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FACULDADE DE EXCELÊNCIA EDUCACIONAL DO RIO GRANDE DO NORTE

SISTEMA PARA INTERNET

Disciplina: Instituições do Direito Público e Privado

Prof.: Hallrisson

LILIAN MATIAS DE OLIVEIRA (200817020)


“Costumes no Direito”

Natal/RN
AGO/2008
Instituições do Direito Público e Privado

COSTUMES NO DIREITO

O
direito pode definir-se como um sistema normativo de conduta social

rigorosamente protegido, isto é, constituído por um conjunto de normas

necessárias para estabelecer a ordem social e um convívio saudável entre os

indivíduos que compõem a sociedade. A ordem social é exercida através da coação, ou seja, a

aplicação de sanções e penalidades por danos a quem cometer desvios à ordem social.

As fontes de direito formam-se a partir de factos jurídicos que resultam de normas que

regulam a sociedade. Podemos dividir o direito em direito estatual escrito, do qual fazem parte a

lei, a doutrina e a jurisprudência, e o direito estatual não escrito, costumeiro ou consuetudinário

do qual faz parte o costume, o nosso objecto em análise.

O
costume como fonte de direito que é, caracteriza-se por consistir numa regra

social que resulta duma prática reiterada duma forma generalizada em

determinada sociedade e que se repete desde há algum tempo. Essa prática

enraizada na sociedade é vista com uma certa convicção de obrigatoriedade e reporta-se ao passado,

muitas vezes para se justificar acabando por se impor psicologicamente aos indivíduos.

O costume divide-se em dois elementos essenciais: o corpus (uso) uma prática social

reiterada, e o animus que é uma convicção de obrigatoriedade, de repetição da mesma conduta no

tempo.

O fundamento do costume é controvertido. Para alguns, trata-se da vontade implícita do

legislador; para outros, é a consciência popular, como sustentou a escola histórica. Quando o

costume lastreia-se na vontade tácita ou implícita do legislador, a maior dificuldade reside no fato

de não se distinguir se o costume decorre de um legislador democrático ou totalitário.


Instituições do Direito Público e Privado

O costume tem sua razão de ser justamente em sua espontaneidade brotada da sociedade, o

que não ocorre comumente na lei. É fato que as sociedades atuais, convivendo sob Estados

fortemente organizados e hierarquizados, relegam pouca margem criativa para os costumes.

Pode-se concluir que é a consciência da obrigatoriedade que dá força ao costume. Quando

esse uso reiterado e consciente é aceito pelos tribunais, estará o costume solidificado como fonte do

Direito. O costume nasce de sua própria eficácia. Na repetição da prática é que se percebe o aspecto

material do costume, seu elemento externo objetivo, ao lado do qual se coloca a consciência da sua

obrigatoriedade.

No estágio atual do nosso Direito, porém, vivendo nosso ordenamento de superabundância

de leis, não existe relevância maior para a posição do costume como fonte do Direito, e por fim, o

art. 337 do Código de Processo Civil determina que a parte que alegar direito costumeiro deverá

provar o teor e a vigência, se assim for determinado pelo juiz. Essa instabilidade é, de fato, o maior

obstáculo para o costume imperar em nosso sistema.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS:

http://hugolancaturismo.blogspot.com/2006/10/costume-como-fonte-de-direito.html
http://www.silviovenosa.com.br/index.cfm?fuseaction=artigos&codNews=13