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Marcio Pizzi <marcio@rumori.com.br>

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Cadastro Geral de Atividades de Extensão 2017

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24 de agosto de 2017 18:56

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Cadastro Geral de Atividades de Extensão 2017
Email address *
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Tipo do Evento *
Atividade Artística e Cultural
Campus Responsável pelo Evento *
VALENÇ A
VALENÇ A

Em qual Campus ocorrerá?

 

Título *

Clube de música

Carga Horária *

Para cursos, o mínimo é de 8 horas

4 horas

Área Temática *

Definição do FORPROEX Cultur a
Definição do FORPROEX
Cultur a

Linha de Extensão *

Música
Música
 

Palavras­Chave *

3 palavras

educação, instrumentos e cidadania

Resumo *

Mínimo de 1500 caracteres (com espaços)

A presença da música tem chamado atenção das unidades do Cefet RJ em função da contratação de novos professores de música no último concurso. A entrada desses profissionais aumenta o leque de possibilidades na criação de atividades que favoreçam a expressão dos

jovens alunos. Apesar dessas novas possibilidades, existem dificuldades inerentes ao contexto educacional que devem ser destacadas no intuito de tornar projetos ligados à prática musical realmente transformadores e relevantes.

A

educação musical é pouco valorizada e difundida no Brasil, mas é de

fundamental importância no desenvolvimento do indivíduo. Os gregos sabiam muito bem e valorizavam este conhecimento como princípio

formador do ethos de uma sociedade. Ethos significa valores, ética, hábitos

e

harmonia. São os traços característicos de um povo, seus costumes

social e cultural. Logo, a música faz parte da formação da identidade de um povo. Para os gregos, a música era tão importante e universal quanto o

próprio idioma. Ela era um componente responsável por “direcionar a conduta moral, social e política de cada indivíduo” (NASSER, 1997).

A

neurociência usa o termo “funções musicais” para designar “um conjunto

de atividades cognitivas e motoras envolvidas no processamento da música.” (BALLONE, 2010). O estudo da música favorece conexões entre neurônios relacionados aos processos de memorização, atenção,

raciocínio e matemática. Poderíamos ainda citar o cultivo da disciplina no estudo, uma virtude que deveria ser desenvolvida por todos nós, indivíduos integrantes de uma cultura social que não valoriza a contemplação, a paciência e a perseverança.

A

Oficina do Clube de música proporciona ao aluno: a formação de um

grupo que, através de laços de interação e de amizade, dedica­se ao aprendizado e a permuta de saberes sobre música; análise

semiolinguística das letras; correlação entre autores e compositores diversos; execução de uma playlist previamente escolhida frente ao contexto determinado. Com a assistência do coordenador Marcio Pizzi, assim como aulas de música; busca­se o desenvolvimento da autoestima dos participantes; estabelecer um canal de expressão e socialização do indivíduo e do grupo, contribuir para o aprimoramento pessoal e interpessoal, como também para o reconhecimento das diversas culturas e a valorização da cultura brasileira neste universo globalizado; contribuir para a disseminação e a efetiva instauração da lei 11769/2008 de obrigatoriedade do ensino de

música nas escolas; atender à demanda existente dentro do Cefet Valença de análise e produção transdisciplinar; e ainda com suas letras e vibrações, modificar o ambiente assistido. No dizer de Paulo Freire, estamos todo o tempo investigando, tematizando

e

problematizando. Vimos, então, serem nossas ações processuais e

cumulativas, evidenciando a necessidade constante de fornecer ao

educando possibilidades de atuação – estar em cena a partir de um contrato discursivo ­ em nossa escola e na sociedade. Objetivo geral

Aprimorar as competências musicais dos integrantes, alunos e

funcionários da CEFET VALENÇA, através da apropriação de um repertório eclético para voz e instrumentos, conscientizando­os do fazer artístico­musical e da presença cênica e estabelecendo o aprendizado e a permuta de saberes sobre música, para a execução de uma playlist preparada para um contexto preestabelecido. Objetivos específicos

Manter um grupo que, através de laços de interação e de amizade, dedica­se ao aprendizado e a permuta de saberes sobre música que

melhor possibilitem a utilização dos instrumentos, inclusive da voz;

Propiciar aos integrantes aulas de música e análise de composições e

compositores, além da constante reflexão frente ao contrato verbal de uma banda representante da CEFET VALENÇA frente ao seu público;

Análise semiolinguística das letras e correlação entre autores e

compositores diversos, assim como estimular a percepção sonora e musical do ambiente escolar;

Identificar conscientemente os sons que queremos ouvir e produzir;

Interpretação de uma playlist previamente escolhida por gosto musical ou frente ao contexto determinado – por exemplo, Semana do Técnico ou ida a casas de apoio ou orfanatos e asilos;

Propiciar a interação dos participantes com os músicos da escola e a assistência por parte destes;

Desenvolver a autoestima dos participantes em estabelecer um canal de expressão e socialização do indivíduo e do grupo;

Proporcionar uma vivência musical, buscando referentes de

identidade, memória, patrimônio e tempo, e desenvolvendo também a maturidade emocional dos participantes;

Compreender música também como a organização de sons e

silêncios numa combinação harmoniosa e expressiva da realidade dos

indivíduos e do grupo;

Contribuir para o aprimoramento pessoal e interpessoal, como

também para o reconhecimento das diversas culturas e a valorização da

cultura brasileira, tão diversa, neste universo globalizado, além de também estimular o respeito às diferenças de estilo e gostos pessoais;

Contribuir para a disseminação e a efetiva instauração da lei

11769/2008 de obrigatoriedade do ensino de música nas escolas;

Explorar a expressão artística do som, propiciando, inclusive, a

reflexão sobre a difusão das novas tecnologias em fazer com que os

usuários passem da categoria de experimentadores à produtores de sons;

Atender à demanda existente dentro da CEFET VALENÇA de análise

produção transdisciplinar; inclusive em assistir aos nossos compositores, seja na elaboração da letra e/ou da música;

e

Viabilizar a vinda de palestrantes à CEFET VALENÇA para contribuírem na formação dos integrantes do grupo;

Executar músicas diversas e modificar, com suas letras e vibrações, a paisagem sonora e o ambiente assistido.

A

integração estimulada pelo projeto reside no capacidade de mobilização

proporcionada pela ação cultural. Nesta perspectiva, Teixeira Coelho (2001, p. 33) traz o conceito de que a “ação cultural tem sua fonte, seu campo e seus instrumentos na produção simbólica de um grupo”. Os agentes da ação cultural envolvem estudantes e professores, que se organizam para realizar eventos, a comunidade artística, que tem um espaço para a divulgação de seus trabalhos e apresentações, e o público,

que tem a chance de participar destes eventos e entrar em contato com a realidade local.

“A ação cultural surge assim para responder à pergunta ‘o que fazer?’ com

a

cultura e a arte hoje, neste tipo de sociedade que chegamos” (COELHO,

2001, p. 10­11). Ou seja, conforme o autor, a ação cultural oferece uma

resposta para dinamizar as práticas culturais e buscar alternativas para valorização da diversidade de artistas e grupos em um determinado contexto. É o que destaca Coelho ao discutir os princípios da ação na

sociedade:

A

ação cultural tem sua fonte, seu campo e seus instrumentos na produção

simbólica de um grupo. E entre as formas do imaginário que a constituem,

as da arte – ao lado de práticas culturais leigas, mítico­religiosas, etc. – são privilegiadas, por mais que se diga o contrário. O trabalho com uma modalidade artística em particular pode até não ser do interesse de uma ação cultural específica. Mas, o que é vital à ação cultural é a operação com os princípios da prática em arte, fundados no pensamento divergente (identificado por Gaston Bachelard como o “princípio do diagrama poético”, que consiste em aproveitar, para o processo, tudo que interessar, venha de onde vier, na hora em que for necessário, sem o recurso a justificativas claras e precisas) e no pensamento organizado, e movido pela possibilidade, pelo vir­a­ser. (COELHO, 2001, p. 33) Stuart Hall afirma que “cultura não é uma prática, nem é simplesmente a descrição da soma dos hábitos e costumes de uma sociedade. Passa por todas as práticas sociais e é a soma das suas inter­relações” (2000, p. 60). Eventos culturais e sociais são exemplos de oportunidade de práticas sociais para a comunidade, é cultura que carrega consigo a identidade de uma população, no caso, a comunidade do Cefet­Rj. Os ensaios realizados nas segundas­feiras de 13:30 às 15:30 serão constituídos no primeiro momento por uma preparação vocal, exercícios vocais diversos e dinâmicas de grupo. Em um segundo momento serão trabalhados aspectos do repertório escolhido, com direcionamentos específicos para questões musicais pertinentes à cada gênero musical. Além dos ensaios semanais, outras atividades serão conduzidas como encontros para audição de músicas, pesquisa de repertório e dinâmicas de trabalho corporal. Essas atividades serão desenvolvidas em mais dois encontros semanais nas terças e quintas de 13:30 às 15:30 com a participação de um monitor bolsista que auxiliará na administração das ações. Os ensaios se dividem em musicais e de análise semiótica. Os encontros musicais são voltados para a escolha do repertório e o aprimoramento dos cantores e instrumentistas, através do trabalho de técnica vocal e o desenvolvimento de oficinas de arranjo e de técnica instrumental, com o propósito de também delinear a sensibilidade auditiva e emocional além de estimular a experimentação de recursos cênicos para compor a presença de palco dos integrantes. Os ensaios de análise apresentam um trabalho tecendo análises e reflexões sobre as composições escolhidas para o repertório, objetivando uma melhor interpretação das letras, um maior conhecimento dos compositores e das situações discursivas inerentes à sua produção, assim como a percepção do contrato discursivo estabelecido pela produção de novos arranjos e execução desses em dado ambiente.

A

Análise Semiolinguística do Discurso servirá para embasar teoricamente

os encontros. A denominação Análise Semiolinguística do discurso é semiótica (daí “semio”), é lingüística e é do discurso.

É

semiótica, porque não se limita ao valor semântico das formas

lingüísticas, interessando­se também pelo valor semiótico: (1º.) da informação veiculada através do significado stricto sensu, (2º) de dados extralingüísticos, extraídos da situação comunicativa, como o perfil do

falante/escritor e do ouvinte/leitor, a conjuntura sociocultural e histórica, o gênero textual etc. Tudo isso tem de ser levado em conta na interpretação de um texto, ou seja, para interpretarmos o que lemos ou ouvimos recorremos não só ao signo verbal (morfemas, palavras, frases etc), que interessa à lingüística, mas também ao não verbal, que interessa à semiótica, e a tarefa do analista do discurso é, afinal de contas, interpretar textos.

É

lingüística, porque o ponto de partida da interpretação de um texto é a

decodificação dos seus signos verbais.

E

é do discurso, porque é preciso analisar o texto em seu contexto

discursivo, do qual fazem parte doutros textos pré­existentes a ele, que circulam na sociedade em geral (passagens bíblicas, contos de fadas, poemas, letras de música, provérbios etc)ou num dado grupo social

 

(“casos” que fazem parte da memória de uma família, empresa, universidade etc., por exemplo)]

Referências bibliográficas

Segundo Norma ABNT

SCHAEFER, R. Murray. O Ouvido Pensante. – São Paulo: Fundação Editora da UNESP, 1991. COPLAND, Aaron. Como Ouvir e Entender Música. – Rio de Janeiro:

Editora Artenova S.A., 1974. GOULART, Diana e COOPER, Malu. Por Todo Canto. ­ São Paulo: G4 Edições Ltda., GROUT, Donald J. E CLAUDE, V. Palisca. História da Música Ocidental. – Lisboa: Gradiva Publicações Ldta, 2001. PAHLEN, Kurt. História Universal da Música. – São Paulo: Edições Melhoramentos, 3a edição. 2002. RIBEIRO, Wagner. História Da Música No Antigo Continente. – São Paulo:

Editora Coleção F.T.D. Ltda, 1965 WISNIK, José Miguel. O Som e o Sentido. – São Paulo: Companhia das Letras, 1989.

Nome Completo do Coordenador(a) *

Marcio Pizzi de Oliveira

Matrícula SIAPE do Coordenador(a) *

2256211

Cargo/Profissão *

Doce nte EBTT
Doce nte EBTT
 

Telefone do Coordenador(a) *

25677276

E­mail do Coordenador(a) *

VALENÇA
VALENÇA

Campus de Lotação do Coordenador *

 

Palestrante(s) / Integrante(s) *

Se Houver, informar: nome completo e e­mail

Marcio Pizzi de Oliveira

Público­alvo *

Alunos e comunidade

Inscrições *

Local; Período e Forma de realização (e­mail; telefone; local etc.)

No Cefet valença na primeira semana de outubro por email ou no local

Local da Palestra *

Cefet Valença

Dia(s) e horário(s) de início evento *

Oct ober 27 2017
Oct ober
27
2017
04 : 00 AM
04 :
00
AM

Dia(s) e horário(s) de término do evento *

October 27 2017
October
27
2017
08 : 00 AM
08 :
00
AM
SIM
SIM

Esta atividade tem vínculo a algum Programa ou Projeto de Extensão cadastrado? *

Em caso positivo, informar o nome do Programa ou Projeto de Extensão vinculado

Clube de música

Programa ou Projeto de Extensão vinculado Clube de música Parcerias * Não há parceiro Other: Observações

Parcerias *

Não há parceiro

Other:

Clube de música Parcerias * Não há parceiro Other: Observações Finais A presença da música tem

Observações Finais

A presença da música tem chamado atenção das unidades do Cefet RJ em função da contratação de novos professores de música no último concurso. A entrada desses profissionais aumenta o leque de possibilidades na criação de atividades que favoreçam a expressão dos jovens alunos. Apesar dessas novas possibilidades, existem dificuldades inerentes ao contexto educacional que devem ser destacadas no intuito de tornar projetos ligados à prática musical realmente transformadores e relevantes.