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SiH LIMITES CNICAS pz REALIZACAO PESSOAL ANTHONY ROBBINS WV 7 “PODER \ atl LIMITES u ANTHONY ROBBIN NOVAS TECNICAS pe REALIZACAO PESSOAL O PODER SEM LIMITES Anthony Robbins ‘Traduzido do original: Unlimited Power — The New Science of Personal Achievement ‘A Fireside Book, Published by Simon & Schuster, New York, N.Y., 1997. Copyright © 1986 by Robbins Research In "Todos os dretos reservados. Este livzo no pode ser reprodurd, 1 todo ou em parte, por qualquer procesto mecinico,fotogrifco, clectrénico, ou por meio de gravagio, nem ser introduzido numa base de dados, difundido ou de qualquer forma copiado para uso publico ou privado ~ além do uso legal como breve ctagio em artigos eciticas~ sem prévia autorizagio do editor. Coppright © 2003, by Editora Pergaminho SA da tradugio e editorasao portuguesas Dire eras para a lingua’ portugyesa (Portugal) & Editora P®tganaigho SA Lisboa — byrfugal edigio, Maio de 2003 22 reimpressio, Julho de 2008 ISBN 978-972-711-476-4 Dedicado ao maior poder dentro de si, 0 poder de ama, todos agueles que o ajudam a partithar a sua magia. Dedicado, em especial, a Jairek, Joshua, Jolie, Tyler, Becky ei minha Mate. Agradecimentos Quando comecei a pensar nas pessoas a quem devia expressar 0 meu apreco pelo seu apoio, pelas sugest6es e pelo trabalho arduo que tomaram este livro possivel, a lista no parava de crescer. Primeiro, ‘gostaria de agradecer’ minha mulher e familia por criarem um ambien- te no qual eu podia deixar os fluidos criativos correr 2 qualquer hora do dia ou da noite ¢ sentir que as minhas ideias eram recebidas por couvidos compreensivos Depois seguiam-se, naturalmente, os esforgos combinados de Peter ‘Applebome e Henry Golden, que levaram a cabo um trabalho de edi- 40 espantoso sobre os meus brainstorm. Em virios estados de desenvol- vimento, as sugestées de Wyatt Woodsmall Ken Blanchard foram extremamence valiosas. O livro nao poderia nunca rer chegado @ exis- tir sem os esforcos de Jan Miller ¢ Bob Asahina, que, juntamente com © pessoal da Simon & Schuster, se mantiveram ao meu lado, até a0 ‘iltimo minuto, aquando das alteragdes de iiltima hora, (Os professares cujas personalidades, métodos ¢ amizades me afec- taram mais — desde o inicio das minkas primeiras comunicagGes com Mrs. Jane Morrison e Richard Cobb, Jim Rohn, John Grinder ¢ Richard Bandler — nunca poderao ser esquecidos. ‘Obrigado também aos grificos, a0 secretariado € as pessoas que fizetam investigacio, que trabalharam sob a pressio dos prazos: Rob Evans, Dawn Aaris, Donald Bodenbach, Kathy Woody e, claro, Pacri- cia Valiton, E, por titimo, mas nie menos importante, quero aqui deixar um agtadecimento especial a0 pessoal da Robbins Research Corporate, aos gestores dos centros e as centenas de promotores que, por todo 0 pais, diariamente me ajudam a fazer chegar a nossa mensagem a0 mundo. Préfacio Quando Tony Robbins me pediu para escrever o prélogo de O Poder Sem Limizes fiquei muito satisfeito, por varias razdes. Em primeito lugas, acho que ele € um jovem muito especial. O nosso primeiro fencontro aconteceu em Janeiro de 1985, quando eu estava em Palm Springs para jogar golfe no Bob Hope Desert Classic Pro-Am ‘Tournament. Tinha saido de uma tipica happy hour para jogadores de golfe no Rancho Las Palmas Marriott, em que toda a gente com- petia pelo dircito de se vangloriar do dia. A caminho do jantar, eu e ‘um amigo meu da Austrilia, Keith Punch, passimos por um cartaz que anunciava 0 Seminério «Andar no Fogo, de Tony. «Liberte 0 poder que tem dentro de siv, dizia o cartaz, Tinha ouvido falar do Tony e a minha cutiosidade ficou espicacada. Uma ver que eu e 0 Keith ji tinhamos bebido e nao querfamos correr riscos, decidimos ‘que nio podfamos caminhar em cima dos carves, mas que famos assitir a0 seminatio. [Nas quatro horas ¢ meia seguinees, vio Tony hipnotizar uma gran- de multidao constituida por executivos, donas de casa, médicos, advo- gados e afins. Quando digo hipnotizar, nfo me estou a referira nenhu- ‘ma magia negra. Tony mantinha todaa gence atenta com 0 seu carisma charme, asim como com a profundidade do seu conhecimento rela- tivamente ao comportamento humano. Foi o seminério mais inspit doe divertido a que alguma vez tinha assistido nos 20 anos em que dei formagio cm gestio. No fim, toda a gente, excepto eu ¢ Keith, cami- hou por cima de uma esteira com quatro metros € meio de carvoes em brasa que tinham estado a arder ao longo da noite. E ninguém se magoou. Era algo digno de ser visto e uma experiéncia animadora para qualquer um. 1&0 Daler Seu Linves Tony utiliza o caminhar sobre o fogo como uma metifora. Ele nao ensina uma capacidade mistica, mas ances um conjunto pritico de ferramentas para ser efectivamente capaz de agir apesar dese tet medo dealgo. A capacidade de conseguir fazer 0 que quer que seja necessé- tio para ser bem sucedido é um poder muico real. Assim, a primeira razo por que estou encantado ao escrever este prélogo € porque te- ‘nho um imenso tespeito e admiraga0 por Tony Robbins. ‘A segunda raz3o por que estou entusiasmado a0 escrever este pré- ogo ¢ porque o livro de Tony, O Pader Sem Limites, mostrari a todos a profundidade e a amplinude do seu pensamento. Ele é mais do que um orador que motiva quem o escuta. Com 25 anos, ele é jf um dos principais teéticos da dtea da psicologia da motivagio e tealieacio. Penso que este livro tem a capacidade de ser o texto definitive do movimento do potencial humano, O que Tony pensa telativamente a satide,stresse, estabelecimento de objectivos, visualizagio e afins cons- tui a vanguarda e é obrigatério para qualquer pessoa empenhada na exceléncia pessoal. Espero que consiga tirar tanto proveito deste livro como eu. Em- bora seja mais longo do que The One Minute Manager, espero que consiga ler olivro até 20 fim, para que possa utilizar o pensamento de Tony e libertar a magia que existe dentro de si. Prof. Dr. Kenner BLANCHARD Co-autor de The One Minute Manager Introducao ‘Ao longo de toda a minha vida, tive sempre dificuldade em falar cen ptiblico, mesmo quando era actor. Imediatamente antes de entrar cem cena, ficava fisicamente doente. Assim, com o meu implacivel ‘medo de falarem publico, pode-seimaginar a excitagao que seni quan- do ouvi dizer que Anthony Robbins, o homem que transforma medo cem poder, me podia curar. Ainda que estivesse muito entusiasmado quando a para me encontrar com Tony Robbins, nao pude evitar um sentimen- to de divida. Tinha ouvido falar da PNL e de outros métodos nos ‘quais Tony é um reconhecido especialista, todavia, 20 todo, eu tinha ‘gasto horas incontéveis e milhares de délares a procurar ajuda pro- fissional. (Os primeiros profissionais que consultei tinham-me dito que eu nao deveria ter esperanga de conseguir uma cura répida, porque 0 ‘meu medo se tinha desenvolvido ao longo dos anos. Agendaram-me visitas semanais para trabalharem no meu problema infindavelmente. Quando me encontrei com Tony, fiquei surpreendido por ele ser tio grande. E muito raro encontrar alguém mais alto do que eu. Ele devia medir 1,97 me pesar cerca de 110 quilos. Tao jovem, tao agradé- vel... Sentémo-nos ¢ dei por mim extremamente nervoso quando ele me comesou a fazer perguntas sobre 0 meu problema. Depois perguntou © que é que eu queria ¢ como é que eu queria smudar. Parecia que a minha fobia surgia para se defender a si mesma, para evitar © que estava a acontecer. Mas, coma vor calma de'Tony, eu comecei a ouvir o que ele estava a dizer. Comecei a reviver os meus sentimencos de panico quanto a falar em piiblico. Subitamente, substitu(-os pelos novos sentimentos feitos ‘0 convite (#0 Hodder Sem Limiien de forga e confianga. Tony tinha feito com que eM recuasse na minha mente até uma altura em que estava num paleo a fazer um discurso bem sucedido. Enquanto eu falava — ment cionava-me Ancoras, que so pontos de apoio a que eu posso apelar ppara reforgar a coragem e a confianga enquanto discusso. Ao ler este livro ficard a par deste assunto. ‘Mantive os meus olhos fechados durante a reunizo, que durou cer- cade 45 minutos, enquanto ouvia 0 Tony. Periodicamente ele cocava znos meus joelhos e nas minhas maos, dando-me pontos de apoio fisi- 0s. Quando acabou, pus-me de pé. Nunca me tinha sentido tao des- contraido, calmo e em paz. Nao tinha nenbum sentimento de fraque- 7a. Agora sentia-me suficientemente confiante para fazer © programa da televisio do Luxemburgo, que tinha uma audiéncia estimada de 450 milhées de pessoas. ‘Sc os métodos de’Tony funcionam tio bem nos outros como funcis znaram em mim, entZo as pessoas de todo o mundo poderso beneficiar dees. Ha casos de pessoas que estéo deitadas na cama a pensarem constantemente na morte. Os médicos disseram-lhes que tém cancro clas ficaram to perturbadas que 0s seus corpos esto cheios de stress. (Ora sea minha fobia, que me acompanhou durante toda a vida, pode ser eliminada numa hora, os métodos de Tony também devem ser disponibilizados para todos aqueles que sofrem de qualquer tipo de doen¢a —emocional, mental ou fisica. Também estas pessoas podem ser libertadas dos seus medos, stresse e ansiedades. Acho que é da maior importineia que nfo adiemos mais esta questio. Por que é que havemos de ter medo da égua, das alturas, de falar em piiblico, de cobras, de chefes, do fracasso ou da morte? ‘Agora cu sou livre ¢ este livro oferece-Ihe as mesmas oportunida- des. Estou certo de que O Poder Sem Limite sera un best-seller, porque vai muito além da eliminacao de medas e ensina-the o que desenca- deia qualquer forma de comportamento humano. Ao dominar a in- formagao constante deste livro, vocé teri um toral controlo da sua mente e do seu corpo; e, consequentemente, da sua vida. mente —, Tony propor- ‘Sin Jason Winrers Autor de Killing Cancer (SuCESSO ir frequentemente e muito; conguistar 0 rspeito de pessoas inteligentes eo afécto das riangas; conseguir o apreco de certtcos honestos e aguentar a traigto de falos amigos: apreciar 4 beleza, encontrar 0 melhor nos outros; detxar 0 mundo wn ‘pouco melhor, sea através de uma crianga sauddvel, de um caminko de jardim ou de wma condigto social redimida; saber aque pelo menos uma vida foi mais ficil porque voce vivew. Isto é ter sida bem sucedido, — Rar WaLvo Emerson O Modelar da Exceléncia Humana A Mercadoria dos Reis «O grande propésito da vida nito £0 conbecimento, masa acgao.» —THomas Henay Hoxtey ‘Tinha ouvido falar dele durante muitos meses. Diziam que ele era jovem, rico, saudével, feliz e bem sucedido. Tinha que ver por mim proprio, Observei-o cuidadosamente enquanto cle abandonava 0 es- ttidio de televise segui-o nas semanas seguintes, observando como cle aconselhava toda a gente, desde o presidente de um pais a uma pessoa com fobia. Vi-o a debater com dietistas,a formar executivos ea trabalhar com atletas ¢ miidos com problemas de aprendizagem. Pa- recia incrivelmente feliz e profundamente apaixonado pela sua mu- Iher enquanto viajavam juntos através do pats ¢ 4 volta do mundo. E quando acabavam, era altura de voar de regresso a San Diego para ‘passae alguns dias em casa com a sua familia, no seu castelo com vista para 0 oceano Pacifico. ‘Como era possivel que este mitido de 25 anos, que apenas tinha 0 liceu, tivesse aleancado tanto num periodo tio curto de tempo? Afi- nal, rés anos antes, este homem vivia num apartamento de solteiro com 120 m* clavava os pratos na banheira. Como é que ele passou de uma pessoa extremamente infeliz, com 15 quilos a mais, relagSes insté- veis e perspectivas limitadas, para um individuo equilibrado, saudavel « respeitado, com excelentes relagbes ¢ a oportunidade de sucesso ili- mitado? 20 4 © Poder Sem Limiter Parecia tudo tio incrivel e, no entanto, © que me espantou. mais fol aperceber-me de que era eu! A histéria wleles €a minha. Nao estou a dizer, claro, que a minha vida resume rudo se entende por sucesso, Obviamente, todos temos sonhos ¢ideias dif rentes sobre 0 que queremos fazer das nossas vidas. Além disso, estou seguro que quem conhecemos, onde vamos € 0 que possuimos ndo so a verdadeira medida do sucesso pessoal. Para mim, o sucesso é um processo que estd sempre em curso e que consiste em nos esforgarmos ppara nos tornarmos melhores. Ea oportunidade de crescimento con- tinuo 20 nivel emocional, social, espiritual, siol6gico, intelectual e financeiro, enquanto contribuimos de forma positiva para os outros. Acestrada do sucesso estd sempre em construgio. E um percurso progres- sivo, ndo um fim a ser alcangado. ‘A ideia da minha histéria é simples. Ao aplicar os principios que aprenderd neste livro, eu fui capaz. de alterar nfo s6 a forma como me sentia em relacio a mim préprio, mas também os resultados que esta- ‘va produzir na minha vida ¢ consegui-o fazer de uma forma ampla ¢ mensurdvel. O propésito deste livro é parcithar consigo aquilo que fez a diferenga na mudanga da minha vida para melhor. Espero sincera- mente que encontre nas tecnologias, estratégias, aptiddes ¢ filosofias ensinadas nestas paginas algo que seja tio precioso para si como 0 foi para mim. O poder de transformar magicamente as nossas vidas nos nossos maiores sonhos esté & espera dentro de todos nés. Chegou 0 momento de libercar esse poder! Quando otho para o ritmo a que fui capaz de transformar os meus sonhos na minha vida actual, nao posso deixar de sentir uma quase inacredicvel sensagio de grarido e temor. E, no entanto, eu sou cer- tamente tudo menos invulgar. O facto é que nés vivemos numa era cem que muitas pessoas sio capazes de atingir coisas espantosas quase cde um dia para o outro, alcangar sucessos que teriam sido inimagindveis momentos antes. Veja-se Steve Jobs. Ele era um jovem sem dinheiro, que usava calgas de ganga e que pegou na ideia de um computador doméstico e construiu uma empresa, a Fortune 5001, mais depressa do que qualquer outra pessoa na histéria. Veja-se Ted Turner. Ele pe- .gou num meio que mal existia — televisio por cabo —e criou um império. Vejam-se pessoas da inddstria do especticulo como Steven Spielberg ou Bruce Springsteen, ou homens de negécios como Lee Iacocca ou Ross Perot. Que é que cles tm em comum, para além de um «espantoso € prodigioso sucesso? A resposta, naturalmente, é... poder. ‘A Moreadoria doy Kale 21 ‘A palavea epodoro ¢ muito emocional, Ax reypostas das pessoas ‘em palavea sho variadas; Para algumas pessoas, 0 poder rem uma co- notago neyativa, av passe que outras desejam 0 poder. Queras sen- fom-se manchaclas por ele, como se fosse suspeito ou corrompesse. tanto poder quer voce? Quanto poder acha que € correcto obter ott senvolver? © que € que © poder significa realmente para si? Eu nao penso no poder em termos de conquista de pessoas. Nao ppenso nele como algo que seja imposto, Nao estou a advogat que deva fazé-lo, gualmence. Esse tipo de poder raramente dura. Mas deve per- ceber que o poder ¢ uma constante no mundo. Voce molda as suas percepgées, ou alguém as molda por si. Voo® faz.0 que quer fazes, ou acomoda-se a0s planos que outros tém para si. Para mim, o poder supremo é a capacidade de produzir os resultados que mais se deseja ¢ de criar valor para 0s outros durante esse processo. © poder é capaci- dade de mudar a sua vida, de moldar as suas percepgbes, de fazer as coisas funcionarem para si e no contra si, O poder real é partilhado, no imposto. E a capacidade de definir as necessidades humanas © preenché-las — tanto as suas necessidades como as necessidades das pessoas de quem voct gosta, F a capacidade de dirigir 0 seu préprio tcino pessoal — os seus prdprios processos de pensamento, 0 seu pro- prio comportamento —, de forma a poder produzir exactamente os resultados que deseja. ‘Ao longo da Histéria, o poder de controlar as nossas vidas assumitt ‘muitas formas diferentes ¢ contradieérias. Nos tempos mais remoros, © poder eta simplesmente o resultado da fisiologia. O mais forte € 0 mais répido tinha o poder de dirigir a sua prépria vida, bem como as vvidas dos que o rodeavam. A medida que. civilizagao evolufa, o poder passou a resultar da heranga. O rei, fizendo-se rodear pelos simbolos do seu dominio, governava com autoridade inequivoca. Os outros podiam derivar 0 poder através da sua associacio com ele, Mais tarde, nos primciros tempos da era industrial, o capital era poder. Aqueles aque a ele tinham acesso dominavam o processo industrial. Tudo isso tem, ainda hoje, 0 seu peso. E melhor ter capital do que nao rer. E melhor ter forga fisica do que néo rer. Contudo, hoje, uma das maiores fontes de poder deriva do conhecimento especializado, ‘A maioria de nés jé ouviu dizer que vivemos na era da informacio. Ji no somos primariamente uma cultura industrial, mas sim uma cultura de comunicagio. Vivemos num tempo em que novas ideias, 22 & © Paden Sem f 06 movimentos ¢ conceitos mudam o mundo quase diariamente, quer sejam to profundos como a fisica quintiea ou mundanos como 0 hhambarguer coma melhor operagao de marketing. Se hi algun que caracterize 0 mundo modetno € 0 fluxo macigo ¢ quase inima- gindvel de informacso — e, consequentemente, de mudanga. Desde ‘0s livros aos filmes, passando pelos rédios portéteis e pelos chips dos computadores, esta nova informacio chega-nos sob a forma de um turbilhao de dados para serem vistas, sentidos e ouvidos. Nesta socie- dade, aqueles que tém a informagéo e os meios paca a comunicatem tém 0 que o rei costumava ter — poder ilimitado. Como John Kenneth Galbraith escreveu: «O dinheiro era 0 que alimentava a sociedade industrial. Mas na sociedade da informacao, o combustivel, o poder, 0 conhecimento, Constatamos, agora, a existéncia de uma nova cestrutura de classes, dividida entre aqueles que tém a informacio ¢ aqueles que tém de funcionar a partir da ignorincia. Esta nova classe vai buscar 0 seu poder nfo ao dinheiro, ndo & terra, mas a0 conheci- mento.» que é excitante constatar € que, hoje, a chave que dé acesso a0 poder esté 20 aleance de todos nés. Na Idade Média, se vocé nio fosse rei, teria uma grande dificuldade em tornat-se um. No inicio da revolu- fo industrial, se nfo tivesse 0 capital, as probabilidades de 0 reunir pareceriam muito diminuras. Mas, hoje, qualquer mitido pode criar ‘uma empresa capaz de mudar © mundo, No mundo moderno, a in- formacio é a mercadoria dos reis. Aqueles que tém acesso a certas formas de conhecimento especializada podem transformar-se e 20 mundo inteiro, de muitas maneicas. Resta-nos uma questio dbvia. Nos Estados Unidos, o tipo de conhe- cimento especializado necessério para transformar 2 qualidade das rnossas vidas est ao alcance de todas as pessoas. Esté em qualquer livraria, em qualquer loja de videos, em qualquer biblioteca. Pode ir buscar esse conhecimento a discursos, semindrios e cursos. E todos aqueremos ser bem sucedidos. A lista de best-sellers estd cheia de recetas para a exceléncia pessoal: The One Minute Manager, In Search of Excellence, Megatrends, What They Dont Teach You at Harvard Business School, Bridge Across Forever... A lista € infindével. A informagao est 14. Entdo por que & que algumas pessoas geram resultados fabulosos, enquanto outros simplesmente se desenrascam? Por que ¢ que no si0 todas poderosas,felizes,ricas, saudveis e bem sucedidas? ‘A Moveatoria dos Hale @ 29 ‘A veraile ¢ que, mesmo na era da informagio, a informagso nio Se tuclo le que ptecisdasemos fossem ideias e pensamenco positi- “oj eno todos tetlamos tido pneis quando éramos mitidos ¢ estarla- Jos a viver as noassas wvidas de sonho» agora. A acco & 0 que une ‘qualquer grande sucesso. A acco & 0 que produz resultados. Até che- juris miios de alguéns que saiba como empreender efectivamente uma ‘4uglo, 0 conhecimento é apenas poder em poréncia. Na verdade, a lefinigio literal da palavra epoder» é wcapacidade de agit», ‘© que Fazemos na vida € determinado pela forma como comunica- nos conosco, No mundo moderno, a qualidade de vida é a qualida- de de comunicagio, O que imaginamos e dizemos a nds préprios, ‘como nos movemos e utilizamos os muisculos dos nossos compos ¢ as Inossas expressbes facais determinardo quanto do nosso conhecimento Atilizaremos. Somos frequentemente apanhados na armadilha mental de pensar {que as pessoas de enorme sucesso chegaram onde chegaram porque {dm um dom especial. Contudo, um olhar mais de perto mostra que 0 maior dom que as pessoas de grande sucesso tm a mais do que as pessoas vulgates ¢ a sua capacidade de agit. F um «dom» que qualquer lum de nés pode desenvolver dentro de si. Afinal, outras pessoas ti- rnham o mesmo conhecimento que Steve Jobs tinha, Outros, além de “Ted Turner, poderiam ter chegado & conclusio de que 0 cabo tinha ‘um enorme potencial econdmico. Mas Turner ¢ Jobs foram capazes de agit c, 20 fazé-1o, mudaram a forma como muitos de nds apreendemos mundo. “Todos produzimos duas formas de comunicagao a partir das quais aexperiéncia das nossas vidas é moldada. Primeiro, efectuamos comuni- cagdes internas: as coisas que imaginamos, dizemos e sentimos dentro de nés. Em segundo, vivenciamos comunicagoes externas: palavras, inflexées, expressées faciais, posturas corporais e acg6es fisicas com {que comunicamos com 0 mundo, Toda a comunicacio que empreende- ‘mos é uma aego, uma causa posta em movimento. E todas as comuni- ‘cages tém algum tipo de efeito sobre nés proprios ¢ sobre os outros. ‘Comunicacio € poder. Aqueles que dominam o seu uso eficaz po- dem mudar a forma como apreendem o mundo ¢ como o mundo os apreende a eles. Todos os comportamentos e sentimentos encontram as suas rafzes originais em alguma forma de comunicagio. As pessoas que influenciam os pensamentos, sentimentos e acgoes da maioria de nds so as que sabem como utilizar esta ferramenta de poder: Penvem nas pessoas que mudaram o nosso mundo — John E Kennedy, Thomas Jefferson, Martin Luther King Jr, Franklin Delano Roosevelt, Winston Churchill, Mahatma Gandhi. E, de um ponto de vista negativo, pen~ sem em Hitler. O que todos estes homens tinham em comur era setem mestres na comunicagio, Foram capazes de pegar na sua visio, quer fosse a de levar pessoas para 0 espaco ou a de criar um Terceiro Reich cheio de édio, e comunicé-la a outros com ral congruéneia que influenciaram a forma como as massas pensavam e agiam. Através do seu poder de comunicacio mudaram 0 mundo. De facto, nao € isto igualmente o que distingue um Spielberg, um Springsteen, um Iacocca, um Fonda ou um Reagan de outros? Néo sao cles mestres da ferramenta da comunicagio — ou influéncia — ‘humana? Tal como estas pessoas sio capazes de mover as massas atra- vés da comunicagio, é essa a ferramenta que utilizamos para nos mo- vvermos a nds préprios. (O seu nivel de dominio de comunicacéo no mundo externo deter- mminaré o seu nivel de sucesso com os outros — pessoal, emocional, social ¢ financeiramente. Mais importante, o nivel de sucesso que voce ‘experimenta internamente — a felicidade, a alegria, o éxtase, o amor ‘ou qualquer coisa que deseje — € resultado directa de como comu- nica consigo préprio. O modo como se sente nfo 6 resultado do que est a acontecer na sua vida — é a sua interpretagdo do que esté a acontecer. As vidas das pessoas de sucesso mostraram-nos vezes sem conta que a qualidade das nossas vidas é determinada nio pelo que nos acontece, mas antes pelo que nés fizemos relativamente ao que acontece. Vocé & quem decide como se sente ¢ age baseando-se nas formas ‘como escolhe apreender a sua vida. Nada tem significado além do significado que the damos. A maioria de nés passou este processo de interpretagio para o automatico, mas podemos readquirir esse poder e mudar imediatamente a nossa experiéncia do mundo, Este livro € acerca de empreender grandes acgSes, concentradas ¢ ccongrucntes que nos conduzam 2 resultados espantosos. De facto, se cu tivesse que lhe dizer em duas palavras qual é 0 objectivo deste livro, diria: produir resultados! Pense nisso, Nao é nisso que esté realmente interessado? Talvez queira mudar a forma como se sente acerca de si préprio ¢ do seu mundo. Talvez gostasse de ser um melhor comuni- ‘A Merodonia dan fair #29 cadar, desenvolver uma relay mais carinhowa, aprender mais rapida- mente, ser mais sauchivel ou ganhar mais dinheiro, Pode cviar todas estas coisas para si,e muito mais, através do uso eficaz da informagao contida neste livto, Antes de poder produzit novos resultados, contu- do, deve primeito perceber que jé est a produzir resultados. Poder simplesmente nao ser os resultados que deseja. A maioria de n6s pensa nos seus estados mentais e no que se passa na sua mente como coisas que estdo fora do seu controlo. Masa verdade é que pode controlar as suas actividades mentais ¢ os seus comportamentos a um nivel que ‘nunca pensou ser possivel. Se esté deprimido, criou ¢ produziu esse espectéculo a que chama depressfo, Se esti em éxtas, criow iso tam- bém. E importante lembrar que as emogoes como a depressio nio the acontecem. Vocé nfo sapanha» 2 depressio. Vocé eria-a, como qual- quer outro resultado na sua vida, através de aegbes mentais e fisicas especificas. Para estar deprimido, tem de encarar a sua vida de uma dleterminada forma. Tem de dizer determinadas coisas asi proprio no tom de voz apropriado. Tem de adoprar uma postura especifica e um padrio de respiracio. Por exemplo, se quiser estar deprimido, ajuda muito andar com os ombros caidos ¢ olhiar para baixo, assim como falar num tom de vor triste e pensar nos piores cendrios possiveis para a sua vida. Se langar a sua bioquimica num turbilhio através de uma dieta pobre ou do uso excessivo de éleool ou drogas, esta ajudaro seu. corpo acriar um nivel baixo de agticar no sangue e, consequentemente, a garantir a depressio. - ‘O que eu quero dizer com isto € que, para criar uma depressio, ¢ preciso desenvolver um esforgo nesse sentido. E um trabalho drduo ¢ requer a adopcio de tipos de acco especificos. Contudo, algumas pessoas criaram este estado to fiequentemente que, para clas, ¢fécil produzi-lo. De facto, com frequéncia, essa pessoas associaram este padtio de comunicacio interna a todos os tipos de acontecimentos ‘externos. Algumas pessoas obtém tantos ganhos secundirios — aten- Gao por parte dos outros, simpatia, amor e por af adiante— que adop- tam este estilo de comunicacéo como o seu estado natural de vida. Oucros viveram com cle tanto tempo que se scntem verdadeiramente confortavels, Identificam-se com 0 estado. Podemos, concudo, mudar as nossas acges mentais ¢ fisicas ¢ assim mudar imediatamente as nnossas emogGes € comportamentos. 26 © © Doder Sewn Limiter ‘oct pode entrar rapidamence em extise se adopear 0 ponto de vista que cria essa emogio. Pode imaginar na sua mente 0 tipo de ‘coisas que criam esse sentimento. Pode mudar 0 rom ¢ o contetido do sett didlogo interno consigo préprio. Pode adoptar as posturas espect: ficas e padrées de respiracio que criam esse estado no seu corpo c, voila, experimentaré o éxtase. Se desejar ser compassivo, tem simples- mente de mudar as suas acyics fisicas e mentais, de modo a irem a0 cencontro das requeridas pelo estado de compaixdo. O mesmo é verda- de para o amor ou para qualquer outra emocio. Pode encarar o processo de produzir estados emocionais através da gestZo da sua comunicagao interna como sendo um cargo similar 20 de realizador, Para produzir os resultados precisos que pretende, o rea- lizador de um filme manipula 0 que vocé vée ouve. Se quiser que voc? sinta medo, pode aumentar o volume de some introduzir alguns cfci- 105 especiais no momento certo, Se quiser que voce se sinta inspirado, arranjaré a misica, a iluminagio e tudo o resto de forma a produzir esse efeito. Um realizador pode produzir uma tragédia ou uma comé- diza partir do mesmo evento, dependendo daquilo que decide pér no cera. Vocé pode fazer 0 mesmo com o ecri da sua mente. Pode ditigit a sua actividade mental, que esté subjacente a toda a acgio fisica, com ‘a mesma habilidade e poder. Pode aumentar a luz ¢ o som das mensa- gens positivas no seu oérebro e pode obscurecer as imagens ¢ os sons das negativas. Vocé pode dirigit 0 seu cérebro tio habilmente como Spielberg ou Scorsese dirigem os seus filmes. Poder ser dificil de acreditar numa parte do que se segue. Provavel- mente, voc? no acredita que existe uma forma de olhar para uma pes- soa ¢ conhecer os seus pensamentos exactos ou de, instantaneamente, convocar os seus mais poderosos recursos. Mas se, hi cem anos, tivesse dito que o Homem iria & Lua, vocé teria sido considerado um louco, tum lundtico (de onde pensa que veio a palavra?); eeivesse dito que seria possivel viajar de Nova Torque a Los Angeles em cinco horas, teria pare- ido um louco sonhador. Mas apenas foi preciso dominar determinadas tecnologias € as leis da aerodindmica para tornar essas coisas possiveis. De facto, presentemente, uma companhia aeroespacial est a desenvol- ver um veiculo que, segundo dizem, dentro de dez anos levari pessoas de Nova lorque 4 Califérnia em 12 minutos. Similarmente, neste livro aprenderd as leis» das Oprimum Performance Technologies®, que lhe dato acesso a recursos que ainda néo se tinha apercebido que possuia. A Meweularta aw Hols 27 Fane rods 0 eifrge eip lina existe wn recompense mitipl» — Jim Roun, ‘As pessoas que atingiram a exceléncia seguem um caminho consis {ene para o sucesso, Eu chamo-thea Derradeira Pérmula para o Suces- 80. 0 primeiro passo desta férmula é conhecer 0 seu objectivo, isto & delinit precisamente © que quer. © segundo passo é empreender a ‘uegio — de outra forma, os seus desejos serdo sempre sonhos. Tem de tmpreender o ipo de acgdes que acredita originarem a maior probabili- dade de produzir os resuleados que deseja. Como as acgGes que empre- tendemos nem sempre produzem os resultados que desejamos, ter ccito passo é desenvolver a acuidade sensorial para reconhecer os tipos de respostas ¢ resultados que esté a obter das suas acgSes ¢ para novar tio rapidamente quanto posstvel se elas 0 est2o a aproximar ou a afas- tar dos seus objectivos. Tem de saber o que esté a obter das suas acces, Qquicrseja numa conversa ou a partir dos seus hibitos didrios. Se o que cstiver a obter no for o que deseja, precisa de verificar que resultados as suas acges produziram, de forma a aprender a partir de toda @ experiéncia humana. E entio empreende o quarto passo, que é desen- volver a flexibilidade necessiria para mudar 0 seu comportamento até ‘conseguir o que quer. Se analisar as pessoas de sucesso, verd que clas seguiram estes passos. Comegaram com um alvo, porque no pode atingit um se nao o tiver. Empreenderam a acg40, porque simples- mente saber nio € suficiente. Tinham a capacidade de ler 0s outros, de saber que resposta estavam a obter. E estavam sempre a adaptar-se, a ajustar-se, a mudar o scu comportamento até encontrarem aquele que funcionava. Consideremos Steven Spielberg, Com 36 anos de idade, ele tor- rnou-se 0 mais famoso tealizador de filmes da histéria.E ja responsivel por quatro dos dez filmes mais vistos em todos os tempos, incluindo ELT, 0 filme que mais facturou desde sempre. Como & que ele atingiu ‘esse ponto ainda tio novo? E uma historia notével. Spiclberg soube que queria ser realizador de cinema desde 05 12 ou 13 anos. A vida dele mudou quando, numa tarde, quando tinha 17 anos, fez uma visita aos Estiidios da Universal. A visita nao inclufa os locais de filmagem, onde estava toda a acgio ¢ assim Spielberg, anteci- pando de antemio o resultado, empreendeu a acco. Esgueirou-se as 28 © Moder Som Limiver cescondidas para ver as filmagens de um filme verdadeiro. Acabou por ee cchefe do departamento editorial da Universal, que falou com ele durante uma hora ¢ expressou interesse pelos filmes de a pI rnteresse pelos filmes di Para a maioria das pessoas, a histéria teria acabado aqui. Mas Spielberg nao era como a maioria das pessoas. Tinha poder pessoal. Sabia 0 que queria. Aprendeu com a sua primeira visita ¢ assim mu- dou a sua abordagem. No dia seguinte, vestiu um fato, pegou na pasta do pai, com apenas uma sanduiche ¢ dois chocolates lé dentro, ¢ re- gessou ao local como se pertencesse 1d. Propositadamente, nesse dia passou pelo guarda a grandes passadas. Encontrou uma caravana aban donada e, com apenas algumas letras de plistico, escreveu «Steven Spielberg, Realizador, na porta. Passou o Verio a conhecer tealizado- res, esctitores ¢ editores, mantendo-se em contacto com o mundo em que desejava entrar, aprendendo com todas as conversas, abservando ¢ desenvolvendo mais e mais acuidade sensorial relativamente & criagio de filmes. Finalmente, com 20 anos, depois de se tornar uma presenga habi- tual no local, Steven mostrow 4 Universal um filme modesto que tinha ‘montado e foi-lhe oferecido um contrato de sete anos para realizar ‘uma séric de televisio, Ele tinha feito com que o seu sonho se tornasse realidade. Serd que Steven seguiu a Derradeira Férmula para o Sucesso? Decer- to que sim, Ele tinha o conhecimento especializado para saber 0 que queria. Empreendeu a acgao, Teve a acuidade sensorial necesséria pata saber que resultados estava a obter, se as suas acgbes 0 estavam a aproxi- mar ou aafastar do seu objectivo. E teve a flexibilidade suficiente para mudar 0 seu comportamento de forma a conseguir o que queria. Que ‘eu saiba, todas as pessoas de sucesso fizeram a mesma coisa. Aqueles 4que foram bem sucedidos estiveram empenhados em mudar e em set flexiveis aré conseguirem de facto criar a vida que desejavam. Consideremos a reitora Barbara Black, da Columbia University School of Law, que desejava efectivamente vir a ser reitora. Ainda jo- vem, ela penetrou num campo predominantemente masculino e obteve com sucesso 0 seu diploma em Direito na Universidade de Columbia. Decidli. entao suspender o seu objeccivo de carreira enquanto criava tum outro objectivo — desenvolver uma familia. Nove anos mais tar- de, deciditt que estava novamente pronta para perseguir o seu primei- -_ ‘AMenulortasine Hela 9 20 to objectivo de earreita ¢, por iio, Insereveu-se num programa para yradundoy em Yale, 110 qual desenvolvew as habilitagées de ensino, investigagio ¢ escrita que a conduziram ao vemprego que sempre ti 1 tinha expandido o seu sistema de erengas — tinha alterado a sua abordagem ¢ combinado os dois objectivos ¢ é agora a yeltora de uma das mais prestigiadas escolas de Direito da América, Qucbrou o mode e provou que o sucesso podia ser conquistado em todos os niveis ccm simultineo, Ela seguiu a Dertadeira Formula para ‘0 Sucesso? Claro quesim. Sabendo o que queria, tentava algo ¢, se no resultava, estava sempre a mudar—a mudaraté ter aprendido a equili- bbrar a sua vida, Para além de encabecar uma importante escola de Dircito, cla ¢ igualmente mae e mulher de familia. ‘Aqui estd outro exemplo. Alguma vez comeut um pedago de Ken- tucky Fried Chicken? Sabe como € que o Coronel Sanders construiu0 império que fer dele um milionétio e que mudou os habitos alimenta- resde uma nago? Quando comegou, nao era mais do que um reforma- «do com uma receita de galinha frita. Mais nada, Nenhuma organiza- ‘gio. Nada. Tinha sido proprietério de um pequeno restaurante que estava em processo de faléncia, porque a auto-estrada principal passa- ‘ya noutro sitio. Quando recebeu o seu primeiro cheque da Seguranga Social, decidiu ver se conseguia fazer algum dinheiro vendendo a sua receita de galinha. A primeira idcia foi a de vender a receita a propriets- rios de restaurantes e cobrar-lhes uma percentagem dos lucros. Essa nfo € propriariamente a ideia mais realista para comesar um negécio. E, da forma como as coisas aconteceram, nao 0 langou propria ‘mente no estrelato. Viajou de auromével pelo pais, dormindo no auto- ‘mével, tentando encontrar alguém que 0 apoiasse, Estava sempre a ‘mudat a sua ideia e a bater As portas. Foi rejeitado 1009 vezes e, entio, algo miraculoso aconteceu, Alguém disse «sim». O negicio do coro- nel estava lancado, Quantos de vocés tém uma receita? Quantos de vocts tém 0 poder fisico € ocatisma de um velhote seco de fato brantco? O Coronel Sanders fer uma fortuna porque teve a capacidade de empreender uma acsio determinada c em doses macigas. Teve o poder pessoal de produzir os resultados que mais desejava. Teve a capacidade de ouvir a palavra «endo» mil vezes e de ainda ser capaz de comunicar consigo mesmo de 1uma forma que o levavaa bater & porta seguinte, totalmente convenci- do de que naquela porta alguém diria «sim. nha querido», 90% O Paer Sern Limiter De uma forma ou de outa, tudo weste livro esti direcclonado para formecer a0 seu cérebro 0s mais eficaes sina para o capac neato Iraempreen- ler uma accio de sucesso, Praticamente todas as semanas, conduzo um seminrio de quatro dias inalado +A Revolusoda Mente, Nee semindrio, ensinamos as pessoas tudo, desde como ditigirem os seus cérebros de uma forma mais eficaz até como ae pin oh cxercicio de um modo que maximiza a energia pessoal. A primeira noite desde processo, que decorre ao longo de quatro dias, chama-se «Do Medo ao Poder». © objectivo do seminério é ensinar is pessoas como empreender a acco em lugar de serem retidas pelo medo. No fim do semindrio, dé-se as pessoas a oportunidade de caminhar sobre 10 fogo — sobre trés ou quatto metros de carvio em brasa e, no caso de ‘grupos mais avangados, algumas pessoas caminharam sobre vinte me- tros de carves. Caminhar sobre o fogo fascinou os meios de comunica- fo a tal ponto que eu receio que a sua mensagem se esteja a perder. O objectivo nao é caminhar sobre o fogo. Acho que ¢ justo assumir que no se alcanca um grande beneficio econémico ou social de um alegre passeio sobre um tapete de brasas. Fm lugar disso, caminhar sobre fogo € uma experiéncia relacionada com o poder pessoal uma metéfo- rade possibilidades, uma oportunidade para as pessoas abterem resulta- dos que anteriormente tinham pensado ser impossiveis. Jéhé milhares de anos que as pessoas praticam uma outta versio do andar sobre o fogo. Em algumas partes do mundo, é um teste religio~ so de fé. O acto de caminhar sobre o fogo dos meus seminsvios nio faz parte de nenhuma experiéncia religiosa no sentido convencional. Mas € uma experiéncia relacionada com a crenga. Ensina as pessoas, no sentido mais visceral, que podem mudar, erescer, superar-s, fazer coi- sas que nunca julgaram ser possiveis, que os seus maiores medos ¢ limitagdes sio auto-impostos. A nica difercnga entte conseguir ou nao andar sobre o Fogo éa sua capacidade de comunicar consigo de uma forma quc 0 leve & acco, apesar de toda a sua programasao passada relacionada com o medo {que sente quanto ao que Ihe deveria acontecer. A liso a retirar 6a de ue as pessoas podem fazer virtualmente qualquer coisa desde que sredinam os recursos indispensaveis para acreditar que 0 podem fazer € para empreender accées efectivas. Tudo isto conduz a um simples e incgivel facto. O sucesso no é uum acidente. A diferenga entre pessoas que produzem resultados positi- ‘A Mreadonin doy Hie 91 fe aquelax que no 0 producein nto é uma qualquer espécie de olac Wo dos dados, Existem padroes de acgaio consistentes ¢ 1bgicos, ‘eaninhos especificos para a exceléncia, que estio ao aleance de todos nix Todos nds podemos libertar a magia que existe denteo de nés. “Tunios simplesmente que aprender como ligar e utilizar as nossas mentes ‘e rpos da forma mais poderosa e vancajosa. ‘Aljuina vez se intestogou sobre © que € que um Spielberg © um Springsteen podem tet em comum? Que é que um John E. Kennedy ¢ Why Martin Luther King Je. parcilhavam que fez. com que afectassem untae pessoas de uma forma tio profunda e emocional? O que distin- uo uni Ted Turner e uma Tina Turner das massas? Entio ¢ um Pete Rose c um Ronald Reagan? Todos eles conseguiram levar-se a si pro~ prios a empreender acgoes efectivas no sentido da realizagso dos seus ‘yonhios. Mas 0 que é que faz.com que eles continuem, dia apés dia, a por tudo o que tém em tudo o que faze? Hé, naturalmente, muitos Factores. Contudo, cu acredito que ha sete caracteristicas fundamen- luis da personalidade que todos eles cultivaram dentto deles pr6prios, sete caracteristicas que Ihes dio o fogo para fazer o que quer que seja [preciso para ter sucesso, So igualmente sete os mecanismos bésicos ‘que podem despoletar e assegurar 0 seu sucesso: Caracteristica Niimero Um: Paixdo! Todas estas pessoas descobri- ‘aim uma razdo, um propésito que as consome, Ihes dé encrgia ¢ quase aavobceca, que as leva faze, a crescer ea ser mais! Dé-thes o combustivel {que alimenta o seu comboio do sucesso € as leva a realizat todo o seu potencial. E a paixto que leva Pete Rose a mergulhar continuamente dle cabeca para a segunda base como se fosse um amador a jogar 0 seu primeira jogo na liga principal. Ea paixio que distingue as acgbes de Lee lacocea de tantas outras. Fa paixto que conduz os cientistas Informéticos, ao longo de anos de dedicagao, a criar o tipo de avangos {que puseram homens e mulheres no espago extetior ¢ os trouxeram de volta. E a paixdo que leva as pessoas a ficar acordadas até tarde ¢ a acordar cedo. E paixio que as pessoas querem nas suas relagoes. A pai- xio dé a vida poder, esséncia e significado, Nao hi qualquer grandeza sem paixio de ser grande, quet se trate de um atleta ou de um artista, dle um cientista, de um pai ou de um homem de negécios. Descobri- temos como libertar esta forca interior através do poder dos objectivos no capitulo 11. 82 © © oder Sem Lilies Caracterisvica Numero Dois: Crencal Todos of livios veligiosos do ‘nosso planeta falam sobre 0 poder e 0 efeito da fé ¢ da exenga sobre a Humanidade. As pessoas que foram bem sucedidas numa escala mais ampla diferem grandemente nas suas crengas daquelas que fracassam ‘As nossas crengas acerca do que somos ¢ do que podemos ser decermi- ‘nam com preciso o que setemos, Se acreditarmos na magia, teremos uum vida magica. Se acreditarmos que a nossa vida esté definida por limiees estretos, subitamente tornémos esses limites reais, O que acredi- tamos ser verdade, 0 que acredicamos ser possivel, torna-se no que & verdade, no que é possivel. Este livro fornecer-Ihe-4 uma forma espect- fica e cientifica de mudar rapidamente as suas erencas de modo a que clas o ajudem a alcancar os seus objectivos mais desejados. Muitas ‘pessoas so apaixonadas mas, devido as suas crengas limitadoras sobre quem sio € 0 que podem fazer, nunca conseguem empreender as ac- ges que poderiam tornar o seu sonho realidade. As pessoas que tém sucesso sabem 0 que querem eacreditam que podem conscgui-lo. Apren- dezemos sobre 0 que si0 as crengas e como usi-las nos capitulos 4 ¢ 5 A paixao e a crenga ajudam a fornecer 0 combustivel, a propulsio ‘em diteesio & exceléncia. Mas a propulsio nao chega. Se fosse, basta- sia pr combustivel num foguetzo ¢ envid-lo a voar as cegas em direc- ‘si0 aos ous, Para além desse poder, precisamos de um caminho, de ‘um sentido inteligente de progressio Idgica. Para conseguitmos atin- giro nosso alvo, precisamos da Caracteristiea Nitmero Trés: Estratégia! Uroa estratégia é uma forma de organizar recursos. Quando Steven Spielberg decidiu tornar-se reali- zador de cinema, estabeleceu um percurso que o levaria ao mundo que queria conquistar. Estabeleceu o que quecria aprender, quem pre- cisava de conhecer © o que precisava de fazer. Tinha paixao e tinha renga, mas também tinha a estratégia que fariaessas coisas funciona~ rem no seu maximo potencial. Ronald Reagan desenvolveu determi- nadas estratégias de comunicagio que utiliza numa base consistente para produzit os resultados que deseja. Qualquer grande homem do mundo do espectéculo, politico, pai ou empregador sabe que no é suficiente ter os recursos para se ser bem sucedido. Deve-se utilizar «esses recursos da forma mais eficaz. Uma estratégia ¢ o reconhecimen- to deque os melhores talentos e ambig6es também precisam de encon- ‘rar o rumo certo. Voce pode abrir uma porta deitando-a abaixo ou ‘A Mareadonia dos tis 99 ‘nih pole erwwontrae w ehave que w-abre intaeta, Aprenderemos as ‘ratdgias que produzem excelénela nos capltulos 7 € 8, Gancteristiea Numero Quatro: Clarezu de Valores! Quando pensa- no» naquilo que tornou a América grande, pensamos em coisas como {uiriorismo © orgutho, rolerincia e amor pela liberdade. Estas coisas sho Valores, 0s julzos fundamentals, éticos, moras e préticos que faze os wcevea clo que & importante, do que realmente importa. Os valo- ns no sistemas de crenga especificos que nés temos acerca do que € certo ou errado para as nossas vidas. So os jutzos que fazemos acerca ile (ido aquilo que faz com que a vida valha a pena ser vivida. Muitas Jjessons no tm uma ideia clara sobre o que ¢ importante para elas, Hiequentemente, os individuos fazem coisas em relagdo as quais, pos- erlormente, se sentem infelizes, simplesmente porque nfo tém a cer {ora sobre o que acreditam, inconscientemente, estar certo para cles € [pana os outros. Quando olhamos para grandes sucessos, sfo quase sem- je pessoas com um sentido claro e fundamental acerca do que real- Inente interessa. Pense-se em Ronald Reagan, John E. Kennedy, Martin Juther King Jr, John Wayne, Jane Fonda. Todos eles tinham visoes diferentes, mas 0 que tinham em comum era uma base moral funda- ‘ental, uma consciéncia de quem eram e das raz6es pelas quais faziam 6 que faziam. Um entendimento dos valores é uma das mais recom- pensadoras e provocantes chaves para atingir a exceléncia, Abordare- os os valores no capiculo 18. Como provavelmente notou, todos estas caracteristicas se alimen- fin reciprocamente ¢ interagem umas com as outras. A paixao é afec- tada pelas crengas? Claro que é. Normalmente, quanto mais acredita- mos que podemos realizar algo, mais estamos dispontveis para investit ha sua realizagfo. F.a crenga por si sé suficiente para atingir a excelén- cla? E um bom comego, mas se acredita que vai ver um nascer do Sol se a sua estratégia para atingir esse objectivo for comegar a corer para Oeste, pode ter algumas dfculdades. As nossas estratégias para o sucesso so afectadas pelos nossos valores? Pode apostar que sim. Se a sua estratégia para o sucesso requer que voce faga coisas que nao se enquadram nas suas crencas inconscientes sobre o que est certo ou cerrado para a sua vida, entao aré a melhor estratégia nfo Funcionard. Isto vé-se frequentemente em individuos que comecam a ser bem su- cedidos e acabam por saborar o seu proprio sucesso. O problema é que 4 & © Por Sen Limiioe existe um conflito interno entre os valores do individu © su estra- tégia para a realizagio, Da mesma forma, os quatro itens que ji considerimos sto inse~ pardveis da Camterstiea Ntimero Cinco: Energia! A energia pode ser 0 empe- rnho tempestuoso ¢ feliz. de um Bruce Springsteen ou de uma Tina ‘Turner, pode ser 0 dinamismo empreendedor de um Donald Trump ‘ou de um Steve Jobs, pode ser a vitalidade de um Ronald Reagan ou cde uma Katharine Hepburn. E quase impossivel passear languidamente «em direcgao 3 exceléncia. As pessoas de exceléncia pegam nas oportuni- dades ¢ moldam-nas. Vivem como que obeecadas com as maravilho- sas oportunidades de cada dia e com o reconhecimento de que a tinica coisa de que ninguém tem em quantidadesuficiente ¢ tempo. Hi muitas pessoas neste mundo que tém uma paixo em que acreditam. Conhe- ‘cem a estratégia que a asseguraria e os seus valores estfo alinhados, ‘mas simplesmente ndo tém vitalidade fisica necesséria para empreen- dera acgio. O grande sucesso ¢ insepardvel da energia fisica, intelectual eespiritual que nos permite fazer o melhor 2 partir do que temas. Nos capitulos 9 € 10, aprenderemos a aplicar as ferramentas que podem aumentar imediatamente a energia fsica. Canacteristca Niomero Seis: Poder de Estabelecer Lagos! Quase todas as pessoas de sucesso tém em comum uma capacidade extraordindria de estabelecer lagos com outros, a habilidade de se relacionarem ¢ de desenvolverem relagbes com pessoas com passados e crengas variados. Claro, de vez em quando surge um génio doido que inventa algo que muda o mundo. Mas se esse génio passa todo o seu tempo num arma- zém solitirio, seré bem sucedido a um nivel, mas fracassard em muitos ‘outros. Os grandes sucessos — os Kennedys, os Kings, os Reagans, os Gandhis — tém todos a capacidade de formar lagos que os unem a milhées de outras pessoas. © maior sucesso nio se da no palco do mundo, mas di-se nos recSnditos mais profundos do seu préprio co- racio. Bem no fundo, coda a gente precisa de formar lacos duradouros «¢ vivos com os outros. Sem isso, qualquer sucesso, qualquer excelén- cia, é verdadeiramente oca. Aprenderemos mais acerca desses lagos no capfeulo 13. A caracteristica-chave final é algo de que fakimos antes. A Meteora don Rais 95 ‘Canueterditien Niimero Scie) Dominio da Comunicagdo! Esta éa esstin- deste livro, A forma como comunicamos com os outros e connosco determina, er tiltima andlise, a qualidade das nossas vidas. As pessoas que tm sticesso na vida so aquelas que aprenderam a accitar qual- ier desafio que a vida thes dé e a comunicar a sua experiéncia a si proprios de uma forma que as leve a mudar as coisas com sucesso. As ‘pessoas que falham aceitam as adversidades da vida eaceitam-nas como limitagbes. As pessoas que moldam as nossas vidas e as nossas culruras lo também mestres da comunicagéo com os outros, O que tém em ‘comum uma capacidade de comunicar uma visio, uma busca, uma slegria ou uma misséo. O dominio da comunicacio é 0 que faz um grande pai, um grande artista, um grande politico ou um grande pro- fessor. Quase todos os capitulos deste livro, de uma forma ou de ou tra, téma ver com comunicagZo, com ultrapassar fossos, com a cons- trugo de novos caminhos e com a partilha de novas visées. A primeira parte deste livro ensiné-lo-4 a apoderar-se e a gerir os seus prptios cércbro e corpo de um modo mais eficaz. Tiabalharemos ‘com factores que afectam a forma como voc? comunica consigo pré- prio. Na segunda secc4o, estudaremos como descobrir 0 que vocé real- mente quer da vida e como pode comunicar mais eficazmente com 0s ‘outros, assim como a forma de conseguir antecipar os tipos de compor- Famentos consistentes de diferentes tipos de pessoas. A terceira seeco analisa, de uma perspectiva mais alargada e global, a forma como nos comportamos, © que nos motiva ¢ © nosso contributo possivel a um hivel mais amplo e extrapessoal. ‘Trata-se de pegar nas capacidades que aprendeu ¢ tornar-se um lider. Quando escrevi este livro, © meu objectivo original era proporcio- har um manual para o desenvolvimento humano — um livro que conteria os conhecimentos mais recentes no que diz respeito & tecnologia de mudanga do ser humano. Queria eequipé-lo» com as habilitagdes e estratégias que lhe permitiriam mudar tudo o que qui- sesse mudar, fizendo-o de uma forma mais répida do que alguma vez sonhou, Eu queria criarthe a oportunidade de aumentar imediata- mente a qualidade da sua experiéneia de vida. Também queria criar uuma obra a que pudesse voltar de vez em quando ¢ onde encontrasse sempre algo itil para a sua vida. Sabia que muitos dos temas sobre os quais estava a escrever podiam, eles préprios, ser transformados em 86 © Poder Sem Limiter livros. Contudo, queria dar-the informagio que fosse completa, algo que pudesse utilizar em cada area. Espero que descubra neste livro todas essas coisas. Quando o manuserito ficou completo, as primeiras leituras foram muito positivas, excepto numa coisa — vavias pessoas diziam: «Tem aqui dois livros. Por que & que nfo os divide, publica um agora ¢ langa © outro, como se fosse uma sequela, 12 meses mais tarde? O meu objectivo era fazer-Ihe chegar a si leitor, 0 maximo de informagao de qualidade tao depressa quanto posstvel. Nao queria tepartr estas habi- licagies por varios livros. Contudo, visto ter-me sido explicado que vvirios estudos mostraram que menos de 10% das pessoas que com- ‘pram um livro o léem para além do primeiro capfrulo, fiquei preocupa- do por muitas pessoas provavelmente nao chegarem sequer As partes do livro que eu considera mais importantes. Ao principio, nao acredi- tei nessa estatistica. Depois, lembrei-me que menos de 396 da nacio é financeiramente independence, menos de 10% tem objectivos escri- 10s, apenas 35% das mulheres americanas — e ainda menos homens — se sentem em boa forma fisica e, em muitos escados, um em cada dois casamentos acaba em divércio. Apenas uma pequena percenta- ‘gem das pessoas vive realmente a vida dos seus sonhos. Porqué? Por- {que implica esforco, implica accio consistence. ‘A Bunker Hunt, 0 biliondtio do petréleo do Texas, perguntaram- -lhe uma vez se ele tinha algum conselho que pudesse dar &s pessoas sobre como ter sucesso. Ele disse que o sucesso é simples. Primeiro, decide-se o que realmente se quer; e, segundo, decide-se o prego que se estédisposto a pagar para fazer com que acontega — e depois paga- -se esse prego, Se nio empreender esse segundo passo, nunca terd 0 ‘que quet, a longo termo. Eu gosto de chamar 3s pessoas que sabem 0 ‘que querem © que estio dispostas a pagar o preco necessério para 0 ‘conseguir eas poucas que fazem» versus was muitas que falar». Desa- fio-o 2 sbrincar» com este material, 2 lé-lo todo, a partilhar © que aprendeu ea cirar prazer dele. Neste capitulo, fiisei a primazia de empreender uma acgao efecti- ‘va. Mas hi muitas formas de empreender a acco. A maioria delas depende; em larga medida, da tentativa e do erro. A maioria das pes- soas que foram grandes sucessos ajustou-se e reajustou-se vezes sem conta antes de conseguir 0 que queria. A tentativa ¢ 0 erro sao épti- -mos, excepto numa coisa: utilizam uma grande quantidade do tinico recurso de que nunca nenhum de nés terd o suficiente — tempo. A Mewadoria dos Mee 97 ye houvesse uma forma de empreender a acyo que acclerasse 0 jprocesso de aprenclizagem? Eye eu Ihe paidesse mostrar como apten- Mer determinadas lies que as pessoas de exeeléncia ja aprenderam? re pudesse apren tos 0 que alguém levou anosa aperfeigoat? ‘rma de fazer isto & através da modelagdo, uma forma de reproduzir precisamente a exceléncia dos outros. Que & que eles fazem que os discingue daqueles que apenas sonhamy com o sucesso? Vamos desco- bri... 2 A Diferenga que Faz a Diferenga «Fld uma coisa engracad acerca da vida; se se recusar a accitar tudo 0 que nao seja 0 melhor, smutisas vezes woe consegue obré-lo.» —W, Somenser Mauctiam Ele viajava pela auto-cstrada a 100 quilémetros por hora quando, subitamente, algo aconteceu. Algo & beira da estrada atraiu a sua aten- ‘<0 ¢ cle desviou o olhar. Quando voltou a olhar na direc¢lo em que viajava, reve apenas um segundo para reagir. Foi quase tarde de mais. O camido a frente dele tinha sibitae inesperadamente parado. Instanta- neamente, num esforgo para salvar a vida, langou a sua mora para 0 chao num deslizar desagradvel que pareceu durar para sempre. Numa «mara lenta agonizante, escorregou para debaixo do camizo. O tam- pio da gasolina saltou da mota ¢ © pior aconteceu: a gasolina espa- Ihou-se e pegou fogo. A seguir s6 se lembra de acordar numa cama de hospital cheio de dores, sem se poder mexer, com medo de respirar. “Tres quartos do corpo dele estio cobertos de cerrives queimaduras de terceiro grau, Ainda assim, recusa-se a desist. Luta para regressar & vida ¢ retoma uma carreira de negécios, apenas para softer um outro golpe destruidor: um acidente de avido que o deixa paralisado, da cin- ‘tura para baixo, para o resto da vida. Na vida de qualquer homem ou mulher acaba sempre por surgir tum desafio supremo, em que todos os recursos so testados. Um mo- _menro em que a vida parece injusta. Um momento em que a nossa fé, ‘os nossos valores, a nossa paciéncia, a nossa compaiso ea nossa capac- ADitevenga ue Fan a Difiranga 39 dade de pertistir slo todos levaclos ao limite © mais além. Algumas pessoas fazem desses testes uma oportunidade de se tornarem pessoas melhores; outras permitem que estas experiéncias de vida os destruam. Alguma vez se perguntou o que faz a diferenga na forma como os seres hhumanos respondem aos desafios da vida? Eu perguntei-me. Durante maior parte da minha vida, estive fascinado com o que leva os seres. Ihumanos a comportarem-se da forma como se comportam. Desde que me consigo lembrar, estive obcecado em descobriro que distingue tleterminados homens e mulheres dos seus pares. O que € que cria um lider, um empreendedor? Como & que ha tantas pessoas neste mundo que vivem vidas tao alegres apesar de adversidades quase disrias, en- quanto outras, que parecem ter tudo, vivem vidas de desespeto, raiva depressio? Deixem-me partilhar convosco a histéria de um outro homem e teparemos nas diferencas entre os dois casos. A vida deste homem parece muito mais brilhante, E fabulosamente rico, um artista com enorme talento e imensos fis. Aos 22 anos, é0 mais jovem membro da Second City, uma famosa companbia de comediantes de Chicago. Quase de seguida, tornou-se aestrela do especticulo. Obteve um grande sucesso no mundo do teatro nova-iorquino. Torna-se entio uma das mais célebresestrelas de cinema americanas. Dedica-se & miisica e goza «do mesmo sucesso instantineo af. "Tem diizias de amigos, admirado- res, um bom casamento, casas maravilhosas em Nova lorque e em Martha's Vineyard. Parece cer tudo o que uma pessoa pode querer. Qual destas pessoas prefeiria ser? E dificil imaginar que alguém prefira sera primeira, Mas deise-me contar-Ihe mais sobre estas duas pessoas. A primeira uma das pessoas mais enérgicas, fortes e bem sucedidas que conheso. O nome dele é W. Mitchell e estd vivo e de satide, no Colorado. Desde 0 seu terrivel acidente de mota, conheceu mais sucesso e alegria do que «A maioria das pessoas conhecem durante a vida inteira. Desenvolveu telagdes pessoais fenomenais com algumas das pessoas mais influences dda América, Tornou-se miliondrio gracas aos negécios. Até concorreu a0 Congresso, apesar da sua cara ter ficado grotescamente marcada. O slogan de campanha dele? «Mandem-me para o Congresso ¢ nio serci apenas mais uma cara bonita.» Em 1986, tinha uma relagio fabulosa com uma mulher muito especial eestava em campanha para ser eleito vice-governador do Colorado. A segunda pessoa é alguém que voce conheela bem, alyudm que provavelmente the trouxe muito prazer e alegria. O nome dele era John Belushi. Foi um dos mais aclamados comediantes do nosso tem po e uma das grandes histdrias de sucesso na indkistria do entecteni- ‘mento dos anos 70. Belushi foi capaz de enriquecer incontaveis vidas, ‘mas nao a dele. Quando morreu, com 33 anos, daquilo que o médico- -legista definiu como «toxicidade aguda por cocaina ¢ heroina», pou- «cos dos que o conheciam ficaram surpreendidos. O homem que tinha tudo tinha-se tornado um utilizador de drogas inchado e descontrola- do, que parecia mais velho do que realmente era. Externamente tinha tudo. Internamente, ha jf virios anos que se sentia cansado e deprimido. ‘Vemos exemplos semelhantes constantemente. Alguma vez ouviu falar de Peter Strudwick? Nascido sem mos nem pés, acabou por se tomar uum corredor de maratona que jé correu mais de 45.000 quilé- ‘metios. Pense na espantosa histéria de Helen Keller; ou pense em Candy Lightner, a fundadora de Mothers Against Drunk Driving, Pegou numa tragédia terrivel, a morte de uma filha que foi atropelada por um con- dutor embriagado, e formou uma organizagio que provavelmente sal- ‘vou centenas — talvez milhares — de vidas. No outro extremo, pense ‘em pessoas como Marilyn Monroe ou Emest Hemingway, pessoas que tiveram sucessos fabulosos ¢ acabaram por se destrui a si préprias. Assien, pergunco-Ihe: qual éa diferenga entre os que tém e os que nao tém? Qual &a diferenga entre os que podem e os que nfo podem? Qual é a diferenca entre os que fazem ¢ os que nfo fazem? Por que & aque algumas pessoas ulrapassam adversidades horriveiseinimagindveis ¢ fazem das suas vidas um triunfo, enquanto outras, apesar de todas as vantagens, cransformam as suas vidas num desastre? Por que ¢ que algumas pessoas pegam em qualquer experiéncia e fizem com que ela fancione a favor delas, enquanto outras as fazem funcionar contra clas? Qual & a diferenca entre W. Mitchell ¢ John Belushi? Qual & a diferenca que faz a diferenca na qualidade de vida? ‘Tenho andado obcecado com esta pergunta durante toda a minha vida. A medida que crescia, via pessoas que tinham grandes riquezas de todos os pos — éptimos empregos, relagoes maravilhosase fisicos bem desenvolvidos. Eu tinha de saber o que fazia com que as suas vidas fossem tio diferentes da minha e das dos meus amigos. A diferenga resuume-se por completo 4 forma como comunicamos connosco € as acces que empreendemos. Queé que fazemos quando tentamos tudo A Dileveng que Diferonga 41 {que 0% parece ver powivel fazer € aind assim as coisas nite aio ‘erlo? Ax pessoas corn sucesso nfo tna menos problemas do que as Dpestous que fracassam. As dinicas pessoas sem problemas so as que ‘ato nos cemicérios. Nao 0 que nos acontece que separa os fracassos dos suicessos. Fa forma como 0 compreendemos ¢ o que fazemos em. rolagiio a0 que eacontecer que faz a diferenga. Quando W. Mitchell recebeu a informagio de que tés quartos do seu corpo estavam cobertos de queimaduras de terceiro grau, teve uma ‘cola quanto a como interpreta essa informacio. O significado deste ‘ontecimento poderia ter sido uma razo para morrer, para softer ou para qualquer oucra coisa que ele quisesse comunicar. Ele escolheu dizer permanentemente a si mesmo que havia uma finalidade para a ‘ocorténcia desta experiéncia. E que, um dia, isto iri fornecer-Ihe ain- dda mais vantagens relativamente ao seu objective de influenciar o que se passa & sua volta. Como resultado desta comunicagio consigo pré- prio, ele formou grupos de erengas e valores que continuaram a dirigir sua vida a partir de uma sensagéo de vantagem mais do que de tragé- dia — mesmo depois de ter ficado paralisado, Como é que Pete Strudwick foi capaz de correr com sucesso 2 Pikes Peak, a mais dificil ‘waratona do mundo, mesmo sem ter mdos nem pés? Simples. Domi- ‘nou a fundo a comunicagio consigo mesmo. Quando os seus sentidos Ihe enviavam sinais que, no passado, ele interpretava como dor, limi- tacio, exaustio, ele simplesmente reclassificava o seu significado e con- tinuava a comunicar com o seu sistema nervosa de uma forma que 0 ‘mantinha a corres. «As coisas nao mudam; nds mudamos.» — Henry Davin THoreau Especificamente, o que sempre despertou a minha curiosidade foi ‘como ¢ que as pessoas produziam resultados. Hé muito tempo atris, apercebi-me de que 0 sucesso deixa pistas, que as pessoas que produ ‘vem resultados espantosos fazem determinadas coisas que criam esses resultados. Apercebi-me de que nao era suficience saber que um W. Mitchell ou um Pete Strudwick comunicavam consigo préprios de Juma maneira que produzia resultados. Tinha de saber, com mais por- menor, como € que eles o fariam. Acreditava que, se duplicasse com