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Apologética cristã Igreja Batista Antioquia. Escola bíblica dominical – 06/08/2017.
Apologética cristã Igreja Batista Antioquia. Escola bíblica dominical – 06/08/2017.

Apologética cristã

Igreja Batista Antioquia. Escola bíblica dominical – 06/08/2017.

Aula 01 – introdução.

Iremos tratar dos seguintes assuntos ao longo dos próximos onze domingos:

1) Por que propagar um cristianismo cuja história está cheia de violência? 2) A religião é uma ilusão? 3) É [politicamente] correto afrmar que só Jesus salva? 4) Como crer em um Deus amoroso que permite o sofrimento? 5) Como acreditar em milagres se a ciência não os confrma? 6) E se a homossexualidade for genética? 7) Por uma mente bíblica. 8) Elogio da tolerância.

Os desafios enfrentados pelo cristianismo:

Fig.: Nietzsche

De muitas maneiras e de diversos aspectos a fé cristã é colocada em prova.

Um dos principais expoentes da anti-flosofa denominada niilismo, F. Nietzsche, foi um dos mais ávidos combatentes do cristianismo.

expoentes da anti-flosofa denominada niilismo, F. Nietzsche, foi um dos mais ávidos combatentes do cristianismo.

Os problemas enfrentados pelo cristianismo:

Períodos, na história, de defesas do cristianismo:

Fig. Agostinho.

Os problemas enfrentados pelo cristianismo: Períodos, na história, de defesas do cristianismo: Fig. Agostinho.

Defensores de destaque:

Fig. Francis Shaefer

Defensores de destaque: Fig. Francis Shaefer

Opositores de destaque:

Fig.: Richard Dawkins

Opositores de destaque: Fig.: Richard Dawkins

Defensores contemporãneos

Fig.: Allister McGrath e Willian Lane Craig.

Defensores contemporãneos Fig.: Allister McGrath e Willian Lane Craig.
Defensores contemporãneos Fig.: Allister McGrath e Willian Lane Craig.
Defensores contemporãneos Fig.: Allister McGrath e Willian Lane Craig.

Algumas definições:

“A apologética [cristã] consiste (…) na área da teologia que se preocupa em defender intelectual e racionalmente a fé cristã histórica. Trata-se de um dever do cristão, pois, embora a defesa não seja de fato necessária, as pessoas a quem queremos alcançar com a graça salvadora de Jesus Cristo precisam dela. (…) faz parte, então, da evangelização. (…) não é para profssionais de teologia, mas para todo cristão interessado em apresentar a razão da fé que vivem (1Pe 3.15).

Os dez mandamentos do apologista critão.

1)Discuta com amor. 2)Seja humilde. 3)Amplie seu conhecimento da Bíblia, de modo a tornar a mente cada vez mais bíblica. 4)Cresça no aprendizado da refexão e da pesquisa lógica e racional. 5)Mantenha a autocrítica. 6)Comece do princípio. 7)Ouça sempre o outro lado. 8)Firme-se no foco, na meta da apologética. 9)Contribua para por a razão no seu devido lugar. 10)Dependa do poder do Espírito Santo.

Primeiro desafio:

Por quê propagar um cristianismo cuja história está cheia de vilolência?

A primeira pregunta a ser feita é: Há uma ordem direta para se propagar o cristianismo?

R: Mt 28.16-20.

Mas vejamos algmas situações ao longo da história:

Ano 324: Templos a deuses pagãos foram destruídos e alguns dos seus sacerdotes torturados até a morte por causa do edito de Constantino.

Séculos XI a XVI: Cruzadas. Segundo Bernardo de Clairvaux: Um cristão se gloria na morte de um pagão porque Cristo é glorifcado.

Século XIII: Igreja Católica Romana institui a inquisição para a defesa da fé. Ser judeu ou muçulmano (e posteriormente protestante) era crime; assim como praticar bruxaria e pensar diferente da igreja.

Dia de São Bartolomeu de 1572: Massacre dos huguenotes franceses em Paris (cerca de 60 mil).

Século XIX: Trafcantes de escravos ingleses colocavam o nome Jesus em seus navios. Fazendeiros protestantes na américa possuíam escravos; os pastores que defendiam a abolição eram punidos.

Século XX: Holocausto judeu ocorre na Alemanha nazista de A. Hitler e conta com a conivência de católicos e protestantes.

Como responder a alguém que afrma que o cristianismo é o responsável por episódios que foram citados acima?

O que não podemos esquecer:

1) Honestidade intelectual:

Onde encontramos no novo testamento um ensinamento que conduza à violência? R: Mt 5.39,44; 1Jo 3.18. 2) A natureza humana:

As atitudes individuais de certos cristãos só corrobora o que a Bíblia afrma a respeito do ser humano. Rm 7.18. 3) A validade da mensagem:

Não se pode negar a mensagem por causa da falha de suas testemunhas.

Apologética cristã Igreja Batista Antioquia. Escola bíblica dominical – 20/08/2017.
Apologética cristã Igreja Batista Antioquia. Escola bíblica dominical – 20/08/2017.

Apologética cristã

Igreja Batista Antioquia. Escola bíblica dominical – 20/08/2017.

Aula 02 – Mas a religião não é uma ilusão?

“O cristianismo não é uma série de verdades no plural, mas é a Verdade escrita com V maiúsculo. É a Verdade sobre a realidade total, não apenas sobre assuntos religiosos.”

“O cristianismo bíblico é a Verdade concernente à realidade total; é a propriedade intelectual dessa Verdade total, e então vive segundo essa Verdade.”

Francis Schaefer

Em discurso na universidade de Notre Dame – Abril de 1981

Desde tempo antigos pesa contra a religião pensamentos como esse:

“O pensamento religioso é para pessoas intelectualmente preguiçosas e psicologicamente frágeis.”

A partir do flósofo alemão Ludwig Feuerbach (1804 – 1872) a crença em Deus, em especial num Deus pessoal como o da bíblia, tem sido vista por agnósticos e ateus como o resultado da projeção da própria consciência humana.

como o da bíblia, tem sido vista por agnósticos e ateus como o resultado da projeção
Karl Marx, que retomou o pensamento de Feuerbach, propôs abolir a religião, com a felicidade

Karl Marx, que retomou o pensamento de Feuerbach, propôs abolir a religião, com a felicidade que ele considerava ilusória, para que houvesse felicidade verdadeira. O marxismo vê a religião como a ilusão que cria razões e desculpas para manter o status quo. Ele mesmo escreveu: “a religião é o soluço da cristura oprimida, o coração de um mundo sem coração, o espírito de uma situação carente de espírito. É o ópio do povo.”

Sigmund Freud insistiu que “a religião é uma ilusão e sua força deriva-se do fato

Sigmund Freud insistiu que “a religião é uma ilusão e sua força deriva-se do fato de que se ajusta a nossos desejos instintivos.”

Para Freud a religião nasceu da necessidade humana de proteção diante da natureza indomável e da necessidade humana da fgura de um pai perdido e de se reconciliar com as privações da vida cotidiana. Segundo ele, toda a religião, principalmente o cristianismo, é uma ilusão.

Bertrand Russel explicou que o cristão é aquele que acredita em Deus, aceita a ideia da imortalidade e reconhece como verdadeiros os ensinos de Jesus Cristo. Ele disse: “não acredito em Deus e na imortalidade e não acho que Cristo foi o melhor e o mais sábio dos homens, embora eu lhe conceda um grau muito elevado de bondade moral.”

A verdade em dois pavimentos:

Pavimento de cima

Não racional, não-cognitivo “Isso é verdade para você, mas não é para mim.”

Pavimento de baixo

Racional, verifcável Ciência e razão, consideradas a verdade pública, universalmente válido.

A estratégia revelada

“Os secularistas são politicamente muito astutos para atacar a religião de modo frontal ou ridicularizá-la como falsa. O que fazem? Eles relacionam a religião à esfera do valor, desta forma excluindo-a da esfera do verdadeiro e do falso. Assim, os secularistas podem nos assegurar de que “respeitam” a religião, ao mesmo tempo em que negam haver relevância com a esfera pública. (…) contanto que todos entendam que é apenas questão de sentimentos particulares.”

Ou seja, a religião, cristianismo especialmente, é, no máximo, algo bom para mim ou verdadeiro para mim mas não necessariamente para você.

Cristianismo e razão:

“Uma (…) palavra-chave que ajuda a defnir uma cosmovisão autenticamente cristã é a racionalidade. Nós acreditamos que a revelação objetiva das Escrituras é racional. A Bíblia faz sentido perfeitamente. Ela não contém contradições, nem erros nem princípios mal fundamentados. Qualquer coisa que contradiga as Escrituras é falso. Isso signifca, primeiro de tudo, que a Palavra de Deus é um registro preciso e incontestável da verdade. A Bíblia não é cheia de absurdos, contradições ou fantasias. Ela é perfeitamente consistente com tudo o que é verdadeiro. Os fatos colocados pelas Escrituras são fdedignos. Os eventos históricos descritos na Bíblia são história verdadeira, não alegorias míticas ou exóticas. A doutrina ensinada nela é sem erro. Os detalhes das Escrituras são preciosos, desde o dia da Criação até o dia fnal da consumação, da volta de Cristo. As Escrituras em si são completamente livres de todos os erros e defciências. (…) as Escrituras deveriam ser tanto o ponto de partida como o de chegada do teste da verdade em todo nosso pensamento. Se as Escrituras são totalmente verdadeiras, então qualquer coisa que as contradiga é simplesmente falsa (…).”

John MacArthur, Jr. - Princípios para uma cosmovisão bíblica, Editora Cultura Cristã, p. 37-45.

Cristianismo, ateísmo militante e ateísmo prático:

Cristianismo, ateísmo militante e ateísmo prático: Daniel Daniel Denet Denet Sam Sam Harris Harris Cristopher

Daniel Daniel Denet Denet

militante e ateísmo prático: Daniel Daniel Denet Denet Sam Sam Harris Harris Cristopher Cristopher Hitchens
militante e ateísmo prático: Daniel Daniel Denet Denet Sam Sam Harris Harris Cristopher Cristopher Hitchens
militante e ateísmo prático: Daniel Daniel Denet Denet Sam Sam Harris Harris Cristopher Cristopher Hitchens

Sam Sam Harris Harris

Cristopher Cristopher Hitchens Hitchens

Apologética cristã Igreja Batista Antioquia. Escola bíblica dominical – 27/08/2017.
Apologética cristã Igreja Batista Antioquia. Escola bíblica dominical – 27/08/2017.

Apologética cristã

Igreja Batista Antioquia. Escola bíblica dominical – 27/08/2017.

Aula 03 – é correto afirmar que só Jesus salva?

“A pregunta do discípulo Tomé (feita em Jo 14.5-6) suscitou uma resposta categórica de Jesus. Tomé, reconhecendo sua fnitude, lamenta a falta de sentido de sua vida se Jesus não indicar a direção. O Mestre fez a mais perfeita síntese de si mesmo, apresentando-se como o Caminho, a Verdade e a Vida. Falando aos judeus de seu tempo, Pedro reafrmou essa certeza (At 4.12).”

Decorrido tanto tempo como podemos reafrmar as palavras dos Apóstolos a respeito de Jesus? Jesus é o único caminho para a salvação?

Quem é Jesus? Ele é o Filho de Deus? A resposta é crucial, pois se Ele é de fato quem afrma ser (o Messias, o Filho de Deus ) então o relacionamento eterno de uma pessoa com Deus dependerá do relacionamento que tiver, nesta vida, com Cristo. O que Jesus afrma a respeito de si mesmo? Trataremos três questões:

1) O que outras fontes históricas falam a respeito de Jesus?

2) Jesus afrmou ser o Filho de Deus?

3) O trilema de C. S. Lewis.

1) O que outras fontes históricas falam a respeito de Jesus?

F. F. Bruce afrma que:

“Alguns escritores podem brincar com a ideia fantasiosa de um ‘mito de Cristo’, mas não podem fazê-lo com base nos dados históricos. A historicidade de Jesus Cristo é tão axiomática (não deixa margem de dúvidas) para um historiador desprovido de preconceitos como o é a historicidade de Júlio César. Não são os historiadores que propagam as teorias a respeito de um ‘mito de Cristo’.

Otto Betz conclui que:

“Nenhum pesquisador sério se aventurou a postular a não historicidade de Jesus.”

Fontes não bíblicas que favorecem a historicidade de Jesus Cristo:

1) Cornélio Tácito (nascido em 52-54 A.D.)

Historiador romano, governador da Ásia em 112 A.D., ao escrever sobre o reinado de Nero refere-se sobre a morte de Cristo e a existência de cristãos em Roma:

“Mas nem todo o socorro que uma pessoa poderia ter prestado, nem todas as recompensas que um príncipe poderia ter dado, nem todos os sacrifícios que puderam ser feitos aos deuses, permitiram que Nero se visse livre da infâmia de ter ordenado o grande incêndio, o incêndio de Roma. De modo que para acabar com os rumores, acusou falsamente as pessoas chamadas de cristãs, que eram odiadas por suas atrocidades, e as puniu com as mais terríveis torturas. Christus, o que deu origem ao nome cristão, foi condenado à morte por Pôncio Pilatos, durante o reinado de Tibério; mas, reprimida por algum tempo, a superstição perniciosa irrompeu novamente, não apenas em toda a Judeia, onde problema teve início, mas também em toda a cidade de Roma.”

(Anais XV.44)

2) Luciano de Samosata.

Escritor satírico do segundo século. Relacionou os cristãos com as sinagogas da Palestina e referiu-se a Cristo como…

“…o homem que foi morto crucifcado na Palestina porque introduziu uma nova seita no mundo… Além disso, o primeiro legislador dos cristãos os persuadiu de que todos eles seriam irmãos uns dos outros, após terem fnalmente cometido o pecado de negarem os deuses gregos, adorar o sofsta crucifcado e viver de acordo com as leis que ele deixou.” (O preregrino passageiro).

3) Flávio Josefo (nascido em 37 A.D.)

Historiador judeu, tornou-se fariseu aos 19 anos de idade. Num texto de autenticidade bastante questionada, ele afrma:

“Nessa época havia um homem sábio chamado Jesus. Seu comportamento era bom e sabia-se que era uma pessoa de virtudes. Muitos dentre os judeus e de outras nações tornaram-se seus discípulos. Pilatos condenou-o a crucifcação e à morte. E aqueles que haviam sido seus discípulos não deixaram de seguí-lo. Eles relataram que ele havia aparecido três dias depois da crucifcação e que ele estava vivo; dessa feita, talvez ele fosse o Messias, sobre o qual os profetas relatam maravilhas.” (Antiguidades XVIII.33 – trecho em árabe, início do 2º século).

4) Suetônio (120 A.D.)

Historiador romano, ofcial da corte de Adriano, escritor dos anais da Casa Imperial, diz:

“Como os judeus, por instigação de Chresthus, estivessem constantemente provocando distúrbios, ele os expulsou de Roma” (Vida de Cláudio, 25.4).

Escreveu também:

“Nero infingiu castigo aos cristãos, um grupo de pessoas dadas a uma superstição nova e maléfca”. (Vida dos Césares, 26.2)

5) Plínio segundo, o jovem.

Governador da Bitínia , na Ásia Menor (112 A.D.). Escreveu ao imperador Trajano, solicitando orientação sobre como tratar os cristãos. Na carta ele explicava que vinha matando homens e mulheres, meninos e meninas. Eram tantos que estavam sendo mortos que tinha dúvidas se deveria continuar matando todos os que se descobrisse serem cristãos ou apenas determinados cristãos. Ele explicou que fzera os cristãos se curvarem diante das estátuas de Trajano. Também “os fez amaldiçoarem a Cristo, o que não se consegue obrigar um cristão verdadeiro a fazer”. Na mesma carta ele fala das pessoas que estavam sendo julgadas:

“Eles afrmavam, no entanto, que sua única culpa, seu único erro, era terem o costume de se reunirem antes do amanhecer num certo dia determinado, quando então cantavam responsivamente os versos de um hino a Cristo, tratando-o como Deus, e prometiam solenemente uns aos outros a não cometerem maldade alguma, não defraudarem, não roubarem, não adulterarem, nunca mentirem, e a não negar a fé quando fossem instados a fazê-lo” (Epístolas X.96).

Conclusão:

Quanto ao testemunho de não cristãos a respeito de Jesus, são inúmeros. “Esses relatos independentes comprovam que nos tempos antigos até mesmo os adversários do cristianismo jamais duvidaram da historicidade de Jesus, a qual, pela primeira vez, e em bases inadequadas, veio a ser questionada por vários autores do fm do século 18, 19 e início do século 20”.

2) Jesus afirmou ser o Filho de Deus?

O próprio fato de se levantar a questão é algo que precisamos prestar atenção. Nenhum outro homem sequer deu a entender que era o próprio Deus. Thomas Schultz escreve:

“Nenhum dos grandes líderes religiosos (…) alguma vez afrmou que era Deus. Cristo é o único (…) que chegou a declarar a sua divindade e o único indivíduo que convenceu uma grande parte do mundo de que era Deus”. William Robertson afrma:

“Contudo, abordando-se a questão de um modo históricamente objetivo, descobre-se que mesmo a história secular afrma que Jesus viveu sobre a terra e que foi adorado como Deus. (…) Ele mudou o rumo da história do mundo”.

Vejamos alguns textos.

1) O julgamento:

Mc 14.60 – 65; Mt 26.62 – 68:

Qual foi o crime do qual Jesus foi acusado?

Por que o sumo sacerdote rasgou as vestes? (comparar com Lv 21.10) Em seu testemunho Ele afrmou que:

I – Ele era o Filho do Deus Bendito; II – Ele era aquele que se sentaria à direita do Todo-poderoso;

III – Ele era o Filho do homem, que viria sobre as nuvens do céu.

2) Igualdade com o Pai:

Jo 10.22 – 31; Jo 5.17,18:

Uma implicação interessante e confrmadora surge quando se estudam os vocábulos gregos do texto. A. T. Robertson afrma: “Um (hen). Gênero neutro, e não masculino (que seria, então, heis). Isso signifca que não são uma só pessoa, mas uma só essência ou natureza.”

Declarações implícitas

 

Jesus é Deus

Deus

Título ou atuação comum a ambos

Jesus

Is 40.28

Criador

Jo 1.3

Is 45.22; 43.11

Salvador

Jo 4.42

1Sm 2.6

Ressucita os mortos

Jo 5.21

Jl 3.2

Juiz

Jo 5.27

Is 60.1-20

Luz

Jo 8.12

Ex 3.14

Eu Sou

Jo 8.58 cf. 18.5,6

Sl 23.1

Pastor

Jo 10.11

Is 42.8

Glória de Deus

Jo 17.1,5

Is 41.4; 44.6

O primeiro e o último

Ap 1.17; 2.8

Os 13.14

Redentor

Ap 5.9

Is 62.5

Noivo

Ap 21.2 cf Mt 25.1

Apologética cristã Igreja Batista Antioquia. Escola bíblica dominical – 03/09/2017.
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Apologética cristã

Igreja Batista Antioquia. Escola bíblica dominical – 03/09/2017.

Aula 04 – O sofrimento e a soberania de Deus.

Como explicar a infnidade de doenças que existem e que assolam o homem de diversas maneiras? Como conviver com desastres naturais que, quando ocorrem, afigem e matam indiscriminadamente? E o mal causado pelo próprio homem, como compreender?

Sabemos que não há respostas fáceis a essas perguntas mas veremos como as escrituras tratam a questão do sofrimento e como Deus nos responde esses questionamentos.

Dividiremos esse estudo em três partes:

1 – A soberania de Deus sobre o sofrimento;

2 – O sofrimento de Cristo e a soberania de Deus;

1 – A soberania de Deus sobre o sofrimento.

Qual o papel de Deus no sofrimento?

“Muitos crentes se tornam ‘deistas’ diante de catástrofes ou tragédias. Certo dia pela manhã uma de nossas secretárias chegou ao trabalho dizendo que havia passado por uma situação terrível em que quase batera o carro e afrmou: “Mas Deus é fell” Imediatamente perguntei a ela se Deus deixaria de ser fel caso tivesse batido. Para muitos Deus controla tudo o que é bom, e nada do que seja mau está debaixo de sua mão.”

Vejamos um exemplo das escrituras:

“José, flho de Jacó – a história de José é trágica. Seus irmãos o odeiam, colocam- no em um poço seco para que morra, mudam de idéia, o vendem para mercadores que o levam para o Egito. No Egito, no ápice de sua prosperidade, a tragédia o atinge novamente e ele vai parar na prisão – de escravo a encarcerado. A situação pioroul”

Qual o entendimento de José diante do que lhe aconteceu? Leiamos Gn 50.20.

“Na forma como o texto se encontra traduzido em português pode-se concluir que Deus tornou o mal em bem. Nesse caso, pode parecer que o mal feito pelos irmãos contra José estava além do alcance de Deus, mas ainda assim, Ele conseguiu transformar o mal em bem, ou seja, a providência de Deus só começaria a partir do mal feito a José. Chamo a atenção para a importância de se estar mais equipado. Observando essa sentença (50.20) na língua hebraica, língua na qual foi escrita, percebe-se que uma tradução mais elucidadora seria: “Vós, na verdade, intentastes ”

mal contra mim; porém Deus o intentou para bem

utilizadas aparece “vós intentastes / Deus o tornou”. A versão Almeida Corrigida Fiel captou melhor o que se tem na verdade, ou seja, a repetição do mesmo verbo na língua original. Assim, pode-se concluir que mesmo o mal feito pelos irmãos de José

estava nos desígnios de Deus para que este pudesse abençoar sua família e dar continuidade às promessas de vida que Ele mesmo havia feito aos antepassados de José, ou seja, a providência de Deus estava em enviar José ao Egito, ainda que usando os maus intentos de seus irmãos.”

Nas traduções comumente

Comentando nessa passagem Calvino elucida: “A venda de José foi um

crime detestável pela sua crueldade e perfídia; ainda assim, ele não foi

vendido a não ser pelo decreto celeste

Logo,

podemos afrmar com verdade e

propriedade, que José foi vendido pelo ímpio consentimento de seus irmãos, e pela providência secreta de Deus. Ainda assim, não foi um trabalho comum a ambos, no sentido de que Deus tenha sancionado qualquer coisa relacionada à ímpia cobiça deles: porque enquanto eles estão tramando a destruição de seu irmão, Deus está efetuando do alto a sua libertação.” (Calvino, Comentário em Gênesis). A história de José nos mostra a soberania de Deus sobre todas as coisas, e não só as coisas boas. Há propósito em tudo o que acontece, e esse propósito é determinado por Deus.”

Mauro Meister, A História e os Propósitos de Deus.

1 - A soberania de Deus sobre o sofrimento e o papel de Satanás.

Deus é soberano sobre o domínio mundial concedido a Satanás:

Por vezes as Escrituras se referem a Satanás como “o príncipe deste mundo” (Jo 12.31; 14.30; 16.11), ou “o deus deste século” (2Co 4.4), ou “o príncipe da potestade do ar” (Ef 2.2). Apesar disso, devemos entender que ele só exerce sua infuência sobre os homens sob a permissão de Deus e dentro dos limites estabelecidos por Ele. Repetidas vezes isso fca claro na Bíblia, leiamos:

Dn 2.20,21; 4.17 e Pv 21.1; Sl 2.2-4; 33.10,11;

Deus é soberano sobre as nações, sobre todos os seus goverantes e todo o poder satânico por trás deles. Eles não se movem sem sua permissão nem escapam de seu plano.

Deus é soberano sobre as tentações de Satanás.

Muito do nosso sofrimento vem dos pecados de outros contra nós e dos nossos próprios pecados. Satanás é chamado na Bíblia de “o tentador” (Mt 4.3; 1Ts 3.5). No relato que Lc 22.3,4 nos mostra podemos perceber uma ação direta de Satanás sobre Judas Iscariotes mas o próprio Lucas nos mostra em At 1.16 e 2.23 que tudo ocorreu para o cumprimento da Escritura. Em Lc 22.31,32 Jesus diz algo a Pedro que deixa claro que Satanás está agindo ali, embora não fosse soberano. Deus dá corda a Satanás, mas Jesus intercede por Pedro e diz com toda soberania, “Eu roguei por você. Você cairá, mas não completamente. Quando você se arrepender e voltar fortaleça os seus irmãos.”

Aquele que é o único soberano.

O mal e o sofrimento neste mundo são maiores do que qualquer um de nós pode

compreender. Mas o mal e o sofrimento não são defnitivos. Deus o é. Satanás, o

grande amante do mal e do sofrimento, não é soberano. Deus o é. Leiamos:

Dn 4.35;

Is 46.10;

Lm 3.37,38; Pv 19.21; Pv 16.33; Rm 8.31; 35-37.

2 – O sofrimento de Cristo e a soberania de Deus.

A explicação bíblica concludente para a existência do sofrimento.

Todo o universo existe para manifestar a grandeza da graça de Deus. (…) A graça de Deus brilha com maior explendor, mais integralmente, de modo mais belo na manifestação da sua graça. Portanto, esse é o objetivo último e a explicação fnal para todas as coisas – inclusive o sofrimento.

Deus decretou, desde toda a eternidade, revelar a grandeza da glória da sua graça para o contentamento de suas criaturas e nos revelou que esse é o objetivo e a explicação últimos da existência do pecado e de termos um grande Salvador sofredor. (…) Sua vinda para sofrer e morrer é a suprema manifestação da grandeza da glória da graça de Deus. A morte de Cristo em supremo sofrimento é a mais alta, mais clara e mais perfeita demonstração da glória da graça de Deus.

“O propósito último do universo é demonstrar a glória dagraça de Deus. A mais alta, mais clara e mais absoluta demonstração desta glória está no sofrimento da melhor pessoa do universo em favor de milhões de pecadores indignos. Portanto, a razão última para a existência do sofrimento no universo é que Cristo possa revelar a grandeza da glória da graça de Deus, sofrendo, ele mesmo para sobrepujar nosso sofrimento e ocasionaro louvor da graça de Deus.”

John Piper – O sofrimento e a soberania de Deus.

3 – A realidade do sofrimento.

Se pretendemos sofrer “bem”, a boa teologia é essencial. Ela nos ajudará a perseverar durante nossas provações e nos dará esperança. (…) [Mas] nem a maior quantidade de boa teologia será capaz de tirar a dor do sofrimento. Muito frequentemente permitimo-nos crer que uma fé robusta na soberania de Deus sobre todas as coisas signifca que quando o sofrimento chegar não vai doer. A soberania de Deus não tira a dor e o mal que nos confronta na nossa vida, ela os faz produzir o nosso bem.

Apologética cristã Igreja Batista Antioquia. Escola bíblica dominical – 10/09/2017.
Apologética cristã Igreja Batista Antioquia. Escola bíblica dominical – 10/09/2017.

Apologética cristã

Igreja Batista Antioquia. Escola bíblica dominical – 10/09/2017.

Aula 05 – Devemos crer nos milagres se a ciência não os confirma?

“Quem pensa que pode haver um confito real entre ciência e religião deve ser muito inexperiente em ciência ou muito ignorante em religião.”

Philip Henry.

Qual a relação entre a fé e a ciência? Qual das duas é mais importante?

Dividiremos esse estudo em duas partes:

1 – Qual a relação que há entre a ciência e a religião? De que modo os milagres devem ser vistos?

2 – Qual o papel dos milagres?

1 – A ciência e a fé.

O primeiro ponto que devemos destacar é qual a área de atuação da ciência e

de que maneira ela se relaciona com a religião. Além disso devemos entender que a teologia, assim como a ciência, reinvidica explorar a natureza da realidade.

A grande questão causadora de confusões é que olhamos, ou tentamos olhar,

essas duas áreas como sendo equivalentes ou pertencentes ao mesmo nível.

“O objeto de estudo das ciências naturais é o mundo físico e os seres vivos que nele habitam. As ciências tratam seus assuntos objetivamente, por meio de um modo impessoal de encontro, que emprega a ferramenta investigativa da interrogação experimental. A Natureza é submetida a testes, baseados em experimentos passíveis de repetição, tantas vezes quantas o pesquisador quiser. (…) O propósito da ciência é obter uma compreensão precisa de como as coisas acontecem. Sua preocupação é com os processos que ocorrem no mundo.

“A preocupação da teologia é com a questão da verdade sobre natureza de Deus, d’Aquele ao qual é próprio se aproximar com reverência e obediência, o qual não está disponível para ser posto sob teste experimental. (…) Em relação à história cósmica, o objetivo central da teologia é lidar com a questão de porque os eventos ocorreram. Sua preocupação é com temas de signifcado e propósito. A crença em Deus como Criador traz a implicação de que uma mente e vontade divinas existem por trás do que acontece no universo.

divinas existem por trás do que acontece no universo. Essas diferenças entre a ciência e a
divinas existem por trás do que acontece no universo. Essas diferenças entre a ciência e a

Essas diferenças entre a ciência e a teologia levaram a alguns a supor que elas seriam completamente desconectadas entre si, ocupadas com formas de discurso separadas e até mesmo incomensuráveis. Muitas vezes, sustenta-se que a ciência lida com fatos, ao passo que a religião supostamente se funda apenas em opiniões. Há aqui um duplo erro.”

- Reverendo Dr. John Polkinghorne. Trabalhou com física teórica de partículas elementares por 25 anos; foi Professor de Física-matemática na Universidade de Cambridge e, em seguida, presidente do Queens’ College, em Cambridge.

Modelos para relacionar ciência e religião. i) O Modelo do Confito:

“Como o nome sugere, este modelo propõe que ciência e religião existem em

oposição fundamental, e que sempre foi assim. A idéia é claramente expressa

por Worrall * : “Ciência e religião estão em confito irreconciliável

Não há

modo de manter uma mentalidade apropriadamente científca e ser, ao mesmo tempo, um crente religioso verdadeiro.”

Worral, J. “Science Discredits Religion”, em: Peterson, M. L. & Van Arragon, R. J. (eds.) Contemporary Debates in Philosophy of Religion, Blackwell (2004), p. 60

ii) O Modelo “MNI”

“Stephen Jay Gould popularizou a noção de que ciência e religião pertenceriam a “Magistérios Não-Interferentes”, ou MNI, em sua obra Rocks of Ages. Segundo ele, ciência e religião operam em compartimentos separados, lidando com questões de tipos muito diferentes; assim, por defnição, não pode haver confito entre ellas.”

“Non-Overlapping Magisteria – NOMA”. Gould, S.J., Os Pilares do Tempo, Rocco (2002).

iii) Modelos de Fusão “Modelos de fusão representam o oposto polar do modelo MNI, na sua tendência de apagar completamente a distinção entre os tipos científco e religioso de conhecimento, ou na tentativa de utilizar a ciência para construir sistemas religiosos de pensamento, ou vice-versa.”

iv) O Modelo da Complementaridade

“Este modelo sustenta que a ciência e a religião referem-se à mesma realidade a partir de diferentes perspectivas, provendo explanações complementares, de modo algum rivais. (…) Falando a linguagem da complementaridade, diríamos que a religião provê um conjunto adicional de explanações, fora dos poderes de avaliação da ciência.”

fora dos poderes de avaliação da ciência.” - Denis R. Alexander,Diretor do Faraday Institute for
fora dos poderes de avaliação da ciência.” - Denis R. Alexander,Diretor do Faraday Institute for

- Denis R. Alexander,Diretor do Faraday Institute for Science and Religion.

2 – Qual o papel dos milagres?

Por um lado temos que dar conta das afrmações de cientistas, ou melhor, de naturalistas ingênuos, quanto à questão dos milagres; por outro lado devemos nos perguntar se os milagres têm o mesmo objetivo que tinham como em períodos do antigo e novo testamentos. Como lidar, por exemplo, com a postura de igrejas pentecostais e neo-pentecostais quanto a esse assunto? Tal atitude tem fundamento bíblico? Certamente já ouvimos algo parecido:

“O novo testamento não é um relato do que aconteceu em uma geração, mas um modelo do que deve acontecer em toda geração até a volta de Cristo.” - David duPlesis.

Como responder à questão:

Qual o papel dos milagres, eles são a norma para os dias atuais?

Alguns grupos de igrejas pentecostais e neo-pentecostais têm tornado a questão de milagres como algo rotineiro e quase comum, de maneira que o que era para ser extraordinário passou a ser casual. “(…) Alguns dos milagres parecem quase bizarros: cachorrinhos de estimação são ressucitados, máquinas de lavar são ‘curadas’; tanques vazios de gasolina são enchidos sobrenaturalmente; pessoas são derrubadas ao chão pelo Espírito Santo. Uma senhora disse ter recebido um novo umbigo. Um homem chamado Marvin Ford testifca que esteve realmente no céu e de lá voltou.” - John MacArthur, Jr., Os carismáticos.

chamado Marvin Ford testifca que esteve realmente no céu e de lá voltou.” - John MacArthur,

i) Por que e quando Deus usou milagres?

Segundo John MacArthur:

Os milagres ocorreram em três períodos principais: os dias de Moisés e Josué, o tempo de Elias e Eliseu, e o tempo de Cristo e dos apóstolos. Cada um desses períodos durou pouco menos de cem anos, mas em cada um havia proliferação de milagres. Os milagres eram a norma. Deus pode se interpor na corrente da história sobrenaturalmente a qualquer hora em que quiser. Mas parece que Ele escolheu limitar-se essencialmente a estes três períodos.

Pelo menos três elementos nos milagres relatados durante estes períodos nos auxiliam a entender por que razão:

1 – Os milagres introduziam uma nova era de revelação;

2 – Os milagres autentifcaram os mensageiros ou a revelação: 1Rs 17.23,24; At 14.3.

3 – Os milagres chamavam a atenção dos ouvintes para que escutassem a nova revelação: 1Rs 18;Jo 20.31; At 5.12-15.

ii) Precisamos de um milagre por dia?

Deus ainda está agindo, pelo seu Espírito, nas vidas e nos corações dos crentes; mas isso seria o mesmo que os sinais e maravilhas e curas realizados por Cristo e pelos Apóstolos? A Bíblia não exorta os crentes a buscar manifestações miraculosas do Espírito Santo. Em todas as epístolas neotestamentárias há apenas cinco ordens relacionadas aos crentes e ao Espírito Santo:

1 – 1Ts 5.19;

2 – Ef 4.30;

3 – Gl 5.25;

4 – Jd 20;

5 – Ef 5.18.

Os milagres são uma espécie de credencial para aqueles que traziam a mensagem de Deus. Leiamos Hb 2.3,4.

iii) Por que os Apóstolos eram únicos?

Em 2Co 12.11,12 Paulo estava claramente defendendo seu apostolado diante dos coríntios (que o desafaram quanto à sua autoridade apostólica). Agora, se essa espécie de coisa era comum a todos os cristãos, seria uma forma um tanto tola de provar seu apostolado. Os apóstolos tinham poder miraculoso como mensageiros da Palavra de Deus, e este mesmo poder foi dado àqueles intimamente associados a eles, os quais foram comissionados por eles. Diante disso podemos afrmar, como alguns afrmam, que temos apóstolos atuando nos dias atuais? As Escrituras nos dão algumas razões que nos mostram que não.

1 – Os apóstolos tinham que ser testemunhas oculares da ressureição: 1Co 9.1; 15.7,8.

2 – Um apóstolo era escolhido pessoalmente por Jesus Cristo: Mt 10.1-4.

3 – Os apóstolos tinham autoridade absoluta: Jd 17;

4 – Os apóstolos eram autentifcados por sinais e milagres: At 3.3-11; 9.36-42; 20.6-12;

28.1-6.

Apologética cristã Igreja Batista Antioquia. Escola bíblica dominical – 17/09/2017.
Apologética cristã Igreja Batista Antioquia. Escola bíblica dominical – 17/09/2017.

Apologética cristã

Igreja Batista Antioquia. Escola bíblica dominical – 17/09/2017.

Aula 06 – Sobre o homossexualismo

“Não é difícil crer que tem havido por muitos anos uma campanha organizada no governo e na mídia para promover um “entendimento” da homossexualidade. Dessa forma, a homossexualidade tem se tornado mais e mais aceita como algo “normal” em nossa sociedade. Mesmo a igreja tem, de modo geral, se rendido nessa questão.

Que a homossexualidade é aceita na sociedade e na igreja, contudo, não signifca que ela é aceitável a Deus. A Bíblia fala claramente sobre a homossexualidade. E visto que a Bíblia é a Palavra de Deus, toda discussão deve começar e terminar com o que a Bíblia diz.”

Rev. Ronald Hanko

Dividiremos esse estudo em três partes:

1 – As raízes do movimento homossexual.

2 – Uma cosmovisão bíblica.

1) As raízes do movimento homossexual

O assunto da homossexualidade é atualmente a frente de combate mais intensa na chamada guerra cultural. Grupos de ativistas homossexuais estão pressionando por reconhecimento para os homossexuais e as lésbicas como uma classe à qual se deve oferecer proteções especiais pela legislação dos direitos civis; (…) A erudição secular tem capitulado amplamente ao movimento homossexual, e programas de estudos homossexu- ais são agora um nicho crescente na cultura acadêmica. (…)

Como isso chegou a acontecer? As origens do movimento homossexual como uma grande força cultural pode ser traçada aos tumultos ocorridos em Stonewall, em Manhattan, em 1969. Conhecido na comunidade homossexual como a Rebelião de Stonewall, o tumulto aconteceu quando a

polícia de Nova Iorque invadiu um bar homossexual. Os donos fugiram pelos fundos, e o tumulto se tornou conhecido como o símbolo inaugural da liberação do movimento gay. Como noticiou o Village Voice, em 3 de julho de 1969: “O poder gay ergueu sua cabeça

audaciosa e cuspiu uma história que a região jamais viu igual está a caminho”.

Vejam só. A libertação

O movimento homossexual tem alguns alvos específcos mas o que temos visto

ultimamente é o fato de que os esforços têm sido concentrados em “garantir aos homossexuais direitos especiais como uma classe protegida legalmente.” Além disso, “o reconhecimento do parceiro homossexual em nível de igualdade com o casamento heterossexual, a promulgação de leis antidiscriminatórias e a remoção de todas as barreiras aos homossexuais no serviço militar, na erudição, nos negócios e nas igrejas.”

O movimento homossexual não surgiu de um vácuo. De fato, o desafo emergiu no

contexto da grande mudança cultural que transformou as sociedades ocidentais durante o século XX. (…) a mudança cultural reordenou radicalmente a maneira como as pessoas vêem o assunto da verdade. (…) Embora muitos dos pré-iluministas entendessem que a verdade era uma realidade objetiva à qual deviam se submeter quando ela é conhecida, os [americanos] modernos vêem a verdade como um bem

particular que deve ser moldado, aceitado ou rejeitado de acordo com as preferências e gostos pessoais. De fato, a maioria dos [americanos] adultos rejeita a própria noção de verdade absoluta.

Importante!

“O surgimento e o sucesso estratégico do homossexualismo se tornaram possível somente por causa do declínio radical da cosmovisão cristã na cultura ocidental. O evangelho cristão faz afrmações abrangentes que dizem respeito a todas as áreas de nossa vida e pensamento. A verdade bíblica deve ser aplicada a todas as áreas da vida e a todas as questões de importância pessoal e comunitária. No entanto, o relativismo moral e o discurso sobre direito tem preenchido o vácuo deixado pelo recuo da cosmovisão cristã.”

A hermenêutica da legitimação:

“Verdades fundamentais à fé cristã estão em jogo nesta confrontação. Essas verdades abrangem desde as questões mais básicas do teísmo até a autoridade bíblica, a natureza do ser humano, os propósitos e as prerrogativas de Deus na criação, o pecado, a salvação, a santifcação e, por extensão, todos os temas da teologia evangélica. Falando com franqueza, se as reivindicações apresentadas pelo movimento homossexual são verdadeiras, todo o sistema da fé cristã é comprometido, e algumas verdades essenciais cairão.”

“Os evangélicos têm de expor a natureza desse ataque contra a integridade e a autoridade do texto bíblico. O cristianismo se mantém de pé ou cai em harmonia com a validade e a integridade da afrmação das Escrituras Sagradas como revelação de Deus. Este desafo tem de ser enfrentado de maneira direta e pública, e os evangélicos têm de denunciar o engodo exegético apresentado pelos revisionistas.”

“Como afrmou Elizabeth Achtemeier:

‘O ensino mais evidente das Escrituras é que Deus planejou que o intercurso sexual seja limitado ao relacionamento conjugal de um homem e uma mulher’. Um lembrete claro do que está em jogo vem, sugestivamente, de Robin Lane Fox, uma historiadora secular: ‘Quanto à homossexualidade, Paulo e os outros apóstolos concordavam com o ponto de vista judaico de que a homossexualidade era um pecado mortal que provocava a ira de Deus. Causou terremotos e desastres naturais, que foram evidentes no destino de Sodoma. A ausência do ensino evangélico sobre o assunto não equivale à aprovação tácita. Todos os cristãos ortodoxos sabiam que os homossexuais iam para o Inferno, até que uma minoria moderna tentou fazer os cristãos esquecerem isso’.”

Podemos concluir que:

A principal estratégia do movimento homossexual quanto à infuência sobre a igreja é a de colocar sob suspeita trechos da Bíblia que claramente falam sobre a prática homossexual condenada como pecaminosa, nociva e passível de punição por parte de Deus.

2 – Uma cosmovisão bíblica.

“Desde a antigüidade até provavelmente um século atrás, admitia-se que a escolha governava o comportamento sexual. Mas no fnal do século XIX, tendo a forescente ciência médica como uma espécie de parteira, nasceu um novo tipo de criatura – ‘o homossexual’ – e toda a sua identidade se baseava em sua preferência sexual”.

- Marjorie Rosenberg, “Inventing the homosexual”, Commentary (December

1987).

“Os evangélicos não devem permitir que essa categorização molde o debate. Não podemos permitir que pessoas sejam reduzidas a qualquer “orientação” sexual como a característica defnidora de sua identidade. (…) O entendimento cristão referente à moralidade sexual não se fundamenta em bases científcas e não está aberta à interrogação e à investigação científca. Os cientistas não conseguirão descobrir qualquer coisa que questione a autoridade dos mandamentos de Deus.”

“Temos de continuar a dar testemunho fel das exortações bíblicas claras a respeito de atos homossexuais, afrmando que esses atos são inerentemente pecaminosos e uma abominação diante do Senhor. Todavia, a abordagem evangélica tem de ser mais abrangente, porque a Bíblia é em si mesma mais abrangente em sua abordagem. As Escrituras não se reportam apenas aos atos homossexuais; elas transmitem o desígnio de Deus para toda a sexualidade humana e, assim, provêem um fundamento para compreendermos as implicações da homossexualidade para a família, a sociedade e a igreja.” Um texto que nos mostra de forma clara qual a visão que devemos ter do homossexualismo está em Rm 1.25-27. “a homossexualidade é um sinal impressionante de rebelião contra a intenção soberana de Deus na criação e uma perversão grosseira do plano bom e perfeito de Deus para sua ordem criada. Aqueles para os quais Paulo escrevera haviam adorado a criatura ao invés do Criador. Por isso, homens e mulheres tinham abandonado a intenção de Deus de complementaridade natural para o casamento heterossexual, voltando-se a pessoas do mesmo sexo, com um desejo ardente que, em si mesmo, era degradante e desonroso.”

3) Por que o movimento homossexual tem vencido.

“(…) [ Marshall Kirk e Hunter Madsen] recomendam que os homossexuais se apresentem com outra postura, como cidadãos da cultura predominante que exigem tratamento igualitário, e não como uma minoria sexual promíscua que busca maior oportunidade e infuência. “A conversa franca e aberta torna a homossexualidade menos dissimulada, estranha e pecaminosa; e coloca-a mais às claras”, eles afrmaram. “Conversas constantes criam a impressão de que a opinião pública está, pelo menos, dividida sobre o assunto e de que uma ala considerável – os cidadãos mais modernos e mais atualizados – aceita ou mesmo pratica a homossexualidade.” No entanto, nem toda conversa sobre a homossexualidade é proveitosa. “Nos primeiros estágios da campanha, o público não deve fcar chocado e repeli-la por causa da exposição prematura ao próprio comportamento homossexual”. Pelo contrário, o assunto seria apresentado como uma questão de direitos, leis e preconceitos – em resumo, a homossexualidade seria reduzida a “uma questão social abstrata”. Retratar os homossexuais como vítimas era essencial à estratégia deles.

“ Se os heterossexuais vissem os gays como sofredores oprimidos, seriam eventualmente “inclinados por refexão a adotar o papel de protetores”. Essa estratégia, eles disseram, poderia levar a algo semelhante à “conversão” da mentalidade do povo sobre a questão da homossexualidade. “O propósito do retrato de vítima é fazer os heterossexuais se sentirem incomodados”, os autores explicaram. No devido tempo, os heterossexuais poderiam cansar de sentirem-se opressores e chegar a simpatizar com os gays, sentindo-se até compelidos a ajudá-los a reverter a injustiça que a sociedade lhes infigira. (…) “Homens de aparência arrogante, bigodes e jaqueta de couro, drag queens e lésbicas bastante masculinas” não deveriam ser a face pública do movimento. Jovens atraentes, mulheres de meia idade, profssionais bem capacitados e senhores sorridentes causariam, com muito maior probabilidade, a simpatia necessária. (…) Sobre o conceito de orientação sexual:

“Os gays devem ser considerados como pessoas que nasceram gays”. “Os heterossexuais têm de ser ensinados que é tão natural para algumas pessoas serem homossexuais como é natural para outras serem heterossexuais. Impiedade e sedução não têm qualquer relação com a homossexualidade”.

“Para superarem esse obstáculo [o cristianismo], Kirk e Madsen aconselharam os gays a “usarem a conversa para turvar as águas morais”, tornando público o apoio a igreja liberais, desafando as interpretações tradicionais do ensino bíblico e argumentando que o ensino cristão sobre a homossexualidade é, em si mesmo, caracterizado por “incoerência e ódio”. As igrejas conservadoras, defnidas pelos autores como “igrejas que odeiam os homossexuais”, são retratadas como “estagnadas e antiquadas, terrivelmente fora de harmonia com estes tempos e com as últimas descobertas da psicologia”. Madsen e Kirk sugeriram o isolamento dos cristãos, por apresentá-los como “pregadores histéricos e incultos, falando absurdos com ódio em um nível que chega a ser cômico e perturbador”. Eles oferecem um exemplo concreto de como essa estratégia poderia ser usada na televisão e na imprensa. “Por exemplo, durante alguns segundos, um pregador fervoroso, de olhos grandes e redondos, é mostrado batendo no púlpito, irado contra ‘essas criaturas abomináveis e pervertidas’. Enquanto sua crítica continua sobre a trilha sonora, a cena é mudada para imagens comoventes de pessoas injuriosamente feridas ou de gays que parecem decentes, inofensivos e amáveis; e, em seguida, a imagem é retornada à face venenosa do pregador. O contraste fala por si mesmo. O efeito é devastador.”

Alguns textos sobre a questão:

Gn 18.20; 19.4-11.

Lv 18.22; 20.13.

Dt 23.17-18.

Jd 7;

Rm 1.24-32.

1Co 9-11.

Apologética cristã Igreja Batista Antioquia. Escola bíblica dominical – 24/09/2017.
Apologética cristã Igreja Batista Antioquia. Escola bíblica dominical – 24/09/2017.

Apologética cristã

Igreja Batista Antioquia. Escola bíblica dominical – 24/09/2017.

Aula 07 – Por uma a mente cristã.

Em Romanos 12.2 o apóstolo Paulo escreve:

“E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimentais qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.”

Vimos ao longo desses estudos que a prática da apologética é muito importante como exercicio da fé que nos foi entregue. Por onde começar então? Quais passos devemos seguir de modo a demonstrarmos de maneira concreta que temos uma visão de mundo diferente das pessoas que não creem em Deus? O intuito desse estudo é demonstrar que há uma necessidade de um amadurecimento de nossa mentalidade, de entendermos o que motiva o pensamento secular e de que maneira isso infuencia o cotidiano das pessoas. Dividiremos em duas partes:

1 – A natureza de uma cosmovisão cristã;

1 – A natureza de uma cosmovisão cristã:

Filosofa verdadeira versus falsa:

“Em Colossenses 2:8, o apóstolo Paulo escreve: ‘Tende cuidado para que ninguém vos faça presa sua, por meio de flosofas e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo e não segundo Cristo’ (ARC). Nesse versículo, o apóstolo adverte seus leitores contra ser levado cativo por falsas flosofas. Antes, ele diz que eles deveriam adotar uma flosofa “segundo Cristo”. Esse versículo não ensina, como alguns têm dito, que a própria flofosia é idigna do estudo cristão. De fato, o versículo ensina precisamente o oposto. Ele é um imperativo para a busca da disciplina. Para se guardar contra ser cativo por uma flosofa “segundo a tradição dos homens”, a pessoa deve ter uma consciência de tal flosofa errônea. E mais importante, ele deve ter um conhecimento daquela que é verdadeira. Muitos cristãos não estão cientes desse fato. Portanto, eles têm negligenciado o estudo da flosofa em geral. Tristemente, essas pessoas são aquelas que mais provavelmente serão cativas pelas falsas flosofas deste mundo.”

R. C. Sproul escreve que “nenhuma sociedade pode sobreviver, nenhuma civilização pode

funcionar, sem algum sistema unifcador de pensamento

sistema unifcado? Certo tipo de cola que é encontrado num sistema unifcado de pensamento, o qual chamamos de cosmovisão”. O fato da questão é que pensamentos moldam sociedades. Cosmovisões, ou flosofas, são importantes. Os cristãos, portanto,

precisam estudar flosofa. (P 1 : como?)

Colossenses 2:8 nos ensina que há duas cosmovisões flosófcas radicalmente diferentes: a cristã e a não-cristã. Não há terreno neutro. O flósofo não-cristão etá comprometido com uma total independência do Deus da Escritura. Assim, ele vê Deus, o homem e o mundo de um ponto de vista não-bíblico. O [flósofo] cristão, por outro lado, está comprometido com uma dependência absoluta de Deus e de sua Palavra. Ele flosofa sobre Deus e sua criação de uma perspectiva totalmente diferente. Ele vê Cristo, a Palavra de Deus encarnada, como central para toda a verdade. Nele, escreve Paulo, “todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento estão ocultos” (Colossenses 2:3, ARA). Uma flosofa bíblica, portanto, deve estar “arraigada e edifcada” em Cristo (Colossenses 2:7). O [flósofo] cristão deve analisar todas as coisas por meio da revelação infalível de Deus, procurando “levar cativo todo pensamento à obediência de Cristo” (2 Coríntios 10:5, ARA).

O que faz de uma sociedade um

Como a Bíblia trata as questões da vida? Vida, morte e após a morte, verdade, o que é o ser humano, certo e errado, signifcado da história humana. O livro de Eclesiastes é um exemplo primário [de como a Bíblia trata as questões colocadas anteriormente]. O pregador (1:1), o autor do livro, nos apresenta duas cosmovisões distintas e opostas. (…) Por um lado, ele vê as questões da vida de um ponto de vista do homem que está debaixo do sol(1:3,9;2:11). Esse é um homem não regenerado, que somente tem uma consciência de Deus e sua criação por meio da revelação geral, uma revelação que ele suprime. Por outro lado, o pregador apresenta a cosmovisão apropriada do homem regenerado, que faz uso da revelação especial. Esse homem conhece a Deus como Salvador, e possui a verdadeira sabedoria (Provérbios 1:7; 9:10). Sem essa sabedoria, diz o pregador, todas as coisas na vida são tolas (2:25-26). Sua conclusão é dada em 12:13-14:

uma cosmovisão apropriada deve começar com o temor de Deus. Destituído disso, o homem está destinado à futilidade [flosófca], um “correr atrás do vento” (Eclesiastes 4:4, NVI).

A mensagem do pregador é clara: flosofa correta é Cristianismo correto. Sem uma flosofa biblicamente baseada, o esforço flosófco é inútil. Como ensinado por Francis Schaefer, a cosmovisão cristã, baseada na Palavra de Deus somente, não é

apenas uma boa flosofa, “é a melhor flosofa

consistente consigo mesma e que responde as questões da [vida]

com os problemas [da vida] e nos dá as respostas”. Qual, então, é a natureza da flosofa cristã? É uma flosofa que é “segundo Cristo”. Ela procura estudar a arena da flosofa inteira por meio da Palavra de Cristo. Ela reconhece que somente o Deus triuno da Escritura é sábio: Pai (Romanos 16:27), Filho (1 Coríntios 1:24,30), e Espírito Santo (Isaías 11:2). E a flosofa cristã genuína entende que somente a Palavra de Deus pode tornar uma pessoa sábia (Salmo

ela é a única flosofa que é

e trata

19:7).

Gregg Singer escreve que o verdadeiro flósofo cristão, usando a Escritura como seu ponto de partida, “crê em Jesus Cristo [e] se compromete a ir além disso, à uma visão de Deus, da criação, do homem, do pecado, da história e de todas as atividades culturias da raça humana, e nessa visão ele encontra a interpretação correta e o poder motivador para pensar os pensamentos de

Deus e fazer a sua vontade segundo ele”.

Qual o ponto de partida para os cristãos?

Os fundamentos:

Primeiro:

“ Numa cosmovisão cristã logicamente consistente, a primeira e absolutamente essencial pressuposição é que a Bíblia somente é a Palavra de Deus, e ela tem um monopólio sistemático sobre a verdade.” Leiamos 2Tm 3.16-17. Observe os termos universais: “toda”, “perfeito”, “perfeitamente”, “toda”, “todo”, “todas”, “nada”, “em tempo algum”. A própria Bíblia ensina a sufciência total dela mesma; reivindica também ser a Palavra de Deus infalível e inerrante (2 Pedro 1:20- 21), e o Espírito Santo produz essa crença nas mentes dos eleitos (1 Coríntios 2:6-16). “nossa plena persuasão e certeza da sua infalível verdade e divina autoridade provém da operação interna do Espírito Santo, que pela palavra e com a palavra testifca em nossos corações”. Simplesmente não há maior autoridade que a Palavra de Deus. Como o autor de Hebreus reivindica: “Visto que [Deus] não tinha ninguém superior por quem jurar, jurou por si mesmo” (6:13, ARA).

A confssão de fé batista de 1689, de acordo com as Escrituras, nos diz:

“A Sagrada Escritura é a única regra sufciente, certa e infalível de conhecimento para a salvação, de fé e de obediência 1 . A luz da natureza, e as obras da criação e da providência, manifestam a bondade, a sabedoria e o poder de Deus, de tal modo que os homens fcam inescusáveis; contudo não são sufcientes para dar conhecimento de Deus e de sua vontade que é necessário para a salvação 2 .

Por isso, em diversos tempos e por diferentes modos, o Senhor foi servido revelar-se a si mesmo e declarar sua vontade à sua igreja 3 . E para a melhor preservação e propagação da verdade, e o mais seguro estabelecimento e conforto da Igreja, contra a corrupção da carne e a malícia de Satanás e do mundo, foi igualmente servido fazer escrever por completo todo esse conhecimento de Deus e revelação de sua vontade necessários à salvação; o que torna a Escritura indispensável, tendo cessado aqueles antigos modos em que Deus revelava sua vontade a seu povo 4 .” Cap. 1.1

1. Tm 3.15-17; Is.8.20; Lc.16.29,31; Ef.2.20

2. Rm.1.19-21; Rm.2.14,15; Sl.19.1-3

3. Hb.1.1.

Segundo:

“1. O Senhor nosso Deus é somente um, o Deus vivo e verdadeiro, 1 cuja subsistência está em si mesmo e provém de si mesmo; 2 infnito em seu ser e perfeição, cuja essência por ninguém pode ser compreendida, senão por Ele mesmo. 3 ( )” “3. Neste ser divino e infnito há três pessoas: o Pai, a Palavra (ou Filho) e o Espírito Santo; 27 de uma mesma substância, igual poder e eternidade, possuindo cada uma inteira essência divina, que é indivisível. 28 O Pai, de ninguém é gerado ou procedente; o Filho é

gerado eternamente do Pai; 29 o Espírito Santo procede do Pai e do Filho, eternamente; 30 todos infnitos e sem princípio de existência. Portanto, um só Deus; que não deve ser divido em seu ser ou natureza, mas, sim, distinguido pelas diversas propriedades peculiares e relativas, e relações pessoais. (…)” - Cap 2

1 – 1Co.8.4,6; Dt.6.4.

2 – Jr.10.10; Is.48.12.

3 – Êx.3.14.

27 – 1Jo. 5.7; Mt.28.19; 2Co.13.13.

28 – Êx. 3.14; Jo.14.11; 1Co.8.6.

29 – Jo. 1.14,18.

Terceiro:

“Terceiro, as Escrituras nos ensinam que Deus, em seu eterno decreto, soberanamente pré- ordenou todas as coisas qua aconteceriam (Ef 1:11). Além do mais, ele executa seus propósitos soberanos através das obras da criação (Ap 4:11) e da providência (Dn 4:35). Não somente Deus criou todas as coisas ex nihilo (a partir de nenhuma substância pré- existente), incluindo o homem, mas ele soberanamente preserva, sustenta e governo tudo da sua criação, trazendo todas as coisas para o seu fm apontado.” Quarto:

Deus criou o homem à sua própria imagem, tanto metafísica como éticamente (Gn 1:26-

28).

Quinto:

Devido à Queda do homem, o pecado afetou o cosmos inteiro (Gn 3; Rm 8:18- 23). O homem e o universo estão num estado de anormalidade. Os efeitos da Queda têm impedido grandemente a capacidade do homem de flosofar. Metafsicamente falando, o homem ainda é a imagem de Deus, embora a imagem esteja desfgurada. Ele ainda é um ser espiritural, racional, moral e imortal (Gn 9:6; Tg 3:9). Mas esticamente falando, a imagem de Deus está apagada. O homem caído está num estado de “depravação total”, incapaz de fazer algo que agrade a Deus (Rm 3:9-18; 8:7-8).

2 – A verdadeira espiritualidade e a cosmovisão cristã:

“Quando tinha quatorze anos, Tony resolveu cometer suicídio. "Meus pais me diziam que eu era ruim, e que um bom menino cristão lhes obedeceria. Mas eu não conseguia satisfazer suas expectativas, por isso desisti. Minha vida era uma desgraça. Eu não via esperança alguma." A única coisa que o deteve foi o pensamento de que Deus podia ser real e mandá-lo para o inferno por se matar. "A única saída que eu via para minha desgraça era o suicídio, mas tinha um pavor medonho da possibilidade do inferno. Esse medo foi o que me impediu de concretizar meu intento." Tony começou a pesquisar a questão da existência de Deus, não com a esperança de salvação, mas para metodicamente pôr as coisas em ordem antes de tirar a vida. "Eu tinha de descobrir: Deus existe? Não que eu visse prova de sua existência, mas o suicídio não dá segunda chance. Antes de me matar, tinha de ter certeza de que Deus não existia." (…) Certo domingo, um homem magro e mal trajado, com forte sotaque estrangeiro. (…) Tony o recepcionou no santuário, sem nem imaginar que este estranho alto tinha a chave para as respostas que ele estava buscando. (…) O nome do homem era Richard Wurmbrand, que recentemente fora libertado da Romênia comunista.”

“Enquanto Tony ouvia as narrativas de Wurmbrand, acerca dos anos que passou atrás das grades, um lânguido brilho de esperança tremeluziu em seu interior. Ali estava um homem que fora surrado da mesma maneira que ele (na verdade, bem mais) e que entendia o que signifcava suportar dor tão ferrenha que acaba com o desejo de viver. Ele voltara da beira do abismo com uma fé profunda em um Deus bom, em um Deus que nos ama. "Humanamente falando, ele deveria estar cheio de ódio dos seus captores, que o trataram com tanta injustiça", disse-me Tony. "Isso eu entendia. Mas ele reagiu em amor." Eis algo totalmente diferente da experiência de Tony: "Não era mais apenas um ritual dominical matutino. Este era um poder vivifcador". Logo ele se deu conta de que este era o único poder que poderia salvar sua vida arruinada. "Eu já conhecia a reação natural da pessoa diante de sofrimento injusto. Mas isto era totalmente diferente. Foi algo que ofereceu uma alternativa ao que eu tinha experimentado." Depois daquele domingo memorável, Tony começou a ler a Bíblia e, com o passar do tempo, descobriu uma fé forte o sufciente para o arrancar da beira do abismo. "Depois desta experiência de ver a realidade de Cristo na vida de uma pessoa, comecei a crescer lentamente na fé."

A liberdade de wurmbrand:

“O nome do homem era Richard Wurmbrand, que recentemente fora libertado da Romênia comunista. As histórias que ele contou sobre a perseguição comunista chocaram os americanos, que naquela época pouco sabiam sobre as condições por trás da Cortina de Ferro. (…) Com as bochechas afundadas e os olhos encovados, vestidos com roupas de segunda mão, Wurmbrand e sua esposa (que também tinha sido presa) se destacavam de modo nítido dos diplomatas ocidentais abastados que compunham a maioria da congregação de fala inglesa. (…)A imagem mais nítida que permanece em minha mente são as lágrimas correndo pelo rosto quando ele visitou a Escola Dominical e viu crianças aprendendo abertamente a Palavra de Deus. Abertamentel Embora eu tivesse apenas treze anos, nunca esqueci as histórias terríveis que Wurmbrand contou: prisioneiros marcados com ferro em brasa, ou pendurados de cabeça para baixo num poste enquanto batiam nos pés até virar uma massa sangrenta, ou fechados em armários estreitos com pontas de metal nas paredes. Para prisioneiros religiosos, havia torturas especiais. Wurmbrand contou de pastores forçados a dar a Ceia do Senhor em forma de urina e fezes. Ele próprio suportou a pior provação de todas: três anos na solitária, numa cela a nove metros debaixo da terra.

A

mensagem do pastor romeno transmitia autenticidade e convicção, porque ele tinha sofrido

e

passado pelo sofrimento com um novo espírito. O seu caráter era um testemunho do

princípio bíblico de que o sofrimento é um crisol que testa a qualidade da fé do crente.

A santifcação genuína começa com sofrimento e morte com Cristo.

Leiamos: Rm 8.17, Gl 2.20. No fm das contas, esta experiência é a meta do desenvolvimento de uma cosmovisão cristã, que não é apenas o estudo e debate de idéias, mas a morte e ressurreição em união com

Cristo. Sem esta realidade espiritual interior, tudo o que dissermos sobre cosmovisão se torna pouco mais que um exercício mental — um modo de resolver quebra-cabeças intelectuais, ou, pior, uma maneira de impressionar as pessoas, "mostrando" que somos inteligentes e muito instruídos. Praticamente qualquer pessoa pode aprender a papaguear frases de efeito, pronunciar certas palavras de verifcação, repetir citações fortes para criar a imagem de ser culto e intelectual.

O

primeiro passo para conformar nosso intelecto à verdade de Deus é morrer para a vaidade,

o

orgulho e o desejo por respeito dos colegas e das pessoas.Temos de abandonar as

motivações mundanas que nos impulsionam, orando para sermos motivados somente pelo desejo genuíno de submeter nossa mente à Palavra de Deus e, depois, usar esse conhecimento

a serviço dos outros.

Podemos fazer o ótimo trabalho de provar intelectualmente que o cristianismo é a verdade absoluta, mas as pessoas não acharão nossa mensagem persuasiva, a menos que possamos dar demonstrações visíveis dessa verdade em ação. As pessoas devem enxergar, pelo padrão do dia-a-dia de nossa vida, que não tratamos o cristianismo como um retiro particular, uma manta de conforto, um castelo de crenças de conto de fadas que nos faz sentir bem. É quase impossível que as pessoas aceitem novas idéias puramente na teoria, sem ver uma ilustração concreta do que elas são quando vivem na prática. Os sociólogos denominam esta situação "estrutura de plausibilidade" — o contexto prático em que as idéias são postas em ação. O chamado da Igreja é ser a "estrutura de plausibilidade" para o evangelho. Quando as pessoas vêem uma dimensão sobrenatural de amor, poder e bondade no modo como os cristãos vivem e tratam uns aos outros, então nossa mensagem de verdade bíblica torna-se plausível. E se as pessoas virem os cristãos praticando o erro e concordando com o mundo? Quem vai acreditar em nossa mensagem? A apresentação verbal da mensagem de cosmovisão cristã perde seu poder se não foi validada pela qualidade de nossa vida.

“Sem integridade ao nível pessoal, uma cosmovisão cristã facilmente se deteriora em um conjunto inanimado de ideias ou um sistema cognitivo simples. E ainda que seja verdade que o cristianismo ofereça o melhor sistema cognitivo para explicar o mundo, nunca é apenas um sistema. Conhecer a verdade só tem signifcado como primeiro passo para viver a verdade no dia a dia. E como implementar nossas crenças na realidade da experiência diária? Morrendo para nós mesmos, a fm de vivermos para Deus.

Francis Schaefer – Verdadeira espiritualidade.

Referências:

[1] Azevedo, Israel Belo de. Curso Vida Nova de Teologia Básica, vol. 6 – São Paulo, ed. Vida Nova, 2006. [2] Schaefer, Francis. O Deus que intervém. São Paulo: cultura cristã, 2009. [3] McDowell, Josh. Evidência que exige um veredito, evidências históricas da fé cristã. São Paulo: candeia, 1992. [4] Jr, John MacArthur. Sociedade sem pecado. São Paulo: cultura cristã, 2002. [5] Piper, John. Taylor, Justin. O sofrimento e a soberania de Deus. São Paulo: cultura cristã, 2008. [6] Sire, James W. O universo ao lado: um catálogo básico sobre cosmovisão. São Paulo:

hagnos, 2009. [7] Jr, R. Albert Mohler. Ateísmo remix, um confronto cristão aos novos ateístas. São Paulo: Fiel, 2009. [8] Pearcey, Nancy. Verdade absoluta, libertando o cristianismo de seu cativeiro cultural. Rio de Janeiro: CPAD, 2006. [9] Crampton, W. Gary. Bacon, Richard E. Em direção a uma cosmovisão cristã. Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto. Cuiabá-MT, 08 de Outubro de 2005.

[10] Confssão de fé batista de 1689. Comunhão reformada batista no Brasil. [11] Crampton, W. Gary. A Visão Bíblica da Ciência. Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto. Original: http://www.trinityfoundation.org/journal.php?id=163 [12] Jr, John MacArthur. Apegue-se ao que é bom. Fonte: Ouro de Tolo, John MacArthur, Editora Fiel, p. 26-29. [13] Lewis, C. S. Religião e Ciência. Tradução: Antônio Emílio Angueth de Araújo. [14] Costa, Rev. Hermisten Maia Pereira da. Deus em Nietzsche.