Você está na página 1de 68

LUBRIFICAÇÃO

CARACTERÍSTICAS DOS LUBRIFICANTES

Aula:

Prof.:

01

Tiago Silva

atendimento@braint.com.br

APRESENTAÇÃO DO PROFESSOR

Nome:

Contato :

Empresa :

Tiago Silva de Oliveira Tiago.silva@grupogagliardi.com Gagliardi Distribuidora - Mobil

Mini-currículo :

Formação:

Técnico em Mecânica Industrial. IFCE. Técnico em Eletrotécnica. CEPEP Licenciatura em Física, IFCE; Engenharia Ambiental e Sanitária. FANOR Entry Level Training (COSAN) Treinamento Mobil DELTA Automotivo (COSAN) Treinamento Mobil DELTA Industrial (COSAN) Experiência:

Vicunha Têxtil S/A Unidade III Gagliardi Distribuidora de Lubrificantes LTDA

CONTEÚDO

1. Classificação dos óleos

2. Aplicação dos óleos

3. Função do Lubrificante

4. Atrito

5. Propriedades dos lubrificantes

Viscosidade e Índice de Viscosidade Densidade Ponto de fulgor Ponto de inflamação

6. Classificação dos lubrificantes

7. Óleos Básicos e Suas Propriedades

8. Bases Lubrificantes

9. Propriedade dos óleos básicos

10. Lubrificantes sintéticos

11. Aditivos

12. Graxas

13. Mitos e Verdades

TIPOS DE LUBRIFICANTES

Os lubrificantes podem ser gasosos como o ar; líquidos como os óleos em geral; semi sólidos como as graxas e sólidas como o grafite, o talco, a mica etc.

Os lubrificantes mais práticos e de uso comum são os líquidos e os semi-sólidos.

CLASSIFICAÇÃO DOS ÓLEOS

Quanto à origem, os óleos podem ser classificados em quatro categorias:

Óleos minerais substâncias obtidas a partir do petróleo e, de acordo com sua estrutura molecular, são classificadas em óleos parafínicos ou óleos naftênicos.

Óleos vegetais são extraídos de sementes: soja, girassol, milho, algodão, arroz, mamona, oiticica, babaçu etc.

Óleos animais são extraídos de animais como a baleia, o cachalote, o bacalhau, a capivara etc.

Óleos sintéticos são produzidos em indústrias químicas que utilizam substâncias orgânicas e inorgânicas para fabricá-los. Estas substâncias podem ser silicones, ésteres, resinas, glicerinas etc.

orgânicas e inorgânicas para fabricá-los. Estas substâncias podem ser silicones, ésteres, resinas, glicerinas etc.

APLICAÇÕES DOS ÓLEOS

Os óleos animais e vegetais raramente são usados isoladamente como lubrificantes, por causa da sua baixa resistência à oxidação.

Os óleos sintéticos são de aplicação muito rara, em razão de seu elevado custo, e são utilizados nos casos em que outros tipos de substâncias não têm atuação eficiente.

Já os óleos minerais são os mais utilizados nos mecanismos industriais, sendo obtidos em larga escala a partir do petróleo.

óleos minerais são os mais utilizados nos mecanismos industriais, sendo obtidos em larga escala a partir

FUNÇÕES DO LUBRIFICANTE

PROLONGAR A VIDA DOS EQUIPAMENTOS

Reduzir o atrito e o desgaste

Resfriar - Trocar Calor

Proteger contra ferrugem e corrosão

Vedar as partes em movimento

Eliminar ruídos

Remover contaminantes / limpar

Servir de meio amortecedor e isolante

Facilitar a partida à frio de motores

Transmitir potência

Controlar o desgaste dos componentes

Prolongar a vida útil dos equipamentos

Video: motor_geral
Video: motor_geral

ATRITO

Resistência ao movimento relativo entre dois corpos. Atrito gera calor, desgaste e consome energia

Video: motor_geral
Video: motor_geral
Este Atrito
Este Atrito
Gera:
Gera:
Consome:
Consome:

Força

calor, desgaste e consome energia Video: motor_geral Este Atrito Gera: Consome: Força Atrito Calor e Desgaste
Atrito
Atrito
calor, desgaste e consome energia Video: motor_geral Este Atrito Gera: Consome: Força Atrito Calor e Desgaste
Calor e Desgaste
Calor e Desgaste
Energia
Energia

FORÇA DE ATRITO

É diretamente proporcional à carga.

É independente da área de contato.

Varia de acordo com a natureza das superfícies.

Não afeta a velocidade de deslizamento

ATRITO

Video: Atrito É diretamente proporcional à carga.
Video: Atrito
É diretamente proporcional à carga.

Superfícies

O LUBRIFICANTE SEPARA AS SUPERFÍCIES, REDUZINDO O CONTATO METAL METAL

Observamos que o Lubrificante tende a separar as superfícies, evitando um contato direto.

A espessura da película lubrificante

será de acordo com as condições de

Velocidade,Carga e Temperatura de Operação,

assim como também da própria Rugosidade das

Varia de acordo com a natureza das superfícies.

ATRITO FLUIDO

A viscosidade deverá ATRITO FLUIDO e em caso contrário quando a viscosidade for menor, se
A viscosidade deverá
ATRITO
FLUIDO
e em caso contrário quando a viscosidade
for menor, se produzirá: CONTATO METÁLICO

ser a adequada já que se for

excessiva, irá gerar o que

conhecemos como:

PROPRIEDADES DOS LUBRIFICANTES

VISCOSIDADE

é a resistência ao escoamento oferecida pelo óleo.

Resistência ao escoamento do fluído, variável com a temperatura ÍNDICE DE VISCOSIDADE - IV

Índice que mede a variação da Viscosidade com a temperatura

Maior IV, menor variação da Viscosidade x Temperatura DENSIDADE

Relação Massa / Volume ( @ T o C )

Densímetro

menor variação da Viscosidade x Temperatura DENSIDADE • Relação Massa / Volume ( @ T o

PROPRIEDADES DOS LUBRIFICANTES

DENSIDADE RELATIVA

PROPRIEDADES DOS LUBRIFICANTES DENSIDADE RELATIVA • Relação entre a densidade do óleo a 20°C e a

Relação entre a densidade do óleo a 20°C e a densidade da água a 4°C.

TAN

Índice que mede a acidez do lubrificante, inclusive a proveniente de sua aditivação

TBN

Índice que mede a capacidade de neutralizar os ácidos da combustão

PONTO DE MÍNIMA FLUIDEZ (Pour Point)

Menor temperatura que o óleo flui

PROPRIEDADES DOS LUBRIFICANTES

PONTO DE FULGOR (Flash Point)

PROPRIEDADES DOS LUBRIFICANTES PONTO DE FULGOR (Flash Point) • Temperatura a partir da qual os gases

Temperatura a partir da qual os gases liberados pelo óleo se inflamam

O ponto de fulgor é um dado importante quando se lida com óleos que trabalham em altas temperaturas.

PONTO DE COMBUSTÃO

Temperatura mínima em que se sustenta a queima do óleo.

PONTO DE MÍNIMA FLUIDEZ

Temperatura mínima em que ocorre o escoamento do óleo por gravidade. O ponto de mínima fluidez é um dado importante quando se lida com óleos que trabalham em baixas temperaturas.

PROPRIEDADES DOS LUBRIFICANTES

RESÍDUOS DE CARVÃO

Resíduos sólidos que permanecem após a destilação destrutiva do óleo.

COR

Segue padrões comparativos internacionais

Não influencia na qualidade do lubrificante

Vídeo: Panelas

OUTRAS PROPRIEDADES DOS LUBRIFICANTES

RESÍDUO DE CARBONO

CINZAS

NÚMERO DE PRECIPITAÇÃO

NÚMERO DE NEUTRALIZAÇÃO

NÚMERO DE SAPONIFICAÇÃO

NÚMERO DE EMULSÃO

GRAU API

PONTO DE ANILINA

CORROSÃO

INSOLÚVEIS

NÚMERO DE SAPONIFICAÇÃO • NÚMERO DE EMULSÃO • GRAU API • PONTO DE ANILINA • CORROSÃO

LUBRIFICAÇÃO

CARACTERÍSTICAS DOS LUBRIFICANTES

Aula:

Prof.:

02

Tiago Silva

atendimento@braint.com.br

VISCOSIDADE CINEMÁTICA

É a medida da resistência oferecida por um líquido ao seu fluxo ou escoamento

oferecida por um líquido ao seu fluxo ou escoamento Maior viscosidade Maior resistência ao escoamento Menor

Maior viscosidade

Maior resistência ao escoamento Menor fluidez

Menor viscosidade

Menor resistência ao escoamento Maior fluidez

VISCOSIDADE CINEMÁTICA

VISCOSIDADE CINEMÁTICA termômetros Video: lM5U2P2A1 É a característica principal de um lubrificante É a medida de
VISCOSIDADE CINEMÁTICA termômetros Video: lM5U2P2A1 É a característica principal de um lubrificante É a medida de

termômetros

Video: lM5U2P2A1
Video: lM5U2P2A1

É a característica principal de um lubrificante É a medida de resistência de um fluido ao seu escoamento Varia com a temperatura Principal Unidade : centistokes (cSt) = mm2/seg (Viscosimetro Ostwald) Outras Unidades: Saybolt (SSU), Engler (oE), Redwood (seg R)

VISCOSIDADE

VISCOSIDADE 40 o C 100 o C Video: viscosity_corte

40 o C

VISCOSIDADE 40 o C 100 o C Video: viscosity_corte

100 o C

Video: viscosity_corte

VISCOSIDADE CINEMÁTICA

VISCOSIDADE CINEMÁTICA Baixa velocidade Alta carga Alta Temperatura Alta Viscosidade Baixa Viscosidade Alta velocidade
Baixa velocidade
Baixa velocidade
Alta carga Alta Temperatura
Alta carga
Alta
Temperatura

Alta

Viscosidade

Baixa

Viscosidade

Alta carga Alta Temperatura Alta Viscosidade Baixa Viscosidade Alta velocidade Baixa carga Baixa Temperatura

Alta velocidade

Alta carga Alta Temperatura Alta Viscosidade Baixa Viscosidade Alta velocidade Baixa carga Baixa Temperatura
Baixa carga Baixa Temperatura
Baixa carga
Baixa
Temperatura
COMPARATIVO DE GRAUS DE VISCOSIDADE

COMPARATIVO DE GRAUS DE VISCOSIDADE

Viscosidade Cinemática, cSt

1,000,000

100,000

10,000

1,000

100

10

5

3

VISCOSIDADE X TEMPERATURA SAE 50 SAE 40 SAE 30 SAE 20W SAE 10W -30 -20
VISCOSIDADE X TEMPERATURA
SAE 50
SAE 40
SAE 30
SAE 20W
SAE 10W
-30
-20
-10
0
10
20
30
40
50
60
70
80
90
100
110
120

Temperatura °C

ÍNDICE DE VISCOSIDADE

O Índice de Viscosidade é uma característica utilizada para identificar a natureza dos óleos minerais puros:

Faixas de IV:

Abaixo de 0 = Óleos de processamento de borracha com componentes aromáticos e naftênicos

Entre 0 e 40 = Baixo IV (Óleos minerais de base naftênica prepoderante)

Entre 40 e 80 = Médio IV (Óleos de base mista ou de base naftênica que tenham recebido tratamento)

Entre 80 e 120 = Alto IV (Óleos de base preponderantemente parafínicos)

Acima de 120 = Muito Alto IV (Óleos de base parafínica hidrotratados)

140
140
1,000,000 100,000 ÍNDICE DE VISCOSIDADE 10,000 1,000 100 10 5 3 -30 40 100 Viscosidade
1,000,000
100,000
ÍNDICE DE VISCOSIDADE
10,000
1,000
100
10
5
3
-30
40
100
Viscosidade Cinemática, cSt

Temperatura °C

140

MONOVISCOSO X MULTIVISCOSO

Video: beak68
Video: beak68

DENSIDADE

Relação da massa por unidade de volume;

Como a densidade absoluta é função do volume e esse é influenciado pela temperatura, só faz sentido falar-se em densidade (absoluta ou relativa) quando a ela se refere uma dada temperatura;

No caso dos óleos lubrificantes são usadas as temperaturas de 4ºF ou 60 ºF como temperatura de referência para determinação de sua densidade absoluta

usadas as temperaturas de 4ºF ou 60 ºF como temperatura de referência para determinação de sua

PONTO DE FULGOR

Ponto de Fulgor (Flash point);

É a temperatura na qual o óleo despende

os primeiros vapores que se inflamam quando em

contato com uma chama;

É uma propriedade importante pois indicam

as faixas de temperatura em que um óleo pode operar com total segurança.

PONTO DE INFLAMAÇÃO

Ponto de Inflamação (Fire point);

PONTO DE INFLAMAÇÃO Ponto de Inflamação (Fire point); Prosseguindo o aquecimento do óleo para temperaturas acima

Prosseguindo o aquecimento do óleo para temperaturas acima do ponto de fulgor, haverá um determinado valo de temperatura a partir do qual a combustão dos vapores desprendidos será contínua, resultando na combustão completa da superfície do óleo;

CLASSIFICAÇÃO DOS LUBRIFICANTES

Os óleos lubrificantes são classificados principalmente por três normas: SAE, API e ASTM.

SAE : Society of Automotive Engineers (Associação dos Engenheiros Automotivos)- define a classificação do lubrificante conforme a necessidade, normalmente está relacionada à viscosidade do óleo.

API: American Petroleum Institute -(Instituto Americano de Petróleo)- desenvolve a linguagem para o consumidor em termos de serviços dos óleos lubrificantes.

ASTM: American Society for Testing of Materials – (Associação Americana para Prova de Materiais)- Define os métodos de ensaios e limites de desempenho do lubrificante.

(Associação Americana para Prova de Materiais)- Define os métodos de ensaios e limites de desempenho do
(Associação Americana para Prova de Materiais)- Define os métodos de ensaios e limites de desempenho do
(Associação Americana para Prova de Materiais)- Define os métodos de ensaios e limites de desempenho do

CLASSIFICAÇÃO API PARA LUBRIFICANTES AUTOMOTIVOS

CLASSIFICAÇÃO API PARA LUBRIFICANTES AUTOMOTIVOS AMERICAN PETROLEUM INSTITUTE INSTITUTO AMERICANO DE PETRÓLEO

AMERICAN PETROLEUM INSTITUTE

INSTITUTO AMERICANO DE PETRÓLEO

CLASSIFICA ÓLEOS POR DESEMPENHO EM TESTES PADRONIZADOS, INCLUINDO DESEMPENHO EM ECONOMIA DE COMBUSTÍVEL

“S” Service (SPARK)

DESIGNAÇÃO PARA MOTORES DE COMBUSTÃO INTERNA MOVIDOS À ÁLCOOL OU GASOLINA

CLASSIFICAÇÃO API PARA LUBRIFICANTES AUTOMOTIVOS

CLASSIFICAÇÃO API PARA LUBRIFICANTES AUTOMOTIVOS AMERICAN PETROLEUM INSTITUTE INSTITUTO AMERICANO DE PETRÓLEO
AMERICAN PETROLEUM INSTITUTE INSTITUTO AMERICANO DE PETRÓLEO
AMERICAN PETROLEUM INSTITUTE
INSTITUTO AMERICANO DE PETRÓLEO

CLASSIFICA ÓLEOS POR DESEMPENHO EM TESTES PADRONIZADOS, INCLUINDO DESEMPENHO EM ECONOMIA DE COMBUSTÍVEL

“C” Comercial (COMPRESSION)

DESIGNAÇÃO PARA MOTORES DE COMBUSTÃO INTERNA MOVIDOS À DIESEL

DE COMBUSTÍVEL “C” Comercial (COMPRESSION) DESIGNAÇÃO PARA MOTORES DE COMBUSTÃO INTERNA MOVIDOS À DIESEL

CLASSIFICAÇÃO API PARA LUBRIFICANTES AUTOMOTIVOS

“GL” GEAR LUBRICANT DESIGNAÇÃO PARA ENGRENAGENS DE TRANSMISSÕES AUTOMOTIVAS
“GL” GEAR LUBRICANT
DESIGNAÇÃO PARA ENGRENAGENS DE
TRANSMISSÕES AUTOMOTIVAS

CLASSIFICAÇÃO SAE PARA LUBRIFICANTES AUTOMOTIVOS

CLASSIFICAÇÃO SAE PARA LUBRIFICANTES AUTOMOTIVOS SOCIETY OF AUTOMOTIVE ENGINEERS SOCIEDADE DOS ENGENHEIROS AUTOMOTIVOS
SOCIETY OF AUTOMOTIVE ENGINEERS SOCIEDADE DOS ENGENHEIROS AUTOMOTIVOS
SOCIETY OF AUTOMOTIVE ENGINEERS
SOCIEDADE DOS ENGENHEIROS AUTOMOTIVOS

CLASSIFICA ÓLEOS APENAS POR SUAS PROPRIEDADES VISCOMÉTRICAS

MONOVISCOSOS: “0W, 5W, 10W, 15W, 20W, 25W 20, 30, 40, 50 e 60” MULTIVISCOSOS: “0W30,
MONOVISCOSOS: “0W, 5W, 10W, 15W, 20W, 25W 20, 30, 40, 50 e 60”
MULTIVISCOSOS: “0W30, 5W50, 10W30, 15W40, 20W50”
e 60” MULTIVISCOSOS: “0W30, 5W50, 10W30, 15W40, 20W50” CLASSIFICAÇÃO PARA ÓLEOS DE MOTORES DE COMBUSTÃO INTERNA

CLASSIFICAÇÃO

e 60” MULTIVISCOSOS: “0W30, 5W50, 10W30, 15W40, 20W50” CLASSIFICAÇÃO PARA ÓLEOS DE MOTORES DE COMBUSTÃO INTERNA

PARA ÓLEOS DE MOTORES DE COMBUSTÃO INTERNA

CLASSIFICAÇÃO SAE PARA LUBRIFICANTES AUTOMOTIVOS

CLASSIFICAÇÃO SAE PARA LUBRIFICANTES AUTOMOTIVOS SOCIETY OF AUTOMOTIVE ENGINEERS SOCIEDADE DOS ENGENHEIROS AUTOMOTIVOS
SOCIETY OF AUTOMOTIVE ENGINEERS SOCIEDADE DOS ENGENHEIROS AUTOMOTIVOS MONOVISCOSOS: “70W, 75W, 80W, 85W 90, 140
SOCIETY OF AUTOMOTIVE ENGINEERS
SOCIEDADE DOS ENGENHEIROS AUTOMOTIVOS
MONOVISCOSOS: “70W, 75W, 80W, 85W 90, 140 e 250”
MULTIVISCOSOS: “75W90, 80W90, 85W140”

Classificação

MULTIVISCOSOS: “75W90, 80W90, 85W140” Classificação para óleos de caixas de mudanças e diferenciais de

para óleos de caixas de mudanças e diferenciais de veículos automotores

“75W90, 80W90, 85W140” Classificação para óleos de caixas de mudanças e diferenciais de veículos automotores

CLASSIFICAÇÃO ACEA PARA LUBRIFICANTES AUTOMOTIVOS

CLASSIFICAÇÃO ACEA PARA LUBRIFICANTES AUTOMOTIVOS ASSOCIATION OF CONSTRUCTORES OF EUROPEAN AUTOMOBILES ASSOCIAÇÃO DOS
ASSOCIATION OF CONSTRUCTORES OF EUROPEAN AUTOMOBILES ASSOCIAÇÃO DOS CONSTRUTORES DE AUTOMÓVEIS DA EUROPA
ASSOCIATION OF CONSTRUCTORES OF EUROPEAN AUTOMOBILES
ASSOCIAÇÃO DOS CONSTRUTORES DE AUTOMÓVEIS DA EUROPA

Classifica óleos por desempenho em testes padronizados

ASSOCIAÇÃO DOS CONSTRUTORES DE AUTOMÓVEIS DA EUROPA Classifica óleos por desempenho em testes padronizados

CLASSIFICAÇÃO ISO PARA LUBRIFICANTES AUTOMOTIVOS

INTERNATIONAL ORGANIZATION FOR STANDARDIZATION ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL DE NORMAS
INTERNATIONAL ORGANIZATION FOR STANDARDIZATION
ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL DE NORMAS

Classifica óleos apenas por suas propriedades viscométricas

FOR STANDARDIZATION ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL DE NORMAS Classifica óleos apenas por suas propriedades viscométricas

CLASSIFICAÇÃO NLGI PARA GRAXAS

CLASSIFICAÇÃO NLGI PARA GRAXAS NATIONAL LUBRICATING GREASE INSTITUTE INSTITUTO NACIONAL DE GRAXAS LUBRIFICANTES
NATIONAL LUBRICATING GREASE INSTITUTE INSTITUTO NACIONAL DE GRAXAS LUBRIFICANTES
NATIONAL LUBRICATING GREASE INSTITUTE
INSTITUTO NACIONAL DE GRAXAS LUBRIFICANTES

Classifica graxas lubrificantes quanto a sua consistência

GREASE INSTITUTE INSTITUTO NACIONAL DE GRAXAS LUBRIFICANTES Classifica graxas lubrificantes quanto a sua consistência

LUBRIFICAÇÃO

CARACTERÍSTICAS DOS LUBRIFICANTES

Aula:

Prof.:

03

Tiago Silva

atendimento@braint.com.br

LUBRIFICANTE ACABADO

LUBRIFICANTE ACABADO Básicos Minerais e Sintéticos (80% a 95%) Aditivos (20% a 5%)
LUBRIFICANTE ACABADO Básicos Minerais e Sintéticos (80% a 95%) Aditivos (20% a 5%)
LUBRIFICANTE ACABADO Básicos Minerais e Sintéticos (80% a 95%) Aditivos (20% a 5%)
Básicos Minerais e Sintéticos (80% a 95%)
Básicos
Minerais e Sintéticos
(80% a 95%)
Aditivos (20% a 5%)
Aditivos
(20% a 5%)

BASES LUBRIFICANTES

Óleos Básicos Minerais

Bases Sintéticas

Oligômeros de Olefina (PAO Polialfaolefina) Ésteres de Ácidos Dibásicos Ésteres de Organofosfatos Ésteres de Silicatos Silicones Compostos de Ésteres de Poliol (POE Poliol éster) Polibutenos ou Poliisobutilenos Poliglicóis ou Polialquilenoglicóis PAG Alquilados Aromáticos

Óleos Básicos Não Convencionais

Óleos de Alto/Altíssimo Índice de Viscosidade Tecnologia GTL (Gas To Liquid)

ÓLEOS BÁSICOS

Video: refinaria_v2

EXTRAÇÃO POR SOLVENTE ÓLEO ÓLEO BÁSICO Bases Lubrificantes MINERAL HIDROCRAQUEAMENTO Minerais PAO ETILENO
EXTRAÇÃO POR
SOLVENTE
ÓLEO
ÓLEO BÁSICO
Bases Lubrificantes
MINERAL
HIDROCRAQUEAMENTO
Minerais
PAO
ETILENO
Bases
Lubrificantes
Sintéticas - PAO
POLIMERIZAÇÃO

GASES

NAFTA GASOLINA QUEROSENE DIESEL ÓLEO BÁSICO OUTROS
NAFTA
GASOLINA
QUEROSENE
DIESEL
ÓLEO BÁSICO
OUTROS
Bases Lubrificantes Sintéticas - PAO POLIMERIZAÇÃO GASES NAFTA GASOLINA QUEROSENE DIESEL ÓLEO BÁSICO OUTROS

SINTÉTICOS - ORIGEM

Lubrificantes sintéticos são produzidos por reações químicas, onde moléculas simples são agregadas para formar moléculas mais complexas, características similares e quimicamente estáveis

características similares e quimicamente estáveis Sintetizar Refinaria Combinar Sintéticos (PAO)
Sintetizar Refinaria Combinar Sintéticos (PAO) Hidrocarbonetos (misturas) Refinar Óleos Separar Petroquímicos
Sintetizar
Refinaria
Combinar
Sintéticos (PAO)
Hidrocarbonetos
(misturas)
Refinar
Óleos
Separar
Petroquímicos
Limpar
Minerais
(puro)

Etileno

GASES GASES LÍQUIDOS LÍQUIDOS RESIDUAIS RESIDUAIS
GASES GASES
LÍQUIDOS LÍQUIDOS
RESIDUAIS
RESIDUAIS

SINTÉTICOS - ORIGEM

Sintéticos (PAO)
Sintéticos (PAO)
Video: lub_sint
Video: lub_sint

Processo químico; moléculas com o mesmo tamanho e peso

Óleos Minerais
Óleos
Minerais
Video: lub_min
Video: lub_min

Mineral Mistura de hidrocarbonetos

MINERAL x SINTÉTICOS

MINERAL x SINTÉTICOS Força Força • Moléculas com estrutura controlada e propriedades previsíveis •
MINERAL x SINTÉTICOS Força Força • Moléculas com estrutura controlada e propriedades previsíveis •
MINERAL x SINTÉTICOS Força Força • Moléculas com estrutura controlada e propriedades previsíveis •
MINERAL x SINTÉTICOS Força Força • Moléculas com estrutura controlada e propriedades previsíveis •

Força

Força

Força

Força

Moléculas com estrutura controlada e propriedades previsíveis

Coeficiente de atrito mais baixo e como resultado, menor perda de energia

Maior estabilidade e resistência à oxidação, vida mais longa ao lubrificante

CLASSIFICAÇÃO API DE ÓLEOS BÁSICOS

Especificações físicas Processos de Grupo Índice de Viscosidade - IV Enxofre Fabricação % Peso
Especificações físicas
Processos de
Grupo
Índice de
Viscosidade - IV
Enxofre
Fabricação
% Peso
Hidrocarbonetos
Saturados % Peso
I
80-120
> 0,03
< 90
Convencional
(refino por solvente)
Necessita Hidrocraqueamento
II
80-120
< 0,03
> 90
/ Remoção de ceras
Necessita Severo
III
> 120
< 0,03
> 90
Hidrocraqueamento /
Remoção de Ceras
IV
> 140
0,00
> 90
Síntese Química PAO
V
Todos os outros sintéticos ésteres,
poliglicois, ésteres fosfatados

PROPRIEDADES DOS ÓLEOS BÁSICOS

Classificação entre as propriedades dos Óleos Básicos Grupo I Grupo II Grupo III Grupo IV
Classificação entre as propriedades dos Óleos Básicos
Grupo I
Grupo II
Grupo III
Grupo IV
Resistência à oxidação
Volatilidade
Desempenho em baixas temperaturas
Eficiência / Atrito Fluído
Desempenho em baixas temperaturas Eficiência / Atrito Fluído A direção das setas indica o aumento no

A direção das setas indica o aumento no desempenho

LUBRIFICAÇÃO

CARACTERÍSTICAS DOS LUBRIFICANTES

Aula:

Prof.:

04

Tiago Silva

atendimento@braint.com.br

ADITIVOS

Substancias que conferem ou melhoram as propriedades do óleo básico

que conferem ou melhoram as propriedades do óleo básico Antioxidantes Inibidores de ferrugem e corrosão
que conferem ou melhoram as propriedades do óleo básico Antioxidantes Inibidores de ferrugem e corrosão
que conferem ou melhoram as propriedades do óleo básico Antioxidantes Inibidores de ferrugem e corrosão

Antioxidantes

ou melhoram as propriedades do óleo básico Antioxidantes Inibidores de ferrugem e corrosão Abaixadores do

Inibidores

de ferrugem

e corrosão

Antioxidantes Inibidores de ferrugem e corrosão Abaixadores do Ponto de Fluidez Anti espumantes Extrema

Abaixadores do Ponto de Fluidez

de ferrugem e corrosão Abaixadores do Ponto de Fluidez Anti espumantes Extrema Pressão Dispersantes/ Detergentes
de ferrugem e corrosão Abaixadores do Ponto de Fluidez Anti espumantes Extrema Pressão Dispersantes/ Detergentes
de ferrugem e corrosão Abaixadores do Ponto de Fluidez Anti espumantes Extrema Pressão Dispersantes/ Detergentes
de ferrugem e corrosão Abaixadores do Ponto de Fluidez Anti espumantes Extrema Pressão Dispersantes/ Detergentes

Anti espumantes

Extrema

Pressão

Dispersantes/

Detergentes

Antidesgastes/

Redutores de

atrito

Anti espumantes Extrema Pressão Dispersantes/ Detergentes Antidesgastes/ Redutores de atrito Melhoradores d o I V

Melhoradores

do IV

ANTIDESGASTE E EXTREMA PRESSÃO

Carga

Sem Aditivo

ANTIDESGASTE E EXTREMA PRESSÃO C a r g a Sem Aditivo Contato Metal-Metal Carga OK !
ANTIDESGASTE E EXTREMA PRESSÃO C a r g a Sem Aditivo Contato Metal-Metal Carga OK !

Contato Metal-Metal

Carga

PRESSÃO C a r g a Sem Aditivo Contato Metal-Metal Carga OK ! Película sólida •
PRESSÃO C a r g a Sem Aditivo Contato Metal-Metal Carga OK ! Película sólida •

OK !

Película sólida

Estes aditivos reagem com as superfícies metálicas, formando uma

película protetoras evitando o contato metal - metal

AGENTE ANTIFERRUGINOSO

película de óleo

Gotas de água

metal
metal

Estes aditivos protegem as superfícies metálicas do ataque químico pela água ou outros contaminantes

DETERGENTE E DISPERSANTE

DETERGENTE E DISPERSANTE Video: Detergente Detergente: Manter limpas as partes do motor Dispersante: Impedir a

Video: Detergente

Detergente: Manter limpas as partes do motor Dispersante: Impedir a formação de depósitos de combustão e oxidação nas superfícies do motor Manter os resíduos em suspensão para serem removidos pelos filtros ou no momento da troca

ANTIESPUMANTE

Reduz a tensão superficial das bolhas de ar, permitindo a quebra da espuma

ar
ar
Video: Espuma
Video: Espuma

AGENTE ANTIOXIDANTE

Oxidação é a reação do lubrificante com o oxigênio presente no ar, formando ácidos e borras e modificando as propriedades do lubrificante

Aumentar a resistência à oxidação do óleo;

Oxidação é a reação do lubrificante com o oxigênio presente no ar, formando ácidos e borras e modificando as propriedades do lubrificante;

Consequências da oxidação: Aumento da viscosidade, formação de depósitos, escure- cimento do óleo, aumento da acidez, aumen- to do consumo de combustível e entupimen- to de canais de lubrificação

Video: Panelas
Video: Panelas

MELHORADOR DE IV - ÍNDICE DE VISCOSIDADE

Compensa as variações de viscosidade do lubrificante em consequência das mudanças de temperatura

DE VISCOSIDADE Compensa as variações de viscosidade do lubrificante em consequência das mudanças de temperatura

MELHORADOR DE IV - ÍNDICE DE VISCOSIDADE

Video: IV
Video: IV

OUTROS ADITIVOS

Modificadores de Fricção

Agentes de Adesividade

Emulsificantes

Demulsificantes

Biocidas

Corantes

Aromatizantes

Antimanchas

Anti-ruído /escorregamento

Agentes de Oleosidade

LUBRIFICAÇÃO

CARACTERÍSTICAS DOS LUBRIFICANTES

Aula:

Prof.:

05

Tiago Silva

atendimento@braint.com.br

GRAXAS - COMPOSIÇÃO

GRAXAS - COMPOSIÇÃO Graxa é como uma esponja: Libera o óleo que faz a lubrificação Graxa
Graxa é como uma esponja: Libera o óleo que faz a lubrificação Graxa = Óleo
Graxa é como uma esponja: Libera o óleo que faz a lubrificação
Graxa = Óleo Básico +
Espessante +
Aditivos
Óleo
Mineral
Básico
Sintético
Agente Espessante - Sabão
Metálico
Não Sabão
Aditivos: Antioxidante
Anticorrosivo
Extrema Pressão
Sólidos
Adesividade
Corantes

GRAXAS - COMPOSIÇÃO

Óleo Básico: Lubrificante: mineral, sintético, vegetal , etc Espessante: Dá corpo, estrutura ao produto. Pode ser do tipo sabão (ex. sabão de lítio ou complexo de lítio) ou não sabão (ex. argila modificada, poliuréia, etc) Aditivos: Reforçam e incluem propriedades: EP (proteção contra o desgaste), proteção anti corrosiva, etc

Composição típica:

Óleo Base

Espessante - 2 - 20%

Aditivos

- 80 - 95 %

- 0 -15 %

0-15% 2-20% 80-95 %
0-15%
2-20%
80-95 %

GRAXAS - COMPOSIÇÃO

Composto sólido ou semi-sólido, produto da dispersão de um agente espessante em um líquido lubrificante

Outros ingredientes - aditivos - podem ser adicionados para conferir propriedades especiais e performance

Rede de poros tridimensional

As partículas do espessante aderem umas as outras devido a atrações físicas / químicas

Os poros são cheios de óleo lubrificante

O óleo é liberado do espessante devido ao movimento, esforços mecânicos, calor, etc

O óleo é reabsorvido quando as ações cessam

do espessante devido ao movimento, esforços me câni cos, calor, etc O óleo é reabsorvido quando

GRAXAS - ESPESSANTES

Rede de fibras 3D ou partículas preenchidas com óleo e sem ar Uniformemente dispersas Grandes áreas

Rede de fibras 3D ou partículas preenchidas com óleo e sem ar Uniformemente dispersas Grandes áreas
Rede de fibras 3D ou partículas preenchidas com óleo e sem ar Uniformemente dispersas Grandes áreas

Viscosidade do Óleo básico e aditivos tem pouco efeito na consistência da graxa Graxa de maior consistência (esquerda) e menor consistência (direita)

tem pouco efeito na consistência da graxa Graxa de maior consistência (esquerda) e menor consistência (direita)
tem pouco efeito na consistência da graxa Graxa de maior consistência (esquerda) e menor consistência (direita)
tem pouco efeito na consistência da graxa Graxa de maior consistência (esquerda) e menor consistência (direita)
tem pouco efeito na consistência da graxa Graxa de maior consistência (esquerda) e menor consistência (direita)
tem pouco efeito na consistência da graxa Graxa de maior consistência (esquerda) e menor consistência (direita)
tem pouco efeito na consistência da graxa Graxa de maior consistência (esquerda) e menor consistência (direita)

CONSISTÊNCIA NLGI

Video: Graxa penetometro
Video: Graxa penetometro
CONSISTÊNCIA NLGI Video: Graxa penetometro
CONSISTÊNCIA NLGI Video: Graxa penetometro
Consistênci a NLGI Número 000 00 0 1 2 3 4 5 6
Consistênci
a NLGI
Número
000
00
0
1
2
3
4
5
6
Penetração trabalhada 0,1 mm a 25 ºC 445 475 400 430 355 385 310 340
Penetração
trabalhada
0,1 mm a 25 ºC
445
475
400
430
355
385
310
340
265
295
220
250
175
205
130
160
85
115

Graxas

“Semifluídas”:

CONSISTÊNCIA

NLGI

Maior Consistência
Maior
Consistência

Graxas “Sólidas”:

PONTO DE GOTA:

Temperatura na qual a graxa, após aquecimento, libera a primeira gota de óleo

Não serve como referência para temperatura máxima de operação

após aquecimento, libera a primeira gota de óleo Não serve como referência para temperatura máxima de

MITOS E VERDADE:

MITOS E VERDADE:

GRAXAS LUBRIFICANTES - CONCLUSÃO

Uma graxa de boa qualidade e dentro das recomendações dos fabricantes reduzem os problemas de quebras inesperadas de cubos, pinos, rolamentos, etc ;

O processo de produção das graxas é bastante complexo. Por sua vez, a aplicação exige cuidados na seleção da graxa apropriada, no uso da quantidade correta e no cumprimento dos períodos de relubrificação estipulados;

Misturar graxas de fabricantes ou mesmo de tipos diferentes (espessantes) pode trazer sérios problemas aos equipamentos;

Consulte sempre o manual de manutenção ou do proprietário de seu veículo - siga sempre as instruções dos fabricantes.

EQUILÍBRIO DAS PROPRIEDADES

EQUILÍBRIO DAS PROPRIEDADES
EQUILÍBRIO DAS PROPRIEDADES

Muito Obrigado !