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RISCO E RETORNO

INTRODUÇÃO

O risco e o retorno associados a qualquer tipo de investimento são as duas faces da


mesma moeda. Quanto mais "desejo" por rentabilidades elevadas tiver maior será o
nível de risco que terá de aceitar.

Tem-se algo que os investidores e os especuladores tem a fazer é saber lidar com o
equilíbrio do risco e retorno. Como regra geral, quanto maior o risco associado a um
investimento, maior será o retorno que se pode conseguir. Apesar de isto ser
verdade, existe outros fatores a ter em conta para determinar o grau de risco em
relação ao retorno oferecido como, por exemplo, a Volatilidade - Isto é a subida ou
queda de preço de um ativo financeiro; Conhecer vários tipos de risco - Em
qualquer tipo de investimento, existem diferentes tipos de risco que vai ter de
compreender para decidir se determinado investimento se adéqua a si. Tipos de
risco (risco de mercado, risco político, risco de taxas de juro, risco de crédito, risco
de país e risco de câmbio externo); Compreender a relação entre risco e retorno -
Obviamente, o risco e o retorno estão relacionados entre através desses fatores, isto
vai permitir que seja capaz de tomar decisões de investimento prudentes se
comparar os dois fatores um com o outro.Então pode-se dizer que o risco pode ser
percebido como a possibilidade de perda financeira. É utilizada freqüentemente
como sinônimo de incerteza referindo-se a variabilidade de retornos de um ativo (Ex:
Investimentos em títulos do governo; Investimento em empresas de software de
países emergentes...) e Retorno é o ganho ou perda sofrido por um investimento.
Geralmente é expresso em termos do valor investido.

CONTEXTO

RISCO ISOLADO

O risco de um ativo pode ser analisado de duas formas: (1) numa base isolada, em
que o ativo é considerado isoladamente, e (2) como parte de uma carteira, em que o
ativo é mantido como um entre numerosos ativos em carteira, assim o risco
individual de um ativo é o risco isolado para se poder entender também o risco num
contexto de carteira.
Naturalmente, um investimento arriscado pode efetivamente não produzir a taxa
esperada de retorno-se os ativos sempre produzissem suas taxas esperadas de
retorno, eles não seriam arriscados.

O risco de investimento, então, está relacionado à probabilidade dos retornos


efetivos serem menores do que o retorno esperado- quanto maior a chance de um
retorno baixo ou negativo, mais arriscado é o investimento. Entretanto, o risco pode
ser definido mais precisamente, e é útil fazê-lo

Distribuição de Probabilidades

A probabilidade de um evento é definida como a chance que o evento tem de


ocorrer. Probabilidades também podem ser definidas para eventos possíveis (ou
retornos) de um investimento. Se você comprar um título de dívida, espera receber
juros sobre esse título, e esses pagamentos de juros oferecem-lhe uma taxa de
retorno sobre seu investimento. Os eventos possíveis desse investimento são (1)
que o emissor do título fará os pagamentos necessários ou (2) o emissor não fará os
pagamentos necessários. Quanto maior a probabilidade de quebra, mais arriscado o
título de dívida, maior o risco e maior a taxa requerida de retorno.

Taxa Esperada de Retorno

Se multiplicarmos cada possível resultado por sua probabilidade de ocorrência e


somarmos esses produtos, teremos uma média ponderada dos resultados. Os pesos
são as probabilidades, e a média ponderada é a taxa de retorno esperada,
representada pela letra k^.

Desvio Padrão (σ k )

Representa a raiz quadrada dos desvios médios das observações inidividuais em


relação ao valor esperado, elevados ao quadrado. O primeiro passo para se calcular
o desvio-padrão de uma distribuição é achar o valor esperado, k.

A principal preocupação com os desvios-padrão reside em seu uso para


comparar os riscos de ativo. É preciso ter cuidado ao usá-los para estas
comparações, já que eles são apenas uma medida absoluta de dispersão e não
consideram a dispersão de valores em relação ao valor esperado.

Coeficiente de Variação (CV) é calculado simplesmente dividindo-se o desvio-


padrão, σ k, de um ativo pelo seu valor esperado, k. Quanto maior for o coeficiente
de variação, maior será o risco do ativo. O coeficiente de variação é útil para se
comparar ativos que têm diferentes valores esperados.

RISCO DE UM CONTEXTO DE CARTEIRA

Uma carteira é uma coleção, ou grupo de ativos. Sendo assim, o risco de um


investimento em um único ativo não pode ser visto como independente de outros
ativos de uma empresa. Para isto, o objetivo do administrador financeiro para dada
empresa é criar uma carteira eficiente, que maximize retornos para um determinado
nível de risco ou minimize o risco para um dado nível de retorno.

RISCO E TEMPO - O risco não deve ser considerado apenas em relação ao tempo
presente, mas como função crescente do tempo.

RISCO DE CARTEIRA - A carteira da empresa que consiste em seus ativos totais


não é diferenciada da carteira do indivíduo (um ativo), ou seja, do que já foi proposto
aqui. Mas, o risco de ativos propostos de investimento não pode ser visto
independentemente de outros ativos.

CORRELAÇÃO E COVARIÂNCIA - Método estatístico de calcular a maneira como


os retornos se movem relativamente a uma e outra carteira de ativos (quanto maior
a diferença dos movimentos entre os ativos menor o risco). A medida estatística é o
coeficiente de correlação que assume valores dentro de uma faixa de +/-1, para
séries que apresentam correlação positiva perfeita, até –1, para séries cuja
correlação negativa é perfeita.

Alguns ativos não têm nenhuma correlação entre si, ou seja, não se relacionam
absolutamente, no sentido de que não há nenhuma interação entre seus retornos. A
combinação de ativos sem correlação reduz o risco não tão efetivamente quanto a
combinação de ativos negativamente correlacionados, porém mais efetivamente do
que a combinação de ativos positivamente correlacionados. O coeficiente de
correlação para os ativos não correlacionados é quase zero e atua como ponto
médio entre as correlações positiva e negativa.

Risco Diversificado

É causado por eventos randômicos tais como processos judiciários, greves,


programas de marketing em ou mal-sucedidos, ganho ou perda de um grande
contrato e outros eventos que são únicos para uma empresa em particular. Como
esses eventos são randômicos, seus efeitos sobre uma carteira podem ser
eliminados pela diversificação – os maus eventos de uma empresa serão
contrabalançados pelos bons eventos de outras. O risco de mercado, por outro lado,
advém de fatores que sistematicamente afetam a maioria das empresas: guerras,
inflação, recessões e taxas altas de juros. Como a maioria das ações tende a ser
negativamente afetada por esses fatores, o risco de mercado não pode ser
eliminado pela diversificação.

O CAPM (Capital Asset Pricing Model ou Modelo de Precificação de


Ativos)começa pôr dividir o risco em duas partes principais: risco diversificável e
risco não-diversificável. A premissa é que existe um relacionamento estreito entre os
retornos dos títulos individuais e os retornos do mercado. Esses retorno, ou para
uma dada ação ou para o mercado, consistem em ganhos de capital mais receita de
dividendos.

A volatilidade do mercado fornece um denominador comum para a avaliação


dos graus de risco dos ativos e títulos individuais. Esse grau de risco é determinado
pela descoberta de quão sensitivos são os retornos de uma ação aos retornos de
mercado. Dessa maneira, emprega um índice comum que mede a sensibilidade das
ações individuais contra um índice comum, ou seja, o mercado. Se os retornos da
ação sobem ou descem mais do que os retornos de mercado, diz-se que a ação é
mais arriscada do que o mercado. Quando os retornos de ação sobem ou descem
menos do que o mercado, diz-se que a ação é menos arriscada que o mercado.
Porém é possível classificar os riscos de diferentes títulos, simplesmente,
relacionando-os ao índice comum do mercado.
COEFICIENTE BETA

O coeficiente Beta: é uma medida relativa de risco não diversificável, indica o grau
de variabilidade do retorno de um ativo em resposta a uma variação do retorno de
mercado. O retorno de mercado indica o retorno de um portfólio teórico composto
por todas as ações negociadas na bolsa de valores ponderados pela
representatividade de cada uma (Beta = 1).

O Beta de uma carteira pode ser facilmente estimado multiplicando o percentual


que cada ativo representa no portfólio pelo seu Beta e é interpretado de maneira
análoga ao Beta de um ativo individual.

CONCLUSÃO

Engloba-se neste capítulo o conceito de risco e retorno, assim como os principais


objetivos dos modos de medir o risco em análise financeira, junto com os riscos que
afetam as taxas de retorno e, também, analisa o risco em um contexto de carteira e
a importancia da diversificação do investimento.

Firma-se, assim, a importancia da avaliação risco e retorno, junco com suas regras e
o seu contexto, lembrando que quanto maior o risco maior a probalidade de retorno.

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA:

GITMAN, Laurence J. – Princípios de Administração Financeira, 7º Edição,


Editora Harbra. São Paulo, 1997.

GROPELLI A A - Administração Financeira. Editora Saraiva. São Paulo, 1998.