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UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO - UPE

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Fascículo 1

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Metodologia

CientífiCa

Prof. Josevaldo Araújo de Melo Prof. Pedro Henrique de Barros Falcão

Carga Horária | 60 horas

eMenta

Oferecer subsídios para o entendimento da construção científica como processo, apontando as diversas etapa da investigação e pesquisa científica bem como técnicas e normas por meio da produção de trabalhos científicos, considerando os vários tipos de conhecimento e ressaltando a importância da pesquisa para a vida Acadêmica e Profissional.de Barros Falcão Carga Horária | 60 horas e Menta o bjetivo g eral

objetivo geral

Despertarointeressepelainvestigaçãocientífica,possibilitandoacompreensãodosfundamentosdaabor-

dagem metodológica, enfatizando a sistematização do estudo para o trabalho de pesquisa e propiciando ao aluno um pensamento crítico/científico na elaboração de projetos e trabalhos de conclusão de curso.

apresentação da d isCiplina presentação da disCiplina

A elaboração de textos científicos para pesquisa, o preparo de livros para o ensino e a organização de

documentos com informações para públicos diferenciados são algumas das facetas importantes do vasto processo de comunicação, que sustentam permanentemente as atividades acadêmicas. Além da comunica-

ção direta, que viabiliza o intercâmbio de idéias e experiências entre pessoas, a comunicação indireta, por meio de documentos, assume importância cada vez maior em nossa sociedade. A produção, seguida da armazenagem e do uso de documentos, constituem etapas essenciais para as variadas alternativas de acesso

a informações que a dinâmica da sociedade requer.

De acordo com Costa (2003), até poucos anos atrás, a elaboração de uma monografia acadêmica no final de um curso, como exigência da obtenção de títulos acadêmicos, era quase que exclusiva dos cursos de pós-graduação, especialmente em nível de Mestrado e Doutorado. A disciplina Metodologia Científica ou correlata era também exigência obrigatória em tais cursos.

Atualmente, com as modificações da educação brasileira, a exigência da elaboração de uma monografia acadêmica, como requisito à obtenção de títulos acadêmicos, se estende, também, aos cursos de gradua- ção, e, consequentemente, a disciplina de Metodologia Científica também passou a ser obrigatória.

A abordagem da disciplina Metodologia Científica tornou-se um desafio na tentativa de ajudar o aluno a

esclarecer os métodos e as técnicas necessárias tanto ao estudo quanto à pesquisa bem como disciplina o indivíduo em suas tarefas acadêmicas, otimizando seu tempo e desempenho. A importância desse estudo consiste, principalmente, em traduzir, de forma didática, o conjunto de normas técnicas e suas recomen- dações, padronizando assim os trabalhos acadêmicos.

A Metodologia Científica é considerada, muitas vezes, pelos alunos que iniciam o curso superior como

um assunto insípido, monótono, desagradável, de difícil compreensão e, aparentemente, inútil. Somente

a vivência universitária permite melhor compreendê-la e avaliar a sua capital importância no contexto aca

dêmico e científico. Essa disciplina não é para ser decorada e, sim, para ser aplicada na prática, portanto,

é necessária a dedicação e o exercício permanente , para se ter um resultado positivo. Este Componente Curricular está dividido em quatro fascículos, de forma que cada um mostra aspectos na construção do trabalho acadêmico.

FascículoFascículo11

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introdução ao pensaMento CientífiCo

objetivos espeCífiCos

Prof. Josevaldo Araújo de Melo Prof. Pedro Henrique de Barros Falcão Carga Horária | 15 horas

Definir e caracterizar metodologia científica;Pedro Henrique de Barros Falcão Carga Horária | 15 horas Conhecer e diferenciar os diversos níveis

Conhecer e diferenciar os diversos níveis de conhecimento e as etapas do método científico;| 15 horas Definir e caracterizar metodologia científica; Propiciar a formação de um pensamento

Propiciar a formação de um pensamento crítico/científico.níveis de conhecimento e as etapas do método científico; 1. a C onsCiênCia C ientífiCa A

1. a ConsCiênCia CientífiCa

A realização de pesquisas científicas requer, necessariamente, que se reflita acerca dos seus propósitos

bem como sobre a metodologia da investigação, a lógica do raciocínio científico e, também, sobre a pró- pria ciência e seu lugar na sociedade local e global.

Existe a necessidade de que o intelectual, seja ele aluno, professor ou pesquisador, tenha associado a prática à devida teoria e vice-versa. Também se deve ter em mente que a posição metodológica do hábito adquirido pela prática da pesquisa, ao longo da experiência profissional, pode gerar confiança excessiva no pesquisador, levando-o a dispensar a reflexão teórica e a própria consciência da transitoriedade da ciência, o que representa uma falha grave dada pela própria essência do trabalho científico, ou seja, o desenvolvimento do senso crítico, adquirido gradativamente, através, principalmente, de uma proximi- dade filosófica.

A

palavra “Ciência”, como tantas outras do idioma Português, tem origem latina, “Scientiae”, que signifi-

ca

conhecimento. Segundo HOUAISS (2001), é o conhecimento atento e aprofundado de alguma coisa.

É uma atividade, disciplina ou estudo voltado para qualquer área. Já, de acordo com GIL (1999), “ciência pode ser caracterizada como uma forma de conhecimento objetivo, racional, sistemático, geral, verificá- vel e falível”. Ainda FACHIN (2001) afirma que “ciência é um progresso permanente de acúmulo de co- nhecimentos sobre algo e de ações racionais, sistemáticas, exatas e verificáveis, capazes de transformá-lo”.

2. o que veM a ser MesMo Metodologia CientífiCa?

A Metodologia é uma preocupação instrumental que todos nós temos, quando desejamos realizar uma ta-

refa de forma certa, objetiva, no menor tempo possível e com custos, apenas, necessários. Para isso, procu- ramos identificar os procedimentos adequados, as ferramentas, os caminhos para se atingir o fim desejado.

Essa palavra tem origem grega, ou seja, meta significa ao longo, odos significa caminho e logos significa discurso, estudo.

Porém, quando se acrescenta a palavra científica à ação metodológica implica o estudo da metodologia associado à prática da pesquisa científica.

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Fascículo 1

Exemplo

A arrumação de um guarda-roupa requer uma me-

todologia de trabalho que se inicia pela retirada de todos os objetos, a limpeza de todos os seus com- partimentos com os produtos de limpeza adequa- dos. Em seguida, faz-se a seleção daqueles objetos que não se quer mais ou que devem ser guardados em outro móvel ou local, aqueles que precisam ser lavados para serem novamente guardados, e, à me- dida que assim se procede, a arrumação vai tendo lugar até que, finalmente, cumpre-se a meta de se arrumar o guarda-roupa.

Mas, se o objetivo é encontrar a cura para uma doen-

ça, trata-se de se realizar uma pesquisa dita científi-

ca com todo procedimento metodológico próprio,

construído ao longo de décadas de ciência. Depa- ra-se, então, neste momento, com outra questão:

O que vem a ser pesquisa?

Trata-se de um conjunto de atividades orientadas para a busca de um determinado conhecimento.

Elucidando melhor o conceito acima, apresenta-se

o seguinte exemplo: quando uma dona de casa re-

solve pesquisar os preços dos produtos que compra sistematicamente nos diversos supermercados de sua cidade, ela está realizando uma pesquisa, pois deseja chegar a um determinado conhecimento. No entanto, do ponto de vista científico, não se constitui Pesquisa Científica, principalmente pela falta do teor metodológico científico, que abran- ge várias etapas, incluindo formulações e conhe- cimentos teóricos pertinentes ao tema em foco. E, assim, defrontamo-nos com mais outro concei- to: o conhecimento científico.

3. o ConheCiMento

Antes de qualquer tentativa de definir o que é co- nhecimento científico, é crucial atentar para o que

é conhecimento. De forma bastante simples, pre-

cisamos pensar na existência do homem e na sua vida sobre a Terra, além, é claro, de lembrar que nós, dentre todos os seres vivos, somos, até agora, os únicos considerados dotados de inteligência. O uso dessa faculdade fez com que o homem buscasse sig- nificados para sua vida e seu entorno, ou seja, para a sua realidade. Nesse exercício, ele adquiriu conhe- cimento e procurou construir explicações para os fe-

nômenos da vida. Logo, conhecimento nada mais é do que o nome dado às representações da realidade.

Com essas representações, o homem ascendeu aos vários níveis de conhecimento, dentre os quais, cita-se o mítico, popular, teológico, filosófico e

científico, ressalvando que alguns autores incluem

o nível tecnológico em separado do científico.

3.1. ConheCiMento MítiCo

Também conhecido como Mitologia, abarca um certo período histórico, no qual as pessoas usavam da palavra para instrumentalizarem sua realidade, sua vida, com códigos de conduta e conquistas mi- rabolantes em todos os níveis, desde a guerra até o amor. Tomaremos exemplos apoiados na mitologia grega para ilustrar esse tópico (CHAUÍ, 2002).

Entre os gregos, séculos antes de Cristo, os poetas as- sumiram grande importância na educação e na religio- sidade do povo. Poemas, como a Ilíada e a Odisséia, escritos por Homero, evidenciam deuses mitológicos, buscando personificar neles as forças da natureza, ao mesmo tempo em que procuram explicar o que ocorre no universo. Assim, ainda hoje, ilustrativamente, sabe- mos que as ondas do mar são produzidas por Poseidon, que os relâmpagos são arremessados sobre a Terra por Zeus e assim por diante. Para tudo, eles tinham uma ex- plicação, apoiada sempre em deuses com grande poder.

As explicações eram fornecidas de três maneiras principais: decorrente de relações sexuais, de riva- lidades, de alianças, de recompensas e de castigos.

A explicação do amor, por exemplo, advém de se en-

contrar um pai e uma mãe para o deus Eros, também conhecido por Cupido, que é a representação hu- manizada do fenômeno amor. O mito, então, conta que houve uma grande festa entre os deuses, todos foram convidados, menos a deusa Penúria. Essa se apresentava sempre miserável e faminta, esperando a sua vez de forma oportunista. Quando a festa acabou, Penúria veio, comeu os restos do banquete e dormiu com o deus Poros, que era astuto e engenhoso. Dessa relação sexual, nasceu Eros (ou Cupido) que, como sua mãe, se apresenta sempre faminto, sedento e mi- serável. Mas, como seu pai, tem mil astúcias para se satisfazer e se fazer amado. Por isso, quando Eros fere alguém com uma flecha, esse alguém se apaixona e logo se sente faminto e sedento de amor, inventa as- túcias para ser amado e satisfeito, ficando ora maltra- pilho e semimorto, ora rico e cheio de vida.

Para explicar períodos de guerra e paz, toma-se como referência, talvez, a mais famosa e histórica delas: a guerra de Troia.

A sua explicação diz que surgiu e perdurou a partir

de rivalidades e alianças entre as forças divinas, de-

sencadeando guerra e paz no mundo dos homens.

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Mitologicamente, ela é explicada pelo poeta Home- ro em sua obra já citada acima. A causa da guerra, aliás, foi uma rivalidade entre as deusas. Elas apare- ciam em sonho para o príncipe troiano Páris, ofere- cendo-lhe seus dons, embora ele tenha escolhido a deusa do amor Afrodite, gerando, assim, o ciúme nas outras deusas que, por vingança, o fizeram rap- tar a grega Helena. Esta, por sua vez, era mulher do general grego Menelau, dando, por consequência, início à guerra entre os humanos. Os deuses, em suas afrontas e devaneios, ora ficavam de um lado, ora do outro, sempre liderados por Zeus; isso signi- fica dizer que as alianças favoreciam os troianos em determinado momento, e em outro, os gregos.

E o que dizer para explicar as recompensas e os castigos que fazem parte de qualquer sociedade?

Se você desobedece à autoridade, seja ela quem for, deve ser castigado. Ao contrário, se fizer algo bom, de- verá ser recompensado. Assim é que, no mundo dos deuses, Zeus era o ser supremo, ao qual todos, outros deuses e humanos, deviam respeito e obediência.

E uma centelha de fogo foi presenteada aos huma-

nos por um titã chamado Prometeu, sem o conhe- cimento de Zeus, ou seja, esta centelha foi roubada. Logo, os deuses consideraram que o titã deveria ser castigado por este ato impensado e mandaram-no amarrar a um rochedo para que as aves de rapina, eternamente, devorassem o seu fígado. Trata-se de um castigo do qual ele não pôde se safar e, além do mais, extremamente doloroso, visto que o fígado é um órgão que se regenera.

Mas, qual foi o castigo impetrado aos homens? Eles receberam o presente, logo deveriam ser castigados também. Já ouviram falar de Pandora?

A continuação do mito explicita que os deuses fize-

ram (criaram) uma mulher encantadora, Pandora, a quem foi entregue uma caixa repleta de coisas ma- ravilhosas, mas que nunca deveria ser aberta. Em se- guida, Pandora foi enviada aos humanos, e cheia de curiosidade e ansiosa para dar a eles as maravilhas, ela abriu a caixa. Dela saíram, então, todas as desgra- ças, doenças, pestes, guerras e, sobretudo, a morte.

Explica-se, assim, a origem dos males no mundo.

3.2. ConheCiMento teológiCo

Também denominado conhecimento religioso,

apoia-se na fé inconteste. É conhecimento que, nas suas formas primitivas e anteriormente à época de Cristo, compartilhou, em muitas sociedades, com

o conhecimento mitológico.

Nesse contexto, a explicação da realidade é dada pela autoridade divina, detentora de toda “Ciên- cia”. Com a chegada do Cristianismo e sua expan- são, principalmente, em seu apogeu no período medieval, os teólogos passaram a exercer forte in- fluência nas atividades dos considerados homens do saber. Aquele que fornecesse explicações para qualquer fenômeno estudado, fugindo do que preceituava a Igreja, era, literalmente, levado a dar satisfações de público, desmentindo o que dissera sob pena de ser sentenciado à morte. Talvez o caso mais conhecido seja a ideia, que perdurou até o séc. XVII, de que a Terra era o centro do universo, passando alguém a difundir que o Sol estava no centro, gerando profunda insatisfação no seio da Igreja, pois contrariava os dogmas até então estabe- lecidos, e, como o cidadão que não quis retirar sua teoria, foi condenado a morrer na fogueira.

Apesar desses problemas, a Igreja produziu nomes que seguiram para a posteridade, dando contribui- ções significativas para o entendimento do mun- do, provavelmente o mais conhecido deles tenha sido São Tomaz de Aquino.

Uma característica importante de se ressaltar no co- nhecimento religioso é a forma como esse conheci- mento chega até nós, ou seja, por meio da comuni- cação divina com alguns escolhidos, chamados de profetas, que perpetuaram a fala divina em textos sagrados, como, por exemplo, a Bíblia para os cris- tãos ou o Alcorão para os seguidores de Maomé.

3.3. ConheCiMento filosófiCo

Sua estruturação remonta ao séc. VII a.C., quan- do “alguns homens se propuseram a consultar a própria razão, à procura de respostas aos eternos problemas que sempre preocuparam o espírito hu- mano. Seus ensinamentos não procurariam apoio na autoridade divina, mas, na razão para a análise de problemas” (RUIZ, 1996).

Esses homens eram denominados de Sophoi, que quer dizer sábios na antiga Grécia. Mas foi Pitágoras, no séc. VI a.C., também na Grécia, que imortalizou a palavra filosofia, porque ele não se julgava sábio, mas aquele que era amante da sabedoria, tinha a capacida- de de perceber o certo e o errado nas coisas da razão. Assim Philos significa amigo, e Sophia, sabedoria.

No tempo de Aristóteles, a palavra filosofia assu- miu outra conotação, ou seja, a universalidade dos conhecimentos humanos. Ela foi dividida em grandes áreas, que, por sua vez, também foram subdivididas para melhor compreensão, compre-

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endendo essas subáreas desde a metafísica até a es- tética. Aqui o conhecimento filosófico encontra-se com o artístico, pois, por meio do belo, consegue-

se atingir o sentimento humano.

Vale salientar que uma das principais característi- cas da Filosofia é indagar sobre a própria Ciência, assumindo posições a respeito dos rumos que a Ci- ência está tomando, levando esses posicionamen- tos a construções de paradigmas, que, por sua vez, norteiam o pensamento dos pensadores, de acordo com as épocas vivenciadas.

Como exemplo, pode-se citar o questionamento so- bre a clonagem, se bem que essa questão também está no âmbito teológico e, obviamente, científico. Como assim? Para onde a sociedade está caminhan- do? Como ficam os ensinamentos bíblicos sobre o mundo? E muitas outras questões que levam os cientistas filósofos contemporâneos a desenvolve- rem teses sobre o assunto bem como controvérsias.

3.4. ConheCiMento popular

Também chamado Senso Comum, Vulgar, Or- dinário, Empírico e Intuitivo. É conhecimento oriundo da experiência com seus erros e acertos, das tradições de uma coletividade. Geralmente é obtido de experiências ao acaso, sem métodos es- pecíficos e de observações repetitivas da realida- de. Não há preocupação com análises, reflexões críticas, sendo, predominantemente, passado de geração a geração. Caracteriza-se, também, por ser assistemático, ou seja, apesar de as experiências po- derem ser organizadas, não se preocupa em sistema- tizar as idéias, de forma a gerar um conceito teórico.

Como exemplos, podemos citar:

O conhecimento dos índios, principalmente dos

que vivem na Amazônia, sobre as plantas e o seu uso curativo de várias enfermidades, atualmente,

suscita uma série de interesses das organizações in- ternacionais voltadas para a indústria farmacêutica

e querelas internacionais de patentes.

O indivíduo natural do interior, do campo, que

tem o hábito de procurar descobrir indícios do tempo, ao olhar para o céu, verifica a concentra-

ção de nuvens, a coloração do firmamento, exerci- tando a sensibilidade de outros elementos, como calor, frio, umidade. Faz uma previsão “meteoro- lógica” que tem um percentual de acerto razoável, usando, apenas, a sua experiência e o conhecimen-

to legado pelos seus ancestrais.

É importante observar que o Senso Comum não é

isolado, pelo contrário, cada vez mais ele está sen-

do a base para o avanço do conhecimento científi- co. Um exemplo, dentre tantos outros, é o uso do alho para tratamento de doenças as mais diversas.

A sabedoria popular indica que alho misturado

com mel serve para tosse, que a infusão do alho contribui para melhorar problemas cardíacos, só para citar alguns desses usos. Há alguns anos, de- senvolvem-se pesquisas nas áreas de farmacologia, medicina, nutrição, para se detectar a veracidade dessas aplicações e em que dosagens devem ser administradas e como também, em geral, em qual situação, especificamente.

3.5. ConheCiMento CientífiCo

Este é o conhecimento regido pela razão e não, por códigos de conduta, sensações apenas. Existe a preocupação da sistematização de ideias, que visam fornecer esquemas interligados de forma lógica que, por sua vez, possibilitam entender a realidade. Trata-se de um conhecimento que busca a objeti- vidade, a confiabilidade, a testabilidade, enfim, a verdade dos fatos, dos fenômenos. É um conheci- mento, por excelência, analítico.

Sabe-se que a busca do conhecimento é bastan-

te antiga e que a lógica fez parte desse processo.

Como referências, citam-se: a Trigonometria, dei- xada pelos egípcios; a Geometria, a Mecânica, a Lógica, a Astronomia e a Acústica foram legadas pelos gregos. Indianos e muçulmanos também contribuíram, significativamente, com o conheci- mento matemático e astronômico. Porém se res- salta que a preocupação com a sistematização e a filosofia foi maior entre os gregos.

Esse desenvolvimento do conhecimento mais ela- borado entre os gregos se deu em função de apre- sentarem o exercício do intelecto desvinculado das necessidades do cotidiano. Os registros históricos indicam que havia uma classe ociosa, a qual prima-

va pelo status, pelo prestígio. Logo, pensar, refletir,

dialogar de forma lógica indicava atividades de ní- vel superior, enquanto a classe trabalhadora (escra- vos) considerava o trabalho prático como atividade daqueles que formavam a classe de nível inferior, realizando tarefas que, geralmente, tinham por ob- jetivo atender a outrem.

Nesse tempo, Platão desenvolveu uma teoria para entender o mundo, a Teoria das Formas ou das Ideias e utilizou a intuição como forma de pensa- mento superior. Por meio da utilização dos órgãos dos sentidos, a sensação é percebida pelo sujeito,

aquele que deseja conhecer algo; em seguida, ocor-

re a reflexão, que funciona como um processo,

unindo e comparando os diversos dados dessa ex-

periência externa.

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Observemos que, durante muitos anos, essa per- cepção era adquirida por meio da visão, em busca da essência das coisas. Atualmente, se olharmos para os avanços ocorridos na área educativa e de

inclusão social, verificaremos que se desenvolve- ram métodos, para que, por exemplo, um deficien-

te visual passeie num jardim e, através dos aromas

e do tato, consiga penetrar na essência das plantas, das flores e do ambiente como um todo.

4. etapas do Método CientífiCo

O objetivo da ciência é o de encontrar explicações

para os fatos observados. Um cientista tenta expli- car algo por meio de suposições ou hipóteses que possam ser testadas experimentalmente.

O cientista desenvolve suas atividades dentro de

um planejamento que consiste no conjunto de procedimentos aceitos e validados que irá assegu- rar a qualidade e a fidedignidade do conhecimento

gerado, ao qual chamamos de método científico.

O método científico é dividido em etapas, como

ilustramos na figura 1.

Observação de um FATO/ Escolha de um ASSUNTO Questionamento de um PROBLEMA Elaboração das HIPÓTESES-
Observação de um FATO/
Escolha de um ASSUNTO
Questionamento de um PROBLEMA
Elaboração das HIPÓTESES-
Variáveis
Realização das
EXPERIÊNCIAS-
Metodologia
GRUPO
GRUPO TESTE
CONTROLE
Resultado
Resultado
Resultado
NÃO
Resultado
POSITIVO
NEGATIVO
CONFIRMADO
CONFIRMADO
Conclusão: hipótese
ERRADA
Procedimento: testar
outra HIPÓTESE
Conclusão: hipótese
CORRETA
LEI OU TEORIA
PUBLICAÇÃO

4.1 avanço do ConheCiMento

A investigação científica implica uma atividade metó-

dica, na qual o investigador caminha de uma fase me-

nor para uma maior de conhecimento. Toda investi-

gação verdadeira resulta em algo novo. Cada uma das fases da estratégia científica constitui um certo avanço no conhecimento do objeto de investigação. Quando se chega a formular o(s) problema(s) da pesquisa, o investigador vai descobrindo, simultaneamente, uma série de aspectos, facetas, vínculos, conexões, qualida- des, etc. desconhecidos por ele e dos quais nunca se havia dado conta, não houvesse formulado pergun- tas específicas a esse respeito. O mesmo ocorre em relação ao marco teórico. Nesta tarefa, o pesquisador entra em contato – talvez pela primeira vez – com teorias científicas, enfoques teóricos e diferentes disci- plinas do saber; enfrenta uma terminologia peculiar, quase sempre bem distante da linguagem ordinária. Nestas condições, é provável que o investigador tenha de modificar substancialmente a imagem prévia que fazia do objeto em estudo: a descrição que venha a fazer com o vocabulário científico pouco ou nada tenha a ver com a descrição de alguém que apenas conta com as noções do senso comum (bom senso). A própria hipótese se constitui um incremento no co- nhecimento do objeto, uma vez que é o resultado da determinação das variáveis relevantes que foi possível se detectarem no mencionado objeto. Por último, o teste da hipótese – culminando com sua confirma- ção ou com sua refutação – redunda em um maior conhecimento sobre o objeto investigado, já que se desenvolveu alguma experiência a respeito de uma suposição preliminar relativa ao mencionado objeto.

5. pesquissa CientífiCa

Pode-se dizer que, em seu trabalho, o cientista é guiado por uma característica humana básica: a curiosidade. Os cientistas estão constantemente tentando explicar os porquês e os comos das coi- sas. Albert Einstein (1879-1955), um dos maiores físicos da humanidade, comparou o trabalho de um cientista ao de um detetive.

Assim como o detetive, o cientista reúne uma série de fatos e, a partir deles, procura entender como ou porque um determinado fenômeno está ocor- rendo. No entanto, o cientista vai além da simples observação ou confirmação de fatos; ele procura entender por que certos fatos ocorrem e as conse- quências de sua ocorrência.

Segundo BARROS & LEHFELD (2001), para solucionar qualquer curiosidade ou problema co- tidiano, o Homo sapiens busca respostas basean- do-se no bom senso. Essa procura de respostas en- volve um processo investigatório, mesmo que seja imediato sistemático e definindo por traços pura- mente ligados ao senso comum. A pesquisa ou a procura de novos conhecimentos não só é próprio

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Fascículo 1

Fonte: Appolinário (2004)

da natureza humana como também a investigação, mesmo que seja a partir da reflexão, o único veículo viável de o homem compor seu contorno.

A

pesquisa é uma atividade voltada para a solução de problemas por meio do emprego de processos científicos.

É

o conjunto de atividades orientadas para a busca de um determinado conhecimento.

O

ser humano, no decorrer da vida, sempre está aprendendo algo novo e, das informações conhecidas,

tenta aprender diversas formas de praticá-las para solucionar problemas do cotidiano. Pode verificar-se, por exemplo, na forma de utilização dos aparelhos celulares, nos cartões eletrônicos dos bancos ou dos micro-computadores por parte de diferentes tipos de pessoas. O grau de dificuldades no uso desses recur- sos varia de acordo com a experiência práica, a informação sobre o assunto, contudo, todos passam por um processo similar de aprendizagem.

Fazer Ciência é mais do que simplesmente acumular informações, é tentar descobrir relações entre os fatos ob- servados que permitem ampliar os conhecimentos e desenvolver novas ideias para a compreensão da natureza.

Um bom exemplo do desenvolvimento de uma ideia nova em Ciência é o episódio da maçã, que, segundo alguns, teria caído na cabeça de Isaac Newton. A força da gravidade, que explicava a queda dos corpos, já era conhecida, mas Newton inovou ao imaginar que a mesma força podia se estender para o espaço exte- rior, alcançando a lua; por exemplo, mantendo-a girando ao redor da Terra.

APPOLYNARIO (2004) propõe uma classificação geral das pesquisas de acordo com alguns critérios, conforme verificamos no quadro I.

Quadro 1: Proposta para classificação geral das pesquisas.

CLASSIFICAÇÃO DAS PESQUISAS EM RELAÇÃO AOS CRITÉRIOS

Finalidade

BásiCa - objetiva o avanço do ConheCiMento teóriCo eM deterMinada área. não visa à apliCabilidade iMediata.

ApliCada - objetiva resolver uM probleMa ConCreto e iMediato da huManidade.

tipo

DesCritiva - interpreta a realidade, seM nela interferir; não estabeleCe relações de Causalidade.

ExperiMental - busCa expliCar por que oCorre deterMinado fenôMeno da realidade.

origeM dos dados

CaMpo - provenientes de sujeitos huManos ou não.

DoCuMental ou bibliográfiCa - fontes CoMo livros, revista, filMes, gravações de áudio, etC. huManos ou não.

teMporalidade

Longitudinal - avalia a MesMa variável de uM MesMo grupo, CoM duas ou Mais Mensurações dessas variáveis eM uM período de teMpo.

Transversal - avalia, apenas, uMa variável eM grupos de diferentes sujeitos.

LoCal/realização

CaMpo - Coleta de dados eM uMa situação natural seM Controle do pesquisador.

Laboratório - Coleta de dados CoM Controle do pesquisador.

Natureza

Qualitativa - prevê a análise herMenêutiCa de dados apurados

Quantitativa - prevê a Mensuração de variáveis predeterMinadas e analisa os dados.

Fonte: APOLINÁRIO(2004)

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6. roteiro para realização

de uMa pesquisa

Para preparação e execução de um projeto de pes- quisa, as seguintes etapas devem ser seguidas:

Escolha do assunto - trata-se do ponto inicial e mais importante de toda pesquisa científica. Não é tão simples como parece. Ele não deve ser escolhi- do por acaso, mas a partir de observações da vida profissional, situações pessoais, experiência cientí- fica, apreciação de textos etc.

Delimitação do assunto - É o afunilamento do tema escolhido, do geral para o mais específico, pois cada área de investigação possui inúmeras particularidades, que podem levar a vários estudos.

Formulação do problema - trata-se da questão que está sem solução. A partir deste, constrói-se o objeto de discussão e de estudo. É o fato, é algo significati- vo que, a princípio, não possui respostas explicativas, pois a solução, a resposta ou a explicação serão dadas por intermédio do desenvolvimento da pesquisa.

Enunciado da hipótese - deve ser expressa de for- ma simples e compreensiva, passível.

Justificativa da escolha - destaca a importância do tema abordado, considerando-se o estágio atual da ciência, suas divergências ou a contribuição que se pre- tende proporcionar ao pesquisar o problema abordado.

Literatura existente sobre tudo o que já foi escrito sobre o assunto, as definições, para poder funda- mentar o quadro teórico da pesquisa.

Metodologia - deve mostrar como a pesquisa será realizada, de forma clara, direta e objetiva, mos- trando como a pesquisa será realizada. A seguir, algumas etapas:

Definição operacional das variáveis;

Escolha da amostragem;

Preparação dos Instrumentos (equipamentos) para a pesquisa;

Execução;

Análise dos dados;

Resultados - descreve sinteticamente o que foi ob- tido com a pesquisa.

Conclusões - consiste numa síntese interpretativa dos resultados encontrados, o ponto de chegada das deduções lógicas baseadas no desenvolvimen- to, nos dados concretos que recolheu na pesquisa, análise e interpretações.

Referências - lista das obras que foram citadas no trabalho.

Apêndices e/ou Anexos - Elementos que comple- tam o trabalho

7. perguntas norteadoras para ajudar na esColha do teMa da pesquisa

O Projeto Político-Pedagógico do Curso possui li- nhas de Pesquisa que devem ser seguidas na cons- trução dos Projetos de Pesquisa. São elas:

Papel Social da Escola;

O Ensino de Língua Portuguesa na Escola;

Leitura e Produção de texto na Escola;

Variação Linguística;

Literatura Arte e Cultura.

Para a realização de uma pesquisa, iniciamos sem- pre com indagações, perguntas. Com as respostas das perguntas a seguir, tente construir o seu proje- to de pesquisa:

1ª ETAPA

Qual a sua área de atuação?

Na sua área de atuação, qual o tema que mais lhe chama a atenção?

Qual(is) a(s) razão(ões) de sua atenção para tal tema?

Ou melhor, qual a preocupação que você tem so- bre o tema?

Ou ainda, qual a dificuldade que deve ser resolvida?

Qual o seu papel no contexto ao qual está inserida a dificuldade que você percebe? Ou, de que forma você está ligado(a) a essa dificuldade?

Entre a(s) razão(ões) apontadas, qual a que você considera mais importante?

Qual a sua opinião sobre a existência dessa dificul- dade? O que sabe sobre isso?

Como deveria ser uma situação ideal (sem tal di- ficuldade)?

Você tem conhecimento de algum estudo feito so- bre o assunto ou questão semelhante? (Lembre-se de que o tema de pesquisa ou a dificuldade a ser pesquisada deve ter caráter inédito).

Qual seria a área de conhecimento que teria liga- ções com o seu problema? (Educação, Psicologia, Sociologia )

14

Fascículo 1

Você já teve acesso à bibliografia sobre o assunto? Em caso afirmativo, você conseguiria listar os tex- tos (autor, título da obra, local, editora, ano)?

Quem seriam os principais beneficiários dos re- sultados de sua pesquisa? Ou, a quem interessa os resultados de sua pesquisa? Ou, qual a população- alvo dos benefícios ou contribuições dos resulta- dos da sua pesquisa?

Tente descrever o ambiente no qual acontece o problema que interessa investigar.

Quem são as pessoas que fazem parte desse ambiente?

2ª ETAPA

O que vou pesquisar?

Onde vou realizar minha pesquisa?

Como vou fazer?

Quando vou fazer?

Quais os custos?

Vou ter financiamento?

Importante

Pesquisa não é cópia; Quanto mais livros você con- sultar sobre o assunto, mais completa fica sua pesquisa; À medida que você lê, anote, apenas, as informações mais importantes; Tendo as informações a res- peito do assunto, escreva o texto usando suas palavras; Neste tipo de texto, não se usam palavras ou expressões da linguagem familiar.

não se usam palavras ou expressões da linguagem familiar. SAIBA MAIS! Rubem. Filosofia da ciência: Introdução
SAIBA MAIS! Rubem. Filosofia da ciência: Introdução ao jogo e às 7 ed. São Paulo:
SAIBA MAIS!
Rubem. Filosofia da ciência: Introdução ao jogo e às
7 ed. São Paulo: Loyola, 2000. 223p.
ALVES,
suas regras.
Sete Pecados Capitais. São Paulo: Martins
AQUINO, Tomás de. Os
Fontes, 2001.
do dia-a-dia às ciências humanas. 6 ed. São Paulo: Pioneira,1999. 163p.
CARRAHER, David
W. Senso Crítico:
fundamentos e técnicas: Construindo o saber. 8 ed. Campinas/SP: Papirus,
CARVALHO,
Maria Cecília
Meringoni de
(Org.). Metodologia Científica -
1989. 175p.
afinal? São Paulo: Brasiliense,
CHALMERS, A.F. O
que é ciência
1993. 225p.
CHASSOT, Attico. A Ciência através dos Tempos. 14 ed. São
Paulo: Moderna, 1994. 190p.
que é ciência?
Disponível em: HTTP://www.unicamp.br/~chilbeni/texdid/ciencia.doc. Acesso em: 27/01/2009.
CHIBENI, Sílvio Seno. O
DEMO, Pedro.
São Paulo: Brasiliense, 1993.
Conhecimento moderno. Tradução de Raul Fiker.
Metodologia do
conhecimento científico. São Paulo: Atlas, 2000.
Navegando na Filosofia.
Disponível em: http://afilosofia.no.sapo.pt/MARCOS.htm. Acesso em: 25 jan. 2009.
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KÖCHE, José
Carlos. Fundamentos de metodologia científica:
teoria da ciência
e prática da pesquisa. 15
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Alice Ribeiro Casimiro. Bachelard: O filósofo da
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v.13, n.3, 1996. Acesso
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OSTERMANN, Fernanda. A epistemologia de Kuhn.
Disponível em: HTTP://www.fsc.ufsc.br. v.13, n.3, 1996. Acesso em: 27/01/2009.
REGNER, Ana Carolina Krebs
Pereira. Feyrabend
e o pluralismo metodológico.
v.13, n.3,1996. Acesso em: 27/01/2009.
Disponível em: HTTP://www.fsc.ufsc.br.
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SILVEIRA, Fernando Lang. A filosofia de Karl Popper: O
v.13, n. 3,1996.
Acesso em:
27/01/2009.
v.13, n.3, 1996. Acesso
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em: 27/01/2009.
pesquisa: A epistemologia de Imre Lakatos.
Disponível em: HTTP://www.fsc.ufsc.br.
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Revista Brasileira de Ensino de Física. Disponível em: HTTP://www.fsc.
TERRA, Paulo. O ensino de ciências
e o professor
anarquista epistemológico.
Acesso em 26.01.2009
ufsc.br/ccef/port/19-2/artpdf/a4.pdf.

Fascículo 1

15

atividade | O que você entende por “saber po- pular”? E sobre conhecimento científico? Que relações se pode fazer entre eles?

A pesquisa científica para ser realizada requer

uma sequência de procedimentos e, ao término desta pesquisa, um trabalho técnico-científico. Quais as etapas do método científico?

Considerando que o trabalho do cientista é com- parado com o trabalho de um detetive, vamos

ajudar a polícia a desvendar um crime. Na página

, vamos seguir

as etapas do método científico. A reportagem do

jornal é o fato observado; com isso , temos um problema a resolver, desvendar o crime. Desse problema, formule, no mínimo, três hipóteses, justifique cada uma delas e conclua o fato.

policial do jornal de

/

/

resuMo Ao iniciar a disciplina Metodologia Científica, é fundamental que o aluno não a conceba
resuMo
Ao iniciar a disciplina Metodologia Científica, é
fundamental que o aluno não a conceba como
uma disciplina comum, na qual há, com mais
frequência, o apelo para a memorização de
conteúdos. Assim sendo, neste primeiro mo-
mento, busca-se apresentar, de forma atrativa e
simples, alguns assuntos que, se desenvolvidos
no âmbito de disciplinas afins à Filosofia, ou
mesmo em seu âmago, conduziriam a uma de-
manda maior de conhecimentos nessas áreas.
No entanto, a Metodologia Científica com sua
concepção interdisciplinar oferece esta oportuni-
dade de se pinçarem alguns pontos pertinentes
e que, se necessário for o aprofundamento,
isso poderá ser feito em outro momento ou
em outra disciplina, ou ainda, em outro curso,
caso o estudante deseje. Logo, inicia-se pela
reflexão científica, extremamente necessária ao
apoio, à razão e ao bom-senso, que poderá
sugerir ao aluno pensar sobre as consequências
de um trabalho feito sem interesse ou de forma
inconsequente. Em seguida, leva-se o discente
a conhecer, embora de forma segmentada, por
força da didática, os níveis de conhecimento e
como podem ser identificados, quando se lê
uma pesquisa, um trabalho acadêmico ou até
mesmo uma notícia voltada para os avanços da
ciência bem como se fazem algumas referências
ao que é mito e metafísica. Após essas fases,
chega-se ao que é Ciência, palavra que envolve
um entendimento amplo e que, nesses últimos
séculos, tem-se apoiado na experimentação e
na verdade relativa, fazendo com que as con-
clusões se coloquem de forma recorrente não
determinista como anteriormente.

referênCias

APOLINÁRIO, Fábio. Dicionário de metodo- logia científica: um guia para produção do conhecimento científico, São Paulo: Atlas, 2004. 300p.

BARROS, Aidil de Jesus Paes de. LEHFELD, Neide Aparecida de Souza. Projeto de Pes- quisa: propostas metodológicas, 12 ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 1990. 127p.

CHAUÍ, Marilena. Convite à Filosofia. 12 ed. São Paulo: Ática, 2002.

FACHIN, Odília. Fundamentos de metodo- logia. 3 ed. São Paulo: Saraiva, 2001.

GIL, Antônio Carlos. Métodos e técnicas

de pesquisa social. 5 ed. São Paulo: Atlas,

1999.

HOUAISS, Antônio. Dicionário Houaiss da

Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva.

2001.

RUIZ, João Álvaro. Metodologia científica:

guia para eficiência nos estudos. 4 ed. São Paulo: Atlas, 1996.

16

Fascículo 2

17

a étiCa, a redação e os aspeCtos gráfiCos da pesquisa CientífiCa

Prof. Josevaldo Araújo de Melo Prof. Pedro Henrique de Barros Falcão Prof a . Esther Leyla Braga Siqueira Carga Horária | 15 horas

objetivos espeCífiCos

  Conscientizar professores, alunos e demais pessoas envolvidas no processo educacional da imoralidade e
 

Conscientizar professores, alunos e demais pessoas envolvidas no processo educacional da imoralidade e criminalidade inerentes à reprodução (cópia) de livros bem como divulgar e popularizar o respeito ao direito autoral;

como divulgar e popularizar o respeito ao direito autoral;   Oferecer subsídios para a redação científica
 

Oferecer subsídios para a redação científica e aplicar as normas de citação em um trabalho acadêmico;

  Oferecer subsídios para a redação científica e aplicar as normas de citação em um trabalho

Aplicar as normas técnicas da ABNT, utilizando a apresentação gráfica na produção de trabalhos acadêmicos.

1. a étiCa eM pesquisa

A Ética em pesquisa significa usar os princípios norteadores da ética, enquanto questionamento dos

valores morais numa abordagem que qualifique a pesquisa dentro dos padrões éticos e morais e num campo mais específico, aceitos pela Bioética.

E o que é Bioética? Numa definição simplista, é tratar a vida numa visão de princípios éticos. É, por

exemplo, adequar a biotecnologia aos valores morais da sociedade.

Para entendermos melhor o que é Bioética, vejamos um breve relato do seu surgimento e os princípios que norteiam sua atuação.

Etimologicamente, Bioética significa ética da vida. A palavra é formada por dois vocábulos de origem grega: bios – vida e ética (ethos) – costumes. Considerando que a ética trata dos valores morais, logo a bioética questiona os valores morais que orientam os princípios da vida.

O vocábulo bioética difundiu-se a partir de janeiro de 1971, quando o biólogo e oncologista Rensselaer

Potter, da Universidade de Wisconsin, Madison, Estados Unidos, publicou o livro, Bioética: A ponte para o futuro.

O obstetra, fisiologista fetal e demógrafo holandês, da Universidade de Georgetown, Andre Hellegers,

aplicou o termo Bioética à Ética na medicina e nas ciências biológicas em 1971.

Se para Potter, a bioética possuía um sentido macro, com forte conotação ecológica e holística, para Hellegers, ela dizia respeito especificamente ao ser humano e às biociências humanas, e foi essa última visão que prevaleceu (OLIVEIRA, 2004, p. 76).

Ainda segundo Oliveira (op. cit. p. 77), “A Bioética refere-se aos assuntos gerais da saúde, da pesquisa à qualidade do atendimento nas instituições, da atenção profissional até as definições das pesquisas”.

18

Fascículo 2

Outros fatos importantes remetem à origem da Bio- ética, como afirma Molina et al. (2003, p.14-15):

Dentro da história da Bioética, merece destaque o artigo de Beecher H.K., publicado em 1966, no New England Medical Journal, sob o título “Ethics and Clinical Resear- ch”. O autor constatou que de 100 trabalhos publicados em um prestigioso jornal científico, cerca de 25% deles continham claras violações éticas. Este mesmo autor afir- mou, ainda, que de 50 trabalhos de revistas internacio- nais com participação de sujeitos humanos, compilados originalmente por ele, somente 2 apresentavam um “ter- mo de consentimento”, o que, na época, já era sugerido como necessário tanto pelo código de Nurenberg sobre experimentação em seres humanos como pela declaração de Helsinque. Além disso, dessas 50 pesquisas, 22 tinham sido realizadas com cidadãos “de segunda classe” ou, de alguma forma, vulneráveis.

Outros fatos e documentos importantes para a consolidação da Bioética foram: A Implantação da Comissão Presidencial de Proteção dos Sujeitos Humanos de Pesquisas Biomédicas e Comporta- mentais em 1974, nos Estados Unidos; o Relatório Belmont de 1978, com a Declaração Principialista Clássica; o Código de Nuremberg em 1946; A De- claração de Genebra de 1948 e a Declaração de Helsinque de 1964 e, em nível nacional, a Resolu- ção 196/96 do Conselho Nacional de Saúde.

Quando se executa uma pesquisa científica, há de

se considerar alguns aspectos importantes. A abor-

dagem ética é fundamental no planejamento, na condução e avaliação de pesquisas. Deve-se consi- derar também a relação custos e benefícios da pes- quisa e, quando for o caso, o anonimato e o sigilo das pessoas envolvidas.

A

ética na pesquisa deve avaliar, a priori, a relevância e

os

custos e benefícios oriundos dos prováveis resultados.

Além da contribuição científica da investigação, da aplicação das descobertas da pesquisa e dos benefí- cios educacionais para pesquisadores em formação, há os benefícios diretos para os participantes, como aquisição de novos conhecimentos e o desenvolvi- mento de novas habilidades. Porém, nenhuma des- sas vantagens pode suplantar a avaliação e a adoção de valores morais e de uma discussão ética.

Procedimentos que possam causar danos físicos, situação de estresse ou danos psicológicos reque- rem que se tome muito cuidado para que sejam eticamente defensáveis.

Cozby (2003, p.54) exemplifica um caso de estresse

psicológico:

] [

sobre sua personalidade ou capacidade. Pesquisadores interessados em autoestima tipicamente aplicam aos sujeitos um teste de personalidade ou capacidade si- mulado. O teste é seguido de uma avaliação que reduz

consiste em dar aos participantes feedback negativo

e aumenta a autoestima. No primeiro caso, indica que

o participante tem traços de personalidade desfavorá- veis ou um baixo escore na capacidade medida.

Decidir se pesquisas como essa devem ser feitas en- volve valores morais que devem ser considerados pela comunidade científica.

Outra questão ética relevante, quando da execução de uma pesquisa, é o engodo. Consiste na omissão dos detalhes ou objetivos da pesquisa, induzindo os participantes a entenderem os procedimen- tos, mas sem serem informados do real objetivo.

É quando não são dadas as informações precisas

aos participantes sobre os propósitos da pesquisa

e os riscos envolvidos antes de eles consentirem

em fazer parte do experimento. Casos em que se ocultam a presença ou identidade do pesquisador também envolvem engodo.

Humphreys (1970), citado por Cozby (2003, p.55), exemplifica um procedimento de engodo:

Humphreys estudou o comportamento de homossexuais do sexo masculino que frequentavam banheiros públicos (chamados “salões de chá”). Ele não participou de qualquer atividade homossexual, mas serviu como olheiro, tendo como função avisar sobre a aproximação de possíveis intru- sos. Além de observar as atividades dentro do local, anotou os números das placas dos carros dos visitantes. Mais tarde, obteve o endereço dos homens, disfarçou-se e visitou-os em suas casas, para entrevistá-los. Seu procedimento certamen- te é uma maneira de descobrir algo sobre homossexualis- mo, mas emprega considerável engodo.

Este estudo levanta um problema ético, quando omite os objetivos, com o agravante de entrar na intimidade dos pesquisados que provavelmente não gostariam de ter sua privacidade violada.

Para alguns pesquisadores, o uso de qualquer tipo de engodo é moralmente inaceitável, consideran- do que é simplesmente errado enganar pessoas, qualquer que seja a razão, além de prejudicar a reputação do pesquisador e da instituição patroci- nadora. Mas há quem defenda o engodo, alegando preservar a integridade científica da pesquisa.

Fascículo 2

19

Numa pesquisa, o ideal seria substituir as várias formas de engodo pelo consentimento informado.

Consentimento informado significa que os partici- pantes da pesquisa são comunicados sobre os pro- pósitos do estudo, os riscos associados aos procedi- mentos e o seu direito de recusar ou interromper sua participação no estudo (COZBY, 2003, p.56).

Dessa forma, o participante toma conhecimento dos procedimentos e objetivos da pesquisa, poden- do tomar a decisão de participar ou não.

Quando o consentimento pleno é capaz de alterar os resultados da pesquisa, e esta envolve riscos físicos ou psicológicos, o pesquisador pode amenizar possíveis traumas ou constrangimentos com uma entrevista de esclarecimento, após a conclusão da pesquisa.

Se os participantes foram enganados de alguma maneira, os pesquisadores precisam explicar

por que o engodo foi necessário, se a pesquisa alterou o estado físico ou psicológico dos par- ticipantes de algum modo - como num experi- mento sobre os efeitos do estresse -, o pesqui- sador deve ter a garantia de que eles voltaram “ao normal” e de que se sentem confortáveis

em relação a sua participação (

) Em alguns ca-

sos, os pesquisadores podem voltar a entrar em contato com os participantes mais tarde, para relatar os resultados realmente obtidos. Assim, a entrevista de esclarecimento tem propósitos educativos e éticos (op. cit., p.57-58).

Há, ainda, outras questões éticas na pesquisa, como o anonimato e o sigilo. Em alguns estudos, faz-se necessário garantir o anonimato dos indiví- duos ou das instituições pesquisadas.

Ao se estudarem assuntos como comportamento sexual, divórcio, violência familiar ou abuso de drogas, precisa-se, algumas vezes, fazer às pessoas perguntas delicadas sobre sua vida particular. É extremamente importante que a resposta a essas perguntas seja confidencial (op. cit., p.62).

A melhor forma de preservar a privacidade de pes- soas ou instituições é elaborando questionários ou entrevistas nos quais não conste identificação pesso- al, como: nome, número da carteira de identidade, CPF, telefone ou endereço. Quando, mesmo assim, for possível identificar o entrevistado, deve-se codifi- car os questionários, para se evitar o reconhecimento.

Há, entretanto, entrevistas ou questionários em que a identificação é imprescindível, caso em que se deve buscar o consentimento do participante.

Do ponto de vista ético e legal, dois outros temas são importantes nos procedimentos de uma pes- quisa: a fraude e o plágio.

É fundamental, indispensável, imprescindível que a pesquisa científica tenha credibilidade. Esse pres- suposto estende-se ao pesquisador e aos participan- tes. Além de antiético e imoral, é crime cometer fraude e plágio de pesquisas de outrem.

Quando uma pessoa comete plágio de uma pesqui- sa, de uma monografia, de um projeto, de partes de um livro, etc., está se apropriando do conhe- cimento produzido por outro, o que, além de imoral, antiético, é crime e denota incapacidade intelectual. E para quem dispõe de algum indício ou resquício de consciência ética, é, no mínimo, motivo de baixa autoestima.

20

Fascículo 2

2. o direito autoral no brasil

Enquanto crime, a punição para a reprodução ile- gal de livros é de pagar indenizações, pena de re-

Brasil avançou muito de uns anos para cá, no

campo do direito autoral. No caso específico de livros, pressionado pelos autores, que exigiam uma remuneração justa por seu trabalho, e pelos edito-

O

clusão, ter os insumos, máquinas e equipamentos utilizados na reprodução ilegal destruídos, entre outros.

res, que investem crescentemente em tecnologia e

A

“pasta do professor” é um procedimento habitu-

mão-de-obra para produzir livros com qualidade.

al

nas faculdades que deve ser combatido em prol

do direito autoral.

Reconhecer o direito de quem cria e de quem pro-

duz é um avanço em cidadania e respeito à cultura

As bibliotecas públicas, de faculdades e outras ins-

de

nosso país.

tituições são a solução para a efetivação do direito autoral no Brasil.

O

Direito Autoral foi regulamentado no Brasil,

através da Lei Nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.

É

preciso que essas instituições tenham exempla-

Essa lei visa combater e punir a pirataria editorial, caracterizada pelo crime contra os autores, traduto-

Apesar de comumente utilizada no Brasil, inclusi-

res suficientes para manuseio dos alunos e que seja disponibilizado um horário de funcionamento compatível com a necessidade dos alunos.

res, revisores, editores e outros inúmeros profissio- nais envolvidos no processo de edição.

Este texto foi sintetizado baseado no Manual da ABPDEA – Associação Brasileira de Proteção dos Direitos Editoriais e Autorais, conforme autoriza-

ve

em escolas e universidades, a reprodução ilegal

ção expressa por ela.

de

livros constitui crime, passível de reclusa e do

pagamento de indenização.

Direito Autoral é o direito do autor, do criador, do pesquisador, do artista, de controlar o uso que se faz de sua obra.

A lei do Direito Autoral objetiva garantir ao autor os

direitos morais e patrimoniais sobre a obra que criou.

Essa lei permite a reprodução de uma única cópia,

de pequenos trechos, para uso próprio, desde que

feita pelo autor, sem fins lucrativos.

Reprodução é a cópia de um ou mais exemplares

de uma obra literária, artística ou científica.

A cópia não autorizada pelo titular dos direitos au-

torais e/ou detentor dos direitos de reprodução de uma obra é contrafação, ato ilícito civil e penal.

Copiar livros é crime, porque é apropriar-se do que é do outro. O livro é propriedade intelectual do autor, que ganha percentual sobre a venda de exemplares de sua obra e um bem produzido pelo

editor, logo fazer cópias de livros, sem autorização

do autor e do editor, é roubo.

Fascículo 2

21

3. a redação CientífiCa

De acordo com Gil (2002), “os projetos de pesqui- sa são elaborados com a finalidade de serem lidos por professores e pesquisadores incumbidos de analisar suas qualidades e limitações.” A redação de trabalhos técnico-científicos difere de outros tipos de composição, apresentando algumas carac- terísticas próprias quanto à estrutura e ao estilo. Uma das características da Ciência é avaliar os tra- balhos e não, as pessoas que os escrevem. Alguns princípios básicos devem ser observados neste tipo de redação, conforme mencionados a seguir:

3.1. objetividade

Na linguagem científica, os assuntos precisam ser tratados de maneira direta e simples, com lógica e continuidade no desenvolvimento das ideias, cuja sequência não deve ser desviada com considerações

irrelevantes e opiniões pessoais. A explanação deve

co. Evitar adjetivos que não indiquem claramente

a proporção dos objetos mencionados, tais como

médio, grande, pequeno. Evitar também expres- sões, como quase todos, nem todos, muitos deles, sendo melhor indicar cerca de 60% ou mais pre- cisamente, 63%, 85%. Não empregar advérbios que não explicitem exatamente o tempo, modo ou lugar, tais como aproximadamente, antigamente, recentemente, lentamente nem expressões, como provavelmente, possivelmente, talvez, que deixam margem a dúvidas sobre a lógica da argumentação ou clareza das hipóteses.

3.4. iMparCialidade

A escrita deverá ser de forma impessoal. Deve-se

redigir na terceira pessoa. Evitar ideias pré-con- cebidas, não superestimando a importância do trabalho nem subestimando outros que pareçam contraditórios.

3.5. CoerênCia

se

apoiar em dados e provas e não, em opiniões sem

confirmação. Um texto técnico é um conjunto de

Deve-se manter uma sequência lógica e ordenada

parágrafos, cada um deles composto de uma ideia

na

apresentação das ideias. Um trabalho, em geral,

importante, cujo conteúdo é quase sempre melho-

se

divide em capítulos, seções e subseções, sempre

rado por um grupo de ideias melhoradas.

de

forma equilibrada e coesa.

3.2. Clareza

Uma redação é clara, quando as ideias são expres- sas sem ambiguidade para não originar interpre- tações diversas da que se quer dar. É importante

o uso de vocabulário adequado e de frases curtas,

sem verbosidade, tendo-se como objetivo o de faci- litar e prender a atenção do leitor. Os problemas devem ser formulados com propriedade, evitando- se expressões com duplo sentido, palavras supér-

fluas, repetições e detalhes prolixos que dificultam

o entendimento do assunto.

3.3. preCisão

Cada expressão empregada deve traduzir com exa- tidão o que se quer transmitir, em especial no que diz respeito a registro de observações, mediações e análises efetuadas. Indicar como, quando e onde os dados foram obtidos, especificando-se as limi- tações do trabalho e a origem das teorias. Deve-se utilizar a nomenclatura técnica apropriada, empre- gando-a sempre da mesma forma em todo o texto

e de acordo com sua aceitação no meio científi-

3.6. teMpo verbal e pessoal eM uM texto CientífiCo

O tempo verbal varia conforme a natureza do tra-

balho e a seção deste. Para uma monografia, em- prega-se o tempo presente, quando o autor for se referir ao próprio trabalho, objetivos, conclusões etc. Ao relatar outros estudos, emprega-se o pre- térito perfeito ou o imperfeito, de acordo com a duração da ação descrita.

Em um projeto, o tempo verbal é o futuro, pois o

trabalho ainda vai se concretizar. Entretanto, ao fa- zer a revisão bibliográfica, o autor deverá empregar

o tempo verbal de acordo com a localização tempo- ral do fato descrito.

3.7. siglas

Quando, na redação, se vai utilizar alguma sigla, e esta aparece pela primeira vez, no texto, escreve-se

o nome por extenso, e, em seguida, coloca-se, entre

parênteses, a sigla. Exemplo: Associação Brasileira

de Normas Técnicas (ABNT).

22

Fascículo 2

4. C itações no p rojeto de p esquisa

As citações são usadas para exemplificar, esclarecer, confirmar ou documentar a interpretação de ideias contidas no texto. Ainda, para se fazer o embasa- mento teórico do assunto da pesquisa, que aparece na introdução ou na seção “referencial teórico”.

De acordo com Appolinário (2004:44), “citação é uma “alusão no texto, de uma informação original- mente extraída de outro texto”. Fazer uma citação corresponde a transcrever no trabalho um trecho de outro autor.

Devem ser evitadas citações, referente a assuntos já amplamente divulgados, rotineiro ou de domínio público bem como aqueles provenientes de publi- cações de natureza didática, que reproduzem, de forma resumida, os trabalhos originais, tais como apostilas e anotações de aula.

A NBR 10520, de agosto de 2002 da ABNT, mos-

tra que as citações podem ser:

Citação Direta: transcrição textual de parte da obra do autor consultado.de 2002 da ABNT, mos- tra que as citações podem ser: Citação Indireta: texto baseado na

Citação Indireta: texto baseado na obra do au- tor consultado.transcrição textual de parte da obra do autor consultado. e xeMplo 1 - Numa citação direta:

exeMplo 1 - Numa citação direta:

Segundo Costa (1999,.161), “na física atual, impe-

ra o pluralismo teórico”.

exeMplo 2 - Numa citação Indireta:

No panorama atual da física, não há propriamente uma unidade teórica (COSTA, 1999).

5. regras gerais de apresentação das Citações

Para se fazer uma citação, as obras são apresenta- das pelo sobrenome do autor, pela instituição res- ponsável ou título da obra (para obras de autoria desconhecida). Quando a citação está incluída no texto, estas devem conter apenas a letra inicial mai- úscula e, quando estiverem entre parênteses, todas devem ser escritas em letras maiúsculas.

As citações diretas, no texto, de até três linhas, devem

estar contidas entre aspas duplas. Nas citações em que o autor não necessite descrever toda a frase na ín- tegra, ele poderá suprimir as partes que não interessar por meio de colchete, da seguinte forma [

Ex.

Não há ensino sem pesquisa e pesquisa sem

Pesquiso para constatar, constatando,

intervenho, intervindo educo e me educo[ ]”

(FREIRE, 2000) .

ensino[

“[

]

]

As citações diretas, no texto, com mais de três li- nhas devem ser destacadas com recuo de quatro centímetros da borda esquerda, com letra menor que a do texto, utilizada sem as aspas.

Ex.

Se

para Potter, a bioética possuía um sentido ma-

cro, com forte conotação ecológica e holística, para Hellegers, ela dizia respeito especificamente ao ser humano e às biociências humanas, e foi esta últi- ma visão que prevaleceu (OLIVEIRA, 2004, p. 76).

No primeiro exemplo, citam-se, exatamente, as palavras do autor e, neste caso, deve-se colocar a página de onde foi retirada a informação e tam-

Quando se tratar de dados obtidos por informa- ção verbal (palestras, debates, comunicações, etc.), indicar, entre parênteses, a expressão informação verbal, mencionando-se em notas de rodapé.

bém colocar entre aspas. Já no segundo exemplo, é colocada a ideia do autor e não exatamente copiar

Ex.:

o

que ele escreveu. Neste neste caso, não é neces-

No texto:

sário colocar a página nem aspear.

O

IV Encontro Nordestino de Biólogos será reali-

Citação de Citação: citação direta ou indireta de um texto em que não se teve acesso ao original.

indireta de um texto em que não se teve acesso ao original. Essas citações podem aparecer

Essas citações podem aparecer no texto (mais reco- mendado) ou em notas de rodapé.

zado no Piauí, em 2008 (informação verbal)¹. No rodapé da página:

¹Notícia fornecida pelo Conselho Regional de Biolo- gia – CrBio 5, em Fortaleza, em novembro de 2005.

Fascículo 2

23

Nas citações de trabalhos em fase de elaboração, deve ser mencionado o fato, indicando-se os dados dispo- níveis, em nota de rodapé.

Para enfatizar trechos da citação, deve-se destacá-los, indicando esta alteração com a expressão grifo nosso entre parênteses, após a chamada da citação, ou grifo do autor, caso o destaque já faça parte da obra con- sultada.

Quando a citação incluir texto traduzido pelo autor, deve-se incluir, após a chamada da citação, a expres- são tradução nossa entre parênteses.

Quando fizer citações de publicações com dois auto- res, deve-se citar o nome dos dois, seguido do ano de publicação.

Ex.: FALCÃO e ARAÚJO (2006)

Nas citações com mais de dois autores, indica-se o nome do primeiro autor, seguido da expressão latina et al. (que significa “e outros”, “e outras”; (aliae = ou- tras) forma abreviada de et alii, que não é usada) e o ano de publicação.

Ex.: FALCÃO et al. (2005).

Caso haja coincidência de autores com o mesmo sobrenome e datas de publicação, acrescentam-se as iniciais de seus pré-nomes. Se mesmo assim existir coincidência, colocam-se os pré-nomes por extenso.

No caso de termos coincidências de dois ou mais tra- balhos publicados pelo mesmo autor no mesmo ano, acrescentam-se letras minúsculas, em ordem alfabéti- ca, após o ano de publicação.

Ex.:

LOPES, J.; Ecologia de mosquitos (Díptera: Culici- dae) em criadouros naturais e artificiais de área rural do Norte do Estado do Paraná, Brasil. VI – coletas de larvas no peridomicilio. Revista Brasileira de Zoolo- gia. 14 (3): 571-578, 1997a.

LOPES, J.; Ecologia de mosquitos (Díptera: Culici- dae) em criadouros naturais e artificiais de área rural do Norte do Estado do Paraná, Brasil. V – coletas de larvas em recipientes artificiais instalados em mata ciliar. Ver. Saúde Pública, 31 (4) 370-7, 1997b.

Quando no texto se fizer uma citação de uma cita- ção, isto somente deve ser usado na impossibilidade de acesso ao documento original. Neste caso, deve-se indicar o sobrenome do autor original, seguido da expressão, citado por ou apud (expressão latina) e o sobrenome do autor da obra consultada, sendo que só o documento consultado deverá constar na lista das referências bibliográficas.

Ex.:

FALCÃO apud ARAÚJO (2005); ou FALCÃO citado por ARAÚJO (2005)

As subsequentes citações desta obra podem ser refe- renciadas de forma abreviada, utilizando as seguintes expressões, abreviadas quando for o caso:

a) Idem - mesmo autor - Id;

b) Ibidem - na mesma obra – Ibid;

c) Opus citatum, opere citato – obra citada – op.cit.;

d) Tassim – aqui e ali, em diversas passagens – passim

24

Fascículo 2

6. apresentação gráfiCa do trabalho CientífiCo

6.1. forMato do papel

A Norma Brasileira (NBR) 14724, de dezembro de 2005, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), regulamenta a apresentação dos trabalhos acadêmicos.

O papel a ser utilizado para a digitação é o A4 ( 21cm x 29,7cm), de cor branca. A impressão é feita em laudas, isto é, utiliza-se, apenas, um lado da fo- lha, com exceção da folha de rosto, na qual é feita a catalogação1 do trabalho. Cada folha será uma pá- gina. A impressão deve ser na cor preta, podendo utilizar outras cores somente para as ilustrações.

Catalogação - consiste em uma ficha com uma sé- rie de informações que seguem um padrão inter- nacional, cuja presença é obrigatória em todas as teses e livros publicados no Brasil.

Para iniciar-se a digitação, deve-se configurar o mi- cro no aplicativo Microsoft Word (MS-Word), da seguinte forma:

passo 1:

Clique no menu Arquivo / Configurar página.

p asso 1: Clique no menu Arquivo / Configurar página . Clique (Arquivo) Clique (Configurar Página)
p asso 1: Clique no menu Arquivo / Configurar página . Clique (Arquivo) Clique (Configurar Página)

Clique (Arquivo)

Clique (Configurar Página)

passo 2:

Dentro da caixa de diálogo, clique no item Tama- nho do papel e escolha Papel A4 (210 x 297mm).

Clique (Tamanho do papel) Clique (A4 210 x 297 mm)
Clique (Tamanho do papel)
Clique (A4 210 x 297 mm)

passo 3:

Ainda no item Tamanho do papel, na opção Orientação, escolha Retrato para impressão verti- cal e, em seguida, clique em OK (Fig.3).

Clique (Retrato) Clique (OK)
Clique (Retrato)
Clique (OK)

6.2. Margens e espaçaMento

O texto, em geral, guarda as seguintes margens a partir das bordas da folha:

MargeM

taManho

Superior

3,0 cm

Esquerda

2,0 cm

Inferior

3,0 cm

Direita

2,0 cm

Fascículo 2

25

A digitação é sempre feita em espaço um e meio (1.5). Jamais, em espaço um (1,0), exceto para cer- tas partes específicas, como: citações de mais de três linhas, as notas; a exemplo, das notas de grau aca- dêmico ou apresentação (que aparecem na folha de rosto), notas de rodapé, agradecimentos; referências e bibliografia; legendas de tabelas e ilustrações e o resumo. As referências, ao final do trabalho, devem ser separadas entre si por dois espaços simples.

Os títulos das seções devem começar na parte su- perior e devem ser separados do texto que os su- cede por dois espaços 1.5, entrelinhas. Da mesma forma, os títulos das subseções devem ser separa- dos do texto que os precede e que os sucede por dois espaços 1.5.

Para configuração da página, siga os procedimen- tos a seguir:

passo 1:

Clique no menu Arquivo / Configurar página.

p asso 1: Clique no menu Arquivo / Configurar página . Clique (Arquivo) Clique (Configurar Página)
p asso 1: Clique no menu Arquivo / Configurar página . Clique (Arquivo) Clique (Configurar Página)

Clique (Arquivo)

Clique (Configurar Página)

passo 2:

Dentro da caixa de diálogo, clique no item Mar- gens e escolha as medidas das margens: esquerda - 3cm, direita - 2cm, em seguida, clique em OK.

Superior: 3 cm Inferior: 2 cm Direita: 3 cm Esquerda: 2 cm Clique (OK)
Superior: 3 cm
Inferior: 2 cm
Direita: 3 cm
Esquerda: 2 cm
Clique (OK)

O mesmo espacejamento observado entre cabeça-

lho e textos deve ser obedecido entre o término de um item e o cabeçalho do item seguinte, e assim consecutivamente, da introdução até as referências do trabalho técnico-científico. O quadro a seguir resume todos os espaçamentos.

cm 5 cm Parágrafo 3 cm 2 cm ESPAÇO UM E MEIO: Exceto notas de
cm
5
cm
Parágrafo
3 cm
2 cm
ESPAÇO UM E MEIO: Exceto notas de
rodapé, notas de grau acadêmico, ta-
belas, agradecimentos, resumo, refe-
rências e bibliografia (espaço simples)
cm

6.3. indiCativo de seCção

Cada capítulo ou seção importante (Introdução, Ob-

jetivos, etc

)

deve ser iniciado em uma nova página.

O indicativo de seção precede seu título, alinhado

à esquerda por um espaço de caractere.

26

Fascículo 2

Na folha de rosto, a natureza do trabalho, o obje- tivo, o nome da instituição a que é submetido e a área de concentração devem ser alinhados do meio

da folha para a margem direita.

A NBR 6024, de maio de 2003 estabelece um sistema

de numeração progressiva das seções de documentos

escritos, de modo a expor numa sequência lógica o inter-relacionamento da matéria e a permitir sua locali- zação. Essa Norma se aplica à redação de todos os tipos

de documentos escritos, independentemente do seu

suporte, com exceção daqueles que possuem sistema- tização própria (dicionários, vocabulários etc.) ou que não necessitem de sistematização (obras literárias).

Nas seções que tiverem títulos e subtítulos, esses de- vem estar alfa-numerados, em ordem progressiva, marcados por algarismos arábicos, como indicativos de sequência. O indicativo das seções primárias é alinhado na margem esquerda, precedendo o título, dele separado por um espaço e deve ser grafado em números inteiros a partir de um (1). Se, porém, o trabalho comportar várias subdivisões, limitar a nu- meração progressiva até a seção quinária.

O indicativo de uma seção secundária é constituí-

do do indicativo da seção primária a que pertence, seguido do número que lhe for atribuído na sequ- ência do assunto e separado por ponto. Repete-se

o mesmo processo em relação às demais seções, como se segue no exemplo:

1. Seção primária 1.1 Seção secundária 1.1.1 Seção terciária

1.1.1.1 Seção quaternária

1.1.1.2 Seção quinária

Verifica-se que não se utilizam ponto, hífen, traves- são ou sinal após o indicativo de seção ou seu título.

Destacam-se, gradativamente, os títulos das seções, uti- lizando-se os recursos de negrito, itálico, grifo ou caixa

alta. O título das seções (primárias, secundárias etc.) deve

ser colocado após ser sua numeração, dele separado por um espaço. O texto deve iniciar-se em outra linha.

Todas as seções devem conter um texto relaciona- do com elas.

Quando for necessário enumerar os diversos assuntos

de uma seção que não possua título, esta deve ser sub-

dividida em alíneas. Quando as alíneas forem cumu-

lativas ou alternativas, pode ser acrescentado, após a penúltima, e/ou conforme o caso. As alíneas, exceto a última, terminam em ponto e vírgula. As alíneas são ordenadas alfabeticamente na margem esquerda.

Os títulos sem indicativo numérico, como erra- ta, agradecimentos, lista de ilustrações, lista de abreviaturas e siglas, resumo, sumário, glossário, apêndice(s), anexo(s) e índice, devem ser centraliza- dos. A folha de aprovação e a dedicatória não pos- suem título nem indicativo numérico.

Para configuração da numeração dos capítulos ou seções importantes, siga os procedimentos a seguir:

passo 1:

Clique no menu Formatar / Marcadores e numeração.

Clique (Formatar) Clique (Marcadores e numeração)
Clique (Formatar)
Clique (Marcadores e numeração)

passo 2:

Dentro da caixa de diálogo, clique no item Nume- rada e faça sua escolha dentro das opções de nume- ração, em seguida, clique em OK.

Opção: algarismos romanos Opção: algarismos arábicos Clique (OK)
Opção: algarismos romanos
Opção: algarismos arábicos
Clique (OK)

Fascículo 2

27

6.4. tipos de fontes

No caso de digitação, em que há abundância de fontes

a escolher, sugere-se a adoção de fontes com formato

de fácil leitura (Arial ou Times New Roman), na cor

preta. O tamanho recomendado é o 12 (doze) para o

texto, excetuando-se as citações de mais de três linhas, notas de rodapé, paginação e legendas das ilustrações

e das tabelas que devem ser digitadas em tamanho me-

nor e uniforme. No caso das citações de mais de três

linhas, deve-se observar um recuo de 4cm da margem esquerda (na unidade temática 4, mostramos mais de- talhas e conceitos dos tipos de citações).

O parágrafo deve ter a primeira linha recuada da

margem esquerda, aproximadamente 2,0cm. O es- paçamento entre parágrafos é o mesmo utilizado entre as demais linhas do texto (espaço 1,5).

Para escolha da fonte e suas características, deve- mos proceder da seguinte forma:

passo 1:

Clique no menu Formatar / Fonte.

Clique (Formatar) Clique (Fonte)
Clique (Formatar)
Clique (Fonte)

passo 2:

Dentro da caixa de diálogo, clique no item Fonte

e ,na opção de Fonte, escolha uma das fontes reco- mendadas Arial ou Times New Roman.

Fonte: Arial ou Times New Roman
Fonte: Arial ou Times New Roman

passo 3:

Ainda dentro da caixa de diálogo, escolha: estilo da fonte Normal, tamanho da fonte: 12 e cor da fonte: Automática; em seguida, clique em OK.

Cor da fonte: Automático Estilo da fonte: Normal Clique (OK) Tamanho: 12
Cor da fonte: Automático
Estilo da fonte: Normal
Clique (OK)
Tamanho: 12

6.5. ilustrações

Ilustrações são elementos que podem auxiliar as informações do texto de forma condensada, sendo constituídas de gráficos, tabelas, quadros, fotogra- fias, mapas, desenhos, dentre outros. Devem ter significação própria, de modo a prescindir, quan- do isolada, de consultas ao texto.

Para melhor compreensão, esses itens deverão figu- rar imediatamente após sua indicação no texto, na mesma página ou no máximo na página seguinte, salvo em casos em que haja necessidade de serem colocados em apêndices ou anexos.

As ilustrações devem estar centralizadas horizon- talmente, na página; serão sempre numeradas em

28

Fascículo 2

sequência própria, de acordo com o número da cha- mada do texto, com títulos escritos em letras minús- culas, com exceção da inicial da frase e dos nomes próprios após a palavra Figura (ou Tabela, etc.).

Nas tabelas, quadros e gráficos, o título deve ser colocado na parte superior, embora, nas figuras, deva aparecer na parte inferior.

Em casos de a ilustração ter sido retirada de outro documento, deve-se sempre citar abaixo a fonte de onde foi extraída.

As tabelas apresentadas no sentido horizontal se- rão fechadas por linhas, apenas, na parte superior e inferior (não possui as linhas laterais). Quando a tabela estiver no sentido vertical, com continuação na página seguinte, não terá a linha inferior, e o cabeçalho será repetido na página seguinte.

Exemplo:

Tabela 01: Número de alunos matriculados nas escolas municipais de Ensino Fundamental e Médio de Gara- nhuns-PE, em 1994.

Curso

Rede Particular

Rede Municipal

Rede Estadual

Total

Zona Urbana

Zona Rural

Zona Urbana

Pré-Escolar

2.658

203

958

1.000

4.819

Ensino Fundamental:

3.478

3.251

2.268

6.606

15.599

1ª a 4ª série

Ensino Fundamental:

2153

834

-

8.283

11.270

5ª a 8ª série

Ensino Médio

9.559

-

4.705

2.144

16.408

Supletivo: Ensino

- -

   

- 727

727

Fundamental

Classe Especial:

- -

   

- 90

90

Ensino Médio

N o total de alunos

       

48.913

Fonte: GERE (Gerência Regional de Educação - Agreste Meridional.

 

Para inserção de uma tabela em seu trabalho, siga as instruções abaixo:

passo 1:

Clique no menu Tabela / Inserir / Tabela.

Clique (Tabela) Clique (Inserir) Clique (Tabela)
Clique (Tabela)
Clique (Inserir)
Clique (Tabela)

passo 2:

Dentro da caixa de diálogo, na opção Tamanho da Tabela, escolha o Número de Colunas e o Núme- ro de Linhas.

Tamanho da Tabela , escolha o Número de Colunas e o Núme- ro de Linhas .
Número de colunas
Número de colunas

Número de linhas

Fascículo 2

29

passo 3:

Na mesma caixa de diálogo, na opção Comporta- mento de Auto Ajuste, escolha ou digite a Largu- ra da Coluna Fixa desejada. Uma outra forma de configurar a largura da coluna pode ser utilizando- se as opções Ajustar-se Automaticamente ao Con- teúdo ou Ajustar-se Automaticamente à Janela. Depois que fizer sua escolha, clique em OK.

Opção: Largura da coluna fixa Clique (OK) Opção: Ajustar-se Opção: Ajustar-se automaticamente automaticamente
Opção: Largura da
coluna fixa
Clique (OK)
Opção: Ajustar-se
Opção: Ajustar-se
automaticamente
automaticamente
ao conteúdo
à janela

6.6. notas de rodapé

Servem para dar explicações de pontos que fogem à linha de raciocínio do texto (embora sejam úteis), para não sobrecarregá-lo; como indicativo de uma citação, mostrando a referência bibliográfica; mos- trar a versão original de alguma citação que foi tra- duzida no texto.

Aparecem no final das páginas nas quais são indi- cadas, digitadas em espaço simples, em fonte com tamanho inferior a do texto, precedidas de uma sinalização na parte superior ou ao lado, podendo ser letras, números (algarismos arábicos), asterisco ou outro símbolo qualquer, correspondendo exa- tamente à chamada do texto.

Para aplicarmos as notas de rodapé, devemos ado- tar os seguintes procedimentos:

passo 1:

Clique no menu Inserir / Referência / Notas.

Clique (Inserir) Clique (Referência) Clique (Notas )
Clique (Inserir)
Clique (Referência)
Clique (Notas
)

passo 2:

Dentro da caixa de diálogo Notas de Rodapé e Notas de Fim, na opção Local, escolha Nota de Rodapé e o Formato do Número, logo depois, cli- que em Inserir.

Clique (Notas de rodapé) Clique (Formato do número: Clique (Inserir) letras, números [algarismos arábicos],
Clique (Notas de rodapé)
Clique (Formato do número:
Clique (Inserir)
letras, números [algarismos
arábicos], asterisco, símbolos)

6.7. paginação

As páginas são contadas a partir da folha de rosto (inclusive), embora só comecem a ser graficamen- te numeradas a partir da primeira folha da parte textual (Introdução). O número é grafado em alga- rismos arábicos, no canto superior direito da mar- gem direita, ficando o último algarismo a 2,0cm da borda direita da folha e a 1,0cm da linha do texto. Havendo apêndice ou anexo, as suas folhas devem ser numeradas de maneira contínua, e sua pagina- ção deve dar seguimento à do texto principal.

Para numerar as páginas, devemos proceder da se- guinte forma:

30

Fascículo 2

passo 1:

Clique no menu Inserir / Número de páginas.

Clique (Inserir) Clique (Número de páginas)
Clique (Inserir)
Clique (Número de páginas)

passo 2:

Dentro da caixa de diálogo, clique no item Posição e escolha a opção Início da página (cabeçalho).

e escolha a opção Início da página ( cabeçalho ). Clique (Posição) e escolha “Início da
e escolha a opção Início da página ( cabeçalho ). Clique (Posição) e escolha “Início da

Clique (Posição) e escolha “Início da página (cabeçalho)

passo 3:

Ainda dentro da caixa de diálogo, clique no item Formatar e configure a opção Numeração da pá- gina para Iniciar em: 0; em seguida, confirme a sessão, clicando em OK, nas duas telas.

Configure: “Iniciar em: 0” Clique (OK)
Configure: “Iniciar em: 0”
Clique (OK)
nas duas telas. Configure: “Iniciar em: 0” Clique (OK) Clique (OK) 6.8. e nCadernação A princípio,
nas duas telas. Configure: “Iniciar em: 0” Clique (OK) Clique (OK) 6.8. e nCadernação A princípio,

Clique (OK)

6.8. enCadernação

A princípio, encadernar não é uma obrigação.

Obrigatório é, sim, que todo texto com mais de uma folha, apresente-se com todas as folhas juntas.

Bastaria, portanto, um grampo em diagonal, no canto superior esquerdo. Por outro lado, um texto encadernado gera excelente impacto inicial.

Pode-se encadernar por um dos sistemas ofereci- dos, como espiral, garras, canaletas, grampos, etc. Nesses casos, a capa deve ser transparente (os ele- mentos de capa sempre devem aparecer). Também pode encadernar com Capa Dura, em que os ele- mentos de capa nela devem ser impressos.

Importante:

Os sistemas eletrônicos apresentam problemas por

diversos motivos, provocando perda das informa- ções gravadas. Recomendamos que periodicamen- te se façam arquivos de segurança (backups) do seu material em zip drive, cd, pen drive, etc.

Fascículo 2

31

atividade | Encaminhar atividade sobre os as-

pectos gráficos dos trabalhos acadêmicos, a par-

tir da NBR 14724 da ABNT.

O Processo

1. Estude o fascículo 3 que trata sobre os aspec-

tos gráficos do trabalho acadêmico.

2. Digite um texto qualquer, com o título

centralizado, todo maiúsculo. Com uma lau- da (uma página) inteira, na fonte Times New Roman, tamanho 12, com espaçamento entre linhas 1 e ½ e salve.

3. Depois altere a formatação dos caracteres

para Negrito Sublinhado e salve.

4. Com o texto na formatação acima, altere o

tamanho da fonte para 18 e salve.

5. A partir do menu Formatar, produza um peque-

no documento com as seguintes características:

a.

Fonte: Arial

b.

Tamanho: 16

c.

Estilo: Negrito Itálico

6.

Com o documento formatado acima, altere o

espaçamento entre linhas do parágrafo para duplo.

7. Abra um documento novo e, por meio do

menu Arquivo, configure-o da seguinte forma:

a.

Margem esquerda: 3cm

b.

Margem direita: 2cm

c.

Tamanho do papel: A4 210 x 297mm

d.

Formato: Paisagem

8.

Crie uma tabela fictícia de rendimento esco-

lar, atribuindo notas nos meses de março a ju-

nho para as disciplinas Português, Matemática, História e Geografia. Distribua as disciplinas em linhas e os meses em colunas.

9. Exclua a coluna junho.

10. Transforme a tabela acima em um gráfico,

usando as barras de ferramenta e de menus.

11. Salve todas as etapas e entregue a seu (sua)

Tutor (a).

Avaliação

A avaliação será feita a partir dos seguintes crité-

rios:

Capacidade de usar as ferramentas do Word na formatação de documentos. Apresentação dos elementos indicativos do seu domínio com o microcomputador. Conclusão Todos os trabalhos realizados a partir deste mo- mento deverão ser digitados de acordo com as normas apresentadas no fascículo 3.

resuMo A Ética no mundo ocidental surgiu na Gré- cia Clássica, no século V a.C.,
resuMo
A Ética no mundo ocidental surgiu na Gré-
cia Clássica, no século V a.C., com o filósofo
Sócrates. Em pesquisa, a ética significa usar
os princípios norteadores, enquanto question-
amento dos valores morais, numa abordagem
que qualifique a pesquisa dentro dos padrões
éticos e morais e num campo mais específico,
aceitos pela Bioética. A abordagem ética é
fundamental no planejamento, na condução
e avaliação de pesquisas. Deve-se considerar,
também, a relação custos e benefícios da pes-
quisa e, quando for o caso, o anonimato e o
sigilo das pessoas envolvidas. É fundamental,
indispensável, imprescindível que a pesquisa
científica tenha credibilidade. Esse pressuposto
estende-se ao pesquisador e aos participantes.
Além de antiético e imoral, é crime cometer
fraude e plágio de pesquisas de outrem. O Bra-
sil avançou muito nos últimos anos, no campo
do direito autoral. No caso específico de livros,
pressionado pelos autores, que exigiam uma
remuneração justa por seu trabalho, e pelos ed-
itores, que investem crescentemente em tecno-
logia e mão-de-obra para produzir livros com
qualidade. O Direito Autoral foi regulamentado
no Brasil, através da Lei Nº 9.610, de 19 de fe-
vereiro de 1998. Essa lei visa combater e punir
a pirataria editorial, caracterizada pelo crime
contra os autores, tradutores, revisores, editores
e outros inúmeros profissionais envolvidos no
processo de edição.
Os aspectos gráficos dos trabalhos acadêmicos
têm como base as Normas de Documentação
da Associação Brasileira de Normas Técnicas
(ABNT), mais precisamente a NBR 14724,
porém, em alguns campos, estas foram adap-
tadas aos atuais recursos tecnológicos, tendo
em vista a sua modernização.

32

Fascículo 2

SAIBA MAIS! ALBUQUERQUE, Ulysses Paulino de. Como falar em público sobre ciência. 2 ed. Olinda:
SAIBA MAIS!
ALBUQUERQUE, Ulysses Paulino de. Como falar em público sobre ciência. 2 ed. Olinda:
Livro Rápido/NUPPEA, 2005. 92p.
ARMANI, Domingos. Como elaborar
Guia prático para elaboração
e gestão de projetos
projetos:
sociais.
Paes de. LEHFELD, Neide Aparecida de Souza. Projeto de Pesquisa:
BARROS, Aidil de Jesus
1990. 127p.
propostas metodológicas, 12 ed. Petrópolis, RJ: Vozes,
DINIZ, Débora & GUILHEM, Dirce. O
que é Bioética. São Paulo:
2002. (Coleção Primeiros Passos).
Brasiliense,
ENGELHARDT JR, H.
Tristram. Fundamentos
da Bioética. 2. ed.
São Paulo: Loyola, 1998.
GOUYON, Pierre-Henri et al.
A Bioética é de má-fé? São Paulo: Loyola, 2002.
Metodologia de projetos: uma ferramenta de planejamento e
LUCK, Heloísa.
gestão, Petrópolis, RJ: Vozes, 2003. 142p.
(org). Ética, Ciência e Saúde: desafios da
PALÁCIOS, Marisa et. al.
Bioética. Petrópolis-RJ: Vozes, 2001.
subsistência à existência. Petrópolis-RJ,
PEGORARO, Olinto A.
Ética e Bioética: da
Vozes, 2002.
Pesquisa Científica: manual para profissionais das áreas da saúde,
MOLINA, Aurélio.
DIAS, Emanuel.
MOLINA, Ana Elizabeth A. L. Iniciação em
ciências biológicas
e humanas, Recife: EDUPE, 2003. 128p.
Metodologia de pesquisa: do planejamento à execução. São Paulo: Pioneira, 2000. 262p.
REA, Louis M. PARKER, Richard A.
SINGER, Peter.
Ética Prática. 3 ed. São Paulo: Martins Fontes, 2002.
Vida Ética. Rio de Janeiro: Ediouro, 2002.
TUGENDHAT, Ernst. Lições sobre Ética.
4 ed. Petrópolis-RJ: Vozes,
2000.
VÁZQUEZ, Adolfo Sánchez. Ética. 20 ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000.
Publicação Científica.
VOLPATO, Gilson Luiz.
2 ed. Botucatu: Tiponic, 2003. 143p.
Luiz. Ciência: da filosofia
VOLPATO, Gilson
à publicação. 4 ed., Botucatu: Tipomic, 2004. 233p.

Fascículo 2

33

referênCias

ASSOCIACÃO BRASILEIRA DE NORMAS

TÉCNICAS. NBR 6023: informação e documen- tação: referências – Elaboração. Rio de Janeiro,

2002. 24p.

-----. NBR 6024: informação e documentação: nu- meração progressiva das seções de um documento escrito – Apresentação. Rio de Janeiro, 2003. 3p.

-----. NBR 6027 informação e documentação: sumá- rio – Apresentação, Rio de Janeiro, 2003, 2p.

-----. NBR 15287 informação e documentação: pro- jeto de pesquisa – Apresentação, Rio de Janeiro, 2005, 6p.

-----. NBR 10520: informação e documentação: cita- ções em documentos – apresentação. Rio de Janei- ro, 2002. 07p.

NBR 14724. informação e documentação – trabalhos acadêmicos – apresentação. Rio de Ja- neiro, 2002. 6p.

APOLINÁRIO, Fábio. Dicionário de metodologia científica: um guia para produção do conhecimen- to científico, São Paulo: Atlas, 2004. 300p.

BARROS, Aidil de Jesus Paes de. LEHFELD, Nei- de Aparecida de Souza. Projeto de Pesquisa: pro-

postas metodológicas, 12 ed. Petrópolis, RJ: Vozes,

1990. 127p.

COSTA, Marcos Roberto Nunes. Manual para elaboração e apresentação de trabalhos acadêmi-

cos: monografia, dissertação e tese. Recife, INSAF,

2003. 112p.

COZBY, Paul C. Métodos de Pesquisa em Ciências do Comportamento. São Paulo: Atlas, 2003.

MOLINA, Aurélio; ALBUQUERQUE, Maria Cla- ra & DIAS, Emanuel (orgs.). Bioética e Humaniza- ção: vivências e reflexões. Recife: EDUPE, 2003.

OLIVEIRA, Fátima. Bioética: uma face da cidada- nia. 2 ed. reform. São Paulo: Moderna, 2004.

VERGARA, Sylvia Constant. Projetos e relatórios de pesquisa em administração. São Paulo: Atlas,

2000. 92p.

34

Fascículo 3

35

o projeto de pesquisa

Prof. Josevaldo Araújo de Melo Prof. Pedro Henrique de Barros Falcão Carga Horária | 15 horas

objetivos espeCífiCos

Fundamentar a elaboração do projeto de pesquisa;Carga Horária | 15 horas o bjetivos e speCífiCos Desenvolver a capacidade de elaboração das fases

Desenvolver a capacidade de elaboração das fases e execução de um projeto de pesquisa;Fundamentar a elaboração do projeto de pesquisa; Aplicar as normas técnicas da ABNT na elaboração de

Aplicar as normas técnicas da ABNT na elaboração de referências.das fases e execução de um projeto de pesquisa; 1. o p rojeto de p esquisa

1. o projeto de pesquisa

De acordo com Appolinário (2004), o projeto de pesquisa é “o documento que especifica informação acerca de uma pesquisa não realizada”. Com ele, o pesquisador adquire ou amplia seus conhecimentos acerca do tema escolhido, verifica a viabilidade da realização do estudo proposto, define os objetivos do trabalho, planeja os resultados a serem alcançados, o método para atingi-lo e, no primeiro momento, verifica a bibliografia existente sobre o tema (COSTA, 2003). Um projeto de pesquisa bem estruturado facilita a construção da redação do trabalho final, como, por exemplo, de sua monografia.

Até pouco tempo, não existia um modelo padronizado para a preparação de um projeto, no entanto a ABNT, em dezembro de 2005, criou a NBR 15287, com o objetivo de estabelecer os princípios gerais para apresentação de projetos de pesquisa.

O quadro 2 mostra a estrutura dos elementos que compõem um projeto:

Quadro 2: Estrutura dos Elementos que compõem o Projeto

eleitos

roteiro

Pré-textuais

Capa (obrigatório) Folha de Rosto (obrigatório) Lista de ilustrações (opcional) Lista de tabelas (opcional) Lista de abreviaturas e siglas (opcional) Lista de símbolos (opcional) Sumário (obrigatório)

Textuais

1 Introdução

2 Objetivos

2.1 Objetivo Geral 2.2 Objetivos Específicos 3 Justificativa

4 Metodologia

5 Cronograma

6 Orçamento

Pós-textuais

Referências (obrigatório)

Bibliografia (opcional)

Glossário (opcional)

Apêndice(s) (opcional)

Anexo(s) (opcional)

Índice(s) (opcional)

36

Fascículo 3

2. desCrição dos eleMentos que CoMpõeM o projeto

A Norma Brasileira (NBR) 15287:2005 da ABNT

trata da normatização dos princípios gerais para a elaboração da apresentação dos projetos de pesqui- sa, visando a sua apresentação à instituição.

Os elementos que compõem o Projeto são defini- dos e estruturados da seguinte forma:

a) Capa

A capa é obrigatória, é a proteção externa do tra-

balho sobre a qual se imprimem as informações indispensáveis à sua identificação na seguinte or-

dem:

Nome da Instituição à qual o trabalho é subme- tido (dependendo das normas da instituição, pode ser opcional);indispensáveis à sua identificação na seguinte or- dem: Título do trabalho: deve ser claro e preciso,

Título do trabalho: deve ser claro e preciso, identificando o seu conteúdo e possibilitando a sua indexação;(dependendo das normas da instituição, pode ser opcional); Subtítulo: se houver, deve ser evidenciada a sua

Subtítulo: se houver, deve ser evidenciada a sua subordinação ao titulo principal, precedido de dois pontos;o seu conteúdo e possibilitando a sua indexação; Nome do autor: responsável intelectual do tra- balho;

Nome do autor: responsável intelectual do tra- balho;ao titulo principal, precedido de dois pontos; Local: cidade da instituição onde deve ser apre- sentado;

Local: cidade da instituição onde deve ser apre- sentado;Nome do autor: responsável intelectual do tra- balho; Ano de entrega do trabalho. b ) f

Ano de entrega do trabalho.Local: cidade da instituição onde deve ser apre- sentado; b ) f olha de r osto

b) folha de rosto

Elemento obrigatório. É a folha que apresenta os elementos essenciais à identificação do trabalho. Deve conter:

Nome do autor;essenciais à identificação do trabalho. Deve conter: Título do trabalho; Subtítulo, se houver; Natureza do

Título do trabalho;à identificação do trabalho. Deve conter: Nome do autor; Subtítulo, se houver; Natureza do trabalho (projeto)

Subtítulo, se houver;trabalho. Deve conter: Nome do autor; Título do trabalho; Natureza do trabalho (projeto) e objetivo (para

Natureza do trabalho (projeto) e objetivo (para que se destina); instituição a que será submeti- do; área de concentração;Nome do autor; Título do trabalho; Subtítulo, se houver; Local: cidade da instituição onde vai ser

Local: cidade da instituição onde vai ser apre- sentado;a que será submeti- do; área de concentração; Ano de entrega do trabalho. NOTA: Se exigida

Ano de entrega do trabalho.Local: cidade da instituição onde vai ser apre- sentado; NOTA: Se exigida pela entidade, devem ser

NOTA: Se exigida pela entidade, devem ser apre- sentados dados curriculares do(s) autor(es) em folha(s) distinta(s) após a folha de rosto.

C) lista de ilustrações (figuras), tabelas,

abreviaturas e siglas

São itens opcionais; localizam-se antes do sumário em

páginas próprias, e seus itens devem relacionar elemen-

tos selecionados no texto, na ordem de ocorrência.

Cada lista deve apresentar: o número de figura ou tabela, sua legenda e a página na qual se encontra, em particular, no caso de figuras e/ou tabelas não originais, indicar, abaixo destas, a fonte de onde foram extraídas. As tabelas e/ou figuras, quando indispensáveis para a compreensão, deverão apare- cer o mais próximo possível ao texto. As abreviatu- ras e as siglas devem aparecer em lista própria, em ordem alfabética com seus respectivos significados. Essas listas deverão ser utilizadas, quando ocorrer um número igual ou superior a 10 tabelas, ilustra- ções, abreviaturas ou siglas.

d) lista de síMbolos

Elemento opcional, que deve ser elaborado de acordo com a ordem apresentada no texto, com o devido significado.

C) suMário

É elaborado, conforme a NBR 6027, de maio de

2003, tendo como objetivo a apresentação de sumá- rio de documentos que exijam visão de conjunto e facilidade de localização das seções e outras partes.

O sumário é a relação das principais seções do tra-

balho na ordem em que se sucedem no texto e com indicação da página inicial ou número das páginas ini- cial e final, separadas por hífen (exemplo: 91-143). Os

elementos pré-textuais não devem constar no sumário.

Os indicativos de seção que compõem o sumário devem ser numerados em algarismos arábicos e ali- nhados à esquerda, conforme a NBR 6024:2003. Ele- mentos, como listas de figuras, tabelas, abreviaturas e siglas, resumo, referências, glossário, apêndice(s), anexo(s) e índice, não possuem indicativo numérico.

O sumário deve figurar logo após a dedicatória e/ou

agradecimentos, se houver, ou seja, é o último ele- mento pré-textual. A palavra sumário deve ser centra- lizada e com a mesma fonte utilizada para as seções primárias. Havendo mais de um volume, em cada um deve constar o sumário completo do trabalho.

Fascículo 3

37

Não confundir o sumário com o índice (lista de- talhada, em ordem alfabética dos assuntos, nomes de pessoas, nomes geográficos, etc.).

d) introdução

Elemento obrigatório. De acordo com Costa (2003), “nela se diz o que é ou de que trata o traba- lho.” Deve fornecer uma visão geral do trabalho e sua contextualização dentro do cenário das pesqui- sas realizadas na respectiva área.

f) justifiCativa

Sessão do Projeto na qual o autor defenderá a neces- sidade da realização do trabalho. Ela deverá mostrar

a importância do tema proposto; a motivação indi-

vidual, profissional, social e teórica para o tema.

g) Metodologia

Conjunto de procedimentos aceitos e validados. Na metodologia, deve-se mostrar como a pesqui-

Expõe as razões que levaram o autor a escrever, de- fine o assunto, referindo-se ao quadro teórico em que se fundamenta o trabalho, citando os autores

será realizada, de forma clara, direta e objetiva, mostrando os caminhos percorridos para se chegar aos objetivos propostos.

sa

mais importantes que estudaram o tema. Apresen-

h)

CronograMa

ta

o estado da questão ou formulação do problema

e

das hipóteses. Situa o assunto no tempo e no

O

cronograma deve mostrar as atividades a serem exe-

espaço, no conjunto dos conhecimentos ou ativi- dades já desenvolvidas e com as quais se relaciona, mostrando o que de novo se pretende, sem se es- quecer de apontar o que é comum.

Define os termos empregados, caso tal definição seja necessária. Indica o caminho a seguir, mos-

trando as ideias mestras do desenvolvimento, os pontos principais, as deduções mais importantes.

A seguir, alguns sites que poderão ser usados para

fazer a revisão da literatura.

SAIBA MAIS! www.periodicos.capes.gov.br www.bireme.br www.medscapa.com www.scielo.br www.mdconsult.com
SAIBA MAIS!
www.periodicos.capes.gov.br
www.bireme.br
www.medscapa.com
www.scielo.br
www.mdconsult.com
www.prossiga.com
www.alphagalileo.org
www.eurekalert.org

Ou nos sites de busca da internet, como cadê, goo- gle, altavista entre outros.

e) objetivos

Sessão do projeto, na qual estão especificadas as fina- lidades principais e secundárias deste. Divide-se em:

Geral (questão principal da pesquisa, problema a ser resolvido).fina- lidades principais e secundárias deste. Divide-se em: Objetivos Específicos (questão secundária a ser

Objetivos Específicos (questão secundária a ser respondida, relacionada à questão principal).(questão principal da pesquisa, problema a ser resolvido). cutadas e quando a pesquisa será desenvolvida, desde

cutadas e quando a pesquisa será desenvolvida, desde a confecção do projeto, sua execução, análise dos resulta- dos, redação e entrega do trabalho final (monografia).

i) orçaMento

Descrever a relação dos custos para realização da pes- quisa com previsão de recursos para compra de ma- terial permanente, consumo e pagamento de pessoal.

Seguem alguns endereços de agências financiado- ras de pesquisa no Brasil: SAIBA MAIS! www.cnpq.br Capes:
Seguem alguns endereços de agências financiado-
ras de pesquisa no Brasil:
SAIBA MAIS!
www.cnpq.br
Capes:
www.capes.gov.br
Facepe:
www.facepe.br
Finep:
www.finep.br
Cnpq: www.bnb.gov.br
BNB:
BNDE:
www.bnds.gov.br
Fundação
Boticário:
www.boticario.com.br
Petrobrás:
www.petrobrás.gov.br
www.boticario.com.br Petrobrás: www.petrobrás.gov.br j ) r eferênCias As referências compreendem a lista dos

j) referênCias

As referências compreendem a lista dos autores ci- tados, ou seja, referenciados no desenvolvimento do trabalho. Devem ser elaboradas de acordo com

a NBR 6023: 2002 da ABNT. O fascículo 05 desta unidade temática mostra como prepará-las.

38

Fascículo 3

l) bibliografia

Apresenta todo o material lido e estudado para a elaboração do trabalho, mas não citado em seu corpo. São listados em ordem alfabética.

M) glossário

Elemento opcional. Relação de palavras ou expressões técnicas de uso restrito ou sentido obscuro, utilizadas no texto, acompanhadas das respectivas definições.

n) apêndiCe

Elemento opcional. Texto ou documento elabora- do pelo autor, a fim de complementar sua argu- mentação, sem prejuízo da unidade do trabalho, tais como entrevistas, questionários, tabelas, foto- grafias. O(s) apêndice(s) é (são) identificado (s) por letras maiúsculas consecutivas, travessão e pelos respectivos títulos.

Ex.: APÊNDICE A – Título do documento. APÊNDICE B – Título do documento. etc.

o) anexo

Elemento opcional. Texto ou documento não ela- borado pelo autor que serve de fundamentação, comprovação e ilustração, tais como transcrições de leis, gráficos, tabelas, recortes de jornais e revis- tas. O(s) anexo(s) é(são) identificado(s) da mesma forma do apêndice.

Ex.: ANEXO A – Título do documento.

p) índiCe

Elemento opcional. A NBR 6034, de dezembro de 2004, que substitui e cancela a de 1989, baseada na ISO 999:1975, estabelece os requisitos de apre- sentação e os critérios básicos para a elaboração de índices. Corresponde à lista de palavras ou frases, ordenadas segundo determinado critério, que loca- liza e remete para as informações contidas no texto.

Os índices podem ser classificados de acordo com três critérios. São eles: de acordo com a ordenação, na qual os elementos podem aparecer em ordem alfabética, ou sistemática, ou cronológica, ou nu- mérica, ou alfanumérica. De acordo com o enfo-

que, ele pode ser subdividido em especial, quando

é organizado por autores, ou assuntos, ou títulos,

ou pessoas e/ou entidades, ou nomes geográficos,

ou citações, ou ainda em anunciantes e matérias publicitárias; em geral, quando combina duas ou mais categorias indicadas anteriormente, como, por exemplo, índice de autores e assuntos.

O índice deve abranger as informações extraídas

do documento, inclusive material expressivo con-

tido nas notas explicativas, apêndice(s) e anexo(s), entre outros. O índice pode complementar infor- mações não expressas no documento, tais como nomes completos, datas de identificação, nomes

de

compostos químicos etc.

O

título do índice deve definir sua função e/ou con-

teúdo (exemplos: índice de assunto, etc.). É impres-

so no final do documento, com paginação consecu-

tiva ou em volume separado. Em índice alfabético,

recomenda-se imprimir, no canto superior externo

de cada página, as letras iniciais ou a primeira e úl-

tima entradas da página. No índice geral, as entra- das de cada categoria devem ser diferenciadas grafi- camente. Deve-se evitar o uso de artigos, adjetivos, conjunções etc. no início dos cabeçalhos.

relatórios da pesquisa

De acordo com VERGARA (2000), “relatório é o relato do que desencadeou a pesquisa, da forma pela qual ela foi realizada, dos resultados obtidos, das conclusões a que se chegou e das recomenda- ções e sugestões que o pesquisador faz”.

O relatório da pesquisa consta de elementos pré-tex-

tuais (capa, folha de rosto, equipe técnica, agradeci-

mentos e sumário); textuais (Introdução, revisão de literatura, metodologia, análise e discussão de resul- tados, conclusões e recomendações) e pós-textuais (referências, bibliografia, apêndice, anexo).

Fascículo 3

39

3. Modelos dos eleMentos que CoMpõeM uM projeto

3.1 Modelo da Capa

UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO – UPE FACULDADE DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE GARANHUNS CURSO DE LICENCIATURA EM CIÊNCIAS BIOLÓGICAS

TÍTULO DO PROJETO

CIDADE-ESTADO

ANO

AUTOR

3.2 Modelo folha de rosto

AUTOR

TÍTULO DO PROJETO

Projeto de Pesquisa apresentado ao Professor Pedro Henrique de Barros Falcão da disciplina Me- todologia Científica do Curso de Licenciatura em Letras modali- dade a distância, ministrado pela Universidade de Pernambuco, em cumprimento às exigências para conclusão da disciplina.

CIDADE-ESTADO

ANO

3.3 Modelo do suMário

SUMÁRIO

1.INTRODUÇÃO

3

2

OBJETIVOS

4

2.1 Geral

4

2.2 Específicos

4

3 JUSTIFICATIVA

5

4 METODOLOGIA

6

5 CRONOGRAMA

7

6 ORÇAMENTO

8

7 REFERÊNCIAS

9

8 BIBLIOGRAFIA

.10

Apêndice

11

 

Anexo

12

3.4 Modelo da introdução

1. INTRODUÇÃO

Elemento obrigatório. De acordo com Costa (2003), “nela se diz o que é ou de que trata o trabalho.” Deve fornecer uma visão geral do trabalho e sua contextualização dentro do cenário das pes- quisas realizadas na respectiva área.

Expõe as razões que levaram o autor a escrever; define o assun- to, referindo-se ao quadro teórico em que se fundamenta o trabalho, citando os autores mais importantes que estudaram o tema; apresenta

o

estado da questão ou formulação do problema e das hipóteses; situa

o

assunto no tempo e no espaço, no conjunto dos conhecimentos ou

atividades já desenvolvidas e com as quais se relaciona, mostrando o

que de novo se pretende, sem se esquecer de apontar o que é comum; define os termos empregados, caso tal definição seja necessária; in- dica o caminho a seguir, mostrando as idéias- mestras do desenvolvi- mento, os pontos principais, as deduções mais importantes.

40

Fascículo 3

3.5 Modelo de CronograMa

A seguir, exemplos de como montar um cronograma:

Ex. 1

 

Etapa I:

Etapa II:

Etapa III:

Etapa IV:

escolha do assunto e delimitação do tema; revisão da bibliografia; preparação do projeto; entrega do projeto;

 

Etapa V:

Etapa VI:

Etapa VII:

encontro com o orientador; aplicação das atividades de campo (entrevistas por exemplo); análise do material coletado;

Etapa VIII: redação e digitação do trabalho final;

 

Etapa IX:

entrega da monografia.

 
meses etapas
meses
etapas

1

2

3

4

5

6

7

8

9

10

11

12

I

x

                     

II

 

x

 

x

 

x

 

x

 

x

   

III

 

x

x

                 

IV

     

x

               

V

       

x

 

x

 

x

 

x

 

VI

         

x

x

         

VII

             

x

x

     

VIII

                 

x

x

 

IX

                     

x

Ex. 2

 
 

Resumo das atividades

 

1.

Escolha do assunto e delimitação do tema

 

2.

Revisão da bibliografia

 

3.

Preparação do projeto

4.

Entrega do projeto

 

5.

Encontro com o orientador

 

6.

Aplicação das atividades de campo (entrevistas por exemplo)

 

7.

Análise do material coletado

 

8.

Redação do trabalho final

 

9.

Entrega da monografia

cronograma

1

2

3

4

5

6

7

8

9

10

11

12

de execução

1

x

                     

2

 

x

 

x

 

x

 

x

 

x

   

3

 

x

x

                 

4

     

x

               

5

       

x

 

x

 

x

 

x

 

6

         

x

x

         

7

             

x

x

     

8

                 

x

x

 

9

                     

x

Ex. 1

 

1

2

3

4

5

6

7

8

9

10

11

12

Atividades

                         

Escolha do assunto e delimitação do tema

 

x

x

x

                 

Revisão de bibliografia

       

x

               

Preparação do projeto

         

x

x

x

x

       

Entrega do Projeto

                 

x

     

Encontro com o orientador

                   

x

x

x

Aplicação das atividades em campo

           

x

x

         

Análise do

                         

material coletado

x

x

Redação do

                         

trabalho final

x

x

Entrega da monografia

                       

x

3.6 Modelo de orçaMento

 

ELEMENTOS DE

VALOR

VALOR

DESPESA

UNIT.

TOTAL

 

(R$)

(R$)

1

DESPESA DE MATERIAL PERMANENTE

   

Computador (2) Impressora (1) Gravador (1) Mesa p/aparelho de informática (2)

1.900,00

3.800,00

400,00

800,00

220,00

440,00

250,00

500,00

2

DESPESA DE MATERIAL DE CONSUMO

   

Papel A4 (2cx) Cartucho de tinta (10 cart) Caneta de tinta (100)

110,00

220,00

50,00

500,00

1,00

100,00

3

DESPESA COM PESSOAL

   

Coordenador do projeto (1) Estagiário (2)

500,00

500,00

250,00

500,00

Técnico de laboratório (1) Serviço de terceiros

250,00

250,00

500,00

500,00

4

OUTRAS DESPESAS

   

Diárias (10) Encargos sociais (1)

30,00