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( (RRMA nn [Raa cork Banco de Recursos ‘Subdominio 5.1. 0 expansionismo europeu Subdominio 5.2. Renascimento, Reforma e Contrarreforma Subdominio 6.1. 0 Antigo Regime europeu: regra e excecio Subdominio 6.2. Um século de mudanca {século XVII ‘Subdominio 7.1. Da Revoluctio Agricola & Revolugdo Industrial ‘Subdominio 7.2. Revolugdes ¢ Estados liberais conservadores ‘Subdominio 8.1. Mundo industrializado paises de dificil industrializacéio Subdominio 8.2. Burgueses e proletérios, classes médias e camponesas Sugestées de filmes Banco de Recursos Subdominio 5.1. O expansionismo europeu Atividade de Faz uma pesquisa em livros existentes na biblioteca da tua escola ou em sites aprofundamento sobre o papel das mulheres na Expansio maritima portuguesa. Depois, organiza [pag. 19 do ‘uma exposicdo sobre a tematica. Constrangimentos a presenca de mulheres a bordo das embarcacdes Entre essas mulheres, uma distingao clara se impoe entre aquelas que partem com consentimento do poder régio, ou mesmo impulsionadas por ele, (...] e aquelas que o fazem clandestinamente. Em qualquer caso, € por principio, a presenca de qualquer mulher nas embarcagoes que cruzavam os mares em diregio a Africa, Oriente ou Brasil era, por norma instituida desde os primérdios da expansao, proibida e fortemente punida. Com efeito, o embarque de mulheres nas naus da india, aquelas de que temos mais, noticias, era sujeito d condenagao civil [...], €religiosa, por parte de bispos e missiondrios, em particular Jesuitas, que com elas contactavam no decurso das viagens. Destaqueros [...), a deliberagio de Vasco da Gama, de 1524, segundo a qual qualquer mulher que fosse encontrada a bordo, sem permissao régia, seria publicamente agoitada e banida para um dos coutos da Africa, mesmo que fosse casada; 0 marido ficaria a ferros e seria obrigado a voltar a Portugal e os capitaes dos navios que as nao entregassem ds autoridades competentes perderiam os seus vencimentos, [...] visama em particular, as chamadas “motheres sospeitosas’, as de pouca virtude, associadas, na correspondéncia dos Jesuitas, 4 pratica da mancebia a bordo, tidas como responsaveis de distirbios, falta de seguranga, desregramento de costumes, indisciplina e, como tal, sujeitas a punigao e, sempre que possivel, ao desembarque numa das escalas da viagem |... Poléna, A (2002. E5pacos de incusdoe de excluso de agentes feminias no prcesso de expanse ulamarin portuguesa [século A). in Simpésio Os Espacos Feminines no Mundo Americano, Xl Congresse internacional ds AMILA Ponta Delgads, 3-8 de setembro de 2002 Nota: Amétia Polénia & docente e investigadora do Departamento de Historia e de Estudos Internacionais da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Painéis de S. Vicente, pintura sobre madeira. Lisboa, Museu Nacional de Arte Antiga. Novo Viva a Histéria!€.° ano Banco de Recursos Novo Viva @ Histéria! @.° ano Baneo de Recursos Banco de Recursos ‘As mulheres e o processo de colonizacao O trago porventura mais marcante, numa visao de conjunto, é 0 de que a presenga da mulher portuguesa na dinémica colonizadora varia, consideravelmente, em fungao dos espagos de colonizagao. Distintas realidades se configuram quando abordamos 0 contexto das pracas marroquinas do Norte de Africa, o dos arquipélagos da Madeira e Acores, o dos arquipélagos africanos e o da costa ocidental do mesmo continente, 0 do Brasil ou do Indico. A distancia, os objetivos politicos e econémicos a atingin, as condigoes climatéricas e de salubridade interferiram de forma determinante nas estratégins seguidas e nas tendéncias definidas. “Assim, desde o primeiro momento, a presenga de mulheres integradas em células familiares e em unidades de producao avulta no Norte de Africa e na Madeira e Acores, consequente de wm processo de emigrasiio {familiar que conducia grupos de agricultores e de oficiais mecdnicos, a par dos capitdes de pracas ow ‘capitdes-donatérios e dos oficiais administrativos, a ficar-se de forma continuada nesses espagos ultramarinos com as respetivas faratlas |...] Jé na costa ocidental africana a realidade revelou-se bem diversa. O peso considerdvel da populacao negra e,em particular, o clima e as doencas tropicais desenvolveram uma ficedo de longo curso e, mais ainda, a emigracao familiar. ‘Também para o Brasil sao conhecidos numerosos casos de emigragao de familias envolvidas quer na colonizagao econdmica [...] quer na gestio administrativa, sendo, reconhecidamente desde finais do século XVI meados do século XVI, incentivada a emigragao livre de casais dos arquipélagos da Madeira e das Agores para o Brasil. [...] No espago do Oriente Indico {...) sao promovidas pela Coroa os casanientos com mulheres enviadas do reino {...] pelo que a presenca da mulher portuguesa se revela de igual modo notéria, ‘maioritariamente em Goa e em outros micleos urbanos de significado, [Nao poderemos ainda esquecer a emigracao familiar forcada, aquela que conduz ao degredo, ou d fuga de cristdos-novos e ciganos, cujas familias se constituem em colonizadores dos novos territérios[...] Poldnia, A. [2002]. Espagos de incluso e de oxclusdo de agentes femininas no processo de expansao ltramarina portuguesa {sécuio XM). In Simpésio Os Espocos Feminines no Mundo Americana. Xlll Congresso Internacional da AMILA, Ponta Delged, ‘de setembro de 2002 Q vou guinnentista Banco de Recursos ‘As mulheres que ficam... De um modo geral, a figura dominante do mundo dos negécios mercantis ¢ das finanas de Vila do Conde parece ser, porém, nao a do grande, mas do pequeno ou médio investidor, que, em parcerias ou companhias comerciais, recorrendo frequentemente a um mediador, se introdus aos principais eixos comerciais, do Oriente ao Brasil, passando pelos arquipélagos atlanticos e pelos nucleares entrepostos negreiros africanos, asseguirando wma nitida articulagao com as principais rotas comerciais, em particular a-dos escravas e do aciicar, mas por vezes d margem dos grandes circuitos institucionalizados. Nesses negécios chegam a participar as mulheres, como detentoras de quotas em sociedades comerciais, ow ‘como investidoras em contratos a perda e ganko. E tudo isso ocorre nui universo econdmico dominado ‘pelo capital circulante, imbutdo jé de uma mentalidade e de mecanismos capitalistas ou semi capitalistas; [...] Aquilo que ressalta em termos de quotidiano aponta para wma intensa vitalidade aferida por um significative movimento urbano, portuério e comercial. Este dinamismo interno nao poderia deixar de suscitar a ampliagao de fendmenos normais em outros agregados urbanos coevos, mas que ganhariam ern burgos portudrios maior amplitude: prostituicdo, ilegitimidade, abandono de recém-nascidos; incremento da mendicidade, abandono familiar por parte daqueles que partem e se iastalam em outros mundos, noutros universos que a distancia e a falta de noticias tornam, por vezes, inacessiveis. (...] L..] A mobilidade e as auséncias, a emigracio e os Gbitos precoces numa sociedade marcada por uma cestrutura profissional ligada a atividades maritimas transformam os homens em seres profundamente ‘ausentes da vida na urbe. Todos estes processos, que se constituem como fatores de instabilidade social, reforcam, por necessério, os desempenhos dos que ficam, aos quais é imputada a responsabilidade de ‘garantir um normal funcionamento da vida da comunidade. [...] Na sociedade quinhentista de Vila do Conde, as mulheres apresentamt-se como elementos centrais e, ‘frequentes vezes, como referentes de identificagao dos préprios elementos masculinas: eles sAo maridos, filhos, genros, cunhados, pais, sogros de dada mulher, presente e identificével na conumidade. Blas sdo, porém, em casos de desdita, morte por doenga ou naufrégio do marido, as principais vitimas, a quem cabe a responsabilidade de eriarfihos, educd-los e assumir eventuais encargos deixadas pelo defunto. Polénia, A. [S/d Vila do Conde no século XV - a reconstrucao da memria Nota da autora: A matéria expasta na presente estudo decorre do trabalho de investigago desenvolvido por Polénia, Amélia. Vila do Conde. Um porto nortenbo na expansao ultramarina quinhentista, Porto, 1999. Consultas Ill Fina aiarmads. Mutheres Navegantes no Tempo de Vasco da Gama. Editora Esquilo. ‘autora foi galardoada, através desta obra, com o Prémio Mulher Investiga¢so Carolina Michaélis, em 2008. SEED Manuat Novo viva a Histéria! 8° ano ~ rubrica Conhece Melhor [pp. 44-45) SID Pinto, 4.5.6.F. (2008). Uma viagem ao tempo dos Descobrimentos portugueses. Aprender com o Esmeraldo de Situ Orbis. In Caderno Pedagégico-didético APH, 27 Novo Viva a Histéria! 8.° ano Banco de Recut Nove Vive @ Histéria! &.° ana Banco de Recursos Banco de Recursos Atividade de Visita o site do Museu da Cidade de Lisboa. Seleciona uma das pinturas do aprofundamento _ século XVI que contenha informacdo sobre a época. [pag. 27 do manual] 2. Faz.a sua ficha técnica e descricao, Consulta a pag. 8 do Mistério de Histéria para te ajudar a responder. 3. Apresenta o teu trabalho a turma. Vista exterior do Museu da Cidade , Lisboa. Resenha histérica : (0 Museu da Cidade foi inaugurado em 1942. 0 objetivo que presidiu & sua criagao foi documentar e divulgar a histéria da cidade de Lisboa nas diferentes etapas da sua evolugao (0 Museu esté instalado no Palacio Pimenta desde 1979. Ai pode acompanhar-se a evolucao da cidade de Lisboa desde a ocupacao do territério durante a pré e proto-histéria até ao século XX. Esta evolucao é organizada por perfodos ou acontecimentos decisivos no desenvolvimento de Lisboa, em diversas vertentes ~ urbana, econémica, politica, social e mental, Informagées: Contactos: Campo Grande, 245 Hordrio: Terce-feira a domingo das 10.00 h as 13.00 h 1700-091 Lisboa e das 14.00 has 18.00 h. Tel. +351 217 513 200 Atividades: Visitas orientadas e visitas tematicas para Email: museudacidade@cm-lisboa.pt jerdins de infancia, 1.°, 2.%, 3° ciclos ¢ ensino Mais contactos em: waw.museudacidade,ot/ secundaria e oficinas, Site: www.museudacidade,pt! Servigo de Animacao e Pedagogia: orientacéo de visitas, formagao para professores e educadores, oficinas e textos de apoio. Marcacao prévie pelo telefone 21 751 32 15 Banco de Recursos Caracteristicas do edificio onde esta instalado o Museu (© Palacio Pimenta ou Palacio da Campo Grande foi editicado em meados do século XVIII e deve 0 seu nome a um dos iiltimos proprietérios. Nao se conhecem os nomes dos autores deste edifico, mas as, caracteristicas da sua arquitetura apontam para Carios Mardel e Ludovice [dois arquitetos ao servico de D. Joo VI como possiveis autores deste edificio. O edificio possui uma fachada de notével equilibrio e ricamente decorada com azulejos do reinado de D. Jo80 Ve do reinada de D. José | Apresenta uma tipologia caracteristica das residéncias de campo do século XVIII: planta em U, um corpo principal composte por piso térreo, andar nobre e andar de Squas furtadas, prolongando-se pela retaguarda em dois corpos térreos simétricos, ocupados pela cozinha, capela, antiga cavalarica e dependéncias para servicos. Saber mais em www.tnuseudacidade pt/0 Museu/oedificio Exposicoes Exposicgo permanente ~ Da Pré-Histéria aa inicio do século XX Exposicdes temporérias Arte, Arqueologia, Arquitetura e Historia Dentre as exposisdes de cardcter permanente pode visitar-se uma colecda intitulada Lisboa ~ Centro do Império [século XV - XVj]. Podem ser admiradas gravuras da cidade de Lisboa desde esta época até a atualidade, ber como uma colecdo de pinturas que representam os ambientes e as vivéncias da Lisboa do século XVI aos dias de hoje. Outro museu da cidade de Lisboa: Museu Nacional de Arte Antiga Rua das Janelas Verdes 1249-017 Lisboa Hordrio: Terca-feira das 14 8s 18h, Quarta-feira a sexta-feira das 105 18 h. Site: wwov.museudesrteantiga,pt Vista exterior do Museu Nacional de Arte Antiga, Consultas: Mistério da Histéria, na pagina 8, para saberes analisar uma pintura, Novo Viva a Histéria! 8.° ano Banco de Recursos Nove viva a Histdria! 8.2 sno Banco de Recursos Banco de Recursos Atividade de aprofundamento [pig. 53 do manual] Lourengo de Médicis (1449-1492) Lourenco de Médicis, 0 Magnifico, nesceu no seio de ura das maiores poderosas familias italianas dos ‘séculos XIV a XVI. Dedicavam-se ao artesanato, ao comércio e transporte de mercadorias a longa distancia ¢ aatividades bancérias e financeiras. Era filho de Pedro de Cosme de Médicis e de Lucrécia Tornabuoni e neto de Cosme de Médicis, Casa com Clarice Orsini em 1469, de quem tem sete filhos, um dos quais, Jo80 Lourenco de Médicis, veio a ser Papa com o nome de Ledo X. Em 1469, ano da morte de seu pai, Lourengo e seu irmao Juliano foram chamados de “principes do Estado”. Em 1478, os irmiios Médicis foram alvo de uma conspiracao - a conspirarao des Pazzi, assim chamada em alusio a familia envalvida no movimento, na verdade instigado pelos Salviati, banqueiros do Papa Sisto V, inimigo dos Médicis. Juliano morreu, Lourenco escapou, embora ferido, Os autores do plano foram linchados pelo povo enfurecido. Sem a ajuda de seus tradicionais aliados das cidades de Bolonha e Milo, Lourenco partiu sozinho para Népoles, em 1480, procurando exercer influéncia e negociar a paz de toda a regiao da Toscana. Fruto desta acdo diplomatica, toda esta regiao aceitou 0 governo de Florenca, exceto Siena 0 governo da cidade de Florenca [sob a égide dos Médicis] afigurava-se, ento, promissor como republica de cidadaos livres e iguais. De uma maneira geral, Lourenco de Médicis manteve a politica de seu avé, embora tenha sido menos prudente e mais predisposto para 0 exercicio da tirania. Dotado de grande inteligéncia, governou num clima de prosperidade publica, aumentou a influéncia da sua familia por toda a Itlia e manteve as instituicdes republicanas em Florenca. Desenvolveu a economia da cidade de Florenca @ um nivel superior ao de outras cidades europeias da época, Lourenco de Médicis foi o protetor de escritares, sabios e artistas e o impulsor das primeiras imprensas italianas. Iniciou 0 movimento renascentista em Florenca, tornando 0 seu palacio um centro de difusdo deste movimento cultural e artistico, Acolheu e financiou grandes artistas e intelectuais do seu tempo, como Botticelli, Ghirlandaio e Miguel Angelo. Este iniciou os seus estudos num atelié patrocinado por Lourenco de Médicis. Patrocinou festivais e teatros, mandou construir paldcios ¢ jardins @ foi um colecionador de vasos antigos e de pedras preciosas. Escreveu também poemas de estilos ¢ assuntos diversificados. @ Lourenco de Médicis Q capeta ios mésiis Banco de Recursos Brasdo da cidade de Florenca (1444-1464) Qalvor do Renascimento A consciéncia de que os tempos eram novos, de que eles apresentavam caracteres opostos aos da época precedente ~ eis um dos aspetos tipicos da cultura dos séculos XV e XVI. Trata-se em geral duma consciéncia polémica que, bem entendido, nto constitui por sisé a idade nova, mas que define alguns dos seus aspetos e é, para além de tudo, o mais, uma vontade preciosa de rebelido, um programa de rutura com um modelo envelhecido, para instaurar outras formas de educagdo ¢ de vida em comum, uma outra sociedade, numa palavra, outras relacdes entre o Homem e a Natureza. Foi em Itdlia que 0 movimento teve o seu ponto de partida mais fogoso e dois temas o caracterizam: 0 regresso ao muda antigo e ao saber cléssico; a proclamagao de que uma época da histéria humana, a época medieval, estava terminada. Garin, E s/c. 0 Renascimento,Histéria de uma revoluao cultura (2.*edigaol. Port: Livrara Leura [...] 0 movimento teve os seus comegos mais vigorosos nas cidades italianas, que tendo reconquistado a sua autonomia, animadas por um vivo impulso de progresso, tornadas présperas pela inditistria e pelo comércio, tinham procurado nas suas origens a semente duma dignidade e dum patriménio cultural capazes de alimentar ainda as suas aspiracdes e os seus ideais. Ninguém duvida que a consciéncia das suas origens e a dos seus lames com Roma e 0 Império tenham sido despertadas desde o século XV; ¢ 0 culto da Iembranga dos maiores dos grandes mestres do passado é largamente anterior ao Quattrocento. A civilizagao comunal esté entretecida de herancas antigas; 0 grego era falado em regides considerdveis da peninsula itilica. Rogério Bacon via a Itdlia como uma espécie de ponte lancada entre o mundo medieval eas matrizes gregas de sibios que seriam enviados de toda a Europa para aprenderem a lingua na qual hayiam sido escritos os grandes textos cientificos. Quanto a Francisco Petrarca, para nos limitarmos a citar o grande inspirador do Humanismo, ele fora um incompardvel investigador de livros antigos e dera-se ao trabalho de encorajar o conhecimento do grego, com a finalidade de fazer ouvir a voz de autores hd séculos emudecidos como Homero e Platao {...) Garin, E. (sf. 0 Renascimento,Histéria de uma revolu¢e cultura (2.°edicao), Porto: Livraria Letura 8° ano Banco de Recursos = ia! 8.° eno Banco de Recursos 10 Banco de Recursos Completamente entregue ao seu compromisso politico, o Principe pormenoriza com olhos desapontados a “natureza” dos homens, a realidade factual; enfrenta as forgas reais e a sua dindmica; s6 fem em consideragao as leis necessérias que regulam os processos tiltimos das sociedades humanas na ordem césmica, Assim como o astrénomo dediuz do conhecimento dos ritmos celestes a possibilidade dum comportamento prudente(...] assim também a politica reflete sobre as coisas cumpridas pelos antigos impérios e sobre a natureza imutavel dos homens, para deles tirar a competénicia necesséiria ao governo dos Estados. Vé-se facilmente em Maquiavel, por um lado, a aspiragdo a uma visdo racional da realidade politica, Nao é dificil de notar a quase-compenetracao entre esta ciéncia do Estado e a historia das antigas repiiblicas, eretas em arguétipos e em modelos de vida de todos os Estados. [...] Os homens sao 0 que siio porque vivem em sociedade; mas estas sociedades estdo regulamentadas, quanto aos seus confltos eas suas relagdes reciprocas, por leis que a razdo e a experiéncia podem compreender, de tal forma que os governos servem-se deles para uma politica nacional, Como a estrutura dos corpos politicos, como 0 universo inteiro, a natureza humana segue um caminho rigorosamente ritmado, em que até 0 dominio do imprevisivel, da “sorte”, é determindvel e constitui uma margem que 0 ‘governante sensato deve tomar na devida conta. arn, €. [sf] 0 Renascimenta,Histéria de uma revolucd cultura |2* edigaol, Porto: Livraria Leura O Principe, Maquiavel O livro fol escrito em 1513 e teve a sua 1.* edico em 1832 £ um tratado politico com um papel fundamental na construcao do conceit de Estado. Maquiavel descreve as formas de conduzir os negécios piblicos, internos e externos e, fundamentalmente, como conquistar e manter um principado. Consultas / Leituras / Visionamento documentirios estoriasdahistaria,12blogspot,comy EA wwnwariyctopedia.com [acedido em 31.10.2013) EB Mequiavel (2008). 0 Principe. Editorial Presenca El bocumentaria Histéria Gera da Arte Arte do Renascimenta Banco de Recursos Subdominio 6.1. O Antigo Regime europeu: regra e excecdo Atividade de aprofundamento [pag. 81 do manual] D. Jodo V Biografia de D. Joao V, 0 Magndnimo (1680-1750) ‘Rei de Portugal de 1707 a 1750 — 0 reinado mais longo da Historia -, filho de D. Pedro Ie D. Maria Sofia de Neuburgo. Casou com D. Maria Ana de Austria, com quem teve seis filhos, entre os quais José (futuro rei D. José I) e Pedro (futuro D, Pedro Il, marido de D. Maria I). Manteve miltiplos casos amorosos extramatrimoniais (a célebre relagio com a Madre Paula, freira e depois superiora do Convento de Odivelas) e teve filhos ilegitimos, como os trés Meninos da Palhavat A personalidade do rei era marcada por duas faceias predominantes: por um lado, o seu comportamento aventureiro e libertino e, por outro, uma postura firme na diregao dos negécios piblicos (para os quais tinha grande inclinagao). Apreciava divertimentos como a caga, ‘possuindo destreza tanto na lanca corno na espingarda, ‘mas a leitura era a sua ocupagao predileta. A formagdo de D. Jodo esteve a cargo de professores jesuftas. Tinha um interesse particular pela matemdtica. seu reinado suscitou opinides contraditérias. Para uns, 0 seu desempenho foi notdvel, mas para outros demonstrou uma mé administragdo das riquezas _provenientes da descoberta e da exploragéo das minas de ouro e de pedras preciosas no Brasil. Quando subiu ao trono, 0 pais estava envolvido na Guerra de Sucessio de Espanta eo Tesouro encontrava-se em rutura. A sua atuagao externa foi pautada por uma neutralidade face ds questbes jpoliticas da Europa. ‘No plano interno, implementou medidas econémicas importantes como, por exemplo, a instalagao de algunas indiistrias ea reforma da administracdo puiblica. De acordo com a sua personalidade e com 0 _propésito de glorificacao nacional, o rei investia quantias exorbitantes em atos protocolares, Por exemplo, obedecenido a uma ordem do monarca, o embaixador em Franca entrou em Paris langando moedas de ouro com a efigie do rei é populacao. Sorava, J, H. (card, (2004), Hitéra de Portugal Dicondrio de Personaldades (pp. 47-50, vol. XV ‘Matosinhos: Quicnovi Novo Viva a Histéria!8,° ano Banco de Recursos 11 Banco de Recursos Obra construida: © Acueduto das Aguas Livres de Lisboa 8 ano Banco de Recursos. Palacio-Convento de Mafra, vista atual. iS Fachada da Igreja de S. Roque, Lisboa. g ~ 2 Banco de Recursos Mestres jesuitas de D. Jodo V Escrita: Padre Caetano Lopes Latim: Padre Joao Seco Curiosidade D. Joao Vera amavel, ‘energético, profundamente Ainda... religiosos e ciente das suas obrigacoes e deveres. Matematica: Padre Luis Gonzaga * tinha conhecimentos arqueolégicos; + sabia virias linguas: espanhol, latim, francés e italiano e fatava 0 portugués com grande eloquéncia. Reformas no ensino: > Griagio da Academia Real da Hist6ria, em Lisboa > Criagio da Academia de Portugal, em Roma > Criagio do observatério astronémico do Colégio de Santo Antio > Contratacao de professores estrangeiros, tendo incentivado 0 estudo da Matematica > Impulsionamento de experiéncias tecnolégicas, como, por exemplo, o engenho voador Passarola do padre Bartolomeu Lourengo de Gusmao EBB Serrao, J. . dir) (s/a. Diciondrio de Histéria de Portugal. Artigo D. Joao V, vol. Ill, Porto: Livraria Figueirinhas EB Fetismino, 0. & Buescu, A. |. [coor (2011, A mesa dos reis de Portugal. Oficios, consumos, ceriménias e representagdes, Unidade Industrial da Maia: Circulo de Leitores e Temas e Debates Pimentel, Anténio Filipe [2002]. 0 Real Edificio de Mafra. Arquitetura e Poder. Lisboa: Livros Horizonte. i jSugestao de leitura: Ho Memorial do Convento, de José Saramago ‘Amensagem secreta de Lisboa, de Mafalda Moutinho (consultar Academia de Professores Viva a Histéria!| Nevo Viva a Histéria! &.° ane Baneo de Recursos 13 Banco de Recursos Luis XIV Colar da Ordem do Espirito Santo, ‘a mais prestigiada ordem de cavalaria de Franca Cetro, simbolo da autoridade de ‘comandar 0 povo Espada de Franca [ou de Cartos ‘Magnol, simbolo do poder Corea, simbolo maximo do militar e defensor da Igreja poder real [aluséo & coroacao de Carlos Magno] Manto azul, traje dos grandes sacerdotes no Antigo Testamento, bordado com flor- de-lis, simbolo solar e emblema dos reis de Franca do poder judicial poder de condenar ou perdoar as penas] @ biyacienthe Rigaud, Retrato oficial de Luis XIV, 1701. Em 1662, por ocasido da festa do Carrossel, Luts XIV adota definitivamente o signo a que o seu nome fica ligado, “Escolhe-se para o corpo o sol que, pela qualidade tinica do britho que 0 cerca pela luz que communica aos outros astros que o compdem como uma espécie de corte, pela partilha igual e justa que faz dessa luz a todos a todos os diversos climas do mundo, pelo elo que cria em todos os lugares, produzindo sem parar de é todos os lados da vida, a alegria e a agao pelo seu movimento continuo, em que parece todavia sempre tranguilo [...]. E seguramente a mais viva ea mais bela imagem de um grande monarca. Nove Viva a Histéria!8.° ano Banco de Recursos Luis Xv, Mémoires - R Banco de Recursas 0 poder absoluto do rei A magistratura nao forma um corpo nem uma ordem separada das trés ordens do reino {...) E somente na minha pessoa que reside o poder soberano |...) é somente de mim que os meus tribunais recebem a sua existéncia e a sua autoridade; a plenitude desta autoridade, que eles nao exercem sendo em ‘meu nome, permanece sempre em mim, ¢ 0 seu uso nunca pode ser contra mim voltado; é unicamente a ‘mim que pertence o poder legisativo, sem dependéncia nem partilha {..-] As criticas (adverténcias) serao sempre recebidas favoravelmente, desde que {...] conservem a decéncia ea utilidade |...] mas se [...] persistir na minha vontade e se a assembleia perseverar na recusa de a ela se submeter (...] 0 espetdculo escandaloso de uma contradigao ao meu poder soberano reducir-me-ia d triste necessidade de empregar todo o poder que recebi de Deus para proteger o meu povo das consequéncias _funestas de tais opgoes. Resposta da rei Luis XV Bs adverténcas do Parlamanto de Paris, na sua sesso de 3 de marco de 1766 Frases atribuidas a Luis XIV: “0 Estado sou eu “Eu quase que esperei” Moda e etiqueta: Organizou a etiqueta da vida na corte Langou a moda do uso de perucas muito elaboradas Obras emblematicas do reinado de Luis XIV > Construgio do Canal do Midi que uniu 0 Mediterraneo eo Atlantico. O canal tem 240 km ¢ foi projetado por Pierre Paul Riquet, sendo inaugurado em 1681 > Palacio de Versalhes Consultas / Visionamento de filmes e DVD's: AMI itosfennechateauversallesfr/lacedido em 2013-10-29] EA La cérémonie Turque. Le Bourgeois Gentithomme {1670] de Holiére (1622-1673) e de Lully (1432-1687) FED A Tomada de Poder por Luis XIV, de Rosselini (1996) FID o prisicuo, de Patcice Leconte [1996] Novo Viva a Histérial 8.° ano Banca de Recursos 15 Nove Viva a Histéria’ 8,° ano Baneo de Recursos ~ Banco de Recursos Atividade de aprofundamento Ipag. 87 do manual Breves notas sobre Nicolau Nasoni (1651-1773) Nicotau Nasoni foi um artista, decorador e arquiteto italiano que desenvolveu grande parte do seu trabatho em Portugal. E considerado um dos mais significativos arquitetos da cidade do Porto No se conhece a data exata em que Nasoni chegou & cidade do Porto. Sabe-se, porém, que em 1725 iniciou um trabalho de pinturas na $é do Porto. Nesta obra contactou com artistas portuqueses famosos na época, com destaque para os arquitetos Anténio Pereira e Miguel Francisco da Silva, Em julho de 1729 casou, no Porto, com uma fidalga napolitena, D. Isabel Castriotto Riccardi, que viria a falecer um ano mais tarde. Em 1731, Nicolau Nasoni voltou a casar-se, desta vez com a portuguesa Anténia Mascarenhas Malataia, da qual teve cinco fithos. Morreu na pobreza, em agosto de 1773, Esté sepultado na Igreja dos Clérigos, desconhecendo-se o lacal onde se encontra 0 tdmulo. Consultas: Hh wewvidastusofonas.pt/nicolau/ nasoni.htm lacedido em 2013-09-29) EB wewsigarra.uo.ot/up/otlweb_base.aeral facedido em 2013-09-29) EF wentorredosclerigos pt/pt/historia (acedido em 2013-09-29) won igesparpt/en/patrimonio/pesquisa/geral lacedido em 2013-09-28) El cesatio a Siza e Souto de Moura para honrarem Nicolau Nasoni,Artigo publicado ne Jornal de Noticias, er 2011-07-03 {er wwrw,n.pt/Dossies/ acedido em 2013-09-29] TE amos, L.A. de 0, dir). (1995). Histéria do Porto, Porto: Porto Ealtora, Banco de Recursos Subdominio 6.2. Um século de mudanca (século XVill) Atividade de aprofundamento {pag. 115 do manual] cola 2. Elabora, em grupo, um texto dramatizado sobre um d apresenta-o 8 turma. Biografia de D. José | (1714-1777) D, José I, flho e sucessor, em 1750, de D. Joao ¥, nascew em 1714, Casou em janeiro de 1729 com D. Mariana Vitoria, filha de Filipe V; tendo {falecido em fevereiro de 1777. Do seu casamento houve quatro filhos: D. Maria 1, D. Maria Ana, D. Maria Francisca Doroteia e D. Maria Francisca Benedita, Durante o seu reinado verificou-se uma estreita colaboragto de Sebastido José de Carvalho e Melo (Marqués de Pombal). Sobretudo por este facto, o reinado de D. José I tem sido objeto de amplos comentirios. A acio governativa no reinado de D. José teve vdrias fases: a primeira, entre 1750 e 1755, caracterizou-se pelo reforgo do poder real e pela afirmagao de Sebastiao José de Carvalho e Melo; a segunda fase, de 1756 a 1764, caracterizou-se pela guerra com a Franca e.a Espanha, pela politica das companhias, pelo reforco do aparelho militar pelas reformas fiscais, pelo inicio da perseguigao aos jesuitas, entre outras; a terceira fase, que vai de 1764 a 1770, caracterizou-se por uma crise econdmica muito profunda e amplamente generalizada, com ‘grande ruimero de faléncias ¢ baixa considerdvel de rendimentes. Uma quarta fase, de 1770. 1777, caracterizou-se pelo fomento industrial e pelo fomento ultramarino, assim conto pela derrocada econémica das companhias monopolistas brasileira. ‘Servo, J dir) (1994) Dicionsria de Histéria de Portugal, vol Il Porto: Livaria Fiaueirinhas Notas biograficas de Sebastidio José de Carvalho e Melo (Marqués de Pombal) Sebastiao José de Carvalho e Melo, primeiro Conde de Oceiras e Marqués de Pombal, nasceu em 1697 ¢ faleceu em 1782. Foi secretério de Estado durante o reinado de D. José I, sendo considerado uma das figuras mais controversas e carismaticas da Histéria portuguesa. Representante do despotismo esclarecido em Portugal, a sua ago estd marcada pela filosofia iluminista do século XVIII. Levou a cabo varias reformas: administrativas, econémicas e sociais. Acabou com a escravatura em Portugal continental em 1761 e, na pratica, com os autos de fé em Portugal e com a discriminaco dos cristéos-novos, apesar de nao ter extinguido oficialmente a Inquisi¢ao portuguesa sua administracao ficou marcada por duas contrariedades célebres: © Terramoto de Lisboa de 1755 (um desafio que the conferiu um lugar na Historia pela reconstrucdo da cidade de Lisboa] e 0 Processo dos, Tavoras, com consequéncias draméticas. Foi um dos principais responséveis pela expulsdo dos Jesuitas de Portugal e das suas colénias. Novo Viva a Histéria! 8,° ano Banco de Recursos 17 Novo Viva a Histéria! 8° ano Banco de Recursos. Banco de Recursos Atentado contra D. José No dia 3 de setembro de 1758 levou el-rei D. José um tiro de que eu néo soube nada senao cinco dias depois, quando esta inflicidade se comecou a romper; na mesma ignorincia estiveram meus pais, meus dois irmaos e 0 Conde de Atouguia. Todos morreram inocentes. [1 Comegou-se logo 0 sequestro em tudo que era de casa de meus pais, e dai a pouco veio também ordem ‘para se fazer em todos os bens méveis ede raiz do Conde de Atouguia. Eu, assim que me vi privada dele, no fiz mais caso da bagatela dos outros bens que me queriam sequestrar, ainda que fosse tudo quanto tinhamos. Com todo o despego dei ao sequestro ndo sé tudo quanto o Conde tinha de seu, mas até 0 dinheiro que me tinha deixado para comer; e disse ao Ministro que Iho entregava, e que depois disso pedia 4 Sua Majestade me desse uma esmola para me sustentar e é minha familia presa. [...] Nao tinha nada para comprar de cear, de sorte que naquela noite me mandou a marquesa de Tancos ‘por caridade um saco de pao, dois perus e um presunto; porque como tudo me tinham levado e ndo vinha a esmola que eu, estando presa, pedia a el-rei, vi-me em termos de morrer de fome, com os meus cinco {filhos, de que o mais velho tinka 10 anos, ¢ as quarenta pessoas presas da familia que tinha em casa, Isto ‘sucedeu s6 a niin, porque é duquesa de Aveiro, quando Ihe sequestraram na mesma ocasido os bens do marido, Ihe mandaram dar trés moedas cada dia para se sustentar ec sua familia enquanto ndo foi para 0 Convento do Rato. ‘Memérias de Ultima Gondessa de Atcuguia, D. Mariana Bernarda de Tivora”In Sarafva, J. W. coord.) [2004) Histéria de Portugal, vol. VI p. 51. Matosinhos: Quidnovi Aeexpulsio dos Jesuitas Declaro os sobreditos regulares (da Companhia de Jesus) na referida forma corrompidos, deploravelmente alienados do seu santo instituto, e manifestamente indispostos com tantos, tao abomindveis, tao inveterados e to incorrigivels vicios para voltarem a observancia dele, por notérios rebeldes, traidores, adversirios e agressores, que tém sido e so atualmente contra a minha real pessoa e Estados, contra a paz ‘piiblica dos meus reinos e dominios, ¢ contra o bem comum dos meus fis e vassalos; ordenando que como tais sejam tidos, havidos e reputados; e os hei desde logo, em efeito desta presente lei, por desnaturalizados, (proscritos e exterminados; mandando que efetivamente sejam expulsos de todos os meus reinos ¢ dominios, para neles mais nao poderem entrar; eestabelecendo, debaixo de pena de morte natural e irremissivel ede confiscacao de todos os bens para o meu fisco e cdrmara real (...] Lei de3 de setembro de 1759, ce D. José Saraiva, J. H. (coor. [2004), Histéra de Portugal vol. Vp. 65 ‘Matesinhos: Quidnovi Consultas / Leituras: EB Abreu, Laurinda F, Santos (2013). Pina Manique. Um reformador no Portugal das Luzes. Lisboa: Gradiva Miiller, Titus (2011). A Jesuita de Lisboa. Lisboa: Casa das Letras [Romance histérico) \wvaw monumentos.pt/ajuda {acedide em 2013-10-31] Subdominio 7.1. Da “Revolucdo Agricola” d “Revolugdo Industrial” Atividade de eae a aprofundamento anes [pag. 185 do manual] Notas biograficas de James Watt (1736-1819) James Watt foi um materndtico e engenheiro escocés, construtor de instrumentos cientificos, e destacou-se pelos methoramentos que introduziu no motor a vapor - um passo fundamental para a Revolucao Industrial. Foi um importante membro da Lunar Society e muitos dos seus textos, encontram-se atualmente na Biblioteca Central de Birmingham. Nasceu a 19 de janeiro de 1736 em Greenock. Gostava de passar o seu tempo livre na oficina do pai, um construtor de casas e barcos, construindo modelos. J. Watt fez grande parte da sua instrucao em casa, com a mae, devido a sua saiide fragil. Mais tarde frequentou a escola para aprender grego, latim e matematica, Possuia grande destreza manual e facilidade em matematica, A sua mae faleceu quando tinha 18 anos e a satide de seu pai comecava a decait. Entao J. Watt resolve viajar para Londres com o objetivo de estudar a producao de instrumentos, durante um ano, mas teve que deixar a cidade devido a problemas de satide. Posteriormente, retornou & Escécia e investiu na produce dos seus préprios instrumentos. Todavia, por no ter servido como aprendiz durante os sete anos obrigatérios, a “Glasgow Guilg Hammermen” {associagao local dos artesdos que utilizam martelos) nao lhe permitiu dar continuidade s suas atividades. A sorte sorriu-the quando trés professors da Universidade de Glasgow lhe ofereceram a oportunidade de participar numa pequena oficina em colaboracéo com a universidade. Iniciou esta atividade em 1758. Em 1764, J. Watt casa com sua prima Margaret Miller, da qual teve cinco filhos. Esta morre na sequéncia do nascimento do tttimo fitho, J. Watt comecou a produzir a maquina a vapor em grande escala com o patrocinio de John Roebuck, o fundador da Carron Iran Works, de quem Watt se tornou sécio {foi fundamental para prosseguir com 0 projeto, pois com o apoio financeiro desta empresa Watt comecou a desenvolver o protétipo]. No entanto, depararam-se com dificuldades na confecao de largos cilindros com pistées firmes; durante o processo, Watt reparou que o arrefecimento do vapor dentro do cilindro levava ao arrefecimento desnecessario de toda a maquina. Procurau, ent&o, varias tipos de melhoramentos que poderiam torné-la muito mais eficiente em termos energéticos. A adicao de uma camara de condensacao separada evitaria as perdas de energia verificadas por meio do arrefecimento do cilindro para a condensacao do mesmo. Nestas tentativas, Walt e Roebuck gastaram bastante capital endividando-se. ‘A empresa entra em faléncia e Matthew Boulton, dono de uma firrna de engenharia - a Soho -, compra a parte de Roebuck e assume a sua posicao. Inicia o seu trabalho préximo de Birmingham, arrancando ‘com a construgdo de maquinas projetadas por Watt. Dava-se, entao, inicio a uma grande e promissora parceria Boulton & Watt, que durou vinte cinco anos. Novo Viva a Histéria(8.° ano Banco de Recursos 19 Banco de Recursos Watt teve acesso ao methor ferro do mundo e as suas maiores dificuldades na confecao de largos : ~ cilindros com pistes firmes foram solucionadas pelo professor John Wilkinson, que desenvolveu ‘< técnices precisas de perfuracao. Em 1776, a primeira maquina fol instalada, Comecou a operar numa F 4 fabrica. Durante anos, J. Watt viajou pelo Reino Unido para ajudar na instalacao das suas maquinas que E revolucionariam a histéria da industria y @ Mécuina a vapor Curiosidad i: Em 1765, J. Watt inventou a méquina a vapor a que apresentava menos problemas de energia an ‘em ralacao as bombas anteriores e que 7 poderia também gerar movimento circular. m~ Com o progresso da metalurgia foi possivel + obter maiar precisao ( é Consuttas: a IE wwwwhistoriadoresdomundo.com/br/idademoderna [acedido em 2013-10-31) ~ EB Hobstawm, Eric {s/d]. Da revolugao industrial inglesa ao imperialismo (5.° ed,), Editora: Forense Editora, isociofespsp files wordpress.com/2012, Acedido em 2013-10-31) a Nove Viva a Histéria! 8° ano Banco Ny 3 Banco de Recursos 2 Subdominio 7.2. Revolugdes e Estados Liberais conservadores ~ Atividade de aprofundamento [pag. 147 do manual] Novo Viva a Histériat8.° ano Banco de Recursos 5 @ Bandeira da on Declaragao Universal dos Direitos do Homem 7 Adotada e proclamada pela Assembleia Geral na sua Resolucao 217A (II1) de 10 de decembro de 1948 a Predmbulo Considerando que 0 reconhecimento da dignidace inerente a todos os membros da familia humana e dos seus direitos iguais e inaliendveis constitui o fundamento da liberdade, da justiga e da paz no mundo; a Considerando que 0 desconhecimento e 0 desprezo dos direitos do Homem conduziram a atos de barbarie E que revoltam a consciéncia da Humanidade e que 0 advento de um mundo em que os seres humanos = sejam livres de falar e de crer,libertos do terror e da miséria, foi proclamado como a mais alta inspiragao a do Homem; A Considerando que é essencial a protego dos direitos do Homem através de um regime de dieito, para que ‘0 Homem nao seja compelido, em supremo recurso, & revolta contra a tirania e a opressio; Considerando que é essencial encorajar o desenvolvimento de relagdes amistosas entre as nacdes; Considerando que, na Carta, os povos das Nacdes Unidas proclamam, de novo, a sua fé nos direitos {fundamentais do Homem, na dignidade e no valor da pessoa humana, na igualdade de direitos dos Thomens e das mulheres e se declarar resolvidos a favorecer o progresso sociale a instaurar melhores condigdes de vida dentro de wma liberdade mais ampla; - Considerando que os Estacos-membros se comprometerant a promover, ent cooperacao com a Organizagio es das Nagoes Unidas, o respeito universal e efetivo dos direitos do Homem e das liberdades fundamentais, Considerando que éessencial a protecdo dos direitos do Homem através de um regime de direite, para que o -Homem nito seja compelido, em supremo recurso, & revolta contra a tirania ¢ a opressiio; Considerando que os Estados membros se comprometeram a promover, em cooperagdo com a Organizagio das Nagbes Unidas, o respeito universal e efetivo dos direitos do homem e das liberdades fundamnentaiss Considerando que uma concegao comum destes direitos ¢ Kberdades é da mais alta importancia para dar ‘plena satisfagao a tal compromisso [..] ‘Fonte: Centra dos Direitos da Homom das Nagées Unidas, publicarlo GE.94- 15440 lem wmw.gdde.pt, acedido ern 2013-09-25] 21 Novo Viva a Histéria’ 8° ana Banco de Recursos Nn S Banco de Recursos Declaraco de Direitos do Homem e do Cidadao Franca, 26 de agosto de 1789 (Os representantes do povo francés, reunidas em Assembleia Nacional, tendo em vista que a ignoriincia, o esquecimento ou 0 desprezo dos direttos do Homem sto as tinicas causas dos males piblicas e da corrupeao das governos,resolveram declarar. solenemente os direitos naturais,inaliendveis esagradas do Homem, afim de que «esta declaragho, sempre presente em todos os membros do corpo socal, thes lembre ‘permanentemente seus direitos seus deveres a fim de que os atos do Poder Legislativo edo Poder Executivo, podendo ser a qualquer momento comparados coma finalidade de toda a insttuigdo politica, sejam por isso mais respeitados; a fim de que as reivindicagoes dos cidados, doravante fundadas em principios simples ¢ incontestéveis, se drijam sempre conservacao da Constituigao ¢ a flicidade ger. Em raza dist, a Assembleia Nacional reconhece e declara, na presenca esob a égide do Ser Supreme, as seguints direitos do Homem e do cidaddo: Art. 1.°Os homens nascent e so livres e iquais em direitos. As distingdessocias 6 podem fuandamentar-se na uutitidade comum. Art. 2.°A fimalidade de toda associagao politica éa conservagio dos direitos naturas eimprescritiveis do Homem. Esse direitos sto a liberdade, a prosperidade, a seguranca e a resisténcia & apressaa. Art. 3.°O principio de toda a soberania reside, essencialmente, na nagio. Nenhuma operagio, nenhum individuo ‘pode exercer autoridade que dela ido emane expressamente ‘Art. 4A liberdade consiste em poder fazer nudo que ndo prejudique o préximo [.... Art. 5A lei nao profbe sendo as agdes nocivas ¢ sociedade. Tudo que nao é vedado pela li ndo pode ser obstado e nringuém pode ser constrangido a fazer o que ela ndo ordene. Art, 6° A leiéa expressio da vontade geral. Todas os cidaddos tém o direto de concorrer,pessoalmente ou através ‘de mandatérios, para a sua formagéo, Ela deve ser a mesraa para todos, seja para protege, sea para pun. Todos 0s cidaddas so iguais a seus olhos e iqualmente admisiveis a todas as dignidades, lugares e empregos piiblics, segundo a sua capacidade e sem outradistingio que ndo sea a das suas vrtudes e dos seus talento. Art. 72 Ninguém pode ser acusado, preso ou detido sendo nos casos determinados pela lei ede acordo cont as formas por esta prescritas.[...] Art, 9 Todo o acusado é considerado inocente até ser declarado culpado ese se julgar indispensével prende-lo, todo o rigor desnocessériod guarda da sua pessoa deveni ser severamentereprimido pela lei ‘Art. 10° Ninguém pode ser molestado por suas opinides, inchiindo opinides religiosas, desde que sua manifestagao nao perturbe a ordem publica estabelecida pela lei ‘Art. 11. livre comunicagio das ideiase das opinides é um dos mais preciosos direitos do Homers; todo cidadao ‘pace, portanto falar, escrever, imprimir livremente, respondendo, todavia, pelos abusas desta lierdade nos termos provisos na le ‘Art. 122A garantia dos direitos do Homem e do cidadao necessita de uma forga prblicas esta forgaé, pots, insttuida para fruigio por todos endo para utlidade particular dagueles a quem &confiada. Forte: waves plclencios-socisisratedo Consultas: EE constituicéo da Republica Portuguesa [2013]. Atualiza¢ao de acordo com a lei Constitucional n.°1/2005 de 12 de Agosto, Porto: Porto Eaitora {cantém a Declaraco Universal dos Direitos do Homem e do Cidadol wunw.un.org/en/rights (acedido er 2013-10-31) Brito, José M. Brande de (coord. (2003). Globalizaeao e Democracia - 0s desatios do século XXI. Atas do IV Curso Livre de Histéria Contemporénea realizado em Lisboa de 19 a 24 de novembro de 2001. Lisboa: Edicées Colibri Fundacao Mario Soares. : Banco de Recursos Subdominio 7.2. Revolucées e Estados liberais conservadores Atividade de 1. Pesquisa informacao sobre D. Pedro IV na Internet ou em livros da tua aprofundamento piptioteca. pag. 153 do manual 2, Elabora a biografia de D. Pedro IV. Casamento do principe D. Pedro (futuro D. Pedro IV, de Portugal, I do Brasil) D, Pedro IV (1798-1834), segundo filho var de D, Joao Vie de D. Carlota Joaquina, tornou-se rei de Portugal na sequéncia da morte, em tenra idade, do seu irmao primogénito. A sua infancia decorreria em ambiente carregade: a loucura da avé, a discérdia entre os pais, os ecos peninsulares do vendaval da Revolugdo Francesa, as ameagas napoleénicas e, por fim, a invasio de Junot ea fuga da corte para as C longinguas e seguras terras brasileiras (1807). Contava entao 9 anos. ...] No paraiso colonial brasileiro se A concluiria a infncia, decorreria a adolescéncia e se iniciaria a idade adulta do principe, a quem os fados - reservavam papel de grande relevo na evolugio histérica quer da colénia quer da metrépole. A sua = educasio decorreu i rédea solta, mais em brincadeiras, cavalgadas, cagadas com o mano Miguel do que em estudos sistemndticos |...) Novo Viva @ Histérial 8.° ano Baneo de Recursos Em 1818, celebra-se 0 seu casamento com a arquiduquesa Leopoldina, filha do imperador Francisco da Austria, de cujo enlace nascerio D. Maria da Gléria (1818), futura rainha de Portugal com o titulo de D. Maria II, e D. Pedro (1825) que, muito crianga ainda, sucederd ao pai no Império do Brasil (1831). SerrBo J. (dir) 11994). Dciondrio de Histria de Portugal. . Pedro V, vl. V. Porto: Livraria Figueras. Casamento do principe D. Pedro com a arquiduquesa D. Pedro IV de Portugal {I do Brasitl P austriaca D. Leopoldina 23 Novo Viva @ Histéria( 8.° ano Banco de Recursos y eS Banco de Recursos D. Pedro |, Imperador do Brasil [...] em 7 de setembro de 1822, 0 regente (D. Pedro] proclama formalmente, junto do rio Ipiranga (Estado de S. Paulo) a independéncia brasileira: “E tempo! Independencia ou ‘morte! Estamos separados de Portugal!” Serréo, J. Idir| [1994 Diciondrio de Mistéria de Portugal.D. Pedro IV, vol. Porto: LivrariaFi= gueirinhas A imprevista e cruenta guerra civil segue seus fermos e prolongar-se-é até ‘maio de 1834, quando, enfim, derrotado 0 exército de D. Miguel 6 expulso do ‘pats o rei absoluto, a Carta Constitucional principiard o seu reinado, Pouco viveria ainda D. Pedro: ‘0 tempo apenas para ver convocadas, de ‘acordo com a letra da Carta, as Cortes ordindrias ¢ nelas discutida a legitimidade da sua regéncia, que, aliés, acabou por ser confirmada, Falecet, tuberculoso, a 24 de setembro, aps quatro dias antes e por decisio das Cortes D. Maria II ter principiado a ‘governar. ‘Serrao, J. dir] (1994). Cieiondio de Hasta de Portugal ‘Pedro W, vol. . Port: Livraria Fiqueirinhas Leituras / Consuttas: E ele [D. Pedro] que, logo em junho, aprestada a tropa que se lograra reunir (liberais desterrados, soldados Agorianos e mercendrios), parte dos Agores para 0 Norte de Portugal, onde desembarcaré em Pampelido, ‘préximo da praia do Mindelo) em 8 de julho, No dia seguinte, os expediciondrios, sem desfecharem um tiro, entram na cidade do Porto, abandonada pelas tropas miguelistas, Ai se acantonaram ee prepararam para o longo cerco, que a0 invés de antigas e superadas previsoes por de mais otimistas, sofrerdo com denodo, ante alternancias de desespero e de esforgo, no meio de metralha, de lutos ¢ de privagdes. O enorme exército miguelista néo depusera as armas ante os invasores do territ6rio como se esperava; a grande massa acéfala resistia ~ mal, mas resistia, Serra, J. [ir (1994. Diciondria de Mistria dle Portugal. D. Pedro IV, vol Port: Livraria Figueirinhas @ Imagem de guerra civil (1832-1834) TE Witcken, Patrick (2004). impéria 8 deriva. A corte portuguesa no Rio de Janeiro (1808-18211. Civilizacao Editora (Romance histérico) EZ ouveia, M. Joao Fiatho (2013). D. Francisca de Braganca. A princesa Boémia. Editora Topseller (Romance histéricol El Mattoso, Jose (air) (19931. Histéria de Portugal lvo. VI. Lisboa: Circulo de Leitores Serrdo, J. [dir) (1914), Dicionério de istéria de Portugal (vol. VI Livraria Figueirinhas, Banco de Recursas = Subdominio 8.1. Mundo industrializado e paises de dificil e industrializagdo Atividade de aprofundamento pag. 175 do manual] ie iternet ow na bibliot - ‘A Revolucao dos Transportes Novo Viva a Histérial 8° ano Banco de Recursos ‘A Revolugao dos Transportes, no Porto, deixara de ser sinal de progressismo e atualizagdo, Tornara-se uma necessidade material, seguida com entusiasmo e atengiio, pois proporcionava comunicacbes ‘yantajosas para pessoas e mercadorias e bons negécios na especulacao das agoes dos caminhos de ferro. S Viviam-se, finalmente, profundas transformacdes que atingiam a cidade como um todo. A ponte, que Eiffel a ‘projetara para ligar o camtinko de ferro do Norte ao Porto, fora inaugurada em 1877 cont 0 nome da - rainka D. Maria Pia. Enquanto se desenvolviam planos, expropriagoes e aterros para a titanica Linha do = Douro (e do Tua, além da Linha do Minho e das linhas da Pévoa e de Guimardes), atualizava-se também - «a circulagdo e os transportes urbanos. Novas ruas e novos transportes punham na boca de todos as. ~ ‘palavras de progressoe civilicagao. A partir de 1878, o Occidente publicard as magnificas fotografias da ~ Biel (reproduzidas em xilogravura) que mostravam: as pontes (outra de Eiffel no Tamega), os tiineis, que - chegavam a atingir mais de um quilémetro, os viadutos e as estagbes, que justificavam bem o crescente : endividamento do pais aos bancos estrangeiros. A Linha do Douro estard concluida apenas em 1887, um ‘ano depois da ponte D. Luts. Desde 0 inicio dos anos setenta (1872), a cidade usufruia do “americano’, carruagem puxada a seis pares de mulas, rolando sobre carris. Dois anos depois, em 1874, assina-se ‘contrato com a Companhia Carris de Ferro para tragdo a vapor, mas as carreiras, dobrando as do “americano”, apenas se iniciam em 1881, mantendo-se a tragdo muar até ao nosso século [século XX]. a Ramos, L.A, de Oliveira (ir) (2006), Hstria do Porto. Porto: Porto Editors, pp. 499-500 ; i @ trauguragio dos caminhos de ferro ° 25 Banco de Recursos Notas biograficas — Eiffel Alexandre Gustave Eiffel (1832-1923), também conhecido por Gustavo Eiffel, foi um engenheiro francés que participou na construggo da Estatua da Liberdade de Nova lorque e da Torre Eiffel, de Paris, Estudou no Colégio Sainte-Barbe, um dos mais antigos de Paris, e, ern 1852, entrou na Escola Central de Paris, uma escola prestigiada de Engenharia, também conhecida como Escola Central de Artes e Manufaturas. ‘Terminou os estudos em 1855, formando-se em Engenharia Quimica. Inicio a sua carreira trabalhando numa empresa belga de construcdo de caminhos de ferro. Em 1856, Eiffel conheceu Charles Nepyeu, empresério especialista em construcdes metélicas. Aos 26 anos, Gustave chefiou o seu primeiro grande trabalho construindo a ponte ferrovigria em Bordéus, - onde utilizou, pela primeira vez, a técnica de fundagao de ar comprimido na execucdo de pilhas tubulares ~ Mais tarde decidiu fundar a sua prépria empresa. Em 1866, adquiriu um atelié de construcao metalica, préximo de Paris. Eiffel viveu em Portugal, em Barcelinhos, de onde projetou as varias construcées que the esto associadas. Alguns projetos de Eiffel: > Galeria das Méquinas para a Exposic0 Universal de Paris > Viaduto de Garabit, no Sul de Franca, considerada a ponte mais alta do mundo, na sua época, com 120 m de altura > Cuipula do observatério de Nice, Franca > Ponte de D. Maria Pia, na cidade do Porto, Portugal > Ponte dupla de Viana do Castelo, Portugal ~ Palacio de Ferro, em Maputo, Mocambique > Mercado Municipal de Otho, Portugal > Ponte ferrovidria, em Barcelos, Portugal > Ponte ferroviaria, em Pinhao, Portugal O Ponte D. Luis! ~ Farol de Sao Tomé, em Campos de Goytacazes, Brasil ~ Estrutura metélica da Estétua da Liberdade, em Nova lorque Torre Eiffel, em Paris, Franga Consultas: HB wun france frfotlarte lacedido ern 2013-10-31) Cordeiro, J. Manuel [2009]. In vaww.ocomboio.net-2008 (acedido em 2013-10-31) Novo Viva a Histéria!®.° ano Banco de Recursos QO iorre eittet < ny a Banco de Recursos Subdominio 8.1. Mundo industrializado e paises de dificil industrializagdo Atividade de p roft 1. Pesquisa na Internet sobre os episédios 1 e 2 do documentario da RTP “Ei-los m indamento que partem. A Histéria da emigracao portuguesa”. Visiona estes episddios e faz (pg, 183 do manual] yim resume apresentando-o depois & turma. Ei-los que partem. A Histéria da emigragGo portuguesa, RTP2 Sinopse: Uma série de cinco documentarios que explora os ‘tracas fundamentais que caracterizam os trés ciclos da 1 portuguesa. fos por Eduardo Ricou e com acompanhamento - cientifico de Jorge Malheiros, os documentérios que compdem a série foram construidos a partir de referencisis cientificos e tiraram partido de uma extensiva investigaco jernalistica, que acaba por reforgar o rigor histérico e social, Para la disto, conta sobretudo o esfarco de combinar, de forma feliz, a historia cientifica da emigracao com as narrativas quotidianas dos “nossos” emigrantes. janco de Recursos Nove Viva a Histéria! 8° ano 27 8. ano Banco de Recursos Novo Viva a Hist y o Banco de Recursos Subdominio 8.2. Burgueses e proletarios, classes médias e camponeses Atividade de aprofundamento [pag. 199 do manual] Esta revolugao provoca grandes alteragdes de vérias ordens. Por um lado, o trabalho humano, a relagao do Homem com o seu trabalho, sdo profundamente afetadas. {...] Numa primeira fase, o trabalho industrial no século XIX € até mais penoso do que anteriormente. A Revolugao Industrial modifica igualmente as relagdes dos homens entre si. O maguinismo introduz, com feito, nas estruturas tradicionais a subversio do mapa da indistria, que a partir de entdo se reagrupa ~ ou se desenvolve ~ em torno das fontes de energia ou de matérias-primas, junto das cidades, pois tem necessidade de uma mio de obra numerosa. A concentracao geogrifica ¢ humana precipita entre 0 _fendmeno urbano e a atividade propriamente industrial. ‘Deum modo geral, esta mao de obra vem do campo. (...] ‘Ao mesmo tempo que surge uma classe nova, as relagdes entre os grupos modificam-se, a pouco e pouco & como que em circulos concéntricos, dirigem-se os efeitos diretos ou induzidos da industrializagao {...] Existem, portanto, a partir de entiio duas populagées frente a frente que sé se encontram ~ e mesmo assim ~ ‘na altura do trabalho e que sé tém relagdes de comando e de subordinagao [...] Rémond, R (1989, ntroducéo &Histria do nosso tempo. Do Antigo Regime aos nassos das. Lisboa: Gradva, pp. 202-203 Q@ Sociedade de classes Banco de Recursos [A passagem da classe a0 movimento implica uma tomada de consciéncia dessa condigdo operdria e um cesforco de organizacao. Onnascimento do movimento operdrio esbarra em obstéiculos que vao atrasi-lo ou embaragé-lo, em primeiro lugar obstdculos juridicos e politicos. ...] Assim, a legislacdo decretou a dissolugdo de todas as associacbes, corporagées e outras organizayes e tomou disposicdes contra a sua eventual reconstituigao. (...] 0s trabalhadores ndo podem formar associagées nem coligarem-s. (...] A greve, considerada como um impedimento a liberdade do trabalho, concerne também aos tribunais. [...] O primeiro objetivo do movimento operdrio nascente é naturalmente obter uma modificagio da legislago que Ihe permita sair da clandestinidade e organizar-se abertamente: é pois, um aluta pela conquista da igualdade juridica. Rémond,R. [1989 Inraducs & Hlstria do nosso tempe. Ge Ange Regime aos n0ss0s vas, Lisboa: Grav, op. 206-207. Pete eed pr Peed 1824. | Reconhecento da iberdade de associagdo 1864 conhece aliberdade ede coigacdo | 1875 | Reconhecimento, por Gladstone, de plano | 1895 | Criagde da Confederacdo Geral do Trabalho Geto com a aprovagde da el do palrao.@ | fj do operat, [wor [Werdae de asseciaco0 1393-94 | Fundagdo de um partido trabalhista, @ cronotogia do movimento operdrio, em Franca tantepassado do grande Parido Trobathista, {que faré eleger, pela primeira vez, candidatos As eloigdes de 1906 @cronotogia do movimento operdrio, em Inglaterra No século XIX existe o dilema entre um sindicalismo que conhece as instituigdes ppoliticas apenas para as combater e uma agao ppolitica que e levada pela forca das coisas a tomar m consideragao a existéncia da sociedade politica. 0 ramo politico identificar-se-d rapidamente com o socialismo de uma classe nova, a classe opersria - e 0 desenvolvimento de wn ‘pensamento, de uma filosofia ~ 0 socialismo. Rémand,R (1989), Iiadurd 3 Hist do nosso tempo. ‘Do Aigo Regime aos nessos cas 5 i ihe deel @ satao ae tecetagem da fabrica da Areosa, Porto Novo Viva Histéria!8.° ano Banco de Recursos 29 8.2 ano Banco de Recursos Nevo Viva a Histért o 3 Banco de Recursos Os pobres, pintura de Frederico Zandomeneghi, Pinacoteca de Brexo, Mil3o ‘A exploracao do trabalho infantil P: A que horas € que as rapariguinhas vo para a féibrica? R: Durante seis semanas, elas foram ds 3 horas da manhi e terminaram as 10 horas da noite. P: Que pausas tinham durante essas decanove horas para repouso e alimentagao? R: Um quarto de hora para o pequeno-almogo, ‘meta hora para o almogo, um quarto de hora ‘para beber [...] P: Quanto tempo dormiam elas? R: Nunca conseguiamos deité-las antes das 11 horas [...] Eu ea ntinha mulher levantévamo- -nos ds 2 horas da manha para as vestir, P: As vossas filhas sofreram acidentes? R: Sim, a mais velha, quando foi trabalhar pela primeira vez [...] P: Pagaram-te 0 salério durante esse tempo? RNa (...] P: Bateram nas vossas filkas? R: Sim, em todas elas. ‘Testemunho do oper febrit Samuel Coulson. Relatéria da Comisslo scbre c trabalho das criancas nas manufaturas, 1892 Consuttas: Hobsbawm, Eric (s/4). A Era das Revolugées (1789-1848). Lisboa: Editorial Presenca Hobsbawm, Eric [s/d. A Era do capital (1848-1875]. Lisboa: Editorial Presenca Silva, C. Santo (2012), Passeios pelo Porto (vol. I. Porto: Cordas de Leitura Marques, J.P. [2010]. 0s dias da febre. Porto: Porto Editora [Romance histérico] Banco de Recursos Sugestées de filmes O Homem da Mascara de Ferro Género: Aventura Duracao: 132 min Data: 1998 Origem: EVA Cor Direcao: Randall Wallace Producao: Russel Smith e Randall Wallace Eenco: Leonardo DiCaprio; John Malkovich; Jeremy Irons. ml Sinopse: A aco do filme decorre no reinado de Luis XIV. Tem como personagens centrais o rei Luis XIV e os seus quatro mosqueteiros: Athos, Porthos, Aramis e D’Artagnan. Ao longo do filme descobre-se que o rei tem um irmao gémeo, que é mantido preso num local recéndito, com uma mascara de ferro a cobrir-Ihe o rosto, Apés conhecer esie facto, Aramis planeia depor o rei com a ajuda de Athos € Porthos. D'Artagnan recusa envolver-se sob o pretexto de ter jurado defender o rei. Os trés mosqueteiros tibertam o misterioso jovem Phillipe da priso e constatam as suas semethan¢as fisicas com Louis. Athos, Porthos e Aramis ensinam Phillipe @ agir como Louis e planeiam trocar Louis por Phillipe. Eles tentam sequestrar 0 rei e leva-lo para a prisio durante ur baile de méscaras. Porm, a boa indole de Phillipe acaba por comprometer 0 seu disfarce ao ajudar uma mulher a levantar-se apés urna queda. O plano de sequestro continua em aco mas, durante a fuga, Phillipe é recapturado. Louis, em privado, contronta 0 seu irmao. Entretanto, D'Artagnan descobre a verdade sobre Phillipe e Louis através da confissao da rainha Anne. Phillipe volta para a prisdo e é obrigedo a usar de novo a mascara de ferro. 0s quatro mosqueteiros tentam, mais uma vez, libertar Phillipe. Porém, Louis, antevendo o plano, preparou ‘uma emboscada e prende os quatro mosqueteiros e Phillipe. Os cinco lutam entre si e Louis, perante a hesitacdo dos seus soldados, tenta, ele proprio, acabar com a vida de seu irmao. Entre um e outro, interpoe~ se D'Artagnan, que é mortalmente ferido. E neste momento que revela ser pai dos dois jovens. Na auséncia dos soldados, os mosqueteiros tracam os irmaos e Phillipe [agindo como Louis] ordena aos quardas que levem 0 hemem da mascara de ferro para uma cela, Mais tarde, obteve o perdao real foi viver para o interior do pais. A Franca entrou, assim, num periodo de paz Novo Viva a Histérial &.° ane Banco de Recursos drama Duragao: 129 min Data: 2001 Origem: Franca Direcdo: Eric Rohmer Roteiro: Eric Rohmer Produsao: Francoise Etchegaray Elenco: Jean-Claude Dreylus, Lucy Russell, Alain Libolt, Charlotte Very Sinopse: Grace Elliot é ume jovem aristocrata que vive em Paris durante a Revolucéo Francesa e tem um romance com o Duque de Orleans, primo do rei de Franca. 0 relacionamento do casal, originalmente complicado, vai ganhando contornos ainda mais complexos & medida que a situacéo politica se agrava. Adepta da monarquia, Grace nao é capaz de conciliar os seus sentimentos com as escolhas politicas do duque, partidério da morte do rei. Esse dilema amoroso complica a situagao de Grace, que corre o risco de uma condenacdo & guilhotina, acusada de ser espia da Inglaterra, grande inimiga da Revalucao. Este filme recebeu os seguintes prémios e nomeacdas: Prémio César 2002, com duas nomeacdes nas categorias de melhor quarda-roupa e melhor desenho de praducao e o European Film Awards 2001, sendo nomeado na categoria de methor realizador. uM

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