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UNIVERSIDADE SANTA CECÍLIA ENGENHARIA QUÍMICA

Análise Instrumental:

Análise Elementar e ESPECTROSCOPIA

CECÍLIA ENGENHARIA QUÍMICA Análise Instrumental: Análise Elementar e ESPECTROSCOPIA PROF. MSc. MERY DOS SANTOS FILHO

PROF. MSc. MERY DOS SANTOS FILHO

ANÁLISE INSTRUMENTAL

Prof. MSc. Mery dos Santos Filho

ESPECTROSCOPIA

A disciplina Análise Instrumental do curso de Engenharia Química da Universidade

Santa Cecília visa demonstrar ao aluno as principais técnicas analíticas instrumentais utilizadas em laboratórios de Controle de Qualidade e em Centros de Pesquisa e Desenvolvimento, assim como, suas aplicações em controle de processos. Durante o desenvolvimento da disciplina, no decorrer do semestre, serão utilizadas duas apostilas incluindo toda a matéria que será ministrada nas aulas. É importante que o aluno utilize as apostilas, pois, vários assuntos precisam ser completados durante as aulas. O programa desta apostila, abrange as seguintes técnicas:

Titulações Eletroquímicas

Potenciometria

Condutimetria

Análises de Elementos Químicos Análise Elemental Quantitativa Espectrofotometria de Chama Fotometria de Chama Espectrofotometria de Absorção Atômica

Princípios de Cromatografia Técnicas Cromatográficas Cromatografia à Gás Cromatografia Líquida de Alta Eficiência

Espectroscopia Técincas espectroscópicas Espectrofotometria na Região do UV/Visível Espectroscopia na Região do Infravermelho

Para todas as técnicas serão abordados os princípios e fundamentos teóricos mas será

dada ênfase, principalmente, à aplicação e utilização de cada uma, nas rotinas analíticas e

de

controle de processo numa indústria química.

O

programa é ministrado com aulas teóricas e práticas, com recursos audio-visuais e

desenvolvimento de relatórios e exercícios.

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ESPECTROSCOPIA

INTRODUÇÃO À ANÁLISE DE ELEMENTOS QUÍMICOS

1. TÉCNICAS PARA ANÁLISES DE ELEMENTOS

São técnicas analíticas instrumentais destinadas a identificação e/ou quantificação de

elementos químicos em substãncias ou produtos formulados.

PRINCIPAIS TÉCNICAS:

- Análise Elemental Quantitativa;

- Espectrofotometria de Emissão Atômica - Fotometria de Chama;

- Espectrofotometria de Absorção Atômica;

- Espectrometria de Plasma.

2. ANALISADORES ELEMENTARES

Equipamentos utilizados para analisar quantitativamente, elementos químicos num grande número de compostos orgânicos e inorgânicos. É uma técnica essencial para investigação de sínteses e de identificação de moléculas por pesquisadores (químicos,

farmacêuticos, etc.), pois fornece dados que contribuem para a confirmação da estrutura

de um composto de nova síntese, ou para a identificação de uma molécula desconhecida.

A técnica de análise elemental está baseada na completa e instantânea oxidação da

amostra (em um forno de combustão) seguida da determinação dos gases procedentes

desta combustão, através de um detector de condutividade térmica. Exemplos:

C + O 2 CO 2 N + O 2 NO x H + O 2 H 2 O S + O 2 SO 2

Fonte: http://imaisd usc es/riaidt/AnaliseElemental/AnaliseElemental asp
Fonte: http://imaisd usc es/riaidt/AnaliseElemental/AnaliseElemental asp

Os analisadores elementares podem ser desenvolvidos para análise de apenas um ou dois elementos (C ou C e H, ou C e S) ou para, em um único equipamento, analisarem carbono, hidrogênio, nitrogênio e enxofre (CHNS). A análise simultânea de CHNS pode levar um tempo inferior a 3 minutos, na maioria dos equipamentos de mercado. Alguns equipamentos, equipados com um forno de pirólise, além do forno de combustão, analisam também, o oxigênio (CHONS). Neste caso, a amostra é pirolisada em atmosfera inerte e o oxigênio é detectado na forma de CO.

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ESPECTROSCOPIA

Algumas das Principais aplicações:

Determinação da pureza de amostras de nova síntese: amostras orgânicas, halogenadas, organometálicas, etc. Quantificação de CHNS e O em derivados petroquímicos: gasolinas, óleo diesel, óleos combustíveis, querosenes, coque, etc. Quantificação de CHNS e O em produtos farmacêuticos e alimentícios: derivados lácteos, açúcares, teor de proteínas, etc. Análises de solos, sedimentos, lodos e diferenciação entre carbono orgânico e inorgânico.

Exercícios

1. Determine o grau de insaturação e proponha formulas estruturais para os compostos informados, analisados no analisador elementar.

2. A análise Elementar de uma substância apresentou a seguinte composição: C = 54,5%; H = 9,1%; O = 36,4%. Por espectrometria de massas, a mesma substância apresentou MM = 88.

a) Determine a fórmula molecular do composto;

b) Calcule o seu grau de insaturação;

c) Proponha 2 fórmulas estruturais para o composto.

3. Calcule o teor de pureza de uma amostra de ureia que, por análise elementar, apresentou 45,0% de nitrogênio.

4. Calcule o teor de dietanolamida de ácidos graxos (PMM = 310) numa amostra que apresentou 4,25% de nitrogênio e 4,8% de dietanolamina (PM = 105) livre.

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ESPECTROSCOPIA

ESPECTROSCOPIA NAS REGIÕES DO UV/VISÍVEL E DO INFRAVERMELHO

1- INTRODUÇÃO À ESPECTROSCOPIA

Em Química e Física o termo espectroscopia é a designação para toda técnica de levantamento de dados físico-químicos através da transmissão, absorção ou reflexão da energia radiante incidente em uma amostra. Por extensão, o termo espectroscopia também é usado em espectroscopia de massas, onde íons moleculares monovalentes são defletidos por um campo magnético. O resultado gráfico de uma técnica espectroscópica qualquer é chamado espectro. Sua impressão gráfica pode ser chamada espectrograma ou, por comodidade, simplesmente espectro.

Efeito da Radiação Eletromagnética O efeito da interação da radiação eletromagnética com a matéria é um dos meios mais poderosos para se obter informações sobre a estrutura microscópica da matéria. Estes efeitos normalmente estão longe de serem simples e uma análise mais profunda da natureza desta interação depende do conhecimento de fundamentos provenientes da mecânica quântica. Entretanto, alguns aspectos semiquantitativos também permitem o uso deste tipo de ferramenta no dia a dia, em trabalhos envolvendo a análise e a identificação de substâncias. O espectro eletromagnético apresenta ondas constituídas por campos elétrico e magnético alternados. Cada uma destas radiações tem uma quantidade diferente de energia:

destas radiações tem uma quantidade diferente de energia:  : Diminui com o aumento da energia

: Diminui com o aumento da energia.

A radiação eletromagnética é contínua e pode ser representada por uma onda com características senoidais. O efeito gerado pela

inserção de uma onda eletromagnética em uma molécula varia com o comprimento e a energia desta onda. A classificação da

radiação de acordo com a sua energia dá origem ao espectro eletromagnético mostrado na tabela abaixo:

Tipos de Radiação

(cm)

E (cal / mol)

Efeitos

     

Rádio

10

4

 

10

-6

Orientações

Televisão

10

2

 

10

-2

de

Radar

1

 

2,85

SPIN

Microonda

10

-1

 

28,5

Rotação Molecular

Infravermelho

10 -2 - 10 -4

285 - 285k

Rotação Vibracional

Visível

10

-5

40

- 96k

Transições

Ultravioleta

10 -5 - 10 -7

40

- 96k

Eletrônicas

Raio X

10

-8

 

10

8

Transições

Nucleares

Raio Gama

10

-10

 

10

10

Raio Cósmico

10

-20

 

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Espectro Eletromagnético: tipos de radiação, comprimentos de ondas, energias e efeitos provocados pelas radiações.

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1.1. Separação Angular da Onda Eletromagnética

Para produzir um espectro de uma molécula é necessária a separação angular da onda

eletromagnética. Quanto maior a refração, menor a energia. 1.1.1 Refração

maior a refração, menor a energia. 1.1.1 Refração 1.1.2. Filtros Utilizado para separação de uma pequena

1.1.2. Filtros

Utilizado para separação de uma pequena faixa ou um único comprimento de onda.

Filtro Passa Banda 540 - 560 NM Amostra Fonte de Lentes Detetor Luz
Filtro Passa Banda
540 - 560 NM
Amostra
Fonte de
Lentes
Detetor
Luz

1.1.3. Rede de Difração (“Grade”)

Difração é o espalhamento de ondas em componentes conforme o comprimento de onda.

Quanto maior a difração, menor a energia focalizada.

onda. Quanto maior a difração, menor a energia focalizada. 1.1.4. Arranjo de Diodos Sistema que utiliza

1.1.4. Arranjo de Diodos

Sistema que utiliza uma rede de difração para uma separação prévia da região espectral desejada e uma matriz de diodos, que trata eletrônica e simultaneamente a faixa toda de comprimentos de onda recebidos. Muito utilizado em equipamentos UV/Visível, torna a

análise muito rápida.

1.1.5. Transformada de Fourrier

Os equipamentos fabricados com sistemas de Transformada de Fourrier (FT) utilizam um divisor de feixe e um interferômetro que, após a incidência da onda eletromagnética na

amostra, realizam a separação em comprimentos de onda, tratados por equações matemáticas avançadas (FT), enviando todos os sinais simultaneamente aos detetores. Este sistema torna a execução de espectros extremamente rápida e de alta resolução. Muito utilizado na espectroscopia de infravermelho, um sistema FTIR favorece, entre outras vantagens, o acoplamento com outras técnicas analíticas.

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ESPECTROSCOPIA

2. ESPECTROSCOPIA NA REGIÃO DO UV/VISÍVEL

Técnica mais utilizada em laboratórios químicos e clínicos no mundo é um meio muito simples para determinação de pequenas quantidades de substâncias em misturas.

Os equipamentos costumam ter boa sensibilidade, são de baixo custo e de fácil operação

e, normalmente, são muito robustos.

Aplica-se a espécies químicas que absorvem a radiação eletromagnética no Ultravioleta e/ou no Visível (espécies coloridas). Para espécies que não absorvem no visível (não coloridas) são feitas reações com substâncias que contém ou complexam grupos cromóforos, para que o analito possa ser detectado.

Ex.: Fe3+ + nSCN¯ [Fe(SCN)n]3-n

Princípio

O princípio da técnica é baseado na absorção e/ou emissão da radiação eletromagnética

por moléculas ou átomos, quando os elétrons se movimentam entre níveis energéticos.

A absorção da radiação eletromagnética pela molécula gera espécies excitadas, pelo ganho de energia:

M + h= M*

2.1. Análises por UV/Visível

As análises podem ser qualitativas e/ou quantitativas e são realizadas em

espectrofotômetros de absorção, operando na região espectral do ultravioleta (UV) (190-

200

< < 380-400 nm), visível (Vis) (380-400 nm < < 700-800 nm) ou UV/Vis (190-
< < 380-400 nm), visível (Vis) (380-400 nm < < 700-800 nm) ou UV/Vis (190-

< < 380-400 nm), visível (Vis) (380-400 nm < < 700-800 nm) ou UV/Vis (190-

< < 700-800 nm). A resolução pode chegar a 0,1 nm.

200

2.2.

Instrumentação

Os espectrofotômetros são instrumentos que registram dados de absorvância ou transmitância da energia pelo analito, em função do comprimento de onda. Este registro é denominado espectro de absorção ou de transmissão, conforme o dado registrado (absorvância ou transmitância). O espectro de absorção é característico para cada espécie química, sendo possível a identificação de uma espécie por seu “espectro de absorção”. Uma das características mais importantes dos espectrofotômetros é a seleção de radiações monocromáticas, o que possibilita inúmeras determinações quantitativas regidas pela Lei

de Lambert-Beer. Quando a região espectral usada é a ultravioleta/visível, são necessários componentes óticos de quartzo e detectores altamente sensíveis capazes de detectar radiações nessa faixa espectral em que atua o instrumento. Os espectrofotômetros, em geral, contêm cinco componentes principais: fontes de radiação, monocromador, compartimentos para conter as soluções de amostras, detectores e registradores de sinal. Além destes, alguns espectrofotômetros podem conter também, um atenuador, para a seleção da faixa completa de comprimentos de onda de interesse.

O diagrama de blocos a seguir, mostra o esquema geral de um espectrofotômetro que

opera na região do UV/Visível.

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ESPECTROSCOPIA

Emite a Seleciona a radiação faixa espectral Detecta e amplifica o sinal, enviando ao registrador
Emite a
Seleciona a
radiação
faixa espectral
Detecta e amplifica o
sinal, enviando ao
registrador
Seleciona o comprimento
de onda de análise
Registra e reporta o
espectro gerado
Sistema Registrador

Fontes de Radiação As fontes de radiação mais comuns baseiam-se na incandescência e são muito práticas no infravermelho e no visível, mas devem atuar em temperaturas elevadas na faixa do

ultravioleta. As fontes de radiação são constituídas por filamentos de materiais que são excitados por descargas elétricas com elevada voltagem ou aquecimento elétrico. Para que uma fonte de radiação seja considerada de boa qualidade deve:

- gerar radiação continua, ou seja, emitir todos os comprimentos de onda, dentro da

região espectral utilizada;

- ter intensidade de potência radiante suficiente para permitir a sua detecção pelo sistema

detector da máquina;

-ser estável, isto é, a potência radiante deve ser constante. Além disso, deve ter vida longa

e preço baixo.

Tipos de fontes de radiação As fontes mais utilizadas em espectrofotômetros UV-Visível são:

Região de Visível - Lâmpada de tungstênio: incandescente, produz emissão continua na faixa e 320 a 2500nm. O corpo de vidro da lâmpada absorve toda radiação abaixo de 320nm, limitando o seu uso para as regiões do visível e do infravermelho próximo.

Região do UV - Lâmpada de descarga de hidrogênio ou deutério: Consiste em um par de eletrodos fechados num tubo de quartzo ou vidro, com janela de quartzo, preenchido com gás hidrogênio ou deutério. Aplicando alta voltagem, produz-se uma descarga de elétrons que excitam outros elétrons gasosos a altos níveis energéticos. Quando os elétrons voltam a seus estados fundamentais, emitem radiação contínua de 180 a 370nm.

Outros tipos de fontes Lâmpada de quartzo-iodo: incandescente, o invólucro de quartzo emite radiação de 200

a 3000nm. Grande vantagem: pode atuar numa região ampla, desde o ultravioleta até o infravermelho próximo.

Lâmpada de catodo oco: tipo especial de fonte de linha, similar às fontes de absorção

atômica,

Laser: pelo processo de emissão estimulada, os lasers produzem uma grande quantidade de feixes muito estreitos e intensos de radiação. Todas as ondas procedentes ao material emissor estão em fase entre si, e, por isso, praticamente não apresentam dispersão quando se propagam. Isso permite uma concentração de energia num ponto muito pequeno, mesmo que esteja numa distância considerável.

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Células de Amostras As cubetas de vidro são usadas quando se trabalha na região do visível, têm absorção abaixo de 360 nm e não devem ser usadas no UV. Para a região do ultravioleta, são utilizadas cubetas de quartzo, que são transparentes à radiação ultravioleta. Cubetas de 1 cm, simplificam os cálculos com a equação da Lei de Beer, mas, também podem ter dimensões diferentes, e esse dado deve ser considerado na hora do cálculo.

e esse dado deve ser considerado na hora do cálculo. Em aplicações on line , no

Em aplicações on line, no controle de processo de lotes industriais, utiliza-se sistemas automatizados em que as amostras circulam em série, em cubetas adequadas. Esse sistema é chamado de análise por injeção de fluxo ou FIA (Flow Injection Analysis). Também são utilizadas sondas com ponteiras amostradoras dentro dos reatores, ligadas ao analisador, por cabos de fibra ótica.

Monocromadores São dispositivos essenciais dos espectrofotômetros e tem como função a seleção do comprimento de onda que se tem interesse para a análise. É constituído de uma fenda de entrada de um elemento de dispersão de radiação e de uma fenda de saída. O elemento de dispersão pode ser um prisma ou uma rede de difração.

Prisma: a radiação policromática procedente da fonte de radiação passa pela fenda de entrada e incide sobre a face de um prisma, sofrendo desvio. Os prismas de quartzo são indicados para trabalhar na região ultravioleta, embora tenham mais dispersão que o vidro. Na região do visível são empregados primas de vidro. Os prismas de quartzo apresentam desvantagem de serem altamente refringentes e oticamente ativos.

Rede de Difração: o principal elemento de dispersão dos monocromadores reticulares é a rede de difração, que consiste em uma placa transparente com inúmeras ranhuras paralelas e de mesma distância. As redes de difração dispersam a radiação policromática baseadas no fenômeno da interferência, e a dispersão resultante desta rede é linear. As redes de difração possuem resolução melhor que os prismas e podem ser utilizadas em todas as regiões espectrais.

Tipos de espectrofotômetros para região visível e ultravioleta Os espectrofotômetros variam em sua complexidade e desempenho. Existem modelos simples e mais sofisticados, equipados com softwares especiais e avançados. Dois tipos:

Espectrofotômetros de simples-feixe

avançados. Dois tipos:  Espectrofotômetros de simples-feixe Prof. MSc. MERY DOS SANTOS FILHO 8 Reprodução Proibida

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Espectrofotômetros de duplo-feixe

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 Espectrofotômetros de duplo-feixe ESPECTROSCOPIA 2.3. Análise Qualitativa Feita através de identificação de

2.3. Análise Qualitativa Feita através de identificação de substâncias por comparação de espectros e/ou interpretação de grupos cromóforos, na região do ultravioleta. Um espectro na região do ultravioleta:

do ultravioleta. Um espectro na região do ultravioleta: Grupos Cromóforos Simples Hidrocarbonetos saturados e

Grupos Cromóforos Simples Hidrocarbonetos saturados e compostos contendo apenas grupos alquila saturados, grupos alcoólicos e grupos etéreos são transparentes (isto é, não absorvem) na região de 200-1000 nm e são úteis como solventes em determinações espectrais nesta região.

Grupo cromóforo: grupo funcional isolado, sem conjugação com outro grupo, mostrando absorção característica na região do ultravioleta ou do visível. Se uma série de compostos tiver o mesmo grupo funcional e nenhum fator complique a situação, todos os compostos absorverão aproximadamente no mesmo comprimento de onda. Entre os grupos cromóforos simples, a absorção resultante do grupo carbonila de aldeídos e cetonas é a mais facilmente reconhecida. Apesar do pico apresentar pequena intensidade, sua posição, na região 275-295 nm é facilmente determinada. A posição e a intensidade da absorção de cetonas simples variam com o tamanho do anel e com a presença de substituintes volumosos. A Introdução de um grupo halogênio, amino, hidroxila ou alcoxila no grupo carbonila resulta em deslocamentos significativos da absorção, devido à transição eletrônica ocorrer em menores comprimentos de onda. A consequência é que as absorções de ácidos carboxílicos simples e seus derivados são de difícil determinação.

Auxócromos são grupos que, em si, não mostram absorção seletiva acima de 200 mμ mas, quando ligados a um sistema cromóforo, causam deslocamento na absorção para comprimentos de onda maiores e aumento na intensidade do pico de absorção. Grupos auxócromos comuns são hidroxila, amino, sulfidrila (e seus derivados) e alguns halogênios. Estes grupos todos contêm elétrons não ligantes.

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2.4. Análise Quantitativa

Realizada através da quantificação de componentes em misturas ou impurezas em pequenas quantidades, utilizando a medida da quantidade de transmissão ou absorção da radiação UV/Visível pela molécula.

Transmitância: relação entre a quantidade de energia incidente e a quantidade de energia transmitida pela molécula.

T

I

T

I

0

%

T

I

T

I

0

x

100

Absorvância: logaritmo inverso da transmitância.

A

Log

I

0

1

Log

I

T T

 LogT

I 0 = Intensidade de radiação (luz) incidente I T = Intensidade de radiação (luz) transmitida

Os métodos analíticos para quantificação requerem uma equação bem definida que relacione absorvância com concentração: a Lei de Lambert-Beer ou, simplesmente, Lei de Beer, atende esta condição.

2.5. Utilização da Lei de Lambert - Beer

A

lc

bc

Log

I

0

I

T

Log

1

T

= coeficiente de absorção molar (absortividade molar)

b (l) = caminho ótico

c = concentração

A quantidade de radiação transmitida por uma solução depende da sua concentração (c) e do caminho ótico (l ou b) e é função da absortividade molar (). A absorvância é diretamente proporcional ao caminho ótico e à concentração.

2.5.1. Desvios da Lei de Lambert-Beer Desvios químicos Deslocamento do equilíbrio: quando um analito dissocia, associa ou reage com um solvente para formar um produto que tem um espectro de absorção diferente do analito. Ex: indicador ácido-base.

Dissociação de complexos: excesso ou insuficiência de agente complexante. Desvios instrumentais Em soluções muito concentradas, as moléculas de soluto influenciam umas às outras devido a suas proximidades, pois quando ficam muito perto umas das outras, a região de absorção do analito pode variar.

2.6. Como realizar análise quantitativa

Algumas considerações devem ser feitas:

Preparar soluções de amostras e padrões de concentrações conhecidas de modo adequado. Pela sensibilidade da análise, toda a vidraria de preparação de amostra e de

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análise, deve estar completamente limpa. As análises devem ser realizadas em cubetas de quartzo ou de vidro, de acordo com a região espectroscópica e o equipamento utilizado. Para análises de soluções incolores, na região do visível, os analitos devem ser reagidos com reagentes específicos para complexação a compostos coloridos.

Solventes Muito importante a sua escolha devido às possíveis interações do analito com solventes

de diferentes polaridades. Estas interações podem levar a desvios das bandas de absorção.

Não devem absorver radiação em comprimentos de onda próximos do comprimento de onda de absorção do analito. Se a água destilada puder ser utilizada como solvente, melhor para análise. Solventes mais comuns:

Região do Visível: água, etanol e clorofórmio Região do UV: cicloexano e etanol

Outros solventes também utilizados, que transmitem a radiação UV a valores inferiores a 200 nm e são bons solventes orgânicos: metanol, acetonitrila, ciclopentano, n-hexano.

Seleção do comprimento de onda máximo (MAX )

A escolha do comprimento de onda () adequado deve ser feita preparando-se uma

solução padrão do analito e fazendo uma varredura por toda a região da análise (UV ou Visível): o melhor é aquele de maior absorção da amostra (maior sensibilidade do método). Seleciona-se o valor de ao qual a transmitância é mínima e a absorvância é máxima. Desta forma é obtida a maior sensibilidade analítica, pois é máximo ao valor máximo de .

analítica, pois  é máximo ao valor máximo de  . Preparação de Correlações utilizando soluções

Preparação de Correlações utilizando soluções de padrões Algumas literaturas indicam que sejam obtidos pelo menos 5 pontos para cada correlação analítica, no entanto, para algumas análises, 3 concentrações diferentes dos padrões, têm sido suficientes. As correlações analíticas devem ser lineares, ou seja, a absorvância deve ser proporcional à concentração em todos os pontos da correlação. Portanto, a região de linearidade deve ser determinada como parâmetro de validação da metodologia. Além dos coeficientes de regressão a e b, é possível calcular o coeficiente de correlação R. Um coeficiente de correlação maior que 0,999 pode ser considerado como evidência de um ajuste ideal dos

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dados para a linha de regressão. A ANVISA, na Resolução 899 (RE 899), recomenda o coeficiente de correlação R 0,99.

899), recomenda o coeficiente de correlação R  0,99. As amostras de concentrações desconhecidas devem ser

As amostras de concentrações desconhecidas devem ser analisadas segundo a mesma técnica de diluição e preparação utilizada para os padrões.

Caso a absorvância da amostra caia fora da faixa da correlação analítica ou da linearidade determinada, a análise deve ser repetida adequando-se a massa de amostra para maior ou menor, conforme o ocorrido, ou realizando novas diluições. São preparadas soluções de padrões de concentrações conhecidas, uma prova em branco

e soluções de amostras. São adicionados os reagentes com objetivo de obter complexos

coloridos. Aguarda-se o tempo necessário para desenvolvimento da coloração e efetua-se

a leitura no espectrofotômetro no comprimento de onda definido, aferido com o branco.

no comprimento de onda definido, aferido com o branco. Métodos de quantificação:  Utilização de gráficos

Métodos de quantificação:

Utilização de gráficos de calibração.

Medições com a relação de Lambert-Beer.

Métodos de adição padrão.

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Exercício:

As leituras em espectrofotômetro de cinco soluções padrão para elaboração da correlação teor de ferro versus absorvância apresentaram os seguintes resultados:

Em função dos dados: a. Trace o gráfico de absorvância versus teor de ferro, em
Em função dos dados:
a. Trace o gráfico de absorvância
versus teor de ferro, em mg/L.
b. Calcule o teor de Fe da amostra
de água que apresentou abs = 0,296

através da correlação traçada.

c. Plote o gráfico de regressão linear Teor de Fe X Absorvância com os mesmos dados,

em planilha eletrônica, determine a equação da reta e o coeficiente de correlação R;

d. Calcule o teor de ferro da mesma amostra pela equação da reta obtida na regressão;

e. Calcule o teor de ferro da mesma amostra utilizando a relação de Lambert-Beer.

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3. ESPECTROSCOPIA NA REGIÃO DO INFRAVERMELHO

3.1. Histórico

Isaac Newton demonstrou em 1665-66 que a luz branca, como a luz do Sol, ao passar por

um prisma se decompõe em luz de diferentes cores, formando um espectro como o arco- íris. O físico também demonstrou que, próximo ao espectro da cor vermelha, havia uma

energia que, apesar de invisível, era percebida pela geração de uma onda de calor. Nesta experiência, Newton colocou um termômetro na região do feixe invisível e constatou a presença da radiação eletromagnética, pela elevação da temperatura, comprovando assim,

a existência da radiação infravermelha.

Em março de 1800, o também físico Herschel, repetindo a experiência de Newton, colocou uma amostra de água no caminho do feixe da radiação infravermelha, após o prisma e antes do termômetro, e observou uma redução da temperatura caracterizando a absorção da radiação infravermelha pela amostra. Herschel provou também, que variando

a posição do prisma, a amostra absorvia quantidades diferentes da onda eletromagnética.

No entanto, a técnica passou a ser desenvolvida no início do século XX e é aplicada na

Química a mais de 100 anos, alternando situações:

1910 a 1930- Desenvolvimento de espectrofotômetros em centros de pesquisa; 1940- Aparecimento de equipamentos comerciais; 1950- Crescimento de métodos analíticos baseados em espectrofotometria de IV; 1960- Queda do uso da técnica, principalmente pelo crescimento de outras técnicas instrumentais, como a cromatografia; 1970- Renascimento da utilização do infravermelho após o desenvolvimento de espectrofotômetros por Transformada de Fourrier, mais rápidos e precisos; 1980- Desenvolvimento de novos métodos para preparação de amostra, como os sistemas de reflectância, aumentam a versatilidade da técnica; 1990- Grande crescimento da análise quantitativa por infravermelho, com utilização de computadores muito rápidos e aplicação de técnicas estatísticas muito avançadas. Explosão da utilização dos equipamentos de infravermelho próximo em aplicações “on- line”, para controle de processo.

3.2. Região Espectral: = 0,70 a 200(14000 a 50 cm -1 )

Infravermelho Distante: = 15,4 a 200Infravermelho Médio: = 2,5 a 16(região comum ou fundamental) Infravermelho Próximo: = 2,5 a 0,70

INFRAVERMELHO MÉDIO
INFRAVERMELHO
MÉDIO

Para cada região uma aplicação Infravermelho Distante:

Infravermelho Médio:

Infravermelho Próximo:

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(cm -1 )

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3.3. Instrumentação

O prisma foi o primeiro tipo de monocromador utilizado em espectrofotômetros na região

do infravermelho, mas desde o início dos anos 60, foi substituído pelas redes de difração (grades). No entanto, a grande evolução da técnica aconteceu no final dos anos 70 com a inclusão da Transformada de Fourrier, um cálculo matemático que trata todos os números de ondas simultaneamente, tornando a execução de espectros mais rápida e precisa.

Espectrofotômetro Dispersivo

Boa Resolução: alguns modelos chegaram a ter resolução excelente

Alto tempo de análise (mínimo 3 minutos para 1 scan);

Baixa precisão quantitativa;

Baixa sensibilidade;

Grande número de partes móveis

Não há referência interna.

Espectrofotômetro por Transformada de Fourrier

Alta Resolução: alguns modelos chegam a 3.10 -3 cm -1 de resolução.

Baixíssimo tempo de análise (chegam a 20/30 scans por segundo);

Alta precisão quantitativa;

Alta sensibilidade;

Baixíssimo número de partes móveis

Referência interna por laser de comprimento de onda definido.

Fontes de Radiação

Barra Cerâmica

Filamentos de Nernst: Óxidos de Zircônio, Tório, Irídio e Érbio.

As fontes são aquecidas a cerca de 1500° C e emitem radiações no infravermelho.

Alguns Detectores

DTGS: Sulfato de triglicina deuterado;

DLaTGS (Deuterated Triglycine Sulfate doped with LAlanine): janelas de KBr, controlador de temperatura: alta sensibilidade.

MCT: Telureto de mercúrio e cádmio;

PAS: Detector fotoacústico.

3.4. Unidades mais utilizadas

Físico-Químico ------------ A°= 10 -1 nm Químico Analítico --------- e nm Químico Orgânico --------- número de onda = 1/(cm -1 )

 (cm -1 ) = 1 x 10.000  ()
 (cm -1 )
= 1
x 10.000
 ()

Exercícios:

Um espectro de éster apresenta a carbonila em 5,74 . Calcule esta absorção em cm -1 .

A C-O-C de um éter absorveu em 1110 cm-1. Calcule em microns.

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15
15

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Um espectro de Infravermelho

ESPECTROSCOPIA

Um espectro de Infravermelho ESPECTROSCOPIA Prof. MSc. MERY DOS SANTOS FILHO 16 Reprodução Proibida

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16
16

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ESPECTROSCOPIA

4. PREPARAÇÃO DE AMOSTRAS

4.1. Amostras Líquidas

- Filme Capilar: gota de amostra entre duas janelas, montadas em suporte adequado.

- Cela selada desmontável: preparada montando-se um sistema de duas janelas (uma com

furos) separadas por um espaçador (de espessura definida), preso num suporte apropriado; a amostra é injetada num dos furos do suporte, formando um filme de espessura definida pelo espaçador. Muito aplicada para análises quantitativas. - Tipos de janelas: são escolhidas pela faixa de transmissão, pelo custo que apresentam e pelo grau de higroscopicidade. A tabela mostra as janelas mais usadas.

 

Faixa de Transmissão (cm -1 )

Solubilidade em g/100g de água

 

Tipos de janela

Observações

   

NaCl

40.000

- 625

36,0 a 20° C

Higroscópico.

KBr

40.000

- 385

65,2 a 20° C

Higroscópico.

CsI

33.000

- 200

160,0 a 61° C

Higroscópico.

ZnSe policristalino

10.000

- 515

Insolúvel

Pouco solúvel em ácidos.

Polietileno alta densidade

625 - 30

Insolúvel

Baixo custo.

Limpeza e polimento das janelas As janelas devem ser limpas com papel absorvente não áspero, preferencialmente seco. Para janelas higroscópicas: utilize solvente adequado e isento de água; janelas não higroscópicas: água. Quando apresentam riscos ou aspecto embaçado: polir sobre papel pouco áspero molhado com metanol, ou usando kits de polimentos.

4.2. Sólidos

- Pastilha de KBr: pastilha preparada pulverizando a amostra com KBR e prensando à

alta pressão, em um molde especial. - Filme Fundido: a amostra é fundida entre duas janelas e mantida quente durante a execução do espectro. Deve-se tomar um cuidado especial quando o composto começa a cristalizar.

%T

80

60

40

20

-0

%T

100

80

60

40

20

%T 80 60 40 20 -0 %T 100 80 60 40 20 PPG 1750 + 40%
PPG 1750 + 40% EO Bat. 2970
PPG 1750 + 40% EO Bat.
2970

2869

Fundido

PPG 1750 + 40% EO Bat 2884
PPG 1750 + 40% EO Bat
2884

Fundido

PPG 1750 + 40% EO Bat 2884 Fundido
PPG 1750 + 40% EO Bat 2884 Fundido
2869 Fundido PPG 1750 + 40% EO Bat 2884 Fundido PPG 1750 + 40% EO Bat.

PPG 1750 + 40% EO Bat.

ATR Germânio com correção

1251 840 1297 933 1454 1345 1373 1104 1106
1251
840
1297
933
1454
1345
1373
1104
1106
1242 963 1280 842 1061 1147 1112 1359 1343
1242 963 1280 842 1061 1147 1112
1242
963
1280
842
1061
1147
1112

1359

1242 963 1280 842 1061 1147 1112 1359 1343

1343

1242 963 1280 842 1061 1147 1112 1359 1343
1242 963 1280 842 1061 1147 1112 1359 1343
PPG 1750 + 40% EO Bat ATR Germânio corrigido
PPG 1750 + 40% EO Bat
ATR Germânio corrigido

3000

4000

1500

Wavenumbers (cm-1)

1000

500

20002000

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17
17

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ESPECTROSCOPIA

- Sistema “Mull”: mistura de pequena porção de amostra com uma gota de Nujol ou outra substância conveniente, até obtenção de uma pasta, que é aplicada no sistema de filme capilar. Deve-se considerar os picos do Nujol na interpretação do espectro. - Soluções: preparação de soluções de amostra em solventes de poucas absorções no infravermelho e aplicando no sistema de cela selada para líquidos.

4.3. Gases

Análise realizada em células especiais para substâncias gasosas, normalmente, de 10 cm

de comprimento com pressão de 50 mm de Hg.

A análise de gases é pouco utilizada em infravermelho exceto quando interfaceado a

outro equipamento (cromatógrafo, por exemplo) que esteja ligado diretamente ao

espectrofotômetro de infravermelho.

4.4. Polímeros e Substâncias que formam filmes

Normalmente utilizado um filme prensado a quente, preparado em prensas com controle

de temperatura com modelos conhecidos por Hot Press Film ou Universal Film Maker,

que geram filmes uniformes de 15 a 250 mm, com até 5% de precisão na sua espessura. Na ausência da prensa, o polímero pode ser fundido sobre placa de teflon ou pedaço de folha de alumínio e prensado com o auxílio de um bastão de vidro até se obter a menor espessura possível. Do teflon, após resfriar, o filme pode ser destacado; já o alumínio, é dissolvido em solução diluída de ácido clorídrico. O filme obtido por qualquer das duas técnicas é adaptado num suporte de pastilha ou de janelas, para execução do espectro. Outra forma de preparação é o filme formado a partir da evaporação do solvente: a amostra é solubilizada em solvente apropriado e a solução é espalhada sobre uma janela ou sobre uma célula de ATR. O solvente é evaporado, com utilização de um secador a

base de ar quente deixando um filme fino da amostra, sobre a superfície da janela.

4.5. Técnicas de Reflectância

Por algumas amostras, a radiação infravermelha não passa. Então, o infravermelho pode

ser medido por técnicas de reflexão.

AMOSTRA

Utilizados para sólidos, líquidos, substâncias opacas, filmes e em análises de superfícies,

os acessórios específicos para espectros em reflectância possuem sistemas próprios de cada fabricante, porém, obedecendo aos mesmos princípios.

- MIR - Reflectância Interna Múltipla:

- ATR - Reflectância Total Atenuada:

- DRIFT - Reflectância Difusa:

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18
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ESPECTROSCOPIA a= Reflexão do cristal b= Reflectância especular na amostra: a radiação bate e volta

ESPECTROSCOPIA

a= Reflexão do cristal b= Reflectância especular na amostra: a radiação bate e volta no mesmo ângulo. c= Absorção e reflexão difusas na amostra: a radiação incide, bate na amostra e volta, bate em outra partícula e volta. d= Absorção total pela amostra: radiação incidente atravessa completamente a amostra (técnicas de transmissão).

completamente a amostra (técnicas de transmissão). Superfície polida reflexão especular Superfície irregular

Superfície polida reflexão especular

Superfície irregular reflexão difusa

ATR: Talvez seja a técnica mais utilizada, após as técnicas de transmissão. Baseada na reflexão especular de superfícies:

Quando um material que absorve seletivamente a radiação IV é colocado em contato com um cristal de ATR, o feixe penetrará numa camada fina da superfície da amostra e perderá energia naqueles comprimentos de onda, onde o material absorve. A intensidade é atenuada e, daí, o nome reflectância total atenuada. Simplificando, será obtido um espectro da superfície da amostra. Os espectros obtidos são similares aos de absorção (mesmos picos, mas com intensidades diferentes). Somente uma pequena parte da radiação incidente entra em contato com a amostra.

Portanto, espécies altamente absorventes podem ser analisadas. A espessura da amostra é uma função do comprimento de onda e é relativamente pequena. Os acessórios são de fácil manipulação e podem ser usados para líquidos viscosos,

sólidos, fibras, pastas, suspensões, etc

diretas e não destrutivas, não necessitando de nenhum tipo de preparação de amostra.

As técnicas de reflexão múltipla são, geralmente,

DRIFT: A reflectância difusa é oriunda de diferentes processos simultâneos: refração, transmissão, reflexão, difração e dispersão. - Superfícies ásperas ou irregulares refletem o feixe eletromagnético em diferentes ângulos. - O feixe incidente, mesmo sendo paralelo da origem a um feixe refletido em várias direções: o feixe sofre difusão reflexão difusa.

direções: o feixe sofre difusão  reflexão difusa. Prof. MSc. MERY DOS SANTOS FILHO 19 Reprodução

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19
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ESPECTROSCOPIA

- A técnica necessita de um mínimo de preparação de amostra, com a vantagem de ter

alta sensibilidade (pode chegar a ppm de concentração). A técnica é utilizada para sólidos puros ou em pastilhas de KBr, superfícies irregulares e materiais duros, incluindo materiais muito opacos e pouco absorventes.

Sondas de fibra ótica Sondas com cabos de fibra ótica ligadas diretamente do espectrofotômetro à amostra, são muito utilizadas, mas com maior versatilidade na região do infravermelho próximo (Near Infrared ou simplesmente NIR). Vários modelos no mercado com sistemas amostradores baseados em transmitância, reflectância e transflectância.

4.6. Técnicas de Separação

A análise de misturas pode ser facilitada pela extração dos seus componentes. As

principais técnicas usuais de separação são adotadas com frequência.

- Extrações por solventes: utilizadas extrações de duas fases, extrações Soxhlet, etc.

- Cromatografia: utilizando técnicas que se baseiam no recolhimento das frações eluídas dos cromatógrafos, em recipientes especialmente preparados.

- Cromatografia de coluna: separação feita por diferença de polaridade ou por troca

iônica e os componentes separados podem ser analisados pelo infravermelho em solução

ou puros, após evaporação do solvente utilizado como eluente.

- Cromatografia de camada delgada: normalmente utilizadas 2 placas preparativas de

alumínio com leito de sílica, sendo uma delas revelada, para mostrar a posição das

manchas e a outra placa é utilizada para extração dos componentes separados.

4.7. Técnicas Acopladas

- Microespectroscopia de infravermelho: aplicada

amostras e superfícies impregnadas - aplicação em medicina e perícia criminal.

em

pequenas

quantidades

de

- Cromatografia: a versatilidade da cromatografia como técnica de separação, torna um sistema GC/FTIR altamente viável, que permite a execução de espectros de cada componente de uma mistura, assim que estes eluam da coluna.

- Cromatografia e espectrometria de massas: imagine as vantagens de se obter

simultaneamente, um cromatograma e os espectros de infravermelho e de massas de cada componente eluído da cromatografia. Um sistema GC/FTIR/MS torna isto possível.

- Pirolise e Analise Térmica: permitem que gases e líquidos obtidos em degradações

térmicas de amostras sejam analisados no infravermelho, através de células especiais,

com interfaces semelhantes às utilizadas no sistema GC/FTIR.

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ESPECTROSCOPIA

5. EFEITOS DE RADIAÇÃO INFRAVERMELHA NA ENERGIA VIBRACIONAL

m 1 m 2
m 1
m 2

A ligação química como Mola

A incidência de radiação infravermelha na molécula provoca vibrações excitadas por mudança no momento de dipolo. As vibrações são semelhantes ao movimento de duas bolas presas a uma mola.

5.1- Vibrações Fundamentais Bandas Fundamentais Quando uma molécula heteronuclear vibra a distância interatômica entre os átomos muda, assim como seu momento dipolar. A vibração da molécula produz um campo dipolo elétrico alternado, cuja magnitude muda periodicamente a uma frequência igual à frequência de vibração. É este campo dipolo elétrico que interage com o componente elétrico da radiação eletromagnética, causando um aumento na absorção de energia, que observamos no espectro de infravermelho. Neste caso, a vibração fundamental é ativa ao infravermelho. De forma mais simples, podemos dizer que quando a frequência da

radiação incidente corresponde à frequência da vibração, a molécula absorve a radiação.

A quantidade de radiação absorvida pela molécula versus a frequência da radiação

fornece o espectro de infravermelho. Em uma molécula diatômica homonuclear não ocorre mudança do momento dipolo com

a vibração devido à simetria e, portanto, não aparece nenhum campo dipolo elétrico

alternado. A molécula, então, não absorve radiação na região do IV, não gera espectros e dizemos que a vibração fundamental é inativa ao infravermelho.

São Ativos ao Infravermelho:

- Qualquer vibração molecular que possua carga elétrica.

- Moléculas diatômicas heteronucleares: CH, CO, HCl, etc.

- Vibrações assimétricas em moléculas poliatômicas.

- Grupos funcionais ligados a polímeros.

São Inativos ao Infravermelho:

-

-

A

razão das vibrações é de milhões de ciclos/segundo e nunca para. Cada vibração tem

uma frequência única, que depende:

- Da força da ligação química entre os átomos;

- Da massa de cada átomo.

Par de átomos: comparado a um oscilador harmônico simples, como duas bolas ligadas

por uma mola.

O cálculo da posição de absorção no espectro, de um par de elétrons com vibração

fundamental na forma de estiramento pode ser feito pelas equações:

na forma de estiramento pode ser feito pelas equações: k = Prof. MSc. MERY DOS SANTOS

k =

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µr =

c =

=

=

ESPECTROSCOPIA

Constante de força: medida da energia de ligação entre o par de átomos, que pode ser calculada empiricamente ou obtida da literatura. Os valores de constantes de força giram normalmente em torno de 105 dinas/cm.

A massa reduzida do par de átomos é calculada pela expressão:

m

1 e m 2 = massas atômicas dos 2 átomos envolvidos na vibração

N

= número de Avogadro

5.2. Bandas de Combinação

São bandas resultantes da soma ou diferença entre duas ou mais bandas fundamentais.

Normalmente são bandas de intensidade fraca.

5.3. Bandas de Acoplamento

São bandas resultantes da interação entre transições fundamentais, que levam à duas

absorções, ao invés de uma:

que levam à duas absorções, ao invés de uma:  N-H 1500 cm -1 1550 cm
 N-H 1500 cm -1 1550 cm -1  C-N 1380 cm -1
 N-H
1500 cm -1
1550 cm -1
 C-N
1380 cm -1

5.4. Ressonância de Fermi

Banda que resulta da interação entre fundamental e “sobretom” (overtone) ou banda de

combinação. Mais forte quando ambas são degeneradas. Exemplo:

O C Cl
O
C Cl
1760 - 1720 cm -1
1760 - 1720 cm -1

875 cm -1 x 2 = 1730 cm -1

As vibrações “overtones” correspondem a transições entre o nível vibracional fundamental e o segundo ou o terceiro níveis vibracionais, conforme mostrado na figura:

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22
22

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Estado
Estado

E

n

e

r

g

i

a

1º Overtone

1º Estado Excitado

Distância Interatômica

ESPECTROSCOPIA

5.5. Classificação das Vibrações Classificadas em estiramentos (), que alteram o comprimento das ligações, e deformações angulares (), que alteram seus ângulos.

deformações angulares (  ), que alteram seus ângulos. Estiramento Assimétrico (  a ) 2926

Estiramento Assimétrico (a ) 2926 cm -1

Estiramento Simétrico (s ) 2853 cm -1

cm - 1 Estiramento Simétrico (  s ) 2853 cm - 1 Deformações Angulares no

Deformações Angulares no Plano

Simétrica 720 cm -1

Assimétrica 1468 cm -1

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23
23

Deformações Angulares fora do Plano

Simétrica 1305 cm -1

Assimétrica 1305 cm -1

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ESPECTROSCOPIA

6. FREQUÊNCIAS DE LIGAÇÕES - INTERPRETAÇÃO DE ESPECTROS

INFRAVERMELHO MÉDIO

INFRAVERMELHO MÉDIO

INFRAVERMELHO MÉDIO
INFRAVERMELHO MÉDIO
INFRAVERMELHO MÉDIO
INFRAVERMELHO MÉDIO

4000

1450

850

400 (cm -1 )

A seguir, alguns exemplos de interpretação de espectros.

6.1. Hidrocarbonetos 6.1.1. Alcanos:

Caracterizado pela ligações C-H e C-C de C sp3 (alifático saturado) C-H ()= 2840 - 3000 cm -1 CH 3 ()= 2960 (s) e 2870 (a) cm -1 CH 3 ()= 1450 (s) e 1375 (a) cm -1 Dois ou três CH 3 ligados a um mesmo carbono (CH 3 geminais): 2 ou mais picos na região de 1375 cm -1 - ligação guarda-chuva (umbrella).

CH 3

CH 3

C
C

H

ou

CH 3

CH 3 CH 3

3

CH

Estas situações geram dois ou mais picos entre 1380 e 1350 cm -1 .

100

80

60

40

20

0

mais picos entre 1380 e 1350 cm - 1 . 100 80 60 40 20 0

1464

picos entre 1380 e 1350 cm - 1 . 100 80 60 40 20 0 1464

1368

1379

1380 e 1350 cm - 1 . 100 80 60 40 20 0 1464 1368 1379

2-Methylbutane

1700

1600

1500

1400

1300

Wavenumbers (cm -1)

100

80

60

40

20

0

-20

1368 1375

1368

1375

Wavenumbers (cm -1) 100 80 60 40 20 0 -20 1368 1375 1385 1462 2,3-Dimethylpethane 1700
Wavenumbers (cm -1) 100 80 60 40 20 0 -20 1368 1375 1385 1462 2,3-Dimethylpethane 1700

1385
1462

2,3-Dimethylpethane

1700

1600

1500

1400

1300

Wavenumbers (cm -1)

CH 2 : grande número de estiramentos e deformações por todo o espectro - principais:

CH 2 () = (s) e (a) em ~2925 cm -1 Portanto, sempre aparece apenas um pico. CH 2 () = 1460 (s) cm: aparece sobreposto à CH 3 em 1450 cm -1 em, normalmente, apenas um pico em ~1460 cm -1 , que pode ter um pequeno ombro em 1450 cm -1 . CH 2 () = 720 cm -1 (rocking; CH 2 4): a observação de um pico nesta região informa a presença de no mínimo 4 CH 2 ligados entre si, dando uma ideia de tamanho de cadeia (-CH 2 CH 2 CH 2 CH 2 -).

-C-H: a ligação C-H tri-substituída apresenta absorções fracas e de pouca utilidade.

C-C: também apresenta absorções fracas e não utilizadas em interpretação.

Nota: Para cicloalcanos a ligação C-H é detectada acima de 3000 cm -1 . O carbono toma caráter de Csp 2 .

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24
24

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ESPECTROSCOPIA

100 90 80 70 726 60 50 1379 40 30 1468 20 2961 2860 10
100
90
80
70
726
60
50
1379
40
30
1468
20
2961
2860
10
2926
0
4000 3000
20002000
1500
1000
Wavenumbers (cm -1)

6.1.2. Alcenos:

Incluem ligações C-H e C-C de C sp3 e C-H e C-C de C sp2 Caracterizados pelas ligações C=C () = 1620 a 1680 cm -1 . As ligações C-H de alcenos absorvem em diversas regiões e fornecem detalhes importantes para a sua identificação: C-H de C sp2 ()= > 3000 cm -1

CH (fora do plano)= 700-1000 cm -1 fornece tipo de substituição

CH (no plano)= 1000-1500 cm -1 : não modifica com o substituinte - não tem valor.

As deformações de C-H fora do plano ajudam a definir a estrutura de alcenos, desde que interpretadas com cuidado, pois, constantemente podem ser confundidas e são muito visíveis em compostos simples e bem definidos. Grupos vinil, grupo metileno terminal, compostos com substituição cis e trans, podem ser definidos nesta região.

90 80 1822 70 60 50 40 30 3078 909 20 1642 992 10 4000
90
80
1822
70
60
50
40
30
3078
909
20
1642
992
10
4000 3000
20002000
1500
1000
500
Wavenumbers (cm -1)

Grupo terminal vinil (-CH=CH 2 ): 2 picos de C-H fora do plano, 990 (C-H) e 910 cm -1 (C-H 2 ) e overtone em1880 e 1800 cm -1 (C-H 2 ). 1-Hexeno: C-H fora do plano - 992 e 909 e overtone - 1822 cm -1 . Grupo terminal metileno (R 2 C=CH 2 ):

C-H fora do plano - 880-900 cm -1 e overtone em 1800-1750 cm -1 .

Duplas dissubstituídas com radicais HC, absorções em:

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25
25

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ESPECTROSCOPIA

ESPECTROSCOPIA

Exercício: Observe os espectros abaixo e tente atribuir estas absorções:

90

90

80

70

 
70  

60

789

577

50

50

40

1657

30

 

932

30   932 695

695

20

 

10

10

2000

1500

1000

500

Wavenumbers (cm-1)

  751
 
751

751

90

90  
 

80

 
799

799

 

1670

70

60

 
60   876

876

1017

50

 

40

30

 
 

20

1455

967

967
 

10

 

2000

1500

1000

 

500

Wavenumbers (cm-1)

6.1.3. Alcinos Incluem ligações C-H e C-C de C sp3 e C-H e C-C de C sp Caracterizados pelas ligações CC. A tripla ligação entre dois carbonos normalmente apresenta-se na forma de pico fino e fraco: CC ()= 2050 - 2300 cm -1 . CC terminal (-CC-H) ()= 2050 - 2140 cm -1 CC dissubstituida (R-CC-R) ()= 2190 - 2260 cm -1 C-H de C sp (-CC-H) apresentam ()= 3310 a 3200 cm -1 (banda fina) e ()fora do plano= 680 a 600 cm -1 , que pode apresentar um overtone entre 1300 a 1200 cm -1 .

90 80 70 60 2118 1379 50 40 3310 30 1466 20 10 629 0
90
80
70
60
2118
1379
50
40
3310
30
1466
20
10
629
0
4000
3000
20002000
1500
1000
500
Wavenumbers (cm -1)

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26
26

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ESPECTROSCOPIA

6.1.4. Aromáticos Caracterizados por ligações C-H e C-C de C sp2 As ligações C-H de um anel aromático são similares às de um alceno (> 3000 cm -1 ) pela similaridade do C sp2 : C=C-H ()= 3030 - 3080 cm -1

do C s p 2 : C= C-H (  )= 3030 - 3080 cm -

As insaturações do anel aparecem em 4 picos, entre 1600 e 1400 cm -1 :

C=C () = 1600, 1585, 1500 e 1450.

Nota: O pico em 1585 cm

outras duplas ou condições de ressonância. Substituições em anel aromático podem ser interpretadas em duas regiões do IV:

Bandas de sobretom (orvertone) e de combinação: 1650 - 2000 cm -1

C-H fora do plano ()= 650 - 900 cm -1 .

-1

aumenta de intensidade de acordo com a conjugação com

100 90 80 Overtones 70 1379 1572 60 50 1460 40 3086 1605 30 3026
100
90
80
Overtones
70
1379
1572
60
50
1460
40
3086
1605
30
3026
20
728
1495
695
10
0
4000
3000
20002000
1500
1000
500
Wavenumbers (cm -1)

Exercício: Atribua as ligações indicadas e identifique o composto:

Atribua as ligações indicadas e identifique o composto: 6.2. Álcoois e Fenóis Caracterização feita através dos

6.2. Álcoois e Fenóis Caracterização feita através dos estiramentos das ligações O-H e C-O-H. O-H: banda larga, de intensidade média a forte, entre 3200 a 3700 cm -1 , com ápice em torno de 3340 a 3370 cm -1 , tanto para álcoois, quanto para fenóis.

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27
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Reprodução Proibida

ESPECTROSCOPIA

C-O-H: absorve entre 1230 e 1000 cm -1 e ajuda a caracterizar cada composto:

C-O Fenóis = 1230 - 1200 cm -1

  C-O Álcoois: Primários = 1070 - 1000 cm -1 Secundários = 1130 -
C-O Álcoois: Primários = 1070 - 1000 cm -1
Secundários = 1130 - 1100 cm -1
Terciários = 1200 - 1150 cm -1 .
100
90
80
%
T
70
r
a
60
n
s
m
50
i
1379
t
40
t
a
30
1466
1046
n
c
20
e
1073
10
3340
4000
3000
20002000
1500
1000
500
Wavenumbers (cm-1)
100 90 80 % T 70 r a n 60 s m 50 i t
100
90
80
%
T
70
r
a
n
60
s
m
50
i
t
40
t
a
30
n
c
1375
20
e
1458 1109
10
3359
2971
0
4000
3000
20002000
1500
1000
500
Wavenumbers (cm-1)
100 90 80 % T 70 r a 60 n s m 50 i t
100
90
80
%
T
70
r
a
60
n
s
m
50
i
t
40
t
a
30
n
1472
c
20
e
10
1364
1202
3369
1381
0
2974
4000
3000
20002000
1500
1000
500
Wavenumbers (cm-1)

Os fenóis apresentam também as ligações de anéis aromáticos, portanto não podem ser confundidos com álcoois.

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28

Reprodução Proibida

ESPECTROSCOPIA

100 90 80 % T 70 r a 60 n s 50 m i t
100
90
80
%
T
70
r
a
60
n
s
50
m
i
t
40
3044
t
a
30
n
c
20
e
3369
10
1472
1223
689
0
1595
1499
753
4000
3000
20002000
1500
1000
500
Wavenumbers (cm-1)

6.3- ÉTERES Caracterizados por um forte pico de C-O-C em ~1110 cm-1, (de 1130 a 1100 cm -1 ), ou seja, região da impressão digital. Éteres cíclicos, C-O-C: larga região, desde 1250 até 910 cm -1 . CH 2 ligado ao oxigênio: () fora do plano (O-C-H 2 ) entre 980 e 820 cm -1 - 1 ou 2 picos.

(O- C-H 2 ) entre 980 e 820 cm - 1 - 1 ou 2 picos.

6.4. Aminas Caracterizadas por ligações N-H e C-N podem ser classificadas por estas absorções. As aminas primárias, apresentam 3 regiões características para a ligação NH 2 :

- 3550 e 3250 cm -1 mostra sempre dois picos para os estiramentos simétrico e assimétrico (A = 3550 - 3350 e S = 3450 - 3250 cm -1 );

- 1620 e 1580 cm -1 : no plano, banda larga, de fraca a média intensidade;

- 910 e 770 cm -1 : uma banda larga e de forte intensidade de “wag”, fora do plano. As aminas secundárias apresentam apenas um pico de estiramento de N-H, em 3450-

3250 cm -1 e uma banda larga e de forte intensidade de deformação “wag”, fora do plano,

em 750-680 cm -1 . As aminas terciárias não possuem ligações N-H.

A ligação C-N apresenta absorções semelhantes aos estiramentos C-O de álcoois entre

1250 e 1050 cm -1 e podem ajudar na classificação das aminas.

Quanto ao carbono C 1º -N (RCH 2 -N) absorção entre 1080 e 1050 cm -1 ;

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C 2º -N (R 2 CH-N), absorção em torno de 1150 cm -1 ; C 3° -N (R 3 C-N), absorção em torno de 1235 cm -1 . Quanto à substituição do nitrogênio Aminas primárias (RC-NH 2 ) absorve em 1080-1050 cm -1 ; Aminas secundárias (RC-NHR) absorção em ~1100 cm -1 ; Aminas terciárias (RC-NR 2 ) e 1050-1080 e 1200-1230 cm -1 (2 picos).

100 90 80 % T 70 r a 60 n s 50 m i t
100
90
80
%
T
70
r
a
60
n
s
50
m
i
t
40
3291
t
a
30
n
c
20
1377
e
730
1452
10
1142
2825
0
2971
4000
3000
20002000
1500
1000
500

Wavenumbers (cm-1)

100 90 80 % T 70 r a 60 n s m 50 i t
100
90
80
%
T
70
r
a
60
n
s
m
50
i
t
40
735
t
a
30
n
c
20
e
1467
1069
10
2806
1205
1384
0
2971
4000
3000
20002000
1500
1000
500
Wavenumbers (cm-1)
100
90
80
%
T
70
r
a
60
n
1088
3291
3388
s
1607
1384
50
m
i
t
40
1462
t
a
30
n
841
c
20
e
2874
10
0
2971
4000
3000
20002000
1500
1000
500
Wavenumbers (cm-1)
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6.5. Compostos Carbonilados

A forte intensidade dos picos de carbonilas se dá pela facilidade de formação de dipolos:

carbonilas se dá pela facilidade de formação de dipolos: A frequência da absorção depende do substituinte

A frequência da absorção depende do substituinte - C=O ()= 1550 - 1850 cm -1 :

Função

Grupo Funcional

Frequência da Absorção da C=O (cm -1 )

 

Aldeídos e

Cetonas

O

O R-C- H

R-C- H

O

O R-C-R

R-C-R

Aldeídos 1725 Cetonas 1710-1715

 

Ácidos

 

O

1760

- Monomérico - 1710 - Dimérico (enfraquece a

Carboxílicos

R-C-OH

R-C-OH

ligação e a K de força abaixa)

 

Ésteres

 

O

1740

R-C-OR

1

Amidas

 

O

O

1680

a

1615,

inclusive

para

as

amidas

cíclicas

R-C-NHR

1

(lactamas)

 

Sal orgânico

 

O

1615-1540 e 1400 (Me = metais - Na, K, Ca, etc.) - 2

(carboxilatos)

R-CO-Me

picos.

 

Anidridos

Anidridos 1880 - 1780  

1880

- 1780

 

(2 picos)

1820

- 1725

Em diversas funções a carbonila absorve em regiões muito próximas, o que poderia complicar a identificação. Outros detalhes ajudam a diferenciar as funções.

6.5.1. Aldeídos e Cetonas Além da carbonila, existem apenas ligações C-H e C-C, não havendo ligações de carbono com outros hétero-átomos. Aldeídos: carbonila ligada a um H ativo que, por ressonância de Fermi da de C-H, apresenta dois picos (overtones) entre 2650 e 2880 cm -1 :

O=C-H ()= 1400 cm -1 - por ressonância O=C-H overtones em 2740 e 2850 cm -1 (2 picos). Único composto que possui pico de ligação C-H, abaixo de 2800 cm -1 .

100 90 80 % T 70 3437 r Overtone a 60 Acetaldeido n s m
100
90
80
%
T
70
3437
r
Overtone
a
60
Acetaldeido
n
s
m
50
i
t
40
2733
2845
t
a
30
Overtones de  O= C-H
n
1428
O= C-H
c
20
e
- C=O
10
1726
4000
3000
20002000
1500
1000
500
Wavenumbers (cm -1)

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ESPECTROSCOPIA

Cetonas: C=O em torno de 1710 cm -1 , podendo aparecer um overtone, ocasionalmente, em 3400 cm -1 e um pico entre 1250 e 1030 cm -1 , proveniente do estiramento C-C ligado à carbonila -C-(C =O)-C-.

3408

Overtone

3408 Overtone 3000 Acetona 1715 - C=O
3408 Overtone 3000 Acetona 1715 - C=O

3000

Acetona

1715

- C=O

3408 Overtone 3000 Acetona 1715 - C=O

4000

3000

20002000

Wavenumbers (cm-1)

1500

1000

500

6.5.2. Ácidos Carboxílicos

A hidroxila ligada à carbonila dos ácidos carboxílicos é susceptível a formação de pontes

de hidrogênio, formando compostos diméricos:

O HO R-C C-R OH O
O
HO
R-C
C-R
OH
O

Como

dimérica, nesta condição, a banda de hidroxila apresenta- se de forma bem característica, desde 3600 até 2400 cm -1 .

sempre na forma

os

ácidos

carboxílicos

estão

Podemos ainda observar dois picos de de OH ligados à C=O, em 1420/1410 cm -1 (no plano) e entre 960 e 900 cm -1 (fora do plano).

100 90 80 OH 70 60 50 mittance 943 40 Ácido Hexanoico 1417 30 20
100
90
80
OH
70
60
50
mittance
943
40
Ácido Hexanoico
1417
30
20
1711
10
0
4000
3000
20002000
1500
1000
500
Wavenumbers (cm -1)

6.5.3. Ésteres

Os ésteres apresentam a ligação C-O-C ligada a C=O, que ajuda a caracterizá-los, entre 1100 e 1280 cm -1 . Para os acetatos, esta ligação aparece sempre entre 1220 e 1260 cm -1 ,

enquanto que para os demais ésteres alifáticos, aparece entre 1100 e 1220 cm -1 . Já a ligação C-O-C, normalmente é observada entre 1100 e 1000 cm -1 .

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Reprodução Proibida

ESPECTROSCOPIA

100 90 80 % T 70 r a n 60 s m 50 i t
100
90
80
%
T
70
r
a
n
60
s
m
50
i
t
40
t
a
30
n
c
20
e
10
100 90 80 % T 70 r a n 60 s m 50 i t 40
100 90 80 % T 70 r a n 60 s m 50 i t 40
100 90 80 % T 70 r a n 60 s m 50 i t 40

0

2990
2990
2990 787 1374 1048 1742 1240
787 1374 1048 1742 1240
787
1374
1048
1742
1240

4000

3000

20002000

1500

Wavenumbers (cm -1)

1000

500

6.5.4. Amidas Ligações N-H semelhantes às observadas para as aminas: amidas primárias, o NH 2 apresenta dois picos de ASS e SIM entre 3450 e 3150 cm -1 e pico de entre 1620 e 1580 cm -1 , muitas vezes fundido com o pico de carbonila, não sendo observado nos espectros; amidas secundárias, observa-se apenas um pico de estiramento para a ligação N-H, entre 3350 e 3200 cm -1 , mas, é comum o aparecimento de um pico de baixa intensidade entre 3120 e 3050cm -1 - overtone da de N-H, que é observado entre 1540 e 1560 cm -1 , indicando H em posição trans em relação à carbonila. Para H em posição cis, normalmente esta deformação de N-H aparece em torno de 1430 cm -1 . Amidas primárias e secundárias apresentam ainda, uma banda forte de deformação simétrica fora do plano (“wag”) de NH 2 ou NH entre 770 e 615 cm -1 . As amidas terciárias apresentam apenas o pico da carbonila, pois não possuem ligações N-H. Isto as diferencia das demais amidas. Ligação C-N apresenta estiramentos entre 1175 e 1050cm -1 e, normalmente são absorções semelhantes às ligações C-N das aminas, conforme já visto anteriormente.

100 90 80 % T 70 r a n 60 s m 50 i t
100
90
80
%
T
70
r
a
n
60
s
m
50
i
t
40
706
t
a
2943
30
1161
n
596
c
3100
20
1296
e
1372
1412
10
3302
1559
0
1657
4000
3000
20002000
1500
1000
500
Wavenumbers (cm -1)

6.6. Aromáticos Os compostos que têm grupos funcionais ligados diretamente a anéis aromáticos, além de apresentarem todas as absorções características dos compostos aromáticos, muitas vezes mostram as absorções dos grupos funcionais ligeiramente deslocadas em relação às funções alifáticas, conforme já vimos para os fenóis, cuja absorção do Ar-C-O-H

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ESPECTROSCOPIA

aparece entre 1230 e 1200 cm -1 , enquanto que, nos álcoois alifáticos, esta absorção aparece sempre abaixo de 1200 cm -1 . Nesta seção, mostraremos mais alguns exemplos.

6.6.1. Éteres Aromáticos

A C-O-C continua sendo uma absorção forte e passa a ser observada em dois picos:

ArC-O-CAl em torno de 1250 cm -1 ArC-O-CAl, que se desloca para 1050-1000 cm -1 .

90 % 80 T r 70 a n 60 s m i 50 t t
90
%
80
T
r
70
a
n
60
s
m
i
50
t
t
40
a
n
30
c
e
1036 -
20
4-(4-Metoxifenil)-1-butanol
1244
10
4000
3000
20002000
1500
1000
500
Wavenumbers (cm-1)

6.6.2. Aminas Aromáticas

As ligações N-H absorvem em regiões semelhantes aos das aminas alifáticas. Ligação ArC-N absorve em 1330-1250 cm -1 . Para amina secundária ou terciária, substituída por radical(is) alifático(s), a ligação ArC-N-C alifática absorve entre 1200 e 1050 cm -1 .

Nas aminas primárias, a de NH 2 , que absorve em torno de 1620-1615 cm -1 , normalmente não interfere na absorção da C=C aromática (1610-1600 cm -1 ), mas, pode provocar sobreposição, dificultando a interpretação da insaturação aromática. A deformação NH 2 “wag” absorve entre de 830 e 620 cm -1 .

90 % 80 T Anilina - Fenil amina r 70 a n 60 s m
90
%
80
T
Anilina - Fenil amina
r
70
a
n
60
s
m
i
50
3214
t
t
3437
40
a
n
3359
1277
30
c
e
1620
693
20
1601
749
10
4000
3000
20002000
1500
1000
500
Wavenumbers (cm-1)
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6.6.3. Outros Aromáticos

ESPECTROSCOPIA

Função

Grupo

Absorção

Frequência

Frequência

 

Funcional

 

Aromáticos

Alifáticos

   

(cm

-1 )

 

(cm

-1 )

Cetonas

Ar-C=O

C=O

mono = 1665 e di = 1615

1715

- 1710

Aldeídos

Ar-C=O

C=O

1700

- 1665

1725

- 1720

H

H

   

Ácidos

Ar-C=O

C=O

1695

1660

1710

Carboxílicos

OH

OH

 

Ésteres

Ar-C=O

C=O

1725

- 1695

1740

OR

OR

 

Sais orgânicos

Ar-C=O

C=O

1640

- 1540

1615

- 1540

(carboxilatos)

OMe

OMe

   

Nitro compostos

Ar-NO 2

C-NO 2

1550

1500

1550

1330

- 1350

1380

- 1360

Mercaptanas

Ar-S

S-H

2565

10

2600

- 2520

6.7. Compostos Inorgânicos

A aplicação da Espectrofotometria de Infravermelho na identificação de compostos

inorgânicos tem sido utilizada com algum sucesso. Compostos inorgânicos simples, como boretos, silicetos, nitretos, sulfetos e óxidos, não possuem absorção da radiação infravermelha entre 4000 e 600 cm -1 , mas, atualmente, os equipamentos têm se estendido até regiões em torno de 10 cm -1 . A maioria dos compostos inorgânicos possui absorção

no infravermelho distante, entre 200 e 10 cm -1 .

A região do infravermelho médio (de 4000 e 600 cm -1 ) é utilizada para identificação de

ânions poliatômicos, tais como, carbonatos, sulfatos, nitratos, etc. Os espectros são, normalmente, com bandas largas, de pouca resolução, mas, costumam ser características. Algumas das principais absorções de ânions poliatômicos no infravermelho médio:

Carbonatos, CO 3 = : duas bandas, forte em 1450-1410 e média em 850-885 cm -1 . Sulfatos, SO 4 = : bandas em 1150-1050 (forte) e 650-575 cm -1 (média). Fosfatos, PO 4 : banda em 1150-1000 (forte) e 2 a 3 picos em 650-550 cm -1 (médios).

100 90 2500 702 80 % T 70 r a 60 Carbonato de Sódio n
100
90
2500
702
80
%
T
70
r
a
60
Carbonato de Sódio
n
s
m
50
i
882
t
40
t
a
30
n
c
20
e
10
1449
4000
3000
20002000
1500 1000
500
Wavenumbers (cm -1)

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35
35

Reprodução Proibida

ESPECTROSCOPIA

100 90 80 % T 70 r a 60 n Sulfato de Sódio s m
100
90
80
%
T
70
r
a
60
n
Sulfato de Sódio
s
m
50
i
t
40
639
t
616
a
30
n
c
20
e
10
0
1127
1500
500
4000
3000
20002000
1000
Wavenumbers (cm -1)
100 90 % 80 T r 70 a n Fosfato de Sódio 60 s m
100
90
%
80
T
r
70
a
n
Fosfato de Sódio
60
s
m
Dibásico
i
50
t
949
t
40
546
a
n
861
1075
30
c
1159
e
20
10
4000
3000
20002000
1500
1000
500
Wavenumbers (cm -1)

7- Tabelas de Correlações Existem muitas tabelas de correlações na literatura de Espectrofotometria de

Infravermelho. Algumas delas estão nos livros utilizados como referência neste texto, que estão listados abaixo.

- Nakanishi, Koji, Infrared Absorption Spectroscopy Pratical

- Richard A. Nyquist and Ronald O. Kagel, Infrared Spectra of Inorgânic Compounds. Academic Press - New York and London - 1971

- An Infrared Spectroscopy Atlas for the Coatings Industry, by The Infrared Spectroscopy Committee of the Chicago Society for Coatings Technology - Published by Federation of Societies for Coatings Technology - 1980

- Charles J. Pouchert, The Aldrich Library of Infrared Spectra. Second Edition - Aldrich Chemical Company, INC. - Skoog, Douglas A., Holler, F. James, Nieman, Timothy A,. Princípios de Analise Instrumental. 5ª Edição, Editora Bookman, Porto Alegre, 2002.

Para uma rápida interpretação, as principais absorções dos grupos funcionais, listadas na tabela de correlação simplificada, devem ser conhecidas, chegando a uma identificação da função a que pertence o composto, seguindo consultas a tabelas específicas e, se possível, comparação com espectro padrão. É possível realizar análises quantitativas através de infravermelho médio, com excelente precisão, utilizando as mesmas técnicas de quantificação já estudadas em espectroscopia UV-visível.

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37

ESPECTROSCOPIA

Reprodução Proibida

ESPECTROSCOPIA

Tabela de Correlação Simplificada - Infravermelho

 

Tipo de Vibração

Frequência (cm -1 )

Intensidade

C-H

Alcanos

(estiramento)

3000 - 2850

Forte

-CH

3

(deformação)

1450 e 1375

Médio

- -CH 2 - 4

-CH

2

(deformação)

1465 - 1460 730 - 720

Médio

Médio

Alcenos

(estiramento)

3100 - 3000

Médio

 

(deformação)

1700 - 1000

Forte

 

Aromáticos

(estiramento)

3150 - 3050

Forte

(deformação fora do plano)

1000 - 650

Forte

Alcinos

(estiramento)

~3300

Forte

Adeídos

2900 - 2800

Fraco

 

(O= C-H)

2800 - 2700

Fraco

C-C

Alcanos

Usualmente

C=C

Alcenos

não interpretada 1680 - 1600

Médio - Fraco

Aromáticos

1610 - 1400

Médio - Fraco

CC

Alcinos

2250 - 2100

Médio - Fraco

C=O

Aldeídos Cetonas Ácidos Carboxílicos Ésteres Amidas

1740 - 1710 1725 - 1705 1725 - 1700 1750 - 1725 1690 - 1620

Forte Forte Forte Forte Forte

Anidridos (2 Picos)

1880 - 1780

Forte

 

1820

- 1725

Forte

 

Sais Orgânicos (2 Picos)

1615 - 1540

Forte

 

~1400

Médio - Fraco

C-O

Álcoois, éteres, ésteres

 

Ácidos Carboxílicos

1300 - 1000

Forte

Acetatos

1260 - 1220

Forte

O-H

Álcoois - Fenóis

3650 - 3200

Médio

Ácidos Carboxílicos

3600 a 2300

Médio

N-H

Aminas Primárias e Secundárias

3500 - 3100

2280 - 2200

Médio

C-N

Aminas - Amidas

1200 - 1000

Médio

CN

Nitrilas

Médio

N=O

Nitro (R-NO 2 ) (2 Picos)

1600 - 1500

Forte

 

1400

- 1300

Forte

C-X

Fluoreto

 

1400 - 1000

Forte

Cloreto

800 - 600

Forte

Brometo - Iodeto

< 600

Forte

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EXERCÍCIOS: Identificação de compostos

ESPECTROSCOPIA

1. Identifique os 2 compostos C = 54,5%; H = 9,1%; O = 36,4% PM = 88

os 2 compostos C = 54,5%; H = 9,1%; O = 36,4% PM = 88 2.

2. Determine as estruturas dos compostos a seguir:

100 90 80 70 Espectro 3 726 60 PM = 86 50 1379 40 30
100
90
80
70
Espectro 3
726
60
PM = 86
50
1379
40
30
1468
20
2961
2860
10
2926
0
4000
3000
20002000
1500
1000
Wavenumbers (cm -1)
100 1584 90 80 % 1744 T 70 1802 r 1865 a 1942 60 n
100
1584
90
80
%
1744
T
70
1802
r
1865
a
1942
60
n
s
1375
Espectro 4
50
m
i
t
40
C
8 H 10
t
a
30
1605
n
3077
c
2877
20
e
2931
10
1453
745
3031
1495
697
2962
4000
3000
20002000
1000
Wavenumbers (cm -1)
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ESPECTROSCOPIA

2- Os espectros 7 e 8 pertencem à compostos de fórmula molecular C 3 H
2- Os espectros 7 e 8 pertencem à compostos de fórmula molecular C 3 H 7 NO. Identifique
os compostos e justifique as principais absorções.
100
90
80
%
T
r
70
a
n
60
s
m
50
Espectro 5
i
t
40
706
t
a
2943
30
1161
n
596
c
3100
20
1296
e
1372
1412
10
3302
1559
0
1657
4000
3000
20002000
1500
1000
500
Wavenumbers (cm -1)
100 90 80 % T 70 r a 60 n s 50 m i t
100
90
80
%
T
70
r
a
60
n
s
50
m
i
t
40
t
a
30
n
c
20
e
10
0
2858 2928 1258 658 Espectro 6 1092 1387 1676
2858
2928
1258
658
Espectro 6
1092
1387
1676

4000

3000

20002000

Wavenumbers (cm -1)

1000

3- Os espectros abaixo são de compostos com fórmulas moleculares C 8 H 10 .
3- Os espectros abaixo são de compostos com fórmulas moleculares C 8 H 10 . Interprete as
ligações indicadas e de nome aos compostos. Explique sua identificação.
80
1698
1899
1938
1787
60
%T
1601
1382
40
2888
3065
Composto 7
Fórmula Molecular: C8 H10
2929
740
1465
20
3018
1494
1716
80
1790
1891
1630
60
%T
1379
40
Composto 8
1453
3053
2876
Fórmula Molecular: C8 H10
796
3024
20
1515
2917
4000
3000
20002000
1500
1000
Wavenumbers (cm-1)
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ESPECTROSCOPIA

4- Os espectros abaixo pertencem aos compostos hexano e 2-metilpentano, de fórmula molecular C 6 H 14 . Identifique os compostos e explique sua identificação.

80 Espectro 9 %T 60 Molecular Formula: C6 H14 1363 40 1381 2962 1470 20
80
Espectro
9
%T
60
Molecular Formula: C6 H14
1363
40
1381
2962
1470
20
2873
80
Espectro 10
Molecular Formula: C6 H14
60
724
%T
40
2861
1375
2962
1464
20
4000
4000

20002000

Wavenumbers (cm-1)

1000
1000

5. Identifique o composto abaixo, de resíduo insolúvel obtido na extração em etanol de uma amostra contendo mistura de compostos orgânicos e inorgânicos.

amostra contendo mistura de compostos orgânicos e inorgânicos. Prof. MSc. MERY DOS SANTOS FILHO 41 Reprodução

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41
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BIBLIOGRAFIA

ESPECTROSCOPIA

Silverstein, R. M., Bassler, G. C., Morrill, T. C., Identificação espectrométrica de compostos orgânicos 5ª ed., LTC.

Alice Machado Lemos e outros, Espectroscopia Visível e Ultravioleta, Universidade Federal de Santa Maria - Centro de Ciências Naturais e Exatas - Santa Maria, RS, Brasil, 2009.

Nakanishi, Koji, Infrared Absorption Spectroscopy Pratical

Richard A. Nyquist and Ronald O. Kagel, Infrared Spectra of Inorgânic Compounds - Academic Press - New York and London - 1971

An Infrared Spectroscopy Atlas for the Coatings Industry, by The Infrared Spectroscopy Committee of the Chicago Society for Coatings Technology - Federation of Societies for Coatings Technology - 1980

Charles J. Pouchert, The Aldrich Library of Infrared Spectra - Second Edition - Aldrich Chemical Company, INC.

Jeffery, Bassett, Mendham, Denney, Análise Química Quantitativa Vogel, 5ª Edição - Livros Técnicos e Científicos Editora S.A.

Allinger, Cava, De Jongh, Johnson, Lebel, Stevens, Química Orgânica, 2ª Edição - Editora Guanabara Koogan S.A.

Smith, A. L., Applied Infrared Spectroscopy, 1979, John Wiley & Sons, New York.

Hummel, D. O., Scholl, F., Atlas of Polymer and Plastics Analysis, Verlag Chemie GmbH, Weinheim.

CIENFUEGOS, Interciência, 2000

Freddy,

VAITSMAN,

Delmo.

Analise

instrumental.

Rio

de

Janeiro:

SKOOG, Douglas A., HOLLER, F. James, NIEMAN, Timothy A., Princípios de analise instrumental. 5.ed. Porto Alegre: Bookman, 2002.

Nicolet Instrument Corporation. Técnicas preparación muestras. Spectroscopic Solutions, 97.

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42
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TABELAS DE CORRELAÇÃO

ESPECTROSCOPIA

- Allinger, Cava, De Jongh, Johnson, Lebel, Stevens, Química Orgânica, 2ª Edição
- Allinger, Cava, De Jongh, Johnson, Lebel, Stevens, Química Orgânica, 2ª Edição

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Reprodução Proibida

ESPECTROSCOPIA

- Allinger, Cava, De Jongh, Johnson, Lebel, Stevens, Química Orgânica, 2ª Edição
- Allinger, Cava, De Jongh, Johnson, Lebel, Stevens, Química Orgânica, 2ª Edição

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ESPECTROSCOPIA

- Allinger, Cava, De Jongh, Johnson, Lebel, Stevens, Química Orgânica, 2ª Edição
- Allinger, Cava, De Jongh, Johnson, Lebel, Stevens, Química Orgânica, 2ª Edição

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ESPECTROSCOPIA

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- Nakanishi, Koji, Infrared Absorption Spectroscopy Pratical

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