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ARQUITETURA E URBANISMO ALUNOS DA TURMA MR-01 ANÁLISE DO SOLAR AMADO BAHIA Salvador Novembro 2016

ARQUITETURA E URBANISMO

ALUNOS DA TURMA MR-01

ANÁLISE DO SOLAR AMADO BAHIA

Salvador Novembro 2016

ALUNOS DA TURMA MR-01

ANÁLISE DO SOLAR AMADO BAHIA

Trabalho apresentado para a disciplina de Técnicas Retrospectivas, do curso de Arquitetura e Urbanismo, turno Matutino, da turma MR01, 7° Semestre. UNIFACS Universidade Salvador, disciplina ministrada pela professora Mabel Zambuzzi.

Salvador

SUMÁRIO

Novembro 2016

1. INTRODUÇÃO

5

2. LOCALIZAÇÃO

6

3. HISTÓRICO DA EDIFICAÇÃO E SEU ENTORNO

7

4. CONTEXTO HISTÓRICO DO FUNDADOR

7

5. OS USOS DO SOLAR AMADO BAHIA

8

6. RESPONSÁVEIS PELA CONSTRUÇÃO

9

7. PERÍODO DE CONSTRUÇÃO

10

8. DETALHES ARQUITETÔNICOS

10

9. PERÍODO DE CONSTRUÇÃO E INTERVENÇÕES REALIZADAS

13

10. RESTAURO DE 90 ANOS

13

11. MOBILIÁRIOS E ADORNOS

14

12. HISTÓRICO E OCUPAÇÃO DO ENTORNO

17

13. MOBILIDADE E ACESSIBILIDADE

21

14. MOBILIÁRIOS E EQUIPAMENTOS URBANOS

23

15. USO E OCUPAÇÃO DO SOLO E MARCOS E ESPAÇOS DE REFERÊNCIA

25

16. MORFOLOGIA DO LOCAL

26

17. MASSAS VEGETAIS RELEVANTES E ARBORIZAÇÃO URBANA/ ESPAÇOS PÚBLICOS DE ESPORTES E

LAZER

28

18. TIPOLOGIA ARQUITETÔNICA

30

19. SISTEMAS E ELEMENTOS CONSTRUTIVOS

33

19.2

FUNDAÇÃO

34

19.3

FACHADAS

34

19.4

PISOS

34

19.5

ESCADAS E CORRIMÃOS

38

19.6

COBERTURA

39

19.7

FORROS

40

19.8

REVESTIMENTO

43

19.9

MATERIAIS DE ACABAMENTO

46

19.10

VÃOS, ESQUADRIAS E MARCENARIA

47

 

51

51

 

51

51

20.

ANÁLISES DO ENTORNO

52

20.1 MOBILIÁRIO URBANO

52

20.2 PAVIMENTAÇÃO

52

20.3 ILUMINAÇÃO

53

20.4 EDIFICAÇÕES VIZINHAS

53

20.5 TRÁFEGO

53

20.6 COMUNICAÇÃO VISUAL

53

20.7 MAPEAMENTO DOS ELEMENTOS SUPRIMIDOS E ACRESCENTADOS

55

21.

ANEXOS

56

23.

CONCLUSÃO

61

25 FICHAS COM ANÁLISE PATOLÓGICAS

63

1. INTRODUÇÃO

Este trabalho tem como objetivo analisar e identificar as patologias ocasionadas pela degradação e a falta de manutenção no Monumento Solar Amado Bahia, que foram se agravando ao longo do tempo. Tendo como base, para a realização deste relatório, uma pesquisa detalhada sobre o histórico do edifício, seu entorno, seu fundador e seus proprietários, utilizando arquivos, documentos, bibliográficas e outras fontes, algumas cedidas pelo próprio IPHAM. Através destas análises e pesquisas foi possível identificar quais as principais patologias evidenciadas no Edifício, qual o real estado de conservação do Solar e propor alguns cuidados importantes que podem ser adotados para melhorar a sua qualidade de vida e preservar este bem, que possui elementos e características marcantes que se destacam por conter uma arquitetura única. O Solar Amado Bahia tem uma grande importância histórica e cultural para Salvador/BA e para o bairro ao qual está inserido, que tem todo um contexto histórico de cunho valor. O Edifício vem resistindo até os dias de hoje as ações do tempo e traz consigo um valor significativo da sua época até a sua construção. Foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional IPHAN.

2. LOCALIZAÇÃO

1973 Nesta imagem abaixo podemos ver apenas a inserção da casa no terreno

Figura 1: Localização do Solar no terreno, 1973

a inserção da casa no terreno Figura 1: Localização do Solar no terreno, 1973 Fonte: IPAC

Fonte: IPAC

Figura 2: Localização

a inserção da casa no terreno Figura 1: Localização do Solar no terreno, 1973 Fonte: IPAC

Fonte: Google Earth

3. HISTÓRICO DA EDIFICAÇÃO E SEU ENTORNO

O Solar Amado Bahia está localizado no extremo da península de Itapagipe, bairro da Ribeira em Salvador BA, em frente ao Porto dos Tainheiros, Avenida Mem de Sá, nº 80. A Ribeira desde o início da sua formação no século XIX tem como atividade característica a pesca e a atividade industrial. No século XIX, a população da península era predominantemente pobre, constituída, basicamente, de pescadores e comerciantes, o lugar era muito procurado para o repouso e veraneio pelos moradores da cidade no século XIX. Nos dias de hoje o bairro abriga parte do patrimônio historio e cultural de Salvador o que faz do local muito visitado por turistas além das suas belezas naturais.

Figura 3: Localização

além das suas belezas naturais. Figura 3: Localização Fonte: Google Earth 4. CONTEXTO HISTÓRICO DO FUNDADOR

Fonte: Google Earth

4. CONTEXTO HISTÓRICO DO FUNDADOR

Francisco Amado da Silva Bahia foi o idealizador da construção do Solar Amado Bahia. Foi uma figura muito influente no meio político e comerciante de carne,

nasceu em 13 de setembro de 1855, seus pais, Bernardino da Silva Bahia e Francisca Alves de Menezes eram de origem humilde e não possuíam recursos financeiros para cria-lo. Portanto, Amado Bahia foi criado por seus padrinhos, o Major Francisco Eusébio Soares e Filismina Soares, que o criaram com maiores condições. Francisco Amado da Silva Bahia então teve boa formação e se descobri um grande comerciante, comerciante de alimentos, couro, sebo, farinha de osso e fazendeiro e se tornou um grande comerciante da carne verde na cidade. Construiu sua fortuna foi através dos sucessos com o comércio. No interior tinha terras de Paripe até Novo Mundo e vários imóveis na cidade. Tinha vários açougues na Cidade Baixa e um mercado na Baixa dos Sapateiros. Se tornou figura muito importante na região e na cidade, fazia parte da elite de Salvador e exercia poder político. Se casou com Clara Clotildes e permaneceu casado por 35 anos, com quem constituiu uma família com 14 filhos. O Solar foi a sua terceira moradia da família.

Figura 4: Fundador do Solar Amado Bahia

moradia da família. Figura 4: Fundador do Solar Amado Bahia Fonte: IPAC 5. OS USOS DO

Fonte: IPAC

5. OS USOS DO SOLAR AMADO BAHIA

O Solar Amado Bahia teve sua construção no final do século XIX e inaugurado em 8 de dezembro de 1904, para o casamento de duas filhas de Francisco Amado da Silva Bahia, Clara Soares Bahia e Maria Julieta Soares Bahia. Após o casamento família Amado Bahia começou a viver na casa no ano de 1904, até o ano da morde do comerciante Amado Bahia, em 1924. Durante o período em que a família residiu

no Solar alguns poucos eventos e recepções aconteceram no local, sendo algum deles, a celebração matrimonial das filhas do coronel, a visita do Marechal Hermes da Fonseca (Presidente da República) e seu Vice-Presidente Wenceslau Bras levados pelo então Governador J. J. Seabra e o velório da esposa do comerciante, que causou grande comoção por ter sido uma pessoa tão querida. Em 1955, sua família doou a casa para a Associação dos Empregados do Comércio da Bahia, para nela ser instalado uma casa de saúde, que acabou não sendo concretizado. Desde então o Solar permaneceu fechado até a Associação dos Empregados do Comércio desistiram do projeto inicial em 1966 e transformaram a casa no Centro Educacional Amado Bahia, que foi desativada após o tombamento da edificação e seu mobiliário pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 1981.

O prédio deixou de ser utilizado para aulas, sendo as atividades didáticas

transferidas para outras duas casas vizinhas ao solar, permanecendo no andar térreo apenas a secretaria da escola. Atualmente o solar ainda pertence à Associação dos

Empregados do Comércio da Bahia.

6. RESPONSÁVEIS PELA CONSTRUÇÃO

Criador do Projeto da Fundação: Amado Bahia. Proprietários (as) (terreno e edificação):

Francisco Amado da Silva Bahia "Coronel Amado Bahia“

Após 1924 até 1949 Álvaro Amado Bahia vai ser proprietário do Solar e em

1949 ele é doado pela família Amado Bahia à Associação dos Empregados do comércio da Bahia. Construtor (a): Francisco Mendonça, que não possuía formação profissional definida. Artesões: Por trata-se de um prédio "importado", dentre algumas de suas partes, como as grades, que foram trazidas da Inglaterra, foi importada também a mão de obra dos trabalhadores que eram muitas vezes portugueses e/ou italianos. Suas paredes internas e externas assumiam o estilo "escaico romano" em

diversas cores.

7. PERÍODO DE CONSTRUÇÃO

A edificação foi construída entre o final do século XIX e início do século XX, onde a linguagem arquitetônica que se encontrava na Bahia, era então de gosto sereno e monótono nas fachadas das edificações para demonstrar o requinte e o romantismo. Devido às transformações econômicas, sociais, decorrentes a chegada do império, com a introdução da máquina ou pela chegada da estrada de ferro. O Solar então construído como exemplar da arquitetura eclética na Bahia, uma casa urbana, isolada do centro do terreno com acesso lateral, com planta de partido simétrico, aproximadamente quadrado e ainda monótono, porem com ornamentos finos, buscados por comerciantes risos com posição socioeconômica estável. Sua construção é feita de estrutura portante em alvenaria mista de pedra e tijolos, a casa encontra-se em um plano elevado, em relação ao nível a rua por meio de um porão alto, não utilizável, assim protegendo contra umidade e também demonstrando o poder do seu proprietário, pois ela não estava às rés do chão. Em consequência da Revolução Industrial no século XIX, foram introduzidos materiais trazidos da Europa, como estruturas de ferro das varandas e da escada lateral e a fonte de ferro que veio de Paris e foi retirada do Solar em 1992. Também implantados os pisos e os vidros gravados da França, e peças sanitárias de louça Inglesa. Foi então inaugurado o Solar em 1904, com grande repercussão social, por ter sido o primeiro prédio que inaugurou com luz a carboreto, na cidade. Nesse período a edificação continuava seu uso. Em 1955 ela passa a pertencer a Associação dos Empregados do Comércio, que prevê um asilo para idosos que não foi executado, dando lugar em 1966 a um Centro Educacional. Em 1966 o Solar é restaurado, com orientação do IPHAN. Primeiro cadastro da edificação foi documentado em 1973 e registrado no IPAC, a edificação é um acervo vivo da interação artística-cultural. O Solar Amado Bahia reúne em sua arquitetura diversos painéis, pinturas, moveis, que enriquecem sua beleza, tornando único, sendo assim apreciado e preservado também pela sua história, portanto foi tombado pelo IPHAN em 29 de janeiro de 1981, incluindo também seu mobiliário.

8. DETALHES ARQUITETÔNICOS

Figura 5: Planta baixa Térreo de 1995

Figura 5: Planta baixa – Térreo de 1995 Fonte: IPHAN Figura 6: Planta baixa – 1º

Fonte: IPHAN

Figura 6: Planta baixa 1º pavimento de 1955

Figura 5: Planta baixa – Térreo de 1995 Fonte: IPHAN Figura 6: Planta baixa – 1º

Fonte: IPHAN

Figura 7: Planta baixa Sótão de 1995

Figura 7: Planta baixa – Sótão de 1995 Fonte: IPHAN Figura 8: Elevação Sudeste de 1995

Fonte: IPHAN

Figura 8: Elevação Sudeste de 1995

de 1995 Fonte: IPHAN Figura 8: Elevação Sudeste de 1995 Fonte: IPHAN Figura 9: Imagem: Corte

Fonte: IPHAN

Figura 9: Imagem: Corte C-D de 1995

de 1995 Fonte: IPHAN Figura 8: Elevação Sudeste de 1995 Fonte: IPHAN Figura 9: Imagem: Corte

Fonte: IPHAN

9.

PERÍODO

REALIZADAS

DE

CONSTRUÇÃO

E

INTERVENÇÕES

• Final do século XIX – Início da construção do Solar

• 901 – Inauguração da casa

• 1955/1956 – A família doa a casa à Associação dos Empregados do Comércio da

Bahia para nela ser instalada um asilo de idosos.

• 1966 – A Associação dos Empregados do Comércio da Bahia desiste de instalar um

asilo e transforma o Solar no Centro Educacional Amado Bahia

• 1966 – A Associação dos Empregados do Comércio da Bahia restaura o prédio com

orientação do IPHAN.

• 1978 – Foi dada a entrada no SPHAN (Secretaria do Patrimônio Artístico Nacional) ao pedido de tombamento do dito imóvel.

• 981 – Foi tombado pelo IPHAN em 29 de janeiro de 1981, com inscrição nº 485 no

livro histórico e no livro de belas artes nº547. Processo: 0988-T-78. E também desativado o Centro Educacional Amado Bahia, deixando o prédio vazio. Havendo realizações de obras no telhado, gradis, ladrilhos e na escada principal.

• 1995 – Obras de consolidação das estruturas portantes; impermeabilização; pisos, rodapés e escadas; esquadrias; coberturas; revestimentos. • 1996 – Remoção do tabuado, cadastro, verificação do estado de conservação; escoramento do primeiro pavimento; promover a limpeza do porão.

• 1997 – Obras de estabilização, restauração e conservação efetuadas e reestruturação de peças do telhado executadas pela CR e a CLM Engenharia Ltda.

10. RESTAURO DE 90 ANOS

Quando completou 90 anos, passou por um grande restauro. O neto do fundado, filho de Clara Agnaldo Bahia Monteiro, ficou à frente da revitalização. O restauro contou com doações da construtora Norberto Odebrecht e do Banco Bamerindus. Algumas das intervenções realizadas foram:

Colocação de tirantes;

Restauro das abobadilhas;

Colocação de caibros;

Cobertura;

Limpeza e Arrumação da obra;

Lastros de Madeira para proteção do estuque do forro do salão nobre;

Recuperação de todo telhado;

Recuperação dos elementos estruturais de ferro como abobadilhas da escada e do telhado da varanda;

Substituição do madeiramento estrutural deteriorado.

11. MOBILIÁRIOS E ADORNOS

O solar amado Bahia, é caracterizado pelas suas belezas estruturais, mas também pelas belezas matérias, e o exemplo disso são seus móveis antigos utilizados na decoração, que tem um ar inspirador. Com Detalhes só vistos na época. As imagens abaixo s alguns exemplos desta decoração.

Figura 10: Móvel antigo em madeira

desta decoração. Figura 10: Móvel antigo em madeira Fonte: In loco Figura 11: Móvel antigo em

Fonte: In loco

Figura 11: Móvel antigo em madeira

10: Móvel antigo em madeira Fonte: In loco Figura 11: Móvel antigo em madeira Fonte: In

Fonte: In loco

Figura 12: Detalhe do forro

Fonte: In loco Figura 13: Móvel com espelho Fonte: In loco Figura 14: Cadeira de

Fonte: In loco

Figura 13: Móvel com espelho

Fonte: In loco Figura 13: Móvel com espelho Fonte: In loco Figura 14: Cadeira de madeira

Fonte: In loco

Figura 14: Cadeira de madeira

Fonte: In loco Figura 13: Móvel com espelho Fonte: In loco Figura 14: Cadeira de madeira

Fonte: In loco

Figura 15: Forro

Figura 15: Forro Fonte: In loco Figura 17: Sala de jantar Fonte: In loco Figura 16:

Fonte: In loco

Figura 17: Sala de jantar

Figura 15: Forro Fonte: In loco Figura 17: Sala de jantar Fonte: In loco Figura 16:

Fonte: In loco

Figura 16: Pia

Fonte: In loco Figura 17: Sala de jantar Fonte: In loco Figura 16: Pia Fonte: In

Fonte: In loco

Figura 18: Painel

Fonte: In loco Figura 17: Sala de jantar Fonte: In loco Figura 16: Pia Fonte: In

Fonte: In loco

Figura 19: Salão nobre

Figura 19: Salão nobre Fonte: In loco 12. HISTÓRICO E OCUPAÇÃO DO ENTORNO Solar Amado Bahia

Fonte: In loco

12. HISTÓRICO E OCUPAÇÃO DO ENTORNO

Solar Amado Bahia está situado na Península de Itapagipe, na Cidade Baixa de Salvador, banhado pelas águas da Baía de Todos os Santos e da Enseada dos Tainheiros, famoso pela bela paisagem beira mar das praias Bugary e Ribeira (também conhecida como Praia da Penha). A Ribeira é um dos 14 bairros que compõe

a Península de Itapagipe. A história da Ribeira e de Itapagipe se entrelaçam, já que o bairro foi o primeiro a ser edificado na Península. No passado a Península serviu à defesa militar da cidade, também se divide em “ricos” e “pobres”: No lado norte, que

é mais populoso e empobrecido, fica os bairros mais populares e com população mais

numerosa, como Roma, Uruguai, bairro Machado, parte da Ribeira, Massaranduba, Jardim Cruzeiro e Vila Rui Barbosa, além de ser uma das portas de entrada das quase extintas palafitas dos Alagados. Enquanto a “zona sul”, que é mais valorizada,

engloba: Boa Viagem, Monte Serrat, Bonfim e parte da Ribeira. Quando se fala em Cidade Baixa o bairro da Ribeira é o mais conhecido por ser um lugar em que o passado ainda está presente na vida dos seus moradores, é como se constantemente se fizesse uma viagem no tempo, vislumbrando a arquitetura dos suntuosos casarões

do início século XIX e XX, que abrigaram as residências da elite soteropolitana da época. Estigmatizada como um local bucólico e tranquilo, tem a Enseada dos Tainheiros e a Praia da Penha, de águas translúcidas. As casas construídas estrategicamente de frente para o mar é um convite perfeito para um gostoso bate- papo ao cair da tarde, contemplando um pôr-do-sol inesquecível, costumes simples, que lembram uma cidade do interior. Por ser um bairro antigo possui muitas igrejas, casas e casarões com arquitetura detalhada, porém nenhuma ação/projeto de restauração ou preservação existe por parte do governo, as poucas casas antigas em bom estado tiveram sua conservação ou restauro por conta dos proprietários. O sitio de Itapagipe oferecia pontos favoráveis, sobre tudo sob os ângulos de belezas naturais, paisagens, clima aprazível e facilidade de navegação, mas por outro lado era igualmente muito vulnerável a ataques como ficou demonstrado em 1638, quando da investida do Conde Mauricio de Nassau, que tendo encontrado resistência no Porto da Barra, já então melhor defendido do que em 1624, optou por Itapagipe para o desembarque de suas tropas, mal sucedidas posteriormente. Na ponta de Itapagie, segundo Gabriel Soares quando se fundou a cidade, houve pareceres que ela se edificasse, por ficar mais segura e melhor assentada e muito forte, a qual está Norte e Sul com a ponta do Padrão. Esses pareceres, como se sabe, foram vencidos.

Figura 20

Esses pareceres, como se sabe, foram vencidos. Figura 20 Fonte: Foto tirada do Livro Evolução Física

Fonte: Foto tirada do Livro Evolução Física de Salvador

Confinado a uma estreita faixa de terra próxima à montanha, possibilitava as condições necessárias para a fixação do homem, aí se estabeleceu desde o início da construção da cidade, tornando-o importante por desempenhar a primordial função de porto, indispensável às comunicações com a Metrópole, e seu Império e com o próprio Estado do Brasil. Daquela pequena extensão, correspondente ao trecho entre a atual Preguiça e a Praça Cairu, local inicial do bairro, estendera rapidamente a ocupação

até a altura do que é hoje a Praça Conde dos Arcos, parte baixa da Ladeira do Taboão, conservando em todo o seu comprimento as características de uma rua, só ladeada de construções de preferência de funções comerciais como armazéns, trapiches e similares, existindo também estaleiro de construção naval na parte da Ribeira das Naus e residências, sobretudo no trecho vizinho à Conceição da Praia, cuja igreja continuava a ser bastante frequentada. Era, por conseguinte, a solução linear. Ainda que a comunicação por mar continuasse a ser a preferencial, havia também caminhos terrestres, precários, permitindo acesso a Água de Meninos e daí a Monserrate e a Ribeira, em cujos pontos continuavam a existir núcleos de expansão. O porto, bastante frequentado, abrigava os navios que traziam as mercadorias do exterior e levavam o açúcar do Recôncavo e os produtos primários exportáveis. O bairro da Praia desempenhava, por isso mesmo, ao mesmo tempo funções residenciais, comerciais, portuárias e de construção naval.

Figura 21

comerciais, portuárias e de construção naval. Figura 21 Fonte - Fotos tiradas do Livro Evolução Física

Fonte - Fotos tiradas do Livro Evolução Física de Salvador

Figura 22

Figura 22 Fonte: Fotos tiradas do Livro Evolução Física de Salvador Figura 23 Fonte: Fotos tiradas

Fonte: Fotos tiradas do Livro Evolução Física de Salvador

Figura 23

tiradas do Livro Evolução Física de Salvador Figura 23 Fonte: Fotos tiradas do Livro Evolução Física

Fonte: Fotos tiradas do Livro Evolução Física de Salvador

Figura 23

tiradas do Livro Evolução Física de Salvador Figura 23 Fonte: Fotos tiradas do Livro Evolução Física

Fonte: Fotos tiradas do Livro Evolução Física de Salvador

13. MOBILIDADE E ACESSIBILIDADE

No bairro da Ribeira a sua mobilidade é dada devido à variedade de meios de transportes. Além do carro, ônibus e moto, o morador ou turista pode optar pelo uso de bicicletas e do transporte marítimo. Sendo assim, o transito de veículos não é intenso e a velocidade da via facilita a locomoção do pedestre e o uso desses outros meios de transporte. Na poligonal estudada as ruas possuem sentido único (não possui mãos duplas) e uma velocidade permitida baixa, dispensando o uso de sinaleiras. A via de acesso ao edifício dá-se pela Rua Pôrto dos Tainheiros, localizada na orla da Ribeira. Nesse local as calçadas são largas, porém não são em sua totalidade acessíveis (é somente a calçada ao lado do mar). Estão presentes algumas rampas e faixas de pedestres e uma ciclofaixa que incentiva o uso de transportes alternativos, porém está ausente nas ruas restantes. Nas ruas adjacentes (Rua Pereira Rebouças, Rua do Fogo, Rua Júlio David, etc.) as calçadas são estreitas e menores que as indicadas pela norma NBR 9050 Acessibilidade (mínimo de 1,20m de faixa livre e 0,70m de faixa de serviço). Estão presentes poucas rampas, porém elas também não são acessíveis (mínimo de 1,20m de largura), além da ausência de piso tátil.

Figura 24: Calçada larga da orla

de 1,20m de largura), além da ausência de piso tátil. Figura 24: Calçada larga da orla

Fonte: Autoria do grupo

Figura 25: Calçada estreita e com barreiras

Figura 25: Calçada estreita e com barreiras Fonte: Autoria do grupo Além da falta de acessibilidade

Fonte: Autoria do grupo

Além da falta de acessibilidade nas calçadas, alguns conflitos são observados, como por exemplo, a presença de lixo nas calçadas que dificulta a passagem do pedestre e pontos de ônibus localizados nos caminhos da ciclofaixa fazendo com que o ciclista tenha que desviá-lo. No mapa produzido estão indicados os locais que possuem faixas de pedestres, rampas, ciclovia, os estacionamentos presentes na poligonal, o sentido das vias e o fluxo de pedestres e carros.

Figura 26: Ponto de ônibus na ciclo faixa

o sentido das vias e o fluxo de pedestres e carros. Figura 26: Ponto de ônibus

Fonte: Google Maps

Figura 27: Calçada estreita com a presença de barreiras

Figura 27: Calçada estreita com a presença de barreiras Fonte: Autoria do grupo 14. MOBILIÁRIOS E

Fonte: Autoria do grupo

14. MOBILIÁRIOS E EQUIPAMENTOS URBANOS

Foram encontrados ao estudar a poligonal alguns exemplos de equipamentos urbanos, como escolas, mercados, postos/centros de saúde, igrejas, entre outros. O mapa seguinte mostra, com legendas, os equipamentos presentes.

Figura 28: Colégio Vítor Soares

O mapa seguinte mostra, com legendas, os equipamentos presentes. Figura 28: Colégio Vítor Soares Fonte: Google

Fonte: Google Maps

Figura 29: Instituto de Cultura Brasil Itália Europa

Figura 29: Instituto de Cultura Brasil Itália Europa Fonte: Google Maps Figura 30: Mercado Fonte: Google

Fonte: Google Maps

Figura 30: Mercado

Brasil Itália Europa Fonte: Google Maps Figura 30: Mercado Fonte: Google Maps É possível observar no

Fonte: Google Maps

É possível observar no mapa que não há um aglomerado de equipamentos públicos, eles se encontram de forma distribuída e variada, facilitando o uso por parte da população. Apesar disso, a maioria das edificações não se encontra em um bom estado de conservação. O acesso à elas de forma independente também é restrito à uma parte da população, pois a maioria desses equipamentos não possuem calçadas acessíveis, impedindo o acesso do cadeirante. Dos mobiliários presentes na poligonal alguns exemplos são postes, bancos, orelhões, para ciclos, bancas de revista, pontos de ônibus etc. De acordo com a Norma Técnica de Distribuição, os postes devem estar com uma distância média de 35-40m entre eles. No local, a maioria deles está com distâncias menores. Os pontos de ônibus devem possuir uma distância média de 200m entre eles e o local atende a esse critério. Há também uma quantidade razoável de lixeiras, mesmo assim encontra-se muito lixo pelas ruas.

Figura 31: Presença de lixo nas ruas

Fonte: Autoria do grupo 15. USO E OCUPAÇÃO DO SOLO E MARCOS E ESPAÇOS DE

Fonte: Autoria do grupo

15. USO E OCUPAÇÃO DO SOLO E MARCOS E ESPAÇOS DE REFERÊNCIA

Após o levantamento do entorno, da poligonal previamente definida, para estudo e cadastro do zoneamento local, pode se perceber uma região que possui predominantemente residencial, com alguns poucos comércios e serviços a disposição das pessoas. Ainda assim a maior parte destes comércios se localizam na orla da Ribeira e na principal rua da região, Rua Lélis Piedade, ambas com o maior fluxo de veículos da região e atrativos para turistas. Este estudo apesar de recente, demonstra as condições das últimas 3 décadas da região, que sofreu intervenções e alterações, mas sempre manteve sua característica de bairro residencial e poucos comércios.

Ainda neste estudo foram observados os marcos e locais de referência da região. Dentre estes é possível destacar na poligonal e próximo a ela: A sorveteria da Ribeira, A Igreja de Nossa Senhora do Rosário e a Igreja de Nossa Senhora da Penha,

a companhia de navegação baiana, o terminal hidroviário da ribeira e o saveiro clube

da Bahia. Como citado acima estes marcos e referências são também atrativo ao turista e visitante do local, que intensificam o fluxo da região e acabam por estimular

o comércio da região.

16. MORFOLOGIA DO LOCAL

A morfologia urbana estuda aspectos exteriores do meio urbano e suas relações recíprocas, definindo e explicando a paisagem urbana e sua estrutura. Através desses estudos, procura-se diagnosticar as potencialidades e os problemas da realidade urbana da Ribeira e quais as suas implicações na área de estudo. No que tange a topografia, a Península de Itapagipe é marcada por uma topografia da baixa elevação, possuindo águas rasas, com profundidade média de aproximadamente 2,8m e máxima de 12,7m na boca da baía. A morfologia desta área

é bastante irregular, com pequenas pontas e reentrâncias. Nas zonas marginais

observam-se áreas de mangue bastante degradadas e algumas praias arenosas na

sua margem oeste.

Figura 32: Topografia atual da Ribeira

na sua margem oeste. Figura 32: Topografia atual da Ribeira Fonte: Acervo Pessoal A área está

Fonte: Acervo Pessoal

A área está classificada como ZPR-3, onde seu gabarito máximo seria de 12

metros de altura. Porém, tratando-se de uma zona de borda marítima ao longo de toda

a costa, CORREDOR DE USO DIVERSIFICADO (CDO) - CORREDOR ESPECIAL

DE ORLA MARÍTIMA DA BAHIA DE TODOS OS SANTOS sua limitação de altura é de 6 metros, porém, ao analisar a área, é observado que apesar das restrições, não

há um respeito a limitação, nem uma fiscalização, com edificações de 3 e 4 pavimentos superiores a 4 pavimentos.

A orientação solar e estudo heliotérmico da região podem ser conferidos com

base na imagem abaixo. A incidência do sol é predominante na parte da manhã, sendo

a fachada frontal do Solar Amado Bahia voltada para o Leste e a fachada posterior, para o Oeste.

Figura 33: Mapa da Orientação Solar e Estudo Heliotérmico

Figura 33: Mapa da Orientação Solar e Estudo Heliotérmico Fonte: Google Maps, adaptada por recursos próprios

Fonte: Google Maps, adaptada por recursos próprios

A imagem anterior mostra o problema que a edificação enfrenta, com vento

Sudeste a 50%. Constitui-se que o Solar Amado Bahia recebe uma forte incidência de vento marítimo, o que causa em um acúmulo de salitre, agravado pela falta de manutenção. Esse excesso de sal somado à chuva e incidência solar, catalisa a oxidação dos metais e acaba enfraquecendo seus materiais. O bairro é tranquilo, pouco verticalizado e com aspectos de cidade de interior, em que as pessoas sentam na porta de casa para conversar, crianças brincam na rua e há oferta de serviços e comércios a nível local. Além também de ser um bairro bastante turístico e possuir uma bela paisagem, marcada pelo pôr-do-sol e pelas lanchas e barcos atracados ao longo da Rua Porto dos Tainheiros e Rua da Penha. O Sistema Viário, indicado no mapa abaixo, é definido por Vias Arterial II, Coletora I e II e Local, representado pela imagem abaixo:

Figura 34: Mapa do Sistema Viário

Figura 34: Mapa do Sistema Viário Fonte: PDDU (Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano) – Salvador 17.

Fonte: PDDU (Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano) Salvador

17. MASSAS VEGETAIS RELEVANTES E ARBORIZAÇÃO URBANA/ ESPAÇOS PÚBLICOS DE ESPORTES E LAZER

A arborização é vital no que diz respeito ao planejamento urbano, com destaque para

os grandes aglomerados populacionais. Isso porque, o ato de arborizar um determinado local, propicia inúmeros benefícios aos seus respectivos habitantes. Contribui para a purificação do ar, melhora a qualidade de vida local, absorve uma parcela da poluição sonora, diminui o impacto das chuvas no solo e a notável projeção das sombras oferecidas pelas árvores reduz a temperatura evitando a formação de ilhas de calor. Com a inserção da vegetação e com a retirada das barracas de praia valorizou muito

a percepção visual da baía de Itapagipe.

Há pouca arborização nas ruas do bairro da Ribeira, pois são estreitas e mal existem calçadas, impossibilitando inserir qualquer tipo de vegetação. A grande massa vegetal está presente na orla, nos jardins, áreas de lazer e condomínios existentes na área.

Figura 35: Rua Júlio David

Figura 35: Rua Júlio David Fonte: Acervo da Equipe Figura 36: Rua Léllis Piedade Fonte: Acervo

Fonte: Acervo da Equipe

Figura 36: Rua Léllis Piedade

David Fonte: Acervo da Equipe Figura 36: Rua Léllis Piedade Fonte: Acervo da Equipe Figura 37:

Fonte: Acervo da Equipe

Figura 37: Av. Porto dos Tainheiros

Fonte: Acervo da Equipe Figura 37: Av. Porto dos Tainheiros Fonte: Acervo da Equipe Quando se

Fonte: Acervo da Equipe

Quando se trata de espaços públicos e lazer, foi inaugurada em 2015 a nova Orla da Ribeira, melhorando a infraestrutura do local. Mesmo com essa requalificação o bairro ainda está deficiente. Há poucos espaços existentes no local e as poucas são ocupadas inadequadamente nos finais de semana por bares e restaurante do entorno, colocando cadeiras e mesas, atrapalhando os moradores e visitantes usufruírem do local.

Figura 38: Largo do Ribeirão

Figura 38: Largo do Ribeirão Fonte: Acervo da Equipe Figura 39: Av. Porto dos Tainheiros Fonte:

Fonte: Acervo da Equipe

Figura 39: Av. Porto dos Tainheiros

Fonte: Acervo da Equipe Figura 39: Av. Porto dos Tainheiros Fonte: Acervo da Equipe Uma iniciativa

Fonte: Acervo da Equipe

Uma iniciativa bem aceita para espaços públicos foi a implantação de ciclovias e o projeto Bike Salvador, que é utilizado por muitos moradores do local.

Figura 39: Rua da Penha

por muitos moradores do local. Figura 39: Rua da Penha Fonte: Acervo da Equipe Figura 40:

Fonte: Acervo da Equipe

Figura 40: Imagem do Google

da Penha Fonte: Acervo da Equipe Figura 40: Imagem do Google Fonte: Google Maps 18. TIPOLOGIA

Fonte: Google Maps

18. TIPOLOGIA ARQUITETÔNICA

A arquitetura eclética tem para a história grande valor porque relata momentos de profundos paradoxos na vida do homem moderno. A linguagem arquitetônica que se encontrava na Bahia, até o começo do século XIX, deixaria na mudança do século de expressar um gosto pacato e monótono nas fachadas das edificações para demonstrar o requinte e o romantismo. Isto se caracterizou tanto pelas transformações econômicas e sociais, ocorridas com a chegada do império, tanto pela introdução da

máquina ou ainda pela chegada da estrada de ferro. Construído neste período, o solar é um exemplo vivo da interação arquitetural e a pintura dos “novos” materiais importados da Europa, em decorrência da Revolução Industrial no século XIX, com as técnicas artesanais tradicionais que extinguiu uma nova configuração da sociedade e da cidade. Típica casa urbana, o solar mistura elementos de inspiração gótica com colunas clássicas, é isolada no centro do terreno com acesso lateral, possuindo planta de partido simétrico, aproximadamente quadrado e ainda monótono, porém com ornamentos finos, avidamente buscados pelos comerciantes ricos, favorecidos por uma posição socioeconômica estável. A fachada é regular, estruturada em função a um eixo de simetria que corta a entrada principal, perfeitamente centralizada, segue pelo eixo da porta central do pavimento nobre e se liga finalmente ao ponto mais alto da platibanda. A simetria observada na fachada principal repete-se também na fachada posterior. Esta simetria é uma característica das construções do século XIX, que se estende até início do século XX.

Figura 40: Fachada Frontal Amado Bahia

século XIX, que se estende até início do século XX. Figura 40: Fachada Frontal Amado Bahia

Fonte: Acervo Pessoal, 2016

Figura 41: Fachada Frontal Amado Bahia

Figura 41: Fachada Frontal Amado Bahia Fonte: IPAC-BA, Proteção do acervo cultural da Bahia, monumentos do

Fonte: IPAC-BA,

Proteção do acervo cultural da Bahia, monumentos do acervo cultural da Bahia, monumentos

do município de Salvador 3ed Salvador, 1997 v.1:1LL mapas

Inventário de

O solar Amado Bahia, possui na sua composição formal uma predominância de vazios sobre cheios, sendo um exemplo de arquitetura eclética. Concilia uma estrutura em alvenaria de pedras e tijolos, herança do tradicionalismo colonial, com materiais que foram importados da Inglaterra, como as estruturas de ferro das varandas, a antiga fonte, etc. A casa encontra-se em um plano elevado em relação ao nível da rua, por meio de um porão alto não utilizável, protegendo-a contra umidade e demostrando o poder dos seus primeiros proprietários, já que a edificação foi construída acima do nível da rua, característica bastante comum na época. Através de portões de ferro fundido, a construção recebe uma profusão de influências no estilo neogótico, chega-se ao átrio, com piso em placas de mármore preto e branco 18x18 cm, formando um belo tapete xadrez. Por meio desse átrio atinge-se a varanda do térreo com piso trabalhado em mosaico de origem portuguesa. A partir da varanda, tem-se acesso ao interior do solar. Compõem ainda ao conjunto, um pátio na parte posterior, com piso em ladrilho hidráulico, onde se encontram as edículas. Possuía ainda no Solar uma fonte de ferro fundido, com inscrições “Val D’osne 53 – B Voltaire – Paris” está fonte foi retirada do Solar por volta de 1992. Além dos quartos e salas o solar, abriga ainda uma bela capela em homenagem a Nossa Senhora da Conceição e uma sala de oração. As funções de serviço como a cozinha, sanitários, quartos de

empregados estão localizados do corpo principal do edifício, em edículas ao redor do pátio externo.

Figura 42: Fachada Solar Amado Bahia

do pátio externo. Figura 42: Fachada Solar Amado Bahia Fonte: IPAC-SIC, p. 297 Figura 43: Fachada

Fonte: IPAC-SIC, p. 297

Figura 43: Fachada Solar Amado Bahia

IPAC-SIC, p. 297 Figura 43: Fachada Solar Amado Bahia Fonte: Acervo Pessoal, 2016 19. SISTEMAS E

Fonte: Acervo Pessoal, 2016

19. SISTEMAS E ELEMENTOS CONSTRUTIVOS

19.1

ESTRUTURA

O solar é composto de térreo, primeiro pavimento e o sótão. Seu partido é aproximadamente quadrado, definido por paredes portantes perimetrais em alvenaria mista, de pedra e tijolo com espessura de 42 cm, e paredes internas em estuque. O estuque possui estrutura semelhante a taipa de sebe, porém de menor espessura, tendo sua trama composta de varas. O solar é circundado pelas varandas, estas varandas são sustentadas por colunas metálicas de 28cm de diâmetro no térreo e 18cm de diâmetro no primeiro pavimento. Esta estrutura é independente do sistema estrutural da casa, os pilares possuem soco preto, fuste em ferro fundido e capitel também de feições clássica. Estes pilares funcionam também como condutores de água pluviais da cobertura da varanda. Esta varanda possui estrutura em abobadilhas, no sistema de malha. Como acabamento deste telhado encontra-se um lambrequim de ferro fundido.

Figura 44: Alvenaria mista

Figura 44: Alvenaria mista Fonte: Acervo Pessoal, 2016 19.2 FUNDAÇÃO Não se pode fazer prospecções nas

Fonte: Acervo Pessoal, 2016

19.2 FUNDAÇÃO

Não se pode fazer prospecções nas fundações, porém, após a análise da edificação pode-se supor que as fundações do Solar sejam em pedra e do tipo sapata corrida.

19.3 FACHADAS

Os ângulos da fachada são marcados por cunhais, de soco, fuste e capitéis de inspiração clássica. Os capitéis são executados em massa e pintados de branco, enquanto fuste e soco possuem pinturas iguais à da fachada. No primeiro pavimento os cunhais não possuem soco, seu fuste é composto por dois fustes superpostos. O capitel de feição clássica é apenas um prolongamento do fuste e também se compõe por dois capitéis superpostos, revestidos por escaiolas técnica de pintura que imita o mármore.

19.4 PISOS

Pavimento Térreo:

Pisos Externos na varanda encontramos piso em mosaico português, que foi importado e assentado por um artesão espanhol. Os rodapés são em madeira escura,

rematados por uma faixa de madeira pintada de diversas cores e com acabamento com cordão.

Figura 45: Piso Mosaico Cerâmico

acabamento com cordão. Figura 45: Piso Mosaico Cerâmico Fonte: Acervo Pessoal, 2016 Figura 46: Piso Mosaico

Fonte: Acervo Pessoal, 2016

Figura 46: Piso Mosaico Cerâmico

Acervo Pessoal, 2016 Figura 46: Piso Mosaico Cerâmico Fonte: Acervo Pessoal, 2016 Figura 47: Pastilhas Fonte:

Fonte: Acervo Pessoal, 2016

Figura 47: Pastilhas

Cerâmico Fonte: Acervo Pessoal, 2016 Figura 47: Pastilhas Fonte: Acervo Pessoal, 2016 Internos – nos quartos

Fonte: Acervo Pessoal, 2016

Internos nos quartos e salas foram utilizados pisos em pinho de Riga. Neste mesmo pavimento encontram-se nos salões nobres pisos em parquet, apoiado sobre barroteamento de madeira com encaixe esquadrilhado em junta seca e acabamento em molduras. No hall da casa, encontra-se um piso composto de tabuas, fazendo contraste em duas cores em forma de polígono estrelado.

Figura 48: Piso do hall

Figura 48: Piso do hall Fonte: Acervo Pessoal, 2016 Figura 50: Mosaico cerâmico Fonte: Acervo Pessoal,

Fonte: Acervo Pessoal, 2016

Figura 48: Piso do hall Fonte: Acervo Pessoal, 2016 Figura 50: Mosaico cerâmico Fonte: Acervo Pessoal,

Figura 50: Mosaico cerâmico

Fonte: Acervo Pessoal, 2016 Figura 50: Mosaico cerâmico Fonte: Acervo Pessoal, 2016 Primeiro Pavimento: Figura 49:

Fonte: Acervo Pessoal, 2016

Primeiro Pavimento:

Figura 49: Pinho de riga

Fonte: Acervo Pessoal, 2016

No denominado pavimento nobre, o piso encontrado nos salões é parquet com desenhos geométricos definidos pelo contraste entre as tábuas claras e as tábuas escuras. Como acabamento deste piso, existe um emolduramento de duas tábuas, essas tábuas são presas por pregos no barroteamento.

A capela possui o mesmo tipo de piso, com desenhos geométricos, definidos por

tábuas de cores claras e escuras. Os demais vãos deste andar, como os quartos, a sala de refeições, e corredores, possuem piso em pinho de Riga em uma única cor, presos no barroteamento, e com encaixe esquadrilhado de junta seca. Todos os pisos do pavimento possuem molduras e rodapés. As molduras são compostas por duas tábuas e os rodapés são de madeira escura, rematados por tábuas pintadas em variadas cores, tendo como acabamento um cordão pintado.

A varanda que circunda todo o pavimento nobre possui piso em mosaico português,

um trabalho que tem como foco temas florais rematados por molduras compostas também por desenhos do mesmo estilo, assentado pelo mesmo artesão espanhol.

Figura 51: Piso Parquet

Figura 51: Piso Parquet Fonte: Acervo Pessoal, 2016 Figura 52: Pastilhas Fonte: Acervo Pessoal, 2016 Figura

Fonte: Acervo Pessoal, 2016

Figura 52: Pastilhas

Parquet Fonte: Acervo Pessoal, 2016 Figura 52: Pastilhas Fonte: Acervo Pessoal, 2016 Figura 53: Piso Parquet

Fonte: Acervo Pessoal, 2016

Figura 53: Piso Parquet

Fonte: Acervo Pessoal, 2016 Figura 53: Piso Parquet Fonte: Acervo Pessoal, 2016 Piso Sótão: O piso

Fonte: Acervo Pessoal, 2016

Piso Sótão:

O piso do sótão é o mais simples. É composto por tábuas largas em uma única cor, instaladas de forma esquadrilhada em junta seca e presas ao barroteamento por pregos. Os rodapés do sótão são simples contendo apenas um único friso.

Figura 54: Tábuas largas

Os rodapés do sótão são simples contendo apenas um único friso. Figura 54: Tábuas largas Fonte:

Fonte: Acervo Pessoal, 2016

19.5

ESCADAS E CORRIMÃOS

O acesso ao pavimento superior é feito internamente por escada de madeira e

externamente por uma belíssima escada de ferro fundido. A escada interna possui um único lance e está apoiada na parede. Esta escada possui degrau em mármore e os demais em madeira. Seu corrimão é aberto, simples, também em madeira torneada, de igual modelo e valor à escada que liga o primeiro pavimento ao sótão.

Figura 55: Escada interna

o primeiro pavimento ao sótão. Figura 55: Escada interna Fonte: Acervo Pessoal, 2016 Figura 56: Escada

Fonte: Acervo Pessoal, 2016

Figura 56: Escada interna

Fonte: Acervo Pessoal, 2016 Figura 56: Escada interna Fonte: Acervo Pessoal, 2016 Figura 57: Escada interna

Fonte: Acervo Pessoal, 2016

Figura 57: Escada interna

Fonte: Acervo Pessoal, 2016 Figura 57: Escada interna Fonte: Acervo Pessoal, 2016 A escada externa divide-se

Fonte: Acervo Pessoal, 2016

A escada externa divide-se em dois lances retos com patamar para descanso.

Esta escada possui estrutura em ferro fundido e espelhos vazados com perfil também em ferro fundido, e pisos em Mármore Carrara. Sua estrutura é sustentada por colunas de ferro composto por soco, fuste e capitel clássico e a estrutura do corrimão é vazada,

em um divino trabalho de ferro fundido. Toda a estrutura metálica do Solar, que sustenta a varanda externa e a escada foi importada da Inglaterra.

Figura 58: Escada externa

Figura 58: Escada externa Fonte: Acervo Pessoal, 2016 19.6 COBERTURA Figura 60: Escada externa Fonte: Acervo

Fonte: Acervo Pessoal, 2016

19.6

COBERTURA

Figura 60: Escada externa

Pessoal, 2016 19.6 COBERTURA Figura 60: Escada externa Fonte: Acervo Pessoal, 2016 Figura 59: Escada externa

Fonte: Acervo Pessoal, 2016

Figura 59: Escada externa

Fonte: Acervo Pessoal, 2016 Figura 59: Escada externa Fonte: Acervo Pessoal, 2016 A cobertura em telha

Fonte: Acervo Pessoal, 2016

A cobertura em telha colonial e de duas águas, sendo uma para frente e outra para o fundo. A captação das águas pluviais é feita através de calhas de cobre, chumbadas nas paredes das platibandas. O telhado é encoberto por uma platibanda vazada que praticamente impede a sua visão a partir da rua. A platibanda é composta por balaustrada e cartela. A cartela possui desenhos decorativos, como leques, e o monograma da família Amado Bahia. Sobre a balaustrada da platibanda encontram-se acrotérios, que são elementos decorativos em forma de jarros, executados em massa. Na fachada posterior encontra-se outra platibanda, de tratamento mais singelo, porém muito bonita. Esta platibanda é escalonada, composta na sua maioria por uma mureta

fechada e uma pequena parte vazada. Encontram-se ainda nesta platibanda acrotérios, e duas pequenas esculturas de mulher.

Figura 61: Planta de situação

esculturas de mulher. Figura 61: Planta de situação Fonte: TFG, Pamela Alvim, 2011 19.7 FORROS A

Fonte: TFG, Pamela Alvim, 2011

19.7

FORROS

A varanda, no pavimento térreo, possui forro em abobadilhas que são sustentadas por colunas. Este forro está sustentando o piso de mosaico da varanda do primeiro pavimento.

Figura 62: Abobadilhas

da varanda do primeiro pavimento. Figura 62: Abobadilhas Fonte: Acervo Pessoal, 2016 Figura 63: Abobadilhas Fonte:

Fonte: Acervo Pessoal, 2016

Figura 63: Abobadilhas

primeiro pavimento. Figura 62: Abobadilhas Fonte: Acervo Pessoal, 2016 Figura 63: Abobadilhas Fonte: Acervo Pessoal, 2016

Fonte: Acervo Pessoal, 2016

No interior do pavimento térreo, todos os forros são em tábuas corridas, tipo macho-fêmea, apesar de não encontrar todos os forros íntegros. Como acabamento do forro encontramos uma cimalha que compõe a junção do forro com a parede. No hall de acesso ao pavimento térreo o forro é em tabua corrida, tipo macho- fêmea e com moldura bem definida, pintada com guirlanda em cores variadas. No centro deste forro encontra-se uma pintura com temas florais.

Figura 64: Forro Básico em madeira com pintura

florais. Figura 64: Forro Básico em madeira com pintura Fonte: Acervo Pessoal, 2016 Figura 65: Forro

Fonte: Acervo Pessoal, 2016

Figura 65: Forro Básico em madeira

Acervo Pessoal, 2016 Figura 65: Forro Básico em madeira Fonte: Acervo Pessoal, 2016 No primeiro pavimento

Fonte: Acervo Pessoal, 2016

No primeiro pavimento encontram-se forros mais trabalhados, necessitando, portanto, de uma melhor descrição. Na sala de refeições o forro é em tabua corrida macho-fêmea. Este forro é subdividido por meio de frisos em madeira com forma geométrica, tendo ao centro uma grande estrela com aplicações em alto relevo de uma cesta de fruta executada em estuque. Nos cantos encontramos pinturas tendo como tema parreiras com suas flores e frutos. O corredor central possui forro em tábuas corridas com macho-fêmea. Como elemento decorativo, estes forros apresentam uma divisão geométrica executada com um cordão de madeira. A viga de madeira é apoiada por duas colunas de fuste quadrado e capitel de inspiração clássica. O salão nobre possui um forro bastante diferenciado. Este forro é composto por tabuas, de forma macho-fêmea, sendo subdividido em painéis por frisos de madeira. A parte central do forro do salão encontra-se dividida em três painéis com a forma de losango, onde se encontram um trabalho em relevo executado em estuque com motivos florais. O molduramento deste forro é feito através de uma faixa com guirlanda executadas em estuque.

Como acabamento, o forro apresenta cimalha em madeira, aba trabalhada com pinturas douradas e cordão. Os quartos principais e a sala de oração possuem forros em tábuas corridas, com colocação esquadrilhada e funesta seca, divididos em painéis através de frisos de madeira. Os painéis são definidos pelos frisos e pelas diferentes cores com que foram pintadas. A divisão dos painéis se faz a partir de um elemento central definido ora por formas losangulares, ora por formas retangulares. No quarto nº 1 do primeiro pavimento e na sala de oração os temas trabalhados no forro giram em torno de motivos florais. No quarto nº 2 do mesmo pavimento o tema central se desenvolve em relevo, apresentando a figura estilizada de um anjo. Os outros painéis no forro deste cômodo, apresentam temas com motivos florais. Estes forros descritos não possuem molduramento e seu acabamento com paredes se faz através de uma cimalha de madeira. O hall da escada e o quarto nº 3 do primeiro pavimento possuem forros com tratamento mais simples. Sua estrutura é composta por tabuas de forma esquadrilhada. Como elemento decorativo estes forros apresentam apenas um friso de madeira e seu acabamento se faz através de uma cimalha de madeira. O forro da capela é em madeira, este forro é emassado e pintado. O trabalho decorativo deste forro compreende uma divisão em painéis geométricos, executados em frisos de madeira pintados de branco e dourado. Nestes painéis encontramos pinturas com temas religiosos, como cálices e lírios. No centro deste forro encontra-se um medalhão definido por frisos dourados tendo na parte interna uma pintura em homenagem a Nossa Senhora da Conceição. Como acabamento, o forro da capela apresenta cimalha, aba e cordão, sendo a aba trabalhada com pintura dourada. O sótão não possui forro, neste pavimento encontra- se aparente a estrutura da cobertura.

Figura 66: Forro em madeira com detalhes e pintura

Figura 66: Forro em madeira com detalhes e pintura Fonte: Acervo Pessoal, 2016 Figura 68: Forro

Fonte: Acervo Pessoal, 2016

Figura 68: Forro básico em madeira com pintura

2016 Figura 68: Forro básico em madeira com pintura Fonte: Acervo Pessoal, 2016 19.8 REVESTIMENTO Figura

Fonte: Acervo Pessoal, 2016

19.8

REVESTIMENTO

Figura 67: Forro da capela

Pessoal, 2016 19.8 REVESTIMENTO Figura 67: Forro da capela Fonte: Acervo Pessoal, 2016 A fachada no

Fonte: Acervo Pessoal, 2016

A fachada no pavimento térreo apresenta suas paredes pintadas de duas maneiras: os mainéis são recobertos por escaiola e as molduras dos vãos e a base dos mainéis são recobertos por escaiolas e as molduras dos vãos e a base dos mainéis possuem pinturas na cor vinho. Os cunhais possuem soco e fuste pintados na cor vinho, e os capiteis na cor branca.

No primeiro pavimento as paredes da fachada apresentam mainéis com pinturas imitando um mosaico, possui cercaduras em escaiolas. Os cunhais neste

pavimento possuem revestimento em escaiolas. O frontão e as platibandas possuem suas paredes revestidas com massa e pintadas na cor bege. No pavimento térreo o hall de acesso possui paredes revestidas com decoração em massa, formando arcos

e pinturas com temas florais. Na parte inferior destas paredes, encontra-se

revestimentos em escaiolas. O corredor central, o hall da escada interna e o quarto situado na parte posterior do térreo, possuem revestimento em escaiolas. Os demais

cômodos deste pavimento possuem pintura definindo painéis geométricos, tendo seus coroados por desenhos variados tento tema os mesmos florais já ditos anteriormente. No pavimento superior encontramos revestimento em escaiola apenas no hall da escada. Nos demais cômodos, as paredes apresentam pintura lisa, onde se definem painéis, possuindo terminações variadas de acordo com o uso a que o cômodo se destina. Assim, na sala de refeições esta decoração lembra a forma de cachos de uva. Na capela a terminação se faz com um monograma que traduz o nome de Nossa Senhora, “Maria”. Nos demais cômodos encontram-se decorações com

temas florais. No salão nobre encontramos o mesmo tipo de pintura, em painéis elaborados e como tema floral. Alguns painéis estão cobertos por espelhos de origem francesa com um rico molduramento na cor dourada. O sótão possui paredes pintadas

de branco sem detalhes.

Figura 69: Parede da edificação

O sótão possui paredes pintadas de branco sem detalhes. Figura 69: Parede da edificação Figura 70:

Figura 70: Detalhe da parede

O sótão possui paredes pintadas de branco sem detalhes. Figura 69: Parede da edificação Figura 70:

Fonte: Acervo Pessoal, 2016

Fonte: Acervo Pessoal, 2016

Fonte: Acervo Pessoal, 2016 Fonte: Acervo Pessoal, 2016 Figura 71: Detalhe da parede Figura 72: Detalhe

Figura 71: Detalhe da parede Figura 72: Detalhe da parede do hall

71: Detalhe da parede Figura 72: Detalhe da parede do hall Fonte: Acervo Pessoal, 2016 Fonte:

Fonte: Acervo Pessoal, 2016

Fonte: Acervo Pessoal, 2016

Figura 73: Detalhe da fachada, mostrando a cor original e o revestimento utilizado

2016 Figura 73: Detalhe da fachada, mostrando a cor original e o revestimento utilizado Fonte: Acervo

Fonte: Acervo Pessoal, 2016

19.9

MATERIAIS DE ACABAMENTO

Os materiais de acabamento utilizados no Solar fazem o requinte do mesmo. Todos os materiais utilizados como acabamento pisos, louças sanitárias, etc., são importados.

Figura 74: Revestimento, parede externa

são importados. Figura 74: Revestimento, parede externa Fonte: Acervo Pessoal, 2016 Figura 75: Oratório Fonte:

Fonte: Acervo Pessoal, 2016

Figura 75: Oratório

parede externa Fonte: Acervo Pessoal, 2016 Figura 75: Oratório Fonte: Acervo Pessoal, 2016 Figura 76: Gradil

Fonte: Acervo Pessoal, 2016

Figura 76: Gradil externo

parede externa Fonte: Acervo Pessoal, 2016 Figura 75: Oratório Fonte: Acervo Pessoal, 2016 Figura 76: Gradil

Fonte: Acervo Pessoal, 2016

19.10 VÃOS, ESQUADRIAS E MARCENARIA

A vedação das portas e janelas externas do Solar Amado Bahia são compostas por duas folhas. As portas são compostas por soleira de mármore, ombreiras e verga reta. Os vãos possuem padieira capialçada, com acabamento em almofadas de madeira iguais ás das portas. As portas internas são compostas de folha maciça, divididas em quatro partes e decoradas com almofadas. Estas almofadas são pintadas em duas cores contrastantes, uma cor na parte reentrante e outa na parte saliente da almofada. Na parte superior as duas almofadas foram substituídas por grade de ferro, favorecendo a ventilação. A folha externa, possui bandeira em ferro fundido com desenhos florais e a folha é dividida verticalmente em três partes: almofadas na base, venezianas no centro e na parte superior vidros jateados, (apenas duas portas do térreo ainda possuem os vidros originais). Internamente estas portas possuem uma moldura saliente que proporciona o acabamento do vão quando as portas estão abertas. Externamente, estes vãos possuem uma moldura relativamente simples, porém, apresentam uma rica modenatura trabalhada com feição eclética. As portas externas são fixadas com dobradiças de charneira simples. O fechamento das portas da folha é feito através de cremona e tranqueta. A porta principal do pavimento térreo, que permite o acesso ao Solar, é diferenciada das demais. Ela possui vão ensutado com terminação em curva ao invés de aresta. Sua esquadria é composta de uma única porta, maciça de cor escura trabalhada com almofadas. A bandeira desta porta possui dimensões maiores, também em ferro e trabalhada com o tema floral. A moldura da porta principal é bem singela, porém, possui uma bela modenatura em estilo eclético, diferenciada de todas as modenaturas do pavimento térreo. Esta porta é fixada a parede por dobradiças de charneira e seu fechamento se faz por meio de fechadura que hoje se encontra sem espelho. Internamente a porta possui uma traqueta, o que

possibilita um fechamento mais seguro. Internamente no pavimento térreo, encontram-se três tipos de portas:

I. Mantendo privacidade da casa encontra-se no hall de acesso, uma porta de madeira com duas folhas. Esta porta possui bandeira de madeira com desenho em forma de um leque. A porta apresenta-se maciça até a altura de 1.40 m, trabalhada

com almofadas e a partir daí, trabalhada com peças de madeira torneada. Esta porta

é presa à parede por dobradiças simples e seu fechamento se faz por meio de ferrolhos verticais e de fechadura com espelho.

II. As portas que fazem a circulação entre os cômodos e o corredor central do térreo, possuem soleira em madeira, ombreiras e verga reta. São em madeira maciça, dividida em duas folhas trabalhadas com 16 almofadas e bandeira de ferro fundido, com desenhos curvos e temas florais. A marcenaria é composta por dobradiças e o fechamento é feito por dois ferrolhos e fechadura com espelho.

III. As portas que fazem a comunicação entre os cômodos são duas folhas com bandeira de ferro fundido. Estas portas possuem soleira de madeira, ombreiras com alisar e vergas retas. As portas possuem na parte inferior um trabalho em almofadas

e a parte superior uma vedação com vidros. Após verificação e visitas ao solar,

concluímos que estes vidros eram jateados, porem, hoje encontraram apenas vidros lisos ou pedaços dos vidros com jateamento igual ao trabalho encontrado no primeiro pavimento. A ferragem destas portas é em palmeira, que é um tipo de dobradiça onde o pino fica afastado do parâmetro do caixilho e permite um giro de 180º. Estas portas são fechadas através de Cremona.

As janelas do pavimento térreo são compostas de peitoril, ombreiras e verga reta. Os vãos são ensutados com padieira de voo. A esquadria é composta por duas folhas: uma folha para o exterior com vidro jateado e outra para o interior de externa possui bandeira de ferro fundido, com temas iguais aos das bandeiras das portas, e está dividida em três partes, constituída de almofadas, venezianas e vidro. Seu fechamento é feito por cremona e suas folhas estão presas a parede por dobradiças de charneira. A folha interna das janelas é composta por duas fileiras de almofadas, sendo a última fileira, próxima a verga, composta por pequenas almofadas de ferro,

vazada, formando losangos que permitem a penetração da luz. Esta folha de esquadria possui quatro partes, presa a parede por meio de dobradiças, e seu fechamento é feito através de banqueta. Todas as janelas do térreo são iguais, com exceção da janela que se localiza no hall da escada interna. Esta janela possui apenas a folha e está protegida por uma grade de ferro fundido, trabalhada com temas florais. As cercaduras e modenaturas destas janelas são iguais as das portas, proporcionando uma unidade, na decoração da fachada. No primeiro pavimento encontram-se os mesmos tipos de portas e janelas do pavimento térreo, apenas com pequenas particularidades:

As folhas das portas, externamente, não possuem partes em venezianas;

As bandeiras das portas externas e internas são de ferro fundido, sendo que, com trabalhos diferenciados das do térreo.

As portas possuem cercadura singela revestida de escaiola e modenatura

também simples com acabamento em concha.

As portas externas, do salão nobre, possuem internamente, uma rica moldura.

As janelas dos quartos além de moldura trabalhada possuem ainda

acabamento de madeira, presa a parede, trabalhado com almofadas, proporcionando

ao lado interno uma ilusão de que o vão possui uma esquadria de porta e não de janela.

As portas internas do primeiro pavimento são iguais às portas internas do térreo, tendo apenas a bandeira de ferro diferente. No pavimento superior todas as bandeiras externas e internas são iguais, havendo, no entanto, algumas portas internas que possuem sanefas. Dando acesso a capela, através da sala de oração, encontramos uma belíssima porta de madeira com verga em arco. Esta porta divide- se em duas folhas, cada uma delas com um trecho em almofadas e outro vazado, com varas formando flores. A porta possui, ainda, uma rica cercadura com pilastras em escaiolas, com capitel de inspiração clássica e decoração em cordões e frisos dourados. No fecho das aduelas do arco encontra-se um trabalho em relevo formando conchas. O sótão possui portas simples compostas de duas folhas. Estas folhas são compostas por duas tábuas corridas pregadas sobre engradado de madeira. Os vãos possuem caixão de madeira com vergas retas modernas e seu fechamento se faz através de fechadura sem espelho. Após análise, e tendo conhecimento que o IPHAN

realizou obras no telhado e no sótão, no ano de 1979, pode-se atribuir estas portas a intervenção mais recente. As janelas do sótão possuem diferentes alturas, pois vão acompanhando a inclinação do oitão. São de madeira em duas folhas e trabalhadas com venezianas e vidros. Na parte mais baixa do oitão encontramos vãos retangulares com fechamento em venezianas, tendo por fora uma grade de ferro fundido trabalhada com temas florais.

uma grade de ferro fundido trabalhada com temas florais. Figura 78: Detalhe da Porta Figura 79:

Figura

78:

Detalhe

da

Porta

Figura 79: Detalhe da Porta

florais. Figura 78: Detalhe da Porta Figura 79: Detalhe da Porta Fonte: Acervo Pessoal, 2016 Fonte:

Fonte: Acervo Pessoal, 2016

florais. Figura 78: Detalhe da Porta Figura 79: Detalhe da Porta Fonte: Acervo Pessoal, 2016 Fonte:

Fonte: Acervo Pessoal, 2016

Figura 80: Detalhe da Porta

Figura 80: Detalhe da Porta Fonte: Acero pessoal, 2016 Figura 81: Detalhe da Porta Fonte: Acero

Fonte: Acero pessoal, 2016

Figura 81: Detalhe da Porta

Porta Fonte: Acero pessoal, 2016 Figura 81: Detalhe da Porta Fonte: Acero pessoal, 2016 Figura 82:

Fonte: Acero pessoal, 2016

Figura 82: Detalhe da Porta

2016 Figura 81: Detalhe da Porta Fonte: Acero pessoal, 2016 Figura 82: Detalhe da Porta Fonte:

Fonte: Acero pessoal, 2016

20. ANÁLISES DO ENTORNO

Diante da visita ao Solar Amado Bahia, foi feita uma análise do entorno da edificação dos seguintes elementos:

Mobiliário urbano

Pavimentação

Iluminação

Edificações vizinhas

Trafego

Comunicação visual

20.1

MOBILIÁRIO URBANO

As peças e equipamentos instalados no meio público, com o intuito de suporte á rede urbana e aos moradores e visitantes do local, se encontram em bom estado. Na região conta com um abrigo e ponto de ônibus, bancos em todo o decorrer da orla, assim como postes, tanto de rede elétrica, como de iluminação e lixeiras. A área conta com uma ciclovia, com ponto de bicicletas do Itaú.

20.2 PAVIMENTAÇÃO

Tanto a calçada, como as vias se encontram em bom estado de conservação. Durante a análise, não foi encontrada nenhum problema com essas, como, buracos, fissuras. Apesar de não ter sido encontrada nenhuma rampa de acessibilidade em frente a casa, só nas proximidades, as faixas de pedestres em frente ao solar, se encontram elevados, possibitando o cruzamento de pessoas deficientes, além de melhorar o fluxo de veículos, já que estes servem com desaceleradores. Em algumas partes existe piso tátil. As calçadas possuem uma largura indicada pela norma, assim como a ciclovia e a via de veículos.

20.3

ILUMINAÇÃO

Os postes de iluminação apesar de estarem dispostos ao decorrer de toda a orla, só estão presentes na calçada da orla, sendo que a calçada que está situada a casa só possui postes de rede elétrica.

20.4 EDIFICAÇÕES VIZINHAS

Ao redor do Solar Amado Bahia, possui em sua maioria construções residenciais, comerciais e de serviço. Ao lado direito tem uma edificação de venda de alimentos, e ao lado esquerdo, um espaço de festas. Próximo está localizada a sorveteria da Ribeira, um ponto turístico de Salvador e em frente tem uma marina, onde várias navegações de pequeno poste ficam.

20.5 TRÁFEGO

Trata-se de um fim de linha de ônibus, ou seja, há um grande fluxo de ônibus na região, porém ao decorrer de toda via estão presentes quebra-molas e faixas de pedestres elevadas, pensadas na mobilidade dos pedestres, já que também há um grande fluxo de pessoas no local, com ênfase no fluxo terrestre/mar. As ruas são bem sinalizadas, com placas. Vale ressaltar que é um local onde ocorre exame prático de habilitação, ou seja, no período da manhã tem uma grande quantidade de automóveis de autoescola, para realizar os exames, e em outros períodos e dias não úteis muitos usam o local para praticar.

20.6 COMUNICAÇÃO VISUAL

Apesar de não haver nenhum prédio como uma barreira visual, nem um contraste muito grande do entorno com o Solar Amado Bahia, a casa apresenta um alto nível de conservação histórico, tendo sua história preservada, comparado às outras edificações do local, sendo um destaque da região. E apesar do

desenvolvimento do entorno, e todas as requalificações realizadas no local, essas se adequaram ao estilo arquitetônico da casa, tendo uma comunicação visual adequada.

Figura 84: Entorno Imediato do Solar Amado Bahia

adequada. Figura 84: Entorno Imediato do Solar Amado Bahia Figura 85: Entorno Imediato do Solar Amado

Figura 85: Entorno Imediato do Solar Amado Bahia

Amado Bahia Figura 85: Entorno Imediato do Solar Amado Bahia Figura 86: Entorno Imediato do Solar

Figura 86: Entorno Imediato do Solar Amado Bahia

85: Entorno Imediato do Solar Amado Bahia Figura 86: Entorno Imediato do Solar Amado Bahia Fonte:

Fonte: Acervo Pessoal, 2016

20.7 MAPEAMENTO DOS ELEMENTOS SUPRIMIDOS E ACRESCENTADOS

A casa Solar amado Bahia, não sofreu muitas alterações nos seus elementos construtivos ao decorrer dos anos, as maiores mudanças ocorridas na edificação ocorreram devido a mudança do seu uso, já que inicialmente tratava-se de uma casa residencial, e em 1966 passa a ser um centro educacional, ocorrendo então mudanças nos cômodos, com o intuito de se adequar ao novo uso.

De 1973 até 1998

Fazendo uma sobreposição das plantas de 1973 e 1998, ocorreram pequenas mudanças nas esquadrias. As mudanças verificadas foram:

Abertura de porta no sótão.

Construção de porta na despensa.

Levantamento de uma parede na sala 1. (1º pavimento)

Alteração de porta para janela no quarto 1. (1º pavimento)

Abertura de porta na escada. (2º pavimento)

De 1998 até 2015

Fazendo uma sobreposição das plantas de 1998 e 2015, também ocorreu pequenas alterações na planta baixa, alterações essas que tornou a planta atual mais semelhante a planta de 1973. As alterações foram:

Demolição da parede construída entre 1973 e 1998, sala 1 (1º pavimento)

Demolição da porta na escada de acesso ao telhado, construída entre 1973 e

1998. (2 º pavimento)

21. ANEXOS

Os anexos abaixo foram registrados pela equipe na visita técnica no acervo do. IPHAN.

21. ANEXOS Os anexos abaixo foram registrados pela equipe na visita técnica no acervo do. IPHAN.
21. ANEXOS Os anexos abaixo foram registrados pela equipe na visita técnica no acervo do. IPHAN.

PLANTAS DE 1973

PLANTAS DE 1973
PLANTAS DE 1973

PLANTAS DE 1998

PLANTAS DE 1998

PLANTAS DE 2015

PLANTAS DE 2015
PLANTAS DE 2015

23. CONCLUSÃO

O Solar é um exemplo da arquitetura eclética com características tecnológicas e formais e se constitui em um edifício único. Além de características arquitetônicas exclusivas, possui muitas demonstrações artísticas inéditas e que é de suma importância, pois é uma testemunha da evolução da cidade de Salvador. O tombamento foi de grande importância e um passo para a sua preservação, entretanto cuidados devem ser tomados por entidades responsáveis. O monumento é um exemplo vivo da interação da arquitetura com novos elementos e materiais trazidos da Europa, que remete a Revolução Industrial no século XIX e com técnicas artesanais tradicionais e inovadoras. Além disso, o Solar Amado Bahia abrigou e recebeu muitas personalidades influentes da vida política da época. É de inestimável valor artístico e cultural, apresenta uma das mais belas e ostensivas fachadas existentes na cidade de Salvador.

24. REFERÊNCIAS

Imagens de Acervo Pessoal.

TFG disponibilizado na biblioteca, realizado pela a aluna Pamela no ano de

2011. Acessado em setembro de 2016.

Documentos oficiais do IPHAN e do IPAC obtidos legalmente através de

autorização.

IPHAN. Disponível em: < http://portal.iphan.gov.br/>. Acesso em: 15 de

Novembro de 2016.

Tribunal

reforma. >. Acesso em: 30 de Outubro de 2016.

da

Bahia.

Disponível

em:

em: 25 de Outubro de 2016.

ABNT

NBR

BRASILEIRA

978-85-07-

em: 25 de Outubro de 2016.

9050

Acesso

25 FICHAS COM ANÁLISES PATOLÓGICAS

ANÁLISE DAS PATOLOGIAS DO MONUMENTO

SOLAR AMADO BAHIA Museu Wanderley de Pinho Local: Av. Mem de Sá, Ribeira Ba Ambiente: Cômodo 01

– Museu Wanderley de Pinho Local: Av. Mem de Sá, Ribeira – Ba Ambiente: Cômodo 01

Identificação do espaço:

x
x

Fotos:

Fotos: Imagem 1 – Assoalho da entrada principal com desgaste Fonte: Acervo da turma Imagem 2

Imagem 1 Assoalho da entrada principal com desgaste Fonte: Acervo da turma

da entrada principal com desgaste Fonte: Acervo da turma Imagem 2 – Vista do assoalho do

Imagem 2 Vista do assoalho do corredor com danos de impacto Fonte: Acervo da turma

do corredor com danos de impacto Fonte: Acervo da turma Imagem 3 – Parede preenchida com
do corredor com danos de impacto Fonte: Acervo da turma Imagem 3 – Parede preenchida com
do corredor com danos de impacto Fonte: Acervo da turma Imagem 3 – Parede preenchida com

Imagem 3 Parede preenchida com argamassa Fonte: Acervo da turma

– Parede preenchida com argamassa Fonte: Acervo da turma Imagem 4 – Parede deteriorada devido à

Imagem 4 Parede deteriorada devido à erosão alveolar

Fonte: Acervo da turma

Imagem 5 Parede com argamassa cobrindo os desenhos Fonte: Acervo da turma

Imagem 6 - Caixilhos da porta de madeira de deteriorados por ação mecânica Fonte: Acervo da turma

de deteriorados por ação mecânica Fonte: Acervo da turma Imagem 7 – Porta de madeira Fonte:
de deteriorados por ação mecânica Fonte: Acervo da turma Imagem 7 – Porta de madeira Fonte:
de deteriorados por ação mecânica Fonte: Acervo da turma Imagem 7 – Porta de madeira Fonte:

Imagem 7 Porta de madeira Fonte: Acervo da turma

Imagem 8 Parede desgastada sem o rodapé

Fonte: Acervo da

Imagem 9 Soleira em granito com fissuras Fonte: Acervo da turma

– Soleira em granito com fissuras Fonte: Acervo da turma Imagem 10 – Desgaste do forro

Imagem 10 Desgaste do forro na junção das tiras Fonte: Acervo da turma

do forro na junção das tiras Fonte: Acervo da turma Imagem 11 – Vista do forro

Imagem 11 Vista do forro quebrado com fiação aparente Fonte: Acervo da turma

PisoParedes/Revestimentos

Elemento Construtivo Material /acabamento

Estado de Conservação

Análises e Observações

Estado de Conservação Análises e Observações Assoalhos em pinho-de-riga com réguas de madeiras em

Assoalhos em pinho-de-riga com réguas de madeiras em diversos tamanhos.

Regular Apresenta desgaste aparente em algumas peças pelo uso e má conservação. Os tipos de danos identificados são de impacto e desgaste pelo tempo.

Limpeza, manutenção e tratamento contra infestação de mofo e animais pequenos são necessários.

Alvenaria em bloco rebocado revestida com estuque-lustre, pintada com tinta látex em diversas cores, sendo as principais: branco e verde.

Ruim As erosões nas paredes são bastante visíveis, algumas preenchidas com argamassa. Essa deficiência é caracterizada pelo avanço da degradação, ocasionada pelo estresse mecânico interno, que se da através da erosão alveolar, acarretando em seu comprometimento. Observa-se também nas paredes desenhos característicos da época, bem desgastados.

Realizar tratamento nas áreas umidas, limpeza, pintura e restaurar os desenhos existente.

Teto/Forro

Teto em estuque e com forro de madeira de lei, revestidos por tinta látex, e acabamento com sancas molduradas.

Ruim Desgaste na pintura e na junção das tiras do forro. Forro danificado pode ser ocasionado por receberem uma carga maior. Observa-se também que devido à falta de conservação do forro a fiação e luminárias ficam expostas, podendo até ocasionar acidentes.

É necessário restaurar as partes quebradas do forro e realizar ações corretivas para melhorar toda a fiação.

Vãos/Esquadrias

As portas são de madeira, possuem duas folhas almofadadas e bandeira.

Ruim As peças de madeira das portas e estão em estado de desgaste pelo uso contínuo e os caixilhos de madeira das portas estão deteriorados causados pela ação mecânica e humana (perfurações)

Deve-se realizar tratamento de impermeablização contra o mofo e melhorar a pintura e limpeza.

Rodapés e Soleiras

Rodapé em madeira e soleira em mármore

Ruim Rodapé desgastado em alguns lugares não tem mais, já está tomado pela erosão, bastante danificado. Soleira em granito com fissuras com dilatação em sua extensão.

Fazer manutenção ou colocação dos rodapés, restaurando ou pintando e trocar as soleiras.

Data:

30/11/2016

Responsável Técnico:

Alene de Azevedo Moreira

ANÁLISE DAS PATOLOGIAS DO MONUMENTO

SOLAR AMADO BAHIA Local: Rua Pôrto dos Tainheiros, Ribeira Salvador, Ba Ambiente: Cômodo 2

AMADO BAHIA Local: Rua Pôrto dos Tainheiros, Ribeira – Salvador, Ba Ambiente: Cômodo 2 Identificação do

Identificação do espaço:

AMADO BAHIA Local: Rua Pôrto dos Tainheiros, Ribeira – Salvador, Ba Ambiente: Cômodo 2 Identificação do
AMADO BAHIA Local: Rua Pôrto dos Tainheiros, Ribeira – Salvador, Ba Ambiente: Cômodo 2 Identificação do

Fotos:

Fotos: Imagem 01: Parede lateral do ambiente em baixo da esquadria com fissura completada com concreto.

Imagem 01: Parede lateral do ambiente em baixo da esquadria com fissura completada com concreto. Fonte: Acervo da turma.

com fissura completada com concreto. Fonte: Acervo da turma. Imagem 03: Paredes laterais com infiltração devido

Imagem 03: Paredes laterais com infiltração devido à forte umidade forro. Fonte: Acervo da turma.

devido à forte umidade forro. Fonte: Acervo da turma. Imagem 05: Piso de madeira do ambiente

Imagem 05: Piso de madeira do ambiente com pequenas fissuras e desgaste nos frisos. Fonte: Acervo da turma.

fissuras e desgaste nos frisos. Fonte: Acervo da turma. Imagem 02: Rodapé danificado da sala, perda

Imagem 02: Rodapé danificado da sala, perda material devido ao tempo e falta de manutenção. Fonte: Acervo da turma.

ao tempo e falta de manutenção. Fonte: Acervo da turma. Imagem 04: Paredes laterais ao corredor

Imagem 04: Paredes laterais ao corredor principal, presença de mofo em menor quantidade. Fonte: Acervo da turma.

de mofo em menor quantidade. Fonte: Acervo da turma. Imagem 06: Parede de alvenaria próxima à

Imagem 06: Parede de alvenaria próxima à entrada com danos devido ao tempo. Fonte:

Acervo da turma.

Imagem 07: Uma das porta de acesso ao local com lesão. Fonte: Acervo da turma

Imagem 07: Uma das porta de acesso ao local com lesão. Fonte: Acervo da turma.

de acesso ao local com lesão. Fonte: Acervo da turma . Imagem 09: Parede lateral com

Imagem 09: Parede lateral com presença de mofo devido à presença de umidade. Fonte:

Acervo da turma.

mofo devido à presença de umidade. Fonte: Acervo da turma. Imagem 11: Base danificada de uma

Imagem 11: Base danificada de uma das paredes do ambiente. Fonte: Acervo da turma.

de uma das paredes do ambiente. Fonte: Acervo da turma. Imagem 08: Parede lateral apresentando mofo

Imagem 08: Parede lateral apresentando mofo devida à forte umidade. Fonte: Acervo da turma.

mofo devida à forte umidade. Fonte: Acervo da turma. Imagem 10: Rodapé danificado da sala 03

Imagem 10: Rodapé danificado da sala 03 com descolamento de material devido à falta de manutenção e ação do tempo. Fonte:

Acervo da turma.

de manutenção e ação do tempo. Fonte: Acervo da turma. Imagem 12: Situação atual do ambiente,

Imagem 12: Situação atual do ambiente, onde observa-se a forte presença de umidade no local. Fonte: Acervo da turma.

 

Elemento Construtivo Material /acabamento

Estado de Conservação

Análises e Observações

 
 
Piso
Piso
 

Assoalhos em pinho-de-riga com réguas de madeiras em diversos tamanhos.

Regular. Apresenta desgaste em algumas peças pelo uso e má conservação

Limpeza, manutenção e tratamento para infestação de mofo e umidade são necessários.

 

Paredes/Revestimentos

 

Alvenaria em bloco rebocado, pintada com tinta látex em diversas cores, sendo as principais: branco e rosa. Desenhos decorativos ao longo das paredes.

Regular. Presença de infiltração e mofo ao longo das paredes. Apesar de não apresentarem muitas rachaduras, verifica-se a presença de alguns buracos nas paredes, principalmente nas bases, preenchidos ou não com argamassa de concreto, o que pode afetar a integridade das alvenarias. Pintura nas paredes um pouco manchadas.

Deve-se realizar tratamento das áreas umidas, limpeza, pintura, bem como o reestabelecimento dos buracos das paredes.

 
     

Teto de madeira pintada, com detalhes de estuque nas molduras.

Bom. Apesar da pintura apresentar desgastes e algumas partes quebradas, de um modo geral o teto se encontra em bom estado.

É necessário restaurar as partes quebradas do gesso, pintura e dar manutenção regularmente.

 

Teto/ForroVãos/Esquadrias

 

As portas são de madeira, possuem folha simples almofadada e bandeira.

Ruim. As peças de madeira da porta encontram-se com rachaduras, partes descascadas e algumas fissuras e buracos.

Deve-se realizar tratamento de limpeza e pintura nas portas de um modo geral, e realizar reparos nas mesmas.

Instalações

 

Cabeamento em cobre revestido por plástico, sem eletroduto fixado por prego e peças plásticas diretamente nos alisares das portas e paredes.

Elétrica: Péssima. Fios aparentes, ligados de forma indevida aos interruptores e pontos de iluminação.

Fazer manutenção e/ou troca de

toda

a

fiação

elétrica

e

da

tubulação hidráulica.

 

Data:

 

RESPONSÁVEL TÉCNICO:

 

30/11/2016

Alice Albertassi Blunck Rezende

ANÁLISE DAS PATOLOGIAS DO MONUMENTO Solar Amado Bahia - Museu Wanderley de Pinto Local: Av.

ANÁLISE DAS PATOLOGIAS DO MONUMENTO

Solar Amado Bahia - Museu Wanderley de Pinto

DO MONUMENTO Solar Amado Bahia - Museu Wanderley de Pinto Local: Av. Mem de Sá, Salvador

Local: Av. Mem de Sá, Salvador – Ba Ambiente: Cômodo 3 – Sala 2 - Térreo

Identificação do espaço:
Identificação do espaço:

Fotos:

 
 

.

     
Fotos:     .       Rodapé. Danos por inseto Piso. Danos por inseto, presença
Fotos:     .       Rodapé. Danos por inseto Piso. Danos por inseto, presença
Fotos:     .       Rodapé. Danos por inseto Piso. Danos por inseto, presença
Fotos:     .       Rodapé. Danos por inseto Piso. Danos por inseto, presença

Rodapé. Danos por inseto

Piso. Danos por inseto, presença de poeira e restauro aparente.

Parede e porta. Descascamento

Parede e porta. Descascamento

e

perda

de

de

pintura,

de

pintura,

material

restauro

restauro

 

aparente.

aparente.

 

Detalhamento

da

porta.

aparente. aparente.   Detalhamento da porta. Teto. Teto em madeira desgastado e roda forro de madeira
aparente. aparente.   Detalhamento da porta. Teto. Teto em madeira desgastado e roda forro de madeira
aparente. aparente.   Detalhamento da porta. Teto. Teto em madeira desgastado e roda forro de madeira
aparente. aparente.   Detalhamento da porta. Teto. Teto em madeira desgastado e roda forro de madeira

Teto. Teto em madeira desgastado e roda forro de madeira

 

Porta. Detalhe da porta.

Parede. Dano na parede.

Parede.

Dano

por

   

umidade,

aparecimento

de

 

fungos.

por     umidade, aparecimento de   fungos. Piso. Piso em madeira, alinhado com as portas
por     umidade, aparecimento de   fungos. Piso. Piso em madeira, alinhado com as portas
por     umidade, aparecimento de   fungos. Piso. Piso em madeira, alinhado com as portas
por     umidade, aparecimento de   fungos. Piso. Piso em madeira, alinhado com as portas

Piso. Piso em madeira, alinhado com as portas laterais

 

Janela. Detalhe da janela.

Parede. Dano na parede, mostrando descascamento

Parede.

Rachaduras

 

aparente.

 

na

pintura,

argamassa

aparente.

.
.

ANÁLISE DAS PATOLOGIAS DO MONUMENTO

Solar Amado Bahia - Museu Wanderley de Pinto Local: Av. Mem de Sá, Salvador – Ba Ambiente: Cômodo 3 – Sala 2 - Térreo

Elemento Construtivo Material/ Acabamento Estado de Conservação Análise e Observação Piso de tábuas de madeira,
Elemento Construtivo
Material/ Acabamento
Estado de Conservação
Análise e Observação
Piso de tábuas de madeira,
paralela as portas laterais
Regular.
Pontos perto do roda pé,
apresentam peças
danificadas, que possa
ser ataque de insetos.
Grande acúmulo de
poeira, e a madeira esta
fofa.
Necessita de
limpeza e
tratamento contra
bichos.
Ruim.
Parede interna, rebocadas e
argamassadas, com pintura de cal.
Presença de cinco portas e uma janela,
com estrutura em madeira.
Todas
as
paredes
apresentam
descasca-
mento,
perda
da
pintura,
encontram-se
rachaduras.
Algumas
partes
estão
protegidas
com
papel
de
arroz,
para
restauro.
Necessita de limpeza e
tratamento contra
umidade, rebocar
parte da parede que
está destruída, e
cuidar das pinturas
nelas inseridas.
Apresenta
pontos
de
umidade e fungos. Em uma
das paredes apresenta um
buraco de 15cm.
Teto com forro em madeira
pintada, e apresenta moldura em
madeira.
Regular.
Apresenta
descascamento da
pintura da madeira, e ela
se encontra entortada
para baixo, e danos com
umidade.
Necessita
limpeza
e
tratamento
contra
umidade.
Esquadrias de madeira maciça,
com detalhamentos em ferro, e
acabamento em pintura na cor
verde bandeira, azul claro,
amarelo mostarda. Verga e
rodapé em madeira.
Regular.
Portas em estado regular,
apresentando fissuras e
danos na base em
decorrência da alta
umidade. Janelas em bom
estado. Todas as esqua-
drias requerem tratamento
de pintura. Os rodapés,
estão em péssimo estado,
apresentando ataque de
insetos, e algumas partes
há perda de rodapé.
Requer
tratamento
preventivo contra ataque
de
insetos
xilófagos
e
nova pintura.
Responsável Técnico:
Data:
22/11/17
Ana Victória Ribeiro
Vãos/ esquadrias
Parede/ Revestimento
Teto/ Forro
Piso

ANÁLISE DAS PATOLOGIAS DO MONUMENTO

SOLAR AMADO BAHIA Museu Wanderley de Pinho Local: Av. Mem de Sá, Ribeira Ba Ambiente: Cômodo 4

– Museu Wanderley de Pinho Local: Av. Mem de Sá, Ribeira – Ba Ambiente: Cômodo 4

Identificação do espaço:

– Museu Wanderley de Pinho Local: Av. Mem de Sá, Ribeira – Ba Ambiente: Cômodo 4

Fotos:

Fotos: Imagem01- Mofo nas paredes e no teto da sala. Fonte: Acervo da turma Imagem 04-

Imagem01- Mofo nas paredes e no teto da sala. Fonte:

Acervo da turma

Mofo nas paredes e no teto da sala. Fonte: Acervo da turma Imagem 04- Paredes com

Imagem 04- Paredes com mofadas, com rachaduras em alguns locais. Fonte: Acervo da turma

com rachaduras em alguns locais. Fonte: Acervo da turma Imagem 07- Manchas nas paredes provocada pela

Imagem 07- Manchas nas paredes provocada pela ação do tempo. Fonte: Acervo da turma

provocada pela ação do tempo. Fonte: Acervo da turma Imagem 02- Piso de madeira envelhecido pelo

Imagem 02- Piso de madeira envelhecido pelo tempo e uso. Fonte: Acervo da turma

madeira envelhecido pelo tempo e uso. Fonte: Acervo da turma Imagem 05- Fiação aparente e desgaste

Imagem 05- Fiação aparente e desgaste do forro. Fonte: Acervo da turma

aparente e desgaste do forro. Fonte: Acervo da turma Imagem 08- desgaste do reboco da parede

Imagem 08- desgaste do reboco da parede e danos na pintura. Fonte: Acervo da turma

reboco da parede e danos na pintura. Fonte: Acervo da turma Imagem 03- Fiação aparente na

Imagem 03- Fiação aparente na sala. Fonte: Acervo da turma

Imagem 03- Fiação aparente na sala. Fonte: Acervo da turma Imagem 06- Desgaste da porta, com

Imagem 06- Desgaste da porta, com buraco na madeira. Fonte: Acervo da turma

da porta, com buraco na madeira. Fonte: Acervo da turma Figura 1Imagem 09- Rachaduras e manchas

Figura 1Imagem 09- Rachaduras e manchas nas paredes. Fonte: Acervo da turma

 

Elemento Construtivo Material /acabamento

Estado de Conservação

 

Análises e Observações

     

É

necessario que haja limpeza,e

 
  Assoalhos em pinho-de-riga com réguas de madeiras em diversos tamanhos. Ruim. Apresenta desgaste e envelhecimento

Assoalhos em pinho-de-riga com réguas de madeiras em diversos tamanhos.

Ruim. Apresenta desgaste e envelhecimento de todas peças pelo uso e má conservação ao longo do tempo.

manutenção e tratamento do piso adequados para conter possiveis infiltrações que possam provocar morfo e o escurecimento das peças. Cabe também, preencher os espaços onde há falhas por conta de lascas de madeiras que se perderam

 

PisoParedes/Revestimentos

 

Alvenaria em bloco rebocado revestida com estuque, pintada com tinta látex em diversas cores, sendo as principais: branco e verde.

Ruim. As paredes se encontram com alto índices de infiltração provocada pela ação do tempo e pela falta de manutenção adequada, o que acaba criando mofo e consequentemente o escurecimento dessas paredes, atraindo insetos para o local. Outro ponto notado, é a presença de buracos devido desgaste do reboco, o que acaba comprometendo a qualidade e a originalidade da pintura.

Para isso, é necessario que haja medidas que vise conter a infiltração das paredes. Sugere-se que seja refeita a pintura das paredes.

 
 

Teto/Forro

 

Teto em estuque e com forro de madeira de lei, revestidos por tinta látex, e acabamento com sancas molduradas.

Regular. Pintura desgastada com locais manchados e várias rachaduras ao longo do forro.

É

preciso restaurar os locais que

apresentam rachaduras, limpeza das peças e nova pintura de acabamento.

 

Vãos/Esquadrias

 

Portas de madeira, com duas folhas, almofadadas e bandeira. As peças possuem trabalho de entalhamento e são pintadas nas cores azul e rosa. As dobradiças são de metal que se encontram enferrujadas pelas ações do tempo.

Ruim. As peças de madeira da porta encontram-se com rachaduras com a pintura descascando. Algumas se encontram com grandes buracos

Conter as ações do tempo que provoquem infiltraçao e infestaçoes de bacterias que desgastem a madeira. Troca dos vidros e refazer a pintura de todas as esquadrias.

 
   

Elétrica: Péssima. Fios expostos aos ambientes e ao público oferecendo riscos aos usuários, ligados de forma indevida aos interruptores e pontos de iluminação.

 
 

Instalações

 

Cabeamento em cobre revestido por plástico, sem eletroduto fixado por prego e peças plásticas diretamente nos alisares de portas e paredes.

Hidráulica: Péssima. Não são aparentes, mas apresentam deterioração decorrentes do tempo. Ambos aparentam não haver trabalho de manutenção frequentes, por isso se encontram em péssimo estado de conservação.

Recomenda-se que seja feita a munetenção das intalações eletricas e hidraulicas e, caso haja necessidade, que seja feita a troca dos mesmos.

   

DATA:

 

RESPONSAVEL TÉCNICO:

 

30/11/2016

Andaiê Santos

ANÁLISE DAS PATOLOGIAS DO MONUMENTO

SOLAR AMADO BAHIA Museu Wanderley de Pinho Local: Av. Mem de Sá, Ribeira Ba Ambiente: Cômodo 05

– Museu Wanderley de Pinho Local: Av. Mem de Sá, Ribeira – Ba Ambiente: Cômodo 05

Identificação do espaço:

– Museu Wanderley de Pinho Local: Av. Mem de Sá, Ribeira – Ba Ambiente: Cômodo 05

Fotos:

Fotos: Imagem 01: Detalhamento do piso da entrada do Solar. Fonte: Samantha Diniz. Imagem 02: Parte

Imagem 01: Detalhamento do piso da entrada do Solar. Fonte: Samantha Diniz.

do piso da entrada do Solar. Fonte: Samantha Diniz. Imagem 02: Parte do forro de madeira

Imagem 02: Parte do forro de madeira e porta de entrada para outro cômodo. Fonte: Samantha Diniz.

porta de entrada para outro cômodo. Fonte: Samantha Diniz. Imagem 05: Fiação aparente próximo à porta

Imagem 05: Fiação aparente próximo à porta de acesso principal. Fonte: Acervo da turma.

à porta de acesso principal. Fonte: Acervo da turma. Imagem 03: Parede direita em relação à

Imagem 03: Parede direita em relação à porta de entrada principal. Fonte: Samantha Diniz.

à porta de entrada principal. Fonte: Samantha Diniz . Imagem 04: Porta de entrada principal do

Imagem 04: Porta de entrada principal do Solar. Fonte: Samantha Diniz.

Porta de entrada principal do Solar. Fonte: Samantha Diniz. Imagem 06: Parte da parede e do

Imagem 06: Parte da parede e do forro com fiação exposta Fonte: Acervo da turma.

e do forro com fiação exposta Fonte: Acervo da turma. Imagem 07: Parte da parede com

Imagem 07: Parte da parede com desgaste por erosão. Fonte: Acervo da turma.

da parede com desgaste por erosão. Fonte: Acervo da turma. Imagem 18: Adorno da parede com

Imagem 18: Adorno da parede com desgaste por erosão. Fonte: Acervo da turma.

 

Elemento Construtivo Material /acabamento

 

Estado de Conservação

Análises e Observações

Piso
Piso

Assoalho em Pinho de Riga, em tabuado corrido de madeira com encaixe esquadrinhado em junta seca e acabamento em molduras.

Regular. Degradação biológica do Pinho de Riga devido ao próprio desgaste

Limpeza e manutenção e tratamento para infestação de mofo são necessários.

durante o tempo e a deteriorização

   

por

insetos.

 
 

Paredes/Revestimentos

 

Ruim. Encontram-se com excesso de

 

Estrutura portante perimetrais em alvenaria mista de pedras e tijolos com espessura de 42 cm e paredes internas, divisórias em estuque.

umidade descendente, que já provocou destruição da camada

Deve-se realizar tratamento das áreas umidas, limpeza e pintura.

pictórica

em

vários

compartimentos. Sujeira generalizada provocada por poeira. Rachaduras e lacunas de pequeno porte principalmente na parte superior da parede.

     
 

Teto/Forro

Teto de estuque pintado com sancas molduradas.

Ruim. Degradado por ação biológica de fungos e bactérias provocada pela umidade descendente. Existência de lacunas entre as ripas de madeira.

É necessário restaurar as partes quebradas do gesso e da pintura.

 
 

Portas compostas por folhas maciças, divididas em quatro partes e decoradas com almofadas. Na parte superior, as duas almofadas do meio são substituídas por gradil em ferro fundido com motivo floral, favorecendo a ventilação.

   
 

Vãos/Esquadrias

Ruim. As portas encontram-se desgastadas, com descamação da camada pictória, partes quebradas

e

falta de fechaduras e/ou

Deve-se realizar tratamento contra mofo, limpeza e pintura. Em ultimo caso substituir as peças.

A janela é composta por duas folhas:

dobradiças É notável as más condições das fechaduras, trincos

e dobradiças e o envelhecimento

uma folha para o exterior com vidro jateado e outra para o interior de madeira, compondo a face escura da esquadria. A folha externa possui bandeira de ferro fundido, com motivos florais, e está dividida em três partes, constituída de almofadas, veneziana e vidro.

natural da madeira danificando a

 
 

sua

estrutura estética.

 
   
 

Instalações

 

Cabeamento em cobre revestido por plástico, aparentes percorrendo a extensão do cômodo e contornando as esquadrias.

Elétrica: Péssima. Fios aparentes, ligados de forma indevida aos interruptores e pontos de iluminação.

Fazer manutenção de toda a fiação elétrica e colocar a fiação no seu devido lugar.

Hidráulica: Inexistente no cômodo.

Data:

 

Responsável Técnico:

 

30/10/2016

Beatriz Sales Barreiros Gomes

ANÁLISE DAS PATOLOGIAS DO MONUMENTO

SOLAR AMADO BAHIA Museu Wanderley de Pinho Local: Av. Mem de Sá, Ribeira Ba Ambiente: Cômodo 07

– Museu Wanderley de Pinho Local: Av. Mem de Sá, Ribeira – Ba Ambiente: Cômodo 07

Identificação do espaço:

– Museu Wanderley de Pinho Local: Av. Mem de Sá, Ribeira – Ba Ambiente: Cômodo 07

Fotos:

Fotos: Imagem 01: Parede lado direito com umidade. Fonte: Acervo da turma Imagem 04: Parede de

Imagem 01: Parede lado direito com umidade. Fonte: Acervo da turma

01: Parede lado direito com umidade. Fonte: Acervo da turma Imagem 04: Parede de acesso ao

Imagem 04: Parede de acesso ao hall da escada. Fonte: Acervo da turma

Parede de acesso ao hall da escada. Fonte: Acervo da turma Imagem 07: Parede lado esquerdo

Imagem 07: Parede lado esquerdo Fonte: Acervo da turma

turma Imagem 07: Parede lado esquerdo Fonte: Acervo da turma Imagem 09: Mosaicos cerâmicos Fonte: Acervo

Imagem 09: Mosaicos cerâmicos Fonte: Acervo da turma

turma Imagem 09: Mosaicos cerâmicos Fonte: Acervo da turma Imagem 02: Parede lado direito. Fonte: Acervo

Imagem 02: Parede lado direito. Fonte: Acervo da turma

turma Imagem 02: Parede lado direito. Fonte: Acervo da turma Imagem 05: Parede do lado direito

Imagem 05: Parede do lado direito e acesso Fonte: Acervo da turma

05: Parede do lado direito e acesso Fonte: Acervo da turma Imagem 08: Parede lado esquerdo

Imagem 08: Parede lado esquerdo Fonte: Acervo da turma

turma Imagem 08: Parede lado esquerdo Fonte: Acervo da turma Imagem 03: Parede em frente da
turma Imagem 08: Parede lado esquerdo Fonte: Acervo da turma Imagem 03: Parede em frente da

Imagem 03: Parede em frente da porta de acesso, embaixo da escada. Fonte: Acervo da turma

porta de acesso, embaixo da escada. Fonte: Acervo da turma Imagem 06: Parede do lado esquerdo.

Imagem 06: Parede do lado esquerdo. Fonte: Acervo da turma

Imagem 06: Parede do lado esquerdo. Fonte: Acervo da turma Imagem 11:Subida da escada. Fonte: Acervo

Imagem 11:Subida da escada. Fonte: Acervo da turma

Imagem 10: Forro com estresse mecânico. Fonte: Acervo da turma

 

Elemento Construtivo Material /acabamento

Estado de Conservação

Análises e Observações

 
 
    Mosaicos decorados, diagramação a 45º em relação a parede, alternando-se peças brancas e vermelhas
 

Mosaicos decorados, diagramação a 45º em relação a parede, alternando-se peças brancas e vermelhas decoradas.

Regular. Apresenta sujidades, desgate em algumas peças pelo uso e má conservação.

Requer

limpeza

e

tratamento

preventivo

contra

umidade

e

abrasão.

e tratamento preventivo contra umidade e abrasão.   PisoParedes/Revestimentos     Ruim. Foi
 

PisoParedes/Revestimentos

   

Ruim. Foi detectada a existência de

 

Alvenaria em bloco rebocado revestida com estuque-lustre, pintada com tinta látex cor branca.

erosões nas paredes preenchidos,

Identificar de onde vem a infiltração para áreas umidas, para fazer as devidas manutenções, limpeza e pintura.

podendo

acarretar

comprometimento da mesma.

Sinais de alta umidade em área específica da parede e

 

desenvolvimento

de

 

microorganismos.

 

Teto/Forro

 

Forro em madeira de

lei,

Regular. Apresenta estresse mecânico externo, devido as mudanças de temperaturas.

 

pintado com tinta latex e moldurado, com detalhes em estuque.

É

necessário

restaurar

as

partes

danificadas.

 

Vãos/Esquadrias

 

As portas são de madeira, possuem duas folhas almofadadas e bandeira.

Ruim. As peças de madeira da porta encontram-se com rachaduras e descascando, causado pela ação mecânica e humana.

Deve-se realizar tratamento contra instação de mofo, limpeza e pintura.

Instalações

Cabeamento em cobre revestido por plástico, sem eletroduto fixado por prego e peças plásticas diretamente nos alisares de portas e paredes.

Fios aparentes, ligados de forma indevida aos interruptores e pontos de iluminação. Hidráulica apresenta deterioração decorrentes do tempo e falta de manutenção.

Fazer manutenção e/ou troca de toda a fiação elétrica e da tubulação hidráulica.

Data:

 

Responsável Técnico:

 

30/11/2016

Camila Cerqueira Santana

ANÁLISE DAS PATOLOGIAS DO MONUMENTO

SOLAR AMADO BAHIA

Local: Rua Porto dos Tanheiros, Ribeira Ba

Ambiente: Cômodo 8

Porto dos Tanheiros, Ribeira – Ba Ambiente: Cômodo 8 Identificação do espaço: Planta 01: Planta Baixa
Identificação do espaço:
Identificação do espaço:

Planta 01: Planta Baixa do Térreo, com Escala Gráfica 1:200 Fonte: Plantas produzidas pelas alunas Janine Nabuco e Daniele Sodré

Fotos:

Fotos: Imagem 01: Porta da sala com vista para o corredor central. É possível notar a
Fotos: Imagem 01: Porta da sala com vista para o corredor central. É possível notar a
Fotos: Imagem 01: Porta da sala com vista para o corredor central. É possível notar a

Imagem 01: Porta da sala com vista para o corredor central. É possível notar a presença

de Fonte: Acervo da turma.

mofo.

Imagem 02: Assoalho de pinho-de-riga. Fonte:

Acervo da turma

Imagem 03: Parede com pintura do artista

plástico Badaró. É possível notar a presença

de Fonte: Acervo da turma.

mofo.

notar a presença de Fonte: Acervo da turma . mofo. Imagem 04: Porta de acesso para

Imagem 04: Porta de acesso para a sala. Fonte: Acervo da turma.

04: Porta de acesso para a sala. Fonte: Acervo da turma . Imagem 05: Parte da

Imagem 05: Parte da cobertura com detalhe da porta,

bandeira Fonte: Acervo da turma.

gradil.

com

porta, bandeira Fonte: Acervo da turma . gradil. com Imagem 06: Parede e teto com pintura

Imagem 06: Parede e teto com pintura do artista plástico Badaró e parte da porta que dá acesso para a sala. Fonte: Acervo da turma.

da porta que dá acesso para a sala. Fonte: Acervo da turma. Imagem 07: Parede com

Imagem 07: Parede com estresse mecânico de impacto próximo ao Rodapé. Fonte: Acervo da turma

 

Elemento Construtivo Material /acabamento

 

Estado de

 

Conservação

Análises e Observações

 
Piso
Piso
 

Assoalhos

em

pinho-de-riga

com

Regular. Possui desgaste aparente devido ao tempo e a falta de conservação.

Limpeza, manutenção, tratamento para infestação de mofo são necessários.

réguas

de

madeiras

em

diversos

tamanhos.

 
 

Paredes/Revestimentos

   

Regular Presença forte de infiltração e mofos. Alguns buracos nas paredes,ocasionado pelo estresse mecânico (impacto) comprometendo a integridade da parede. Podem ser vistas fissuras na extensão vertical, em algumas paredes da sala.

Necessita

limpeza

e

tratamento

Alvenaria em bloco rebocado revestida com estuque e pintada com tinta latex em diversas cores.

contra umidade.

 
   
 

Teto/Forro

 

Forro em madeira de lei, pintado com tinta latex e moldurado, com detalhes em estuque.

Regular Folhas irregulares e sua pintura desgastada.

É necessário restaurar as partes quebradas do gesso e da pintura.

 

Vãos/Esquadrias

 

As portas são de madeira, possuem duas folhas almofadadas e bandeira.

As peças de madeira apresentam um estado regular de conservação, desgaste do tempo, a pintura feita recentemente encontra-se descascando.

Deve-se realizar tratamento contra instação de mofo, limpeza e pintura.

Instalações

Cabeamento em cobre revestido por plástico, sem eletroduto fixado por prego e peças plásticas diretamente nos alisares de portas e paredes.

Elétrica: Péssima. No cômodo é possível encontrar fios aparentes, ligados de forma indevida aos interruptores e pontos de iluminação.

Fazer manutenção e/ou troca de toda a fiação elétrica.

Data:

 

Responsável Técnico:

 

30/11/2016

 

Daniele de Souza Sodré Silva

ANÁLISE DAS PATOLOGIAS DO MONUMENTO

SOLAR AMADO BAHIA Museu Wanderley de Pinho Local: Av. Mem de Sá, Ribeira Ba Ambiente: Cômodo 06

– Museu Wanderley de Pinho Local: Av. Mem de Sá, Ribeira – Ba Ambiente: Cômodo 06

Identificação do espaço:

X
X

Fotos:

Fotos: Imagem 01 - Rodapé da parede lado esquerdo. Fonte: Acervo da turma Imagem 04 -

Imagem 01 - Rodapé da parede lado esquerdo. Fonte: Acervo da turma

01 - Rodapé da parede lado esquerdo. Fonte: Acervo da turma Imagem 04 - Porta que

Imagem 04 - Porta que dá acesso a sala ao lado esquerdo principal. Fonte: Acervo da turma.

a sala ao lado esquerdo principal. Fonte: Acervo da turma. Imagem 07 – Parede com camadas

Imagem 07 Parede com camadas de Mofo Fonte: Acervo da turma

07 – Parede com camadas de Mofo Fonte: Acervo da turma Imagem 10 - Parede próximo

Imagem 10 - Parede próximo a porta que dá acesso ao salão do lado esquerdo. Fonte: Acervo da turma.

acesso ao salão do lado esquerdo. Fonte: Acervo da turma . Imagem 02- Porta que dá

Imagem 02- Porta que dá acesso a sala ao lado esquerdo principal Fonte: Acervo da turma

a sala ao lado esquerdo principal Fonte: Acervo da turma Imagem 05 - Forró do salão

Imagem 05 - Forró do salão Fonte: Acervo da turma

da turma Imagem 05 - Forró do salão Fonte: Acervo da turma Imagem 08 - Parede

Imagem 08 - Parede com camadas de Mofo Fonte: Acervo da turma

08 - Parede com camadas de Mofo Fonte: Acervo da turma Imagem 11 - Parede e

Imagem 11 - Parede e parte da janela única do salão. Fonte: Acervo da turma.

e parte da janela única do salão. Fonte: Acervo da turma. Imagem 03- Parede lado direito.

Imagem 03- Parede lado direito. Fonte: Acervo da turma

Imagem 03- Parede lado direito. Fonte: Acervo da turma Imagem 06 - Porta que dá acesso

Imagem 06 - Porta que dá acesso a sala ao lado esquerdo principal. Fonte: Acervo da turma.

a sala ao lado esquerdo principal. Fonte: Acervo da turma . Imagem 09 - Porta que

Imagem 09 - Porta que dá acesso a sala ao lado esquerdo principal Fonte: Acervo da turma

a sala ao lado esquerdo principal Fonte: Acervo da turma Imagem 12 - Parede e parte

Imagem 12 - Parede e parte da porta que dá para o salão principal. Fonte: Acervo da turma.

Elemento Construtivo Material /acabamento

Estado de Conservação

Análises e Observações

Piso
Piso

Assoalhos em pinho-de-riga com réguas de madeiras tamanhos padrão.

Bom. Apresenta desgaste em algumas peças pelo uso e má conservação

Limpeza e manutenção.

Paredes/Revestimentos

Alvenaria em tijolo rebocado revestida com estuque-lustre, pintada com tinta látex em diversas cores, sendo as principais: branco, verde e rosa.

Ruim. As paredes estão com mofo, foi detectada a existência de buracos nas paredes alguns preenchidos com argamassa e outros ainda não (Vide fotos 01 e 05) assim deixando a parede comprometida.

um

tratamento nas zonas úmidas, limpeza e pintura.

É

de

suma

importancia

Teto/Forro

Teto de estuque pintado na cor azul e detalhes rosa com sancas sem decoração. (Vide foto 05)

Regular. Algumas leves fissuras ao longo do forro, pintura degradas, por ação do tempo.

É necessário uma boa limpeza mas peça com lixa e preenchimento mas partes deterioradas com pó de madeira e pintura no acabamento.

Vãos/Esquadrias

Todas as três portas e uma janela são de madeira maciça, possuem duas folhas almofadadas e bandeira.

Ruim. As peças de madeira da porta estão descascadas e desprotegidas, podendo ter infestação de cupim janela na mesma situação.

Deve-se realizar tratamento contra instação de mofo e cupim, limpeza e pintura.

Instalações

Cabeamento em cobre revestido por plástico, sem eletroduto fixado por prego e peças plásticas diretamente nos alisares de portas e paredes.

Elétrica: Péssima. Fios aparentes, ligados de forma indevida aos interruptores e pontos de iluminação.

Hidráulica: Péssima. Não são aparentes, mas apresentam deterioração decorrentes do tempo e falta de manutenção.

Fazer manutenção e/ou troca de toda a fiação elétrica e da tubulação hidráulica.

Data:

Responsável Técnico:

30/11/2016

Dirlan Renoel Pereira de Oliveira

ANÁLISE DAS PATOLOGIAS DO MONUMENTO

SOLAR AMADO BAHIA Museu Wanderley de Pinho Local: Av. Mem de Sá, Ribeira Ba Ambiente: Fachada Nordeste

de Pinho Local: Av. Mem de Sá, Ribeira – Ba Ambiente: Fachada Nordeste Identificação do espaço:

Identificação do espaço: Fachada Nordeste

de Pinho Local: Av. Mem de Sá, Ribeira – Ba Ambiente: Fachada Nordeste Identificação do espaço:

Fotos:

Fotos: Imagem 01: Adorno da janela Fonte: Acervo da turma. Imagem 04: Desgaste pictórico Fonte: Acervo

Imagem 01: Adorno da janela

Fonte: Acervo da turma.

Fotos: Imagem 01: Adorno da janela Fonte: Acervo da turma. Imagem 04: Desgaste pictórico Fonte: Acervo

Imagem 04: Desgaste pictórico

Fonte: Acervo da turma.

Imagem 04: Desgaste pictórico Fonte: Acervo da turma. Imagem 07: Impacto na fachada Fonte: Acervo da

Imagem 07: Impacto na fachada

Fonte: Acervo da turma.

turma. Imagem 07: Impacto na fachada Fonte: Acervo da turma. Imagem 10: Ferrugem no adorno da

Imagem 10: Ferrugem no adorno da janela

Fonte: Acervo da turma.

10: Ferrugem no adorno da janela Fonte: Acervo da turma. Imagem 02: Desgaste pictórico Fonte: Acervo

Imagem 02: Desgaste pictórico

Fonte: Acervo da turma.

Imagem 02: Desgaste pictórico Fonte: Acervo da turma. Imagem 05: Rachaduras no piso Fonte: Acervo da

Imagem 05: Rachaduras no piso

Fonte: Acervo da turma.

turma. Imagem 05: Rachaduras no piso Fonte: Acervo da turma. Imagem 08: Peças do mosaico do

Imagem 08: Peças do mosaico do piso soltas.

Fonte: Acervo da turma.

Peças do mosaico do piso soltas. Fonte: Acervo da turma. Imagem 11: Ferrugem no adorno da

Imagem 11: Ferrugem no adorno da janela

Fonte: Acervo da turma.

11: Ferrugem no adorno da janela Fonte: Acervo da turma. Imagem 03: Ferrugem Fonte: Acervo da

Imagem 03: Ferrugem

Fonte: Acervo da turma.

Acervo da turma. Imagem 03: Ferrugem Fonte: Acervo da turma. Imagem 06: Presença de vegetação Fonte:

Imagem 06: Presença de vegetação

Fonte: Acervo da turma.

Imagem 06: Presença de vegetação Fonte: Acervo da turma. Imagem 09: Porta sem peça de madeira.

Imagem 09: Porta sem peça de madeira.

Fonte: Acervo da turma.

09: Porta sem peça de madeira. Fonte: Acervo da turma. Imagem 12: Ferrugem no adorno da

Imagem 12: Ferrugem no adorno da janela

Fonte: Acervo da turma.

PisoParedes/Revestimentos

Elemento Construtivo Material /acabamento

Estado de Conservação

Análises e Observações

Estado de Conservação Análises e Observações Mosaico Regular Apresenta desgaste aparente em algumas

Mosaico

Regular Apresenta desgaste aparente em algumas pedras do mosaico, e outras que estão soltas pelo uso e má conservação. O tipo de dano identificado foi por impacto e desgaste, pelo tempo e pela incidência direta de chuvas.

Necessária manutenção/recolocação das pedras soltas (que estão armazenadas em um recipiente utilizado como peso de porta) e limpeza com materiais adequados.

Alvenaria em bloco rebocado, pintada com tinta látex em diversas cores, sendo as principais: rosa, bege, amarelo, branco e marrom.

Ruim. Marcas de infiltração e mofo, desgastes pictóricos, desprendimento de reboco, esquadrias danificadas, ferrugem nas dobradiças das esquadrias e fiação aparente. Alguns danos com tentativas de recuperações feitas com argamassa, de forma incorreta, podendo acarretar no comprometimento da edificação. Também possui rachaduras possivelmente causadas por estresse mecânico.

Deve-se realizar tratamento da causa das infiltrações, restauro correto das áreas em que houve desprendimento de reboco, adequação correta das fiações elétricas, limpeza e pintura.

Teto/Forro

Teto em abobadilha metálica

Regular. Estrutura em abobadilha metálica com presença de ferrugem por conta de infiltrações.

Necessário tratar o ferrugem e a causa das infiltrações, de forma que o problema não volte a se repetir.

Vãos/Esquadrias

Portas e Janelas de madeira, com duas folhas de abertura, almofadadas e bandeira.

Ruim. As peças em madeira nas portas e janelas encontram-se com desgaste pictórico, falta de manutenção na maioria das folhas das portas/janelas, de forma que muitas não podem ser abertas por conta de ferrugem nas dobradiças, despedaçamento de algumas

partes da madeira e etc

As

bandeiras também se encontram enferrujadas e com problemas de conservação.

Deve-se realizar constante manutenção das portas de janelas, de forma que evite a formação de ferrugem, assim como limpezas adequadas e pinturas conforme indicado em casos de restauro.

Instalações

Cabeamento em cobre revestido por plástico, sem eletroduto, fixado por prego e peças plásticas diretamente nos alisares de portas e paredes.

Elétrica: Péssima. Fios aparentes, ligados de forma indevida aos pontos de iluminação.

Fazer manutenção e/ou troca de toda a fiação elétrica.

 

Responsáveis Técnicos:

Data:

Ana Luiza Pitta Lima, Annanda Carvalho de Andrade, Camila Maria Ataíde Ortins Pacheco, Isabella de Souza Serafim, Nicolle Ferreira Coelho, Tarcisio Ruan da Costa Porto.

30/11/2016

ANÁLISE DAS PATOLOGIAS DO MONUMENTO

SOLAR AMADO BAHIA Museu Wanderley de Pinho Local: Av. Mem de Sá, Ribeira Ba Ambiente: Fachada Noroeste

Local: Av. Mem de Sá, Ribeira – Ba Ambiente: Fachada Noroeste Identificação do espaço: FACHADA NOROESTE-

Identificação do espaço:

Local: Av. Mem de Sá, Ribeira – Ba Ambiente: Fachada Noroeste Identificação do espaço: FACHADA NOROESTE-

FACHADA NOROESTE- FRONTAL

Fotos:

Fotos: FOTO 1: Piso area externa do térreo. Fonte: Acervo da Turma FOTO 3: Gradil area

FOTO 1: Piso area externa do térreo. Fonte: Acervo da Turma

FOTO 1: Piso area externa do térreo. Fonte: Acervo da Turma FOTO 3: Gradil area externa

FOTO 3: Gradil area externa do térreo. Fonte: Acervo da Turma

3: Gradil area externa do térreo. Fonte: Acervo da Turma FOTO 5: Parede danificada da fachada.

FOTO 5: Parede danificada da fachada. Fonte: Acervo da Turma

FOTO 5: Parede danificada da fachada. Fonte: Acervo da Turma FOTO 2: Cabeamento expostoreo. Fonte: Acervo

FOTO 2: Cabeamento expostoreo. Fonte:

Acervo da Turma

FOTO 2: Cabeamento expostoreo. Fonte: Acervo da Turma FOTO 4: Porta de madeira fachada noroeste. Fonte:

FOTO 4: Porta de madeira fachada noroeste. Fonte: Acervo da Turma

 

Elemento Construtivo Material /acabamento

 

Estado de Conservação

 

Análises e Observações

   

Regular

 

Apresenta

desgaste

  principalmente nas áreas descoberta que o mosaico se
 

principalmente nas áreas descoberta que o mosaico se

encontra danificado com as

É

 

Mosaico com pastilhas de 0,10 x 0,10cm .

necessario

restaurar

as

partes

pastilhas soltas e rachaduras nas áreas cobertas porem mantem o desenho do mosaico. Os tipos de danos identificados são os de estresse mecânico externo, dano

danificadas. Limpeza.

 
   

de

impacto e desgaste pelo tempo.

 
 

PisoParedes/Revestimentos

 

Paredes de argila revestidas com tinta

Ruim Paredes apresentam carbonatação da superfície do cimento (aplicado posteriormente), descascamento da pintura, deixando o material construtivo exposto, fissuras, apresenta problemas causados por impacto, biodeterioração (mofo, fungo), fissuras causadas por estresse mecânico

Necessitam vários tipos de cuidados, como: rever tecnicas construtivas devido ao estresse mecanico sofrido e para que haja restauro adequado às partes que faltam nas paredes, tratamento adequado para a biodeterioração apresentada e restauração da pintura.

 

Gradil

 

Gradil de ferro/mat. Metálico

Regular/Ruim Ambos apresentam oxidação do material metálico, tanto o gradil das portas, quanto o guarda corpo. O gradil das portas apresentam corrosão em estado avançado, devido à exposição às intempéries (proximidade do mar).

É necessário que haja restauração das peças, tratada com escova de aço (manual ou adpato à lixadeira) eliminando assim a crosta presente na superfície. Após, deve-se receber uma camada de neutralizador de ferrugem.

 
 

Portas/Esquadrias

 

Portas

feitas

em

madeira.

Ruim Apresenta deterioração da madeira, revestimento(pintura)

Necessita lixar e remover toda a tinta e verniz antigo, para corrigir os buracos e partes danificadas, é indicado aplicar massa própria para madeira. Após a massa secar é necessário aplicar uma subcamada para madeira, para que a pintura fique uniforme. Lixar novamente e aplicar a nova tinta e verniz. Aplicar vidros onde falta e restaurar o gradil.

Apresentam

aplicação

de

descascado, algumas apresentam ausencia do vidro decorativo, madeira apresenta biodeterioração

vidro

e

gradil

metálico

(bandeira)

 
 

fissuras. Persianas das portas quebradas e fora do encaixe.

e

 

Instalações

 

Cabeamento em cobre revestido por plástico, sem eletroduto, fixado por uma peça de metal na parede ou apoiado no gradil de metal

Elétrica: Péssima. Fios aparentes, ligados de forma indevida aos pontos de iluminação.

Fazer manutenção e/ou troca de toda a fiação elétrica.

 
 

localizado na parte superior da porta.

 

Data:

 

Responsável Técnico:

 
 

Mariana

Rosa,

Malu

Lobo,

Larissa

Vaz,

Renan

Saturnino,

Victoria

Garcez

e

30/11/2016

Stephanie Mattos.

 
ANÁLISE DAS PATOLOGIAS DO MONUMENTO UNIFACS – SOLAR AMADO BAHIA Local: Avenida Mem de Sá,

ANÁLISE DAS PATOLOGIAS DO MONUMENTO

UNIFACS SOLAR AMADO BAHIA Local: Avenida Mem de Sá, Ribeira - Salvador BA Fachada Sudeste

Identificação do Espaço:

– SOLAR AMADO BAHIA Local: Avenida Mem de Sá, Ribeira - Salvador BA Fachada Sudeste Identificação

Fotos:

– SOLAR AMADO BAHIA Local: Avenida Mem de Sá, Ribeira - Salvador BA Fachada Sudeste Identificação
– SOLAR AMADO BAHIA Local: Avenida Mem de Sá, Ribeira - Salvador BA Fachada Sudeste Identificação
– SOLAR AMADO BAHIA Local: Avenida Mem de Sá, Ribeira - Salvador BA Fachada Sudeste Identificação
– SOLAR AMADO BAHIA Local: Avenida Mem de Sá, Ribeira - Salvador BA Fachada Sudeste Identificação
– SOLAR AMADO BAHIA Local: Avenida Mem de Sá, Ribeira - Salvador BA Fachada Sudeste Identificação
– SOLAR AMADO BAHIA Local: Avenida Mem de Sá, Ribeira - Salvador BA Fachada Sudeste Identificação
– SOLAR AMADO BAHIA Local: Avenida Mem de Sá, Ribeira - Salvador BA Fachada Sudeste Identificação
– SOLAR AMADO BAHIA Local: Avenida Mem de Sá, Ribeira - Salvador BA Fachada Sudeste Identificação
Piso em mosaico visivelmente desgastado. Muitas peças estão sem Necessita de manutenção nas peças do
Piso
em
mosaico
visivelmente
desgastado.
Muitas peças estão sem
Necessita de manutenção
nas peças do mosaico e
recuperação do rejunte.
cor,
arranhadas
e
até
mesmo
descoladas
pelo
desgaste do tempo e da
carga
recebida,
tendo
Precário. O rejunte das
peças do mosaico já está
bem desgastado pela falta
de manutenção. O piso
não está completo, pois
muitas das peças já foram
arrancadas com o tempo.
como
causa
maior
a
provável
falta
de
manutenção.
Paredes externas em
alvenaria mista, decoradas
com boiserie (molduras em
relevo, típico da decoração
francesa) e pintadas com
tinta que imita mármore.
Péssimo. Rachaduras nas
paredes proveniente da
instabilidade da cobertura.
Desgaste das vergas.
Paredes com mofo, devido
Limpeza, pintura e
manutenção das paredes,
seria o necessário para a
estabilização dos danos.
a infiltração do telhado.
Desgaste da pintura pela
falta de manutenção.
Acabamento do telhado em beiral sobre cimalha de massa com telha de cerâmica. Péssimo. Cimalha
Acabamento do telhado
em beiral sobre cimalha de
massa com telha de
cerâmica.
Péssimo. Cimalha com
trechos desgastados com
presença de umidade pela
infiltração
Restauro do telhado e
manutenção da cimalha,
limpeza e tratamento
contra a infiltração.
As aberturas são
valorizadas pelas
cercaduras. Verga de
sustentação pintadas com
tinta que imita mármore.
Ornamentos em ferro na
parte superior das portas.
Ruim. Oxidação da parte
de ornamento das portas.
Vergas desgastadas.
Ornamentos em relevo
com perda de material.
Falta de pintura nas
madeiras das portas.
Portas empenadas.
Necessita de restauro nas
madeiras das portas e
reconstituição das vergas.
Limpeza e pintura de forma
geral.

Data:

Responsáveis Técnicos:

 

30/11/2016

Michele Barbosa, Ramon Lira, Wu Wan Len, Caique Cruz, Martha Valentine, Juliana Mota.

LEGENDA (MAPA DE INTENSIDADE) CRÍTICO PÉSSIMO RUIM RAZOÁVEL NÃO AVALIADO BOM UNIFACS - UNIVERSIDADE

LEGENDA (MAPA DE INTENSIDADE)

CRÍTICO

PÉSSIMO

RUIM

RAZOÁVEL

NÃO AVALIADO

BOM

UNIFACS - UNIVERSIDADE SALVADOR

CURSO:

ARQUITETURA E URBANISMO

TURMA: MR02

DISCIPLINA:

TÉCNICAS RETROSPECTIVAS

DOCENTE:

 

MABEL ZAMBUZI

ASSUNTO:

FOLHA:

 

MAPA DE INTENSIDADE DE DANOS

02

FACHADA SUDOESTE

ALUNO:

DATA:

ESCALA:

NATÁLIA BARAÚNA, SAMARA TOMAZ E VITÓRIA SENNA

11/2016

1/100

02 FACHADA SUDOESTE ALUNO: DATA: ESCALA: NATÁLIA BARAÚNA, SAMARA TOMAZ E VITÓRIA SENNA 11/2016 1/100
02 FACHADA SUDOESTE ALUNO: DATA: ESCALA: NATÁLIA BARAÚNA, SAMARA TOMAZ E VITÓRIA SENNA 11/2016 1/100
02 FACHADA SUDOESTE ALUNO: DATA: ESCALA: NATÁLIA BARAÚNA, SAMARA TOMAZ E VITÓRIA SENNA 11/2016 1/100

ANÁLISE DAS PATOLOGIAS DO MONUMENTO Solar do Amado Local: Rua Porto dos Tainheiros, Ribeira. Salvador - BA Fachada Sudoeste

dos Tainheiros, Ribeira. Salvador - BA Fachada Sudoeste Identificação do espaço: Fotos: 1 Legendas: 2 3

Identificação do espaço:

Salvador - BA Fachada Sudoeste Identificação do espaço: Fotos: 1 Legendas: 2 3 1- 2- 3-

Fotos:

1
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Legendas:

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1-

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Patologias de umidade devido à exposição das intempéries e a má manutenção. Revestimento da parede no canto direito danificado pelo mau uso. Patologia de umidade também encontrada nas pastilhas que se encontram na fachada, causando o aparecimento de bolor e fungos. Aparecimento de fissuras devido ao reparo irregular.

Data: 30/11/2016

Responsáveis: Matheus Correia, Matheus Burgos, Naiara Mendes, Natália Baraúna, Natalia Castro, Rosicarla Almeida, Samara Tomaz, Victória Sena.

 
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Legenda:

 

4-

Acabamento da esquadria encontra-se deteriorado devido a exposição do sol, do salitre e também do seu

desgaste natural. Nos adornos, em sua parte superior, nota-se o desenvolvimento de bolor e fungos. 5- Uma das janelas da fachada, em um estado regular, apresenta uma pintura pouco desbotada. O adorno localizado em sua parte superior, encontra-se com peças agora inexistentes. 6- Área inferior da janela, onde percebe-se fissuras nas laterais das esquadrias, oriundo da umidade e da exposição ao sol e ao salitre.

7- A parede, por também estar exposta diariamente a variação de temperatura, é possível diagnosticar as patologias oriundas da ação das intempéries, causando um desgaste na pintura da área externa.

 
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Legenda:

 

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Patologias de umidade devido a exposição das intempéries, causando o desenvolvimento de bolor e fungos.

9-

Na área superior da porta, o detalhe de ferro fundido, enferrujado devido ao salitre.

10- Parede com patologias de umidade. 11- Porta com almofada danificada e má restauração.

 

Fonte: Acervo da turma.

 

Data: 30/11/2016

Responsáveis: Matheus Correia, Matheus Burgos, Naiara Mendes, Natália Baraúna, Natalia Castro, Rosicarla Almeida, Samara Tomaz, Victória Sena.

ANÁLISE DAS PATOLOGIAS DO MONUMENTO Solar do Amado Local: Rua Porto dos Tainheiros, Ribeira. Salvador

ANÁLISE DAS PATOLOGIAS DO MONUMENTO Solar do Amado Local: Rua Porto dos Tainheiros, Ribeira. Salvador - BA Fachada Sudoeste

 

Elemento construtivo Material/acabamento

 

Estado de conservação

Observações

Calçamento

Calçada externa correspondente ao Solar do Amado com revestimento irregular. Ausência de drenagem de água pluvial e rampas de acessibilidade. Passeio em volta do Solar do Amado com pedras irregulares.

Regular. Trechos degradados com pedras soltas, rejuntamento desgastado e apresentando trincas. Com a falta de conservação há presença de umidade e vegetação.

Necessita de recuperação do rejuntamento, substituição e fixação das pedras e tratamento para retirada de vegetação e umidade.

 

As

paredes são de alvenaria de

Regular, apesar de ser a área mais degradada devido a maior incidência de ventos

Já existe uma tentativa de manter a limpeza e conservação do elemento.

Paredes/Revestimento

tijolo, e pintura feita pelo artista plástico Badaró (interna e também

externa). Também se nota o uso de pastilha colorida e ferro fundido

(apesar de não ser um revestimento

e

de chuva. A pintura e

Apesar dos cuidados ainda é necessário a restauração para reverter as patologias apresentadas principalmente com respeito a pintura, reboco e fissuras na parede.

reboco estão em estado de deterioração médio, existe perda de materiais, presença de umidade, e descamação próximo as esquadrias. Também foram constatadas

fissuras nas paredes e perda

material está presente na fachada.).

o

 

de

materiais.

 
 

O

telhado é de telha colonial de

Regular. Sinais de desgastes por insetos e mofo aparente.

É recomendável fazer a troca de algumas telhas ou apenas fazer a limpeza das mesmas.

duas águas, sendo uma para frente

e outra para o fundo. A captação

 

das

águas pluviais é feita através de

calhas de cobre, chumbadas nas

 

paredes das platibandas.

Telhado e Beirais

O

telhado é encoberto por uma

platibanda vazada que praticamente impede a sua visão a partir da rua.

 
 

Data: 30/11/2016

Responsáveis: Matheus Correia, Matheus Burgos, Naiara Mendes, Natália Baraúna, Natalia Castro, Rosicarla Almeida, Samara Tomaz, Victória Sena.

Vãos/esquadrias

Portas de madeira com folhas maciças divididas e decoradas com almofadas na base, venezianas no centro e vidros na parte superior.

na base, venezianas no centro e vidros na parte superior. Janelas de madeira compostas por peitoril,

Janelas de madeira compostas por peitoril, ombreiras e verga retas.

de madeira compostas por peitoril, ombreiras e verga retas. Regular. As portas e janelas encontram-se com

Regular. As portas e janelas encontram-se com descamações na pintura pela umidade, empena nos detalhes abaixo do vidro e ferrugem nos detalhes em metal.

As esquadrias necessitam de restauração e recuperação da pintura e

das ferragens, além de manutenção nos vidros.

Data: 30/11/2016

Responsáveis: Matheus Correia, Matheus Burgos, Naiara Mendes, Natália Baraúna, Natalia Castro, Rosicarla Almeida, Samara Tomaz, Victória Sena.

ANÁLISE DAS PATOLOGIAS DO MONUMENTO

SOLAR AMADO BAHIA Museu Wanderley de Pinho Local: Av. Mem de Sá, Ribeira Ba Ambiente: Cômodo 11

– Museu Wanderley de Pinho Local: Av. Mem de Sá, Ribeira – Ba Ambiente: Cômodo 11

Identificação do espaço:

– Museu Wanderley de Pinho Local: Av. Mem de Sá, Ribeira – Ba Ambiente: Cômodo 11

Fotos:

Fotos: Imagem 01: Porta de acesso térreo e segundo pav. Fonte: Acervo da turma. Imagem 02:
Imagem 01: Porta de acesso térreo e segundo pav. Fonte: Acervo da turma.
Imagem 01: Porta de
acesso térreo e segundo
pav. Fonte: Acervo da
turma.
de acesso térreo e segundo pav. Fonte: Acervo da turma. Imagem 02: Forro desgastado Fonte: Acervo
de acesso térreo e segundo pav. Fonte: Acervo da turma. Imagem 02: Forro desgastado Fonte: Acervo
de acesso térreo e segundo pav. Fonte: Acervo da turma. Imagem 02: Forro desgastado Fonte: Acervo
Imagem 02: Forro desgastado Fonte: Acervo da turma. Imagem 03: Pintura desgastada Fonte: Imagem 04:.Pintura
Imagem 02: Forro
desgastado Fonte: Acervo
da turma.
Imagem 03: Pintura
desgastada Fonte:
Imagem 04:.Pintura e teto
desgastados Fonte:
Acervo da turma.
Acervo da turma
teto desgastados Fonte: Acervo da turma. Acervo da turma Imagem 08: Dano humano Fonte: Acervo da
Imagem 08: Dano humano Fonte: Acervo da turma.
Imagem 08: Dano humano Fonte: Acervo da turma.
Imagem 12 Fiação descoberta:. Fonte: Acervo da turma.
Imagem 12 Fiação descoberta:. Fonte: Acervo da
turma.

Imagem 09: Fiação descoberta ; Fonte:

Acervo da turma.

Imagem 07 Erosão aveolar : Fonte: Acervo da turma.

Imagem 05 e 06: Erosão no teto.

: Fonte: Acervo da turma . Imagem 05 e 06: Erosão no teto. Imagem 10 Erosão
: Fonte: Acervo da turma . Imagem 05 e 06: Erosão no teto. Imagem 10 Erosão

Imagem 10 Erosão aveolar

Fonte: Acervo da turma

Imagem 11: Rodapé da

parede. Fonte: Acervo da turma

 

Elemento Construtivo Material /acabamento

Estado de Conservação

Análises e Observações

 
  Assoalhos em pinho-de-riga com réguas de madeiras em diversos tamanhos. Regular Apresenta desgaste aparente em

Assoalhos em pinho-de-riga com réguas de madeiras em diversos tamanhos.

Regular Apresenta desgaste aparente em algumas peças pelo uso e má conservação. Os tipos de danos identificados são os de estresse mecânico externo, dano de impacto e desgaste pelo tempo.

Limpeza, manutenção e tratamento contra infestação de mofo e animais pequenos são necessários.

 

PisoParedes/Revestimentos

 

Alvenaria em bloco rebocado revestida com estuque-lustre, pintada com tinta látex em diversas cores, sendo as principais: branco e verde.

Ruim. Além da forte infiltração e mofo, foi detectada a existência de erosões nas paredes, algumas preenchidas com argamassa, essa deficiência denominada de erosão alveolar, pode acarretar comprometimento da mesma. Também possui rachaduras possivelmente causadas por estresse mecânico externo como também foi identificado o dano do tipo capilaridade.

Deve-se realizar tratamento das áreas umidas, limpeza e pintura.

 
 

Teto/Forro

 

Teto em estuque e com forro de madeira de lei, revestidos por tinta látex, e acabamento com sancas molduradas.

Regular. Junção entre tiras do forro com desgaste de pintura, e pintura desgastada devido o tempo. Neste vão também foi identificado erosão possivelmente causada por impacto externo no segundo pavimento.

É necessário restaurar as partes quebradas do gesso e forro, e da pintura detalhada.

 
 

Vãos/Esquadrias

 

As portas são de madeira, possuem duas folhas almofadadas e bandeira.

Ruim. As peças em madeira nas portas e janelas encontram-se em estado de desgaste pelo uso contínuo, ação humana, e também dano por capilaridade (caso de superfície hidrófugas).

Deve-se realizar tratamento ipermeabilizante contra instação de mofo, renovação da pintura e limpeza.

Instalações

Cabeamento em cobre revestido por plástico, sem eletroduto fixado por prego e peças plásticas diretamente nos alisares de portas e paredes.

Elétrica: Péssima. Fios aparentes, ligados de forma indevida aos interruptores e pontos de iluminação.

Fazer manutenção e/ou troca de toda a fiação elétrica e da tubulação hidráulica.

Hidráulica: Drenagem, necessitam de manutenção por conta do tempo, ver cobertura.

     

Data:

 

Responsável Técnico:

 

30/11/2016

Flacymar Andrade

ANÁLISE DAS PATOLOGIAS DO MONUMENTO

SOLAR AMADO BAHIA Museu Wanderley de Pinho Local: Av. Mem de Sá, Ribeira Ba Ambiente: Cômodo 12

– Museu Wanderley de Pinho Local: Av. Mem de Sá, Ribeira – Ba Ambiente: Cômodo 12

Identificação do espaço:

– Museu Wanderley de Pinho Local: Av. Mem de Sá, Ribeira – Ba Ambiente: Cômodo 12

Fotos:

Imagem 01: Porta de entrada do salão para a sala do altar. Fonte: Acervo da
Imagem 01: Porta de
entrada do salão para a
sala do altar. Fonte: Acervo
da turma.
Imagem 02: Altar. Fonte:
Acervo da turma.
Imagem 03: Porta de
saída do altar para outro
cômodo. Fonte: Acervo
da turma.
Imagem 04: Porta de saída
do altar para outro
cômodo. Fonte: Acervo da
turma
Imagem 07: Parte da cobertura. Fonte: Acervo da turma.
Imagem 05 e 06: Parede esquerda em relação a porta
que dá para o salão principal. Fonte: Acervo da turma.
Imagem 08: Parede e parte da porta que dá para o salão
principal. Fonte: Acervo da turma.
que dá para o salão principal. Fonte: Acervo da turma. Imagem 09: Parte da cobertura. Fonte:
que dá para o salão principal. Fonte: Acervo da turma. Imagem 09: Parte da cobertura. Fonte:
que dá para o salão principal. Fonte: Acervo da turma. Imagem 09: Parte da cobertura. Fonte:
que dá para o salão principal. Fonte: Acervo da turma. Imagem 09: Parte da cobertura. Fonte:

Imagem 09: Parte da

cobertura. Fonte: Acervo da

turma.

Imagem 10: Porta de saída