1°): garantir a execução. quando a empresa que efetuou o depósito não pleiteia sua exclusão da lide". art. do recurso (CLT. Portanto. será necessário o trancar. no item III da Súmula n° 128 do TST. Na hipótese de agravo de instrumento. ha. Quanto ao recurso adesivo. pois. por se tratar de matéria de mérito. lidade da norma (CLT. a 134 135 ~-----------------------·--~~-~-r-. da CLT). recurso principal. 103 Exemplo: grupo econômico. ser-lhe-á devolvido o depósito. porque. 8. o Recurso de revista Embargos de declaração depósito recursal efetuado por um dos litisconsortes torna eficaz a fina. 48). ilegitimidade de parte). TST. sendo descabido.•.4. ele busca impugnar sentença norma. Recursos que exigem o depósito recursal O C. Agravo de petição.. o depósito quematizá-los da seguinte forma: recursal efetuado por uma delas aproveita as demais. Desse modo. A propósito. I)* a ambos os litisconsortes. ponderá a 50% do valor do depósito do recurso que se pretende des- vendo discussão da própria responsabilidade solidária. assim. 11. Depósito recursal no agravo de instrumento procedência dos pedidos do autor quanto a um dos litigantes passivo. 899. art. não haverá exclusão do litisconsórcio do processo.2. mas im. a garantia da execução é imposta (divergência) (CLT. obrigatoriedade do depósito apenas quando se tratar de recurso de re- vista. de modo que esse entendimento não se aplica aos demais recursos trancados. . quando o agravo de instrumento tiver execução). -•- .6. Nas reclamatórias plúrimas e nas ações em que houver substituição conforme dispõe o art. 899. há interesses conflitantes entre normativa que rem natureza consriruriva-disposiriva. utilizando-se desse raciocínio (garantia da Atenta-se para o fato de que. devendo ser considerados como litigantes distintos condenatória em pecúnia.

PRESSUPOSTOS RECURSAIS
ÉLISSON MIESSA

interposição do agravo de instrumento estará condicionada ao depósito petição inicial da ação rescisória, enquanto o depósito recursal é pres-
suposto recursal, ou seja, condição de admissibilidade do recurso. Com
recursal.
efeito, na ação rescisória, além do depósito de 20% do valor da causa
Há de se destacar que o TST no ato normativo n° 491/SEGJUD. estabelecido no art. 836 da CLT, também será obrigatório o depósito
GP, de 23 de setembro de 2014, estabeleceu em seu art. 23: recursal quando for julgado procedente o pedido da ação rescisória e
Art. 23. A dispensa de depósito recursal a que se refere o imposta condenação em pecúnia.
§ 8° do artigo 899 da CLT não será aplicável aos casos
em que o agravo de instrumento se refira a uma parcela Insta salientar que ação rescisória possui dois momentos bem distin-
de condenação, pelo menos, que não seja objeto de argui- tos: o juízo rescindendo e o juízo rescisório. No primeiro, busca-se a des-
ção de contrariedade a súmula ou a orientação jurispru- constituição da decisão transitada em julgado, tendo, portanto, natureza
dencial do Tribunal Superior do Trabalho. constitutiva negativa. No segundo, haverá novo julgamento sobre a ma-
Parágrafo único. Quando a arguição a que se refere o téria, objeto de análise da sentença rescindida, tendo a mesma natureza
caput deste artigo revelar-se manifestamente infundada, da ação originária, ou seja, constitutiva, declaratória, condenatória, man-
temerária ou artificiosa, o agravo de instrumento será damental e executiva lato sensu. Em outros termos, primeiro desconstitui-
considerado deserto.
-se o julgado para, em seguida, proferir outro julgamento. Em alguns
Com efeito, somente haverá dispensa do depósito recursal se o re- casos, porém, tem-se apenas a desconstituição da decisão transitada em
curso de revista trancado tiver, integralmente, como objeto a contra- julgado, não havendo necessidade de novo julgamento, como ocorre, por
riedade de súmula ou de orientação jurisprudencial. Ademais, mesmo exemplo, quando há ação rescisória por violação à coisa julgada (CPC,
nessa hipótese, caso o recurso seja manifestamente infundado, temerá- art. 485, IV). Nessa hipótese, rescindida a decisão que violou a coisa jul-
rio ou artificioso, o agravo será considerado deserto. gada, não há que se falar em novo julgamento.
Ess~ § 8° do art. 899 da CLT foi introduzido pela Lei 13.015/14, Assim, havendo apenas o juízo rescindendo, tem-se uma decisão
tendo como objetivo dar prevalência ao entendimento uniforme do desconstitutiva (constitutiva negativa), razão pela qual não se exige,
TST, razão pela qual se permite alcançar a Corte Trabalhista pelo agra- em caso de recurso, o depósito recursal. O mesmo ocorrerá rú hi-
vo de instrumento sem o pagamento do depósito recursal. É necessário pótese de improcedência dos pedidos da ação rescisória, pois, tendo
esclarecer, porém, que, a nosso juízo, esse dispositivo contraria a ordem natureza meramente declaratória, não fica submetida ao depósito
de análise do recurso. É que, na realidade, permitiu primeiro a análise recursal.
do mérito do agravo de instrumento e do recurso de revista (decisão Por outro lado, ocorrendo os dois momentos, juízo rescindendo e
que contraria jurisprudência uniforme do TST) para somente depois juízo rescisório, a necessidade ou não do depósito recursal passa pela
isentar de um pressuposto recursal, que é juízo de admissibilidade. Ade- análise da natureza da decisão proferida no juízo rescisório (segundo
mais, gera um grande risco para o agravante, vez que, entendendo o momento), sendo obrigatório somente quando a decisão proferida nes-
TST que a decisão não contrariou jurisprudência dominante ou que o te juízo (rescisório) impuser condenação em pecúnia. Nesse sentido, a
agravo é manifestamente infundado, temerário ou artificioso, o agravo Súmula 99 do TST, in verbis:
de instrumento não será conhecido por ser deserto (ausência de paga-
Súmula no 99 do TST. Ação rescisória. Deserção. Prazo
mento do depósito recursal).
Havendo recurso ordinário em sede de rescisória, o depó-
8.2. 6.2. Depósito recursal em recurso na ação rescisória sito recursal só é exigível quando for julgado procedente
o pedido e imposta condenação em pecúnia, devendo
Há de se esclarecer que o depósito recursal não se confunde com este ser efetuado no prazo recursal, no limite e nos termos
o depósito previsto no art. 836 da CLT. Este é requisito essencial da da legislação vigente, sob pena de deserção.

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ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS

Exemplificamos: Pedro ajuíza reclamação trabalhista em face da O depósito recursal é feito em conta vinculada do Fundo de Ga-
empresa Z postulando o pagamento de horas extras. A empresa ale- rantia do Tempo de Serviços (FGTS), aberta com esse fim específico. O
ga que já as pagou, apresentando os respectivos recibos. Conquanto recolhimento é realizado por meio de Guia de Recolhimento do FGTS
o reclamante tenha impugnado a veracidade dos recibos, o juiz julga e Informações à Previdência Social- GFIP -,direcionada à conta vin-
improcedente o pedido do reclamante, ante o pagamento das horas culada do trabalhador.
extras. Após o trânsito em julgado, há julgamento em processo crimi-
nal demonstrando que os recibos de pagamento das horas extras foram No entanto, só há falar em conta vinculada para os casos de rela-
falsificados. Diante disso, o reclamante ajuíza ação rescisória, com base ção de emprego, pois apenas o empregado faz jus ao recebimento do
no art. 485, VI, do CPC. O tribunal, no juízo rescindendo, rescinde FGTS, ou seja, tem conta vinculada. Nesse sentido, todas as demais
a sentença transitada em julgado e, no juízo rescisório, condena a em- ações ajuizadas na Justiça do Trabalho que não estejam relacionadas ao
pre~a ao pagamento das horas extras no valor de R$ 20.000,00. Nessa vínculo empregatício, mormente as decorrentes da EC n° 45/04, não
estão sujeitas ao recolhimento por meio de Guia GFIP, admitindo-se o
I hipótese, caso a empresa pretenda recorrer, como houve condenação
depósito judicial realizado na sede do juízo e à disposição deste. Nesse
em pecúnia, deverá realizar o depósito recursal.
sentido, a Súmula n° 426 do TST:
Dessa forma, verifica-se que, na ação rescisória, o depósito recursal
somente será pressuposto recursal quando for procedente o juízo res- SÚJnula o 0 426 do TST. Depósito recursal. Utilização da
guia GFIP. Obrigatoriedade
cindendo e, no juízo rescisório (segundo momento), houver condena-
ção em pecúnia. Nos dissídios individuais o depósito recursal será efeti-
vado mediante a utilização da Guia de Recolhimento do
Por fim, é importante destacar que, na ação rescisória, exige-se um FGTS e Informações à Previdência Social - GFIP, nos
único depósito, dispensado novo depósito para os recursos subsequen- termos dos§§ 4° e 5° do art. 899 da CLT, admitido o de-
tes, salvo o depósito do agravo de instrumento, previsto no art. 899, §§ pósito judicial, realizado na sede do juízo e à disposição
deste, na hipótese de relação de trabalho não submetida
7° e 8°, da CLT (TST-IN no 3, III). ao regime do FGTS.

8.2. 7. Comprovação do depósito recursal Em resumo, sendo relação de emprego, o depósito recursal é feito
O depósito recursal deve ser recolhido e comprovado no prazo alu- na conta vinculada do trabalhador. Tratando-se de relação de trabalho
sivo ao recurso, de modo que a interposição antecipada do recurso não não submetida ao regime do FGTS, o depósito recursal será por meio
prejudica a dilação legal (Súmula n° 245 do TST). Assim, se, por exem- de depósito judicial na sede do juízo e à disposição deste.
plo, a parte recorre no 2° dia, poderá comprovar o depósito recursal até Na hipótese de depósito recursal por meio de depósito judicial é
o 8° dia. Agora, caso apresente o comprovante no 9° dia, seu recurso necessário que na guia conste "pelo menos o nome do Recorrente e
será considerado deserto. do Recorrido; o número do processo; a designação do juízo por onde
É importante destacar que a regra estabelecida no parágrafo an- tramitou o feito e a explicitação do valor depositado, desde que auten-
terior não se aplica na hip6tese de dep6sito recursal em agravo de ticada pelo Banco recebedor" (TST-IN 18/99).
instrumento, uma vez que, nesse caso, há regra própria descrita no art.
899, § 7°, da CLT, determinando seu recolhimento no ato da interpo- 8.2.8. Liberação do depósito recursal
sição do recurso (IN n° 3 do TST, item VIII). Portanto, na hipótese de Considerando que o depósito recursal tem como objetivo garan-
agravo de instrumento, necessariamente, o depósito recursal deverá ser tir a execução, ele servirá, portanto, para satisfazer os créditos do exe-
realizado no momento da interposição do recurso. quente.
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Desse modo, com o trânsito em julgado da decisão que liquidar a 6) a herança jacente (TST-IN n° 3, X).
sentença condenatória, serão liberados em favor do exequente os valo-
Atente-se para o fato de que a isenção não alcança as ~mpr~sas
res depositados, no limite da quantia exequenda, prosseguindo, se for o
em liquidação, pois nesse caso não há indisponibilidad'e Im~diata
caso, a execução por crédito remanescente.
dos bens da entidade financeira, razão pela qual devera realizar o
Pode acontecer de, ao promover a liquidação, verificar-se que os pagamento do depósito recursal, como disposto na Súmula no 86
depósitos realizados superam o montante a ser executado. Nesse caso, doTST.
será autorizado o levantamento, pelo executado, dos valores que acaso
sobejarem. 8.2.9.1. Beneficiário da justiça gratuita

Do mesmo modo, caso, em fase recursal, seja alterada a decisão A jurisprudência, com fundamento no art. ?o.' L~V•. da CF/~8
judicial para absolver o reclamado da condenação, com o trânsito em tem se posicionado no sentido de deferir o beneflcw da JUStlça gratuita
julgado da decisão, ser-lhe-á autorizado o levantamento do valor depo- ao empregador. No entanto, na hipótese de pessoa jurídica, a concess~o
sitado e seus acréscimos (TST-IN n° 3, II, "h"). do benefício não decorre de simples declaração, mas de demonstraçao
inequívoca da fragilidade econômica, o que é aplicado inclus.ive para o
É importante consignar que, tendo o depósito recursal natureza de pedido formulado pelo sindicato, quando atua como subsmuto pro~
garantia de execução, ao chegar à execução, o valor servirá para garanti- cessual 105 •
-la, permitindo inclusive a interposição dos embargos à execução, caso a
Deferido o benefício da justiça gratuita ao empregador, surge a dú-
garantia tenha sido integral. Não sendo o depósito no valor integral da
vida acerca da necessidade de pagamento do depósito recursal.
execução, a penhora atingirá apenas o montante ainda não garantido.
Antigamente, a IN n° 3, X, do TST dispensava o depósito recur~al
Por fim, na hipótese de acordo para extinção do processo, as partes da parte que, comprovando insuficiência de recursos, recebesse assis-
disporão· sobre o valor depositado. Na ausência de expressa estipulação tência judiciária integral e gratuita do Estado.
dos interessados, o valor disponível será liberado em favor da parte de-
positante (TST-IN n<> 3, XII). Contudo, o C. TST passou, reiteradamente, a decidir pela exigên-
cia depósito recursal nessa hipótese, razão pela qual modificou refe'ri~o
8.2.9. Dispensa do recolhimento do depósito item X, excluindo tal isenção, sob o fundamento de que o deposito
recursal possui natureza de garantia do juízo, e não de taxa ou emolu-
Estão dispensados do depósito recursal:
mento, de modo que o artigo 3° da Lei n° 1.060/1950 106 não contem-
I) o empregado; pla o depósito recursal.
2) os entes de direito público externo (TST-IN n° 3, X);
3) a União, os estados, o Distrito Federal, os municípios, as au-
tarquias e as fundações de direito público que não explorem
105 (TST-E-ED-RR-175900-14.2009.5.09.0678, SBDI-1, rel. Min. Delaíde Miran-
atividade econômica (TST-IN n° 3, X);
da Arantes, red. p/ acórdão Min. Renato de Lacerda Paiva, 14.11.2013)
4) o Ministério Público do Trabalho; 106 Art. 3o, A assistência judiciária compreende as seguintes isenções
104 [...]
5) a massa falida (TST-IN n° 3, X; Súmula 86 do TST) e;
VII -dos depósitos previstos em lei para interposição de recurso, ajuizamenro de
ação e demais atos processuais inerentes ao exercício da ampla defesa e do contra-
104 Pelas mesmas razões já apresentadas no tópico de custas processuais. ditório. (Incluído pela Lei Complemenrar n° 132, de 2009).
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Com efeito, o posicionamento atual do TST é no sentido de ser É interessante observar que o recurso deverá ser assinado pelo subs-
obrigatório o depósito recursal, mesmo na hipótese de concessão do critor, sob pena de ser considerado inexistente. No entanto, será consi-
benefício da justiça gratuita ao empregador 107 • derado válido o recurso assinado, ao menos, na petição de interposição
ou nas razões recursais (OJ n° 120 da SOl-I do TST).
9. REGULARIDADE FORMAL
Consigna-se que, no caso de recurso interposto pelo sistema E-
O art. 899 da CLT estabelece que os recursos trabalhistas serão -DOC, o subscritor do recurso será aquele que assinou digitalmente
interpostos por meio de simples petição. o recurso. A propósito, caso na petição de interposição e no recurso
No entanto, é sabido que os recursos são interpostos por meio de conste o nome de um advogado, mas o recurso tenha sido assinado di-
duas petições: a petição de interposição, dirigida ao juízo a quo; e as gitalmente por outro advogado, o efetivo subscritor do recurso é aquele
razões recursais, direcionadas ao juízo ad quem. cuja chave de assinatura foi registrada, responsabilizando-se pela pe-
tição entregue, sendo regular a representação desde que o subscritor
O art. 899 da CLT está se referindo à petição de interposição.
esteja devidamente constituído nos autos. Isso ocorre em atenção ao
Quanto às razões recursais é obrigatória a sua fundamentação, a fim
princípio da existência concreta, segundo o qual, nas relações virtu-
de que a parte contrária possa se defender e para que o tribunal tenha
ais, predomina aquilo que verdadeiramente o::::orre e não aquilo que é
conhecimento do objeto impugnado, observando, assim, o princípio 108
estipulado (Informativo n° 5 do TST ).
da dialeticidade.
A Corte trabalhista, ao menos quanto aos recursos interpostos no 10. JUNTADA DE DOCUMENTOS
TST, já impunha a fundamentação do recurso (Súmula n° 422 do
Conquanto a juntada de documentos não seja um pressuposto re-
TST), o que passou a ser descrito expressamente no art. 896, § 1-A,
III, da CLT, que assim vaticina: cursal, trataremos do assunto neste capítulo.
§ 1°-A. Sob pena de não conhecimento, é ônus da parte: Na fase recursal, restringe-se a possibilidade de apresentação de do-
cumentos, vez que se trata de fase que irá proferir o reexame dos fatos
[ ... ]
e fundamentos deduzidos em juízo, não sendo momento para nova
III - expor ·as razões do pedido de reforma, impugnan- 109
do todos os fundamentos jurídicos da decisão recorrida,
instrução do processo. Contudo, a Súmula n° 8 do TST contempla
inclusive mediante demonstração analítica de cada dis- duas hipóteses excepcionam tal restrição:
positivo de lei, da Constituição Federal, de súmula ou a) quando demonstrado o justo impedi::nento de apresentação no
orientação jurisprudencial cuja contrariedade aponte.
momento oportuno, utilizando-se analogicamente o art. 517
De qualquer modo, a nosso juízo e acompanhando o entendimen- do CPC;
to majoritário, todos os recursos exigem a fundamentação das razões
b) para comprovar fato posterior à sentença, aplicando-se analogi-
recursais e não apenas os recursos interpostos no TST.
camente o art. 462 do CPC.

107 Nesse sentido, os seguintes precedentes do C. TST: TST-E-ED-RR- 61200-
96.20 ~0.5.13.0025, Relator Ministro: João Batista Brito Pereira, Subseção
I Especializada em Dissídios Individuais, DEJT 24/08/2012; TST-E-ED-
108 TST-E-RR-236600-63.2009.5.15.0071. SBDI-l, Rel. Min. Noysio Corrêa da
-RR-45600-16.2007.5.05.0008, Relatora Ministra: Maria de Assis Calsing,
Veiga. 12.4.2012.
Subseção I Especializada em Dissídios Individuais, DEJT 18/03/2011; TST-
-AIRR-956-72.2011.5.18.0141, Relator Ministro: Lelio Bentes Corrêa, }a Tur- 109 Súmula n° 8 do TST. Juntada de documento. A juntada qe documentos na fase
ma, DEJT 17/08/2012; TST-AIRR-332-54.2010.5.03.0083, Relator Ministro: recursal só se justifica quando provado o justo impedimento para sua oportuna
Walmir Oliveira da Costa, 1• Turma, DEJT 19/12/2011. apresentação ou se referir a fato posterior à senre:-~ça.
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no subsequente. inclusive de empresas públicas e sociedades de economia mista. llio. o início do prazo se dará no primeiro dia útil imediato e a contagem. a exis- o que por óbvio impossibilitou sua apresentação ou foi desnecessária tência de feriado local que autorize a prorrogação do prazo recursal. Feriado local. ocorrerá quando a parte Há interesse do Ministério Público do Trabalho para recorrer contra decisão que declara a existência de vínculo empregatício com sociedade de economia mista ou apresenta documento novo assim entendido como o cronologicamente empresa pública. Prazo judicial. Intimação da sentença llio. contadas da audiência de Trabalho. sua comprovação na instrução processual. obrigatoriamente vidade do recurso. llio. para comprovar que não foi devidamente citado. o princípio do contraditório. Prazo O prazo para recurso da parte que. Agravo de Instrumento ou Embargos de Declaração. Súmula no 30 do TST. não comparecer à audiência em 11. III . oportuna apresentação ou se referir a fato posterior à sentença. o documento buscará comprovar fato a quo que aconteceu em momento posterior à sentença (superveniente). Ausência de expediente forense. sem a prévia aprovação em concurso ptiblico. da CLT).I do TST. como forma de mental. SÚMULAS DO TST E ORIENTAÇÕES JURISPRUDENCIAIS RELACIONADAS AO CAPÍTULO llio. que a parte receber a intimação da sentença. mas não pôde Os Estados e os Municípios não têm legitimidade para recorrer em nome das au- ser utilizado na fase de instrução por ser ignorado pela parte interessada tarquias detentoras de personalidade jurídica própria. II . Consigna-se que os 11. não se admite a juntada de documentos na Recesso forense. Prazo recursal. Decreto-Lei 11° 779/69. justo impedimento. Trabalho.Na hipótese do inciso II.I do TST. o prazo para recurso será contado da data em O Ministério Público não tem legitimidade para recorrer na defesa de interesse pa. admite-se a reconsideração da análise da tempesti- Registra-se que. devendo ser representadas ou por ser impossível sua utilização naquele momento. 851. Contrato nulo jurídica de direito público. I . llio. exceto quando se tratar de justo impedimento para sua I. por exemplo.Incumbe à parte o ônus de provar. à época. fase recursal.2. 144 145 . trimonial privado. após a CF/1988. Legitimidade para recorrer. Comprovação. no processo (Súmula n° llio. em Agravo Regi- deve ser dado vista à parte contrária para manifestação. passando a ser pertinente II. Súmula no 262 do TST. Súmula n° 197 do TST. quando da interposição do recurso. Autarquia 402 do TST). Ministério Público do Prazo em dobro. pelos procuradores que fazem parte de seus quadros ou por advogados constiru- tece. Necessidade. Representação irregular. intimada.1 Legitimidade e interesse para recorrer prosseguimento para a prolação da sentença coma-se de sua publicação. mas ignorado pelo inte- ressado ou de impossível utilização. É o que acon. incumbirá à autoridade que proferir a decisão somente na fase recursal. Ilegitimidade para recorrer julgamento (art. Orientação Jurisprudencial n° 192 da SDI. Embargos declaratórios. Súmula no 385 do TST.O recesso forense e as férias coletivas dos Ministros do Tribunal Superior do Trabalho suspendem os prazos recursais. llio. de admissibilidade certificar o expediente nos autos. Isso quer dizer que o documento é velho. preservar. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS O primeiro caso. Orientação Jurisprudencial n° 237 da SDI. 11. Tempestividade documentos a serem apresentados pelo revel ficam restritos àqueles per- tinentes a afastar a revelia. Sociedade de economia mista e empresa É em dobro o prazo para a interposição de embargos declaratórios por pessoa pública. Orientação Jurisprudencial n° 318 da SDI. Ministério Público do Quando não juntada a ata ao processo em 48 horas. velho. Pessoa jurídica de direito público. já existente ao tempo da sentença. Prorrogação. Notificação ou intimação em sábado. Orientação Jurisprudencial no 338 da SDI.Intimada ou notificada a parte no sábado. mediante prova documental superveniente.Na hipótese de feriado forense. . llio. Ato administrativo do juízo Na segunda hipótese. admitido o novo documento. em regra.I do TST.I do TST. Dessa forma. § 2°. com o réu revel que poderá apresentar documentos ídos.

petição ou das razões recursais. Orientação Jurisprudencial n° 286 da SDI. li -A interrupção do prazo recursal em razão da interposição de embargos de de.. A parte vencedora na primeira instância.952/1994) .. Assinatura da desde que não estivesse atuando com mandato expresso.I do TST. . Orientação Jurisprudencial no 284 da SDI. e cláusula limitativa de poderes ao âmbito do tribunal regional do trabalho igual dilação para o recorrido e interessados apresentarem razões de contrariedade.. Inválido (anterior à Lei no 8... circunstância que legitima a A etiqueta adesiva na qual consta a expressão "no prazo" não se presta à aferição atuação do advogado no feito. .A juntada da ata de audiência. pois sua finalidade é tão-somente servir de controle processual interno do TRT e sequer contém a assinatura do funcionário respon. É regular a representação processual do subscriror do agravo de instrumento ou do recurso de revista que detém mandato com poderes de representação limitados .. cuja aplicação se restringe ao Juízo de I o grau.. Configuração I . Representação.! sável por sua elaboração. Mandato tácito. 146 147 . está obrigada. Súmula n° 456 do TST. Invalidade. lnapli- O não-cumprimento das determinações dos§§ 1° e 2° do art. Procuração. Representação irregular.. Fase recursal. que a interposição de recurso não pode ser reputada ato urgente. Agravo de instrumento. o oferecimento tardio de procuração. parágrafo único. Validade curação deste. Etiqueta adesiva imprestavel rara recurso seja realizada pelo Tribunal Superior do Trabalho.. ao âmbito do Tribunal Regional do Trabalho. não legitima a atuação de advogado nos processos independentemente de intimação.3.I do TST. Orientação Jurisprudencial n° 75 da SDI . É inválido o instrumento de mandato firmado em nome de pessoa jurídica que não contenha. Pessoa jurídica. .. pelo menos. li . ao menos. Juntada .É inadmissível. 11. das quais ficara isenta a parte emão vencida. Arts. a sua interposição é ato aferição da tempestividade praticado perante o Tribunal Regional do Trabalho. 5° da Lei n° 8. .1994 e do art.. ainda que mediante prc·testo por posterior juntada.I do TST.. nos o não-conhecimento de recurso. Recurso.I do TST.. de tempestividade do recurso. Procuração apenas nos autos de agravo de instrumento .906. para o Tribunal Superior do Trabalho. claração pela parte adversa não acarreta qualquer prejuízo àquele que apresentou Identificação do outorgante e de seu representante... tectada no mandato expresso.. feridos em substabelecimento em que não consta o reconhecimento de firma do I ..Inadmissível na fase recursal a regularização da representação processual. embora a apreciação desse Traslado. Recurso. forma do art. sem o reconhecimento de firma do substabelecente.. Custas A existência de instrumento de mandato apenas nos autos de agravo de instru. Representação processual. em instância recursal. Substabelecimento .952/1994.4. torna dispensável a pro.. Mandato. Custas processuais . porque demonstrada a existência de mandato tácito. seu recurso tempestivamente. Agravo de instrumento.I do TST. Traslado. Da decisão de Tribunal Regional do Trabalho em mandado de segurança cabe re. Procuração. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS . no prazo de 8 (oito) dias.. Súmula no 383 do TST.I do TST.. 11.. na petição de apresentação ou nas razões recursais. Agravo de instrumenro. 13 do CPC. do Código de Processo Civil importa I. Súmula n° 434 do TST. outorgante.. Regularidade. Será considerado válido o apelo li . o nome do outorgante e do signatário da procuração. Súmula n° 164 do TST... por inexistente..07.. Orientação Jurisprudencial n° 11 O da SDI. Representa~o pois estes dados constituem elementos que os individualizam. poi~. Entendimento aplicável antes do advento da Lei n° 8.. 37. de que se originou o agravo. Orientação Jurisprudencial no 374 da SDI. Procuraçãü ou substabelecimenro com curso ordinário. cabilidade de 04. Interposição antes da publicação do acórdão Não produz efeitos jurídicos recurso subscrito por advogado com poderes con- impugnado.. mento.Configurada a existência de mandato tácito fica suprida a irregularidade de.. Orientação Jurisprudencial no 120 da SDI.. em que consignada a presença do advogado. se vencida na segunda.. Súmula no 25 do TST. já tácito. 13 e 37 do CPC. assinado. Ata de audiência. ainda que em apenso. exceto na hipótese de mandato termos do art.. na .É extemporâneo recurso interposto antes de publicado o acórdão impugnado. Recurso ordinário em mandado de segurança . 37 do CPC. O recurso sem assinatura será tido por inexistente.. Exremporaneidade.. Ausência de certidão de publicação. Súmula n° 201 do TST. a pagar as custas fixadas na sentença originária..

Custas O denominado "DARF ELETRÓNICO" é válido para comprovar o recolhimen- 0 prazo para pagamento das custas. posteriormente. desde que não seja objeto de controvérsia no recurso de revista a valida- custas. as custas incidem sobre o respectivo valor global. J unspru · d enc1·al no 186 da SDI. não é necessária a juntada de compro- vantes de recolhimento de custas e de depósito recursal relativamente ao recurso Orientação Jurisprudencial no 140 da SDI..- dicial ônus da sucumbência. em relação mica com fins lucrativos. Decreto-Lei no so. agravo de instrumento no caso de o recurso ser considerado deserto. ainda que a diferença em relação ao "quantum" devido seja ínfima.. Depósito Recursal no Decreto-Lei no 779. Esse privilégio. Depósito recursal e ordinário. Ocorrência de daqueles recolhimentos.. Nas ações plúrimas. I. Recurso ordinário.11.. Cabimento referente a centavos.I do TST. o que descaracteriza sua natureza jurídica.08.b pena de deserção. Validade ladas e não há intimação da parte para o preparo do recurso.É ônus da parte recorrente efetuar o depósito legal. DARF eletrônico. se sucum- bente. ante o fato de explorar atividade econô. as custas ser pagas ao final. Comprovação de recolhimento. Depósito Recursal nistração Pública indireta. emitido conforme a do cálculo. não se aplica à atualização do valor das custas e se estas já foram devidamente recolhidas. Não caracteriza deserção a hipótese em que. 779169.APPA. integralmente. calculadas com base no valor dado à causa na inicial.I do TST.. bo do banco. ao recorrer. Custas cio. devendo. Carim- acrescida. de 21. Para a formação do agravo de instrumento. nação. Inexistência de deserção quando as custas não são expressamente calcu. a comprovação do recolhimento das custas processuais no prazo recursal.88. arbitrou novo valor à causa.. Agravo de instrumento. 11. Valor da causa.. Deserção. após recolher as custas.I do TST. ressarcir a quantia. uma vez que cabia à parte. para interpor recurso ordinário em mandado de se- gurança. Custas.mula n° 170 do TST. Não isenção A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina. Validade . de 04. sem acréscimo ou ou de depósito do valor da condenação. Orientação Jurisprudencial n° 148 da SDI.11 do TST. Ocorre deserção do recurso pelo recolhimento insuficiente das custas e do depó- sit~ recursal. Orientação Jurisprudencial n° 158 da SDI..08. nenhum depósito mais é exigido para qualquer recurso. igualando-a a cada novo recurso interposto.5. vinculada à Admi. Guias de custas e de depósito recursal da parte para 0 preparo do recurso. Orientação Jurisprudencial n° 33 da SDI. no caso de recurso. Custas. . Custas processuais. . acrescido o valor da condenação. não .. Deserção. houve fixação ou cálculo do valor devido a título de custas e tampouco intimação Traslado.. todavia.. Custas. Depósito recursal e custas. É responsabilidade da parte.. Empresa em liquidação extraju- .I do TST.mula no 86 do TST. sob pena de deserção. não é isenta do recolhimento do depósito recursal: do pagamento das custas processuais por não ser beneficiária dos privilégios previstos . Condenação .1969. ÉL!SSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS . IN-SRF 162.. Orientação Jurisprudencial no 88 da SDI. ainda que gozassem desses benef1c1os anteriormente ao segurança. Deserção. é contado da intimação to de custas por entidades da administração pública federal. . Mandado de dades de economia mista.... Não-ocorrência Não ocorre deserção de recurso da massa falida por falta de pagamento de custas No caso de inversão do ônus da sucumbência em segundo grau.I do TST... descabe empresa em liquidação extrajudicial..1969. um novo pagamento pela parte vencida. Massa falida. Lei n° 9..I do TST. Atingido o valor da conde- às empresas privadas. Custas Os privilégios e isenções no foro da Justiça do Trabalho n~~ abrang~m as socie. de 21.I do TST. Orientação Jurisprudencial no 104 da SDI. Só.. Súmula no 53 do TST. APPA. Custas._ Súmula no 128 do TST. Custas. de ofí- Súmula n° 36 do TST. Exigência do pagamento Decreto-Lei n° 779. então. Orientação Jurisprudencial n° 217 da SDI. Deverá ao final. 148 149 . Sociedade de economia mista. pois. Deserção. Incabível a impetração de mandado de segurança contra ato judicial que. Inversão do .. Diferença ínfima. interpor recurso ordinário e. Orientação Jurisprudencial n° 13 da SDI.11 do TST. ser O carimbo do banco recebedor na guia de comprovação do recolhimento das as custas pagas ao final custas supre a ausência de autenticação mecânica._ 0 nentay-o · . Só. devendo. Mandado de segurança.756/1998. acarretando a majoração das custas processuais..

vel quando for julgado procedente o pedido e imposta condenação em pecúnia. 789 da CLT.. Pressupostos de admissibilidade dos embargos de declaração. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAlS li. admitido o depósito judicial. no mérito. Prazo A juntada de documentos na fase recursal só se justifica quando provado o justo Havendo recurso ordinário em sede de rescisória. Regularidade formal depósito não pleiteia sua exclusão da lide..Garantido o juízo. __ --------. é necessária a autenricaçáo O credenciamento dos bancos para o fim de recebimento do depósito recursal é 'fato notório. quando as razões do recorrente não im- pugnam os fundamentos da decisão recorrida. Depósito. Não conhecimento. sidiária. Recolhimento. Deserção. Turma apenas ao enfrentar novos embargos de declaração opostos em relação aos declaratórios da parte contrária. A 11..I do TST. Não configura- ... por maioria. sob pena de deserção. 35 do CPC como fonte sub- qualquer decisão viola os incisos li e LV do art. Preclusão pro iudicato nos termos dos §§ 4° e 5° do art. Obrigato- riedade 12... reali- zado na sede do juízo e à disposição deste. Preclusão pro iudicato. Análise pela submetida ao regime do FGTS. conheceu dos embargos. Prova dis- blicação pensável Distintos os documentos contidos no verso e anverso. Multa por litigância de partes ou da inexistência de prejuízo... no limite e nos termos da legislação vigente. Orientação Jurisprudencial no 287 da SDI. nãn é P"~"P""" nhj<dvn p= in«q>ooiçin doo «m=< d. Documentos interposição antecipada deste não prejudica a dilação legal. Despacho denegatório do recurso de revista e certidão de pu- . arguida do número do PIS/PASEP na guia respectiva. independendo da prova. . III . . PASEP. elevação do valor do débito. Autenticação. 'Orientação Jurisprudencial n° 264 da SDI. as custas estão reguladas pelo art. Orientação Jurisprudencial no 409 da SDI. nos termos em que fora proposta.. Ação rescisória.1. Ausência de indicação na guia de depósito recursal. independentemente de provocação das .. descabe o depósito de que tratam Não se conhece de recurso para o TST. não há falar em preclusão pro iudicato. porquanto a matéria 11. Súmula n° 245 do TST. . Depósito recursal.. Recurso. 5° da CF/1988.. 151 ... na hipótese de relação de trabalho não . Súmula no 422 do TST. Inexigibilidade a preclusão declarada pela Turma. Validade No caso em que se discute a irregularidade de representação do subscritor dos Não é essencial para a validade da comprovação do depósito recursal a indicação embargos de declaração opostos pelo reclamante em recurso de revista..8. o depósito recursal só é exigí.GFIP. Prazo O depósito recursal deve ser feito e comprovado no prazo alusivo ao recurso. do CPC Se não há condenação a pagamento em pecúnia. a SBDI-1. ...--~--l-S_o_d_o_a_r_t_. II. .. PIS/ ção.. deu-lhes provimento para não conhecer dos embargos de declaração do reclamante e restabelecer. de ambos os lados da cópia. Utilização da guia GFIP..6.. nos termos divergência jurisprudencial. Firmada nessa premissa.. Assim.. quando a empresa que efetuou o 11. Pressuposto recursal.. Momento de análise. tença.Havendo condenação solidária de duas ou mais empresas. a exigência de depósito para recorrer de natureza trabalhista. por unanimidade. Súmula n° 217 do TST. e. lidade inscrito no art.. na fase executória. na Justiça do Trabalho. 514.I do TST. Art. do CPC. Depósito recursal. Súmula no 426 do TST. pela reclamada apenas em embargos de declaração opostos da decisão nos declara- tórios do empregado.o depósito recur- sal efetuado por uma delas aproveita as demais.18 do CPC. 899 da CLT. resta inaplicável o art. exige-se a complementação da garantia db'juízo.. uma vez que. 514.. porém... Depósito de multa por litigância de má-fé concernente aos pressupostos de admissibilidade do recurso é de ordem pública e deve ser observada pelo julgador de ofício. Súmula n° 99 do TST. Docu- mentos distintos. em con- l. INFORMATIVOS DO TST RELACIONADOS AO CAPÍTULO Nos dissídios individuais o depósito recursal será efetivado mediante a utilização da Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social . II. impedimento para sua oportuna apresentação ou se referir a fato posterior à sen-.. Apelo que não ataca os fundamentos da decisão . Condenação a pagamento em pecúnia recorrida. pela ausência do requisito de admissibi- os §§ 1o e 2° do art.. 899 da CLT. afastando má-fé. Depósito recursal. Juntada de documento . Depósito recursal. por O recolhimento do valor da multa imposta por litigância de má-fé..7.I do TST. Credenciamento bancário. Havendo. . 12.. Súmula n° 8 do TST. devendo este ser efetuado no prazo recursal. Súmula no 161 do TST.

2. nos termos da Orientação Jurisprudencial no 357 da SBDI . Aloysio Corrêa da Veiga e Antonio José de Barros Levenhagen. TST-E-RR-652000-90. e vislumbrando a 12. não se SBDI-I. a SBDI-1. Vencidos os Ministros Augusto César Leite de Carvalho e Delaíde nome da empresa JBS SIA. (Informativo n°4) Jurisprudencial no 377 da SBDI-I. por divergência jurisprudencial. Com esse entendimento. Renato de Lacerda Paiva. a qual mento de recurso ordinário em mandado de seguran?· Erro grosseiro.2. lnaplicabilidade da Súmula no SBDI-II. o disposto na Orientação 29. Na hipótese. Não cabimento.4. rei. TST-R0-2418-83. Com esses fundamentos. não tendo o ~ Recurso interposto antes da publicação da decisão recorrida.20 10.5. Legitimidade divergência jurisprudencial e. do RITST. a decisão da Sétima Turma que dera provimento ao recurso de revista hipótese. Orientação Juris- Diário Oficial. 794. Erro material. Augusto César Leite Configura-se erro grosseiro. I. rei. Assim. regimental interposto de. Vencidos os Ministros Lelio Ben- tes Corrêa. do TST (ex-OJ n° 357 da SBDI-I) não se aplica à hipó- ~ Embargos de declaração. Vencidos os Ministros Augusto César Leite de Carvalho.2. eis que o feito pode ser identifi- revista.5.04.2014 (Informativo n° 79) bilidade recursal. a Turma não conheceu da primeira nem impediu a análise do recurso de revista. Princípio da por unanimidade. J. Existência de outros elementos de identificação.09. Não interrupção do prazo meios (arts. não conheceu do agravo unirrecorribilidade. não conheceu dos embargos. no 12. nome do reclamante. Alberto Luiz Bresciani de Fontan nome da parte recorrente não causou prejuízo à parte adversa (art. negou-lhes provimento.4.5.09. à produção de efeitos jurídicos. TST-E-ED-RR-133240-06. fungibilidade. a SBDI-I.2009.2013 (Informativo no 52) podendo utilizar o princípio da unirrecorribilidade para impedir o conhecimento do recurso interposto no momento processual oportuno. segundo a qual "não cabem embargos de decla- ração interpostos contra decisão de admissibilidade do recurso de revista. SBDI-I. Pereira e Delaíde Miranda Arantes. de Carvalho. a SBDI-I. davam provimento aos embargos para restabelecer a decisão do Regional. Min. Dora Maria Costa. Inexistência. I. A Súmula n° 434. Emmanoel Pereira. Não incidência. Brito Pereira. ao caso aplica-se. Intempestividade. X. Oficial.2009. rei. por unanimidade. Com esse entendimen- to. Agravo regimental. Aplicação analógica. no mérito. Cabimento ocorrência. prossiga no julgamento do recurso de revista. do TST.2.0031. a inte:posição de embargos em face de acórdão proferido pela Subseção II Especializac. 29. comprovante de depósito recursal e guia ~R'! José Roberto Freire Pimenta. rei. insuscetível de correção pela aplicação do princípio da -E-RR-176100-21.5.6. Min. Erro grosseiro mérito. e deixou de cado por outros elementos constantes dos autos.15. Interposição antes da publicação da sentença em Diário unanimidade. de que. a SBDI-I. Renato de Lacerda Paiva. não sendo a referida publicação imprescindível recursal.20. cabimento. à unanimi- Nos termos do art. 12. rei.5. Ausência de prejuízo à parte contrária. conheceu dos embargos interpostos pelo reclamante. TST- constitui erro grosseiro.2012. O recurso interposto antes da publicação da decisão recorrida é inexistente. do processo.2001. Configuração. por ~ Recurso ordinário.2011. relator. Com esses fundamentos. as circunstâncias e os elementos dos autos (número Miranda Arantes. conheceu dos embargos por má aplicação da Orientação Jurisprudencial de Turma que. afastada a intempestividade.0662. determinar o retorno dos autos à Turma de origem a fim ~ Erro na indicação do nome da parte.0000. pois seu conteúdo pode ser disponibilizado às panes por outros prudencial n° 377 da SBDI-1.23. Min. Intempestividade. Não denegara seguimento ao recurso de revista por ilegitimidade recursal da JBS SIA. Com esse entendimento. 235. (Informativo n°13) Judicial) permitiam apreender que o correto nome da recorrente eraS/A Fabn- ca de Produtos Alimentícios Vigor. conheceu dos embargos por 12. o manejo de embargos de declaração tou a alegação de extemporaneidade do recurso ordinário do reclamante.I. TST-AgR-E-ED-AIRR-29900-22. porquanto não inserida dentre as hipóteses de cabimento elencadas no are.2. de erro material. CLT).a em Dissídios Individuais em julgamento de recurso or. denegaseguimento ao recurso no 357 da SBDI-I e deu -lhes provimento para restabelecer o acórdão que afas- de embargos é o agravo regimental. por analogia. efeito de interromper qualquer prazo recursat'. Não configuração. corretamente nominados. 894 da CLT. por maioria. pelo voto prevalente da Presidência. SBDI-I. Decisão proferida pelo Presidente tese de interposição de recurso ordinário antes da publicação da sentença em de Turma que denegou seguimento ao recurso de embargos. inviabilizando a incidência do princípio da fungi. e. que ~ Embargos interpostos em face de acórdão proferido pela SBDI-11 em julga.06. 14. tão somente. Min. Min. SBDI-1.3. o recurso cabível da decisão do Presidente dade. deu-lhes provimento para. com base na Súmula n° 353 do TST.2014 (Informativo n° 80) 434. lves Gandra Mar- Não há falar em ilegitimidade recursal na hipótese em que o erro na indicação do tins Filho.0872. decisão do Presidente de Turma que entendeu incabíveis os embargos declarató:ios. Tempestividade dinário no mandado de segurança. em fa:::e da intempestividade do apelo. 834 e 852 da CLT). Ademais. não obstante tenha constado na folha de rosto e nas razões do apelo o da reclamada. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS sequência.0102.2012. a SBDI-II.3. Segundo recurso interposto no momento processual oportuno. reformando o acórdão embargado. Na analisar o segundo recurso ao fundamento de que a parte não interpôs agravo de 152 153 . 10.

à unanimidade. e Ives Gandra Martins Filho.03.. não vislumbrando contrariedade à rêa.5. e não a sentenças. a SBDI-1. afastada mento. embargos de declaração antes da publicação do acórdão do recurso ordinário. adiada a audiência anteriormente fixada para a prolação da sentença. por divergência prazo legal. red.0087. expedir notificação deflagrando SBDI-I. TST-ED-R0-7724-30. Augusto César Leite de Carvalho. que possuem natureza jurídica distinta.2005.2013 (*CF. Designação de nova audiência de prolação de teor dos primeiros declaratórios. do TST. idêntico ao segundo recurso. Luiz Philippe Vieira de Mello mada. designada SDC... p:>r maioria. Intempestivi- tes da publicação dos embargos de declaração opostos contra a sentença.5. TST-E-ED. conforme seu próprio relato. vinte e dois dias após.. I.0051. SBDI-I.03. conta-se o prazo .. Recur- -se apenas a acórdãos. Não configuração. temporâneos os recursos interpostos contra decisões prolatadas em primeiro grau. a SDC.9. ressaltou-se que as partes. suspendeu o julgamento do feito a fim de que o Ministro Não se aplica a diretriz constante da Sumula n° 197 do TST à hipótese em que relator aprecie os segundos declru:atórios. interpôs terceiros embar- gos de declaração. Assim.2009. conheceu dos embargos. Min. não havendo falar em preclusão consumativa. '. não houve a intimação das partes da efetiva publicação. inclusive. Súmula no 434.< ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS instrumento da decisão do TRT que não admitiu o seu processamento. o sindicato interpôs primeiros cidos os Ministros Brito Pereira.o das partes. 11. entendendo inexistente os primeiros embargos de declaração. SBDI-1. rei. admitiu o primeiro recurso e denegou O entendimento consubstanciado no item l da Sumula n° 434 do TST é di- o segundo. No caso. Preclusão consumativa. In casu. e. Recurso interposto antes da publicap.. Min. . não tornando ex- to prejuízo à recorrente.. SBDI-I. se no devido vencido o Ministro Brito Pereira. pda própria parte recorrente. deu-lhes provimento para. Com esse ententlimento. 15. cuja publicação em órgão oficial é requisito de validade so inexistente.. as quais podem ser disponibilizadas às partes inde- pendentemente de publicação. não foram intimadas e tampouco A ausência de intimação da publicação da sentença é suprida por ocasião da re- tirada dos autos em carga pelo advogado. SBDI-I. Deferimento do pedido blicação.2012 (Informativo no 26) posição prematura do primeiro recurso. do TST. re::onhecendo o equívoco na inter- Min. 9. No dia seguinte. específico. Carga dos autos.. TST-EE. relator. Interposição prematura.o de novo recurso no devido prazo legal. por maioria. rei.2009..2005. rei.2014 (Informativo n° 82) Leite de Carvalho. Não incidência. No caso em apreco. no mérito. Sú- tendendo ao requerimento da parte para que o recurso inicialmente interposto fosse mula n° 434. Embargos de declarap. nem em desrespeito ao jurisprudencial.o da própria parte. rei.10. Filho.5. para que prossiga no julgamento do apelo.8. ven.o. Renato de Lacerda Paiva. conscien- recursal. conheceu dos embargos do reclamante. deu-lhes provimento para restabelecer . da primeira data para a prolação da sentença. lnaplicabllidade. e. Brito Pereira. reconheceu a necessidade de intimação mos da sentença ao fazer a carga dos autos para apresentar cálculos de liquidação.. princípio da unirrecorribilidade.5. Sentença. Com esse entendi- por divergência jurisprudencial. Min. vencidos os Ministros sentença.0095. Prazo recursal. TST-E-ED-RR-9951600 .. item I. a reabertura do prazo para interposição do recurso ordinário. autos ao TRT de origem.5. TST-E- dade não configurada. Consequentemente.5. a razão pela qual não caberia. red. p/ acórdão prazo recursal. e não da própria pu. conforme de- terminação do juízo na ata de redesignação da audiência. rei. o TRT registrou ter a parte tomado ciência inequívoca dos ter- te da falha. e. a SBDI-I. -RR-71400-38. Intempestividade do recurso. das partes quando da efetiva publicação da sentença. lnaplicabllidade da Súmula Fernando Eizo O no.02. SBDl-l.11. Lelio Bentes Cor. no mérito. por unanimidade. no mérito. Extemporaneidade. Assim. por a intempestividade do recurso ordinário do empregado.:ão de novo recurso. conheceu dos embargos interpostos pelo reclamante. negou-lhes provimento. ainda por maioria. embargos de declarap. não obstante estivessem cientificadas de restituição do prazo pelo juízo de origem. desa.5.. Min. do TST. relator.38. Luiz Philippe Vieira de Mello A interposição de recurso ordinário antes de publicada a sentença no Diário Ele. Fernando Eizo O no. an- . desconsiderado em face da sua prematuridade.o da sentença no DEJT.. Interposição antes da publicação da decisão proferida em a ilegalidade do procedimento do juízo de admissibilidade do Regional que. recionado aos acórdãos proferidos pelos Tribunais Regionais.2013 (Informativo n° 65) outra data. regular os segundos e preclusos os terceiros. Assim. a SBDI-I.2009. Possibili- dade.09.. Marco inicial. interpôs segundos declaratórios. relator. Ausência de intimap. Interposip. Augusto César Filho.2012 (Informativo n°17) Sumula n° 434. Ressaltou-se . Necessidade de intimação das partes. ta.0006. 18. Início do prazo recursal. 15. mantendo a decisão da Turma que afastou a intempestividade do recurso ordinário interposto prematuramente. e.09.. Min. por unanimidade. com fundamento no princípio da unirrecorribilidade. porquanto a extemporaneidade a que alude o referido verbete dirige. TST-E-RR-192500-08. por sua vez. Min.0670.2010. Ausência de extemporaneidade.0000. 11. Com esse entendimento. I. trazendo manifes. admite-se a interposi·. p/ acórdão Min. rei. I. No DRR-43600-77. Informativo TST n° 4) (Informativo n° 55) trônico da Justiça do Trabalho não atrai a incidência da Sumula n° 434. o qual. não conheceu dos embargos do reclamante. que. momento em que passa a fluir o prazo comunicadas da designação da nova data fixada pelo juiz. O recurso interposto antes da publicação da decisão impugnada é considerado ine- xistente. determinar o retorno dos divergência jurisprudencial. do TST. já reproduzia o .8. o acórdão do Regional que considerou intempestivo o recurso ordinário da recla- -RR-95900-90. Ciência inequí- recursal a partir da notificação da publicação da sentença. voca dos termos da sentença.. Márcio Eurico Vitral Amaro e Walmir Oliveira· da Cos- n° 197 doTST.18. Recurso ordinário...2014 (Informativo n° 1:9) 154 155 .

. Hugo Carlos Scheuermann. Recontagem do prazo a partir da ciência da homologa~o interposto ames da vigência da Lei n° 11.2014 (Informativo n° 78) . 27. Ato de Tribunal Regional. não. os quais negavam provimento ao apelo ao fundamento de que os embargos de declaração deixam de . Retomada da conta. por divergência jurisprudencial. deve o julgador reanalisar os requisitos ineren- após as suspensões operadas pelo TRT. e Luiz Philippe Vieira de Mello Filho. Dora Maria da Costa. Na hipótese. Com esse entendimento. é possível à parte provar a ausência de expediente Na hipótese em que o objeto dos e~bargos é a irregularidade de representação. Discussão acerca da irregularidade de representa~o do recurso Não obstante o item IIl da Súmula n° 385 do TST estabelecer a possibilidade anterior.6. 2o.5. afas- Delaíde Miranda Arames. para que prossiga no exame dos primeiros embargos de declaração. lnterpreta?o da nova 12. de declaração tempestivos e regulares interrompe o prazo 0 retorno dos autos à Turma de origem. Ccom esse entendimento. apresentada em momento processual subsequente àquele em que o sistema ficou gem. por maioria. TST-E-RR-721145-82. tal como se conheceu do recurso ordinário da União.0054. 3. no mérito. no mérito. em sede de agravo regimental.5. rei. SBDI-I. conhecer do recurso de embargos de outros recursos. § da desistência. interposição do novo recurso. devendo o prazo ser recomado a partir da ciência. Peticionamento por meio eletrônico (E-DOC). prova de indisponibilidade do sistema de peticionamento eletrônico (E-DOC). o pressuposto recursal extrínseco se ficar a ocorrência de feriado. Com esse entendimento. portamo. Saneamento do vício no momento da interposi~o dos embargos. a . a SBDI-1 decidiu.5. por unanimidade. ainda que haja a posterior desistência dos decla. produzir qualquer efeito do termo final do prazo recursal.. portanto. Aloysio Corrêa da Veiga. pela parte contrária. SBDI-1. 28.2010. Possibilidade. ante a decretação da intempestividade dos embargos de- Tratando-se de suspens. Alexandre Agra Belmome. red. é desnecessária a intimação da parte para a retomada da con. como entender de direito. Interrup~o do prazo para interposi~o fundamentos. a fim de que prossiga no exame do recurso para interposição de outro recurso. por maioria. TST-ReeNec e R0-29300-82. Vencidos os Ministros Renato de Lacerda homologação da desiscê::J. por Paiva e Augusto César Leite de Carvalho. Brito Pereira e origem. Venci-· e.. a SBDI-I.0000. a contagem dos dois dias remanescentes tes ao prazo recursal. também protocolados no âmbito do TST no primeiro dia útil seguinte. a possibilidade de reforma da decisão que declarou confunde com o próprio mérito dos embargos. por meio de prova documental supervenieue.. SBDI-I.:io de prazo recursal pré-estabelecida. Incidência do item 111 da TST-E-RR-223200-17. . Lelio Bentes Corrêa. sábado. como condição para a item 11. Comprova~ão em sede de embargos. Com base nesse entendimento. Embargos de dedara~áo. por divergência fundamento de que. por violação do art. cescumprida a obrigação de a autoridade judiciária certi. TST-E-ED-ED-RR-1940-61.2005. No caso dos autos. a prova da ausência de expediente forense. o recurso foi protocolado recurso de embargos interposto pelo reclamante. e Tribunal Regional... inclusive a interrupção do prazo para a interposição de outros recursos. por maioria. inoperante. de modo que. a qual ocorre imediatamente.. Min.2013 (Informativo n° 49) rei. afastada a in. Indusão de feriados e fins de semana. Assim. julgue o recurso ordinário.5.01. no mérito... rei. pois. dia em sede de embargos de declaração. dar-lhe provimento para determinar A oposição de embargo.4. agravo de instrumento Não exigência. em face da apresentação de prova documental superveniente do prazo foi reiniciada no dia 14/01/2012. conheceu do seguinte. determ[nar o retorno dos autos ao TRT de origem a fim de que oportuno para se manifestar.. a parte tagem do prazo. e. ratórios.0018.cia.3. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS parte não cer juntado a certidão em sede de embargos de declaração. qual seja. não o órgão do Judiciário certificado nos autos a inoperância do sistema.. segunda-feira. Desistência. estando intempestivo.12. Luiz Philippe Vieira de Mello Filho.. como entender de direito. de revista interposto pelo Município do Rio de Janeiro. te prova documental superveniente. Com esses .. somente no dia 17/01/2012. Suspensão de prazo recursal. Súmula n° 385 do TST. a SBDI- a intempestividade do recurso de revista não se inviabiliza pelo simples fato de a -I. a parte perdeu o momento processual tempestividade. tendo dia útil subsequente. Todavia. de reconsideração da análise da tempestividade do recurso. ao não opor embargos de declaração com o objetivo de trazer jurisprudencial e. por intempestivo. findando-se no domingo. a SBDI-1 decidiu. Representação reda~o da Súmula n° 385 do TST. Órgão tada a intempestividade.4.. dar-lhes provimento para. não conheceu dos embargos por ausência de pressuposto intrín- 156 157 . independentemente de recair em opôs novos declaratórios com a informação e a juntada do boletim de indisponi- feriado ou final de semana. à unanimidade. do CPC. p/ acórdão Min. Comprova~ão da indisponibilidade median- jurídico.. terça-feira. forense em embargos.0000. prevaleceu o entendimento de que o item 111 indicada como óbice ao conhecimento do recurso anteriormente interposto. sob pena de cerceio do direito de defesa da parte.2.06. conforme preconiza o item III da Súmula n° 15/01/2012. o Órgão Especial. que não conheciam dos embargos ao unanimidade. Feriado forense. Na hipótese. deu-lhe provimento para determinar o retorno dos autos à Turma de dos os Ministros João O reste Dalazen. 184. Especial. 16/0112012. 3.01. no caso.2. Vencidos os Ministros Dora rei.2014 (Informativo n° 77) Deve a Turma examinar. Min. prorrogando-se somente o termo final para o primeiro bilidade do sistema ocorrida no último dia do prazo recursal. conhecer dos embargos interpostos pela reclamada.2001. da afastada a intempestividade do apelo. Sistema indisponível na data existir quando a parte dele desiste. Embargos. Min. não podendo. por maioria. fundada em ato de claratórios opostos pelo sistema E-DOC um dia após o termo final do prazo.2009.496/2007. ou embargos de declaração. procede no caso de feriado forense. não da Súmula n° 385 do TST não pode ser interpretado de forma dissociada de seu se exige da parte que sane previamente o vício apontado. relatora.2013 (Informativo no 38) Maria da Costa. de modo "ue o termo final foi prorrogado para o primeiro dia útil 385 do TST. Min. .

a SBDI. rei. disposto art. rei. o efetivo subscritor do apelo é aquele que falar nos autos. Depósito Recursal .. conforme outro sentido.01. da Resolução no l. em desacordo com a diretriz da Instrução Normativa n° 18/99 do TST. 1°. trata-se de vício desde que devidamente constituído nos autos. Assim.10.6.2. e. se dá diretamente. Na hipótese.. subscritores não inscritos nos quadros da Ordem dos Advogados do Brasil. Antônio José de Barros Levenhagen. 245 do CPC.2014 (Informativo n° 85) 12.0000. (Informativo n° 35) cimento do recurso. por maioria. em atenção ao princípio da existência concreta. o qual não foi alegado pelo reclamante processual. Preclusão.. parcialmente. TST-EAIRR-2439-61. entendeu a Subseção que a ausência de indicação de Min. Todavia. (Informativo n°1) 1:58 159 .2012 (Informativo n° 26) mento de mandato outorgado para ambos os causídicos. Renato de Lacerda Paiva. e.não possuíam inscrição na OAB. -la apenas quando sucumbente em sua pretensão. Augusto César Leite de Carvalho.. Com No caso. mantendo a decisão 11.2012. Guia GFIP. relator. Essa questão ordinário da reclamada. Com esse entendimento. por divergência jurispru- advogado indicado como autor da petição (arts. 5. novo à cognição da SBDI-I.6. 13 do CPC. 18. p/ acórdão Min. Embargos interpostos anteriormente à Lei no 11. devendo ser exa- segundo o qual nas relações virtuais predomina aquilo que verdadeiramente ocor. o Ministro I Ives Gandra Martins Filho. conheceu dos embargos e deu-lhes critores do recurso ordinário interposto pelo reclamante perante aquele Tribunal provimento para restabelecer o acórdão do Regional que julgou deserto o recurso . Configuração.3. não foi objeto do recurso de revista e dos embargos de declaração interpostos Maria Cristina Irigoyen Peduzzi. 4° da Lei n° 8. conheceu dos embargos porque cumpridos os requisitos extrínsecos perante a Vara do Trabalho. por ambos os causídicos. 896 da CLT.2001. Min. SBDI-1. que adi- ausência de pressuposto recursal extrínseco relativo à regularidade de representa. Aloysio Corrêa da Veiga. que só tomou conhecimento dos fatos após o relator facultar..0121. Nulidade absoluta. 8. TST-E-ED-RR-22100-64. . Min. da Turma por fundamento diverso. e que a violação do art. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS seco. vencidos os Ministros Augusto César de Carvalho. § 1° e 21. no mérito.5. não estão sujeitas à preclusão. 1 sistema E-DOC vem subscrito por advogado diverso daquele que procedeu à as- : sinatura digital.2002.15. Existência de instru. relator. Na espécie. red. p/ acórdão Apresentada a manifestação. SBDI-I. A SBDI-1. rei. TST. visto que não atendida 11. I. TST-E-ED-RR-98500-35. por unanimidade. esse entendimento. Art. SBDI-I.906/94. Configuração.496/07. Na hipótese. Assinatura digital fir.. quando não mais possível à parte adversa sanar o vício.09. nos termos do art. Luiz Philippe Vieira de mada por advogado diverso do subscritor do recurso. 245 do CPC. Argni~ão apenas quando a parte a quem socorre a irregularidade se É regular a representação na hipótese em que o recurso interposto por meio do tornou sucumbente. a SBD1-I..906/94. Mello Filho. Não configuração. Ademais. Brito Pe- pela reclamada. conheceu dos embargos interpostos anteriormente à Lei n° que compromete a eficácia do ato processual praticado. 47. o Ministro relator. -E-RR-236600-63. na hipótese. tou os embargos anteriormente interpostos. Deserção. Ives Gandra Martins violação do art. red. devolveu o prazo recursal à parte.5. decorrente da ausência de autenticação da procuração outorgada aos advogados -1.0071. Vencidos os Ministros Renato de Lacerda Paiva.e ao qual foi dado provimento. Irregularidade de representação. Viola. SBDI-I. pois se trata de questão de ordem pública insanável.09. tendo a Turma remetido o fato ção processual da recorrente. Indicação equivocada do número do processo ção do art. Min.5. a SBDI-l. se aposto nome de advogado diverso parte a quem socorre a irregularidade deixa de indicá-la na primeira oportunidade daquele que assinou digitalmente o recurso. 18. por violação do art. do STJ). red. TST-E-ED. 896 da CLT não poderia ser invocada como obstáculo ao conhe- Filho.2012. Com base nessa premissa.496/07.2005. e 18 da Lei n° dencial. por maioria. Depósito recursal. responsabilizando-se pela petição entregue. por maioria. .. Min. mas apenas em sede de embargos de declaração ao re- de admissibilidade.906/94.0047. Vencido to- 12. rei.15. e da vara na guia de recolhimento. Renato de Lacerda Paiva.2009. relator. § 2°. em razão da existência de norma expressa a exigir identidade en. Aloysio Corrêa da Veiga e João Oreste Dalazen. reira. afastando a necessidade de indicação expressa de violação O preenchimento incorreto da guia de depósito recursal constitui irregularidade do art. mas por teve o não conhecimento da revista-.. negou-lhes provimento. minadas de ofício pelo julgador.OAB.o qual man- Peduzzi e Alberto Luiz Bresciani. 4° da Lei n° 8.. Aloysio Corrêa da Veiga. que também não conheciam do recurso.5. examinando questão de ordem em relação à representação das reclamadas juntada com a contestação. III. desde que haja nos autos instrumento de mandato habilitando As alegações relacionadas ao exame de pressupostos extrínsecos processuais. Lelio Bentes Corrêa. de 10/2/10. por unanimidade.5.419/06 c/c arts. 7.2013. Subscritores de re- curso ordinário não inscritos nos quadros da OAB. e deu-lhes provimento para a sua finalidade de garantia do juízo. tem-se que. ressaltou-se que o STJ adota entendimento em curso ordinário. Irregularidade de representação. (Informativo n°5) 12. SBDI-I. Maria Cristina jurisdicional com a prolação do acórdão em embargos de declaração.5. Assinatura digital talmente o Ministro Renato de Lacerda Paiva. não podendo argui- cuja chave de assinatura foi registrada.2010.. !Embargos. p/ acórdão Min. serem matéria de ordem pública.2.. a guia GFIP foi preenchida anular os atos processuais praticados a partir do recurso ordinário interposto por erroneamente quanto ao número do processo e da vara por onde tramitou o feito. se a re e não aquilo que é estipulado.0013. entende-se que anuiu com seu conteúdo. Questão não impugnada na primeira opor- tunidade. Interposição por meio do sistema E-DOC. a Corregedoria do TRT da 15a Região comunicou ao TST que os subs.RR-877540- -lhe manifestar-se sobre os documentos encaminhados por aquela Corte regional. . ao considerar exaurido o ofício Min.4. tre o titular do certificado digital usado para assinar o documento e o nome do conheceu dos embargos interpostos pelo reclamante. 4° da Lei n° 8.2. rei.

n° 128. do TST. Configuração. Interposição de segundo recurso embargos. pois. no julgamento de seu primeiro recurso ordinário.. consequence- Filho. Dep6sito recursal. à sua exclu- Vieira de Mello Filho. -ED-AIRR-40140-31. tornar-se possível o levantamento do depósito recursal por ela efetuado. De- previdenciárias em acréscimo ao valor da condenação. 111. fica a mérito. Sendo assim. pelas demais empresas que integram a relação processual. Fortesolo Serviços Integrados Ltda. deu-lhes provimento para. item I. Min. reformando o acórdão recorrido. a fim de que. pela segunda vez. c Aduquímica Adubos Quími- restando inexigível o depósito recursal quando da interposição dos embargos. ressaltou.23. TST-E-RR-26500-89. Na hipótese. Dep6sito recursal. restabelecer a parte agravante dispensada de efetuar o depósito recursal previsto no § 7° do art. SBDI-I. Vencido o Ministro Ives Gandra Martins Filho.2009.2014.0051. esse entendimento.. III. a SBDI- relator que a parte completou o valor depositado de forma a atingir o limite legal -I.0261.2009. 25. (Informativo n°2) Lacerda Paiva. não houve condenação solidária nem subsidiária do OGMO/PR no período posterior a fevereiro de 2007. Com esse entendimento. ressaltou o e à concessão de prazo em dobro para recorrer. Não configuração. SBDI-I. afastando a deserção do recurso ordiná.5. deu-lhe provimento para determinar se aplicam os privilégios de que trata o Decreto-Lei n° 779/69.5. TST-E-RR-136600-30. no caso concreto..04... terpostos pelo reclamante. TST-E-ED-RR-262000-94. Inexigibilidade de posterior pagamento do dep6sito previsto no art. Agravo de instrumento interposto antes da vigência da Lei OGMO/A. conheceu dos embargos.. deu provimento . havendo necessida- Filho. por unanimidade. Nos termos da Instrução serção dos recursos ordinários dos outros reclamados. para determinar o retorno dos au. 2. do TST. sendo inegável. rei. o reclamado que. rei. Min. TST-E-ED-RR-87200-72. o pagamento da contribuição previ. Arguição de prescrição bienal. no mérito. Com peciais instituídas pelo Estado para a consecução de um fim de interesse público. Equivalência à exclusão da lide. SBDI-I.. SBDI-1. a título de depósito recursal. Realização de novo dep6sito recursal. Conselho de fiscalização do exercício profissional. rei.2013 (Informativo n° 44) ciárias. conheceu do recurso de embargos. Recurso ordinário. os valores podem ser qual o item III da Súmula n° 128 do TST excetua o aproveitamento do depósito alterados.2012 (Informativo n° 16) são. ceve a . do montante atribuído às contribuições Ausência de condenação solidária ou subsidiária ap6s fevereiro de 2007. Súmula Normativa n° 3. Terminais Portuários da -se que a alteração legislativa é pertinente ao preparo do agravo de instrumento.0019. superada a deserção do segundo recurso diz respeito à dispensa de recolhimento de custas processuais e de depósito recursal ordinário. Augusto pena de se fazer retroagir a lei sobre ato processual já praticado e gerar insegurança César Leite de Carvalho. da CLT. quando foi instituído o . Pagamento efetuado por apenas uma das empresas. por divergência jurisprudencial e. Vencido o Ministro lves Gandra Martins que resultaria em extinção do processo com resolução do mérito e.2004.275/10. José Roberto Freire Pimenta e Alexandre de Souza Agra Belmonte. . lei. no momento em que No caso em que uma das empresas condenadas solidariamente é excluída da lide. Autar- preliminar de cerceamento de defesa acolhida. portanto.5.5. à unanimidade. João Oreste Dalazen. Inexigibilidade. qual seja. TST-Ag-E-ED- ordinário. decisão do Regional na parte em que pronunciou a deserção dos recursos ordinários 899 da CLT quando da interposição dos recursos subsequentes. arguiu o reconhecimento da prescrição bienal. Assim. a SBDI-1.275/10. inclusive no que o retorno dos autos ao TRT. Deserção. denciária somente é devido quando finda a execução. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS jurídica. conheceu dos embargos in- § 7°. fiscalizar o exercício das profissões correspondentes. de modo que não se afigura possível utilizar o depósito recursal recolhi- n° 12. proferida a sentença. não há certeza acerca das parcelas objeto da condenação.02. embora não tenha o retorno dos autos ao TRT de origem.2008. o da reclamada como entender de direito.5. portanto. . equivalendo. Interposição de recurso de embargos na vigência da referida do pelo OGMO/PR para garantir a execução que só alcança os demais reclamados. relator. Não con- figuração. ainda que apre. Renato de Lacerda Paiva.4.9. Min. determinar o processamento do recurso de de cerceamento de defesa. 83 da Consolidação dos Provimentos da Corregedoria-Geral da Justiça do Trabalho.. Aplicação. por unanimidade. no mérito.1994. por maioria.0411. Na hipótese. Assim. no Interposto agravo de instrumento antes da vigência da Lei no 12. Vencidos os Ministros Renato de deserção.2. tos à Vara do Trabalho a fim de que proferisse nova sentença. prossiga no julgamento como entender de direito. por maioria. Ademais. quia.. SBDI-I. e.. Deserção. único reclamado a efetuar o depósito recursal.. Luiz Philippe mente. sob cos Ltda. 25. 28. deu-lhes provimento para determinar que o OGMO/PR. Não aproveitamento pelos demais reclamados.. razão pela uma vez que. recurso ordinário. a não ocorrência de no mérito. conheceu dos embargos e. negou-lhes provimento. interpostos pelos reclamados Órgão Gestor de Mão de Obra do Trabalho Portuário sentados em momento posterior ao advento da referida lei. Inclusão das contribuições previden. em vigor à época da interposição. a SBDI-I. Min. a SBDI-I. Ausência de previsão no ordenamento jurídico.3. Min. constara-se rio. Com base nesse entendimento.. afastada a deserção.. (Informativo n° 90} 160 161 ~-~-------- . mento. Natureza jurídica. Ives Gandra Martins O depósito recursal deve ser efetuado uma vez a cada recurso. por maioria. Acolhimento da preliminar ao agravo para. No caso. a SBDI-I. no levantamento do referido depósito. 15. Dep6sito recursal. rei. Ex- Não encontra previsão no ordenamento jurídico pátrio a exigência de recolhi- tinção do processo com resolução de mérito. Avulso do Porto Organizado de Antonina (OGMO/A). Com esses fundamentos.8.09..2013 (informativo n° 38) de de novo recolhimento apenas nas hipóteses em que haja alteração de instância. a fim de que julgue o recurso ordinário pleiteado a sua exclusão da lide. rei.01.0022. em cas·o de provimento de eventuais recursos. por contrariedade à Súmula n° 128.2012. Recurso ordinário. 899.. não necessita efetuar Os conselhos de fiscalização do exercício profissional constituem autarquias es- outro depósito recursai para interpor. a eles por divergência jurisprudencial e. Nova sentença. Privilégios do Decreto-Lei n° 779/69. Ponta do Félix. do TST e do art.

Não caracterização.800/99 postos pelo reclamante por divergência jurisprudencia-l. de modo que a É válida a interposição de recurso sem que haja absoluta coincidência entre a utilização dos instrumentos processuais pertinenres não caracterizaria.2002. Absoluta coincidência com os originais os embargos declaratórios foram infundados e opostos com mrutto protelarono. temas do recurso de embargos. exclUir da con~ena:ao recebida ulteriormente em juízo. "In que ausentes as folhas que normalmente trazem 1 identificação e assinatura do casu". de modo que não pode ser tido por inexistente ou apócrifo o recurso em de fac-símile com data e assinatura diferentes do original interposto em juízo. Min. 5o.. anulando os acórdãos de fls. não se pode processual. determinar o retorno dos auto! à turma de origem. a ausência dessas folhas 2010.. No caso concreto.. SBDI-I.03. Não configuração. LV. por maioria. Ives Gandra Martins 20.. de atos decisórios.2002. Assim. os vícios que a parte indica. Irregularidade formal. -1. no mérito. para que examine os embargos de declaração como entender de direito. Min. três linhas correspondentes a uma transcrição de aresto do STJ.02.2005.2005. o documento enviado por fax deve ser tido por quenos trechos suprimidos não impedem a correta c~mpreensão da COI~trové:s. Min..10.0036. to. da CF.. a fim de que proceda a novo julgamento do recurso de revista do empregado. vencidos os Ministros -ED-RR-177500-51. Venctdos reclamante como entender de direito. TST-E- TST-E-RR-1141900-23.. sob pena de exacerbação do formalismo. 20.2008.. quando os pe- nal no prazo recursal. da CF. deu-lh:s exige identidade de conteúdo entre a petição transmitida via fac-símile e aquela provimento para afastar a irregularidade de repr~s~ntaçao. Lelio Bentes Côrrea.5.9. :i~1co . Recurso. Petição original não contêm ora uma linha. e.. Ausência das folhas que trazem a identifica- . que não conheciam do recurso. após proferido o voto do relator. afastada a mencionada irregularidade. e não c::mstam. TST-E- conheceu dos embargos por divergência jurisprudencial. deu-lhes provimento para. por unanimidade. Data e assinatura diferentes do original. por maioria. Multa por litigância de má-fé.0900. Renato de Lacerda Paiva. Transmissão incompleta. Assinatura digital. rei. ção e a assinatura do advogado. ED. lves Gandra Martins .. no _mérito... Fac-símile. Regularidade. conheceu dos embargos por violação do art. o prazo final para interposição dos embargos foi no dia 6 de dezembro de advogado (folha de rosto e última lauda). a SBDI-1.2. esse entendimento. Recurso interposto via e-DOC. prevaleceu o entendimento de que atri- transmitido via fac-símile estivesse incompleto. no mérito. por unanimidade. protocolizada no prazo legal..496/2007. reL Min. rei. ao não conferir com os originais apresentados. 20. não impede o conhecimento do recurso se da sm. mas com data bargos de declaração opostos fora do quinquídio legal se o objetivo da petição de 7 de dezembro de 2010. Renato de Lacerda Paiva. rei.------------------~-~·--·------------~---· . Recurso enviado por fac-símile e via e-doe os defeitos de transmissão identificados no fax não se mostrem relevantes para a apreensão da controvérsia. 27.0016.5. No peticionamento eletrônico (e-DOC) o própric· sistema atesta a assinatura di- Não enseja irregularidade formal a transmissão do recurso de embargos por meio gital. a SBDI-I. petição encaminhada por fac-símile e os originais juntados aos autos. SBDI-l. apesar de indicado o nome do era apenas alertar o Tribunal da incompletude dos primeiros declaratórios. 5°. desde que a litigância de má-fé.7. Alexandre de Souza Agra Ives Gandra Martins Filho. publica~do­ que prossiga no julgamento dos primeiros embargos de declaração do sindicato -se a intimação do reclamante para a respectiva sessão de julgamento.12. Outrossim.5. juntados aos autos. conheceu dos embargos por enten- 162 163 1!. a fim de 512/513 e 519/520. e assinatura distinta.2. buir à parte os encargos decorrentes de problemas na transmissão. Trechos suprimidos irrelevantes à com. Não incidência.0 1. Com esse entendimen- pelo reclamante antes da vigência da Lei n 11. Preclusão consumativa. por maioria. 18. sem utilidade Não se aplica a preclusão consumativa ao caso em que.2014 (Informativo n° 74) e Renato de Lacerda Paiva.) (Informativo no 21) .800/99. ora duas linhas. trans. ficando prejudicado o exame dos demais os Ministros Brito Pereira.. com fidelidade de conteúdo das razões recursais. Transmissão via fac-símile. deu-lhes provimento para. por si só.. não se comideram extemporâneos os em- dos os originais. a SBDI-I. Com a multa de 1% sobre o valor da causa e determmar o retorno dos autos a tutma esse entendimento. rei. Entendeu o Ministro Lelio Bentes Cor. foram protocola.5.. data constante da primeira e da última folha da petição do recurso.12. SBDI-I. co~venctdo de'q~e . e.3.ia.2012 (No mesmo sentido. -ED-AIRR-384240-64.TST-E-ED-RR-91600-02. não obstante o recurso para o deslinde da questão. conduta mcompanvel com a atual ststemanca inexistente.2012 (Informativo n° 26) Na hipótese em que a decisão recorrida consignou que a aplicação da _multa por litigância de má-fé decorreu da avaliação subjetiva do julgado~. relator. Multa por litigância de má:fé rude de pedido de vista regimental formulado pelo Ministro Lelio Bentes Corrêa.. e.-r ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS -I 12. Quanto ao mérito. Na hipótese.0042. na medida em que a Lei no 9. porque. determinar o retorno dos autos à Turma de origem.2014 (Informativo n° 76) Filho. _Com mesmo advogado subscritor do recurso. ao passo que o aresto trazido à colação estabeleceu a tese de que a aplicação da preensão da controvérsia. a parte protocolou a petição origi. no sentido de negar provimento ao embargos... Brito Pereira. leitura for possível identificar mitida nesta mesma data por fax. decretando a nu!tdade LV.8.5. Desnecessidade. a SBDI-I. na penulnma pagma. Recurso enviado por fac-símile. Ives Gandra Martins Filho. Intuito protelatório. a SBDI-I. Maria Cristina Irigoyen Peduzzi Belmonte. conforme exige a Lei n° 9. SBDI-l. SBDI- Aloysio Corrêa da Veiga e Dora Maria da Costa. 12..0058. Em 7 de dezembro de 2010. referida multa pressupõe o dolo da parte em atrasar o processo. Min. Na hipótese. Filho. conheceu dos embargos mter- rêa não se tratar de irregularidade formal. das dez laudas do ~ec_urso. implicaria exacerbação da forma. Por fim. conheceu dos embargos interpostos considerar ratificado. o julgamento foi suspenso em vir.2012.9. por violação d~ art.2. TST-E-RR-307800-59.

Luiz Philippe Vieira de Mello lei indicadas e aponta como óbice ao processamento a Súmula no 126 do TST. mas apenas a aphcaçao No caso em que o despacho de admissibilidade do recurso de revista proferido da multa de 1o/o de que trata o art.0036.06. parágrafo único. conclui-se que . !ações e a divergência jurisprudencial apontadas com b ase no art.2012 (Informativo no 31) em análise realmente seria aplicável a vedação à reapreciação de fatos e provas e em que casos se estaria afastando as violações de lei.2010.9. admitindo-se. lves Gandra Martins Filho.2012. afasta as violações de lei indicadas nas razões do ape- lo.E-ED-RR-879000-69. no instrumento por ausência de fundamentafáo. uma vez que a simples utiliza. no caso. pelo TRT aponta a Súmula n° 126 do TST como óbice ao processamento do -RR-183240-09.2. do CPC. ção. Decisão que não conhece de agravo de dade. tendo em conta 12.2008. Alberto Luiz Bresciani de Fontan Pereira e Dora Maria da Costa.5. 896. Apelo em que não se impugnam os fundamentos fáticos da decisão recorrida.5. por unanimi- nas Súmulas n°s 296 e 337 do TST. "à' e "c" da CLT e devidamente fundamentado. Despacho de admissibilidade do recurso de revista que afasta as violafões de Freire Pimenta. 31. Luiz Philippe Vieira de Mello Filho. Assim. Despacho denegatório do recurso de revista que afasta as violafóes e a diver- o agravo de instrumento que apenas renova as violações apontadas encontra-se gência jurisprudencial apontadas com base no art. e João Batista Brito Pereira.2012 (Informativo n°15) 164 165 . como entender de direito.lhes provimento para determinar o retorno dos autos à Turma de incidência. Má aplicafáo. a SBDI-I.11. a SBDI-I. red.. u. ainda que protelatórios. TST-E-AIRR-44900-45. Com esse entendimento. É suficiente para elidir a incidência da Súmula n° 422 do TST a impugnação dos fundamentos de direito. a Subseção deu provimento aos embargos ~ara afast~ da afastadas. Vencidos os Ministros Ives Gandra Martins Filho.2002.21. ÉLISSON MIESSA PRESSUPOSTOS RECURSAIS der configurada a divergência jurisprudencial. Com esse posicionamento. José Roberto Freire Pimenta. 538. No mé- Agravo de instrumento que impugna apenas o tema que se referia às violafóes rito.2012. o aprecie como de Na hipótese em que o despacho denegatório do recurso de revista afasta as vio. rei. § 2°. prossiga no julgamento do agravo de instrumento em recurso de revista como entender de direito. TST.02. TST-E-AIRR-418-60.0025. conheceu dos embargos por má aplicação da Súmula n° 422 do TST e. (Informativo n°11) . afastado o óbice da Súmula n° 422 do TST. inferir em quais temas 22.. Min. re- lator. rei. por maioria. SBDI-1. por unanimidade. deu-lhes provimento para determinar o retorno .5. Com esse entendimento. (Informativo n°14) da CLT e nas Súmulas n°s 296 e 337 do TST não se faz necessária a insurgência contra todos os fundamentos.5. Desnecessidade de insurgência contra todos os fundamentos.5. direito.. conheceu dos embargos por divergência jurisprudencial e. SBDI-1. a e c de Mello Filho. na medida em que o reconhecimento de eventual violação ou divergência jurisprudencial seria suficiente para afastar os óbices apon- tados pelo TRT. ao mesmo tempo. por maioria. Luiz Philippe Vieira ".. deu . a obtenção de novo emprego por parte do empregado acidentado que postulava sua estabilidade provisória. cabe ao TST. 28. rei.0012. 18. no mérito..TST-E-ED. Vencido o Ministro lves Gandra Mar- tins Filho. o tema objeto do inconformismo do agravante referia-se apenas às violações afastadas e não ao óbice da Súmula n° 126 do TST. inclusive.dos autos à Sétima Turma a fim de que. Súmula n° 422 do TST. Não mérito. SBDI-1. Regularidade formal que.2009. relator. no mérito. rei.6. Súmula n° 422 do TST. Ives Gandra Martins Filho.04. Renato de Lacerda Paiva. não sendo necessária a insurgência contra os fundamen- tos de fato aludidos na decisão recorrida. Filho. a SBDI-I. ção dos embargos de declaração.0012. Decisão que não conhece do recurso por ausência de fundamenta- condenação a indenização por litigância de má-fé. Min. não ensejao paga~en~o da indenização de 20o/o prevista no art. na apreciação do agravo de instrumento. recurso e. na espécie. SBDI-I. Min. conheceu dos embargos por má-aplicação do referido verbete e. vencidos os Ministros José Roberto . origem para que. Contrariedade à Súmula n° 422 do TST. Não caracterizafáo. do CPC.6.. afastado o óbice ao conhecimento do recurso. p/ acórdão Min. a repetição das alegações trazidas nas razões da revista. deu-lhes provimento para determi- nar o retorno dos autos à Turma de origem a fim de que julgue o recurso de revista.12. 896.

entendendo que o efeito devolutivo someme rem aplicação quando há transferência para outro órgão. BEBBER. CAPÍTULO VI EFEITOS RECURSAIS A interposição do recurso gera diversos efeitos. ed. No entanto. III. para o TST. José Carlos Barbosa. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais.. Por esse raciocínio. São Paulo: I. 2. Comentários ao código j de processo civil. p. 5. Teoria gemi dos recursos cíueis. que produzem re- flexos práticos para o processo. p. 2009. Com efeito. exceto se houver dúvida razoável (Súmula n° 100. p. v. ~. o trânsito em julgado fica postergado. 4. Rio de Janeiro: Forense. ou seja.:Tr. sendo interposto o recurso. ed. EFEITO OBSTATIVO O efeito obstativo consiste no impedimento do trânsito em julga- do da decisão. 2010. rev. do TST).---~- 167 ------------- . 2009. 260-261. 1. o que afasta sua aplicação nos embargos de declaração: MOREIRA. 1) extensão do efeito devolutivo 110 No senrido do texto: JORGE. vez que essa transferência é inerente aos recursos 110 • O efeito devolutivo deve ser analisado sob dois enfoques: da exten- são (dimensão horizontal) e da profundidade (dimensão vertical). busca-se nova manifestação do Poder Judiciário sobre a matéria decidida. 283. Passamos a analisar cada um dos efeitos. 15. atual. Em sentido contrário. Recursos no processo do trabalho. e ampl. 2. ed. 176. EFEITO DEVOLUTIVO O efeito devolutivo é transferência ao JUIZO ad quem do conhe- cimento das matérias julgadas no juízo a quo. tal efeito não existirá na hipótese de recur- so intempestivo ou manifestamente incabível. Flávio Cheim. Júlio César. é possível concluir que todos os recursos são dotados do efeito devolutivo.

independentemente convenceram o juízo a quo. tos. Tal efeito.). mesmo que a decisão recorrida e o recurso novas. concluindo pelo provimento ou não do recurso. ainda que a sentença não as tenha julgado por aplicação do caput do art. Exemplo: Reclamante postula a reintegração no emprego com o 111 JORGE. empresa apresente recurso ordinário. Por outro lado. questões e provas que estavam ao alcance do juízo a quo. especificamente ao re. de modo que os condenada ao pagamento do adicional de insalubridade. Isso ou seja. o juízo ad quem não ficaria limitado às provas que tões dentro da quantidade impugnada (extensão). fun. Trata-se da processo. a insurgência do § 2° Quando o pedido ou a defesa tiver mais de um recorrente poderá ser de todos os capítulos da sentença em que foi su. demais capítulos (horas extras e indenização pelo dano moral) serão o juiz afastou a conclusão da perícia e. 515 do CPC. Na sentença. Flávio Cheim. da sentença (horas extras. Já o § 2° permite que o juízo ad quem possa analisar os diversos curso ordinário. em sua profundidade. Assim.. a extensão técnico do reclamante._s parte deles. o tribunal poderá verificar todo o conjunto probatório (perícia. São fundamento de que era representante da CIPA ou porque sofreu aci- Paulo: Editora Revista dos Tribunais. O que se busca co~ a profundidade do efeito devolutivo é colocar Com base nesse dispositivo. § 1° Serão. vesse citado o PPRA. de extensão total. portanto. (por exemplo. pode beneficiar ambas as partes. poderá insurgir-se contra todos os capítulos tença tenha se omitido quanto a algumas delas. passando-se somente em seguida para a análise de sua profundidade. batório. fundamentos levantados na inicial e na contestação para determinado in verbis: pedido. devolverá ao tribunal o conhecimento dos demais. vale-transporte e indenização pelo dano moral. É imprescindível. mesmo que o juiz a quo não ti- maticamente ao juízo ad quem todas as alegações. tantum devolutum quantum appelatum. O efeito devolutivo. ad quem) possa enfrentá-las no julgamento. porém. com base no laudo do assistente acobertados pela coisa julgada. mesmo que a sentença não tivesse feito referência a algum deles. o tribunal poderá admitir a insalubridade não pelo laudo do as- 2) profundidade do efeito devolutivo sistente técnico. mesmo que a sen- ponha recurso ordinário. documentos etc. PPRA). que consagra a máxima romana inteiro. p. mas por documento apresentado pela própria empresa A profundidade do efeito devolutivo é aquela que devolve auto. Teoria geral dos recursos cíveis. Tem-se. de modo que este poderá analisar todas as alegações. permite-se que o órgão julgador possa se utilizar "de todo o quer dizer que. dente de trabalho. ed. decorrendo sempre da própria vontade do recorrente. pois. poderá recorrer Exemplificamos para elucidar o referido parágrafo: A empresa foi tão somente do capítulo referente ao vale-transporte. Caso ela inter. no caso de revelia. Dessa forma. Exemplifica-se: A empresa é condenada ao pagamento de horas Verifica-se pelo § 1o que o órgão julgador poderá se utilizar de extras. ÉL!SSON MIESSA EFEITOS RECURSAIS A extensão do efeito devolutivo é a quantidade de matéria impug. Caso a limitada. Verifica-se que. podendo reexaminar todo o conjunto pro- de manifestação. decidiu pela existência da insalubridade. 515 do CPC. vislumbra-se que a mera possibilidade em idêntica situação o juízo a quo e juízo ad quem no momento do de exame das questões pelo juízo a quo permite que o tribunal ()uízo julgamento. que damentações. vem disciplinado nos §§ 1° e 2° do art. não poderá o revel levantar questões material deduzido em juízo. Caso o juiz reconheça a garantia de emprego com 168 169 . objeto de apreciação e julgamento pelo tribunal todas as questões suscitadas e discutidas no nada. rev. vale-transporte e indenização pelo dano mo- ral) sendo. depoimen- É imprescindível que a extensão do recurso seja feita inicialmente. suscitadas apenas no recurso ordinário. fundamento e o juiz acolher apenas um deles. laudos dos assistentes técnicos. uma vez que o juízo a não façam qualquer referência ao mesmo" 111 • quo não pode fazer nenhuma apreciação sobre elas. nesse último caso. portanto. 4. e ampl. o juízo a quo tenha tido a oportunidade de analisar as questões. 2009. todas as questões suscitadas e discutidas do processo. 291. fundamentos e ques. atual. a apelação cumbente ou de apen::.

que passará a ser Utilizada 10. rev.701/88. a Súmula no 393 do TST: telar. 515. por serem conhecidas de ofício. a depender do disposto no regimento interno do tribunal. poderão ser suspensos os efeitos da sentença por meio 113 NF. 11. no exemplo. ' como as questoes assim . Código de processo cir. a analisar Nessa hipótese. 112 O Projeto do Novo CPC. p. todavia. o pedido será formulado por meio de ação cautelar todos os fundamentos da inicial. do CPC 4. independentemente de provocação da parte. dependem de manifestação da parte 113 • Parcela da doutrina. 171 170 . EFEITO TRANSLATIVO O efeito devolutivo em profundidade do recurso ordiná- rio. e ampl. que. transfere A doutrina. que se extrai do § 1° do art. ao lado dos efeitos tradicionais dos recursos (devolu- ao Tribunal a apreciação dos fundamentos da inicial ou tivo e suspensivo). § 6° e art. São será requerido: Paulo: Editora Revista dos Tribunais. estando ou não os autos no tribunal. contudo. Teoria gemi dos recursos cíveis. trabalho. contempla que pacho (Lei n° 7. parágrafo É interessante observar que. Art. NERY. put). por força de lei. 2) ao juízo ad quem. EFEITO SUSPENSIVO ao tribunal todos os fundamentos e questões debatidas no processo. nada mencionando sobre a garantia I) ao juízo a quo (recorrido). para conceder efei•o suspensivo ao recurso. 850. Não se aplica.RY Jr. contempla que os recursos possuem ainda o efeito da defesa. O efeito suspensi~o impede a execução imediata da decisão recor. poderá o tribunal negar a garantia de emprego Nesse caso. único). acredita que esse efeito nada mais é do que o efeito devolutivo em sua profundidade. 515 do CPC. mesmo que a reclamante não levante esse fundamento nas contrarrazóes de recurso. entendido como a possibilidade de o juízo ad quem julgar renovados em contrarrazões. em situações excepcionais. arual. a tese majoritária admite o efeito translativo. salvo a hipóte- se contida no § 3° do art. quando o presidente do TST confere efeito suspensivo. ÉLISSON MIESSA EFEITOS RECURSAIS base na representação da CIPA. do TST). dinário pela empresa. o qual é decorrente do princípio inquisitivo. 300. 4. te comprovadas. Efeito devo- lutivo em profundidade. ed. 7°. os recursos não são dotados de efeito o qual permite ao tribunal (juízo ad quem) julgar matérias de ordem suspensivo. ou seja. in- caso de pedido não apreciado na sentença. De qualquer modo. ainda que não translativo. Percebe-se. não examinados pela sentença. caberá agravo regimental.i/ comen- de medida cautelar inominada. está em idêntica situação em inominada 112 . sidente do tribunal ou ao relator. na hipótese de recurso or. a qual equivalerá à concessão de efeito tado e legislação extmvagante. o qual decidirá liminarmente sobre o pedido cau- No sentido do texto. porém. aprovado pela Câmara dos Depurados. bl'1ca I 14 . 275. pelo jdzo ad quem (art. rida.. será analisada pelo órgão competente para analisar o mérito do recurso. ed. que.192/01). devolvendo 3. p. o tribunal estará apto. I. mas admiti-la com base no acidente de o recurso interposto. Súmula no 393 do TST. devidamen. Da decisão liminar. Flávio Cheim. 2010. uma exceção: O recurso ordinário de sentença normativa (dissídio coletivo). art. art. ízo de admissibilidade recursal (Súmula n° 634 e 635 do STF). O pedido cautelar 114 JORGE. enquanto não houver o primeiro ju- pelo acidente do trabalho da reclamante. Existe. analisada a extensão do recurso (pe- dido de reintegração). 899. ou seja. quando já proferido o primeiro juízo de ad- missibilidade.d e ord em pu. 2009. No processo do trabalho. Recurso ordinário. direcionado ao pre- que o juiz de 1° grau estava na ocasião do julgamento. ao matérias de ordem pública. ca. 515 do CPC. Sáo Paulo: RT. Rosa Maria de Andrade. suspensivo ao recurso (Súmula n° 414. § 1°. tendo efeito meramente devolutivo (CLT. 14 da Lei n° a tutela antecipada de natureza cautelar e amecedence. poderá ser feito por mera petição ou em conjunto com pela representação da CIPA. na medida e extensão conferidas em seu des.. Nelson. pública.

Carlos Velloso. a prescrição". mesmo que se trate de matéria de ordem pública. PRESCRIÇÃO. dos recursos de revista. RECURSO DE REVISTA. (CPC. ofício. j. em virtu- para o TST. rei. a OJ 62 da SDI-I do TST: no TST. Segundo a jurisprudência que se pacificou pública. o C. o tribunal ultra. como é RR. Desse modo. da norma mais favorável e da submissão da propriedade à prévia acerca do tema. além Parte da doutrina entende que. vilista entra em choque com vários princípios constitu- cionais. Al-AgR 633. o que provocaria a incidência do efeito so ordinário. 296). que pos- gos para a SDI e do recurso extraordinário para o STF. nesses recursos. da proteção. a finalidade de preencher o pressuposto do prequestionamento capaz por incompatibilidade com o sistema trabalhista. Nesse perior sobre as matérias previamente decididas e levantadas expressa. Nesse sentido. A prescrição O C. Ricardo Lewandowski. É que. § 5°. Recurso de revista conhecido e provido. Al-AgR 5050. 219. a prescrição de ofício não teve acolhida nessa seara.4. Assim. ou 172 173 . contrariando o princípio da proteção. EFEITO REGRESSIVO 4. 2. e 769 da Prequestionamento. além do próprio princípio ainda que se trate de incompetência absoluta. INCOMPATIBILIDADE COM O PROCESSO DO TRABALHO. embar- a seara trabalhista. trata-se de pressuposto recursal específico desses sua função socioambiental. art. vez que tal norma é incompatível com como é o caso. É necessário o prequestionamento como pressuposto de da norma mais favorável e da submissão da propriedade admissibilidade em recurso de natureza extraordinária. à sua função socioambiental. DECLA- térias de ordem pública.1. nos casos previstos em lei. Corte Trabalhista: passa essa questão.I do TST.2007.12. 12. Necessidade. exigindo decisão emprego. embora os recursos de natureza de princípios constitucionais.5. Rei. Min.597-77.029/MS. DEJT 13. a novel regra ci- se trate de incompetência absoluta. 219. como da valorização do trabalho e do emprego. 3a Turma. rei. não se mostra compatível com o processo do mente pelo recorrente.1 0. 6. do CPC. somente há manifestação do Tribunal Su. O efeito expansivo consiste na possibilidade de a decisão do recurso Min. § 5°. quando interposto contra indeferimento da petição inicial translativo dos recursos. contexto. de são.TST adotou posicionamento contrário. como da valorização do trabalho e do extraordinária se submetam ao prequestionamento. Passou a prescrição a ter contornos de matéria de É o que ocorre. por exemplo. EFEITO EXPANSIVO 115 No mesmo sentido é o entedimenco do STF. segue ementa de decisão da recursos. o recorrente deverá expressamente demonstrar sua insurgência no recurso de natureza extraordinária. no processo do trabalho. torna-se clara a incompatibilidade do novo dis- Orientação Jurisprudencial no 62 da SDI . do CPC estabelece que "o juiz pronunciará. 2a Turma.2012. Pressuposto de admissibilidade em CLT). positivo com a ordem justrabalhista (arts. inclusive quando se tratar de matéria de ordem trabalho a nova regra processual inserida no art. atingir matérias não impugnadas e/ou sujeitos que não recorreram. Isso ocorre porque consiste em meio de extinção da pretensão. 8°. ainda que desfavor dos direitos sociais laborativos. com Nesse contexto. Nesse sentido. reconhecendo tal pressuposto. TST não contemplou a aplicação de ofício da pres- Discute-se a incidência desse efeito nos recursos extraordinários crição ao processo do trabalho.11.0004.2005. por atuar em desfavor aos direitos sociais. Pronunciamento ex officio da prescrição O efeito regressivo é a possibilidade de o juízo se retratar da deci- O art. suem natureza alimentar. 1a Turma. no agravo de instrumento e no recur- ordem pública e interesse social. de legitimar a atuação do TST 115 • 5. EFEITOS RECURSAIS ÉLISSON MIESSA Contudo. podendo a partir daí conhecer todas as demais ma. RAÇÃO DE OFÍCIO. j. de do esgotamento do prazo para seu exercício. ao determinar a atuação judicial em franco apelo de natureza extraordinária.2010.188/MG. Ministro Mauricio Godinho Delgado. o caso da incompetência absoluta.

8. do CPC nos termos do art. art. p. 174 175 .. ao caso de pedido n~::> apreciado na sentença. Parágrafo único. o julgamento do recurso pode produzir decisão mais abrangente 7. no mérito: interno: quando atinge capítulos não impugnados no recurso da decisão recorrida. todavia. que se extrai do § 1o do art. § 1°. ção. 512. Havendo solidariedade 118 DIDIER Jr. in verbis: • Efeito expansivo objetivo: ocorre quando o julgamento do re. Art. 509 117) . podendo ser interno ou tuirá a sentença ou a decisão recorrida no que tiver sido objeto de recurso. efeito expansivo subjetivo. Ed. p. externo. 515 do CPC. 515 do CPC. Será: Esse efeito ocorre quando o recurso for conhecido e. II. Curso de direito pro- passiva. 373. razões. Recurso contra sentença normativa. Efeito suspensivo. Súmula n° 279 do TST. 512 do CPC. 515. externo: quando atinge outros atos praticados no processo que são externos e posteriores à decisão impugnada. O efeito devolutivo em profundidade do recurso ordinário. v. o tribunal lhe dá provimento para afastar a condena. b) for provido para reformar a decisão. Art. salvo a hipótese contida no § 3° do art. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. Leonardo José Carneiro da. Em grau de recurso ordinário. pressupõe decisão meritória. 509. 116 NERY ]r. todos os demais capítulos da decisão são atingidos. RELACIONADAS AO CAPÍTULO rial e hotas extras. pugnada (error in procedendo). ainda que não renovados em contrar- abrange sujeitos que não recorreram. SÚMULAS DO TST E ORIENTAÇÕES JURISPRUDENCIAIS Exemplo: Sentença julga procedente pedido de equiparação sala. o recurso interposto por um devedor aproveitará aos outros.· ou seja. Teoria Geral dos Recursos. a empresa alega mérito do recurso.. Nesse caso. Exemplo: no caso de litisconsórcio unitário. dando provimento ao recurso. EFEITO SUBSTITUTIVO do que o reexame da matéria impugnada 116 • O efeito substitutivo do recurso estabelece que a decisão proferida É classificado em efeito expansivo objetivo (interno e externo) e no recurso (juízo ad quem) substituirá a decisão recorrida (juízo a quo). o recurso de um bene- ficiará mesmo aqueles que não recorreram (CPC. do CPC. transfere ao Tribunal a apreciacão dos fundamentos da inicial • Efeito expansivo subjetivo: quando o julgamento do recurso ou da defesa. CUNHA. 2010.. o que é acolhido pelo tribunal. 475-0.. não examinados pela sentença. 3. defesas opostas ao credor lhes forem comuns. 8. a equiparação salarial e as horas extras. há efeito rescindente e não efeito subs- titutivo118. Nelson. Efeito devolutivo em profundidade.. O recurso interposto por um dos litisconsortes a todos aproveita. Súmula n° 393 do TST. Na hipótese de provimento do recurso para anular a decisão im. Nesse caso. .. O julgamento proferido pelo tribunal substi- curso atinge matérias não impugnadas. Bahia: JusPODIVM. ed. pronunciamento de larial e horas extras. sendo iniciada a execução provisória. será atingida a execução provisória que fica sem efeito. 7. Cassação A cassação de efeito suspensivo concedido a recur'o interposto de sentença nor- mativa retroage à data do despacho que o deferiu. Fredie. salvo se distintos ou opostos os seus interesses. 117 Art. mas interdependentes (não autônomo) a) não for provido. 456. 2014. litispendência. Em grau de recurso ordinário. ou seja. quando as cessual civil: Meios de impugnação às decisões judiciaJs e processo nos tribunais. Exemplo: Sentença julga procedente pedido de equiparação sa- Portanto. conforme disciplina o art. ou dos capítulos impugnados.. Recurso ordinário.rI ÉLISSON MIESSA EFEITOS RECURSAIS seja. .. Não se aplica.

5. por maioria.mo~ e _prmu~a e de fatos em É incabível medida cautelar para imprimir efeito suspensivo a recurso interposto relação a todos os litisconsortes.0005. do CPC.--·-*-·· . sem julgamento A SBDI-II entendeu não caracterizar supressão de instância ou julgamento extra do mérito. Renato de Lacerda Paiva. nal Regional e transitada em julgado em relação a um dos.1.. EFEITOS RECURSAIS ÉLISSON MIESSA 9. análise. no mérito. rel. julgando novamente os embargos de declaração.ão. 8. por unanimidade. ficando excluída. Extingue-se. que o _§ 3o ~o art.. SBDI-II. Brito Pereira. ~ut~r~s. Ação cautelar..00. Min. Arguição em contestas. por divergência jurisprudencial. Em face do princípio da ampla devolutividade. e. vencido o Ministro Ives Gandra Martins Filho.6. ~ind~. 538. que Ja fora decidida pelo Tnbu- flitantes e inconciliáveis passem a reger idêntica situação jurídica.ão suscitada em contestas. Exame em sede de recurso ordinário do reclamante. I.2000.2012. (Informativo n°13) 177 176 t --------------------~~-~. ar- guida oportunamente na contestação. o processo. TST-E-ED- -ED-RR-669206-29. Com esse entendimento. por maioria. conheceu do recurso de embargos e. Necessidade de exame. 515. a SBDI-I. Príndpio da ampla devolutividade. ~o~ ~esma causa de pedir remota e próxima. deu-lhe provimento para pronunciar a prescrição da pretensão quanto às parcelas exigíveis anterior- mente a 12. SBDI-I. procede ao imediato exame da questão de fundo.0036. Julgamento imediato da lide.. Vencidos os Mi- nistros· Aloysio Corrêa da Veiga. Não acguição em contcacrazões. rei. Min. Teoria da causa madura . Renato de Lacerda Paiva. Orientas. Horácio Raymundo de Senna Pires e Dora Maria da Costa. Ausência AR. _51? do EFEITO DEVOLUTIVO CPC ampliou a possibilidade do julgamento Imediato ~a hde. além de apresentar matena fanca idennca em 9. em respeito ao princípio da ampla devo- lutividade (art. à sustação do ato atacado.2011. cabe ao colegiado o exame da prejudicial de prescrição. Efeito suspensivo ao recurso ordinário em mandado de segurança. em última petita. do TST. TST- . Ives Gandra.. J:?essarte. Consignou.20 12. julgou improcedente a pretensao re~ci~ona. a SBDI-I.5.82. para evitar que decisões judiciais con. n:~ resmngmdo aos casos em que houve extinção do feito sem resoluçao do_ ment?. aprecie o fundamento da defesa relativo à prescrição bienal.17.3.1993. por ausência de interesse de agir. (Informativo n°1) . a multa nele aplicada com base no art. pois ambos visam. Presccis. Questão de fundo já d~c~dida pela instân- de interesse. TST-E-RR-589200.. Lelio Bentes Corrêa. Com esse posicionamento. Prescris. deu-lhes provimento para determinar o re- torno dos autos ao Tribunal Regional de origem a fim de que. SBDI-I.ão Jurisprudencial n° 113 da SDI . rei. parágrafo único. Pedro Paulo Teixeira Manus. Extinção cia de origem. Príndpio da ampla devolutividade.ão.0000. 26. Inocorrência. a Subseção. no mérito. nos termos da Súmula n° 308. mesmo que não suscitada em contrarrazões.11 do TST. Identidade de causas de pedir re. afasta~'do a pres~r~ção declar~da. à unanimidade.5. clamado em sede de recurso de revista.12.12. a prejudicial de prescrição arguida em contestação e não examinada em sentença que julgou improcedente a recla- mação trabalhista é automaticamente devolvida ao exame do colegiado quando do julgamento do recurso ordinário do reclamante.. conheceu dos embargos. do CPC).8. INFORMATIVOS DO TST RELACIONADOS AO CAPÍTULO relação a todos os litisconsortes. Primeira condenação imposta ao re- -AR-2653-67. Incabível. Supressão de mstancta ou Julgamento extra contra decisão proferida em mandado de segurança. Pos- sibilidade. §§ 1° e 2°. perita a hipótese em que a decisão rescindenda.2006. (Informativo n°15) Na hipótese em que a primeira condenação imposta ao reclamado ocorre em sede de recurso de revista. Min. 14.6. pois. por consequência lógica.ão e não analisada em sentença.

por sua vez. Nesse caso. não afasta a necessidade de se observarem determina- das formas descritas na lei. embora a incompetência absoluta gere nulidade absoluta. é necessário o prequestionamento. a incompetência absoluta não pode ser alegada pela primeira vez nos recursos de natureza extraordinária. a nulidade dos atos decisórios. A nulidade absoluta ocorre quando há violação de norma de in- teresse público. qt. decorre da violação de norma de interesse das partes. o TST entende que.:. o vício se con- valesce. exige-se o requerimento da parte para que haja declaração. Trata-se de vício insanável. Atos inexistentes são aqueles que não possuem os elementos mí- nimos para sua formação. CAPÍTULO Vll NULIDADES 1. não poderá mais ser alegado. É o vício de maior gravidade. na primeira oportunidade em que tiver que se manifestar nos autos.I do TST). Noutras palavras.e pode ser reconhecido de ofício pelo juízo ou por meio de requerimento. Exemplo: ajuizamento de ação perante juízo absolutamente incompe- tente gera. Ademais. Isso. Nesse ponto. ainda que se trate de incompetência absoluta (OJ n° 62 da SOl. permitindo às partes a segurança jurídica do processo. A nulidade relativa. nos recursos de natureza extraordinária (recurso de revista e embargos para a SOl). nulidade absoluta. A ausência de tais formalidades dá origem aos chamados vícios dos atos processuais. VÍCIOS PROCESSUAIS: CLASSIFICAÇÃO O processo do trabalho é pautado pelo prír"cípio da simplicidade. 179 . que são classificados nas seguintes espécies: inexisten- tes. a qualquer ten1po. isto é. não havendo alegação. Exemplo: sen- tença assinada por quem não é juiz. no entanto. é importante destacar que. nulidade relativa e irregularidades. podendo ser pronunciada de ofício. inclusive.

Princípio da convalidaç:ão ou preclusão pelo magistrado (CPC.. inspirado no sistema francês pas de nullité c) lógica: não se permite que a parte pratique um ato posterior o sens grief. devem ser declaradas. mesmo que não tenha observado as prescrições legais.:. do Trabalho sõ haverá nulidade quando resultar dos atos inquinados manifesto prejuízo às partes litigantes. No caso do art.penas quando se tratar de nulidade relativa. obri. No processo. em que se manifestar nos autos. 795. no direito mate- § 1° . PRINCÍPIOS DAS ~ULIDADES PROCESSUAIS gada na primeira oportunidade em que a parte tiver que se manifestar A CLT elenca diversos princípios que devem ser observados no nos autos. Trata-se de instituto que busca impor que o processo sempre cami- 2. constata-se o princípio da convalidação ou preclusão. já que as nulidades absolutas devem ser declaradas de ofício 2. Noutros termos. ÉLISSON MIESSA NULIDADES Já a mera irregularidade é o vício que não gera nenhum efeito para Art. Caso o reclamado não a alegue no prazo da resposta (primeira oportunidade Cabe registrar que ?arte da doutrina entende que o princípio do que tem para se manifestar nos autos). por exemplo. se o ato. no sentido de que a nulidade deve ser ale- 2. o ato será convalidado. 245. é obrigatória a declaração serão considerados nulos os atos decisórios. o prejuízo é presumido. impedindo retornos indesejados. os quais passamos a analisar pontualmente. b) consumativa: realizado o ato (consumado). nos autos. ou suprir-lhe a faltà' (art. as quais deverão argui-las à primeira vez em que tiverem de falar em audiência ou Por fim.. vez que não gerar prejuízo. "quando puder decidir do mérito a favor da parte a quem sendo o ato considerado válido. Ultrapassado esse momento.1. o juiz não a pronunciará nem man- dará repetir o ato.ta. na nulidade absolt. que significa que não há nulidade sem prejuízo. O referido artigo versa sobre o princípio do prejuízo.. sensu. a parte. 794 . Preclusão consiste na perda da faculdade de praticar um ato proces- sual. A preclusão pode ser: O art. CPC). haverá preclusão. 794 da CLT estabelece: a) temporal: quando a perda decorre da não realização do ato em Art. deve alegar a nulidade na primeira ocasião O prejuízo deverá ser concreto. ele não será declarado nulo. É o que acontece. aplicando-se o princípio da instrumentalidade das formas. De qualquer modo. Princípio da transcendência (prejuízo) nhe para frente. Nesse caso.. independentemente lidade fundada em incompetência de foro. Exemplo: folhas numeradas de modo incorreto. O art.Ncs processos sujeitos à apreciação da Justiça determinado prazo. sob pena de preclusão. ser declarada ex officio a nu- rial fala-se em nulidades de pleno direito. gatoriamente. também de- nominado de transcendência. causa. atenta-se para o fato de que as nulidades processuais.. ou seja. A contrário incompatível com um ato anterior. diante provocação das partes. art. parágrafo único). a parte perde a oportunidade de alegar a nulidade. Ademais. 795 -As nulidades não serão declaradas senão me- o processo. [. aproveite a declaração da nulidade. Pela análise do caput do aludido artigo. 249. não se admite que seja novamente realizado. . 795 da CLT declina: Antes de finalizar esse tópico. entretanto.. efetivo... com a incompetência relativa. relativas. processo. vez que o juízo inicialmente incompetente passa a ser competente para a que. § 2°. ] da nulidade. por outro lado. de declaração. obrigatoriamente.2. 795 da CLT tem-se a preclusão temporal.Deverá. de maneira prejuízo tem aplicação . 180 181 . atingindo o ato o seu fim. não há falar em pre- Consigna-se que tal princípio se aplica tão somente às nulidades juízo. cumpre fazer duas observações quan- to ao§ 1° do art. ou seja.

que nenhuma utilidade '! nulidades. se manifestar acerca da nulidade relativa na primeira oportunida- pressupõem "a prévia apresentação de protesto específico contra a deci- de em que tiver que falar na audiência ou nos autos. terá no processo. Ademais. a praxe forense são no primeiro momento que couber à parte falar nos autos. o momento de falar nos autos: na audiência ou nas razões finais? protesto é obrigatório. parte da doutrina entende que apenas tal hipótese poderá que tais decisões seriam impugnadas no momento da impugnação da ser &clarada ex o. tese será reforçado com o advento do Novo Código de Processo Civil. 796. a parte deverá se valer do protesto para que não ocorra impugnação e outro de fundamentação. um momento de juiz na audiência. 893. ou seja. a CLT contemplou expressamente de ofício. Cria. 2. Nesse contexto. existindo qualquer nulidade absoluta ela Temos que reconhecer. 189. poden- 2. podendo fundamentá-lo posteriormente nas razões finais. parte final). Por fim. Isso porque. Desse modo. não havendo necessidade do protesto. ficando a fundamen- tação para as razões finais ou até mesmo no momento do recurso da O princípio da economia processual vem estampado no art. 119 BEBBER. a. descreveu li- pode ser declarada de ofício. até hoje existem no processo do trabalho. cível ou trabalhista. dependendo todas as demais nulidades de provocação 119 • teralmente qual a ocasião em que poderão ser impugnadas. Protesto É que o projeto passa a fazer referência expressa ao protesto.fficio. de qual é o exato primeiro Para a doutrina majoritária. da CLT. 182 183 .1.fficio a nulidade fundada em incompetência de foro. não concordando com determinado ato praticado pelo ou nas contrarrazões de apelação". art. portanto. não é pacífica acerca do tema. que A doutrina. que depende de requerimento nação é no recurso da decisão definitiva ou terminativa. ao processo. Com efeito. não nos parece lógico impugnar o ato. que o entendimento da primeira poderá ser declarada de ofício. a primeira oportunidade de se manifestar é nas razões o. O ordenamento trabalhista. ou seja. há os que entendem que o momento adequado de impug- na realidade. inclusive com fundamentações desnecessá- siderando que somente o parágrafo único dispõe sobre a declaração rias no seu curso. sendo desne- da parte. Pensamos que essa tese está com a razão. decisão definitiva ou terminativa. ao restringir a impugnação imediata das decisões interlocutórias. ed. Permite-se. sob pena passou a adotar a figura do protesto. Quanto ao momento de im- a preclusão. ou seja. declinan- do no art.2. a palavra foro. o projeto deveria ser mais claro. incompetência de foro é a incompetência territorial que. por força do princípio da convalidação. deve. desnecessária a criação do protesto. já declinando o ordenamento o momento ade- O presente dispositivo legal é incapaz de alterar a sistemática das quado. § 1°. as razões do protesto têm de ser apresentadas na apelação Nesse caso. 2014. No entanto.3. mas fundamentá-lo posterior- Pensamos de forma diversa. O que ele pretendeu foi apenas pontuar um caso de decla. trata-se de incompetência absoluta. deve ser entendida como foro criminal. Princípio da economia processual do ser formulado de forma simples na audiência. o qual dispõe que a nulidade não será pronunciada quando for possível suprir-se a falta ou repetir-se o ato. Con- indesejadas do processo.022 §§ 1° e 2° que as decisões interlocutórias não sujeitas Com base no princípio da convalidação. São Paulo: LTr. para não gerar dúvidas. é incompetência relativa. acompanhando a jurisprudência. cessário o protesto. porém. 4. descrita no referido parágrafo. porém. como forma de dar celeridade p. pugnação. que algumas nulidades sejam saneadas. de preclusão. Desse modo. ração de ofício. o qual impõe que a parte ao agravo de instrumento serão impugnadas na apelação. Júlio César. forma técnica. ÉLISSON MIESSA NULIDADES O referido artigo foi atécnico ao mencionar que será declarada ex Para outros. mente. 1. teve como obje:ivo afastar paralisações A segunda observação diz respeito à amplitude desse artigo. Explico. de finais. Recursos no processo do trabalho. portanto. unicamente a incompetência absoluta decisão final (CLT.

vez que a nulida- de absoluta cabe ao juiz decretá-la de ofício. impondo ao Judiciário o dever de julgar o méri~o do pio do aproveitamento). esta Art. caracterizando-se. Surge assim o chamado princípio da congruência ou adstriçã. quando presentes os pressupostos processuais e as condições nulidade 120 • Desse modo. sob pena de proferir julgamento extra petita. Com efeito. Além disso. fo'ra ou postenores que dele for dependente (princípio da causalidade). ao pronunciar a nulidade do ato. se. Isso significa que aquele que deu causa à nulidade processual não poderá argui-la posteriormente. Nesse caso. Julgamento extra petita Assim.1. pois está restrito aos três pedidos formulados na inicial. será considerado válido. 797. como declina o art. art. 797 da CLT: da ação. p. Durante a instrução do pro- determinada (CPC. art. 3. uma vez provocado. O princípio do interesse consiste na proibição da alegação da pró. os atos e termos processuais não dependem de forma ando férias.. 121 Princípio da inafastabilidade do controle jurisdicional. desse adicional. se- A~emais. ] mas como meio para se alcançar o objetivo do ato processual. modo. o Art. O juiz ou Tribunal que pronunciar a nulidade fica eivada de nulidade.o. 2012. veda-se que o Judiciário possa conceder pedido diverso ou A declaração da nulidade do ato processual deve ser útil para 0 superior ao formulado. Gustavo Filipe Barbosa. ÉLISSON MIESSA NULIDADES 2. A nulidade do ato não prejudicará senão os posteriores que dele dependam ou sejam consequência. fica comprovado que o empregador também não pagava adicio- ge determinadas formalidades para a realização do ato. porém. declina o art. 128 e 460). des- 2. A nulidade não será pronunciada: qual impõe que a forma não pode ser vista como um fim em si mesmo. 249). 798 da CLT: julgamento extra petita. 798. processo. O princípio da inércia estabelece que o Poder Judiciário somente poderá se manifestar acerca do que foi provocado. 796. a legislação exi- cesso. 2. 120 GARCIA. evitando-se. Curso de Direito Processual do Trabalho. "b". 184 185 .5. realizado de outro modo. Rio de Janeiro: Forense. o juiz não poderá deferir o pagamento. No entanto. ultra petita e citra petita. 3. a declaração da processo. O mesmo vício ocorrerá quando julgar sujeitos que não participaram do processo. Em certos casos. 237. a nulidade de certo ato processual somente atingirá os gundo o qual o magistrado não pode proferir sentença além. assim. quando possível. arts. jurisdicional 121 . Desse b) quando arguida por quem lhe tiver dado causa. 796. da CLT: Trata-se do chamado princípio da instrumentalidade das formas. pria torpeza. 154). · declarará os atos a que ela se estende. as partes têm direito à prestação Nesse sentido. que foi pedido. prescreve o art. deve o juiz declarar quais Haverá julgamento extra petita quando a decisão julgar fora do atos foram atingidos (CPC. deve-se buscar aproveitar os atos praticados (princí. Princípio do interesse mesmo que haja determinação legal. mas atingiu sua finalidade. VÍCIOS NA DECISÁO Tal princípio aplica-se apenas à nulidade relativa. mesmo o ato que não tenha observado a forma prescrita em lei.. [. Art. como aquém do pedido (CPC. Princípio da utilidade se princípio.6. Princípio da instrumentalidade das formas Exemplo: empregado ingressa com a reclamação trabalhista pleite- Em regra. pode o ato ser reputado válido.4. Em decorrência. preencher sua finalidade essencial. décimo terceiro e horas extras. nal noturno. caso haja pedido não analisado na sentença.

tará que se anule o capítulo viciado. 128 e 460 do CPC. 2. E. 128 e 460 do CPC. por violação aos arts. p. em vista que.2. Paula Sarno. após o trânsito em julgado caberá ação rescisó- e apenas quanto a um deles se mostra extra perita. Fredie. doutrinador Daniel Amorim Assumpção Neves: 187 186 . mas concede quantidade didos. Manual de direito processual civil. fica comprovado que o dano foi no aos arts.00. Quanto ao enfrentamento dos fundamentos relevantes levantados 2013.00. ria. Destaca-se que parte da doutrina 123 . deixar de julgar algum pedido (for omissa).. o juiz fica limitado ao valor de R$ 5. de modo que. ou seja. portanto. julgamento citra petita. 2013. Tem. Admite-se ainda o recurso de revista por violação Durante a instrução do processo. A anulação da decisão Há. Exemplo: empregado ingressa com a reclamação trabalhista plei- teando férias. Se isso poderá ser integral ou parcial. demais fiquem prejudicados. Nessa hipótese. havendo cumulação sucessiva de pe- juiz analisa a tutela jurisdicional pretendida. a anulação buscará invalidar toda a decisão. também nesses casos.000. 348. 5. preservando-se os demais 122 • ambos do CPC. 515. por violação dos art. ocorrerá quando deixar de resolver a demanda sobre todos os sujeitos processuais. Do mesmo modo. com fundamento no error in procedendo. sentença proferida. o julgamento extrapolação seja suficiente para afastar o vício sem atingir os demais ultra petita se submete ao recurso ordinário ou ao recurso de revis- capítul~s. Curso de direito procesmal civil: Teoria da prova.000. estando o processo pronto para julgamento. montante de R$ 7. O mesmo o postulado. esclarece Fredie Didier Jr: ta. error in procedendo. a depender da interdependência dos acontece. ed. de maneira que a anulação da Igualmente ao disposto na decisão extra petita. ed. ou seja. OLIVEIRA. ou ainda quando deixar de enfremar a causa de pedir ou as Após o trânsito em julgado. não havendo pois decisão citra petita. em regra. São Paulo: Método. décimo terceiro e horas extras. tendo capítulos. Se o juiz julgar apenas as 3. o objetivo de anular a teando indenização por danos materiais no valor de R$ 5. Julgamento ultra petita férias. 8. a improcedência do pedido anterior afasta a necessidade de jul- maior do que a postulada. 128 e 460. ciaf. sob pena de proferir julgamento ultra petita. direito probatório. a procedência do pedido principal torna prejudicado o posterior. deixando de julgar o décimo terceiro e as horas extras. do CPC.I ÉLISSON MIESSA NULIDADES A decisão extra petita se submete ao recurso ordinário. com fun. Rio de Janeiro: Forense. p. proferirá Diz-se ultra petita a decisão que houver julgado além do pedido. V. com base no art. nada pela via da ação rescisória. teoria do procedente. § 3°. do CPC no caso de recurso O julgamento será citra petita quando a decisão julgar aquém do ordinário. na cumulação al- ternativa a procedência de qualquer um dos pedidos faz com que os 122 DIDIER Jr. cumpre trazer em relevo as lúcidas palavras do 123 Bedaque apud NEVES. 485. salvo se existirem capítulos independentes. Tal vício está ligado à quantidade indicada pelo autor. o Atente-se para o fato de que. na cumulação subsidiária. decisão judi. não já o que se possa ser aprovei- tado. Rafael. Exemplo: empregado ingressa com a reclamação trabalhista plei- damento no error in procedendo. Salvador: jusPODIVM. se a decisão contém vários capítulos Do mesmo modo. Nesse caso. o tribunai poderá rejulgar a causa ou extirpar o capítulo que extrapolou pedido. 91. v. coisa julgada e anteciparão dos efeitos da tutela. bas. a decisão extra petita pode ser impug- fundamentações levantadas na defesa. admite a aplicação do art. por fim. Naturalmente. gamento do pedido sucessivo. Daniel Amo rim Assumpção. No mesmo sentido. na inicial e na defesa.000. Julgamento citra petita razão. impõe-se a invalidação de toda a decisão. BRAGA. com a qual pensamos estar a 3.00.3.

causas de pedir e pótese contida no § 3° do art. 2. 488. por exemplo. falecendo-lhe.03. 128 e 460 do CPC. Daniel Arnorim Assumpção. ed. 515. transfere ao Tribunal a apreciação dos fundamentos da inicial ou A doutrina. em decorrência do prequestionamento. Rio de Fredie Didier Jr. a interposição dos embargos é Ação rescisória. 28. Bastos. ou seja. decisão judi- cial. Sentença "citra petita''. -~·' . ao e enfrentamento completo. No entanto. a estabilidade na fundamentaçao e nada O efeito devolutivo em profundidade do recurso ordiná. Fredie. 3• ed. não estará presente no dispos. porém. AR 687/SE. com base na violação gos de declaração. 515 do CPC. vez que há omissão na decisão (CLT. como dispõe a parte final da Súmula n° 393 do TST. § 1°. dessa forma. j. p. TST não faz nenhuma restrição ao cabimento Súmula no 393 do TST. 2013. que se extrai do § 1° do art. volume único. 723. parte da _doutrina nã~ de sua pretensão. ainda que não orientação. rei: Min. Antônio Adonias. a doutrina majoritária entende que a não interposição como estabelece o TST na OJ n° 41 da SDI-II. 126 Klippel. buscando interpretar o alcance da preSente da defesa. 814. Nesse caso. a seguir transcrita: dos embargos é incapaz de gerar preclusão 125 .. 128 d . ainda que não opostos embargos de- O C. bastando que contenha a decisão obrigatoriamente. 128 e 460 do CPC (princípio da congruência). decline sobre ela no dispositivo. entende de forma diversa.o na sen- Portanto. 127 NEVES. Curso de direito processual civiL· Teoria da prova. o magistrado não está obrigado a analisar pontualmente tença. O órgão jurisdicional deve enfrentar e admite 0 cabimento da ação rescisória. in verbis: Observa-se que 0 C. 353. rio. 8. Thereza de Assis Moura. havendo omissão quanto a algu~ pe~~do. tornando-a passível de desconstituição. estabelece que somente será admitida a ação rescisória nesse caso se a decisão houver analisado o pedido. Cabimento mera faculdade das partes 126 • Isso apenas não se aplicaria aos recursos Revelando-se a sentença "citra petita''. 2. E dos art. Salvador: Juspodivm. 2013.. '. mas deixar de verificar um dos fundamentos de ataque ou de defesa. TST. p. 2010. o Tribunal Superior do Trabalh o a mite que sep O julgamento citra petita deve ser impugnada por meio dos embar.: de Janeiro: Forense. admitindo-a inclusive no ca:o de de- lutivo em profundidade. Paula Sarno. OLIVEIRA. teoria do procedente.2008. impondo a interpo- claratórios. do CPC cisão que analise. bastaJ!ia a fundamentos suficientes para justificar a conclusão 124 • parte ajuizar nova demanda postulando o que na~ foi analis~d. mas não há obrigatoriedade de enfrentar todas as alegações feitas pelas partes a respeito Transitada em julgada a decisão citra petita. não examinados pela sentença. São Paulo: Método. o vício processual de natureza extraordinária. direito probatório. =---------·. de Janeiro: Forense. Manual de direito processual civil. Efeito devo. ' 188 189 ~ . São Paulo: Método. Rafael.uvo: Assi~. como se depreende das lições 124 NEVES. podendo o vício ser le. Rodrigo. 3" Seção. ed. não estando sa julgada material forma-se em torno do dispos~tivo ~a ~entença1 de obrigado a enfrentar todas as alegações feitas pela parte a modo que. salvo a hi- regra obrigado a enfrentar os pedidos. Recurso ordinário. ÉLISSON MIESSA NULIDADES É importante a distinção entre enfrentamento suficiente renovados em concrarrazões. BRAGA. p. coisa julgada e antecipação dos efeitos da tutela. Isso porque é cediço que a COi- decidir a questão colocada à sua apreciação. Orienta?o Jurisprudencial n° 41 da SDI. Manual de direito processual civil. 5. vantado no recurso principal. vulnera os arts. O órgão jurisdicional será em caso de pedido não apreciado na sentença. Rio 2013. sição dos embargos para suprir a omissão. Salvador: ]usPODIVM. todavia. ed. Daniel Amo rim Assumpção. interesse de agir para o aJUizamento cada uma alegações feitas pelas partes. Art. . uma vez que se a parte não interpuser os embargos de declaração? é dever do Estado prestar a tutela jurisdicional nos termos postul~dos. respeito dessa questão. 515 do CPC. 897-A). objeto de ação rescisória a sentença citra petita.11 do TST. da ação rescisória nessa hipótese. Manual de Direito Processual Civil 128 Com 0 mesmo posicionamento disciplina o ST]. p. porém. art. mas deve verificar todas as ques- da ação rescisória127 • tões (pontos controvertidos) colocadas à sua apreciação. Não se aplica. (grifo nosso) fundamentos de defesa. sig~ifica que ~le. v. 125 DIDIER Jr.

8. Bahia: JusPODIVM. portanto pode ficar imutável pela coisa julgada material. sempre que possível prosseguirá o julgamenro da vantagem diversa da que foi requerida". sem previsão expressa ao adicio- violação literal de lei. art. Não se pode rescindir o que não existe. b) incluir os juros de mora e a correção monetária na liquidação. 2010. Curso de direito pro- 132 Súmula n° 211 do TST. na hipótese de sentença (ou acórdão) citra pe. o qual "permite que o juiz. 13° apelação. p. p. porém tem um defeito que autoriza a sua res. Renato.. é ca~ível a ação rescisória.. II. Por fim. nas obrigações de fazer e não fazer. damento de ataque ou de defesa. condene o réu em pedidos não contidos na petição inicial. Os juros de mora e a correção monetária incluem-se na liquidação. no sentido de que a matéria ou a tese debatida nal constitucional. entretanto. ultra e citra petita (Súmula n° 298. 461 do CPC admite a concessão de tutela diversa da pedida.Carteira de Trabalho e Pre- (Súmula n° 298. li. o tri- bunal poderá determinar a realização ou renovação do em lei. na ação rescisória já tenha sido levantada e analisada na ação originária e) determinar a anotação da CTPS . sem que haja pedido expresso da anotação da carteira prio julgamento da ação originária. a) deferir salário quando o pedido for de reintegração. pois. Excepciona. não viola o referido princípio a decisão que: inexistente e. NULIDADES ÉLISSON MIESSA Decisão que não examinou um pedido é. cisão. CUNHA. ser desconstituído. O art. mas Jurisprudencial n. 496 da CLT". 211 do TST) 132 . Decisão que não examinou um fim. obrigação. 3. ainda que omisso 130 SARAIVA. consigna-se que a Corte Trabalhista exige o pronuncia. para o TST. c) conceder adicional de horas extras de.5. não pode ser objeto de ação resci. autoriza o julgador a conceder mais do que o pleiteado. o que significa que o juiz não esrará limitado ao pedido da parte. dados os termos do are. no mínimo. 131 Súmula 396. ed. não pode termos do art.. do CPC declina que: petição. li. vínculo. § 4°. 50% quan- É neste sentido que se deve compreender a Orientação do houver pedido de pagamento das horas extraordinárias. 191 190 . 3. 365-366. cumprida a diligên- seja. o pedido inicial ou a condenação. neste aspecto. 129 DIDIER Jr. 515. Independência do cessual civil: Meios de impugnarão às decisões judiciais e processo nos tribunais. O que não é não fica imutável pela coisa julgada e. Nesse contexto. como é o caso das sentenças extra. Assim. dados os sória. 50-51. pedido inicial e do título executivo judicial. V. nos casos expressamente previstos [..quando houver pedido de reconhecimento de pronunciamento explícito quando se tratar de violação nascida no pró. ou mesmo cia. existe.4. 3. ed. ou ato processual. chamados no processo do trabalho de princípio da extra. o Assim. quando houver apenas pe- mento explícito para o ajuizamento da ação rescisória na hipótese de dido do pagamento das férias. ainda que não opostos embargos de que produza um resultado prático equivalente ao do adimplemento da declaração e que sobre a matéria não tenha pronunciamento explícito. o juiz poderá agir de ofício somente nos casos expressos em lei. São Paulo: Méto- do. c) deferir o adicional de 1/3 de férias.ie. do TST). do empregado. do TST). 2006. do TST: "II. Não aplicação do princípio da congruência 3. em razão da violação aos ares. Fred. portanto. mas examinou o pedi- ainda que omisso o pedido inicial ou a condenação (Súmula n° do. É interessante observar que. intimadas as parres. do TST) 131 . ] 129 não houver pedido expresso do pagamento do adicional. ] constatando a ocorrência de nulidad~ sanável. 41. Saneantento dos vícios em grau recursal O princípio da congruência sofre exceções por meio dos pedidos implícitos. Juros de mora e correção monetária. a necessidade de vidência Social.. 496 da CLT (Súmula n° 396. 128 e 460 do CPC. Curso de direito processual do trabalho. v. Leonardo José Carneiro da. desde tita.Não há nulidade por julgamento extra petita da decisão que deferir salário quando o pedido for de reintegração. da SBDI-2 do Tribunal Superior do Trabalho [.

O que define a atuação imediata do tribunal é a natureza do vício. verificado o vício na seara recursal. cumpre anular a decisão determinando os autos à origem para sua regularização. assim. a alteração da Súmula n° 383. Curso de direito processual ciiJi!: Meios de impugnaç:áo à. do art. CUNHA. admitir sua regulariza- ção na fase recursal. 13 do CPC): juntada da procuração ou juntada do esraruto social da pessoa jurídica. 19Z .. l ''i. II.deásóes. ou seja. a doutrina entende que "é possível pensar. A nosso juízo." DIDIER ]r. do TST. PARTE li- Sendo hipótese de saneamento pelo tribunal. introduzido pela Lei n° 13. Fredie. portanto. Percebe-se. 3.se ao julgamento. embora a CLT contemple tal possibilidade no recurso de revista..jndiriais e processo nos tribunais. 2010. que: [. ] quando o recurso tempestivo contiver defeiro formal que não se repute grave. é importante observar que. Bahia: Jus- PODIVM. retorna.. do CP C:. ao estabelecer no art. pensamos que deve ser aplicado nos demais recursos.. 5 15. v.. 8. o Tribunal Superior do Trabalho poderá desconsiderar o vício ou mandar saná-lo. sendo o vício insanável. o vício de representação é um vício sanável. deverá suspender o julgamento do recurso. 896 da CLT. ex.015/14. 896. determinando a renovação ou realização do ato RECURSOS processual·viciado. por ser tema ligado à teoria geral do recursos. no suprimento de um defeito de representação (art. Por outro lado. de modo que o tribunal poderá mandar saneá-lo. p. ainda. p. julgan- do o mérito. 133 Interpretando o art. ELISSUN MIESSA Embasado no princípio d~< instrumentalidade das formas. que entende ser admissível a regularização nessa fase 133 . Leonardo Jose' Carneiro da. ele poderá ser afastado ou sanado pelo próprio tribunal. EM ESPÉCIE Por fim. Sendo vício sanável. que. ed. § '-Í 0 . poderá saná-lo diretamente. o proces- so do trabalho passa a ter regra no mesmo sentido. Após o saneamento. impondo. § 11.

Tem. não se aplica a identidade física do juiz134. 134 Câmara. INTRODUÇÃO O Poder Judiciário é pautado no princípio da inércia. tem o dever de prestar a tutela jurisdicional. Lições de direito processual civil. CAPÍTULO VIII EMBARGOS DE DECLARAÇÃO 1. coerente e que preveja todos os objetos postulados no processo. 195 . entretanto. natureza de recurso. obscura ou con- traditória. p. É diferente. que consistem em uma modalidade de recurso destinada a sanar tais vícios. 123. de grau superior. ou seja. dos demais recursos em que os autos são encaminhados para outro juí- zo. a competência para julgamento é do próprio juízo que prolatou a decisão embargada. clara. enquadrando-se dentre os re- cursos de fundamentação vinculada. Pode ocorrer. Portanto. portanto. São Paulo: Atlas. profe- rindo decisão. Alexandre Freitas. ed. portanto. a competência é do mesmo órgão jurisdicional que pro- feriu a decisão embargada. 22. o que dá ensejo ao cabimento dos embargos de declaração. 2013. em regra. de a decisão ser omissa. 2. uma vez provocado. o que não significa que deverá ser o mesmo juiz que prolatou a decisão. vol. Por outro lado. seja de mérito ou não. COMPETÊNCIA Nos embargos de declaração. segundo o qual somente pode se manifestar quando provocado. 2.

causas de pedir e embargos de declaração está vinculado ao juiz que proferiu a decisão. afastando a omissão. Caberão embargos de declaração da sentença Portanto. Rio de Janeiro: Forense. por força do contrato ou da lei. cada um dos vícios anuncia. 553. registrado na certidão. Ressalta-se. não havendo. É importante a distinção entre enfrentamento suficiente e enfrentamento completo. 3. Comentdrios ao código de processo civil. de qu ai quer um d os pedidos faz com que 3) ob. dtdos. Contradição Passamos a analisar. ÉLISSON MIESSA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO De qualquer modo. bastando que contenha a decisão vícios específicos. as. v. ed. a proced'encta ai ternan:a . Rio matérias de ordem pública 135 • de Janeiro: Forense. 4) manifesto equívoco no exame dos pressupostos extrínsecos do recurso. separadamente. 535 do CPC. mas deve verificar todas as ques- mento ocorrer na primeira audiência ou sessão subse- tões (pontos controvertidos) colocadas à sua apreciação. ção subsidiária . a procedência do pedido principal torna prejudic~do 138 percebe-se que esse recurso é cabível para suprir os seguintes vícios: o posterior. mas não há obrigatoriedade de enfrentar todas as alegações feitas pelas partes a respeito 3. 139 Na cumulação alternativa o pedido é único. a ausência de análise do pedido subsidiário gera omis- são a legitimar a interposição dos embargos. ed. p. por fim.2. mas. Do mesmo modo. coerência interna na decisão. a impwce- e contradição no julgado e manifesto equívoco no exame dência do pedido anterior afasta a necessidade de julgamento do pedido dos pressupostos extrínsecos do recurso. pois. 2010. quente a sua apresentação.~curidade. os demats fiquem prejudicados. 5. omissão. os embargos de declaração possuem fundamen. na cumulação 2) contradição. 139 . obrigado a enfrentar todas as alegações feitas pela parte a tação vinculada. devendo seu julga. 196 197 . pedido principal. 3. 723. Exige-se que o órgão jurisdicional enfrente todos os pedidos. Daniel Amorim Assumpção. 137 A_ cumulação sucessiva ocorre na hipótese de existir prejudicialidade entre os pe- sim como os fundamentos relevantes levantados na inicial e na defe. de modo que o segundo pedido somente será analisado se 0 anterior for julgado procedente. admi- tido efeito modificativo da decisão nos casos de omissão Ademais. sejam as 136 NEVES. 15. o magistrado não está obrigado a analisar pontualmente ou acórdão. sejam as levantadas pelas partes. O provimento jurisdicional será contraditório quando houver in- dos. São Paulo: Método. cada uma alegações feitas pelas partes. 135 MOREIRA. de forma que o segundo somente será analisado se o anterior for julgado improceden- te. na cumula- Pela análise do artigo anterior. p. conforme estabelece o art. . no prazo de cinco dias. atenta-se para o fato de que alguns tribunais re. que nas lúcidas palavras do doutrinador Daniel Amorim Assumpção Neves 138 A cumulação subsidiária existe quando há prejudicialidade entre os pedidos. pode ser cumprido por mais de uma forma. de modo que seu cabimento depende da presença de respeito dessa questão. Omissão Haverá omissão quando a decisão deixar de apreciar questões re- levantes para o julgamento. sa. não estando Como anunciado. 2013. E. José Carlos Barbosa. fundamentos de defesa. sucessivo. sendo improcedente o I) omissão.1. Manual de direito p1·ocessual civil. porém. Por outro lado. havendo cumulação sucessiva de pedidos 137 . 897-A da CLT: fundamentos suficientes para justificar a conclusão 136 • Art. O órgão jurisdicional deve enfrentar e decidir a questão colocada à sua apreciação. conjugado com o art. O órgão jurisdicional será em gionais estabelecem em seus regimentos internos que o julgamento dos regra obrigado a enfrentar os pedidos. HIPÓTESES DE CABIMENTO de sua pretensão. não se podendo falar em omissão. 897-A. 5.

769). de modo que poderão ser 3. 897-A da CLT. por Nesse ponto é importante fazer uma observação quanto aos recur- exemplo. Nessa modalidade de obscuridade não terá efeito modificativo.4. Recursos no processo do trabalho. Isso ocorre porque a do recurso de revista e nos embargos para a SDI. serão cabíveis os embargos de declara- não fazia horas extraordinárias. 15. 561. xistência de fato impeditivo ou extintivo do poder de recorrer). obrigatoriamente deverá ser tos recursais em extrínsecos e intrínsecos. não se preocupan. ed. lidade. Além disso. ed. exige-se. mas no dispositivo condena a empresa ção quando houver dois requisitos cumulativos: a pagá-las. extrínsecos do recurso. no dispositivo. sentação. em matéria de direito são pressupostos especiais do recurso de revista. incidindo. 5. repite-se. regularidade formal. Obscuridade divergência jurisprudencial. 289. v. 2009. os pressupostos específicos são os pres- cÚunento é só esclarecer o teor do prim~iro. 198 199 . Manifesto equívoco no exame dos pressupostos extrínsecos do re. Desse modo. considerados pressupostos extrínsecos para o C. Comentdrios ao c6digo de processo civil. José Carlos Barbosa. contradição e manifesto equívoco no exame dos pressupostos divergência jurisprudencial. 2010. adequação. de acordo com o TST. dando-lhe a interpretação supostos intrínsecos. pensamos que o art. A contradição poderá ocorrer na fundamentação. TST no julgamento do recurso de revista e nos embargos para SDI I. tendo previsão apenas no processo do trabalho. Quando se trata de recurso de dentro da própria decisão. c) a violação de lei federal ou da Consti- Ocorrerá o vício de obscuridade quando faltar clareza ou precisão tuição Federal. inclui também os pressupostos específicos. quando os embargos forem dotados de efeito O C. nos autos. ed. os pressupostos específicos são: a) o prequestionamento.3. 535 do CPC. Júlio César. b) a 3. preparo. depósito recursal e ine- Portanto. São Paulo: LTr. o TST entende que a fundamentação também é um aplicado subsidiariamente ante a omissão e compatibilidade com a seara pressuposto extrínseco do recurso de revista 142 • trabalhista (CLT. 291. interpõe embargos alegando que a decisão contraria as provas sos de revista e embargos na SDI. Nesse caso. TST. a) possuir manifesto equívoco e. 2. não há falar em contradição quando a parte. São Paulo: LTr. Já no caso dos embargos para Cumpre consignar que o art. nesse caso. dência. Júlio César. entre a fundamentação e o dispositivo. e b) a omissão. na fundamentação. p.J) r ÉLISSON MIESSA EMBARGOS DE DECLARAÇAO Exemplo: O juiz. natureza extraordinária. a transcen- na decisão. portanto. não utiliza dessa subdivisão no julgamento modificativo. enquanto os pressupostos extrínsecos são todos os autêntica" 140 • Desse. no recurso de revista. por força do art. modo. capacidade. 142 Para o doutrinador Júlio César Bebber. embora ainda não regulamentada. 2009. entende que o reclamante Destaca-se que. que no caso do recurso de revista são: a) o prequestionamento. 141 BEBBER. pois "o que faz o novo pronun- recurso. os embargos de declara- ção na hipótese de obscuridade. BEBBER. repre- corpo do acórdão. art. bem como entre a ementa e o b) tratar-se de pressupostos extrínsecos (tempestividade. no entanto. Recursos no processo do trabalho. 535 do CPC deve ser demais 141 • Aliás. a doutrina subdivide os pressupos- afastamento de contradição que. impõe-se que a incongruência seja dentro da decisão. 2. Rio de Janeiro: Forense. o que se busca é a reforma da decisão e não o Como já verificado nessa obra. p. Pensar de forma adversa será permitir a Isso quer dizer que os pressupostos intrínsecos genéricos (recorribi- prestação da jurisdição que apenas o julgador entenda. legitimidade e interesse em recorrer) são do se o jurisdicionado compreendeu ou não o provimento jurisdicional. as razões fundamentadas exclusivamente 140 MOREIRA. 897-A da CLT fez alusão apenas à a SDI. curso O manifesto equívoco no exame dos pressupostos extrínsecos do recurso não é um vício elencado no art. p. submetidos aos embargos de declaração. nada tratando sobre a obscuridade.

e formação de coisa julgada material. O C. a simples oposição interrompe natureza declaratória e. endida com a desistência dos embargos pela parte adver- Interessante discussão ocorre quando há desistência dos embargos sa. samente a possibilidade do cabimento dos embargos de declaração para os erros Dora Maria da Costa. Embargos conhecidos e providos.I do TST). É claro que os embargos intempestivos ou com irre- interruptivo. Aloysio Cor- materiais. contrária. É necessário examinar o processo pelo fim 4.5. o que será melhor explicado em tópico próprio. podendo ocorrer de ofício ou a requerimento embargos de declaração. argumen- SDI. -E-RR-223200-17. adotou tese contrária. após a intimação da confiante na interrupção do seu prazo recursal.0054. 5°. . manobra que não efetiva o princípio que consagra o di- reito das partes ao devido processo legal (art. a consagrar o direito constitucional de acesso ao judici- Os embargos de declaração fogem à regra dos prazos recursais do ário. o agravo de instrumento e não embargos de declaração (OJ n° 377 da Contudo. Com efeito.2009. portanto. e processuais. Correção de erros materiais recurso. iniciando a contagem. Desse modo. recentemente. da parte adversa aos recursos que lhe são inerentes. 27. O que interrompe o prazo para qualquer recurso é a simples oposição de- Parte da jurisprudência entende que a desistência afasta o efeito les.TST- 143 O Projeto do Novo CPC.1.2014 (Informativo n° 77) 200 l 201 . a oposição de embargos de declaração seja considerado como meio pelo qual a parte extirpa do julgado os ví- 4. Isso ocorre porque ela não depende de anuência da parte gular representação não interrompem o prazo recursal. um mecanismo de efetivação da justiça. produz efeito ex tunc. RECURSO DE EMBARGOS. rei. TST adotava essa tese. Isso porque. de boa-fé.035. porém. tendo o prazo de 5 dias para interposição (CLT.12. os o prazo recursal para a parte contrária. PRAZO PARA INTERPOSIÇÃO a que se propõe. em inclusive para a parte contrária. I' ÉLISSON MIESSA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Por fim. III). Nesse sentido.3. de a parte se utilizar dos embargos de declaração DECLARAÇÃO NÃO CONHECIDOS POR DESIS- para a correção de tais erros 143 • Tt:NCIA DO PRÓPRIO EMBARGANTE. da CF). 897-A. o que não mudará a posição aqui adotada (art. tal qual no presente caso. aprovado pela Câmara dos Deputados.5. os princípios da boa-fé e do devido processo legal impedem que a parte contrária seja surpreendida pela desistência dos A correção de erros materiais não dependem da interposição de embargos de declaração. é surpre- decisão dos embarg~s. SBDI-1. p/ acórdão Min. bem como porque a decisão que reconhece a desistência tem mas se os embargos foram tempestivamente opostos. aguarda o pronuncia- interromper os prazos dos recursos posteriores para todos os sujeitos mento judicial na sentença de embargos de declaração. Ademais. segue a ementa da decisão: de qualquer das partes. tando que o efeito interruptivo ocorre pela simples interposição do 3. ressalta-se que somente caberão os embargos de declaração Tecnicamente esse é o posicionamento mais adequado. Efeito interruptivo cios que inviabilizam a entrega plena da jurisdição. XXXV e LV. sistência dos Embargos de Declaração. impedir o acesso tentes. sua oposição não pode se dar como mecanismo prejudicial A i~terposição dos embargos de declaração produz o efeito de à parte contrária que. Entendimento embargos interpostos não produzirão nenhum efeito. EMBARGOS DE Nada impede. PRAZO RECURSAL. Min. mormente se a decisão for do juízo ad quem. § 1°). com o consequente trânsito em julgado da demanda de declaração. a SDI. com o fim de garantir o devido processo legal e a processo trabalhista. especialmente o contrário viabiliza que as partes possam pela simples de- efeito interruptivo. Ainda que art. INTEMPESTIVIDA- DE DO RECURSO ORDINÁRIO. 897-A). red. para o TST. rêa da Veiga. adota expres. não haverá interrupção dos recursos posteriores. art. os embargos são considerados como inexis. 1. ou seja. por simples petição (CLT. novamente. interposição dos recursos que são inerentes. da decisão quando se verifica que os atos inexistentes são incapazes de produzir do juízo a quo que analisa os pressupostos processuais extrínsecos cabe efeitos.

A empresa X. por sua vez. o art. Portanto. não havendo necessidade de reiteração ou ratificação • 3) ausente de assinatura. cautela. alguns julgadores adotavam a tese de que. possibilitan.para t~do~ o~ sujeitos do processo.2. de maneira que 0 embargado insalubridade. tivo. Não produção do efeito interruptivo tempus). não aplicou a intempesti- de que os e~bargos ~e declaração não produziam o efeito interrupti. É inadmissível o recurso especial inter- posto antes da fJUblicação do acórdão dos embargos de declaração. ratificar seu recurso ordinário.Antes da Publicação claraçao. O reclamante interpõe embargos de declaração. declinou expressamente que não haverá efeito mte~rupnvo quando se tratar de embargos de declaração: Entendeu a Corte trabalhista que a parte que não interpôs os em- bargos de declaração e já tenha interposto seu recurso "principal".en- to das horas extras. não pelo item II da Súmula n° 434 do TST: ~e~do. sob pena de ser considerado prematuro (intempestividade ante 4. surge a dúvida se o recurso "principal" será atingido. no entendimento do C.nquanto o outro apresenta o recurso "principal". aprovado pela Câmara dos Deputados. seja por do Acórdão dos Embargos de Declaração. tem- 1) intempestivos.f importante destacar que. dentro do nao fsta mclUido nos tres casos indicados anteriormente. seu recurso produzirá 145 . § 4°).1. Desse modo. o prazo dos recursos posteriores começa O Superior Tribunal de Justiça 144 entende que. sem posterior desconhecimento d~ interposição dos embargos de declaração. interpõe recurso ordinário quanto à condenação por cautela. TST. ou seja. 144 Súmula n° 418 do STJ. após o julgamento dos embargos de decla- ração. vidade ante tempus na hipótese de interposição de recurso pela parte vo ~~a~do mte:npesuvos. . houvesse irregularidade de representação ou adversa da que apresentou os embargos de declaração. Admissibilidade. sição de embargos de declaração pela parte adversa não acarreta qualquer prejuízo àquele que apresentou seu re- Desse modo. nesses casos. com 0 objetivo de li -A interrupção do prazo recursal em razão da interpo- mtmudar as partes para não interporem tal recurso. seja por ratificação. ~ultar tai~ divergências. TST. a empresa não precisará adequado sem contar com a interrupção do prazo recursal. prazo recursal (8 dias).Recurso Especial.1. interpostos os em- a c~n:ar . 897-A.para o embargado depois da intimação da homologação da bargos de declaração por uma das partes. de modo acertado. alegando obscuridade na análise do pedido ~ál~se ~~s e~bargos in~erpostos pela parte contrária para verificar que de adicional de insalubridade. é recomendável que o embargado interponha 0 recurso ao pagamento das horas extras. adora expressa- Nesse caso. para o C. como se verifica ausencia d~ assmatura. e. ou todos os efeitos. dentro tam?em sera atmgido. depois do julgamento dos embargos de do sua. § 3°. ÉLISSON MJESSA EMBARGOS DE DECLARAÇAO Nesse caso. complementação posterior. terposto deve ser reiterado.037. 145 O Projeto do Novo CPC. como sugendo no tópico anterior.2'/ com irregularidade na representação da parte. não será produzido tal Exemplificamos: A sentença condena a empresa X ao pagam. Nesse caso. julgando improcedente o pedido de adicional de efeit?. TST. com a finalidade de se- curso tempestivamente. Recurso interposto pela parte adversa e o efeito interruptivo P~de acontecer de um dos polos da ação interpor embargos de de. da CLT. caso os embargos sejam conhecidos declaração. somente atingirá a parte que interpôs os embargos de declaração . Embora a jurisprudência já adotasse o entendimento no sentido O C. e providos.1. pestivamente. não pode ser prejudicada. 203 202 . tal efeito seria afastado. apenas nessas três hipóteses não haverá 0 efeito interrup- e não a parte contrária que já interpôs o recurso "principal" . 4. Isso significa que o embargado deverá fazer a do prazo legal de 5 dias. mente essa tese (art. 1. porém. Nesse caso. providos os embargos. o recurso "principal" já in- desistencia. a interrupção do prazo recursal.

para o TST. RECURSO IN- Deputados (art. DECISAO QUE NAO ADMITE O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. . não . limitado à nova sucumbênciai46 . nega seguimento ao recurso por ser intempestivo. nesse caso. Isso ocorre porque não se pode admitir que decisões judiciais se. vez que o último dia do prazo era feriado. os ~mbargos de declaração podem ser interpostos de de. o qual não pode ser embargado. aprovado pela Câmara dos Deputados. sob pena de denegação da atividade embargos de declaração afirmando a existência de manifesto equívoco Junsdicwnal. Não interrupção do prazo recursal AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INS- TRUMENTO. . CLT e o art · 535 ' I ' do CPC d ec1·Inam que os Com efeito. . O TRT Cisao mterlocutóna. AGRAVO DE INSTRUMENTO INTEM- PESTIVO. O presidente do TRT de- . p. sendo im- pugnado. a ~~ssibilidade do cabimento dos embargos de declaração de qualquer II . ~ P~rtanto.Não cabem embargos de declaração da decisão que 148 O Projeto do ~~v. não há interrupção do prazo h:pótese de decisao de admissibilidade do recurso a quo. caput). 1035. ~ ~ ou Inte- nesse momento ' que ' ocorrendo alt eraçao · Não cabem embargos de declaração interpostos contra graçao da decisao. prazo recursal. I . o TST ~ntende que o~ embar~os de declaração somente têm cabimento para afasta seu principal efeito. o juízo . datuais. cursos posteriores. 549. não conhece dos embargos.o CPC. A empresa interpõe agravo de instrumento com a finalidade de destrancar o recurso de revista. de modo que se torna intempestivo. da. os embargos para impugnar despacho. do literalmente tais dispositivos. Exemplificamos: A empresa W interpõe recurso de revista alegan~ do que o acórdão regional violou lei federal. porque. também decidiu o Supremo Tribunal Federal: de revista exarado por presidente do TRT. sentença ou acórdãoi4s. 5. observan d o assim seus . 147 ~OREIRA: José Carlos Barbosa. a doutrina majoritária entende que qualquer decisão JUdicial comporta embargos de declaraçãoi47. por meio do agravo de 5. Nessa hipótese. na hipótese de não processamento.1. ~o entanto. para o Tribunal Superior do Trabalho. processamento do recurso. PRONUNCIAMENTOS RECORRÍVEIS instrumento. a parte adversa o direiw (e não obrigação ou dever) de complementar a fundamentação do seu recurso. TST :~tende que não cabem os embargos de declaração na sendo cabíveis os embargos de declaração. ÉLISSON MIESSA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Cabe ~ registrar. O C. Rio de Janeiro: Forense. o TST adotou a tese de que não são cabíveis em~argos sao cabiveis para impugnar sentença ou acórdão. 2010. Comentdrios ao código de processo civil. instrumento contra a denegação do recurso pelo presidente do TRT. v. § 3o). . A empresa interpõe ~arr: i~c~mpreensíveis ou omissas. Emba:gos de declaração. 15. não ten- do o efeito de interromper qualquer prazo recursal. amar os CABÍVEL. ed. com a finalidade de atacar a decisão em Isso ocorre porque. Decisão de admissibilidade do recurso pelo juízo a quo TST entende que o agravo de instrumento é intempestivo. 1. parte da doutrina e da jurisprudência Diante do não cabimento dos embargos nessa hipótese. ~897-A . qual seja a interrupção do prazo para os re- Impugnar refendas decisões. o 5.037. na análise da tempestividade. Portan- poe a OJ 377 da SDI I do TST: to. conforme demonstram os documentos já juntados nos autos. 204 205 ----------------~~~o·o "-• ··--···---· .Recurso incabível não tem o efeito de suspender o decisao JUdicial (art. O art. adota expres- não admite o recurso extraordinário. . conforme dis. Decisão denegatória de recurso No mesmo sentido. _err: razão do acolhimento dos embargos. anuncia o projeto do Novo CPC aprovado na c· ad EMBARGOS DE DECLARAÇAO. a empresa W deveria interpor diretamente o agravo de Orientação Jurisprudencial no 377 da SDI _I do TST. OPOSIÇAO DE 146 No mesmo sentido. termos · de admissibilidade a quo profere despacho de processamento ou não o pnncip10 o contraditório. san:e?te. do agravo de instrumento. Analisan. Descabimen- to. nasce para decisão de admissibilidade do recurso de revista.

quando se pre- tende tão somente suprir omissão e não. 557 do CPC. dando origem inclusive ao art. São Paulo: Método.Agravo regimental improvido 149 • 5. Embargos declaratórios contra (proferido pelo Tribunal a que foi dirigido o recurso) são cabíveis os decisão monocrática do relator calcada no art. de Janeiro: Forense. proferida com base no art. Daniel Amo rim Assumpção. comporta dos embargos de declaração quando há manifesto equívoco no exame ser esclarecida pela via dos embargos de declaração. Comentdrios ao código de processo civil. ed. p. p. No mesmo sentido: NEVES. mantendo-se com o órgão colegiado a competência para decidir 152 • 149 STF. 151 BEBBER. 669. passa pela análise para análise dos pressupostos extrínsecos do recurso. teratológicas (absurdas). ed. assim como julgue o próprio mérito do recur- Rio de Janeiro: Forense. em dos pressupostos extrínsecos do recurso. 643. por um imperfeitas" 151 • único julgador.190 AgR!RJ. 2. Cabimento dos pressupostos extrínsecos do recurso. 549. estabelece a Sú- apenas o agravo de instrumento na hipótese de não processamento do mula n° 421 do TST: recurso. além de sepultar de imediato vícios absurdos. teve como objetivo conceder decisão aclaratória. 2009. art. sendo admitido do conteúdo da decisão e do recurso. em regra. missibilidade do recurso. 2. vez q'+e não se pode impedir a correção de manifestações jurisdicionais Noutros termos. O referido artigo passou a permitir que o relator faça juízo de ad- 150 MOREIRA. O cabimento dos embargos de declaração da decisão monocrática bilidade (juízo a quo). negando-lhe ou dando-lhe provimento. o legislador delegou atividades dos órgãos co~e~iados a~s seus pressupostos extrínsecos. Decisão monocrática do relator Em resumo. enten.4. 3. para o TST. como visto. porque privilegiam a celeridade e a efetividade Esclareçamos o entendimento do TST. sen- De qualquer modo. e respaldado nos princípios da celeridade e efetividade outros embargos não conhecidos por manifesto equívoco na análise de processual. uma As decisões dos tribunais são pautadas no princípio do colegiado. Nesse contexto. como do juízo ad quem. 557 do CPC. diariamente ao processo do trabalho (CLT.2. 2010. AI 588. Júlio César. como declina Júlio César Bebber: "Não me parece adequado esse entendimento. processual. 557 do CPC. convertidos em agravo. 2010. É que. pensamos que a legislação. relatores. Manual de direito procesmal civil. Recursos no processo do trabalho. Rio de Janeiro: Forense. em face demos que os embargos deveriam caber tanto da decisão do juízo a quo dos princípios da fungibilidade e celeridade processual. j. ciamento do Colegiado. também monocrática. Daniel Amorim Assumpção. apltcavel subsi- dade é apenas do órgão prolator da decisão. EMBARGOS DE DECLARAÇÁO ÉLISSON M!ESSA III. José Carlos Barbosa.Tendo a decisão monocrática de provimento ou de- negação de recurso. 557 do embargos de declaração para impugnar o manifesto equívoco no exame CPC. o entendimento do TST não se aplica quando do essa a lógica do sistema. 15. 769 e Súmula no 435 do TST). a doutrina majoritária entende que qualquer de- bargos declaratórios deverão ser submetidos ao pronun- cisão judicial comporta embargos de declaração 150 • Com efeito. 2010. os em- propósito. da decisão do juízo de admissibilidade ad quem Súmula no 421 do TST. 5. Min. prevista no art. se tratar de embargos de declaração destinados a impugnar decisão de Contudo. v.2007. I . os acórdãos são embasados em decisões colegiadas. da decisão do primeiro juízo de admissi. modificação do ao jurisdicionado um instrumento rápido e efetivo para afastar decisões julgado. Rio direito processual civil. Ricardo Lewandowski. o juízo de admissibili. nesse caso. Por outro lado. São Paulo: Método. ao admitir o cabimento údo decisório definitivo e conclusivo da lide. 237. 2. Manual de 152 NEVES. enquanto as sentenças são julgadas. Registra-se que a atuação do relator no caso é uma mera de- legação de poder. ed. p. A II -Postulando o embargante efeito modificativo. Rei. 207 206 . p. São Paulo: LTr. não limitando seu cabimento a acórdãos. não cabe o recurso de embargos de declaração do relator. conte- D~ nossa parte. ed. so.

557 do. de forma acer- 1) manifestamente inadmissível. Isso porque não há razão lógica e jurídica Assim.• está queimando etapas e. não merece. o Supremo Tribunal Fe- se ressinta de algum esclarecimento. entende~os dente ou o recurso estiver em confronto com súmula ou com plenamente aplicável. subtrai-se da parte Contudo. Ministros: o Relator monocraticamente profere uma decisão que por ventura do CPC que da referida decisão cabe agravo. DJ 153 STF. ma ampliativa. 2) dar-lhe provimento. SS-AgR-ED 3. STF. ]V. deral passo'u a não admitir os embargos de declaração para esses casos. ed. pelos mesmos fundamentos levantados antenor- jurisprudência do respectivo tribunal.. o Tribunal Superior do Trabalho. tada não acompanhou o entendimento do Supremo Tribunal Federal. Rei. da decisão monocrática que negar seguimento. Min. Srs. do Supremo Tribunal mente. da forma como se faz. em outras palavras. os embargos de decla~ação da_ deci_são Por outro lado. com base no princípio da fungibilidade 153 . pacificando no sentido de que. presta os escla- recimentos ou dá provimento. não lhe ensejando a oportunidade a que. o referido artigo admite que a decisão mono. a meu juízo. havendo expressamente estabelecido o art. considerando que os embargos de declaração e o agravo um recurso. § 1°. Enfim. dar ou negar para afastar o cabimento dos embargos de declaração para o presente 0 provimento do recurso são cabíveis os embargos de declaração. e só depois. 26. além de uma decisão omissa ser ób- 154 NEVES. p. o que em nenhuma hipótese No primeiro caso. meme efetiva o juízo integrativo da decisão que é dele mental. Registra-se que. deverão ser admitidos como agravo regi. Rei. j. porque. 557. contradição e omissão. Ex. D] 14. quando for manifestamente improce. invocada na decisão dos embargos de premo Tribunal Federal ou de Tribunal Superior. é que teria ensejo ao agravo para a Seção. cita-se a lúcida observação do nifesto confronto com súmula ou com jurisprudência do Su. 2) manifestamente prejudicado. Min. ele próprio. Para elucidar ainda mais a questão. São Paulo: Método. Tribunal Pleno. 209 208 . Por vezes. declaração julgado pelo Ministro Milton Moura França: Considerando que a decisão colegiada é a regra e que o relator no (. caso agirá por delegação. tudo como forma de levar te. 2. Ellen Grade. embora a súmula não esteja especificando o cabimen- 1) negar-lhe provimento. 11. ele monocratica- no caso do art. Milton de Moura França. então. a incompreensão de um pronunciamento judicial pode inclusive impedi-lo de atingir sua finalidade. de sanar obscuridade. a fi~ caso. desde que não tenha efei- ciamentos omissos. o relator poderá analisar o mérito do recurso para: monocrática quando se busca suprir omissão. ser acolhido o posicionamento do E. razão pela qual a presente súmula deve ser interpretada de for- Federal ou de Tribunal Superior. admite-se a denegação do recurso Quízo de ad- missibilidade) quando: pode ser aceito" 154 • Nesse caminho. por consequência.2007. até mesmo porque "não há nenhum sentido permitir que pronun.4. to modificativo (infringente).039/SP. dos pelas partes que pretendem afastar tais vícios no caso concreto..10. 155 TST _ EDEAIRR n° 701161/2000. Manual de direito processual civil. CPC. s. se interpostos embargos de declaração Então. da decisão que julgasse os embargos declaratórios. 155 possuem objetos e objetivos distintos.2002. O meu raciocínio é o seguinte. Ministro João Oreste Dalazen.2007. quando a decisão recorrida estiver em ma. Daniel Amorim Assumpção. contraditórios e obscuros não possam ser impugna. Rio de Janeiro: Forense. to dos embargos nos casos de obscuridade e contradição.m. Com efeito. 201 O.11. houvesse a possi- ao colegiado o conhecimento do recurso.j. bilidade de interposição de um agravo para a Subseção. causando aparentemente um prejuízo à par- crática esteja sujeita à interposição de agravo. sem efetto modtficanvo.. 669. monocraticamente. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO ÉLISSON MIESSA via denegação da atividade jurisdicional. adn:itindo.

--. consequentemen- postular efeito modificativo. de prejuízo "material. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO COM EFEITO MODIFICATNO Somente se pode falar em nulidade quando demonstrado o preju- ízo à parte (CLT. A natureza da omissão suprida pelo julgamento de em- bargos declaratórios pode ocasionar efeiro modificativo trária. bargos de declaração com efeito modificativo da decisão monocrática do relator (art. sendo destinados a esclarecer ou integrar o 156 nômico ou moral decorrente do conflito de direito material" • julgado. te. inexistindo. Embargos de declaração. contradição ou obscuridade. podia alterar substancialmente o julgado. 211 210 ·-. exceto ser admitidos como agravo. Carlos Henrique Bezerra.r ·I ÉLISSON MIESSA No entanto. Observa-se que o C. o item I não se aplica às hipó- decisório definitivo e conclusivo da lide e os embargos objeti. modificação da decisão. TST entendeu não ser necessário o contraditó- • cabe agravo (interno ou regimental): quando no recurso se rio de embargos interposto de sentença.Em decorrência do efeito devolutivo amplo conferi- tica de provimento ou denegação de recurso tiver conteúdo do ao recurso ordinário. pode ocorrer de a parte interpor embargos declarató- rios :com efeitos infringentes ou modificativos. a OJ n° 142 da SDI-I do TST reforma ou anulação do julgamento. eco- mar a decisão impugnada. o que pretende a parte é a verdadeira Na hipótese de efeito modificativo. nos embargos de declaração. Melhor explicando. sem se manifestar sobre os embargos de declaração opostos contra sentença. possibilitando a alte- EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Assim. que atualmente são admitidos expressamente no ração substancial do julgamento. • cabem embargos de declaração: quando a decisão monocrá. 383.-. Percebeu-se. 2011. É com fundamento na ausência de prejuízo processual que o C.I do TST. Ao interpor os embargos de declaração para que o juiz se manifeste sobre as horas extras. te contrária rente busca alterar a própria substância do julgamento. mas o juiz nada se manifesta acerca das horas extras. com base no princípio da fungibilidade e quando opostos contra a sentença. Curso de direito processual do trabalho. ed. sendo providos os embargos. havendo em- no julgado. já previa a Súmula n° 278 do TST. p. sendo julgados procedentes seus pedidos. 794). Paulo: LTr. Os embargos de declaração não têm a função de anular ou refor- não se cogitando. Súmula no 278 do TST. o Tribunal Superior do Trabalho entendeu que. é evidente que haverá alteração do 156 LEITE. 897-A da CLT. TST deixou expresso no item li da referida OJ que. Efeiro modificativo. Omis- são no julgado Nesse sentido. Embargos de declaração.______±__ __ -. de declaração com efeito modificativo sem que seja con- cedida oportunidade de manifestação prévia à parte con- Em resumo: trária. no entanto. por ausência de prejuízo processual. nessa hipótese. não será obrigatório o contraditório prévio paração salarial e horas extras. nulidade. órgão ad quem. Vista à par- Nessa hipótese. por vezes. de modo que os embargos deverão estabelecia ser obrigatória a concessão de vista à parte contrária. 557 do CPC). o que impõe inclusive a manifestação da parte con. e considerando a possibilidade da alteração do con- teúdo do julgado. o recor. teses em que não se concede vista à parte contrária para varem apenas suprir omissão. São julgado. 9.É passível de nulidade decisão que acolhe embargos ao agravo. art. 6. financeiro. como se verifica a seguir: celeridade processual. Tal prejuízo deve ser de índole processual. que a decisão dos embargos de decla- ração. --· ···-------------·--------. ---- . sendo a sentença Exemplo: reclamante ajuíza ação postulando o pagamento de equi- sujeita a recurso ordinário. diferentemente do que ocorre no item I. II . Nesse sentido. Orientação Jurisprudencial n° 142 da SDI. sem que haja o pronunciamento do art. surgiram os embargos de declaração com efeito modifica- tivo ou infringente. o que dá ensejo I .

aplicando-lhe a multa de 1o/o sobre o valor da mesmo que o contraditório possa ser diferido. ela não é pressuposfo para contraditório seja prévio. o embargan- posteriormente. pensamos que. para que ele não ser levantadas oportunamente no recurso ordinário. com o advento da Lei 13. item 1. ou seja. Atenta-se para o fato de que. se a em- contraditório nos embc. a fim de que a parte contrária possa participar a interposição do recurso ordinário. vide comentários da Súmula n° 393 como pressupostos recursal para os próximos recursos. de 0 efeito modificativo for potencialmente previsto. no recurso ordinário. CPC prevê que. incidindo. que a recolherão ao final. admite a rediscussão. 0 juiz poderá elevar a multa para 10%. porque o recurso ordinário. 515 do CPC 158 • Os embargos de declaração têm o efeito de interromper o prazo Isso quer dizer qu:: todas as matérias tratadas na sentença poderão para interposição de outros recursos. impondo que o verá pagar a multa nesse momento. na hipótese de reiteração dos em- ração somente poderá ocorrer em virtude da correção de bargos protelatórios. de modo que. exceto para o beneficiário do TST. no caso de reiteração.1. impondo o contraditório inclusive nessa hipótese. meira multa para 2o/o e considera o pagamento da multa. respectivo. O 212 213 . 538 do prejuízo. parte vencida 157 • Em decorrência disso. 897-A a) não excedente a 1o/o sobre o valor da causa. vale dizer. ) eventual efeito modificativo dos embargos de decla- b) até 10% do valor da causa. deverá recolher a mult~ es~abele­ inclusive na hipótese de sentença. o juiz nega a omissão levantada. Agora. porque o contraditório será diferido. aprovado pela Câmara dos Deputados. o exame total das provas e debate pleno vendo rejeição liminar dos embargos. te será condenado a pagar ao embargado multa: No entanto. se da decisão dos embargos do convencimento do . ficando condi- Queremos dizer. da matéria fática. Desse modo. 2.. 2009. bargos são protelatórios. exigindo-o presa for interpor o recurso ordinário.idade de recurso. ou seja. 46. entendendo que os em- possa influenciar o julgador no momento do julgamento. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO PROTELATÓRIOS no processo do trabalho o art. o aludido dispositivo não fez ressalva quanto à cionada a interposição de qualquer outro recurso ao depósito do valor sentença. ed. 158 Para o escudo específico do efeito devolutivo. ampl!a a P_ri- p. por expressa disposição legal. causa. o omissão. não de- o legislador afastou ex?ressamente essa possibilidade. o§ 2° do art. o efeito devolutivo tem aplica- ção plena nessa modi. a empresa interpõe novamente embargos de declaração insistindo na Assim. Nesse caso. por ser um recurso de Por fim. ÉUSSON MIESSA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO E assim agiu. atualmente. o legislador contemplou que Exemplificamos: Proferida a sentença de 1° grau. o pagamento ~a multa passa a ser considerado um pressupostos recursal. de gratuidade da justiça e para a Fazenda Pública. da CLT passou a declarar expressamente que: [. 159 O Projeto do Novo CPC.uízo no julgamento dos embargos. Dessa forma. põe embargos de declaração alegando omissão no julgado. vício na decisão embargada e desde que ouvida a parte contrária. será exercido. será desnecessária a concessão de v1sta a parte contrana.. de forma supletiva. sob pena de não processamento ou conhecimento do to ou modificação da OJ n° 142 da SDI I do TST. com·::> novel dispositivo. não haverá seja utilizado apenas para a interrupção do prazo recursal. São Paulo: LTr. o art. o que deverá provocar o cancelamen.rgos de declaração deverá ser prévio. a empresa in~e~­ a não concessão de vista à parte contrária gerará violação ao princí. recurso ordinário 159 • 157 BEBBER. Ao dec1d1r pio do contraditório: Isso porque o contraditório permite que a parte os embargos. nc prazo de 5 (cinco) dias. improced~nci~ ou na hipót~s~ de da aplicação do direito. 7. no recurso ordinário. cida na sentença. Se a empresa interpuser recurso ordinário dessa decisão. esclarece-se que o contraditório somente é obrigatório se natureza ordinária e de fundamentação livre. Recursos no processo do trabalho. podendo fundar-se no mero inconformismo da obscuridade. mesmo sem retteraçao. quando os embargos forem protelatórios. ha- forma ampla. Júlio César. Com efeito..6. no capítulo XIV.015/14.

Trata-se do chamado preques- dicional. 163 "Daí não serem cabíveis embargos de declaração com o escopo prequestionador quando o recurso subsequence for de natureza ordinária. deverá a parte 162 Súmula 356 do STF: "O ponto omisso da decisão. a função de prequestionar a matéria.039. Daniel Amorim Assumpção. São Paulo: LTr. 897-A. III. cimento dos embargos não interrompe o prazo recursal 164 . sito de prequestionamento não têm caráter protelatório. Manual de direito processual civil. 2009. por vezes. vez que nesses recursos não se aplica o efeito transla- tivo. 160 NEVES. Omis. a Súmula n° 356 do STP 62 • 8. 164 Especialmente antes do advento da Lei 13. não pode ser objeto de recurso extraordinário. . Nesse caso. embargos de declaração e um suposto específico dos recursos de natureza extraordinária. Do exposto. p. Não sabendo se os embargos de declaração serão conhecidos e ava- ratórios para suprir omissão apontada em recurso de re- liando o entendimento de alguns juízes no sentido de que o não conhe- vista ou de embargos. 214 215 ·····---·--·-·-----·----- . por faltar o requisito do prequestionamenco". cumpre fazer um alerta: somente há que se falar em em- objeto recorrido. eles não são considerados como protelatórios (Súmula n° 98 do STJ1 61 ). não havendo manifestação expressa no acórdão a respeito regional passível de recurso de natureza extraordinária. Rio Recursos no processo do trabalho. Embargos declaratórios. sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios. porque o prequestionamento impõe que haja decisão prévia acerca da matériil para que os tribunais superiores possam se manifestar sobre o Por fim. com a finalidade de preencher o originária dos tribunais.Propósito de Prequestionamento samente quais os casos em que o efeito interruptivo não ocorrerá (CLT. São Paulo: Método. pois apenas os recursos de natureza extraordi- requisito do prequestionamento. 729. ed. o TST entende que estará preenchido o pressuposto recursal do preques- Como os embargos de declaração têm. omissão.Caráter Protelatório. simultaneamente. Embargos de Declaração. havendo omissão na decisão a ser impugnada por meio de recurso de revista ou de embargos para a SDI. as partes interpõem. tem outro recurso (por exemplo. Pode acontecer de o tribunal negar a existência de omissão e não se TIONÀ. Embargos de declaração manifestados com notório pmpó- § 3o). com o fim de suprir a de retardar o andamento do processo. Isso tionamento implícito (ficto). ed. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO COM EFEITOS PREQUES. por se tratar de mecanismo que visa a preencher pres. de ordem pública. p." BEBBER. ou seja. RECURSO PRINCIPAL E EMBARGOS DE DECLARAÇÃO IN- são em recurso de revista. Preclusão TERPOSTOS SIMULTANEAMENTE Ocorre preclusão se não forem opostos embargos decla. de Janeiro: Forense. Júlio César. do TST). EMBARGOS DE DECLARAÇAO ÉLISSON MIESSA Os embargos serão protelatórios quando tiverem o único objetivo inicialmente interpor os embargos de declaração. 240. 5. dentre seus objetivos. 2013. 9. No mesmo sentido. art. ordinário). o de tionarnento. ele passa a ter relevante papel no prequestionarnento. conforme dispõe a Súmula n° 184 do nária exigem o pressuposto do prequestionamento 163 • TST: Súmula n° 184 do TST. §§ 2° e 3°).TÓRIOS manifestar sobre a matéria pretendida pelo embargante. Tal obrigatoriedade subsiste inclusive no que tange à matéria so manifestamente incabíveJ 16°. 1. desde que a matéria já tenha sido veiculada no recurso suprir omissão da decisão impugnada completando a prestação juris- principal (Súmula n° 297.015/14. deve a parte interpor embargos missíveis de sentença judicial ou acórdão decorrente de competência de declaração para suprir tal omissão. assim como na hipótese de recur. pmjeto também prevê que não serão admitidos embargos de declaração se os dois anteriores tiverem sido considerados protelatórios (art. 2. Nesse caso. bargos de declaração com efeitos prequestionatórios de acórdão O?m isso. sendo inad- da matéria de que se pretende recorrer. a qual passou a declarar expres- 161 S1J Súmula n° 98.

tenha decisão que julgou outros embargos. Manual de direito processual civil.. novos embargos.. enquanto a outra ingressa com embargos de declaração. nos novos embargos ocorrido 0 manifesto equívoco na análise dos pressupostos extnnsecos devem ser apontados vícios existentes na decisão dos embargos ante. proferirá juízo foi embargada. de admissibilidade positivo. por exemplo. 0 julgamento dos embargos deverá ocorrer na prim~ira :udiência no juízo prolator da decisão embargada. querendo. 2. é importante destacar que os vícios de omissão. 556. 2010. Os embargos estão isentos do recolhimento de preparo. São Paulo: LTr. a mera alegação de taiS ~~cws J: horas extras. ou seja. a analise se~: embargada. pressupostos recursais. ed. o recurso ordinário. pnmeua parte). EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DE DECISÃO EMBARGADA dade será negativo.p. o ato impugnável é apenas um. p.asst. São Paulo: Método. o reclamante interpõe embargos de gos. sob pena de violar o princípio da unirrecorribilidade 165 • Assim. 5. Júlio César. vez que as horas extras não Nesse ponto. após a decisão dos embargos. 167 NEVES. art. Com efeito. que julgou os embargos. Contudo. especialmente quando. será endereçada ao dois recursos. clusão consumativa 166 . não comportando sidente. Rio de Janeiro: Forense. 2009. Estando ausente os pressupostos recursais. art. Rio 166 BEBBER. Daniel Amo rim Assumpçáo. de forma abstr~ta ?~ JU~: pensadas. sob pena de serem considerados protelatórios. por força do o posterior ineficaz. São Paulo: Método. art. mas. Ja Portanto. No caso de decisão colegiada. o primeiro recurso interposto será o válido. de Janeiro: Forense.m nao proce- dendo 0 juízo. No segundo momento. 897-A. Agora. 725. concreta. riores. qu~~do será analisada a presença dos interpor novamente o recurso. caput). con- foram analisadas. estando presentes os pressupostos. declaração sob o fundamento de omissão.não subsequente a sua apresentação (CLT. ~o 165 "[ . passando a verificar o mérito dos embar- Exemplo: proferida sentença. dos embargos. relator. não servindo para apresentar novamente vício na decisão que já Por outro lado. ] apesar de concordar com a possibilidade de uma das partes.). por exemplo. PROCEDIMENTO zões no prazo de 5 dias.. nesse caso.. considerando que a unirrecorribilidade é solucionada pela pre. 210. inicialmente. 536 do CPC. É possível a interposição de embargos de declaração para impugnar Admite-se. no prazo de 5 dias. e jlllzO de mento. ed. ]". Havendo potencial efeito modificativo do recurso. 897-A. apresentara contrarra- 11.. ele será dirigido a responsável da decisão (pre- Aqui. Recursos no processo do trabalho. na fundamentação. tradição. 2013. Daniel Amorim Assumpção. obscuridade e manifesto equívoco na análise dos pressupo~t~s porque. caso os embargos de declaração sejam interpostos pri. no prazo de 5 dias (CPC. de modo que os embargos não serão conhecidos. Assim como nos demais recursos. A segunda decisão. não havend~ parece admissível que a mesma parte ingresse com os dois recursos simultanea. a parte deverá etapas: juízo de admissibili~ade.são. 217 216 . os embargos se submetem a duas meiro que o outro recurso. nesse caso. a sentença. o juízo de admiss~bili­ 10. 2. se existe realmente o vício levantado e. o relator apresentará os embargos na sessao apelar da sentença. abrir:se-á o con- traditório para a parte contrária que. na conch. relator etc. Quando se tratar de decisão após 0 retorno dos autos (CLT.:. NEVES. Queremos dizer. bem como e mente[ . reconheceu que todas as horas foram com. poderá ser é suficiente para seu cabimenro 167. do art. Julgado os embargos. caput) ou. essa decisão é contraditória. condenou a empresa ao pagamento das zo de admissibilidade. 537. Manual de direito processual civil. necessidade de intimação das partes para o julgamento. sen. p. Os embargos de declaração são interpostos. os novos embargos devem ter como foco o julgamento estará no juízo de mérito. extrínsecos devem ser avaliados. caso de decisão colegiada. a sentença não poderá ser novamente embargada. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO ÉLISSON MIESSA monocrática no tribunal. dos embargos anteriores. ed.

INFORMATIVOS DO TST RELACIONADOS AO CAPÍTULO 12. por maioria. Embargos de declaração. a SBDI-I.0900. Vista à parte contrária gência do item I da Orientação Jurisprudencial n° 142 da SBDI-I c/c o art.. e condenar a reclamada ao pagamento das verbas requeridas até que as cláusulas impugnadas do acordo coletivo sejam modificadas ou suprimidas por norma co- II. TST-E-ED-RR-5121500-44. prevista vimento para determinar o pagamento das verbas postuladas até a vigência da Lei no art. 22. Pessoa jurídica de direito público. Omissão em recurso de revista. 557 do CPC. SBDI-1. em decisão aclaratória. Carvalho. quando se pretende tão-somente suprir omissão e não. Embargos de declaração com efeitos modificativos Súmula no 278 do TST. Não interrupção do prazo recursal de revista por divergência jurisprudencial. comporta no 8. Delaíde Miranda Arantes. impri- bém monocrática. e deu-lhes parcial pro- I -Tendo a decisão monocrática de provimento ou denegação de recurso.542/92. 219 218 ______ _____ =-------------------------------------------------------------------------~--~-~--~--~--~-~-~--~--~-~------------------------------------------------------- . Efeito modificativo. se mamfestar sobre os embargos de declaração opostos contra sentença. rei.2012 (Informativo n° 31) Or~entação Jurisprudencial n° 377 da SDI. não modifi~ativo sem que seja concedida oportunidade de manifestação prévia à parte conheceu dos embargos.do CPC. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO ÉLISSON MIESSA É em dobro o prazo para a interposição de embargos declaratórios por pessoa dispensada a necessidade de o relator solicitar dia para inclusão dos jurídica de direito público.1998. Ives Gandra da Silva Martins Filho. Prazo em dobro. SÚMULAS DO TST E ORIENTAÇÕES JURISPRUDENCIAIS RELACIONADAS AO CAPÍTULO 13. dade. de vista à parte contrária é nula apenas se configurado manifesto prejuízo. dar provimento ao recurso de embargos ficação do julgado. Embargos de declaração.. Não padecendo o acórdão embargado de omissão. Na espécie. Embargos declaratórios contra decisão monocrática do os embargos declaratórios opostos contra acórdão que conheceu de embargos por relator calcada no art.0 1. rei. tam. ED.Em decorrência do efeito devolutivo amplo conferido ao recurso ordinário o ambas às partes. Omissão no julgado . 794 da CLT.. Omissão na aná- ção. conteúdo decisório definitivo e conclusivo da lide.Postulando o embargante efeito modificativo. rejeitou Súmula no 421 do TST. TST-ED- rão ser submetidos ao pronunciamento do Colegiado. por divergência jurisprudencial com aresto que desatendeu ao comando do item lll da Súmula . Cabimento contrariedade à Súmula n° 277 do TST (redação anterior). trazidos aos autos pela própria reclamada. Possibili- A natureza da omissão suprida pelo julgamento de embargos declaratórios pode ocasionar efeito modificativo no julgado. Decisão denegatória de recurso de revista exarado por presidente do TRT. Augusto César Leite de face dos princípios da fungibilidade e celeridade processual. Orientação Jurisprudencial n° 192 da SDI. SBDI-I.É passível de nulidade decisão que acolhe embargos de declaração com efeito esse entendimento. Decreto-Lei n° 779/69. . mindo efeito modificativo ao julgado. questão versada nos declaratórios da reclamante decorrera de fatos conhecidos por Il. Embargos de declara- ..0013.I do TST. 13. relator..11. em -E-ARR-61600-91. Vencidos os Ministros Augusro César Leite de Carvalho..I do TST. que acolhiam os embargos declaratórios para.5. Com I . e sobre os quais já· se item I ~ão se aplica às hipóteses em que não se concede vista à parte contrária p~ra havia manifestado exaustivamente. Efeito modificativo para incidir nova redação de súmula. Com esse entendimento.. autos na pauta. . to modificativo com o propósito de adequá-lo à nova redação de súmula.2002. Ausência de prejuízo. e ser esclarectda pela via dos embargos de declaração.5. e não nula ipso facto.. C?corre preclusão se não forem opostos embargos declaratórios para suprir omis... Na hipótese em que a Turma conheceu do recurso de revista. modi. Embargos de declaração. não tendo o efeito de interromper qualquer prazo recursal. Min. Desatenção ao item III da Súmula Não cabem embargos de declaração interpostos contra decisão de admissibilidade n° 337 do TST. por maioria.8..I do TST. da SBDI-1.05. Possibilidade. 557. é impossível conferir-lhe efei- sao aponta~a em recurso de revista ou de embargos. 2. a SBDI-I. Não decretação de nulidade. Orientação Jurisprudencial no 142. nos termos da atual redação da Súmula n° 277 do TST.. . Não concessão de vista à parte contrária. Embargos declaratórios. I.. que fala em ser a decisão "passível de nulid~de". Min..1. A decisão que acolhe embargos declaratórios com efeito modificativo sem concessão Or~entaçã~ Jurisprudencial n° 142 da SDI. lise da fonte de publicação do julgado que ensejou o conhecimento do recurso Descabimento. Embargos declaratórios. ED.. Efeito modificativo. Impossibili- Preclusão dade.2012 (Informativo n° 16) Súmula no 184 do TST.. convertidos em agravo. que teve sua tese alterada. a decisão embargada consignou que a única con~rárta. vencido o Ministro Brito Pereira. do recurso de revista. os embargos declaratórios deve- letiva posterior.. Inteli- Efetto modtficativo.

ou seja. seja de fato. parágrafo único). I. para o fato de que existe uma exceção quanto à concessão de efeito suspensivo no recurso ordinário. um recurso de natureza ordinária e de fundamentação STF e consequente provimento para julgar improcedente a reclamação trabalhista livre.701/88. conse- quememente. que passará a ser utilizada ! para conceder efeito suspensivo ao recurso. L_ 2··_____ 221 .2013 (Informativo no 46) recurso adequado é o agravo de petição. o Maria da Costa. em situações excepcionais. rei.0003. 7°. 9. Nesse recurso. no tópico. Atenta-se. concluindo não haver controvérsias na matéria de mérito acerca da base de cálculo do adicional de insalubridade. mente. a devolutividade é ampla. pois. impunha-se imprimir efeito modificativo aos embargos de de- CAPÍTULO IX claração opostos com o fim de configurar omissão na análise do aspecto alusivo à fome de publicação do julgado que ensejou o conhecimento da revista. portanto. § 6° e art. Dora Tem cabimento na fase de conhecimento. quando o presidente do TST confere efeito suspensivo. será analisada pelo órgão competente I para analisar o mérito do recurso. devidamente comprovadas. contempla que a tutela antecipada de natureza cautelar e antecedente.22. SBDI-1. a matéria decidida na 1a instância 168 . seja na profundidade.5.:t. e. seja na extensão. 300. RECURSO ORDINÁRIO a SBDI-1. Assim. a qual equivalerá à concessão de efeito suspensivo ao recurso (Súmula n° 414. caput). do TST) 169 • 168 A primeira instância é o juízo que iniciou a demanda ou onde foi proposta a ação. ampla- Subseção negou provimento aos embargos. 169 O Projeto do Novo CPC. porém. art. e diante do princípio da celeridade processual (art. ÉLISSON MIESSA no 337 do TST. 899. Cabe ainda na ação cautelar e nos procedimentos especiais. aprovado pela Câmara dos Depmados. A segunda. conhecer do recurso 1. dela não conhecer por divergência jurisprudencial. INTRODUÇÃO de embargos. na fase executiv. devendo ser interposto no prazo de 8 dias. consignando que embora tenha ocor. Nesse contexto.2008. mas deixar de remeter os autos para a Turma analisar novamente o recurso de revista. aplicando desde logo o direito à espécie. como já estudado no tópico de efeitos recursais. Interessante observar que. TST-E-ED-RR-52100-08. Trata-se de recurso que tem efeito meramente devolutivo (CLT. 895 da CLT. rido desacerto da Turma ao conhecer da revista por divergência jurisprudencial.5. Vencido o Ministro João Ores- te Dalazen. é aquela à qual se recorre quando se pretende modificar a decisão. pelo juízo ad quem (art. 5•. da CF). poderão ser suspensos os efeitos da sentença por meio de medida cautelar inominada. a O recurso ordinário é o meio pelo qual se pode rediscutir. 14 da Lei n° 10. seja de direito. art. nos termos da conclusão do acórdão embargado. Ele vem previsto no art.192/01). LXXVIII. Min. na medida e extensão conferidas em seu despacho (Lei n° 7. por sua vez. É o caso do re- curso ordinário de sentença normativa (dissídio coletivo). decidiu. o recurso lograva conhecimento por contrariedade à Súmula Vinculante n° 4 do É. por maioria.

quando o réu reconhecer a procedência do pedido. Com efeito. Haverá resolução de mérito: 2. Recurso ordinário de sentença VIII -quando o aucor desistir da ação. IX. como descreve o art. 267 do CPC. con- submeterá ao recurso ordinário. funda a ação.quando a ação for considerada intransmissível por Em regra. mento do recurso ordinário é de competência da SDI-II do TST. litis- ·i I . ou definitivas de competência originária dos TRTs.. 895). ação. 269 do CPC. IV. II. 2. [. seja pela Vara do Trabalho.quando ficar parado durante mais de 1 (um) ano por negligência das partes. O recurso ordinário também será cabível das decisões terminativas li. no dissídio coletivo.quando as partes transigirem.quando o juiz indeferir a petição inicial. 170 Quando se busca impugnar ato jurisdicional provocado pelo juiz da Vara ou por III . Recurso ordinário de ac6rdão do TRT I -quando o juiz acolher ou rejeitar o pedido do autor.quando o juiz pronunciar a decadência ou a pres- crição. vos (CLT. o autor abandonar a causa por mais de 30 ça será de competência da Vara do Trabalho. no caso de mandado de segurança. Il. em processos de sua competência originária.pela convenção de arbitragem. o que precisa ficar claro é que o recurso ordinário caberá Art. ação rescisória 'Por outro lado. por exemplo.1. Nesse caso.quando o autor renunciar ao direito sobre que se tência para julga:mento é do TST por meio da SDC. 223 222 . o mandado de seguran- lhe competir.quando não concorrer qualquer das condições da Regionais. in verbis: Art. ridas nas Varas do Trabalho. das decisões tomadas em primeira instância. sos que se iniciam no TRT. X. a seguir transcrito: Portanto. Ele será cabível tanto das decisões definitivas como das terminati- XI.·~r ' !. os proces- III. Por outro lado. 269. de modo que o recurso ordinário será (trinta) dias. I.quando.2. independentemente do conteúdo da sentença. partes e o interesse processual.quando ocorrer confusão entre autor e réu. ] vas. É o que ocorre. decisões terminativas são aqueles que extinguem o e demais ações individuais de competência originária do TRT.!·' 2.····/~I I ÉLISSON MIESSA RECURSO ORDINÁRIO '. sendo recurso ordinário de dissídio coletivo.das decisões definitivas ou terminativas dos Tribunais VI . Na hipótese de acos não jurisdicionais. sem resolução de mé. como a possibilidade jurídica. rito: seja pelo Tribunal Regional. • ' • resClsona. ou seja. o recurso ordinário tem cabimento das sentenças profe- disposição legal. por não promover os atos e diligências que membros do TRT. V. a legitimidade das quer nos dissídios individuais.quando o juiz acolher a alegação de perempção. Extingue-se o processo.nos demais casos prescritos neste Código. quer nos dissídios coleti.quando se verificar a ausência de pressuposcos de ·i constituição e de desenvolvimenco válido e regular do · O recurso ordinário é cabível: processo. a compe- V . art. mandado de segurança 170 e na açao . 267. ela se Decisões definitivas são as que resolvem o mérito do processo.das decisões definitivas ou terminativas das Varas do Trabalho. forme dispõe o art.. o julga- processo sem resolução do mérito. dirigido ao TRT. VII . HIPÓTESES DE CABIMENTO IV .. pendência ou de coisa julgada.

. 893.) (~sD-1-1-1-. Acórdão Acórdão Dissídio individual Dissídio coletivo Dessa forma. Contudo. Por fim.--S-D-I--1-.) SDC Rio Branco reconhecesse sua competência. foco a sentença ou o acórdão decorrente de decisão de competência Existe ainda outra hipótese de cabimento de recurso ordinário de originário do TRT. se a Vara do Trabalho de c. instauraria conflito de 11 11 competência que seria julgado pelo TST (CLT. embora seja decisão interlocutória. 799. sição de recurso. a análise "' pelo TRT da Ja Região. § 1°. os autos insurgência da própria sentença. do TST). que torial com remessa dos autos para Tribunal Regional distinto daquele a admite o recurso ordinário de imediato. para o TST é cabível recurso ordinário de decisão interlocutória que acolhe exceção de incompetência territorial. mas no momento da os autos à Vara do Trabalho de Rio Branco. Curso de direito do trabalho aplicado: justiça do ordinário dirigido ao TRT da Ja Região. 224 225 . saindo. trate de decisão interlocutória. suprimindo. o recurso ordinário tem como o juízo excepcionado. reme- 2. Recurso ordinário de decisão interlocutória tendo os autos para Tribunal Regional distinto daquele a que se vincula Conforme prevê o art. v. justifica-se a referida exceção com tI RO base no acesso à justiça. não reconhecendo sua competência. motivo pelo qual o art. o TRT da Ja Região estaria SDI suprimido de analisar a competência.. embora se que se vincula o juízo excepcionado (Súmula 214. Exemplo: Paulo ajuíza reclamação trabalhista em Belo Horizonte. por força do art. fundamento de que o reclamante teria trabalhado e sido contratado Isso não significa que elas jamais poderão impugnadas. Homero Barisra Mareus da. ou seja. 215.fÍfTurma) (Turma) autos iriam diretamente para o TST. Nesse caso. sendo interposta pela reclamada exceção de competência. no caso o processo termina na Justiça do rio para o TRT a que está vinculado o juiz que proferiu a decisão de Trabalho. os autos ficariam por lá. da CLT. p. se não houvesse tal exceção possibilitando o re- TRT curso ordinário da decisão interlocutória. 808. portanto. Além disso. será cabível o recurso ordiná. caberá recurso 171 SILVA. TST admitiu tal exceção. da CLT admite a interpo- incompetência. Por outro lado. 2010. Rio de Janeiro: Elsevier. b). § 2°. dessa forma. é importante destacar que as demais decisões interlocutó- -MG. sob o rias não recorríveis imediatamente. de uma vara do TRT da Ja Região e encaminhados para uma Vara do Trabalho vinculada ao TRT da 14a Região. art. 8. 895 da CLT. ÉLISSON MIESSA RECURSO ORDINÁRIO O C. 8 andamento processual. O que ocorre em Rio Branco-AC. pois a não admissão de recurso na hipótese poderia acarretar um custo insuportável para a parte acompanhar o . Isso ocorre porque. o TST passou a admitir o recurso ordinário de decisão É o caso da declaração de incompetência em razão da matéria. "c". os (Turma) (Turmi} ft~rm~ (Turma) (Turma )(TurrT1. trabalho. decisão interlocutória. com interlocutória na hipótese de reconhecimento de incompetência terri- o encaminhamento dos autos a outra Justiça (Federal ou Estadual). vez que. O juiz reconhece a incompetência e encaminha é que sua impugnação não será imediatamente. Nesse caso. sob a alegação de que o desloca- Tribunal Superior do Trabalho mento da competência territorial no caso inviabilizaria o reexame da competência pela instância superior a que o juiz excepcionado (que se declarou incompetente inicialmente) está vinculado 171 • Na hipótese do exemplo anterior.3.

na hipótese de extinção do dispositivo. 652. o tribunal pode julgar desde logo a consonância ou não com a súmula. o pedido de pagamento das férias ve:1cidas acrescidas do terço constitucional.. ÉLISSON MIESSA RECURSO ORDINÁRIO 2. é importante destacar que referido dispositivo permite ao processo do trabalho. buscando que seja pro. estando o processo pronto o próprio juízo que prolatou a decisão poderá reformá-la. porém. o juiz entende que o re- Atenta-se. É o que se de- 172 NEVES. invariavelmente. de Janeiro: Forense. concedeu poderes ao juízo de admissibilidade a quo para não dar pro- Pretende-se.. alterou sistematicamente a ideologia de su- o não seguimento do recurso por razões de mérito. § 3°. 296). a qual. Manual de direito procesmal civil. do CPC. Nesse último caso. segue seu trâmite normal. sendo provido o recurso. o tribunal possa entrar diretamente na análise do mérito da causa. O referido parágrafo. a ser interposto no prazo de 8 dias. com essa sistemática. não suprir instâncias.. tal limitação viola o devido proces- julgamento. No entanto. 3. é facultado clamante é carecedor da ação por faltar-lhe interesse de agir. Essa afirmação acaba. Já na anulação. Rio nomina de teoria da causa madura.í O indeferimento liminar da petição inicial é pronunciado por sen. pelo juízo de primeiro grau do "conteúdo do recurso à luz do teor da sentençà' 172 . ou seja. sonância com súmula dos tribunais superiores. provocando a extinção do processo sem resolução do mérito. A doutrina mais abalizada. para o fato de que. sendo. ao estabelecer: ideia de que o juízo de admissibilidade . procedimento. decisão de mérito.1 quo apenas verifica pressu- § 3° Nos casos de extinção do processo sem julgamento postos recursais. ao centralizar a discussão de oérito em um único órgão processo sem resolução de mérito. São Paulo: Método. o recurso afaste a carência da ação e julgue imediatamente o mérito da cama. Isso ocorre porque. ao interpretar esse dispositivo. Caso o o juízo de retração. O art. com que: seja proferida uma nova decisão. base nos princípios da celeridade. provocando dúvida acerca da constitucionalidade desse leridade processual. no âmbito trabalhista. § 1° O juiz não receberá o recurso de apelação quando a sentença estiver em conformidade com súmula do Supe- ferida decisão que substitua a anterior. 518. se a causa versar questão exclusivamente de direito e estiver em condições de imediato julgamento. por exemplo. É o que ocorre.. portanto. Daniel Amorim Assumpção. p. com base nos princípios da economia e ce. quando o reclamante ajuíza recla- Tratando-se de sentença. de certa forma. a decisão impugnada será anulada. o § 3° do art. 5. reclamante apresente recurso ordinário. é o mação trabalhista postulando o pagamento das férias vencidas acres- recu. 267). o art. e desde que esteja em condições de jurisdicional 173 • Ao que nos parece. efetividade e economia processual. ed. afastando-se da pressão de instância. SÚMULA IMPEDITIVA DE RECURSO impugnada. ao analisar se a decisão está em do mérito (art. passou a permitir que. 515. o recurso cabível. cidas do terço constitucional. ou seja. nessa hipótese. e os autos retornarão ao juízo de origem para Trata-se da chamada súmula impeditiva de recurso.---------------------~-~----··-·--· . 226 227 -. Na sentença. passando a para julgamento. dispõe 173 Talvez seja por essas razões que o projeto do ~CPC não verse sobre a súmula que o conectivo "e" deve ser interpretado como alternativo "ou". invoca-se erro de julgamento. de impeditiva de recurso. 515 do CPC permite que o tribunal entender que petição inicial é apta. Não havendo retratação.rso ordinário. art. visa-se ao erro de rior Tribunal de Justiça ou do Supremo Tribunal Federal.. tença. § 1o. TEORIA DA CAUSA MADURA O recurso ordinário pode almejar a reformar ou anular a decisão 4. estiver em condições de imediato julgamento. no prazo de 48 horas (CPC.4. do CPC estabelece: Na reforma. 2013. haverá. análise lide. Recurso ordinário do indeferimento liminar da petição inicial modo que incidirá quando a questão for exclusivamente de direito ou '. preservan- cessamento (seguimento) ao recurso quando a decisão estiver em con- do assim o duplo grau de jurisdição. aplicável subsidiariamente De plano. não necessitando retornar ao juízo de origem.

o CPC não fez referência com base no princípio da dialeticidade.9. ÉLISSON MIESSA RECURSO ORDINÁRIO so legal. Curso de direito p~oces­ 0000550-74. parte da doutrina não permite sua aplica. ao recurso ordinário e à sumula do TST. não tem permitido a aplicação o art. se estiverem presente~ os 175 TRT I• Região.797. A propósito. em sua maioria.0119. com maior facilidade. Interposto o recurso ordinário. Rei• Des• Fed. Fredie.. o primeiro juízo de admissibilidade quação necessária. Julg. porém. não sendo obrigatória.2014. Dora Maria da Cos. 2013. v. RO 177 DIDIER J r. 145. o dispositivo somente se aplica na hipótese de súmulas o art.08. 1. ed. DEJT 29. caberá a interposição do dificulta consideravelmente a evolução jurisprudencial capaz agravo de instrumento.5.2014. o juiz não poderá impedir o processamento do recursom. Rei• Min. Bahia: JusPODIVM. atenta-se para o fato de que a aplicação da súmula impedi- O C. 9. Curso de direito processual do trabalho. 646. incidindo o art. pág. da ampla defesa e do contraditório. incluímos também as do TST.2014. CUNHA. 5. 2012. Salva. a CLT possui regra própria de processamento do recurso. 24. Carlos Henrique Bezerra. 5.19.5. como é o caso. ta. tauassú Camelier.2014. Des. AIRO 0000668-75. como ao processo do trabalhol 74 • Do mesmo modo.0061.01. STJ e. sual civil: Meios de impugnação às decisões judiciais e processo nos tribunais.. TRT 8• Região. razão pela qual a No processo do trabalho. contempla sua apli. a doutrina processualista tem admitido a Admitindo sua incidência no processo do trabalho. Ademais. 178 LEITE. Contudo. 3. 49. do art. dirigindo suas razões recursais ao órgão con:pe- esse ramo processual.5. as razões recursais devem ser fundamentadas.2013. 2012. 8• Turma.5. O recurso ordinário é interposto no juízo prolator da decisão· im- cação ao processo do trabalho. está presente a compatibilidade. servar que nessa seara as questões fáticas predominam.0115. 518. p. p.8. ed~ São dor: JusPODIVM. os recorrentes poderão demonstrar que seus fatos não se enquadram na súmula invocada pelo juiz na deci- confere à súmula status superior à lei. adequando-se 899 da CLT. de modo que a utilização cação de orientação jurisprudencial é incapaz de impedir o seguimento de analogia restritiva violaria os princípios do devido processo do recursol 78 • ' legal. será realizado pelo juízo a quo. Curso de Direito Processual do Trabalho. perfeitamente ao processo laboral. 518. os tribunais regionais. podendo o interessado se valer do agravo de instrumento. AIRO 0002523-54. do CPC ao processo do trabalhol75. do STF. DOR] 2. Nesse caso. Sétima Turma. Rei• Des• pressupostos recursais. Leonardo José Carneiro da. 176 Por todos. 11.0482.2012. João Leite de Ar- ruda Alencar.5. 2) juízo de admissibilidade positivo. Segunda Turma. ocorre com a súmula vinculante. pois o instituto é embasado nos prin- A petição de interposição é uma simples petição. § 1°. são. bem como tente para julgar o mérito do recurso (juízo ad quem). ed. Isso significa que a invo- te sobre súmula do STF ou do STJ. PROCEDIMENTO A doutrina trabalhista majoritárial76. Segunda Turma. cípios da celeridade. Nesse caso. do. Obstado o processamento do recurso. ao serem trazidas para a seara laboral. efetividade e economia processual. TRT 19• Região.15. o recurso não será processa- 174 TST-RR 0120000-09. Por fim. ante a omissão e compatibilidade com pugnada (juízo a quo). Cairo Júnior. Mary Anne Aca.2009. vez que versa sobre regras do processo civil que. do CPC disciplina a apelação versando somen.2014. Paulo: LTr. DEJTAL 12. p. Justifica-se que há omissão na CLT.4. I) juízo de admissibilidade negativo. p. por exemplo. Sayonara Grillo Coutinho Leonardo da Silva.2013. DEJTPA 20. 475 do CPC. já analisado nesta obra.8. pois. de alterar as súmulas. De qualquer modo. 228 229 . § 1o. é importante ob- incidência desse dispositivo. incidência da súmula impeditiva de recurso tem o campo de atuação mais ção pelos seguintes fundamentos: restrito. podendo proferir: interpretado pela Súmula n° 303 do TST. Rei. José. quando não estiverem presentes os pressupostos recursais. TST tem deciáido pela não aplicação do aludido dispositivo tiva do recurso é mera faculdade do juízo. recebem a ade.

Difere. o juízo poderá reexaminar os pres- a colher os votos dos demais integrantes do colegiado. Na sessão. 551. no prazo de 5 dias (CPC. art. 230 231 _J. . com a indicação suficiente do processo e parte dispositiva. o recurso ordinário será imediatamente sua secretaria. monocraticamente. o recurso ordinário é cabível nas mesmas hi- se 'for ~ caso. negar seguimento. 5°). art.. após os trâmites administrativos. os devolverá à secretaria e pedirá dia para julgamento (CPC. terá as seguintes peculiaridades: Não sendo o caso de aplicar o art. passa-se ao se- cer. Retornada a palavra ao relator. porém. ÉLISSON MIESSA RECURSO ORDINÁRIO No segundo caso (juízo positivo). que é a análise do mérito de recurso. no prazo de 8 dias (Lei. o recurso será processado. caberá agra- VO' interno. providenciará o relatório. mando-se a parte contrária a apresentar suas contrarrazóes de recurso. será dada a palavra às partes ou aos procuradores inscritos. 547 a 565 do CPC e o que dispu- § '1 °). passando-se Apresentadas as contrarrazóes. acerca da admissibilidade do recurso. 557 do CPC.§2°). 105. Mantida (ou não revista) a decisão de admissibilidade. Em seguida. No recurso de competência do TST não haverá revisor. os autos serão encaminhados ao juízo competente para o julgamento do dade. dos demais em ordem decrescente de antigui- 518. distribuído. Assim. ordinário segue as diretrizes dos arts. nos termos do art.1. gundo momento. a palavra ao relator para fazer a exposição dos fatos e circunstâncias da causa. processamento do recurso que. 5. atenta-se para o fato de que o p:ocessamento do recurso guir ao relator na ordem descendente de antiguidade" (CPC. e Região (are. e a secre- -los.584/70. 557 do CPC. Por fim. que será designado outro redator para o acórdão.•. se for o caso. 2) o relator deve liberá-lo no prazo máx~mo de dez dias. primeiro se vota serão enviados ao Ministério Público do Trabalho para emissão de pare. 112 do regimento interno). No rito sumaríssimo. salvo se for vencido. § 2°). como ocorre o TRT da 15• to. os autos juízo de admissibilidade e o juízo de mérito. da CLT. Devolvidos os autos pelo Ministério Público do Trabalho. ~ .•.c ___ _ . negar póteses e no mesmo prazo do rito ordinário. Procedimento no recurso ordinário no rito sumaríssimo Recebidos os autos. no prazo de 8 dias. 133 do regimento interno). em seguida. do revisor e. Nesse ser o regimento interno do tribunal. ou seja. 5) terá acórdão consistente unicamente na certidão de julgamen- 180 Em alguns tribunais. após examiná.. o relator. o relator poderá se valer do art. É importante observar que o julgamento observará dois juízos: o Ao chegar no tribunal. como é o caso do TRT da 15• Região (are. recurso (tribunal ad quem). depois de analisar os autos. Depois. parágrafo único) 179 • 5. apenas na ação rescisória de competência originária designa-se revisor (TST-Rl. tribunal. Dessa decisão. art. os autos serão enviados ao revisor que. para que possam fazer a sustentação oral. Sendo conhecido. quanto ao provimento ou dar provimento ao recurso. o presidente dará 3) não terá revisor. Será designado ainda o revisor. taria do tribunal ou turma colocá-lo imediatamente em pauta 5Sl. restituindo os autos à I) recebido no tribunal. ocasião em sendo o caso de envio. ou não O voto será redigido pelo relator. recer. se este entender necessário o pa- 179 Alguns tribunais regionais admitem a figura do relator apenas nas ações rescisórias. anunciado o julgamento do recurso. § 1°. que consistirá naquele "que se se. dando-se ini- cialmente a palavra às partes ou aos seus procuradores. o regimento interno alcera a ordem da sessão. para julgamento. art. será sorteado o relator. podendo. 895. art. com registro na certidão. das razões de decidir do voto prevalente. inti. sendo primeiro supostos de admissibilidade do recurso. este proferirá seu voto. para fazer a leitura do relatório 180 • 4) terá parecer oral do representante do Ministério Público pre- sente à sessão de julgamento.

na fase executiva. COMPETÊNCIA pelo Tribunal Regional. INFORMATIVOS DO TST RELACIONADOS AO CAPÍTULO . 7. b. Ação rescisória Com efeito. II. da CLT. uma vez que lhe faltava interesse recursal ante a ausência lho na fase de execução. decisões proferidas pelo Presidente do trabalhista. divididos em turmas. Súmula n° 158 do TST. Recurso ordinário em mandado de segurança do trabalho fraciona. confor. registrando tal circunstância. 897. TST-E-ED-RR-24400-26. art. trabalhista. deu-lhes provimento para declarar prescrita a pretensão no tocante às (CLT. ao dar provimento à revista da outra parte para condenar a reclamada pela primeira vez. . em face da organização judiciária 897. Na espécie. AGRAVO DE PETIÇÃO Ademais. o recurso cabível será o ordinário. e prolatada na fase de conhecimento. impugnada suscitada. cabia à Turma. Momento oportuno. em que o recurso de apelação é RELACIONADAS AO CAPÍTULO utilizado tanto na fase de conhecimento como na executiva. não há falar em necessidade interposição de recurso adesivo. § 2°).. Desse modo. da fase em que foi proferida a decisão.. a SBDI-I. Não aprecia~ão 2. Renovação em contrarrazões ao recurso de revista. os recursos a depender Da decisão de Tribunal Regional do Trabalho em mandado de segurança cabe re. o processo . Vencidos os Ministros Brito Pereira. § 3°) parcelas que antecederam ao quinquênio contado do ajuizamento da reclamação TST (SDI-I do TST. pois este. nos tribunais regionais. o recurso será o agravo de petição. SÚMULAS DO TST E ORIENTAÇÕES JURISPRUDENCIAIS Diferentemente do processo civil. TRT na fase de execução dos proces- nheceu dos embargos da reclamada. rei.. igual dilação para o recorrido e interessados apresentarem razões de contrariedade. Ele deve ser interposto no prazo de 8 dias. art. por unanimidade. Assim.0343. tratando-se de decisão curso ordinário. não se poderia exigir que a reclamada trouxesse a matéria TRT (Turmas do TRT) decisões proferidas pela Vara do Traba- por meio de recurso. a certidão de julgamento. 1. em ação rescisória. 5. 895. Argui~ão. de sucumbência nas instâncias ordinárias. Ademais.5. ou Sessão Especializada do TRT. ordinário para o Tribur:al Superior do Trabalho. Philippe Vieira de Mello Filho. ÉLISSON MIESSA CAPÍTULO X 6) se a sentença for confirmada pelos próprios fundamentos. a contrarrazões ao recurso ordinário. do regimento interno do TST) TST na fase de execução dos processos Lacerda Paiva. Min. tendo o mesmo prazo para as contrarrazões. por divergência jurisprudencial. nos termos do art. SBDI-I. não apreciada pelo Regional. mas renovada em competência para julgamento será da seguinte forma: contrarrazões ao recurso de revista. estando previsto no art. Súmula no 201 do TST. e. Dora Maria da Costa e Renato de 71. no mérito. enquanto.2013. servirá de acórdão. "a''. Órgão Especial decisões proferidas pelo Presidente do sucumbência recíproca..9. A competência para julgar o agravo de petição depende da com- Na hipótese de prescrição quinquenal arguida pela reclamada originariamente em petência originária para o processamento da execução.01. 500 do CPC. (Infornativo no 58) art. é cabível recurso as decisões proferidas na execução trabalhista. § 3°) 233 232 ______l_ .2007. Luiz de competência originária do TST (CLT.. examinar a prejudicial eom:petência para juig. 897.. exige TRT (Tribunal Pleno. Com esse entendimento. no prazo de 8 (oiro) dias. em contrarrazões ao recurso ordinário.. poderão designar turma para o julgamento dos recursos ordinários interpostos das sentenças prolatadas nas demandas sujeitas ao procedimento suma- ríssimo (CLT... nos termos do art. co. na instância ordinária.unento Decisão. me dispuser o regimento interno) sos de competência originária do TRT por maioria. Prescri~ão. INTRODUÇÃO 6. para o Tribunal Superior do Trabalho. o agravo de petição é o recurso destinado a impugnar Da decisão de Tribunal Regional do Trabalho.

Júlio César. ed. sob pena de inviabilizar o prosseguimento da É sabido que o juiz profere despachos. ] puser um obstáculo intransponível para a execução ou for capaz de. da CLT. São Paulo: LTr. como seria. as sentenças terminativas ou definitivas. sentenças e outros. p. sob Na fase de execução. 897.RECURSO DE REVISTA. seja na fase de co. AGRAVO DE PETIÇÃO. verifica-se que o agravo incontestável 185 • de petição é cabível das decisões na fase de execução. A generalidade desse dispositivo provoca dúvida na doutrina e na jurisprudência acerca De nossa parte pensamos que a terceira corrente está com a razão. 8 9 3.02. nas exe- 3a corrente: admite a impugnação imediata quando a decisão im- cuções[ . da CLT. decisões interlocutórias e execução. 3. p. 4. QBJETO 2a corrente: o princípio da irrecorribilidade imediata das decisões O agravo de petição está previsto no art. embargos possui outros bens. Consolidaçiio das leis do trabalho a execução 182 e da decisão que acolhe a prescrição intercorrente. assim. tença terminativa. tindo três correntes acerca do tema: 186 TST-RR-205200-90. Salvador: Juspodivm. 3• Turma. § 1°. que veda a recorribilidade VIMENTO. ed. 310.12. O mesmo se diga da decisão que acolhe a exceção de pré-executividade extinguindo 184 CARRION.AGRAVO DE INSTRUMENTO. as decisões interlocutórias proferidas na execução não impugnáveis pelo agravo de petição? podem ser impugnadas. intransponível ao prosseguimento da execução. da Constituição Federal encoraja imediata das decisões interlocutórias. a aparência interlocutória. recursos. "I. quais decisões são Como regra. desfecho do procedimento. as decisões proferidas em execução. a decisão Por outro lado. da CLT não fez nenhuma restrição 184 . pois o art. abandonando. para 454-455. produzir prejuízo grave e imediato a direito tido por Pela interpretação literal desse dispositivo. § 1°. art. 2014. 181 .O. que ((" interlocutórias não se aplica na fase de execução. CABIMENTO. Noutras palavras. Contudo. seja na fase de execução. 2013.Cabe agravo. Podemos citar ainda a decisão que desconstituiu a penhora. de forma a compreender-se que desafiarão agravo de petição 182.. alcançar foros de definirividade.5. do mesmo Texco. por resol. Rei. o argumento de que se trata de bem de família. Art. Sérgio Pinto. LV.1990. Valentin apud MOURA. res. p. com ou sem resolução do mérito. sen~enças. Min..0028. que extinguisse a execução sem a quitação total dos valores em execu- verem o processo. "a". A potencial violação do art. A maior celeuma fica por conta das decisões interlocutórias. DECISÃO PROFERIDA EM EMBARGOS À EXECUÇÃ. Alberw Luiz Brescia- ni de Fontan Pereira.Sendo ajuizado na fase de conhecimento caberá recurso ordinário. as decisões proferidas nos embargos à execução. A decisão que rejeita ou acolhe parcialmente a exceção é irrecorrível de imediato. inviabilizando o prosseguimento da execução • 186 de terceiros (desde que ajuizado na fase de execução 181 ). O disposw no art. 185 BEBBER. DJ 28. ÉLISSON MIESSA AGRAVO DE PETJÇAO 3. São Paulo: Atlas. 893. Agravo de instrumento conhecido e provi- tringindo o cabimento do agravo de petição 183 . concretamente. embargos de adjudicação e na impugnação à decisão de liquidação são recorríveis por meio do agravo de petição." 234 235 . Noutras palavras. da CLT há de ser interpretado em sintonia com a disciplina do art. possibilitando a estabelece: impugnação imediata de todas as decisões. embargos à execução e da impugnação aos cálculos. criarem empecilhos ao regular modelos de petições. do. Direito processual do trabalho: doutrina e práticaforeme. quando se estiver diante de decisão interlocutória terminativa do feito. no prazo de 8 (oito) dias: a) de petição. Marcelo. o processamenw do recurso de revista. 2012. 897. é aplicável na fase executiva. Recursos no processo do trabalhe. 897. o recurso adequado é o agravo de petição. 897. Recurso de revista conhecido e provido. são recorríveis. 1173. a . PRO- 1a corrente: o art. exis. mesmo que excedentes às trilhas dos 183 MARTINS. "à'. das decisões do Juiz ou Presidente. mas o executado não se modo. II. ed. pode ocorrer de a decisão interlocutória criar obstáculo Os despachos são irrecorríveis (CPC. embargos de arrematação. 33. por exemplo. ção. 504). equiparando-se à sen- nhecimento. Des. 5°. do alcance proposto pela norma. quando. pal'tz concursos.9.

que não admite o recurso de revista de decisao de hquidaçao. fase executiva. 285. quer explicitando. Nesse sentido.1. os motivos pelos quais acolheu os cálculos oferecidos po~. de liquidação julgar não provados os artigos da liquidação. ad- I) as sentenças proferidas na fase da execução. 6. pensamos que o entendimento do TST contraria o na liquidação de sentença. De qualquer modo. 884. é possível constatar próprio de impugnação. de ofício. Júlio César. devendo ser permitem sua impetração nas hipóteses em que do ato impugnado pos. 237 236 . ainda que se trate de liqui. São Paulo: LTr. não nos parece cabível o agravo de petição do ato que ju2ga a liquidação. admitindo-se o agravo de petição para afastá. ed. § 3°. p. dispostos no art. pelo exequente: por meio da impugnação da decisão de liqui- Em resumo. como ocorre. TST. a impugnação da decisão de liquidação. em confronto com a legislação vigente. Diante dessa pecu. 884. Curso de direito processual do trabalho. na penhora da conta-salário do zo de 5 dias. CLT somente admite o ataque à 'sentença' de liquidação duzir prejuízo iminente. bex:n como vi~l~ o art . 811. II. parte da doutrina entende que não cabe recurso da decisão de são de liquidação dará prosseguimento à execução. § _2°. da seguinte forma: sa advir prejuízos imediatos e irreparáveis ou de difícil reparação ao • pelo executado: utilizando-se os embargos à execução. mulas no 266 e no 399. cabendo ao 187 Entendendo que é cabível o recurso de imediato somente na hipótese da sentença exequente igual direito e no mesmo prazo. impugnada. "enfrentar as questões envolvidas na elaboração da conta de hqw- vel ao prosseguimento da execução. 0 C. uma vez que o§ 3° do art. o TST entende que o juiz resolve definitivamente as controvérsias. 2008. no mesmo prazo de 5 dias. no pra- executado. executado (OJ n° 153 da SDI I do TST). depois de garantido o juízo. 884. por meio de ação incidental de embargos do devedor ou 188 -lo. art. 2009. a nosso juízo. Nesse ponto. por exemplo. pre que a decisão de liquidação encerrar o processo não dando segui- nismo próprio de impugnação. o agravo de petição será cabível para dação. Paulo: LTr. u~a 3) as decisões interlocutórias capazes de produzir prejuízo grave e das partes ou pelo setor de cálculos. o qual permite a impugnação da decisão de li- quidação não se enquadra na fase de conhecimento nem mesmo na quidação após a garantia da execução. inclusive porque tecnicamente a fase de li. Além disso. pois. São Com efeito. mite 0 agravo de petição da decisão de liquidação por cálculos. 89_6. q~e 2) as decisões interlocutórias que criarem obstáculo intransponí. a fase de conhecimento e preparar a fase executiva. pois inviabiliza o pros- seguimento do processo: BEBBER. § 3o. é importante destacar que também será admitido impugnação autônoma pelo credor • o mandado de segurança. da CLT. impedindo a utili- 3. Nessa hipótese. Recursos no processo do trabalho. ela deverá ser suscetível de recurso. § 3°. p. 884 da Do mesmo modo. Dúvida que ainda persiste na doutrina é o cabimento do recurso De nossa parte. impugnar: No entanto. Carlos Henrique Bezerra. da CLT. AGRAVO DE PETIÇÃO ÉLISSON MIESSA dação por artigos 187 . e não contestados pela outra (Su- iminente ao agravante. quer solvendo a controvérsia das partes. temos que reconhecer que nem sempre a deci- liaridade. pela análise do referido dispositivo. a jurisprudência do TST e a do próprio STF que a decisão de liquidação não é recorrível de imediato. afirma que a decisão de liquidação tem meca. Somente nos embargos à penhora poderá o exe- cutado impugnar a sentença de liquidação. qual sejam os embargos à execução ou mento à fase executiva. do TST). Dessa forma. Trata-se de fase intermediária que visa a complementar da CLT. embora a decisão tenha mecanismo Portanto. pode acontecer de a decisão interlocutória pro. leciona Carlos Henrique Bezerra Leite: ed. dação. se~­ liquidação. 188 LEITE. Decisão de liquidação zação dos embargos do art. da CLT. que assim vaticina: § 3°. constados da intimação da penhora. 2.

fundamentando. 2012. as matérias e os houver discussão de valores. Nesses dois últimos a liberação dos valores ao exequente.00. razão pela Além dos pressupostos extrínsecos e intrínsecos dos demais re. mas apenas R$ 40. vez que a própria CLT Portanto. A dúvida existe porque. nos próprios autos ou por carta de sentença. por exemplo.00 mesmo na fase executiva.000. permitida a execução imediata da de petição que discute a impenhorabilidade de bem de família ou que parte remanescente até o final. por exemplo. a parte não impugnada liquidação de processo em que a empresa se encontra em regime fa. da execução quanto aos tópicos e valores não especificados no agravo. pois o valor devido não seria R$ 70. quando o recurso for exclusivamente de direito. adicional de periculosi- impugnação imediata. Exemplificamos: Empresa X interpõe agravo de petição de deci- termediária que visa a complementar a de conhecimento e preparar r são proferida em embargos à execução alegando excesso de execução a executiva. 238 239 . não havendo. detalhadamente. 244. não se admite o agravo de perição genérico. entende controvérsia apenas sobre R$ 30. que o i recurso cabível é o agravo de petição. o agravo não será conhecido. 2008.000. ou seja. cumulativamente. Paulo: LTr.000. por complementar a fase de conheci- mento. as partes não poderão Delimitação da matéria consiste na indicação precisa da matéria impugnar a decisão após a garantia do juízo. com a qual pensamos estar a razão. 897. não haverá fase executiva. permitindo-se assim a que irá impugnar. a fase de liquidação é fase in. liquidação. ou seja.000. ficando a nação será o recurso ordinário. DELIMITAÇÃO DA MATÉRIA E DOS VALORES OBJETOS DE I ~ Agora. sem a necessidade de caução ou casos. O agravo de pedçáo só será recebido quando o necessária. que assim 416 doTST). ou seja. A tese majoritária. Carlos Henrique Bezerra. ed. da CLT. pecífico consistente em delimitar as matérias e os valores impug.00. justificadamente. de modo incluiu a liquidação na fase de execução 189 • que. já que os cálculos não consideraram as deduções. horas extras. como é o caso. qual não fere direito líquido e certo do executado o prosseguimento cursos. ÉLISSON MIESSA AGRAVO DE PETIÇÁO É o que acontece com a decisão de liquidação que julgar não A delimitação imposta no aludido artigo tem como finalidade tor- provados os artigos de liquidação. ou seja. dade. quanto às matérias e aos valores DISCORDANCIA incontroversos (não impugnados) não haverá mais discussão. o agravo de petição também possui um pressuposto es.00 que irá prosseguir até o fim da execução. 4. vaticina: Por fim. não se enquadra na fase de conhecimento nem quanto às horas extras. podendo inclusive ser liberado o dinheiro ao exequente (Súmula no nados. como visto. preenchido tal pressuposto. como se depreende do art. no agravo de petição. como homologado. São Paulo: 190 LEITE. Nesse caso. tem-se por incontroverso o valor Disso resulta que parte da doutrina entende que o meio de impug- de R$ 40. São LTr. Recursos no processo do trabalho. a qual poderá ser executada imediatamente até limentar ou com a recuperação judicial deferida. como a competência da seara trabalhista cessará na decisão de invocação do artigo 475-0 do CPC. questiona-se: que entende devido. há de se registrar que a delimitação da matéria não se faz § 1°. não agravante delimitar. Curso de direito processual do trabalho. 6. do agravo valores impugnados. Mauro. ventile a penhora de um bem público 190 • 189 No mesmo sentido. p. p. § 1°. férias etc. 813. Já a delimitação de valores exige a indicação do valor Admitida a impugnação da decisão de liquidação. O mesmo ocorre na decisão de nar definitiva a parte incontroversa. a delimitação da matéria e dos valores impugnados. SCHIAV1. por que o valor qual o recurso cabível? que entende indevido não está correto.

mente. p. considerando que o agravo de petição não impede o pros- . se o processo já esti- processo do trabalho. 899 da CLT é cursais intrínsecos e extrínsecos. mo~elos de petições. ao declinar que a parte não impugnada ponsabilidade do executado.. Assim. Marcelo. ver na fase executiva e contar com garantia integral do juízo (penhora). Depósito recursal Como já explanado anteriormente. mclustve com a necessidade de caução.1. 789-A.destacar que a possibilidade do prosseguimento da instrumento independem do pagamento imediato de custas processu- e~:cuçao é permm~a mesmo n_a hipótese de agravo de petição de de. tendo as limitações impostas pelo art. § 1°. . IV. o depósito recursal tem como 191 TEIXEIRA FILHO. 192 MARTINS. impõe-nos a interpretação de que a parte que o valor das custas no agravo de petição será de R$ 44. imediatamente 191 • Por sua vez. o que inclui. Impugnada. . fase. o art. enquanto a parte impugnada acaba. Na fase da execução. 6. embora saibamos que o título judicial definitivo não se transforma em provisório. não sendo. 240 241 . São Paulo: LTr. Curso de direito processual do trabalho 9 pio da legalidade e do contraditório. nessa CPC. Sérgio Pinto. atenta-se para o fato de que seu pagamento deve ocorrer de for~a pr~visória 193 . ou em forma doutnna e na JUnsprudencia. 1174. Direito processual do trabalho: doutrina e prática forense· não há falar em exigência do depósito recursal para o agravo de petição. LEITE. 789-A. item XIII. 2012.Cla com . caput). sonan.26. meramente devolutivo. ele possui peculiaridade quanto às cus-· norma aplicável a todos os recursos trabalhistas. a tese majoritária. recurso de revista e agravo de É i_mportant~ . 899 da CLT dispõe que os recursos trabalhistas terão efeito da interposição do agravo de petição.No. de instrumento. portanto. Manoel Antônio apud BEBBER. havendo prejuízo concreto e imi- pugnada no agravo de petição. a interposição do agravo de petição. p. 2013. Salva- dor: Juspodivm. da CLT nos leva a con. 2012. evidente. recurso~.PREPARO é no sentido de que o agravo de petição tem efeito meramente devo~ Conquanto o agravo de. petição deva observar os pressupostos re- 192 lutivo • Tal posicionamento se justifica porque o art. seguimento da execução. São Paulo: LTr. EFEITO vo. art. Isso significa que. 866. Júlio César. Isso porque. . o agravo de petição. ais. Custas processuais No entanto. 2014. o que provoca divergência na ocasião em que a execução será feita por carta de sentença. 194 Instrução Normativa n° 20 do TST. agravo de petição esse dispositivo deve ser interpretado em con. tendo efeito suspensivo. São Paulo: Atlas. ~ análise sistemática desses dispositivos leva a conclusao de que e permmda a execução até o final da parte não im. Com efeito. permitindo assim o prosseguimento da execução. 6. o pagamento das custas será sempre de res- tra~iar essa regra. ed. da CLT ~era executada até o final. 4. por ter efeito meramente devolutivo. 33. Para ~arte da do. encaminhando-se ao tribunal as peças necessárias ao deslinde da controvérsia. ele poderá ser interposto nos próprios autos.P: sob pena de se garantir duplamente a execução. poderá ser executada Contudo. 475-M do CPC a impugnação (incluímos os embargos) não terá efeito suspensi. ed. 313. 193 MOURA. considerado como um pressuposto recursaP 94 • ctsao de embargos a execução. § 1o. sentenças e outros. ÉLISSON MIESSA AGRAVO DE PETIÇAO S. E que com o advento do art. cumpre destacar que. de nente. se for o caso.2.utrina. Recursos no objetivo a garantia de futura execução. é possível o agravante se valer de medida cautelar para conceder certa forma. 475-0 do no fim do processo (CLT. estabelecendo o art. tas e ao depósito recursal. Carlos Hennque Bezerra. Consolidação das leis do trabalho para concursos. 3. ed. ed. ferindo assim o princí- 459. Por fim. p. porque não pode ser executada efeito suspensivo ao agravo de petição. 89?'. com a qual pensamos estar a razão 6. da CLT. 897. inclusive depois O art.o ~rt.

desde 196 LEITE. ' 242 243 --~ . l 2011. • tese majoritária: até a penhora significa que a execução pro- visória irá até a garantia do juízo. p. LXXVIII. 2012.000. No julgamento. admitidos os embargos à execução. com a introdução do art. significa que a parte final do art. por exemplo.000. o depósito recursal será no valor integral da majoração. râmetros da condenação. 899 da Il . devendo o depósito ser no valor 7.00) e interpõe embargos à execução. deverá efetuar o depósito recursal no valor da majoração. o item II da Súmula n° 128 do TST: A possibilidade de interposição de agravo de petição na execução provisória passa. os embargos à ser obrigatoriamente em dinheiro. 2012. 899 da CLT não deve ser aplicada. não há teto legal. não se admitindo a penhora de execução e o eventual agravo de petição 196 . i p. a interpretação desse dispositivo é divergente: elevação do valor do débito. · ALVES NETO. a doutrina mais abalizada tem admitido sua aplicação na seara ate~tatório à dignidade da Justiça. não tendo. pois somente "o acréscimo no valor trabalhista. 2. Caso a empresa pretenda apresentar agravo de Desse modo. Repete- -se: nessa hipótese. Súmulas do TST comentadas. São Paulo: Atlas. de R$ 3.). o juízo determina que a em- constrição (penhora) do bem 197 • presa X pague ou garanta a execução no valor liquidado de R$ 8. São Paulo: LTr. no julgamento de impugnação de liquidação de sentença que corrige a r i AGRAVO DE PETIÇAO Por fim. assim como nos demais recursos. permite que apenas seja feita a Exemplificamos: Iniciada a execução.condenação a imposição de multas por litigância de má-fé e ato CPC. ed.000. João (org. Sérgio Pinto. São Paulo: LTr. quando não houver garantia integral do juízo. In: ROCHA. portanto. majoritariamente. ed. recursos. Júlio César. não se admite como ampliação É interessante observar que. Rio de Janeiro: Elsevier. uma lacuna axiológica a possibilitar majorando a execução em R$ 3.000. Andréa Pressas. valpr de R$ 11.00. 751. não tendo. embargos de ter- petição. Nesse sentido. bens. O reclamante. 5°. por exemplo. AGRAVO DE PETIÇÃO NA EXECUÇÃO PROVISÓRIA integral da majoração.00. Direito processual do trabalho: doutrina e prática forense. deverá os incidentes da penhora como. teto legal. depósito para recorrer de qualquer decisão viola os in- cisos li e LV do art. 33. o juiz julga improcedentes porque gera situação que contraria os valores buscados pela sociedade os embargos da empresa e procedente a impugnação do reclamante. A empresa garante o juízo apresentando bens no valor da execução (R$ A nosso juízo. coqta e amplia a condenação. Carlos Henrique Bezerra. que permite a "execução provisória até a penhorà'.Garantido o juízo. ed. da 8. com a apreciação de todos Tal depósito recursal. na fase executiva. como ocorre. • tese minoritária: até a penhora. Nessa hipótese. porém. define a execução no a incidência do CPC. Em sentido contrário: Leonardo Borges. ÉLISSON MIESSA Insta salientar que o depósito recursal será exigido nessa fase quan- do houver majoração do valor do débito. levantamento do dinheiro ou atos de alienação de propriedade. cabível o agravo de petição na execução provisória. modelos de petições. 475-0 do da . o que impugna a sentença de liquidação. Havendo. portanto. 9. 195 BEBBER. sentenças e outros. 184. será é. ou seja. nos dias atuais. pela análise da parte final do art. Recursos no processo do trabalho. consequentemente. criando. na fase executória. a efetividade preconizada pelo art. p.00. por sua vez. portanto. o depósito recursal será exigido no agravo de petição ou recurso de revista na execução. p.00. isto ceiros e impugnação à sentença de liquidação. 2009. 1012. 5° da CF/1988. CF/88 não possibilita a paralisação indesejada de procedimentos. de modo que a execução provisória poderá prosseguir até o do 'crédito definido no título executivo é que exige garantià' 195. registra-se que.000. Na doutrina. 132. que não tem natureza recursal. inicialmente. I 197 MARTINS. porque não levou em conta os pa. Consigna-se que. Curso de direito processual do trabalho. a exigência de CLT. exige-se a complementação da garantia do juízo. aplicação na interposição de embargos à execução.

867. cele- pugnada (juízo a quo). o recorrente deverá fornecer as peças necessárias para o exame da controvérsia. Nesse sentido. em determinados casos. nos casos de crédito de natureza alimentar I) juízo de admissibilidade negativo. § 2°). incidindo o art. os agravo de autos serão encaminhados ao juízo competente para o julgamento do peitção recurso (tribunal ad quem). ( TRT _) Apresentadas as contrarrazões. 2012. 544). § 8°). 5°). art. 9. não se limitando assim à penhora. p.. nesses casos. como prevê o§ 2° do art. inti- dano.. São Paulo: LTr. 9. o que nos parece salutar para resguardar os princípios da instrumentalidade de formas. _ . 897. art.quando. ESQUEMA mais. .. salvo quando pressupostos recursais. permite-se inclusive a liberação de di. podendo proferir: I . quente (inciso III).nos casos de execução provisória em que penda agra- 2) juízo de admissibilidade positivo. li . após os trâmites administrativos. até o limite de sessenta vezes sentes os pressupostos recursais. podendo o interessado se valer do agravo de instru- ação de necessidade. com base no princípio da dialeticidade. se estiverem presentes os vo de instrumento junto ao Supremo Tribunal Federal ou ao Superior Tribunal de Justiça (art.. Nesse caso. Curso de direito processuaL do trabaLho. 198 Parte da doutrina admite o juízo de retratação no agravo de petição. que serão autuadas em apartado e remetidas à instância instituto: superior para apreciação. o primeiro juízo de admissibilidade artigo podera ser dispensada: será realizado pelo juízo a quo 198 . A petição de interposição é uma simples petição. quando o agravo de petição versar apenas sobre as contribuições sociais. 475-0 do CPC: § 2° A caução a que se refere o inciso III do caput deste Interposto o agravo de petição. o juízo poderá reexaminar os pres- supostos de admissibilidade do recurso. no prazo de 8 dias. não haverá nem mesmo a como porque deve delimitar as matérias e os valores discordantes. 244 245 ~---- . Contudo. Mantida (ou não revista) a decisão de admissibilidade.584/70. ÉLISSON MIESSA AGRAVO DE PETIÇÃO que. art.. de difícil ou incerta reparação. o juiz da execução determinará a extração de cópias das peças Esquematizamos o agravo de petição para melhor visualização do necessárias. bem A propósito. já analisado nesta obra. após contraminuta (CLT. quando não estiverem pre- ou decorrente de ato ilícito. ----~h•Jl" '--d_e_c_is_ã. so. nheiro na execução provisória. necessidade de caução. mento.. 518. o exequente demonstrar situ. processado. PROCEDIMENTO O agravo de petição é interposto no juízo prolator da decisão im.. o recurso será processado. no prazo de 8 dias (Lei. os autos serão enviados ao Ministério Público do Trabalho para emissão de pare- VT cer. LEITE. Carlos Henrique Bezerra. haja caução suficiente e idônea prestada pelo exe. tente para julgar o mérito do recurso (juízo ad quem).. se for o caso._""""" _ execução Ao chegar no tribunal. o recurso não será o valor do salário-mínimo.:o_n_a__. ridade e efetividade processual. 899 da CLT.w. da dispensa possa manifestamente resultar risco de grave No segundo caso (juízo positivo). as razões recursais devem ser fundamentadas. Na hipótese de agravo de petição por instrumento. nessas hipóteses. . 5. .. mando-se a parte contrária para apresentar suas contrarrazões de recur- Portanto. ed. dirigindo suas razões recursais ao órgão compe. no prazo de 5 dias (CPC. Ade- S. ( _ Sentença }~oo.

negar seguimento. parágrafo único) 199 • Por fim. SÚMULAS DO TST RELACIONADAS AO CAPÍTULO vo interno. Lei no 8. que será aquele "que se seguir ao gundo momento. 547 a 565 do CPC e o que dispuser Recebidos os autos. anunciado o julgamento do recurso.§2°). 112 do regimento interno).LISSON MIESSA Devolvidos os autos pelo Ministério Público do Trabalho. atenta-se para o fato de que o processamento do agravo de petição segue as diretrizes dos arts. ou não É importante observar que o julgamento observará dois juízos: o sendo o caso de envio. negar provimento ou dar provimento ao recurso. monocraticamente.iolência causa. ou seja. restituindo os autos à Devendo o agravo de petição delimitar justificadamente a matéria e os valores ob- sua secretaria. Em seguida. ~ Súmula n° 416 do TST. O voto será redigido pelo relator. dos demais em ordem decrescente de antigui- dade. 557 do CPC. na liquidação de sentença ou em pro::esso incidente na execução. primeiro se vota acerca da admissibilidade do recurso. depende de demonstração inequívoca de v. AGRAVO DE PETIÇÃO f. relator na ordem descendente de antiguidade" (CPC. Não sendo o caso de aplicar o art. o regimento interno do tribunal.432/1992. Dessa decisão. 200 Em alguns tribunais. dando-se ini- cialmente a palavra às partes ou aos seus procuradores. este proferirá seu voto. 199 Alguns tribunais regionais admitem a figura do relator apenas nas ações rescisórias. podendo. 247 246 . como ocorre no TRT da 15• Região (art. tença A admissibilidade do recurso de revista interposto de acórdão proferido em agravo Na sessão. Mandado de segurança. Execução. providenciará o relatório. caberá agra. 10. depois Art. o relator. Recurso de revista. juízo de admissibilidade e o juízo de mérito. em seguida. será dada a palavra às partes ou aos procuradores inscritos. passando-se a colher os votos dos demais integrantes do colegiado. como é o caso do TRT da 15• Região (art. será sorteado o relator. Sendo conhecido. § 1°. jeto de discordância. não fere direito líquido e certo o prosseguimento da execução quanto aos tópicos e valores não especificados no agravo. para fazer a leitura do relatório 200 • direta à Constituição Federal. art. Execução de sen- 551. Assim. 133 do regimento interno). 105. art. o relator poderá se valer do art. § 1°). ~ Súmula no 266 do TST. o regimento interno altera a ordem da sessão. que será designado outro redator para o acórdão. salvo se for vencido. os devolverá à secretaria e pedirá dia para julgamento (CPC. da CLT. art. ocasião em No recurso de competência do TST não haverá revisor. o presidente dará de petição. 897. se for o caso. apenas na ação rescisória de competência originária designa-se revisor (TST-RI. para que possam fazer a sustentação oral. passa-se ao se- Será designado ainda o revisor. Cabimento de analisar os autos. os autos serão enviados ao revisor que. Retornada a palavra ao relator. 551. Depois. sendo primeiro do revisor e. após examiná- -los. que é a análise do mérito do recurso. Nesse tribunal. in- a palavra ao relator para fazer a exposição dos fatos e circunstâncias da clusive os embargos de terceiro. 557 do CPC. Admissibilidade.

de modo que permitem a rediscussão ampla da matéria. Conforme já analisado nesta obra. embargos de declaração. Pode até ocorrer de o recurso de revista afastar a injustiça da decisão. INTRODUÇÃO O recurso de revista é um recurso de natureza extraordinária. atingirá indiretamente o direito subjetivo da parte. CAPÍTULO XI RECURSO DE REVISTA 1. impôs aos tribu- nais superiores o papel de definir a exata aplicação da norma jurídica. Tais recursos podem estar fundamentados no mero in- conformismo com a decisão judicial (injustiça da decisão). inclusive o reexame de provas. Podemos citar como exemplo de recursos de natureza extraordinária. mas esse não é seu foco principal. os recursos de revista e embargos para a SDI. agravo interno. no processo do trabalho. já que. citando-se como exemplo. reservando ao STJ e ao TST a última palavra na legislação federal. Por visar à exata aplicação do direito. os recursos: ordinário. os recursos de natureza extraordinária fundam-se na tutela do direito objetivo. os recursos podem ser classifica- dos em: ordinários e extraordinários. na seara trabalhista. Isso ocorre porque a Constituição Federal de 1988 exaltou o STF como guardião da norma constitucional. seja de fato. revisão e agravo de instrumento. tais recursos impedem a verificação fáti- ca. Por outro lado. Portanto. seja de direito. O que os diferencia é o direito que buscam tutelar. 249 . Noutras palavras. o recurso de revista não busca corrigir in- justiça na solução da lide. na análise do direito objetivo. tecnicamente. agravo de petição. ficando restritos à análise de direito (Súmula n° 126 do TST). Os recursos ordinários visam à tutela do direito subjetivo. mas verificar se a norma foi corretamen- te aplicada ao caso concreto. buscando sua exata aplicação.

É o que ocorre. o TST não irá analisar.PRAZO Conforme já analisado no tópico anterior. as contrarrazões (Lei n° 5. art. art. porém. havendo recurso de revista por violação do art. Desse modo. é necessário registrar que. Nesse caso. como ocorre com o recurso de revista. § 2°. levando-os ao TST para sua qualificação jurídica. o TST poderá qualificar esses faros. Busca a tutela do direito objetivo. jetivo pode ser tutelado. no recurso. Pretensão de simples reexame de mento na interpretação da Constituição Federal. porque o TST poderá fazer a qualificação jurídica dos tamente a norma federal. ou seja. de família. incontroversos ou se constarem do acórdão regional. aponte-se especificamente determinado vício. podendo ser de fundamentação troversos. se a parte pretende aduzi-los no recurso de revista e eles não são incon- vando em conta a sua fundamentação. além de buscar a exata aplicação na norma. COMPETÊNCIA terística dos recursos de natureza extraordinária. assim como uniformar o entendimento juris. o recurso de revista tem como objetivo aplicar corre.584/70. atingindo apenas reflexamente a prova dos autos. Veda-se. empregatício. portanto. Para simples reexame de prova Ademais. incumbe-lhe interpor os embargos de declaração para que to- livre ou vinculada. nesses recursos. Esses fatos. fatos. como se pode verificar pelas TST (CLT. 5°. sendo disciplinado no art. reconhecendo o vínculo nária e vinculada. o re. 896. o acórdão regional indica demonstração de divergência ou de violação literal de dispositivo de lei expre~samente que a trabalhadora laborava 3 vezes por semana em casa federal ou afronta direta e literal à Constituição Federal. lei federal e norma prova não enseja recurso especial.701/88. por exemplo. 6°). devendo ser interposto no prazo de 8 dias. o objetivo não cabe recurso extraordinário. a ausência de verificação fática está ligada à própria carac. dos os fatos importantes constem expressamente no acórdão regional. a tutela do direito objetivo pode provocar benefícios para o direito subjetivo. o que torna a doutrina A competência para julgar o recurso de revista é das Turmas do e a jurisprudência uníssonas sobre o tema. 2. ou seja. a). Nessa hipótese. ga- rantindo segurança jurídica aos jurisdicionados e efetividade na tutela Contudo. como consequência. mas apenas de modo indireto. É impugnada. Portanto. tendo o mesmo prazo para ficando restrito à análise de direito. por exemplo. por exemplo. incontroversos ou constarem no acórdão regional. mas nada obsta que invalide o depoimento de uma tes- que. que está vinculado à o que acontece ainda quando. Os recursos de fundamentação livre são aqueles que não se ligam Assim. natureza de recurso extraordinário. 829 da CLT e art. Isso ocorre. a lei exige que o recorrente indique algum vício específico na decisão 405. um recurso de natureza extraordi- 5. 4. Súmulas do STF e STJ transcritas a seguir: 251 250 . do CPC. 896 da CLT. exame de fatos e provas (Súmula n° 126 do TST). somente podem ser qualificados se forem prudencial. REEXAME DE FATOS E PROVAS 3. ser cônjuge da parte) forem pugnada. 1° da Lei no O recurso de revista é. do recurso de natureza extraordinária é dar uniformidade de entendi- Súmula n° 7 do STJ. se os fatos que de- necessidade apenas de que a parte não se conforme com a decisão im- monstram seu impedimento (por exemplo. o recurso de revista tem O recurso de revista observa a regra geral dos recursos trabalhistas. estadual (nesse caso quando ultrapassar o âmbito de um regional). Com efeito. Lei n° 7. art. Cabe destacar ainda que a doutrina também divide os recursos le. o direito sub- jurisdicional. no recurso ordinário. não reconhecendo que ela era empregada doméstica. havendo temunha por ser impedida de depor. a lei não exige depoimento. o TST qualificará Já os recursos de fundamentação vinculada são aqueles em que tais fatos com enfoque imediato na violação do art.859/72. RECURSO DE REVISTA ÉLISSON MIESSA Súmula n° 279 do STF. o conteúdo de Um a determinados defeitos ou vícios das decisões.

o acórdão não decorre de julgamento do recurso ordinário. 896. pelos julgado do RO é feito pelo TST. deverá ter origem na Vara do Trabalho. A regra. DECISÕES SUSCETÍVEIS DE RECURSO DE REVISTA berá recurso de revista de ação originária do TRT: é o caso do agravo de petição de ação de competência originária do TRT. incabível o recurso de revista. 896. 252 253 . caput.2. sucessivamente: a) o ato impugnável é recorrível. ele nada mais é do que o recurso ordinário na fase executiva. Desse modo. TRT Isso significa que. sendo. que significa que. A expressão "dissídios individuais". tem plena aplicação o recurso de revista. art. embora o julgamento seja de compe. porque. 896. da tência das Turmas do TST. no julgamento da ação rescisória. por exemplo. com as limitações im. 896 da CLT dispõe que cabe recurso de revista das decisões recurso ordinário de ação de competência originária do TRT. poderá recebê-lo ou denegá-lo (CLT. tendo aplicação somente nos dissídios individuais. pois. diferindo. Dissemos como regra. por exemplo. nas ações coletivas como. O cabimento do recurso de revista da decisão do agravo de petição se justifica. Ac6rdão proferido em grau de recurso ordinário o agravo é julgado pelo próprio tribunal regional. tratando-se de ação de competência originária do Recurso de (acórdão em RO) TRT. porque existe uma exceção em que ca- 5. Revista portanto. dissídio coletivo etc. bem como nos casos de execução fiscal sitos. da CLT. 5.1. § 1°). . há necessidade de se conjugarem dois requi- postas no art. § 2°. sença desse pressuposto. Assim. Ac6rdáo de competência originária do TRT Como visto. utilizada no art. nesse caso. por expressa disposição legal. art. constituindo erro grosseiro a Ordinário interposição de recurso de revista (OJ no 152 da SDI-1 do TST). Para que se verifique a pre- impugnar decisão firmada no agravo de petição. o recurso de revista pressupõe a existência de julga- mento anterior em recurso ordinário e agravo de petição. b) o recurso e controvérsia na fase de execução envolvendo a Certidão Negativa de interposto é adequado à modalidade de decisão que se busca impugnar. 5. fundamentada. cabe recurso de revista para interposição de um recurso é o cabimento. é que a demanda tenha se iniciado na Vara do Trabalho. em dissídio individual.3. É importante esclarecer que. O primeiro pressuposto recursal a ser analisado no momento da Ademais. a ação civil meiro juízo de admissibilidade (juízo a quo). portanto. § 10). na realidade. que vai proferir o pri. Por esse dispositivo. tem como intuito apenas diferenciá-los dos dissídios coletivos. percebe-se claramente que o recurso de revista 5. por decisão pública. 11). Acórdão proferido em agravo de instrumento somente caberá depois do julgamento do recurso ordinário. do O art. art. ÉLISSON MIESSA RECURSO DE REVISTA TST Débitos Trabalhistas (CLT. o processo tribunais regionais do trabalho. 896. cabível o recurso de revista para impugnar acórdãos proferi- dos em grau de recurso ordinário ou agravo de petição. Em todos os demais casos. É o que acontece. Dessas decisões Recurso cabe recurso ordinário (CLT. já que. de modo que. a interposição desse recurso será perante o CLT. o presidente do Tribunal Regional do Trabalho. em que o proferidas em grau de recurso ordinário. o recurso de revista não tem incidência nos dissídios Vara do Trabalho (sentença) coletivos que são de competência originária dos TRTs. 895.

Tal decisão tem natureza de modo que a decisão a ser impugnada nessa hipótese será o acórdão do deCisão interlocutória. Rio de Janeiro: Elsevier. já entraria no julgamento 202 SILVA. Homero Batista Mateus da Silva: mada. devendo ser refor. imediatamente. o que não inclui o agravo de instrumento. A pro- sais. o acórdão proferido pelo Tribunal Regional do Traba- mento e. faz-se necessário analisar o segundo requisito. de ju~zo a quo. destinado tão somente a destrancar o recurso não Agora. curso de Revista para Turma do Tribunal Superior do Trabalho das de- sendo. ao julgar o julgado pelo TST. Passamos assim a ponderar se a decisão prolatada um acórdão com natureza de decisão interlocutória. ou não lhe dar provimento (mérito). o art. como se dá com o agravo questões incidentes do processo. No mesmo caminho. portanto. mas não feridas em agravo de instrumento. o tribunal regional adentrará no julgamento do recurso ordinário. No tribunal (juízo ad quem). pois. processo do trabalho. assim como aquelas pro- natureza interlocutória. 893. não se trata de verdadeira ampliação. é no sentido de verificar se o ato im- nhecimento ou não provimento do agravo de instrumento pelo TRT é pugnável é recorrível. de petição. cabe frisar que. o fez expressamente. em dissídio individual. Ele pressupõe. que é recorrível por meio de recurso de revista "na hipótese Exemplificamos: A empresa X interpõe recurso ordinário alegando de ofensa direta e literal de norma da Constituição Federal" (CLT. desse provimento ao agravo de instrumento. No entanto. cisões proferidas em grau de recurso ordinário. recurso ordinário). uma decisão do to. No mesmo sentido. art. proferindo aqui um acórdão com natureza de do trabalho. 2010. o qual declina que as decisões O agravo de instrumento é uma modalidade recursal restrita no interlocutórias são irrecorríveis. quando o legislador quis ampliar 201 o cabimento dãos têm natureza de decisão interlocutória. 896 da CLT declina que "cabeRe- recurso ordinário destrancado. ou seja. Desta forma. porque é intempestivo. se ele preenche os pressu. se o desembargador 201 Como visto. porque não preenche os pressupostos recur- recurso ordinário. o desembargador não em grau de recurso ordinário em dissídio individual. ambos os acór- pósito. que não processa o recurso. art. 896). Desse modo. p. 264. Aqui. Nesse caso. vez que o agravo de petição nada mais é do que o recurso ordinário na fase executiva. recorrível. 896. Curso de direito do trabalho aplicado: justiça do recurso ordinário. Homero Batista Mateus da. adentra no julgamento do lho em grau de recurso é recorrível por meio do recurso de revista a ser recurso trancado (por exemplo. o acórdão tem natureza de sentença. razão pela qual há no agravo de instrumento é recorrível. na realidade. impugnável por meio de recurso de revista. sendo provido. que a sentença violou norma infraconstitucional. Em caso positivo. A empresa interpõe agravo de instrumento para destrancar o recurso de revista unicamente a atacar decisões proferidas recurso ordinário. :í RECURSO DE REVISTA ÉL!SSON MIESSA Com efeito. o ato que se busca impugnar na hipótese de não co- A primeira análise. to. somente é cabível o recurso de revista das decisões proferidas no o agrav~ de instrumento. de se invocar o art. registra-se: em caso de provimento do agravo de instrumen- processado no juízo a quo. todas as decisões oriundas de dissídio cole- conhece do agravo. pelos Tribunais Regionais do Trabalho" (CLT. cabe a este analisar. 255 254 . da CLT. pode acontecer de o tribunal ad quem não conhecer vras. § 1°. porque apenas decidem do recurso de revista. sendo. proferindo acórdão com tivo ficam fora de seu alcance. 8. recurso interposto é adequado para impugná-lo. Pode acontecer de conhecer 0 agravo. portanto. proferindo também acór- dão com natureza de decisão interlocutória. Agora. portan- agravo de instrumento para que o juízo ad quem possa analisar o recur. se o postos recursais. § 2°). Noutras pala- Por outro lado. passa a verificar o mérito do agravo de instru. Contudo. sentença. por opção legislativa. um acórdão com natureza de sentença suscetível de recurso de revista. quando o agravo de instrumento chega ao tribunal não conhecimento ou não provimento do agravo de instrumento é regional. inicialmente. (grifas no original) 202 lhe dar provimento. porque o recurso ordinário realmente estava au- sente de recolhimento do depósito recursal. so principal. que. permite o recurso de recurso ordinário e não a decisão agravo de instrumento. para aqueles que entendem que o acórdão regional de No entanto. O juízo a quo não processa o recurso por ausência de depósito A principal novidade deste caput reside na delimitação do recursal. v.

ed. Curso de direito processual do trabalho. caberá o recurso de revista. se não admitida a im- Súmula D 218 do TST. o relator poderá. é possível concluir que. 'a'. no tópico anterior. São Paulo: Método. com base nos princípios da economia e celeridade· termo no ofício de julgar a causa. não Assim. proferido em agravo de instrumento em seguida. via recurso de revista. Rio p. São CLT e 557 do CPC. como anunciamos será analisado pelo órgão colegiado do tribunal competente. para manter a substância do tribunal (órgão colegiado) e a cabe recurso de revista. Portanto. nos termos do arts. São Paulo: LTr. João (org. a decisão monocrática do relator está sujeita das decisões interlocutórias. Portanto. 643. Acórdão proferido em agravo interno e agravo regimental Tribunal Superior do Trabalho (Súmula n° 214. sendo incabível o recurso de revista. dade imediata das decisões interlocutórias. ALVES NETO. 256 257 . o legislador passou a atribuir poderes ao relator para julgar outro lado. Acórdão com natureza de decisão interlocutória 5. a Súmula 218 do TST abaixo transcrita: Essa exceção se justifica porque nesses casos. em uma única hipótese o TST admite o recurso de re. quando este põe No entanto. "a". Assim. Carlos Henri'õue Bezerra. "mantendo-se com o órgão colegiado a competên- ordinário ou agravo de petição. p. Em sentido contrário. In: ROCHA. 6. Recursos no processo do trabalho. Súmulas do TST comenta. Trata-se. minhado ao Tribunal Superior do Trabalho. ÉLISSON MIESSA RECURSO DE REVISTA No mesmo sentido. o qual acontece com a decisão do agravo de instrumento. § 1°. da CLT). na hipótese de o acórdão ter natureza interlocutória.4.5. ed. cia para decidir" 205 • Agota. 5. da CLT. sendo posteriormente enca- É incabível recurso de revista interposto de acórdão re. Rio de Janeiro: Elsevier. da LEITE. 203 BEBBER. quando resolve questão incidente. § 3°. descrito no art. Decisão monocrática É sabido que o acórdão pode ter dupla natureza: de sentença e de decisão interlocutória. 896. regimental. de Janeiro: Forense. 2. 271. Daniel Amorim Assumpção. seja porque o recurso interposto não é adequado. agravo de petição e o agravo de instrumento. considerando que os atos É da índole do tribunal a natureza colegiada da decisão. de mera delegação Tendo natureza de sentença e decorrendo de julgamento de recurso de poder ao relator. o processo retornada ao juízo de primeiro grau e. para encurtar esse caminho e Do exposto. 204 Vide mais comentários no tópico em que analisamos o princípio da irrecorribili- das. 781. 8 94. admitindo em casos excepcionais o recurso de revista da decisão do agravo de instrumento: Leonardo Borges. por gional prolatado em agravo de instrumento. vista de decisão interlocutória: da decisão do Tribunal Regional do Trabalho contrária à Súmula ou à Orientação Jurisprudencial do 5. como se observa. nos arts. não os conhecer ou os julgar isoladamente. terá natureza de decisão monocraticamente os recursos. 2008. interlocutória 203 • 894. é imediato 204 • incabível o recurso de revista de acórdão proferido no TRT em julga- mento do agravo de instrumento. da CLT e 557 do CPC. Manual de direito processuel! civil. Ao chegar ao tribunal o recurso ordinário. monocraticamente. É o que ao agravo. ele tem natureza de sentença. § 3°. p. 2.). porém. decisórios do tribunal se consubstanciam no acórdão. do TST). por exemplo. apenas nesse caso será cabível recurso de revista para im- pugnar decisão interlocutória. seja ela de natureza interlocutória ou de sentença. 20 11. Acórdão 0 pugnação imediata. ante o princípio da irrecorribilidade imediata competência do colegiado. por processual. Júlio César. 201 O. Andréa Pressas.6. 205 NEVES. ed. estar a decisão em confronto com súmula ou orientação jurisprudencial do TST (art. seja porque o ato impugnável tutelar de forma mais eficaz o jurisdicionado. Noutras palavras. 59. Paulo: LTr. 2009. da decisão monocrática cabe agravo interno ou agravo Contudo. 893. Recurso de revista. admite-se o recurso de não é recorrível. voltaria ao tribunal regional. p.

Acordo Coletivo. agravo de petição. Em suma. por exemplo. razão pela qual. se a decisão do relator é uma mera decisão interlocutória decisão do tribunal agravar sua condenação. Ac6rdáo proferido em reexame necessário Supremo Tribunal Federal. Convenção Co- curso ordinário pelo ente público. cumpre consignar que. determina o retorno dos autos à orig-:m. 896 da CLT estabelece que cabe recurso de revista das de- petência originária do tribunal. em dissídio individual. 206 BEBBER. faltando-lhe interesse para interpor recur- messa necessária) que foi interceptado" 206 . optando por não interpor o letiva de Trabalho. A decisão do agravo nada mais faz do que ressurgir "o recurso (or. embora possa ser impugnada por meio do agravo. cabe recurso de revista da decisão proferida no agra. Recursos no processo do trabalho. na segunda instân- agravo interno (ou agravo regimental}: cia. entretanto. além de ter ocorrido a preclusão temporal. do TST. seguindo a mes. se a interceptação foi do recurso ordinário e do Ressalta-se. so posterior. ressalvada a hipótese de ter sido agravada. salvo na hipótese da Súmula n° 214. será "incabível recurso de revista de ente público territorial que exceda a jurisdição do Tribunal Regional prola- que não interpôs recurso ordinário voluntário da decisão de primeira tor da decisão recorrida. Agora. é o mesmo recurso (ou re. a) derem ao mesmo dispositivo de lei federal interpretação diversa da. se for decorrente de agravo de instrumento ou remessa ne- cessária207. ou contrariarem súmula de jurisprudência uniforme dessa Corte ou súmula vinculante do 5. O art. Isso ocorre porque a interposição do recurso de revista pelo ente dinário. se conformou com a decisão. ed. Vale dizer: o recurso do agravo interno por parte da Fazenda Pública. quando indefere a petição inicial ou defere a tutela antecipa. na forma da alínea a. no reexame necessário. que. Portanto. caberá o recurso de revista para afastar a ampliação da condenação. 6. da que lhe houver dado outro Tribunal Regional do Trabalho. pois. será realizado o reexame regulamento empresarial de observância obrigatória em área necessário. caberá o instância. conquanto a decisão monocrática do cisões proferidas em grau de recurso ordinário. "a". ou a Seção de Dissídios Individuais não se submetem ao recurso de revista. o ente público (ou o agravo regimental). não se submeterá ao recurso de revista. não cabe recurso de revista. afronta direta e literal à Constituição Federal. c) proferidas com violação literal de disposição de lei federal ou p. inclusive a exceção existente. relator possa ser impugnada por meio do agravo regimental como. 207 Vide maiores comentários sobre a remessa necessária. 322. Porém. tratando-se de processo de com. intrinsecamente. 2014. por pelos Tribunais Regionais do Trabalho. ma sistemática de que as decisões de competência originária do TRT no seu Pleno ou Turma. São Paulo: LTr. O reexame necessário não impede a interposição voluntária do re- b) derem ao mesmo dispositivo de lei estadual. do Tribunal Superior do Trabalho. Nesse caso. HIPÓTESES DE CABIMENTO Por fim. Júlio César. quando: exemplo. no próximo tópico.7. que. conforme anunciamos no tópico anterior. não se admi- agravo de petição. STJ). não interpondo este. a condenação impostà' (OJ 334 da SDI-I do TST). da decisão do ag~avo não caberá recurso de revista. 4. sentença normativa ou recurso ou caso interposto não seja conhecido. o recurso de revista será cabível quando demonstrada: 259 258 . agravo de instrumento ou a remessa necessária) público pressupõe a existência anterior de recurso ordinário voluntário que foi interceptado pelo relator. ÉLISSON MIESSA RECURSO DE REVISTA Dessa decisão. exceto quando a Ademais. não é cabível o recurso de revista quando há reexame necessário sem recurso voluntário do ente público. Disso resulta que. interpretação divergente. indevidamente. te que a situação da Fazenda Pública seja agravada (Súmula n° 45 do vo interno ou agravo regimental. caso isso ocorra.

perior do Trabalho. ou seja. 5. Comentários ao Código de Processo Civil. o recurso de revista somente curso seja cabível (CLT. embora o TST e os TRTs adotem esse dispositivo violado. como Do mesmo modo. na hipótese de violação dispositivo de lei ou da Constituição tido como violado para que o re- da lei federal ou da Constituição Federal. definindo a melhor interpretação da norma: a do to interno) tem competência para verificar o recurso de revista apenas acórdão recorrido ou a realizada no acórdão-paradigma ou ainda outra da órbita do juízo de admissibilidade e não do juízo de mérito. 260 261 . produzindo efeitos As alíneas "a" e "b" do referido dispositivo dizem respeito ao cabi- mento do recurso de revista por divergência jurisprudencial. ultrapassado o juízo de admissibilidade. decisão ausente de mérito. Desse interpretação que entender mais adequada para o caso. res. bem como na competência para gência é considerada um pressuposto específico do recurso de revista. ed. ela deve ser analisa. a turma do TST somente passará a analisar o É por isso que o C. Nesse ponto é necessário destacar que o recurso. proferindo. deve indicar 0 É interessante observar que. a efetiva existência de violação de tais normas será 2) a violação literal de disposição de lei federal ou afronta direta e literal à Constituição Federal. afastando-se a pos- Não se exige. julgar a ação rescisória. "ferir". na sua visão. a divergência jurisprudencial está no âmbito do juízo de com juízo de mérito. da sob dois enfoques: juízo de admissibilidade e juízo de mérito. 896. riar". diretos na competência do juízo a quo. notória e atual ju- 208 São requisitos alcernativos. de modo que. o C. o Essa confusão leva-nos ao absurdo de que. pois. Tal diver. a seguir transcrita: Verificada a indicação do dispositivo violado. etc (OJ n° 257 da SDI-1 do TST). ÉLISSON MIESSA RECURSO DE REVISTA I) a divergência jurisprudencial. a turma adentrará o presidente ou vice-presidente do tribunal (a depender do regimen- no mérito do recurso. ou seja. basta que o recorrente invoque. confundindo juízo de admissibilidade remos dizer. "violar". não tem adotado essa tese. ou 208 verificar se a decisão impugnada está violando ou não o dispositivo indicado.Acórdão rescindendo do Tribunal Superior do Tra- gundo momento que é o juízo de mérito. Que. de revista por ausência de violação legal ou constitucional. mas na decisão impugnada basta a tese jurídica a mecanismo. que a parte deva utilizar as expressões "contra- sibilidade do conhecimento e não provimento desse recurso. § 1°-A. paradoxalmente. 192. 209 MOREIRA. 15. p. quando o recurso de revista chega ao TST. é proposital. TST. poderá ser conhecido e provido ou não conhecido. oportunidade em que se irá balho que não conhece de recurso de embargos ou de revista. analisada no mérito do recurso de revista. Individuais (Súmula n° 333). II e Súmula n° 221 do TST). José Carlos Barbosa. vol. assim a competência do TST ao adentrar no mérito do recurso. analisando argüição de violação de dispositivo de lei material ou decidindo em consonância com súmula de direito material ou com iterativa. 11. TST reconhece seu equívoco na Súmula (O] no 118 da SDI-I do TST). risprudência de direito material da Seção de Dissídios curso. no tribunal de origem. art. confundidos os conceitos. li . turmas não o conhecem porque não demonstrada a categórica violação No juízo de admissibilidade. da lei. 589. a fim de sepultar o recurso de revista no juízo de admissibi- respeito do tema. expressamente. examina o mérito da causa. Essa diferenciação não é meramente acadêmica. embora nada impeça que estejam em conjunto no re. nesse caso. Tal confusão. passa-se para o se. porém. a análise deve ser feita de forma hi. as ocorre em qualquer outro recurso. n°. Assim. obrigatoriamente. por vezes. admissibilidade. potética209. cabendo ação rescisória da competência do Tribunal Su- Rio de Janeiro: Forense. violação literal de disposição de lei fede. assim como os demais tribunais superio- mérito do recurso se demonstrada a divergência jurisprudencial. deixa de dar seguimento ao recurso No que tange à alínea "c". modo. sendo desnecessária a referência ao dispositivo legal lidade. usurpando ral ou afronta direta e literal à Constituição Federal. 2010.

é importante fazer duas observações. embora não tendo conhecido do re- curso extraordinário. 374-375. 635. não se aplicando o jus postulandi. na realidade. do recurso de revista e nos embargos para a SOL Nessa modalidade de cessual civil: lvfeios de impugnação às decisões judiciais e processo nos tribunais. mas com facilidade percebe-se o que b) pressupostos extrínsecos: tempestividade. como regra. de maneira que a dou- rescisória. custas há de contraditório na proposição: se a Corte apreciou processuais. como se espera. Já no caso dos embargos para a SOl. iremos analisar mais de- decisão de mérito aquela que indica a ausência de violação à lei ou que tidamente esses dois pressupostos no próximo tópico. embora para o TST.diga o que disser . que no deveria ser julgado. O C. José Carlos Barbosa. orientação correta 210 • Nesse ponto. Rio de Janeiro: Forense. a federal question. PRESSUPOSTOS ESPECÍFICOS DE ADMISSIBILIDADE 249. fica evidente que . não utiliza essa subdivisão no julgamento 211 DIDIER Jr. Comentários ao código de processo civil. a análise da efetiva existência de violação da lei federal em extrínsecos e intrínsecos. no entanto. tendo em vista que. TST reconheceu que é também será verificada a partir desse enfoque. a capacidade postulatória no recurso de revista é restrita ao tendo conhecido' leia-se 'não tendo provido'. a) pressupostos intrínsecos: cabimento. CUNHA. se o STF examinou a questão discutida. quando. A conclusão é exata. de acordo com o TST. caso do recurso de revista são: a) o prequestionamento.. ÉLISSON MIESSA RECURSO DE REVISTA Pela referida súmula. p. na pressupostos. inclui também os pressupostos específicos. não sendo correta a menção ao não. analisando a aludida sú. 2010. Na mesma linha. 210 MOREIRA. 5. jurisprudencial. recurso. 2010. 15. ou havendo negado provimento ao trina majoritária os divide em: agravo. competência da ação rescisória ao Tribunal Superior do Trabalho. ainda não regulamentada. a qual estabelece: Conforme já verificamos. Nos termos da Súmula 425 Esse enunciado tem um erro técnico: onde se lê 'não do TST.conheceu do recurso! Superado estará o problema. b) a divergência De qualquer modo. Curso de direito pro. se o Desse modo. o que ocorre na hipótese da referida súmula é dinária. a transcendência. na análise dos pressupostos recursais dos recursos de natureza extraor- Assim. Fredie Didier Jr. no recurso de revista. considerando que a divergência jurispruden. Além disso. o recurso de revista deve preencher todos os referidos Supremo Tribunal Federal perseverar. Quando se trata de recurso de nature- ou da Constituição Federal está dentro do juízo de mérito. cial é um pressuposto específico (intrínseco) do recurso de revista e que. Como já analisado. representação. p. os embargos para a SOl o não provimento do recurso de revista e dos embargos. depósito recursal e regularidade formal. a violação federal ou da Constituição Federal. tiver apreciado a questão federal controvertida. exige-se. a doutrina subdivide os pressupostos recursais Em resumo. e b) a divergência jurisprudencial. interesse e O ilustre doutrinador Barbosa Moreira. enquanto os pressupostos extrínsecos 262 263 . v. Fredie. e como tal za extraordinária. além dos pressupostos específicos. 8. Leonardo José Carneiro da. ed. o Supremo Tribunal Federal na Súmula n° 7. 3. exame de mérito. c) a violação de lei federal ou da Constituição Federal. No mesmo sentido. percebe-se que o C. v. TST. os pres- supostos específicos são: a) o prequestionamento. está em consonância com súmula ou orientação do TST. os quais incluem o recurso de revista. dos de pressupostos intrínsecos. o que atrai a e o recurso extraordinário para o STF. A segunda observação refere-se à nomenclatura utilizada pelo TST -conhecimento211. legitimidade. ed. dispõe: recorrer. inexistência de fatos impeditivos ou extintivos do direito de mula.: A primeira diz respeito à representação. os recursos devem preencher os pressu- É competente o Supremo Tribunal Federal para a ação postos recursais para que possam ser conhecidos. os pressupostos específicos são chama- Bahia: JusPODIVM. houve advogado.

291. depósito recursal. 328. 1. seguinte forma: No entanto. sobre os embargos para SDI I. antigamente. acompanhando as direito de recorrer. termos das alíneas "a'' e "b" do art.506/ 11). Conceito 214 Para o doutrinador Bebber "não se trata do mesmo artigo de lei. ou a Seção de Dissídios Individuais do Tribunal Su- 7. Recursos no processo do trabalho. Nesse caso. É importante destacar que. aviso-prévio proporcional é aplicável ao empregador. 216 Súmula n° 296 do TST. ou para se interpor embargos de divergência com fundamento 2) identidade ou semelhança fática 215 . 289.A divergência jurisprudencial ensejadora da admissibilidade. tempestividade. 896. nal a interpreta de uma forma diversa. nos dencial.. Ela é importante.ssa observação não é meramente doutrinária. p. 212 BEBBER. (. 541 do CPC.015/14. da CLT 1) pressupostos genéricos (extrínsecos): cabimento. ) 264 265 .1. ' os fatos que as ensejaram. representação. BEBBER teses diversas na interpretação de um mesmo dispositivo legal. Divergência jurisprudencial. São Paulo: LTr. 2. Por sua vez. Júlio César. ou seja. não ten- extnnsecos para o C. ção. Cabimento 2) Pressupos~os específicos (intrínsecos): divergência jurispru. 1. interesse em recorrer e inexistência de fatos impediti. o art. 7. recursos. do prosseguimen- 213 Para o dourrinador Júlio César Bebber. ed. interesse. o TST exigia a identidade Em resumo. inexistência de fatos impeditivos ou extintivos do tidade ou semelhança entre os fatos confrontados. no seu Pleno ou 7. 4. diversas". cada tribunal interpreta também é um pressuposto extrínseco do recurso de revista2I3. cessuais. p. do TST 216 ). passou a permitir expressamente que a divergência pressuponha iden- de. custas pro. Recurso. no recurso de revista os pressupostos recursais serão da fática para demonstração da divergência (Súmula n° 296. o dispositivo de modo diverso. quando analisado um dispositivo legal.2. 2. art. São Paulo: LTr. com o advento da Lei 13. especialmente quando o recurso de revista não é conhecido e se busca Impõem-se. o TST entende que a fundamentação embasado em fatos idênticos ou semelhantes. Recursos no processo do trabalho. diretrizes do art. Especificidade. • os Tribunais Regionais do Trabalho derem ao mesmo dispo- sitivo de lei federal interpretação diversa da que lhe houver dado outro Tribunal Regional do Trabalho. Aliás. ed. a violação de lei federal ou da Constituição Federal. legitimidade. TST no julgamento do recurso de revista e nos do incidência para o empregador. que pode estar contida em leis diferentes e com redação cisões conflitantes. Exemplo: suponhamos que um determinado TRT entenda que o to. dois requisitos cumulativos: a interposição de embargos de declaração. revelando a existência de em matéria de direito são pressupostos especiais do recurso de revista. na Súmula n° 353 do TST. 2009. § 8°. regularidade formal e fundamenta- . portanto. legitimida. percebe-se que. I. as razões fundamentadas exclusivamente to e do conhecimento do recurso há de ser específica. Júlio César. mas da mesma re- Divergência jurisprudencial é entendida como a existência de de. o qual é cabível apenas no caso de manifesto equívoco na análise dos pressupostos extrínsecos dos I) identidade do dispositivo interpretado 214 . Isso quer dizer que os pressupostos intrínsecos genéricos (cabimen. 896. 2009. Divergência jurisprudencial Turma.1. 2014. § 8°. cada tribu- E. p. 896 da CLT. ÉLISSON MIESSA RECURSO DE REVISTA 212 são todos os demais . mesmos fatos e aplicando a mesma lei (Lei n° 12. Recursos no processo do trabalho. BEBBER. A divergência jurisprudencial a legitimar o recurso de revista. ed. 215 CLT. gulamentação normativa. I. São Paulo: LTr.. outro vos ?u extintivos do direito de recorrer) são considerados pressupostos tribunal entende que ele é aplicável apenas ao empregado. ocorre quando: prequestionamento e transcendência. embora idênticos Júlio César.

São Paulo: I. que. Ocorre. E o que acontece. quando a própria ler determma que seu conteúdo seja p~eenchido pela portaria. abstrata. Entende-se por lei federal a Constituição Federal. serão especificadas por meio de portaria ministe- Paulo: LTr. 7o XXII d CF/88 exceda ao âmbito de um regional 219 • Pensamos. 896 da CLT. p. que. de modo que uma norma estadual. desde que a norma extrapole o mterpretação divergente. São ~o a:. é sabido que as porta. ed. acontece porque. Curso de direito processual do tmbalho. parte da doutrina acredita que o a~ normas d~ segurança e medicina do trabalho. Curso de dh·eito do trabalho. na forma da alínea "a". A propósito. p. no regulamento de empresa de algum 2) na alínea "a". São Paulo: com as at1v1dades ou operações consideradas perigosas. 155. nal. o tipo jurídico inserido na respectiva portaria ga- 219 Nesse sentido. medida provisória. 2011. recurso de revista será cabível desde que a divergência jurisprudencial nas exercem Importante papel de efetivação do art. dos empregados públicos. que disciplina relações jurídicas to. porém.st~tuto de fonte normativa. ÉLISSON MIESSA RECURSO DE REVISTA perior do Trabalho. ed. "d d ' . acordo deral. Carlos Henrique Bezerra. MILHOMEM. nos termos LTr. Portanto. ARRUDA. tuc~onal. Desse modo. por exemplo.a o qu rmpoe . sentença norma- ?ur1sdiçao do tribunal regional prolator da decisão recorrida tiva e regulamento de empresa. ' âmbito de um regional. acordo coletivo. alínea "b" do art. higiene e segurançà'. enten- e ler delegada. Kátia Magalhães. Júlio César. 332. generalidade e impessoalidade. sentença normativa e regulamento de empre- d~ norma e nao v10lação de dispositivo legal. sentença normativa ou regulamento empresarial 3) na alínea "b". 193 . lvlau·icio Godinho. existem dois tribunais regionais (TRT 2 e TRT 15). gerais e • ~s Tribun~ls Regionais do Trabalho derem ao mesmo disposi. ou contrariarem súmula de jurispru.da CLT. convenção coletiva. ao menos quanto às portarias do Executivo. 2014. no entanto. convenção coletiva de trabalho. a possibilidade de a lei municipal ter abrangência superior ao âmbito n~rmas de. Recursos no processo do trabalho. ~Analisando esse dispositivo. p. O . 218 LEITE. mormente quanto lamento de empresa. 'de Executivo no conceito de lei federal (OJ no 25 da SDI-II do TST). regendo adfoturum 217 dência uniforme dessa Corte ou súmula vinculante do Su. Em tars casos. é necessário fazer as seguintes obser- Isso ocorre porque pode acontecer de uma empresa estar sediada vaçoes: em mais de um regional. convenção I) nas duas alíne~s. nhará o estatuto de regra geral.:fr. faltando-lhe abstração. situações fático-jurídicas. esta al- cança o e. admite-se o cabimento do recurso de revista com base na . 2012. coletivo. com qualidade de lei em sentido material. a divergência ocorre na interpretação de norma ?e ?b~e~ância ?brigatória em área territorial que exceda a estadual.t. por exemplo. 266 267 . ahnea "c". emenda consti. pensamos que deverão ser incluídas no conceito de lei fe- tivo ~e le1 estadual. por meio de . lei complementar. 9. ~que se busca é a divergência na interpretação coletiva. entende-se que ela é equiparável ao regu- . lei ordinária. abstratas. 217 DELGADO. banco nacional que pode ser interpretado de modo diferente pelos di- deral. ela não constitui fonte formal de direi- No que se refere à lei municipal. no direito do trabalho. acordo coletivo. que não existe al" . Rubem apud BEB- BER. saude.entendimento predominante não inclui as portarias do Poder nesse estado.a re ução os riscos inerentes ao trabalho. impessoal. Isso modo que podem interpretar a norma de forma divergente. 4." premo Tribunal Federal. para manter a interpretação nacional. 10. 218 demos que somente tem cabimento no estado de São Paulo • É que. em princípio. Assim. versos tribunais regionais do País. É só pensarmos. que é previsto na sa sejam interpretados de forma divergente pelos tribunais regionais. 844. a divergência deve ser na interpretação de lei fe. ed. decreto-lei Quanto à divergência na interpretação de norma estadual..

896. "b". um a nor~a municipal de uma forma. nhecimento indevido do recurso de revista por divergên- tendiment? na~ional de norma de âmbito nacional. p . estadual. Fábio mesmo TRT (OJ n° 111 da SDI-I do TST). 126 . da CLT que. p. ] Paulo: Atlas. 201 O. é do Trabalho. se a apreciação tivesse cabível o recurso de revista. SILVA. que julgará com ba~e na Portanto. desde que a própria Esse posicionamento se justifica pela interpretação literal do art norma ultrapasse o âmbito de um regional. a OJ n° 147 da SDI-I do TST: (~ampi.a Sltuaçao JUndica que ela quis abranger e quais os valores que e~a qu1s proteger·. pelo regime celetista. [ . 268 269 I__ . norma coletiva ou norma regulamentar.. como a convenção coletiva. mos do inciso "b". o intérprete da norma "vai verificar. José Antônio Ribeiro de Oliveira. normas municipais e estaduais (inclusive normas coletiva). pelo menos. Sérgio Pinto.Interpretar · tória em área territorial que exceda ao âmbito de. podemos concluir que é pos. ÉLISSON MIESSA RECURSO DE REVISTA de um tribu~al. TST a unificação de mumcipal.nas) . letiva interpretação diversa da que tivesse dado outro Tribunal Regional do-s~ que o juízo competente é o do local da prestação dos serviços. o cabimento da revista por divergência de interpretação de lei criou uma regra excepcional na alínea "b". Diante disso. Amanda. bastando que todas as normas indicadas nessa alínea Sivelmterpretaçoes divergentes de lei municipal. desse letivo. a sentença normativa e o regulamento de empresa. já que é limitada ao âmbito municipal. havendo recurso ordinário ' pode o TRT da 1oa Re giao ·. em tese. Nesse caso. se a parte não comprovar que a lei estadual. nao sera cabivel o recurso de revista.É inadmissível o recurso de revista fundado tão so- outras fontes "normativas". porque o inciso "b" tem como foco a norma e não a é sua função. não precisaría- ~Iver~ente entre_ trib~nais. São tor da decisão recorrida. para prestar serviços em Brasília. a in~ sua interpretação deve ser restritiva. cargo de unificar o entendimento dessas normas. o legislador modo. Comentários à CLT.I do TST. porém. é preciso ficar claro: somente tem cabimento o recurso de CLT. no escritório revista quando a decisão desse ao mesmo dispositivo de convenção co- de representação do município naquela localidade. essa cia jurisprudencial norma sera a lei federal.açao te eo ogJca Entender de forma diversa será conferir ao C. se a norma for de observância obriga- tese. afastando a dissidência entre os tribunais regionais. pois impõe na alínea "b" possivel. Magistratura do trabalho: formação humanística e tem a função de unificar a jurisprudência nacional em sede de matéria temas fUndamentais do direito. mas nem por isso será fossem incluídas na alínea "a''. da norma Exemp~ificamo~: Carlos é contratado pelo município de Franca/ coletiva. 1 1' . Isso ocorre porque o TST Natah. 1006. por exemplo. São Paulo·· LTr. Veda-se. qual . 17. é a própria norma que deve ter abran. podendo aplicar ainda norma municipal (de Franca). 0 acordo co. coletiva ou regulamento de empresa. não contempla a lei municipal. Orientação Jurisprudencial no 147 da SDI. 2013. TST tem a incumbência de unificar 0 en. t . Queremos dizer. ou_ sep. revista no caso da alínea "b". Noutras palavras. 221 nos 1eva ao mesmo sentido. BARBOSA. Nessa hipó. Não foi essa. bastaria que na alínea "a'' o legislador admitisse o recurso de SP. Ademais. a norma coletiva ou o regu- lamento da empresa extrapolam o âmbito do TRT prola- 220 No mesmo sentido. se a análise fosse sob o ângulo da possibilidade interpretação. Co- Segundo. 221 No proces_so teleológi::o. como 0 direito do trabalho possui I . Desse modo. Ademais. enquanto 0 TRT da 15a Região tribunal regional. mente em divergência jurisprudencial.. Lei estadual. como foco a possível interpretação divergente. também o escopo. de a norma ser interpretada de forma divergente por outro regional e g~ncia que exceda ao âmbito de um tribunal e não a mera interpretação não levando em conta a própria abrangência da norma. a finalidade da Portanto. Sendo regra excepcional. porque o C.o faz de outra forma em outros julgamentos. conferindo ao TST o en- municipaf22°. (gn'fios no ongma · · I) trabalhista. que Carlos ajuíze reclamação trabalhista em face do que a norma ultrapasse o âmbito de um regional.. saben. a redação. seja para a norma erpr~t. COSTA. além do texto de sua 4) a divergência deve ser entre tribunais regionais diferentes. comparaçao ~o âmago ~o sis~en:a ~ormativo. município na Vara do Trabalho de Brasília. Como regra. ed. MARTINS. Contudo. o que não Primeiro. Nesse sentido. não serve a divergência existente entre turmas de um norma.

a por meio do incidente de uniformização e não pelo recurso de revista competência funcional para a análise de determinadas questões de di- (CLT. reito. ao arrazoar o recurso ou Atenta-se para o fato de que a decisão de Turma do TST não legiti. um recurso. das razões recursais. ou pelo menos do Ministério Público que funciona perante o tribunal. será ouvido o chefe 5) sentença normativa. da que lhe haja dado outra turma. Recurso de Revista ou de ciamento prévio do tribunal acerca da interpretação do Embargos fundamentado em Orientação Jurisprudencial direito quando: doTST I. Parágrafo único. como o próprio nome já indica. 896. a seu respeiro. o qual dispõe: mo caso (contrariedade de OJ). II . todos os juízes cópia do acórdão. será ob- jeto de súmula e constituirá precedente na uniformização O incidente de uniformização consiste em mecanismo de dissemi. dará a quando interpretação a ser observada. tem natureza jurídica de incidente processual. conste o seu número ou conteúdo. Reconhecida a divergência. assim como as súmulas do TST. câmara. 4) acordo coletivo. § 3°). âmbito de Parágrafo único. Busca exaltar o papel dos precedentes. O incidente de uniformização vem disciplinado no Código de Pro- sões da SDI (I ou II). em petição avulsa. ça do art. Art. Curso de direito proces- sual civil: Meios de impugnação às decisões judidail e p1·ocesso nos tribunais. maras ou câmaras cíveis reunidas. A parte poderá.3. a um outro órgão do tribunal. A secretaria distribuirá a 1) lei federal. art. câmara. Portanto. da jurisprudência. ocorre divergência. 6) regulamento empresarial. 609-610. da igualdade. desde que. Em qualquer caso. requerer. tam. No últi. tomado pelo voro ela maioria 7. aplicável subsidiariamente ao processo do trabalho por for- vinculantes do STF e as orientações jurisprudenciais. é o que dispõe a OJ n° 219 da Art. umTRT Art. a invocação de Orientação Juris. internamente.. 2) lei estadual. Leonardo José Carneiro da. ou grupo de câmaras. Ele tem a função de "transferir. será lavrado o acór- dão. 477. fundamentadamente. p. não sendo. Incidente de uniformização absoluta dos membros que integram o tribunal. da CLT. para efeiro de conhecimento do recurso de re. ÉLISSON MIESSA RECURSO DE REVISTA A divergência dentro do mesmo tribunal é resolvida. extrapolar o o seu voto em exposição fundamentada. O incidente. É válida.verificar que. indo os autos ao presidente do tribunal para de- gência de interpretação das seguintes normas: signar a sessão de julgamento. Compete a qualquer juiz. o recurso de revista terá cabimento quando houver diver.I do TST: ma. 478. Os regimentos internos disporão sobre a (interna corporis). 3. § 3°. v.no julgamento recorrido a interpretação for diversa vista ou de embargos. O julgamento. solicitar o pronun- 0 O] D 219 da SOl. O tribunal. 11. com o objetivo publicação no órgão oficial das súmulas de jurisprudên- de dar segurança jurídica aos jurisdicionados e contemplar o princípio cia predominante. 222 DIDIER Jr. 270 271 . deslinde da causà' 222 • bém será cabível o recurso de revista quando contrariar deci. nação das divergências jurisprudenciais existentes dentro do Tribunal Parágrafo único. ao dar o voro na tur- SDI. julgamenro obedeça ao disposto neste artigo. 476. examinadas incidenter tantum e havidas como relevantes para o 5) além da divergência entre tribunais regionais diferentes. Fredie.1. que o ma o cabimento do recurso de revista.I do TST. Bahia: JusPODIVM. súmulas cesso Civil. pois. cabendo a cada juiz emitir 3) convenção coletiva de trabalho. grupo de câ- prudencial do Tribunal Superior do Trabalho. 2013. 479. CUNHA. 896. Art. reconhecendo a divergência. ed.

como se não tivesse o incidente. Após o julgamento do incidente.o. Que- gamento da causa. ainda mais. J . às d. ela provocará a criação de sú. · d. ·. o plenário) o julgamento da questão de dire't . Fredie.3. · d d · . incidente de uniformização trabalhista.. 'v" zos ae zmnuunnrao cr . fican- existido o InCidente. Assim. 2013. sua/ cz'vz'L· '"e. a tese valerá apenas para o caso concreto em que foi suscitado o incidente.a a~álise dos artigos supracitados. descabendo quando a decisão for parte.br~s do órgão. · ·e · aproximou. Percebe-se ainda que o incidente deve ser prévio. t adicional de insalubridade). nesse caso. 3) Rec~nhecida a . ou pela competência do órgão fracionário. Permite-se amda a suscitação pelo Ministério Públ' afeta ao tribunal pleno. . suponhamos que o pleno tenha reconhecido a legitimidade do MPT 5) Se a decisão que conhecer a divergência for tomada por maioria para os direitos individuais homogêneos. b) conhecer a d.015/14. a questão da legitimidade será levada ao plenário.. Incidente de unifonnizaçáo trabalhista 223 DIDIER]r. pagamento do adicional de insalubridade para os empregados do setor de pintura. ficando 2) Requerida a instauração do incidente. após o advento da referida lei. tem-se a seguinte sistemática a questão principal) mantêm-se com o órgão fracionário (ex. ao 272 L 273 . remos dizer. devolverá os autos ao órgão fra. enquanto todas as demais questões (incide~te~ e próximo tópico. turma). do as demais questões com a turma. Com o advento da Lei n° 13. v. Discute-se ainda no recurso se esse órgão ministerial tem 4) No.ara. 223 A ICO ou P e 0 assistente.unal para designar sessão de julgamento pelo nário interposto pelo MPT. maior. 6) Após o julgam. já poderá julgar a causa sem a 1 . . processo em tramite perante o tribunal até que se profira 0 jul. a uniformização passava a ser "facul- ~erifica-se. · o ese e ecisao por maiOria simples. Curso de direitoproces. referido incidente já era aplicável ao processo do trabalho. ao julgamento do colegiado reconhecer a divergência. retoma-se o processamento 896 da CLT. J • -' ose arnetro da. P· 615. que vai votar no julgamento. A propósito.g~ncia. 0 órgão fracionário deve o órgão fracionário vinculado. não existia um controle superior.1.IVer. ficando vinculado este órgão à de os Tribunais Regionais uniformizarem seu entendimento. C . os autos serão encaminhados ao Exemplificamos para facilitar a compreensão: Em recurso ordi- presi~~nte do tnb. que denominaremos de Desse mod 1 . preliminar. criou- um JU gamento composto.divergência. no caso. julga:nento do incidente. Supo- d~libe:aç~es: a) não reconhecer a divergência. -se um mecanismo de imposição da uniformização. 'd awr um incidente de uniformização diferenciado.1. CUNHA Leonardo] .. dando origem a (em regra. · .d fi I o mci ente. só há falar em incidente quando se tratar de processo de 1) É provocad~ pelo _juiz. No primeiro caso. uma vez que desloca ao colegiado m . o tribunal poderá tomar duas legitimidade para a tutela de direitos individuais homogêneos. pois. interposto CI~n~no p. o incidente é julgado antes da questão principal. para o Incidente de uniformização: A propósito. como passamos a analisar no . sendo mantido no § 3° do art. ÉLJSSON MIESSA RECURSO DE REVISTA Pel.. a norma já contemplava a obrigatoriedade do recurso no orgao fracwnario. mas como tese proclamada no incidente.do~ mem. a corrente civillaw da corrente common law.015/14.. suscitação poderá ocorrer quando já existir necessidade de incidente. a decisão do pleno e passar a julgar o mérito da causa (pagamento ao mula da JUnsprudenCia predominante do tribunal Na hi'p. busca-se a condenação da empresa "K" ao plenano ou pelo orgão regimental competente. o sistema recursal trabalhista . que o incidente provoca dade" dos tribunais. pela sistemática apresentada.u zczazs e processo nos tribunais 11 d Bah ta: usPODIVM.' · · eczsoes . 3. Contudo. prosseguir no julgamento. por meio de acórdão. Antes da entrada em vigor da Lei n° 13. Nesse caso. a turma deverá acatar absoluta .en~o do ~nci~ente. No segundo caso. 7. indicará a interpretação a ser observada. nhamos que exista uma divergência interna no tribunal acerca da legi- timidade do MPT para a tutela de tais direitos.~ co egia o maior cará com a competência para o 'ul a- menta do Incidente.

A propósito. 3) acórdão TRT (caso não exista súmula ou tese jurídica prevalen- te no TRT) x acórdão de outro TRT (caso não exista súmula ou 224 O projeto do Novo CPC. ele obri- A referida lei. ou pelo Ministro Relator. 3. rev. mediante decisões te no TRT) x súmula ou tese prevaler. ÉLISSON MIESSA RECURSO DE REVISTA c~iar m~cani~mo ~e exigência da uniformização de jurisprudência pelos § 6° Após o julgamento do incidente a que se refere o tnbunats regtonats. 5° e 6°: Assim. Nesse contexto. o TST poderá determinar o retorno dos autos à ori- de uniformizaÇão trabalhista. não previsto no CPC. atual. Rodolfo de Camargo. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais 2007. em sentido mento do recurso de revista é o caso de divergência jurisprudencial. sendo visível uma gradativa e constante aproximação divergência. § 8°. ao emitir juízo de admissibilidade sobre o recurso 2) acórdão TRT (caso não exista súmula ou tese jurídica prevalen- de revista. de outro TRT. a partir da criação da súmula regional (TRT). o Tribunal Superior do Trabalho de- terminará o retorno dos autos à Cone de origem. uma das hipóteses de cabi- ~radtcwnalmente ligados à regra do precedente judicial e. Um dos casos de divergência acontece . além do incidente indicado no tópico anterior. caso existe uma divergência interna no TRT. reserva um capí. nos paÍses Como já verificamos neste capítulo. Divergência jurisprudencial e súmula vincu- lante. TST.----·------------------------------- . atingida. já que a seara trabalhista sempre ca. prudência. a divergência entre decisões conflitantes de TRTs po- de recurso de revista. ' prevalecente no Tribunal Regional do Trabalho e não conflitante com súmula ou orientação jurisprudencial do Como descreve Rodolfo de Camargo Mancuso "a dicotomia entre Tribunal Superior do Trabalho servirá como paradigma as famílias jurídicas civillaw/ common law hoje não é tão nítida e radical para viabilizar o conhecimento do recurso de revista. além de embasar todo o sistema recursal nos prece- dentes (arts. terminada pelo Presidente do Tribunal Regional do Tra- balho. e ampl. unicamente a súmula regional ou a tese jurídica os quais passarão a ter grande destaque no Novo CPC224. > • tabelecendo que a multa do art. Buscou-se dar relevância aos precedentes judiciais § 3°. essa regra é frontalmente como se venfica pelo expressivo número de súmulas e orientações juris. a fim de derá ocorrer nas seguintes hipóteses: que proceda à uniformização da jurisprudência. 896. de outro TRT. frente quanto à predominância dos precedentes judiciais. tulo aos precedentes judiciais.erso. fatos idênticos ou semelhantes. §§ 4°. caso o TRT não faça a uniformização. prudenciais expedidas pelo C. quando o acórdão de um TRT julga de forma divergente de acórdão mmhou na. Isso porque. de ofício ou mediante provocação de ou a tese jurídica prevalente servirá para viabilizar a divergência no re- qualquer das partes ou do Ministério Público do Trabalho. o acordão regional somente legitimará a divergência se não existir súmula ou tese prevalente no TRT acerca do tema. entr~ ~queles regimes: o direito legislado vai num crescendo. criou gatoriamente terá que uniformizar seu entendimento. E não poderia ser diferente. 1) súmula ou tese prevalente do TRT x súmula ou tese prevalente § 5° A providência a que se refere o § 4° deverá ser de. 520 a 522. é a jurisprudência que vai ganhando espaço nos países onde 0 que consiste em decisões divergentes sobre a mesma norma analisando pnmado recai na norma l~gal" 225 (destaque no original). ed. irrecorríveis. com a criação de um mecanismo diferenciado de incidente de uniformização de juris.ce de outro TRT.. p Exemplificamos: TRT da 14a Região julga determinado caso es- 183. da CLT será aplicada se as 274 275 . 896. gem para que se proceda à uniformização (CLT. estabeleceu 0 art. Portanto. por como o foi outrora. súmulas regionais. a existência de decisões atuais e conflitantes no âmbito do mesmo Tribunal Regional do Trabalho sobre o tema objeto Em resumo. tese jurídica prevalente no TRT). aprovado na Câmara dos Deputados. dentre outros). 477. Com o advento da referida lei. somente ela § 4° Ao constatar. m. o qual denominamos de incidente espontaneamente. § 4°). art. 225 MANCUSO. curso de revista.

se 0 julgamento do incidente for na mesma direção De qualquer modo. percebe-s. com o objetivo de facilitar aos jurisdicio. § 8°. porém. ele não poderá ser em seguida.ót~se. que o aviso-prévio rencialmente. com esse acor . na rede mundial de computadores226 • proporcional é aplicável ao empregador. no juízo de admissibilidade do recurso de revista. uma vez que o processo ainda se encontra na origem (juízo a doTRT 16. Agora. suponhamos que o plenário do TRT origem. pagamento ocorra dentro do prazo. Agora. não é de fácil compreensão a sistemática buscada pelos apresenta recurso de revista por divergência. quando se tratar de providência a ser gência com 0 outro regional (TRT 16). Por outro lado. não provocando maiores discussões. criando uma súmula regional.e que 0 acórdão que deu origem ao incidente e contrariO a sumula regwnal. se no julgamen- É interessante notar que. Isso porque o § 3° estabelece que o Tribunal Superior do Trabalho vai determinar o retorno dos autos ao regional de No julgamento do incidente. julga que não se aplica a multa do art. Nesse caso. e 4° do art. Ora. ~ plenário do TRT 1 decida que o aviso-prévio proporcional não se aplica ao em- pregador. entendendo que ele e apl!cavel apenas ao empregado. para somente. se esse TRT já tiver súmula a respeito do tema.. to do incidente houver interpretação contrária ao acórdão impugnado.idente ~e I' uniformização. procedimento. mes. agora embasado na súmula do TRT 1. o acórdão regional servirá para demonstrar é provocado preliminarmente. legitimando o recurso de revis- exercida pelo presidente do TRT. não tendo incidência para o empregador. retomo a questão: o que acontecera' com esse acor ' d·ao. do TST do ato normativo n° 491/SEGJUD. a divergência. continua existindo a diver- ou pelo ministro relator. o trabalhador Contudo..> Tribunais Regionais do Trabalho deverão manter e dar publicidade a suas súmulas e teses jurídicas prevalecentes mediante banco de dados. o que significa que. da CLT na hipótese da homologação fora do prazo legal. Ao chegar ao TST: o re- referidos parágrafos. que súmula a respeito do tema. se o TRT 18 não tem diferenciando. no âmbito do TRT da 1a Região (Corte de ongem). determinando o r~to~no do~ a~tos ao regional para se que proceda à uniformização da JUnsprudencia. decidir o incidente.GP.> 276 277 i]_____ _ . mas não ocorrer a homo- logação no referido prazo. Suponhamos. quo). presidente do TRT. por A primeira dificuldade detectada é na compatibilização dos §§ 3° meio do incidente de uniformização de jurisprudência. mas desde que o ção do recurso de revista.acordao regwnal. hipoteticamente. os o que acontecera. existe divergência sobre o tema.. de revista. o TRT da J8a Região. de 23 de setembro de 2014. 226 Art. não há falar em retorno à Corte de ta. em confronto com a decisão origem. 477. nados a pesquisa sobre o entendimento predominante no tribunal. rido pelo TRT da 16a Região. que. enquanto o § 4o impõe que tal providencia será realizada pelo 1 decida que o aviso-prévio proporcional é aplicável ao empreg~dor. ficará mantida a divergência a legitimar o recurso derão contrariar súmula ou orientação jurisprudencial do TST. Desse modo. pois esse incidente será provocado depo~s d~ Inte~posi­ I I outro processo. d-ao. consideravelmente. após a prolação do . Esse julgamento posterior do incidente altera a ordem natural do apenas ela servirá para legitimar a divergência. Desse modo. criando súmula sobre o tema. do incidente previsto no CPC. ~essa h~p. julgando-se primeiro o mérito (do RO). O TRT 1a Região decide. 896 da CLT. utilizado. de 23 de setembro de 2014. no julgamento do incidente. Com base e~ a~ó~dão profe- Essas são as diretrizes básicas acerca desse novo incidente. do acórdão recorrido. a súmula e tese prevalente no tribunal não po. mo havendo um acórdão diferente naquele regional.. 1 I ÉLISSON MIESSA RECURSO DE REVJSTA verbas rescisórias forem pagas no prazo legal.GP. em 0 problema maior ficará a cargo do julgamento d~ inc. ou seja. Exemplificamos. para elucidar a questão: organizando-as por questão jurídica decidida e divulgando-as. em recurso ordinário. Nesse caso. 6° do aK> normativo n° 49IISEGJUD. prefe. o que provocou inclusive a edição pela presidência lator verifica que.

cisão também é irrecorrível. passando los§§ 4°. porém. incidente. art. 3.1) Se a divergência for verificada e reconhecida pelo ministro Nesse contexto. por estar contrário à súmula regional.1) Sendo reconhecida pelo presidente do TRT. petente) poderá: a) não reconhecer a divergência e deter- plo. ele determinará o encaminhamento dos autos ao não for conhecido. em seu art.GP. 3°. . que. do Trabalho sobre o tema objeto de recurso de revista. a melhor opção.1. 896. para que a competente) para uniformizar a jurisprudência. do art. I Contudo. Essa d·e- decisão impugnada seja aquedada ao entendimento firmado no TRT. . desde que haja decisões depois retornar à origem. que passou a ser consubstancia. os autos devem retornar ao normativo n ° 491/SEGJUD. Com efeito. não havendo nenhum de órgão do mesmo tribunal. 13. b) reconhecer a divergência. atuais e conflitantes no âmbito do mesmo Tribunal Regional cidente é posterior. analisar novamente a existência da divergência. 279 278 L. na hipótese de recursos repetitivos (CLT. como ocorre. o acórdão regional estará contrariando inclusive a plenário ou órgão regional competente para o julgamento do posição majoritária adotada pelo TRT. o plenário (ou órgão com- comando legal que permite seu rejulgamento. unicamente a súmula regio- nal ou a tese jurídica prevalecente no Tribunal Regional do 227 Art. se o reconhecimento da divergência de- 7. gional do Trabalho e não conflitante com súmula ou orientação jurisprudencial do Tribunal Superior do Trabalho. é possível interpretar que o recur. não será conhecido. por exem. para ou do Ministério Público do Trabalho. no momento do juízo de admissibilidade do recur- Não nos parece. tribunal regional de origem (plenário ou órgão regional se caso. § 11.3.1. será reaberto o julgamento no tribunal de origem. declarando. II). pela dicção do§ 6°. as providências a serem adotadas dependem de quem reconhe- par competência do legislativo. do TRT. o TST. que o referido ato normativo é ilegal. 2. pois. por divergência. 5° e 6°. Desse modo. já antevendo o problema. se o recurso de revista so de revista. A decisão do presidente é irrecorrível. forma: 4) Após o julgamento do incidente. so. o julgamento do in. nes. . acompanhando a súmula regional ou a tese jurídica prevalenté27 • 3) No julgamento do incidente de uniformização. da CLT. julgando o incidente. persistindo decisão conflitante com a jurisprudência já uniformizada do Tribunal Regional Trabalho e não conflitante com súmula ou orientação juris- do Trabalho de origem. Já na presente hipótese. radigma para viabilizar o conhecimento do recurso de revista. 3° Para efeito de aplicação dos§§ 4° e 5° do artigo 896 da CLT. o incidente é julgado. Procedimento corre do ministro relator. preliminarmente.2) Por outro lado.1. da na súmula regional. deverão os autos retomar à instância a quo para sua prudencial do Tribunal Superior do Trabalho servirá como pa- adequação à súmula regional ou à tese jurídica prevalecente no Tribunal Re. to. como se trata tribunal já proferiu o julgamento sobre a causa. naquele caso. o órgão fracionário fica vinculado à decisão plenária. RECURSO DE REVISTA ÉLJSSON MIESSA I 1) Interposto o recurso de revista. expediu o ato relator do recurso de revista.015/14. porém. valendo-se da súmula regional apenas para os casos futuros. criando norma não prevista na Lei n° ceu a divergência. o recurso de revista deverá retornar ao TST para julgamen. uma vez que o 3. por usur. o incidente poderá ser provo- I No incidente de uniformização descrito no CPC e estudado an- 'I cado de ofício ou mediante provocação de qualquer das partes teriormente. pensamos que o plenário do regional não poderá A sistemática do incidente obrigatório de uniformização criado pe. 2) Caso a divergência seja verificada e reconhecida pelo presidente so de revista. por ser órgão hierarquicamente superior. A minar o retorno dos autos para processamento do recur- nosso juízo. 896-C. pensamos que Pensamos. a nosso juízo. entendemos que não deve ser reaberto o jul- gamento para reformar a decisão do recurso ordinário. será da seguinte diretamente ao julgamento do incidente.

É cabível o recurso de revista quando a decisão confrontar ou mal regional ou tese prevalente se não existir súmula regional ou aplicar entendimento consubstanciado em súmula do TST. Nesse caso. mesmo raciocínio deve ser utilizado para o confronto com súmula do A definição de divergência atual é feita por exclusão. porém. Noutras palavras. São Paulo: LTr. MILHOMEM. no sentido TST ou súmula vinculante do STF. súmula sobre o tema) X tese prevalente sobre o tema) vinculante do STF ou orientação jurisprudencial. o conhecimento do recurso de revista.1. que. estabele- Decisão do TRT Decisão da SDI ce a OJ n° 219 da SDI-I do TST: Decjsão do TRT Súmulas e Orientações Orientação Jurisprudencial n° 219 da SDI.I do TST. 896. ou superada por irerativa e notória jurisprudência do Tribunal função de uniformizar a jurisprudência trabalhista. p. 2014. a partir da criação da Súmula Regional (TRT) ou da tórias que não sejam traduzidas em orientações. rado. art. § 7°). Buscando criar um critério obje- vergência no recurso de revista. Jurisprudenciais do TST Recurso de Revista ou de Embargos fundamentado em Decisão do TRT Súmula vinculante do STF Orientação Jurisprudencial do TST É válida. desde que. o atual. Divergência atual vista ou de embargos. Divergência . Kátia Magalhães. 329. de que não se considera como tal a ultrapassada por súmula do TST Isso ocorre porque as orientações. mesmo as decisões reiteradas e no- Portanto. se a decisão contraria súmula do TST ou do STF. têm a ou STF.5.4. caso. a invocação de Orientação Juris- prudencial do Tribunal Superior do Trabalho.1. objetivamente. 1). Parte da doutrina entende que. ele não poderá ser utilizado para dimento constante em pelo menos três julgados da SDI" • Pensamos comprovar a divergência. podemos esquematizar o cabimento do recurso Ademais. Recursos no processo do trabalho. o que vai ao encon- Superior do Trabalho (CLT.1) Na hipótese. tem-se entendido que também de revista. com base na divergência jurisprudencial. p. ÉLISSON M!ESSA RECURSO DE REVISTA 4. mas tão somente para os casos futuros. ed. 4. Júlio César. mesmo havendo tivo para definir essa hipótese. No que tange à decisão superada por entendimento iterativo (reite. considera-se "iterativo e notório o enten- 228 um acórdão diferente no regional. Júlio César. ela deve ser Embora a referida OJ indique apenas orientação jurisprudencial. 165. para efeito de conhecimento do recurso de re- 7. Além de. art. se não existir súmula do pleno ou da turma. somente ela servirá para viabilizar a di.fundada em súmula ou orientação jurisprudencial (ou decisão do TRT (ou decisão de outro TRT. ela não é atual. que a divergência seja apta a ensejar o recurso de revista. 4. 228 BEBBER. repetido) e notório (conhecido por todos). vez que tal diretriz é utilizada inclusive para o projeto de edição de sú- 7. 2014. o que significa que. preencher os requisitos dispostos no tópico anterior. são capazes de impedir existência de tese prevalente. embora não seja pacífico. a súmula não valerá para o presente TST. para das razões recursais. Rubem apud BEBBER.6. de criação de súmula contrária ao quando ele estiver consubstanciado em orientação jurisprudencial do acórdão impugnado. havendo OJ. 229 ARRUDA. 329. Esquema do cabimento do recurso de revista por divergência mula do TST (TST-RI. conste o seu número ou conteúdo. Portanto. caso aplicado esse critério. De todo o exposto. os três acórdãos devem ser unânimes. da seguinte forma: será iterativo e notório o entendimento "não divergente entre as turmas do TST e entre estas e a SBDI" 229 • Súmula do TRT Súmula de outro TRT 7. São Paulo: LTr. ed. a divergência não é atual. assim como as súmulas.1. existirá Recursos no processo do trabalho. 280 281 I__ .

896. inc. Nesse caso. A propósito. da CLT. bastando o cotejamento entre elas. ed. versando sobre o tema. Noutras palavras. 231 PEREIRA. basta que a parte conste em seu recurso. No entanto. das OJs. tam- jurisprudencial ou a súmula. a violação à orientação juris. 894. tuição da República (CLT. São Paulo: LTr. Nesse caso. a demonstração Trabalho. alternativamente. ela não seria atual a legitimar o cabi- mento do recurso. pouco a alegação de violações legais e constitucionais. Recursos no processo do trabalho. Pensar de forma contrária seria retirar toda a razão de ser ao entendimento nela estabelecido. quando os diversos fundamentos levantados na de- Pode acontecer ainda de a decisão impugnada estar em consonân- cisão devem ser somados para se chegar à conclusão adotada. estabeleceu: mesmo que houvesse divergência. sumula do TST ou súmula vinculante do STF. não c) independente e excludente. não há transcrever o trecho da decisão impugnada que contraria a orientação necessidade de verificar a divergência jurisprudencial invocada. ao criar as orientações jurisprudenciais. portanto. alíneas a e b). n° 2. O C. art. p. o TST tem como tro da função do Tribunal Superior do Trabalho. súmula vinculante do STF. o que impossibilita novos questio- meto de uma orientação jurisprudencial. Dessa forma. e a há divergência atual acerca do tema. o número da orienta. Júlio César. Isso prov~~ento. A dúvida e complexidade do tema ocorrem quando a fundamen- É importante destacar que é inservível para o conhecimento ou tação da decisão recorrida ou do acórdão divergente é composta. deverá ainda TST. ficando este limitado A divergência decorre da fundamentação dos acórdãos. mas basta apenas um deles para se chegar à Nesse caso. 7. do capaz de preencher o vício específico da divergência jurisprudencial A mesma justificativa. 7. qual seja uniformização da veis violações legais e constitucionais a respeito do tema. jurisprudência. significa que. haverá "decisões conflitantes". quando há vários fundamentos. ocorrendo decisão contrária namentos. do recurso a invocação de súmula ou orientações jurispru- porque a fundamentação composta se subdivide em três espécies: denciais aplicadas por analogia230 • a) cumulativa. b) independente e disjuntiva (alternativa). Brasília.496/2007. como visto no tópico anterior. § 9° e Súmula n° 442 do TST). 340. RECURSO DE REVISTA ÉLISSON MIESSA Ademais. 896. Dessa forma. TST já uniformizou sua jurisprudência por e pacificadas com a criação da OJ. Buscam. li. Revista do Tribunal Superior do Ti-aba lho. considerando que a orientação jurisprudencial visa a conclusão adotada. 2014. abr/jun 2008. seu conteúdo. João Batista Brito. afastando assim o cabimento do negação de um deles é suficiente para ensejar conclusão contrá- recurso de revista com fundamento em divergência jurisprudencial (OJ ria à adotada231 • 336 da SDI-I do TST). estando uma decisão de acordo com determinada orientação. as violações legais e constitucionais sobre a matéria já foram analisadas . no rito sumaríssimo. simplesmente. quando existem diver- sos fundamentos. art. TST. se o C.art. 230 BEBBER. súmula vinculante do STF ou orientação jurisprudencial. 74. estando a decisão recorrida de acordo com súmula do ção/súmula ou. Súmula vinculante do STF e/ou violar diretamente a Consti- da divergência é facilitada. unificar o entendimento no âmbito do Judiciário trabalhista. Abrangência parcial da divergência prudencial é incapaz de ensejar o recurso de revista. e com maior razão.1. Consigna-se que. cia com entendimento descrito em súmula ou orientação jurispruden- cial do TST. sen. Nesse sentido. p. existirá divergência ju. base decisões reiteradas do tribunal (precedentes) que analisam possí- o mesmo objetivo do recurso de revista. vol. do a decisão recorrida estiver em consonância com súmula do TST ou n:prudencial se a decisão impugnada violar orientação jurisprudencial. 4. há de ser invocada quan- (~LT. 283 282 L . 26. que é sim- aos casos em que a decisão contrariar súmula do Tribunal Superior do ples quando tem apenas um fundamento. Os embargos no TST na vtgencia da Lei 11.

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Súmula no 23 do TST. Recurso. Não se conhece de re- ciente cada um, de "per si", para acolhimento ou rejei-
curso de revista ou de embargos, se a decisão recorrida ção do pedido, incabível falar-se em reexame de premis-
resolver determinado irem do pedido por diversos fim- sas concretas de especificidade de divergência com óbice
clamemos e a jurisprudência transcrita não abranger a à declaração de má aplicação do Enunciado 23. Neste
todos. caso, não se está simplesmente verificando a existência
ou não de discrepância de tese, que efetivamente não é
A referida súmula tem apücação apenas na fundamentação com- possível, conforme pacífica orientação da corte, mas sim
posta cumulativa e na fundamentação composta independente e a existência de duas teses no acórdão recorrido e se o
disjuntiva. Isso porque "o ataque a apenas um deles mantém a mesma acórdão, apontado a confronto, é válido, para autorizar o
conhecimento da revista, quando contraria apenas uma
conclusão do julgado, diante da existência de outro fundamento" 232 • das teses. Embargos providos para restabelecer decisão
Noutras palavras, se a decisão tem vários fundamentos complementares regional, no parricular. 235 (grifo nosso)
ou alternativos sobre um mesmo pedido, não basta afastar apenas um,
Exemplificamos a hipótese para melhor compreensão: Decisão do
porque a decisão se manterá pelo outro fundamento 233 •
TRT da 16a Região entende que a Lei X traz norma cogente capaz de
É interessante anotar que o TST tem admitido que, nesse caso, alterar o reajuste dos proventos de aposentadoria. Diante disso, passa a
cada fundamento possa ser confrontado com mais de um acórdão di- analisar a forma de reajuste e a necessidade de celebração de contrato
vergente. Noutras palavras, um acórdão divergente vai confrontar um entre as partes. Já em decisão proferida na 10a Região, admite-se que a ·
fundamento, enquanto o outro acórdão buscará confrontar o segundo Lei X não traz norma cogente a legitimar o reajuste dos proventos. Em-
fundamento. bora o primeiro acórdão diga respeito à forma de reajuste e à necessida-
Agora, não será aplicada a aludida súmula quando a fundamenta- de de celebração de contrato, a cogência ou não da Lei X é fundamento
ção for composta independente e excludente, isto é, quando cada fun- autônomo que, se modificado, afasta totalmente as demais análises do
damentação for autônoma e, se negada uma delas, for capaz de alterar acórdão da 16a Região. Assim, nesse caso, admite-se o cotejo dos acór-
a conclusãq do julgado. Nesse caso, "é válido o acórdão cotejado que se dãos quanto à divergência se a Lei X trouxe ou não norma cogente
revele divergente quanto a apenas um dos fundamentos" 234 • capaz de alterar o reajuste dos proventos.
Citamos o ilustrativo precedente da lavra do eminente Ministro Por fim, e não menos importante, é preciso esclarecer que a referida
Moura França: súmula prevê um capítulo do acórdão decidido por vários funda-
mentos. Isso quer dizer que os acórdãos confrontados não precisam ter
EMBARGOS - REVISTA CONHECIDA - ACOR-
DAO REGIONAL COM DOIS FUNDAMENTOS integralmente identidade de objetos (pedidos), mas, sim, os capítulos
- CONTRARIEDADE AO ENUNCIADO 23 DA confrontados devem ter os mesmos fundamentos. Assim, se um dos
CORTE. Quando o acórdão embargado adota mais de acórdãos decidiu horas extras, reintegração e honorários advocatícios,
um fundamento jurídico, distinto e autônomo, sufi- a divergência há de ser analisada em cada capítulo, ou seja, permite-se,
por exemplo, a divergência apenas quanto às horas extras.
232 BEBBER, Júlio César. Recursos no processo do trabalho. 2. ed. São Paulo: LTr, 2009.
p. 293. 7.1.8. Comprovação da divergência
233 Súmula n° 283 do STF: "É inadmissível o recurso extraordinário, quando a de- Quando o recurso fundar-se em dissenso de julgados, incumbe ao
cisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não
recorrente o ônus de produzir prova da divergência jurisprudencial.
abrange rodos eles".
234 PEREIRA, João Batista Brito. Os embargos no TST na vigência da Lei
11.496/2007- art. 894, inc. II, da CLT. Revista do Tribunal Superior do Trabalho.
Brasflia, vol. 74, n° 2, abrljun 2008. p. 26. 235 TST-ERR-127.22811994, Rei. Min. Moura França. DJ 5.9.1997.

284 285

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Nesse caso, a comprovação se fará mediante certidão, cópia ou ci- recorrente: a) transcreva o trecho divergente; b) aponte o
tação do repositório de jurisprudência, oficial ou credenciado, inclu- sítio de onde foi extraído; e c) decline o número do pro-
sive em mídia eletrônica, em que houver sido publicada a decisão di- cesso, o órgão prolator do acórdão e a data da respectiva
publicação no Diário Eletrônico da Justiça do Trabalho.
vergente, ou ainda pela reprodução de julgado disponível na internet,
com indicação da respectiva fonte, mencionando, em qualquer caso, as Assim, para que o recorrente demonstre o conflito interpretativo
circunstâncias que identifiquem ou assemelhem os casos confrontados (divergência jurisprudencial), deverá preencher os dois requisitos a se-
(CLT, art. 896, § 8o). guir elencados (itens a e b) de forma cumulativa:
. O TST, interpretando o art. 541, parágrafo único, do CPC, decli- a) Juntar certidão ou cópia autenticada do acórdão para-
digma ou citar a fonte oficial ou o repositôrio autorizado
nava sobre a comprovação da divergência jurisprudencial na Súmula no
em que foi publicado.
337 do TST. Desse modo, considerando que o novel § 8o do art. 896
da CLT reproduz o que vinha descrito no art. 541, parágrafo único, do O acórdão paradigma poderá ser comprovado por meio de juntada
CPC, pensamos que a referida súmula mantém-se em vigor, estabele- de certidão, cópia autenticada, citação da fonte oficial ou, ainda, a in-
cendo: dicação do repertório autorizado em que foi publicado.
Súmula no 337 do TST. Comprovação de divergência A cópia pode ser declarada autêntica pelo próprio advogado,
jurisprudencial. Recursos de revista e de embargos conforme declina o art. 830 da CLT, com redação dada pela Lei n°
I - Para comprovação da divergência justificadora do re- 11.925/2009. Registra-se que, enquanto o art. 365, IV, do CPC per-
curso, é necessário que o recorrente: mite "as cópias reprográficas de peças do próprio processo judicial de-
a) Junte certidão ou cópia autenticada do acórdão para- claradas autênticas pelo próprio advogado sob sua responsabilidade
digma ou cite a fome oficial ou o repositório autorizado pessoal", ou seja, restringe a autenticação dos documentos do próprio
em que foi publicado; e processo judicial, o art. 830 da CLT é mais amplo, não fazendo tal res-
b) Transcreva, nas razões recursais, as ementas e/ou tre- trição ao advogado. Assim, o acórdão-paradigma poderá ser autentica-
chos dos acórdãos trazidos à configuração do dissídio, de- do pelo próprio advogado, cessando a autenticidade somente se ela for
monstrando o conflito de teses que justifique o conheci- questionada, ocasião em que haverá a necessidade de apresentação dos
mento do recurso, ainda que os acórdãos já se encontrem
documentos originais ou das cópias autenticadas pelo serventuário 236 •
nos autos ou venham a ser juntados com o recurso;
II - A concessão de registro de publicação como reposi- O DVD, CD-ROM e os julgados extraídos da internet servem para
tório autorizado de jurisprudência do TST torna válidas demonstrar a divergência jurisprudencial.
todas as suas edições anteriores;
É importante observar que é obrigatório que o acórdão-paradigma
III - A mera indicação da data de publicação, em fome esteja em repertório autorizado pelo TST, o que significa que não será
oficial, de aresto paradigma é inválida para comprova-
uma revista, um DVD, um CD-ROM ou um site qualquer que será
ção de divergência jurisprudencial, nos termos do item
I, "a", desta súmula, quando a parte pretende demons- capaz de ensejar a divergência, mas somente aqueles autorizados. A exi-
trar o conflito de teses mediante a transcrição de trechos gência do repertório autorizado se justifica para que não se "crie" julga-
que integram a fundamentação do acórdão divergente,
uma vez que só se publicam o dispositivo e a ementa dos
acórdãos;

IV- É válida para a comprovação da divergência juris- 236 No mesmo sentido do texto: BEBBER, Júlio César. Recursos no processo do tmba-
prudencial justificadora do recurso a indicação de aresto lho. 2. ed. São Paulo: LTr, 2009. p. 293 e MARTINS, Sérgio Pinto. ComerzttÍrios
extraído de repositório oficial na internet, desde que 0 às Súmulas do TST. 8. ed. São Paulo: Atlas, 20 lO. p. 221.
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I ÉLISSON MIESSA
RECURSO DE REVISTA

do em d~s~onân~ia com o princípio da probidade processual237. 0 TST
demonstrar, de forma específica, a existência da divergência (Súmula n°
em s~u Sitio na_m:ernet declina expressamente quais são os repertórios
autonzados de JUrisprudência. 296, I, do TST), ficando a cargo do Judiciário o juízo subjetivo acerca
da existência ou não da divergência jurisprudencial.
. Atenta-se para o fato de que, quando os julgados são extraídos da
Internet, temos duas regras: Registra-se que somente será suficiente a transcrição de ementas
dos acórdãos se contiverem os detalhes do caso, sendo capazes de, por
1) sendo sites oficiais, independem de autorização do TST si só, demonstrarem a divergência jurisprudencial. Não sendo assim,
. d , . por
mew 0 repertono de jurisprudência, como é o caso dos sites deverá o recorrente transcrever trechos dos acórdãos para comprovar o
dos TRTs e do TST; conflito interpretativo. Vê-se aqui a importância de uma boa, esclarece-
dora e detalhada ementa238 •
2) sendo sites não oficiais devem integrar 0 repertório autorizado.
Há de se consignar ainda que, embora o TST não preveja a di-
Ade~ais, na hipótese de acórdão extraído de sites oficiais, nos ter-
mos .d~ Item IV da referida súmula, há necessidade da presença de três
vergência notória, o STJ tem dispensado o cotejo analítico quando a
requisitos cumulativos. divergência é notória, permitindo no caso a mera referência ao dissídio
pretoriano 239 • Aparentemente, o TST não faz referência ao cabimento
_ O prir_neiro impõe que não basta a simples apresentação do acór- pela divergência notória, porquanto as decisões reiteradas e notórias.
~ao-paradigma, de~endo o reco~rente transcrever o trecho divergente, a dão origem às orientações jurisprudenciais do TST, as quais, quando
m de fazer 0 ~oteJo ou o conflito analítico entre as decisões conflitan- violadas, permitem o cabimento do recurso de revista com a mera cita-
tes, como analisaremos no item I , "b" , d essa sumu
' 1a. ção de seu número ou de seu conteúdo, conforme dispõe a OJ n° 219
- O seg~ndo consiste em apontar o sítio de onde foi extraído 0 acór- da SDI- I do TST.
d ao-paradigma.
Por fim, há se de fazer uma observação quando o acórdão-paradig-
E o terceiro requisito prevê a necessidade de declinar o nu' d ma for extraído de fonte oficial, como é o caso do Diário da justiça, vez
p , _ l mero o
roce_s:~, o org:o ?ro ator do acórdão e a data da respectiva publicação que apenas traz a ementa e a conclusão do julgado.
~~ Drano Eletronrco da Justiça do Trabalho, tudo como forma de iden- Nessa hipótese, conforme aludido anteriormente, somente será ad-
tr car com precisão o acórdão-paradigma.
mitida a transcrição de ementa do acórdão-paradigma quando contiver
b) Transcreva, nas razões recursais, as ementas e/ou tre- detalhes específicos do caso, registrando o trecho da divergência levan-
chos dos acórdãos trazidos à configuração do dissídio, de- tada. Nesse caso, basta que a parte apresente a data da publicação, em
monstrando o conflito de teses que justifique 0 conheci-
fonte oficial.
mento do recurso, ainda que os acórdãos já se encontrem
nos autos ou venham a ser juntados com o recurso. Por outro lado, quando a ementa não traz o trecho da divergência,
N~o basta que o reco~rente apresente o acórdão-paradigma para não sendo capaz de por si só comprovar a divergência jurisprudencial,
que sep demonstrada a drvergência J"urisprudenci"al H' "d d o recorrente deverá transcrever trechos que integram a fundamentação
· d d . a necessi a e
atn ~, e que faça o cotejo ou confronto analítico entre as decisõe~
conflitantes, transcrevendo trechos de ambos os aco' d- d
d" • r aos que emons- 238 DIDIER ]r., Fredie; CUNHA, Leonardo José Carneiro da. Curso de direito pro-
trem a tvergencia de interpretação. Isso porque incumbe ao recorrente cessual civil: Meios de impugnação às decisões judiciais e processo nos tribunais. 8. ed.
Bahia: JusPODIVM, 2010. v. 3, p. 309.
237 KLIPPEL, Bruno. Direito ;umu!ar esquematizado_ T.<"T. s- p 1 S . 239 DIDIER Jr., Fredie; CUNHA, Leonardo José Carneiro da. Curso de direito pro-
p. 425. '-' · ao au o: ara1va, 2011. cessual civil: Meios de impugnação às decisões judiciais e processo nos tribunais. 8. ed.
Bahia: JusPODIVM, 2010. v. 3, p. 309.
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T ÉLJSSON MIESSA RECURSO DE REVISTA

do acórdão-paradigma. Nessa hipótese, deverá apresentar a Íntegra do Verificada a indicação do dispositivo violado, passa-se para o se-
acórdão-paradigma por meio de cópia autenticada ou extraída de reper- gundo momento, que é o juízo de mérito, oportunidade em que se
tório autorizado de jurisprudência do TST, sob pena de não conheci- vai verificar se a decisão impugnada está violando ou não o dispositivo
mento do recurso, ou seja, não é suficiente a mera indicação da data da indicado.
publicação em fonte oficial (Súmula 337, III, do TST).
7.2.2. Conceito de dispositivo de lei e norma constitucional
7.2. Violação literal de disposição de lei federal ou afronta direta e
Para o C. TST, o conceito de dispositivo de lei pode ser alcançado
literal à Constituição Federal
pela análise da OJ n° 25 da SDI-Il, a qual impede o ajuizamento de
ação rescisória com base em violação de lei, quando se tratar de "norma
7.2.1. Introdução
de convenção coletiva de trabalho, acordo coletivo de trabalho, portaria
Além da divergência jurisprudencial, o recurso de revista também do Poder Executivo, regulamento de empresa e súmula ou orientação
será cabível quando a decisão do tribunal regional for proferida em: jurisprudencial de tribunal".
I) violação literal à disposição de lei federal; ou Assim, atraindo as definições da OJ n° 25 da SDI-II para o presen-
2) afronta direta e literal à Constitui~ão Federal. te caso, é possível extrair que não dará ensejo ao recurso de revista, com
fundamento na violação de lei, decisão que contrariar norma coletiva,
É interessante notar que, no processo do trabalho, o recurso de regulamento de empresa, portaria, instruções normativas, ordens de
revista poderá abranger legislação infraconstitucional e norma constitu-
serviços etc.
cional. Difere, portanto, do processo civil em que o recurso é bifurcado,
vez que as violações à legislação infraconstitucional são remetidas ao A contrário sensu, será capaz de ensejar o recurso de revista
STJ, por meio do recurso especial, enquanto as afrontas à Constituição quando a viola~ão derivar de lei ordinária federal, lei complemen-
Federal são encaminhadas ao STF, por meio do recurso extraordinário. tar federal, medida provisória e decreto-lei. A propósito, a lei fede-
ral poderá estar relacionada ao direito material assim como ao direito
· Na seara laboral, primeiro se exaure toda a jurisdição trabalhista
processual.
e, somente após, caso persista a violação à Constituição Federal, será
admitido o recurso extraordinário ao STF. Como visto, o entendimento predominante não inclui as portarias
do Poder Executivo no conceito de lei federal (OJ n° 25 da SDI-II do
Com efeito, o TST confere a última palavra quanto à legislação fe- TST). Isso acontece porque, em princípio, ela não constitui fonte for-
deral trabalhista, podendo, no entanto, ser questionado no que se refere mal de direito, faltando-lhe abstração, generalidade e impessoalidade.
à matéria constitucional.
Ocorre, no entanto, que, no direito do trabalho, mormente quanto
Conforme já anunciamos nesta obra, a violação de lei federal ou às normas de segurança e medicina do trabalho, é sabido que as porta-
afronta à Constituição Federal devem ser analisadas em dois momen- rias exercem importante papel de efetivação do art. 7°, XXII, da CF/88,
tos. o qual impõe a "redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de
O primeiro momento é no juízo de admissibilidade, em que ore- normas de saúde, higiene e segurança". A propósito, quando a própria
curso somente será admitido se houver a invocação expressa do dispo- lei determina que seu conteúdo seja p~eenchido pela portaria, esta al-
sitivo de lei ou da Constituição tido como violado (CLT, art. 896, § cança o estatuto de fonte normativa. E o que acontece, por exemplo,
1°-A, li e Súmula n° 221 do TST). Não se exige, porém, que a parte com as atividades ou operações consideradas perigosas, que, nos termos
deva utilizar as expressões "contrariar", "ferir", "violar" etc. (OJ n° 257 do art. 193 da CLT, serão especificadas por meio de portaria ministe-
da SDI-I do TST). rial. "Em tais casos, o tipo jurídico inserido na respectiva portaria ga-

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servindo como exemplo o art.3. Caso a parte afirme que o art. tratados" 241 • É o que se verifica. p. não se trata de analrsar se Constituição Federal. categórica.I do _"~ST) . por fim. Recurso de revista. aplicação a uma lei reguladora da espécie. 7. Além da indicação do dispositivo violado. admite-se o cabi. na OJ no 335 da SDI-I Nesse sentido. 2010. Noutras palavras. Rio de Janeiro: Eísevier. ato das disposições cons. A contrário sensu. Violação de não vigora ou que já deixou de vigorar. exceto se se "tratar de um dispositivo ex. a decisão nega o que a 242 como pressuposto a indicação expressa do dispositivo de lei afirma. Júlio César. 293 292 . é necessário que . acordo com súmula ou orientação jurisprudencial. 5° da Constituição literal. a de- positivo tido por violado. ed.ção frontal do dispositivo indicado como violn. a decisão afirma o que a lei nega. 10.. Homero Batista Ma teus da. é necessária a invocação expressa do dis. in cisão reconhece validade a uma lei que não é válida. É importante destacar que haverá violação literal de lei federal A indicação do dispositivo legal tem o condão de afastar recursos sempre que 0 acórdão impugnado der interpretação diversa da que lhe oportunistas apontando genericamente a violação da CLT ou da Cons. o Federal de 1988. ao criar as orientações jurisprudenciais e as súmulas. Não se exige. 2011. 242 BEBBER. Curso de direito do trabalho aplicado: justiça do trabalho. Curso de direito do trabalho. p. a indicação do artigo cumulado da SDI-1 do TST). 241 SILVA. sim. no que tange à norma constitucional. é exigida tão somente para o recorrente e não para o prolator da deci- 240 DELGADO.] a decisão nega validade a uma lei que é válida. p. que a indicação do dispositivo legal impossibilita novos questionamentos. 2014. Indicação do dispositivo violado das pelo doutrinador Júlio César Bebber: Conforme já anunciamos. Violn. 8. v. a verbis: decisão nega vigência a uma lei que ainda se encontra em vigor.a vio- mento do recurso de revista quando houver afronta a dispositivo da lação seja frontal. 281. não tendo o dever de indicar literalmente situações fático-jurídicas. porém. gerais e corrente. É que. as violações legais e constitucionais sobre a matena Ja doTST. se a decisão impugnada estiver de com o parágrafo e o inciso. o que Há que se consignar. ed. houver dado súmula do TST ou orientação jurisprudencial (OJ no p36 tituição Federal. razão pela qual transcreveremos algumas situações indica- 7. RECURSO DE REVISTA ÉLISSON MIESSA são recorrida. de verificar sua correta titucionais transitórias e tratados internacionais sobre direitos humanos aplicação. 4. foram analisadas e pacificadas com a criação da OJ ou da súmula. mas. 333-334. lei ou da Constituição tido como violado. dada a gama colossal de assuntos ali analisam possíveis violações legais e constitucionais a respeito do . pensamos que deverão ser incluídas no conceito de lei fe- deral. ao menos quanto às portarias do Executivo. ou seja. Indicação de preceito. contudo. nos termos da Súmula n° 221 do TST. não haverá violação cessivamente amplo. O re- Portanto.1. A doutrina não utiliza um critério seguro para conceituar violação literal de lei. [. 5° foi violado. a interpretação foi justa ou injusta. São Paulo: LTr. mister TST tem como base decisões reiteradas do tribunal (precedentes) que se faz apresentar o inciso exato. Mauricio Godinho. impessoal.. emenda constitucional. com qualidade de lei em sentido material. 155. a decisão aplica A admissibilidade do recurso de revista por violação tem uma lei não reguladora da espécie. a decisão admite a vigência de uma lei ~u_e ainda Súmula n° 221 do TST. abstratas. literal.do Por fim. deverá indicar expressamente o dtspostttvo vtolado. a dectsao nega lei.2.2. regendo adfoturum explícita a respeito do tema. São Paulo: LTr. abstrata.3.t~m~. aprovados com o quórum de emenda constitucional." 240 0 artigo supostamente violado (OJ n° 118 da SDI-. por exemplo. Recursos no processo c/Q trabalho. a decisão recorrida deverá possuir tese nhará o estatuto de regra geral.

243 STF -AI-AgR 145680. DJe 11. 41-42. significaria que esse tribunal estaria renuncian- do a sua condição de intérprete da lei federal e guardião de sua obser- 245 STJ-Resp. No mesmo sentido. 295 294 .2. fazendo prevalecer sua própria interpretação. a interpretação dada pelo razoável. 2012. F". Recursos no pmcesso do trabalho. Celso de Mello. ) Não se deve. da CF/88 (princípio do contraditório). passando a permitir o cabimento indireta ou reflexa da norma constitucional. A ofensa indireta ou reflexa ocorre quando o recorrente tiver que sitivo legal. impôs ao TST a função de disseminar a divergência jurisprudencial. Nesse caso. por ser 'razoável' a interpretação dada pelo crito na Constituição da República. 2. por meio da Resolução n° 185/2012. . Contudo. bem como o 247 ligada ao juízo de mérito do recurso de revista. p. 8. não sendo admitido o Desse modo. Teori Albino Zavascki. o C.2. apenas. do recurso de revista. o lei ou norma constitucional. inicialmente âmbito trabalhista. que constitui o intérprete autêntico da legislação recurso de revista. 5o. 1O1. 2009. que é contrária ao entendimento do TST. no para demonstrar a violação ao dispositivo constitucional. Rei. leciona Fredie Didier Jr. São Paulo: São Paulo: LTr. não será admitido o recurso de revista. não autoriza recurso extraordinário pela letra a do art.2008. invocar uma norma infraconstitucional para chegar à norma constitu- Isso ocorre porque a contrariedade ou não de dispositivo legal está cional.6. Leonardo José Carneiro da. muito mais do que simplesmente tribunal local. empresa pretende interpor recurso de revista com fundamento em vio- tima palavra da iegislação federal ao STJ e ao TST. permite-se o cabimento do recurso de constitucional. Naves da Fonseca. admite-se o STJ. quando a sua verificação pressuponha rever da C... utilizan. 1026234/DF. LV. Saraiva. Violação reflexa da norma constitucional do as mesmas diretrizes da Súmula n° 400 do STP44 • Tratando de violação de norma constitucional. deverá invocar o descumprimento do art. inicialmente. e não meramente ao extraordinário (Súmula n° 636 do STF) • juízo de admissibilidade. ÉLISSON MIESSA RECURSO DE REVISTA 7. a violação à Constituição é meramente reflexa. ed. Min. 1" Turma. Exame dos fatos nos recursos extraordinário e especial. 3. há de ser juridicamente correta243 • Desse modo. CUNHA.1993. a STF passou a ser guardião da norma constitucional. nos dias atuais. Min. 297. vedando-se a ofensa o item li da Súmula n° 221 do TST. DJU 30. 2012. 7. 1• Turma. princípio constitucional da legalidade. remetendo a úl. com o advento da Constituição Federal de 1988. entendia que não era cabível o recurso de revista quando existisse interpretação razoável do dispositivo legal.SP. FONSECA. mesmo na hipótese de interpretação razoável de dispositivo de No que se refere à violação de legislação infraconstitucional.. Nesse sentido. revista. 246 DIDIER Jr. lação ao art. João Francisco No mesmo sentido: BEBBER. válida. mesmo que haja interpretação razoável do dispo. deixar de admitir um recur- de violação de norma constitucional. ed. Fredie. TST. o ência. admitir a interpretação razoável. Interpretação razoável de dispositivo vância245.5. ao analisar a Súmula A doutrina afasta a incidência de interpretação razoável na hipótese n° 400 do STF: (. Veda-se apenas a ofensa indireta ou reflexa da norma Portanto. 841 da CLT. Nesse contexto. Após esgotar a instância ordinária. 244 Súmula n° 400 do STF: "Decisão que deu razoável interpretação à lei ainda que 247 Súmula no 636 do STF: "Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao não seja a melhor. infraconsticucional246 • to constitucional. Exemplo: A empresa X não foi devidamente notificada para a audi- A propósito.4. sendo decretada sua revelia. Nessa hipótese. portanto. a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida". Júlio César. p. vez que a exegese de preceito ins- so especial. Rei. III. TST cancelou demonstrar a afronta direta ao comando legal. o recorrente deverá Contudo.4. v. mesmo na hipótese de interpretação razoável do tex. Bahia: jusPODIVM. Curso de direito pm- cessual civil: Meios de impugnação às decisões judiciais e processo nos tribunais.

1. mas po- supenores (STF. que analisare- constitucional. respeito" (Súmula n° 297. não há violação ao princípio do contraditório. como se verifica pelos demais itens da Súmula 297. declina a Súmula n° 282 do hipóteses de violação à norma constitucional (CLT. adotou a segunda corrente. Surge aqui o chamado prequestionamento. não significa a ~s recursos de natureza extraordinária são julgados pelos tribunais indicação do artigo violado (OJ n° 118 da SDI. te. impondo a provocação da parte Portanto. ÉLISSON MIESSA RECURSO DE REVISTA recurso de revista por violação à Constituição. prequestionamento é debate prévio da 0 como a tese jurídica apreciada e decidida pelo tribunal a quo. prequestionamento consiste na obrigato- recurso. sendo a afronta meramente reflexa. TST e STJ). recorrente deverá invocar o dispositivo infraconstitucional tido por O C. como ocorre. portanto. o prequestionamento significa a con- à lei federal. o prequestionamento consiste em decisão prequestionada se. Conceito matéria na decisão impugnada. sim. sendo insuficiente (ou desne-· ceituou o prequestionamento como decisão prévia acerca da matéria. pois permi- mente. para o TST. o. riedade de que haja decisão prévia acerca do direito objetivo suposta- simo quando destinado à violação constitucional. é juízo de valor proferido expressamente pelo tribunal a quo. sem que haja necessida- 296 297 . a afronta constitucional e a violação legal. Prequestionamento Assim. I. a aplicação da primeira e da terceira corren. mente violado ou aplicado de forma divergente. o acórdão impugnado explanar que prévia. que o prequestionamento é analisado com base no Na seara trabalhista. sendo reflexa tiu. do TST). Nos demais casos. referênCia ao ressada. 847 da CLT. Tese explícita adotada no acórdão impugnado deve ser entendida P~ra a primeir~ corrente. cessária) a indicação do dispositivo constitucional. § 2o). Isso quer dizer que a matéria estará Para a segunda corrente. O mesmo se diga acerca do recurso de revista no rito sumarís.2. Contudo. STF. dispositivo legal. como regra. o prequestionamento es- tará presente quando houver tese explícita (e não implícita) acerca da 7. mos posteriormente neste tópico. Definiu. de modo secundário. No mesmo sentido. para o TST. junção de debate e decisão prévios.· a afronta constitucional. pois têm a missão de unificar a interpretação do direito brasileiro TRT indica que não houve violação ao princípio do contraditório sem e definir a exata aplicação da norma. tal tese foi reconhecida de forma prioritária. O que se impõe. ficará inviabilizado 0 Com efeito. tese a instâncias ordinárias. 896. em caráter principal. Desse modo. "diz-se prequestionada a matéria ou questão dessa natureza se as matérias já tiverem sido discutidas e decididas nas quando na decisão impugnada haja sido adotada. Com efeito. I. 7.3. por exemplo. Tese explicita A doutrina diverge sobre o conceito de prequestionamento. explicitamente.I do TST). caso ocorra a violação reflexa da norma constitucional. mas. pois con- vwlado para que seu recurso seja cabível. o seu recurso será cabível pela violação infra. Tese explícita. portanto. basta que o recorrente invoque. quando o nária. na Súmula 297. isto é. somente julgará os recursos Noutras palavras. inde- maténa (antes do Julgamento). por violação Já para a terceira corrente. especificar o art. porém. pois. no acórdão impugnado. sendo o TST órgão revisor. interessada e a manifestação da matéria no acórdão. quando há juízo de valor proferido no acórdão. concomitante. 7. por exemplo. independentemente da manifestação de revista na fase de execução que. indepen- dentemente de manifestação da parte interessada.3. somente é cabível nas da parte interessada. art. sicionamento sobre a questão. por meio de provocação da parte inte. TST. pendentemente de ter constado. que são órgãos revisores da instância ordi. essa restrição tem maior relevância no recurso conteúdo da decisão impugnada.3.

Rei. quando a Corre Prequesnonamento. sem referência ao disposto no acórdão impugnado. de origem assenta que as informações prestadas. que a parte recorrente simplesmente deve . . com acrhdade que o tribunal a q ( . o recorrente deverá indicar explicitamente o artigo que entende violado. a simples indicação do dispositivo legal tido por No mesmo caminho. o art. há necessidade de que haja. zn ver zs: precise indicar o dispositivo legal violado. entretanto.5. à Constituição Fe- Prequestlonamento. 298 299 . por exemplo. Ademais. - .de decisão implícita contra ex re~so disposmvo legal.PREQUESTIONAMENTO . multo menos deve alicerçar-se na presun ão confrontá-lo com o acórdão impugnado. na decisão recor. impugnado. Interpos- J~lgador haJa emitido juízo explícito a respeito de for~a to o recurso. 1. o recorrente deverá indicar o trecho da decisão pug d d acor ao rm- d nado a odtar e~pre:samente tese jurídica a respeito da matéria in. já decidiu o Supremo Tribunal Federal: violado. quesb~onamento. 1) d su rzar 896. no momento da interposição . desnecessário contenha nela referência d ca expressamente adotada na fundamentação do acórdão. indicar. Tese explícita Súmu Ia n° 297 · . LV. o prequestionamento estará preenchido se o . ru:CURSO . a P ma. . vista sob o fundamento de violação.é . preencher 0 re · ao tncapaz e SDI I d TSTP . 24 " r:avendo tese explícita sobre a matéria. somente haverá prequestionamemo se houver tese jurídi- nda.. 2. porquanto o conhecimento do recurso não pode ~~aó:o. Em suma. havendo tese jurídica adotada expressamente no acórdão cena versad~ no relatório do acórdão impugnado. recorrida que consubstancia o prequestionamento da controvérsia ob- epen ente e ter rndrcado o artigo violado. que o Regional adotou uma tese contrária à lei o à indicar o dispositivo violado sem confrontá-lo com o acórdão impug- sumula. 5°. art. 2•Turma. da capacidade intuitiva dos integrantes constitucional que r. o recorrente deverá destacar no seu Af:p~o. pd de revista. atenta-se para o fato de que. tal tese deve ser clara. não contemplam a oportunidade. Constituição Federal. ' jeto do recurso de revista.sabor. além de gao. elementos que levem à conclusão Isso não significa. no acór- ~ao. deral. ou seja. ao interpor o recurso de re- Orienta~o Jurisprudencial no 256 da SDI. cabe ao recorrente interpor embargos de declaração para suprir a omissão e legitimar futuro recurso ~dicaçao da suposta violação no relatório do acórd.I do TST. d. Tese explícita. T' ' _a : esse sentido. salienta a OJ decisão mediante a qual se conclui pela impossibilida- ' a segurr transcnta: de de apreciar-se a pecha em face ao meio utilizado na Orienta?ão Jurisprudencial no 118 da SDI. a _Sumula no ~97. Noutros termos. d' · · 1 expressa o lsposmvo egal para ter-se como prequestionado este. Nesse sentido. do recurso de revista. § 1°-A). Marco Aurélio. uo {e~ona . Min. declara a OJ 256 da É importante destacar ainda que. u nado. DJU 12. Inteligência da Sú. o recorrente deverá indicar o dispositivo legal ou c ara. como ocorre. por exemplo. Assim. Configuração.O re- questwnamento . não exsurge de mera refcerenc1a ' . por exemplo. ~se preques~wnado determinado tema quando o Ór ão independentemente de indicação do artigo tido por violado.ao consubstancia violência ao mc1so XXXV do arugo · D C 5· a onsti tuição Federal 248 STF.::od~:~: ~::t ::~~a~~~ Caso não exista tese jurídica expressa. conquanto no acórdão não se o . ou seja. estará preenchido o pressuposto do prequestionamento. d~ ext:~ordinário . a o~ou tese contrária à ~ad: pel~ regional deve estar fu~~::e:ta~~' . INCONSTITUCIONALIDkE AUStNCIA DE EXAME N. no man- mula n° 297 dado de segurança.I do TST.1995.pósito. Portanto. de modo a se vi ai' recurso o trecho da decisão que diz respeito à sua insurgência (CLT. expressa. ÉLISSON MIESSA RECURSO DE REVISTA de de especificar 0 art 5o LV d CF/ 88 N no 118 da SDI-I d 0 TS. . obsta o conhecimento do recurso de revista. à lei ou à .RE-AgR 175505 -SP. imputação. porém. sob pena de não conhecimento. da CF/88 e não Par: fins do requisito do prequestionamento de que trata simplesmente o princípio do contraditório (Súmula n° 221 do TST). de maneira clara. Diz.ntende violado (Súmula n° 221 do TST).

.. . qual doutnna. vez que a decisão não possui tese jurídica Nesse contex:o: se a decisão do TRT simplesmente adota os fun- damentos . Rei. IX. independem onen~a-s~ no sentido de reconhecer a plena validade consncucJOnal da motivação 'per relacionem' . Min. . A doutrina. 2ª Turma. 252 NERY ]r. a sentença passa a . falta-Ih e JUIZo ca. Agora. 11. entendido como a possibilidade de o juízo ad quem julgar matérias [. no momento de proferir o julgamento.12. a matena.9. da Constituição daRe. ~o~~ expressa razão de decidir . se a sentença não adotou juízo de valor sobre determinada da CF. ao lado dos efeitos tradicionais dos recursos (devolutivo Cisono: ~a motivação a que o juiz se reportou como razão e suspensivo). 895. IX.3. porém. vista no art. tado e legislação extravagante. Júlio César.2006 251 BEBBER. e pela JUrtsprudencia. ed. o qual declara que "se a sentença for confir- Tr~t~-se da p~ssibilidade de o julgador referir-se aos fundamentos mada pelos próprios fundamentos. h N~se po~to. ao parecer do Ministért'o Pu' bl' ' .. São Paulo: RT. nao havendo portanto tese · 'd' .e ao invocá-los za extraordinária. ração com efeito prequestionatório da sentença. 4. é que tese jurídica esteja na decisão recorrida. de certo modo. então a pa- receres do Ministério Público ou. 'd seja a já adotada na sentença. da_ dectsao de primeiro grau . interpor embargos de declaração da sentença para a adoção de t~se ex- cwn_al a utilização. sempre que o julgador se valer da motivação per relatio- nado. ao ato de. nesse rito. 300 301 . . a certidão de julgamento. incumbe parte a [. a autonda~e ~oator~.3. ' d e v ai or so b re própria. J• Turma.. a infor~ações 7. § 1°. DJ 12. ] Reveste-se de plena legitimidade jurídico-constitu. ' a mttt o e mott~açao. p. A incorporar o acórdão. 93. consequentemente prequesttonamento (O] no 151 da SDI-I do TST). 1 c~m . :] A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal de ordem pública.constitui n:e:o. vo. Exigência de prequestionamento em matéria de ordem pública pre~tadas por órgão apontado como coator) . que se mostra compatível plícita. 201 O. p. IV. 352-353. ainda. r do tal circunstância.3. STF tem d .. também É que. 850. O que se bus- .d . tco ou as mrorma- çoes . inclusive pelo E. ~ demon~tração da tese explícita a configurar o prequestionamento Precedentes. ÉLISSON MIESSA RECURSO DE REVISTA 7. servirá de acórdão". Preceden tes249.revela-se fiel à exigência JUfldlco-constitucional de motivação que se .2. a legitimar a interposição do recurso de revista. A remissão feita pelo magistrado .009/RS. o que acaba. ' Essa afirmação não se aplica no rito sumaríssimo.. Em conse. em razão do prequestionamento. . legitimando os embargos de decla. aos fundamentos (de fato e/ou de direi co) juízo de valor pelo TRT 251 • que deram suporte a anterior decisão (ou. . registran- da dectsao recornda. 2014.apto a promover a formal incorporação. ao adotar os fundamen- Discute-se.1.2011. pelo Poder Judiciário. NERY. o acórdão do Tribunal. Código de processo civil comen- 249 AI 825520 AgR-ED. 250 tmpoe que hap tese jurídica expressamente adotada no acórdão imp _ Contudo. ug nem é necessária a interposição de embargos de declaração para que a matéria seja prequestionada. Nelson. São Paulo: LTr. Nesse caso. Celso De Mello. o que significa que este possui tese jurídica. por serem conhecidas de ofício. .referindo-se valer das razões ou contrarrazões do recurso para postular emissão de expressamente. DJ 1. ed. 1mpõe ao 250 HC 72._ cumpre destacar a motivação per relationem. ' ' JUfl tca e. de manifestação da parte 25 2 • . constderando-a compatível com o art. declina que os recursos possuem ainda o efeito translati- de dec1d1r. 93. da técnica da motivação "per rei anonem · " . . Rel. a incidência desse efeito nos recursos de nature- t~s de orde~ fático-jurídica mencionados nas contra-ra- zoes recursais da Promotoria de Justiça . Recursos no processo do trabalho. como se venfica pelas ementas a seguir transcritas: controvérsia que se buscará no futuro levar ao TST. Motivação per relationem Poder Judiciário na formulação de seus atos decisórios. Rosa Maria de Andrade. que. essa forma d . portanto. Celso de Mello. a motivação per relationem foi expressamente pre- c ama a de tecmca da motivação por referência ou remissão.o que dispõe o art. Pode ainda a parte se pubhca. quencla. Min.

j. pública que devem ser conhecidas de ofício. 267 do CPC 253 • 7.10. afirma a OJ do previamente. para a corrente majoritária. considerando presente tal pressuposto e. do tema e impugnação expressa no recurso. resse de agir e incompetência absoluta se houver decisão prévia acerca que. em que poderá analisar todas as matérias suscetíveis Prequestionamento. 255 No mesmo sentido é o entendimento do STF. Bahia: JusPODIVM. 2. Violação nascida na própria decisão rec01rida Contudo.029/MS.I do TST. uma vez sua insurgência no recurso de natureza extraordinária. ~ C. primeira corrente. como é o caso no processo do trabalho dos Na hipótese de violação nascida na própria_ decisão recorrida. Necessidade. ed. é possível extrair que os tribunais superiores apenas mento há necessidade de debate prevw acerca da matena Impugnada. . cessual civiL· Meios de impugnação às decisões judiciais e processo nos tribunais. amda que se trate de incompetência absoluta. impondo a provocaçao da parte mteressa- quer dizer que o efeito translativo não tem aplicação nos recursos de da e a manifestação da matéria no acórdão. com se verifica nas palavras do doutrina. Isso de debate e decisão prévios. debate prévio da matéria (antes do JUlgamento). 254 BEBBER.4. dor Fredie Didier: ainda que se trate de incompetência absoluta. porém. ale_m de ou profundidade do efeito devolutivo). Desse ~odo. atuação do TST 255 • dência e as questões de ordem pública de que trata o § 3° do art. exigem a presença do pre. São Paulo: LTr. Leonardo José Carneiro da. rei. admitindo inclu. por exemplo. Para a primeir~ corrente. como é o caso das matérias de ordem apelo de natureza extraordinária. quando ha JUIZO de val~r profendo questionamento.188/MG. segundo momento.2005. Min. Pressuposto de ad~issibili~ade em de verificação a qualquer tempo. Al-AgR 633. o prequestionamento s_ignifica ~ c?nJunçao previamente decididas e levantadas expressamente pelo recorrente. deca. o tribunal passará para um Orientação Jurisprudencial n° 62 da SDI. Carlos Velloso. AI-AgR 5050.4.. Noutras palavras. Isso por. embargos para a SDI e do recurso extraordinário ocorre por exemplo no julgamento extra petlta. . 0 caso da 'incompetência absoluta.o prequesn_oname~to vinculados ao exame do direito objetivo. Recursos no processo do trabalho. prequest1?name1~to e o análise integral dos fatos e fundamentos jurídicos. inte. É necessário o prequestionamento como pressuposto de admissibilidade em recurso de natureza extraordinária. ed. sendo o prequestionamento um pressuposto. 1· n dependentemente de manifestação da parte mteressada. isto é. rei. por meJO d_e provoca- sive o reexame das provas. determinada ques.e.de cação apenas nos recursos de natureza ordinária. TST ado~ou a para o STF. 2009. sobre ilegitimidade de parte. 2010. diferencia-se impugnação do julgamento. como é questionada. consiste em decisão prévia. 1" Turma.3. natureza extraordinária25 4. como recursos de revista. por estarem ção da parte interessada. o efeito translativo tem apli. 190. p. p~equestJOn~­ Diante disso. no sentido de qu. Nesse sentido. o recorrente deverá :xpressa~ente tão jurídica. não 253 DIDIER Jr. Curso de direito pro- . poderá o tribunal examinar todas as matérias que possam ser exa. Para fins de julgamento (efeito translativo demonstrar a existência de tese jurídica adotada pelo regiOnal. v. j. Para essa tese. de preencher 0 pressuposto do prequestionamento capaz de legmmar a minadas a qualquer tempo. conhecendo o recurso. pelo tribunal recorrido.2007. Para fins de impugnação (efeito devolutivo). Desse modo. no acor' d-ao. 2" Turma. Min. Para a segunda corre~ t-e. com a fi~a~tdade conhecido o recurso extraordinário/especial. ÉLISSON MIESSA RECURSO DE REVISTA Para uns. Júlio César. 8. existem três correntes a respeito ~o conceito . Como já visto. Ricardo Lewandowski. CUNHA. Fredie. nascendo a violação no próprio acórdão impugnado. o efeito translativo aplica-se em tais recursos. somente cabe o recurso extraordinário/especial se for previamente Assim mesmo que se trate de matéria de ordem pública. no 62 da SDI I do TST: consequentemente. podem se manifestar. inclusive a prescrição. _ nária somente há manifestação do tribunal superior sobre as matérias Já para a terceira corrente._ para que ex1sta ~. Já os recursos extraordinários. p. 2. nos recursos de natureza extraordi. pois apenas nestes há prequestionamento. 3. 12. 282. ele deve ser analisa. 303 302 .

por meio de recurso de revista. plicável a Súmula n° 297 do TST. 897-A se a violação nasce no próprio acórdão impugnado. TST.. o resultado é o mesmo. além da negativa da prestação jurisdicional (art. o que significa 7. 257 No mesmo sentido. devendo devolver o processo ao juízo a quo para se manifestar sobre a Com efeito.. recursos de natureza extraordinária (ex. nascendo a sobre a matéria. li.c de declaração para que o TRT se manaeste so b re el a257 . ou seja. 2014. Inaplicável . não se pronunciar sobre o tema. impugnado. recursos de revista e embargos como se verifica na ementa da decisão a seguir transcrita: à SDI). . p. b) erro na admissibilidade mula STF 356 e. interpor recurso de revista da decisão omissa por violação ao art. somente nessa hipótese hiveria namento. uma vez que já existe tese jurídica clara e expressa sobre o tema. por existir decisão prévia nascida no próprio acórdão quem. 832 da CLT. e c) adoção de fundamento inédito no julgamento de mérito. a parte deverá objetivo supostamente violado ou aplicado de forma divergente. de modo expresso. somente considera recursal. Violação nascida na pró. não significa que não haja necessidade de prequestio. 4. a OJ 119 da SDI-I do TST: Noutros termos.I do TST. Logo. Nesse caso. por exemplo. sob cessidade de prequestionamento e até mesmo de interpor embargos de pena de preclusão (Súmulas n° 184 e 297. 93. o prequestionamento já existe. 'T' . 354. o É inexigível o prequestionamento quando a violação in- denominado embargos de declaração com efeito prequestionatório. mas. Prequestionamento inexigível. como deve De nossa parte. Esta Corte não tem procedido à exegese a contrario sensu da Sú- as hipóteses de: a) erro de procedimento. pode acontecer de o tribunal. dicada houver nascido na própria decisão recorrida. por consequência. prequestionamento. A mera oposição de embargos declaratórios não basta para tanto. porém. 'r Invocada a matéria no seu recurso principal. o E. sido enfrentada. art. sobre a matéria. sim. Referida tese é adotada pelo STJ por meio da Súmula violação na própria decisão impugnada. prequestionada a questão constitucional quando tenha utilizando-se de fundamento não invocado pelas partes256. 258 O] no 115 da SDI-I do TST. Nesse sentido. incumbe-lhe opor em- na hipótese. pode ocorrer de o No entanto. Nesse caso. declaração. o que. Assim. Recursos no processo do trabalho. ] O requisito do prequestionamento obsta o conheci- Atenta-se para o fato de que essa orientação tem sido aplicada para mento de questões constitucionais inéditas. pensamos que prequestionamento é um pressupos. TST atenua a exigência do prequestionamento tribunal não se manifestar sobre ela. Na prática. Para os defensores dessa tese. como diz a referida orientação. na realidade.3. Nesse caso. passou a ser acompanhado pelo' STF.do STF. o que significa que a matéria já está prequestionada. a Súmula n° 356. IX. consis- Parte da doutrina e da jurisprudência entende que interposto em- tente na obrigatoriedade de que haja decisão prévia acerca do direito bargos de declaração e havendo omissão do tribunal. ed. o juízo ad Noutras palavras. do TST). pelo Tribunal a quo. [. 304 305 . já existe decisão da CLT. em caso de provimento do recurso de revista. não havendo. Prequestionamento ficto