BOLETIM

INFORMATIVO
VIOLÊNCIA DOS FOGOS AUMENTA, E AGORA?
Sobreiros e outras folhosas salvam aldeia e quinta.
Veja a mudança! (Páginas 4 e 5)

A aldeia de Ferreira de S. João (Penela) foi poupada do grande incêndio de Pedrógão Grande
(junho de 2017) por causa dos sobreiros que a circundam!

“Podemos falar sobre o futuro, visualizar o futuro,
mas se queremos chegar lá teremos de agir”
Daryl Kollman
Nesta edição:
Editorial Eco-Gastronomia 2

O país ainda está em choque com a calamidade dos incêndios Ervas Silvestres 2
que este Verão atingiu proporções nunca antes vista, mas neste Sítio do Vale Salgueiro 3
boletim queremos dar um sinal de esperança num futuro dife-
rente e damos a conhecer o exemplo de uma aldeia, a Ferraria Fogos, e agora? 4
de S. João, concelho de Penela, que resolveu tomar uma atitude Dia mundial Oceanos 5
e não esperar eternamente pelos políticos e entidades, suposta-
O tamanho do peixe 6
mente, competentes pela tomada de medidas.
Destaco ainda nesta edição o testemunho dos jovens agricul- Breves 7
tores biológicos que nos acolheram no dia da nossa assembleia geral e que são mais
Espaço Jovem Atento 8
um sinal na mudança para um futuro mais sustentável.
Espero por isso que a leitura deste boletim seja particularmente inspiradora! Ano 13, N.º 38
A presidente da direção Setembro de 2017
Alexandra Azevedo
www.mpica.info
Página 2 BOLETIM INFORMATIVO MPI n.º 38 - Setembro 2017

SESSÃO SOBRE ECO-GASTRONOMIA Alexandra Azevedo
NA ESCOLA SECUNDÁRIA DE PENICHE

No dia 21 de Março rumo a Peniche para uma sessão sobre
eco-gastronomia. Depois de uma breve exposição de algumas
questões passou-se à confeção de uma pequena ementa com a
ajuda dos alunos e no final todos se puderam deliciar… bem,
nem todos, houve alguns alunos que não tiveram coragem de
provar. Pois, não sabem o que perderam! Quando o paladar
está tão pervertido nem sempre é fácil apreciar
alimentos saudáveis, mesmo que bem confecionados, mas é
preciso insistir.

SAÍDAS DE CAMPO PARA IDENTIFICAÇÃO DE ERVAS
Alexandra Azevedo
SILVESTRES COMESTÍVEIS

A convite do Agrupamento de Escuteiros n.º 122 do CNE de Torres
Vedras, dinamizei uma saída de campo integrada num acampamento da IIIª
secção – Pioneiros (Acagrup) no dia 9 de Abril. Para surpresa de todos logo
no local do acampamento foram identificadas 3 espécies de plantas
comestíveis. Afinal estavam mesmo ao lado de comida e não sabiam!
No final os escuteiros prepararam um revolto de urtigas na sua cozinha de
campo que puderam degustar com o pão de bolota que eu tinha trazido.
Espero que em próximas atividades não se esqueçam destes ingredientes
generosamente concedidos pela Natureza!
No dia 23 de Abril rumei à aldeia de xisto Água Formosa, no concelho de
Vila Rei, para a atividade integrada no Fórum TERRA – Portugal a Cuidar
da Casa Comum dinamizado pela Associação dos Fazedores da Mudança
www.terra.org.pt. Um grupo de entusiastas pela natureza, e com imensa
curiosidade em conhecer ervas comestíveis, esperava-me, e com agrado
registo que a atividade correspondeu ás suas expectativas!

AULA ABERTA NA ESTM SOBRE “GLIFOSATO, OUTROS Alexandra Azevedo
PESTICIDAS, OGM … QUE ALTERNATIVAS?”

No âmbito da disciplina de Toxicologia e Nutrição do Curso
de licenciatura em Tecnologia e Segurança Alimentar da
ESTM – Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar de
Peniche, do IPL – Instituto Politécnico de Leiria, recebi
o convite para uma aula aberta, que se realizou no dia 11 de
Maio. Foi assim uma oportunidade para os alunos universitá-
rios contactarem com o trabalho de outras organizações e pô-los
a pensar!
n.º 38 - Setembro 2017 BOLETIM INFORMATIVO MPI Página 3

NOVOS ROSTOS NA AGRICULTURA

A Elena Garcia é natural de Madrid (Espanha) e o Tiago Matos é natural do Funchal (Madeira – Portugal) am-
bos com formação em Biologia Marinha, a Elena fez ainda um mestrado em Educação Ambiental, e quisemos
conhecer como vieram parar ao concelho do Cadaval com um projeto de agricultura. Aqui está o seu testemunho.

SÍTIO DO VALE SALGUEIRO (PÊRO MONIZ – CADAVAL) Elena Garcia e Tiago Matos

Conhecemo-nos através do programa
Erasmus e foi em Lisboa que pusemos
pela primeira vez as mãos na terra, na
nossa horta urbana. Os conhecimentos
em permacultura entraram na nossa vida
e decidimos dedicar-nos à agricultura!
Optámos pela compra de terra, por isso
começámos à procura de terrenos que
cumprissem algumas condicionantes,
como: proximidade a Lisboa (onde resi-
diam), com boas acessibilidades e próxi-
mo de zona urbana mas ao mesmo tem-
po com relativa privacidade, com área
construída e boa exposição solar, e foi
assim que encontrámos um terreno com
cerca de 4 hectares em Pêro Moniz. Nes-
se terreno já se encontrava instalado um
pomar de pêra rocha, e uma vinha e… a
aventura começou.
Do pomar com maneio intensivo para um maneio natural
Sem qualquer período de transição fizemos uma mudança drástica no maneio do pomar. O uso de pesticidas
de síntese, as mobilizações do solo e a rega foram das práticas que deixámos de utilizar. A poda foi outro factor
fundamental na recuperação do pomar, sem o qual as árvores ter-se-iam ressentido mais. Estamos também a
tentar melhorar a infiltração das águas da chuva e a retenção dos nutrientes através da pequenas barreiras de
terra, troncos de madeira... obstáculos para impedir a erosão. Também foram cortadas as partes do pomar situa-
das nas extremas para criar sebes verdes e zonas de floresta.
Produção de fertilizante líquido
Com as urtigas produzimos um fertilizante líquido para a área da horta onde cultivamos várias variedades
hortícolas em camas elevadas, conhecida técnica de permacultura. Para isso basta demolhar 1 Kg de urtigas em
10 litros de água durante 3 semanas e em que de 2 em 2 ou 3 em 3 dias se vai mexendo. Mas ao fim de uma se-
mana o líquido pode ser utilizado para controlar algumas doenças das plantas causadas por vírus e fungos.
Planear o futuro
Neste momento estamos a fazer um projeto de planeamento em permacultura para organizar toda a área no
horizonte dos próximos 4 anos.
Produzimos também cogumelos e organizamos eventos como workshops de alimentação saudável e perma-
cultura. Mais informações procurem-nos em: fb.com/sitio.dovalesalgueiro
Página 4 BOLETIM INFORMATIVO MPI n.º 38 - Setembro 2017

VIOLÊNCIA DOS FOGOS AUMENTA, E AGORA? Alexandra Azevedo

Para as associações de defesa do ambiente o cenário que estamos a viver atualmente não é nenhuma
surpresa pois desde 1970, e mesmo antes, já alertavam para os erros que se estavam a cometer na nossa floresta
com a substituição sistemática da nossa floresta natural por monocultura de pinheiro e eucalipto, ou seja de
árvores incendiárias!
O relatório provisório dos incêndios deste ano é bastante
elucidativo do autêntico inferno em que o nosso território se
está a transformar em especial na zona centro e norte, sendo
os distritos mais afetados Castelo Branco, Coimbra, Leiria
e Santarém.
Comparando os valores do ano de 2017 com o histórico dos
10 anos anteriores registou-se um número de ocorrências
equivalente à média mas mais 234% de área ardida do que a
média anual para o mesmo período! A média de 2007 a 2016
de área ardida é de 64.143ha (hectares) enquanto que só em
2017 já arderam 213.986ha até 31 de Agosto, portanto esse
número ainda vai aumentar!
Já que não se evitou este desastre ao longo das últimas
décadas, agora precisaremos de muitas mais para reverter a
situação, até porque não será possível uma mudança de um
dia para o outro, mas… é possível a mudança!
A palavra de ordem, agora mais do que nunca, tem de ser
MÃOS-À-OBRA. É preciso reflorestar com espécies
autóctones, mas para isso é necessário aumentar a propagação
destas espécies, preparar terrenos… e tudo isso exige mão-de-
obra, mas é preciso sobretudo políticas públicas de valorização
da nossa floresta natural e compensação aos proprietários pela
reposição de áreas de bosque natural. Mas independentemen-
te disto ainda há muito terreno disponível para essas
plantações, como bermas de estrada, baldios, terrenos
públicos, limites de terrenos agrícolas... e todos nós podemos
fazer algo mesmo a nível individual.

A FLORESTA QUE NOS RESTA
Como facilmente se percebe no mapa que assinala as matas e
serras onde restam as poucas relíquia do nosso bosque outrora
ocupava todo o território, temos mesmo muito que fazer para o
recuperar.

Fonte: jornalmapa.pt
Link curto: goo.gl/ae9tfw
n.º 38 - Setembro 2017 BOLETIM INFORMATIVO MPI Página 5

O CASO DA ALDEIA DE FERRARIA DE SÃO JOÃO (PENELA)

A Ferraria de S. João é uma pequena aldeia que vive da agricultura e do eco-turismo e esteve ameaçada da
destruição pelo grande incêndio que começou em Pedrógão Grande e já lavrava há mais de uma semana.
Após horas de luta dos habitantes e com a ajuda de uma faixa de sobreiros e outras árvores folhosas autóctones
que tinham sido plantadas há poucos anos, depois de um outro grande incêndio ter destruído os anteriores
eucaliptais e os poucos pinheiros que ainda restavam à volta da aldeia, ficou a salvo.
Cansados dos incêndios incontroláveis dos eucaliptais que rodeiam a aldeia os habitantes reuniram
em Assembleia de Moradores seis dias depois do incêndio e deliberaram por unanimidade a criação de uma
Zona de Proteção da Aldeia (ZPA), com 100 metros de largura à volta da aldeia sem eucaliptos. A determinação
desta aldeia contrasta com os políticos que na Assembleia da República trocavam acusações e procuravam bodes
expiatórios esquecendo-se de resolver a situação com urgência.
Entretanto a limpeza dos terrenos já teve início. As raízes dos eucaliptos foram arrancadas e fazem-se os pre-
parativos no terreno para acolher as novas plantas, como sobreiros e outras folhosas.
Depois da ajuda inicial com alimentos, roupas e outros bens às populações mais afetadas pelos incêndios ago-
ra é tempo de uma ajuda persistente para a mudança do coberto vegetal de modo a prevenir no futuro
situações semelhantes. E que mais aldeias sigam este exemplo!
Fontes: Jornal de Leiria - Link curto: goo.gl/RxuK2X e fb.com/ferrariadesaojoao

QUINTA RODEADA DE CARVALHOS E CASTANHEIROS ESCAPOU AO FOGO

As chamas que se abateram sobre o centro do
país estiveram muito perto da Quinta da Fonte,
em Figueiró dos Vinhos. Tudo ardeu à volta,
menos as árvores autóctones plantadas há décadas.
Uma mancha verde destaca-se da paisagem
negra envolvente, que retrata a violência
do incêndio. "A única coisa que não ardeu foram os
carvalhos, os castanheiros, oliveiras e sabugueiros".
Os bombeiros "não estiveram no local" e as ár-
vores que lá estão "há muitas décadas protegeram
a quinta e sobreviveram por si", disse Liedewij
Schievin, empresária holandesa que vive
em Portugal há 10 anos, e ainda nunca tinha passa-
do por uma situação destas.
Fonte: JN—Link curto goo.gl/PBSMoq

DIA 8 DE JUNHO – DIA MUNDIAL DOS OCEANOS
Os oceanos e mares cobrem dois terços do Planeta, fornecem comida para a população humana
e desempenham um papel fundamental no clima, absorvendo um terço do dióxido de carbono e gerando
metade do oxigénio que respiramos. Além disso, nos oceanos existe uma percentagem muito grande
da biodiversidade a nível mundial, e estes são fonte de uma atividade económica vital, onde se incluem
indústrias associadas ao turismo, ao transporte marítimo e ao pescado alimentar.
Em comunicado a Quercus lembra algumas práticas que cada um de nós pode adotar no dia-a-dia
para proteger os oceanos, que aqui deixamos um resumo:
 Reduza o uso de plástico e utilize material reutilizável, porque o lixo que produzimos não desaparece e
muito dele acaba no oceano, onde pode prejudicar a vida marinha.
 Escolha bem os seus produtos de limpeza e diga não à utilização de fertilizantes e pesticidas tóxicos na
sua área de residência.
Página 6 BOLETIM INFORMATIVO MPI n.º 38 - Setembro 2017

 Seja amigo do ambiente e responsável na esco-
lha da comida. Quando for ao supermercado
ou ao restaurante, exija pescado sazonal, local e
sustentável, na hora da compra.
 Evite comprar produtos que possam conter
microplásticos ou microesferas (microbeads).
Tenha atenção aos rótulos de produtos, por
exemplo a pasta dentífrica e cremes esfoliantes,
que contêm microbeads. Lavar a cara pode ser
um acto de poluição marinha.
 Tenha cuidado ao deitar fora medicamentos.
Deverá entregá-los na sua farmácia para que os
fármacos não contaminem a água e a vida
marinha.
 Participe e/ou organize iniciativas de sensibilização e defesa dos oceanos, seja um debate, a divulgação de
um documentário inspirador ou uma limpeza de praia.

CAMPANHA #FISHSIZEMATTERS (O TAMANHO DO PEIXE IMPORTA)
O ritmo a que pescamos muitas espécies de peixes não
lhes permite crescer e reproduzir-se. A sobrepesca está a
levar a que sejam pescados cada vez mais peixes juvenis
para satisfazer a procura. Isto significa que, ano após ano,
há cada vez menos peixes no oceano.
Para corrigir esta tendência é necessário deixar que
o pescado chegue à idade adulta e adotar limites
de capturas baseados em recomendações científicas.
Para ajudar os consumidores a verificar se o peixe que
compram tem um tamanho mínimo legal e se não se trata
de um espécime juvenil, a Oceana lançou a campanha
#fishsizematters (o tamanho do peixe importa, em inglês).
Consultando o guia digital disponível no site da campanha
(fishsizematters.eu), descobrimos, por exemplo, que não
devemos comprar um linguado, que tenha sido pescado no Atlântico, com menos de 25 cm de comprimento,
uma sardinha com menos de 15 cm ou uma solha com menos de 25 cm. Há muitas outras espécies que podem
ser consultadas no site.

Fonte: Theuniplanet.com - link curto goo.gl/kM7NYN

Ficha técnica
Directora: Alexandra Azevedo / Paginação: Nuno Carvalho
Colaboraram nesta edição: Elena Garcia e Tiago Matos
Impressão com o apoio da Junta de Freguesia de Vilar
Propriedade: MPI - Movimento Pró-Informação para a Cidadania e Ambiente
Largo 16 de Dezembro, 2 / Vilar / 2550-069 VILAR CDV
tel:/fax: +351 262 771 060 email: mpicambiente@gmail.com
Web site: www.mpica.info
n.º 38 - Setembro 2017 BOLETIM INFORMATIVO MPI Página 7

BREVES
ENCONTRO NACIONAL “ALTERNATIVAS AOS HERBICIDAS: EXEMPLOS E TESTEMUNHOS”
Realizou-se no dia 29 de Março, em Lisboa, este importante encontro que se espera dar um impulso
na mudança para espaços públicos sem herbicidas. As conclusões e comunicações estão disponíveis no site da
Quercus:
www.quercus.pt/pesticidas-eventos-atividades

HÁ MENOS 400 MILHÕES DE AVES NA EUROPA DO QUE HAVIA EM 1980
Houve um declínio “alarmante” no número de aves em 25 países europeus, diz um estudo de cientistas do
Reino Unido e da República Checa. Existiam, em 1980, cerca de 2,06 mil milhões de aves das 144 espécies mais
comuns na Europa. Em 2009 (o último ano estudado), este número tinha caído para 1,64 mil milhões,
verificando-se assim um declínio de 20% ou de 421 milhões de pássaros. As cinco espécies com os maiores
declínios foram o pardal-comum, o estorninho-malhado, a laverca, a felosa-musical e o pardal-montês.
O facto de os declínios se verificarem nas espécies comuns, explicam os autores, aumenta a probabilidade de
que sejam indicadores de degradação ambiental. Esta perda pode ter consequências dramáticas, uma vez que,
graças aos seus grandes números, desempenham papéis críticos nos ecossistemas, como, por exemplo,
no controlo de pragas.
Fonte: Theuniplanet.com - link curto goo.gl/kjrkiK

MUNICÍPIO DO CADAVAL ADOPTA FERTILIZANTE NATURAL NA MANUTENÇÃO DOS ESPAÇOS VERDES
Dando cumprimento ao protocolo celebrado entre o município do Cadaval e a Cooperativa Agrícola dos Fru-
ticultores do Cadaval (COOPVAL), desde início deste ano [2017] começou a ser utilizar pela Câmara Municipal
vermicomposto – fertilizante natural na manutenção dos espaços verdes, dando assim um destino útil
aos resíduos resultantes da calibragem da fruta.
Junta-se assim a necessidade do município na utilização regular de fertilizantes ao aproveitamento
dos subprodutos da calibragem, nomeadamente folhas e pedúnculos, gerados na central de armazenamento de
fruta da COOPVAL. A vermicompostagem é um tipo de compostagem em que se usam minhocas para acelerar o
processo de degradação da matéria orgânica e obter o vermicomposto, mais conhecido como “húmus de minho-
ca”, muito rico em nutrientes.

Alexandra Azevedo
ECO-RECEITA: TORTILHAS DE LEGUMES
Desta vez os mais novos são desafiados a cozinhar por
isso a eco-receita está publicada na página seguinte
“Jovem atento”.
Uma maneira muito fácil de substituir carne ou peixe
numa refeição é ter como base a receita de tortilha, em que
o que liga os vários ingredientes é o ovo e a farinha
e podemos variar na combinação de outros ingredientes, em
vez de legumes podemos usar só cogumelos, cogumelos e
queijo fresco, ou ainda leguminosas e nesse caso
até poderíamos chamar de hambúrguer. Espero que os
adultos se entusiasmem também e ajudem de facto os mais
novos a participarem na preparação de refeições saudáveis
para todos, incluindo o Planeta!
espaço Alexandra Azevedo

Jovem Atento

Mudar o mundo!

O Salvador é um menino irrequieto e com muitas ideias. Um dia chega à escola e diz muito
orgulhoso: “quero mudar o mundo”! Os colegas olham para ele desconfiados e pensam: “Como podes tu,
uma simples criança, querer mudar o mundo!?” Mas ele despachou-se logo a esclarecer melhor no que
queria realmente fazer – É assim, se todos fizermos a nossa pequena parte, tudo somado pode
realmente mudar mundo, e foi essa a importante decisão que eu fiz – continua o Salvador – ou seja,
que quero fazer a minha parte, quero aprender sempre mais e fazer cada vez melhor!
Os colegas ficaram impressionados com a sua determinação e então perguntaram: Ok,
já percebemos, mas diz lá então o que é que vais começar por fazer?
Salvador: Já separo o lixo e faço compostagem em casa e consegui que os meus também
o fizessem, agora vou também cozinhar comida saudável! Tenho uma amiga que me explicou
que comemos carne a mais e legumes a menos, e que o peixe também está a desaparecer no oceano,
e como é mau para o planeta por isso se pelo menos um dia por semana não comermos nem carne nem
peixe é um bom princípio!!
- E por acaso sabes cozinhar? Perguntam os colegas intrigados.
- Essa minha amiga deu-me várias receitas saudáveis e disse-me para pedir ajuda aos meus pais,
em especial quando mexer em facas e no fogão. E a minha primeira receita vai ser tortilha
de legumes! – e continuou – Vou também andar cada vez mais de bicicleta, plantar árvores da nossa
floresta e quando for grande a minha casa vai ter energias renováveis! E… e mais coisas que for
aprendendo!
Ora aqui tens a receita. Experimentem!

Tortilhas de legumes
Ingredientes: 2 ovos, 50g de farinha, 100 g de cebola picada, 100g de cenoura ralada e 100 g de
curgete cortada em cubinhos, 50 g de queijo ralado, 1 colher de sopa de pinhões (ou outras
sementes), salsa picada, sal, pimenta e caril a gosto, óleo.
Modo de preparação: Bater os ovos misturar todos os ingredientes. Fritar num frigideira
anti-aderente com um pouco de óleo, colocando o preparado com a ajuda de uma colher, espalmando
se necessário. Tapar a frigideira e deixar fritar em lume brando durante 4 a 5 minutos de um lado e
depois virar.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful